TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

SECRETARIA-GERAL DAS SESSÕES

ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003
SESSÃO ORDINÁRIA

PRIMEIRA CÂMARA

APROVADA EM 27 DE MAIO DE 2003 PUBLICADA EM 29 DE MAIO DE 2003 ACÓRDÃOS DE Nºs 968 a 1.046

ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara) Presidência do Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça Representante do Ministério Público: Dr. Paulo Soares Bugarin Subsecretário da Sessão: Bel. Francisco Costa de Almeida Com a presença dos Ministros Humberto Guimarães Souto, Walton Alencar Rodrigues, do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (substituindo o Ministro Iram Saraiva) e dos Auditores Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa, bem como do Representante do Ministério Público, Dr. Paulo Soares Bugarin, o Presidente, Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça, invocando a proteção de Deus, declarou aberta a Sessão Ordinária da Primeira Câmara às quinze horas, havendo registrado a ausência do Ministro Iram Saraiva, por motivo de férias (Regimento Interno do Tribunal de Contas da União, artigos 33, 55, incisos I, alíneas a e b, II, alíneas a e b e III, 133, incisos I a IV, VI e VII, 134 a 136 e 140). HOMOLOGAÇÃO DE ATA A Primeira Câmara homologou a Ata n° 15, da Sessão Ordinária realizada em 13 de maio de 2003, cujas cópias haviam sido previamente distribuídas aos Senhores Ministros e ao Senhor Representante do Ministério Público, de acordo com os artigos 33, inciso X e 95, inciso I, do Regimento Interno. PROCESSOS RELACIONADOS A Primeira Câmara aprovou as Relações de processos organizadas pelos respectivos Relatores (v. Anexo I desta Ata), bem como os Acórdãos de n°s 968 a 1.013 na forma do Regimento Interno, artigos 137, 138, 140 e 143, e Portaria n° 42/2003). PROCESSOS INCLUÍDOS EM PAUTA Passou-se, em seguida, ao julgamento ou à apreciação dos processos adiante indicados, que haviam sido incluídos na Pauta organizada, sob n° 16, 13 de maio de 2003, havendo a Primeira Câmara aprovado os Acórdãos de n°s 1.014 a 1.046 (v. Anexo II a esta Ata), acompanhados dos correspondentes Relatórios, Votos ou Propostas de Decisão, bem como de Pareceres em que se fundamentaram (Regimento Interno, artigos 17, 95, inciso VI, 134, 138, 141, §§ 1º a 7º e 10; e Portaria n° 42/2003). a) Procs. n°s 012.376/1999-0 (c/1 volume os apensos n°s 002.678/2001-3 e 003.608/1999-9), 018.524/1995-8, 005.590/1996-5, 000.901/2000-7, 525.110/1995-0 (c/1 volume e o apenso n° 525.373/1996-9) e 008.717/1995-8, relatados pelo Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça; b) Procs. n°s 001.364/2000-9, 009.204/2001-0, 011.265/2002-0, 006.391/2002-5, 005.508/1996-7, 008.200/1996-3, 005.356/2001-3, 013.107/2001-2 e 007.427/2002-4, relatados pelo Ministro Humberto Guimarães Souto; c) Procs. n°s 279.010/1995-8 (c/1 volume) e 279.017/1995-2, relatados pelo Ministro Walton Alencar Rodrigues; d) Procs. n°s 002.898/2000-9 (c/1 volume), 700.339/1995-7 (c/1 volume), 014.364/2001-4, 005.920/2002-1, 005.925/2002-8, 006.017/2002-1, 012.049/2002-0, 014.189/2002-0, 017.707/2002-1, 625.145/1997-6, 549.020/1993-4 e 003.348/1995-4, relatados pelo Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha; e) Proc n° 015.529/2001-0, relatado pelo Auditor Augusto Sherman Cavalcanti; e f) Procs. n°s 003.973/2001-8 (c/1 anexo), 015.649/2001-9 e 000.384/2002-3, relatados pelo Auditor Marcos Bemquerer Costa. SUSPENSÃO DE VOTAÇÃO EM FACE DE PEDIDO DE VISTA Foi suspensa a votação do processo n° 007.408/1996-0 (Relator, Ministro-Substituto Lincoln

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Magalhães da Rocha), em face de pedido de vista formulado pelo Ministro Humberto Guimarães Souto, nos termos do artigo 119 do Regimento Interno, após haver o Relator apresentado a respectiva Proposta de Acórdão e o Ministro Walton Alencar Rodrigues apresentado sua Declaração de Voto e Proposta de Acórdão. PROCESSOS EXCLUÍDOS DE PAUTA Foram excluídos de Pauta, nos termos do artigo 142 do Regimentos Interno, ante requerimento dos respectivos Relatores, os seguintes processos: a) Procs. n°s 825.152/1997-6, 004.517/2002-0 e 009.387/2002-6 (Ministro Humberto Guimarães Souto); b) Proc. n° 015.337/1999-5 (Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha); c) Procs. n°s 014.136/1999-6 e 000.279/2003-6 (Auditor Augusto Sherman Cavalcanti); d) Proc. n° 001.037/2000-5 (Auditor Marcos Bemquerer Costa). Foram proferidas, sob a Presidência do Ministro Humberto Guimarães Souto, as Deliberações quanto aos processos relatados pelo Presidente da Primeira Câmara, Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça. ENCERRAMENTO A Presidência deu por encerrados os trabalhos da Primeira Câmara, às dezesseis horas e cinqüenta e dois minutos e eu, Francisco Costa de Almeida, Subsecretário da Primeira Câmara, lavrei e subscrevi a presente Ata que, depois de aprovada, será assinada pela Presidência. FRANCISCO COSTA DE ALMEIDA Subsecretário da Primeira Câmara Aprovada em 27 de maio de 2003. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente da 1ª Câmara ANEXO I DA ATA N° 16, DE 20 MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara) PROCESSOS RELACIONADOS Relações de processos organizadas pelos respectivos Relatores e aprovadas pela Primeira Câmara, bem como os Acórdãos aprovados de nºs 968 a 1.013 (Regimento Interno, artigos 137, 138, 140 e 143, e Portaria n° 42/2003). RELAÇÃO Nº 18/2003 – Primeira Câmara Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação, na forma do art. 143 do Regimento Interno. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 968/2003 - TCU - 1ª Câmara

com fundamento nos arts. inciso V. Sala das Sessões.501/1995-8 Interessado(s) : Haydee Karst PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 970/2003 . 143. ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s). 1º. 1º. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. e 39. conforme os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . da Lei nº 8. da Lei nº 8. 17. do Regimento Interno/TCU.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de alteração(ões) da(s) concessão(ões) a seguir relacionado(s). inciso II. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. e 259.476/1991-3 Interessado(s) : Benedita da Silva Abreu Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara TCU. 143. 143. em 20-05-2003. inciso II. inciso II. inciso VIII.TCU . inciso V. inciso II. 17.443/92.4 Os Ministros do Tribunal de Contas da União. conforme os pareceres emitidos nos autos: PODER JUDICIÁRIO 01 . e 39.TC 018. conforme os pareceres emitidos nos autos: PODER JUDICIÁRIO 01 . com fundamento nos arts. 17. e 259. c/c os arts. inciso VIII.TC 014.TCU .443/92. inciso II. inciso II. inciso VIII. c/c os arts. com fundamento nos arts.175/1995-9 Interessado(s) : Carlos Victal Ribeiro ACÓRDÃO Nº 969/2003 . c/c os arts. Humberto Guimarães Souto na Presidência Marcos Vinicios Vilaça Ministro . e 39. da Lei nº 8.443/92. ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de alteração(ões) da(s) concessão(ões) a seguir relacionado(s). inciso II.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. do Regimento Interno/TCU. 1º.Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público . reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. inciso II. inciso V. 1º.TC 004. do Regimento Interno/TCU. e 259. 1º. inciso III. 1º. inciso II. inciso III. inciso III.

inciso I e 218 do Regimento Interno/TCU.591. 27.873. na forma do art.5 RELAÇÃO Nº 19/2003 – Primeira Câmara Relação de processos submetidos à 1ª Câmara.TCU .000. e arquivar o processo.TCU Gabinete do Ministro Humberto Guimarães Souto Relação de processos submetidos à 1ª Câmara.60 Data do recolhimento: 06-09-2002 Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara TCU.TCU .445-72 Entidade(s)/Orgão(s): Prefeitura Municipal de Cristópolis – BA Valor original do débito: Cz$ 1. conforme os pareceres emitidos nos autos: PREFEITURA MUNICIPAL 01 . ACORDAM em dar quitação ao(s) responsável(eis).443/92.Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 21/2003 .1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 137.TC 006.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 972/2003 . arts. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. CPF 034. c/c os arts. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério . 138 e 140. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 135. para votação na forma do Regimento Interno. para votação. em 20-05-2003. Humberto Guimarães Souto na Presidência Marcos Vinicios Vilaça Ministro . 134.031/1998-6 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : Francisco Pedro dos Santos. em 20/05/2003. 143. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça COBRANÇA EXECUTIVA ACÓRDÃO Nº 971/2003 . com fundamento no art. da Lei nº 8. ante o recolhimento integral do débito que lhe(s) foi(ram) imputado(s). 143 do Regimento Interno.000. Sala das Sessões.00 Data de origem do débito: 22-03-1988 Valor Recolhido: R$ 24.

EDINILSON CORREA TELES. VILMA MARIA DA SILVA. ROSE MERE DE FARIA FERREIRA LOURENCO. LUZIA BARBOSA LADEIRA FERREIRA.TCU . c/c os arts. CARLOS ROBERTO ANDRADE GUERRA. DOGIVAL SANTANA BATISTA. MARIA CELIA OLIVEIRA ALVES TINELLI. FATIMA VIEIRA GRAGNANO. ACORDAM. VICENTE CARLOS HIPPERT SOARES. REINALDO GOMES GONCALVES. MARIA DE LOURDES SOUZA DE MELO BRAGA. PAULO SERGIO RAMOS NICOLAO. em considerar legais para fins de registro os atos de admissão a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 01 . reunidos em Sessão da 1ª Câmara.6 Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. COSME WELINGTON NASCIMENTO COSTA.JORGE DA SILVA OLIVEIRA ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO Nº 973/2003 . ANTONIO RODRIGUES FERREIRA LIMA. DEYSE DANTAS SANTOS DO COUTO. 39 e 40 da Lei nº 8. MIRIAN SOLEDAD GONCALVES DILLY.443. MARISTELA ROCHA ROSA DE ASSIS.ALAN DE ALMEIDA SILVA. ELANISA TEREZA VIEIRA MARTINS. 1º. HUNALDO GOMES DE LIMA. IVANILDO ALVES DE MEDEIROS. ACORDAM. SILVIA DINIZ LIMA. ROSANE BARROS VIANA SANTOS. 1º. MARIA REGINA DE ALMEIDA TEIXEIRA. . EULER ANDRADE DE OLIVEIRA. REINALDO AGUILAR PEIXOTO. RUTE SENRA CARAMEZ. MARIA JOSE JARDIM FREIRE. 39 e 40 da Lei nº 8. ANGELA SANTOS.443. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. 1º.TC 854. c/c os arts. ANTONIO VICENTE FERREIRA NETO. com fundamento nos arts. SINEIDA RIBEIRO SALES. EGILDO DE OLIVEIRA MOURA FILHO. ANDRE SOUZA MARQUES. de 16 de julho de 1992. de 16 de julho de 1992.ALCIDES NADIR SANTANA. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. IVAN LUIZ FERREIRA DE OLIVEIRA. CELSO DANIEL SANTOS PEREIRA.TC 003. CARLOS ANTONIO DA COSTA FARO FILHO. EVALDO SANTOS OLIVEIRA. DANIELA SANTOS CRUZ. em 20/05/2003. 1º. GETULIO BAHIA DA SILVA. ESDRAS SANTOS SILVA. JOSE MARIA BORGES. MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES 01 . ANTONIO CARLOS DE SOUZA. GEORGINA MOTA DE REZENDE CARVALHO. ALINALDO ALVES DE MORAES. ANTONIO CARLOS LIMA DOS SANTOS. ANTONIO FERNANDES DA SILVA. NILTON GANDA PINTO. ESTANISLAU RODRIGUES SKWARA. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. ANGELA MARIA MOREIRA CANUT. JOSE DANIEL FERREIRA GOMES. inciso V. SERGIO ARTUR DO NASCIMENTO. LILIANE VERSIANE RAMOS GUIMARAES. CARLOS ALBERTO COLUCCI FILHO. com fundamento nos arts. PAULO CESAR PROENCA. RAIMUNDO NONATO PESSOA JUNIOR.734/2003-1 . ENILSON FONSECA XAVIER.315/1997-7 . EDÉR DE JESUS ANDRADE. por unanimidade.TC 000. EDIVÂNIA DIAS DE OLIVEIRA.691/1996-9 . RAUL SIMOES DA COSTA. em considerar legal para fins de registro o ato de concessão a seguir relacionado: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . MARIA JOSE FERREIRA TEIXEIRA. CARLOS EDUARDO ALVES POCONE. inciso V. ANTONIO JORGE DOS SANTOS JUNIOR. EDENBERG DA FONSECA SILVA. BRISTOWN SANTOS LIMA.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. por unanimidade. GEIZE CAROLINNE CORREIA ANDRADE. ALEXANDRE LUIS FONSECA RODRIGUES. MARIA GUILHERMINA RODRIGUES CERQUEIRA.

LUCIANO BARROS SANTOS. EDIR WILSON OLIVEIRA SANTOS. VALNISIA AMARAL GOMES. JURANDI CAZUMBA CONCEIÇÃO. 02 . ADRIANA OLIVEIRA MACHADO. MARCIO LOBO BITTENCOURT. JOILSON AMORIM DOS SANTOS. SANDRA RACHEL FIGUEIREDO DE ALMEIDA DIAS. CLAUDIO LUIZ DA SILVA CARVALHO. JOSÉ MAURICIO ARAGÃO NETO. MARTINIANO SILVA PINTO. LUCIENE OLIVEIRA SANTOS. NILDO SILVA DOS SANTOS. AELSON QUIXABA VIEIRA JUNIOR. DANILO DE JESUS SANTANA. MANOEL LYRA SOARES. ROBSON WAGNER SOUZA TELES. 03 . MURILO LEANDRO DA SILVA. FABIO . CIRO FRANK QUEIROZ.ADENILZA GOMES DOS SANTOS. LUANA PRISCILA MATOS CERQUEIRA. DOMINGOS ALBERTO MATOS. MARCOS CARVALHO DE ARAUJO. ROGERIO TENORIO DE AZEVEDO. AGILDO SANTOS MATOS. ERICO RODRIGO HEMERLY. SERGIO PEREIRA DO CARMO. FABIO EDUARDO BECHARA. ADRIANA OLIVEIRA DA SILVA. RODRIGO OLIEIRA CHAVES. MARCOS ROLEMBERG. MATHEUS MEDRADO SILVA E SILVA. CARLA CABRAL SANTOS. MARCIO DA SILVA SANTOS. CRISTIANE VALERIA DE SOUZA BARRETO. EDSON ALVES COELHO. FRANCISCO JOSE SILVA DA CRUZ. BRUNO LEONARDO PIRES RABELO. RIVALDO BATISTA DOS SANTOS. FABIO LOPES DA SILVA. EVANDRO RAFAEL SIMAS. GÊNESIS NERIS DE JESUS. IGO SILVA AMORIM. JONAS FERNANDES DA SILVA. DELMA DE OLIVEIRA CRUZ. JOSE MARCELO ARAUJO SANTOS. VALDSON CHAVES DIAS. JORGE RAIMUNDO FONSECA TEIXEIRA. JOSE CARLOS DIAS WANDERLEY. AILTON DE SENA. WILTON CELIO VANCONCELOS AGUIAR. JOCELI SILVA SANTOS. NELIA MAZZETTY FREITAS FALCONERY. LILIA DE SOUSA GOMES. JONIVON DE SOUZA CARVALHO. SILVERIO ALVES MEDRADO. CLEBER TOURINHO DE SANTANA. TELMIRA GOMES SANTOS. CRISTHOFER AGUIAR DE PAULA. BRUNO HENRIQUE SIQUEIRA. FABIANO PACHECO DE QUEIROZ. RICARDO SANTOS DE SANTANA. EDUARDO CIRIACO DA SILVA. ELIEZER GONÇALVES PEIXOTO. MARCELO VITOR.7 JEFFERSON VANUCCI DE ANDRADE OLIVEIRA. WILSON COSTA SANTOS. CATIA DANIEL DE OLIVEIRA. KATARYNA SANTANA DE JESUS. HERIVELTON DA COSTA SACERDOTE.742/2003-3 . JOSÉ CARLOS DOS SANTOS.ADAILTON SANTOS DE OLIVEIRA. PEDRO MARTINS DOS SANTOS. CLEYTON ROBERTO AVELAR VIEIRA. SHIRLEI PATRICIA MARTINS CERQUEIRA SILVA NEVES. MARIO PEREIRA DOS SANTOS NETO. FREDSON SANTOS ROCHA. ELMAR ANTONIO DA SILVA SILVEIRA. MOISES DE SANTANA MARTINS. SERGIO SANTOS RIBEIRO. JOSE ERALDO DE SANTANA. LILIAN MOTTA DE MORAES FERREIRA.TC 000. JEAN EMERSON DA SILVA PEREIRA. RONALDO DE ALMEIDA SANTOS. ELIEZER DE MOURA. DILMA CARLA DINIZ. JOSE MARIA DOS SANTOS COSTA. JOSE VALTER DA CRUZ. ROMEU VILLA FLOR SANTOS NETO. PAULO HENRIQUE AMORIM MOTA. MARIA ALVES DE MENESES. ERNANE DIAS DA SILVA. ARI CELESTINO CONCEIÇÃO. ALEXANDRE GERALDO MENDES. VALTER VILA FLOR SANTOS FILHO. CELIA REGINA FERREIRA REIS. LUIS CARLOS SANTANA SILVA. DJAN BARBOSA MUTHE. CELIO DAMIAO FERREIRA. WANDERLEI RODRIGUES DOS SANTOS. EDNA BARBOSA DE SOUZA. CLAUDIA HELENA DA SILVA. ANDRE BONFIM DE LIMA. TADEU SILVA SANTOS. YURE SAULO DE OLIVEIRA ARANHA. ANA PAULA BARBOSA LIMA PEREIRA DE MORAIS. VÉRCIA RIBEIRO LIMA. MARCIO LISBOA CERQUEIRA.TC 004. JUCELINO CERQUEIRA SILVA. ANA PAULA FIUZA DE SOUZA. JOSE MARCELO BARRETO DE OLIVEIRA. DJALMA BRANDÃO FIGUEREDO. FABIANO TEIXEIRA DE MELO. ANTONIO CEZAR DA SILVA OLIVEIRA. VIVALDO CARVALHO SILVA. JOSÉ MARTINS DE FREITAS. CARLOS EDUARDO DOS SANTOS SANTANA. GIVALDO SANTOS SIMÕES. ROSILENE GONÇALVES DA SILVA. ARNALDO JESUS DO NASCIMENTO. LAERT PEREIRA DA SILVA JUNIOR. EVERALDO SOARES DE OLIVEIRA. WELINGTON SILVA DE MENDONÇA.022/2003-0 . PAULO HENRIQUE ANDRADE DOS SANTOS. CRISTIANE FIGUEREDO BARRETO. HARRYSON FALCÃO SILVA. ANTONIO JORGE DE LIMA GUIMARÃES. ALEXANDRA MARIA PEREIRA BARBOSA. CARLOS DA SILVA SOUZA. ANGELO MARCIO FARIA. ELZA MARIA RODRIGUES SILVA.

MARCELO MOREIRA DE CAMPOS. JAQUELINE SALGADO XAVIER. MARIA CRISTINA NASCIMENTO DA SILVA. MONICA COSTA REZENDE. CARLOS ALBERTO DOS SANTOS. GUSTAVO ALEXANDRE DE CARVALHO PEREIRA. JOSÉ CARLOS DOS SANTOS JÚLIO. MICHEL BRUNO ROCHA. WALDINEY ALENCAR DE SOUZA. VALDERCI GONÇALVES PIMENTEL. GILSON MOREIRA LIMA. JACKELINE ALMEIDA SILVA.443. JARDEL FERNANDES SILVEIRA.ALEXANDRE TEIXEIRA LEITE. MÁRIO LOURENÇO DA SILVA FRANÇA. VALDILEA LEMOS DOS SANTOS LEAO. NADIA DE OLIVEIRA LOPES. PAULO CESAR DUARTE DA SILVA. MARLON HELENO COSTA. CLARISSE MENDES DA SILVA. EDENIR GOULART RODRIGUES. ILSON FERREIRA DA SILVA. com fundamento nos arts. ARNALDO DA SILVA CALVERT. RUBENS FLAVIO MATHEUS. NOE SIDONIO DA SILVA. ITAMAR TEIXEIRA DE MATOS. GERALDO FLORENTINO ROBERTO. SUILENE BOM DESPACHO DE SIQUEIRA. MENDEL MARQUES VILACA. GERALDO JOSE BARBARA. MARIA EDIVALDA OLIVEIRA SANTANA. MARCIO ANTONIO LIBERATO. MARLON DE LIMA RAMOS. SIMAR DA SILVA FERREIRA DE SOUZA. JEFFERSON GOMES DE QUEIROZ. JANAINA SANTOS DE OLIVEIRA. RENATO PEREIRA DOS SANTOS. ACORDAM.TC 004. LAERCIO DE CAMPOS. WELERSON ALVARO RODRIGUES BICALHO. LILIAN MARCIA LIMA E SILVA. 04 . inciso V. JOSE ANTONIO MARQUES DOS SANTOS. FREDERICO GUSTAVO PEREIRA SANTOS. SUELI FATIMA VIDAL. FLÁVIO LUIS SILVA DE OLIVEIRA. MARLON MAGNUS DOS REIS. PETRONIO DE OLIVEIRA SANTOS. em 20/05/2003. de 16 de julho de 1992. JOAO BOSCO DE SOUZA MACEDO. VALDIRENE APARECIDA DE SOUZA. WALTER PEREIRA NEPOMUCENO. HERCULANO HELENO JUNIOR. ISMAEL MARCOS BARBOSA. MARILEIA MURTA SILVA. HILTON JORDÃO TAVARES.TC 004. MARCOS DE SOUZA SANTIAGO. VANDERLEIA REGINA VERNIER. MARIANGELA APARECIDA SILVA. FLAVIO NOGUEIRA MARCAL. ELZA MARIA GRESSANA. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno.TCU .ALBERT TEIXEIRA CAETANO. SILVIO RAMOS DE OLIVEIRA. REJANE AUXILIADORA BRAZ DA SILVA. ITALO JORGE KNOPP ALVES. 1º. MARIA LUCIA PINHEIRO. MARCOS ANTONIO DOS SANTOS. ROBERTO GONÇALVES DE OLIVEIRA. VANDERLEY VENCESLAU ALVES PEREIRA. 39 e 40 da Lei nº 8.023/2003-8 . MARCELO LEONARDO ALBINO DA CONCEIÇAO DA SILVA. EDNA SANTIAGO DE MELLO. JOSE LUIZ SILVA. IVONILDA CUNHA RAMIRES. FLAVIO FERREIRA DE ANDRADE. VALERIA MARIA WEHDORN GANEM. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. FABRICIO CARLOS DOS SANTOS. SIDNEI DA SILVA FAUSTINO.240/2003-0 . ROBERTO RABELLO DAS NEVES. HERCULES DUARTE DO ROSARIO. WILLIAN JONATAN ALVES DE ALMEIDA LOBO. SUELY GUIMARÃES. MARCELO MENDES FREITAS. VICTOR HUGO ALBUQUERQUE CORREA DE JESUS. ROBERTO DE JESUS PEREIRA. RITA DE CASSIA FERREIRA DE ANDRADE. PERICLES CUNHA LOPES. por unanimidade. WENDEL ALEXANDRE SOARES VELOSO. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. LUIZ CARLOS DA MOTA.8 SANTOS FINAMOR. WESINTON TEODORO DA SILVA. RONNIE VON CORREA DE OLIVEIRA. LUCIANA SIQUEIRA DOS SANTOS OLIVEIRA. GRAYSON GERALDO FERREIRA RESENDE. 1º. PERLA SILVA SALOMAO. MARCO ANTONIO DE SOUZA MELO. PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 974/2003 . PRISCILLA MARA BRITO PEREIRA DE SOUZA.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados: . RONY ALEXANDRE DE SOUZA. WILSON CAVALCANTE MENDES. 05 . c/c os arts.

TC 856. LUIZ DE OLIVEIRA DA SILVA. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 975/2003 .TCU .U.MARIA SOARES DA SILVA Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T. em 20/05/2003. para votação na forma do Regimento Interno. com fundamento nos arts. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. MARIA APARECIDA MATHIAS DA COSTA. inciso V.1ª Câmara . 135.443. VANDERLI COMETTI. 138 e 140. arts.9 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 .705/1997-9 .MARIA CHAGAS DE OLIVEIRA 02 –TC 006. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 39 e 40 da Lei nº 8.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.TC 011. 134. 1º.TC 006. ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO Nº 976/2003 . CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. por unanimidade.FRANCISCA PEREIRA SANTOS 02 . em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 .C. ACORDAM. em 20 de maio de 2003.Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 22/2003 Gabinete do Ministro Humberto Guimarães Souto Relação de processos submetidos à 1ª Câmara.TC 016. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Humberto Guimarães Souto Ministro . c/c os arts.197/2002-1 . Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.668/1998-2 .876/1997-2 .696/1997-0 – JOSE AIRTON ROLIM 03. 1º.DALMIR DE BARROS. 137. de 16 de julho de 1992.TCU .

FERNANDA VIDIGAL DUARTE SOUZA. DANIEL CLEMENTE DE OLIVEIRA. 39 e 40 da Lei nº 8. TULA BECK BISOL.TC 851. HELIO TONINI. ACORDAM. EDILSON DA SILVA GUIMARAES.749/2003-4 . ANDRE LUIZ LEMES ALARCAO. FABIO ZANCHETTIN. YNAIA MASSE BUENO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . reunidos em Sessão da 1ª Câmara. com fundamento nos arts. ALDO BELTRAMI. IVAN CARLOS BARBOSA BRITO. EDUARDO ADRIANO ESMERALDO DUARTE DA. TIAGO APARECIDO MARTINHO. BARUC MACHADO GAMA. INES MARIA RODRIGUES.LUIZ CARLOS TORQUATO DA SILVA MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES 01 . c/c os arts.CRISTIANO GUIZZO. GUILHERME MONTANDON CHAER. ANTONIO JOSE MADEIRA BARBOSA. inciso V. LUCIANA SAMPAIO DE ARAUJO. ELAINE GOES SOUZA. por unanimidade. CARLOS EDUARDO SANTOS OLIVEIRA. MARISA DAHMER. CLAUDIA FORTES FERREIRA. LUCIANO OLIVEIRA VIEIRA. JEAN LUIZ SIMOES DE ARAUJO. BIANCA RAFAELA FIORI TAMPOROSKI. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 01 . GUILHERME FERREIRA VIANA. ELDER MANOEL DE MOURA ROCHA. TALITA HELENA DA COSTA BRANDAO. HILANA MAGALHAES AVILA PAZ MOREIRA. ALESSANDRA SOUZA PERES RIVERA. WERITO FERNANDES DE MELO. VINICIUS GOUVEIA DE FREITAS. FABIO MOTTA BAGGIO.10 Os Ministros do Tribunal de Contas da União.891/1997-7 . ANDERSON SOARES PEREIRA. TADEU TEIXEIRA GUIMARAES JUNIOR. GLAUCIA DE CASTRO ROSA.TC 000. DORIVAL MELLO JUNIOR. 1º. FABIANO DE . EDVALDO ALBERTO PIRES FERREIRA. MIRIAN PEREZ MALUF.443. FABIA SUELLY LIMA PINTO. FERNANDA LUCIA DAS NEVES BERG. de 16 de julho de 1992. LUIZ OCTAVIO RAMOS FILHO. EMANUEL FERREIRA. EDMILSON MARTINS DE OLIVEIRA. ANEVIR MARIN. EDUARDO DA SILVA COSTA.TC 003. ELIANA DA ROSA FREIRE QUINCOZES. VIRGILIO BRAZ DE QUEIROZ JUNIOR. FABIANO DE OLIVEIRA ARAUJO. CELINA TOMAZ DE CARVALHO. DEBORA HANASHIRO.ABRAO ANTONIO HIZIM. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. LUCIMERE DE FATIMA MORELO M COSTA. em 20/05/2003. VICTOR LEONARD NASCIMENTO DE SOUZA. CLAUDIO LUIZ LEONE AZEVEDO. KATIA MIDORI HIWATASHI.946/2003-7 . FABIO RICARDO MARIN. FLAVIA KLUPPEL CARRARA. CRISTIANE DE FIGUEIREDO LIRA. WILSON KENJI KOIKE. ERIKA MARIA BASTOS DE ASSIS. ELIANA VALERIA COVOLAN FIGUEIREDO. FAGONI FAYER CALEGARIO. ISMAEL BRAS DA SILVA. EDUARDO PEREIRA DOS SANTOS. OTAVIO VALENTIM BALSADI. DENIS PEDROTTI. NIVEA HELENA CRUZ DE AQUINO. ANDRE YVES CRIBB. CARLOS RODRIGUES BORGES NETO. GERALDO DOS SANTOS OLIVEIRA. CLAUDIOMIR SAVI. 1º. JANIO LAZZARINI. em considerar legais para fins de registro os atos de admissões a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. ALBERTO CARLOS SIGNORINI. DANIEL MATEUS BARRETO. NADIR RODRIGUES PEREIRA. DEISE ROCHA MARTINS DOS SANTOS. KELLY DE OLIVEIRA COHEN. DANIELLA LOPES MARINHO DE ARAUJO. ELTON EDMUNDO POLVEIRO JUNIOR. LOENI LUDKE FALCAO. MIRIAN OLIVEIRA DE SOUZA. CARLOS EDUARDO SILVA SANTOS. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. CASSIO PONTES OCTAVIANI. LEONARDO DE FARIA SANTANA ALVES. IVANA DE ALMEIDA VIEIRA. UBIRATAN PIOVEZAN. JEAN CLAY DE OLIVEIRA E SILVA. ANGELO LUIZ TADEU OTTATI. MARIO PAES KOZIMA. JEFERSON FERREIRA DA FONSECA. ALINE DE OLIVEIRA GARCIA. CARLOS HENRIQUE MONTEIRO BEZERRA. FRANCISCO JUSTINO DE SOUZA. GILMAR JOSE CASAGRANDE SOLIGO. DENILSON GOUVEA ANTHONISEN. CARMEN DOLORES FAITARONE R GUEDES. PATRICIA VALLE PINHEIRO.

ANTONIO MARCOS PEREIRA DE OLIVEIRA. NESTOR GONÇALVES DOS SANTOS. MARISTELA ALVES MENDES. LUCIANO GOMES DA ROCHA. ANA AMÉLIA LEME DO PRADO RIZZETTO DE MELO. TANIA REICH. ELIDIO COLETO DA CUNHA. EDUARDO AUGUSTO FERREIRA DE SOUZA. SUELI REGINA DE OLIVEIRA.3ª REGIÃO 01 . GERACY FERNANDO DA CONCEIÇÃO.750/2003-5 . VANDEILTON PEREIRA BARBOSA. 02 .TC 003. VIVIAN LINHARES DA COSTA. VANEIDE SOUSA FLORÊNCIO DA SILVA.TC 003. MIRELA MARIA MATTHES DE SOUZA. VALDIRLENE DE JESUS LOPES. VALDIR DA SILVA RIBEIRO. MÁRCIO NETO DE ARRUDA. JACILDO SILVA DA CRUZ. LUIZ HENRIQUE PEDROSO LINO. ALEXANDRE PORTO CHACON. ENOQUE MOURA PAZ. EDUARDO MITSUO FUGIHARA. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL . GERSON KRAEMER.TC 000. ATILIO DA SILVA RODRIGUES. FLAVIANA DE OLIVEIRA RIBEIRO. ALINE SALGADO NEUTSCHMANN. GILDASIO PEQUENO SILVA. SANDRA REGINA ROMERA. MARIA AMELIA DE SOUZA E SILVA MANNES. ALTAIR JOSÉ GOMES. ALEX LUIZ PINTO DE CAMPOS JUNIOR. ALZENIR ROCHA VENANCIO. ELISSANDRA MATOS RIBEIRO. CAIO ADRIANO LEPORE SANTOS. ANTONIO ZEFERINO DA ROSA JUNIOR. MARCELO RODRIGUES DA COSTA.ABORE MARQUEZINI PAULO. LILIAN APARECIDA LEAL COSTA. LUIZ DA PENHA ARAÚJO. VIVIANE SANFELICE. JOSÉ CARLOS ALVES DOS SANTOS. DORIANE VIEGAS DA CRUZ. UEILA GUIMARAES DA SILVA. BENEDITO DA GUIA SILVA. JOSÉ RENATO SANTANA. AGUINALDO ALVES NOVAIS. EDÉCIO CRISTOVÃO DE ARRUDA E SILVA. DIRCEU DE OLIVEIRA E SOUZA. ARISTELA CAVALCANTE DOS SANTOS. JOSÉ GOMES DUTRA. EDJARME VIANNA RAMOS DA SILVA. CARINA BELLINI CANCELLA. RICARDO ALEXANDRE DA SILVA RIBEIRO. DEMEURE MARTINS E SILVA. JULIO CESAR ASSUNÇÃO SIQUEIRA. EDVALDO PEREIRA LIMA. DIVINA MARTA DE OLIVEIRA. BRENO DE CERQUEIRA LEITE FILHO. CLAUDIO BARROS CAMARA. ODETE SOARES DOS SANTOS. AMELETO MASINI NETO.974/2003-1 . ROSALI ANA MIRANDA DOS SANTOS. OSELIA PECETTI. HELAYNE LUIZA ALMEIDA DE ARRUDA. HELENA MARIA RODRIGUES DE PAULA. CICERO ALVES LIMA. MAYKO OLIVEIRA RONDON. LUCIVANIO SILVA. GERALDO BASÍLIO DA SILVA FILHO.978/2003-0 . ELIANA BAZZO POLIZELLI. FRANCISCO ITAMAR SANTOS DE SOUZA. CLAUDEMIR BELTRAMELLI. NILTON CESAR DOS SANTOS.11 SOUZA JOAQUIM. CLAUDIO SILVA GUIMARÃES. MARIA DO LIVRAMENTO SAMPAIO DOS SANTOS. ELIZABETH LEMOS DA SILVA. DANIEL ROBERTO DIAS DO AMARAL. LUIS FABIANO BRITO DA ROSA.1ª REGIÃO 01 .JANIDIA AUGUSTO DIAS. THIAGO MANOEL CLEMENCIA. MAYNNA KELLY DO NASCIMENTO PEREIRA. CLAUDINEI BATISTA DA SILVA. CÉSAR LUIZ NUNES RUIVO GARCIA DA CONCEIÇÃO. EMANUEL . GETÚLIO MIRANDA BARBOSA JÚNIOR.AGEU ROSA DE ALMEIDA. IVAN FERREIRA DE OLIVEIRA. ADRIANA HERNANDEZ FERRO. LORENA OJEDA VERÃO SERRANO. CLAUDIANA OLIVEIRA DA SILVA. TATIANE DE SOUZA BRASIL. MARCELO JOSÉ TEIXEIRA. FABIANO PAULINO DA SILVA ARAÚJO. MARIA HELENA DE OLIVEIRA E SILVA. DANIEL PINTO DE MIRANDA JUNIOR. SILAS EVARISTO FERREIRA NETO. JONCILMAR DE OLIVEIRA SOUZA. RONALDO DE ARRUDA MAGALHÃES. DENISE TERESINHA STOFFEL. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL . LUCIOMAR MOREIRA DE ARAÚJO. JOSE GEORGE BEZERRA RIBEIRO. ALECSON MACÊDO DE ALCÂNTARA. DOMÍCIO RIBEIRO DA SILVA FILHO. ANDERSON NUNES DE SOUZA. DIVALDO DA COSTA LIMA. MÔNICA BARBOSA FERREIRA. GILSON ANTONIO DO NASCIMENTO ALVES. AROLDO PAES BARBOSA. CÁSSIO AUGUSTO DE MELLO. CLAUDIA ISMERIA CICOTE. TELMA MARIA DE OLIVEIRA. LUCIANO DA SILVA PAULA. ROBERTO CÉSAR PEREIRA FILSINGER. ZILDA BEZERRA CARPES BICA. CLECIO VIANA DE SOUZA SEVERO.

TC 001. MARIA THEREZA FALCÃO DE MELO.C. JÚLIO CÉSAR MARQUETI RODRIGUES. FLAVIO SILVEIRA DA SILVA. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. NORMA RODRIGUES BASSO. VALDIVINO GERALDO DA SILVA. LUIZ FERNANDO PACE. IANDRA LUÍSA SOARES DE CAMARGO. FABIO ANUNCIAÇÃO DE OLIVEIRA. 1º. de 16 de julho de 1992. inciso V. EVELISE KAYOKO OTI.U. 39 e 40 da Lei nº 8. GRAZIELA SARTORATO NATALI.TCU . FABIANO PEREIRA KOBAL.877/1997-9 . MARINA PAULELLI MARIUTTI. com fundamento nos arts. MAURO MARQUES DE OLIVEIRA JUNIOR. MARCOS ANTÔNIO DA SILVA. FLAVIA SILVEIRA DA SILVA. VANILDA APARECIDA TERRA. JOSÉ WILSON MIRANDA DIAS. PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 977/2003 . SIMONE LOPES PEREIRA. por unanimidade. PAULA COSTA DE PAIVA. LUIZ FERNANDO PACHECO. WILSON JOSÉ EUSEBIO. MARIA APARECIDA DE OLIVEIRA GOMES.TC 004. MARCIO CILAS DE GREGÓRIO. RAFAEL SCHMIDT. MARIA DAS GRAÇAS MAIA SANTANA. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 01 . em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 .TC 004.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. MARILU MAYUMI FUKUHARA. GISELE TROYANO. SUELY MUNIZ MAIA.ROSA MATIAS DE OLIEIRA 02 . MOESIO MUNIZ SANTANA. ROBERTO TARO SUMITOMO.Relator Fui Presente: . Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.443. MARIA BEATRIZ CORREA SALLES. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno.FRANCISCA SIMONE MUNIZ MAIA. ACORDAM. EVERSON DA SILVA MARCOLINO. ESTEBAN PURVES. MARIA FERNANDA RODRIGUES FERNANDES. RAULINO PALHA DE MIRANDA. LEONARDO VIETRI ALVES DE GODOI. FLÁVIO ANTONIO DE CARVALHO PINHEIRO. FLÁVIO UEDA.566/1997-1 . GENILSON RODRIGUES CARREIRO. PAULA KAWANO. SILVANA NEVES. LARISSA MARINA OROSCO. NAYANE MUNIZ MAIA. 1º. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Humberto Guimarães Souto Ministro . em 20 de maio de 2003.LUIZ FLOR DE ARAUJO Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T.FABIO SILVEIRA DA SILVA. LUCAS MADEIRA DE CARVALHO. em 20/05/2003. PATRICIA NARDI TONI.12 BRANDÃO FILHO.063/1996-0 . JONATHAN PEDRO. JOÃO PAULO DE SIQUEIRA ANDRADE. MEIRY YUMI TANAKA.565/1997-5 . MARCELO BARROSO PESSANHA. c/c os arts. 03 .TC 011.

13 Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 27/2003 – TCU .Gab. José Aloysio Altoe. em 20. com fundamento nos arts. arts. 137. Walton Alencar Rodrigues Relação de processos submetidos à Primeira Câmara. Maria de Lourdes Serra Comeira.419/1997-0 Interessada:Marcia Rodrigues da Cunha.959/1994-5 Interessados: Paulo Nunes de Almeida. para votação na forma do Regimento Interno. Leonidas Araújo. inciso V. José Sales Correa. APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 979/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM 1 – TC – 003. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. Luiz Carlos Rodrigues de Avila Goulart.513/1995-6 Interessados: Igna Bezerra Araujo de Souza. 134. c/c o art. Souza Mendes.443/92.5. Luiz Lima da Silva. SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS 1 – TC – 007. Min. Luiz Fernando de Toledo Rezende Cardoso de Miranda. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 135.443/92. ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO Nº 978/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Terezinha da Graça Neves Vaz Pinto e Victor Palheiros Burnier.958/2003-8 Interessados: Celso Donizete Amancio e Marcelo Milhomem Peres. . José Expedito Honorio de Barros.2003. com fundamento nos arts. Alcindo D. 1º. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. Joaquim Graciano da Silva e Patrício Ferreira Ortiz. e 39 da Lei nº 8. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. ACORDAM. Lucilia Maria Cunha Cavour Pereira de Almeida Marquezine. em 20. José Mattos dos Anjos. 138 e 140. c/c o art. 1º. 143 do Regimento Interno. inciso V. por unanimidade. e 39 da Lei nº 8. Ney Rossener Ferreira. por unanimidade. 143 do Regimento Interno. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO/RJ 1 – TC – 018. em considerar legais para fins de registro os atos de admissão de pessoal a seguir relacionados.2003. José Renato Belfort Silva. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO/MPU 1 – TC – 003.5. ACORDAM. Terezinha de Jesus Pires Lages.

PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 981/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. e 39 da Lei nº 8.1. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO 1 – TC – 018. c/c o art.2003. Nadir Elaine Bridi Hein. por unanimidade. Maria da Glória Carneiro de Freitas. em 20. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 1 – TC – 017. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. Albelino Batista dos Santos. inciso V. com fundamento nos arts. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO/RS 1 – TC – 018. ACÓRDÃO Nº 980/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. fazendo-se a determinação sugerida nos pareceres emitidos nos autos: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO/MG 1 – TC – 008. c/c o art.511/1995-3 Interessados: Zeferino Carlos de Aguiar.647/1996-7 Interessado: Edinei Guimarães. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.570/1994-1 Interessados: Annita Denize Fonseca da Cruz e Renato Schirmer Peixoto.5.443/92. ACORDAM. João Evangelista Cordeiro. 2 – TC – 005.158/1995-7 Interessados: Ana Maria Gifonide Lima. Determinação para excluir do cálculo do provento a vantagem do código 8663. Maria Regina Massara Rocha e Vanda Maria Guimarães França. 1º. Carlos Neres Rosa. em 20.259/1994-0 Interessados: João Baptista Bahia e Idylla Medeiros Maia. e 39 da Lei nº 8. por unanimidade. com fundamento nos arts. Ruth Miranda de Souza.14 TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO/MG 1 – TC – 014.706/1994-2 Interessado: Wilson Pereira Freire. Enio Roberto Coelho Menezes e Rodinei Silva da Silva. inciso V. ACORDAM. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO 1 – TC – 013.2003.443/92. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 143 do Regimento Interno. 1.5. Elenir Santos de Oliveira. Marly Pólvora Terra.725/1995-0 Interessada: Maria Angela de Aguilar. 1º. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. 143 do Regimento Interno. . Eva Beatriz Noro.

867/2003-2 Interessados: Abner Pinheiro Souza. Ivan Carvalho. Clovis Etiberê Osorio Teles. Waldemar Siqueira de Almeida. Wilson Batista de Paula. Hermes Moreira. Paulo Roberto de Oliveira Rabello. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO DO PESSOAL 1 – TC – 001. Luiz Pinto de Jesus. Euthy Miolescura Filho. Mario José da Silva Leão Junior. Valtir Ferreira de Macedo. Ubirajara Tavares de Souza. 143 do Regimento Interno. Sezion Batista da Silva. Clemir Ramos. Geraldo Wilson Gomes Sandim. Luiz Praxedes da Silva. Orlando Silva dos Santos. Francisco Mesquita de Mello. Nelson de Campos. Sylvio de Oliveira Carvalho. Francisco Gentil de Oliveira Pereira. Zacarias Macedo Borges e Zenon Aparicio Siqueira. Sandra de Mello.443/92. Joarry Baptista dos Santos. Lauro Lopes de Souza. Temistocles Homem Del Rei Pinto. Rotterdan Gonçalves da Silva. Adelia Brito da Silva Leão. Toshikatu Oshima. Fausto Sergio do Couto Reis. Luiz Carlos de Macedo Campos. Benvindo Francisco Silva.2003. Gabriel Braga. Simplicio Dias Candeira. Tydio Ramos Figueiredo. Tania Maria Brito da Silva Leão. Haroldo Gomes Gaião. Helio Pires Besson. Walmir Ferreira dos Santos. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. Sadi Oscar Jalowski. e 39 da Lei nº 8. c/c o art. Francisco Carlos Alves Maia. Moacyr Silva Cruz. Galileu Valadão de Moura. Masanori Shimura. Ubiratan Juparan Falco. Durval Balzani Junior. Sebastião Rodrigues dos Santos. Walter Luiz Vidal. Yvonete Leão dos Santos. João Augusto Alves Sarmento. Sebastião Tiburcio Filho. Laercio Luiz Monteiro. Gelso da Silva. Sergio Ferraz Rocha. Itanor José Goulart Pereira. Victor Eny Farias Guimarães. Nilton Lanna. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara . Zacarias de Siqueira Campos. Sebastião David Nouzinho. REFORMA ACÓRDÃO Nº 982/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Severino de Oliveira Guimarães. Anizio Simão Machado. Ilzon Rodrigues de Gomes. Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara. Luiz Brambilla. ACORDAM. João Alberto Pereira. Marcelo Henrique Maranhão. Salim Cafrune Elahel. Sebastião Bacil. em 20 de maio de 2003. Jair Acerbi. Carlos Roberto Ignacio dos Santos. 1º. Ubirajara Berenguer de Queiroz. Mário Cláudio Ribeiro da Costa. Luiz Pedro Miranda da Costa. Antonio Rodrigues de Moraes. Hélio Custódio Albino. Luiz Antonio Martins Leomil. Solange de Mello e Lindaura Santos da Hora. Filemon Menezes. Waldemar Rodrigues. Alfredo Carlos da Silva Joffer. Ernani Jose da Silva. em 20. Francisco Helder Mendes Soares. Heronides Oliveira de Souza. inciso V. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.15 MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA/DF 1 – TC – 004. William Pinto de Jesus. Wellington Brum. Ocymar Leite de Vasconcellos.031/1996-2 Interessados: Juracy Machado de Almeida. Edgar Antonio dos Santos. Jordão Moraes de Freitas. Armando Gonçalves Coutinho. Manoel Ferreira Gama. Paulo Jorge de Souza. Arselino José de Souza. por unanimidade. Maria Tereza Dias dos Santos. com fundamento nos arts.5. Katuo Umebara. Ediones Mendes da Silva. Fredson Luiz Figueredo da Silva. Joel Tang. Florismundo Godoi de Andrade. Albano Port da Cunha. Sala das Sessões. Silvestre Gogola. Helton Jose Doria Silveira. Aluizio Vasconcelos de Carvalho.

João Bosco de Freitas.5.657. por inexatidão material.967-91. Martiniano Lauro A. em julgar as presentes contas . 134.344.499/1991-7 com apenso TC021.533-34. 17 e 23.951-15. CPF 024. CPF 055.847-15.847-15. CPF 004. na forma dos arts. Sergio Eloy Lopes Nunes. Oliveira. Advogado constituído nos autos: Walter Costa Porto (OAB/DF 6098) ACÓRDÃO Nº 984/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Alkindar Ribeiro Moura.” para “arts. por unanimidade. Newton Nogueira Cavalcante.053.454. Paulo Rui da Silva Rangel.391-15. por unanimidade. 16. José Benedito S. Período abrangido: 1990/1991 e 1992. Edson G. com fundamento nos arts. CPF 263.105.819. Aluizio Alves. Calazans Machado. 138 e 140 do Regimento Interno.496.2003.654. MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 01 – TC–022. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20. inciso I. CPF 296.186.742/1993-4 (com 3 anexos). 18 e 23. 1º.. Marcio Capute Correa Pinto. – Agef.646-34.443/92. CPF 052. com fundamento no art. ACORDAM. 18. 16. CPF 031. José Fernandes Dias da Silva.443/92. CPF 128. CPF 073. Paulo Cesar Chiarelli. CPF 003. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues PRESTAÇÃO DE CONTAS ACÓRDÃO Nº 983/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. inciso II.A.910.475. inciso II. CPF 296.714-53. Ricardo Chagas Assunção.239/1992-8 (com 13 anexos) Apensos TC-027. CPF 000. CPF 005.795.408-06.318.095.737-53.443/92. Geraldo da Silveira Nunes.557-34.5. CPF 053.531-20.273. inciso I.582/1991-4 (com 8 anexos e apenso TC-17. c/c o Enunciado 145 da Súmula da Jurisprudência no Tribunal de Contas da União. 143 do Regimento Interno..347.840.620.870/1991-8).. CPF 024.399.760. 16.607. Responsáveis: Humberto Silva Araújo. ante as razões expostas pelo Relator. CPF 070. Maurício de Lana. Sergio Misse.801-59. José Fernandes Dias Silva. Ronaldo Augusto Silva. CPF 053. CPF 000.16 Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 28/2003-TCU – Gab.”.506-49. Min. CPF 002.606-25. Roberto Vaz da Silva.780.592-49. CPF 094. inciso II da Lei nº 8.847-64. CPF 067. 1º. Paulo Sérgio Oliveira Passos. para votação. CPF 000.401-00.030.092.151-72. Walton Alencar Rodrigues Relação de processos submetidos à Primeira Câmara. inciso II da Lei nº 8. CPF 045. CPF 203. alterando a fundamentação “arts..718-68. mantendo-se inalterados os demais termos.070. Nelson Rodrigues Pigliasco. Sergio Eloi Lopes Nunes.91.137-91.2003. Cavalcante. em retificar. Victor José Ferreira. em 20.125.387-72.009/1991-1 (com 2 anexos) Classe de Assunto: II Entidade: Rede Federal de Armazéns Gerais Ferroviários S. o Acórdão 392/2003 -TCU – 1ª Câmara. TC-024. CPF 002.635.881-53. 1º.454. ACORDAM. 135. CPF 205. inciso II da Lei nº 8. CPF 205. Antonio Arena Neto. Edmundo Fernandes da Graça. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. inciso II. TC-014.287-34.027-00. inciso I. 137. Luiza Maria Aguiar de Moura.087-15.

1. . CPF 393.606-44. CPF 872.760.859.238-90.748-72.17 regulares com ressalva. Manoel Gimenes Ruy. e mandar fazer as determinações sugeridas nos pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA FAZENDA 1 – TC–009.974. CPF 239.334-00.080.368-15.963-72.297. Sebastião Martins Ferreira Junior. Vicente de Paulo Barros Pegoraro.770-49. CPF 077.013.503. veda a existência de contrato verbal com a Administração.311-87.790-20. CPF 503. Danilo Angst.500-63. se abstenha de exigir. Ricardo de Barros Vieira.171-49 e William Bezerra Cavalcanti Filho.004.A. CPF 221.502.102. Murilo Castellano.366. CPF 153. Exercício: 2001 1. Rubens Sardenberg.401-78. Determinar à entidade que: 1.3. CPF 020.209.627. José Antônio Machado. CPF 265.845.806-49.826.877.740. publique o Relatório de Gestão Anual por meio eletrônico. CPF 344.057-49. 1.281-68.331. CPF 308.370. haja vista que o art.146-68. CPF 010.599-20. Cícero Figueiredo Pontes. CPF 151.148-68.879-68.053/2002-4 e TC-004. parágrafo único. Arideu Galdino da Silva Raymundo. Lacy Dias da Silva.591-72.467. CPF 029.266-53.355. CPF 059.161.884.1.831. CPF 035. Luiz Fernando Gusmão Wellisch.161-00.796.113. Hugo Rocha Braga. de forma cronológica e sequencial. conforme preceitua o art.621-00. 1.601-68. Paolo Enrico Maria Zaghen. Francisco Augusto da Costa e Silva. CPF 029.183. CPF 004.663.607-53.150. CPF 091. Responsáveis: Alberto Luiz Gerardi. CPF 003. Marcelo Gomes Teixeira. CPF 108. se abstenha de realizar pagamentos a fornecedores de serviços sem que os respectivos contratos tenham sido formalizados.688-68. Leandro José Suzin.476. CPF 231. CPF 085. Osanan Lima Barros Filho. Renato Donatello Ribeiro.307-53.30134. CPF 733.12. CPF 530. Rubens Rodrigues Filho.404-44. Nadya Vitória Medeiros Evangelista. Paulo Assunção de Sousa. Hayton Jurema da Rocha. CPF 267.2. CPF 410. CPF 588. da Lei 8.943-00. CPF 571. salvo o de pequenas compras. CPF 153. Maria Paula Soares Aranha. CPF 056. 60.131-53.530.288-53. Eduardo Augusto de Almeida Guimarães.1. Amaury Guilherme Bier. Vicente de Paulo Diniz. CPF 031.321-04. CPF 029. CPF 013. CPF 266.298-99. 60.914-68.852. CPF 013. Ricardo José da Costa Flores.998.234.608. Pedro Paulo Bernardes Lobato. Izaias Batista de Araújo.556. a qual regulamentou a IN 02/2000-SFC.637. CPF 198. José Branisso.220-53.550-00. Otávio Ladeira de Medeiros.297. CPF 023.1. Karlos Heinz Rischbieter. o registro prévio no Sistema de Cadastramento de Fornecedores – Sicif como requisito para a habilitação dos licitantes.373. de 20.906/2002-8) Classe de Assunto: II Entidade: Banco do Brasil S. Rossano Maranhão Pinto. Eloir Cogliatti.731-34. CPF 224. CPF 776. Antonio Gustavo Matos do Vale.308-49.681-00.646-53.101-20.240. CPF 004. publicada no DOU de 10.421-72. Ricardo Antonio de Souza Batista.048-58. Aldo Luiz Mendes. Leandro Martins Alves.267.901-44.548-27.828-34. Delmar Nicolau Schmidt. Luiz Oswaldo Sant’iago Moreira de Souza. caput.666/93. CPF 361.801-87.456.336.584. Enio Pereira Botelho.827-15.9. CPF 465. dando-se quitação aos responsáveis.4. Douglas Macedo.425. CPF 120.852. Paulo Edgar Trapp. CPF 014.116-53.496-15. CPF 156. Antonio Luiz Rios da Silva.076. Marcus Pereira Aucélio.087. David Zylbersztajn. Rogério Fernando Lot. CPF 290.122. CPF 239.538-49. Biramar Nunes de Lima.01. CPF 242.058.419-91. CPF 144. Carlos Alberto de Araújo.096-00. CPF 065.957-04. CPF 397.523. Antonio Francisco de Lima Neto. CPF 092. Edson Atsumi Tanigaki. CPF 276. CPF 210. Edson de Araújo Lobo. ou seja.362. CPF 382.758-49. CPF 112.601-87.110.929. CPF 000.744/2002-0 (Apensos: TC-003. CPF 177. José Gilberto Jaloretto.357-87. via Internet. CPF 316.049. CPF 010.077.421. CPF 285.158. Eliseu Martins.667.908-20.707-06.1.2000.867-68.597-49.486. Fernando Barbosa de Oliveira.551.018-04. CPF 386. respeitando o prazo estabelecido na Orientação Normativa 01/Dgtec/SFC. Renato Luiz Belineti Naegele.675. Alkimar Ribeiro Moura. nos certames que promover. João Otávio de Noronha. Roberto Nunes de Miranda. numere os termos aditivos aos contratos administrativos respeitando a ordem em que forem assinados. 1.383. Luciano Corrêa Gomes. Ricardo Alves da Conceição.1.

CPF 013.537. de 20.12.00 Valor recolhido: R$ 2.5.1. c/c o art.97 31. por unanimidade.97 Data do recolhimento: 18. acima. com fundamento no art. independentemente do montante de recursos gerido e do fato de o FCO possuir prestação de contas própria. 18 e 23. PRESTAÇÃO DE CONTAS SIMPLIFICADA ACÓRDÃO Nº 985/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Responsável: Jadson Gonçalves Ricarte.5. Responsável: Wilson Alves de Brito.97 22.2. em julgar as presentes contas regulares com ressalva. Exercício: 1997 Valores originais do débito: R$ 500.3. 1º. OAB/BA 9741.03 . do Regimento Interno.12.645-91. Data de origem do débito: 21.2.4. por unanimidade.12. Advogado constituído nos autos: Milton de Cerqueira Pedreira. registre no Relatório de Gestão Anual informações acerca das movimentações financeiras do Reforço à Reorganização do SUS (Reforsus) e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). de acordo com os pareceres emitidos nos autos: 1 – TC–009. em dar quitação ao responsável. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20. de 16 de julho de 1992.205.26 R$ 408. parágrafo único. ante o recolhimento integral do débito e multa que lhe foram imputados. inciso II. quanto à necessidade de que a direção do banco tome as providências necessárias com vistas a exigir dos funcionários responsáveis pela condução dos certamens licitatórios o cumprimento da Lei 8. cientificar o atual presidente do Banco do Brasil. ACORDAM. inciso I. com fundamento nos arts. informações a respeito das providências efetivamente adotadas para resolver a questão suscitada no subitem 1.03 7.11.443/92. ACORDAM. 16. dando-se quitação ao responsável.36 R$ 797. determinar ao presidente do Banco do Brasil que preste.18 1. nas contas de 2003. inciso II da Lei nº 8.077.544.02 Valor original da multa: R$ 2.11 TOMADA DE CONTAS ESPECIAL ACÓRDÃO Nº 986/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União.2003. CPF 079. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. e 1. 1. ante as razões expostas pelo Relator.443. da Lei 8. Cássio Cassab Lima.5. ante as razões expostas pelo Relator.00 R$ 410.158/1994-7 (com 1 anexo) Classe de Assunto: II Órgão: Prefeitura de Alcobaça/BA.4.152/1999-7 (com 4 anexos) Classe de Assunto: II Entidade: Conselho Regional de Contabilidade/SE.985-91.80 Valores recolhidos: R$ 3. sr.02 Data de recolhimento: 7.1. haja vista o reiterado descumprimento desse normativo observado ao longo dos anos.03 Data de origem da multa: 26. 27.2003.000.666/93. 218. 1 – TC–279.

portanto. expirado. Considerando que os elementos trazidos aos autos pelo recorrente não demonstram a superveniência de fatos novos que admitam a exceção de intempestividade prevista no parágrafo único do art. 3. alínea “b”. atualizados e acrescidos de juros de mora a partir de 15 e 28. Walton Alencar Rodrigues Processo submetido à Primeira Câmara. principal) e que o recurso foi interposto em 28.161. Considerando que a notificação do responsável ocorreu em 11. 6.1. 4. e § 3º. ex-Presidente. para votação na forma do Regimento Interno. Unidades técnicas: 4ª Secex e Secretaria de Recursos – Serur. 143.642.086. 33 da Lei 8. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Ubaldo Alves Caldas. CPF 163.136/2001-6 (com 1 anexo) 2.Classe I – Recurso de reconsideração. . Considerando que o responsável interpôs Recurso de Reconsideração contra o Acórdão 637/2002. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues.857-15. 5.941.443/92.21. Min.03 (fl.6. 03 (fl.287. Processo TC-002.748. Acórdão: VISTOS e relacionados estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada em razão de irregularidades na aplicação dos recursos transferidos por força do Convênio 11/94.130.2.2. anexo 1). por meio do qual a Primeira Câmara julgou suas contas irregulares e o condenou ao pagamento dos valores de CR$ 2.981. 9. o prazo de 15 (quinze) dias estabelecido no art.443/92. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 29/2003 – TCU – Gab. Responsável: Carlos Celso de Melo Braga. 7.94. Relator da deliberação recorrida: Ministro Marcos Vinicios Vilaça. 32 da Lei 8. Sala das Sessões. RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO ACÓRDÃO Nº 987/2003 – TCU – 1ª CÂMARA 1. 1.AFESB. arts. 5. no sentido da intempestividade e. celebrado entre a Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde no Estado do Rio de Janeiro e a Associação Filantrópica Educacional Santa Bernadete . 309.19 Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara. OAB/RJ 108.AFESB.62 e CR$ 2. 8. reunidos em sessão da Primeira Câmara. Considerando os pareceres uniformes da Secretaria de Recursos e do Ministério Público. respectivamente. Grupo I . ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. Entidade: Associação Filantrópica Educacional Santa Bernadete . em 20 de maio de 2003. Advogado constituído nos autos: Fernando Lacerda Soares. por conseqüência. inciso IV. do não conhecimento do recurso.

11. e mandar fazer a seguinte determinação. para que adote as providências que entender pertinentes. CPF 023. para votação.1. Unidade: Agência Nacional de Notícias (extinta). visando a recuperação do débito apurado no processo de Tomada de Contas Especial nº 014.1. 135. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.20 com fundamento no art. na forma do Regimento Interno. acompanhe as medidas administrativas a serem implementadas pela Radiobrás – Empresa Brasileira de Comunicação. em: 9. Responsáveis: Sylvio da Costa. Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 18/2003 – TCU . encaminhe cópia da instrução da unidade técnica. sem quitação ao responsável. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara. com fundamento no artigo 7º da Resolução 41/95. arts. em 20/05/2003.443/92. 1. 138 e 140 do Regimento Interno. 10.1. ACORDAM. arts. 137. Min. bem como o parecer do Ministério Público à Secretaria Geral de Controle Externo – Segecex.2. à 6ª Secretaria de Controle Externo/TCU para que: 1. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária. Determinação: 1.288. Relator: Lincoln Magalhães da Rocha COBRANÇA EXECUTIVA ACÓRDÃO Nº 988/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. que originou o presente processo. 33 da Lei 8. dar ciência deste Acórdão ao recorrente.1. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 1 – TC – 009.1.325/1980-2. de acordo com o parecer emitido pelo Ministério Público. 134. em determinar o encerramento e posterior arquivamento do processo a seguir relacionado.1.2.527-34. Especificação do quorum: 12.Gab.295/1986-0 Classe de Assunto: II. Lincoln Magalhães da Rocha Relação de processos submetidos à Primeira Câmara. TOMADA E PRESTAÇÃO DE CONTAS . não conhecer do Recurso de Reconsideração e 9. 12.

443/92.798.046-15.001-20.089. Exercício: 2001. à Delegacia Regional do Trabalho em Goiás para que: 3. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO 3 – TC – 009. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas. 137.430/2002-9 Classe de Assunto: II. e dar quitação aos responsáveis.1. 143. em especial à DRT/GO. 137. e Elisa Madalena Ribeiro. Unidade: Prefeitura Municipal de Juti – MS. Selma Alves Montelo Gomes. inciso II. Elci Nascimento de Oliveira.961-15.211-68.128.191.321-87.521-15. inventarie os materiais destinados à reforma do prédio-sede da delegacia. 3. MINISTÉRIO DA SAÚDE 2 – TC – 018. CPF 731. Responsáveis: Odessa Martins Arruda Floreco.2. 16. Aguida Gonçalves da Silva.531-04. ACORDAM. Vandecy Rodrigues de Oliveira. observe a determinação deste Tribunal no TC 800. ACORDAM. 18 e 23. da Lei 8.111. Sebastiana de Oliveira Batista. CPF 360.055. CPF 344. à Delegacia Regional do Trabalho em Minas Gerais para que: 3.791-53.908-53. inciso II.321-00. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas. CPF 055. CPF 258.2.047-34. CPF 136. inciso I. CPF 125. disponibilizar. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. inciso II. inciso II. CPF 409.054. CPF 469. CPF 150.1. de acordo com os pareceres emitidos nos autos.004. alínea “a”.811-72. 208 e 214.521-34. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 208 e 214.560/2002-2 Classe de Assunto: II. inciso II.2. inciso II.809. inciso I.755. conclua os trabalhos de atualização de informações cadastrais do SIAPE.443/92. Dercino José da Silva.1. relativamente aos servidores ativos. Vilma de Souza.501-15.927.3. 16. inciso I. José Vieira de Abreu. inciso I.631-15.21 ACÓRDÃO Nº 989/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Determinações: 3.3. inativos e pensionistas.1. CPF 336. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho em Goiás. aprovado pela Resolução 155/02. do Regimento Interno. com fundamento nos artigos 1º. aprovado pela Resolução 155/02. 3. Luciene Rodrigues Guimarães.1. de 16 de julho de 1992. Lúcia Maria de Carvalho.527. 18 e 23. inciso II.1. ACÓRDÃO Nº 990/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. dar quitação aos responsáveis.050/1998-3. c/c os artigos 1º.679. com fundamento nos artigos 1º. inciso I. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. junto a todas as delegacias regionais. à Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho para: 3. 3. c/c os artigos 1º.578. e mandar fazer as seguintes determinações. alínea “a”. CPF 228. inciso I. CPF 410. Responsável: Antônio Natal Santoro. Milda Pereira de Sousa. CPF 276. inciso II. informações relativas ao instrumento contratual que respalda os serviços terceirizados de atendimento ao público que aproveitam as delegacias. da Lei 8. CPF 365. Luzia Carolina de Souza. contas do exercício de 1997 . de 16 de julho de 1992. 143. do Regimento Interno.773. armazenando-os adequadamente até serem efetivamente aproveitados.

a exemplo do efetuado quando da aquisição de gêneros alimentícios. Douglas Maurício Ramos Cintra. tendo em vista que a DRT/GO não pode mais cumpri-la devido sua remoção.281/90. CPF 016. Maria Helena Silverio. Aguida Gonçalves da Silva.1. relativa ao exercício de 2003. Determinações: 4. CPF 000.514-34. Armando Queiroz Monteiro Neto. nas próximas contas.282.621. à Delegacia Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul para que: 4.829. no sentido de suspender do pagamento da servidora Cleide Rosair Lopes o percentual de 26. CPF 164. as medidas saneadoras visando à correção das seguintes impropriedades: 4. a regularidade do contrato para prestação de serviços terceirizados no âmbito das delegacias regionais.527.384.321-72.631-15. de fato.5. Fortunato Russo Sobrinho. o andamento da determinação acima.844-49. Responsáveis: Matheus Guimarães Antunes. Severino Elias Paixão.1.DRT/MS.014-49.2. à Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho para: 3. ante a precariedade de suas atuais instalações. Responsáveis: Sílvio Aparecido Acosta Escobar.261-49.258. na Tomada de Contas da Delegacia Regional do Trabalho . abstenha-se de realizar pagamentos antecipados.581-20. CPF 344.919.118-15. Renato Brito de Goes.2.501-15.3. CPF 464.241.306. CPF 103. quando da análise das contas relativas ao Ministério do Trabalho e Emprego.812. CPF 152.04615. CPF 021. CPF 002.1.588. CPF 005. se o referido órgão adotou.541-20. Sessão da 2ª Câmara.544. e 4. Exercício: 2001. 4 – TC – 009. CPF 365. 4. Fausto Falcão Pontual.766. Rosânia Maria Galiardi. CPF 071.05% referente à sentença 3.32% referente à sentença 5. Unidade: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco – Sebrae/PE.604. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul.908-44.404. em cuja execução prevê a interveniência da Caixa Econômica Federal. CPF 102. CPF 470.221-53. à 5ª Secretaria de Controle Externo para que verifique. CPF 000. CPF 000. Oscar Frederico Raposo Barbosa. CPF 809. contabilização inadequada das aquisições de gêneros alimentícios.026. CPF 949. Pio Guerra Júnior. Kléber Simões . pagamento antecipado de gêneros alimentícios.093. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO.294-34.664-34.585/90 e o percentual de 84.757. Ismael Ferreira de Arruda.648.161-49.5. informe.411-68.714-68.664-20.984-14. 3.000.1. CPF 143.470.798.1. CPF 138. e Rosângela Arruda Mendonça. CPF 140. Vilma de Souza. de 24/01/2002 (Relação nº 001/2002.2. José de Moraes Falcão. INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR 5 – TC – 011.2. CPF 262. Aloisio Afonso de Sá Ferraz.190 a 5.644-00. CPF 038. cujo registro deu-se de maneira equivocada.055. Altamiro Akira Miyashiro. CPF 258.812.070. à Gerência Regional de Controle Interno no Estado de Mato Grosso do Sul para que informe. Recomendação: 3.854-04. Jarbas José Tavares de Albuquerque.594-68. CPF 338.1. José Oswaldo de Barros Lima Ramos. Ernesto Pereira Leite Filho.2.894-15. Francisco Carlos Pierette.453. Josias Silva de Albuquerque. a fim de evitar o ocorrido em relação à aquisição de gêneros alimentícios.2.374-34. Reginaldo Soares de Andrade. e 4. CPF 168.035.704-04. observe fielmente a legislação relativa à contabilização de despesas.913/2002-5 Classe de Assunto: II.4. envidar esforços no sentido de propiciar amparo orçamentário para a conclusão da reforma do edifício-sede da DRT/GO. CPF 274.22 da DRT do Acre. e 3. Carlos Eduardo Cintra da Costa Pereira.517 a 3.714/2002-9 (com 1 volume) Classe de Assunto: II.664-72. Dercino José da Silva. Ata 01/2002).

de acordo com o parecer do Secretário de Controle Externo da Secex/MA. CPF 000. ACÓRDÃO Nº 992/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. do Regimento Interno. CPF 135.120.724-53. CPF 213. inciso II.260/2002-4 Classe de Assunto: II. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO 7 – TC – 011. inciso I. CPF 418. nos termos do Enunciado nº 71 da Súmula de Jurisprudência deste Tribunal. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas.184-91. da Lei 8. alínea “a”. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. Determinações: 5. MINISTÉRIO DO BEM-ESTAR SOCIAL (EXTINTO) 6 – TC – 350.564-15. CPF 377. CPF 054. 143. CDN nº 39/98. João Almir Gonçalves de Freitas. CPF 375.564-00.126. CPF 021. CPF 070. inciso II. com fundamento nos artigos 1º. inciso II. Antônio Correia de Oliveira Andrade Filho. José Cândido Cordeiro. Amaury Anderson Dias Porto. Responsáveis: Maria Inez Diniz de Medeiros.344-53.345. c/c os artigos 1º. 25 da Res. Jorge Luiz Holanda de Melo.483-72. e João Nilton Castro Martins.783-87. Jose de Sousa Teixeira. Manuel Brandão Farias. CPF 173.525.23 Dantas.083. Unidade: Prefeitura Municipal de Caxias – MA. inciso II. inciso I. inciso II. dar quitação ao Sr.464-72.157. ACORDAM.914-87.564-15. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 16. Francisco Franco de Vasconcelos. João Pessoa de Souza.601-97. 208 e 214.760.617.036. inciso I.272.380. Maria Lucinete Souza de Melo. Maria Imaculada Veras Siqueira. inciso II.594-53. 143. Adriano Leite Moraes.744-15.443/92.572. Mário Conte.894-04. Geraldo Fernandes da Costa.606. Jefferson Valença Barros. Jorge Wicks Corte Real. CPF 054. Norberto Scopel. CPF 000. inciso I. CPF 386.916-91. CPF 057.030.083.664-34. com fundamento nos artigos 1º.904-53. 18 e 23. Edmilson Florêncio Freire.244-53.634-53. aprovado pela Resolução 155/02. Luiz Augusto Xavier Bentinho.483-72. CPF 048. CPF 378. CPF 099. do Regimento Interno. dar quitação aos responsáveis. 208 e 214. 137. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho no Estado de Pernambuco.574-53. e mandar excluir do rol de responsáveis o nome de Sebastião Lopes de Sousa.604-00.443/92.177. inciso II.847. ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco – Sebrae/PE para que obedeça fielmente às disposições contidas em seu Regulamento de Licitações. alínea “a”. de 16 de julho de 1992. aprovado pela Resolução 155/02. CPF 196. 137. de acordo com o parecer do Diretor Técnico da Secretaria de Controle Externo. Enaldo de .824-87. CPF 000.716.293/1996-1 (com 1 volume) Classe de Assunto: II. quando da realização de termos aditivos aos contratos celebrados pela entidade.665. ACORDAM.847. CPF 005. CPF 001. da Lei 8.059. CPF 000. 18 e 23.399. inciso II. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas. ACÓRDÃO Nº 991/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. c/c os artigos 1º.1. Eduardo Rodrigues Tavares.113. CPF 128. CPF 241.716.244-49. CPF 035. particularmente no que se refere à obediência aos limites previstos no art. inciso I. Paulo Gustavo de Araújo Cunha. inciso I.744-72. e mandar fazer as seguintes determinações. CPF 001.601. 16. de 16 de julho de 1992. Exercício: 2001.954-34. Responsável: José de Sousa Teixeira.423.

º 9/94. a contar do recebimento da notificação e o das demais.409-00. Silvério Orzechowski. particularmente no que se refere à previsão contida no parágrafo único do art.859-04. Carlos Alberto Arns.157.º 8. CPF 194. e Jorge Luiz Holanda de Melo. CPF 008. atualizadas monetariamente e acrescidas dos devidos encargos legais. CPF 213. José Roberto Ricken.1. de acordo com o parecer da Secretaria de Controle Externo no Estado do Mato Grosso. CPF 068.150. Unidade: Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina – Sescoop/SC. submetendo as minutas de editais de licitações e de contratos a exame prévio da assessoria jurídica da entidade. CPF 052. mediante o Acórdão nº 021/2003 – TCU – 1ª Câmara.405. Responsáveis: Luiz Hilton Temp.501-15.954-34.479. CPF 093. Determinações: 8. Mário Lanznaster.274-15. reunidos na 1ª Câmara. CPF 002.656.952. do Conselho Nacional do SESCOOP. não realizando pagamentos de adicionais de periculosidade e insalubridade sem que existam laudos periciais atualizados que respaldem os mesmos. do Regimento Interno. em autorizar o parcelamento da multa imputada ao responsável. 6º da citada norma. em 6 (seis) parcelas mensais. particularmente no que se refere a um melhor acompanhamento sobre a quilometragem e os horários de saída e chegada dos veículos da entidade. Hercílio Schmitt. c/c o artigo 217. Jamil Boutros Nadaf.652. 217 do Regimento Interno/TCU). CPF 218. e Elvio Silveira.962. Harry Dorow.091. Vilma de Souza.450.394. CPF 131. alertando ao responsável que a falta do recolhimento de qualquer parcela importará o vencimento antecipado do saldo devedor (parágrafo 2º do art. CPF 143.24 Almeida Lima. por unanimidade. CPF 387. Dercino José da Silva. Exercício: 2001. considerando o pedido de parcelamento de débito solicitado pelo responsável.º 97. CPF 258.2002-3 Classe de Assunto: II. CPF 221.399-04.884-20. CPF 021. CPF 365.Resolução nº 02.049-68.032.798. ACORDAM. CPF 178.629-68.1. na forma prevista na legislação em vigor.631-15. Marcos Antonio Zordan.592. CPF 288. e 218. ACÓRDÃO Nº 993/2003 – 1ª Câmara ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 38 do citado diploma. CPF 950.046-15. CPF 204. quando da contratação de serviços por inexigibilidade de licitação.994.666/93.730-15.1. fixando o vencimento da primeira em 15 (quinze) dias.443/92. Sueli Gonzaga Martins. parágrafo único.179-15.186. que os mesmos deverão estar devidamente enquadrados e justificados nos exatos termos dos artigos 10 e 11 do Regulamento de Licitações e Contratos .499-91. do Decreto n.3. Vilibaldo Erich Schmid.276. CPF 076. 7. Determinações: 7.901-87. em Sessão de 20/05/2003.100. Águida Gonçalves da Silva. aprovado pela Resolução Administrativa 155/2002.055.527.458/89. ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina – Sescoop/SC. da Instrução Normativa MARE n. Ana Patrícia Batista de Santana.119. Geci Pungan.459-49.989-49.1.1.1.300-30. CPF 509. Décio Sonáglio.913. CPF 255. particularmente no que se refere ao previsto no art. a cada 30 (trinta) dias. Luiz Vicente Suzin. e 7.468.2. para que atente ao exato cumprimento: 7.289-04. §§ 1º e 2º. Reni Bagatini. . de 04/08/9. Sr.939-72. à Delegacia Regional do Trablaho em Pernambuco. Exercício: 2001. da Lei n. Ricardo Hochheim Filho. CPF 255. com fundamento no artigo 26 da Lei 8. CPF 344.449-00.673.989. para que observe. CPF 206.009-68.421.047-20.009-87. com o endosso do Ministério Público. Paulo von Dokonal. 8 – TC – 010.379-87. José Samuel Thiesen.

1. inciso I. devendo-se dar ciência ao representante. todos do Regimento Interno. no mérito. CPF 002.443/92 c/c os artigos 1º.25 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO 9 – TC – 002. Interessado: Clip & Clipping Publicidade e Produções Ltda. Indústria e Comércio Exterior. devendo-se dar ciência ao representante. Determinar à Prefeitura Municipal de Brejinho/RN que exija da empresa contratada para realização das obras. 143. § 2º. inciso III. Unidade: Serviço Social do Comércio – Administração Regional no Estado de Mato Grosso. com fundamento nos artigos 1º. e 43. e 250. § 2º. o conserto do piso do galpão. por unanimidade. da Lei 8. inciso IV. haja vista que a obra encontra-se no prazo coberto pela garantia de empreitada previsto no art. Construtora Litoral Projeto e Construções Ltda. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. 17. com fundamento nos artigos 1º. para. REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO Nº 994/2003 – 1ª Câmara ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. de acordo com os pareceres emitidos nos autos.. inciso XXVI. em conhecer da representação a seguir relacionada. e 250. 234.150. sem prejuízo de se efetivar a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas. 618 do Código Civil (cinco anos). inciso I. em 20/05/2003. por unanimidade.543/2002-4 Classe de Assunto: VI.901-87. Interessado: José Anacleto Xavier. em 20/05/2003. 234. Vereador de Brejinho – RN. Responsável: Jamil Boutros Nadaf. bem como determinar o seu arquivamento. Determinações: 11. 143. de conformidade com as especificações técnicas da obra. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO 11 – TC – 005. inciso III.875/2001-5 (com 1 volume) Classe de Assunto: VI.443/92 c/c os artigos 1º. 2ª parte. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. Unidade: Coordenação-Geral de Serviços Gerais do Ministério do Desenvolvimento. todos do Regimento Interno. inciso XXVI. da Lei 8. inciso II. bem como determinar o seu arquivamento. em conhecer da representação a seguir relacionada. Unidade: Prefeitura Municipal de Brejinho – RN. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 17. incisos I e II. incisos I e II. ACÓRDÃO Nº 994A/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. ACÓRDÃO Nº 995/2003 – TCU – 1ª CÂMARA . Exercício: 2000. 2ª parte. e 43.356/2002-8 Classe de Assunto: II. ACORDAM. para. inciso IV. ACORDAM. considerá-la improcedente. INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR 10 – TC – 014. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO. no mérito. inciso II. considerá-la improcedente.

enviando-lhe cópia da instrução de f. construída com a participação de recursos federais. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. inciso II. todos do Regimento Interno. em particular o Programa Esporte Solidário. por unanimidade. inciso I. MINISTÉRIO DO ESPORTE E TURISMO 12 – TC – 007. em 20/05/2003.443/92 c/c os artigos 1º. 138 e 140 Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha TOMADA DE CONTAS . de 22/04/2003) Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. de modo a assegurar a adequada aplicação dos recursos federais. bem como determinar o seu arquivamento. arts. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. rotinas que permitam identificar situações de repasse de recursos para construção de nova obra quando já existir obra semelhante. Portaria nº 114. T. à Secretaria da Presidência para que comunique ao Ministro do Esporte e Turismo o teor deste Acórdão. Pres. Ata 16/2003 – 1ª Câmara.. e 43. 200/206. 2ª parte.1. em 20 de maio de 2003. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. ACORDAM. Determinações: 12.C.3.26 ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União.U. 17.549/2002-7 Classe de Assunto: VI. § 2º. bem como à Superintendência de Negócios da Caixa Econômica Federal no Estado do Rio Grande do Norte. para votação na forma do Regimento Interno.2. Interessada: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Norte. inciso IV. à Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Norte para que comunique ao Ministro do Esporte e Turismo. 135. com fundamento nos artigos 1º. 12. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Lincoln Magalhães da Rocha Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 32/2003 Gabinete do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Gab. em conhecer da presente representação e considerá-la procedente. 143. Unidade: Prefeitura Municipal de Jaçanã/RN. 137. a presente deliberação. e 250. inciso III. inacabada. bem como eventuais medidas a serem adotadas. incisos I e II. da Lei 8. 234. inciso XXVI. 134. à Secretaria Nacional de Esporte do Ministério do Esporte e Turismo para que inclua nos normativos reguladores do Acordo de Cooperação firmado com a Caixa Econômica Federal. 12. devendo ser dada ciência ao(s) representante(s). sem prejuízo de se efetivar a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas. relativo aos Programas sob gestão do MET.

inciso I. inciso II.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. da Lei nº 8. 1º. de 16 de julho de 1992. Nelson Lopes de Souza (CPF 215.771-20) Órgão : Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira .Ceplac Exercício : 2001 1.876/99.533.443. . do Regimento Interno. inciso I. da Lei nº 8. a dispensa de licitação e apenas nas hipóteses previstas no at.821-68) e José Calazans dos Santos (CPF 150.443.872/86. c/c os arts. 26. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. inciso I.TC 009.821-68) e José Calazans dos Santos (CPF 150. ACORDAM. 1.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.1. utilizando. inciso II.320/64 e art.037. Vera Lúcia Gregue Moro (CPF 116. adote como princípio a realização de procedimento licitatório para as aquisições de mercadorias e contratações de serviços.2. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares e dar quitação plena aos responsáveis. Admilson Mota de Brito (CPF 033. 17 e 23. Determinar ao responsável pelo Órgão que: 1.038/2002-1 Classe de Assunto : II Responsáveis : Hilton Kruschewsky Duarte (CPF 096.1.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. ACORDAM. ACÓRDÃO nº 997/2003 .750. inciso I. 207 e 214. observada a justificativa prévia requerida no art. do Regimento Interno. todos da referida Lei.632. Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135. c/c os arts.1.27 ACÓRDÃO nº 996/2003 . por unanimidade.462-15). 208 e 214.037-68). inciso I. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva. inciso II. 16. de 16 de julho de 1992. com fundamento nos arts.TCU . inciso II. com fundamento nos arts. por unanimidade.666/93. proceda à prestação de contas de suprimentos de fundos de forma tempestiva. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 . PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 .TC 013.443. de forma excepcional. inciso I.TCU . inciso I.531-04). efetue a retenção do INSS no pagamento de serviços eventuais a terceiros. 18 e 23.533. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. ACORDAM.771-20) Órgão : Fundo Geral do Cacau – Fungecau/MAPA Exercício : 2001 ACÓRDÃO nº 998/2003 . c/c os arts. 16.037. na forma estabelecida na Lei nº 8. da Lei nº 8.302-82). 24.533.3.954/2002-8 Classe de Assunto: II Responsáveis : Wesley Fazzioni de Melo (CPF 321. do Regimento Interno.770. 68 da Lei nº 4. em 20/05/2003. inciso I. 1º.1. dar quitação aos responsáveis e mandar fazer as determinações sugeridas nos pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. 208 e 214.TCU . 45 do Decreto nº 93. 1º. em 20/05/2003. inciso II.1. Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135. 18 e 23. fazendo-se o recolhimento devido na forma preconizada na Lei nº 9.339. em 20/05/2003. 1º. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 1º. inciso II. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. de 16 de julho de 1992.495-53). 16. com fundamento nos arts. 1º.032-04).239. Jorge Afonso Lasmar (CPF 022. 1. por unanimidade. inciso I. nos termos do disposto no art.

