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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - Campus São Mateus Centro Universitário Norte do Espírito Santo ENGENHARIA DE PETRÓLEO

CERÂMICAS, POLÍMEROS E SUAS UTILIZAÇÕES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO

Gabriel Oliveira Pena Layz Queiroz Kruschewsky Pedro Moreira Chaves

São Mateus Outubro de 2010
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Gabriel Oliveira Pena Layz Queiroz Kruschewsky Pedro Moreira Chaves

CERÂMICAS, POLÍMEROS E SUAS UTILIZAÇÕES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO

Trabalho apresentado à Faculdade Federal do Espírito Santo, como requisito obrigatório para obtenção de crédito na disciplina de Ciência dos Materiais.

Orientador: Prof José Rafael Cápua Proveti

São Mateus Outubro de 2010
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Agradecimento às professoras Patrícia Fontes e Christiane Mapheu Nogueira pelo suporte e auxílio na execução do trabalho. E aos colegas pelo incentivo.

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SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------------- 07

2 – CERÂMICAS ---------------------------------------------------------------------------------------------- 11 2.1 – Estruturas Cerâmicas ------------------------------------------------------------------- 12 2.1.1 – Estruturas Cristalinas ---------------------------------------------------------- 12 2.1.2 – Estruturas dos Silicatos ------------------------------------------------------- 14 2.1.3 – Estrutura do Carbono --------------------------------------------------------- 17 2.1.4 – Imperfeições das Cerâmicas ------------------------------------------------- 18 2.1.5 – Difusão em Compostos Iônicos --------------------------------------------- 20 2.1.6 – Diagrama de Fases das Cerâmicas ----------------------------------------- 20 2.2 – Propriedades Mecânicas das Cerâmicas ------------------------------------------ 24 2.2.1 – Fratura Frágil -------------------------------------------------------------------- 24 2.2.2 – Deformação Plástica das Estruturas em Camadas --------------------- 26 2.2.3 – Deformação Viscosa do Vidro ----------------------------------------------- 27 2.2.4 – Comportamento Tensão-Deformação ------------------------------------ 28 2.3 – Tipos e Aplicações das Cerâmicas --------------------------------------------------- 30 2.3.1 – Cerâmicas Vermelhas --------------------------------------------------------- 30 2.3.2 – Materiais de Revestimento -------------------------------------------------- 31 2.3.3 – Cerâmicas Brancas ------------------------------------------------------------- 31 2.3.4 – Materiais Refratários ---------------------------------------------------------- 32 2.3.5 – Isolantes Térmicos ------------------------------------------------------------- 32 2.3.6 – Abrasivos ------------------------------------------------------------------------- 34 2.3.7 – Vidros ----------------------------------------------------------------------------- 35 2.3.8 – Vitrocerâmicos ------------------------------------------------------------------ 35 2.3.9 – Cimento Portland -------------------------------------------------------------- 36 2.3.10 – Cerâmicas Avançadas -------------------------------------------------------- 37 2.4 – Processamento e Fabricação das Cerâmicas ------------------------------------- 39
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4.4 – Corantes -------------------------------------------------------------.4.1.51 3.51 3.4.49 3.1.1 – Forças Moleculares em Polímeros ----------------------------------------.1 – Preparação da Matéria-Prima ----------------------------------------------.foxitsoftware.1.3 – Aplicação do Esmalte ---------------------------------------------.45 2.39 2.2 – Preparação de Esmaltes (Vidrados) ---------------------------.4.1 – Polímero Linear ----------------------------------------------------.3.5.46 3 – POLÍMEROS ---------------------------------------------------------------------------------------------.3.5 – Estrutura Molecular ----------------------------------------------------------.4.1 – Estrutura Polimérica -------------------------------------------------------------------.5.1 – Colagem ou Fundição --------------------------------------------.1 – Secagem -------------------------------------------------------------.42 2.1.50 3.6 – Esmaltação e Decoração -----------------------------------------------------.4 – Torneamento -------------------------------------------------------.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.52 3.4.3 – Formação de Peças -----------------------------------------------------------.4.4.42 2.5 – Decoração -----------------------------------------------------------.4.3 – Polímero em Rede ------------------------------------------------.4.4.41 2.com For evaluation only.1.2 – Prensagem ----------------------------------------------------------.5 – Acabamento --------------------------------------------------------------------.4.1 – Tipos de Esmaltes -------------------------------------------------. 2.44 2.5.52 7 .6 – Configurações Moleculares -------------------------------------------------.41 2.4.4 – Tratamento Térmico ----------------------------------------------------------.1.4.40 2.44 2.2 – Funcionalidade -----------------------------------------------------------------.2 – Queima --------------------------------------------------------------.42 2.49 3.4.49 3.43 2.1.45 2.6.4.2 – Preparação da Massa ---------------------------------------------------------.6.4.3.3 – Extrusão -------------------------------------------------------------.6.1.2 – Polímero Ramificado ---------------------------------------------.40 2.6.51 3.51 3.3 – Peso Molecular ----------------------------------------------------------------.1.42 2.43 2.47 3.45 2.6.4.4 – Forma Molecular --------------------------------------------------------------.3.4.

52 3.2 – Elástico ---------------------------------------------------------------.66 3.2.foxitsoftware.2.8.53 3.58 3.2 – Polimerização por Condensação ------------------------------.58 3.2.1.1.1 – Revestimentos -----------------------------------------------------------------.7.59 3.1.8 – Cristalinidade do Polímero --------------------------------------------------.57 3.60 3.7.54 3.3 – Em Bloco ------------------------------------------------------------.65 3.3.57 3.2.1.1 – Viscoso ---------------------------------------------------------------.4 – Fatores que influenciam na cristalinidade do polímero -.7.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.55 3.55 3.6.3 – Viscoso Intermediário --------------------------------------------.3 – Elastômeros (Borrachas) ----------------------------------------.1.2.2 – Alternado -----------------------------------------------------------.2.8.55 3.8.3 – Aplicações Diversas --------------------------------------------------------------------.2.1. 3.2.1.3 – Isomeria Cis-Trans em Dienos ----------------------------------.60 3.2 – Termorrígidos (Termofixos) ------------------------------------.54 3.2.1 – Polímero Amorfo --------------------------------------------------.3 – Polímero Semi-cristalino ----------------------------------------.55 3.2 – Viscoelasticidade dos Polímeros -------------------------------------------.54 3.60 3.4.com For evaluation only.58 3.63 3.7.2.1 – Polimerização por Adição ---------------------------------------.5 – Aditivos para Polímeros -----------------------------------------------------.2 – Polímero Cristalino -----------------------------------------------.55 3.7 – Copolímero ---------------------------------------------------------------------.1.1.59 3.1.2.4.54 3.2.1 – Aleatório ------------------------------------------------------------.3 – Características da Fratura ---------------------------------------------------.4 – Polimerização ------------------------------------------------------------------.1.2.59 3.8.1 – Divisão dos Polímeros --------------------------------------------------------.2 – Propriedades Mecânicas e Características dos Polímeros ------------------.1.2 – Taticidade -----------------------------------------------------------.56 3.2.6.4 – Enxertado -----------------------------------------------------------.2.1.1.66 8 .1 – Encadeamento -----------------------------------------------------.1.1 – Termoplásticos ----------------------------------------------------.55 3.1.2.6.61 3.

6 – Aditivos Químicos -------------------------------------------------------------.6 – Fibra Ótica --------------------------------------------------------------------------------.67 3.70 4 – IMPORTÂNCIA E UTILIZAÇÃO DE POLÍMEROS E CERÂMICAS NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO ----------------------------------------------------------------------------------------------------.1 – O PVC e o Ambiente ----------------------------------------------------------.3.4 – Recuperação de Óleos nos Poços de Petróleo ----------------------------------.3 – Restauração de Poços de Petróleo ------------------------------------------------.5 – Tubulações e Conexões Hidrosanitárias ---------------------------------.67 3.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.3.2 – Adesivos -------------------------------------------------------------------------.foxitsoftware.3.3.74 4.2 – Fluidos de Perfuração -----------------------------------------------------------------.4.com For evaluation only.4 – Espumas -------------------------------------------------------------------------.77 5 – CONCLUSÃO --------------------------------------------------------------------------------------------.72 4.71 4.80 9 .75 4.73 4. 3.4 – Polímeros e o Meio Ambiente ------------------------------------------------------.3.1 – Cimentação de Poços de Petróleo -------------------------------------------------.5 – Filtro de Cerâmica ----------------------------------------------------------------------.69 3.78 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -------------------------------------------------------------------------.68 3.66 3.3 – Películas -------------------------------------------------------------------------.76 4.67 3.

até a primeira metade do século XIX acreditava-se na chamada Teoria da Força Vital. tanto que.foxitsoftware. caracterização e estudo das propriedades dos polímeros. Polímeros são compostos orgânicos e reações de difícil execução em laboratório. portanto. há diversos grupos de pesquisa nesta área e existe até uma associação: a Associação Brasileira de Polímeros (ABPol). Na 2ª fase. 10 . A 3ª Fase. pois. A Química de Polímeros é a parte desta ciência que cuida da síntese. O engenheiro. 1 – INTRODUÇÃO Engenharia de materiais é o ramo da engenharia voltado para a pesquisa de materiais e de novos usos industriais para os materiais já existentes. a teoria da Força Vital é derrubada. plásticos. Tais equipamentos foram muito importantes durante a guerra. No Brasil. pesquisa e cria materiais. como resinas. Nessa época desempenhou um importante papel: como isolante elétrico de radares militares. Física e das Engenharias. além de aperfeiçoar suas propriedades e estabelecer novas combinações. A Ciência dos Polímeros é multidisciplinar com grande colaboração da Química. era possível perceber não só a chegada de inimigos. cerâmicas e ligas metálicas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. O primeiro polímero a ser sintetizado em laboratório foi o polietileno. pois não havia tecnologia disponível para promover reações entre os compostos de carbono. período entre 1920 e 1950 foi decisivo para o surgimento dos polímeros modernos. em uma indústria na Inglaterra. Isso caracteriza a 1ª fase da história dos polímeros. por meio deles. como também situar as tropas de controle.com For evaluation only. mas esse polímero só ficou conhecido anos depois durante a Segunda Guerra Mundial. Com essa derrubada as pesquisas sobre química orgânica se multiplicam. que resultam em processos inéditos. Até o século XIX somente era possível utilizar polímeros produzidos naturalmente.

A indústria automobilística tem reduzido o peso dos veículos e. que invadiram o cotidiano do homem moderno. Nossos descendentes. Hoje. por exemplo. portanto. Embora o primeiro polímero sintético só tenha sido obtido em 1907. alguns materiais poliméricos. como as garrafas PET de refrigerante. já que possuem elevada resistência. que os problemas começaram a surgir. A indústria de cosmético tem incorporado o uso de polímeros em diversas de suas formulações. Muitas outras áreas se beneficiaram com a ciência de polímeros.foxitsoftware. automóveis. em referência aos dois maiores mercados consumidores da época). e então são acumulados no ambiente. conservando por muitos anos suas propriedades físicas. Isto é ciência de polímeros que se transformou em aplicação. Embora biodegradáveis. que permitiram uma modificação muito grande nos costumes do mundo atual. Uma indústria de tintas usa materiais poliméricos de diversos tipos. talvez se refiram à nossa época como sendo a era dos plásticos. designação consagrada para polímeros biodegradáveis obtidos a partir de fontes renováveis e que muito recentemente têm conhecido uma enorme expansão. são feitas com polímeros. no futuro. foi a partir da década de 1960. estes polímeros obtidos de derivados do petróleo não são biopolímeros.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. embalagens e até mesmo roupas. Na tentativa de substituir a seda. usada tradicionalmente na indústria de papel. existem os naturais que o homem convive há muito mais tempo e que agora também encontram novas aplicações devido ao desenvolvimento da ciência dos polímeros. com o início do processo de modernização das embalagens utilizadas para produtos industrializados. descobriu-se a fibra de nylon (New York London. pode ser modificada quimicamente e adquirir diversas outras aplicações. Além dos polímeros sintéticos. 11 . por exemplo. surgiram vários tipos de polímeros. se faz cura de resina com luz ultravioleta em restaurações dentárias. num consultório odontológico. Pelas características de serem descartáveis. hoje os plásticos já estão onipresentes em nosso cotidiano.com For evaluation only. acarretam problemas ambientais. Muitos dos utensílios domésticos. o consumo de combustível. A celulose. Posteriormente. pela substituição de peças metálicas por “plásticos de engenharia”. Entretanto.

na pecuária australiana. Na medicina. polipropileno e polibutadieno respectivamente. como o etileno. propileno e butadieno. multiplicou-se e evoluiu até os dias de hoje.foxitsoftware. a cerâmica é também utilizada na tecnologia de ponta. Desse processo de endurecimento. onde a cerâmica é colocada nos trilhos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. são denominados materiais cerâmicos” (KINGERY BARSOUM). vem sendo utilizada na prótese de ossos e dentária. sendo frequentemente encontrado em escavações arqueológicas. possibilitam uma contagem mais precisa e segura. termo que originou a palavra cimento.com For evaluation only. Os polímeros ou plásticos mais comuns são obtidos a partir de monômeros extraídos diretamente do petróleo. constituídos em grande parte por materiais inorgânicos. “A arte. o material mais antigo produzido pelo homem. A cerâmica é. reveste os chips que injetados dentro do animal. que são formados pela aplicação de calor. originando assim os materiais tecnicamente conhecidos como polietileno. É um material de imensa resistência. Ela nasceu no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. mais especificamente na fabricação de componentes de foguetes espaciais. e algumas vezes calor e pressão. portanto. justamente devido a sua durabilidade. A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. não metálicos. existindo há cerca de dez a quinze mil anos. a ciência e a tecnologia de fabricação de compostos sólidos. obtido casualmente. Além de sua utilização como matéria-prima constituinte de diversos instrumentos domésticos. 12 . é ainda o material mais utilizado quando existe a necessidade de um produto resistente a altas temperaturas. da construção civil e como material plástico nas mãos dos artistas. Os romanos chamavam esses materiais de "caementum". como é o caso do trem bala no Japão.

