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índice ORIENTAÇÕES CURRICULARES SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 2 Planificação 6 Documentos de

índice

ORIENTAÇÕES CURRICULARES SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

2

Planificação

6

Documentos de ampliação

8

Ficha de Trabalho n. o 1

12

Ficha de Trabalho n. o 2

14

TRANSMISSÃO DA VIDA

Planificação

18

Documentos de ampliação

21

Ficha de Trabalho n. o 3

26

Ficha de Trabalho n. o 4

28

Ficha de Trabalho n. o 5

30

O ORGANISMO HUMANO EM EQUILÍBRIO

Planificação

34

Documentos de ampliação

38

Ficha de Trabalho n. o 6

46

Ficha de Trabalho n. o 7

48

Ficha de Trabalho n. o 8

50

Ficha de Trabalho n. o 9

52

CIÊNCIA E TECNOLOGIA E QUALIDADE DE VIDA

Planificação

56

Documentos de ampliação

58

Ficha de Trabalho n. o 10

61

BIBLIOGRAFIA

63

2

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

ORIENTAÇÕES CURRICULARES

O quarto tema do programa de Ciências Naturais – Viver melhor na Terra – visa a compreensão de que a qualidade de vida implica saúde e segurança numa perspectiva individual e colectiva. A biotecno- logia, área relevante na sociedade científica e tecnológica em que vivemos, será um conhecimento essencial para a qualidade de vida. Ao longo dos três ciclos de escolaridade, o tratamento deste tema desenvolve-se de acordo com o seguinte esquema organizador:

FUNÇÃO ESTRUTURA IDENTIDADE SISTEMAS ELECTRICIDADE ELECTRÓNICA DO CORPO ORGANISMO HUMANO CONTROLO E REGULAÇÃO
FUNÇÃO
ESTRUTURA
IDENTIDADE
SISTEMAS
ELECTRICIDADE
ELECTRÓNICA
DO CORPO
ORGANISMO HUMANO
CONTROLO E REGULAÇÃO
VIVER MELHOR
NA TERRA
SAÚDE E SEGURANÇA
MATERIAIS
INDIVIDUAL
COMUNITÁRIA
PROPRIEDADES
ESTRUTURA
NOVOS
PREVENÇÃO
RISCOS
MATERIAIS
EQUILÍBRIO
QUALIDADE DE VIDA
NATURAL

Para o estudo do tema Viver melhor na Terra, as experiências de aprendizagem que se propõem visam o desenvolvimento das seguintes competências:

3 Reconhecimento da necessidade de desenvolver hábitos de vida saudáveis e de segurança, numa perspectiva biológica, psicológica e social. 3 Reconhecimento da necessidade de uma análise crítica face às questões éticas de algumas das aplicações científicas e tecnológicas. 3 Conhecimento das normas de segurança e de higiene na utilização de materiais e equipamentos de laboratório e de uso comum, bem como respeito pelo seu cumprimento. 3 Reconhecimento de que a tomada de decisão relativa a comportamentos associados à saúde e segurança global é influenciada por aspectos sociais, culturais e económicos.

3

3

Compreensão de como a ciência e a tecnologia têm contribuído para a melhoria da qualidade de vida.

3

Compreensão do modo como a sociedade pode condicionar, e tem condicionado, o rumo dos avanços científicos e tecnológicos na área da saúde e segurança global.

3

Compreensão dos conceitos essenciais relacionados com a saúde, utilização de recursos e protecção ambiental que devem fundamentar a acção humana no plano individual e comunitário.

3

Valorização de atitudes de segurança e de protecção como condição essencial em diversos aspectos relacionados com a qualidade de vida.

Ao longo do 9. o ano, pretende-se que a abordagem do tema Viver melhor na Terra seja orientada pelas questões:

O QUE SIGNIFICA QUALIDADE DE VIDA?
O QUE SIGNIFICA
QUALIDADE DE VIDA?

DE QUE MODO

A CIÊNCIA

E A TECNOLOGIA

PODEM CONTRIBUIR

PARA A MELHORIA

DA QUALIDADE

DE VIDA?

COMO SE PROCESSA

A CONTINUIDADE

E A VARIABILIDADE

DOS SISTEMAS?

A CONTINUIDADE E A VARIABILIDADE DOS SISTEMAS? QUE HÁBITOS INDIVIDUAIS CONTRIBUEM PARA UMA VIDA SAUDÁVEL?

QUE HÁBITOS INDIVIDUAIS CONTRIBUEM PARA UMA VIDA SAUDÁVEL?

QUE HÁBITOS INDIVIDUAIS CONTRIBUEM PARA UMA VIDA SAUDÁVEL? COMO SE CONTROLAM E REGULAM OS SISTEMAS? DE

COMO SE CONTROLAM E REGULAM OS SISTEMAS?

DE QUE MODO QUALIDADE DE VIDA IMPLICA SEGURANÇA E PREVENÇÃO?

No âmbito da disciplina de Ciências Naturais, as experiências de aprendizagem deverão ser orientadas de forma a promover:

3

Discussão sobre a importância da aquisição de hábitos individuais e comunitários que contribuam para a qualidade de vida.

3

Discussão de assuntos polémicos nas sociedades actuais sobre os quais os cidadãos devem ter uma opinião fundamentada.

3

Compreensão de que o organismo humano está organizado segundo uma hierarquia de níveis que fun- cionam de modo integrado e desempenham funções específicas.

3

Avaliação e gestão de riscos e tomada de decisão face a assuntos que preocupam as sociedades, tendo em conta factores ambientais, económicos e sociais.

Adaptado de Orientações Curriculares para o 3. o Ciclo do Ensino Básico

e Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 1.1 INDICADORES DO ESTADO DE SAÚDE DE UMA POPULAÇÃO 1.2 MEDIDAS
SAÚDE INDIVIDUAL
E COMUNITÁRIA
1.1
INDICADORES DO ESTADO
DE SAÚDE DE UMA POPULAÇÃO
1.2
MEDIDAS DE PROMOÇÃO
DA SAÚDE
E COMUNITÁRIA 1.1 INDICADORES DO ESTADO DE SAÚDE DE UMA POPULAÇÃO 1.2 MEDIDAS DE PROMOÇÃO DA

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Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

PLANIFICAÇÃO

   

COMPETÊNCIAS

 

AULAS

 

CONTEÚDOS

   

SUGESTÕES

PREVISTAS

PROGRAMÁTICOS

 

GERAIS

 

ESPECÍFICAS

METODOLÓGICAS

(45 min.)

1. Saúde individual e comunitária

3

Analisar, interpretar

Compreender conceitos

Brainstorming sobre os

 

e

compreender informação

essenciais relacionados com

conceitos «qualidade de vida»

 

veiculada de diferentes modos.

a

saúde, utilização de recursos

e «saúde».

1.1 Indicadores do estado de saúde de uma população

 

e

protecção ambiental que

3

Realizar inferências, generalizações e deduções.

devem fundamentar a acção humana no plano individual

Análise crítica dos textos do

Manual (páginas 16, 27, 36 e 39).

   

e

comunitário

1.1.1

Evolução dos

3

Demonstrar a capacidade de expor e defender ideias.

 

Trabalho de grupo. Poderão

conceitos de saúde e de doença

3

Reconhecer que o conceito de saúde sofreu alterações ao

ser propostos temas como

 

«Influência de práticas culturais

 

3

Pesquisar, seleccionar,

longo do tempo.

e

sociais na saúde das

1.1.2

Principais

organizar

3

Enumerar factores que

populações», «Trabalho infantil», «Prevenção de catástrofes naturais», «A relação entre os diferentes tipos de poluição

factores que influenciam a saúde

e

comunicar informação.

influenciaram a evolução do conceito de saúde.

3

Realizar actividades de forma

 

1.1.3

Indicadores do

autónoma, responsável

3

Compreender o conceito actual

e

a saúde das populações»

estado de saúde de uma população

e

criativa.

de saúde (individual

ou «Importância da vacinação

 

e

comunitária).

na prevenção de doenças», por exemplo.

3

Taxa de mortalidade infantil

3

Usar correctamente a língua portuguesa.

 

3

Compreender o conceito de qualidade de vida.

