Você está na página 1de 30

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8. Lajes fungiformes............................................................................................. 45
8.1 Generalidades ............................................................................................ 45
8.2 Dimensões dos elementos ......................................................................... 45
8.3 Modelos de análise..................................................................................... 48
8.4 Análise qualitativa do cálculo de esforços .................................................. 51
8.5 Método dos pórticos equivalentes (ou virtuais)........................................... 52
8.5.1 Definição de pórtico equivalente (ou virtual) ..................................... 52
8.5.2 Determinação de esforços ................................................................ 53
8.6 Estado limite último de punçoamento......................................................... 54
8.6.1 Generalidades................................................................................... 54
8.6.2 Mecanismo de rotura por punçoamento ........................................... 55
8.6.3 Verificação da segurança de acordo com o REBAP......................... 57
8.6.3.1 Domínio de aplicação.............................................................. 57
8.6.3.2 Modelo de cálculo ................................................................... 59
8.6.3.3 Contorno crítico (µ).................................................................. 59
8.6.3.4 Método de verificação ao punçoamento.................................. 61
8.6.3.5 Resistência ao punçoamento .................................................. 63
8.6.4 Verificação da segurança de acordo com o EC2:1992..................... 64
8.6.4.1 Domínio de aplicação.............................................................. 64
8.6.4.2 Modelo de cálculo ................................................................... 65
8.6.4.3 Contorno crítico....................................................................... 66
8.6.4.4 Método de verificação ao punçoamento.................................. 67
8.6.4.5 Lajes de espessura variável .................................................... 69
8.6.4.6 Resistência ao punçoamento .................................................. 70
8.6.4.6.1 Lajes ou sapatas de fundação sem armadura específica... 70
8.6.4.6.2 Lajes com armadura de punçoamento ............................... 71
8.6.4.7 Cargas excêntricas na ligação laje-pilar .................................. 72
8.6.5 Disposições construtivas................................................................... 74



página 45
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8. Lajes fungiformes
8.1 Generalidades
As lajes fungiformes são lajes que apoiam directamente nos pilares
ou em vigas de bordadura e são dimensionadas quer para acções
verticais quer para acções.

8.2 Dimensões dos elementos
a) Os pilares não devem afastar-se dos alinhamentos de uma malha
ortogonal mais de 10% do vão na direcção em que se verifica
esse desvio.

Figura 50 - Malha sensivelmente ortogonal

página 45
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
b) Dimensão dos pilares.
π π.

Figura 51 - Dimensões dos pilares

c) Espessuras
Para sobrecargas correntes em edifícios (sc<5 kN/m
2
), a espessura das
lajes fungiformes pode ser determinada a partir dos seguinte quadros
(EC2 quadro 4.14 – versão em português):
Quadro 2 - Relação vão/altura útil para lajes fungiformes (indicativos)
Sistema Estrutural
Betão fortemente
solicitado ρ=1,5%
Betão fracamente
solicitado ρ=0,5%
Laje apoiada em pilares
(laje fungiforme)
21 30
Consola 7 10


página 46
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
Quadro 3 - Valores da esbelteza l/h a adoptar
h (m)
L (m) Tipo
Esbelteza
L/h
4 5 6 7 8 9 10
Laje maciça 25-30
0,15→|
mínimo
≈0,20 ≈0,25
Laje maciça
com capitel
35-40 0,15 →| ≈0,20 ≈0,25
Laje
aligeirada
20-25 0,225→| ≈0,25 ≈0,30 ≈0,35
Laje
aligeirada
com capitel
25-30 0,225→| ≈0,25 ≈0,30 ≈0,35

Os valores apresentados nos quadros anteriores têm em conta o
controlo indirecto da deformação e o nível de esforços na laje.

d) Lajes fungiformes aligeiradas
Os maciçamentos junto aos pilares devem ter, em planta, as dimensões
correspondentes às zonas de intersecção das faixas centrais das
travessas do sistema de pórticos ortogonais.