Corpos cerâmicos são usados em diversas etapas na indústria do petróleo. com maior ou menor grau de desenvolvimento e capacidade de produção. Seu uso é tão abrangente que engloba desde os testes de laboratório. O setor industrial da cerâmica é bastante diversificado e pode ser dividido e setores que possuem características bastante individualizadas e com níveis de avanço tecnológico distintos: cerâmica vermelha. 13 . cerâmica técnica e isolantes térmicos. materiais de revestimento. louça de mesa. cerâmica artística (decorativa e utilitária).com For evaluation only.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. materiais refratários. extração e refino do óleo. filtros cerâmicos para uso doméstico. tais como os de caracterização de poços.foxitsoftware. No Brasil existem todos estes segmentos. louça sanitária. diversos processos de separações até vários tratamentos de descarte de resíduos. isoladores elétricos de porcelana.

devido à existência de planos de deslizamento independentes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. pratos. Devido a ausência de elétrons livres esses materiais são tipicamente isolantes à passagem de calor e eletricidade e são mais resistentes a altas temperaturas e a ambientes severos do que os metais e os polímeros. Por exemplo. Elas também representam alguns dos materiais mais avançados. graças as suas altas temperaturas de fusão. ainda. aquelas que são compostas por minerais argilosos. Evidentemente são produtos cerâmicos. Em relação às suas características ópticas. mas eles fornecem uma idéia muito ínfima sobre a dimensão e o universo da indústria de cerâmica nos dias atuais. ligações iônicas e/ou covalentes e ordem a longa distância. o carbeto de silício (SiC). os materiais cerâmicos são relativamente rígidos e resistentes (a rigidez e a resistência são comparáveis àquelas dos metais). as cerâmicas são tipicamente muito duras. o nitreto de silício (Si3N4) e. Em relação ao comportamento mecânico. As cerâmicas são compostos formados entre elementos metálicos e não-metálicos. o dióxido de silício (ou sílica. as cerâmicas podem ser transparentes. etc. 2 – CERÂMICAS As cerâmicas representam alguns dos materiais mais antigos e mais ambientalmente duráveis para a engenharia. A imagem das cerâmicas é usualmente associada a objetos de arte. já que é quase impossível abrir os olhos sem ver um produto cerâmico ou um produto que depende de um engenheiro ou cientista cerâmico para sua existência. nitretos e carbetos. elas consistem em óxidos. Adicionalmente. SiO2). assim com o cimento e o vidro. o que alguns referem como sendo as cerâmicas tradicionais. Al2O3). sendo desenvolvidos para a indústria aeroespacial e eletrônica. na maioria das vezes. Por outro lado. ligados quimicamente entre si fundamentalmente por ligações iónicas e/ou covalentes. translúcidas ou opacas e algumas à base de óxidos exibem comportamento magnético. 14 . elas são extremamente frágeis (ausência de ductilidade) e altamente suscetíveis à fratura. alguns dos materiais cerâmicos mais comuns incluem o óxido de alumínio (ou alumina.foxitsoftware.com For evaluation only. vasos.

com For evaluation only. pois eles cederam seus elétrons de valência aos ânions (íons não metálicos) que são carregados negativamente. A fórmula química de um composto indica a razão entre o número de cátions e o número de ânions ou a composição que atinge esse balanço de cargas. No fluoreto de cálcio. o que pode ser observado na fórmula química para esse composto: CaF2. devem existir duas vezes mais íons F. Os cátions (íons metálicos) são carregados positivamente. cada íon cálcio possui uma carga elétrica +2 (Ca+2). O segundo critério influencia uma vez que os elementos metálicos cedem elétrons quando ficam ionizados. 2. no lugar dos átomos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.1) ESTRUTURAS CERÂMICAS A maioria das estruturas cerâmicas pode ser pensada como composta de íons carregados eletricamente. por exemplo.foxitsoftware. Devido a importância da carga elétrica na estrutura do cristal. Dessa forma. com todas as cargas positivas dos cátions em contrabalanceamento com as cargas negativas dos ânions. ele deve ser eletricamente neutro. isto é. enquanto a cada íon flúor está associada uma única carga negativa (F-). os cátions são extremamente menores do que os ânions. 2. já que a ligação atômica em materiais cerâmicos é parcialmente ou totalmente iônica. devido 15 .1) Estruturas Cristalinas Duas características dos íons componentes em materiais cerâmicos cristalinos influenciam a estrutura do cristal: a magnitude da carga elétrica em cada um dos íons componentes e.do que íons Ca2+. As cerâmicas são formadas por pelo menos 2 elementos e suas estruturas cristalinas são geralmente mais complexas do que as de metais.1. os tamanhos relativos dos cátions e dos ânions.

A densidade das estruturas cristalinas é obtida através da seguinte equação: 16 . ZnS. onde o A representa o cátion e o X o ânion. MgAl2O4.  Estruturas cristalinas binárias do tipo AmXp: Este tipo de estrutura ocorre quando as cargas dos cátions diferem entre si. Li2O.  Estruturas cristalinas ternárias do tipo AmBnXp: Indicando compostos com mais de um tipo de cátion. a ração [raio_cátion / raio_ânion] é menor do que a unidade. Ex: NaCl. CsCl.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Uma razão crítica ou mínima é estipulada para que o contato entre os ânions e o cátion seja estabelecido. a isso.com For evaluation only.foxitsoftware. E o índice m e/ou p diferem da unidade. afetando assim na estabilidade da estrutura. e vice-versa. Al2O3. Ex: BaTiO3. Estruturas cerâmicas cristalinas estáveis se formam quando os ânions que circundam um cátion estão em contato com este cátion. Ex: CaF2. através de considerações puramente geométricas. dependendo do número de coordenação.  Estruturas cristalinas binárias do tipo AX: Alguns dos materiais cerâmicos usuais são aqueles que existem números iguais de cátions e ânions que mantêm a neutralidade elétrica. SiO2. Os cátions necessitam de quantos ânions vizinhos for possível.

em parte. Entre outras aplicações dos silicatos se incluem isolantes elétricos.foxitsoftware. telhas.com For evaluation only. vidrados. porque possuem certas propriedades distintas que são úteis para o engenheiro.1. Muitos outros materiais de construção tais como tijolos. 6. materiais de laboratório e fibras de vidro. Onde: n’ = o número de fórmulas unitárias dentro da célula unitária ΣAC = a soma dos pesos atômicos de todos os cátions na fórmula unitária ΣAA = a soma dos pesos atômicos de todos os ânions na fórmula unitária VC = o volume da célula unitária NA = número de Avogadro.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. porque os mesmos são abundantes e baratos e. vidro. o qual tem a grande vantagem de poder formar um ligante hidráulico nos agregados rochosos.023 x 10²³ fórmulas unitárias/mol 2. são também feitos de silicatos.2) Estruturas dos Silicatos Muitos materiais cerâmicos contêm silicatos. o silicato mais conhecido é o cimento “portland”. em parte. 17 . Provavelmente.

18 . Um dos oxigênios é compartilhado por dois tetraedros obtidos de átomos metálicos adjacentes. em teoria. tetraedricamente.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.  Estruturas em cadeia: Imediatamente se percebe que. no qual um átomo de silício é cercado. se um dos átomos de oxigênio pode ser compartilhado por dois tetraedros adjacentes. comprimentos infinitos. por quatro oxigênios. isso também é possível para os demais.  Unidades tetraédricas duplas: A segunda das formas de superar a deficiência de elétrons produz uma unidade tetraédrica dupla.foxitsoftware. Podendo ter.com For evaluation only.  Unidades tetraédricas silicato: A unidade estrutural dos silicatos é o tetraedro “SiO4”.

torna possível as estruturas de muitos minerais cerâmicos tais como argilas.  Estruturas vítreas: O vidro é um silicato vítreo.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 19 . micas e talcos. Da mesma forma que um líquido. o vidro tem uma estrutura tridimensional contendo ligações covalentes. Nessas estruturas.com For evaluation only. mas ao contrário dos líquidos mais comuns. Consequentemente é mais rígido que a maior parte dos líquidos. cada silício cercado por quatro oxigênios. cada oxigênio está compartilhado por dois tetraedros adjacentes e.  Estruturas tridimensionais: A repetição das unidades tetraédricas nas três direções produz uma estrutura tridimensional. é um material amorfo. obviamente.  Estruturas em camadas: O arranjo das unidades tetraédricas segundo um plano. ao invés de segundo uma linha.foxitsoftware.

com For evaluation only.foxitsoftware. com os quais forma ligações simples ou duplas.3) Estrutura do Carbono O carbono é o sexto elemento da tabela periódica. que perde o silício a 4150°C. diferindo entre si quanto à organização cristalina em que se apresentam. como o coque e o negro-de-fumo e duas formas alotrópicas puras: o diamante e a grafite. Na natureza. na qual. No grafite. 14 e 15). criando uma macromolécula tridimensional.  Grafite: Ocorre naturalmente e também pode ser obtida pelo processo de Acheson. os átomos de carbono estão arranjados em camadas e cada átomo está circundado por outros três. 11. cada átomo de carbono está ligado covalentemente e muito próximo a quatro outros. 20 . Tem várias aplicações incluindo contatos elétricos. SiC. equipamentos para altas temperaturas e lubrificantes sólidos. Grafite misturado com argilas constitui a mina dos lápis. O grafite é um bom condutor de calor e eletricidade ao longo das camadas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. há formas menos puras de carbono.  Diamante: É extremamente duro e forma cristais altamente refrativos. 2. As camadas são mantidas juntas por forças fracas de Van der Waals. ficando o grafite. que envolve o aquecimento de coque com argila para formar carbeto de silício. A dureza do diamante resulta da sua estrutura cristalina covalente. ele possui dois isótopos estáveis (com números de massa 12 e 13) e 4 radioativos (números de massa 10. situados nos vértices de um tetraedro.1.

O material C60 no estado sólido está arranjado numa estrutura cúbica de faces centradas.foxitsoftware.  Fulereno: Forma alotrópica do Carbono descoberta em 1985.com For evaluation only. devido a isso. é necessário o estudo dos tipos de imperfeições existentes. Todos os materiais possuem um grande número e vários tipos de defeitos ou imperfeições. 2.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. A estrutura molecular lembra uma bola de futebol e é constituída de 20 hexágonos e 12 pentágonos arranjados de modo que entre dois pentágonos não haja uma aresta comum. Existe como moléculas discretas que formam uma estrutura oca com 60 átomos de carbono. muitas propriedades dos materiais são influenciadas pelos desvios da 21 .4) Imperfeições das Cerâmicas As propriedades dos materiais são profundamente influenciadas pela presença de imperfeições.1. resultando num material mole e com baixa condutividade elétrica.

para manter o composto neutro. uma catiônica e outra aniônica. cristanilidade perfeita. A classificação das imperfeições cristalinas está relacionada com a dimensão ou a forma destas.foxitsoftware. características específicas podem ser introduzidas pela adição controlada de uma determinada imperfeição. As poucas cerâmicas que possuem escorregamento. são monocristais. ou defeitos em volume. Vale saber que a não-estequimetria pode alterar a eletroneutralidade do mateiral. já que o escorregamento causa a aproximação das coroas eletrônicas que são repelidas impedindo a deformação plástica. ela ocorre quando o íon possui mais uma carga de valência e gera um excesso de cargas elétricas localizadas. As imperfeições cristalinas geram irregularidades na rede em uma ou mais direções com dimensões na ordem de um diâmetro atômico.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Outros tipos de imperfeições são os Defeitos Frenkel e Schottky. A deformação plástica é muito rara nas cerâmicas. Eletroneutralidade é o estado que ocorre quando há um número igual de cargas positivas e negativas dos íons.com For evaluation only. a compensação de carga leva à formação de vazios. defeitos interfaciais ou de fronteira. com pouca importância em aplicações estruturais. aquele é um tipo de defeito que envolve uma vacância catiônica e um par de cátions intersticiais. em conseqüência disso. Nas cerâmicas os defeitos pontuais ocorrem de maneira similar aos metais. As propriedades dos materiais nem sempre são prejudicialmente influenciadas. os defeitos nos materiais cerâmicos nunca ocorrem sozinhos. os defeitos pontuais podem aparecer para cada um desses tipos. sem contar os poucos planos de escorregamento existentes. Podendo ser classificadas em: Imperfeições cristalinas pontuais. discordâncias. onde o escorregamento ocorre a curta distância logo refazendo a ordem cristalina e são em cerâmicas do tipo sal de rocha ou do tipo fluorita. como os materiais cerâmicos possuem no mínimo 2 tipos de íons (cátions e ânions). Neste caso. 22 . podendo causar algum tipo de defeito. entretanto. este é um defeito causado por um par de vacâncias.

a quantidade e a 23 .5) Difusão em Compostos Iônicos A difusão nas cerâmicas.1.com For evaluation only. Para manter a neutralidade desejada no local das cargas na vizinhança desse íon em movimento.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. As lacunas de íons ocorrem em pares.1. se formam em compostos não-estequiométricos. e são criadas por íons de impurezas substituicionais que possuem estados de carga diferentes daquelas dos íons hospedeiros. com o objetivo de manter a neutralidade das cargas do material. SiO2 + Al2O3 formando a mulita. ocorre geralmente através de um mecanismo por lacunas. no entanto para os cerâmicos refratários e em alguns casos específicos como em misturas de materiais cerâmicos podem ser importantes. é possível: se determinar a temperatura de fusão de cada composto puro.foxitsoftware. 2.6) Diagramas de Fases das Cerâmicas Como os materiais cerâmicos não são fabricados por fusão. é necessário que uma outra espécie com uma carga igual e oposta acompanhe o movimento de difusão do íon. Uma transferência de carga elétrica está associada ao movimento de difusão de um único íon. a influência da temperatura de fusão quando dois compostos são misturados. nem sofrem deformação a altas temperaturas a importância dos diagramas é limitada quando comparada aos metais. Através dos diagramas de fases. contém impurezas ou adições que resultam em soluções sólidas fases não cristalinas ou fases multi-cristalinas. por serem compostos formados por íons. Assim como os metais a maioria dos materiais cerâmicos não é pura. 2. a temperatura onde ocorre troca de estrutura cristalina (polimorfismo). interação de dois compostos formando outros compostos. como por exemplo. a presença ou não e o grau das soluções sólidas.

