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SERVIÇO DE NOTÍCIAS REGIONAIS

MADEIRA EMIGRANTE

DE

3 A 9 DE MARÇO DE 2012

ATUALIDADES

Futuro da Autonomia depende da sustentabilidade financeira

Futuro da Autonomia depende da sustentabilidade financeira O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou, ontem,

O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou, ontem, que «temos de ganhar a sustentabilidade financeira da Região Autónoma, porque o futuro da Autonomia depende disso». À entrada para a sessão de apresentação do livro "A autonomia Legislativa da Regiões Autónomas", escrito pelo ex-deputado do PSD e constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia, depois de questionado sobre as críticas dos partidos da oposição à proposta de Orçamento Regional da Madeira, entregue na segunda-feira, Jardim afirmou que ficaria «preocupado» se a oposição não criticasse a proposta de Orçamento Regional, reconhecendo que as medidas previstas serão «de aperto». «Se eles não criticassem é que eu ficava preocupado, porque eles são oposição», respondeu. «É um orçamento também de aperto como o orçamento nacional, temos de ganhar a sustentabilidade financeira da Região Autónoma, porque o futuro da Autonomia depende disso», afirmou. Alberto João Jardim referiu já ter dito «tudo» aos madeirenses sobre o que está previsto no Orçamento e deixou críticas ao tratamento da informação no continente. «Os madeirenses estão a par de tudo o que se passa, aqui no continente é que não estão, porque a informação que chega aqui é defraudada, é deturpada, é omissa, é censurada», considerou. Já sobre as autonomias, Jardim considerou que a Madeira «não tem ainda os poderes suficientes» e que, por isso, nesta legislatura irá apresentar uma proposta de revisão constitucional para «alargar o poder legislativo».

Jardim defendeu que também no capítulo orçamental «é preciso» que a Madeira não esteja sujeita a regras com as quais não concorda. «Mas isso é humano, nunca se gosta de estar ligado a coisas com que não se concorda», disse. Por outro lado, ainda à entrada para a apresentação do livro, afirmou que a polémica sobre as competências do ministro da Economia é uma «guerra de alecrim e manjerona que não interessa nada», considerando que o Governo da República «deve-se entender» sobre a gestão do QREN. O líder madeirense afirmou que «quem deve gerir os fundos comunitários é o Governo e o Governo deve-se entender entre si». Questionado sobre se o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, tem condições para continuar depois de na segunda-feira ter estado reunido em São Bento com o primeiro-ministro alegadamente sobre a gestão dos fundos do QREN, Jardim disse não ter opinião sobre o assunto. No final da sessão, Jardim afirmou que sempre foi «oposição ao CDS» e principalmente «a este CDS ultraliberal», referindo que na Região os centristas representam uma «Madeira antiga» contra a qual lutou «uma vida inteira». Questionado sobre se o CDS-PP é um bom parceiro de coligação no Governo para o PSD, Alberto João Jardim invocou estar «no continente» para não responder, mas fez questão de vincar a sua posição. «Que fique bem claro, eu toda a minha vida fui oposição ao CDS, principalmente a este CDS ultraliberal, sempre fui oposição ao CDS, sempre que se fez aliança em Portugal nunca aceitei fazer, o CDS na Madeira representa sociologicamente aquela Madeira antiga contra a qual lutei uma vida inteira e que tive de mudar para fazer esta Madeira atual», afirmou. «Eu sou oposição ao CDS, não há mais nada a dizer», concluiu.

Crise não pode pôr em causa núcleo essencial da Autonomia regional

O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considera que em relação à Região Autónoma da Madeira «é evidente que há uma situação de crise financeira séria, mas é preciso que essa crise não ponha em causa o núcleo essencial da autonomia regional e é essencial que, nessas circunstâncias, não haja também um discurso político nacional cínico que é reduzir os benefícios à Região Autónoma só com o pretexto da crise, quando o que se pretende é pôr em prática uma ideologia anti-autonómica». Isto porque, afirmou, «também há protagonistas políticos que têm uma ideologia anti-autonómica e isso é preciso ser denunciado». As declarações de Bacelar Gouveia foram proferidas a propósito do lançamento do seu livro intitulado “Autonomia Legislativa das Regiões Autónomas Portuguesas”. Questionado sobre se a autonomia arrisca-se a ser prejudicada por causa da crise financeira, Bacelar Gouveia disse achar que «há o risco de redução da amplitude da autonomia regional e até mesmo um período de asfixia, mas é preciso lutar tanto politicamente como juridicamente para que isso não aconteça». Considerou ainda que a temática do livro é atual, «visto que a crise financeira também se repercute numa crise de poder das próprias regiões autónomas e do próprio Estado». Portanto, disse, «este livro, além de ter uma parte de análise dos poderes regionais, também tem uma parte de especulação e de discussão de ideias em relação a formas alternativas de aprofundamento da autonomia regional».

Novas estratégias de Qualidade

Novas estratégias de Qualidade A Estratégia Regional para a Qualidade na Região Autónoma da Madeira (ERQRAM),

A Estratégia Regional para a Qualidade na Região Autónoma da Madeira (ERQRAM), implementada em

2000, tem tido um balanço positivo. E, depois de três estudos feitos em 2007, 2009 e 2011 sobre o plano

que tem proporcionado às empresas madeirenses a prestação de um melhor serviço, o corrente ano será dedicado a delinear novas ações no âmbito da Qualidade.

A directora regional de Comércio, Indústria e Energia, Isabel Rodrigues, garantiu que «o primeiro patamar

está feito, agora no decurso deste ano a ideia é fazer uma reflexão estratégica e delinear o novo caminho para a Qualidade, face ao novo período que temos pela frente, há que fazer o ponto de situação e, para isso, temos o barómetro que nos dá o impacto de todo o trabalho desenvolvido». Deste modo, a dinamização da importância da qualidade não pode acabar e a ideia da Direcção é estender do primeiro ciclo do ensino básico para os restantes níveis de ensino as ações de divulgação. Além disso, há a pretensão de desenvolver manuais didático-pedagógicos sobre a Qualidade.

E nesta área é muito importante planear e definir estratégias, bem como acompanhar a actividade que é

desenvolvida pelas organizações certificadas. Por isso, um dos aspetos que Isabel Rodrigues gostaria de desenvolver é o de unir esforços entre as entidades já certificadas para ajudar as que estão a começar a caminhada da Qualidade. «Há um projecto que temos em mente que tem a ver com o pegar em toda a experiência dos serviços públicos já certificados e que têm gestores da qualidade, - porque há aspetos comuns, como os recursos humanos, a parte financeira e a parte orçamental e os serviços públicos já estão certificados e já têm toda uma filosofia e um procedimento delineado - e podemos escolher outros serviços que não delinearam essa estratégia e então os gestores de qualidade, que estão nas várias direções regionais, poderiam dar apoio, em conjunto com colaboradores das próprias organizações, a delinear toda a estratégia para a organização de acordo com o procedimento específico», explicou a responsável. Segundo Isabel Rodrigues, esta é uma forma de estimular as auditorias internas, além das externas que as entidades certificadas são alvo, «havendo uma partilha de conhecimentos». Para a responsável, esta projecto seria fundamental e «nos momentos que temos pela frente que, em termos de verbas temos plena consciência que não vão ser muitas, há que ser criativo e tentar tirar mais-valias deste trabalho que foi desenvolvido por diversas entidades e não vale a pena outras entidades começarem do zero».

«Há sempre empresas interessadas»

Apesar da crise económica, há muitas empresas e entidades que estão interessadas em obter a certificação de qualidade. A garantia é da directora regional de Comércio, Indústria e Energia, Isabel Rodrigues que adianta que «há entidades, públicas e privadas, que começam a ter consciência que é nesta altura, mais do que nunca, que se tem de apostar» na Qualidade. Isto porque o sistema de gestão de qualidade não se foca apenas no cliente, mas também implica toda uma reestruturação interna, «onde há todo um controlo e uma redução de custos que entidades e empresas passam a planear melhor e acho que isso é benéfico nos dias de hoje», referiu a responsável. Isabel Rodrigues lembra que, mais do que nunca, há que fazer uma gestão extremamente controlada «e ajustada à realidade e quando o sistema de qualidade está implementado numa empresa as pessoas estão mais recetivas a mudar que, de uma outra forma se calhar não estariam». Deste modo, recorda que «a certificação é o reconhecimento de uma atitude que temos de ter e é uma forma de gestores e funcionários não esquecerem que, todos os dias, têm de trabalhar com qualidade, porque anualmente há auditorias e objetivos para cumprir, «quando no dia-a-dia não há ninguém que venha dizer onde melhorar». Até agora, na Região não houve nenhuma empresa ou entidade à qual a certificação tivesse sido retirada, após uma auditoria. Isto revela o sucesso deste processo na Madeira.

Portal tem cada vez mais acessos

O portal “Qualidade Madeira” reúne toda informação sobre a Qualidade para que a entidades possam saber antes de iniciar o processo de certificação. As informações estão disponíveis em http://www.qualidademadeira.com.pt. Além de uma agenda de eventos, aquele sítio online tem ainda disponível a Estratégia para a Qualidade, os seminários e as conferências sobre o tema. O número de acessos ao “site” tem aumentado muito.

Barómetro apresenta números positivos

O Barómetro da Qualidade é uma das ações estruturantes da Estratégia Regional da Qualidade que vai

monitorizando «a par e passo o estado na Região». Os últimos dados, referentes a 2011, «demonstram que houve uma evolução extremamente positiva», mesmo com a Região a atravessar um período de contenção. «E, nos por um lado, temos indicadores de desempenho, económicos e estatísticos positivos, referiu Isabel Rodrigues.

Colaboradores mostram bons níveis de satisfação

A perceção dos madeirenses e até dos turistas é que a Qualidade na Região tem melhorado os serviços e

a prova é que uma das áreas com resultados mais elevados é a saúde, na terceira atualização do

Barómetro. As pessoas demonstram ainda satisfação nas áreas da educação e ambiente. Pela primeira vez, foi feita uma auscultação aos colaboradores do sector público e privado que demonstraram níveis de satisfação. Um dado curioso é que os colaboradores do sector público estão um pouco mais satisfeitos do

que no privado.

Mais 2 mil vacinas e menos idosos nas urgências

Mais 2 mil vacinas e menos idosos nas urgências O Instituto de Administração da Saúde e

O Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE) diz que, este ano, foram

administradas mais duas mil doses da vacina contra a gripe, em relação ao ano passado, na população com 65 anos ou mais, sendo que esta situação fez com que afluência aos serviços de saúde fosse menor também comparativamente com o mesmo período do ano anterior.