Figura 52 - Geometria de lajes fungiformes aligeiradas

página 47
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II


Figura 53 - Laje
fungiforme
aligeirada com
blocos de leca

Figura 54 - Laje
fungiforme
aligeirada com
cocos

8.3 Modelos de análise
A análise e dimensionamento destas lajes pode ser realizado pelos
seguintes métodos:
Análise por elementos finitos;

Figura 55 - Modelação por elementos finitos


página 48
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
Métodos simplificados:
Modelo de grelha – Só é possível determinar o efeito das acções
verticais. Difícil de simular a rigidez à torção

Figura 56 - Modelação por modelo de grelha

Método dos pórticos equivalentes (REBAP art.º 119) – É possível
determinar o efeito das acções verticais e horizontais, através da
consideração de pórticos em duas direcções ortogonais.

Figura 57 - Pórticos equivalentes

página 50
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.4 Análise qualitativa do cálculo de esforços
Nas lajes fungiformes os maiores esforços, devido às acções
verticais, surgem segundo a direcção do maior vão (direcção
principal de flexão).


Figura 58 - Deformação da laje
Figura 59 - Caminho das cargas


página 51
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
Quadro 4 - Cargas transmitidas segundo cada direcção
Direcção X Direcção Y
Vão α.q.L
y
(1-α).q.L
x

Bandas 2.(1-α).q.L
y
/2 2.α.q.L
x
/2
Total q.L
y
q.L
x


8.5 Método dos pórticos equivalentes (ou virtuais)
8.5.1 Definição de pórtico equivalente (ou virtual)
A estrutura deve ser dividida em dois conjuntos independentes de
pórticos em direcções ortogonais.


Figura 60 - Definição de pórtico equivalente (ou virtual)


página 52
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.5.2 Determinação de esforços

Figura 61 - Pórticos em duas direcções ortogonais

Quadro 5 - Distribuição dos momentos nas lajes fungiformes
(em percentagem do momento total)
Momentos flectores
Faixa central
da travessa
a
1
+a
2
ou a
2

(1)

Faixas laterais
da travessa
b
1
+b
2
ou b
2

(1)

Momentos positivos

Momentos negativos
55%

75%
45%

25%
(1) a
1
+a
2
e b
1
+b
2
– para pórticos intermédios
a
2
e b
2
– para pórticos extremos

A figura 63 representa a distribuição de momentos m
y
ao longo de
um alinhamento de pilares, obtido por uma solução de elementos
finitos e a distribuição simplificada de acordo com o método dos
pórticos equivalentes.

página 53
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II

Figura 62 - Distribuição real (elementos finitos) e simplificada dos momentos
negativos
segundo um alinhamento de pilares

8.6 Estado limite último de punçoamento
8.6.1 Generalidades
O punçoamento é um problema associado a cargas concentradas:
zona de apoio dos pilares em lajes fungiformes, cargas
concentradas em lajes e em fundações.

Figura 63 - Esforços de punçoamento


página 54
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.2 Mecanismo de rotura por punçoamento
O estado limite de punçoamento está associado a um cone de
rotura que se desenvolve em torno da área carregada.


Figura 64 - Mecanismo de rotura por punçoamento de pavimento de laje


Figura 65 - Mecanismo de rotura por punçoamento de uma fundação flexível


página 55
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
As figura seguintes ilustram o comportamento de uma laje circular
suportada no seu centro e carregada na periferia:
Fendilhação radial que se forma relativamente cedo, devido aos
esforços de flexão circunferenciais;
Uma fenda de punçoamento em torno do pilar, que se forma para 2/3
da carga última, e que se inclina em direcção aquele;
Uma casca cónica em torno da base do pilar que liga estas duas
partes da laje separadas pela fenda cincunferencial de punçoamento.

Figura 66 - Esquema de fendilhação devido ao punçoamento

página 56
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II

Figura 67 - Esforços devido ao punçoamento

Equilíbrio das forças de punçoamento
Componente vertical da compressão radial;
Componente vertical da força de atrito entre os inertes na fenda;
Componente vertical da força do efeito de ferrolho.

