PLANO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL VÓ EUGÊNIA 2009

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Plano Político Pedagógico I – IDENTIFICAÇÃO Nome: Escola de Educação Especial Vó Eugênia Mantenedora: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Endereço: BR 101 – Km 99 Bairro: Centro Cep: 95520-000 Cx. Postal 230 Osório / RS Osório

Telefone / Fax: (51) 3663-1142 -(51) 3663-3596 E-mail: apaeosorio@terra.com.br Utilidade Pública Municipal: nº 12/76 Filiada à Federação Nacional das APAEs: nº 266 Fundação Riograndense de Atend. Ao Excepcional: nº 517/87 CNPJ: 88.881.198/0001-00 Registrada na Secretaria do Trabalho e Ação Social: nº 1058/91 Registrada no CNSS: nº 230622/82 Utilidade Pública Estadual: nº 871/84 Fundação da Escola: nº 0667/90 Utilidade Pública Federal: Portaria nº 40 de 03/11/93 Fins Filantrópicos: Resolução nº 85/97 Processo nº 44006-001356/96-56

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APRESENTAÇÃO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura em seu artigo 55 aos educandos especiais, currículos, métodos, técnica, recursos educativos e organização específica para atender suas necessidades. A Escola de Educação Especial Vó Eugênia (APAE-Osório) ao construir seu P.P.P. sentiu a necessidade de voltar seu foco para Educação Ambiental. Para isso direcionamos nossos estudos à Ecopedagogia porque acreditamos que a partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaços de convivência, processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade.

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pelo bem estar da família humana e do grande mundo dos seres vivos. família. as religiões. os meios de comunicação. Todo indivíduo. as organizações não governamentais e o governo serão todos chamados a exercerem parceria.INTRODUÇÃO Nosso P. o exercício da liberdade com o bem comum. desenvolve uma proposta educacional que visa encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade. organização e comunidade terão um papel vital a desempenhar. comprometendo-se com a responsabilidade pelo presente e pelo futuro. as ciências.P. objetivos de curto prazo com metas de longo prazo.P. As artes. as empresas. as escolas. 4 .

uma vez que supõe uma busca constante de alternativas viáveis a efetivação do trabalho pedagógico. discussões e avaliações que vimos questionando ao longo de alguns anos.II – JUSTIFICATIVA Partindo da atual concepção das APAEs denominada inclusiva-transformadora. nossos estudos. o Estado e a sociedade têm responsabilidades. educação e profissionalização de nosso aluno. exigindo uma atitude de pesquisa e reflexão sobre a realidade cultural do aluno. Por ser um projeto.D. A Família deve ser envolvida no esforço educativo. Razões de comodidade familiar não podem ser aceitas como motivação para a matrícula do aluno portador de deficiência. Nossos rumos perseguem a autonomia e a ação coletiva. na qual a FAMÍLIA. porém. embora acreditando nesse nosso papel. É papel da família envolver-se nesse processo de recuperação. assegurando seus direitos como cidadão. da escola e das práticas docentes numa perspectiva não excludente.. 5 . acreditamos que agora sim vamos enfatizar as potencialidades das pessoas portadoras de deficiências e sua condição de cidadã dotada de direitos. Percorremos um período acreditando que a Escola era a responsável maior pela recuperação. condições para que sua individualidade se manifeste através de diferentes possibilidades técnicas e instrumentais preparando a pessoa portadora de deficiência para a vida em sociedade.P. podendo dizer que estes são nossos grandes objetivos. A escola cabe propiciar condições para o desenvolvimento do potencial do P. nos deixa claro que deve haver um redimensionamento dos papéis escola e família. não estará pronto e acabado.

social e político. desde o primeiro segundo de sua existência possa encontrar todas as condições para o seu pleno desenvolvimento físico. sem fronteiras e limitações. Nossa ênfase.D oferecendo diferentes possibilidades técnicas e instrumentais. melhorando sua qualidade de vida. intelectual. IV – FUNÇÃO DA ESCOLA ESPECIAL Possibilitar o desenvolvimento do potencial do P. A genética partindo do conhecimento do genoma humano. de inúmeras instituições parceiras e. a integração das demais APAEs do Litoral Norte.P. O portador de deficiência passa a ter seus direitos. o equilíbrio energético que molda o ser ainda dentro do útero materno pode hoje ter a 6 . O conhecimento humano. no sentido de ajudar que cada nova vida que se some às nossas na face deste Planeta maravilhoso possa estar voltada plenamente ao verdadeiro desiderato da vida humana: ser feliz. tem sido de grande valia para o crescimento do movimento APAEANO. no entanto. órgãos públicos e filantrópicos a responsabilidade sobre a administração desta questão. emoções.INVENTÁRIO DA ESCOLA ESPECIAL A APAE de Osório ao longo dos seus 35 anos de atividades tem procurado dignificar o trabalho de atendimento aos portadores de necessidades especiais em nossa comunidade. E a sociedade tem a responsabilidade de implicar-se na problemática de deficiência não atribuindo somente aos pais. propiciando condições para que sua individualidade se manifeste. visa dar consciência à comunidade da tarefa que temos todos e de como podemos exercitá-la como um procedimento humano de cada um de nós. mais do que nunca. V .III – FILOSOFIA DA ESCOLA ESPECIAL A Escola de Educação Especial Vó Eugênia tem por concepção filosófica que o portador de deficiência é um ser humano dotado de sentimentos. neste linear do Terceiro Milênio. elaborações mentais. O apoio dos poderes públicos. assegurando os seus direitos como cidadão. como uma atitude cidadã. Prevenir as deficiências para que cada indivíduo. é pleno de possibilidades. a saúde.

habitação. para verificar condições de elegibilidade e nível sócioeconômico-cultural da família da PPNE. sendo elo de ligação entre escola-família. conforme o caso. VI – ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA ESCOLA ESPECIAL Atendimentos que oferece: • SETOR DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: tem sua ação voltada para o estado psícosocial das famílias. A prática profissional do assistente social nesta instituição tem como principal instrumento de trabalho a socialização de informações e a busca da inserção social da PPNE.Realizar a entrevista inicial. Ementa O Serviço Social busca comprometer-se com a população à qual presta serviço.Realizar visitas domiciliares. 7 . organizações não governamentais. clubes de serviço. prestando serviço a esta clientela de forma individual. Objetivos Específicos . envolvendo vários setores da sociedade como: saúde. grupal e comunitária. é a consolidação das políticas sociais voltadas para as Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PPNE). . tipo de atendimento prestado e manutenção. igrejas e outros.Participar de reuniões da equipe técnica. Objetivo Geral Desenvolver e valorizar a PPNE. facilitando a continuidade do trabalho no lar e a inserção da família junto a sociedade. na escola e na sociedade. . cujos filhos estão em atendimento.inferência humana no sentido de abrir os veios para que a natureza exercite plenamente as suas sábias regras. resgatando sua cidadania. sendo canal de ligação entre instituições públicas e cidadãos.comunidade. O serviço social intervém juntamente com a equipe multidisciplinar.Orientar aos pais ou responsáveis sobre os objetivos e características da instituição. educação. sendo facilitadores do exercício destes direitos. A atuação do serviço social é abrangente. O estudo social é feito inicialmente através de entrevista com os pais ou responsáveis. O grande desafio nesta perspectiva que nos propomos hoje. Buscamos realizar nossa atividade profissional baseado na busca dos direitos sociais da PPNE. valorizando sua inserção na família. A APAE torna-se a principal provedora deste serviço. trabalhando na consolidação dos direitos de cidadania. .

com a finalidade de estabelecer diagnóstico da situação familiar. Contato com os recursos da comunidade. através de visitas ou por telefone. dando continuidade a avaliação. disponibilizada aos demais técnicos. . professores e direção. Desenvolve contatos periódicos com os responsáveis a fim de estabelecer integração dos mesmos com o trabalho desenvolvido pela instituição. pais. vale-transportes ou outros de interesse do usuário. familiares. Metodologia O setor de Assistência Social é o primeiro contato em que a família ou responsável e a PPNE recebe atendimento em nossa instituição. 8 . Ademais. realizando os encaminhamentos que forem necessários. Após a entrevista. Elaboração de projetos para captação de recursos ou outros. principalmente na área da saúde. ocorre o esclarecimento a respeito da estrutura e funcionamento da escola. Este setor apresenta ainda as seguintes frentes de trabalho: orientação familiar para encaminhamentos de benefícios sociais. professores e outros envolvidos com o portador de necessidade especial. O assistente social busca o conhecimento da situação do aluno e sua família. Contato telefônico com familiares. -Manter contato permanente com os recursos da comunidade. Neste contato inicial.Realizar trabalho de grupo com alunos. Estratégias De Atendimento: Atendimento individual e grupal. Encaminhamentos para o Poder Judiciário. A entrevista inicial é realizada com os pais ou responsáveis pelo PPNE. na secretaria da escola. com o objetivo de conhecer a realidade a qual o usuário está inserido. Neste atendimento é realizada a apresentação da instituição. o usuário tem seu atendimento agendado com outro membro da equipe técnica.Orientar as famílias quanto à existência e utilização dos recursos da comunidade ou do Estado. suas normas e objetivos. Acompanhamento dos alunos inseridos no mercado de trabalho. a família e sua dinâmica. Visitas domiciliares. busca-se também coletar dados referentes ao aluno. Encaminhamento para os recursos da comunidade. conforme a demanda e posterior contato. Realização da entrevista inicial. sendo esta colocada na pasta do aluno.. Utiliza-se para o registro desta entrevista uma ficha padronizada.

O contato permanente com a equipe diretiva.inserção das PPNE na sociedade. trazendo a família para o tratamento da PPNE. sendo apresentado as atividades desenvolvidas durante o semestre. valorizando suas potencialidades resgatando sua cidadania. no mercado de trabalho. além de quantificar. consolidando informações que propiciem o processo de socialização na promoção social dos sujeitos envolvidos. BIBLIOGRAFIA: ESTEVÃO. tem sua avaliação realizada através do relatório apresentado no Conselho de Classe. nossa prática profissional alcança seu êxito. com o propósito de efetivar os direitos do portador de necessidades especiais. grupos e atendimentos contribuem muito neste sentido. sendo que quando ocorre a efetivação destas. Stanislau. sempre procuramos demonstrar a importância desta atividade. São Paulo. KRYNSKI. pedagógica e corpo docente. O projeto de intervenção do assistente social. realizando também atendimento grupal para os alunos e familiares. tem como principal objetivo promover a integração entre APAE/família. que ocorrem bimestralmente. Ou seja. 1988. deve ser estendido para sua casa. O assistente social deve atuar na perspectiva da busca de recursos e alcance das políticas públicas por parte do PPNE e de sua família. Avaliação O trabalho desenvolvido pelo setor de Assistência Social na APAE de Osório. 5ª ed. logo a família contribui para um resultado favorável. Ana Maria. brasiliense. Neste. A família tem um papel fundamental para a reabilitação da pessoa portadora de necessidades especiais. propicia a avaliação do trabalho. na escola especial. Serviço Social na área da deficiência mental. O que é Serviço Social. por isso as visitas domiciliares. 9 . Almed 1984 • ESTÁGIO NÃO-OBRIGATÓRIO: Desenvolvido como atividade opcional acrescida a carga horária regular e obrigatória. construindo também novas estratégias de atuação. São Paulo. além do tratamento recebido pela equipe técnica e professores. As demandas espontâneas ocorrem diariamente sendo requisitado da assistente social uma ação imediata. na escola.

com supervisão de profissionais indicados pela Escola. que contém a Notificação Recomendatória N° 736/2002 Ministério do trabalho. tios ou pessoas próximas) promovendo a integração das ações propostas na prática clínica. com disciplinas teórico-técnico. necessariamente. que complementam sem dúvida sua tarefa. • SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL: Setor de Estimulação Precoce Este setor trabalha com crianças de zero a três anos que apresentam transtorno no desenvolvimento neuro-psico-motor. Realizar o acompanhamento dos demais membros da família (irmãos. datado de 05/06/2002. Objetivo Geral Oferecer atendimento à criança e sua família promovendo o enlace parental adequado e possibilitando à criança sua constituição como sujeito. nos termos e em cumprimento ao OfícioCircular N°051/2002. Objetivos Específicos • • • • Realizar avaliação do desenvolvimento criança através de anamnese. social e cognitivo da . à sua freqüência às aulas e ao seu descanso. Enquadra-se. Devendo o aluno estagiário ter sua jornada de 4 (quatro) horas diárias para o trabalho para que não haja comprometimento do tempo necessário aos seus estudos. Estimulação Precoce é uma técnica que tem por objetivo apoiar à criança no desenvolvimento de seus aspectos instrumentais. avós. cobrindo as áreas estruturais do desenvolvimento. desenvolvido no ambiente de trabalho. pai e/ou cuidador . Possibilitar a antecipação de um sujeito no bebê para que ele possa advir como tal e utilizar as diferentes aquisições instrumentais em nome de um desejo. visa a preparação para o trabalho produtivo de nosso educando que freqüenta o ensino da educação Especial. 10 neuro psico motor. Realizar acompanhamento à criança juntamente com mãe.Sendo o estágio um ato educativo escolar. e tem como objetivo o desenvolvimento para a vida cidadã e para o trabalho.

com os conceitos elaborados por Jean Piaget. Fundamentamos ainda em dois diferentes campos teóricos que permitem trabalhar os vários aspectos do desenvolvimento infantil. na base das estratégias a partir das quais orientamos nosso cotidiano de trabalho. tendendo a prescindir os pais e terapeuta. delimitando seu papel na construção dos processos cognitivos. Metodologia Em um tempo de intervenção tão precoce em que o pequeno paciente ainda não tem o EU constituído. passando pelas idéias de Freud. Neste sentido é que se propõe a intervenção de um único terapeuta no marco da Estimulação Precoce. porém isso só é possível no marco 11 . desde a clínica. O sujeito não nasce de uma vez e para sempre. possibilite ao bebê reconhecer-se desde um corpo unarizado. Melanie Klein. não tem uma continuidade linear no tempo. a epistemologia genética. Postulemos uma primeira vez. Winnicott e Lacan. “é sempre desde o brincar que se produz uma criança”. é preciso que. permitindo sustentar nossas intervenções a partir da posição ética que caracteriza nosso trabalho. Estratégias de Atendimento O brincar é um dos pilares fundamentais. sempre colocando em primeiro plano a constituição de um sujeito desejante.• Possibilitar à criança situar-se como sujeito autônomo. Em segundo. a psicanálise para situar o lugar do brincar na constituição do sujeito. Referencial Teórico O trabalho com crianças em nossa prática clínica. estejamos atentos a não interpor obstáculos no estabelecimento de um olhar que a partir do Outro Primordial. É a atividade central e constituinte na vida de toda criança. o mesmo mas diferente. mas a partir dali renascerá infinitas vezes em cada ato que produza. Em primeiro lugar. fundamenta-se na abordagem interdisciplinar possibilitando a integração dos pontos de vista das diferentes disciplinas implicadas nas questões relativas à infância. O brincar é uma ferramenta básica de nossa prática clínica e atravessa o discurso de todas as disciplinas.

período onde a interlocução se faz. objetivando a melhoria dos serviços prestados à comunidade. 2006. Porto Alegre/RS. O segundo momento ou período de tratamento é representada pelas primeiras experiências de separação propostas pela criança. considerado o terceiro período de tratamento em estimulação precoce. Esta montagem se mantém estável no atendimento de bebês. A duração deste primeiro período de tratamento é tem variável. A cena terapêutica que caracteriza um tratamento de estimulação precoce é constituída.179 12 .Uma abordagem interdisciplinar. Avaliação Em momentos como reuniões de equipe onde tem-se a participação da direção e administração. em relação aos pais. Publicação do Centro Lydia Coriat. primordialmente. adequando as necessidades para tal fim. A freqüência. participação da família e criança nos atendimentos e atividades propostas torna-se indício da qualidade e importância do trabalho em Estimulação Precoce. participação. Atendimento ao Bebê. pag.Gerson Smiech . podemos viabilizar a formação de pequenos grupos terapêuticos. Brasil. e o encontro se dá no fim da sessão. Maria do Carmo (org). 2ª edição.“O Brincar na Clínica Interdisciplinar com Crianças”. através dos pais. e último BIBLIOGRAFIA CAMAROTTI. na consulta. dependendo do desenvolvimento da criança no plano estrutural e não necessariamente que ver com o desenvolvimento dos aspectos instrumentais. PINHO.interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo. também oferece recursos de grande importância para avaliação do Setor. comprometimento. quando se comenta o que se passou nesse tempo de separação. de três elementos: a criança-a família-o terapeuta. integração. sem a presença dos pais. Quando a relação com o terapeuta está consolidada.Os pais passam a sair da cena terapêutica. necessariamente. desde o qual os conhecimentos das diferentes disciplinas são articulados em torno de um eixo clínico fundamental: a constituição do sujeito.Escritos da Criança N° 6. 2001. O retorno dos atendimentos feito pelos pais.

produtivo. corretiva ou adaptativa. que interfira no seu cotidiano objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida. 29 • SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL: Referencial Teórico: Segundo a Associação Brasileira de Terapia Ocupacional .ABRATO. e de auto manutenção. Publicação do Centro Lydia Coriat. Escritos da Criança N° 1. Escritos da Criança N° 3. Alfredo N.72 CORIAT. preventiva. que tornam o indivíduo mais adaptado e inserido no seu meio social. física ou mental. estimulação e reforço das capacidades funcionais remanescentes. e não uma “ocupação esvaziada de significado e distanciada das necessidades reais dos pacientes” como cita De Carlo. redução ou correção de disfunções. A atuação do Terapeuta Ocupacional abrange todas as fases da vida de um indivíduo e sua intervenção tem como propósito a promoção do bem-estar. com efeito. “Terapia Ocupacional é uma área do conhecimento voltada para a análise e aplicação terapêutica de atividades. A atividade terapêutica é entendida como um processo de conhecimento e aprendizagens é um fazer através de ações significativas. em seu livro Terapia Ocupacional no Brasil . e JERUSALINSKI. Brasil.fundamentos e perspectivas. por isso é importante a ação ter um sentindo e uma estruturação para. Publicação do Centro Lydia Coriat. Brasil. 1987.CORIAT. Lydia F. “O Objeto do Especialista”. nesta perspectiva o indivíduo com deficiência deve ser entendido com todas as suas especificidades e adequações e estímulos ambientais favorável ao seu desenvolvimento como cidadão. 2ª edição. Porto Alegre/RS. pag. 13 . ativa ou passiva. 1990. pag. sendo que estas podem ser aplicadas de maneira direta ou indireta. Elza. facilitando o processo de aquisição das habilidades e funções essenciais. A possibilidade que uma atividade oferece no seu ato é de transformação e criação impregnada de desejo.” A proposta da Terapia Ocupacional compreende avaliar e identificar atividades para que o indivíduo possa realizar como um processo criativo. “Definição de Estimulação Precoce” . expressivo. evolutivo. Porto Alegre/RS.

Esta compreensão possibilita a reflexão sobre a manutenção. bem como a análise de todos os componentes e fenômenos que possa refletir no sujeito e nas condições atuais em que este se insere. Objetivos Específicos: * Desenvolver a individualidade e melhoria na qualidade de vida.De acordo com CASTRO. despertando o sentimento e interesse de produtividade e responsabilidade. * Confeccionar materiais de suporte adaptativo para a realização de atividades de vida diária (AVD’s). hábitos e atitudes de trabalho como organização e trabalho em equipe. Objetivo Geral: Promover a integração entre os educando. Este fazer está ligado também aos valores espirituais de sujeitos e grupos e pode representar o processo cultural de um grupo social. apresentando-se como um fator ativo de organização social". adquirir. habilidades motoras para uma participação efetiva na realização das diferentes atividades que a escola oferece. processo de análise de atividade terapêutica ocupacional deve compreender a análise de todas as inferências que a tarefa possa ocasionar. * Oportunizar vivências práticas que desenvolvam responsabilidades. prática (AVP’s). Estratégia de Atendimento: 14 . Buscando possibilidades que auxiliem esses pacientes a participarem de forma mais consistente em seu meio. "A realização de atividades procede da experiência vivida. Assim. habilidades. trabalho (AVT’s) e lazer (AVL’s) * Enfatizar a socialização. a dinâmicas de grupo e a cooperação em uma atividade grupal. Mediante as atividades podemos mergulhar na significação dos gestos e ações e estabelecer relação com aspectos materiais. * Resgatar. LIMA E BRUNELLO (2001). fornece experiências e vivências. ampliando esses campos. construir. * Estimular a experimentação e o prazer do criar-produzir. e permite aos sujeitos agirem sobre seu próprio meio. substituição ou mesmo adequação da atividade ao processo individual do paciente a curto e longo prazo. * Prevenir deformidades. preservando e favorecendo a capacidade funcional. autonomia.

novos rumos terapêuticos. M.A intervenção terapêutica ocupacional compreende abordagens em grupo e/ou individual e orientação a família e corpo docente.R. R. SP . E quando necessário na reunião de técnicos como apoio e integração de outras áreas pertinentes ao trabalho.2000. observando e determinando os aspectos motores.1999. FINNIE. sensório-perceptivos. professor e supervisão pedagógica da escola. Nancie. cognitivos e funcionais necessários à realização da mesma. psíquicos. Analise e o processo de desenvolvimento e a evolução do educando e realizada a cada intervenção terapêutica ocupacional. socioculturais.C.) Terapia Ocupacional no Brasil. A intervenção do terapeuta para com os alunos durante a realização da atividade estruturada pelo professor com o enfoque pedagógico será com o olhar para a adequação e adaptação a cada aluno com a sua individualidade e suas potencialidades. São Paulo. 13. 1983. Manole. Ed. 2002. R. Brincando a brincadeira com a criança deficiente. (org. Metodologia: A abordagem do atendimento terapêutico ocupacional será inserida dentro da sala de aula em concomitância com o professor titular da turma.. 15 .M. LORENZINI MarleneV. Paulo. 1991. Avaliação: A avaliação será feita a cada dois meses pelo terapeuta. Trilhas associativas: ampliando recursos na clínica da psicose. ed. Pedagogia do oprimido. SãoPaulo: Dynamis editorial. São Paulo: Lemos. Manole. Fundamentos da prática em Terapia Ocupacional. Rio de Janeiro: Paz e Terra. As atividades serão inseridas de acordo com a necessidade do grupo. HAGEDORN.P. BARTALOTTI. analisadas e adaptadas a cada indivíduo e situação vivenciada. FREIRE. Bibliografia: Benetton J. O Manuseio em Casa da Criança em Paralisia Cerebral. Fundamentos e Perspectivas. Plexus. priorizando o interesse do mesmo neste processo o qual oferece e possibilita condições para sua qualidade de vida. 218 p. C. 2001. DE CARLO.

MEDEIROS MHR. Terapia Ocupacional. Um enfoque epistemológico e social. São Paulo: Hucitec; 2003. Terapia Ocupacional no Brasil: fundamentos e perspectivas. São Paulo: Plexus; 2001. p.41-62. Castro ED. Atividades Artísticas e Terapia Ocupacional: criação de linguagens e inclusão social. [Tese]. São Paulo: ECA/USP; 2001. TROMBLY, C.A. Terapia ocupacional para a disfunção física. São Paulo, Santos, 1984. WINNICOTT DW. O ambiente e os processos de maturação. [S. l.]: Artes Médicas; 1988

SETOR DE FISIOTERAPIA: esse setor vem desempenhando um importante papel nas diferentes etapas do programa de reabilitação junto aos deficientes mentais com risco de atraso manifesta no desenvolvimento, em decorrência de variadas etiologias hereditárias, genéticas, ortopédicas, infecciosas e outras. Ementa O setor de fisioterapia é responsável pelo atendimento de pacientes de todas as

idades, com distúrbios e lesões neurológicas que venham a ter comprometimento físico, motor ou ortopédico. Objetivo Geral Dar uma melhor qualidade de vida geral ao paciente, dentro das limitações ao qual o mesmo é portador. Objetivos Específicos - Realizar estimulação precoce de bebes de 0 a 2 anos portadores de alguma patologia ou síndrome junto ao setor de terapia-ocupacional; - Treinar as AVDs; - Dar ADMs, força muscular, melhorar tônus e equilíbrio; - Treinar a marcha; - Realizar relaxamento em paciente que apresentem hipertonia; - Fazer higiene brônquica; - Trabalhar a ergometria do ambiente; - Orientar cuidadores sobre que medidas tomar e que adaptações realizar em seu lar; - Realizar adaptações gerais para um melhor conforto dos alunos; - Atender pacientes do projeto de ecoterapia. Estratégias de Atendimento

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Nossa escola apresenta atualmente cerca de 160 alunos, sendo que desses, a maioria precisaria de atendimento ou orientação terapêutica, então, como primeiro passo, estabelecemos critérios na seleção desses pacientes: - Idade Cronológica: Sempre a preferência por pacientes mais novos; - Patologia: Patologias que tragam maior morbidade, deformidades e que venham a causar mais riscos a saúde dos pacientes; - Evolução: Também é respeitada a evolução do quadro dos pacientes dentro da patologia dando preferência a aqueles com pior prognóstico. Contamos atualmente com 39 pacientes, sendo destes, sua maioria, portadores de Paralisia Cerebral e Síndrome de Down. Atualmente também contamos com pacientes que apresentam Mielomeningocele (espinha bífida), Síndrome de Patau, Síndrome de Kabuki, Síndrome de Pierre-Robin, Síndrome de West e Síndrome de Duchenne. Esses pacientes são atendidos 1 ou 2 vezes por semana e tem sua alta do atendimento dependendo da evolução dentro da patologia. Também pais, cuidadores e pessoas próximas ao paciente são orientados sobre que medidas, exercícios e adaptações deveram fazer com os pacientes em seu domicílio. Avaliação Depois do paciente passar pela seleção descrita acima, é realizada a avaliação, juntamente com seu parente mais próximo, ou cuidador, para se colher dados como: - Anamnese; - Dados Relevante sobre a gravidez: Idade da mãe, se era fumante, se usava algum tipo de medicação, se foi uma gravidez conturbada, se o parto foi normal; - Histórico pregresso da patologia: Se a criança já teve algum tipo de complicação, se faz uso de algum tipo de medicação, se houve uma evolução e depois complicações, se costuma convulsionar, ou alguma coisa que venha a ser relevante dependendo do quadro atual do paciente e patologia de que é portador. Depois é realizado o exame físico em que se procura verifica todas as alterações físicas e ortopédicas por quais o paciente é acometido e se é traçado o plano de tratamento específico para o mesmo. Referencial Teórico
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- BOBATH, K. Bases Neurofiosiológicas Para o Tratamento da Paralisia Cerebral. 2ªed. São Paulo: Manole, 1990. - GROSS, J. Exame Musculoesquelético. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. - LÈFREVE, A. B. Neurologia Infantil: Semiologia, Clínica e Tratamento. São Paulo: Sanvier, 1980.

