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PRESIDENTE DA SESES Anita Schterb Gorodicht REITOR Gilberto Mendes de Oliveira Castro VICE-REITOR DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA Theophilo de Azeredo Santos VICE-REITOR DE GRADUAÇÃO Antonio César da Silva Caldas Freire SUB-REITOR DA ÁREA DA SAÚDE Carlos Alberto Valvano dos Santos DIRETOR DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA Vicente Pinheiro Lima COORDENADORES DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA Marcelo Gomes da Costa - Campus Rebouças Ana Cristina Moreira da Rocha Iório - Campus Barra Akxe Danielli Braga de Mello - Campus Barra Akxe Antonio Hermino Guerra Peixe - Campus Bangu Angelo Gonçalves Dias - Campus Niterói Carlos Augusto S. Boynard - Campus Campos dos Goytacazes Carlos Eduardo Brasil Neves - Campus Nova Friburgo COORDENADOR DE PROJETOS ESPECIAIS Celio Cordeiro Filho ORIENTADORA METODOLÓGICA Marcia Borges de Albergaria COMISSÃO ORGANIZADORA Vicente Pinheiro Lima - Diretor do Curso de Educação Física Celio Cordeiro Filho - Coordenador de Projetos Especiais Marcia Borges de Albergaria - Coordenadora do Laboratório de Fisiologia do Exercício – Campus Barra Carlos Alberto de Azevedo Ferreira - Supervisor de Projetos Especiais COMISSÃO CIENTÍFICA Carlos Eduardo Brasil Neves Edil Luis Santos Fernando Otávio Marcia Borges de Albergaria Marta Inês Rodrigues Pereira

2001 Universidade Estácio de Sá CAPA & DESIGN GRÁFICO Carlos Alberto de Azevedo Ferreira EDITORAÇÃO Carlos Alberto de Azevedo Ferreira PROJETO GRÁFICO Coordenação de Projetos Especiais É permitida a transcrição da matéria, desde que citada a fonte. As informações e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física, Rio de Janeiro – Maio, 2001

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Nada mais justo e oportuno do que criar um espaço que possibilite maior integração entre docentes e discentes. nas áreas de Fisiologia do Exercício e Avaliação e Medida. do mestre que procura traduzir seus conhecimentos de forma eficaz na sua ação interventora no processo ensino . O 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação é o momento em que a Direção do Curso de Educação Física da Universidade Estácio de Sá oferece aos seus alunos.APRESENTAÇÃO O Curso de Educação Física da Universidade Estácio de Sá em suas diversas unidades no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro – Maio. do profissional na permanente busca do aperfeiçoamento e do saber. vem desenvolvendo. excelente trabalho através de produção acadêmica de seus docentes e discentes. através da troca de informações e discussão de temas relevantes às áreas envolvidas. 2001 4 .aprendizagem. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. a oportunidade de ter uma visão mais completa de seus professores. A visão do pesquisador.

SUMÁRIO TRABALHOS CIENTÍFICOS: PAG. Variação média da freqüência cardíaca durante atividade aeróbia de ginástica em academia. 2001 5 . Comparação entre distintos protocolos de estimativa da gordura corporal em universitários Avaliação das Qualidades Físicas de Crianças Através do Eurofit Velocidades Diferentes no Treinamento de Força Treinamento para Provas de Longa Duração 04 06 08 11 14 17 19 21 23 24 25 Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. Há diferenças na lactacidemia quando indivíduos saudáveis são submetidos a intervalos de repouso ativo e passivos mediante incremento progressivo de carga? Atividades Físicas e Utilização de Recursos Ergogênicos Exercício e Emagrecimento Perfil Quanto a habilidade Motora em Indivíduos na 3ª Idade Análise Fisiológica de Treinamento de Contra – Resistência para Cardiopatas Distribuição da gordura relativa e do índice de massa corporal em função da idade em indivíduos com mais de 40 anos de idade. Rio de Janeiro – Maio.

. Os valores da FC foram filtrados e discretizados para medidas de minuto em minuto e processados em Matlab 5.. Pode-se atribuir a fase I ao metabolismo dos fosfagênios e glicolítico. Santos. a medida contínua da freqüência cardíaca (FC) (cardiotacômetro polar® . melhoria da aptidão cardiorrespiratória. Emmerich. culminando com o decorrer do tempo com a degradação das gorduras. mas cujo substrato energético predominantemente utilizado é a base de carboidratos. não entrando em s-s. OBJETIVO: Este trabalho se propõe a identificar intensidade média do exercício durante uma sessão de step-training relacionando-a ao gasto metabólico bem como os substratos energéticos utilizados e à proposição da atividade. A estimativa da FC máxima foi calculada de acordo com Karvonen.Sc. o número de praticantes tem aumentado imensamente.2]. a FC mantém um aumento progressivo. Jones. as atividades aeróbias são aquelas que atraem o maior número de indivíduos. haveria progressivamente um aumento da contribuição aeróbia para o exercício. a intensidade da aula se manteve de moderada a alta. até que na fase lenta o steady-state (s-s) é atingido (fase III). com um comprometimento crescente do metabolismo oxidativo. Bruce. no entanto. sugerindo uma intensidade supra limiar de lactato para a maioria dos indivíduos (p<0.VARIAÇÃO MÉDIA DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA DURANTE ATIVIDADE AERÓBIA DE GINÁSTICA EM ACADEMIA Simonassi. o que sugere uma intensidade superior ao limiar de lactato. & Neves. incluindo 1 minuto em repouso na fase pré-exercício e 1 minuto de recuperação na fase pós-exercício. em função do atraso do drive ventilatório. mostrando um incremento rápido nos primeiros 15 minutos seguido de uma fase lenta. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram avaliados durante uma sessão de step-training com duração de 50 minutos.E. M. Sendo Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. 26 praticantes regulares (21. Cooper e Ellestad [4. E.accurex). a variação média da FC em relação à máxima prevista pela idade (FCmáx) variou exponencialmente com o decorrer da aula. Dentre as inúmeras atividades propostas nas academias. que.. C. pode-se concluir que.12±7.. em especial as aulas de step.01). C.B.5]. após a aplicação de um questionário abordando história de risco para doença arterial coronariana (DAC). Se observa. A.05 anos) do sexo feminino.F. que segundo Novaes [3] provoca um impacto 5 vezes menor sobre as articulações de membros inferiores que as demais modalidades aeróbias de ginástica em academia.A.1 INTRODUÇÃO: Desde a década de 60. de modo que as academias de ginásticas vem atraindo grande parcela da população das mais variadas faixas etárias sendo cada qual com seu objetivo específico (redução da gordura corporal. em média. M. quando então se estaria fornecedo energia. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Conforme observado na figura 1.Sc. Conclui-se. Anas. Os dados obtidos concordam com Wassermann et al. portanto. que há um misto do metabolismo aeróbio e anaeróbio. 2001 6 . sugerindo um aumento progressivo da intensidade do exercício. onde se procedeu. quando a atividade física passou a ser admitida como promotora da saúde [1.L. E nas fases II e III. CONCLUSÕES: Dado que a intensidade média do exercício não ultrapassou 75 % da FCmáx. Rio de Janeiro – Maio.2®. ou simplesmente. em média mesmo na fase III. por estética). Åstrand.. em parte às custas do metabolismo glicolítico anaeróbio. até 73±11 % da FCmáx. [5] uma vez que o início do exercício é marcado por um aumento abrupto da FC (fase I) associado a uma descarga do Sistema Nervoso Simpático. a partir do qual inicia-se um incremento exponencial (fase II) marcado por um aumento mais rápido do consumo de O2 em relação à produção de CO2. W.

J. Atividade Física e Saúde. poderia ser indicada para o aumento da resistência muscular [2]. [4] Froelicher. et al. J.br Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física.Ministério da Educação e do Desporto / Ministério da Saúde. Brasil: Ministério da Educação e do Desporto / Ministério da Saúde.assim. Personal Trainning e Condicionamento Físico em Academia. V. Rio de Janeiro: Shape. 1 Laboratório de Fisiologia do Exercício . Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. et al. REFERÊNCIAS: [1] MED/MS . mas. ACSM’s Guidelines for exercise testing and prescription. Rio de Janeiro – Maio.(1999). [2] ACSM (1995).Faculdade de Educação Física Universidade Estácio de Sá . [5] Wassermann. (1995).(1998). por outro lado. Exercício e Coração. K. (1998). Rio de Janeiro: Revinter.Nova Friburgo – Rio de Janeiro – Brasil – cadu@estacio.F. & Vianna. . Philadelphia: Willians & Wilkins [3] Novaes. 2001 7 . Principles of exercise testing and interpretation. tal atividade não se presta à diminuição da gordura corporal [6].