Elaboração de um

3

Esperança média de vida

3

Usar adequadamente diferentes tipos de linguagens.

3

Compreender que a saúde

questionário. Os alunos poderão elaborar um questionário sobre

individual e comunitária

3

Taxa de doenças infecto-contagiosas

 

depende de factores individuais

os estilos de vida e aplicá-lo na

5

3

Utilizar novas tecnologias

de informação e comunicação.

comunidade escolar. Os resultados poderão ser trabalhados e divulgados,

e

de factores ambientais,

3

Taxa de doenças cardiovasculares

socioeconómicos e culturais.

3

Taxa de obesidade

3

Rentabilizar as tecnologias de informação e comunicação na construção do saber e na sua comunicação.

3

Compreender que a saúde

constituindo o ponto de partida

 

e

a qualidade de vida são

para a elaboração de outros trabalhos e para promoção de diversas campanhas de

influenciadas pela relação que se mantém com os outros

 

e

com o ambiente.

sensibilização.

3

Manifestar perseverança

 

e

seriedade no trabalho.

3

Conhecer os principais factores que influenciam a saúde.

Organização de palestras ou

 

debates. Em colaboração com os

3

Apresentar atitudes e valores inerentes ao trabalho cooperativo.

 

serviços municipalizados, Centro de Saúde da região ou outras

entidades, poderão ser promovidas palestras ou debates sobre

3

Compreender o conceito de indicador do estado de saúde de uma população.

3

Cooperar com os outros em projectos comuns.

Adoptar metodologias personalizadas de trabalho

3

Identificar indicadores do estado de saúde de uma população.

o

destino dos resíduos sólidos

3

urbanos, o ordenamento do território, a qualidade da água da rede pública, a higiene e segurança

3

Inferir sobre o nível de

alimentar ou outros temas

de aprendizagem adequadas aos objectivos visados.

e

desenvolvimento de uma população a partir da análise de indicadores do estado de saúde.

relacionados com a promoção da saúde das populações.

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

7

 

COMPETÊNCIAS

 

AULAS

CONTEÚDOS

SUGESTÕES

PREVISTAS

PROGRAMÁTICOS

GERAIS

 

ESPECÍFICAS

METODOLÓGICAS

(45 min.)

1.2 Medidas de promoção da saúde

3 Respeitar regras de utilização de equipamentos e espaços.

Compreender a importância da aquisição de hábitos individuais e comunitários que contribuam para a qualidade de vida

Em colaboração com o Centro de Saúde da região ou outras entidades poderá realizar-se um rastreio auditivo, visual e/ou de saúde oral ou outro.

Promoção de rastreios.

 

1.2.1

Hábitos de

3 Assumir atitudes de flexibilidade e de respeito face a novas ideias.

vida saudáveis

1.2.2

Melhoria das

 

3

Reconhecer que a promoção

 

condições de higiene

3 Manifestar sentido crítico.

da saúde se faz pela adopção de medidas individuais

Avaliação do estado de

e

salubridade

saúde. Poderá, de forma

e

colectivas.

simples, fazer em sala de aula

1.2.3

Ordenamento

 

a

avaliação do índice de massa

do território

3

Reconhecer que as atitudes

corporal dos alunos. Com

e

qualidade

comportamentos individuais influenciam a saúde comunitária.

e

a

colaboração de técnicos

ambiental

de saúde, esta actividade poderá ser alargada a toda ou a parte da comunidade educativa com

1.2.4 Vacinação

3

Conhecer medidas de

a

realização de diversos testes

1.2.5 Rastreios

promoção de saúde individuais

simples (glicemia, colesterol,

e

colectivas.

tensão arterial, etc.).

1.2.6

Campanhas

 

de sensibilização

3

Compreender a importância de cada uma das medidas de promoção de saúde.

Análise e discussão

de cartazes e de spots publicitários realizados no âmbito de campanhas

3

Assumir atitudes promotoras de saúde individual e colectiva.

de sensibilização para determinadas doenças e/ou comportamentos de risco.

 

Visitas de estudo

3

a instituições da região com

responsabilidades na área da saúde ou protecção civil.

Resolução de actividades do Manual.

Exploração de textos

existentes no Caderno de Apoio ao Professor.

Exploração dos recursos propostos no Manual Multimédia

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Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

DOCUMENTOS DE AMPLIAÇÃO

 

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 1

 

JURAMENTO DE HIPÓCRATES

 

Considerado o «pai da medicina», Hipócrates é associado ao juramento hipocrático, prestado pelos médi- cos antes de iniciarem a sua profissão, embora seja possível que não tenha sido ele o autor do documento. Existem várias versões do juramento de Hipócrates, algumas mais semelhantes à versão original, outras mais adaptadas à actualidade. Apresentam-se de seguida duas dessas versões.

 

Versão 1

 
 

«Eu juro, por Apolo, médico, por

 

modo, não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e de todas as deusas, cumprir, segundo meu poder

e

minha razão, a promessa que se segue:

estimar, tanto quanto a meus pais, aque- le que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele par- tilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto

Hipócrates Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos

Hipócrates

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos ins-

critos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me

seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão,

a

alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio

mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo

honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, que o contrário me aconteça.»

 

Versão 2

 
 

«No momento de me tornar um profissional médico:

A saúde do meu paciente será minha primeira preocupa-

ção.

 

Prometo solenemente dedicar a minha vida a serviço da Humanidade. Darei aos meus mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos. Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.

Mesmo após a morte do paciente, respeitarei os segredos que a mim foram confiados. Manterei, por todos os meios ao meu alcance, a honra da profissão médica.

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

9

Os meus colegas serão meus irmãos. Não deixarei de exercer o meu dever de tratar o paciente em função de idade, doença, deficiência, crença religiosa, ori- gem étnica, sexo, nacionalidade, filiação político-partidária, raça, orientação sexual, condições sociais ou económicas.

Terei respeito absoluto pela vida humana e jamais farei uso dos meus conhecimentos médicos contra as leis da Humanidade. Faço essas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra.»

Adaptado de http://www.gineco.com.pt e http://diarioda deusa. com.sapo.pt

Tópicos de discussão

3

Resumir as principais obrigações de um médico para com o seu paciente.

3

Reflectir em que medida este juramento pode colidir com as exigências da sociedade actual, nomeada- mente, na aplicação da lei portuguesa e na prevenção de doenças contagiosas.

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 2

VACINA DA MALÁRIA

A malária, doença provocada pela infecção pelo parasita Plasmodium, atinge extensas áreas na África, Ásia, América Central e América do Sul. Esta doença é devastadora, afec- tando anualmente cerca de

300 milhões de pessoas, das quais, mais de 3 milhões mor- rem. As tentativas de erradicação da doença têm sido, até à data, infrutíferas. Este insucesso pode ser atribuído à crescen- te resistência do vector de transmissão da doença, a fêmea do mosquito Anopheles, aos insecticidas e aos medicamentos. Contudo, uma nova esperança surgiu. O Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), Moçambique, anunciou, em Outubro de 2007, a descoberta da «vacina mais avançada do mundo» que «sem efeitos secundários, reduz em 65% as novas infecções em bebés por um período de três meses e em 35% os episódios clínicos da malária, ao final de seis meses após a primeira dose de tratamento», disse em Maputo o investigador moçambicano, Pedro Aide. Para que esta vacina, denominada RTS,S/ASO2D, seja internacionalmente aceite e licenciada, terão ainda de ser

internacionalmente aceite e licenciada, terão ainda de ser feitos mais ensaios, envolvendo milhares de pessoas. As

feitos mais ensaios, envolvendo milhares de pessoas. As pesquisas que levaram à descoberta da referida vacina resultam de uma parceria interna- cional envolvendo pesquisadores moçambicanos do CISM e espa-

nhóis do Centro de Investigação em Saúde Internacional de Barcelona (CRESIB), apoio técnico de uma empresa farma- cêutica norte-americana e apoio financeiro da Fundação Bill e Melinda Gates. Em Portugal, a malária é também investigada, nomea- damente, na Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa, por uma equipa de investigadores liderada pela Professora Doutora Maria Manuel Mota. Estes investigadores procuram desen- volver novas estratégias de combate à doença, estudando as interacções que se estabelecem entre o parasita e o hospe- deiro (Homem). A identificação de proteínas do hospedeiro que facilitam ou combatem a infecção, não só permitirá cla- rificar os mecanismos básicos da infecção por malária, como abrirá novos horizontes para a sua terapêutica.