- ROWLAND, L.P. Merrit: Tratado de Neurologia. 9ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. - SHEPHERD, R.B. Fisioterapia em Pediatra. 3ªed. São Paulo: Santos, 1996. - STOKES, M. Neurologia para Fisioterapeutas. São Paulo: Premier, 2000. - UMPHRED. D. A. Fisioterapia Neurológica. São Paulo: Manole, 1994.

• Ementa

SETOR DE FONOAUDIOLOGIA: A fonoaudiologia é uma área da saúde que estuda integração da linguagem humana e

audição que leva a transmissão de conhecimentos através da expressão oral e escrita. O profissional fonoaudiólogo é responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação e terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos, a função auditiva periférica e central, deglutição. O Setor de Fonoaudiologia da Escola de Educação Especial Vó Eugênia APAEOSÓRIO possui atualmente como fonoaudióloga: Ana Paula dos Santos Fortino. Objetivos gerais: A atuação do fonoaudiólogo junto a Escola de Educação Especial Vó Eugênia APAEOSÓRIO, tem como objetivo promover e adequar a interação comunicativa do aluno em seu ambiental e sócio-cultural instrumentalizando-o, se possível, através da fala e linguagem para o desenvolvimento da aprendizagem da escola e da convivência interpessoal. Atuar no gerenciamento dos Distúrbios da deglutição, orientando os profissionais que lidam com a alimentação da criança. Objetivos específicos: Os objetivos específicos são traçados a partir da singulariedade do paciente, ou seja, de acordo com o motivo da procura do atendimento. O setor de fonoaudiologia, mediante a utilização de recursos fonoaudiológicos, visa remover ou modificar os sintomas existentes, promover a discussão sobre o desenvolvimento da fala, linguagem e audição estabelecendo as relações entre a fala, alimentação e
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linguagem oral e

escrita, voz, fluência, articulação da fala, sistema miofuncional, orofacial cervical e

Metodologia: Recursos Técnicos Utilizados Entrevista de Anamnese: entrevistas com os pais ou responsável objetivando conhecer a vida global do paciente. Hora do Jogo Diagnóstico: são utilizados com pacientes para que estes sejam observados informalmente a sua linguagem e comunicação. Linguagem. identificação precoce. hora do jogo diagnostica. Testes Fonoaudiológicos: são instrumentos utilizados que permitem avaliar objetivamente as aptidões. se necessário encaminhados para exames complementares realizados fora da Escola. avaliação. professores. Motora. orientando os profissionais. Os testes são: Denver: Baseia-se na observação direta do que a criança pode fazer ou relatos dos pais ou pessoas que lidam habitualmente com a criança. Motricidade Oral: • Deglutição:os pacientes com suspeita de distúrbios da deglutição são encaminhados para uma avaliação específica de Disfagia e . enfocando a problemática do mesmo. habilitação e reabilitação e programação terapêutica. desejando conhece-lo. Desempenhamos esta atividade de forma criteriosa. Orientar e assessorara realização de trabalhos lúdicos para o desenvolvimento adequado da motricidade oral e comunicação. O teste é dividido em 4 grandes áreas: Motora. 19 . pois não dispusemos destes instrumentos. bem como avaliar processos adaptativos para melhor qualidade de vida do paciente. Entrevista Clínica: entrevistas com o paciente. pais e cuidadores que lidam com a alimentação da criança. Atuar no gerenciamento dos Distúrbios da deglutição.respiração e orientar atitudes e procedimentos que possam favorecer o equilíbrio entre essas funções. • • • • Sucção Mastigação Respiração Fala Atividades Desenvolvidas: Avaliação Fonoaudiológica: tem como objetivo avaliar as capacidades do indivíduo e investigar que aspectos estão interferindo no processo de ensino aprendizagem. após a mesma. no mínimo 4 a 6 sessões que são distribuídas entre a coleta de dados da anamnese com familiares. A fonoaudiologia visa de um modo geral prevenção.adaptativa e pessoal – social.

sempre que necessário. Orientação aos Professores: são utilizados entrevistas de orientação com professores em caráter individual ou grupal com objetivo de oferecer apoio e orientação com relação a manejo. Concluído este processo. aplicação de testes fonoaudioógicos indicado para o indivíduo em questão com o objetivo de comprovar dados de aspectos preservados ou prejudicados no seu desenvolvimento global. qualidade de vida. na adaptação da escola. qualidade e vida do aluno visando encontrar soluções para um melhor desenvolvimento. Encaminhamentos: esta atividade tem como objetivo realizar encaminhamento para serviços especializados de avaliações que ultrapassem as possibilidades da escola. qualidade de vida. Orientação Familiar: esta atividade tem como objetivo oferecer apoio e orientação para a família quanto a continuidade das atividades exercidas nas escola. 20 . Encaminhamentos se necessário a outras áreas. e continuidade das atividades com o aluno em questão.adaptação com o terapeuta e. é feita a devolução destes dados para a família e combinados os procedimentos necessários. Acompanhamento fonoaudiológico Individual: esta atividade tem como objetivo trabalhar com dificuldades mais específicas que interferem na sua aprendizagem. Grupo de Pais (Preventivo): esta atividade tem como objetivo trabalhar em caráter preventivo com os pais da Estimulação Precoce orientações fonoaudioógicas. convívio familiar e social. Grupo de Pais (Crianças com PC): esta atividade tem como objetivo de orientar os pais e proporcionar uma troca de experiência entre eles com relação ao comportamento dos filhos e as situações que enfrentam no dia a dia. como solicitar Avaliações Instrumentais e Clínicas. Acompanhamento fonoaudiológico Grupal (fonoterapia em grupo): esta atividade tem como objetivo atingir um maior número de crianças (no máximo 6) que apresentam dificuldades semelhantes que interferem na sua aprendizagem. convívio familiar e social. dando suporte a continuidade sadia do desenvolvimento dos filhos. Reuniões de Equipe: esta atividade tem objetivo de tratar assuntos referentes ao desempenho e comportamento. finalmente. Orientação a Funcionários da escola: informalmente são realizados orientações quando necessário a funcionários e serventes com objetivo de apoio e orientação. visando assim que eles atinjam um melhor resultado. na adaptação da escola.

A linha teórica desenvolvida na escola é a Psicoterapia Breve de Apoio. pensa. de acordo com o motivo da procura do atendimento. O Setor de Psicologia da Escola de Educação Especial Vó Eugênia APAE-OSÓRIO possui atualmente como psicólogas clínicas: Tâmara Jobim. promoverem o crescimento e desenvolvimento da personalidade. O setor psicológico. PLANO DE ESTUDO -NÃO ENTREGUE • Ementa A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais. Faz o acompanhamento dos alunos da Escola e é importante ressaltar as medidas preventivas desde a concepção e no decorrer da infância. esquece e fala. quais sejam: angústia. proporcionar o desenvolvimento de habilidades e aptidões das pessoas com necessidades especiais. tornando-as membros de pleno direito na comunidade na qual estão inseridas e proporcionais aos pacientes condições de independência. falta de limites. ou seja. etc. Seu sofrimento apresenta-se em forma de sintomas. Procura explicar o que o homem vê. visa remover ou modificar os sintomas existentes. sente. tristeza. O profissional psicólogo tem como foco avaliar e desenvolver potencialidade. insatisfação. Cristina Moreira Chaves e Rafaela Basso Nunes Objetivos Gerais O objetivo de quem trabalha na área psicológica é desenvolver e ampliar a capacidade psíquica do indivíduo seja ele criança. dificuldades escolares. Objetivos Específicos Os objetivos específicos são traçados a partir da singulariedade do paciente. participação e auto-realização. SETOR DE PSICOLOGIA: 21 .• SETOR DE NEUROLOGIA: tem por objetivo a avaliação do aluno para ingresso na Escola juntamente com a equipe multidisciplinar. Para tanto o mesmo utiliza recursos técnicos que devem ser desenvolvidos a partir de um referencial teórico. O paciente que procura atendimento o faz porque sofre. ansiedade. memoriza. adolescente ou adulto. corrigir padrões disfuncionais de relações interpessoais. mediante a utilização de recursos psicológicos. imagina. desejando entender as reações emocionais e motoras de um grupo social ou de um indivíduo.

onde se acreditava que o tratamento de pessoas mentalmente enfermas poderia ser feito com aconselhamento e apoio nos momentos de crise. enfocando a problemática do mesmo. Bender. desejando conhece-lo em profundidade e visando compreender a situação presente e passada. Recursos Técnicos Utilizados Entrevista de Anamnese: entrevistas com os pais objetivando reconstruir a vida global do paciente.A escolha entre promover “neuroses artificiais” ou o fortalecimento de defesas deve ser feita em função do estilo do caráter do paciente. Metodologia De acordo com Cordioli (1998) A Psicoterapia de Apoio é praticada desde a Grécia Antiga.1998) . . Ex: Wisc. memória.T. nas quais as defesas adaptativas são combinadas com gratificações.De um modo geral. Hora do Jogo Diagnóstico: são utilizados com pacientes para que estes sejam observados na sua relação com o brinquedo. Psicométricos – tem como objetivo principal avaliar as potencialidades do ser humano e as funções do ego como: atenção. atividades utilizando defesas desadaptativas devem ser desencorajadas ou criticadas. Ex: H.P. raciocínio lógico e percepção. Além disso. inteligência. . avaliação psicodiagnóstica e programação terapêutica. Testes Psicológicos: são instrumentos utilizados que permitem avaliar objetivamente as aptidões individuais..Defesas absolutamente necessárias ao funcionamento do paciente não devem jamais ser enfraquecidas. Consiste em oferecer a criança que brinque como deseje. varia de acordo como andamento do tratamento e melhora do paciente. costuma ser por tempo breve.Deve-se apoiar e incentivar atividades do ego. Os testes são divididos em: Projetivos . sempre com foco de trabalho determinado. Entretanto. em compensação. prevenção dos distúrbios de desenvolvimento e identificação precoce. com todo material lúdico disponível na sala. Os princípios básicos da Psicoterapia de Apoio são (CORDIOLI.que visam avaliar o equilíbrio emocional do indivíduo. figura humana. Entrevista Clínica: entrevistas com o paciente. a Psicoterapia Breve de Apoio não tem tempo delimitado. Atividades Desenvolvidas 22 . esclarecendo que a atividade possibilitará conhece-lo mais e posteriormente ajuda-lo.

Orientação a Funcionários da escola: quando necessário são realizadas entrevistas sistemáticas com funcionários e serventes. onde é feita a observação da criança no processo do brinquedo. adaptação com o terapeuta e. Orientação aos Professores: são utilizados entrevistas de orientação com professores em caráter individual e sistemático com objetivo de oferecer apoio e orientação com relação a manejo do aluno portador de deficiência. Junto à equipe da instituição. dando suporte a continuidade sadia do desenvolvimento dos filhos. Acompanhamento Psicológico Individual (Psicoterapia): esta atividade tem como objetivo oferecer apoio e orientação para as crianças com problemas emocionais que interferem na sua aprendizagem. na adaptação escolar. convívio familiar e social.Avaliação Psicológica: tem como objetivo avaliar o potencial cognitivo do indivíduo e investigar até que ponto os aspectos emocionais estão interferindo no processo de ensino aprendizagem. Grupo de Pais: esta atividade tem como objetivo de orientar os pais e proporcionar uma troca de experiência entre eles com relação ao comportamento dos filhos e as situações que enfrentam no dia a dia. Reuniões de Equipe: esta atividade tem objetivo de tratar assuntos referentes ao desempenho e comportamento do aluno no âmbito escolar. no mínimo 6 a 9 sessões que são distribuídas entre a coleta de dados da anamnese com familiares. bem como avaliar os comportamentos adaptativos de um indivíduo. visando encontrar soluções para um melhor desenvolvimento de nossa clientela. é feita a devolução destes dados para a família e combinados os procedimentos cabíveis ao caso. hora do jogo diagnostica. finalmente. no caso de avaliações que objetivam a entrada ou não do aluno na escola especial. Desempenhamos esta atividade de forma criteriosa. aplicação de testes psicológicos com o objetivo de comprovar dados de áreas preservadas ou prejudicadas no desenvolvimento global dos indivíduos. Orientação Familiar: esta atividade tem como objetivo oferecer apoio e orientação para a família quanto ao manejo com os filhos visando assim que eles consigam auxiliar de forma sadia o processo de desenvolvimento dos filhos. Grupos de Alunos: esta atividade tem como objetivo trabalhar problemas de relacionamento na turma. Orientação Sexual: oferecer condições para que os alunos possam conhecer seu próprio corpo e desenvolver de forma sadia a sexualidade. familiar e social. 23 . postura em sala de aula e integração com a escola em geral. Concluído este processo. motoristas e secretárias com o objetivo de apoio e orientação de manejo com os alunos.

Considera a influência do meio – família. SETOR DE PSICOPEDAGOGIA: atende individualmente os alunos com dificuldades psicopedagógicas atuando de forma lúdica acelerando o seu processo de desenvolvimento. sempre que necessário.Encaminhamentos: esta atividade tem como objetivo realizar encaminhamento para serviços especializados de avaliações que ultrapassem as possibilidades da escola. escola e sociedade – no significativas com os mesmos. como solicitar Avaliações Psiquiátricas e Clínicas. De maneira geral. • Trabalhar em grupo com objetivo da melhoria nas relações. • Harmonizar o ambiente de trabalho no aspecto físico e emocional. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CORDIOLI. Aristides Volpato. Porto Alegre: Artmed. 2ªed. Ementa: A Psicopedagogia é um área de conhecimento e atuação em Saúde e Educação que trabalha com o processo de aprendizagem humana. • • • desenvolvimento do sujeito mantendo relações Estimular a aprendizagem Proporcionar movimentos de trocas entre os envolvidos com a aprendizagem Avaliar as condições de aprendizagem Metodologia de Trabalho: 24 . • Diagnosticar dados de desvios de comportamento na aprendizagem e relações de trabalho. Objetivos: • Estimular à re-significação dos conhecimentos e o levantamento da auto-estima. assim como. • Avaliar o grupo que estiver envolvido. Psicoterapias: abordagens atuais. A Psicopedagogia enfatiza de maneira preventiva. trabalha-se precavendo os fracassos na aprendizagem e na melhoria do desempenho do sujeito trabalhado. 1998.. os aspectos individuais. • Pontuar dificuldades entre as pessoas envolvidas. • Auxiliar nas dificuldades de aprendizagem.

Considerando

que

a

aprendizagem,

enquanto

processo

de

construção

do

conhecimento, é o objeto de estudo da psicopedagogia, na prática, esta abordagem pressupõe que seja necessário identificar o perfil de aprendizagem dos sujeitos para quando, por algum motivo, estes não acompanharem as propostas pedagógicas, atuar no sentido de utilizar metodologias e meios alternativos para a facilitação do processo ensino aprendizagem. Deste modo, compete ao psicopedagogo investigar os processos de aprendizagem experimentados pelos alunos, considerando tanto as dificuldades e disfunções dos indivíduos quanto às inadequações do ensino que geram os fracassos escolares. A psicopedagogia apresenta-se, nesse sentido, como uma abordagem que valoriza os potenciais humanos e as práticas inclusivas. Desse modo, o profissional de psicopedagogia tem importantes contribuições a oferecer às instituições de ensino e aos professores diante de inúmeras situações de exclusão vividas nas escolas.
De acordo com BOSSA (2000), em geral, no diagnóstico clínico, ademais de entrevistas e anamnese, utilizam-se provas psicomotoras, provas de linguagem, provas de nível mental, provas pedagógicas, provas de percepção, provas projetivas e outras, conforme o referencial teórico adotado pelo profissional.

Na Psicopedagogia Institucional: Participação em projetos Grupos de atendimentos Auxílio em questões pedagógicas com os profissionais e responsáveis Técnicas de dinâmicas de grupos Oficinas para os professores Objetivos: • administrar ansiedades e conflitos; • trabalhar com grupos - grupo escolar é uma unidade em funcionamento; • identificar sintomas de dificuldades no processo ensino-aprendizagem; • organizar projetos de prevenção; • clarear papéis e tarefas nos grupos; • ocupar um papel no grupo; • criar estratégias para o exercício da autonomia (aqui entendida segundo a teoria de Piaget: cooperação e respeito mútuo); • fazer a mediação entre os subgrupos envolvidos na relação ensino-aprendizagem (pais, professores, alunos, funcionários);
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• tranformar “queixas em pensamentos” (Alícia Fernandéz) • criar espaços de escuta; • levantar hipóteses; • observar, entrevistar e fazer devolutivas; • utilizar-se de metodologia clínica e pedagógica, “olhar clínico”; • estabelecer um vínculo psicopedagógico; • não fazer avaliação psicopedagógica clínica individual dentro da instituição escolar, porém, pode fazer sondagens; • fazer encaminhamentos e orientações; • compor a equipe técnica-pedagógica; • para tanto, necessita de supervisão e formação pessoal.

Na Psicopedagogia Clínica Atendimentos individuais,Avaliações, eEncaminhamentos. Na Escola de educação especial Vó Eugênia proporcionamos o atendimento psicopedagógico clínico. Este atendimento sugere a investigação e a intervenção para que se compreenda o significado, a causa e a modalidade de aprendizagem do sujeito, com o intuito de sanar suas dificuldades. A psicopedagogia clínica procura compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, emocionais, sociais, culturais, orgânicos e pedagógicos que interferem na aprendizagem, a fim de possibilitar situações que resgatem o prazer de aprender em sua totalidade, incluindo a promoção da integração entre pais, professores, orientadores educacionais e demais especialistas que transitam no universo educacional do aluno. Na relação com o aluno, o profissional da psicopedagogia estabelece uma investigação cuidadosa, que permite levantar uma série de hipóteses indicadoras das estratégias capazes de criar a situação terapêutica que facilite uma vinculação satisfatória mais adequada para a aprendizagem. Ao lado deste aspecto mais técnico, esse profissional também trabalha a postura, a disponibilidade e a relação com a aprendizagem, a fim de que o aluno torne-se o agente de seu processo, aproprie-se do seu saber, alcançando autonomia e independência. Objetivos:

realizar devolutivas para os pais ou responsáveis, para a escola e para o

aprendente;

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• • • •

atender o aprendente, estabelecendo um processo corretor psicopedagógico com orientar os pais quanto a suas atitudes para com seus filhos, bem como pesquisar e conhecer a etiologia ou a patologia do aprendente, com profundidade; realizar os encaminhamentos necessários para sanar a problemática

o objetivo de superar as dificuldades encontradas na avaliação; professores para com seus alunos;

Cabe destacar que cada área avaliada necessita de recursos, provas e testes específicos. BIBLIOGRAFIA
ASSUMPÇÃO JR., Francisco B. & SPROVIERI, Maria Helena. Introdução ao Estudo da Deficiência Mental. São Paulo, Memnon. 2000. BARBOSA, Laura Mont Serrat. O projeto de trabalho – uma forma de atuação psicopedagógica. Curitiba, Paraná: Gráfica Arins, 1999. BOSSA, Nadia A. A Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Artes Médicas Sul, 2000. CASTANHO, Marisa Irene Siqueira. Artigo: Competências na Psicopedagogia: um enfoque para o novo milênio. in Revista Psicopedagogia, volume 19 - n.º 59, 2002. DROUET, Ruth Caribe da Rocha. Distúrbios da Aprendizagem. São Paulo, Ática.1990. GRÜNSPUN, Haim. Distúrbios Psicossomáticos da Criança: o corpo que chora. São Paulo, Atheneu.1988. JOSÉ, Elisabete da Assunção & COELHO, Maria Teresa.Problemas de aprendizagem. São Paulo, Ática. 1989. KIGUEL, Sonia Moojen. Reabilitação em Neurologia e Psiquiatria Infantil – Aspectos Psicopedagógicos. Congresso Brasileiro de Neurologia e Psiquiatria Infantil – A Criança e o Adolescente da Década de 80. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Abenepe, vol. 2, 1983. SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e Realidade Escolar. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1994. SCOZ, Beatriz. RUBISTEIN, Edith. ROSSA, Eunice Maria Muniz. BARONE, Leda Maria Codeço. Psicopedagogia – o caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional. Porto Alegre: Rio Grande do Sul: Artes Médicas, 1987. TELFORD, Charles W. & SAWREY, James M.. O indivíduo excepcional. Rio de Janeiro, Zahar Editores. 1983. VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Artes Médicas, 1987. SKLIAR, Carlos B. VEIGA-NETO, Alfredo

SETOR PEDAGÓGICO: trabalha por ciclos com 123 alunos, distribuídos em 10 diferentes turmas de acordo com o desenvolvimento e idade cronológica.

Nossa atuação docente se apropria da metodologia de projetos em sua prática pedagógica. PROJETOS
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Tratar o aluno como pessoa é: • Acreditar na idade que ele tem. • Ensinar atividades de vida. terças e quintas-feira.Objetivo geral Implantar práticas pedagógicas educativas que contemplem a independência. aprender. sendo úteis em diferentes ambientes e através do tempo.Justificativa Com o presente projeto pretendemos proporcionar conhecimentos e habilidades que possam ser usados pelos alunos. • A visão centrada na pessoa reconhece que eles são sujeitos com necessidades diversas que tem sentimentos. sonhos e podem escolher o que querem. dramatização e informática. crescimento e uma melhor qualidade de vida e participação social. . A tarde funcionará nas segundas. .Educar para vida é: • Ensinar o que é útil para o cotidiano. . o conhecimento. • Ouvir seus desejos.Crescer-Acervo Cultural Profª Edi . • Mostrar limites. Nesses horários os alunos 28 . Público alvo: Todos os alunos da Escola. • Ensinar uma alternativa de comunicação. • Desenvolver atividades compatíveis com sua idade.Desenvolvimento O acervo cultural Profª Edi funcionará pela manhã nas segundas. direitos e deveres. terças e sextasfeiras. . interesses. desejos.Princípios • Reconhecimento do aluno como pessoa e o seu direito de ser educado para a vida. • Ensinar como funciona seu contexto social mostrando limites e conseqüências. através de atividades: contos. (coccovia. 2000). .

farão as intervenções de acordo com a realidade da turma e do momento. . • Relações de interdependência. aproximação da família do mesmo. Programa de apoio. perante a sociedade e seu núcleo procurando ajudar dentro de uma realidade e mostrando para essa família o que pode fazer. teatro e informática. o professor responsável juntamente com o professor regente da turma. o descuido da medicação e AVDs. caso seja necessário. • Parceria com a família.Avaliação A avaliação será mensal em reunião geral para obtermos os resultados e também os ajustes.serão recebidos pelo profissional responsável que após o reconhecimento do local. . Mostrando através de 29 . • Comunicação alternativa. suporte e apoio para que saibamos suas dificuldades. terão sempre três momentos: o conto na biblioteca. As aulas serão dinâmicas. Justificativa: Percebendo na entidade as faltas do educando. estando em contato com a tecnologia. julgamos necessário uma maior investigação. dando confiança. controle dos casos de abandono familiar Projeto: A inclusão começa em casa Objetivo Geral: Verificar os problemas e dificuldades que a família encontra em relação ao seu PPD. a dramatização no ateliê e na informática estarão reproduzindo o que entenderam da aula.Diretrizes Metodológicas • Aprender a ouvir em silêncio respeitando assim os colegas e professores. • Desenvolvimento de atividades cooperativas. • Integração entre contos.

formas e maneiras o que pode e como pode ser feito em relação a própria casa, problemas externos ou com a própria entidade. Metodologia: Através de entrevista inicial com responsável do educando na entidade e depois visita domiciliar para observar as condições do educando, da casa, saneamento básico, integração do educando com a família e como a mesma se vê perante a sociedade. As visitas domiciliares devem ser repetidas uma vez por semana, durante 3 meses ou até o problema ser solucionado. Este trabalho será realizado pelo serviço social da entidade. Público alvo: Todo o educando, com vínculo na APAE que apresentem essa problemática de abandono. Profissionais envolvidos: Toda equipe técnica e professor envolvido diretamente com o educando. Atividades desenvolvidas: • • Entrevista na entidade Visita domiciliar

Cronograma: Início: março 2009 Término: dezembro 2009

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Avaliação do projeto: Será realizada de 3 em 3 meses, podendo ser modificado caso ocorra alguma intercorrência.