A garantia foi deixada ontem por Ana Clara, do Departamento de Promoção e Proteção da Saúde. Instada

a comentar o excesso de mortalidade que se registou recentemente no Continente (numa semana,

morreram três mil pessoas), Ana Clara sublinhou que não há equipamento de monitorizar a componente nacional que está a ser feita em termos nacionais. Contudo, adiantou que «empiricamente, não existe essa sensação». Segundo Ana Clara, o Governo Regional fez um grande investimento na informação da população. «Todos nós testemunhamos que a população andou muito menos exposta. Notou-se algum cuidado das pessoas a se manterem quentes em casa», afirma Ana Clara. Por outro lado, conforme prossegue, este Inverno, estamos a ter menos humidade o que também acaba por facilitar. Ana Clara diz que, em termos nacionais, a actividade gripal foi muito intensa na semana até 26 de Fevereiro. A mesma atingiu sobretudo os mais idosos. «Isto leva-nos a crer que conseguimos alguns elementos de proteção. Este ano, o alvo preferencial da gripe sazonal foi o idoso e a complicação também o atingiu. Se conseguimos ter mais duas mil pessoas protegidas e se se considerar a população que temos vacinadas, conseguimos vacinar mais de 50 por cento dos idosos», explica. Refira-se que em Janeiro de 2011, registaram-se 2.533 pessoas com 65 anos ou mais na urgência hospitalar. Em Janeiro de 2012, «houve 2.463».

Obras concluídas em Junho

Obras concluídas em Junho Até Junho, ficam concluídas as obras de beneficiação da Levada dos Tornos,

Até Junho, ficam concluídas as obras de beneficiação da Levada dos Tornos, nos cinco quilómetros restantes, entre Santa Cruz e Machico.

A informação foi adiantada, no dia 8 de Março, por Savino Correia, aquando de uma visita do Grupo

Parlamentar do PSD-M ao referido canal, no sítio do Pomar Baptista, em Santa Cruz, onde decorrem as obras.

Esta obra remonta à década de 50 e estava já degradada, havendo muitas perdas, pelo que estão a decorrer trabalhos de beneficiação. A levada nasce nas bacias hidrográficas de São Vicente, Boaventura

e Santana e, num túnel com cerca de 5.700 metros, vem para sul, para a zona da Ribeira de Santa Luzia,

percorrendo a partir daí todo o sul até Machico, alimentando a zona sudeste da ilha em termos de regadio. Refira-se que na zona sul estão um terço dos agricultores da Região (cerca de 10 mil), sendo a

área de regadio beneficiada de cerca de 1.250 hectares. Savino Correia adiantou que já foram feitas obras de beneficiação em 40 quilómetros, faltando neste momento mais cinco quilómetros, até Machico, obras que ficarão terminadas em Junho. Desta forma, «vamos poder beneficiar de uma economia de cerca de 100 litros por segundo». Dado o tempo seco, o deputado destacou a importância de este recurso ter de ser bem gerido, quer para consumo humano, quer para a agricultura. «A água, hoje em dia quando corre para o mar, é um

problema. Já não pode acontecer isso», frisou, acrescentando que «os caudais são cada vez menores» e «temos de gerir isto com muita inteligência e com muita racionalidade». O parlamentar sublinhou que a aposta nos investimentos relacionados com a gestão dos recursos naturais, nomeadamente a água, «é algo fundamental neste tempo» e enalteceu os trabalhos nesse sentido. Considerou ainda importante a existência de uma consciência coletiva e cívica de que é «fundamental gerir bem este recurso natural que

é a água».

COMUNIDADES

COMUNIDADES Segunda-feira, dia 5 de março de 2012 Processo de destacamento de trabalhadores portugueses para o

Segunda-feira, dia 5 de março de 2012

Processo de destacamento de trabalhadores portugueses para o estrangeiro vai ser reduzido

portugueses para o estrangeiro vai ser reduzido O ministro Pedro Mota Soares anunciou que a Segurança

O ministro Pedro Mota Soares anunciou que a Segurança Social vai reduzir de 60 para três dias o tempo de resposta ao processo de destacamento de um trabalhador português no estrangeiro. “Até hoje, o processo de destacamento demorava 60 dias. Para esta situação de empresas portuguesas ou estrangeiras que precisam de levar mão-de-obra qualificada portuguesa para o estrangeiro, passará a ser possível uma desburocratização do processo, numa redução de 60 para três dias”, disse o ministro da Solidariedade e Segurança Social no Congresso Mundial de Empresários das Comunidades Portuguesas e da Lusofonia, em Lisboa. Segundo Mota Soares, esta redução do tempo de resposta da Segurança Social será sobretudo importante para empresas portuguesas que ganhem projectos no exterior, e poderá mesmo levar a uma

“maior capacidade de conquista de novos projectos e criação de novos postos de trabalho”. O ministro disse ainda que uma parte importante da sustentabilidade do sistema previdencial está dependente de uma maior produtividade das empresas, já que estas são importantes geradoras de receitas sociais. Mota Soares considerou igualmente que, num momento difícil para o país, há “cada vez mais empresas a assumir uma resposta social”, apelando a um reforço dessa intervenção das empresas na sociedade.

um reforço dessa intervenção d as empresas na sociedade. Segunda-feira, dia 5 de março de 2012

Segunda-feira, dia 5 de março de 2012

Projectos de empresas portuguesas estão a ser indicados como modelos a seguir na Venezuela

estão a ser indicados como modelos a seguir na Venezuela Dois projectos em desenvolvimento por empresas

Dois projectos em desenvolvimento por empresas portuguesas no Estado venezuelano de Bolívar (sudeste de Caracas) estão a ser indicados como modelos a seguir pelo governo da Venezuela, revelou o cônsul-geral de Portugal em Caracas. “São projectos que estão a ter uma projeção extraordinária em todo o país e que estão a ser indicados pelas autoridades centrais, aqui em Caracas, como um modelo a seguir por outros Estados da Venezuela”, disse. Paulo Martins Santos falava ao finalizar uma visita de três dias aos Estados venezuelanos de Bolívar e de Delta Amacuro, onde, além de ter mantido encontros com a comunidade lusa local, se reuniu com os governadores Francisco Rangel Gómez e Lizeta Hernández, respetivamente. O diplomata diz que a opinião lhe foi transmitida por Francisco Rangel Gómez, ao comentar os projectos para a construção da fábrica de “Granitos Bolívar”, pela empresa portuguesa Construal, da região de Pedro Pinheiro, e das “Alfarerías Bolívar” (Olarias Bolívar), pela Metalcértima, de Oliveira do Bairro. “Os diferentes governadores por todo o país estarão a ser persuadidos da utilidade de seguir um modelo parecido com estes, que foram seguidos no Estado de Bolívar, e de aproveitar esta boa vontade que as empresas portuguesas têm de trabalhar aqui, porque os resultados são evidentemente muito bons”, enfatizou. Por outro lado, precisou que a mesma informação foi-lhe reiterada pela governadora do Estado Delta Amacuro, Lizeta Hernández. “Consciente do sucesso do seu estado vizinho, transmitiu-me que está totalmente disponível para ouvir propostas de empresas portuguesas para criar lá projectos parecidos”, afirmou. Atualmente “não existe quase nada” de presença empresarial portuguesa no Estado de Delta Amacuro “e a ideia seria mudar isso”, disse o cônsul-geral, adiantando: “Percebi que a disponibilidade era total e que

[a governadora] ficava à espera de propostas nossas para avançar”. Sobre a comunidade portuguesa naqueles dois Estados, Paulo Martins Santos percebeu que há um “enorme apreço” da parte das autoridades locais, o qual lhe “pareceu muito sincero”. “Reiteraram-me aquilo que me tem sido reiterado um pouco por todo o país: que é uma comunidade trabalhadora, honesta, integrada, muito respeitadora do país e muito agradecida pelo país onde está, estando realmente satisfeitos com a opção que tomaram de viver na Venezuela”, concluiu. Durante a deslocação, o cônsul visitou a localidade de Tucupita (Estado de Delta Amacuro, a leste de Caracas), uma zona com muitos pequenos rios e ilhotas que vão dar ao Oceano Atlântico, onde é necessário uma pequena embarcação para se deslocar. Foi a primeira vez que um diplomata luso contactou com a quase uma centena de portugueses que vivem na zona e que esteve em acampamentos locais de várias etnias indígenas.

esteve em acampamentos locais de várias etnias indígenas. Março de 2012 Chávez liberta 79 milhões para

Março de 2012

Chávez liberta 79 milhões para Portugal

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou hoje que aprovou 79 milhões de euros para importar

maquinaria de Portugal para uma fábrica de blocos de argila no estado venezuelano de Falcón, a 500 quilómetros a este de Caracas. "Aprovei uma empresa mista entre o governo nacional e o de Falcón e disponibilizei 79,2 milhões de euros do Fundo de Desenvolvimento Nacional para importar de Portugal a maquinaria necessária", disse. Hugo Chávez falava durante um programa transmitido hoje pelo canal de televisão estatal Venezuelana e gravado sábado em Havana, Cuba, onde se encontra em recuperação depois de ser submetido a uma

operação cirúrgica para extração de uma "lesão", no mesmo sítio onde em junho de 2011 lhe foi extraído um tumor cancerígeno. "Isto é importante, o financiamento para a produção de blocos em Falcón, meu querido Falcón, minha querida governadora (Stella Lugo de Montilla) ", frisou.

O presidente da Venezuela explicou que a fábrica estará instalada na estrada que liga a cidade de Coro,

capital do Estado de Falcón, à localidade de Churuguara. Frisou ainda que a argila venezuelana "é das melhores do mundo" segundo o resultado de amostras levadas "a laboratórios de Europa, onde há muita experiência".

"A

Venezuela algum dia vai ser país exportador de blocos de argila e mármore", sublinhou.

O

chefe de Estado sublinhou estar "em franca recuperação" da operação cirúrgica a que foi submetido,

frisando que "há uma evolução médica muito favorável". "Os sinais vitais, a frequência cardíaca, a pressão arterial. Não há febre nem infeção, como andam a escrever por aí os especuladores (…). Já estamos a fazer a fisioterapia correspondente a esta primeira etapa da evolução, incluindo caminhadas", disse.