Adaptado de http://www.cienciahoje.pt e http://cientic. com

Tópicos de discussão

3

Reflectir sobre a importância do desenvolvimento de uma vacina contra a malária.

3

Reflectir sobre a importância das parcerias internacionais no desenvolvimento da ciência.

10

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

 

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 3

 

DIABETES

 
 

A

diabetes é uma doença

caracterizada pela existência de níveis de glicose no sangue supe-

riores aos valores normais (hiper- glicémia).

namento dos rins e da retina que podem levar à cegueira. Assiste-se igualmente a um aumento da ten-

dência para a aterosclerose, o que

pode originar enfartes em vários

 

A

hiperglicémia tem origem

numa perturbação da actuação de uma hormona, a insulina, produzida pelo pâncreas. Em condições nor-

órgãos, nomeadamente, no cora- ção e no cérebro (AVC isquémico),

a alterações no funcionamento

e

dos nervos. A complicação mais frequente das alterações nervosas

mais, a insulina promove a passa-

é

o «pé-diabético». Nesta situação,

gem da glicose do sangue para as células, que a utilizam na produ- ção de

gem da glicose do sangue para as células, que a utilizam na produ- ção de energia. Nos casos em que a insulina não seja produzida ou que as células não lhe respondam, a glicose mantém-se no sangue e origina a hiperglicémia.

Existem dois tipos principais de diabetes: a diabetes de tipo I e a diabetes de tipo II.

os diabéticos não sentem trauma- tismos nos pés e podem ter feridas sem que delas se apercebam. Caso as feridas infectem, têm dificulda- de em cicatrizar e, muitas vezes, é necessário recorrer a amputações para que a infecção não provoque

a morte do doente devido a septicémia.

 

A

diabetes tipo I deve-se à falta de insulina no organismo,

devido à destruição das células do pâncreas que a produzem. Geralmente, esta destruição ocorre porque o sistema imuni- tário do indivíduo reage contra essas células.

Os diabéticos têm de seguir uma dieta alimentar rigoro- sa que permita reduzir os açúcares, gorduras saturadas, sal e álcool e aumentar o consumo de fibras, legumes, frutos e

peixe. Os diabéticos devem ainda eliminar o consumo de

 

A

diabetes do tipo II, mais frequente (cerca de 90% dos

casos), surge porque as células não respondem ou respon- dem mal à insulina. Geralmente existe uma predisposição genética para esta resistência à acção da insulina, sendo mais provável, por isso, o desenvolvimento de diabetes de

tipo II em pessoas que têm antecedentes familiares. A obesi- dade e o sedentarismo são factores que facilitam o desenvol- vimento deste tipo de diabetes.

tabaco, fazer exercício físico, controlar o peso e evitar as situações de stresse. Os diabéticos do tipo I necessitam de receber insulina injectável, obtida a partir de pâncreas de porco ou produzida com recurso a técnicas de engenharia genética. Os diabéticos tipo II costumam conseguir controlar a doença através da selecção dos alimentos e recorrendo a

medicamentos (que não insulina). Estes fármacos actuam no

 

A

glicose em excesso no sangue causa perturbações ao

organismo. Os diabéticos apresentam alterações no funcio-

pâncreas, estimulando a produção de insulina e facilitam a sua acção nas células.

Tópicos de discussão

3

Distinguir a diabetes do tipo I da diabetes do tipo II.

3

Reconhecer o papel da hormona insulina no organismo.

3

Reconhecer as limitações e os cuidados de saúde que os diabéticos devem seguir.

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

11

 

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 4

 

UNICEF: MORREM 10 MILHÕES DE CRIANÇAS/ANO MENORES DE 5 ANOS

«Cerca de 9,7 milhões de crianças morrem todos os anos antes de completar 5 anos de idade devido a doenças como a pneumonia e a malária, mas medidas simples conseguiriam salvar muitas dessas vidas», afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Apesar de, pela primeira vez, o núme- ro de mortes ter baixado para menos de 10 milhões, este número ainda significa que mais de 26 mil crianças morrem

todos os dias, a maior parte das quais de causas evitáveis ou ultrapassáveis de uma forma «barata», como o uso de redes contra mosquitos ou a aplicação de planos de vacinação.

ultrapassáveis de uma forma «barata», como o uso de redes contra mosquitos ou a aplicação de

A partir de 1990, segundo o relatório, quase metade dos 46 países da África subsaariana registaram uma taxa de mortalidade infantil estável ou em expansão. Apenas três países – Cabo Verde, Eritreia e as Ilhas Seichelles – se encon- tram no caminho para atingir a meta estipulada para 2015.

 

A

Unicef alertou que, apesar dos

«Não há espaço para sermos com- placentes. Precisamos esforçar-nos mais para aumentar o acesso aos trata-

avanços recentes, a África, o sul da Ásia e o Médio Oriente não se encontram no

caminho para cumprir a meta fixada pela ONU, de reduzir a mortalidade das crianças em dois terços entre 1990 e 2015, para menos de 5 milhões de mortes por ano. «A dimensão do desafio não deveria ser subestimada», disse a agência no seu relatório anual, o Estado das Crianças

mentos médicos e aos recursos de prevenção, para enfrentar

o

impacto devastador da pneumonia, da diarreia, da malária,

da desnutrição grave e do HIV», disse a directora-executiva da Unicef, Ann Veneman. «As crianças dos países em desenvolvimento costumam

do Mundo.

 

sucumbir a infecções respiratórias ou diarreias, que não são fatais nos países ricos. Muitas morrem também devido a sarampo e outras doenças que podem ser evitadas através de campanhas de vacinação. A ingestão de água não potável

Segundo a organização, o maior desafio encontra-se

ainda por ultrapassar: tentar aumentar a expectativa de vida das crianças em países assolados por epidemias de SIDA e nos quais há governos fracos e sistemas de saúde muito defi- cientes.

as condições precárias de saneamento provocam ainda um grande número de doenças e de mortes, especialmente

e

 

A

África subsaariana está numa situação pior do que em

entre as crianças subnutridas. No entanto, medidas simples

1990, respondendo hoje por 49% das mortes de crianças com menos de 5 anos, e apenas por 22% dos nascimentos. Em cada seis crianças nascidas nessa empobrecida região, uma morre antes dos 5 anos de idade.

e

exequíveis, como o aleitamento materno, a vacinação e a

colocação de redes mosquiteiras nas camas podem reduzir drasticamente o número de mortes entre as crianças», afir- mou a Unicef.

 

Adaptado de Diário Digital, 22-01-2008

Tópicos de discussão

3 Reflectir sobre as causas da mortalidade infantil em África e as suas consequências nos planos ético, social e económico. 3 Discutir o papel das organizações humanitárias, dos políticos e dos cidadãos comuns no combate à mor- talidade infantil em países subdesenvolvidos.

12 Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN FICHA DE TRABALHO N. O 1

12

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

FICHA DE TRABALHO N. O 1 – SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

FICHA DE TRABALHO N. O 1 – SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

Competências:

3

Distinguir os tipos de factores que influenciam a saúde.

3

Referir indicadores de saúde.

3

Explicar o significado dos indicadores de saúde.

3

Relacionar os indicadores de saúde com o desenvolvimento económico, social e educacional das populações.

3

Enunciar medidas de promoção da saúde.

3

Explicar a importância dos rastreios na promoção da saúde.

1. Os factores que influenciam a saúde podem ser classificados como individuais (condições intrínsecas e comportamentais) ou comunitários (ambientais, sócio-culturais e económicos).

1.1 Das seguintes afirmações, assinala com FI as que são relativas a factores individuais e com FC as que se referem a factores comunitários.