Alguns exemplos de diagramas de fases de materiais cerâmicos:  Cr2O3 + Al2O3 24 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. composição das fases para determinada temperatura e composição.foxitsoftware.com For evaluation only. e determinar parâmetros e variáveis para a sinterização.

com For evaluation only.  MgO + Al2O3  ZrO2 + CaO 25 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.foxitsoftware.

 SiO2 + Al2O3 26 .com For evaluation only.foxitsoftware.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.

A ausência praticamente total de escorregamento nos materiais cerâmicos tem muitas conseqüências: estes materiais não são dúcteis. Esse novo arranjo só seria atingido através da ruptura de ligações fortes entre os íons. um poro. Na maioria dos materiais cerâmicos. Uma etapa semelhante em um cristal biatômico produziria novos vizinhos com forças de atração e repulsão diferentes. esse motivo é suficiente para que o escorregamento seja extremamente restrito. 2.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. o limite de resistência à tração não é alto. esse mecanismo de alívio de 27 . Nos matérias dúcteis.foxitsoftware. Entretanto. teriam de se realizar passando por uma situação de alta energia.com For evaluation only. essa irregularidade pode ser uma fissura. por exemplo. necessárias para se atingir uma estrutura semelhante à original. eles comumente não apresentam fratura dúctil. podem ser solicitados por tensões de compressão muito elevadas. nos materiais frágeis. resultante das repulsões de íons negativos versus íons negativos e de íons positivos versus íons positivos.2. essas concentrações podem ser aliviadas por deformação plástica. frequentemente.1) Fratura Frágil O arranjo de coordenação nos metais é o mesmo antes e após a ocorrência de uma etapa completa de escorregamento. Consequentemente. Qualquer tipo de irregularidade produz concentração de tensões no material. e existe a possibilidade teórica de se ter um limite de resistência à tração elevado. a argila. os materiais cerâmicos são caracterizados pela alta resistência ao cisalhamento e baixa resistência à tração. desde que não se tenha poros presentes. um contorno de grão ou mesmo um canto vivo interno do componente ou peça. Na prática.2) PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS CERÂMICAS Com exceção de uns poucos materiais como. 2. As duas etapas de escorregamento.

pois a concentração de tensões é aumentada conforme a fratura progride. em parte. vidros para automóveis e outras aplicações semelhantes que exigem uma grande resistência à tração. de forma a permitir o ajustamento à tensões. em seguida. o vidro da tela de um televisor pode ter até 1. as solicitações podem ser transferidas através da fissura. É possível também que a resfriamento rápido. Alguns ceramistas consideram que um fator adicional é a ausência quase completa de defeitos estruturais na superfície da fibra de vidro. necessitase de um aumento em certas dimensões. A fim de produzir vidro temperado. sob compressão. a placa de vidro é aquecida a uma temperatura suficientemente alta. à flexão (e. ocorrerá a fratura.8 cm de espessura. Como os materiais cerâmicos são mais resistentes à compressão que à tração. parcialmente. Usualmente. O concreto. seja. tais como o vidro. através de movimentos atômicos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. As fibras de vidro podem atingir limites de resistência à tração de até 700 kgj/mm². o vidro “temperado” é usado para portas de vidro. ao invés disso. em geral. durante o estiramento da fibra. os materiais cerâmicos são muito mais resistentes à compressão que à tração e essa característica tem de ser levada em conta na seleção de materiais de construção. portanto à tração). A superfície se contrai em virtude da queda de temperatura e se mantém rígida enquanto o centro ainda está suficientemente quente. um defeito do tipo fissura não é autopropagante. sem que isso provoque um aumento nas tensões. é resfriada rapidamente ou mergulhando-se em óleo ou através de um sopro de ar. tijolos e outros materiais cerâmicos são basicamente usados em locais sujeitos à compressão.com For evaluation only. uma conseqüência da impossibilidade de se ter escorregamento.foxitsoftware. Quando é necessário submeter materiais. tensões não pode ocorrer e. Por exemplo. de forma a ajustar suas dimensões às 28 . Uma vez iniciada a fratura se propaga facilmente sob tensão. responsável pelo aumento na resistência. Por outro lado. A relação entre a resistência à tração e à compressão dos materiais cerâmicos é importante para o engenheiro de projetos. desde que a concentração de tensões supere o limite de resistência à tração do material. Essa vantagem marcante sobre os metais é.

o centro se esfria e contrai. O escorregamento ao longo dos planos cristalinos pode ser acentuado pela adsorção de água (ou outra pequena molécula) na superfície das camadas do cristal. estas são apenas fracamente ligadas entre si. 2. aplicando-se tensões de cisalhamento adequadamente alinhadas. O resultado é que uma argila úmida se torna uma massa tão plástica que pode ser conformada com cargas muito pequenas. Antes que se consiga desenvolver tensões de tração na superfície. aumenta0se sensivelmente o valor da solicitação.2. criam-se tensões de compressão na superfície (e tensões de tração no centro). 29 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Embora os cristais lamelares das argilas. logo em seguida. a plasticidade resultante é extremamente útil na moldagem de materiais de construção utilizáveis. de tal forma que seja possível o aparecimento de fissuras. pode-se provocar facilmente o escorregamento entre as camadas. os cristais se tornam orientados de forma a permitir o escorregamento de uma camada sobre outra. micas e outros minerais semelhantes apresentam fortes ligações ao longo das camadas. já que as mesmas começam na superfície. Consequentemente. se o engenheiro está interessado somente em resistência. uma carga considerável deve ser aplicada. necessária para produzir tensões de tração. Embora essa característica das argilas seja indesejável.foxitsoftware. Quando. a fim de “anular” o estado de compressão da mesma. A adsorção é possível em virtude da polarização da estrutura interna da camada. Durante qualquer processo de extrusão.2) Deformação Plástica das Estruturas em Camadas As argilas e os outros materiais com estruturas lamelares foram especificamente excluídos da generalização de que os materiais cerâmicos têm maior resistência ao escorregamento que os metais. dessa forma. contrações da superfície.com For evaluation only.

nos líquidos e nos sólidos amorfos não se tem planos ou outras regularidades de longa distância. Apenas uma tensão de cisalhamento muito pequena já é suficiente para romper a maior parte das ligações altamente tensionadas e provocar um rearranjo que resulta em uma pequena deformação permanente. Após a secagem da água adsorvida. não necessita de uma tensão inicial mensurável. 2. 30 . a argila em um tijolo seco. A velocidade de escoamento viscoso está diretamente relacionada com a tensão de cisalhamento aplicada. O rearranjo resultante permite um movimento gradual que submete outras ligações a tensões mais elevadas e essas tensões de cisalhamento intensificadas provocam novos rearranjos e mais movimentos. a aplicação inicial de tensões de cisalhamento para iniciar o escoamento viscoso provoca a ruptura apenas daquelas ligações que já estão deformadas. denominado escoamento viscoso. implica no escorregamento de um plano cristalino sobre outro.2. muitas distâncias interatômicas não correspondem à posição de menor energia de um átomo em relação a seus vizinhos. torna-se necessário a aplicação de uma tensão inicial. que é comum aos metais e as argilas. Como um grande número de átomos deve se mover simultaneamente de posições de baixa energia quando ocorre o escorregamento.3) Deformação viscosa do vidro O escorregamento plástico. Esse movimento. há um aumento na resistência ao escorregamento. portanto.com For evaluation only. O escoamento viscoso pode ser ilustrado pelo comportamento do vidro em altas temperaturas. ou um leito rodoviário estabilizado ou em um molde de fundição em areia. No vidro. Entretanto.foxitsoftware. o filme superficial “lubrificante” foi removido e as atrações de Van der Waals entre as camadas se tornam mais efetivas. possui resistência suficiente para os fins a que se destina.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Dessa forma.

e a fluidez do vidro e de outros sólidos amorfos aumenta com a elevação na temperatura.foxitsoftware. utilizando uma técnica de carregamento em três ou quatro pontos.com For evaluation only. e finalmente as cerâmicas falham após uma deformação de apenas aproximadamente 0. o que exige que os corpos-de-prova de tração estejam perfeitamente alinhados para evitar a presença de tensões de flexão. desta forma. por três razões: a dificuldade de preparar e testar amostras que possuam a geometria exigida. 2. em segundo lugar é difícil prender materiais frágeis sem fraturá-los. a viscosidade dos líquidos (por exemplo. na maioria das vezes. 31 . A velocidade de escoamento do vidro em temperatura ambiente é extremamente pequena. Tem-se também uma maior probabilidade de que as ligações tensionadas sejam rompidas quando se superpões às tensões de cisalhamento vibrações térmicas intensas provocadas por temperaturas altas. necessita-se de forças externas menos intensas para iniciar o escoamento.1%. Por exemplo. asfalto e alcatrão) diminui conforme os mesmos são aquecidos. um ensaio de flexão transversal é aplicado. onde um corpo-de-prova na forma de uma barra com seção transversal circular ou retangular é flexionado até a fratura.2.4) Comportamento Tensão-Deformação O comportamento tensão-deformação das cerâmicas frágeis não é geralmente avaliado através de um ensaio de tração. Assim.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.

Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. enquanto a superfície inferior está sob tração. diretamente abaixo do ponto de aplicação da carga.foxitsoftware. A tensão é calculada a partir da espessura do corpo-de-prova. O comportamento tensão-deformação elástico para os materiais cerâmicos usando esses ensaios de flexão é semelhante aos resultados apresentados pelos ensaios de tração em metais. A tensão de tração máxima atua na superfície inferior do corpo-de-prova. do momento fletor e do momento de inércia da seção transversal. No ponto de aplicação da carga. a superfície superior do corpo-de-prova é colocada em um estado de compressão. 32 . existe uma relação linear entre a tensão e a deformação. Uma vez que os limites de resistência à tração dos materiais cerâmicos valem aproximadamente um décimo de suas resistências à compressão e considerando que a fratura ocorre na face do corpo-de-prova sob tração. o ensaio de flexão é um substituto razoável para o ensaio de tração.

As pequenas oficinas que produziam tijolos desapareceram para dar lugar a grandes fábricas. O uso do tijolo foi generalizado.3) TIPOS E APLICAÇÕES DAS CERÂMICAS São tão diversos os produtos cerâmicos hoje utilizados em aplicações técnicas sofisticadas que fica difícil uma perfeita classificação deles. 33 . 2.1) Cerâmicas Vermelhas A Revolução Industrial trouxe a produção em massa de tijolos.3. argila xistosa. Para distinguir essas cerâmicas técnicas de cerâmicas mais tradicionais. com fornos enormes. o termo cerâmicas avançadas. e simplesmente novas cerâmicas têm sido usados. que tornavam a produção de tijolos mais rápida e barata. 2.com For evaluation only. silicato de cálcio ou cimento e cinzas volantes. Em geral. a maioria desses produtos sofisticados é feita a partir de matéria prima de alta pureza (muitas delas sintéticas e por isso mesmo caras). Geralmente esses materiais são individualmente projetados para servir a uma aplicação específica de modo a otimizar um conjunto particular de propriedades requeridas. tratamento especiais de sinterização e freqüentemente requerem extensivos acabamentos e testes antes de serem colocados em uso. Os tijolos podem ser maciços ou furados. Muitas dessas cerâmicas técnicas modernas exibem propriedades que nunca antes sonhadas pelos ceramistas do passado. por toda a Europa apareciam novas fábricas que precisavam ser erguidas e a indústria dos tijolos expandiu-se largamente. constituem a base da construção civil e podem ser fabricados ou feitos a partir de argila.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.foxitsoftware. geralmente utilizando novas técnicas de conformação.

Fabricadas com massas constituídas a partir de argilominerais. Baixa porosidade. filitos. caulins. ao desgaste das superfícies. à manchas e à ataques de agentes químicos. Possuem diversas matérias-primas. As placas cerâmicas podem ser esmaltadas ou não esmaltadas. ao atrito provocado por materiais com diferentes durezas. diferentemente da composição do grés.foxitsoftware. podendo incluir rochas cerâmicas como granito pegmatito e filito como fundentes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Porosidade próxima a zero.  Grés: Baixíssima absorção. talco. quartzo e fundentes em geral. 2. sendo utilizados como componente principal da camada mais externa de pisos. 34 . argilas fundentes.  Louça: Alta absorção. É feito a partir de matérias-primas menos puras. portadores de metais calcita e dolomita. fundentes carbonáticos. fundentes feldspáticos. calium. entre outros. Outra classificação comum baseia-se no teor em peso da água absorvida pelo corpo cerâmico. Maior porosidade. conformadas através da extrusão ou prensagem e sintetizadas por meio de processo térmico. mas usualmente podem incorporar.3.3) Cerâmicas Brancas A massa é constituída de argilas plásticas de queima branca.com For evaluation only. Compostos de massas semelhantes ao grés. 2. entre elas: argilas plásticas.2) Materiais de Revestimento São componentes produzidos a partir de argilas e/ou matérias-primas inorgânicas. São resistentes: ao aumento de volume de água congelada nos poros.3. paredes e fachadas. ao invés de feldspato puro. São dividas em:  Porcelanas: Absorção nula. quartzo e feldspato. à variações bruscas de temperatura.

