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TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO SECRETARIA-GERAL DAS SESSÕES ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

SECRETARIA-GERAL DAS SESSÕES

ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003

SESSÃO ORDINÁRIA

PRIMEIRA CÂMARA

APROVADA EM 27 DE MAIO DE 2003 PUBLICADA EM 29 DE MAIO DE 2003

ACÓRDÃOS DE Nºs 968 a 1.046

ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara)

Presidência do Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça Representante do Ministério Público: Dr. Paulo Soares Bugarin Subsecretário da Sessão: Bel. Francisco Costa de Almeida

Com a presença dos Ministros Humberto Guimarães Souto, Walton Alencar Rodrigues, do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (substituindo o Ministro Iram Saraiva) e dos Auditores Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa, bem como do Representante do Ministério Público, Dr. Paulo Soares Bugarin, o Presidente, Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça, invocando a proteção de Deus, declarou aberta a Sessão Ordinária da Primeira Câmara às quinze horas, havendo registrado a ausência do Ministro Iram Saraiva, por motivo de férias (Regimento Interno do Tribunal de Contas da União, artigos 33, 55, incisos I, alíneas a e b, II, alíneas a e b e III, 133, incisos I a IV, VI e VII, 134 a 136 e 140).

HOMOLOGAÇÃO DE ATA

A Primeira Câmara homologou a Ata n° 15, da Sessão Ordinária realizada em 13 de maio de 2003,

cujas cópias haviam sido previamente distribuídas aos Senhores Ministros e ao Senhor Representante do Ministério Público, de acordo com os artigos 33, inciso X e 95, inciso I, do Regimento Interno.

PROCESSOS RELACIONADOS

A Primeira Câmara aprovou as Relações de processos organizadas pelos respectivos Relatores (v.

Anexo I desta Ata), bem como os Acórdãos de n°s 968 a 1.013 na forma do Regimento Interno, artigos

137, 138, 140 e 143, e Portaria n° 42/2003).

PROCESSOS INCLUÍDOS EM PAUTA

Passou-se, em seguida, ao julgamento ou à apreciação dos processos adiante indicados, que haviam sido incluídos na Pauta organizada, sob n° 16, 13 de maio de 2003, havendo a Primeira Câmara aprovado os Acórdãos de n°s 1.014 a 1.046 (v. Anexo II a esta Ata), acompanhados dos correspondentes Relatórios, Votos ou Propostas de Decisão, bem como de Pareceres em que se fundamentaram

(Regimento Interno, artigos 17, 95, inciso VI, 134, 138, 141, §§ 1º a 7º e 10; e Portaria n° 42/2003).

a) Procs. n°s 012.376/1999-0 (c/1 volume os apensos n°s 002.678/2001-3 e 003.608/1999-9),

018.524/1995-8, 005.590/1996-5, 000.901/2000-7, 525.110/1995-0 (c/1 volume e o apenso n° 525.373/1996-9) e 008.717/1995-8, relatados pelo Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça;

b) Procs. n°s 001.364/2000-9, 009.204/2001-0, 011.265/2002-0, 006.391/2002-5, 005.508/1996-7,

008.200/1996-3, 005.356/2001-3, 013.107/2001-2 e 007.427/2002-4, relatados pelo Ministro Humberto Guimarães Souto;

c) Procs. n°s 279.010/1995-8 (c/1 volume) e 279.017/1995-2, relatados pelo Ministro Walton

Alencar Rodrigues;

d) Procs. n°s 002.898/2000-9 (c/1 volume), 700.339/1995-7 (c/1 volume), 014.364/2001-4, 005.920/2002-1, 005.925/2002-8, 006.017/2002-1, 012.049/2002-0, 014.189/2002-0, 017.707/2002-1, 625.145/1997-6, 549.020/1993-4 e 003.348/1995-4, relatados pelo Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha;

e) Proc n° 015.529/2001-0, relatado pelo Auditor Augusto Sherman Cavalcanti; e

f) Procs. n°s 003.973/2001-8 (c/1 anexo), 015.649/2001-9 e 000.384/2002-3, relatados pelo Auditor

Marcos Bemquerer Costa.

SUSPENSÃO DE VOTAÇÃO EM FACE DE PEDIDO DE VISTA

Foi suspensa a votação do processo n° 007.408/1996-0 (Relator, Ministro-Substituto Lincoln

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Magalhães da Rocha), em face de pedido de vista formulado pelo Ministro Humberto Guimarães Souto, nos termos do artigo 119 do Regimento Interno, após haver o Relator apresentado a respectiva Proposta de Acórdão e o Ministro Walton Alencar Rodrigues apresentado sua Declaração de Voto e Proposta de Acórdão.

PROCESSOS EXCLUÍDOS DE PAUTA

Foram excluídos de Pauta, nos termos do artigo 142 do Regimentos Interno, ante requerimento dos respectivos Relatores, os seguintes processos:

a) Procs. n°s 825.152/1997-6, 004.517/2002-0 e 009.387/2002-6 (Ministro Humberto Guimarães

Souto);

b) Proc. n° 015.337/1999-5 (Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha);

c) Procs. n°s 014.136/1999-6 e 000.279/2003-6 (Auditor Augusto Sherman Cavalcanti);

d) Proc. n° 001.037/2000-5 (Auditor Marcos Bemquerer Costa).

Foram proferidas, sob a Presidência do Ministro Humberto Guimarães Souto, as Deliberações quanto aos processos relatados pelo Presidente da Primeira Câmara, Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça.

ENCERRAMENTO

A Presidência deu por encerrados os trabalhos da Primeira Câmara, às dezesseis horas e cinqüenta e dois minutos e eu, Francisco Costa de Almeida, Subsecretário da Primeira Câmara, lavrei e subscrevi a presente Ata que, depois de aprovada, será assinada pela Presidência.

FRANCISCO COSTA DE ALMEIDA Subsecretário da Primeira Câmara

Aprovada em 27 de maio de 2003.

MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente da 1ª Câmara

ANEXO I DA ATA N° 16, DE 20 MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara)

PROCESSOS RELACIONADOS

Relações de processos organizadas pelos respectivos Relatores e aprovadas pela Primeira Câmara, bem como os Acórdãos aprovados de nºs 968 a 1.013 (Regimento Interno, artigos 137, 138, 140 e 143, e Portaria n° 42/2003).

RELAÇÃO Nº 18/2003 – Primeira Câmara

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação, na forma do art. 143 do Regimento Interno.

Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça

APOSENTADORIA

ACÓRDÃO Nº 968/2003 - TCU - 1ª Câmara

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Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-05- 2003, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443/92, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 17, inciso III; 143, inciso II; e 259, inciso II, do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s), conforme os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 014.175/1995-9

Interessado(s) : Carlos Victal Ribeiro

ACÓRDÃO Nº 969/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-05- 2003, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443/92, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 17, inciso III; 143, inciso II; e 259, inciso II, do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de alteração(ões) da(s) concessão(ões) a seguir relacionado(s), conforme os pareceres emitidos nos autos:

PODER JUDICIÁRIO

01 - TC 018.501/1995-8

Interessado(s) : Haydee Karst

PENSÃO CIVIL

ACÓRDÃO Nº 970/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-05- 2003, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443/92, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 17, inciso III; 143, inciso II; e 259, inciso II, do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de alteração(ões) da(s) concessão(ões) a seguir relacionado(s), conforme os pareceres emitidos nos autos:

PODER JUDICIÁRIO

01 - TC 004.476/1991-3

Interessado(s) : Benedita da Silva Abreu

Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara

TCU, Sala das Sessões, em 20-05-2003.

Humberto Guimarães Souto na Presidência

Marcos Vinicios Vilaça Ministro - Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

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RELAÇÃO Nº 19/2003 – Primeira Câmara

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação, na forma do art. 143 do Regimento Interno.

Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça

COBRANÇA EXECUTIVA

ACÓRDÃO Nº 971/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-05- 2003, com fundamento no art. 27, da Lei nº 8.443/92, c/c os arts. 143, inciso I e 218 do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em dar quitação ao(s) responsável(eis), ante o recolhimento integral do débito que lhe(s) foi(ram) imputado(s), e arquivar o processo, conforme os pareceres emitidos nos autos:

PREFEITURA MUNICIPAL

01 - TC 006.031/1998-6 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : Francisco Pedro dos Santos, CPF 034.591.445-72 Entidade(s)/Orgão(s): Prefeitura Municipal de Cristópolis – BA Valor original do débito: Cz$ 1.000.000,00 Data de origem do débito: 22-03-1988 Valor Recolhido: R$ 24.873,60 Data do recolhimento: 06-09-2002

Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara

TCU, Sala das Sessões, em 20-05-2003.

Humberto Guimarães Souto na Presidência

Marcos Vinicios Vilaça Ministro - Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 21/2003 - TCU Gabinete do Ministro Humberto Guimarães Souto

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140.

Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto

APOSENTADORIA

ACÓRDÃO Nº 972/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério

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Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados, ACORDAM, por unanimidade, com

fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso

VIII e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legal para fins de registro o ato de concessão a

seguir relacionado:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 854.315/1997-7 - JORGE DA SILVA OLIVEIRA

ATOS DE ADMISSÃO

ACÓRDÃO Nº 973/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados, ACORDAM, por unanimidade, com

fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso

VIII e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de admissão a

seguir relacionados:

MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

01 - TC 003.691/1996-9 - ALCIDES NADIR SANTANA, ANGELA MARIA MOREIRA

CANUT, ANTONIO CARLOS DE SOUZA, CARLOS ALBERTO COLUCCI FILHO, CARLOS ANTONIO DA COSTA FARO FILHO, CARLOS ROBERTO ANDRADE GUERRA, ELANISA TEREZA VIEIRA MARTINS, ESTANISLAU RODRIGUES SKWARA, EULER ANDRADE DE

OLIVEIRA, FATIMA VIEIRA GRAGNANO, GEORGINA MOTA DE REZENDE CARVALHO, GETULIO BAHIA DA SILVA, IVAN LUIZ FERREIRA DE OLIVEIRA, JOSE DANIEL FERREIRA GOMES, JOSE MARIA BORGES, LILIANE VERSIANE RAMOS GUIMARAES, LUZIA BARBOSA LADEIRA FERREIRA, MARIA CELIA OLIVEIRA ALVES TINELLI, MARIA DE LOURDES SOUZA DE MELO BRAGA, MARIA GUILHERMINA RODRIGUES CERQUEIRA, MARIA JOSE FERREIRA TEIXEIRA, MARIA JOSE JARDIM FREIRE, MARIA REGINA DE ALMEIDA TEIXEIRA, MARISTELA ROCHA ROSA DE ASSIS, MIRIAN SOLEDAD GONCALVES DILLY, NILTON GANDA PINTO, PAULO CESAR PROENCA, PAULO SERGIO RAMOS NICOLAO, RAIMUNDO NONATO PESSOA JUNIOR, RAUL SIMOES DA COSTA, REINALDO AGUILAR PEIXOTO, REINALDO GOMES GONCALVES, ROSANE BARROS VIANA SANTOS, ROSE MERE

DE FARIA FERREIRA LOURENCO, RUTE SENRA CARAMEZ, SERGIO ARTUR DO

NASCIMENTO, SILVIA DINIZ LIMA, SINEIDA RIBEIRO SALES, VICENTE CARLOS HIPPERT

SOARES, VILMA MARIA DA SILVA.

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

01 - TC 000.734/2003-1 - ALAN DE ALMEIDA SILVA, ALEXANDRE LUIS FONSECA

RODRIGUES, ALINALDO ALVES DE MORAES, ANDRE SOUZA MARQUES, ANGELA SANTOS, ANTONIO CARLOS LIMA DOS SANTOS, ANTONIO FERNANDES DA SILVA, ANTONIO JORGE DOS SANTOS JUNIOR, ANTONIO RODRIGUES FERREIRA LIMA, ANTONIO VICENTE FERREIRA NETO, BRISTOWN SANTOS LIMA, CARLOS EDUARDO ALVES POCONE, CELSO DANIEL SANTOS PEREIRA, COSME WELINGTON NASCIMENTO COSTA, DANIELA

SANTOS CRUZ, DEYSE DANTAS SANTOS DO COUTO, DOGIVAL SANTANA BATISTA, EDENBERG DA FONSECA SILVA, EDÉR DE JESUS ANDRADE, EDINILSON CORREA TELES, EDIVÂNIA DIAS DE OLIVEIRA, EGILDO DE OLIVEIRA MOURA FILHO, ENILSON FONSECA

CAROLINNE

XAVIER,

CORREIA ANDRADE, HUNALDO GOMES DE LIMA, IVANILDO ALVES DE MEDEIROS,

ESDRAS

SANTOS

SILVA,

EVALDO

SANTOS

OLIVEIRA,

GEIZE

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JEFFERSON VANUCCI DE ANDRADE OLIVEIRA, JONAS FERNANDES DA SILVA, JOSÉ CARLOS DOS SANTOS, JOSE ERALDO DE SANTANA, JOSE MARCELO ARAUJO SANTOS, JOSE MARCELO BARRETO DE OLIVEIRA, JOSÉ MARTINS DE FREITAS, KATARYNA SANTANA DE JESUS, LILIAN MOTTA DE MORAES FERREIRA, LUCIANO BARROS SANTOS, MARCELO VITOR, MARCIO LISBOA CERQUEIRA, MARCOS ROLEMBERG, MARIA ALVES DE MENESES, MOISES DE SANTANA MARTINS, MURILO LEANDRO DA SILVA, PAULO HENRIQUE ANDRADE DOS SANTOS, RIVALDO BATISTA DOS SANTOS, ROBSON WAGNER SOUZA TELES, RODRIGO OLIEIRA CHAVES, ROGERIO TENORIO DE AZEVEDO, ROMEU VILLA FLOR SANTOS NETO, SANDRA RACHEL FIGUEIREDO DE ALMEIDA DIAS, SERGIO PEREIRA DO CARMO, TADEU SILVA SANTOS, VALDSON CHAVES DIAS, VÉRCIA RIBEIRO LIMA, WANDERLEI RODRIGUES DOS SANTOS, WELINGTON SILVA DE MENDONÇA, WILSON COSTA SANTOS.

02 - TC 000.742/2003-3 - ADAILTON SANTOS DE OLIVEIRA, ADRIANA OLIVEIRA DA SILVA, ALEXANDRA MARIA PEREIRA BARBOSA, ANA PAULA BARBOSA LIMA PEREIRA DE MORAIS, ANDRE BONFIM DE LIMA, ANTONIO CEZAR DA SILVA OLIVEIRA, ANTONIO JORGE DE LIMA GUIMARÃES, ARI CELESTINO CONCEIÇÃO, ARNALDO JESUS DO NASCIMENTO, CARLOS DA SILVA SOUZA, CARLOS EDUARDO DOS SANTOS SANTANA, CLAUDIO LUIZ DA SILVA CARVALHO, CLEBER TOURINHO DE SANTANA, CRISTIANE FIGUEREDO BARRETO, CRISTIANE VALERIA DE SOUZA BARRETO, DANILO DE JESUS SANTANA, DELMA DE OLIVEIRA CRUZ, DJALMA BRANDÃO FIGUEREDO, DJAN BARBOSA MUTHE, DOMINGOS ALBERTO MATOS, ELIEZER GONÇALVES PEIXOTO, ELMAR ANTONIO DA SILVA SILVEIRA, FABIANO PACHECO DE QUEIROZ, FABIO LOPES DA SILVA, FRANCISCO JOSE SILVA DA CRUZ, FREDSON SANTOS ROCHA, GÊNESIS NERIS DE JESUS, GIVALDO SANTOS SIMÕES, HARRYSON FALCÃO SILVA, HERIVELTON DA COSTA SACERDOTE, IGO SILVA AMORIM, JEAN EMERSON DA SILVA PEREIRA, JOCELI SILVA SANTOS, JOILSON AMORIM DOS SANTOS, JONIVON DE SOUZA CARVALHO, JORGE RAIMUNDO FONSECA TEIXEIRA, JOSE CARLOS DIAS WANDERLEY, JOSE MARIA DOS SANTOS COSTA, JOSÉ MAURICIO ARAGÃO NETO, JOSE VALTER DA CRUZ, JUCELINO CERQUEIRA SILVA, JURANDI CAZUMBA CONCEIÇÃO, LAERT PEREIRA DA SILVA JUNIOR, LILIA DE SOUSA GOMES, LUANA PRISCILA MATOS CERQUEIRA, LUCIENE OLIVEIRA SANTOS, LUIS CARLOS SANTANA SILVA, MANOEL LYRA SOARES, MARCIO DA SILVA SANTOS, MARCIO LOBO BITTENCOURT, MARCOS CARVALHO DE ARAUJO, MARIO PEREIRA DOS SANTOS NETO, MARTINIANO SILVA PINTO, MATHEUS MEDRADO SILVA E SILVA, NELIA MAZZETTY FREITAS FALCONERY, NILDO SILVA DOS SANTOS, PAULO HENRIQUE AMORIM MOTA, PEDRO MARTINS DOS SANTOS, RICARDO SANTOS DE SANTANA, RONALDO DE ALMEIDA SANTOS, ROSILENE GONÇALVES DA SILVA, SERGIO SANTOS RIBEIRO, SHIRLEI PATRICIA MARTINS CERQUEIRA SILVA NEVES, SILVERIO ALVES MEDRADO, TELMIRA GOMES SANTOS, VALNISIA AMARAL GOMES, VALTER VILA FLOR SANTOS FILHO, VIVALDO CARVALHO SILVA, WILTON CELIO VANCONCELOS AGUIAR, YURE SAULO DE OLIVEIRA ARANHA.

03 - TC 004.022/2003-0 - ADENILZA GOMES DOS SANTOS, ADRIANA OLIVEIRA MACHADO, AELSON QUIXABA VIEIRA JUNIOR, AGILDO SANTOS MATOS, AILTON DE SENA, ALEXANDRE GERALDO MENDES, ANA PAULA FIUZA DE SOUZA, ANGELO MARCIO FARIA, BRUNO HENRIQUE SIQUEIRA, BRUNO LEONARDO PIRES RABELO, CARLA CABRAL SANTOS, CATIA DANIEL DE OLIVEIRA, CELIA REGINA FERREIRA REIS, CELIO DAMIAO FERREIRA, CIRO FRANK QUEIROZ, CLAUDIA HELENA DA SILVA, CLEYTON ROBERTO AVELAR VIEIRA, CRISTHOFER AGUIAR DE PAULA, DILMA CARLA DINIZ, EDIR WILSON OLIVEIRA SANTOS, EDNA BARBOSA DE SOUZA, EDSON ALVES COELHO, EDUARDO CIRIACO DA SILVA, ELIEZER DE MOURA, ELZA MARIA RODRIGUES SILVA, ERICO RODRIGO HEMERLY, ERNANE DIAS DA SILVA, EVANDRO RAFAEL SIMAS, EVERALDO SOARES DE OLIVEIRA, FABIANO TEIXEIRA DE MELO, FABIO EDUARDO BECHARA, FABIO

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SANTOS FINAMOR, FABRICIO CARLOS DOS SANTOS, FLAVIO FERREIRA DE ANDRADE, FLÁVIO LUIS SILVA DE OLIVEIRA, FLAVIO NOGUEIRA MARCAL, FREDERICO GUSTAVO PEREIRA SANTOS, GERALDO JOSE BARBARA, GILSON MOREIRA LIMA, GRAYSON GERALDO FERREIRA RESENDE, GUSTAVO ALEXANDRE DE CARVALHO PEREIRA, HERCULANO HELENO JUNIOR, ILSON FERREIRA DA SILVA, ISMAEL MARCOS BARBOSA, ITALO JORGE KNOPP ALVES, ITAMAR TEIXEIRA DE MATOS, JANAINA SANTOS DE OLIVEIRA, JARDEL FERNANDES SILVEIRA, JEFFERSON GOMES DE QUEIROZ, JOAO BOSCO DE SOUZA MACEDO, JOSE ANTONIO MARQUES DOS SANTOS, JOSE LUIZ SILVA, LAERCIO DE CAMPOS, LILIAN MARCIA LIMA E SILVA, LUCIANA SIQUEIRA DOS SANTOS OLIVEIRA, LUIZ CARLOS DA MOTA, MARCELO LEONARDO ALBINO DA CONCEIÇAO DA SILVA, MARCELO MENDES FREITAS, MARCIO ANTONIO LIBERATO, MARCO ANTONIO DE SOUZA MELO, MARCOS ANTONIO DOS SANTOS, MARCOS DE SOUZA SANTIAGO, MARIANGELA APARECIDA SILVA, MARILEIA MURTA SILVA, MARLON DE LIMA RAMOS, MARLON HELENO COSTA, MARLON MAGNUS DOS REIS, MENDEL MARQUES VILACA, MICHEL BRUNO ROCHA, MONICA COSTA REZENDE, NOE SIDONIO DA SILVA, PAULO CESAR DUARTE DA SILVA, PERICLES CUNHA LOPES, PERLA SILVA SALOMAO, PETRONIO DE OLIVEIRA SANTOS, PRISCILLA MARA BRITO PEREIRA DE SOUZA, REJANE AUXILIADORA BRAZ DA SILVA, RENATO PEREIRA DOS SANTOS, RITA DE CASSIA FERREIRA DE ANDRADE, ROBERTO GONÇALVES DE OLIVEIRA, RONNIE VON CORREA DE OLIVEIRA, RONY ALEXANDRE DE SOUZA, SIDNEI DA SILVA FAUSTINO, SILVIO RAMOS DE OLIVEIRA, SUELI FATIMA VIDAL, VALDERCI GONÇALVES PIMENTEL, VALDILEA LEMOS DOS SANTOS LEAO, VALERIA MARIA WEHDORN GANEM, VANDERLEY VENCESLAU ALVES PEREIRA, VICTOR HUGO ALBUQUERQUE CORREA DE JESUS, WALDINEY ALENCAR DE SOUZA, WELERSON ALVARO RODRIGUES BICALHO, WENDEL ALEXANDRE SOARES VELOSO.

04 - TC 004.023/2003-8 - ALBERT TEIXEIRA CAETANO, CLARISSE MENDES DA SILVA,

EDNA SANTIAGO DE MELLO, ELZA MARIA GRESSANA, JACKELINE ALMEIDA SILVA, JOSÉ

CARLOS DOS SANTOS JÚLIO, MARCELO MOREIRA DE CAMPOS, MARIA EDIVALDA OLIVEIRA SANTANA, MÁRIO LOURENÇO DA SILVA FRANÇA, ROBERTO DE JESUS PEREIRA, SIMAR DA SILVA FERREIRA DE SOUZA, SUILENE BOM DESPACHO DE SIQUEIRA,

VALDIRENE

APARECIDA

DE

SOUZA,

VANDERLEIA

REGINA

VERNIER,

WESINTON

TEODORO

DA

SILVA,

WILLIAN

JONATAN

ALVES

DE

ALMEIDA

LOBO,

WILSON

CAVALCANTE MENDES.

05 - TC 004.240/2003-0 - ALEXANDRE TEIXEIRA LEITE, ARNALDO DA SILVA CALVERT,

CARLOS ALBERTO DOS SANTOS, EDENIR GOULART RODRIGUES, GERALDO FLORENTINO ROBERTO, HERCULES DUARTE DO ROSARIO, HILTON JORDÃO TAVARES, IVONILDA CUNHA RAMIRES, JAQUELINE SALGADO XAVIER, MARIA CRISTINA NASCIMENTO DA SILVA, MARIA LUCIA PINHEIRO, NADIA DE OLIVEIRA LOPES, ROBERTO RABELLO DAS NEVES, RUBENS FLAVIO MATHEUS, SUELY GUIMARÃES, WALTER PEREIRA NEPOMUCENO.

PENSÃO CIVIL

ACÓRDÃO Nº 974/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados:

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 011.876/1997-2 - FRANCISCA PEREIRA SANTOS

02 - TC 856.668/1998-2 - MARIA SOARES DA SILVA

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

T.C.U, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Humberto Guimarães Souto Ministro - Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 22/2003 Gabinete do Ministro Humberto Guimarães Souto

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts.

134, 135, 137, 138 e 140.

Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto

APOSENTADORIA

ACÓRDÃO Nº 975/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados, ACORDAM, por unanimidade, com

fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso

VIII e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a

seguir relacionados:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 006.705/1997-9 - MARIA CHAGAS DE OLIVEIRA

02 –TC 006.696/1997-0 – JOSE AIRTON ROLIM

03- TC 016.197/2002-1 - DALMIR DE BARROS, LUIZ DE OLIVEIRA DA SILVA, MARIA APARECIDA MATHIAS DA COSTA, VANDERLI COMETTI.

ATOS DE ADMISSÃO

ACÓRDÃO Nº 976/2003 - TCU - 1ª Câmara

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Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de admissões a seguir relacionados:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

01 - TC 003.946/2003-7 - ABRAO ANTONIO HIZIM, ALBERTO CARLOS SIGNORINI, ALDO

BELTRAMI, ALESSANDRA SOUZA PERES RIVERA, ALINE DE OLIVEIRA GARCIA, ANDERSON SOARES PEREIRA, ANDRE LUIZ LEMES ALARCAO, ANDRE YVES CRIBB, ANEVIR MARIN, ANGELO LUIZ TADEU OTTATI, ANTONIO JOSE MADEIRA BARBOSA, BARUC MACHADO GAMA, BIANCA RAFAELA FIORI TAMPOROSKI, CARLOS EDUARDO SANTOS OLIVEIRA, CARLOS EDUARDO SILVA SANTOS, CARLOS HENRIQUE MONTEIRO BEZERRA, CARLOS RODRIGUES BORGES NETO, CARMEN DOLORES FAITARONE R GUEDES, CASSIO PONTES OCTAVIANI, CELINA TOMAZ DE CARVALHO, CLAUDIA FORTES FERREIRA, CLAUDIO LUIZ LEONE AZEVEDO, CLAUDIOMIR SAVI, CRISTIANE DE FIGUEIREDO LIRA, DANIEL CLEMENTE DE OLIVEIRA, DANIEL MATEUS BARRETO, DANIELLA LOPES MARINHO DE ARAUJO, DEBORA HANASHIRO, DEISE ROCHA MARTINS DOS SANTOS, DENILSON GOUVEA ANTHONISEN, DENIS PEDROTTI, DORIVAL MELLO JUNIOR, EDILSON DA SILVA GUIMARAES, EDMILSON MARTINS DE OLIVEIRA, EDUARDO ADRIANO ESMERALDO DUARTE DA, EDUARDO DA SILVA COSTA, EDUARDO PEREIRA DOS SANTOS, EDVALDO ALBERTO PIRES FERREIRA, ELAINE GOES SOUZA, ELDER MANOEL DE MOURA ROCHA, ELIANA DA ROSA FREIRE QUINCOZES, ELIANA VALERIA COVOLAN FIGUEIREDO, ELTON EDMUNDO POLVEIRO JUNIOR, ERIKA MARIA BASTOS DE ASSIS, FABIA SUELLY LIMA PINTO, FABIANO DE OLIVEIRA ARAUJO, FABIO MOTTA BAGGIO, FABIO RICARDO MARIN, FABIO ZANCHETTIN, FAGONI FAYER CALEGARIO, FERNANDA LUCIA DAS NEVES BERG, FERNANDA VIDIGAL DUARTE SOUZA, FLAVIA KLUPPEL CARRARA, FRANCISCO JUSTINO DE SOUZA, GERALDO DOS SANTOS OLIVEIRA, GILMAR JOSE CASAGRANDE SOLIGO, GLAUCIA DE CASTRO ROSA, GUILHERME FERREIRA VIANA, GUILHERME MONTANDON CHAER, HELIO TONINI, HILANA MAGALHAES AVILA PAZ MOREIRA, INES MARIA RODRIGUES, ISMAEL BRAS DA SILVA, IVAN CARLOS BARBOSA BRITO, IVANA DE ALMEIDA VIEIRA, JANIO LAZZARINI, JEAN CLAY DE OLIVEIRA E SILVA, JEAN LUIZ SIMOES DE ARAUJO, JEFERSON FERREIRA DA FONSECA, KATIA MIDORI HIWATASHI, KELLY DE OLIVEIRA COHEN, LEONARDO DE FARIA SANTANA ALVES, LOENI LUDKE FALCAO, LUCIANA SAMPAIO DE ARAUJO, LUCIANO OLIVEIRA VIEIRA, LUCIMERE DE FATIMA MORELO M COSTA, LUIZ OCTAVIO RAMOS FILHO, MARIO PAES KOZIMA, MARISA DAHMER, MIRIAN OLIVEIRA DE SOUZA, MIRIAN PEREZ MALUF, NADIR RODRIGUES PEREIRA, NIVEA HELENA CRUZ DE AQUINO, OTAVIO VALENTIM BALSADI, PATRICIA VALLE PINHEIRO, TADEU TEIXEIRA GUIMARAES JUNIOR, TALITA HELENA DA COSTA BRANDAO, TIAGO APARECIDO MARTINHO, TULA BECK BISOL, UBIRATAN PIOVEZAN, VICTOR LEONARD NASCIMENTO DE SOUZA, VINICIUS GOUVEIA DE FREITAS, VIRGILIO BRAZ DE QUEIROZ JUNIOR, WERITO FERNANDES DE MELO, WILSON KENJI KOIKE, YNAIA MASSE BUENO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 851.891/1997-7 - LUIZ CARLOS TORQUATO DA SILVA

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

01 - TC 000.749/2003-4 - CRISTIANO GUIZZO, EMANUEL FERREIRA, FABIANO DE

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SOUZA JOAQUIM, LUIS FABIANO BRITO DA ROSA, MARIA AMELIA DE SOUZA E SILVA MANNES, MARISTELA ALVES MENDES, TANIA REICH, TATIANE DE SOUZA BRASIL, THIAGO MANOEL CLEMENCIA, VIVIAN LINHARES DA COSTA.