Estes indivíduos foram submetidos a um teste de esforço máximo. respectivamente) em ambos os testes. B. O segundo teste foi realizado 72h após o primeiro. e os valores de τ no SLAR também foram maiores que no SLPR. Rio de Janeiro – Maio. M. Muitas funções são atribuídas ao lactato. valores diferentes de τ (SLAR igual a 0. foram avaliados neste estudo. O SLAR mostrou valores de coeficiente de correlação (r2) maiores que SLPR. W.31 mmol/L em ambos. a causa central do débito de oxigênio.7bpm no SLPR e 101±11. Pode-se concluir que intervalos ativos.. & Santos.1 e SLPR igual a 0. E. Todos os dados foram processados em Matlab® versão 5. 1986). As concentrações de lactato sanguíneo (BL) foram analisadas ao final de cada estímulo e do repouso. respectivamente. Além disso. com dois minutos de repouso passivo (SLPR).05).86bpm. do sexo masculino. mas com repouso ativo (SLAR) com carga de 12. usando um ciclo-ergômetro MONARK®. da seguinte maneira: 1) um protocolo de carga em degrau (∆carga = 50W) por dois minutos. C.5W). caracterizando aumentos mais lentos na concentração de BL em SLPR.7bpm no SLAR). Neves. Simonassi.12bpm e 183±4. A concentração de BL foi 0.01 contra 0.5W.HÁ DIFERENÇAS NA LACTACIDEMIA QUANDO INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS SÃO SUBMETIDOS A INTERVALOS DE REPOUSO ATIVOS E PASSIVOS MEDIANTE INCREMENTO PROGRESSIVO DE CARGA? Machado. C. provocando um atraso na taxa de elevação da concentração de BL. e um produto final do metabolismo que difunde-se rapidamente pela membrana celular. 0.Sc.07) foram achados. Acidose láctica tem sido definida como um estado de acidose metabólica (pH<7. 1981). e 2) o mesmo estímulo. a resposta de HR em SLPR foi maior. para SLPR e SLAR. Neste ponto (aproximadamente 2mmol/L). CONCLUSÕES: Embora as cargas de trabalho do LT e LAT tenham sido as mesmas (125 e 175W. O objetivo do presente estudo foi comparar a resposta do lactato sanguíneo em dois diferentes protocolos de exercícios intervalados: 1) repouso passivo e 2) repouso ativo (12. 2000. MÉTODOS: Dez adultos jovens saudáveis. otimiza o tamponamento sanguíneo do lactato. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física.* INTRODUÇÃO: O lactato é um dos metabólitos mais estudados durante o exercício. Beaver.95±0.93±0. quando comparados LT e LAT. um agente causador da fadiga muscular. um fator importante na dor muscular. E. Um outro parâmetro é o limiar de acidose láctica (LAT) que é caracterizado por uma incapacidade de tamponamento do ácido liberado na corrente sanguínea (Wasserman. Contudo.Sc. 2001 8 . L. Uma regressão não-linear foi executada para encontrar a constante de tempo (τ) de ajuste da curva de lactato. B. A HR máxima observada foi 177±13. inicia-se um aumento exponencial do lactato sanguíneo (Davis. (Accusport®).68. provavelmente.3) decorrente do aumento da concentração de lactato no sangue. observou-se que estes eventos ocorriam em maiores valores de HR para SLAR (p>0.35±0.2. 2000): uma fonte imediata de energia que contribui para contração muscular. o lactato tem sido considerado (Gladden. M. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Não foram encontradas diferenças significativas na HR de repouso em ambos os testes (99±10. A freqüência cardíaca (HR) foi monitorada continuamente por um cardiotacômetro Polar® (Accurex). O método mais usado para encontrar o início do acúmulo de lactato no sangue (LT) é a regressão linear. Atualmente. e conseqüente queda do pH sanguíneo.98±0.45±0.

Eur. K. Appl. Med. Whipp. Principles of Exercise testing and interpretation. A new method for detecting anaerobic threshold by gas exchange. 60:2020-27.B. B. Wasserman.J (1986). Sports Exerc. G. and Gauss. B.B. (2000). L.J. and Whipp. Physiol.REFERÊNCIAS Beaver.E. Sci.. Muscle as a consumer of lactate.Nova Friburgo – Rio de Janeiro – Brasil – cadu@estacio..br Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. H. Hansen.J. Sue. K.. Wasserman. The role of skeletal muscle in lactate exchange during exercise: introduction. Appl. J. 47:141-49. Rio de Janeiro – Maio.32:753-55 Davis. Sports Exerc. Gladden. Lea & Febiger: USA. Sci. W. L. (2000).32:764-71. Physiol.L. J. D..Y. Med.Faculdade de Educação Física Universidade Estácio de Sá . (1981).A.. 2001 9 . R. Gladden. (2000). 1 Laboratório de Fisiologia do Exercício . and Casaburi. The anaerobic threshold as determined before and during lactic acidosis.C.

cocaína.(Murray.Anabolizantes Esteróides: Os hormônios. Em geral. Este trabalho tem como objetivo. e são secretados para dentro do sangue tranportados em direção aos órgãos alvo. cafeína. somente em 1972. lutadores e desportistas faziam uso de uma planta local chamada "machung". Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. as substâncias proibidas são distribuidas em 5 grupos principais e são: 1.Introdução: Recursos ergogênicos. II.Hormonios peptídicos e análogos.hormônios que são derivados dos aminoácidos ou dos polipeptídeos e 2.Diuréticos e 5.Narcóticos e analgésicos. fencamfamin e substâncias similares. Segundo o COI.O uso dos recursos ergogênicos na história: A história demostra que.c . ervas e cogumelos com o intuito de favorecer o desempenho dos atletas. nos Jogos Olímpicos de Munique. 1989) Na Grécia Antiga. efedrina. A primeira espécie de doping é referida há mais de 2700 a. amifenazole.hormônios derivados dos compostos esteróides. a associação de drogas ao esporte não é recente. 2001 10 . são substâncias químicas sintetizadas por uma glândula hospedeira específica. 4. mas. para dar ânimo e coragem durante as disputas. demostrar de forma clara e com uma linguagem acessível as formas de uso e efeitos de cada substância acima descrita. bromantan. III. iniciou-se o uso de anabolizantes por atletas de países do Bloco Oriental.1983. carfedom. IV.ATIVIDADES FÍSICAS E UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ERGOGÊNICOS Gelson Domingues Torres Filho Luiz Maurício Vidal I.1989). Rio de Janeiro – Maio. são todos e quaisquer meios utilizados visando o aumento da performance e conseqüentemente. anfetamina.Estimulantes: Os estimulantes proibidos pelo COI são: amineptina. 3. (De Rose. tem-se a informação do uso de plantas. a cocaína e as anfetaminas. Na década de 50. Durante a 2ª Guerra Mundial. os hormônios se enquadram em duas categorias "químicas" distintas: 1. De Rose. armas e comidas para as frentes de batalha).Estimulantes. Na China. o uso de esteróides anabólicos serviu como material para as tropas americanas ( seguiam juntamente com as botas.Anabolizantes. um melhor resultado por parte dos atletas. 2. Os representantes mais utilizados desse grupo por atletas são a cafeína. passaram a fazer parte da lista de drogas proibidas pelo COI.