238.367-34) Órgão: Delegacia Federal de Agricultura no Distrito Federal .255-91). por unanimidade. inciso II.941-49). c/c os arts.443. em dar quitação aos responsáveis.265-15).355-20). Miguel Lopes da Rocha (CPF 221. por unanimidade.051. Alberto Gerônimo Pereira (CPF 135. às fls. inciso I. Saturnino Antonio de Oliveira 169.375-91). 1º.866. 104/111.678.797. Eduardo Vieira do Nascimento (CPF 049.549/2001-6) Classe de Assunto : II Responsáveis : Ebiesel Nascimento Andrade Filho (CPF 060.TCU . Jose Calazans dos Santos (CPF 150. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. com fundamento no art.689.681-00). 18 e 23.675-53).241-68). em seu Relatório de Auditoria de Avaliação nº 091050.771-20).818.769/2002-0 (Apenso: TC-002. 208 e 214. de acordo com o parecer emitido pelo Ministério Público: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. 218. Determinar ao responsável pelo Órgão que informe.223/1997-7 Classe de Assunto : II .771-20) e Márcio Fortes de Almeida (CPF 027.889. de 16 de julho de 1992.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 .147. acerca do cumprimento das recomendações formuladas pela Secretaria Federal de Controle Interno. Antônio Alberto Nunes Serafim (CPF 099.867.724.Setor de Apoio Administrativo em Ilhéus/BA Exercício : 2001 1.443. c/c o art. Ubiratan Rodrigues Nogueira (CPF 056. inciso II. Geraldo Dantas Landim (CPF 071.533.1. reunidos em Sessão da 1ª Câmara .TCU . nas próximas contas.TC 650. em 20/05/2003.037. com fundamento nos arts.201-82). ACORDAM.832/2002-8 Classe de Assunto : II Responsáveis : Francisco José Pinheiro Brandes (CPF 004.037. Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135.905-53). 1º. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.TC 010.201-34).533. Oseas Benjamin da Silva (CPF 226. Ernani Cavalcante Midlej (CPF 072. Washington Luiz Jesus dos Santos (CPF 104.000/2003 .821-68). ante o recolhimento integral dos débitos que lhes foram imputados.956.727.433-68). Valdir Lopes Mendonça (CPF 073. dar quitação aos responsáveis e mandar fazer a determinação sugerida. em 20/05/2003.095-00).1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Carlos Souza de Andrade (CPF 145. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 .DFA/DF Exercício : 2001 ACÓRDÃO nº 999/2003 . José Calazans dos Santos (CPF 150. inciso I. André Luiz Borba Santos (CPF 084. da Lei nº 8. Jurimar Rebouças Dantas (CPF 282.989. do Regimento Interno. da Lei nº 8. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: 1 .305-34). TOMADAS DE CONTAS ESPECIAL ACÓRDÃO nº 1.875-00) Órgão : CEPLAC/CENEX/SEAPA .821-68). ACORDAM.480. 27. 16.977.TC 009.186-49). inciso II.28 em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva e dar quitação aos responsáveis. do Regimento Interno. de 16 de julho de 1992.871-68). Jacimar Cardoso Ferreira Macedo (CPF 182.170.542. Wilson Dantas do Nascimento (CPF 146. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva.

A.007.406.160.00 26/04/91 Cr$ 340.00 25/10/91 Cr$ 935.867.072.235.127.444.322.00 28/08/92 Cr$ 17.900.852.548. Carmem Gutierrez de Montaño e Annemi Scheila Montaño Gutierrez. Carmem Gutierrez de Montaño (CPF 096.00 24/04/92 Cr$ 8.616.00 23/12/91 Cr$ 1.627.00 07/05/93 Cr$ 61.652.504.435.00 30/10/92 Cr$ 15.00 28/05/91 Cr$ 700.849.582. Annemi Scheila Montaño Gutierrez.00 30/12/92 Cr$ 33.00 27/11/92 Cr$ 38.547.390.338.00 29/07/91 Cr$ 855.00 29/06/92 Cr$ 9.861.281.00 28/01/93 Cr$ 42.898.00 27/07/93 Débito imputado às Sras.347/0001-85) Entidade: Hospital Santa Inês S.00 30/12/92 Cr$ 39.00 29/06/92 Cr$ 10.358. Débito imputado ao Sr. VALOR ORIGINAL DO DÉBITO DATA DE ORIGEM DO DÉBITO Cr$ 20.A.313.163.360.00 28/02/91 Cr$ 194.350.453.013.200.060.00 25/05/92 Cr$ 8.00 07/07/93 Cr$ 144.331.119.314.00 05/07/93 Cr$ 76.349-20).327.307.279.017.00 24/05/92 Cr$ 4.00 23/08/91 Cr$ 555. solidariamente com o Hospital Santa Inês S.385.255.482.00 15/04/93 Cr$ 83.00 27/03/91 Cr$ 109.A.099.00 29/09/92 Cr$ 20.00 10/03/93 Cr$ 68.00 30/07/92 Cr$ 7. (CNPJ 83.00 30/07/92 Cr$ 5.29 Responsáveis : Ney Rolim de Alencar (CPF 006.00 30/10/92 Cr$ 11.00 25/11/91 Cr$ 1.00 28/01/93 .829.270.508.590.323.00 28/06/91 Cr$ 733. Icléia Goiatacazes dos Reis e Jaú Noé Gaya – representante do Hospital Santa Inês S. Ney Rolim de Alencar.926.692.00 24/01/92 Cr$ 1.402.573.00 29/09/92 Cr$ 17.357. sucessoras de Hipólito Bello Montãno Paz.00 27/11/92 Cr$ 21. VALOR ORIGINAL DO DÉBITO DATA DE ORIGEM DO DÉBITO Cr$ 191.512.148.00 25/02/92 Cr$ 2.593.500.839.00 24/03/92 Cr$ 6.165.A.00 25/09/91 Cr$ 859.196.275.465.801.363.00 28/08/92 Cr$ 7.794-87).755.484.828.413. solidariamente com o Hospital Santa Inês S.

00 Cr$ 26.98 R$ 14.92 R$ 25.839.69 R$ 11. do Banco do Brasil.36 R$ 14. em dar quitação à responsável.56 R$ 15.40 R$ 12. da Lei nº 8.00 Cr$ 49.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. agência 3602-1.276.2.35 R$ 12.00 VALOR RECOLHIDO R$ 10.86 R$ 11.42 R$ 13.00 Cr$ 130.17 (dois mil.113. Encaminhar à Secretaria do Tesouro Nacional cópias de todos os recolhimentos efetuados pelo Hospital.15 R$ 11. de 16 de julho de 1992.46 R$ 15.001/2003 . a fim de que os recursos sejam transferidos para a conta corrente do Fundo Nacional de Saúde.479.464.79 R$ 15.876/1999-3 Classe de Assunto : VI Responsável : Glauce Maria Gomes Diógenes (CPF 090.302.050. ACORDAM.591.73 R$ 14. data-base de 30/04/2002.62 R$ 14. código identificador nº 25700125901995-6. 27.01 R$ 11.740. de nº 170.85 R$ 12.65 R$ 12. por unanimidade.036. em 20/05/2003. novecentos e setenta e um reais e dezessete centavos). 218 do Regimento Interno. reunidos na Sessão da 1ª Câmara. c/c o art.63 R$ 13.850.500-8.30 Cr$ 23.550. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: 1 .TC 003.876.149.147. 1.971.241.300.070.815. possuem um crédito junto ao Fundo Nacional de Saúde no valor de R$ 2.122.645.449. com fundamento no art. REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO nº 1.833.621.852. gerando pagamento a maior. Informar aos responsáveis que.58 R$ 13.954.459.TCU .39 R$ 11.70 10/03/93 15/04/93 07/05/93 05/07/93 07/07/93 27/07/93 DATA DO RECOLHIMENTO 30/06/2000 31/07/2000 31/08/2000 02/10/2000 31/10/2000 30/11/2000 28/12/2000 31/01/2001 28/02/2001 30/03/2001 30/04/2001 31/05/2001 29/06/2001 31/07/2001 31/08/2001 28/09/2001 31/10/2001 30/11/2001 28/12/2001 31/01/2002 28/02/2002 28/03/2002 30/04/2002 1.553.00 Cr$ 140.426.693-68) .123.353.201.95 R$ 12.886.08 R$ 13. ante o recolhimento integral da multa que lhe foi cominada.054.00 Cr$ 38.820.443. como na correção das parcelas foi adotado um índice superior ao aplicável à espécie.718.1.

R$ 209.46. 137. 20/06/2002 e 28/02/2003.33 e R$ 161. R$ 213.31. R$ 216. R$ 210. por unanimidade. 20/10/2001. 20/03/2002. Portaria nº 114.19.TC 857.002/2003 .003/2003 . R$ 210.461/1998-2 Interessado: Eurico Vieira Amancio 02 . R$ 215. 134.31 Entidade : Movimento de Promoção Social.470/1998-1 Interessada: Adelita Pinto da Silva Rocha APOSENTADORIA ACÓRDÃO nº 1. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Lincoln Magalhães da Rocha Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 33/2003 Gabinete do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Gab.58. respectivamente.33. arts. ACORDAM. 1º.04.TC 857.TCU . no Município de Jaguaribe/CE Valor original do débito: R$ 2.88.75. para votação na forma do Regimento Interno. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. R$ 211.TCU . em 20/05/2003. R$ 214. 22/04/2003.1ª Câmara . 39 e 40 da Lei nº 8. 20/05/2002. em considerar legais para fins de registro os atos de admissão de pessoal a seguir relacionados. Pres. de 16 de julho de 1992.U. de 22/04/2003) Relação de processos submetidos à 1ª Câmara.443. Datas dos recolhimentos: 27/07/2001. c/c os arts. inciso VIII. 138 e 140. 1º. e 259 a 263 do Regimento Interno.17. em 20 de maio de 2003.02.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. R$ 212. com fundamento nos arts. Sala das Sessões. inciso V.C. 20/08/2001. 20/12/2001.60. 20/09/2001.500. 20/11/2001.00 Data de origem do débito: 15/12/2000 Valores recolhidos: R$ 208. 20/02/2002. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA SAÚDE 01 . R$ 216. R$ 217. 20/01/2002.90. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO nº 1. 135.

443. em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados. reunidos em Sessão da 1ª Câmara .361/1999-3 Interessados: Benedito Ferreira Santos. Maria Jose Lima de Almeida. Sala das Sessões. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA CULTURA 01 . reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 1º.004/2003 .TC 023. inciso V. ACORDAM. com fundamento nos arts. de 16 de julho de 1992.U. em 20 de maio de 2003.612/1994-0 Interessado: Wilson Soares PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO nº 1. Ivany Batista. 1º.C. em 20/05/2003. Maria das Graças Bitencourt Nogueira. inciso VIII. por unanimidade. 39 e 40 da Lei nº 8.TC 022. e 259 a 263 do Regimento Interno. inciso V. Maria Pulcena Niclewicz.TC 023. Leonor Cuba Buest.32 Os Ministros do Tribunal de Contas da União.558/1994-6 Interessada: Maria do Socorro Mesquita Gonçalves 02 .TCU . Miriam Schruber Martin e Vinicius Sfeir.306/1997-5 Interessados: Edelina Moreira Afonso.443. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T. Maria de Carvalho Gaspar Pinheiro. 1º. com fundamento nos arts. Marcos Vinicios Vilaça .TC 011.092/1994-3 Interessada: Maria Lúcia Fleury da Silva e Souza MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . inciso VIII. por unanimidade. c/c os arts. Maria da Conceição Moreira. de 16 de julho de 1992. Maria da Graça Bonfin Pereira. c/c os arts. ACORDAM. Neide Gama de Almeida e Simião Coelho MINISTÉRIO DA SAÚDE 01 . em 20/05/2003.TC 012. 39 e 40 da Lei nº 8. e 259 a 263 do Regimento Interno. May Guimarães Ferreira. em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: JUSTIÇA DO TRABALHO 01 . Idalina de Jesus Meireles Cardoso.436/1997-2 Interessados: Estela Torquato da Silva e Luiz Claudio Torquato da Silva MINISTÉRIO DA SAÚDE 01 .1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 1º.TC 015.

TCU .075. inciso I. 134. JOSE BONFIM ALBUQUERQUE FILHO. JOSE CARLOS ANDRADE MARANHAO.647-49.622. 1º.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. c/c os arts. CARLOS EMANUEL MURAT IBRAHIM. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva.055. CPF nº 981. em 20/05/2003. inciso I.025. para votação na forma do Regimento Interno. inciso I.33 Presidente da 1ª Câmara Lincoln Magalhães da Rocha Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 41/2003 Gabinete do Auditor Augusto Sherman Cavalcanti Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. alínea "a" do Regimento Interno. CPF nº 981. e 18 da Lei nº 8.968. e 17 da Lei nº 8.847-20. dar quitação ao(s) responsável(eis) e mandar fazer a(s) determinação(ões) e/ou recomendação(ões) sugerida(s) nos pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA DEFESA 02 . arts.TC 011. de 16 de julho de 1992.711.216.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. de 16 de julho de 1992.806. inciso I. 1º.938-00.358-75.517-34. inciso II.780-87. 138 e 140 Relator: Augusto Sherman Cavalcanti TOMADA DE CONTAS ACÓRDÃO nº 1.328-44 Entidade(s)/Órgão(s): 3. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares e dar quitação plena ao(s) responsável(eis).827-91. 135.027-72.178-71. CPF nº 975.TC 008. ACORDAM. inciso I. CPF nº 808. RANDAL MAGNANI. 16. CPF nº 168. CPF nº 063.620. CPF nº 695.443.039. em 20/05/2003. com fundamento nos arts.TCU .427-20. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. CPF nº 500.682.190-20. CPF nº 107. OLY HASTENPFLUG NETO.443. alínea "a" do Regimento Interno.299/2002-9 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : ANDERSON PAES DA COSTA. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA DEFESA 01 . CPF nº 905. 1º. inciso I. CPF nº 619. CPF nº 168.006/2003 . c/c os arts.005/2003 . 1º. por unanimidade. com fundamento nos arts.787-53. OLIVIO BOEIRA RAMIRO. JULIO CESAR SPINDOLA CALDAS.682/2002-1 . CPF nº 500. inciso I. e 143. CLAUDIO VASCONCELLOS SANTOS. por unanimidade. MARCIO KAZUAKI FUSISSAVA. Grupo de Artilharia Antiaérea ACÓRDÃO nº 1.206. 137. e 143. ACORDAM. MARCELO JORGE DOS SANTOS. JADER TEIXEIRA GOMES DA SILVA. ELIESER FRACCANABBIA.647. 16.

ao estabelecer quais programas de trabalhos serão utilizados para empenhar recursos destinados a cobrir despesas decorrentes de contratos.734-72. § 2º. Determinar à Imprensa Nacional que. CPF nº 972. WALDIR MENACHO DOS ANJOS. CPF nº 469. e 43. 234. com fundamento nos arts.177-68.807.1. Determinar à 20ª Circunscrição de Serviço Militar que informe ao Tribunal de Contas da União. SAMUEL VALDOMIRO DA SILVA. CPF nº 469. em conhecer da(s) representação(ões) e considerá-la(s) parcialmente procedente(s).200.109. CPF nº 699.156.444-53. todos do Regimento Interno ACORDAM. e 250. 2.112. LUIZ BENEVIDES DE OLIVEIRA.390.124-87. na próxima tomada de contas anual. CPF nº 734. 17. inciso IV.218-00. da Lei nº 8.779/2000-4 Classe de Assunto : VI Entidade(s)/Órgão(s): Imprensa Nacional 1. de 26/09/2001. os resultados obtidos quanto às ações de ressarcimento dos danos ocorridos ao Erário.733.267-91. CPF nº 995.014-49. e vice-versa. 1º. c/c os arts. fazendo-se a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas. 143. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 01 .814-04. referente às sindicâncias instauradas pelas Portarias nº 002. REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO nº 1. e nº 005. CPF nº 933.239-04. ETSUO ISE. por unanimidade. FABRICIO DANIEL SOARES FREIRE.747. de 10/09/2001. GIOVANNI DA SILVA PEREIRA. CPF nº 827. 3.956. Circunscrição de Serviço Militar 1.429. o resultado da avaliação a que se procedeu e as providências tomadas. e nº 005. 2. CPF nº 193. e informe ao Tribunal de Contas da União.747.647-72.443. de 10/09/2001. de 16 de julho de 1992. 2ª parte. a possibilidade de estarem ocorrendo falhas sistêmicas no controle de saques de depósitos bancários. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. também por ocasião da próxima tomada de contas anual.869-72. acompanhe a implementação das medidas adotadas conforme as determinações acima consignadas.34 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : DORIVAL MELCHIOR. Determinar à Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que se pronuncie nas próximas contas da Imprensa Nacional acerca do estágio e da efetividade das medidas adotadas pelo supramencionado Órgão. . Determinar a 6ª Secex que: 3. inciso II. DYMITRI KLEBER KORZENIEWICZ.TC 017. observe rigorosamente a definição de projeto e atividade constante da respectiva lei de diretrizes orçamentárias.TCU . inciso III. para atender as recomendações constantes do item 105 do Relatório de Auditoria Especial nº 33/2000 (fl. quanto ao(s) processo(s) a seguir relacionado(s). incisos I e II. na UG em questão. em 20/05/2003.603. CPF nº 913. 35). Determinar à 7ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército que avalie. consubstanciados nas sindicâncias instauradas pelas Portarias nº 002. incisos I e II. CPF nº 157. LAWRENCE MEDEIROS NEVES. mediante detalhada auditoria. CPF nº 026. abstendo-se de utilizar programas de trabalho destinados a projetos para custear atividades. da 20ª Circunscrição de Serviço Militar.007/2003 . de 26/09/2001. WALDIR MENACHO DOS ANJOS. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.177-68 Entidade(s)/Órgão(s): 20. MARINEZ LIMA DE SOUZA.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. ELMIR CARLOS BEZERRA DAS NEVES.

009/2003 .TCU . c/c os arts. da Lei nº 8. e 259 a 263 do Regimento Interno. inciso VIII. e 39.370/2001-8. da Lei nº 8. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 1º. 135. de acordo . 1º.443.4. 137. em 20 de maio de 2003. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Augusto Sherman Cavalcanti Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 42/2003 Gabinete do Auditor Augusto Sherman Cavalcanti Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. CPF nº 058.2. com fundamento no art.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. e 259 a 263 do Regimento Interno. inciso II.090/2000-5 Interessado(s) : DIVINO LUIZ DE CARVALHO.148. do Regimento Interno do TCU c/c o art. arts. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara. em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s). em 20/05/2003. inciso II. identificar os responsáveis e quantificar o dano causado ao Erário.TCU . reunidos em Sessão da 1ª Câmara. ACORDAM. TCU. e 39.35 3. inciso V. 27 da Resolução TCU nº 136/2000. que trata de Tomada de Contas Especial. com fundamento nos arts. inciso II. Sala das Sessões. ACORDAM. CPF nº 087. em 20/05/2003. de 16 de julho de 1992. 138 e 140 Relator: Augusto Sherman Cavalcanti APOSENTADORIA ACÓRDÃO nº 1.849. JOSE CLAUDIO CAMELO TIMBO. promova o apensamento deste processo ao TC 011. 1º. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA JUSTIÇA 01 .423-20 REFORMA ACÓRDÃO nº 1. fl. de 16 de julho de 1992. para votação na forma do Regimento Interno.271-15. inciso VIII. 1º. 01/98 e 20/99.443. 141).TC 013. por unanimidade. inciso II. inciso II. 143. para exame em conjunto e em confronto (item 3. em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s). 194. 143. instaurada para apurar as irregularidades ocorridas nos Contratos nos 27/96. c/c os arts. com fundamento nos arts.008/2003 . 134. por unanimidade. inciso V.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.

CPF nº 038.901-25. HELIO DOMINGUES DE ANDRADE. ALDO ARAUJO VILELA. JULIO CESAR FIGUEIRO DE ALMEIDA. FRANCISCO DURE.564-53.680. CPF nº 821.907. GETULIO PAHIM SOARES. ALDO LACERDA LOPES. LUIZ HERMES BORGES JORGIELEWICZ.417-49.411-68.365.719.909-94.386.184. CPF nº 006.799-49.637-72. IVENS MOTA FREIRE. CPF nº 052. MOACIR MATOS MENEZES.459.743. LECIOMAR TAVARES DA SILVA. MESSIAS RATIER. CPF nº 018.802-97. AYLTON NOLASCO DE CARVALHO. KLEBER FERREIRA REBELO.465. CPF nº 028. CPF nº 007.302-63.176.868. CPF nº 040. Sala das Sessões. CPF nº 005.702-59. JOAO HIRAN DE MENDONÇA E PAULA. CPF nº 991.522. CPF nº 513. LUIZ JOÃO MOLINARI.769.301-91. CPF nº 392. CPF nº 067. ROGERIO SOUZA DE OLIVEIRA. VALDEMAR FELIX DE OLIVEIRA. ALEXANDRE BARBOSA DOS SANTOS. CPF nº 657.568.158. CPF nº 082. CPF nº 645.547-04.379. CPF nº 110. CPF nº 061. CPF nº 085. CPF nº 000.260-91. CPF nº 043. ANIBAL SOARES DA SILVA.247-47. CPF nº 862. CPF nº 910.579.169.300-20.956-53. JOILSON ANDRADE FERREIRA.806-30.192. ALAN JONES BRITO DA SILVA.696. DIRCEU VARGAS DE QUADROS.484.740-87.621-04.607-20. GERSON PAULINO LOPES. RICARDO OLIVEIRA SILVA. TCU. JOSE ENIO AVILA DE SANT'ANA. CPF nº 022. JOSE JOAO DA SILVA.721-34. CPF nº 089.TC 015.765. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Augusto Sherman Cavalcanti Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin . CPF nº 069.26704.491-04. MARCELO IGOR SANTOS DE FREITAS.193. MARCOS VENICIO DE SOUZA.447-72. CPF nº 072.027-75.501-63.027-00. HUNGARY UMBERTO FERREIRA. CPF nº 409. CPF nº 037.183. ROBSON BARBOSA DA SILVA.534.701. CPF nº 024.948.674. CPF nº 039. ZACARIAS CAMPOS COELHO. CPF nº 022. CPF nº 989. CPF nº 036.874/2002-0 Interessado(s) : ABRAAO ALVES PINTO. JORGE AUGUSTO DA SILVA SOUZA.613. ROGERIO SANTIAGO PEIXINHO. CPF nº 690. GABRIEL DUARTE GONDIN.693. CPF nº 007.877-88.997.242-87. ANTONIO GERMANO FERREIRA DA SILVA. SOST CRISTEN FELIX DE MEDEIROS. em 20 de maio de 2003. MANOEL PIMENTEL DE ALMEIDA.241-53. EUFLAVIO DA SILVA.302-44.906-89.077-00.221. SILVESTRE FRANCISCO DA SILVA. CPF nº 030. MILTON DE ARRUDA. JOAO ZOZIMO PLEUTIM.830.807-04. CPF nº 813. ADAO RODRIGUES PALMA.637-15. CPF nº 513. ALEX WAINASKI.975. AUGUSTO NESTOR HANAUER. CPF nº 092.201-10. ANDERSON LEANDRO NASCIMENTO SILVA.207. CPF nº 688.51672. CPF nº 026. FRANCYS WEBERT DA SILVA SANTOS.462. CARLOS ALBERTO DO AMARAL.427-68. BOAVENTURA JOSE BRITTA.903. CPF nº 047. CLAUDEMAR SILVA DE OLIVEIRA. REGINALDO PINTO.407-87. NIELTON COSTA. JORGE MINORU MUTA. CPF nº 045.526.707-30 Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara.564.021-72.905. ESTELIANO DOS SANTOS MOREIRA. CPF nº 075. CPF nº 053.760-00. CPF nº 102.520-49.702-25.453. CPF nº 076.504-53.566.074.024-91.921-72.770.335.211-04.739-43.074-20.456. MANOEL DAVID DE SOUZA.352-91.527-63. CPF nº 227. CPF nº 134.597-34.037.939-53.586.385.604.181-87.363. CPF nº 046.643.842-68.513. CPF nº 008. CPF nº 688.013.771.747-04. CPF nº 111.545. CANTILIO PATRICIO DA SILVA. CPF nº 023.483.962-34. CPF nº 061. ALVARO DE SOUZA GOMES ESCOBAR.36 com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA DEFESA 01 . CPF nº 517. CPF nº 408. SEBASTIAO PEREIRA.444.

e 250.010/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Marcos Bemquerer Costa Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 066/2003 Gabinete do Auditor MARCOS BEMQUERER COSTA Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. inciso I. Sr. sem prejuízo de que seja dada ciência desta deliberação ao Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundef. Ata nº 016/2003 – 1ª Câmara TCU.37 Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 065/2003 Gabinete do Auditor MARCOS BEMQUERER COSTA Processo submetido à 1ª Câmara.067/2002-9 (c/ 35 volumes) Classe de Assunto: VI Interessado: Ex. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO nº 1. 237. c/c os arts. em Sessão de 20/05/2003. da Lei n. com fundamento nos arts. inciso VI. 138 e 140 do Regimento Interno/TCU. do Regimento Interno. Entidade: Município de Itiúba/BA. em conhecer da presente representação para considerá-la improcedente. arts. ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia .° 8. inciso IV. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa . à Prefeitura Municipal de Itiúba/BA e à Procuradoria da União no Estado da Bahia: Prefeituras Municipais do Estado da Bahia/BA 1. 138 e 140 do Regimento Interno. 135. Agilécio Pereira de Oliveira. em 20 de maio de 2003. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza . de 16 de julho de 1992.443/92. inciso I. 137.TCM/BA. 143. 137. inciso V. 135. determinando-se. 134. 134. 43. mo Procurador-Chefe da Procuradoria da União na Bahia. aprovado pela Resolução n. arts. 137. reunidos na 1ª Câmara. de acordo com o parecer da Secex/BA. para votação. TC-012. por unanimidade. por conseguinte. para votação. na forma do Regimento Interno. na forma do Regimento Interno. 155/2002. o seu arquivamento. alínea a. ACORDAM.

TC-001.837/2003-3 – Jair de Souza Almeida e Neide Alves de Azevedo. com o endosso do Ministério Público: Ministério da Defesa – Exército 1. inciso V. Clarisse dos Santos Brito. 259. em Sessão Ordinária de 20/05/2003. c/c os arts. 259. de 9-3-2812-2 para 9-3-2809-2. sem prejuízo de determinar à Secretaria de Fiscalização de Pessoal que adote as providências necessárias com vistas a alterar. inciso II. da Lei nº 8. reunidos na 1ª Câmara. 14/15 e 37/39 relativo aos instituidores.834/2003-1 – Antonia Varela de Oliveira. Maria do Carmo Pereira da Silva. Carla Cavaca Lopes Ribeiro. PENSÃO MILITAR ACÓRDÃO nº 1. Gilberto da Costa e Silva e Renato Jarsen de Melo. com o endosso do Ministério Público: Ministério da Defesa – Exército 1. com fundamento nos arts. 143. inciso II. Cristine Martins Cavaca Bodack.011/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. por unanimidade. Benedita dos Santos Duarte. e 39. inciso VIII. c/c os arts. de 16 de julho de 1992. Dionilda Ferreira Lacerda. com fundamento nos arts. em Sessão Ordinária de 20/05/2003. inciso V. e no ato de fls. reunidos na 1ª Câmara. Dielzi Regina Gonçalves Santos. respectivamente. de 16 de julho de 1992. aprovado pela Resolução nº 155/02. Dina Matos dos Santos. 1º. de 16 de julho de 1992. da Lei nº 8. 143. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão militar a seguir relacionados. em Sessão Ordinária de 20/05/2003. inciso V.443/92. 1º. o código do fundamento legal da pensão/alteração. nos atos de fls.013/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Marina Barbosa da Silva. inciso VIII.443/92. inciso II. Araci Sá Pereira de Arruda. inciso II. . 1º. Dalvanira da Costa Soares. Eunice Batista de Lima e Silva. Nice Santos de Melo e Severina Félix da Silva. 1º. e 260 do Regimento Interno/TCU. de acordo com o parecer da Sefip. de acordo com o parecer da Sefip. 1º. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão especial de ex-combatente a seguir indicados. 1º. e 260 do Regimento Interno/TCU. TC-001. e 39. e 39. por unanimidade. ACÓRDÃO nº 1. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão especial de ex-combatente a seguir indicados.012/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Maria Geralda de Oliveira. Annanda Thais Fialho Torres. aprovado pela Resolução nº 155/02. e 260 do Regimento Interno/TCU. Astrogilda de Nazaré Silva Oliveira. reunidos na 1ª Câmara. Dirce Maria Machado Barreto Tavares.851/2003-2 – Alda Gonçalves Ferro. de acordo com o parecer da Sefip. inciso II. de 9-1-1930-2 para 9-1-1927-2. Dalva de Nazaré Silva Oliveira. Elta Ferro Rabelo. TC-001. Maria José de Jesus. aprovado pela Resolução nº 155/02. c/c os arts. o código do fundamento legal do beneficiário. Josefa Rodrigues de Santana. 143. ACORDAM. com o endosso do Ministério Público: Ministério da Defesa – Exército 1.38 PENSÃO ESPECIAL DE EX-COMBATENTE ACÓRDÃO nº 1. Heloisa Soares Lima. ACORDAM. Josefa Ferreira de Luna. inciso II. ACORDAM. Eulália Dantas dos Santos. inciso II. inciso II.443/92. 40/42 relativo ao instituidor Renato Lins Soares. inciso VIII. inciso II. da Lei nº 8. 259. Maria dos Anjos Oliveira Moreira. por unanimidade. com fundamento nos arts.

Maria das Dores de Carvalho Rodrigues. TC-001. Maria das Graças Viana do Vale. Maria do Socorro Macambira dos Santos Brito. Maria do Perpetuo Socorro Neves Ribeiro. Ângela Maria Pacheco e Silva. Patrezio Alves dos Santos. Rejane de Froes e Penha. Maria Ireni Cândido da Silva. Irene Barros da Costa. Neide Martins Cavaca. Maria de Fátima Louzeiro Correa. Elizabete de Froes e Penha. Maria Salete Patricio da Silva. Reginalda Aparecida Souza de Alexandria. Marcio Valerio da Silva. Maria Salete Lopes Vasconcelos. em 20 de maio de 2003. Katia Cardoso de Almeida. Severina Oliveira da Silva. Lucila da Paz Abreu. Maria Jose Cidade de Almeida. Maria Pinheiro dos Santos. Renato Adriano Cuevas Penha. Maria das Graças de Sousa Brandão. Regina Maria da Costa Araújo Borges Leal. Maria de Nazaré de Souza Cunha. Maria de Fátima Araújo Fonseca. Luz Maria Daltro de Araújo e Souza. Iranilda Afonso de Melo Saraiva. Valmira Gomes de Amorim Ferreira. Lucia Dias de Souza. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Antonia Michele Moraes Cardoso Medeiros. Nadja Batista Silva. Maria de Fátima Alves dos Santos. Maria de Jesus Miranda da Cruz. Edila Neves Monteiro. Graziela Brígido de Oliveira. Maria de Souza Pianchão. Maria Antonietta Almeida de Oliveira. Giane Carmen de Froes e Penha. Ivaina Moreira da Costa. Angelina Helena Garcia Ellery. Maria Laura de Nazaré Silva Oliveira. Janete Martins da Fonseca. Josefa Lopes da Silva. Janieyre de Froes e Penha. Daisy Saraiva Corrêa. Noely Rodrigues do Nascimento. Flordolira Alcântara Pompeu. Rodrigo Cesar de Sousa Borges. Jose Rodrigues de Freitas Junior. Rosita Silva Vasconcelos de Almeida.855/2003-1 – Adriele de Sousa Alencar. Antonia Maria Alves dos Santos. Ana Sabrina Borges de Negreiros. . Raimunda Andrade da Rocha. Maria Salete Macambira dos Santos. James Alves Monteiro. Francisca Valdirene Silva Gomes. Florinda de Nazaré Silva Oliveira. Sheyla Cristine de Castro Lira Garcia. Sueli Rodrigues da Silva. Ilay Garcia Ellery. Joseane dos Santos Freitas. Angélica Maria Ellery Lustosa da Costa. Luci Vidermina de Freitas Penha Dure. Neide Maria da Costa Araújo Soares. Maria de Fátima dos Santos Palhano. Mara Maria Costa da Silva. Rosa Rosália Leite de Araújo. Walduce Cardoso de Almeida e Ássima Justina Guedes Ribeiro. Alzira Inácio Gomes. Valéria Oliveira Tavares. Antonio Monteiro Junior. Ata nº 016/2003 – 1ª Câmara TCU. Francisco Anderson de Sousa Alencar. Francisca Machado de Aguiar Campelo. Ondina Sidamaia da Cunha Faria. Alcyr Uchoa Santiago. Helena Lopes Daltro Pontual. Maria Vitoria da Silva Santos. Maria Rita Almeida Ferraz. Maria Elda do Nascimento Carvalho de Morais. Dulcineia Costa de Oliveira Freire. Maria Antonia Santos de Sousa. Maria de Lourdes Pereira do Nascimento. Rosielane Santos Firmes Lavinas. Noelia Rodrigues da Costa. Francisca Adriana de Sousa Alencar. Rosalina de Almeida Gomes. Maria do Socorro da Costa Araújo Almeida. Vera Cardoso de Almeida. Aurora Barbosa Feitosa de Oliveira. Maria Madalena da Silva Pestana. Maria Socorro de Oliveira Teles. Maria Herculano Lopes do Nascimento. Clodomira Maria da Silva Nascimento. Maria de Fátima Almeida e Silva. Lisbela Barbosa Dantas Pacheco. Maria Celia do Nascimento Amorim. Aida Alves dos Santos. Vania Izabel de Froes e Penha. Maria Costa Nogueira. 2. Doris Costa de Oliveira Silva. Elza Lopes Marques Pontes. Alzira Alves de Oliveira. Maria das Dores de Oliveira Medina. Ana Cristina Lopes Bastos da Silva. Antonia Tavares da Silva. Walda Ferro Siqueira. Gustavo César Moreira Galvão da Silva. Marluce do Socorro Oliveira dos Santos. Maria Elisabete Macambira dos Santos. Maria Carmelita de Araújo Silva. Cristiane Cuevas Penha. Lindalva Nazaré Oliveira Correia. Maria dos Anjos Ferreira Lacerda. Regina Lucia Souza de Alexandria. Joaquina de Almeida Andrade. Katia Regina Cuevas Penha. Raimunda Ferreira de Oliveira. Dulcimar Costa de Oliveira Almeida. Joana Candida Neta. Maria do Socorro Vieira Silva. e Zuila Alves Martins. Joicelene dos Santos Freitas. Maria de Fátima Rodrigues Cândido. Ana Célia Coelho Costa. Raimunda Pestana Dantas. Maria Rocicler de Almeida Borges. Núbia Rodrigues dos Santos. Dulce Carvalho de Freitas. Conceição de Maria da Costa Araújo Barros. Estetila Rodrigues Cândido. Manoel Souza da Cunha. Evandry Fialho Torres. Maria Auxiliadora dos Santos Moreira. Joana Darc da Costa Araújo Lobão. Ronaldo Cuevas Penha. Lenimar da Costa Araújo Teixeira. Simone de Caldas Teles. Anna Rosa Pedreira Martins. Iacy Ribeiro da Costa. Petrucia Silva de Sousa. Jacy Ribeiro da Silva. Patricia Coelho Campelo.39 Eunice Pinheiro Cunha. Maria de Fátima Cunha Gonçalves. Maria Amélia do Nascimento Moura.

A condenação deveu-se à não-execução dos serviços relativos à construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. em decorrência de inexecução dos serviços pactuados. 1).110/1995-0 (com um volume) Apenso: TC 525. de 06/11/2001 que julgou irregulares suas contas. Ciência ao recorrente. à inexistência de vinculação entre os recursos repassados e os serviços alegadamente executados.º 217. em razão de sua intempestividade (fls. 3. 95. 138. 1 configurou a superveniência de fato novo capaz de afastar o desatendimento do requisito de tempestividade e. Parecer da Unidade Técnica 4. inciso VI.40 Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Marcos Bemquerer Costa Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público ANEXO II DA ATA Nº 16. Não-provimento. ARGUMENTO: O recorrente alega que quando os recursos relativos à Portaria n. bem assim à não-comprovação da alegada construção e pavimentação do trecho entre Boqueirão e Boa Hora e. Novos elementos insuficientes para comprovar a regular aplicação dos recursos.766. 1). Conhecimento.103-53 Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Maior (PI) Sumário: Recurso de reconsideração interposto contra Acórdão da 1ª Câmara que julgou irregulares as contas e em débito o responsável. §§ 1º a 7º e 10. com aplicação de multa.00. GRUPO II . artigos 17. a estrada Tapera-Água Fria já tinha sido iniciada com recursos . 13 e 14 do vol. 141. no essencial (fls. acompanhados de Pareceres em que se fundamentaram (Regimento Interno. 140.º 677/2001-1ª Câmara. ainda. condenando-o ao recolhimento de débito no valor original de CR$ 12. considerei que a apresentação pelo responsável do documento de fls.00.º 946/93 chegaram ao município em outubro/93. Entretanto. bem como os Acórdãos aprovados de nº 1. 15 do vol. para exame de mérito (fl.373/1996-9 Natureza: Recurso de Reconsideração Recorrente: Marco Aurélio Bona (ex-Prefeito) . determinei o encaminhamento dos autos à Serur. O ACE da Secretaria de Recursos encarregado da instrução assim se manifestou. Votos ou Propostas de Decisão emitidos pelos respectivos Relatores.014 a 1. por despacho. Exame preliminar de admissibilidade realizado pela Serur havia concluído pelo não conhecimento do recurso.CLASSE I – 1ª CÂMARA TC 525.000.789.CPF n. 2. e Portaria n° 42/2003). Marco Aurélio Bona. 1): “3.344. ex-Prefeito do município de Campo Maior/PI.046. contra o Acórdão n. e aplicou-lhe multa no valor de R$ 3. 7 a 9 do vol. RELATÓRIO Trata-se de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. DE 20 DE MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara) PROCESSOS INCLUÍDOS EM PAUTA Relatórios. 16 a 20 do vol.

ANÁLISE: O acordo feito entre o Município de Campo Maior e o Governo Federal. 07/93-BM07 (fls. Caixa Econômica Federal.. haja vista que foram emitidas após o prazo de validade. vol. uma vez que estão em bases distintas. Quanto à necessidade da anuência do órgão repassador para a mudança do local. 162). Essa alteração não é legal. 124/125) e Relatório de Execução Físico Financeira-REFF (fl. 8. objetivava a construção e pavimentação de estrada vicinal no referido município. vez que os preços do MIR são aqueles que figuram no Plano de Trabalho e os outros estão com base na data dos pagamentos. 946/93 do antigo Ministério da Integração Regional – MIR.766. 148/169. 5. drenagem. principal). Vale salientar que essa alteração de objeto não é o ponto essencial do processo. fls. consoante a Cláusula décima segunda do mencionado Contrato. Além do mais. conforme plano de aplicação (fl. salientando-se que não foram identificadas com o número do convênio ou similar (item 30. As constatações mais relevantes da equipe de auditoria foram: a) os serviços relativos à construção de estradas vicinais interligando os povoados de Tapera e Água Fria. tendo apurado. não foram executados (item 31. em 27/10/93. que era claro ao se referir à construção da estrada Tapera/Água Fria. o Ministro-Relator determinou que a Secex/PI realizasse auditoria para verificar a execução das obras. Afirma que os recursos não foram desviados porque teria executado as obras da estrada Boqueirão – Boa Hora.º assinado entre a Prefeitura de Campo Maior/PI e a Construtora OAS Ltda. não socorre o recorrente o fato de que a Portaria fazia referência à ‘construção de estrada vicinal no Município de Campo Maior’. 144/145. correriam à conta ‘dos recursos do Governo Federal. infra-estrutura e equipamentos urbanos’. item a.373/96-6. b) com os recursos advindos da referida Portaria. 215.a. Atendendo à proposta do Ministério Público. argumenta o recorrente que não vislumbrou necessidade para tal. pois se deu sem o acordo do órgão repassador dos recursos. em decorrência. vez que a mesma portaria remetia ao plano de aplicação. que as diversas irregularidades apuradas (v. ‘com respeito ao Contrato s/n.41 outros. conforme bem salientado pelo Relator a quo. conforme assinalado pela equipe de auditoria (item 26/27/28. não se podendo afirmar. Ainda. TC 525. 6. 160-1). importa registrar que. A questão central é que não foi comprovada a construção de uma estrada nem de outra. conforme demonstrado nas alíneas do item 21 do Relatório de Auditoria (fl.00 (valor exato da aludida Portaria) para construção e pavimentação de 10 km de estrada vicinal entre os povoados Boqueirão e Boa Hora (item 14). Banco Mundial (BIRD). 4. e f) inidoneidade das notas fiscais de fls. fl. 141) são incompatíveis com a extensão total da estrada. c) parte da estrada supostamente construída fica em outro município (item 23). objeto do Plano de Aplicação pertinente à Portaria/MIR n. Governo Estadual. e) com respeito ao contrato firmado com a Construtora OAS. observa-se uma série de irregularidades graves. 158). 7. 161). a importância de CR$ 12. dois dias após o respectivo crédito. não há vinculação entre as importâncias repassadas mediante a Portaria/MIR n.2 e desdobramentos do Relatório precedente) tenham sido. É incontroverso o fato de que não houve a execução dessa obra. uma série de irregularidades na gestão dos recursos (fls. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras fontes de recursos que forem alocados para esse fim’. fl. a Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI pagou. 946/93 e os alegados serviços executados. por meio de verificação in loco.789. instrumentalizado mediante a Portaria n. para o qual o recorrente alega que entendeu cabível a alteração do objeto e que teria construído a estrada ligando Boqueirão/Boa Hora. . apenso ao presente processo). as despesas referentes ‘a pavimentação. achou que poderia utilizar os recursos em outra estrada. Também alega que os problemas dos quantitativos que estão em desacordo com a vistoria realizada no local se dão em razão da utilização de máquinas e equipamentos da prefeitura. Os custos inseridos no boletim de medição e no relatório físico financeiro estão diferentes daqueles aprovados pelo MIR. Por isso e em razão de o convênio prever a construção de estrada vicinal no município de Campo Maior/PI. O plano de aplicação estabelecia que a estrada a ser construída seria a de ligação dos povoados Tapera/Água Fria. 946/93. sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. a meu ver. Banco do Nordeste do Brasil (BNB). à Construtora OAS Ltda. À vista do contido nessa cláusula contratual. d) os quantitativos de serviços constantes do Boletim de Medição n. pois pensava que não estava mudando o objeto.

13 ARGUMENTO: Alega ainda que a Construtora OAS Ltda. praticadas com os recursos objeto da aludida Portaria. a falta de referência da origem dos recursos na nota fiscal (possibilitando que mais de uma fonte de recursos transfira recursos para a mesma obra) e a cláusula contratual prevendo um objeto diverso do pactuado.320/64.º 4. sobressai-se a falta de comprovação da aplicação dos recursos. 9. da publicidade. não se trata de quantidade executada a menor do que prevista.42 efetivamente. O pagamento à Construtora dois dias após o crédito na conta da prefeitura é indicativo de fraude com recursos públicos. orçamento detalhado em planilhas. isonomia e eficiência na máquina administrativa. com o processo penal e com o processo administrativo comum. É como no Direito Comercial e Tributário. 16 Retornando à atividade finalística desenvolvida pelo Tribunal de Contas. facilitando o controle institucional (controle interno. dá contas de sua gestão de forma facilitada. a Construtora deveria ser chamada para integrar a lide. demonstram incoerência intransponível na comprovação dos recursos. não aproveita ao recorrente. Os documentos apresentados pelo prefeito responsável não são suficientes para provar que tenha sido construída a estrada com os recursos transferidos pelo Governo Federal. a transparência e a isonomia na administração pública. pois a execução de despesas públicas deve seguir fielmente os estágios previstos na Lei n. homologação. ao contrário. nota-se que a relação . o contrato não era preciso quanto ao objeto. requer que seja dado reinício ao processo com todas as partes envolvidas na lide. sendo. nesse caso. contratação) e também o prazo de execução da própria obra. Adiciona-se a esses estágios os procedimentos prévios de contratação (previsão orçamentária. Como pano de fundo no processo de contas reside uma relação jurídica especial entre o Tribunal de Contas e os jurisdicionados. 10 As demais irregularidades são indícios de uma operação montada pelo recorrente com a pretensão de provar a aplicação dos recursos. os princípios da legalidade estrita. Do contexto das irregularidades. ainda. nos quais a escrituração contábil regular faz prova em favor do comerciante. 11 Quanto à utilização de máquinas da prefeitura. porque. 12 Assim. E não há que se alegar que todos esses atos são requisitos meramente formais. Por fim. Nessa vertente. da forma escrita do ato administrativo. mas também estabelece sujeições. adjudicação. tem em vista a publicidade dos atos administrativos. visam a eficiência. portanto. existe o regime jurídico administrativo que possui peculiaridades que o tornam especial dentro do ordenamento jurídico pátrio. visam a dois objetivos. da motivação do ato administrativo. adequada a decisão recorrida ao condenar em débito e aplicar multa ao responsável. pois possuíra todos os elementos que comprovam a boa e regular aplicação dos dinheiros públicos. aprovação pela assessoria jurídica. impossibilitando a vinculação dos recursos federais com a execução da obra. estando. 14 ANÁLISE: O processo de contas não se confunde com o processo civil. então. prazo para recursos. Esse regime especial prevê prerrogativas para a Administração. abertura das propostas. externo e judicial) e o controle social e político. minuta de edital. projeto básico. A emissão da nota fiscal fora do seu prazo de validade. julgamento da licitação. vez que não se deve fazer contrato verbal (se é que teve essa espécie de ajuste com a construtora) e. a transparência. irregular a formação e desenvolvimento do processo. em última instância.e que chega ser prejudicial ao exame de outras irregularidades – é a aferição se houve comprovação de aplicação dos recursos públicos na finalidade para a qual se propunha. o administrador público deve respeito a uma série de princípios e regras. assim como fonte de recursos de outras instituições.’ Assim. nem quanto à fonte de recursos. nota-se que o ponto central . O primeiro. Além disso. O segundo objetivo constitui um benefício para o próprio dirigente público que. publicação. todos esses elementos são fortes o suficiente para concluir que não houve a comprovação efetiva da aplicação regular dos recursos públicos transferidos pelo extinto Ministério da Integração Regional. visando. agindo em obediência estrita às normas legais e seguindo todos os princípios que guiam a atuação da administração pública. liquidação e pagamento. pela ausência da Construtora. mas do povo (interesse público). Devido à administração de interesses que não são próprios. dentre outros. quais sejam: empenho. 15 Nesse sentido. mas de incoerência entre as quantidades supostamente executadas. foi contratada pela Prefeitura para a execução das obras e. se pairam dúvidas sobre a execução dos serviços.

O Código de Processo Civil (arts. e o Tribunal tem o poder de cobrá-las e julgá-las. Houve a citação com a caracterização do ato impugnado. as responsabilidades dos obrigados. O não-chamamento da Construtora não gerou prejuízo na defesa do recorrente. 22 Por fim. tendo como sujeito um agente público. ou co-autoria.443/92. não há que se falar em declarar a nulidade em favor da parte que a provoca. se por hipótese considerarmos que existe uma possível solidariedade entre ambos. a defesa efetiva do responsável. visando aferir a legalidade e legitimidade dos atos administrativos. com instrumentos jurídicos adequados. a empresa privada (=terceiro) que se relaciona com a administração pública não sofre o mesmo tipo de controle. pelo qual o réu deve chamar ao processo o devedor solidário para que o juiz declare. bem como a ausência de prejuízo para o recorrente. É uma relação na qual sobressai a atividade de prestação de contas e o controle externo. pois este teve todos os meios e recursos a sua disposição para comprovar a efetiva aplicação dos recursos públicos. Ademais. Neste caso. O gestor público está sujeito ao regime peculiar que rege a administração pública. dentre outras oportunidades processuais que demonstram a falta de nulidade da decisão recorrida. sintetizadas nos considerandos do Acórdão. o conhecimento posterior de que o crime tenha sido praticado em co-autoria não anula o processo findo. a participação no cometimento do dano causado ao erário. Os terceiros têm a responsabilidade diferenciada. Por esse motivo é que a Lei Orgânica do TCU (art. se necessário. Daí. 77-80) prevê o instituto do chamamento ao processo. 20 Quanto à participação da Construtora. pois ele deve prestar contas. deixando em relevo que não se trata de litisconsórcio unitário. 16) permite que o Tribunal fixe a responsabilidade solidária. no qual condenou definitivamente o primeiro indivíduo processado. a exigir decisões necessariamente uniformes. concluímos. pelas razões coerentemente expostas e fundamentadas na Proposta de Decisão do Relator Marcos Bemquerer Costa. o processo encerra todos os elementos necessários para o julgamento da legalidade e legitimidade dos atos administrativos praticados pelo agente público. temos que a natureza da responsabilidade do gestor público é diversa da responsabilidade da empresa privada. 24 Diante de uma possível responsabilidade da Construtora OAS. a oportunidade de produzir provas. ou um particular nessa condição por equivalência. primordialmente. dentre outros. o responsável foi condenado em débito e em multa. recurso de revisão. que não é suficiente para anular o processo. tais como: ação de regresso. o ônus da prova não é invertido. ainda invocamos o princípio segundo o qual não se declara a nulidade sem prejuízo. O fato de não ter havido condenação solidária não eiva o processo de vício. Ou seja. é o caso de se retornar os presentes autos ao relator a quo para aferir a possibilidade de se instaurar um processo para apurar . 21 Quanto ao aspecto processual. na mesma sentença. e não do devedor. 19 Assim.43 jurídica material ocorre entre um ente que é o julgador das contas e o dirigente público responsável pelo gerenciamento do patrimônio público (Tribunal x Gestor). apreciando. No processo penal. desde que seja no mesmo processo e que se encontre em fase processual equivalente. haja vista que a solidariedade é um benefício do credor. Essa conclusão tem amparo no art. pelo órgão de controle externo. constata-se que a decisão recorrida respeitou o devido processo legal. pois somente são alcançados quando comprovado. Então o objeto do controle externo é o ato administrativo ou ato de gestão de recursos públicos. embargos do devedor. atendendo-se o caráter pessoal da sanção. embargos de divergência. ainda assim. verifica-se que o presente processo instaurou-se e desenvolveu-se regularmente. assim como quando não a alega tempestivamente. 8. a culpabilidade do responsável. sob pena de precluir esse direito (impossibilidade de alegar a solidariedade no mesmo processo em momento posterior). Por sua vez. o processo de contas se desenvolve em face do responsável direto pelo emprego dos recursos públicos. tendo chegado à conclusão que o ex-prefeito não comprovou a execução das obras pactuadas no convênio. especialmente no que tange ao dever de prestar contas (=comprovar) do regular e bom emprego das verbas públicas. Há um ônus de o gestor provar que os seus atos se deram de acordo com os princípios e regras administrativas. Essa diferenciação é importante na medida em que ressalta a peculiaridade das responsabilidades e a independência na sua apuração e julgamento. 23 Quanto aos desdobramentos que podem surgir numa eventual instauração de um novo processo. 17 Verifica-se que. o julgamento por um tribunal natural e imparcial. vale notar que podem ser corrigidos. ainda. 70 da Constituição Federal e na regulamentação insculpida na Lei n. 18 A par dessas premissas.

como requerido pelo recorrente. caso este Colegiado se incline pelo conhecimento do recurso. Em seu parecer. consigna que não há nos autos elementos que permitam indicar o modo pelo qual teria a empresa concorrido para o cometimento do dano. o Procurador Marinus Marsico assinala que o documento posteriormente apresentado pelo responsável (cópia do cheque que comprova a utilização integral dos recursos em pagamento à Construtora OAS. caso se conclua pelo ingresso da Construtora OAS Ltda. 386 do vol. desconstituir a decisão recorrida. Quanto à inclusão da construtora como responsável solidária. Pelo mesmo motivo.789. É o Relatório. registra que na atual fase processual são repetidos argumentos anteriormente rejeitados por ocasião do julgamento das contas. assim como não há elementos para comprovar a efetiva execução da obra e. Marco Aurélio Bona. no mérito. Verifico. 25 De todo o exposto. proferido por este Colegiado na sessão de 06/11/2001.766. com a anuência do Secretário da Serur. determinei o exame no mérito da peça recursal. Em conclusão. e a peça contestatória foi protocolada em 05/02/2001.00. VOTO Examina-se recurso de reconsideração interposto contra o Acórdão nº 677/2001. No entanto.000. multa no valor de R$ 3. posiciona-se por que a ele seja negado provimento. principal e fl. para construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. Essa deliberação julgou irregulares as contas do ora recorrente. tendo aplicado. conhecendo-se do recurso em atenção aos princípios do formalismo moderado e da busca da verdade material. 1. 7. tendo sido constatado que o documento já constava dos autos. 5. Com o ingresso posterior nos autos do documento de fls. em caso de conhecimento. Entendo que essa intempestividade pode ser relevada. dois dias após terem sido recebidos pelo Município) na verdade não constitui fato novo. razão pela qual opina contrariamente à proposta. apresenta análise de mérito na qual. inicialmente. a citação poderia se processar mediante a interposição de recurso de revisão pelo Ministério Público junto ao TCU. 2. que posteriormente não se confirmou. 8. 13 e 14 do vol. e deles constar cópia do mesmo cheque (fl. entretanto. Sugere. em virtude de irregularidades na aplicação dos recursos federais repassados por meio da Portaria nº 946/93 do extinto Ministério da Integração Regional. Desse modo. por conseguinte. assim. com a proposta de: a) conhecer do Recurso de Reconsideração. em parecer de fls.44 eventual co-autoria na não-execução das obras previstas no convênio por parte da Construtora OAS Ltda. Parecer do Ministério Público 6. ante a aparente superveniência de fato novo. O Diretor da 3ª Diretoria Técnica da Serur. ante o desatendimento dos requisitos de admissibilidade. a fim de que este avalie a conveniência de interpor recurso de revisão para incluir aquela construtora como responsável solidária. para. ainda. o conhecimento e não-provimento do recurso e a remessa dos autos ao MP/TCU. que o prazo para interposição do recurso se esgotava no dia 04/02/2001. opina pelo não conhecimento do recurso. no processo. . o representante do Ministério Público junto ao TCU opina pelo não conhecimento do recurso. condenando-o ao pagamento de débito no valor original de CR$ 12.373/1996-9 anexo). 9. submetemos os autos à consideração superior. preservando-se a condenação do Sr. negar-lhe provimento. b) dar ciência ao recorrente da decisão que vier ser proferida. 26 Dessa forma. A Unidade Técnica inicialmente se posicionou pelo não-conhecimento do recurso. em razão de sua intempestividade. 146 do TC-525. assinala que. Alternativamente. apenas um dia após o esgotamento do prazo regimental. 21 a 24. considera inadequada a interposição de recurso de revisão com o propósito de chamar a Construtora OAS à lide. conclui-se que o documento apresentado pelo recorrente não é capaz de afastar a sua responsabilidade. haja vista ter sido objeto de referências e comentários nos autos.00.

TC-525. por meio da Portaria nº 946/93 do antigo Ministério da Integração Regional . Marco Aurélio Bona. em breves comentários. o que faremos. 32. pelo não conhecimento do recurso. da Lei nº 8. a fls. Relator que se fez presente fato novo capaz de afastar a intempestividade. que sejam analisados os requisitos de admissibilidade aplicáveis à espécie. os pareceres são uniformes no sentido de negar provimento ao recurso. 07/09 . exPrefeito do Município de Campo Maior/PI. 1). no entanto. a seguir. o recorrente repete em sua quase totalidade argumentos já rejeitados por ocasião do julgamento das contas. 1) -. ao tratar do assunto.C.45 3. Com efeito. Examina-se. primeiro porque. órgão legitimado a interpor o recurso de revisão cabível para esse fim. por entender que este fora interposto além do prazo permitido e que não se fizera acompanhar de fatos novos que pudessem relevar sua intempestividade.U. 4. razão pela qual determinou à Unidade Técnica que procedesse ao exame de mérito (fl. Contudo.1ª Câmara (fls.00 (doze milhões setecentos e sessenta e seis mil setecentos e oitenta e nove cruzeiros). que os recursos foram utilizados na construção de estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora. no valor de CR$ 12.789. longe de ser nova ou desconhecida. entendeu o E. a exemplo do Voto Condutor do Acórdão atacado. permanece sem comprovação a construção deste trecho de rodovia. já que a estrada prevista pela Portaria nº 946/93 havia sido iniciada com recursos da Prefeitura e que executou as obras utilizando contrato que a prefeitura anteriormente celebrara com a Construtora OAS. 5..Vol. o representante do Ministério Público considera inadequada ao caso a interposição de recurso com a finalidade de incluir a construtora no processo. Entretanto.766. a princípio.MIR. no qual o Relator expressamente fez referência ao assunto (primeiro parágrafo. alínea “b”. 13/14 do Vol. por exemplo. posicionamento ao qual me alinho. parágrafo único. posicionou-se. 1). nessa fase processual.443/92 (fls. inicialmente. a informação que a cópia do cheque encerra foi objeto de inúmeros comentários nos autos. é no sentido da ausência. 443/444 do Vol. Persiste. 01/05 . Superada essa preliminar.Vol. No que se refere ao eventual chamamento da Construtora OAS para que passe a figurar como responsável solidária. de igual modo. 1) contra o Acórdão nº 677/2001 . Examinando atentamente o mencionado documento observamos. A SERUR. com a apresentação posterior pelo responsável de suposto novo documento . dois dias após ter sido recebido pelo Município (fls. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Proc.00 (três mil reais).Vol. T. em virtude de irregularidades verificadas na aplicação dos recursos federais repassados em 25/10/93.Vol. nos autos. recurso de reconsideração interposto pelo responsável (fls. em 20 de maio de 2003. . Diante disso. que parece assistir razão à SERUR no que tange à ausência de fatos novos na peça recursal. Ante o exposto. a ausência de vinculação entre os recursos federais repassados e os serviços alegadamente executados. 15 . condenando-o ao ressarcimento do débito e aplicando-lhe multa no valor de R$ 3. objetivando a construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria.cópia do cheque que comprova a utilização integral dos recursos em pagamento à Construtora OAS. que julgou suas contas irregulares.000. de elementos que permitam indicar o modo pelo qual a construtora teria concorrido para o cometimento do dano. Afirma. Principal). Passando ao exame do feito convém. Principal). conforme previsão contida no art. voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação da 1ª Câmara.110/1995-0 Tomada de Contas Especial PARECER Tratam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada contra o Sr. Tal posição se justifica. o posicionamento do Ministério Público junto ao Tribunal. Sala das Sessões. 442 .

149/165 do TC nº 525. fixará a responsabilidade solidária do terceiro que. a possível responsabilização da Construtora. ao julgar irregulares as contas. questionou-se que os quantitativos de serviços constantes do Boletim de Medição nº 07/93 (fls. Dessa forma. Primeiro. 13/14 Vol. em seu socorro. não nos parece apropriado arrolá-la como responsável. O mesmo. ao fundamentar seu pleito. inicialmente. no entanto. no sentido de que o . 146 do TC nº 525. no caso presente. argumento este que. no qual. Marco Aurélio Bona. nada inovou nos autos. divergindo dessa posição. devendo resultar da lei ou da vontade das partes. que se chame a Construtora para integrar a lide. não sendo. visto que a cópia do cheque de fls. não há elementos nos autos que sugiram ter havido fraude ou conluio entre o gestor e a contratada com o objetivo de lesar o Erário. dada a extensão total da estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora. Conforme adequadamente colocado pela SERUR sobre o ex-Prefeito pesa indiscutível responsabilidade. estar-se-ia invertendo o ônus da prova. Principal) e do Relatório de Execução Físico-Financeira (fl. § 2º. ao final. pois. Aduz. dependeria da avaliação positiva de sua conduta frente ao disposto no art. não se aplica ao Sr. visto que deixou de executar o objeto a que estava obrigado. Vale registrar que a pretensa solidariedade da Construtora é. 386 do Vol.. resultaram na sua condenação. Segundo. o responsável sustenta enfaticamente que a obra foi executada. Por fim. tendo utilizado os recursos provenientes da referida Portaria em outra obra. Embora a Construtora tenha sido a beneficiária dos recursos o pagamento recebido não pode.e que executou as obras utilizando contrato que a Prefeitura anteriormente celebrara com a Construtora OAS. que o recorrente. um único documento sequer que se preste a auxiliar na comprovação da regularidade da despesa. visto que já havia cópia idêntica do referido cheque a fls. 387/389 . não há indícios de que a Construtora tenha sido remunerada por serviços não executados. um contrato com o Município para a execução de obras daquela natureza. Principal e a fls. por não permitirem a comprovação da regular aplicação dos recursos. já que todo aquele que gere recursos públicos tem o dever de comprovar a sua boa aplicação.Vol. de pronto. fls. cremos que o recurso não preenche os requisitos legais de admissibilidade.já que a estrada então prevista pela Portaria nº 946/93 havia sido iniciada com recursos de outras origens . 16. em não havendo nos autos elementos que permitam indicar o modo pelo qual a Construtora OAS teria concorrido para o cometimento do dano. visto que a Construtora mantinha. Não nos parece ser esse o caso. em não havendo fato novo capaz de superar a intempestividade. convém ressaltar. sustenta o responsável que os recursos foram utilizados na construção de estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora . capaz de afastar as irregularidades a ele então atribuídas. Finalmente. 1. portanto. previsto no Plano de Aplicação pertinente à Portaria/MIR nº 946/93.443/92: “. igualmente. praticamente repete os argumentos que foram rejeitados por ocasião do julgamento das contas. de qualquer modo haja concorrido para o cometimento do dano apurado”. nesse caso. por si só. 290) se mostraram aquém do que seria esperado.46 Ademais. de fato. se dúvidas pairam sobre a execução ou não da obra que afirma ter efetuado. Nessa linha. da Lei nº 8. pelo seu não conhecimento. a fim de que demonstre que cumpriu o contrato estabelecido com o Município. Não merece prosperar. solidariamente com o ex-gestor. há que se considerar que o Colegiado. haja vista o contido no Relatório de Inspeção de fls. Depois.. conforme comentado anteriormente. nem mesmo o documento em si pode ser considerado novo. se aceito. Não obstante a proposta ora defendida. opõe-se à pretensa responsabilização da Construtora. Com a interposição do presente recurso praticamente repete argumentos anteriormente examinados. Desse modo. avançar na análise de mérito do recurso. que. Assim procedendo. como contratante ou parte interessada na prática do mesmo ato. poderá vir a decidir pelo exame positivo da admissibilidade. em respeito ao princípio da eventualidade.373/1996-9. o pedido para que seja a Construtora ouvida. já que teria sido ela a beneficiada do suposto prejuízo causado ao Erário. Considerando a viabilidade dessa hipótese.373/1996-9. julgamos oportuno comentar sobre a proposta da Unidade Técnica. as quais. apresentou prestação de contas contendo graves irregularidades (v. à época.373/1996-9). ao contrário. Não apresenta. alínea “b”. o Tribunal. entendemos conveniente. Iniciando o exame da questão precisamente por esse ângulo. ser considerado indicador de irregularidade. impende comentar que a solidariedade não se presume. que está apensado ao presente processo. o único argumento que até então não fora oferecido pelo responsável em manifestações anteriores. razão pela qual opinamos. Com efeito. 162/165 do TC nº 525.

e à vista de todo o exposto. em função de tudo o que comentamos neste Parecer. pois faculta-lhe exigir de quaisquer dos devedores solidários o pagamento da totalidade da dívida. posicionamo-nos por que seja a ele negado provimento. que consideramos tal providência inadequada ao caso. de 06/11/2001 que julgou irregulares suas contas. Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração 3. Recorrente: Marco Aurélio Bona (ex-Prefeito) . ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. em se decidindo pela inclusão de um novo responsável solidário no processo. Assim entendido. caso entendêssemos haver elementos que justificassem a inclusão da Construtora no processo. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.47 MP/TCU avalie a conveniência de interpor recurso de revisão para chamar a Construtora OAS à lide. 9. Sobre o assunto. para que fosse promovida a citação solidária dos responsáveis. Processo n.º 946/93 do extinto Ministério da Integração Regional.443/92.00 e aplicou-lhe multa no valor de R$ 3. nos termos do art. Grupo II. Não nos parece que seria apropriado manter a condenação do responsável. ambos da Lei n. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo de Vries Marsico 7. Ministério Público. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. para.º 677/2001-1ª Câmara. Unidades Técnicas: Secex/PI e Serur 8. Advogado constituído nos autos: não há 9. Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI 5.373/1996-9 2. Especificação do quorum: . que. no mérito. diferentemente do que fora defendido pela SERUR. seria pelo provimento do recurso. condenando o responsável ao recolhimento de débito no valor original de CR$ 12.344. é evidente. e ao mesmo tempo interpor recurso de revisão para que um novo responsável fosse chamado a responder solidariamente pelo débito. inciso I. Embora o instituto da solidariedade seja um benefício conferido ao credor.2. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 5. em 22 de Abril de 2003. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. contudo. reunidos em sessão da 1ª Câmara.000. nossa proposta. em virtude de irregularidades na aplicação dos recursos federais repassados por meio da Portaria n. Marinus Eduardo De Vries Marsico Procurador ACÓRDÃO Nº 1.789. para construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria.1.00.014/2003 . tornando insubsistente o acórdão recorrido.º 8. necessário se faz reabrir a fase do contraditório para todos os envolvidos.1. Marco Aurélio. 10. conhecer do Recurso de Reconsideração interposto. ante as razões expostas pelo Relator. negar-lhe provimento. sujeitando-o à execução judicial da dívida. manifestamo-nos pelo não conhecimento do recurso.TCU . Marco Aurélio Bona.1ª CÂMARA 1.766. contra o Acórdão n. ex-Prefeito do município de Campo Maior/PI. Relator da deliberação recorrida: Auditor Marcos Bemquerer Costa 6. caso o mesmo venha a ser conhecido pelo Tribunal. Segundo entendemos.110/1995-0 (com um volume) Anexo: TC 525.103-53 4. Acórdão: VISTOS. 32. c/c o art. visto que se estabelece uma nova relação processual. é preciso considerar que o julgamento das contas pelo Tribunal se dá em um contexto bastante mais abrangente do que a mera recomposição do dano. em: 9. para que respondesse pelo débito solidariamente com o Sr.CPF nº 217. Alternativamente. 33. Gostaríamos de registrar. dar ciência da presente deliberação ao recorrente.º TC 525.

Conhecimento..). em virtude da rejeição da prestação de contas do Convênio nº 156/96.608/1999-9 Natureza: Recurso de Reconsideração Órgão: Prefeitura Municipal de Baturité/CE Recorrente: Raimundo Ivo dos Santos Oliveira (ex-prefeito) Sumário: Recurso de Reconsideração. De acordo com o acórdão recorrido. provocando a perda do sistema elétrico como um todo. Depois de opinar pela admissibilidade do recurso..). que se apropriou de equipamentos adquiridos com os recursos transferidos..678/2001-3 e TC-003.. 12. Contas de recursos de convênio julgadas irregulares com condenação em débito e ao pagamento de multa.) da obra. contra o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara.. com vista à implantação de rede de eletrificação rural no município.. a Serur analisou a argumentação do recorrente desta forma (fls. em modo monofásico. o que impediu a energização (. celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . por meio do qual foram julgadas irregulares as contas do ora recorrente. Identificação de que falha na caracterização rigorosa do objeto do convênio. Parecer da Serur 3. ou seja. 2. com condenação em débito solidário e ao pagamento de multas individuais. bem como a inexecução do Convênio nº 156/96”. mesmo em trechos já concluídos (.376/1999-0 (com 1 volume) Apensos: TC-002.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). Impossibilidade de se atribuir ao recorrente solidariedade nos danos perpetrados pela executora. a construção de parte da rede elétrica na localidade de Correntes. 14 e 17/24. pois não consta do . e da “retirada de equipamentos (transformadores.. nas pessoas de seus sócios. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). O recorrente argúi que a irregularidade pela qual foi responsabilizado.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. RELATÓRIO Trata-se de recurso de reconsideração interposto por Raimundo Ivo dos Santos Oliveira. vol. ocasionando a paralisação dos trabalhos de eletrificação.1ª CÂMARA TC-012. Ltda. inimputável ao recorrente.) Mérito Argumento 3.CLASSE I . ex-prefeito de Baturité/CE. Modificação do acórdão recorrido..48 12. não procede.. a condenação fundamentou-se. na constatação da “implantação de rede monofásica ao invés de trifásica na localidade de Correntes (. assim como do também ex-prefeito Fernando Lima Lopes e da empresa Elétrica do Brasil Com. etc. sobretudo. Provimento do recurso.). permitia alteração técnica. cabos elétricos. 1): “(. Ciência aos interessados. gerando o colapso socioeconômico do objeto do Convênio”. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.

) confirma que a rede foi instalada (alta/baixa) de acordo com as especificações do Plano de Trabalho..p.). Nesse contexto. alíneas ‘c’ e ‘d’). § 3º). além de provocar os transtornos na execução do convênio.3 É evidente que a omissão no Plano de Trabalho quanto ao tipo de rede a ser instalada. todas trifásicas.p.. Ainda que não tenha sido apresentada a manifestação da entidade a respeito.p. Argumento 5. realizado pela Delegacia Federal de Controle. bem como quanto ao tamanho da obra. Delegado Federal de Controle no Estado do Ceará (fl. que permite essas modificações. juntado à fl. ainda. vem também demonstrar. uma vez que o seu descumprimento. uma vez que não estão presentes nos autos os anexos ao Plano de Trabalho. tendo em vista que. (item 3. Alega. independente de termo aditivo (itens ‘c’ e ‘d’. menciona o documento de fl. prazo de execução. o qual se constitui dos elementos que devem integrar a obra ou serviço.49 convênio. Explica que o Plano de Trabalho foi alterado excluindo a localidade de Joamirim devido a sua localização estar quase que totalmente no município vizinho de Aracoiaba. número de consumidores e os tipos e extensão das linhas de distribuição. fases ou etapas dessa execução (art. vem refletir na inexecução parcial ou total do convênio. dos motivos alegados para a exclusão da referida localidade (Joamirim). má-fé na conduta praticada pelo recorrente.p. consta à fl. 67 v. da estimativa de custo.11. obviamente. Argumento 4. 3. constantes do Plano de Trabalho. inciso I). pairam dúvidas se o recorrente tinha ou não conhecimento a respeito dos mesmos. 66 do vol.4 Por conseguinte. não se vislumbra. explica que aumentou-se o tamanho da obra em outras localidades. não faz menção especificamente ao tipo de rede a ser construída.1 As demais alegações são procedentes. 2º.p. item 9. apenas 30 dias. falta de zelo do órgão concedente dos recursos ao descumprir a IN/STN/02/93. bifásica ou trifásica. Argumento 6. não se vislumbra como imputar responsabilidade ao recorrente. os quais referenciam as localidades.1 Realmente o Plano de Trabalho. visto que o próprio Plano não especificava o sistema com base em que deveria ser instalada a rede elétrica na localidade em que surgiu posteriormente o impasse. principal que a soma de todas as localidades supera a metragem especificada no Plano de Trabalho. as localidades de Sítio Chapada e Mucunã dos Pinéus.p.1 Realmente. 142 v. alíneas ‘c’ e ‘d’). fl. mesmo porque as metas previstas no Plano de Trabalho foram cumpridas ainda na sua gestão. então em vigor.1. Já o Relatório de Fiscalização nº 047/97 (fls. implicava em tomada de decisões rápidas a fim de possibilitar a completa utilização dos recursos. 65. encaminhado ao órgão repassador. isso confirma que os convenentes devem se ater ao conteúdo do referido Plano. a qual estabelece que deve integrar o Plano de Trabalho. Análise 3.) faz restrição à ausência de detalhamento no Plano de Trabalho. 66. 63/69 v. com a permissão da entidade fiscalizadora. Entende que se o Relatório de Fiscalização nº 047/97-DFC/CE (fl.p. e os recursos só foram creditados em 12. faz alusão no item 3. sem dúvida. 60 v. 04 v.p.). sendo um instrumento imprescindível para os órgãos de fiscalização. se monofásica.15. que como a obra ficou com o prazo de conclusão bastante reduzido (fl. e a própria Lei nº 8.2 Apesar disso. sempre que a execução compreender obra ou serviço de engenharia.1.1. . A mesma regra se estende aos órgãos de fiscalização. o projeto básico. 70. como confirma o Relatório de Fiscalização nº 047/97 – fls. É feita referência à extensão da rede. 4. 63/69 v.1. Acrescenta que o Sr. 150 – cláusula VI). Com isso.1 É evidente que os convenentes devem se ater ao Plano de Trabalho. Como respaldo às modificações empreendidas. 3. número de transformadores a serem instalados. segundo dados constantes do Relatório (fl. Análise 4. não existem provas que possam incriminar o responsável.96 (fl. nem tampouco do Plano de Trabalho. Riacho dos Negros e Iracema.). exceto com relação à localidade de Joamirim. Análise 5.666/93 (art. a especificação quanto ao tipo de rede a ser construída. foram todas beneficiadas com a eletrificação rural.2 aos anexos do Plano de Trabalho. 66 v. 3.1 v.