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Equipe responsável pela elaboração do projeto: Cláudia Moraes e Denise Monteiro

Educação Profissional e Colocação no Trabalho Objetivo Geral
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Oportunidade as condições necessárias ao PPD (pessoa portador de deficiência) para que esteja preparado para ingressar no mercado de trabalho. Justificativa No contexto atual, numa sociedade capitalista em que o trabalho é visto como algo de extrema necessidade preparar o educando da instituição torna-se tarefa fundamental. Considerando a importância de incluí-los na sociedade como ser produtivo e capaz. Conforme a convenção 159 de 1993 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que assegurou a reabilitação profissional, o emprego de pessoas com deficiência e a participação plena e com igualdade na vida social e no desenvolvimento pessoal, com o objetivo de garantir que as pessoas portadoras de necessidades especiais obtivessem e conservassem o emprego. Desta forma enfatizamos que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Metodologia • • • • • • Formação de grupos para trabalhar: comportamento, boas maneiras, AVDs e AVPs. Capacitação da empresa Acompanhamento na empresa – Assistente Social. Acompanhamento sistemático dos adolescente em grupo. Atendimento individual e familiar Cursos: Informática, postura profissional e etiqueta

Publico alvo Portadores de necessidades especiais à partir dos 14 anos

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Equipe envolvida: Psicólogas,Assistente Social, T.O, Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Fisioterapeuta e Neurologista.

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Atividades desenvolvidas conforme o local do estágio e supervisão nos mesmos. Cronograma
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O projeto terá duração indeterminada, tendo início em março de 2009. Avaliação A avaliação é realozada quinzenalmente até o término do estágio com a equipe técnica responsável. Critérios O ingresso neste programa será feito mediante avaliação, sem restrições. Responsáveis pelo projeto: Tâmara Jobim, Edinéia Bestetti, Cristina Chaves, Rafaela Nunes, Denise Monteiro.

PROJETO: O CAVALO COMO INSTRUMENTO TERAPÊUTICO

1-Apresentaçâo O projeto visa o tratamento biopsicosocial de pessoas com deficiência, onde o cavalo é o instrumento facilitador e motivador desses processos, numa abordagem interdisciplinar, nas áreas da saúde e educação. Sendo esta uma técnica antiga e muito eficaz para este público alvo. O uso do cavalo com intervenções técnicas traz benefícios físicos, emocionais e também é um meio de integração social. Os portadores de deficiência participam integralmente das atividades, sendo elas: o momento da alimentação, da escovação, e por fim do passeio. Também são incluídas atividades lúdicas, com materiais específicos junto à natureza. Espera-se que o projeto propicie melhor qualidade de vida para estas pessoas, principalmente uma maior independência global. 2-Justificativa Para que uma criança tenha um bom desenvolvimento motor, cognitivo e emocional, ela necessita passar por experiências que lhe tragam sensações agradáveis, num ambiente natural. O uso do cavalo é um valioso recurso que pode suprir déficits encontrados em
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Por seu movimento tridimensional (para frente e para trás. e que se mostrou de grande importância para os alunos da APAE de Osório. para cima para baixo e para os lados). 70 alunos participaram do projeto. Durante estes 3 anos. 5-Objetivo Específico 33 .pessoas portadoras de deficiência. rítmico e balancete acaba estimulando o sistema nervoso central. espaço-temporal. consolida a segurança gravitacional. Os resultados obtidos neste tempo foram favoráveis. com poucas condições sócias culturais e dependentes da ajuda dos órgãos públicos. Além de ser um grande estimulante social. em parceria com 8°BPM (oitavo batalhão de Policia Militar).Em instalações do mesmo e também material. o equilíbrio. É importante salientar que hoje a equoterapia é considerado um tratamento terapêutico pela Associação Brasileira de Medicina. quando em grupo aproxima os participantes sendo um meio de inclusão social. 3-Atividades Anteriores Este projeto já aconteceu durante 3 anos. O público alvo são de baixa renda. que foi realizado anteriormente. ocasionando um melhor desenvolvimento cognitivo. concentração. 4-Objetivo Geral Dar continuidade a um trabalho terapêutico.

34 . estagiários e voluntários sob supervisão técnica. uma ou duas vezes por semana conforme necessidade. e incluir esta família no projeto. Terão atendimento técnico conduzida por uma profissional física. sempre procurando tornar a atividade socializante. conjuntamente orientar a família do trabalho realizado. Após será servido o lanche.N° Enunciado do Objetivo Resultados esperados QUANTITATIVOS QUALITATIVOS Atividades Principais 1 Estimulação e funcionamento de um centro de Equoterapia para tratar dificuldades biopsicosociais de crianças portadoras de deficiência. ou seja. Participação e inclusão do PPD na comunidade. estabelecendo o turno mais conveniente ao grupo. Também terá a participação de monitores. Que os PPDS tenham acesso a uma nova forma de tratamento. na pista de equitação para realizar o passeio terapêutico. lúdica e terapêutica. e para finalizar as crianças irão para a parte externa. 6-Metodologia Os portadores de deficiência serão reunidos em grupos pequenos. Esta etapa será realizada junto ao galpão das baias onde os animais permanecem quando presos. As atividades serão distribuídas durante o decorrer da semana no turno da manhã e tarde. Possibilitar a participação de 70 alunos PPDS no projeto. da higiene e do manuseio. Atendimentos semanais de contato com o cavalo e com a natureza desenvolvendo a técnica da equoterapia. bem como avaliação médica anterior. Serão desenvolvidas atividades de contato com o cavalo no momento da alimentação.

-Nível de interesse do participante. -Avaliação do uso correto do material utilizado no centro. duas vezes por semana .Educação Precoce: 0 a 4 anos 35 . -Freqüência do participante. Indicadores de Progresso -A cada atendimento realizado -Nível de satisfação de parte dos portadores de deficiência. -Reunião mensal da equipe para auto. Meios de Verificação -Avaliação da equipe interdisciplinar -Registro de evolução semanais da equipe. -Nível de participação da equipe de trabalho. 11-Equipe Técnica NOME Silvia Silveira Mateus FORMAÇÃO FUNÇÃO HORAS SEMANAIS Profissional em Coordenadora Educação Física Fisioterapia Psicóloga Médico Avaliador Fonoaudióloga Voluntário Voluntário Psicopedagoga Como Funciona a Distribuição de Turmas e as Idades para cada Fase: Fase I . .7-Avaliação de Processo ou Processual Atividade Realizar encontros -Grupais de no máximo 5 PPDS por grupo. –Avaliação técnica conforme cada caso. -Entrevista com a família -Lista de freqüência -Verificação das instalações do centro de equoterapia e do material usado.avaliação. -Testes durante os atendimentos. -Nível de interesse das famílias envolvidas.

Pré-escola: 4 a 6 anos Fase II – Ensino Fundamental: 7 a 14 anos Apartir dos 14 anos: Fase III – Educação de Jovens e Adultos Formação Profissional Programa Pedagógico Específico Corpo Administrativo da APAE: Presidente: Danilo Borba de Souza Vice-Presidente: Jane Gamba Alves 1º Diretor Secretário: Marion Oliveira dos Santos 2º Diretor Secretário: Vera Maria Rostro Silveira 1º Diretor Financeiro: Sérgio Victor 2º Diretor Financeiro: Pedro Schoffen Diretor de Patrimônio: Edegar da Silva Diretor Social: Carmosina Borba de Souza Corpo Docente e Administrativo da Escola de Educação Especial Vó Eugênia: Corpo Docente: Diretora: Neusa Maria Caldieraro de Souza Diretora Administrativa: Elaine Cardoso Vice Diretora: Vera Maria de Barcellos Supervisora e Orientadora Pedagógica: Ana Paula da Conceição Marques Auxiliar Administrativa: Lucinéia Dada Dias e Graziela Negruni Técnico de Educação: Rejane da Silva Peres Silvana Pimentel Wienandts Erica Nunes Marques Silvia José da Silveira Equipe Técnica Ana Paula da Conceição Marques Ana Paula dos Santos Fortino Cláudia Cristina R. de Moraes Cristina Moreira Chaves Denise Monteiro Colombo 36 .

Ednéia A. Junior Sandra Letícia dos Santos Dias Sueli Ferreira Dalsotto Evonete da Costa Pacheco Olinda Santos Ferri Ondina dos Santos Stein Vanderlei da Silva Souza Atividades Complementares: Dança Música Capoeira Ed. Física 37 . dos Santos Bestetti Mateus Jardim de Mello Rafaela Basso Nunes Renato de Souza Portal Cibele Nunes Medeiros Auxiliar de Educação: Cibele Furtado Motta Moura Elisabete Braun da Silva João Batista da Silveira Jaci Mª Trindade da Costa Elza Margarete Silva de Moura Liane Felipe da Silva Mariana Matos de Oliveira Rodrigo Orlando Martins Leila Nunes Espindola Equipe de Apoio Andréia Gil Pereira Ariane Martins Lisboa Fernando Gubert Martins Paulo César dos S.

A cozinha está mobiliada com todos os eletrodomésticos necessários para um bom funcionamento.01 sala de direção.uma sala de espera para mães.um prédio anexo com uma sala de música .depósito para materiais de limpeza e outros materiais. sendo das 8h às 12h e das 13h e 30min às 17h e 30min.Play Ground ampliado recentemente.dipensa para alimentos.marcenaria. Com relação ao mobiliário todas as salas possuem mobílias apropriadas. VII – REGIMENTO ESCOLAR DA ESCOLA ESPECIAL Horários: o horário é único para todos.01 sala para estimulação precoce.Notbook. fax. sala dos professores. 04 gabinetes para atendimentos. .Televisão e Computador.378.Equoterapia VII – RECURSOS MATERIAIS DA ESCOLA ESPECIAL A Escola funciona numa área de 5.11 m2 possui uma infra-estrutura de 07 salas de aulas. A secretaria conta com telefone.máquina filmadora.Um lago onde criamos algumas carpas.01 sala de vice direção. Estamos constantemente voltados para o embelezamento da área verde: Foi construída uma horta terapêutica em forma de mandala que faz a manutenção de verduras para a merenda dos alunos. outro anexo que serve de oficina para artes como:pintura.01 secretaria . um salão de beleza. Atribuições das funções de: 38 .com WC unisex. máquina de xerox e máquina fotográfica. . dois computadores com impressoras.01 sala de orientação pedagógica. três WC masculinos e quatro femininos. refeitório.01 sala para diretora administrativa. cozinha.01 sala para secretaria administrativa um salão de multi-uso com banheiro unisex. DVD. Nossa biblioteca conta com: aparelho Data Show.

( freqüência. sobre ocorrência que exijam providências ou decisões que fujam a sua competência.propiciar e manter entrosamento com outras instituições escolares e fluxo de informações entre escola/instituição mantenedora. bem como.etc.organizar e elaborar o cardápio da merenda.abuso. .DIRETORA: . .cumprir a legislação vigente e comunicar aos órgãos superiores sob pena de ser responsabilizado. bem como.) -aplicar aos profissionais da escola sanções estabelecidas no regimento e normas internas para os diferentes serviços e setores da escola. . atividades. informar e despachar documentos para órgãos. bem como. – promover situações de estudo para aperfeiçoamento constante dos profissionais envolvido no trabalho escolar. divulgar na mídia local. registrar e manter o patrimônio da escola. conforme legislação vigente e medidas administrativas pedagógicas. – tomar providências quanto aos atendimentos. funcionamento de turnos. livro ata. oficinas e projetos. criação e supressão de turmas. abandono. -estabelecer diretrizes gerais de planejamento e organização da escola. propor a entidade mantenedora a demissão ou contratação de pessoal. setores.manter atualizado o site da escola.organizar e supervisionar caixa.informar e despachar expedientes junto a secretaria da escola entre outras atribuições que lhe forem conferidas pela entidade ou por determinações legais. o material de almoxarifado. a autoridades e ou responsáveis dentro dos prazos determinados e fazer cumprir o calendário escolar. . bem como. inclusive distribuição. . analisar relatórios de diversos setores da escola. 39 . . VICE-DIRETORA – atuar junto aos diferentes setores da escola na elaboração e acompanhamento de planos e projetos de ação educacional. – indicar profissionais para participar de cursos. – coordenar projetos desenvolvidos na escola. congressos e eventos relevantes á escola de acordo com as áreas de atuação. técnicas e de serviços gerais.Cumprir e fazer cumprir as disposições do Regimento Escolar. bem como. -receber. representar a escola junto aos órgãos do sistema educacional. livro ponto e demais registros pertinentes a escola. acomodação da demanda.

incentivar a pesquisa. estagiários e outros profissionais. organizar com o apoio dos professores a distribuição de turmas de acordo com os critérios estabelecidos para o pleno desenvolvimento do aluno. favorecendo o desenvolvimento dos aspectos cognitivos. Fisioterapeuta Psicopedagoga 40 . Terapeuta Ocupacional. Psicóloga. o estudo.– elaborar o calendário social.analisar o processo ensino-aprendizagem. não-regentes.orientar e acompanhar o desempenho das atividades desenvolvidas pelos professores regentes. bem como a aplicação de práticas didáticopedagógicas que contribuem para aprendizagem significativa. Assistente Social. . . estabelecer parceria e apoio da família para viabilização do projeto político pedagógico. sugerindo estratégias favoráveis ao seu aperfeiçoamento.acompanhar o rendimento escolar dos alunos. buscando parcerias e medidas alternativas para à superação das dificuldades. COORDENADORA PEDAGÓGICA . . sensibilizar o ambiente escolar com decorações. mensagens dando ênfase as datas comemorativas e acontecimentos importantes decorrentes do ano. Corpo Técnico: • • • • • • • Neurologista. emocionais. pesquisando as causas quando o aproveitamento por insuficiente. .assessorar os professores na escolha e utilização de procedimentos e recursos didáticos adequados para atingir os objetivos educacionais de aprendizagem. bem como. bem como. .participar e acompanhar a elaboração do projeto político pedagógico e sua execução revendo anualmente quanto objetivos e conteúdos programáticos e avaliações. . dos alunos o processo de educação e formação do aluno. Fonoaudióloga.promover a integração dos profissionais envolvidos no processo educativo numa perspectiva de convivência profissional fraterna e solidária.

É formado por todos os professores. Acatar as orientações do Diretor.Corpo Docente: • • “De acordo com a legislação Estadual Vigente”. os pais ou responsáveis tomarão conhecimento do tipo de atendimento dispensado pela Escola e das suas normas disciplinares. Cooperar na manutenção da higiene e na conservação das instalações escolares. auxiliares e monitores. Participar de todas as atividades programadas e desenvolvidas pela Escola. Conselho Escolar: • A estrutura. Direitos: • • Utilizar os serviços e dependências escolares dentro das normas fixadas pela administração. No ato da matrícula. Deveres: • • • • • Comparecer pontualmente e assiduamente às aulas e demais atividades escolares. Corpo Discente: • O Corpo Discente será formado por todos os alunos matriculados no estabelecimento. a composição e as competências do Conselho Escolar são as definidas em lei. responsabilizando-se pelo fiel cumprimento do que lhes couber. Conselho de Classe: • O Conselho de Classe segue as normas da lei vigente e o que determina o Plano Político Pedagógico. 41 . dos professores e dos profissionais responsáveis pelos diferentes serviços especializados da Escola. No exercício de seus deveres e direitos os alunos são assistidos por seus pais ou responsáveis.

sob o ponto de vista pedagógico. materiais e humanas. Sua estrutura básica é constituída: 1 – Justificativa. Os planos de estudo constituem-se em um verdadeiro projeto educativo. amparado legalmente por este regimento e tendo os rumos traçados pelo Projeto Pedagógico. 4 – Organização curricular proposta. para escola. a modalidade de Educação oferecida em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais. quando vai ser estudado. 7 – Instalações e Equipamentos. assim como as formas e os instrumentos necessários para avaliar os gradativos ganhos de aprendizagem realizada e na eventualidade de alguns insucessos as alternativas para reverter o quadro. em um conjunto de componentes e atividades ordenadas quanto à seqüência a ser cursada ou distribuídas no tempo e caracterizada quanto aos objetivos. facilitadores do crescimento e desenvolvimento do aprendiz.IX – DOS PLANOS DE ESTUDO 1 – CARACTERIZAÇÃO: Os planos de Estudos. vai estabelecer para cada grupo de educando-centro do processo educativoalternativas de atendimento. físicas. Os planos de Estudos constituem-se em uma visão clara do que vai ser estudado. 3 – Perfil de saúde do educando. de conhecimentos anteriores do educando. condições a utilizarconceptuais. 2 – Objetivos. por quanto tempo será estudado e quais os objetivos. Traduzem. Situam-se entre o Projeto Pedagógico e os Planos de Trabalho do Professor como elementos ordenados. enquanto parcela do currículo e abordagem essencialmente pedagógica na organização dos componentes curriculares é o instrumento operacional que. cujo horizonte se situa bem além da estreiteza de uma “base curricular”. os conteúdos e a profundidade do que vai ser estudado. amplitude e profundidade respectiva. com certeza de objetivos a alcançar. 5 – Critérios de aproveitamento. 6 – Critérios de avaliação. 42 .

Howard Gardner. fazendo com que a mesma aprecie e valorize suas capacidades “O aprendizado é essencial para o desenvolvimento do ser humano e se dá sobre tudo pela interação social”. Fazendo referência a Vigotsky constatamos que nosso Projeto se relaciona com sua teoria quando interamos nosso aluno na sociedade. bem como o canal de acesso para cada sujeito deve ser observado e analisado particularmente. Jean Piaget. Philippe Perrenoud. no qual encontrarão. que propunha formarmos alunos para que desenvolvam as diferentes habilidades e competências necessárias para que possam se inserir no meio e integrar-se ao convívio social. levando em consideração as particularidades de cada sujeito. Paulo Freire. Emília Ferreiro. dentre tantas alternativas.14).8 – Corpo docente. Também citamos Gardner (1995). senão esse desenvolvimento dificilmente se dará. desenvolvidas e expostas de diferentes formas pelos diferentes alunos. (Vigotsky Lev) No que diz respeito à teoria de Paulo Freire defensor da importância da leitura do mundo encontramos em nosso Projeto sua teoria quando trabalhamos com aluno sua realidade. Para realizarmos 43 . Celestin Freinet. pelo respeito intrínseco pela pessoa humana desse indivíduo. Esse respeito pelas individualidades dos alunos também é abordado por Feuerstein que nos coloca que acreditar no desenvolvimento de habilidades e competências das pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais passa inexoravelmente. adocicado pela emoção. assim como a consideração de que diferentes competências são trabalhadas. vivencias dentro do seu ambiente familiar propriamente dito. p. que nos fala da concepção do ensino centrada no aluno. Partindo do princípio que é preciso compreender a ação do sujeito no processo de aquisição do conhecimento buscamos também para enriquecer o nosso Projeto Político Pedagógico os seguintes teóricos: Lev Vigotsky. Pensando em nosso aluno como especial não podemos deixar de citar Celso Antunes (1997): O que essencialmente difere o homem de todos os seres é a capacidade de reconstruir “seu mundo” e também o próprio mundo com a sensibilidade de seu olhar repleto de empatia. 2 – EMBASAMENTO TEÓRICO Para elaboração do objetivo geral desse projeto buscamos fundamentação em alguns autores como Nogueira (2008. também o mercado de trabalho.

Envolveremos os educandos no processo de alfabetização de forma que tragam objetos de fora como rótulos. de representações e de acesso ao simbólico. Referente pela Educação Infantil e Estimulação Precoce – Fase I. início este. deixando a educação bancária para traz e sendo um educador que se comporte como um provocador de situações e um animador cultural onde todos aprendam em comunhão. já que defende que o conhecimento se adquiri por meios de ações sobre o objeto e com a integração com o mundo.” (Ferreiro. lendo e a escrever.estas atividades devemos interagir com o educando constantemente. Considerando que estamos vivendo em uma sociedade a qual busca a inclusão do portador de necessidades especiais. etc e não detendo-se a cartilhas. Freinet também defende que a cooperação entre os alunos faz com que avancem na aprendizagem. vimos que ainda necessita ocorrer mudanças relevantes neste processo de inclusão. escrevendo. realizando a Pedagogia do Êxito. acreditamos que sua teoria vem mais ao encontro com o desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem. etc e quando proporcionamos momentos de auto-estima. 2º Estágio: Início do pré – operatório (4 a 6 anos) = A percepção orienta o conhecimento. Chegamos então no início da alfabetização. conhecendo mundo do outro. É bastante egocêntrico. Há um crescimento progressivo da simbolização. que só se desenvolverá quando o aluno já aprimorou conhecimentos sobre o seu mundo. Emília). Começa-se a construir o conceito de objetivo permanente. Esta teoria é dividida em fases ou estágios que resolvemos relacionar aos níveis em que a escola é dividida para um melhor desenvolvimento das competências de cada aluno: 1º Estágio: Sensório – motor (0 a 2 anos) = A inteligência da criança neste período e extremamente prática. 44 . sendo assim ele age em nossa prática quando principalmente realizamos passeios. pensamos em ter como fonte de pesquisa a teoria de Jean Piaget. Assim concluímos que Paulo Freire e Freinet pensam juntos sobre a formação de um ser social vindo de encontro com a inclusão de nossos alunos na sociedade. visitas. “aprende-se a ler. ligada ao sensorial e ação motora. Embora o âmbito escolar ainda seja necessário um referencial que direcione nossa atuação. já que acreditamos que a sociedade deve respeitar e valorizar o sujeito como ele é e não torná-lo normal. assim entraremos na teoria de Emília Ferreiro que defende que partiremos de acordo com o conhecimento do mundo da leitura e da escrita de cada aluno. bulas de remédios.

com confiança sem suas capacidades e percepção de suas limitações. Referente ao Ciclo I: Fase II. Os demais níveis enquadram-se em todos os estágios mencionados acima. Corresponde ao período da educação infantil. proporcionando relações com outras áreas do conhecimento e teremos primazia no seu desenvolvimento. aprendendo com os mesmos nos momentos de sala de aula que segundo Philippe Perrenoud estaremos trocando experiências. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvem as seguintes capacidades: • Desenvolver uma imagem positiva de si.demonstra irreversibilidade e insensibilidade a contradição. o aparecimento da lógica e da reversibilidade. Há um maior desenvolvimento cognitivo. em seu aspecto físico. PROGRAMA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL EDUCAÇÃO BÁSICA: OBJETIVO DA EDUCAÇÃO INFANTIL • Promover ações que propiciem o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade. atuando de forma cada vez mais independente. 45 . acreditando em suas competências individuais. Educação Profissional e o Programa Pedagógico Específico: Fase III Enfim almejamos em todo o trabalho atender as diferenças individuais dos alunos. psicológico. Referente a Educação Infantil – Fase I 3º Estágio: Pré – operatório e operações concretas (7 a 11 anos) = É caracterizado pela superação do egocentrismo. respeitando suas potencialidades. devido à individualidade de cada educando. intelectual e sócio afetivo complementando a ação da família e da comunidade.

musical. suas potencialidades e seus limites. pensamentos. • • Brincar. demonstrando atitudes de interesse. oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação. expressando emoções. sentimentos. Utilizar as diferentes linguagens (corporal. desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidados com a própria saúde e bem-estar. necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados. • Estabelecer vínculo e de troca com adultos e crianças. percebendo-se cada vez mais como integrante. respeito e participação frente e elas e valorizando a diversidade. enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva. • Observar a explorar o ambiente com atitude de curiosidade. • Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais. dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação. ESTRUTURA CURRICULAR EDUCAÇÃO INFANTIL Objetivos Gerais Formação Pessoal e Social Conhecimento de Mundo Movimento Dança 46 Linguagem oral e escrita . fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e integração social. de forma a compreender e ser compreendido. respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração. plástica. sentimentos. Explorar e desenvolver imagem e consciência corporal. visando a formação de um cidadão crítico. expressar suas idéias. desejos e necessidades. aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais.• Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo. • • Conhecer algumas manifestações culturais.

Identidade e Autonomia Música Natureza e sociedade Matemática Artes Visuais Educação Fisica Crianças de zero a três anos Crianças de quatro a seis anos Objetivos Objetivos Conteúdos Conteúdos FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL FASE I EDUCAÇÃO PRECOCE 0 a 3 anos Identidade e Autonomia Objetivo Geral: Desenvolver progressivamente a independência na realização das mais diversas ações. Objetivos Específicos: 47 .

com seus professores e com demais profissionais da instituição. Expressão e manifestação de desconforto relativo à presença de urina e fezes nas fraldas. vontades e desagrados. Conteúdos: • • • • • • • • • • • • • • Comunicação e expressão de seus desejos. Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo. Brincar expressando emoções.• Experimentar e utilizar os recursos de que dispõem para a satisfação de suas necessidades essenciais. Adquirir atitudes e hábitos adequados. executando ações simples relacionadas à saúde e higiene. • • • • • Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. Reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz. Realização da higiene do corpo com ajuda. Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes jogos de imitação. desagrados. expressando seus desejos. Identificação progressiva de algumas singularidades próprias da criança e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de integração. 48 . Participação em situações que envolvam a relação com o outro. sentimentos. Interesse em experimentar novos alimentos e comer sem ajuda. necessidades. Interessar-se progressivamente pelo cuidado com o próprio corpo. conhecendo progressivamente seus limites. Iniciativa para pedir ajuda nas situações em que isso se fizer necessário. Realização de pequenas ações cotidianas as seu alcance para que adquira maior independência. demonstrando suas necessidades e interesses. Interesse em desprender-se das fraldas e utilizar o penico e/ou vaso sanitário. pensamentos e necessidades. sentimentos. preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas. Relacionar-se progressivamente com mais crianças. sua unidade e as sensações que ele produz. Escolha de brinquedos objetos e espaços para brincar. Respeito às regras simples de convívio social.

etc. valorizando o movimento em seus aspectos sócioafetivo. pular. desmontando-os. CONHECIMENTO DE MUNDO Movimento/Expressividade Objetivo Geral: Possibilitar a auto-expressão. Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação. Interesse em explorar brinquedos. montando-os e procurando detalhes. empilhar. correr. Realização de jogos e brincadeiras que envolvam ações de encaixar. Discriminação de alimentos. Objetivos Específicos: • • • • • Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. Conteúdos: Movimento/ Expressividade • Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração. etc. puxar. Uso do copo. desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras.• • • • • • Mastigar bem os alimentos. contribuindo para o desenvolvimento neuropsicomotor. Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar. das brincadeiras e da interação com os outros. uso do guardanapo. Maior dependência no ato de se alimentar. Promover o desenvolvimento do relaxamento muscular voluntário. empurrar. Utilizar funcionalmente os objetos. 49 .