02 - TC 000.750/2003-5 - AGEU ROSA DE ALMEIDA, AGUINALDO ALVES NOVAIS, ALEX

LUIZ PINTO DE CAMPOS JUNIOR, ALTAIR JOSÉ GOMES, ALZENIR ROCHA VENANCIO, ANDERSON NUNES DE SOUZA, ANTONIO MARCOS PEREIRA DE OLIVEIRA, ANTONIO ZEFERINO DA ROSA JUNIOR, ARISTELA CAVALCANTE DOS SANTOS, AROLDO PAES BARBOSA, ATILIO DA SILVA RODRIGUES, BENEDITO DA GUIA SILVA, CÁSSIO AUGUSTO DE MELLO, CICERO ALVES LIMA, CLAUDEMIR BELTRAMELLI, CLAUDIANA OLIVEIRA DA SILVA, CLAUDINEI BATISTA DA SILVA, CLAUDIO BARROS CAMARA, CLAUDIO SILVA GUIMARÃES, CLECIO VIANA DE SOUZA SEVERO, DANIEL PINTO DE MIRANDA JUNIOR, DEMEURE MARTINS E SILVA, DENISE TERESINHA STOFFEL, DIRCEU DE OLIVEIRA E SOUZA, DIVALDO DA COSTA LIMA, DIVINA MARTA DE OLIVEIRA, DOMÍCIO RIBEIRO DA SILVA FILHO, DORIANE VIEGAS DA CRUZ, EDÉCIO CRISTOVÃO DE ARRUDA E SILVA, EDJARME VIANNA RAMOS DA SILVA, EDVALDO PEREIRA LIMA, ELIDIO COLETO DA CUNHA, ELISSANDRA MATOS RIBEIRO, ELIZABETH LEMOS DA SILVA, ENOQUE MOURA PAZ, FABIANO PAULINO DA SILVA ARAÚJO, FLAVIANA DE OLIVEIRA RIBEIRO, FRANCISCO ITAMAR SANTOS DE SOUZA, GERACY FERNANDO DA CONCEIÇÃO, GERALDO BASÍLIO DA SILVA FILHO, GERSON KRAEMER, GETÚLIO MIRANDA BARBOSA JÚNIOR, GILDASIO PEQUENO SILVA, GILSON ANTONIO DO NASCIMENTO ALVES, HELAYNE LUIZA ALMEIDA DE ARRUDA, HELENA MARIA RODRIGUES DE PAULA, IVAN FERREIRA DE OLIVEIRA, JACILDO SILVA DA CRUZ, JONCILMAR DE OLIVEIRA SOUZA, JOSÉ CARLOS ALVES DOS SANTOS, JOSE GEORGE BEZERRA RIBEIRO, JOSÉ GOMES DUTRA, JOSÉ RENATO SANTANA, JULIO CESAR ASSUNÇÃO SIQUEIRA, LILIAN APARECIDA LEAL COSTA, LORENA OJEDA VERÃO SERRANO, LUCIANO DA SILVA PAULA, LUCIANO GOMES DA ROCHA, LUCIOMAR MOREIRA DE ARAÚJO, LUCIVANIO SILVA, LUIZ DA PENHA ARAÚJO, LUIZ HENRIQUE PEDROSO LINO, MARCELO JOSÉ TEIXEIRA, MARCELO RODRIGUES DA COSTA, MÁRCIO NETO DE ARRUDA, MARIA HELENA DE OLIVEIRA E SILVA, MAYKO OLIVEIRA RONDON, MAYNNA KELLY DO NASCIMENTO PEREIRA, MIRELA MARIA MATTHES DE SOUZA, MÔNICA BARBOSA FERREIRA, NESTOR GONÇALVES DOS SANTOS, NILTON CESAR DOS SANTOS, OSELIA PECETTI, RICARDO ALEXANDRE DA SILVA RIBEIRO, ROBERTO CÉSAR PEREIRA FILSINGER, RONALDO DE ARRUDA MAGALHÃES, ROSALI ANA MIRANDA DOS SANTOS, SANDRA REGINA ROMERA, SILAS EVARISTO FERREIRA NETO, SUELI REGINA DE OLIVEIRA, TELMA MARIA DE OLIVEIRA, UEILA GUIMARAES DA SILVA, VALDIR DA SILVA RIBEIRO, VALDIRLENE DE JESUS LOPES, VANDEILTON PEREIRA BARBOSA, VANEIDE SOUSA FLORÊNCIO DA SILVA, VIVIANE SANFELICE, ZILDA BEZERRA CARPES BICA.

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL - 1ª REGIÃO

01 - TC 003.974/2003-1 - JANIDIA AUGUSTO DIAS, MARIA DO LIVRAMENTO SAMPAIO

DOS SANTOS, ODETE SOARES DOS SANTOS.

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL - 3ª REGIÃO

01 - TC 003.978/2003-0 - ABORE MARQUEZINI PAULO, ADRIANA HERNANDEZ FERRO,

ALECSON MACÊDO DE ALCÂNTARA, ALEXANDRE PORTO CHACON, ALINE SALGADO NEUTSCHMANN, AMELETO MASINI NETO, ANA AMÉLIA LEME DO PRADO RIZZETTO DE MELO, BRENO DE CERQUEIRA LEITE FILHO, CAIO ADRIANO LEPORE SANTOS, CARINA BELLINI CANCELLA, CÉSAR LUIZ NUNES RUIVO GARCIA DA CONCEIÇÃO, CLAUDIA ISMERIA CICOTE, DANIEL ROBERTO DIAS DO AMARAL, EDUARDO AUGUSTO FERREIRA DE SOUZA, EDUARDO MITSUO FUGIHARA, ELIANA BAZZO POLIZELLI, EMANUEL

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BRANDÃO FILHO, ESTEBAN PURVES, EVELISE KAYOKO OTI, EVERSON DA SILVA MARCOLINO, FABIANO PEREIRA KOBAL, FABIO ANUNCIAÇÃO DE OLIVEIRA, FLÁVIO ANTONIO DE CARVALHO PINHEIRO, FLÁVIO UEDA, GENILSON RODRIGUES CARREIRO, GISELE TROYANO, GRAZIELA SARTORATO NATALI, IANDRA LUÍSA SOARES DE CAMARGO, JOÃO PAULO DE SIQUEIRA ANDRADE, JONATHAN PEDRO, JOSÉ WILSON MIRANDA DIAS, JÚLIO CÉSAR MARQUETI RODRIGUES, LARISSA MARINA OROSCO, LEONARDO VIETRI ALVES DE GODOI, LUCAS MADEIRA DE CARVALHO, LUIZ FERNANDO PACE, LUIZ FERNANDO PACHECO, MARCELO BARROSO PESSANHA, MARCIO CILAS DE GREGÓRIO, MARCOS ANTÔNIO DA SILVA, MARIA APARECIDA DE OLIVEIRA GOMES, MARIA BEATRIZ CORREA SALLES, MARIA FERNANDA RODRIGUES FERNANDES, MARIA THEREZA FALCÃO DE MELO, MARILU MAYUMI FUKUHARA, MARINA PAULELLI MARIUTTI, MAURO MARQUES DE OLIVEIRA JUNIOR, MEIRY YUMI TANAKA, NORMA RODRIGUES BASSO, PATRICIA NARDI TONI, PAULA COSTA DE PAIVA, PAULA KAWANO, RAFAEL SCHMIDT, RAULINO PALHA DE MIRANDA, ROBERTO TARO SUMITOMO, SILVANA NEVES, SIMONE LOPES PEREIRA, VANILDA APARECIDA TERRA, WILSON JOSÉ EUSEBIO.

PENSÃO CIVIL

ACÓRDÃO Nº 977/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 004.565/1997-5 - ROSA MATIAS DE OLIEIRA

02 - TC 004.566/1997-1 - FABIO SILVEIRA DA SILVA, FLAVIA SILVEIRA DA SILVA, FLAVIO SILVEIRA DA SILVA, VALDIVINO GERALDO DA SILVA.

03 - TC 011.877/1997-9 - FRANCISCA SIMONE MUNIZ MAIA, MARIA DAS GRAÇAS MAIA

SANTANA, MOESIO MUNIZ SANTANA, NAYANE MUNIZ MAIA, SUELY MUNIZ MAIA.

MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

01 - TC 001.063/1996-0 - LUIZ FLOR DE ARAUJO

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

T.C.U, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Humberto Guimarães Souto Ministro - Relator

Fui Presente:

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Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 27/2003 – TCU - Gab. Min. Walton Alencar Rodrigues

Relação de processos submetidos à Primeira Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140.

Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues.

ATOS DE ADMISSÃO

ACÓRDÃO Nº 978/2003 – TCU – 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20.5.2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39 da Lei nº 8.443/92, c/c o art. 143 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de admissão de pessoal a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO/MPU

1 – TC – 003.958/2003-8

Interessados: Celso Donizete Amancio e Marcelo Milhomem Peres.

APOSENTADORIA

ACÓRDÃO Nº 979/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20.5.2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39 da Lei nº 8.443/92, c/c o art. 143 do Regimento Interno, em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM

1 – TC – 003.959/1994-5

Interessados: Paulo Nunes de Almeida, Ney Rossener Ferreira, Terezinha de Jesus Pires Lages, José Renato Belfort Silva, José Mattos dos Anjos, Luiz Lima da Silva, Alcindo D. Souza Mendes, José Sales Correa, Joaquim Graciano da Silva e Patrício Ferreira Ortiz.

SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS

1 – TC – 007.419/1997-0

Interessada:Marcia Rodrigues da Cunha.

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO/RJ

1 – TC – 018.513/1995-6

Interessados: Igna Bezerra Araujo de Souza, José Aloysio Altoe, José Expedito Honorio de Barros, Leonidas Araújo, Lucilia Maria Cunha Cavour Pereira de Almeida Marquezine, Luiz Carlos Rodrigues de Avila Goulart, Luiz Fernando de Toledo Rezende Cardoso de Miranda, Maria de Lourdes Serra Comeira, Terezinha da Graça Neves Vaz Pinto e Victor Palheiros Burnier.

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TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO/MG

1 – TC – 014.158/1995-7

Interessados: Ana Maria Gifonide Lima, Maria da Glória Carneiro de Freitas, Ruth Miranda de Souza, João Evangelista Cordeiro, Carlos Neres Rosa, Maria Regina Massara Rocha e Vanda Maria Guimarães França.

2 – TC – 005.647/1996-7

Interessado: Edinei Guimarães.

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO/RS

1 – TC – 018.511/1995-3

Interessados: Zeferino Carlos de Aguiar, Albelino Batista dos Santos, Marly Pólvora Terra, Nadir Elaine Bridi Hein, Eva Beatriz Noro, Elenir Santos de Oliveira, Enio Roberto Coelho Menezes e Rodinei Silva da Silva.

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO

1 – TC – 018.570/1994-1

Interessados: Annita Denize Fonseca da Cruz e Renato Schirmer Peixoto.

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

1 – TC – 013.706/1994-2

Interessado: Wilson Pereira Freire.

ACÓRDÃO Nº 980/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20.5.2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39 da Lei nº 8.443/92, c/c o art. 143 do Regimento Interno, em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados, fazendo-se a determinação sugerida nos pareceres emitidos nos autos:

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO/MG

1 – TC – 008.725/1995-0

Interessada: Maria Angela de Aguilar. 1.1. Determinação para excluir do cálculo do provento a vantagem do código 8663.

PENSÃO CIVIL

ACÓRDÃO Nº 981/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20.5.2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39 da Lei nº 8.443/92, c/c o art. 143 do Regimento Interno, em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO

1 – TC – 017.259/1994-0

Interessados: João Baptista Bahia e Idylla Medeiros Maia.

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MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA/DF

1 – TC – 004.031/1996-2

Interessados: Juracy Machado de Almeida, Maria Tereza Dias dos Santos, Mario José da Silva Leão Junior, Tania Maria Brito da Silva Leão, Adelia Brito da Silva Leão, Sandra de Mello, Solange de Mello

e Lindaura Santos da Hora.

REFORMA

ACÓRDÃO Nº 982/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20.5.2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39 da Lei nº 8.443/92, c/c o art. 143 do Regimento Interno, em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO DO PESSOAL

1 – TC – 001.867/2003-2

Interessados: Abner Pinheiro Souza, Albano Port da Cunha, Alfredo Carlos da Silva Joffer, Aluizio Vasconcelos de Carvalho, Anizio Simão Machado, Antonio Rodrigues de Moraes, Armando Gonçalves Coutinho, Arselino José de Souza, Benvindo Francisco Silva, Carlos Roberto Ignacio dos Santos, Clemir Ramos, Clovis Etiberê Osorio Teles, Durval Balzani Junior, Edgar Antonio dos Santos, Ediones Mendes da Silva, Ernani Jose da Silva, Euthy Miolescura Filho, Fausto Sergio do Couto Reis, Filemon Menezes, Florismundo Godoi de Andrade, Francisco Carlos Alves Maia, Francisco Gentil de Oliveira Pereira, Francisco Helder Mendes Soares, Francisco Mesquita de Mello, Fredson Luiz Figueredo da Silva, Gabriel Braga, Galileu Valadão de Moura, Gelso da Silva, Geraldo Wilson Gomes Sandim, Haroldo Gomes Gaião, Hélio Custódio Albino, Helio Pires Besson, Helton Jose Doria Silveira, Hermes Moreira, Heronides Oliveira de Souza, Ilzon Rodrigues de Gomes, Itanor José Goulart Pereira, Ivan Carvalho, Jair Acerbi, João Alberto Pereira, João Augusto Alves Sarmento, Joarry Baptista dos Santos, Joel Tang, Jordão Moraes de Freitas, Katuo Umebara, Laercio Luiz Monteiro, Lauro Lopes de Souza, Luiz Antonio Martins Leomil, Luiz Brambilla, Luiz Carlos de Macedo Campos, Luiz Pedro Miranda da Costa, Luiz Pinto de Jesus, Luiz Praxedes da Silva, Manoel Ferreira Gama, Marcelo Henrique Maranhão, Mário Cláudio Ribeiro da Costa, Masanori Shimura, Moacyr Silva Cruz, Nelson de Campos, Nilton Lanna, Ocymar Leite de Vasconcellos, Orlando Silva dos Santos, Paulo Jorge de Souza, Paulo Roberto de Oliveira Rabello, Rotterdan Gonçalves da Silva, Sadi Oscar Jalowski, Salim Cafrune Elahel, Sebastião Bacil, Sebastião David Nouzinho, Sebastião Rodrigues dos Santos, Sebastião Tiburcio Filho, Sergio Ferraz Rocha, Severino de Oliveira Guimarães, Sezion Batista da Silva, Silvestre Gogola, Simplicio Dias Candeira, Sylvio de Oliveira Carvalho, Temistocles Homem Del Rei Pinto, Toshikatu Oshima, Tydio Ramos Figueiredo, Ubirajara Berenguer de Queiroz, Ubirajara Tavares de Souza, Ubiratan Juparan Falco, Valtir Ferreira de Macedo, Victor Eny Farias Guimarães, Waldemar Rodrigues, Waldemar Siqueira de Almeida, Walmir Ferreira dos Santos, Walter Luiz Vidal, Wellington Brum, William Pinto de Jesus, Wilson Batista de Paula, Yvonete Leão dos Santos, Zacarias de Siqueira Campos, Zacarias Macedo Borges e Zenon Aparicio Siqueira.

Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara.

Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

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Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 28/2003-TCU – Gab. Min. Walton Alencar Rodrigues

Relação de processos submetidos à Primeira Câmara, para votação, na forma dos arts. 134, 135, 137, 138 e 140 do Regimento Interno.

Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues

PRESTAÇÃO DE CONTAS

ACÓRDÃO Nº 983/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20.5.2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 143 do Regimento Interno, c/c o Enunciado 145 da Súmula da Jurisprudência no Tribunal de Contas da União, em retificar, por inexatidão

material, o Acórdão 392/2003 -TCU – 1ª Câmara, alterando a fundamentação “arts. 1º, inciso I; 16, inciso

8.443/92

II; 17 e 23, inciso II da Lei nº 8.443/92

para “arts. 1º, inciso I; 16, inciso II; 18, inciso II da Lei nº

”,

mantendo-se inalterados os demais termos.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES

01 – TC–022.239/1992-8 (com 13 anexos) Apensos TC-027.582/1991-4 (com 8 anexos e apenso TC-17.499/1991-7 com apenso TC- 021.870/1991-8), TC-014.742/1993-4 (com 3 anexos), TC-024.009/1991-1 (com 2 anexos) Classe de Assunto: II Entidade: Rede Federal de Armazéns Gerais Ferroviários S.A. – Agef. Responsáveis: Humberto Silva Araújo, CPF 055.780.606-25, Geraldo da Silveira Nunes, CPF 024.105.087-15; Paulo Cesar Chiarelli, CPF 031.475.847-64; Sergio Misse, CPF 070.030.646-34; Edson G. Cavalcante, CPF 263.318.967-91; Maurício de Lana, CPF 045.092.506-49; Martiniano Lauro A. Oliveira, CPF 002.760.496.91; Paulo Sérgio Oliveira Passos, CPF 128.620.881-53; Ricardo Chagas Assunção, CPF 004.840.592-49; José Fernandes Dias Silva, CPF 000.095.391-15; Ronaldo Augusto Silva, CPF 067.654.401-00; Roberto Vaz da Silva, CPF 000.607.714-53; Nelson Rodrigues Pigliasco, CPF 073.795.287-34; Sergio Eloy Lopes Nunes, CPF 296.454.847-15; Alkindar Ribeiro Moura, CPF 003.347.151-72; Newton Nogueira Cavalcante, CPF 002.125.801-59; Victor José Ferreira, CPF 052.910.387-72; Luiza Maria Aguiar de Moura, CPF 094.344.027-00; Sergio Eloi Lopes Nunes, CPF 296.454.847-15; Edmundo Fernandes da Graça, CPF 005.399.533-34; Antonio Arena Neto, CPF 053.070.408-06; Marcio Capute Correa Pinto, CPF 053.186.531-20; Aluizio Alves, CPF 205.657.718-68; José Benedito S. Calazans Machado, CPF 024.635.557-34; João Bosco de Freitas, CPF 203.819.137-91; José Fernandes Dias da Silva, CPF 000.053.951-15; Paulo Rui da Silva Rangel, CPF 205.273.737-53. Período abrangido: 1990/1991 e 1992. Advogado constituído nos autos: Walter Costa Porto (OAB/DF 6098)

ACÓRDÃO Nº 984/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20.5.2003, ante as razões expostas pelo Relator, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I; 16, inciso II; 18 e 23, inciso II da Lei nº 8.443/92, em julgar as presentes contas

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regulares com ressalva, dando-se quitação aos responsáveis, e mandar fazer as determinações sugeridas nos pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA FAZENDA

1 – TC–009.744/2002-0 (Apensos: TC-003.053/2002-4 e TC-004.906/2002-8) Classe de Assunto: II Entidade: Banco do Brasil S.A.

Responsáveis: Alberto Luiz Gerardi, CPF 267.058.421-72; Aldo Luiz Mendes, CPF 210.530.301- 34; Alkimar Ribeiro Moura, CPF 031.077.288-53; Amaury Guilherme Bier, CPF 013.102.298-99;

Antonio

156.370.266-53; Antonio Luiz Rios da Silva, CPF 224.852.601-68; Arideu Galdino da Silva Raymundo, CPF 003.421.220-53; Biramar Nunes de Lima, CPF 056.234.131-53; Carlos Alberto de Araújo; Cícero Figueiredo Pontes, CPF 776.740.308-49; Danilo Angst, CPF 290.373.550-00; David Zylbersztajn, CPF 465.004.057-49; Delmar Nicolau Schmidt, CPF 085.383.790-20; Douglas Macedo, CPF 316.608.606-44; Edson Atsumi Tanigaki, CPF 571.150.018-04; Edson de Araújo Lobo, CPF 108.240.731-34; Eduardo Augusto de Almeida Guimarães, CPF 091.663.357-87; Eliseu Martins, CPF 029.366.908-20; Eloir Cogliatti, CPF 397.355.597-49; Enio Pereira Botelho, CPF 265.845.496-15; Fernando Barbosa de

Oliveira, CPF 239.158.116-53; Francisco Augusto da Costa e Silva, CPF 092.297.957-04; Hayton Jurema da Rocha, CPF 153.667.404-44; Hugo Rocha Braga, CPF 010.974.827-15; Izaias Batista de Araújo, CPF 077.183.901-44; João Otávio de Noronha, CPF 198.209.096-00; José Antônio Machado, CPF 029.796.758-49; José Branisso, CPF 503.425.688-68; José Gilberto Jaloretto, CPF 177.049.879-68; Karlos Heinz Rischbieter, CPF 000.929.599-20; Lacy Dias da Silva, CPF 029.456.307-53; Leandro José Suzin, CPF 361.884.500-63; Leandro Martins Alves, CPF 239.113.281-68; Luciano Corrêa Gomes, CPF 386.556.321-04; Luiz Fernando Gusmão Wellisch, CPF 020.331.867-68; Luiz Oswaldo Sant’iago Moreira de Souza, CPF 014.831.963-72; Manoel Gimenes Ruy, CPF 382.476.828-34; Marcelo Gomes Teixeira, CPF 266.523.311-87; Marcus Pereira Aucélio, CPF 393.486.601-87; Maria Paula Soares

Medeiros

Evangelista, CPF 120.013.681-00; Osanan Lima Barros Filho, CPF 144.362.801-87; Otávio Ladeira de Medeiros, CPF 065.675.548-27; Paolo Enrico Maria Zaghen, CPF 112.551.538-49; Paulo Assunção de Sousa, CPF 588.584.748-72; Paulo Edgar Trapp, CPF 013.110.770-49; Pedro Paulo Bernardes Lobato, CPF 221.267.591-72; Renato Donatello Ribeiro, CPF 872.998.368-15; Renato Luiz Belineti Naegele, CPF 308.076.621-00; Ricardo Alves da Conceição, CPF 010.502.146-68; Ricardo Antonio de Souza Batista, CPF 242.637.707-06; Ricardo de Barros Vieira, CPF 276.760.806-49; Ricardo José da Costa Flores, CPF 285.080.334-00; Roberto Nunes de Miranda, CPF 004.336.914-68; Rogério Fernando Lot, CPF 344.161.101-20; Rossano Maranhão Pinto, CPF 151.467.401-78; Rubens Rodrigues Filho, CPF 733.087.148-68; Rubens Sardenberg, CPF 023.297.238-90; Sebastião Martins Ferreira Junior, CPF 153.122.161-00; Vicente de Paulo Barros Pegoraro, CPF 004.826.419-91; Vicente de Paulo Diniz, CPF 059.503.171-49 e William Bezerra Cavalcanti Filho, CPF 530.627.607-53.

Aranha,

CPF

231.877.943-00;

Francisco

de

Lima

Neto,

CPF

Antonio

Gustavo

Matos

do

Vale,

CPF

035.859.048-58;

Murilo

Castellano,

CPF

410.852.646-53;

Nadya

Vitória

Exercício: 2001

1.1. Determinar à entidade que:

1.1.1. numere os termos aditivos aos contratos administrativos respeitando a ordem em que forem

assinados, ou seja, de forma cronológica e sequencial, conforme preceitua o art. 60,

8.666/93;

1.1.2. se abstenha de realizar pagamentos a fornecedores de serviços sem que os respectivos

contratos tenham sido formalizados, haja vista que o art. 60, parágrafo único, veda a existência de contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas compras;

1.1.3. se abstenha de exigir, nos certames que promover, o registro prévio no Sistema de

caput, da Lei

Cadastramento de Fornecedores – Sicif como requisito para a habilitação dos licitantes;

1.1.4. publique o Relatório de Gestão Anual por meio eletrônico, via Internet, respeitando o prazo

estabelecido na Orientação Normativa 01/Dgtec/SFC, publicada no DOU de 10.9.01, a qual regulamentou a IN 02/2000-SFC, de 20.12.2000;

18

1.1.5. registre no Relatório de Gestão Anual informações acerca das movimentações financeiras do Reforço à Reorganização do SUS (Reforsus) e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), independentemente do montante de recursos gerido e do fato de o FCO possuir prestação de contas própria;

1.2. cientificar o atual presidente do Banco do Brasil, sr. Cássio Cassab Lima, quanto à necessidade

de que a direção do banco tome as providências necessárias com vistas a exigir dos funcionários

responsáveis pela condução dos certamens licitatórios o cumprimento da Lei 8.666/93, haja vista o reiterado descumprimento desse normativo observado ao longo dos anos, e

1.3. determinar ao presidente do Banco do Brasil que preste, nas contas de 2003, informações a

respeito das providências efetivamente adotadas para resolver a questão suscitada no subitem 1.2. acima.

