Material Didático de Estudo

DISCIPLINA: CÁLCULO I







Acadêmico(a): __________________________________________


Turma: _________________________________________________





“Eu nunca ensino aos meus alunos, apenas tento dar condições nas quais eles possam aprender.”
(Albert Einstein)






2008/1






Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
2
Capítulo 1: Funções

1.1 ANÁLISE GRÁFICA DAS FUNÇÕES

1.1.1 EXERCÍCIOS

Abaixo estão representadas graficamente algumas funções. Analise cada uma dessas funções e responda
às perguntas referentes a cada exercício.

1. Ao acionar o freio de um automóvel, a distância para que ele pare, é denominada “espaço de
frenagem”. Este depende de vários fatores, entre eles, a velocidade em que o carro se encontra quando o
freio é acionado.
















a) Quantos metros o automóvel ainda deverá percorrer quando freado a uma velocidade de 60 km/h? E
a 80 km/h? E a 120 km/h?
b) A que velocidade deve estar o veículo para que o espaço de frenagem seja de 40 m?
c) Quando aumentamos a velocidade de 80 para 120 km/h, em quantos metros aumentará o espaço de
frenagem?

2. Um reservatório, contendo 500 litros de água, dispõe de uma válvula na sua parte inferior. Um
dispositivo foi utilizado para registrar o volume de água a cada instante, a partir do momento em que a
válvula foi aberta. Os valores obtidos durante a operação permitiram construir o gráfico do volume de
água (em litros) em função do tempo (em minutos).













a) Quais as variáveis envolvidas?
b) O volume de água permaneceu constante no reservatório?
c) Após 10 minutos, qual o volume de água existente no reservatório?
d) Quantos minutos decorreram até que o volume da água existente no reservatório caísse pela metade?
Em quanto tempo o reservatório foi esvaziado?
e) Qual o significado do intercepto vertical? E do intercepto horizontal?



0
10
20
30
40
50
60
70
80
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
Velocidade (km/h)
E
s
p
a
ç
o

d
e

f
r
e
n
a
g
e
m

(
m
)
0
100
200
300
400
500
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Tempo (min)
V
o
l
u
m
e

(
l
i
t
r
o
s
)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
3
3. Em Química e Física, estudamos os estados da matéria. Um gráfico representativo da temperatura, em
o
C, em função do tempo, em minutos, de aquecimento da água inicialmente a –20
o
C até a temperatura de
120
o
C é:

Com os dados do gráfico, responda:
a) Qual o domínio da função?
b) Qual o conjunto imagem?
c) Que “trechos” da função são constantes?
d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero, ou seja, para que valores de t temos
a temperatura positiva?
e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero, ou seja, para que valores de t temos a
temperatura negativa?

4. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de gás é função da pressão a que o mesmo está
submetido, como se vê no gráfico abaixo:


















Observando o gráfico, responda:
a) Qual a variável independente?
b) O que significa o fato, do gráfico, à medida que avança para a direita, ir descendo?
c) Qual é a variação do volume deste gás quando alteramos a pressão a que está submetido de 0,5 para 1
atmosfera?
d)E de 2 para 2,5 atmosferas?








0
10
20
30
40
50
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
Pressão (atm)
V
o
l
u
m
e

(
c
m
3
)
-40
-20
0
20
40
60
80
100
120
140
0 5 10 15 20 25 30
t (min)
T

(
o
C

)
Cálculo I
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5. Uma peça esférica de diâmetro 5” de aço 1035, com temperatura 1600°F, foi resfriada em água não
agitada com temperatura 123°F. As temperaturas foram lidas em 2 pontos da peça: ½“ e 2.½“ abaixo de
sua superfície, conforme o gráfico abaixo.

Resfriamento: esfera de aço 1035
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
0 1 2 3 4 5 6 7
Tempo (min)
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(
o
F
)
Profundidade 1/2" Profundidade 2 1/2"


a) qual a temperatura da peça quando medida a uma profundidade de ½” abaixo de sua superfície, após
5 minutos de resfriamento? E à profundidade de 2.½”?
b) depois de quanto tempo de resfriamento a peça atinge a temperatura de 800°F, à profundidade de ½”?
E à profundidade de 2.½”?

6. O gráfico abaixo representa a temperatura, em
o
C, em função do tempo, em horas, numa dada
experiência:




Com os dados do gráfico, responda:
a) Qual o domínio da função?
b) Qual o conjunto imagem?
c) Determine em quais momentos a temperatura é igual a zero.
d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero.
e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero.







-12,5
-10
-7,5
-5
-2,5
0
2,5
5
7,5
10
12,5
15
17,5
20
22,5
25
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Tempo (horas)
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(
o
C
)
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5
0
10
20
30
40
50
60
70
80
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
Velocidade (km/h)
E
s
p
a
ç
o

d
e

f
r
e
n
a
g
e
m

(
m
)


1.2 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO


No gráfico ao lado, pode-se observar que o espaço de frenagem
representa uma grandeza variável: ele pode ser de 10 metros ou
de 30 metros (citando apenas dois exemplos).

A velocidade também é outra grandeza variável, já que o
automóvel pode andar em diversas velocidades. Portanto, o
espaço de frenagem e a velocidade são variáveis, mas seus
valores não são independentes entre si. O espaço de frenagem
depende da velocidade do veículo ou, em outras palavras, para
cada velocidade há um único espaço de frenagem.

Assim, pode-se considerar as duas variáveis em questão, uma
assumindo valores num conjunto A (Domínio) e a outra num
conjunto B (Contradomínio), de modo que o gráfico retrate uma
situação tal que cada elemento do conjunto A corresponda a um
único elemento do conjunto B.

Matematicamente, a função pode ser definida como um tipo especial de relação entre grandezas:


Sejam A e B dois conjuntos não vazios e “ f ” uma relação de A em B. Essa relação “ f ” é uma função de
A em B quando a cada elemento “x” do conjunto A está associado um, e apenas um, elemento “y” do
conjunto B.




• O conjunto A de valores que podem ser atribuídos a “x” é chamado domínio da função e indica-se por
D ou D
f
(sendo que a variável “x” é chamada variável independente).

• O valor de “y”, correspondente a determinado valor atribuído a “x”, é chamado imagem de x pela
função e é representado por f(x). A variável “y” é chamada variável dependente.

• O conjunto Im, formado pelos valores que “y” assume em correspondência aos valores de “x”, é
chamado conjunto imagem da função. Obs.: podemos representar y = f(x).


1.2.1 NOTAÇÃO DE FUNÇÃO

Para indicar que uma função “ f ” tem domínio em A e contradomínio em B, usa-se: f : A → B. (lê-se: f de
A em B).

• No exemplo apresentado acima, temos que:

- Variáveis envolvidas:


- Domínio da função: D = [ 0 , 120 ] ou D = { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 120 }
- Imagem da função: Im = [ 0 , 70 ] ou Im = { y ∈ ℝ | 0 ≤ y ≤ 70 }









independente (x) → velocidade (km/h)
dependente (y) → espaço de frenagem
( )
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1.2.2 GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO (No Sistema Cartesiano Ortogonal)

O Sistema Cartesiano Ortogonal, também conhecido como Plano Cartesiano (ℝ
2
ou E
2
) é formado por
dois eixos reais, perpendiculares (ortogonais) entre si, gerando quatro regiões denominadas quadrantes.
O eixo “x”, também é dito eixo das abscissas e o eixo “y” também é dito eixo das ordenadas.

A intersecção dos eixos coordenados determina um ponto único, denominado origem → (0 , 0). Cada
ponto neste plano é determinado por um par ordenado na forma (x , y), sendo que “x” e “y” formam as
coordenadas de um ponto.

Observações:

• Todo ponto pertencente ao eixo das abscissas terá ordenada nula, ou seja, será da forma: (x , 0).
• Todo ponto pertencente ao eixo das ordenadas terá abscissa nula, ou seja, será da forma: (0 , y).



Construindo um Gráfico de Função através da Fórmula Matemática

O gráfico, ou a representação gráfica de uma função, é uma forma de apresentarmos o comportamento
de um fenômeno numa forma visual (geométrica), o que em muitos casos, facilita a compreensão do
fenômeno, possibilitando perceber o seu comportamento de uma forma mais ampla. Para tanto,
utilizaremos o sistema cartesiano ortogonal, indicando os valores de “x” e “y” nos seus eixos
correspondentes.

Etapas para a construção de um gráfico:
• Montar uma tabela, atribuindo valores para “x” (conforme o Domínio da função) e calculando os
respectivos valores de “y”;
• Marcar no plano cartesiano os pontos gerados pelos pares ordenados (x , y) encontrados na tabela;
• Ligar (ou não) os pontos marcados no plano cartesiano por meio de uma curva (de acordo com a
função e o domínio desta).
































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1.3 FUNÇÕES ELEMENTARES

1.3.1 FUNÇÃO CONSTANTE

1.3.1.1 EXEMPLOS

1) Sob temperatura ambiente, variando de 16
o
C a 54
o
C, o corpo humano é capaz de manter
indefinidamente, uma temperatura de 36,7º C.
Esta função, na faixa de temperatura mencionada, pode ser assim representada:
| | ℜ → 54 , 16 : f definida por f(x) = 36,7
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 10 20 30 40 50 60
Temperatura Ambiente
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

d
o

C
o
r
p
o


Logo, nesta faixa de temperatura ambiente, tem-se uma função constante.




2) Em um determinado ano, uma empresa em expansão contratou 100 funcionários em março e 100 em
outubro. Em janeiro deste mesmo ano o número de funcionários era 200. Matematicamente, podemos
equacionar esta situação como sendo uma função f : D → ℕ com D = {meses do ano} definida por:







Foi solicitada pelo setor de recursos humanos desta firma uma representação visual, de modo a
relacionar os meses do ano com o número de funcionários empregados (meses X funcionários).

Assim temos:

Número de
funcionários












J F M A M J J A S O N D Meses do ano (200X)




¦
¹
¦
´
¦



=
} , , { , 400
} , , , , , , { , 300
} , { , 200
) (
dezembro novembro outubro x se
setembro agosto julho junho maio abril março x se
fevereiro janeiro x se
x f
200
300
400
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1.3.1.2 DEFINIÇÃO

Uma função cuja lei de associação é do tipo f(x) = k (ou y = k), com k ∈ ℝ é chamada de função
constante, pois para qualquer valor atribuído à variável “x”, sua imagem “y” será sempre a mesma, de
valor “k”. Podemos acrescentar ainda, que se trata de uma função que não é crescente, nem decrescente,
mas sim constante, pois o valor da função (y) não cresce nem decresce, permanecendo o mesmo, ou seja,
constante.
Podemos observar que neste caso a taxa se variação é nula.
Lembre-se que: y = f(x).

Graficamente, tem-se uma reta paralela ao eixo das abscissas, cortando o eixo das ordenadas no ponto (0
, k).

Se k > 0: Se k = 0: Se k < 0:

y y y


k




0 x 0 x 0 x



k




1.3.1.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa os gráficos das funções dadas por:

a) f(x) = 4 com D = ℝ d) y = – 3 com D = [–5 , 2 [

b) g(x) =
3
40
− com D = ℝ
+
e) y = 0 com D = { x ∈ ℝ | – 4 < x ≤ 3 }

c) y = π com D = ℝ f) h(x) = 51 com D = ℝ g) y = – 7 com D = { x ∈ ℝ | x < 6 }


2) Determine o conjunto imagem para cada uma das funções do exercício anterior.

3) Em uma cidade, o departamento de água da prefeitura decidiu fazer uma experiência e passou a
cobrar as contas de água dos consumidores com preços fixos para intervalos de consumo. Assim, por
exemplo, para qualquer consumo inferior a 20m
3
, a conta será de R$ 18,50. Abaixo, você pode ver a lei de
formação utilizada para determinar o valor “V” da conta, em reais, em função do consumo “c”, em
metros cúbicos.

¦
¹
¦
´
¦

< ≤
< ≤
=
50 00 , 59
50 20 50 , 47
20 0 50 , 18
) (
c se
c se
c se
c V Obs.: O consumo é medido mensalmente.

a) Construa o gráfico no plano cartesiano V x c (valor da conta por consumo) determinando o D e Im.
b) Quanto pagará um morador que consumir 20m
3
de água em um mês? E se consumir 36,4m
3
num mês?
c) Qual foi o consumo de uma casa cuja conta apresentou um valor de R$ 59,00?
d) Quanto pagou um morador que supostamente não consumiu nenhuma quantidade de água num mês?







Cálculo I
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4) Abaixo, pode-se ver parte de um gráfico que mostra o valor “y” a ser pago (em reais) pelo uso de um
determinado estacionamento por um período de “x” horas. Suponha que o padrão observado no gráfico
não se altere quando “x” cresce. Nestas condições, pergunta-se:












a) Quanto deverá pagar uma pessoa, por utilizar o estacionamento durante meia hora? E durante duas
horas?
b) Quanto deverá pagar alguém que estacionar das 8h e 46min até as 11h e 50min?
c) Quanto tempo ficou no estacionamento um carro se o proprietário pagou R$ 8,00?
d) Quanto pagará um indivíduo que estacionar seu veículo das 22h de um dia até as 8h e 30min do dia
seguinte?

Respostas:

1a) 1b) 1c) 1d)












1e) 1f) 1g)










2a) Im = { 4 } 2b) Im ={ }
3
40 −
2c) Im = { π } 2d) Im ={ } 3 −
2e) Im = { 0 }
2f) Im = { 51 }
2g) Im = { –7 }

3a) Valor conta (R$)













0 20 50 Consumo (m
3
)


3a) D = { c ∈ ℝ | c ≥ 0 } e

Im = { 18,50 ; 47,50 ; 59,00 }

3b) R$ 47,50 e R$ 47,50

3c) c ≥ 50 m
3

3d) R$ 18,50

4a) R$ 2,00 e R$ 3,50

4b) R$ 6,50

4c) { x ∈ ℝ | 4 < x ≤ 5 }

4d) R$ 17,00
y
x
0
– 40/3
y
x
3
0
– 4
18,50
47,50
59,00
y
x
6
– 7
0

y
x
51
0

y
x
4
0

y
x
0
π

y
x
– 5 2
3 −
0

R$
Horas
6,5
5
3,5
2
0 1 2 3 4
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1.3.2 FUNÇÃO DO 1º. GRAU (ou Função linear)

1.3.2.1 EXEMPLO

Uma panela com água à temperatura de 15
o
C é levada ao fogo e observa-se que, a cada 1 minuto, a
temperatura sobe 2
o
C. De acordo com os dados, forneça a lei (fórmula) que representa o aumento de
temperatura em função do tempo.

Resolução:
Tempo inicial (t
o
): 0 min Temperatura inicial (T
o
) : 15
o
C









Cada temperatura é a temperatura inicial mais um acréscimo de 2
o
C por minuto.
Logo, a lei que relaciona o aumento de temperatura em função do tempo é:

T(t) = 15 + 2t , sendo esta, a solução do problema em questão.

1.3.2.2 DEFINIÇÃO

São funções que têm taxa constante de crescimento ou decrescimento. Uma função é dita do 1º. grau se
sua inclinação, ou taxa de variação, é a mesma em toda parte. E é o fato da taxa de variação ser constante
que faz de seu gráfico uma reta.
Logo, esta inclinação pode ser calculada com valores das funções em 2 pontos, m e n, usando a fórmula:

. ) ( var
) ( ) (
b e a entre x f de iação de média taxa
a b
a f b f
x
y
percurso
subida
Inclinação =


=


= =


Para uma função não linear, a taxa de variação varia.


Esta função tem a forma y = ax + b, com a≠ 0 e a e b Є R, com domínio e contra-domínio real.

Seu gráfico é uma reta tal que:
• a é a inclinação, ou taxa de variação de y com relação a x ou ainda, coeficiente angular da reta.
• O valor da abscissa onde o gráfico corta o eixo “x” denomina-se raiz ou zero da função, que pode ser
determinado algebricamente fazendo f(x) = 0.
• b é o intercepto vertical ou intercepto y, ou seja, é o valor de y quando x é zero.
• A raiz também é conhecida como intercepto horizontal ou intercepto x.


1.3.2.3 FUNÇÕES CRESCENTES E DECRESCENTES

Os termos crescente e decrescente podem ser aplicados a outras funções, não apenas às lineares.

Qualquer função é crescente se os valores de y = f(x) crescem quando x cresce e é decrescente se os
valores de y= f (x) decrescem quando x cresce.

Uma função linear, y = ax + b, é crescente quando a taxa de variação for positiva, ou seja, quando
“a > 0”.

Uma função linear, y = ax + b, é decrescente quando a taxa de variação for negativa, ou seja, quando
“a < 0”.

Tempo (min) Temperatura (
o
C)
0 15
1 17 (17 = 15 + 2.1)
2 19 (19 = 15 + 2.2)
3 21 (21 = 15 + 2.3)
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1.3.2.5 GRÁFICO

Geometricamente, a função polinomial do 1º grau é representada por uma linha reta oblíqua aos eixos
coordenados, cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 , b).

Se a > 0 ⇒ f(x) é crescente Se a < 0 ⇒ f(x) é decrescente

y y
f(x) f(x)


b b



x’ 0 x 0 x’ x






1.3.2.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1)Construa, no sistema cartesiano ortogonal, os gráficos das funções dadas por:
a)
4
x
y − = d) 32
5
9
+ = C F g) x y − =
2
1
j) x y 3 1+ − = com D = { x ∈ ℝ x ≤ 0 }
b) 5 2 ) ( + − = x x f e) 3 ) ( + = x x f h) x y 3 − = com D = [ –2, + ∞ [

c) 0 3 2 = + + − y x f) x x g − − = 1 ) ( i) 2 2 ) ( + = x x h com D = [ –1, 2 [

2) Construa, num mesmo sistema cartesiano ortogonal, os gráficos das funções dadas por f(x) = x e g(x) =
– x.

Respostas:

1a) 1b) 1c) 1d) 1e)








1f) 1g) 1h) 1i) 1j)








2)










Raiz ou zero
da função


Raiz ou zero
da função


y
x


5
5/2
0
y
x
4
–1


0
y
x
0
3
–3/2


y
x


1/2
1/2
0
y
x
0
6
–2

y
x
– 4

–1
0 –1
F
C
–160/9

0
32

y
x
–3

3
0

y
x
–3
● 3

3
f(x)
g(x)
45º 45º
y
x –1


0
–1

y
x 2 –1
6
2

Cálculo I
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12
1.3.2.7 DETERMINAÇÃO DA FUNÇÃO DO 1º GRAU A PARTIR DO SEU GRÁFICO


Relembrando: f(x) = ax + b, sendo: a → coeficiente angular (declividade) e b → coeficiente linear

Calculando o coeficiente angular “a” através do gráfico:


Conhecendo o ângulo “α” (inclinação) formado entre a reta “r” e o eixo “x” (no sentido anti-horário),
usa-se: α tg a =

Conhecendo dois pontos A(x
A
, y
A
) e B(x
B
, y
B
), pertencentes a reta “r”, usa-se:
x
y
tg a


= = α











x’ 0 x
A
x
B

r






1.3.2.8 EXEMPLOS

1) Uma barra de aço com temperatura inicial de – 10ºC foi aquecida até 30ºC. O gráfico abaixo representa
a variação da temperatura da barra em função do tempo gasto nesta experiência. Determine:
a) a taxa de variação da temperatura em função do tempo;
b) a função (fórmula matemática) que representa o fenômeno em questão;
c) em quanto tempo, após o início da experiência, a temperatura da barra atingiu 0ºC;
d) o Domínio e o conjunto Imagem desta situação.

temperatura (ºC)

30



tempo (min)

5

- 10











Observações:

• Variação da inclinação da reta de uma função
do 1º grau: ° < < 180 0 α com º 90 ≠ α .

• Se α = 0 ⇔ a = 0, tem-se neste caso uma
“função constante” (reta paralela ao eixo “x”).
n
y
B
y
A
α

y
x
B
A α

Raiz ou zero
da função
∆y
∆x




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13
2) O gráfico abaixo representa a variação da pressão da água do mar em função da profundidade.
Construa a função que relaciona pressão e profundidade Calcule a pressão sofrida pelo mergulhador se
estiver a uma profundidade de 35 metros. Qual o domínio e a imagem da função sabendo que a
profundidade máxima do local é de 35 metros?

Pressão (atm)


3

1

20 profundidade (m)

3) Um certo encanador (A) cobra por serviço feito um valor fixo de R$ 60,00 mais R$ 10,00 por hora de
trabalho. Um outro encanador (B) cobra um valor fixo de R$ 40,00 mais R$ 15,00 por hora de trabalho.
Determine a lei da função que relaciona preço e tempo de serviço para cada um dos encanadores. Faça o
gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano. Considerando o menor custo para a realização de
um trabalho, analise as vantagens e desvantagens da contratação dos serviços de cada um dos
encanadores.

4) Analisando o gráfico abaixo, determine:
a) as funções f(x) e g(x);
b) as raízes de f(x) e g(x);
c) as coordenadas do ponto P (intersecção das retas).















5) Determine a função geradora do gráfico abaixo:
















–3
–2
1 2
–5





g(x)
f(x) y
x
0
P
y
x
3
1
– 9
– 2
0
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14
1.3.2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Duas operadoras de telefonia celular apresentam planos similares para seus usuários. O plano da
operadora “V” tem uma mensalidade no valor de R$ 25,00 e uma tarifa de R$ 0,70 por minuto em
ligações locais. O plano da operadora “T” tem custo de R$ 0,50 por minuto para ligações locais e uma
mensalidade no valor de R$ 30,00. Utilizando seus conhecimentos sobre função polinomial do 1º grau,
determine a lei da função que relaciona preço e tempo de ligação para cada um dos operadoras, faça o
gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano e analise as vantagens e desvantagens de cada
uma das operadoras.


2) Determine a função geradora de cada um dos gráficos a seguir.

a) b) c)







3) O valor total cobrado por um eletricista inclui uma parte fixa correspondente à visita e outra variável
correspondente à quantidade de fio requerida pelo serviço. O gráfico abaixo representa o valor do
serviço efetuado em função da metragem de fio usada no serviço. Construa a lei da função que
determina a pressão em função da quantidade de fio e determine quanto cobrará o eletricista se usar 18
metros de fio para executar o serviço?

Preço (R$)

72
6

14 20 metros

4) Um fabricante vende um produto por R$ 2,00 a unidade. O custo total do produto consiste numa taxa
fixa de R$ 120,00 mais o custo de produção de R$ 0,40 por unidade.
a) Qual a função matemática que expressa o lucro em função das peças vendidas?
b) Qual o gráfico desta função?
c) Se vender 200 unidades desse produto, qual será o lucro?
d) Qual o número de unidades que o fabricante deve vender para não ter lucro nem prejuízo?



5) Observando o gráfico ao lado, determine as equações das
retas (funções); as coordenadas do ponto P e os zeros das funções.










y
x


4
2
0
y
x 3
2
–2


0
y
x
0
6
2


x
y
P





–2
– 4
2
f
g
2
1
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
15
6) O gráfico ao lado apresenta uma situação de frenagem, onde a velocidade do veículo varia em função
do tempo. Sendo assim, responda:
a) Qual a taxa de variação da velocidade em função do tempo?
b) Qual a velocidade do veículo no instante 3s?
c) O que acontece com o veículo após 5s de frenagem?
d) Qual o Domínio e o Conjunto Imagem do problema?






Nota: Para se ter uma melhor noção da velocidade (neste caso), podemos convertê-la de m/s para km/h,
que é a unidade mais utilizada em nosso cotidiano. Para isto, basta multiplicar o valor da velocidade em
m/s por 3,6 que teremos o resultado em km/h.

7) O valor de uma máquina decresce linearmente com o tempo, devido ao desgaste. Sabendo-se que hoje
ela vale 10.000 dólares, e daqui 5 anos, 1.000 dólares, qual será seu valor em 3 anos?

8) Uma companhia tem função de custo ( ) 4000 2 C q q = + e função receita ( ) 10 R q q = .
a) Qual é o custo fixo da companhia.
b) Qual é o custo variável por unidade?
c) Que preço a companhia está pedindo por seu produto?
d) Faça os gráficos de R(q) e C(q) no mesmo plano cartesiano.
e) Ache o ponto de equilíbrio.
f) Faça a análise econômica da situação.

9) Uma fábrica que produz quebra-cabeças tem custo fixo de R$6000 e custo variável de R$2 por jogo. A
companhia vende os jogos a R$5 cada.
a) Ache as funções custo, receita e lucro.
b) Esboce os gráficos das funções receita e custo no mesmo plano cartesiano.
c) Esboce o gráfico da função lucro.
d) Ache o ponto crítico.
e) Analise a situação econômica da fábrica.

10) Gráficos das funções custo e receita para uma empresa são dados abaixo.



a) Aproximadamente, que quantidade a empresa deve produzir para ter lucro?
b) Avalie o lucro se a empresa produzir 600 unidades.
c) O que representa o ponto onde as funções receita e custo se interceptam?





v (m/s)
t (s) 0 5
20
0
250
500
750
1000
1250
1500
1750
2000
2250
2500
0 100 200 300 400 500 600
receita
custo
Cálculo I
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16
11) Considerando as funções f(x) = 8 – x e g(x) = 3x, determine:
a) as raízes das funções “f” e “g” dadas;
b) as coordenadas do ponto P, que representa a interseção das retas em questão;
c) qual a classificação [crescente ou decrescente] para cada uma das funções.


12) Dada as equações 2x – y – 1 = 0 e x – y = 2 , determine:
a) O ponto de intersecção das retas;
b) Os pontos de encontro das retas com os eixos coordenados.
c) Construa o gráfico das duas retas no mesmo plano cartesiano.




Respostas:

1)








2a)
5
4
5
2x
y + = 2b) y = –2x + 4 2c) y = 3x

3) y = 2 x + 32 , R$ 68,00

4a) L = 1,6x – 120 4b) Gráfico 4c) R$ 200,00 4d) 75 unidades
5) f(x) = 2 x
2
1
+ e g(x) = 2
2
3x
− / P(4 , 4) raiz de f(x): x = – 4, raiz de g(x): x =
3
4

6a) – 4 m/s
2
(que é o coef. angular) 6b) 8 m/s 6c) Sua velocidade torna-se “zero”, ou seja, o veículo pára.

6d) D = { t ∈ ℝ | 0 ≤ t ≤ 5 } e Im = { v ∈ ℝ | 0 ≤ v ≤ 20 } 7) 4.600 dólares

8a) 4000 8b) 2 8c) 10 8d) gráfico 8e) 500

9a) C = 6000 +2q ; R = 5q ; L= 3q - 6000 9) b,c) gráficos 9d) 2000

10a) acima de 300 unidades 10b) 750 10c) ponto de equilíbrio

11a) raiz de f(x): x = 8, raiz de g(x): x = 0 11b) P(2 , 6) 11c) f(x) é decrescente e g(x) é crescente.

12 a) (–1, –3) 12 b) (1/2 , 0) e (0 , –1) / (2 , 0) e (0 , –2)















V(x) = 0,7x + 25

T(x) = 0,5x + 30

Resposta: “d”
R$
min 25
● 42,50
0
30,00
25,00
V
T
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17
1.3.3 FUNÇÃO DO 2º GRAU (ou quadrática)


1.3.3.2 DEFINIÇÃO

Função Polinomial do 2º grau é toda função definida pela lei f(x) = ax
2
+ bx + c, com a ∈ R*, b ∈ R e c ∈
R.

Exemplos:
Na função 7 x 4 x ) x ( f
2
+ − = temos: a = 1, b = – 4 e c = 7.
Na função x 5 1 x 2 ) x ( g
2
+ − − = temos: a = –2, b = 5 e c = –1.
Na função x 3 x ) x ( h
2
+ − = temos: a = –1, b = 3 e c = 0.
Na função 9 x ) x ( P
2
− = temos: a = 1, b = 0 e c = –9.
Na função
2
x y = temos: a = 1, b = 0 e c = 0.

Graficamente, a função polinomial do 2º grau é representada por uma figura “aberta” e “infinita”
denominada parábola.


Particularidades:

• O gráfico de uma função de 2
o
grau é uma parábola com eixo de simetria paralelo ao eixo y.
• Se o coeficiente de x
2
for positivo (a > 0), a parábola tem a concavidade voltada para cima.
• Se a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo.
• A intersecção do eixo de simetria com a parábola determina um ponto chamado vértice (V).
• Se a parábola interceptar o eixo x, então a intersecção define as raízes x
1
e x
2
da função [para isto,
faz-se f(x) = 0].
• A parábola intercepta o eixo das ordenadas (y) no ponto (0 , c) [para isto, faz-se x = 0].





























Cálculo I
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18
No esquema abaixo, caracterizamos as diversas possibilidades gráficas:




























• As Coordenadas do Vértice da Parábola e o Conjunto Imagem da Função Quadrática:



V (ponto de máximo)












• Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo: V(x
V
, y
V
).
O valor mínimo é o y
V
e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≥ y
V
}.
• Quando a < 0, a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo: V(x
V
, y
V
).
O valor máximo é y
V
e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≤ y
V
}.

As coordenadas do vértice V são ( )
V V
y x , , podendo ser calculadas através de:

a
b
x
V
2
− = e
a
y
V
4

− = .








∆ = b
2
– 4ac > 0
a parábola intercepta o
eixo x em dois pontos
distintos.
∆ = b
2
– 4ac = 0

a parábola intercepta o
eixo x em um único ponto.
∆ = b
2
– 4ac < 0

a parábola não intercepta
o eixo x.
a > 0
valor mínimo ← y
V

V → (ponto de mínimo)
x
V


a < 0
x
V

valor máximo ← y
V


c

c
• c

c


c

x
1
x
2
x
1
= x
2
= x
V
x
1
x
2
V
V




a > 0
∄ x
1
, x
2
∈ ℝ

c
∄ x
1
, x
2
∈ ℝ

x
1
= x
2
= x
V
a < 0
V
V
V
V
• • •




• •

Cálculo I
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19
1.3.3.3 EXEMPLOS

1. Construir a representação gráfica da função y = x
2
- 5x + 6.

a) Concavidade para cima pois a > 0.

b) Raízes da função (fazer y = 0):

x
2
- 5x + 6 = 0 (a = 1, b = -5 , c = 6)

ac 4 b ∆
2
− =

∆ = (-5)
2
– 4.(1).(6) = 1

d) Coordenadas do vértice

4
1
) 1 .( 4
1
4
2
5
) 1 .( 2
) 5 (
2

= ⇒

= ⇒
∆ −
=
= ⇒
− −
= ⇒

=
v v v
v v v
y y
a
y
x x
a
b
x

2 3
2
1 5
2
1 5
2
1 5
) 1 .( 2
1 ) 5 (
2
2 1
2 1
= =


=
+
= ⇒
±
=
± − −
=
∆ ± −
=
x e x
x e x x
x
a
b
x


c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo
y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo
y em (0,c) logo esta função intercepta o eixo y
em (0, 6)

e) Gráfico:
-5
0
5
10
15
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7



2. Construir a representação gráfica da função y = -x
2
+ 7x - 10.

a) Concavidade para baixo pois a < 0.

b)Raízes da função (fazer y = 0):

-x
2
+ 7x - 10 = 0 (a = -1, b = 7, c = -10)

∆ = (7)
2
– 4.(-1).(-10) = 9
d) Coordenadas do vértice

4
9
4
9 -
) 1 .( 4
9 -
4
-
2
7
2
7
) 1 .( 2
) 7 ( -
2
-
= ⇒

=

=

=
= ⇒


=

= =
v v
v v
y
a
y
x
a
b
x


5 x e 2 x
Ë
2
3 7
x e
2
3 7
x
Ë
2
3 7
x
1 2
9 7 -
x
2 1
2 1
= =

− −
=

+ −
=

± −
=

±
=
) .(
) (


c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo
y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo
y em (0,c), logo esta função intercepta o eixo y
em (0, -10)

e) gráfico
-20
-15
-10
-5
0
5
10
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
20
3. Construir a representação gráfica da função y = -x
2
+ 3x - 10.

4. Construir a representação gráfica da função y = x
2
- 2x + 1.

a) Concavidade para cima pois a > 0.

b) Raízes da função (fazer y = 0):

x
2
- 2x + 1 = 0 (a =1, b = -2, c = 1)

ac 4 b ∆
2
− =

∆ = (-2)
2
– 4.(1).(1) = 0

1
1
2
0 - 2
1
2
0 2
2
0 2
) 1 .( 2
0 ) 2 ( -
2
-
2 1
2 1
= =
= = =
+
=
±
=
± −
=
∆ ±
=
x x
x e x x
x
a
b
x


c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o
eixo y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta
o eixo y em (0,c) logo esta função
intercepta o eixo y em (0, 1)

d) Coordenadas do vértice

0
) 1 .( 4
0
4
-
1
2
2
) 1 .( 2
) 2 ( -
2
-
= ⇒ =

=
= ⇒ =

= =
v v
v v
y
a
y
x
a
b
x

e) Gráfico:
-5
0
5
10
15
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7







a) Concavidade para baixo pois a < 0.

b) Raízes da função (fazer y = 0):

-x
2
+ 3x - 10 = 0 (a= -1, b = 3, c = -10)

ac b 4
2
− = ∆


∆ = (3)
2
– 4.(-1).(-10) = -31

d) Coordenadas do vértice

4
31
4
31
) 1 .( 4
(-31) -
4
-
2
3
2 -
3 -
) 1 .( 2
) 3 ( -
2
-
− = ⇒

=

=

=
= ⇒ =

+
= =
v v
v v
y
a
y
x
a
b
x


Portanto essa equação não tem raízes.

c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o
eixo y):
Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o
eixo y em (0,c), logo esta função intercepta o
eixo y em (0, -10)




e) Gráfico:
-30
-25
-20
-15
-10
-5
0
5
-7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
21
5. Um objeto lançado verticalmente, do solo para cima, tem posições no decorrer do tempo dadas pela
função horária s = 40t – 5t
2
( t em segundos e s em metros).
Esboce o gráfico que esta função descreve.
Qual a altura máxima atingida? Em quanto tempo?

6. O centro de gravidade de um golfinho saltador descreve uma parábola conforme o desenho. Sendo
assim, determine a altura máxima atingida pelo mesmo.


Resolução:
Neste exemplo, temos a trajetória do golfinho dada por uma parábola do tipo y = ax
2
+ bx + c. De acordo
com a figura acima, percebemos que o golfinho passa pelos pontos (0 ; 0), (1,0 ; 2,4) e (3,5 ; 1,4).
Como o golfinho sai da origem, ou seja, do ponto (0 ; 0), o valor de c é igual a zero. Sendo assim ficamos
com duas incógnitas, a e b. Com os pontos dados montamos um sistema de duas equações e duas
incógnitas:
¹
´
¦
+ =
+ =
b a
b a
5 , 3 25 , 12 4 , 1
4 , 2

Isolando o valor de a na primeira equação temos a = 2,4 – b. Substituindo este valor na segunda equação
obtemos:
( )
2 , 3
75 , 8 28
5 , 3 25 , 12 4 , 29 4 , 1
5 , 3 4 , 2 25 , 12 4 , 1
=
− = −
+ − =
+ − =
b
b
b b
b b

Se b = 3,2 e a = 2,4 – b, então
8 , 0
2 , 3 4 , 2
− =
− =
a
a

Assim:
x x y 2 , 3 8 , 0
2
+ − =
Agora podemos calcular a altura máxima atingida pelo golfinho.
( )
( )
metros 2 , 3
8 , 0 4
) 2 , 3 (
4
4
4
y
y máxima altura
2 2
v
v
=

− =

− =

− =
=
a
ac b
a



a)
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
tempo (segundos)
p
o
s
i
ç
ã
o

(
m
e
t
r
o
s
)

b) A altura máxima atingida por este objeto é
exatamente a coordenada do ponto chamado
vértice. Logo, basta calcular y
v
.
80
) 5 .( 4
1600 -
1600 ) 0 ).( 5 .( 4 - ) 40 (
. . 4 - ,
4
-
2
2
= ⇒

=
− = − = ∆
= ∆

=
v v
v
y y
c a b
a
y

logo a altura máxima é 80 metros.
O tempo gasto para se atingir a altura máxima é a
abscissa do vértice. Logo basta calcular x
v
.
, 4
) 5 .( 2
40
. 2
=


= ⇒

=
v v v
x x
a
b
x
logo o tempo é de 4 segundos.
Cálculo I
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22
1.3.3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa o gráfico das funções abaixo, determinando o valor máximo (ou mínimo) e o conjunto
imagem para cada item.


12x 3x f(x)
16 8x x g(x) 2 5x 2x g(x)
x f(x) 9 x f(x)
2
2 2
2 2
+ − =
− − − = + − =
= − =
c)
e) b)
d) a) 2


2) O custo diário de produção de uma indústria de aparelhos telefônicos é dado por C(x) = x
2
– 86x +
2500, onde C(x) é o custo em dólares e x é o número de unidades fabricadas. Quantos aparelhos devem
ser produzidos diariamente para que o custo seja mínimo?


3) Um foguete experimental é disparado do topo de uma
colina, toca a extremidade superior de uma árvore, sem
mudar sua trajetória e atinge o solo, conforme a figura a
seguir. Determine a altura máxima atingida.




4) Certo dia, numa praia, a temperatura atingiu o seu
valor máximo às 14 h. Suponhamos que, neste dia, a temperatura f(t) em graus Celsius era uma função
do tempo t, medido em horas, dada por f(t) = – t
2
+ bt – 160, quando 8 ≤ t ≤ 20.
Obtenha:
a) o valor de b;
b) a temperatura máxima atingida nesse dia;
c) o gráfico de f.