A. Lavar os dentes após cada refeição.

B. Viver em locais muito poluídos.

C. Habitar em locais com rede de saneamento público.

D. Consumir tabaco e outras drogas.

E. Fazer uma alimentação equilibrada.

F. Praticar desporto regularmente.

G. Ter acesso a uma boa rede pública de cuidados de saúde.

H. Dormir ao som de música.

I. Colocar o lixo dentro de sacos de plástico bem fechados e depositá-los no interior do caixote do lixo.

J. Existir recolha regular e tratamento adequado do lixo doméstico.

1.2 Selecciona as afirmações que revelam atitudes promotoras da saúde.

2. Analisa atentamente o quadro seguinte onde se indicam alguns dados sobre quatro países.

EXTENSÃO DA DADOS N. o DE HABITANTES (milhões) TMI COSTA MARÍTIMA (‰) TAXA DE VIH/SIDA
EXTENSÃO DA
DADOS
N. o DE HABITANTES
(milhões)
TMI
COSTA MARÍTIMA
(‰)
TAXA DE VIH/SIDA
(%)
PAÍSES
(km)
ESPERANÇA
MÉDIA DE VIDA
(anos)
A 190
7491
27,0
0,7
72
B 20
2470
109,9
12,2
42
C 127
29751
2,8
0,1
82
D 10
66,5
4,2
0,2
79

2.1 Indica, dos dados apresentados, os que constituem indicadores do estado de saúde das populações.

2.2 Refere outros indicadores do estado de saúde.

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 13

13

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 13
SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 13 2.3 Explica o que significa afirmar que o país A tem

2.3 Explica o que significa afirmar que o país A tem uma TMI de 27,0‰.

2.4 Selecciona a opção que completa correctamente a afirmação:

O facto de no país C a esperança média de vida ser de 82 anos significa que…

a. … todos os habitantes deste país vivem 82 anos.

b. … a maioria dos habitantes deste país vivem mais do que 82 anos.

c. … em média, os habitantes deste país vivem 82 anos.

d. … os habitantes deste país deixam de trabalhar aos 82 anos.

e. … neste país não existem pessoas com mais do que 82 anos.

2.5 Apresenta uma justificação para a elevada taxa de incidência de VIH/SIDA entre a população do país B.

2.6 Compara as taxas de mortalidade infantil verificadas nos países B e C. 2.6.1 Apresenta as razões que poderão explicar a diferença encontrada entre as taxas de mortalidade infantil destes dois países.

2.7 Infere sobre o grau de desenvolvimento do país C. Justifica a tua resposta.

2.8 Ordena os quatros países por ordem crescente de desenvolvimento económico-social.

3. As taxas de obesidade e de doenças cardiovasculares constituem bons indicadores de saúde. Contudo, estes indicadores apenas são aplicáveis em países desenvolvidos.

3.1 Explica o que entendes por indicador de saúde.

3.2 Justifica o facto dos indicadores referidos no texto apenas serem aplicáveis em países desenvolvidos.

4. Lê atentamente o texto seguinte sobre rastreios.

«Com a evolução tecnológica e a possibilidade de intervenção terapêutica, o lema «prevenir para curar» adquiriu uma dimensão que não pode ser descurada em termos de saúde pública. A oftalmologia é uma das especialidades que trata um conjunto de patologias que, pela sua relevância na prevenção da cegueira, justi- fica que se implementem rastreios e se façam campanhas de informação e educação para a saúde, aprovei- tando-se a oportunidade para distribuir material informativo diverso.»

Adaptado de http://www.medicosdeportugal.iol.pt

4.1 Refere qual é o rastreio divulgado no texto.

4.2 Explica o significado do lema «prevenir para curar».

4.3 As acções de rastreio podem desempenhar um papel muito importante na promoção da saúde. Com base no texto, comenta esta afirmação.

14 Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN FICHA DE TRABALHO N. O 2

14

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

FICHA DE TRABALHO N. O 2 – SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

FICHA DE TRABALHO N. O 2 – SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

Competências:

3

Compreender o significado dos indicadores de saúde.

3

Relacionar os indicadores de saúde com o desenvolvimento económico, social e educacional das populações.

3

Conhecer as causas e as consequências da obesidade.

3

Enunciar medidas de prevenção da obesidade.

3

Relacionar o ordenamento do território com o nível de saúde e a qualidade de vida.

1. Um dos principais indicadores do estado de saúde de uma população é a taxa de mortalidade infantil. Analisa atentamente o gráfico seguinte, que evidencia a taxa de mortalidade infantil, em 2007, verifi- cada em diversos países.

Países Fonte: The World Factbook Alemanha 4,08 Argentina 14,29 Austrália 4,57 Canadá 4,63 Chade 102,07
Países
Fonte: The World Factbook
Alemanha
4,08
Argentina
14,29
Austrália
4,57
Canadá
4,63
Chade
102,07
Colômbia
20,13
Costa Rica
9,45
Índia
34,61
Namíbia
47,23
Moçambique
109,93
Suécia
2,76
0 20
40 60
80
100
120

TMI (‰)

1.1 Indica o país que apresenta a maior taxa de mortalidade infantil.

1.2 Selecciona a opção que completa correctamente a afirmação:

Na Austrália, em 2007, a TMI foi de 4,57‰, ou seja…

a. … morreram 457 crianças com menos de um ano por cada 100 mil bebés vivos que nasceram.

b. … em 2007 morreram quase 5 crianças.

c. … em cada 100 nascimentos, mais de 4 crianças com menos de um ano morreram.

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 15

15

SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 15
SAÚDE INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA 15 1.3 Selecciona as opções que completam correctamente a afirmação: No Chade,

1.3 Selecciona as opções que completam correctamente a afirmação:

No Chade, a TMI pode ser explicada…

a. … pela eficaz assistência médica às grávidas.

b. … pela má nutrição das mães e dos recém-nascidos.

c. … pelas más condições de habitabilidade.

d. … pelo bom plano de vacinação existente no país.

e. … pelo deficiente acompanhamento médico aos recém-nascidos.

1.4 Indica quatro características da Suécia que permitam justificar a TMI verificada neste país.

2. No quadro seguinte relacionam-se alguns indicadores de saúde com o grau de desenvolvimento dos países. Preenche-o com os símbolos (+) e (-) para indicar, respectivamente, valor elevado e valor reduzido.

INDICADOR TIPO DE PAÍSES
INDICADOR
TIPO DE PAÍSES

TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL

ESPERANÇA MÉDIA DE VIDA

TAXA

DE OBESIDADE

Países desenvolvidos

     

Países subdesenvolvidos

     

3. Lê atentamente a notícia seguinte. A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) defende a restrição da publicidade televisi- va de alimentos hipercalóricos durante a programação infanto-juvenil para combater o excesso de peso que atinge cerca de um terço das crianças. «Tem de haver legislação no sentido de restringir a publicidade a produtos alimentares desequilibrados em termos nutricionais que apresenta como saudáveis, energéticos e potenciadores do crescimento, alimentos empacotados com alto teor de gordura, açúcar e conservantes», disse à agência Lusa, Carla Rego, coordenadora do Grupo de Estudo da Obesidade Pediátrica da SPEO. Entre os 600 menores seguidos na consulta de nutrição infantil do Hospital de São João (Porto), 7,5% apresentam alterações do metabolismo da glicose, um estado de pré-diabetes, e 1,2% sofrem de diabetes tipo II, números que a especialista diz serem «assustadores». Para combater a obesidade, classificada pela OMS como a epidemia do século XXI, a SPEO considera que não é suficiente restringir o apelo ao consumo e reclama programas de educação alimentar transversais a toda a sociedade. Além de campanhas de sensibilização junto das crianças, esta entidade defende ainda a aprovação urgente de legislação que defina quais os alimentos disponíveis nas máquinas de venda automá- tica existentes nas escolas.

Adaptado de Lusa 08-02-2006

3.1 A obesidade é um grave problema de saúde pública.

3.1.1 Indica as principais causas da obesidade.

3.1.2 Refere consequências da obesidade.

3.2 Explica a importância de restringir a publicidade dirigida às crianças.

3.3 Explica qual poderá ser o papel da escola na prevenção da obesidade.

 

TRANSMISSÃO DA VIDA

2.1

2.1

2.1
BASES MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS DA REPRODUÇÃO HUMANA

BASES MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS DA REPRODUÇÃO HUMANA

BASES MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS DA REPRODUÇÃO HUMANA
2.2

2.2

2.2
 

NOÇÕES BÁSICAS DE HEREDITARIEDADE

2.1 BASES MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS DA REPRODUÇÃO HUMANA 2.2   NOÇÕES BÁSICAS DE HEREDITARIEDADE

18

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

PLANIFICAÇÃO

PLANIFICAÇÃO

   

COMPETÊNCIAS

 

AULAS

 

CONTEÚDOS

   

SUGESTÕES

PREVISTAS

PROGRAMÁTICOS

 

GERAIS

 

ESPECÍFICAS

METODOLÓGICAS

(45 min.)