. aumento do clitóris. diminuição dos seios. Quando um pessoa toma diuréticos. promove o crescimento estimulando a síntese protéica e regula o metabolismo dos carboidratos e lipídios. sendo ainda os dois meios primeiramente citados os de maior uso.Hormônio do Crescimento "O hormônio do crescimento é um dos hormônios produzidos pela hipófise anterior. e é regulado pelos hormônios hipotalâmicos. Rio de Janeiro – Maio. estimulando a trancrição de RNA mensageiros que terão em suas mensagens o aumento da síntese protéica. No tubo renal. produzido pela tecnologia de DNA recombinante. dor de cabeça. sendo que as células musculares dependem do balanço de sódio e potácio. calvice. 2001 11 . ele percorre o tracto gastro intestinal até o fígado. o que pode ocasionar os efeitos citados acima. então atinge a corrente sangüínea. para potêncializar seus efeitos anabólicos há uma modificação em suas moléculas de carbono. Antes de 1986. 2. palpitação e severa cãibra. glicose e aminoácidos são absorvidos pelo sangue. atletas ou não. como tontura. Na mulher: crescimento de pêlos faciais. VI.Hormônios Peptídicos e Análogos 1. usa-se o GH sintético. "A forma pelo qualos esteróidesatuam é muito complexa. Este também é o local de ação dos diuréticos no rins. a água atada também é eliminada.poucos realmente conhecem a complexidade do funcionamento". No homem: diminuição dos testículos. 1985) O GH como o próprio nome diz. hormônio liberador de hormônio do crescimento (GHRH). O complexo hormônio receptor atinge o núcleo da célula e fixa a segmentos específicos do DNA. esse balanço pode ser severamente prejudicado. ele procura a célula alvo e liga-se a um receptor específico. assim. porém essa prática foi abolida quando um retrovírus foi relacionado a vários casos de doença neurológica fatal. administram doses por meio oral ou intramuscular. redução de espermatozóides. Quando o esteróide é administrado oralmente. eletrólitos tais como sódio e potácio. ginecomastia e outros. a doença de Creutzfeld-Jacob. V-Diuréticos Um grande número de efeitos colaterais podem ocorrer com o uso de diuréticos. o GH era extraído da hipófise de cadáveres. porém. (Bompa. ( Johnston. somatostatina e galanina". impotência. para isso pessoas. água. No adolescente: maturação esquelética prematura. havendo relatos também do uso de pomadas e dermo pachs. a maior parte dos diuréticos funciona através do bloqueio da absorção de eletrólitos.O esteróide anabólico. já que os eletrólitos em certa concentração se atam à moléculas de água. 1998) O principal objetivo do uso de esteróides é estimular a síntese protéica. é um composto sintético que tem em sua estrutura química uma base semelhante a testosterona. quando estes são eliminados do corpo. como por exemplo os 17alpha alquilados e os 19nor-testosterona. a partir do gene do hormônio do crescimento humano. engrossamento da voz.Insulina Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. Devemos entender que o músculo tem um certo balanço eletrolítico.. alterações ou ausência de ciclo menstrual. Atualmente .

Paulo."corpore sano". além da formação e do armazenamento de lipídeos. Waldemar ed. de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Vol. GH ou ambos. jogando suas carreiras fora. nº14 OUT/DEZ 2000 Bompa.phorte. 1989) A insulina é usada por alguns atletas (não diabéticos) pelo efeito anabólico. Rio de Janeiro – Maio.Nº 26. A insulina é um hormônio anabólico. porém sem oferecer um suporte técnico que favoreça a melhora da performancede nossos atletas se encontrarão na necessidade do uso de substâncias ilícitas e estarão. http://www.1ªed.Centro Bras. Musculação anabolismo total.aids.13.Conclusão No desejo de atingir metas. ISSN 0104-0758. 1998 Guimarães. primeiro. Treinamento de força consciente. S.br CEBRID. (May e Buse. American Fitness Editora. geralmente. Enquanto os patrocinadores exigirem resultados cada vez melhores.Bibliografia Santos. alguns atletas lançam mão de artifícios que colocam em risco sua aúde e integridade física e moral. aumenta a síntese e armazenamento de proteína celular e glicogênio nas células musculares e dos triglicerídeos nas células gordurosas. Oliveira. 2000 Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. dessa forma.A insulina é um hormônio polipeptídeo que regula o metabolismo dos carboidratos e influencia a síntese de proteínas e do RNA. os malefícios que indicam que sobreviver já é uma vitória ! IX. Ed. 2ªed.htm. pois facilita e aumenta o transporte de glicose e de aminoácidos para células musculares e para os adipócitos. 2001 12 . Quanto os atletas que fazem uso de drogas para satisfazerem seus egos fica a pergunta: Será que vale realmente ganhar uma posição de destaque iludindo pessoas e atletas que se dispõem a competir limpos ? Antes de qualquer benefício vale observar. 2000 Neto. combiados a esteróides anabólicos. Marco A.com. São paulo. Newton. Ano 5. além de diminuir o catabolismo protéico.gov.br/drogas/anabolizantes. phorte. Revista da SOCERJ.saudenainternet. Revista Muscle in form. VIII. Tudor O.B. quebrar barreiras e se superar.http://www.

2) manter a ingestão calórica normal e aumentar o dispêndio de energético. talvez. 2001 13 . e com bastante freqüência tem seu início na infância. 1986 e Zhang. 1998). (1998) em um meio ambiente capaz de produzir obesidade (sedentário. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. 1987). Segundo McArdle et al. gastando aproximadamente U$35 bilhões (Begley. 1993. Como forma de tratamento da obesidade a combinação de uma ingestão calórica reduzida com maiores níveis de atividade física vem sendo grandemente utilizada. 1994).(1998) se o as calorias totais ingeridas ultrapassam as demandas energéticas diárias. é necessário um desequilíbrio entre a ingestão de alimentos e o gasto calórico diário do indivíduo. Por excesso de peso.Fat-Mass (FM% >20 para homens e >30 para mulheres). Estima-se que cerca de 32% da população brasileira apresenta algum grau de excesso de peso. estressante e com fácil acesso ao alimento). Contudo outros fatores como influências genéticas. Stefanick. O excesso de peso e a obesidade constituem atualmente um dos problemas de saúde mais sérios nos Estados Unidos e no Brasil (Guedes. o indivíduo geneticamente suscetível aumentará o peso. Stunkard. Nos Estados Unidos anualmente 22 % dos homens e 37 % das mulheres tentam perder peso. 1991 e Colditz. Na atualidade o peso corporal é controlado através do equilíbrio entre o alimento ingerido e o gasto energético do organismo. das quais 11 milhões são homens e 16 milhões são mulheres (MS.EXERCÍCIO E EMAGRECIMENTO Neves. e 3) combinar ambos os métodos. direta ou indiretamente. entende-se a condição onde o peso corporal do indivíduo excede ao da média populacional. uma vez que tais situações estão. Então. Tal desequilíbrio pode ser alcançado: 1) reduzir a ingestão calórica para menos das demandas energéticas diárias. raciais também devem ser considerados (Bouchard. altura e compleição física (Pollock and Wilmore. pois existem múltiplos perigos biológicos de enfermidade prematura e morte para níveis surpreendentemente baixos de excesso de gordura. possivelmente num grau significativo. 1990). ambientais e. C. Segundo McArdle et al. mas também por causa dos precários hábitos familiares de dieta e de exercício. associados a uma ampla variedade de doenças responsáveis por uma significativa taxa de mortalidade. Não só por razões genéticas. Hubert et al. De acordo com o National Institute of Health (NIH/USA.B. o que corresponde a 27 milhões de pessoas.E. e Williams et al. 1985) a obesidade deve ser encarada como uma doença crônico-degenerativa. determinada segundo sexo. 1992).. 1988. 1985 e Ross & Pate. enquanto a obesidade é definida como um acúmulo excessivo de gordura corporal . dos lipídios sangüíneos elevados e da hipertensão arterial. Em geral a obesidade tem sido associada a uma alta ingesta calórica. 1993). as calorias em excesso são armazenadas como gordura no tecido adiposo. Existe considerável informação acerca da associação entre obesidade e inúmeros riscos específicos para a saúde em crianças. para o indivíduo reduzir o peso corporal. 1992). 1995). adolescentes e adultos (Pi-Sunyer. filhos de pais obesos correm um risco duas a três vezes maior de obesidade como adultos em comparação com as crianças de famílias nas quais nenhum dos pais é obeso. Rio de Janeiro – Maio. 1993. o que aumenta em três vezes a probabilidade de obesidade na vida adulta (Garn. (1983) aponta a obesidade como um risco de cardiopatia independente e poderoso que pode ser igual àquele do fumo. Segundo Moore (1991). como por exemplo a DAC (ACSM.

