8. MEDIDA DE SEGURANÇA (a) Natureza jurídica: sanção penal.

Segundo o STF, “a
absolvição criminal não prejudica a medida de segurança, quando couber, ainda que importe privação da liberdade”

(Súmula nº 422, STF). Trata-se

da denominada “sentença absolutória imprópria”, ou seja, apesar da absolvição, poderá haver aplicação de uma sanção penal. (b) Fundamento: periculosidade do réu. A pena, por sua vez, tem por fundamento a culpabilidade. Segundo HUNGRIA, citado por NUCCI, “significa um estado mais ou menos duradouro de antisociabilidade, em nível subjetivo”1.

(c) Sistemas: i) duplo-binário: pena + medida de segurança; ii) vicariante ou unitário: medida de segurança. - Obs.: segundo NUCCI, “antes da Reforma Penal de 1984,
prevalecia o sistema do duplo binário, vale dizer, o juiz podia aplicar pena mais medida de segurança. Quando o réu praticava delito grave e violento, sendo considerado perigoso, recebia pena e medida de segurança. Assim, terminada a pena privativa de liberdade, continuava detido até que houvesse o exame de cessação de periculosidade. (...) Atualmente, prevalecendo o sistema vicariante, o juiz somente pode aplicar pena ou medida de segurança”2.

(d) Pressupostos: i) prática de fato definido como crime; ii) periculosidade (e) Competência: i) se a doença mental é anterior à execução da pena: Juízo do processo de conhecimento.
NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. Ed. RT. 6ª edição. p. 467. São Paulo, 2006. 2 idem. p. 464.
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2. (f) Inaplicabilidade: i) se o crime sequer foi tentado (em direito penal não se punem. ORDEM CONCEDIDA. ALEGADA FALTA DE VAGAS EM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO. (g) Espécies de Medida de Segurança: i) internação: é medida detentiva executada em hospital de custódia. deve ser o mesmo submetido a regime de tratamento ambulatorial até que surja referida vaga” 3 . 1. “EXECUÇÃO PENAL. PERMANÊNCIA EM PRESÍDIO COMUM. Nestas hipóteses. para determinar a imediata transferência do paciente para hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou outro estabelecimento adequado. . EM PARTE. os atos preparatórios).Obs. na falta de vagas. ii) tratamento ambulatorial: é medida não-detentiva (ou seja. Ordem concedida. I: o STF já concedeu o direito de internação em hospital psiquiátrico particular à falta de local adequado na comarca. em parte. 1. iii) se houver causa que exclua o crime (ex. à falta de vaga em hospital psiquiátrico. deve-se impor ao agente o tratamento ambulatorial3. É ilegal a prisão de inimputável sujeito a medidas de segurança de internação.: legítima defesa). sendo que. HABEAS CORPUS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.: prescrição).ii) se a doença mental é superveniente à execução da pena: Juízo do processo de execução. em regra. restritiva). OCORRÊNCIA. ii) se se tratar de crime impossível. devendo o paciente comparecer ao hospital ou à clínica indicados pelo juiz nos dias previamente marcados para consulta ou tratamento. iv) se já estiver extinta a punibilidade do crime (ex. O STJ já considerou que há constrangimento ilegal na manutenção do indivíduo em penitenciária quando aplicada a medida de segurança. 2. PACIENTE SUBMETIDO A MEDIDA DE SEGURANÇA DE INTERNAÇÃO. mesmo quando a razão da manutenção da custódia seja a ausência de vagas em estabelecimentos hospitalares adequados à realização do tratamento.

