Grupo Parlamentar do Partido Socialista

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Assembleia Municipal da Covilhã Sessão Ordinária de 9 de Dezembro de 2011

INTERVENÇÃO POLÍTICA PROPOSTA DE ORÇAMENTO E GRANDES OPÇÕES DO PLANO PARA 2012

Desde longa data que o PS Covilhã vem afirmando que o Plano de Investimentos e o correspondente suporte Orçamental são fundamentais a uma gestão controlada e eficiente de qualquer município e em particular do Município da Covilhã. Da mesma forma, vimos insistindo na ideia de que o Orçamento, não obstante o seu carácter previsional, traduz de forma muito clara a definição das prioridades políticas da maioria PSD . Ao mesmo tempo, as Grandes Opções do Plano (GOP) gizam as linhas de desenvolvimento estratégico do Executivo. Neste enquadramento, cumpre-me em nome do Grupo Parlamentar do PS nesta Assembleia dar nota de que o voto do Partido Socialista aos documentos apresentados será de abstenção, pois consideramos que este é um Orçamento que: - segue a linha de orientação dos anteriores Orçamentos e GOP, - expressa as directrizes estratégicas que esta maioria quer seguir (que não são as nossas) e que foram sufragadas pela maioria dos covilhanenses.

Ainda assim, gostaríamos de efectuar alguns comentários sobre os documentos em apreço.
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Grupo Parlamentar do Partido Socialista
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1. Grandes Opções do Plano (GOP) - Redução de 12.3M€ o que equivale a - 17%, situação que está em linha com o actual momento económico que vivemos. - Como se pode verificar no gráfico exposto (Gráfico da Taxa de Execução das GOP), as taxas de execução apresentam-se nesta série (desde 2005) com valores muito baixos e a variarem entre 22,5% e 19,7%, o que comprova o que temos dito ao longo dos últimos anos – estes documentos não são credíveis. - Em termos de áreas de actuação (Gráfico das GOP - Repartição por Áreas de Actuação), as prioridades do actual executivo estão centradas, como vem sendo hábito, nas Comunicações e Transportes (19,2M€/32,1%) e Habitação e Urbanismo (10,9M€/18,3%). Sob o nosso ponto de vista e face à crise social que vivemos, consideramos que os investimentos nas áreas Acção Social (500m€/0.9%), Saúde (400m€/0,7%) e Desenvolvimento Económico (2,4M€/4%) deveriam ser reforçados - essa seria a nossa opção, infelizmente não é a do actual executivo PPD/PSD.

2. Execução da Receita Neste ponto (Gráfico de Evolução da tx de Execução da Receita) gostaríamos de destacar: - Dos 78,4M€ projectados para 2012, 38,5M€ (41%) dizem respeito a vendas de património imobiliário, que como sabemos não se têm verificado (historicamente), pelo que o orçamento (real) da receita será de aproximadamente 39,8M€. - Como se pode verificar através das taxas de execução históricas, as quais variaram entre 55,9% e 34,5% no período compreendido entre 2006 e 2010, estes documentos estão longe de representar a real capacidade do Município em gerar receitas.
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Grupo Parlamentar do Partido Socialista
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- Se considerados apenas 39,8M€ de receita, a nossa convicção é a de que o município possui uma situação financeira delicada (não confundir com posição de liquidez), baseando-se no facto de aproximadamente 9.9M€ serem receitas directas de transferências do Orçamento Geral do Estado, ou seja, quase 25% do total. Por outro lado, as receitas próprias são de aproximadamente 8,4M€ o que equivale a 21% do total. Conclusão: Num cenário de fortíssima restrição nas transferências do OGE ao longo dos próximos anos (de que o PS Covilhã tem dado conta desde 2003) e perante um cenário de receitas próprias exíguas, podemos facilmente constatar que o Município terá, no futuro, que procurar alternativas de reforço das suas receitas próprias como forma de financiar a sua actividade corrente e serviço da divida. Para que se possa perceber melhor esta comparação, as despesas com pessoal (que ascendem para 2012 a 6,7M€) representam 79,8% das receitas próprias.

3. Execução da Despesa - Também neste caso (Gráfico da Taxa de Execução da Despesa), se pode aferir a credibilidade deste documento com as taxas de execução históricas a variarem entre 52,4% e 30,7% no período compreendido entre 2006 e 2010. - É nossa convicção de que o município possui uma situação delicada, o que pode ser confirmado através da função financeira, pois as despesas com juros e capital ascendem em 2012 a 6,9M€ (2,4 M€ e 4,4M€ respectivamente) - Efectuando o exercício que projectamos para a receita, se considerarmos apenas 39,8M€ de despesa, constata-se que as despesas com pessoal (6,7M€) e as despesas com a divida (6,9M€) representam 13,6M€ o que equivale a 34,2%.

Grupo Parlamentar do PS Covilhã
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Grupo Parlamentar do Partido Socialista
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Nelson Silva

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