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MANUAL DE AUDITORIA

AUTOR- NELSON CARLUCCI E JOSÉ APARECIDO MAION

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SUMÁRIO Item 1 2 2.1 2.1.1 3 4 5 5.1 5.2 5.3 6 6.1 6.1.1 7 7.1 8 8.1 8.1.1 8.2 8.2.1 8.2.2 8.2.3 8.2.4 8.3 8.3.1 8.3.2 8.3.3 8.4 8.5 8.6 8.6.1 8.6.2 8.6.3 8.6.4 8.6.4.1 8.6.4.2 8.6.4.3 8.7 8.7.1 8.7.1.1 8.7.1.2 8.8 INTRODUÇÃO OBJETIVOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade Resolução CFC nº. 820/97 – NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente NORMAS PARA REGISTRO DO AUDITOR INDEPENDENTE NO (CRC`S) CONSELHOS REGIONAIS DE CONTABILIDADE E NA (CVM) COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS PERFIL E ATIVIDADES BÁSICAS DO AUDITOR TÉCNICAS BÁSICAS DE AUDITORIA Fontes de Informação da Auditoria Técnicas Básicas para Obtenção das Informações As Técnicas e a Prova Auditorial ETAPAS BÁSICAS DE UM TRABALHO DE AUDITORIA A Condução da Auditoria: O Papel do Responsável Técnico/Encarregado pelos Trabalhos de Auditoria O Impacto das Políticas e Procedimentos PROGRAMAS DE AUDITORIA Metodologia de Elaboração de Programas de Auditoria AUDITORIA DAS CONTAS E PROGRAMAS PADRÕES Programa sobre Eficiência Administrativa Programa de Revisão Geral sobre a Empresa Auditoria do Disponível Disponibilidades – Fraudes, Desfalque e outras Irregularidades Objetivos da Auditoria em Disponibilidades Procedimentos de Auditoria em Disponibilidades Programas de Auditoria em Disponibilidades – Ínterim e Final Auditoria em Contas a Receber – Clientes Tipos de Erros ou Irregularidades mais Freqüentes Objetivos do Trabalho de Auditoria das Contas a Receber Procedimentos da Auditoria das Contas a Receber Auditoria de Outros Créditos Auditoria das Despesas do Exercício Seguinte Auditoria dos Estoques Condições Ideais de Controle Interno dos Estoques Objetivos da Auditoria dos Estoques Procedimentos de Auditoria dos Estoques Instruções para Tomada de Inventário Físico dos Estoques Programa de Auditoria - Estoques Geral Programa de Auditoria - Estoques Compras Programa de Auditoria - Estoques Inventário Auditoria do Ativo Permanente Programa de Auditoria para Trabalhos Intermediários ou de Ínterim e Final – Investimentos Programa de Revisão da Equivalência Patrimonial Mapa de Apuração do Resultado - Equivalência Patrimonial Auditoria do Ativo Imobilizado Página

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8.8.1 8.9 8.9.1 8.10 8.10.1 8.11 8.12 8.12.1 8.12.2 8.12.3 8.12.4 8.12.5 8.13 8.13.1 8.13.2 8.13.3 8.13.4 8.14 8.14.1 8.14.2 9 10 10.1 10.1.1 10.2 10.2.1 10.2.2 10.2.3 10.3 10.3.1 10.3.2 10.3.3 11 11.1 11.1.1 12 12.1 12.1.1

Programa de Auditoria para Trabalhos Intermediários ou de Ínterim e Final – Imobilizado Auditoria do Ativo Diferido Programa de Auditoria para Trabalhos Intermediários ou de Ínterim e Final – Diferido Auditoria do Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo Programa de Auditoria do Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo Programa de Auditoria do REF – Resultado do Exercício Futuro Auditoria do Patrimônio Líquido Objetivos da Auditoria do Patrimônio Líquido Livros Sociais Poderes - Assembléia Geral Programa Específico para Livros e Registros Societários e Fiscais Programa de Auditoria do Patrimônio Líquido – Ínterim e Final Auditoria de Contas de Resultado – Revisão Analítica Objetivos da Auditoria das Contas de Resultado Programa de Auditoria – Receita de Vendas Programa de Auditoria – Receitas e Despesas Programa de Auditoria – Produção e Custos Auditoria de Eventos Subseqüentes Procedimentos de Auditoria – Eventos subseqüentes Resolução CFC n.º 839/99 – NBC-T-11- IT-04 – Transações e Eventos Subseqüentes CIRCULARIZAÇÃO PLANEJAMENTO DA AUDITORIA NBC-T-11 – IT-11.2 – Normas de Execução dos Trabalhos Resolução CFC n.º 836/99 – NBC-T-11-IT-03- Fraude e Erro Roteiro para Elaboração do Planejamento da Auditoria – Visitas Preliminares ou Ínterim Material de Consulta para Planejamento dos Trabalhos “Preliminares e/ou de Ínterim Providências Preliminares para Formar dados Necessários ao Planejamento Roteiro (Check-List) para a Elaboração do Escopo/Planejamento dos Trabalhos – Visita de Ínterim/Preliminar Roteiro para Elaboração do Planejamento da Auditoria Visita Final ou Balanço Material de Consulta Obrigatória para o Planejamento do “Trabalho Final” Providências Preliminares para Coletar ou Elaborar Informações Necessárias ao Planejamento Roteiro (Check-List) para Elaboração do Escopo/Planejamento do Trabalho Final Modelo de Carta de Gerência Parecer dos Auditores Independentes Resolução CFC n.º 830/98 – NBC-T-11-IT-05- Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis PAPÉIS DE TRABALHOS E ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHOS Conceitos Gerais – Papéis de Trabalhos Papéis de Trabalhos – “NBC-T-11” – IT-11.1.3

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12.1.2 12.1.3 12.2 12.2.1 12.2.2 12.2.3 12.2.4 12.2.5 12.3 13 13.1 13.1.1 13.1.2 13.1.3 13.1.4 13.1.5 13.1.6 13.1.7 13.1.8 14 14.1 14.2 14.3 14.4 14.4.1 14.4.2 15 15.1 15.2 15.2.1 15.3

Resolução CFC n.º 828/99NBC-T-11-IT-02- Papéis de Trabalho e Documentação de Auditoria Referências dos Papéis de Trabalho Pasta Permanente – PP Seção I – Organização e Constituição Seção II – Assuntos Contábeis e Fiscais Seção III – Contratos e Certificados Seção IV – Correspondências Diversas e Notícias sobre a Empresa Seção V – Descrição das Operações da Empresa e de cada Unidade e Outras Informações de Interesse Pasta Geral – PG TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS (SUPRIMIDO TEMPORÁRIAMENTE) Relatório de Forma Longa – Textos Exemplificativos Conteúdo do Relatório de Forma Longa sobre o Exame de Demonstrações Contábeis Mecânica da Elaboração do Relatório Relatório de Exames de Procedimentos de Avaliação dos Controles Internos Relatório de Exames de Procedimentos Avaliação dos Controles Internos e Extensão dos Exames de Saldos Parciais de Algumas Contas e sua Composição Relatório Final de Auditoria – Comentários sobre as Contas e Extensão dos Exames (“Long Form”) Relatório de Revisão Limitada Relatório de Exame Realizado para Compra de Empresa Relatório de Forma Longa sobre Demonstrações Contábeis não Examinadas ÉTICA PROFISSIONAL(suprimido temporariamente) Código de Ética da IFAC para Contadores Profissionais Resolução CFC nº. 751/93 – Dispõe sobre Normas Brasileiras de Contabilidade Resolução CFC n.º 803/96 – Aprova o Código de Ética Profissional do Contabilista Resolução CFC nº. 821/97 – NBC-P-1- Normas Profissionais de Auditor Independente Resolução CFC nº. 851/99 – Regulamenta parte da Resolução CFC 821/97 Resolução CFC nº. 915/01 – Regulamenta parte da Resolução CFC 821/97 (Independência) ANEXOS – Resoluções do CFC sobre a Auditoria Resolução CFC n.º 678/90 – Regulamenta as Revisões Limitadas das Informações Trimestrais a CVM Resolução CFC n.º 750/93 – Dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade Resolução CFC n.º 774/94 – Regulamenta a Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade Resolução CFC n.º 875/00 – Dispõe sobre a Redenominação da NBC-T5 – Da Correção Monetária

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15.4

Resolução CFC n.º 910/01 – Aprova a NBC-T14 – Normas sobre a Revisão Externa de Qualidade 15.4.1 Resolução CFC n.º 914/01 – Aprova a NBC-T11-IT-06 – Supervisão e Controle de Qualidade 15.4.2 Resolução CFC n.º 923/01 – Trata das Normas sobre a Revisão Externa de Qualidade pelos Pares 16. BIBLIOGRAFIA

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1 INTRODUÇÃO O MANUAL DE AUDITORIA INDEPENDENTE, objetiva propiciar CONTADOR/AUDITOR um completo conhecimento sobre a atividade de auditoria. ao

É preciso que todos os contadores, no exercício da atividade da auditoria, possuam uma uniforme compreensão ou entendimento dos conceitos de Auditoria, para que se evite: mecanismo na aplicação de técnicas de auditoria; a falta de objetividade dos trabalhos; dificuldades de se identificar com clareza os objetivos de cada trabalho; desenvolvimento de especialidade ou especialistas dentro da empresa de auditoria ou departamento, que venham a trabalhar de forma isolada e a tirar conclusões dissociadas das outras formas de intervenção da auditoria;  a falta de uniformidade no planejamento; na execução de trabalhos, na preparação de Pt's (Papéis de Trabalho) na preparação de relatórios, no conteúdo e forma dos programas de auditoria, e na fixação de padrões de qualidade.     Entendemos que a auditoria contábil é uma só, embora possa ter campos de interesse de maior ou menor concentração, envolvendo conhecimentos mais ou menos especializados que, por exemplo, podem influir na elaboração de programas, entre outras conseqüências, ou ainda condicionar a forma e a intensidade do relacionamento e cooperação entre equipes de uma mesma entidade. Costuma-se afirmar que a auditoria interna está basicamente interessada num contínuo exame e avaliação de controles internos, enquanto que a auditoria externa, concentra mais sua atenção na “área contábil”, tendo em vista seu objetivo primordial de opinar sobre as demonstrações contábeis. Mas isso não significa que a auditoria externa não tenha que se inteirar dos aspectos de controle interno contábil ou que a auditoria interna não se envolva em exames sobre documentos, registros e posições contábeis. As classificações ou divisões de áreas de atuação da auditoria só existem para facilitar a determinação de “zonas” de concentração e de responsabilidade de atuação de diferentes equipes de contadores/auditores. Respeitada a necessidade de existirem especialistas e especializações, de um lado, e a necessidade de delimitação de responsabilidade ou campos de concentração de atuação (auditoria independente e auditoria interna) de outro, todos os contadores (externos ou internos, generalistas e especialistas) devem conhecer, com maior ou menor profundidade, todos os campos de atuação de uma auditoria e devem ter um uniforme conhecimento dos conceitos gerais. Este manual mostra que só o contador pode determinar a qualidade e a quantidade de evidência ou prova auditorial, necessária para se emitir uma opinião ou um relatório. Em especial, o contador deve-se lembrar freqüentemente que, definido o objetivo a ser alcançado, ele deve partir para construção ou formação da prova auditorial que, por sua vez, baseia-se na aplicação de técnicas ou procedimentos de auditoria reconhecidos internacionalmente. Ao longo deste manual, procurou-se definir conceitos, regras e metodologias de trabalhos para que o profissional tenha um enfoque geral e único da auditoria, de forma a propiciar6

lhe condições adequadas para a execução de trabalhos com segurança e qualidade, o que com certeza irá engrandecer toda uma classe profissional.

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Normas da profissão contábil.) Embora o parecer do auditor aumente a credibilidade das demonstrações contábeis. o usuário não pode presumir que o parecer seja uma segurança da viabilidade futura da entidade nem da eficiência ou eficácia com que a administração conduziu os negócios da entidade. "O objetivo de uma auditoria das demonstrações contábeis é habilitar o auditor a expressar uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram preparadas. em todos os seus aspectos relevantes. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis.. constante do parecer. Nogueira. Salvo declaração expressa em contrário. Na ausência de disposições específicas.”IBRACON. a legislação específica”.. (Tradução: Vera Maria Conti Nogueira e Danilo A. 820/97). Ed. no que for pertinente. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes. garantia de viabilidade futura de entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. 8 . para o entendimento dos usuários. 1999 (NBC T 11 .resolução CFC n. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. prevalecem as práticas já consagradas pela Profissão Contábil. 1998. tanto em termos de conteúdo quanto de forma.2 OBJETIVOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE “A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação. São Paulo: CRCSP... 27. O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade. 23)”. O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa. Normas Internacionais de Auditoria: São Paulo. p. nestas normas denominado auditor. de acordo com uma estrutura conceitual identificada para relatórios contábeis (. pois.”CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO.

2. sob a ótica de uma harmonização mundial. e representam a essência das doutrinas e teorias relativas a Ciência de Contabilidade. Ainda sobre os Princípios o CFC. expressos sob a forma de relatos. instituído pela citada Resolução.PFC. de um mínimo de normas sobre demonstrações contábeis levou à crescente regulação da matéria pela legislação tributária. que é composto pelo conjunto de bens e direitos e obrigações para com terceiros. Em virtude da globalização de mercados. para a adequada avaliação da situação patrimonial e das mutações verificadas no Patrimônio da Entidade. bem como a perfeita compreensão pelos profissionais da 9 . demonstrações. Os registros devem ser processados com observância dos “Princípios Fundamentais de Contabilidade” gerando desta forma informações fidedignas. conferências..CFC. credores e investidores do mercado. através da Resolução nº 750 de 29 de dezembro de 1993.. O Patrimônio de uma Entidade define o objeto da Contabilidade. financeira e física. convenções e etc. acionistas. CFC – Conselho Federal de Contabilidade O Conselho Federal de Contabilidade . busca prover os usuários (internos e externos) com informações precisas de natureza econômica.. orientada pelo objetivo da arrecadação de impostos. diagnósticos. Essa situação deve ser corrigida o mais breve possível.NBC. a obrigatoriedade da observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade . pareceres.PFC” são o núcleo central da contabilidade. a verdadeira situação do patrimônio da companhia e seus resultados. a fim de que as demonstrações contábeis informem: a administradores. Através de registros. restabelecendo o verdadeiro objetivo dos informativos contábeis. estabelece como condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade . 1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE E NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE Princípios Fundamentais de Contabilidade – PFC Os “Princípios Fundamentais de Contabilidade . análises. As normas contábeis estabelecem regras de conduta profissional e procedimentos técnicos a serem observados quando da realização dos trabalhos contábeis. A necessidade da harmonização dos Princípios e Normas Contábeis é uma exigência do usuário da informação contábil (internos e externos). A omissão das entidades reguladoras da profissão. objetivando dar um amplo entendimento aos usuários da informação contábil. planilhas e outros meios. tabelas. esse tema vem sendo discutido em todos os congressos.

.5.. exige a observância aos princípios de contabilidade geralmente aceitos..4. . “Apêndice a Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade” contendo detalhamento sobre os seguintes assuntos: (recomendamos a sua leitura na integra – vide item 15.Aspectos conceituais 2... ... .O Princípio da Continuidade e a “Entidade em marcha” 2. .O Princípio da Entidade 2.3.3.1.O Princípio da Atualização Monetária 2.. .4. .5.6.Dos objetivos da Contabilidade 1.. devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência..5..1..Dos limites da aplicação do Princípio Lei nº. .A autonomia patrimonial 2.. .A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes.1.A expressão em moeda nacional 2.2. .4.4.2. . .Dos indexadores da atualização 2.A integridade das variações 2.. .1.6. ...As variações patrimoniais e o Princípio da Competência 2.O Patrimônio objeto da Contabilidade 1.1.O Princípio da Oportunidade 2..O Princípio da Continuidade 2.Alguns comentários sobre as despesas 2..2. em diversos artigos. .2.Aspectos conceituais 2. .1.2.. .. .3.7.1. . .Aspectos conceituais 2.1...3. . . .Comentários aos Princípios Fundamentais de Contabilidade 2.2.A Contabilidade como ciência social 1.2.6.” 10 ..6. aprovou através da Resolução CFC nº 774 de 16 de dezembro de 1994.A manutenção dos valores originais nas variações internas 2.. .. 177 . . de efeitos relevante.. .6.Do Usuários da Contabilidade 2..As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos o critérios contábeis..2.3...O Princípio da Prudência 2. § 1º ..O Princípio do Registro pelo Valor Original 2.O Princípio da Competência 2..contabilidade...1.Da soma ou da agregação de Patrimônios 2..3...2. .7.Os Princípios Fundamentais da Contabilidade 1..2.4.. .2) 1.. com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos...A Contabilidade como conhecimento 1. .Das informações geradas pela Contabilidade 1.A tempestividade do registro 2.3. .Aspectos conceituais 2. 6404/76 A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6404/76). .7...1.. deverão indicá-la em nota e ressaltar esses efeitos...Alguns detalhes sobre as receitas e seu reconhecimento 2. .1. a saber: “ESCRITURAÇÃO Art..5.

em 5 de fevereiro de 1986. cabendo à instituição: (Circ. através de pronunciamento técnico e deliberação (respectivamente). o trabalho intitulado “Estrutura Conceitual Básica de Contabilidade”. em 22 de novembro de 1985.International Accounting Standarts Committer (Comissão Internacional de Contabilidade) b) IFAC .Comissão de Valores Mobiliários. quantificando nas demonstrações financeiras.  apurar os resultados em período fixos de tempo.IBRACON . ganhos. independentemente da apuração de resultado a cada seis meses e. observando os períodos de 1º de janeiro a 30 de junho e 1º de julho a 31 de dezembro. ainda.  O IBRACON. sobre princípios foi através da Deliberação 29/86. de normas e procedimentos contábeis. Atuarias e Financeiras. BACEN . 11 . originalmente elaborada pela IPECAFI . 1273)  adotar métodos e critérios uniformes no tempo. considera que as demonstrações contábeis preparadas pelas sociedades sejam elas abertas ou fechadas.  Através do Ofício Circular nº 001/92.Comissão de Valores Mobiliários A única manifestação da CVM.  fazer a apropriação mensal das rendas. a saber: a) IASC .  registrar as receitas e despesas no período em que elas ocorrem e não na data do efetivo ingresso ou desembolso. receitas. o IBRACON. os princípios fundamentais da contabilidade. Entidades Internacionais Duas entidades internacionais se ocupam do desenvolvimento e harmonização. inclusive mora. aprovaram. quando aplicável. em respeito ao regime de competência. em linhas gerais.International Federation of Accountants (Federação Internacional de Contadores) Nota . devem seguir os mesmos PFC – Princípios Fundamentais de Contabilidade. e a CVM .Banco Central do Brasil A par das disposições legais e das exigências regulamentares específicas atinentes à escrituração. lucros. os quais não se sobrepõem aos do próprio IBRACON. que aprovou e referendou o pronunciamento do IBRACON intitulado “Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade”. despesas.Instituto Brasileiro de Pesquisas Contábeis. sendo que as modificações relevantes devem ser evidenciadas em notas explicativas. observam-se.Os pronunciamentos técnicos dessas entidades foram traduzidas para o português pelo IBRACON. CVM . perdas e prejuízos.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil O IBRACON. mesmo porque. afirma que as demonstrações contábeis elaboradas em moeda de poder aquisitivo constante (correção integral) é a que melhor atende os PFC. há uma ampla coincidência nessas normas.

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE. IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. As NBC’s constituem um corpo de doutrina contábil que estabelece regras de conduta profissional e procedimentos técnicos a serem observados pelos contabilistas quando da realização de trabalhos contábeis.(b) Normas Contábeis As normas contábeis são instituídas no País.IT – estabelecem as interpretações técnicas. 9. Compete ao CFC e aos CRC’s . racionalizar a utilização de contas. Governo Federal (Societário-Fiscal). (b. foi criado pelo Decreto-Lei nº 9295.estabelecem conceitos doutrinários.Conselhos Regionais de Contabilidade. critérios e procedimentos necessários à obtenção e divulgação de dados. a estrutura básica que estabelece os itens que compõem as NBC . bem como estabelecer regras ao exercício profissional de contabilidade.295 de 27 de maio de 1946 e. As normas contábeis têm por objetivo uniformizar o registros contábeis dos atos e fatos administrativos praticados. As NBC´s classificam-se seqüencialmente. quando aplicável ao Código de Ética Profissional do Contabilista.CT – estabelecem os comunicados técnicos. através da legislação societária. O CFC. e  NBC. com fidedignidade a clareza. “d” e “e” do art. As principais normas contábeis e pronunciamentos técnicos são instituídas pelas seguintes Entidades:      CFC .1) O CFC. legislação fiscal.Comissão de Valores Mobiliários. tanto de natureza doutrinária quanto aplicada.1-Das Formalidades da Escrituração 12 . de 29 de dezembro de 1993. BACEN . 27 do Decreto-lei nº.  NBC-T . de 27 de maio de 1946. e a real situação econômico-financeira da Entidade. sendo enumeradas  NBC-P – estabelecem regras de exercício profissional. expressem.  NBC-T. Até 2 de maio de 2002. e por pronunciamento técnicos emitidos por diversas entidades representativas da profissão contábil. A inobservância de Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração disciplinar. foram divulgadas as seguintes NBC´s: RESOLUÇÃO CFC Nº 563/83 . a fiscalização do exercício da profissão de contabilista impedindo e punindo as infrações. sujeita às penalidades previstas nas alíneas “c”. de modo que as demonstrações contábeis elaboradas. considerando ser imperativa a uniformização do entendimentos e interpretações na contabilidade. ou seja: em Profissionais e Técnicas. CVM . estabelecer regras.Aprova a NBC-T-2.Conselho Federal de Contabilidade.Banco Central do Brasil. aprovou através da Resolução CFC nº 751/93. regras e procedimentos aplicados de contabilidade.