2006). deixando de se submeter ao tratamento médico prescrito. como por exemplo. tendo em vista que o agente não comparece nos dias determinados. CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE. ART. Min. 5ª Turma. I . a medida de tratamento ambulatorial revelou-se insuficiente para fazer cessar a periculosidade demonstrada pelo paciente. que descumpre reiteradamente as intimações para a continuidade do tratamento.Se a paciente revelar incompatibilidade com a medida de segurança. II . que por sua natureza. independentemente da prévia realização do exame de cessação da periculosidade. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. DJ 03. a não sujeição da paciente ao tratamento ambulatorial determinado (Precedente). II: a qualquer momento pode ser decretada a internação caso se mostre tal medida adequada. HABEAS CORPUS. abrange não apenas o cometimento de fato criminoso.02. 3. INCOMPATIBILIDADE DA MEDIDA ANTERIORMENTE ADOTADA. No mesmo sentido: “PENAL E EXECUÇÃO PENAL. (h) Aplicabilidade: i) inimputáveis: aplica-se a medida de segurança. “PROCESSUAL PENAL.. DJ 25.288/SP. A lei não prevê a existência de laudo psiquiátrico como condição para conversão do tratamento ambulatorial em internação. 1. § 3º. 6ª Turma. deve-se submeter o paciente a tratamento ambulatorial. No caso. DJ 22. MEDIDA DE SEGURANÇA. Quando não há vaga em estabelecimento adequado – hospital psiquiátrico –. do Código Penal. III .2008). pode e deve o Juízo proceder sua conversão em internação em hospital de custódia. INCOMPATIBILIDADE COM A MEDIDA. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. não comparecendo ao local determinado e recusando o tratamento ambulatorial.869/SP. NILSON NAVES.959/MG. ex vi do art. Vaga em hospital psiquiátrico (inexistência).A cessação de periculosidade. no decurso de um ano. 97. ARNALDO ESTEVES LIMA.Obs. possam ser indicativos de periculosidade. o que não ocorreu no presente caso. não sendo exigível nesta hipótese um laudo psiquiátrico prévio (art. Rel. este poderá ser convertido em internação. MEDIDA DE SEGURANÇA. 1. ORDEM DENEGADA.04. 97.10. Ordem denegada” (HC 44. Min. Habeas corpus deferido a fim de que seja submetido o paciente a tratamento ambulatorial até que surja vaga em estabelecimento adequado” (HC 67. Rel. INEXISTÊNCIA DE EXAME. CP)4. Rel. Rel.A inocorrência. 2.2006). 6ª Turma. CONVERSÃO DE TRATAMENTO AMBULATORIAL EM INTERNAÇÃO. de prática de fato indicativo de persistência de periculosidade de que trata o art. Aplicada medida de segurança consistente em internação em hospital psiquiátrico. Demonstrada a ineficiência da medida de segurança aplicada de tratamento ambulatorial. CONVERSÃO DO TRATAMENTO AMBULATORIAL EM INTERNAÇÃO. depende de perícia médica avaliativa que ateste o seu fim. § 4º. Ordem denegada” (HC 40. 4. 4 . Tratamento ambulatorial (possibilidade).222/SP. exigindo tão-somente que o agente revele incompatibilidade com a medida. 184 da LEP. Min. configura constrangimento ilegal a manutenção do paciente em centro de detenção provisória. No mesmo sentido: “Medida de segurança (aplicação). permanecendo com uma postura agressiva e ameaçadora em relação aos respectivos familiares.02. por sua vez. 2. 3. 5ª Turma. além de se recusar a ingerir a medicação prescrita. DJ 20. EXTINÇÃO DA MEDIDA.2007). 184 DA LEP. FELIX FISCHER. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. Min. mas também de fatos. (HC 81.