2. Transmissão

3

Utilizar os saberes científicos para compreender a realidade.

Reconhecer a necessidade de desenvolver hábitos de vida saudáveis e de segurança,

Brainstorming sobre

 

da vida

conceito de sexualidade.

o

Esta actividade possibilitará discutir não só o conceito de sexualidade mas também

2.1 Bases

3

Analisar, interpretar

numa perspectiva biológica,

morfológicas e

e

compreender informação

psicológica e social

fisiológicas da

veiculada de diferentes modos.

as possíveis diferenças entre

reprodução

 

3

Reconhecer que o organismo

a

forma como os rapazes e as

3

Realizar inferências,

humano está organizado segundo uma hierarquia de níveis que funcionam de modo

raparigas vêm a sexualidade. Poderá ainda ser feita

2.1.1

Organização

generalizações e deduções.

dos organismos

 

a

comparação entre o conceito

3

Demonstrar a capacidade

integrado.

de sexualidade definido pela turma com o a definição da OMS

2.1.2

Principais

de expor e defender ideias.

 

diferenças entre homens e mulheres

 

3

Distinguir os caracteres sexuais

(página 68 do Manual).

3

Pesquisar, seleccionar, organizar informação para a transformar em conhecimento mobilizável.

primários dos caracteres sexuais secundários.

Exploração de filmes sobre

2.1.3

Constituição

 

a fecundação e desenvolvimento

do sistema

3

Identificar os caracteres sexuais secundários.

embrionário, técnicas de reprodução assistida

reprodutor humano

 

3

Sistema

3

Realizar actividades de forma autónoma, responsável

 

e clonagem.

reprodutor

3

Compreender a diferença entre

masculino

e

criativa.

os conceitos de puberdade

Análise crítica dos textos

3

Sistema

 

e

de adolescência.

do Manual (páginas, 65, 78, 98

reprodutor

3

Usar correctamente a língua portuguesa.

 

e 101).

feminino

3

Conhecer a morfologia

12

   

e

fisiologia geral do sistema

Actividade experimental.

2.1.4 Início da vida

3

Usar adequadamente diferentes tipos de linguagens.

reprodutor humano.

Realização do trabalho prático

 

de isolamento de ADN, proposto

2.1.5 Sexualidade

 

3

Compreender o ciclo sexual

no Manual.

3

Utilizar novas tecnologias

feminino (ciclo ovárico e ciclo uterino).

2.1.6 Métodos

de informação e comunicação.

Trabalho de grupo

contraceptivos

   

de pesquisa bibliográfica sobre

2.1.7 Infecções

3

Rentabilizar as tecnologias de informação e comunicação na construção do saber e na sua comunicação.

3

Identificar hormonas masculinas e femininas.

várias temáticas importantes na adolescência, como as transformações do corpo,

sexualmente

 

transmissíveis

3

Compreender, de forma genérica, o papel das hormonas

a

construção da identidade

3

SIDA

 

sexual ou os comportamentos de risco. Nesta unidade poderão ser ainda propostos temas como

3

Herpes genital

3

Manifestar perseverança

sexuais.

3

Hepatite B

e

seriedade no trabalho.

 
   

3

Compreender os fenómenos

«A Sexualidade», «Métodos contraceptivos», «Infecções sexualmente transmissíveis»,

3

Apresentar atitudes e valores inerentes ao trabalho cooperativo.

de fecundação e de nidação.

3

Reconhecer a sexualidade como uma das dimensões

«Reprodução medicamente assistida», «Clonagem», «Organismos geneticamente modificados» ou «Aplicações da biotecnologia no quotidiano».

3

Cooperar com os outros em projectos comuns.

da existência humana.

TRANSMISSÃO DA VIDA

19

   

COMPETÊNCIAS

 

AULAS

 

CONTEÚDOS

   

SUGESTÕES

PREVISTAS

PROGRAMÁTICOS

 

GERAIS

 

ESPECÍFICAS

METODOLÓGICAS

(45 min.)

 

3

Adoptar metodologias personalizadas de trabalho e de aprendizagem adequadas aos objectivos visados.

3

Compreender os problemas associados à gravidez na adolescência.

Estes trabalhos poderão ser

 

divulgados à comunidade escolar sob a forma de folhetos ou cartazes, constituindo uma

 

3

Conhecer os métodos

forma de sensibilização da mesma ou, ainda, constituírem conteúdos a integrar na plataforma e-learning da escola.

3

Respeitar regras de utilização de equipamentos e espaços.

contraceptivos e respectiva actuação.

3

Manipular com destreza material laboratorial.

3

Conhecer infecções sexualmente transmissíveis.

 

Recolha de testemunhos.

Poderá ser proposto aos alunos

3

Assumir atitudes de flexibilidade e de respeito face a novas ideias.

3

Identificar as vias de

a

recolha de testemunhos

transmissão do vírus da SIDA

acerca da gravidez na

e

de outras IST.

adolescência e as suas consequências ou a realização

3

Avaliar criticamente atitudes desenvolvidas pela comunidade.

3

Assumir atitudes responsáveis na prevenção da SIDA e de outras IST.

de pequenos filmes ou peças de teatro em que se aborde a temática.

2.2 Noções básicas de hereditariedade

3

Manifestar sentido crítico.

Discutir assuntos polémicos nas sociedades actuais sobre

os quais os cidadãos devem ter uma opinião fundamentada

Análise e discussão

3

Assumir atitudes de cidadania

de notícias veiculadas na comunicação social sobre os avanços e aplicações da biotecnologia.

2.2.1

Localização

responsável.

do material genético na célula

 

3

Reconhecer que cada espécie possui um conjunto de características próprias.

Organização de palestras

2.2.2

Mecanismo

ou debates. Em colaboração com o Centro de Saúde da

de transmissão

 

10

dos caracteres

3

Reconhecer a existência de variabilidade entre os indivíduos da mesma espécie.

região, poderão ser promovidas sessões sobre temáticas relacionadas com a sexualidade responsável e os afectos.

hereditários

2.2.3

Hereditariedade humana

3

Localizar o material genético na célula.

De modo a que estas sessões respondam melhor às dúvidas dos alunos, estes poderão ser

3

Mecanismo de determinação do sexo na espécie humana

 

3

Relacionar termos como cromossoma, cromatina, ADN e gene.

convidados a colocar previamente questões a debater durante a sessão.

2.2.4

Aplicações

3

Compreender o mecanismo da transmissão de informação hereditária.

dos conhecimentos

Visitas de estudo. Poderão ser organizadas visitas de estudo

de genética

a

estações de melhoramento

no quotidiano

 

de plantas, a unidades

3

Organismos geneticamente modificados

3

Relacionar os termos genótipo

industriais que façam uso

e

fenótipo.

da biotecnologia, a estações de tratamento de águas

3

Riscos dos organismos geneticamente modificados

3

Interpretar árvores

residuais ou a instituições que façam uso de processos biológicos.

genealógicas.

3

Compreender o mecanismo de determinação do sexo na espécie humana.

3

Clonagem

 

3

Riscos da clona- gem

 

20

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

COMPETÊNCIAS AULAS CONTEÚDOS SUGESTÕES PREVISTAS PROGRAMÁTICOS METODOLÓGICAS (45 min.) GERAIS ESPECÍFICAS
COMPETÊNCIAS
AULAS
CONTEÚDOS
SUGESTÕES
PREVISTAS
PROGRAMÁTICOS
METODOLÓGICAS
(45 min.)
GERAIS
ESPECÍFICAS

3 Reconhecer a evolução do conhecimento científico na área da genética.

3

Explicar o que são OGM e clones.

3 Conhecer, genericamente,

técnicas de produção de OGM

e de clonagem.

3

3

3

Identificar aplicações da genética

e da biotecnologia.