2-Da Documentação Contábil.IT.Aprova a NBC-T-3 -Conceito.Contábil. Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis. RESOLUÇÃO CFC Nº 597/85 .Aprova o Código de Ética Profissional do ContabilistaCEPC RESOLUÇÃO CFC Nº 819/97 .6-Da Escrituração Contábil das Filiais.Aprova a NBC-T-11-IT-02 -Papéis de Trabalho e Documentação de Auditoria. Conteúdo. o item: NBC-T-10.Aprova a NBC-T-11-IT-05 -Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. do art.Aprova da NBC-T-10-Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.13.Aprova a NBC-T-6 -Da Divulgação das Demonstrações Contábeis. o item: NBC-T-10.Aprova da NBC-T-10-Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas. RESOLUÇÃO CFC Nº 750/93 . Altera o parágrafo 2º.7-Do Balancete. RESOLUÇÃO CFC Nº 828/98 .Aprova o Apêndice à Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade. do CEPC. RESOLUÇÃO CFC Nº 774/94 . RESOLUÇÃO CFC Nº 838/99 . RESOLUÇÃO CFC Nº 758/93 . RESOLUÇÃO CFC Nº 836/99 .5-Das Contas de Compensação. RESOLUÇÃO CFC Nº 686/90 .11.Aprova a NBC-T-2.Aprova a NBC-T-12 -Da Auditoria Interna. RESOLUÇÃO CFC Nº 785/95 . RESOLUÇÃO CFC Nº 780/95 .4-Da Retificação de Lançamentos. RESOLUÇÃO CFC Nº 732/92 . Revoga a Res. CFC 677/90 e dá outras providências. RESOLUÇÃO CFC Nº 751/93 .Aprova normas de procedimentos de auditoria independente para revisões limitadas das informações trimestrais à Comissão de Valores Mobiliários.18 13 . RESOLUÇÃO CFC Nº 752/93 . 01-Carta de Responsabilidade da Administração. RESOLUÇÃO CFC Nº 837/99 .Dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade-PFC. RESOLUÇÃO CFC Nº 781/95 .Aprova a NBC-T-2.Aprova a NBC-T-11-IT-03 -Fraude e Erro.Aprova a NBC-T-2.Restabelece o instituto do recurso "Ex-Offício" na área do processo ético. RESOLUÇÃO CFC Nº 685/90 . RESOLUÇÃO CFC Nº 803/96 .Aprova a NBC-P-1 -Normas Profissionais de Auditor Independente com alterações e dá outras providências. RESOLUÇÃO CFC Nº 737/92 .Aprova a NBC-T-4 -Da Avaliação Patrimonial. RESOLUÇÃO CFC Nº 830/98 .4 – Fundações. RESOLUÇÃO CFC Nº 684/90 .Aprova a NBC-T.Dispõe sobre as Normas Brasileiras de Contabilidade. RESOLUÇÃO CFC Nº 596/85 . RESOLUÇÃO CFC Nº 612/85 . RESOLUÇÃO CFC Nº 821/97 .Aprova a NBC-T-2. RESOLUÇÃO CFC Nº 820/97 .Aprova a NBC-T-1 -Das Características da Informação Contábil.Aprova a NBC-P-3 -Normas Profissionais do Auditor Interno.Aprova a NBC-T-11 -Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências.Aprova a NBC-T-8 -Das Demonstrações Contábeis Consolidadas. RESOLUÇÃO CFC Nº 678/90 .Aprova a NBC-T-2.

Da Perícia Contábil. CFC 686/90. Vide Res. de 16. CFC 751/93.99.2. de 14. Veja a RES. RESOLUÇÃO CFC Nº 876/00 .Aprova a NBC T 7-Da Conversão da Moeda Estrangeira nas Demonstrações Contábeis. RESOLUÇÃO CFC Nº 846/99 . RESOLUÇÃO CFC Nº 912/01 . Vide Res. RESOLUÇÃO CFC Nº 839/99 .Aprova a NBC T 10-Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.Altera a redação do item 2. CFC 838/99.1. RESOLUÇÃO CFC Nº 853/99 .Aprova a NBC T 14-Normas sobre a revisão externa de qualidade.Da Avaliação Patrimonial.1.IT .Reformula a NBC T 13 .06 .90 e alterada pela Resolução CFC nº 847. CFC 563/83.9 da NBC P 1 . RESOLUÇÃO CFC Nº 915/01 . de 22/10/92. RESOLUÇÃO CFC Nº 913/01 . Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis e dá outras providências. aprovada pela Resolução CFC nº. Conteúdo.9-Entidades Financeiras. CFC nº 686.Aprova a NBC T 11 .Aprova a NBC T 10-Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.2 da NBC T 10.Institui o Exame de Suficiência como requisito para obtenção de REGISTRO PROFISSIONAL EM CRC.1 – Das Formalidades da Escrituração Contábil. o item: NBC T 10.Supervisão e Controle de Qualidade.19-Entidades sem Finalidade de Lucros. 732.01 .06. Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis.12. denominando-a Normas Profissionais do Perito.Dispõe sobre a alteração do item 4. Vide Res. Veja a RES.Redenomina a NBC T 5 .Normas Profissionais de Auditor Independente. item NBC T 10.Entidades Sindicais e Associações de Classe. Vide Res. RESOLUÇÃO CFC Nº 847/99 . RESOLUÇÃO CFC Nº 848/99 .Entidades Agropecuárias. CFC 732/92. RESOLUÇÃO CFC Nº 900/01 .. CFC 686/90.Aprova da NBC T 10-Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.Aprova da NBC T 10-Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.Reformula a NBC P 2.Aprova a NBC-T-11-IT-04 -Transações e Eventos subseqüentes.Regulamentação do item 1. RESOLUÇÃO CFC Nº 857/99 .18.IT .1 da NBC T 2.1. RESOLUÇÃO CFC N° 910/01 .2. RESOLUÇÃO CFC Nº 858/99 . RESOLUÇÃO CFC Nº 851/99 . aprovada pela Resolução.Altera a redação da NBC T 3 – Conceito.5.3Consórcio de Vendas.4 da NBC T 4 . o item: NBC T 10.1 da NBC T 3 – Conceito. item NBC T 10.02-Regulamentação dos itens 14 .Dispõe sobre a alteração do item 3. RESOLUÇÃO CFC Nº 914/01 . Conteúdo.IT .Altera a redação do item 10.18 – Entidades Sindicais e Associações de Classe.Dispõe sobre a aplicação do Princípio da Atualização Monetária. RESOLUÇÃO CFC Nº 887/00 . RESOLUÇÃO CFC Nº 852/99 .Da Correção Monetária para Da Atualização Monetária.14 .Aprova a NBC P 1 . RESOLUÇÃO CFC Nº 877/00 .6. RESOLUÇÃO CFC Nº 909/01 . RESOLUÇÃO CFC Nº 875/00 .Aprova a NBC P 1 .

19 – Entidades sem finalidade de lucros. 2246 art. o item: NBC T 10.COSIF”. que aprova a NBC T 10 .6 . RESOLUÇÃO CFC Nº 922/01 . revoga a Resolução CFC nº 928/02 e dá outras providências.Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas. 1273 art. da NBC T 10 .Entidades que recebem subvenções.Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas. Em julho de 2002 o CFC designa a composição e o funcionamento dos grupo de trabalho para Auditoria. são de uso obrigatório para: (Circ.2 . RESOLUÇÃO CFC Nº 932/02 .1. Veja a RES. da NBC T 10 . Perícia Contábil e Normas Técnicas e Profissionais e suas Interpretações e Comunicados Técnicos. da NBC T 10 . que norteará o desenvolvimento do Grupo de Trabalho destinado a realizar estudos sobre Normas Técnicas e Profissionais.Sigilo. da NBC P 1 – Normas Profissionais do Auditor Independente. 39/02 – Aprova os Procedimentos para Elaboração das Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Respectivas Interpretações Técnicas. RESOLUÇÃO CFC Nº 928/02 .Banco Central do Brasil Criado em 1964. RESOLUÇÃO CFC Nº 920/01 . o item: NBC T 10.CFC 853/99. o item: NBC T 10. (FALTA ATUALIZAR COM AS ÚTIMAS NORMAS EDITADAS PELO CFC) Objetivando a continuidade dos trabalhos de normatização em 24 de maio de 2002 o CFC através da Portaria CFC nº. RESOLUÇÃO CFC Nº 923/01 . auxílios e doações.Altera a Resolução CFC nº 853/99. Veja a RES.16 .Dispõe sobre a não-concessão de Registro Profissional em CRC aos portadores de certificados e diplomas de nível técnico na área de Contabilidade que concluírem o curso a partir do exercício de 2001. Circ. item NBC T 10.Dos Aspectos Contábeis Específicos em Entidades Diversas.Altera a Resolução CFC nº 853/99 que institui o exame de suficiência como requisito para obtenção de registro profissional e o inciso III do artigo 34 e artigo 44 da Resolução CFC nº 867/99. que institui o Exame de Suficiência como requisito para obtenção de registro profissional em CRC.Normas sobre a revisão externa de qualidade pelos pares.Aprova a alteração da NBC T 14 . O BACEN através da Circular nº 1273 de 29/12/87. 1º.Altera a Resolução CFC nº 877. 2381 art. CFC 910/01. de 18 de abril de 2000. RESOLUÇÃO CFC Nº 933/02 . (b.2) Bacen . Circ.Independência. 24) 15 .2 – Arrendamento Mercantil.Aprova. bem como de suas interpretações Técnicas e Comunicados Técnicos. institui o “Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional . bem como as demonstrações financeiras padronizada previstas no COSIF. e 1. pela Lei nº 4595 de 31/12/1964.Aprova.8 – Entidades Cooperativas. CFC 877/00. Veja a RES. contribuições. As normas e procedimentos. RESOLUÇÃO CFC Nº 921/01 . CFC 853/99. 1º. RESOLUÇÃO CFC Nº 926/01 . Veja a RES.Aprova.

16 . (b. (Circ. financiamento e investimento.3) Cvm . deve conduzir a escrituração dentro dos padrões exigidos. 15 § único. Res. 16 § único. Tal competência foi delegada ao Banco Central do Brasil. que se regem por regulamentação própria. de 19/07/78. os bancos de desenvolvimento. em reunião daquele Conselho.              os bancos múltiplos.1273) As Resoluções nºs 2267 e 2676 de 29/03/96 e 10/04/96 (respectivamente) do BACEN estabelece normas complementares sobre auditoria independente nas instituições. de forma alguma. 15. os fundos de investimentos. 12. os bancos comerciais. sempre que forem comprovada irregularidades. 1770 RA art. 1655 RA art. (c) definição de responsabilidade no caso de negligência. sendo as principais : (a) rodízio obrigatório dos auditores. atentando. 1º. É competência do Conselho Monetário Nacional expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras. (Res. com observância dos princípios fundamentais de contabilidade.Comissão de Valores Mobiliários Criada pela Lei nº 6385 de 07 de dezembro de 1976. as sociedades de crédito imobiliário e associações de poupanças e empréstimos. as sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e câmbio. Res. Res. (Circ. responsável pela contabilidade. Circ. 1120 RA art. as cooperativas de créditos. Res. 1273) O profissional habilitado. bem como das normas de contabilidade expedidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil. direitos e obrigações não altera. 1724 art. inclusive. para que sejam aplicadas as medidas cabíveis. as sociedades de arrendamento mercantil. cabendo ao Banco Central providenciar comunicação ao órgão competente. 1º) A forma de classificação contábil de quaisquer bens. as caixas econômicas. as suas características para efeitos fiscais e tributários. à ética profissional e ao sigilo bancário. 1120 RA art. as sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários. 16. (b) prazo de 5 anos para arquivo dos documentos base da auditoria. Res. (Res. 1724 art. as administradoras de consórcios. os bancos de investimentos. as empresas em liquidação extrajudicial. as sociedades de crédito. 1655 RA art. e (d) a obrigatoriedade do cumprimento dos princípios fundamentais de contabilidade. 1273) Cabe ao Banco Central do Brasil e à Comissão de Valores a expedição de normas para avaliação do valores mobiliários registrados nos ativos da sociedades corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

e determina o ajuste a valor presente de créditos e obrigações. em moeda de capacidade aquisitiva constante. relatórios ou informações divulgadas. determinar as companhias abertas que republiquem.  Instrução nº 248/96 e Parecer de Orientação nº 29/96 . como unidade de referência a ser utilizada pelas companhias abertas para elaboração das demonstrações contábeis em moeda de capacidade aquisitiva constante. a realização antecipada do lucro inflacionário. examinar registros contábeis. As principais normas contábeis introduzida pela CVM foram as seguintes:  Instrução nº 191 de 15/07/92 .Determina a forma de registro do imposto de renda diferido.Transforma em voluntária a exigência contida na Instrução nº 191/92 de elaborarem e divulgarem as demonstrações contábeis. livros ou documentos das pessoas naturais e jurídicas que integram o sistema de distribuição de valores mobiliários e dos auditores independentes etc. inclusive as informações trimestrais.Institui a Unidade Monetária Contábil (UMC).  Ofício Circular CVM/SNC/SEP/nº 02 de 22/01/96 . 17 . Faculta a escolha de índice. para demonstrações em moeda de capacidade aquisitiva constante. expedir normas sobre relatório da administração. e outras alterações introduzidas pela Lei nº 9249/95 (Legislação do Imposto de Renda). com correções ou aditamentos demonstrações financeiras. desde que seja um índice geral de preços. A divulgação dessas informações compete aos auditores avaliar sua conveniência.Compete a CVM: fiscalizar e inspecionar as companhias abertas (cujo valores mobiliários estejam admitidos à negociação na bolsa ou no mercado de balcão) dando prioridade às que não apresentem lucro em balanço ou as que deixem de pagar dividendo mínimo obrigatório.. Altera a denominação de demonstrações contábeis. juros pagos ou creditados sobre o capital próprio..

define os deveres e as responsabilidades dos administradores das entidades auditadas no relacionamento com os auditores independentes.Estabelece procedimentos a serem observado pela companhias abertas e respectivos auditores independentes. (h) crédito de imposto de renda oriundo de prejuízo. para o pleno atendimento aos princípios fundamentais de contabilidade.  Instrução nº 216/94 e Ofício Circular nº 03/96 . 18 . (c) divulgação das informações contábeis.  Deliberação nº 183 de 19/06/95 . (i) reservas de lucros a realizar. (c) reservas de capital. (e) reservas de lucros.  Instrução nº 247 de 27/03/96 . (d) reservas de reavaliação. do valor de mercado dos instrumentos financeiros. (e) amortização do ágio e deságio e (f) consolidação de agências no exterior. ou seja: (a) descrição das mutações. (c) demonstração das origens e aplicações de recursos. 216.Aprova pronunciamento do IBRACON sobre reavaliação de ativos a vigorar a partir de 01/07/95. (b) ativo contingente. (e) reserva de reavaliação. (d) adiantamentos (ativos e passivos).Estabelece entre outros itens o conteúdo do relatório de administração e os procedimentos quanto: (a) arrendamento mercantil.Dispõe sobre a obrigatoriedade de elaboração e publicação da demonstração das mutações do patrimônio líquido pelas companhias abertas. 308 de 14 de maio de 1999 – Dispõe sobre o registro e o exercício da atividade de auditoria independente no âmbito do mercado de valores mobiliários.Estabelece normas sobre a divulgação. sobre: (a) capacidade ociosa.  Parecer de Orientação nº 15 de 28/12/87 . (g) ações em tesouraria e (h) total do patrimônio líquido. suspenso ou cancelado. (d) parecer dos auditores. (g) programa de desestatização. de 12 de março de 1998. reconhecidos ou não nas demonstrações contábeis das companhias abertas.Dispõe sobre o registro e o exercício da atividade de auditoria independente no âmbito do mercado de valores mobiliários. (f) correção monetária dos estoques. (f) lucros ou prejuízos acumulado. e revoga as Instruções CVM nºs. (j) fundos de pensão e (k) notas explicativas.  Instrução CVM nº. define o deveres e responsabilidades dos auditores. de 29 de junho de 1994.  Parecer de Orientação nº 24 de 15/01/92 . detalha o conteúdo mínimo de informação. e 275. Instrução nº 059 de 22/12/86 . e as informações periódicas dadas a CVM. em nota explicativa. bem como os casos em que o registro pode ser recusado.  Instrução nº 235 de 23/03/95 . (b) capital realizado atualizado. a partir de 01/01/92. (b) desconto a valor presente.Dispõe sobre a avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas e sobre os procedimentos para elaboração e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas.

 comparabilidade do exercício corrente com o anterior. a CVM . Os pronunciamentos do IBRACON são elaborados pelas comissões técnicas a nível regional e nacional aprovados pela Diretoria nacional.4) IBRACON .  introduz o reconhecimento dos efeitos da modificação no poder de compra da moeda nacional sobre o valor dos elementos do patrimônio e os resultados do exercício. à luz dos princípios fundamentais de contabilidade e dos próprios objetivos da contabilidade. introduziu importantes alterações. Visando a uniformidade na apresentação das demonstrações contábeis. bem como os critérios de avaliação dos ativos e passivos. as normas e procedimentos de auditoria a serem observados pelos contadores que se dedicam à atividade de auditoria independente. O IBRACON também tem a responsabilidade de representações a nível internacional.Banco Central do Brasil.IFAC) e à Comissão de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standarts Committer . Alguns projetos são submetidos à apreciação e/ou oficialização de entidades interessadas como o CFC . estando afiliado à Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants ..  complementação da informação através do notas explicativas. dentre os seus objetivos está o de definir. através de comunicados técnicos.(b.5) Governo Federal A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6404 de 15/12/76) em seu capitulo XV. pronunciamentos e outros elementos.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil É uma entidade profissional que congrega contadores qualificados no Brasil. tornando-se então de observância obrigatória. dentre a quais destacamos:  demonstração das origens e aplicações de recursos (indicação das modificações na posição financeira).. (b. (extinto a partir de 1/1/1996) 19 .Conselho Federal de Contabilidade. pelos contadores que atuam como auditores independentes etc. pelas instituições integrantes do sistema financeiro nacional. vem orientando seus associados e a comunidade como um todo. pelas companhias abertas. sistematizar e divulgar os princípios de contabilidade.IASC). os procedimentos contábeis a serem praticados em diversas circunstâncias.  uniformização da classificação das contas no balanço patrimonial.Comissão de Valores Mobiliários e o BACEN .  admite que a demonstração dos lucro ou prejuízos acumulados seja incluído na demonstração das mutações do patrimônio líquido. o IBRACON.

.. estabelece uma clara distinção entre demonstração contábeis perante o direito comercial e demonstrações de resultados para efeitos tributários.. § 3º . § 4º ....As publicações ordenadas pela presente lei serão feitas no órgão oficial da União ou do Estado. (b) transcrever o balanço geral no livro Diário.. como segue: “Art..O disposto no final do § 3º não se aplica à eventual publicação de atas ou balanços em outros jornais.... 177 ... ou seja: (a) é indispensável o livro Diário... a publicação se fará em órgão de grande circulação local...... também... conforme o lugar em que esteja situada a sede da companhia. consta do artigo 289 da Lei..... Referido artigo além de introduzir normas sobre as demonstrações contábeis. § 2º .. (c) admite-se a escrituração de forma mecanizada e a adoção de livros auxiliares devidamente autenticados e (d) outros...” A referência à legislação comercial feita no artigo 177 da Lei nº 6404/76.. devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência........ define: “Art.....” No que tange a escrituração a Lei nº 6404/76.... § 1º ......A Comissão de Valores Mobiliários poderá determinar que as publicações.Se no lugar em que estiver situada a sede da companhia não for editado jornal...A companhia deve fazer as publicações previstas nesta Lei sempre no mesmo jornal... 20 .. o qual deve registrar de forma individualizada todas a operações ...... ordenadas pela presente lei...Todas as publicações ordenadas nesta Lei deverão ser arquivadas no registro do comércio..... como segue: “Art...... e qualquer mudança deverá ser precedida de aviso aos acionistas no extrato da ata da assembléia geral ordinária.A escrituração da companhia será mantida em registro permanentes..Quanto à divulgação e publicação das demonstrações contábeis.. 177 . com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta lei e ao princípios de contabilidade geralmente aceitos.. 289 . .... a matéria.... e em outro jornal de grande circulação editado na localidade em que está situada a sede da companhia... confirma o entendimento de que continua em pleno vigor as normas sobre escrituração do código comercial e do Decreto-Lei nº 486 de 1969...... do Decreto nº 64567 de 1969 e da Lei nº 4843 de 1965. § 5º ......... em jornal de grande circulação editado nas localidade em que os valores mobiliários da companhia sejam negociados em bolsa ou em mercado de balcão.. sejam feitas.