Em geral.. garante reduções de peso maiores que restrições mais acentuadas da ingesta calórica. 1998). balanço calórico negativio entre 500 e 1000Kcal/dia. vem sofrendo um a poderosa oposição por parte dos profissionais da área de saúde não pelos resultados obtidos. produzindo efeitos significativos na redução da massa de gordura. Os opositores deste tipo de prática questionam seus resultados afirmando que a perda de peso corporal está associada a desidratação. nos quais indivíduos que geraram déficits diários maiores que 1000 kcal. possuíam uma maior probabilidade de recuperar o peso perdido em relação a indivíduos que perdem peso mail lentamente. (1988). pesquisas recentes têm mostrado que os exercícios com peso geram uma redução significativa nos estoques musculares e hepáticos de glicogênio e se a atividade aeróbia for executada após exercícios com peso. pode-se observar que os programas de exercícios são constituídos basicamente de atividade aeróbias cíclicas de intensidade entre 40 – 60 % do VO2máx e duração entre 30 e 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana. (1995). as dietas ricas em proteínas e as dietas de semi-inanição. (1977) as dietas cetônicas quando comparadas a dietas tradicionais bem balanceadas e pobres em calorias não apresentam maiores reduções no peso corporal. os resultados não demonstram melhores resultados com este tipo de procedimento (McArdle et al. (1993) um desequilíbrio energético que garanta um déficit de 500 a 1000 kcal por dia. uma vez que a gordura é o principal substrato energético utilizado durante o repouso. Contudo. As dietas cetogênicas enfatizam a restrição de carboidratos ao mesmo tempo que ignoram o conteúdo calórico total da dieta. Entretanto. Então. Tal dieta baseia-se na teoria de que com restrição de carboidratos o organismo irá mobilizar mais gordura como fonte energética. Segundo Lewis et al. como as dietas cetogênicas. a lipólise produziria uma maior concentração sangüínea de corpos cetônicos que inibiriam o apetite. Rio de Janeiro – Maio. Os adeptos deste tratamento argumentam que uma ingesta protéica elevada causa supressão do apetite e o organismo passa a depender do metabolismo lipídico.). Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. para perderem peso com grande rapidez. redução máxima de 1kg/semana.Diversos tipos de dietas de restrição alimentar vem sendo indicadas no tratamento de obesidade. Bibliografia: ACSM. USA: Williams & Wilkins. 1995). As dietas ricas em proteínas são consideradas o último recurso para pessoas muito obesas. Este fato baseia-se nos achados de Hovell et al. de acordo com Sweeney et al. uma maior quantidade de ácidos graxos livres (AGL) estará disponibilizada como fonte energética (desde de que a intensidade do exercício esteja abaixo do Limiar de Lactato). Além dos exercícios com peso aumentarem a massa muscular. Um programa para a redução do peso corporal deve seguir os seguintes procedimentos: ingestão calórica diária não inferior a 1200Kcal. mas pelo possíveis acometimento à saúde dos praticantes. Exercícios aeróbios intervalados de alta intensidade (>90% do VO2máx) produzem uma aumento do consumo de oxigênio pós-exercício o que também auxilia no aumento do gasto calórico diário. que por sua vez aumenta a taxa metabólica de repouso (TMR). e que ocorre perda de tecido magro uma vez que aminoácidos são usados como fonte energética. ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription (5th ed. atividade física dever produzir um gasto de 300-500 kcal/dia (ACSM. Algumas práticas dietéticas extremas. 2001 14 .

(1991). Public Health. et al. et al.. (1988) Long term weigth loss maintenance: assessment of behavioral and supplement fasting regimem. Curr.R. e GUEDES. Atividade Física e Nutrição. Exerc. 55. Pediatr. RIPPE. J.(1993). Continuities and changes in fatness from infancy through adulthood. pp. Brasília. obese. M. HOVELL. Heredity and Body Fat. J.. pp. S131-S135.(1987). S. J. et al. II : a Sumary of findings. MINISTÉRIO DA SAÚDE (1995). Am. pp. middle-age and older man. D. Exercise in Health and Disease : Evaluation and Prescription for Prevention and Rehabilitation. Sports Exerc. 503S. Effects of weight loss vs aerobic exercise training for coronary disease in healthy. ROOS.L.L.E.51.. (1995). and coronary risk factors in obese girls.F. GUTIN. Am.BEGLEY.G e PATE. 54(4). JOPERD. Atividade Física e Saúde. S. L.Obesity. KATZEL. J. 28. et al.A. Economic Cost of Obesity. Clinical applications of diet and physical activity in weight loss. 118.. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. 1. American Journal Clinical Nutrition. (1995).L. 2001 15 .57:127 WOOD. POLLOCK. Brasília.P (1998). Physical training. 91. pp. pp. (1991) Influence of parent’s physical activity levels on young children. Rio de Janeiro – Maio.19. GUEDES. Am. Engl. Government should strengthen regulation in the weight loss industry. 328. pp. R. R. et al. The association between changes in physicalactivity level and other lifestile characteristics with mortality among men. 15. The National children and youth fitness study. pp. PAFFENBARGER. M. pp. C. STEFANICK. C.: 63. (1985). Med. pp. (1996).J..H. LEWIS. Sport Sci. (1996) Overweight and Health : Communications Challenges and opportunities. Vol. 58. L. Nutr. (1996).538. and WILMORE. Moderate energy restriction with and without exercise in the treatment of obesity: efficiency of weight loss. GARN.1255. Midiograf. Suppl. (1990). M. pp. Pediatr.. Exercise and weight control. Med. (1977) Effect of a diet’s composition on metabolic adaptations to hypocaloric nutritrion: comparison of high carbohydrate and high fat isocaloric diets. MINISTÉRIO DA SAÚDE (1993). 259. 8. Nutrition Reviews..D. Probl. RÖSSNER. (1988).R. Rev. S. lifestyle education. 274. COLDITZ. L. Clin. 15-27. S2-S4. Assoc. pp. M. Paraná: Ed. Rev. P. N. PERRUSE. et al. JAMA.. MOORE. SWEENEY.M.P. International Journal of . G. J. (1993) Severe vs.1915.B.E. Am J.1. Controle do Peso Corporal – Composição Corporal. Ann.M. (1997). Nutr. J. pp. Am. J. Clin..215.I. (1993). pp. Sci. Defining Sucess in Obesity Management. 78:663. J.. B. 4705-4735. 1221. Diet. Nutr. Doenças Cardiovasculares no Brasil. Brasil. 21:363.E. Nutr. BOUCHARD. Jr. Clin..S. 30:160. J.

esporte e atividade física que proporcionam a melhoria da qualidade de vida do idoso e estimulem sua participação na comunidade“. aumentando cada vez mais o número de adeptos principalmente. M. programas sociais. tais como osteoporose... difundida por vários meios de comunicação. artroses. 06) nos corrobora dizendo “Por outro lado. A atividade física. O Brasil deixou de ser um país jovem. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. “ O contingente da terceira idade representa marco de significação e de referência da maior importância por ser representante vivo de tradições. sem hormônios não há sensação”. As mudanças biológicas. Sendo assim devemos proporcionar a estas pessoas atividades físicas e mentais adequadas ao aumento de suas sensações. imobilidade corporal. Os objetivos traçados nas academias atendem a um público bastante específico. 29) nos diz “. Rio de Janeiro – Maio. a tendência é o aumento da longevidade em nossa sociedade. que não a 3ª idade. Na velhice. Segundo Chopra (1994. culturais e recreativos“. centros comunitários..842/94 é muito clara em declarar a importância de se “incentivar e criar programas de lazer. Contudo a lei 8... 2001 16 . assistentes sociais e professores de educação física) que tem como objetivo melhorar o processo biopsicossocial do idoso. psicólogos. Nesta ocasião. O idoso começa a diminuir suas atividades produtivas e corporais. as atividades sociais diminuem consideravelmente além da percepção da decadência de corpo. os recursos comunitários existentes para essa população são precários: faltam instituições especializadas. nas academias de ginástica.“PERFIL QUANTO A HABILIDADE MOTORA DE INDIVÍDUOS NA 3ª IDADE” Albergaria. haja vista as estatísticas apresentadas pela Organização Mundial da Saúde. p. A população vive mais. O envelhecimento implica não somente na quantidade de dias vividos mas também na qualidade desta vida depois dos 60 anos de idade. Mas. B. O envelhecimento vem trazendo a preocupação dos profissionais da área da saúde (médicos geriatras... Até a idade adulta a vida do homem é bastante ativa e participativa. como fazê-lo ? . compatíveis com suas disponibilidades e interesses”. 27) Com o aumento da tecnologia e com a diminuição de doenças. p. p. etc. principalmente na 3ª idade. psíquicas e sociais que ocorrem no idoso tem sido melhor estudadas e a sociedade dado maior atenção atenuando os conflitos delas decorrentes. visto a amostra que se encontra nas academias.. desportivas e de lazer. estamos a caminho do “old boom”. (p. normalmente. afasias. . em contraponto com o anterior “baby boom”.. Esta longevidade resulta do melhor controle das doenças que caracterizam a 3ª idade ( problemas cardiovasculares.envolvendo-se com atividades culturais. cultos e valores que serão perpetuados com novas roupagens e cenários. vem a aposentadoria. onde Sayeg citado por Novaes (1995. Novaes (1995. problemas pulmonares e doenças degenerativas ). 29) que enfatiza este pensamento dizendo “sem a sensação não há hormônios. atividades estas que lhe dão prazer. Contudo o número de alunos da 3ª idade não chega a ser expressivo.. depressão. Atualmente os idosos tem sido assistidos em doenças que em outras épocas não eram levadas em consideração. Sabe-se da necessidade veemente do ser humano estar em atividade física..” ... Novaes (1994) contribui com a informação.