Assim podemos classificar os produtos refratários quanto à matéria-prima ou componentes químicos principais. que em geral envolvem esforços mecânicos. lã de rocha e outros que isolam as 35 . Ao mesmo tempo. quanto em partículas finas.com For evaluation only. que é responsável pela maior resistência do tijolo.4) Materiais Refratários Grupo que compreende produtos com finalidade de suportar temperaturas elevadas nas condições específicas de processo e de operação dos equipamentos industriais. essa fase pode ser predominantemente vítria ou cristalina. foram desenvolvidos inúmeros tipos de produtos. 2. as quais podem possuir composições diferentes. O desempenho de uma cerâmica refratária depende em grande parte da sua composição.foxitsoftware. a capacidade de suportar uma carga e a resistência ao ataque por materiais corrosivos aumentam em função de uma redução na porosidade.5) Isolantes Térmicos Os isolantes tradicionais (não refratários) são aqueles que chamamos de isolantes de massa. Para suportar estas solicitações. lã de vidro. ataques químicos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. as características de isolamento térmico e a resistência a choques térmicos são diminuídas. as partículas finas estão normalmente envolvidas na formação de uma fase de ligações ou colagem. Mediante o cozimento.3. a partir de diferentes matérias-primas ou mistura destas. A temperatura de serviço é normalmente inferior àquela em que o material foi cozido. como a espuma de poliuretano. A resistência. A porosidade é uma variável microestrutural que deve ser controlada para produzir um tijolo refratário adequado. 2. os ingredientes brutos consistem tanto em partículas grandes. variações bruscas de temperatura e outras solicitações. Para muitos materiais comerciais.3.

áreas do calor transferido por condução. este vai perdendo gradualmente a temperatura. É importante destacar que ambos têm suas qualidades e aplicações e nem sempre um deve substituir o outro. o fator peso passa a ser de grande importância principalmente se a cobertura já existe. Os 15% do calor absorvido pela camada protetora do isolante térmico é fácil e rapidamente dissipado devido a sua alta emissividade térmica. o isolante de massa não agrega nenhum outro benefício à cobertura ou superfície tratada. O isolante cerâmico é aplicado sempre do lado externo e devido a sua alta refletividade impede que 85% do calor da irradiação solar penetre pela cobertura e/ou parede e passe para dentro do ambiente. pois o aumento da carga além da calculada para a estrutura pode comprometer a segurança de toda cobertura e de todos aqueles que trabalham sob ela.foxitsoftware. Quando falamos de cobertura. Em muitos casos podem ser aplicados em conjunto agregando seus benefícios em um só sistema. Pode ser aplicada do lado interno. Os isolantes tradicionais são normalmente instalados na parte interna das coberturas e/ou paredes. fibrocimento. fazendo com que estas atinjam altíssimas temperaturas. Em comparação com os isolantes de massa e outros.com For evaluation only. a superfície do isolante cerâmico será sempre mais fria e irá absorver 70% a 80% menos calor que os demais. 36 . pois devido a sua reduzida espessura seu peso é de aproximadamente 250 gramas. e absorvem o calor vindo por condução da superfície externa dos materiais utilizados na construção civil como metal. concreto. e outros que em geral absorvem entre 90% e 95% da irradiação solar. Neste quesito poderíamos dizer que o isolante cerâmico é insuperável. quanto mais eficiência quisermos obter no isolante de massa.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. fazendo com que muitas vezes o custo do isolamento saia maior que a economia obtida. A medida que o fluxo de calor penetra através da massa do isolante. com a vantagem que o pouco calor absorvido será irradiado ou devolvido com maior rapidez. maior espessura teremos que usar. além do isolamento térmico.

Portanto.6) Abrasivos As cerâmicas abrasivas são usadas para desgastar por abrasão.com For evaluation only. com freqüência. Os abrasivos revestidos são aqueles onde um pó abrasivo reveste algum tipo de material à base de papel ou tecido. Ademais.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Carbeto de silício são mais duros e são utilizados de maneira mais satisfatória com materiais mais duros. a exigência principal para esse grupo de materiais é a dureza ou resistência ao desgaste. colados a rodas de esmerilhamento. Os materiais cerâmicos abrasivos mais comuns incluem o carbeto de silício. eles são relativamente caros.3. As madeiras. esmerilhar ou cortar outros materiais que sejam necessariamente mais moles. os quais são colocados em contato com o material através de algum tipo de veículo à base de 37 . a lixa de papel é provavelmente o exemplo mais familiar. tanto naturais como sintéticos. e como grão soltos.foxitsoftware. na forma de abrasivos revestidos. além disso. os metais. o óxido de alumínio e a areia de sílica. Os diamantes. podem ser produzidas altas temperaturas a partir das forças abrasivas de atrito. de modo tal que são desejáveis algumas propriedades refratárias. são utilizados como abrasivos. as partículas abrasivas estão coladas a uma roda por meio de uma resina cerâmica vítrea ou orgânica. grãos soltos de material abrasivo. No primeiro caso. entretanto. 2. A estrutura da superfície deve conter alguma porosidade. um elevado grau de tenacidade é essencial para assegurar que as partículas abrasivas não sejam fraturadas com facilidade. um escoamento contínuo de correntes de ar ou de refrigerantes líquidos dentro dos poros que envolvem os grãos do material refratário irá prevenir o aquecimento excessivo. o carbeto de tungstênio. as lixas e o polimento com disco empregam. As rodas de esmerilhamento. Óxidos de alumínio são mais tenazes que de caberto de silício e deterioram mais lentamente. Os materiais abrasivos são usados de várias formas. porém não são tão duros quanto os de carbeto de silício. as cerâmicas e os plásticos são geralmente lixados e polidos utilizando essa forma de abrasivo.

como corre com os materiais cristalinos. a base de óxido de alumínio. ao longo de uma ampla faixa de tamanhos de grãos. 2. Os materiais vítreos. de qualidade constante e com elevadas produções. 38 . 2. notavelmente Cão. água ou de óleo. K2O e Al2O3. os quais influenciam as suas propriedades (dureza. não existe uma temperatura definida na qual o líquido se transforma em sólido. mudanças para máquinas de controle numérico resultaram em demanda por abrasivos mais confiáveis.3. o carbeto de silício e o rouge (um óxido de ferro) são usados na forma solta. um vídeo se torna continuamente mais e mais viscoso. Os abrasivos de cerâmica possuem a vantagem de gerarem uma quantidade baixíssima de resíduos.7) Vidros Consistem em silicatos não-cristalinos que também contêm outros óxidos. o coríndon. Os diamantes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only.3.foxitsoftware. Mediante o resfriamento. nitrito cúbico de boro) e os materiais cerâmicos de alta performance. além de proporcionarem alto rendimento e economia. como os superabrasivos (diamantes sintéticos. não se solidificam do mesmo modo que os materiais cristalinos. Devido às exigências de mercado como a racionalização dos processos e automação. devido a sua taxa de desgaste muito pequena. O volume diminui continuamente em função de uma redução na temperatura. ou não cristalinos. cor). Na2O.8) Vitrocerâmicos A maioria dos vidros inorgânicos pode ser transformada de um estado nãocristalino para um estado cristalino mediante um tratamento térmico apropriado a alta temperatura → devitrificação → material policristalino com grãos finos: vitrocerâmica.

que é definida pelo tamanho máximo do grão e pelo valor da superfície específica.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Apresentam características peculiares que os fazem interessantes para aplicações industriais e estas indicam que os materiais vitrocerâmicos são muito adequados.9) Cimento Portland Material inorgânico finamente moído que. O tempo de pega é um fenômeno definido como o momento em que a pasta adquire certa consistência que a torna imprópria para o trabalho. A resistência aos agentes agressivos existe. magnésia. forma uma pasta que endurece devido a reações e processo de hidratação e que depois do endurecimento. a sílica. para a preparação de vidrados para pisos e azulejos. Formação de silicato tricálcico. em particular. conserva a sua resistência mecânica e estabilidade. silicato bicálcico. A característica ligada à expansão volumétrica indesejável após o endurecimento é chamada de estabilidade.com For evaluation only. e aquecidas até a temperatura de fusão incipiente. 2. A resitência do cimento é determinada pela ruptura à compressão de corpos-deprova realizados com argamassa. quando misturado a água. a alumina. óxido de ferro. aumenta com o tempo à medida que progride o processo de hidratação (retração). O calor de hidratação é definido como o calor gerado nas reações de hidratação durante o processo de endurecimento. os grãos de cimento movimentam-se para baixo e o excesso de água aflora na superfície. A noção relacionada com o tamanho dos grãos do produto é chamada de finura.3. uma vez que podem suportar o desgaste e tensões mecânicas elevadas. aluminato tricálcico e ferro aluminato tetracálcico. A obtenção do clinker se deve a mistura das matérias-primas que são finamente pulverizadas e homogeneizadas. Os constituintes fundamentais são: a cal. anidrido sulfúrico.foxitsoftware. pois a água e a terra podem conter substâncias químicas que 39 . A densidade do cimento é um valor variável. A segregação da pasta de cimento é chamada de exsudação.

Fundamentalmente. As conseqüências são propriedades não tão boas como poderiam ser e há variações das propriedades das cerâmicas tradicionais. tais como: capacidade de suportar maiores temperaturas de operação. 2. porém.com For evaluation only. o número de variáveis e a faixa de variação no processamento de cerâmicas tradicionais é maior do que em cerâmicas avançadas. processos rigorosamente controlados e sofisticadas técnicas de caracterização.3. as cerâmicas avançadas e as tradicionais são iguais. desejase reduzir o número de variáveis envolvidas com o material: trabalhando com matériasprimas relativamente puras. que é consideravelmente maior. como aeronáutica e eletrônica. E finalmente a Reação Álcali-Agregado se dá pela formação de produtos gelatinosos acompanhada de expansão de volume. Sob esse aspecto pode-se afirmar que as cerâmicas tradicionais são mais complexas que as cerâmicas avançadas.foxitsoftware. o que 40 . Isso faz com que muitas vezes os sistemas utilizados em cerâmicas tradicionais sejam tão complexos que inviabilizam a aplicação precisa das teorias de cerâmicas avançadas. as aplicações que se destinam as cerâmicas tradicionais são compatíveis com essas propriedades. Entretanto. as duas podem ser aplicadas para o mesmo fim. reajam com constituintes do cimento. Quando se usa as cerâmicas avançadas. de uma peça para outra. passaram a exigir cerâmicas como matérias primas mais sofisticadas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Elas apresentam algumas vantagens sobre as ligas metálicas. daí surgiu as cerâmicas avançadas. As principais demandas de cerâmicas avançadas provém da industria automobilística e aeroespacial. A principal diferença entre a cerâmica avançada e a comum é a maior exigência.10) Cerâmicas Avançadas A necessidade de aprimoramento de tecnologia em diversas áreas.

41 . e menor densidade que resulta na diminuição do peso total do motor.foxitsoftware. menores perdas por atrito.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. aumenta a eficiência do combustível. possibilidade de operação sem um sistema de refrigeração.com For evaluation only. excelente resistência contra desgaste e corrosão.

4) PROCESSAMENTO E FABRICAÇÃO DAS CERÂMICAS Os processos de fabricação empregados pelos diversos segmentos cerâmicos assemelham-se parcial ou totalmente. embora exista um tipo de refratário (eletrofundido). As matériasprimas sintéticas geralmente são fornecidas prontas para uso. No processo de fabricação muitos produtos são submetidos à esmaltação e decoração. tratamento térmico e acabamento.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 2. por processo semelhante ao utilizado para a produção de vidro ou de peças metálicas fundidas. encontrando-se em depósitos espalhados na crosta terrestre. formação das peças. isto é desagregados ou moídos.com For evaluation only. Após a mineração. 42 .foxitsoftware. Esses processos de fabricação podem diferir de acordo com o tipo de peça ou material desejado. necessitando apenas. De um modo geral eles compreendem as etapas de preparação da matéria-prima e da massa. os materiais devem ser beneficiados. classificados de acordo com a granulometria e muitas vezes também purificados. O processo de fabricação. tem início somente após essas operações. 2. cuja fabricação se dá através de fusão. de um ajuste de granulometria.1) Preparação da Matéria-Prima Grande parte das matérias-primas utilizadas na indústria cerâmica tradicional é natural. propriamente dito. ou seja. O setor que mais se diferencia quanto a esse aspecto é o do vidro.4. em alguns casos.