5) Duas plantas de mesma espécie A e B, que nasceram no mesmo dia, foram tratadas desde o início com
adubos diferentes. Um botânico mediu todos os dias o crescimento (em centímetros) destas plantas. Após
10 dias de observação, ele notou que o gráfico que representa o crescimento da planta A é uma reta que
passa por (2 , 3) e o que representa o crescimento da planta B pode ser descrito pela função
12
24
2
x x
y

= .
Um esquema desta situação está apresentado ao lado. Calcule:
a) a “lei” que descreve o crescimento da planta A;
b) o dia em que as plantas A e B atingiram a mesma altura e qual foi essa altura.























Planta A
Planta B
Tempo x (dias)
Altura y
(cm)
2
3
0
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
23
6) Qual a função geradora da párabola abaixo?















7) Sabendo-se que uma curva que representa uma função de segundo grau passa pelos pontos (-3, 1), (1,
1) e (0, 6), determine a lei desta função.


8) Sabe-se que o lucro total “L” de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C, em que, “R” é a receita
total e “C” é o custo total da produção (em reais). Numa certa empresa que produziu “p” unidades em
determinado período, verificou-se que R(p) = 1000p – p
2
e C(p) = 300 + 40p + p
2
. Nestas condições,
determine:
a) a função L(p);
b) a produção “p” para que o lucro da empresa seja o máximo possível para esta situação;
c) o lucro máximo;
d) o lucro obtido para uma produção de 300 unidades.



9) Sabe-se que o lucro total de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C, em que L é o lucro total, R é
a receita total e C é o custo total de produção. Numa empresa que produziu x unidades, verificou-se que
R(x) = 600x – x
2
e C(x) = x
2
+ 2000. Nessas condições, qual deve ser a produção x para que o lucro da
empresa seja máximo?

































-20
-15
-10
-5
0
5
10
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112



Cálculo I
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24
Respostas:

1. a)

















b)














c)
















d)


























3
x
y
- 9
–3
• Valor mínimo = - 9
• Ponto de mínimo → (0,- 9)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≥ - 9 }
x


1/2 2
y
2

-9/8


5/4

• Valor mínimo = - 9/8
• Ponto de mínimo → (5/4,- 9/8)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≥ - 9/8 }
x 2 4
12
y
0

V • Valor máximo = 12
• Ponto de máximo → (2, 12)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 12 }
x
8
–2
y

–1


1 2
• 2

• Valor mínimo = 0
• Ponto de mínimo → (0,0)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≥ 0 }
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
25

e)




























































x
–16
– 8
y

– 4 0


V • Valor máximo = 0
• Ponto de máximo → (– 4, 0)
• Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 0 }

2) 43 aparelhos

3) ≅ 29,3 m
4a) b = 28 4b) temper. máxima = 36 ºC (Y
V
)

4c)
tempo (h) 8 14 20
36
temperatura (ºC)
0
V


5 a) y = 3x/2
b) atingiram a mesma altura, de 9 cm, no 6º dia

6) y= -x
2
+7x-10

7) y = (-5/3) x
2
- (10/3) x+6

8.a) L(p) = – 2p
2
+ 960p – 300; b) p = 240; c) 114.900;
d) 107.700

9) 150






Cálculo I
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26
1.3.4 FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARÍTMICA

1. Em uma experiência sobre deterioração de alimentos, constatou-se que a população de um certo tipo
de bactérias dobrava a cada hora. Se no instante que começaram as observações havia 50 bactérias, qual a
população de bactérias após 4 horas?

Resolução:

No instante inicial : 50 bactérias
Após 1 hora será: 50 . 2
Após 2 horas será: 50 . 2. 2 = 50 . 2
2

Após 3 horas será: 50 . 2
2
. 2 = 50 . 2
3

Após 4 horas será: 50 . 2
3
. 2 = 50 . 2
4
, logo, teremos 800 bactérias depois de 4 horas.

Enfim, para cada hora x que se escolha há um número y de bactérias. O valor de y, portanto, é uma
função de x, e a lei que expressa y em função de x é y = 50 . 2
x
, que é um caso particular de função
exponencial.

2. Considere os dados da tabela a seguir, que mostram o crescimento de uma população (em milhares) de
bactérias.















Qual a equação que descreve esse crescimento populacional de bactérias? Esboce o gráfico.

Resolução:

Os dados da tabela acima mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias
inoculadas em um meio de cultura. Para avaliar como a população está aumentando, observa-se seu
crescimento a cada geração nos dados da terceira coluna. Se a população estivesse crescendo
linearmente, todos os números na terceira coluna seriam iguais. Também, podem-se analisar a segunda e
a terceira variações para concluir que estas não tendem a se estabilizar. Assim, este crescimento
populacional não pode ser descrito por polinômios. De fato, populações em geral crescem muito
rapidamente, pois a cada geração são mais indivíduos para se reproduzir, o que justifica o fato de os
valores da terceira coluna serem sempre crescentes.

Dividindo a população de cada geração pela da geração anterior, obtém-se:
3 , 1
140
182
0 geração da população
1 geração da população
= =
3 , 1
182
6 , 236
1 geração da população
2 geração da população
= =







x
(geração)
P(x)
(milhares)
0 140
1 182
2 236,6
3 307,58
4 399,854
5 519,81
6 675,753
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
27
Efetuando os mesmos cálculos para os outros dados, ter-se-á também o valor 1,3. Considerando-se x o
número de gerações, a população pode ser escrita da seguinte maneira:
( )
x
x P 3 , 1 140 ) ( ⋅ =

ou seja,
quando x = 0, a população = 140 = ( )
0
3 , 1 140⋅ ;
quando x = 1, a população = 182 = ( )
1
3 , 1 140⋅ ;
quando x = 2, a população = 236,6 = ( )
2
3 , 1 140⋅ ;
quando x = 3, a população = 307,58 = ( )
3
3 , 1 140⋅ ;


Esta é uma função exponencial com base 1,3, assim chamada porque a variável x está no expoente. A
base representa um fator de crescimento pelo qual a população muda a cada geração. Considerando r a
taxa percentual, diz-se neste caso que a taxa de crescimento é r = 30% = 0,3.

Se a equação for válida para as próximas 10 gerações, a população será ( ) 02 , 1930 3 , 1 140 ) 10 (
10
= ⋅ = P .


Graficamente, tem-se:

População de Bactérias
0
500
1000
1500
2000
2500
0 2 4 6 8 10 12
x
P
(
x
)


P(x) é uma função crescente, pois os valores aumentam para valores crescentes de x. Note também que a
população cresce mais rápido quanto maior é o número de gerações. Este comportamento é próprio das
funções exponenciais.

Embora o gráfico seja uma linha cheia, isto é, contínua, ele mostra apenas uma boa aproximação da
realidade, pois sabe-se que não há fração de população.

Para reconhecer que os dados de uma tabela descrevem uma função exponencial, basta observar se as
razões dão um fator constante.











Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
28
1.3.4.1 DEFINIÇÃO

Toda função f: ℜ→ℜ definida por f(x) = y
0
. a
x
, com a ∈ ℜ, a > 0 e a ≠ 1 e x∈ ℜ é denominada
função exponencial de base a.

Propriedades:
• Se a > 1 a função f(x) = y
0.
a
x
será crescente. Exemplos: f(x) = 2
x
, g(x) =( )
x
2
3


• Se 0 < a < 1 a função f(x) = y
0.
a
x
será decrescente . Exemplos: f(x) =( )
x
2
1
, g(x) = (0,3)
x


• Sendo a função f(x) = a
x
, definida anteriormente, temos que ∀ x ∈ R, encontraremos a
x
> 0. Como
todos os valores de “y” serão positivos, o gráfico se localizará totalmente acima do eixo “x”, concluindo-
se então que o conjunto imagem da função será dado por Im = { y ∈ R / y > 0 } ou ainda, de forma mais
breve: Im = R

+
.

• Decorrente do item anterior teremos, coincidente com o eixo das abscissas, uma assíntota horizontal.


1.3.4.2 GRÁFICOS

Exemplo 1:

y = 2
x












Exemplo 2:

y = (1/2)
x

X y
-3 0,125
-2 0,25
-1 0,5
0 1
1 2
2 4
3 8
x y
-3 8
-2 4
-1 2
0 1
1 0,5
2 0,25
3 0,125
y =(1/2)
x
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
x
y

y = 2
x
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
x
y




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
29
1.3.4.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Construa cada dupla de gráficos das funções abaixo no mesmo sistema cartesiano ortogonal.
a)
x
x f 3 ) ( = e ( )
x
x g
3
1
) ( = b)
1
2 ) (
+
=
x
x f e 1 2 ) ( + =
x
x g

2) Construa o gráfico das funções abaixo, determinando o conjunto imagem e representando
também as respectivas assíntotas.

a) 1 2 ) ( − =
x
x f b) 2 2 + =
x
y c)
1
3 ) (

=
x
x g d)
2
3 ) (

=
x
x h

e)
x
x f
2
2 ) ( = f)
x
x g
2
3
1
) ( |
.
|

\
|
= g)
x
y

|
.
|

\
|
=
3
1



1.3.4.4 LOGARITMAÇÃO

Resolver as seguintes equações exponenciais:

a) 2
x
– 512 = 0 b) 3 . 4
x+1
= 96 c) 3
x
= 2







Utilizando somente os conceitos usuais de equações exponenciais, não poderemos solucionar a
equação do item “c”. Para chegarmos à solução da referida equação precisaremos conhecer os
logaritmos.


Matematicamente, podemos escrever um número de várias formas:

O número
4
3
pode ser escrito na forma ) 25 , 0 .( 3
4
1
3 = ⋅ .

Observe que na forma 1ª forma, a fração pode ser considerada uma divisão e na 2ª forma, a
operação utilizada é a multiplicação. Podemos trocar a operação de um número sem alterar o seu
valor. Utilizando um raciocínio similar, podemos transformar as equações:

2 3 =
x
⇔ x = 2 log
3

forma exponencial forma logarítmica

Desta maneira, temos a definição da operação logaritmação:


b
x
a x b
a
= ⇔ = log
¦
¹
¦
´
¦
ℜ ∈
≠ >
>
x
1 a e 0 a
0 b
com





base logaritmando ou
antilogaritmo
Logaritmo Simbolo da
operação
Expoente
Base

base logaritmando ou
antilogaritmo
Logaritmo Símbolo da
operação
Expoente
Base
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
30
Através da definição podemos observar que o logaritmo é um expoente. Assim sendo...

8 2
3
= ⇔ 3 8 log
2
=

32 2
5
= ⇔ 5 32 log
2
=

81 3 =
x
⇔ x = 81 log
3


Neste último caso, resolvendo o logaritmo, temos que: x = 81 log
3

81 3 =
x


4
3 3 =
x

4 = x ∴ 4 81 log
3
=

• Logaritmo decimal (base 10) → 2 100 log 100 log
10
= =

• Logaritmo natural ou neperiano (base e ) → 0 1 log 1 ln = =
e

e = 2,7182818284... (número de Euler ou Neperiano)


Propriedades Importantes dos Logaritmos:

c b c b
a a
= ⇔ = log log b n b
n
log . log =


c a c a
b b b
log log ) . ( log + = c a
c
a
b b b
log log log − =
|
.
|

\
|


Mudança de Base:

Para mudarmos a base “a” de um logaritmo, para uma base “c” de livre escolha (c > 0 e c ≠ 1),
utilizamos a fórmula:


a
b
b
c
c
a
log
log
log =

1.3.4.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Curva de Aprendizagem é um conceito criado por psicólogos que constataram a relação
existente entre a eficiência de um indivíduo e a quantidade de treinamento ou experiência
possuída por este indivíduo. Um exemplo de Curva de Aprendizagem é dado pela expressão
t
e Q
5 , 0
300 700

− = , em que:
Q = quantidade de peças produzidas mensalmente por um funcionário;
t = meses de experiência;

a) De acordo com essa expressão, quantas peças um funcionário com 1 mês de experiência deverá
produzir mensalmente?
b) E um funcionário sem qualquer experiência, quantas peças deverá produzir mensalmente?
Compare esse resultado com o resultado do item a. Há coerência entre eles?
c) Construa o gráfico Q X t
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
31
2) A produção de uma peça numa empresa é expressa pela função y = 100 – 100.e
-0,2d
, onde y é o
número de peças e d o número de dias. A produção de 87 peças será alcançada em quantos dias?
Esboce o gráfico que representa esta função.

3) Uma imobiliária acredita que o valor v de um imóvel no litoral varia segundo a lei v(t) =
50.000•(0,9)
t
, em que t é o número de anos contados a partir de hoje.
a) Qual é o valor atual desse imóvel?
b) Qual é a desvalorização percentual anual desse imóvel?
c) Quanto valerá esse imóvel daqui a 2 anos?
d) Daqui a quantos anos o imóvel valerá R$ 29.524,50?

4) A expressão
t
k t P
05 , 0
2 ) ( • = fornece o número P de milhares de habitantes de uma cidade,
em função do tempo t, em anos. Se em 1990 essa cidade tinha 300.000 habitantes, quantos
habitantes, aproximadamente, ela possuía no ano 2000?

5) Um corpo com temperatura de 200
o
C é exposto ao ar e após 30 segundos sua temperatura
atinge 120
o
C. Sabendo que seu resfriamento obedece a função: T = c.e
kt
+ T
a

Onde: T ⇒ temperatura; t ⇒ tempo; c, k ⇒ constantes; T
a
⇒ 20
o
C.
a) Determinar a temperatura após 1 hora.
b) Determinar o tempo necessário para atingir 40
o
C.

6) Sabe-se que a população de bactérias em uma cultura pode ser modelada pela função p = c.e
kt
,
onde “p” representa o número de bactérias e “t” o tempo. Sabe-se que em 8 horas de cultura a
população era de 1200 bactérias, isto para uma população inicial de 250 bactérias. Determine a
população para 1 dia e 2 dias.

7) Um estudo revelou que a população de peixes de um lago está crescendo à taxa de 25% ao
ano. Isso significa que a população de peixes em um determinado ano é 1,25 vez maior que a
população do ano anterior. Atualmente, essa população está estimada em 1.000 peixes.
a) Obtenha a lei que define o número de peixes n nesse lago daqui a t anos.
b) Qual será a população de peixes daqui a 1 ano? E daqui a 3 anos?
c) Esboce o gráfico dessa função.

8) Uma maionese mal conservada causou mal-estar nos freqüentadores de um restaurante. Uma
investigação revelou a presença da bactéria salmonela, que se multiplica segundo a lei:
at
t n 2 200 ) ( • = , em que n(t) é o número de bactérias encontradas na amostra de maionese t
horas após o início do almoço e a é uma constante real.
a) Determine o número inicial de bactérias.
b) Sabendo que após 3 horas do início do almoço o número de bactérias era de 800, determine o
valor da constante a.
c) Determine o número de bactérias após 1 dia da realização do almoço.

9) Segundo dados de uma pesquisa, a população de certa região do país vem decrescendo em
relação ao tempo t, contado em anos, aproximadamente, segundo a relação:
t
P t P
25 , 0
4 ) 0 ( ) (

• = .
Sendo P(0) uma constante que representa a população inicial dessa região e P(t) a população t
anos após, determine quantos anos se passarão para que essa população fique reduzida à metade.

10) Considerando-se as taxas de natalidade e mortalidade, a população da cidade A apresenta
crescimento de 5% ao ano, e a população da cidade B aumenta, a cada ano, 1.500 habitantes em
relação ao ano anterior. Em 1990, a população da cidade A era de 200.000 habitantes e a
população da cidade B era de 220.000 habitantes.
a) Obtenha a lei que representa a população P de cada uma das duas cidades em t anos, a partir
de 1990.
b) Forneça a população de A e de B em 2003.
c) Faça um esboço dos gráficos que representam as leis obtidas no item a no mesmo plano
cartesiano.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
32

11) No primeiro dia útil de 2003 (data que será chamada de “data-base”), um investidor tem o
saldo de R$ 15.000,00 numa aplicação financeira (estamos supondo que os rendimentos do último
período que antecedeu à data-base já tenham sido creditados).
Durante os próximos meses, são pagos a esse investidor rendimentos a uma taxa de 15% ao mês.
Supondo que a partir da data-base não foram feitos nem depósitos nem retiradas, calcule o saldo
dessa conta com relação à data-base, após:
a) 1 mês;
b) 2 meses;
c) 3 meses;
d) 12 meses;
e) n meses (n inteiro, n≥ 0).

12) Suponha que você deposite R$ 1000 numa conta que rende juros cuja taxa é 2% ao mês e
acumule esse juro ao seu capital inicial mensalmente. Quanto você terá após 6 meses de
aplicação?

13) O gráfico abaixo é gerado pela função y = c.e
kx
+ 10. Determinar:
a) o valor de y para x = 30
b) o valor de x para y = 12

y


50



20


10 x




Respostas:

1) a) 518 peças; b) 400 peças
2) 10,2 dias
3) a) R$ 50.000,00; b) 10%; c) R$ 40.500,00; d) 5 anos
4) 424.264 habitantes
5) a) T = 20
o
C; b) t ≅ 112 segundos
6) P(24) = 27.647 bactérias e P(48) = 3.057.647 bactérias
7) a) n = 1000•(1,25)
t
; b)1250 peixes; 1953 peixes; c) Gráfico
8) a) 200 bactérias; b) a = 2/3; c) 13.107.200 bactérias
9) 2 anos
10) a) PA = 200.000 • (1,05)
t
e

PB = 220.000 + 1500t; b) PA = 377.129 habitantes e PB = 239.500 habitantes; c) Gráfico
11) a) R$ 17.250,00; b) R$ 19.837,50; c) R$ 22.813,13; d) R$ 80.253,75; e) saldo = 15.000 • (1,15)
n

12) R$ 1126,16
13) a) y = 10,6255 b) x = 21,6142










Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
33
1.3.5 FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

1.3.5.1 RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Considerando o triângulo retângulo da figura:











Teorema de Pitágoras: a hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos catetos
(
2 2 2
c b a + = )

Obs. a hipotenusa é sempre o maior lado do triângulo retângulo.

Para um ângulo agudo de um triângulo retângulo, define-se:

Seno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da
hipotenusa.

Cosseno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto adjacente a esse ângulo e a medida da
hipotenusa.

Tangente de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida do
cateto adjacente a esse ângulo.








1.3.5.2 CICLO TRIGONOMÉTRICO

Denomina-se ciclo trigonométrico uma circunferência de raio unitário, fixada em um plano
cartesiano, de centro O, sobre a qual marcamos um ponto A (origem), e adotamos como sentido
positivo de percurso o sentido anti-horário.















a
b
B
ˆ
sen =
a
c
B
ˆ
cos =
c
b
B
ˆ
tg =
a
c
C
ˆ
sen =
a
b
C
ˆ
cos =
b
c
C
ˆ
tg =
cateto
hipotenusa
cateto
b

c
a

A
C
B

B

C
D

A
y


r = 1
x
+
_

O
Os pontos A(1, 0); B(0,1); C(-1, 0) e D(0, -1) pertencem a
circunferência e a dividem em 4 partes iguais
denominadas quadrantes.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
34
1.3.5.3 SENO, COSSENO E TANGENTE NO CICLO TRIGONOMÉTRICO


TABELAS DOS VALORES NOTÁVEIS



















Observações:
• Relação Fundamental entre o seno e o cosseno: sen
2
x + cos
2
x = 1

x cos
senx
= x tg


1.3.5.4 FUNÇÕES SENO, COSSENO E TANGENTE

a. Função seno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = sen x.
b. Função Cosseno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = cos x.
c. Função Tangente é a função que faz corresponder a cada número real x, x≠ π/2 + kπ, onde k
є Z, o número y = tg x.

Função Seno e Função Cosseno:

• Domínio: D = R
• Conjunto Imagem: Im = [-1,1]








30
o

(π/6)

45
o

(π/4)

60
o

(π/3)

seno
2
1

2
2

2
3


cosseno
2
3

2
2

2
1


tangente
3
3

1
3

0
o

(0 rad)

90
o

(π/2 rad)

180
o

(π rad)

270
o

(3π/2 rad)

360
o

(2π rad)

seno

0

1

0

-1

0

cosseno

1

0

-1

0

1

tangente

0

∃/

0

∃/

0
sen

Π/2


0
1
2
3
2
2
2
1
2
1
2
2
2
3



1
π/4

π/3

π/6

cos
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
35
1.3.5.5 GRÁFICOS

1. SENO


Função Seno
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
x
y




2. COSSENO



Função Cosseno
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
x
y


1.3.5.6 PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES SENO E COSSENO

a. Função Limitada
Estas funções são limitadas pois : -1 ≤ sen x ≤ 1 e -1 ≤ cos x ≤ 1, para todo x real.

b. Amplitude
Amplitude é a metade da diferença entre os valores máximo e mínimo de uma função.
Os valores máximo e mínimo das funções seno e cosseno são 1 e –1, assim a amplitude de ambas
as funções é 1.

c. Função Periódica
Período: é o tempo para que a função execute um ciclo completo.
O gráfico da função seno e também o da função cosseno, percorre um ciclo completo de 0 a 2Π,
todo o resto do gráfico é só uma repetição deste pedaço. Portanto o período destas 2 funções é p =
2Π.






x y
0 0
π/2 1
π 0
3π/2 -1
2π 0
D =
Im =
X Y = cos x
0 1
π/2 0
π -1
3π/2 0
2π 1
D =
Im =

2π π/2 π 3π/2 -π/2 -2π -3π/2

3π/2 2π π/2 π -π/2 -2π -3π/2 -π
Cálculo I
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36
1.3.5.7. EXEMPLOS

1. Esboce o gráfico de y = 3 sen t e use-o para determinar a amplitude e o período.


y = 3 sen t
-3
-2
-1
0
1
2
3
t
y


As ondas têm um máximo de 3 e um mínimo de –3, assim a amplitude é 3.
O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = 2Π, sendo assim o período é 2Π.


2. Esboce o gráfico de y = cos 2 t e use-o para determinar a amplitude e o período.


y = cos 2 t
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y


As ondas têm um máximo de 1 e um mínimo de –1, logo a amplitude é 1.
O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = Π, logo o período é p = Π.

3. Esboce o gráfico de y = sen (t + Π/2) e use-o para determinar a amplitude e o período.


y = sen (t+π/2)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y


2π π/2 π 3π/2
-π/2
-2π
-3π/2

2π π/2 π 3π/2 -π/2 -2π -3π/2 -π
π 2π π/2 3π/2 -π/2 -2π -3π/2 -π
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
37
Tem amplitude A = 1.
Tem período p = 2π.
É o gráfico de y = sen t deslocado de π/2 unidades para a esquerda. (Observe que é o gráfico de
y = cos t)


4. Faça o gráfico de y = A sen t para diferentes valores de A. Descreva o efeito de A sobre o gráfico.


-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
t
y



5. Faça o gráfico de y = sen B t para diferentes valores de B. Descreva o efeito de B sobre o gráfico.














Os gráficos de y = sen Bt, para B = 1/2 o período é 4π, quando B = 1 o período é 2Π, quando B =
2 o período é Π . O valor de B afeta o período da função. Os gráficos sugerem que quanto maior
for B, “mais depressa” a onda se repete e mais curto é o período.

















Nos gráficos de y = A sen t para A = 1, 2, 3,
valores positivos, observa-se que A é a
amplitude.
Faça o gráfico de y = A sen t para valores
negativos de A e descreva o efeito de A sobre
o gráfico.
y = sen 1/2 t ( B =1/2)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y
π 2π
y = sen t ( B = 1)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y
y = sen 2t (B = 2)
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
t
y
2π π 3π 4π


2π 4π
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
38
1.3.5.8 FAMÍLIA DE CURVAS

As constantes A, B, C e D são chamadas parâmetros. Pode-se estudar as famílias de curvas
variando um dos parâmetros de cada vez.
As funções y = A sen (Bt + C) + D e y = A cos (Bt + C) + D são periódicas com:

• Amplitude = IAI,
• Período
IBI
p
π
=
2
,
• Deslocamento horizontal = C/B
• Deslocamento vertical = D

1.3.5.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Esboce o gráfico das funções abaixo. Quais são seus períodos e suas amplitudes?

a) y = 3 sen x
b) y = -3 sen x
c) y = 5 cos t
d) y = -5 cos t
e) y = sen (x) + 1
f) y = cos (x/2)
g) y = sen (5x) + 1
h) y = sen(x + Π)

2) A 10 de fevereiro de 1990, a maré alta em determinada cidade foi à meia noite. A altura de
água no porto é uma função periódica, pois oscila regularmente entre maré alta e baixa. A altura
(em pés) é aproximada pela fórmula
) t
6
cos( 9 , 4 + 5 = y
π
,
onde t é o tempo em horas desde a meia noite de 10 de fevereiro de 1990.

a) Esboce um gráfico dessa função em 10 de fevereiro de 1990 (de t = 0 a t = 24)
b) Qual era a altura da água à maré alta?
c) Quando foi a maré baixa e qual era a altura da água nesse momento?
d) Qual é o período desta função e o que ele representa em termos das marés?
e) Qual é a amplitude desta função e o que ela representa em termos das marés?


























i) y = 2 sen (x + Π )
j) y = ½ (cos 3x) +1
k) y = cos(t/4) – 2
l) y = 2 sen(4x) – 2
m) y = 3 cos (x + Π) -1
n) y = 2 sen (x + Π/2) + 1
o) y = -1cos (2t) -2
p) y = -3 cos (x + Π) +1
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
39
Respostas:

1) a) e)
y = 3 sen x
-3
-2
-1
0
1
2
3
0 90 180 270 360


b)
y = -3 sen x
-3
-2
-1
0
1
2
3
0 90 180 270 360


c)
y = 5 cos t
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
0 90 180 270 360


d)

y = -5 cos t
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
0 90 180 270 360











y = sen (x) + 1
-2
-1
0
1
2
0 90 180 270 360


f)
y = cos(x/2)
-1
-0,5
0
0,5
1
0 180 360 540 720

g)

y=sen(5x)+1
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
2
0 18 36 54 72


h)


y=sen(x+p)
-1
-0,5
0
0,5
1
-270 -180 -90 0 90 180 270 360

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
40

i) m)

y=2 sen(x+p)
-2
-1
0
1
2
-270 -180 -90 0 90 180 270 360


j)
y=0,5(cos3x)+1
-1,5
-1
-0,5
0
0,5
1
1,5
0 30 60 90 120


k)
y=(cosx/4)-2
-3
-2,5
-2
-1,5
-1
-0,5
0
0 360 720 1080 1440


l)
y=2sen(4x)-2
-4
-3
-2
-1
0
0 22,5 45 67,5 90






2)a) gráfico; b) 9,9 m; c) 6 e 18 horas e altura de 0,1 m; d) 12 horas; e) 4,9




y=3cos(x+p)-1
-4
-3
-2
-1
0
1
2
-270 -180 -90 0 90 180 270 360


n)

y=2sen(x+p/2)+1
-2
-1
0
1
2
3
-180 -90 0 90 180 270 360


o)

y=-cos(2x)-2
-3
-2,5
-2
-1,5
-1
0 45 90 135 180

p)

y=-3cos(x+p)+1
-2
-1
0
1
2
3
4
-270 -180 -90 0 90 180 270 360

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
41
Capítulo 2: Limite e Continuidade
2.1 EXEMPLO
1. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que
o mesmo está submetido. A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo, que representa:
P
k
V = ,
onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás.







a) Com respeito a função
P
k
V = , com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como
sendo nula ou negativa), o que se pode dizer de V quando P diminui, tendendo a zero?
b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce, tornando-se muito grande, tão
grande quanto se queira, isto é, quando P tende para mais infinito?

Resolução:
a) Quando P diminui, tendendo a zero, escrevemos:
P Æ
+
0 , ou seja, P tende a zero por valores maiores que zero, pela direita. E quando isto acontece, V
se torna muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, V tende para mais infinito e escrevemos:
V Æ +∞.
Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites: +∞ =
+∞ →
V
P
lim .
b) Quando P cresce, tornando-se muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, quando P Æ +∞,
V tenderá a zero, ou seja, V Æ 0. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a
linguagem dos limites: 0 lim =
+∞ →
V
P
.


2.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE
Seja a função f(x) = 2x + 1. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1, pela sua direita (valores
maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y:
x y = 2x + 1 x y = 2x + 1
1,5 4 0,5 2
1,3 3,6 0,7 2,4
1,1 3,2 0,9 2,8
1,05 3,1 0,95 2,9
1,02 3,04 0,98 2,96
1,01 3,02

0,99 2,98


0
10
20
30
40
50
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
Pressão (atm)
V
o
l
u
m
e

(
c
m
3
)
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
42





Notamos que à medida que x se aproxima de
1, y se aproxima de 3, ou seja, quando x tende
para 1 (x 1), y tende para 3 (y 3), ou
seja:
3 1 2 lim
1
= +

x
x

Vemos que é possível fazer o valor de f(x) tão
próximo de 3 quanto desejarmos, tornando x
suficientemente próximo de 1.

2.3 DEFINIÇÃO
Assim, de forma geral, escrevemos:
( ) b x f
a x
=

lim
quando x se aproxima de a (x Æ a), f(x) se aproxima de b (f(x) Æ b).

2.4 LIMITES LATERAIS
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à direita
da função f quando x tende para "a" pela direita, e escrevemos:
L x f
a x
=
+

) ( lim isto é, todos os valores de x são sempre maiores do que "a".
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à
esquerda da função f quando x tende para "a" pela esquerda, e escrevemos:
L x f
a x
=


) ( lim isto é, todos os valores de x são sempre menores do que "a".

TEOREMA: Seja f uma função definida em um intervalo aberto I contendo a, exceto possivelmente no ponto
a, então:
L x f
a x
=

) ( lim se e somente se: L x f x f
a x a x
= =
− +
→ →
) ( lim ) ( lim
Lê-se: limite de f de x, quando x tende a a é L
Cálculo I
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43
EXEMPLOS:
1) Verifique se existe o limite da função f(x) = x² + 1, quando x tende a 1.
Solução:
1 lim
2
1
+


x
x
= (1)² + 1 = 2
1 lim
2
1
+
+

x
x
= (1)² + 1 = 2
Como 2 ) ( lim ) ( lim
1 1
= =
+ −
→ →
x f x f
x x
, logo, 2 1 lim
2
1
= +

x
x


2) Verifique se existe o limite de
¹
´
¦
≥ −
< +
=
1 , 2
1 , 1
) (
x se x
x se x
x f , em x = 1.
Solução:
1 lim
1
+


x
x
= 1 + 1 = 2
x
x

+

2 lim
1
= 2 – 1 = 1

Como ) ( lim ) ( lim
1 1
x f x f
x x
+ −
→ →
≠ , Logo, existe não x f
x
=

) ( lim
1

3) Seja f(x) a função definida pelo gráfico:

Intuitivamente, encontre se existir:
a) 1 ) ( lim
3
− =


x f
x
d) 1 ) ( lim − =
−∞ →
x f
x

b) 3 ) ( lim
3
=
+

x f
x
e) 3 ) ( lim =
+∞ →
x f
x

c) ∃ =

) ( lim
3
x f
x
f) 3 ) ( lim
4
=

x f
x



Cálculo I
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44
2.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Os cientistas P. F. Verhulst, R. Pearl e L. J. Reed, contrariando a teoria de Malthus de que as populações
crescem em progressão geométrica, propuseram uma lei de crescimento populacional cujo gráfico tem o
seguinte aspecto:

Para Pearl e Reed as condições físicas determinavam um limite superior L para a população de uma região
ou país e, utilizando os censos norte-americanos de 1790 a 1910, obtiveram a lei experimental:
t
x
P

+
=
03 , 1 32 , 67 1
274 , 197

onde P é a população norte-americana em milhões de habitantes, t anos após 1790.
Calcule o limite da função P, quando t Æ +∞.
2. A população de uma colônia de bactérias varia segundo a função definida por:
t
e
t P

+
=
7 5
60
) ( , onde P(t) é
dada em bilhões e t em dias. Descreva o que acontece com a população no decorrer do tempo. Verifique a
sua conclusão achando ). ( lim t P
t +∞ →


3. Seja f(x) a função definida por cada gráfico, intuitivamente, encontre se existir:

a) b)




Cálculo I
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45


c)


d)







e) f)






Cálculo I
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46



g) h)



Respostas:

1) L = 197,274 milhões de habitantes


2) 12















3) a) 4, +∞ , não existe, 4, 4, +∞
b) −∞ , +∞ , não existe, 3, 1, 1
c) 5, 5, 5, 0, -1, −∞
d) −∞ , −∞ , −∞ , 1, -1
e) 2, −∞ , não existe, 2, +∞ , 1
f) 4, -1, não existe, 2, 1, 4
g) 3, 0, não existe, 2, 6, +∞
h) +∞ , +∞ , +∞ , 1, 4, 1
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47
2.6 PROPRIEDADES DOS LIMITES
P1) c c
a x
=

lim Exemplo: 5 5 lim
2
=
→ x

P2) a x
a x
=

lim
P3) ) ( lim ) ( lim x f c x f c
a x a x → →
⋅ = ⋅ Exemplo: 10 2 5 ) 1 ( lim 5 ) 1 ( 5 lim
1 1
= ⋅ = + ⋅ = +
→ →
x x
x x


P4) | | ) ( lim ) ( lim ) ( ) ( lim x g x f x g x f
a x a x a x → → →
± = ± Exemplo:
8 2 6 4 2 lim 3 lim lim ) 2 3 ( lim
2 2
2
2
2
2
= − + = − + = − +
→ → → → x x x x
x x x x

P5) | | ) ( lim ) ( lim ) ( ) ( lim x g x f x g x f
a x a x a x → → →
⋅ = ⋅ Exemplo: 60 10 6 5 lim 3 lim ) 5 3 ( lim
2 2 2
= ⋅ = ⋅ = ⋅
→ → →
x x x x
x x x


P6)
) ( lim
) ( lim
) (
) (
lim
x g
x f
x g
x f
a x
a x
a x



= Exemplo: 1
1
1
lim
lim
lim
1
2
1
2
1
= = =


→ x
x
x
x
x
x
x

P7) | |
n
a x
n
a x
x f x f
(
¸
(

¸

=
→ →
) ( lim ) ( lim Exemplo: 1 1 lim
2 2
1
= =

x
x


P8) n
a x
n
a x
x f x f ) ( lim ) ( lim
→ →
= Exemplo: ( ) 3 1 8 16 1 4 lim 1 4 lim
4
2
4
2
= + − = + − = + −
→ →
x x x x
x x


P9) ) ( lim log ) ( log lim x f x f
a x
b b
a x → →
= com f(x) > 0 Exemplo: 1 10 log lim log log lim
10 10
= = =
→ →
x x
x x

2.7 LIMITES INDETERMINADOS
No estudo de limites é considerado um indeterminação quando ocorrer as seguintes situações:
0
, , 1 , ,
0
0
, 0 ∞ ∞ − ∞


± ∞ ⋅

.
Para evitarmos (ou sairmos de) uma indeterminação de limite devemos simplificar a função.




Cálculo I
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48
EXEMPLOS:
1) Seja
2
4 4 3
) (
2

− −
=
x
x x
x f e considere o problema da determinação do ) (
lim
2
x f
x→
.
Resolução:
0
0
2 2
4 2 . 4 4 . 3
2
4 4 3
lim
2
2
=

− −
=

− −
→ x
x x
x
que é uma indeterminação.
Intuitivamente podemos ter a idéia do comportamento da função quando x tende a 2 calculando f(x) quando
x chega bem perto do valor 2, mas sem assumi-lo.
Fazendo

→2 x (valores menores que 2)
x 1 1,25 1,50 1,75 1,90 1,99 1,999
f(x) 5 5,75 6,50 7,25 7,70

Fazendo
+
→2 x (valores maiores que 2)
x 3 2,75 2,50 2,25 2,01 2,001
f(x) 11 10,25 9,50 8,30

Evidentemente quando 2 → x , 8 ) ( → x f ,
8
2 x
4 x 4 x 3
lim
2
2 x
=

− −


Obs. 8 2 2 . 3 2 x 3
lim
2 x
) 2 x ).( 2 x 3 (
lim
2 x
4 x 4 x 3
lim
2 x 2 x
2
2 x
= + = + =

− +
=

− −
→ → →

Esta é uma função descontínua.