nos cinemas e por fim na prática da atividade física. da capacidade aeróbia.06 segundos. . “ (p. encontramos hoje com mais facilidade o “velho “ por toda parte. o quantitativo de idosos ultrapassou os 14% da população segundo a reportagem do jornal “O Globo “ (2001) que em 1996 representava cerca de 7. Avellar (1994) nos complementa dizendo “ A consciência da atividade física faz surgir dentro dos alunos uma hierarquia de valores peculiares. da tonicidade muscular.” O estudo teve como proposta medir o perfil da habilidade motora de um grupo de homens e mulheres de meia e da terceira idade que praticam a atividade física três vezes por semana na praia.5% da população. atividades estas que aumentam seu prazer pela vida. os sem condicionamento e os idosos são marginalizados. no shopping. 11) A marginalização tem-se diminuído a partir da participação dos alunos da 3ª idade a atividade física. a impulsão vertical é de 19 cm e a horizontal é de 1. Rio de Janeiro – Maio. tem dado a chance do seu corpo vivenciar sensações esquecidas ao longo da vida. Um dos temas mais comentados no novo milênio é a terceira idade. Foram medidas 64 pessoas. Novaes (1994. da mobilidade articular. Paz (1990) e Novaes (1994). evitar a perda da memória e manter em um bom nível as suas habilidades motoras. permitindo assim uma maior integração da 3ª idade com a sociedade. A bateria foi composta de 11 testes. no Brasil. mas também deve criar a oportunidade de se constituir um ponto de encontro e um espaço para o desenvolvimento pessoal e inter pessoal. maior aceitação da sua imagem corporal atual. A prática de exercícios físicos visa não somente a melhoria da estética do corpo .0%. A atividade física vem proporcionar a este grupo. Através da bateria de testes. a ginástica. realizados com os alunos de terceira idade foi verificada a eficiência da pratica das atividades físicas. 2001 17 . A dominância visual. Será apresentado a média dos resultados de todos o dados. 4 do sexo masculino e 60 do feminino com média de instrução de 2º grau e a idade de 57 anos. de tal forma que os alunos novatos. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. onde. a coordenação manual foi de 80% do total possível. quanto as habilidades motoras desenvolvidas nas atividades práticas. a hidroginástica. do metabolismo e perda da imagem corporal. a agilidade de 14. como a diminuição dos preços em eventos populares para que freqüentem com mais assiduidade os espetáculos culturais. A bateria de testes é de Bruininks Oseretks (1978) modificado por Albergaria & Rosadas (1989). existentes. como a yoga. a pedal de 60. p. (até mesmo governamentais). na calçadão da praia. a partir da mídia atual. São poucas as instituições que oferecem um programa de atividade física para a terceira idade. Através destas experiências corporais que o idoso vem se expondo. seus desejos e tudo que constituiu sua vida psíquica.06 cm. auditiva. o resultado do abdominal em 1 minuto foi de 25. promovidos por algumas instituições que visam o crescimento biopsicossocial a partir dos 55 anos. Estes pontos de encontro tem se expandido. os autores citados fecham este pensamento. o ”propium” que investiu nele : seu corpo. facilitando assim a assumir a sua nova imagem corporal e aumentando o seu auto conceito. manual e pedal foi destra. Esta participação vem dos incentivos. No teste de equilíbrio tanto estático como o dinâmico foi de 100%. conseqüentemente. Os grupos de atividades corporais também tem aumentado bastante. vê o mundo e. aos bancos escolares e aos encontros sociais. na qual a capacidade de realização de exercícios confere “status”.17) em sua obra ressalva esta questão dizendo “O sujeito. Por sermos um país de pessoas idosas. quanto as facilidades hoje encontrada. Baur et alii (1983). a dança de salão.sob pena de se observar diminuição de cálcio. Hoje.

Porto Alegre.05) entre as faixas etárias. Diário Oficial. CHOPRA.Os resultados não foram significativamente diferentes (p> 0. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. Atividade Física para adultos com mais de 55 anos. (Tese de Mestrado). Considerações sobre o envelhecimento e a velhice desde Freud à comtemporaneidade. L. Rio de Janeiro: Editora Rocco. (1990). M. 04 de Janeiro de 1994. “Analise do desempenho motor de crianças de 5 a 8 anos das Escolas Municipais e Particulares do Município do Rio de Janeiro”. 2001 18 . (1994). As Alegrias do Envelhecer. já que os valores encontrados foram muito próximos aos citados na literatura. M. C. (1995). NOVAES. & MICHEL. A. Rocco. Rio de Janeiro – Maio. (!994). J. R. Rio de Janeiro: Manole. C. Educação física e recreação para a terceira idade. Grypho. (1992). (1993). PAZ. MANIDI. Psicologia da terceira idade. Rio de Janeiro.P. AVELLAR. Conquistas Possíveis e Rupturas necessárias. eficazes e eficientes-eficazes quanto as conseqüências anatomo-fisiológicas e afetivosociais”. MESSINA M. (1996). Lei número 8842. referentes a mesma faixa etária.J. H. Universidade Gama Filho. BIBLIOGRAFIA ALBERGARIA. & KALMANN. D. M. Rio de Janeiro: Universidade Gama Filho. pois o quantitativo de pessoas foi pequeno. mas sendo bastante relevante para a amostra que faz ginástica na praia. O resultado obtido foi satisfatório. Corpo sem idade. BRASIL. (Tese de Mestrado). JANIS. Rio de Janeiro: Juerp. Congresso Nacional. Mente sem fronteiras A alternativa quântica para o envelhecimento. M. (2001). “A consciência dos usuários de academias de ginástica eficientes. Sagra. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. R.