8.6.3 Verificação da segurança de acordo com o REBAP
8.6.3.1 Domínio de aplicação
Os princípios e as regras definidas no artigo 53 do REBAP para o
punçoamento são aplicáveis, atendendo às seguintes situações:
As forças de punçoamento não podem actuar junto de outras cargas
concentradas importantes;
A área carregada deve distar 5d de um bordo livre (ou do bordo de
uma abertura.


página 57
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
Além das condições anteriores o problema de punçoamento só
deverá ser considerado nos seguintes casos:
a) se a área carregada é circular, o seu diâmetro não
excede 3,5d;
b) se a área carregada é rectangular, o seu perímetro não excede
11d ( u=2a+2b≤11d ), nem excede 2 a
relação entre o seu comprimento e a sua
largura ( a≤2b );
c) se a área carregada tem outra formas, as suas dimensões não
excedem limites obtidos por analogia com os casos anteriores.
d) No caso de áreas carregadas com outra forma da indicada em a)
e b) a verificação ao punçoamento será efectuada com o
perímetro de contorno crítico indicado na figura 68.

Figura 68 - Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas alongadas

página 58
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.3.2 Modelo de cálculo

Figura 69 - Modelo de cálculo para o punçoamento

8.6.3.3 Contorno crítico (µ)

Figura 70 - Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas afastada de
bordos livres e aberturas

página 59
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II

Figura 71 - Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas junto de
bordos livres (c ≤ 5d)

Figura 72 - Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas junto a
aberturas
α

Figura 73 - Perímetro crítico para capiteis de forma cónica

página 60
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.3.4 Método de verificação ao punçoamento
A verificação em relação ao punçoamento baseia-se em três
valores de esforço transverso resistente no contorno crítico:
1 Rd
v - valor de cálculo do esforço transverso resistente sem armadura
específica;
2 Rd
v - valor de cálculo máximo do esforço transverso resistente com
armadura específica;
3 Rd
v - valor de cálculo do esforço transverso resistente com armadura
específica;
rd sd
v v ≤
ou
rd sd
V V ≤

O valor de cálculo do esforço actuante
Cargas centradas
u
V
v
Sd
Sd
=

Sd
v - valor de cálculo do esforço actuante de punçoamento por unidade
de comprimento do contorno crítico de punçoamento;
Sd
V - valor de cálculo do esforço actuante de punçoamento;
u - perímetro do contorno crítico de punçoamento;

página 61
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
Cargas excêntricas
Sd
Sd
Sd
v
u
V
v

+ =


- excentricidade devido à área carregada


Figura 74 - Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas para pilares
de canto e de bordo

- excentricidade devido à carga
|
|
.
|

\
| ⋅
⋅ =

0
2
d
e
u
V
v
Sd
Sd

área carregada de contorno circular
|
|
.
|

\
|

+
⋅ ⋅ =

y x
y x
Sd
Sd
b b
e e
u
V
v 5 , 1
área carregada de contorno rectangular

página 62
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.3.5 Resistência ao punçoamento
- Sem armadura específica

d d v
Rd
⋅ ⋅ − =
1 1
) 6 , 1 ( τ


- Com armadura específica

1 2
6 , 1
Rd Rd
v v ⋅ ≤


u
sen f A
v
syd sw
Rd
α ⋅ ⋅ ⋅
=
3 / 4
3


em que:
α sen f A
syd sw
⋅ ⋅ - componente, normal ao plano da laje, da força
resistente de cálculo da armadura (correspondente à tensão f
syd
, mas
não excedendo o valor de 350 MPa)

página 63
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4 Verificação da segurança de acordo com o EC2:1992
8.6.4.1 Domínio de aplicação
Os princípios e as regras definidas no artigo 53 do REBAP para o
punçoamento são aplicáveis, atendendo às seguintes situações:
Lajes com armadura de flexão superior a 0,5% em duas direcções
ortogonais % 5 , 0 , ≥
ly lx
ρ ρ ;
Para lajes de fundação com relações ; H a 2 ≥
Lajes aligeiradas com secção maciça em torno
da área carregada, estendendo-se esta zona
maciça pelo menos 1,5d para além do contorno
crítico.

Além das condições anteriores o problema de punçoamento só
deverá ser considerado nos seguintes casos:
a) se a área carregada é circular, o seu diâmetro não
excede 3,5d;
b) se a área carregada é rectangular, o seu perímetro não excede
11d ( u=2a+2b≤11d ), nem excede 2 a
relação entre o seu comprimento e a sua
largura ( a≤2b );

página 64
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
c) se a área carregada tem outra formas, as suas dimensões não
excedem limites obtidos por analogia com os casos anteriores.
d) No caso de áreas carregadas com outra forma da indicada em a)
e b) a verificação ao punçoamento será efectuada com o
perímetro de contorno crítico indicado na figura 76.