PRESTAÇÃO DE CONTAS SIMPLIFICADA

ACÓRDÃO Nº 985/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, de 20.5.2003, ante as razões expostas pelo Relator, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 27, da Lei 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c o art. 218, parágrafo único, do Regimento Interno, em dar quitação ao responsável, ante o recolhimento integral do débito e multa que lhe foram imputados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1 – TC–009.152/1999-7 (com 4 anexos)

Classe de Assunto: II Entidade: Conselho Regional de Contabilidade/SE. Responsável: Jadson Gonçalves Ricarte, CPF 079.205.985-91. Exercício: 1997

Valores originais do débito:

Data de origem do débito:

R$ 500,00

21.12.97

R$ 410,36

31.12.97

R$ 797,80

22.12.97

Valores recolhidos:

Data do recolhimento:

R$ 3.544,26

18.1.03

R$ 408,02

7.4.03

Valor original da multa: R$ 2.000,00

Data de origem da multa: 26.11.02

Valor recolhido: R$ 2.077,11

Data de recolhimento: 7.4.03

TOMADA DE CONTAS ESPECIAL

ACÓRDÃO Nº 986/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20.5.2003, ante as razões expostas pelo Relator, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I; 16, inciso II; 18 e 23, inciso II da Lei nº 8.443/92, em julgar as presentes contas regulares com ressalva, dando-se quitação ao responsável.

1 – TC–279.158/1994-7 (com 1 anexo)

Classe de Assunto: II Órgão: Prefeitura de Alcobaça/BA. Responsável: Wilson Alves de Brito, CPF 013.537.645-91. Advogado constituído nos autos: Milton de Cerqueira Pedreira, OAB/BA 9741.

19

Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara.

Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 29/2003 – TCU – Gab. Min. Walton Alencar Rodrigues

Processo submetido à Primeira Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 143, inciso IV, alínea “b”, e § 3º.

Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues.

RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO

ACÓRDÃO Nº 987/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

1. Processo TC-002.136/2001-6 (com 1 anexo)

2. Grupo I - Classe I – Recurso de reconsideração.

3. Responsável: Carlos Celso de Melo Braga, ex-Presidente, CPF 163.161.857-15.

4. Entidade: Associação Filantrópica Educacional Santa Bernadete - AFESB.

5. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues.

5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Marcos Vinicios Vilaça.

6. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Ubaldo Alves Caldas.

7. Unidades técnicas: 4ª Secex e Secretaria de Recursos – Serur.

8. Advogado constituído nos autos: Fernando Lacerda Soares, OAB/RJ 108.981.

9. Acórdão:

VISTOS e relacionados estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada em razão de irregularidades na aplicação dos recursos transferidos por força do Convênio 11/94, celebrado entre a Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde no Estado do Rio de Janeiro e a Associação Filantrópica Educacional Santa Bernadete - AFESB. Considerando que o responsável interpôs Recurso de Reconsideração contra o Acórdão 637/2002, por meio do qual a Primeira Câmara julgou suas contas irregulares e o condenou ao pagamento dos valores de CR$ 2.086.287.748,62 e CR$ 2.941.642.130,21, atualizados e acrescidos de juros de mora a partir de 15 e 28.6.94, respectivamente; Considerando que a notificação do responsável ocorreu em 11.2. 03 (fl. 309, principal) e que o recurso foi interposto em 28.2.03 (fl. 1, anexo 1), expirado, portanto, o prazo de 15 (quinze) dias estabelecido no art. 33 da Lei 8.443/92; Considerando que os elementos trazidos aos autos pelo recorrente não demonstram a superveniência de fatos novos que admitam a exceção de intempestividade prevista no parágrafo único do art. 32 da Lei

8.443/92;

Considerando os pareceres uniformes da Secretaria de Recursos e do Ministério Público, no sentido da intempestividade e, por conseqüência, do não conhecimento do recurso; ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da Primeira Câmara,

20

com fundamento no art. 33 da Lei 8.443/92, em:

9.1.

não conhecer do Recurso de Reconsideração e

9.2.

dar ciência deste Acórdão ao recorrente.

10.

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara.

11.

Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária.

12.

Especificação do quorum:

12.1. Ministros presentes:

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 18/2003 – TCU - Gab. Min. Lincoln Magalhães da Rocha

Relação de processos submetidos à Primeira Câmara, para votação, na forma do Regimento Interno, arts. arts. 134, 135, 137, 138 e 140 do Regimento Interno.

Relator: Lincoln Magalhães da Rocha

COBRANÇA EXECUTIVA

ACÓRDÃO Nº 988/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, com fundamento no artigo 7º da Resolução 41/95, em determinar

o

encerramento e posterior arquivamento do processo a seguir relacionado, sem quitação ao responsável,

e

mandar fazer a seguinte determinação, de acordo com o parecer emitido pelo Ministério Público.

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

1 – TC – 009.295/1986-0 Classe de Assunto: II. Unidade: Agência Nacional de Notícias (extinta). Responsáveis: Sylvio da Costa, CPF 023.288.527-34.

Determinação:

1.1. à 6ª Secretaria de Controle Externo/TCU para que:

1.1.1. acompanhe as medidas administrativas a serem implementadas pela Radiobrás – Empresa

Brasileira de Comunicação, visando a recuperação do débito apurado no processo de Tomada de Contas Especial nº 014.325/1980-2, que originou o presente processo;

1.1.2. encaminhe cópia da instrução da unidade técnica, bem como o parecer do Ministério Público

à Secretaria Geral de Controle Externo – Segecex, para que adote as providências que entender pertinentes.

TOMADA E PRESTAÇÃO DE CONTAS

21

ACÓRDÃO Nº 989/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, ACORDAM, com fundamento nos artigos 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os artigos 1º, inciso I, 137, inciso II, 143, inciso I, alínea “a”, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução 155/02, em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas, e dar quitação aos responsáveis, de acordo com os pareceres emitidos nos autos.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

2 – TC – 018.560/2002-2

Classe de Assunto: II. Unidade: Prefeitura Municipal de Juti – MS. Responsável: Antônio Natal Santoro, CPF 469.679.908-53.

ACÓRDÃO Nº 990/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, ACORDAM, com fundamento nos artigos 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os artigos 1º, inciso I, 137, inciso II, 143, inciso I, alínea “a”, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução 155/02, em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas, dar quitação aos responsáveis, e mandar fazer as seguintes determinações, de acordo com os pareceres emitidos nos autos.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

3 – TC – 009.430/2002-9

Classe de Assunto: II. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho em Goiás. Responsáveis: Odessa Martins Arruda Floreco, CPF 055.755.321-00; Lúcia Maria de Carvalho, CPF 136.578.521-15; Sebastiana de Oliveira Batista, CPF 409.809.791-53; Selma Alves Montelo Gomes, CPF 336.773.521-34; Elci Nascimento de Oliveira, CPF 276.128.211-68; Vandecy Rodrigues de Oliveira, CPF 150.089.321-87; Luciene Rodrigues Guimarães, CPF 125.111.961-15; Milda Pereira de Sousa, CPF 410.054.811-72; José Vieira de Abreu, CPF 731.004.047-34; Aguida Gonçalves da Silva, CPF 258.798.631-15; Vilma de Souza, CPF 365.527.046-15; Dercino José da Silva, CPF 344.055.501-15; Luzia Carolina de Souza, CPF 360.191.001-20; e Elisa Madalena Ribeiro, CPF 228.927.531-04. Exercício: 2001.

Determinações:

3.1. à Delegacia Regional do Trabalho em Goiás para que:

3.1.1. conclua os trabalhos de atualização de informações cadastrais do SIAPE, relativamente aos

servidores ativos, inativos e pensionistas;

3.1.2. inventarie os materiais destinados à reforma do prédio-sede da delegacia, armazenando-os

adequadamente até serem efetivamente aproveitados;

3.2. à Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho para:

3.2.1. disponibilizar, junto a todas as delegacias regionais, em especial à DRT/GO, informações

relativas ao instrumento contratual que respalda os serviços terceirizados de atendimento ao público que aproveitam as delegacias;

3.3. à Delegacia Regional do Trabalho em Minas Gerais para que:

22

da DRT do Acre, Sessão da 2ª Câmara, de 24/01/2002 (Relação nº 001/2002, Ata 01/2002), no sentido de

suspender do pagamento da servidora Cleide Rosair Lopes o percentual de 26,05% referente à sentença 3.517 a 3.585/90 e o percentual de 84,32% referente à sentença 5.190 a 5.281/90, tendo em vista que a DRT/GO não pode mais cumpri-la devido sua remoção;

3.3.2. informe, nas próximas contas, o andamento da determinação acima; e

3.4. à 5ª Secretaria de Controle Externo para que verifique, quando da análise das contas relativas

ao Ministério do Trabalho e Emprego, a regularidade do contrato para prestação de serviços terceirizados no âmbito das delegacias regionais, em cuja execução prevê a interveniência da Caixa Econômica Federal.

Recomendação:

3.5. à Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho para:

3.5.1. envidar esforços no sentido de propiciar amparo orçamentário para a conclusão da reforma do

edifício-sede da DRT/GO, ante a precariedade de suas atuais instalações.

4 – TC – 009.913/2002-5

Classe de Assunto: II. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul. Responsáveis: Sílvio Aparecido Acosta Escobar, CPF 140.757.411-68; Francisco Carlos Pierette, CPF 103.919.161-49; Ismael Ferreira de Arruda, CPF 164.470.261-49; Rosânia Maria Galiardi, CPF 274.648.221-53; Maria Helena Silverio, CPF 262.404.321-72; Altamiro Akira Miyashiro, CPF 338.258.581-20; Aguida Gonçalves da Silva, CPF 258.798.631-15; Vilma de Souza, CPF 365.527.046- 15; Dercino José da Silva, CPF 344.055.501-15; e Rosângela Arruda Mendonça, CPF 464.829.541-20. Exercício: 2001.

Determinações:

4.1. à Delegacia Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul para que:

4.1.1. observe fielmente a legislação relativa à contabilização de despesas, a fim de evitar o ocorrido em relação à aquisição de gêneros alimentícios, cujo registro deu-se de maneira equivocada; e

4.1.2. abstenha-se de realizar pagamentos antecipados, a exemplo do efetuado quando da aquisição

de gêneros alimentícios.

4.2. à Gerência Regional de Controle Interno no Estado de Mato Grosso do Sul para que informe,

na Tomada de Contas da Delegacia Regional do Trabalho - DRT/MS, relativa ao exercício de 2003, se o referido órgão adotou, de fato, as medidas saneadoras visando à correção das seguintes impropriedades:

4.2.1. pagamento antecipado de gêneros alimentícios; e

4.2.2. contabilização inadequada das aquisições de gêneros alimentícios.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR

5 – TC – 011.714/2002-9 (com 1 volume)

Classe de Assunto: II. Unidade: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco – Sebrae/PE. Responsáveis: Matheus Guimarães Antunes, CPF 949.035.908-44; Renato Brito de Goes, CPF 021.282.844-49; José Oswaldo de Barros Lima Ramos, CPF 168.544.894-15; Josias Silva de Albuquerque, CPF 005.070.594-68; Fausto Falcão Pontual, CPF 071.766.514-34; Ernesto Pereira Leite Filho, CPF 809.000.118-15; Oscar Frederico Raposo Barbosa, CPF 000.026.664-72; Fortunato Russo Sobrinho, CPF 152.812.644-00; Reginaldo Soares de Andrade, CPF 000.588.664-34; Armando Queiroz Monteiro Neto, CPF 038.812.294-34; Severino Elias Paixão, CPF 000.241.714-68; Aloisio Afonso de Sá Ferraz, CPF 138.384.664-20; Pio Guerra Júnior, CPF 016.604.704-04; Douglas Maurício Ramos Cintra, CPF 470.453.374-34; José de Moraes Falcão, CPF 143.621.984-14; Carlos Eduardo Cintra da Costa Pereira, CPF 002.306.854-04; Jarbas José Tavares de Albuquerque, CPF 102.093.014-49; Kléber Simões

23

Dantas, CPF 128.177.914-87; Paulo Gustavo de Araújo Cunha, CPF 000.399.184-91; Jorge Wicks Corte Real, CPF 070.380.894-04; Adriano Leite Moraes, CPF 377.617.574-53; Jefferson Valença Barros, CPF 196.423.344-53; Antônio Correia de Oliveira Andrade Filho, CPF 000.525.744-15; Norberto Scopel, CPF 054.716.564-15; João Almir Gonçalves de Freitas, CPF 054.716.564-15; Manuel Brandão Farias, CPF 021.036.724-53; Geraldo Fernandes da Costa, CPF 057.665.594-53; João Pessoa de Souza, CPF 005.113.664-34; Edmilson Florêncio Freire, CPF 173.345.604-00; Eduardo Rodrigues Tavares, CPF 048.083.634-53; Mário Conte, CPF 000.601.601-97; Francisco Franco de Vasconcelos, CPF 378.059.244-49; Amaury Anderson Dias Porto, CPF 418.760.244-53; José Cândido Cordeiro, CPF 000.606.904-53; e João Nilton Castro Martins, CPF 241.083.916-91. Exercício: 2001.

Determinações:

5.1. ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco – Sebrae/PE para que obedeça fielmente às disposições contidas em seu Regulamento de Licitações, particularmente no que se refere à obediência aos limites previstos no art. 25 da Res. CDN nº 39/98, quando da realização de termos aditivos aos contratos celebrados pela entidade.

ACÓRDÃO Nº 991/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, ACORDAM, com fundamento nos artigos 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os artigos 1º, inciso I, 137, inciso II, 143, inciso I, alínea “a”, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução 155/02, em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas, dar quitação ao Sr. Jose de Sousa Teixeira, CPF 001.847.483-72, e mandar excluir do rol de responsáveis o nome de Sebastião Lopes de Sousa, CPF 035.572.783-87, nos termos do Enunciado nº 71 da Súmula de Jurisprudência deste Tribunal, de acordo com o parecer do Secretário de Controle Externo da Secex/MA.

MINISTÉRIO DO BEM-ESTAR SOCIAL (EXTINTO)

6 – TC – 350.293/1996-1 (com 1 volume)

Classe de Assunto: II. Unidade: Prefeitura Municipal de Caxias – MA. Responsável: José de Sousa Teixeira, CPF 001.847.483-72.

ACÓRDÃO Nº 992/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, ACORDAM, com fundamento nos artigos 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os artigos 1º, inciso I, 137, inciso II, 143, inciso I, alínea “a”, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução 155/02, em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas, dar quitação aos responsáveis, e mandar fazer as seguintes determinações, de acordo com o parecer do Diretor Técnico da Secretaria de Controle Externo.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

7 – TC – 011.260/2002-4

Classe de Assunto: II. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho no Estado de Pernambuco. Responsáveis: Maria Inez Diniz de Medeiros, CPF 135.272.744-72; Maria Imaculada Veras Siqueira, CPF 099.030.464-72; Luiz Augusto Xavier Bentinho, CPF 375.120.564-00; Maria Lucinete Souza de Melo, CPF 386.126.824-87; Jorge Luiz Holanda de Melo, CPF 213.157.954-34; Enaldo de

24

Almeida Lima, CPF 194.405.884-20; Ana Patrícia Batista de Santana, CPF 950.119.274-15; Águida Gonçalves da Silva, CPF 258.798.631-15; Vilma de Souza, CPF 365.527.046-15; Dercino José da Silva, CPF 344.055.501-15; e Jorge Luiz Holanda de Melo, CPF 213.157.954-34. Exercício: 2001.

Determinações:

7.1. à Delegacia Regional do Trablaho em Pernambuco, para que atente ao exato cumprimento:

7.1.1. da Lei n.º 8.666/93, particularmente no que se refere à previsão contida no parágrafo único do

art. 38 do citado diploma, submetendo as minutas de editais de licitações e de contratos a exame prévio da assessoria jurídica da entidade;

7.1.2. do Decreto n.º 97.458/89, particularmente no que se refere ao previsto no art. 6º da citada

norma, não realizando pagamentos de adicionais de periculosidade e insalubridade sem que existam

laudos periciais atualizados que respaldem os mesmos; e 7.1.3. da Instrução Normativa MARE n.º 9/94, particularmente no que se refere a um melhor acompanhamento sobre a quilometragem e os horários de saída e chegada dos veículos da entidade.

8 – TC – 010.394.2002-3 Classe de Assunto: II. Unidade: Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina – Sescoop/SC. Responsáveis: Luiz Hilton Temp, CPF 143.450.300-30; Harry Dorow, CPF 068.989.399-04; José Samuel Thiesen, CPF 131.032.379-87; Marcos Antonio Zordan, CPF 255.592.730-15; Silvério Orzechowski, CPF 093.100.459-49; Décio Sonáglio, CPF 255.479.179-15; Vilibaldo Erich Schmid, CPF 076.468.289-04; Reni Bagatini, CPF 052.421.939-72; José Roberto Ricken, CPF 206.913.009-68; Sueli Gonzaga Martins, CPF 509.652.989-49; Mário Lanznaster, CPF 021.656.009-87; Ricardo Hochheim Filho, CPF 008.276.499-91; Carlos Alberto Arns, CPF 221.186.409-00; Hercílio Schmitt, CPF 218.952.449-00; Luiz Vicente Suzin, CPF 387.091.049-68; Geci Pungan, CPF 178.673.047-20; Paulo von Dokonal, CPF 204.994.859-04; e Elvio Silveira, CPF 288.962.629-68. Exercício: 2001.

Determinações:

8.1. ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina – Sescoop/SC,

para que observe, quando da contratação de serviços por inexigibilidade de licitação, que os mesmos deverão estar devidamente enquadrados e justificados nos exatos termos dos artigos 10 e 11 do Regulamento de Licitações e Contratos - Resolução nº 02, de 04/08/9, do Conselho Nacional do SESCOOP.

ACÓRDÃO Nº 993/2003 – 1ª Câmara

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos na 1ª Câmara, em Sessão de 20/05/2003, considerando o pedido de parcelamento de débito solicitado pelo responsável, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no artigo 26 da Lei 8.443/92, c/c o artigo 217, §§ 1º e 2º, e 218, parágrafo único, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução Administrativa 155/2002, em autorizar o parcelamento da multa imputada ao responsável, Sr. Jamil Boutros Nadaf, CPF 002.150.901-87, mediante o Acórdão nº 021/2003 – TCU – 1ª Câmara, em 6 (seis) parcelas mensais, atualizadas monetariamente e acrescidas dos devidos encargos legais, fixando o vencimento da primeira em 15 (quinze) dias, a contar do recebimento da notificação e o das demais, a cada 30 (trinta) dias, na forma prevista na legislação em vigor, alertando ao responsável que a falta do recolhimento de qualquer parcela importará o vencimento antecipado do saldo devedor (parágrafo 2º do art. 217 do Regimento Interno/TCU), de acordo com o parecer da Secretaria de Controle Externo no Estado do Mato Grosso, com o endosso do Ministério Público.

25

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

9 – TC – 002.356/2002-8 Classe de Assunto: II. Unidade: Serviço Social do Comércio – Administração Regional no Estado de Mato Grosso. Responsável: Jamil Boutros Nadaf, CPF 002.150.901-87. Exercício: 2000.

REPRESENTAÇÃO

ACÓRDÃO Nº 994/2003 – 1ª Câmara

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos artigos 1º, inciso II, e 43, inciso I, da Lei 8.443/92 c/c os artigos 1º, inciso XXVI; 17, inciso IV; 143, inciso III; 234, § 2º, 2ª parte; e 250, incisos I e II, todos do Regimento Interno, em conhecer da representação a seguir relacionada, para, no mérito, considerá-la improcedente, bem como determinar o seu arquivamento, de acordo com os pareceres emitidos nos autos, devendo-se dar ciência ao representante.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR

10 – TC – 014.875/2001-5 (com 1 volume)

Classe de Assunto: VI. Unidade: Coordenação-Geral de Serviços Gerais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Interessado: Clip & Clipping Publicidade e Produções Ltda.

ACÓRDÃO Nº 994A/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos artigos 1º, inciso II, e 43, inciso I, da Lei 8.443/92 c/c os artigos 1º, inciso XXVI; 17, inciso IV; 143, inciso III; 234, § 2º, 2ª parte; e 250, incisos I e II, todos do Regimento Interno, em conhecer da representação a seguir relacionada, para, no mérito, considerá-la improcedente, bem como determinar o seu arquivamento, sem prejuízo de se efetivar a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas, de acordo com os pareceres emitidos nos autos, devendo-se dar ciência ao representante.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO

11 – TC – 005.543/2002-4

Classe de Assunto: VI. Unidade: Prefeitura Municipal de Brejinho – RN. Interessado: José Anacleto Xavier, Vereador de Brejinho – RN.

Determinações:

11.1. Determinar à Prefeitura Municipal de Brejinho/RN que exija da empresa contratada para realização das obras, Construtora Litoral Projeto e Construções Ltda., o conserto do piso do galpão, de conformidade com as especificações técnicas da obra, haja vista que a obra encontra-se no prazo coberto pela garantia de empreitada previsto no art. 618 do Código Civil (cinco anos).

ACÓRDÃO Nº 995/2003 – TCU – 1ª CÂMARA

26

ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos artigos 1º, inciso II, e 43, inciso I, da Lei 8.443/92 c/c os artigos 1º, inciso XXVI; 17, inciso IV; 143, inciso III; 234, § 2º, 2ª parte; e 250, incisos I e II, todos do Regimento Interno, em conhecer da presente representação e considerá-la procedente, bem como determinar o seu arquivamento, sem prejuízo de se efetivar a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas, de acordo com os pareceres emitidos nos autos, devendo ser dada ciência ao(s) representante(s).

MINISTÉRIO DO ESPORTE E TURISMO

12 – TC – 007.549/2002-7 Classe de Assunto: VI. Unidade: Prefeitura Municipal de Jaçanã/RN. Interessada: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Norte.

Determinações:

12.1. à Secretaria Nacional de Esporte do Ministério do Esporte e Turismo para que inclua nos

normativos reguladores do Acordo de Cooperação firmado com a Caixa Econômica Federal, relativo aos Programas sob gestão do MET, em particular o Programa Esporte Solidário, rotinas que permitam identificar situações de repasse de recursos para construção de nova obra quando já existir obra

semelhante, inacabada, construída com a participação de recursos federais, bem como eventuais medidas a serem adotadas, de modo a assegurar a adequada aplicação dos recursos federais;

12.2. à Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Norte para que comunique ao

Ministro do Esporte e Turismo, bem como à Superintendência de Negócios da Caixa Econômica Federal no Estado do Rio Grande do Norte, a presente deliberação.

12.3. à Secretaria da Presidência para que comunique ao Ministro do Esporte e Turismo o teor deste

Acórdão, enviando-lhe cópia da instrução de f. 200/206.

Ata 16/2003 – 1ª Câmara.

T.C.U., Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Lincoln Magalhães da Rocha Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 32/2003 Gabinete do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Gab. Pres. Portaria nº 114, de 22/04/2003)

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140

Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha

TOMADA DE CONTAS

27

ACÓRDÃO nº 996/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso I, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva, dar quitação aos responsáveis e mandar fazer as determinações sugeridas nos pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

1 - TC 009.954/2002-8

Classe de Assunto: II Responsáveis : Wesley Fazzioni de Melo (CPF 321.770.037-68), Jorge Afonso Lasmar (CPF 022.632.462-15), Nelson Lopes de Souza (CPF 215.339.032-04), Admilson Mota de Brito (CPF 033.750.302-82), Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135.037.821-68) e José Calazans dos Santos (CPF

150.533.771-20)

Órgão : Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - Ceplac Exercício : 2001

1.1. Determinar ao responsável pelo Órgão que:

1.1.1. adote como princípio a realização de procedimento licitatório para as aquisições de mercadorias e contratações de serviços, na forma estabelecida na Lei nº 8.666/93, utilizando, de forma excepcional, a dispensa de licitação e apenas nas hipóteses previstas no at. 24, observada a justificativa prévia requerida no art. 26, todos da referida Lei; 1.1.2. proceda à prestação de contas de suprimentos de fundos de forma tempestiva, nos termos do disposto no art. 68 da Lei nº 4.320/64 e art. 45 do Decreto nº 93.872/86; 1.1.3. efetue a retenção do INSS no pagamento de serviços eventuais a terceiros, fazendo-se o recolhimento devido na forma preconizada na Lei nº 9.876/99.

ACÓRDÃO nº 997/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso I, 17 e 23, inciso I, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso I, 207 e 214, inciso I, do Regimento Interno, em julgar as contas a seguir relacionadas regulares e dar quitação plena aos responsáveis, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

1 - TC 013.038/2002-1

Classe de Assunto : II Responsáveis : Hilton Kruschewsky Duarte (CPF 096.239.495-53), Vera Lúcia Gregue Moro (CPF 116.533.531-04), Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135.037.821-68) e José Calazans dos Santos (CPF

150.533.771-20)

Órgão : Fundo Geral do Cacau – Fungecau/MAPA Exercício : 2001

ACÓRDÃO nº 998/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso I, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno,

28

em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva e dar quitação aos responsáveis, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

1 - TC 010.832/2002-8

Classe de Assunto : II Responsáveis : Francisco José Pinheiro Brandes (CPF 004.889.681-00), Ubiratan Rodrigues Nogueira (CPF 056.956.433-68), Wilson Dantas do Nascimento (CPF 146.689.201-34), Saturnino Antonio de Oliveira 169.866.871-68), Oseas Benjamin da Silva (CPF 226.867.201-82), Valdir Lopes Mendonça (CPF 073.238.241-68), Miguel Lopes da Rocha (CPF 221.480.941-49), Alberto Gerônimo Pereira (CPF 135.037.821-68), Jose Calazans dos Santos (CPF 150.533.771-20) e Márcio Fortes de Almeida (CPF 027.147.367-34) Órgão: Delegacia Federal de Agricultura no Distrito Federal - DFA/DF Exercício : 2001

ACÓRDÃO nº 999/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso I, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva, dar quitação aos responsáveis e mandar fazer a determinação sugerida, de acordo com o parecer emitido pelo Ministério Público:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

1 - TC 009.769/2002-0 (Apenso: TC-002.549/2001-6)

Classe de Assunto : II Responsáveis : Ebiesel Nascimento Andrade Filho (CPF 060.724.375-91), Geraldo Dantas Landim (CPF 071.051.265-15), Jurimar Rebouças Dantas (CPF 282.989.186-49), Antônio Alberto Nunes Serafim (CPF 099.977.095-00), Eduardo Vieira do Nascimento (CPF 049.727.675-53), Ernani Cavalcante Midlej (CPF 072.678.355-20), André Luiz Borba Santos (CPF 084.818.305-34), Jacimar Cardoso Ferreira Macedo (CPF 182.542.255-91), Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135.037.821-68), José Calazans dos Santos (CPF 150.533.771-20), Carlos Souza de Andrade (CPF 145.797.905-53), Washington Luiz Jesus dos Santos (CPF 104.170.875-00) Órgão : CEPLAC/CENEX/SEAPA - Setor de Apoio Administrativo em Ilhéus/BA Exercício : 2001

1.1.

Determinar

ao

responsável

pelo

Órgão

que

informe,

nas

próximas

contas,

acerca

do

cumprimento das recomendações formuladas pela Secretaria Federal de Controle Interno, em seu Relatório de Auditoria de Avaliação nº 091050, às fls. 104/111.