condenados envolvendo quadrilha. contudo. "d". ao ressaltar a abolição das medidas de segurança para os imputáveis (pela antiga periculosidade real ou presumida). RECURSO IMPROVIDO. III. 77 da antiga parte geral do CP)5. 26. em juízo. IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. caput e parágrafo único. 5 “RECURSO ESPECIAL. § único.PEDIDO INDEFERIDO CONCESSÃO DE OFICIO DO WRIT. CELSO DE MELLO. Min.art. enquanto resposta penal adequada aos casos de exclusão ou de diminuição de culpabilidade previstos no artigo 26.O criminoso reincidente não mais esta sujeito a medida de segurança pessoal e detentiva. . STF: “HABEAS CORPUS . I: no sistema penal anterior à reforma de 1984.INAPLICABILIDADE DA CIRCUNSTANCIA ATENUANTE DA CONFISSAO ESPONTANEA .Não se beneficia da circunstancia atenuante obrigatória da confissão espontânea o acusado que desta se retrata em juízo. CP (1/3 a 2/3). arts. a prova documental por eles reputada pertinente e adequada a demonstração da verdade real (CPP.PROVA DA REINCIDENCIA DO PACIENTE. A retratação judicial da anterior confissão efetuada perante a Policia Judiciária obsta a invocação e a aplicação da circunstancia atenuante referida no art. 97 do CP que a internação é a medida cabível aos apenados com reclusão e o tratamento ambulatorial àqueles apenados com detenção. condenados por crime cometido por embriaguez habitual. POSSIBILIDADE. PELO MINISTÉRIO PÚBLICO . do Código Penal. A medida de segurança. . era possível crime a aplicação de medida por de crime segurança também aos imputáveis. Há. se o agente necessitar de tratamento curativo (internação ou tratamento ambulatorial) . ou II – aplica-se a substituição da pena fixada por medida de segurança.A jurisprudência dos Tribunais. 1ª Turma. deve ajustar-se. – A legislação processual penal admite a ampla possibilidade jurídica de os sujeitos processuais produzirem. . precedente isolado no STJ flexibilizando tal regra legal6.: reincidentes em doloso. TRATAMENTO AMBULATORIAL. etc – art. EM SEDE RECURSAL. II: diz o art.Obs. à natureza do tratamento de que necessita o agente inimputável ou semi-imputável 6 . tem reconhecido. a aplicação retroativa do novo sistema a casos pretéritos” (HC 69.188/SP. DELITO APENADO COM RECLUSÃO. .ADMISSIBILIDADE RETRATAÇÃO EM JUÍZO DA CONFISSAO POLICIAL . . 65.Obs.ii) semi-imputáveis: duas hipóteses: I . em espécie.aplica-se a pena com a redução determinada pelo art. PARA CANCELAR MEDIDA DE SEGURANÇA IMPOSTA A RÉU IMPUTAVEL. 231 e 400). 1. Rel. INIMPUTABILIDADE. com fundamento na superveniência de lei penal benéfica. 98 do CP. DJ 26-03-1993). NO ENTANTO. cuja periculosidade fosse presumida (ex. QUE FOI PRODUZIDA. do Código Penal. A prova da reincidência do acusado pode ser validamente produzida pelo Ministério Público em sede recursal.