Figura 75 - Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas alongadas

8.6.4.2 Modelo de cálculo
β
β
β
β
β

Figura 76 - Modelo de cálculo para o punçoamento (estado limite último)

página 65
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4.3 Contorno crítico

Figura 77 - Contorno crítico de áreas carregadas afastadas de bordos livres


Figura 78 - Contorno crítico de uma área carregada junto de uma abertura


Figura 79 - Contorno crítico junto de bordos livres

página 66
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4.4 Método de verificação ao punçoamento
A verificação em relação ao punçoamento baseia-se em três
valores de esforço transverso resistente no contorno crítico:
1 Rd
v - valor de cálculo do esforço transverso resistente sem armadura
específica;
2 Rd
v - valor de cálculo máximo do esforço transverso resistente com
armadura específica;
3 Rd
v - valor de cálculo do esforço transverso resistente com armadura
específica;
rd sd
v v ≤
ou
rd sd
V V ≤


O valor de cálculo do esforço actuante

u
V
v
Sd
Sd

=
β


β - coeficiente que tem em conta os efeitos de excentricidades das
cargas;

página 67
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
Cargas centradas

1 = β


Cargas excêntricas

β=1,4
β=1,5
β=1,15

Figura 80 - Valores aproximados de β


página 68
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4.5 Lajes de espessura variável
a) Lajes com capiteis em que lc≤1,5hc
Pilar circular com capitel circular 2 / 5 , 1 D l d d
c crit
+ + =
Pilar rectangular (axb) com capitel rectangular (l
1
xl
2
; l
1
=a+2l
c1
e l
2
=b+2l
c2
)
¹
´
¦
⋅ +
⋅ +
=
1
2 1
69 , 0 5 , 1
56 , 0 5 , 1
min
l d
l l d
d
crit

β
β
β
β
β

Figura 81 - Lajes com capiteis em que lc≤1,5hc

b) Lajes com capiteis em que lc>1,5(d+hc)
a d l d
c ex crit
5 , 0 5 , 1
,
+ + = ; d a h d
c crit
5 , 0 ) ( 5 , 1
int ,
+ + =

β
β
β
β
Figura 82 - Lajes com capitel aumentado em que l
h
>1,5(d+hc)

página 69
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4.6 Resistência ao punçoamento
8.6.4.6.1 Lajes ou sapatas de fundação sem armadura específica

d k v
l Rd Rd
⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ = ) 40 2 , 1 (
1
ρ τ


Quadro 6 - Valores de τ
Rd
(MPa)
f
ck
12 16 20 25 30 35 40 45 50
τ
Rd
0,18 0,22 0,26 0,30 0,34 0,37 0,41 0,44 0,48

1 ) 6 , 1 ( ≥ − = d k

ly lx l
ρ ρ ρ ⋅ =
ρ
lx
e ρ
ly
percentagem de armadura de tracção nas direcções x e y

y x
d d d ⋅ =
d
x
e d
y
altura útil nas direcções x e y


página 70
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4.6.2 Lajes com armadura de punçoamento

1 2
6 , 1
Rd Rd
v v ⋅ =

u sen f A v v
yd sw Rd Rd
/
1 3
α ⋅

⋅ + =


A armadura de punçoamento deve ser colocada no interior do contorno
crítico;
As lajes fungiformes com armadura de punçoamento devem ter uma
espessura mínima de 200 mm.
Armadura mínima de punçoamento:
) (
carregada crit
sw
w
A A
sen A



=
α
ρ

A
crit
– área definida pelo contorno crítico;
A
carregada
– área carregada.
Quadro 7 - Valores mínimos de ρ
mím

S220 S400 S500
C12/15 a C20/25 ρ
w
≥0,00096 ρ
w
≥0,00054 ρ
w
≥0,00042
C25/30 a C35/45 ρ
w
≥0,00144 ρ
w
≥0,00078 ρ
w
≥0,00066
C40/50 a C50/60 ρ
w
≥0,00180 ρ
w
≥0,00096 ρ
w
≥0,00078


página 71
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.4.7 Cargas excêntricas na ligação laje-pilar
Para considerar a resistência ao punçoamento definida
anteriormente devem ser considerados valores mínimos de
momentos flectores:

Sd Sdy Sdx
V m m ⋅ ≥η ,


em que:
Vsd – esforço transverso actuante;
η - coeficiente de momentos indicado no quadro 7
Quadro 8 - Coeficiente de momentos η
η para m
Sdx
η para m
Sdx

Posição
do pilar
Face
superior
Face
inferior
Larg.
efectiva by
Face
superior
Face
inferior
Larg.
efectiva bx
Pilar
interior
-0,125 0 0,3ly -0,125 0 0,3lx
Pilares de
bordo,
bordo da
laje // a x
-0,25 0 0,15ly -0,125 +0,125 (por m)
Pilares de
bordo,
bordo da
laje // a y
-0,125 +0,125 (por m) -0,25 0 0,15lx
Pilar de
canto
-0,5 +0,5 (por m) +0,5 -0,5 (por m)

página 72
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II


Figura 83 - Momentos flectores m
sdx
e m
sdy
em ligações laje-pilar sujeitas a
cargas excêntricas, e larguras efectivas de laje para suportar estes
momentos

As armaduras resistentes aos momentos acima indicados devem
ser convenientemente amarradas.

Figura 84 - Pormenorização das armaduras junto dos pilares

página 73
Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Lajes fungiformes Betão Armado II
8.6.5 Disposições construtivas
Artigo 111 do REBAP e clausula 5.4.3.3 do EC2:

Figura 85 - Armaduras de punçoamento junto a um apoio

página 74

Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II

8. Lajes fungiformes
8.1 Generalidades
As lajes fungiformes são lajes que apoiam directamente nos pilares ou em vigas de bordadura e são dimensionadas quer para acções verticais quer para acções.

8.2 Dimensões dos elementos
a) Os pilares não devem afastar-se dos alinhamentos de uma malha ortogonal mais de 10% do vão na direcção em que se verifica esse desvio.

Figura 50 - Malha sensivelmente ortogonal

página 45

Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II

b) Dimensão dos pilares.

π

π.

Figura 51 - Dimensões dos pilares

c) Espessuras
Para sobrecargas correntes em edifícios (sc<5 kN/m2), a espessura das lajes fungiformes pode ser determinada a partir dos seguinte quadros (EC2 quadro 4.14 – versão em português):
Quadro 2 - Relação vão/altura útil para lajes fungiformes (indicativos)

Sistema Estrutural Laje apoiada em pilares (laje fungiforme) Consola

Betão fortemente solicitado ρ=1,5% 21 7

Betão fracamente solicitado ρ=0,5% 30 10

página 46

Geometria de lajes fungiformes aligeiradas página 47 .25 ≈0. Figura 52 .20 ≈0.225→ 5 6 ≈0. as dimensões correspondentes às zonas de intersecção das faixas centrais das travessas do sistema de pórticos ortogonais.30 ≈0.20 7 ≈0.35 8 9 10 Laje maciça Laje maciça com capitel Laje aligeirada Laje aligeirada com capitel Os valores apresentados nos quadros anteriores têm em conta o controlo indirecto da deformação e o nível de esforços na laje.35 ≈0.225→ ≈0.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Quadro 3 .25 ≈0.25 0.15 → 0.15→ mínimo 0. d) Lajes fungiformes aligeiradas Os maciçamentos junto aos pilares devem ter.30 ≈0.Valores da esbelteza l/h a adoptar Betão Armado II Tipo Esbelteza L/h 25-30 35-40 20-25 25-30 h (m) L (m) 4 0. em planta.25 ≈0.

Figura 55 .Laje fungiforme aligeirada com cocos 8.Modelação por elementos finitos página 48 .Laje fungiforme aligeirada com blocos de leca Figura 54 .3 Modelos de análise A análise e dimensionamento destas lajes pode ser realizado pelos seguintes métodos: Análise por elementos finitos.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Figura 53 .

através da consideração de pórticos em duas direcções ortogonais.Pórticos equivalentes página 50 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Métodos simplificados: Modelo de grelha – Só é possível determinar o efeito das acções verticais. Difícil de simular a rigidez à torção Figura 56 .º 119) – É possível determinar o efeito das acções verticais e horizontais.Modelação por modelo de grelha Método dos pórticos equivalentes (REBAP art. Figura 57 .