Brincadeiras que envolvam gestos relacionados com a preensão. deitar-se em diferentes posições. brincadeiras e atividades que envolvam amassar. Objetivos Específicos: 50 . Fazer brincadeiras de imitação de animais. o encaixe. mastigação e articulação. deglutição. Música Objetivo Geral: Utilizar a música como forma de desenvolvimento e expressão. interação social autoestima e auto-conhecimento. desenhar. • • • • • Realização de brincadeiras que envolvam movimentos amplos e ritmados. o traçado no desenho. Vivenciar o próprio corpo através de brincadeiras envolvendo movimento com todo corpo ou parte dele. Exploração de objetos pequenos. Ações e brincadeiras que envolvam o ato de andar. Exploração de diversos materiais que possibilitem rabiscar. etc. Estimulação do desenvolvimento das funções de respiração. solicitando a indicação das partes de seu corpo e a observação do mesmo. • • • • • • • • Ações e brincadeiras que envolvam ato de arrastar. etc. Exploração de diferentes posturas corporais. Utilização do espelho em situações lúdicas. pintar. (canções. por meio da experimentação e utilização de suas brincadeiras manuais em diversas situações cotidianas.. canto.. Ações e brincadeiras que envolvam atos de rolar. sucção. rasgar. Ações e brincadeiras que envolvam atos de engatinhar. como sentar-se em diferentes indicações. o lançamento etc.• • Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos. a partir de canções infantis. Participação em jogos. postura e da linguagem oral.. faz-de-conta).

Objetivos Específicos: • Manipular diferentes objetos e materiais. Participação em brincadeiras e jogos cantados e/ou rítmicos. expressão e produção do silêncio e de sons com a voz. tanto de percussão como se sopro. Exploração das canções infantis.• • • • Ouvir. Participação em brincadeiras que desenvolvam percepção e memória auditiva. 51 explorando suas características. . Participação em brincadeiras que integrem músicas. Imitar. o corpo. Conteúdos: • • • • • • • • • • • • Exploração. inventar e reproduzir criações musicais. Canções com ritmo lento. perceber e discriminar sons diversos. que fazem parte do nosso folclore. Exploração de instrumentos de ritmo. Participação em brincadeiras acompanhando ritmo de música com objetos ou fazendo movimentos rítmicos com seu próprio corpo. Escuta de obras musicais variadas em situações do cotidiano. dançando no seu ritmo próprio e espontâneo. canções e movimentos corporais. Desenvolver o gosto pela música. o entorno e materiais sonoros diversos. Artes Visuais Objetivo Geral: Desenvolver a capacidade criativa e auto-expressão artística despertando a curiosidade e ampliando o conhecimento de mundo. rápido. Canções com ritmos variados e canções onde ela antecipe ações. levando a identificação e expressão através de atividades corporais. gosto pelo belo e prazer de realizar). fontes sonoras e produções musicais. Interpretação de músicas e canções diversas.(sendo crítico. propriedades entrando em contato com formas diversas de expressão artística. Apreciação de músicas. Estimular o desenvolvimento da percepção e memória aditiva.

 Desenhar e pintar em plano vertical a horizontal. pincéis. Cores primárias. visando a produção de marcas gráficas. os pés. pincéis etc.  Desenhar com carvão no cimento. Cuidado com os materiais e com os trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo. 52 . caixas. como jornal. manipulação e utilização de materiais. Objetivos Específicos: • Estimular a iniciação da fala. parede. Observação e identificação de imagens diversas. • • • • • Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais. Linguagem Objetivo Geral: Promover o desenvolvimento da linguagem oral e familiarizar-se com a linguagem escrita. Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes. o cotovelo. brochas... Desenvolver progressivamente a discriminação de cores primárias. carvão. as mãos. como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras. esponjas. Participação em situações que permitam:  Desenhar com gravetos na areia.  Recortar e colar diversos tipos de materiais. papel. madeiras.. etc. chão. Conteúdos: • Exploração. papelão. etc. com giz colorido.  Desenhar com lápis cera. etc.  Pintar utilizando os dedos.• • • Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação. e de variados suportes gráficos.

porém de seu contexto sócio-cultural. manifestando curiosidade e interesse. vontades. etc. Objetivo Específico: • • • • Interagir com pessoas. necessidades e sentimentos. Observação e manuseio de materiais impressos. com plantas e com objetos diversos. Respeitar e preservar o meio. Ampliação do vocabulário. Identificar no ambiente os fenômenos da natureza. nas diversas situações de interação. Natureza e Sociedade Objetivos Gerais: Explorar o ambiente. relatar suas vivências e expressar desejos. Brincadeiras de faz de conta discriminando diferentes expressões fisionômicas. histórias em quadrinhos. 53 . Identificar seu grupo familiar. como livros infantis. • • • • • • • • Contato constante com situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e da escrita. Conversas sobre assuntos do contexto imediato (o que está acontecendo). revistas.• • • Ampliar o vocabulário. Participação em atividades que envolvam situações de linguagem orais e escritas. comunicar-se.. plantas e animais através de ações conscientes. Despertar o gosto por ouvir estórias infantis. para que possa se relacionar com pessoas. Propiciar o contato com a linguagem oral e escrita. Contação de estórias infantis. estimulando a aquisição de palavras novas. Imitação dos diversos personagens da estória. Conteúdos: • Utilização da linguagem oral para conversar. estabelecer contato com pequenos animais. jornais.

noite. formas. chuva. cor e espessuras. brincadeiras. Matemática Objetivo Geral: Estabelecer aproximações e algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano. sol. fora. Objetivos Específicos: • • • Estimular o desenvolvimento das percepções tátil e visual. Participação em brincadeiras que envolvam papéis sociais. Participação e jogos e brincadeiras que envolvam os fenômenos da natureza. se suas propriedades e de relações simples de causa e efeito. Exploração de diferentes objetos. jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos. quente) Noções de quantidade (muito e pouco) Noções espaciais (dentro. em baixo) Noções de tamanho (grande e pequeno) 54 . frio. Propiciar ações que envolvam relações espaciais. em cima.Conteúdos: • • • • • Participação em atividades que envolvam histórias. quantidade. Conteúdos: • • • • Noções de tempo (dia. Propiciar ações que envolvam noções de tamanho. Contato com animais e plantas pertencentes ao meio em que vive.

• Expressar emoções. pedindo ajuda se necessário. Identificação de algumas características próprias e das pessoas com os quais convive no seu cotidiano. Conquistar a autonomia. alimentação. segurança. utilizando seus recursos pessoais. manifestação e controle progressivo de suas necessidades. desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências.EDUCAÇÃO INFANTIL FASE I PRÉ-ESCOLAR 4 a 6 anos Formação Pessoal e Social Identidade e Autonomia Objetivo Geral: Desenvolver a independência na realização das ações e no relacionamento interpessoal. conforto. desejos e sentimentos em situações cotidianas. proteção do corpo e cuidados com a aparência. valorizando as atitudes relacionadas com a higiene. 55 . Identificar e enfrentar situações de conflitos. respeitando as outras crianças e adultos e exigindo reciprocidade. sentimentos. Participação em situações que permitam a resolução de pequenos problemas do cotidiano. identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades agindo de acordo com elas. Vivenciar ações de cooperação e solidariedade. Objetivos Específicos: • • • • • • Ter uma imagem positiva de si. respeitando suas regras básicas de convívio social e a diversidade que os compõe. Adotar hábitos de autocuidado. Identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participam. ampliando sua autoconfiança. pensamentos e necessidades. Conteúdos: • • • Expressão.

Procedimentos relacionados à alimentação e a higiene das mãos. peso. danças. Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol. Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo. Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero. Procedimentos básicos de prevenção e acidentes e autocuidado. etc. estatura. utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras.• • • • • • • • • Participação em brincadeiras nas quais as crianças escolhem os parceiros. Utilização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos. cuidado e limpeza pessoal das várias partes do corpo. o espaço e os personagens. jogos e demais situações de interação. solidariedade e ajuda na relação com os outros. Respeito e conhecimento da cultura de seu grupo de origem e de outros grupos. Valorizando o movimento em seus aspectos sócioafetivo. pular corda. Objetivos Específicos: • Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento.. os objetos. 56 . os temas. Conhecimento. Movimento/ Expressividade Objetivo Geral: Possibilitar a auto-expressão. casinha. respeito e utilização de algumas regras elementares de convívio social.. etnia. Preocupação com a aparência e limpeza pessoal. • • • • • Utilização adequada dos materiais de uso individual e coletivo. Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolva ações de cooperação. Participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do espaço isso for pertinente. Utilização adequada dos sanitários.. contribuindo para o desenvolvimento neuropsicomotor.

Valorização de suas conquistas corporais. limites. brincadeiras. Conteúdos: Movimento/ Expressividade • • • • • • • • Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras. como força. • • Utilizar os movimentos de preensão. conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo. Ampliação das possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização de diferentes modalidades de dança. conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo. danças e demais situações. velocidade. etc. objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. resistência e flexibilidade. • Controlar gradualmente o próprio movimento aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização de jogos. Música Objetivo Geral: 57 . Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força.. lançamento. brincadeiras e de outros movimentos.• Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento. Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo.. Manipulação de materiais. Percepção de estrutura rítmica para expressar-se corporalmente por meio da dança. resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras das quais participa. para ampliar suas possibilidades de manuseio dos diferentes materiais e objetos. Participação em brincadeiras e jogos. encaixe. sinais vitais e integridade do próprio corpo. velocidade. potencialidades. Percepção das sensações.

• • Escuta de obras musicais de diversos gêneros. 58 . interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo. • • • • • • Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e realização de algumas produções musicais. elementos que se repetem etc. interação social autoestima e autoconhecimento. rápido levando a identificá-los com precisão e expressálos através de atividades corporais. duração (curtos ou longos). Objetivo Específico: • • • Explorar e identificar elementos da música para se expressar. intensidade (fracos ou fortes) e timbre (características que distingue e “personaliza” cada um). Conteúdos: • • • Construção de diferentes trabalhos artísticos. Músicas com letras que descrevem situações do dia-a-dia. Repertório de canções para desenvolver memória musical. (a forma). Reconhecimento e utilização expressiva. sentimentos e pensamentos por meio de improvisações. em contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos). épocas e culturas. Ampliação e compreensão de vocabulário e expressão através de acompanhamento oral e gestual de diferentes ritmos e melodias. Participação em jogos e brincadeiras que envolvam dança e/ ou a improvisação musical. partes. Desenvolver o gosto pela música. estilos. composições e interpretações musicais. Seqüências sonoras.Utilizar a música como forma de desenvolvimento e expressão. da produção musical brasileira e de outros povos e países. Canções com ritmo lento. Produzir sons diversos. Perceber e expressar sensações. Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases. utilizando recursos musicais.

da modelagem. Exploração dos espaços bidimensionais (largura e altura) e tridimensionais (altura. textura. desenvolvendo o gosto. Objetivos Específicos: • Interessar-se pelas próprias produções. colagens. da pintura.• • • Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos sobre a produção musical. ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura. • Identificar cores primárias e secundárias. da colagem. volume. etc. pinturas. Valorização de suas próprias produções.. Artes Visuais Objetivo Geral: Desenvolver a capacidade de produções artísticas e valorização das mesmas. Respeito e cuidado com os objetos produzidos individualmente e em grupo. da construção. utilizando a linguagem do desenho. 59 . Apreciação de músicas de compositores locais. Conteúdos: • Criação de desenhos. modelar. largura e profundidade) na realização de seus projetos artísticos. pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas (regionais. modelagens a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto. o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação. pintar. Apresentações de músicas regionais. espaço. instrumentos e suportes necessários para o fazer artístico. cor.. linha. etc. das de outras crianças e da produção de arte em geral. forma. Organização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala. • • • • • • Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar. nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato. Exploração e aprofundamento das possibilidades oferecidas pelos diversos materiais. • Produzir trabalhos de arte.

Objetivos Específicos: • Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão. identificando e reconhecendo-a em contexto significativo. Linguagem Objetivo Geral: Promover o desenvolvimento da linguagem oral e familiarizar-se com a escrita. sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano. • Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros. ouvir as de outras pessoas.• • • • • • • Liberdade de expressão utilizando materiais variados. Apreciação de artes de artistas locais. descrição e interpretação de imagens e objetos. elaborar e responder perguntas. Utilização de elementos da natureza para o fazer artístico. apreciando a leitura feita pelo professor. Reconhecer seu nome escrito. Leitura de obras de arte a partir da observação. Comparação das obras variadas (observando cores e materiais utilizados). • • • • Escutar textos lidos. Escolher os livros ler e apreciar. Apreciação de artes que fazem parte da história local. Conteúdos: 60 . interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social nos quais possa contar suas vivências. revistas e outros portadores de texto e da vivência de diversas situações nas quais seu uso de faça necessário. Interessa-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional. Apreciação das artes visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais. narração.

Participação em situações que as crianças leiam. poemas.. necessidades. etc. Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros. Reconhecimento do próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo nas situações em que isso se fizer necessário. • • • • • • • • • • Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais. opiniões. Prática da escrita de próprio punho.• Uso da linguagem oral para conversar. Observação e manuseio de materiais impressos. utilizando o conhecimento de que dispõe. Produção de textos individuais e/ ou coletivos ditados oralmente ao professor para diversos fins. • • • • Elaboração de pergunta e respostas de acordo com diversos contextos de que participa. Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita. Respeito pela produção própria e alheia. como contos. idéias. poemas e canções. notícias de jornal. como trava-linguas. cenários e objetos com ou sem ajuda do professor. no momento. parlendas. como livros. previamente apresentados ao grupo. trava. histórias em quadrinhos etc. sobre o sistema de escrita em língua materna.línguas. parlendas. Reconto de histórias conhecidas com a aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens. Natureza e Sociedade Objetivo Geral: 61 . quadrinhos. comunicar e expressar desejos. Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal. preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano. revistas. brincar. Participação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista. Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento. informativos. ainda que não o façam de maneira convencional. adivinhas.

as emoções e a mente. o equilíbrio interior entre o corpo. Educação econômica. agir sobre os principais aspectos e variáveis da sociedade. É preciso. A BELEZA E O AMOR. Reflexão. emocional e intelectual. Sensibilização. paralelamente. Diálogo. ampliando seu repertório de conhecimento. entre a vida física. 62 . Interreliogisidade. Respeito as diferenças. META + AÇÃO: Trabalhar junto com a família e a comunidade em beneficio da harmonia e do bem de todos:      Cooperação e Sinergia. A paz consigo mesmo: Ecologia e consciência pessoal É a harmonia. Espiritualidade. A paz com os outros Ecologia e consciência social Lidar com as pessoas não é suficiente.Explorar o ambiente em que vive relacionando-se com o meio. META + AÇÃO:     Meditação. reintroduzindo através das mídias o espírito ligado aos grandes valores da humanidade que chamamos de Bem: A VERDADE.

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros.. Trata-se de educar para o respeito à vida em todas as suas formas. Nossos desafios ambientais. META+ AÇÃO: Acreditamos que o desenvolvimento humano é primeiramente ser mais. • • Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos. jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outras. ter mais:     Preservação. 63 .A paz com a natureza Ecologia e consciência planetária Estamos aqui tocando na questão da educação ambiental. buscando informações e confrontando idéias. não. econômicos. ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. formulando perguntas. sociais e espirituais são interligados. Respeito à vida. brincadeiras. e juntos podemos forjar soluções includentes. manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos. inclusive a vida humana. Conteúdos: • Participação em atividades que envolvam histórias. Objetivos Específicos: • Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural. imaginando soluções para compreendê-los.. políticos. Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade de vida humana. Contato afetivo. Conscientização.

Conhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira e mundial. e a sua conservação. de fatos. Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente. Identificação de objetos produzidos em diferentes épocas de nossa história local. Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente. Conhecimento dos cuidados básicos com animais e vegetais por meio da sua criação e cultivo. Utilização com ajuda dos adultos.• Conhecimento de modos de ser. Reconhecimento de algumas características de objetos produzidos em diferentes épocas e por diferentes grupos sociais. relacionados à segurança e prevenção de acidentes. Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos. escola. dentro e fora da instituição (família. à preservação de acidentes e á saúde de forma geral. 64 . Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a animais e plantas. campos. construções. açudes. Percepção dos cuidados com o corpo. vegetação). Estabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies de seres vivos. relatos e outros registros para a observação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo. Observação da paisagem local (rios. viver e trabalhar de alguns grupos sociais do presente e do passado (meios de transporte. comunicação e sinais de trânsito de vivência do cotidiano da cidade e do meio rural). florestas. • • • • • • • • • • • • • • • • • Identificação de alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convívio. comunidade). Reconhecimento da importância das plantas para o homem. Valorização de atitudes relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo. Cuidados no uso de objetos do cotidiano. Valorização do patrimônio cultural do seu grupo social e interesse por conhecer diferentes formas de expressão cultural. suas características e suas necessidades vitais.

Conhecendo os números. • Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a pesquisa sobre a ação de luz. espaço físico e medidas utilizando a linguagem oral e linguagem matemática. Objetivos Específicos: • • Reconhecer e valorizar os números. utilizando conhecimento prévios. as operações numéricas. Comunicação de quantidades. etc) e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem. chuvas. espaço físico e medida. Conteúdos: • • • • Utilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade. calor. som. utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática. 65 . hipóteses. utilizando a linguagem oral. processos utilizados e resultados encontrados em situações problemas relativas a quantidades. força e movimento. rios. Matemática Objetivo Geral: Ampliar progressivamente a compreensão de idéias matemáticas e formulação de hipóteses sobre situações problemas relativos a quantidade. as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano.• Estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza de diferentes regiões (relevo. • Ter confiança em suas próprias estratégicas e na capacidade para lidar com situações matemáticas novas. secas. Comunicar idéias matemáticas. Utilização de noções simples de cálculo mental como ferramenta para resolver problemas. a notação numérica e/ ou registros não convencionais.

experimentando variadas possibilidades. bidimensionalidade. Experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças. lados retos. Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos. peso. identificando algumas regularidades. Não faz só uma grafia específica. etc. ESPELHO 66 .. pela utilização de unidades convencionais e não convencionais. Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram. sem que modifique a sua pessoa. Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas.• • • • • • • • Identificação da posição de um objeto ou número numa série. Comparação de escritas numéricas. explicitando a noção de sucessor e antecessor. volume e tempo. como formas. observando pontos de referência. É conteúdo de trabalho. • • Identificação de pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço. faz com que a criança perceba que sua imagem muda. Marcação do tempo por meio de calendários. utilizando vocabulário pertinente nos jogos. tridimensionalidade. IMAGEM • Uso do espelho. NOME • • • Exploração por meio de variados instrumentos. Introdução às noções de medidas de comprimento. nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerarem necessário essa ação. traz também história. Explicitação e/ ou representação da posição de pessoas e objetos. significado. • Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetos e figuras. tipos de contornos. faces planas.

nas relações com as crianças. RESPEITO A DIVERSIDADE • Criar situações de aprendizagem em que a questão da diversidade seja tema de trabalho. desejos. Ampliar os momentos para o diálogo. Proporcionar as conversas também durante as atividades mais sistematizadas. Aproveitar as habilidades dos familiares para enriquecer o conhecimento e a vivência no trabalho pedagógico da instituição. Planejar momentos específicos de colaboração entre a instituição e as famílias desenvolvendo atitudes de respeito às particularidades de cada grupo familiar. Não reproduzir.• Instrumento na construção e na afirmação da imagem corporal. expressarem suas ansiedades. padrões estereotipados quanto aos papéis do homem e da mulher. projetos. comunicarem suas descobertas. INTEGRAÇÃO • • • • • Observação das interações espontâneas das crianças. Criar espaços para que as crianças possam compartilhar suas dúvidas. para que elas percebam os valores de igualdade e respeito que deve existir entre as pessoas de sexos diferentes. IDENTIDADE DE GÊNERO • • • • Sensibilizar por meio de ações as crianças. fantasias. conhecimentos. podendo perceber assim as suas vivências pessoais. 67 . Favorecer espaços de conversas entre as crianças. pois este é fundamental na construção de conhecimento. favorecendo assim a aprendizagem.

o do outro e a imitação. Organizar situações nas quais as crianças conversem sobre suas brincadeiras. nas crianças o sentimento de pertencerem a um grupo. Ouvir. CUIDADOS PESSOAIS 68 . • • Trabalhar a noção de que as sanções devem guardar coerência com a regra transgredida é importante na perspectiva de uma moral autônoma. sensações de prazer ou desprazer) que as atividades físicas proporcionam. ao respeito a si mesma e ao outro.• Ampliar as oportunidades do exercício da cooperação. criando condições para o enriquecimento do brincar. JOGOS E BRINCADEIRAS • • • Proporcionar jogos e brincadeiras que envolvam o reconhecimento do próprio corpo. refletir. para o estabelecimento de regras e sanções comuns. é um meio para que estas se transformem em conteúdo mais sistematizado. • Medir as relações entre as crianças. possibilitando a criação de condições para que elas possam. Pensar no registro da deliberação coletiva sobre as regras de convivência. Planejar articulações com os outros eixos de trabalho. desenvolver capacidades ligadas à tomada de decisões. gradativamente. Brincar deve constituir em atividade permanente e sua constância dependerá dos interesses eu as crianças apresentam mais diferentes faixas etárias. conversar e registrar sobre o reconhecimento dos sinais vitais (respiração. permitindo que as crianças desenvolvam tarefas em torno de objetivos comuns. de fato. à construção de regras à solidariedade. desenvolvendo. uma prática cotidiana entre as crianças é preciso que se organize na sala um espaço para essa atividade. • • • Para que o faz-de-conta torne-se. ao diálogo. batimentos cardíacos. • Promover debates em que as crianças possam pronunciar. também. ajudam as mesmas a organizarem seu pensamento e emoções. exprimirem suas opiniões até que se coordenem os pontos de vista.

Oferecer oportunidades diárias para que as crianças possam se exercitar. Estabelecer parcerias com os familiares para que estes possam ampliar e complementar as ações de cuidados.• • • • • • • • • Desenvolver habilidades e atitudes relacionadas à higiene pessoal. 69 . Possibilitar a participação das crianças na elaboração dos cardápios servidos na instituição. Conversar com o grupo infantil sobre os acidentes. orientar e sugerir formas de lidar com desafios corporais. como aqueles que lhes dêem oportunidades de terem sucesso imediato. próprio da espécie humana. a limpeza dos espaços do ambiente coletivo. • • Auxiliar as crianças a identificarem situações de risco. são práticas educativas que vão gradativamente construindo com as crianças atitudes de respeito. Valorizar a capacidade psicomotora das crianças. Amparar. alimentação. Oportunizar a aprendizagem dos movimentos para uma correta escovação dos dentes e da língua. Ampliar as experiências das crianças quanto às práticas sociais de alimentação. • A promoção do crescimento e do desenvolvimento saudável das crianças na instituição educativa está baseada no desenvolvimento de todas as atitudes e procedimentos que atendem as necessidades de afeto. em um dado momento histórico e em uma dada cultura. • Proporcionar situações para que a criança possa utilizar e desenvolver o seu potencial biológico. emocional e cognitivo. Organizar o espaço físico de forma a deixar ao alcance das crianças tanto materiais que as desafiem. ORGANIZANDO UM AMBIENTE DE CUIDADOS ESSENCIAIS. segurança e integridade corporal e psíquica durante o período em que elas permanecem na instituição. cuidado e proteção com sua segurança e com a dos companheiros.

mas todas estão de acordo que o aleitamento ao seio é à forma mais saudável. Recomenda-se que seja sempre o mesmo adulto que alimente e cuide dos bebês. A construção da independência é tão importante quanto os nutrientes que a criança precisa ingerir. Envolve parceria com os familiares. ALIMENTAÇÃO • • • • • • • • A partir de suas necessidades afetivas e alimentares o bebê constrói e dirige seus primeiros movimentos no espaço. Projetos pedagógicos que envolvam o conhecimento sobre os alimentos permitem que elas aprendam sobre a função social da alimentação e as práticas culturais. É preciso oferecer oportunidades para que as crianças desenvolvam atitudes e aprendam procedimentos que valorizam seu bem-estar. 70 . É fonte de inúmeras oportunidades de aprendizagem. Propiciar experiências que possibilitem a aquisição de novas competências em relação ao ato de alimentar-se favorece o processo de desenvolvimento da criança. Existem diversas linhas sobre nutrição infantil. visando desenvolver atitudes e construir habilidades para o autocuidado com a boca e com os dentes. pois nesta fase o vínculo é fundamental. CUIDADOS COM OS DENTES • Prever uma rotina de escovação dos dentes.PROTEÇÃO • • Não significa cercear as oportunidades das crianças em explorar o ambiente e em conquistar novas habilidades.