os hábitos de vida etc. EL.. De forma geral. a capacidade funcional. Sabe-se que durante exercícios contra resistência.Sc. Fardy. outras sem orientação nenhuma. a história de risco. 2001 19 . Desde que se obedeça a critérios de interrupção do exercício e se monitore a PA. Em se tratando de populações especiais. da American College of Physitians. leva em consideração basicamente dois critérios – a percepção subjetiva de esforço (RPE<13 da escala de Borg de 6 a 20) e a variação da freqüência cardíaca (<20 a 30 bpm acima do repouso). o exercício para cardiopatas. o que pode ser obtido com o treinamento contra resistência. 1998). se evidencia a necessidade de um acompanhamento íntimo e. Há que se considerar. Rio de Janeiro – Maio. Ainda assim. como é o caso dos cardiopatas. de modo que há uma prevalência maior de arritmias e menor de isquemia miocárdica que em exercícios cardiorrespiratórios para mesmos valores de Duplo Produto (ACSM. § Hoje os benefícios da atividade física para a saúde são mundialmente conhecidos. Seqüencialmente. sendo que. da American Heart Association. 55 mil sofrem infarto do miocárdio por ano (DATASUS. no Brasil. ou da American Association of Cardiovascular and Pulmonary Rehabilitation – esta deve levar em consideração a história clínica. O aumento da força e resistência muscular formam um complemento de suma importância para o condicionamento cardiorrespiratório. o que tem colocado milhões de pessoas nas ruas. a atividade física se mostra uma ferramenta fundamental para o incremento da longevidade e da qualidade de vida saudável (ACSM. mas muito poucas sob orientação dos profissionais mais qualificados para tal – os profissionais de Educação Física. parques e praias se exercitando – muitas das quais sob orientação médica. Um primeiro passo na prescrição de exercício consta da estratificação de risco e. através da análise das trocas gasosas respiratórias se possibilita avaliar o mais acuradamente a interação ou desproporção entre estes sistemas durante o estresse físico (Santos. com a avaliação funcional se pode apurar a interação entre os sistemas respiratório. doença valvular severa ou disfunção ventricular esquerda grave. no entanto. até que se consiga proceder continuamente o exercício por mais de 30 minutos a intensidade superior ou equivalente a 60% da capacidade funcional de pico. onde se utiliza inicialmente de exercício intermitente de 3-5 min com 1-2 min de repouso de 3 a 4 vezes por dia. 1999). são cerca de 8 milhões de hipertensos no país (PNECHA. com todo esse contingente de pessoas preocupadas com a saúde ou com a estética.EXERCÍCIO CONTRA RESISTÊNCIA PARA PORTADORES DE CARDIOPATIA Santos. 1999. 2000). Froelicher et al. sobretudo. seja quais forem os critérios – como é o caso do American College of Sports Medicine. 1998). o ECG e – a partir destes – o duplo produto. cardiovascular e metabólico (Pollock. cerca de 250 mil pessoas falecem por ano devido a doenças cardiovasculares. E sendo assim. 1997). os exercícios contra resistência podem e devem ser incluídos em uma rotina de atividade física para os seguintes casos: 1) 4 a 6 semanas após infardo do miocárdio ou implantação de “ponte de safena”. mais do que nunca. que para determinadas patologias como insuficiência cardíaca congestiva. 1998. M. o exercício contra resistência pode não ser aplicável. arritmias não controladas. há uma maior probabilidade de elevação da Pressão Arterial em detrimento de baixas Freqüências Cardíacas. 2000). 2) 1 a 2 semanas após Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. harmônico de ambos – profissional de Educação Física e Médico.

3) PA diastólica menor que 105 mmHg. e 5) compreende aqueles indivídos sem insuficiência cardíaca congestiva. sem sintomas instáveis ou arritmias.angioplastia ou outra revascularização. Coordenador do Laboratório de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliações da Universidade Estácio de Sá .Campus Rebouças. 2001 20 . Professor das cadeiras Fisiologia do Exercíco e Avaliações e Medidas § Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. 4) Capacidade funcional maior que 5 METs. Rio de Janeiro – Maio.

OBJETIVO: Dada a influência da obesidade como fator de risco para DA. Foram calculados os seguintes parâmetros: 1) Densidade Corporal. (1994). além de um ligeiro padrão de decréscimo de r para faixas etárias acima de 80 anos (r=0. REFERÊNCIAS: [1] Weber. C. Eng. Baltimore: Williams and Wilkins. 24 (4-6): 355-466. M. 2001 21 .DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA RELATIVA E DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM FUNÇÃO DA IDADE EM INDIVÍDUOS COM MAIS DE 40 ANOS DE IDADE Anas. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram avaliados 300 indivíduos. sendo que sua coleta seguiu os procedimentos preconizados pelo American College of Sports Medicine. As medidas do peso corporal e da altura foram efetuadas em uma balança Filizola® com precisão de 0. dada sua alta correlação com a gordura corporal relativa (G%). Em virtude do baixo custo e da facilidade na execução de testes de campo. apresentando boa correlação com a G%. E.16 – SM e r=0. Em contrapartida encontrou-se uma significativa dependência entre G% e BMI em ambos os sexos (r=0. Bio.05Kg. da aptidão física total do indivíduo. enquanto o BMI mostrou-se invariável com a idade (r=0. Análise da Variância (ANOVA one-way) e Coeficiente de Correlação de Pearson (r).19 – SF). RESULTADOS E DISCUSSÕES: Pôde-se observar um ligeiro padrão de incremento do G% em função da idade (r=0. Os procedimentos estatísticos constaram de teste t-pareado.E. propõe-se aqui a comparação entre a distribuição da G% e o BMI em indivíduos com mais de 40 anos. sendo 201 (55.. Nutr. A. J.1 anos) do sexo feminino – SF e 99 (51.” Crit.B. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física.E. [3] Valentinuzzi. Clin.e 3) BMI . M. (1996) “Bioelectrical impedance techniques in medicine: monitoring of physiological events by impedance. o BMI vem sendo freqüentemente empregado em estudos populacionais como preditor de sobrepeso e da obesidade. “ A comparison of skinfold thickness. CONCLUSÃO: Além da alta acessibilidade.8±9.F.05 mm).37).6 anos) do sexo masculino – SM. das doenças associadas a esta.1 INTRODUÇÃO: O estudo do fracionamento do peso corporal é um componente de suma importância na avaliação do estado nutricional.Sc..60). body mass index. as medidas de dobras cutâneas têm sido largamente utilizadas na avaliação da composição corporal. nos indivíduos estudados. o BMI mostra-se uma ferramenta potencial para a estimativa do excesso de peso corporal. Rev. 13: 177-182 [2] ACSM (1995). 2) G%. bio-electrical impedance analysis and Dual-energy X-ray absorptiometry in assessing body composition in obese subjects before and after weigt loss”. A amostragem das dobras cutâneas foi efetuada com um compasso Cescorf® (precisão = 0. e na predição dos riscos de obesidade à saúde. processados em ambiente Matlab® 5..9 ±8. M. além do quê.Sc.12 – SM). Rio de Janeiro – Maio. “ ACSM’s guidelines for exercise testing and prescription.L. em comparação com a facilidade em se avaliar a composição corporal através da medição de dobras cutâneas e estimar o BMI.05cm e 0. O valor negativo de r para o grupo SM pode ser decorrente da diminuição da massa corporal em detrimento de uma menor redução na estatura com o incremento da idade nesta população.2 (MathWorks). & Santos. Neves.08 – SF e r=-0.

São Paulo. F. [8] Siri. (1992) “Bioelectrical impedance analysis for measurements of body fluid volumes: a review. A. 2001 22 . W. A. (1980) Generalized equations for predicting body density of women. (1998) Fisiologia do Exercício. Rio de Janeiro: Ed. Body compositiofrom fluid spaces and density: analysis of methods.com. J. Sci. (1996) Esporte e saúde pública (sumário).S. Exerc.L. Eng.” J.J.E.[4] Thomas. Guanabara Koogan. Philadelphia: Saunders company. et al. [9] Jackson. 40: 497-504. Rio de Janeiro – Maio. et al (1978) Generalized equations for predicting body density of men. J. Sport. 1 Laboratório de Fisiologia do Exercício Faculdade de Educação Física Universidade Estácio de Sá . Med. 17(6): 505-510. (1961).S. Nutr. M. [5] Bezerra. et al. [10] Jackson. Apud: Brozek.Nova Friburgo – Rio de Janeiro – Brasil – byels@uol. Santos. 12(3) 175-182. [6] McArdle. Clin. (1984) Exercise in health and disease. Techniques for measuring body composition.br Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. [7Pollock. and Henschel. Washington: National Academic of Science. Nutrição e Desempenho Humano. pp 224-225. A. Anais do Congresso Latino Americano de Esporte para Todos. R. Pp 223-234. B. Brit.

