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11/04/2011

A FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO

A FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO

CENÁRIOCENÁRIO

Organização Mundial de Saúde (OMS):

10% da população mundial tem alguma deficiência

Censo IBGE 2000:

14,5% da população ou 25 milhões de brasileiros têm alguma deficiência, sendo que:

70% vivem abaixo da linha da pobreza;

33% são analfabetos ou têm até 3 anos de escolaridade;

90% estão fora do mercado de trabalho;

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LEGISLAÇÃOLEGISLAÇÃO BRASILEIRABRASILEIRA

CF 88

Lei 7 .853/89

Lei 8.213/91 (Art. 93) “Lei de Cotas”

Decreto 3.298/99 (competência do MTE) com alterações do Decreto 5.296/04

IN 20/2001 (SIT)

IN 36/2003

Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

(2008)

COMPETÊNCIACOMPETÊNCIA DODO MINISTÉRIOMINISTÉRIO DODO TRABALHOTRABALHO

Artigo 36 §5º do Decreto 3.298/99 “ Compete ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer sistemática de fiscalização, avaliação e controle das

empresas

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AÇÕESAÇÕES DODO MTEMTE

Qualificação profissional proporcionando formação para auxiliar a

t ATRAVÉS DE REPASSE DE RECURSOS)

i

nserç o no mun o o ra a o (

ã

d

d

b lh

FEITA NA FORMA INDIRETA

Cadastramento de pessoas com deficiência para preenchimento de

vagas no mercado de trabalho no Sistema Nacional de Emprego –

SINE (FORMA INDIRETA )

Fiscalização da cota legal (FORMA DIRETA DE ATUAÇÃO)

COTASCOTAS AA SEREMSEREM PREENCHIDASPREENCHIDAS

Artigo 93 da Lei 8.213/91

“A empresa com 100 (cem) ou ma i s emprega dos está o br i ga da a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoas portadoras de deficiência habilitadas, na seguinte proporção:

I – até 200 empregados, 2%;

II de 201 a 500 em p re gados , 3% ;

III – de 501 a 1000 empregados, 4%;

IV – de 1001 em diante, 5%”

(Matriz + Filiais)

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CÁLCULOCÁLCULO DADA COTACOTA

As cotas são calculadas aplicando se o percentual ( 2 a 5%) ao somatório dos empregados matriz e filiais

TOTAL DE EMPREGADOS = MATRIZ + FILIAIS DE TODA UF Excluir da base de cálculo
TOTAL DE EMPREGADOS = MATRIZ + FILIAIS DE TODA UF
Excluir da base de cálculo os PCD´s empregados e os aprendizes

Cotas flutuantes e não fixas

Aposentados por invalidez entram na base de cálculo (hipótese de suspensão do contrato de trabalho) e contam também no cumprimento da cota

EXEMPLOEXEMPLO DEDE CÁLCULOCÁLCULO DADA COTACOTA

Total de empregados dos estabelecimentos da empresa

= 1.098 + 4.482 + 1.104 + 124 + 431 + 386 =

= 7.625 ( conforme CAGED SE , TODOS OS ESTABELECIMENTOS)

Percentual de vagas para a Cota = 5%

Cálculo do número de vagas para a Cota

= 7.625 x 5% = 381,25

ARREDONDAMENTO PAR A MAIS :

Instrução Normativa 36 de 05/05/2003 c/c art.10, § 4º da Instrução Normativa nº 20 de 26/01/2001

Cota: 382
Cota:
382

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DIREITOSDIREITOS EE DEVERESDEVERES

deficiência é um

empregado com os mesmos direitos e deveres de qualquer outro.

A

pessoa com

RESERVARESERVA DEDE POSTOSPOSTOS

“A dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao

final do contrato por prazo determinado de mais de 90 dias, e a

imotivada no contrato por prazo indeterminado, poderá ocorrer

após a contratação de substituto de condições semelhante.”

Art. 93, § Lei 8.213/91

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EMPREGADOSEMPREGADOS REABILITADOSREABILITADOS PELAPELA PREVIDÊNCIAPREVIDÊNCIA SOCIALSOCIAL

Certificado de Reabilitação emitido pelo Centro de Reabilitação Profissional – CRP d o INSS .