Pensar nas seqüências de atividades implica planejar experiências que se organizam em etapas diferenciadas e com graus de dificuldades diversos. Uma parte significativa da auto-estima advém do êxito conseguido diante de diferentes tipos de desafios. É necessário que as condições ambientais sejam favoráveis aos cuidados. • • • • A organização da instituição deve estar a serviço da ação educativa e não o contrário. REGISTRO E AVALIAÇÃO FORMATIVA • A observação das formas de expressão das crianças de suas capacidades de concentração e envolvimento nas atividades. OBSERVAÇÃO. do grupo contribuem. são recursos para tratar de forma mais objetiva a questão da identidade. de satisfação com a sua própria produção e conquistas é um instrumento de acompanhamento do trabalho que poderá ajudar na avaliação e no replanejamento da ação educativa.• Precisa ser organizada uma rotina de maneira que a criança possa ir gradativamente aprendendo a cuidar de si. É preciso conhecer as possibilidades de cada criança e delinear um planejamento que inclua ações ao mesmo tempo desafiadoras e possíveis de serem realizadas por elas. para a construção da identidade e o desenvolvimento da autonomia. de forma direta ou indireta. 71 . A construção da identidade e a conquista da autonomia pelas crianças são processos que demandam tempo e respeito às suas características individuais. A oferta permanente de atividades diversificadas em um mesmo tempo e espaço é uma oportunidade de propiciar a escolha pelas crianças. ou que visem discutir a identidade cultural brasileira. ou sobre a diversidade étnica que compõe o povo brasileiro. Desenvolver projetos relacionados ao faz-de-conta. ORGANIZAÇÃO DO TEMPO • • • • Todas as atividades permanentes.

produções das crianças ao longo do tempo. como a gravação em áudio e vídeo. os processos de aprendizagem das crianças. sem dúvida. a mais comum e acessível. 72 . Outras formas de registro também. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Tem como função acompanhar. artigo 31 que: “. São várias as maneiras pelas quais a observação pode ser registrada pelos professores. estabelece. a avaliação é entendida. A escrita é. na Secção II. funcionários e com o professor e acompanhar os processos de desenvolvimento obtendo informações sobre as experiências das crianças na instituição. mesmo para o acesso ao ensino fundamental”. orientar e redirecionar esse processo como um todo. podem ser consideradas.. deve-se ter em conta que não se trata de avaliar a criança. A partir da proposta da escola. Por meio deles o professor pode registrar. a avaliação far-se-à mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. Idéias podem compor um rico material de reflexão e ajuda para o planejamento educativo. a qualidade das interações estabelecidas com outras crianças. referente à educação infantil. sem o objetivo de promoção. A expectativa em relação à aprendizagem da criança deve estar sempre vinculada às oportunidades e experiências que foram oferecidas a ela. fotografias. sancionada em dezembro de 1996. Esta observação e seu registro fornecem aos professores uma visão integral das crianças ao mesmo tempo em que revelam suas particularidades. É um elemento indissociável do processo educativo que possibilita ao professor definir critérios para planejar as atividades e criar situações que gerem avanços na aprendizagem das crianças. O registro diário de suas observações.• • No que se refere à avaliação formativa. como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelas crianças. AVALIAÇÃO A observação e o registro se constituem nos principais instrumentos que o professor dispõe para apoiar sua prática. impressões. mas sim as situações de aprendizagem que foram oferecidas. contextualmente.. prioritariamente. entre outras.

também. definido o que avaliar. a avaliação pode provocar-lhes um sentimento de impotência e fracasso. compreendendo os objetivos e as ações desenvolvidas pela instituição. a avaliação deve permitir que elas acompanhem suas conquistas. Os pais. só faz sentido numa perspectiva de possível superação.No que se refere ás crianças. Isso significa definir melhor a quem se dirige à avaliação – se ao grupo todo ou as crianças em particular? Qual o melhor momento para explicitá-la e como deve ser feito? Esses momentos de retorno da avaliação para a criança devem incidir prioritariamente sobre as suas conquistas. Outro ponto importante de se marcar refere-se à representação que a criança constrói sobre a avaliação. É importante que o professor tenha consciência disso. Nessas situações. a avaliação deve se dar de forma sistemática e contínua. existem outras situações que podem ser aproveitadas ou criadas com o objetivo de situar a criança frente ao seu processo de aprendizagem. identificar pontos que necessitam de maior atenção e reorientar a prática. se inteirando dos avanços e conquistas. para que possa atuar de forma cada vez mais intencional. suas dificuldades e suas possibilidades ao longo de seu processo de aprendizagem. Para que possa se constituir como um instrumento voltado para reorientar a prática educativa. como. o professor deve compartilhar com elas as observações que sinalizam seus avanços e suas possibilidades de superação das dificuldades. como e quando em consonância com os princípios educativos que elege. têm o direito e o dever de acompanhar o processo de aprendizagem de suas crianças. será de fundamental importância para que a criança possa construir uma representação positiva da mesma. Apontar aquilo que a criança não consegue realizar ou não sabe. Além dessas. processual tendo como objetivo principal à melhoria da ação educativa. ao invés de potencializar a ação das crianças e fortalecer sua auto-estima. quando o professor detém conhecimento sobre as reais possibilidades de avanço da criança e sobre as possibilidades que ele tem para ajudá-la. 73 . quando o professor diz: “Olhe que bom você já está conseguindo se servir sozinho”. o que fortalece a função formativa que deve ser atribuída à avaliação. Para que isso ocorra. na instituição e por ele próprio. por exemplo. Do contrário. o retorno para as crianças se dá de forma contextualizada. O professor deve ter consciência de que a forma como a avaliação é compreendida. São várias as situações cotidianas nas quais isso já ocorre. ou quando torna observável para as crianças o que elas sabiam fazer quando chegaram na instituição com o que sabem até aquele momento. A avaliação também é um excelente instrumento para que a instituição possa estabelecer suas prioridades para o trabalho educativo.

abstraindo. bem como adequar-se aos novos conceitos sobre a educação. propiciando a discussão sobre os assuntos obtidos.Ao final do ano letivo será fornecido o parecer descritivo do aluno atendido no Setor de Educação Infantil. ordem e clareza. O conhecimento matemático é um bem cultural em constante construção e elaboração. para adaptar-se às necessidades do mundo moderno. criando hábitos de estudo com precisão. como forma de resposta às necessidades humanas. ENSINO FUNDAMENTAL: Programa de Educação Escolar MATEMÁTICA Objetivo da área: Propor atividades que oportunize o aluno a vivência de experiências reais de comparar sobre as ações de seu cotidiano. indicando o e sugerindo os atendimentos seqüentes. A participação da família é de fundamental importância para o alcance do êxito no processo de ensino e aprendizagem. a matemática não deve ser vista como algo pronto e acabado. refletindo. sintetizando. A sociedade atual vive um grande conflito: por um lado o desenvolvimento científico e tecnológico que viabiliza a realização de coisas que há um século atrás eram consideradas 74 . FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A matemática em sua origem foi concebida como uma série de regras isoladas. Atualmente. É produzido na relação do homem com a natureza e no interior das relações sociais. porém essa concepção sofreu grandes mudanças no decorrer da história.

Noções de conjunto. além de ser um instrumental importante para a construção de saberes em diferentes áreas do conhecimento. na sua aplicação a problemas. Reconhecer noções básicas de quantidade. Nesse contexto. Contagem de elementos na ordem convencional. resultado de um jogo. Para tanto. tanto quanto saber resolvê-los e aplicá-los no dia-a-dia. situação de vida cotidiana e atividades do mundo do trabalho.impossíveis. sensibilizar-se para perceber os problemas. Portanto. criar significados. é importante que a matemática desempenhe de forma equilibrada. História dos números. Apresentação de símbolos numéricos. utilizar regras e técnicas. com noções gerais da divisão e multiplicação.. por outro lado. etc. construir e elaborar conceitos. Compreender o processo de agrupamento em pares. HABILIDADES: • • • • • • • • Classificação. Compreender números ordinais. interpretar. o ensino da matemática assume um papel fundamental. Analisar e interpretar situações problema compreendendo alguns dos significados das operações em especial da adição e da subtração. números de irmãos. a partir de situações significativas como: idades. pois necessita transmitir de forma competente o conhecimento formal. ensinar e aprender matemática deverá ser muito mais do que reconhecer símbolos. 75 . dessa forma instrumentalizar os alunos a adquirirem novos conhecimentos teóricos práticos. na estruturação do pensamento e o desenvolvimento do raciocínio lógico dedutivo do aluno.. seu papel na formação das capacidades intelectuais. manejar fórmulas. Seriação. o ensino da matemática objetiva a formação do raciocínio e do pensamento independente e criativo e. É sobre tudo. coloca a maioria do povo em uma situação de vida precária. etc. de forma que este instrumentalize os alunos para compreender a sociedade em que vivem e nela poderem atuar de forma crítica. Nesta perspectiva. • • • Formular hipóteses sobre a grandeza numérica pela identificação da quantidade de algarismos e da posição ocupada por eles na escrita numérica. as injustiças sociais e má distribuição de renda que caracteriza os países do 3º mundo. Reconhecimento de números no contexto diário. resolver problemas e cálculos padronizados.

cor. etc. Espessura. premiações. ordenações e classificação de números e fatos. mês. semestre. cheio/vazio.. antes. 76 . Comparando quantidades: mais/menos. Comparando quantidades. semana. Noções de juros e descontos. Forma.. percepção e utilização de seqüência dos números ordinais em situações do dia-a-dia. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • • • • • • • • • • • • • • Classificando por: Semelhança e diferenças. blocos lógicos. Identificando. manhã. Noção entre objetos (cheio/vazio). Utilizando diferentes estratégias par quantidade. organizar e comparar os elementos de uma coleção (tampinhas.. espessura. noite. rádio. etc). • Formulando e resolvendo situações problema por meio de cálculo pessoal ou convencional. Relações entre objetos iguais e diferentes. ano). depois. Cor. escrevendo. comparando e ordenando números com utilização de materiais concretos. Seriado por: tamanho. agora. jogos e materiais de manipulação explorando a contagem de rotina. etc. etc.• • • • • • • • Registro de quantidade através do símbolo numérico e sua escrita por extenso. Tamanho. Identificação e orientação de unidade de tempo (dia. Utilizando vários tipos de textos. lento. Textura. Noção entre objetos (pesado/leve). muito/pouco. comprimento. lendo. livros. Sistema monetário. Estações do ano. vídeos. Utilização de brincadeiras. um/nenhum/alguns/todos. bimestre. massa de modelar.. fazendo correspondência um a um. Fazendo a correspondência do número a quantidade. tarde. rótulos. etc.

registro de identidade. sua esquerda.=) na escrita das operações. entre. 77 .• • • • • • • • • • • • Compreendendo o jogo. Utilizando material concreto nas atividades do dia-a-dia. A partir de diferentes pontos de referência e algumas indicações de direções de sentidos: caminhe ao lado da cadeira. Observando o numeral dos telefones. Construindo estratégias pessoais e instrumentos de medidas conhecidos: fita métrica. Manuseando as formas de círculo. Utilizando sinais convencionais (+. etc. simétricas ou não.-. horizontal/vertical. Representando graficamente os números. etc. quadrado. curvas abertas. objetos de uso pessoal. retângulo. etc. identificando a semelhança e diferença. contagem de dois em dois. cima. vivências diárias ou por meio convencional. ao lado de. em torno de (em redor de). recipiente de um litro. através de. etc. diante de. Formulando e resolvendo situações problema através de material concreto. para o lado. Observando formas geométricas presentes em elementos naturais e nos objetos criados pelo homem e suas características: arredondadas ou não. etc. Utilizando a calculadora para produzir e comparar escritas numéricas. vírgula. Dando origem as curvas.x. meio copo. Descrevendo que tem a sua direita.. pela frente/por trás. de três em três. um copo. placas de carro. • • • • Indicando direção e sentido. no meio de.:. atrás. para no sentido contrário. curvas fechadas. Conceituando unidade.... antes de/depois. • • Comparando as formas observadas com as figuras geométricas. triângulo. vá para perto do armário. para frente/para trás. utilizando regras de seriação em escalas ascendentes e descendentes. fazendo o uso de réguas ligando pontos determinados. através do próprio corpo. dezena e centena. interior e exterior de ramos. dentro/fora. baixo. Utilizando noções de pares e impares. através de material concreto e experiências vivenciadas pelo aluno. não curvas. metade. frente. fechados de curvas. Montagem de quebra-cabeças e construções simples. balança.

Com isto. espessura e comprimento. situando-se cronologicamente e estabelecendo comparações. o aluno não é o único a ser avaliado. além de detectar as dificuldades e avanços dos alunos. garrafas. metro. reflexão e tomada de decisão sobre o desenvolvimento apropriação do conhecimento. e desempenho dos nossos alunos na 78 . vidros. latas. e se eles se tornaram capazes de utilizar estes conhecimentos em situações do seu cotidiano. saquinhos. as pessoas e os ambientes podem ser pesados e medidos. altura.. a avaliação assume o caráter de redimensionamento da prática pedagógica. Observando e percebendo através de histórias e fotografias das características de cada época. Comparando valores nas compras a vistas e a prazo. o conteúdo desenvolvido e a metodologia. Construindo diversos tipos de calendário e fazendo uso do relógio diariamente. régua. largura. Utilizando-se de copos.• • • • • • • • • Observando e percebendo que os objetos. Ela deve ser parte integrante do processo ensino-aprendizagem e deverá ter função diagnóstica. palma. Os resultados alcançados em provas e textos não se constituem nos únicos elementos considerados na avaliação. relacionando-os com a economia que pode ser feita. Reconhecimento de cédulas e moedas e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em funções de seus valores. Utilizando balança para compreensão do peso. Nesse processo. análise. distância. pé. Também serão o professor. AVALIAÇÃO A avaliação é um instrumento que utilizamos para verificar se nossos alunos adquiriram os conhecimentos básicos de cada série. entendida esta como um processo contínuo de informações.. etc. etc. Estabelecendo comparações entre objetos: tamanho. Antes tais elementos devem fazer parte do processo de ensinoaprendizagem. litros. Utilizando diferentes maneiras de medir: polegada.

se analisa situações para identificar e utilizar os dados numéricos oferecidos e também se utiliza o raciocínio espacial para resolver problemas. Ao avaliar a compreensão de conceitos deve-se observar se não capazes de verbalizá-los e identificá-los e relacioná-los a situações de aplicação. PORTUGUÊS Objetivos da área: Utilizar os conhecimentos construídos através da prática. Por fim ao avaliar os procedimentos matemáticos é preciso perceber se os alunos são capazes de executar uma atividade matemática com eficácia. Verificar se os alunos são capazes de expressar-se oralmente. 79 . reconhecer se funciona ou não em sobre tudo. os recursos humanos e materiais utilizados. é preciso verificar-se se ele identifica padrões. formula hipóteses. oral ou visual e se utilizam do vocabulário matemático para representar idéias. pensar criativamente e para formular problemas. reconhecer se ele é adequado ou não a determinada situação. a metodologia empregada. ampliando-a para melhorar a capacidade de compreensão tanto na comunicação oral quanto na escrita.Neste processo deve-se levar em conta nossa prática diária. Para avaliar a capacidade do aluno de raciocinar matematicamente. por escrito. se são capazes de criar novos procedimentos corretos e simples. resolvê-los e refletir criticamente sobre eles. os conteúdos matemáticos da série e sua adequação aos alunos. se compreendem e interpretam corretamente idéias matemáticas apresentadas de forma escrita. Os “erros” cometidos pelos alunos devem ser analisados para descobrir sua natureza e reencaminhar o desenvolvimento dos conteúdos. Para que a avaliação seja ampla é preciso considerar a capacidade do aluno de usar as informações adquiridas para raciocinar. adquirindo progressivamente uma competência em relação à linguagem. empregar várias estratégias de resolução e de fazer a verificação dos resultados. de justificar os passos de um procedimento.

vistos como fonte norteadora no exercício da cidadania. Comunicar-se claramente parte do princípio de que nossas palavras dirigem-se a interlocutores concreto. pois a linguagem é uma forma de ação interindividual. expressa e define pontos de vista. O texto é produto da atividade discursiva e escrita que resulta num todo significativo e acabado. dizer alguma coisa para alguém de uma determinada forma. mais do que isso. 80 nossa . simpatias da relação de afinidade e do grau de familiaridade que se tem da posição social que se ocupa em relação a ela e vice-versa. A linguagem é ponto fundamental para que o indivíduo se comunique.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Trabalhar a língua portuguesa significa trabalhar em prol de uma realidade social participativa. Desta forma ele produzirá sua linguagem própria para troca e produção coletiva do conhecimento. diferenciando-nos dos animais. e isto significa produzir discursos. de alguma maneira com os que já foram produzidos obtendo-se dessa forma a intertextualidade. Cabe a escola adequar o ensino da língua portuguesa conforme a necessidade real da sua clientela. num determinado contexto histórico. como também junto com o trabalho caracterizar a humanidade. tem acesso a informação. É a linguagem que nos acompanha onde quer que estejamos a assim nos constituímos enquanto sujeito do mundo e serve também para articular não apenas relações que estabelecemos com ele. as nossas idéias sobre o mundo se constroem nesse complexo processo de interação. O ensino de Língua Portuguesa exige que o educador permeie sua prática pedagógica através dos saberes lingüísticos funcionais. isto é. interaja na sociedade a que ele se insere. ou seja quando se interage verbalmente com alguém o discurso se organiza a partir dos conhecimentos que o interlocutor possua sobre o assunto do que se supõe serem suas opiniões e convicções. isto é. Produzindo linguagem. considerando os diferentes níveis de conhecimento prévio de forma que o aluno. partilha ou constrói visões de mundo. Vale dizer: aquilo que pensamos sobre o real está diretamente vinculado aos horizontes do grupo social e da época que pertencemos. aprende-se linguagem. saberes estes. constitui-se a partir da coesão e coerência a produção do discurso se relaciona. produz conhecimento. pois é por meio dela que o homem se comunica. e como cidadão produzir textos eficazes nas mais variadas situações. pessoas que ocupam espaços bem definidos na estrutura social. ao findar o curso fundamental seja capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente.

e. qualquer pessoa tem algumas idéias sobre como deve ser isso. Ler e escrever são conhecimentos que não se tem. Adequar a linguagem a situações comunicativas mais formais que acontecem na escola. Expor oralmente sobre temas estudados. se constroem. Perceber os diferentes modos de falar nas diversas situações de interlocução diante de diferentes interlocutores. poder participar da história da humanidade. Expressar oralmente a compreensão da mensagem da qual é destinatário. começando a identificar elementos relevantes segundo as intenções do autor. Nós interagimos no mundo e o mundo não passa desapercebido e o entendimento do mundo se dá pelo entendimento da leitura e da escrita. não basta simplesmente que ele aprenda a ler e escrever. A alfabetização faz parte da formação da personalidade do indivíduo. Ler e escrever são conhecimentos estratégicos e instrumentais de vida. Desenvolver atitude crítica em relação à leitura e à produção de textos alheios ou próprios. ampliando e reorganizando sua própria visão do mundo. através da leitura. ela vê pessoas lendo e escrevendo e pensa sobre isso. cultura e de poder comparar suas idéias com as dos outros. é necessário que ela encontre na leitura uma motivação permanente e deste modo ela terá condições futuras de. 81 . Transmitir mensagens utilizando a linguagem oral com desenvoltura procurando adequar as situações comunicativas. no mercado. na TV. neste sentido. Atribuir significados nas mensagens orais. Enxergamos as coisas mais distantes através da leitura. Produzir e reproduzir textos orais individuais e coletivos observando a ordem cronológica dos fatos e o assunto tratado. mais do que isto. ela vê coisas escritas na rua. Saber participar das diferentes situações de intercâmbio oral. HABILIDADES: • • • • • • • • • • Escutar ativamente a leitura de diversos testos.Antes de aprender como se escreve e como se lê.

discursos políticos. Narrando histórias já lidas ou ouvidas. manifestando experiências e sentimentos. adivinhas. por meio de gravação em áudio e ou vídeo. realizando antecipações. Ouvir leituras de poesias. Utilizar estratégias e decifração. Imprimir qualidade aos textos escritos. Adequar os procedimentos de leitura aos objetivos da própria leitura. Produzir textos escritos observando os aspectos de coerência e coesão. piadas. Ler para usufruir momentos de lazer e estabelecer relação entre realidade e fantasia. história em quadrinhos. antecipação. ou acontecimentos dos quais participou. participando em atividades contextualizadas de leitura em busca da construção do significado. seleção. • Ouvindo com atenção. Ler e escrever gradativamente de forma convencional. parlendas.. filmes. trava línguas. contos. intervindo sem sair do assunto tratado. idéias e opiniões de forma clara e ordenada. Ouvindo e produzindo outras versões de uma mesma história ou fato. jogos e outros. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • • • • • Expressando oralmente o canto. explicando e ouvindo explicações. inferência e verificação combinando-as às leituras nos textos. passeios. buscando a importância de diferentes gêneros. participando em situações favoráveis à prática social da leitura. etc. • • Usando rascunho. formulando e respondendo perguntas.• • • • • • • • Conhecer e compreender o funcionamento da escrita alfabética. inferências e verificações. 82 . dramatizações de texto teatrais. simulação de programas de rádio e TV. • Utilizando diferentes portadores de textos. Usar a escrita como forma de expressão subjetiva. manifestando e acolhendo opiniões. usando revisão do texto e relendo cada parte escrita da produção. Observando aspectos próprios da fala que não são percebidos na escuta. Participando das diferentes situações de intercâmbio comunicativo: Seminários.

avaliar adquire uma dimensão mais abrangente. Relatando experiências vivenciadas na família. dando recados e avisos. 83 . contos. AVALIAÇÃO No momento em que o professor faz uma reflexão constante do processo de ensino. lendas. Observando as diversas situações de usos dos diferentes portadores de textos e avaliando as formas gráficas. Observando a macro e a micro estrutura textual. pois não somente o desempenho do aluno é objeto de reflexão. Produzindo textos coerentes e coesos. Descrevendo oralmente personagens. Escutando a fala de pessoas em situações formais e informais. panfletos. escrever. etc. Reescrevendo os textos produzidos individualmente e coletivamente. objetos. na sociedade. gestos e posturas. Fazendo convites e anúncios. dicção. na escola. estudar. Participando de atividades em grupo que envolvam planejamento. etc). Escrevendo diferentes tipos de portadores de texto em situações reais de uso. vivenciando emoções por meio da leitura. Manuseando diferentes portadores de textos literatura infantil. Manifestando sentimentos. divisão de tarefas e apresentação de resultados.. do “como fazer” para que o aluno chegue ao domínio dos conteúdos. Participando de atividades de produção oral de um texto. Expressando oralmente as idéias principais de um texto. folders. folhetos. tomadas de decisões. Exercitando a imaginação e a fantasia. Produzindo textos espontâneos. Atribuindo significação à parte escrita pela suposição de sentido a partir de portadores de texto sociais (embalagens. idéias e opiniões. etc). descobrir. Usando a leitura para se divertir.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Usando expressões de cortesia. cenários. observando a entonação. anúncios. Atribuindo significação às partes escritas a partir do texto lido. fazendo sua própria leitura. Transpor para a língua escrita o que foi lido ou ouvido.