.... quer do ponto de vista de e atendimento aos requisitos técnicos... fez com que a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6404/76)...... por parte das empresas. o que reafirma: “. com o objetivo de adaptar a legislação do imposto de renda à Lei das Sociedades por Ações. através da CVM .... regulamentasse em seu artigo 177...... o lucro líquido apurado segundo as disposições da lei comercial............. sobre o qual serão feitas adições e/ou exclusões para se chegar ao lucro tributável (em livros extracontábeis) desta forma elimina-se todos os conflitos entre a escrituração societária com as normas fiscais...  O IBRACON... foi publicado o Decreto-Lei nº 1598. deverá ser a única diretriz para representar eficiente e eficazmente o resultado das operações e a posição patrimonial e financeira das empresas... foi introduzido os registros auxiliares para efeitos tributários (livro apuração do lucro real e o razão auxiliar em UFIR) com a finalidade de compatibilizar os registros contábeis com a exigência tributária. 21 ... no tange a qualidade da informação. que prescrevam métodos ou critérios contábeis diferente ou determinem a elaboração de outras demonstrações financeiras.. das normas e regulamentações instituídas pela legislação tributária... sejam abertas ou fechadas.. desvinculando os registros contábeis.. entendeu oportuno atualizar seu Ofício Circular nº 001/92. a escrituração mercantil (demonstrações contábeis)... quer quanto aos aspectos de adesão aos princípios contábeis internacionalmente aceitos... com a adoção plena dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. sem modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta lei. exigida das companhias de capital aberto.... de princípios e normas contábeis formalizada até 1976.......... a todas pessoas jurídicas.§ 2º . de um mínimo. A preparação e divulgação de demonstrações contábeis.  Outro marco importante para contabilidade... .. Comentários Gerais  A inexistência.. com base na posição oficial do CFC . foi a introdução das demonstrações contábeis em moeda de poder aquisitivo constante.Comissão de Valores Mobiliários (Instrução nº 064/87 e 191/92) – Atualmente referidas demonstrações contábeis é opcional... adotados e reconhecidos... que trata da adoção plena dos Princípios Fundamentais de Contabilidade divulgando o Ofício Circular nº 001/94.... A adoção dos Princípios Fundamentais de Contabilidade no Brasil por todas as empresas é um desafio a ser vencido e deve contar com a ação conjunta dos Órgãos nacionais reguladores de princípios contábeis.  Através do Decreto-Lei nº 1598/77.... que aprovou a NBC-T-4 (dispõe sobre a avaliação patrimonial) e 750/93 (que dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade)..” Em 26/12/77.A companhia observará em registros auxiliares....Conselho Federal de Contabilidade constante das Resoluções do CFC nº 732. A legislação fiscal adota para fins de apuração do lucro real das empresas..  O Decreto-Lei nº 1598/77 estendeu a obrigatoriedade da observância das normas contábeis instituídas pela Lei nº 6404/76... as disposições da lei tributária. ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto....

 A CVM . pois estes constituem os parâmetros nos quais as normas contábeis devem ser enquadradas. inclusive para fins societários.. parágrafo único. independentemente das Entidades a que pertencem e da forma jurídica da qual estão revestidos....Conselho Federal de Contabilidade....Comissão de Valores Mobiliários em virtude da Lei nº 9249/95 (acima) tornou. em seu art.... análise e avaliação por parte dos usuários.. que o Princípios Fundamentais de Contabilidade.. CVM...  A Lei nº 9249/95 (altera a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas). Recentemente. As demonstrações contábeis preparadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade são as que melhor atendem às necessidades de informação... SUSEP e outras) todo e qualquer normativo contábil a ser estabelecido ou modificado...”  A diversificação de entidades (oficial e não oficial) que ditam e estabelecem normas e procedimentos contábeis no País.. valem para todos os Patrimônios... devem seguir os Princípios Fundamentais de Contabilidade. A observância dos PFC deve prevalecer sobre as razões de interesse de política tributária.. com a atribuição de discutir e analisar em conjunto com as entidades que ditam normas e procedimentos contábeis: (IBRACON. em nosso contexto. 4º..... É necessária a adoção plena dos Princípios Fundamentais de Contabilidade por todas as empresas.. dificultam muito o exercício da profissão contábil pelos profissionais da área.Normas Brasileiras de Contabilidade. Somos de opinião que a elaboração e divulgação de todas as Normas Contábeis de todos os segmentos econômicos estejam sob a égide do CFC .... vários órgãos reguladores têm autoridade para estabelecer normas de contabilidade específicas para segmentos de indústria sujeitos à sua supervisão e controle.. o qual deverá em conjunto com os Conselhos Regionais de Contabilidade... O Comunicado IBRACON nº. além de ser um enorme retrocesso na evolução dos informativos contábeis. a preparação e divulgação de demonstrações financeiras (contábeis) em moeda de poder aquisitivo constante.  É entendimento do CFC .As demonstrações contábeis de todas as empresas sejam de capital aberto ou fechado. a elaboração das demonstrações contábeis em moeda de poder aquisitivo constante das empresas de capital aberto. opcional.. alguns desses órgãos 22 . quer do ponto de vista interno quanto ao de informação a nível internacional.. sendo o seu reconhecimento indispensável para a harmonização de normas definitivas no âmbito nacional e mundial..No contexto da profissão contábil no Brasil......Conselho Federal de Contabilidade. 02 de 19 de julho de 2002 vem confirmar a nossa posição antes externada. Este dispositivo conflita com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e com as NBC .... BACEN... possuir uma comissão permanente de contadores. revoga a correção das demonstrações contábeis. . ou seja: “Introdução . o que pressupõe. prejudicando inclusive a qualidade da informação..

é requerida a inclusão de parágrafo adicional no parecer ou relatório sobre revisão trimestral.introduziram novas normas contábeis que devem. Recomendação – Considerando que as novas normas contábeis acima descritas representam um esforço de maior alinhamento com as práticas contábeis internacionais para este tipo de ativo. quando o efeito da mudança representar efeito relevante na situação econômica e financeira da entidade auditada ou no resultado do período sob exame ou revisão do auditor.” 23 . na avaliação de carteiras de títulos e valores mobiliários e de instrumentos financeiros. o auditor deve consignar ressalva em seu parecer. é entendimento deste Instituto que sua aplicação não deve ser objeto de ressalva no parecer dos auditores independentes. destacando tal mudança de prática contábil. após o parágrafo de opinião. o efeito de tal mudança deve ser calculado sobre a posição existente no balanço patrimonial de abertura do período contábil de referência e tratado como ajuste de exercícios anteriores. Lembramos aos associados deste Instituto que. assim sua aplicação está sendo feita em atendimento às normas anteriormente citadas emitidas pelos órgãos reguladores. No entanto. Tais normas não estão especificamente contempladas na legislação societária brasileira e. por se tratar de uma mudança de prática contábil. A aplicação dessas normas se caracteriza claramente como uma mudança de prática contábil. ou deverão ser aplicadas pelas entidades por eles reguladas. No caso de divergências relevantes no critério de apuração do ajuste de exercícios anteriores.

APROVA A NBC T 11 . o Banco Central do Brasil e a Superintendência de Seguros Privados. para observância pelo universo a que se destina. é editado pela instituição legalmente incumbida de fiscalizar o exercício da profissão.1. de revisão das normas aprovadas em 1991. 24 . CONSIDERANDO que esse trabalho. Brasília. 17 de dezembro de 1997 Contador José Serafim Abrantes Presidente do Conselho em Exercício”. Art. visando adequá-las às necessidades decorrentes da evolução da atividade do auditor independente. deve ser empreendida pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca. no exercício de suas atribuições legais e regimentais. a Comissão de Valores Mobiliários. de 24 de abril de 1991. 2º . de modo a manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização. CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da auditoria exigem atualização e aprimoramento das normas endereçadas à sua regência. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. concluiu o projeto que.Fica revogada a Resolução CFC nº 700. Art.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que. real e aberta cooperação com o Instituto Brasileiro de Contadores.DE 17 DE DEZEMBRO DE 1997”.NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS COM ALTERAÇÕES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.do Banco Central do Brasil e da Superintendência de Seguros Privados. do Instituto Brasileiro de Contadores. RESOLVE: Art.Aprovar a NBC T 11 . com alterações. CONSIDERANDO que esse trabalho evidência a capacidade de união retratando a ação conjunta do Conselho Federal de Contabilidade.1 “RESOLUÇÃO CFC Nº 820/97 . para adequado desempenho. da Comissão de Valores Mobiliários.Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação. 3º .2. 1º .

2.1.1.1. pois.Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecido pela administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento.CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 11.1.1.3 .1 . 11. a legislação específica. no que for pertinente.1 . prevalecem às práticas já consagradas pela Profissão Contábil. 11.2 .1.1.1. 11.1 .tanto em termos de conteúdo quanto de forma.A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação.PAPÉIS DE TRABALHO 25 . 11. dividindo-se em: a) testes de transações e saldos.Na ausência de disposições específicas. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes.1. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis.nestas normas denominado auditor. 11.3 . formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. constante do parecer.PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11.1.1.2.1 .2 .1.Salvo declaração expressa em contrário.4 .1. e b) procedimentos de revisão analítica.1 . 11.O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa.2.3 .Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos.1.1. 11. 11.1.NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (Revisadas em dezembro de 1997) 11.O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade.Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência.CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE.2 . para o entendimento dos usuários.“NBC T 11 .1. garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. 11. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade.

por meios eletrônicos ou por outros meios. considera-se: a) fraude.1.2.4 .PLANEJAMENTO DE AUDITORIA 11.o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.4 .3 .Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. 11. e b) erro. 11.FRAUDE E ERRO 11. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer.2 .1. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controle internos da entidade e seu grau de confiabilidade.O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades.O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor independente e estas normas. quer pela complexidade de suas atividades.A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é da administração da entidade. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade.Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor.O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito.1 . que constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião. 11. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.1. conteúdo e oportunidade dos pareceres. 11. e o nível geral de competência de sua administração.O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. preparados de forma manual. Entretanto.4. adulteração de documentos. e) a existência de entidades associadas.2.4.1 .registros e demonstrações contábeis. filiais e partes relacionadas. legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. 11. especialistas e auditores internos. através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade. 26 .1.2 . 11.1. g) a natureza. responsável por sua guarda e sigilo. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações.2.1.Para os fins destas normas. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas.2.Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos.NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 11.1.3 .1. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. os fatores econômicos. oportunidade e extensão.1 .2.2 .1. 11.4. caso elas não sejam adotadas. em termos de natureza. e h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos.1.11.3.1 . d) a natureza. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. 11. o ato não intencional resultante de omissão. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. quer pelo volume de transações. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.3.2 .

2. c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas do exercício anterior.Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. e 27 .Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade.Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados.2. denominações e classificação das contas.5 .1. e e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior.2. 11.RISCO DE AUDITORIA 11. b) exame das adequações dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual.RELEVÂNCIA 11.2 . 11.2. distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual.2.O planejamento da auditoria.3.3. de alguma maneira.8 .2.A relevância deve ser considerada pelo auditor quando: a) determinar a natureza.A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos considerando a relevância em dois níveis: a) em nível geral. qualidade da administração. avaliação do sistema contábil e de controles internos de situação econômica e financeira da entidade. b) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos.1 .A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. quando incluir a designação de equipe técnica deve prever a orientação e supervisão do auditor. ou quando as demonstrações contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor.7 .2.2.Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução.11.e c) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da informação contábil.2 .2.1. 11. o planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos: a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de aberturas do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que. 11. d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira. 11.2.1.O planejamento e os programas de trabalhos devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem.2.2.1. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados.2. 11. 11.3 . independência e treinamento requeridos nas circunstâncias.1 . 11.9 .2 .1. considerando as demonstrações contábeis tomadas no seu conjunto bem como as atividades.6 . revelados ou não revelados.

b) em níveis específicos, relativos ao saldo das contas ou natureza e volume das transações. 11.2.3.3 - Para determinar o risco da auditoria, o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade, compreendendo: a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades da entidade; b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados, especificamente quanto a limites de autoridade e responsabilidade; c) as políticas de pessoal e segregação de funções; d) a fixação, pela administração, de normas para inventário, para conciliação de contas, preparação de demonstrações contábeis e demais informes adicionais; e) as implantações, modificações e acesso aos sistemas de informação computadorizada, bem como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão ou exclusão de dados; f) o sistema de aprovação e registro de transações; g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos; e h) as comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados. 11.2.4 - SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE 11.2.4.1 - Na supervisão de trabalhos da equipe técnica durante a execução da auditoria, o auditor deve: a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho; b) avaliar se as tarefas distribuídas à equipe técnica estão sendo cumpridas no grau de competência exigido; c) resolver questões significativas quanto à aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade; d) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e os objetivos dos procedimentos técnicos alcançados; e e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos executados e permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis. 11.2.4.2 - O auditor deve instituir um programa de controle de qualidade visando avaliar, periodicamente, se os serviços executados são efetuados de acordo com as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas. 11.2.4.3 - O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar. No caso do auditor atuar sem a colaboração de assistentes, o controle da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor.

11.2.4.4 - Os requisitos que o auditor deve adotar para o controle da qualidade dos seus serviços são os que seguem; a) o pessoal designado deve ter a competência e habilidade profissional compatíveis com o requerido no trabalho realizado; b) o pessoal designado deve ter o nível de independência e demais atributos definidos nas Normas Profissionais de Auditor Independente para ter uma conduta profissional inquestionável;

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c) o trabalho de auditoria deverá ser realizado por pessoal que tenha um nível de treinamento e de experiência profissional compatível com o grau de complexidade das atividades da entidade auditada; e d) o auditor deverá planejar, supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas, de modo a garantir aos usuários de seus serviços a certeza razoável de que o trabalho foi realizado de acordo com as normas de controle de qualidade requeridas nas circunstâncias. 11.2.4.5 - O controle de qualidade do auditor inclui a avaliação permanente da carteira dos clientes,quanto aos seguintes aspectos: a) capacidade de atendimento ao cliente, em face da estrutura existente; b) grau de independência existente; e c) integridade dos administradores do cliente. 11.2.4.6 - A avaliação permanente da carteira de clientes deverá ser feita por escrito considerando os seguintes pressupostos: a) a capacidade de atendimento será determinada pela soma das horas disponíveis, segundo horário contratado com a equipe técnica, em relação às horas contratadas com os clientes; b) a independência em relação aos clientes deve abranger toda a equipe técnica que trabalhar no cliente; c) que não há evidências de que a administração do cliente adotou medidas administrativas que possam comprometer o trabalho do auditor; e d) o auditor independente deverá avaliar a necessidade de rodízio de auditores responsáveis pela realização dos serviços, de modo a resguardar a independência do auditor responsável pela execução dos serviços. 11.2.5 - ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS 11.2.5.1 - O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. 11.2.5.2 - O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, considerando: a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade; b) os sistemas de informação contábil, para efeitos tanto internos quanto externos; c) as áreas de risco de auditoria; d) a natureza da documentação, em face dos sistemas de informatização adotados pela entidade; e) o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade; e f) o grau de envolvimento da auditoria interna, se existente. 11.2.5.3 - O sistema contábil e de controles internos é de responsabilidade da administração da entidade; porém o auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento, decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho. 11.2.5.4 - A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos: a) o ambiente de controle existente na entidade; e b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade.

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11.2.5.5 - A avaliação do ambiente de controle existente deve considerar: a) a definição de funções de toda a administração; b) o processo decisório adotado na entidade; c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade; d) as políticas de pessoal e segregação de funções; e e) o sistema de controle da administração, incluindo as atribuições da auditoria interna, se existente. 11.2.5.6 - A avaliação dos procedimentos de controle deve considerar: a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis e quaisquer outros informes contábeis e administrativos, para fins quer internos quer externos; b) a elaboração, revisão a aprovação de conciliações de contas; c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros; d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação, alteração, acesso a arquivos e geração de relatórios; e) os controles adotados sobre as contas que registram as principais transações da entidade; f) o sistema de aprovação e guarda de documentos; g) a comparação de dados internos com fontes externas de informação; h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade; i) a limitação do acesso físico a ativos e registros; e j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados. 11.2.6 - APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (vide capítulo 5 ) 11.2.6.1 - A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada, em razão da complexidade e volume das operações, por meio de provas seletivas, testes e amostragens,cabendo ao auditor, com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser, determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. 11.2.6.2 - Na aplicação dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: a) inspeção - exame de registros, documentos e de ativos tangíveis; b) observação - acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução; c) investigação e confirmação - obtenção de informação junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade; d) cálculo - conferência da exatidão aritméticos de documentos comprobatórios registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias; e e) revisão analítica - verificação do comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. 11.2.6.3 - Na aplicação dos testes de observância, o auditor deve verificar a existência, efetividade e continuidade dos controles internos. 11.2.6.4 - Na aplicação dos testes substantivos, o auditor deve objetivar as seguintes conclusões: a) existência - se o componente patrimonial existe em certa data; b) direitos e obrigações - se efetivamente existentes em certa data; c) ocorrência - se a transação de fato ocorreu; d) abrangência - se todas as transações estão registradas; 30

e) mensuração, apresentação e divulgação - se os itens estão avaliados, divulgados, classificados e descritos de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. 11.2.6.5 - Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica, o auditor deve considerar: a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis; b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores; e c) a disponibilidade de informações, sua relevância, confiabilidade e comparabilidade. 11.2.6.6 - Se o auditor, durante a revisão analítica, não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas, deve efetuar verificações adicionais, aplicando novos procedimentos de auditoria até alcançar conclusões satisfatórias. 11.2.6.7 - Quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações, deve o auditor: a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar, através de comunicação direta com os terceiros envolvidos; e b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade,executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis. 11.2.7 - DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA 11.2.7.1 - O auditor deve documentar, através de papéis de trabalho, todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis. 11.2.7.2 - Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da auditoria executada, compreendendo a documentação do planejamento, natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria, bem como o julgamento exercido pelo auditor e as condições alcançadas. 11.2.7.3 - Os papéis de trabalho devem ser elaborados, organizados e arquivados de forma sistemática e racional. 11.2.7.4 - Quando o auditor se utilizar de análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos fornecidos pela entidade deve certificar-se da sua exatidão. 11.2.8 - CONTINUIDADE NORMAL DAS ATIVIDADES DA ENTIDADE 11.2.8.1 - A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor, quando do planejamento dos seus trabalhos, ao analisar os riscos de auditoria,e deve ser complementada quando da execução de seus exames. 11.2.8.2 - A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade. 11.2.8.3 - Caso, no decorrer dos trabalhos, se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade, deve o auditor aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria.

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11.2.8.4 - Na hipótese de o auditor concluir que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade, deve avaliar os possíveis efeitos nas demonstrações contábeis, especialmente quanto à realização dos ativos. 11.2.8.5 - Quando constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade, o auditor independente deverá, em seu parecer, mencionar, em parágrafo de ênfase, os efeitos que tal situação poderá determinar na continuidade operacional da entidade, de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma. 11.2.8.6 - Embora não exaustivos, pelos menos os seguintes pressupostos deverão ser adotados pelo auditor na análise da continuidade da entidade auditada: a) indicadores financeiros 1 - passivo a descoberto; 2 - posição negativa do capital circulante líquido; 3 - empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos, sem possibilidade de renovação pelos credores; 4 - excessiva participação de empréstimos de curto prazo, sem a possibilidade de alongamento das dívidas ou capacidade de amortização; 5 - índices financeiros adversos de forma contínua; 6 - prejuízos substanciais de operação e de forma contínua; 7 - retração ou descontinuidade na distribuição de resultados; 8 - incapacidade de devedores na data do vencimento; 9 - dificuldades de acertos com credores; 10 - alterações ou renegociações com credores; e 11 - incapacidade de obter financiamentos para desenvolvimento de novos negócios ou produtos, e inversões para aumento da capacidade produtiva. b) indicadores de operações 1 - perda de elementos-chaves na administração sem modificações ou substituições imediatas; 2 - perda de mercado, franquia, licença fornecedor essencial ou financiador estratégico; e 3 - dificuldades de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade. c) outras indicações 1 - não cumprimento de normas legais, regulamentares e estatuárias; 2 - contingências capazes de não serem cumpridas pela entidade; e 3 - mudanças das políticas governamentais que afetam a entidade. 11.2.9 - AMOSTRAGEM 11.2.9.1 - Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar técnicas de amostragem. 11.2.9.2 - Ao usar métodos de amostragem estatísticas ou não estatísticas, o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria, aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra, de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 11.2.9.3 - A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto de exame, como também com os efeitos na posição patrimonial e financeira da entidade, e o resultado por ela obtido no período.