 Massas plásticas: para obtenção de peças por extrusão.2) Preparação da Massa Os materiais cerâmicos geralmente são fabricados a partir da composição de duas ou mais matérias-primas. que deve seguir com rigor as formulações de massas. previamente estabelecidas. para obtenção de peças em moldes de gesso ou resinas porosas.3) Formação de Peças Existem diversos processos para dar forma às peças cerâmicas. para a qual se utiliza apenas argila como matéria-prima.4.  Massas secas ou semi-secas: na forma granulada.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 2.4. além de aditivos e água ou outro meio. extrusão e torneamento. seguida ou não de torneamento ou prensagem. e a seleção de um deles depende fundamentalmente de fatores econômicos. uma das etapas fundamentais do processo de fabricação de produtos cerâmicos é a dosagem das matérias-primas e dos aditivos.com For evaluation only. prensagem. para obtenção de peças por prensagem. De modo geral.foxitsoftware. as massas podem ser classificadas em:  Suspensão: também chamada barbotina. 43 . Os métodos mais utilizados compreendem: colagem. Mesmo no caso da cerâmica vermelha. Raramente emprega-se apenas uma única matéria-prima. Os diferentes tipos de massas são preparados de acordo com a técnica a ser empregada para dar forma às peças. da geometria e das características do produto. 2. dois ou mais tipos de argilas com características diferentes entram na sua composição. Dessa forma.

isoladores elétricos e outros. Outra aplicação da prensagem isostática que vem crescendo. que é em seguida fechado hermeticamente e introduzido numa câmara contendo um fluido. onde permanece durante certo tempo até que a água contida na suspensão seja absorvida pelo gesso. 2.1) Colagem ou Fundição Consiste em verter uma suspensão (barbotina) num molde de gesso. por igual.foxitsoftware. Diversos são os tipos de prensa utilizados.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. formando a parede da peça. vácuo e aquecimento. como fricção. que distribui a pressão de modo uniforme sobre toda a superfície ou peça a ser prensada. a pressão é exercida somente sobre a face maior para facilitar a extração da peça. O princípio da prensagem isostática também está sendo aplicado para obtenção de materiais de revestimento (placas cerâmicas). como é o caso da parte cerâmica da vela do automóvel. Para muitas aplicações são empregadas prensas isostática. onde a punção superior da prensa é revestida por uma membrana polimérica. no molde. 44 .4. enquanto isso.3. cujo sistema difere dos outros. é na fabricação de determinadas peças do segmento de louça de mesa. O produto assim formado apresentará uma configuração externa que reproduz a forma interna do molde de gesso. sempre que possível.com For evaluation only. A massa granulada com praticamente 0% de umidade é colocada num molde de borracha ou outro material polimérico. podendo ser de mono ou dupla ação e ainda ter dispositivos de vibração. as partículas sólidas vão se acomodando na superfície do molde. que é comprimido e em conseqüência exercendo uma forte pressão.3. Mais recentemente tem se difundido a fundição sob pressão em moldes de resina porosa. com uma camada interposta de óleo.4.2) Prensagem Nesta operação utiliza-se. 2. No caso de grandes produções de peças que apresentam seções pequenas em relação ao comprimento. hidráulica e hidráulica-mecânica. massas granuladas e com baixo de teor de umidade.

3. também conhecida como maromba. a prensagem como é o caso para a maioria das telhas. blocos. 2. Esse tratamento compreende as etapas de secagem e queima. 2. as peças em geral continuam a conter água. entre outros. seguindose. é necessário eliminar essa água.1) Secagem Após a etapa de formação.4. através de bocal com determinado formato. 45 . com seção transversal com o formato e dimensões desejadas.4) Torneamento Como descrito anteriormente. o torneamento em geral é uma etapa posterior à extrusão. realizada em tornos mecânicos ou manuais. xícaras e pratos. em seguida.4. Para evitar tensões e. ou o torneamento.4. A extrusão pode ser uma etapa intermediária do processo de formação. defeitos nas peças.3) Extrusão A massa plástica é colocada numa extrusora. Como resultado obtém-se uma coluna extrudada.4. obtendo-se desse modo peças como tijolos vazados.foxitsoftware.4) Tratamento Térmico O processamento térmico é de fundamental importância para obtenção dos produtos cerâmicos. a temperaturas variáveis entre 50°C e 150°C. conseqüentemente.4. tubos e outros produtos de formato regular. proveniente da preparação da massa. como para os isoladores elétricos. 2.com For evaluation only. de forma lenta e gradual. essa coluna é cortada. 2. onde a peça adquire seu formato final. após corte da coluna extrudada.3. em secadores intermitentes ou contínuos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. onde é compactada e forçada por um pistão ou eixo helicoidal. pois dele dependem o desenvolvimento das propriedades finais destes produtos.

foxitsoftware. no entanto. formação de fase vítrea e a soldagem dos grãos. tais como: perda de massa.4.4. O processamento pós-queima recebe o nome genérico de acabamento e pode incluir polimento. furação. Patamar durante certo tempo na temperatura especificada. corte. 2. As peças. não possíveis de serem obtidas durante o processo de fabricação. a maioria dos produtos cerâmicos é retirada dos fornos. após secagem. inspecionada e remetida ao consumo. Portanto. conhecida também por sinterização.5) Acabamento Normalmente. pode variar de alguns minutos até vários dias. em fornos contínuos ou intermitentes que operam em três fases:    Aquecimento da temperatura ambiente até a temperatura desejada. requerem processamento adicional para atender a algumas características.2) Queima Nessa operação. Resfriamento até temperaturas inferiores a 200°C. dependendo do tipo de produto. 46 . entre outros. Durante esse tratamento ocorre uma série de transformações em função dos componentes da massa. são submetidas a um tratamento térmico a temperaturas elevadas. em função do tratamento térmico e das características das diferentes matérias-primas são obtidos produtos para as mais diversas aplicações. desenvolvimento de novas fases cristalinas. 2.com For evaluation only.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.4. os produtos adquirem suas propriedades finais. Alguns produtos. que para a maioria dos produtos situa-se entre 800°C a 1700°C. O ciclo de queima compreendendo as três fases.

isoladores elétricos. à superfície da peça cerâmica. Esta camada vítrea contribui para os aspectos estéticos.4. como sanitários e peças de porcelana. que após a queima adquire o aspecto vítreo. que é obtida por fusão e posterior resfriamento brusco de misturas controladas de matérias-primas. em geral. higiênicos e melhoria de algumas propriedades como a mecânica e a elétrica. na forma de suspensão. materiais de revestimento e outros. entre 1300°C e 1500°C. recebem uma camada fina e contínua de um material denominado de esmalte ou vidrado. adquirindo o aspecto vítreo durante o resfriamento.4. Esta pode ser definida como composto vítreo.com For evaluation only.6. Na operação de queima a mistura se funde e adere ao corpo cerâmico.  Esmalte de fritas: os esmaltes de fritas diferem dos crus por terem em sua constituição o material denominado de frita. Esse tipo de vidrado é aplicado em peças que são queimadas em temperaturas superiores a 1200°C. louça de mesa.1) Tipos de Esmaltes Os esmaltes (vidrados) podem ser classificados em cru. 2. As composições dos esmaltes (vidrados) são inúmeras e sua formulação depende das características do corpo cerâmico. 2. como louça sanitária. quando ocorre a 47 . O processo de fritagem é aquele que implica na insolubilização dos componentes solúveis em água após tratamento térmico. que é aplicada.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. das características finais do esmalte e da temperatura de queima.foxitsoftware. insolúvel em água.6) Esmaltação e Decoração Muitos produtos cerâmicos. de fritas ou uma mistura de ambos:  Esmalte cru: constitui-se de uma mistura de matérias-primas numa granulometria bastante fina.

4. Armazenamento em tanques com agitação. Ni.  Por dispersão coloidal de metais ou metalóides ou composto químico (Ouro. gotejamento e aplicação em campo elétrostático. 2. incluindo também os efeitos que se deseja obter na superfície esmaltada. Fe. Entre eles podemos citar ligantes. cortina. Em muitas indústrias e dependendo do segmento cerâmico o setor da esmaltação é totalmente automatizado. disco. Co.4. U e V).6. etc. Mn.6. pulverização.foxitsoftware. 2. fluidificantes. 48 . geralmente. Moagem e homogeneização a úmido em moinho de bolas. defloculantes. 2.4) Corantes Para conferir coloração aos esmaltes.6. do tamanho. Entre eles podemos citar: imersão. Durante a preparação do esmalte são introduzidos na suspensão um ou mais produtos químicos com a finalidade de proporcionar ou corrigir determinadas características.4. da quantidade e da estrutura das peças.  Por dispersão de cristais coloridos (pigmentos cerâmicos). A formação da cor nos materiais vítreos pode ocorrer de três maneiras:  Por solução de íons cromóforos. fusão das matérias-primas e a formação de um vidro. campânula. metais do grupo de transição (Cr. Cu.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. anti-espumantes.com For evaluation only.2) Preparação de Esmaltes (Vidrados) A preparação do esmalte consiste basicamente das seguintes etapas:    Dosagem das matérias-primas fritadas ou não fritadas ou ambas. Prata e Cobre).3) Aplicação do Esmalte Os esmaltes podem ser aplicados no corpo cerâmico de diferentes maneiras e que dependem da forma. Os esmaltes contendo fritas são utilizados em produtos submetidos a temperaturas inferiores a 1200°C. são adicionados materiais denominados corantes. plastificantes.

gerando cores pouco constantes ou reprodutíveis.com For evaluation only. a qual pode ser feita por diversos métodos.foxitsoftware. túnel ou rotativo em temperaturas que variam de 1200°C a 1300°C.    Lavagem do material calcinado para eliminação de eventuais materiais solúveis.5) Decoração Muitos materiais também são submetidos a uma decoração. O processo de fabricação dos pigmentos cerâmicos compreende as etapas:  Pesagem. pincel e outros.   Acondicionamento da mistura moída em caixas refratárias. Moagem.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. armazenamento e distribuição.6. Calcinação das caixas em fornos intermitentes. mistura e moagem das matérias-primas (óxidos e outros compostos químicos). como serigrafia. Ensacamento. em outras palavras são compostos insolúveis ou que sua solubilidade não é significativa. 49 . Nestes casos são utilizadas tintas que adquirem suas características finais após a queima das peças. os pigmentos cerâmicos são estruturas inorgânicas. as quais são capazes de desenvolver a cor e estabilizá-la em altas temperaturas e aos agentes químicos. 2. decalcomania. resistindo os ataques agressivos causados pelos vidrados devido a ação fundente de seus componentes.4. Enquanto que os óxidos corantes são pouco estáveis em temperaturas elevadas e no meio em que se encontram imersos.

falamos também em fibras artificiais ou modificadas. aqueles que são derivados de plantas e animais. a seguir.com For evaluation only. juta etc) e artificiais (nylon. 3 – POLÍMEROS A palavra polímero origina-se do grego poli (muitos) e mero (unidade de repetição). Os polímeros que ocorrem naturalmente. tem sido usados por muitos séculos pelo homem. são importantes em processos biológicos e fisiológicos. e as suas propriedades podem ser administradas num nível em que muitas delas as superiores às suas contrapartes naturais. como as proteínas. Já os polímeros sintéticos. Os materiais sintéticos podem ser produzidos de maneira barata. a lã. do número médio de meros por cadeia e do tipo de ligação covalente. isolantes elétricos e térmicos. isto é. como. Dentre eles estão o nylon. que são as fibras naturais do algodão. 50 . seda. uma molécula com unidade de repetição. ligadas por ligação covalente. poliéster etc). nas plantas e nos animais. No setor de fibras têxteis. Esses materiais incluem a madeira. A matériaprima para produção de um polímero é o monômero. Outros polímeros naturais. além de falarmos em fibras naturais (algodão. por exemplo. Materiais poliméricos são geralmente leves. Sua fabricação já parte de uma macromolécula.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. os polímeros podem ser divididos em: naturais e sintéticos. purifica-se a macromolécula e no final faz-se uma nova fiação. flexíveis e apresentam boa resistência à corrosão e baixa resistência ao calor. a borracha. o PVC etc.foxitsoftware. as enzimas e os amidos e a celulose. por meio de várias reações químicas. o polietileno. são fabricados pelo homem a partir de moléculas simples. Dependendo do tipo do monômero. um polímero é uma macromolécula composta por dezenas de milhares de unidades de repetição denominadas meros. o algodão. Assim. o rayon. o couro e a seda.

Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Outras classes de polímeros. Muitas propriedades físicas são dependentes do comprimento da molécula. constituem os produtos naturais.com For evaluation only. os principais fornecedores de matérias-primas para a produção de monômeros. para ocorrer a reação de polimerização. para atender às necessidades particulares de uma dada aplicação ou técnica de processamento. e depois polímeros. como os poliacrilatos. é de se esperar grande variação em suas propriedades.foxitsoftware. Isso é vantajosamente usado. Os tipos de polímeros mais consumidos atualmente são os polietilenos. quando esta é pequena. sendo que para polímeros as diferenças ainda existam. Assim. cada monômero deve ser capaz de se combinar com outros dois monômeros. poliesters e poliuretanos. a hulha ou carvão mineral e petróleo. Nem todos os compostos de baixa massa molar geram polímeros. poliestirenos. Assim. O custo de um polímero resulta basicamente de seu processo de polimerização e disponibilidade do monômero. isto é. 51 . no mínimo. Para sua síntese é necessário que monômero se liguem entre si para formar a cadeia polimérica. provocam grandes mudanças nas suas propriedades físicas. polipropilenos. mas são pequenas. A utilização comercial de um novo produto depende de suas propriedades e principalmente de seu custo. sua massa molar. Alterações no tamanho da molécula. Como polímeros normalmente envolvem uma larga faixa de valores de massa molar. policarbonatos e fluorpolímeros tem tido uso crescente. Essas alterações tendem a ser menores com o aumento do tamanho da molécula. produzindo-se comercialmente vários tipos de polímeros.

capazes de efetuar uma nova ligação química. Entretanto. 3.1) Forças moleculares em polímeros Uma cadeia polimérica é uma macromolécula. 52 .1. normalmente do tipo covalente. ditas intermoleculares.foxitsoftware. pois dizem respeito às ligações dentro de uma mesma molécula. Para que uma molécula de baixo peso molecular produza polímero. o polímero será tridimensional.1. as distintas cadeias poliméricas ou segmentos de uma mesma molécula se atraem por forças secundárias fracas. formada a partir de unidades de repetição unidas por ligações primarias fortes. isto é. 3. seja pelo rompimento de insaturações ou pela eliminação de moléculas simples (H2O. é necessário que a sua funcionalidade seja pelo menos igual a dois. Estas são chamadas de intramoleculares.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. Se existirem três ou mais pontos reativos no monômero. átomos ou grupos de átomos do monômero. NH3 etc).1) ESTRUTURA POLIMÉRICA 3.2) Funcionalidade A ligação entre os monômeros é feita através de pontos reativos.