EMPREGADOEMPREGADO REABILITADOREABILITADO DOCUMENTOSDOCUMENTOS NECESSÁRIOSNECESSÁRIOS

CERTIFICADOCERTIFICADO DEDE REABILITAÇÃOREABILITAÇÃO PROFISSIONALPROFISSIONAL ConceitoConceito ee ComprovaçãoComprovação

Todos os segurados vinculados ao Regime Geral da Previdência Social submetidos ao processo de reabilitação profissional desenvolvido ou homologado pelo INSS.

profissional desenvolvido ou homologado pelo INSS. CRP (Centro de Reabilitação Profissional) 

CRP

(Centro de Reabilitação Profissional)

Certificado emitido pela Previdência Social

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PROJETOPROJETO PCDPCD // APRENDIZAGEMAPRENDIZAGEM

Concessão de prazo (máximo de 2 anos) para cumprimento integral da cota prevista no artigo 93 da lei 8213 /91 para as empresas que realizarem a aprendizagem de PCD´s.

Obrigatoriedade das instituições públicas e privadas que ministram educação profissional de disponibilizar cursos profissionais para as PCD´s (artigo 28, § 2º do Decreto 3298/99)

Não há previsão de idade máxima para o aprendiz PCD (art. 2º, § único, do Dec. 5598 / 2005 )

Aplicação, pela SRTE/MG, da cota de aprendizes no percentual mínimo – 5% (pode variar de 5 a 15% )

Matrícula dos PCD´s no curso de aprendizagem condicionada à sua capacidade de aproveitamento e não ao nível de escolaridade (art.28, § 2º do Dec.

3298/99)

COTASCOTAS DISTINTASDISTINTAS

A cota de aprendizagem não se confunde com a cota de empregados com deficiência (Nota Técnica 121/DMSC/DEFIT/SIT, de 01/09/2004)

Aprendiz PCD cumpre apenas cota de aprendizagem

Ao término da qualificação profissional e contratação como empregado, passa a integrar a cota de pessoas com deficiência

Não pode haver superposição de cotas

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AUTUAÇÃOAUTUAÇÃO

REITERADA DEMONSTRAÇÃO DE DESINTERESSE POR PARTE DA EMPRESA

não comparecimento ;

Comparecimento sem apresentação de resultados significativos para cumprimento da cota;

dispensa de PCD/reabilitado sem a contratação de substituto de condição semelhante.

AUTUAÇÃOAUTUAÇÃO VALORVALOR DADA MULTAMULTA

Autuaçã o : R $ 1.410,79, acrescido de 0 a 50% (por cargo não preenchido )

Encaminhamento da empresa para o Ministério Público do Trabalho

Obs: percentual de autuações : 20%

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QUESTIONAMENTOSQUESTIONAMENTOS

Baixa qualificação da mão deobra existente (empresas devem baixar o nível de exigências) – Foco na pessoa e não deficiência

Perda do benefício de prestação continuada concedido pelo

INSS

Atividade econômica de alto risco

Mercado de trabalho competitivo – com demanda

crescente

Empresas com alta e baixa rotatividade de mão deobra

Falta de adequação dos postos de trabalho

Dificuldades de inclusão nas tomadoras de serviços

CONCEITO LEGAL DE DEFICIÊNCIA, PARA CUMPRIMENTO DAS COTAS

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Base Legal

DECRETO 5.296 DE 2 DE DEZEMBRO DE

2004.

Publicado no D.O.U. de 3.12.2004.

2 DE DEZEMBRO DE 2004. Publicado no D.O.U. de 3.12.2004. Regulamenta as Leis n o s

Regulamenta as Leis n os 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.

Art.

§ 1º Considera se, para os efeitos deste Decreto:

I pessoa portadora de deficiência, além daquelas previstas na Lei no 10.690, de 16 de junho de 2003, a que possui limita ção ou inca pacidade para o desempenho de atividade e se enquadra nas seguintes categorias:

a) deficiência física;

b) deficiência auditiva;

c) deficiência visual;

d) deficiência mental;

e) deficiência múltipla.