5. a medida de segurança de tratamento compulsório. à pena de dois anos de reclusão e pagamento de multa. 6ª Turma. III.Comprovada pela perícia a inimputabilidade do réu. notadamente se a defesa não alegou ser o réu portador de doença mental. III: é vedada a reformatio in pejus também na medida de segurança7. porém. Hipótese em que se caracteriza reformatio in pejus. I. REDUÇÃO DA PENA.874/SP. Embora absolvido o paciente. § 4º. a Súmula nº 525 do STF. Provida a apelação do acusado para absolvê-lo. na interpretação do regime legal das medidas de segurança. por implícito. 2ª Turma. 4. 2. art. medida de segurança. constitui reformatio in pejus a substituição pelo Tribunal da pena privativa de liberdade. Réu condenado. na parte relativa à medida de segurança.Não constitui nulidade o fato de o juiz monocrático não haver determinado a instauração de incidente de insanidade mental.02.Obs. por infringir o art. a necessidade social. CARLOS VELLOSO. REFORMATIO IN PEJUS. I. nos termos do art. . quando só o réu tenha recorrido”. 6.H. STF: “1. por medida de segurança consistente na internação do réu em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. 3. É o que resulta da letra do artigo 98 do Código Penal. No caso. HABEAS CORPUS. Habeas Corpus deferido. apesar de o laudo pericial o haver tido como imputável. que se afirme a natureza relativa da presunção de necessidade do regime de internação para o tratamento do inimputável.C. a um só tempo.2004). do Código Penal. SEMI-IMPUTABILIDADE DO RÉU. No mesmo sentido: “PENAL. em regime aberto. Rel. ao determinar que. IV. em regime de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou em regime ambulatorial. PROCESSUAL PENAL. em substituição. o paciente já cumpriu a pena restritiva de liberdade imposta na sentença. impôs-se-lhe medida de segurança. Min. deve o Tribunal reduzir a pena. com internação em hospital psiquiátrico pelo prazo mínimo de três anos. Min. Aplica-se. DJ 09/05/97). .091/SP. . atendida sempre. 2ª Turma. Rel. ainda. NÉRI DA SILVEIRA. 26. a medida de segurança. DJ 05/09/97). deferido em parte” (HC 74. do fato-crime. Tais regimes alternativos da internação. Rel. impondo-se lhe. embora editada à época em que vigia o sistema do duplo-binário: “ a medida de segurança não será aplicada em segunda instância. Reformatio in pejus. deferidos ao semi-imputável apenado com prisão que necessita de tratamento curativo. do Código Penal. submetê-lo. para cassar aresto da Corte local. 155. pena de contradição incompatível com o sistema. 4. Min. seja imposta. Não cabe. ainda hoje. parágrafo único. Não houve recurso do Ministério Público. II. Recurso especial improvido” (REsp 324. 2.Não tendo o Ministério Público recorrido da sentença. considerando o acórdão inimputável o paciente. com efeito. com o provimento de sua apelação. Súmula 525-STF. DJ 09. 7 . remetendo-se os autos ao Juízo de Execução (Lei nº 7210/1984. Habeas Corpus. 3. INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR MEDIDA DE SEGURANÇA CONSISTENTE NA INTERNAÇÃO DO RÉU EM HOSPITAL DE CUSTÓDIA E TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO. HAMILTON CARVALHIDO. certificam a exigência legal do ajustamento da medida de segurança ao estado do homem autor do fato-crime e determinam. sem recurso do Ministério Público. em necessitando o condenado a pena de prisão de especial tratamento curativo. nos termos do acórdão. em primeiro grau. 66)” (HC 74. .042/SP.. Precedentes do STF.

§ 1. DJ 07. sim. Ordem denegada” (HC 70.497/SP. deve fazer-se considerada a garantia constitucional abolidora das prisões perpétuas. CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE. PRECEDENTES DO STJ.º. ainda que por prazo superior ao limite imposto às penas privativas de liberdade. 6ª Turma. parágrafo 1º). praticado10. a medida de segurança. os dois primeiros do Código Penal e o último da Lei de Execuções Penais. MARCO AURÉLIO. 1. MEDIDA DE SEGURANÇA. Rel. Rel. 5ª Turma. DURAÇÃO.2007).04. 97. 2. PENAL. RÉU DECLARADO INIMPUTÁVEL. 97 e 183. Min. com fundamento no exame médico-pericial realizado no paciente. não se sujeita a prazos predeterminados. deve-se proceder à sua interdição civil. artigo 97. 9 10 MEDIDA. contudo. Trata a quaestio juris sobre a duração máxima da medida de segurança. MEDIDA DE SEGURANÇA. 3. 1ª Turma. § 1º. 2. 1. porém. RÉU INIMPUTÁVEL. perdurando enquanto não for averiguada. 682. do CPP. É validamente motivada a decisão judicial que prorroga.02. Min. A medida de segurança fica jungida ao período máximo de trinta anos” (HC 84.º. Constatada. LAURITA VAZ. Ordem denegada” (HC 27. LIMITE.2004). Nos termos do art. a teor do disposto no art. Rel. PRAZO INDETERMINADO. TEMPO INDETERMINADO.12. PRAZO MÍNIMO DE 1 (UM) A 3 (TRÊS) ANOS. A interpretação sistemática e teleológica dos artigos 75. DJ 03. sendo o prazo mínimo estabelecido entre 1 (um) a 3 (três) anos . limite das sanções penais em geral. decidiu recentemente que o prazo máximo da medida de segurança deve ser o máximo em abstrato do crime. Nesta hipótese. E também: “HABEAS CORPUS. a subsistência da periculosidade do réu inimputável. à cessação da periculosidade do réu declarado inimputável. de 1 a 3 anos. Precedentes do STJ. A Turma entendeu que fere o princípio da isonomia o fato de a lei fixar o período . o qual atesta a necessidade da manutenção da medida. por mais um ano. EXECUÇÃO PENAL. PRAZO INDETERMINADO DE INTERNAÇÃO.330/RS. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO. aplicando-se. DJ 23/09/2005).PROJEÇÃO NO TEMPO . Min. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO. à cessação da periculosidade do réu inimputável (Código Penal. especialmente diante da proibição de penas perpétuas9. ORDEM DENEGADA. A medida de segurança de internação. 1. DJ 02. segundo o art.993/SP. do CP indeterminado8. SEGURANÇA.2008). A medida de segurança de internação.(i) Duração: prazo mínimo.LIMITE. a cessação de periculosidade. “RECURSO ESPECIAL. por analogia. o art. APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. não está sujeita a prazos predeterminados. Rel. (REsp 820. INIMPUTÁVEL. O STJ. PERMANÊNCIA DA PERICULOSIDADE DO AGENTE. No mesmo sentido: “HABEAS CORPUS. CARLOS FERNANDO MATHIAS. 8 “MEDIDA DE SEGURANÇA . § 1. 3. Há precedente isolado do STF. não cessada sua periculosidade. Recurso especial conhecido e provido. 97. será por tempo indeterminado. a fim de fixar restrição à intervenção estatal em relação ao inimputável na esfera penal. do Código Penal. HAMILTON CARVALHIDO. O prazo máximo é. a medida de segurança imposta ao sentenciado. 97. 6ª Turma.219/SP. por perícias regulares. na modalidade internação ou tratamento ambulatorial. § 2º. mediante laudo pericial. do Código Penal. descabe falar em constrangimento decorrente da sua manutenção em regime de internação. Min. no sentido de que a duração da medida de segurança não pode ultrapassar 30 anos. mas. 2. contudo. imposta em processo de conhecimento. em tese.