Sendo que este deve ser calculado baseado numa média dos pesos moleculares da distribuição de pesos moleculares e representação dos pesos moleculares médios. não sendo possível obter um valor único e definido para o peso molecular do polímero. os polímeros são caracterizados principalmente por seu peso molecular. e portanto.com For evaluation only. pesos moleculares diferentes podem mudar completamente as propriedades do polímero (propriedades físicas. uma distribuição de comprimentos de cadeia será obtida. 53 . de processamento e outras). mecânicas. 3.foxitsoftware. Tanto o peso molecular quanto a distribuição de pesos moleculares são determinadas pelas condições operacionais da reação.3) Peso Molecular Como uma cadeia de polímero é formada pela adição de uma grande quantidade de monômeros. térmicas. 5 reológicas.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. cadeias com diferentes comprimentos serão formadas. sendo que diferentes condições operacionais produzirão polímeros com pesos moleculares médio diferentes. e por esta razão. As principais medidas do peso molecular médio do polímero são: Mn – Peso Molecular Médio Numérico Mw – Peso Molecular Médio Ponderal ci = peso total das moléculas de comprimento de cadeia i Mi = peso do polímero de comprimento de cadeia i Embora a estrutura química do polímero seja igual. durante a polimerização. uma distribuição de pesos moleculares também existirá. Consequentemente.1.

Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. sendo que as ramificações não são da estrutura do próprio monômero.2) Polímero Ramificado Nos polímero ramificados. Devido à grande competição industrial. como as borrachas. 3.5. existindo a possibilidade de ramificações pequenas que são parte da estrutura do próprio monômero.1.1) Polímero Linear Nos polímeros lineares. portanto devem ser entendidas. cada uma das quais pode se dobrar.com For evaluation only.foxitsoftware. espiralar e se contorcer. ramificados ou em rede. e o entendimento de como o peso molecular influencia nas propriedades finais do polímero. cada monômero é ligado somente a outros dois monômeros.5. 54 .1. são de extrema importância: a habilidade de poder controlar o peso molecular do polímero durante sua produção. Isso leva a um extenso entrelace e embaraço entre as moléculas de cadeias vizinhas.5) Estrutura Molecular Além do peso molecular médio. um monômero pode ser ligar a mais de dois outros monômeros. 3. As ligações simples na cadeia são capazes de sofrer rotação e torção em três dimensões. 3. a arquitetura molecular do polímero e sua conformação molecular irão influenciar as propriedades do polímero e. 3.1. incluindo as grandes extensões elásticas demonstradas pelos materiais. Os polímeros consistem em grandes números de cadeias moleculares.1. Exemplos: estireno e polimetilmetacrilato. Os polímeros podem ser lineares. os quais são responsáveis por uma grande quantidade de características importantes para os polímeros.4) Forma Molecular As moléculas das cadeias de polímeros não são estritamente retilíneas.

taticidade e isomeria cis-trans em dienos.5. Como a energia dessas ligações é alta não é possível alterar a sua configuração sem degradar o polímero.1. Exemplo: poliacetato de vinila e polietileno.foxitsoftware. 3. 3. 3. sempre é o carbono-cauda que se apresenta para se ligar a ela. Um polímero é considerado de peso molecular infinito quando seu valor é maior do que o peso molecular que os equipamentos de análise conseguem medir. 55 .6.1.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.6) Configurações Moleculares A configuração espacial de uma cadeia polimérica são arranjos moleculares espaciais fixados por ligações primárias.1. Portanto.com For evaluation only.3) Polímero em Rede Nos polímero em rede (crosslinked).1) Encadeamento  Encadeamento cabeça-cauda: tomando-se como base um monômero vinílico e denominando seu carbono CH2 de carbono-cabeça e o CH de carbono-cauda. as ramificações do polímero se interconectam formando um polímero com peso molecular infinito. Para que haja mudança na configuração é necessário quebrar as ligações primárias. a configuração espacial final de um polímero é definida durante a sua polimerização. Existem três tipos de configurações espaciais em polímeros: encadeamento. durante o crescimento da cadeia.

1.6.  Isotático: todos os grupos laterais estão do mesmo lado em relação ao plano formado pelos átomos da cadeia polimérica. 56 . 3.  Sindiotático: os grupos laterais estão dispostos de maneira alternada em relação ao plano formado pelos átomos da cadeia polimérica.2) Taticidade A taticidade é a regularidade espacial com que os grupos laterais se apresentam na cadeia polimérica.  Encadeamento misto: não existe uma ordem de encadeamento.com For evaluation only.foxitsoftware.  Encadeamento cabeça-cabeça ou cauda-cauda: neste caso é sempre o outro carbono que se apresenta para ligar ao carbono radical da cadeia em crescimento.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.  Atático: não há regularidade na disposição dos grupos laterais em relação ao plano formado pelos átomos da cadeia polimérica.

pode-se dividir os copolímeros nos seguintes tipos: 3.1) Aleatório Não há uma sequência definida de disposição dos diferentes meros. Assumindo-se A e B como duas representações simplificadas de cada um dos dois diferentes meros.1. tem dois arranjos possíveis para o posicionamento do grupo CH2 das pontas: no mesmo lado ou em lados opostos. ~~~~~~~~~~~~A-B-A-B-A-B-A-B-A-B-~~~~~~~~~~~~ 57 .7) Copolímeros Copolímero é um polímero que apresenta mais de um mero diferente na cadeia polimérica.3) Isomeria cis-trans em dienos Na polimerização de dienos. 3. Em função do modo de distribuição dos diferentes meros dentro da cadeia polimérica.foxitsoftware.com For evaluation only. Considerando que os átomos de carbono ligados por ligação simples podem girar livremente em torno da direção da ligação. Consideremos como exemplo o isopreno (2-metil-1. temos: ~~~~~~~~~~~~A-A-B-A-B-B-B-A-B-A-B~~~~~~~~~~~~ 3.1.1.6. 3.7.2) Alternado Os diferentes meros se dispõem de maneira alternada.3-butadieno).1. normalmente a reação ocorre nas duplas ligações. São ditos comonômeros cada um dos monômeros utilizados na copolimerização.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.7. resultando numa dupla ligação residual no centro da unidade de repetição.

1. os arranjos atômicos serão mais complexos no caso dos polímeros. se apresentando num estado intermediário.8.1) Polímero Amorfo As cadeias do polímero estão em estado desorganizado. arranjadas em espirais randômicas e sem que haja um ponto de derretimento fixo.8. 3. Entretanto.8) Cristalinidade do Polímero O estado cristalino pode existir nos materiais poliméricos. -A-A-A-A-A-A-A-A-A| B-B-B-B-B-B-B- 3.2) Polímero Cristalino As cadeias do polímero estão em estado ordenado.com For evaluation only. os polímeros não são nem totalmente amorfos. existindo uma forma definida.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.1.7.4) Enxertado Sobre a cadeia de um homopolímero liga-se covalentemente outra cadeia polimérica. e não apenas átomos ou íons como ocorre com os metais e as cerâmicas.1. A cristalinidade dos polímeros trata-se do empacotamento de cadeias moleculares de modo tal a produzir uma matriz atômica ordenada. 3.1.8. nem totalmente cristalinos. 3. SSS~~~~~~~~SSS-BBB~~~~~~~~BBB-SSS~~~~~~~~SSS 3. 3.7. como este estado envolve moléculas.3) Polímero Semi-cristalino Em geral.foxitsoftware. Possui um ponto de derretimento definido.1.1. 58 . Este estado intermediário é definido pelo grau de cristalinidade do polímero.3) Em Bloco Há a formação de grandes sequencias de um mero se alternando com outras grandes sequencias do outro mero.

8. O conhecimento do grau de cristalinidade de um polímero é importante.com For evaluation only.  Em geral. maior é a organização das cadeias de polímero. Quando maior o grau de cristalinidade.foxitsoftware. Isto porque os copolímeros possuem uma distribuição não uniforme de forças intermoleculares.4) Fatores que influenciam na cristalinidade do polímero  A natureza química da cadeia do polímero é o principal fator que influencia na probabilidade de um polímero exibir uma estrutura cristalina. nem totalmente cristalinos. Polímeros capazes de formar ligações intermoleculares distribuídas ao longo da cadeia favorecem um maior grau de cristalinidade. pois facilita na seleção do material a ser usado em diferentes aplicações. 59 . os polímeros não são nem totalmente amorfos. pois o maior empacotamento das cadeias é inibido.   Pressão e temperatura podem influenciar na cristalinidade.  Polímeros de monômeros contendo grupos laterais grandes ou ramificações tem menor grau de cristalinidade. 3.   Cadeias de baixo peso molecular favorecem uma maior cristalinidade.1.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Após a moldagem do polímero. no qual através do aquecimento do polímero as cadeias podem se movimentar mais livremente formando estruturas cristalinas (cristalitos) adicionais. a cristalinidade do polímero ainda pode ser modificada através do processo de annealing.  Homopolímeros possuem maiores condições de formar uma estrutura mais cristalina do que copolímeros randômicos.

os polímeros podem ser divididos em termoplásticos. tempo e da historia de processamento do polímero. termorrígidos (termofixos) e elastômeros (borrachas).foxitsoftware. número de ciclos de vida sob fadiga. tensão máxima. Além disso.2) PROPRIEDADES MECÂNICAS E CARACTERÍSTICAS DOS POLÍMEROS As propriedades mecânicas dos polímeros são caracterizadas pelo modo como estes materiais respondem às solicitações mecânicas aplicadas. a caracterização do comportamento mecânico pode ser feita atingindo-se ou não a ruptura do material. etc.. etc. 3. tensão e deformação na ruptura. 60 ..Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. resistência ao impacto. Por exemplo: módulos elásticos. tensão e deformação no escoamento. são propriedades mecânicas determinadas no limite da resistência destrutiva do polímero. 3. temperatura.2. A avaliação das propriedades mecânicas pode ser realizada de forma estática ou dinâmica. Por outro lado. A natureza desta resposta depende da estrutura química.1) Divisão dos Polímeros Segundo as características mecânicas. podendo estas ser do tipo tensão ou deformação. são parâmetros caracterizados sem atingir a ruptura do polímero.

Quando retirado dessas condições. Logo. melhorando a resistência mecânica e reduzindo a sua sensibilidade às variações de temperatura. poli(tereftalato de etileno) (PET). Exemplos: polietileno (PE).2) Termorrígidos (Termofixos) São rígidos e frágeis. possuindo cadeias poliméricas com poucas ligações cruzadas (ligações químicas primárias). com forma definida.2. sua reciclagem é possível. poliestireno (PS).1. sendo muito estáveis a variações de temperatura. tornando sua reciclagem complicada. Uma vez prontos. Estrutura molecular: moléculas lineares dispostas na forma de cordões soltos.3) Elastômeros (Borrachas) Polímero que na temperatura ambiente pode sofrer uma grande deformação (três vezes ou mais o seu comprimento inicial) repetidas vezes.2. retorna rapidamente ao seu tamanho original. etc.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.2. característica bastante desejável atualmente. O aquecimento do polímero acabado promove decomposição do material antes de sua fusão.1. 3. não mais se fundem. borracha vulcanizada: borracha após a vulcanização.1. mas há menor número de ligações entre os "cordões". 3. presos entre si através de numerosas ligações. O principal agente de vulcanização é o enxofre.com For evaluation only. policarbonato (PC). Uma vez removido o esforço. Estrutura molecular: a estrutura é similar à do termorrígido. 61 . não se movimentando com tanta liberdade os termoplásticos. poli(metilmetacrilato) (PMMA). Estrutura molecular: os cordões estão ligados fisicamente entre si. poli(cloreto de vinila) (PVC). Com a aplicação repetida de temperatura e pressão. mas agregados. o polímero volta a amolecer e a fluir. polipropileno (PP).foxitsoftware. como num novelo de lã. formando uma rede.  Vulcanização de borrachas: É o processo químico de maior importância para as borrachas tradicionais.1) Termoplásticos Polímero com capacidade amolecer e fluir quando sujeito a um aumento de temperatura e pressão. introduzindo a elasticidade. o polímero solidifica em um produto sólido. 3.

a deformação é totalmente recuperada com a liberação das tensões externas. desde um sólido cristalino.1) Viscoso A deformação não é instantânea.1.2.2) Elástico A deformação elástica é instantânea.foxitsoftware. interconectando cadeias poliméricas diferentes.2.2. isto é. em resposta à aplicação de uma tensão. permite a classificação de três estados: 3. Além disso. a deformação independe do tempo. Só após a vulcanização é que as borrachas tradicionais têm aplicação prática.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. como.2. o que significa que a deformação total ocorre no instante em que a tensão é aplicada ou liberada. 3. a massa molar.2. as temperaturas características e a temperatura na qual a medida está sendo feita. A fração elástica da deformação aparece devido a variações do ângulo e da distancia de ligação entre os átomos da cadeia polimérica. Além disso. uma borracha ou um líquido. gerando uma defasagem entre a solicitação e a resposta. A fração plástica ocorre por causa do atrito entre as cadeias poliméricas. essa deformação não é reversível ou completamente recuperada após a tensão ter sido liberada. principalmente. isto é. a deformação é retardada ou dependente do tempo.3) Viscoelasticidade dos Polímeros É definida como o fenômeno pelo qual o polímero apresenta características de um fluido e de um solido elástico ao mesmo tempo. Alguns fatores devem ser levados em conta quando o comportamento físicomecânico de um polímero é analisado. Isso faz com que o polímero demore um tempo finito para responder à solicitação. A variedade de comportamentos físico-mecânicos que um polímero pode apresentar. 62 . 3.com For evaluation only.