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LAUDO MÉDICO - Modelo AVALIAÇÃO MÉDICA Empregado: Admissão: Cargo: C.T.P.S. Nº - série Filiação: Origem
LAUDO MÉDICO - Modelo
AVALIAÇÃO MÉDICA
Empregado:
Admissão:
Cargo:
C.T.P.S. Nº - série
Filiação:
Origem da deficiência:
Acidente de trabalho
Congênita
Adquirida em pós operatório
Acidente
D
Descrição da deficiência com código da CID
Limitações funcionais:
Não
Sim
Quais:
( .
.
.)
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LAUDO MÉDICO - Modelo
( .
.
.)
Conclusão
O empregado foi enquadrado como portador da deficiência, nos termos do Decreto
3298 - 20/12/99 em seu Art. 4º, com as alterações determinadas pelo art. 70 do
I- Deficiência Física - altera ão com leta ou
ç
p
p
arcial de um
IV-
Deficiência
Mental
-
funcionamento
intelectual
ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o
comprometimento da função física, apresentando-se sob a
forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia,
tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro,
paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as
que não produzam dificuldades para o desempenho de funções
significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18
anos e limitações associadas a duas ou mais habilidades adaptativas,
tais como:
a)
- Comunicação;
b)
- Cuidado pessoal;
c)
- Habilidades sociais;
d)
- Utilização de recursos da comunidade;
e)
- Saúde e segurança;
II- Deficiência Auditiva - perda bilateral, parcial ou
f) - Habilidades acadêmicas;
total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por
g) - Lazer;
audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz
e 3.000Hz
h) - Trabalho.
Idade de Início:
Obs: Anexar audiograma
Obs: Anexar laudo do especialista.
III- Deficiência Visual - cegueira, na qual a acuidade
visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a
melhor correção óptica; a baixa visão, que significa
acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a
melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da
medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou
menor que 60 o ; ou a ocorrência simultânea de quaisquer
IV-
Deficiência
Múltipla
-
associação
de
duas
ou
mais
deficiências.
das condições anteriores. Anexar laudo oftalmológico
estando apto para exercer as funções de:
Médico do Trabalho Examinador:
Carimbo e assinatura
Estou ciente de que estou sendo enquadrado na cota de deficientes da empresa
Autorizo a divulgação deste Laudo para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego-MG
Data:
Assinatura do empregado:
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Definição de deficiência física

a lteraçã o completa ou parc ia l de um ou ma is segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física.

Formas de apresentação

1. paraplegia,

2. paraparesia,

3. monoplegia,

4. monoparesia,

5. tetraplegia,

6. tetraparesia,

7. triplegia,

8. triparesia,

9. hemiplegia,

10. hemiparesia,

11. ostomia,

12. amputação ou ausência de membro,

13. paralisia cerebral,

14. nanismo,

15. membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

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Paralisias

Paraplegia e paraparesia

 

membros inferiores

Monoplegia e monoparesia

PLEGIA:

apenas um membro

paralisia completa

Tetraplegia ou tetraparesia

os quatro membros

PARESIA:

Triple g ia e triparesia

paralisia incompleta

três membros

Hemiplegia e hemiparesia

 

lado direito ou lado esquerdo do corpo

 
  Ostomia

Ostomia

Há situações de doença, tumoral ou não tumoral, nas quais o cirurgião ao operar para tratar a doença vai ter que destruir estruturas de controle da eliminação; depois vai tentar criar, noutro lugar do corpo, uma estrutura de eliminação de fezes ou de urina.

A

estas estruturas, chamam os médicos estomas (ou ostomas) que, quer

dizer bocas; e dizse da pessoa nesta situação que lhe foi feita uma ostomia

e

que é , portanto, um ostomizado . Atualmente o conceito foi alargado a

todas as situações em que é criada, artificialmente, uma ligação para o

exterior, permanente ou transitória.

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Colostomia

Colostomia • A co l os t om ia é um ti po de ostoma intestinal

A co lostomia é um tipo de

ostoma intestinal que faz a

comunicação do cólon com

o exterior. As colostomias podem ser permanentes ou temporárias.