TOMADAS DE CONTAS ESPECIAL

ACÓRDÃO nº 1.000/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara , em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 27, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c o art. 218, do Regimento Interno, em dar quitação aos responsáveis, ante o recolhimento integral dos débitos que lhes foram imputados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1 - TC 650.223/1997-7

29

Responsáveis : Ney Rolim de Alencar (CPF 006.338.794-87), Annemi Scheila Montaño Gutierrez, Carmem Gutierrez de Montaño (CPF 096.255.349-20), Icléia Goiatacazes dos Reis e Jaú Noé Gaya – representante do Hospital Santa Inês S.A. (CNPJ 83.119.347/0001-85) Entidade: Hospital Santa Inês S.A.

Débito imputado ao Sr. Ney Rolim de Alencar, solidariamente com o Hospital Santa Inês S.A.

VALOR ORIGINAL DO DÉBITO

DATA DE ORIGEM DO DÉBITO

Cr$ 191.900,00

28/02/91

Cr$ 194.500,00

27/03/91

Cr$ 109.200,00

26/04/91

Cr$ 340.165,00

28/05/91

Cr$ 700.323,00

28/06/91

Cr$ 733.017,00

29/07/91

Cr$ 855.849,00

23/08/91

Cr$ 555.453,00

25/09/91

Cr$ 859.060,00

25/10/91

Cr$ 935.007,00

25/11/91

Cr$ 1.508.482,00

23/12/91

Cr$ 1.275.444,00

24/01/92

Cr$ 1.281.616,00

25/02/92

Cr$ 2.279.898,00

24/03/92

Cr$ 6.547.385,00

24/04/92

Cr$ 8.313.307,00

25/05/92

Cr$ 8.828.512,00

29/06/92

Cr$ 9.926.350,00

30/07/92

Cr$ 7.573.358,00

28/08/92

Cr$ 17.331.270,00

29/09/92

Cr$ 20.160.652,00

30/10/92

Cr$ 15.360.413,00

27/11/92

Cr$ 38.852.627,00

30/12/92

Cr$ 33.072.099,00

28/01/93

Cr$ 42.127.013,00

10/03/93

Cr$ 68.829.504,00

15/04/93

Cr$ 83.327.406,00

07/05/93

Cr$ 61.435.801,00

05/07/93

Cr$ 76.590.692,00

07/07/93

Cr$ 144.314.755,00

27/07/93

Débito imputado às Sras. Carmem Gutierrez de Montaño e Annemi Scheila Montaño Gutierrez, sucessoras de Hipólito Bello Montãno Paz, solidariamente com o Hospital Santa Inês S.A.

VALOR ORIGINAL DO DÉBITO

DATA DE ORIGEM DO DÉBITO

Cr$ 20.861,00

24/05/92

Cr$ 4.402.465,00

29/06/92

Cr$ 10.322.390,00

30/07/92

Cr$ 5.582.357,00

28/08/92

Cr$ 7.363.593,00

29/09/92

Cr$ 17.548.196,00

30/10/92

Cr$ 11.163.867,00

27/11/92

Cr$ 21.484.235,00

30/12/92

Cr$ 39.839.148,00

28/01/93

30

Cr$ 23.621.201,00

10/03/93

Cr$ 26.449.820,00

15/04/93

Cr$ 38.426.464,00

07/05/93

Cr$ 49.123.050,00

05/07/93

Cr$ 130.147.740,00

07/07/93

Cr$ 140.839.954,00

27/07/93

VALOR RECOLHIDO

DATA DO RECOLHIMENTO

R$ 10.850,39

30/06/2000

R$ 11.036,69

31/07/2000

R$ 11.302,01

31/08/2000

R$ 11.553,15

02/10/2000

R$ 11.718,86

31/10/2000

R$ 11.886,95

30/11/2000

R$ 12.054,35

28/12/2000

R$ 12.241,85

31/01/2001

R$ 12.459,40

28/02/2001

R$ 12.645,65

30/03/2001

R$ 12.833,42

30/04/2001

R$ 13.070,63

31/05/2001

R$ 13.276,58

29/06/2001

R$ 13.479,08

31/07/2001

R$ 13.815,36

31/08/2001

R$ 14.113,98

28/09/2001

R$ 14.300,73

31/10/2001

R$ 14.550,62

30/11/2001

R$ 14.876,46

28/12/2001

R$ 15.122,79

31/01/2002

R$ 15.353,56

28/02/2002

R$ 15.591,92

28/03/2002

R$ 25.852,70

30/04/2002

1.1. Informar aos responsáveis que, como na correção das parcelas foi adotado um índice superior

ao aplicável à espécie, gerando pagamento a maior, possuem um crédito junto ao Fundo Nacional de Saúde no valor de R$ 2.971,17 (dois mil, novecentos e setenta e um reais e dezessete centavos), data-base

de 30/04/2002;

1.2. Encaminhar à Secretaria do Tesouro Nacional cópias de todos os recolhimentos efetuados pelo

Hospital, a fim de que os recursos sejam transferidos para a conta corrente do Fundo Nacional de Saúde, de nº 170.500-8, agência 3602-1, do Banco do Brasil, código identificador nº 25700125901995-6.

REPRESENTAÇÃO

ACÓRDÃO nº 1.001/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos na Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 27, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c o art. 218 do Regimento Interno, em dar quitação à responsável, ante o recolhimento integral da multa que lhe foi cominada, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1 - TC 003.876/1999-3 Classe de Assunto : VI Responsável : Glauce Maria Gomes Diógenes (CPF 090.149.693-68)

31

Entidade : Movimento de Promoção Social, no Município de Jaguaribe/CE

Valor original do débito: R$ 2.500,00

Data de origem do débito: 15/12/2000

Valores recolhidos: R$ 208,33, R$ 209,19, R$ 210,04, R$ 210,90, R$ 211,75, R$ 212,60, R$ 213,46, R$ 214,31, R$ 215,17, R$ 216,02, R$ 216,88, R$ 217,33 e R$ 161,58. Datas dos recolhimentos: 27/07/2001, 20/08/2001, 20/09/2001, 20/10/2001, 20/11/2001, 20/12/2001, 20/01/2002, 20/02/2002, 20/03/2002, 22/04/2003, 20/05/2002, 20/06/2002 e 28/02/2003, respectivamente.

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

T.C.U, Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Lincoln Magalhães da Rocha Ministro-Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 33/2003 Gabinete do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Gab. Pres. Portaria nº 114, de 22/04/2003)

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140.

Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha

ATOS DE ADMISSÃO

ACÓRDÃO nº 1.002/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII, e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de admissão de pessoal a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA SAÚDE

01 - TC 857.461/1998-2

Interessado: Eurico Vieira Amancio

02 - TC 857.470/1998-1

Interessada: Adelita Pinto da Silva Rocha

APOSENTADORIA

ACÓRDÃO nº 1.003/2003 - TCU - 1ª Câmara

32

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII, e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

JUSTIÇA DO TRABALHO

01 - TC 022.092/1994-3

Interessada: Maria Lúcia Fleury da Silva e Souza

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

01 - TC 015.361/1999-3

Interessados: Benedito Ferreira Santos, Idalina de Jesus Meireles Cardoso, Maria da Conceição Moreira, Maria da Graça Bonfin Pereira, Maria das Graças Bitencourt Nogueira, Maria de Carvalho

Gaspar Pinheiro, Maria Jose Lima de Almeida, May Guimarães Ferreira, Neide Gama de Almeida e Simião Coelho

MINISTÉRIO DA SAÚDE

01 - TC 023.558/1994-6

Interessada: Maria do Socorro Mesquita Gonçalves

02 - TC 023.612/1994-0

Interessado: Wilson Soares

PENSÃO CIVIL

ACÓRDÃO nº 1.004/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara , em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39 e 40 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII, e 259 a 263 do Regimento Interno, em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA CULTURA

01 - TC 011.436/1997-2

Interessados: Estela Torquato da Silva e Luiz Claudio Torquato da Silva

MINISTÉRIO DA SAÚDE

01 - TC 012.306/1997-5

Interessados: Edelina Moreira Afonso, Ivany Batista, Leonor Cuba Buest, Maria Pulcena Niclewicz,

Miriam Schruber Martin e Vinicius Sfeir.

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

T.C.U, Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça

Presidente da 1ª Câmara

33

Lincoln Magalhães da Rocha Ministro-Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 41/2003 Gabinete do Auditor Augusto Sherman Cavalcanti

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140

Relator: Augusto Sherman Cavalcanti

TOMADA DE CONTAS

ACÓRDÃO nº 1.005/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I; 16, inciso I, e 17 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso I, e 143, inciso I, alínea "a" do Regimento Interno, em julgar as contas a seguir relacionadas regulares e dar quitação plena ao(s) responsável(eis), de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA DEFESA

01 - TC 011.299/2002-9

Classe de Assunto : II Responsável(eis) : ANDERSON PAES DA COSTA, CPF nº 975.806.517-34; CARLOS EMANUEL MURAT IBRAHIM, CPF nº 107.968.178-71; CLAUDIO VASCONCELLOS SANTOS,

CPF nº 063.025.358-75; ELIESER FRACCANABBIA, CPF nº 619.647.190-20; JADER TEIXEIRA GOMES DA SILVA, CPF nº 981.075.427-20; JOSE BONFIM ALBUQUERQUE FILHO, CPF nº 500.206.847-20; JOSE CARLOS ANDRADE MARANHAO, CPF nº 905.039.027-72; JULIO CESAR

SPINDOLA

CALDAS,

CPF

500.216.647-49;

MARCELO

JORGE

DOS

SANTOS,

CPF

981.055.827-91;

MARCIO

KAZUAKI

FUSISSAVA,

CPF

808.711.787-53;

OLIVIO

BOEIRA

RAMIRO, CPF nº 695.682.780-87; OLY HASTENPFLUG NETO, CPF nº 168.622.938-00; RANDAL MAGNANI, CPF nº 168.620.328-44 Entidade(s)/Órgão(s): 3. Grupo de Artilharia Antiaérea

ACÓRDÃO nº 1.006/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso I; 16, inciso II, e 18 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso I, e 143, inciso I, alínea "a" do Regimento Interno, em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva, dar quitação ao(s) responsável(eis) e mandar fazer a(s) determinação(ões) e/ou recomendação(ões) sugerida(s) nos pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA DEFESA

34

Classe de Assunto : II Responsável(eis) : DORIVAL MELCHIOR, CPF nº 699.956.218-00; DYMITRI KLEBER KORZENIEWICZ, CPF nº 193.109.869-72; ELMIR CARLOS BEZERRA DAS NEVES, CPF nº 972.807.124-87; ETSUO ISE, CPF nº 157.390.239-04; FABRICIO DANIEL SOARES FREIRE, CPF nº 913.733.014-49; GIOVANNI DA SILVA PEREIRA, CPF nº 734.112.647-72; LAWRENCE MEDEIROS NEVES, CPF nº 933.429.267-91; LUIZ BENEVIDES DE OLIVEIRA, CPF nº 026.200.734-72; MARINEZ LIMA DE SOUZA, CPF nº 995.156.444-53; SAMUEL VALDOMIRO DA SILVA, CPF nº 827.603.814-04; WALDIR MENACHO DOS ANJOS, CPF nº 469.747.177-68; WALDIR MENACHO DOS ANJOS, CPF nº 469.747.177-68 Entidade(s)/Órgão(s): 20. Circunscrição de Serviço Militar

1. Determinar à 7ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército que avalie, mediante

detalhada auditoria, a possibilidade de estarem ocorrendo falhas sistêmicas no controle de saques de depósitos bancários, na UG em questão, referente às sindicâncias instauradas pelas Portarias nº 002, de 10/09/2001, e nº 005, de 26/09/2001, da 20ª Circunscrição de Serviço Militar, e informe ao Tribunal de Contas da União, na próxima tomada de contas anual, o resultado da avaliação a que se procedeu e as providências tomadas;

2. Determinar à 20ª Circunscrição de Serviço Militar que informe ao Tribunal de Contas da União,

também por ocasião da próxima tomada de contas anual, os resultados obtidos quanto às ações de ressarcimento dos danos ocorridos ao Erário, consubstanciados nas sindicâncias instauradas pelas

Portarias nº 002, de 10/09/2001, e nº 005, de 26/09/2001.

REPRESENTAÇÃO

ACÓRDÃO nº 1.007/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, em 20/05/2003, quanto ao(s) processo(s) a seguir relacionado(s), com fundamento nos arts. 1º, inciso II, e 43, incisos I e II, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 17, inciso IV; 143, inciso III; 234, § 2º, 2ª parte; e 250, incisos I e II, todos do Regimento Interno ACORDAM, por unanimidade, em conhecer da(s) representação(ões) e considerá-la(s) parcialmente procedente(s), fazendo-se a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas, de acordo com os pareceres emitidos nos autos;

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

01 - TC 017.779/2000-4 Classe de Assunto : VI Entidade(s)/Órgão(s): Imprensa Nacional

1. Determinar à Imprensa Nacional que, ao estabelecer quais programas de trabalhos serão

utilizados para empenhar recursos destinados a cobrir despesas decorrentes de contratos, observe rigorosamente a definição de projeto e atividade constante da respectiva lei de diretrizes orçamentárias, abstendo-se de utilizar programas de trabalho destinados a projetos para custear atividades, e vice-versa;

2. Determinar à Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que se pronuncie nas

próximas contas da Imprensa Nacional acerca do estágio e da efetividade das medidas adotadas pelo supramencionado Órgão, para atender as recomendações constantes do item 105 do Relatório de Auditoria Especial nº 33/2000 (fl. 35);

3. Determinar a 6ª Secex que:

3.1.

acompanhe

a

implementação

consignadas;

das

medidas

adotadas

conforme

as

determinações

acima

35

3.2. promova o apensamento deste processo ao TC 011.370/2001-8, que trata de Tomada de Contas Especial, instaurada para apurar as irregularidades ocorridas nos Contratos n os 27/96, 01/98 e 20/99, identificar os responsáveis e quantificar o dano causado ao Erário, para exame em conjunto e em confronto (item 3.4, fl. 141), com fundamento no art. 194, inciso II, do Regimento Interno do TCU c/c o art. 27 da Resolução TCU nº 136/2000.

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara.

TCU, Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Augusto Sherman Cavalcanti Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 42/2003 Gabinete do Auditor Augusto Sherman Cavalcanti

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140

Relator: Augusto Sherman Cavalcanti

APOSENTADORIA

ACÓRDÃO nº 1.008/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003,

ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443, de

16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 143, inciso II, e 259 a 263 do Regimento Interno, em

considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s), de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

01 - TC 013.090/2000-5 Interessado(s) : DIVINO LUIZ DE CARVALHO, CPF nº 087.148.271-15; JOSE CLAUDIO CAMELO TIMBO, CPF nº 058.849.423-20

REFORMA

ACÓRDÃO nº 1.009/2003 - TCU - 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, em 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443, de

16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 143, inciso II, e 259 a 263 do Regimento Interno, em

considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s), de acordo

36

com os pareceres emitidos nos autos:

MINISTÉRIO DA DEFESA

01 - TC 015.874/2002-0 Interessado(s) : ABRAAO ALVES PINTO, CPF nº 061.905.021-72; ADAO RODRIGUES PALMA, CPF nº 036.868.760-00; ALAN JONES BRITO DA SILVA, CPF nº 645.462.842-68; ALDO ARAUJO VILELA, CPF nº 047.975.747-04; ALDO LACERDA LOPES, CPF nº 227.221.901-25; ALEX WAINASKI, CPF nº 023.184.739-43; ALEXANDRE BARBOSA DOS SANTOS, CPF nº 989.701.516- 72; ALVARO DE SOUZA GOMES ESCOBAR, CPF nº 069.013.607-20; ANDERSON LEANDRO NASCIMENTO SILVA, CPF nº 082.948.247-47; ANIBAL SOARES DA SILVA, CPF nº 072.483.267- 04; ANTONIO GERMANO FERREIRA DA SILVA, CPF nº 657.743.702-59; AUGUSTO NESTOR HANAUER, CPF nº 022.830.260-91; AYLTON NOLASCO DE CARVALHO, CPF nº 102.566.447-72; BOAVENTURA JOSE BRITTA, CPF nº 061.522.956-53; CANTILIO PATRICIO DA SILVA, CPF nº 046.545.520-49; CARLOS ALBERTO DO AMARAL, CPF nº 134.907.027-00; CLAUDEMAR SILVA DE OLIVEIRA, CPF nº 517.765.962-34; DIRCEU VARGAS DE QUADROS, CPF nº 089.192.241-53; ESTELIANO DOS SANTOS MOREIRA, CPF nº 043.444.302-63; EUFLAVIO DA SILVA, CPF nº 409.484.802-97; FRANCISCO DURE, CPF nº 040.680.501-63; FRANCYS WEBERT DA SILVA SANTOS, CPF nº 690.513.211-04; GABRIEL DUARTE GONDIN, CPF nº 000.193.807-04; GERSON PAULINO LOPES, CPF nº 688.719.702-25; GETULIO PAHIM SOARES, CPF nº 024.604.597-34; HELIO DOMINGUES DE ANDRADE, CPF nº 026.769.077-00; HUNGARY UMBERTO FERREIRA, CPF nº 018.568.806-30; IVENS MOTA FREIRE, CPF nº 513.363.242-87; JOAO HIRAN DE MENDONÇA E PAULA, CPF nº 053.335.637-72; JOAO ZOZIMO PLEUTIM, CPF nº 039.386.201-10;

JOILSON ANDRADE FERREIRA, CPF nº 038.453.906-89; JORGE AUGUSTO DA SILVA SOUZA, CPF nº 076.465.877-88; JORGE MINORU MUTA, CPF nº 006.579.721-34; JOSE ENIO AVILA DE SANT'ANA, CPF nº 111.183.939-53; JOSE JOAO DA SILVA, CPF nº 008.643.074-20; JULIO CESAR

FIGUEIRO

DE

ALMEIDA,

CPF

991.696.300-20;

KLEBER

FERREIRA

REBELO,

CPF

513.074.302-44;

LECIOMAR

TAVARES

DA

SILVA,

CPF

392.037.352-91;

LUIZ

HERMES

BORGES JORGIELEWICZ, CPF nº 005.526.740-87; LUIZ JOÃO MOLINARI, CPF nº 110.564.799-49; MANOEL DAVID DE SOUZA, CPF nº 085.456.427-68; MANOEL PIMENTEL DE ALMEIDA, CPF nº 045.158.547-04; MARCELO IGOR SANTOS DE FREITAS, CPF nº 075.207.527-63; MARCOS VENICIO DE SOUZA, CPF nº 862.770.301-91; MESSIAS RATIER, CPF nº 007.903.621-04; MILTON DE ARRUDA, CPF nº 022.586.921-72; MOACIR MATOS MENEZES, CPF nº 092.379.417-49; NIELTON COSTA, CPF nº 028.997.909-94; REGINALDO PINTO, CPF nº 067.385.407-87; RICARDO OLIVEIRA SILVA, CPF nº 910.534.637-15; ROBSON BARBOSA DA SILVA, CPF nº 821.613.564-53; ROGERIO SANTIAGO PEIXINHO, CPF nº 052.169.027-75; ROGERIO SOUZA DE OLIVEIRA, CPF nº 688.176.491-04; SEBASTIAO PEREIRA, CPF nº 408.693.181-87; SILVESTRE FRANCISCO DA SILVA, CPF nº 030.365.024-91; SOST CRISTEN FELIX DE MEDEIROS, CPF nº 813.771.504-53; VALDEMAR FELIX DE OLIVEIRA, CPF nº 007.674.411-68; ZACARIAS CAMPOS COELHO, CPF nº 037.459.707-30

Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara.

TCU, Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Augusto Sherman Cavalcanti Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin

37

Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 065/2003 Gabinete do Auditor MARCOS BEMQUERER COSTA

Processo submetido à 1ª Câmara, para votação, na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140 do Regimento Interno.

Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa

REPRESENTAÇÃO

ACÓRDÃO nº 1.010/2003 – TCU – 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos na 1ª Câmara, em Sessão de 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 43, inciso I, da Lei n.° 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 137, inciso VI; 143, inciso V, alínea a; 237, inciso IV; e 250, inciso I, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n. 155/2002, em conhecer da presente representação para considerá-la improcedente, determinando-se, por conseguinte, o seu arquivamento, de acordo com o parecer da Secex/BA, sem prejuízo de que seja dada ciência desta deliberação ao Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundef, ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia - TCM/BA, à Prefeitura Municipal de Itiúba/BA e à Procuradoria da União no Estado da Bahia:

Prefeituras Municipais do Estado da Bahia/BA

1. TC-012.067/2002-9 (c/ 35 volumes) Classe de Assunto: VI Interessado: Ex. mo Procurador-Chefe da Procuradoria da União na Bahia, Sr. Agilécio Pereira de Oliveira. Entidade: Município de Itiúba/BA.

Ata nº 016/2003 – 1ª Câmara

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza , em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Marcos Bemquerer Costa Relator

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

RELAÇÃO Nº 066/2003 Gabinete do Auditor MARCOS BEMQUERER COSTA

Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação, na forma do Regimento Interno, arts. 134, 135, 137, 138 e 140 do Regimento Interno/TCU.

Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa

38

PENSÃO ESPECIAL DE EX-COMBATENTE

ACÓRDÃO nº 1.011/2003 – TCU – 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos na 1ª Câmara, em Sessão Ordinária de 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 143, inciso II; 259, inciso II, e 260 do Regimento Interno/TCU, aprovado pela Resolução nº 155/02, em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão especial de ex-combatente a seguir indicados, de acordo com o parecer da Sefip, com o endosso do Ministério Público:

Ministério da Defesa – Exército

1. TC-001.837/2003-3 – Jair de Souza Almeida e Neide Alves de Azevedo.

ACÓRDÃO nº 1.012/2003 – TCU – 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos na 1ª Câmara, em Sessão Ordinária de 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 143, inciso II; 259, inciso II, e 260 do Regimento Interno/TCU, aprovado pela Resolução nº 155/02, em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão especial de ex-combatente a seguir indicados, sem prejuízo de determinar à Secretaria de Fiscalização de Pessoal que adote as providências necessárias com vistas a alterar, nos atos de fls. 14/15 e 37/39 relativo aos instituidores, Gilberto da Costa e Silva e Renato Jarsen de Melo, respectivamente, o código do fundamento legal da pensão/alteração, de 9-1-1930-2 para 9-1-1927-2, e no ato de fls. 40/42 relativo ao instituidor Renato Lins Soares, o código do fundamento legal do beneficiário, de 9-3-2812-2 para 9-3-2809-2, de acordo com o parecer da Sefip, com o endosso do Ministério Público:

Ministério da Defesa – Exército

1. TC-001.834/2003-1 – Antonia Varela de Oliveira, Araci Sá Pereira de Arruda, Dalvanira da Costa Soares, Eulália Dantas dos Santos, Eunice Batista de Lima e Silva, Heloisa Soares Lima, Josefa Ferreira de Luna, Josefa Rodrigues de Santana, Maria do Carmo Pereira da Silva, Maria dos Anjos Oliveira Moreira, Maria Geralda de Oliveira, Maria José de Jesus, Marina Barbosa da Silva, Nice Santos de Melo e Severina Félix da Silva.

PENSÃO MILITAR

ACÓRDÃO nº 1.013/2003 – TCU – 1ª Câmara

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos na 1ª Câmara, em Sessão Ordinária de 20/05/2003, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei nº 8.443/92, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1º, inciso VIII; 143, inciso II; 259, inciso II, e 260 do Regimento Interno/TCU, aprovado pela Resolução nº 155/02, em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão militar a seguir relacionados, de acordo com o parecer da Sefip, com o endosso do Ministério Público:

Ministério da Defesa – Exército

1. TC-001.851/2003-2 – Alda Gonçalves Ferro, Annanda Thais Fialho Torres, Astrogilda de Nazaré

Silva Oliveira, Benedita dos Santos Duarte, Carla Cavaca Lopes Ribeiro, Clarisse dos Santos Brito, Cristine Martins Cavaca Bodack, Dalva de Nazaré Silva Oliveira, Dielzi Regina Gonçalves Santos, Dina Matos dos Santos, Dionilda Ferreira Lacerda, Dirce Maria Machado Barreto Tavares, Elta Ferro Rabelo,

39

Eunice Pinheiro Cunha, Evandry Fialho Torres, Flordolira Alcântara Pompeu, Florinda de Nazaré Silva Oliveira, Graziela Brígido de Oliveira, Helena Lopes Daltro Pontual, Iacy Ribeiro da Costa, Iranilda Afonso de Melo Saraiva, Ivaina Moreira da Costa, Jacy Ribeiro da Silva, Janete Martins da Fonseca, Katia Cardoso de Almeida, Lindalva Nazaré Oliveira Correia, Lucia Dias de Souza, Luz Maria Daltro de Araújo e Souza, Manoel Souza da Cunha, Maria Amélia do Nascimento Moura, Maria Antonietta Almeida de Oliveira, Maria Celia do Nascimento Amorim, Maria de Fátima Cunha Gonçalves, Maria de Jesus Miranda da Cruz, Maria de Lourdes Pereira do Nascimento, Maria de Nazaré de Souza Cunha, Maria de Souza Pianchão, Maria dos Anjos Ferreira Lacerda, Maria Herculano Lopes do Nascimento, Maria Laura de Nazaré Silva Oliveira, Maria Rita Almeida Ferraz, Marluce do Socorro Oliveira dos Santos, Neide Martins Cavaca, Ondina Sidamaia da Cunha Faria, Rosielane Santos Firmes Lavinas, Valéria Oliveira Tavares, Vera Cardoso de Almeida, Walda Ferro Siqueira, Walduce Cardoso de Almeida e Ássima Justina Guedes Ribeiro.