DJ 02/12/2005). 5. 5ª Turma.Obs. MEDIDA DE SEGURANÇA. o tempo de duração máximo da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo de pena cominada abstratamente ao delito praticado. pela via da interpretação. passível de ser extinta pela prescrição.. II: se aplicada em substituição à pena em razão de superveniência de doença mental no decorrer da execução ou máximo de cumprimento da pena para o inimputável (art. DELITO PREVISTO NO ART.11. Impossibilidade de considerar-se o mínimo da pena cominada em abstrato para efeito prescricional. STF: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. LAUDO PERICIAL ASSINADO POR UM ÚNICO PERITO OFICIAL: VALIDADE. se a medida de segurança foi aplicada na sentença condenatória ao semi-imputável. aplicada. STJ: “HABEAS CORPUS. está prescrita a pretensão executória estatal. Rel. PACIENTE INIMPUTÁVEL. 3. Min. para o qual a lei limita o poder de atuação do Estado. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento” (RHC 86.Obs.Informativo de Jurisprudência nº 416). ARNALDO ESTEVES LIMA.888/SP. no caso 1 (um) ano. 4. em substituição. IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA POR PRAZO INDETERMINADO. 2. de acordo com o art. o que resultaria do acolhimento da pretensão deduzida pelo recorrente. 1. PRESCRIÇÃO PELA PENA MÁXIMA COMINADA EM ABSTRATO. por isso mesmo. sob pena de usurpação da função legislativa. EROS GRAU. Por não haver uma condenação ao se aplicar a medida de segurança ao inimputável. A sentença que aplica medida de segurança. por ausência de previsão legal. Rel. 49 DA LEI 9. A medida de segurança é espécie do gênero sanção penal e se sujeita. O Supremo Tribunal Federal não está. 109. 2. por ser absolutória. entre o recebimento da denúncia em 19/9/02 e a presente data. ORDEM CONCEDIDA. Ordem concedida para declarar a prescrição da pretensão executória estatal” (HC 48. autorizado a. por isso mesmo. pela prática de um crime. em respeito aos princípios da isonomia e da proporcionalidade” (HC 125. julgado em 19/11/2009 . ou seja. à regra contida no artigo 109 do Código Penal. Min. portanto. à regra contida no artigo 109 do Código Penal". determinando que este cumpra medida de segurança por prazo indeterminado. transcorridos mais de 4 (quatro) anos. do CP). Min. PRESCRIÇÃO PELA PENA MÍNIMA EM ABSTRATO: IMPOSSIBILIDADE. conta-se a prescrição pela pena máxima em abstrato11. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido da validade do laudo pericial assinado por um único perito oficial. V. I: o cômputo do prazo prescricional. IV do art.342-RS. Rel. DJ 05. Em razão da incerteza da duração máxima de medida de segurança.605/98. contudo.993/RS. 11 conta-se a prescrição pela pena efetivamente . § 1º. a prescrição é contada pelo máximo da pena cominada em abstrato pelo preceito secundário do tipo. 1ª Turma. Assim. 1. condicionando seu término à cessação de periculosidade. Na hipótese. 117 do Código Penal. "A medida de segurança é espécie do gênero sanção penal e se sujeita. . está sujeito a limites: se a medida de segurança foi aplicada na sentença absolutória ao inimputável. está-se tratando de forma mais gravosa o infrator inimputável quando comparado ao imputável. não tem o condão de interromper o curso do prazo prescricional.2007). nos termos do inc. 97. do CP. Maria Thereza de Assis Moura. inovar o ordenamento.