2) ação Indetermin
0
0
3 x
9 x 6 x
lim
2
3 x
=

+ −

. Neste tipo de limite, se o numerador e o denominador
aproximam-se de zero quando x Æ a, então o numerador e o denominador terão um fator comum (x – a) e o
limite pode, freqüentemente, ser obtido cancelando-se primeiro os fatores comuns:
0 ) 3 x ( lim
3 x
) 3 x (
lim
3 x
9 x 6 x
lim
3 x
2
3 x
2
3 x
= − =


=

+ −
→ → →

3) Calcule o limite de
4
16 8
lim
2
4
+
+ +
− →
x
x x
x
.
Solução:
0
0
4 4
16 ) 4 ( 8 ) 4 (
lim
2
4
=
+ −
+ − + −
− → x
indeterminação.
0 4 4 4 lim
4
) 4 (
lim
4
16 8
lim
4
2
4
2
4
= + − = + =
+
+
=
+
+ +
− → − → − →
x
x
x
x
x x
x x x

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49
2.8 PROPRIEDADES DOS LIMITES NO INFINITO
P1) Limites de x
n
, quando x Æ ± ∞
∞ =
∞ →
n
x
x lim , para n = 1, 2, 3, ...
¹
´
¦
= ∞
= ∞ +
=
−∞ → ... 5, 3, 1, n para , -
... 6, 4, 2, n para ,
lim
n
x
x
Multiplicando-se x
n
por um número real positivo, isto não afeta os limites mas, multiplicando-se por um
número real negativo invertem-se os sinais.
Exemplos:
+∞ =
+∞ →
5
2 lim x
x
; −∞ =
−∞ →
5
2 lim x
x
; +∞ =
+∞ →
6
4 lim x
x
; +∞ =
−∞ →
6
4 lim x
x
;
−∞ = −
+∞ →
8
7 lim x
x
; −∞ = −
−∞ →
8
7 lim x
x


P2) Limite de Polinômios - quando x Æ ±∞
O polinômio p(x) = c
0
+ c
1
x + ... + c
n
x
n
, comporta-se como o seu termo de maior grau quando x Æ ±∞:
Exemplo: +∞ = = − + −
+∞ → +∞ →
5 3 5
7 lim ) 9 2 4 7 ( lim x x x x
x x


P3) Limite das Funções Racionais - quando x Æ ±∞
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
<
=
> ∞ ±
=
±∞ →
n m se 0
n m se
n m se
lim
0
0
0
0
b
a
x b
x a
n
m
x


Exemplos:
n) m (pois
2
lim
2
3
> +∞ =
+∞ →
x
x
x

n) m (pois 2
2
lim
2
2
= =
−∞ →
x
x
x

n) m (pois 0
3
lim
2
< =
−∞ →
x
x
x









Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

50
2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Seja
¦
¹
¦
´
¦
>
≤ −
=
3 x se 7, - 3x
3 x se ,
) (
1 x
x f . Calcule:
a) ) ( lim

x f
3 x→
= 2 b) ) ( lim x f
3 x
+

= 2 c) ) ( lim x f
3 x→
= 2

2) Seja 4 x x f − = ) ( . Calcule:
a) ) ( lim x f
4 x
+

= 0 b) ) ( lim

x f
4 x→
= 0 c) ) ( lim x f
4 x→
= 0

3) Seja
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
>
=
< ≤
<
=
1 x se x, - 2
1 x se 2,
1 x 0 se , x
0 x se ,
) (
2
x
1
x f . Calcule:
a) ) ( lim

x f
1 x→
= 1 b) ) ( lim x f
1 x→
= 1 c) ) ( lim x f
0 x
+

= 0 d) ) ( lim

x f
0 x→
= −∞
e) ) ( lim x f
0 x→
= não existe f) ) ( lim x f
2 x
+

= 0 g) ) ( lim

x f
2 x→
= 0 h) ) ( lim x f
2 x→
= 0

4) Calcular os limites usando as propriedades:
a) ) ( lim
2
0 x
x 5 x 7 3 − −

= 3 b) ) ( lim 2 x 7 x 3
2
3 x
+ −

= 8 c)
(
¸
(

¸

+ ⋅ +

− →
1 3
1 x
2 x 4 x ) ( ) ( lim = 27
d)
1 x 3
4 x
2 x

+

lim = 6/5 e)
2 t
3 t
2 t
+
+

lim = 5/4 f)
1 x
1 x
2
1 x



lim = 2
g)
2 t
6 t 5 t
2
2 t

+ −

lim = -1 h) 1 x
x
+
−∞ →
lim = não existe i)
3 x
9 x
2
3 x
+

− →
lim = -6
j)
100
x
x
lim
+∞ →
= +∞ k)
x
1
x
lim
+∞ →
= 0 l)
x
x
3
x
lim
−∞ →
= +∞
m)
3 t 7
t 6
3
3
t
+

+∞ →
lim = -1/7 n)
1 x
1 x
lim
4
1 x ¨
= 4 o)
1
1 4 2
lim
2 3
2 3
+ + +
− +
∞ →
x x x
x x
x
=2
p)
1 2
3
lim
2
+
+ +
∞ →
x
x x
x
= ½ q)
3
1
lim
3 3
+
− +
∞ →
x
x x
x
=1 r)
x x x
x
x
+ + +
+
∞ →
3
3
lim
2
= 1/2
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51
2.10 LIMITES NO INFINITO
Considere a função
1
) (
+
=
x
x
x f e observe que quando x é muito grande f(x) é aproximadamente igual a 1.
Este fato é escrito da seguinte forma
1
1
lim =
|
.
|

\
|
+
∞ →
x
x
x



Observe que a restrição de f nos reais nos dá uma seqüência cujo limite é exatamente 1.
DEFINIÇÃO: Seja f: B → R uma função, B um conjunto que não é limitado superiormente (inferiormente) e
L ∈ R. Dizemos que
L x f x f
x x
= =
∞ − → ∞ →
) ( lim ) ( lim


Exemplo:
Determine
|
.
|

\
|


1
2
lim
1
x
x

Solução: ∞ = =

=


0
2
1 1
2
1
2
lim
1
x
x


2.11 ASSÍNTOTAS
Assíntota Vertical
A equação x = a é dita uma assíntota vertical do gráfico de uma função f se:
∞ ± =

) ( lim x f
a x


Assíntota Horizontal
A equação y = b é dita uma assíntota horizontal do gráfico de uma função f se:
b x f
x
=
∞ ± →
) ( lim


Cálculo I
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52
Exemplos:
1) Identifique as assíntotas no gráfico
2
1
+
=
x
y
Solução: x + 2 ≠ 0 => x ≠ -2
D = R – {-2}
∞ = |
.
|

\
|
+
− →
2
1
lim
2
x
x
tem assíntota vertical na reta x = -2.
0
2
1
lim = |
.
|

\
|
+
∞ →
x
x
tem assíntota horizontal na reta y = 0.

2.12 CONTINUIDADE DE UMA FUNÇÃO
Continuidade de uma função num ponto
Ponto interior: Uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior c do seu domínio quando:
) ( ) ( lim ) (
) ( lim ) (
) ( ) (
c f x f III
x f II
c f I
c x
c x
=





EXEMPLOS:
1) Analise a continuidade da função:
¦
¹
¦
´
¦
=



=
1 , 1
1 ,
1
1
) (
2
x se
x se
x
x
x f
Solução: D = R – {1}
f(1) = 1
2 1 lim
1
) 1 ( ) 1 (
lim
1
1
lim
1 1
2
1
= + =

+ −
=
|
|
.
|

\
|


→ → →
x
x
x x
x
x
x x x

) 1 ( ) ( lim
1
f x f
x


, portanto, a função dada é descontínua em x = 1.


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

53
2) Analise a continuidade da função:
¦
¹
¦
´
¦
− =
− ≠
+ =
2 , 3
2 ,
2
1
) (
x se
x se
x x g
Solução: D = R – {-2}
∞ =
+ − → 2
1
lim
2 x x

portanto, a função dada é descontínua em x = -2.
2.13 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Analise as seguintes funções, verificando as assíntotas (se tiver) e a continuidade.
a)
¹
´
¦
≥ −
< −
=
1 , 4
1 , 1
) (
2
x se x
x se x
x f d)
2
1
) (
2
− +

=
x x
x
x f
b)
¹
´
¦
− =
− ≠ +
=
2 , 2
2 , 3
) (
x se
x se x
x f e) 4 ) ( − = x x f
c)
6
3
) (
2
− +
=
x x
x f f)
1
2
+
=
x
x
y

2) Verifique se as funções f(x) a seguir, são contínuas no ponto x
0
indicado.
a) 0 ; ) (
0
= = x x x f e)
¹
´
¦
<
≥ +
=
0 , 1
0 , 1
) (
2
x
x x
x f ; x
0
= 0

b)
¦
¹
¦
´
¦
=


=
1 , 2
1 ,
) 1 (
1
) (
2
x se
x
x
x f ; x
0
= 1 f)
1
1
) (
2

=
x
x f ; x
0
= 1

c) 2 ) (
2
+ = x x f ; x
0
= 2 g)
x
x x
x f
+
=
2
) ( ; x
0
= 0

d)
1
1
) (
+
=
x
x f ; x
0
= 0

Respostas dos Exercícios Propostos
a, c, d, e são contínuas


Cálculo I
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54
Capítulo 3 : Derivadas

O cálculo é a matemática das variações e o instrumento principal para estudar as taxas de variação é um
método conhecido como derivação. Neste capítulo, vamos descrever esse método e mostrar como pode ser
usado para determinar a taxa de variação de uma função e também a inclinação da reta tangente a uma
curva.

3.1 EXEMPLO

1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária s(t) = 3t
2
– 5t + 2 (s
em metros , t em segundos)
a) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 4 ]?
b) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 3 ] ?
c) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 ; 2,1 ]?
d) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , (2 + ∆t) ], com ∆t ≠ 0?
e) Como você interpretaria fisicamente a velocidade média da partícula no item anterior, quando ∆t tende a
zero?
f) Qual a velocidade da partícula no instante t = 2 s?

Resolução:
a)Velocidade média de uma partícula num certo intervalo de tempo é definida pelo quociente entre o espaço
percorrido (∆s = s
final
– s
inicial
) e o intervalo de tempo gasto em percorrê-lo (∆t = t
final
– t
inicial
):

s m v Logo
s t
m s
s s s
t
s
v
m
m
/ 13
2
26
:
2 2 4
26 4 30
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ) 2 4 . 5 4 . 3 ( ) 2 ( ) 4 (
2 2
= =
= − = ∆
= − = ∆
+ − − + − = − = ∆


=


b)Neste item, temos:

s m v Logo
s t
m s
s s s
t
s
v
m
m
/ 10
1
10
:
1 2 3
10 4 14
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ) 2 3 . 5 3 . 3 ( ) 2 ( ) 3 (
2 2
= =
= − = ∆
= − = ∆
+ − − + − = − = ∆


=


c)Neste item, temos:

s m v Logo
s t
m s
s
s
s s s
t
s
v
m
m
/ 3 , 7
1 , 0
73 , 0
:
1 , 0 2 1 , 2
73 , 0
4 73 , 4
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ) 2 1 , 2 . 5 1 , 2 . 3 (
) 2 ( ) 1 , 2 (
2 2
= =
= − = ∆
= ∆
− = ∆
+ − − + − = ∆
− = ∆


=




Cálculo I
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55
d)Neste item, temos:

t v seja ou
t
t t
v Logo
t t s
t t s
t t s
s t s s
m m
∆ + =

∆ + ∆
=
∆ + ∆ = ∆
− ∆ + ∆ + = ∆
+ − − + ∆ + − ∆ + = ∆
− ∆ + = ∆
3 7 ,
3 7
:
3 7
4 ] 3 7 4 [
) 2 2 . 5 2 . 3 ( ] 2 ) 2 .( 5 ) 2 .( 3 [
) 2 ( ) 2 (
2
2
2
2 2


Observe que este item com ∆t genérico engloba os itens anteriores:
Item a) ∆t = 2 s ⇒ v
m
= 7 + 3.2 = 13 m/s
Item b) ∆t = 1 s ⇒ v
m
= 7 + 3.1 = 10 m/s
Item c) ∆t = 0,1 s ⇒ v
m
= 7 + 3.0,1 = 7,3 m/s

e)No item anterior obtivemos a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2, (2 + ∆t)], com ∆t ≠ 0.
Quando ∆t tende a zero, o segundo extremo de intervalo de tempo tende a 2 e o referido intervalo tende a [2,
2], que é um “intervalo de amplitude nula”, caracterizando o instante t = 2 s.
Logo, fisicamente, quando ∆t tende a zero, a velocidade média tenderá para a velocidade instantânea da
partícula para t = 2s e esta velocidade será denotada por v(2).

f) Portanto, concluímos que: s / m 7 t 3 7 lim ) 2 ( v
0 t
= ∆ + =
→ ∆


O gráfico abaixo representa a função da questão acima. Trace a reta secante para calcular a velocidade média
no intervalo de 2 a 4 segundos e a reta tangente para calcular a velocidade instantânea no instante 2
segundos.


Espaço Percorrido X Tempo
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
0 1 2 3 4 5
tempo (s)
d
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
m
)









Cálculo I
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56
Análise do Exemplo

Vamos aprofundar o “raciocínio” usado anteriormente na resolução o exemplo dividindo em etapas:

• Etapa 1
As funções dadas e as solicitações feitas:
S = S (t) = 3t
2
–5t + 2 ; determinar v(2)

• Etapa 2
Cálculo das variações, (incrementos), das variáveis independentes:
de 2 a ( 2 + ∆t ), com ∆t ≠ 0 : variação = ∆t

• Etapa 3
Cálculo das correspondentes variações ou incrementos sofridos pela variável dependente:
S ( 2 + ∆t ) – S( 2 ) = 7∆t + 3∆t
2


• Etapa 4
Cálculo da razão incremental, que é a relação entre o incremento (variação) da variável dependente e o
incremento (variação) da variável independente:

• Etapa 5
Cálculo do limite da função quando o denominador da razão incremental tender a zero:
quando ∆t→0 , então (7 + 3 ∆t) → 7


Sintetizando as 5 etapas analisadas, obtém-se a seguinte definição:

3.2 DEFINIÇÃO

• Derivada de uma função

A derivada da função f(x) em relação a x é a função f´(x) (que se lê como “f linha de x”) dada por:

Uma função f(x) é derivável no ponto c se f´(x) existe, ou seja, se o limite existe no ponto x = c.
O processo de calcular a derivada é chamado de derivação.

• Notação de derivada

A derivada f´(x) muitas vezes é escrita na forma dy/dx , que se lê “dê y sobre dê x”
Nesta notação, o valor da derivada no ponto x = a ou seja, f´(a) , é escrito na forma:

a x
dx
dy
=


De acordo com o exemplo 1 :

Para calcularmos a velocidade no instante 2, calculamos a derivada da função S no ponto t = 2.
S´(2) = V(2).
Ou ainda: s / m 7 ) 2 ( v
dt
dS
2 t
= =
=


| | t 2 , 2 ervalo int no média velocidade a é que , t 3 7
t
) 2 ( S ) t 2 ( S
∆ + ∆ + =

− ∆ +
h
) x ( f ) h x ( f
lim ) x ´( f
0 h
− +
=

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57
Podemos também dizer que a derivada da função horária nos fornece a função velocidade, ou seja ) t ( v
dt
dS
=


Generalizando tudo o que foi visto no exemplo, pode-se concluir que, se o gráfico de f(x) é:





P








A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (a, f(a)) é dada por m
t
= f´(a).
Então, f’(a) = tgα
t
= m
t
, ou seja a derivada da função de f(x) no ponto a é o coeficiente angular da reta
tangente à curva no ponto P de abscissa a.
A taxa de variação instantânea de uma grandeza f(x) em relação à x no ponto a é f´(a).


3.3 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1. Considere o movimento de um corpo ao cair de uma grande altura. De acordo com a física clássica, em t
segundos de queda, o corpo percorre uma distância s(t) = 4,9t
2
metros. Suponha que estejamos interessados
em determinar a velocidade do corpo após 2 segundos. A menos que o corpo caia equipado por um
velocímetro, é difícil medir diretamente a velocidade. Mas podemos determinar a distância percorrida pelo
corpo entre o instante t = 2 e t = 2 + h e calcular a velocidade média durante esse intervalo de tempo:

Resolução:

h
h
h h
h
h h
h
h
h
s h s
empo ervalo
ercorrida distânciap
Vm 9 , 4 6 , 19
9 , 4 6 , 19 ) 4 ( 9 , 4 ) 4 4 ( 9 , 4 ) 2 ( 9 , 4 ) 2 ( 9 , 4
2 2
) 2 ( ) 2 (
det int
2 2 2 2
+ =
+
=
− + +
=
− +
=
− +
− +
= =

Se o intervalo de tempo h é pequeno, a velocidade média está próxima da velocidade instantânea no instante
t = 2. Assim, é razoável determinar a velocidade instantânea tomando o limite da expressão anterior quando
h tende a zero:

6 , 19 ) 9 , 4 6 , 19 ( lim
0
= + =

h V
h
ou, usando a notação de derivada: s / m 6 , 19
dt
dS
2 t
=
=


Dessa forma, após 2 segundos de queda, o corpo estará viajando a uma velocidade de 19, 6 m/s.


2. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número de
pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da
epidemia) é, aproximadamente, dado por:

3
t
t 64 ) t ( n
3
− =
a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =4?
b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =8?
c) Quantas pessoas são atingidas pela epidemia no 5
o
dia?


a
f(a)
y
x

y = f(x)
t
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58
Resolução:
A taxa com que a epidemia se propaga é dada pela razão de variação da função n(t) em relação à t.
Usaremos a definição de derivada para resolver os itens a e b.


Para t = 4:

dia pessoas 48
dt
dn
derivada de notação a Usando
dia pessoas 48
t 3
t 12 t t 144
t
67 234
3
64 t 48 t 12 t
256 t 64
t
3
4
4 64
3
4 t
4 t 64
t
4 n 4 t n
4 4 t
4 n 4 t n
4 t
2 3
0 t
2 3
0 t
3 3
0 t
0 t 0 t
/ :
/ lim
,
) (
lim
) (
.
) (
) (
lim
) ( ) (
lim
) (
) ( ) (
lim
=
=
− −
=

+ + +
− +
=
(
(
¸
(

¸

− −
(
(
¸
(

¸

+
− +
=
− +
=
− +
− +
=



→ →

b) Para t = 8

dia / pessoas 0
t 3
t 16 t
lim
t
3
1024
3
) 512 t 192 t 24 t (
512 t 64
lim
t
3
) 8 (
8 . 64
3
) 8 t (
) 8 t ( 64
lim
t
) 8 ( n ) 8 t ( n
lim
8 ) 8 t (
) 8 ( n ) 8 t ( n
lim
2 3
0 t
2 3
0 t
3 3
0 t
0 t 0 t
=
− −
=

+ + +
− +
=
(
(
¸
(

¸

− −
(
(
¸
(

¸

+
− +
=
− +
=
− +
− +



→ →


dia / pessoas 0
dt
dn
: derivada de notação a Usando
8 t
=
=




c) Para calcularmos quantas pessoas foram atingidas pela epidemia no 5
o
dia, basta calcular n(5) – n(4):

( )
pessoas n n
n n
6 , 43 ) 4 ( ) 5 (
3
) 4 (
) 4 ( 64
3
5
) 5 ( 64 ) 4 ( ) 5 (
3 3
= −
(
¸
(

¸

− −
(
¸
(

¸

− = −




Cálculo I
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59
3. Uma partícula caminha sobre uma trajetória retilínea de modo que sua velocidade obedece à função
v(t) = 8t – 2 (v em metros , t em segundos). Determinar a aceleração da partícula no instante t = 4s.

Resolução:

Para obter a aceleração da partícula no instante t = 4s, deve-se inicialmente calcular a aceleração média
da mesma no intervalo de tempo [ 4, (4 + ∆t) ].

Assim: ∆V = v (4 + ∆t) – v(4) = [ 8(4 + ∆t) – 2 ] – (8.4 – 2) = [32 + 8∆t – 2] – 30 = 8 ∆t

Logo: a
m
= 8∆t / ∆t ou seja, a
m
= 8m/s
2

Para obter a(4), você deve observar o que acontece com a
m
= 8 quando ∆t tende a zero.

Como a
m
= 8 é uma função que independe de ∆t, quando ∆t tende a zero, a
m
continua sendo 8,
ou seja: a(4) = 8m/s
2
2
4
/ 8 : derivada de notação a Usando s m
dt
dv
t
=
=

Observe que a derivada da velocidade em função do tempo nos fornece a função aceleração.

) t ( a
dt
dv
: derivada de notação a Usando =

Observação:

Quando derivamos a função horária encontramos a velocidade, se a derivarmos novamente encontramos a
aceleração. Sendo assim, podemos dizer que a aceleração é a segunda derivada do espaço e indicamos por:
) t ( a
dt
S d
) t ´´( S
2
2
= =

4.Obtenha a equação da reta tangente à curva y = x
2
no ponto ( 1, 1 )

Resolução:

Calculando o coeficiente angular da reta secante à parábola dada, que passa pelos seus pontos de abscissas 1
e ( 1+h ):

Logo, o coeficiente angular da tangente à parábola dada pelo seu ponto ( 1, 1 ) será obtido a partir de m
s
,
fazendo-se h tender a zero; então m
s
tenderá a 2, isto é, m
t
= 2.
A equação da reta tangente solicitada será dada por: y = 2x – 1.



3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer de modo que sua velocidade obedece à função:
v(t) = t
2
– 4t (v em metros, t em segundos). Sabe-se que a aceleração média da partícula a
m,
num certo

intervalo de tempo, é dada por a
m
= ∆V / ∆t , determine:

a) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 , 1 ] ?
b) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,5 ] ?
c) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,1]
d) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0, ∆t ], com ∆t ≠ 0?
e) Como você interpretaria fisicamente a aceleração média da partícula no item anterior, quando ∆t tende a
zero?
f) Qual a aceleração da partícula no instante t = 0 s?
( )
h 2
h
h h 2
h
1 ) h h 2 1 (
1 ) h 1 (
1 h 1
m
2 2 2 2
s
+ =
+
=
− + +
=
− +
− +
=
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60
2. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária:
S(t) = t
2
– 7t + 10 ( s em metros e t em segundos)
a) Determine a lei de sua velocidade em função do tempo.
b) Calcular a velocidade da partícula no instante t = 3 s
c) Obter a lei de sua aceleração em função do tempo.
d)Calcular a aceleração da partícula no instante t = 3 s.

4. Encontre a equação da reta tangente à curva y = x
2
- 2x + 1 no ponto (2, 1)

5. Encontre a equação da reta tangente à curva y = 2x
2
+3 no ponto (2, 11)

6. Dada a função f(x) = 5x
2
+ 6x –1, encontre f ’(2).

7. Dada a função f(x) = 3x
2
–1 e g(x) = 5 – 2x determinar:
a) f ’(1) b) g ‘(1) c) f ‘(1) + g ‘(1)

8. Usando a definição, determinar a derivada das seguintes funções:
a) f(x) = 1 – 4x
2
b) f(x) = 2x
2
– x –1


Respostas:
1. a) -3 m/s
2
; b) -3,5 m/s
2
; c) -3,9 m/s
2
; d) 4 − ∆t ; e) aceleração instantânea ; f)-4 m/s
2

2. a) v = 2t- 7; b) -1 m/s; c) 2 m/s
2
; d) 2 m/s
2
3. y = 2x-3
4. y = 8x – 5
5. 26
6. a) 6; b) -2; c) 4
7. a) -8x; b) 4x-1































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61
3.5 REGRAS DE DERIVAÇÃO

3.5.1 TABELA GERAL DE DERIVADAS


u u y u tg y
u sen u y u y
u u y u sen y
u v u u u v y u y
u u y u y
a u u y a e a y
e u y e y
a a u y a e a a y
u u y u y
v
uv v u
y
v
u
y
v u v u y v u y
u k y cte k u k y
y x y
y k k y
x de funções v u
te cons k
Considere
v v v
u
a
u u
u u
2
1
1 -
2
sec . ) 14
. cos ) 13
cos . ) 12
ln . . ] [ . ] [ . , ] [ ) 11
/ ln ) 10
) ln . ( / 1 0 , log ) 9
'. ) 8
ln . '. 1 0 , ) 7
. ] [ . 0 , R , ] [ ) 6
' '
' ) 5
' . '. ' . ) 4
. , . ) 3
1 ' ) 2
0 cte , ) 1
,
, tan
:
′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
′ + ′ = ′ → =
′ = ′ → =
′ = ′ → ≠ > =
= ′ → =
= ′ → ≠ > =
′ = ′ → ≠ ∈ =

= → =
+ = → =
′ = ′ → = =
= → =
= ′ → = =
¹
´
¦



α α
α α α

( )
( )
u u u y u y
u u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u u y u y
u u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u u y u y
u ec u g u y u ec y
u u tg u y u y
u ec u y u g y
cosech cotgh cosech ) 29
sech tgh sech ) 28
h cosec coth ) 27
h sec tgh ) 26
senh cosh ) 25
cosh senh ) 24
1 - . / , arccosec ) 23
1 - . / , arcsec ) 22
) 1 ( / arccotg ) 21
) 1 ( / arctg ) 20
- 1 / arccos ) 19
- 1 / arcsen ) 18
cos . cot ' ' cos ) 17
sec . '. ' sec ) 16
cos '. ' cot ) 15
2
2
2
2
2
2
2
2
2
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
′ = ′ → =
′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
+ ′ − = ′ → =
+ ′ = ′ → =
′ − = ′ → =
′ = ′ → =
− = → =
= → =
− = → =





Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

62
3.5.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

I) Encontre a derivada para as funções abaixo:
1) x 7 y =
2) 4 x 3 y
2
+ =
3) 3 x x 4 x y
2 5
− + − =
4)
3
x y =
5) 3 x x 7 x 3 y
2 5
− − + − =
6) π − + = x 5 x
3
2
y
2

7) x 4 x
2
5
x
3
2
y
2 3
− + =
8) 5 x x y
7 13
+ − =
9) ( )( ) 2 x 3 5 x 2 y − + =
10) ( )( ) 3 x 2 x 3 x y
2
− + =
11) ( )( ) x 3 x 5 x 2 3 x 5 y
2 3
+ − − =
12) ( )( ) 18 x 3 7 x 5 x y
3 2
− + − =
13) ( )( ) 3 x x x 3 y
2
− − + − =
14)
2
x
3
y =
15)
4
x
5
y − =
16)
5
x 3
2
y =
17)
x
1
y =
18)
1 x
2
y
+
=

19)
7 x 2
5 x 3
y

+
=


20)
5 x 3
3 x 5
y
+

=

21)
1 x 8
3 x 7
y

+
=
22) x cos 7 y − =
23)
3
senx
x ln 2 y + =
24)
x cos
senx
3
e
y
x
+ =








Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

63
Respostas:
1) 7 y
'
=
2) x 6 y
'
=
3) 1 x 8 x 5 y
4 '
+ − =
4)
2 '
x 3 y =
5) 1 x 14 x 15 y
4 '
− + − =
6) 5 x
3
4
dx
dy
+ =
7) 4 x 5 x 2 y
2 '
− + =
8)
6 12 '
x 7 x 13 y − =
9) 11 x 12 y
'
+ =
10) ( ) 3 x 2 x 2 3 y
2 '
− + =
11) 9 x 60 x 93 x 40 y
2 3 '
− + − =
12) 90 x 36 x 63 x 60 x 15 y
2 3 4 '
+ − + − =
13) 3 x 16 x 9 y
2 '
− + =
14)
3
x
6
dx
dy
− =
15)
5
x
20
dx
dy
=
16)
6
x 3
10
dx
dy
− =
17)
2
x
1
dx
dy
− =
18)
( )
2
1 x
2
dx
dy
+
− =
19)
( )
2
7 x 2
31
dx
dy

− =
20)
( )
2
5 x 3
34
dx
dy
+
=
21)
( )
2
1 x 8
31
dx
dy

− =
22) senx 7 y
'
=
23)
3
x cos
x
2
y
'
+ =

24) x sec
3
e
y
2
x
'
+ =











Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

64
3.5.3 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO COMPOSTA

As regras de derivação que estudamos até agora são usadas para derivarmos funções simples. Para
derivarmos funções compostas, como por exemplo 1 3 + = x y , usaremos uma outra maneira de derivar,
conhecida como regra da cadeia.

3.5.3.1 REGRA DA CADEIA

Em muitas situações, a taxa de variação de uma grandeza pode ser expressa como um produto de outras
taxas.

Por exemplo, um automóvel que esteja viajando a 80 km/h e o consumo de gasolina a esta velocidade seja
de 0,1 l/km. Para calcular o consumo de gasolina em litros por hora, basta multiplicar as duas taxas:

h l
h
km
km
l
/ 8 80 . 1 , 0 =

No exemplo anterior, temos uma função composta onde para calcularmos a derivada desta função
multiplicamos as duas taxas de variação. Essa expressão é um caso particular de uma regra importante
conhecida como regra da cadeia.

E é para derivarmos funções compostas que utilizamos a regra da cadeia, definida abaixo:

Se y é uma função derivável de u e u é uma função derivável de x, y é uma função composta de x e


dx
du
.
du
dy
dx
dy
=
Ou seja, a derivada de y em relação a x é igual ao produto da derivada y em relação a u pela derivada
de u em relação a x.


3.5.3.2 EXEMPLOS

1) Determine dy/dx para 2 x u e 1 u 3 u y
2 2 3
+ = + − =

Solução:

2 ,
2 ). 6 3 ( . : ,
2 6 3
2
2
2
+
− = =
= − =
x por u emos substituir x de função em y de derivada a queremos como
x u u
dx
du
du
dy
dx
dy
temos cadeia da regra pela
x
dx
du
e u u
du
dy
Como

) 2 .( 6 ) ).( 2 .( 6
] 2 ) 2 ).[( 2 .( 6
) 2 )}.( 2 .( 6 ) 2 .( 3 [
2 3 2 2
2 2
2 2 2
+ = + =
− + + =
+ − + =
x x x x x
dx
dy
x x x
dx
dy
x x x
dx
dy




Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

65
2) Determine a derivada das funções abaixo utilizando a regra da cadeia:

2 2 2 2
2
2
3 2
3 2
) 1 3 .( 18 6 . ) 1 3 ( 3
6 . 3 :
6 3
1 3
:
) 1 3 ( )
+ = + =
=
= =
= + =
+ =
x x x x
dx
dy
x u
dx
dy
temos cadeia da regra pela
x
dx
du
e u
du
dy
Como
u y então x u Faremos
Solução
x y a


x u
u
u
x
e e
dx
dy
temos cadeia da regra pela
dx
du
e e
du
dy
Como
e y então x u Faremos
Solução
e y b
3
3
. 3 3 . :
3
3
:
)
= =
= =
= =
=


2
2
2
cos . 2 2 . cos :
cos 2
:
)
t t t u
dx
dy
temos cadeia da regra pela
u
dx
du
e t
du
dy
Como
u sen y então t u Faremos
Solução
t sen y c
= =
= =
= =
=


3.5.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
I) Derive usando a regra da cadeia:

1 3 )
) 3 ( )
)
) 1 2 ln( 2 )
8 cos )
4 )
) 3 ln( )
4 2
5
2
2
+ =
+ =
=
+ − =
=
=
+ =

x y g
t y f
e y e
t y d
t y c
x sen y b
x y a
x





3 2
5
2
2
) 3 .( 8 )
5 )
1 2
4
)
8 . 16 )
4 cos 4 )
3
2
)
: Re
+ =
− =
+

=
− =
=
+
=

t t
dt
dy
f
e
dx
dy
e
t dt
dy
d
t sen t
dt
dy
c
x
dx
dy
b
x
x
dx
dy
a
spostas
x

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

66

II) Derive as funções:






















III) Calcule as derivadas das funções abaixo:
1)
7 6 3 ' 7 6 3
2 2
). 12 12 ( . 2
+ + + +
+ = =
x x x x
e x y e y
2)
x x
e y e y
− −
− = =
3 ' 3
3
1
3
1

3)
x x
y
6 3
2
2
+
=
x x
x y
6 3 '
2
2 . 2 ln ). 6 6 (
+
+ =
4)
x
e y
6
. 4 =
2
6
'
24
x
e
y
x
− =
5) ) 7 5 ln( x y − =
x
y
7 5
7
'

− =
6)
3 5 2
2
5
+ −
=
x x
y
3 5 2 '
2
5 . 5 ln ). 5 4 (
+ −
− =
x x
x y
7) x sen y 2 = x y 2 cos . 2
'
=
8) x x y cos . = xsenx x y − = cos
'

9) x y ln =
x
y
1
'
=
10) senx x y .
4
= ) 4 cos (
3 '
senx x x x y + =
11) x y
2
cos = x senx y cos . 2
'
− =
12)
x
sen y
1
=
x
x
y
1
cos
1
2
'
− =
13)
senx
y 3 = x y
senx
cos . 3 ln . 3
'
=
14) x y 6 cos = x sen y 6 6
'
− =
15) ) x ln( y 1
3
+ =
1
3
3
2
+
=
x
x
y
'

16)
7
x cos y =
7 6
7 senx x y
'
− =
17) ) x x ( sen y 1 4
2
+ − − = ) x x cos( ). x ( y
'
1 4 4 2
2
+ − − − =
18) x sen . x y 5 3 = ) x sen x cos x .( y
'
5 5 5 3 + =

1)
3
) 5 ( − = x y


2)
6
) 4 3 ( + − = x y

3)
4 3
)
2
1
2 ( − = x y

4) x y 5 =

5)
5
2 . 5 x y =

6) 2 − = x y

7)
2
. 3 x y =

8)
5 3
4
5
2
− = x y

9)
3
8x y =

10)
3 2
) 1 2 ( − = x y
Respostas: 1) 75 30 3
2 '
+ − = x x y
2)
5 '
) 4 3 .( 18 + − − = x y
3)
3 3 2 '
)
2
1
2 .( 24 − = x x y
4)
x
y
5 . 2
5
'
=
5)
x
x
y
2
25
2
'
=
6)
2 . 2
1
'

=
x
y
7) 3
'
= y
8)
5 4 3
2
'
) 4 ( . 25
6

=
x
x
y
9)
3 2
'
) 8 ( . 3
8
x
y =
10)
3
'
1 2 . 3
4

=
x
y
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67
3.6 DERIVADAS SUCESSIVAS

3.6.1 EXEMPLOS

0 ' ' :
7 ' : Pr
7 ) 1
2
=
=
=
y derivada Segunda
y derivada imeira
x y


.
' ' ' :
cos ' ' :
' : Pr
2 cos ) 2
ente sucessivam assim e
senx y derivada Terceira
x y derivada Segunda
senx y derivada imeira
x y
=
− =
− =
=


3.6.2 NOTAÇÕES

Para a primeira derivada: y’=f’(x) =
dx
dy


Para a segunda derivada: y’’=f’’(x)=
2
2
dx
y d


Para a terceira derivada: y’’’=f’’’(x)=
3
3
dx
y d




3.6.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Nos exercícios 1 a 4, calcule a derivada:

1)
2
4 ln y x x x = + +
2) 10 ln y x = −
3)
.ln 1 x x
y
x
+
=
4) ln y x =
1
' ?
2
y
| |
=
|
\ .

5) Determine qual a equação da reta tangente a função
2
ln y x x = + no ponto (1,1).

6) Determine o ponto no qual o gráfico da função ln y x = tem inclinação 2.

7) Determine o ponto no qual a reta tangente a função
2
ln y x x = + é horizontal.

Nos exercícios 8 a 14, calcule a derivada:

8)
5
ln y
x
| |
=
|
\ .


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68

9) ln y x =

10)
3
2
ln y
t
| |
=
|
\ .

11)
2
3 1
t
y e t = − +

12)
1
2
x
y e
x
= −

13)
1
2
t
e
y
+
=

14)
ln
ln( )
x x x
y e e e = + +

15) Determine a equação da reta tangente a função
x
y e e = − no ponto x = 1.

Nos exercícios 16 a 27, calcule a derivada:

16)
3
x
y e =

17)
1
t
y
e
=

18)
3
3
t
y t = +

19)
2 2
3 3
x
y
x
= +

20)
1
2
t
y
+
=

21) .
x
y x e

=
22)
1
.ln y x
x
=

23)
3
.ln
x
y e x

=

24)
2
2
2
4
x
y
x

=
+


25) =
1
( )
3
f x
x


26) =
5
3
( ) f x x

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

69
27) =
1
( ) f x
x



28) Determine a inclinação do gráfico da função

=
3
y x no ponto com =
1
2
x .
29) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função =
3
y x no ponto (2,8).

30) Se =
2
3
( ) f x x , determine os pontos nos quais =
1
'( )
6
f x .

Nos exercícios 31 a 34, calcule a derivada:
31) = + − +
5 3
( ) 3 2 5 7 g t t t t

32)
( )

= +
3 3
1
( )
2
g x x x

33)

= − +
1
2 2
2
( ) 3 5 f s s s s

34) = − +
2
1
( )
2 2
z
f z z
35) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função = + + + −
4 3 2
2 5 4 2 y x x x x no ponto x
= -1.

Nos exercícios 36 a 39, calcule a derivada:

36) = +
3
( ) 3 1 f x x

37) =
4
( ) (ln ) f x x

38)
+
=
1
( )
x
x
e
f x
e


39) = +
3
( ) 1
x
f x e

Nos exercícios 40 e 41, calcule y’’:

40) =
2
ln y x

41) = + 2 1 y x

42) = + −
2
3 2 1 y x x

43) = − cos y x senx

44) =
2
x
y e


Cálculo I
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70
Respostas:

1)
1
' 2 4 y x
x
= + +
2)
1
' y
x
= −
3)
2
1
'
x
y
x

=
4) ' 2 y =
5) 3 2 y x = −
6)
1 1
,ln
2 2
| |
|
\ .

7)
1 1 1
, ln
2
2 2
| |

|
\ .

8)
1
' y
x
= −
9)
1
'
2
y
x
=
10)
3
' y
t
= −
11) ' 3 2
t
y e t = −
12)
3
1
' 2
2
x
y e
x
= +
13)
1
'
2
t
y e =
14) ' 2
x
y e = +
15) ( 1) y e x = −
16)
3
1
'
3
x
y e =
17)
1
'
t
y
e
= −
18)
2
' 3 ln3 3
t
y t = +
19)
2
2 2
' ln2
3 3
x
y
x
= −
20)
1
' 2 ln2
t
y
+
=
21) ' (1 )
x
y e x

= −
22)
2
1
' (1 ln ) y x
x
= −
23)
3
1
' 3ln
x
y e x
x

| |
= − +
|
\ .

24)
2 2
12
'
( 4)
x
y
x
=
+

Cálculo I
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71
25) = −
2
1
'( )
3
f x
x

26) =
2
3
5
'( )
3
f x x
27) = −
3
2
1
'( )
2
f x
x

28) = − ' 48 y
29) = − 12 16 y x

30) (64,16)
31) = + −
4 2
'( ) 15 6 5 g t t t
32)
( )

= −
2 4
3
'( )
2
g x x x
33)


= + +
1
3
2
5
'( ) 2 6
2
f s s s s
34) = − +
2
1
'( )
2 2
z
f z z
35) = − − 4 6 y x
36) = +
2
3
'( ) (3 1) f x x
37) =
3
4(ln )
'( )
x
f x
x

38)

= − '( )
x
f x e
39) =
+
3
3
3
'
2 1
x
x
e
y
e

40) = −
2
2
'' y
x

41) = −
+
3
1
''
(2 1)
y
x

42) = '' 6 y
43) = − + '' cos y x senx
44) = +
2
2
'' (2 4 )
x
y e x
















Cálculo I
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72
3.7 – REGRA DE L’HOSPITAL
Agora apresentaremos um método geral para levantar indeterminações do tipo
0
0
ou


e g’(x) ≠0.