A partir dessa observação ele pode criar conflitos para desestabilizar as certezas e hipóteses não-adequadas que a criança tem sobre determinado assunto e assim permitir seu desenvolvimento cognitivo. a preocupação maior não deve ser o erro. conteúdo e a maneira como este último é trabalhado e assimilado. paralelamente. o que importa é a ação e o feedback que o erro desencadeia no processo. Desse modo. A avaliação torna-se um processo diagnóstico para que o professor defina os objetivos. observar com transparência o desenvolvimento de seu aluno. professor. aquelas que não levam ao objetivo. servirá ao professor como auto-avaliação. ou seja. Do ponto de vista Piagetiano. pois representa um momento importante enquanto norteadora de rumos e de decisões a serem tomadas após análise de resultados. do que é básico. ao envolvimento com atividades propostas pelo professor.mas também o processo envolvendo os elementos que o realizam: aluno. Há um objetivo a ser alcançado e algumas ações levam a esse objetivo: outras ações. Desta forma a avaliação servirá como motivadora da concepção de novas estratégias para uma melhor apresentação do conteúdo sendo que o educador irá verificar a aprendizagem não a partir dos mínimos possíveis. ele poderá aprofundar conteúdos ou comportamentos e redimensionar o seu planejamento a fim de melhorar sua eficiência. o professor retorna os aspectos que não tiverem sido satisfatoriamente assimilados e propõem novas vivências das habilidades ainda não incorporadas. desde que ele esteja disposto a compreender esse processo como propiciador de uma retomada de assuntos e atividades. à aplicação daquele conhecimento ao seu cotidiano. constituindo-se num momento propício para um efetivo diálogo. quando poderão ser questionados aspectos que permitam “medir” o potencial do aluno em relação à construção de seu conhecimento. fundamental para a aprendizagem. Ao educador cabe diagnosticar o erro – este visto como um momento evolutivo no processo de aquisição do conhecimento – e por meio dele. mas a partir dos mínimos necessários. conteúdos e o nível de aprofundamentos destes. devem ser repensadas e corrigidas. os conceitos são construídos num processo de autoregulação e os erros fazem parte desse processo. Assim. A prática da avaliação deverá contar com a participação crítica e responsável do aluno. a partir da verificação do grau de aprendizagem atingido. Durante o processo a prática constante da avaliação deverá ser elemento de reflexão contínua. Essa atitude. 84 .

e as ciências naturais têm o papel de colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações. Física. Geologia. na identificação dos elementos do ambiente. cada uma com um conjunto específico de conceitos. Por isso. o ser humano foi considerado centro do Universo. mas difícil de ser organizado como área de ensino. Hoje. interações e transformações. Durante os últimos séculos. seja freqüente a pergunta: “É possível ensinar Ciências Naturais nas séries iniciais do Ensino Fundamental”? Não só é possível. Química e Astronomia. valorizando experiências vivenciadas e a compreensão das inovações tecnológicas.CIÊNCIAS Objetivo da área: Desenvolver a capacidade de utilizar conhecimento científico com resultado do trabalho de gerações de homens e mulheres na compreensão do mundo e exercício da cidadania. Cada uma com seus métodos próprios de investigar o mundo. como desejável e necessário. testá-las e até abandoná-las quando for o caso. leis e teorias. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A formação de um cidadão exige sua inserção numa sociedade em que o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorização. O conteúdo de Ciências Naturais é extremamente fascinante. O homem acreditou que a natureza estava à tua disposição. suas relações. partindo do que já é conhecido e se apropriando de sua forma de trabalho para compreender o método científico. talvez. situando o ser humano como indivíduo participativo e integrante do universo. levantar hipóteses. O objetivo da proposta do ensino de ciências é levar o educando a identificar problemas a partir de observações sobre um fato. Apropriou-se de seus processos alterou seus ciclos. quando se depara com uma crise 85 . trabalhando de forma a tirar conclusões. redefiniu seus espaços.A área é composta de diferentes ciências: Biologia.

de sociedade. conhecer ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e viabilizar sua capacidade plena de participação social no futuro. O ensino de Ciências Naturais também é espaço privilegiado em que as diferentes explicações sobre o mundo. etc. está o conhecimento referente ao mundo que pode ser explicitado de diferentes formas: teológico e filosófico. Desta forma. segundo os determinantes de cada momento histórico vivido. HABILIDADES: 86 . A criança não é cidadã do futuro. já é cidadã hoje e. é explicitar as necessidades históricas que levaram o homem a compreender e apropriar-se das leis que movimentam. de educação. produzem e regem os fenômenos naturais. então. nesse sentido. uma vez que estes são elaborados pelo homem a partir das necessidades concretas de existência. Isso evidencia a necessidade de se pensar a construção do conhecimento científico a partir de sua historicidade. É o espaço de expressão das explicações espontâneas dos alunos e daquelas oriundas de vários sistemas explicativos. de homem. deve ser compreendido nos limites de modo de produção que o explicita. o ensino de Ciências Naturais pode contribuir para uma reconstrução da relação homem-natureza em outros termos. os fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem podem ser expostas e comparadas.. O conhecimento a respeito do mundo natural (da ciência da natureza). expressando a concepção de mundo. o ensino de Ciências deve propiciar ao aluno a compreensão do processo histórico no qual se dá a evolução e a elaboração dos conceitos científicos. Dentre as idéias que o homem produz. científico. senso comum. inclusive a humana. não sendo um processo autônomo e independente das relações econômicas e sociais.ambiental que coloca em risco a vida do planeta. O objetivo da proposta do ensino de ciências.

Reconhecer as características externas do corpo humano (criança. forma do corpo e reprodução em relação ao ambiente em que vive. do calor. etc. Identificar semelhanças e diferenças no corpo e no comportamento do ser humano e de outros animais. valorizando atitudes e comportamentos em relação à alimentação e à higiene pessoal. Identificar ambientes naturais e ambientes construídos. rochas. Reconhecer o ciclo da vida como característica comum a todos os seres vivos. produção de papel. solo. a noite e estações do ano. Observar a importância dos elementos da natureza para a sobrevivência dos seres vivos. Identificar os seres vivos animais e vegetais de acordo com suas características de alimentação. adolescente e adultos de ambos os sexos). Reconhecer a importância do uso dos vegetais como alimentos. percebendo que todos apresentam ar. • Desenvolver a responsabilidade no cuidado com o próprio corpo e no espaço em que habita. Reconhecer a influência da luz. Perceber o próprio corpo e o corpo do outro observando a função de cada parte deste corpo. fonte de matéria prima para habitação. sustentação. da água e do ar na germinação e no crescimento das sementes. calor. combustível.. remédios. Identificar e nomear as partes do corpo humano reconhecendo alguns órgãos. luz. Adquirir atitudes e comportamentos favoráveis à preservação da saúde em relação à higiene corporal e ambiental. Reconhecer a necessidade e as formas de coleta e destino do lixo. 87 .• • • • • Observar diferentes ambientes. locomoção. modo de transmissão e de prevenção de doenças contagiosas. Perceber algumas transformações que ocorrem no corpo e no comportamento do homem nas diferentes fases da vida. água. • • • • • • • • • • Identificar as funções rítmicas de alguns vegetais ajustando ao dia.

viveiros de plantas. 88 . campos. etc. Assistindo vídeos. dama-da-noite. rios. Lendo textos selecionados. Construindo maquetes a partir das observações realizadas. Realizando experimentos com sementes. vídeos. interpretação de imagens. • • Conhecer as origens de determinados materiais. suas propriedades e as formas de energia para relaciona-los a seus usos. Realizando a leitura de livros e textos informativos. Realizando leituras de textos informativos. utilizando-se dos diferentes elementos na natureza. Observando e ou criando pequenos animais. etc. jardins botânicos. montando murais. lendo revistas. Realizando observações em plantas (onze horas. etc. organizando mural com o tema antes e depois. enciclopédias. Reconhecer a utilização de diferentes materiais na produção de objetos específicos. ouvindo leituras de textos informativos realizando visitas e montando painéis. algumas etapas e características de determinados processos. fotos da cidade em diferentes épocas. Formulando perguntas. Realizando experimentações. Realizando observações e experimentações. fazendo observações. lagos. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Pesquisando nos arredores da escola e registrando as descobertas por meios de: Desenho. etc. Realizando visitas a jardins zoológicos.• Investigar os processos artesanais e ou industriais da produção de objetos e alimentos. escrita convencional.. formulando perguntas. reconhecendo a matéria prima. Realizando observações diárias. Assistindo a documentários.).. Selecionando gravuras. Realizando experimentações. etc.. coleta de amostras. Realizando a leitura de textos informativos. Participando de excursões. Fazendo observações diretas.. observando paisagens. florestas.

danças. assistindo vídeos. Realizando movimentos do corpo através de jogos. 89 . confecções de bonecos. etc. Reconhecendo a importância dos rios para a vida das pessoas. realizando observações. consultando enciclopédias ilustradas. Desenvolvendo a técnica do auto retrato. Organizando murais com informações. ouvindo a leitura de textos. Identificando as principais etapas do tratamento da água. assistindo vídeos. Relacionando os principais tipos de vegetação encontrados na localidade onde vive. assistindo vídeos. dramatizações. Ouvindo a leitura de textos informativos. Identificando o corpo através do espelho e dos colegas. Realizando a leitura de textos informativos. Realizando entrevistas. Desenvolvendo cuidados e responsabilidades com estes espaços. lendo diferentes tipos de textos.. Observando as condições de higiene de diferentes espaços. Realizando observações diretas. Entrevistando técnicos da área. Lendo textos selecionados. interpretando imagens. brincadeiras. Coletando figuras e organizando painéis. Entrevistando especialistas em saúde. Construindo percurso da água dos rios até as usinas e barragens. Formulando questões. Coletando retratos e figuras de pessoas em diferentes fases da vida. Organizando mural. Realizando leituras diversas.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Formulando perguntas. Visitando usinas de tratamento de lixo. elaborando perguntas e fazendo comparações. Realizando observações. Realizando a técnica seletiva de lixo. Registrando as observações. Assistindo vídeos. Explorando o próprio corpo.

perfumaria. A avaliação neste contexto. • • Conhecer alguns sinais de trânsito e relaciona-los com a segurança pública. 1997. respeitando as múltiplas inteligências de seus alunos. indústria e comércio. Distinguindo vegetação plantada pelo homem da vegetação natural.. 90 . Organizando quadro de variações de tempo. destacando a mineração e a pesca para valorizar os profissionais que atuam e sua importância no ecossistema.• • • • • • • • • • Relatando experiências pessoais relacionadas com a vegetação. Pesquisando sobre os tipos de vegetação que são usados para alimentação. p. AVALIAÇÃO “Um educador que se preocupe com que sua prática educacional esteja voltada para a transformação não poderá agir inconsciente e irrefletidamente. Identificando profissionais que trabalham na agricultura. Observando vários ambientes para analisar as variações do tempo.46). Tomando conhecimento através do estudo da legislação vigente. Pesquisando sobre vários tipos de profissões.” (Luckesi. A mesma deverá ser variada. Cada passo de sua ação deverá estar marcado por uma decisão clara e explícita do que está fazendo e para onde possivelmente está encaminhando os resultados de sua ação. tratamento medicinal. dos direitos e deveres cidadão. etc. não poderá ser uma ação mecânica. Fazendo campanhas coletivas sobre como evitar a destruição da vegetação. A avaliação deverá ser processual. Conceituando matéria prima e produtos industrializados. Reconhecer na paisagem local as diferentes manifestações da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação dos grupos sociais. tal qual o processo de aprendizagem. pecuária.

Desenhando os meios de transportes e explicando como funciona. Relatando experiências pessoais em relação à sinalização do trânsito. O professor deve ser dinâmico que valoriza a vivência do aluno e possibilita a discussão em sala de aula. Respeitando os sinais de trânsito.• • • • • Reconhecer como se aproveita a água dos rios para o fornecimento da energia elétrica. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO • • • • • • • • • • • • • Conhecendo a história do município. Tomando conhecimento das leis de trânsito através de portadores de textos. Preservando o ambiente escolar. Reconhecendo as características do relevo. luz e os gastos domésticos como um todo. Conhecer direitos e deveres do cidadão considerando a legislação vigente. Reconhecer a importância da vegetação para a vida do homem e dos outros animais. o ambiente de casa e da comunidade onde vive. 91 . Metodologias capazes de desenvolver nos alunos a capacidade intelectual e o pensamento autônomo e criativo. Dramatizando situações vivenciadas no trânsito. Identificar profissões da cidade e do campo. do lugar onde vive e suas implicações no cotidiano. Conhecendo trânsitos dos arredores da escola e da residência. dramatizações. Reconhecer que as estações do ano variam de acordo com as manifestações climáticas que ocorrem na atmosfera. Nomeando os sinais de trânsito. Registrando informações sobre os meios de transportes (sua evolução e importância). criando situação de aprendizagem nos quais o aluno percebe que a geografia está presente no seu dia-a-dia. reconhecendo as atividades econômicas desenvolvidas na zona rural e zona urbana. Utilizando corretamente a faixa de pedestre. Conceituando relevo e destacando suas principais formas nomeando e desenhando. Levantando sugestões de como economizar água.

pois a rapidez com que hoje se processam as informações exige uma permanente busca por novas tecnologias. HABILIDADES: • • Contextualizar a diversidade física. Homens e mulheres. velhos e crianças produzem seus espaços para nele reproduzir e perpetuar seus sonhos.Diante de um mundo competitivo faz-se necessário uma geografia que incentiva à pesquisa. Vivemos num mundo em que os avanços tecnológicos e as telecomunicações evoluem rapidamente. comparar e representar as características do lugar em que vivem. porque as sociedades são desiguais. O ensino da geografia é muito mais do que uma simples leitura de modo.” (Kozel. “Não basta ao aluno observar como o homem produz o espaço geográfico. necessidades. evitando o desperdício e percebendo os cuidados que se deve ter na preservação e manutenção da natureza. por tanto. é uma ferramenta útil e proveitosa. não apenas para tirar boas notas na escola. a geografia é uma das lentes que permite a sua leitura. Reconhecer a importância de uma atitude responsável de cuidado com o meio em que vive. Salete. GEOGRAFIA Objetivos da área: Ampliar a capacidade dos alunos de observar. mas para a vida em sociedade. explicar. É preciso que as crianças percebam que os espaços são desiguais. São necessário tempo e espaço para reflexão e interação com essas informações. ética e cultural entre os habitantes do município. a geografia é o palco para essas ações reflexivas. conhecer. as diferentes paisagens e espaços 92 . Ter conhecimentos básicos de geografia é algo importante. 1996). Se a terra é lugar de múltiplas relações. projetos.

pois atualmente esta área está vinculada a outros campos do saber evidenciando o caráter interdisciplinar que deve ser dado ao encaminhamento pedagógico desta disciplina. A geografia passa a estudar as relações entre a sociedade. compreendendo como diferentes sociedades interagem com a natureza. Para tanto. a geografia como uma área de conhecimento que possa levar os alunos a compreender de forma mais ampla a realidade nela interagindo de forma consciente. AVALIAÇÃO 93 . trabalho e natureza na produção do espaço geográfico. a ciência geográfica passa por grandes transformações. torna-se essencial o estudo das “ relações entre o processo histórico na formação das sociedades humanas e o funcionamento da natureza”. as singularidades do lugar em que vivemos. Considera-se assim. na construção de seu espaço. já não bastava explicar o mundo. sendo que o aluno era um mero receptor do conhecimento e que não compreenda a realidade na qual estava inserido. pois a mesma tem um papel importante na construção e consolidação da cidadania. O professor dentro desse processo deve realizar a mediação entre a teoria e a prática. era preciso transformá-lo. estado e municípios. A partir de 1960. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Inicialmente a geografia esteve ligada a descrição da paisagem. (PCNs). entre o saber do aluno e a cultura elaborada. adquirindo uma consciência maior dos vínculos afetivos e de identidade percebendo as marcas do passado e do presente. pois apenas decorar conteúdos. As mudanças no ensino da geografia continuam ocorrendo.geográficos. denominando não só os conteúdos como as datas a serem comemoradas a nível de país.

de um todo. mas na relação com os fins a que uma dada educação se propõe.A avaliação em história está inserida dentro de uma visão maior. Relatórios e sínteses. comparando com a época e as vias de tráfego. Reconhecendo a importância de alguns serviços prestados pela comunidade (voluntário e mutirão etc). 94 . • • • • • • Identificando e valorizando a profissão dos pais a partir de relatos e entrevistas. Compreende-se que a avaliação deve ser processual. suas experiências de vida. Nesse sentido. quais propiciam a busca dos conhecimentos científicos e históricos de forma espontânea. a possibilidade de análise são de julgamentos. com o qual deve se preocupar toda a escola. tal qual o processo de aprendizagem. Auto avaliação. Capacidade de criar e interpretar. que reflete a maneira como o aluno se vê frente a aprendizagem e trabalho escolar. avaliar significa também. mas tudo aquilo que está sendo construído pelos alunos em outras instâncias. bem como a percepção dos movimentos históricos. mostrando as habilidades e sua capacidade de apreensão de conteúdos. principalmente levar em consideração não apenas o que está sendo trabalhado em sala de aula. onde se percebe a participação e atuação de cada um. São inúmeras as maneiras de se avaliar os educandos dentro de uma proposta diagnóstica como: • • • • • Atividades individuais e em grupos. reconhecendo a importância para a sobrevivência a partir destas profissões. Ela não pode ser encarada como algo à parte. o ritmo de desenvolvimento e de aprendizagem e. priorizando os mecanismos que visem observar no aluno a aquisição do conhecimento. respeitar a singularidade de cada criança. Participando de atividades propostas pela escola. sua trajetória pessoal e familiar reconhecendo-a como patrimônio da comunidade. Conhecendo alguns trabalhos como: artesanato e agricultura de subsistência realizados pelas diversas comunidades. Percebendo a importância dos meios de comunicação em resgatar as suas mais variadas formas. Reconhecendo os principais meios de transportes e sua evolução. Pesquisas e entrevistas.

Compreender a relação e o papel social que cada um tem dentro da instituição escolar levando em conta as transformações e permanências ao longo do tempo. Analisando documentos da escola. Construindo maquetes de suas casas e nomeando suas dependências. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 95 . avós. • • • Reconhecer a moradia como necessidade básica do ser humano. irmãos e fazendo um paralelo com a escola atual sócio-econômicas da coletividade no tempo. Entrevistando funcionários da escola. Estabelecendo pontos de referência para facilitar a localização de seu próprio endereço. Confeccionando agendas telefônicas e de endereço. Reconhecendo dentro da escola seus direitos e deveres. Reconhecer a importância do aluno como elemento integrante da escola e refletir sobre o comportamento adequado entre as pessoas que fazem parte da comunidade escolar. sociais e econômicos. Resgatando a escola de vida escolar de pais. Descrevendo as funções que as pessoas tem dentro da escola. Identificar as datas comemorativas relevantes. Identificando os diferentes tipos de moradia. analisando-os sobre os aspectos culturais.• • • • • • • • • • • • • Reconhecendo seus direitos e deveres como aluno. Observando e representando a distância entre sua residência e a escola e caracterizando seu endereço como forma de identificação e localização espacial. Construindo o itinerário do caminho entre a sua residência e a escola.

casas. 96 . Entrevistando colegas da classe. Caracterizando morais. identificando e trabalhando os que estiverem integrados ou deslocados. percebendo diferenças culturais e sociais (ocas. Estabelecer previamente critérios de avaliação auxilia no acompanhamento do processo educacional. Pesquisando sobre diversas estruturas familiares a partir da própria família. Conhecendo a história da escola. etc). apartamentos. etc. respeitando e valorizando a cultura do outro. comunidade). valores. É aplicada principalmente após atividades cooperativas como: entrevistas.• • • • • • • • • • • • Representando por meio de desenhos. iglus. histórias em quadrinhos e dramatizações sua participação social em diversos grupos (família. uns corrigindo os trabalhos dos outros ou avaliando atitudes. de relacionar conteúdos. Os alunos avaliam-se mutuamente. Avaliação recíproca: é um processo de avaliação no qual atuam ativamente professor e aluno. Conhecendo costumes. Representando vestimentas em diversos contextos históricos e sociais e montagens de murais. Identificando semelhantes e diferenças entre seus costumes e de outras comunidades. brincadeiras a partir do relato de pessoas mais velhas. escola. Participando de campanhas para conservação do ambiente escolar. realizar pesquisas. o professor avalia a participação e o interesse de cada aluno bem como as idéias apresentadas. Compreender a existência de várias comunidades no país e sua importância na formação do povo brasileiro. motivados ou não. barracos. Esse processo objetiva ao professor. realizando entrevistas com vizinhos e observando fotos e gravuras. Identificando as transformações de acordo com a evolução da tecnologia. mansões. • Observações do professor: pela observação diária. perceber se os alunos estão evoluindo na aprendizagem. a cooperação e a capacidade de resolver exercícios. palafitas. excursões e trabalhos em grupos.

ele pode ocupar e transformar o seu próprio espaço e tempo. Nesta perspectiva. o ensino de história tende a especificar um lugar. fundamentalmente trabalhar as relações que os homens estabelecem entre si para a ocupação dos espaços através do tempo. conceitos e procedimentos referentes a área de conhecimentos históricos que lhes permitam ler e compreender a realidade de sua dimensão de forma a posicionarem-se.Esses critérios são os indicadores que permitem ao professor perceber a qualidade de aprendizagem escolar e que têm por base os conteúdos científicos previamente selecionados. tende a trabalhar com a multiplicidade de compreensão do tempo e do espaço. O que se deseja é estudar o homem se construindo enquanto tal. ao se apropriar do saber produzido pelos demais homens. 97 . em vez de torná-los pré-requisitos de acesso ao conhecimento histórico. Tende. Porque. fazerem escolhas e agirem criteriosamente. com o objetivo de atender as suas necessidades. a transformar as conceituações e os modelos de temporalidade em objetos de conhecimento. o homem se humaniza. Se o espaço é construído pelo trabalho humano e este se dá na coletividade. então. mas é a expressão da criatividade e da espiritualidade do próprio homem. HISTÓRIA Objetivos da área: Construir conhecimentos. cabe à história estudar as formas com as quais a humanidade se objetivou na natureza e organizou as relações de trabalho processo-relações de colaboração e relação de exploração. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O ensino da história busca. a época e a conjuntura de onde falam os sujeitos da história. Assim. É entender o homem numa inter-relação com o espaço através do qual as relações de definem. através da sua produção. que não é apenas material. constrói-se enquanto o ser histórico. não aceitando mais padrões pré-estabelecidos para ordenar os acontecimentos ou para construir uma trajetória. fenômeno histórico se apresenta como social e não como fruto do sentimento da vaidade humana.

reconhecendo-a como instituição social formadora de desenvolvimento pessoal de seus integrantes. suas potencialidades. Interpretando imagens. Organizando coleções de objetos ou figuras que cumprem a mesma finalidade e que são feitos de diferentes materiais ou do mesmo material. reciclagem. tem sido parte integrante do processo educacional e.HABILIDADES: • • • • • • • • • • • Perceber-se como parte integrante de vários grupos sociais. visitando fábricas. Lendo textos selecionados. eletricidade e processo químico). Compreensão de que os aparelhos. compreender a formação de vários tipos de família. equipamentos e os meios de transportes elétrico e eletrônico dependem de algum tipo de energia para seu funcionamento (atrito. etc). Formulando perguntas. da prática social. combustão. redimensionar o processo educacional. Perceber. Montando pequenas oficinas (cerâmica. de hábitos. portanto. Identificar transformações e permanências nas vivências culturais e Realizando observações diversas. 98 . oficinas artesanais. • • • Formulando perguntas. Avaliar significa obter informações sobre o processo de aprendizagem dos alunos. ao mesmo tempo. Interpretando imagens. ao longo dos tempos. para que possa orientar os alunos a resolver suas dificuldades e. assim como analisar estas informações e emitir julgamentos sobre as mesmas. AVALIAÇÃO O homem vive fazendo comparações e avaliações que tomam diferentes formas nos diferentes momentos da história da humanidade e. Identificar traços culturais do grupo de sala de aula percebendo e respeitando suas diferenças e semelhanças culturais. Entrevistando artesãos e trabalhadores de indústrias. de costumes e etnias.

• Auto-avaliação: o próprio aluno avalia os trabalho que fez. mais do que recebê-la pronta”. condizentes com a postura dialética adotada no encaminhamento do novo direcionamento. pode partir de um método não autoritário de avaliação. mais do que somente a memorizar. “Ensiná-los a pensar. o professor munido de uma autocrítica. 1998. Errar faz parte da aprendizagem. ensiná-los a fazer ciências. professor e aluno podem lançar mão de alguns tipos de atividades que podem servir como avaliação. ensiná-los a criticar a ciência. Para superara os possíveis problemas que surgem na avaliação. p. aos objetivos. e também uma auto-avaliação. ensiná-los a questionar o mundo. A observação contínua do desempenho escolar ao longo do período letivo é tão importante quanto a avaliação concentrada nos momentos das provas. faz-se necessário um repensar também sobre a prática avaliativa que esteja vinculado a postura progressista. à metodologia e. mais do que somente saber de cor. 99 . partilhando com eles a análise de suas produções transformando eventuais erros em situações de aprendizagem. com sugestões de mudanças das práticas de sala de aula. 51). A avaliação nunca deve ficar restrita a um momento ou situação. A avaliação intimamente ligada ao processo de aprendizagem. e mesmo analisar se os objetivos propostos foram atingidos a contento. É um excelente material de análise. É pela interação com o professor e com os demais colegas que o educando buscará meios de superar suas hipóteses atingindo outros patamares do conhecimento. dos trabalhos individuais ou em grupo. (Paulo Caruso. mais do que aceitá-lo passivamente. conseqüentemente. Cada etapa do trabalho pode ser avaliada para que se perceba o conjunto. Torna-se assim. um instrumento que deve auxiliar professores e alunos. permitindo observar-se criticamente. pois expressa uma hipótese de construção de conhecimento e revela como o aluno está pensando.Para tanto. à natureza dos próprios conteúdos. orientando-os para reconhecerem seus avanços e dificuldades. Torna-se imprevisível interagir com os alunos. portanto contínuo. Com as reformulações teóricas e metodológicas no ensino da geografia e a luz dos novos PCNs. possibilitando verificar avanços e dificuldades da aprendizagem. É importante a participação de todos nesse processo para que ocorra uma discussão em torno do processo avaliativo. É parte integrante do processo educativo.

Exercitar a imaginação criadora. som. por meios de diversas linguagens artísticas. Perceber a relação estética entre objetos. formas. Reconhecer e apreciar os seus trabalhos musicais. Observação: Para aprofundamento das habilidades. os movimentos como fonte de expressão de sentimentos. Reconhecer a linguagem. Expressar-se através da linguagem dramática. Construir autonomia no agir e no pensar arte. emoções e estilo pessoal. Apreciar formas artísticas na natureza e em produtos de arte. procedimentos e critérios de avaliação e fundamentação teórica. Arte e Cultura – Segmento Ensino da Arte como segmento curricular. Interessar-se pela dança como atividade coletiva. Construir uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético. Valer-se da intuição juntamente com a razão na formulação de hipóteses e resolução problemas referentes às artes. movimentos. consultar: Proposta de Educação. Expressar-se e comunicar-se por meios das diversas linguagens artísticas. Desenvolver no aluno o senso de reflexão sobre sua produção artística e a produção dos colegas. Expressar-se e comunicar-se de diferentes maneiras. Exercitar a imaginação criadora. EDUCAÇÃO FÍSICA 100 . dos seus colegas e de músicos locais. luz. nas várias linguagens desenvolvendo a estética e a crítica.ARTES HABILIDADES: • • • • • • • • • • • • • • • Desenvolver a sensibilidade artística do aluno.