Reconhecer a existência de restrições de natureza ética na investigação científica.

Conhecer benefícios e riscos das aplicações da biotecnologia.

Resolução de actividades do Manual.

Exploração de textos

e actividades existentes no Caderno de Apoio ao Professor.

Exploração dos recursos

propostos no Manual Multimédia

TRANSMISSÃO DA VIDA

21

DOCUMENTOS DE AMPLIAÇÃO

 

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. O 5

 

NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU

 

(Letra: Carlos Tê. Música: Rui Veloso)

 

Não há estrelas no céu

 

Não vês como isto é duro Ser jovem não é um posto Ter de encarar o futuro Com borbulhas no rosto

A

doirar o meu caminho

Por mais amigos que tenha Sinto-me sempre sozinho

 

De que vale ter a chave De casa para entrar Ter uma nota no bolso Para cigarros e bilhar

Porque é que tudo é incerto Não pode ser sempre assim

Se não fosse o rock and roll

O que seria de mim?

A

Primavera da vida é bonita de viver

 

Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover Para mim hoje é Janeiro está um frio de rachar Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar

(Refrão)

Passo horas no café Sem saber para onde ir Tudo à volta é tão feio Só me apetece fugir

 

Vejo-me à noite no espelho

O

corpo sempre a mudar

De manhã ouço o conselho

 

Que o velho tem para me dar (Refrão) Vou por aí às escondidas

A

espreitar às janelas

Perdido nas avenidas

 

E

achado nas vielas

Mãe o meu amor Foi um trapézio sem rede Sai da frente por favor Estou entre a espada e a parede

 

Tópicos de discussão

3 Encontrar na letra da canção as principais características dos adolescentes. 3 Reflectir sobre as principais transformações que ocorrem no período da adolescência.

22

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. O 6

VANTAGENS, DESVANTAGENS E GRAU DE EFICÁCIA DOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

MÉTODO

VANTAGENS

DESVANTAGENS

EFICÁCIA

Esterilização

Dispensa associação com outros métodos.

Quase sempre irreversível; podem ocorrer complicações psicológicas.

99,9%

Pílula

Ciclos menstruais mais regulares. Redução do risco de cancro do útero e do ovário.

Eficácia diminuída por certos medicamentos; não protege das IST; é necessário disciplina na sua toma.

98%

DIU

Pode ser usado por muito tempo; não necessita de especial disciplina.

Risco aumentado de infecções genitais; acentuação do fluxo menstrual e das dores menstruais.

95%

Preservativo

Poucos efeitos secundários; protege contra as IST; não necessita de indicação médica.

Interfere na espontaneidade; pode romper-se durante a utilização.

95%

Espermicidas

Não necessitam de indicação médica.

Protege por pouco tempo; aplicação antes de cada relação sexual.

82%

   

Requer orientação médica para a

 

Diafragma

Tem poucos efeitos secundários.

escolha do tamanho mais adequado

81%

as formas de aplicação; exige ajustamento.

e

Coito

Ausência de efeitos secundários em termos físicos.

Limitação do prazer. Pode afectar psicologicamente o casal.

 

interrompido

77%

Método

do calendário

O único método aceite pela maioria das religiões.

Limitação do número de dias em que

possível ter relações sexuais; exige planeamento e determinação.

é

76%

Tópicos de discussão

3 Reflectir sobre os factores a ter em conta na escolha de um método contraceptivo, como, por exemplo, segurança, comodidade e reversibilidade do método, actividade sexual, idade e saúde, nível económico e social da mulher.

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. O 7

MITOS RELATIVAMENTE À SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA

As afirmações seguintes reflectem mitos sobre a sexualidade.

1. Quase todos os adolescentes já tiveram relações sexuais antes dos 18 anos.

2. Um(a) adolescente necessita de autorização dos pais para pedir o preservativo ou a pílula num Centro de Saúde.

3. Uma rapariga não engravida se tiver relações sexuais durante a menstruação.

4. É perigoso tomar banho durante a menstruação.

5. Um duche vaginal de água fria logo após a relação sexual evita uma gravidez.

6. Uma rapariga não engravida na primeira relação sexual.

7. Uma rapariga não engravida se tiver relações sexuais só de vez em quando.

8. O álcool é um estimulante sexual.

9. Um homem que tenha um pénis grande é sexualmente mais eficaz do que um homem que tenha o pénis pequeno.

10. Uma rapariga não pode engravidar a não ser que o rapaz ejacule dentro da sua vagina.

TRANSMISSÃO DA VIDA

23

1 1. Uma rapariga não engravida se tomar a pílula um ou dois dias antes de cada uma das relações sexuais.

12. A pílula do dia seguinte poderá ser tomada de cada vez que ocorrer uma relação sexual.

13. Uma pessoa com bom aspecto não tem SIDA.

14. Quando um adolescente é vítima de agressão sexual, o agressor é sempre uma pessoa desconhecida.

Adaptado de Educação Sexual: Contextos de sexualidade e a adolescência

Tópicos de discussão

3 Discutir os mitos sobre a sexualidade na adolescência depois dos alunos, individualmente, classificarem cada uma das afirmações como verdadeira ou falsa.

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 8 FORMAS DE ACTUAÇÃO DOS CONTRACEPTIVOS MULHER HOMEM Pílula Produção
DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 8
FORMAS DE ACTUAÇÃO DOS CONTRACEPTIVOS
MULHER
HOMEM
Pílula
Produção
Produção
de gâmetas
de gâmetas
Vasectomia
Saída
dos gâmetas
Preservativo
Coito
Abstinência
interrompido
no período
fértil
Deposição dos
espermatozóides na vagina
Diafragma
Espermicida
DIU
Entrada dos espermatozóides
nas trompas
Laqueação
das trompas
Fecundação
DIU
Nidação
Manutenção
da gravidez
Adaptado de Mercandante, C., et al – Biologia (1999)

Tópicos de discussão

3 Reflectir sobre a altura em que cada um dos métodos contraceptivos actua e o respectivo efeito.

24

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

 

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. O 9

 

HISTÓRIA DE UMA DOENÇA – SÍFILIS

 

A

sífilis é uma infecção sexual-

A sífilis é uma infecção sexual- Cristóvão Colombo Em Portugal, os primeiros casos de sífilis surgiram

Cristóvão Colombo

A sífilis é uma infecção sexual- Cristóvão Colombo Em Portugal, os primeiros casos de sífilis surgiram

Em Portugal, os primeiros casos de sífilis surgiram pouco depois da armada de Colombo ter regressado do Novo Mundo e pensa-se que pos- sam ter sido os marinheiros de Vasco da Gama a disseminar a doença para o Oriente na sua primeira viagem até Calecute, em 1498. Cedo se tornou claro que a doen- ça era contagiosa e chegou a pensar- -se que a sua transmissão se fazia através da pele nos banhos públicos que, por isso, foram ficando desertos, acabando por fechar. Os banhos foram então substituídos pelos perfu- mes. A suspeita de que se tratava de um mal «sexualmente

transmissível» teve enormes consequências sociais. A prostituição foi perseguida e ilegali- zada e surgiu o preservativo, fabrica- do a partir do intestino de carneiro. Alguns crêem que foi a necessidade de ocultar a alopecia (calvície) e as úlceras do pescoço que fez nascer, no século XVIII, a moda das cabeleiras postiças e das rendas farfalhudas nas golas. O facto de inicialmente os euro- peus não apresentarem resistência para esta doença e de não existir qualquer tratamento, levou à morte de um elevado número de pessoas, chegando mesmo a ser congénita, ou

mente transmissível causada por uma

bactéria, Treponema pallidum. Esta

doença desenvolve-se em três fases. A primeira caracteriza-se pelo apareci- mento de uma pequena ferida com o aspecto de úlcera arredondada de bordos duros, no local onde se deu a penetração, e multiplicação do agen-

te infeccioso. Na segunda fase, os gân- glios linfáficos aumentam de volume

e

por pequenas manchas cor-de-rosa e sintomas relacionados com infecções do fígado e dos rins. Na terceira fase, surgem tumores na pele e nos ossos,

problemas cardíacos e neurológicos com convulsões, paralisia, alterações do comportamento e demência.

sífilis surgiu como uma pande-

mia catastrófica, de modo súbito, na Europa, em 1494/95, após o regresso à América, em 1493, dos marinheiros de Cristóvão Colombo. Esta teoria sobre

o

«colombiana», é aceite generica- mente, embora com algumas reservas, por falta de argumentos científicos sólidos. Outra hipótese, igualmente precá- ria, é denominada «ambiental». Admite a possibilidade da sífilis ser uma doença antiga, cuja bactéria cau-

início da doença na Europa, dita

surgem erupções na pele formadas

A

sadora sofreu mutações que a torna- ram mais virulenta no século XVI. A

Nau Santa Maria

seja, adquirida durante a gestação e

rápida transmissão da sífilis entre os soldados de vários exércitos valeu-lhe as designações de «mal francês» para italianos e ingleses, «mal polaco» para os moscovitas, «mal germânico» para os polacos e «mal português» para os japoneses.

presente no nascimento. Com o tempo, a população foi adquirindo alguma resistência ao agente patogénico, mas só no século XX, após a descoberta da penicilina, foram possíveis os primeiros tratamentos eficazes, o que permi- tiu atenuar os efeitos da doença.