Sexta-feira, 2 de Março de 2012 EUA: Chicago recebe primeiro fórum de autores luso- americanos

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

EUA: Chicago recebe primeiro fórum de autores luso- americanos

A cidade norte-americana de Chicago acolhe hoje o primeiro "Fórum de Autores Luso-Americanos",

cognominado "Caldo Verde para a Alma", com a participação de escritores como Millicent Bórges Accardi,

Frank Gaspar, Paula Neves Lara Gularte ou Carlos Queirós. No evento, à margem da Conferência Anual

e da Feira do Livro da Associação de Escritores e Programas de Escrita dos Estados Unidos (AWP), nove

escritores irão ler histórias, poemas, contos e outros textos sobre valores e cultura portuguesa, incluindo a

gastronomia. O cognome de "Caldo Verde para a Alma" é uma adaptação do título do popular livro norte- americano "Chicken Soup for the Soul'" ("Canja para a Alma") segundo a coorganizadora Millicent Borges Accardi. "Uma vez que a sopa é um alimento que nos conforta e a comida une as pessoas, caldo verde pareceu-me o nome mais apropriado", afirma Accardi. A ideia surgiu no verão passado após um Workshop do escritor Frank Gaspar em Lisboa, num programa internacional em que participaram vinte escritores portugueses e escritores luso-americanos para discutir a "marginalização da literatura luso- americana e a escassez de escritores luso-americanos no cânone literário". O grupo de escritores luso- americanos é formado por Oona Patrick, Paula Neves, Millicent Borges Accardi, Carlos Queirós, Amy Roberts, Lara Gularte, Carlo Matos, Linette Escobar, Tony Roma e Amy Sayre-Roberts. O projecto conta ainda com a participação de Luís Gonçalves, professor leitor de Português na Princeton University. No evento participa ainda a Coordenação do Ensino Português nos Estados Unidos da América (Instituto Camões), cujo representante, João Caixinha, o considera "um momento especial e único e que os organizadores vão querer repetir noutras cidades norte-americanas". "O caldo verde é apenas simbólico, une as pessoas, neste caso, os escritores luso-americanos e o público. Não me parece que vá haver caldo verde, mas vinho e petiscos sim", diz João Caixinha à Lusa. No ano passado, a Feira do Livro e a Conferência AWP em Washington DC tiveram cerca 11 mil participantes. A Feira do Livro, pela primeira vez, terá este ano um expositor para livros de escritores luso-americanos e portugueses, copatrocinada pela editora Tagus Press, onde estarão disponíveis para venda 30 títulos. Paralelamente, foi formado um grupo privado no Facebook intitulado "Presence/Presença" que mantém um fórum de discussão para escritores luso-americanos e escritores descendentes de países lusófonos.

LUSO.FR

Lusophones & Lusophiles

Fevereiro de 2012

& Lusophiles Fevereiro de 2012 La journée des prodiges Expos La Journée des prodiges, Lídia Jorge,

La Journée des prodiges, Lídia Jorge, 30 ans d'écriture. Exposition présentée par la Maison du Portugal et les Editions Métailié, en commémoration des trente ans de la publication du premier roman de Lídia Jorge, La Journée des prodiges. L'occasion d'évoquer l'un des noms les plus importants de la littérature portugaise contemporaine. L'exposition rassemble plusieurs objets chargés de mémoires qui ont accompagné l'écrivain depuis son enfance et qui, d'une certaine façon, témoignent des liaisons et des affects symboliquement présents tout au long de son œuvre.

Inauguration le 28 janvier à 16h00, en présence de l'Ambassadeur du Portugal et de l'écrivain. Présentation par Maria Graciette Besse de l'Université de Paris IV.

Le dernier roman de Lídia Jorge, La nuit des femmes qui chantent, vient de paraître chez Métailié.

Du 28/01 au 10/03 09h00 - 19h00, du lundi au vendredi 13h00 - 19h00, samedi et dimanche

Maison du Portugal - Résidence André de Gouveia Cité Universitaire 7P, boulevard Jourdan 75014 Paris

Fevereiro de 2012 “A destruição foi de partir o coração. Os tons de lama e

Fevereiro de 2012

Fevereiro de 2012 “A destruição foi de partir o coração. Os tons de lama e pedras

“A destruição foi de partir o coração. Os tons de lama e pedras inundaram toda a capital da região, Funchal, deixando a cidade turística irreconhecível, entre outras cidades

e zonas da ilha que também foram devastadas. As notícias de vidas perdidas foram aumentando hora

após hora. A maioria das pessoas temia pelos seus familiares e amigos, o corte da eletricidade e linhas

telefónicas tornou as notícias mais difíceis de chegarem ao público em geral, tornando a situação ainda mais alarmante e desesperante, dificultando também os salvamentos e os pedidos de ajuda. Quase dois anos depois, a reconstrução é muito notável, mas as feridas no coração do povo jamais serão cicatrizadas. Para as vítimas, suas famílias, amigos, para as equipas de resgate e todos que de alguma

forma ajudaram, eu dedico este meu trabalho

para entrar na nossa memória e consciências coletivas.” (Excerto da nota introdutória, da autoria de Octávio Passos).

E quero que se torne uma parte da nossa história visual,

E quero que se torne uma parte da nossa história visual, Centro das Comunidades Madeirenses Informamos

Centro das Comunidades Madeirenses

Informamos que apresentação do Livro 20 de Fevereiro de Octávio Passos, teve lugar, no passado dia 23 de Fevereiro, no Auditório do Museu Casa da Luz, no Funchal.

A apresentação do livro foi feita pelo Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Dr. Miguel

Albuquerque, pelos fotógrafos Eduardo Gageiro e Ângelo Lucas, bem como por Octávio Passos; a

escritora e autora dos textos do livro também marcou presença, Graça Alves completou assim o painel de oradores. "Tivemos o cuidado de produzir uma obra documental, que deverá passar de GERAÇÃO EM GERAÇÃO", referiu a editora Login for Love.

A temática abordada, toca muito profundamente todos os Madeirenses, pois retrata o pior desastre

natural da ilha da Madeira do século XXI. Informamos os possíveis interessados que a referida obra

poderá ser adquirida através de contacto direto com a editora, através do seguinte endereço eletrónico:

do seguinte endereço eletrónico: expolisboa@gmail.com Quinta-feira, 8 de Março de 2012 Patentes no consulado em

Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Patentes no consulado em New Bedford os cadernos de recenseamento eleitoral

Nos termos da lei portuguesa, estão disponíveis no consulado, para consulta e reclamação, durante o mês de março, os cadernos de recenseamento eleitoral respeitantes à área de jurisdição consular de New Bedford. Os interessados devem dirigir-se ao consulado de Portugal, 628 Pleasant Street, sala 204, dentro do horário normal de atendimento ao público, de segunda a sexta, das 8:30 da manhã às 12:00 e das 13:00 às 15:00. Estão também disponíveis na internet as seguintes páginas do Ministério da Administração Interna com informações sobre o recenseamento eleitoral e as eleições: www.portaldocida dao.pt e www.recensea mento.mai.gov.pt, onde os eleitores poderão verificar se estão inscritos e em que comissão recenseadora. Para mais informações contatar pelos telefones (508)997-6151 e

(508)993-5741.

ECONOMIA e FINANÇAS

Manter o crescimento

e (508)993-5741. ECONOMIA e FINANÇAS Manter o crescimento A secretária regional da Cultura, Turismo e Transportes

A secretária regional da Cultura, Turismo e Transportes chegou ao fim da tarde do dia 6 de março à

Alemanha para participar em mais uma edição da feira de Turismo ITB, que decorre até domingo em

Berlim. Na bagagem, Conceição Estudante leva a pretensão de incrementar o número de turistas

alemães para o destino Madeira. Não tanto para o Verão, que está à porta, mas para o próximo Inverno e

para o 2013. Durante a escala que fez em Nuremberga, a caminho da capital alemã, a governante

madeirense começou por sublinhar o facto de a ITB ser a principal feira sectorial do mundo “onde se

congregam os grandes players do mundo turístico, sobretudo o europeu. Mas não só”.

Além disso, referiu que a Alemanha constitui um dos principais mercados para a Madeira com a

particularidade de “ser um mercado que, do ponto de vista económico, apresenta no contexto europeu,

perspetivas favoráveis no que respeita às viagens”.

Conceição Estudante adianta que o mercado alemão conheceu uma evolução positiva para a Madeira o

ano passado “com mais 9,5 por cento de dormidas e mais 8,5% de entradas de hóspedes, em relação ao

ano anterior”. Desta forma, evidencia que Turismo da Madeira está na Alemanha de “armas e bagagens

no sentido de tentar manter estes valores este ano e conseguir uma boa resposta do mercado alemão”.

Acerca desta matéria adiantou que vão estar em Berlim na procura do “reforço de novos voos para o

Inverno e de aumento de capacidade onde for possível e, sobretudo, do aumento do número de clientes”.

Complementa que estão agendados muitos contactos para a ITB, sobretudo com os principais operadores

turísticos alemães. Acentua que a agenda destes dias está repleta, tal como estarão os contactos

previstos dos privados, que diz ser composta por uma comitiva grande da Madeira.

Em relação à próxima estação de Verão, a secretária regional diz ter um “feedback” positivo dos

hoteleiros e agentes de viagens locais, que referem a perspetiva de um incremento já a partir deste mês

de Março. “Com excepção a alguma reserva do mercado português, os mercados internacionais tendem a

ser iguais a 2011, possibilitando bons resultados”, confidencia.

Uma nota final para referir que a Madeira está presente na ITB integrada no pavilhão de Portugal, onde

estão as sete agências regionais de promoção turística e um total de 55 empresas. O pavilhão português

ocupa uma área de 851 m2.

Aeroportos recuperam

português ocupa uma área de 851 m2. Aeroportos recuperam O mês de Fevereiro foi para os

O mês de Fevereiro foi para os Aeroportos da Madeira um mês de ligeira recuperação em relação aos valores registados no início do ano.