O limite de uma função quociente é igual ao limite dos quocientes de suas derivadas:







Obs.: A regra de L’Hospital continua válida se +∞ =

) ( '
) ( '
lim
x g
x f
a x
ou −∞ =

) ( '
) ( '
lim
x g
x f
a x
. Ela também é
válida para os limites laterais e para os limites no infinito.

3.7.1 Exemplos:
Determinar os limites abaixo:
1)
1
lim
2
1



x
x x
x



2)
x
senx
x 0
lim




3)
1
ln
lim
1


x
x
x



3.7.2 Exercícios Propostos:

Utilizando a regra de L’Hospital, determine os limites abaixo:

1)
1
1
lim
2
1
+

− →
x
x
x

2)
1
1
lim
5
9
1



x
x
x

3)
3
0
1
lim
t
e
t
t



4)
x
x
x
ln
lim
∞ →

5)
2
0
1
lim
x
x e
x
x
− −


6)
3
lim
3
3



x
e e
x
x

) (
) (
lim
) ( ) (
) ( ) (
lim
) ( ) (
lim
) ( ) (
lim
) ( '
) ( '
lim
x g
x f
a g x g
a f x f
a x
a g x g
a x
a f x f
x g
x f
a x a x
a x
a x
a x → →



=


=




=
L
x g
x f
x g
x f
a x a x
= =
→ →
) ( '
) ( '
lim
) (
) (
lim
Cálculo I
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73
7)
2
0
cos 1
lim
x
x
x



8)
3
lim
x
e
x
x ∞ →

9)
senx x
x e e
x x
x

− −


2
lim
2
0

10)
3
0
lim
x
senx x
x







Respostas:
1) -2
2)
5
9

3) +∞
4) 0
5)
2
1

6) e
3

7)
2
1

8) +∞
9) 2
10)
6
1






























Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
74
3.8 APLICAÇÃO DE DERIVADAS: TAXA DE VARIAÇÃO

3.8.1 EXEMPLOS
1. O fator limitante na resistência atlética é o desempenho cardíaco, isto é, o volume de sangue que o coração
pode bombardear por unidade de tempo durante uma competição atlética. A figura ao lado mostra um
gráfico de teste de esforço de desempenho cardíaco V em litros (L) de sangue versus a quantidade de
trabalho que está sendo feita W em kilogramas-metros (kg.m) durante um minuto de levantamento de peso.
Este gráfico ilustra o conhecido fato médico de que o desempenho cardíaco aumenta com a quantidade de
trabalho mas, depois de atingir um valor de pico, começa a cair.
Use a reta secante da figura a para
estimar a taxa média de
desempenho cardíaco em relação
ao trabalho a ser executado
quando este aumenta de 300 para
1200 kg.m.
Use a reta tangente da figura b
para estimar a taxa de variação
instantânea do desempenho
cardíaco em relação ao trabalho
que está sendo executado no
ponto onde ele é de 300 kg.m.



Resolução:
Usando os pontos estimados (300, 13) e (1200, 19), a inclinação da reta secante da figura 1 é:
m kg
L
m
.
0067 , 0
300 1200
13 19
sec




Dessa forma, a taxa de variação média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo
executado no intervalo dado é de aproximadamente 0,0067 L / kg.m.
Isso significa que, em média, o aumento de 1 unidade no trabalho que está sendo executado produz um
aumento de 0,0067 L, no desempenho cardíaco no intervalo dado.
Usando a reta tangente estimada na figura 2 e os pontos estimados (0,7) e (900,25) sobre esta reta obtemos:
m kg
L
m
tg
.
02 , 0
0 900
7 25





Assim, a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco, em relação ao trabalho é de
aproximadamente 0,02 L / kg.m.

2. Um estudo ambiental realizado em um certo município revela que a concentração média de

monóxido de carbono no ar é 17 5 , 0 ) (
2
+ = p p c partes por milhão, onde p é população em milhares de
habitantes. Calcula-se que daqui a t anos a população do município será
2
1 , 0 1 , 3 ) ( t t p + = milhares de
habitantes. Qual será a taxa de variação da concentração de monóxido de carbono daqui 3 anos?



Resolução:
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
75
O nosso objetivo é obter o valor de dt dc / para t = 3.
Como
2 / 1 2 2 / 1 2
) 17 5 , 0 .(
2
1
)] 2 .( 5 , 0 [ ) 17 5 , 0 (
2
1
− −
+ = + = p p p p
dp
dc
e t
dt
dp
2 , 0 =

Temos, de acordo com a regra da cadeia:

17 5 , 0
1 , 0
) 2 , 0 .( ) 17 5 , 0 .(
2
1
.
2
2 / 1 2
+
= + = =

p
pt
t p p
dt
dp
dp
dc
dt
dc


Para t = 3:
4 ) 3 ( 1 , 0 1 , 3 ) 3 (
2
= + = p

Logo,
ano por milhão por
dt
dc
dt
dc
dt
dc
dt
dc
24 , 0
5
2 , 1
25
2 , 1
17 ) 4 .( 5 , 0
) 3 ).( 4 .( 1 , 0
2
=
=
=
+
=


3.8.2. EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Uma partícula move-se sobre uma reta de forma que, após t segundos ela está a s = 2t
2
+ 3t metros de sua
posição inicial.
a) Determine a posição da partícula após 2 s.
b) Determine a posição da partícula após 3s.
c) Calcule a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2 , 3].
d) Calcule a velocidade instantânea em t = 2.

2) Um projétil é disparado diretamente para cima e, nos primeiros 30 segundos, a altura atingida por ele em t
segundos é de h = 4t
2
metros.
a) Qual a altura atingida em 20s?
b) Qual a velocidade média do projétil nos primeiros 30s?
c) Qual a velocidade instantânea após 30s?

3) Um objeto cai em direção ao solo de altura de 180 metros. Em t segundos, a distância percorrida pelo
objeto é de s = 20t
2
m.
a) Quantos metros o objeto percorre após 2 segundos?
b) Qual é a velocidade média do objeto nos 2 primeiros segundos?
c) Qual é a velocidade instantânea do objeto em t = 2 s?
d) Quantos segundos o objeto leva para atingir o solo?
e) Qual é a velocidade média do objeto durante a queda?
f) Qual é a velocidade instantânea do objeto quando ele atinge o solo?

4) A população inicial de uma colônia de bactérias é 10.000. Depois de t horas a colônia terá a população
P(t) que obedece a lei: P(t) = 10.000.1,2
t
.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
76
a) Qual o número de bactérias depois de 10 horas?
b) Encontre a lei que dá a variação da população P em relação ao tempo t.
c) Determine essa variação instantânea após 10 horas.

5) Um tanque está sendo esvaziado segundo a função V(t) = 200.(30 – t)
2
, onde o volume é dado em litros e
o tempo em minutos. A que taxa a água escoará após 8 minutos? Qual a taxa média de escoamento durante
os primeiros 8 minutos?

6) Uma saltadora de pára-quedas pula de um avião. Supondo que a distância que ela cai antes de abrir o
pára-quedas é de s(t) = 986.(0,835
t
– 1) + 176t , onde s está em pés e t em segundos, calcule a velocidade
instantânea (em m/s) da pára-quedista quando t = 15. (Obs.: 1 pé = 0,3048 m)

7) As posições de dois móveis num instante t segundos são dadas por s
1
= 3t
3
– 12t
2
+18t + 5 m e
s
2
= -t
3
+ 9t
2
– 12t m. Em que instante as partículas terão a mesma velocidade?

8) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s = 3t
4
– 2t. Qual a expressão da
velocidade e da aceleração desse objeto?

9) Achar a velocidade e a aceleração no instante t = 3 segundos onde s = 3t
3
– 2t
2
+ 2t +4 é a função que
informa a posição (em metros) de um corpo no instante t.

10) Um corpo se desloca sobre um plano inclinado através da equação s = 5t
2
– 2t (s em metros e t em
segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.

11) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 metros de altura através da função y = 6t
2
– 2. Achar
sua velocidade quando se encontra a 18 metros do solo onde y é medido em metros e t em segundos.

12) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t
3
– 2t
2
+ 5t – 1, sendo s medido em metros e t em
segundos. Em que instante a sua velocidade vale 9 m/s?

13) Dois corpos têm movimento em uma mesma reta segundo as equações s
1
= t
3
+ 4t
2
+ t – 1 e s
2
= 2t
3
– 5t
2
+
t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são iguais.

14) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t
4
– 3t
2
– 4 (θ em radianos).
Determine a velocidade e a aceleração angulares após 4 segundos.

15) Uma caixa d’água está sendo esvaziada para limpeza. A quantidade de água na caixa, em litros, t horas
após o escoamento ter começado é dada por:
( )
2
80 50 t v − =
Determinar:
a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 8 primeiras horas de escoamento.
b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 10 horas de escoamento.
c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 7 primeiras horas de escoamento.
d) Esboce o gráfico da função e resolva graficamente os itens a, b e c.

16) Numa granja experimental, constatou-se que uma ave em desenvolvimento pesa em gramas



onde t é medido em dias.



a) Qual a razão do aumento do peso da ave quando t= 50?
b) Quanto a ave aumentará no 51
o
dia?
c) Qual a razão de aumento de peso quando t=80?

( )
¦
¹
¦
´
¦
≤ ≤ +
≤ ≤ + +
=
, 90 60 , 604 4 , 24
60 0 , 4 .
2
1
20
) (
2
t para t
t para t
t w
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
77
17) Numa pequena comunidade obteve-se uma estimativa que daqui a t anos a população será de
.
1
5
20 ) ( milhares
t
t p
+
− = Daqui a 18 meses, qual será a taxa de variação da população desta comunidade?

18) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. Se o seu volume inicial de água era de 72.000 litros e
depois de um tempo de t horas este volume diminuiu 2.000t
2
litros, determinar:
a) tempo necessário para o esvaziamento da piscina;
b) taxa média de escoamento no intervalo [3,6];
c) taxa de escoamento depois de 3 horas do início do processo.

19) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. O seu volume depois de t horas é dado por V =
90.000 - 2.500t
2
litros. Determine:
a) O tempo necessário para o esvaziamento da piscina;
b) A vazão média de escoamento no intervalo [2,5];
c) A vazão depois de 2 horas do início do processo.

20) Analistas de produção verificaram que em uma montadora X, o número de peças produzidas nas
primeiras t horas diárias de trabalho é dado por :

a) Qual a razão de produção (em unidades por hora) após 3 horas de trabalho?
b) E após 7 horas?
c) Quantas peças são produzidas na oitava hora de trabalho?

21) Mariscos zebra são mariscos de água doce que se agarram a qualquer coisa que possam achar.
Apareceram primeiro no Rio St. Lawrence no começo da década de 80. Estão subindo o rio e podem se
espalhar pelos Grandes Lagos. Suponha que numa pequena baía o número de mariscos zebra ao tempo t
seja dado por Z(t) = 300t
2
, onde t é medido em meses desde que esses mariscos apareceram nesse lugar.
Quantos mariscos zebra existirão na baía depois de quatro meses? A que taxa a população está crescendo
em quatro meses?

22) Um copo de limonada a uma temperatura de 40
o
F está em uma sala com temperatura constante de 70
o
F.
Usando um princípio da Física, chamado Lei de Resfriamento de Newton, pode-se mostrar que se a
temperatura da limonada atingir 52
o
F em uma hora, então a temperatura T da limonada como função no
tempo decorrido é modelada aproximadamente pela equação T = 70 – 30.e
-0,5t
, onde T está em
o
F e t em
horas. Qual a taxa de variação quando t = 5?

23) A Hungria é um dos poucos países do mundo em que a população está decrescendo cerca de 0,2% ao
ano. Assim, se t é o tempo em anos desde 1990, a população , P, em milhões, da Hungria pode ser
aproximada por P = 10,8. (0,998)
t
.
a) Qual população, para a Hungria no ano 2000, prevê este modelo?
b)Qual a taxa de decrescimento da população para o ano 2000?



( )
( ) ¦
¹
¦
´
¦
≤ < +
≤ ≤ +
=
8 4 1 200
4 0 50
2
t para , t
t para , t t
) t ( f



Respostas:
1) a) 14 m; b) 27 m; c) 13 m/s; d) 11 m/s
2) a) 1600m; b) 120 m/s; c) 240 m/s
3) a) 80 m; b) 40 m/s; c) 80 m/s; d) 3 s; e) 60 m/s; f)
120 m/s
4) a) 61917 bactérias; b) 1823.1,2
t
; c) 11288
bactérias/hora
5) –8800 l/min; -10400 l/min
6) 50 m/s
7) 1 s e 2,5 s
8) v = 12t
3
– 2 ; a = 36t
2

9) 71 m/s; 50 m/s
2

10) 18 m/s; 10m/s
2

11) 24 m/s
12) 2 s
13) v1 = 52 m/s; v2 = 25 m/s; s1 = 65 m; s2 = 14m


14) 488 rad/s; 378 rad/s
2

15) a) –7600 l/hora; b) –7000 l/hora; c) –53550 l
16) a) 54 g/dia; b) 54,5 g; c) 24,4 g/dia
17) 800 pesoas/ano
18) a) 6 h; b) –18000 l/h; c) –12000 l/h
19) a) 6h b)- 17500l/h c) -10000l/h
20) a) 350 peças/h b) 200 peças/h c) 200 peças
21) 4800 mariscos 2400 mariscos/mês
22) 1,23
o
F/h
23) a) 10,59 milhões b) -21193 pessoas/ano


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
78

3.9 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

3.9.1 FUNÇÕES DEFINIDAS EXPLICITAMENTE E IMPLICITAMENTE

Até agora derivamos funções que são expressas na forma y = f (x). Dizemos que uma equação desta forma
define y explicitamente como uma função de x, pois a variável y aparece sozinha de um lado da equação.

É o caso, por exemplo, de:
• y=x
2

• y=sen x
• y=ln x+3x-4tg x

Entretanto, muitas vezes, encontramos equações relacionando as variáveis x e y, nas quais a variável y não
está escrita como uma função da variável x, como por exemplo:
• x+y=1
• x
2
+y
2
=1
• y+e
y
-x=2 y = f (x).

Em alguns casos, é possível explicitar a função y. Como na equação y.x + y +1 = x que pode ser reescrita da
seguinte forma:

1 x
1 x
y
+

=

Assim dizemos que xy + y +1 = x define y implicitamente como uma função de x, y = f (x), sendo
f (x) =
1 x
1 x
y
+

= .

Uma equação em x e y pode implicitamente definir mais do que uma função de x.

Por exemplo, se resolvermos a equação 1
2 2
= + y x para y em termos de x, obtemos
2
x 1 y − ± = ; assim,
encontramos duas funções que estão definidas implicitamente por 1
2 2
= + y x , isto é

2
1
x 1 ) x ( f − + = e
2
2
x 1 ) x ( f − − =

Os gráficos destas funções são semicírculos superiores e inferiores do círculo 1
2 2
= + y x .



y=

y = -

Em geral, se tivermos uma equação em x e y, então qualquer segmento de seu gráfico que passe pelo teste
vertical pode ser visto como gráfico de uma função definida pela equação.

Assim, a equação 1
2 2
= + y x define as funções
2
1
x 1 ) x ( f − + = e
2
2
x 1 ) x ( f − − =
implicitamente, uma vez que os gráficos dessas funções são os segmentos do círculo 1 y x
2 2
= + .

Mas, existem casos em que não é possível explicitar y ou é muito trabalhoso e nos leva a fórmulas muito
complicadas.
Por exemplo, a equação xy 10 ) y x (
2
3
2 2
= + , se for possível isolar a variável y, certamente não será fácil e a
fórmula resultante é complicada.

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
79
Já nas equações y+e
y
-x=2 e
x
y
y x tg
2 2
= + , simplesmente não conseguimos isolar a variável y .

Assim, mesmo que uma equação em x e y possa definir uma ou mais funções de x, pode não ser prático ou
possível achar fórmulas explícitas para aquelas funções.

Por isso usamos o método da derivação implícita para achar a derivada de funções definidas
implicitamente.

O método da derivação implícita consiste em derivar cada termo da equação em relação a x.

3.9.2 EXEMPLOS

1) Determine a derivada da função x.y = 1.

Solução:
Uma maneira de achar dy/dx é reescrever esta equação como
x
1
y = , que pode ser facilmente derivada e
temos que
2
x
1
dx
dy
− =

A outra maneira de obter esta derivada é usar o método da diferenciação implícita.
Diferenciar ambos os lados de xy = 1 antes de resolver para y em termos de x, tratando y como (não-
especificado temporariamente) uma função diferenciável de x. Desta forma, obtemos:

Se agora substituirmos
x
y
1
= na última expressão, obtemos
2
x
1
dx
dy
− = .

2) Use a derivação implícita para achar dy/dx se
2 2
x seny y 5 = + .

Solução:



Resolvendo para dy/dx obtemos
y cos y 10
x 2
dx
dy
+
=

Note que esta fórmula envolve ambos, x e y. A fim de obter uma fórmula para dy/dx que envolva apenas x,
teríamos que resolver a equação original para y em termos de x e, então, substituir em
y cos y 10
x 2
dx
dy
+
= .
Entretanto, isto é impossível de ser feito; assim, somos forçados a deixar a fórmula dy/dx em termos de x e y.


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
80

3) Para cada uma das equações , encontre dy/dx por derivação implícita.
a) 7 y 3 xy 5 x
2 2
= + −

Solução:

b)
2
1
y
x
sen =

Solução:


c) 5 e . x
) y x (
2 2
=
+


Solução:







Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
81

3.9.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS


Para cada uma das equações , encontre dy/dx por derivação implícita.




1) 8 y x
3 3
= +
2) 17 y 9 x 4
2 2
= −
3)
3
1
) y x ( sen ) y x cos( = + + +
4) 4 ) y x ( tg . y = +



Respostas:

1)
2
2
y
x


2)
y 9
x 4


3) -1

4)
) y x ( tg ) y x ( sec y
) y x ( sec . y
2
2
+ + +
+ −

































6)
4
1
e e
seny x cos
= +
7) y 2 x y 2 y . x
3 2
− = +
8) 0 xseny y . x
2 2
= +
9) 0 y ln e
2
x
= +



5)
seny
x cos
e . y cos
e . x sen


6)
2 y 6 xy 2
y 1
2
2
+ +



7)
y cos x y x 2
seny xy 2
2
2
+
− −


8)
2
x
e . y . x . 2 −


Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
82

3.10MÁXIMOS E MÍNIMOS

3.10.1 EXEMPLOS

1) Encontre as dimensões de um retângulo com perímetro de 200 cm cuja área seja a maior possível.



Resolução:

Temos a área como a variável a ser maximizada.

Chamamos de x o comprimento do retângulo e y a largura do retângulo, logo, A = x.y.

Devemos então eliminar uma das variáveis, já que conhecemos o valor do perímetro do retângulo.
Se p = 200 cm e p = 2x + 2y, então, 200 = 2x + 2y. Resolvendo a equação, temos y = 100 - x. Com esta relação
entre as variáveis x e y fazemos a substituição na função A = x.y, obtendo A = 100x - x
2
.

Agora, devemos encontrar o valor de x que nos proporcionará a área máxima. Isso é possível quando
derivamos a função e a igualamos a zero, pois no ponto onde encontramos a área máxima a reta tangente
tem coeficiente angular zero, ou seja, dA/dx = 0.

Então, 100 - 2x = 0; x = 50. Se x = 50 e y = 50 - x; y = 50. Desta forma, a área deste retângulo assume o valor
máximo quando o comprimento é 50 cm e a largura é 50 cm.

Podemos observar que a maior área é obtida quando o retângulo tem os lados iguais, ou seja, é um
quadrado.

2) Uma lata cilíndrica fechada contém 2.000 cm
3
de líquido. Como poderíamos escolher a altura e o raio para
minimizar o material usado em sua confecção?


Resolução:

Neste problema temos que trabalhar com a minimização da área, já que o material para a confecção da lata é
comprado em chapas, ou seja, por cm
2
.

A área de uma lata cilíndrica é dada por: A = 2πr
2
+ 2πrh.

Precisamos eliminar uma das variáveis da função, raio ou altura.

O volume da lata cilíndrica é dado por: V = πr
2
h e V = 2000; 2000 = πr
2
h. Resolvendo a equação e isolando
o valor da altura h, temos: h = 2000/πr
2
.

Fazemos, então, a substituição do valor de h na função da área A, obtendo: A= 2πr
2
+ 4000/r.

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
83

Para descobrir o valor do raio da lata para que o material usado na sua confecção seja mínimo devemos
derivar a função e igualá-la a zero.

dA/dr = 4πr - 4000/r
2

4πr - 4000/r
2
= 0
r
3
= 1000/π
r = 6,83 cm

Se r = 6,83 cm; h = 2000/(π.(6,83)
2
) = 13,66 cm.

Concluímos então que para termos a área máxima de uma lata cilíndrica a sua altura deve ser igual ao seu
diâmetro.



Dicas para resolver Problemas de Otimização

1
o
Passo: Ler o problema atentamente e identificar as informações necessárias para poder resolvê-lo.
Identificar o que é desconhecido, o que é dado e o que é pedido.

2
o
Passo: Desenhe figuras e/ou gráficos identificando as partes que são importantes para a resolução
do problema. Introduza uma variável para representar a quantidade a ser maximizada ou
minimizada. Com esta variável, elabore uma função cujo valor extremo forneça a informação pedida.

3
o
Passo: Determine quais valores da variável têm sentido no problema.

4
o
Passo: Derive a função e iguale a zero, ou seja, encontre o ponto de máximo ou de mínimo.

5
o
Passo: Interprete o resultado e decida se tem sentido ou não, verificando a sua validade.






























Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
84

3.10.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Qual o número positivo que somado ao seu inverso tem como resultado uma soma mínima?

2) Expresse o número 20 como uma soma de dois números não-negativos, cujo produto é o maior possível.

3) Uma caixa aberta deve ser
feita com uma folha de
papelão medindo 8 cm de
largura por 15 cm de
comprimento, cortando-se
quadrados iguais dos 4
cantos e dobrando-se os
lados. Qual é o tamanho dos
quadrados cortados para a
obtenção de uma caixa com o
máximo volume?


4) Um terreno retangular é
cercado por 1500 m de cerca.
Quais as dimensões desse terreno para que a sua área seja a maior possível? E qual a área máxima?

5) Um tipógrafo quer imprimir boletins com 512 cm
2
de texto impresso,margens superior e inferior de 6 cm
e margens laterais de 3 cm cada uma. Quais as dimensões da folha para minimizar o gasto de papel?

6) Uma área retangular está limitada por uma cerca de arame em três de seus lados e por um rio reto no
quarto lado. Ache as dimensões do terreno de área máxima que pode ser cercado com 1.000 m de arame.

7) Um terreno retangular deve ser cercado de duas formas. Dois lados opostos devem receber uma cerca
reforçada que custa R$ 3,00 o metro, enquanto os outros dois restantes recebem uma cerca-padrão de R$ 2,00
o metro. Quais são as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com R$ 6.000,00?

8) Uma embalagem retangular deve ser feita usando-se uma folha de cartolina quadrada de lado a,
retirando-se quadrados de mesmo tamanho dos quatro cantos e dobrando-se os lados. Qual é o tamanho do
quadrado que resulta numa embalagem com volume máximo?

9) Um recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter um volume de 2.250 cm
3
. O
material para a base e a tampa do recipiente custa R$ 2,00 por cm
2
e o dos lados R$ 3,00 por cm
2
. Quais as
dimensões do recipiente de menor custo?

10) Uma lata cilíndrica fechada tem capacidade de 1 litro. Mostre que a lata de área mínima é obtida quando
a altura do cilindro for igual ao diâmetro da base.

11) Uma folha de papel para um cartaz tem 2 m
2
de área. As margens no topo e na base são de 25 cm e nas
laterais 15 cm. Quais as dimensões da folha para que a área limitada pelas margens seja máxima?

12) Certo recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter o volume de 4 litros. O custo
do material dos lados é a metade do custo do material usado para a confecção da base a da tampa. Encontre
as dimensões do recipiente de menor custo.

13) Certa fábrica produz embalagens retangulares de papelão. Um de seus compradores exige que as caixas
tenham 1 m de comprimento e volume de 2 m
3
. Quais as dimensões de cada caixa para que o fabricante use
a menor quantidade de papelão?

14) Um agricultor deseja construir um reservatório cilíndrico, fechado em cima, com capacidade de 6.280 m
3
.
Sabendo que o custo da chapa de aço é de R$50,00 o m
2
, determine:
a) o raio e a altura do reservatório de modo que o custo seja mínimo;
b) o custo mínimo.
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
85

15) Sendo 5.832 cm
3
o volume de um reservatório de água sem tampa com base quadrada, R$ 3,00 por cm
2
o
preço do material da base e R$ 1,50 por cm
2
o valor do material para os lados, calcule as dimensões desse
reservatório de modo que o custo total do material seja mínimo.

16) Em medicina é freqüentemente aceito que a reação R a uma dose x de uma droga é dada pela equação da
forma R = Ax
2
(B - x), onde A e B são certas constantes positivas. A sensibilidade de alguém a uma dose x é
definida pela derivada dR/dx da reação com a respectiva dose. Para que valor de x a reação é máxima?

17) Uma forma líquida de penicilina vendida a granel por uma firma farmacêutica é vendida a granel a um
preço de R$ 200,00 a unidade. Se o custo total de produção para x unidades for
C(x) = 500.000 + 80x + 0,003x
2
e se a capacidade de produção da firma for, de no máximo, 30.000 unidades
por mês, quantas unidades de penicilina devem ser fabricadas e vendidas nesse período para que o lucro
seja máximo? E qual o valor do lucro máximo?

18) Uma certa indústria vende seu produto por R$ 100,00 a unidade. Se o custo da produção total diária, em
R$, para x unidades for C(x) = 0,0025x
2
+ 50x + 100.000 e se a capacidade de produção mensal for, de no
máximo, 15000 unidades, quantas unidades desse produto devem ser fabricadas e vendidas mensalmente
para que o lucro seja máximo?

19) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. Se o custo da produção
é dado por C = 2x
3
+ 6x
2
+18x +60, e o valor obtido na venda é dado por V = 60x - 12x
2
, determinar o número
ótimo de unidades mensais que maximiza o lucro L = V - C.

20) Suponha que o número de bactérias em uma cultura no instante t é dada por N = 5000(25 + te
-t/20
). Ache
o maior número de bactérias durante o intervalo de tempo 0 ≤ t ≤ 100.

21) Um departamento de matemática observou que uma secretária trabalhará aproximadamente 30 horas
por semana. Entretanto, se outras secretárias forem empregadas, o resultado da conversa é uma redução do
número efetivo de horas por semana por secretária através de 30.(x - 1)
2
/33 horas, onde x é o número total
de secretárias empregadas. Quantas secretárias devem ser empregadas para produzir o máximo de
trabalho?

22) Uma centena de animais pertencendo a uma espécie em perigo estão colocados numa reserva de
proteção. Depois de t anos a população p desses animais na reserva é dada por
25
25 5
100
2
2
+
+ +
=
t
t t
p . Após
quanto tempo a população é máxima?

23) Num campo de futebol, a armação do gol deve ser feita com uma viga de 18 m de comprimento. Qual a
altura e a largura para que a área do gol seja máxima?

Respostas:






















1) 1
2) 10 + 10
3)
3
5
cm
4) 375 m por 375 m; 140.625 m
2

5) 22 cm por 44 cm
6) 250 m por 500 m
7) 500 m por 750 m
8)
6
a

9) base: 15 cm por 15 cm; altura = 10 cm
10) h = 2r = 10,8 cm
11) 1,09 m por 1,83 m
12) 12,6 cm de raio por 25,2 cm de altura

13) largura = altura = 2 m
14) r = 10 m e h = 20 m; R$94.200,00
15) base: 18 cm por 18 cm e altura = 18 cm
16) B
3
2

17) 20.000 unidades; R$700.000,00
18) 10.000 unidades
19) 1000 unidades
20) 20
21) 1 secretária
22) 5 anos
23) 4,5 m de altura e 9 m de largura

Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes
86

Referências Bibliográficas



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Sites:








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87
FORMULÁRIO
PRODUTOS NOTÁVEIS
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2 2
b ab 2 a b a . b a b a b a . b a b a + + = − − − − = − − = + + = +
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2 2
b ab 2 a b a . b a b a b a . b a b a + − = + − + − = + − = − − = −

( ) ( )
2 2 2 2
b a b ab ab a b a . b a − = − + − = − +

FUNÇÃO CONSTANTE

b ) x ( f = ou b y = com ∈ b ℝ { } b Im
) x ( f
=
FUNÇÃO DO 1º GRAU
b ax ) x ( f + = COM ∈ a ℝ* , ∈ b ℝ

função da ) zero ou ( raiz é ' x 0 ) x ( f Se ⇒ =

Equação da reta (reduzida): b ax y + = Equação da reta (geral): 0 c by ax = + +
Coef. angular: α = tg a ou
A B
A B
x x
y y
a


=
Retas paralelas:
s r
a a = Retas concorrentes:
s r
a a ≠ Retas perpendiculares:
s
r
a
1
a − =

FUNÇÃO DO 2º GRAU (QUADRÁTICA)

c bx ax ) x ( f
2
+ + = com ∈ a ℝ*, ∈ c , b ℝ

Raízes da Função:

a 2
b
x
∆ ± −
= com ac 4 b
2
− = ∆

Coordenadas do vértice: ( )
V V
Y , X V sendo
a 2
b
X
V

= e
a 4
Y
V
∆ −
=

Soma e produto das raízes:
a
b
x x − = ′ ′ + ′ e
a
c
x . x = ′ ′ ′

POTENCIAÇÃO
1 a
0
= 1 1
n
=
a
1
a
1
=


n
n
n
a
1
a
1
a = |
.
|

\
|
=


n
n
n
b
a
b
a
= |
.
|

\
|

( )
n . m
n
m
a a =
n m n m
a a . a
+
=
n m
n
m
a
a
a

=
n m
n
m
a a = ( )
n n n
b . a b . a =

LOGARITMAÇÃO


Definição: 0 , 1 0 : log > ≠ > = ⇔ = b a e a CE b a x b
x
a


Conseqüências da definição: 1 log = a
a
0 1 log =
a
m a
m
a
= log b a
b
a
=
log



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88
Propriedades:
b n b
a
n
a
log . log = ( ) c b c b
a a a
log log . log + =

c b c b
a a
= ⇔ = log log c b
c
b
a a a
log log log − = |
.
|

\
|


Mudança de base:
a
b
b
c
c
a
log
log
log =

Bases: b b
10
log log = b b
e
log ln = ... 59045 7182818284 , 2 = e (número de Euler)

SIMBOLOGIA MATEMÁTICA

∈ pertence ⇒ implica / então

∉ não pertence ⇔ equivalente / se e somente se

⊂ está contido = igual

⊄ não está contido ≠ diferente

⊃ contém ∧ e
⊅ não contem ∨ ou

/ tal que ∞ infinito

∅ conjunto vazio → { } ∴ portanto

∀ qualquer que seja / para todo ∑ somatório

∃ existe ⊥ perpendicular
∄ não existe // paralelo
∃I existe um único ≡ idêntico
∪ união ∼ semelhante / congruente

∩ intersecção ≅ igual ou aproximadamente

> maior ≈ semelhante
≥ maior ou igual ℕ conjunto dos números naturais
≫ muito maior ℤ conjunto dos números inteiros
< menor ℚ conjunto dos números racionais
≤ menor ou igual ℝ-ℚ conjunto dos números irracionais
≪ muito menor ℝ conjunto dos números reais
! fatorial ℂ conjunto dos números complexos

VALORES TRIGONOMÉTRICOS Conversão graus/radianos: 180º → π rad
0º 30º 45º 60º 90º 120º 135º 150º 180º 270º 360º

sen

0
2
1

2
2

2
3


1
2
3

2
2

2
1


0

1 −

0

sen

cos

1
2
3

2
2

2
1


0
2
1

2
2

2
3


1 −

0

1

cos

tg

0
3
3


1

3

existe não


3 −

1 −
3
3


0

existe não


0

tg

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89
CONJUNTOS NUMÉRICOS

Conjunto dos Números Naturais ( ℕ )

ℕ = { 0 , 1 , 2 , 3 , ...}

ℕ* = { 1 , 2 , 3 , ...} = ℕ - { 0 } → Conjunto dos números Naturais Não Nulos

Conjunto dos Números Inteiros ( ℤ )

ℤ = {..., –2 , –1 , 0 , 1 , 2 , 3 ,...} ou ℤ = { 0 , ±1 , ±2 , ±3 ,...}

ℤ* = {..., –3, –2 , –1 , 1 , 2 , 3 ,...} = ℤ - { 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Nulos

ℤ+ = { 0 , 1 , 2 , 3 , 4 ,...} → Conjunto dos números Inteiros Não Negativos


*
+
= { 1 , 2 , 3 , 4 ,...} → Conjunto dos números Inteiros Positivos

ℤ - = {..., –3, –2 , –1 , 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Positivos


*

= { –1 , –2 , –3,...} → Conjunto dos números Inteiros Negativos

Note que: ℤ+ = ℕ

Conjunto dos Números Racionais ( ℚ )

ℚ = { x | x =
b
a
, com a ∈ ℤ e b ∈ ℤ* }

Exemplos: 8 − ,
4
5
4
5
4
5

=

= − ,
3
1
− , 0 ,
2
1
,
3
12
, 7 , 121 , 14%
50
7
100
14
= =
Observe que: ∉ 7 ℚ

Além da forma
b
a
, os números racionais também podem ser representados na forma Decimal; isto
acontece quando dividimos a (numerador) por b (denominador). Temos então:

# Decimais exatos (finitos): 25 , 1
4
5
− = − , 4 , 2
5
12
= , 75 , 3
4
15
20
75
= = , 234 , 1
1000
1234
=

# Decimais (dízimas) periódicos: 3 , 0 ... 333 , 0
3
1
− = − = − período
geratriz 42 , 0 ... 4242 , 0
33
14
= =



857142 , 0 ... 42 8571428571 , 0
7
6
= = , 6 1 , 2 ... 1666 , 2
6
13
= = (observar arredondamento da
calculadora)


Cálculo I
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90
Observações:

# Entre dois números inteiros, nem sempre existe outro número inteiro.
# Entre dois números racionais, sempre existe outro número racional.
# Também podemos utilizar as notações: ℚ*, ℚ+, ℚ
*
+
, ℚ

e ℚ
*

.

Conjunto dos Números Irracionais ( Ir )

Ir = { x | x é dízima não periódica }
Ou seja, um número é Irracional, quando não é possível escrevê-lo na forma
b
a
, com a ∈ ℤ e b ∈ ℤ*.
Veja os exemplos: ... 4142135 , 1 2 = ... 92401773 , 2 25
3
=
... 7320508 , 1 3 = ... 14159265 , 3 = π (“pi”)
... ,7320508 1 3 − = − ... 7182818 , 2 = e (número de Euler)

Observe que ∉ 9 Ir, pois sabemos que 3 9 = .

Outras Notações para o Conjunto dos Irracionais: (ℝ – ℚ) ou ℚ’

Conjunto dos Números Reais ( ℝ )
Unindo todos os conjuntos numéricos estudados até aqui, teremos o conjunto dos números reais. Ou
seja:

ℝ = { x | x ∈ ℚ ou x ∈ Ir } = ℚ ∪ Ir

Desta forma, todo número natural, inteiro, racional ou irracional também é um número REAL.

Podemos representar através de “diagramas” o conjunto dos números reais, conforme abaixo.











Observe que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ e ℚ ∩ Ir = ∅.

Uma representação geométrica (dos números reais) muito importante é a “Reta Real”, também
conhecida como reta numérica real ou eixo real, ou ainda, eixo das abscissas. Veja:
Origem



– 4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 x





Em nosso estudo, quando falarmos de números e não forem feitas “restrições” sobres esses,
adotaremos sempre os números reais.



IR


• • • • • • • • • • • •


5
17

2
1

• •
3
8
14159265 , 3 ≅ π

2

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91

Também temos os intervalos:

ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Nulos ou diferentes de zero

+
= { x ∈ ℝ | x ≥ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Negativos ou maiores ou igual a zero

*
+
= { x ∈ ℝ | x > 0 } → Conjunto dos números Reais Positivos ou maiores que zero.


= { x ∈ ℝ | x ≤ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Positivos ou menores ou igual a zero

*

= { x ∈ ℝ | x < 0 } → Conjunto dos números Reais Negativos ou menores que zero

Observação: ∈ − = − 2 8
3
ℝ, mas ∉ − = − 9 9
2
ℝ.

Não estão definidas para o conjunto dos números reais, raízes de números negativos com índice par.

Conjunto dos Números Complexos ( ℂ )
Também conhecido como conjunto dos números “imaginários”, não fará parte de nosso estudo
(embora tenha grande aplicação na área eletro-eletrônica). Podemos dizer de forma simples que
trata-se de um conjunto numérico que envolve, além dos números reais, números do tipo 4 − que
não podem ser definidos em ℝ.






