1. 142 v. 36 v. Argumento 9. diante da suspensão do .1. Em princípio.p. e sim a exclusão da localidade de Joamirim prevista no Plano de Trabalho. 65. já na gestão do prefeito sucessor. provocou a ruptura da obra. ressalvando a exclusão da localidade de Joamirim e a implantação da rede não-trifásica na localidade de Correntes.. 9. como já ressaltado no item anterior.) como pela própria empresa contratada.50 Análise 6. Argumento 8. Situação. em 04. e sim à escolha do sistema monofásico para a localidade de Correntes. que foi continuado na nova administração.1 Ocorre que. Explicita que.p. foi informado de que havia trechos excessivamente aplainados.p. apesar de evidenciar de forma não muito precisa a realização do sistema de rede implantado. sendo que o termo aditivo de fl.96. tanto pela Comissão de Fiscalização Municipal (fl.p. refere-se ao Parecer Técnico de Recebimento das Obras de Infra-Estrutura da Delegacia Federal de Agricultura (fl. paralisação da obra. Análise 8.). 315 e 320 v. Se houve. Argumento 7.12. mesmo porque as dificuldades enfrentadas. referente ao termo aditivo celebrado entre o município e a empresa. que culminou na retirada dos equipamentos instalados. de fl.1 Quanto aos documentos referenciados. Ltda. hipótese permissiva para a sua aplicação. e os impasses daí advindos e que culminaram com a retirada dos equipamentos pela empresa contratada. o primeiro. uma vez efetuada. não havia sido apontada irregularidade na obra. a quem competia efetuar o pagamento da última parcela à Elétrica do Brasil Com. 286 v. inciso I). neste caso. 43 v. como se reconhece nos autos (fls.p.97.p. a seu ver.1. serve para os dois sistemas (monofásico e trifásico). diversa. embora não se possa vislumbrar culpabilidade na conduta do recorrente ao tomar essa decisão. ao findar a sua administração em 31. confirma apenas a implantação da rede no modo não-trifásico na localidade de Correntes que. ao gestor que lhe sucedeu dar prosseguimento à obra. No caso da implantação da rede elétrica na Serra dos Correntes. Análise 9. (Elebra). 286 v. portanto. Cabia. 44 v. entende-se razoável a justificativa apresentada para a medida adotada. 44 v. falta de fiscalização e retirada de equipamentos de trechos já concluídos. não se vislumbra a sua aplicabilidade neste caso específico.1 O cerne da questão não diz respeito a ser viável ou não a construção de rede em modo nãotrifásico.). reconhecido como bem mais potente.1. de fl.1 Os argumentos apresentados não são convincentes.1 Note-se que o Relatório de Fiscalização da Delegacia Federal de Controle no Estado do Ceará (fls. Embora não conste dos autos a anuência por parte do órgão concedente. foi gerado o impasse na gestão do prefeito sucessor.666/93 (art. uma vez que não se questiona nos autos a alteração do contrato firmado entre o Município e a empresa. na vistoria realizada. 6. em razão da implantação da rede monofásica na localidade de Correntes.p. há nexo causal. referem-se basicamente à fixação dos postes de iluminação que. Análise 7. concluída em cerca de 80%. em alta e baixa tensão. conclui pela não-aprovação das contas..1 O ofício de fl. Observa que foi orientado para instalar a rede no sistema monofásico. parte integrante do convênio firmado entre o município e a União. uma vez que não ocorreram na sua gestão. 8. comunica ao Secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e do Abastecimento a alteração do Plano de Trabalho. A opção pelo sistema monofásico veio provocar. restando apenas o trecho de Correntes. é tecnicamente possível a construção da rede em alta e baixa tensão no modo não-trifásico. ao autorizar a instalação de rede elétrica não-trifásica não causou descumprimento ao Plano de Trabalho. não pode ser responsabilizado por tais fatos. com picos de altura considerável e grandes depressões. embora não evidenciadas de forma direta pelo recorrente.. confirma realmente a realização das obras de eletrificação nas localidades beneficiadas pelo convênio. o impasse entre a população beneficiada e a empresa contratada para efetuar os serviços.2 O segundo documento. 63/69 v.1 Quanto à Lei nº 8. Acrescenta que. do então Prefeito.). através do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. pelo documento de fl. que.. ao invés do sistema trifásico. após a sua gestão. 8.p. ora recorrente.p.12.

no sentido de que sejam julgadas regulares com ressalva as contas do Sr.1 Considerando que a declaração foi assinada pelos Promotores de Justiça. deve ser aceita como prova de que o recorrente comunicou ao parquet estadual a retirada dos equipamentos pela empresa. no primeiro caso (exclusão de Joamirim).5 À vista disso. Requer seja ilidida a sua responsabilidade e reformado o Acórdão condenatório. não tendo sido paga a terceira e última parcela do convênio no valor de R$ 14. que. as alterações foram motivadas por razões técnicas..200. após 31. No segundo caso. Ao anuir às conclusões da unidade técnica. . vol. ao contrário do que assevera.p. reformando parcialmente o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara. portanto. Raimundo Ivo dos Santos Oliveira.4 Ademais. e 33 da Lei nº 8. não existem provas de que agiu com má-fé ou de que tinha conhecimento de que tal decisão iria provocar todos os problemas já referenciados.12. a sobra dos recursos serviu para aumentar a extensão das redes construídas nas localidades beneficiadas. 11.443/92. 1): “(. inciso I. 32.00. 01/36 v. no entanto. 65 v. e nesse aspecto foi compreendido e absolvido. por fim. fato este que gerou problemas na execução da avença.) De fato. Esclarece que adotou medidas para proteger a obra quando a mesma não estava mais sob a sua responsabilidade. não seria justo nem tampouco razoável condenar o apelante por ato de terceiro e imputar-lhe responsabilidade pelos valores que comprovadamente pagou (item 3. 11. Argumento 10. compulsando-se os autos não se vislumbram informações acerca do tipo de rede a ser construída. conclui-se que os fatos e documentos constantes dos autos não são suficientes para caracterizar o ato de gestão ilegal por parte do recorrente. Nos parece que houve falha na formalização do convênio. Argumento 11.10. ou seja: o plano de trabalho constante dos autos realmente não especifica o tipo de rede a ser instalada. quando não era mais Prefeito.00. no valor de R$ 14. o julgamento das contas do apelante pela irregularidade com débito e multa nos parece desproporcional com os fatos imputados à sua gestão. visto que só inobservou o Plano de Trabalho ao excluir a localidade de Joamirim. 44. com fulcro nos arts. mas que não pode ser atribuída ao recorrente. sugere-se ao Tribunal conhecer do recurso de reconsideração ora interposto para.p.).. com fé pública. razão pela qual sugere-se reformar parcialmente o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara.200. com exceção do aditivo que alterou o contrato com a Elebra. dar provimento. Análise 11.51 pagamento da última parcela devida à Elebra.1 Acrescenta. 44 v. conforme se verifica do documento emitido pelo Ministério Público Estadual (fl.” Parecer do Ministério Público 4. Conclusão 12. no mérito.3 Há de se considerar. uma vez que. Todavia. Por fim.2 Ressalte-se que o pedido formulado pelo recorrente guarda consonância com a alegação já apreciada anteriormente. 12. todas as alterações foram acatadas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento e pelo TCU. cuja prestação de contas encontra-se inserida às fls. com permissão do Sr. não consta dos autos qualquer manifestação do TCU ou mesmo do Ministério da Agricultura anuindo às alterações efetuadas. 11. 11. seja pela não-aprovação das contas por causa da instalação da rede monofásica na localidade de Correntes e da exclusão da comunidade de Joamirim.96. ou seja. permeadas pela boa-fé. que as irregularidades dizem respeito à retirada dos equipamentos pela Elebra. fl. Fernando Lima Lopes. o apelante reitera as suas argumentações no sentido de que: não consta do Plano de Trabalho determinação quanto ao sistema de rede a ser implantada.p. volume 1). bifásica ou trifásica. Análise 10. em face das considerações já expendidas. embora o parecer de fl. Diante do exposto. o Ministério Público/TCU pondera o seguinte (fl. sem reflexo no Plano de Trabalho. ou seja: exclusão da localidade de Joamirim e implantação da rede monofásica em Correntes.

MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. conforme verificação in loco de fiscal do Ministério repassador dos recursos.). impediram a continuidade das obras. que. pelos termos do convênio. a executora alegou razões técnicas para modificar o tipo da instalação.015/2003 . v. 6. houve retenção do pagamento à executora. e b) retirada e apropriação dos equipamentos pela empresa executora. de acordo com os pareceres uniformes. cientificados do acórdão condenatório. que não transgrediu as normas do convênio e não se locupletou. Diga-se a propósito que a inexecução da rede elétrica na localidade de Joamirim não foi um fato motivador da irregularidade das contas.678/2001-3 e TC-003. solicitando a intervenção das autoridades públicas. 66. Com isso. (. ora recorrente. Processo nº TC-012. voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à 1ª Câmara. também por ter sido considerada desde antes a construção de rede elétrica numa metragem acima das expectativas. mesmo depois de ter deixado a prefeitura. Sala das Sessões. 8.)” É o relatório. o ex-prefeito. estes não estão presentes nos autos e não são referenciados. Diante do exposto. porque fundado na orientação da executora. omissivos ou comissivos. especializada no assunto. Embora inicialmente o ex-prefeito tenha determinado a implantação de rede trifásica. Quanto à apropriação de equipamentos pela executora. em vez de trifásica.p.1ª CÂMARA 1. não se vêem atos do recorrente. cometeu erro de opção técnica.TCU .. iniciaram as providências de sua alçada com relação aos fatos investigados no presente processo. indicada no Relatório de Fiscalização nº 047/97 da Delegacia Federal de Controle no Ceará. para monofásica. Grupo I. pela rede monofásica. os fazendeiros da região. desintencional. inconformada. destaco a necessidade de se dar conhecimento da deliberação a ser proferida em face deste recurso ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.Recurso de Reconsideração . TCU. em quantidade superior à estabelecida no convênio. 2. VOTO No julgamento das contas do Convênio nº 156/96.608/1999-9 2. Daí proceder a isenção de sua responsabilidade.52 Verifica-se que a soma de todas as localidades beneficiadas supera a metragem especificada no Plano de Trabalho e que o recorrente efetuou pagamento pertinente à empresa Elebra. foi condenado por duas questões inter-relacionadas: a) implantação de rede monofásica. conquanto na localidade de Correntes se tenha optado. interessados numa rede trifásica. Classe de Assunto I . Por último. 4. 7. No máximo. Portanto.376/1999-0 (com 1 volume) Apensos: TC-002. não há suporte para a condenação do ex-prefeito. erroneamente. Desse modo. a soma das metragens das redes trifásicas instaladas em razão do convênio supera a extensão programada (fl. Se a exigência das redes trifásicas constava de supostos anexos ao plano de trabalho. como proposto pela unidade técnica e pelo Ministério Público/TCU. na localidade de Correntes. Como evidenciado pela Serur. faltou precisar no plano de trabalho do convênio as características das redes elétricas a serem implantadas. comunicou ao Ministério Público Estadual sobre a retirada dos equipamentos pela contratada. No entanto. Ademais. em 20 de maio de 2003. apoderou-se dos equipamentos da rede.. 3. que. em nenhum momento. conta a favor do ex-prefeito a instalação de redes de energia trifásicas em outras comunidades. em face das suas necessidades de consumo de energia. bem assim. 5. que permitissem tal reação.

assim como do também ex-prefeito Fernando Lima Lopes e da empresa Elétrica do Brasil Com. Ltda. dar-lhe provimento. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.264.007-53 Sumário: Recurso de Reconsideração interposto contra Acórdão da 1ª Câmara. 8. Advogado constituído nos autos: não há 9.2.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência).. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Conhecimento. ACÓRDÃO: VISTOS. Unidades Técnicas: Secex/CE e Serur 8. excluindo dos subitens 8. celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regularidade .dar ciência deste acórdão.1 .2 . dando-lhe quitação. Órgão: Prefeitura Municipal de Baturité/CE 4. em: 9. Ausência de débito. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. e 9. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II . Relator da deliberação recorrida: Ministro Iram Saraiva 6. ao recorrente.53 3. em decorrência da rejeição da prestação de contas do Convênio nº 156/96. Marcos Vinicios Vilaça (Relator).033-68) 5. da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará. Comprovação da conclusão do curso de doutorado. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 10. no mérito. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 5. com condenação em débito solidário e ao pagamento de multas individuais. CPF 001. 12. contra o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara.901/2000-7 Natureza: Recurso de Reconsideração Entidade: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . ex-prefeito de Baturité/CE. com vista à implantação de rede de eletrificação rural no município. Especificação do quorum: 12. nas pessoas de seus sócios. celebrado entre a Prefeitura Municipal de Baturité/CE e a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento.1. por meio do qual foram julgadas irregulares as contas do ora recorrente.CLASSE I – 1ª CÂMARA TC-000. relativamente aos recursos do Convênio nº 156/96.362. Recorrente: Raimundo Ivo dos Santos Oliveira (ex-prefeito. assim como do relatório e voto que o fundamentam.2 e 8. ao Procurador da República Oscar Costa Filho.443/92. do Ministério Público Federal no Estado do Ceará.conhecer deste recurso de reconsideração. diante das razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 32 e 33 da Lei nº 8. relatados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração interposto por Raimundo Ivo dos Santos Oliveira. Raimundo Ivo dos Santos Oliveira e julgando as suas contas regulares com ressalva.1. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado 7. para. reunidos em sessão da 1ª Câmara.CNPq Responsável: Eduardo Antônio da Silva Esteves – CPF nº 954. Retorno ao país. e ao Delegado Lusenildo Ferreira Felix.4 do Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara a referência à pessoa do Sr.

a única pendência no processo seria o descumprimento do termo de compromisso firmado junto ao CNPq relativo ao retorno ao Brasil para o exercício de atividades relacionadas à área de conhecimento...TCU . as três exigências presentes no .. atua no treinamento e suporte de tecnologia de acesso a internet móvel junto a empresas do setor de celulares e no gerenciamento de grupo de engenharia de sistemas CDMA.. à época.. Informa que a situação econômica brasileira e as recentes alterações no setor de telecomunicações ainda não lhe teriam permitido o retorno definitivo...2 Verifica-se que o recorrente deixou de cumprir. contado da data em que se configurar o inadimplemento. vol. a qual investiu no bolsista.. Solicita o arquivamento da TCE. ANÁLISE 7..54 com ressalva... O ACE Eduardo Martins Filho.. a Serur opinou pelo conhecimento do recurso.... segundo a qual o recorrente é funcionário da empresa. conforme decisão do TCU (DOU de 09/07/91 . mediante devolução do bilhete de passagem.. 12/14 – vol. 14.1ª Câmara... 1... ocupando.. Entretanto... 15. responsável pela pesquisa e projeto da nova geração de circuitos integrados para aplicação em estações rádio-base. Por meio do exame de admissibilidade de fl... 11 – vol. permanecer no Brasil.......1 Segundo o Voto do Exmo. 1)...... prejuízo para administração pública. segundo informações da Secex/RJ. 1/4. penso estar caracterizado...... obter o retorno esperado’... que julgou irregular a Tomada de Contas Especial instaurada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.... Ministro-Relator...... 2. Não foram observados os itens 13 (retornar ao Brasil até noventa dias após o encerramento da bolsa). 1. no entanto.. quando pertinente.. o responsável encaminhou o documento de fls. em 24/01/2002.... retornar ao Brasil até 90 dias..... retornou ao país. Como o indigitado não cumpriu a sua parte ao deixar de retornar ao Brasil e permanecer por período no mínimo igual ao da duração da bolsa. Parecer da Unidade Técnica 3.. Informa o recorrente que.p. 1): “.. Consta da documentação encaminhada declaração da Qualcomm. o cargo de Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia da Qualcomm do Brasil S/A.. no prazo de até 30 dias. até 60 (sessenta) dias após o encerramento das atividades apoiadas. 16. exercendo atividades ligadas aos estudos realizados. proposta acolhida mediante o despacho de fl. comunicando ao CNPq periodicamente o seu domicílio durante esse período.. Entendo que referido documento assinado pelo responsável constituía..... 9 – vol... assim. exercendo o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Pesquisa e Desenvolvimento. sem.. por período no mínimo igual à duração da bolsa.. examinou o recurso da seguinte forma (fls. comprovar o retorno ao Brasil..... RELATÓRIO Trata-se de recurso de reconsideração interposto por Eduardo Antônio da Silva Esteves contra o Acórdão n° 84/2002 . após o término da bolsa para a apresentação de um relatório final que deverá estar acompanhado de um exemplar da tese e de cópia do diploma ou declaração de término dos estudos... 1. 4. Dentre as atividades. ALEGAÇÃO 7. 13.. de 18/3/2002.. a exclusão do débito e de sua inscrição no Cadin.. na íntegra.417). desde 01/02/2002 (fl. atualizados ao câmbio do dia do ressarcimento.... 7. desde 01/02/2002. Além dos compromissos acima explicitados estou plenamente ciente de que: o não-cumprimento das disposições deste termo de compromisso me obriga a devolver ao CNPq os recursos despendidos em meu proveito. desenvolvendo atividades de pesquisa e treinamento na área de internet sem-fio e comunicações celulares de 3ª geração. 14 (comprovar o retorno ao Brasil até 60 dias após o encerramento das atividades apoiadas) e 15 (permanecer no Brasil por período mínimo igual ao da duração da bolsa)... Notificação... em decorrência do descumprimento do Termo de Compromisso firmado para obtenção de bolsa de doutorado...... peça fundamental para que a bolsa fosse concedida pelo CNPq. vol.. Notificado da deliberação por meio do Ofício nº 555 da Secex/RJ. em instrução aprovada pelos dirigentes da Serur. as exigências a serem cumpridas seriam: ‘13.

segundo o qual a atitude caracteriza: ‘prejuízo para administração pública. mas comprovou o retorno ao Brasil. duas exigências: a) comprovação de que o bolsista concluiu o doutorado. entendo apropriada a exigência de que o bolsista retorne ao Brasil e preste contas dos recursos aplicados. exercendo atividades ligadas aos estudos realizados. principal e pela apresentação da tese (fls. sem. Desnecessário dizer que o cumprimento das normas deve ser apreciado em vista das circunstâncias presentes no caso particular. por período no mínimo igual à duração da bolsa. propondo que: a) seja conhecido o presente Recurso. . promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico do país. não efetuou a devolução do bilhete de passagem. As ações desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico – CNPq visam o interesse público. VOTO O recurso preenche os requisitos de admissibilidade previstos na Lei nº 8. para. valendo-se da formação adquirida a custa de recursos públicos. não permaneceu no Brasil. É o Relatório. ele fixe residência no exterior. no mérito. 1) – item 15. b) seja o recorrente comunicado acerca da decisão que sobrevier. agora doutor. após considerável soma investida no doutorando.55 termo de compromisso. Maneira. Por isso. No mérito. deixo de acolher as manifestações da Serur e do Ministério Público. no prazo estipulado. 5. Pelo exposto. Nesse sentido o trecho final do Voto do Exmo. É inconcebível que. 151/218 – vol. pois não retornou ao Brasil no prazo de até 90 dias. basicamente. 1). de atividades ligadas à pesquisa. 17 – vol. até 60 dias após o encerramento das atividades. Ministro-Relator. embora tenha apresentado documentos que caracterizam a conclusão do curso (item 13). automaticamente.3 O fato de o recorrente não ter retornado ao país. 4. Os recursos investidos na formação de profissionais no exterior somente se justificam se reverterem em benefício da sociedade. Pois bem. mesmo porque o bolsista. negar-lhe provimento. pelo CNPq. submetemos os autos à consideração superior. permanece inalterada a principal motivação de sua condenação. 2. após o término da bolsa. As normas do CNPq fazem. 145/148 – vol. vol. pois a simples fixação de residência no país não significa. obter o retorno esperado’. como já mencionado. a conclusão do doutorado do Sr. sendo que foi bolsista de setembro de 1993 a agosto de 1997 (fl. posto que retornou somente em 01/02/2002. 3. maneira de assegurar que o investimento traga os benefícios desejados. O Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin manifesta-se de acordo com a unidade técnica (fl. 7. A prova do término do doutorado relaciona-se à necessidade de comprovação de que os recursos públicos foram aplicados no objeto a que se destinaram. Assim. Resta a irregularidade referente ao fato de o bolsista não ter retornado ao país. O retorno e a permanência no Brasil após a conclusão do curso reporta-se à tentativa de garantir que o investimento resulte em benefícios que dele se espera. para desenvolver atividades ligadas a sua área de atuação contraria a finalidade maior do financiamento e do apoio. Eduardo Antônio está comprovada por intermédio da documentação de fls. 7. Nesse ponto.” Parecer do Ministério Público 4. por meio de documento da empresa na qual desenvolve suas atividades (item 14). com permanência no país por período mínimo igual ao da duração da bolsa. diga-se de passagem. a qual investiu no bolsista. 8. pode retornar e não trabalhar na área na qual desenvolveu seus estudos ou mesmo ficar desempregado. pelo que entendemos que o recurso não deva receber provimento. principal). garantia de retorno do investimento. 1. 6. de eficácia reduzida. e b) retorno ao Brasil após o término do curso.443/92 e portanto pode ser conhecido. CONCLUSÃO 8. é preciso não perder de vista a finalidade da norma: o retorno ao Brasil é. no entanto.

a que se referem os itens 8.56 9. Responsável: Eduardo Antônio da Silva Esteves 4.2. ACORDAM em: 9.901/2000-7 2. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.3. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Não vejo razão. diante das razões expostas pelo Relator. portanto. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 5. Advogado constituído nos autos: não há 9. bem assim a autorização para a respectiva cobrança judicial. Por isso. encaminhando-lhe cópia do Relatório e Voto.1. Processo n. tornando insubsistente a condenação do responsável ao pagamento do débito.016/2003 . Unidades Técnicas: Serur e Secex/RJ 8. a meu ver. Eduardo Antônio da Silva Esteves. permanece a falha referente ao fato de ele ter permanecido longo tempo no exterior sem ter prestado contas nem retornado ao Brasil. O fato é que o responsável comprovou seu retorno ao país. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 11. Por outro lado. Grupo II . em 20 de maio de 2003. TCU. Ante o exposto. dar-lhe provimento parcial. Sala das Sessões. Há mais de um ano o responsável mora no Brasil e trabalha na empresa Qualcomm do Brasil S/A como Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia. demonstrando o ânimo definitivo com o qual aqui se estabeleceu. no mérito.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 10. E mais. 9. Voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação da 1ª Câmara.TCU .1ª Câmara. 12. notificar o recorrente desta deliberação. relatados e discutidos este Recurso de Reconsideração aposto ao Acórdão nº 84/2002 da Primeira Câmara. 12.º TC – 000. em se exigir o pagamento das quantias despendidas com o Sr.CNPq 5. Relator da deliberação recorrida: Auditor Lincoln Magalhães da Rocha 6. Especificação do quorum: 12. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin 7. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. conhecer do presente recurso de reconsideração. julgar as contas regulares com ressalva. pela regularidade com ressalva das presentes contas. 10.2.1.2 do Acórdão nº 84/2002 . para. O fato demonstra que os recursos aplicados com o desenvolvimento profissional do responsável estão tendo o retorno pretendido.1 e 8. como exigido no Termo de Compromisso. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência .Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração 3. enriquecimento ilícito do erário. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Trabalha na área na qual desenvolveu sua tese de doutorado. Os Ministros do Tribunal de Contas da União. e 9. em caráter excepcional. proponho o julgamento. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). Exigir o pagamento da quantia seria. divergindo das propostas da unidade técnica e do Ministério Público.1ª CÂMARA 1. Acórdão: VISTOS. Entidade: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico .

Câmara.5. Insubsistência do Acórdão recorrido. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada para apurar a responsabilidade do sr. No âmbito da Serur. Considerando que os pareceres da unidade técnica e do Ministério Público junto ao Tribunal são no sentido de serem julgadas irregulares as presentes contas e em débito o responsável. 166. volume principal). 51/57 do volume 2. acompanhado de documentos (fls. recursos financeiros no valor de R$ 50. o interessado apresentou. 98/2002 . firmado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. RELATÓRIO Trata-se de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. o exame do recurso coube ao ACE George Aldi de Sousa Silva. contra o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara (Ata nº 05/2002). objetivando a construção de escola rural. v2) e sorteio do novo Relator (fls. v2). destinados a construção de escola rural. Renato Lopes Vieira. 7. contra Acórdão que julgou irregulares as contas do interessado. no valor de R$ 50.000.364/2000-9 c/2 volumes Natureza: Recurso de Reconsideração Entidade: Prefeitura Municipal de Porto/PI Interessado: Renato Lopes Vieira.024. volume 2). recurso de reconsideração (fls. que julgou irregulares suas contas. em tomada de contas especial. por Despacho do Exmo. tendo em vista a nulidade dos atos a partir da citação do responsável.00 (cinqüenta mil reais). Havendo sido notificado do acórdão condenatório em 05/04/2002 (fls.423-00 Sumário: Recurso de Reconsideração.TCU . utensílios domésticos e perfuração de poços.57 MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-001. Nulidade da citação editalícia. regularmente citado. CPF nº 052. 49. tendo em vista omissão no dever de prestar contas. 48.00 (cinqüenta mil reais). Ministro Guilherme Palmeira (fls. v2). Considerando que o Controle Interno certificou a irregularidade das contas e a autoridade ministerial pronunciou-se de acordo. Ciência ao interessado. Conhecimento. firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto/PI. condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força de convênio firmado com o FNDE e imputando-lhe multa. 1/6. por força do Convênio 531/96. aquisição de equipamentos. Provimento. v2). Renato Lopes Vieira. Considerando que. Sr. por força do qual foram repassados àquele município. contra o Acórdão nº. cujo teor adoto como parte deste Relatório: “Trata-se de Recurso de Reconsideração interposto por Renato Lopes Vieira. em 14/05/1996. tendo em vista sua omissão no dever de prestar contas. utensílios domésticos e perfuração de poços. cujo teor é o seguinte: ‘VISTOS. Restituição dos autos ao Relator a quo. condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força de convênio firmado com o FNDE e imputando-lhe multa. ex-Prefeito Municipal de Porto/PI. em 18/04/2002. 8/46.000. Após exame preliminar (fls. consoante instrução às fls.96 à Prefeitura de Porto/PI. pela omissão no dever de prestar contas dos recursos transferidos em 14. por intermédio de procurador devidamente constituído (fls. O acórdão recorrido foi exarado sobre tomada de contas especial relativa ao Convênio nº 531/96. aquisição de equipamentos. ex-Prefeito Municipal de Porto / PI. v2). 50.1ª. foi a peça recursal encaminhada à Secretaria de Recursos – Serur. . o responsável quedou silente.

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e Considerando que prestar contas constitui um dos pilares do sistema republicano, razão por que sua infringência não pode ser tolerada, ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da Primeira Câmara, ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 12, § 3º, 16, inciso III, alínea “a”, 19, caput, e 23, inciso III, da Lei 8.443/92, em: 8.1. julgar as presentes contas irregulares e condenar o sr. Renato Lopes Vieira, ao pagamento da quantia de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), fixando-lhe o prazo de quinze dias, a contar da notificação, para que comprove, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a” do Regimento Interno), o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE, devidamente atualizada monetariamente e acrescida dos encargos legais pertinentes, calculados a partir de 14.5.96 até a data do efetivo recolhimento, na forma prevista na legislação em vigor; 8.2. aplicar ao responsável a multa prevista nos arts. 19, caput, in fine, e 57 da Lei 8.443/92, no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), fixando-lhe o prazo de quinze dias, a contar da notificação, para comprovar, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno), o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional, atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido até a data do efetivo recolhimento, na forma da legislação em vigor; 8.3. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/92, a cobrança judicial das dívidas, caso não seja atendida a notificação; 8.4. enviar cópia dos autos ao Ministério Público Federal, para as providências que entender cabíveis e 8.5. determinar à Secex/PI que, após o trânsito em julgado desta deliberação e caso o sr. Renato Lopes Vieira não venha a comprovar, no prazo fixado, o recolhimento do débito, encaminhe o nome do responsável ao FNDE para a inclusão no Cadastro Informativo dos Créditos não quitados de órgãos e entidades federais - Cadin, na hipótese de essa providência já não ter sido adotada.’ ADMISSIBILIDADE 2. Exame de Admissibilidade procedido à fl. 48 deste Volume, o qual reiteramos, no sentido de conhecer a peça apresentada pelo recorrente como Recurso de Reconsideração. PRELIMINARES ALEGAÇÕES 3. O recorrente, inicialmente, apresenta as seguintes alegações: a) em 17 de novembro de 2000, o Tribunal de Contas da União — TCU tentou promover a citação do responsável, o que não ocorreu, tendo em vista que ele viaja constantemente; b) em 6 de abril de 2001, foi promovida a citação por Edital (fl. 163 do Vol. Principal), da qual o recorrente não tomou conhecimento; c) o recorrente alega que, apesar da citação por edital, com presunção de validade, ele não tomou conhecimento dela, tendo ficado impossibilitado de manifestar-se na época oportuna. ANÁLISE 4. Com efeito, compulsando os autos, podemos observar que a citação (Ofício nº 569/2000 — Secex/PI ; fl. 165 — Vol. Principal) foi encaminhada para a Av. Ininga, 1142, Teresina/PI. A correspondência (fl. 165 - verso) retornou com a informação de que o destinatário havia sido procurado três vezes e não havia sido encontrado. Todavia, não foi renovado o expediente de citação, tampouco esgotado todos os meios possíveis para a localização do ex-prefeito.. O responsável foi, então, citado por meio de edital (fl. 171 — Vol. Principal). 5. Este tema foi tratado com muita propriedade na Declaração de Voto do ilustre Ministro Bento José Bugarin, no Acórdão nº. 134/98-Plenário, que transcrevo, em parte, a seguir (processo 250.467/917, Ata n.º 38/98, de 16/09/98):

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Mais uma vez este Tribunal depara-se com um caso de nulidade da citação feita por edital. Na Sessão Extraordinária que se realizará hoje logo após o término desta Sessão, apresentarei Projeto de Resolução que altera dispositivos da Resolução/TCU nº 08/93, principalmente no que se refere aos requisitos a serem atendidos antes que se realize a citação por edital. Nesse sentido, reproduzo nesta oportunidade os motivos e a fundamentação que me levaram a tomar tal iniciativa. ‘Da inadequação dos fatos às hipóteses da citação por edital: Tenho verificado em meu Gabinete um elevado número de processos contendo citação nula, realizada, muitas vezes, por edital, em razão do que não tenho visto outra alternativa senão restituir o processo à SECEX de origem, a fim de que seja respeitado o devido processo legal. A nulidade, não raras vezes, decorre da inadequação do fato às hipóteses autorizativas da citação editalícia. Nesse sentido, observo que o art. 164, inciso III, do Regimento Interno do TCU diz o seguinte: 'Art. 164. A citação, a audiência ou a notificação previstas respectivamente nos incisos II e III do art. 153 e no art. 167 deste Regimento, bem como a comunicação de diligência, far-se-á: I - ... II - ... III - por edital publicado no Diário Oficial da União, quando o seu destinatário não for localizado.' A Resolução/TCU nº 08/93, por sua vez, ao regulamentar referido dispositivo, estabeleceu o seguinte no parágrafo único do seu art. 1º: 'Parágrafo único. Considera-se não localizado, para os fins do que dispõe o inciso III deste artigo, o destinatário que: I - estiver em lugar ignorado, incerto ou inacessível; II - o correio informar, no AR-MP, a não localização, embora tenha procurado, por três vezes, no endereço indicado.' Do conceito de 'não localizado', previsto na Resolução/TCU nº 08/93: Quanto ao inciso II do parágrafo único do art. 1º da Resolução/TCU nº 08/93, entendo que o mesmo deva ser revogado, por carecer de amparo legal, senão vejamos: Diz citado dispositivo o seguinte: 'Parágrafo único. Considera-se não localizado, para os fins do que dispõe o inciso III deste artigo, o destinatário que: I - ... II - o correio informar, no AR-MP, a não localização, embora tenha procurado, por três vezes, no endereço indicado.' A simples não-localização do responsável pelo funcionário do correio não enseja a citação editalícia. Primeiro porque o endereço fornecido aos Correios pode estar errado e, neste caso, de nada adiantará o carteiro ir várias vezes ao local. Segundo porque, mesmo que o endereço esteja correto, outras situações podem dificultar a localização do responsável, sem que este esteja se escondendo. O responsável pode estar, por exemplo, em viagem de trabalho ou até mesmo de férias. Outro exemplo é o caso da pessoa que mora sozinha e não almoça em casa. Provavelmente, o carteiro não o encontrará nas suas tentativas. Isso significa que o responsável está ausente. Mas não se pode dizer que não foi localizado, porquanto a sua localização é conhecida e acessível.

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No âmbito do Poder Judiciário, nos termos do art. 224 do Código de Processo Civil, frustada a citação postal, far-se-á a citação por meio de oficial de justiça, o que, nestes casos, facilita, pois o mesmo comparece à residência do réu antes que este saia para o trabalho. Como o TCU não se vale desse recurso, a solução seria encaminhar o ofício citatório para o seu local de trabalho ou, com fundamento no inciso I do art. 164 do Regimento Interno do Tribunal, designar servidor desta Corte para efetuar a citação. Não vejo respaldo legal, no entanto, para a realização da citação por edital, tendo o responsável domicílio certo e endereço profissional conhecido.’ 6. Cumpre registrar também que a mera interposição de recurso não supre a nulidade da citação, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança nº 23.550-DF, Relator para o Acórdão Ministro Sepúlveda (in DJ de 31.10.2001), nos seguintes termos: ‘A oportunidade de defesa assegurada ao interessado há de ser prévia à decisão, não lhe suprindo a falta a admissibilidade de recurso, mormente quando o único admissível é o de reexame pelo mesmo plenário do TCU, de que emanou a decisão.’ 7. Em caso de nulidade absoluta, como a que ora se apresenta, ela pode ser declarada de ofício, conforme jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, mencionamos os Acórdãos nº. 128/2002 e 554/2002, ambos da 1ª. Câmara desta Corte. Desse último Acórdão, transcrevemos o seguinte trecho da Proposta de Decisão do Ministro-Relator: ‘...tratando-se de nulidade absoluta, o juiz deve examiná-la e pronunciá-la de ofício, declarando os atos atingidos e ordenando as providências necessárias, a fim de que sejam repetidos ou retificados, a teor do disposto nos arts. 245, parágrafo único, 249 e 301, § 4º, do Código de Processo Civil, aplicável analógica e subsidiariamente no âmbito deste Tribunal, de acordo com a Súmula/TCU n. 103.’ 8. Tendo em vista as razões expostas, entendemos que deva ser declarada a insubsistência do ato de citação bem como de todos os atos a ela subseqüentes. MÉRITO 9. Muito embora, a nosso ver, a citação do responsável padeça de vício de nulidade, caso esta Corte não acate nossa proposta nesse sentido, procedemos a análise do mérito da questão. 9.1 Inicialmente, procederemos à análise dos argumentos apresentados pelo recorrente, para, em seguida, analisarmos a sua Prestação de Contas. ALEGAÇÕES 10. O responsável apresentou as seguintes alegações: a) na data de 15 de abril de 1997, o Prefeito sucessor, Domingos Bacelar de Carvalho, promoveu Ação de Ressarcimento contra o ex-Prefeito Sr. Renato Vieira Lopes, ora recorrente, objetivando o ressarcimento aos cofres públicos dos valores recebidos por meio do Convênio nº. 531/96, firmado entre o FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto / PI.; b) na data de 12 de junho de 1997, o recorrente, após tomar conhecimento da Ação Judicial movida contra si, teria enviado à Prefeitura Municipal de Porto / PI o Relatório completo da Prestação de Contas, com o objetivo de sanar a omissão na prestação de contas, mas, ao que parece, tal documentação não teria sido recebida pelo MEC; c) em 10 de novembro de 1998, o recorrente teria enviado a Prestação de Contas ao FNDE, via AR (comprovante à fl. 46 deste Volume), mas, aparentemente, a documentação não chegou ao destino; ANÁLISE 11. Observamos que o responsável apresentou prestação de contas extemporaneamente (fls.1/46 deste Volume).

11. 13 deste Volume. que. a prestação de contas deveria ser apresentada à Delegacia do MEC—DEMEC da Unidade da Federação onde se localiza o convenente. aproximadamente 4 meses após expirar o prazo para a prestação de contas do convênio.00 (dezoito mil. observamos que dela consta a documentação exigida pela Cláusula Sétima do Convênio (fls. item “d” da Cláusula Sétima. mas não o fez. 12. quase 50% do valor total das quatro obras — construção de uma escola e perfuração de três poços artesianos —. apresentada pelo recorrente juntamente com o presente Recurso. 82 do Vol. em vez de cópia de protocolo do órgão recebedor previsto no Termo de Convênio. foi emitido um único recibo e Nota Fiscal cinco meses depois da primeira retirada da conta corrente. Principal).1. De acordo com a Cláusula Sétima do Convênio (fls. portanto mais de um mês após a emissão da Nota Fiscal. 18/9 deste Volume. nem de que teria enviado a Prestação de Contas ao FNDE via AR.1 A vigência do Convênio nº. oitocentos e trinta e seis reais). 13 deste Volume.2 Por outro lado. de acordo com inspeção realizada pelo Ministério da Educação em 11/12/96. sim. com ressalva quanto ao Ofício de Encaminhamento. e) Relação dos Bens Adquiridos. 20/1 deste Volume). item “f” da Cláusula Sétima. Observamos que não foram emitidos recibos de pagamento para cada saída de numerário da conta corrente (de acordo com os extratos bancários — fls. Principal). a apresentação de cópia de envio por AR. item “b” da Cláusula Sétima. 71/72 — Vol.1 Há. 71/72 — Vol. em 3/3/97. Tal omissão na prestação de contas levou a Delegacia do Ministério da Educação no Estado do Piauí a promover diligência endereçada à Prefeitura de Porto / PI. O responsável dispunha de 30 dias para apresentar a prestação de contas ao órgão concedente. 18/9 deste Volume). b) Relatório Final de Execução — fls.61 11.2 Entendemos que não servem de justificativa as alegações do recorrente de que teria apresentado Relatório completo da Prestação de Contas ao Prefeito sucessor. Foram os seguintes os documentos anexados à Prestação de Contas: a) Ofício de Encaminhamento — fl. não serve como comprovante.3 Assim. g) Extrato Bancário Conciliado da Conta Específica — fls. muito embora a Nota Fiscal da construtora tenha sido emitida em 4/11/96 — fl. portanto. 9 e 11 deste Volume. conforme dados constantes na Relação de Pagamentos Efetuados — fl. item “h” da Cláusula Sétima. 12. 62 e 63 da Lei nº. item “e” da Cláusula Sétima. muito embora tenham sido realizados vários saques da conta bancária para pagamento da construtora. 14 deste Volume —. e a Nota Fiscal e o Recibo correspondente aos pagamentos à Construtora somente foram emitidos em 4 de novembro de 1996 (fls. 11.320/64.1 Observamos algumas falhas. assim. os serviços de perfuração do poço da . 8 deste Volume. a este Tribunal. especialmente nas retiradas da conta corrente mencionadas pelo recorrente como tendo sido para a construtora que executou os serviços de construção da escola e de perfuração dos três poços artesianos. h) Cópia do Termo de Homologação da Licitação — fl. não foi endereçado ao Ministério da Educação. 25 dias após o depósito dos recursos do convênio na conta corrente da Prefeitura. f) Termo de Aceitação da Obra — fl. conforme documento à fl. ANÁLISE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS 12. indícios de pagamentos antecipados. 14 deste Volume. 16/7 deste Volume. 4. 32 e 37 deste Volume). Portanto. foi sacada a quantia de R$ 18. a contar do término da vigência. em desacordo com os arts. Produzidos ou Construídos — fl. 12 deste Volume. d) Relação dos Pagamentos Efetuados — fl. entendemos que o recorrente não conseguiu justificar o atraso na apresentação da prestação de contas. 10 deste Volume. Na verdade. pois a Cláusula Terceira previa a vigência de 210 dias a partir da data de assinatura — 30/4/1996 — (fls. Principal. 531/96 expirou em 26 de novembro de 1996. item “a” da Cláusula Sétima. tendo em vista a fase em que se encontra o presente processo.836. item “c” da Cláusula Sétima. No dia 11 de junho de 1996. mas. nem supre a irregularidade do atraso na apresentação da prestação de contas. c) Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa — fl. Quanto à prestação de contas propriamente dita. 12. fls.

Ou seja. 3. 8. 86/130 — Vol. Seria. inciso III. dar-lhe provimento parcial. reduzir o débito para R$ 5. 16. Principal. o cheque 238. Por exemplo. alínea “b” da Lei nº. com exceção do poço da comunidade de Piçarreira. portanto. conhecer do Recurso de Reconsideração interposto por Renato Lopes Vieira. retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. o Relatório de Inspeção realizado pelo FNDE (fls. seiscentos e oitenta e cinco reais). entendemos que deva ser mantido. corrigido a partir de 14/5/1996. A prestação de contas apresenta algumas pequenas inexatidões. Entretanto. 14.685. Quanto à multa.443/92. zona rural do município de Porto / PI e demais impropriedades apontadas nesta instrução. Pelo acima exposto. tendo em vista a existência de vício insanável. e apenas quanto a um dos itens do Plano de Trabalho do Convênio não foi comprovada a execução do objeto em sua totalidade. foi emitido documento não condizente com a realidade.62 localidade de Piçarreira tinham sido executados em apenas 50 % do seu quantitativo (fls. executado em 50% do seu quantitativo. em conformidade com o art. com fulcro no art. especialmente no que se refere à Relação de Pagamentos efetuados (fl.00 (cinqüenta mil reais) deverá ser reduzido para R$ 5. tendo em vista que o responsável prestou contas. inciso I. v2). A execução dos serviços de perfuração do poço da comunidade de Piçarreira em apenas 50% do seu quantitativo total não permite que o poço seja utilizado. alínea “b’. o qual deverá ser atualizado monetariamente e acrescido dos encargos legais pertinentes a partir de 14/05/96 até a data do efetivo recolhimento. mas não elidiu totalmente o débito. entendemos que deve ser reduzida. v2) e do titular da Serur (fls. 100 verso e 130. decorrente da invalidade da citação do ora recorrente. 59. 12. todas do Vol. CONCLUSÃO 15. 58. valor repassado para a perfuração do poço nãoconcluído. de acordo com a qual o mesmo cheque foi apresentado como referindo-se a pagamento de mais de uma despesa. 13. uma vez que o responsável apresentou a prestação de contas. 8443/92 c) dar conhecimento ao recorrente da decisão que vier a ser proferida.00 (cinco mil.443/92. com fulcro no arts. O débito originário de R$ 50. no seguinte sentido: 1. Principal). b) caso não admitida a preliminar de nulidade. 14. Quanto ao julgamento pela irregularidade das contas. 8.00 (cinco mil. em 11/12/96. tendo em vista a não-conclusão da perfuração do poço da localidade de Piçarreira. III. após manifestar seu entendimento por haver restado demonstrada. encaminhamos os autos à consideração superior. entendemos que não deva ser admitida a documentação apresentada. considerando-se ainda que metade dos serviços de perfuração do poço havia sido concluída. Sendo assim. manter a irregularidade das contas. entendemos que a Prestação de Contas apresentada pelo recorrente pode ser aceita parcialmente. propondo a este Tribunal: a) declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº. à fl.685. ainda que extemporaneamente. 2. o fundamento da irregularidade deve ser alterado para o art.443/92. 16. 13 deste Volume). nos autos.2. 70 do Vol. manifestou-se “ favoravelmente ao alvitrado no . conforme consta no Termo de Convênio. neste ato representado pelo Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado. e 33 da Lei 8. que havia sido. O Ministério Público junto a esta Corte.1. da Lei nº. quanto ao poço não concluído. no mérito. um desperdício do dinheiro público. seiscentos e oitenta e cinco reais). reduzir proporcionalmente o valor da multa.000.964 teria sido utilizado tanto para pagar a SOCIP Engenharia quanto a Serraria São Miguel.3 Sendo assim. 98/2002 — TCU — 1ª.” Tais proposições alternativas de encaminhamento contaram com a aprovação do Diretor da 3ª DT (fls. na forma da legislação em vigor. nulidade absoluta. Principal) atesta a execução do Plano de Trabalho. Porém. 32. Renato Lopes Vieira. 14. mas o equivalente a apenas pouco mais de 10% do valor total do convênio. Câmara. 57 da Lei nº. para.

mácula que não chega a ser suprida pela apresentação de recurso. Entendendo presentes os requisitos de admissibilidade. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. De fato. antes de decidir-se pela promoção da medida via edital. no sentido de que seja proposto ao TCU declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara. proposição devidamente endossada pelo Ministério Público junto a esta Casa. Ministro Valmir Campelo. Dessa forma. com as alterações de redação julgadas necessárias. tendo em vista a existência de vício insanável. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. O recorrente alega. consoante manifestação do Supremo Tribunal Federal. referente aos processos objeto de recursos opostos contra deliberações prolatadas pela 1ª Câmara. incluindo o Acórdão vergastado. Conforme entendimentos desta Corte. É o relatório. retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. havemos de concordar com o ex-prefeito. condenando-o em débito e aplicando-lhe a multa prevista no artigo 57 da Lei nº 8. considero possa o Tribunal conhecer do presente Recurso de Reconsideração. acatando a alternativa constante do item a da proposta de encaminhamento da unidade técnica. Renato Lopes Vieira. aliás. nos autos do Mandado de Segurança nº 23. em suas razões. em conseqüência. contra o Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara. nos termos do art. mediante o qual foram julgadas irregulares as contas do referido gestor. a citação realizada via edital em decorrência de simples não localização do responsável pelos Correios configura nulidade absoluta. TC-001. Renato Lopes Vieira. a citação por intermédio de servidor designado. não ficou claro o motivo para não haver a Secex local buscado. em 20 de maio de 2003. VOTO Por oportuno. onde também está sediada unidade técnica deste Tribunal. Verifico haver restado configurada nos autos a invalidade da citação do Sr. Sr. TCU.63 item a do encaminhamento sugerido pela unidade técnica . não haver outra solução adequada que não a de este Tribunal declarar a nulidade da citação do Sr. Relator o Exmo. Avalio. Renato Lopes Vieira” (fls. assim como de todos os atos processuais subseqüentes.550-DF. 170/1.364/2000-9 Recurso de Reconsideração Excelentíssimo Senhor Ministro-Relator. Renato Lopes Vieira. No presente caso. 60. vez que o gestor traz agora aos autos . Sr. v2). posto que efetuada por via editalícia (fls. tão logo fracassada a primeira tentativa de citá-lo por via postal. do Regimento Interno. I. 179.. ex-prefeito do Município de Porto/PI.. dentre os quais merece ser ressaltado aquele constante do Acórdão nº 134/1998 – Plenário. a nulidade de sua citação no processo de tomada de contas especial instaurado em virtude de omissão no dever de prestar contas dos recursos transferidos ao Município de Porto/PI mediante o Convênio nº 531/96. Ministro Sepúlveda Pertence. passando ao exame de seu mérito. inc. Presidente.. a decisão proferida na mesma oportunidade pelo Exmo. registro atuar como Relator dos presentes autos em função da nova composição das Câmaras anunciada na Sessão Plenária de 22/01/2003 e. celebrado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. residindo o ora recorrente em capital de unidade da federação (Teresina/PI). HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator Proc. embora possuísse o responsável endereço residencial certo e conhecido.443/1992. Trata-se de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. vp). por conseguinte.

017/2003 . relatados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. ex-Prefeito. Renato Lopes Vieira. c/c o art. 10. Ministério Público. Exmo. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto/PI. a citação editalícia realizada em decorrência de simples não-localização do responsável pelos Correios configura nulidade absoluta. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.024. da Lei n.1. tendo em vista sua omissão no dever de prestar contas. ao recorrente. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Acórdão: VISTOS. Humberto Guimarães Souto (Relator). em 4 de abril de 2003. Unidade técnica: Serur 8. Advogados constituídos nos autos: Antônio José Viana Gomes. De acordo com o entendimento perfilhado pelo Plenário do TCU nos autos do TC-250. incluído o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara.1. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado 7. declarar a nulidade da citação do Sr.364/2000-9 c/2 volumes 2.TCU . para. 33. fora citado por edital tão logo fracassada a primeira tentativa de citação por via postal. dar ciência deste Acórdão.423-00) 4. assim como do Relatório e Voto que o fundamentam. no sentido de que seja proposto ao TCU “declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara. Renato Lopes Vieira. . inciso I.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). 9. do Regimento Interno.4. que julgou irregulares suas contas. Renato Lopes Vieira”. Interessado: Renato Lopes Vieira (CPF nº 052. Ante o exposto. Processo nº TC 001. em virtude de não ter sido localizado em sua residência.1ª CÂMARA 1. contra o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara (Ata nº 05/2002).530 9. de ofício. condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força do referido ajuste e imputando-lhe multa. 176. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. parágrafo único. promovendo a regular citação do responsável. Ministro Walton Alencar Rodrigues. dar-lhe provimento. Sr. restituir estes autos ao Relator a quo.64 comprovação de que.2. inciso I. para dar prosseguimento ao feito. 32. em: 9. 8. não obstante tivesse endereços residencial e profissional certos e conhecidos. Relator da decisão recorrida: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6. que deve ser declarada pelo próprio órgão julgador. tendo em vista a existência de vício insanável. conhecer do presente Recurso de Reconsideração. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Lucas Rocha Furtado Procurador-Geral ACÓRDÃO Nº 1. 9. no mérito. OAB/PI nº 3. com fundamento no art.467/1991-7 (Acórdão nº 134/1998). 9. bem como de todos os demais atos processuais posteriores. Especificação do quorum: 12.443/1992. este representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União manifesta-se favoravelmente ao alvitrado no item a do encaminhamento sugerido pela unidade técnica à folha 57. Grupo I – Classe de assunto: I – Recurso de Reconsideração 3.3. nos termos do art. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 5. retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. constantes de tomada de contas especial relativa ao Convênio nº 531/96. Entidade: Prefeitura Municipal de Porto/PI 5. diante das razões expostas pelo Relator.

seiscentos e trinta e dois mil cruzeiros). Sumário: Recurso de Reconsideração contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara.FNDE. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada em nome do Sr. apresentou alegações de defesa. in Ata nº 24/2002 (fls. a Primeira Câmara deste Tribunal. todavia.65 12. João Adauto Vidal.2. no processo devidamente organizado. proferiu o Acórdão nº 482/2002. CPF 396. Considerando que. quatrocentos e dois mil cruzeiros). que os acréscimos legais da quantia originalmente devida não foram corretamente calculados. . Considerando que. João Adauto Vidal. 1/7 e nos documentos de fls. ex-Prefeito de Taiuva -SP.373/91. proferido em processo de tomada de contas especial.811. Conhecimento. HISTÓRICO Em sessão de 23/07/2002. no âmbito do Tribunal.000.000.00) não foi utilizado.000.00 (cento e vinte milhões. cujas conclusões são acolhidas pelo Diretor-Técnico da Secretaria de Recursos – Serur e pelo Titular da Unidade Técnica: “Trata-se de Recurso de Reconsideração. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-700. Responsável: João Adauto Vidal (Prefeito. mediante o Convênio nº 4. razão pela qual foi restituída ao FNDE a quantia de Cr$ 120. Ciência ao interessado. no valor total de Cr$ 76.154.00) e reforma (Cr$ 53.12. na forma da lei. Unidade: Prefeitura Municipal de Taiuva/SP.00 (setenta e seis milhões. principal). instaurado em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação .339/1995-7 (c/ 01 volume) Natureza: Recurso de Reconsideração.FNDE àquele Município. todas do vol. João Adauto Vidal.821.91. tendo sido observado. apurou-se débito contra o aludido responsável.00) de escola municipal. por meio do qual decidiu: VISTOS. objetivando a ampliação (Cr$ 22. 207/208 do vol. as quais demonstraram que o valor correspondente à ampliação da escola (Cr$ 22.811. de responsabilidade do Sr.632. contra o Acórdão nº 482/2002-TCU-1ª Câmara. Não-provimento. ao apreciar o processo que versa sobre tomada de contas especial. com fundamento nas razões e nos fatos expostos na peça recursal de fls. interposto pelo Sr. RELATÓRIO Adoto como Relatório a instrução do Analista Geraldo Magela Teixeira. citado. decorrente da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. 8/49. o responsável.308-97). I.000. em 17.402.000. ex e atual Prefeito do Município de Taiuva/SP.

821. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. em 17.000. seiscentos e trinta e dois mil cruzeiros). 28.91. na forma prevista na legislação em vigor.373/91. da Lei nº 8. perante o Tribunal (art.402.591.93.000. c) remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público Federal. em razão disso. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. ADMISSIBILIDADE .000. não foi possível comprovar o destino dos recursos. abatendo-se. sendo aplicável à espécie o disposto no art. 3º da Decisão Normativa TCU nº 35/2000. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.811.00 (setenta e seis milhões.66 Considerando. com fundamento nos arts. mediante a Decisão nº 223/2000 . na verdade. 165. 23. inciso I.12.02. desde logo.443/92. 1º.632. c/c os arts. Considerando que não há. 19 e 23. já recolhida em 05. Considerando que.12. como se reconhecer a boa-fé do responsável. o recolhimento da dívida ao FNDE. a contar da notificação.000. atualizada monetariamente e acrescida dos encargos legais. notificado da referida deliberação. ora em exame.000. meios de se estabelecer qualquer vínculo entre os recursos transferidos pelo FNDE e as despesas discriminadas na documentação apresentada a título de prestação de contas. ainda. caso não atendida a notificação. na oportunidade. 2. decidiu rejeitar as alegações de defesa apresentadas pelo responsável. não logrou elidir as irregularidades apontadas nos autos. o Tribunal. b) autorizar.00). na ocasião.000. João Adauto Vidal ao pagamento da quantia de Cr$ 76. § 2º. condenando em débito o Sr.00. do Regimento Interno). diante desses fatos. em quase sua totalidade. decisum. que. Considerando que. ao somatório de dois convênios. no tocante à quantia alusiva à reforma da escola (Cr$ 53. pois. Considerando. por fim. entretanto. João Adauto Vidal recolhesse aos cofres do FNDE a importância total repassada. os quais foram examinados em face do disposto no art. João Adauto Vidal. alínea “a”. o Sr. Inconformado com o r. inciso III.443/92. fixando. estranho a estes autos. já satisfeita em 05. em: a) julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. uma vez que o valor total repassado foi creditado. prazo para que o Sr. referente ao Convênio nº 4. calculados a partir de 17. da Lei nº 8. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. e Cr$ 97.00 (vinte e dois milhões. 01/07 do vol.00.93. inciso II. na mesma oportunidade. Considerando que restou demonstrado que a quantia já ressarcida corresponde. para comprovar.91 até a data do efetivo recolhimento. I). da mesma Lei.811. a quantia de Cr$ 120. pois. os pareceres uniformes da Unidade Técnica e do Ministério Público no sentido de serem julgadas irregulares as presentes contas. foi procedida nova citação do responsável. a importância de Cr$ 22. Cr$ 22. inciso III. ou seja. o responsável trouxe aos autos novos elementos de defesa. dois dias depois. alínea “c”. 16.02. e sacado. alínea “a”. João Adauto Vidal interpôs o recurso que se passa a examinar (fls. Considerando que. a cobrança judicial do débito. inciso III. da Resolução/TCU nº 36/95. nas alegações de defesa apresentadas. abatendo-se.1ª Câmara (ata nº 27).00 relativo ao Convênio nº 156/92. não havendo. o qual. oitocentos e onze mil cruzeiros). nos termos do art.

9/12. 20. 30/38 do vol.811. 6. nos termos do Decreto nº 2. 21. Afirma o recorrente que o julgamento pela irregularidade das contas se deu em virtude da controvérsia em torno de que não teriam sido trazidos elementos que permitissem estabelecer qualquer vínculo entre os recursos transferidos e as despesas discriminadas na documentação apresentada a título de prestação de contas. 4. constando apenas que obras e instalações foram feitas com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. já havia sido devolvida ao FNDE. por conseqüência. Os outros documentos anexados (fls. 25 e 27/29 do vol. tampouco identificam o objeto. Assim. I) foram carimbadas com os números dos procedimentos licitatórios (convites 12/92. 08/29 do vol. 8. razão pela qual o presente feito deve ser conhecido como Recurso de Reconsideração. 8. condenado em débito o responsável. os pedidos de empenho (fls. 8. 137. que alega serem referentes à reforma da Escola Professora Iracema Lustoza Pires. que “ o fato da Administração municipal não ter apresentado nenhuma modalidade de licitação. I) não fazem referência ao Convênio nº 4. I). 14/17. 39 do vol. 24 e 26 do vol.67 3. Análise. deu-se em virtude de o prefeito não apresentar em sua prestação de contas (encaminhada àquele Fundo. referindo-se quase todos a períodos distintos daqueles referentes às despesas anunciadas. Ministro Guilherme Palmeira (fls. o recorrente entrou em contradição ao declarar nas alegações de defesa apresentadas ao Tribunal.3. MÉRITO Argumento. em desconformidade com a Cláusula Sexta do Termo do Convênio (fl. tendo em vista que: 8. Veja-se que não consta dos autos nenhum documento inerente a licitações. juntou cópias de diversos extratos bancários a fim de provar as movimentações ocorridas (fls. . I). os extratos da Nossa Caixa Nosso Banco e do Banco do Brasil (fls. 47 a 54 do vol. argumenta que não há nenhum valor a ser devolvido. as notas fiscais (fls. acosta aos autos cópias de pedidos de empenho e respectivas notas fiscais. conforme o teor do Parecer do Ministério Público junto ao TCU e dos votos do Relator do feito.821. 141 e 206 do vol. I. 8. No que concerne à admissibilidade. totalizando Cr$ 53. nesse sentido. foi pelo simples motivo de que a mesma foi dispensada formalmente. I). 7. bem como fotografias da suposta escola (fls. I) são cópia da prestação de contas enviada ao FNDE. principal.1. 47/49 do vol. constando das fls. 30/38 do vol.00. João Adauto Vidal foram julgadas irregulares e. em 03/06/92. 22. no valor Cr$ 22.18.000.000.373/91. principal). 23. O motivo pelo qual as contas do Sr. 19.2. 51 do vol. uma vez que a parcela não utilizada na construção de 03 (três) salas de aula da referida escola. o Exmo Sr. 5. Na tentativa de comprovar o vínculo entre os recursos recebidos do FNDE e as obras realizadas.300/86” (fl. a análise dos autos permite ratificar o exame prévio de fl. Os documentos acostados aos autos não contêm indicação que permitam associá-los ao convênio em tela. principal). visto que a ausência deste impediu o exame da correlação entre os documentos apresentados e os recursos repassados ao Município de Taiuva/SP.00 (fls. 123 do vol. após cinco meses de atraso) o extrato bancário referente à conta específica vinculada ao convênio. Ademais. 39/46 do vol. sendo que não foi encaminhada cópia do despacho adjudicatório dessas licitações. I) não esclarecem que os desembolsos dos recursos do convênio foram feitos em conformidade com as notas fiscais apresentadas.13. principal). na ocasião de sua primeira citação. 15/92 e 16/92).

a presunção de irregularidade na sua aplicação. entre outros. ainda. os demais documentos juntados (39/46 do vol. quando do recebimento dos recursos do Convênio nº 4. de acordo com os normativos legais e regulamentares vigentes. Sobreleva notar que. Poderiam ter sido utilizados. sendo que não são suficientes para provar a aplicação correta do recursos transferidos pelo FNDE. 60 do vol. por exemplo. 8. Alega. ocorreu em 05/02/93 (após mais de um ano do término da sua vigência). tendo em vista suas reduzidas dimensões físicas e estruturais. Análise. Finalmente. 9. no presente caso.Segunda Câmara.Segunda Câmara. Acórdão nº 136/1999 . sem que houvesse os acréscimos legais previstos. que. relação de pagamentos efetuados.. cabe registrar que o mencionado ressarcimento da parcela do convênio (fl. recursos oriundos dos cofres municipais para a construção da obra apontada nas fotografias. principal). a fragilidade dos procedimentos de contabilidade pública adotados pela Prefeitura Municipal de Taiuva: “era uma verdadeira lástima”. em casos análogos. termo de aceitação da obra e relação de materiais adquiridos). 12.4.00 (vinte dois milhões. oitocentos e onze mil cruzeiros). Sustenta.Primeira Câmara e Acórdão nº 138/2001 . principal). 13. conforme pacífica jurisprudência desta Corte de Contas (acórdãos 175-08/02-1ª Câmara. no valor original de Cr$ 22. conforme se verifica. ainda. além do dever legal e constitucional de prestar contas do bom e regular emprego dos recursos públicos recebidos.5. Por causa disso. nos seguintes julgados: Acórdão nº 66/1997 – Plenário. a jurisprudência desta Corte tem considerado como fato ensejador do julgamento pela irregularidade das contas e da imputação de débito ao responsável a não comprovação do nexo causal entre a utilização dos recursos depositados em conta-corrente bancária e a execução do objeto acordado. Acórdão nº 289/2000 . . com os documentos apresentados com vistas a comprovar o bom emprego dos valores públicos. devem os gestores fazê-lo demonstrando o estabelecimento do nexo entre o desembolso dos referidos recursos e os comprovantes de despesas realizadas com vistas à consecução do objeto acordado. a meu ver.531/1998-1 (Decisão nº 225/2000 – 2ª Câmara): não-comprovação da lisura no trato de recursos públicos recebidos autoriza. emitidos pela própria Prefeitura (relatório de execução.. Argumento.811. a carência de recursos materiais e humanos do município. I) são os que já foram apresentados a título de prestação de contas (fls. 11. 179-08/02-1ª Câmara. I) não são suficientes para comprovar a aplicação dos recursos. atesta a dificuldade em prestar contas dos recursos repassados pelo FNDE para as obras de reforma e de ampliação da Pré-Escola Municipal Iracema Lustosa Pires. Ainda que a apresentação de fotografias tivesse valor de prova. A propósito. (. entendemos pertinente trazer à baila elucidativo excerto do voto proferido pelo insigne Ministro Adylson Motta nos autos do TC 929. juntamente com a devolução dos recursos do convênio nº 156/92. 47/54 do vol. conforme ficou evidenciado no Acórdão recorrido. é imperioso que.68 8. sequer é possível identificá-las com o pretendido objeto. também. Acórdão nº 126/1997 – Plenário.) Há que se destacar. com vistas a elaborar prestação de contas de acordo com a legislação vigente. as fotografias trazidas aos autos (fls. pois tratam de elementos com natureza meramente declaratória.) (. 374-39/02-Plenário). Assim. seja possível constatar que eles foram efetivamente utilizados no objeto pactuado..000. 47/49 do vol.373/91.” 10..

negar-lhe provimento. não o desobriga de comprovar a aplicação correta dos recursos. b) seja o recorrente informado da deliberação que vier a ser proferida. tornar insubsistente o Acórdão nº 482/2002 – TCU – 1ª Câmara. 30/38 do vol. com a descaracterização do débito a ele imputado. 87/97-2ª Câmara. No mais. 10 do Decreto-lei nº 200/67.000. Diante dessas considerações. afirma que o servidor que fez a transferência não agiu com dolo. inicialmente. segundo os quais: “a descentralização será posta em prática (. conforme entendimento assentado nos seguintes julgados: Acórdãos n° 11/97-Plenário. Além disso. Por fim. foram transferidos para a conta movimento da prefeitura de Taiuva na Nossa Caixa Nosso Banco S/A.000. no mérito. Os extratos juntados aos autos (fls. 19. 17. Ademais. dotar o Município da estrutura mínima necessária. uma vez que o saque foi realizado em 19/12/1991. já que a segunda conta bancária era mais usualmente utilizada para o pagamento das despesas públicas. 32. Isso. sendo que os extratos ora apresentados contêm somente movimentações ocorridas nos anos de 1992 e 1993. É o Relatório.. 16. culpa manifesta ou má-fé.. e. 93 do Decreto-lei n.00 (setenta e seis milhões de cruzeiros) sacados de uma única vez da conta específica do convênio no Banco do Brasil S/A.443/92. o recorrente requer que se conheça do presente Recurso de Reconsideração. propondo que: a) seja o presente Recurso de Reconsideração conhecido. para só então celebrar avenças que exigissem uma capacidade operacional mais adequada. compreende-se que o presente recurso deva ser improvido. I) não permitem identificar que os Cr$ 76. é pacífica no sentido de que compete ao gestor comprovar a boa e regular aplicação dos recursos públicos. conforme a letra “b”.º 200/67. em conseqüência. dando-lhe plena e total quitação. submetemos os autos à consideração superior.) [no plano] da Administração Federal para a das unidades federadas. inciso I. 18. fosse realizada.69 14. Não perfilhamos o entendimento do recorrente no sentido de eximir-se de culpa em razão da desorganização do setor de contabilidade da prefeitura. em consonância com o disposto no art. Argumento. a existência de estrutura suficiente para a execução dos projetos é requisito básico para a celebração de convênios. mantendo-se os exatos termos do Acórdão nº 482/2002 – TCU – 1ª Câmara. a jurisprudência desta Corte de Contas. Análise.” O Ministério Público. Isso dificultou que a prestação de contas. manifesta-se de acordo com as conclusões oferecidas pela Unidade Técnica. o prefeito poderia. quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio”. e art. conforme afirma o recorrente. CONCLUSÃO 20. Ante o exposto. para conceder-lhe provimento.O recorrente reconhece que quase a totalidade do recurso financeiro recebido pela prefeitura de Taiuva não deveria ter sido sacado da conta específica do Banco do Brasil S/A e transferido para conta movimento na Nossa Caixa Nosso Banco S/A. para. portanto. 15. já que era de sua incumbência estruturá-lo e mantê-lo em condições de bom funcionamento. 234/95-2ª Câmara. do art. do parágrafo 1º. . por atender ao estabelecido nos arts. dois dias após o depósito. por meio de extratos bancários.872/86. cabendo-lhe o ônus da prova. para efeito de julgar as presentes contas regulares. nos autos representado pela Procuradora Maria Alzira Ferreira. e 33 da Lei n° 8. 49 do Decreto nº 93. Se julgava os recursos administrativos impróprios ao que pretendia realizar.

proferido em processo de tomada de contas especial. contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. Representante do Ministério Público: Procuradora Maria Alzira Ferreira.70 VOTO Inicialmente. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. dar ciência desta deliberação ao recorrente. voto por que seja adotado o Acórdão que ora submeto à apreciação desta 1ª Câmara. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuídas ao Senhor Ministro Iram Saraiva. diante das razões expostas pelo Relator. por via de conseqüência. 4. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.TCU . Grupo I. Acórdão: VISTOS.1ª CÂMARA 1. . CPF 396. negar-lhe provimento. fato que fundamentou o acórdão recorrido. Humberto Guimarães Souto.1. 8. uma vez observado o prazo regimental e preenchidos os demais requisitos de admissibilidade. no mérito. 5. Preliminarmente. Unidade: Município de Taiuva/SP.018/2003 . 9. em 20 de maio de 2003.1. não devem prosperar as alegações do recorrente rumo a alteração do juízo de mérito firmado anteriormente. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1.443/92 para.154.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). por atender ao estabelecido nos arts. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.339/1995-7 (c/ 01 volume) 2. Interessado: João Adauto Vidal. instaurado em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE ao Município de Taiuva-SP. mantendo em seus exatos termos o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. e 33 da Lei nº 8. Passando ao exame de mérito. Assim sendo. proferido em processo de tomada de contas especial. Advogados constituídos nos autos: não consta. conhecer do presente Recurso de Reconsideração. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. registro que atuo nestes autos com fundamento no art.308-97. Unidade técnica: Secretaria de Recursos – Serur. acolho o mesmo posicionamento exarado nos autos por entender que as justificativas apresentadas pelo responsável não elidem a ausência de prestação de contas do bom e regular emprego dos recursos públicos recebidos do FNDE. inciso I. e 9. Classe de assunto: I Recurso de Reconsideração contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. em: 9. relatados e discutidos estes autos que cuidam de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. 3.2. 32. Com efeito. 6. Prefeito. Relator da Decisão Recorrida: Ministro Guilherme Palmeira. 18 da Resolução TCU nº 64/96. tampouco elementos capazes de associar os recursos do convênio à realização das obras. Especificação do quorum: 12. a documentação acostada aos autos pelo responsável na tentativa de comprovar o vínculo entre os recursos recebidos do FNDE e as obras realizadas não contém indício de prova material suficiente à identificação do convênio ou do seu objeto. João Adauto Vidal. 10. 5. verifica-se que o presente recurso pode ser conhecido. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Processo nº TC 700. TCU. 7. e.

sem a documentação comprobatória da efetiva realização do evento. 2ª.. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. pp.2. que considerou irregulares as presentes contas e em débito o responsável. sem a justificativa para a participação no evento e utilizando um serviço de receptivo/translado. 3.000. RELATÓRIO Adoto como relatório a bem elaborada instrução da Serur de fls. 247 do volume principal – v.10. impende consignar que o embargante alega omissão.71 12.º 012/2000-TCU-Plenário. Ausência de omissão. fls.p.ed. obscuridade e contradição na deliberação atacada.2002. Além disso. por não ser a forma recursal adequada. ADMISSIBILIDADE 2.2002. fls. da Lei n. 1º.105/106). obscuridade e contradição no Acórdão n.º 568/2002. Embargos de declaração opostos contra o Acórdão nº 568/2002-TCU-1ª Câmara. 10.º 1.4 do Acórdão n. Nesse sentido.. 249 do v. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I .. da 1ª Câmara. que. instaurada em cumprimento à alínea “c” do item 8. deve-se ter presente a doutrina da professora Sônia Marcia Hase de Almeida Baptista (in Dos Embargos de Declaração. em razão do pagamento à empresa FOR TUR referente ao translado de servidores com destino à Caracas/Venezuela.. em 30.TCE de responsabilidade do Sr. Ciência ao interessado.) são recursos de fundamentação vinculada. no Ofício de Notificação n. Examinam-se. 37/41 do Volume 1. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais Ltda.p. tendo em vista irregularidades verificadas em pagamentos referentes a translados de servidores a Caracas/Venezuela.00 (dez mil reais). Sebastião Alcântara Filho.º 8.444/92. Quanto aos requisitos específicos de admissibilidade. julgou irregulares as contas do ex-reitor..º 135/2002 – SECEX-RR/DT (fls. Trata-se de recurso interposto pelo próprio interessado. ex-reitor da Universidade Federal de Roraima.) e recebimento da peça recursal pelo Tribunal em 09. que julgou procedente denúncia formulada a este Tribunal acerca de irregularidades na gestão da mencionada universidade nos anos de 1996 e 1997. caput. in Ata 03/2000. nesta oportunidade. ao apreciar a referida TCE. 4. 2º do Decreto n.387/95).09. embargos de declaração opostos contra o Acórdão n.898/2000-9 (c/ um volume) Natureza: Embargos de Declaração. tendo em vista ciente do responsável. pois o recorrente . que mereceu pareceres uniformes no âmbito daquela unidade técnica: “Versam os autos sobre tomada de contas especial . previstos no art. e o art. Improvimento. mostra-se tempestivo.CLASSE I .1ª Câmara TC-002.º 568/2002 da 1ª Câmara. Entidade: Universidade Federal de Roraima Interessado: Sebastião Alcântara Filho Sumário: Tomada de contas especial. bem como o condenou ao recolhimento do débito de R$ 10. verbis: “Os embargos de declaração (. 34. incisos IV e V. sem autorização ministerial (contrariando o art. Conhecimento.

ainda que se considere que dos demais argumentos apresentados no recurso resulte. 287 do Regimento Interno/TCU para se prosseguir na análise de mérito. Análise: nesse ponto. fls. MÉRITO 6.72 precisa invocar vício da decisão (omissão. de forma sintética. contradição e obscuridade). trata o embargante de insistir pela reapreciação de documentos anteriormente já apresentados como prova da participação no evento.443/92. 10). mostrar-se-á. mas lhe negará provimento” (grifos acrescidos). aliás. v. implicitamente. 11.. impossibilitou o exato cumprimento da decisão que se deseja embargar” (Decisão n. 09). fls. 7. se o vício. e precisa demonstrar-lhe a efetiva ocorrência na espécie. concluindo que o que foi demonstrado “ conduz a afastar o embargante completamente do pagamento da multa de R$ 10. Requer. Entende que nas análises das justificativas pelo TCU aduziuse erroneamente que “a autorização dada ao Reitor não encontra amparo na referida Portaria” (fls. documentos que comprovem a realização dos eventos ali informados”. dando os efeitos modificativo e infringente ao Acórdão nº. alegação de obscuridade. que foi subscrito pelos professores.) A existência real do vício é pressuposto de procedência do recurso. preenchidos os pressupostos de admissibilidade. c/c o art. obscuros e contraditórios”. A instrução considerou que para a incidência do permissivo legal. 03). 02/10). O próprio embargante faz menção à deliberação deste Tribunal. sobre os quais deveria se pronunciar. Análise: a decisão do Tribunal se sustentou no fato de ter restado comprovado nos autos. com fulcro no art. então. nas análises subsequentes. não chega a apontá-los especificadamente. conforme cópia do respectivo relatório. Não houve.. ainda. Os documentos mencionados já haviam sido analisados pelo Tribunal por ocasião da inspeção realizada na Universidade de Roraima. portanto.p. estar-se-á cometendo grasso erro jurídico”. 8. seguidos das respectivas análises. 5. v. tendo sido a questão suscitada pelo embargante adequadamente enfrentada. 03). que essa Corte de Contas faça incluir na decisão embargada “ pontos omitidos. Análise: embora o embargante requeira o saneamento dos “equívocos e omissões” do julgamento e a inclusão na decisão embargada dos “pontos omitidos.387. comprovam a participação no evento (fls. nos embargos. para que o recurso caiba. 03 da peça recursal. e ser sem ônus.p. tendo o TCU omitido que o ato praticado pelo ex-reitor fora fundado em norma legal. sua improcedência. para que o recurso proceda. transcrevendo trecho da análise do TCU sobre esse ponto de suas razões de justificativa. Argumento: o embargante adverte que se não “sanados os equívocos e omissões.. que “a autorização dada pelo Reitor não encontra amparo na referida Portaria”. típico embora.000. que a autorização dada pelo ex-reitor para a mencionada viagem não se enquadrava no permissivo legal da Portaria MEC nº 188/1995. propomos o conhecimento dos presentes embargos de declaração (fls. contradição ou omissão.º 188 e fundada no Decreto n. do Ministro da Educação. incisos IV e V do referido Decreto (fls. apresentaremos os argumentos do embargante. Argumento: alega que mesmo tendo demonstrado que a viagem dos professores a Caracas/Venezuela estivera ancorada no permissivo de delegação de poderes na Portaria Ministerial n. O referido normativo estabelecia condições específicas para que a autorização ministerial fosse dispensada. Desse modo. de 1995. 12. para a Administração Pública Federal.. 34 da Lei n. de . A seguir. deve-se especificar exatamente qual a questão fulcral que. qual seja a PORTARIA MEC/188 de 1995 (fls. portanto. na verdade. haveria manifesto equívoco na decisão. Isso. Argumento: Sustenta que os relatórios de viagem.820/98-9. Decorre sua pretensão. Concluiu. ‘data vênia’. não existir. conforme instrução de fls.00 (dez mil reais) brutalmente imposta” (fls. 9. 34.10). (. ou com ônus limitado. junto aos respectivos Relatórios de Viagem. 36 e 38. v.p.º 1. no âmbito do processo TC-000. a viagem dos professores deveria ser realizada com financiamento pelo CNPq ou pela CAPES. 2ª Câmara). omitida. 03/04). no tópico “Resumos e Conclusões”.º 124/2000. Ademais. essa eg. fls. 08. obscuros e contraditórios”. direcionando o julgamento a novo rumo. o juiz ou o tribunal conhecerá do pedido. o que não foi o caso. 23/24. não verificadas naquele caso. o próprio embargante reconhece às fls. 1º. “a impugnação tem que possuir um ponto certo e estrito – ou seja –. 10. Corte de Contas arrolou como ilegal o translado “sem autorização ministerial” sob o equivocado argumento de contrariar o art. que esclarece que. tendo concluído a unidade técnica “não haver. 09. a omissão alegada. 8. 568/2002 (fls. In casu.

Nessa mesma direção seguiu o Acórdão n.º 568/2002-TCU-1ª Câmara não padece de omissão. . Os embargos de declaração são meio de integração da decisão. 18 da Resolução nº 64/96-TCU.. por relevantes aos deslindes da questão. em conseqüência.1ª CÂMARA 1. 4. a qual assentou: “o recorrente alega contradição entre a decisão e a prova dos autos (. elevamos o assunto à consideração superior.73 discordância quanto à valoração dada às provas pelo Tribunal.” VOTO Inicialmente.443/92.º 8.898/2000-9 (c/ um volume). TCU. interpostos pelo Sr. ex-Reitor. em 20 de maio de 2003. Argumento: Afirma. Entretanto. na seqüência. 2. a processualística desta Corte de Contas enseja a reapreciação da prova por meio do recurso apropriado. propondo: a) conhecer dos embargos de declaração.019/2003 . os embargos não se prestam à juntada de novos documentos. registro que atuo nestes autos com fundamento no art. Sessão 28/01/2003.). contradição ou obscuridade a ser integrada na deliberação recorrida deve referir-se aos elementos já presentes por ocasião da prolação do acórdão. Não são os embargos. acolho o parecer da Serur e VOTO por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta Câmara. razão pela qual o presente recurso não deve ser provido. que “o momento processual inspira acrescentar como fato novo substanciais documentos comprobatórios do evento”. Não obstante. e considerando que o Acórdão n. conforme se encontra expresso no item 12 do relatório supra. negar-lhe provimento. A omissão. esclarecendo “que só agora o embargante conseguiu obter os documentos em apreço e. Sebastião Alcântara Filho. tendo o Ministro-Relator. que é o recurso de reconsideração. Assim.. são submetidos à análise do TCU nestes Embargos” (fls.TCU . Primeira Câmara. Classe de Assunto: I – Embargos de Declaração. 2. no mérito. mantendo. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. 3. Processo nº TC-002. e b) seja o embargante comunicado da deliberação que vier a ser adotada. acolhido instrução desta Serur. pelos seus fundamentos.). LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. 05). entendo que as razões trazidas pelo embargante não apontam omissão. CONCLUSÃO 15. 3. contradição ou obscuridade. 14.. obscuridade ou contradição na deliberação atacada. visam sanear falhas técnicas da decisão e não falhas que dizem respeito à justiça da decisão. O tipo de contradição sustentada não dá ensejo a embargos de declaração. Interessado: Sebastião Alcântara Filho. nos termos do caput do art.º 568/2002-TCU-1ª Câmara nos seus exatos termos. o meio apropriado para rediscutir essa questão. 13.. Os presentes embargos de declaração preenchem os requisitos de admissibilidade aplicáveis à espécie e devem ser conhecidos pelo Tribunal. Sala das Sessões. para. Grupo: I. 34 da Lei n. entretanto. Quanto ao mérito. ou seja. ao passo que a contradição entre a decisão e a prova dos autos deve ser retificada por meio de recurso propriamente dito”. A contradição a ser corrigida por meio de embargos deve ser entre partes da própria decisão (. Entidade: Universidade Federal de Roraima.º 14/2003. Em vista do exposto. Análise: o recorrente sustenta que traz novos documentos comprobatórios do evento que só agora conseguiu obter. o Acórdão n.

6.973/2001-8 (c/ 01 volume) Natureza: Recurso de Reconsideração. Especificação do quorum: 12. O decisum acima mencionado foi proferido em vista das irregularidades constatadas na aplicação dos recursos federais oriundos do Convênio n.74 5.96. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 7. para. Acórdão: VISTOS. 8.º 568/2002-TCU-1ª Câmara nos seus exatos termos. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. contra o Acórdão n. com fundamento no art. em: 9. 1) interposto pelo Sr. Argumentos insuficientes para modificar o acórdão recorrido. mantendo o Acórdão n.011-20. Conhecimento e não-provimento. em sede de Tomada de Contas Especial. conhecer dos embargos de declaração opostos pelo Sr. 34 da Lei n. Recorrente: Paulo Antônio Frota de Paiva.º 8. no mérito.2. 010/95. por meio do qual o Tribunal. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. RELATÓRIO Examina-se nesta fase processual o Recurso de Reconsideração (fls. 10. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). Humberto Guimarães Souto.567. negar-lhe provimento. 614/2002 – 1ª Câmara (fl. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-003. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. ex-Prefeito. SUMÁRIO: Recurso de Reconsideração interposto contra deliberação proferida em processo de Tomada de Contas Especial que julgou irregulares as contas do responsável e imputou-lhe débito. Advogado constituído nos autos: não consta. condenando-o ao pagamento do débito apurado nos autos.151. 9. Sebastião Alcântara Filho. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. ex-Prefeito de São Miguel do Tapuio/PI. dar ciência desta deliberação ao interessado. Unidade Técnica: Secex/RR e Serur.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). 2.2. 12. 1/84 – vol. ante as razões expostas pelo Relator. CPF n. no valor de R$ 12. 244).1. julgou irregulares as contas do aludido responsável. Paulo Antônio Frota de Paiva. relatados e discutidos estes autos de embargos de declaração em processo de tomada de contas especial. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 093. Ciência ao recorrente. Entidade: Município de São Miguel do Tapuio/PI. 9.443/92. Representante do Ministério Público: não atuou. celebrado entre o Município e a Fundação .

o ingresso de ação judicial para obtenção dos documentos. não deve ser acolhida a presente alegação. As dificuldades na obtenção desses documentos.principal). 168/180-vol. Ademais.2-vol. pois encontra-se na iminência de ser constrangido ao pagamento de quantia que não se enquadra em suas possibilidades financeiras (fl. 7. ambos deferidos (fl. pois ‘não se verificou o descaso. A validade da citação e a omissão do recorrente fazem perfeitamente correta a aplicação da revelia no caso em tela. nos termos do art. 96-98 (vol. pelo conhecimento do presente Recurso de Reconsideração. assevera que havia uma desproporcionalidade entre os recursos recebidos e a grande extensão territorial do município (fl. a fim de que eles declarassem o recebimento de prestação pecuniária dos cofres da municipalidade’ (fl. Análise: Com relação à questão da alegada impossibilidade de acesso à documentação de prestação de contas em face de adversidade política entre o recorrente e o prefeito sucessor. simples declarações de terceiros. e. 89/93 do vol. aduz que ‘os registros documentais dos pagamentos a cada um dos envolvidos dos projetos deveriam constar das contas do Município.75 Nacional de Saúde – Funasa.. 5..1).1-7-vol.1). o qual atestou irregularidade nas contas. como as acostadas aos autos. Insurge-se o recorrente contra a aplicação da pena de revelia e rebate pontualmente as irregularidades ora apontadas: a) a ausência de escrituração. pois entende que a revelia seria uma sanção decorrente da desídia processual. ratifica o exame de admissibilidade de fl. 3-vol. Argumento: O recorrente alega que não deveriam ter sido aplicados os efeitos da revelia. . afirmando que os recursos eram repassados com atraso e que o não-cumprimento das metas não gerou nenhum prejuízo ao Tesouro. § 3o da Lei n. 1.) O recorrente procurou cada um dos agentes que atuaram no Município.principal). Análise: Remansosa a jurisprudência da Corte.2vol. deveriam ter sido conduzidas via ação judicial. afastando a qualidade probatória de declaração de terceiros desacompanhada da documentação legal exigida para a comprovação da regular aplicação dos recursos públicos. 106/1998-Plenário). que não reflete a posição oficial do órgão repassador. d) não-realização de concurso público. 235-verso do vol. Além disso. por si só. Ingressou nos autos com pedido de cópia e dilação de prazo (15 dias). Desta maneira. se não resolvidas com a Administração. 12. 8. (. e) não-observância dos deveres estabelecidos no convênio n. Entretanto.principal.1). não tem acesso à documentação (fl..1). 10/95 (fls. O referido documento é um parecer técnico interno do Ministério da Saúde. o recorrente entende que não deu causa ao descumprimento. voto do e. o recorrente se remete ao documento em fls. principal). Carlos Átila: ‘(. 3-vol. 6.443/1992. Análise: Deve-se salientar que o ora recorrente foi devidamente citado para apresentação de defesa. Análise: Para comprovação do alegado. Argumento: Afirma o recorrente que sua defesa ficou impossibilitada pois os documentos contábeis estariam na própria prefeitura.1).1). no essencial (fls. o contador responsável pela escrituração está morto e. 236-vol. Argumento: No que se refere à contrapartida. O Analista da Serur.) por razões óbvias. nos seguintes termos.7vol. 8. alternativamente. o recorrente não apresentou qualquer documento que comprovasse diligência junto à Prefeitura ou. fato este não verificado nos autos. bem como apontou falhas no acompanhamento e supervisão da aplicação dos recursos do convênio (fls. c) não-cumprimento das metas pactuadas. 98-vol. Argumento: Quanto ao não-cumprimento das metas pactuadas. 86 do vol. a mera declaração de que terceiros receberam recursos em contrapartida da Prefeitura não elide a irregularidade apontada. Nesse diapasão. nem o desrespeito.g. b) falta da contrapartida. importante destacar que não cabe ao TCU garantir ao responsável o acesso à referida documentação. eis que os recursos eram repassados com atraso. à autoridade deste órgão administrativo’ (fl. 4. assim. derivadas de ordem política ou de eventual cerceamento de defesa. Min. assinado por Jean Pedreira Tavares (fl. para a implementação de ações previstas no Programa de Controle da Doença de Chagas. 1): “3. Assim. Ainda assim. não devem ser erigidas como elementos de prova em processos de natureza especial como os de tomada de contas’ (Acórdão n... Weverton Ribeiro Severo. requer seja conferido ao recurso efeito suspensivo. que atualmente está conduzida por adversário político. conforme atesta aviso de recebimento (AR) em fl. 3. e examina os argumentos aduzidos pelo recorrente.principal).