deve ser determinada sua extinção. é realizada “ano a ano” (art.12.10. sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental. primeira parte. 5ª Turma.Obs. 1. § 2º. DJ 17. declarada extinta a medida de segurança substitutiva à pena corporal fixada ao paciente. MEDIDA DE SEGURANÇA SUBSTITUTIVA. a sua duração não pode ultrapassar ao tempo determinado para cumprimento da pena. Havendo medida de segurança substitutiva de pena privativa de liberdade. é aplicada quando. SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL.Obs. seu limite é o restante de pena a cumprir12. Verificado o cumprimento integral da medida de segurança substitutiva. 2. Evidenciada a ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. 157. Min. PAULO GALLOTTI. III: a perícia é realizada ao final do prazo fixado pelo juiz e. CP). INTERNAÇÃO. 98.828/SP. 5ª Turma. no curso na execução da pena privativa de liberdade. Rel. I. Ordem concedida para. Min. em virtude de seu integral cumprimento. CP). FELIX FISCHER. .09. 1. determinar novo exame a qualquer momento que julgar necessário (art. O entendimento desta Corte é no sentido de que a superveniência de doença mental no curso do cumprimento da pena privativa de liberdade enseja sua substituição por medida de segurança. E também: “HABEAS CORPUS. § 2º. 3. limitada. DOENÇA SUPERVENIENTE. 97. ORDEM CONCEDIDA.Obs. Rel. desconta-se do prazo mínimo da medida de segurança o tempo de prisão provisória cumprido no decorrer do processo (art. 97.2007). TEMPO DE CUMPRIMENTO DA PENA CORPORAL EXCEDIDO. ART. ao tempo que faltar para o termino a sanção imposta na condenação. após.2007). Rel. ORDEM CONCEDIDA. EXECUÇÃO. 4. hipótese dos autos. DURAÇÃO. Min. deve ser concedida ordem de habeas corpus ao paciente.2006). IV: pode o juiz. V: deve-se aplicar à medida de segurança a regra da detração. EXECUÇÃO DA PENA. contudo. CP).849/SP. MEDIDA DE SEGURANÇA SUBSTITUTIVA DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. . A medida de segurança prevista na Lei de Execuções Penais. (j) Execução e Revogação da Medida de Segurança: “HABEAS CORPUS. segunda parte. JANE SILVA. DO CP. RÉU QUE PERMANECE INTERNADO. sob pena de ofensa à coisa julgada.Hipótese na qual se requer a extinção da medida de segurança aplicada ao paciente em substituição à pena corporal. PRAZO ESTABELECIDO NA CONDENAÇÃO. 5. 2. . DJ 08. sob o fundamento de ter se encerrado o prazo da pena privativa de liberdade imposta na sentença condenatória. MEDIDA DE SEGURANÇA.na própria sentença condenatória ao semi-imputável (art. 12 . No mesmo sentido: “PENAL. FLAGRANTE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO.972/SP. (Precedentes). determinar a expedição de alvará de soltura em favor do paciente” (HC 88. Ordem concedida” (HC 44. Ordem concedida” (HC 56. ainda. sendo adstrita ao tempo de cumprimento da pena privativa de liberdade fixada na sentença condenatória . ou seja. 6ª Turma. 42 do CP). § 2º. DJ 04.