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11.2.9.4 - na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: a) população objeto da amostra; b) estratificação da amostra; c) tamanho da amostra; d) risco da amostragem; e) erro tolerável; e f) erro esperado. 11.2.9.5 - Na seleção de amostra devem ser considerados: a) seleção aleatória; b) seleção sistemática, observando um intervalo constante entre as transações realizadas; e c) seleção casual, a critério do auditor, baseada em sua experiência profissional. 11.2.10 - PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS - PED 11.2.10.1 - O uso de PED modifica a forma de processamento e armazenamento de informações, afetando a organização e os procedimentos adotados pela entidade na consecução de adequados controles internos. O auditor deve dispor de compreensão suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento existente, a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho. 11.2.10.2 - O uso de técnicas de auditoria que demandem o emprego de recursos de PED requer que o auditor as domine completamente, de forma a implementar os próprios procedimentos ou, se for o caso, supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas. 11.2.10.3 - O grau mínimo de conhecimento que o auditor deve ter para planejar, dirigir, supervisionar e revisar o trabalho de auditoria desenvolvido em ambiente de PED compreende: a) conhecer suficientemente o sistema de contabilidade e de controle interno afetado pelo ambiente de PED: b) determinar o efeito que o ambiente de PED possa ter sobre a avaliação de risco global da entidade e em nível de saldos de contas e de transações; e c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle e de procedimentos substantivos capaz de assegurar a confiabilidade necessária para conclusão sobre os controles internos e as demonstrações contábeis. 11.2.10.4 - O planejamento do trabalho em ambiente de PED deve considerar: a) o volume de transações da entidade; b) as entradas de dados nos sistemas que determinam múltiplas transações, registradas de forma simultânea, especialmente nos registros contábeis, as quais não podem ser validadas independentemente: e c) as transações da entidade que são intercambiadas eletronicamente com outras entidades. 11.2.10.5 - No programa de trabalho para os exames dos sistemas de PED, o auditor independente deverá incluir: a) o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade; b) o exame da estrutura e confiabilidade dos sistemas adotados para o controle e gerenciamento das atividades da entidade; e

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c) o grau de integração dos sistemas computadorizados com os registros contábeis da entidade como forma de propiciar a confiabilidade das demonstrações contábeis da mesma. 11.2.11 - ESTIMATIVAS CONTÁBEIS 11.2.11.1 - As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos, requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. 11.2.11.2 - o auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles, procedimentos e métodos utilizados pela entidade no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões. 11.2.11.3 - O auditor deve se assegurar da razoabilidade das estimativas, individualmente consideradas, quando estas forem relevantes. Tal procedimento inclui, além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas, a coerência destas com o comportamento da entidade em períodos anteriores, as práticas correntes em entidades semelhantes, os planos futuros da entidade, a conjuntura econômica e suas projeções. 11.2.11.4 - Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas, deve o auditor verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos, de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. 11.2.12 - TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 11.2.12.1 - O auditor deve obter evidências suficientes para identificar partes relacionadas na fase de planejamento, possibilitando detectar, no decorrer dos trabalhos, quaisquer transações relevantes que as envolvam. 11.2.12.2 - O auditor deve examinar as transações relevantes com partes relacionadas, aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade, natureza e extensão das transações, com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não identificadas quando do planejamento. 11.2.13 - TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES 11.2.13.1 - O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. 11.2.13.2 - O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou relevadas adequadamente. 11.2.13.3 - O auditor deverá considerar três situações de eventos subseqüentes: a) o ocorrido entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer; b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo, com a conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das demonstrações contábeis; e 34

11. que tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.14 . bem como das divulgações a serem feitas nas demonstrações contábeis. b) obtenção de carta dos advogados da entidade quanto à existência de contingências na época da execução dos trabalhos finais de auditoria.NORMAS DO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 11. administradores e outros órgãos estatutários.O “Parecer dos Auditores Independentes”. 11.3. reivindicações e reclamações.1.GENERALIDADES 11.3. 35 .15. decorrentes de processos judiciais.15.2.CONTINGÊNCIAS 11.2. das perspectivas no desfecho das contingências e da adequação das perdas contingentes provisionadas. com os advogados e/ou a administração da entidade. ou “Parecer do Auditor Independente”. 11. avaliar e contabilizar as contingências passivas. sobre as demonstrações contábeis nele indicadas. c) os informes.Para ter condições de formar opinião sobre as demonstrações contábeis considerando os efeitos relevantes das transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício social. não revelados pela administração nas demonstrações contábeis.2 .4 . foram identificadas e consideradas pela administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis.2. a) discussão. bem como de lançamentos de tributos em disputa.14.O auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria.3 .Os seguintes procedimentos devem ser executados pelo auditor. e e) a existência de eventos. de forma clara e objetiva.3 .c) os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. o auditor deve considerar: a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados. 11. 11.O auditor deve adotar os mesmos procedimentos com relação às contingências ativas.15 .13.2.O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes. e c) discussão.14.15. é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião.1 . das políticas e procedimentos adotados para identificar.1 .CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 11.2.2. b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas. de qualquer espécie. d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos advogados da entidade.1 . divulgados pela entidade.2. com a administração da entidade.1 .2 .2.A carta de responsabilidade deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere. 11. 11.

1. outrossim. 11.1.1.2 . consoantes às disposições contidas no item 11. segundo a natureza desta. ou sócios.1.5 . o nome da entidade.3. inclusive de ordem pública.3 .1. 11.O parecer sem ressalva deve obedecer ao seguinte modelo: MODELO Parecer dos auditores independentes 36 .1.3.3.3.3.O parecer classifica-se segundo a natureza da opinião que contém.1.2 . 11.1. se as demonstrações contábeis auditadas. 11.O parecer deve expressar.3.PARECER SEM RESSALVA 11.4 . é indispensável que tal documento obedeça às características intrínsecas e extrínsecas estabelecidas nas presentes normas.1.2. elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e estão devidamente revelados nas demonstrações contábeis. o parecer é dirigido aos acionistas.O parecer sem ressalva implica afirmação de que.1.9 .8 . b) parecer com ressalva.3.A data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade. em todos os aspectos relevantes.3. 11.3. e d) parecer com abstenção de opinião. 11.O parecer deve identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião.3. indicando. em: a) parecer sem ressalva.1.2 .1 .2.1.O parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as disposições contidas no item 11.Como o auditor assume. c) parecer adverso. 11.O parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos. responsabilidade técnicoprofissional definida.1.3 .1. clara e objetivamente.3.2. 11. em tendo havido alterações na observância das disposições contidas no item 11.1.Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. em todos os aspectos relevantes.1. na opinião do auditor. Em circunstâncias próprias. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do parecer. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. cotista. ou outro órgão equivalente.6 . estão adequadamente representadas ou não.1. as datas e período a que correspondem.Em condições normais. 11. através do parecer.11. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade.3.7 . 11.

A discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa.2 . (3) Em nossa opinião. as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente. que.4 . e as respectivas demonstrações do resultado. em todos os aspectos relevantes. 11. levantados em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0. com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas demonstrações. 11. considerando a relevância dos saldos. públicas ou privadas. quando elas forem significativamente conflitantes com as disposições contidas no item 11.3.3.CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPEDEM A EMISSÃO DO PARECER SEM RESSALVA 11. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas.3. (b) a constatação.O auditor não deve emitir parecer sem ressalva quando existir qualquer das circunstâncias seguintes.3.3. ou b) limitação na extensão do seu trabalho.Destinatário (1) Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC.3 . (2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos.3.1 .Na auditoria independente das demonstrações contábeis das entidades.3.1. 11. Local e data Assinatura Nome do auditor-responsável técnico Contador Nº de registro no CRC Nome da empresa de auditoria Nº de registro cadastral no CRC 11.3 .3.1. bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados. o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da entidade. o resultado de suas operações.1. de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. com base em testes. 37 . das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas. elaborados sob a responsabilidade de sua administração. o auditor deve emitir parecer com ressalva.3. na sua opinião.A limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião. tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis: a) discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e/ou forma de apresentação das demonstrações contábeis. a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0. sujeitas à regulamentação específica quanto à adoção de normas contábeis próprias ao segmento econômico. e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade.

com a utilização das expressões “exceto por”. bem como o resultado das suas operações.4. o auditor emite opinião de que as demonstrações contábeis não estão adequadamente representadas.3. a quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis.7 .3. por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la.6 . se for o caso.Se o auditor concluir que a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis. 11.3. no parecer. “exceto quanto” ou “com exceção de” referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. Essas informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer.3 .2 .11.1.1.3.O parecer com a abstenção de opinião. fazendo referência à nota explicativa da administração.3.2 .PARECER ADVERSO 11. quando possível.6.3. fazer referência a uma divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis.3.Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase.3. de acordo com as disposições contidas no item 11.4 . a natureza e.No parecer adverso.1 .1 . 11.A abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar.5. de acordo com as disposições 38 . adverso ou com abstenção de opinião.O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas.3.7.PARECER COM RESSALVA 11. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. o parecer permanece na condição de parecer sem ressalva. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.6.Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante.1 .3. nas datas e períodos indicados. 11.3. após o parágrafo de opinião. é aquele em que o auditor deixa de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. o efeito da incerteza.1 .3. deve o auditor adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer.5. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade. 11. 11.4. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer e.O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.3.5 . que deve descrever de forma mais extensa. 11.Quando o auditor emitir parecer com ressalva.2 .2 . 11.1. 11.INCERTEZA 11.5 .PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO 11.O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva. 11.3. precedendo ao da opinião e.3.7. se praticável.7.

3. estão de acordo com as disposições contidas no item 11.3.1.98 Vide Res.3. estas devem ser claramente identificadas como “não-auditadas”. parecer adverso. 11.Vide Res. Publicada no DOU em 21. utilizadas para fins de consolidação ou contabilização dos investimentos pelo valor do patrimônio líquido na controladora e/ou investidora.9.9. relacionada com ressalva.8 . CFC 836/99. de 16.PARECER SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONDENSADAS 11.Vide Res.01.3.11.12. associado com demonstrações ou informações contábeis que ele não auditou.O auditor deve assegurar-se de que as demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas.contidas no item 11. 11.12.1 . baseando-se exclusivamente no parecer de outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas.3 .11 .3. relevantes. pela omissão ou inadequação da divulgação.3.PARECER QUANDO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE CONTROLADAS E/OU COLIGADAS SÃO AUDITADAS POR OUTROS AUDITORES 11.98 . 11. 11.Toda informação importante. 11.1 .10.3 . ainda que divulgadas pela entidade.1 . Esse fato deve ser destacado no parecer.3. 11.3.3. de alguma forma. em cada folha do conjunto. CFC 830/98.11.10. o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer.DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NÃO AUDITADAS 11. este deve conter a indicação de que o auditor não está expressando opinião sobre as referidas demonstrações contábeis. 11.Quando houver participação de outros auditores independentes no exame das demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas relevantes.10.1. constante do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis originais.1. o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa.Nessas circunstâncias.O auditor poderá expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada.1. CFC 828/98.3.8. de 22.O auditor deve incluir no seu parecer informações consideradas relevantes para adequada interpretação das demonstrações contábeis. o auditor da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo. indicando os valores envolvidos.02.1.1 .3.9 . 11.2 .98 . deve estar incluída no parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas.INFORMAÇÕES RELEVANTES NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11.3.Em havendo emissão de relatório.3.9.O parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas deve indicar que elas estão preparadas segundo os critérios utilizados originalmente e que o perfeito entendimento da posição da entidade depende da leitura das demonstrações contábeis originais. desde que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais.Sempre que o nome do auditor estiver.2 . parecer com abstenção de opinião e/ou ênfase.2 .1. de 11.99 39 .10 . 11.

Para tanto.. b) Curiosidade  Em princípio o auditor deve interessar-se por tudo que se passa na entidade que possa influir operacionalmente ou não no seu estado patrimonial. no exercício da atividade da auditoria. Além disso. A maior preocupação do auditor deve ser a de aprimorar o funcionamento da entidade e deve estar mais interessado em alcançar o seu objetivo do que receber elogios pelo seu feito. Deve sempre estar formulando perguntas. existem alguns aspectos de caráter pessoal que são importante para complementar o perfil profissional do contador. de modo que possa distinguir aquilo que efetivamente deva ser examinado e fazer o julgamento adequado no momento da avaliação. efetuará testes para certificar-se de que tudo foi feito da maneira que foi explicada. e) Cooperação  Deve considerar-se um colaborador e não um rival daqueles cujos serviços está auditando. Deve estar interessado em descobrir uma maneira de evitar que os erros se repitam e não em recriminar o responsável pelos mesmos. O seu objetivo deve ser orientá-los e não simplesmente criticá-los. substituímos o termo Contador para Auditor. dentre os quais destacamos: a) Senso crítico e analítico  pelas próprias características da função deve o auditor possuir uma capacidade de crítica bastante apurada. Para melhor entendimento. d) Abordagem construtiva  Deve encarar os erros encontrados como pistas e não como crimes.4 PERFIL E ATIVIDADES BÁSICAS DO AUDITOR No Capítulo 3. Um erro deve ser considerado como um indicador para futuro melhoramento. 40 .”. o aspecto da análise também deve ser associado à crítica. Além da capacidade técnica e intelectual. verifica-se que a atividade de auditoria independente (contábil) é prerrogativa do Contador.. c) Persistência  Deve prosseguir e aprofundar-se no que está se propondo a examinar ou avaliar até satisfazer-se de que compreendeu plenamente a situação. tais como: “O que é que está sendo feito? Por que é que está sendo feito? Quais as repercussões disto dentro da entidade? Pode ser feito de forma mais racional? Há necessidade disto ser feito?.

Portanto. é conveniente que este possua bons conhecimentos de relações humanas no trabalho. Em razão disso e tendo em conta também que a função de auditor por si só exige um alto grau de confiança e formação moral. g) Discrição  Em face da abrangência do seu trabalho o auditor toma contato com muitas informações e registros de caráter sigiloso cuja divulgação poderia gerar sérios transtornos à entidade.f) Relacionamento  A capacidade de saber relacionar-se bem dentro da entidade é um fator muito importante para que o auditor possa obter colaboração daqueles que atuam nas áreas auditadas. a discrição é um traço de personalidade indispensável ao profissional. 41 .

Sem essas “provas”.5 TÉCNICAS BÁSICAS DE AUDITORIA Introdução Nada há de misterioso ou miraculoso na execução de uma auditoria. em uma situação particularmente difícil requer grande experiência. 42 . pois sempre baseada em evidências incontestáveis. A opinião do auditor é. e na • metodologia científica. • técnicas de controle patrimonial. então. A técnica por si só não é uma prova exigida pelo auditor. O objetivo da auditoria é o de chegar a conclusões sobre a confiabilidade de uma certa informação. de procedimentos de controle patrimonial e de registro e relatórios contábeis. com lógica precisa. • conhecimento profundo da entidade suas formas de procedimento. apreciar ou opinar sobre uma determinada matéria. o auditor não deve tirar conclusões. sobre as quais o auditor baseia seu relatório. de forma justa e impessoal. se aplicados adequadamente eles são extremamente eficientes na localização de qualquer ponto fraco ou inexatidão nos elementos examinados. Planejar um programa eficiente de auditoria. consiste na reunião de grande quantidade de informações. entretanto. sua estrutura organizacional e o seu pessoal. • espírito de observação a fim de detectar. devendo-se notar que todos eles se destinam a fornecer ao auditor um ou mais dos tipos de prova. dando-lhe informações suficientes sobre o assunto. O problema de Auditoria está na aplicação de PADRÕES DE COMPARAÇÃO. a fim de que ele possa emitir relatório. • técnicas de revisão. legislação trabalhista e fiscal). • conhecimentos profundos sobre: • contabilidade. Naturalmente isto deve ser feito com habilidade e cuidado. que o capacita a “sentir” erros nos registros. onde é necessário: • experiência (vivência concreta e alguns anos de confrontações com situações que ocorrem na Auditoria e na vida da entidade). pontos fracos de um sistema. Aqueles que acreditam que o auditor desenvolveu um sexto sentido. Como MÉTODO DE TRABALHO a Auditoria é extremamente simples. são muito comuns e relativamente simples. Uma auditoria é igual a qualquer outro projeto de pesquisa. sua política operacional e administrativa. Não obstante. Simples como são. obtidas através de Técnicas. os métodos seguidos na obtenção e avaliação das provas. avaliando-a. patrimoniais ou operacionais. a qualquer tempo. Para tanto. • dispositivos legais (legislação específica do ramo. não mostram muita compreensão da verdadeira natureza de um exame de auditoria. ou grupo de informações. Esses métodos básicos são relativamente poucos em quantidade. A expressão “técnicas auditoriais” pode ser usada para explicar os métodos básicos de obtenção de provas utilizados pelos auditores. a Auditoria se utiliza uma metodologia e determinadas técnicas que produzem PROVAS AUDITORIAIS. as quais suportam ou permitem ao auditor concluir. de uma operação ou de um relatório. conhecimento e critério. • capacidade intelectual de correlacionar fatos e dados. pois se baseia na: • lógica.

relatados em forma de considerações ou conclusões. O quadro seguinte demonstra de forma sintética o fluxo de um trabalho de auditoria: PADRÃO = (P ) R E A L ID A D E = (R ) A U D IT O R A N A L IS A C O M P A R A N D O (P ) C / (R ) U S A N D O T É C N IC A S D E A U D IT O R IA CO NCLUSÃ O (P ) = (R ) (BASEADA PRO VAS EM P = R ) D E S V IO N E G A T IV O R E L A T Ó R IO A U D IT O R IA ALTA D IR E Ç Ã O 43 . Auditar é comparar permanentemente uma realidade observada com um determinado PADRÃO.• capacidade de manter adequado relacionamento com o pessoal da organização a fim de preservar a harmonia da entidade e de estabelecer alto grau de confiança com relação ao trabalho do auditor. Dessa comparação REALIDADE/ PADRÃO pode surgir desvios (negativos ou positivos).