2. TC-001.855/2003-1 – Adriele de Sousa Alencar, Aida Alves dos Santos, Alcyr Uchoa Santiago, Alzira Alves de Oliveira, Alzira Inácio Gomes, Ana Cristina Lopes Bastos da Silva, Ana Célia Coelho Costa, Ana Sabrina Borges de Negreiros, Ângela Maria Pacheco e Silva, Angélica Maria Ellery Lustosa da Costa, Angelina Helena Garcia Ellery, Anna Rosa Pedreira Martins, Antonia Maria Alves dos Santos, Antonia Michele Moraes Cardoso Medeiros, Antonia Tavares da Silva, Antonio Monteiro Junior, Aurora Barbosa Feitosa de Oliveira, Clodomira Maria da Silva Nascimento, Conceição de Maria da Costa Araújo Barros, Cristiane Cuevas Penha, Daisy Saraiva Corrêa, Doris Costa de Oliveira Silva, Dulce Carvalho de Freitas, Dulcimar Costa de Oliveira Almeida, Dulcineia Costa de Oliveira Freire, Edila Neves Monteiro, Elizabete de Froes e Penha, Elza Lopes Marques Pontes, Estetila Rodrigues Cândido, Francisca Adriana de Sousa Alencar, Francisca Machado de Aguiar Campelo, Francisca Valdirene Silva Gomes, Francisco Anderson de Sousa Alencar, Giane Carmen de Froes e Penha, Gustavo César Moreira Galvão da Silva, Ilay Garcia Ellery, Irene Barros da Costa, James Alves Monteiro, Janieyre de Froes e Penha, Joana Candida Neta, Joana Darc da Costa Araújo Lobão, Joaquina de Almeida Andrade, Joicelene dos Santos Freitas, Jose Rodrigues de Freitas Junior, Joseane dos Santos Freitas, Josefa Lopes da Silva, Katia Regina Cuevas Penha, Lenimar da Costa Araújo Teixeira, Lisbela Barbosa Dantas Pacheco, Luci Vidermina de Freitas Penha Dure, Lucila da Paz Abreu, Mara Maria Costa da Silva, Marcio Valerio da Silva, Maria Antonia Santos de Sousa, Maria Auxiliadora dos Santos Moreira, Maria Carmelita de Araújo Silva, Maria Costa Nogueira, Maria das Dores de Carvalho Rodrigues, Maria das Dores de Oliveira Medina, Maria das Graças Viana do Vale, Maria das Graças de Sousa Brandão, Maria de Fátima Alves dos Santos, Maria de Fátima Araújo Fonseca, Maria de Fátima Rodrigues Cândido, Maria de Fátima Almeida e Silva, Maria de Fátima dos Santos Palhano, Maria de Fátima Louzeiro Correa, Maria do Perpetuo Socorro Neves Ribeiro, Maria do Socorro da Costa Araújo Almeida, Maria do Socorro Macambira dos Santos Brito, Maria do Socorro Vieira Silva, Maria Elda do Nascimento Carvalho de Morais, Maria Elisabete Macambira dos Santos, Maria Ireni Cândido da Silva, Maria Jose Cidade de Almeida, Maria Madalena da Silva Pestana, Maria Pinheiro dos Santos, Maria Rocicler de Almeida Borges, Maria Salete Lopes Vasconcelos, Maria Salete Macambira dos Santos, Maria Salete Patricio da Silva, Maria Socorro de Oliveira Teles, Maria Vitoria da Silva Santos, Nadja Batista Silva, Neide Maria da Costa Araújo Soares, Noelia Rodrigues da Costa, Noely Rodrigues do Nascimento, Núbia Rodrigues dos Santos, Patrezio Alves dos Santos, Patricia Coelho Campelo, Petrucia Silva de Sousa, Raimunda Andrade da Rocha, Raimunda Ferreira de Oliveira, Raimunda Pestana Dantas, Regina Lucia Souza de Alexandria, Regina Maria da Costa Araújo Borges Leal, Reginalda Aparecida Souza de Alexandria, Rejane de Froes e Penha, Renato Adriano Cuevas Penha, Rodrigo Cesar de Sousa Borges, Ronaldo Cuevas Penha, Rosa Rosália Leite de Araújo, Rosalina de Almeida Gomes, Rosita Silva Vasconcelos de Almeida, Severina Oliveira da Silva, Sheyla Cristine de Castro Lira Garcia, Simone de Caldas Teles, Sueli Rodrigues da Silva, Valmira Gomes de Amorim Ferreira, Vania Izabel de Froes e Penha, e Zuila Alves Martins.

Ata nº 016/2003 – 1ª Câmara

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 20 de maio de 2003.

Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara

Marcos Bemquerer Costa Relator

40

Fui Presente:

Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público

ANEXO II DA ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara)

PROCESSOS INCLUÍDOS EM PAUTA

Relatórios, Votos ou Propostas de Decisão emitidos pelos respectivos Relatores, bem como os Acórdãos aprovados de nº 1.014 a 1.046, acompanhados de Pareceres em que se fundamentaram (Regimento Interno, artigos 17, 95, inciso VI, 138, 140, 141, §§ 1º a 7º e 10; e Portaria n° 42/2003).

GRUPO II - CLASSE I – 1ª CÂMARA TC 525.110/1995-0 (com um volume) Apenso: TC 525.373/1996-9 Natureza: Recurso de Reconsideração Recorrente: Marco Aurélio Bona (ex-Prefeito) - CPF n.º 217.344.103-53 Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Maior (PI)

interposto

irregulares as contas e em débito o responsável, com aplicação de multa, em decorrência de inexecução dos serviços pactuados. Novos elementos insuficientes para comprovar a regular aplicação dos recursos. Conhecimento. Não-provimento. Ciência ao recorrente.

Sumário:

Recurso

de

reconsideração

contra

Acórdão

da

Câmara

que

julgou

RELATÓRIO

Trata-se de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. Marco Aurélio Bona, ex-Prefeito do município de Campo Maior/PI, contra o Acórdão n.º 677/2001-1ª Câmara, de 06/11/2001 que julgou irregulares suas contas, condenando-o ao recolhimento de débito no valor original de CR$ 12.766.789,00, e aplicou-lhe multa no valor de R$ 3.000,00.

2. A condenação deveu-se à não-execução dos serviços relativos à construção de estrada vicinal

interligando os povoados de Tapera e Água Fria, bem assim à não-comprovação da alegada construção e pavimentação do trecho entre Boqueirão e Boa Hora e, ainda, à inexistência de vinculação entre os recursos repassados e os serviços alegadamente executados. 3. Exame preliminar de admissibilidade realizado pela Serur havia concluído pelo não conhecimento do recurso, em razão de sua intempestividade (fls. 7 a 9 do vol. 1). Entretanto, considerei que a apresentação pelo responsável do documento de fls. 13 e 14 do vol. 1 configurou a superveniência de fato novo capaz de afastar o desatendimento do requisito de tempestividade e, por despacho, determinei o encaminhamento dos autos à Serur, para exame de mérito (fl. 15 do vol. 1).

Parecer da Unidade Técnica

4. O ACE da Secretaria de Recursos encarregado da instrução assim se manifestou, no essencial

(fls. 16 a 20 do vol. 1):

“3. ARGUMENTO: O recorrente alega que quando os recursos relativos à Portaria n.º 946/93 chegaram ao município em outubro/93, a estrada Tapera-Água Fria já tinha sido iniciada com recursos

41

outros. Por isso e em razão de o convênio prever a construção de estrada vicinal no município de Campo Maior/PI, achou que poderia utilizar os recursos em outra estrada. Afirma que os recursos não foram desviados porque teria executado as obras da estrada Boqueirão – Boa Hora. Também alega que os problemas dos quantitativos que estão em desacordo com a vistoria realizada no local se dão em razão da utilização de máquinas e equipamentos da prefeitura. Quanto à necessidade da anuência do órgão repassador para a mudança do local, argumenta o recorrente que não vislumbrou necessidade para tal,

pois pensava que não estava mudando o objeto. Os custos inseridos no boletim de medição e no relatório físico financeiro estão diferentes daqueles aprovados pelo MIR, uma vez que estão em bases distintas, vez que os preços do MIR são aqueles que figuram no Plano de Trabalho e os outros estão com base na data dos pagamentos.

4. ANÁLISE:

O

acordo

feito

entre

o Município de Campo Maior e o Governo Federal,

instrumentalizado mediante a Portaria n. 946/93 do antigo Ministério da Integração Regional – MIR, objetivava a construção e pavimentação de estrada vicinal no referido município, conforme plano de

aplicação (fl. 215, vol. principal). O plano de aplicação estabelecia que a estrada a ser construída seria a de ligação dos povoados Tapera/Água Fria.

5. É incontroverso o fato de que não houve a execução dessa obra, para o qual o recorrente alega

que entendeu cabível a alteração do objeto e que teria construído a estrada ligando Boqueirão/Boa Hora. Essa alteração não é legal, pois se deu sem o acordo do órgão repassador dos recursos. Além do

mais, não socorre o recorrente o fato de que a Portaria fazia referência à ‘construção de estrada vicinal no Município de Campo Maior’, vez que a mesma portaria remetia ao plano de aplicação, que era claro ao se referir à construção da estrada Tapera/Água Fria.

6. Vale salientar que essa alteração de objeto não é o ponto essencial do processo. A questão

central é que não foi comprovada a construção de uma estrada nem de outra.

7. Atendendo à proposta do Ministério Público, o Ministro-Relator determinou que a Secex/PI

realizasse auditoria para verificar a execução das obras, tendo apurado, por meio de verificação in loco, uma série de irregularidades na gestão dos recursos (fls. 148/169, TC 525.373/96-6, apenso ao presente

processo). As constatações mais relevantes da equipe de auditoria foram:

a) os serviços relativos à construção de estradas vicinais interligando os povoados de Tapera e

Água Fria, objeto do Plano de Aplicação pertinente à Portaria/MIR n. 946/93, não foram executados (item 31.a, fl. 162);

b) com os recursos advindos da referida Portaria, a Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI

pagou, em 27/10/93, dois dias após o respectivo crédito, à Construtora OAS Ltda. a importância de CR$ 12.766.789,00 (valor exato da aludida Portaria) para construção e pavimentação de 10 km de estrada vicinal entre os povoados Boqueirão e Boa Hora (item 14); c) parte da estrada supostamente construída fica em outro município (item 23);

d) os quantitativos de serviços constantes do Boletim de Medição n. 07/93-BM07 (fls. 124/125) e

Relatório de Execução Físico Financeira-REFF (fl. 141) são incompatíveis com a extensão total da estrada, conforme demonstrado nas alíneas do item 21 do Relatório de Auditoria (fl. 158); e) com respeito ao contrato firmado com a Construtora OAS, observa-se uma série de irregularidades graves, conforme assinalado pela equipe de auditoria (item 26/27/28, fls. 160-1); e f) inidoneidade das notas fiscais de fls. 144/145, haja vista que foram emitidas após o prazo de validade, salientando-se que não foram identificadas com o número do convênio ou similar (item 30, fl.

161).

8. Ainda, conforme bem salientado pelo Relator a quo, ‘com respeito ao Contrato s/n.º assinado

entre a Prefeitura de Campo Maior/PI e a Construtora OAS Ltda., importa registrar que, consoante a Cláusula décima segunda do mencionado Contrato, as despesas referentes ‘a pavimentação, drenagem, sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, infra-estrutura e equipamentos urbanos’, correriam à conta ‘dos recursos do Governo Federal, Governo Estadual, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco Mundial (BIRD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras fontes de recursos que forem alocados para esse fim’. À vista do contido nessa cláusula contratual, a meu ver, não há vinculação entre as importâncias repassadas mediante a Portaria/MIR n. 946/93 e os alegados serviços executados, não se podendo afirmar, em decorrência, que as diversas irregularidades apuradas (v. item a.2 e desdobramentos do Relatório precedente) tenham sido,

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efetivamente, praticadas com os recursos objeto da aludida Portaria.’ Assim, o contrato não era preciso quanto ao objeto, nem quanto à fonte de recursos, impossibilitando a vinculação dos recursos federais com a execução da obra. 9. Do contexto das irregularidades, nota-se que o ponto central - e que chega ser prejudicial ao exame de outras irregularidades – é a aferição se houve comprovação de aplicação dos recursos públicos na finalidade para a qual se propunha. Nessa vertente, sobressai-se a falta de comprovação da aplicação dos recursos. Os documentos apresentados pelo prefeito responsável não são suficientes para provar que tenha sido construída a estrada com os recursos transferidos pelo Governo Federal. A

emissão da nota fiscal fora do seu prazo de validade, a falta de referência da origem dos recursos na nota fiscal (possibilitando que mais de uma fonte de recursos transfira recursos para a mesma obra) e a cláusula contratual prevendo um objeto diverso do pactuado, assim como fonte de recursos de outras instituições, demonstram incoerência intransponível na comprovação dos recursos.

10 As demais irregularidades são indícios de uma operação montada pelo recorrente com a

pretensão de provar a aplicação dos recursos. O pagamento à Construtora dois dias após o crédito na conta da prefeitura é indicativo de fraude com recursos públicos, pois a execução de despesas públicas deve seguir fielmente os estágios previstos na Lei n.º 4.320/64, quais sejam: empenho, liquidação e pagamento. Adiciona-se a esses estágios os procedimentos prévios de contratação (previsão orçamentária, projeto básico, orçamento detalhado em planilhas, minuta de edital, aprovação pela assessoria jurídica, publicação, abertura das propostas, julgamento da licitação, prazo para recursos, homologação, adjudicação, contratação) e também o prazo de execução da própria obra. E não há que se alegar que todos esses atos são requisitos meramente formais, porque, ao contrário, visam a eficiência, a transparência e a isonomia na administração pública.

11 Quanto à utilização de máquinas da prefeitura, não aproveita ao recorrente, vez que não se

deve fazer contrato verbal (se é que teve essa espécie de ajuste com a construtora) e, ainda, não se trata de quantidade executada a menor do que prevista, mas de incoerência entre as quantidades supostamente executadas.

12 Assim, todos esses elementos são fortes o suficiente para concluir que não houve a comprovação

efetiva da aplicação regular dos recursos públicos transferidos pelo extinto Ministério da Integração

Regional, sendo, portanto, adequada a decisão recorrida ao condenar em débito e aplicar multa ao responsável.

13 ARGUMENTO: Alega ainda que a Construtora OAS Ltda. foi contratada pela Prefeitura para a

execução das obras e, nesse caso, se pairam dúvidas sobre a execução dos serviços, a Construtora deveria ser chamada para integrar a lide, estando, então, pela ausência da Construtora, irregular a

formação e desenvolvimento do processo. Por fim, requer que seja dado reinício ao processo com todas as partes envolvidas na lide.

14 ANÁLISE: O processo de contas não se confunde com o processo civil, com o processo penal e

com o processo administrativo comum. Como pano de fundo no processo de contas reside uma relação jurídica especial entre o Tribunal de Contas e os jurisdicionados. Além disso, existe o regime jurídico administrativo que possui peculiaridades que o tornam especial dentro do ordenamento jurídico pátrio. Esse regime especial prevê prerrogativas para a Administração, mas também estabelece sujeições. Devido à administração de interesses que não são próprios, mas do povo (interesse público), o administrador público deve respeito a uma série de princípios e regras, visando, em última instância, a transparência, isonomia e eficiência na máquina administrativa.

15 Nesse sentido, os princípios da legalidade estrita, da publicidade, da motivação do ato

administrativo, da forma escrita do ato administrativo, dentre outros, visam a dois objetivos. O primeiro, tem em vista a publicidade dos atos administrativos, facilitando o controle institucional (controle interno,

externo e judicial) e o controle social e político. O segundo objetivo constitui um benefício para o próprio dirigente público que, agindo em obediência estrita às normas legais e seguindo todos os

princípios que guiam a atuação da administração pública, dá contas de sua gestão de forma facilitada, pois possuíra todos os elementos que comprovam a boa e regular aplicação dos dinheiros públicos. É como no Direito Comercial e Tributário, nos quais a escrituração contábil regular faz prova em favor do comerciante.

43

jurídica material ocorre entre um ente que é o julgador das contas e o dirigente público responsável pelo gerenciamento do patrimônio público (Tribunal x Gestor). É uma relação na qual sobressai a atividade de prestação de contas e o controle externo, visando aferir a legalidade e legitimidade dos atos administrativos. Então o objeto do controle externo é o ato administrativo ou ato de gestão de recursos públicos, tendo como sujeito um agente público, ou um particular nessa condição por equivalência.

17 Verifica-se que, primordialmente, o processo de contas se desenvolve em face do responsável

direto pelo emprego dos recursos públicos, pois ele deve prestar contas, e o Tribunal tem o poder de cobrá-las e julgá-las. Essa conclusão tem amparo no art. 70 da Constituição Federal e na regulamentação insculpida na Lei n. 8.443/92.

18 A par dessas premissas, verifica-se que o presente processo instaurou-se e desenvolveu-se

regularmente. Houve a citação com a caracterização do ato impugnado, a defesa efetiva do responsável,

a oportunidade de produzir provas, o julgamento por um tribunal natural e imparcial, dentre outras oportunidades processuais que demonstram a falta de nulidade da decisão recorrida, bem como a ausência de prejuízo para o recorrente. 19 Assim, constata-se que a decisão recorrida respeitou o devido processo legal, tendo chegado à conclusão que o ex-prefeito não comprovou a execução das obras pactuadas no convênio, apreciando, ainda, a culpabilidade do responsável. Daí, pelas razões coerentemente expostas e fundamentadas na Proposta de Decisão do Relator Marcos Bemquerer Costa, sintetizadas nos considerandos do Acórdão, o

responsável foi condenado em débito e em multa, atendendo-se o caráter pessoal da sanção. Ou seja, o processo encerra todos os elementos necessários para o julgamento da legalidade e legitimidade dos atos administrativos praticados pelo agente público.

20 Quanto à participação da Construtora, se por hipótese considerarmos que existe uma possível

solidariedade entre ambos, ou co-autoria, concluímos, ainda assim, que não é suficiente para anular o

processo. O Código de Processo Civil (arts. 77-80) prevê o instituto do chamamento ao processo, pelo qual o réu deve chamar ao processo o devedor solidário para que o juiz declare, na mesma sentença, as responsabilidades dos obrigados, sob pena de precluir esse direito (impossibilidade de alegar a solidariedade no mesmo processo em momento posterior). No processo penal, o conhecimento posterior de que o crime tenha sido praticado em co-autoria não anula o processo findo, no qual condenou definitivamente o primeiro indivíduo processado. Ademais, não há que se falar em declarar a nulidade em favor da parte que a provoca, assim como quando não a alega tempestivamente.

21 Quanto ao aspecto processual, ainda invocamos o princípio segundo o qual não se declara a

nulidade sem prejuízo. O não-chamamento da Construtora não gerou prejuízo na defesa do recorrente, pois este teve todos os meios e recursos a sua disposição para comprovar a efetiva aplicação dos

recursos públicos. O fato de não ter havido condenação solidária não eiva o processo de vício, haja vista que a solidariedade é um benefício do credor, e não do devedor. Por esse motivo é que a Lei Orgânica do TCU (art. 16) permite que o Tribunal fixe a responsabilidade solidária, desde que seja no mesmo processo e que se encontre em fase processual equivalente.

22

Por

fim,

temos

que

a

natureza

da

responsabilidade

do

gestor

público

é

diversa

da

responsabilidade da empresa privada. O gestor público está sujeito ao regime peculiar que rege a administração pública, especialmente no que tange ao dever de prestar contas (=comprovar) do regular e bom emprego das verbas públicas. Há um ônus de o gestor provar que os seus atos se deram de acordo

com os princípios e regras administrativas. Por sua vez, a empresa privada (=terceiro) que se relaciona com a administração pública não sofre o mesmo tipo de controle. Os terceiros têm a responsabilidade diferenciada, pois somente são alcançados quando comprovado, pelo órgão de controle externo, a participação no cometimento do dano causado ao erário. Neste caso, o ônus da prova não é invertido. Essa diferenciação é importante na medida em que ressalta a peculiaridade das responsabilidades e a independência na sua apuração e julgamento, deixando em relevo que não se trata de litisconsórcio unitário, a exigir decisões necessariamente uniformes.

23 Quanto aos desdobramentos que podem surgir numa eventual instauração de um novo processo,

vale notar que podem ser corrigidos, se necessário, com instrumentos jurídicos adequados, tais como:

ação de regresso, embargos de divergência, recurso de revisão, embargos do devedor, dentre outros.

24 Diante de uma possível responsabilidade da Construtora OAS, é o caso de se retornar os

presentes autos ao relator a quo para aferir a possibilidade de se instaurar um processo para apurar

44

eventual co-autoria na não-execução das obras previstas no convênio por parte da Construtora OAS Ltda.

25 De todo o exposto, conclui-se que o documento apresentado pelo recorrente não é capaz de

afastar a sua responsabilidade, assim como não há elementos para comprovar a efetiva execução da obra e, por conseguinte, desconstituir a decisão recorrida.

26

Dessa forma, submetemos os autos à consideração superior, com a proposta de:

a)

conhecer do Recurso de Reconsideração, para, no mérito, negar-lhe provimento;

b)

dar ciência ao recorrente da decisão que vier ser proferida.

5.

O Diretor da 3ª Diretoria Técnica da Serur, em parecer de fls. 21 a 24, assinala que, caso se

conclua pelo ingresso da Construtora OAS Ltda. no processo, como requerido pelo recorrente, a citação poderia se processar mediante a interposição de recurso de revisão pelo Ministério Público junto ao TCU,

preservando-se a condenação do Sr. Marco Aurélio Bona. Sugere, assim, com a anuência do Secretário da Serur, o conhecimento e não-provimento do recurso e a remessa dos autos ao MP/TCU, a fim de que este avalie a conveniência de interpor recurso de revisão para incluir aquela construtora como responsável solidária.

Parecer do Ministério Público

6. Em seu parecer, o Procurador Marinus Marsico assinala que o documento posteriormente

apresentado pelo responsável (cópia do cheque que comprova a utilização integral dos recursos em pagamento à Construtora OAS, dois dias após terem sido recebidos pelo Município) na verdade não

constitui fato novo, haja vista ter sido objeto de referências e comentários nos autos, e deles constar cópia do mesmo cheque (fl. 386 do vol. principal e fl. 146 do TC-525.373/1996-9 anexo). Desse modo, opina pelo não conhecimento do recurso, ante o desatendimento dos requisitos de admissibilidade.

7. No entanto, caso este Colegiado se incline pelo conhecimento do recurso, apresenta análise de

mérito na qual, inicialmente, registra que na atual fase processual são repetidos argumentos anteriormente

rejeitados por ocasião do julgamento das contas.

8. Quanto à inclusão da construtora como responsável solidária, consigna que não há nos autos

elementos que permitam indicar o modo pelo qual teria a empresa concorrido para o cometimento do dano, razão pela qual opina contrariamente à proposta. Pelo mesmo motivo, considera inadequada a interposição de recurso de revisão com o propósito de chamar a Construtora OAS à lide.

9. Em conclusão, o representante do Ministério Público junto ao TCU opina pelo não conhecimento

do recurso. Alternativamente, em caso de conhecimento, posiciona-se por que a ele seja negado

provimento.

É o Relatório.

VOTO

Examina-se recurso de reconsideração interposto contra o Acórdão nº 677/2001, proferido por este Colegiado na sessão de 06/11/2001. Essa deliberação julgou irregulares as contas do ora recorrente, condenando-o ao pagamento de débito no valor original de CR$ 12.766.789,00, tendo aplicado, ainda, multa no valor de R$ 3.000,00, em virtude de irregularidades na aplicação dos recursos federais

repassados por meio da Portaria nº 946/93 do extinto Ministério da Integração Regional, para construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria.

2. A Unidade Técnica inicialmente se posicionou pelo não-conhecimento do recurso, em razão de

sua intempestividade. Com o ingresso posterior nos autos do documento de fls. 13 e 14 do vol. 1, determinei o exame no mérito da peça recursal, ante a aparente superveniência de fato novo, que posteriormente não se confirmou, tendo sido constatado que o documento já constava dos autos. Verifico, entretanto, que o prazo para interposição do recurso se esgotava no dia 04/02/2001, e a peça contestatória foi protocolada em 05/02/2001, apenas um dia após o esgotamento do prazo regimental. Entendo que essa intempestividade pode ser relevada, conhecendo-se do recurso em atenção aos princípios do formalismo moderado e da busca da verdade material.

45

3. Superada essa preliminar, os pareceres são uniformes no sentido de negar provimento ao recurso,

posicionamento ao qual me alinho.

4. Com efeito, o recorrente repete em sua quase totalidade argumentos já rejeitados por ocasião do

julgamento das contas. Afirma, por exemplo, que os recursos foram utilizados na construção de estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora, já que a estrada prevista pela Portaria nº 946/93 havia sido iniciada com recursos da Prefeitura e que executou as obras utilizando contrato que a prefeitura anteriormente celebrara com a Construtora OAS. Entretanto, permanece sem comprovação a construção deste trecho de rodovia. Persiste, de igual modo, a ausência de vinculação entre os recursos federais repassados e os serviços alegadamente executados.

5. No que se refere ao eventual chamamento da Construtora OAS para que passe a figurar como

responsável solidária, o posicionamento do Ministério Público junto ao Tribunal, órgão legitimado a

interpor o recurso de revisão cabível para esse fim, é no sentido da ausência, nos autos, de elementos que permitam indicar o modo pelo qual a construtora teria concorrido para o cometimento do dano. Diante disso, o representante do Ministério Público considera inadequada ao caso a interposição de recurso com

a finalidade de incluir a construtora no processo. Ante o exposto, voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação da 1ª Câmara.

T.C.U., Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator

Proc. TC-525.110/1995-0 Tomada de Contas Especial

PARECER

Tratam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada contra o Sr. Marco Aurélio Bona, ex- Prefeito do Município de Campo Maior/PI, em virtude de irregularidades verificadas na aplicação dos recursos federais repassados em 25/10/93, no valor de CR$ 12.766.789,00 (doze milhões setecentos e sessenta e seis mil setecentos e oitenta e nove cruzeiros), por meio da Portaria nº 946/93 do antigo Ministério da Integração Regional - MIR, objetivando a construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. Examina-se, nessa fase processual, recurso de reconsideração interposto pelo responsável (fls. 01/05

- Vol. 1) contra o Acórdão nº 677/2001 - 1ª Câmara (fls. 443/444 do Vol. Principal), que julgou suas

contas irregulares, condenando-o ao ressarcimento do débito e aplicando-lhe multa no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais). Passando ao exame do feito convém, inicialmente, que sejam analisados os requisitos de admissibilidade aplicáveis à espécie, o que faremos, em breves comentários, a seguir. A SERUR, ao tratar do assunto, posicionou-se, a princípio, pelo não conhecimento do recurso, por entender que este fora interposto além do prazo permitido e que não se fizera acompanhar de fatos novos que pudessem relevar sua intempestividade, conforme previsão contida no art. 32, parágrafo único, da Lei nº 8.443/92 (fls. 07/09 - Vol. 1). Contudo, com a apresentação posterior pelo responsável de suposto novo documento - cópia do cheque que comprova a utilização integral dos recursos em pagamento à Construtora OAS, dois dias após ter sido recebido pelo Município (fls. 13/14 do Vol. 1) -, entendeu o E. Relator que se fez presente fato novo capaz de afastar a intempestividade, razão pela qual determinou à Unidade Técnica que procedesse ao exame de mérito (fl. 15 - Vol. 1). Examinando atentamente o mencionado documento observamos, no entanto, que parece assistir razão à SERUR no que tange à ausência de fatos novos na peça recursal. Tal posição se justifica, primeiro porque, longe de ser nova ou desconhecida, a informação que a cópia do cheque encerra foi objeto de inúmeros comentários nos autos, a exemplo do Voto Condutor do Acórdão atacado, no qual o Relator expressamente fez referência ao assunto (primeiro parágrafo, alínea “b”, a fls. 442 - Vol. Principal).

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Ademais, nem mesmo o documento em si pode ser considerado novo, visto que já havia cópia idêntica do referido cheque a fls. 386 do Vol. Principal e a fls. 146 do TC nº 525.373/1996-9, que está apensado ao presente processo. Desse modo, em não havendo fato novo capaz de superar a intempestividade, cremos que o recurso não preenche os requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual opinamos, de pronto, pelo seu não conhecimento. Não obstante a proposta ora defendida, há que se considerar que o Colegiado, divergindo dessa posição, poderá vir a decidir pelo exame positivo da admissibilidade. Considerando a viabilidade dessa hipótese, entendemos conveniente, em respeito ao princípio da eventualidade, avançar na análise de mérito do recurso. Assim procedendo, convém ressaltar, inicialmente, que o recorrente, ao fundamentar seu pleito, praticamente repete os argumentos que foram rejeitados por ocasião do julgamento das contas. Com

efeito, sustenta o responsável que os recursos foram utilizados na construção de estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora - já que a estrada então prevista pela Portaria nº 946/93 havia sido iniciada com recursos de outras origens - e que executou as obras utilizando contrato que a Prefeitura anteriormente celebrara com a Construtora OAS. Não apresenta, em seu socorro, um único documento sequer que se preste a auxiliar na comprovação da regularidade da despesa, visto que a cópia do cheque de fls. 13/14 - Vol. 1, conforme comentado anteriormente, nada inovou nos autos. Aduz, ao final, que, se dúvidas pairam sobre a execução ou não da obra que afirma ter efetuado, que se chame a Construtora para integrar

a lide, já que teria sido ela a beneficiada do suposto prejuízo causado ao Erário. Vale registrar que a

pretensa solidariedade da Construtora é, de fato, o único argumento que até então não fora oferecido pelo responsável em manifestações anteriores.