1 INTRODUÇÃO. esta afirmativa não vale para ambos os sexos.. circunferências de segmentos corporais (CSC) e índice de massa corporal (IMC) vêm sendo bastante utilizados na avaliação da CC. é sua extrema sensibilidade a erros. M. principalmente em indivíduos muito obesos.5 cm. sendo 41 homens (23. CONCLUSÕES: Dado o grande número de protocolos existentes na literatura especializada. REFERÊNCIAS: [1] Weber.5 anos). “ a comparison of skinfold thickness.5 anos) e 27 mulheres (22.4 kg...Sc. C. 13: 177-182 [2] ACSM (1995). “ ACSM’s guidelines for exercise testing and prescription. Rio de Janeiro – Maio. Uma das limitações da estimativa da CC por DC. ossos. respectivamente. O protocolo de Faulkner mostrou a menor dispersão para o sexo masculino. Nutr. entretanto os protocolos de Faulkner e Guedes mostraram distribuições distintas dos demais. Anas. com massa corporal de 72. Os protocolos de DC e CSC utilizados foram o de Jackson et al. devido a seu baixo custo e facilidade de execução tanto em laboratórios quanto em campo. Seria. e o de Lean no sexo feminino. E.1 mm e uma trena antropométrica com precisão de 0. J. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram avaliados 67 estudantes de Educação Física. A análise estatística constou de Análise da Variância (ANOVA one-way) e correlação de Pearson (r).4 ± 3.02).COMPARAÇÃO ENTRE DISTINTOS PROTOCOLOS DE ESTIMATIVA DA GORDURA CORPORAL E O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM UNIVERSITÁRIOS Emmerich.. bio-electrical impedance analysis and Dual-energy X-ray absorptiometry in assessing body composition in obese subjects before and after weigt loss”.9 ± 7. Baltimore: Williams and Wilkins.Sc.L.9 kg e 58. A. Durnin e Wormesley.A avaliação da composição corporal (CC) permite quantificar os principais componentes estruturais do corpo humano – músculos. F.quanto inter-observadores. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Quando comparados os protocolos de medida para ambos os sexos não encontrou diferença significativa (p=0. Faulkner e Guedes.E. gordura e água. A literatura científica aponta para diversos protocolos para estimar a massa livre de gordura (FFM) e a gordura relativa (G%). Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. portanto recomendável a utilização um único protocolo para vias de acompanhamento das alterações da constituição física. & Neves. utilizando-se de um compasso CESCORF ® com precisão de 0. M. As mensurações de DC e CSC seguiram as recomendações preconizadas pelo American College of Sports Medicine.5 cm. (1994).. tanto intra. onde em alguns pontos a espessura das dobras é maior que a abertura do compasso. Clin.. Santos. sobretudo no sexo feminino.B.9 ± 8. Para as medidas de peso e altura utilizou-se uma balança com estadiômetro FILIZOLA ®. conclui-se que embora alguns destes mostrem distribuições similares. corroborando ao fato de indivíduos do sexo feminino apresentarem maior variabilidade na distribuição de gordura corporal. C. Os métodos antropométricos de dobras cutâneas (DC). 2001 23 . com precisão de 0. OBJETIVO: Propõe-se aqui uma comparação entre a G% estimada por alguns protocolos amplamente utilizados por Profissionais de Educação Física.1 ± 4.05 kg e 0. Lean et al. body mass index.

(1996) Bioelectrical impedance techniques in medicine: monitoring of physiological events by impedance. 12(3) 175-182.J. Santos. (1980) Generalized equations for predicting body density of women. Rio de Janeiro: Ed. 2001 24 . Anais do Congresso Latino Americano de Esporte para Todos. J. M.S. [5] Bezerra. (1984) Exercise in health and disease. (1996) Esporte e saúde pública (sumário). Crit. Rio de Janeiro – Maio. (1961). et al. São Paulo. Guanabarakoogan. Body compositiofrom fluid spaces and density: analysis of methods. 40: 497-504. Sci. and Henschel. F.[3] Valentinuzzi. M. Nutr. 24 (4-6): 355-466.br Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física.S.E. Pp 223-234. Philadelphia: Saunders company. Rev. [6] McArdle. [10] Jackson. pp 224-225. et al (1978) Generalized equations for predicting body density of men. Eng. J. Eng. Exerc. A. R. et al. (1992) Bioelectrical impedance analysis for measurements of body fluid volumes: a review.E. B.L. Washington: National Academic of Science. (1998) Fisiologia do Exercício.Nova Friburgo – Rio de Janeiro – Brasil – cadu@estacio. Techniques for measuring body composition. [8] Siri. Bio. Med. 1 Laboratório de Fisiologia do Exercício Faculdade de Educação Física Universidade Estácio de Sá . [9] Jackson. Apud: Brozek. W. A. 17(6): 505-510. [7Pollock. [4] Thomas. Nutrição e Desempenho Humano. A. Sport. J. Brit. Clin.

quando os graus foram colocados na curva de distribuição que mostrou a moda deslocada para a esquerda. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. Os meninos demonstraram resultados superiores que as meninas em todas as idades. agilidade. flexibilidade. O programa de aptidão física tem objetivos específicos que irão auxiliar os alunos para a importância do desenvolvimento das qualidades físicas na aprendizagem de habilidades motoras e auto estima. Uma vez que o número de sujeitos com pouca aptidão física vem aumentando demasiadamente. com a união dos pontos forma-se uma reta e ela descreve uma escala de graus. Fernando Octávio da Silva Martins O presente estudo identifica a importância de se levantar o nível das qualidades físicas de crianças em idade escolar. os resultados obtidos nos testes ficaram abaixo do grau 5 (média). A partir dos resultados do desempenho. velocidade segmentar de membros superiores e resistência cardio-respiratória. Os testes foram subdivididos de acordo com o protocolo EUROFIT. equilíbrio. Nos testes de velocidade os meninos obtiveram melhor desempenho. Ms. utilizando-se o maior escore e a média. e por existirem poucas pesquisas sobre o assunto urge a necessidade da apresentação de estudos científicos salientando a importância da atividade física para as crianças. Nota-se um baixo nível de aptidão motora. foi feita a distribuição percentual de freqüência dos graus obtidos para desempenho da aptidão física. O instrumento utilizado para análise dos testes foi a escala monolog (semilog).AVALIAÇÃO DAS QUALIDADES FÍSICAS DE CRIANÇAS ATRAVÉS DO EUROFIT Prof. 2001 25 . Em ambos os sexos e idades. Rio de Janeiro – Maio. A amostra utilizada para esta análise foi composta de 1020 crianças escolares subdivididas por faixa etária entre 10 e 15 anos no Colégio Beatriz Silva em Teresópolis – RJ. na maioria dos testes. exceto no teste de equilíbrio e no teste de flexibilidade. O teste aplicado foi o EUROFIT que mediu os indicadores: força estática e dinâmica.

26±7 anos. A probabilidade de predizer 1RM a partir de 75%1RM foi baixa (r2<0. Os testes de 1RM apresentaram boa confiabilidade (R>0. as correlações não seguiram qualquer padrão. houve diferença significativa (p<0. A especificidade da velocidade no treinamento contra-resistência não está clara. 3 x/semana.EFEITOS DE DUAS VELOCIDADES DE EXECUÇÃO DO EXERCÍCIO ISOTÔNICO (TREINAMENTO CONTRA. e. e às vezes não significativas. nos dois exercícios. sem diferenças significativas (p<0. os de 75% 1RM apresentaram correlações mais baixas (R<0. Os testes de 1RM e 8-10RM apresentaram boa confiabilidade (R>0. confiabilidade.90). isotônico.87<r<1. ESTUDO 2: 8 sujeitos (28±9 anos. 66±12 kg) e grupo rápido (GR) a 100o/s (n=6. O número de repetições a 25o/s foi significativamente menor que a 100o/s. A prescrição do treinamento com base em um número de repetições deve ser vista com cautela. velocidade de movimento. testes. porém. Rio de Janeiro – Maio.05) entre os grupos. houve uma tendência para maiores ganhos em agachamento em GL e em supino em GR. com EPM altos. A carga para 8-10RM a 100o/s foi significativamente maior que aquela a 25o/s.I.99. Os testes de 1RM e 8-10RM correlacionaram-se significativamente nos dois exercícios (0.44).RESISTÊNCIA) NO GANHO DE FORÇA E RESISTÊNCIA MUSCULAR.3 kg).94 e erro padrão da estimativa (EPE) < 8. EPM<1.2%. GL e GR tiveram ganhos significativos nos testes de 1RM e 8-10RM nos dois exercícios. 3) comparar o efeito do treinamento contra-resistência realizado a 25 e 100o/s nos ganhos de força/resistência muscular em adultos saudáveis. ESTUDO 3: 6 sujeitos (25±6 anos. Porém.00) e 1RM pôde ser predito a partir de 810RM. entre estes. Este estudo está dividido em três partes cujos objetivos foram: 1) determinar a confiabilidade dos testes de 1RM e de 8-10RM a 25 e 100o/s e determinar a relação entre os testes. Conclui-se que os testes de 1RM e de 8-10RM são confiáveis. 2001 26 . Os testes de 1RM apresentaram correlações não significativas com os de 75%1RM. 55±9 kg). durante 12 semanas) de agachamento e supino: grupo lento (GL) a 25o/s (n=8. Unitermos: repetições máximas. porém recomenda-se a realização de dois testes para utilização dos resutlados do segundo. Não houve ganhos em 75% 1RM.R. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. 68±11 kg) foram submetidos a teste/reteste de 1RM e 75% 1RM a 25 e 100o/s em agachamento e supino. precisando de maiores investigações. M. porém houve em trabalho (carga x repetições) a 75% 1RM nos dois exercícios em GL e em agachamento em GR. treinamento contra-resistência. 59±13 kg) fizeram parte de um grupo de comparação e outros 14 foram estratificados em dois grupos de treinamento (1 série de 8-10RM.57 kg). ESTUDO 1: 10 sujeitos (25±6 anos. 28±7 anos. 2) determinar a confiabilidade dos testes de 1RM e de 75% 1RM a 25 e 100o/s e determinar a relação entre os testes.99) e baixo erro padrão da medida (EPM<4. r2>0. No entanto. Não houve diferença nas variáveis medidas no grupo de comparação. PEREIRA.05) entre teste e reteste para 1RM de supino e 8-10RM a 25o/s de agachamento. 66±10 kg) foram submetidos a teste/reteste de 1RM e de 8-10RM a 25 e 100o/s em agachamento e supino.