Segundo dados da direcção dos Aeroportos da Madeira, «no seu conjunto, ambos os aeroportos obtiveram decréscimos menos significativos do que em Janeiro, tanto em número de movimentos de aeronaves (-114) como em passageiros (-5.079), -3,7%. O Aeroporto do Porto Santo chegou mesmo a registar crescimento positivo (+1%)». No que diz respeito a operadores, e no que concerne aos valores estatísticos do tráfego do Aeroporto da Madeira, é de salientar a subida do número de passageiros transportados pela TAP (+1.3%), a TuiFly (+54%) e a Transavia France (+108.8%). Apenas através da soma destes três exemplos a Madeira recebeu, em Fevereiro, mais de 4.000 passageiros em relação ao mesmo período de 2011. Em termos de mercados, e fruto do trabalho de promoção que tem vindo a ser desenvolvido pela Região, são muito positivos os crescimentos da Alemanha (+4%), da Dinamarca (+12.7%), da França (+30.2%), da Noruega (+119.5%), da Suécia (+17.3%), da Venezuela (+13.5%), de Espanha (+10.1%), da Bélgica (+23.7%), da Suíça (+14.1%) e da Áustria (+67.2%). De notar o decréscimo do tráfego do Reino Unido que atingiu uma quebra de 21,5%, ou seja menos 6.850 passageiros que no período homólogo. Este resultado do Reino Unido é extremamente influenciado pelo cancelamento das operações da companhia aérea Easyjet a partir do aeroporto de Stansted. No presente mês, e no que concerne ao mercado nacional verificou-se um comportamento negativo de 1,3%, o que significa alguma recuperação em relação ao mês anterior (-8.3%).

Chefe Carlos Magno "fechou" participação da Região na BTL

Magno "fechou" participação da Região na BTL No passado domingo, terminou com chave de ouro a

No passado domingo, terminou com chave de ouro a participação da Região autónoma da Madeira em mais uma edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL 2012), sendo que o stand neste dia contou com mais um chef de prestígio, neste caso, Carlos Magno da Charmings Hotels Madeira. Carlos Magno muito tem contribuindo para a valorização das produções agrícolas e agroalimentares regionais colaborando, desde a primeira hora, com a Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural na demonstração das múltiplas possibilidades de utilização do “Produto da Madeira” numa culinária mais contemporânea. Nesta derradeira ação dos "Momentos Madeira", especialmente preparados para a BTL, os visitantes do pavilhão da Madeira foram presenteados com originais propostas culinárias que incluíram o atum, a banana, o Mel de Cana e a sua doçaria, tais como: lombinho de atum corado em azeite de louro e funcho com azeite cortado de mel de cana e ainda um shot de creme de tomate inglês, e espuma de banana com base de bolo de mel de cana. Numa iniciativa que contou com o apoio da “Charmings Hotels Madeira”, este foi mais um momento para

promover e dar a (re) descobrir ao numeroso público que acorreu ao maior evento de divulgação turística realizado em Portugal, as potencialidades e qualidade das produções agrícolas madeirenses.

Vinho Madeira reforça Alemanha

agrícolas madeirenses. Vinho Madeira reforça Alemanha O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da

O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), em conjunto com cinco empresas

exportadoras de vinho Madeira, terminou na passada semana uma ação promocional de na feira sectorial Prowein, que decorre em Düsseldorf, na Alemanha.

O stand do Vinho Madeira, à semelhança de outras feiras vínicas, está inserido no stand da Viniportugal

Wines of Portugal. Segundo o IVBAM, a presença anual do vinho Madeira nesta feira é estrategicamente relevante para a

potenciação de novas oportunidades de negócios e uma importante oportunidade de o promover e divulgar na Alemanha, tradicional mercado de exportação do vinho madeirense.

Atente-se que, economicamente, o mercado alemão é muito importante na comercialização e exportação do vinho Madeira. O ano passado, o total comercializado para este mercado foi de 289,630 litros, que equivaleu a 975 mil euros.

A Prowein conta com 3.600 expositores provenientes de 50 países e aguarda a visita de cerca de 3.900

profissionais do sector vínico entre importadores, retalhistas, catering, jornalistas da especialidade,

“sommelieres” e chefs. Uma nota final para referir que as empresas madeirenses que acompanham o IVBAM são a “Henriques & Henriques”, a “Madeira Wine Company”, a “Justino´s Madeira Wines”, a “H.M.Borges” e a “Vinhos Barbeito”.

A participação na feira é co-financiada em 85% por fundos comunitários, veiculados pelo Programa

Intervir +. Os 15% restantes são suportados pelo Orçamento Regional.

Câmara lança «Produto da Semana”

Câmara lança «Produto da Semana” A Câmara Municipal do Funchal (CMF) inicia amanhã uma nova campanha

A Câmara Municipal do Funchal (CMF) inicia amanhã uma nova campanha de promoção no Mercado dos Lavradores que se chama “Produto da Semana”. As orquídeas são o produto que vai marcar a abertura desta campanha de consumo aos produtos regionais, com “Marca Madeira”. De 5 a 10 de Março, decorrerá a “Semana das Orquídeas”, em que esta flor, há largos anos cultivada na Madeira, vai estar à venda no Mercado a «preço de promoção». «Conseguiu-se que, junto dos comerciantes, e durante várias semanas, seja promovido um produto “Marca Madeira”», contou Rubina Leal, adiantando que nesta iniciativa todos os produtos regionais vão ter uma semana de destaque, como as frutas, os legumes, o peixe e a agro-indústria. «Vamos ter uma semana em que os comerciantes vão juntar-se no sentido de fazer um preço adequado ao consumidor», acrescentou.

Ajudar a escoar os produtos

Esta iniciativa não é a única promovida pela Autarquia do Funchal no Mercado dos Lavradores (recorde- se as feiras temáticas semanais e as ações de promoção com os barman) que visa não só levar turistas, mas também os madeirenses. A vereadora faz notar que «consumir a “Marca Madeira” é uma forma que temos de ajudar os nossos comerciantes e agricultores a escoar os produtos», além que, salientou ainda, «o Mercado dos Lavradores, além da sua beleza, é um local onde se pode adquirir produtos frescos e de boa qualidade». «As nossas margens de sucesso são, sem dúvida, o consumo da “Marca Madeira”», expressou. Rubina Leal destacou, por outro lado, que o Mercado dos Lavradores tem sido alvo de intervenção da CMF no sentido de se tornar sustentável. Melhorias foram feitas ao nível das condições de higiene, ambientais e de requalificação do próprio edifício: «Neste momento está a ser colocado um elevador e a colocação de painéis solares térmicos no edifício e já foram substituídas todas as lâmpadas. Acrescente- se a existência de uma cisterna que permite as lavagens dentro e fora do Mercado.

Exportação garantida para uveira da serra

Exportação garantida para uveira da serra O projecto é diferente. Magda e Sérgio Abreu não vão

O projecto é diferente. Magda e Sérgio Abreu não vão plantar no terreno que herdaram dos avós, em Santana, «semilhas, couves, cenouras ou alfaces» como a grande maioria dos que estão a apostar na agricultura «o está a fazer». Antes, este casal de professores do Funchal, pretende arrancar com uma plantação de uveira da serra, espécie endémica da Madeira, pertencente à Laurissilva, e que vive em locais expostos entre os 800 e os 1.700 metros de altitude. «Descobrimos que esta planta é procurada por industriais farmacêuticos e que tem substâncias excelentes para a medicina oftalmológica», conta-nos Magda Abreu, a qual adianta que os “vizinhos” nos terrenos da Moitada do Vigário, não valorizam esta planta e apanham-na para deitar ao gado. Aliás, conforme atalha Sérgio Abreu, «eles (os agricultores) chamam-nos de loucos. Dizem que estamos a cometer uma asneira e que o nosso projecto não vai dar certo». De qualquer forma, o casal docente não baixa os braços e diz que só está à espera de luz verde, por parte da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, para deitar mãos à terra e começar com o projecto que terá, numa fase inicial, uma área de mil metros. Se tudo correr bem, conforme preconiza o casal, «poderemos avançar para mais mil metros que é a totalidade dos nossos terrenos e, com certeza, os nossos familiares, que também herdaram ali propriedade, farão o mesmo». Neste momento, as deslocações ao terreno são mais para limpar o silvado, fazer algumas experiências com pequenas plantações de algumas outras espécies e, sobretudo, aproveitar o relaxante ambiente proporcionado pela Natureza. Junto aos terrenos que ficam localizados bem nas serras, Magda Abreu recorda que os avós paternos eram de Santana e foi através deles que ganhou o gosto pela agricultura e pelo contacto com os animais. «Os meus avós tinham vacas e nós vivíamos muito entusiasmados com toda a tarefa de tirar o leite à vaca, de subir às árvores de fruto e de dormir na casa de colmo», refere a professora de português. Aquela “nova” agricultora adianta que tanto para ela, como para os irmãos, ir passar fins de semana a Santana era «muito mais interessante do que ir à praia ou dar um passeio pelas ruas do Funchal como muitos meninos da cidade faziam». «Quando o meu pai dizia que era para nos vestirmos que íamos para Santana, até crescíamos», afirma esta professora. Já sobre o projecto que pretende implementar, Magda Abreu afirma que, inicialmente, a família irá dedicar-se à agricultura. Depois, «em caso de necessidade, avançaremos contratando pessoal». «Vamos a ver como vão decorrer os apoios e o trabalho no terreno. Se dá sucesso ou não», sublinha.

Refira-se que no entender do casal, há poucos apoios para plantas da Laurissilva, o que «é de lamentar”. Para já, o casal diz ter garantido quem queira importar a uveira da serra.

Semana do Mirtilo pode ser evento

Magda e Sérgio Abreu dizem que se o projecto pessoal vier a ter sucesso, poderão avançar com contactos junto das entidades locais para a organização da Semana do Mirtilo, em Santana. Uma iniciativa que poderia beneficiar aquele concelho da zona norte.

Lisboa e Funchal são os concelhos que mais perderam empresas em 2011

Funchal são os concelhos que mais perderam empresas em 2011 Os concelhos de Lisboa e Funchal

Os concelhos de Lisboa e Funchal foram os que perderam mais empresas em 2011 e o país só ganhou 51 novas sociedades. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre "Sociedades Constituídas e Dissolvidas de 2011 por concelho" indicam que no universo dos 308 concelhos portugueses, Lisboa (1.980) e Funchal (441) são os dois primeiros no ranking com maior défice. Num universo total de 33.040 novas empresas portuguesas criadas no ano passado, Lisboa registou 3.755 novas empresas: 2.096 no 1º semestre e 1.659 no 2º semestre. Em simultâneo Lisboa registou o desaparecimento de 5.735 empresas: 860 no 1º semestre e 4.875 no 2º semestre. A capital da Madeira, Funchal, também apresenta um balanço negativo de 441 empresas, tendo registado 520 novas sociedades e 961 que fecharam. Resultados que colocam o Funchal no segundo lugar do ranking dos concelhos em que foram dissolvidas mais empresas do que constituídas. “A conjuntura nacional com muito estrangulamento financeiro, a banca que deixou de facilitar qualquer tipo de operação às empresas, um mercado fechado de 150 mil habitantes e as dificuldades no pagamento da parte do Governo Central e Regional e de outras entidades públicas são algumas das razões que o vereador Pedro Calado aponta para o encerramento das centenas de sociedades naquele concelho. Braga fica em terceiro lugar no ranking dos concelhos com mais empresas dissolvidas do que constituídas, apresentando um défice de 257 empresas, tendo sido criadas 771 sociedades e

desaparecido 514.