Caminho das cargas página 51 . Figura 58 . surgem segundo a direcção do maior vão (direcção principal de flexão).Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.Deformação da laje Figura 59 . devido às acções verticais.4 Análise qualitativa do cálculo de esforços Nas lajes fungiformes os maiores esforços.

Lx/2 q.Ly 2.Lx 2.q.(1-α).5.Cargas transmitidas segundo cada direcção Betão Armado II Direcção X Vão Bandas Total α.Lx 8.5 Método dos pórticos equivalentes (ou virtuais) 8.Ly Direcção Y (1-α). Figura 60 .Ly/2 q.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Quadro 4 .q.Definição de pórtico equivalente (ou virtual) página 52 .α.q.1 Definição de pórtico equivalente (ou virtual) A estrutura deve ser dividida em dois conjuntos independentes de pórticos em direcções ortogonais.q.

página 53 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8. obtido por uma solução de elementos finitos e a distribuição simplificada de acordo com o método dos pórticos equivalentes.5.Distribuição dos momentos nas lajes fungiformes (em percentagem do momento total) Momentos flectores Momentos positivos Momentos negativos Faixa central da travessa a1+a2 ou a2 (1) 55% 75% Faixas laterais da travessa b1+b2 ou b2 (1) 45% 25% (1) a1+a2 e b1+b2 – para pórticos intermédios a2 e b2 – para pórticos extremos A figura 63 representa a distribuição de momentos my ao longo de um alinhamento de pilares.2 Determinação de esforços Figura 61 .Pórticos em duas direcções ortogonais Quadro 5 .

6 Estado limite último de punçoamento 8.Esforços de punçoamento página 54 .6.1 Generalidades O punçoamento é um problema associado a cargas concentradas: zona de apoio dos pilares em lajes fungiformes. Figura 63 .Distribuição real (elementos finitos) e simplificada dos momentos negativos segundo um alinhamento de pilares 8.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Figura 62 . cargas concentradas em lajes e em fundações.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.Mecanismo de rotura por punçoamento de uma fundação flexível página 55 .Mecanismo de rotura por punçoamento de pavimento de laje Figura 65 . Figura 64 .2 Mecanismo de rotura por punçoamento O estado limite de punçoamento está associado a um cone de rotura que se desenvolve em torno da área carregada.6.

Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II As figura seguintes ilustram o comportamento de uma laje circular suportada no seu centro e carregada na periferia: Fendilhação radial que se forma relativamente cedo. que se forma para 2/3 da carga última. devido aos esforços de flexão circunferenciais. Figura 66 .Esquema de fendilhação devido ao punçoamento página 56 . Uma fenda de punçoamento em torno do pilar. e que se inclina em direcção aquele. Uma casca cónica em torno da base do pilar que liga estas duas partes da laje separadas pela fenda cincunferencial de punçoamento.

6.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Figura 67 . Componente vertical da força de atrito entre os inertes na fenda. Componente vertical da força do efeito de ferrolho. 8.1 Domínio de aplicação Os princípios e as regras definidas no artigo 53 do REBAP para o punçoamento são aplicáveis.6. atendendo às seguintes situações: As forças de punçoamento não podem actuar junto de outras cargas concentradas importantes.3 Verificação da segurança de acordo com o REBAP 8. A área carregada deve distar 5d de um bordo livre (ou do bordo de uma abertura.3. página 57 .Esforços devido ao punçoamento Equilíbrio das forças de punçoamento Componente vertical da compressão radial.

b) se a área carregada é rectangular.5d. c) se a área carregada tem outra formas. o seu diâmetro não excede 3.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Além das condições anteriores o problema de punçoamento só deverá ser considerado nos seguintes casos: a) se a área carregada é circular. o seu perímetro não excede 11d ( u=2a+2b≤11d ). Figura 68 .Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas alongadas página 58 . d) No caso de áreas carregadas com outra forma da indicada em a) e b) a verificação ao punçoamento será efectuada com o perímetro de contorno crítico indicado na figura 68. nem excede 2 a relação entre o seu comprimento e a sua largura ( a≤2b ). as suas dimensões não excedem limites obtidos por analogia com os casos anteriores.

3.3.Modelo de cálculo para o punçoamento 8.3 Contorno crítico (µ) Figura 70 .2 Modelo de cálculo Figura 69 .6.Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas afastada de bordos livres e aberturas página 59 .6.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.

Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas junto de bordos livres (c ≤ 5d) Figura 72 .Perímetro crítico para capiteis de forma cónica página 60 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Figura 71 .Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas junto a aberturas α Figura 73 .

.4 Método de verificação ao punçoamento A verificação em relação ao punçoamento baseia-se em três valores de esforço transverso resistente no contorno crítico: v Rd 1 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8. v Rd 2 .valor de cálculo do esforço actuante de punçoamento por unidade de comprimento do contorno crítico de punçoamento.valor de cálculo do esforço actuante de punçoamento. VSd u .valor de cálculo do esforço transverso resistente com armadura específica. vsd ≤ vrd ou Vsd ≤ Vrd O valor de cálculo do esforço actuante Cargas centradas vSd = vSd VSd u .perímetro do contorno crítico de punçoamento.3.valor de cálculo máximo do esforço transverso resistente com armadura específica. v Rd 3 . página 61 .6.valor de cálculo do esforço transverso resistente sem armadura específica.

Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas para pilares de canto e de bordo .excentricidade devido à carga v′ = Sd VSd u  2⋅ e  ⋅   d   0  área carregada de contorno circular V v′ = Sd Sd u  e + ey 1.excentricidade devido à área carregada Figura 74 .5 ⋅ x ⋅  bx ⋅ b y      área carregada de contorno rectangular página 62 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Cargas excêntricas vSd = VSd + v′ Sd u .

3. da força resistente de cálculo da armadura (correspondente à tensão fsyd.Sem armadura específica v Rd 1 = (1.5 Resistência ao punçoamento .Com armadura específica v Rd 2 ≤ 1.6 ⋅ v Rd 1 v Rd 3 = 4 / 3 ⋅ Asw ⋅ f syd ⋅ senα u em que: Asw ⋅ f syd ⋅ senα .6 − d ) ⋅ τ 1 ⋅ d .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.6.componente. mas não excedendo o valor de 350 MPa) página 63 . normal ao plano da laje.

nem excede 2 a relação entre o seu comprimento e a sua largura ( a≤2b ). ρ ly ≥ 0. estendendo-se esta zona maciça pelo menos 1.4.1 Domínio de aplicação Os princípios e as regras definidas no artigo 53 do REBAP para o punçoamento são aplicáveis.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8. Além das condições anteriores o problema de punçoamento só deverá ser considerado nos seguintes casos: a) se a área carregada é circular.6.6.4 Verificação da segurança de acordo com o EC2:1992 8.5d para além do contorno crítico. página 64 . Para lajes de fundação com relações a ≥ 2 H . o seu diâmetro não excede 3.5% . b) se a área carregada é rectangular.5% em duas direcções ortogonais ρ lx . atendendo às seguintes situações: Lajes com armadura de flexão superior a 0. Lajes aligeiradas com secção maciça em torno da área carregada. o seu perímetro não excede 11d ( u=2a+2b≤11d ).5d.

d) No caso de áreas carregadas com outra forma da indicada em a) e b) a verificação ao punçoamento será efectuada com o perímetro de contorno crítico indicado na figura 76. as suas dimensões não excedem limites obtidos por analogia com os casos anteriores.Perímetro de contorno crítico para áreas carregadas alongadas 8.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II c) se a área carregada tem outra formas.6.Modelo de cálculo para o punçoamento (estado limite último) β β página 65 .2 Modelo de cálculo β β β Figura 76 . Figura 75 .4.

Contorno crítico junto de bordos livres página 66 .Contorno crítico de uma área carregada junto de uma abertura Figura 79 .6.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.Contorno crítico de áreas carregadas afastadas de bordos livres Figura 78 .4.3 Contorno crítico Figura 77 .

página 67 .valor de cálculo do esforço transverso resistente sem armadura específica.valor de cálculo máximo do esforço transverso resistente com armadura específica.4.4 Método de verificação ao punçoamento A verificação em relação ao punçoamento baseia-se em três valores de esforço transverso resistente no contorno crítico: v Rd 1 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.coeficiente que tem em conta os efeitos de excentricidades das cargas.6. vsd ≤ vrd ou Vsd ≤ Vrd O valor de cálculo do esforço actuante vSd = β ⋅ VSd u β . v Rd 3 .valor de cálculo do esforço transverso resistente com armadura específica. v Rd 2 .