Iniciando o exame da questão precisamente por esse ângulo, impende comentar que a solidariedade não se presume, devendo resultar da lei ou da vontade das partes. Nessa linha, a possível

responsabilização da Construtora, no caso presente, dependeria da avaliação positiva de sua conduta

frente ao disposto no art. 16, § 2º, alínea “b”, da Lei nº 8.443/92: “

o Tribunal, ao julgar irregulares as

contas, fixará a responsabilidade solidária do terceiro que, como contratante ou parte interessada na

prática do mesmo ato, de qualquer modo haja concorrido para o cometimento do dano apurado”. Não nos parece ser esse o caso. Primeiro, não há elementos nos autos que sugiram ter havido fraude

ou conluio entre o gestor e a contratada com o objetivo de lesar o Erário. Embora a Construtora tenha sido

a beneficiária dos recursos o pagamento recebido não pode, por si só, ser considerado indicador de

irregularidade, visto que a Construtora mantinha, à época, um contrato com o Município para a execução

de obras daquela natureza. Segundo, não há indícios de que a Construtora tenha sido remunerada por serviços não executados, haja vista o contido no Relatório de Inspeção de fls. 149/165 do TC nº

525.373/1996-9, no qual, ao contrário, questionou-se que os quantitativos de serviços constantes do Boletim de Medição nº 07/93 (fls. 387/389 - Vol. Principal) e do Relatório de Execução Físico-Financeira (fl. 290) se mostraram aquém do que seria esperado, dada a extensão total da estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora. Finalmente, o responsável sustenta enfaticamente que a obra foi executada, argumento este que, se aceito, opõe-se à pretensa responsabilização da Construtora. Dessa forma, em não havendo nos autos elementos que permitam indicar o modo pelo qual a Construtora OAS teria concorrido para o cometimento do dano, não nos parece apropriado arrolá-la como responsável, solidariamente com o ex-gestor. O mesmo, no entanto, não se aplica ao Sr. Marco Aurélio Bona. Conforme adequadamente colocado pela SERUR sobre o ex-Prefeito pesa indiscutível responsabilidade, visto que deixou de executar o objeto a que estava obrigado, previsto no Plano de Aplicação pertinente à Portaria/MIR nº 946/93. Depois, tendo utilizado os recursos provenientes da referida Portaria em outra obra, apresentou prestação de contas contendo graves irregularidades (v. fls. 162/165 do TC nº 525.373/1996-9), as quais, por não permitirem a comprovação da regular aplicação dos recursos, resultaram na sua condenação. Com

a interposição do presente recurso praticamente repete argumentos anteriormente examinados, não sendo,

portanto, capaz de afastar as irregularidades a ele então atribuídas. Não merece prosperar, igualmente, o pedido para que seja a Construtora ouvida, a fim de que demonstre que cumpriu o contrato estabelecido com o Município, pois, nesse caso, estar-se-ia invertendo o ônus da prova, já que todo aquele que gere recursos públicos tem o dever de comprovar a sua boa aplicação. Por fim, julgamos oportuno comentar sobre a proposta da Unidade Técnica, no sentido de que o

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MP/TCU avalie a conveniência de interpor recurso de revisão para chamar a Construtora OAS à lide. Sobre o assunto, é evidente, em função de tudo o que comentamos neste Parecer, que consideramos tal providência inadequada ao caso. Gostaríamos de registrar, contudo, que, caso entendêssemos haver elementos que justificassem a inclusão da Construtora no processo, para que respondesse pelo débito solidariamente com o Sr. Marco Aurélio, nossa proposta, diferentemente do que fora defendido pela SERUR, seria pelo provimento do recurso, tornando insubsistente o acórdão recorrido, para que fosse promovida a citação solidária dos responsáveis. Não nos parece que seria apropriado manter a condenação do responsável, sujeitando-o à execução judicial da dívida, e ao mesmo tempo interpor recurso de revisão para que um novo responsável fosse chamado a responder solidariamente pelo débito. Embora o instituto da solidariedade seja um benefício conferido ao credor, pois faculta-lhe exigir de quaisquer dos devedores solidários o pagamento da totalidade da dívida, é preciso considerar que o julgamento das contas pelo Tribunal se dá em um contexto bastante mais abrangente do que a mera recomposição do dano. Segundo entendemos, em se decidindo pela inclusão de um novo responsável solidário no processo, necessário se faz reabrir a fase do contraditório para todos os envolvidos, visto que se estabelece uma nova relação processual. Assim entendido, e à vista de todo o exposto, manifestamo-nos pelo não conhecimento do recurso. Alternativamente, caso o mesmo venha a ser conhecido pelo Tribunal, posicionamo-nos por que seja a ele negado provimento.

Ministério Público, em 22 de Abril de 2003.

Marinus Eduardo De Vries Marsico Procurador

ACÓRDÃO Nº 1.014/2003 - TCU - 1ª CÂMARA

1. Processo n.º TC 525.110/1995-0 (com um volume) Anexo: TC 525.373/1996-9

2. Grupo II, Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração

3. Recorrente: Marco Aurélio Bona (ex-Prefeito) - CPF nº 217.344.103-53

4. Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI

5. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça

5.1. Relator da deliberação recorrida: Auditor Marcos Bemquerer Costa

6. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo de Vries Marsico

7. Unidades Técnicas: Secex/PI e Serur

8. Advogado constituído nos autos: não há

9. Acórdão:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. Marco Aurélio Bona, ex-Prefeito do município de Campo Maior/PI, contra o Acórdão n.º 677/2001-1ª Câmara, de 06/11/2001 que julgou irregulares suas contas, condenando o responsável ao recolhimento de débito no valor original de CR$ 12.766.789,00 e aplicou-lhe multa no valor de R$ 3.000,00, em virtude de

irregularidades na aplicação dos recursos federais repassados por meio da Portaria n.º 946/93 do extinto Ministério da Integração Regional, para construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da 1ª Câmara, ante as razões expostas pelo Relator, em:

9.1. conhecer do Recurso de Reconsideração interposto, nos termos do art. 32, inciso I, c/c o art. 33,

ambos da Lei n.º 8.443/92, para, no mérito, negar-lhe provimento;

9.2. dar ciência da presente deliberação ao recorrente.

10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária

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12.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência), Marcos Vinicios Vilaça (Relator), Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 12.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.

HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência

MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator

Fui presente:

PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral

GRUPO I - CLASSE I - 1ª CÂMARA TC-012.376/1999-0 (com 1 volume) Apensos: TC-002.678/2001-3 e TC-003.608/1999-9 Natureza: Recurso de Reconsideração Órgão: Prefeitura Municipal de Baturité/CE Recorrente: Raimundo Ivo dos Santos Oliveira (ex-prefeito)

Sumário: Recurso de Reconsideração. Contas de recursos de convênio julgadas irregulares com

na

caracterização rigorosa do objeto do convênio, inimputável ao recorrente, permitia alteração técnica. Impossibilidade de se atribuir ao recorrente solidariedade nos danos perpetrados pela executora, que se apropriou de equipamentos adquiridos com os recursos transferidos. Provimento do recurso. Modificação do acórdão recorrido. Ciência aos interessados.

condenação

em

débito

e

ao

pagamento

de

multa.

Conhecimento.

Identificação

de

que

falha

RELATÓRIO

Trata-se de recurso de reconsideração interposto por Raimundo Ivo dos Santos Oliveira, ex-prefeito de Baturité/CE, contra o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara, por meio do qual foram julgadas irregulares as contas do ora recorrente, assim como do também ex-prefeito Fernando Lima Lopes e da empresa Elétrica

do Brasil Com. Ltda., nas pessoas de seus sócios, com condenação em débito solidário e ao pagamento de multas individuais, em virtude da rejeição da prestação de contas do Convênio nº 156/96, celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento, com vista à implantação de rede de eletrificação rural no município.

2. De acordo com o acórdão recorrido, a condenação fundamentou-se, sobretudo, na constatação da

ocasionando a

implantação de rede monofásica ao invés de trifásica na localidade de Correntes (

paralisação dos trabalhos de eletrificação, bem como a inexecução do Convênio nº 156/96”, e da “retirada de equipamentos (transformadores, cabos elétricos, etc.) da obra, mesmo em trechos já

),

concluídos (

gerando o colapso socioeconômico do objeto do Convênio”.

),

o que impediu a energização (

),

provocando a perda do sistema elétrico como um todo,

Parecer da Serur

3. Depois de opinar pela admissibilidade do recurso, a Serur analisou a argumentação do recorrente

desta forma (fls. 14 e 17/24, vol. 1):

“(

)

Mérito Argumento 3. O recorrente argúi que a irregularidade pela qual foi responsabilizado, ou seja, a construção de parte da rede elétrica na localidade de Correntes, em modo monofásico, não procede, pois não consta do

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convênio, nem tampouco do Plano de Trabalho, a especificação quanto ao tipo de rede a ser construída, bem como quanto ao tamanho da obra. Análise

3.1 Realmente o Plano de Trabalho, juntado à fl. 60 v.p., não faz menção especificamente ao tipo

de rede a ser construída, se monofásica, bifásica ou trifásica. É feita referência à extensão da rede. Já o Relatório de Fiscalização nº 047/97 (fls. 63/69 v.p.), realizado pela Delegacia Federal de Controle, faz

alusão no item 3.2 aos anexos do Plano de Trabalho, os quais referenciam as localidades, número de transformadores a serem instalados, número de consumidores e os tipos e extensão das linhas de distribuição, todas trifásicas.

3.1.2 Apesar disso, pairam dúvidas se o recorrente tinha ou não conhecimento a respeito dos

mesmos, uma vez que não estão presentes nos autos os anexos ao Plano de Trabalho. Nesse contexto, não

existem provas que possam incriminar o responsável, visto que o próprio Plano não especificava o sistema com base em que deveria ser instalada a rede elétrica na localidade em que surgiu posteriormente o impasse.

3.1.3 É evidente que a omissão no Plano de Trabalho quanto ao tipo de rede a ser instalada, além

de provocar os transtornos na execução do convênio, vem também demonstrar, sem dúvida, falta de zelo

do órgão concedente dos recursos ao descumprir a IN/STN/02/93, então em vigor, a qual estabelece que deve integrar o Plano de Trabalho, sempre que a execução compreender obra ou serviço de engenharia,

o projeto básico, o qual se constitui dos elementos que devem integrar a obra ou serviço, da estimativa de custo, prazo de execução, fases ou etapas dessa execução (art. 2º, § 3º).

3.1.4 Por conseguinte, não se vislumbra como imputar responsabilidade ao recorrente, mesmo

porque as metas previstas no Plano de Trabalho foram cumpridas ainda na sua gestão, como confirma o Relatório de Fiscalização nº 047/97 – fls. 63/69 v.p. (item 3.15, alíneas ‘c’ e ‘d’). Argumento

4. Entende que se o Relatório de Fiscalização nº 047/97-DFC/CE (fl. 70, item 9.1 v.p.) faz restrição

à ausência de detalhamento no Plano de Trabalho, isso confirma que os convenentes devem se ater ao

conteúdo do referido Plano. A mesma regra se estende aos órgãos de fiscalização. Acrescenta que o Sr. Delegado Federal de Controle no Estado do Ceará (fl. 67 v.p.) confirma que a rede foi instalada

(alta/baixa) de acordo com as especificações do Plano de Trabalho, exceto com relação à localidade de Joamirim. Análise

4.1 É evidente que os convenentes devem se ater ao Plano de Trabalho, sendo um instrumento

imprescindível para os órgãos de fiscalização, uma vez que o seu descumprimento, obviamente, vem

refletir na inexecução parcial ou total do convênio.

4.1.1 As demais alegações são procedentes, tendo em vista que, segundo dados constantes do

Relatório (fl. 66, alíneas ‘c’ e ‘d’), as localidades de Sítio Chapada e Mucunã dos Pinéus, Riacho dos

Negros e Iracema, constantes do Plano de Trabalho, foram todas beneficiadas com a eletrificação rural. Argumento

5. Explica que o Plano de Trabalho foi alterado excluindo a localidade de Joamirim devido a sua

localização estar quase que totalmente no município vizinho de Aracoiaba, Com isso, explica que aumentou-se o tamanho da obra em outras localidades, com a permissão da entidade fiscalizadora,

independente de termo aditivo (itens ‘c’ e ‘d’, fl. 66 v.p.). Análise

5.1 Realmente, consta à fl. 66 do vol. principal que a soma de todas as localidades supera a

metragem especificada no Plano de Trabalho. Ainda que não tenha sido apresentada a manifestação da entidade a respeito, não se vislumbra, dos motivos alegados para a exclusão da referida localidade

(Joamirim), má-fé na conduta praticada pelo recorrente. Argumento

6. Alega, ainda, que como a obra ficou com o prazo de conclusão bastante reduzido (fl. 150 –

cláusula VI), apenas 30 dias, e os recursos só foram creditados em 12.11.96 (fl. 04 v.p.), implicava em tomada de decisões rápidas a fim de possibilitar a completa utilização dos recursos. Como respaldo às

modificações empreendidas, menciona o documento de fl. 142 v.p., encaminhado ao órgão repassador, e

a própria Lei nº 8.666/93 (art. 65, inciso I), que permite essas modificações.

50

Análise 6.1 O ofício de fl. 142 v.p. do então Prefeito, ora recorrente, comunica ao Secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e do Abastecimento a alteração do Plano de

Trabalho. Embora não conste dos autos a anuência por parte do órgão concedente, entende-se razoável

a justificativa apresentada para a medida adotada.

6.1.1 Quanto à Lei nº 8.666/93 (art. 65, inciso I), não se vislumbra a sua aplicabilidade neste caso

específico, uma vez que não se questiona nos autos a alteração do contrato firmado entre o Município e a empresa, hipótese permissiva para a sua aplicação, e sim a exclusão da localidade de Joamirim prevista no Plano de Trabalho, parte integrante do convênio firmado entre o município e a União, através do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Situação, portanto, diversa. Argumento

7. Observa que foi orientado para instalar a rede no sistema monofásico, tanto pela Comissão de

Fiscalização Municipal (fl. 36 v.p.) como pela própria empresa contratada. No caso da implantação da

rede elétrica na Serra dos Correntes, foi informado de que havia trechos excessivamente aplainados, com picos de altura considerável e grandes depressões. Análise

7.1 Os argumentos apresentados não são convincentes, mesmo porque as dificuldades enfrentadas,

embora não evidenciadas de forma direta pelo recorrente, referem-se basicamente à fixação dos postes

de iluminação que, neste caso, uma vez efetuada, serve para os dois sistemas (monofásico e trifásico). Argumento

8. Acrescenta que, pelo documento de fl. 43 v.p., é tecnicamente possível a construção da rede em

alta e baixa tensão no modo não-trifásico, sendo que o termo aditivo de fl. 286 v.p., ao autorizar a instalação de rede elétrica não-trifásica não causou descumprimento ao Plano de Trabalho. Análise

8.1 O cerne da questão não diz respeito a ser viável ou não a construção de rede em modo não-

trifásico, e sim à escolha do sistema monofásico para a localidade de Correntes, ao invés do sistema

trifásico, reconhecido como bem mais potente. A opção pelo sistema monofásico veio provocar, já na gestão do prefeito sucessor, o impasse entre a população beneficiada e a empresa contratada para efetuar os serviços, que culminou na retirada dos equipamentos instalados.

8.1.1 Quanto aos documentos referenciados, o primeiro, de fl. 44 v.p., refere-se ao Parecer Técnico

de Recebimento das Obras de Infra-Estrutura da Delegacia Federal de Agricultura (fl. 44 v.p.), em

04.12.97, que, apesar de evidenciar de forma não muito precisa a realização do sistema de rede implantado, em alta e baixa tensão, conclui pela não-aprovação das contas.

8.1.2 O segundo documento, de fl. 286 v.p., referente ao termo aditivo celebrado entre o município

e a empresa, confirma apenas a implantação da rede no modo não-trifásico na localidade de Correntes que, como já ressaltado no item anterior, provocou a ruptura da obra.

Argumento

ao findar a sua administração em 31.12.96, não havia sido apontada

irregularidade na obra, concluída em cerca de 80%, restando apenas o trecho de Correntes, que foi continuado na nova administração. Se houve, após a sua gestão, paralisação da obra, falta de fiscalização e retirada de equipamentos de trechos já concluídos, não pode ser responsabilizado por tais fatos, uma vez que não ocorreram na sua gestão. Cabia, a seu ver, ao gestor que lhe sucedeu dar prosseguimento à obra, a quem competia efetuar o pagamento da última parcela à Elétrica do Brasil Com. Ltda. (Elebra), como se reconhece nos autos (fls. 315 e 320 v.p.). Análise

9.1 Note-se que o Relatório de Fiscalização da Delegacia Federal de Controle no Estado do Ceará

(fls. 63/69 v.p.), na vistoria realizada, confirma realmente a realização das obras de eletrificação nas localidades beneficiadas pelo convênio, ressalvando a exclusão da localidade de Joamirim e a implantação da rede não-trifásica na localidade de Correntes.

9.1.1 Ocorre que, em razão da implantação da rede monofásica na localidade de Correntes, foi

gerado o impasse na gestão do prefeito sucessor. Em princípio, há nexo causal, embora não se possa vislumbrar culpabilidade na conduta do recorrente ao tomar essa decisão, e os impasses daí advindos e que culminaram com a retirada dos equipamentos pela empresa contratada, diante da suspensão do

9. Explicita

que,

51

pagamento da última parcela devida à Elebra, no valor de R$ 14.200,00. Argumento

10. Esclarece que adotou medidas para proteger a obra quando a mesma não estava mais sob a

sua responsabilidade, conforme se verifica do documento emitido pelo Ministério Público Estadual (fl. 12, volume 1). Análise

10.1 Considerando que a declaração foi assinada pelos Promotores de Justiça, portanto, com fé

pública, deve ser aceita como prova de que o recorrente comunicou ao parquet estadual a retirada dos

equipamentos pela empresa. Argumento

11. Por fim, o apelante reitera as suas argumentações no sentido de que: não consta do Plano de

Trabalho determinação quanto ao sistema de rede a ser implantada; as alterações foram motivadas por razões técnicas, permeadas pela boa-fé; com exceção do aditivo que alterou o contrato com a Elebra,

sem reflexo no Plano de Trabalho, todas as alterações foram acatadas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento e pelo TCU.

11.1 Acrescenta, por fim, que as irregularidades dizem respeito à retirada dos equipamentos pela

Elebra, com permissão do Sr. Fernando Lima Lopes, não tendo sido paga a terceira e última parcela do convênio no valor de R$ 14.200,00, após 31.12.96, quando não era mais Prefeito. Requer seja ilidida a sua responsabilidade e reformado o Acórdão condenatório, visto que só inobservou o Plano de Trabalho ao excluir a localidade de Joamirim, e nesse aspecto foi compreendido e absolvido. Análise

11.2 Ressalte-se que o pedido formulado pelo recorrente guarda consonância com a alegação já

apreciada anteriormente, ou seja: o plano de trabalho constante dos autos realmente não especifica o

tipo de rede a ser instalada. Todavia, ao contrário do que assevera, não consta dos autos qualquer manifestação do TCU ou mesmo do Ministério da Agricultura anuindo às alterações efetuadas. 11.3 Há de se considerar, no entanto, que, embora o parecer de fl. 44 v.p. seja pela não-aprovação das contas por causa da instalação da rede monofásica na localidade de Correntes e da exclusão da comunidade de Joamirim, não seria justo nem tampouco razoável condenar o apelante por ato de

terceiro e imputar-lhe responsabilidade pelos valores que comprovadamente pagou (item 3.10, fl. 65 v.p.), cuja prestação de contas encontra-se inserida às fls. 01/36 v.p.

11.4 Ademais, o julgamento das contas do apelante pela irregularidade com débito e multa nos

parece desproporcional com os fatos imputados à sua gestão, ou seja: exclusão da localidade de Joamirim e implantação da rede monofásica em Correntes, uma vez que, no primeiro caso (exclusão de

Joamirim), a sobra dos recursos serviu para aumentar a extensão das redes construídas nas localidades beneficiadas. No segundo caso, não existem provas de que agiu com má-fé ou de que tinha conhecimento de que tal decisão iria provocar todos os problemas já referenciados.

11.5 À vista disso, conclui-se que os fatos e documentos constantes dos autos não são suficientes

para caracterizar o ato de gestão ilegal por parte do recorrente, razão pela qual sugere-se reformar

parcialmente o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara, em face das considerações já expendidas. Conclusão

12. Diante do exposto, com fulcro nos arts. 32, inciso I, e 33 da Lei nº 8.443/92, sugere-se ao

Tribunal conhecer do recurso de reconsideração ora interposto para, no mérito, dar provimento, reformando parcialmente o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara, no sentido de que sejam julgadas regulares com ressalva as contas do Sr. Raimundo Ivo dos Santos Oliveira.

Parecer do Ministério Público

4. Ao anuir às conclusões da unidade técnica, o Ministério Público/TCU pondera o seguinte (fl. 44, vol. 1):

“( ) De fato, compulsando-se os autos não se vislumbram informações acerca do tipo de rede a ser construída, ou seja, bifásica ou trifásica, fato este que gerou problemas na execução da avença. Nos parece que houve falha na formalização do convênio, mas que não pode ser atribuída ao recorrente.

52

Verifica-se que a soma de todas as localidades beneficiadas supera a metragem especificada no Plano de Trabalho e que o recorrente efetuou pagamento pertinente à empresa Elebra, bem assim, mesmo depois de ter deixado a prefeitura, comunicou ao Ministério Público Estadual sobre a retirada dos equipamentos pela contratada. ( )”

É o relatório.

VOTO

No julgamento das contas do Convênio nº 156/96, o ex-prefeito, ora recorrente, foi condenado por duas questões inter-relacionadas: a) implantação de rede monofásica, em vez de trifásica, na localidade de Correntes; e b) retirada e apropriação dos equipamentos pela empresa executora.

2. Embora inicialmente o ex-prefeito tenha determinado a implantação de rede trifásica, a executora

alegou razões técnicas para modificar o tipo da instalação, para monofásica. No entanto, os fazendeiros da região, interessados numa rede trifásica, em face das suas necessidades de consumo de energia, impediram a continuidade das obras, solicitando a intervenção das autoridades públicas. Com isso, houve retenção do pagamento à executora, que, inconformada, apoderou-se dos equipamentos da rede.

3. Como evidenciado pela Serur, faltou precisar no plano de trabalho do convênio as características

das redes elétricas a serem implantadas. Se a exigência das redes trifásicas constava de supostos anexos ao plano de trabalho, estes não estão presentes nos autos e não são referenciados, em nenhum momento, pelos termos do convênio.

4. Desse modo, não há suporte para a condenação do ex-prefeito, que não transgrediu as normas do

convênio e não se locupletou. No máximo, cometeu erro de opção técnica, desintencional, porque

fundado na orientação da executora, especializada no assunto.

5. Ademais, conforme verificação in loco de fiscal do Ministério repassador dos recursos, indicada

no Relatório de Fiscalização nº 047/97 da Delegacia Federal de Controle no Ceará, a soma das metragens

das redes trifásicas instaladas em razão do convênio supera a extensão programada (fl. 66, v.p.). Portanto, conquanto na localidade de Correntes se tenha optado, erroneamente, pela rede monofásica, conta a favor do ex-prefeito a instalação de redes de energia trifásicas em outras comunidades, em quantidade superior à estabelecida no convênio.

6. Diga-se a propósito que a inexecução da rede elétrica na localidade de Joamirim não foi um fato

motivador da irregularidade das contas, também por ter sido considerada desde antes a construção de rede elétrica numa metragem acima das expectativas.

7. Quanto à apropriação de equipamentos pela executora, não se vêem atos do recorrente, omissivos

ou comissivos, que permitissem tal reação. Daí proceder a isenção de sua responsabilidade, como proposto pela unidade técnica e pelo Ministério Público/TCU.

8. Por último, destaco a necessidade de se dar conhecimento da deliberação a ser proferida em face

deste recurso ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, que, cientificados do acórdão condenatório, iniciaram as providências de sua alçada com relação aos fatos investigados no presente processo. Diante do exposto, de acordo com os pareceres uniformes, voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à 1ª Câmara.

TCU, Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator

ACÓRDÃO Nº 1.015/2003 - TCU - 1ª CÂMARA

1. Processo nº TC-012.376/1999-0 (com 1 volume)

Apensos: TC-002.678/2001-3 e TC-003.608/1999-9

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3. Órgão: Prefeitura Municipal de Baturité/CE

4. Recorrente: Raimundo Ivo dos Santos Oliveira (ex-prefeito, CPF 001.264.033-68)

5. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça

5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Iram Saraiva

6. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado

7. Unidades Técnicas: Secex/CE e Serur

8. Advogado constituído nos autos: não há

9. ACÓRDÃO:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração interposto por Raimundo Ivo dos Santos Oliveira, ex-prefeito de Baturité/CE, contra o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara, por meio

do qual foram julgadas irregulares as contas do ora recorrente, assim como do também ex-prefeito Fernando Lima Lopes e da empresa Elétrica do Brasil Com. Ltda., nas pessoas de seus sócios, com

condenação em débito solidário e ao pagamento de multas individuais, em decorrência da rejeição da prestação de contas do Convênio nº 156/96, celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento, com vista à implantação de rede de eletrificação rural no município. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da 1ª Câmara, diante das razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 32 e 33 da Lei nº 8.443/92, em:

9.1 - conhecer deste recurso de reconsideração, para, no mérito, dar-lhe provimento, excluindo dos

subitens 8.1, 8.2 e 8.4 do Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara a referência à pessoa do Sr. Raimundo Ivo dos

Santos Oliveira e julgando as suas contas regulares com ressalva, dando-lhe quitação, relativamente aos recursos do Convênio nº 156/96, celebrado entre a Prefeitura Municipal de Baturité/CE e a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento; e

9.2 - dar ciência deste acórdão, assim como do relatório e voto que o fundamentam, ao recorrente;

ao Procurador da República Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal no Estado do Ceará; e ao

Delegado Lusenildo Ferreira Felix, da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará.

10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária

12. Especificação do quorum:

12.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência), Marcos Vinicios Vilaça (Relator), Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 12.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.

HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência

MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator

Fui presente:

PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral

GRUPO II - CLASSE I – 1ª CÂMARA

TC-000.901/2000-7

Natureza: Recurso de Reconsideração Entidade: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq Responsável: Eduardo Antônio da Silva Esteves – CPF nº 954.362.007-53

Sumário: Recurso de Reconsideração interposto contra Acórdão da 1ª Câmara. Conhecimento. Comprovação da conclusão do curso de doutorado. Retorno ao país. Ausência de débito. Regularidade

com ressalva. Notificação.