O concelho de Cascais aparece em quarto lugar no ranking dos que mais perderam empresas, com um

saldo negativo de 232 sociedades, tendo registado 851 novas empresas e perdido 1.083. Logo a seguir está o concelho de Sintra apresenta um défice de 120, com 1.066 sociedades criadas e 1.186 desaparecidas. Em 2011 foram dissolvidas em Portugal 32.989 empresas (7.810 no primeiro semestre e 25.179 no segundo semestre) e foram constituídas 33.040 novas empresas (18.965 no primeiro semestre e 14.075 no segundo semestre), ou seja, feitas as contas Portugal ganhou 51 novas empresas. Os cinco concelhos em que foram dissolvidas mais empresas do que constituídas:

Lisboa - 3.755/5.735 Funchal 520/961 Braga 771/514

Cascais 851/1.083 Sintra 1.066/1.186

53 peritos avaliam património

Sintra – 1.066/1.186 53 peritos avaliam património A Direcção Regional dos Assuntos Fiscais fixou em 53

A Direcção Regional dos Assuntos Fiscais fixou em 53 o número de fiscais que irão avaliar dos imóveis e

terrenos na Região Autónoma.

A decisão, publicada esta semana no Jornal Oficial, responde ao acordo entre o Estado Português e a

Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional relativa ao Memorando de Entendimento de ajuda financeira. No documento ficou acordado que Portugal “…irá rever o quadro legal de avaliação para efeitos fiscais dos imóveis e terrenos existentes e apresentar medidas para (i) assegurar que até finais de 2012, o valor patrimonial tributável de todos os bens imóveis se aproxima o valor de mercado…”. Na Região Autónoma, o diretor regional dos Assuntos Fiscais é, nos termos da lei, o responsável pela fixação do número de peritos locais de avaliação geral, por Serviço de Finanças. Tal como ilustra o quadro acima, João Machado definiu que o número de peritos será de 53, sendo que a maioria vai operar no Funchal (12), seis afectos a cada uma das duas repartições. João Machado fixou também peritos locais para a Calheta (5), Câmara de Lobos (5), Machico (4), Ponta do Sol (4), Porto Moniz (3), Porto Santo (3), Ribeira Brava (4), São Vicente (3), Santa Cruz (6) e Santana

(4).

Os peritos vão fazer até ao final de 2012 a reavaliação do valor patrimonial tributável de todos os imóveis, de maneira a que o mesmo seja aproximado ao valor de mercado.

Serviço Número de Finanças de Peritos Calheta 5 Câmara de Lobos 5 Funchal 1 6 Machico 4 Ponta do Sol 4 Porto Moniz 3 Porto Santo 3 Ribeira Brava 4 São Vicente 3 Santa Cruz 6 Santana 4 Funchal 2 6

Total RAM 53

56 milhões em reembolsos e 210 milhões para a Região

53 56 milhões em reembolsos e 210 milhões para a Região Em 2011, os contribuintes madeirenses

Em 2011, os contribuintes madeirenses foram reembolsados em 56 milhões de euros relativos ao IRS do ano anterior. Já a Região arrecadou cerca de 210 milhões de euros de receita líquida também por via da entrega das declarações de IRS relativas a 2010. Estes dados foram divulgados na passada semana pelo diretor regional dos Assuntos Fiscais, e um dia após o início da campanha de entrega do IRS no formato papel. João Machado admitiu que, «naturalmente que referentes a 2011, esperamos menos reembolsos»,

atendendo às alterações legislativas que se verificaram em matéria fiscal. «Na receita deveremos ter um comportamento semelhante porque a conjuntura assim o poderá determinar». Isso por causa do «fenómeno do desemprego e de alguma recessão económica que efetivamente se verifica». O diretor regional dos Assuntos Fiscais comentou que, «de facto, para o ano, com a supressão dos subsídios de férias e de Natal, com o agravamento no último Orçamento de Estado Rectificativo e com um ano difícil que temos pela frente, a receita a arrecadar em 2013 referente a 2012 poderá repercutir alguns efeitos dessas mesmas variáveis». Já no que diz respeito à campanha iniciada no último dia 1 para a entrega das declarações do IRS e que se prolonga até Maio, João Machado lembrou o calendário. Durante este mês, decorrem as entregas das declarações em papel para as categorias A e H, referentes a dependentes e pensionistas. Em Abril, começa a entrega por via da internet para as mesmas categorias, e em papel para as restantes categorias como são os profissionais liberais e pessoas que auferem de rendimentos prediais. Estes terão o mês de Maio para entregar pela internet. Apesar das Finanças incentivarem, cada vez mais, à entrega das declarações através do seu Portal online, dada a maior eficácia, rapidez e gestão de recursos humanos, por exemplo, ainda são muitos os contribuintes que entregam em papel. «Nós procuramos, e apesar dos recursos humanos limitados, reafectar funcionários para a receção de declarações de IRS, sem prejudicar os serviços de Finanças», explicou o governante, que deixou um apelo para que os cidadãos não deixem para o fim dos prazos para entregarem as suas declarações.

EDUCAÇÃO E CULTURA

Secretário de Estado da Cultura no Festival Literário

Secretário de Estado da Cultura no Festival Literário O secretário de Estado da Cultura, Francisco José

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, estará no Funchal, no próximo dia 17 de Março, para participar numa das mesas de debate do II Festival Literário da Madeira, que este ano se realiza no Teatro Municipal Baltazar Dias, entre 15 e 18 do corrente, e durante o qual se irá falar da atualidade e da literatura, de agências de notação financeira, da crise, da troika, de poesia, crítica e imaginação. Na qualidade de escritor, Francisco José Viegas será um dos oradores da última mesa que se realiza no sábado dia 17, pelas 17 h 30, intitulada “Éramos originais e não sabíamos”. Neste debate, serão

levantadas questões como: «Na era da inovação obrigatória, a literatura tem sido capaz de se reinventar ou está cada vez mais repetitiva? Como andamos a escrever o mesmo que os clássicos. Será a originalidade um valor sobrestimado?». Francisco José Viegas faz parte de um grupo que inclui ainda Graça Alves, José Mário Silva e Karla Suáres. De salientar ainda que a primeira mesa do Festival Literário da Madeira, no dia 16, pelas 18 horas, tem por tema “Éramos felizes e não sabíamos – Como a troika influenciou os nossos dias”. Neste painel, e para além de Inês Pedrosa, José Manuel Fajardo, Patrícia Reis, Pedro Vieira, Rui Nepomuceno, junta-se Castanheira da Costa, reitor da Universidade da Madeira. Deste evento de carácter internacional, aponte- se ainda a primeira mesa do dia 17, às 10 horas. «Éramos poors e não sabíamos Como a crítica literária (não) influencia os leitores”, terá Afonso Cruz, Ana Margarida Falcão, Eduardo Pitta, Júlio Magalhães. Depois, «Éramos violentos e não sabíamos Como a poesia pode mudar a nossa vida», será debatida por Barry Wallenstein, Fernando Pinto do Amaral, Francesco Benozzo, Jaime Rocha, João Carlos Abreu, Yang Lian. «Éramos piegas e não sabíamos - Como a lamechice influenciou a nossa literatura” é o debate que terá lugar pelas 15 h 30 do dia 17, com as participações de Joel Neto, Manuela Ribeiro, Paulo Sérgio BEJu, Valter Hugo Mãe. A par das mesas, serão diversas as iniciativas que irão decorrer no âmbito do Festival Literário organizado pela Booktailors Consultores Editoriais e da editora Nova Delphi, as quais iremos dando conta nas nossas edições.

Festival de teatro escolar na Jaime Moniz

nossas edições. Festival de teatro escolar na Jaime Moniz Teve início, no dia 5 de Março,

Teve início, no dia 5 de Março, o XX Festival Regional de Teatro Escolar - Carlos Varela com a

apresentação do espetáculo “Eu nasço, tu sonhas, ele cria, eles destroem

Reinventar o amor!”, pelas 20h30 no ginásio da Escola Secundária Jaime Moniz. A encenação esteve a cargo do Clube de Teatro “O Moniz - Carlos Varela” e “Clube DancEnigma”. Antes do início do espetáculo foi inaugurada uma exposição dos cartazes relativos às vinte edições do Festival, no largo do museu da escola, as 20h15. No entanto, o festival propriamente dito teve início no dia 6 de março, com a encenação às 11h45 da peça “Um Homem dividido ou Uma Viagem por este teatro”, por parte do grupo “O Moniz- Carlos Varela”. Às

Mas nós

Juntos podemos

15h15, subiu ao palco a “Oficina de Teatro Corpus”, da Escola Secundária Francisco Franco com a peça

“Mais ou Menos

Ladrões”, do grupo “Xavel’Arte”, da Escola do Carmo, foi apresentada. Na quarta-feira, o dia foi mais preenchido com espetáculos de teatro das escolas de Santana, Ribeira Brava e ainda com a atuação de dois grupos convidados. Na quinta-feira, mais grupos entraram em cena, desta vez da Escola Gonçalves Zarco, Bartolomeu Perestrelo, APEL, Louros e ainda o Gabinete Coordenador de Educação Artística. Na sexta-feira, último dia de festival, os alunos do Curso Profissional de Artes do Espetáculo e Interpretação apresentaram dois espetáculos, sendo que o encerramento será as 15h15 do dia 9 de Março.

!

é a ferrugem da alma”. No mesmo dia, pelas 17 horas, “A Branca de Gelo e os Sete

Festival de Teatro Escolar Carlos Varela abre com reflexão sobre o Homem

Ritmo, dança e movimentos criteriosamente executados, ao som de uma banda sonora selecionada ao

pormenor, pontuaram a cerimónia de abertura do XX Festival Regional de Teatro Escolar Carlos Varela, que teve lugar esta segunda-feira à noite, na Escola Secundária Jaime Moniz.