Cálculo I
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92

INTERVALOS
↘ são subconjuntos do ℝ, e podem ser representados através da notação de conjunto, de colchetes
ou na reta Real.
Analise os exemplos a seguir:

Intervalo aberto

{ x ∈ ℝ | 2 < x < 10 } = ] 2 , 10 [ =
↘ Notação de Conjunto ↘ Notação de Colchetes ↘ Representação na Reta
Real


Intervalo Fechado

{ x ∈ ℝ | 2 ≤ x ≤ 10 } = [ 2 , 10 ] =


Intervalo Semi-aberto ou Semi-fechado

{ x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 10 } = ] 2 , 10 ] =

{ x ∈ ℝ | 2 ≤ x < 10 } = [ 2 , 10 [ =
↘ [ 2 , 10 ) =


Intervalos Infinitos (incomensuráveis)

{ x ∈ ℝ | x > 7 } = ] 7 , + ∞ [ =

{ x ∈ ℝ | x ≥ 7 } = [ 7 , + ∞ [ =

{ x ∈ ℝ | x < 7 } = ] – ∞ , 7 [ =

{ x ∈ ℝ | x ≤ 7 } = ] – ∞ , 7 ] =
↘ { x ∈ ℝ | – ∞ < x ≤ 7 }


Observações:

ℝ = { x ∈ ℝ } = ] – ∞ , + ∞ [ =

ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } = ] – ∞ , 0 [ ∪ ] 0 , + ∞ [ =
↘ { x ∈ ℝ | x < 0 ou x > 0}

{ x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 15 e x ≠ 6 } =
↘ { x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 6 ou 6 < x < 15 }


{ ..................................................................................... } =
↘ { ................................................................................. } – 5,1 3 4 17

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93
Atenção!

Note que os conjuntos A = { x ∈ ℕ | 2 < x ≤ 6 } e B = { x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 6 } são diferentes.
Veja na reta real:

A B
3 4 5 6 2 6

O conjunto A é finito, pois tem somente 4 elementos. Em contrapartida, não podemos determinar o
número de elementos do conjunto B, pois este último possui infinitos elementos.


EXERCÍCIOS – CONJUNTOS NUMÉRICOS E INTERVALOS

1) Relacione usando ∈ ou ∉ :

a) – 5 ............. ℕ e)
11
4
............. ℝ-ℚ i) –1 ................ ℝ n) 361 .................. Ir
b)
3
2
............. ℤ f) 9 − ............ ℝ j)
9
108
............. ℕ o) (2,33... x 9) .......... ℕ
c) 5 ........... ℝ g) –13 ............... ℚ l) 0 .................. ℤ
+
p)
2
64
3

............... ℤ
d) 4 ............... ℚ h) 0 .............. ℝ m)
2
4
− ............ ℚ* q) 0,127 .................. ℚ*

2) Represente em cada reta real os intervalos correspondentes:

a) ] – ∞ , –1 ] b) { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 2 }

c) ] 0 , 3 [ d) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 2 }


e) [ –5 , 4 [ f) { x ∈ ℝ | x > – 5 }

g)
(
¸
(

¸


2
1
,
5
2
h) { x ∈ ℝ | 1 ≤ x < 2 }

i) { x ∈ ℝ | x ≤ 1 ou x > 2 } →

j) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 1} →

l) { x ∈ ℝ | x ≤ 2 ou x = 4 } →

m) { x ∈ ℝ | –3 < x < –1 ou 1 < x ≤ 2 } →


Atenção: analise os intervalos (h) e (i) e note que eles são completamente diferentes.





Cálculo I
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94
3) Dados os intervalos abaixo, escreva-os em notação de conjunto:

a) → { ........................................................................... }

b) → { ............................................................................ }

c) → { ............................................................................ }

d) → { ............................................................................ }

e) → { ............................................................................ }

f) → { ............................................................................ }

g) → { ............................................................................. }


RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS

1a) ∉ 1b) ∉ 1c) ∈ 1d) ∈ 1e) ∉ 1f) ∉ 1g) ∈ 1h) ∈ 1i) ∈ 1j) ∈ 1l) ∈ 1m) ∈ 1n) ∉ 1o) ∈
1p) ∈ 1q) ∈

3a) { x ∈ ℝ | –3 < x < 3 } 3b) { x ∈ ℝ | x < 1 } 3c) { x ∈ ℝ | x ≥ 1/2 } 3d) { x ∈ ℝ | x ≤
0 ou x > 2 e x ≠ –1 }

3e) { x ∈ ℝ | –2 ≤ x < 0 ou x ≥ 1 } 3f) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 0 } 3g) { x ∈ ℝ | –3 <
x ≤ –1 ou 0 ≤ x < 1 }

–3 3
1
1/2
0 2
1 –2
–1
0
0 3 –2
–3 –1 0 1

Cálculo I

Capítulo 1: Funções
1.1ANÁLISE GRÁFICA DAS FUNÇÕES 1.1.1 EXERCÍCIOS Abaixo estão representadas graficamente algumas funções. Analise cada uma dessas funções e responda às perguntas referentes a cada exercício. 1. Ao acionar o freio de um automóvel, a distância para que ele pare, é denominada “espaço de frenagem”. Este depende de vários fatores, entre eles, a velocidade em que o carro se encontra quando o freio é acionado.
80

Espaço de frenagem (m)

70 60 50 40 30 20 10 0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120

Velocidade (km/h)

a) Quantos metros o automóvel ainda deverá percorrer quando freado a uma velocidade de 60 km/h? E a 80 km/h? E a 120 km/h? b) A que velocidade deve estar o veículo para que o espaço de frenagem seja de 40 m? c) Quando aumentamos a velocidade de 80 para 120 km/h, em quantos metros aumentará o espaço de frenagem? 2. Um reservatório, contendo 500 litros de água, dispõe de uma válvula na sua parte inferior. Um dispositivo foi utilizado para registrar o volume de água a cada instante, a partir do momento em que a válvula foi aberta. Os valores obtidos durante a operação permitiram construir o gráfico do volume de água (em litros) em função do tempo (em minutos).
500 Volume (litros) 400 300 200 100 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Tempo (min)

a) Quais as variáveis envolvidas? b) O volume de água permaneceu constante no reservatório? c) Após 10 minutos, qual o volume de água existente no reservatório? d) Quantos minutos decorreram até que o volume da água existente no reservatório caísse pela metade? Em quanto tempo o reservatório foi esvaziado? e) Qual o significado do intercepto vertical? E do intercepto horizontal?

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2

Cálculo I

3. Em Química e Física, estudamos os estados da matéria. Um gráfico representativo da temperatura, em oC, em função do tempo, em minutos, de aquecimento da água inicialmente a –20oC até a temperatura de 120oC é: Com os dados do gráfico, responda: a) Qual o domínio da função? b) Qual o conjunto imagem? c) Que “trechos” da função são constantes? d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero, ou seja, para que valores de t temos a temperatura positiva? e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero, ou seja, para que valores de t temos a temperatura negativa?
140 120 100 80 T( C) 60 40 20 0 -2 0 0 -4 0 t (m in ) 5 10 15 20 25 30
o

4. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de gás é função da pressão a que o mesmo está submetido, como se vê no gráfico abaixo:

50 40 Volume (cm )
3

30 20 10 0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 Pressão (atm)

Observando o gráfico, responda: a) Qual a variável independente? b) O que significa o fato, do gráfico, à medida que avança para a direita, ir descendo? c) Qual é a variação do volume deste gás quando alteramos a pressão a que está submetido de 0,5 para 1 atmosfera? d)E de 2 para 2,5 atmosferas?

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3

Uma peça esférica de diâmetro 5” de aço 1035. em função do tempo. e) Para qual intervalo de tempo a temperatura é menor que zero.5 10 7.5 15 12. responda: a) Qual o domínio da função? b) Qual o conjunto imagem? c) Determine em quais momentos a temperatura é igual a zero.½”? 6. conforme o gráfico abaixo.5 -10 -12.5 5 2. O gráfico abaixo representa a temperatura. d) Para qual intervalo de tempo a temperatura é maior que zero. em horas. com temperatura 1600°F. à profundidade de ½”? E à profundidade de 2.5 0 -5 -7.5 0 -2.Cálculo I 5.5 Temperatura ( C) o 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Tempo (horas) Com os dados do gráfico.5 20 17.½“ abaixo de sua superfície. foi resfriada em água não agitada com temperatura 123°F.½”? b) depois de quanto tempo de resfriamento a peça atinge a temperatura de 800°F. numa dada experiência: Temperatura ( F) o 25 22. em oC. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 4 . após 5 minutos de resfriamento? E à profundidade de 2. Resfriamento: esfera de aço 1035 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 6 7 Tempo (min) Profundidade 1/2" Profundidade 2 1/2" a) qual a temperatura da peça quando medida a uma profundidade de ½” abaixo de sua superfície. As temperaturas foram lidas em 2 pontos da peça: ½“ e 2.

120 ] ou D = { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 120 } . • O valor de “y”. • O conjunto A de valores que podem ser atribuídos a “x” é chamado domínio da função e indica-se por D ou Df (sendo que a variável “x” é chamada variável independente). • No exemplo apresentado acima.Imagem da função: Im = [ 0 . de modo que o gráfico retrate uma situação tal que cada elemento do conjunto A corresponda a um único elemento do conjunto B. A velocidade também é outra grandeza variável. é chamado conjunto imagem da função. pode-se considerar as duas variáveis em questão. usa-se: f : A → B. elemento “y” do conjunto B. • O conjunto Im. (lê-se: f de A em B). pode-se observar que o espaço de frenagem representa uma grandeza variável: ele pode ser de 10 metros ou de 30 metros (citando apenas dois exemplos). Essa relação “ f ” é uma função de A em B quando a cada elemento “x” do conjunto A está associado um. é chamado imagem de x pela função e é representado por f(x). mas seus valores não são independentes entre si.: podemos representar y = f(x). 1. Portanto.Domínio da função: D = [ 0 . o espaço de frenagem e a velocidade são variáveis. em outras palavras. já que o automóvel pode andar em diversas velocidades. uma assumindo valores num conjunto A (Domínio) e a outra num conjunto B (Contradomínio).Variáveis envolvidas: independente (x) → velocidade (km/h) dependente (y) → espaço de frenagem ( ) . 70 ] ou Im = { y ∈ ℝ | 0 ≤ y ≤ 70 } Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 5 . para cada velocidade há um único espaço de frenagem.Cálculo I 1. a função pode ser definida como um tipo especial de relação entre grandezas: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e “ f ” uma relação de A em B. O espaço de frenagem depende da velocidade do veículo ou. formado pelos valores que “y” assume em correspondência aos valores de “x”. A variável “y” é chamada variável dependente. temos que: .2 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO Espaço de frenagem (m) No gráfico ao lado. correspondente a determinado valor atribuído a “x”. Assim.2. Obs.1 NOTAÇÃO DE FUNÇÃO Para indicar que uma função “ f ” tem domínio em A e contradomínio em B. e apenas um. 80 70 60 50 40 30 20 10 0 ● ● 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 Velocidade (km/h) Matematicamente.

indicando os valores de “x” e “y” nos seus eixos correspondentes. atribuindo valores para “x” (conforme o Domínio da função) e calculando os respectivos valores de “y”. O eixo “x”. o que em muitos casos. y).Cálculo I 1. possibilitando perceber o seu comportamento de uma forma mais ampla. Construindo um Gráfico de Função através da Fórmula Matemática O gráfico. perpendiculares (ortogonais) entre si. Todo ponto pertencente ao eixo das ordenadas terá abscissa nula. gerando quatro regiões denominadas quadrantes. ou a representação gráfica de uma função. • Ligar (ou não) os pontos marcados no plano cartesiano por meio de uma curva (de acordo com a função e o domínio desta). ou seja. também é dito eixo das abscissas e o eixo “y” também é dito eixo das ordenadas. 0). Para tanto. também conhecido como Plano Cartesiano (ℝ2 ou E2) é formado por dois eixos reais. ou seja. utilizaremos o sistema cartesiano ortogonal. • Marcar no plano cartesiano os pontos gerados pelos pares ordenados (x . é uma forma de apresentarmos o comportamento de um fenômeno numa forma visual (geométrica). Etapas para a construção de um gráfico: • Montar uma tabela.2. y) encontrados na tabela. Observações: • • Todo ponto pertencente ao eixo das abscissas terá ordenada nula. sendo que “x” e “y” formam as coordenadas de um ponto. Cada ponto neste plano é determinado por um par ordenado na forma (x . facilita a compreensão do fenômeno. será da forma: (x . denominado origem → (0 . y). será da forma: (0 .2 GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO (No Sistema Cartesiano Ortogonal) O Sistema Cartesiano Ortogonal. 0). Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 6 . A intersecção dos eixos coordenados determina um ponto único.

na faixa de temperatura mencionada. uma empresa em expansão contratou 100 funcionários em março e 100 em outubro.3. junho .3. agosto . dezembro }  Foi solicitada pelo setor de recursos humanos desta firma uma representação visual. setembro }  400 . variando de 16oC a 54oC. pode ser assim representada: f : [16 . Esta função.1 EXEMPLOS 1) Sob temperatura ambiente.1 FUNÇÃO CONSTANTE 1. podemos equacionar esta situação como sendo uma função f : D → ℕ com D = {meses do ano} definida por:  200 . uma temperatura de 36. maio . novembro . se x ∈ { janeiro . se x ∈ { março . fevereiro }  f ( x ) =  300 . se x ∈ {outubro . 2) Em um determinado ano.Cálculo I 1. o corpo humano é capaz de manter indefinidamente. de modo a relacionar os meses do ano com o número de funcionários empregados (meses X funcionários). Matematicamente.3 FUNÇÕES ELEMENTARES 1. abril . Em janeiro deste mesmo ano o número de funcionários era 200. nesta faixa de temperatura ambiente.1. tem-se uma função constante. julho . 54] → ℜ definida por f(x) = 36. Assim temos: Número de funcionários 400 300 200 J F M A M J J A S O N D Meses do ano (200X) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 7 .7 40 Temperatura do Corpo 35 30 25 20 15 10 5 0 0 10 20 30 40 50 60 Tem peratura Am biente Logo.7º C.

você pode ver a lei de formação utilizada para determinar o valor “V” da conta. de valor “k”. Lembre-se que: y = f(x). pois para qualquer valor atribuído à variável “x”.00? d) Quanto pagou um morador que supostamente não consumiu nenhuma quantidade de água num mês? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 8 .2 DEFINIÇÃO Uma função cuja lei de associação é do tipo f(x) = k (ou y = k).3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa os gráficos das funções dadas por: a) f(x) = 4 b) g(x) = − com D = ℝ d) y = – e) y = 0 3 com D = [–5 .50 se 20 ≤ c < 50 Obs.50. Se k > 0: y k y Se k = 0: y Se k < 0: • 0 x 0 • x 0 x • k 1. por exemplo. o departamento de água da prefeitura decidiu fazer uma experiência e passou a cobrar as contas de água dos consumidores com preços fixos para intervalos de consumo. em função do consumo “c”. nem decrescente. permanecendo o mesmo.00 se c ≥ 50  a) Construa o gráfico no plano cartesiano V x c (valor da conta por consumo) determinando o D e Im. a conta será de R$ 18. cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 .3. com k ∈ ℝ é chamada de função constante. Podemos acrescentar ainda.  18.3. ou seja. em reais. mas sim constante.50 se 0 ≤ c < 20  V (c ) =  47. para qualquer consumo inferior a 20m3.Cálculo I 1. em metros cúbicos. 3) Em uma cidade.1.4m3 num mês? c) Qual foi o consumo de uma casa cuja conta apresentou um valor de R$ 59. b) Quanto pagará um morador que consumir 20m3 de água em um mês? E se consumir 36. sua imagem “y” será sempre a mesma. tem-se uma reta paralela ao eixo das abscissas. Podemos observar que neste caso a taxa se variação é nula.1. pois o valor da função (y) não cresce nem decresce. Abaixo.  59. Assim. constante. Graficamente. que se trata de uma função que não é crescente. 2 [ 40 3 com D = ℝ+ f) h(x) = 51 com D = { x ∈ ℝ | – 4 < x ≤ 3 } g) y = – 7 com D = { x ∈ ℝ | x < 6 } c) y = π com D = ℝ com D = ℝ 2) Determine o conjunto imagem para cada uma das funções do exercício anterior. k).: O consumo é medido mensalmente.

50 4c) { x ∈ ℝ | 4 < x ≤ 5 } 20 50 0 Consumo (m3) 4d) R$ 17. por utilizar o estacionamento durante meia hora? E durante duas horas? b) Quanto deverá pagar alguém que estacionar das 8h e 46min até as 11h e 50min? c) Quanto tempo ficou no estacionamento um carro se o proprietário pagou R$ 8.50 e R$ 47. pergunta-se: R$ 6.5 2 0 1 2 3 4 Horas a) Quanto deverá pagar uma pessoa.Cálculo I 4) Abaixo. pode-se ver parte de um gráfico que mostra o valor “y” a ser pago (em reais) pelo uso de um determinado estacionamento por um período de “x” horas.00? d) Quanto pagará um indivíduo que estacionar seu veículo das 22h de um dia até as 8h e 30min do dia seguinte? Respostas: 1a) y 4 1b) y 1c) y 1d) y • x 0 π x 0 • x –5 0 2 0 – 40/3 − 3 • x 1e) y 1f) y 1g) y •51 –4 0 3 0 6 x 0 x –7 x • 3a) D = { c ∈ ℝ | c ≥ 0 } e Im = { 18. Nestas condições.00 e R$ 3.00 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 9 . 47.50 18.50 4b) R$ 6.00 47.50 4a) R$ 2.50 .50 3c) c ≥ 50 m3 2a) Im = { 4 } 2e) Im = { 0 } 2f) Im = { 51 } 2g) Im = { –7 } 2b) Im = { } − 40 3 2c) Im = { π } 2d) Im = − 3 { } 3a) Valor conta (R$) 59.5 5 3.50 3d) R$ 18.00 } 3b) R$ 47. Suponha que o padrão observado no gráfico não se altere quando “x” cresce.50 . 59.

ou seja. quando “a < 0”. E é o fato da taxa de variação ser constante que faz de seu gráfico uma reta.3 FUNÇÕES CRESCENTES E DECRESCENTES Os termos crescente e decrescente podem ser aplicados a outras funções. é a mesma em toda parte. Logo. 1. Uma função linear. Logo.1) 19 (19 = 15 + 2. que pode ser determinado algebricamente fazendo f(x) = 0. é decrescente quando a taxa de variação for negativa. ou seja. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 10 .3) Cada temperatura é a temperatura inicial mais um acréscimo de 2oC por minuto. a taxa de variação varia. a cada 1 minuto. usando a fórmula: Inclinação = ∆y f (b) − f (a ) subida = = = taxa média de var iação de f ( x) entre a e b.2 FUNÇÃO DO 1º. Resolução: Tempo inicial (to): 0 min Tempo (min) 0 1 2 3 Temperatura inicial (To) : 15o C Temperatura (oC) 15 17 (17 = 15 + 2. é crescente quando a taxa de variação for positiva. De acordo com os dados. • O valor da abscissa onde o gráfico corta o eixo “x” denomina-se raiz ou zero da função. Qualquer função é crescente se os valores de y = f(x) crescem quando x cresce e é decrescente se os valores de y= f (x) decrescem quando x cresce. • A raiz também é conhecida como intercepto horizontal ou intercepto x. a lei que relaciona o aumento de temperatura em função do tempo é: T(t) = 15 + 2t . Uma função linear.2.3.3. • b é o intercepto vertical ou intercepto y.2. não apenas às lineares. forneça a lei (fórmula) que representa o aumento de temperatura em função do tempo. Seu gráfico é uma reta tal que: • a é a inclinação. y = ax + b.2 DEFINIÇÃO São funções que têm taxa constante de crescimento ou decrescimento. sendo esta. ou taxa de variação de y com relação a x ou ainda. m e n.3.Cálculo I 1. GRAU (ou Função linear) 1. coeficiente angular da reta.1 EXEMPLO Uma panela com água à temperatura de 15oC é levada ao fogo e observa-se que. a solução do problema em questão. quando “a > 0”. esta inclinação pode ser calculada com valores das funções em 2 pontos.2) 21 (21 = 15 + 2.3. é o valor de y quando x é zero.2. a temperatura sobe 2oC. ou taxa de variação. 1. Uma função é dita do 1º. com domínio e contra-domínio real. ou seja. Esta função tem a forma y = ax + b. percurso ∆x b−a Para uma função não linear. y = ax + b. com a≠ 0 e a e b Є R. grau se sua inclinação.

+ ∞ [ c) − x + 2 y + 3 = 0 f) g ( x ) = −1 − x i) h( x ) = 2 x + 2 com D = [ –1. num mesmo sistema cartesiano ortogonal. os gráficos das funções dadas por: 1 x 9 a) y = − d) F = C + 32 g) y = − x j) y = −1 + 3 x com D = { x ∈ ℝ x ≤ 0 } 5 2 4 b) f ( x ) = −2 x + 5 e) f ( x ) = x + 3 h) y = −3 x com D = [ –2. os gráficos das funções dadas por f(x) = x e g(x) = – x. a função polinomial do 1º grau é representada por uma linha reta oblíqua aos eixos coordenados.2. cortando o eixo das ordenadas no ponto (0 .3.3. Respostas: 1a) y 5● 0 4 ● x 0 5/2 ● 0 x –3/2 ● 3 ● –160/9 1b) y 1c) 1d) y F ● 32 ● 1e) y ● 3 –1 ● x 0 C ● –3 0 x 1f) y 1g) y 1h) 1i) y 6 6 y 1j) y 1/2 ● ● –1 0 ● –1 x 0 1/2 ● x –2 ● 0 x –1 2● –1 2 x ● 0 –1 –4 x 2) y 3 ● f(x) 45º 45º 3 x –3 ● g(x) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 11 . no sistema cartesiano ortogonal. b). Se a > 0 ⇒ f(x) é crescente y f(x) Se a < 0 ⇒ f(x) é decrescente f(x) y b • 0 x 0 • b x’ • x’ • x Raiz ou zero da função Raiz ou zero da função 1.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1)Construa.2. 2 [ 2) Construa.Cálculo I 1.5 GRÁFICO Geometricamente.

pertencentes a reta “r”. a temperatura da barra atingiu 0ºC. yB).3.2. temperatura (ºC) 30 tempo (min) 5 .10 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 12 . ∆x 1.2.8 EXEMPLOS 1) Uma barra de aço com temperatura inicial de – 10ºC foi aquecida até 30ºC. após o início da experiência. b) a função (fórmula matemática) que representa o fenômeno em questão. c) em quanto tempo. O gráfico abaixo representa a variação da temperatura da barra em função do tempo gasto nesta experiência. usa-se: a = tgα = y ∆y ∆x yB yA • A B •n • x’ r α • α ∆y Observações: • Variação da inclinação da reta de uma função do 1º grau: 0 < α < 180° com α ≠ 90 º . d) o Domínio e o conjunto Imagem desta situação. xB x 0 Raiz ou zero da função xA • Se α = 0 ⇔ a = 0.7 DETERMINAÇÃO DA FUNÇÃO DO 1º GRAU A PARTIR DO SEU GRÁFICO Relembrando: f(x) = ax + b. usa-se: a = tgα Conhecendo dois pontos A(xA . Determine: a) a taxa de variação da temperatura em função do tempo. yA) e B(xB .Cálculo I 1.3. tem-se neste caso uma “função constante” (reta paralela ao eixo “x”). sendo: a → coeficiente angular (declividade) e b → coeficiente linear Calculando o coeficiente angular “a” através do gráfico: Conhecendo o ângulo “α” (inclinação) formado entre a reta “r” e o eixo “x” (no sentido anti-horário).

analise as vantagens e desvantagens da contratação dos serviços de cada um dos encanadores.00 mais R$ 15. Determine a lei da função que relaciona preço e tempo de serviço para cada um dos encanadores. y f(x) g(x) P 1 0 –2 –3 –5 2 • • x • • • 5) Determine a função geradora do gráfico abaixo: y 1 –2 0 3 x –9 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 13 . Qual o domínio e a imagem da função sabendo que a profundidade máxima do local é de 35 metros? Pressão (atm) 3 1 20 profundidade (m) 3) Um certo encanador (A) cobra por serviço feito um valor fixo de R$ 60. Construa a função que relaciona pressão e profundidade Calcule a pressão sofrida pelo mergulhador se estiver a uma profundidade de 35 metros. 4) Analisando o gráfico abaixo. Considerando o menor custo para a realização de um trabalho.00 mais R$ 10. c) as coordenadas do ponto P (intersecção das retas). determine: a) as funções f(x) e g(x).00 por hora de trabalho. Faça o gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano. b) as raízes de f(x) e g(x).Cálculo I 2) O gráfico abaixo representa a variação da pressão da água do mar em função da profundidade.00 por hora de trabalho. Um outro encanador (B) cobra um valor fixo de R$ 40.

determine as equações das retas (funções). 2) Determine a função geradora de cada um dos gráficos a seguir. a) 2 ● –2 0 y b) 4● ● 3 x 0 y c) 6 2 ● 0 x y ● ● 2 x 3) O valor total cobrado por um eletricista inclui uma parte fixa correspondente à visita e outra variável correspondente à quantidade de fio requerida pelo serviço. Utilizando seus conhecimentos sobre função polinomial do 1º grau. faça o gráfico das duas funções num mesmo plano cartesiano e analise as vantagens e desvantagens de cada uma das operadoras.2.70 por minuto em ligações locais. qual será o lucro? d) Qual o número de unidades que o fabricante deve vender para não ter lucro nem prejuízo? 5) Observando o gráfico ao lado.00 mais o custo de produção de R$ 0.40 por unidade.Cálculo I 1. O plano da operadora “T” tem custo de R$ 0. Construa a lei da função que determina a pressão em função da quantidade de fio e determine quanto cobrará o eletricista se usar 18 metros de fio para executar o serviço? Preço (R$) 72 6 14 20 metros 4) Um fabricante vende um produto por R$ 2. as coordenadas do ponto P e os zeros das funções. O gráfico abaixo representa o valor do serviço efetuado em função da metragem de fio usada no serviço. O custo total do produto consiste numa taxa fixa de R$ 120.00 e uma tarifa de R$ 0.00.3. determine a lei da função que relaciona preço e tempo de ligação para cada um dos operadoras. O plano da operadora “V” tem uma mensalidade no valor de R$ 25.00 a unidade. a) Qual a função matemática que expressa o lucro em função das peças vendidas? b) Qual o gráfico desta função? c) Se vender 200 unidades desse produto.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Duas operadoras de telefonia celular apresentam planos similares para seus usuários.50 por minuto para ligações locais e uma mensalidade no valor de R$ 30. –4 f y P • 2 • 1 –2 • • • 2 x g Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 14 .

e) Analise a situação econômica da fábrica. c) O que representa o ponto onde as funções receita e custo se interceptam? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 15 . basta multiplicar o valor da velocidade em m/s por 3. Ache o ponto de equilíbrio. qual será seu valor em 3 anos? 8) a) b) c) d) e) f) Uma companhia tem função de custo C (q ) = 4000 + 2 q e função receita R(q ) = 10q .6 que teremos o resultado em km/h. podemos convertê-la de m/s para km/h. A companhia vende os jogos a R$5 cada. responda: a) Qual a taxa de variação da velocidade em função do tempo? v (m/s) b) Qual a velocidade do veículo no instante 3s? c) O que acontece com o veículo após 5s de frenagem? 20 d) Qual o Domínio e o Conjunto Imagem do problema? 0 5 t (s) Nota: Para se ter uma melhor noção da velocidade (neste caso). 1. que quantidade a empresa deve produzir para ter lucro? b) Avalie o lucro se a empresa produzir 600 unidades. Qual é o custo fixo da companhia. Para isto. Sendo assim.000 dólares. Sabendo-se que hoje ela vale 10. 9) Uma fábrica que produz quebra-cabeças tem custo fixo de R$6000 e custo variável de R$2 por jogo. b) Esboce os gráficos das funções receita e custo no mesmo plano cartesiano. 7) O valor de uma máquina decresce linearmente com o tempo. c) Esboce o gráfico da função lucro. 2500 2250 2000 1750 1500 1250 1000 750 500 250 0 0 100 200 300 400 500 600 receita custo a) Aproximadamente. que é a unidade mais utilizada em nosso cotidiano. a) Ache as funções custo.000 dólares. receita e lucro. Qual é o custo variável por unidade? Que preço a companhia está pedindo por seu produto? Faça os gráficos de R(q) e C(q) no mesmo plano cartesiano. devido ao desgaste.Cálculo I 6) O gráfico ao lado apresenta uma situação de frenagem. 10) Gráficos das funções custo e receita para uma empresa são dados abaixo. d) Ache o ponto crítico. e daqui 5 anos. Faça a análise econômica da situação. onde a velocidade do veículo varia em função do tempo.

00 4d) 75 unidades x + 2 e g(x) = − 2 / P(4 . c) qual a classificação [crescente ou decrescente] para cada uma das funções. 12) Dada as equações 2x – y – 1 = 0 e x – y = 2 .6x – 120 5) f(x) = 4b) Gráfico 4c) R$ 200. o veículo pára.Cálculo I 11) Considerando as funções f(x) = 8 – x e g(x) = 3x.7x + 25 T(x) = 0. angular) 6b) 8 m/s 6c) Sua velocidade torna-se “zero”. c) Construa o gráfico das duas retas no mesmo plano cartesiano. determine: a) O ponto de intersecção das retas. L= 3q . b) as coordenadas do ponto P. determine: a) as raízes das funções “f” e “g” dadas. –3) 12 b) (1/2 .00 4a) L = 1. raiz de g(x): x = 3 2 2 6a) – 4 m/s2 (que é o coef. R = 5q . –2) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 16 . 6d) D = { t ∈ ℝ | 0 ≤ t ≤ 5 } e Im = { v ∈ ℝ | 0 ≤ v ≤ 20 } 8a) 4000 8b) 2 8c) 10 8d) gráfico 9) b. que representa a interseção das retas em questão.5x + 30 Resposta: “d” 2a) y = 2x 5 + 4 5 2b) y = –2x + 4 2c) y = 3x 3) y = 2 x + 32 . 0) e (0 . 4) raiz de f(x): x = – 4. Respostas: 1) R$ 42. 6) 11c) f(x) é decrescente e g(x) é crescente. b) Os pontos de encontro das retas com os eixos coordenados. 0) e (0 . raiz de g(x): x = 0 12 a) (–1.6000 10a) acima de 300 unidades 10b) 750 10c) ponto de equilíbrio 11b) P(2 .600 dólares 1 3x 4 9a) C = 6000 +2q . 11a) raiz de f(x): x = 8. R$ 68. –1) / (2 . ou seja.50 30.c) gráficos 8e) 500 9d) 2000 7) 4.00 0 25 min V ● T V(x) = 0.00 25.

Particularidades: • O gráfico de uma função de 2o grau é uma parábola com eixo de simetria paralelo ao eixo y. a parábola tem a concavidade voltada para baixo.Cálculo I 1. temos: a = 1.3. b = 5 e c = –1. faz-se f(x) = 0]. • Se a < 0.3 FUNÇÃO DO 2º GRAU (ou quadrática) 1. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 17 . c) [para isto.2 DEFINIÇÃO Função Polinomial do 2º grau é toda função definida pela lei f(x) = ax2 + bx + c. b = 0 e c = 0. Exemplos: Na função f ( x ) = x − 4 x + 7 Na função g( x ) = −2 x − 1 + 5 x Na função h( x ) = − x + 3 x Na função P ( x ) = x − 9 Na função y = x 2 2 2 2 temos: a = 1. faz-se x = 0]. b = 0 e c = –9. • Se o coeficiente de x2 for positivo (a > 0). 2 Graficamente. b = 3 e c = 0. então a intersecção define as raízes x1 e x2 da função [para isto. temos: a = –1.3. com a ∈ R*. a função polinomial do 2º grau é representada por uma figura “aberta” e “infinita” denominada parábola. a parábola tem a concavidade voltada para cima.3. • Se a parábola interceptar o eixo x. b ∈ R e c ∈ R. • A parábola intercepta o eixo das ordenadas (y) no ponto (0 . temos: a = –2. • A intersecção do eixo de simetria com a parábola determina um ponto chamado vértice (V). b = – 4 e c = 7. temos: a = 1.

Cálculo I No esquema abaixo. yV ) . As coordenadas do vértice V são ( xV . O valor máximo é yV e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≤ yV }. c • • x1 • V • x2 c • V c • V • ∄ x1 . 2a 4a Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 18 . yV). • Quando a < 0. a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo: V(xV . O valor mínimo é o yV e seu conjunto Imagem é Im = { y ∈ R | y ≥ yV }. yV). ∆ = b2 – 4ac = 0 a parábola intercepta o eixo x em um único ponto. x2 ∈ ℝ • x1 = x2 = xV a>0 a<0 V • ∄ x1 . x2 ∈ ℝ • x1 c• • x2 c • x1 = x2 = xV • V c• V • • As Coordenadas do Vértice da Parábola e o Conjunto Imagem da Função Quadrática: a>0 V (ponto de máximo) valor máximo ← yV xV • xV valor mínimo ← yV • V → (ponto de mínimo) a<0 • Quando a > 0. podendo ser calculadas através de: xV = − b ∆ e yV = − . ∆ = b2 – 4ac < 0 a parábola não intercepta o eixo x. a parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo: V(xV . caracterizamos as diversas possibilidades gráficas: ∆ = b2 – 4ac > 0 a parábola intercepta o eixo x em dois pontos distintos.

(1) 2 yv = −∆ 4a ⇒ yv = −1 −1 ⇒ yv = 4.3.3. a) b) Concavidade para cima pois a > 0.(6) = 1 − (−5) ± 1 −b± ∆ x= 2a 2.(1) 4 ∆ = (-5)2 – 4.10. Raízes da função (fazer y = 0): x2 . c = 6) ∆ = b2 − 4ac d) Coordenadas do vértice −b −(−5) 5 ⇒ xv = ⇒ xv = xv = 2a 2.(7) ± 9 2.(1).(-10) = 9 d) Coordenadas do vértice xv = -b 2a -∆ 4a = . b)Raízes da função (fazer y = 0): -x2 + 7x . c = -10) ∆ = (7)2 – 4. b = -5 .3 EXEMPLOS 1.c) logo esta função intercepta o eixo y em (0.(-1).5x + 6 = 0 (a = 1. -10) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 19 .Cálculo I 1.(−1) 4 x= .c). 6) 0 -3 -2 -1 -5 0 1 2 3 4 5 6 7 2.(7) −7 7 = ⇒ xv = 2.10 = 0 (a = -1.5x + 6. logo esta função intercepta o eixo y em (0. b = 7.( −1) −7+3 −2 e e x= −7±3 −2 −7−3 −2 Ë Ë e) gráfico 10 5 0 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 -5 -10 -15 -20 x1 = x2 = x1 = 2 x2 = 5 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0. a) Concavidade para baixo pois a < 0. Construir a representação gráfica da função y = x2 . Construir a representação gráfica da função y = -x2 + 7x .(−1) −2 2 yv = = -9 -9 9 = ⇒ yv = −4 4.(1) 5 ±1 5 +1 5 −1 x= ⇒ x1 = e x2 = ⇒ 2 2 2 x= x1 = 3 e x2 = 2 e) Gráfico: 15 10 5 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0.

c = 1) ∆ = b2 − 4ac -b ± ∆ -(−2) ± 0 x= 2a 2.(−1) -3 3 ⇒ xv = -2 2 yv = = .(-10) = -31 e) Portanto essa equação não tem raízes. d) Coordenadas do vértice xv = -b 2a -∆ 4a = . Raízes da função (fazer y = 0): x2 .(−2) 2 = ⇒ xv = 1 2. logo esta função intercepta o eixo y em (0.c). b = -2.Cálculo I 3.2x + 1.(1) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 20 . a) b) Concavidade para cima pois a > 0. -10) 0 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 -5 -10 -15 -20 -25 -30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4. Gráfico: 5 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0. Construir a representação gráfica da função y = a) b) Concavidade para baixo pois a < 0.(1) 2±0 2+0 2-0 x= x1 = = 1 e x2 = =1 2 2 2 x= x1 = x 2 = 1 e) Gráfico: ∆ = (-2)2 – 4.(1).10.(1) = 0 c) Intercepto y (ponto onde a parábola corta o eixo y): Fazendo x = 0 temos que a parábola corta o eixo y em (0.(+3) = 2. b = 3.(1) 2 0 -5 -4 -3 -2 -1 -5 0 1 2 3 4 5 6 7 -∆ yv = 4a 0 = ⇒ yv = 0 4. 1) d) Coordenadas do vértice 15 10 5 xv = -b 2a = .(-1).(−1) −4 4 ∆ = (3)2 – 4. Raízes da função (fazer y = 0): -x2 + 3x .(-31) 31 31 = ⇒ yv = − 4. Construir a representação gráfica da função y = x2 .10 = 0 (a= -1. c = -10) ∆ = b 2 − 4ac -x2 + 3x .2x + 1 = 0 (a =1.c) logo esta função intercepta o eixo y em (0.

do solo para cima.2 e a = 2.5b − 28 = −8. 6.4 − 12.0 . 2.4 – b. percebemos que o golfinho passa pelos pontos (0 . Qual a altura máxima atingida? Em quanto tempo? a) 90 80 70 posição (metros) 60 50 40 30 20 10 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 tempo (segundos) b) A altura máxima atingida por este objeto é exatamente a coordenada do ponto chamado vértice.4 = 12. De acordo com a figura acima.4) e (3.(−5). Com os pontos dados montamos um sistema de duas equações e duas incógnitas: 2. tem posições no decorrer do tempo dadas pela função horária s = 40t – 5t2 ( t em segundos e s em metros).4 = a + b  1.2 a = −0.1600 yv = ⇒ y v = 80 4. Substituindo este valor na segunda equação obtemos: 1.8) ( ) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 21 .8 Assim: y = −0.Cálculo I 5.4 − 3. Resolução: Neste exemplo.4 = 29. -∆ . ou seja. −b −40 xv = ⇒ xv = x v = 4.4. 1. Esboce o gráfico que esta função descreve.4).a 2.c 4a ∆ = (40) 2 . 2. Sendo assim ficamos com duas incógnitas.8 x 2 + 3. 0). altura máxima = y v b 2 − 4ac (3. (1.5 .(−5) logo o tempo é de 4 segundos.4.4 = 12. basta calcular yv.2 a = 2.2) 2 ∆ yv = − =− =− = 3. O centro de gravidade de um golfinho saltador descreve uma parábola conforme o desenho. Sendo assim.4 – b. Um objeto lançado verticalmente.(−5) yv = logo a altura máxima é 80 metros.2 metros 4a 4a 4(− 0. 0).2 x Se b = 3.25b + 3. ∆ = b 2 .5b 1.4 − b ) + 3.25a + 3. então Agora podemos calcular a altura máxima atingida pelo golfinho.a. Logo basta calcular xv. o valor de c é igual a zero. Como o golfinho sai da origem. determine a altura máxima atingida pelo mesmo.5b Isolando o valor de a na primeira equação temos a = 2. do ponto (0 .25(2.(0) = −1600 . a e b.75b b = 3. temos a trajetória do golfinho dada por uma parábola do tipo y = ax2 + bx + c. O tempo gasto para se atingir a altura máxima é a abscissa do vértice. Logo.

conforme a figura a seguir. a temperatura f(t) em graus Celsius era uma função do tempo t. que nasceram no mesmo dia. Suponhamos que. toca a extremidade superior de uma árvore.3. b) o dia em que as plantas A e B atingiram a mesma altura e qual foi essa altura. b) a temperatura máxima atingida nesse dia. 12 2 Altura y (cm) Planta A Planta B 3 0 2 Tempo x (dias) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 22 . a temperatura atingiu o seu valor máximo às 14 h.3. Calcule: a) a “lei” que descreve o crescimento da planta A. ele notou que o gráfico que representa o crescimento da planta A é uma reta que passa por (2 .4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa o gráfico das funções abaixo. medido em horas.Cálculo I 1. c) o gráfico de f. Um botânico mediu todos os dias o crescimento (em centímetros) destas plantas. numa praia. neste dia. 3) e o que representa o crescimento da planta B pode ser descrito pela função y = Um esquema desta situação está apresentado ao lado. dada por f(t) = – t2 + bt – 160. foram tratadas desde o início com adubos diferentes. quando 8 ≤ t ≤ 20. onde C(x) é o custo em dólares e x é o número de unidades fabricadas. Obtenha: a) o valor de b. Determine a altura máxima atingida. a) f(x) = x 2 −9 2 2 d) f(x) = 2 x e) g(x) = − x 2 2 b) g(x) = 2x − 5x + 2 + 12x − 8x − 16 c) f(x) = −3x 2) O custo diário de produção de uma indústria de aparelhos telefônicos é dado por C(x) = x2 – 86x + 2500. 5) Duas plantas de mesma espécie A e B. 4) Certo dia. Após 10 dias de observação. determinando o valor máximo (ou mínimo) e o conjunto imagem para cada item. 24 x − x . Quantos aparelhos devem ser produzidos diariamente para que o custo seja mínimo? 3) Um foguete experimental é disparado do topo de uma colina. sem mudar sua trajetória e atinge o solo.