5 β=1.4 β=1.Valores aproximados de β página 68 .15 Figura 80 .Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Cargas centradas β =1 Cargas excêntricas β=1.

ex = lc + 1.5hc b) Lajes com capiteis em que lc>1.69 ⋅ l1 β β β β β Figura 81 .4.5d + 0.5a β β β β Figura 82 .5(d+hc) d crit .5a .5d + 0. l1=a+2lc1 e l2=b+2lc2) d crit 1. d crit .56 l1 ⋅ l2 = min  1.5hc Pilar circular com capitel circular d crit = 1.Lajes com capitel aumentado em que lh>1.Lajes com capiteis em que lc≤1.5(d+hc) página 69 .5d + lc + D / 2 Pilar rectangular (axb) com capitel rectangular (l1xl2.6.int = 1.5(d + hc ) + 0.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.5 Lajes de espessura variável a) Lajes com capiteis em que lc≤1.5d + 0.

Valores de τRd (MPa) fck τRd 12 0.1 Lajes ou sapatas de fundação sem armadura específica v Rd 1 = τ Rd ⋅ k ⋅ (1.6 − d ) ≥ 1 ρ l = ρ lx ⋅ ρ ly ρlx e ρly percentagem de armadura de tracção nas direcções x e y d = dx ⋅ d y dx e dy altura útil nas direcções x e y página 70 .2 + 40 ⋅ ρ l ) ⋅ d Quadro 6 .41 45 0.22 20 0.6.4.34 35 0.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.44 50 0.6 Resistência ao punçoamento 8.6.37 40 0.18 16 0.30 30 0.26 25 0.48 k = (1.4.6.

6.00054 ρw≥0.4.Valores mínimos de ρmím S220 C12/15 a C20/25 C25/30 a C35/45 C40/50 a C50/60 ρw≥0.2 Lajes com armadura de punçoamento v Rd 2 = 1. Acarregada – área carregada.00066 ρw≥0.6 ⋅ v Rd 1 v Rd 3 = v Rd 1 + ∑ Asw ⋅ f yd ⋅ senα / u A armadura de punçoamento deve ser colocada no interior do contorno crítico.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.00078 página 71 . As lajes fungiformes com armadura de punçoamento devem ter uma espessura mínima de 200 mm. Quadro 7 .00096 S500 ρw≥0. Armadura mínima de punçoamento: ρw = ∑ Asw ⋅ senα ( Acrit − Acarregada ) Acrit – área definida pelo contorno crítico.6.00096 ρw≥0.00180 S400 ρw≥0.00042 ρw≥0.00144 ρw≥0.00078 ρw≥0.

25 0 0.6.3lx -0.15ly -0. efectiva by 0.5 (por m) +0.125 Face inferior 0 Larg.125 +0.125 η para mSdx Face inferior 0 Larg.3ly Face superior -0. bordo da laje // a y Pilar de canto η para mSdx Face superior -0.4.7 Cargas excêntricas na ligação laje-pilar Para considerar a resistência ao punçoamento definida anteriormente devem ser considerados valores mínimos de momentos flectores: mSdx .5 -0. efectiva bx 0.125 (por m) -0.coeficiente de momentos indicado no quadro 7 Quadro 8 . η .15lx -0.125 (por m) -0.125 +0.Coeficiente de momentos η Posição do pilar Pilar interior Pilares de bordo. mSdy ≥ η ⋅ VSd em que: Vsd – esforço transverso actuante. bordo da laje // a x Pilares de bordo.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.5 +0.25 0 0.5 (por m) página 72 .

Momentos flectores msdx e msdy em ligações laje-pilar sujeitas a cargas excêntricas. e larguras efectivas de laje para suportar estes momentos As armaduras resistentes aos momentos acima indicados devem ser convenientemente amarradas.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II Figura 83 .Pormenorização das armaduras junto dos pilares página 73 . Figura 84 .

3 do EC2: Figura 85 .6.Armaduras de punçoamento junto a um apoio página 74 .4.5 Disposições construtivas Artigo 111 do REBAP e clausula 5.3.Escola Superior de Tecnologia e Gestão Lajes fungiformes Betão Armado II 8.