ORDEM DENEGADA. § 3º. Precedentes. Rel. entre outras obrigações. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ser um fato criminoso). Se for permitido ao liberado residir fora da comarca do Juízo da execução. Evidenciado que a pena reclusiva foi substituída já na sentença condenatória. Art. Min. A medida de segurança prevista no Código Penal. Art.se o indivíduo. 178 da LEP)13. com a pena substituída por medida de segurança. Deferido o pedido. RÉU SEMI-IMPUTÁVEL. com base em laudo médico conclusivo pela cessação de sua periculosidade e preso em flagrante pelo cometimento de crime contra os costumes dentro do prazo de 01 ano. quando os jurados reconheceram a semi-imputabilidade do paciente. por 1 ano. 13 “CRIMINAL. § 1º Serão sempre impostas ao liberado condicional as obrigações seguintes: a) obter ocupação lícita.- realizada a perícia e verificada a cessação da periculosidade. GILSON DIPP.2006). 97. AUSÊNCIA DE LIMITE TEMPORAL. DESINTERNAÇÃO CONDICIONAL. as seguintes: a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção. condenado pela prática de homicídio qualificado. c) não freqüentar determinados lugares. DJ 01. . praticar fato que indique periculosidade (não precisa. PRÁTICA DE NOVO DELITO.210/84 (art. c) não mudar do território da comarca do Juízo da execução. ocorrerá o restabelecimento da medida (art. pode ter prazo indeterminado. consoante efetivado na hipótese. tendo praticado novo delito e determinada seu restabelecimento à situação anterior. INOCORRÊNCIA. Nas hipóteses de desinternação ou de liberação (artigo 97. do Código Penal). remeter-se-á cópia da sentença do livramento ao Juízo do lugar para onde ele se houver transferido e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção. CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE. 132. IV. foi desinternado condicionalmente. 132 e 133 da Lei nº 7. § 2° Poderão ainda ser impostas ao liberado condicional. 5ª Turma. POSSIBILIDADE. necessariamente. b) recolher-se à habitação em hora fixada. No caso dos autos a medida de segurança não possui limite temporal. perdurando enquanto não for averiguada a cessação da periculosidade. 14 .02. sem prévia autorização deste. quando aplicada ao inimputável ou semi-imputável ainda no processo de conhecimento. ou seja. Tendo o acusado sido desinternado condicionalmente. não se aplica à hipótese o entendimento segundo o qual a medida de segurança imposta não pode ultrapassar o prazo da reprimenda corporal substituída. afastado o argumento de constrangimento ilegal. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR MEDIDA DE SEGURANÇA NA SENTENÇA. aplicando ao indivíduo as condições dos arts. Art. I. VI. durante a suspensão. 133. b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação. II. o Juiz especificará as condições a que fica subordinado o livramento. durante o processo de conhecimento. III. durante o qual o agente não pode praticar nenhum ato indicativo da persistência de sua periculosidade. Hipótese na qual o paciente. V. HC. 178. sendo também aplicável ao caso. dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho. deve o juiz suspender a execução da medida de segurança. § 3º. a desinternação condicionada pelo prazo de 01 ano. CP)14. aplicar-se-á o disposto nos artigos 132 e 133 desta Lei. Ordem denegada” (HC 48. EXECUÇÃO. RESTABELECIMENTO DA MEDIDA DE SEGURANÇA.187/SP. estando condicionada à cessação da periculosidade do paciente.

se após 1 ano não ocorrer o restabelecimento da medida de segurança. deve o juiz declará-la extinta.. .

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