Em eventos de longa duração. Este peptídeo atua nos glomérulos renais diminuindo a reabsorção de sódio em efeito antagônico ao da aldosterona também secretada durante o exercício. O treinamento aeróbico de longo prazo tem sido constantemente correlacionado com incrementos na capacidade oxidativa dos tecidos periféricos (principalmente fibras de contração lenta) e com o aumento da cavidade ventricular e hipertrofia funcional de sua parede. Outra. De fato. Desta forma. 2001 27 . que permitam uma extração significativa de oxigênio do sangue (diferença artério-venosa). Estes últimos por sua vez. refletem mecanismos de preservação orgânica bastante primitivos influenciando a prática da atividade física em indivíduos extremamente adaptados. As maiores preocupações acerca do exercício prolongado em climas quentes e úmidos incluem: Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. Uma das importantes adaptações morfológicas que podem acarretar processos secundários e que visam a manutenção de requisitos fisiológicos básicos para a sobrevivência do organismo é a hipertrofia do miocárdio com aumento da eliminação de sódio pelos túbulos renais e glândulas sudoríparas. A menor volemia resultante determina uma redução no débito cardíaco e diminuição concomitante do fluxo de nutrientes para os tecidos ativos resultando em fadiga. adaptações morfológicas e fisiológicas que garantam uma maior especialização do sistema à atividade realizada. Ambas adaptações possibilitam melhorias na potência aeróbica máxima e no limiar anaeróbico. a hidratação ao longo do evento. adaptações morfológicas (como aumento do número e tamanho das mitocôndrias. diversos mecanismos neuro-endócrinos são acionados proporcionando ao longo do tempo. maior quantidade de enzimas aeróbicas e maior capilarização). deverão adquirir ao longo dos anos de treinamento. é a maior capacidade do tecido muscular em captar glicose do sangue contribuindo para poupar glicogênio mas alongo prazo acarretar condições eminentes de hipoglicemia. contribui para minimizar o efeito de desidratação porém não é capaz de neutraliza-lo.TREINAMENTO PARA PROVAS DE LONGA DURAÇÃO Roger de Moraes O estresse imposto pelo treinamento para provas de longa distância cria um desafio significativo para a manutenção da homeostasia orgânica. O maior débito cardíaco correlacionado com as adaptações supra-mencionadas encontra-se igualmente vinculado com uma maior liberação de fator natriurético atrial em resposta a um aumento do fluxo sangüíneo de enchimento atrial. Rio de Janeiro – Maio. Perdas hídricas da ordem de 1-2 litros por hora são possíveis em eventos desta natureza. também a termorregulação constitui-se em um importante mecanismo de equilíbrio da homeostasia. Algumas destas adaptações entretanto. ETIOLOGIA DA HIPONATREMIA: A hipertrofia do miocárdio é certamente um fator positivo para aumentar a disponibilidades do oxigênio para os tecidos periféricos.

d) Uso de medição diurética. b) Aumentos das perdas de sódio associadas com suor com alto conteúdo de sódio em relação a indivíduos sedentários. postergar a fadiga poupando o glicogênio intramuscular e minimizando o grau de catabolismo protéico decorrente do aumento das secreções de cortisol observadas em exercícios desta magnitude. Certamente. Diversos atletas tem sido diagnosticados nos últimos eventos do IRONMAN com hiponatremia justificando a ingestão de 1 litro por hora de água com cerca de 25mEq / L de sódio. Estes e outros procedimentos poderão auxiliar atletas veteranos a melhorarem seu rendimento e a preservarem suas condições orgânicas durante um período de treinamento específico. A solução de reidratação oral deve incluir: Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física. Fatores que predispõe a hiponatremia incluem: a) Exercício prolongado em alta intensidade realizado em climas quentes e úmidos. Estas adaptações ocorrem em virtude do maior potencial oxidativo do tecido muscular. Diminuição da capacidade de termorregulação. Aliado a isto. caimbras e confusão mental que prejudicam o rendimento. A suplementação de cerca de 90g de glicose por hora é imperativa para. a menor diminuição da secreção de insulina durante o exercício cria condições bastante favoraveis para a captação da mesma pelo tecido muscular embora este processo durante o exercício não seja necessáriamente mediado por este hormônio. A redução sérica de sódio para valores inferiores a 130mEq / L pode determinar sintomas relacionados com a hiponatremia que incluem dor de cabeça. Redução do volume plasmático resultando em hemoconcentração. e) Ingestão regular de grandes quantidades de fluidos livres de sódio durante exercícios prolongados. c) Iniciar a atividade em estado de depleção de sódio no organismo decorrente de dieta pobre neste eletrólito e dias consecutivos d treinamento no calor. Rio de Janeiro – Maio. estes procedimentos visam a inibição dos mecanismos que controlam a pressão sistêmica impedindo seu aumento ou diminuição exacerbados. ETIOLOGIA DA HIPOGLICEMIA: Outro aspecto importante em relação a provas de longa duração é a maior capacidade do músculo treinado em consumir a glicose plasmática.a) b) c) d) Desidratação. Aumento do risco de hipertermia. contribuindo ao lado dos ácidos graxos livres em importantes substratos energéticos para manutenção de intensidades elevadas em um tempo prolongado de evento. enjôo. capaz de consumir ácidos graxos livres de forma bastante eficiente e também da maior concentração de transportadores de glicose no interior da célula muscular. no atleta treinado. 2001 28 . A maior excreção de sódio aliado a programa de hidratação com água pura tem contribuido para diluição da concentração de sódio no sangue.

Oferecer possibilidade de melhorar o rendimento (glicose). A única possibilidade de desenvolveremos adaptações morfológicas positivas para este tipo de evento desportivo é através do controle rigoroso da freqüência. volume e intensidade do treinamento. Causar pequeno desconforto gastrointestinal. De fato. Considerações acerca do volume de treinamento não devem deixar de ser realizadas. As adaptações orgânicas se processam lentamente.a) b) c) d) e) Sabor agradável. Repudiamos incisivamente as metodologias "modernas" que sugerem redução do volume de treinamento em detrimento do aumento da intensidade para promover adaptações em indivíduos treinando para provas de longa duração. 2001 29 . Manter a concentração de fluidos extracelulares e osmolaridade. prescindem de um período muito longo de preparação e devem ser controladas de perto por profissionais experientes que assegurem a carga de treinamento adequada em um plano que inclue regeneração de reservas depletadas e tecidos lesionados através de planejamento de descanso e alimentação sistemáticos e rigorosos. Rápida absorção (solução com 6-8% de glicose). Rio de Janeiro – Maio. adicionar pequenas quantidades de glicose e sódio na solução oral a ser ingerida durante o treinamento e competição facilita a captação de fluidos pelo trato gastrointestinal em virtude do sistema de co-transporte de sódio e glicose. continuidade. Anais do 1º Seminário de Fisiologia do Exercício e Medidas e Avaliação do Curso de Educação Física.