Tópicos de discussão

3 Comentar as implicações sociais da sífilis. 3 Comparar a história da sífilis com a história da SIDA.

TRANSMISSÃO DA VIDA

25

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 10

DOMINÂNCIA/RECESSIVIDADE EM CARACTERES HUMANOS

CARACTERES

DOMINANTE

RECESSIVO

Cor do cabelo

Castanho

Louro

Cor da íris

Castanha

Azul

Lábios

Grossos

Finos

Queixo

Com covinha

Sem covinha

Orelhas

Lóbulo solto

Lóbulo aderente

Visão

Normal

Miopia

Língua

Capacidade de dobrar

Incapacidade de dobrar

Tópico de discussão

3 Elaborar e interpretar árvores genealógicas pessoais.

DOCUMENTO DE AMPLIAÇÃO N. o 11

APLICAÇÃO DAS CÉLULAS ESTAMINAIS

No futuro, o tratamento de doenças como acidentes vasculares cerebrais, diabetes e até mesmo paralisias, poderá ser revolucionado com a investigação actualmente em curso sobre as células estaminais. As células estaminais são células exis- tentes nos embriões e que ainda não sofreram diferenciação. A diferenciação celular ocorre durante as fases iniciais do desen- volvimento do embrião, quando as células estaminais se transformam nos vários tipos de células que existem no organismo. Os cientistas estudam a possibilidade de, através do controlo destas células, conseguirem curar várias doenças. Por exemplo, as células lesionadas do cérebro dos pacientes das doenças de Parkinson e Alzheimer, poderiam ser substituídas por células estaminais de um embrião que reconstituiriam o tecido cerebral perdido. No entanto, o avanço destas investigações tem sido travado devido às questões éticas que a utilização de embriões humanos durante as experiências levanta. A atitude relativa- mente à utilização de células estaminais embrionárias para fins de investigação varia de país para país. Por exemplo, na Alemanha, a remoção de células estaminais de um embrião humano é considerada ilegal, enquanto no Reino Unido é legal mas apenas em embriões com menos de 14 dias após a fertilização. Muitos países ainda não possuem leis claras que regulem a investigação de células estaminais humanas.

Tópico de discussão

3 Discutir aspectos éticos da utilização das células estaminais.

26 Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN FICHA DE TRABALHO N. o 3

26

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

FICHA DE TRABALHO N. o 3 – TRANSMISSÃO DA VIDA

FICHA DE TRABALHO N. o 3 – TRANSMISSÃO DA VIDA

Competências:

3

Identificar os constituintes dos sistemas reprodutores masculino e feminino.

3

Conhecer a função dos constituintes dos sistemas reprodutores masculino e feminino.

3

Inferir sobre a função das hormonas sexuais.

3

Conhecer os métodos contraceptivos e a respectiva forma de actuação.

3

Explicar a determinação do sexo na espécie humana.

1. Nas figuras seguintes estão representados os sistemas reprodutores masculino e feminino. Analisa-as atentamente.

14

2 1 12 3 4 5 7 6 8 9
2
1
12
3
4
5
7 6
8
9

1 5

Analisa-as atentamente. 14 2 1 12 3 4 5 7 6 8 9 1 5 13
13 1 6 22 1 7 1 8 21 20 1 9
13
1 6
22
1 7
1 8
21
20
1 9

11

10
10

1.1 Indica o nome dos órgãos identificados com os números 2, 5, 6, 9, 10, 11, 12, 19 e 20.

1.2 Indica o número, o nome e a função dos seguintes órgãos:

a. gónadas masculinas.

b. gónadas femininas.

1.3 Completa as afirmações seguintes.

a. A fecundação ocorre na

b. O útero, identificado na figura com o número

c. Os espermatozóides terminam a sua maturação no

(A)

, estrutura identificada na figura com o número

(A)

, é o local onde ocorre a

(A)

,

(B)

(B)

estrutura identificada com o

número

(B)

1.4 Faz corresponder a cada afirmação o termo correspondente.

a. Célula reprodutora masculina, formada por flagelo, parte intermédia e cabeça.

b. Secreção produzida pelas glândulas seminais.

c. Fluido constituído por gâmetas masculinos e pelas secreções produzidas pelas glândulas anexas.

d. Mucosa que reveste o útero e que sofre transformações cíclicas.

e. Estrutura do ovário onde se desenvolvem os gâmetas femininos.

TRANSMISSÃO DA VIDA

TRANSMISSÃO DA VIDA 27

27

TRANSMISSÃO DA VIDA 27
TRANSMISSÃO DA VIDA 27 2. A castração era prática habitual nos homens encarregados pela guarda dos

2. A castração era prática habitual nos homens encarregados pela guarda dos haréns no mundo muçulmano. Estes homens (eunucos) não só se tornavam estéreis, como sofriam profundas modificações nos caracte- res sexuais secundários. Explica este facto.

3. Foi feito um estudo com o objectivo de conhecer a eficiência dos métodos contraceptivos mais utilizados. Os resultados desse estudo estão expressos no quadro abaixo.

MÉTODO

% DE CASOS EM QUE OCORREU GRAVIDEZ

Preservativo

5,0

Espermicida

18,0

Diafragma

19,0

Pílula

1,0

DIU

5,0

Calendário

24,0

Laqueação das trompas

0,4

Vasectomia

0,4

3.1 Indica quais são os métodos contraceptivos mais eficazes.

3.2 A pílula anticoncepcional diferencia-se dos demais métodos contraceptivos relativamente à forma de actuação. Justifica esta afirmação.

3.3 Explica em que consiste a vasectomia.

3.4 Selecciona, entre os métodos contraceptivos referidos, os que se podem classificar como métodos de barreira.

44 + XY 44 + XX
44 + XY
44 + XX
123 A B
123
A
B

Pais

4. Observa atentamente a figura ao lado.

4.1 Prevê o cariótipo dos gâmetas 1, 2 e 3.

4.2 Prevê o sexo dos filhos A e B deste casal.

4.3 Henrique VII, rei de Inglaterra, abandonou algumas espo- sas porque, segundo ele, não tinham sido capazes de lhe dar um filho rapaz. Comenta esta afirmação.

Gâmetas

Filhos

28 Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN FICHA DE TRABALHO N. o 4

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Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

FICHA DE TRABALHO N. o 4 – TRANSMISSÃO DA VIDA

FICHA DE TRABALHO N. o 4 – TRANSMISSÃO DA VIDA

Competências:

3

Identificar os vários constituintes do sistema reprodutor feminino.

3

Conhecer, genericamente, o processo de ovogénese.

3

Inferir sobre a função das hormonas sexuais.

3

Relacionar a variação das hormonas sexuais com a sequência de fenómenos que decorrem durante o ciclo sexual feminino.

3

Conhecer o ciclo sexual feminino.

1. Observa o esquema da figura seguinte, que representa parte do sistema reprodutor feminino.

C 2 1 3 III I A
C
2
1
3
III
I
A

B

II
II

1.1 Faz a legenda dos números 1, 2 e 3.

1.2 Indica os fenómenos identificados pelos números I, II e III.

1.3 Identifica as células A e B e a estrutura C.

1.4 No órgão 3 decorre a ovogénese. Este processo tem início durante o desenvolvimento embrionário das raparigas e é depois interrompido.