apenas alteram o rendimento da 63 .4 – Polimerização Polimerização é a reação ou o conjunto de reações nos quais moléculas simples reagem entre si. mudanças nas variáveis primárias não afetam o tipo de produto final.com For evaluation only.2. o que se constitui em uma forma de anelasticidade. 3. 3.3) Viscoso Intermediário A imposição de uma tensão resulta em uma deformação elástica instantânea. A fratura dúctil apresenta um escoamento e uma deformação plástica antes de ocorrer a ruptura propriamente dita. Durante a reação para obter compostos de baixa massa molar. Embora a resistência do material polimérico na ruptura tenha sido bastante usada como parâmetro de controle de resistência. 3.2. o material polimérico deforma-se irreversivelmente. No caso de fratura dúctil. além desse ponto.foxitsoftware. da quantidade de reagentes e demais agentes específicos são considerados variáveis secundárias. o tipo de inibidor. dependente do tempo. pressão. Durante esse processo. Assim.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. A primeira é caracterizada pela ruptura do material antes de esse atingir a deformação plástica.2. basicamente. tempo. e a presença. Existem. dois tipos de fratura: a frágil e a dúctil. controlador de massa molar. catalisador. este valor só tem significado como parâmetro de engenharia quando o material sofre fratura frágil. pois. que é seguida por uma deformação viscosa. algumas variáveis são mais ou menos importantes. formando uma macromolécula de alta massa molar. temperatura de reação. presença e tipo de iniciador são considerados variáveis primarias.3) Características da Fratura As resistências às fraturas dos materiais poliméricos são baixas quando comparadas com aquelas para os metais e as cerâmicas. de retardador. a tensão onde ocorre o escoamento é mais importante.2. dependendo de sua influência na qualidade do polímero formado.

baldes etc). quando comparado com o polietileno.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 64 . canos plásticos. 3. reação. no isolamento de fios elétricos etc. Empregado na fabricação de folhas (toalhas.foxitsoftware. Muitos dos nossos polímeros de adição comumente encontrados são do tipo do etileno.  Polietileno: É obtido a partir do etileno (eteno). brinquedos infantis.  Poliisobuteno: É obtido a partir do isobuteno (isobutileno). Em contraste.1) Polimerização por Adição Neste tipo de polimerização. embalagens etc). recipientes (sacos. Portanto. mudanças nestas mesmas variáveis primárias durante toda a polimerização não só afetam o rendimento da reação como também podem produzir alterações de massa molar media. a molécula origina seus pontos de reação pela ruptura de duplas ligações e formação de duas ligações simples.4. envólucros. É muito usado na fabricação de artigos moldados e fibras. mas tem baixa resistência mecânica. a polimerização ocorre sem formação de subprodutos.  Polipropileno: É obtido a partir do propileno (propeno). sendo mais duro e resistente ao calor. cortinas. Constitui um tipo de borracha sintética denominada borracha butílica. Possui alta resistência à umidade e ao ataque químico. muito usada na fabricação de "câmaras de ar" para pneus.com For evaluation only. garrafas. distribuição de massa molar e estrutura química.2.

copos.  Poliestireno: É obtido a partir do estireno (vinil-benzeno).  Cloreto de Polivinila (PVC): É obtido a partir do cloreto de vinila.foxitsoftware. automóveis etc). Com plastificantes. 65 . sapatos. Com a injeção de gases no sistema. É bastante transparente. xícaras etc. luvas. a quente. o PVC torna-se mais mole. Com ele são fabricadas caixas. Esse polímero também se presta muito bem à fabricação de artigos moldados como pratos. telhas etc. ele se expande e dá origem ao isopor. fitas de vedação etc. "couro-plástico" (usado no revestimento de estofados. bom isolante elétrico e resistente a ataques químicos. durante a produção do polímero.com For evaluation only. O PVC é duro e tem boa resistência térmica e elétrica.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. prestando-se então para a fabricação de tubos flexíveis. embora amoleça pela ação de hidrocarbonetos.

ele é muito utilizado em encanamentos. linhas de pesca etc.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. revestimentos para equipamentos químicos etc. registros.2) Polimerização por Condensação A polimerização por condensação consiste na formação de polímeros mediante reações químicas intermoleculares etapa por etapa. como a água. 66 .  Politetrafluoretileno ou Teflon: É obtido a partir do tetrafluoretileno. por isso. que normalmente envolvem mais de um tipo de monômero. Geralmente. É o plástico que melhor resiste ao calor e à corrosão por agentes químicos. isolamentos elétricos. tecidos. É muito usado na produção de tintas à base de água (tintas vinílicas). garrafas. 3.foxitsoftware. Se prestam à fabricação de cordas.4. válvulas.  Acetato de Polivinila (PVA): É obtido a partir do acetato de vinila. de adesivos e de gomas de mascar. que é eliminado. panelas domésticas. existe um subproduto de pequeno peso molecular. próteses.com For evaluation only.2. antenas parabólicas. apesar de ser caro.  Poliamidas ou Nylons: Estes polímeros são obtidos pela polimerização de diaminas com ácidos dicarboxílicos. Os nylons são plásticos duros e têm grande resistência mecânica.

foxitsoftware. 67 .Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. Em mistura com outras fibras (algodão. Quando puro é transparente. Um dos poliésteres mais simples e mais importantes é obtido pela reação do éster metílico do ácido tereftálico com etileno-glicol. lã. Este defeito pode ser evitado pela adição de celulose. No entanto.  Polímero uréia-formaldeído: É um polímero tridimensional obtido a partir da uréia e do formaldeído. na impregnação de papéis. É usado como fibra têxtil e recebe os nomes de terilene ou dacron. seda etc) constitui o tergal.  Poliésteres: Resultam da condensação de poliácidos (ou também seus anidridos e ésteres) com poliálcoois. sendo então utilizado na fabricação de objetos translúcidos. mas ele perde sua transparência. As resinas fenolformaldeído e uréia-formaldeído são usadas na fabricação da fórmica. Esse polímero é também usado em vernizes e resinas. e foi por isso usado como o primeiro tipo de vidro plástico. ele acaba se tornando opaco e rachando com o tempo.

aditivos anti-fungos. facilitar o processamento.5) Aditivos Para Polímeros São materiais adicionados como componentes auxiliares dos plásticos e/ou das borrachas. plastificantes. estabilizantes térmicos.2. antiozonantes. agentes antiestáticos. modificadores de impacto. 68 . plastificantes. 3. Usado na fabricação de tintas. por exemplo. os principais aditivos dos plásticos e das borrachas são: fibras de reforço ou reforços fibrosos.com For evaluation only.  Polifenol ou Baquelite: É obtido pela condensação do fenol com o formaldeído (metanal). absorvedores de ultravioleta. aromatizantes. pigmentos. lubrificantes. cargas reforçantes ou reforçadoras. etc.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. antioxidantes. cargas inertes. a inclusão de aditivos nas formulações ou composições de plásticos ou de borrachas visa uma ou mais aplicações específicas como. vernizes e colas para madeira. colorir. retardantes de chama. corantes. modificar e/ou melhorar diversas propriedades.foxitsoftware.. abaixar o custo. agentes de expansão. etc.

por adesão superficial. melhorar a aparência do item em questão. o material aderido poderá sofrer fratura ou se romper antes que o adesivo venha a se romper. resinas 69 . a seleção do adesivo deve ser baseada nos tipos de materiais que vão ser colados.com For evaluation only. esmaltes. 3. além de proporcionar isolamento elétrico. Termoplásticos. isto é. Embora a resistência inerente ao adesivo possa ser muito menor do que a dos materiais aderidos. quais sejam: tintas. mesmo assim pode ser produzida uma junta forte e resistente se a camada de adesivo for fina e contínua.3) APLICAÇÕES DIVERSAS 3. sendo a adesão a atração entre dois corpos sólidos ou plásticos. lacas e gomas. com superfícies de contato comuns. metal-cerâmica. etc. vernizes.3.foxitsoftware.1) Revestimentos Muitos dos ingredientes presentes nos materiais usados como revestimento são polímeros. Se uma boa junta for formada. e a força diminui rapidamente com o aumento da temperatura.3. 3. Tais revestimentos orgânicos se enquadram dentro de varias classificações diferentes. os polímeros orgânicos mantem as suas integridades mecânicas apenas a temperaturas relativamente baixas. metal-plástico.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Revestimentos são aplicados às superfícies dos materiais para que sirvam a uma ou mais das seguintes funções: proteger o item em questão de um ambiente que possa produzir reações corrosivas ou de deterioração. Os adesivos poliméricos podem ser usados para colar uma variedade de combinações de materiais: metal-metal.2) Adesivos Uma substância capaz de manter materiais juntos por união superficial. e produzida pela existência de forças atrativas intermoleculares de ação a curta distância. a maioria dos quais de origem orgânica. Entretanto.

70 . imunidade a ferrugem e a economia de mão-deobra.3) Películas Muito espessas tem sido muito empregadas na proteção a embalagens de produtos da construção civil. o polipropileno. o celofane e o acetato de celulose. Alguns dos polímeros comumente submetidos a esse processo são o poliuretano. 3. Alguns dos polímeros que atendem esses critérios e que são fabricados na forma de películas são o polietileno. a borracha. o poliestireno e o cloreto de polivinila. possui vantagens como o baixo preço.4) Espumas Materiais plásticos muito porosos são produzidos em um processo conhecido por espumação.3. se decompõem com a liberação de um gás. As espumas são usadas geralmente como almofadas em automóveis e mobílias. elevados limites de resistência à tração e resistência à ruptura.3. e uma baixa permeabilidade a alguns gases. compostos elastoméricos e adesivos naturais podem servir às funções de adesivos.foxitsoftware. 3. em forma de “lona plástica”. na substituição à madeira. Dentre as características importantes dos materiais produzidos e usados como películas incluem-se uma baixa densidade.com For evaluation only.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. 3. bem como em embalagens e como isolante térmico. resistência ao ataque da umidade e de outros produtos químicos. os quais mediante aquecimento. especialmente o vapor d’água.3. facilidade de manutenção. um alto grau de flexibilidade. Os materiais termoplásticos e termofixos podem ser submetidos a espumação.5) Tubulações e Conexões Hidrosanitárias O polímero mais utilizado é o PVC (Policloreto de Vinila). termofixas.

foxitsoftware.6) Aditivos Químicos São utilizados nos concretos e argamassas para modificar certas propriedades dos materiais frescos ou endurecidos.3. 71 . 3.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only.

Entretanto. Em países como os Estados-Unidos o consumo de plásticos chega aos 85 kg por habitante e Japão. acabou por transformar os próprios produtos plásticos num problema ambiental. ao gerar enormes volumes de lixo que se degradam muito lentamente. embora cause poluição.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www.com For evaluation only. A sua combustão gera mais energia do que a do carvão. Mas. A reciclagem avança. a indústria de plásticos era associada apenas com problemas ambientais relacionados ao processo de produção. em certos casos. acelerado pelo seu crescente uso em produtos de curta duração. entre outros motivos. reduz a destruição de florestas e.4) POLÍMEROS E O MEIO AMBIENTE O plástico é responsável por grandes volumes de lixo de degradação lenta. o grande crescimento do consumo de plásticos. Até a década de 60. por ser leve. ao substituir materiais de origem vegetal.foxitsoftware. origina substâncias nocivas e muito duradouras. 3. o seu transporte economiza combustível. que em princípio podem ser controlados com manutenção eficiente e tecnologias adequadas. onde chega aos 100Kg ainda se torna ainda mais preocupante. mas tem custo elevado devido à tributação. 72 . têm um impacto visual muito negativo e cuja gradual decomposição.

3. ou seja. no entanto a atenção. A isso se soma a conveniência prática e económica e. 73 . em lugares públicos.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. podem reduzir a destruição de florestas. mas capazes de permanecer décadas ou séculos no ambiente. É o mais resistente à degradação (em condições normais. os plásticos.    Resistência à degradação. Tudo isso contribui para matizar as críticas aos plásticos e incentivar a busca de meios para conciliar seu uso com as exigências ambientais. também higiénica e sanitária do uso de plásticos descartáveis (como em seringas hipodérmicas). o PVC é o maior problema ambiental. Densidade baixa.4. por vezes. cerâmica…) podem contribuir para economizar energia e reduzir a queima de combustíveis ao reduzirem o peso de veículos ou da sua carga. que leva os produtos acondicionados em embalagens plásticas serem preferidos pelo consumo fora do ambiente residencial.1) O PVC e o Meio Ambiente Dos plásticos comuns. pode durar 400 a 500 anos) e a sua combustão ou lenta decomposição – como a de qualquer outro produto orgânico clorado – pode gerar dioxinas e milhares de outras substâncias de propriedades mal conhecidas.com For evaluation only. que os faz flutuar em lagos ou cursos de água. resumidamente. ao substituírem materiais mais pesados (metais. chama. mais do que outros materiais . gerando grandes volumes. o que também ocorre como plastificantes que tornam o PVC utilizável. Apesar das embalagens plásticas representarem uma pequena fracção do lixo sólido (7%). Por outro lado. vidro. devido aos seguintes fatores:  Descartabilidade. ao substituir papel e madeira. Leveza.foxitsoftware.

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4 - IMPORTÂNCIA E UTILIZAÇÃO DE POLÍMEROS E CERÂMICAS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

Como foi visto anteriormente, podemos dizer que vivemos no mundo dos polímeros, os vestimos, calçamos, escrevemos, são quase parte do nosso corpo, e muitas pessoas nem sabem de onde surgiu o tecido da roupa, a embalagem da loja, a caneta que escreve. Com a cerâmica podemos ter a mesma relação e quase impossível abrir os olhos e não ver um produto cerâmico, tijolo, telhas, azulejo, utensílios de mesa (louças, talheres), vasos de flores, porcelanas de banheiro. Além disso, o vidro, em seus milhares de permutações, é também um produto cerâmico, desde as lentes de óculos até as janelas de um arranha-céu, cabos de fibra ótica que trazem a imagem à nossa televisão. A importância e utilização desses dois materiais no dia-dia e muito considerável, na indústria do petróleo eles também possuem um papel importante.