RELATÓRIO

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Trata-se de recurso de reconsideração interposto por Eduardo Antônio da Silva Esteves contra o Acórdão n° 84/2002 - TCU - 1ª Câmara, que julgou irregular a Tomada de Contas Especial instaurada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, em decorrência do descumprimento do Termo de Compromisso firmado para obtenção de bolsa de doutorado. Não foram

observados os itens 13 (retornar ao Brasil até noventa dias após o encerramento da bolsa), 14 (comprovar o retorno ao Brasil até 60 dias após o encerramento das atividades apoiadas) e 15 (permanecer no Brasil por período mínimo igual ao da duração da bolsa).

2. Notificado da deliberação por meio do Ofício nº 555 da Secex/RJ, de 18/3/2002, o responsável

encaminhou o documento de fls. 1/4, vol. 1. Por meio do exame de admissibilidade de fl. 9 – vol. 1, a

Serur opinou pelo conhecimento do recurso, proposta acolhida mediante o despacho de fl. 11 – vol. 1.

Parecer da Unidade Técnica

3. O ACE Eduardo Martins Filho, em instrução aprovada pelos dirigentes da Serur, examinou o

recurso da seguinte forma (fls. 12/14 – vol. 1):

ALEGAÇÃO 7. Informa o recorrente que, segundo informações da Secex/RJ, a única pendência no processo seria o descumprimento do termo de compromisso firmado junto ao CNPq relativo ao retorno ao Brasil para o exercício de atividades relacionadas à área de conhecimento. Informa que a situação econômica brasileira e as recentes alterações no setor de telecomunicações ainda não lhe teriam permitido o retorno definitivo. Entretanto, em 24/01/2002, retornou ao país, ocupando, desde 01/02/2002, o cargo de Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia da Qualcomm do Brasil S/A, desenvolvendo atividades de pesquisa e treinamento na área de internet sem-fio e comunicações celulares de 3ª geração. Dentre as atividades, atua no treinamento e suporte de tecnologia de acesso a internet móvel junto a empresas do setor de celulares e no gerenciamento de grupo de engenharia de sistemas CDMA, responsável pela pesquisa e projeto da nova geração de circuitos integrados para aplicação em estações rádio-base. Solicita o arquivamento da TCE; a exclusão do débito e de sua inscrição no Cadin. Consta da documentação encaminhada declaração da Qualcomm, segundo a qual o recorrente é funcionário da empresa, exercendo o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Pesquisa e Desenvolvimento, desde 01/02/2002 (fl. 4, vol. 1). ANÁLISE 7.1 Segundo o Voto do Exmo. Ministro-Relator, as exigências a serem cumpridas seriam: ‘13. retornar ao Brasil até 90 dias, após o término da bolsa para a apresentação de um relatório final que deverá estar acompanhado de um exemplar da tese e de cópia do diploma ou declaração de término dos estudos, quando pertinente; 14. comprovar o retorno ao Brasil, mediante devolução do bilhete de passagem, até 60 (sessenta) dias após o encerramento das atividades apoiadas; 15. permanecer no Brasil, por período no mínimo igual à duração da bolsa, exercendo atividades ligadas aos estudos realizados, comunicando ao CNPq periodicamente o seu domicílio durante esse período, conforme decisão do TCU (DOU de 09/07/91 - p. 13.417); 16. Além dos compromissos acima explicitados estou plenamente ciente de que: o não-cumprimento das disposições deste termo de compromisso me obriga a devolver ao CNPq os recursos despendidos em meu proveito, atualizados ao câmbio do dia do ressarcimento, no prazo de até 30 dias, contado da data em que se configurar o inadimplemento. Entendo que referido documento assinado pelo responsável constituía, à época, peça fundamental para que a bolsa fosse concedida pelo CNPq. Como o indigitado não cumpriu a sua parte ao deixar de retornar ao Brasil e permanecer por período no mínimo igual ao da duração da bolsa, penso estar caracterizado, assim, prejuízo para administração pública, a qual investiu no bolsista, sem, no entanto, obter o retorno esperado’. 7.2 Verifica-se que o recorrente deixou de cumprir, na íntegra, as três exigências presentes no

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termo de compromisso, pois não retornou ao Brasil no prazo de até 90 dias, após o término da bolsa, embora tenha apresentado documentos que caracterizam a conclusão do curso (item 13); não efetuou a devolução do bilhete de passagem, até 60 dias após o encerramento das atividades, mas comprovou o retorno ao Brasil, por meio de documento da empresa na qual desenvolve suas atividades (item 14); não permaneceu no Brasil, por período no mínimo igual à duração da bolsa, exercendo atividades ligadas aos estudos realizados, posto que retornou somente em 01/02/2002, sendo que foi bolsista de setembro de 1993 a agosto de 1997 (fl. 1, vol. 1) – item 15. 7.3 O fato de o recorrente não ter retornado ao país, no prazo estipulado, para desenvolver

atividades ligadas a sua área de atuação contraria a finalidade maior do financiamento e do apoio, pelo CNPq, de atividades ligadas à pesquisa. Nesse sentido o trecho final do Voto do Exmo. Ministro-Relator, segundo o qual a atitude caracteriza: ‘prejuízo para administração pública, a qual investiu no bolsista, sem, no entanto, obter o retorno esperado’. Assim, permanece inalterada a principal motivação de sua condenação, pelo que entendemos que o recurso não deva receber provimento. CONCLUSÃO 8. Pelo exposto, submetemos os autos à consideração superior, propondo que:

a) seja conhecido o presente Recurso, para, no mérito, negar-lhe provimento;

b) seja o recorrente comunicado acerca da decisão que sobrevier.”

Parecer do Ministério Público

4. O Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin manifesta-se de acordo com a unidade técnica (fl.

17 – vol. 1).

É o Relatório.

VOTO

O recurso preenche os requisitos de admissibilidade previstos na Lei nº 8.443/92 e portanto pode ser

conhecido.

2. No mérito, deixo de acolher as manifestações da Serur e do Ministério Público.

3. As ações desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico – CNPq visam o

interesse público, promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Os recursos investidos

na formação de profissionais no exterior somente se justificam se reverterem em benefício da sociedade. É inconcebível que, após considerável soma investida no doutorando, ele fixe residência no exterior,

valendo-se da formação adquirida a custa de recursos públicos. Por isso, entendo apropriada a exigência de que o bolsista retorne ao Brasil e preste contas dos recursos aplicados.

4. As normas do CNPq fazem, basicamente, duas exigências:

a) comprovação de que o bolsista concluiu o doutorado; e

b) retorno ao Brasil após o término do curso, com permanência no país por período mínimo igual ao

da duração da bolsa.

5. A prova do término do doutorado relaciona-se à necessidade de comprovação de que os recursos

públicos foram aplicados no objeto a que se destinaram. O retorno e a permanência no Brasil após a

conclusão do curso reporta-se à tentativa de garantir que o investimento resulte em benefícios que dele se espera. 6. Desnecessário dizer que o cumprimento das normas deve ser apreciado em vista das circunstâncias presentes no caso particular.

7. Pois bem, a conclusão do doutorado do Sr. Eduardo Antônio está comprovada por intermédio da

documentação de fls. 145/148 – vol. principal e pela apresentação da tese (fls. 151/218 – vol. principal).

8. Resta a irregularidade referente ao fato de o bolsista não ter retornado ao país. Nesse ponto, é

preciso não perder de vista a finalidade da norma: o retorno ao Brasil é, como já mencionado, maneira de assegurar que o investimento traga os benefícios desejados. Maneira, diga-se de passagem, de eficácia reduzida, pois a simples fixação de residência no país não significa, automaticamente, garantia de retorno do investimento, mesmo porque o bolsista, agora doutor, pode retornar e não trabalhar na área na qual desenvolveu seus estudos ou mesmo ficar desempregado.

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9. O fato é que o responsável comprovou seu retorno ao país. E mais. Trabalha na área na qual

desenvolveu sua tese de doutorado. Há mais de um ano o responsável mora no Brasil e trabalha na empresa Qualcomm do Brasil S/A como Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia, demonstrando o ânimo definitivo com o qual aqui se estabeleceu.

10. O fato demonstra que os recursos aplicados com o desenvolvimento profissional do responsável

estão tendo o retorno pretendido. Exigir o pagamento da quantia seria, a meu ver, enriquecimento ilícito

do erário. 11. Não vejo razão, portanto, em se exigir o pagamento das quantias despendidas com o Sr. Eduardo Antônio da Silva Esteves.

12. Por outro lado, permanece a falha referente ao fato de ele ter permanecido longo tempo no

exterior sem ter prestado contas nem retornado ao Brasil, como exigido no Termo de Compromisso. Por

isso, proponho o julgamento, em caráter excepcional, pela regularidade com ressalva das presentes contas. Ante o exposto, divergindo das propostas da unidade técnica e do Ministério Público, Voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação da 1ª Câmara.

TCU, Sala das Sessões, em 20 de maio de 2003.

MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator

ACÓRDÃO Nº 1.016/2003 - TCU - 1ª CÂMARA

1. Processo n.º TC – 000.901/2000-7

2. Grupo II - Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração

3. Responsável: Eduardo Antônio da Silva Esteves

4. Entidade: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

5. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça

5.1. Relator da deliberação recorrida: Auditor Lincoln Magalhães da Rocha

6. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin

7. Unidades Técnicas: Serur e Secex/RJ

8. Advogado constituído nos autos: não há

9. Acórdão:

VISTOS, relatados e discutidos este Recurso de Reconsideração aposto ao Acórdão nº 84/2002 da Primeira Câmara.

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da Primeira Câmara, diante das razões expostas pelo Relator, ACORDAM em:

9.1. conhecer do presente recurso de reconsideração, para, no mérito, dar-lhe provimento parcial;

9.2. julgar as contas regulares com ressalva, tornando insubsistente a condenação do responsável ao

pagamento do débito, bem assim a autorização para a respectiva cobrança judicial, a que se referem os

itens 8.1 e 8.2 do Acórdão nº 84/2002 - 1ª Câmara; e

9.3. notificar o recorrente desta deliberação, encaminhando-lhe cópia do Relatório e Voto.

10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária

12. Especificação do quorum:

12.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência), Marcos Vinicios Vilaça

(Relator), Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 12.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.

HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência

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MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator

Fui presente:

PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral

GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-001.364/2000-9 c/2 volumes Natureza: Recurso de Reconsideração Entidade: Prefeitura Municipal de Porto/PI Interessado: Renato Lopes Vieira, CPF nº 052.024.423-00

Sumário: Recurso de Reconsideração, em tomada de contas especial, contra Acórdão que julgou irregulares as contas do interessado, condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força de convênio firmado com o FNDE e imputando-lhe multa, tendo em vista omissão no dever de prestar contas. Nulidade da citação editalícia. Conhecimento. Provimento. Insubsistência do Acórdão recorrido. Restituição dos autos ao Relator a quo, tendo em vista a nulidade dos atos a partir da citação do responsável. Ciência ao interessado.

RELATÓRIO

Trata-se de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. Renato Lopes Vieira, ex-Prefeito Municipal de Porto/PI, contra o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara (Ata nº 05/2002), que julgou irregulares suas contas, condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força de convênio firmado com o FNDE e imputando-lhe multa, tendo em vista sua omissão no dever de prestar contas. O acórdão recorrido foi exarado sobre tomada de contas especial relativa ao Convênio nº 531/96, firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto/PI, por força do qual foram repassados àquele município, em 14/05/1996, recursos financeiros no valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), destinados a construção de escola rural, aquisição de equipamentos, utensílios domésticos e perfuração de poços. Havendo sido notificado do acórdão condenatório em 05/04/2002 (fls. 166, volume principal), o interessado apresentou, em 18/04/2002, por intermédio de procurador devidamente constituído (fls. 7, volume 2), recurso de reconsideração (fls. 1/6, v2), acompanhado de documentos (fls. 8/46, v2). Após exame preliminar (fls. 48, v2) e sorteio do novo Relator (fls. 49, v2), foi a peça recursal encaminhada à Secretaria de Recursos – Serur, por Despacho do Exmo. Sr. Ministro Guilherme Palmeira (fls. 50, v2). No âmbito da Serur, o exame do recurso coube ao ACE George Aldi de Sousa Silva, consoante instrução às fls. 51/57 do volume 2, cujo teor adoto como parte deste Relatório:

Trata-se de Recurso de Reconsideração interposto por Renato Lopes Vieira, ex-Prefeito Municipal de Porto / PI, contra o Acórdão nº. 98/2002 - TCU - 1ª. Câmara, cujo teor é o seguinte:

‘VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada para apurar

a responsabilidade do sr. Renato Lopes Vieira, pela omissão no dever de prestar contas dos recursos

transferidos em 14.5.96 à Prefeitura de Porto/PI, por força do Convênio 531/96, firmado com o Fundo

Nacional de Desenvolvimento da Educação, no valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), objetivando

a construção de escola rural, aquisição de equipamentos, utensílios domésticos e perfuração de poços; Considerando que o Controle Interno certificou a irregularidade das contas e a autoridade ministerial pronunciou-se de acordo; Considerando que, regularmente citado, o responsável quedou silente; Considerando que os pareceres da unidade técnica e do Ministério Público junto ao Tribunal são no sentido de serem julgadas irregulares as presentes contas e em débito o responsável;

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e Considerando que prestar contas constitui um dos pilares do sistema republicano, razão por que sua infringência não pode ser tolerada, ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da Primeira

Câmara, ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 12, § 3º, 16, inciso III, alínea “a”, 19, caput, e 23, inciso III, da Lei 8.443/92, em:

8.1. julgar as presentes contas irregulares e condenar o sr. Renato Lopes Vieira, ao pagamento da

quantia de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), fixando-lhe o prazo de quinze dias, a contar da notificação, para que comprove, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a” do Regimento

Interno), o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, devidamente atualizada monetariamente e acrescida dos encargos legais pertinentes, calculados a partir de 14.5.96 até a data do efetivo recolhimento, na forma prevista na legislação em vigor;

8.2. aplicar ao responsável a multa prevista nos arts. 19, caput, in fine, e 57 da Lei 8.443/92, no

valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), fixando-lhe o prazo de quinze dias, a contar da notificação, para

comprovar, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno), o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional, atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido até a data do efetivo recolhimento, na forma da legislação em vigor;

8.3. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/92, a cobrança judicial das

dívidas, caso não seja atendida a notificação;

8.4.

enviar cópia dos autos ao Ministério Público Federal, para as providências que entender

cabíveis e

8.5.

determinar à Secex/PI que, após o trânsito em julgado desta deliberação e caso o sr. Renato

Lopes Vieira não venha a comprovar, no prazo fixado, o recolhimento do débito, encaminhe o nome do responsável ao FNDE para a inclusão no Cadastro Informativo dos Créditos não quitados de órgãos e entidades federais - Cadin, na hipótese de essa providência já não ter sido adotada.’

ADMISSIBILIDADE

2. Exame de Admissibilidade procedido à fl. 48 deste Volume, o qual reiteramos, no sentido de

conhecer a peça apresentada pelo recorrente como Recurso de Reconsideração.

PRELIMINARES

ALEGAÇÕES

3. O recorrente, inicialmente, apresenta as seguintes alegações:

a) em 17 de novembro de 2000, o Tribunal de Contas da União — TCU tentou promover a citação

do responsável, o que não ocorreu, tendo em vista que ele viaja constantemente;

b) em 6 de abril de 2001, foi promovida a citação por Edital (fl. 163 do Vol. Principal), da qual o

recorrente não tomou conhecimento;

c) o recorrente alega que, apesar da citação por edital, com presunção de validade, ele não tomou

conhecimento dela, tendo ficado impossibilitado de manifestar-se na época oportuna.

ANÁLISE

4. Com efeito, compulsando os autos, podemos observar que a citação (Ofício nº 569/2000 —

Secex/PI ; fl. 165 — Vol. Principal) foi encaminhada para a Av. Ininga, 1142, Teresina/PI. A

correspondência (fl. 165 - verso) retornou com a informação de que o destinatário havia sido procurado três vezes e não havia sido encontrado. Todavia, não foi renovado o expediente de citação, tampouco

O responsável foi, então, citado por

esgotado todos os meios possíveis para a localização do ex-prefeito meio de edital (fl. 171 — Vol. Principal).

5. Este tema foi tratado com muita propriedade na Declaração de Voto do ilustre Ministro Bento

José Bugarin, no Acórdão nº. 134/98-Plenário, que transcrevo, em parte, a seguir (processo 250.467/91- 7, Ata n.º 38/98, de 16/09/98):

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Mais uma vez este Tribunal depara-se com um caso de nulidade da citação feita por edital. Na Sessão Extraordinária que se realizará hoje logo após o término desta Sessão, apresentarei Projeto de Resolução que altera dispositivos da Resolução/TCU nº 08/93, principalmente no que se refere aos requisitos a serem atendidos antes que se realize a citação por edital. Nesse sentido, reproduzo nesta oportunidade os motivos e a fundamentação que me levaram a tomar tal iniciativa.

‘Da inadequação dos fatos às hipóteses da citação por edital:

Tenho verificado em meu Gabinete um elevado número de processos contendo citação nula,

realizada, muitas vezes, por edital, em razão do que não tenho visto outra alternativa senão restituir o processo à SECEX de origem, a fim de que seja respeitado o devido processo legal.

A nulidade, não raras vezes, decorre da inadequação do fato às hipóteses autorizativas da citação

editalícia. Nesse sentido, observo que o art. 164, inciso III, do Regimento Interno do TCU diz o seguinte:

'Art. 164. A citação, a audiência ou a notificação previstas respectivamente nos incisos II e III do art. 153 e no art. 167 deste Regimento, bem como a comunicação de diligência, far-se-á:

I

-

II

-

III

- por edital publicado no Diário Oficial da União, quando o seu destinatário não for localizado.'

A Resolução/TCU nº 08/93, por sua vez, ao regulamentar referido dispositivo, estabeleceu o seguinte no parágrafo único do seu art. 1º:

'Parágrafo único. Considera-se não localizado, para os fins do que dispõe o inciso III deste artigo,

o destinatário que:

I - estiver em lugar ignorado, incerto ou inacessível;

II - o correio informar, no AR-MP, a não localização, embora tenha procurado, por três vezes, no

endereço indicado.'

Do conceito de 'não localizado', previsto na Resolução/TCU nº 08/93:

Quanto ao inciso II do parágrafo único do art. 1º da Resolução/TCU nº 08/93, entendo que o mesmo deva ser revogado, por carecer de amparo legal, senão vejamos:

Diz citado dispositivo o seguinte:

'Parágrafo único. Considera-se não localizado, para os fins do que dispõe o inciso III deste artigo,

o destinatário que:

I -

II - o correio informar, no AR-MP, a não localização, embora tenha procurado, por três vezes, no

endereço indicado.'

A simples não-localização do responsável pelo funcionário do correio não enseja a citação

editalícia. Primeiro porque o endereço fornecido aos Correios pode estar errado e, neste caso, de nada adiantará o carteiro ir várias vezes ao local. Segundo porque, mesmo que o endereço esteja correto, outras situações podem dificultar a localização do responsável, sem que este esteja se escondendo. O responsável pode estar, por exemplo, em viagem de trabalho ou até mesmo de férias. Outro exemplo é o caso da pessoa que mora sozinha e não almoça em casa. Provavelmente, o carteiro não o encontrará nas suas tentativas. Isso significa que o responsável está ausente. Mas não se pode dizer que não foi localizado, porquanto a sua localização é conhecida e acessível.

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No âmbito do Poder Judiciário, nos termos do art. 224 do Código de Processo Civil, frustada a citação postal, far-se-á a citação por meio de oficial de justiça, o que, nestes casos, facilita, pois o mesmo comparece à residência do réu antes que este saia para o trabalho. Como o TCU não se vale desse recurso, a solução seria encaminhar o ofício citatório para o seu local de trabalho ou, com fundamento no inciso I do art. 164 do Regimento Interno do Tribunal, designar servidor desta Corte para efetuar a citação. Não vejo respaldo legal, no entanto, para a realização da citação por edital, tendo o responsável domicílio certo e endereço profissional conhecido.’

6. Cumpre registrar também que a mera interposição de recurso não supre a nulidade da citação,

conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança nº 23.550-DF, Relator para o Acórdão Ministro Sepúlveda (in DJ de 31.10.2001), nos seguintes termos:

‘A oportunidade de defesa assegurada ao interessado há de ser prévia à decisão, não lhe suprindo

a falta a admissibilidade de recurso, mormente quando o único admissível é o de reexame pelo mesmo plenário do TCU, de que emanou a decisão.’

7. Em caso de nulidade absoluta, como a que ora se apresenta, ela pode ser declarada de ofício,

conforme jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, mencionamos os Acórdãos nº. 128/2002 e 554/2002, ambos da 1ª. Câmara desta Corte. Desse último Acórdão, transcrevemos o seguinte trecho da Proposta de Decisão do Ministro-Relator:

de nulidade absoluta, o juiz deve examiná-la e pronunciá-la de ofício, declarando os

atos atingidos e ordenando as providências necessárias, a fim de que sejam repetidos ou retificados, a teor do disposto nos arts. 245, parágrafo único, 249 e 301, § 4º, do Código de Processo Civil, aplicável analógica e subsidiariamente no âmbito deste Tribunal, de acordo com a Súmula/TCU n. 103.’

tratando-se ‘

8. Tendo em vista as razões expostas, entendemos que deva ser declarada a insubsistência do ato

de citação bem como de todos os atos a ela subseqüentes.

MÉRITO

9. Muito embora, a nosso ver, a citação do responsável padeça de vício de nulidade, caso esta

Corte não acate nossa proposta nesse sentido, procedemos a análise do mérito da questão.

9.1 Inicialmente, procederemos à análise dos argumentos apresentados pelo recorrente, para, em

seguida, analisarmos a sua Prestação de Contas.

ALEGAÇÕES

10. O responsável apresentou as seguintes alegações:

a) na data de 15 de abril de 1997, o Prefeito sucessor, Domingos Bacelar de Carvalho, promoveu

Ação de Ressarcimento contra o ex-Prefeito Sr. Renato Vieira Lopes, ora recorrente, objetivando o ressarcimento aos cofres públicos dos valores recebidos por meio do Convênio nº. 531/96, firmado entre

o FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto / PI.;

b) na data de 12 de junho de 1997, o recorrente, após tomar conhecimento da Ação Judicial

movida contra si, teria enviado à Prefeitura Municipal de Porto / PI o Relatório completo da Prestação de Contas, com o objetivo de sanar a omissão na prestação de contas, mas, ao que parece, tal documentação não teria sido recebida pelo MEC;

c) em 10 de novembro de 1998, o recorrente teria enviado a Prestação de Contas ao FNDE, via AR

(comprovante à fl. 46 deste Volume), mas, aparentemente, a documentação não chegou ao destino;

ANÁLISE

11. Observamos que o responsável apresentou prestação de contas extemporaneamente (fls.1/46

deste Volume).

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11.1 A vigência do Convênio nº. 531/96 expirou em 26 de novembro de 1996, pois a Cláusula

Terceira previa a vigência de 210 dias a partir da data de assinatura — 30/4/1996 — (fls. 32 e 37 deste Volume). O responsável dispunha de 30 dias para apresentar a prestação de contas ao órgão concedente,

a contar do término da vigência, mas não o fez. Tal omissão na prestação de contas levou a Delegacia do

Ministério da Educação no Estado do Piauí a promover diligência endereçada à Prefeitura de Porto / PI, em 3/3/97, conforme documento à fl. 82 do Vol. Principal, portanto, aproximadamente 4 meses após

expirar o prazo para a prestação de contas do convênio. 11.2 Entendemos que não servem de justificativa as alegações do recorrente de que teria

apresentado Relatório completo da Prestação de Contas ao Prefeito sucessor, nem de que teria enviado a Prestação de Contas ao FNDE via AR. De acordo com a Cláusula Sétima do Convênio (fls. 71/72 — Vol. Principal), a prestação de contas deveria ser apresentada à Delegacia do MEC—DEMEC da Unidade da Federação onde se localiza o convenente. Portanto, a apresentação de cópia de envio por AR, em vez de cópia de protocolo do órgão recebedor previsto no Termo de Convênio, não serve como comprovante, nem supre a irregularidade do atraso na apresentação da prestação de contas.

11.3 Assim, entendemos que o recorrente não conseguiu justificar o atraso na apresentação da

prestação de contas.

ANÁLISE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

12. Quanto à prestação de contas propriamente dita, apresentada pelo recorrente juntamente com

o presente Recurso, observamos que dela consta a documentação exigida pela Cláusula Sétima do

Convênio (fls. 71/72 — Vol. Principal), com ressalva quanto ao Ofício de Encaminhamento, que, tendo em vista a fase em que se encontra o presente processo, não foi endereçado ao Ministério da Educação, mas, sim, a este Tribunal. Foram os seguintes os documentos anexados à Prestação de Contas:

a) Ofício de Encaminhamento — fl. 8 deste Volume; item “a” da Cláusula Sétima;

b) Relatório Final de Execução — fls. 9 e 11 deste Volume; item “b” da Cláusula Sétima;

c) Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa — fl. 12 deste Volume; item “c” da

Cláusula Sétima;

d) Relação dos Pagamentos Efetuados — fl. 13 deste Volume; item “d” da Cláusula Sétima;

e) Relação dos Bens Adquiridos, Produzidos ou Construídos — fl. 14 deste Volume; item “e” da

Cláusula Sétima;

f) Termo de Aceitação da Obra — fl. 10 deste Volume; item “f” da Cláusula Sétima; g) Extrato Bancário Conciliado da Conta Específica — fls. 18/9 deste Volume; item “h” da Cláusula Sétima;

h) Cópia do Termo de Homologação da Licitação — fl. fls. 16/7 deste Volume;

12.1 Observamos algumas falhas, especialmente nas retiradas da conta corrente mencionadas pelo

recorrente como tendo sido para a construtora que executou os serviços de construção da escola e de

perfuração dos três poços artesianos. Observamos que não foram emitidos recibos de pagamento para cada saída de numerário da conta corrente (de acordo com os extratos bancários — fls. 18/9 deste Volume), conforme dados constantes na Relação de Pagamentos Efetuados — fl. 13 deste Volume. Na verdade, foi emitido um único recibo e Nota Fiscal cinco meses depois da primeira retirada da conta corrente, muito embora tenham sido realizados vários saques da conta bancária para pagamento da

construtora. No dia 11 de junho de 1996, 25 dias após o depósito dos recursos do convênio na conta corrente da Prefeitura, foi sacada a quantia de R$ 18.836,00 (dezoito mil, oitocentos e trinta e seis reais), quase 50% do valor total das quatro obras — construção de uma escola e perfuração de três poços artesianos —, e a Nota Fiscal e o Recibo correspondente aos pagamentos à Construtora somente foram emitidos em 4 de novembro de 1996 (fls. 20/1 deste Volume). 12.1.1 Há, assim, indícios de pagamentos antecipados, em desacordo com os arts. 62 e 63 da Lei nº. 4.320/64.