 Os Registros Os registros que servem de base para dados financeiros e operacionais constituem a fonte fundamental de informações. temos as circularizações a fim de validar os números que figuram nos livros contábeis. formulários contábeis internos) fornece a base para as VERIFICAÇÕES E ANÁLISES. Nesse sentido.  Observações de caráter geral 44 . dos registros das transações. É. A evidência de auditoria compreende documentos-fonte e registros contábeis subjacentes às demonstrações contábeis e informações de suporte originárias de outras fontes. Além desse procedimento. “Evidência de auditoria” significa as informações obtidas pelo auditor para chegar às conclusões em que se baseia a opinião de auditoria. e procedimentos de revisão analítica. ou seja. O exame dos vários tipos de registros (diários. “Testes de controle” significa os testes executados para obter evidência de auditoria sobre a adequação do projeto e operação eficaz dos sistemas contábeis e de controle interno. apreciação dos CONTROLES INTERNOS e para o fornecimento de outras sugestões que visam o progresso da entidade. ao mesmo tempo em que permitem apreciar a eficácia. dividindo-se em: (a) (b) testes de transações e saldos. muito empregado nos inventários físicos. Observância ou procedimentos de comprovação . relatórios. o ponto de partida para investigações seguintes:  Verificações através do exame físico e através de confirmações Como informação suplementar aos dados obtidos dos registros temos as verificações através do exame físico. significa testes executados para obter evidência de auditoria para detectar distorções relevantes nas demonstrações contábeis. muitas vezes as informações podem ser comparadas com aquelas prestadas por outros indivíduos sobre os mesmos fatos. Esses procedimentos ajudam a determinar a confiabilidade dos dados revisados. mas também para a apreciação de CUMPRIMENTO DE NORMAS E POLÍTICAS. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade.5.  Informações fornecidas pelas chefias e empregados Informações escritas ou orais fornecidas por funcionários ou por chefias podem ajudar o auditor a conhecer as explicações dos fatos que estão contidos nos registros contábeis.1 Fontes de Informações da Auditoria Os procedimentos de auditoria são um conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos. portanto. O cuidado que o auditor deve ter é de se certificar da imparcialidade de quem informa. por exemplo.visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecido pela administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. razão. Substantivos – visam à obtenção de evidência quanto à suficiência.

práticas e procedimentos de operações das mais variadas naturezas.O auditor tem a oportunidade de freqüentemente observar rotinas contábeis e não contábeis na sua operação diária. Essas observações têm um significado importante quando relacionados com os dados contábeis que estão sendo revistos. as características e habilidades individuais. é desejável que o auditor se mova para o local onde ele observará uma particular operação e entrará em contato com outras pessoas da entidade. 45 . bem como. a coordenação do pessoal. Por essa razão.

pode ser necessário acompanhar um certo número de transcrições e fazer novo levantamento do balancete. desde que se reconheçam suas limitações. investigação minuciosa. exames de registros auxiliares.2 Técnicas Básicas para Obtenção das Informações O auditor obtém evidências de auditoria através de um ou mais dos seguintes procedimentos: conferência dos cálculos. negativas ou positivas. Outro erro comum é crer que a conferência dos cálculos prova mais do que realmente faz. Assim. sob pena dos riscos que poderão advir. voltando-se a fita para o lugar onde a lista das importâncias corretas termina.  Conferência dos Cálculos Cálculo consiste na verificação da precisão aritmética dos documentos-fonte e registros contábeis ou na realização de cálculos independentes. é difícil lembrar que esses resultados exigem verificação.5.  Acompanhamento retroativo dos procedimentos de escrituração A fim de descobrir qualquer erro que possa ter sido cometido nos procedimentos de escrituração. a exatidão aritmética de um cálculo de bonificação nada diz sobre suas parcelas individuais. Ela é completa por si mesma. o valor de um total na fita da máquina de somar pode ser de uma grandeza impressionável. podem ser colocadas na máquina. inquérito/indagação e confirmação. a exatidão matemática e nada mais. Outros testes são exigidos para determinar a validade dos algarismos componentes. Assim. ele pode aceitar a exatidão aritmética do resultado sem indagações adicionais. por ser necessária em grande número de casos no processo contábil. que faça com que o auditor hesite em reconferir as importâncias constantes dessa fita. Auditores inexperientes podem às vezes subestimar a necessidade deste tipo de verificação. observação. A conferência de cálculos é. e procedimentos analíticos. Porém. inspeção. tais como na transcrição dos livros de registro original para o razão ou levantamento de balancetes. assim. A regra "nunca aceitar uma fita" é muito prática e jamais deve ser desrespeitada. constituindo prova válida. qualquer um que tenha experiência com máquina de somar sabe que. Até que nos acostumemos à idéia de qualquer total ou resultado de qualquer combinação de algarismos possa estar incorreto. por seus próprios cálculos. A conferência de cálculos é também uma das técnicas mais amplamente utilizadas. o qual não é difícil de se aplicar. ao mesmo tempo. Uma vez que soma ou multiplicação seja conferida pelo auditor. A exatidão aritmética de um total nada prova com relação às parcelas que o compõem. acompanhamento retroativo dos procedimentos de escrituração. após as importâncias corretas terem sido impressas.  Investigação minuciosa 46 . Além disso. tanto do razão geral como dos livros auxiliares. a mais simples e a mais válida técnica de verificação. a fita pode ser avançada e outras importâncias. Este procedimento é semelhante àquele da conferência de cálculos. uma soma incorreta pode ser facilmente obtida no final de uma série de importâncias corretas. é necessário que o contador/auditor repita esse processo específico. correlação com as informações examinadas. A conferência dos cálculos prova.

ponto por ponto. até aos comentários em conversações normais. Da mesma forma.Investigar minuciosamente significa examinar em profundidade. A resposta a uma pergunta simples raramente pode constituir prova que mereça confiança. As respostas vão desde as declarações formais. muitas vezes erroneamente atribuído ao auditor. qualquer item ou importância desproporcional àquilo que deveria ser. exigem investigação adicional. Deve-se. mas também demonstrar exatamente onde ela se encontra. Em muitos casos ela apenas determina a necessidade de mais verificações de alguma outra espécie. objeto de suspeição. O que se procura em uma investigação minuciosa? Primeiro qualquer coisa absolutamente incomum. por escrito. pelo cuidadoso uso do procedimento de inquérito. na maioria das vezes. também. O auditor está apenas recorrendo a todos os seus conhecimentos contábeis e experiência naquele tipo específico de informações. dentro ou fora da entidade. com conhecimentos de contabilidade e do método contábil. é aquela da investigação minuciosa. Contudo. podendo ir desde a formulação de perguntas e na obtenção de respostas satisfatórias. estar atento aos itens que sejam incomuns devido a seu volume. Um item incomum grande ou pequeno deve ser. Em auditoria isto se refere ao estudo detalhado de uma conta. A investigação minuciosa é talvez a mais indefinida técnica auditorial comumente empregada e que raramente produz prova fácil de determinar. Contudo. Os itens incomuns. naturalmente.  Inquérito/Indagação e Confirmação O inquérito/indagação consiste em procurar informações com pessoas com conhecimentos técnicos. com um mero olhar a uma página. do livro de entrada de caixa. uma importância que não se compare àquela de outros exercícios ou de outros meses deve ser investigada. um débito de caixa de alguma origem que não seja a do livro de recebimento de caixa mereceria uma investigação. Da mesma forma. e um crédito por mês. na maioria dos casos. um débito por mês. Por exemplo. isso deve provocar a curiosidade quanto à necessidade de um décimo terceiro lançamento. deve poder identificar certas atividades ou lançamentos como sendo uns tanto incomuns. portanto. não somente notar que existe alguma coisa errada. de um livro de registro original. do registro de pagamentos de caixa. a fim de avaliar aquilo que ele vê como sendo comum e normal. Se existe uma técnica que se aproxime do sexto sentido. 47 . nas mãos de um auditor experiente. quase sem esforço consciente. ou qualquer outro registro ou resumo de informações. ou como inusitado e. O auditor experiente confia grandemente na comparabilidade dos dados e nota. não há milagre algum nesse diagnóstico. Se houver treze créditos no espaço de um ano apenas. Qualquer um. uma conta caixa no razão geral recebe. é um instrumento extremamente valioso que não deve ser desprezado. pode-se aprender muita coisa acerca de assuntos que de outra forma poderiam ser obscuros. O profissional experiente e atento pode às vezes. As respostas a diversas perguntas relacionadas podem fornecer prova muito satisfatória se forem todas razoáveis e satisfatórias. Entretanto. investigado.

Ao examinar os registros auxiliares. Por exemplo. Outro exemplo pode ajudar ainda a ilustrar mais o assunto. Uma conta de ativo que se relaciona com uma de despesa não está totalmente verificada até que esta tenha sido. Perguntas cujas respostas não podem ser de qualquer forma verificadas ou testadas são também de valor duvidoso. Na maioria dos casos. Por si só. Ele deve comparar os registros auxiliares e de controle. o contador/auditor pode pedir provas de regular conciliação ou ajuste sobre as contas de controle em espaços de tempo regulares no passado. de alguma forma. pois. que eles possam ter sido apressadamente juntados com a finalidade única de aparentemente apoiar os dados incorretos. ou a uniformidade das contas que se relacionam. envolve a possibilidade de que haja títulos há pagar não registrados. cuidadosamente. erros mecânicos. há uma grande tendência para os itens se relacionarem uns com os outros. há sempre menos razão para que dêem respostas exatas e cuidadosas a suas perguntas. cujos juros foram pagos e debitados na conta de despesas de juros. a prova produzida por este meio não será suficientemente forte para comprovar itens ou importâncias de real valor. a maioria dos auditores analisará cuidadosamente a conta de despesas de juros e procurará relacionar o total dessas despesas no exercício com os títulos ainda não pagos. conciliada com o ativo. Na verificação da conta passiva de títulos a pagar. porém. Aquele que ganha a reputação de “auditor por telefone" não goza de posição particularmente invejável entre seus colegas.  Correlação com as informações examinadas Dentro do sistema contábil das partidas dobradas. Qualquer falha na apuração dos juros. há geralmente uma relação entre a importância da despesa com seguros de um exercício e o saldo da conta de seguros a vencer. Isto exige completa investigação desses juros não lançados. senão outros. O mesmo ocorre com as contas passivas de impostos e juros a pagar. por esta forma. Muitos exemplos poderiam ser apresentados. Uma vez que estejam certos disso. constitui certamente alguma prova de que elas estão livres. pelo menos.  Exame de registros auxiliares Os registros auxiliares constituem de fato alguma prova da autenticação dos dados nos registros ou relatórios a eles referentes.Perguntas tolas são absolutamente sem valor. a fim de detectar qualquer falta de uniformidade que possa indicar ausência de uma relação real que ali deveria existir. o perigo de que esses registros também possam não ser autênticos. o contador/auditor deve estar atento à possibilidade de registros adulterados. Quando há qualquer razão para suspeitar que o registro auxiliar é de origem recente e inadequada. ou que eles tenham sido mantidos em tal estado de negligência que nem eles nem os dados que apóiam sejam de confiança. mas deve ser evidente que tais informações raramente estão sujeitas a uma verificação real. o exame dos registros auxiliares será apoiado por algumas outras verificações que servirão para justificá-lo. Os auditores estão permanentemente atentos às possibilidades de utilizar tais relações. A harmonia interna. Há sempre. É uma praxe desaconselhável permitir que os responsáveis pelos registros sintam que o auditor está disposto a confiar em suas declarações não comprovadas. A 48 . Uma vez ou outra pode o auditor sentir-se obrigado a obter informações adicionais por telefone.

o auditor tem muitas oportunidades de praticar seu poder de observação. com um terceiro. de alguma utilidade em quase todas as fases do exame e não devendo jamais ser omitida.  Observação Consiste em ver um processo ou procedimento ser executado por outros.  Inspeção Consiste em examinar registros. que lhe darão apoio. (b) evidência de auditoria documental criada por terceiros e mantida pela entidade. talvez. da forma que o fazem a confirmação ou a conferência de cálculos. dessa forma. bem como da eficácia dos controles internos sobre seu processamento. ou que os empregados cuja função seja de controle mútuo trabalham juntos. a eficiência dos procedimentos de controle interno. Para o auditor atento. A inspeção de ativos tangíveis proporciona evidência de auditoria confiável com respeito a sua existência física.expressão "conciliação" é freqüentemente utilizada pelos auditores para descrever o processo de relacionar um saldo da conta do razão. (b) a disponibilidade de informações. dependendo de sua natureza e fonte. no manuseio de dinheiro. Ela não se aplica à verificação específica de problemas. documentos ou ativos tangíveis. por exemplo. a conta despesas de juros é conciliada com os títulos a pagar durante o período e despesas de seguros são conciliadas com a alteração no saldo da conta seguros a vencer. 49 . O auditor deve considerar: (a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis. quando o auditor observa o pessoal da entidade fazer contagem de estoques ou quando observa a execução de procedimentos de controle que não deixam pista de auditoria.  Procedimentos Analíticos Consistem na análise de tendências e índices significativos. A observação é. confiabilidade e comparabilidade. outras correlações fornecerão possibilidades de informações correlatas. mas não necessariamente quanto a sua propriedade e valor. a mais generalizada de todas as técnicas básicas de auditoria. ou outro lado. sendo. Durante o exercício da auditoria. ao contrário. Durante todo o tempo ele deve estar atento a qualquer atividade ou condição relativa à fidelidade da afirmação contábil. A inspeção de registros e documentos proporciona evidência de auditoria de vários graus de confiabilidade. Ele observará os dispositivos para proteção dos bens e registros da entidade e prestará atenção nas diversas fases do programa de controle interno. anulando. sua relevância. Desta forma. (c) evidência de auditoria documental criada e mantida pela entidade. ele pode perceber que os procedimentos adequados de controle interno são negligenciados. incluindo a investigação resultante de flutuações e relações que são inconsistentes com outras informações pertinentes ou que se desviam dos valores previstos. Por exemplo. Existem três categorias principais de evidência de auditoria documental que proporcionam graus diferentes de confiabilidade para o auditor: (a)evidência de auditoria documental criada e mantida por terceiros.

aplicando novos procedimentos de auditoria até alcançar conclusões satisfatórias. 50 .Durante a revisão analítica caso o auditor não obtenha informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas deve efetuar verificações adicionais.

51 . O auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada para poder tirar conclusões razoáveis sobre as quais basear a opinião de auditoria. e por sua natureza: visual. Isto ele deve ser. pesquisas. aqui. são de independência e impessoalidade. Se obtiver informações concretas suficientes para convencer-se. Eles confiarão em que ele será justo e imparcial em seu trabalho e em suas conclusões. Sobre. O auditor está interessado. até que as dúvidas razoáveis tenham sido eliminadas. entregue a fatos. daí. ou não são.dados contábeis exatos e de confiança. exatos. de que os dados contábeis submetidos a seu exame são. ele deve tê-las também suficientes para convencer outros. O problema da auditoria é o de avaliar as possibilidades de erro em determinados casos. O auditor e o departamento de contabilidade trabalham com diferentes sistemas e técnicas. em primeiro lugar. não é seu objetivo apontar-lhes os erros com uma atitude ameaçadora. Sempre que esteja em dúvida se suas provas são ou não suficientes. não permitindo que suas relações pessoais interfiram em sua avaliação independente e realística da situação.5. em relação às informações que obtém. Daí ser necessário apoiar um tipo de prova com outro. As mais essenciais características de sua atitude. selecionar as técnicas ou combinação de técnicas que fornecerão aquela prova de forma mais eficiente e a custo mais reduzido. Raramente uma simples prova é completamente convincente por si só. É importante ressaltar que o julgamento do auditor quanto à confiabilidade da evidência de auditoria é influenciada por sua fonte: interna ou externa. ele deve perguntar-se a si mesmo se as mesmas seriam também suficientes para convencer alguém fora da entidade sem relações com as pessoas envolvidas. e então. Alguma das provas é muita boa e outra comparativamente fraca. Ele é um investigador. é necessário que o auditor mantenha adequada disposição de espírito ou atitude. como qualquer técnico em um laboratório. Eles são profissionais no esforço de obter os melhores dados contábeis possível. Ele deve controlar-se para não chegar a conclusões apressadas. No recolhimento e avaliação de suas provas. em convencer-se. auxiliar uma técnica de limitada utilidade com outra. documentária ou verbal. mas ambos devem estar interessados no mesmo resultado final . a qualquer custo. de decidir os tipos e extensão de provas necessárias para determinar a fidelidade dos elementos examinados. O auditor é um revisor daqueles membros do departamento de contabilidade com os quais se relaciona. o auditor deve lembrar-se de que ele tem uma obrigação para com aqueles que confiam em seu relatório.3 As Técnicas e a Prova Auditorial Essas técnicas resultam na acumulação dos tipos de prova. como profissional independente.

(b) . início e término. em não se tratando de primeira auditoria.  sobre a estrutura orgânica da entidade.  relacionamento com o pessoal da entidade ou área a ser auditada. ou seja.  sobre rotinas e procedimentos da entidade.  trabalhos de auditoria pendentes de visita anterior.  as recomendações do responsável técnico pelos trabalhos da auditoria (auditor).Segunda Etapa . A programação de trabalhos de Auditoria deve prever:      tipos de trabalhos ou classes de auditoria. Ler e revisar  relatórios de auditoria anterior ou de entidade similar (nos casos de primeiro trabalho)  papéis de trabalho dos auditores relativos a serviços de auditoria feitos anteriormente nas áreas ou atividades que se vai auditar. época adequada de sua realização. os riscos envolvidos.6 ETAPAS BÁSICAS DE UM TRABALHO DE AUDITORIA Independentemente do tipo da auditoria a ser executada. entendemos ser prudente a divisão desse trabalho em seis etapas. a saber: (a) .Planejamento Técnico de cada Trabalho Atualizar as informações seguintes sobre o cliente:  legais.Programação (Escalação e Cronograma) dos Trabalhos de Auditoria.Primeira Etapa . duração estimada (dias/homem). Nessa programação será levado em conta:  a disponibilidade e a qualidade da equipe de auditores. áreas ou atividades específicas a serem auditadas.  recomendações e necessidades da Auditoria. emanadas pelo auditor responsável técnico pelos trabalhos da Auditoria sobre:  pontos especiais a observar nesse trabalho que vai se iniciar.  plano de atividade do ano anterior. se houver. 52 . Considerar atentamente as instruções específicas. escalação do pessoal que irá executá-lo.  os pontos fracos observados no passado nos sistemas de controles internos da entidade (controles internos contábeis e os controles operacionais).

 a discriminação das atenções ou cuidados especiais a serem considerados nesses exames se houver. etc. numeração ou codificação das folhas de PT.). etc. conteúdo dos Pt's.). de preparação e conclusão do relatório. cálculos.Elaborar o "Escopo de Trabalho" para a auditoria específica que se vai executar. Manter as chefias da Auditoria informadas sobre: 53 . ou resumo equivalente. A função de elaborar Programa de Auditoria é atribuída às altas chefia do Departamento de Auditoria. de início e de término dos trabalhos de levantamento. Manter comportamento ético profissional impecável.  o tempo que se pretende gastar em cada um deles.  a titulação ou especificação do serviço de auditoria que se vai executar. controles.  as datas de controle de execução (de decisão sobre a realização da auditoria. relacionando:  os principais itens a serem examinados (operações. Submeter o "Escopo da Auditoria" à aprovação do responsável técnico pelos trabalhos (auditor que assina o relatório e o parecer). quanto a:     formatação dos Pt's. quando mais de um auditor estiver envolvido. (papéis de trabalhos).Execução do Trabalho de Auditoria Abrir a "Folha Capa de Relatório". contendo:  a discriminação dos centros de custos auditados. Abrir e Planejar os "Papéis de Trabalho" conforme normas da Empresa e de acordo com a boa Técnica de Auditoria. sinais convencionais a serem utilizados. Usar os "Programas de Auditoria" selecionados observando os procedimentos nele contidos e preenchendo-o de modo a evidenciar a sua observância naquilo que for aplicável às circunstâncias. (c) . contas da contabilidade. se houver.  a indicação de qual "Programa de Auditoria" será usado. indicados pelo Gerente da Auditoria (responsável pela execução dos trabalhos de campo). observando estritamente as instruções do Encarregado de Campo (supervisor). e do Gerente. Obedecer à hierarquia da Auditoria. se não existente.Terceira Etapa . Rever o "Programa de Auditoria" já existente ou solicitar a elaboração de um (novo) Programa.  a divisão de trabalho.

se houver.Sexta Etapa .  principais ocorrências. Manter-se fielmente dentro do "Escopo" do Trabalho. se houver. Discutir as tais sugestões com o supervisor.Elaboração da Minuta do Relatório Elaborar a minuta do relatório de acordo com os padrões do Departamento de Auditoria. se houver) para a Revisão final e datilografia/digitação. (d) .Quarta Etapa . Elaborar as "Folhas Resumo" do trabalho executado e discuti-las com o Gerente. se houver. Enviá-lo (através ou para o Supervisor. a menos que receba instruções da Gerência em sentido diverso. Retornar aos exames a fim de complementá-los se assim for julgado necessário pelo Gerente e. e com o Gerente da Auditoria. Providenciar o arquivamento das pastas contendo os "Papéis de Trabalho” 54 . repetindo em seguida os passos da 3º etapa. Discutir a minuta com a Gerência da Auditoria e supervisor. evolução dos trabalhos.Revisão do Trabalho Concluído Rever os Pt's (papéis de trabalho) e classificá-los numa ordem numérica e lógica (ordenação). (e) . (f) .Quinta Etapa . Discutir os pontos levantados com a supervisão.Arquivamento dos Papéis de Trabalho e Reformulação dos "Programas de Auditoria" Preparar sugestões para complementação ou modificação do Programa de Auditoria. "Folhas Resumo" são aquelas indicadas nos próprios programas de auditoria.