Ileostomia

Ileostomia • A ileostomia é um tipo se ostoma intestinal que faz a comunicação do intestino

A ileostomia é um tipo se

ostoma intestinal que faz a comunicação do intestino delgado, com o exterior. Podem ser também permanentes ou

temporárias, obedecendo ao mesmo critério que as colostomias. Localizamse sempre no lado inferior direito do abdômen.

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Urostomia

Urostomia • D enom ina ‐ se uros t om ia ou desvio urinário a intervenção

Denomina se urostomia ou desvio urinário a intervenção cirúrgica que consiste em desviar o curso normal da urina. A semelhança das ostomias intestinais, podem ser permanentes ou temporárias.

Traqueostomia

Traqueostomia
Traqueostomia

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Amputação, ausência, deformidade • amputação ou ausência de membro (perda de segmento ósseo de membro

Amputação, ausência, deformidade

amputação ou ausência de membro (perda de segmento ósseo de membro e perda parcial de parte óssea de um segmento equivale à perda do segmento)

A perda parcial de partes moles, sem perda de parte óssea do segmento, não é considerada para efeito de enquadramento.

membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções .

Caracterização de incapacidade decorrente de amputação

Anexo III do Regulamento da Previdência Social Decreto N o 3.048, de 6 de maio de 1999, modificado pelo Decreto N o 4.032, de 26 de novembro de 2001.

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Membro Superior

Membro Superior

Decreto 3048, AnexoIII

perda de segmento ao nível ao acima do carpo;

perda de segmento do pri meiro quiro dá c tilo, des d e que atingida a falange proximal;

perda de segmentos de dois quirodáctilos, desde que atingida a falange proximal em pelo menos um deles;

perda de segmento do segundo quirodáctilo, desde que at ing ida a fa lange prox ima l.

perda de segmento de três ou mais falanges de três ou mais quirodáctilos

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Membro Inferior

Membro Inferior

Situações

perda de segmento ao nível ou acima do tarso;

perda de segmento do primeiro po do dá c tilo, desde que atingida a falange proximal;

perda de segmento de dois pododáctilos, desde que atingida a falange proximal em ambos;

perda de segmento de três ou mais falanges de três ou ma is po do dá ctilos.

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Membros com deformidade congênita ou adquirida

Comprovação do comprometimento da função.

Encurtamento de membro inferior

superior a quatro centímetros

Paralisia Cerebral

Paralisia Cerebral é uma lesão de alguma(S) parte ( s) do c é rebro.

Acontece durante a gestação, durante o parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança.

É uma lesão provocada, muitas vezes, pela falta de oxigenação das células cerebrais .

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Nanismo

Estado de um indivíduo caracteriza do por uma estrutura muito pequena, decorrente de uma deficiência do crescimento provocada por insuficiência endócrina ou alimentação.

decorrente de uma deficiência do crescimento provocada p or insuficiência endócrina ou má alimentação.
Deficiência auditiva • Perda bilateral. NÍVEL DE PRESSÃO SONORA = • Parcial ou total de:
Deficiência auditiva
• Perda bilateral.
NÍVEL DE PRESSÃO
SONORA
=
• Parcial ou total de:
VOLUME DO SOM
– 41 dB ou mais, aferida por por audiograma nas
freqüências de 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz e 3.000
Hz.
FAIXA DAS
FREQÜÊNCIAS
UTILIZADAS NA
COMUNICAÇÃO
SOCIAL

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Deficiência visual

Cegueira acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica .

Baixa visão acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho com a melhor correção óptica.

Os casos nos quais a somatória da medida do campo visua l em ambos os olhos for igual ou menor que

60 o .

Ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.

Deficiência mental

Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestã o antes dos dezoito anos e

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Deficiência mental

e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades a d aptativas, tais como:

a) comunicação;

b) cuidado pessoal;

c) habilidades sociais;

d) utilização dos recursos da comunidade;

e) saúde e segurança;

f) habilidades acadêmicas;

g) lazer;

h) trabalho.

Deficiência múltipla

Associação de duas ou mais deficiências.
Associação de duas ou
mais deficiências.

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Obrigada

CONTATO

LAILAH.VILELA@OI.COM.BR