Assim. art. e) não-aplicação dos recursos recebidos no mercado financeiro. 37. 116. No caso. Apenas para não alongar a discussão.1986. XXI [da Constituição Federal]. contrariando a Cláusula Segunda. § 1º. que apenas realiza o repasse dos recursos federais. contrariando a Cláusula Segunda. (fl. item 2.’ Análise: (.872.86. o recurso de reconsideração possui efeito suspensivo por expressa .872. f) ausência de licitação e/ou justificativas para a dispensa ou inexigibilidade. Ora. apresentando a seguinte argumentação: ‘Na decisão. 9.principal). o art. de 19 de abril de 1993. 7o As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e.242-vol. ou seja. não se pode impor ao recorrente a obrigação de contratar os prestadores de serviço por meio de procedimento licitatório (fls. inclusive. A irregularidade apontada pela unidade técnica do TCU refere-se à não-realização de licitação para a contratação dos serviços constantes no convênio. Ao final. Em conformidade com a legislação. e não sobre a contratação de servidores públicos. III – execução das obras e serviços. 54..5-vol. deve ser rejeitado. o art.. bem como o art. 15 da IN/STN nº 02/93 e o art. Argumento: Finalmente. 7o . b) ausência de contabilização dos valores recebidos. de 23. eventual juízo emitido pelo concedente não vincula esta Corte quanto à apreciação racional das provas juntadas aos autos.f do termo do convênio.12. à seguinte seqüência: I – projeto básico. com base no art.) O recorrente desconhece o fato de que a realização do projeto básico para a licitação é uma obrigação da Administração contratante. contrariando a Cláusula Segunda. torna-se absolutamente necessário o fornecimento prévio de projeto para a tarefa. correta seria a rescisão do convênio. 54.. e 139. para que se proceda a devida licitação. em boa ordem. Destarte. item 2. c) não-comprovação da realização de pagamentos em espécie referentes à contrapartida. em particular. in verbis: Art. da Lei nº 8. inc. se fosse o caso. 11. 10. uma vez que deveria ter comunicado ao órgão concedente as dificuldades enfrentadas. do Decreto nº 93. §§ 4º e 5º. Tal documento ou instrução técnica jamais fora fornecido ao ora recorrente. do termo do convênio c/c o § 4º. propondo. do termo do convênio. Tal justificativa não foi apresentada. do Decreto nº 93. Argumento: Assegura que não procedeu ao certame licitatório. do próprio Município e não do concedente. II – projeto executivo. no próprio local em que foram contabilizados. para a investidura de trabalhadores no serviço público. acusa-se o Recorrente da inobservância do princípio constitucional do concurso público. alteração do programa de trabalho. 3-4).1).) o recorrente confunde a contratação de serviço público com a realização de concurso público. Afirma que tal descumprimento elidiria eventual responsabilização do prefeito (fl. 21 da IN/STN nº 02/93 e os arts. como se atesta da análise do art. deve ainda ser considerado o pedido de efeito suspensivo devido a insuficiência financeira do responsável. 24 da IN n. 16 da IN/STN nº 02. ora recorrida. d) ausência de manutenção dos documentos de despesa em arquivo. A assertiva de que o atraso no repasse dos recursos do convênio comprometeu o alcance das metas pactuadas em nada afasta a responsabilidade do recorrente.12. 2/93 – aplicável à época do pactuado – com a conseqüente devolução integral dos recursos recebidos. A responsabilização do recorrente improcede.76 Ademais. se o Prefeito vislumbrava dificuldades para implementar as ações do convênio. A uma. a Corte considerou as seguintes irregularidades: a) não atingimento das metas pactuadas.e. Análise: Eventual descumprimento do pactuado por parte do órgão concedente não justifica as irregularidades apresentadas. da Lei 8. o recorrente aduz que a falta de apoio logístico e material por parte da FUNASA implicaria um descumprimento contratual por parte do concedente.666/93. de 23. § 2º. haja vista a inexistência de recibos ou instrumento equivalente.. item 2. que dispõe o seguinte. à disposição dos órgãos de controle interno e externo de ambos os convenentes. colaciona-se o art. prima facie.666/93. O fato é que o responsável recebeu verbas de um convênio federal e não demonstrou sequer a aplicação destes recursos. a irresignação do recorrente. que apresenta a obrigatoriedade de realização de licitação para contratação de serviços em qualquer nível da Administração: (.

614/2002 – 1ª Câmara) o adequado emprego dos valores transferidos ao Município de São Miguel do Tapuio/PI. De todo modo. 94v do vol. I.443/1992. 8. o Sr. sendo desnecessário pedido expresso. de maior relevância. havendo o Analista da Serur promovido detido exame das razões oferecidas pelo recorrente. 1) e do Sr. é pacífico nesta Corte o entendimento de que tal argumento não elide a responsabilidade do gestor. 614/2002 – 1ª Câmara. 10. no âmbito do Programa de Controle da Doença de Chagas. de fato. acerca das quais passo a destacar alguns aspectos mais relevantes. embora o ex-Prefeito reconheça expressamente o fato (fl. por adversário político. Não vejo em que medida a liberação dos recursos. In casu. caso julgasse necessária qualquer modificação no Plano de Trabalho. 94 do vol. caberia ao ex-gestor municipal pleitear as alterações junto ao concedente. sabendo-se que os níveis inflacionários à época (1995) eram significativamente baixos. estou de acordo com os pareceres uniformes emitidos nos autos. a insuficiência financeira não é motivo para extinção do débito. PROPOSTA DE DECISÃO Inicialmente. ao Controle Interno e a esta Corte de Contas (Acórdão n. 93 do vol. nos termos estabelecidos pelo Convênio e de conformidade com o Plano de Trabalho ajustado e com as normas atinentes ao emprego de recursos públicos. que o recurso seja conhecido. no sentido de que os elementos apresentados pelo Sr. Vale ressaltar que a prestação de contas é instrumento que deve produzir a convicção de que os recursos federais transferidos ao gestor tiveram a boa e correta aplicação. 03 do vol. nos temos do art. 5. 010/95. Os serviços a serem executados exigiam a realização do procedimento licitatório. realização do processo licitatório até porque o responsável informa que os .443/1992 c/c o art. mediante o Convênio n. 4. tenha obstaculizado a plena realização do objeto. ocorrida 2 meses e 13 dias após a assinatura da avença. 8. No tocante ao não-atingimento das metas pactuadas. consoante bem destacou a Serur. 2. cabe conhecer do presente Recurso de Reconsideração. 116).77 disposição legal (art. os argumentos lançados pelo recorrente não se mostram convincentes para reformar a deliberação recorrida. 8. o ex-Prefeito não logrou demonstrar ao órgão concedente. porquanto a ele cumpriria ajuizar ação própria junto ao Poder Judiciário para obtenção da documentação que supostamente lhe fora negada. 8. aliás. Quanto ao mérito do Recurso.666/1993 (Cláusula Segunda. 33 da lei n. 6. Relativamente à não-realização do necessário certame licitatório. 32. bem como na borrifação de unidade domiciliares. 1). Sobre esse ponto. 5. inciso I. verifico que a Prefeitura Municipal de São Miguel do Tapuio/PI.443/1992). em face da impossibilidade de obtenção de documentos contábeis retidos na Prefeitura. 7. Quanto à alegação de dificuldades para a realização de sua defesa. instada pela Fundação Nacional de Saúde a apresentar documentação atinente ao Convênio em tela.” 4. atribui o descumprimento ao atraso no repasse dos recursos e à grande extensão territorial do Município. visto que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade ínsitos nos arts. pois o recorrente possui o direito de requerer o parcelamento da importância devida em até 24 parcelas. tal alegação não pode prosperar. pois. 217 do Regimento Interno do TCU. 8. Paulo Antônio Frota de Paiva equivoca-se entendendo que o questionamento do ofício citatório referia-se à realização de concurso público para investidura de cargo ou emprego público. Não houve. Secretário (fl. declarou que tais documentos não foram incorporados “ao cervo administrativo-contábil do Município pelo mandatário à época” (fl. 3. alínea o). É o Relatório. e 33 da Lei n. 26 da Lei n. Paulo Antônio Frota de Paiva não se mostram hábeis a elidir a responsabilidade que lhe foi atribuída por meio do Acórdão n. o ACE propõe. 1). cabendo salientar que o próprio termo do Convênio trazia comando impondo a aplicação dos recursos na disciplina da Lei n. O Ministério Público manifesta-se de acordo com a proposta formulada pela unidade técnica (fl. cujo objetivo consistia na realização de ações de pesquisa e captura de Triatomíneos (subfamília de insetos na qual se encontra o barbeiro). para negar-lhe provimento. com a anuência do Diretor Técnico (fl. 1). Nesta nova oportunidade. 9. Conclusivamente. A duas.

conforme fls. 33 da Lei n. 277. a nove agentes de saúde do Município. a qualquer título. vedava taxativamente “qualquer espécie de remuneração aos servidores que pertençam aos quadros dos convenentes”. Marcos Antônio Cardoso de Souza. Recorrente: Paulo Antônio Frota de Paiva. em: 9. c/c os arts. T. 3. e no art. TC 003. 5. o Acórdão n. Processo n. em 20 de maio de 2003. negar-lhe provimento. e 285 do Regimento Interno/TCU. em seus exatos termos. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. inciso I.020/2003 . exclusivamente vinculados à execução do objeto” conveniado. 3387 9. Ante essas considerações. Humberto Guimarães Souto. OAB/PI n. CPF n. conhecer do presente Recurso de Reconsideração para. Unidades Técnicas: Secex/PI e Serur. exceto serviços de terceiros. 32. a Cláusula Sexta do termo de Convênio proibia a utilização dos recursos “na contratação ou pagamento de pessoal. 12. Grupo I. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator Fui presente: .. no mérito. 117/128. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). Especificação do quorum: 12. inciso II).1ª CÂMARA 1. 10. 7.973/2001-8 (c/ 01 volume). 8º . diante das razões expostas pelo Relator. 5.U. Maria Alzira Ferreira. Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração. inciso I. sob pena de nulidade do ato ou responsabilização do agente (art. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 8.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Além de não haver prova fidedigna de que os serviços foram efetivamente realizados. acolho os pareceres uniformes e manifesto-me por que seja adotado o acórdão que ora submeto a este Colegiado. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa. 6. Acórdão: VISTOS.2. a Instrução Normativa/STN n. em conseqüência.1 – com fundamento no art. Advogado constituído nos autos: Dr. 614/2002 – 1ª Câmara/ TCU. reunidos em sessão da 1ª Câmara.C. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 02/1993. mantendo. 093.443/1992. Outrossim. Representante do Ministério Público: Dra. Sala das Sessões. 8.2 – dar ciência desta deliberação ao recorrente. Relator da deliberação recorrida: Ministro Marcos Vinicius Vilaça. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Reconsideração interposto contra acórdão que julgou irregulares as contas e imputou débito ao responsável. e 9.TCU . 4.011-20. 2. ex-Prefeito. aplicável ao Ajuste em foco.151. MARCOS BEMQUERER COSTA Relator ACÓRDÃO Nº 1.1. Entidade: Município de São Miguel do Tapuio/PI.78 valores provenientes do Convênio foram utilizados para pagamentos mensais. ao longo de seis meses.

751.598. 01/09 do Vol. a audiência do Sr. cujo exame realizado pela instrução transcrevo.103. Walmar Correa de Andrade – CPF nº 114. em síntese. Reginaldo Barros – CPF º 097. XIII da Lei 8. Contratação da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional .093. Tânia Maria Muniz de Arruda Falcão – CPF 091.535-49. Determinações à UFRPE e ao órgão regional da Secretaria Federal de Controle Interno.1997/0001-58) com dispensa de licitação. apresenta suas razões de justificativa. Vol. Irregularidade das contas e multa ao Reitor.254-91. bem como do Art. ações estas tradicionalmente executadas pela UFRPE) sem existência de nexo entre este e projetos de pesquisa. 2º da Lei 8. Sérgio Ricardo Cavalcante Matos – CPF nº 732.714-87.744-72. esta Secretaria promoveu.284-20. Contas regulares com quitação aos demais responsáveis arrolados no processo. 245/263.666/93. George Browne Rego – CPF nº 003. por meio do Contrato 05/2000. Edenilde Maria Soares Maciel – CPF nº 174. Ricardo Jorge Gueiros Cavalcante – CPF nº 008.2002.554-04. acompanhada do Relatório e Voto que o fundamentam ao Ministério da Educação e à Secretaria Federal de Controle Interno.800.492. examinada em conjunto e em confronto com as cópias do TC.368.997-91.958/94.1. 1º da Lei 8. Emídio Cantídio de Oliveira Filho sobre diversas ocorrências relatadas no Relatório de Auditoria emitido pelo órgão regional da Secretaria Federal de Controle Interno (fls. Sumário: Prestação de Contas relativa ao exercício de 2000. Arlene Bezerra Rodrigues dos Santos – CPF nº 145. de 17. 265 do Volume Principal destes autos.196.328. o Responsável. Na seqüência. Rita Maria Santiago de Souza – CPF nº 355. Razões de justificativa não conseguiram afastar as irregularidades que motivaram os fatos determinantes da audiência.742-04.554-68. Trata-se da Prestação de Contas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Maria Lúcia Alves Valois – CPF nº 052. Principal). nos termos propostos na Instrução Inicial (fls. a seguir: " Em cumprimento ao Despacho exarado às fls.) Primeira Questão: a. que foram acompanhadas de documentação referente ao uso que o Responsável fez (e ainda está fazendo) do dinheiro públicos.79 PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª Câmara TC-009. 24. Margareth Mayer de Castro Souza – CPF n º 425. com a aquiescência do então Relator. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional.873.446.531. por meio do Ofício SECEX/PE 515. para execução de objeto (realização de licitação.666/93. daí resultando o descumprimento do Art. relativa ao exercício de 2000. 2 dos Anexos.204/2001-0 (com 02 volumes) Natureza: Prestação de Contas relativa ao exercício de 2000 Entidade: Universidade Federal Rural de Pernambuco Responsáveis: Emídio Cantídio de Oliveira Filho – CPF nº 084.504/2000-9.014.593. Audiência do responsável. científico e tecnológico. num arrazoado de nove páginas. autuadas às fls.114-34 e Mirian Nogueira Teixeira – CPF nº 955. 2. às fls.454-20 Luciano de Azevedo Soares Neto – CPF nº 198. 262/263 do volume 1. acompanhamento e/ou fiscalização de obras de engenharia. Ministro VALMIR CAMPELO.639.094-04. Argumentos Apresentados : .07. necessário para a correta aplicação do Art. Encaminhamento de cópia do Acórdão. (. a Audiência do Responsável pela Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE.. A instrução inicial da Secex/PE propôs..FADURPE (CNPJ 086. preliminarmente.854-87.235/236).104-10.

as demais questões formuladas na Audiência. um equívoco. 1.7) Como se vê. 2 dos Anexos). Tais fatores foram apresentados ao Ministério da Educação e Desporto – MEC pela atual administração que elaborou um Projeto Acadêmico e envidou esforços para a liberação dos recursos extras necessários. . ou seja. não à realização de uma obra isolada. o foi para prestar apoio à UFRPE inclusive no tocante ao seu desenvolvimento institucional. a. o estímulo e o apoio às atividades de ensino. a.3) A FADURPE ao ser contratada nas referidas hipóteses. inciso XIII da Lei 8. a.2) A FADURPE é uma instituição de direito privado sem fins lucrativos. a síntese das suas razões de justificativas: a. Pesquisa e Extensão”.80 20. 2 dos Anexos). 3. 2 dos Anexos). pesquisa e extensão. Na realidade. A UFRPE passou por longo período com sua estrutura física e administrativa estagnadas.11.8) Pela amplitude do PROJETO. tendo ocorrido reformas sem planejamento.6) Conforme se depreende do teor de sua apresentação. 07. 2. como parece ter entendido o auditor. 2 dos Anexos). a. motivo por que se efetua a seguir. O Responsável apresenta vários argumentos os quais permeiam – à exceção da Quinta Questão . a. obsoletas e ultrapassadas.12. e . com instalações precárias. a. tenha deixado de reconhecer que a execução do PROJETO ACADÊMICO se caracteriza como atividade de desenvolvimento institucional. Reforça-lhe a suposição de o mencionado auditor ter entendido se tratar de uma obra isolada a afirmação contido no subitem 4. a FADURPE foi contratada com dispensa de licitação para realizar as licitações necessárias para a realização da obra.3. 1. cuja criação foi autorizada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE. e 08/2000 retrocitados decorreram da aplicação de dispensa de licitação com fulcro no Art.9) É evidente que a opção por tal contratação não teria ocorrido se não estivesse a atividade contratada incluída entre as previstas no inciso XIII do Art. a.10 da instrução inicial destes autos “Pelo que se pode entender. a. reveste-se de um caráter reestruturativo da UFRPE para melhor desempenho de suas atividades fins. com o intuito sempre de aplicar os recursos com a maior eficiência possível.13.integração das atividades teóricas de ensino com a simulação de situações. . sem qualquer avanço ou progresso por mais de 10 anos. mas à reestruturação da instituição. dado o pequeno porte da UFRPE que certamente enfrentaria inúmeras dificuldades para executar um projeto de tal dimensão sem o substancial apoio da FADURPE. a.4) Os Contratos de nºs 05.adequação da infra-estrutura de ensino às atuais exigências do mercado de trabalho. 1. pesquisa e extensão e foi contratada nas referidas hipóteses (quarto parágrafo à fl. 24. 24 da Lei 8.aprimoramento e desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. 06. a. pois.666/93. cronograma de desembolso e cronograma de execução (terceiro parágrafo à fl. sem projetos específicos. o retrocitado Projeto tem por finalidade a melhoria da qualidade das diversas atividades acadêmicas e a otimização do uso do espaço físico do campus universitário com as seguintes metas: . a qual tem. a FADURPE está coordenando um Projeto de desenvolvimento institucional. abrange subprojetos (primeiro e sétimo parágrafo à fl. Vol. a. de forma sistemática. o Projeto Acadêmico em pauta.1) Os Contratos de nºs 05. não tendo o Controle Interno informado outros aspectos fundamentais da questão” o que considera. a.5) O Contrato de nº 05/2000 teve por objetivo a prestação de apoio pela FADURPE à execução do “Projeto Acadêmico para a Melhoria da Qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino. o desenvolvimento institucional (primeiro parágrafo à fl. conforme doc. 07. todavia. 06. e. Vol.666/93. e 08/2000 têm como objeto a execução de projetos específicos com planos de trabalho composto de plano de aplicação. Vol.10) É de se estranhar que o cauteloso técnico ao elaborar o relatório. dificultando o desenvolvimento de suas atividades primordiais de ensino. Vol. entre seus objetivos estatutários. pela sua complexidade e amplitude. optou-se pela contratação da FADURPE nos termos retrocitados.

a de autorizar a movimentação dos recursos de acordo com plano de trabalho previamente elaborado que integra o termo contratual. cumprindo-se rigorosamente o disposto na Lei 8. ensino ou do desenvolvimento institucional. dispondo em seu quadro de pessoal. a realização de um Projeto Acadêmico de Desenvolvimento Institucional . portanto.3. diante do nexo entre tais atividades e o Projeto ACADÊMICO. a. a. a.22) é importante ressaltar mais uma vez que o objeto do Contrato 05/2000 não foi a simples construção de um prédio. pesquisa e extensão. inciso I da Lei 8. jamais a UFRPE poderia contratar a FADURPE para prestar apoio às atividades de ensino. a sua modificação estrutural. de desenvolvimento institucional. 24 da Lei 8. sem se afastar dos demais princípios constitucionais que regem a Administração Pública é quem tem condições de avaliar a necessidade e conveniência da contratação com as cautelas devidas quanto à reputação éticoprofissional da contratada e a fiscalização do cumprimento das obrigações pactuadas. tal dispositivo seria inócuo para as instituições federais de ensino.81 observando rigorosamente as especificações definidas pela UFRPE e as normas de Direito Público na utilização dos recursos públicos utilizados para tal fim. mas para executar um projeto amplo. a que alude o subitem 4. a. tendo em vista o que estabelece o Art.16. sim. por considerar que a atividade contratada “é uma atribuição rotineira em vista da longa história de mais de 50 anos de existência”. para a UFRPE contratar a sua fundação de Apoio FADURPE com fundamento no inciso XIII do Art. nem a compra de equipamentos.666/93 já que os recursos para executar os projetos objetos dos Contratos 05/2000 estão sendo aplicados em estrita obediência aos dispositivos da referida Lei. a.666/93.14) Portanto. a. designado pelo Reitor. a UFRPE não contratou a FADURPE para licitar obras.15) Para tal missão. apenas a título de exemplificação.26) não há que se falar em descumprimento do Art. que envolve.17) apesar de as atividades desenvolvidas pela FADURPE não serem de natureza excepcional. fica demonstrado que a contratação ocorreu sem licitação porque as atividades contratadas têm caráter eminentemente de desenvolvimento institucional. o objeto do contrato se tratasse de atividades excepcionais.) o desenvolvimento institucional é evidente quando se constata os efeitos da realização do projeto. e a. a. pois se assim o fosse.19) embora seja inquestionável a reputação da contratada. todos os contratos celebrados com a FADURPE prevêem um executor específico.666/93. a. por si sós.958/94. nem a aquisição de mobiliário. e. contrariamente ao que afirma a instrução inicial destes autos. da Instrução Inicial deste processo (Decisão 186/2001 – TCU Segunda Câmara).20) é importante a leitura atenta dos termos do Contrato 05 os quais adotam as regras contidas na IN n° 01/97 da Secretaria do Tesouro Nacional – STN.18) se a lei exigisse que. entre outras atribuições. não tem a UFRPE experiência nem dispõe de pessoal necessário qualificado para realizar as atividades inerentes ao mesmo. a. 2° da Lei 8. a. que tem. não excepciona nem estabelece qualquer condição no sentido de que as atividades a serem contratadas não sejam rotineiramente desenvolvidas pela instituição pública contratante. ressalte-se que a execução do referido projeto envolve atividades que não são habituais.20) não se deve olvidar que os recursos dos referidos contratos são utilizados na execução dos projetos. de um arquiteto e três engenheiros civis (doc. e a. ainda. 3°. dentro da realidade de cada instituição. 6).7.24) não cabe ao intérprete. a.25) somente o Administrador. Este foi o entendimento deste Tribunal ao acolher o pedido de reconsideração da Universidade Federal de Pernambuco.21) portanto. a. ANÁLISE DAS RAZÕES DE JUSTIFICATIVA . ampliar o sentido da norma para restringir a sua aplicação. além da obrigação da contratada de prestar contas e de devolver o saldo porventura existente no término da vigência do contrato. não demandariam o apoio da FADURPE. porque tais atividades.23) a lei ao autorizar a contratação direta das instituições brasileiras sem fins lucrativos incumbidas regimental ou estatutariamente da pesquisa. sim. tornando-se irrelevante o fato de terem abrangido a construção de edificações e aquisição de mobiliário. em andamento.

14% dos recursos financeiros advindos do Crédito Extraordinário aberto em setembro de 2000 para a FADURPE de forma desvinculada ao cronograma físico das obras. 23. atendidas as formalidades inerentes à dispensa de licitação . ainda mais. 23. Pesquisa e Extensão”. e 21.1 Tem-se que a suspeição da violação do Princípio do Caixa Único era procedente. a FADURPE.97. e da firma de contratos. respectivamente (cf. já que além da contratação da FADURPE para coordenar ou gerenciar a execução das obras de Engenharia relativas aos seis subprojetos básicos precedentemente analisados. 23. criando-se.3 Na realidade. contempladas com créditos extraordinários. a melhoria da qualidade das diversas atividades acadêmicas e a otimização do uso do espaço físico do campus universitário bem como a adequação da infra-estrutura de ensino às atuais exigências do mercado de trabalho. extrapola os limites das ações que se presumem deveriam ser desenvolvidas para recuperar os danos físicos provocados pelas chuvas de agosto de 2000 e que mereceram a acolhida do Presidente da República a ponto de editar a MP nº 2. tais como a realização de compras. Pesquisa e Extensão”. 23. o aprimoramento e desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. No caso. A leitura das fls.4 Nestas condições. de licitações.320/64 e Artigo 74 do Decreto-Lei 200/67). neste caso. atendido o disposto naquele diploma legal.ser contratada pela UFRPE – naturalmente. ampliação ou construção de edificações e outras instalações físicas na UFRPE não sejam pertinentes ao seu desenvolvimento institucional. que se encontra regularmente registrada no CREA-PE. conforme se verá na seqüência desta Instrução. ter finalidade e metas de caráter amplamente subjetivo e que não se coadunam com a natureza dos recursos extraordinários que o estão ainda a financiar ou seja. tendo em vista a abertura do Crédito Extraordinário. em pauta de uma taxa fixa equivalente a 5% do valor total do mesmo. o que o referido ACE considerou que a realização de tais ações.2 O Responsável claramente deixa a entender que a elaboração do “Projeto Acadêmico para a Melhoria da Qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino. subalinea “a. 17/20 do Anexo I do contrato 05/2000 demonstra a extrapolação daqueles limites. a UFRPE poderia ter contratado qualquer firma de Engenharia com base no inciso IV do Artigo 24 da Lei 8. compreendendo um conjunto de atividades de cunho meramente administrativo. a despeito de ter a FADURPE entre os seus objetivos estatutários o estímulo e o apoio à UFRPE.872/86 (Artigo 56 da Lei 4.1 O caráter reestruturativo das ações objeto do Contrato 05/2000 que.666/93. com suspeita de violação do Princípio da Unidade de Caixa estabelecido no Artigo 1° do Decreto 93. 21.666/93 e nos estritos termos do Artigo 1º da Lei nº 8. como já analisado. reforma.82 21.) somente foi iniciado já neste ano de 2002.3 O fato de causar espécie a inclusão na relação de pagamentos feitos pela mesma no âmbito da execução do Contrato 05/2000. com a transferência de todos os recursos financeiros. 23.054-1 para abrir o Crédito Extraordinário precedentemente analisado. já que o principal contrato (Contrato com a Bronson Engenharia Ltda. assim.6” retro).4 O fato de o “Projeto Acadêmico para a Melhoria da qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino. contrariando a técnica de Orçamento-Programa. que é o objeto do Contrato 05/2000. destaca-se que a UFRPE transferiu – já no Exercício de 2001 . verdadeiro “Caixa Dois”. feitas de modo nada específico.2. não guardam nexo suficiente para a contratação da FADURPE com fulcro no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8.2 Não é verdade que o Analista de Controle Externo–ACE pré-opinante tenha considerado que as ações de restauração. poderia – em tese . conforme dito precedentemente (item 11 retro).para a realização das obras e serviços de Engenharia objeto do Contrato 05/2000 . e a integração das atividades teóricas de ensino com a simulação de situações. necessárias para a recuperação de danos provocados por chuvas recentes (agosto de 2000). extrapolam os limites de obras.958/94 e.

demonstra que não traz vantagem nenhum o apoio dado. 25...666/93.666/93 dada a abrangência do Projeto Acadêmico objeto do Contrato 05/2000.11 a a . compra de bens e pagamentos de diárias. sem fins lucrativos.. assim. 25..não se reconhece na FADURPE. da pesquisa ou do desenvolvimento institucional – tem capacidade de . a inexistência de nexo suficiente e necessário para a contratação da FADURPE com base no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8. contrariando decisões deste Tribunal tais como a Decisão 186/2001 . aprovados previamente pela Universidade Federal de Pernambuco. m) observe nas dispensas de licitação.666/93. detentora de inquestionável reputação ético-profissional e incumbida... ao Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto-INDESP.. na essência. Os argumentos descritos pelo Responsável concernentes aos itens a... salvo quando vinculados a projetos específicos. 24 da Lei nº 8. embora a elaboração de reformas de vários espaços físicos da UFRPE representem desenvolvimento da instituição – ao menos do ponto de vista estritamente físico ...6 retro) sem ter ficado caracterizado que não poderia ter ficado a prestação dos serviços a cargo da arquiteta existente no quadro de pessoal da própria UFRPE..5 Ora.....Plenário. em se proceder a uma série de contratações (ou subcontratações) para realizar obras e serviços de Engenharia Civil constantes de seis subprojetos básicos elaborados pela própria UFRPE..omissis ..3 No sentido de não reconhecer a legitimidade de tais contratações com base no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8.2 No caso em pauta. neste caso. 25.. como a realização de licitações. vez que a mesma não possui nem quadro próprio de pessoal especializado....diversas firmas (de Engenharia ou não) para a realização de todas as ações... textualmente.666/93. A FADURPE foi contratada.. a necessidade de ficar demonstrado nos autos que a entidade contratada – além de ser brasileira.... para administrar 97..1.054-1. Natureza Pedido de Reexame) onde ficou determinado para a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE a seguinte determinação no seu relacionamento com a sua Fundação de Apoio – FADE: "a) que suspenda o procedimento de transferir à FADE recursos para a prática de atos de competência dessa Universidade..” 25... tendo inclusive contratado a arquiteta aposentada da própria UFRPE Maria Alice dos Anjos. o que extrapola qualquer noção de limite admitida pelo Artigo 72 da Lei 8.... com base no inciso XIII do Artigo 24. tendo cobrado para isto uma taxa fixa equivalente a 5% do total contratado. ato contínuo..14 % dos recursos financeiros do Crédito Extraordinário aberto pela MP nº 2.12. meramente..1 Com efeito.1 Em primeiro lugar... (cf... este Tribunal.. isto não ocorreu..... regimental ou estatutariamente do ensino... por si só......Segunda Câmara (TC 500.1. contratar – já nos Exercícios de 2001 e 2002 .... já tinha determinado..que (SEM GRIFOS): “. não se pode aceitar que o objeto do Contrato 05/2000 constitua-se em projeto específico já que como visto precedentemente...83 com base no inciso IV e não no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8. consiste. 23.. por meio da Decisão 881/1997 . 1º da Lei nº 8.. científico e tecnológico de interesse da instituição federal contratante. pela FADURPE que inclusive cobrou taxa administrativa de 5% a título de ressarcimento de seus custos operacionais. possivelmente por não possuir a FADURPE quadro próprio de pessoal e equipamentos para realizar as obras no prazo desejável. conforme analisado precedentemente....958/94...301/1997-2.1..... e.. sequer as condições de dar apoio técnico. subitem 18. alegando o Responsável que a FADURPE exerceu a função de Coordenação daquelas ações.. por prazo determinado e dentro da finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa..16 somente reforçam a análise já feita sobre os seguintes pontos: 25.666/93 que permite subcontratação.... nos estritos termos do art. fato que. nem equipamentos e tampouco reputação profissional na área. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional.. com base no inciso XIII do art..

2 Por fim. ressaltado que a prática de a UFRPE vir direcionando a coordenação das obras e serviços de Engenharia. tendo sido direcionados para obras de construção de laboratórios e do Prédio Administrativo da Bubalinocultura. inclusive. e h) preços praticados pela FADURPE e justificativas para os mesmos.2.1 Não houve assim equívoco do ACE pré-opinante. g) valores correspondentes à apropriação dos custos de acompanhamento/fiscalização das obras de engenharia. d) boletins de medição das obras contratadas. Maria Alice dos Anjos (subitem 18.3. e 26. com sua própria estrutura e de acordo com suas competências. o objeto do contrato.6 retro). cabe destacar que a alegação de que a UFRPE não tinha (ou tem) experiência e pessoal necessário e qualificado é bastante questionável pelos seguintes aspectos: 26.12. 26.” 25. a começar do seu quadro dirigente (Secretário Executivo) e da arquiteta que foi contratada. Nota-se. tem provocado.do corpo funcional e das pessoas físicas contratadas pela FADURPE para o desempenho das alegadas atribuições de coordenação da execução do objeto do Contrato 05/2000. fato somente superado com o envio pelo Responsável da documentação anexa as suas razões de justificativas. o texto do subitem 4.2. no entanto. Houve falta de informação do Controle Interno.2. ao final. razões que justifiquem a exclusão do quadro próprio da UFRPE dos trabalhos de coordenação da execução do objeto do Contrato 05/2000.2 Em segundo lugar. no caso. a FADURPE. mencionado pelo Responsável. 26.3 Ao contrário. pelo que se conhece da sua estrutura. Por outro lado. 26. o Responsável não permitiu o confronto entre a qualificação da própria UFRPE e da FADURPE já que não enviou a relação nominal – à época . a questão. 26. e) data em que houve o primeiro pagamento à firma executora. embora o Responsável alegue (alínea “a. não contemplada na Audiência – por falta de informações do Controle Interno – acerca do abuso na utilização do Crédito Extraordinário já que considerável parte dos recursos financeiros não ficaram adstritos à recuperação dos estragos provocados pela chuvas recentes. nos últimos anos.10 da Instrução Inicial destes autos.84 executar. além da arquiteta Maria Alice dos Anjos. f) se houve restituição à UFRPE de saldo remanescente do valor repassado para a FADURPE. também não tinha ou tem considerando que. . não se vê nos argumentos apresentados. para a FADURPE. destaca ainda que o Controle Interno não informou no Relatório de Avaliação de Gestão outros aspectos fundamentais da questão tais como: a) licitações feitas pela FADURPE para as obras em comento.25” do item 29 infra) que somente o Administrador é que tem condições de avaliar a necessidade e a conveniência da contratação com as cautelas devidas quanto à reputação ético-profissional da contratada e a fiscalização do cumprimento das obrigações pactuadas. o que não deixa de ser indicativo de que há servidores na UFRPE em condições de desempenharem a contento os serviços do Contrato 05/2000. c) empresas executoras da obras. utiliza pessoal aposentado da própria UFRPE. cuja vida profissional desenvolveu-se na própria UFRPE até a sua aposentadoria. que ao fazer tais assertivas. b) valores das obras executadas. resta.2 Tal relação nominal seria imprescindível para se avaliar a necessidade efetiva da contratação da FADURPE em decorrência da qualificação ou de alguma vantagem comparativa do quadro permanente de pessoal da FADURPE em relação ao da própria UFRPE já que sendo a própria UFRPE a executora dos seis subprojetos básicos de reformas (item 12 retro) e tendo sido contratadas (com ou sem licitação) as empresas necessárias.1 Se a UFRPE não tinha ou tem pessoal qualificado.

inserem-se no contexto de desenvolvimento institucional nos estritos termos do Artigo 1º da Lei nº 8.5.1. eventualmente.4.85 ou pelo menos contribuído.14 retro).3. houve pelo menos 19 termos aditivos que.1. e os seus termos segue a IN 01/97 da STN. compreendem um conjunto de licitações.2. Nesse esquema. 30. nos últimos Exercícios. conforme visto precedentemente. como a realização de licitações. daí gerando a Representação tratada no Processo Conexo TCU nº 014. contratações e compra de bens. tem-se que o Responsável intenta caracterizar que as atividades da FADURPE contempladas no Contrato 05/2000 que. Cronograma de Execução. no sentido de que a UFRPE descontinuasse a prática de pagar taxas de administração para a sua Fundação de Apoio.1.1. pode se concluir que a troca da denominação de “Convênio” para “Contrato” foi tão-somente uma maneira expedita de a UFRPE continuar agraciando a sua Fundação de Apoio FADURPE com o pagamento da referida taxa muito embora o Responsável alegue que se trata de cobrir os custos operacionais de salários e outros discriminados precedentemente (subitem 18. no Exercício 2000. uma reforma da sua estrutura física. 30. que tais atividades se inserem no âmbito do desenvolvimento institucional isto não se duvida e nem foi deixado de ser reconhecido pelo ACE pré-opinante conforme relatado no subitem 23. obrigação da contratada de prestar contas. Ressalta-se que até o ano de 1999. observa-se que a UFRPE vem realizando. 30. Na realidade. conforme relatado no subitem 4. nos estritos termos do art. No entanto. semelhantes ajustes entre a UFRPE e a FADURPE vinham sendo denominados de “Convênio” tendo este Tribunal pela Decisão prolatada no Processo TC 500.1.5 da Instrução Inicial destes autos.99.1 retro. também abrangiam diversos subprojetos sendo que no caso do mencionado 19º Termo Aditivo houve três subprojetos. Os referidos Termos Aditivos. por sua vez. científico e tecnológico de interesse da instituição federal contratante. entre os quais o Subprojeto “Construção do Centro de Ensino de Graduação” que contemplou além da construção do CEGOE a aquisição do mobiliário para o mesmo.7 infra.268/97-5 (Auditoria na UFRPE) juntado às Contas Anuais da UFRPE de 1977 (TC 500. 28.96 – e nos aditamentos deste último. 30.celebrado em 26. 1º da Lei nº 8.12.11.12. previsão para devolução do saldo porventura existente ao final do contrato. 28.2. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. Ora. datado de 29. o Tribunal manteve a decisão de que a Universidade Federal de Pernambuco–UFPE suspendesse o procedimento de transferir à FADE recursos para a prática de atos de competência daquela Universidade. compra de bens e pagamentos de diárias. conforme relatado na Instrução Inicial destes autos. O Contrato 05/2000 tem natureza de convênio já que utiliza os instrumentos típicos de convênio tais como: Plano de Trabalho. da Instrução Inicial. o relacionamento entre a Universidade e a sua Fundação de Apoio dava-se por meio de um amplo convênio que sempre era aditado a cada demanda. objeto da citada TP 01/99 cujo julgamento somente ocorreu no Exercício em exame. Nos anos anteriores ao Exercício de 2000. Assim.504/2000-9 conforme tratado no subitem 18. retro.1. aprovados previamente pela Universidade Federal de Pernambuco. abrindo exceção tão-somente para projetos específicos.3. Conforme relatado no subitem 4. 30. o . também sofriam aditamentos como foi o caso do 19° Termo Aditivo . No presente caso. conforme analisado no subitem 25. por prazo determinado e dentro da finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa. Cronograma de Desembolso. 30.127/98-0). 28. conforme o Responsável argumentou.3. até o terceiro. no processo de esvaziamento do quadro próprio de Arquitetura e Engenharia.958/94.958/94.2.3.

o Parágrafo Único do Artigo 26 da Lei 8. subitem 18. 30. porém.3. Ora. uma maneira expedita de burlar a determinação deste Tribunal de a Autarquia descontinuar a prática de pagar taxas de administração para a sua Fundação. o mesmo não ocorre com a reputação profissional para a condução de um programa de reestruturação física cuja essência se refere a obras e serviços de Engenharia. nela não se vê aptidão para as áreas de Arquitetura e serviços de construção civil urbana. unicamente. 30.2. de modo unilateral. ou seja. constante da subalínea “a.958/94 que criou as Fundações de Apoio das Universidades Públicas Federais. uma arquiteta aposentada da própria UFRPE. observa-se que o Responsável não enviou relação dos profissionais especializados em Arquitetura e Engenharia Civil que a FADURPE vem utilizando na coordenação do Projeto de Reestruturação da UFRPE. posterior à edição da Lei 8. Veja-se que o Responsável não caracterizou que o pessoal do quadro de Engenharia e Arquitetura existente na própria UFRPE.1. Neste sentido. Não se aceita como verdade absoluta a alegação do Responsável. XIII.6 que a FADURPE contratou com recursos do Contrato 05/2000. Ademais.5. considerando que foi alçado à Lei Maior pela Emenda Constitucional nº 19/98. retro.3. o próprio pessoal de Engenharia e Arquitetura da UFRPE que inclusive elaborou os seis subprojetos básicos do Contrato 05/2000 ? 30.5. . Percebe-se no entanto.5.5.3.666/93. transfere atribuições inerentes ao quadro de pessoal próprio da UFRPE para a FADURPE. no caso. 30.20” retro já foram relativizadas nos subitens 18.666/93 e da Lei 8. de pagar a taxa administrativa de 5% para a FADURPE cf. conforme relatado no subitem 18.3. também. tal contratação representa mais ônus ainda para a UFRPE que teve. Se a reputação ética da FADURPE não pode ser contestada. 30. As alegações da subalínea “a.2. Nota-se que se o Responsável. mediante a assinatura de contratos.5. 30.3. a multicitada Maria Alice dos Anjos.1.17 retro.3.86 relacionamento entre a UFRPE e a FADURPE passou a ser feito.5. Com efeito.de se incumbir da missão para a qual foi contratada a retro nominada ex-servidora (aposentada).5.5. Feitas estas considerações. embora seja o seu Secretário Executivo Engenheiro Civil.12. tem-se os seguintes aspectos: 30. Seria o caso de se perguntar: e o Administrado.1. aí incluído o Contrato 5/2000. descontadas as obras relativas à construção rural (pouco contemplada nos seis subprojetos que compõem o Projeto Acadêmico objeto do Contrato 05/2000).5.3. criada no âmbito da UFRPE não se questiona sua aptidão em relação às denominadas ciências agrárias. afora auxiliares (desenhistas e estagiários) não teria condições – segundo um critério préestabelecido de prioridades a ser cumprido em tão longo prazo de execução do Contrato 05/2000 (que ainda está em andamento) . sendo.5. A mudança da denominação de convênio para contrato no relacionamento entre a UFRPE e a FADURPE não alterou em nada. conforme ocorreu no caso do Contrato 05/2000 e compromete o Princípio da Economicidade e o Princípio Constitucional da Eficiência que se impõe mesmo para o caso do Artigo 24. no caso. e não pelo antigo e amplo convênio.4. conforme analisado no subitem 28. ainda que reduzido à época a uma Engenheiro Civil e a uma Arquiteta. 30. bem como a experiência que os mesmo têm em situações análogas (currículo). já que permanece – como visto precedentemente – a cobrança de taxa a título de ressarcimento de custos operacionais não obstante se tratar de Fundação de “Apoio”.2.12 a 18.666/93 exige a justificativa do preço a ser pago nos casos de dispensa de licitação. da Lei 8. 30.13 retro.25” retro de que somente o Administrador é quem tem condições de avaliar a necessidade e conveniência da contratação com as cautelas devidas quanto à reputação ético-profissional da contratada e a fiscalização do cumprimento das obrigações pactuadas.

3) Há de se indagar se existiriam no mercado condições de competição para se licitar a execução de Projetos Acadêmicos que visam o desenvolvimento institucional da Universidade. Vol. O Responsável demonstra acima que os denominados Projetos Acadêmicos se sucedem na UFRPE. desde aquele que contemplou a construção do Centro de Graduação CEGOE. em relação à Segunda Questão. conforme analisado no subitem 18.5.2) Supõe o Responsável que aquele Projeto Acadêmico. ao autorizar a contratação direta das instituições brasileiras sem fins lucrativos incumbidas regimental ou estatutariamente da pesquisa. Nestas condições. em face da evolução na área científica e tecnológica (terceiro parágrafo à fl.1) O Termo Aditivo nº 19 ao Convênio então existente entre a UFRPE e a FADURPE também teve por objetivo a realização de um Projeto Acadêmico que deu início à reestruturação das instalações da UFRPE. O Responsável além das alegações apresentadas para a Primeira Questão da Audiência e que permeiam outras questões que lhe foram formuladas. na essência: b. considerando que não há desenvolvimento institucional da Universidade quando dela se lhe retira atribuições rotineiras para as quais a mesma sempre esteve qualificada conforme revela a sua longa história de mais de 50 anos de existência. 06. aquisição de equipamentos. no âmbito do 19º Termo Aditivo ao Convênio então existente entre a UFRPE e a FADURPE.7. salas de vídeo e outros espaços físicos. 30. 2º da Lei 8. auditórios. salas de aulas. conforme consta na relação de pagamentos feitas pela FADURPE trazida a estes autos pelo Responsável.6. Observa-se ainda que ao transferir os recursos financeiros para depósito na conta que a FADURPE abriu especificamente para a execução do Contrato 05/2000.23" retro.87 30. daí resultando o descumprimento do Art. não excepciona nem estabelece qualquer condição no sentido de que as atividades a serem contratadas não sejam rotineiramente desenvolvidas pela instituição pública contratante por outro lado é a própria Lei Maior que exige do Administrador. conforme consta na subalínea “a.666/93. retro.3. 2 dos Anexos). 2 dos Anexos).1. hoje em pleno funcionamento. estes sofreram a incidência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – CPMF.3. argumenta especificamente. estando apenas pendente. ensino ou do desenvolvimento institucional. sem no entanto ter informado a este Tribunal nos Relatórios de Gestão enviados anualmente nos autos do Processo de . já foi alvo de apreciação por este Tribunal que não apontou qualquer ressalva mesmo tendo. com a construção de um Centro de Graduação e a implantação de infraestrutura imprescindível ao avanço das atividades acadêmicas. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. Argumentos apresentados: 31. sem existência de nexo entre o objeto licitado (aquisição de mobiliário para o CEGOE) e projetos de pesquisa. e b.5. incidente relativo à Tomada de Preços nº 01/99.2. por força de representação infundada. Mantença da realização pela FADURPE da Tomada de Preços 01/99. certame concluído em meados de 2000. se por um lado a lei. Segunda Questão: a. construção e instalação de laboratórios. 06. a observação do Princípio da Eficiência. por se referir a Exercícios cujas contas já foram julgadas por este Tribunal. científico e tecnológico. como são os casos dos objetos em apreço? ANÁLISE 32. Vol. b.12. abrangido obras de construção civil. o que acabou não se verificando no caso da contratação da FADURPE para execução do objeto do Contrato 05/2000. realizada pela FADURPE para a aquisição de mobiliário para os auditórios do Centro de Graduação (terceiro parágrafo à fl. a exemplo do Contrato 05/2000 precedentemente analisado.5.

00.01. ou seja. cuja realização adentrou no Exercício 2000. 32. ora em pauta. e 32. o qual inclusive pode rever no prazo de 5 anos os atos de gestão (e entre estes a própria construção do CEGOE feita com a intermediação da FADURPE) por ele já julgados. considerando que o Responsável designou. 3558 e 3559 (FADURPE) com valores de R$ 475. nestas condições. sendo que a assinatura daquele ajuste se deu na véspera da atestação. já que ela se limitou a realizar as licitações.1. tem-se que: 32. entende-se que o Responsável não elide a irregularidade de ter retirado tal atribuição da Comissão Permanente de Licitação-CPL da própria UFRPE para a FADURPE. entende-se que este Tribunal deva solicitar que a UFRPE envie.88 Prestação de Contas Anuais a existência de um Plano Reestruturador da UFRPE que reflita o planejamento das ações de desenvolvimento do seu espaço físico.3. não possa ser contestada por este Tribunal. já que a mesma não constou da amostra examinada pelo Controle Interno nem no Exercício de 1999 e tampouco no Exercício de 2000. uma vez concluídos os seis subprojetos de reformas de diversas instalações prediais e físicas dos campi da UFRPE. de prestação de serviços que compunham o objeto do Contrato 05/2000 (referente a obras e/ou serviços de engenharia) cuja vigência somente se iniciaria trinta (30) dias depois. o que fez ao longo dos primeiros nove meses do Exercício 2001. tudo foi subcontratado.2001. mesas.3. No caso. no dia 29. tem-se que. . dada nas Notas Fiscais nºs. contando com o pessoal de Engenharia e Arquitetura da própria UFRPE. 63 da Lei 4. caracterizando o descumprimento do Art. Nestas condições. não caberia transferir praticamente todos os recursos financeiros. nem mesmo a FADURPE foi capaz de executar os seis subprojetos.3. o titular da Pró-Reitoria de Planejamento da UFRPE.00 e R$ 25.2.2. possivelmente. no dia 30.ocorrida no âmbito do Convênio existente entre a UFRPE e a FADURPE .3. Atestação irreal.3.1.3. 32. da realização da TP 0/97 para aquisição de material permanente.000. a fazer alguns pagamentos cf. Ressalte-se ainda que este Tribunal somente tomou conhecimento das irregularidades havidas na Tomada de Preços FADURPE 01/99 graças a Representação formulada por licitante que se considerou prejudicado na realização da mesma. o que acabou dando margem ao direcionamento do objeto daquela licitação pela arquiteta contratada pela FADURPE. durante o Exercício 2002 em andamento. O fato de a construção do CEGOE . para a FADURPE realizar despesas. isto é. Ou seja. Maria Alice dos Anjos.320/64. como ocorre – para quantias módicas – no regime de adiantamento (suprimento de fundos). em 30. na essência. como Executor do Contrato 05/2000.2000. 32. Área onde está inserta a Coordenação de Engenharia e Arquitetura da UFRPE. 32.2000. Relação de Pagamentos da FADURPE enviada pelo Responsável e a fiscalizar os contratos decorrentes daquelas licitações.1. A respeito da indagação de o Responsável não visualizar no mercado outras entidades capazes de competir com a FADURPE na condução de Projetos Acadêmicos que visam o desenvolvimento institucional como alega serem os casos dos objetos em apreço. nas próximas contas anuais. armários e poltronas de auditório para o CEGOE).2.000.12. Ressalta-se que.12. contrariando dispositivos constitucionais e legais.1. o Plano de Reestruturação ou a relação das obras constantes do Plano Plurianual da União que ainda estejam em andamento ou a serem iniciadas. No caso retro analisado do Contrato 05/2000. 32.não ter sido contestada à época por este Tribunal não implica que a Tomada de Preços 01/99 (numeração da FADURPE) para aquisição de material permanente (carteiras escolares. Terceira Questão: a.

contudo.320/64.5) Para efetivar tal transferência de recursos. os recursos a eles destinados somente são liberados nos últimos dias do Exercício Financeiro. ou seja.12. e c.11) No caso do Contrato 05/2000. c. c.9) Assim.12. c. a UFRPE não estava liquidando despesa. vedado pelo mencionado Art. o que ocorreu em conformidade com o cronograma de desembolso. pois.89 Argumentos apresentados: 33. O Responsável ao tentar demonstrar que não houve descumprimento do Artigo 63 da Lei .7) Tal atestação. c. ensino. c. ANÁLISE 34.14) O início da execução do Projeto Acadêmico.12) O Contrato 05/2000 foi assinado em 29. não se trata. c.2) Nestas condições. bem como cronograma de desembolso. o contrato assinado antes do final do Exercício Financeiro com a FADURPE contém cláusula expressa acerca da transferência dos recursos. a UFRPE além do contrato (no caso o contrato 05/2000) exige a apresentação da Nota Fiscal que é documento hábil para comprovação do recebimento dos recursos. O Responsável alega na essência: c.1. extensão e de desenvolvimento institucional são elaborados com bastante antecedência.13) No dia seguinte. e 08/2000. ao liberar a primeira parcela dos recursos. Esta é a razão pela qual o Administrador tem o cuidado de celebrar os contratos ainda dentro do Exercício Financeiro. c.2000.1) Os projetos de pesquisa. 30. deve ser analisada em conjunto com os termos do contrato (Contrato 05/2000) a que faz referência expressa. c. c.4 ) Neste caso o que ocorre é a disponibilização (sic) dos recursos para possibilitar o início da execução do Projeto Acadêmico.8) Evidencia-se assim que.10) A mesma justificativa retro aplica-se aos Contratos 06. mas cumprindo uma obrigação contratual. contudo. 07. foi emitido o empenho. a documentação ora acostada (doc. c. c.6) A mencionada Nota Fiscal é então atestada por ser exigência da Contabilidade. 63 da Lei 4.2000. 7) demonstra que o financeiro foi recebido em 13 de novembro. comprovar que a transferência dos recursos foi autorizada pelo Executor do Contrato (Contrato 05/2000). da hipótese de pagamento antecipado. tendo levado alguns (47) dias para a sua elaboração. afastando qualquer risco de devolução dos recursos. somente foi possível após a liberação para a FADURPE da primeira parcela do cronograma de desembolso retrocitado. c. objeto do Contrato 05/2000.3) A assinatura do contrato antes do final do Exercício Financeiro com a FADURPE não se configura em pagamento antecipado já que aqui não se trata de contra-prestação pecuniária. na maioria das vezes. donde se conclui que aquele ato tem por finalidade. apenas.

do fato de ser isenta pelo município do Recife-PE de pagamento do ISS que seria no caso no valor de R$ 86. indevidamente.1. segundo ele. Evidencia-se a necessidade deste Tribunal coibir de forma eficaz a prática da realização de despesas com semelhante esquema de liquidação de despesa.2001. cf. não ocorreu no Contrato 05/2000 conforme visto precedentemente.90 4. a UFRPE não estava liquidando despesa. trata-se da mesma coisa! 34. em tese. conforme descrito no subitem 38. A adoção de semelhantes esquemas de liquidação.3.2000. Ora. o adiantamento de recursos feitos pela UFRPE para a FADURPE não encontra amparo legal conforme visto precedentemente nem no Regime de Adiantamento e tampouco na legislação relativa a contratos e convênios que exigem a existência de um plano de aplicação e um cronograma físico de execução de modo que cada parcela de recursos transferidos somente ocorra com a prestação de contas da parcela anteriormente repassada o que.1 Não há. sem licitação.3.320/64 incide na falta de amparo legal para transferir os recursos da forma como vem fazendo. Salienta-se ainda que ao deixar de providenciar a reabertura do Crédito Extraordinário.14% do Crédito Extraordinário que lhe foi transferido pela UFRPE no âmbito do Contrato 05/2000. para efetivar os lançamentos no SIAFI analisados no subitem 13.000. conforme analisado precedentemente. Descumpriu o item 5 do Acórdão 479/1994 . a FADURPE somente tivesse utilizado valor inferior a R$ 500. que o argumento de terem sido os recursos recebidos tardiamente não é cabível. também não se pode aceitar que a lavratura – na data de 30.do Contrato 05/2000. mormente os dispositivos que cuidam do encerramento dos Exercícios. pois. considerando que certamente ele não cometeria as retrocitadas irregularidades se não estivesse na outra ponta da negociação a FADURPE.00 (5%). já tinham sido recebidos em 10. Transacionou com a FADURPE a emissão de Nota Fiscal de Serviços com data de 30. pois.2000 cujo fato gerador somente ocorreria trinta dias depois (o início da vigência do Contrato 05/2000 deu-se em 30. Assim. 34. bastando-se para isto contratar uma firma (o que pode ser feito aparentemente com os ares de legalidade mediante licitação). que 70% dos recursos financeiros advindos da Abertura do crédito Extraordinário.11” retro. restando caracterizado que o Responsável não diligenciou no sentido de o Crédito Extraordinário ser reaberto para o Exercício de 2001.12. tenha levado 78 dias após a data em que foram recebidos os 30% restantes dos recursos financeiros na data de 13. 34. Providenciou a atestação nas mencionadas Notas Fiscais de serviços que ainda não tinham sido prestados.115.5.3.1. Com efeito.4.2001 . cerca de 28% do total de 97. ocorreu em conformidade com o cronograma de desembolso. o responsável incorreu na prática das seguintes irregularidades: 34. tratada na subalinea “c.6 retro. 34.10. 34.4. trata-se de precedente que poderá. que. 34.2 retro. 34.3. em contraposição. a diferença de que fala o Responsável.32 da Instrução Inicial destes autos). Conclui-se.4.2000 (item 8 retro) causando espécie de que ao findar o Exercício seguinte de 2001.Primeira Câmara deste Tribunal. possibilita ainda que a execução das despesas seja feito absolutamente fora do SIAFI impedindo a realização quer de auditorias via SIAFI quer de consultas para fundamentação das instruções das contas anuais dos órgãos e entidades que .01. ou seja.8” retro dando conta de que ao liberar a primeira parcela dos recursos. 34.01.6. e 34. Relembra-se. valendo-se a FADURPE. alínea “b” do subitem 4. definitivamente. à alegação constante na subalínea “c. Com efeito.2.1. mas cumprindo uma obrigação contratual.2.00.11. levar toda a clientela deste Tribunal a adotar tal procedimento como modo de se esquivar de obedecer as normas de execução orçamentária e financeira do País.4.

65. este fato não credencia que a criatura FADURPE seja mais feliz do que o seu criador UFRPE com o agravante de que as falhas que foram ressalvas. não permite que as licitações e contratações feitas pela FADURPE constem dos modernos instrumentos implantados pela Administração Pública nos últimos anos. assim como as demais atividades. em que incorreu o Responsável. Argumentos apresentados: Na essência. trabalhista e fiscal. já no Exercício de 2001. A não utilização dos modernos sistemas de compras do Governo Federal.8. forem Controle Interno ou quando. por coincidência. na Relação de Pagamentos feitos .02. no âmbito do Contrato 05/2000. 63) já que restaram indícios de ocorrência de pagamento antecipado para a FADURPE das obras de engenharia pertinentes ao Contrato 05/2000 considerando que o mesmo se deu em 08. d. Prof. 34. Tais irregularidades. conforme comprova o quadro anexo (doc. mutatis mutandis com os Contratos 06/2000. Antônio André Cunha Callado.01.4) a primeira das referidas licitações ocorreu em março de 2001.3) Até então estavam sendo elaborados os projetos e as licitações correspondentes.br que favorece amplamente a divulgação dos certames licitatórios bem como garante a legalidade da contratação sob os aspectos previdenciário.00 (equivalente a 29% do seu valor total) por ocasião da sua assinatura.comprasnet. constam firmas que sequer estão registradas no SICAF o que não deixa de ser uma temeridade ou preocupação a mais. provocada pela contratação (Contrato 05/2000) da FADURPE para realizar as licitações e contratações pertinentes a execução do “Projeto Acadêmico para a Melhoria da Qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino.já no Exercício de 2001 . fato que por si só contraria o Art. A assertiva do Responsável de que na realização das despesas a FADURPE obedece as normas do Direito Público devem ser encaradas com bastante reserva.pela FADURPE. também ocorreram.9. 12. não foram pagas antecipadamente. agora.10.2) A prestação de contas apresentada pela FADURPE demonstra que os recursos começaram a ser utilizados a partir de 04. as seguintes argumentações são apresentadas pelo Responsável: d.2001). conforme doc.666/93 além do possível descumprimento da Lei nº 4. Pró-Reitor de Planejamento. Existência de cláusula no mencionado Contrato 05/2000 prevendo o pagamento de R$ 500. segundo o Controle Interno.2001. a exemplo do Sistema SIASG/SICAF e da sua versão na Internet o site www. descumpre o Artigo 48 da Lei Complementar no 101.320/64 (Art.5) A construtora vencedora naquela licitação começou a receber os pagamentos relativos às . prejudicando sobremaneira o controle dos gastos públicos.1) As obras de Engenharia pertinentes ao Contrato 05/2000. 07/2000.06. Quarta Questão: a. com a assinatura do Executor do Contrato 05/2000. Os pagamentos foram realizados mediante medição.4. Afinal se as contas anuais da UFDRPE têm sido julgadas nos últimos anos pela regularidade com ressalvas. II.7. A propósito. d.2001 (Ordens Bancárias 2001OB000579 e 2001OB000580) nove (9) dias apenas do início da vigência daquele ajuste (30. somente sejam perceptíveis quando.000.91 recorrerem à prática ora contestada. este Tribunal realizar auditoria na UFRPE. e 34. de 4 de maio de 2000. 34. d. e 08/2000. eventualmente. 34. d. Pesquisa e Extensão”.com. "c" da Lei 8. 10). A realização das despesas feitas sob o esquema aqui analisado.

... vedada a antecipação do pagamento.. textualmente..... c ) quando necessária a modificação da forma de pagamento.... fato que pode representar descumprimento do Art. Argumentos apresentados: O Responsável alega: e... tratou de tema ligado à área fim da URFPE...... Destacam-se os seguintes aspectos: 38..1.00... ou seja...666/93.. ANÁLISE 36..omissis.por acordo das partes: ...2000 sendo o empenho emitido em 28. doc’s 13 a 23.. 65........... sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço”.. firmado pela UFRPE com a FADURPE com dispensa de licitação. já que se tratam de fatos ocorridos no Exercício de 2001 e que devem ser considerados no exame das contas anuais correspondentes.06. pelo qual foi contratada a FADURPE.. ou seja.. a UFRPE transferiu novas parcelas dos recursos financeiros do Contrato 05/2000 conforme relatado no item 14 retro sem que houvesse correlação entre as referidas transferências e a realização de etapas de um cronograma físico que sequer o Responsável enviou como anexo das razões de justificativas ora analisadas.12....omissis... Com efeito.. “c” da Lei 8..2000... o qual..... cf....666/93... por imposição de circunstâncias supervenientes. II.12. ANÁLISE 38. 55.................... Assinatura do Contrato 07/2000.92 obras licitadas a partir de fevereiro deste ano (2002).. Os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados. nos seguintes casos: .12.. com relação ao cronograma financeiro fixado.... Quinta Questão: a. o “Estudo da Adubação .. ou seja..... 36.... O Contrato 07/2000.3 da Instrução Inicial destes autos.... dispõe: “Art....2000..............000.. 36....5. a prestação de contas apresentada pela FADURPE demonstra que os recursos começaram a ser utilizados a partir de 04..... V da Lei 8...3..... fundada no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8..1) A data de 13. frisar que as irregularidades pertinentes ao fluxo de transferências dos recursos financeiros em desacordo com execução das obras e prestação dos serviços de Engenharia não podem ser computadas no Exercício em exame.2001.. conforme se depreende da seqüência dos despachos anteriores que se encontram autuados no Processo Administrativo correspondente cujas cópias constituem o doc...... Ato contínuo..666/93. com as devidas justificativas. Cabe no entanto. 3 que envia em anexo. cerca de 120 dias depois da transferência para a FADURPE da parcela inicial de R$ 500....1.. preenchida no ato de assinatura do Contrato 07/2000 deve ter sido aposta equivocadamente em vez da data de 31... no dia 13...........2000.12...... II . conforme relatado no subitem 4.... mantido o valor inicial atualizado......2..... quinze (15) dias depois. O Responsável não elide o descumprimento do Artigo 65..

além de representarem descumprimento ao mencionado arcabouço legal. no tocante a esta irregularidade. as próprias argumentações do Responsável. 38. corretamente seqüenciada. ressalta-se ainda que a Entidade já havia sido alertada por este Tribunal conforme item 5 do Acórdão 479/1994 . 58. o desconto integral ou parcelado da dívida no vencimento do responsável.5.2. a multa prevista no art. embora a Audiência formulada ao Responsável tenha se concentrado. alínea “a” da citada Lei c/c o art. nos termos dos arts. Da mesma forma que ocorreu no Contrato 05/2000 até agora analisado. tãosomente no tocante ao Contrato 05/2000. PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO Ante todo o exposto. alínea "b" c/c o § 1 º do mesmo artigo e 19. A Quinta Questão da Audiência versou sobre a irregularidade de o empenho ter sido feito bem posterior a assinatura do contrato. Emídio Cantídio de Oliveira Filho. relativo ao julgamento das Contas Anuais de 1990. demonstram mais uma vez que o relacionamento entre a UFRPE e a FADURPE vem ocorrendo em absoluto descumprimento e revelia ao arcabouço constitucional e legal referentes à execução orçamentária e financeira.443/92. 38.2000. também ocorreu nos Contratos 05/2000. que se encontram autuados no Processo Administrativo correspondente. se não houver o recolhimento no . parágrafo único. onde se verificou que o empenho somente foi feito 28 dias depois. da Lei 8. da Lei n. observados os limites previstos no art. para comprovar. 38.º. I.93 Mineral na Palma Forrageira (Opuntia e Nopalea).112/96. perante este Tribunal. textualmente (SEM GRIFOS): “ 5. 165. 23. Publicação Sessão 22/11/1994 Dou 02/12/1994 . idêntico tratamento dispensado às pessoas jurídicas de direito privado que não integram a Administração Pública. estavam. . especialmente no que concerne às exigências para participação em processos licitatórios realizados em consonância com a legislação pertinente e que qualquer ofensa aos princípios Constitucionais e legais da Isonomia. l. conforme também detectado pelo Controle Interno. alínea “a” do Regimento Interno/TCU. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional. no Contrato 07/2000 e nos Contratos 06/2000 e 08/2000. III.3 Ora. e 08/2000.Página 18428”. com base no art. tendo este ocorrido no mesmo dia em que a UFRPE atestou a prestação de serviços e liquidou a despesa com a inscrição da FADURPE na conta “Fornecedores do Exercício”.6.Sejam as presentes contas julgadas irregulares. do ponto de vista cronológico. Ademais. 46 da Lei 8. 38. Moralidade e Probidade Administrativa sujeita os responsáveis às penas da lei.4. inciso I. considerando as ocorrências relatadas e aplicada ao Reitor da UFRPE. alertar à UFRPE para o fato de que este Tribunal já recomendou às Universidades Públicas que observem. a UFRPE procedeu a liquidação antecipada da despesa com a inscrição na conta “Fornecedores do Exercício”. 38. A assinatura do termo contratual antes do empenho da despesa. Esta irregularidade detectada de modo mais notório no Contrato 07/2000. em eventuais relacionamentos administrativos com as Fundações de Apoio constituídas no seu âmbito. Nestas condições. embora com menor intervalo de tempo.443/92. 06/2000.º 8. propõem-se os seguintes encaminhamentos: . III. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. desde logo.Seja determinado. a contar da notificação. tendo em vista que tal fato ocorreu também nos outros contratos. dando conta de que toda a seqüência dos despachos anteriores. configura tratamento diferenciado para a FADURPE. não se pode aceitar as razões de justificativas de que houve equívoco na data a ponto de o signatário ter esquecido de estar no último dia do ano de 2000 – horas antes do reveillon – e colocar a data do dia 13. inciso III.12. 16. antes de representar uma defesa ou elisão de irregularidade.Primeira Câmara.

666/93. a. nos termos do inciso I. as seguintes determinações: a. inciso I. adotando as providências previstas no Decreto 99.7) Adote as providências necessárias para que seja observada a correta classificação contábil das despesas no Sistema SIAFI em cumprimento ao Artigo 131 do Decreto 93.872/86. a. dando-lhes quitação. compreendendo a realização de licitações. o registro dos bens imóveis da UFRPE nos cartórios competentes e na Secretaria do Patrimônio da União em cumprimento aos artigos 94 e 96 da Lei 4. firmados com a FADURPE ou entidade congênere que violam o Princípio Constitucional da Anualidade Orçamentária e à lei de um modo geral. com base no Art. . .443/92.658/90 e IN/MARE 9/94. ao contratar a FADURPE ou entidade congênere. para executar atividades de cunho meramente administrativo.9) Adote as providências necessárias para que sejam efetivamente cobradas as taxas de ocupação dos imóveis da UFRPE habitados por servidores. 16.443/92. 18 e 23. se ainda não o fez. a. art. a.OGU para atender despesas imprevisíveis e urgentes. compra de bens e pagamentos de diárias e adote as providências necessárias para que a execução de tais atividades seja feito pelo seu próprio pessoal. a.4) abstenha-se de emitir Nota de Empenho. as providências necessárias para a implantação e manutenção do Inventário de Bens Móveis. realizando liquidação antecipada. desde logo. 28 da Lei 8. por meio da manutenção e aperfeiçoamento da sua estrutura organizacional. cujos serviços somente serão prestados no Exercício seguinte. XIII da Lei n° 8.Sejam as contas dos demais responsáveis arrolados às fls.13) Adote. ressalvados os casos de convênios nos quais a transferência de recursos ocorra nos estritos termos previstos na legislação específica.Sejam feitas à Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. l. 28. para atender despesas com contratos de apoio.3) evite. Vol. os elementos previsto no Parágrafo Único do Artigo 26 da Lei 8. nas próximas contas anuais.2) abstenha-se de contratar a FADURPE ou entidade congênere. II da Lei 8. quando for o caso.Seja autorizado.94 prazo estipulado acima. transferir recursos financeiros da Autarquia.Seja determinado à Secretaria Federal de Controle Interno que informe sobre a renúncia de receita própria verificada na UFRPE – e a data ou época a partir da qual isto passou a ocorrer .666/93.º.8) Adote. inciso II. firmas de contratos.10) Atualize.5) faça constar. a. conforme estabelece para ambas as situações a IN/SEDAP nº 205/88.no . . as providências necessárias para a elaboração dos Mapas de Controle Anual de Veículos conforme dispõe a IN/MARE 9/94. com base em dispensa de licitação.443/92. nos Processos de Despesas correspondentes aos contratos firmados com a FADURPE por meio de dispensa de licitação. a. se ainda não o fez.12) Providencie a devolução ao erário do pagamento de multas de trânsito cometidas por servidores conforme legislação em vigor. e a. a.320/64. .14) Envie. da Lei nº 8. em desacordo com o Crédito Extraordinário aberto ou reaberto no Orçamento Geral da União . nos termos do art. se ainda não o fez. julgadas regulares com ressalva.320/64. a cobrança judicial da dívida. destinados à compras e ao pagamento de serviços prestados por outras pessoas jurídicas e pessoas físicas. a. o Plano de Reestruturação ou a relação das obras constantes do Plano Plurianual da União que ainda estejam em andamento ou a serem iniciadas nos Exercícios 2003 e 2004.1) abstenha-se de repassar recursos à FADURPE ou outra entidade congênere. ao final de cada Exercício Financeiro. Principal. no que couber. caso não seja atendida as notificações retrocitadas.6) Evite a realização de despesas em desacordo com os objetivos dos Programas de Trabalho constantes da Lei Orçamentária Anual e. com fundamento nos arts. contrariando o Artigo 63 da Lei 4. 03/16. tendo em vista o Princípio da Unicidade de Tesouraria. inciso II. a. a. a. bem como adote. providências similares em relação aos bens semoventes. 24.11) Abstenha-se de realizar despesas desnecessárias decorrentes da existência de veículos automotores inservíveis.

que tiveram a participação do mesmo. considerando a necessidade de promover a devida notificação dos responsáveis sancionados por meio de multa no TC n.º 014. Fundação de Apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco . para execução de objeto (realização de licitação. Sr.504. ocupando o cargo de Pró-Reitor de Administração.01. faz uma síntese de todo o processo. Naquele oportunidade. Quanto ao mérito das presentes contas.Fadurpe. e que vêm sendo gastos até o presente momento.01. ainda. falha esta que está sendo . e .00.666/93. aplicando ao primeiro multa no valor de R$ 10. à Secretaria Federal de Controle Interno..º 01/99. 05. realizado o exame em conjunto e confronto com o TC n. Maria Alice) naquele processo não constam no Rol dos Responsáveis da Universidade. e redige despacho cujos termos foram prontamente acolhidos pela Titular da Unidade Técnica.Seja remetida.) 02. quando da análise dos presentes autos. que. que transcrevo a seguir: "(.00). rejeitou as razões de justificativas apresentadas pelo Executor do Convênio Ufrpe-Fadurpe.º 01/99. além das irregularidades cometidas na Tomada de Preços n. e que os fatos praticados na qualidade de executor do Convênio Ufrpe-Fadurpe não guardam relação com a sua responsabilidade na qualidade de Pró-Reitor.. acompanhado do Relatório e do Voto que lhe subsidiaram e da presente instrução.Plenário (Sessão de 30/10/2002). no valor de R$ 5. apesar do mesmo constar da Relação de Responsáveis às fls. . permanecendo o processo original nesta Secretaria. no período de 01. posto que o Sr. esta Secex providenciou a juntada de cópias daquelas autos às presentes contas. científico e tecnológico. Informe-se.Fadurpe sem licitação. 211/247) a irregularidade das contas do Reitor.ª Maria Alice dos Anjos. apresentando irregularidades ocorridas na Tomada de Preços n.00 (cinco mil reais). O Sr. É de se ressaltar. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. pelo Secretário Executivo da Fadurpe. Gabriel Rivas consta como responsável pela Universidade. durante a análise desta irregularidade. tendo aquele Analista. ao Ministério da Educação e à Secretaria de Ensino Superior.00 a 31. Inicialmente deve ser ressaltado que o Tribunal. apenas. O Sr. também.504/2000-9.01. Quanto ao Sr. acompanhado do Relatório e do Voto que lhe subsidiaram.01 a 31. e pela Sr. identificou-se que os recursos que suportaram o contrato foram decorrentes de créditos extraordinários. As irregularidades que restaram configuradas foram as seguintes: (a) contratação da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional . também. Diretor. Analista.000.º 395/2002 . que o Analista responsável pelo exame das audiências promovidas no TC n. que propôs (Instrução às fls.º 8. 24. XIII.000.504/2000-9 foi o mesmo que promoveu a análise das presentes contas.º 014.00 (dez mil reais) e aos dois últimos multa. Antônio Faustino e Sr. 04. que tratava de representação formulada por licitante.504/2000-9. além da realização de determinações à Universidade. Analista destacou que dois dos responsáveis apenados (Sr.º 014. o Analista propôs a regularidade com ressalva de sua gestão. decidiu apensar aos presentes autos o TC n. cópia do Acórdão que vier a ser proferido. destinados à Ufrpe para recuperação de danos provocados por fortes chuvas ocorridas no exercício de 2000. as razões de justificativas apresentadas pelo Reitor Emídio Cantídio de Oliveira Filho não foram acatadas pelo Sr. posicionamento que acolhemos. individualmente. da Lei n. para que seja acompanhado o cumprimento das determinações efetuadas à entidade e auditadas. Gabriel Rivas de Melo. não terem ocorridos durante aquele período de gestão (01. o Tribunal. Gabriel Rivas. acompanhamento e fiscalização de obras de engenharia) que não apresentar qualquer nexo com projetos de pesquisa. promovida pela Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional.º 014./2000-9. Antônio Faustino Cavalcanti Albuquerque Neto. cópia do Acórdão que vier a ser proferido. É de se destacar que. compreendendo taxas de ocupação e despesas de água. ao concordar com a instrução. com maior ênfase. 3/16. 03. por meio do Acórdão n. para possibilitar o exame em conjunto em confronto por aqueles que se pronunciarão no decorrer da cadeia instrutória. energia elétrica e outras incidentes sobre residências e sobre o imóvel ocupado pela FADURPE. que permitissem a fundamentação da dispensa com base no art.Seja remetida. as áreas onde foram identificadas as falhas que levaram ao julgamento pela irregularidade.95 tocante à ocupação de imóveis da Autarquia por servidores. Sr. os quais sintetizam toda a situação do processo. para a efetivação das notificações. com aplicação de multa ao mesmo.

ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. ensino. 211/247 demonstra que as justificativas trazidas pelo Reitor não são suficientes para afastar as irregularidades apontadas em relação ao relacionamento da Ufrpe com sua Fundação de Apoio e que as falhas apontadas não são falhas isoladas.504/2000-9 permanecerem nesta Secretaria.ºs 3558 e 3559. para que se promova a notificação dos responsáveis sancionados por meio do Acórdão n. 06. Maria Alice. Entre elas menciono aquelas relacionadas ao descumprimento sistemático de dispositivos legais previstos no estatuto das licitações. Analista.º 014. estadual e municipal. A esse propósito. que regulamentam o procedimento licitatório no âmbito da administração pública federal. somos pelo envio dos autos ao Ministério Público. conforme já relatado anteriormente. destaco como principal irregularidade destas contas a delegação de competência. acompanhando a proposta de irregularidade das contas do Reitor e de aplicação de multa ao mesmo. à Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional – FADURPE.000. pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. sendo que parte dessas irregularidades revestem-se de caráter meramente formal. considerando que não há desenvolvimento institucional da Universidade quando dela se lhe retira atribuições rotineiras para as quais a mesma sempre esteve qualificada". no dia 30. a falta de registro dos bens imóveis da UFRPE nos cartórios e Secretaria de Patrimônio da União.96 verificada por esta Secretaria em Auditoria em curso na Universidade. passíveis de medidas corretivas. Outras falhas.000. representado nos autos pela eminente Procuradora Dra. a classificação incorreta das despesas da entidade junto ao SIAFI e a falta de inventário físico dos bens patrimoniais da instituição. em seguida. inciso III. por força da Lei nº 8. para os fins previstos no art. a ocorrência de falhas dessa natureza tem sido o motivo principal deste Tribunal julgar irregulares as contas dos gestores com aplicação de multa. (b) "mantença da realização pela Fadurpe da Tomada de Preços n.2001".00 e R$ 25.504/2000-9 foi apensada às presentes contas e que esta secretaria realizou o exame das contas em conjunto e confronto com as irregularidades presentes naquele processo. certame concluído em meados de 2000. considerando que a Instrução às fls.6) da Instrução do Sr. Lei 8. em suas diversas modalidades. manifesta-se de acordo com a proposta da unidade técnica. bem como as demais propostas presentes na "Proposta de Encaminhamento" às fls. extensão e desenvolvimento institucional às universidades.2000.666/93. relativas a serviços do Contrato n. O Ministério Público. do Regimento Interno TCU. e. Cristina Machado da Costa e Silva. Ante o exposto. científico e tecnológico. (d) "existência de cláusula no Contrato n.01. respectivamente. e que trará impactos às contas da entidade dos exercício de 2001 e 2002.958/94.1/40.º 01/99. das Notas Fiscais n.00. que ensejaram a aplicação de multa aos Srs. VOTO Consoante se observa do relatório precedente. o exercício do controle. cuja vigência só teve início em 30. considerando a necessidade dos autos do TC n. É o Relatório. (c) "atestação irreal. nos valores de R$ 475.00 já no momento da assinatura".Plenário. foram apontadas várias impropriedades nas contas da Universidade Federal Rural de Pernambuco relativas ao exercício de 2000. ao Gabinete do Ministro-Relator Valmir Campelo. 118. constituindo um conjunto de irregularidades que comprometem a gestão em exame. O que se observa na prestação de contas da UFRPE é que a fundação de apoio assumiu em toda sua .º 104. porém. 245/247 (subitens 40. Gabriel Rivas e Antônio Faustino e à Sr. para exercer atribuições específicas da Universidade não vinculadas a projetos específicos dentro da finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa. Aliás. sem existência de nexo entre o objeto licitado (aquisição de mobiliário para o CEGOE) e projetos de pesquisa.º 395/2002 .º 05/2000 que previa o pagamento de R$ 500. considerando que cópia do TC n. não raramente. caracterizando pagamento antecipado à Fadurpe.º 05/2000. podem ser consideradas de natureza grave. a exemplo da ausência de controle de almoxarifado. falhas essas que dificultam.000.º 01/99 foi marcada de irregularidade. cláusula que foi prontamente cumprida pela Universidade. espírito para o qual foram criadas as fundações de apoio.12. Cabe relembrar que a TP n.