1.4.1 Indica em que altura da vida das raparigas a ovogénese é interrompida e quando volta a ser reto- mada.

1.4.2 Selecciona as opções que completam correctamente a seguinte afirmação:

A ovogénese é um processo…

a. … contínuo.

b. … cíclico.

c. … que conduz à formação de milhões de gâmetas em simultâneo.

d. … que conduz à formação de um gâmeta de cada vez.

2. A judoca brasileira, Edinanci Silva necessitou de se submeter a duas cirurgias para corrigir uma anomalia genética que tinha originado dois testículos internos. Por exigência do Comité Olímpico Internacional, foram- -lhe retirados os testículos que possuía internamente. Explica a vantagem que esta atleta teria sobre as outras competidoras, se tivesse testículos funcionais.

TRANSMISSÃO DA VIDA

TRANSMISSÃO DA VIDA 29

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TRANSMISSÃO DA VIDA 29
TRANSMISSÃO DA VIDA 29 3. O gráfico da figura seguinte mostra os níveis de hormonas no

3. O gráfico da figura seguinte mostra os níveis de hormonas no sangue durante o ciclo sexual.

Concentração

de hormonas

no sangue

LH FSH 1 2 Estrogénios Progesterona Período Fase proliferativa Fase secretora 0 menstrual 5 14
LH
FSH
1
2
Estrogénios
Progesterona
Período
Fase proliferativa
Fase secretora
0
menstrual
5
14
28

Dias do ciclo menstrual

3.1 Selecciona a opção que completa correctamente a seguinte afirmação:

Os fenómenos 1 e 2 são respectivamente…

a. … amadurecimento do ovócito e ovulação.

b. … menstruação e crescimento do endométrio.

c. … libertação do ovócito e menstruação.

d. … ovulação e formação do corpo amarelo.

e. … menstruação e formação do corpo amarelo.

3.2 Selecciona a opção que completa correctamente a seguinte afirmação:

As hormonas produzidas pela hipófise actuam sobre…

a. … o útero.

b. … o ovário.

c. … o ovário e o útero.

d. … o sangue.

3.3 Classifica cada uma das seguintes afirmações como verdadeira (V) ou falsa (F).

A. O corpo amarelo segrega apenas progesterona.

B. O estrogénio segregado pela hipófise controla o ciclo uterino.

C. Após a ovulação, inicia-se um novo ciclo ovárico.

D. A reparação do endométrio durante a fase proliferativa do ciclo uterino é estimulada por um aumento da concentração de estrogénio.

E. A fase proliferativa do ciclo uterino e a fase folicular do ciclo ovárico são coincidentes e iniciam-se com a ovulação.

F. Após a ovulação, o folículo de onde se libertou o ovócito transforma-se em corpo amarelo.

30 Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN FICHA DE TRABALHO N. o 5

30

Caderno de Apoio ao Professor – 9 CN

FICHA DE TRABALHO N. o 5 – TRANSMISSÃO DA VIDA

FICHA DE TRABALHO N. o 5 – TRANSMISSÃO DA VIDA

Competências:

3

Inferir sobre a função das hormonas sexuais.

3

Relacionar a variação das hormonas sexuais com a sequência de fenómenos que decorrem durante o ciclo sexual feminino.

3

Conhecer o ciclo sexual feminino.

3

Conhecer métodos contraceptivos e respectiva actuação.

3

Aplicar conhecimentos básicos de genética em situações concretas.

3

Enumerar aplicações da biotecnologia.

1. O gráfico da figura seguinte representa a variação dos níveis de estrogénios e de progesterona durante o ciclo menstrual.

2 Progesterona 3 1 Estrogénios 0 14. o 28. o
2 Progesterona
3
1
Estrogénios
0
14. o
28. o

Dias do ciclo

1.1 Selecciona das opções seguintes aquela que constitui uma afirmação verdadeira.

a. Apenas a taxa de progesterona é baixa durante a menstruação.

b. Apenas a taxa de estrogénios é baixa durante a menstruação.

c. As taxas de estrogénios e de progesterona são altas durante a menstruação.

d. As taxas de estrogénios e de progesterona atingem o nível mínimo durante a ovulação.

e. A taxa de progesterona aumenta após a ovulação.

1.2 Selecciona a opção que completa correctamente a seguinte afirmação:

As hormonas produzidas pelo ovário actuam sobre…

a. … o útero.

b. … a hipófise.

c. … o corpo amarelo.

d. … os folículos ováricos.

e. … o sangue.

TRANSMISSÃO DA VIDA

TRANSMISSÃO DA VIDA 31

31

TRANSMISSÃO DA VIDA 31
TRANSMISSÃO DA VIDA 31 2. Classifica cada uma das afirmações como verdadeira (V) ou falsa (F).

2. Classifica cada uma das afirmações como verdadeira (V) ou falsa (F).

A. A pílula anticoncepcional é um dos métodos mais eficazes na prevenção da transmissão de infecções

sexualmente transmissíveis

B. Os métodos anticoncepcionais naturais são muito falíveis.

C. A laqueação de trompas é um método contraceptivo definitivo.

D. O preservativo é um método contraceptivo de barreira.

E. A pílula anticoncepcional é um método contraceptivo definitivo.

3. Das atitudes seguintes indica as que constituem forma de transmissão do vírus da SIDA.

a. Partilhar talheres com uma pessoa seropositiva.

b. Ter relações sexuais com uma pessoa com bom aspecto sem preservativo.

c. Furar as orelhas com agulhas não esterilizadas.

d. Beijar uma pessoa portadora do vírus da SIDA.

e. Trocar roupa com uma pessoa com SIDA.

f. Utilizar piscinas públicas.

4. A figura seguinte representa a árvore genealógica de uma família afectada por uma doença de origem genética.

1 2 3 4 56 7 8 9 10
1
2
3
4
56
7
8
9
10

Legenda:

Homem normalde origem genética. 1 2 3 4 56 7 8 9 10 Legenda: Mulher normal Homem

Mulher normalgenética. 1 2 3 4 56 7 8 9 10 Legenda: Homem normal Homem doente Mulher

Homem doente2 3 4 56 7 8 9 10 Legenda: Homem normal Mulher normal Mulher doente 4.1

Mulher doente7 8 9 10 Legenda: Homem normal Mulher normal Homem doente 4.1 A doença que afecta

4.1 A doença que afecta esta família é condicionada por um gene recessivo. Esta dedução pode ser feita graças ao casal:

a. 1-2;

b. 3-4;

c. 5-6;

d. 7-8;

e. 9-10.

4.2 Utilizando a letra N para representar o gene dominante e a letra n para representar o gene recessivo, indica o genótipo de todos os indivíduos identificados com números.

4.3 Indica qual é a probabilidade do casal 5-6 vir a ter um filho sem esta doença. Justifica a tua resposta.

5. Existe um grande número de aplicações da biotecnologia na agricultura, desde as técnicas ancestrais de selecção das plantas mais vantajosas até às mais recentes técnicas de recombinação genética.

O ORGANISMO HUMANO EM EQUILÍBRIO 3.1 SISTEMA NEURO-HORMONAL 3.2 SISTEMA CARDIORRESPIRATÓRIO 3.3 SISTEMAS
O ORGANISMO HUMANO
EM EQUILÍBRIO
3.1
SISTEMA
NEURO-HORMONAL
3.2
SISTEMA
CARDIORRESPIRATÓRIO
3.3
SISTEMAS DIGESTIVO
E EXCRETOR
3.4
OPÇÕES QUE INTERFEREM NO
EQUILÍBRIO DO ORGANISMO
CARDIORRESPIRATÓRIO 3.3 SISTEMAS DIGESTIVO E EXCRETOR 3.4 OPÇÕES QUE INTERFEREM NO EQUILÍBRIO DO ORGANISMO

34

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PLANIFICAÇÃO

PLANIFICAÇÃO

   

COMPETÊNCIAS

 

AULAS

 

CONTEÚDOS

 

SUGESTÕES

PREVISTAS

PROGRAMÁTICOS

 

GERAIS

 

ESPECÍFICAS