Intitulado “Eu nasço, tu sonhas, ele cria, eles destroem

amor!”, o espetáculo encheu o ginásio desta escola, num evento a cargo do Clube de Teatro O Moniz Carlos Varela e do Clube DancEnigma.

A professora Fernanda Freitas foi a responsável pela conceção do projecto, tendo explicado que «esta

ideia foi concebida no Verão. Uma vez que se vive numa altura de crise, em que as pessoas andam um bocado deprimidas, um bocado afastadas daquilo que realmente interessa, decidimos fazer um espetáculo de multimédia, música, poesia, dança, que pretende fazer uma retrospetiva da história do Homem até à atualidade, para chegarmos aos dias de hoje e ver que o Homem, apesar de possuir tanta coisa, continua só. Daí que a nossa mensagem seja que é mais importante “ser” do que “ter”», esclareceu. Por seu turno, Jorge Moreira, diretor da Jaime Moniz congratulou-se pelos 20 anos deste festival regional, uma «grande aposta» e «uma actividade altamente saudável e de enriquecimento curricular». Refira-se, por outro lado, que a cerimónia de abertura contou com a presença de Jorge Carvalho, em representação do secretário regional de Educação, que felicitou o Liceu por esta iniciativa, desejando que este seja «mais um festival de sucesso».

Mas nós

juntos podemos

Reinventar o

Primeiro clube de jazz na ilha abre em Junho no Lido

o Primeiro clube de jazz na ilha abre em Junho no Lido A Madeira terá o

A Madeira terá o seu primeiro Clube de Jazz, já no início do mês de Junho, que ficará situado na

promenade do Lido, junto ao café Qasbah (na foto).

A novidade foi adiantada, ontem à tarde, pelo presidente da Câmara Municipal do Funchal, que referiu

que a autarquia já adjudicou a obra, depois de ter aberto um concurso de concessão e exploração de um clube de jazz. O novo espaço ficará sediado numas instalações «que pertenciam à câmara e que funcionaram como

depósito durante alguns anos». Miguel Albuquerque avançou ainda que o adjudicatário, Márcio Nóbrega (proprietário do Qasbah), «disse- me que já há também um protocolo com o Hot Clube de Portugal [o mais antigo clube de jazz de Portugal

e da Europa] para ter, nesse espaço, uma presença constante desse clube».

Um espaço com música ao vivo é uma situação que agrada sobremaneira ao autarca, que considera que este é um «retomar de uma tradição que sempre houve, na Madeira, devido à sua característica de destino turístico». «Fico muito satisfeito que se volte a retomar essa tradição, mesmo porque, durante alguns anos, devido a situações conjunturais, houve a tendência para substituir os músicos por máquinas. Espero que, com este

clube, se volte a proporcionar aos funchalenses, e a quem nos visita, a música ao vivo, porque realmente

é extraordinária», congratulou-se.

Um anúncio feito à margem da inauguração do “Piano Bar”, um novo espaço de animação noturna, situado no restaurante “Solar do Piano”.

Recursos do Porto Santo divulgados em livro

do Piano”. Recursos do Porto Santo divulgados em livro “Ilha do Porto Santo: Estância Singular de

“Ilha do Porto Santo: Estância Singular de Saúde Natural/Porto Santo Island: Unique Natural Health Resort” é o título do livro, bilingue, que será lançado às 17h30 do dia 12, 2.ª feira, no Teatro Municipal Baltazar Dias. Celso de Sousa Figueiredo Gomes e João Baptista Pereira Silva, investigadores da Unidade de Investigação “GeoBioTec” da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (da Universidade de Aveiro), são os autores desta obra, que revela os resultados dos estudos efetuados ao conjunto de recursos naturais da ilha do Porto Santo. Os autores, com a colaboração de outros investigadores, têm conduzido investigações multidisciplinares, tendo como objetivo encontrar «argumentos de carácter técnico, científico e clínico justificativos do interesse terapêutico, e não só, de recursos como a areia da praia e da água de nascente da Fontinha, mas, também de outros, igualmente singulares». As especificidades singulares da Ilha Dourada, «sendo reveladoras de potenciais e efetivos impactes positivos na saúde humana, levou os investigadores a atribuir ao Porto Santo a designação de Estância Singular de Saúde Natural», e a recolher e divulgar, nesta obra, os resultados dos estudos efetuados.

Palestra do CEHA abordou a Mulher na História

Palestra do CEHA abordou a Mulher na História “As Mulheres na História” foi o tema da

“As Mulheres na História” foi o tema da conferência que teve lugar, ontem, no Centro de Estudos de História do Atlântico e que teve como oradora Ana Paula Almeida.

A palestrante, que faz parte do Conselho Nacional do Movimento Democrático de Mulheres, começou por

dizer que, ao longo da História, «a mulher sempre foi subjugada e submetida ao poder masculino, até ao século XIX, em que começamos a assistir aos primeiros movimentos feministas e sufragistas, e aí o papel

da mulher começa a inverter-se». Explicando depois que «as primeiras mulheres que começaram a reivindicar alguma igualdade, como as francesas, na época da Revolução, ou eram consideradas loucas ou eram guilhotinadas», especificou que é só a partir do início do século XX que «começamos a ter algumas mulheres de destaque na Europa, E.U.A. e em Portugal, em cargos nas universidades e na política».

A também docente realçou ainda o papel «extraordinário» das primeiras republicanas portuguesas e o de

Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher que votou: «A lei dizia que só podiam votar os chefes de família maiores de 21 anos e, como ela era viúva e sustentava os filhos, votou, contra a vontade de todos

os homens, em 1911». Acreditando não fazer sentido a questão das quotas para o acesso a alguns cargos ou a ainda existente disparidade nos salários, a conferencista denunciou «um caso triste, de uma mulher que foi queimada viva no Nepal, em Fevereiro, porque foi acusada de bruxaria. Ainda é muito difícil dizer que as mulheres atingiram a igualdade, mesmo no mundo civilizado», rematou.

Percursos recuperados

mesmo no mundo civilizado», rematou. Percursos recuperados A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais

A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais (SRARN) vai devolver ao público utilizador, até

Maio, o percurso pedonal entre o Caldeirão Verde e o Caldeirão do Inferno, já recuperado.

O anúncio foi feito na semana passada à tarde em Santana pelo secretário regional Manuel António

Correia, por ocasião da assinatura de um protocolo de colaboração entre a SRARN e a Câmara de Santana no âmbito da atribuição do galardão de Reserva Mundial da Biosfera, da Unesco, a “Santana,

Madeira, Biosfera”, que será formalmente entregue a 25 de Março. O secretário do Ambiente e Recursos Naturais disse ainda que até ao Verão, mais 20 caminhos pedonais ficam prontos, um investimento que ascende a um milhão e 800 mil euros. A Região vai dispor assim de uma oferta de 30 percursos pedonais recomendados, uma aposta de fundo do Governo Regional.

A propósito do galardão atribuído a Santana, Manuel António Correia incentivou municípios e entidades

privadas a participar em processos idênticos, iniciativas importantes para a Madeira, porque representam

desenvolvimento sustentável, não só em termos ambientais, mas também económicos, com efeitos no emprego, já que «fazer crescer a economia alicerçada no ambiente é um caminho certo, de futuro e sem retorno. Melhor ambiente cria mais riqueza e porque criou mais riqueza, vamos defender ainda mais o ambiente para criar mais riqueza», acrescentou.

Santana recebe congresso da “Rede Bios” que reúne Reservas da Macaronésia Na assinatura do protocolo com a secretaria do Ambiente e Recursos Naturais, o presidente da Câmara lembrou que durante cinco dias, entre 21 e 25 deste mês, a cidade de Santana recebe o congresso da “Rede Bios”, que reúne as reservas da Macaronésia. Rui Moisés acrescentou que neste evento vão estar presentes, na qualidade de convidados, os arquipélagos de São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, a par da Madeira, Açores e Canárias”, para debater temas como a sustentabilidade ambiental e a promoção turística”.

Protocolo prevê cooperação entre a SRARN e o município de Santana

O protocolo entre a SRARN e o município de Santana, no âmbito da atribuição do galardão de Reserva

Mundial da Biosfera “Santana, Madeira, Biosfera”, prevê a cooperação no desenvolvimento de projectos e ações. Em causa estão a conservação e a valorização do património natural e cultural, o desenvolvimento

agrícola, o apoio à investigação científica, ações de educação ambiental, conhecimento do património natural e a promoção do ecoturismo, entre outros.

RELIGIÃO

D. António exalta papel social dos leigos

outros. RELIGIÃO D. António exalta papel social dos leigos Cerca de 900 pessoas participaram ontem, no

Cerca de 900 pessoas participaram ontem, no Funchal, na IV Assembleia diocesana do Renovamento Carismático Católico (RCC). «Um dia de oração e de reflexão, um apoio numa linha espiritual, mas

também um compromisso que se renova e assume na ação apostólica, tanto na Igreja como na vida social», considerou D. António Carrilho.

O Bispo do Funchal, que falava aos jornalistas antes de presidir à Missa de encerramento daquela

Assembleia, disse ser indispensável «aprofundar a fé para que se possa assumir a vida no seguimento de Cristo em cada dia.» Neste contexto, afirmou, «os leigos têm um papel especial, tanto na família, como nas instituições públicas ou particulares, e na sociedade», pois, são «presença da Igreja e do Evangelho.»

A sua importância é cada vez mais valorizada «neste tempo em que sentimos como necessário potenciar

todo o apoio ao desenvolvimento da ação sócio caritativa», acrescentou em referência à Semana nacional

da Cáritas que se iniciou também ontem com o tema: “Edificar o bem comum é tarefa de todos e de cada um”. O significado desta “responsabilidade não é apenas uma questão de dar uma oferta, ajudar materialmente, mas é uma mentalidade que se pretende incutir no sentido do outro, como aliás a mensagem do Papa para a Quaresma incute», sublinhou.

Renovamento ajuda na “evangelização”

A IV Assembleia diocesana do Renovamento Carismático Católico (RCC), que ontem decorreu no Centro

de Congressos da Madeira, teve por tema: “Deus Pai acolhe e congrega os seus filhos”; e foi orientada pelo Pe. Alfredo Neres. Através de vários “ensinamentos” e reflexões, este missionário comboniano no Congo falou da presença divina no mundo por intermédio de Jesus; e da “felicidade” que é pertencer à “grande família dos filhos e das filhas de Deus”.

A vivência carismática, reconhece o padre Neres, é também uma “ajuda à evangelização no nosso tempo.