em trabalho de campo. CONTROLAR e REVISAR de forma organizada os trabalhos de auditoria a ele confiados. princípios e regras de administração de Empresa. leis trabalhistas. contabilidade. (na qual são examinados as demonstrações contábeis sob as quais se vai emitir uma opinião e validar os saldos das contas que a compõem. como parte integrante que ele é dela. leis tributárias. por sua vez.  Saber administrar para atingir eficientemente os objetivos. testados os procedimentos e avaliados o Sistema Contábil e os controles) e a etapa final ou "de Balanço". A primeira regra ou "standart" de comportamento do Auditor Responsável Técnico/ Encarregado.  revisão da "final". saber de maneira organizada planejar. clara concepção do trabalho de auditoria como um TODO. leis comerciais. a Empresa de Auditoria não pode prosperar e as conseqüências disto atingirão o auditor. tais como: a preliminar ou "ínterim" (onde são levantadas às rotinas. a eficiente e efetiva condução ou administração exige. não basta saber dividi-lo em etapas. o Auditor Encarregado deve saber: PLANEJAR. elaboração do relatório e eventos pós-auditoria do Balanço. os quais. É preciso considerar também a existência de outras importantes etapas. controlar e revisar.1 A CONDUÇÃO DA AUDITORIA: O PAPEL DO RESPONSÁVEL TÉCNICO/ENCARREGADO PELOS TRABALHOS DE AUDITORIA Neste tópico iremos discutir amplamente os seguintes itens:  Introdução e Fundamentos da Administração ou Condução do Trabalho de Auditoria  Visão Geral da Importante Tarefa Atribuída ao Auditor Responsável Técnico ou Encarregado no que tange a Administração ou Condução do Trabalho de Auditoria O que o Auditor Responsável Técnico/ Encarregado deve saber: Além de possuir conhecimentos técnicos sobre: metodologia de auditoria.  revisão do "ínterim" executado e planejamento da "final" ambos realizados entre a etapa preliminar e a visita "de Balanço" (*). 55 . aplicando os procedimentos necessários a obtenção dos elementos comprobatórios exigidos para fundamentar a opinião do auditor). normas específicas aplicadas sobre as atividades auditadas . Se os objetivos almejados não forem atingidos.6. a saber:  planejamento antes do "ínterim". devem ser coerentes com os objetivos da Entidade. é saber SUPERVISAR. Nesse sentido. Existe a necessidade de ser um bom administrador para poder ATINGIR OS OBJETIVOS de um trabalho. As etapas do trabalho de auditoria verificada no item anterior só prosperará se houver. isto é. fundamentos de economia.

mormente quando a equipe apresenta número reduzido de auditores. desde que adequadamente supervisados. planejamento adequado. Como esse ideal de designar pessoal qualificado com experiência específica em determinados tipos de serviços ou exames pode conflitar com a política de custos de auditoria que. na determinação da NATUREZA. informações apropriadas à disposição dos Revisores.(*) Nota: Após a execução do "Ínterim". Primeiro Elemento da Organização do Trabalho de Auditoria: A Designação de Pessoal Competente para Executar o Trabalho  Adequação do Pessoal designado A escolha do pessoal destacado para um trabalho de auditoria depende do nível de conhecimento e experiência requeridos nas várias etapas e áreas de atuação de cada auditoria. Para trabalhos complexos é necessário contar com: pessoal experiente. a qualificação de todo o pessoal disponível. etc. Para serviços simples. perseguir uma outra meta alternativa mais apropriada a essas circunstâncias. 2. como nas tarefas de planejamento e revisão. devemos então. designação de pessoal competente.  Conflito entre a necessidade de se designar pessoal com experiência específica e a conveniência de se otimizar a utilização das horas/homem disponíveis. EXTENSÃO E PROFUNDIDADE dos procedimentos a serem aplicados nos exames finais. numerosos assistentes de vários níveis e conhecimento de diferentes áreas técnicas. adequada revisão. tanto na execução dos trabalhos de campo. adequado controle de trabalho de campo. aproveitando-se da melhor forma as horas disponíveis da equipe . e de forma acelerada e eficiente . ORGANIZADA e 56 . 4. testados e avaliados. das diferentes categorias técnicas. por sua vez. devem ser computados aspectos da confiabilidade do Sistema Contábil e dos controles internos já levantados. implica necessariamente no esforço de otimizar a programação dos auditores. Os elementos da organização do trabalho de auditoria As etapas da auditoria devem ser conduzidas de uma forma ADMINISTRADA. Processamento Eletrônico e Dados (PED). A alternativa a que nos referimos é a de desenvolver. especialistas em Impostos. Cada serviço requer diferentes níveis técnicos e especializações. 3. 5. assistentes com poucos meses de experiência podem conduzir o trabalho. abordagem organizada do trabalho de auditoria. através de:  treinamento periódico intenso. antes de qualquer coisa. São seis os elementos dessa organização: 1. objetivo e bem planejado. 6.

Segundo Elemento: Uma Abordagem Organizada do Trabalho de Auditoria  Padronização e Sistematização Uma auditoria eficiente requer tantos procedimentos para serem coordenados e tantos aspectos técnicos para serem lembrados que é necessário uma abordagem organizada no planejamento e na execução do trabalho. A divisão da auditoria em etapas é só um aspecto dessa organização. Outro aspecto é o desenvolvimento de procedimentos padrões. junto ou ao longo dos diferentes anos (exigência de um mínimo de uniformidade). grau de orientação fornecido pelo Manual de Auditoria. envolvendo atuação que compreende um "reforçado" número de horas de Chefia e um acompanhamento e planejamento mais efetivos. até mesmo. Terceiro Elemento: Planejamento Adequado  grau de planejamento exigido Planejamento é requisito obrigatório para qualquer atividade complexa. nível de competência do pessoal designado para o trabalho de campo. pois o excesso de rigidez na prescrição de procedimentos de auditoria (programas e modelos de papéis de trabalho) deve ser evitado. devendo ser claramente apresentados no Manual de Auditoria. eficiente e "acelerada".  seleção responsável. O grau de planejamento necessário a cada auditoria variará. em função do:     grau de supervisão disponível. a fim de combater-se:  a falta de iniciativa por parte do auditor no exame de problemas que podem surgir de modo imprevisto. cuidadosos e detalhados.  elaboração de bons Manuais de Auditoria. como na recrutação de candidatos externos a vagas existentes.  porque qualquer auditor ao fazer uma auditoria pela sua primeira vez precisa encontrar facilmente as informações nos arquivos de Papéis de Trabalho. é necessário assegurar-se um padrão mínimo de qualidade. programas e PTs padrões. tanto do pessoal interno (para efeito de promoções dos auditores que se destacam de um lado. reorientação ou.  planejamento como instrumento que facilita a prévia tomada de decisões 57 . supervisão mais intensa. e  porque apesar do treinamento. alguma padronização é essencial que exista:  porque diferentes pessoas podem estar fazendo o mesmo serviço ou exame. em complexidade. exclusão dos elementos de fraca aptidão e baixo desempenho de outro lado. cujo propósito é do guiar ou dar orientação à equipe na execução de cada etapa do trabalho . da seleção e da supervisão.  e a condução superficial. Entretanto. pela aplicação uniforme de procedimentos de modo mecânico e com inadequada atenção às variações que as circunstâncias apresentam. Não se quer aqui fazer uma propaganda da padronização incondicional e ilimitada. experiência anterior do pessoal num determinado serviço (departamento/área).

PED. principalmente no final dos PTs de cada área auditada. etc. deve-se cuidar para que: os PTs estejam indexados e ordenados de forma rigorosamente lógica e correta. mesmo que não estejam designados para aquele serviço. tomando decisões mais importantes por antecipação. Intimamente relacionada com a tarefa de supervisão está à consultoria solicitada pelo Responsável Técnico/Encarregado de Auditoria e fornecida pelos especialistas existentes dentro da mesma Empresa ou equipe: O Responsável Técnico/Encarregado de Auditoria com maior experiência naquela área. Nesse sentido. portanto. amarração de totais. Sexto Elemento: Adequada Revisão  Finalidade da revisão 58 .  Elementos que contribuem para função de controle  cuidadoso e prévio planejamento.  observou os padrões geralmente aceitos de auditoria.). Quarto Elemento: Controle Adequado do Trabalho de Campo  A Finalidade do Controle Um adequado controle dos trabalhos de campo é trabalho executado: necessário para assegurar que o  atingiu os padrões e políticas da Empresa de Auditoria. e precisam evidenciar controles corretos (perfeito cruzamento e referenciação de papéis. quando houver).O processo de planejamento permite aos auditores seniores usar sua experiência e conhecimentos. sem precisar obrigatoriamente estar presente aos acontecimentos e permitindo racionalizar a execução dos trabalhos.  A tarefa de Supervisão Os elementos de controle mais usados e efetivos são: o orçamento de horas e a supervisão. a direção e a assistência dada aos membros da equipe pela pessoa designada diretamente pela responsabilidade dos trabalhos de campo (o Responsável Técnico/Encarregado de auditoria: o Encarregado de Campo e o Supervisor. precisam conter conclusões obrigatórias. especialistas em organização e métodos.  abordagem organizada. especialistas fiscais. Centenas de Papéis de Trabalho de um só trabalho de auditoria precisam ser revistos e. poupando tempos empregados nos exames e assegurando melhor qualidade e produtividade do desempenho dos auditores. claro e resumido. mas principalmente durante e execução). etc. devem estar resumidos nos pontos-chaves de resultado dos exames. A tarefa de supervisão compreende: a orientação que se dá durante a execução do trabalho.  revisão dos trabalhos (não só no final. Quinto Elemento: Informações Apropriadas à Disposição dos Revisores Um pré-requisito para uma boa revisão é que o trabalho de campo seja relatado ao(s) Revisor(es) de modo compreensível.

Nos EUA. de qualquer modalidade. as quais devem integrar a coleção de PTs de cada serviço de auditoria. 6. o AICPA (American Institute of Certified Public Accountants). (vide item 15.1.A REVISÃO adequada assegura que o trabalho executado:  atendeu aos padrões de auditoria e políticas estabelecidas pela Empresa e. entretanto. indispensável e deve ser deixada por escrito para futuras verificações do seu cumprimento. a revisão de controle de qualidade feita por profissionais externos à Firma de auditoria é chamada de "peer review".1 O IMPACTO DAS POLÍTICAS E PROCEDIMENTOS  Variação em torno de diferentes enfoques da administração de um trabalho de auditoria 59 . Notas: (1a. precisam estar evidenciados nessas Folhas.  Modalidade de Revisão A revisão compreende não só a tarefa individual de revisão durante os trabalhos e antes da redação do relatório de auditoria.) Em se tratando de Auditoria Independente nos EUA. equivalente ao nosso IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) estabeleceu um programa de revisão de controle de qualidade voluntário para Firmas de Auditoria se submeterem. por outro lado. As de CONTROLE DE QUALIDADE compreendem revisões conduzidas por Gerente (ou Supervisor) que não esteve envolvido no trabalho (isto é. equivalente à nossa CVM (Comissão de Valores Mobiliários). (2a. a qual.) Todos os pontos de revisão. devem estar claramente denunciados em Folhas Especiais (de cor diferente) e o cumprimento das instruções do revisor. que  seguiu os princípios geralmente aceitos de auditoria. mas também as revisões de controle de qualidade criadas para assegurar a manutenção de níveis de qualidade para todos os trabalhos da Empresa.4) .. serviço que não estava sob sua responsabilidade). Essa orientação é. (4a) No Brasil o controle de qualidade pelos pares (peer review) foi introduzido pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade a partir de setembro de 2002. de conformidade com as práticas ditadas pelo SEC (Security Exange Comission). (3a. na maior parte das vezes deve ser encarada mais como uma orientação complementar a ser seguida. do que uma crítica (ou ratificação) sobre o trabalho ainda não completado.) Os auditores cujos papéis estão sendo revisados durante a execução do trabalho devem ser esclarecidos a respeito da finalidade dessa modalidade de Revisão.

pela condução da revisão e pela aprovação do conteúdo do relatório de auditoria pela avaliação do desempenho do Encarregado de campo.  O Auditor Encarregado de campo. portanto. de acordo com a natureza de cada serviço: tamanho. ou o Encarregado de Campo assumindo responsabilidades de um Supervisor ou. As Responsabilidades do Auditor Responsável Planejamento e na Administração de Auditoria A equipe de Auditores  Os diferentes níveis e as funções de cada categoria de auditor A equipe de auditoria escalada para um determinado trabalho é normalmente formada de indivíduos com diferentes níveis de treinamento e experiência. isto é. pela condução e/ou supervisão do trabalho de campo. responsável direto pela execução do planejamento. Em pequenos serviços. obviamente. O termo "Auditor Encarregado" indica o Supervisor de Auditoria e/ou Encarregado de Campo (Sênior. parte das responsabilidades de um Gerente. Poderá ainda variar a participação de cada categoria em termos de porcentagens da carga horária global. O Supervisor geralmente é incumbido de coordenar o trabalho de diversos Encarregados de Campo e/ou executar trabalhos que são tecnicamente complexos em sua natureza e que requerem maior experiência do que a possuída pelo Auditor Encarregado do Trabalho de Campo.  A Equipe de Assistentes (e Trainees). responsável pela participação no planejamento. Várias alternativas podem ser igualmente adotadas e serem igualmente válidas ou eficientes. Não há. uma única maneira ou padrão de condução de auditoria. pela revisão do trabalho dos seus assistentes. o Gerente servindo também como Supervisor ou até mesmo como Encarregado de Campo. todos os três níveis serão provavelmente exigidos. via de regra). alguns dos níveis funcionais ou categorias técnicas de auditores poderão ser omitidos por acumulação de funções.  Participação ou não dos diferentes níveis ou categorias de auditores Nos trabalhos grandes. o controle e a revisão do trabalho de auditoria sejam organizados dentro do contexto dos procedimentos e políticas da Empresa de Auditoria. peculiaridade do ramo de atividades etc.  Objetivo fundamental da administração do trabalho de auditoria O ponto de fundamental importância a ser observado é que o planejamento. pela avaliação do desempenho dos seus subordinados. até mesmo. Técnico/Encarregado no 60 . Há Empresas que costuma estabelecer diretrizes gerais sobre a participação recomendada de cada categoria e essa política deve ser tomada em conta ao se estabelecer à programação de cada trabalho.A condução de cada trabalho de auditoria variará. Eles são:  Gerente de Auditoria. pela reportagem dos resultados ao Gerente da Auditoria. complexidade. responsável pela execução dos trabalhos designados para cada seção ou área dos trabalhos de campo sob a supervisão do Auditor Encarregado.

auditores de PED. auditores fiscais. b) Planejamento do Trabalho de Campo  Avaliação dos controles internos. De qualquer forma.  Resultado dos testes de auditoria até a presente data.  Desenvolvimento da estratégia geral da auditoria. (3º) Administração do Trabalho 61 .  Orientação dada à equipe de auditores designados para aquela auditoria. para cada trabalho haverá um único responsável maior a quem todos os integrantes da equipe.  Planejamento da documentação dos papéis de trabalho para todas as áreas importantes. considerada no seu conceito amplo.  Detalhamento do planejamento do tempo e do trabalho que se executará.  Preparação de um programa de auditoria específico ou adaptação dos programas padrões. consultores em organização e métodos.  Definição clara e detalhada dos escopos da auditoria de cada área:  "Follow-up" dos pontos de atenção levantados em auditorias anteriores e dos pontos pendentes. As Principais Responsabilidades do Auditor Encarregado na Administração e no Planejamento (1º) Planejamento do Trabalho a) Planejamento Inicial  Familiarização com a atividade da área ou departamento a ser auditado. b) Supervisão no dia a dia do desempenho do plano de auditoria c) Manutenção do Permanente e Profundo Conhecimento das atividades do cliente ou da área auditada. (2º) Controle do Serviço a) Avaliação Contínua da propriedade e adequação do programa de auditoria em vista de:  mudanças na situação do cliente/departamento ou da área. etc.. procedimentos operações. devem se reportar.     auditores "convencionais".Conceito amplo da equipe de trabalho A "equipe" inclui representantes de todo o departamento da auditoria.

62 . c) Preparação da avaliação do desempenho dos auditores envolvidos no trabalho encerrado (uma avaliação para cada auditor e para cada trabalho). permanente planejamento detalhado. (4º) "Fechamento" dos Trabalhos a) Esclarecimento das questões e solução dos problemas quando eles aparecerem. b) Complementação de todos os itens pendentes de execução.  revisão ou colaboração na preparação de notas explicativas às demonstrações (se for o caso).  desenvolvimento irregular dos trabalhos. NOTA: esses comentários devem ser feitos em folhas de PT especial (de cor diferente) e arquivadas junto com as folhas de revisão. d) Comentários sobre a adequação e o preenchimento de papéis de trabalho.  pontos de atenção do Gerente para controles internos. isto é.  atualização de Pasta Permanente.a) Instrução e Supervisão dos Auditores Assistentes b) Pronta Reportagem ao Gerente de:  problemas de auditoria ou de contabilidade. Qualificações e Características Pessoais do Encarregado de Auditoria Todo Encarregado de Auditoria deveria esforçar-se para ter as seguintes qualificações: (1º) Um sólido conhecimento de:  Princípios Fundamentais de Contabilidade e padrões geralmente aceitos de auditoria. d) Manutenção de Boas Relações com os Responsáveis pelas áreas auditadas e) Completar prontamente o trabalho de Auditoria através de um contínuo.  revisão detalhada das demonstrações contábeis (se for o caso). c) Asseguramento da existência de documentos de papéis de trabalho completos e adequados. particularmente aqueles relacionados com:  cumprimento do programa de auditoria.  estouro de horas.  ordenamento da documentação (papéis de trabalho) e evidência das revisões efetuadas.

esforço no sentido de economizar horas de trabalho.  Utilização do computador como apoio para aplicação de técnicas de auditoria (o computador a serviço do auditor "convencional"). (6º) Características pessoais de integridade. (2º) Um conhecimento básico de:  Controles em sistemas de computação eletrônica de dados (PED).através de um empenho no desenvolvimento técnico de seus comandados. organizar e supervisionar outras pessoas quer sejam elas auditores assistentes.  Legislação comercial. confiabilidade e autodisciplina.  Padrões da Empresa de auditoria/departamento de auditoria sobre extensão e profundidade da aplicação das técnicas de auditoria (por exemplo. zelo para com os interesses da Empresa . (5º) Características profissionais de grande iniciativa. Tendo em vista que o Auditor Encarregado está supervisionando o trabalho de campo nas instalações da Empresa Auditada/departamento. ele tem a responsabilidade principal pela manutenção de boas relações no dia-a-dia com os funcionários desta.  Técnicas de redação.  Reconhecer problemas. controles internos e financeiros. máxima eficiência nos trabalhos de campo.  Linguagem culta. (3º) Habilidade técnica e julgamento profundo na aplicação dos conhecimentos acima citados. incertezas. ele será o auditor mais graduado que terá contato com a maior parte dos funcionários da Empresa Auditada/departamento . preocupação em manter a Empresa informada sobre seu trabalho.  Técnicas de auditoria. tanto oralmente como.  Legislação trabalhista.  Legislação fiscal. práticas administrativas. preocupação em observar e fazer seus subordinados obedecerem às normas da Empresa. evitando linguagem vulgar (gíria).assim como terá numerosos 63 .  Comunicar-se eficientemente. Relacionamento com os Funcionários da Empresa. especialistas ou outros funcionários da Empresa/Entidade. tato. Organização moderna de empresas e negócios em geral. dedicação ao departamento procurando ser útil no fornecimento de informações. tamanho mínimo de amostras e critérios estatísticos de amostras). tipos de provas auditoriais e bons conceitos teóricos de auditoria. insuficiências de provas auditoriais ou circunstâncias suspeitas. por escrito. (4º) A habilidade para:  Liderar. nas situações normalmente encontradas nos trabalhos de auditoria. cortesia. Geralmente.

levantando o maior número de informações possível. as relações com o pessoal do cliente/departamento auditado são mantidas em bom nível se são respeitados os horários de trabalho do pessoal deste cliente/departamento. Ele deve estar pronto para explicar de forma concisa.  Auditor Encarregado deve ter um genuíno interesse nas operações da Empresa e em prestar informações e serviços aos funcionários do departamento. importantes pendências legais. nos seus próprios arquivos. características básicas dos produtos ou serviços prestados. todo o tempo. consultas feitas aos departamentos especializados da Empresa pelo cliente. Naturalmente. o Auditor Encarregado deve planejar detalhadamente o trabalho de campo. Boas relações com estes aumentam a eficiência com que o auditor pode desempenhar seu trabalho e melhora a qualidade de outros serviços que o auditor pode oferecer. também transmitir a eles qualquer pedido especial que a equipe de auditores quiser fazer. Atenção aos pontos abaixo relacionados. devido ao fato dele ou de seus assistentes estarem inadequadamente preparados ou porque a documentação nos papéis de trabalho está incompleta ou imprópria. respondendo a questões primárias ou sem sentido. transformações societárias ocorridas recentemente ou em vias de acontecer. aquelas que estão sendo conduzidas bem como o planejamento do trabalho da auditoria e. mudanças nos organogramas.  Auditor Encarregado deve assegurar-se de que será mínima a transferência com as rotinas diárias da Empresa/departamento auditado.  Normalmente.relacionamentos e tratativas com os principais chefes de cada área. Por isso mesmo. com os quais o seu Gerente e Diretor também se relacionam. etc. principais leis ou normas que regulam atividade da Empresa cliente e as mais importantes modificações nelas havidas nos últimos tempos. Por exemplo. Ele deve estimular os assistentes a agirem dessa forma. pessoal chave. O Encarregado deve manter-se informado sobre tudo que afeta a vida do auditado: seus planos de expansão. Embora nada deve prejudicar a objetividade (independência) com que a opinião do auditor sobre o seu trabalho.  Auditor Encarregado deve assegurar que o tempo dos funcionários do departamento de auditoria não é desperdiçado. número de funcionários. designação de novos gerentes e diretores. os auditores devem observar e obedecer às regras que governam as rotinas gerais da sua empresa/departamento de auditoria.  Auditor Encarregado deve cuidar para que tanto ele como seus assistentes sejam corteses para com os funcionários do cliente/departamento. 64 . situação econômica do setor. quando necessário. podem ajudar a promover boas relações com o pessoal auditado:  auditor Encarregado deve manter o "pessoal-chave" dos setores auditado regularmente informado das atividades da auditoria. sobre o que foi feito nas auditorias anteriores e procurando atualizar-se perfeitamente com legislação específica e técnicas que envolvem as atividades desse departamento. o sistema de folha de pagamento não deve ser auditado/levantado no dia de preparação da folha mensal. a razão porque certa informação está sendo solicitada. na maior parte dos casos e consecução dos objetivos da auditoria e a manutenção de um bom relacionamento com o pessoal do departamento/área auditada são perfeitamente compatíveis e realmente benéfico para ambos. plano de modernização da contabilidade e dos controles financeiros.