8) Sabe-se que o lucro total “L” de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C. verificou-se que R(p) = 1000p – p2 e C(p) = 300 + 40p + p2. 1) e (0. em que. (1. 9) Sabe-se que o lucro total de uma empresa é dado pela fórmula L = R – C. “R” é a receita total e “C” é o custo total da produção (em reais). d) o lucro obtido para uma produção de 300 unidades. b) a produção “p” para que o lucro da empresa seja o máximo possível para esta situação. Numa empresa que produziu x unidades. em que L é o lucro total. 6). qual deve ser a produção x para que o lucro da empresa seja máximo? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 23 . determine: a) a função L(p). Nestas condições. 1).Cálculo I 6) Qual a função geradora da párabola abaixo? 10 5 0 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112 -5 -10 -15 -20 7) Sabendo-se que uma curva que representa uma função de segundo grau passa pelos pontos (-3. verificou-se que R(x) = 600x – x2 e C(x) = x2 + 2000. c) o lucro máximo. R é a receita total e C é o custo total de produção. Nessas condições. determine a lei desta função. Numa certa empresa que produziu “p” unidades em determinado período.

9) • Im = { y ∈ ℝ | y ≥ .9/8 } c) y 12 V • Valor máximo = 12 • Ponto de máximo → (2.Cálculo I Respostas: 1. a) y • Valor mínimo = ..0) • Im = { y ∈ ℝ | y ≥ 0 } • • –2 –1 1 2 2 • x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 24 .9/8 • Ponto de mínimo → (5/4.9 } –3 3 x -9 y b) 2 5/4 1/2 -9/8 • x 2 • Valor mínimo = .9/8) • Im = { y ∈ ℝ | y ≥ . 12) • Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 12 } 4 x 0 2 d) • y 8 • • Valor mínimo = 0 • Ponto de mínimo → (0..9 • Ponto de mínimo → (0.

c) 114.3 m 4a) b = 28 4b) temper. 0) • Im = { y ∈ ℝ | y ≤ 0 } • • –16 2) 43 aparelhos 3) ≅ 29.a) L(p) = – 2p2 + 960p – 300.900. máxima = 36 ºC (YV) 4c) temperatura (ºC) V 36 0 8 14 20 tempo (h) 5 a) y = 3x/2 b) atingiram a mesma altura. b) p = 240.700 9) 150 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 25 . d) 107. no 6º dia 6) y= -x2+7x-10 7) y = (-5/3) x2.Cálculo I e) –8 –4 • V y 0 x • Valor máximo = 0 • Ponto de máximo → (– 4. de 9 cm.(10/3) x+6 8.

22 Após 3 horas será: 50 .6 = = 1. qual a população de bactérias após 4 horas? Resolução: No instante inicial : 50 bactérias Após 1 hora será: 50 . logo. x (geração) 0 1 2 3 4 5 6 P(x) (milhares) 140 182 236. 24 . Também. pois a cada geração são mais indivíduos para se reproduzir.854 519. 23 Após 4 horas será: 50 . podem-se analisar a segunda e a terceira variações para concluir que estas não tendem a se estabilizar.4 FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARÍTMICA 1. De fato. que é um caso particular de função exponencial.3. 2 = 50 .3 população da geração 0 140 população da geração 2 236. Se no instante que começaram as observações havia 50 bactérias. todos os números na terceira coluna seriam iguais.58 399.81 675.6 307. observa-se seu crescimento a cada geração nos dados da terceira coluna. Assim. 2 = 50 . é uma função de x.Cálculo I 1. constatou-se que a população de um certo tipo de bactérias dobrava a cada hora.753 Qual a equação que descreve esse crescimento populacional de bactérias? Esboce o gráfico. O valor de y. 2. Considere os dados da tabela a seguir.3 população da geração 1 182 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 26 . teremos 800 bactérias depois de 4 horas. Enfim. Se a população estivesse crescendo linearmente. o que justifica o fato de os valores da terceira coluna serem sempre crescentes. 23. 2x. populações em geral crescem muito rapidamente. 2 Após 2 horas será: 50 . para cada hora x que se escolha há um número y de bactérias. este crescimento populacional não pode ser descrito por polinômios. obtém-se: população da geração 1 182 = = 1. e a lei que expressa y em função de x é y = 50 . que mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias. 2 = 50 . Para avaliar como a população está aumentando. Resolução: Os dados da tabela acima mostram o crescimento de uma população (em milhares) de bactérias inoculadas em um meio de cultura. 22. Em uma experiência sobre deterioração de alimentos. 2. portanto. Dividindo a população de cada geração pela da geração anterior.

diz-se neste caso que a taxa de crescimento é r = 30% = 0. ter-se-á também o valor 1. 2 Esta é uma função exponencial com base 1. a população = 236. contínua. a população = 140 = 140 ⋅ (1. tem-se: População de Bactérias 2500 2000 P(x) 1500 1000 500 0 0 2 4 6 x 8 10 12 P(x) é uma função crescente. Se a equação for válida para as próximas 10 gerações.3. Note também que a população cresce mais rápido quanto maior é o número de gerações. a população = 182 = 140 ⋅ (1.3)10 = 1930. 1 quando x = 0. Para reconhecer que os dados de uma tabela descrevem uma função exponencial. 0 quando x = 3.58 = 140 ⋅ (1. Graficamente.3. a população = 307.3) .3) .3)x ou seja. assim chamada porque a variável x está no expoente. quando x = 1. Este comportamento é próprio das funções exponenciais. a população pode ser escrita da seguinte maneira: P( x ) = 140 ⋅ (1. A base representa um fator de crescimento pelo qual a população muda a cada geração.3) . a população será P (10) = 140 ⋅ (1.6 = 140 ⋅ (1.3. pois os valores aumentam para valores crescentes de x. pois sabe-se que não há fração de população.02 . ele mostra apenas uma boa aproximação da realidade.3) . 3 quando x = 2. Considerando-se x o número de gerações. isto é.Cálculo I Efetuando os mesmos cálculos para os outros dados. Considerando r a taxa percentual. Embora o gráfico seja uma linha cheia. basta observar se as razões dão um fator constante. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 27 .

∗ • Decorrente do item anterior teremos.5 1 2 4 8 8 7 6 5 4 3 2 1 0 -4 -3 -2 -1 0 1 2 x 3 4 y 8 4 2 1 0. coincidente com o eixo das abscissas. 1.25 0.3)x ( 1 )x .2 GRÁFICOS Exemplo 1: y = 2x 9 y y = 2x X -3 -2 -1 0 1 2 3 Exemplo 2: y = (1/2)x x -3 -2 -1 0 1 2 3 y 0. Propriedades: • • Se a > 1 a função f(x) = y0. ax será decrescente . uma assíntota horizontal. concluindose então que o conjunto imagem da função será dado por Im = { y ∈ R / y > 0 } ou ainda. de forma mais breve: Im = R + .4.Cálculo I 1. ax será crescente. encontraremos ax > 0. a > 0 e a ≠ 1 e x ∈ ℜ é denominada função exponencial de base a. Exemplos: f(x) = 2x. 2 • Sendo a função f(x) = ax. ax . com a ∈ ℜ . g(x) = Se 0 < a < 1 a função f(x) = y0. definida anteriormente. temos que ∀ x ∈ R.4. Exemplos: f(x) = ( 3 )x 2 g(x) = (0.125 -4 -3 y =(1/2) x 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 y x -2 -1 0 1 2 3 4 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 28 . o gráfico se localizará totalmente acima do eixo “x”.5 0.3.125 0. Como todos os valores de “y” serão positivos.1 DEFINIÇÃO Toda função f: ℜ → ℜ definida por f(x) = y0.3.25 0.

4. a fração pode ser considerada uma divisão e na 2ª forma.3.(0.4 LOGARITMAÇÃO Resolver as seguintes equações exponenciais: a) 2x – 512 = 0 b) 3 . Matematicamente. não poderemos solucionar a equação do item “c”.3. temos a definição da operação logaritmação: Símbolo Simbolo da operação Logaritmo Expoente log b = x a base ⇔ ax = b Base b>0  com  a > 0 e a ≠ 1  x ∈ℜ  logaritmando ou antilogaritmo Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 29 . Podemos trocar a operação de um número sem alterar o seu valor.4. 25) . determinando o conjunto imagem e representando também as respectivas assíntotas. 4x+1 = 96 c) 3x = 2 Utilizando somente os conceitos usuais de equações exponenciais. podemos escrever um número de várias formas: 3 4 1 4 O número pode ser escrito na forma 3 ⋅ = 3. a) f ( x ) = 3 x e g ( x) = ( 1 ) 3 x b) f ( x ) = 2 x +1 e g ( x) = 2 + 1 x 2) Construa o gráfico das funções abaixo. podemos transformar as equações: 3 x = 2 ⇔ log 3 2 = x forma exponencial forma logarítmica Desta maneira. a operação utilizada é a multiplicação. Observe que na forma 1ª forma. Para chegarmos à solução da referida equação precisaremos conhecer os logaritmos.Cálculo I 1.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa cada dupla de gráficos das funções abaixo no mesmo sistema cartesiano ortogonal. a) f ( x ) = 2 − 1 x b) y = 2 + 2 f) g ( x ) =  1     3 2x x c) g ( x ) = 3 x −1 d) h( x ) = 3 −x x−2 e) f ( x ) = 2 2x 1 g) y =   3 1. Utilizando um raciocínio similar.

temos que: 3 = 81 x 4 3 = 3 x = 4 x ∴ log 3 81 = 4 • Logaritmo decimal (base 10) → log 100 = log 10 100 = 2 • Logaritmo natural ou neperiano (base e ) → ln 1 = log e 1 = 0 e = 2. quantas peças deverá produzir mensalmente? Compare esse resultado com o resultado do item a.c) = log b a + log b c Mudança de Base: a log b   = log b a − log b c c Para mudarmos a base “a” de um logaritmo. log b log b (a.7182818284.3.. 2 = 8 2 = 32 3 = 81 x 5 3 ⇔ ⇔ ⇔ log 2 8 = 3 log 2 32 = 5 log 3 81 = x log 3 81 = x Neste último caso.. a) De acordo com essa expressão. Assim sendo.4. quantas peças um funcionário com 1 mês de experiência deverá produzir mensalmente? b) E um funcionário sem qualquer experiência. resolvendo o logaritmo. t = meses de experiência. (número de Euler ou Neperiano) Propriedades Importantes dos Logaritmos: log a b = log a c ⇔ b = c log b n = n .5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Curva de Aprendizagem é um conceito criado por psicólogos que constataram a relação existente entre a eficiência de um indivíduo e a quantidade de treinamento ou experiência possuída por este indivíduo. Um exemplo de Curva de Aprendizagem é dado pela expressão Q = 700 − 300e −0.Cálculo I Através da definição podemos observar que o logaritmo é um expoente. utilizamos a fórmula: log a b = log c b log c a 1. Há coerência entre eles? c) Construa o gráfico Q X t Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 30 .. em que: Q = quantidade de peças produzidas mensalmente por um funcionário. para uma base “c” de livre escolha (c > 0 e c ≠ 1).5t ..

000 habitantes e a população da cidade B era de 220.9)t. b) Forneça a população de A e de B em 2003. aproximadamente. determine o valor da constante a. c. aproximadamente. em função do tempo t. onde y é o número de peças e d o número de dias. 1. ela possuía no ano 2000? 0 . a) Obtenha a lei que representa a população P de cada uma das duas cidades em t anos.25 vez maior que a população do ano anterior.000 peixes. 25t Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 31 .ekt + Ta Onde: T ⇒ temperatura. Uma investigação revelou a presença da bactéria salmonela. em que n(t) é o número de bactérias encontradas na amostra de maionese t horas após o início do almoço e a é uma constante real. em anos.000•(0. segundo a relação: P (t ) = P (0) • 4 . quantos habitantes.524.500 habitantes em relação ao ano anterior. a população da cidade A apresenta crescimento de 5% ao ano. 6) Sabe-se que a população de bactérias em uma cultura pode ser modelada pela função p = c. c) Faça um esboço dos gráficos que representam as leis obtidas no item a no mesmo plano cartesiano. c) Determine o número de bactérias após 1 dia da realização do almoço. determine quantos anos se passarão para que essa população fique reduzida à metade. Sabe-se que em 8 horas de cultura a população era de 1200 bactérias. 9) Segundo dados de uma pesquisa. A produção de 87 peças será alcançada em quantos dias? Esboce o gráfico que representa esta função. onde “p” representa o número de bactérias e “t” o tempo. essa população está estimada em 1. Atualmente. Se em 1990 essa cidade tinha 300. k ⇒ constantes. a) Determine o número inicial de bactérias. a cada ano. a) Obtenha a lei que define o número de peixes n nesse lago daqui a t anos. Determine a população para 1 dia e 2 dias. contado em anos.2d.000 habitantes. e a população da cidade B aumenta. Sabendo que seu resfriamento obedece a função: T = c. que se multiplica segundo a lei: n(t ) = 200 • 2 at . a partir de 1990. 8) Uma maionese mal conservada causou mal-estar nos freqüentadores de um restaurante.000 habitantes. 3) Uma imobiliária acredita que o valor v de um imóvel no litoral varia segundo a lei v(t) = 50. b) Sabendo que após 3 horas do início do almoço o número de bactérias era de 800.e-0. Em 1990. Ta ⇒ 20oC.ekt. a população da cidade A era de 200. a população de certa região do país vem decrescendo em relação ao tempo t. b) Qual será a população de peixes daqui a 1 ano? E daqui a 3 anos? c) Esboce o gráfico dessa função. 7) Um estudo revelou que a população de peixes de um lago está crescendo à taxa de 25% ao ano. t ⇒ tempo. isto para uma população inicial de 250 bactérias. b) Determinar o tempo necessário para atingir 40oC. Sendo P(0) uma constante que representa a população inicial dessa região e P(t) a população t anos após. Isso significa que a população de peixes em um determinado ano é 1. a) Qual é o valor atual desse imóvel? b) Qual é a desvalorização percentual anual desse imóvel? c) Quanto valerá esse imóvel daqui a 2 anos? d) Daqui a quantos anos o imóvel valerá R$ 29. a) Determinar a temperatura após 1 hora. −0 . 05t 5) Um corpo com temperatura de 200oC é exposto ao ar e após 30 segundos sua temperatura atinge 120oC. em que t é o número de anos contados a partir de hoje.50? 4) A expressão P (t ) = k • 2 fornece o número P de milhares de habitantes de uma cidade. 10) Considerando-se as taxas de natalidade e mortalidade.Cálculo I 2) A produção de uma peça numa empresa é expressa pela função y = 100 – 100.

00.16 13) a) y = 10. b) R$ 19.647 bactérias e P(48) = 3. c) 3 meses.ekx + 10.00 numa aplicação financeira (estamos supondo que os rendimentos do último período que antecedeu à data-base já tenham sido creditados).2 dias 3) a) R$ 50.253.107.813.000 + 1500t.13. d) R$ 80. b) 10%. Determinar: a) o valor de y para x = 30 b) o valor de x para y = 12 y 50 20 10 x Respostas: 1) a) 518 peças. c) Gráfico 11) a) R$ 17. c) R$ 22. Quanto você terá após 6 meses de aplicação? 13) O gráfico abaixo é gerado pela função y = c. b) PA = 377. b) t ≅ 112 segundos 6) P(24) = 27. Durante os próximos meses.057. Supondo que a partir da data-base não foram feitos nem depósitos nem retiradas. e) n meses (n inteiro.05)t e PB = 220. d) 12 meses.00. e) saldo = 15. d) 5 anos 4) 424. são pagos a esse investidor rendimentos a uma taxa de 15% ao mês.000.250. calcule o saldo dessa conta com relação à data-base. b) a = 2/3. c) Gráfico 8) a) 200 bactérias.Cálculo I 11) No primeiro dia útil de 2003 (data que será chamada de “data-base”).00.25)t.6255 b) x = 21.000.500. 1953 peixes. b)1250 peixes. um investidor tem o saldo de R$ 15. c) R$ 40. 12) Suponha que você deposite R$ 1000 numa conta que rende juros cuja taxa é 2% ao mês e acumule esse juro ao seu capital inicial mensalmente.837.000 • (1.75. b) 2 meses. n≥ 0).129 habitantes e PB = 239.6142 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 32 .200 bactérias 9) 2 anos 10) a) PA = 200. após: a) 1 mês.000 • (1.15)n 12) R$ 1126.50. b) 400 peças 2) 10.647 bactérias 7) a) n = 1000•(1.500 habitantes.264 habitantes 5) a) T = 20oC. c) 13.

1 RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO Considerando o triângulo retângulo da figura: B cateto c A hipotenusa a cateto b C Teorema de Pitágoras: a hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos catetos (a 2 = b2 + c2 ) Obs. define-se: Seno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da hipotenusa.2 CICLO TRIGONOMÉTRICO Denomina-se ciclo trigonométrico uma circunferência de raio unitário.5 FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 1.3. Cosseno de um ângulo é a razão entre a medida do cateto adjacente a esse ângulo e a medida da hipotenusa.1). 0). ˆ b sen B = a ˆ c sen C = a ˆ cos B = c a ˆ b cos C = a ˆ b tg B = c ˆ c tg C = b 1. -1) pertencem a circunferência e a dividem em 4 partes iguais denominadas quadrantes. a hipotenusa é sempre o maior lado do triângulo retângulo. 0) e D(0. sobre a qual marcamos um ponto A (origem). Tangente de um ângulo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida do cateto adjacente a esse ângulo. D Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 33 .3. y B C A x _ + O r=1 Os pontos A(1.5. Para um ângulo agudo de um triângulo retângulo.3. B(0. e adotamos como sentido positivo de percurso o sentido anti-horário. de centro O.Cálculo I 1. fixada em um plano cartesiano. C(-1.5.

3 SENO. Função seno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = sen x. b.3. Função Tangente é a função que faz corresponder a cada número real x.Cálculo I 1. x≠ π/2 + kπ. c. є Z. COSSENO E TANGENTE NO CICLO TRIGONOMÉTRICO TABELAS DOS VALORES NOTÁVEIS sen 3 2 1 2 1 Π/2 π/3 2 2 π/4 π/6 1 2 3 2 2 2 0 1 cos seno cosseno tangente 30o (π/6) 1 2 3 2 3 3 45o (π/4) 2 2 2 2 60o (π/3) 3 2 1 2 1 3 0o (0 rad) seno cosseno tangente 0 1 0 90o (π/2 rad) 1 0 180o (π rad) 0 -1 0 270o (3π/2 rad) -1 0 360o (2π rad) 0 1 0 ∃ / ∃ / Observações: • Relação Fundamental entre o seno e o cosseno: sen2 x + cos2 x = 1 senx tg x = • cos x 1.5.4 FUNÇÕES SENO. onde k o número y = tg x.3.1] Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 34 . Função Seno e Função Cosseno: • Domínio: D = R • Conjunto Imagem: Im = [-1. COSSENO E TANGENTE a.5. Função Cosseno é a função que faz corresponder a cada número real x o número y = cos x.

Cálculo I 1. Amplitude Amplitude é a metade da diferença entre os valores máximo e mínimo de uma função. assim a amplitude de ambas as funções é 1.5 GRÁFICOS 1. COSSENO X 0 π/2 π 3π/2 2π D= Im = Y = cos x 1 0 -1 0 1 -2π -3π/2 Função Cosseno y 1.5.5 -2π -3π/2 -π π/2 π 3π/2 2π x 2.5 1 0.5 -1 -1. para todo x real.5 -π -π/2 π/2 π 3π/2 2π x 1.5. Os valores máximo e mínimo das funções seno e cosseno são 1 e –1.3.5 1 0.5 0 -0. Portanto o período destas 2 funções é p = 2Π. O gráfico da função seno e também o da função cosseno.5 -1 -1.5 0 -π/2-0. Função Limitada Estas funções são limitadas pois : -1 ≤ sen x ≤ 1 e -1 ≤ cos x ≤ 1. todo o resto do gráfico é só uma repetição deste pedaço. c. percorre um ciclo completo de 0 a 2Π.3.6 PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES SENO E COSSENO a. Função Periódica Período: é o tempo para que a função execute um ciclo completo. SENO Função Seno x 0 π/2 π 3π/2 2π D= Im = y 0 1 0 -1 0 y 1. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 35 . b.

5 0 -2π -3π/2 -π -π/2 -0.5 π/2 π 3π/2 2π t Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 36 .5 π/2 π 3π/2 2π t As ondas têm um máximo de 1 e um mínimo de –1.5 -1 -1.5 -1 -1. Esboce o gráfico de y = cos 2 t e use-o para determinar a amplitude e o período. 3. assim a amplitude é 3. y = sen (t+π/2) y 1. logo o período é p = Π. Esboce o gráfico de y = 3 sen t e use-o para determinar a amplitude e o período. sendo assim o período é 2Π.5 1 0.5 0 -2π -3π/2 -π -π/2 -0.7. O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = Π. 2.3. EXEMPLOS 1.5 1 0. Esboce o gráfico de y = sen (t + Π/2) e use-o para determinar a amplitude e o período. y = 3 sen t y 3 2 1 0 -1 -2 -3 -2π -3π/2 -π -π/2 π/2 π 3π/2 2π t As ondas têm um máximo de 3 e um mínimo de –3. O gráfico completa um ciclo entre t = 0 e t = 2Π. logo a amplitude é 1.5.Cálculo I 1. y = cos 2 t y 1.

O valor de B afeta o período da função. Faça o gráfico de y = A sen t para diferentes valores de A. É o gráfico de y = sen t deslocado de π/2 unidades para a esquerda. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 37 . Faça o gráfico de y = sen B t para diferentes valores de B.5 -1 -1.5 -1 -1.5 y = sen t ( B = 1) π 2π 3π 4π t 4π 2π t 0 -0.5 0 -0. Faça o gráfico de y = A sen t para valores negativos de A e descreva o efeito de A sobre o gráfico. quando B = 1 o período é 2Π.5 0 y 1. y 4 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 t π 2π Nos gráficos de y = A sen t para A = 1.Cálculo I Tem amplitude A = 1. Os gráficos sugerem que quanto maior for B. 2.5 y = sen 1/2 t ( B =1/2) y 1. 5.5 1 0.5 1 0. observa-se que A é a amplitude.5 -0.5 -1 -1.5 2π 4π t Os gráficos de y = sen Bt. Descreva o efeito de B sobre o gráfico. valores positivos. “mais depressa” a onda se repete e mais curto é o período. (Observe que é o gráfico de y = cos t) 4. Tem período p = 2π. 3. quando B = 2 o período é Π . para B = 1/2 o período é 4π. Descreva o efeito de A sobre o gráfico.5 1 0. y = sen 2t (B = 2) y 1.

Cálculo I 1.8 FAMÍLIA DE CURVAS As constantes A.3.5. B. Pode-se estudar as famílias de curvas variando um dos parâmetros de cada vez. IBI • Deslocamento horizontal = C/B • Deslocamento vertical = D 1. A altura de água no porto é uma função periódica.5. 2π • Período p = . Quais são seus períodos e suas amplitudes? a) b) c) d) e) f) g) h) y = 3 sen x y = -3 sen x y = 5 cos t y = -5 cos t y = sen (x) + 1 y = cos (x/2) y = sen (5x) + 1 y = sen(x + Π) i) y = 2 sen (x + Π ) j) y = ½ (cos 3x) +1 k) y = cos(t/4) – 2 l) y = 2 sen(4x) – 2 m) y = 3 cos (x + Π) -1 n) y = 2 sen (x + Π/2) + 1 o) y = -1cos (2t) -2 p) y = -3 cos (x + Π) +1 2) A 10 de fevereiro de 1990. C e D são chamadas parâmetros. 6 onde t é o tempo em horas desde a meia noite de 10 de fevereiro de 1990. A altura (em pés) é aproximada pela fórmula π y = 5 + 4. a) b) c) d) e) Esboce um gráfico dessa função em 10 de fevereiro de 1990 (de t = 0 a t = 24) Qual era a altura da água à maré alta? Quando foi a maré baixa e qual era a altura da água nesse momento? Qual é o período desta função e o que ele representa em termos das marés? Qual é a amplitude desta função e o que ela representa em termos das marés? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 38 . pois oscila regularmente entre maré alta e baixa.9 cos( t ) . As funções y = A sen (Bt + C) + D e y = A cos (Bt + C) + D são periódicas com: • Amplitude = IAI.3. a maré alta em determinada cidade foi à meia noite.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Esboce o gráfico das funções abaixo.

Cálculo I Respostas: 1) a) e) y = 3 sen x 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 90 180 270 360 y = sen (x) + 1 2 1 0 -1 -2 0 90 180 270 360 b) f) y = -3 sen x 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 90 180 270 360 y = cos(x/2) 1 0.5 0 -1 18 y=sen(5x)+1 36 54 72 d) h) y = -5 cos t 5 4 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 -4 -5 y=sen(x+p) 1 0.5 -1 0 180 360 540 720 c) g) y = 5 cos t 5 4 3 2 1 0 -1 0 -2 -3 -4 -5 2 1.5 0 90 180 270 360 -270 -180 -90 -0.5 1 0.5 -1 0 90 180 270 360 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 39 .5 90 180 270 360 0 -0.5 0 -0.

5 1 0.5 90 p) y=-3cos(x+p)+1 4 3 2 1 0 -270 -180 -90 -1 -2 0 90 180 270 360 2)a) gráfico. b) 9.5(cos3x)+1 1.1 m.9 m.5 0 -1 -1.5 -2 -2.5 -3 o) y=-cos(2x)-2 1080 1440 360 720 -1 -1.5 -3 0 45 90 135 180 l) y=2sen(4x)-2 0 -1 -2 -3 -4 0 22.5 0 -1 -1.5 0 -0. e) 4.5 -2 3 2 1 y=2sen(x+p/2)+1 30 60 90 120 -180 -90 0 0 -1 90 180 270 360 k) y=(cosx/4)-2 0 -0.9 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 40 . d) 12 horas.5 45 67. c) 6 e 18 horas e altura de 0.Cálculo I i) m) y=2 sen(x+p) 2 1 0 -270 -180 -90 -1 -2 0 90 180 270 360 -270 -180 -90 y=3cos(x+p)-1 2 1 0 -1 0 -2 -3 -4 90 180 270 360 j) n) y=0.5 -2 -2.

ou seja. tendendo a zero. ou seja. o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que o mesmo está submetido.5 1.99 y = 2x + 1 2 2. tendendo a zero? b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce. tão grande quanto se queira. tão grande quanto se queira. isto é.2 3.6 3. pela direita. E quando isto acontece. quando P tende para mais infinito? Resolução: a) Quando P diminui.4 2.02 1. que representa: onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a linguagem dos limites: lim V = 0 .1 3.5 3 3. Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites: lim V = +∞ .8 2.05 1.Cálculo I Capítulo 2: Limite e Continuidade 2.1 1. tão grande quanto se queira.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE Seja a função f(x) = 2x + 1.9 2.9 0.98 0.1 EXEMPLO 1. escrevemos: + P 0 . P → +∞ b) Quando P cresce. Sob temperatura constante.5 2 2. quando P +∞. com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como P sendo nula ou negativa).98 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 41 .7 0. A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo. tornando-se muito grande.5 Pressão (atm) V= k .01 y = 2x + 1 4 3.04 3. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1. pela sua direita (valores maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y: x 1.5 0. 50 40 Volume (cm3) 30 20 10 0 0 0. P tende a zero por valores maiores que zero. V 0. o que se pode dizer de V quando P diminui.95 0. P → +∞ 2. isto é. P a) Com respeito a função V= k .96 2. tornando-se muito grande.3 1. V tende para mais infinito e escrevemos: V +∞. isto é. V tenderá a zero.02 x 0. V se torna muito grande.5 1 1.

quando x se aproxima de a (x a). c). c). ou seja: lim 2 x + 1 = 3 x →1 Vemos que é possível fazer o valor de f(x) tão próximo de 3 quanto desejarmos. e escrevemos: x → a+ lim f ( x) = L isto é. e escrevemos: x → a− lim f ( x) = L isto é. de forma geral. f(x) se aproxima de b (f(x) 2. y se aproxima de 3. Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a. quando x tende a a é L Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 42 . exceto possivelmente no ponto a. y tende para 3 (y 3). então: x→a lim f ( x) = L se e somente se: lim f ( x ) = lim f ( x ) = L x→a + x →a − Lê-se: limite de f de x. escrevemos: x→a lim f ( x ) = b b). TEOREMA: Seja f uma função definida em um intervalo aberto I contendo a. todos os valores de x são sempre menores do que "a". todos os valores de x são sempre maiores do que "a".3 DEFINIÇÃO Assim. tornando x suficientemente próximo de 1.Cálculo I Notamos que à medida que x se aproxima de 1.4 LIMITES LATERAIS Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a. Dizemos que um número real L é o limite à esquerda da função f quando x tende para "a" pela esquerda. ou seja. 2. Dizemos que um número real L é o limite à direita da função f quando x tende para "a" pela direita. quando x tende para 1 (x 1).

2 − x . x →1 − x →1 + lim x 2 + 1 = 2 x →1 2) Verifique se existe o limite de f ( x ) =  Solução:  x + 1. x →1− lim x + 1 = 1 + 1 = 2 lim 2 − x = 2 – 1 = 1 x →1+ Como lim f ( x) ≠ lim f ( x) . x →1− x →1+ Logo. encontre se existir: a) lim− f ( x) = −1 x →3 d) lim f ( x) = −1 x → −∞ b) lim+ f ( x) = 3 x →3 e) lim f ( x) = 3 x → +∞ x→4 c) lim f ( x) = ∃ x →3 f) lim f ( x) = 3 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 43 . Solução: x →1 lim x 2 + 1 = (1)² + 1 = 2 − lim x 2 + 1 = (1)² + 1 = 2 + logo. quando x tende a 1. se x ≥ 1 em x = 1. x →1 Como lim f ( x ) = lim f ( x ) = 2 .Cálculo I EXEMPLOS: 1) Verifique se existe o limite da função f(x) = x² + 1. lim f ( x) = não existe x →1 3) Seja f(x) a função definida pelo gráfico: Intuitivamente. se x < 1 .

274 1 + 67. F. obtiveram a lei experimental: P= 197. intuitivamente.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. Os cientistas P. 2. encontre se existir: a) b) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 44 . Reed. utilizando os censos norte-americanos de 1790 a 1910. t →+∞ 60 3.03− t onde P é a população norte-americana em milhões de habitantes. Verifique a sua conclusão achando lim P (t ). Calcule o limite da função P.32 x 1. quando t +∞. R. Pearl e L. Verhulst. onde P(t) é 5 + 7e − t dada em bilhões e t em dias. propuseram uma lei de crescimento populacional cujo gráfico tem o seguinte aspecto: Para Pearl e Reed as condições físicas determinavam um limite superior L para a população de uma região ou país e. t anos após 1790. J. Descreva o que acontece com a população no decorrer do tempo. Seja f(x) a função definida por cada gráfico. contrariando a teoria de Malthus de que as populações crescem em progressão geométrica. A população de uma colônia de bactérias varia segundo a função definida por: P(t ) = .Cálculo I 2.

Cálculo I c) d) e) f) Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 45 .

2. −∞ . 0. 1 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 46 . não existe. +∞ . −∞ . -1. não existe. 1 e) 2. não existe. 2. 1. 2.Cálculo I g) h) Respostas: 1) L = 197.274 milhões de habitantes 2) 12 3) a) 4. 4. -1 −∞ . b) +∞ . +∞ . d) −∞ . 4. +∞ . 0. 5. 1. 6. +∞ c) 5. 1. 4. +∞ . -1. h) +∞ +∞ . 1 −∞ −∞ . 4 g) 3. 1. não existe. 3. não existe. f) 4. 5.

0 ∞ . ± . ∞ − ∞ . 0 ∞ Para evitarmos (ou sairmos de) uma indeterminação de limite devemos simplificar a função. 1∞ .7 LIMITES INDETERMINADOS No estudo de limites é considerado um indeterminação quando ocorrer as seguintes situações: 0⋅∞.Cálculo I 2. ∞ 0 . Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 47 .6 PROPRIEDADES DOS LIMITES P1) lim c = c x→a Exemplo: lim 5 = 5 x→2 P2) lim x = a x→a P3) lim c ⋅ f ( x) = c ⋅ lim f ( x ) Exemplo: lim 5 ( x + 1) = 5 ⋅ lim ( x + 1) = 5 ⋅ 2 = 10 x→a x→a x →1 x →1 P4) lim x→a [ f ( x) ± g ( x)] = lim f ( x) ± lim g ( x) Exemplo: x→a x→a x→2 lim ( x 2 + 3x − 2) = lim x 2 + lim 3x − lim 2 = 4 + 6 − 2 = 8 x→2 x →2 x →2 P5) lim x→a [ f ( x) ⋅ g ( x)] = x→a lim f ( x) ⋅ lim g ( x) Exemplo: lim (3x ⋅ 5 x) = lim 3x ⋅ lim 5 x = 6 ⋅ 10 = 60 x→a x→2 x →2 x →2 f ( x) P6) lim = x → a g ( x) x→a lim f ( x) x→a lim g ( x) lim x 2 1 x 2 x →1 Exemplo: lim = = =1 lim x 1 x →1 x x →1 P7) lim [ f ( x)]n x→a =  lim f ( x)  x → a   n Exemplo: lim x 2 = 12 = 1 x →1 P8) lim n x→a f ( x) = n x→a lim f ( x) Exemplo: lim x 4 − 4 x + 1 = lim x 4 − 4 x + 1 = 16 − 8 + 1 = 3 x→2 x →2 ( ) P9) lim log b f ( x) x→a = log b lim f ( x) x→a com f(x) > 0 Exemplo: lim log x = log lim x = log 10 = 1 x →10 x →10 2.

25 5.50 9. 2) lim x 2 − 6x + 9 0 = x →3 x −3 0 pode.25 8.50 6.75 10. se o numerador e o denominador a. então o numerador e o denominador terão um fator comum (x – a) e o ser obtido cancelando-se primeiro os fatores comuns: aproximam-se de zero quando x limite freqüentemente. 3x 2 − 4 x − 4 (3x + 2). mas sem assumi-lo.99 1. x→2 x−2 3 x 2 − 4 x − 4 3 .Cálculo I EXEMPLOS: 1) Seja f ( x) = Resolução: 3x 2 − 4 x − 4 e considere o problema da determinação do lim f ( x) .90 7. Fazendo x → 2 − (valores menores que 2) x f(x) 1 5 1.2 − 4 0 = que é uma indeterminação.30 2.( x − 2) = lim = lim 3x + 2 = 3.50 2.75 1.4 − 4 .50 1. 0 −4+4 x → −4 lim x 2 + 8 x + 16 ( x + 4) 2 = lim = lim x + 4 = − 4 + 4 = 0 x → −4 x → −4 x+4 x+4 48 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes .25 1. f ( x) → 8 . 3x 2 − 4 x − 4 =8 lim x →2 x−2 Obs. Neste tipo de limite. Indeterminação . lim x 2 − 6x + 9 ( x − 3) 2 = lim = lim( x − 3) = 0 x →3 x →3 x − 3 x →3 x −3 3) Calcule o limite de lim x → −4 x 2 + 8 x + 16 . x+4 Solução: x → −4 lim (−4) 2 + 8(−4) + 16 0 = indeterminação. = lim x→2 x−2 2−2 0 Intuitivamente podemos ter a idéia do comportamento da função quando x tende a 2 calculando f(x) quando x chega bem perto do valor 2.01 2.001 Evidentemente quando x → 2 .2 + 2 = 8 lim x →2 x →2 x →2 x−2 x−2 Esta é uma função descontínua.999 Fazendo x → 2 + (valores maiores que 2) x f(x) 3 11 2.70 1.25 2.75 7.