3º . 24.2002). pois. antes afeto à universidade.2002. entendo aplicável a multa prevista no art. especialmente no que concerne às exigências para participação em processos licitatórios realizados em consonância com a legislação pertinente e que qualquer ofensa aos princípios Constitucionais e legais da Isonomia. inciso XIII deve ser entendido como excepcionalidade. referentes à contratação de obras. sendo irrelevante o fato de essas contratações terem envolvido a construção de edificações e aquisição de mobiliário em geral e outras relacionadas à contratação de servidores para prestação de serviços. contratos. legalidade e moralidade (art. acordos e/ou ajustes que envolvam a aplicação de recursos públicos. oportuno se faz registrar que o Tribunal Pleno. Naquela oportunidade. Com essas considerações. em que pese o descumprimento pelo responsável não haver redundado em prejuízo aos cofres da universidade. e por prazo determinado.1994. com dispensa de licitação. ficando incubida a fundação de fiscalizar e acompanhar as obras. também com dispensa de licitação.06. inciso XXI). Art.observar a legislação federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. sob o pretexto de que as atividades contratadas tinham caráter eminentemente de desenvolvimento institucional. necessário se faz que transcrevamos os artigos 1º e o inciso I do artigo 3º da Lei nº 8. a celebração do contrato nº 07/2000.. DOU de 02. por fim. o Tribunal determinou in verbis : "8 5. como regra geral. em eventuais relacionamentos administrativos com as Fundações de Apoio constituídas no seu âmbito.C.12. sem licitação. 58. Sobre a determinação supra. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. oportuno se faz ressaltar que a entidade já havia sido alertada por este Tribunal quando do julgamento das contas de 1990 (Acórdão nº 479/1994-1ª Câmara. instituições criadas com a finalidade de dar apoio a projeto de pesquisa.U. com a finalidade de adquirir mobiliários para o Centro de Graduação (CEGOE). aplicável apenas quando restar comprovado o nexo causal entre a natureza da instituição e o objeto contratual. Sobre o assunto de que se cuida. Nesse sentido foram celebrados com a FADURPE os contratos nºs 05/2000. uma vez que a entidade celebrou diversos contratos. 24 da Lei nº 8. Consoante registrado pela instrução. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Sousa." O mandamento constitucional estabelece. pesquisa ou desenvolvimento institucional.11.666. vale dizer deve se referir ao ensino. idêntico tratamento dispensado às pessoas jurídicas de direito privado que não integram a Administração Pública.37. caput). Voto por que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à elevada consideração desta 1ª Câmara. e. a celebração de termo aditivo à Tomada de Preço nº 01/99. 37. da Lei nº 8. Conclui-se.443/92. a realização de licitação. as fundações contratas na forma desta Lei serão obrigadas a: I. para que a fundação realizasse "Estudo de Adubação Mineral" na Palma Forrageira. de 21 de junho de 1993. que o permissivo do art. § 1º. científico e tecnológico de interesse das instituições federais contratantes.017. para a realização de obras de engenharia no campus da UFRPE.As instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica poderão contratar. Sessão de 22. por meio da Decisão nº 655-TCU-Plenário (Ata nº 21/2002. oportuno se faz ressaltar que ao administrador público só é permitido fazer o que a lei expressamente autoriza.97 plenitude a maior parte das atribuições antes conferidas àquela instituição de ensino superior. Com efeito e a propósito do afirmado no parágrafo anterior. 1º . DOU de 08. em 20 de maio de 2003. extensão.Na execução de convênios.958/94. nos termos do inciso XIII do art. T.1994).029/2001-2 – Relatório Consolidado de Auditoria sobre a atuação das Fundações de Apoio no âmbito das Universidades Federais. alertar à UFRPE para o fato de que este Tribunal já recomendou às Universidades Públicas que observem. No caso presente. Moralidade e Probidade Administrativa sujeita os responsáveis às penas da lei". reiterou sua posição acima ao ter presente o processo TC. em nome dos princípios da isonomia (art. Sessão de 19. Humberto Guimarães Souto Ministro-Relator .07. e acolhendo os pareceres. que disciplinam as relações entre as instituições federais de ensino e as respectivas fundações de apoio: "Art. compras e serviços.

desde logo.021/2003 .98 ACÓRDÃO Nº 1.744-72.593. Arlene Bezerra Rodrigues dos Santos – CPF nº 145. Advogado constituído nos autos: não consta 9.443/92. 16. firmas de contratos. julgar irregulares as contas do Sr.5 determinar à Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE.00 (dez mil reais) com base no art.714-87.284-20.328. 9.5. em: 9. realizando liquidação antecipada. compreendendo a realização de licitações. 16. com fundamento nos arts.800. Representante do Ministério Público: Dra. Tânia Maria Muniz de Arruda Falcão – CPF 091.2 abstenha-se de contratar a FADURPE ou entidade congênere. ressalvados os casos de convênios nos quais a transferência de recursos ocorra nos estritos termos previstos na legislação específica. caso não seja atendida a notificação e não se efetive a medida proposta no item 9. inciso I. autorizar. inciso II. 9.1 abstenha-se de repassar recursos à FADURPE ou outra entidade congênere. 268.873. por meio da manutenção e aperfeiçoamento da sua estrutura organizacional.997-91.114-34 e Mirian Nogueira Teixeira – CPF nº 955.554-68.196.598. George Browne Rego – CPF nº 003.854-87. (art. da Lei 8. Classe de Assunto: II – Prestação de Contas do exercício de 2000 3. a cobrança judicial da dívida.3 . alínea "b" c/c o § 1º do mesmo artigo e 19. as contas dos demais responsáveis assinalados no item 3 supra.443/92 e aplicar-lhe a multa de R$ 10. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. Processo nº TC-009.554-04.3 evite. inciso I e 23. inciso I. ao final de cada exercício financeiro. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. Acórdão: Vistos. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.535-49. perante este Tribunal. compra de bens e pagamentos de diárias e adote as medidas necessárias para que a execução de tais atividades seja feito pelo seu próprio pessoal. 28. julgar regulares com ressalva. Sérgio Ricardo Cavalcante Matos – CPF nº 732. inciso III. 46 da Lei 8.5. com base no art.094-04. 9. inciso I. para comprovar.112/90. com base em dispensa de licitação. 4. cujos serviços somente serão prestados no Exercício seguinte.º.254-91. para executar atividades de cunho meramente administrativo.320/64. determinar o desconto da dívida nos vencimentos do responsável.º. a contar da notificação.5.4 abstenha-se de emitir Nota de Empenho. Ricardo Jorge Gueiros Cavalcante – CPF nº 008.443/92. nos termos dos arts. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional.5. II da Lei 8.204/2001-0 com 02 volumes 2. inciso III. firmados com a FADURPE ou entidade congênere que violam o Princípio Constitucional da Anualidade . 58. relativa ao exercício de 2000. dando-lhes quitação. destinados a compras e ao pagamento de serviços prestados por outras pessoas jurídicas e pessoas físicas.2. parágrafo único. 9. 9.000. Responsáveis: Emídio Cantídio de Oliveira Filho – CPF nº 084. contrariando o artigo 63 da Lei 4. ante as razões expostas pelo Relator. Emídio Cantídio de Oliveira Filho. transferir recursos financeiros da Autarquia.104-10.751. Entidade: Universidade Federal Rural de Pernambuco 5. XIII. Unidade Técnica: SECEX/PE 8.531. 9. Margareth Mayer de Castro Souza – CPF n º 425.TCU . a adoção das seguintes providências: 9. alínea "a" do Regimento). da Lei nº 8.1ª CÂMARA 1. tendo em vista o Princípio da Unicidade de Tesouraria. l.639. para atender despesas com contratos de apoio.446. do Regimento Interno/TCU.093. 24.666/93.103. l.2 acima.214.742-04. Walmar Correa de Andrade – CPF nº 114.1.492.4. 9. ao contratar a FADURPE ou entidade congênere.368. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. inciso III. observados os limites previstos no art. Cristina Machado da Costa e Silva 7. inciso II. 18 e 23. Grupo I. da Lei n° 8. Maria Lúcia Alves Valois – CPF nº 052. Rita Maria Santiago de Souza – CPF nº 355. nos termos do art. relatados e discutidos estes autos de prestação de contas da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Edenilde Maria Soares Maciel – CPF nº 174.454-20 Luciano de Azevedo Soares Neto – CPF nº 198. alínea “a” da citada Lei c/c o art. Reginaldo Barros – CPF º 097.

6 evite a realização de despesas em desacordo com os objetivos dos programas de trabalho constantes da Lei Orçamentária Anual e.658/90 e IN/MARE 9/94. 9.14 envie. 9. 9.5. o Plano de Reestruturação ou a relação das obras constantes do Plano Plurianual da União que ainda estejam em andamento ou a serem iniciadas nos Exercícios 2003 e 2004. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.5. e 9.12 proceda a devolução ao erário do pagamento de multas de trânsito cometidas por servidores conforme legislação em vigor. bem como em relação aos bens semoventes. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral . 9.5. se ainda não o fez. cópia do presente Acórdão. 9. medidas efetivas para a elaboração dos Mapas de Controle Anual de Veículos conforme dispõe a IN/MARE 9/94. 9. no tocante à ocupação de imóveis da Autarquia por servidores. compreendendo taxas de ocupação e despesas de água.7 adote as medidas necessárias para que seja observada a correta classificação contábil das despesas no Sistema SIAFI em cumprimento ao artigo 131 do Decreto 93. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. em desacordo com o Crédito Extraordinário aberto ou reaberto no Orçamento Geral da União .5. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. nas próximas contas anuais. adotando as providências previstas no Decreto 99.5.5.6 determinar à Secretaria Federal de Controle Interno que informe sobre a renúncia de receita própria verificada na UFRPE. 9.13 proceda.5. 9.11 abstenha-se de realizar despesas desnecessárias decorrentes da existência de veículos automotores inservíveis.8 encaminhar à Secretaria Federal de Controle Interno cópia do presente Acórdão.8 adote. 9.99 Orçamentária e à lei de um modo geral. conforme estabelece para ambas as situações a IN/SEDAP nº 205/88. Humberto Guimarães Souto (Relator).872/86. 9. as medidas necessárias para a implantação e manutenção do Inventário de Bens Móveis.5. o registro dos bens imóveis da UFRPE nos cartórios competentes e na Secretaria do Patrimônio da União em cumprimento aos artigos 94 e 96 da Lei 4. acompanhado do Relatório e do Voto que o fundamentam para que proceda o acompanhamento das determinações efetuadas à entidade.5 faça constar. se ainda não o fez. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.5. fazendo constar nas próximas contas a serem auditadas as providências adotadas e os resultados obtidos.2. quando for o caso. acompanhado do Relatório e do Voto que o fundamentam. e a data ou época a partir da qual isto passou a ocorrer.10 atualize. 10. nos processos de despesas correspondentes aos contratos firmados com a FADURPE por meio de dispensa de licitação.320/64.666/93. se ainda não o fez. e 9. 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Especificação do quorum: 12.5.7 encaminhar ao Ministério da Educação e à Secretaria de Ensino Superior. energia elétrica e outras incidentes sobre residências e sobre o imóvel ocupado pela FADURPE. 9. os elementos previsto no parágrafo único do artigo 26 da Lei 8.9 adote medidas para que sejam efetivamente cobradas as taxas de ocupação dos imóveis da UFRPE habitados por servidores.OGU para atender despesas imprevisíveis e urgentes.

foi endereçado ao então Prefeito Municipal de Pedras de Fogo/PB. Autorização para cobrança judicial. Alegações de defesa insuficientes para elidir a irregularidade. Luiz Francisco de Vasconcelos. vp). a Secretária de Saúde e Ação Social de Pedras de Fogo/PB encaminhou. por meio do Ofício GP nº 076/2001. tendo a autoridade ministerial apresentado pronunciamento atestando haver tomado conhecimento de tais conclusões (fls. vp). propondo.265/2002-0 c/2 volumes Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo (PB) Responsáveis: Luiz Francisco de Vasconcelos – CPF nº 110. Luiz Francisco de Vasconcelos. Já no âmbito desta Corte de Contas. havendo os recursos do convênio em tela sido liberados a partir de 29/09/1992 e presente a disposição constante do § 2º da cláusula 6ª do ajuste. tal responsabilidade caberia ao Sr. 5/11 e 21/11/1992) de seu primeiro mandato à frente da chefia daquele executivo municipal (1989 a 1992). vp). por conseguinte.026. Por intermédio do Ofício GP nº 160/97. datado de 10/01/1997 (fls. o autor da instrução inicial (fls. . Por intermédio do ofício SSAS nº 158/00. 13/18. No mesmo sentido. quanto à periodicidade semestral da prestação de contas. considerando o fato de parte dos recursos do convênio nº 302/91 haverem sido transferidos à Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo ainda no exercício de 1992. Manoel Alves da Silva Júnior. no entanto. de 01/08/1997 (fls. vp). Conclui. de 25/06/2000 (fls. 124. vp). 2/9. ex-prefeitos Sumário: Tomada de contas especial. Contas irregulares.154-49 e Manoel Alves da Silva Júnior – CPF nº 409. vp). o encaminhamento de cópia daquela peça ao Prefeito Municipal de Pedras de Fogo. 86. vp). concedendo-lhe prazo para apresentação de defesa ou recolhimento dos valores recebidos (fls. instrumento celebrado. por força do Convênio nº 302/91 (fls. Regular citação dos ex-prefeitos. 122. a fim de que este fosse condenado a recolher.100 GRUPO II – CLASSE II – 1ª Câmara TC-011. RELATÓRIO Cuidam os autos de tomada de contas especial instaurada. 75. Expediente de notificação nesse sentido. ao Erário Municipal. Sr. dentre outras medidas. Manoel Alves reafirma seu entendimento de que. em relação a tais parcelas. 90/97. tendo em conta a “ prática usual e prestação de contas trimestrais pelos municípios”. o Sr. com o extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social – INAMPS. concluiu pela impugnação dos valores repassados ao município por força do referido ajuste (fls. em nome da Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo/PB. passou a constar como responsável apenas o Sr. de 26/03/2001 (fls. entende caracterizada a co-responsabilidade deste. ao Ministério da Saúde (sucessor do concedente original). 78. Manoel Alves da Silva Júnior. vp). Luiz Francisco de Vasconcelos pelo valor total repassado por intermédio do convênio em comento. em 11/06/1992. tendo como objeto a implementação da municipalização das ações de saúde no município. argumenta que a obrigatoriedade de prestação de contas do convênio nº 302/91 seria do titular daquela pasta no mandato 1993/1996. Omissão no dever de prestar contas de recursos recebidos por força de convênio celebrado com o extinto INAMPS. O Controle Interno emitiu certificado de auditoria pela irregularidade das contas (fls. 111. 18. ao constatar não haver sido prestada conta alguma relativa ao citado convênio nº 302/91. Sr. no período de 29/09/1992 a 18/07/1994. Luiz Francisco de Vasconcelos (fls. o montante dos recursos repassados no âmbito do convênio nº 302/91.332. em decorrência de omissão no dever de prestar contas dos recursos recebidos por aquela municipalidade. na gestão do Sr. referido responsável. vp). 126/129. volume principal). vp). Luiz Francisco de Vasconcelos. equipe da Divisão de Auditoria do Escritório de Representação do Ministério da Saúde na Paraíba. aliás. responsabilizando o Sr.504-59. 17. vp). cópia da ação de cobrança ajuizada pelo município contra o Sr. vp). de 29/12/1995 (fls. Condenação ao débito. 1. embora reconhecendo haverem os primeiros repasses atinentes ao ajuste em tela ocorrido no último trimestre (29/9. Por intermédio do Relatório de Auditoria nº 85/95. Na TCE instaurada (vide fl.

982. 130. com toda a prestação de contas dos Convênios do Município do período. Volume 2. 07 a 203 do Volume 1 e às fls 1 a 16.140 a 141: 5. Volume Principal. 5. Síntese da defesa do Sr Manoel Alves Junior.00 30/11/1992 Cr$ 8. alegações de defesa às fls.952.581. O conflito político estabelecido entre os administradores impediu o entendimento das partes sobre as contas do município.1.00 19/03/1993 Cr$ 15.141.611. pelas parcelas a seguir. 5.101 apresentando proposta de citação nos moldes abaixo (fls.990. Luiz Francisco de Vasconcelos. inobstante os valores do Convênio ficaram demonstrados e aprovados pelos órgãos de fiscalização.Sr. em trâmite.00 16/02/1993 Cr$ 13.4. 4. na prestação de contas do Município de 1993. nas datas indicadas: Data Valor original 22/01/1993 Cr$ 10. que passo a transcrever: “.2. Volume Principal. relativa ao débito em questão. que foram objeto de análise em nova instrução da Secex/PB. .00 14/07/1993 Cr$ 29.955.667. através de prepostos: .00 05/11/1992 Cr$ 5. devendo o presente processo ser sobrestado para evitar a dualidade dos procedimentos.609..01 a 06 e documentos às fls. vp): a) responsabilidade solidária dos Srs. Na Comarca de Pedras de Fogo encontra-se. 128/129.138 a 139 e documentos fls. os responsáveis apresentaram suas alegações de defesa. Tomou posse no cargo de Prefeito a partir de 01/01/1993. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos. fls. Luiz Francisco de Vasconcelos às fls.912. O Convênio nº 302/91 foi firmado pelo ex-Prefeito Municipal Manoel Alves da Silva Junior que gerenciou os recursos até dezembro de 1992.468.969. a medida foi autorizada pelo então Relator do feito (fls. O responsáveis apresentaram suas alegações de defesa.529.96 Por despacho de 05/09/2002.213. Documento anexado: certidão referente à Ação Ordinária de Cobrança sob nº 057.Volume I.405.2001.241.00 12/04/1993 Cr$ 19. 5.131. Devidamente citados.000170-9.936.535. Síntese da defesa do Sr.3. ex-Prefeito Municipal às fls.839.00 19/10/1993 CR$ 85. proposição essa endossada pelo Diretor da área.364.00 18/07/1994 R$ 2.239. nas datas indicadas: Data Valor original 29/09/1992 Cr$ 4.00 12/11/1992 Cr$ 6.650.664.000170-9. por delegação de competência do titular da Secex/PB (fls. vp).2001. 131.5. 5.Sr.01 a 06. 6.140 a 141.6.717.00 28/06/1993 Cr$ 23. Manoel Alves Junior. Ação Ordinária de Cobrança sob nº 057. pelas parcelas a seguir.00 03/09/1993 CR$ 47.00 b) responsabilidade individual do Sr. O responsável entendeu que é a Justiça que deve determinar a responsabilidade do gestor. e .138 a 139 e documentos fls. 5. Luiz Francisco de Vasconcelos às fls.. Síntese das alegações de Defesa: 5.00 20/09/1993 CR$ 65. vp).

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6.1. Os valores do Convênio nº 302/91 foram recebidos a partir do final de setembro de 1992 (três parcelas iniciais), toda documentação referente ao gastos foi entregue ao sucessor, ex-Prefeito Municipal, Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos. 6.2. A prestação de contas dos recursos deveria ter sido apresentada em janeiro de 1993 pelo sucessor, de acordo com o Termo do Convênio; 6.3. O Prefeito sucessor não prestou contas dos recursos recebidos nem guardou a documentação comprobatória, mesmo daqueles recebidos em sua administração. 6.4. Em razão dessa irregularidade e outras a administração do Prefeito Luis Francisco sofreu intervenção, sendo, atualmente, réu em diversas ações de ressarcimento. 6.5. Ausência da prestação de contas do Convênio determinou a realização de uma auditoria em 1995 do Escritório de Representação do Ministério da Saúde na Paraíba que demandou a devolução dos recursos União. 6.6. Nos arquivos da Prefeitura não foi encontrado qualquer documento referente ao citado convênio, que estava sob a responsabilidade do ex-Prefeito. 6.7. O Município moveu a Ação Ordinária de Cobrança nº 057.2001.000.170-9 para fins de reaver do Sr. Luiz Francisco os valores recebidos, através do Convênio nº 302/91. 6.8. A Ação Ordinária de Cobrança nº 057.2001.000.170-9, após o pronunciamento das partes, encontra-se próxima ao seu encerramento (fls. 09 a 203 do Volume 1). 6.9. O órgão responsável pela Tomada das Contas (Fundo Nacional de Saúde) e a Secretaria Federal de Controle Interno responsabilizaram, unicamente, o Sr. Luiz Francisco Vasconcelos, pela omissão da prestação de contas. 6.10. Finalizou o responsável, requerendo a exclusão de sua responsabilidade neste processo. 6.11. Documentos anexados cópia da Ação Ordinária de Cobrança nº 057.2001.000.170- fls. 09 a 203 do Volume 1 e às fls 1 a 16, Volume 2. Análise: 7. 7.1. Observo, inicialmente, que a sucinta defesa apresentada pelo Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos (fls.138 a 139, Volume I), restringe-se, tão-somente, a dois aspectos: atribuir a responsabilidade ao ex-Prefeito Municipal Manoel Alves da Silva Junior pelo recursos recebidos até dezembro de 1992 e solicitar o sobrestamento do presente processo face ao trâmite na Justiça Estadual de Ação Ordinária de Cobrança sobre a questão. 7.2. Entretanto é entendimento pacífico nesta Corte, que Tribunal de Contas da União possui jurisdição e competência próprias estabelecidas pela Constituição Federal e sua Lei Orgânica (Lei nº 8.443/92), não obstando a sua atuação o fato de tramitar no âmbito do Poder Judiciário ação penal ou civil, versando sobre o mesmo assunto, dada a independência das instâncias. O trâmite de processos no âmbito desta Corte encontra-se disciplinado no seu Regimento Interno, e somente na ausência de normas legais e regimentais específicas, aplicam-se analógica e subsidiariamente, no que couber, a juízo do Tribunal de Contas da União, as disposições do Código de Processo Civil, consoante Enunciado nº 103 da Súmula da Jurisprudência deste Tribuna, frente a competência atribuída a esta Corte pelo art.71, inciso II, da Lei Maior (Acórdão 127/2002 - Primeira Câmara). 7.3. Razão pela qual, é descabida a solicitação do responsável de sobrestamento do presente processo até o deslinde do processo judicial. 7.4. Observo, também, que na cópia da Ação mencionada anexada a este processo não consta a prestação de contas do Convênio nº 302/91 (fls. 09 a 203 do Volume 1 e às fls 1 a 16, Volume 2), como afirmou o responsável (fls.139, volume Principal). 8. 8.1. A defesa apresentada pelo Sr Manoel Alves Junior, ex-Prefeito Municipal (fls.01 a 06 do Volume 1), citado, solidariamente, com o Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos pelos recursos recebidos até dezembro de 1992, busca atribuir, de forma exclusiva, a responsabilidade ao seu sucessor pelo extravio da documentação comprobatória e pela omissão na apresentação da prestação de contas, que deveria ter sido apresentada em janeiro de 1993.

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8.2. De fato, em conformidade com o disposto no Parágrafo Segundo da Cláusula Sexta do Convênio nº 302/91 (fls70), a prestação de contas deveria ter sido apresentada semestralmente, isto é, no caso dos recursos recebidos no 2º semestre de 1992, no 1º semestre de 1993, razão pela qual, caberia ao seu sucessor a respectiva prestação de contas, em face aos princípios da impessoalidade da administração pública e da continuidade administrativa. 8.3. Inobstante a argumentação anterior, o ex-Prefeito Luiz Francisco de Vasconcelos, período de 1993 a 1996, não poderia ser responsabilizado, de forma exclusiva, sobre os recursos recebidos e aplicados em 1992, pois, à época, não estava ao alcance da jurisdição desta Corte, como está definido no art. 71, II, da Constituição Federal e art. 1º, I, Lei nº 8.443/92, “ 1- julgar as contas de administradores e demais responsavéis.....” (Acórdão 136/2001 – Plenário, Acórdão 458/2002 - Primeira Câmara, Acórdão 670/2002 - Primeira Câmara). 8.4. Portanto, em conformidade com o Enunciado nº 230 da Súmula de Jurisprudência desta Corte, o gravame ao sucessor, por não apresentar a prestação de contas, é sua co-responsabilização, como disposto na citação solidária, originalmente efetuada. Enunciado nº 230 da Súmula de Jurisprudência ‘Compete ao sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, quando este não o tiver feito, ou, na impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público com a instauração da competente Tomada de Contas Especial, sob pena de co-responsabilidade’ 8.5. Observo, também, que a cópia do extrato inserido no processo (fls. 103, verso, Volume I) consta como saldo, em 31/12/1992, o débito de Cr$ 32.400,00, comprovando que o recurso recebido no ano de 1992 foi utilizado neste exercício. 8.6. Por oportuno, verifico que o Sr. Manoel Alves Junior e/ou Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos, se assim entendessem, a partir das cópias de extratos bancários e cheques já disponíveis na Ação Ordinária (cujas cópias estão ilegíveis neste processo), poderiam, possivelmente, buscar elementos de convencimento suficientes a comprovação da correta aplicação do recursos de sua gestão. 9. O exame do procedimento de boa-fé dos responsáveis no evento, nos termos do art. 1º da Decisão Normativa nº 35/00, no que concerne ao Sr.Luiz Francisco de Vasconcelos, não há como admitila, pois além de omitir a prestacão de contas de seu antecessor e as suas, não zelou pela documentacão comprobatória, como esperado. Contudo, em relacão ao Srs. Manoel Alves Junior há reais elementos parao reconhecimento de sua boa-fé, já que não lhe cabia, à princípio, a apresentação da prestacão de contas. (Acórdão 213/2002- Primeira Câmara) 10. Entretanto, considerando a imputacão de débito do tipo solidária aos responsáveis, entendo, para evitar o descompasso processual ou alegacão superveniente que possa prejudicar o deslinde deste processo, entendo que deva ser adotado o procedimento mais favorável para ambos. ...”. Considerando não haverem as alegações de defesa elidido a irregularidade atinente à aplicação dos recursos do convênio nº 302/91, mas tendo em conta o entendimento de não haver restado configurada a má-fé do Sr. Manoel Alves Júnior – circunstância que se avaliou deveria aproveitar ao outro responsável solidário –, concluiu a instrução pela rejeição das defesas apresentadas pelos Srs. Luiz Francisco de Vasconcelos e Manoel Alves da Silva Júnior e conseqüente cientificação dos responsáveis para, em novo e improrrogável prazo de quinze dias, recolher as importâncias por que foram citados (fls. 23/24, v2). O titular da 2ª DT ratificou as propostas de encaminhamento da instrução, acrescendo considerações em reforço das conclusões que a elas conduziram, verbis (fls. 25/26, v2): “... De acordo com a análise empreendida pelo Sr. Analista em sua instrução de fls. 19/24-v.2. 2 Cumpre assinalar que se observa no presente caso a questão de fatos ocorridos em 1991 virem a ser objeto de instauração da devida Tornada de Contas Especial apenas em 2002, onze anos depois, com evidentes prejuízos à ação do Controle e à busca da verdade material, haja vista o extenso lapso de tempo decorrido, situação já repetidamente condenada por esta Corte. 3 Quanto à responsabilidade dos responsáveis pelos fatos impugnados compartilho com o entendimento esposado na instrução técnica. O Sr. Manoel Alves da Silva Júnior, ex-Prefeito de Pedras

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de Fogo/PB, no período de 1989 a 1992, foi signatário do Convênio n° 302/91 e geriu os recursos financeiros repassados pelo extinto lNAMPS por conta aludida avença entre 29/09/1992 e 31/12/1992 (fls. 19-v.2 - Tabela B), conforme atesta o extrato da conta bancária às fls. 102-verso-v.l), sem ter conseguido comprovar a regular aplicação. 4 A alegação de que o sucessor teria dado fim à documentação, desprovida de provas, em nada lhe aproveita. Ademais, o Prefeito sucessor, ao dar fim à documentação referente à gestão de seu antecessor, conforme alega o Sr. Manoel Alves, só estaria atraindo para si a co-responsabilidade por recursos que não geriu, e sobre os quais tinha apenas o dever legal de prestar contas. 5 O fato do Concedente haver arrolado isoladamente o Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos não impede que esta Corte inclua o Sr. Manoel Alves dentre os responsáveis, especialmente quando se verifica que administrou parte dos recursos, sem que haja comprovação da sua boa e regular gestão. 6 A defesa do Sr. Luiz Francisco, Prefeito Municipal de Pedras de Fogo/PB no período de 1993 a 1996, também foi devidamente examinada e está configurada sua co-responsabilidade. 7 A Súmula n° 230 da jurisprudência desta C. Corte reza: ‘Compete ao prefeito sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, quando este não o tiver feito, ou, na impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público com a instauração da competente Tomada de Contas Especial, sob pena de co-responsabilidade.’ 8 Verifica-se, em conformidade com o referido enunciado, que a pena estipulada ao sucessor por não apresentar as contas é sua co-responsabilização, e não sua responsabilização exclusiva pelo débito. 9 O Sr. Luiz Francisco alegou em sua defesa que teria prestado contas dos recursos do convênio por ele geridos, sem ter apresentado a mesma ao Concedente, quando notificado, e nem a este Tribunal. 10 Além disso, a defesa do ex-Prefeito Luiz Francisco afastou-se do mérito da questão argüida e procurou, em preliminar, suscitar a prevalência do exame da matéria na esfera judicial, argumentação adequadamente refutada na instrução técnica, ao invés de defender-se quanto aos fatos impugnados. 11 Destarte, acompanho a proposição do Sr. Analista ...”. O posicionamento da instrução, devidamente acrescido das considerações tecidas pelo Sr. Diretor, foi acompanhado pelo titular da Secex/PB (fls. 26, v2). O Ministério Público junto a esta Casa, neste ato representado por seu Subprocurador-Geral Dr. Jatir Batista da Cunha, por um lado, manifestou-se na mesma linha da unidade técnica no que tange à rejeição das alegações de defesa, nos seguintes termos (fls. 27/28, v2): “... É certo que as alegações de defesa oferecidas não têm o condão de descaracterizar a irregularidade que deu ensejo à citação, visto que a omissão no dever de prestar contas, razão de ser da instauração da presente tomada de contas especial, não foi sanada. Vejamos, a propósito, o inteiro teor do Enunciado Sumular n.º 230, que materializa a jurisprudência predominante desta Casa: “Compete ao prefeito sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, quando este não o tiver feito, ou, na impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público com a instauração da competente Tomada de Contas Especial, sob pena de co-responsabilidade”. Consoante tese por nós sustentada nos autos do TC-675.043/95-6, a Súmula TCU n.º 230 disciplina uma situação excepcional, qual seja, a de transição entre um mandato e outro associada à não-prestação de contas. A regra é no sentido de que quem aplicou os recursos deles deve prestar contas. Uma das exceções, justamente contemplada no enunciado sumular, consiste no dever de o sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, acaso este não o tenha feito, e, não sendo possível fazê-lo, adotar as medidas cabíveis tendentes à instauração da competente Tomada de Contas Especial. Se nenhum desses caminhos é trilhado pelo sucessor, cabe a extensão da responsabilidade, tornando-o solidário com o antecessor, pois o fim último visado pelo ordenamento é a boa e regular aplicação dos recursos, que somente pode ser verificada se a omissão no dever de prestar contas não subsistir. Ao tratar da matéria, o Convênio n.º 302/91 estabeleceu que “a prestação de contas do total dos recursos recebidos será apresentada pela Prefeitura, semestralmente, à Coordenadoria de Cooperação

efetivo gestor dos recursos e a quem cabia. em linha de concordância com a SECEX/PB. da citada Lei c/c o artigo 214. Manifestamo-nos. e 19. VOTO Verifico não haver nenhum dos dois responsáveis. em relação ao Convênio nº 302/91 – celebrado entre a Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo/PB e o extinto INAMPS –. o recolhimento das referidas quantias aos cofres do Fundo Nacional de Saúde (artigo 23. por outro lado. de modo a comprovar a boa e regular aplicação dos recursos públicos federais repassados. apresentado a devida prestação de contas. Cabe. A existência de ações tramitando junto às Justiças comum ou especializada. ou documentação a ela equivalente. bens e valores públicos (artigo 70. Todavia. o Sr. b) autorizar. consoante reiteradas manifestações desta Corte (vide.º 35/2000 e 202. quer apresentando as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor. ante a ausência de elementos que permitam reconhecer a boa-fé de qualquer dos responsáveis.º 8.º 230. desde logo. Parágrafo Segundo).p.º 8. quer adotando as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público. 1... § 6º. no sentido de esta Corte: a) julgar irregulares as presentes contas e em débito os Srs. Luiz Francisco de Vasconcelos. inciso II. e não fez juntar aos autos qualquer evidência da efetiva destinação dos recursos ou da efetiva permanência da documentação pertinente no âmbito da Prefeitura. do Regimento Interno/TCU. no sentido do sobrestamento deste feito no aguardo da conclusão de ação ordinária de cobrança movida em seu desfavor.” (fl.. Não merece guarida o pleito do Sr.105 Técnica e Controle do INAMPS no Estado. em face do princípio da independência das instâncias. portanto. não vemos como eximi-lo da responsabilidade pelo débito em foco. gerencie ou administre dinheiros.”. Ata nº 07/98. inciso III. parágrafo único). de acordo com as respectivas responsabilidades. divergiu da proposta de novo prazo para recolhimento do débito. 16. com fundamento nos artigos 1º. a contar da ciência. transferindo para seu sucessor o ônus de prestar contas. Luiz Francisco de Vasconcelos. Cláusula Sexta. Manoel Alves da Silva Júnior geriu os recursos recebidos em 1992. pois. no que diz respeito aos repasses de 1992. alínea "a". que impõe o dever de prestar contas a todo aquele que utilize. caput. À luz do texto constitucional. o julgamento definitivo de mérito destas contas especiais. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos. a cobrança judicial das dívidas. arrecade. constituída do Relatório de Execução do Gestor. Plenário. . inciso III. ao pagamento das importâncias descritas às fls. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora. 23-24 do vol.443/92. conforme se verifica nos extratos de fls. perante o Tribunal. da Lei n. alvitrando que. calculados a partir das datas especificadas até a efetiva quitação do débito.443/92. proceda-se ao julgamento definitivo de mérito destas contas: “. com fulcro nos artigos 3º da Decisão Normativa n. propomos ao Tribunal. nos termos do citado Enunciado n. com as vênias de estilo. 102v e 111 do vol. Prefeito sucessor. o que se constata é que o Sr. para que comprovem. fixando-lhes o prazo de quinze dias. não obsta a atuação do Tribunal de Contas da União em relação ao julgamento do presente processo. inciso I. alínea “a”. 2 (alíneas “a” e “b” do item 11. Com relação aos recursos transferidos nos exercícios de 1993 e 1994. deve a condenação recair sobre o Sr. O representante do MP. imputar-lhe responsabilidade solidária pelos valores atinentes ao ano de 1992.” É o relatório. na forma da legislação em vigor. caso não atendida a notificação. Destarte.3). mesmo tendo por objeto as mesmas responsabilidades aqui tratadas. de acordo com o prazo conveniado. condenando-os. a responsabilidade pela prestação de contas. guarde. da Lei n. entendemos que as alegações de defesa devem ser rejeitadas. De outra parte. 06 do v. do Regimento Interno/TCU).. alínea “a”. Luiz Francisco de Vasconcelos.. Nestes autos.. as providências a seu cargo. desde logo. inciso III. por exemplo: Acórdão nº 22/1998. com espeque no artigo 28. não adotou.

Unidade técnica: Secex/PB 8. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora calculados a partir das respectivas datas até a data do recolhimento. Subprocurador-Geral 7. Dessa forma. inciso III. Processo nº TC 011. perante o Tribunal (art. considero não restar a este Tribunal outra alternativa que não a de proferir decisum nesse sentido. diante das razões expostas pelo Relator.917-A). em 20 de maio de 2003. Por outro lado.026. prérequisito para a aplicação do disposto no art. em: 9. inciso III. respectivamente nos períodos de 1989 a 1992 e de 1993 a 1996. em decorrência de omissão no dever de prestar contas dos recursos recebidos por aquela municipalidade. 214. III. da Lei nº 8. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos. da Lei nº 8. proferir julgamento de mérito destas contas. fixando-lhes o prazo de 15 (quinze) dias. de 16 de julho de 1992.443/92 c/c o art. alínea “a” do Regimento Interno).1ª CÂMARA 1. Representante do Ministério Público: Doutor Jatir Batista da Cunha. alínea “a”.543) e Lítio Tadeu Costa Rodrigues dos Santos (OAB/PE nº 18. na forma prevista na legislação . deva o Tribunal. Responsáveis: Luiz Francisco de Vasconcelos (CPF nº 110. 19. ex-prefeitos 4. TCU. 16. e 23. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6.504-59). relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada.075) 9. 23. para comprovar. Entidade: Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo (PB) 5. em nome da Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo/PB. caput. inciso I. inciso III do Regimento Interno. inciso III. do Regimento Interno desta Casa. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos. pelas quantias indicadas a seguir. com o extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social – INAMPS. o recolhimento das dívidas aos cofres do Fundo Nacional de Saúde. no período de 29/09/1992 a 18/07/1994. por conseguinte. Com relação à atribuição de responsabilidade pelas parcelas repassadas por força do referido convênio. 202. por força do Convênio nº 302/91. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Ata nº 40/94. em 11/06/1992. julgar irregulares as presentes contas e em débito os Srs. 16. 209. 2ª Câmara. c/c os arts.1. Presente o fato de o art. 2ª Câmara. “a”. § 3º. inciso I. desde logo. divergindo parcialmente da proposta de encaminhamento da unidade técnica ao acolher a modificação sugerida no parecer do Ministério Público junto a esta Casa. com fundamento nos arts. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. quanto no que tange à responsabilidade individual deste último. a contar da notificação. tanto no que se refere ao período de solidariedade entre os Srs. Advogados constituídos nos autos: Emilson de Lucena Formiga (OAB/PB nº 4. da Lei nº 8. Valéria Barros Ribeiro da Costa (OAB/PE nº 16.TCU .106 Decisão nº 278/94.443. inciso III. Decisão nº 431/2000. 210 e 214. inciso I. 1º.443/92 estabelecer a inobservância da obrigatoriedade de prestar contas como motivo para que esta Corte de Contas julgue irregulares as contas do responsável. considero a questão apropriadamente tratada pelos pareceres da unidade técnica e do douto Parquet. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Acórdão: VISTOS.154-49) e Manoel Alves da Silva Júnior (CPF nº 409. com as devidas vênias. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. efetivamente não vislumbro nos autos evidências da boa-fé dos responsáveis. alínea “a”. instrumento celebrado. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. tendo como objeto a implementação da municipalização das ações de saúde no município. Ata nº 43/2000).022/2003 . 1º.332. Entendo. Grupo II – Classe de assunto: II – Tomada de Contas Especial 3.265/2002-0 c/2 volumes 2. ex-Prefeitos Municipais de Pedras de Fogo/PB.

839. Citação dos sucessores.1.364.213.664. Morte do responsável antes da citação.107 em vigor.00 05/11/1992 Cr$ 5.00 19/10/1993 CR$ 85.468.609. 28.00 19/03/1993 Cr$ 15. nos termos do art.952.96 9.00 9. .912. Luiz Francisco de Vasconcelos: Data Valor original 22/01/1993 Cr$ 10.010/1995-8 (com 1 volume) NATUREZA: Tomada de Contas Especial UNIDADE: Prefeitura de Salvador/BA RESPONSÁVEL: Fernando José Guimarães Rocha. Especificação do quorum: 12.581. inciso II. responsabilidade solidária dos Srs. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.00 18/07/1994 R$ 2.717.529. da Lei nº 8.1. Prefeitura de Salvador/BA.00 12/11/1992 Cr$ 6.241. 10.969.131.650. Sentença homologatória da partilha dos bens transitada em julgado.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).00 14/07/1993 Cr$ 29.2.239. ex-Prefeito (falecido) SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial.443/92.936. 12. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª CÂMARA TC-279. Humberto Guimarães Souto (Relator).00 03/09/1993 CR$ 47.667. 9.00 30/11/1992 Cr$ 8.1. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.2. caso não atendidas as notificações. responsabilidade individual do Sr. a cobrança judicial das dívidas.990.611. desde logo. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.2. Inadimplemento do objeto de convênio firmado com o FNDE verificada por meio de inspeção no local. autorizar. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.00 20/09/1993 CR$ 65. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos: Data Valor original 29/09/1992 Cr$ 4.535.982.00 16/02/1993 Cr$ 13.00 12/04/1993 Cr$ 19.00 28/06/1993 Cr$ 23.955.405.

que a unidade escolar não foi construída.. Envio de cópia dos autos ao Ministério Público Federal. inequivocamente. Citados os sucessores (fls. e constou como sucessores apenas os filhos. beneficiária da meação. objetivando a construção de unidade escolar no bairro de San Martin.. em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE. Fixação de prazo aos sucessores para comprovarem o ressarcimento do erário até o limite do patrimônio transferido. 250/1). considerando que ‘. Irregularidade das contas. Ausência de boa-fé. e ‘que nenhum documento foi apresentado que indicasse a guarda e/ou depósito de materiais destinados a construção e . 12. O responsável faleceu em 28.8. por intermédio da mãe. ‘o Município de Salvador adquiriu toda parte de argamassa (pré-moldados) e parte substancial das peças metálicas e dos materiais de instalação (elétrica. é afirmado que a contrapartida não foi aplicada. 130 – Volume Principal).° 17/93 (fl. em relação à inexecução da unidade escolar de San Martin. 70 da citada informação. embora tenha sido apresentada prestação de contas pelo responsável. são ratificadas as irregularidades anteriormente registradas. A princípio.108 Alegações de defesa insuficientes. já atingia a elevada quantia de Cr$ 446. para a sua montagem. pois no local onde deveria ser construída a escola só existe o terreno sem serviço de infraestrutura. o motivo da instauração da presente TCE foi o não cumprimento do objeto conveniado.00. No item 7 do Relatório de Inspeção n. as constatações dos técnicos do FNDE são contundentes e demonstram. . ‘in verbis’: ‘a) o objetivo não foi alcançado. a defesa argumenta que a demora no repasse de recursos por parte do FNDE. 10.. alínea ‘a’.° 446/91 não foi cumprido.o custo total das obras. 61) restou evidenciado que o objeto do convênio n. ainda assim. que sequer foram encontrados os materiais supostamente adquiridos ou pré-fabricados. 56 – Volume Principal). é afirmado que as fotos do terreno demonstram a inexistência da unidade escolar e que ela não foi construída. teria sido o motivo pelo qual não foram suficientes os recursos repassados. em 25.000.98.91.. 13. empresa municipal sucessora de RENURB – Companhia de Renovação Urbana de Salvador. exPrefeito de Salvador/BA. Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha.. b) a prefeitura efetuou o pagamento total da obra à Companhia de Renovação Urbana de Salvador – RENURB.392. 65). e atestou que os serviços foram prestados.’. herdeiros necessários. Trata-se de Tomada de Contas Especial instaurada contra Fernando José Guimarães Rocha. empresa municipal. antes da citação pelo Tribunal. mediante o Convênio 446/91 (fls. 69). . 11. No item 1. na importância de Cr$ 125. que era responsável pela obra. aquele juízo informou do trânsito em julgado da sentença homologatória da partilha amigável de bens (fl.. Resumindo.). e já se forma uma favela ao lado. ou seja. Conforme atestado pelo FNDE (fl. Promovidas diligências junto à 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Salvador/BA. No entanto.00. aliada ‘.10. da INFORMAÇÃO N. sem a inclusão do custo com terraplenagem e urbanização.1 do multicitado relatório...450.1. após exames de alegações do responsável. 18). Nagede Rios Rocha. apresentaram alegações de defesa conjuntas (fls. A construção da escola não foi iniciada e o terreno apresenta aspecto de abandono (vide foto às fls. hidráulica. Na fl.° 053/93/AUDITORIA-FNDE (fl. 265/8).. No item 5 do mesmo relatório.’. Entretanto. ‘faltava apenas o aporte de mais recursos’. a quem outorgaram procuração específica para receber citação (fls.’. No item 8. 39/44). apresentando risco de ser invadido.. é registrado. Aduz a defesa que. ferragens etc. transcrevo parcialmente a seguir: “09. cuja análise. 258/62). a verdade dos fatos aponta a situação descrita na alínea ‘a’ acima. os quais foram depositados no estabelecimento da DESAL – Companhia de Desenvolvimento de Salvador. no processo de inventário no qual fora nomeada inventariante a viúva.’ 14. à elevada inflação ocorrida no período..000. 254/5). efetuada pela Secex/BA (fls. alega a defesa que a unidade escolar estava praticamente pronta e. embora tenha o responsável apresentado prestação de contas de dois pagamentos supostamente efetuados à RENURB (fl.

dos arts. 228 a 246 . 16. alegando apenas que teriam sido depositadas no estabelecimento da DESAL. inciso III. cumpria restituí-los ao FNDE ou complementá-los a fim de atingir o objetivo pactuado. Destarte. com fulcro no art. Há previsão legal para a imputação de débito aos herdeiros do responsável. transitada em julgado a sentença homologatória da partilha de bens. Não se trata de ‘penalidade’. a unidade técnica propõe que o Tribunal julgue irregulares as contas do responsável. não tendo havido qualquer devolução à União. não configurada a boa-fé. Trata-se de responsabilidade objetiva do gestor. Tampouco foi comprovada a aquisição e a guarda de materiais destinados à execução do objeto pactuado (fl. 15. que demonstram já ter ocorrido partilha dos bens do espólio do responsável. inciso VIII. por outro lado. 16. do Regimento Interno. como alega a defesa. Portanto. inciso XLV. ao contrário do que alega a defesa. e. com arrimo no art.° 8. Quanto à responsabilização da viúva. que independe da verificação de culpa ou dolo. 5º. Juíza da Quarta Vara de Família da Comarca de Salvador enviou ofício e documentos anexos (fls. que deve ser o art. a exemplo da Lei n. em consonância com o art. que as obras sequer foram iniciadas e o terreno no qual seria construída a unidade escolar encontrava-se em estado de completo abandono (fl. 16. além da previsão constitucional da obrigatoriedade de comprovação da regular aplicação dos recursos. A obrigação de reparar o dano ao erário estende-se aos sucessores do responsável. a defesa não menciona o que foi feito das peças supostamente adquiridas. julgo as contas irregulares. cumpre esclarecer que a morte do responsável ocorreu na vigência do antigo Código Civil Brasileiro.443/92. Ainda que a Sra. 62).443/92. em cujo teor o cônjuge sobrevivente não concorria com os descendentes nem com os ascendentes na ordem de . como alega a defesa. com base em inspeção realizada no local. pelas razões apresentadas no item 7 desta instrução. inciso III. 70). o órgão repassador dos recursos atesta. dissentindo dos pareceres da Secex/BA e do Ministério Público apenas quanto à fundamentação legal.109 ampliação’ da referida escola. da Constituição Federal e no art.443/92. ao contrário. da Lei 8. a Lei 3. até o limite do valor do patrimônio transferido. É o relatório. tendo ela apresentado defesa. condenando os sucessores ao ressarcimento do erário. As irregularidades constatadas não são de caráter meramente formal.° 6. a MM.” Conclusivamente. consistente na construção de uma unidade escolar no bairro de San Martin. uma vez que a contrapartida exigida refletia apenas a participação mínima do município. Por fim.volume I). 568 do CPC.FNDE. alínea “b”. O Ministério Público manifestou-se de acordo (fl. celebrado com o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação . entendemos que a sua meação não é totalmente inatingível.071. Diversamente das alegações de defesa apresentadas. 134 do Código Tributário Nacional e do inciso II do art. devidamente homologada por sentença datada de 28/07/99 (fl. a pretensão de ressarcimento ao FNDE. mas. no Convênio 446/91. 202. Se os recursos não eram suficientes para o cumprimento do objeto conveniado. do art. da Lei 8. 242 . 270). Nadege Rios Rocha figure na qualidade de cônjuge meeira. 17. constam como sucessores apenas os filhos do responsável. observado o limite do patrimônio que lhes foi transferido. 4° e 30 da Lei n. alínea “c”.volume I).443/92. Diante das constatações supra. não podem ser aceitas as argumentações da defesa. Mais além. 5º. apontam a não aplicação de recursos federais repassados ao município no objeto pactuado. § 6º. VOTO Os argumentos trazidos aos autos pelos sucessores do ex-Prefeito de Salvador/BA Fernando José Guimarães Rocha não demonstram a correta aplicação dos recursos financeiros transferidos ao município. cumpre lembrar que. em resposta a ofício deste Tribunal. de 1916. Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. deve ser cientificada das decisões deste Tribunal.830 (Lei de Execução Fiscal). da Lei 8. aventada pela unidade técnica.

julgar irregulares as contas de Fernando José Guimarães Rocha e condenar em débito seus sucessores. §3º. instaurada em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação . foi mantido no novo Código Civil. em 25. para que comprovem. Por fim.110 sucessão hereditária (art. 3. Unidade técnica: Secex/BA. 5. Advogado constituído nos autos: Almir Britto (OAB/BA 5. caput. Responsável: Fernando José Guimarães Rocha. o que demanda produção de prova nesse sentido (art.3. o recolhimento ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . inciso III. e 9.443/92. com os acréscimos legais calculados a partir de 25.051). a contar das notificações. VOTO por que o Tribunal de Contas da União aprove o ACÓRDÃO que ora submeto à apreciação da Primeira Câmara.00 (cento e vinte e cinco milhões de cruzeiros).10. do Regimento Interno). as obrigações provenientes de atos ilícitos.FNDE.00. para as medidas de sua competência. Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.1. visto serem excluídos da comunhão de bens. dar ciência à Câmara Municipal de Salvador/BA. 9. do Código Civil revogado.365-15.000.000. perante o Tribunal (art.4. não obstante. considero conveniente dar ciência da deliberação a ser proferida por esta Corte à Câmara Municipal de Salvador/BA.000. 6. Salvo comprovada a participação do cônjuge supérstite nas irregularidades que resultaram o dano ao erário. da Lei 8. enviando-lhe cópia deste Acórdão. mediante o Convênio 446/91 (fls. observado o limite do patrimônio por eles recebido a título de herança deixada pelo responsável. objetivando a construção de uma unidade escolar no bairro de San Martin. 1. Sala das Sessões.443/92. inciso IV).603). 16. da Lei 8. Nos termos no art.10. inciso II. ex-Prefeito (falecido) – CPF 020. vigente desde 1º. inciso III. . alínea “a”. relativamente ao regime de comunhão parcial.000. inciso I. 28. desde logo.443/92.FNDE da importância de Cr$ 125.91. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin. ex-Prefeito de Salvador/BA.TCU . relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. fixando-lhes o prazo de quinze dias. 263. 9. alínea “c”. não há que se lhe estender a obrigação de reparação.1. nos termos dos arts. 214. nos termos do art. o que.03. da Lei 8.902.2. e 270. Ante o exposto.015-20).1ª CÂMARA 1. caso não atendidas as notificações. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Acórdão: VISTOS. inciso III. 8. Processo TC-279.91 até a data do efetivo recolhimento. ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 1º. 1. em: 9.023/2003 . com a só ressalva para a hipótese de reversão em proveito do casal. reunidos em sessão da Primeira Câmara. remeto cópia dos autos ao Ministério Público da União. 9. 16. de responsabilidade de Fernando José Guimarães Rocha.443/92. da Lei 8. a cobrança judicial da dívida. seja universal ou parcial. autorizar.659. bem como do Relatório e Voto que o fundamentam. Unidade: Prefeitura de Salvador/BA.205-59) e Maria da Conceição Rios Rocha (CPF 716. 4. na importância de Cr$ 125. nos termos do art. enviar cópia dos autos ao Ministério Público Federal. 7.010/1995-8 (com 1 volume) 2. 16.318. § 3º. 39/44). em 20 de maio de 2003. inciso II. 19. inciso VI. Grupo I – Classe II – Tomada de Contas Especial.561. Fernando José Guimarães Rocha Júnior (CPF 515. e 23.

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10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Especificação do quorum: 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente), Humberto Guimarães Souto, Walton Alencar Rodrigues (Relator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 12.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª CÂMARA TC-279.017/1995-2 (com 2 anexos) NATUREZA: Tomada de Contas Especial UNIDADE: Prefeitura de Salvador/BA RESPONSÁVEL: Fernando José Guimarães Rocha, ex-Prefeito (falecido) SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial. Prefeitura de Salvador/BA. Inadimplemento do objeto de convênio firmado com o FNDE verificado por meio de inspeção no local. Morte do responsável antes da citação. Sentença homologatória da partilha dos bens transitada em julgado. Citação dos sucessores. Alegações de defesa insuficientes para elidir a impugnação. Ausência de boa-fé. Irregularidade das contas do responsável. Fixação de prazo aos sucessores para comprovarem o ressarcimento do erário até o limite do patrimônio transferido. Envio de cópia dos autos ao Ministério Público Federal. Cuidam os autos de Tomada de Contas Especial, de responsabilidade de Fernando José Guimarães Rocha, ex-Prefeito de Salvador/BA, instaurada em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE, mediante o Convênio 845/92 (fls. 36/41, anexo 2), na importância de Cr$ 2.570.000.000,00, em 21.7.92 (fl. 88), objetivando a realização de três projetos relacionados à promoção do ensino fundamental: 1) 23013001716/92-36 – Aquisição de equipamentos e materiais permanentes; Recuperação de 83 unidade escolares; Ampliação (construção) de 52 salas de aula – Cr$ 2.500.000.000,00; 2) 23013001717/92-07 – Alfabetização de 2.000 jovens e adultos – Cr$ 20.000.000,00; 3) 23013001718/92-61 – Aquisição de material didático para 306 classes pré-escolar; Treinamento de 250 docentes; Impressão gráfica de 500 exemplares de nova proposta pedagógica – Cr$ 50.000.000,00. O FNDE verificou que o objeto pactuado não foi integralmente executado, sendo aprovada a realização de despesas que montam Cr$ 2.173.499.000,00, resultando a importância de Cr$ 396.501.000,00 a ser restituído ao órgão repassador (fls. 259/60). O responsável faleceu em 28.8.98, antes de sua citação pelo Tribunal. Promovidas diligências junto à 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Salvador/BA, aquele juízo informou do trânsito em julgado da sentença homologatória da partilha amigável de bens (fl. 35), no processo de inventário no qual fora nomeada inventariante a viúva, Nagede Rios Rocha, beneficiária da meação, e constou como sucessores apenas os filhos, herdeiros necessários, Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. Citados os sucessores (fls. 61/5), por intermédio da mãe, a quem outorgaram procuração específica

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para receber citação (fls. 57/66), apresentaram alegações de defesa conjuntas (fls. 67/74), cuja análise, efetuada pela Secex/BA (fls. 77/80), transcrevo parcialmente a seguir: “08. O cerne da questão reside no cumprimento apenas parcial do objeto pactuado. 09. A defesa insurge-se contra os valores apresentados como representativos do débito imputado ao ex-prefeito, alegando que somente Cr$ 700.000.000,00 teriam sido repassados pelo FNDE ao município, sendo Cr$ 500.000.000,00 para a ampliação das salas de aula e Cr$ 200.000.000,00 para a recuperação das unidades escolares. 10. Inicialmente, cumpre esclarecer que valor do efetivo crédito foi de Cr$ 2.570.000.000,00, em 21/07/1992, na conta n.° 75.030-1 da Ag. Cidade Alta do Banco do Brasil , conforme extrato de folha 88 do volume principal. Constata-se que este valor corresponde a (quadro de fl. 02 do volume principal): - Cr$ 2.500.000.000,00 relativos a apenas um dos três projetos vinculados ao convênio n.° 845/92, ou seja, o projeto n.° 23013.001716/92-36; - Cr$ 20.000.000,00 relativos ao projeto n.° 23013.001717/92-07 do mesmo convênio; - Cr$ 50.000.000,00 00 relativos ao projeto n.° 23013.001718/92-61 do mesmo convênio. 11. No item 8.8.1.1 do Relatório de Inspeção n.° 17/93 (fl. 07) restou evidenciado que o objeto do convênio n.° 845/92 não foi cumprido, no que diz respeito ao supramencionado projeto n.° 23013.001716/92 (descrição na fl. 36 do volume I), que representou Cr$ 2.500.000.000,00, conforme demonstrado acima. No item 8.8.2.1 do mesmo relatório, restou igualmente evidenciado que na utilização dos recursos no montante de Cr$ 20.000.000,00, o objeto do convênio não foi alcançado (descrição nas fls. 36 do volume I). A descrição das atividades que deveriam ser desenvolvidas encontrase no Plano de Trabalho (fls. 05/07 e 12/35 do Volume I). 12. No Parecer TCE n.° 188/99 (fl. 259) e no novo cálculo elaborado pelo FNDE (fl. 260 – volume Principal), são levadas em consideração as despesas no montante de Cr$ 2.173.499.000,00 e o efetivo crédito de Cr$ 2.570.000.000,00, apontando um ‘valor a ser restituído ao FNDE’ igual a Cr$ 396.501.000,00. Desta forma, já foram computadas as despesas comprovadas por meio de documentos apresentados nos autos, em razão da verificação de cumprimento parcial do objeto do convênio. 13. A defesa insurge-se também contra as assertivas de que o objeto do convênio não fora regularmente cumprido. A viúva e os herdeiros relacionam os serviços supostamente executados nas escolas dos municípios e alegam que ‘não há qualquer dúvida em relação à autenticidade e legitimidade dos documentos comprobatórios das despesas realizadas, bem assim a respeito da correlação das despesas com os objetivos das transferências ...’. 14. Alega ainda a defesa que o extinto Ministério da Ação Social não repassou integralmente os recursos pactuados e que o município foi obrigado a concluir as obras e serviços com recursos próprios. 15. Ao comparar o previsto no Plano de Trabalho (fls. 05/07 e 12/35 do Volume I) com os serviços que a defesa alega terem sido realizados, verificamos que há sensível discrepância. Mais além, a inspeção ‘in loco’ constatou a não realização de diversos serviços pactuados no convênio (fls. 06/07 e 18/19 – volume Principal). Restou patente que deixaram de ser ampliadas 15 das 52 salas de aula previstas, e que na Escola Prof. Antônio Carvalho Guedes somente foram ampliadas 02 salas ao invés de 06. Destarte, não pode ser aceita a argumentação da defesa. 16. Em resumo, não pode ser aceita a argumentação da defesa, levando em conta que foram efetivamente repassados recursos no montante de Cr$ 2.570.000.000,00, e levando em conta, ainda, que o objeto do convênio não foi totalmente cumprido e que as despesas comprovadas nos autos já foram abatidas para calcular o débito, o qual deve ser considerado o seguinte: Cr$ 396.501.000,00 em 21/07/1992. 17. As irregularidades constatadas não são de caráter meramente formal, como alega a defesa, mas, ao contrário, apontam a não aplicação de recursos federais repassados ao município no objeto pactuado, não tendo havido qualquer devolução à União. Há previsão legal para a imputação de débito ao gestor e conseqüente cobrança, a exemplo da Lei n.° 8.443/92, além da previsão constitucional da obrigatoriedade de comprovação da regular aplicação dos recursos, ao contrário do que alega a defesa. Trata-se de responsabilidade objetiva do gestor, que independe da verificação de culpa ou dolo. 18. Por fim, cumpre lembrar que, em resposta a ofício deste Tribunal, a MM. Juíza da Quarta Vara de Família da Comarca de Salvador enviou ofício e documentos anexos (fls. 35 a 53 - volume II), que

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demonstram já ter ocorrido partilha dos bens do espólio do responsável, devidamente homologada por sentença datada de 28/07/99 (fl. 49 - volume II). Ainda que a Sra. Nadege Rios Rocha figure na qualidade de cônjuge meeira, entendemos que a sua meação não é totalmente inatingível, pelas razões apresentadas no item 6 desta instrução, e, por outro lado, tendo ela apresentado defesa, deve ser cientificada das decisões deste Tribunal.” Conclusivamente, a unidade técnica propõe que o Tribunal julgue irregulares as contas do responsável, com fulcro no art. 16, inciso III, alínea “b”, da Lei 8.443/92, condenando os sucessores ao ressarcimento do erário, observado o limite do patrimônio que lhes foi transferido. O Ministério Público manifestou-se de acordo (fl. 82). É o relatório. VOTO As irregularidades que deram origem à instauração desta Tomada de Contas Especial dizem respeito à execução do Projeto 23013001716/92-36, que integra o objeto do Convênio 845/92, celebrado entre a Prefeitura de Salvador/BA e o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação - FNDE, e consistem no seguinte (fls. 61 e 63): “a) a ampliação das 52 salas de aula não foi alcançada, pois deixaram de ser ampliadas as salas referentes às Unidade Escolares de Armando C. da Rocha, Maria Constança e Conselheiro Luís Rogério, perfazendo um total de 15 salas; b) na Escola Prof. Antônio Carvalho Guedes, somente foram construídas 02 novas salas de aula, embora na nota fiscal nº 005 emitida pela DESAL, conste a ampliação de 06 salas; c) houve expressiva redução de metas sem a prévia anuência da DEMEC/BA.” Os argumentos trazidos aos autos pelos sucessores do ex-Prefeito Fernando José Guimarães Rocha são incapazes de comprovar a integral aplicação dos recursos financeiros transferidos ao município no objeto do convênio. Diversamente das alegações de defesa apresentadas, o órgão repassador dos recursos, com base em inspeção realizada no local, atesta a inexecução de parte do objeto pactuado (fl. 7), na forma acima discriminada. Destarte, em consonância com o art. 202, § 6º, do Regimento Interno, não configurada a boa-fé, julgo as contas irregulares, dissentindo dos pareceres da Secex/BA e do Ministério Público apenas quanto à fundamentação legal, que deve ser o art. 16, inciso III, alínea “c”, da Lei 8.443/92. A obrigação de reparar o dano ao erário estende-se aos sucessores do responsável, até o limite do valor do patrimônio transferido, com arrimo no art. 5º, inciso XLV, da Constituição Federal e no art. 5º, inciso VIII, da Lei 8.443/92. Portanto, transitada em julgado a sentença homologatória da partilha de bens, constam como sucessores apenas os filhos do responsável, Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. Quanto à responsabilização da viúva, aventada pela unidade técnica, cumpre esclarecer que a morte do responsável ocorreu na vigência do antigo Código Civil Brasileiro, a Lei 3.071, de 1916, em cujo teor o cônjuge sobrevivente não concorria com os descendentes nem com os ascendentes na ordem de sucessão hereditária (art. 1.603). Salvo comprovada a participação do cônjuge supérstite nas irregularidades que resultaram o dano ao erário, não há que se lhe estender a obrigação de reparação, visto serem excluídos da comunhão de bens, seja universal ou parcial, as obrigações provenientes de atos ilícitos, nos termos dos arts. 263, inciso VI, e 270, inciso II, do Código Civil revogado, o que, não obstante, foi mantido no novo Código Civil, vigente desde 1º.1.03, relativamente ao regime de comunhão parcial, com a só ressalva para a hipótese de reversão em proveito do casal, o que demanda produção de prova nesse sentido (art. 1.659, inciso IV). Nos termos no art. 16, § 3º, da Lei 8.443/92, remeto cópia dos autos ao Ministério Público da União

205-59) e Maria da Conceição Rios Rocha (CPF 716. a cobrança judicial da dívida. e 23. 7. da Lei 8. inciso III. do Regimento Interno).3.1ª CÂMARA 1.00. VOTO por que o Tribunal de Contas da União aprove o ACÓRDÃO que ora submeto à apreciação da Primeira Câmara. 10.2. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. Acórdão: VISTOS. ex-Prefeito (falecido) – CPF 020. 3. ex-Prefeito de Salvador/BA. inciso III. Fernando José Guimarães Rocha Júnior (CPF 515. § 3º. na importância de Cr$ 2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. 9. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. bem como do Relatório e Voto que o fundamentam.318.017/1995-2 (com 2 anexos) 2.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).443/92 e 9.92. inciso II. a contar das notificações.570.TCU . inciso III. Unidade técnica: Secex/BA. inciso I. considero conveniente dar ciência da deliberação a ser proferida por esta Corte à Câmara Municipal de Salvador/BA. alínea “a”.365-15. Advogado constituído nos autos: Almir Britto (OAB/BA 5. Walton Alencar Rodrigues (Relator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.FNDE.000. caput.92 até a data do efetivo recolhimento. da Lei 8. 5.561. fixando-lhes o prazo de quinze dias. perante o Tribunal (art. observado o limite do patrimônio transferido aos sucessores a título de herança deixada pelo responsável. Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.00 (trezentos e noventa e seis milhões. mediante o Convênio 845/92.1. 19.443/92. Humberto Guimarães Souto. Grupo I – Classe II – Tomada de Contas Especial.501. Unidade: Prefeitura de Salvador/BA. julgar irregulares as contas de Fernando José Guimarães Rocha e condenar em débito seus sucessores. o recolhimento ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . caso não atendidas as notificações. desde logo. Por fim. 214. dar ciência à Câmara Municipal de Salvador/BA. 12. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Jatir Batista da Cunha. 9. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 4. ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 1º.2.114 para as medidas de sua competência.051). Ante o exposto. enviando-lhe cópia deste Acórdão.000. objetivando a realização de três projetos relacionados à promoção do ensino fundamental. nos termos do art.000. . de responsabilidade de Fernando José Guimarães Rocha.443/92. para que comprovem. 28.024/2003 . autorizar. 8.4. alínea “c”.FNDE da importância de Cr$ 396. Sala das Sessões. da Lei 8. em 20 de maio de 2003. Processo TC-279. 16. 6. instaurada em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação . Especificação do quorum: 12. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. com os acréscimos legais calculados a partir de 21. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. quinhentos e um mil cruzeiros).902. determinar a remessa de cópia dos autos ao Ministério Público Federal. 16.7. em: 9. nos termos do art. em 21.015-20). Responsável: Fernando José Guimarães Rocha. reunidos em sessão da Primeira Câmara. 9.7.

2. 6. Instauração de TCE. Com a vistoria in loco. pelo qual a União transferiu àquela municipalidade recursos no valor de R$ 180. 143/146). o responsável não prestou contas. destinados à construção de biblioteca pública municipal. Prestação de contas. em decorrência de irregularidades detectadas na execução do objeto do Convênio nº 200/98-SPC (fls. verificou-se que a obra estava ainda em andamento e. nesta ocasião. 166/176). Irregularidade. os documentos atinentes ao Convênio.000. mas.000. conforme depreende-se do item anterior. 182/190). portanto. e o Município de Tefé/AM.420. Não foram localizados os recursos correspondentes às etapas não executadas da obra. vigendo até 29/12/1998. Realização de inspeção. RELATÓRIO Trata-se de Tomada de Contas Especial instaurada contra o Sr. 134/156). 81/90).529/2001-0 Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Prefeitura Municipal de Tefé/AM Responsável: Francisco Hélio Bezerra Bessa. No período de 13 a 21/03/2000 foi realizada nova fiscalização na obra. O Relatório de Fiscalização registrou. de onde destaca-se: a) o responsável atestou a execução integral da obra (fls. 5. o Prefeito encaminhou a prestação de contas (fls. Vencido o prazo. 148 e 150).115 MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª CÂMARA TC 015. CPF 028. Alteração do Projeto Inicial. sendo que os dois pavimentos excedentes seriam utilizados por órgãos do Município.000. No período de 5 a 14/04/1999 foi realizada fiscalização pela Delegacia Federal de Controle no Amazonas (fls. os pagamentos não foram feitos por intermédio da conta-corrente do Convênio.00. Conclusão da Obra. a despeito de estar previsto no plano de trabalho a construção de um prédio com dois pavimentos (auditório no térreo e biblioteca no 1º andar).00 (Cláusula Quarta do Convênio). O Município comprometeu-se a aplicar. a obra que estava sendo executada era de um prédio com quatro pavimentos. Convênio celebrado entre a União. Audiência do Responsável.00 em 02/09/1998 (fls. Os recursos foram liberados em duas parcelas. 142. por intermédio do Ministério da Cultura.107. 164 e 165) e a efetivação de despesas no valor de R$ 225. b) os extratos bancários revelaram que os recursos foram integralmente sacados da conta-corrente do Convênio em 07/08/1998 e em 03/09/1998 (fls. Nova vistoria in loco. com o cronograma de execução em atraso. 147) e R$ 100. 163/176. Em 02/08/1999. complementada com os elementos de fls. e d) não constou nas notas fiscais menção ao número do Convênio. R$ 80. Não foram apresentados pelo responsável.50 (fls. 145) corresponderam com as notas fiscais apresentadas (fls. constatando-se que a mesma ainda estava inacabada (fls. 150).000.602-25 Sumário: Tomada de Contas Especial. a título de contrapartida financeira.00 em 30/07/1998 (fls. Francisco Hélio Bezerra Bessa. Multa. que. c) os dados constantes da relação de pagamentos (fls. ainda. Recursos destinados à construção de biblioteca pública municipal. 119/127). 3. Prefeito do Município de Tefé/AM. 4. Obra inacabada. . R$ 45. O Convênio foi assinado em 02/07/1998.

238). 10. O responsável apresentou sua defesa (fls. 263).116 7. e f) não-apresentação de “projeto ‘As Built’ da obra”. essa informação foge à verdade. 265/266). respondeu no sentido de que essa ocorrência deveu-se ao fato de que. na medida em que os recursos foram retirados da conta específica imediatamente após o seu recebimento (fls. 8. 233/235) e Certificado (fls. quando da sua liberação. 62 da Lei nº 4. às fls. sim. 9. 164). dos recursos do Convênio nº 200/98. Note-se também que o questionamento proposto não foi atendido.7. na realidade. irregular e ilegalmente.3. Frise-se que esse Termo está datado de 15/06/1999. 2. enquanto que as notas fiscais de execução foram emitidas em até sete meses após essa retirada. com a construção de um prédio com quatro pavimentos. 246/252). o responsável está reconhecendo a existência ilegal e irregular de pagamento antecipado. já estavam tais recursos comprometidos com o pagamento dos fornecedores. o responsável não poderia aplicar os recursos no mercado financeiro na medida em que. o Sr. 2. 164.8. 2. Francisco Hélio Bezerra Bessa.. enquanto que a fiscalização in loco realizada em março de 2000 registrou estar a obra ainda inacabada. o responsável informa estar encaminhando anexo a suas justificativas o Termo de Recebimento Final da Obra. 236) de Auditoria. tendo sua conclusão sido constatada apenas em julho de 2001.1.8. bem como o pronunciamento do Ministro de Estado da Cultura (fls. que recebeu Relatório (fls.5. Antes de os autos serem encaminhados a esta Corte. quando ainda estava em fase de construção”. 2.320/64.1 dessa instrução permanece injustificada. Em princípio. segundo ele em obediência ao art. em vez de utilizar ordem bancária ou cheque”.1. 11. que foi objeto da seguinte análise efetuada pela Secex/AM (fls. 2. c) “falta de aplicação dos recursos do Convênio nº 200/98 no mercado financeiro”. foi realizada em 23/07/2001. foi promovida a audiência do responsável para apresentar razões de justificativa acerca das seguintes irregularidades: a) “pagamento antecipado dos serviços contratados com a empresa Construtora Novo Horizonte Ltda. na medida em que foram solicitados esclarecimentos para o fato do recebimento final da obra ter-se dado em 15/06/1999 (fls. o órgão concedente manteve a proposta de irregularidade das contas e os autos foram encaminhados a este Tribunal. pois. Dessa forma a irregularidade caracterizada no item 2. Prefeito Municipal de Tefé/AM. Quanto ao Termo de Recebimento da Obra quando esta ainda estava em execução.7. Diante destes fatos. a via componente da prestação de contas. e) não-comprovação da “utilização efetiva do espaço construído como biblioteca pública”.8.2. nº 200/98). Em atendimento a despacho do Relator (fls.8. Prefeito Municipal de Tefé/AM se resumiu a informar que tais pagamentos representaram gastos com a mão de obra na execução dos serviços.2. No que tange ao pagamento antecipado dos serviços contratados com a firma Construtora Novo Horizonte Ltda. o Sr. O responsável informou que os dois andares excedentes abrigariam as Secretarias de Cultura e de Obras do Município. os havia sacado diretamente no caixa bancário. quando foi realizada nova verificação in . nova vistoria in loco na obra objeto do Convênio (fls. Não consta dos autos esse Termo supostamente encaminhado pelo responsável mas. Caso essa informação seja verídica. 2.6. 2.”. b) “saques efetuados no caixa do banco. 2. Quanto à não aplicação dos recursos no mercado financeiro. o responsável reconheceu a irregularidade e informou haver orientado à Secretaria Municipal de Finanças a atentar para as determinações legais nesse sentido. O Relatório de Fiscalização atestou a conclusão da obra. foi instaurada a presente Tomada de Contas Especial. tendo em vista que a biblioteca pública municipal ainda não estava em funcionamento. Concernente aos saques efetuados diretamente no caixa do banco dos recursos do Convênio em tela. A despeito da conclusão da obra. todos pela irregularidade das contas.2. a pedido do responsável. 148/150). d) “apresentação do Termo de Aceitação Final da Obra de construção da Biblioteca Pública Municipal (Conv.5. 267/272): “2.1. 2.7.

apesar das ocorrências. à época. de 1992.11).” 12. o responsável foi ouvido em audiência sobre as irregularidades apuradas.10. Das irregularidades apuradas entendo que não deva subsistir aquela referente ao pagamento antecipado dos recursos à empresa Construtora Novo Horizonte Ltda. se o prédio a ser construído teve um acréscimo de dois pavimentos. ainda.9. Não havendo elementos nos autos que demonstrem o inverso. o projeto da biblioteca que não contemplou equipamentos e acervo literário foi elaborado em sua gestão. como os recursos do Convênio já tinham todos sido utilizados. do qual constam todas as alterações executadas na obra. já terem sido integralmente utilizados. o Sr. PROPOSTA DE DECISÃO A presente Tomada de Contas Especial foi regular e validamente constituída. 5. as quais configuram infrações a normas legais e regulamentares atinentes à espécie. 251/252). o correto desenvolvimento do processo. 2. 2. É o Relatório. Instado a demonstrar que o espaço construído está efetivamente sendo utilizado como biblioteca pública. a empresa já teria recebido pelo valor integral da obra. então é claro que os recursos inicialmente destinados à obra iriam acabar antes da conclusão dos serviços. Esta ocorrência foi levantada utilizando-se o argumento de que. As justificativas do Chefe do Executivo de Tefé/AM são inacatáveis. sem contudo tê-la concluído.2.1. Finalmente. é possível que os pagamentos tenham sido realizados em consonância com o andamento da obra.1. 2. após o que apresentou suas razões de justificativa. A título de esclarecimento. 3. Prefeito Municipal de Tefé/AM respondeu que a questionada biblioteca ainda não está funcionando. 2. A Unidade Técnica concluiu propondo o julgamento pela irregularidade das contas. 2.2. no valor de R$ 180. Em conformidade com o art. em referência ao projeto ‘As Built’ da obra solicitada.117 loco (fls. inciso III. respondeu estar encaminhando em anexo. a obra foi realizada e que os elementos constantes dos autos não revelam qualquer indício de locupletamento por parte do responsável. item 2. Desta feita. 274). Contudo. na medida em que o Sr. O Ministério Público anuiu a proposta da Secex/AM.10. objeto do Convênio nº 200/98-SPC. Francisco Hélio Bezerra Bessa exerceu o cargo de Prefeito Municipal de Tefé/AM também na gestão anterior (1997/2000). 246/252) e relatório fotográfico (fls. não consta dos autos o projeto ‘As Built’ solicitado. Ora. verificando-se. da Lei nº 8. 2. portanto. devido às dificuldades financeiras encontradas no município e também pelo fato de que o convênio ora questionado não contemplou o equipamento da biblioteca.3.000. tendo em vista que. assumido um novo mandato em 01/01/2001 em continuação ao anterior e. Conclui o responsável informando que os recursos necessários para o funcionamento da referida biblioteca já constariam do trabalho de elaboração do orçamento municipal de 2003. as quais foram objeto de análises e propostas de mérito da Unidade Técnica e do Ministério Público junto a este Tribunal.9.11. com aplicação de multa ao responsável. Cabe ressaltar que o projeto ‘As Built’ da obra foi solicitado através da audiência efetuada ao responsável pelo fato de que.10. tendo em vista que o Prefeito não conseguiu elidir as irregularidades apuradas (fls.443.. a despeito de os recursos transferidos. tendo em vista que.00. Corroboro também a posição pelo afastamento do débito. não há como imputar ao responsável esta irregularidade. 10. 2. 261. . portanto. 12. entendo que a defesa do responsável não conseguiu elidir as demais irregularidades. tendo. com mobiliários e acervo literário. 4. Em consonância com as análises efetuadas pela Unidade Técnica e pelo Ministério Público. tendo em vista que a obra executada é bem maior do que a prevista. 2. Entendo que não há como comprovar nos autos a realização de pagamentos antecipados. segundo relatório de verificação in loco (fls.9. o órgão concedente verificou a não-conclusão da obra de construção da biblioteca pública municipal de Tefé/AM. foram construídos mais dois pavimentos sobre os dois previstos no projeto inicial da obra. informamos que o projeto ‘As Built’ de uma obra é aquele projeto definitivo.

025/2003 .1ª CÂMARA . inciso I. as falhas detectadas pelas equipes de fiscalização (relatórios às folhas 119 a 127 e 182 a 190) — mormente aquelas relativas ao descumprimento dos prazos acordados no convênio. mas tendo em vista que seu objeto foi alcançado. entendo. Sala das Sessões. que fixo em R$ 5. Augusto Sherman Cavalcanti Relator Proc. com fundamento nos arts. inciso III. 267/271). da mesma Lei. modificações no projeto original sem a anuência do concedente. 246/7).º. devam as presentes contas ser julgadas irregulares. inciso I. 4. 19. não realização dos procedimentos licitatórios de acordo com a Lei n. alínea " da Lei n. firmado com a Prefeitura Municipal de Tefé/AM. ficando demonstrado que os recursos federais foram integralmente aplicados no objeto avençado. As alegações de defesa apresentadas pelo responsável (f. 5.118 6.443.529/2001-0 Tomada de Contas Especial Parecer Trata-se de tomada de contas especial instaurada pela Secretaria de Planejamento. não restando dano ao Erário.00 (cinco mil reais). e 23. com fundamento nos arts.º 8. de 16 de julho de 1992. Em razão do exposto. que. Diante do exposto.443/92. da Lei nº 8. TCU.º 200/98. 19. Brasília. 2. 16. o Ministério Público — em atenção à audiência solicitada pelo eminente Ministro-Relator. Maria Alzira Ferreira Procuradora ACÓRDÃO Nº 1. Considerando as irregularidades detectadas na execução do Convênio nº 200/98-SPC. 1.000. 265/6). TC-015. acolho os pareceres da Unidade Técnica e do Ministério Público e proponho que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara.TCU . Augusto Sherman Cavalcanti —. em 20 de maio de 2003. inciso I. 265/6) acerca das ocorrências acima mencionadas foram examinadas pela unidade técnica (f. ocasião em que ficou evidenciada a inconsistência dos argumentos de defesa. Orçamento e Administração do Ministério da Cultura. falta de sincronia entre as execuções física e financeira do projeto (contrariando o art. propõe que as presentes a". alínea “b”.º 4. 62 da Lei n. contas sejam julgadas irregulares.666/93. inciso III. revelando o descontrole administrativo na condução do convênio (descumprimento das normas legais e regulamentares atinentes à gestão dos recursos em tela). inciso III. inciso III. 22 de outubro de 2002. Não obstante a inexistência de débito.º 8. A Secretaria de Patrimônio. aplicando-se ao responsável a multa prevista no art. com aplicação de multa ao responsável. tendo como objeto a construção de biblioteca pública. 1º. parágrafo único. 16. parágrafo único. e 23. Francisco Hélio Bezerra Bessa (f. 58.320/64) — não foram satisfatoriamente elididas pelo Sr. em decorrência de irregularidades verificadas na execução do Convênio n. em consonância com a Unidade Técnica e com o Ministério Público. maculando a gestão do responsável pela aplicação dos recursos. em virtude da execução de todas as etapas previstas no projeto (f. 3. Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura emitiu relatório de fiscalização dando o obra por concluída. alínea "b".