 Ao mesmo tempo. Não compreensão conduzirá a conclusões erradas. desprovido de iniciativa e desprovido de interesse em superar suas deficiências. ainda. é uma boa estratégia. esse excesso de profundidade aqui referido precisa ser refreado sem abafar seu interesse. não é responsabilidade do Encarregado motivar a qualquer custo o seu subordinado. que está havendo desenvolvimento profissional de cada assistente. o Encarregado deve demonstrar um orgulho da sua profissão e lealdade para com sua Empresa. no início e no fim de cada dia de trabalho. O Relacionamento com os Auditores Assistentes O Auditor Encarregado precisa assegurar-se de que o trabalho de cada auditor assistente contribui efetivamente e eficientemente para os objetivos gerais de um dado trabalho e. instruções do Manual.  Ele deve manter seus assistentes atualizados com o progresso da auditoria. Um outro assistente pode ser impaciente e desejar enfrentar grandes desafios a custa de um cuidadoso cumprimento do escopo e do preenchimento correto dos PTs do trabalho para qual ele foi designado. podem ser útil ao Auditor Encarregado no seu papel de liderança:  Ele deve assegurar-se de que todo auditor assistente compreendeu os objetivos do trabalho no qual está engajado e de cada parte desse trabalho. respostas a consultas formuladas. nesse caso. deixando de completar o programa e os papéis de trabalho. resenhas. Boletins Técnicos.  Quando são encontrados problemas que requerem discussão com a Diretoria. Um assistente interessado pode desejar perseguir um ponto de auditoria além dos limites requeridos pelos conceitos de materialidade e de razoável segurança. perda de tempo ou desempenho descuidoso. informações gerais recebidas do Sócio (Carta de Notícias. mas mais para servir de canal de motivação. Nessas breves reuniões devem ser debatidas: andamento dos trabalhos. 65 . com a firmeza que se requer do Encarregado numa situação como essa. "estourando" os tempos orçados ou deixando de lado o exame de outras importantes áreas ou. o Encarregado deve incluir na discussão o assistente responsável pela execução do trabalho na parte onde apareceu o problema. ele precisa ser habituado a ver a importância dos objetivos e das potenciais dificuldades da tarefa que lhe foi atribuída.) de outro lado. mas sim.não tanto para motivar seu assistente. Atenção aos pontos a seguir relacionados. bem como está familiarizado com as operações da área auditada. ao mesmo tempo. Essas tarefas requerem liderança por parte do Encarregado .  Auditor Encarregado deve ter um comportamento ÉTICO impecável. Um outro assistente pode ainda mostrar um comportamento acomodado. bem como assegurar-se de que seu avanço em direção a grandes responsabilidades não caminha mais rápido do que o seu desempenho e experiência permitem. mostrando claramente as deficiências do assistente e sensibilizando-o para as responsabilidades e obrigações que a profissão lhe impõe. tal como foi dito acima. bem como elucidação de dúvidas sobre programas de auditoria. Nenhum assistente deve executar um procedimento o qual ele não compreende. Uma reunião explanatória com os auditores da equipe destacada para um serviço. de um lado. o de servir de canal para a sua motivação.

etc. certamente.em lugar de simplesmente pedir solução ao Gerente. 66 . tão rápido quanto ele puder. das críticas dos gerentes e da reação dos assistentes e funcionários da Empresa/departamento auditado. etc. Qualquer "estouro" de horas orçadas previsto deve ser reportado imediatamente de modo que o Gerente possa considerar:  se procedimentos desnecessários de auditoria estão sendo desenvolvidos ou. é importante que o Auditor Encarregado mantenha seu Gerente informado sobre o progresso da auditoria e de qualquer ponto importante descoberto ou dificuldades imprevistas. outras irregularidades de peso ou circunstâncias suspeitas deverão ser igualmente reportadas imediatamente. conhecimento técnico e habilidade em organização do trabalho. Durante o trabalho de campo. o Encarregado de Auditoria deve fazer com que cada Assistente conheça a sua avaliação de desempenho naquele serviço. em termos de liderança.)  lendo pronunciamentos profissionais e revistas profissionais. O Auditor Encarregado deve investigar tais circunstâncias e problemas e propor modificações que ele acredita serem necessárias . O Auditor Encarregado tem a responsabilidade de aumentar seu conhecimento profissional e habilidades gerenciais. isto o incentivará a obter melhor desempenho.  assistindo e participando ativamente (estudando antecipadamente.  assistindo. encontradas no curso do trabalho. pelo menos uma vez ao ano. caso em que o incremento dos custos deve ser discutido com o Cliente. Ao mesmo tempo. Fraudes descobertas. quando for necessário. O Encarregado precisa preencher o formulário de avaliação formal na conclusão de cada trabalho. na sua conclusão ou em alguma outra ocasião oportuna. Apontar os pontos fortes e fracos do seu trabalho ajudarão o Assistente a progredir. Ele deve manter-se a par do desenvolvimento técnico:  lendo as informações distribuídas pela Empresa/Departamento (Carta de Notícia. a colaboração dos especialistas da Empresa. Relacionamento com o Gerente de Auditoria Através do trabalho de campo. A demonstração de um interesse honesto no progresso do Assistente. Apostilas de Cursos ou Palestras Internas. aprendendo da sua experiência.) dos treinamentos (cursos e palestras internas e externas). ele deve reconhecer as limitações de sua própria experiência e não implantar sua proposta de modificação do programa ou do planejamento ou escopo sem obter a aprovação do Gerente e. resolvendo todos os exercícios. Desenvolvimento Profissional  São pesadas as exigências do cargo de Auditor Encarregado. seminários de desenvolvimento profissional dados por vários órgão e entidades da Profissão Contábil. Resenhas. Boletins Técnicos. A maioria das pessoas é menos do que o ideal em um ou mais desses aspectos. Normas Operacionais de Auditoria. Programas e outras partes do Manual de Auditoria.  se horas adicionais de auditoria são realmente justificadas. tato. Outras circunstâncias imprevistas ou problemas podem da mesma forma afetar o trabalho planejado de auditoria.

 lendo livros especializados existentes na Biblioteca da Empresa. discutindo aspectos de auditoria com seus colegas. 67 .  aplicando tais conhecimentos novos adquiridos no trabalho do dia-a-dia.

O "Programa de Auditoria" é um plano de ação para orientar e controlar a execução dos trabalhos e.O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. no final do trabalho. além da existência de um bom programa de auditoria:  conhecimento prévio das atividades de cada operação ou conta que se pretende auditar. em grande parte. O resultado técnico da auditoria.NBC-T-11 – ITENS: 11. da legislação específica.... O programa é viável nos casos de auditorias que podem ser planejados ou repetidos. são programas de caráter tentativo que visam atingir objetivos gerais.5 . a emissão de um relatório conclusivo.. vão sofrendo correções. de procedimentos e técnicas de auditoria.)”. em termos de natureza.  conhecimento pleno de cada item ou tarefa evidenciada nos programas e dos procedimentos de auditoria aplicáveis. aperfeiçoamentos e adaptações.. do escopo da auditoria e de outras particularidades do exame.2.. no seu todo.. Finalidades dos Programas 68 . conseqüentemente. pois dificilmente servirá para aprimorar a técnica e a equipe de auditores. pode-se dizer que os programas representam.1. na ordem estabelecida.. dependerá.1.1.2. enquanto que em exames especiais freqüentemente só se pode definir o escopo e os procedimentos de auditoria muitas vezes à medida que se executa o trabalho..  emissão da opinião conclusiva sobre os fatos e as situações auditadas. do atendimento dos seguintes requisitos.4 ..  conhecimento pleno da extensão. em sua maior parte. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. Os programas da auditoria. 11. observando todas as instruções dos programas.. das normas internas que regulam a matéria e da avaliação do seu inteiro sistema de controle interno... define a extensão do exame considerado necessário. Os procedimentos de auditoria. dada à sua complexidade e os necessários conhecimentos de práticas... oportunidade e extensão.O planejamento e os programas de trabalhos devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem. A responsabilidade da preparação dos programas é do responsável técnico pelos trabalhos de auditoria.  transcrição nos papéis de trabalho dos elementos contábeis e dos documentos comprobatórios.7 PROGRAMA DE AUDITORIA “(. Após algumas auditorias. da estrutura organizacional dos departamentos que os controla. de forma a permitir..Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução. que devem ser contabilizados com um necessário grau de experiência. por isso mesmo é que estas auditorias especiais não podem ocupar um tempo excessivo da carga global anual disponível. através da sua aplicação em tarefas de auditoria de campo. clara e seqüencial que permita fácil leitura e acurada interpretação. tornando-se inviável a existência de padrões de referência.2. baseados nas situações com que os auditores vão encontrando na prática. 11. com o correr do tempo. sempre ordenados e codificados de forma sistemática. quando elaborados pela primeira vez.. utilizados nos procedimentos de auditoria. ou de cada programa em particular.8 . os trabalhos padronizados a serem levados a cabo pelo auditor.

controlar o tempo e a seqüência dos trabalhos. como segue:      Programas de Auditoria Analítica ou Operacional Programas de Revisões Periódicas Programas de Auditoria Contábil Programas de Auditoria Fiscal e Legal Programas de Auditoria Especial 69 . consignar o exame efetuado. controlar antecipadamente a qualidade dos trabalhos. por exemplo. de acordo com as classes de trabalho de Auditoria.O "Programa de Auditoria" possibilita:     estabelecer a forma adequada de efetuar os trabalhos. Os Programas de Auditoria podem ser divididos em 5 grupos.

Exemplo: Uns programas para auditoria de folha de pagamento devem ser subdivididos em seções como: a) objetivos da auditoria. referência às normas internas e externas. Conteúdo Básico dos Programas O programa de auditoria deve ter:  um cabeçalho que indique a sua natureza. (a) . isto é. quando for o caso. detalhada.  limitações ou fatores de influência . o "Por quê" será efetuado o trabalho. isto é. é necessário conhecer o sistema de controle interno que gera informações e documentos que são refletidos nas contas que se vai examinar. fazendo. clara e objetiva. podendo ser adaptadas a cada situação.  avaliação do controle interno adotado pela entidade em cada área ou conta.  definição dos procedimentos da auditoria a serem aplicados. Ao final de cada programa deve haver espaço para que os auditores que revisarem e/ou aprovarem o trabalho efetuado e as conclusões. ou seja. b) aspectos do controle interno.  tempo estimado para sua execução. A lista de instruções ou passos a serem seguidos pelo auditor deve ser ordenada. c) amostragem a ser selecionada e a trilha a ser percorrida. a profundidade e a extensão dos exames em função de:  oportunidade ou momento adequado em que deverá ser executado o trabalho.  alocação de pessoas a serem destacadas para o trabalho. ou seja. "Quem" realizará o trabalho. Deve ser subdividido em seções para facilitar a execução do trabalho.  a conta ou o departamento e ou unidade auditada. deve-se considerar o "Alcance".7. o "Como" executar os trabalhos.Programas de Auditoria Analítica ou Operacional 70 . Ao lado de cada instrução deve haver espaço para que o auditor executante da tarefa anote seu nome.  avaliação do fator materialidade e risco provável. ou seja. os seguintes aspectos devem ser considerados:  definição dos objetivos fundamentais da auditoria em cada área ou conta a ser analisada. e  a referência aos Pt's .Papéis de Trabalho. Na aplicação prática dos programas. quando se faz uma auditoria contábil. date e indique o papel de trabalho onde evidencie a execução da tarefa. no Planejamento de cada trabalho. e) conferência de cálculos e contabilização da folha.1 Metodologia de Elaboração de Programas de Auditoria Na elaboração de um programa de auditoria.eficácia do sistema de controle interno. possam assinar e datar. "Quando". isto é. que é um dos requisitos das normas de auditoria relativas ao planejamento do trabalho. d) aspectos legais a serem observados.  a data-base da análise. ou seja. Estas instruções não são imutáveis.

Regulamentos  determinação do grau de observância de Normas Legais e normas internas. na área sujeitam à avaliação.Organização e Método. planos e objetivos da área. Pessoal  análise das necessidades gerais de pessoal e sua aplicação no trabalho. isto é. no caso de ser requerida. para depois poder sugerir métodos mais aprimorados. isto é.  verificação da existência ou não de adesão aos princípios de boa organização. Instalações e Ambientes Físicos.  comparação da estrutura atual com a que aparece no organograma oficial. para melhorar a eficácia da aplicação de políticas e práticas. Organização  estudo da estrutura da organização da área que se vai avaliar.  exame e discussão com a alta administração do estado atual das metas. Sistemas e Procedimentos  análise dos Sistemas e Procedimentos da área auditada para determinar se existem deficiências ou irregularidades com a profundidade que se requer.  exame compreensivo das operações para precisar quais os aspectos que necessitam de melhor controle. melhor comunicação e melhor coordenação. se são eficazes. Controles  exame do sistema de controle interno para determinar se os controles internos existem e se são adequados. sempre visando melhores resultados para a entidade. que deveria ser empreendida.Na preparação de um programa de Auditoria Operacional (ou Analítica) deve-se considerar os seguintes elementos: Revisar e Avaliar  planos objetivos da área a ser examinada. mais eficientes. funcionamento e departamentalização. Equipamentos.  análise desses itens para determinar o que pode ser melhorado para uma melhor utilização dos equipamentos e melhor rendimento do trabalho de acordo com os padrões estabelecidos ou diretrizes da área de O & M . Os Programas de Auditoria Operacional e Manuais de Auditoria devem chamar a atenção do auditor para os quatro aspectos fundamentais na sua forma de alterar: 71 . Políticas e Práticas  análises e estudo para estabelecer qual ação.

As análises operacionais são precedidas de um levantamento minucioso das rotinas. Este levantamento é efetuado através de técnicas de entrevistas e fluxogramas. relações. de seus métodos de controle. a fim de evitar coincidências de levantamentos no tempo e de. de forma minuciosa em relação a um determinado propósito e subdividindo-o em elementos e unidades e estabelecendo fins. meios de operação e a utilização de seu potencial humano e material. O primeiro passo de um programa de auditoria analítica é a coleta de informações através de entrevistas com os responsáveis por cada tarefa ou rotina. a conclusão e a formulação de recomendações necessárias. ou vice-versa. a determinação da relevância dos pontos levantados e conseqüências possíveis. tendo em vista a necessidade de serem testados com mais freqüência no período de ajustamento. onde e quando). começando com a compilação de fatos. portanto. procurando a existência de problemas (do tipo. normas. tarefa ou método. são testados os procedimentos. de forma bem detalhada. caso a sua execução seja ineficiente. de seus planos e objetivos. controles internos e estrutura organizacional da atividade ou área que está sendo examinada. descrevendo-as ou identificando-as através de fluxograma. de acordo com práticas administrativas geralmente adotadas. comprovando a eficácia do sistema de controle interno. Em seguida. etc. etc. c) investigação  das deficiências. etc. a formulação de sugestões ou alternativas ou métodos para melhorar a operação. b) comprovação  ponto por ponto. facilitar o trabalho deles. visando colher elementos para análise. A auditoria operacional ocupa normalmente longo tempo dos auditores. (o que é feito. de acordo com as prioridades ditadas pela alta administração e de forma harmoniosa e compatível com os trabalhos programados pelos analistas de O & M. 72 . princípio básico. associações. para todo o processo. e. agrupamento deficiente. d) síntese ou conclusão  Compreendendo o resumo do diagnóstico. deve ser programada com boa antecedência. supervisão ineficaz. falta de coordenação. trabalhos desnecessários. através de levantamento prévios. de forma extensa e profunda. Auditoria Analítica compreende exames e análises extensas. ou seu controle se este for ineficaz.).a) análise  proporciona base de compreensão para se estabelecer uma posição com maior clareza. O auditor deve anotar os formulários envolvidos. porque. como. integrais e construtivas da estrutura organizacional e funcional da entidade e dos seus órgãos. quem emite documentos e a descrição dos passos que compreendem a rotina. dando maior ênfase aos sistemas recentemente implantados. por quem. afunilamento. quem os recebe. estabelecendo o que é satisfatório ou não. eventualmente. superposição de responsabilidades.

os papéis de trabalho devem conter documentação suficiente a respeito do plano de trabalho (PT) e a lógica empregada para desenvolver esse plano. se apurar que as normas não são adequadas ou não são seguidas poderá reformulá-las ou propor as devidas alterações. do sistema de controle interno. quando se associa esse exame à análise dos fluxogramas elaborados e às respostas aos quesitos do questionário da Avaliação do Controle Interno. visando defender melhor o patrimônio da entidade.  Avaliação. Se a auditoria apurar que o controle é inadequado ou que não existem normas em determinada área poderá recomendar a sua implantação.Em seguida. como originalmente planejados. introdução de rotinas e controles internos mais aperfeiçoados ou inexistentes. (b) . Examina a regularidade da exatidão das operações. e as razões dessas mudanças.  Descrição. mais profunda e abrangente) a fim de sugerir. para cada área auditada. nos Pt's. devem constar as instruções ou passos destinados aos exames de procedimentos que aliados à observância de normas internas. a observância das normas de procedimentos e das políticas da organização. Alia-se à Auditoria Operacional (esta última. como também do desenvolvimento do programa de execução dos procedimentos e Testes da auditoria para se chegar às conclusões.  Programa específico de auditoria operacional. de modo a demonstrar um adequado roteiro ou trilha da "lógica de auditoria" empregada:  Plano da auditoria e seu respectivo checklist. por escrito.  Estudo do sistema de controle interno da área auditada. servem de instrumento para avaliar os controles internos e a eficiência das rotinas administrativas da área ou departamento auditado.  Para cada auditoria operacional. Os seguintes documentos precisam estar contidos nos Pt's e devidamente anotados com referências cruzadas. que devem satisfazer os objetivos da auditoria ou as mudanças nos procedimentos de auditoria originalmente programados. através do estudo e avaliação do controle interno. dos procedimentos de auditoria. os controles e a documentação pertinente. 73 . Os Pt's devem necessariamente documentar a trilha da auditoria decorrente do plano de auditoria operacional. área por área. Recomendações Especiais para a Auditoria Operacional:  É preciso enfatizar que a prévia familiarização com a atividade da área a ser auditada e o planejamento dos trabalhos de campo da auditoria operacional são os prérequisitos para a execução do trabalho. quando possível.Programas de Revisões Periódicas Destina-se a testes rápidos de procedimentos das várias áreas ou departamentos da entidade. profundidade e extensão dos exames da auditoria contábil). identificando aparentes fraquezas. executados da forma periódica e rotativa de modo a manter alto estado de alerta dos funcionários. legais e regulamentares. Como base futura para a auditoria contábil é interessante também identificar os "pontos fortes" de controle interno contábil que juntamente com os "pontos fracos" do controle interno contábil influenciarão a abordagem (natureza.