5. x → −∞ lim 4 x 6 = +∞ . .. isto não afeta os limites mas. para n = 1. x → +∞ lim 4 x 6 = +∞ . Multiplicando-se xn por um número real positivo. lim x n =  x → −∞ . 6.8 PROPRIEDADES DOS LIMITES NO INFINITO P1) Limites de xn. para n = 2..quando x ±∞ ±∞: O polinômio p(x) = c0 + c1x + . . 3. + cnxn .∞.. lim − 7 x8 = −∞ . .quando x ± ∞ se m > n  a0 x a =  0 se m = n lim n x → ±∞ b0 x  b0 0 se m < n  m ±∞ Exemplos: lim 2 x3 x2 2x2 x2 3x x2 = +∞ =2 (pois m > n) (pois m = n) (pois m < n) x → +∞ x → −∞ lim x → −∞ lim =0 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 49 ... + ∞. 3. Exemplos: x → +∞ lim 2 x 5 = +∞ . x → −∞ lim 2 x 5 = −∞ . comporta-se como o seu termo de maior grau quando x Exemplo: lim (7 x 5 − 4 x 3 + 2 x − 9) = lim 7 x 5 = +∞ x → +∞ x → +∞ P3) Limite das Funções Racionais .Cálculo I 2. 4. quando x x →∞ ±∞ lim x n = ∞ . multiplicando-se por um número real negativo invertem-se os sinais. x → +∞ x → −∞ lim − 7 x8 = −∞ P2) Limite de Polinômios .. para n = 1. 2...

se x ≤ 3  . se x < 0    2 3) Seja f ( x ) = x .9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS x − 1. Calcule: a) x → 4+ lim f ( x ) = 0 b) x → 4– lim f ( x ) = 0 c) lim f ( x ) = 0 x →4 1  x . se x > 3  a) x →3 – lim f ( x ) = 2 b) x →3+ lim f ( x ) = 2 c) lim f ( x ) = 2 x →3 2) Seja f ( x ) = x − 4 .7.Cálculo I 2. se x > 1  a) x →1– lim f ( x ) = 1 b) lim f ( x ) = 1 x →1 c) g) x →0 + lim f ( x ) = 0 lim f ( x ) = 0 d) x →0 – lim f ( x ) = −∞ e) lim f ( x ) = não existe x →0 f) x →2+ lim f ( x ) = 0 x →2– h) lim f ( x ) = 0 x →2 4) Calcular os limites usando as propriedades: a) lim (3 − 7 x − 5x 2 ) = 3 x →0 b) lim (3x 2 − 7 x + 2) = 8 x →3 c) lim  x → −1  ( x + 4)3 ⋅ ( x + 2) −1  = 27   d) lim x+4 = 6/5 x → 2 3x − 1 e) lim t+3 = 5/4 t →2 t + 2 f) lim x2 −1 =2 x →1 x − 1 g) lim t 2 − 5t + 6 = -1 t−2 t →2 h) x → −∞ lim x + 1 = não existe i) lim x2 − 9 = -6 x → −3 x + 3 j) x = +∞ x → +∞ 100 lim k) 1 =0 x → +∞ x lim l) x3 = +∞ x → −∞ x lim m) t → +∞ 7 t 3 + 3 lim 6 − t3 = -1/7 x4 1 n) lim =4 x ¨1 x 1 2x3 + 4x 2 − 1 o) lim 3 =2 x →∞ x + x 2 + x + 1 x+3 x + x+3+ x 2 x2 + x + 3 =½ p) lim x →∞ 2x + 1 x3 + x −1 q) lim =1 x →∞ x+3 3 r) lim x →∞ = 1/2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 50 . se 0 ≤ x < 1 . Calcule:  2.x. Calcule: 1) Seja f ( x ) =  3x . se x = 1  2 .

10 LIMITES NO INFINITO Considere a função f ( x ) = x e observe que quando x é muito grande f(x) é aproximadamente igual a 1.Cálculo I 2. x +1 Este fato é escrito da seguinte forma  x  lim   = 1 x→∞  x + 1 Observe que a restrição de f nos reais nos dá uma seqüência cujo limite é exatamente 1. DEFINIÇÃO: Seja f: B → R uma função.11 ASSÍNTOTAS Assíntota Vertical A equação x = a é dita uma assíntota vertical do gráfico de uma função f se: x→a lim f ( x) = ± ∞ Assíntota Horizontal A equação y = b é dita uma assíntota horizontal do gráfico de uma função f se: x →±∞ lim f ( x) = b Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 51 . B um conjunto que não é limitado superiormente (inferiormente) e L ∈ R. Dizemos que x→ ∞ lim f ( x) = x → −∞ lim f ( x) = L Exemplo: Determine  2  lim   x → 1  x − 1 2 2 2 = = = ∞ x −1 1−1 0 Solução: x →1 lim 2.

Cálculo I Exemplos: 1) Identifique as assíntotas no gráfico Solução: x + 2 ≠ 0 => x ≠ -2 y= 1 x+2 D = R – {-2}  1  lim   = ∞ tem assíntota vertical na reta x = -2. x → −2  x + 2   1  lim   = 0 tem assíntota horizontal na reta y = 0. a função dada é descontínua em x = 1. x → ∞  x + 2 2.12 CONTINUIDADE DE UMA FUNÇÃO Continuidade de uma função num ponto Ponto interior: Uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior c do seu domínio quando: ( I ) ∃ f (c ) ( II ) ∃ lim f ( x) x→c ( III ) lim f ( x) = f (c) x→c EXEMPLOS: 1) Analise a continuidade da função:  x2 −1 . portanto. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 52 .  se x ≠ 1 se x = 1 Solução: D = R – {1} f(1) = 1  x2 − 1  = lim  x → 1  x −1    x →1 x →1 lim ( x − 1) ( x + 1) x −1 = x →1 lim x + 1 = 2 lim f ( x) ≠ f (1) .  f ( x) =  x − 1  1 .

x ≠1  b) f ( x ) =  ( x − 1) 2 .  x 2 − 1 . 3 x + x−6 2 se x = − 2 e) f ( x) = x − 4 2x x +1 c) f ( x ) = f) y= 2) Verifique se as funções f(x) a seguir. x0 = 0 Respostas dos Exercícios Propostos a. 2. a) f (x) = x . 1.  se x ≠ − 2 se x = −2 Solução: D = R – {-2} x → −2 lim 1 = ∞ x+2 portanto. se x ≥ 1 b) f ( x) =  d) f ( x ) = x −1 x +x−2 2  x + 3 . a função dada é descontínua em x = -2. se x < 1 a) f ( x) =  4 − x . x≥0 x<0 . x0 = 0 e) f ( x) =   x 2 + 1.Cálculo I 2) Analise a continuidade da função:  1 . x0 = 0  1 . se x ≠ − 2  2 . x x0 = 0 d) f (x) = 1 x +1 . verificando as assíntotas (se tiver) e a continuidade.13 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Analise as seguintes funções.  g ( x) =  x + 2  3 . d. x0 = 1 c) f (x) = x 2 + 2 . são contínuas no ponto x0 indicado. c. se x = 1  x0 = 1 f) f ( x ) = 1 x2 −1 . e são contínuas Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 53 . 2. x0 = 2 g) f ( x ) = x2 + x .

2 2 − 5.3 2 − 5.1 EXEMPLO 1. (2 + ∆t) ]. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária s(t) = 3t2 – 5t + 2 (s em metros .3 + 2) − (3. com ∆t ≠ 0? e) Como você interpretaria fisicamente a velocidade média da partícula no item anterior.2. temos: vm = ∆s ∆t ∆s = s (2.2 + 2) ∆s = 4.73 m ∆t = 2.2 + 2) ∆s = 14 − 4 = 10 m ∆t = 3 − 2 = 1 s Logo : v m = 10 = 10 m / s 1 c)Neste item. temos: vm = ∆s ∆t ∆s = s (3) − s (2) = (3.1 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 54 . quando ∆t tende a zero? f) Qual a velocidade da partícula no instante t = 2 s? Resolução: a)Velocidade média de uma partícula num certo intervalo de tempo é definida pelo quociente entre o espaço percorrido (∆s = sfinal – sinicial) e o intervalo de tempo gasto em percorrê-lo (∆t = tfinal – tinicial): vm = ∆s ∆t ∆s = s (4) − s (2) = (3.1 + 2) − (3.73 − 4 ∆s = 0.2 2 − 5.4 + 2) − (3.2 + 2) ∆s = 30 − 4 = 26 m ∆t = 4 − 2 = 2 s Logo : v m = 26 = 13 m / s 2 b)Neste item. 3.2 2 − 5. vamos descrever esse método e mostrar como pode ser usado para determinar a taxa de variação de uma função e também a inclinação da reta tangente a uma curva.1 − 2 = 0.1 ]? d) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 .12 − 5. 2. Neste capítulo.4 2 − 5. t em segundos) a) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 .1 s 0.1) − s (2) ∆s = (3.73 Logo : v m = = 7.3 m / s 0.Cálculo I Capítulo 3 : Derivadas O cálculo é a matemática das variações e o instrumento principal para estudar as taxas de variação é um método conhecido como derivação. 3 ] ? c) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 .2. 4 ]? b) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 .

fisicamente. a velocidade média tenderá para a velocidade instantânea da partícula para t = 2s e esta velocidade será denotada por v(2).Cálculo I d)Neste item.0.2 = 13 m/s Item b) ∆t = 1 s ⇒ vm = 7 + 3. v m = 7 + 3∆t ∆t Logo : v m = Observe que este item com ∆t genérico engloba os itens anteriores: Item a) ∆t = 2 s ⇒ vm = 7 + 3.3 m/s e)No item anterior obtivemos a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2. Espaço Percorrido X Tempo 55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 -5 deslocamento (m) 0 1 2 tempo (s) 3 4 5 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 55 .2 2 − 5.1 s ⇒ vm = 7 + 3. (2 + ∆t)].1 = 10 m/s Item c) ∆t = 0. f) Portanto. concluímos que: v(2) = lim 7 + 3∆t = 7 m / s ∆t →0 O gráfico abaixo representa a função da questão acima. o segundo extremo de intervalo de tempo tende a 2 e o referido intervalo tende a [2.2 + 2) ∆s = [4 + 7∆t + 3∆t 2 ] − 4 ∆s = 7∆t + 3∆t 2 7∆t + 3∆t 2 ou seja.(2 + ∆t ) + 2] − (3. com ∆t ≠ 0. 2]. Trace a reta secante para calcular a velocidade média no intervalo de 2 a 4 segundos e a reta tangente para calcular a velocidade instantânea no instante 2 segundos. caracterizando o instante t = 2 s. quando ∆t tende a zero. Quando ∆t tende a zero.(2 + ∆t ) 2 − 5. que é um “intervalo de amplitude nula”.1 = 7. Logo. temos: ∆s = s (2 + ∆t ) − s (2) ∆s = [3.

Cálculo I Análise do Exemplo Vamos aprofundar o “raciocínio” usado anteriormente na resolução o exemplo dividindo em etapas: • Etapa 1 As funções dadas e as solicitações feitas: S = S (t) = 3t2 –5t + 2 . (incrementos). O processo de calcular a derivada é chamado de derivação. dS Ou ainda: = v ( 2) = 7 m / s dt t = 2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 56 . então (7 + 3 ∆t) → 7 Sintetizando as 5 etapas analisadas. se o limite existe no ponto x = c. obtém-se a seguinte definição: 3. calculamos a derivada da função S no ponto t = 2. que é a relação entre o incremento (variação) da variável dependente e o incremento (variação) da variável independente: S(2 + ∆t ) − S(2) = 7 + 3∆t . que é a ∆t velocidade média no int ervalo • • • [2. ou seja. com ∆t ≠ 0 : variação = ∆t Etapa 3 Cálculo das correspondentes variações ou incrementos sofridos pela variável dependente: S ( 2 + ∆t ) – S( 2 ) = 7∆t + 3∆t2 Etapa 4 Cálculo da razão incremental. • Notação de derivada A derivada f´(x) muitas vezes é escrita na forma dy/dx . é escrito na forma: dy dx x =a De acordo com o exemplo 1 : Para calcularmos a velocidade no instante 2. o valor da derivada no ponto x = a ou seja. 2 + ∆t ] • Etapa 5 Cálculo do limite da função quando o denominador da razão incremental tender a zero: quando ∆t→0 . S´(2) = V(2). f´(a) .2 DEFINIÇÃO • Derivada de uma função A derivada da função f(x) em relação a x é a função f´(x) (que se lê como “f linha de x”) dada por: f ´(x ) = lim f (x + h) − f (x) h h →0 Uma função f(x) é derivável no ponto c se f´(x) existe. determinar v(2) Etapa 2 Cálculo das variações. das variáveis independentes: de 2 a ( 2 + ∆t ). que se lê “dê y sobre dê x” Nesta notação.

3 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 1. Os setores de saúde calculam que o número de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da epidemia) é. pode-se concluir que. é razoável determinar a velocidade instantânea tomando o limite da expressão anterior quando h tende a zero: V = lim (19. Assim. Então. 3. ou seja a derivada da função de f(x) no ponto a é o coeficiente angular da reta tangente à curva no ponto P de abscissa a.9(4) 19. f’(a) = tgαt = mt. usando a notação de derivada: h →0 dS = 19. após 2 segundos de queda. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica.9(2 + h) 2 − 4. a velocidade média está próxima da velocidade instantânea no instante t = 2.9(2) 2 4.9h 2 = = = = 19.6h + 4.6 + 4. aproximadamente. f(a)) é dada por mt = f´(a).Cálculo I Podemos também dizer que a derivada da função horária nos fornece a função velocidade.9t2 metros.9h) = 19. A taxa de variação instantânea de uma grandeza f(x) em relação à x no ponto a é f´(a).6 ou. De acordo com a física clássica. A menos que o corpo caia equipado por um velocímetro. se o gráfico de f(x) é: y t y = f(x) P f(a) x a A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (a. 6 m/s. Mas podemos determinar a distância percorrida pelo corpo entre o instante t = 2 e t = 2 + h e calcular a velocidade média durante esse intervalo de tempo: Resolução: Vm = distânciapercorrida s (2 + h) − s (2) 4. Suponha que estejamos interessados em determinar a velocidade do corpo após 2 segundos. dado por: n( t ) = 64t − t3 3 a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =4? b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =8? c) Quantas pessoas são atingidas pela epidemia no 5o dia? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 57 . o corpo percorre uma distância s(t) = 4. Considere o movimento de um corpo ao cair de uma grande altura.6m / s dt t = 2 Dessa forma.9h = int ervalo det empo 2+h−2 h h h Se o intervalo de tempo h é pequeno. em t segundos de queda. é difícil medir diretamente a velocidade. ou seja dS = v( t ) dt Generalizando tudo o que foi visto no exemplo.6 + 4.9(4 + 4h + h 2 ) − 4. o corpo estará viajando a uma velocidade de 19. 2.

Cálculo I Resolução: A taxa com que a epidemia se propaga é dada pela razão de variação da função n(t) em relação à t.8 −  3   3       = lim t t →0 ( t 3 + 24 t 2 + 192 t + 512) 1024 − 3 3 = t 64 t + 512 − t →0 lim − t 3 − 16 t 2 = 0 pessoas / dia 3t t →0 lim Usando a notação de derivada : dn dt = 0 pessoas / dia t =8 c) Para calcularmos quantas pessoas foram atingidas pela epidemia no 5o dia. Usaremos a definição de derivada para resolver os itens a e b.6 pessoas Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 58 .67 3 = t lim 144t − t 3 − 12 t 2 = 48 pessoas / dia t →0 3t dn dt = 48 pessoas / dia t =4 Usando a notação de derivada : b) Para t = 8 n ( t + 8) − n (8) n ( t + 8) − n (8) = lim = t t →0 ( t + 8) − 8 t →0 lim  ( t + 8) 3   (8) 3  64( t + 8) −  − 64. basta calcular n(5) – n(4):  (5)3  − 64(4) − (4) 3  n(5) − n(4) = 64(5) −    3   3   n(5) − n(4) = 43.4 −  3   3       lim = t →0 t 64 t + 256 − lim t →0 ( t 3 + 12 t 2 + 48t + 64) − 234. Para t = 4: lim t →0 n( t + 4) − n( 4) n( t + 4) − n( 4) = lim = t →0 ( t + 4) − 4 t  ( t + 4) 3   ( 4) 3  64( t + 4) −  − 64.

Obtenha a equação da reta tangente à curva y = x2 no ponto ( 1. 1 ] ? b)Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 . (4 + ∆t) ]. quando ∆t tende a zero. com ∆t ≠ 0? e) Como você interpretaria fisicamente a aceleração média da partícula no item anterior. é dada por am = ∆V / ∆t . se a derivarmos novamente encontramos a aceleração. A equação da reta tangente solicitada será dada por: y = 2x – 1.1] d) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0. am = 8m/s2 Para obter a(4). podemos dizer que a aceleração é a segunda derivada do espaço e indicamos por: S´´(t ) = d 2S dt 2 = a(t) 4. que passa pelos seus pontos de abscissas 1 e ( 1+h ): ms = (1 + h )2 − 12 (1 + h ) − 1 = (1 + 2h + h 2 ) − 1 2h + h 2 = = 2+h h h Logo. am continua sendo 8. Sendo assim. 1 ) será obtido a partir de ms .5 ] ? c) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 . 3. quando ∆t tende a zero? f) Qual a aceleração da partícula no instante t = 0 s? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 59 . ∆t ]. mt = 2. 0. 0. então ms tenderá a 2.4 – 2) = [32 + 8∆t – 2] – 30 = 8 ∆t Logo: am = 8∆t / ∆t ou seja.Cálculo I 3. Sabe-se que a aceleração média da partícula am. t em segundos). você deve observar o que acontece com am = 8 quando ∆t tende a zero. isto é. Resolução: Para obter a aceleração da partícula no instante t = 4s. 1 ) Resolução: Calculando o coeficiente angular da reta secante à parábola dada. Determinar a aceleração da partícula no instante t = 4s. o coeficiente angular da tangente à parábola dada pelo seu ponto ( 1. determine: a) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 .4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. Usando a notação de derivada : Observação: dv = a(t) dt Quando derivamos a função horária encontramos a velocidade. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer de modo que sua velocidade obedece à função: v(t) = t2 – 4t (v em metros. fazendo-se h tender a zero. Uma partícula caminha sobre uma trajetória retilínea de modo que sua velocidade obedece à função v(t) = 8t – 2 (v em metros . deve-se inicialmente calcular a aceleração média da mesma no intervalo de tempo [ 4. Assim: ∆V = v (4 + ∆t) – v(4) = [ 8(4 + ∆t) – 2 ] – (8. num certo intervalo de tempo. ou seja: a(4) = 8m/s2 Usando a notação de derivada : dv dt = 8 m / s2 t =4 Observe que a derivada da velocidade em função do tempo nos fornece a função aceleração. t em segundos). Como am = 8 é uma função que independe de ∆t.

a) v = 2t. Encontre a equação da reta tangente à curva y = x2 . encontre f ’(2). y = 8x – 5 5. b)Calcular a velocidade da partícula no instante t = 3 s c) Obter a lei de sua aceleração em função do tempo. 11) 6. 7. b) -3. d) ∆t − 4 . d) 2 m/s2 3.7. Encontre a equação da reta tangente à curva y = 2x2 +3 no ponto (2. a) -8x. c) 4 7. c) 2 m/s2. Usando a definição.2x + 1 no ponto (2.Cálculo I 2. determinar a derivada das seguintes funções: a) f(x) = 1 – 4x2 b) f(x) = 2x2 – x –1 Respostas: 1.5 m/s2. b) -1 m/s. a) -3 m/s2. Dada a função f(x) = 5x2 + 6x –1. a) 6. d)Calcular a aceleração da partícula no instante t = 3 s. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária: S(t) = t2 – 7t + 10 ( s em metros e t em segundos) a) Determine a lei de sua velocidade em função do tempo. 4. 1) 5. b) -2. b) 4x-1 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 60 . Dada a função f(x) = 3x2–1 e g(x) = 5 – 2x determinar: a) f ’(1) b) g ‘(1) c) f ‘(1) + g ‘(1) 8. f)-4 m/s2 2.9 m/s2. e) aceleração instantânea . 26 6. y = 2x-3 4. c) -3.

[u ]α -1 . → y ′ = −u ′ / u . u 2 . ln a ) a 10 ) y = ln u → y ′ = u ′ / u 11) y = [u ] v .u ′ 4) y = u. ln a 8) y = e u → y ′ = u '. u 2 .e u 9) y = log u .1 24) y = senh u → y ′ = u ′ cosh u 25) y = cosh u → y ′ = u ′ senh u 26) y = tgh u → y ′ = u ′ sec 2 h u ( ) ) 27) y = coth u → y ′ = −u ′ cosec 2 h u 28) y = sech u → y ′ = u ′ tgh u sech u 29) y = cosech u → y ′ = −u ′ cotgh u cosech u Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 61 .u . k = cte → y ′ = k . → y ′ = v.tg u.v + u. α ∈ R . → y ′ = u ′ / u .u ′ + [u ] v .1 ( 23) y = arccosec u .5 REGRAS DE DERIVAÇÃO 3.a u . Considere :  u .v ′ .u 2 20) y = arctg u → y ′ = u ′ / (1 + u 2 ) 21) y = arccotg u → y ′ = −u ′ / (1 + u 2 ) 22) y = arcsec u .u 2 19) y = arccos u → y ′ = − u ′ / 1 .v → y ' = u '. ln u 12 ) y = sen u → y ′ = u ′ . cos ec u 18) y = arcsen u → y ′ = u ′ / 1 .v ' u u ' v − uv ' 5) y = → y ' = v v2 6) y = [u ]α .5.u ′ 7) y = a u . k = cte → y ′ = 0 2) y = x → y ' = 1 3) y = k . v → funções de x 1) y = k . α ≠ 0 → y ′ = α .sen u 14 ) y = tg u → y ′ = u ′. sec u 17) y = cos ec u → y ' = −u ' cot g u. a > 0 e a ≠ 1 → y ′ = u ′ / (u. sec 2 u 15) y = cot g u → y ' = −u '.1 TABELA GERAL DE DERIVADAS k → cons tan te. a > 0 e a ≠ 1 → y ′ = u '.cos ec 2 u 16) y = sec u → y ' = u '. [u ] v −1 . cos u 13) y = cos u → y ′ = − u ′ .Cálculo I 3.

2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS I) Encontre a derivada para as funções abaixo: 1) y = 7 x 2) y = 3x 2 + 4 3) y = x 5 − 4x 2 + x − 3 4) y = x 3 5) y = −3x 5 + 7 x 2 − x − 3 2 6) y = x 2 + 5 x − π 3 2 5 7) y = x 3 + x 2 − 4 x 3 2 8) y = x13 − x 7 + 5 9) y = (2 x + 5)(3x − 2 ) 10) y = x 2 + 3x (2x − 3) 11) y = (5x − 3) 2 x 3 − 5x 2 + 3x 2 ( ( 13) y = (− 3x 14) y = 3 ( ) 12) y = x 2 − 5x + 7 3x 3 − 18 + x (− x − 3) ) )( ) ) x2 5 15) y = − x4 2 16) y = 3x 5 1 17) y = x 2 18) y = x +1 19) y = 3x + 5 2x − 7 5x − 3 3x + 5 20) y = 21) y = 7x + 3 8x − 1 22) y = −7 cos x 23) y = 2 ln x + 24) y = senx 3 e x senx + 3 cos x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 62 .5.Cálculo I 3.

Cálculo I

Respostas: 1) y ' = 7 2) y ' = 6x 3) y ' = 5x 4 − 8x + 1 4) y ' = 3x 2 5) y ' = −15x 4 + 14 x − 1 dy 4 6) = x+ 5 dx 3 7) y ' = 2x 2 + 5x − 4 8) y ' = 13x12 − 7 x 6 9) y ' = 12 x + 11 10) y ' = 3 2x 2 + 2 x − 3

(

)

11) y ' = 40 x 3 − 93x 2 + 60 x − 9 12) y ' = 15x 4 − 60x 3 + 63x 2 − 36 x + 90 13) y ' = 9 x 2 + 16 x − 3
dy dx dy 15) dx dy 16) dx dy 17) dx dy 18) dx 6

14)

=− =

x3 20

x5

=− =−
=−

10 3x 6 1 x2
2

(x + 1)2

19) 20)

dy 31 =− dx (2x − 7 )2

dy 34 = dx (3x + 5)2 dy 31 =− 21) dx (8x − 1)2

22) y ' = 7senx 23) y ' =
2 cos x + x 3 ex + sec 2 x 3

24) y ' =

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63

Cálculo I

3.5.3 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO COMPOSTA As regras de derivação que estudamos até agora são usadas para derivarmos funções simples. Para derivarmos funções compostas, como por exemplo y = 3x + 1 , usaremos uma outra maneira de derivar, conhecida como regra da cadeia. 3.5.3.1 REGRA DA CADEIA Em muitas situações, a taxa de variação de uma grandeza pode ser expressa como um produto de outras taxas. Por exemplo, um automóvel que esteja viajando a 80 km/h e o consumo de gasolina a esta velocidade seja de 0,1 l/km. Para calcular o consumo de gasolina em litros por hora, basta multiplicar as duas taxas:
0,1
l km .80 = 8l / h km h

No exemplo anterior, temos uma função composta onde para calcularmos a derivada desta função multiplicamos as duas taxas de variação. Essa expressão é um caso particular de uma regra importante conhecida como regra da cadeia. E é para derivarmos funções compostas que utilizamos a regra da cadeia, definida abaixo: Se y é uma função derivável de u e u é uma função derivável de x, y é uma função composta de x e
dy dy du . = dx du dx Ou seja, a derivada de y em relação a x é igual ao produto da derivada y em relação a u pela derivada de u em relação a x.

3.5.3.2 EXEMPLOS 1) Determine dy/dx para y = u 3 − 3u 2 + 1 e u = x 2 + 2 Solução:
Como dy = 3u 2 − 6u du e du = 2x dx dy dy du = . = ( 3u 2 − 6u).2 x dx du dx

pela regra da cadeia , temos :

como queremos a derivada de y em função de x , substituiremos u por x 2 + 2

dy dx dy dx dy dx

= [ 3.( x 2 + 2 ) 2 − 6.( x 2 + 2 )}.( 2 x )

= 6x.( x 2 + 2 ).[( x 2 + 2 ) − 2 ]

= 6x.( x 2 + 2 ).( x 2 ) = 6x 3 .( x 2 + 2 )

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64

Cálculo I

2) Determine a derivada das funções abaixo utilizando a regra da cadeia:
a) y = (3x 2 + 1) 3

Solução : Faremos u = 3x 2 + 1 então y = u 3 Como du = 6x dx dy = 3u 2 .6 x pela regra da cadeia temos : dx dy = 3(3 x 2 + 1) 2 .6 x = 18 x .(3 x 2 + 1) 2 dx e
y = e 3x

dy = 3u 2 du

b)

Solução : Faremos u = 3x então y = e u Como dy = eu du e du =3 dx dy = e u .3 = 3.e 3 x dx

pela regra da cadeia temos : c) y = sen t 2

Solução : Faremos u = t 2 então y = sen u dy du Como = 2t e = cos u du dx dy = cos u . 2t = 2t. cos t 2 pela regra da cadeia temos : dx

3.5.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS I) Derive usando a regra da cadeia:
a) y = ln( x 2 + 3) b ) y = sen 4 x c ) y = cos 8t 2 d ) y = −2 ln( 2t + 1) e) y = e −5x
d) b) Re spostas : a) dy 2x = dx x 2 + 3 dy = 4 cos 4x dx dy = −16t.sen8t 2 dt dy −4 = dt 2t + 1 dy = −5 e − 5x dx dy = 8t.(t 2 + 3) 3 dt

c)

f ) y = (t 2 + 3 ) 4 g ) y = 3x + 1
e)

f)
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes

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senx cos x 1 1 y ' = − cos 2 x x y ' = 3 senx.( 2 x 3 − ) 3 2 5 ' 4) y = 2.3 (8 x) 2 4 3.( −3x + 4) 5 1 3) y ' = 24 x 2 . x − 2 7) y = 3 8) y ' = 9) y ' = 6x2 25.e 3 x +6 x +7 1 2) y = e 3− x 3 2 2 3) y = 2 3 x +6 x 2 y ' = (12 x + 12). cos x y ' = −6 sen6 x y' = ' 3x 2 x3 + 1 y = −7 x 6 senx 7 y ' = −(2 x − 4).5 ( x 3 − 4) 4 8 3. ln 2. 2 x − 1 3 9) y = 3 8x 10) y = 3 (2 x − 1) 2 10) y ' = III) Calcule as derivadas das funções abaixo: 1) y = 2.Cálculo I II) Derive as funções: 1) y = ( x − 5) 3 2) y = (−3 x + 4) 6 1 3) y = (2 x 3 − ) 4 2 Respostas: 1) y ' = 3x 2 − 30 x + 75 2) y ' = −18.5 2 x − 5 x + 3 7) y = sen2 x 8) y = x. 5 x 5) y ' = 6) y ' = ' 4) y = 5 x 5) y = 5.(5x cos 5 x + sen 5 x ) 17) y = −sen ( x 2 − 4 x + 1) 18) y = 3 x. ln 3. cos x 9) y = ln x 10) y = x 4 .e 6 x y =− ' 24e x 6 5) y = ln(5 − 7 x) 2 6) y = 5 2 x −5 x+3 x2 7 y' = − 5 − 7x 2 y ' = (4 x − 5).sen 5x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 66 .e 3 x +6 x +7 1 y ' = − e 3− x 3 2 y ' = (6 x + 6).senx 11) y = cos 2 x 1 12) y = sen x 13) y = 3 senx 14) y = cos 6 x 15) y = ln( x 3 + 1) 16) y = cos x 7 y ' = 2. cos( x 2 − 4 x + 1) y ' = 3. x 2 25 3 8) y = x −4 5 25 x 2 2x 1 2. 2 x 5 6) y = x − 2 7) y = 3. ln 5.23 x + 6 x 4) y = 4. cos 2 x y ' = cos x − xsenx 1 y' = x y ' = x 3 ( x cos x + 4senx) y ' = −2.

ln x + 1 y = x y = ln x y '   = ? 2 1 5) Determine qual a equação da reta tangente a função y = x 2 + ln x no ponto (1. y = ln  5  x  67 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes .6 DERIVADAS SUCESSIVAS 3. 7) Determine o ponto no qual a reta tangente a função y = Nos exercícios 8 a 14. calcule a derivada: 8) x 2 + ln x é horizontal.Cálculo I 3.6.6.6.1 EXEMPLOS 1) y = 7 x 2 Pr imeira derivada : y' = 7 Segunda derivada : y' ' = 0 2 ) y = cos 2 x Pr imeira derivada : y' = −senx Segunda derivada : y' ' = − cos x Terceira derivada : y' ' ' = senx e assim sucessivamente. calcule a derivada: 1) 2) 3) 4) y = x 2 + 4 x + ln x y = 10 − ln x x . 3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Nos exercícios 1 a 4. 6) Determine o ponto no qual o gráfico da função y = ln x tem inclinação 2.2 NOTAÇÕES Para a primeira derivada: y’=f’(x) = dy dx d2y dx 2 d3y dx 3 Para a segunda derivada: y’’=f’’(x)= Para a terceira derivada: y’’’=f’’’(x)= 3.1).

Cálculo I 9) y = ln x 10) 2 3  t  t 2 11) y = 3e −t + 1 y = ln  12) y = 2e x − et +1 2 1 x 13) y = 14) y = e ln x +e x + ln(e x ) y = e x −e no ponto x = 1. calcule a derivada: 16) y =e y = x 3 17) 1 et 18) y = 3t + t 3 y = 2x 2 + 3 3x 19) 20) 21) 22) y = 21+t y = x .ln x x2 −2 y = 2 x +4 f (x ) = 1 3x 5 3 24) 25) 26) f (x ) = x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 68 . 15) Determine a equação da reta tangente a função Nos exercícios 16 a 27.e − x y = 1 x .ln x 23) y = e −3 x .

Nos exercícios 36 a 39. 2 28) Determine a inclinação do gráfico da função y = x −3 no ponto com x = 29) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função 30) Se f (x ) y =x3 no ponto (2. determine os pontos nos quais f '(x ) = 1 . 6 Nos exercícios 31 a 34.Cálculo I 27) f (x ) = 1 x 1 . =x 2 3 . calcule y’’: 40) y 41) 42) 43) 44) = ln x 2 y = 2x + 1 y = 3x 2 + 2x − 1 y = cos x − senx y =ex 2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 69 . calcule a derivada: 36) f (x ) = 37) 3 y = x 4 + 2 x 3 + 5x 2 + 4 x − 2 no ponto x 3x + 1 f (x ) = (ln x )4 f (x ) = ex +1 ex 38) 39) f (x ) = e 3 x + 1 Nos exercícios 40 e 41.8). calcule a derivada: 31) g (t ) = 3t 5 + 2t 3 − 5t + 7 g (x ) = 1 3 x + x −3 2 32) ( ) 1 2 33) f (s ) = s 2 − 3s −2 + 5s f (z ) = z 2 − z 2 34) + 1 2 35) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função = -1.

ln 2    1   1 1 .Cálculo I Respostas: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) y ' = 2x + 4 + y '=− y '= 1 1 x y '=2 y = 3x − 2 1 1  2 . − ln   2  2 2 y '=− y '= 1 x −1 x2 x x 1 2x 3 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) y '=− t y ' = 3e t − 2t y ' = 2e x + y ' = et 1 2 x3 y y y y 1 2 ' = 2+ex = e (x − 1) 1 x '= e 3 3 1 '=− t e y ' = 3 ln 3 + 3t 2 y y y y 2x 2 '= ln 2 − 3 3x 2 ' = 21+t ln 2 ' = e − x (1 − x ) 1 ' = 2 (1 − ln x ) t x  12x 24) y ' = (x 2 + 4)2 y ' = e −3x  −3ln x +  1 x  Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 70 .

Cálculo I 25) 26) f '(x ) = − f '(x ) = 1 3x 2 5 23 x 3 1 27) f '(x ) = − 3 2x 2 28) y ' = −48 29) y = 12x − 16 30) (64.16) 31) 32) 33) 34) 35) 36) g '(t ) = 15t 4 + 6t 2 − 5 g '(x ) = 3 2 x − x −4 2 ( ) 5 2 −1 f '(s ) = 2s + 6s −3 + s f '(z ) = z 2 − z 2 2 + 2 y = −4 x − 6 1 2 3 f '(x ) = (3x + 1) 4(ln x )3 37) f '(x ) = x −x 38) f '(x ) = −e 3e 3x 39) y ' = 2 e 3x + 1 40) y '' = − 2 x2 1 (2x + 1)3 41) 42) 43) 44) y '' = − y '' = 6 y '' = − cos x + senx y '' = e x (2 + 4 x 2 ) 2 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 71 .

0 ∞ lim x → a f ( x) f ' ( x) = lim x → a =L g ( x) g ' ( x) lim x→a f ' ( x) = g ' ( x) lim x→a lim x →a f ( x) − f (a ) f ( x) − f (a ) f ( x) x−a = lim x→a = lim x →a g ( x) − g (a ) g ( x) − g (a ) g ( x) x−a Obs.7.2 Exercícios Propostos: Utilizando a regra de L’Hospital. 3. determine os limites abaixo: 1) lim x → −1 2) 3) 4) 5) 6) x2 −1 x +1 9 x −1 lim x →1 5 x −1 et − 1 lim t →0 3 t ln x lim x→∞ x x e −1− x lim x→0 x2 e x − e3 lim x →3 x−3 72 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes .7.: A regra de L’Hospital continua válida se lim x →a f ' ( x) f ' ( x) = +∞ ou lim x →a = −∞ .Cálculo I 3.7 – REGRA DE L’HOSPITAL Agora apresentaremos um método geral para levantar indeterminações do tipo O limite de uma função quociente é igual ao limite dos quocientes de suas derivadas: ∞ 0 ou e g’(x) ≠0. Ela também é g ' ( x) g ' ( x) válida para os limites laterais e para os limites no infinito.1 Exemplos: Determinar os limites abaixo: 1) lim x →1 x2 − x x −1 senx x ln x x −1 2) lim x →0 3) lim x →1 3.

Cálculo I 1 − cos x x2 ex 8) lim x →∞ 3 x e x − e−x − x2 9) lim x →0 2 x − senx x − senx 10) lim x →0 x3 7) lim x →0 Respostas: 1) -2 2) 9 5 3) +∞ 4) 0 5) 1 7) 1 6) e3 2 2 8) +∞ 9) 2 10) 1 6 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 73 .