00. inciso II. no valor de R$ 5. destinados à construção de biblioteca pública municipal. inciso I. caso não seja atendida a notificação. da Lei nº 8. Processo nº TC 015. 268. do Regimento Interno). 209. perante o Tribunal (art. alínea “a”. Maria Alzira Ferreira.529/2001-0 2. CPF nº 028. da citada Lei c/c o art. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos Bemquerer Costa. inciso III. nos termos do art. Sr. até a data do recolhimento.107. julgar as presentes contas irregulares. de responsabilidade de Francisco Hélio Bezerra Bessa. Advogados constituídos nos autos: não consta 9. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente AUGUSTO SHERMAN CAVALCANTI Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral Grupo I . relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. inciso I. 10. em: 9. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 9. inciso III. 214. Relator: Auditor Augusto Sherman Cavalcanti. Acórdão: VISTOS. na forma da legislação em vigor. e aplicar ao responsável. a multa prevista no art.00 (cinco mil reais).2. instaurada em face de irregularidades detectadas na execução do objeto do Convênio nº 200/98-SPC. da Lei nº 8.2. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. Unidade Técnica: Secex/AM. alínea “b”.1ª Câmara -TC-549.964. a contar da notificação. 210. inciso III. 8.Classe de Assunto: II . de 16 de julho de 1992.020/1993-4. do Regimento Interno. inciso I. . desde logo. de 1992. 58.Tomada de Contas Especial. autorizar.443. -Unidade: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI. 1º. e 214. 6.602-25. c/c os arts. 12. § 2º. a cobrança judicial da dívida atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido.845/49. Francisco Hélio Bezerra Bessa. do Regimento Interno. Entidade: Prefeitura Municipal de Tefé/AM.000. inciso I. 7. com fundamento nos arts. Especificação do quorum: 12. inciso II e § 4º. 3. 4. da mesma Lei e com os arts. 28. -Responsável: Cézar Ribeiro Melo (ex-Prefeito). Responsável: Francisco Hélio Bezerra Bessa.119 1. Representante do Ministério Público: Procuradora Dra. o recolhimento da dívida aos cofres do Tesouro Nacional. por intermédio do Ministério da Cultura. CPF n. fixando-lhe o prazo de quinze dias.000. 5. parágrafo único.º 060. Humberto Guimarães Souto. transferiu recursos no valor de R$ 180. Prefeito do Município de Tefé/AM.443. Grupo I . em virtude do qual a União. 1º. ante as razões expostas pelo Relator. para comprovar.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).Classe II . Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 19. inciso III. 16. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. -Natureza: Tomada de Contas Especial.1. e 23.

Cézar Ribeiro Melo não deve qualquer valor ao FNDE. não encontra amparo na legislação pertinente: Decreto-lei nº 199/67 (vigente à época da ocorrência dos fatos) e Decreto-lei nº 200/67 (cujas essências foram mantidas na Lei nº 8. 73/74) ao Sr. LAGOINHA.94. Cézar Ribeiro Melo.000.00 recebidos do FNDE.06. os campos de futebol foram construídos pela comunidade. em cota singela (f. Café Velho. conforme declaração prestada por moradores da região. relativos à execução das obras. em instrução de fls. 2.443/92). ACE José Ulisses Rodrigues Vasconcelos. Débito. Recursos transferidos pelo FNDE à Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI.124. caso não atendida a notificação. acompanhadas da documentação de fls. cujos termos.88 até a data do efetivo recolhimento. não há como se comprovar a vinculação destes aos recursos repassados à municipalidade.67: . Cocal de Telha. Por outro lado. contados da data da ciência. 81/86. 19/21. de 25. RELATÓRIO Adoto como Relatório a bem elaborada instrução da lavra do Diretor técnico da Secex/PI. devidamente recepcionados pelo dirigente daquela regional (f.muitas das quais. Quanto às justificativas e documentos apresentados relacionados à aplicação dos recursos liberados pelo FNDE.00. Santa Cruz.124. Novos elementos de defesa não trazem fatos novos. acrescida dos encargos legais calculados a partir de 05. apresentar alegações de defesa ou recolher. Jatobá.02. Argumentação e material probante insuficientes para caracterizar a boa e regular utilização dos recursos federais repassados à municipalidade. citando-o para. a serem aplicados na construção de 10 campos de futebol nas localidades Alto do Meio. existe um campo de futebol tipo ‘poeirão’. c) nas localidades CONCEIÇÃO. Devidamente citado no âmbito do Tribunal. em 10. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior – PI. conforme documentação às fls. Autorização para cobrança executiva da dívida. consignam: “Trata-se de tomada de contas especial em nome do Sr.120 -Sumário: Tomada de Contas Especial. que não são documentos fiscais à luz do art. de acordo com os elementos ora trazidos aos autos.08. Rejeição às alegações de defesa processada em oportunidade anterior. a assertiva de que o Sr. senão vejamos: ‘ Decreto-lei nº 199. por si só. 3. 36. Cézar Ribeiro Melo. apresentado pelo responsável).000. inclusive. JATOBÁ e BANANEIRA. retro. com recursos pessoais.00 (dois milhões e cento e vinte e quatro mil cruzados). que foi construído na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo em época anterior à liberação dos recursos pelo FNDE.pois. consignamos.08. segundo declarações de moradores da região. A apresentação de recibos. pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE ao Município. 121. b/c. Remessa de cópias de peças processuais ao Ministério Público da União. Comunicação ao responsável. Fixação de novo e improrrogável prazo para o recolhimento da quantia reclamada. sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior. Irregularidade das contas. Lagoinha. quais sejam: a) não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2. § 2º. bem assim a execução dos campos de futebol. Em 01. Boqueirão. aos cofres do FNDE a importância de Cz$ 2. 166/V). 92/96: ‘Quanto às justificativas e documentos apresentados relacionados à aplicação dos recursos liberados pelo FNDE. no valor original de Cz$ 2.872/86. b) na localidade COCAL DE TELHA.000. 166) e pelo Ministério Público. entendemos que nada acrescentam que possa influenciar no mérito das presentes contas. alínea c do Decreto nº 93. instaurada em razão de irregularidades constatadas na aplicação de recursos transferidos.124. apresentou o responsável as alegações de defesa de fls. não é bastante para elidir as constatações da Equipe de Auditoria do FNDE . a exemplo das constantes no instrumento de citação e elencadas no item 10. CAFÉ VELHO. Conceição. não mereceram comentários nas alegações de defesa. no prazo de 15 dias. 4. 87/91. nada tendo a devolver porque não firmou qualquer compromisso neste sentido. devido a irregularidades na aplicação e prestação de contas dos recursos transferidos. foi enviado o Ofício nº 248/94-SECEX/PI (fls. Bananeira e Baixinha.1988 (conforme extrato bancário de fl.

.. de 25. A corroborar nosso entendimento.. III ........ O Tribunal de Contas tem jurisdição própria e privativa sobre as pessoas e matérias sujeitas à sua competência. De outra forma. regulamentos e normas emanadas das autoridades administrativas competentes’... a exemplo da Decisão nº 287/93-1ª Câmara (in Ata nº 39/93) e Acórdão nº 82/96-Plenário ( n Ata nº i 22/96). quando houver expressa disposição legal.. extravio ou estrago de valores... que deram causa à perda.todos quantos. Art.. que.. o TCU não deixou dúvidas quanto a responsabilidade pela devolução dos recursos......... anterior. o Exmº Sr. os administradores das entidades da Administração Indireta ou de outras entidades.. verificar a configuração de alcance determinará à autoridade administrativa providências no sentido de saná-las. 39. 34....1) .todos os servidores públicos civis e militares ou qualquer pessoa ou entidade estipendiadas pelos cofres públicos ou não... no exercício do controle financeiro e orçamentário e em conseqüência de irregularidade nas contas de dinheiros arrecadados ou despendidos. bens e material da União..... Art... por expressa disposição de lei. De acordo com o Relatório de Inspeção ‘in loco’ da Auditoria do FNDE/MEC. . também.. ao examinar casos análogos.... ou pelos quais seja responsável..... 49 Julgado em débito... resta evidenciado que o dever de prestar contas e consequentemente a responsabilidade por possíveis irregularidades cometidas na aplicação dos recursos repassados recaem na autoridade administrativa (pessoa física). Sempre que o Tribunal.. 37): ‘3.. Cézar Ribeiro Melo quanto à responsabilização da pessoa jurídica da Prefeitura Municipal..2) . repor a importância do alcance... Pela leitura dos textos legais acima transcritos.(grifo nosso) Parágrafo único. portanto.. II ..COCAL DE TELHA: Existe um campo de futebol do tipo 'poeirão' nessa localidade. Art.. Decreto-lei nº 200.. e segundo declaração de morador local o referido campo foi construído na gestão do prefeito César Ribeiro Melo. os herdeiros. 93 Quem quer que utilize dinheiros públicos terá de justificar seu bom e regular emprego na conformidade das leis. constatou-se o seguinte: b... Art... valores e bens. o Prefeito Municipal.. Estão sujeitos a tomada de contas e só por ato do Tribunal de Contas podem ser liberados de sua responsabilidade: I . valores e bens da União ou pelos quais esta responda........ b.... lhe devam prestar contas....’ 5.. Art.. 90 Responderão pelos prejuízos que causarem à Fazenda Pública o ordenador de despesas e o responsável pela guarda de dinheiro. b) Na verificação física 'in loco' da construção de campos de futebol objeto deste processo..os ordenadores de despesa....124. bem como. deixou de anexar os devidos documentos comprobatórios da aplicação dos recursos.De acordo com declarações de .. sob as penas do regimento..4 FALHAS e/ou IRREGULARIDADES a) Não foram apresentados documentos nem registro que demonstrassem a efetivação da despesa....as pessoas indicadas no art. 33... subtração.... não poderia ser.67: . .121 . 33. pois o responsável pela gerência dos recursos transferidos ao Município (pessoa jurídica) é a pessoa física legalmente autorizada... para a apuração dos fatos e identificação dos responsáveis. referente a aplicação do valor de Cr$ 2.. em outras oportunidades.. 2... .. a qual abrange todo aquele que arrecadar ou gerir dinheiros. não prosperando a tese defendida pelo Sr.. chegou-se às seguintes constatações (fl. à liberação dos recursos. no âmbito da aludida Prefeitura. ainda.. Porém... será o responsável notificado para....... fiadores e representante dos responsáveis. IV . Em proposta de decisão de fls. podendo também mandar proceder ao imediato levantamento das contas.02.7.... Art... no caso. citamos. A jurisdição do Tribunal de Contas abrange....00 transferido pelo FNDE. em trinta dias... Ministro-Relator Lincoln Magalhães da Rocha ponderou que: ‘O ex-Dirigente prestou contas junto à Delegacia do MEC/PI (fls. 116/117. 25/8).

‘Entretanto. interpôs o responsável recurso de reconsideração de fls. A princípio resta uma grande dúvida a respeito de qual o documento que instaurou a TCE. Do mesmo modo. 153. ‘além de assegurar seus efeitos externos. 8. Sr. parágrafo único. o Órgão Técnico deste Tribunal verificou serem insuficientes para corrigir as irregularidades verificadas nos presentes autos.1 ‘PRELIMINAR DE INEFICÁCIA DO INSTRUMENTO QUE INSTAUROU (PORTARIA) A TOMADA DE CONTAS ESPECIAL 1. 37. Cézar Ribeiro Melo formula uma série de questões preliminares que passaremos a analisar: 8. calculados. Anamim Lopes da Silva. perante este Tribunal. Stelita Amaral Ângelo e Eleonora Mendes Vieira. Destarte.Rejeitar as alegações de defesa apresentadas pelo responsável. pois o mesmo não fora publicado na forma da Lei. como argumentamos abaixo: a) a publicação é o meio de habilitar os membros da comissão a tornarem certas atitudes que não fazem parte das atribuições inerentes a seus cargos. 104). .’ 3. 23. até a data do efetivo recolhimento’. da Lei nº 8. caput. Nesta mesma linha de raciocínio. Comunicado do teor da Decisão. por conseguinte. analisaremos em separado os ditos documentos. e 2 .122 moradores das próprias localidades.1 Inicialmente. para que efetue e comprove.1. visa a propiciar seus conhecimento e controle pelos interessados diretos e pelo povo em geral’. ferindo. entendemos que a publicação é necessária. cento e vinte e quatro mil cruzados). Maria Jeiza dos Anjos. não para dar eficácia ao ato interno. 57. se a portaria acostada à fl. Laura Rodrigues Feitosa. nos termos do art. que a portaria que instaurou a TCE tenha sido o documento de fl.Cientificá-lo desta Decisão. Magda Rangel Fernades. concedendo-lhe novo e improrrogável prazo de 15 (quinze) dias. procedendo-se a uma interpretação lógico-sistemática do Direito Administrativo. em lapidar síntese. da CF. conforme o § 2º do mesmo dispositivo. o Sr. contudo os argumentos juntados serão. entendo que essas alegações apresentadas pelo responsável não comprovam a regular aplicação dos recursos’. sendo portanto nulo todo e qualquer ato feito a posteriori pelo que ora se requer. nos termos da legislação em vigor.443/92. por não refutarem as irregularidades apontadas no presente processo. especialmente das regras aplicáveis ao caso. neste diapasão. ensina Hely Lopes Meirelles. que entre outros princípios consagra como imprescindível a publicidade dos atos da Administração. nenhum dos servidores fora responsável pelo Relatório de Auditoria nº 241/93 (fls. mas para dar exequibilidade ao mesmo. esta Corte. examinados como novos elementos de defesa. no entanto. 3. da importância original de Cz$ 2. A Portaria de nº 83. Cláudia Fernanda de Oliveira Paiva. todavia. de acordo com os pronunciamentos precedentes. através de Advogado constituído (fls. acrescida da correção monetária e dos juros de mora. aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.000. parágrafo 2º. com fundamento nos arts. de 02 de julho de 1992. o recolhimento. averba o seguinte: 5. 60/62).124. LAGOINHAS. Em que pese o ex-Prefeito ter apresentado alegações de defesa. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior/PI. 12. § 1º. JATOBÁ. No entanto. Não entendendo. 56 (antes aludido). diante das razões expostas pelo Relator. e 22. 56 ou se foi a portaria juntada à fl. O princípio da publicidade dos atos administrativos. que determinou a instauração do processo de tomada de contas especial (se assim entendermos) designou os Srs. Ressaltamos. 57 devem ainda ser nulos todos os atos posteriores ao mencionado documento. 2. CAFÉ VELHO. aprovada em Sessão de 09/12/1997 do Plenário (fl. os campos de futebol de CONCEIÇÃO. BANANEIRA E BAIXINHA foram construídos pela comunidade sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior. que. o disposto no art. a partir de 05/08/1988. do Regimento Interno/TCU. § 1º da Resolução nº 036/95. 75/91). DECIDE: 1 . não cabe recurso de reconsideração de decisão que rejeitar alegações de defesa. CÉZAR RIBEIRO MELO. c/c o art. submeteu ao Tribunal a deliberação transcrita a seguir. in Ata nº 52/97 – Plenário: ‘Decisão nº 868/97-TCU-Plenário: O Plenário. e sim o documento de fl. 8. Aracy Ferreira do Rego. 4. 109/119. a Procuradora do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal. 7.00 (dois milhões. 6.

pelos argumentos antes aludidos. 47/50.123 b) os membros da comissão ficam inteiramente à disposição do deslinde das novas atribuições. 56. Sem dúvida. o processo administrativo deve obedecer às regras do devido processo legal. se ratifica o pedido de nulidade de todos os atos posteriores à publicação da Portaria de fl. Recurso Conhecido e Provido’. tendo sido publicada no BS nº 28. por não conterem os registros dos fatos com indicação dos envolvidos a fim de garantir a concretização do direito de defesa. devem explicar os atos ilícitos atribuídos ao acusado. expedida no âmbito do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação – FNDE. pois não obedecem aos requisitos formais. 54 e 55. a servidora Maria Jeiza dos Anjos promoveu a instauração da presente TCE. A Jurisprudência (RMS nº 1. a publicação. designando os servidores Anamim Lopes de Silva.874. determinou a instauração de processo de tomada de contas especial das entidades omissas na apresentação de prestação de contas dos recursos concedidos por aquela Autarquia. 8. Stelita Amaral Ângelo e Eleonora Francisca Mendes Vieira. podendo os mesmos serem responsabilizados pelo descumprimento dessas atribuições. I do RI-TCDF’ (Processo nº 6. o tempo que for necessário. 60/62. ou que praticaram irregularidades na aplicação dos referidos recursos. de 17/07/1992. impondo-se encargos e concedendo prerrogativas aos seus membros. de 23/12/1986. Omissão dos fatos imputados ao acusado. Apesar de informal. por qualquer interessado no fiel cumprimento de seus fins. haja vista não se encontrar no bojo dos precitados documentos o registro dos fatos com indicação dos envolvidos a fim de garantir a concretização do direito de defesa. Por todo este raciocínio. não prejudicando. também. 56. pôr deixar as atribuições de seu cargo pôr fazer.5 Também não procedem as alegações acerca da ausência de indicação dos fatos determinantes da instauração da TCE com indicação dos envolvidos a fim de garantir a concretização do direito de defesa. Ninguém pode defender-se eficazmente sem pleno conhecimento das acusações que lhe são imputadas. conforme carimbo constante daquele documento.12. desincumbirem-se da missão. Nota-se ainda que os dois documentos pecam na sua forma.0011231-3 2ª Turma do STJ. E ainda. 8. todos do quadro de pessoal e com lotação na Seção de Contabilidade/Setor de Prestação de Contas daquela Autarquia. 7. 8. Processo Disciplinar. 4.1. conforme documentação de fls. 3. em conjunto ou isoladamente.1. A portaria inaugural e o mandado de citação. de modo algum. corresponde a fase posterior da TCE. no processo administrativo. conforme os arts.4 Quanto ao relatório de fls. consideradas insuficientes para elidir as irregularidades apuradas pelo órgão repassador (documentos de fls. Maria Jeiza dos Anjos. 60/62 e da portaria de fl. 8. conhecendo os fatos que lhe são imputados. Ministro Peçanha Martin. 51/53). de uma investidura administrativa de caráter temporário. 1.3 Respaldada por esse instrumento legal.074-ES991.6 PRELIMINAR – Ilegitimidade ad causam passiva .1. o controle dos prazos de instauração e término da tomada de contas especial por parte do TCDF. 8.683/93. e) proporciona. sob pena de o trabalho ficar sem rumo claro e definido.1. em virtude de sua não publicação requerendo ao Digno Ministro Relator que se digne em mandar diligenciar junto ao Diário Oficial da União para comprovação do ora alegado.2 ANÁLISE: A Portaria nº 83. é preciso que conste do processo o objeto da apuração. César Ribeiro Melo fora devidamente informado dos fatos alegados. Aracy Ferreira do Rêgo. conforme documentos de fls. 6. para. 8. para cumprir um fim específico. de responsabilidade da então Secretaria de Controle Interno do Ministério da Educação e em cumprimento dos itens XVIII e XIX do artigo 23 do Decreto nº 93. Provimento. apesar de parecer estranho. 9. Nulidade. oportunidade em que apresentou justificativas.91) tem se manifestado do seguinte modo: ‘Administrativo. haja vista que. Parecer MP/TCDF nº 908/95). a nulidade de ambas as portarias. é inafastável que os possíveis envolvidos devem ter preservado o mais amplo direito de defesa. sendo portanto nulos. c) trata-se. fl. Rel. Recurso em mandado de segurança. 57/59. em 02. por não terem sido os membros os autores do relatório de fls. o Sr.1. d) a publicação poderá proporcionar a impugnação desta ato. 2. 158 c/c 203.

independentemente de quem a representa na oportunidade’. haja vista que documentação contábil exigida (cuja ausência contribuiu na Decisão da Câmara) somente poderiam ser apresentadas pela entidade. uma obrigação personalíssima. Nesta mesma linha. encontra-se o Acórdão nº 382/95-TCU-2ª Câmara. esta comportou-se. 70/72 que opinou pela irregularidade da prestação de contas por questões que somente poderiam ser esclarecidas por quem tivesse a obrigação de prestar contas e não pelo recorrente. Nunca porém como único a figurar no polo passivo quando ele não é obrigado a prestar constas e sim a entidade que conveniou com a Autarquia. a entidade contra quem foi instalada. 104/108. requer a esta Douta Câmara que. teve que analisar a natureza jurídica do dever de prestar contas. 16. Neste sentido. 20. por diversas vezes. ‘. Por todo o exposto e com fulcro no art.7 ANÁLISE: Em instrução de fls. pois contra ela fora instalada a TCE. 68/69. o Prefeito Municipal quando firma um contrato ou um convênio não o faz em nome próprio. LV da Constituição Federal. 18. 19. Na mesma Decisão. Tal fora jurisprudenciado. temos a eloqüência do sempre lembrado Ministro Carlos Átila: ‘Trata-se. temos o parecer do eminente jurista Jorge Ulisses Jacoby Fernandes. entidade responsável pela prestação de contas. 5º.1. pelo princípio da impessoalidade da Administração. Estado do Piauí. O Tribunal de Contas da União. Estado do Piauí.... no Voto do Eminente Ministro Paulo Afonso. A TCE não fora instalada contra o ora recorrente. em que o término da vigência do convênio e. pág. do prazo para a apresentação da prestação de contas ocorreram depois de findo o mandato do signatário do ajusto. no caso de omissão na prestação de contas. ora recorrente e não da entidade que na ocasião titularizava. Nesta hipótese. vejamos: 11. se não aceito o requerido no item anterior. Estado do Piauí. opinava no sentido de que fosse citado o recorrente para alegações. que na fase interna e externa da TCE. embora a prestação de contas já tenha sido efetivada. no caso a Prefeitura Municipal de Campo Maior. os documentos exigidos e cuja ausência ocasionaram na declaração de irregularidade somente poderiam ser apresentados pela Prefeitura Municipal de Campo Maior. subsidiariamente o CPC. 56 e 57. a obrigação de prestar contas da execução do mesmo convênio. haja vista. O ex-Prefeito. 8. Estado do Piauí. como gestor municipal. essa deve ser cobrada da municipalidade.. 82. Pois a falta de citação da entidade acarretou em prejuízos na defesa do recorrente. como se verifica às fls. Diante de Tudo o que foi dito mutatis mutantis. nesta oportunidade recorrente deveria em nosso entender estar como parte interessada em um possível litisconsorte passível usando aqui. Continuando ainda. para os esclarecimentos necessários. in Voto condutor da Decisão nº 667/95-TCU-Plenário. a responsabilidade . se essa obrigação pode ser considerada personalíssima ou não. na forma antes colocada. da Prefeitura Municipal de Campo Maior. fora instalada a TCE. Em igual raciocínio. onde declina que ‘o dever de prestar contas não é. observando o due processo of law se digne em acatar a preliminar ora argüida a fim de anular o processo ab initio para que possa figurar no polo passivo a Prefeitura Municipal de Campo Maior. já havíamos sustentado que ‘. mas sim da Municipalidade. porém em nenhum momento chamou a Prefeitura para fazer colocações sendo ela.. Estado do Piauí.124 10. 15. ou seja. 12. ser uma obrigação não personalíssima. deixou de acolher o pedido de parcelamento formulado em nome da Prefeitura. No mesmo equívoco. mas o dever de ressarcir o erário pela aplicação irregular dos recursos. não resta dúvida de que incumbe ao sucessor. na linha de raciocínio de que as irregularidades sanáveis devem ser inicialmente requeridas à Prefeitura Municipal de Campo Maior. em sua obra Tomada de Constas Especial. 13. onde consta que a SECEX/PA – órgão regional do TCU – ‘por entender ser o débito de responsabilidade pessoal’ do Sr. embora o respectivo instrumento jurídico tenha sido firmado na gestão de seu antecessor’. de 29/08/90. porém de situação diversa. se esta Corte entendeu que a documentação apresentada estava incompleta e sendo tal irregularidade de caráter sanável. portanto. Anexo XIX da Ata nº 44. entendemos o relatório de fls. Portanto.. Ocorre.. em todo seu desenrolar como se a obrigação de prestar contas fosse do ex-Prefeito. já no TCU. Exª. caberia a mesma ter chamado a TCE (sic). certamente é’. 17. mesmo porque não poderia. percebemos que as considerações de fls. Ora. consequentemente. . 14. por direito quem se colocava no polo passivo da lide.

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por possíveis irregularidades cometidas na aplicação dos recursos repassados recaem na autoridade administrativa (pessoa física), não prosperando a tese defendida pelo Sr. Cézar Ribeiro Melo quanto à responsabilização da pessoa jurídica da Prefeitura Municipal. De outra forma, não poderia ser, pois o responsável pela gerência dos recursos transferidos ao Município (pessoa jurídica) é a pessoa física legalmente autorizada, no caso, o Prefeito Municipal’. 8.1.8 Na oportunidade, ressaltamos que ao examinar casos análogos, o TCU não deixou dúvidas quanto à responsabilidade pela devolução dos recursos, a exemplo da Decisão nº 287/93-1ª Câmara (in Ata nº 39/93) e Acórdão nº 82/96-Plenário (in Ata nº 22/96). 8.1.9 Em processo também de responsabilidade do Sr. César Ribeiro Melo, o Exmº Sr. MinistroRelator Lincoln Magalhães da Rocha ressaltou no Voto condutor da Decisão nº 292/97-TCU-2ª Câmara que ‘não cabe prosperar o ponto de vista associado à ausência de responsabilidade pessoal do gestor sobre o feito, uma vez que a questão tem entendimento pacífico no âmbito deste Tribunal, presentes os contornos que identificam a situação ora examinada’. 8.1.10 No mesmo sentido, a jurisprudência (Acórdão nº 382/95-TCU-2ª Câmara) e doutrina (Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, em sua obra Tomada de Constas Especial, pág. 82, onde declina que ‘o dever de prestar contas não é, portanto, uma obrigação personalíssima, mas o dever de ressarcir o erário pela aplicação irregular dos recursos, certamente é’) citadas pelo responsável. 8.1.11 Não merece, portanto, acolhida o pedido formulado pelo responsável. 8.1.12 PRELIMINAR DE OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA 21. Caso não acate a preliminar antes suscitada, temos a informar que a presente tomada de contas especial originou-se do relatório de inspeção in loco que repousa às fls. 33/45 dos autos. Dito relatório faz menção, em relação ao discutido processo à fl. 37 quando suscita que ‘De acordo com declarações de moradores das próprias localidades, os campos de futebol de Conceição, Café do Vento, Lagoinha, Jatobá Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior’. 22. Instaurada a TCE, decidiu a 2ª Câmara em rejeitar as alegações de defesa do ora recorrente e, conceder imporrogável prazo de 15 (quinze) dias para que se recolha ao Tesouro Nacional o montante referente ao repasse com os devidos acréscimos de correção monetária e juros. 23. A Decisão do Tribunal, em declarar a irregularidade das contas apresentadas é fundamentada nas seguintes razões: a) ‘não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2.124.000,00 recebidos do FNDE; b) na verificação in loco da construção de campos de futebol objeto deste processo, constatou-se o seguinte: b.1) COCAL DE TELHA: existe um campo de futebol do tipo ‘poeirão’ nessa localidade e segundo declaração de morador local o referido campo foi construído na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo, anterior portanto, à liberação dos recursos; b.2) de acordo com declarações de moradores das próprias localidades, os campos de futebol de Conceição, Café do Vento, Lagoinha, Jatobá Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade, sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior’. 24. Verifica-se a primae facie que esta Corte julgou como irregular as contas tendo como elemento probatório as afirmações contidas no laudo de inspeção de fls. 33/45. Entendemos, com a devida venia que o explicitado no mencionado laudo é pôr demais insuficiente, no aspecto formal, para servir como meio de prova em acórdão deste Tribunal. A TCE possui, pela melhor doutrina, duas fases, a saber: interna e externa. A fase interna, realizada pelos meios de controle da Administração é puramente inquisitiva, mutatis mutantis, seria o Inquérito Policial no processo penal. As provas ali colhidas somente poderão servir como meio de condenação se repetidas na fase interna que ocorre nesta Corte. 25. Se um relatório de inspeção, feito na fase externa, afirma que determinados moradores dizem que o objeto do convênio não fora cumprido, estas alegações somente poderão servir como meio único de condenação se forem repetidas, na fase interna, com o exercício da plenitude da ampla defesa. A exemplo do Inquérito Policial a TCE, em sua fase interna limita-se a encontrar indícios que justifiquem um controle por parte do TCU, não porém, usando unicamente de declarações vagas contidas no dito

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relatório, cuja execução não tivera o acompanhamento do recorrente, declarar irregular prestação de contas apresentadas. 26. Por todo o exposto, em preliminar requer a este Tribunal que se digne em declarar como imprestável (como meio de prova) toda e qualquer informação contida no Relatório de Inspeção in loco que não tenha sido repetida na fase interna da TCE e que na fase externa tenha sido feita sem a ciência do recorrente (isto se o Acórdão tiver tomada a informação do relatório como único e solitário meio de prova). 8.1.13 Aqui, também, não assiste razão ao responsável, haja vista que as constatações e declarações levantadas in loco, apenas corroboram a ausência de documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2.124.000,00 recebidos do FNDE. As ocorrências a que se refere o defendente foram expressamente consignadas no expediente citatório de fls. 73/74, no qual apôs sua ciência (fls. 74 v), e sobre as quais apresentou defesa, restando devidamente configurado o exercício da ampla defesa e do contraditório. 8.2 Passemos a analisar as demais justificativas, relativas ao mérito, apresentadas pelo responsável. 8.3 IRREGULARIDADE: reproduzidas no item 2, retro. 8.3.1 JUSTIFICATIVAS: ‘Como já foi dito, a Decisão do Tribunal, em declarar a irregularidade das contas apresentadas é fundamentada nas seguintes razões: a) ‘não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2.124.000,00 recebidos do FNDE; b) na verificação in loco da construção de campos de futebol objeto deste processo, constatou-se o seguinte: b.1) COCAL DE TELHA: existe um campo de futebol do tipo ‘poeirão’ nessa localidade e segundo declaração de morador local o referido campo foi construído na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo, anterior portanto, à liberação dos recursos; b.2) de acordo com declarações de moradores das próprias localidades, os campos de futebol de Conceição, Café do Vento, Lagoinha, Jatobá Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade, sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior’. No que diz respeito a alínea ‘a’ do item anterior temos a esclarecer que no folhear de todo os autos desta tomada de contas especial, verificamos que a questão central diz respeito a não apresentação de elementos que indiquem registros na contabilidade de Prefeitura. Todas as vezes que o recorrente fora chamado a falar nos autos o mesmo fora por demais enfático em afirmar que o então Prefeito à época, Raimundo Nonato Bona, vulgo Carbureto, é seu inimigo pessoal e político e, neste diapasão, nenhum interesse teria, até mesmo pela conduta que lhe é peculiar, em apresentar documentos que justificassem a regular aplicação dos recursos. Ao contrário, limitou-se em dizer que os documentos não existiam e as palavras de seus assessores ficaram com verdade sabida, como se os mesmos tivessem fé pública. Tendo, de um forma equívoca, sido invertido o ônus de provar. Esta TCE, em nenhuma ocasião, tanto em sua fase interna como externa, oficiou a Prefeitura Municipal no sentido de que prestasse esclarecimentos sobre os documentos contábeis referentes ao convênio tão falados e tão exigidos no folhear de todo o processo. O Recorrente não está obrigado, ao deixar a função pública que ocupara, na condição de ordenador de despesa, levar consigo toda a documentação comprobatória da regularidade de seus atos enquanto gestor público. Haja vista que a obrigação de prestar contas não é personalíssima. A documentação exigida somente poderia ser dada pela própria Prefeitura, pois ela é a guardiã de toda documentação. Não pode esta Corte, s.m.j, apenas levando em conta a palavra de um inimigo político e pessoal do ora recorrente, condenar este sem uma verificação maior do alegado pelo dito Prefeito à época da inspeção in loco. No entanto, juntamos a este recurso, por somente agora foi nos dado o direito de vê-lo junto a Municipalidade de Campo Maior, a seguinte documentação: extrato bancário da Prefeitura Municipal de Campo Maior – PI, conta MEC, de agosto de 1988, onde comprova a entrada dos seguintes recursos:

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Cz$ 2.124.000,00 (referente ao convênio em discussão) em 10.08.88 e o montante de Cz$ 4.000.000,00 (referente a um outro convênio) em 17.08.88. A soma dos dois totalizam o montante de Cz$ 6.124.000,00. Mencionado valor fora contabilizado no balancete mensal da Prefeitura de Campo Maior – PI em agosto de 1988 como receita extra-orçamentária de bancos, conta BB (MEC) conforme faz provar com a inclusa documentação. Os campos de futebol foram pagos em dois recibos à firma construtora, nos valores de Cz$ 1.654.674,00 (fl. 90) e Cz$ 470.000,00 (fl. 91) que totaliza o valor do convênio. Referidos valores foram pagos com cheques da conta BB (MEC), onde fora depositado o montante do convênio através dos cheques de nºs 842750 (29.08.88) e 857101 (31.08.88) referentes aos recibos antes declinados, respectivamente (fls. 90 e 91). Conforme se faz provar com os inclusos extratos ora juntados. Com estas considerações e pela documentação a esta juntada esperamos ter contemplado esta Corte na documentação contábil exigida. Se antes não fora juntada decorreu do fato da hostilidade do Prefeito à época da inspeção, que insistia em negar a existência da juntada documentação. A segunda e última justificativa do Acórdão que precipitou na declaração de irregularidade das contas diz respeito a possíveis declarações de moradores das localidades afirmando que os campos de futebol não foram feitos. Diz o Acórdão, à fl. 102, que segundo declaração de morador local, o campo de futebol da localidade Cocal de Telha ‘foi construído na gestão do Prefeito Cesár Ribeiro Melo, anterior, portanto, à liberação dos recursos’. Na verdade, um grande erro de interpretação por parte deste Tribunal, senão vejamos: a inspeção fora realizada já na gestão do Prefeito Raimundo Nonato Bona, que sucedeu o ora recorrente. Se o morador disse que o campo de futebol fora realizado na gestão do Prefeito César Ribeiro Melo, está com a realidade existente pois foi nesta gestão que os recursos foram liberados, sendo Cesár Ribeiro Melo quem figura no polo passivo desta TCE. A outra alegativa de que moradores das localidades Conceição, Café Velho, Lagoinhas, Jatobá, Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior não pode prosperar. Alegamos, em preliminar, que em nosso entendimento, declarações de pessoas não nominadas, sem estarem sujeitas ao contraditório e princípio da ampla defesa, não podem isoladamente servirem como único meio de prova de condenação. Poderiam servir como base para instauração de TCE. Se este Tribunal entende, por inúmeros julgados, a desnecessidade de se fazer intimar o recorrente para acompanhar a inspeção in loco, deve, por Justiça, entender que as conclusões do relatório não poderão ser usadas, quando únicas nos autos (este caso), para possível condenação. E ainda quando as colocações feitas são por demais frágeis pois limita-se em dizer que moradores disseram sem nominá-los, arrolá-los ou por depoimentos a termos. Em assim sendo, requeremos desta Corte que aceite a fragilidade das declarações contidas na inspeção in loco não aceitando quando único meio existente para comprovação de possível irregularidade. Por todo o exposto, requer a esta Douta Câmara que se digne em conhecer do recurso (protestando pelo princípio da fungibilidade, se for o caso) a fim de acatar as preliminares argüidas no intróito deste petitório, anulando, pelas considerações feitas, o presente feito ab initio por flagrante ilegitimidade ad causum passiva e não publicação do instrumento convocatório bem como erro formal na sua elaboração. Não acatando as preliminares referidas, se dignem, no mérito, de conhecer do recurso para dar-lhe provimento a fim de considerar a Decisão anteriormente tomada julgando regular a prestação de contas pelas alegações feitas no decorrer de todo o recurso.’ 8.3.2 ANÁLISE: O extrato bancário trazido pelo responsável (fls. 121/122) aponta o crédito de Cz$ 2.124.000,00, em 10/08/1988, na conta-corrente nº 1.182-7, Ag. 0106-6, do Banco do Brasil S.A., e os débitos de Cz$ 1.654.674,00, em 29/08/1988, e 470.000,00, em 31/08/1988. 8.3.3 Verifica-se no balancete apresentado ingresso de Cz$ 6.124.000,00 como receita extraorçamentária, em crédito de conta-corrente do Banco do Brasil vinculada ao MEC. Contudo, não são apontadas no balancete despesas relativas ao objeto do convênio, totalizando Cz$ 2.124.000,00, bem como ausentes, também, documentos referentes ao processamento da despesa (a exemplo de nota de empenho e ordem de pagamento, artigos 58, 60, 61 e 64 da Lei nº 4.320/64), cabendo ainda ressaltar que os recibos apresentados (fls. 90/91) não são documentos fiscais à luz do art. 36, § 2º, alínea ‘c’ do Decreto nº 93.872/86. 8.3.4 Acerca da matéria, a IN/STN nº 10, de 27/05/1987, então vigente, prescrevia no art. 1º, i, ‘a

condenando-o ao pagamento da importância original de Cz$ 2. para que comprove perante o Tribunal (art.6 É oportuno ressaltar que para a aprovação das contas faz-se necessário que o convenente comprove que a obra foi executada com os recursos do convênio. ‘a’.000. do RI/TCU). concordamos em parte com as análises contidas na instrução de fls.124.128 obrigatoriedade de manutenção dos recursos transferidos pelos órgãos e entidades federais.443/92. o art. 10.1988 (fl.” VOTO As irregularidades que ensejaram o presente processo foram devidamente expostas tanto no Relatório precedente como no Relatório e Proposta de Decisão que precederam a Decisão 868–TCUPlenário que rejeitou as alegações de defesa e consistiram em: a) não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI que demonstrem a efetivação das despesas à conta dos Cz$ 2.7 Acerca da ausência de diligências à Prefeitura Municipal de Campo Maior para que apresentasse esclarecimentos acerca da documentação contábil. 144/152.3. da Resolução TCU nº 036/95. 121) até a data do efetivo recolhimento. §§ 1º e 2º. § 1º. para utilização em despesa regularmente formalizada. sem prejuízo da classificação das transferências como receitas orçamentárias da entidade que os recebeu. inciso III. 16. importa consignar que não compete ao Tribunal laborar na produção de provas em favor do responsável realizando diligências. sejam as presentes contas julgadas irregulares e em débito o Sr. 8. caso tal providência ainda não haja sido adotada. corrigida monetariamente e acrescida dos encargos legais. caso não atendida a notificação. 19. no Banco do Brasil S. além do cumprimento das normas gerais a que estejam sujeitos (Lei nº 4. calculados a partir de 10. que foi construído . as razões juntadas pelo Sr. ensejando a obrigação da restituição ao erário. I.443/92. da Lei nº 8. Esse tem sido o entendimento desta Corte. III. o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.3. Nesse sentido. b) na localidade de Cocal de Telha existe um campo de futebol tipo “poeirão”. através de dotação consignada em orçamento ou em crédito adicional’. cento e vinte e quatro mil cruzados). inciso II. na forma da legislação em vigor. 54. independentemente de expressa estipulação no respectivo termo. para os fins deste artigo.3.08. I. Considerando. que os esclarecimentos apresentados não são capazes de alterar o entendimento que resultou na Decisão nº 868/97-Plenário. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior – PI no Cadastro Informativo dos Débitos não Quitados de Órgãos e Entidades Federais – CADIN.00 (dois milhões. III. por meio de sua pacífica jurisprudência acerca do assunto’. Cézar Ribeiro Melo. a contar da notificação. em conta específica. § 3º. 165. Procurador Lucas Rocha Furtado destacou em Parecer constante do TC-525. 12. alínea ‘a’. propondo que: a) com fundamento nos arts.5 No mesmo sentido. o Exmº Sr. 9. exPrefeito Municipal de Campo Maior – PI. todos da Lei nº 8. 8. nos termo do art. Considerando as disposições contidas no art. 1º. para os fins preconizados no art. 93 do Decreto-lei nº 200/67 prescreve a obrigação a todo aquele que gerir recursos públicos de comprovar a boa e regular aplicação. b) seja autorizada. vez que se tem por não aplicados satisfatoriamente. 28. 8.320/64. Cézar Ribeiro Melo.. obriga os convenentes a manter registros contábeis específicos.443/92. a cobrança judicial da dívida. c) seja remetida cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União.000.00 recebidos do FNDE.872/1986. 23. desde logo. seja determinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE que inclua o nome do Sr. ‘b’ e ‘c’. e 23. da Lei nº 8. determina que ‘o recebimento de recursos da União para execução de convênio firmado entre quaisquer órgãos ou entidades federais. caput.124. do Decreto nº 93. Cézar Ribeiro Melo foram examinadas como novos elementos de defesa. e expressamos concordância quanto ao encaminhamento do processo. todavia. 16. o art. artigos 87 e 93)’.081/1995-0 que ‘a não-apresentação de documentos idôneos que se destinem a inferir acerca da boa e regular aplicação de recursos públicos configura razão suficiente para dar respaldo à conclusão de ter sido inadequada a sua administração. estaduais ou municipais. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.A. Nesse sentido.

BANANEIRA E BAIXINHA.129 na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo em época anterior à liberação dos recursos pelo FNDE. Quanto às justificativas e documentos apresentados relacionados à aplicação dos recursos liberados pelo FNDE. entende o responsável ter provado que os recursos foram totalmente aplicados. Pelo exposto e à luz do depurado exame realizado pela Secretaria Técnica. no valor total de Cz$ 2. de acordo com os pronunciamentos da Secex/PI. Lagoinha. alínea "c" do Decreto nº 93. sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior. com isso. bem assim a execução dos campos de futebol. alegadamente relativos à execução das obras de construção dos campos de futebol pela Construtora União Ltda. BOQUEIRÃO. voto por que o Tribunal adote a deliberação que ora submeto ao descortino deste egrégio Colegiado. não encontra amparo na legislação pertinente: Decreto-lei nº 199/67 (vigente à época da ocorrência dos fatos) e Decreto-lei nº 200/67 (cujas essências foram mantidas na Lei nº 8. 84/85). e do Ministério. na gestão do ora Defendente. segundo declarações de moradores da região. conforme Parecer nº 691/89 da DEMEC/PI (fl. o responsável alega que. que prestou contas na época oportuna. tanto isso é verdade. RAIMUNDO BONA (CARBURETO). 83/84). b/c. relativos à execução das obras. bem como desviar os Senhores Auditores das verdadeiras localidades. o fato de a prestação de contas apresentada pelo Município. relativamente à defesa do Sr. não acontecendo nenhum tipo de desvio na execução dos dez campos de futebol. porque não firmou qualquer compromisso neste sentido. Conclui. 29). pois. não há como se comprovar a vinculação destes aos recursos repassados à municipalidade. uma vez que a defesa complementar apresentada a esta Corte não foi capaz de atestar o emprego dos recursos federais na finalidade pactuada. que induziu os senhores auditores em erro. . não mereceram comentários nas alegações de defesa. levando-os ao seu próprio reduto eleitoral. Café Velho. ‘em face da vasta documentação que se junta ao presente feito’. 2. LAGOINHAS. Naquela assentada. Posteriormente. Jatobá e Bananeira. na época das localidades inspecionadas. o responsável fez juntar cópias de recibos. retro. a assertiva de que o Sr. em razão de a inspeção do FNDE ter sido realizada quando o Município encontrava-se sob a administração de facção política contrária à sua. que não são documentos fiscais à luz do art.. a exemplo das constantes no instrumento de citação e elencadas no item 10.124. como pessoa física. JATOBÁ. inclusive. 85-’in’ fine). Por outro lado.) 12. A Pessoa Jurídica. A defesa invoca. 20. por fim. § 2º. os seguintes excertos: “(. deixando de visitar os 10 (dez) Campos de Futebol que foram construídos nas seguintes localidades: ALTO DO MEIO. c) nas localidades Conceição. Cézar Ribeiro Melo não deve qualquer valor ao FNDE. 'os Senhores Auditores da FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (sic). a PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO MAIOR. Cézar Ribeiro Melo. com a conseqüente aprovação de suas Contas pela DELEGACIA DO MEC. por si só. como já circunstanciado' (fls. destaquei em minha proposta. Assim.muitas das quais. julgue improcedente as conclusões da ‘ESDRÚXULA Auditoria’ (fl.443/92). firmou compromisso e assumiu na sua inteireza. não é bastante para elidir as constatações da Equipe de Auditoria do FNDE . ao esconder a documentação comprobatória das despesas que foram efetivamente realizadas.. em que se comprova a má fé generalizada praticada pelo Ex-Prefeito. razão pela qual. entendo que não há como isentar de responsabilidade o ex-Prefeito Cézar Ribeiro Melo. os campos de futebol foram construídos pela comunidade. 16. 14. nada lhe tendo a lhes devolver. da qual consta: Demonstrativo Contábil. que deveriam ter sido visitadas.. ter sido aprovada pela Delegacia do MEC no Piauí.. (. afirmando que. nada tendo a devolver porque não firmou qualquer compromisso neste sentido. Prossegue. 13. entendemos que nada acrescentam que possa influenciar no mérito das presentes contas. todos no Município de Campo Maior-PI' (fls. 'não deve qualquer valor ao FNDE.00. CONCEIÇÃO.” 3. arquitetada pelo Sr.872/86. COCAL DE TELHA. conforme declaração prestada por moradores da região. SANTA CRUZ. inicialmente. de acordo com os elementos ora trazidos aos autos. caíram na maior trama diabólica. Para corroborar seu entendimento. 15. Relatório Final e Termo de Aceitação da Obra. A apresentação de recibos.) 19. CAFÉ DO VENTO. fornecidos pelo atual Prefeito Municipal de Campo Maior.674. pedindo ao Tribunal que. 36.

inciso III. caput e 23. 9. o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. e 9. alínea “a”. Bananeira e Baixinha. transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. de responsabilidade do Sr. Lagoinha. a contar do recebimento da notificação para que comprove. 9. Assunto: Tomada de Contas Especial. da Lei 8.2. Cocal de Telha.. caso não atendida a notificação.026/2003 .130 TCU. Unidade: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI. Santa Cruz. objetivando a construção de 10 campos de futebol nas localidades de Alto do Meio. Grupo: I. 5. Café Velho. ao pagamento da importância original de Cz$ 2. a cobrança judicial da dívida. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Humberto Guimarães Souto. inciso II. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior/PI. 8.00 (dois milhões. na forma prevista na legislação em vigor.000. cento e vinte e quatro mil cruzados) mediante nota financeira 038891. 19. exPrefeito Municipal de Campo Maior/PI. CPF: 060. Especificação do quorum: 12. alíneas “b” e “c”. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora devidos. Acórdão: VISTOS. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). nos termos do § 3º do artigo 16 da Lei 8. 2. inciso III. Responsável: Cézar Ribeiro Melo (ex-prefeito). inciso I. e Paulo Sérgio Escórcio de Brito.00 (dois milhões. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. ante as razões expostas pelo Relator. 214.aRelator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. Conceição. 28. OAB/PI 104/89-A. Jatobá.124. todos da Lei 8.aRepresentante do Ministério Público: Procuradora Cristina Machado da Costa e Silva.845/49. 3.000.2. 10.3. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. autorizar. calculados a partir de 10/08/88. do Regimento Interno/TCU).443/92.TCU . cento e vinte e quatro mil cruzados). 4. com fundamento nos arts. 1º. desde logo. Cézar Ribeiro Melo. 16. 12. em 20 de maio de 2003. julgar.1. as presentes contas irregulares e condenar o Sr. Boqueirão. Processo: TC-549. 6. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Unidade Instrutiva: Secex/PI. até a data do efetivo recolhimento.443/92. nos termos do art. inciso III.443/92.1ª CÂMARA 1.020/1993-4. perante o Tribunal (art. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. Advogado constituído nos autos: não José Ribamar Coelho Filho. instaurada em decorrência da não aprovação da prestação de contas de recursos federais transferidos à aludida Prefeitura. remeter cópia da documentação ao Ministério Público da União. OAB/PI 2. Cézar Ribeiro Melo. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator . Classe: II.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).124. no valor original de Cz$ 2. em: 9.964.684/95. 7.

CPF: 354. ante o pedido de vista formulado pelo Eminente Ministro Walton Alencar Rodrigues. Entidade: Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.187.90. 3. Maria Alzira Ferreira. contudo. 220/224). nos autos representado pela Procuradora.200-20. CPF: 097. II da lei nº 8. O Ministério Público. confirmado pelo de nº 26/2002 do mesmo Colegiado e pelas Decisões Plenárias de nºs 599/1994 e 146/1995). inicialmente. CPF: 065. dando-se quitação aos responsáveis. Eduardo Levcovitz. A Secretaria de Controle Interno/MS do Ministério da Fazenda emitiu certificado de Auditoria pela regularidade destas contas. VOTO Registro. Solon Magalhães Vianna. 6. Dra.443/92 (fls.617-72. CPF: 000. manifestou-se de acordo com a proposta de mérito de folha 224. Contas regulares com ressalvas. II. Foram os presentes autos. mas teve sua discussão e votação adiadas.360-15. A unidade técnica. CPF: 170. 2.049. acolho os pareceres uniformes no sentido da regularidade com ressalvas das contas.06.780.576. Quitação. 18 e 23. Francisco Daly Schneider Bernd.709-30.500-34.758. tendo em vista que a determinação proposta já foi validamente efetuada pelo Tribunal. com as vênias de praxe. I. 37 da Constituição Federal (cf.090-87. Antônio Carlos Ebling.110. sejam anuladas.370-91. 7. 1º. nos . acolheu a proposta do analista.2003.737-00. Retornam os autos. sobrestados. RELATÓRIO Trata-se da Prestação de Contas do Hospital Nossa Senhora da Conceição relativa ao exercício de 1996. que relato estes autos com fundamento no art.030-72. Falhas de natureza formal. 18 da Resolução nº 64/96TCU. para exame de mérito. 5. Luiz Eurico Laranja Vallandro CPF: 133. CPF nº 434. nos termos dos arts. propôs serem estas contas julgadas regulares com ressalvas.03. 2. CPF: 237. 3. 4. Sebastião Carlos Alves Grilo.567-20. nos termos do § 2º do art. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Marco Antônio Viegas da Silva.187. Itamar José Barbalho. 8. Isacc Sprinz. Diante do que consta dos autos.145/1997-6 Natureza: Prestação de Contas – Exercício de 1996. 16. Marinon Porto. Paulo Henrique Ferreira de Melo. em razão de recurso de revisão ofertado no processo de prestação de contas da entidade relativa ao exercício de 1994. acrescentando. Determinação. inicialmente.691-49. Acórdão nº 29/2000 da 2ª Câmara. determinação ao responsável pelo hospital Nossa Senhora da Conceição S/A no sentido de que todas as admissões feitas posteriormente a 06.922. Relativamente ao acréscimo sugerido pelo Ministério Público. à fl. CPF: 019. deixo de acatá-lo. Responsáveis: Rogério Dalfollo Pires. sem a prévia aprovação em concurso público. CPF: 008.090. O analista responsável pela instrução.603. O presente processo foi levado à sessão da Primeira Câmara de 11. após observar que as falhas verificadas no processo são de natureza estritamente formal.137. CPF: 001.1ª Câmara TC-625. João Carlos Barros Krieger. uma vez que as falhas detectadas são de natureza estritamente formal.980-68.131 Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II . CPF: 603. nesta oportunidade.420. Sumário: Prestação de contas relativa ao exercício de 1996. 224.875. uma vez superada a questão que ensejou o sobrestamento.440-20. CPF: 534.

12. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. 5. Walton Alencar Rodrigues (Revisor) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).603. Unidade técnica: SECEX/RS.617-72. Marco Antônio Viegas da Silva. inciso II.737-00.758.110. 5. 1º. proceda à verificação do cumprimento de determinação desta Corte contida no Acórdão nº 599/94-TCU-Plenário. de 16 de julho de 1992 c/c os arts. Antônio Carlos Ebling. Francisco Daly Schneider Bernd. dando-se quitação aos responsáveis citados no item 3 supra. ante as razões expostas pelo Relator. com fundamento nos arts.780. determinar à SECEX/RS que.567-20. CPF: 008.709-30. 6. TCU. 8.200-20. 16.440-20.443.691-49.145/1997-6. CPF: 603. 7. João Carlos Barros Krieger.1. 2. 1º. inciso II. 18 e 23.TCU . Acórdão: VISTOS. Advogado constituído nos autos: não consta.187. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 3. relatados e discutidos estes autos de prestação de contas do Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.137. Maria Alzira Ferreira. Marinon Porto. 9. Sebastião Carlos Alves Grilo. Processo nº TC-625. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. Nesse sentido.090.030-72. Especificação do quorum: 12. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 9. voto no sentido de que esta Câmara adote o Acórdão que ora submeto à sua apreciação. Paulo Henrique Ferreira de Melo. CPF nº 434. CPF: 170. na próxima fiscalização ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. julgar as presentes contas regulares com ressalvas. Representante do Ministério Público: Dra. inciso II da Lei nº 8.500-34. 10.132 termos do Acórdão nº 599/94-TCU-Plenário. inciso I. relativas ao exercício de 1996. CPF: 000. Solon Magalhães Vianna. CPF: 237. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Assim.1ª CÂMARA 1.2. CPF: 097.027/2003 .090-87.360-15. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator .420.1.980-68. Revisor: Ministro Walton Alencar Rodrigues. 4. Isacc Sprinz. Humberto Guimarães Souto. inciso I. 4. afigura-se-me mais apropriado que o Tribunal determine à SECEX/RS que acompanhe seu cumprimento. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. em 20 de maio de 2003. CPF: 534.049. Grupo e Classe de assunto: Prestação de Contas – Exercício de 1996. mantido pela Decisão nº 146/95-TCU-Plenário.922. CPF: 065. Eduardo Levcovitz.576. Itamar José Barbalho.2.370-91. Entidade: Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.875. CPF: 354.187. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Responsáveis: Rogério Dalfollo Pires. em: 9. do Regimento Interno. CPF: 019. na próxima fiscalização. Luiz Eurico Laranja Vallandro CPF: 133. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. CPF: 001. 208 e 214.

5. que o Tribunal: julgue as presentes contas irregulares e em débito a responsável. inicialmente. e remeta documentação ao Ministério Público da União. Diante disso. ocasionando prejuízo aos cofres do IBAMA. Remessa de documentação ao Ministério Público da União. a 4ª SECEX propõe. pela Sra.601-10). publicada no DOU de 28/04/2000. 162. que atuo nestes autos com fundamento no disposto no art. 6. a responsável foi.CLASSE II . Em atendimento. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. 2. foram instaurados os Processos Administrativos com o fito de apurar os fatos. 212/218). sem apresentar quaisquer elementos ou provas capazes de ser aproveitados em seu benefício (fls. qualificada às fls. No âmbito deste Tribunal.133 Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . Confissão perante a Comissão de Sindicância de que apropriou-se dos recursos financeiros. Alegações apresentadas intempestivamente e desprovidas de elementos suficientes. 123). Citação. 69 e 87. 247). alegando inocência dos fatos que lhe são imputados. no exercício da função de Chefe de Divisão de Transformação e Processamento/DITRA. Acolhimento das propostas da Unidade Técnica e do Ministério Público. 252/254 e 280). bem como culpando o Tribunal por situações que aconteceram ainda na esfera administrativa. a Sra.364/2001-4 Natureza: Tomada de Contas Especial. Demissão do serviço público. conforme Portaria Ministerial nº 108. citada para apresentar alegações de defesa ou recolher o débito que lhe fora imputado (fls. As Comissão concluíram pelas responsabilização da implicada. utilização de recursos públicos em proveito próprio. 282). 219. autorize a cobrança judicial da dívida. da Diretoria de Recursos Renováveis/DIREM. Clélia Rocha da Costa apresentou argumentos impertinentes e confusos. A defesa apresentada. As irregularidades são as seguintes: pagamentos indevidos. fato que culminou com a sua demissão do serviço público. VOTO Registro. permissão de contratação de pessoas sem a documentação exigida para o desempenho de funções nos projetos PNUD. à época da ocorrência dos fatos.1ª CÂMARA TC-014. tendo a autoridade ministerial se manifestado às fls. 3. Pelas portarias constantes às fls. 2. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis ( fls. concessão de diárias a pessoa em gozo de licença. Responsável: Clélia Rocha da Costa (CPF nº 154. Entidade: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.18 da Resolução nº 64/96-TCU. do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA. em pareceres uniformes. intempestivamente. Clélia Rocha da Costa. capazes de descaracterizar os fatos a ela imputados. em cumprimento ao devido processo legal. Cobrança judicial. não evidencia elementos suficientes para caracterizar a sua boa-fé ou afastar sua . já demitida do serviço público. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em razão de irregularidades praticadas por servidora. 7. 258/263. Seção 2 (fls.258. 280/281) O Ministério Público ratifica a proposta da Unidade Técnica (fls. Clélia Rocha da Costa. RELATÓRIO Tratam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada em decorrência de irregularidades praticadas pela Sra. A Secretaria Federal de Controle Interno certificou a irregularidade das presentes contas ( fls. 4. Contas consideradas irregulares pelo controle interno. Contas julgadas irregulares e em débito.

57 da Lei nº 8. 19 e 23. de 16 de julho de 1992.00 7.3 .364/2001-4.000. 16. 9. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora calculados a partir das correspondentes datas até aquela do efetivo recolhimento. alínea "a". alínea “a”. inciso III.TCU . 261).601-10). 2. 9. da Lei nº 8. com fundamento nos arts.206. 3.00 9. inciso III. perante o Tribunal (art. para comprovar. VALORES (R$) 10.134 responsabilidade pelo dano causado aos cofres do IBAMA. em 20 de maio de 2003 LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. Grupo I . Unidade Técnica: 4ª SECEX.00 10.00 DATAS 27/03/1997 25/04/1997 09/05/1997 18/02/1997 06/04/1997 23/01/1998 04/02/1998 11/02/1998 9. 8. Com efeito. com a fixação do prazo de quinze dias. a contar da notificação. Acórdão: Vistos. do Regimento Interno/TCU). 7. Clélia Rocha da Costa. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.aplicar à responsável a multa prevista no art. Processo nº 014. 209. 3. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. inciso III. atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora . a acusada confessou perante a Comissão de Sindicância que utilizou. 214. 1º. 214. da mesma Lei. 210 e 214. Redator: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6. no valor de R$ 10.443.028/2003 . reunidos em Sessão da 1ª Câmara.00 10. os recursos financeiros do projeto PNUD. perante o Tribunal (art. julgar as presentes contas irregulares e condenar a Sra. retro). inciso I. Responsável: Clélia Rocha da Costa (CPF nº 154. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade da Sra. em: 9. 5.000. Clélia Rocha da Costa ao pagamento das quantias a seguir discriminadas.000.00 1.000.1. 1º. Entidade: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.00 1. rejeitar as alegações de defesa apresentadas pela responsável (item 3. que tinha consciência da ilicitude de sua ação. o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional.Tomada de Contas Especial.1ª CÂMARA 1. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Jatir Batista da Cunha.258. a contar da notificação. inciso III. e que se valeu de tal artifício por achar que era aquela a única saída para seus problemas financeiros (fls. e com os arts. inciso I.970. III.00 (dez mil reais).00 10. do Regimento Interno). do Regimento Interno. inciso IV.200. TCU. o recolhimento da dívida aos cofres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. acolho as propostas da 4ª SECEX e do Ministério Público e VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à apreciação desta Primeira Câmara.190.000. c/c os arts. alínea "d".Classe de Assunto II . 4. 4. Diante do exposto. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.443/92. para que comprove.2. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. da qual era servidora. Advogado constituído nos autos: Não consta. em benefício próprio. na forma prevista na legislação em vigor.

Revelia.5.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). autorizar. Especificação do quorum: 12. objetivando a construção do Centro de Controle de Zoonoses naquela localidade (fls. 12.2. Expedido o Ofício FUNASA/CORMA/SEADM/EPC-01098. RELATÓRIO Trata-se da Tomada de Contas Especial instaurada pela Fundação Nacional de Saúde – Funasa. Ministro com voto vencido em parte: Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).3. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. e 9. Deusdedith Alves Sampaio. inciso II. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em decorrência da omissão no dever de prestar contas de recursos federais transferidos por força de Convênio. Responsável: Deusdedith Alves Sampaio. por força do Convênio n. remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis.649/2001-9 Natureza: Tomada de Contas Especial. Citação. caso não atendida a notificação. 12. 87). solicitando da Prefeitura de Açailândia/MA a apresentação da prestação de contas do Convênio em tela (fls. nos termos do § 3º do art.443/92. 15/25). 9.483. Visando a eliminar quaisquer dúvidas quanto ao recebimento do ofício por parte da municipalidade. 07/08). MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro Redator LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª Câmara TC-015. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais repassados ao mencionado Município. Deusdedith Alves Sampaio. cujo recebimento foi atestado pelo próprio responsável (fl. 87/88). no valor total de R$ 304. 089. Autorização para cobrança judicial das dívidas. 10. ex-Prefeito. CPF n. Contas irregulares com débito e multa.566. da Lei nº 8. 2. desde logo. Remessa da documentação pertinente ao Ministério Público da União.135 estabelecido até a data do recolhimento. nos termos do art. caso não atendida a notificação. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Entidade: Município de Açailândia/MA. de 1992. . a cobrança judicial das dívidas.4. foi encaminhada pessoalmente ao Sr. por intermédio de servidor da Funasa.855-68. 641/1997. Walton Alencar Rodrigues (Redator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). notificação informando-lhe acerca de sua omissão (fls. na forma prevista na legislação em vigor. Humberto Guimarães Souto. 28.32. não se obteve qualquer resposta do referido Município.443. ex-Prefeito do Município de Açailândia/MA. tendo como responsável o Sr. 16 da Lei nº 8.

na forma da lei. 641/1997 ou comprovar o recolhimento do débito (fls. 57 da Lei n. entendo que. acolho os pareceres da unidade técnica e do Ministério Público e manifesto-me por que seja adotada a deliberação que ora submeto a este Colegiado. comunicou-se ao responsável que ser-lhe-ia facultado. não havendo novo pronunciamento do responsável nos autos. MARCOS BEMQUERER COSTA Relator ACÓRDÃO Nº 1. instando-o a apresentar alegações de defesa sobre a sua omissão em apresentar a prestação de contas do Convênio n. para as providências que entender cabíveis. ante a gravidade da infração que comete o responsável omisso no dever constitucional de prestar contas. § 6°. Grupo: I. em 20 de maio de 2003. 19. Representante do Ministério Público: Dr. Por outro lado. nenhum documento foi juntado ao processo. da Lei n. ante o princípio da verdade material (fl.. T. juntar novos documentos ao processo. lembro que. alínea a.136 3. 109). da Lei n. 16 da Lei n. 2. caput. inciso I.443/1992. com a anuência do Ministério Público (fl. da 1ª Câmara e 266/2002 da 2ª Câmara. b) seja aplicada ao responsável a multa prevista no art. entre outros). ex-Prefeito.1ª CÂMARA 1. 16. 125/127). caso não atendida a notificação. a Secex/MA procedeu à citação do responsável. 6.C.443/1992. Diante disso.443/1992. conforme AR-MP de fl. 5. 089. 4. solicitou a prorrogação do prazo para apresentação de sua defesa (fls. Não obstante. 209. devidamente atualizado. d) seja remetida cópia dos presentes autos ao Ministério Público da União.566. 015.855-68.443/1992. Entidade: Município de Açailândia/MA. Assim. 6. 2. ainda naquela fase processual. § 3º. cuja ciência do responsável se comprova no AR-MP de fl. o responsável que não atender à citação será considerado revel pelo Tribunal para todos os efeitos. já ultrapassado o prazo fixado no ofício citatório (fl. 8. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa. providência que julgo pertinente no caso em exame. tendo a autoridade ministerial competente manifestado haver tomado conhecimento de seu teor (fl. PROPOSTA DE DECISÃO Nos termos do art. do RI/TCU e de acordo com a jurisprudência recente desta Corte. e 57 da Lei n. 128).TCU . Ante o exposto. poderá o Tribunal decidir sobre a remessa de cópia dos autos ao Ministério Público da União. conforme diversos julgados deste Tribunal (Acórdãos ns. 4. além do débito a ele imputado. 135. ou seja. Recebido o ofício citatório. No âmbito do TCU. condenando-se o responsável ao recolhimento do débito apurado nos autos. Processo TC n. deva ser aplicada a multa prevista nos arts. 3. com fundamento nos arts. c) seja autorizada a cobrança judicial das dívidas.443/1992. consoante previsto no art. 8. 748/2001 e 410/2002.U. 124. . caput. ante a ausência de quaisquer documentos relativos à prestação de contas. por intermédio de advogado legalmente constituído. Lucas Rocha Furtado. 8. 120 e 123). Sala de Sessões. Responsável: Deusdedith Alves Sampaio. Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial. 133/134 e 136). CPF n. a unidade técnica propõe (fls. na hipótese de condenação do Responsável com base na alínea a do inciso III do art. inciso III. Outrossim. Transcorridos cerca de 11 meses da notificação supra. 12. 107). 3. 128). o qual não logrou deferimento. 137): a) sejam julgadas irregulares as presentes contas.029/2003 .649/2001-9. 19. o responsável. 5. 8. É o relatório. tendo em vista que a petição fora protocolada intempestivamente. 1º. a Secretaria Federal de Controle Interno expediu Certificado de Auditoria pela irregularidade das contas (fl. 8. dando-se prosseguimento ao processo.

19. o recolhimento da dívida à Fundação Nacional de Saúde – Funasa. Paulo Cruz Pereira e Silva.4 – com fundamento no art.2 – aplicar ao mencionado responsável a multa prevista nos arts. para que comprove. perante o Tribunal (art. relatados e discutidos estes autos da Tomada de Contas Especial instaurada pela Fundação Nacional de Saúde – Funasa. nos termos do art. perante o Tribunal (art. a cobrança judicial das dívidas a que se referem os subitens anteriores. inciso XI. 23. desde logo.000. julgar irregulares as contas do Sr. Advogados constituídos nos autos: Dr. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª Câmara .83 23/07/1998 9. inciso III. § 6°.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). reunidos em sessão de 1a Câmara.120. ex-Prefeito do Município de Açailândia/MA. 641/1997.83 19/05/1998 R$ 76. Deusdedith Alves Sampaio. e 57 da Lei n. 12. alínea a. 9.2. objetivando a construção do Centro de Controle de Zoonoses naquela localidade. Acórdão: VISTOS. para as providências cabíveis. 8. condenando-o ao pagamento das importâncias abaixo identificadas. se for paga após o vencimento.83 02/04/1998 R$ 76. 209. 1º. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). 19. da Lei n. do Regimento Interno/TCU).443/1992. por força do Convênio n. para que comprove. calculados a partir das datas discriminadas até a efetiva quitação do débito. 28.3 – autorizar. 9. inciso III. 214. o recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional.120. remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. 10. inciso I. Humberto Guimarães Souto. 8. 16. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. no valor total de R$ 304.120. OAB-MA 3. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.1 – com fundamento nos arts. OAB-MA 4. João Ferreira Calado Neto. caso não atendida a notificação. fixando o prazo de 15 (quinze) dias.574. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais repassados ao mencionado Município. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. do Regimento Interno/TCU). alínea a. Deusdedith Alves Sampaio.443/1992. do Regimento Interno do TCU. Dr. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias.443/1992. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.00 (trinta mil reais).137 7. caput. da Lei n. caput. em: 9.32. a contar do recebimento da notificação. inciso II.294. nos termos da legislação em vigor: Valor Data para atualização R$ 76. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora.83 30/06/1998 R$ 76. 214. 8. atualizada monetariamente na data do efetivo recolhimento. na forma da legislação em vigor.483. a contar da notificação. inciso III. Especificação do quorum: 12. ante as razões expostas pelo Relator. tendo como responsável o Sr. Unidade Técnica: Secex/MA. alínea a.120. inciso III. 9. 71. no valor de R$ 30. ex-Prefeito do Município de Açailândia/MA. da Constituição Federal e no art. 8.

Autorização para a cobrança judicial das dívidas. ex-Prefeito do Município de Pinheiro/MA. Além da omissão no dever constitucional de prestar contas do Convênio n. caso não atendida a notificação. além do débito imputado ao responsável. conforme constatado pelo órgão repassador. Revelia. tampouco comprovou o recolhimento do débito a ele atribuído. § 3º. 335/2003 e 531/2003. Sala das Sessões. 212) e a autoridade ministerial competente manifestou haver tomado conhecimento das conclusões contidas no Certificado (fl.384/2002-3 Natureza: Tomada de Contas Especial. dando-se prosseguimento ao processo. 748/2001. 243). em decorrência de vistoria in loco. e 266/2002. após várias tentativas de citação via AR-MP. Contas irregulares com débito e multa. firmado com o Ministério do Meio Ambiente.. da Lei n.000. elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos (fls. para as ações cabíveis. 3. Inexecução do objeto. no aludido Município (fls. A Secretaria Federal de Controle Interno certificou a irregularidade das contas (fl. 04/2000. entre outros). tendo como responsável o Sr. RELATÓRIO Trata-se da Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.696. cabe aplicar-lhe a multa prevista no art. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em decorrência da omissão no dever de prestar contas de recursos repassados mediante convênio. da 2ª Câmara. 4. ex-Prefeito de Pinheiro/MA. 04/2000. o responsável não apresentou alegações de defesa. 12. 216). 6. e a remessa de cópia dos autos ao Ministério Público da União. a autorização para cobrança judicial da dívida. Citação. CPF n. PROPOSTA DE DECISÃO Nos termos do art. verificou-se que os serviços pactuados não foram executados. reinstruindo os autos à fl. José Genésio Mendes Soares. nos termos do art.723-20. 8.138 TC-000. Citado por edital (fl. MARCOS BEMQUERER COSTA . 410/2002.00. fls. 166/167). e considerando a jurisprudência mais recente deste Tribunal. Remessa da documentação pertinente ao Ministério Público da União. caracterizando a revelia. § 3º. 8. da 1ª Câmara. da Lei n. 45. Ante todo o exposto. Entidade: Município de Pinheiro/MA. 055. no valor de R$ 150. 57 da Lei n. 2. com a condenação do responsável ao recolhimento do valor apurado nos autos ao Tesouro Nacional. 45/2001. 5. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais referentes ao Convênio n. Responsável: José Genésio Mendes Soares. 166/167). É o relatório.443/1992. 8. nos casos da espécie (Acórdãos ns. José Genésio Mendes Soares. 3. por intermédio da Secretaria de Recursos Hídricos. o responsável que não atender à citação será considerado revel pelo Tribunal para todos os efeitos. 236 e 238). o fato de haver o órgão repassador dos recursos federais em causa verificado in loco que os serviços relacionados à construção de dois açudes nos distritos de Paraíso e Fortaleza não foram executados (Relatório de Supervisão n. 12. ex-Prefeito. objetivando a construção de dois açudes nos Distritos de Fortaleza e Paraíso. A Secex/MA.443/1992. 103/114). em 20 de maio de 2003. propõe: a irregularidade das contas.C. de 09/10/2001. remetendo-se cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. 242.443/1992. manifesto-me por que seja adotada a decisão que ora submeto a esta Câmara. pesa sobre o Sr. Desse modo.U. O Ministério Público manifesta-se de acordo (fl. T. 2. De acordo com o Relatório de Supervisão n.

8.3 – autorizar. com fundamento no art. Lucas Rocha Furtado.000. 04/2000. para as providências cabíveis.384/2002-3. perante o Tribunal (art. 12. 28. devendo a supramencionada quantia ser atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora devidos. do Regimento Interno/TCU. § 6º. ante as razões expostas pelo Relator. inciso III.2 – aplicar ao mencionado responsável a multa prevista nos arts. 10. inciso II.443/1992. o recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional.00 (vinte mil reais). 5. 214. nos termos da legislação em vigor. atualizada monetariamente na data do efetivo recolhimento. para que comprove.000. 055. Processo TC n. José Genésio Mendes Soares. 16. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa. alíneas a e c. ex-Prefeito. da Lei n. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 000.030/2003 . ex-Prefeito do Município de Pinheiro/MA. condenando-o ao pagamento da quantia de R$ 150. julgar irregulares as contas do Sr. 7. no valor de R$ 20. inciso III. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. reunidos em sessão da 1ª Câmara. inciso III. ACORDAM em: 9. inciso III. 8. no referido Município.696. o recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional. tendo como responsável o Sr. 23. alínea a. objetivando a construção de dois açudes nos Distritos de Fortaleza e Paraíso. da Lei n. do Regimento Interno/TCU). Entidade: Município de Pinheiro/MA. calculados a partir de 30/06/2000 até a data do efetivo pagamento.723-20. 2. Advogado constituído nos autos: não há. 214.000.4 – remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. Representante do Ministério Público: Dr. do Regimento Interno/TCU). inciso I. 9. desde logo. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator Fui presente: . caput. 9. caput. 19. a cobrança judicial das dívidas a que se referem os subitens anteriores. 6. se for paga após o vencimento. relatados e discutidos estes autos referentes à Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. 8.443/1992.00.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).TCU .00 (cento e cinqüenta mil reais). com fixação do prazo de 15 (quinze) dias. 8.2. na forma da legislação em vigor. Especificação do quorum: 12. para que comprove. 209. nos termos do art. 1º. 4. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais referentes ao Convênio n.1 – com fundamento nos arts. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. alínea a. a contar do recebimento da notificação.139 Relator ACÓRDÃO Nº 1.1ª CÂMARA 1. 9. Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Unidade Técnica: Secex/MA. Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). 9. Acórdão: VISTOS. 19. Humberto Guimarães Souto. no valor de R$ 150. perante o Tribunal (art. a contar da notificação.443/1992. e 57 da Lei n. José Genésio Mendes Soares. fixando o prazo de 15 (quinze) dias. CPF n. ex-Prefeito do Município de Pinheiro/MA. Grupo: I. caso não atendida a notificação. Responsável: José Genésio Mendes Soares. 3.

A Secex/PA promoveu a citação do responsável. inciso III. que. responsabilizando o Sr. publicado no DOU de 10/10/2002. Apropriação indevida de numerário da Agência Concórdia/PA da ECT. propondo-se o julgamento das contas pela irregularidade.443/92. duzentos e setenta e dois reis e dezesseis centavos). Débito. Manoel da Silva Monteiro. manifesta-se de acordo com a proposta de julgamento oferecida pela Secex/PA. nem efetuou o recolhimento do débito. ex-chefe da Agência Concórdia/PA.entre outros dispositivos legais. contra o Sr. e 16.344. É o Relatório. levada a efeito durante o exercício de 1997. Contas irregulares. As peças processuais demonstram que foi devidamente apurado nos autos alcance praticado pelo Sr. O parecer do Subprocurador-Geral. no valor total de R$ 7.140 PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II . o . em virtude de apropriação indevida de numerário da arrecadação daquela agência. RELATÓRIO Trata-se de tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Remessa de cópia dos autos ao Ministério Público da União para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. Transcorrido o prazo regimental fixado. Autorização para cobrança judicial da dívida. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuídas ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Citação. CPF 243. da Lei 8.272. Em decorrência. Considerando o fundamento legal proposto pela unidade técnica . conforme demonstrado nos autos. ex-chefe da Agência Concórdia/PA. Dr. Ubaldo Alves Caldas. caput.920/2002-1 Natureza: Tomada de Contas Especial. nos termos do disposto nos artigos 1º. ficavam sob sua responsabilidade.1ª Câmara TC-005. em razão do cargo ocupado pelo ex-servidor.443/92. em decorrência de apropriação indevida de valores pertencentes ao caixa da Agência Concórdia/PA. da Lei 8. Responsável: Manoel da Silva Monteiro. inciso I. VOTO Inicialmente. Parecer da unidade técnica.802-68. a instrução concluiu que o Sr. Responsável revel.16 (sete mil. A Secretaria Federal de Controle Interno emitiu certificado de auditoria pela irregularidade das contas. e 19. § 3º. Manoel da Silva Monteiro. Manoel da Silva Monteiro pelo valor do dano causado à ECT. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. posteriormente. Parecer do Ministério Público. registro que atuo nestes autos com fundamento no artigo 18 da Resolução TCU 64/96. por intermédio do edital 27. por meio do Ofício 433/2002 e. O diretor técnico e o titular da unidade endossaram essa proposta. Parecer do controle interno. de acordo com o artigo 12. Sumário: Tomada de contas especial. o responsável não apresentou alegações de defesa quanto às irregularidades verificadas. alínea “d”. de início. Manoel da Silva Monteiro deve ser considerado revel. Diretoria Regional do Pará e Amapá. inciso IV. dando-se prosseguimento ao processo.

8. 5. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. remeter cópia dos autos. contra o Sr.443.TCU .443. de 1992. acolho os pareceres uniformes da Secex/PA e do Ministério Público. sem prejuízo de se abater os créditos já realizados. alínea "d". de 16 de julho de 1992.1ª CÂMARA 1. c/c os artigos 19.00 R$ 150.16 OCORRÊNCIA 12/03/1997 CRÉDITO R$ 400. na forma prevista na legislação em vigor. 6.272. alínea "d". Manoel da Silva Monteiro. com fundamento nos artigos 1º. voto no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto a esta 1ª Câmara. autorizar. e 23. Responsável: Manoel da Silva Monteiro.344. Acórdão: VISTOS. inciso II. Manoel da Silva Monteiro ao pagamento da quantia abaixo especificada. e com os artigos 1º. Assim. da Lei 8. do artigo 16 supracitado. DÉBITO R$ 7.. 210 e 214. considerando que não foram apresentadas alegações de defesa. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir das datas discriminadas. Unidade técnica: Secex-PA. nos termos do artigo 28.031/2003 . nem recolhido o valor do débito imputado ao responsável. desde logo. Vinculação: Ministério das Comunicações. o recolhimento da dívida aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Ubaldo Alves Caldas. caput. c/c o § 6º do artigo 209 do Regimento Interno.2. julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. TCU. inciso III do Regimento Interno. ante todo o exposto.00 OCORRÊNCIA 16/04/1997 09/05/1997 9. 4.3. inciso III. da Lei 8.920/2002-1. inciso III. até a data do recolhimento. em virtude de apropriação indevida de numerário daquela agência. todavia com acréscimo da adoção do procedimento disposto no § 3º. de 1992. inciso IV. 9. Classe II – Tomada de Contas Especial. 7. ao Ministério Público da União. a cobrança judicial da dívida. Grupo I. para comprovar. inciso III. 2. ex-chefe da Agência Concórdia/PA. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. em 20 de maio de 2003. perante o Tribunal (artigo 214. 16.141 artigo 16. Advogado constituído nos autos: não consta. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara . relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT.443. 10.443/92 . inciso III. 9. a contar da notificação. inciso I. em: 9.1. ex-chefe da Agência Concórdia/PA. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1.80268. CPF 243. caso não atendida a notificação. bem como deste acórdão e do relatório e voto que o fundamentam. com a fixação do prazo de quinze dias. inciso I. Processo TC 005. da Lei 8. alínea "a" do Regimento Interno). 209. Diretoria Regional do Pará e Amapá. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. nos termos do § 3º do artigo 16 da Lei 8. Diretoria Regional do Pará e Amapá. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 3.

81). MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – Primeira Câmara TC-005. Humberto Guimarães Souto.746. Jesiel Soares dos Santos deixou transcorrer o prazo regimental sem apresentar defesa ou recolher o débito. autorizando-se. o Sr. É o Relatório.07. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).61 Consta em favor do responsável. que devem ser deduzidos. § 3º.084.32 46.443/1992 e o encaminhamento de cópia do processo ao Ministério Público da União.2. nos termos do art. Citação. Regularmente citado.925/2002-8 Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT Responsável: Jesiel Soares dos Santos (CPF 429.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).48. VOTO . 96/97).07 49.1999. sendo: 103. Apropriação indevida de recursos da empresa.1999 e 59.142 11. desde logo. 12. a unidade técnica propôs. Revelia.502-91) SUMÁRIO: Tomada de contas especial instaurada pela ECT contra ex-empregado. 12.443/1992. em pareceres uniformes (fls. na importância de 162. quando exercia as funções de chefe e encarregado de caixa da AC – Nova Esperantina do Piriá/PA. O controle interno opinou pela irregularidade das contas. adicionalmente.28 em 29. a cobrança judicial da dívida. créditos. nos termos do art. Assim. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. tendo o Ministro de Estado das Comunicações tomado conhecimento das conclusões do relatório e do certificado de auditoria (fls.07 6.94 78. conforme discriminado no processo. nos termos da lei orgânica deste Tribunal. tornando-se revel. demitido por justa causa. 57 da Lei 8. O Ministério público manifesta-se de acordo com a proposta e sugere. Especificação do quorum: 12. Não atendimento. Trata-se de Tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT contra seu ex-empregado Jesiel Soares dos Santos em virtude apropriação indevida de recursos da empresa na importância de R$ 6.20 em 18. a irregularidade das contas e a condenação em débito do responsável. a aplicação de multa.01. : Data 13/04/1998 08/05/1998 17/07/1998 20/07/1998 01/10/1998 Valor original (R$) 77. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. da Lei nº 8.998.01.

LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. nos termos da legislação em vigor. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.1ª CÂMARA 1. inciso III.443/1992. b) no caso dos presentes autos.925/2002-8 2. com as despesas necessárias com o processo de cobrança no âmbito do próprio Tribunal de Contas da União. acrescidas da atualização monetária e dos juros de mora devidos. ante as razões expostas pelo Relator. c) o responsável já foi punido administrativamente pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. 57 da Lei 8. duvidoso. Jesiel Soares dos Santos. Advogado constituído nos autos: não consta 9. o recolhimento das importâncias aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. em face dos valores envolvidos. registro que atuo nestes autos com fundamento no art. Quanto à proposta de aplicação de multa com fundamento no art. Representante do Ministério Público: Subrocurador-Geral Paulo Soaares Bugarin 7. perante este Tribunal (art.032/2003 . tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Verifica-se que o Sr. Jesiel Soares dos Santos pelas quantias a seguir indicadas.084. que poderá. do que o benefício pecuniário decorrente do recolhimento. inciso III. em: 9. 18 da Resolução TCU nº 64/1996.1 – com fundamento nos arts. 214.ECT 5. Ante o exposto. em 20 de maio de 2003. Grupo I . inciso III. dependendo do exame de cada caso em concreto. não recolheu o valor do débito e tampouco apresentou alegações de defesa. a partir da notificação.20 e 59. Jesiel Soares dos Santos. 16. da Lei nº 8. 19 e 23. fixando-lhe o prazo de quinze dias. Unidade técnica: SECEX/PA 8. contados a partir das respectivas datas. ao demiti-lo por justa causa.Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial 3. do valor que viesse a ser imputado.TCU . Responsável: Jesiel Soares dos Santos (CPF 429. julgar as presentes contas irregulares e em débito o Sr. alínea “a”. respectivamente: Data Valor original (R$) .143 Inicialmente. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 1º. inciso I. já satisfeitas em 18/01/1999 e 29/07/1999. até a data do efetivo recolhimento. da Advocacia Geral da União e do Poder Judiciário. alínea “d”. assim. VOTO por que o Tribunal adote a decisão que ora submeto à deliberação desta Câmara. relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra o Sr. Acórdão: VISTOS. Pertinente.502-91) 4. com as devidas vênias deixo de acolhê-la pelas seguintes razões: a) por se tratar a sanção a que se refere esse dispositivo de faculdade atribuída pela lei ao Tribunal de Contas da União. Processo nº TC-005. do Regimento Interno).28. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . devidamente citado. TCU. aplicá-la ou não. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha 6. portanto o julgamento das contas pela irregularidade e em débito o mesmo responsável. para que comprove.443/92. deduzidas as quantias de R$ 103. só a cobrança de uma multa que viesse a ser aplicada ocasionaria mais prejuízos ao Erário. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.

caso não atendida a notificação. pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.61 9. mediante expediente de fl.2.94 78. Citação.1ª CÂMARA TC-006. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Humberto Guimarães Souto. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.689. 12. 139. Revelia. da Lei nº 8. o responsável não comprovou o recolhimento da importância devida nem apresentou alegações de defesa. encaminhou a prestação de contas apresentada intempestivamente pelo responsável àquele . da Lei nº 8. uma vez que o objeto pactuado não fora alcançado.144 13/04/1998 08/05/1998 17/07/1998 20/07/1998 01/10/1998 77.07 49.00. que tinha por objeto a construção de equipamentos escolares. para as providências cabíveis.000. nos termos do art.017/2002-1 Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Prefeitura Municipal de Reriutaba/CE Unidade Técnica: SECEX/CE Responsável: Carlos Roberto Aguiar.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).3 – remeter cópia desta deliberação e do relatório e voto que a fundamentam à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. inciso II. a secretária-executiva do FNDE. 28.746. Cobrança judicial. 10.443/1992. motivo pelo qual a Unidade Técnica entendeu que estava caracterizada a sua revelia. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). datado de 08/08/2002. por meio do expediente de fls.443/1992. no valor de R$ 50. § 3º. nos termos do disposto no art. 9. que mereceu desaprovação por parte da entidade repassadora dos recursos. a cobrança judicial da dívida.4 – encaminhar cópia dos presentes autos ao Ministério Público da União.32 46. Contas julgadas irregulares e em débito. por intermédio do Convênio nº 9. Especificação do quorum: 12.07 6.2 – autorizar. posteriormente. ex-Prefeito (CPF nº 107. na gestão do prefeito Carlos Roberto Aguiar.CLASSE II . Remessa.203-53) SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial. da prestação de contas. Não obstante isso. RELATÓRIO Trata-se de tomada de contas especial instaurada em decorrências da não-comprovação da boa e regular aplicação dos recursos federais repassados ao município de Reriutaba/CE. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. desde logo. Citado. 16. 9. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . 136/138.763/97.

Moacir Alves. solicitando a confirmação dos senões retro.1998 não condiz com as constatações do FNDE insertas no Relatório de Inspeção de 16. inicialmente.2000 (fls. bem como trata de valor de obra (R$ 122. residente no Povoado de Carão. como aponta o Ministério Público. após realizar inspeção in loco. somos de parecer contrário à aprovação das contas. b) o Termo de Aceitação da Obra de 30. conforme extrato bancário anexado à fl. Sugere que a quantia devida seja atualizada e acrescida dos encargos legais a partir de 12/02/98. Por sua vez. 191 e 194). dentre outras considerações. entendo despicienda a aplicação de multa ao responsável. a prestação de contas não contêm todos os elementos exigidos pela IN/STN nº 01/97. Enfatiza.142). sem água.as fotos da P. de Reriutaba/CE. 192. Compulsando os elementos constantes dos autos. o Diretor da 2ª DT. opinando pela continuidade da tomada de contas especial”. que seja aplicada ao Sr. a qual se encontra fechada e em completo abandono. quase um ano antes da citação realizada pelo Tribunal. mantivemos contato com o Promotor de Justiça da municipalidade (Dr. Não existem. impende-nos registrar que. às fls. que (fls. Além do mais. para os fins do disposto no § 3º do artigo 16. 190/191): a) a prestação de contas foi encaminhada pelo responsável somente em abril de 2001 (fls. por fim.18 da Resolução nº 64/96-TCU. fomos informados pelo Sr. c) como agravante.M. VOTO Registro. destaca. sendo apresentado a este Tribunal o Ofício nº 48/02. Outrossim. observa-se que o FNDE. informando que ‘após análise e verificação “in loco”. a Analista propõe que seja realizada nova citação do responsável (fls. em face do disposto na Decisão Normativa TCU nº 45. d) ante o contido no parágrafo precedente. conforme cláusula primeira do Convênio nº 9763/97-FNDE. 69). às fls. mormente no que pertine à não aquisição de equipamentos e à execução em desacordo com as especificações previamente definidas no Processo de Concessão. sem aulas. entretanto não elidem as irregularidades atinentes aos presentes autos. Não se comprovou a aquisição dos equipamentos. 104/107) e com o levantamento fotográfico de fls. em abril de 2001 (fls. que atuo nestes autos com fundamento no disposto no art.09. no qual a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Reriutaba/CE ratifica o não funcionamento da escola objeto do Convênio em apreço. de abril/2001. observa-se que a mesma deu entrada no FNDE em 31/05/2001.2002. mostram evolução apenas externa em relação às fotos do FNDE de 16. Diante disso. constatou que o objeto do convênio não fora alcançado. 162/163.189). em acréscimo.46) diferente do valor do Convênio e em dissonância com os documentos apresentados. fone 0XX88-6372045). 142/186). A prestação de contas não retrata a boa e regular aplicação dos recursos públicos. Por outro lado.145 órgão. ou seja. e providenciada a imediata remessa de cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. sugerindo. propõe. acerca do não funcionamento da escola. No entanto. de 15/05/2002.04. 105/107. data do efetivo crédito dos recursos na conta da prefeitura. de 20. conforme apontado no Relatório de fls. após contato com o Sindicato do Trabalhadores Rurais do Município de Reriutaba/CE (fone 0XX88-637-1399).06. 149. quase três anos após o prazo estipulado para sua apresentação: junho de 1998 (fls. sem os equipamentos necessários ao seu funcionamento. (fls. Diante disso.André. observa-se que a citação foi realizada em 07/06/2002. em face da faculdade prevista . objeto do convênio em comento.740.06. às fls. com o endosso do Secretário da SECEX/CE que as presentes contas sejam julgadas irregulares e em débito o responsável e que seja determinada a inclusão do nome do implicado no Cadin. 111/112.2000. 191. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Carlos Roberto Aguiar a multa prevista no citado artigo 57. elementos suficientes capazes de caracterizar a boa-fé do responsável. indo de encontro ao objetivo social de atender à educação préescolar. 111/112. tendo o responsável aposto sua ciência em 19/06/2002. que a determinação para inclusão do nome do responsável no Cadin é dispensável. Embora a prestação de contas tenha sido apresentada fora do prazo. o Ministério Público manifesta-se de acordo com a proposta de julgamento de mérito oferecida pelos dirigentes da Secex/CE à fl.

sugerindo. que atestou. que tinha como objeto a construção de uma unidade escolar com uma sala de aula e demais dependências. Regularmente citado. Não obstante isso. de 15/05/2002. opinando pela continuidade da tomada de contas especial". 142/186). De fato. 57 da Lei nº 8. inciso III. conforme se observa no pronunciamento do diretor técnico da Secex/CE. 19. Opina. 3. Diante do exposto. para todos os efeitos. Ministério Público.443/92. inserido às fls. todos da Lei nº 8. conforme previsto no § 3º do artigo 12 da Lei Orgânica desta Corte.000. nos termos dos artigos 1º. 16. mediante o expediente de fl. e providenciada a imediata remessa de cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. em acréscimo.017/2002-1 Tomada de Contas Especial Excelentíssimo Senhor Ministro-Relator. alínea c. acolho as propostas de mérito formuladas pela Unidade Técnica e pelo Ministério Público e VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à apreciação desta Primeira Câmara.443/92. 149. por intermédio do Convênio nº 9. 7. conforme extrato bancário anexado à fl. na gestão do prefeito Carlos Roberto Aguiar. data do efetivo crédito dos recursos na conta da prefeitura. 191. 8. somos de parecer contrário à aprovação das contas. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ? FNDE. a não execução do objeto do convênio. em face do disposto na Decisão Normativa TCU nº 45. em 24 de janeiro de 2003. as presentes contas devem ser julgadas irregulares com imputação de débito e aplicação de multa. também não comprovou a correta utilização dos recursos junto ao órgão repassador. caput c/c o artigo 57. está caracterizada a sua revelia. o referido gestor. no valor de R$ 50. Assim. encaminhou a prestação de contas apresentada intempestivamente pelo responsável àquele órgão. a secretária-executiva do FNDE. Cabe enfatizar. que a determinação para inclusão do nome do responsável no Cadin é dispensável. que seja aplicada ao Sr. 5. além de permanecer revel perante o Tribunal. o responsável não comprovou o recolhimento da importância devida nem apresentou alegações de defesa.146 no art. por meio do expediente de fls. em abril de 2001 (fls. este representante do Ministério Público manifesta-se de acordo com a proposta de julgamento de mérito oferecida pelos dirigentes da Secex/CE à fl. ademais.033/2003 . em 20 de maio de 2003 LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator Processo TC nº 006. que a quantia devida seja atualizada e acrescida dos encargos legais a partir de 12/02/98. ante a inexistência de elementos capazes de caracterizar a boa-fé do responsável. Diante do exposto. datado de 08/08/2002. PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral ACÓRDÃO Nº 1.TCU .00. inciso I. em inspeção in loco. informando que "após análise e verificação 'in loco'. 6. 4. bem como a aquisição de equipamentos escolares. Trata-se de tomada de contas especial instaurada em decorrência da não-comprovação da boa e regular aplicação dos recursos federais repassados ao município de Reriutaba/CE. 139. para os fins do disposto no § 3º do artigo 16. TCU. 136/138. 2.1ª CÂMARA . por fim. 190/191. Assim. Carlos Roberto Aguiar a multa prevista no citado artigo 57.763/97.

da Lei nº 8.FNDE. Citação. alínea "b".Tomada de Contas Especial. 4. para comprovar. com fundamento nos arts. ex-Prefeito (CPF nº 203. 1º.1ª CÂMARA TC-012. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. 28. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.2.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). caso não atendida a notificação. 209. a contar da notificação.147 1.00 (cinqüenta mil reais).049/2002-0 (com 03 volumes) Natureza: Tomada de Contas Especial. inciso I. e condenar o Sr Carlos Roberto Aguiar ao pagamento da quantia de R$ 50. da Lei nº 8. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin.689. Entidade: Prefeitura Municipal de Reriutaba/CE. Especificação do quorum: 12.853-34). em: 9. inciso II. 19 e 23. 3. 16. nos termos do art. 2.1. firmado com o FNDE/MEC. 9. com a fixação do prazo de quinze dias. inciso I.Classe de Assunto II . autorizar. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. 8. 210 e 214. inciso III. Responsável: Carlos Roberto Aguiar. ex-Prefeito do Município de Reriutaba/CE. desde logo. 12.203-53). do Regimento Interno.443. ex-Prefeito (CPF nº 107. de 1992. Cobrança judicial. a cobrança judicial da dívida. Entidade: Prefeitura Municipal de Varjota/CE. Unidade Técnica: SECEX/CE. Contas julgadas irregulares e em débito o responsável. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).443. 1º. Processo nº 006. 9. e com os arts. Relator: Ministro Lincoln Magalhães da Rocha. de 16 de julho de 1992. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Grupo I .2. Revelia. inciso III.000. Carlos Roberto Aguiar. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade do Sr. 5. inciso III.CLASSE II . 10.763/997. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . da mesma Lei. perante o Tribunal (art. 7.017/2002-1. na forma prevista na legislação em vigor. inciso III. instaurada em decorrência da não aprovação da prestação de contas do Convênio nº 9. inciso II. alínea "a" do Regimento Interno). SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em razão da não aprovação da prestação de contas. Advogado constituído nos autos: Não consta. 214. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir de 12/02/1998 até a data do recolhimento. 6. o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . julgar as presentes contas irregulares. Humberto Guimarães Souto. Responsável: Moacir Farias Martins.664. Acórdão: Vistos. RELATÓRIO . c/c os arts.

o responsável foi citado. contratando empresas e sacando os recursos do convênio". a cobrança judicial da dívida (fls. permaneceu revel.MDIC e a Prefeitura Municipal de Varjota/CE. de declaração expressa de que o material havia sido recebido.ausência de cópia do extrato bancário. autorizando-se.01.1999. à frente do Município de Varjota/CE.05. . Os documentos constantes do volume I evidenciam que os recursos financeiros foram geridos e aplicados na gestão do Sr. valor referente à contrapartida prevista na Cláusula . uma vez que distribuiu toda a matéria-prima adquirida.02.04. Moacir Farias Martins assumido o cargo e realizado as despesas dos recursos do Convênio nº 021/98. 28. estando. 173/175). 6. à Coordenação-Geral de Serviços Gerais da Subsecretaria de Assuntos Administrativos do MDIC. informando que durante a interinidade do senhor Moacir Farias Martins.175. se afastou da administração municipal por força de licença médica. pois. A Secretaria Federal de Controle Interno da Presidência da República certificou a irregularidade das presentes contas (fl. na área de tecelagem em rede de pesca. transcorrido o prazo regimental de quinze dias. caracterizada sua revelia. 9. descaracterizando o cumprimento do objeto conveniado. signatário do convênio em comento. sendo R$ 59. em 05. . Moacir Farias Martins. 600). Moacir Farias Martins. . O Ministério Público junto ao Tribunal se manifesta de acordo com a proposta da Unidade Técnica (fls. simulando compras. apontando que a Convenente não executou os cursos constantes do convênio e não demonstrou preocupação com o bom emprego dos recursos públicos. celebrado entre o então Ministério do Desenvolvimento. fatos estes que o levaram a adotar medidas junto ao Judiciário. Moacir Farias Martins (fls. da IN STN nº 01/97.594. uma vez que não apresentou alegações de defesa nem recolheu o débito que lhe fora imputado. A prestação de Contas (fl. Entretanto. 176/206). Porém. 7. que as presentes contas sejam julgadas irregulares e em débito. praticou-se "verdadeiro descalabro administrativo. 608).353.156) foi encaminhada pelo Prefeito interino. Por determinação da Coordenação de Execução Financeira e Suprimentos da CGSG foi realizada fiscalização "in loco" em 25. Diante disso.20 à conta do concedente e R$ 6.00. e de 40 mulheres. 8. 561/563. 2. de 23.614). ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Câmara Municipal.619/620).148 Trata-se da Tomada de Contas Especial instaurada em razão da não aprovação das contas do Convênio nº 021/98. Em atenção ao Ofício nº 139 CGSG/SAA. de 04. Em observância ao princípio devido processo legal. tendo a autoridade ministerial competente se manifestado de acordo (fl. por meio do ofício nº 334/99.1999 (fls.ausência. que atuo nestes autos com fundamento no disposto no art. nas notas fiscais.ausência do relatório do cumprimento do objeto. que resultou no Relatório de Viagem de fls. ficou comprovada a inobservância aos diversos dispositivos constantes da IN/STN nº 01/97. 4. a qual foi utilizada pelas pessoas de modo diverso do previsto. 4.2001. 3. Cabe registrar que o senhor Antônio Pires Ferreira.984. a qual após devida análise. o responsável não recolheu a importância devida nem se manifestou a respeito. tendo o responsável oposto sua ciência. contra o responsável (fls. Da análise efetuada na prestação de contas apresentada.00.627).2001. com recursos orçados no valor total de R$ 65.05. desde logo.ausência da prestação de contas de R$ 6. em pareceres uniformes. de 21. Indústria e Comércio Exterior .Quarta do Convênio. foi promovida a citação do Sr. VOTO Registro. previsto no caput do art. revelou as seguintes impropriedades: . Sr.80 como contrapartida da convenente. 5. 3. apresentou suas alegações de defesa. o senhor Antônio Pires Ferreira. visando à capacitação de 80 trabalhadores. a SECEX/CE propõe. 2. objetivando a realização de 02 cursos artesanais. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. em costura com bordado em ponto cruz. e . inicialmente. Há. tendo o seu vice-Prefeito Sr.1999.18 da Resolução nº 64/96-TCU. No âmbito deste Tribunal.

de 1992.984.443. 57 da Lei nº 8.049/2002-0 2. instaurada em razão da não aprovação da prestação de contas do Convênio n. do Regimento Interno. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin.00 (quinze mil reais). Diante do exposto. 209. em costura com bordado em ponto cruz. e de 40 mulheres. o recolhimento da dívida aos cofres do Tesouro Nacional. de 16 de julho de 1992.443/92. nos termos do art. alínea "b". 7. o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade do Sr. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Humberto Guimarães Souto. da mesma Lei. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 9. 210 e 214.000. em 20 de maio de 2003 LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1.443.2 . Moacir Farias Martins. julgar as presentes contas irregulares. 1º. alínea "a" do Regimento Interno). alínea “a”. a contar da notificação. Relator: Ministro Lincoln Magalhães da Rocha. da Lei nº 8. a cobrança judicial das dívidas. da Lei nº 8. Unidade Técnica: SECEX/CE. do Regimento Interno).MDIC e a Prefeitura Municipal de Varjota/CE.034/2003 . nos termos do art. com fundamento nos arts. atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido até a data do recolhimento. 5. 4. para que comprove. sendo R$ 59. autorizar. Processo nº 012. inciso III.80 como contrapartida da convenente. trezentos e cinqüenta e três reais e vinte centavos).149 pois. Grupo I . TCU.3. na forma prevista na legislação em vigor. 28.20 (cinqüenta e nove mil. inciso I. ex-Prefeito (CPF nº 203. 1º.1. 214. . Responsável: Moacir Farias Martins. Walton Alencar Rodrigues (Redator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). inciso III. na área de tecelagem em rede de pesca. 9.Tomada de Contas Especial 3.00. necessidade de se dar prosseguimento ao processo. em: 9. inciso I.20 à conta do concedente e R$ 6. com a fixação do prazo de quinze dias. 10. c/c os arts. e com os arts. inciso III. 12. Advogado constituído nos autos: Não atuou. 8. 9.aplicar ao responsável a multa prevista no art. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.TCU . objetivando a realização de 02 cursos artesanais. Acórdão: Vistos. 5. da Lei nº 8. a contar da notificação.353.353. Indústria e Comércio Exterior . atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir de 06/08/1998 até a data do recolhimento. para comprovar.594. Redator: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6. inciso II. 16. celebrado entre o então Ministério do Desenvolvimento.Classe de Assunto: II . com recursos orçados no valor total de R$ 65. III. visando à capacitação de 80 trabalhadores. caso não atendida a notificação. inciso II. Entidade: Prefeitura Municipal de Varjota/CE. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. desde logo. perante o Tribunal (art. na forma prevista na legislação em vigor. no valor de R$ 15.º 021/98. ex-Prefeito do Município de Varjota/CE.853-34). e condenar o Sr Moacir Farias Martins ao pagamento da quantia de R$ 59. § 3º.664. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. inciso III.443/92. perante o Tribunal (art. 19 e 23. 214.1ª CÂMARA 1. acolho as propostas da Unidade Técnica e do Ministério Público e VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à apreciação desta Primeira Câmara. Especificação do quorum: 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).

130.189/2002-0 Natureza: Tomada de Contas Especial Unidade: Prefeitura Municipal de Itatira .70/71: “No centro comunitário de Cachoeira : .3. o Setor de Engenharia da Previdência Social determinou visita ao Município de Itatira. fls. bem como a aquisição de material pedagógico. De acordo com o laudo do Setor de Engenharia da Previdência Social. . O piso das salas está muito ruim. fl. Contas julgadas irregulares e em débito o responsável. Irregularidade. que previa quatro postes e instalação de luminárias de vapor de mercúrio de 400W. em razão da não-aprovação da prestação de contas dos recursos repassados à Prefeitura Municipal de Itatira/CE. 15 e gêneros alimentícios para manutenção de 600 crianças e adolescentes.Não foi realizado o serviço proposto na cobertura. fls. fls. conforme projeto. Revelia. com vistas a obter parecer de um engenheiro acerca dos serviços executados.2. Atendendo a solicitação da Coordenação Geral de Gestão de Convênios. situados na Sede e Distritos de Lagoa do Mato e Cachoeira. A qualidade destes serviços executados deixou muito a desejar.CLASSE II . . Citação. mostrando que. 12. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.CE Responsável: Francisco Afonso Machado Botelho Sumário: Tomada de Contas Especial. com a troca ou colocação de louças e metais sanitários faltantes. por força da celebração do Termo de Responsabilidade nº 3320/MPAS/SAS/98. . caso não atendida a notificação. Observou-se todas as paredes da edificação apresentando problemas de infiltração nos rebocos. 20/24. no município.A revisão das esquadrias com troca de janelas e portas não foi executada. referentes ao objeto já descrito. . MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Redator LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I .1ª CÂMARA TC-014.Não foi realizado o serviço de iluminação da quadra de esportes.Não foram realizados os serviços de instalações hidráulicas e sanitárias.150 12. tendo como objeto a recuperação das instalações físicas dos centros de referência para crianças e adolescentes. Cópia ao Ministério Público da União e à Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Ceará. Foram colocadas quatro vigas de madeira e quatro pequenas e precárias luminárias. Ministro com voto vencido em parte: Lincoln Magalhães da Rocha.Somente foi refeito o piso do pátio e executada a pintura geral hidracor. RELATÓRIO Cuidam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Assistência Social do Ministério de Previdência e Assistência Social. Autorização para cobrança. se foram . completa.

b) autorize. Não foram realizadas as recuperações hidráulicas. N° 155/2002 TCU. No centro comunitário da sede do município : .000. 1º. não foram recuperadas ou trocadas esquadrias. não foi usada a técnica e materiais recomendados pela boa norma. aprovado pela Resolução N° 155 . de 04. da citada Lei. nos termos do art. e. inciso IV. através da Ordem Bancária nº 98OB02628. No centro comunitário de Lagoa do Mato : . da mesma Lei: a) julgue irregulares presentes contas e em débito o responsável. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Fundo Nacional de Assistência Social/MPAS. c) encaminhe cópia da documentação pertinente Ministério Público da União. O analista responsável pela instrução consignou que o responsável. e dado prosseguimento ao processo. c/c os arts. alínea “a”. A conclusão é de que não foram executadas em nenhuma das três edificações.151 realizados os serviços. 23. e 23. 202.1998. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora. do Regimento Interno deste Tribunal. da Lei nº 8. foi trocado o piso da quadra. É o Relatório. 03. conforme especificado no aludido Documento. aquiesceu à proposta da SECEX/CE. Neste prédio somente foi executado uma pintura das paredes com hidracor. Neste prédio somente foi executado uma pintura das paredes com hidracor. No mérito propugnou por que o Tribunal.000.00 (cem mil reais) e foram liberados. sanitárias e elétricas. 214. ante a não-comprovação da boa e regular aplicação dos recursos públicos federais repassados ao responsável. aprovado pela Res. com demarcação em pintura e feita a instalação elétrica para iluminação da quadra.443/92.12. nos termos do art.o projeto edificado é diferente do projeto apresentado. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. caput. inciso II. A Secretaria Federal de Controle Interno emitiu certificado de Auditoria pela irregularidade das presentes contas (fl. opinou por que deva ser considerado o responsável REVEL. inciso IV. deixou transcorrer o prazo regimental sem apresentar alegações de defesa acerca das irregularidades verificadas. inciso III. embora tenha tomado ciência da citação. § 8°. 28. os serviços previstos nos projetos. ainda.00 (cem mil reais). fls. 12.443/92. até a efetiva quitação do débito.443/92. não foram recuperadas ou trocadas esquadrias conforme projeto. calculada a partir de 18. alínea “a”. de acordo com o art. em 18/12/1998.TCU.o projeto edificado é diferente do projeto apresentado. para que comprove.” Os recursos ora em comento somam R$ 100. para o ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. perante o Tribunal. 150. nos autos representado pelo Subprocurador-Geral. além do conserto muito precário em pontos isolados do piso cimentado. VOTO . Dr. sanitárias e elétricas. da Lei nº 8. Jatir Batista da Cunha. caso não atendida a notificação. alínea c da Lei nº 8. 46 e 130. nem foi feito qualquer serviço na cobertura. inciso III. nem tampouco efetuou o recolhimento do débito. a cobrança judicial da dívida. I. 133). com fundamento nos arts. III. anuiu à proposta contida na Instrução. O Ministério Público. às fls. justapostos com o art. do Regimento Interno/TCU. desde logo. Destarte. 16. 19.12. com o apoio no art. 19. § 3º. Não foram realizadas as recuperações hidráulicas.2002. A unidade técnica. III. condenando-o ao pagamento da importância de R$ 100.

ainda. 214. para comprovar. Processo nº TC-014. 18 da Resolução nº 64/96TCU. Jatir Batista da Cunha 7. Responsável: . para o . Angela Maria de Barros Menezes Agostinho. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. no valor de R$ 25. Francisco Afonso Machado Botelho (CPF: 028. da mesma Lei. firmado entre o Município de Itatira – CE e o Ministério da Previdência e Assistência Social. atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora devidos calculados a partir de 18/12/1998 até a data do recolhimento. I.Classe de Assunto: II . Considerando que ficou assente nos autos o descumprimento do objeto constante do Termo de Responsabilidade nº 3320/MPAS/AS/98 (fls. 9. Unidade Técnica: SECEX/CE 8. caput.1 .1ª CÂMARA 1.aplicar ao responsável a multa prevista no art. do Regimento Interno). com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias. com vistas a instruir o Inquérito Policial nº 986/2001-SR/DPF/CE. Grupo I .443/92. 9. que relato estes autos com fundamento no art.3 . a cobrança judicial das dívidas.443/92.CE 5. de responsabilidade de Francisco Afonso Machado Botelho.000. 57 da Lei nº 8. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. Advogado constituído nos autos: não consta 9. atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido até a data do recolhimento. Acórdão: VISTOS.encaminhar cópia da documentação pertinente Ministério Público da União.152 Registro. Francisco Afonso Machado Botelho ao pagamento da quantia de R$ 100.autorizar. da Lei nº 8.TCU . c/c os arts.4 . alínea c da Lei nº 8. para que comprove. perante o Tribunal (art.MPAS. a contar da notificação. inicialmente. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.443/92. na forma prevista na legislação em vigor. III.680083-72) 4. a contar da notificação.julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. a revelia do responsável. do Regimento Interno). alínea a. Entidade: Prefeitura Municipal de Itatira .00 (cem mil reais). o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. 19. 20/24). III. inciso II. e 23. III. 28.Tomada de Contas Especial 3.000. À vista da solicitação de encaminhamento de cópia dos autos formulada pela Delegada de Polícia Federal. 1º. 16.2 .189/2002-0 2. acolho os pareceres oferecidos pela Unidade Técnica e pela douta Procuradoria.035/2003 .00 (vinte e cinco mil reais). 9. III. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães Da Rocha Redator: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6. TCU. acrescento determinação para encaminhamento de cópia dos autos à SRPF/CE e voto no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação desta Câmara. Representante do Ministério Público: Dr. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 214. na forma prevista na legislação em vigor. alínea “a”. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. caso não atendida a notificação. em: 9. perante o Tribunal (art. nos termos do art. o recolhimento do valor do débito aos cofres do Fundo Nacional de Assistência Social . desde logo. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. com fundamento nos arts. em 20 de maio de 2003. para a recuperação das instalações físicas dos centros de referência para crianças e adolescentes e para a aquisição de material e gêneros alimentícios para a manutenção de 600 crianças e adolescentes e tendo em vista.

bem como à Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Ceará. Contas julgadas irregulares e em débito o responsável. 10. 16. 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). de numerários que não chegaram às agências de destino. Responsável: José Primo de Sousa (CPF: 282. c/c os arts. Humberto Guimarães Souto. para a instrução do Inquérito Policial nº 986/2001-SR/DPF/CE.1ª CÂMARA TC-017. sem registro e sem declaração de valor. caput. caracterizando. Unidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . alínea a. Especificação do quorum: 12. com a anuência do titular da unidade técnica. 118). a contar da notificação.524-87). I. Irregularidades. citado. praticadas pelo Sr. Cópia ao Ministério Público da União. e 23. III. Revelia. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Redator LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . Autorização para cobrança judicial. 12. Propôs. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. José Primo de Sousa. Citação. José Primo de Sousa permaneceu silente.707/2002-1 Natureza: Tomada de Contas Especial. Sumário: Tomada de Contas Especial. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Ministro com voto vencido em parte: Lincoln Maganhães da Rocha. perante o Tribunal (art. calculados a partir das datas correspondentes até a data do .ECT. 165. Multa. atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora devidos. alínea d da Lei nº 8. consubstanciadas em remessas.ECT. O analista responsável pela instrução ressaltou que. 19.443/92. 1º. que o Tribunal. quando no exercício da função de Atendente Comercial II. III. o Sr. sua revelia. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Walton Alencar Rodrigues (Redator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). dessa forma.3. o recolhimento do valor do débito aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . Agência de Pureza – RN. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias.231. do Regimento Interno). RELATÓRIO Trata-se de tomada de contas especial instaurada em virtude de irregularidades ocorridas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. A Secretaria Federal de Controle Interno emitiu Certificado de Auditoria pela irregularidade das presentes contas (fl. assim.2. com fundamento nos arts.153 ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. para que comprove. III. José Primo de Sousa ao pagamento das quantias abaixo relacionadas. da mesma Lei: a) julgue irregulares as presentes contas e condene o Sr.CLASSE II . caso não atendida a notificação.

que relato estes autos com fundamento no art.524-87). . 18 da Resolução nº 64/96TCU.07. Representante do Ministério Público: Dr.Tomada de Contas Especial. a cobrança judicial da dívida. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. Unidade Técnica: SECEX/RN. caso não atendida a notificação.06.00 12. em 24.500. acolho os pareceres oferecidos pela unidade técnica e pela Procuradoria. inicialmente.01.00 10. Processo nº TC-017. 106/08).172. 57 da Lei nº 8.02.06. Jatir Batista da Cunha.443/92. inciso II. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. em 20 de maio de 2003.Classe de Assunto: II .00 15.1ª CÂMARA 1.2000. 7.1999 DA b) aplique ao responsável a multa prevista no art. aquiesceu à proposta da unidade técnica.036/2003 . TCU. O Ministério Público.154 recolhimento. Responsável: José Primo de Sousa (CPF: 282.TCU . da Lei nº 8. 6. procedeu-se ao sequestro do depósito em nome do responsável no Instituto Social dos Correios e Telégrafos – POSTALIS. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.443/92.00 31. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva.00 29. perante o Tribunal (art.800. d) encaminhe cópia da documentação pertinente Ministério Público da União. a contar da notificação. Considerando que comprovados nos autos desvio de numerários da ECT pelo responsável.00 20. proponho que se abata da quantia a ser ressarcida o valor acima e voto no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação desta Câmara.707/2002-1. no valor de R$ 2.700. na forma prevista na legislação em vigor. atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido até a data do recolhimento.1997 8. desde logo. 28. 4.1998 18. c) autorize. Verifiquei nos autos que.000. regimentalmente citado. 3.1997 8. Grupo I . VALOR ORIGINAL DATA DO DÉBITO (R$) OCORRÊNCIA 2. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 5.03. de acordo com o Mandado e com o Auto de Seqüestro (fls. o recolhimento do valor da multa aos cofres do Tesouro Nacional. III. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. o qual. 146. 2.78 (dois mil. na forma prevista na legislação em vigor. considerando as irregularidades contidas neste processo e tendo em vista a revelia do responsável.000.1998 9. Dr. cento e setenta e dois reais e setenta e oito centavos).600. nos autos representado pelo Subprocurador-Geral. permaneceu revel.231. para que comprove. 165. conforme consta do Parecer de fls. para o ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. nos termos do art.01. Dessa forma.1999 8. do Regimento Interno). Jatir Batista da Cunha. VOTO Registro. alínea a.

perante o Tribunal (art.600.155 8. 214. 57 da Lei nº 8. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. para que comprove.06. na oportunidade.78 (dois mil.1997 8. 12.07.2000.00 20. c/c os arts. da mesma Lei. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.000. na forma prevista na legislação em vigor. já satisfeita em 24.000.julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. III.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Especificação do quorum: 12. para o ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II – CLASSE V – 1ª CÂMARA . III. I. alínea “d” da Lei nº 8. III.500. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade de José Primo de Sousa. no valor de R$ 3. abatendo-se.2. com fundamento nos arts. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. e 23. José Primo de Sousa ao pagamento das quantias abaixo relacionadas. 1º. a cobrança judicial da dívida.1999 DA 9.aplicar ao responsável a multa prevista no art. VALOR ORIGINAL DATA DO DÉBITO (R$) OCORRÊNCIA 2.2 . a contar da notificação. da Lei nº 8. do Regimento Interno). desde logo.01.00 15.3 .1998 18.02. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. alínea a.172. inciso II.encaminhar cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. caso não atendida a notificação.1 . Advogado constituído nos autos: não consta.443/92.700. na forma prevista na legislação em vigor.00 31.ECT. a contar da notificação. a quantia de R$ 2. nos termos do art.443/92.00 29. 9.443/92. Acórdão: VISTOS. alínea “a”. atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora devidos. do Regimento Interno). 9.000. 9.03. III. 10.01.4 . caput.00 (três mil reais). para que comprove.autorizar. em: 9.1998 9. 19. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).1999 8. 214.00 12.06.1997 8. perante o Tribunal (art.800. o recolhimento do valor do débito aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . Humberto Guimarães Souto. 16. calculados a partir das datas correspondentes até a data do recolhimento. 28. atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido até a data do recolhimento.00 10. cento e setenta e dois reais e setenta e oito centavos).

Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 6. discorda da unidade técnica e manifesta-se pela ilegalidade das concessões. item III. respectivamente. Representante do Ministério Público: Drª. Interessadas: Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni 4.911/1994 (“quintos”) com a Gratificação relativa à mesma função. VOTO Na mesma linha da manifestação do Ministério Público. alíneas “a” e “c”. na pessoa da Procuradora Maria Alzira Ferreira. O Ministério Público. acolho o parecer do Ministério Público.037/2003 . Parecer do Ministério Público 4. Grupo I ..315/91-6.1ª CÂMARA 1. 2. manifesto ser aplicável a Súmula TCU nº 106 – dispensa da reposição das importâncias já recebidas –.717/1995-8 Natureza: Aposentadoria Órgão: Tribunal Regional Federal da 4ª Região Interessadas: Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni Sumário: Aposentadoria. Os atos de fls. T. TC-450. Órgão: Tribunal Regional Federal da 4ª Região 5. Processo nº TC-008. em 20 de maio de 2003. Ilegalidade. Parecer da Unidade Técnica 3. Súmula TCU nº 106.TCU . 05). da Lei nº 8.Classe de Assunto V . Unidade Técnica: Sefip . Percepção cumulativa de “quintos” com a Gratificação relativa à mesma função.Aposentadoria 3. Ata nº 04/97). e Voto por que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à Primeira Câmara. com fundamento no art.717/1995-8 2. A Sefip propõe a legalidade e registro dos atos de 01/02 e 03/04 (fl. É o relatório. RELATÓRIO Este processo tem por objeto a aposentadoria de Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni.911/94 (Decisão nº 32/97-1ª Câmara. Maria Alzira Ferreira 7. Posto isso.C. entendo não ser permitida a percepção cumulativa da vantagem definida no artigo 3º da Lei nº 8. 186. Atendente Judiciário e Técnico Judiciário do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 01/02 e 03/04 concedem às interessadas parcela dos “quintos” da Lei nº 8. Determinação.911/94 cumulativamente com a Gratificação relativa à mesma função.156 TC-008. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. uma vez que a orientação deste Tribunal é no sentido de que não é permitida a percepção cumulativa da parcela de FG com a parcela dos quintos deferidos com base na Lei nº 8.112/90 e vigências a partir de 19/01 e 17/03/1995.U. Sala das Sessões.

nos cargos de Professor de 1º e 2º Graus (o primeiro. e “d” (as demais). item I (a primeira). Luiz Sebastião Glatzi. inciso IX. inciso III. 01/02 e 03/04. inciso V.recusar registro aos atos de fls.determinar à Sefip que verifique a implementação da medida determinada no item anterior. item III.524/1995-8 Natureza: Aposentadoria Entidade: Fundação Universidade Federal de Juiz de Fora Interessados: Maria Rosália de Almeida Pernisa.911/1994 com a Gratificação relativa à mesma função. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. ante a impossibilidade de percepção cumulativa de parcela dos “quintos” da Lei nº 8. Sumário: Aposentadorias. 1º.112/1990. o terceiro e o quinto). 27/03. Luiz Sebastião Glatzi. com fundamento no art.1ª CÂMARA TC-018. com vigências a partir de 15/03. Acórdão: VISTOS. da Lei nº 8.2. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. em conformidade com o artigo 262 do Regimento Interno/TCU. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. 12. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos. 9. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. contados a partir da ciência desta decisão. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa. 71. e 39. 9.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. inciso VIII. da Constituição Federal.4.1. Legalidade dos demais atos. nos termos da Súmula TCU nº 106. 1º. inciso II. Ilegalidade dos atos de fls.determinar ao órgão concedente que faça cessar os pagamentos decorrentes das concessões impugnadas. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. em: 9.3. 1/2 e 5/8. Cômputo de tempo de serviço como recibada e estranho ao magistério. e 9.443/92. c/c os arts. 9. 25/04 e 25/05/1995.CLASSE V . nos termos do artigo 71. RELATÓRIO Trata-se de aposentadoria de Maria Rosália de Almeida Pernisa. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. da Constituição Federal.5. Súmula TCU nº 106. Determinações. alíneas “b” (a quarta).157 8. 10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. embasadas no artigo 186. Professor Adjunto (os outros dois). respectivamente. 17. inciso III. Marcos Vinicios Vilaça (Relator).dispensar a reposição das importâncias já recebidas.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). da Lei nº 8. . e 262 do Regimento Interno.considerar ilegais as aposentadorias de Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos. c/c os arts. 21/03. Advogado constituído nos autos: não consta 9. Especificação do quorum: 12. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva.

) 3. nº 252/DAPES-SFC-MF. e nos anuênios do Sr.1. 61. em diligência. 3. Por despacho singular. com o registro dos respectivos atos. 4. 3. A Sefip analisou esses documentos. encaminhou cópia da documentação extraída dos processos (convencionais) de aposentadoria dos interessados (fls.. que o servidor conta com 17 anos de serviço para efeito de uniênios.3. Os servidores Marinoel da Silva Bastos e Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. 6. Não obstante. Lauro de Almeida Mendes e Luiz Sebastião Glatzi – a vedação da contagem . manifestou-se por diligência para as seguintes providências: a) no tocante aos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. comprovaram o tempo de magistério mediante certidões expedidas pelo INSS (fls. Na ocasião. 49. a certidão de fls. Ao finalizar a unidade técnica propõe a legalidade dos atos de aposentadoria dos servidores Marinoel da Silva Bastos e Eneida da Cunha Pereira da Silva. fosse comprovado o tempo de efetivo exercício em funções de magistério mediante cópia dos mapas de tempo de serviço. o que impede a percepção dos seus proventos à razão de 24/30. determinei a realização da diligência. Em atendimento ao solicitado. das fls. (.4. para ser esclarecida a razão do parecer pela ilegalidade exarado pelo Controle Interno nos atos dos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. os valores dos proventos foram atribuídos corretamente. A respeito do servidor Luiz Sebastião Glatzi. O Ministério Público manifesta-se em consonância com a unidade técnica. apurou erro no cálculo da proporcionalidade dos proventos dos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. de 13/02/92. atuando nos autos. Luiz Sebastião Glatzi. teceu estas considerações: “(. VOTO A questão que levou a unidade técnica a propor a ilegalidade dos atos de aposentadoria de Maria Rosália de Almeida Pernisa. bem como das certidões averbadas pelo órgão de origem. considerando a decisão nº 42/92. recusando-se registro aos atos de fls. É o relatório. o Ministério Público. Luiz Sebastião Glatzi. 55/56.” 8. e. Ata 04. promovida pela Sefip. conforme se observa dos respectivos cálculos e ficha financeira de fl. Lauro Mendes.) 3. Parecer do Ministério Público 9. fosse retificado o percentual de anuênios. A Sefip. Lauro de Almeida Mendes e Luiz Sebastião Glatzi. que ela desempenhou. observa-se. 2ª Câmara.158 2. analisando os novos esclarecimentos prestados. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva e Marinoel da Silva Bastos. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos. da fl. 13/41).. atividades na condição de recibada. em preliminar. 01/02. e que este período foi computado ao seu tempo de serviço para aposentadoria. a Diretora de Auditoria de Pessoal e de Tomada de Contas Especial da Diretoria de Auditoria de Contas da Secretaria Federal de Controle Interno. Então. por meio do Of. Quanto à servidora Maria Rosália de Almeida Pernisa. 5. observamos. 05/06 e 07/08. 51 e 57). a unidade técnica apresentou proposta de mérito no sentido de que este Tribunal considerasse legal com recomendação a aposentadoria de Luiz Sebastião Glatzi e ilegais as demais concessões. no período de agosto de 1974 a dezembro de 1976 e de janeiro a fevereiro de 1977. 54 consigna tempo de serviço estranho ao magistério. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva e Marinoel da Silva Bastos. e a ilegalidade das aposentadorias de Maria Rosália de Almeida Pernisa. Parecer da Unidade Técnica 7.. no período de 20/11/50 a 17/09/1958. e b) em relação ao servidor Lauro de Almeida Mendes. na contagem do tempo de serviço do Sr. Os autos foram devolvidos à origem. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva.

Os demais atos de aposentadoria em apreciação não merecem reparo. Acórdão: VISTOS. somente uma alternativa se delineia. Quanto ao servidor Lauro de Almeida Mendes. 9. inciso III. já os impediram de retornar à ativa. com fundamento no art. Grupo I . inciso V.1ª CÂMARA 1. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos 4. inciso I. da Lei nº 8.3-aplicar o enunciado da Súmula TCU nº 106 para as quantias já recebidas pelos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. T. e 262 do Regimento Interno. mudando-se a proporcionalidade dos proventos. inciso II. 5. . em conformidade com o artigo 262 do Regimento Interno/TCU. Entidade: Fundação Universidade Federal de Juiz de Fora 5. 3. mantendo-se a integralidade dos proventos.Classe de Assunto: V . haja vista os fundamentos legais das concessões – a primeira. em 20 de maio de 2003.443/92. Advogado constituído nos autos: não consta 9. novos atos poderão ser apresentados.159 de tempo de serviço prestado em atividades estranhas ao magistério – é matéria pacificada nesta Casa. esses interessados deixam de cumprir o requisito temporal para as suas inativações. 05/06 e 07/08. acontecer o retorno à ativa para completar o tempo de serviço em magistério. negando registro aos atos de fls. Em relação aos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa e Luiz Sebastião Glatzi.TCU . Posto isso. se assim for o desejo do interessado. inciso VIII. além da possibilidade de um novo ato . inciso IX. e 39. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. acolho os pareceres. e por conseguinte. a outra.dispensa da reposição das importâncias já recebidas . deduzindo-se os tempos de serviço impugnados.524/1995-8 2. 9. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. da Constituição Federal. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa. alínea “d” do mesmo dispositivo legal (65 anos de idade em 1995) . 71.U.4-determinar à unidade concedente que faça cessar o pagamento decorrente da concessão impugnada. poderá.112/90 (invalidez). 03/04 e 09/10. Luiz Sebastião Glatzi e Lauro de Almeida Mendes. contados a partir da ciência desta decisão. nos termos do artigo 71. Luiz Sebastião Glatzi. 2. alterando.1-considerar legais as aposentadorias de Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva e Marinoel da Silva Bastos.com redução de proventos de integral para proporcional. 186. na forma como deferidas pela unidade concedente.C. Luiz Sebastião Glatzi e Lauro de Almeida Mendes. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Representante do Ministério Público: Dra. Cristina Machado da Costa e Silva 7. por si só. Ao se subtrair os tempos de serviço prestados em atividades outras que não de magistério. manifesto ser aplicável a Súmula TCU nº 106 .038/2003 . Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. 1º. . da Constituição Federal. Logo. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 6. cabe as seguintes orientações à Fundação Universidade de Juiz de Fora. Processo nº: TC – 018. 1º.o que. c/c os arts. 4. inciso III. da Lei nº 8. inciso III. em: 9. conseqüentemente a fundamentação legal da concessão -.e Voto por que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto a sua 1ª Câmara. art. Sala das Sessões. 01/02.2-considerar ilegais as aposentadorias de Maria Rosália de Almeida Pernisa. Com vistas a solucionar esse impasse. Unidade Técnica: Sefip 8. 17.Aposentadoria 3. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. determinando o registro dos atos de fls. c/c os arts. 9. Interessados: Maria Rosália de Almeida Pernisa. 6.

” 3. poderá. em razão de sentença judicial.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. de que novos atos poderão ser apresentados para apreciação. além da possibilidade de um novo ato . Ilegalidade da concessão. em diligência promovida pela então 2ª Secex (atual Sefip).III -“b” da Lei nº 8.24 e qual a fundamentação legal para a sua concessão. 193 da Lei nº 8. se assim desejar o interessado.04. o Diretor da Escola Técnica Federal do Amazonas. no valor de R$ 3.112/90. Os autos foram devolvidos à origem. 10.ETM/AM.803. deduzindo-se os tempos de serviço impugnados. da Escola Técnica Federal do Amazonas .590/1996-5 Natureza: Aposentadoria Unidade: Escola Técnica Federal do Amazonas – ETF/AM Interessada: Maria José Araújo Calmont Sumário: Aposentadoria com percepção da vantagem prevista no art. mudando-se a proporcionalidade dos proventos. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. e por conseguinte. Diligências.2-quanto ao servidor Lauro de Almeida Mendes. que seja enviada cópia da mesma bem como da certidão de seu trânsito em julgado.1995.112/90. para serem prestados estes esclarecimentos: “a) informar a esta Secretaria o que significa PROV FC 311091. e 9. alterando. e c) enviar a este Tribunal mapa do tempo de efetivo exercício em funções de magistério para verificarmos a legalidade da concessão nos termos do art.5. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.4 supra. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). retornar à ativa para completar o tempo de serviço em magistério. Especificação do quorum: 12. 2. na forma da IN TCU nº 44/2002. 186 . concedida com percepção da vantagem prevista no art. 193 da Lei nº 8.6-determinar à Sefip que verifique a implementação da medida determinada no subitem 9. Trata-se de aposentadoria da Professora de 1º e 2º Graus Maria José Araújo Calmont. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V – 1ª CÂMARA TC-005.5-orientar à Fundação Universidade Federal de Juiz de Fora: 9.160 9. 9. Nãoatendimento. 12. Determinações. em razão de sentença judicial. em relação aos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa e Luiz Sebastião Glatzi.1-para a possibilidade. Por meio do Ofício nº 165-DRH/ETFAM/97. bem como dispositivos da Constituição. calculada com base na função comissionada.112/90. em resposta à solicitação da unidade técnica. b) tomar as medidas cabíveis com vistas à exclusão do Salário Família da concessão em apreço. alternativamente. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.5. para obter a integralidade dos proventos. calculada com base na função comissionada.com redução de proventos de integral para proporcional. caso tenha decorrido por meio de sentença judicial.2. conseqüentemente a fundamentação legal da concessão -. com vigência a partir de 27. informou que a exclusão do salário família ocorreu em .

ou seja 01/11/1991. e considerando que não consta dos autos a referida sentença. e b) as parcelas dos quintos cujos interstícios legais foram preenchidos após 01/11/91 devem ser calculadas com base no valor de Cargo de Direção – CD em que foi transformada a função (Decisão nº 073/97. Parecer da unidade técnica 6.112/90 deve ser feito com base no valor do Cargo de Direção-CD ou Função Gratificada-FG em que foi transformada a função e não nos parâmetros da Portaria MEC nº 474/87. T. propõe a ilegalidade da concessão com recusa de registro ao ato de fls. considerando que a interessada vem recebendo a vantagem do art. objeto da diligência anterior (§ 2º.039/2003 . 4. Ata nº 11/98). o pagamento da vantagem do art. Grupo I . manifesto ser aplicável o enunciado da Súmula TCU nº 106 e VOTO no sentido de que esta Câmara adote a decisão que ora submeto à sua apreciação. nos termos abaixo delineados.1ª CÂMARA 1. A partir dos efeitos financeiros da Lei nº 8. na forma como deferida.168/91. 193 da Lei nº 8. tendo atingido os dez anos de função (de forma interpolada) após essa data.2ª Câmara. VOTO Assiste razão à unidade técnica e ao Ministério Público. 193 da Lei nº 8. não havia completado os cinco anos seguidos de função.C. Posto isso. embora a sua anexação. Unidade: Escola Técnica Federal do Amazonas – ETF/AM 5. considerando que a servidora. A ETF/AM. Ata nº 11/97. Marcos Vinicios Vilaça Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. promovida em 08/08/1997. 01/02. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça . 2.TCU . Sala das Sessões. calculada com base na FC.Aposentadoria 3. acolho os pareceres. 07/14. devem ser calculadas com base na tabela de FC. É essa a jurisprudência da Casa sobre a matéria em questão (Decisão nº 73/97 da 2ª Câmara e Decisão nº 99/98 da 1ª Câmara). por cópia. por meio de sentença judicial – conforme ficha financeira extraída do sistema SIAPE.590/1996-5 2. alínea “a” supra). em 01/11/1991.112/90 com base na FC.U. Maria José Araújo Calmont. Processo nº TC-005. Parecer do Ministério Público 6. não promoveu a retificação requerida. Não cabe a concessão de aposentadoria à Sra. Interessada: Maria José Araújo Calmont 4.112/90. vigência do Decreto nº 228/91. A Sefip. 3. tendo por correta a formula de cálculo da parcela questionada. Decisão nº 099/98-1ª Câmara. uma vez que não se fez presente cópia da sentença judicial requerida: a) as parcelas dos quintos cujos interstícios legais foram preenchidos até 01/11/91. 5.Classe de Assunto V .. O Ministério Público manifesta-se em consonância com a unidade técnica. em 20 de maio de 2003. 21/23 –. a então 2ª Secex (atual Sefip) analisou a documentação anexada e pediu providências à Delegacia Federal de Controle no Amazonas para que fosse retificada a parcela referente ao código 8611 – Gratificação Função Artigo 193 da Lei nº 8.161 15/09/1997 e anexou os documentos presentes às fls. fls. Em nova diligência. tenha sido requerida pela unidade técnica na 1ª diligência.

Acumulação de benefícios decorrentes de cargos inacumuláveis.443/92. inciso III. 9. Parecer da Instrução “(. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. nos termos do artigo 71.4. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. inciso V. com fundamento no art.SAE Interessado : Jordanah Schroder Fortes de Oliveira Advogado constituído nos autos : Não consta Sumário: Ato de concessão de pensão civil. Ciência do acórdão à unidade de origem. com determinação de descontinuidade nos pagamentos. Ilegalidade. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.. contados a partir da ciência desta decisão. da Constituição Federal. Esclarecemos que consta no sistema SISAC pensão militar concedida ao referido instituidor. 17. 71. inciso VIII.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). Marinus Eduardo de Vries Marsico 7. inciso II. e 262 do Regimento Interno.2. 9. c/c os arts.dispensar a reposição das importâncias já recebidas. e 9.determinar à unidade concedente que faça cessar o pagamento decorrente da concessão impugnada. Acórdão: VISTOS. Unidade Técnica: Sefip 8. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). 1º. inciso III. e 39. Especificação do quorum: 12. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V . já julgada legal por este Tribunal no TC 001334/2002-6. Advogado constituído nos autos: não consta 9. RELATÓRIO Trata-se de processo de concessão de pensão civil. 10. 4). 12. em conformidade com o artigo 262 do Regimento Interno/TCU. da Constituição Federal.508/1996-7 Natureza : Pensão Civil Unidade : Secretaria de Assuntos Estratégicos . c/c os arts. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. em: 9. consideramos ilegal a percepção das duas pensões.. .1ª Câmara TC-005. 1/2. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Aplicação ao caso do Enunciado 106/TCU. no prazo máximo de 15 (quinze) dias.162 6. a teor do artigo 15 da IN-TCU-44/2002.1. inciso IX. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa.recusar registro ao ato de fls. 1º. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. motivo pelo qual.)” (fls..considerar ilegal a aposentadoria de Maria José Araújo Calmont. Representante do Ministério Público: Dr.3. (.2. da Lei nº 8. nos termos da Súmula TCU nº 106.) Esta Unidade Técnica procedeu à análise dos fundamentos legais e das informações prestadas pelo órgão de Controle Interno.

nesse mesmo voto: “É que os proventos decorrem. – A acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos.TCU . Ubaldo Alves Caldas 7. e de 1988. Dessa forma. VOTO Referida cumulação não encontra apoio no ordenamento jurídico. que é a exceção. há de ser expressa. de questão antiga. cuja ementa é assim iniciada: “I.508/1996-7 2. consigna sua concordância com as conclusões oferecidas pela Sefip.1ª CÂMARA 1. o que não se observa no presente caso. XVI. A jurisprudência da Corte Suprema. de relatoria do Exmº Sr. na forma permitida pela Constituição. se seria possível a acumulação de proventos da aposentadoria com vencimentos de cargo público. à fls. o insigne Relator esclareceu “(.480 e do MS 19. acolhendo integralmente os pareceres do Ministério Público e da Unidade Técnica. Advogado constituído nos autos: Não consta . quando do julgamento dos ERE 68. o Plenário pôs “termo à hesitação das Turmas. Se a regra é a proibição de acumulação. há de ser escrita. discutiu-se. Trata-se. concordou com os termos da instrução. permissão escrita na Constituição para a pretendida acumulação. a princípio. Ao discorrer em seu voto sobre a matéria. Não havendo. com expressa autorização constitucional.729-SP. Representante do Ministério Público: Dr.” (RTJ 75/325)”.. Unidade técnica: Sefip 8. Grupo I. impossibilidade de recebimento de duas pensões decorrentes desses cargos.”. art. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. de um cargo exercido na atividade. o que leva à necessária conclusão da impossibilidade de cumular-se dois proventos de cargos inacumuláveis e. em 20 de maio de 2003. Ministro Carlos Velloso. Interessado: Jordanah Schroder Fortes de Oliveira 4.902. manifestada em acórdãos discrepantes. sempre.163 A Unidade Técnica.. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. mesmo no regime da Constituição de 1946. Tal raciocínio decorre do entendimento esposado pelo Supremo Tribunal Federal de que não é permitida a acumulação de proventos com vencimentos se eles não podem ser acumulados na atividade. TCU. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. Processo nº TC-005.)”.204-6. 37. já pacificada pela Corte Maior. pois somente podem ser acumulados proventos se na atividade há essa possibilidade com relação às remunerações decorrentes dos exercícios de dois diferentes cargos. Unidade: Secretaria de Assuntos Estratégicos . no Supremo Tribunal Federal. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. 5). 4. sob o pálio da CF/46. tem-se o Acórdão proferido na Sessão de 9. Classe de assunto: V – Ato de concessão de pensão civil 3. funções ou empregos acumuláveis na atividade. portanto. que a acumulação de proventos e vencimentos somente era permitida.SAE 5. no voto que proferiu no RE 81. a permissão. Por muito tempo. funções ou empregos legalmente acumuláveis na atividade. 185. é ela inconstitucional. Parecer do Ministério Público: Nos autos representado pelo Procurador Dr.040/2003 . art. quando se tratasse de cargos. (. portanto. e sintetizada adiante com muita propriedade.. são iguais. foi vacilante.) que as disposições inscritas nas Constituições de 1946.11. Ubaldo Alves Caldas (fls. dá notícia o eminente Ministro Xavier de Albuquerque. Todavia. Nessa linha. que..1994 e consignado nos autos do Recurso Extraordinário nº 163. conseqüentemente.

contados da ciência da decisão deste Tribunal. diante das razões expostas pelo Relator. Especificação do quorum: 12. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V . ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.SAE Interessado : Aristotelles Baptista Advogado constituído nos autos : Não consta Sumário: Ato de concessão de aposentadoria a servidor da Secretaria de Assuntos Estratégicos SAE. Aplicação ao caso do Enunciado 106/TCU. consoante o disposto no Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas. no prazo máximo de 15 (quinze) dias.164 9. sob pena de ressarcimento pelo responsável das quantias pagas após essa data. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. . em boa-fé. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.SAE.1. em: 9. 12.5. Ilegalidade.200/1996-3 Natureza : Aposentadoria Unidade : Secretaria de Assuntos Estratégicos . Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Humberto Guimarães Souto (Relator). determinar à Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente do ato de fls. 9.1ª Câmara TC-008. relatados e discutidos estes autos de ato de concessão de pensão civil. considerar ilegal a pensão civil em favor de Jordanah Schroder Fortes de Oliveira. Acórdão: VISTOS. 1/3.2.443/1992 c/c artigo 262 do Regimento Interno deste Tribunal e artigo 15 da IN-TCU-44/2002. determinar ao Órgão de Controle Interno que relate nas próximas contas da Unidade o cumprimento da determinação contida no subitem 9. recusando o registro do ato de fls.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos . dar ciência desta deliberação à unidade de origem. 9. 9. RELATÓRIO Trata-se de processo de concessão de aposentadoria referente ao servidor Aristotelles Baptista. a teor do inciso IX do artigo 71 da Constituição Federal e caput do artigo 45 da Lei 8.3 acima. 1/3. 10.2.4.3. Ciência do acórdão ao órgão. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Esta Secretaria de Fiscalização de Pessoal promoveu diligência preliminar ao órgão de origem. Parecer da Instrução: A Senhora Analista acostou aos autos instrução com os seguintes dizeres: “1. 9. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Acumulação de proventos decorrentes de reforma de militar e de aposentadoria em cargo público.

12/3).” (fls. Entendo que o mesmo tratamento deve ser dado à aposentadoria referentes ao ato" de fl. . sendo-lhes proibida a percepção de mais de uma aposentadoria pelo regime de previdência a que se refere o art. A Emenda Constitucional n° 20/98 também não ampara a pretensão do servidor de receber duas aposentadorias em cargos públicos. incompatíveis na atividade. Segunda Câmara. 105/2001. 1°. Oportuno se faz destacar parte do VOTO do Excelentíssimo Senhor Ministro Benjamin Zym1er. o Supremo Tribunal Federal reiterou o entendimento de que a Carta de 1988 não autoriza a acumulação de proventos com vencimentos.40 da Constituição Federal. nos termos do Enunciado n° 106 da Súmula de jurisprudência desta Corte. em razão da similaridade com o julgado mediante a Decisão 419/2002. 9. com a redação conferida pela Emenda Constitucional n° 1/69. Ata 15/95. 7/2002.. O Egrégio Supremo Tribunal Federal.006.454/2002-7. em que as aposentadorias daqueles servidores foram julgadas ilegais. do Regimento Interno/TCU. 2. c/c os arts. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime da previdência previsto neste artigo. supracitada. § 10. 37.. Referido entendimento culminou na Decisão 419/2002. Primeira Câmara. funções ou empregos cujo exercício simultâneo seja permitido na atividade pela Constituição Federal (Decisões 103/1995. 4. Tal vedação já estava presente no texto do art. ao julgar caso semelhante. Ata 42/2001.37. referente à aposentadoria de servidores no Quadro de Pessoal do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República: "Carece de amparo legal a acumulação de aposentadorias resultantes de cargos não acumuláveis. c/c os artigos 1°. da Lei n° 8. o limite de que trata o § 11 deste mesmo artigo. Primeira Câmara. não se aplica aos membros de poder e aos inativos. Art . da Constituição Federal. da Constituição Federal de 1. do RI-TCU. 233/2002. 1/2. na forma prevista no art. tenham ingressado novamente no serviço público por concurso público de provas ou de provas e títulos. na forma permitida pela constituição.988. 1/2. Ata 15/2001. O Tribunal de Contas da União. e pelas demais formas previstas na Constituição Federal. A vedação prevista no art.182-8. no cargo público de Técnico Judiciário. Primeira Câmara. XVII”. e 39.443/92. Em atenção ao solicitado foi encaminhado o Oficio n° 247/CPES-DEPC-ABIN-GSI-PR/2002. à renúncia concomitante aos proventos da reserva remunerada. Segunda Câmara. quando os cargos efetivos de que decorram ambas as remunerações não sejam acumuláveis na atividade. C. Ata 30/2002. XVI. os respectivos contratos de trabalho celebrados entre a Administração e os então empregados eram irregulares. 30. pois veda expressamente a percepção de mais de uma aposentadoria em cargos inacumuláveis na atividade. ' 6. inciso VIII e 260. Assim. decidiu que "A acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos. ao julgar o Recurso Extraordinário n° 163. Oficio 2998/2002. com dispensa de devolução das quantias indevidamente recebidas. aplicando-se-lhes em qualquer hipótese. 3. que até a publicação desta Emenda.204-6/SP (DJ de 14. Ata 16/2002 entre outras).94. 11. 99 da Constituição Federal de 1967." 8. Ata 01/2002. inciso II. art. impetrado contra ato administrativo que condicionou a posse de oficial da reserva remunerada do Exército. de Aristóteles Baptista. PROPONHO sejam considerado ilegal e recusado o registro do ato de aposentadoria de fls. inciso m. 5. agora em exame. Ata 42/2001. Conclusão De conformidade com o preceituado no artigo 71. inciso V. 342/2001. e tomando por base as informações prestadas pelo órgão de Controle Interno.165 solicitando dados indispensáveis para o julgamento do ato de aposentadoria. Segunda Câmara. e as providências adotadas para o saneamento das falhas detectadas pelo Controle Interno.855). tem proclamado o pensamento de que a acumulação de proventos somente é permitida quando se tratar de cargos. conforme dispõem o seu artigo 11° e a nova redação do § 6° do artigo 40 da Constituição de 1988: 'Art..11. uma vez que os trabalhadores eram detentores de proventos de reserva. no TC.F. Segunda Câmara. Em sede de Mandado de Segurança n° 22. esclarecendo que as falhas detectadas pelo Controle Interno referem-se à acumulabilidade de beneficios provenientes de cargos públicos. funções ou empregos acumuláveis na atividade. 7. em reiterados julgados. conforme Decisão TCU n° I 03/95-2a Câmara.40 § 6 o – Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição. 411/2001. servidores e militares. pág. 260.

Parecer do Ministério Público: Nos autos representado pelo Procurador Dr. mesmo no regime da Constituição de 1946. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. Ministro Carlos Velloso. Tal raciocínio decorre do entendimento esposado pelo Supremo Tribunal Federal de que não é permitida a acumulação de proventos com vencimentos se eles não podem ser acumulados na atividade. TCU. há de ser expressa. art.SAE 5. Nessa linha. portanto. pois somente podem ser acumulados proventos se na atividade há essa possibilidade com relação às remunerações decorrentes dos exercícios de dois diferentes cargos. sob o pálio da CF/46. É. Grupo I. portanto. Classe de assunto: V – Ato de concessão de aposentadoria 3. de um cargo exercido na atividade. Se a regra é a proibição de acumulação. funções ou empregos legalmente acumuláveis na atividade. e de 1988. Unidade: Secretaria de Assuntos Estratégicos . funções ou empregos acumuláveis na atividade. o que não se observa no presente caso.11. foi vacilante. é ela inconstitucional. no Supremo Tribunal Federal. se seria possível a acumulação de proventos da aposentadoria com vencimentos de cargo público.480 e do MS 19. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. 14 sua concordância com as conclusões oferecidas pela Sefip. cuja ementa é assim iniciada: “I. que.729-SP.. de relatoria do Exmº Sr. consigna à fls. Representante do Ministério Público: Dr. quando se tratasse de cargos. questão antiga. 37. dá notícia o eminente Ministro Xavier de Albuquerque. Advogado constituído nos autos: Não consta . Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 13. – A acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos.166 A Unidade Técnica. Não havendo. que é a exceção. discutiu-se. à fls.) que as disposições inscritas nas Constituições de 1946.TCU . que a acumulação de proventos e vencimentos somente era permitida. em 20 de maio de 2003. a princípio. Ao discorrer em seu voto sobre a matéria.200/1996-3 2. 185. tem-se o Acórdão proferido na Sessão de 9. sempre. a permissão. no voto que proferiu no RE 81.)”. quando do julgamento dos ERE 68. Unidade técnica: Sefip 8. Todavia.204-6.902. na forma permitida pela Constituição. acolhendo integralmente os pareceres do Ministério Público e da Unidade Técnica. XVI. A jurisprudência da Corte Suprema. art. Por muito tempo. concordou com os termos da instrução. já pacificada pela Corte Maior.041/2003 .. e sintetizada adiante com muita propriedade. Interessado: Aristotelles Baptista 4. Paulo Soares Bugarin 7. Paulo Soares Bugarin. Dessa forma... VOTO Referida cumulação não encontra apoio no ordenamento jurídico. o Plenário pôs “termo à hesitação das Turmas. nesse mesmo voto: “É que os proventos decorrem. o que leva à necessária conclusão da impossibilidade de cumular-se dois proventos de cargos inacumuláveis. há de ser escrita.1ª CÂMARA 1.” (RTJ 75/325)”. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1.1994 e consignado nos autos do Recurso Extraordinário nº 163.”. (. o insigne Relator esclareceu “(. permissão escrita na Constituição para a pretendida acumulação. com expressa autorização constitucional. manifestada em acórdãos discrepantes. são iguais. Processo nº TC-008.

reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 9. RELATÓRIO Trata-se de processo de concessão de aposentadoria a servidor vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais.2.1.167 9. considerar ilegal a aposentadoria do servidor Aristotelles Baptista. Especificação do quorum: 12. Humberto Guimarães Souto (Relator). consoante o disposto no Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU. determinar ao Órgão de Controle Interno que relate nas próximas contas do Órgão o cumprimento da determinação contida no subitem 9.SAE que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente do ato de fls. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. em: 9. Ilegalidade.1ª Câmara TC-006. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V .2. 10. 1/2.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).5. determinar à Secretaria de Assuntos Estratégicos .391/2002-5 Natureza : Aposentadoria Entidade : Universidade Federal de Minas Gerais Interessado : José Nilo Tavares Advogado constituído nos autos : Não atuou Sumário: Ato de concessão de aposentadoria a servidor da Universidade Federal de Minas Gerais. diante das razões expostas pelo Relator. 12.3 acima. item III. Ciência do acórdão à entidade. contados da ciência da decisão deste Tribunal. com aplicação ao caso do Enunciado 106/TCU e determinação de descontinuidade nos pagamentos. com fundamento no art.4. por aproveitamento de tempo de monitoria. Analista responsável pela instrução propôs a ilegalidade da concessão. 40. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. 9. nos seguintes termos: “Trata-se os autos da aposentadoria do ex-servidor JOSÉ NILO TAVARES. a teor do inciso IX do artigo 71 da Constituição Federal e caput do artigo 45 da Lei 8. 9. recusando o registro do ato de fls. em boa-fé. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. relatados e discutidos estes autos de atos de concessão de aposentadoria.443/1992 c/c artigo 262 do Regimento Interno deste Tribunal e artigo 15 da IN-TCU-44/2002. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 9. no cargo de Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. 1/2. alínea "8" da . ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. comunicar à unidade de origem o inteiro teor da presente deliberação.3. sob pena de ressarcimento pelo responsável das quantias pagas após essa data. Parecer da Instrução: A Sra. Acórdão: VISTOS.

acolhendo no essencial a proposta da Unidade Técnica e do Ministério Público. Dessa forma. 6. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. situação decorrente da impossibilidade de ser o interessado prejudicado pela demora da Administração em apreciar sua concessão. §§ 1°. considerando que não há fundamento legal para averbação do período de aluno monitor para fins de aposentadoria. do Regimento Interno/TCU. De conformidade com o preceituado no artigo 71. no período de 01/05/57 a 31/10/58. e 39.1ª CÂMARA 1. entendo que não há direito adquirido irrestrito à aposentação pelos dispositivos vigentes por ocasião da publicação do ato ora declarado ilegal. trata-se da pensão instituída pelo ex-servidor.TCU . Marinus Eduardo de Vries Marsico (fls. 05/61.042/2003 .711/52. Assim. verificou-se que o Controle Interno opinou pela ilegalidade da aposentadoria devido cômputo de tempo de serviço como monitor. inciso VIII e 260. A Unidade Técnica. c/c os artigos 1°. concordou com a instrução da Unidade Técnica. somente poderá ser aplicada a legislação vigente anteriormente no caso de ela ter permanecido em vigor durante o tempo de monitoria. e tomando por base as informações prestadas pelo órgão de Controle Interno. negando o respectivo registro. item I.988. porquanto essa atividade é mera extensão da atividade escolar. que não permite qualquer tipo de contagem ficta de tempo. caput. 7. Após análise. 2. Quanto a existência de sentença judicial e interposição de rescisória. 184. 62/3). 260. VOTO Não há como prosperar uma aposentadoria com aproveitamento do tempo de monitor. propomos a ilegalidade do ato de aposentadoria do interessado referenciado no cabeçalho desta instrução. Quanto às normas aplicáveis por ocasião da nova aposentadoria. 07. Em resposta o órgão de origem enviou a documentação de fls. contado após a data da aposentadoria ora considerada ilegal. c/c os arts. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. UFMG responde às fls.391/2002-5 2.1988. 04. inciso 11. inciso III. manifestou sua concordância com a instrução. da Lei n° 8. 3. à fls. foi encaminhado o Ofício/ n° 0294/SEFIP/3ªDT. inclusive não se verificando qualquer vantagem ou benefício decorrente de sentença judicial.12. Sobre à advertência gerada pelo sistema" Existe outra concessão inicial com o mesmo instituidor". com vigência a partir de 15.” (fls. que só poderá ocorrer com acréscimo de tempo de magistério para a aposentadoria especial como professor ou qualquer outro tempo válido para aposentamento pela regra geral. O Enunciado 74/TCU também não pode ser aplicado a esse caso. 5. pois trata-se de aposentadoria especial como professor. da Constituição Federal de 1. da Lei n° 1. o Tribunal julgou ilegal aposentadoria do ex-servidor Marcelo Adhemar de Andrade Carvalho da Universidade de Lavras/MG. 4. Mas recentemente. Grupo I. De acordo com às fls. TCU. E que o referido tempo não tem amparo legal para aposentadoria especial ( Decisões /TCU 306/97 e 308/97). Classe de assunto: V – Atos de concessão de aposentadoria . Processo nº TC-006. c/c art.443/92. Parecer do Ministério Público: Nos autos representado pela Procurador Dr.Segunda Câmara. nada consta na pasta funcional do ex-servidor. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. em 20 de maio de 2003. 63. ao órgão de origem no sentido de esclarecer quanto ao Parecer de ilegalidade emitido pelo Controle Interno sobre à concessão e informar sobre eventual interposição de ação rescisória por parte do órgão.168 CF. 1°. à Decisão 203/2001. na forma prevista noa rt. 63-V). do RI-TCU. inciso V.

872-34. em boa-fé. Entidade: Universidade Federal de Minas Gerais 5.1.1. dar ciência desta deliberação à entidade de origem. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. contados da ciência da decisão deste Tribunal. orientar a Entidade que o servidor poderá retornar à atividade para completar o tempo de serviço necessário à obtenção de aposentadoria integral. 9. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. fls. Ilegalidade da acumulação de quintos de função comissionada com o valor da mesma função. em: 9.882-04. Recusa de registro do ato de Maria Aparecida Caetano Campos. fls.2. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas. 12. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.182. Advogado constituído nos autos: Não consta 9.169 3.3.532-00. 9. consoante o disposto no Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU. fls. recusando o registro do ato de fls. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II . 05/06) e Maria Aparecida Caetano Campos (CPF: 018.1ª CÂMARA TC-003. Interessado: José Nilo Tavares 4. com aplicação da legislação vigente à época em que se aposentaria sem levar em conta o tempo como monitor. 07/08) Sumário: Aposentadoria.443/1992 c/c artigo 262 do Regimento Interno deste Tribunal. 10.1.998.348/1995-4 Natureza: Concessão de aposentadoria Unidade: Delegacia de Administração do MF/AM Interessados: Jurandir Guerra e Silva (CPF: 006. determinar à Entidade epigrafada que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente do ato de fls. fls. 01/02). Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Humberto Guimarães Souto (Relator).1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. relatados e discutidos estes autos de atos de concessão de aposentadoria. 9. Marinus Eduardo de Vries Marsico 7. Nicanor Quaresma de Carvalho Filho (CPF: 003. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. considerar ilegal a aposentadoria do servidor José Nilo Tavares.09272. 1/3.CLASSE V .1.2. Legalidade e . Unidade técnica: Sefip 8. 1. sob pena de ressarcimento pelo responsável das quantias pagas após essa data. 03/04).4. Especificação do quorum: 12. Representante do Ministério Público: Dr.2. a teor do inciso IX do artigo 71 da Constituição Federal e caput do artigo 45 da Lei 8.172.623. indevidamente averbado. Wagner Nogueira Guimarães (CPF: 001. 9. diante das razões expostas pelo Relator. Acórdão: VISTOS.

11. parágrafo único.998. no Parecer de fl. à vista do disposto no art. Devida. Interessados: Jurandir Guerra e Silva (CPF: 006.043/2003 . 18 da Resolução nº 64/96TCU. fls. com determinação à Sefip para que exclua menção às parcelas indevidas da FG e da GADF. Wagner Nogueira Guimarães. Determinação. exceto pelo ato de fls.01. data da revogação do citado dispositivo.092- .1995. Maria Aparecida Caetano Campos. b) é pacífica a jurisprudência no sentido de considerar indevido o pagamento cumulativo da FG com os respectivos quintos.182. com o exercício de mais de dez anos de cargo em comissão. 193. No tocante ao ato do Sr.532-00.998. por consignar o pagamento da parcela de GADF juntamente com a parcela dos quintos de FG1. em 20 de maio de 2003. 10 dos autos. Grupo: II . ser considerado legal o mencionado ato. d) em relação ao ato de Jurandir Guerra e Silva.882-04.112/90 e tempo para aposentadoria até 19. fls. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. acolhendo as propostas formuladas pela unidade técnica e pela Procuradoria. fls. conforme as Decisões que cita. A instrução lavrada à fl. podendo.348/1995-4 2. Nicanor Quaresma de Carvalho Filho (CPF: 003. além dos quintos da Função Gratificada.732/79. entendo correta a proposição da unidade técnica. da Lei nº 8. assim.882-04. cujos quintos foram incorporados sob a égide da Lei nº 6. de fato.623.172. Nicanor Quaresma de Carvalho Filho (CPF: 003. assiste razão ao Ministério Público quanto ao ato da Sra. Diante disso. fls. 07/08). c) em consulta ao Siape. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. pela legalidade e registro dos presentes atos. VOTO Registro. consignou o seguinte: a) no ato de Wagner Nogueira Guimarães consta o pagamento da função FG-01 com a GADF correspondente. É o Relatório. Concluiu. que relato estes autos com fundamento no art.TCU . O Ministério Público. consta a parcela da opção do DAS-02. Wagner Nogueira Guimarães (CPF: 001.1ª CÂMARA 1. a opção em comento.092-72. 07/08. verificou não mais existir o pagamento indevido da FG e da GADF. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto à deliberação desta Câmara. portanto. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. da Resolução-TCU nº 152/2000. inicialmente. 01/02).170 registro dos demais atos.532-00. fls. Verifico que. aquiesceu à proposta alvitrada pela Unidade Técnica. RELATÓRIO Trata-se da aposentadoria de Jurandir Guerra e Silva (CPF: 006. TCU. Processo nº TC-003.623. Wagner Nogueira Guimarães (CPF: 001. em face do acúmulo indevido da parcela de quintos com a gratificação da própria função.Classe de Assunto: V – Concessão de aposentadoria 3. fls. 15.172. em desacordo com orientação desta Casa. 05/06) e Maria Aparecida Caetano Campos (CPF: 018.872-34. uma vez atendidos os requisitos do art. 03/04). 03/04). 01/02). com a determinação mencionada na alínea “c” retro. ante os motivos expostos e tomando por base as informações prestadas pelo órgão de Controle Interno. que considera ilegal.

