Grupo Parlamentar do Partido Socialista _____________________________________________________________________

Mapa Judiciário
Com a divulgação pela tutela do novo mapa judiciário ficámos a saber que a Comarca da Covilhã irá desaparecer. O critério seguido aparentemente é um critério cego, relacionado apenas com o número de processos por ano. O Partido Socialista da Covilhã discorda completamente desta medida com um propósito aparentemente financeiro. Esta medida afasta ainda mais os cidadãos da justiça e do acesso à justiça, bem como a um conjunto de serviços que lhe estão associados. Esta medida dificulta a vida dos covilhanenses. Esta discordância não é só do PS Covilhã, como também o PS nacional, tanto enquanto oposição como enquanto governo! Recordemos a reestruturação prevista pelo Governo do PS que mantinha a comarca da Covilhã, mesmo apesar do afrontamento que este executivo camarário protagonizou com a célebre questão das rendas, tanto do edifício do Tribunal como da Cadeia. Nessa altura o PS Covilhã manteve e mantém a sua coerência. Mas o que dizer do PSD da Covilhã, dos membros desta ilustre Assembleia e do Executivo camarário? Porquê um tão prolongado silêncio, quando já outros autarcas têm vindo a público repudiar esta proposta? Assim, o Partido Socialista da Covilhã, na Assembleia Municipal de 17 de Fevereiro de 2012, vem apresentar uma moção de repúdio à extinção da Comarca da Cova da Beira bem como a reorganização do mapa judiciário que está a ser levado a cabo por este Governo, e solicita à Sr. Ministra da Justiça que retroceda na sua intenção.

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Assembleia Municipal da Covilhã

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Grupo Parlamentar do Partido Socialista _____________________________________________________________________ Entendemos tratar-se de uma medida sem nexo, atenta apenas a critérios meramente economicistas, sem ter em causa aspectos que a nosso ver são fundamentais. A saber:

Ao colocar o acesso à justiça mais longe dos cidadãos esta proposta contribui fortemente para a desertificação do interior do país, fenómeno já sobejamente agudizado por outras medidas do mesmo Governo em relação ao interior (portagens na A23, fim dos incentivos fiscais a empresas, etc..)

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É posto em causa a função social da justiça Uma reforma do mapa judiciário que assenta no princípio das capitais de distrito, regiões administrativas cada vez mais desarticuladas e sem qualquer identidade só poderá levar ao acentuar das desigualdades de acesso por parte dos cidadãos à justiça.

Atendemos que até o carácter economicista da proposta pode ser posto em causa, uma vez que com o aumento das distâncias quilométricas irá haver um agudizar dos custos de transporte e de perdas de tempo em deslocações por parte dos agentes judiciais que, estamos certos, aumentará grandemente o numero de processos pendentes e atrasos recorrentes.

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Assembleia Municipal da Covilhã

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