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4.1) CIMENTAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO

Depois da descida da coluna de revestimento, geralmente o espaço anular entre a tubulação de revestimento e as paredes do poço é preenchido com cimento, de modo a fixar a tubulação e evitar que haja migração de fluidos entres as diversas zonas permeáveis atravessadas pelo poço, por detrás do revestimento. A cimentação de um poço de petróleo é um processo muito importante e requerem vários cuidados. O cimento é um tipo de cerâmica que possuem principalmente os devidos componentes: cal (CaOH); a sílica(SiO2); a alumina(Al2O3) e o óxido de ferro(Fe2O3).As propriedades das cerâmicas são importantes, pois a presença de sílica faz com a temperatura de fusão seja alta e tenha um baixo coeficiente de expansão,além de resistência a choques térmicos e produtos químicos de laboratório.Junto a essa cimentação são adicionados vários aditivos para um melhor desempenho,temos a adição de argilas (bentonita,atapulgita,etc.) que faz aumentar o rendimento de absorção de água, mantendo a pasta mais homogênea e diminuindo a absorção de água.Em alguns casos este procedimento e realizado com nitrogênio ou micro esferas cerâmicas para criar pastas excepcionalmente leves.Nesse cimento também e adicionado controladores de filtrado que atuam reduzindo a permeabilidade do reboco,formado em frente a zonas permeáveis, e/ou aumentando a viscosidade do filtrado,de modo a evitar a desidratação prematura,nesses casos utilizam polímeros derivados da celulose e polímeros sintéticos.

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4.2) FLUIDOS DE PERFURAÇÃO

Os fluidos de perfuração são misturas complexas de sólidos, líquido, produtos químicos e, por vezes, ate gases. Seu principal objetivo é garantir uma perfuração rápida e segura, além resfriar e lubrificar a broca de perfuração, limpar o fundo do poço dos detritos gerados durante a perfuração e transportá-los para a superfície, estabilizar o poço e permitir uma adequada avaliação da formação geológica. Um tipo de fluido é o fluido a base de água que utiliza um tipo de argila (bentonita) em sua composição e vários outros componentes. A água tem a função de prover o meio de dispersão para os materiais coloidais, a bentonita controla a viscosidade, limite de escoamento, forças géis e filtrados em valores adequados para conferir ao fluido uma boa taxa de remoção dos sólidos perfurados e capacidade de estabilização das paredes do poço. Contudo, atualmente, alguns tipos de argila não apresentam os parâmetros exigidos pela PETROBRAS e a aditivação polimérica surge como alternativa para adequar essas propriedades. As propriedades são as seguintes: viscosidade aparente; viscosidade plástica e o limite de escoamento. A adivitação polimérica atribui às argilas bentoníticas melhora as propriedades reológicas e de filtração dos fluidos de perfuração viabilizando, portanto, o desenvolvimento de compostos bentonita/polímeros para uso na perfuração de poços de petróleo.

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4.3) RESTAURAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO
A restauração de poços de petróleo consiste em um conjunto de técnicas utilizado para o aumento da produção, baseado na injeção de fluidos na formação visando remover danos na matriz rochosa. Essas intervenções têm o objetivo de manter ou melhorar a produtividade, corrigindo algumas restrições que causam a redução na produção. Os polímeros empregados na acidificação devem apresentar resistência à salinidade, temperatura, cisalhamento e, principalmente, ao meio ácido. Na escolha do polímero a ser empregado, é fundamental conhecer suas propriedades e associá-las às condições de uso. Trata-se de utilizar um complexo polímero que tenha a mesma eficácia dos aditivos químicos utilizados e com um custo mais baixo, este polimérico ácido vai remover os danos causados por incrustações e precipitações. A mistura é composta por um polímero natural, que possui características de um quelante, e um polímero sintético, que tem a capacidade de reduzir a tensão superficial como se fosse um tenso ativo. Um dos problemas mais comuns em acidificação é o uso excessivo de aditivos, que pode onerar o processo e, também, causar danos à formação. . A quitosana é um biopolímero catiônico que tem merecido destaque em diversos setores da indústria química, como no tratamento de efluentes, atuando como floculante e resina quelante, na remoção de metais pesado. Este polímero é bastante versátil, e com características e pré-requisitos que podem se adequar as operações de acidificação.

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assim como pelo bombeamento de poços para auxiliar no escoamento natural. 78 . podem-se adicionar polímeros à água de injeção para transformá-la em um fluido que se desloque dentro do meio poroso com a mesma mobilidade que o óleo. é conhecida como recuperação primária. No caso de um reservatório com óleo de alta viscosidade. a produção de óleo durante o primeiro estágio é obtida devido à pressão natural do reservatório. Porém. dependendo da natureza do reservatório. Portanto. A quantidade de óleo produzida pela energia do reservatório.4) RECUPERAÇÃO DE ÓLEOS NOS POÇOS DE PETRÓLEO Nos chamados poços surgentes. Os métodos de recuperação terciária são empregados para atuar nos pontos onde o processo convencional falhou.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Durante o segundo estágio de recuperação. esses fluidos tendem a percorrer as regiões mais permeáveis. deixando quantidades substanciais de óleo na formação. mais de 70% do óleo inicialmente contido no reservatório estão disponíveis para técnicas secundárias e terciárias de recuperação de óleo. água ou gases podem ser injetados com a finalidade de extrair o óleo das rochas porosas. 4. A eficiência da recuperação de óleo nesse primeiro estágio se limita a uma faixa entre 10 e 30% do volume total de petróleo disponível. As baixas recuperações resultantes de um processo convencional de injeção de fluidos podem ser creditadas basicamente a dois principais aspectos: alta viscosidade do óleo do reservatório e elevadas tensões interfaciais entre o fluido injetado e o óleo.foxitsoftware.com For evaluation only.

4. tais como os de caracterização de poços.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. extração e refino do óleo. do tamanho dos poros e da molhabilidade (ângulo de contato).5) FILTROS DE CERÂMICA O uso da cerâmica é tão abrangente na indústria do petróleo que engloba desde os testes de laboratório. O óleo. Essa força depende. somente água é permeável. Esses fatores são essenciais na exploração de petróleo em águas profundas.foxitsoftware. compostas por aluminas-silicato. diversos processos de separações até vários tratamentos de descarte de resíduos. através do processo de filtração. a fim de que o produto final esteja dentro da especificação requerida pela empresa de distribuição de combustível. Esses filtros são seletivos. é armazenado nos pequenos poros da rocha reservatório (d<100µm) onde coexiste com água e provavelmente uma fase gasosa.com For evaluation only. São as forças capilares que seguram o óleo nesses pequenos poros. A fim de reproduzir as condições de transporte dessas rochas. 79 . entre outros fatores. onde em uma mistura água-óleo. As rochas reservatórios são. em sua maioria. A pressão capilar e as funções de permeabilidade são cruciais para descrever quantitativamente a vazão e o transporte dos fluidos que estão na subsusperfície. O revestimento com a utilização da microesfera proporciona isolamento térmico aliado a baixas densidades. Os filtros cerâmicos são utilizados apartir de pressão capilar. A microesfera cerâmica pode ser inserida no processo de filtração com o objetivo de formar uma pré capa retentora desses contaminantes.Micro esferas de vidro oca para revestimentos de tubulações que transportam petróleo em operações offshore (exploração de altas profundidades). nos poços. Microesferas cerâmicas para filtração do biodiesel: O biodiesel contém diversos contaminantes que precisam ser removidos. muitos filtros cerâmicos empregados na indústria do petróleo são atualmente a base de sílica e alumina.

Para este tipo de aplicação. que é a interação causada pelo acoplamento entre ondas ópticas e acústicas quando a condição de ressonância é preenchida. o que pode ser observado em qualquer fibra de sílica. Condição esta que é diretamente dependente da deformação e da temperatura. Multiplexação. o mais comum destes. é monitorar as deformações. Também é importante a monitoração dos efeitos de encostas e da movimentação do solo.6) FIBRA ÓTICA A necessidade da utilização de dutos é crescente no setor petrolífero.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Os sensores distribuídos têm como principal vantagem o fato de a própria fibra ser o elemento sensor. que combinam pressão interna. de comprimentos de onda que satisfaçam a condição de Bragg. A freqüência de ressonância é uma propriedade intrínseca do material. Estes sensores são baseados em um efeito não-linear chamado de espalhamento Brillion estimulado. submetidos a carregamentos dinâmicos complexos. esforços axiais e. Uma forma de se evitarem vazamentos. operação remota e distribuição de sensores por longas distâncias são características que favorecem sua utilização em sistemas de monitoração de deformação. que podem ocasionar grandes danos ao meio ambiente. 80 . sensores a fibra óptica apresentam uma série de atrativos. possibilitando uma rápida ação de equipes de limpeza e despoluição. externa. Caso a falha não possa ser evitada por meio de procedimentos operacionais. determinando a freqüência de ressonância produz-se diretamente a medida de temperatura e/ou deformação. Redes de Bragg funcionam como um espelho altamente seletivo. torção. As técnicas de monitoração de deformação em dutos empregando sensores a fibra óptica com base em redes de Bragg.com For evaluation only. O mesmo pode-se dizer a respeito de dutos submarinos de produção e de transferência.foxitsoftware. sem qualquer necessidade de processamento ou preparação da fibra. o carregamento aflexão. assim como a monitoração dos mesmos. logo. a monitoração de deformações permite identificar o momento inicial e o local do vazamento. 4.

os plásticos e outros materiais poliméricos estão presentes em nossas casas. No futuro. roupas. pois é predominantemente utilizada na construção civil devido a sua grande resistência mecânica a compressão.com For evaluation only. mantém suas propriedades praticamente constantes mesmo a elevadas temperaturas.foxitsoftware. entre eles estão as cerâmicas e os polímeros. Os materiais cerâmicos são materiais em que vale a pena pensar. os cerâmicos tradicionais atingiram um elevado estado de amadurecimento. 5 – CONCLUSÃO Após a Revolução Industrial em meados do século XVIII. os cerâmicos técnicos tem vindo a ser aplicados em situações cada vez mais exigentes.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. Seja ela qual for. sendo utilizados em uma gama enorme de variações. e 81 . materiais esses que são a cada dia. vale ressaltar também sua propriedade de ser um material refratário. ela ainda hoje é de fundamental importância para a sociedade. e o fato de ter um papel ambiental importante. ainda hoje. Contudo os materiais cerâmicos não estão restritos somente a isso. entre outros tantos meios. principalmente as que estão ligadas as questões de baixa condutividade térmica e elétricas. automóveis. Todas as áreas de processamento sofreram uma evolução sem precedentes. o mundo se transformou de uma forma jamais vista na história da humanidade. Por um lado. É fácil observar que eles ocupam grande parte da nossa vida. aprimorados para satisfazer nossas necessidades e nossas exigências. que são utilizados numa enorme gama de setores. Apesar de a cerâmica ser utilizada desde a pré-história pelo homem. as indústrias colhem frutos dos avanços da época. ou seja. O primeiro polímero puramente sintético de uso comercial surgiu apenas em 1907. Por outro lado. mas desde então a indústria polimérica não parou de se desenvolver e crescer. Vários materiais fazem parte dessa história de revolução. embalagens. nos utensílios domésticos. prevendo-se que o futuro lhes reserve aplicações com designs cada vez mais arrojados e sistemas de distribuição do produto mais rentáveis. graças aos avanços tecnológicos que têm permitido a obtenção de propriedades mecânicas superiores. é provável que a nossa época seja referida como a Era do Plástico.

extração (cimentação de poços de petróleo. sem roupas ou sapatos (feitos de poliéster e nylon). 82 .). contribuindo para um melhoramento industrial nessa área. seria nada menos que um pesadelo aterrorizante. sem telefone (feito de ABS). as cerâmicas e os polímeros também possuem suas áreas de utilização. O professor e engenheiro químico Carlos Roberto de Lana escreve um especial para a página 3 Pedagogia & Comunicação.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. ele conclui que um mundo sem água (tubos de PVC que alimentam a torneira). e no refino (filtro de cerâmica.com For evaluation only. facilitando nossa vida. Assim torna-se inegável a grande importância das cerâmicas e dos polímeros no mundo moderno. fluidos de perfuração. Observa-se que eles são utilizados como auxiliadores na prospecção e exploração (fibras óticas a base de polímeros). restauração de poços de petróleo. sabe-se que seria quase impossível manter os padrões de conforto que estamos acostumados sem a existência dos plásticos e de outros materiais poliméricos.foxitsoftware. sem luz (PVD usado no isolamento elétrico dos fios). etc. recuperação de óleo nos poços de petróleo). acabamento de máquinas. simulando como seria o mundo atual sem plásticos. Na indústria de petróleo. Eles vêm contribuindo nos mais variados domínio.

Luiz Paulo Camargo Ferrão – São Paulo. v. William D. Rio de Janeiro: Campus. Princípios de ciência e engenharia dos materiais.F. Edgard Blücher. Vicente – Tecnologia Mêcanica. James F.jhtm. Shackelford. traduzido pelo Eng.. revisão técnica Nilson C. 1970 7) Shackelford. 1998 9) ASHBY. “Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais”. 2. Callister – Ciências e Engenharia de Materias: Uma Introdução – 5ªed. acessado no dia 26 de novembro de 2010 4)http://netceramics.com. tradução Daniel Vieira.Generated by Foxit PDF Creator © Foxit Software http://www. LTC editora 2) Chiaverini. – Introdução à ciência dos materiais para engenheiros / James F. Engenharia de materiais.aspx. Portugal: McGraw-Hill.uol.br/quimica/ult1707u39. Smith. F. Lawrence Hall – Princípios de ciência dos materiais / Lawrence Hall Van Vlack.foxitsoftware. Cruz – São Paulo : Pearson Prentice Hall.. W. JONES. acessado no dia 27 de novembro de 2010 5) W. Materiais de Construção Mecânica – Volume III – 2ª ed. 2008 8) SMITH.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) Jr. Editora Afiliada 3)http://educacao.com/Home/tabid/488/language/pt-BR/Default.com For evaluation only. M. McGraw-Hill de Portugal (1998) 6) Van Black. 2007 83 . D.

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