101 . os PCNs do Ensino Religioso. O aprofundamento fica a critério de cada Escola. Demonstrar a importância do diálogo na vida pessoal e da família. na comunidade social e de fé. colocando-se a serviço da comunidade social e de fé. tempo e espaço. Desporto e Lazer – Segmento Educação Física Escolar. Ocupar-se deslocar-se adequadamente percebendo os espaços. apresentado pelo MEC\1997. componente curricular proposto pela APAE EDUCADORA. jogos e brincadeiras. Compreender as regras de convívio escolar. da partilha. Proposta de Educação Física. Reconhecer algumas alterações provocadas pelo esforço físico. Observação: Para aprofundamento das habilidades. Compreender as noções de lateralidade. podendo ter como referência. procedimentos e critérios de avaliação e fundamentação teórica. Construir representação mental dos posicionamentos e deslocamentos. Adotar bons hábitos de posturas e atitudes corporais. ENSINO RELIGIOSO Apresentamos algumas sugestões de Habilidades e Procedimentos para o desenvolvimento da disciplina do Ensino Religioso. Reconhecer a linguagem dos movimentos como fonte de expressão dos sentimentos. consultar. ao amor e da oração em seu relacionamento familiar. Desenvolver as habilidades básicas. emoções e de estilo pessoal.HABILIDADES: • • • • • • • • • Gerenciar as atividades do corpo com autonomia. Reconhecer a importância do diálogo. mediante a percepção do próprio corpo. HABILIDADES: • • • Inter-relacionar-se harmoniosamente com todos os membros da família.

reconhecendo que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO: SUBTEMA 102 . a paz e a verdade. enfatizando que ele é composto. Posicionando-se criticamente diante dos valores e contra valores presentes na comunidade social e de fé. alma e espírito.• • • • • • Perceber as diferenças experiências religiosas nas diferentes famílias dos educandos em sala de aula. Analisando gravuras do corpo humano. Perceber a beleza da natureza como criação de Deus. comprometimento com a justiça. Identificando a si mesmo e a outros. criação mais importante de Deus. Valorizar a vida. Apoiando o bom uso da liberdade responsável como fator fundamental da preservação da vida desde a concepção. Percebendo as modificações ambientais causadas pelo homem e transformando-as. Ter dignidade. Estabelecendo um diálogo com Deus pela reflexão da palavra e da oração. Combater a violência. Perceber-se como pessoa humana. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • • • • • • • • • • Reconhecendo que nascemos de uma família formada a partir do amor do pai e da mãe. liberdade. Demonstrando atitudes de filhos amados de Deus e irmãos uns dos outros. Destacando os valores da vida. Percebendo que Deus criou o homem livre para ser feliz.

políticos e econômicos? Quais as principais manifestações culturais do Brasil? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? 103 .EU Quem sou eu? nde eu vivo? omo é minha estória? Quais são os meus direitos e meus deveres? Como é o meu corpo? Como é a minha relação com o outro? Como é a minha relação com o mundo? O que entendo/entendemos por inclusão social? O que tenho feito para promover minha própria inclusão social? FAMÍLIA O que é família? Como é a minha família? Como é feita a organização familiar? Qual é o seu papel? Quais as implicações familiares na inclusão social? ESCOLA O que é escola? Como é a minha escola? Como é organizada a escola? Qual é estória da escola? SOCIEDADE • Local Qual é a história da nossa cidade? Como é o nosso lazer? Quais as principais manifestações culturais existentes e quais as suas origens? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? • Global Como se constitui / constitui a sociedade brasileira nos seus aspectos culturais.

Pronomes. Acentuação. frases. sílabas e letras. Sinônimos e antônimos. Tempos verbais: presente. Estilos literários. Substantivo: gênero. Pontuação. Numeral. Artigos. Do nome e sobrenome. número e grau.PORTUGUES Linguagem oral: • • • • • • Narração Descrição Dramatização Leitura Oral Poema Poesia Linguagem escrita: • • • • • • • • • • • • • • • • • Leitura e escrita. 104 . Vocabulários. Adjetivos. Verbos. Interpretação e produção de textos. Identificação de textos. palavras. Ortografia. passado e futuro.

105 . Jornais. Rótulos. Currículo. Listas. Formulários. Questionários. Bilhete. Anúncios. Biografias.• • • • • • • • • • • • • Classificação de palavras. Carta. Histórico da cidade. Música.

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO Qual a relação entre higiene e saúde? Quais os cuidados necessários para garantir a segurança no trabalho? Quais os equipamentos de segurança e como utiliza-los? Quais são os cuidados essenciais de higiene para a preservação da saúde no trabalho? Quais os recursos materiais (equipamentos) necessários a higiene e saúde no trabalho? NOVAS TECNOLOGIAS E O TRABALHO Quais são as novas tecnologias no trabalho? Como ter acesso a novas tecnologias? Onde/como buscar uma formação tecnológica para o trabalho? PREVENÇÃO À SAÚDE 106 .LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Quais são as principais leis trabalhistas? Como essas leis interferem na vida profissional? Quais são os direitos garantidos em leis para a pessoa portadora de deficiência? Como fazer valer esses direitos? AS PROFISSÕES E MERCADO DE TRABALHO O que é mercado de trabalho? Como se estabelecem as relações profissionais no mercado de trabalho? Quais as diferentes áreas de trabalho? Quais as diferentes formas inserções no mercado do trabalho? Quais as instituições que ofertam programas de formação profissional? Quais os segmentos / programas sociais que oportunizam a empregabilidade para os portadores de deficiência? O que é ética profissional? HIGIENE.

Quais os cuidados necessários à saúde? Qual a relação entre saúde mental e corporal? Quais os recursos institucionais locais de prevenção a saúde (hospitais. social e cultural? PROGRAMA DE HABILIDADES BÁSICAS: 1 – INTRODUÇÃO AO CURRÍCULO FUNCIONAL PRINCÍPIOS 107 . postos de saúde)? Quais os profissionais na instituição responsável pela prevenção a saúde? O que significa “medicina alternativa”? Como lidar com os recursos medicamentos? Quais são as conseqüências do uso de drogas (lícitas e ilícitas)? SEXUALIDADE Como lidar com as questões de gênero (Heterossexualidade e homossexualidade)? O que é sexualidade? Como funciona o meu corpo? Quais as manifestações relacionadas à sexualidade? Qual é a importância do outro para a minha sexualidade? Qual a relação entre saúde e sexualidade? Quais são as doenças sexualmente transmissíveis? Como prevenilas? Existe preconceito sexual? Como identificar e lidar com ele? MEIO AMBIENTE O que é o meio ambiente? Quais são os seus componentes? Como nos relacionamos com o meio ambiente? Quais são os danos que a sociedade humana causa ao meio ambiente? Qual é a importância da preservação? ÉTICA O que é ética? Qual a importância da ética nas relações humanas? Qual é a relação entre ética e cidadania? Como a ética influência nas relações democráticas? DIREITOS E DEVERES DO CIDADÃO Quais são os Direitos e Deveres do cidadão enquanto o ser político.

ouvir seus desejos..desenvolver habilidades compatíveis com a sua idade..Os princípios que norteiam o currículo funcional são: O reconhecimento do aluno como PESSOA e o seu direito a ser Educado Para A Vida A visão centrada na pessoa reconhece que eles são sujeitos únicos com necessidades diversas. .Acreditar na idade que ele tem. DEFINIÇAO Currículo funcional é ensinar conhecimentos e habilidades que possam ser usadas pelo estudante que sejam úteis em diferentes ambientes e que continuem sendo úteis através do tempo. é importante que educadores atentos a este pressuposto não permitam 108 . por vezes restringe a participação da pessoa em ambientes inclusivos. . desejos.respeitar o que ele gosta de fazer. sonhos e podem escolher o que querem aprender. .ensinar o que é útil para o seu cotidiano. interesses. 2000).mostrar-lhe limites. 2000).ensinar como funciona o seu contexto social mostrando limites e conseqüências. Isto significa que tratá-lo como pessoa é. que tem sentimentos. ...(Cuccovia.ensinar atividades de vida. . . Contudo. 1992) DIRETRIZES METODOLÓGICAS A PARTICIPAÇÃO MÁXIMA EM ATIVIDADES INCLUSIVAS O pressuposto que. . direitos e deveres. (Cuccovia. .ensinar uma alternativa de comunicação. se a pessoa não pode desenvolver uma atividade por inteiro não pode participar desta atividade. . (Lê Blanc. Educar para a vida é.

que o educando seja excluído de ambientes ou atividades porque são incapazes de desempenhar ou de desenvolver TODAS as habilidades requeridas.  Preferências do educando – o respeito as preferências do educando reduzem as condutas inadequadas. A participação em atividades nestes ambientes irá proporcionar a interação com estas pessoas em atividades comuns a todos. A participação em atividades nos espaços de vivência e convivência comum a todos irá proporcionar a interação com outras pessoas da mesma faixa de idade que participam do mesmo meio físico cultural e social. (Costa. AS RELAÇÕES DE INTERDEPENDÊNCIA É importante salientar que todas as pessoas vivem numa relação de interdependência não havendo numa sociedade pessoas totalmente independentes ou dependentes totalmente uma das outras. aos materiais utilizados. Assim compreender que as relações se constituem num movimento de reciprocidade e cooperação promovem a relação humana viver e conviver com todos. a escolha das atividades. O educando poderá participar em parceria ou fazendo uma atividade comum ao grupo ainda que com o seu ritmo ou sua precisão na tarefa. Assim alguns comportamentos percebidos como distúrbios de conduta podem expressar uma inabilidade de comunicação 109 . na maioria das vezes. O ENSINO EM AMBIENTES NATURAIS São espaços freqüentados pelas demais pessoas daquela faixa de idade e grupo social. As atitudes de comportamento dos educandos podem expressar satisfações e insatisfações que se referem. 2001). ambientes e atividades compatíveis com uma determinada faixa etária. AS CARACTERÍSTICAS DAS ATIVIDADES  Adequadas à faixa de idade – refere-se as atitudes do educador.

Conseqüentemente estas atividades necessitam ser ensinadas em bloco e nas situações nas quais elas serão requeridas.  Materiais utilizados – deverão ser preferencialmente os mesmos materiais que são utilizados por todas as pessoas em suas atividades cotidianas. assim.que materiais serão utilizados. O CURRÍCULO POR ATIVIDADE As atividades desenvolvidas na vida exigem a utilização simultânea ou em rápida sucessão de habilidades.fazer seu plano sob a forma de atividades. Para o desenvolvimento de habilidades em bloco é necessário que se mude a forma de se propor as tarefas escolares. de comportamentos sociais.saber identificar em cada atividade que tarefas são requeridas. a família e as pessoas significativas 110 . .em que ambiente eles irão acontecer.quem irá conduzir essa experiência educacional. de respostas motoras. etc. à ação educativa deverá ser planejada para envolver simultaneamente o educando.do educando.Isto torna o ensino da comunicação prioritário no processo educacional. Assumem grande importância nesse tipo de proposta curricular uma vez que é no grupo que se aprende a dar e a receber.  Cooperativas – são atividades que atribuem importância ao fator coletivo e colocam a ênfase na cooperação. A PARCERIA COM A FAMÍLIA Para se tirar o melhor proveito para o educando. Por exemplo. pedir um sorvete numa sorveteria. a respeitar e a ouvir o outro a se colocar e a se valorizar e. (Costa. o professor necessita: . requer uma série de habilidades de comunicação. . . de discriminação visual. . 2001). a refletir sobre a conseqüência de seus atos sobre si e os outros.

fotos. cooperação. . 2001) Paralelamente é indispensável que todos os envolvidos reflitam sobre o real significado de palavras como independência e interdependência.figuras. sendo a professora o leitor desta comunicação. Fazer com que esta comunicação possa ser usada para a vida da criança requer do educador levar o aluno aprender formas mais comuns para que mais pessoas possam compreendê-lo. O educador irá perceber os pais como parceiros valiosos e necessários para o planejamento e a execução de seu trabalho.ação motora global e específica.gestos naturais. • Dentro do processo educacional o educador deve apoiar o ensino de formas alternativas de comunicação que possam ter uma linguagem mais comum e que a maioria das pessoas possam compreendê-las. etc 111 . A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA • É importante salientar que todas as pessoas tem atitudes de comportamento que são aprendidas durante a vida fazendo com que as pessoas mais próximas compreendam algumas vezes ou na maioria delas seus desejos e intenções. O estabelecimento de uma parceria com a família é um conceito inteiramente novo. • As formas alternativas de comunicação neste momento se colocam como recurso imprescindível para que se promove o diálogo em sala de aula. . é que o foco se restringe ao desenvolvimento das habilidades do educando. • Dentre as formas alternativas de comunicação podemos citar: .PECS adaptado – Walter (2000) . Assim.que com ele interagem. a fala elemento importante neste processo não pode constituir-se a única forma de comunicação. (Costa. Segundo Falvey (1980) o mais importante é que esta parceria proporcione uma maior coerência de atitudes das pessoas que convivem com o educando aumentando conseqüentemente as oportunidades para ele desenvolver-se. segurança e conseqüentemente na importância do papel que cada um desempenha junto ao educando na construção destes processos. O que comumente se observa nas propostas de trabalho que envolve a família. a proposta de trabalho prevista não poderá entrar em choque com valores e expectativas desta família. pois se a finalidade é o desenvolvimento do educando enquanto pessoa e enquanto um membro dessa família. autonomia e auto determinação.

desejos e necessidades utilizando diferentes linguagens (corporal. 112 . nas atividades da vida cotidiana. TÓPICOS DE CONTEÚDO Linguagem oral • • • • Comunicar-se de forma alternativa Ouvir Falar Dialogar Linguagem Escrita • • Ler Escrever OBJETIVOS DIDÁTICOS • • • Participar em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da comunicação. Compreender e seguir instruções verbais. plásticas. pensamentos. oral e escrita). musical. sentimentos.3 – ÀREAS DO CONHECIMENTO Área de Conhecimento: Língua Portuguesa Objetivos Gerais: • • • Expressar emoções. Contar e recontar fatos e experiências cotidianas. Expressar-se sob qualquer forma alternativa de comunicação com vistas a aumentar as possibilidades de diálogos. Fazer uso da leitura e escrita como fontes de informações.

emparelhamento. Produzir textos individuais e ou coletivos.• • • • • • • • • • • Descrever lugares. Reconhecer números no contexto diário. pessoas. medidas e códigos numéricos. Conhecer as regras do diálogo. de um objeto ou número numa série. ditados oralmente ao professor para diversos fins. nas situações em que isto se fizer necessário. TÓPICOS DE CONTEÚDO • • • • • • Utilizar a contagem oral em situações do cotidiano em que reconheçam sua necessidade. comparação entre grupamentos. Utilizar noções simples de cálculo mental para resolver situações de seu cotidiano. 113 . Seguir instruções escritas. Participar em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita. explorando as situações problemas que envolvam contagem. subtração e divisão que ocorrem nas situações diárias. Identificar símbolos utilizados nos diversos ambientes de vivência e convivência. Estabelecer as relações de soma. Escrever o próprio nome em situações em que isto é necessário. estimativa. objetos e processos. Utilizar estratégias para quantificar: contagem. Acompanhar leituras em voz alta feitas pelo professor. Reconhecer o próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo. Identificar sua posição. Responder a perguntas. Área: Matemática Objetivos Gerais: Construir o significado do número natural a partir de seus diferentes usos no contexto social. Observar e manusear materiais impressos.

termômetro. relógio. Área: Estudos da Sociedade e da Natureza Objetivo Geral: Ter acesso a novas informações vivenciar novas experiências de forma a compreender melhor o mundo a sua volta. usuais ou não como: fita métrica. Sentido.• • • • • Localizar pessoas ou objetos no espaço com base em diferentes pontos de referência e algumas indicações de posição. balança. Reconhecer e utilizar cédulas e moedas em situações de compra e venda. Movimentar-se no espaço com base em pontos de referência e algumas indicações de direção. tecnologia e emprego Construção da identidade sexual O feminino e o masculino O corpo humano e sua funcionalidade Higiene e saúde Auto conhecimento para o auto cuidado 114 . TÓPICOS DE CONTEÚDO • • • • • • • • • • • • • Marcas de identidade A vida familiar A escola Linha do tempo Espaços de vivência e convivência Normas e regras sociais Expressões artísticas Trabalho. Utilizar instrumentos de medidas. direção e sentido.

pintura. Conhecer e expressar diferentes manifestações artísticas (música. Participar cooperativamente da dinâmica familiar. Reconstruir a história de vida de cada um. onde estudo. crenças. Conhecer os documentos de identificação pessoal e sua utilidade. etc. computador. Conhecer. onde estuda. Colaborar para limpeza do espaço escolar. onde mora. Analisar a divisão de tarefas entre os membros da família. fogão). Conhecer as dependências e os equipamentos da escola. meios de transportes e comunicação e outros. Identificar as diferenças físicas entre o homem e a mulher. Observar e representar da forma possível os espaços geográficos de vivência: onde mora. Utilizar os recursos significativos existentes no seu espaço de vivência e convivência (lojas. escultura).. Usar ferramentas e aparelhos (martelo. os lugares onde nasceu. bancos. liquidificador. localizando os principais fatos ocorridos associados a sua idade. Identificar formas de participação coletiva na comunidade desenvolvendo atitudes favoráveis: Reciclagem. tabus e valores relacionados a sexualidade.• • Alimentação e saúde Preservação do meio ambiente OBJETIVOS DIDÁTIVOS • • • • • • • • • • • • Reconhecer o próprio nome. onde passeia e onde trabalha. Campanhas. • • • • • • • • Construir. Conhecer posturas. igrejas.. Valorizar os afazeres domésticos como modalidade de trabalho. Perceber-se como membro integrante da sua família. vídeo. 115 . entender e respeitar as normas e regras necessárias para uma convivência social. praças. dança. clubes. Conhecer comportamentos associados à sexualidade e o modo como a sociedade permite tais manifestações. teatro. Identificar as várias relações de parentesco entre as pessoas pertencentes a uma mesma família.).

Identificar os elementos naturais e modificados do ambiente em que vive.• • • • • • Conhecer o próprio corpo e o seu funcionamento como condição necessária para desenvolver hábitos saudáveis e atitudes responsáveis em relação a vida. transporte. contemplando alfabetização e pós-alfabetização2 para acesso ao conhecimento até o nível de 1° e 2° ciclo do ensino fundamental por meio da modalidade de Educação de Jovens e Adultos. considerando a importância dos preceitos legais que garantem o direito de ensino fundamental às pessoas de todas as faixas etárias de modo a beneficiar os que ultrapassaram a idade de escolarização regular. na escola. As escolas das APAEs podem oferecer na Fase III programas para educandos com idade a partir de 14 (quatorze) anos no nível do ensino fundamental. conservação. Conhecer e desenvolver hábitos alimentares favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento em crescente autonomia. particularmente no atendimento às necessidades específicas de alunos portadores de deficiência. a) ESCOLARIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A modalidade educativa para jovens e adultos fundamenta-se em considerações de natureza social. Pode-se depreender a importância dessa adequação no seguinte texto da proposta curricular do MEC para jovens e adultos (Ribeiro. Conhecer os principais riscos de acidentes e como evitá-los ( no ambiente doméstico. 1999): 116 . percebendo a interação entre eles. Favorecer noções de higiene dos alimentos relativos a produção. 1998). no trabalho e em ambientes públicos). Esses programas caracterizam-se pela flexibilidade quanto à carga horária. assim como as formas de preservação. próprios dessa modalidade educativa ( Proposta curricular – 1° Segmento da Educação para Jvens e Adultos – Ribeiro . preparo e consumo. à duração e aos componentes curriculares. Responsabilizar-se com crescente autonomia por sua higiene corporal. percebendo-a como fator de bem estar e como valor da convivência social. ética e política./ A flexibilidade curricular revela-se positiva.

Enfim. dentre outros ajustes curriculares. bem como oportunizar a educação para a cidadania. Os referenciais curriculares do MEC para Jovens e Adultos (Ribeiro. ainda. O programa de jovens e adultos das Escolas das APAEs de acordo com a APAE Educadora orienta-se. que lhes permitam melhor compreender e atuar no mundo em que vivem.16).” (Ribeiro. O currículo é o lugar onde esses princípios gerais devem ser explícitos e sintetizados em objetos que orientem a ação educativa” (p. além da aprendizagem de valores e atitudes sociais. por concepções sobre o tipo de pessoa e de sociedade que se considera desejável. que se organiza nas seguintes áreas: Língua Portuguesa. Em cada área sugere-se a definição de blocos de conteúdos. Matemática e Estudos da Sociedade e da Natureza (Ribeiro. 117 . desde que se considere o grau de domínio que tenham da representação escrita ao lado da possibilidade de lançar mão de recursos auditivos e da interação oral” (p. por julgamentos sobre quais elementos da cultura são mais valiosos e essenciais. para a consideração do contexto sociocultural do aluno. deve tornar possível para os educandos: “Dominar instrumentos básicos da cultura letrada. levando em conta a flexibilidade à seqüência da ação do ensino. implícita ou explicitamente.15). como se pode observar na seguinte orientação referente aos conteúdos dos Estudos da Sociedade e da Natureza: “.“Qualquer projeto de educação fundamental orienta-se. 1999).. conquistas na dimensão cognitiva. 1999) permitem considerar. ainda. organizados em diferentes graus de aprofundamento. O programa deve focalizar. das operações matemáticas básicas e conhecimentos sobre a natureza e a sociedade. os interesses e necessidades dos educandos na proposta de currículos da escola. A prática pedagógica das escolas no Programa de Escolarização de Jovens e Adultos orientadas pela APAE Educadora baseia-se na proposta do MEC. ainda. 1999).Qualquer dos tópicos de conteúdo pode ser tratado com alunos iniciantes ou avançados. visando à aquisição de competências e habilidades que permitem ao aluno uma formação favorável à sua inserção na vida comunitária e ao mundo do trabalho.. Deve contemplar conhecimentos acadêmicos adequados.

envolvendo inclusive os ambientes de trabalho. Segundo Carneiro (2000). aqueles que não tiveram acesso ou condições de aprendizagem escolar.121). A certificação. A vinculação da educação profissional ao desenvolvimento das capacidades para a vida produtiva serve de base para as ações propostas pela APAE Educadora quanto à formação do individuo. Batista e Col. portanto. Desse modo. além da ressignificação de conceitos. com metodologias diversas. mas de desenvolver competências que assegurem o exercício criativo de um ofício. como lhe faculta a legislação vigente. ainda. o Movimento Apaeano desde 1997 vem ampliando e estruturando seus programas de formação profissional. compatíveis com os níveis de escolaridade dos educandos.. conseqüentemente. de uma tarefa ou de um trabalho. sua promoção e inclusão social. A implantação do Plano Nacional de Educação Profissional e Colocação no Trabalho (PECT. 118 . o trabalhador pode ter a certificação de conclusão de seus estudos a partir dos conhecimentos adquiridos: “Não se trata de “pagar” disciplina(s).b) FORMAÇÃO PROFISSIONAL A nova LDB atribui à Educação Profissional uma abrangência que se estende desde o recolhimento do valor educativo do que se aprendeu na escola e no próprio ambiente de trabalho. como se diz no jargão escolar. Por tratar-se de escola especializada e considerando a natureza dos educandos. os currículos devem contemplar também o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o exercício profissional. vai resultar da capacidade que o aluno possui de operar os conhecimentos adquiridos” (p. Considerando. possibilitando formas de qualificação diversificadas. a quebra de paradigmas estigmatizantes. A APAE Educadora ao definir na sua estrutura níveis e modalidades de ensino destaca a educação profissional como forma de propiciar o permanente desenvolvimento de aptidões e habilidades da pessoa portadora de deficiência para a vida produtiva. 1998) propiciou. até a possibilidade de expandir sua formação continuada. as ações de educação profissional a serem realizadas desenvolvem-se de forma articulada. Considerando a legislação em vigor e as políticas de atenção à pessoa portadora de deficiência para a formação e a colocação no mundo do trabalho. que se materializaram com iniciativas e ações que propiciaram a manifestação e o desenvolvimento das potencialidades da pessoa portadora de deficiência para o mundo do trabalho e.

o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à atividade laboral. Qualificação para o Trabalho Trata-se de um programa que visa à qualificação do educando para o mundo do trabalho. principalmente. aptidão. Realiza-se por meio de cursos de habilitação profissional de nível básico. Iniciação para o Trabalho Caracteriza-se por contemplar ações voltadas para a identificação das potencialidades dos educandos. considerando. O programa de iniciação para o trabalho deve propiciar oportunidades de vivencias que desenvolvam habilidades e interesses do educando para o exercício de funções profissionais. é imprescindível que ao implantar ou implementar os programas de profissionalização se considere as expectativas do mercado e. na instituição APAE ou em agencias formadoras da comunidade e ainda por meio do treinamento profissional na instituição ou em ambientes reais de trabalho. atitudes e práticas do trabalho. ao fazer e ao agir. relacionadas aos conhecimentos. Deve realizar-se de acordo com o projeto político-pedagógico da escola. levando em conta as condições socioeconômicas. 2. ou não.O Programa de Formação Profissional na proposta APAE Educadora considera três etapas: 1 – Iniciação para o Trabalho 2 – Qualificação para o Trabalho 3 – Colocação no Trabalho 1. mas 119 . o nível de escolaridade do mesmo. Cabe ressaltar que não se trata de reduzir os conteúdos apenas ao aspecto funcional ou operacional do trabalho. considerando as parcerias viáveis. interesses e aspirações dos alunos. culturais das regiões e as variáveis organizacionais e contextuais. Considerando que tanto os programas de iniciação para o trabalho quanto os de qualificação profissional priorizam o desenvolvimento de habilidades e competências relativas ao pensar. as potencialidades.