12.2 Por outro lado, muito embora a Nota Fiscal da construtora tenha sido emitida em 4/11/96 —

fl. 14 deste Volume —, de acordo com inspeção realizada pelo Ministério da Educação em 11/12/96, portanto mais de um mês após a emissão da Nota Fiscal, os serviços de perfuração do poço da

62

localidade de Piçarreira tinham sido executados em apenas 50 % do seu quantitativo (fls. 100 verso e 130, todas do Vol. Principal). Ou seja, foi emitido documento não condizente com a realidade. 12.3 Sendo assim, entendemos que não deva ser admitida a documentação apresentada, quanto ao poço não concluído. A execução dos serviços de perfuração do poço da comunidade de Piçarreira em apenas 50% do seu quantitativo total não permite que o poço seja utilizado. Seria, portanto, um desperdício do dinheiro público. 13. A prestação de contas apresenta algumas pequenas inexatidões, especialmente no que se refere à Relação de Pagamentos efetuados (fl. 13 deste Volume), de acordo com a qual o mesmo cheque foi

apresentado como referindo-se a pagamento de mais de uma despesa. Por exemplo, o cheque 238.964 teria sido utilizado tanto para pagar a SOCIP Engenharia quanto a Serraria São Miguel. Entretanto, o Relatório de Inspeção realizado pelo FNDE (fls. 86/130 — Vol. Principal) atesta a execução do Plano de Trabalho, com exceção do poço da comunidade de Piçarreira, que havia sido, em 11/12/96, executado em 50% do seu quantitativo. Sendo assim, entendemos que a Prestação de Contas apresentada pelo recorrente pode ser aceita parcialmente.

14. O débito originário de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) deverá ser reduzido para R$

5.685,00 (cinco mil, seiscentos e oitenta e cinco reais), valor repassado para a perfuração do poço não-

concluído, conforme consta no Termo de Convênio, à fl. 70 do Vol. Principal, corrigido a partir de

14/5/1996.

14.1.

Quanto ao julgamento pela irregularidade das contas, entendemos que deva ser mantido,

tendo em vista a não-conclusão da perfuração do poço da localidade de Piçarreira, zona rural do município de Porto / PI e demais impropriedades apontadas nesta instrução. Porém, o fundamento da

irregularidade deve ser alterado para o art. 16, III, alínea “b’, da Lei nº. 8.443/92, uma vez que o responsável apresentou a prestação de contas, mas não elidiu totalmente o débito.

14.2. Quanto à multa, entendemos que deve ser reduzida, tendo em vista que o responsável prestou

contas, ainda que extemporaneamente, e apenas quanto a um dos itens do Plano de Trabalho do Convênio não foi comprovada a execução do objeto em sua totalidade, mas o equivalente a apenas pouco

mais de 10% do valor total do convênio, considerando-se ainda que metade dos serviços de perfuração do poço havia sido concluída.

CONCLUSÃO

15. Pelo acima exposto, encaminhamos os autos à consideração superior, propondo a este

Tribunal:

a) declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº. 98/2002 — TCU — 1ª. Câmara, tendo em

vista a existência de vício insanável, retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. Renato Lopes Vieira;

b) caso não admitida a preliminar de nulidade, conhecer do Recurso de Reconsideração interposto

por Renato Lopes Vieira, com fulcro no arts. 32, inciso I, e 33 da Lei 8.443/92, para, no mérito, dar-lhe

provimento parcial, no seguinte sentido:

1. manter a irregularidade das contas, com fulcro no art. 16, inciso III, alínea “b” da Lei nº.

8.443/92;

2. reduzir o débito para R$ 5.685,00 (cinco mil, seiscentos e oitenta e cinco reais), o qual deverá

ser atualizado monetariamente e acrescido dos encargos legais pertinentes a partir de 14/05/96 até a

data do efetivo recolhimento, na forma da legislação em vigor;

3. reduzir proporcionalmente o valor da multa, em conformidade com o art. 57 da Lei nº. 8443/92

c) dar conhecimento ao recorrente da decisão que vier a ser proferida.

Tais proposições alternativas de encaminhamento contaram com a aprovação do Diretor da 3ª DT (fls. 58, v2) e do titular da Serur (fls. 59, v2).

O Ministério Público junto a esta Corte, neste ato representado pelo Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado, após manifestar seu entendimento por haver restado demonstrada, nos autos, nulidade absoluta, decorrente da invalidade da citação do ora recorrente, manifestou-se “favoravelmente ao alvitrado no

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item a do encaminhamento sugerido pela unidade técnica

declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara, tendo em vista a existência de vício insanável, retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. Renato Lopes Vieira” (fls. 60, v2).

, no sentido de que seja proposto ao TCU

É o relatório.

VOTO

Por oportuno, registro atuar como Relator dos presentes autos em função da nova composição das Câmaras anunciada na Sessão Plenária de 22/01/2003 e, em conseqüência, a decisão proferida na mesma oportunidade pelo Exmo. Sr. Presidente, Ministro Valmir Campelo, referente aos processos objeto de recursos opostos contra deliberações prolatadas pela 1ª Câmara. Entendendo presentes os requisitos de admissibilidade, considero possa o Tribunal conhecer do presente Recurso de Reconsideração, passando ao exame de seu mérito. Verifico haver restado configurada nos autos a invalidade da citação do Sr. Renato Lopes Vieira, posto que efetuada por via editalícia (fls. 170/1, vp), tão logo fracassada a primeira tentativa de citá-lo por via postal, embora possuísse o responsável endereço residencial certo e conhecido. No presente caso, aliás, residindo o ora recorrente em capital de unidade da federação (Teresina/PI), onde também está sediada unidade técnica deste Tribunal, não ficou claro o motivo para não haver a Secex local buscado, nos termos do art. 179, inc. I, do Regimento Interno, a citação por intermédio de servidor designado, antes de decidir-se pela promoção da medida via edital. Conforme entendimentos desta Corte, dentre os quais merece ser ressaltado aquele constante do Acórdão nº 134/1998 – Plenário, a citação realizada via edital em decorrência de simples não localização do responsável pelos Correios configura nulidade absoluta, mácula que não chega a ser suprida pela apresentação de recurso, consoante manifestação do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança nº 23.550-DF, Relator o Exmo. Sr. Ministro Sepúlveda Pertence. Avalio, por conseguinte, não haver outra solução adequada que não a de este Tribunal declarar a nulidade da citação do Sr. Renato Lopes Vieira, assim como de todos os atos processuais subseqüentes, incluindo o Acórdão vergastado. Dessa forma, acatando a alternativa constante do item a da proposta de encaminhamento da unidade técnica, proposição devidamente endossada pelo Ministério Público junto a esta Casa, com as alterações de redação julgadas necessárias, o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara.

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 20 de maio de 2003.

HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator

Proc. TC-001.364/2000-9 Recurso de Reconsideração

Excelentíssimo Senhor Ministro-Relator.

Trata-se de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. Renato Lopes Vieira, ex-prefeito do Município de Porto/PI, contra o Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara, mediante o qual foram julgadas irregulares as contas do referido gestor, condenando-o em débito e aplicando-lhe a multa prevista no artigo 57 da Lei nº 8.443/1992. O recorrente alega, em suas razões, a nulidade de sua citação no processo de tomada de contas especial instaurado em virtude de omissão no dever de prestar contas dos recursos transferidos ao Município de Porto/PI mediante o Convênio nº 531/96, celebrado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. De fato, havemos de concordar com o ex-prefeito, vez que o gestor traz agora aos autos

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comprovação de que, não obstante tivesse endereços residencial e profissional certos e conhecidos, fora citado por edital tão logo fracassada a primeira tentativa de citação por via postal, em virtude de não ter sido localizado em sua residência. De acordo com o entendimento perfilhado pelo Plenário do TCU nos autos do TC-250.467/1991-7 (Acórdão nº 134/1998), a citação editalícia realizada em decorrência de simples não-localização do responsável pelos Correios configura nulidade absoluta, que deve ser declarada pelo próprio órgão julgador, de ofício. Ante o exposto, este representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União manifesta-se favoravelmente ao alvitrado no item a do encaminhamento sugerido pela unidade técnica à folha 57, no sentido de que seja proposto ao TCU “declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara, tendo em vista a existência de vício insanável, retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. Renato Lopes Vieira”.

Ministério Público, em 4 de abril de 2003.

Lucas Rocha Furtado Procurador-Geral

ACÓRDÃO Nº 1.017/2003 - TCU - 1ª CÂMARA

1. Processo nº TC 001.364/2000-9 c/2 volumes

2. Grupo I – Classe de assunto: I – Recurso de Reconsideração

3. Interessado: Renato Lopes Vieira (CPF nº 052.024.423-00)

4. Entidade: Prefeitura Municipal de Porto/PI

5. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto

5.1. Relator da decisão recorrida: Ministro Walton Alencar Rodrigues

6. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado

7. Unidade técnica: Serur

8. Advogados constituídos nos autos: Antônio José Viana Gomes, OAB/PI nº 3.530

9. Acórdão:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. Renato Lopes Vieira, ex-Prefeito, contra o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara (Ata nº 05/2002), que julgou

irregulares suas contas, constantes de tomada de contas especial relativa ao Convênio nº 531/96, firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto/PI, condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força do referido ajuste e imputando-lhe multa, tendo em vista sua omissão no dever de prestar contas; ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, diante das razões expostas pelo Relator, em:

9.1. conhecer do presente Recurso de Reconsideração, com fundamento no art. 32, inciso I, c/c o

art. 33, da Lei n. 8.443/1992, para, no mérito, dar-lhe provimento;

9.2. nos termos do art. 176, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno, declarar a nulidade da

citação do Sr. Renato Lopes Vieira, bem como de todos os demais atos processuais posteriores, incluído o

Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara;

9.3. restituir estes autos ao Relator a quo, Exmo. Sr. Ministro Walton Alencar Rodrigues, para dar

prosseguimento ao feito, promovendo a regular citação do responsável;

9.4. dar ciência deste Acórdão, assim como do Relatório e Voto que o fundamentam, ao recorrente.

10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara

11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária

12. Especificação do quorum:

12.1

Ministros

presentes:

Marcos

Vinicios

Vilaça

(Presidente),

Humberto

Guimarães

Souto

(Relator), Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.

65

12.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.

MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente

HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator

Fui presente:

PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral

GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-700.339/1995-7 (c/ 01 volume) Natureza: Recurso de Reconsideração. Unidade: Prefeitura Municipal de Taiuva/SP. Responsável: João Adauto Vidal (Prefeito, CPF 396.154.308-97).

Sumário: Recurso de Reconsideração contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara, proferido em processo de tomada de contas especial, instaurado em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE. Conhecimento. Não-provimento. Ciência ao interessado.

RELATÓRIO

Adoto como Relatório a instrução do Analista Geraldo Magela Teixeira, cujas conclusões são acolhidas pelo Diretor-Técnico da Secretaria de Recursos – Serur e pelo Titular da Unidade Técnica:

“Trata-se de Recurso de Reconsideração, interposto pelo Sr. João Adauto Vidal, ex e atual Prefeito do Município de Taiuva/SP, contra o Acórdão nº 482/2002-TCU-1ª Câmara, com fundamento nas razões e nos fatos expostos na peça recursal de fls. 1/7 e nos documentos de fls. 8/49, todas do vol. I.

HISTÓRICO

Em sessão de 23/07/2002, a Primeira Câmara deste Tribunal, ao apreciar o processo que versa sobre tomada de contas especial, de responsabilidade do Sr. João Adauto Vidal, proferiu o Acórdão nº 482/2002, in Ata nº 24/2002 (fls. 207/208 do vol. principal), por meio do qual decidiu:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada em nome do Sr. João Adauto Vidal, ex-Prefeito de Taiuva -SP.

Considerando que, no processo devidamente organizado, apurou-se débito contra o aludido responsável, decorrente da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE àquele Município, mediante o Convênio nº 4.373/91, em 17.12.91, no valor total de Cr$ 76.632.000,00 (setenta e seis milhões, seiscentos e trinta e dois mil cruzeiros), objetivando a ampliação (Cr$ 22.811.000,00) e reforma (Cr$ 53.821.000,00) de escola municipal;

Considerando que, no âmbito do Tribunal, o responsável, citado, apresentou alegações de defesa, as quais demonstraram que o valor correspondente à ampliação da escola (Cr$ 22.811.000,00) não foi utilizado, razão pela qual foi restituída ao FNDE a quantia de Cr$ 120.402.000,00 (cento e vinte milhões, quatrocentos e dois mil cruzeiros), tendo sido observado, todavia, que os acréscimos legais da quantia originalmente devida não foram corretamente calculados, na forma da lei;

66

Considerando, ainda, que, no tocante à quantia alusiva à reforma da escola (Cr$ 53.821.000,00), não foi possível comprovar o destino dos recursos, uma vez que o valor total repassado foi creditado, em 17.12.91, e sacado, em quase sua totalidade, dois dias depois, não havendo, pois, meios de se estabelecer qualquer vínculo entre os recursos transferidos pelo FNDE e as despesas discriminadas na documentação apresentada a título de prestação de contas;

Considerando que, diante desses fatos, o Tribunal, mediante a Decisão nº 223/2000 - 1ª Câmara (ata nº 27), decidiu rejeitar as alegações de defesa apresentadas pelo responsável, fixando, na mesma oportunidade, prazo para que o Sr. João Adauto Vidal recolhesse aos cofres do FNDE a importância total repassada, abatendo-se, na ocasião, a quantia de Cr$ 120.402.000,00, já satisfeita em 05.02.93;

Considerando que, notificado da referida deliberação, o responsável trouxe aos autos novos elementos de defesa, os quais foram examinados em face do disposto no art. 23, § 2º, da Resolução/TCU nº 36/95;

Considerando que restou demonstrado que a quantia já ressarcida corresponde, na verdade, ao somatório de dois convênios, ou seja, Cr$ 22.811.000,00, referente ao Convênio nº 4.373/91, ora em exame, e Cr$ 97.591.000,00 relativo ao Convênio nº 156/92, estranho a estes autos;

Considerando que, em razão disso, foi procedida nova citação do responsável, o qual, entretanto, nas alegações de defesa apresentadas, não logrou elidir as irregularidades apontadas nos autos;

Considerando que não há, pois, como se reconhecer a boa-fé do responsável, sendo aplicável à espécie o disposto no art. 3º da Decisão Normativa TCU nº 35/2000;

Considerando, por fim, os pareceres uniformes da Unidade Técnica e do Ministério Público no sentido de serem julgadas irregulares as presentes contas, condenando em débito o Sr. João Adauto Vidal;

ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso III, alínea “c”, da Lei nº 8.443/92, c/c os arts. 19 e 23, inciso III, alínea “a”, da mesma Lei, em:

a) julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. João Adauto Vidal ao pagamento da

quantia de Cr$ 76.632.000,00 (setenta e seis milhões, seiscentos e trinta e dois mil cruzeiros), fixando-lhe

o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da notificação, para comprovar, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno), o recolhimento da dívida ao FNDE, atualizada monetariamente e acrescida dos encargos legais, calculados a partir de 17.12.91 até a data do efetivo recolhimento, na forma prevista na legislação em vigor, abatendo-se, na oportunidade, a importância de Cr$ 22.811.000,00 (vinte e dois milhões, oitocentos e onze mil cruzeiros), já recolhida em 05.02.93;

b) autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei nº 8.443/92, a cobrança judicial do

débito, caso não atendida a notificação;

c) remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público Federal, para ajuizamento das

ações civis e penais cabíveis.

2. Inconformado com o r. decisum, o Sr. João Adauto Vidal interpôs o recurso que se passa a examinar (fls. 01/07 do vol. I).

ADMISSIBILIDADE

67

3. No que concerne à admissibilidade, a análise dos autos permite ratificar o exame prévio de fl. 51

do vol. I, razão pela qual o presente feito deve ser conhecido como Recurso de Reconsideração.

MÉRITO

Argumento.

4. Afirma o recorrente que o julgamento pela irregularidade das contas se deu em virtude da

controvérsia em torno de que não teriam sido trazidos elementos que permitissem estabelecer qualquer vínculo entre os recursos transferidos e as despesas discriminadas na documentação apresentada a título de prestação de contas.

5. Na tentativa de comprovar o vínculo entre os recursos recebidos do FNDE e as obras realizadas,

acosta aos autos cópias de pedidos de empenho e respectivas notas fiscais, que alega serem referentes à reforma da Escola Professora Iracema Lustoza Pires, totalizando Cr$ 53.821.000,00 (fls. 08/29 do vol. I). Ademais, juntou cópias de diversos extratos bancários a fim de provar as movimentações ocorridas (fls. 30/38 do vol. I), bem como fotografias da suposta escola (fls. 47/49 do vol. I). Os outros documentos anexados (fls. 39/46 do vol. I) são cópia da prestação de contas enviada ao FNDE, constando das fls. 47 a 54 do vol. principal.

6. Assim, argumenta que não há nenhum valor a ser devolvido, uma vez que a parcela não utilizada

na construção de 03 (três) salas de aula da referida escola, no valor Cr$ 22.811.000,00, já havia sido

devolvida ao FNDE.

Análise.

7. O motivo pelo qual as contas do Sr. João Adauto Vidal foram julgadas irregulares e, por

conseqüência, condenado em débito o responsável, deu-se em virtude de o prefeito não apresentar em sua prestação de contas (encaminhada àquele Fundo, em 03/06/92, após cinco meses de atraso) o extrato bancário referente à conta específica vinculada ao convênio, visto que a ausência deste impediu o exame da correlação entre os documentos apresentados e os recursos repassados ao Município de Taiuva/SP, conforme o teor do Parecer do Ministério Público junto ao TCU e dos votos do Relator do feito, o Ex mo Sr. Ministro Guilherme Palmeira (fls. 137, 141 e 206 do vol. principal).

8. Os documentos acostados aos autos não contêm indicação que permitam associá-los ao convênio

em tela, tendo em vista que:

8.1. os pedidos de empenho (fls. 8,13,18, 20, 22, 24 e 26 do vol. I) não fazem referência ao

Convênio nº 4.373/91, tampouco identificam o objeto, constando apenas que obras e instalações foram

feitas com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação;

8.2. as notas fiscais (fls. 9/12, 14/17, 19, 21, 23, 25 e 27/29 do vol. I) foram carimbadas com os

números dos procedimentos licitatórios (convites 12/92, 15/92 e 16/92), sendo que não foi encaminhada cópia do despacho adjudicatório dessas licitações, em desconformidade com a Cláusula Sexta do Termo do Convênio (fl. 39 do vol. principal). Veja-se que não consta dos autos nenhum documento inerente a licitações, nesse sentido, o recorrente entrou em contradição ao declarar nas alegações de defesa apresentadas ao Tribunal, na ocasião de sua primeira citação, que “ o fato da Administração municipal não ter apresentado nenhuma modalidade de licitação, foi pelo simples motivo de que a mesma foi dispensada formalmente, nos termos do Decreto nº 2.300/86” (fl. 123 do vol. principal);

8.3. os extratos da Nossa Caixa Nosso Banco e do Banco do Brasil (fls. 30/38 do vol. I) não

esclarecem que os desembolsos dos recursos do convênio foram feitos em conformidade com as notas fiscais apresentadas, referindo-se quase todos a períodos distintos daqueles referentes às despesas anunciadas;

68

8.4. as fotografias trazidas aos autos (fls. 47/49 do vol. I) não são suficientes para comprovar a

aplicação dos recursos, conforme pacífica jurisprudência desta Corte de Contas (acórdãos 175-08/02-1ª Câmara; 179-08/02-1ª Câmara; 374-39/02-Plenário). Ainda que a apresentação de fotografias tivesse valor de prova, no presente caso, sequer é possível identificá-las com o pretendido objeto. Poderiam ter sido utilizados, por exemplo, recursos oriundos dos cofres municipais para a construção da obra apontada nas fotografias;

8.5. os demais documentos juntados (39/46 do vol. I) são os que já foram apresentados a título de

prestação de contas (fls. 47/54 do vol. principal), sendo que não são suficientes para provar a aplicação correta do recursos transferidos pelo FNDE, pois tratam de elementos com natureza meramente

declaratória, emitidos pela própria Prefeitura (relatório de execução, relação de pagamentos efetuados, termo de aceitação da obra e relação de materiais adquiridos).

9. A propósito, entendemos pertinente trazer à baila elucidativo excerto do voto proferido pelo insigne Ministro Adylson Motta nos autos do TC 929.531/1998-1 (Decisão nº 225/2000 – 2ª Câmara):

não-comprovação da lisura no trato de recursos públicos recebidos autoriza, a meu ver, a presunção de irregularidade na sua aplicação. ( ( ) Há que se destacar, ainda, que, além do dever legal e constitucional de prestar contas do bom e regular emprego dos recursos públicos recebidos, devem os gestores fazê-lo demonstrando o estabelecimento do nexo entre o desembolso dos referidos recursos e os comprovantes de despesas realizadas com vistas à consecução do objeto acordado. Assim, é imperioso que, com os documentos apresentados com vistas a comprovar o bom emprego dos valores públicos, seja possível constatar que eles foram efetivamente utilizados no objeto pactuado, de acordo com os normativos legais e regulamentares vigentes.”

)

10. Sobreleva notar que, em casos análogos, a jurisprudência desta Corte tem considerado como

fato ensejador do julgamento pela irregularidade das contas e da imputação de débito ao responsável a não comprovação do nexo causal entre a utilização dos recursos depositados em conta-corrente bancária e

a execução do objeto acordado, conforme se verifica, entre outros, nos seguintes julgados: Acórdão nº 66/1997 – Plenário, Acórdão nº 126/1997 – Plenário, Acórdão nº 136/1999 - Segunda Câmara, Acórdão nº 289/2000 - Primeira Câmara e Acórdão nº 138/2001 - Segunda Câmara.

11. Finalmente, cabe registrar que o mencionado ressarcimento da parcela do convênio (fl. 60 do

vol. principal), no valor original de Cr$ 22.811.000,00 (vinte dois milhões, oitocentos e onze mil cruzeiros), ocorreu em 05/02/93 (após mais de um ano do término da sua vigência), juntamente com a devolução dos recursos do convênio nº 156/92, sem que houvesse os acréscimos legais previstos, conforme ficou evidenciado no Acórdão recorrido.

Argumento.

12. Alega, também, a fragilidade dos procedimentos de contabilidade pública adotados pela

Prefeitura Municipal de Taiuva: “era uma verdadeira lástima”, quando do recebimento dos recursos do Convênio nº 4.373/91, com vistas a elaborar prestação de contas de acordo com a legislação vigente.

Sustenta, ainda, a carência de recursos materiais e humanos do município, tendo em vista suas reduzidas dimensões físicas e estruturais.

13. Por causa disso, atesta a dificuldade em prestar contas dos recursos repassados pelo FNDE para

as obras de reforma e de ampliação da Pré-Escola Municipal Iracema Lustosa Pires.

Análise.

69

14. Não perfilhamos o entendimento do recorrente no sentido de eximir-se de culpa em razão da

desorganização do setor de contabilidade da prefeitura, já que era de sua incumbência estruturá-lo e mantê-lo em condições de bom funcionamento. Isso, portanto, não o desobriga de comprovar a aplicação correta dos recursos. Além disso, a jurisprudência desta Corte de Contas, em consonância com o disposto no art. 93 do Decreto-lei n.º 200/67, é pacífica no sentido de que compete ao gestor comprovar a boa e regular aplicação dos recursos públicos, cabendo-lhe o ônus da prova, conforme entendimento assentado nos seguintes julgados: Acórdãos n° 11/97-Plenário; 87/97-2ª Câmara; 234/95-2ª Câmara.

15. Ademais, a existência de estrutura suficiente para a execução dos projetos é requisito básico

para a celebração de convênios, conforme a letra “b”, do parágrafo 1º, do art. 10 do Decreto-lei nº 200/67,

e art. 49 do Decreto nº 93.872/86, segundo os quais: “a descentralização será posta em prática (

plano] da Administração Federal para a das unidades federadas, quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio”. Se julgava os recursos administrativos impróprios ao que pretendia realizar, o prefeito poderia, inicialmente, dotar o Município da estrutura mínima necessária, para só então celebrar avenças que exigissem uma capacidade operacional mais adequada.

)

[no

Argumento.

16.O recorrente reconhece que quase a totalidade do recurso financeiro recebido pela prefeitura de Taiuva não deveria ter sido sacado da conta específica do Banco do Brasil S/A e transferido para conta movimento na Nossa Caixa Nosso Banco S/A. No mais, afirma que o servidor que fez a transferência não agiu com dolo, culpa manifesta ou má-fé, já que a segunda conta bancária era mais usualmente utilizada para o pagamento das despesas públicas. Isso dificultou que a prestação de contas, por meio de extratos bancários, fosse realizada.

Análise.

17. Os extratos juntados aos autos (fls. 30/38 do vol. I) não permitem identificar que os Cr$

76.000.000,00 (setenta e seis milhões de cruzeiros) sacados de uma única vez da conta específica do convênio no Banco do Brasil S/A, dois dias após o depósito, foram transferidos para a conta movimento da prefeitura de Taiuva na Nossa Caixa Nosso Banco S/A, conforme afirma o recorrente, uma vez que o saque foi realizado em 19/12/1991, sendo que os extratos ora apresentados contêm somente movimentações ocorridas nos anos de 1992 e 1993.

18. Por fim, o recorrente requer que se conheça do presente Recurso de Reconsideração, para

conceder-lhe provimento, e, em conseqüência, tornar insubsistente o Acórdão nº 482/2002 – TCU – 1ª Câmara, para efeito de julgar as presentes contas regulares, com a descaracterização do débito a ele imputado, dando-lhe plena e total quitação.

19. Diante dessas considerações, compreende-se que o presente recurso deva ser improvido.

CONCLUSÃO

20. Ante o exposto, submetemos os autos à consideração superior, propondo que:

a) seja o presente Recurso de Reconsideração conhecido, por atender ao estabelecido nos arts. 32,

inciso I, e 33 da Lei n° 8.443/92, para, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo-se os exatos termos do

Acórdão nº 482/2002 – TCU – 1ª Câmara;

b) seja o recorrente informado da deliberação que vier a ser proferida.”

O Ministério Público, nos autos representado pela Procuradora Maria Alzira Ferreira, manifesta-se de acordo com as conclusões oferecidas pela Unidade Técnica. É o Relatório.

VOTO

70

Inicialmente, registro que atuo nestes autos com fundamento no art. 18 da Resolução TCU nº 64/96, tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuídas ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Preliminarmente, verifica-se que o presente recurso pode ser conhecido, uma vez observado o prazo regimental e preenchidos os demais requisitos de admissibilidade. Passando ao exame de mérito, acolho o mesmo posicionamento exarado nos autos por entender que as justificativas apresentadas pelo responsável não elidem a ausência de prestação de contas do bom e regular emprego dos recursos públicos recebidos do FNDE, fato que fundamentou o acórdão recorrido, e, por via de conseqüência, não devem prosperar as alegações do recorrente rumo a alteração do juízo de mérito firmado anteriormente. Com efeito, a documentação acostada aos autos pelo responsável na tentativa de comprovar o vínculo entre os recursos recebidos do FNDE e as obras realizadas não contém indício de prova material suficiente à identificação do convênio ou do seu objeto, tampouco elementos capazes de associar os recursos do convênio à realização das obras. Assim sendo, voto por que seja adotado o Acórdão que ora submeto à apreciação desta 1ª Câmara.

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 20 de maio de 2003.