07/08) 4. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria.1 – com fundamento nos artigos 1º. 259.872-34. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. c/c os artigos 1º. Acórdão: VISTOS.verifique a implementação das medidas determinadas no item anterior.5.3 . diante das razões expostas pelo Relator. 05/06) e Maria Aparecida Caetano Campos (CPF: 018. 07/08. recusando-lhe registro. Representante do Ministério Público: Dr. 262 do RI/TCU.5.1 – faça cessar os pagamentos decorrentes do ato de fls. no prazo de 15 (quinze) dias. 260 e 262 do Regimento Interno.2 – adote a presente decisão para todos os casos similares.4.182. Marinus Eduardo De Vries Marsico 7. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 01/06. considerar legais os atos de f.443/92 c/c os artigos 1º. de conformidade com a Súmula nº 106 da Jurisprudência deste Tribunal. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE VI – 1ª Câmara TC-005.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.com fundamento nos artigos 1º.356/2001-3 (c/ 01 volume) Natureza: Representação Entidade: Conselho Regional de Corretores de Imóveis . 10. fls. 39 e 40 da Lei 8. não mais pagas no Siape.2 – dispensar a reposição dos valores indevidamente recebidos até a data do conhecimento desta Decisão pelo Órgão.2.2 – exclua menção às parcelas indevidas da Função Gratificada e da GADF no ato de Wagner Nogueira Guimarães. nos termos do art. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. em: 9. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). contados a partir da ciência deste Acórdão. inciso V. nos termos do art. Humberto Guimarães Souto. 9. representando ao Tribunal no caso de descumprimento e 9. considerar ilegal o ato de fls. Unidade: Delegacia de Administração do MF/AM 5. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.4 – determinar ao Órgão que: 9.1 . fls.3ª Região/RS Interessado: Procuradoria da República no Estado do Rio Grande do Sul .171 72. 9.443/92. 16 da IN nº 44/2002-TCU. 9. 259. Unidade técnica: SEFIP 8. 9. sob pena de aplicação das sanções previstas na Lei nº 8.443/92. inciso VIII. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha 6. e 39 da Lei 8.5 – determinar à SEFIP que: 9. inciso II. Advogado constituído nos autos: não consta 9. 12. inciso VIII. inciso V. 9. e determinar os correspondentes registros.4. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa. Especificação do quorum: 12. inciso II e 260 do Regimento Interno. 07/08.

Ausência de má-fé. mediante o qual envia denúncia onde são relatadas irregularidades perpetradas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis . para prestar esclarecimentos sobre a alienação e a aquisição de veículos sem a realização de procedimento licitatório. placas: VZ. fls.1958 e SANTANA CL 1. como é o caso)”.” Análise 5. trouxe a possibilidade de permuta com ente que não seja da administração pública. 209/212. fosse realizada a audiência do Sr. Para Beviláqua é “.. e com ente que não da Administração Pública (um empresa privada. nos termos dos arts. Em resposta. placas: ICM. todos da Lei 8.206/207..6. em seu parecer de fls. conclui o Analista José Francisco Zampieri que ‘a Autarquia federal CRECI estava autorizada a permutar os veículos usados por outros zeros quilômetro sem realizar o Leilão. não sendo valores que justificassem os elevados custos com o Leilão. 66/69. do art. da Resolução TCU nº 136/2000.. a saber: GOL SPECIAL. Alienação e aquisição de veículos sem a realização do procedimento licitatório. “.. (. 4. 68 e 69.172 Advogados constituídos nos autos: Suzete Maria Tavares Bueno (OAB/RS 35.mesmo com a dispensa de licitação.) Os valores de avaliação dos veículos estavam dentro do preço de mercado. ano 1989/1990. cor branca.) ‘Após tais afirmações.) Todavia. ex-Presidente Interventor da entidade.6. 6. a liminar concedida no âmbito da ADIN 927. placas IIK 8657. bem como: SANTANA GL 2. a Secex/RS propôs. De fato. Silvio Luiz Funhrmann. Diligência.. ano 1999. admite a dispensa de licitação na hipótese de permuta. antes. Argumenta o Responsável. regulada. nos moldes do art. a saber: GOL CL 1. ano 1994/1995. (. haja vista que não eram bens que pudessem ser expostos aos licitantes na própria sede da entidade. 1164 do Código de 1916 e. A permuta é um instituto de Direito Civil..0. Ipojucan Corvello Borba. para que a entidade efetuasse a transação com base em proposta que lhe oferecesse maior vantagem. (. o inciso II. Acórdão STF de 11. que “. preliminarmente. Instruindo o feito. placas: IAQ 7432 e GOL CL 1. 533 do novo Código Civil.o contrato pelo .. entre eles.. atualmente. GOL CL 1.. infringindo os arts. foi suspensa a eficácia da expressão ‘permitida exclusivamente entre órgão ou entidade da Administração pública’. sem a realização do competente procedimento licitatório. placas: IIY 4722 e GOL SPECIAL. Arquivamento. José Francisco Zampieri. ano 1988. “b”. 14 e 17.6577 e aquisição de 07 veículos novos. placas: IIK 4666. 3º.666/93.. Razões 3. nos termos do art. Determinação.6. da Lei 8. houve por bem o peticionário ordenar uma tomada de preços. placas IIK 3830. Procurador da República no Rio Grande do Sul.94.666/93. Trata-se de expediente encaminhado pelo Dr.8. E prossegue afirmando que. o interessado apresentou razões de justificativa que foram analisadas em nova instrução da Unidade Técnica.398) Sumário: Representação formulada por Procurador da República no Rio Grande do Sul contra o CRECI 3ª Região-RS. fls. através de liminar concedida na ADIN 927. conforme trecho que transcrevo a seguir: "Análise de audiência Fato 2. ano 1992. Escolha das propostas mais vantajosas. placas: IIY 4743. 17.3ª Região/RS. Inexistência de prejuízo. Sr.6.. Conhecimento. Audiência. GOL CL 1. ano 1999. I.11. Referida documentação foi autuada como representação.como bem assevera o Analista do Ministério Público Federal. cor branca. restringindo a liberalidade àquelas procedidas entre órgão ou entidades da Administração Pública. Alienação de veículos usados do CRECI/RS – 3ª Região. ano 1992.591) e Francis Caroline Rocha (OAB/RS 50.. ano 1988.

13.prefiro a tese de que até na concorrência de valores há uma permuta. portanto.00 e o restante. Assim. quando há saldo a devolver. Aquisição de 2 veículos Gol Special. fls. p.320.320. também. Silvio Luiz Fuhrmann. Aquisição de 1 (um) veículo Santana 2.832/2000-2. 11. sendo o pagamento efetuado da seguintes forma: entrega de 4 (quatro) veículos Gol CL 1. da parte de um dos permutantes. até o momento. que se transforma em compra e venda no momento em que o excesso de valores provoca um desembolso em dinheiro. em se tratando de permuta.00 e o restante. podemos depreender a realização de três negócios distintos: a. conforme fls..6. posteriormente.00.. As do exercício de 1999. proponha Recurso de Revisão. I. a menos que a importância da torna seja de tal modo superior que o pagamento em dinheiro é manifestamente o objeto da prestação principal. então. c. A transação ocorreu em outubro de 1998. a necessidade de envio dos presentes autos ao Ministério Público junto ao TCU. o que nos impossibilita a formulação de proposta de aplicação de multa. conforme muito bem demostrou o Ministério Público. avaliados em R$ 15. As contas do exercício de 1998. para que. o CRECI efetuou todo o pagamento em dinheiro.140. dos elementos constantes nos autos. 47 a 65.183. “b” da Lei 8. no terceiro caso. Benjamin Zymler. b. 10. R$ 37. a inexistência de débito. sejam .000. tendo em vista que contas dos anos de 1998 e 1999 já foram julgadas. anos 95 e 89. da possibilidade de dispensa nos termos do art. figura como responsável o Sr. 9. foram julgadas regulares com quitação plena. portanto. compra e venda. elevamos os autos à consideração superior para que. os preços dos veículos envolvidos na transação (velhos e novos) eram de mercado. foram julgadas regulares com ressalvas.000. zero quilômetro. conforme consta das fls. por último.00.cit. caput e § 1º do RITCU. no valor total de R$52. de saldo não altera a natureza de permuta do contrato. No segundo caso. op. Para Silvio Rodrigues. que não seja dinheiro. posto que. in Direito Civil. pago em dinheiro. Min. avaliados em R$ 17.00. que deveria ter sido realizada com o devido processo licitatório. Antes de ser uma questão meramente doutrinária. em cujo rol de responsáveis figura o ora justificante Sr. ESPINOLA. a aquisição dos sete veículos tenha sido tratada como uma única transação. conforme Relação 24/2001 – Gab. conquanto.forme Relação 66/2000 – Gab. 20 a 34. Adylson Motta. 7. 66 a 69. II. A transação ocorreu em dezembro de 1998. p. anos 88 e 92.. II Contas de exercícios anteriores 12. no valor de R$29.0 Mi. aquisição de 4 (quatro) veículos Gol. Silvio Rodrigues – SP – Saraiva. TC 001. Neste caso. conforme se depreende da documentação assente às fls. se assim entender. Ante o exposto. con. zero quilômetro.) aponta as várias concepções a respeito e prefere a tese segundo a qual a existência. 17.173 qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra. pago em dinheiro. Negócio realização em maio de 1999. Silvio Luiz Fuhrmann. que focaliza o tema (..00. e II. onde. 184. 2º da Lei 8666/93. Registramos. 17. ou não. a delimitação do instituto da permuta é de suma importância para o campo do Direito Administrativo uma vez que..501/2000-2. o contrato é de compra e venda. 35 a 46. da Lei 8. Vê-se. nos termos do art. somente no primeiro caso é que se poderia falar em permuta e.22% da transação. no valor total de R$27. No caso in tela.666/93. nestes casos. Min.666/93 (tendo em vista a liminar concedida na ADIN 927). configurando. “o problema teórico que se propõe é o de saber qual a natureza do contrato de troca. e. portanto.”.238. “c”. b. sendo o pagamento efetuado da seguinte forma: entrega de 2 (dois) veículos Santana. TC 013.” 8. poderá ocorrer a dispensa de licitação nos termos do art. 206.00. conforme determina o art. III Encaminhamento 14. pago em dinheiro.140. R$ 12.” E prossegue Silvio Rodrigues: “. o pagamento em dinheiro representa 71.

exercícios de 1998 e 1999. Dr. nos termos do art.00. VOTO A representação formulada pela Procuradoria da República no Rio Grande do Sul questiona a alienação e a aquisição de veículos pelo CRECI-3ª Região sem a devida observância das formalidades atinentes ao procedimento licitatório. 206. se assim entender. nos termos do art. anos 95 e 89. nos termos do art. Sílvio Luiz Fuhrmann. nos termos do art. nos termos do art. placas: IIK 4666. 58. no exercício de 1998. “b”. ano 1992. III.8. Devidamente ouvido em audiência. no valor total de R$52. da Lei 8. aquisição de 4 (quatro) veículos Gol. a Secex/RS conclui sugerindo.174 submetidos ao Ministro Humberto Souto. passíveis. ano 1994/1995. sejam os presentes autos encaminhados ao Ministério Público junto ao TCU para que. placas IIK3830. ano 1988. enviando. Ipojucan Corvello Borba. placas: IIY 4722 e GOL SPECIAL. A Unidade Técnica. ano 1999. foi exarado o seguinte parecer.6. época da ocorrência dos fatos. infringindo os arts.6. conforme consta dos autos não houve dano ao Erário. após análise. em que se demonstrou a escolha da proposta mais vantajosa.443/92.” (fl. 211 a 214). Sr.0 Mi. Após a adoção das medidas saneadoras necessárias ao esclarecimento dos fatos. a saber: GOL SPECIAL. inexistindo motivo relevante para a mudança da Decisão proferida pelo E. 16. Prestação de Contas de 1999). aquisição de 2 veículos Gol Special. §1º do RITCU. inclusive. o encaminhamento dos autos ao Ministério Público junto a este Tribunal para verificação da viabilidade da reabertura das contas da entidade relativas aos exercícios de 1998 e 1999. interponha Recurso de Revisão das contas do CRECI dos exercício de 1998 e 1999.666/93. ano 1999. com cominação de multa ao responsável. placas IIK 8657. 16. Sendo assim. da lavra do Subprocurador-Geral. com a finalidade de examinar as irregularidades detectadas na presente representação quanto à eventualidade de se modificar o mérito daquelas contas. GOL CL 1.443/92: a. propondo que. ano 1992. em pareceres uniformes. 2º da Lei 8. 14 e 17. zero quilômetro.666/93. denúncia sobre possíveis irregularidades atribuídas aos gestores do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis -CRECI/RS." O Secretário de Controle Interno manifestou sua concordância com os termos da instrução Submetido os autos ao Ministério Público. ex-Diretor-Presidente do CRECI/RS. todos da Lei 8.666/93. GOL CL 1. tendo respaldo legal a permuta entre dois veículos Santana. Prestação de Contas de 1998. Ubaldo Alves Caldas: "Representação formulada pelo Procurador da República no Rio Grande do Sul. no exercício de 1999.832/2000-2.6. 193). o Sr. 35 da Lei 8443/92 c/c art. a saber: GOL CL 1. sem o devido processo licitatório. ano 1989/1990. a fim de que verificasse a possibilidade de interposição de Recurso de Revisão das contas do CRECI/RS. em patente ofensa ao art. no valor total de R$27. entre eles." É o Relatório. 3º. A instrução técnica mostrou que foram realizados três negócios distintos. veio aos autos para apresentar razões de justificativas quanto à “alienação de veículos usados do CRECI/RS – 3ª Região. placas: IIY 4743. de levarem as contas ao julgamento pela irregularidade e aplicação de multa aos responsáveis.501/2000-2. 2º da Lei 8. c/c art. Tribunal (autos dos TC n° 001. b.238.666/93. II. e TC n° 013. ano 1988.6. c/c art. b. não se configurou dano ao Erário. em anexo. sem a realização do competente procedimento licitatório. 2° da Lei n° 8. placas: VZ 6577 e aquisição de 07 veículos novos. este representante do Ministério Público deixa de interpor Recurso de Revisão nas referidas contas. cor branca. 35 da Lei n° 8. em patente ofensa ao art. placas: IAQ 7432 e GOL CL 1. 68 e 69). pois os preços de avaliação dos veículos novos e dos usados foram os de mercado (fls. cor branca. bem como: SANTANA GL 2. Todavia. propôs o envio dos autos a este Ministério Público junto ao TCU. as outras aquisições de veículos novos exigiriam procedimento licitatórios. zero quilômetro.0.00. do mesmo diploma legal (fls. . por um veículo Santana 2. placas: ECM 1958 e SANTANA CL 1.320. II. a fim de se apreciar as irregularidades abaixo. III. Como foi realizada pesquisa de preços. 58. sem o devido processo licitatório.

1. Ante exposto. que não restaram configuradas evidências de prejuízos para a Administração. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Sala das Sessões. e 9.591) e Francis Caroline Rocha (OAB/RS 50. observe atentamente os termos do art. especialmente.CRECI/RS. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. ante as razões expostas pelo Relator.3ª Região . Acórdão: Vistos. Não obstante.Classe de Assunto: VI – Representação 3. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. nas futuras aquisições de veículos. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. Interessado: Procuradoria da República no Rio Grande do Sul 4.TCU . Representante do Ministério Público: Dr. VOTO no sentido de que o Tribunal adote a deliberação que ora submeto a este Colegiado. creio que o Tribunal deva expedir determinação àquela entidade no sentido de dar cumprimento à Lei em situações futuras. o "Parquet" entende não haver motivo suficiente para a mudança das decisões proferidas naquelas contas.044/2003 . Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. 10. Dr. na aquisição e alienação de veículos. tendo em vista. Advogados constituídos nos autos: Suzete Maria Tavares Bueno (OAB/RS 35. encaminhar cópia desta deliberação. em 20 de maio de 2003.666/93.2.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Processo nº TC-005. Humberto Guimarães Souto (Relator). Ubaldo Alves Caldas 7. Ipojucan Corvello Borba. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. Unidade Técnica: Secex/RS 8. determinar o arquivamento dos autos.3.175 Contudo.2. relatados e discutidos estes autos de representação formulada pela Procuradoria da República no Rio Grande do Sul acerca de irregularidades perpetradas no âmbito do Conselho Regional de Corretores de Imóveis . Especificação do quorum: 12. conhecer da presente representação para determinar ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis – 3ª Região – CRECI/RS que. em: 9. 2º da Lei nº 8.398) 9. 12. bem como do Relatório e Voto que a fundamentam. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente . HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.CRECI/RS 5. Entidade: Conselho Regional de Corretores de Imóveis . Grupo I . ao Procurador da República no Estado do Rio Grande do Sul. como efetivamente não foi observada a exigência legal do procedimento licitatório nas aquisições dos veículos. 9. TCU.356/2001-3 (com 01 volume) 2.1ª CÂMARA 1.3ª Região .

e que tal pagamento seria cabível até o advento da Medida Provisória nº 2. em decorrência de expediente e documentos anexos encaminhados a esta Unidade Técnica pelo titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe à época. 30. b) aos Assistentes Jurídicos ativos e inativos.2001. à fl. Não se faz aqui necessário qualquer nova análise de mérito quanto ao pagamento do adicional de periculosidade aos ocupantes dos cargos de Fiscal. Em resposta. Senhor Presidente da República. informou que “enquanto permanecerem eficazes as decisões judiciais proferidas nos autos dos mandados de segurança nº 99. posteriormente confirmada por sentença. não lhe estava sendo possível cumprir a determinação inserida no subitem 8. Ata nº 05/99). publicada em 30. RELATÓRIO Trata-se de processo de representação.1. Célia Maria de Souza Andrade.d da referida Decisão em razão da impossibilidade de adoção de providências com vistas ao ressarcimento dos valores indevidamente pagos a partir de 25/07/1994: a) aos Fiscais.1. 99. 25/26. procedeu-se à diligência de fls.1943-1 (2ª Vara Federal da SJ/SE) e 99.1730-7 (1ª Vara Federal da SJ/SE).2000 e suas reedições. Em decorrência da Instrução preliminar e do Parecer de fls. Médicos e Engenheiros do Trabalho.1. procedente da Coordenação-Geral de Logística e Administração do Ministério do Trabalho e Emprego.048-26. Médicos e Engenheiros do Trabalho sob a rubrica de Adicional de Periculosidade 3. Conhecimento. não obstante a realização de sustação de pagamentos de parcelas indevidamente concedidas aos servidores ativos e inativos do órgão. Moisés Fernandes Filho (fls. concedida em ação de mandado de segurança.06.ATS. mediante Parecer aprovado pelo Exmo. Sr. sob a rubrica de Adicional de Periculosidade. havia julgado pertinente o pagamento em duplicidade da GAE e do ATS aos assistentes jurídicos. 2. à fl. que informava que a Advocacia-Geral da União. Da questão sobre o ressarcimento dos valores indevidamente pagos aos Fiscais. este Órgão não poderá cumprir a determinação do TCU referente ao ressarcimento dos valores pagos indevidamente aos Auditores-Fiscais do Trabalho. nos termos das determinações que lhe foram dirigidas pelo Tribunal de Contas de União. 8. Devolução de GAE e ATS sobre Representação Mensal devida aos Assistentes Jurídicos e de adicional de periculosidade. Informou aquela autoridade que. considerando o recebimento do Memo-Circular nº 014/CGLA/MTE. Médicos e Engenheiros nem proceder ao desconto do Adicional por Tempo de Serviço pago em duplicidade aos Assistentes Jurídicos aposentados. Senhor Ministro Valmir Campelo.a. 01 a 20). Exmo.176 PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II – CLASSE VI – 1ª Câmara TC-013.c da Decisão nº 032/99-1ª Câmara (Sessão de 02/03/1999.107/2001-2 Natureza : Representação Unidade : Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe Interessado : Moisés Fernandes Filho Advogado constituído nos autos : Não consta Sumário: Representação formulada pelo titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe relativamente a mandado de segurança contra a Decisão 32/1999-1ª Câmara impetrado na Justiça Federal sem a participação deste Tribunal no feito.02. 24. assim instruído pelo Senhor Analista da Unidade Técnica: “Trata-se de representação autuada nos termos do Despacho do Relator. a atual titular do órgão diligenciado. beneficiados por aqueles provimentos judiciais”. de 20. consoante subitens 8. Sra. 06. conforme expediente de fl.1480-4 (1ª Vara Federal da SJ/SE). 27 para que a Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe informasse se havia sido adotada alguma providência com vistas ao cumprimento da determinação de ressarcimento emanada desta Corte de Contas. de Médico e de Engenheiro do Trabalho da Delegacia .b e 8. a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço .1. Determinações. haja vista a existência de medida liminar.

principalmente. que não se pode falar absolutamente que os valores estavam sendo percebidos de boa-fé.0001730-7. Por outro lado. por vezes pressionado por uma ou outra categoria de servidores públicos. em seu Relatório. haja vista a declaração de ilegalidade dessa concessão já levada a efeito pelo Tribunal. conforme documentos de fls. RJ. conforme excerto reproduzido no item 4. com esse objetivo de coibir abusos e de aplicar o rigor da lei que determina o ressarcimento de valores indevidamente recebidos por servidores ativos e inativos. Vale ressaltar também que. em registros da própria DRT/SE. principalmente a partir da publicação desse Acórdão no DOU (29/08/94). desde já.ª Célia Maria de Souza Andrade (fl. no entanto. 7. em última análise. que a Súmula do TCU nº 235 deve ser observada. 4. 5. Restaria. adicionais e indenizações. portanto.a da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara.118/1995-6). poderiam atingir quantias vultosas. 01 a 05) qualquer fato ou documento novo que pudesse interferir no mérito da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara quanto ao aspecto da determinação de ressarcimento dos valores indevidamente pagos a título de adicional de periculosidade. as Unidades Congêneres em outros Estados (BA. portanto. do Tribunal de Contas da União. foi possível obter os extratos de tramitação processual nas 1ª e 2ª Instâncias. defendida e aplicada. é importante deixar destacado. e a Diretora à época da 1ª Divisão Técnica desta Secex. distribuída para a 2ª Vara da mesma Seção Judiciária. Entendimento diverso seria o mesmo que submeter o Erário ao abuso de algum administrador público. a Súmula nº 235 da Jurisprudência deste Tribunal consolida o entendimento de que servidores ativos ou inativos estão legalmente obrigados a restituir ao Erário os valores indevidamente percebidos. 6. em seu Parecer conclusivo. que se aplica unicamente às concessões de reforma. então proferida por ocasião da apreciação de processo autuado a partir de Auditoria realizada naquele órgão de fiscalização do trabalho (TC 675. Embora não tenha sido mencionado no expediente aceito como peça inaugural da presente Representação (fls. que “conforme constatações. mesmo que reconhecida a boa-fé. julgará as contas por ele prestadas. Pelo contrário. que. aposentadoria e pensão. devendo o administrador público federal zelar para que os seus atos de ordenação de despesa estejam consentâneos com as orientações do órgão de Controle Interno e. pois os servidores da DRT/SE beneficiados com o questionado adicional bem como a autoridade concedente já estariam tendo conhecimento da posição desta Corte de Contas acerca da ilegalidade que recaía sobre concessão semelhante ocorrida em outro Estado da Federação (DRT/MS).1. PI. Pela Internet e mediante fax originado do TRF da 5ª Região. que. O expediente posterior do mesmo órgão. destacaram.1 do Relatório que fundamenta a citada Decisão. Ata nº 28. e de nº 99. ressalvados apenas os casos previstos na Súmula nº 106. identifica estas ações de mandado de segurança: seriam as de nº 99.822. MA. no todo. ressalte-se que a interpretação das normas que acarretem despesa pública deve ser efetuada de forma restritiva. distribuída para a 1ª Vara da Seção Judiciária da Justiça Federal de Sergipe. não obstante o fato de o referido adicional de periculosidade ter sido concedido por meio de autuação de processo administrativo contendo Parecer favorável da Assessoria Jurídica do órgão. a sentença (somente da 1ª ação) e os acórdãos proferidos nos processos dessas duas ações. SC e PA) acataram a recomendação do TCU (sustação do pagamento do Adicional de Periculosidade – Acórdão nº 364/94 – 1ª Câmara.0001943-1. abandonaria os princípios constitucionais da legalidade e da moralidade que regem Administração Pública e concederia irregularmente àqueles gratificações. atualmente limitada a R$ 21. bem como a inexistência nos presentes autos de qualquer fato ou documento novo que pudesse interferir nesse mérito. 31 a 52. que sobre si recaísse a aplicação de uma multa pelo TCU. porém sob a gestão da Sr. é imperioso proceder-se ao ressarcimento dos valores ilegalmente percebidos. o qual. 9. a Equipe de Auditoria. Depreende-se. consoante subitem 8. É. De qualquer forma. menciona a referida autoridade. RN. a esse mesmo administrador a tentativa de evitar. Observando-se as informações pertinentes a estas duas ações. Sob esse aspecto. constata-se de plano que: tais . que estaria impedida de providenciar o ressarcimento tendo a vista a existência de decisão proferida em sede de mandado de segurança. assim. que não houve afirmação em parte alguma do Relatório e Voto que fundamentam aquela Decisão de que tais pagamentos do adicional estavam sendo efetuados de boa-fé. sob a alegação de boa-fé.177 Regional do Trabalho em Sergipe. de 16/08/94) e não pagam este adicional a seus servidores”. sob a certeza de que tais servidores não seriam penalizados com a devolução dos valores indevidamente recebidos. 8.02. 30).

faz-se necessário suscitar.. conferida no art.. mormente se não favorecida a mencionada autoridade pela prerrogativa de foro...... conforme demonstramos nas nossas razões de justificativas apresentadas à época ao Tribunal de Contas da União. Nas palavras do saudoso e ilustre administrativista Hely Lopes Meirelles (MANDADO DE SEGURANÇA... ela teria percebido tal adicional de periculosidade até o mês de ago/1994. 18ª Ed. o preceito estabelecido na Súmula TCU n° 123: “A decisão proferida em mandado de segurança.. o Supremo Tribunal Federal...54) “Coator é a autoridade superior que pratica ou ordena concreta e especificamente a execução ou inexecução do ato impugnado e responde pelas suas conseqüências administrativas.... supostamente em litígio... Compete ao Supremo Tribunal Federal.. a propósito.. alínea "i" da Constituição”.. das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.... d) o habeas corpus ..x ----------------------“. -------------------------. Cumpre ressaltar... dispositivo constitucional semelhante foi reproduzido pela atual Constituição Federal de 1988. pois a própria Delegada Regional do Trabalho.. do Tribunal de Contas da União. O caso faz transparecer uma verdadeira colusão entre as partes.. Diante dessa primeira constatação. até mesmo liminarmente. que neles foram proferidas sentenças que concederam a segurança. portanto.. o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República. com fulcro na Decisão nº 032/99. sem se responsabilizar por ela”.. 10. expressa com bastante clareza que essa sua competência originária: “É competente.. conforme transcrição dos seguintes trechos: “..... razões estas consideradas improcedentes. 11. na tentativa de impedir a execução do ato emanado deste Tribunal. a este não obriga..... cabendo-lhe: I – processar e julgar.. “Habeas Data”. por decisões monocráticas ....” (grifo nosso) (fl.. É inaceitável.. a guarda da Constituição... Ora... que estas Decisões e Acórdãos sejam indiretamente suspensos... São Paulo. 13.. Ação Civil Pública.. que assim dispõe: “Art. possuía legítimo interesse na procedência das demandas..1997... Em verdade. Embora a Súmula faça referência a artigo da Constituição Federal de 1967...... originariamente..conquanto tenha levado a efeito determinação para que fosse sustado o pagamento do Adicional de Periculosidade aos impetrantes. o recolhimento do adicional de periculosidade foi determinado pelo Tribunal de Contas da União e não pela titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe. com ela não concordamos... tãosomente... Malheiros Editores. Isso pode ser percebido.. não se podendo confundi-la com a autoridade responsável pela ordenação de sua prática. p. de acordo com informações do Sistema SIAPE. 12. bem como que se procedesse aos descontos a título de devolução dos respectivos valores.”(grifo nosso). aliás. 119. haja vista que.... originariamente: .. o contra-senso que se apresenta nessas ações mandamentais... precipuamente..... Esta se constitui..178 mandados de segurança foram impetrados em face do ato da titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe de cumprimento de Decisão do Tribunal de Contas da União e não contra o próprio ato (Decisão) do Tribunal. em mera executora material do ato. inciso I.. apontada como autoridade coatora..36).conquanto tenha levado a efeito a determinação supra... desde logo. A Súmula nº 248 do STF. Senhora Célia Maria de Souza Andrade..” (grifo nosso) (fl..... I. 51). é da natureza intrínseca do Tribunal de Contas da União que as Decisões e os Acórdãos proferidos para dar vazão ao exercício de sua competência constitucional sejam cumpridos por meio de atos executórios praticados pelos órgãos abrangidos por sua jurisdição. sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores.. do ProcuradorGeral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.x --------------. com a mesma não concorda.. Ação Popular.. alínea “d”... 102.. e que da remessa oficial ao TRF da 5ª Região resultaram Acórdãos que confirmaram as respectivas sentenças..... para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União”.. executor é o agente subordinado que cumpre a ordem por dever hierárquico.. Mandado de Injunção.. em seu art.. inclusive. nas informações prestadas pela autoridade apontada como coatora nos autos daqueles mandados de segurança. impetrado contra autoridade administrativa estranha ao Tribunal de Contas da União..... do TCU... 102..

neutralizar. Médicos e Engenheiros do Trabalho que perceberam irregularmente Adicional de Periculosidade a partir de 25/07/1994. desde já. conforme estabelecido no art. inciso I. tal conduta do responsável constituiria fato atípico. Aliás. Quanto à hipótese de crime de prevaricação. o que inviabilizaria por completo a competência constitucional desta Corte de Contas. haja vista que os elementos objetivos desse tipo penal. e pratique os atos executórios necessários ao cumprimento da determinação constante da parte inicial do subitem 8.179 de Juízo de 1° Grau da Justiça Federal proferidas em ações de mandado de segurança. a citação de cada um dos servidores da DRT/SE que se beneficiaram irregularmente com o Adicional de Periculosidade. alínea “d” da Carta Magna. ele já o teria sido cometido pelo gestor do órgão quando do descumprimento da determinação do Tribunal de Contas da União expressa no subitem 8.1. que violaram a competência funcional do STF para apreciar originariamente atos emanados do Tribunal de Contas da União. 102. possibilidade jurídica de cumprimento da determinação desta Corte de Contas em face de sentenças judiciais que. ainda que em detrimento do cumprimento de sentença judicial. Admitir a possibilidade de uso de tal estratagema por parte dos fiscalizados seria admitir burla à prerrogativa de foro da Corte de Contas assegurada no art. não poderia jamais implicar incidência dos tipos penais de DESOBEDIÊNCIA e PREVARICAÇÃO (arts. bem como a audiência do titular daquele órgão. a conversão dos presentes autos em tomada de contas especial. Ante tais considerações. 23. a ordem descumprida. 16. 102. Portanto. inciso I. com esteio em proposta formulada pelo Diretor Técnico nos autos do TC 016. em tese. conforme estabelecido no art. A determinação do TCU dirigida ao titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe por meio da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara para que seja efetuado o recolhimento dos adicionais de periculosidade concedidos irregularmente é uma ordem estritamente legal e. muito menos evidente seria o seu cometimento. Também se faz necessário que o Tribunal encaminhe cópia da Decisão que vier a ser proferida à Procuradoria da União no Estado de Sergipe determinando-lhe que adote providências na esfera judicial com vistas à anulação das decisões proferidas nos autos dos Mandados de Segurança nº 99. há aqui que se ressaltar que há. Também é importante que o Tribunal autorize. alínea “d” da Carta Magna. pois a conduta de gestor que descumpre Decisão Judicial em prol do cumprimento da Decisão do TCU não pode ser caracterizada como conduta indevida (termo que constitui elemento normativo do tipo) e nem configurar satisfação de interesse ou sentimento pessoal (expressão que constitui elemento subjetivo do tipo penal). 71. IX). 71.793/2001-7. os elementos aqui trazidos deixam claro que os servidores da DRT/SE beneficiados com a irregular concessão do adicional de periculosidade buscaram. sob pena de ser-lhe imputada as sanções previstas em lei (CF. determinações que visam.d da Decisão nº 032/99-1ª Câmara. torna-se necessário que o Tribunal determine ao titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe que forneça a relação dos Fiscais.0001943-1 impetrados na Seção Judiciária da Justiça Federal de Sergipe. 18. alínea “d” da Carta Magna. é importante ressaltar que já tem sido proposto pela SECEX-SE. de fato. sim. a autoridade coatora. 15. 330 e 319 do CP). Sendo ausentes tais elementos. no caso de não surtir efeito a determinação de ressarcimento mediante desconto em folha de pagamento. em seu art. quais sejam.d da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. 102. 14. a desobediência. considera tal conduta como excludente de ilicitude. inciso III. 17.001730-7 e nº 99. O estrito cumprimento do dever legal de acatar determinação do Tribunal de Contas da União. em sede de mandado de segurança impetrado em Juízo de 1º Grau. Com isso. O próprio Código Penal. 19. mais que isso. de exercício de uma competência constitucional (art. é relevante destacar que se tivesse de se falar em crime de desobediência. como se a autoridade que meramente praticaria o ato executório determinado pelo TCU fosse. e o funcionário competente para proferi-la estariam presentes no ato de descumprimento da Decisão da Corte de Contas. em face de terem sido proferidas por juízes absolutamente incompetentes. art. as decisões judiciais proferidas nessas ações devem ser atacadas pelos meios judiciais pertinentes (recurso. que violaram a competência funcional do STF de apreciar originariamente atos emanados do Tribunal de Contas da União. Por fim. estariam impedindo o gestor de fazê-lo. o ato do Tribunal de Contas da União que determinava o recolhimento dos valores irregularmente percebidos. resguardar a eficácia das Decisões do Tribunal de Contas da União em casos de . de forma abrangente. consoante os termos da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. Por fim. pela via transversa. a cujo cumprimento o gestor daquele órgão executivo não pode se furtar. ação rescisória e/ou reclamação junto ao STF) em face de terem sido proferidas por juízes absolutamente incompetentes.1. inciso I. VIII).

que defendeu a aplicação do art. alegou nos autos do TC 675. No entanto. nos termos do art. 41 da Lei Complementar nº 73. pelas razões a seguir delineadas. na íntegra.180 mandado de segurança impetrado contra autoridade que não integre o seu quadro funcional. por este aprovado e posteriormente publicado no DOU de 12/08/1999. Da questão do ressarcimento dos valores indevidamente pagos aos Assistentes Jurídicos ativos e inativos da DRT/SE. 1º. o qual. Por tal razão. alínea “l”. por se tratar o impetrado de mero executor.1. não se julga oportuno refazer aqui novas propostas nesse sentido. da Constituição Federal. 40 da Lei nº 8. em audiência realizada à época. Tal Parecer foi posteriormente adotado na íntegra pelo Advogado-Geral da União por meio do Parecer nº GQ – 197. sendo a autoridade coatora o Tribunal de Contas da União. inciso I. de 10/08/1999 (fl. 21. b) aleguem a preliminar de incompetência funcional absoluta de juízo. O gestor da DRT/SE. 1º. c) comunique o fato imediatamente à Advocacia Geral da União. 24.0001480-4 1ª Vara SJ/JF-SE. quando da prestação de informações em sede de mandado de segurança processado em instâncias que não o Supremo Tribunal Federal e que tenha como causa imediata ou mediata de pedir Decisão propalada pelo TCU. conforme determinado no art. de 28/06/99. em caso de não ser conhecida e/ou não ser aceita a procedência das alegações de ilegitimidade e de incompetência de juízo mencionados no item acima. 67 da própria Lei nº 8. do Decreto-Lei nº 2333/87 no cálculo do Adicional por Tempo de Serviço – ATS e da Gratificação de Atividade Executiva – GAE.333/87. 08). §1º. por sua vez. Por outro lado. conforme determina o art. adotem as seguintes providências: a) aleguem a preliminar de ilegitimidade passiva “ad causam”. às fls. aplica-se ao presente caso. Wilson Teles de Macêdo (Parecer nº AGU/WM-2/99). 09 a 13. 25. 19. §1º. que condenou essa incorporação da Representação Mensal ao vencimento para efeito de cálculo da GAE e do ATS. surgiu fato novo a esse respeito concretizado no Parecer do Consultor da União. a Advocacia Geral da União faça impetrar. vincula a Administração Federal.112/90.1.2. Também se verificou o ajuizamento de mandado de segurança (MS nº 99. sobressai-se também em favor da legalidade da incorporação da Representação Mensal na base de cálculo do Adicional por Tempo de Serviço – ATS e da Gratificação de Atividade . e de forma a evitar duplicidade de determinações. A irregularidade concernente a pagamentos indevidos aos Assistentes Jurídicos ativos e inativos lotados no órgão a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço – ATS decorria do fato de tais vantagens estarem sendo calculadas sobre o vencimento de que trata o art. uma vez que compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente processos contra atos do Tribunal de Contas da União. a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço – ATS 20. na proposta de encaminhamento. 22. foi submetido ao Presidente da República. às fls. e não exclusivamente sobre aquele vencimento. a análise anteriormente efetuada sobre a eficácia de decisões judiciais proferidas em sede de mandado de segurança impetrado contra autoridade administrativa estranha ao Tribunal de Contas da União frente às Decisões e Acórdãos deste emanados. prontamente. Convém destacar que esse procedimento. de forma a preservar a competência da Corte Constitucional para processar e julgar atos do Tribunal de Contas da União. 23.112/90 acrescido da Representação Mensal. As propostas de determinação efetuadas naqueles autos foram especificamente no sentido de que: 19. Após a prolação da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara (DOU de 10/03/1999). nas três esferas de Poder. através de reclamação endereçada ao Supremo Tribunal Federal.118/1995-6 que dita Representação Mensal se incorporava aos respectivos vencimentos e salários para efeito de cálculo das demais vantagens em função do disposto no art. 1º da Lei Delegada nº 13/92 e no art. os órgãos da Administração Pública Federal. 102. Dada a similitude das situações. de 10/2/1993. cujos órgãos e entidades ficam obrigados a dar fiel cumprimento ao Parecer aprovado.d da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara para que fossem ressarcidos os valores pagos indevidamente àqueles Assistentes Jurídicos. do Decreto-Lei nº 2. 53 a 63) com o objetivo de tornar inoperante a determinação do Tribunal constante da segunda parte do subitem 8. agravos e submeta o fato. não haverá ao final. Dr. qualquer proposta tendentes à anulação das decisões judiciais proferidas nessa ação mandamental.

366/96. do Decreto-Lei nº 2.443/92. nos termos do art. relativamente a cada servidor. o fato de ter sido editada a Lei nº 9. 71. caso haja parcelamento do valor total. Por tais razões. a qual. 47 da Lei nº 8. 0. a proposta de que o Tribunal: 29. continua em vigor no Ordenamento Jurídico e. nos termos do art. ao titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe que: a) encaminhe à SECEX/SE. em seu art.366. 29.0001943-1 impetradas na Seção Judiciária da Justiça Federal em Sergipe não têm o condão de atingir o ato do Tribunal de Contas de União adotado por meio da citada Decisão. Percebe-se. fazendo constar em folha de pagamento.1. em meio impresso e em meio magnético. Vale deixar destacado. inciso IX. 45.1. muito embora atribua efeitos financeiros retroativos a 19/09/1992. a conversão dos presentes autos em tomada de contas especial. 29. passou a obrigar os órgãos e entidades da Administração Federal a dar-lhe fiel cumprimento. mais precisamente na parte que se refere ao ressarcimento dos valores que foram pagos aos Assistentes Jurídicos da DRT/SE a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço – ATS incidentes sobre a Representação Mensal. apto a produzir seus efeitos. discriminando. é posterior aos dispositivos legais e jurisprudenciais suscitados na instrução e apreciação do processo TC 675. pois tal procedimento. que tal norma. conforme agora se constata. considerá-la parcialmente procedente. da Constituição Federal c/c o art. consoante os termos da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. determine. surge a necessidade de que o Tribunal torne insubsistente a determinação constante da segunda parte do subitem 8. 28. Médicos e Engenheiros do Trabalho sob a rubrica de Adicional de Periculosidade. que.443/92. a partir de 19 de setembro de 1992. 5º Fica assegurada a percepção da vantagem prevista no art. assim dispõe: “Art.d da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara.333. a partir da data de 25/07/1994. Ante todo o exposto e com base nas conclusões expostas nos itens 0. 5º. Médicos e Engenheiros do Trabalho que perceberam irregularmente Adicional de Periculosidade a partir de 25/07/1994. no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias. como também no Parecer de autoria do Advogado-Geral da União. inciso I. de 16/12/1996.112/90. autorize.048-26 (DOU de 30/06/2000). e § 1º. a citação de cada um dos servidores da DRT/SE que se beneficiaram irregularmente com o Adicional de Periculosidade e a audiência do titular daquele órgão.112/90. o qual. para os beneficiários referidos no caput . no entanto. do Decretolei nº 2. desde já. encontra guarida não só na Lei nº 9. portanto. a reposição ao erário dos valores indevidamente pagos aos Fiscais. que essa Representação Mensal devida aos Assistentes Jurídicos e sua conseqüente incorporação aos respectivos vencimentos para efeito de cálculo das demais vantagens permanecera somente até o surgimento da Medida Provisória nº 2. com fulcro no art. considerando que as sentenças judiciais proferidas nos autos dos Mandados de Segurança nº 99. §1º Os efeitos financeiros do disposto neste artigo vigoram. Ministro Valmir Campelo. no qual foi proferida a Decisão nº 032/1999-1ª Câmara (Lei nº 8. a partir de sua publicação conjunta com o Despacho de aprovação do Presidente da República. de 10/08/1999. e §1º.001730-7 e nº 99.181 Executiva – GAE. 0 e 0 acima. Lei nº 8. 45 da Lei nº 8.2. 46 da Lei n° 8. submeto ao Relator. inciso I. portanto.852/94 e Decisão TCU nº 186/941ª Câmara). 1º.366. até que venha a ser revisto pelo próprio Tribunal de Contas da União ou anulado pelo Supremo Tribunal Federal. assim. quando da prolação daquela Decisão. os valores mensais e as respectivas datas de pagamento. de 16/12/1996. aos seus beneficiários. conheça da presente Representação para. com a disciplina nele estabelecida. Proposta de encaminhamento 29. excluiu aquela vantagem da remuneração daqueles cargos. no prazo de 15(quinze) dias. em seu art. Exmo. inclusive àqueles integrantes de quadros de entidades não mais sujeitas a regime especial de remuneração. por servidor. de nº GQ – 197. que convalida a incorporação de que trata o multicitado art.118/1995-9.1.d da Decisão nº 032/99-1ª Câmara.333/87. Lei Delegada nº 13/92. 1º. b) pratique os atos executórios necessários ao cumprimento da determinação constante da parte inicial do subitem 8.” 26. planilha que relacione os Fiscais.3. promovendo. vem invalidar o argumento principal anteriormente adotado por este Tribunal. no mérito. de 11 de junho de 1987. a reposição da totalidade do valor que lhe foi irregularmente pago ou a reposição da primeira parcela. de que as normas legais posteriores teriam derrogado tacitamente aquela incorporação. Sr. no caso de não . ato esse que. 27. A Lei nº 9.

impetrado contra autoridade administrativa estranha ao Tribunal de Contas da União. mormente se não favorecida a mencionada autoridade pela prerrogativa de foro. para com o mecanismo de funcionamento dos Tribunais de Contas. o qual.366.d da Decisão nº 032/99-1ª Câmara. com isso.182 surtir efeito a determinação inserida na alínea “b” do subitem 29. 102. quando o interessado impetra mandado de segurança em desfavor da autoridade que na verdade é mera executora de determinação deste Tribunal. . deferido ao interessado não muda.4. “d”]) como óbice ao descumprimento de decisão prolatada por esta Corte de Contas. pois tal incidência.” (os grifos não são do original). indeferido por unanimidade: “Também acompanho. VOTO Com razão a Unidade Técnica quando aponta o Enunciado 123/TCU (“A decisão proferida em mandado de segurança. Sr. em seu voto condutor. 29. conferida no art. dê ciência da Decisão que vier a ser adotada ao autor da presente Representação. inciso I. portanto o pedido. alínea “d” da Carta Magna. quando contra este impetrado o mandado. a que não pode o Juiz substituir-se. por seu turno. 64/74). não se justifica o descumprimento de determinação deste Tribunal de Contas sob alegação de existência de decisão judicial. acena com a impossibilidade de alteração dos limites da eficácia do ato administrativo porque baseado em sentença (mesmo transitada em julgado. 75). torne insubsistente a determinação constante da segunda parte do subitem 8. Nesse pensar. Exa. 29. conforme agora se constata. Pode o Judiciário sobrepor-se ao Tribunal de Contas. foram julgadas por juízes absolutamente incompetentes. pedido sustentado pelo impetrante na alegação de coisa julgada a seu favor no TRT. mas não.658-7-RJ. como º também no Parecer de autoria do Advogado-Geral da União. nem os limites da eficácia que teria tido. I. no exercício do controle externo da administração. que violaram a competência funcional do Supremo Tribunal Federal de apreciar originariamente atos emanados daquela Corte de Contas. considerando que tais ações. exaure-se o cumprimento da ordem na remessa dos autos ao Tribunal de Contas. de 16/12/1996. mais precisamente na parte que se refere ao ressarcimento dos valores que foram pagos aos Assistentes Jurídicos da DRT/SE em razão da incidência da Gratificação de Atividade Executiva – GAE e Adicional por Tempo de Serviço – ATS sobre a Representação Mensal. de 10/08/1999. Sessão Plenária de 10. O Senhor Ministro Relator. encontra guarida não só na Lei n 9. Se não. determine à Procuradoria da União no Estado de Sergipe que adote medidas judiciais com vistas à anulação das decisões proferidas nos autos dos Mandados de Segurança impetrados na Seção Judiciária da Justiça Federal de Sergipe de nº 99.5. passou a obrigar os órgãos e entidades da Administração Federal a dar-lhe fiel cumprimento.001730-7 e nº 99.2 acima. a sua natureza. alínea "i" da Constituição” [CF atual: artigo 102. I.6. 119. como dito. vejamos: “O ato administrativo praticado em cumprimento de um mandado de segurança.” (fls. A Unidade Técnica manifestou concordância com essa proposta (fls. conforme estabelecido no art. não tendo nenhuma responsabilidade sobre a tomada de decisão. Essa questão já se acha pacificada no âmbito do Supremo Tribunal Federal. para obter da autoridade administrativa um ato que dependa da aprovação de uma daquelas Cortes.1. Quando se requer mandado de segurança. substituí-lo em sua competência constitucional.” (grifei). produzida sem a participação desta Casa. o voto do eminente Relator. Assim. a este não obriga. peço vênia para reproduzir esplêndida síntese enunciada pelo Senhor Ministro Otávio Galotti ao proferir seu voto no mandado de segurança 22. a partir de sua publicação conjunta com o Despacho de aprovação do Presidente da República. independentemente da sentença que o determinou.0001943-1.. Relator Ministro Sepúlveda Pertence. de nº GQ – 197. no sentido de que ela não teria poderes para modificar a natureza do ato administrativo.9. 29. cuja causa de pedir reflete inconformismo com Decisão do Tribunal de Contas da União. Indefiro. como no caso posto em juízo naquela assentada) que trata de assunto da competência do Tribunal de Contas. se praticado pela autoridade. louvando a compreensão revelada por S. Presidente.1997.

conhecer da presente representação. TCU. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. Ainda na linha da economia processual. tendo havido o manejo de remédio jurídico inadequado ao fim pretendido pelos interessados.1ª CÂMARA 1. artigo 102.107/2001-2 2. Entendo que estando a questão totalmente analisada bastará determinar imediato cumprimento da decisão já proferida por este Tribunal. determinar ao Órgão de Controle Interno que acompanhe a efetivação da medida constante no subitem 9. Com relação à proposta de ser revisto posicionamento do TCU relativamente a valores de GAE e ATS. “d”). ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.045/2003 .3. acolhendo em parte a proposta contida na instrução da Unidade Técnica. outro caminho não restará senão o da aplicação de multa aos responsáveis pelo seu descumprimento. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. mandado de segurança contra o executor da decisão deste Tribunal. Interessado: Moisés Fernandes Filho 4. adotar soluções jurídicas cabíveis à espécie.TCU . relatados e discutidos estes autos de representação sobre eventuais pagamentos indevidos realizados a servidores da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe. que não é. por preencher os requisitos de admissibilidade. tendo em vista o princípio do devido processo legal. Acórdão: VISTOS. para ressarcimento dos valores indevidamente recebidos pelos servidores. prolatada dentro das normas processuais vigentes. Advogado constituído nos autos: Não consta 9. entendo que a presente representação não tem poder para modificar decisão anterior desta Corte.2 deste acórdão. ou ajuizamento da ação judicial cabível. porquanto as providências podem ser tomadas de imediato sem necessidade de maiores desdobramentos. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.1. para que possa analisar o ocorrido e. Processo nº TC-013. determinar à Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe que cumpra a determinação contida no subitem 8. com acompanhamento do Órgão de Controle Interno.1. eventualmente. . como visto. além da individualização dos casos. relatando nas próximas contas da Unidade as providências por ela tomadas e representando a este Tribunal no caso de qualquer ocorrência irregular a esse respeito. Grupo II. 9. em: 9.2. a meu ver. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. Classe de assunto: VI – Representação 3. se necessário. Dessa forma. superada. Unidade técnica: Secex-SE 8. 9. Por outro lado. o que poderá ser feito a qualquer momento. parece-me apropriado o envio de cópia desta deliberação à Procuradoria da União.d da Decisão TCU-1ª Câmara nº 32/1999 no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias. por imposição constitucional (CF. I. tendo em vista que a dificuldade de entendimento da matéria encontra-se.183 Destarte. Caberia aos interessados ou ao órgão responsável pelos pagamentos a interposição do recurso previsto nos normativos em vigor. se persistir a inércia da Administração em obedecer à determinação que lhe foi endereçada. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. não havendo necessidade de no momento a Secex envolver-se na verificação detalhada dessas atividades. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe 5. em 20 de maio de 2003. não me parece que haja necessidade no presente momento de conversão desta representação em tomada de contas especial. não devendo ocorrer nova demora no cumprimento da decisão deste Tribunal. Representante do Ministério Público: Não atuou 7. diante das razões expostas pelo Relator.

326. com relatório e voto que o fundamentam. Conhecimento da Representação.704. CPF n° 792. CPF n° 834. 113 da Lei n° 8. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I .CLASSE VI .5. Aplicação de multa. voto e acórdão à representante interessada. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 9.912. Juntada do processo às contas da entidade relativas ao exercício de 2002. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. com fulcro no disposto no § 1° do art. contra a Comissão Permanente de Licitação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ em face da desclassificação de sua proposta de preços no Convite n° 08/2002.184 9.737-15. Determinações à UFRRJ.857-34. na peça inicial. para que possa adotar as medidas judiciais que entender cabíveis. 2/15. foi habilitada e convocada para a abertura das propostas e apresentou o menor preço global.00.713. que participou da licitação. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.580. Humberto Guimarães Souto (Relator).666/93. comunicar à Procuradoria da União no Estado de Sergipe o inteiro teor deste acórdão. Ministro que alegou impedimento: Lincoln Magalhães da Rocha. Especificação do quorum: 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).666/93 e a prática de atos com desobediência aos princípios constitucionais da legalidade. Inspeção realizada pela Secex-RJ constatou infringência a dispositivos da Lei n° 8.1ª Câmara TC-007. Sustenta que.387-00. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. e Alba Valéria dos Santos Melo. Autorização para cobrança judicial das dívidas. R$ 20.UFRRJ Responsáveis: Regina Célia Lopes Araújo.427/2002-4 Natureza: Representação Entidade: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Alega a representante.3. Sumário: Representação de licitante acerca de irregularidades ocorridas em procedimento licitatório realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ.947-68. 10.687-04. membros da Comissão de Licitação.924. Decana de Assuntos Administrativos. decorridos mais de dez dias da data de abertura das propostas sem ter recebido qualquer informação sobre .4. CPF n° 330. fls. 12.957-68. RELATÓRIO Trata-se de representação apresentada pela empresa Riparo Construções e Instalações Ltda. Remessa de cópia do relatório. CPF n° 228. Audiência dos responsáveis. Mário Luís Leitão. 12. Rejeição das razões de justificativa apresentadas. Duclério José do Vale. dar ciência desta deliberação ao autor da presente representação e ao atual titular da Unidade de origem.. CPF n° 460. engenheiro civil. Orlando de Carvalho Sobrinho.2. da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária da UFRRJ Interessada: empresa Riparo Construções e Instalações Ltda.338. da publicidade e da eficiência. César Antônio da Silva. cujo objeto era a “reforma das instalações elétricas e iluminação da área externa do pavilhão central” daquela universidade. CPF n° 739.

que não houve falta de comunicação do resultado do convite pois teria sido afixado em quadro de avisos da Comissão de Licitação.017. Acolhida nesta Corte em 27/5/2002 como a Representação prevista nos artigos 68 e 69 da Resolução TCU n° 136/2000. a analista propôs a realização de audiência da decana de assuntos administrativos. Realizada inspeção junto à UFRRJ. no endereço eletrônico www. conforme comprovante acostado aos autos à fl.666/93 na medida em que a universidade não comunicou às empresas licitantes o resultado do certame. pelo valor de R$ 21.00 à universidade. mas também ao resultado detalhado de todas as licitações. “local de grande circulação de pessoas”. naquele endereço “qualquer pessoa tem acesso não apenas a licitações que serão realizadas. datada de 22/4/2002 (fl.666/93 e cláusulas do edital.00.185 a homologação. e que a adjudicação à segunda colocada. do fato de que sua proposta havia sido desclassificada “por motivo relacionado à fase de habilitação”. Construções e Serviços Eletrônicos Ltda. o que constituiu fato impeditivo à apresentação de defesa por parte da empresa Riparo. para que apresentassem razões de justificativa para a falta de comunicação do resultado da licitação. o resultado teria sido publicado. tais como o custo do resserviço. sempre fornecemos o resultado de nossas licitações a qualquer interessado que o solicite por via telefônica”. Ao final. o que poderia acarretar em novos custos para a administração.730. teria causado um prejuízo de R$ 1. Em seguida. Além dessa forma de divulgação. Riparo Construções e Instalações Ltda. e o assinado por Alba Valéria dos Santos Melo. a administração estaria correndo o risco de ter o produto da prestação de serviços em tela com qualidade inferior aos padrões requeridos no projeto básico da licitação. Em face dessas impropriedades e de outras falhas formais ocorridas no decorrer do procedimento licitatório. e aceitar uma correção posterior violaria o princípio constitucional da isonomia. informam as razões que os levaram a adjudicar a licitação à empresa ACS Assessoria. Por fim. concluem nos seguintes termos: “Segundo parecer técnico da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária de nossa universidade. alegam que o projeto básico especificava “com toda clareza a necessidade do uso de tinta da marca ALUMINAC (assim mesmo. em letras maiúsculas)”.comprasnet. em 13/5/2002. Construções e Serviços Eletrônicos Ltda. por meio do sistema SIREP. ACS – Assessoria. além de eventuais danos potenciais nos equipamentos de iluminação reformados. Prosseguem os defendentes na tentativa de esclarecer que o prejuízo alegado (R$ 1. Em sua defesa alegam. Não obtendo resposta.00.gov. Em primeiro lugar. localizado no prédio da reitoria. exceto o do engenheiro Orlando. Segundo as defesas. foi a documentação submetida à Secex-RJ para instrução. dos membros da Comissão de Licitação e do engenheiro civil que emitiu parecer no âmbito da Divisão de Obras da UFRRJ (fls. informam que.br. porém todos de idêntico teor. em detrimento da primeira colocada. diferença entre os valores propostos pela firma ACS e a Riparo. 15). 68. que poderia “hipoteticamente ter se dado em virtude da contratação da firma que obteve a segunda colocação no certame no quesito preço. oriundos da diferença entre o preço cotado pela Riparo e aquele apresentado pela segunda colocada) não foi originado de nenhum ato da comissão de licitação. “alternativamente.. ao se dar tratamento diferenciado a determinado licitante e aceitar uma proposta em . tomou conhecimento. a empresa protocolou carta dirigida à Comissão de Licitação. a analista responsável concluiu que houve infringência a dispositivos da Lei n° 8. a firma Riparo Construções e Instalações Ltda. os responsáveis encaminharam arrazoados individuais. exceto a apresentada pela decana Regina Célia. no site governamental comprasnet. não atendeu as especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada no projeto básico.00. informalmente.017. mas nunca pela alegada falta de comunicação de seu resultado”. datado de 28/8/2002. datado de 22/8/2002. 106/30). A seguir. transcrevem artigos da Lei n° 8. Ao aceitar tal proposta. esta desclassificada porque não atendeu especificação do edital ao cotar tinta ILUMINAC em lugar da solicitada ALUMINAC. Tendo sido negada solicitação de cópia do documento que justificara sua desclassificação. em todas as modalidades”. em síntese. 83/6). as defesas.017.. representou ao Tribunal. de duas laudas e meia cada um (fls. Cabe aqui ressaltar que os demais licitantes que participaram do certame especificaram a tinta corretamente. todos datados de 21/8/2002. o que teria acarretado prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 1. Expedidos os ofícios de audiência.

a mesma analista responsável pela inspeção. apenas cumpriu o que a lei determina e protegeu os interesses da instituição que representamos. de modo a permitir a interposição de recursos pelos licitantes). a proposta da analista. Sr. em parecer acostado à fl. O Sr. quanto ao acolhimento dos argumentos apresentados para justificar a escolha da empresa ACS em detrimento da Riparo. e 109. tendo em vista que não houve solicitação de audiência do relator. “se ativeram ao estipulado no edital. na medida em que optou pela proposta da empresa ACS. por iniciativa da Secex-RJ. que não é obrigação da Comissão de Licitação o conhecimento de tudo quanto é material para obra existente no mercado. inciso I. Deste modo. que considerou os preços cotados como sendo compatíveis com os preços praticados no mercado e desclassificou o licitante que deixou de cumprir as condições do edital. VOTO . Tal proposta mereceu a concordância da Srª secretária em substituição. orientaram-se pelo parecer técnico da divisão de obras e pelos princípios licitatórios que mencionam”. ministro Marcos Bemquerer Costa. encaminhou o processo ao meu gabinete (fl. o princípio da igualdade e o princípio da vinculação ao instrumento convocatório. Assim sendo. especialmente o julgamento das propostas. Conforme salientou o diretor. 137/40. § 3° (princípio da publicidade dos atos da licitação). 133/6. em instrução constante às fls. Apesar de o processo ter sido tramitado para a Procuradoria. porém. Em conclusão. a comissão adjudicou o segundo colocado no certame que cumpriu com todas as cláusulas e especificações do edital.” Examinando as justificativas apresentadas pelos responsáveis. Relativamente aos argumentos apresentados para a adjudicação do objeto à empresa colocada em segundo lugar no certame. propôs que fosse aplicada multa aos responsáveis em razão da infringência aos artigos 3°. esclarece que o Ministério Público.186 desconformidade com o instrumento convocatório. por entender que os meios de divulgação utilizados pela universidade não estão de acordo com aqueles previstos na legislação em vigor. o parecer técnico da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária não abordava a questão de que a empresa Riparo não teria atendido às especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada no projeto básico. Sua Excelência o Sr. 141. o princípio constitucional da isonomia. Assim. enfim. Temos plena consciência de que nossa decisão não acarretou em nenhum prejuízo aos cofres públicos. o parquet especializado submeteu os autos ao gabinete do relator. tendo em vista o parecer técnico acima citado. diretor. É o Relatório. “ponderamos. a quem me coube suceder. de processo originalmente da relatoria do ministro Valmir Campelo. Em conclusão. porém. diferentemente do que foi invocado pelos responsáveis. o subprocurador-geral Ubaldo Alves Caldas. estaria a comissão violando três princípios básicos norteadores do certame licitatório. letra b. Ainda segundo a analista. em linha com o que propusera a analista. a analista entendeu-os “coerentes. ambos da Lei n° 8. e §§ 1° ao 6° (publicação dos atos.666/93. no mérito. ministro Marcos Bemquerer Costa. salientou o diretor da 3ª DT que o engenheiro da Divisão de Obras “adentrou em competência da Comissão de Licitação. por força do que dispõem a Lei Orgânica e o Regimento do Tribunal. Além disso. nos termos da Resolução n° 64/96. mas tratava de assunto referente ainda à fase de habilitação. pois tratava de questionar o atestado apresentado pela empresa Riparo com o objetivo de comprovar capacidade técnica para executar os serviços licitados. em instrução constante às fls. acolheu. bem explicados e fundamentados”. dissentindo. propôs que fossem rejeitadas as justificativas apresentadas pelos responsáveis e que fosse aplicada multa a todos eles. da 3° DT da Secex-RJ. em substituição. não está obrigado a emitir pronunciamento em processos desta espécie. informando que a mesma atendia as especificações e apresentava preços compatíveis com o mercado”. que havia atuado nos autos apenas em substituição ao ministro Valmir Campelo. semelhante ao especificado no edital”. 142). Tratando-se. manifestou-se pelo não acolhimento daquelas relativas à comunicação do resultado da licitação.

Para a divulgação do resultado da licitação. No outro meio de divulgação utilizado pela universidade. 21 da Lei n° 8. Conforme informado pela própria universidade. de igual modo não atende ao princípio da publicidade. o órgão ou entidade perde o controle sobre a data em que o interessado tomou ciência do resultado. Analisemos separadamente os dois aspectos. a lei que especificamente confere à empresa Riparo a prerrogativa de representar ao Tribunal de Contas da União é a Lei n° 8. A comunicação do resultado por telefone. constato que há dois questionamentos em discussão neste processo. os resultados de suas licitações são afixados em quadro de aviso localizado no prédio da reitoria. antes disciplinado pela Resolução TCU n° 136/2000. que apontam apara a possibilidade de estar havendo irregularidade nos procedimentos licitatórios promovidos pela UFRRJ. Além do que. De fato. a situação é idêntica. 3° da Lei n° 8.187 O instituto da Representação ao Tribunal de Contas da União. entidades ou pessoas que detenham essa prerrogativa por força de lei específica. a publicidade é mínima quando utilizado este meio de divulgação. a qual afixará. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas” (grifei). publicação em site da internet. escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa. Os resultados dos procedimentos licitatórios realizados na modalidade Convite devem ser enviados a todos os participantes por meio de comunicação formal. é válida para o instrumento convocatório. sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento. Reza o § 3° do art. e que não requer divulgação tão ampla como as demais. entre outros. foi recepcionado pelo novo Regimento Interno desta Corte. uma vez que o Convite é uma modalidade mais simples de licitação. . cujo artigo 113. a mera afixação em quadro de avisos. abrigado na Subseção IV da Seção I do Capítulo III. que requerem publicação em jornais oficiais ou de grande circulação.666/93. aprovado pela Resolução n° 155. porém. que confere legitimidade para representar a órgãos. podendo a presente representação ser conhecida com fulcro no inciso VII daquele artigo. não pode ser aceita como correta. computador. cadastrados ou não. a Lei n° 8. sendo suficiente a sua afixação em local apropriado. com total descontrole acerca da data de ciência pelos interessados.666/93. geralmente efetuada em quadro de avisos. porém. acesso à internet. incisos I a VII e parágrafo único. devendo ser colhida no próprio documento a ciência do destinatário. § 3°: “§ 3° Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto.666/93 que a licitação “não será sigilosa. Ocorre. artigos 68 e 69. como fez a universidade. 237. que a afixação. Os meios utilizados pela universidade para divulgação do resultado da licitação não podem ser aceitos como corretos. como alegam também ser praxe naquela universidade. 22. geralmente por carta. o que inviabiliza a contagem dos prazos para interposição de recursos. estabelece que qualquer licitante. § 1°. a teor do que dispõe o art. Em que pese a alegação de que o local é “de grande circulação de pessoas”. utilizada para compras e contratações de pequeno valor. de 4 de dezembro de 2002. No mérito. salvo quanto ao conteúdo das propostas. conforme dispõe o art. em local apropriado. No caso. até a respectiva abertura”. no art. Ao utilizar esse procedimento. a publicidade é restrita aos que têm acesso a recursos tecnológicos mais modernos. além do que tal meio de divulgação obriga o licitante interessado a ter de ficar efetuando ligações telefônicas sucessivas para a universidade em busca do resultado da licitação.666/93 desobriga a publicação do convite. contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar contra irregularidades na aplicação da lei de licitações. -IO primeiro deles diz respeito à divulgação do resultado do convite.

O parecer do engenheiro foi o responsável pela desclassificação da Riparo e está vazado nos seguintes termos: “Ao Sr. pois o mesmo trata de serviço de iluminação interna. e dirigido ao prefeito universitário. esclareço: [omitida a transcrição porque não pertinente ao objeto da Representação]. em 11/4/2002. a Comissão de Licitação.II O outro aspecto questionado diz respeito à desclassificação da empresa Riparo e adjudicação à segunda colocada. decidiu propor a adjudicação à empresa ACS. Assim foi feito e os encaminhamentos constam dos autos às fls. a fim de garantir a perfeita execução do objeto divulgado pela licitação. no valor de R$ 21. Ali estão os despachos do presidente da Comissão encaminhando o processo ao prefeito universitário. a analista . Em seguida.443/92. como é o caso da UFRRJ.666/93. depois de abertas as propostas. Consoante mencionado pela UFRRJ.188 Concluindo. segunda colocada. não se manifestou sobre o parecer. em 19/4/2002. mas também vedada no âmbito de instituições que gerem recursos públicos. verifica-se que. e autorizada a emissão da Nota de Empenho. da Lei n° 8. em despachos redigidos à mão. especificamente a Lei n° 8. porque limitadores da publicidade que deve ser conferida aos atos dos certames licitatórios. ao qual está vinculada a Comissão de Licitação. em 2/4/2002. Em 10/04/02 Orlando de Carvalho Sobrinho Divisão de Obras” O prefeito universitário. Construções e Serviços Eletrônicos Ltda. em 2/4/2002. os meios utilizados pela universidade para divulgação dos resultados de suas licitações estão em desacordo com a legislação.O. 64/5. No âmbito do Decanato de Assuntos Administrativos. no mesmo dia 17/4/2002 submeteu a proposta à consideração do Decano de Assuntos Administrativos. O diretor do Departamento de Material e Serviços Auxiliares – DMSA.” Em face do parecer.017. Prefeito Universitário: O atestado apresentado pela firma RIPARO Construções e Instalações Ltda.1 das disposições gerais. opto pela proposta da firma ACS Assessoria. incisos II e III. além de inadequados. que atende as especificações e apresenta preços compatíveis com o mercado. sem se manifestar sobre as conclusões da Comissão.00. ao presidente da Comissão de Licitações. estou de acordo com a proposta uniforme da Secex-RJ. Tendo em vista que a proposta mais vantajosa não atende as especificações. com conseqüente pagamento a maior de R$ 1. para emissão de parecer técnico. 58. o que torna a sua utilização não combinada com outros meios não só desaconselhada. Nesse sentido. da Divisão de Obras. “com a informação da D.. considerando que houve ofensa à legislação. . de aplicação da multa prevista no art. em 3/4/2002. foi a licitação homologada pela Decana Regina Célia Lopes Araújo. em relação a este aspecto questionado. em reunião realizada a 17/4/2002. e da prefeitura universitária ao engenheiro Orlando de Carvalho Sobrinho.730. na mesma folha está o parecer do engenheiro Orlando de Carvalho Sobrinho. ocorrida em 22/4/2002. Uma vez apresentada a Representação a este Tribunal e realizada inspeção na UFRRJ. Rafael Antônio de Oliveira. não é compatível com os serviços a serem executados. tendo apenas encaminhado-o. Nilson Sales dos Santos. engenheiro Rafael Antônio de Oliveira. a Comissão de Licitação solicitou a análise técnica da proposta apresentada pela empresa vencedora com o objetivo de se certificar sobre a vantagem técnica de sua contratação pela universidade. datado de 10/4/2002. item 1. Quanto às observações da firma Luxelen Montagens Elétricas Ltda.00..

IV . O parecer que desabonou a proposta da Riparo. segunda colocada. desconhecida no mercado”.abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes.devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados. O que se passou não foi a desclassificação de uma proposta que não atendia às especificações do edital.julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do edital. . com os preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente. contendo as respectivas propostas. antes transcrito. questionados especificamente sobre a grafia incorreta. Depreende-se do parecer do engenheiro Orlando que a preocupação era que o atestado fazia referência a serviços internos. qual seja.189 responsável pela instrução chegou à conclusão que a desclassificação da empresa Riparo estava relacionada ao fato de haver cotado em sua proposta a tinta ILUMINAC em lugar da solicitada. A questão da tinta. ou ainda com os constantes do sistema de registro de preços.666/93. a tinta ALUMINAC. 43 da Lei n° 8.deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da licitação. III . Não é verdade o que afirmam as defesas apresentadas pelos responsáveis. menciona serviços de instalação de tomadas. não cotou. em face de erro de grafia. cabeamento. tendo afirmado em sua defesa que a Riparo “não atendeu as especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada no projeto básico” e que “a administração estaria correndo o risco de ter o produto da prestação de serviços com qualidade inferior aos padrões requeridos no projeto básico da licitação”. os responsáveis da UFRRJ manifestaram-se exclusivamente acerca dessa versão. se obteve informalmente tal dado por ocasião da inspeção. a UFRRJ ou qualquer um dos documentos constantes dos autos fez menção à desclassificação da Riparo em decorrência de ter cotado tinta ILUMINAC em lugar de ALUMINAC. desde que não tenha havido recurso ou após sua denegação. telefonia. lâmpadas fluorescentes. como se tivesse sido ela a causa determinante para a desclassificação da empresa Riparo. isto é. não compatíveis com os que seriam executados. porém. e sim a tinta ILUMINAC. ou após o julgamento dos recursos interpostos. trocado por ILUMINAC na proposta da Riparo.verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e. a licitação (inclusive o Convite) será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos: I . conforme o caso. 42/3). Tal proposta foi acolhida pela diretora da 3ª DT e do titular da unidade técnica. e sua apreciação. Neste ponto ressalto que em nenhum momento anteriormente à realização da audiência. VI . sem fazer referência a que sejam internos ou externos. os quais deverão ser devidamente registrados na ata de julgamento. não teve nenhuma importância para a decisão adotada. O atestado apresentado pela Riparo. ou mesmo se a conclusão é fruto de sua própria análise efetuada sobre os documentos coligidos). a analista propôs a audiência dos responsáveis para que justificassem a desclassificação da empresa Riparo porque “segundo a universidade. entre outros. tendo sido realizada a audiência nesses exatos termos. De acordo com o art. V . promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis. desde que transcorrido o prazo sem interposição de recurso. de iluminação externa. fornecido pelo CREA/RJ (fls. ou tenha havido desistência expressa. da lavra do engenheiro Orlando. Não mais transcrevo porque a íntegra da defesa já foi transcrita no relatório que precede este voto.abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados. II . Com base nessa preocupação é que ele “optou” pela proposta da empresa ACS. não atendeu especificação do Edital. A falha é muito mais grave do que quer fazer supor a defesa e revela um erro de procedimento cometido pela UFRRJ. da grafia do nome ALUMINAC. questiona o atestado apresentado pela empresa. Partindo dessa premissa. Depois da audiência. ALUMINAC (não está claro nos autos como chegou a tal conclusão.

que houve superveniência de fatos novos ou conhecimento deles após o julgamento. salvo em razão de fatos supervenientes ou só conhecidos após o julgamento. Esses terceiros fornecerão pareceres técnicos.017. contrariamente à legislação. foi a mesma submetida a exame pela Divisão de Obras. de R$ 1. poderão valer-se do concurso de terceiros. sendo pertinente a proposta da Secex-RJ. decidiu. a UFRRJ passou a adotar este como o motivo determinante para a desclassificação. a despeito do que havia constado antes.. Tal procedimento é inaceitável. Conclui-se. tenha subscrito uma defesa em que afirma. usurpando as funções da Comissão de Licitações. 1999. da cotação indevida da tinta ALUMINAC como ILUMINAC. que a questão central objeto desta Representação não é a diferença de valor paga a maior ao se adjudicar a licitação à segunda colocada.. discordar das conclusões dos pareceres técnicos. por ocasião da inspeção. Houve violação ao dispositivo na medida em que a desclassificação ocorreu quando já abertas as propostas e por motivo relacionado à fase de habilitação. não cabe desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação. nem à UFRRJ. Tal valor. e tendo sido constatada vencedora a proposta da Riparo. ao fim do exame procedido nestes autos. contrariamente ao que ele mesmo dissera antes. a firma Riparo não atendeu as especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada. como está comprovado nos autos. Foi nesse momento que o engenheiro Orlando se manifestou no processo. fase esta já encerrada com o início da fase seguinte. não será delegada aos terceiros a competência decisória. pág. A Comissão poderá. para verificação de sua conformidade com os requisitos do edital. pode mesmo ser considerado irrelevante para a dosimetria da pena que se vai aplicar. no parecer do engenheiro Orlando. que “segundo parecer técnico da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária de nossa universidade. constata-se que o engenheiro Orlando extrapolou as funções de consultor técnico quando. de abertura das propostas. Gostaria de acrescentar que se pode observar. que redigiu de próprio punho o parecer questionando o atestado apresentado pela Riparo.00. para orientar e fundamentar a decisão. vê-se que não era competência do engenheiro “optar” por nenhuma das empresas e muito menos afirmar. Reza o § 5° do mencionado art. O que está em questionamento são os procedimentos completamente equivocados adotados pela UFRRJ.666/93. 6ª edição. Uma vez abertas as propostas. Ocorre que tal documento deveria ter sido examinado na fase de habilitação dos concorrentes. Seria crível. questionando o atestado apresentado pela Riparo. 43 que: § 5° Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso III). que houve violação aos dispositivos da Lei n° 8. não podendo ser alegado. O que houve foi inadequado procedimento licitatório em que os documentos apresentados na fase de habilitação não foram devidamente examinados na fase em que deveriam ter sido examinados. As licitações ali abertas. não obedecem ao princípio da publicidade. 410: “Se os integrantes da Comissão não dispuserem dos conhecimentos técnicos necessários para a apreciação dos documentos. que a proposta da segunda colocada apresentava “preços compatíveis com o mercado”. não caberia à comissão. vejamos o que diz Marçal Justen Filho em sua obra “Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos”. em relação a este segundo aspecto. sem nenhum dado que lhe servisse de parâmetro. integrantes ou não da Administração.” Do exposto. então. Uma vez ventilada a versão. A versão se tornara conveniente para respaldar a desclassificação depois de abertas as propostas. Causa espécie que o próprio engenheiro Orlando. Não bastasse o procedimento irregular adotado. A esse respeito.190 Não foi exatamente assim que procedeu a UFRRJ. de aplicação de multa aos responsáveis. desclassificar a proposta da Riparo por conta da alegada incompatibilidade do atestado com as exigências do serviço a ser executado. tampouco. Obviamente. Assim. tendo desclassificado a proposta da Riparo. “optar” pela segunda colocada.”. inclusive. pois o “erro” cometido pela licitante Riparo somente seria descoberto quando abertas as propostas. em face do que afirmou a própria .

Unidade técnica: Secex/RJ 8. do Regimento Interno deste Tribunal. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. Grupo I – Classe VI – Representação 3. CPF n° 330. e não são processadas em total conformidade com o disposto na Lei de Licitações. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.1ª CÂMARA 1.1. encaminho meu voto no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à consideração desta Primeira Câmara. Considerando. engenheiro civil. membros da Comissão de Licitação. CPF n° 792.046/2003 . da Lei n° 8.191 universidade. ao invés de guardar proporção com o dano causado. conhecer da presente representação com fulcro no art. Em decorrência. diante das razões expostas pelo Relator. 51. de que todos os responsáveis devam ser apenados com multa por infringência aos dispositivos da Lei de Licitações. em: 9.2. acolhido o parecer da unidade técnica.704. com flagrante descumprimento da legislação vigente. conforme dispõe o art. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. a multa que se propõe seja aplicada por este Tribunal. Advogado constituído nos autos: não consta 9.580. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. inciso VII. Duclério José do Vale.1. e da eficiência.427/2002-4 2.TCU .666/93. sou de opinião. em sua defesa. que. rejeitar as razões de justificativa apresentadas pelos responsáveis Regina Célia Lopes Araújo. 113 da Lei n° 8. da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária da UFRRJ. Acórdão: VISTOS. Orlando de Carvalho Sobrinho. Decana de Assuntos Administrativos. na medida em que os resultados alcançados ficaram aquém do que a administração pública poderia ter obtido caso contratasse a primeira colocada na licitação. CPF n° 834.687-04. Responsáveis: Regina Célia Lopes Araújo. com fulcro no disposto no § 1° do art. Mário Luís Leitão. acompanhando a proposta uniforme da unidade técnica. Decana de Assuntos Administrativos.UFFRJ 4.924. membros da Comissão de Licitação. 9. no mérito. CPF n° 460. e aplicar-lhes a multa .737-15.326. Interessado: empresa Riparo Construções e Instalações Ltda. Duclério José do Vale..857-34.338. engenheiro civil.947-68. TCU. César Antônio da Silva. Diante do exposto. cujo objeto era a “reforma das instalações elétricas e iluminação da área externa do pavilhão central”.912. da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária da UFRRJ 5. contra a Comissão Permanente de Licitação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ em face da desclassificação de sua proposta de preços no Convite n° 08/2002. e Alba Valéria dos Santos Melo. Entidade: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. visa muito mais a coibir a prática de atos dessa natureza. CPF n° 739. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. “Os membros das comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão. § 3°. 4. para. 237. Na licitação objeto desta Representação verifica-se que foram violados os princípios constitucionais da legalidade. também. considerá-la procedente. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão”. com restrição de acesso aos atos praticados. em 20 de maio de 2003.666/93. e Orlando de Carvalho Sobrinho. relatados e discutidos estes autos de representação apresentada pela empresa Riparo Construções e Instalações Ltda. Processo n° TC 007. Representante do Ministério Público: não atuou 7. CPF n° 228. da publicidade. Mário Luís Leitão e Alba Valéria dos Santos Melo.387-00. César Antônio da Silva.957-68. com grave infração a normas legais e princípios constitucionais.

autorizar. da publicidade e da eficiência. proceda ao desconto das dívidas nas remunerações dos responsáveis. e 9. no valor individual de R$ 10. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional. determinar. para que comprovem perante o Tribunal. relativas ao exercício de 2002.6.000. Humberto Guimarães Souto (Relator).5. 58. da Lei n° 8. à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ que.443/92. c/c o art. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. determinar a remessa de cópia deste acórdão. observados os limites previstos na legislação pertinente.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).2. 9. autora da Representação. 9. fixando-lhes o prazo de quinze dias. 28. esgotado o prazo fixado no subitem anterior sem que tenha havido o recolhimento. 9.666/93 e promova a necessária adequação em seus procedimentos licitatórios de modo a que os atos praticados obedeçam aos princípios da legalidade. com fundamento no art.192 prevista no art. com fundamento no art. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. da impessoalidade.443/92. determinar à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ que observe fielmente os dispositivos da Lei n° 8. inciso I. da moralidade. da Lei n° 8. incisos II e III. Especificação do quorum: 12. da Lei n° 8. Construções e Instalações Ltda.443/92.. insculpidos no art. 43.4. 12. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.3. a contar da notificação. 37 da Constituição Federal de 1988. à empresa Riparo.00 (dez mil reais). a cobrança judicial das dívidas caso não tenha sucesso a medida determinada no subitem anterior. bem como do relatório e do voto que o fundamentam. 10. juntar o processo às contas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral . 9. 28.7. parágrafo único. inciso II.

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