além de contribuir para a formação. terapêutica e centro de artes. Esse envolve administração de recursos. e sempre condizente com as condições físicas. para o qual não necessita de apoio especializado. sensorial. como por exemplo: oficina protegida de produção. propõe-se a Colocação no Trabalho nas seguintes possibilidades: emprego competitivo apoiado e não-apoiado e trabalho autônomo.também propiciar conhecimentos que contribuam para a compreensão da cultura do trabalho. dentro do perfil solicitado pelo empregador. Essa ação possibilita a concretização da validade e eficiência de todo o processo de educação profissional. contam ainda com projetos especiais de caráter laborativo desenvolvido por ações institucionais (da mantenedora. A colocação no trabalho exige que se realizem pesquisas de mercado. marketing e vendas. Desse modo. aspirações pessoais e potencial do educando. associado a conhecimentos filosóficos. devem desdobrarse em ações que visam à colocação da pessoa portadora de deficiência no mundo do trabalho. primordialmente competitiva. aquisição de encomendas e comercialização. 3. Colocação no Trabalho A colocação no trabalho consiste na inserção do educando em algum tipo de atividade laborativa. 34 120 . Os programas de qualificação.298. art. Essas pesquisas serão orientadoras não só para os cursos a serem oferecidos como também para os estágios e empregos para os aprendizes. éticos. estéticos que permitam a pessoa portadora de deficiência o exercício de sua cidadania. associada ou não a outras deficiências. mental. assim como as possibilidades existentes na comunidade. visando à formação de um cadastro das empresas da comunidade. Emprego Competitivo Não-Apoiado (Tradicional) – consiste fundamentalmente em ajudar o aprendiz na busca de uma atividade profissional. Emprego Competitivo Apoiado – é a modalidade de emprego que o aprendiz necessita de um maior apoio em razão de particularidades de sua deficiência que pode ser de ordem física. Os alunos maiores de 14 anos com deficiência mental. Trabalho Autônomo – caracteriza-se pela atuação profissional sem vínculo empregatício. esportes e lazer) em atendimento ao Decreto n° 3. múltipla ou ainda social.

na escola e na comunidade. Oriundos da comunidade. associada. São elegíveis para esses programas os seguintes alunos: Oriundos do programa de escolarização inicial da escola da APAE.§§ 4° e 5° e ações comunitárias (competitivas. a outras deficiências. O domínio da vida diária – caracteriza-se pela autonomia no lar. Para esse grupo de alunos é iniciada a construção de um currículo funcional3. ou não. valorização da participação do aluno e a participação da família. microempresas. industriais caseiras. aprendizagem e adaptação social requerem uma proposta educacional diferenciada que atenda às suas necessidades especificas. sem escolarização anterior. aprendizagem e adaptações profundas no processo de desenvolvimento. São aluno que por possuírem alterações profundas no processo de desenvolvimento. centro de convivência). 121 . As diretrizes na construção do currículo. que devem ser aplicadas em situações reais nas quais elas são requeridas. cuja finalidade é desenvolver ações educativas que enfatizam o desenvolvimento de capacidades/habilidades que tornem independentes. produtivos e conseqüentemente mais aceitos socialmente. cultura e lazer. c)PROGRAMA PEDAGÓGICO ESPECÍFICOS Os Programas Pedagógicos Específicos inserem-se na proposta curricular da APAE Educadora destinando-se aos educandos a partir de 14 anos de idade portadores de deficiência mental. Transferidos de outras unidades da APAE e outras instituições congêneres. levando em consideração o planejamento sob a forma de atividades. Na construção do currículo funcional deve-se considerar: As habilidades acadêmicas adquiridas na escolarização formal. respeito aos interesses e preferências do educando. O domínio laborativo – este domínio inclui: a ocupação no lar e a iniciação para o trabalho. contemplado: A escolarização formal – com adaptações curriculares significativas e ênfase nas atividades de artes.

que recebe a família e dá as primeiras orientações passando à assistente social para levantamento de dado e histórico do aluno passando para o técnico que farão avaliação final do processo reúnem-se os técnicos para a definição do caso. Terapeuta ocupacional. Fisioterapeuta. 6 .5 – AVALIAÇÃO (PROCESSO) DE ENTRADA NA ESCOLA ESPECIAL E DE PERCURSO O processo de entrada inicia com a direção. A compreensão de que existem diferenças entre as pessoas é essencial para se entender que há diferentes manifestações comportamentais entre as pessoas com deficiência. Freqüentar uma escola significa para o indivíduo a possibilidade de conviver com seus pares e vivenciar uma dimensão social da qual necessita para desenvolver-se como qualquer ser humano. Fonoaudióloga.EQUIPE RESPONSÁVEL PELA AVALIAÇÃO DOS ALUNOS: • • • • • • Assistente Social. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA E A PROPOSTA APAE EDUCADORA JUSTIFICATIVA: A elaboração desta proposta nasceu da preemente necessidade de sistematizar e atualizar as ações pedagógicas dos alunos da Escola de Educação Especial Vó Eugênia que não tiveram a oportunidade de receber a escolarização em tempo hábil. inclinações e competências. Neurologista. Psicóloga. bem como diferentes habilidades. a fim de permitir que essa parcela da comunidade obtenha sucesso escolar e social a Escola Especial vem oferecendo contribuições pedagógicas baseadas em diferentes abordagens. Na tentativa de oferecermos respostas às necessidades específicas do portador de deficiência por meio de uma metodologia adaptada e adequada que ofereça condições para 122 . Participar de um processo educativo extrapola a aquisição de conhecimentos acadêmicos. Por diversos motivos e por acreditar na inclusão.

faz-se necessário implantarmos o Projeto Todos Podem Ler – Educação de Jovens e Adultos. sendo que para isso se efetive fez-se necessário a organização de propostas curriculares que permitam combinações. visando colaborar no desenvolvimento de sua capacidade reflexiva e crítica. complementos e formas de concretização. supressões. participando ativamente das situações de aprendizagem. buscando ampliar a compreensão que ele tem dela. fundamentais à ampliação da capacidade e participação social dos grupos TEMAS GERADORES – INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS PARA INVESTIGAR A REALIDADE • • • • • • Etnografia Pesquisação Pesquisa participante Questionário / entrevista Observação Registro sistematizado 123 .que sua alfabetização e terminalidade aconteçam de forma mais aproximada possível dos “não portadores de deficiência”. tornando-se assim mais autônomo em busca de novos conhecimentos. POSSIBILIDADES METODOLÓGICAS: • Aluno como sujeito do seu processo educativo. • Que o espaço específico da educação seja responsável pela veiculação habilidades e conteúdos sistematizados. como fruto dos anseios do grupo com o qual se trabalha. A educação de Jovens e Adultos na perspectiva de orientação para o desenvolvimento integral do ser humano vem sendo concebida. • A realidade social e pessoal do aluno no processo de aprendizagem referenciada na sua experiência de vida. ênfases. específicas ao contexto de educação. mesmo que de forma tênue. que são de determinadas populares.

AVALIAÇÃO: 124 . reunindo sugestões e atividades didáticas direcionadas que contemplem o cotidiano e as especifidades dos Jovens e Adultos. livros científicos.CONTEÚDOS TEMÁTICOS VOLTADOS PARA OS TEMAS GLOBAIS: Meio–ambiente • • • • Saúde e higiene Consumo e trabalho Ética Sexualidade MATERIAL DIDÁTICO: • O professor contará com livros paradidáticos específicos do Projeto Todos Podem Ler. jornais. ( vinte e cinco horas) semanais. revistas. apesar do projeto ser bastante flexível. nos quais a aprendizagem deverá atender aos objetivos da alfabetização. a proposta curricular da Escola. podendo ser estendido por mais 01 ( um) ou 02( dois ) anos. tudo que puder servir para enriquecer o trabalho de classe. CARGA HORÁRIA: • • O aluno cumprirá a carga horária normal das salas regulares ( 04:20 ) quatro horas e vinte minutos. A carga horária do professor será de 25 h. para que o mesmo possa atender as necessidades individuais de seus alunos. enfim. DURAÇÃO DO CURSO: • O curso terá duração de 03 ( três ) anos. de acordo com as necessidades da turma. apostilas. vídeo.

O aluno irá atingindo continuamente objetivos determinados pelos professores e pelos próprios alunos. é necessário que seja feita a avaliação inicial. o professor deverá ter um registro com as anotações do progresso do aluno ( ficha descritiva ).alfabetização. antes de concluir o curso. sistemática e contínua. O aluno só receberá alguma documentação. série do Ensino TEMA: INCLUSÃO DO EDUCANDO NA SOCIEDADE SUBTEMA EU Quem sou eu? Onde eu vivo? Como é a minha estória? Quais são os meus direitos e meus deveres? Como é o meu corpo? Como é a minha relação com o outro? Como é a minha relação com o mundo? O que entendo / entendemos por inclusão social? O que tenho feito para promover minha própria inclusão social? FAMÍLIA 125 . participarão das capacitações sempre que se fizerem necessárias. Para saber se os objetivos estão sendo alcançados. portanto. não há aprovação nem reprovação. envolvendo professor e aluno. caso haja necessidade de transferência. Para tal. Municipal de Educação ou pela própria Escola. DA CERTIFICAÇÃO: Após atingidos os objetivos propostos pela alfabetização e pós. o aluno receberá o histórico escolar que lhe dará direito a matricular – se na 5ª Fundamental. Para efeito de trabalho.Devido o Projeto não ser dividido em séries escolares e. a escola poderá dar declaração de freqüência as aulas. CAPACITAÇÃO: Os professores do Projeto. aplicadas pela Secretaria Estadual de Educação.

 Lendas. literatura de cordel.  Músicas.  Contos. 126 .O que é família? Como é a minha família? Como é feita a organização familiar? Qual é o seu papel? Quais as implicações familiares na inclusão social? ESCOLA O que é escola? Como é a minha escola? Como é organizada a escola? Qual é a estória da escola? SOCIEDADE * Local Qual é a história da nossa cidade? Como é o nosso lazer? Quais as principais manifestações culturais existentes e quais as suas origens? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? Português :  Histórico da cidade.  Zona rural x zona urbana.  Receitas culinárias. Estudo da Sociedade e da Natureza:  Meios de transporte. repentes.  Eventos culturais.  Principais pontos turísticos.  Origens étnicas. parlendas.  Poemas.

Sugestão de atividade:  Promoção de Eventos Culturais. palavras.  Leitura oral.  Sinônimos e antônimos.  Estilos literários. número e grau.  Verbos.  Artigos. Global Como se constitui a sociedade brasileira nos seus aspectos culturais.  Substantivo: gênero.  Pontuação.  Descrição.  Vocabulário.  Identificação de textos. sílabas e letras.  Interpretação e produção de textos.  Acentuação.  Dramatização. 127 .  Poesia. políticos e econômicos? Quais as principais manifestações culturais do Brasil? Como estabelecer uma relação pedagógica entre essas manifestações e a prática escolar? Português: Linguagem oral:  Narração. frases. Linguagem escrita:  Leitura e escrita: do nome e do sobrenome.  Poema.

 Carta.  Anúncios. Pronomes. 128 .  Música.  Leitura e escrita dos números naturais.  Ortografia.  Problematização.  Classificação de palavras.  Biografias.  Decomposição dos números.  Adjetivos.  Numeral.  Pares e ímpares.  Questionários.  Tempos verbais: presente.  Currículo.  Quatro operações fundamentais. Matemática:  Representações.  Ordenação.  Sistema de numeração romano. passado e futuro.  Jornais.  Seriação.  Símbolos matemáticos.  Listas.  Formulários.  Rótulos.  Bilhete.  Conjunto.  Classificação.

 Exploração turística. comprimento.  Estatística.  Poluição.  Zona rural e urbana.  Espaço.  Sistema monetário.  Localização de sua casa e da escola no município.  Planeta Terra.  Sentido.  Estudo de mapas.  Organização familiar. políticos e sociais.  Profissões.  Ordem.  Geometria.  Ecossistemas. 129 .  Quadro valor de lugar. Estudo da Sociedade e da Natureza:  Corpo humano e seu funcionamento.  Direitos civis. capacidade.  Formas bi e tridimensionais. Classes.  Cultura e lazer.  Alimentação.  Coletar e organizar dados.  Noções básicas de estáticas. tabelas e gráficos. temperatura e massa.  Dimensão.  Medidas de tempo.  Origem e identificação do aluno.  Elementos da natureza.

questionários.  Ler poemas e poesias.  Preencher recibos.  Solucionar problemas. museus.  Universo.  Tecnologia e Emprego. escola.  Estado brasileiro.  Agrupar conjuntos.  Confeccionar murais.  Conhecer cinemas.  Trabalho (as diferentes atividades que compõem o mundo do trabalho ).  Pesquisar em jornais.  Apreciar vídeos educativos e filmes.  Utilizar jogos educativos. Meios de comunicação e Transporte.  Confeccionar maquetes sobre mapas. cidade e outros. propagandas.  Organização e participação da sociedade.  Utilizar como fontes de pesquisa: atlas. entre outros. O TRABALHO COMO FATOR DE INCLUSÃO Legislação trabalhista 130 . Sugestões de Atividades:  Investigar a própria genealogia.  Produzir jornais. feiras culturais. cartas.  Selecionar e confeccionar cadernos de receitas.  Apreciar músicas. tabelas e gráficos.  Produzir textos. dicionários e enciclopédias. currículos. bilhetes.  Dramatizar. notas e cheques. revistas e livros. fichas. anúncios.  Coletar e organizar dados.

Quais são as principais leis trabalhistas? Como essas leis interferem na vida profissional? Quais são os direitos garantidos em leis para a pessoa portadora de deficiência? Como fazer valer esses direitos? Português: Leitura e interpretação das principais leis trabalhistas (CLT.  Elaboração de Currículo Vitae.  Visita a empresas ( indústria.  Visitas monitoradas a agências mediadoras para o mercado de trabalho.  Currículum vitae. escritórios. boletos bancários. mercados. requerimentos.). fábrica.  Proceder a aquisição de documentos para o trabalho. Estatuto do servidor Público) Sugestões de atividades:  Entrevista com empregadores e empregados.  Preenchimento de formulários. etc. Sugestões de atividades:  Análise dos documentos. 131 . Documentos essenciais do trabalhador Quais são os documentos? Como e onde obtê-los? Quais os cuidados necessários com essa documentação? Português:  Formulários.  Boletos bancários. lojas.  Requerimentos.

do Distrito Federal e dos Municípios 132 . Higiene. dos Estados.As profissões e mercado de trabalho O que é mercado de trabalho? Como se estabelece as relações profissionais no mercado de trabalho? Quais as diferentes áreas de trabalho? Quais as diferentes formas inserções no mercado do trabalho? Quais as instituições que ofertam programas de formação profissional? Quais os segmentos / programas sociais que oportunizam a empregabilidade para os portadores de deficiência? O que é ética profissional? Sugestão de atividade Visitas monitoradas a agências de formação profissional e os órgãos do Sistema. saúde e segurança no trabalho Qual a relação entre higiene e saúde? Quais os cuidados necessários para garantir a segurança no trabalho? Quais os equipamentos de segurança e como utilizá-los? Quais são os cuidados essenciais de higiene para a preservação da saúde no trabalho? Quais os recursos materiais (equipamentos) necessário a higiene e saúde no trabalho? Novas tecnologias e o trabalho Quais são as novas tecnologias no trabalho? Como ter acesso a novas tecnologias? Onde / como buscar uma formação tecnológica para o trabalho? ASPECTOS FUNCIONAIS: Documentos pessoais Endereços Locomoção Instituições escolares ( Associação de pais e mestres ) Representantes de classe Poderes da União.

demissão por justa causa) Desenvolvimento de habilidades básicas de gestão Preparação Profissional (procedimentos adequados para adquirir emprego. licença maternidade. licença médica.Código Nacional do Trânsito Legislação trabalhista (contrato de trabalho. postos de saúde ) ? Quais os profissionais na instituição responsáveis pela prevenção a saúde? O que significa “medicina alternativa”? Como lidar com os recursos medicamentosos? Quais são as conseqüências do uso de drogas ( lícitas e ilícitas )? Sexualidade Como lidar com as questões de gênero (heterossexualidade e homossexualidade)? O que é sexualidade? Como funciona o meu corpo? Quais as manifestações relacionadas a sexualidade? Qual é a importância do outro para a minha sexualidade? Qual a relação entre saúde e sexualidade? Quais são as doenças sexualmente transmissíveis? Como prevení-las? Existe preconceito sexual? Como identificar e lidar com ele? Meio Ambiente 133 . licença paternidade. elaboração do currículo) Diferentes possibilidades de Inclusão no mercado de Trabalho Organização sindical Código de ética Declaração universal dos Direitos Humanos Constituição Federal ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE SAÚDE: PREVENÇÃO. SEXUALIDADE. seguro desemprego. FGTS. MEIO AMBIENTE Prevenção à saúde Quais os cuidados necessários á saúde? Qual a relação entre saúde mental e corporal? Quais os recursos institucionais locais de prevenção a saúde ( hospitais. Acidente de trabalho. 13º salário. férias. vale transporte.

recursos educativos e organização específica para atender suas necessidades. currículos.O que é o meio ambiente? Quais são os seus componentes? Como nos relacionamos com o meio ambiente? Quais são os danos que a sociedade humana causa ao meio ambiente? Qual é a importância da preservação? ÉTICA: DIREITOS E DEVERES DO CIDADÃO Ética O que é ética? Qual a importância da ética nas relações humanas? Qual é a relação entre ética e cidadania? Como a ética influencia nas relações democráticas? Direitos e deveres do cidadão Quais são os Direitos e Deveres do cidadão enquanto o ser político. . técnicas. métodos. social e cultural? educandos especiais. XI – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 134 .

Projeto Águia. 300 páginas. A difusão das idéias de Piaget no Brasil. Ferreiro.2 e 3. Construir as competências desde a Escola. Padrão Referencial de Currículo. 2001. Celso. GARDNER. Editora Scipione. A linguagem e o Outro no espaço escolar. Volume: 1. Convite à leitura de Paulo Freire. Philippe. Emília e Teberosky. Ana Luiza. Perrenoud. Casa do Psicólogo. Smolka. GADOTTI. Estado do Rio Grande do Sul. Secretaria da Educação e Departamento Pedagógico. Adaptações curriculares. Vigotsky e a construção do conhecimento. Vasconcelos. Célestin. Petrópolis: RJ: Vozes. propomos estimular nosso aluno a valorizar-se dentro das suas particularidades. 285 páginas. elevando 135 . 176 páginas. Ed. Federação Nacional das APAEs. Artmed 340 páginas. Uma pedagogia de Atividade e Cooperação. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil introdução. Mário Sérgio. 180 páginas. Papirus. Parâmetros Curriculares Nacionais. FREINET.• • • • • • • • • • • • • Antunes. Ed. Psicogênese da Língua Escrita. Estruturas da Mente: Teoria das inteligências Múltiplas. Freire Inovações Metodológicas Tema de 2009: Objetivo Geral: Partindo do princípio do aluno como foco na elaboração dos projetos pedagógicos. Fascículo na sala de aula (1 a 8). Artmed. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Moacir. Howard. Ed. Ed.

as habilidades e as atitudes requeridas para levar adiante o processo de ensino e aprendizagem nas escolas.P. Justificativa: Centradas no P. Por isso é necessário e fundamental o compromisso e envolvimento da família nesse processo. buscando equilíbrio e harmonia com a Natureza. buscamos despertar essa consciência de responsabilidade com o que acontece e existe no planeta.P. usando objetivos de curto prazo com metas a longo prazo.” (GARDNER 1995.. “se decidirmos abraçar os objetivos e os métodos da educação centrada no indivíduo (. currículos. 71) Apresentação: A lei de Diretrizes e Bases da Educação assegura em seu artigo 5º aos educandos especiais. métodos. processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade. o professor é dividido nas três seguintes faces: Profissionalidade – a atividade principal do professor é o ensino. p. baseada em Antonio Nóvoa (1995)..) podemos fazer progressos significativos nessa direção. Para isso direcionamos nossos estudos à Ecopedagogia porque acreditamos que a partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaço de convivência. A Escola de Educação Especial Vó Eugênia (APAE Osório) ao construir seu P. subseqüente o respeito ao próximo e assim a devida valorização ao meio.P. 136 .P da escola que visa a harmonia entre homem e natureza. Profissionalismo – refere-se ao desempenho competente e compromissado dos deveres e responsabilidades que constituem a especificidade de ser professor e ao comportamento ético e político expresso nas atitudes relacionadas à prática profissional.suas possibilidades e competências e venerar-se como ser humano respeitando a si e ao próximo. sentiu necessidade de voltar seu foco para Educação Ambiental. Juntas escola e família possibilitarão maior comprometimento em estimular no aluno o amor próprio. recursos educativos e organização específica para atender suas necessidades. Papel do Professor: Seguindo a teoria de Libâneo (2001). sua formação inicial visa propiciar os conhecimentos. técnicas.

• Tipos de animais:  Mamíferos. sem evolução. • Tipos de vegetação:  Plantas.  Aves. Fauna: • Concepção de fauna.  Moluscos.  Peixes. 137 .  Anfíbios. Lembramo-nos aqui uma frase de Perrenoud (1999): “Muitos professores sabem ou percebem que. para capacitação dos professores.  Répteis. habilidades e atitudes profissionais.  Ervas.Profissionalização – refere-se às condições ideais que venham a garantir o exercício profissional de qualidade. Sendo assim visamos a relevante necessidade de dez (10) dias por ano. Meta + Ação: Flora: • Concepção de flora. dentro do interesse na área de sua formação e/ou atuação.  Insetos. estão condenados à rotina e ao tédio”. Essas condições são: formação inicial e formação continuada nas quais o professor aprende e desenvolve as competências.  Árvores.  Desmatamento.

. Clima. • Utilidades. • Erosão. • Utilidades para o meio ambiente. • Tipos. • Poluição. Água: • • • • • Ar: • Características. 138 Características. • Alimentação. Sol na minha vida: • Meditação. • Temperatura. • Cadeia alimentar. • Tipos. Poluição. • Utilidades. Solo: • Características.• Habitat. • Reflexão. Tipos. • Clima. Utilidades.

• Educação econômica. • Trilha ecológica.• Sensibilização. • Sinergia. essência). • Conscientização. 139 . • Espiritualidade. • Respeito às diferenças. verduras. • Respeito à vida. • Compostagem. • Visita a Brás Ervas (secagem e embalagem de ervas). • Plantações diversas. • Painéis referentes ao tema trabalhado. • Construir canteiros na escola de flores. • Preservação. Sol na vida dos outros: • Cooperação. • Ajardinamento. • Farmácia de ervas (tintura. • Interreliogisidade. • Visita ao orquidário . • Subida no morro pela estrada ou de ônibus. • Cooperação e Sinergia. • Aldeia indígena. Somos o Sol: • Contato afetivo. etc. • Diálogo.

• Visita Usina de lixo. • Teatro. etc. • Projeto com o salão de beleza. • Participação da Mostra de Arquiologia. • Feira de Ciências. • Exposição de Arte. • Zoológico • Baile no Makaha para escolha da Garota e Garoto Estudantil. 140 . • Pesquisa na internet. na semana do excepcional. • Coleta seletiva do lixo. Festival Art’ invento e semana do cinema. • Filmes. • Gincana cultural e desportiva da Primavera. • Pedágio da conscientização do dia da árvore • Encontro Regional das APAEs. • Acantonamento. semana do meio ambiente (junho). • Cultivo de mudas. • Corsan. • Confecção de camiseta. • Borboletário. livros. capa de risque-rabisque e cartões comemorativos. • Feira do Livro. • Visita das outras escolas ao corredor dos sentidos. • Visita a FEPAGRO. calendário. • Reciclagem do lixo. • Culinária. biblioteca. • Visita a Fazenda Pontal..• Horta. comunidade escolar. revistas.

• Feira de troca • Oficina de culinária (livro de culinária. Petrópolis: RJ: Vozes. Parâmetros Curriculares Nacionais. • Dia da família brincar. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Ed. 2001. • Mostra de trabalhos. • 35 anos da APAE. Almejamos a contribuição dos pais na nossa prática participando intensamente na vida escolar dos filhos. Howard. Estruturas da Mente: Teoria das inteligências Múltiplas.: Reunião de técnicos a cada dois meses CULMINÂNCIA: Nesse projeto em 2009 desejamos intensificar a proposta de atingir o aluno partindo assim dos interesses do mesmo para elaboração dos projetos pedagógicos. Padrão Referencial de Currículo. Adaptações curriculares. publicação). Ed. Psicogênese da Língua Escrita. • Oficina de pipas “Festival de pipas”. Emília e Teberosky. Construir as competências desde a Escola. • Semestral envolver os pais numa atividade de construção / oficinas. Celso. Estado do Rio Grande do Sul. Moacir. GARDNER. Uma pedagogia de Atividade e Cooperação. Convite à leitura de Paulo Freire.• Oficina de criatividade. 141 . Secretaria da Educação e Departamento Pedagógico. Lembrando do nosso aluno como o Sol que irradia energia e deixa nossos dias letivos mais belos e mágicos. Artmed 340 páginas. Philippe. 176 páginas. XI – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: • • • • • • • • Antunes. Brinquedos com a família . Perrenoud. Célestin. Editora Scipione. 300 páginas. FREINET. Ferreiro. GADOTTI. Artmed. Fascículo na sala de aula (1 a 8). Obs.

Papirus. Freire 142 . Federação Nacional das APAEs. A linguagem e o Outro no espaço escolar. Casa do Psicólogo. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil introdução. Mário Sérgio.2 e 3. 285 páginas. Smolka. Vigotsky e a construção do conhecimento. Vasconcelos. 180 páginas. A difusão das idéias de Piaget no Brasil. Ed. Ana Luiza. Ed. Volume: 1.• • • • • Projeto Águia.

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