Por exemplo, “só em Kinshasa (capital do Congo), existem 140 grupos do RCC; o número de participantes varia entre os 500 e as duas mil pessoas em cada grupo, com uma média semanal de 100 mil pessoas; é uma força enorme que ajuda os fiéis da Igreja Católica”, porque “só na cidade de Kinshasa

nós temos mais de quatro mil Igrejas independentes”, disse.

Fiéis e sacerdotes em comunhão

A abertura da Assembleia diocesana do RRC foi presidida pelo cónego José Fiel de Sousa, Vigário-Geral

da Diocese. Na sua saudação às centenas de fiéis e sacerdotes afirmou que “hoje, com esta assembleia

carismática, toda a Diocese e a Igreja universal também estão em comunhão”. Para o Pe. Manuel Ramos, assistente do RCC, “o objetivo espiritual, em termos de serviço e do acolhimento, também foi alcançado, em comunhão com toda a Igreja”, referiu ao JM.

Pe. Neres celebra hoje em St.º Amaro

Conforme programa do RCC para esta semana, o Pe. Alfredo Neres vai celebrar hoje na igreja de Santo Amaro, às 18 horas, uma “missa de cura e libertação para doentes e idosos”. Na parte da manhã, tem um encontro com sacerdotes e o Bispo do Funchal.

Diocese lembra Bispos falecidos

Diocese lembra Bispos falecidos “Memória, celebração e gratidão”, foram aspetos salientados pelo Vigário-Geral

“Memória, celebração e gratidão”, foram aspetos salientados pelo Vigário-Geral da nossa diocese, a propósito da Eucaristia pelos Bispos falecidos. «Fazemos memória no sentido de comunhão de toda a Igreja, e de celebração, porque nós temos, de facto, a comunhão dos santos e a eucaristia para nós é memória não só do passado, mas também do presente e do futuro», disse o cónego José Fiel de Sousa. «A Diocese decidiu celebrar a 5 de Março de cada ano a morte do último Bispo ao serviço desta Igreja local, neste caso D. Francisco Santana, passam hoje (ontem 30 anos); mas queremos também fazer uma

grande comunhão numa só cerimónia, para agradecer ao Senhor este dom maravilhoso da vida de todos os nossos Bispos, que aqui serviram o povo de Deus ao longo destes 500 anos», acrescentou. Em referência à mensagem da liturgia da Palavra para o dia de ontem, que falava do “perdão”, o Vigário - Geral salientou ainda a “força” e o lema das “armas” dos Bispos falecidos. «Embora tivessem seguido outras frases bíblicas, todos afirmaram esta vivência do amor e do perdão. As armas episcopais de todos eles espelharam a misericórdia de Deus, deste Pai que é amor como agora estamos a celebrar, segundo

o programa de comemorações do V centenário da Diocese.»

«É bom celebramos assim, em conjunto, a vida e o ministério de todos esses que serviram esta Igreja

particular do Funchal», sublinhou o cónego José Fiel de Sousa. Com o Vigário-Geral da Diocese concelebraram também por esta intenção dos Bispos falecidos o pároco da Sé, cónego Vítor Gomes; e o Pe. Orlando Moisés Morna.

A animação litúrgica (cânticos solenes) foi orientada pelo Grupo Coral de São Gonçalo, sob a direcção de

Manuel Gama. Muitos fiéis participaram nesta Missa, “com saudade e gratidão pelos nossos Bispos, que nos ajudaram a crescer na fé”.

D. António elogia obra de São João de Deus

na fé”. D. António elogia obra de São João de Deus “A solidariedade humana e o

“A solidariedade humana e o amor-caridade não podem ficar confinados a belas palavras, teorias, projectos e simples propósitos”, alertou ontem o Bispo do Funchal na homilia da Missa que celebrou na

Casa de Saúde de São João de Deus. Em referência ao apostolado hospitaleiro iniciado há 500 anos, disse que “os Irmãos de São João de Deus continuam a obra inovadora e sempre atual do fundador, como testemunhas do Evangelho da vida e do amor.” E que, “embora aceitem todo o tipo de doentes, privilegiam o tratamento da saúde mental, reabilitação e inserção social”, com base num “coração que vê e no dinamismo do amor.” “Seduzidos por Cristo, são profetas da esperança num mundo economicista que coloca desafios constantes à dignidade da pessoa humana, especialmente aos idosos, aos deficientes e aos mais pobres”, sublinhou D. António Carrilho. Na ocasião, agradeceu também “toda a actividade dos Irmãos na nossa Diocese”, desde sua chegada, em 1922 (passam agora 90 anos), “edificando com muito sacrifício uma obra de vulto e servindo toda a população em carências de particular importância e exigência”. Com o Bispo do Funchal, na festa litúrgica de S. João de Deus, concelebraram vários sacerdotes, com destaque para o Capelão da Casa, Pe. Aires Gameiro que anunciou o 90.º aniversário da Obra em 2014. Utentes, profissionais e responsáveis de saúde, e entidades oficiais, participaram também neste evento religioso.

DESPORTO

Jardim distingue esforço de Henrique Rosa Gomes

DESPORTO Jardim distingue esforço de Henrique Rosa Gomes O Governo Regional, através do seu presidente, homenageou

O Governo Regional, através do seu presidente, homenageou no passado dia 8 de Março, o jovem piloto de Jet Ski, Henrique Rosa Gomes, pelos dois títulos de campeão do mundo, obtidos o ano passado em Lake Havasu, Estados Unidos da América. Na cerimónia, Alberto João Jardim afirmou que «é hábito do Governo Regional distinguir todos aqueles que expressam o seu esforço e disciplina pessoal e que têm resultados», como foi o caso do jovem piloto de apenas 15 anos. «Um título mundial não é qualquer um que consegue e representa o empenho pessoal e a determinação de querer vencer e ser campeão», frisou o líder do Executivo. Depois de considerar o jovem um «exemplo para a Juventude» e de ter eleito «o mar como o maior estádio da ilha», Alberto João Jardim deixou um apelo: «que os jovens continuem a praticar desporto e a tudo fazerem para serem vencedores e campeões».

Madeirense Marco Ferreira apita FC Porto - Académica

Madeirense Marco Ferreira apita FC Porto - Académica O madeirense Marco Ferreira vai arbitrar no sábado

O madeirense Marco Ferreira vai arbitrar no sábado a receção do campeão e líder FC Porto à Académica, na 22.ª jornada da Liga de futebol, foi hoje anunciado pelo Conselho de Arbitragem da Federação. No domingo, a deslocação do Benfica a Paços de Ferreira será dirigida pelo setubalense Bruno Esteves, enquanto a receção do Sporting ao Vitória de Guimarães é supervisionada pelo portuense Artur Soares Dias.

Carlos Xistra, de Castelo Branco arbitra no sábado a receção do Sporting de Braga ao União de Leiria. A ronda principia na sexta-feira com o Marítimo-Feirense, orientado por Paulo Baptista, de Portalegre. Programa da 22.ª jornada da Liga:

- Sexta-feira, 09 mar:

Marítimo Feirense, Paulo Baptista (Portalegre).

- Sábado, 10 mar:

FC Porto Académica, Marco Ferreira (Madeira). Sporting de Braga União de Leiria, Carlos Xista (Castelo Branco).

- Domingo, 11 mar:

Olhanense Nacional, Cosme Machado (Braga). Rio Ave Vitória de Setúbal, Duarte Gomes (Lisboa). Beira-Mar Gil Vicente, Hugo Pacheco (Porto). Paços de Ferreira Benfica, Bruno Esteves (Setúbal). Sporting Vitória de Guimarães, Artur Dias (Porto).

Falhado o assalto ao 4.º lugar isolado

Artur Dias (Porto). Falhado o assalto ao 4.º lugar isolado O Marítimo falhou ontem o “assalto”

O Marítimo falhou ontem o “assalto” ao quarto lugar isolado do campeonato, depois da derrota encaixada frente ao Vitória de Guimarães, por 1-0, num resultado que acaba por ser lisonjeiro para equipa minhota,

dado o equilíbrio que se notou entre as duas equipas ao longo de 90 minutos, apenas desfeito com o golo de Edgar, aos 73 minutos. Os “verde-rubros” não conseguiram aproveitar o deslize dos “leões” e mantêm os mesmos 38 pontos que os sportinguistas, embora bem sólidos na zona europeia.

O equilíbrio foi notório desde o primeiro tempo, com os minhotos a conseguirem um ligeiro ascendente no

terreno, mas o Marítimo a responder bem, em contra-ataque, destacando-se a ação de Sami e Heldon,

pelas alas. Foi precisamente dos pés de Heldon que saiu o primeiro remate do jogo para os madeirenses,

já à passagem dos 20 minutos, mas sem a melhor pontaria.

Perto da meia hora, os locais criaram a sua oportunidade mais flagrante com Urreta, em posição privilegiada, a não conseguir, por pouco, a emenda a um cruzamento de Alex. O lance fez despertar os “verde-rubros”, que até a final do primeiro tempo foram aguentando a pressão do Guimarães, e criando um par de calafrios para a baliza de Nilson.

Benachour, de livre, falhou por pouco alvo, e Rafael Miranda, pouco depois, em jogada individual, rematou, também, uns centímetros acima da baliza vimaranense, precipitando o nulo que, ao intervalo, se aceitava. Após o descanso, o Marítimo até entrou melhor no desafio, mas continuavam a não disfarçar algumas dificuldades em romper a área vitoriana, com Roberto Sousa a tentar contrariar isso mesmo com um remate de longa distância. Já o Guimarães mostrava alguns sinais de crescimentos, mas além de um remate de Toscano, por cima, só se voltou a revelar verdadeiramente perigoso aos 73 minutos, quando Toscano se desembaraçou da oposição no flanco esquerdo, e serviu Edgar, que praticamente sem oposição, só teve de fuzilar a baliza de Salin. Só a partir da desvantagem, e apesar das modificações operadas com entrada de Danilo Dias, Ibrahim e Fábio Felício, o Marítimo perdeu a coesão, e passou a jogar por instinto, tornando-se, até ao final, uma presa fácil para os minhotos, sobretudo depois da expulsão de Roberge, já em cima dos descontos, por uma entrada descabida sobre Nuno Assis, que praticamente sentenciou as hipóteses de recuperação.