O fator limitante na resistência atlética é o desempenho cardíaco.m. a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco.0067 L. em relação ao trabalho é de aproximadamente 0. Usando a reta tangente estimada na figura 2 e os pontos estimados (0.Cálculo I 3. isto é.02 900 − 0 kg. 13) e (1200. Qual será a taxa de variação da concentração de monóxido de carbono daqui 3 anos? Resolução: Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 74 . o aumento de 1 unidade no trabalho que está sendo executado produz um aumento de 0.02 L / kg. o volume de sangue que o coração pode bombardear por unidade de tempo durante uma competição atlética. Use a reta secante da figura a para estimar a taxa média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho a ser executado quando este aumenta de 300 para 1200 kg.m) durante um minuto de levantamento de peso.1t 2 milhares de habitantes. Calcula-se que daqui a t anos a população do município será p(t ) = 3. começa a cair.m.5 p 2 + 17 partes por milhão.m.0067 1200 − 300 kg.1 EXEMPLOS 1.m Dessa forma. em média. Resolução: Usando os pontos estimados (300. 19).7) e (900. Use a reta tangente da figura b para estimar a taxa de variação instantânea do desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo executado no ponto onde ele é de 300 kg. Isso significa que.m. a inclinação da reta secante da figura 1 é: msec ≈ 19 − 13 L ≈ 0. 2.1 + 0. Este gráfico ilustra o conhecido fato médico de que o desempenho cardíaco aumenta com a quantidade de trabalho mas. onde p é população em milhares de habitantes.8 APLICAÇÃO DE DERIVADAS: TAXA DE VARIAÇÃO 3.0067 L / kg. depois de atingir um valor de pico.25) sobre esta reta obtemos: mtg ≈ L 25 − 7 ≈ 0. no desempenho cardíaco no intervalo dado. a taxa de variação média de desempenho cardíaco em relação ao trabalho que está sendo executado no intervalo dado é de aproximadamente 0.m Assim. Um estudo ambiental realizado em um certo município revela que a concentração média de monóxido de carbono no ar é c( p) = 0.8. A figura ao lado mostra um gráfico de teste de esforço de desempenho cardíaco V em litros (L) de sangue versus a quantidade de trabalho que está sendo feita W em kilogramas-metros (kg.

5 p 2 + 17) −1 / 2 e dp 2 2 dp = 0.5. b) Determine a posição da partícula após 3s. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 75 . a) Qual a altura atingida em 20s? b) Qual a velocidade média do projétil nos primeiros 30s? c) Qual a velocidade instantânea após 30s? 3) Um objeto cai em direção ao solo de altura de 180 metros.8. de acordo com a regra da cadeia: dc dc dp 1 . após t segundos ela está a s = 2t2 + 3t metros de sua posição inicial.1(3) 2 = 4 Logo.2t ) = dt dp dt 2 0.(0. Depois de t horas a colônia terá a população P(t) que obedece a lei: P(t) = 10. nos primeiros 30 segundos.(3) 0.(4).000.1 pt 0.2.2t. Como dc 1 1 = (0.(2 p)] = p.1. a distância percorrida pelo objeto é de s = 20t2 m. c) Calcule a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [2 . a) Determine a posição da partícula após 2 s. a altura atingida por ele em t segundos é de h = 4t2 metros.24 por milhão por ano dt 3.2 = dt 5 dc = 0.(0. = = p.5 p 2 + 17) −1 / 2 . EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Uma partícula move-se sobre uma reta de forma que.000. 2) Um projétil é disparado diretamente para cima e.1.2t dt Temos. dc = dt 0.(0.1 + 0. 3].5. d) Calcule a velocidade instantânea em t = 2. Em t segundos.2 = dt 25 dc 1.5 p 2 + 17 Para t = 3: p(3) = 3.Cálculo I O nosso objetivo é obter o valor de dc / dt para t = 3. a) Quantos metros o objeto percorre após 2 segundos? b) Qual é a velocidade média do objeto nos 2 primeiros segundos? c) Qual é a velocidade instantânea do objeto em t = 2 s? d) Quantos segundos o objeto leva para atingir o solo? e) Qual é a velocidade média do objeto durante a queda? f) Qual é a velocidade instantânea do objeto quando ele atinge o solo? 4) A população inicial de uma colônia de bactérias é 10.(4) 2 + 17 dc 1.5 p 2 + 17) −1 / 2 [0.

d) Esboce o gráfico da função e resolva graficamente os itens a. 16) Numa granja experimental.(0. onde t é medido em dias. em litros. t horas após o escoamento ter começado é dada por: v = 50(80 − t )2 Determinar: a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 8 primeiras horas de escoamento. calcule a velocidade instantânea (em m/s) da pára-quedista quando t = 15. sendo s medido em metros e t em segundos. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são iguais.: 1 pé = 0. 15) Uma caixa d’água está sendo esvaziada para limpeza. Supondo que a distância que ela cai antes de abrir o pára-quedas é de s(t) = 986. Qual a expressão da velocidade e da aceleração desse objeto? 9) Achar a velocidade e a aceleração no instante t = 3 segundos onde s = 3t3 – 2t2 + 2t +4 é a função que informa a posição (em metros) de um corpo no instante t. para 60 ≤ t ≤ 90. a) Qual a razão do aumento do peso da ave quando t= 50? b) Quanto a ave aumentará no 51o dia? c) Qual a razão de aumento de peso quando t=80? Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 76 . b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 10 horas de escoamento.3048 m) 7) As posições de dois móveis num instante t segundos são dadas por s1 = 3t3 – 12t2 +18t + 5 m e s2 = -t3 + 9t2 – 12t m.835t – 1) + 176t . onde s está em pés e t em segundos. 5) Um tanque está sendo esvaziado segundo a função V(t) = 200. Em que instante as partículas terão a mesma velocidade? 8) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s = 3t4 – 2t.(t + 4) w(t ) =  2 24. Determine a velocidade e a aceleração angulares após 4 segundos. c) Determine essa variação instantânea após 10 horas.(30 – t)2. constatou-se que uma ave em desenvolvimento pesa em gramas 1  2 20 + . onde o volume é dado em litros e o tempo em minutos. 10) Um corpo se desloca sobre um plano inclinado através da equação s = 5t2 – 2t (s em metros e t em segundos). 12) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t3 – 2t2 + 5t – 1. c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 7 primeiras horas de escoamento. 14) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t4 – 3t2 – 4 (θ em radianos). A que taxa a água escoará após 8 minutos? Qual a taxa média de escoamento durante os primeiros 8 minutos? 6) Uma saltadora de pára-quedas pula de um avião. b e c.4t + 604  . A quantidade de água na caixa.Cálculo I a) Qual o número de bactérias depois de 10 horas? b) Encontre a lei que dá a variação da população P em relação ao tempo t. Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida. 11) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 metros de altura através da função y = 6t2 – 2. (Obs. Em que instante a sua velocidade vale 9 m/s? 13) Dois corpos têm movimento em uma mesma reta segundo as equações s1 = t3 + 4t2 + t – 1 e s2 = 2t3 – 5t2 + t + 2. Achar sua velocidade quando se encontra a 18 metros do solo onde y é medido em metros e t em segundos. para 0 ≤ t ≤ 60 .

-10400 l/min 6) 50 m/s 7) 1 s e 2. determinar: a) tempo necessário para o esvaziamento da piscina. Estão subindo o rio e podem se espalhar pelos Grandes Lagos.5t . Suponha que numa pequena baía o número de mariscos zebra ao tempo t seja dado por Z(t) = 300t2.59 milhões b) -21193 pessoas/ano Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 77 . onde t é medido em meses desde que esses mariscos apareceram nesse lugar. pode-se mostrar que se a temperatura da limonada atingir 52oF em uma hora.17500l/h c) -10000l/h a) 350 peças/h b) 200 peças/h c) 200 peças 4800 mariscos 2400 mariscos/mês 1. v2 = 25 m/s. Determine: a) O tempo necessário para o esvaziamento da piscina. c) 13 m/s. b) A vazão média de escoamento no intervalo [2. b) 54. onde T está em oF e t em horas.1. d) 11 m/s 2) a) 1600m. b) 1823.2% ao ano. 19) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. c) taxa de escoamento depois de 3 horas do início do processo. a = 36t2 9) 71 m/s. em milhões.4 g/dia 800 pesoas/ano a) 6 h. chamado Lei de Resfriamento de Newton. qual será a taxa de variação da população desta comunidade? t +1 18) Uma piscina está sendo drenada para limpeza. c) A vazão depois de 2 horas do início do processo.5 g. 378 rad/s2 a) –7600 l/hora. Daqui a 18 meses. d) 3 s. a população .2t. c) 11288 bactérias/hora 5) –8800 l/min. P. (0. f) 120 m/s 4) a) 61917 bactérias. b) taxa média de escoamento no intervalo [3.5 s 8) v = 12t3 – 2 . b) 120 m/s. e) 60 m/s. b) –18000 l/h. s2 = 14m 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) 488 rad/s. o número de peças produzidas nas primeiras t horas diárias de trabalho é dado por : 50 t 2 + t . a) Qual população. O seu volume depois de t horas é dado por 90. b) 40 m/s.000 . c) 240 m/s 3) a) 80 m. b) 27 m. Usando um princípio da Física. c) –53550 l a) 54 g/dia. se t é o tempo em anos desde 1990. Assim. c) 80 m/s.5]. para 4 < t ≤ 8  V= ( ) a) Qual a razão de produção (em unidades por hora) após 3 horas de trabalho? b) E após 7 horas? c) Quantas peças são produzidas na oitava hora de trabalho? 21) Mariscos zebra são mariscos de água doce que se agarram a qualquer coisa que possam achar.998)t . b) –7000 l/hora.8. 10m/s2 11) 24 m/s 12) 2 s 13) v1 = 52 m/s. prevê este modelo? b)Qual a taxa de decrescimento da população para o ano 2000? Respostas: 1) a) 14 m. c) 24.6].2. Quantos mariscos zebra existirão na baía depois de quatro meses? A que taxa a população está crescendo em quatro meses? 22) Um copo de limonada a uma temperatura de 40oF está em uma sala com temperatura constante de 70oF.Cálculo I 17) Numa pequena comunidade obteve-se uma estimativa que daqui a t anos a população será de 5 p(t ) = 20 − milhares. Qual a taxa de variação quando t = 5? 23) A Hungria é um dos poucos países do mundo em que a população está decrescendo cerca de 0. Se o seu volume inicial de água era de 72.500t2 litros. para 0 ≤ t ≤ 4  f (t ) =  200(t + 1). da Hungria pode ser aproximada por P = 10. 20) Analistas de produção verificaram que em uma montadora X.000t2 litros.000 litros e depois de um tempo de t horas este volume diminuiu 2.e-0. para a Hungria no ano 2000. 50 m/s2 10) 18 m/s.23 oF/h a) 10. c) –12000 l/h a) 6h b). Lawrence no começo da década de 80. s1 = 65 m. Apareceram primeiro no Rio St. então a temperatura T da limonada como função no tempo decorrido é modelada aproximadamente pela equação T = 70 – 30.

y = f (x).9. uma vez que os gráficos dessas funções são os segmentos do círculo x 2 + y 2 = 1 . por exemplo. Por exemplo. é possível explicitar a função y. então qualquer segmento de seu gráfico que passe pelo teste vertical pode ser visto como gráfico de uma função definida pela equação. se resolvermos a equação x 2 + y 2 = 1 para y em termos de x. como por exemplo: • x+y=1 • x2+y2=1 • y+ey-x=2 y = f (x).9 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA 3. se for possível isolar a variável y.Cálculo I 3. muitas vezes.1 FUNÇÕES DEFINIDAS EXPLICITAMENTE E IMPLICITAMENTE Até agora derivamos funções que são expressas na forma y = f (x). Dizemos que uma equação desta forma define y explicitamente como uma função de x. Como na equação y. Assim. certamente não será fácil e a Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 78 . nas quais a variável y não está escrita como uma função da variável x.x + y +1 = x que pode ser reescrita da seguinte forma: x−1 y= x+1 Assim dizemos que xy + y +1 = x define y implicitamente como uma função de x. existem casos em que não é possível explicitar y ou é muito trabalhoso e nos leva a fórmulas muito complicadas. de: • y=x2 • y=sen x • y=ln x+3x-4tg x Entretanto. se tivermos uma equação em x e y. Mas. encontramos duas funções que estão definidas implicitamente por x 2 + y 2 = 1 . isto é f1 ( x ) = + 1 − x 2 e f2 ( x ) = − 1 − x 2 Os gráficos destas funções são semicírculos superiores e inferiores do círculo x 2 + y 2 = 1 . É o caso. Em alguns casos. x+1 Uma equação em x e y pode implicitamente definir mais do que uma função de x. encontramos equações relacionando as variáveis x e y. a equação ( x 2 + y 2 ) fórmula resultante é complicada. obtemos y = ± 1 − x 2 . y= y=- Em geral. sendo x−1 f (x) = y = . 3 2 = 10 xy . Por exemplo. a equação x 2 + y 2 = 1 define as funções f1 ( x ) = + 1 − x 2 e f2 ( x ) = − 1 − x 2 implicitamente. assim. pois a variável y aparece sozinha de um lado da equação.

Cálculo I Já nas equações y+ey-x=2 e tg x 2 + y 2 = y . então.2 EXEMPLOS 1) Determine a derivada da função x. Diferenciar ambos os lados de xy = 1 antes de resolver para y em termos de x. A fim de obter uma fórmula para dy/dx que envolva apenas x. x Assim. O método da derivação implícita consiste em derivar cada termo da equação em relação a x. somos forçados a deixar a fórmula dy/dx em termos de x e y. Solução: Resolvendo para dy/dx obtemos dy 2x = dx 10 y + cos y Note que esta fórmula envolve ambos. substituir em . isto é impossível de ser feito. dx x x 2) Use a derivação implícita para achar dy/dx se 5y 2 + seny = x 2 . simplesmente não conseguimos isolar a variável y .y = 1. Desta forma. Por isso usamos o método da derivação implícita para achar a derivada de funções definidas implicitamente. = dx 10 y + cos y Entretanto. obtemos =− 2 . Solução: Uma maneira de achar dy/dx é reescrever esta equação como y = temos que dy 1 =− 2 dx x 1 . dy 2x teríamos que resolver a equação original para y em termos de x e. que pode ser facilmente derivada e x A outra maneira de obter esta derivada é usar o método da diferenciação implícita. x e y. obtemos: Se agora substituirmos y = dy 1 1 na última expressão. pode não ser prático ou possível achar fórmulas explícitas para aquelas funções.9. 3. mesmo que uma equação em x e y possa definir uma ou mais funções de x. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 79 . assim. tratando y como (nãoespecificado temporariamente) uma função diferenciável de x.

a) x 2 − 5xy + 3 y 2 = 7 Solução: b) sen x 1 = y 2 Solução: c) x.e ( x 2 +y2 ) =5 Solução: Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 80 . encontre dy/dx por derivação implícita.Cálculo I 3) Para cada uma das equações .

y 2 + xseny = 0 9) e x + ln y = 0 2 Respostas: 1) − x2 y2 5) sen x.Cálculo I 3.y.y + 2 y = x − 2 y 8) x 2 .e x Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 81 . encontre dy/dx por derivação implícita.e cos x cos y.9.x.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Para cada uma das equações . 1) x 3 + y 3 = 8 2) 4 x 2 − 9 y 2 = 17 3) cos( x + y ) + sen( x + y ) = 4) y.tg( x + y ) = 4 1 3 6) e cos x + e seny = 1 4 2 3 7) x.e seny 1 − y2 2 xy + 6 y 2 + 2 − 2 xy 2 − seny 2 x 2 y + x cos y 2 2) 4x 9y 6) 3) -1 4) − y. sec 2 ( x + y ) 7) y sec 2 ( x + y )+ tg( x + y ) 8) − 2.

A = x. Chamamos de x o comprimento do retângulo e y a largura do retângulo.y. 100 . já que conhecemos o valor do perímetro do retângulo. pois no ponto onde encontramos a área máxima a reta tangente tem coeficiente angular zero.000 cm3 de líquido. y = 50. obtendo: A= 2πr2 + 4000/r. Se x = 50 e y = 50 . Se p = 200 cm e p = 2x + 2y. então. obtendo A = 100x . a substituição do valor de h na função da área A.1 EXEMPLOS 1) Encontre as dimensões de um retângulo com perímetro de 200 cm cuja área seja a maior possível. Agora. 2) Uma lata cilíndrica fechada contém 2. Precisamos eliminar uma das variáveis da função.x. é um quadrado. Como poderíamos escolher a altura e o raio para minimizar o material usado em sua confecção? Resolução: Neste problema temos que trabalhar com a minimização da área. O volume da lata cilíndrica é dado por: V = πr2h e V = 2000. Resolução: Temos a área como a variável a ser maximizada. Com esta relação entre as variáveis x e y fazemos a substituição na função A = x. por cm2. Isso é possível quando derivamos a função e a igualamos a zero. a área deste retângulo assume o valor máximo quando o comprimento é 50 cm e a largura é 50 cm. Devemos então eliminar uma das variáveis. Desta forma. devemos encontrar o valor de x que nos proporcionará a área máxima. então. x = 50.10. dA/dx = 0. logo.2x = 0. o valor da altura h.x.Cálculo I 3. ou seja. já que o material para a confecção da lata é comprado em chapas. ou seja. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 82 . temos y = 100 .y. temos: h = 2000/πr2.x2. Resolvendo a equação. Então. 2000 = πr2h. A área de uma lata cilíndrica é dada por: A = 2πr2 + 2πrh. Resolvendo a equação e isolando Fazemos.10MÁXIMOS E MÍNIMOS 3. 200 = 2x + 2y. raio ou altura. ou seja. Podemos observar que a maior área é obtida quando o retângulo tem os lados iguais.

Concluímos então que para termos a área máxima de uma lata cilíndrica a sua altura deve ser igual ao seu diâmetro. 2o Passo: Desenhe figuras e/ou gráficos identificando as partes que são importantes para a resolução do problema. 5o Passo: Interprete o resultado e decida se tem sentido ou não.(6. Introduza uma variável para representar a quantidade a ser maximizada ou minimizada. verificando a sua validade. 3o Passo: Determine quais valores da variável têm sentido no problema.Cálculo I Para descobrir o valor do raio da lata para que o material usado na sua confecção seja mínimo devemos derivar a função e igualá-la a zero. ou seja.83)2) = 13. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 83 . Identificar o que é desconhecido.83 cm Se r = 6. o que é dado e o que é pedido. elabore uma função cujo valor extremo forneça a informação pedida. encontre o ponto de máximo ou de mínimo. 4o Passo: Derive a função e iguale a zero. Dicas para resolver Problemas de Otimização 1o Passo: Ler o problema atentamente e identificar as informações necessárias para poder resolvê-lo.83 cm. Com esta variável.66 cm. dA/dr = 4πr . h = 2000/(π.4000/r2 = 0 r3 = 1000/π r = 6.4000/r2 4πr .

00 o metro.00 por cm2 e o dos lados R$ 3.00 o m2. Quais são as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com R$ 6. com capacidade de 6. cujo produto é o maior possível.margens superior e inferior de 6 cm e margens laterais de 3 cm cada uma. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 84 . cortando-se quadrados iguais dos 4 cantos e dobrando-se os lados. As margens no topo e na base são de 25 cm e nas laterais 15 cm.Cálculo I 3. fechado em cima. Quais as dimensões desse terreno para que a sua área seja a maior possível? E qual a área máxima? 5) Um tipógrafo quer imprimir boletins com 512 cm2 de texto impresso. retirando-se quadrados de mesmo tamanho dos quatro cantos e dobrando-se os lados.00 por cm2. Dois lados opostos devem receber uma cerca reforçada que custa R$ 3. Mostre que a lata de área mínima é obtida quando a altura do cilindro for igual ao diâmetro da base. Quais as dimensões da folha para que a área limitada pelas margens seja máxima? 12) Certo recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter o volume de 4 litros. 7) Um terreno retangular deve ser cercado de duas formas.00 o metro. Qual é o tamanho dos quadrados cortados para a obtenção de uma caixa com o máximo volume? 4) Um terreno retangular é cercado por 1500 m de cerca. Ache as dimensões do terreno de área máxima que pode ser cercado com 1. 3) Uma caixa aberta deve ser feita com uma folha de papelão medindo 8 cm de largura por 15 cm de comprimento. Encontre as dimensões do recipiente de menor custo. enquanto os outros dois restantes recebem uma cerca-padrão de R$ 2. Quais as dimensões de cada caixa para que o fabricante use a menor quantidade de papelão? 14) Um agricultor deseja construir um reservatório cilíndrico. Um de seus compradores exige que as caixas tenham 1 m de comprimento e volume de 2 m3.000 m de arame. determine: a) o raio e a altura do reservatório de modo que o custo seja mínimo.280 m3.10.000. O material para a base e a tampa do recipiente custa R$ 2. Sabendo que o custo da chapa de aço é de R$50. 13) Certa fábrica produz embalagens retangulares de papelão.2 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Qual o número positivo que somado ao seu inverso tem como resultado uma soma mínima? 2) Expresse o número 20 como uma soma de dois números não-negativos. b)o custo mínimo.00? 8) Uma embalagem retangular deve ser feita usando-se uma folha de cartolina quadrada de lado a. Quais as dimensões da folha para minimizar o gasto de papel? 6) Uma área retangular está limitada por uma cerca de arame em três de seus lados e por um rio reto no quarto lado. O custo do material dos lados é a metade do custo do material usado para a confecção da base a da tampa. Quais as dimensões do recipiente de menor custo? 10) Uma lata cilíndrica fechada tem capacidade de 1 litro. Qual é o tamanho do quadrado que resulta numa embalagem com volume máximo? 9) Um recipiente em forma de paralelepípedo com base quadrada deve ter um volume de 2.250 cm3. 11) Uma folha de papel para um cartaz tem 2 m2 de área.

R$700. 140. Se o custo da produção é dado por C = 2x3 + 6x2 +18x +60. altura = 10 cm h = 2r = 10. 30. quantas unidades de penicilina devem ser fabricadas e vendidas nesse período para que o lucro seja máximo? E qual o valor do lucro máximo? 18) Uma certa indústria vende seu produto por R$ 100.12x2. de no máximo.6 cm de raio por 25. calcule as dimensões desse reservatório de modo que o custo total do material seja mínimo.200.00 por cm2 o preço do material da base e R$ 1. em R$.000 unidades por mês. 15000 unidades. Depois de t anos a população p desses animais na reserva é dada por p = 100 quanto tempo a população é máxima? 23) Num campo de futebol. onde A e B são certas constantes positivas.8 cm 1. 20) Suponha que o número de bactérias em uma cultura no instante t é dada por N = 5000(25 + te-t/20). Qual a altura e a largura para que a área do gol seja máxima? Respostas: 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) largura = altura = 2 m r = 10 m e h = 20 m.50 por cm2 o valor do material para os lados.000 unidades. a armação do gol deve ser feita com uma viga de 18 m de comprimento.000 unidades 1000 unidades 20 1 secretária 5 anos 4. R$ 3. Se o custo da produção total diária.5 m de altura e 9 m de largura 5 3 cm 375 m por 375 m.832 cm3 o volume de um reservatório de água sem tampa com base quadrada.00 10. determinar o número ótimo de unidades mensais que maximiza o lucro L = V .(x .Cálculo I 15) Sendo 5. Para que valor de x a reação é máxima? 17) Uma forma líquida de penicilina vendida a granel por uma firma farmacêutica é vendida a granel a um preço de R$ 200.09 m por 1. Após 2 B 3 20. Se o custo total de produção para x unidades for C(x) = 500.625 m2 22 cm por 44 cm 250 m por 500 m 500 m por 750 m a 6 base: 15 cm por 15 cm. de no máximo.000 e se a capacidade de produção mensal for. para x unidades for C(x) = 0. 16) Em medicina é freqüentemente aceito que a reação R a uma dose x de uma droga é dada pela equação da forma R = Ax2 (B . R$94. 21) Um departamento de matemática observou que uma secretária trabalhará aproximadamente 30 horas por semana. Ache o maior número de bactérias durante o intervalo de tempo 0 ≤ t ≤ 100.1)2/33 horas.00 a unidade.000.003x2 e se a capacidade de produção da firma for. quantas unidades desse produto devem ser fabricadas e vendidas mensalmente para que o lucro seja máximo? 19) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. A sensibilidade de alguém a uma dose x é definida pela derivada dR/dx da reação com a respectiva dose. o resultado da conversa é uma redução do número efetivo de horas por semana por secretária através de 30.00 a unidade.83 m 12.00 base: 18 cm por 18 cm e altura = 18 cm 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 1 10 + 10 t 2 + 5t + 25 t 2 + 25 .x). Quantas secretárias devem ser empregadas para produzir o máximo de trabalho? 22) Uma centena de animais pertencendo a uma espécie em perigo estão colocados numa reserva de proteção. Entretanto. onde x é o número total de secretárias empregadas.0025x2 + 50x + 100. e o valor obtido na venda é dado por V = 60x .2 cm de altura Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 85 . se outras secretárias forem empregadas.C.000 + 80x + 0.

Cálculo I

Referências Bibliográficas

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Cálculo I

FORMULÁRIO PRODUTOS NOTÁVEIS

(a + b )2 = (a + b )(a + b ) = (− a − b )2 = (− a − b )(− a − b ) = . . (a − b )2 = (a − b )(a − b ) = (− a + b )2 = (− a + b )(− a + b ) = . .

a 2 + 2ab + b 2 a 2 − 2ab + b 2

(a + b)(a − b) .
f (x) = b

= a 2 − ab + ab − b 2 = a 2 − b 2

FUNÇÃO CONSTANTE
ou
y = b

com

b ∈

Im f ( x ) =

{b }

FUNÇÃO DO 1º GRAU
f ( x ) = ax + b

COM a ∈ ℝ* , b ∈ ℝ

Se f ( x ) = 0 ⇒ x ' é raiz (ou zero) da função

Equação da reta (reduzida): y = ax + b Coef. angular: a = tgα ou
a= yB − y A xB − x A

Equação da reta (geral): ax + by + c = 0

Retas paralelas: a r = a s Retas concorrentes: a r ≠ a s

Retas perpendiculares: a r = −

1 as

FUNÇÃO DO 2º GRAU (QUADRÁTICA)
f ( x ) = ax 2 + bx + c com a ∈ ℝ*, b, c ∈ ℝ

Raízes da Função:
x= −b± ∆ 2a

com

∆ = b 2 − 4ac

Coordenadas do vértice: V (X V , YV ) Soma e produto das raízes:

sendo
b a

XV =

−b 2a

e
c a

YV =

−∆ 4a

x ′ + x ′′ = −

e

x ′ . x ′′ =

POTENCIAÇÃO
a0 = 1
1n = 1
a m . a n = a m +n

a −1 =

1 a

1 1 a−n =   = n a a 

n

an a   = n b b

n

(a )

m n

= a m.n

am an

= a m −n

a n = n am

m

(a . b)n = an . b n

LOGARITMAÇÃO
Definição:

log a b = x ⇔ a x = b

CE : a > 0 e a ≠ 1,

b>0
a log a b = b

Conseqüências da definição:

log a a = 1

log a 1 = 0

log a a m = m

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Cálculo I

Propriedades:

log a b n = n . log a b

log a (b.c ) = log a b + log a c
b log a   = log a b − log a c c

log a b = log a c ⇔ b = c
Mudança de base:

log a b =

log c b log c a
e = 2,718281828459045... (número de Euler)

Bases:

log b = log10 b

ln b = log e b

SIMBOLOGIA MATEMÁTICA


∉ ⊂ ⊄

pertence não pertence está contido não está contido contém não contem tal que conjunto vazio → { } qualquer que seja / para todo existe não existe existe um único união intersecção maior maior ou igual muito maior menor menor ou igual muito menor fatorial

⇒ ⇔
=

implica / então equivalente / se e somente se igual diferente e ou infinito portanto somatório perpendicular paralelo idêntico semelhante / congruente igual ou aproximadamente semelhante conjunto dos números naturais conjunto dos números inteiros conjunto dos números racionais conjunto dos números irracionais conjunto dos números reais conjunto dos números complexos



/


∨ ∞ ∴ ∑

//


∄ ∃I

∪ ∩
>

≡ ∼
≅ ≈



<

ℕ ℤ ℚ ℝ ℝ-ℚ



!

VALORES TRIGONOMÉTRICOS
0º sen cos tg

Conversão graus/radianos: 180º →
120º 135º

π
0
1

rad
sen cos tg

0
1

30º 1 2

45º

60º

90º

2 2 2 2
1

3 2 3 3

3 2 1 2

1
0
não existe

3 2 1 − 2

2 2 −
−1

150º 1 2

180º

270º
−1

360º

0
−1

2 2

3 2

0
não existe

0

3

− 3

3 3

0

0

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... 2 . –3.} ℕ* = { 1 . –3.. 14 % = 14 7 = 100 50 7∉ ℚ Além da forma a . 121 . 3 .. 2 . os números racionais também podem ser representados na forma Decimal.. = 0. –3.} → Conjunto dos números Inteiros Positivos ℤ . 3 .{ 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Nulos ℤ+ = { 0 .. Exemplos: Observe que: 5 −5 5 1 1 12 .333. 3 período 3 14 = 0. = 2. . 0 } → Conjunto dos números Inteiros Não Positivos ℤ − = { –1 . 1 ....} ou ℤ = { 0 . 2 ..} = ℕ . 2 . 2 .. 2 . –2 ..25 . .} → Conjunto dos números Inteiros Não Negativos ℤ + = { 1 . = 0.Cálculo I CONJUNTOS NUMÉRICOS Conjunto dos Números Naturais ( ℕ ) ℕ = { 0 . –2 . 3 . − ... 4 . = = 3...4242. 1 . –2 . 1 .1666.. = 1. 1 .4 .857142857142. = = 4 4 −4 3 2 3 7.75 ..= {.. –1 ...... 4 . –2 . –1 . 857142 . ±1 .} = ℤ .. − ℤ e b ∈ ℤ* } .. 7 calculadora) 13 = 2. = 2.234 4 5 20 4 1000 1 = −0. –1 . Temos então: # Decimais exatos (finitos): − 5 12 75 15 1234 = −1. 3 .... ±2 . 42 geratriz 33 # Decimais (dízimas) periódicos: − 6 = 0. 0. 0 .. isto b acontece quando dividimos a (numerador) por b (denominador).... 3 .{ 0 } → Conjunto dos números Naturais Não Nulos Conjunto dos Números Inteiros ( ℤ ) ℤ = {..1 6 (observar arredondamento da 6 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 89 .} → Conjunto dos números Inteiros Negativos * * Note que: ℤ+ = ℕ Conjunto dos Números Racionais ( ℚ ) ℚ={x|x= a . 3 .. com a ∈ b −8 ... = −0..} ℤ* = {. ±3 ..

# Também podemos utilizar as notações: ℚ*. quando falarmos de números e não forem feitas “restrições” sobres esses.. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 90 . # Entre dois números racionais.. um número é Irracional. inteiro. ou ainda..Cálculo I Observações: # Entre dois números inteiros. Podemos representar através de “diagramas” o conjunto dos números reais. π = 3. também conhecida como reta numérica real ou eixo real.. adotaremos sempre os números reais..14159265 Em nosso estudo. eixo das abscissas. sempre existe outro número racional. ℝ ℕ IR ℤ ℚ Observe que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ e ℚ ∩ Ir = ∅. Veja: Origem • • • –4 • –3 • –2 • ↓ • –1 • 0 • 1 • • •• 2 3 • 4 • 5 6 • 7 • x ⊕ − 17 5 − 1 2 2 8 3 π ≅ 3. 3 = 1.7320508. teremos o conjunto dos números reais.14159265.4142135.. quando não é possível escrevê-lo na forma Veja os exemplos: 2 = 1. Conjunto dos Números Irracionais ( Ir ) * * Ir = { x | x é dízima não periódica } Ou seja. (“pi”) e = 2. conforme abaixo. todo número natural. Outras Notações para o Conjunto dos Irracionais: (ℝ – ℚ) ou ℚ’ Conjunto dos Números Reais ( ℝ ) Unindo todos os conjuntos numéricos estudados até aqui. ℚ + .7320508. − 3 = −1.. racional ou irracional também é um número REAL.. com a ∈ ℤ e b ∈ ℤ*. Uma representação geométrica (dos números reais) muito importante é a “Reta Real”. b 25 = 2. pois sabemos que 9 =3.. 3 a .. ℚ– e ℚ − .7182818. nem sempre existe outro número inteiro.92401773. (número de Euler) Observe que 9 ∉ Ir.. ℚ+.. Ou seja: ℝ={x|x ∈ℚ ou x ∈ Ir } = ℚ ∪ Ir Desta forma.

Podemos dizer de forma simples que trata-se de um conjunto numérico que envolve. Não estão definidas para o conjunto dos números reais.Cálculo I Também temos os intervalos: ℝ+ = { x ∈ ℝ | x ≥ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Negativos ou maiores ou igual a zero ℝ + = { x ∈ ℝ | x > 0 } → Conjunto dos números Reais Positivos ou maiores que zero. ℝ– = { x ∈ ℝ | x ≤ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Positivos ou menores ou igual a zero ℝ − = { x ∈ ℝ | x < 0 } → Conjunto dos números Reais Negativos ou menores que zero Observação: 3 ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } → Conjunto dos números Reais Não Nulos ou diferentes de zero * * − 8 = −2 ∈ ℝ. mas 2 − 9 = − 9 ∉ ℝ. além dos números reais. raízes de números negativos com índice par. não fará parte de nosso estudo (embora tenha grande aplicação na área eletro-eletrônica). números do tipo não podem ser definidos em ℝ. − 4 que Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 91 . Conjunto dos Números Complexos ( ℂ ) Também conhecido como conjunto dos números “imaginários”.

...1 3 4 17 Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 92 ....0[ ∪]0....... 10 [ ↘ [ 2 ..... e podem ser representados através da notação de conjunto.. 10 ) = = = Intervalos Infinitos (incomensuráveis) {x∈ℝ|x>7} {x∈ℝ|x ≥ 7} {x∈ℝ|x<7} {x∈ℝ|x≤7} = = = = ]7............................. de colchetes ou na reta Real... 10 ] = Intervalo Semi-aberto ou Semi-fechado { x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 10 } { x ∈ ℝ | 2 ≤ x < 10 } = = ] 2 .....................+∞[ [7....................... Analise os exemplos a seguir: Intervalo aberto { x ∈ ℝ | 2 < x < 10 } = ] 2 ................7] = = = = ↘{x∈ℝ|–∞< x ≤ 7} Observações: ℝ={x∈ℝ} ℝ* = { x ∈ ℝ | x ≠ 0 } = ]–∞.......................+∞[ ]–∞.. } = – 5..Cálculo I INTERVALOS ↘ são subconjuntos do ℝ.....................+∞[ ↘ { x ∈ ℝ | x < 0 ou x > 0} = { x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 15 e x ≠ 6 } ↘ { x ∈ ℝ | x < –1 ou 0 ≤ x < 6 ou 6 < x < 15 } { .. } ↘ { .. 10 ] [ 2 .........+∞[ = = = ]–∞..... 10 [ = ↘ Notação de Conjunto Real Intervalo Fechado { x ∈ ℝ | 2 ≤ x ≤ 10 } = ↘ Notação de Colchetes ↘ Representação na Reta [ 2 ..7[ ]–∞..

. –1 ] c) ] 0 . ℤ+ m) − p) − 64 ....... ℤ 3 5 ........... não podemos determinar o número de elementos do conjunto B....... Em contrapartida...................... Ir 2 ..................... ℚ 0 ........... ℚ h) l) 0 .............  5 2  → → → i) { x ∈ ℝ | x ≤ 1 ou x > 2 } j) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 1} l) { x ∈ ℝ | x ≤ 2 ou x = 4 } m) { x ∈ ℝ | –3 < x < –1 ou 1 < x ≤ 2 } → Atenção: analise os intervalos (h) e (i) e note que eles são completamente diferentes......... EXERCÍCIOS – CONJUNTOS NUMÉRICOS E INTERVALOS 1) Relacione usando ∈ ou ∉ : a) – 5 ... ℝ 108 ..... 4 [ g) − f) { x ∈ ℝ | x > – 5 } h) { x ∈ ℝ | 1 ≤ x < 2 }  2 1 ................ Veja na reta real: A 3 4 5 6 B 2 6 O conjunto A é finito................33...... ℕ b) c) e) f) 4 ......... ℕ 9 o) (2. Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 93 ... ℝ 4 . pois tem somente 4 elementos............... ℝ-ℚ 11 − 9 .................. 3 [ b) { x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 2 } d) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 2} e) [ –5 ............ ℤ 2 d) 4 .......Cálculo I Atenção! Note que os conjuntos A = { x ∈ ℕ | 2 < x ≤ 6 } e B = { x ∈ ℝ | 2 < x ≤ 6 } são diferentes.. ℚ* 2) Represente em cada reta real os intervalos correspondentes: a) ] – ∞ ..... ℕ 3 g) –13 . pois este último possui infinitos elementos.. ℝ i) –1 .. ℚ* 2 q) 0. x 9) .....127 ......... ℝ j) n) 361 .

.................................................................................................................................................................. } 2 d) –2 1 → { ..........................................................................................................................Cálculo I 3) Dados os intervalos abaixo........ } –2 3 e) f) –3 1 → { ....................................... } → { ............. } → { ................................................................... escreva-os em notação de conjunto: –3 3 1 1/2 a) b) c) –1 0 0 0 –1 0 → { .................................................. } g) RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS – RESPOSTAS 1a) ∉ 1b) ∉ 1c) ∈ 1d) ∈ 1p) ∈ 1q) ∈ 3a) { x ∈ ℝ | –3 < x < 3 } 0 ou x > 2 e x ≠ –1 } 1e) ∉ 1f) ∉ 1g) ∈ 1h) ∈ 1i) ∈ 1j) ∈ 1l) ∈ 1m) ∈ 1n) ∉ 1o) ∈ 3b) { x ∈ ℝ | x < 1 } 3c) { x ∈ ℝ | x ≥ 1/2 } 3d) { x ∈ ℝ | x ≤ 3e) { x ∈ ℝ | –2 ≤ x < 0 ou x ≥ 1 } x ≤ –1 ou 0 ≤ x < 1 } 3f) { x ∈ ℝ | –2 < x ≤ 3 e x ≠ 0 } 3g) { x ∈ ℝ | –3 < Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 94 ....................... } → { ..................... } → { .............................

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