«Não fiquei desiludido mas sim desapontado» O treinador do Marítimo não ficou desiludido com a derrota, mas sim desapontado pelo facto de a sua equipa ter perdido ontem no Estádio D. Afonso Henriques, frente ao Vitória de Guimarães. Pedro Martins considerou que a sua equipa fez um bom jogo, lamentando o facto de não ter conseguido conquistar pontos no reduto do sexto classificado. «Não estou desiludido, estou desapontado com a derrota», começou por afirmar o técnico “verde-rubro”. «Não me lembro do Vitória de Guimarães ter criado uma única oportunidade até ao golo. Fomos uma equipa coesa, que garantiu sempre a posse da bola durante o jogo”, explicou Pedro Martins visivelmente insatisfeito com o resultado. «O Vitória de Guimarães não quis correr riscos, sentido que o Marítimo estava forte, mas depois sofremos um golo e tudo ficou mais difícil», reconheceu o técnico maritimista. «Vamos continuar o nosso trajeto e vamos prepara-nos já para o jogo com o Feirense que é na sexta- feira”, observou, justificando ainda o facto de Danilo Dias não ter sido titular em Guimarães. «Danilo Dias estava em condições mínimas, face a uma lesão e decidimos que não jogaria», explicou a concluir.

Rui Vitória: «Era importante vencer» Para Rui Vitória, o triunfo sobre o Marítimo foi um grande alento, depois de uma pesada derrota na jornada anterior, em Braga.

«Era importante vencer e conseguimo-lo. Perdemos pontos com todas as equipas na jornada anterior e nesta ganhamos o que foi importante», adiantou o treinador da equipa minhota. «Sabíamos que seria um jogo difícil, face a um Marítimo com processos enraizados. Tentamos não cometer erros e, por isso, os meus jogadores estão de parabéns”, analisou o técnico vitoriano. «Agora vamos preparar o jogo com o Sporting, em Alvalade, onde vamos tentar pontuar», afirmou.

Carlos Pereira: «Continuamos a acreditar no 4.º lugar» No final partida, o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, mostrou-se desapontando com o resultado, mas não esmoreceu as suas expectativas. “Continuamos a acreditar que podemos atingir essa posição. Nada está perdido. Ainda faltam 9 novos jogos e tudo pode acontecer», disse o dirigente, falando sobre o jogo: «O resultado não foi bom, o empate seria mais justo, Creio que foi mais demérito do Marítimo do que mérito do Guimarães”. Carlos Pereira vincou que «o objetivo do 4.º lugar continua perfeitamente ao alcance da equipa», e sublinhou a carreira do Marítimo: «Sempre dissemos que podíamos ser a equipa surpresa do campeonato, e face às nossas limitações e não entrarmos em loucuras, estamos num rumo certo, apostando na prata da casa, e vincando o nosso papel de clube formador para podermos equilibrar a tesouraria», concluiu.

Roberto Sousa: «Resultado mais justo seria o empate» No final do jogo, o médio brasileiro Roberto Sousa, considerou que a derrota foi resultado injusto. «No segundo tempo tivermos o controlo do jogo, mas acabou por ser o Guimarães a fazer o golo. O resultado mais justo seria um empate, até porque tivemos mais oportunidade de golo», afirmou o jogador, analisando o facto de a equipa não ser ter conseguido isolar no quarto lugar: «Sabíamos que era uma boa oportunidade para ultrapassar o Sporting, mas ainda assim mantemos a vantagem no confronto direto. Será importante o jogo da próxima semana, frente ao Feirense, até porque o Sporting vai agora jogar com o Guimarães». Roberto Sousa vincou que o objetivo principal é «somar 45 pontos» e que «só depois de atingida essa meta se pensará num outro objetivo». Já o avançado Heldon, que viajou nos últimos dias 11 mil quilómetros desde Madagáscar, onde representou a seleção de Cabo Verde, até a Guimarães, afirmou que «não pesou no subconsciente do jogadores a possibilidade da equipa poder ascender ao 4.º lugar isolado», considerando que a «equipa fez um bom jogo».

Primeira parte de bom nível merecia outra sorte

bom jogo». Primeira parte de bom nível merecia outra sorte O Naci onal não conseguiu segurar no

O Nacional não conseguiu segurar no fim de semana passado um Sporting de Braga imparável que ontem somou a décima vitória consecutiva na Liga e acabou por perder por 3-1, na partida relativa à 21.ª

jornada.

Contudo, os números finais não expressam fielmente aquilo que se passou no Estádio da Madeira, já que

o resultado final induz de forma errada quem não assistiu ao jogo.

Não se pode falar de justiça, porque o futebol premeia sempre quem marca golos, mas a verdade é que a diferença de dois golos é enganadora. Na verdade, o jogo teve duas partes completamente diferentes. Na primeira, foi possível observar um Nacional impetuoso, forte, imaginativo e a praticar um futebol rápido e incisivo e um Sporting de Braga algo permissivo e a revelar até alguma apatia. Na segunda, aconteceu precisamente o inverso, mas neste caso, os “alvinegros” não revelaram essa tal apatia inicial do adversário, mas ficaram, isso sim, rendidos a um futebol de grande qualidade de um adversário que, mesmo sem assumir ser candidato ao título, luta de igual para igual com FC Porto e Benfica. Com efeito, a boa entrada em jogo do Nacional, rendeu um golo logo aos 12 minutos, da autoria de

Moreno, com assistência de Candeias.

A boa fase do Nacional no jogo, não se cingiu aos primeiros minutos, prolongando-se até à entrada do

último quarto de hora. Então, a equipa de Pedro Caixinha bem poderia ter ampliado a vantagem, quando Diego Barcellos, aos 36 minutos, cabeceou ao lado, após cruzamento de Candeias. Mau grado, a equipa perdeu Andrés Madrid, por lesão e, mais tarde, aos 40 minutos, acabaria por sofrer o

tento da igualdade, num lance que se iniciou em Ruben Amorim, passou por Márcio Mossoró e acabou nos pés do goleador Lima que fez o seu 16.º golo na Liga. Antes do intervalo, o mesmo Lima poderia ter feito o 2-1, num remate cruzado, após uma assistência de Hugo Viana, só que Marcelo Valverde não esteve pelos ajustes, fazendo uma boa defesa. Na segunda parte, o “filme” mudou: o Braga começou a desbobinar o seu futebol de qualidade e tomou conta do jogo. Deste modo, aos 53 minutos, os minhotos fizeram o segundo golo, num lance rápido entre Mossoró e Lima, concluído com remate do avançado ao poste. Contudo, na recarga Mossoró bateu Marcelo Valverde, colocando a sua equipa em vantagem pela primeira vez no jogo. O Nacional nunca foi uma equipa entregue ou rendida à sua sorte. Tratou sempre de “sacudir” o jogo do adversário, mas sem consegui-lo, a modos de repor a igualdade. Vai daí, aos 87 minutos, o recém-entrado Ukra concluiu de forma fácil um lance conduzido por Salino, com toque subtil para Lima e este assistir o companheiro.

«Houve dois fatores que nos condicionaram»

O treinador do Nacional considerou ontem que houve dois fatores fundamentais que terão estado na

origem do desaire (3-1) diante do Sporting de Braga. «O Nacional entrou bem no jogo, mas houve dois momentos chave: a lesão do Andrés Madrid e a oportunidade perdida pelo Diego Barcellos que se tem dado golo, faríamos o 2-0 e o curso do jogo poderia ter sido outro», analisou Pedro Caixinha no final da partida no Estádio da Madeira. Para o técnico “alvinegro”, o adversário «foi forte, mas não tão forte para sair daqui com este resultado», considerou. «Acabámos por sofrer o golo do empate perto do intervalo e o adversário fez o 2-1 praticamente no início da segunda parte», lamentou Caixinha, assumindo que, de seguida, a equipa teve de correr riscos. «Com o 2-1 tivemos que assumir o risco e ficamos mais expostos. Depois, aconteceu o 3-1», lamentou. Relativamente à expulsão, o técnico assume ter feito uma pergunta ao árbitro auxiliar. «Apenas perguntei ao árbitro auxiliar se não tinha sido falta sobre o Mário Rondon. É claro que usei o calão que faz parte do léxico do futebol», reconheceu.

No que diz respeito ao futuro, o sexto lugar continua a ser um objetivo: «Continuamos a quatro pontos do sexto lugar, enquanto houver essa possibilidade, vamos lutar por essa posição», sublinhou.

Já o madeirense Leonardo Jardim, técnico do Braga, reconheceu que o resultado final «pode espelhar facilidades que não existiram». «O Braga não entrou bem no jogo, deixando o adversário ser mais forte e dando espaço ao Nacional para fazer bem as transições», admitiu. «Depois, acertamos o nosso jogo e conseguimos o golo do empate. Na segunda parte, corrigimos o que estava mal e fomos mais fortes. Fizemos dois golos nesse período e podíamos até ter feito mais, mas penso que a vitória pela margem mínima seria mais justa», explicou o técnico dos bracarenses.

Andrés Madrid sofreu lesão no adutor da coxa esquerda e será reavaliado nos próximos dias Decorriam apenas 24 minutos de jogo, quando o médio do Nacional, Andrés Madrid ficou caído no relvado, sobre a linha do meio-campo. Prontamente assistido pela equipa médica, o jogador teve de ser retirado em maca, obrigando à sua substituição. No dia em que regressava à competição, recuperado de uma outra mazela, Madrid viu o azar bater-lhe à porta novamente. Desta feita, segundo dos recolhidos, o médio “alvinegro” sofreu uma lesão no adutor da coxa esquerda e vai ser reavaliado nos próximos dias. O jogador junta-se assim aos companheiros Skolnik e Edgar Costa, também entregues aos cuidados do departamento clínico do clube.

Moreno: «Temos de tirar as ilações boas do jogo e prepararmo-nos para regressar às vitórias «Foi bom marcar mas não chegou para ganhar. Foi um bom jogo de futebol. A primeira parte foi muito bem disputada, fizemos o 1-0 e podíamos ter feito o 2-0», sintetizou assim à Sport TV o médio Moreno, do Nacional, autor do único golo da equipa, ontem no jogo com o Sporting de Braga. Prosseguindo: «Na segunda parte perdemos a bola num ataque e sofremos um golo numa transição rápida. Depois foi difícil», reconheceu o jogador do Nacional. Relativamente à substituição do colega Andrés Madrid, que se lesionou durante a primeira parte, afirmou; «Faz falta à equipa mas quem entrou cumpriu». Concluindo o seu raciocínio sobre a partida, Moreno afirmou ainda que a equipa «tem de tirar as ilações boas deste jogo, estudar as más e procurar regressar às vitórias no próximo jogo. Ainda há muito campeonato pela frente», adiantou.