basicamente. porém que esse elemento possua experiência anterior. 74 . como próprio nome indica. a fim de que possam ser corrigidas (auditoria preventiva).Programas de Auditoria Fiscal (e Legal de Modo Geral) No campo fiscal a auditoria tem trabalho enorme.  responsável pela elaboração de programas de auditoria fiscal não necessariamente terá que possuir formação superior em direito tributário. registros e procedimentos fiscais sobre as modificações da lei (atualização).As revisões periódicas detectam eventuais irregularidades (falhas acidentais ou fraudes) a fim de que sejam corrigidas a tempo e a fim de se atribuir uma apreciação ou julgamento a quem executou as operações irregulares. Os trabalhos de "Revisão Periódica".  apurar se estão aplicando a correta interpretação das leis. As finalidades da auditoria fiscal podem resumir-se em:  detectar eventuais irregularidades (falhas) fiscais. Elementos de Apoio para Desenvolvimento do Programa A legislação fiscal sofre constantes alterações o que torna necessário farta bibliografia sobre publicações legais e suas interpretações. As áreas ou atividades que manifestarem maiores valores dos ativos deverão receber uma freqüência maior de revisões do que outras áreas de menor importância ou bem controladas. Para tanto é necessário ter um setor da auditoria que acompanhe a legislação e elabore programas específicos de atualização permanente. no mínimo cinco anos. o mesmo conteúdo e instruções sobre os procedimentos de auditoria a serem aplicados dos programas de auditoria operacional. deverão ser realizados com uma freqüência planejada ao longo do exercício social. atuando não só na revisão da declaração de rendimentos. (c) . A cada conta do balanço patrimonial e da demonstração do resultado deve corresponder um programa distinto de auditoria. relatando-as.Programa de Auditoria Contábil Os programas de auditoria contábil devem ser específicos para cada elemento do patrimônio da entidade e dos valores que entram na formação do resultado do exercício. Aspectos a serem observados na elaboração de programas de auditoria fiscal:  Pré-requisitos de formação e experiência mínima. em auditoria fiscal como especialista no tributo objeto do programa.  apurar a exatidão dos registros fiscais e dos recolhimentos.  É indispensável. porém de forma menos extensa e profunda. porém é importante o conhecimento de noções de direito constitucional e hierarquia das leis. Os programas de "Revisão-Periódica" terão.  informar aos responsáveis pelos controles. (d) .

posterior à regulamentação  Atos declaratórios e pareceres normativos expedidos pelo agente fiscalizador  Jurisprudência  Livros Técnicos  Modelos dos programas de revisão fiscal utilizado pelo agente fiscalizador  Modelos dos programas de auditoria fiscal adotado por outros auditores externos. antes de iniciar-se a elaboração de um programa de auditoria fiscal é necessária à seleção prévia de toda legislação que regula a matéria e literatura a seu respeito. Procedimentos para Auditoria Fiscal Os procedimentos aplicáveis à auditoria fiscal são basicamente os mesmos adotados para a auditoria convencional. a fim de dirimir eventuais dúvidas na interpretação da legislação e ainda facilitar a atualização periódica dos programas.  Conhecimento das Atividades da Entidade Além do conhecimento do imposto é importante que o auditor responsável pela elaboração do programa tenha amplo conhecimento das operações desenvolvidas pela entidade. porém é importante. 75 . necessária em decorrência das freqüentes alterações na legislação. etc.  Revisões Básicas  Abrangerá as situações normais de tributação do imposto dentro das atividades comuns à entidade. basicamente deverá apresentar a seguinte sequência:  Verificações Preliminares.) verificados dentro das operações exercidas pela entidade.Dessa forma. conhecer se as penalidades aplicáveis a cada tipo de infração. a fim de identificar todas as situações passíveis o fato gerador do imposto. (e) . etc. alíquotas especiais.  Citação da Legislação Todos os passos do programa deverão ser instruídos da legislação aplicável.Programas de Auditoria Especial Auditoria Especial compreende todos os tipos de verificação solicitados pela alta direção da entidade e não previstos nos programas e planos ordinários de atividades de auditoria. no caso do contador/auditor fiscal.  Situações Especiais  Atenderá a revisão de aspectos específicos da legislação (isenções. de forma a propiciar ao contador/auditor extensa fonte de consulta.  Abrangerá uma revisão de obrigações acessórias pertinentes ao imposto e do documentário básico exigido pela fiscalização tais como: • Livros obrigatórios • Informativos periódicos • Declarações anuais • Comprovantes de recolhimentos. etc. deferimento. de forma que o contador/auditor possa quantificar o risco e função desses dados definir a amostra. O programa de Auditoria fiscal. tais como:  Regulamento do Imposto  Legislação complementar.

Como exemplo de auditoria especial citamos a verificações para determinação da quantia real envolvida numa determinada fraude ocorrida. Sendo assim. por pessoal da alta direção da entidade. 76 . os programas de auditoria especial deverão ser elaborados de acordo com o objetivo do trabalho solicitado. a verificação sobre falhas de sistema que estão operando. etc.

77 .8 AUDITORIA DAS CONTAS E PROGRAMAS PADRÕES Os programas de auditoria a seguir demonstrados são de natureza “standard” padrão. onde são validados os saldos das demonstrações contábeis. Referidos programas são amplos e podem ser adaptados pelo auditor de acordo com a característica dos trabalhos a serem executados. desenvolvido para atender trabalhos de visitas preliminares ou de ínterim onde geralmente são efetuados trabalhos de avaliação dos controles internos e para visitas de balanço.

de planejamentos e controle da produção. desenhados e xerografados)? 4 Observamos ou verificamos que são utilizados métodos e procedimentos que racionalizam a elaboração dos serviços administrativos e contábeis em geral.7 Demoras excessivas entre a recepção dos pedidos de clientes. a resposta “sim” poderá significar um deficiência. 2 Quanto ao sistema de arquivos utilizados na empresa. quando assim o permitia a situação financeira? 1. no sentido de estudo e aprovação prévia de sua criação e reformulação? 3. em decorrência de nossos trabalhos: 1.5 Perdas de descontos por falta de compras ou pagamentos à vista ou antecipados.1 Muitos erros nos registros. de imobilizado e da contabilidade por equipamentos mecânicos modernos. faturamento.1 PROGRAMA SOBRE EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA Cliente: I– nº Ex. Findo: S/N REF.3 Excessivos lançamentos de ajustes nos registros e controles contábeis e subsidiários? 1.3 São substituídas por modelos padrões simples existentes no mercado.2 São simples. compras e contas a pagar e vendas e contas a receber.2 Elaboração de sistema de PED integrado à contabilidade para controle de estoques.6 Grandes sobras ou faltas nos estoques? 1. incluindo PED? 4.2 Diferença costumeira ou freqüente entre registros sintéticos e analíticos? 1. tais como: 4. planilhas ou outros documentos? 1. dos controles de estoque.: PROGRAMA AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS A – ADMINISTRAÇÃO GERAL 1 Observamos ou verificamos. 78 .1 São controlados em um determinado setor.: OBS. verificamos ou observamos que: 2. faturamento e expedição os produtos ou mercadorias vendidos? OBS: Nos casos acima.8.4 Realização excessiva de horas-extras em períodos em que não ocorrem maiores “picos” de serviço? 1. aprovação dos créditos. atingidos seus prazos de prescrição? 3 Observamos ou verificamos que os formulários utilizados na empresa: 3.1 Permitem rápida e fácil localização de documentos? 2. ou por modelos preparados internamente (datilografados.1 Elaboração das folhas de pagamento.2 Existe Algum método para evitar arquivamento de documentos inúteis ou em duplicidade? 2. racionais e funcionais? 3.3 Existe um plano que prevê a destruição de documentos.

ou quanto aos próprios setores em si: 5.3 Sistema de lançamentos padrões codificados.9 Os responsáveis por esses setores dão idéia de que são ou têm: a) Competentes.3 São bem dirigidos os funcionários e os setores? 5.4 Preparação para lançamentos contábeis utilizando os próprios documentos em substituição a “slips”.7 Os usuários dos serviços prestados estão satisfeitos com os mesmos? 5.4 São mantidos em número adequado.através de diários auxiliares? 4.5 Cumprem regularmente os prazos previstos para execução dos trabalhos e apresentação dos relatórios? 5.2 São adequadamente preparados e treinados para operar os equipamentos? 5. “vouchers” ou fichas para tal? 5 Observamos ou verificamos. em termos de pessoal e equipamentos? c) Não operam com ociosidade e cumprem com os trabalhos para os quais foram organizados? d) Possuem equipamentos adequados.6 A utilização dos equipamentos é adequadamente planejada e programada.1 Podem ser substituídos em caso de necessidade. inclusive quanto à sua utilização por turnos? 5. inclusive do ponto de vista de tecnologia mais avançada? 79 . quanto aos funcionários dos setores de mecanização ou CPD. em caso negativo. nos registros da contabilidade e auxiliares ou subsidiários? 4.10 Existe algum funcionário alheio a esses setores que seja competente para avaliar se os mesmos: a) São bem dirigidos e se funcionam de forma tecnicamente correta e objetiva e racionalmente? b) Estão adequadamente dimensionados.8 Os equipamentos operam sem ociosidade e. eficazes e atualizados com respeito à matéria? b) Conhecimentos adequados dos trabalhos que processam para outros setores da empresa? c) Formação profissional e experiência adequada ou suficiente? 5. são utilizados para prestação de serviços a terceiros? 5. de maneira ao melhor atendimento dos serviços? 5. sem interrupção dos serviços? 5.

em decorrência de nossos trabalhos.: PROGRAMA B – ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E DE MATERIAIS 1 Observamos/verificamos. guinchos.5 Os operários recebem prêmios por quantidades produzidas. almoxarifados etc.3 Os espaços físicos da fábrica.? b) bandejas. correias transportadoras? c) elevadores industriais etc.4 Os sistemas referidos evitam desperdícios de tempos.11 São adotadas medidas para eliminar a dependência de compras essenciais a um único fornecedor ou a um número reduzido deles.1 O “layout” da fábrica é adequado? 1. depósitos. excluídos os produtos defeituosos? 1. em função do PCP e outros)? 1. almoxarifados etc.1 PROGRAMA SOBRE EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA nº Ex. incluindo a possibilidade de fabricação própria.8. são ou permitem: a) Suficientes para permitir a melhor distribuição das instalações e equipamentos (“layout”).2 A fábrica está instalada em local adequado quanto: a) Distância dos mercados consumidores principais? b) Distância das fontes de suprimento de matéria-prima? c) Utilização de mão-de-obra? d) Utilização dos meios de transporte requeridos? e) Utilização de vantagens e incentivos governamentais? 1. Findo: S/N REF. é feita mediante a utilização de equipamentos apropriados. tratores.10 programa de compra prevê o aproveitamento de descontos vantajosos por quantidades adquiridas? 1.8 A movimentação de materiais na fábrica. depósitos. armazéns. tais como: a) guindastes. empilhadeiras etc.7 A empresa utiliza-se de algum sistema para determinar a existência de estoques excessivos? 1. inclusive em termos sua movimentação física e distâncias percorridas? b) Futuras ampliações e novo “layout”? 1.12 É adotado algum método eficaz para controle dos níveis mínimos e máximos de estoques (curva ABC. a busca de materiais ou mercados alternativos etc. que: 1. Findo: Cliente: 80 .. bem como a melhor guarda de materiais mercadorias e produtos.? 1.9 É adotado um programa de compras em função do plano de produção ou comercialização? 1.13 Os níveis mínimos estabelecidos para estoques levam em conta os prazos mínimos necessários entre as datas de emissão dos pedidos aos fornecedores e as entregas respectivas na empresa? 8.1 PROGRAMA SOBRE EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA Cliente: nº Ex.? 1. que evitem ao máximo o trabalho braçal.6 Existem setores que costumam originar atrasos nos processos de produção? 1.: OBS. materiais e de produtos defeituosos? 1.

médio e longo prazos. com base em estudos prévios.4 Existem planos definidos para aplicações financeiras de curto e longo prazo? 1. as linhas de crédito bancário que lhes sejam mais favoráveis? 1.: OBS. ainda.2 O capital de giro é suficiente para suportar situações inesperadas. de forma a permitir o máximo de capitalização da empresa e a manutenção do seu capital de giro? 2.1 A administração trabalha com orçamentos e fluxos de caixa? 1.PROGRAMA C – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1 Observamos/verificamos.3 A empresa utiliza.6 Existem estudos sobre possíveis vantagens que poderiam advir do uso do “leasing” em substituição às imobilizações próprias? 2 Observamos ou verificamos. a curto prazo? 2. em decorrência de nossos trabalhos. incluindo dividendos acima do mínimo obrigatório.3 O planejamento dos empréstimos e financiamentos prevê um adequado equilíbrio entre curto.2 Os orçamentos e fluxos de caixa são preparados com base em critérios técnicos adequados? 1. que: S/N REF. são devidamente planejadas. que: 2.5 Esses planos de aplicações financeiras: a) São efetuados mediante análise prévia. de maneira a não afetar em níveis inadequados o curto prazo? 81 .1 As distribuições de lucros. inclusive quanto a riscos? b) Prevêem a pulverização das referidas aplicações? c) São revisados periodicamente.: 1. no sentido de acompanhar as alterações de mercado e/ou das taxas de tributação? 1.

6 Os referidos serviços abrangem também os cargos de chefia e outros. com treinamento adequado? 1.7 Não existe rotatividade anormal de pessoal nem seções com excesso ou insuficiência de funcionários? 2 Observamos ou verificamos. exigindo o cumprimento das mesmas?’ 1. Findo: S/N REF. através de: a) Contratação de pessoal adicional ou temporário? b) Melhores métodos de planejamento dos serviços? 2.5 Os serviços de recrutamento e seleção funcionam a contento.3 O pessoal executivo.6 Há algum sistema de avaliação de cargos.4 É bom ambiente de trabalho existente na empresa quanto a: a) Funcionamento e comodidade das instalações.5 Existe um plano de promoção de pessoal para cargos superiores. de maior escalão (em caso negativo. que: 2. materiais e equipamentos colocados à disposição dos funcionários? 1. no decorrer de nossos trabalhos que: 1.1 Os objetivos.4 O pessoal administrativo está adequadamente e preparado no sentido de: a) Substituição de funcionários ausentes? b) Deslocamento para atender serviços em outros setores da empresa. indicar por quem são executados)? 82 . promoções etc. salários e desempenho. políticas e diretrizes básicas pela administração são adequadamente divulgadas ao seu pessoal “chave”.2 Os meios de comunicação interna utilizada na empresa são eficientes? 1. ainda.8.1 Existem planos de salários e benefícios indiretos para os funcionários e dependentes? 2.: PROGRAMA D – ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL 1 Observamos ou verificamos. evitando-se contratações adicionais ou temporárias.2 Os funcionários não apresentam queixas generalizadas sobre as políticas da empresa quanto a remunerações.? 2.1 PROGRAMA SOBRE EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA Cliente: nº Ex. não havendo queixas generalizadas a respeito por parte dos setores da empresa? 2. principalmente nos períodos de “picos” de serviço? 2. tanto de primeiro quanto de segundo escalão: a) Dá a impressão de ser competente em suas áreas de atuação? b) Dá a impressão de estar atualizado em matéria que compreende suas áreas de atuação e em torno de conhecimentos e cultura gerais? 1.3 São adotadas medidas para eliminação de horas – extras em excesso. de forma a que este pessoal entenda-as perfeitamente e : a) Possa dirigir seus esforços no sentido de cumpri-las? b) Possa transmiti-las aos seus subordinados.: OBS. usado como se para as políticas de remuneração e promoção? 1.

quando aplicável.1 PROGRAMA SOBRE EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA nº Ex. possam resultar em trabalhos adicionais de nossa parte ao cliente. que: c.1) observações e averiguações “in-loco” efetuadas pelos auditores encarregados de respondê-lo. o auditor deve estar atento ao responder cada questão do presente questionário. nos referidos papéis.  das demais áreas da auditoria contábil propriamente dita. se a sua reação a respeito foi receptiva ou não. a.1) o referido questionário não deve ser preenchido à vista de pessoal do cliente.OBS. em virtude do exposto.1.  Prepare papéis de trabalho contendo resumo dos pontos de controles internos que.2) seus resultados devem ser discutidos exclusivamente com a administração do cliente.: PROGRAMA E.3) subsídios. em sua opinião.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA 83 . em caso positivo. ressaltamos. em reuniões reservadas. sócios ou gerentes da auditoria.: a) Os procedimentos de auditoria para responder as questões contidas no questionário anterior decorrem de : a.2 que não existem multas em excesso por insuficiência ou atraso nos pagamentos? 1. o presente questionário deve conter. e) Considerando o disposto na letra anterior. se os citados pontos foram discutidos com o cliente e. relativamente a cada questão. c. propriamente dita. III .CONCLUSÃO  Faça referências para papéis de trabalho dos exames da auditoria contábil.: OBS. de modo a não deixá-las sem o suporte devido em termos das observações ou comentários referidos. de modo a propiciar uma melhor avaliação da eficiência administrativa e de suportar eventuais discussões com administração do cliente. efetuadas conforme os programas respectivos. que dêem suporte à presente avaliação. testes ou exames da auditoria contábil. propriamente dita.3 que não existem multas em excesso por falta ou atraso no cumprimento de obrigações acessórias (apresentação de informações e documentos fiscais diversos)? 1. em decorrência das avaliações: da eficiência administrativa efetuada conforme o presente programa. quanto à avaliação em causa. d) Além das respostas “sim” ou ”não”. com a cautela e habilidade que o caso exige. marcadas pelos diretores.2) informações ou comentários colhidos ou efetuados junto a pessoal habilitado do cliente.TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES EM GERAL 1 Observamos/verificamos. Findo: S/N REF. c) Devido à sua natureza. b) A presente avaliação. evidências ou informações colhidas das avaliações. de preferência deve ser efetuada concomitantemente à realização dos trabalhos normais de auditoria em cada área. Cliente: FEITO POR REVISADO POR DATA DATA / / / / 8. ou em papéis de trabalho abertos para tal fim.  Registre ainda.8. observações e/ou comentários adicionais.4 que não existem autos de infração lavrados contra a empresa por falta de um melhor assessoramento? II – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA . a.1 que a empresa está bem assessorada quanto a: a) acompanhamento e atualização sobre legislação? b) planejamento tributário? c) interposição de recursos em assuntos que possam ser contestados judicialmente? 1. em decorrência de nossos trabalhos: 1. na sua própria coluna “observações”.

1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC.1 – Sistema Organizacional a) Existe um organograma geral na empresa? b) O organograma está oficialmente em vigor? c) O organograma está atualizado (atende as necessidades atuais da empresa)? d) O organograma é complemento com manuais que definem a hierarquia. AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS Nº EXERC.: OBS. contábeis.3 – define claramente as linhas de autoridade? e. caso contrário. custos e outros e sobre análises das variações de orçamentos.1. (indicar quais os orçamentos preparados na empresa)? j) Os orçamentos contêm comparação de valores previstos “versus” efetivos e variações correspondentes e sua análise (indicar quem executa este tipo de controle e análise)? k) Existe algum tipo de controle no sentido de ser confirmada a veracidade dos valores efetivos registrados nos orçamentos (indicar como e por quem é executado)? l) A diretoria recebe relatórios financeiros. de caixa.2 – distribui racionalmente o trabalho? e.: 1.FINDO N/A REF. de produção. balanços pró-forma. etc. com regularidade e a tempo de tomar decisões (indicar que tipos de relatórios são recebidos e sua periodicidade)? CLIENTE 8. diretrizes e normas são divulgadas de modo adequado de maneira a serem conhecidas pêlos interessados e por eles postas em prática (descreva os sistemas utilizados para divulgação)? g) Existem manuais contendo fluxos. gerentes e chefia)? e) A estrutura demonstrada no organograma permite concluir que a mesma está apoiada nos princípios de administração.FINDO Nº 84 . ou seja: e. a periodicidade das mesmas)? i) A empresa trabalha com orçamentos gerais.4 – evidencia claramente os órgãos de linha e de “Staff”? f) As políticas. ou. rotinas e procedimentos de cada área e das operações executadas nas mesmas (indique as áreas e operações manualizadas e não manualizadas)? h) Os referidos manuais são mantidos de forma atualizada (indique se as atualizações são efetuadas de forma imediata. de vendas.CLIENTE DESCRIÇÃO 1.1 – evita conflitos de interesses? e. as funções e as responsabilidades de cada cargo (pelo menos no nível de diretores.

2 – computadorizada? d) A forma de escrituração contábil. 1 – é composto de elenco ou rol das contas e de sua função e funcionamento.3 – análises e posições das contas ativas e passivas? i. ou seja: d. etc.FINDO Nº 85 . rápida e eficiente? d.DESCRIÇÃO 1.2 – Sistema Contábil Existe uma adequada segregação de funções entre os próprios funcionários da Contabilidade e destes para aqueles que executam funções de: a. inclusive para fins de sua validade legal? g) É efetuada regularmente a conciliação dos saldos diários auxiliares contra o razão geral (indique diários auxiliares utilizados. unidade de nomenclatura. 3 – propicia a elaboração de diários auxiliares. 5.2 – notas explicativas? i.2 – vendas e contas a receber? a.1 – balancetes de verificação? i. 1 – mecanizada? c. convenções e notas explicativas? e.3 – compras e contas a pagar? a.: OBS.4 – demonstrações da evolução ou mutações das contas do ativo permanente e patrimônio líquido? i. precisos e contêm suficiência de dados à perfeita identificação das operações registradas. classificação das contas. não autorizados.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC. inclusive quanto aos próprios funcionários da Contabilidade? c) A escrituração contábil é efetuada de forma: c.)? d. vendas e contas a receber. de às necessidades atuais da empresa.: CLIENTE 8.5 – relação com sócios ou acionistas? b) Os livros e documentos contábeis são mantidos de forma a evitar a acessibilidade de terceiros.1. e sua precisão técnica? f) Os históricos utilizados nas fichas de razão e diários gerais e auxiliares são claros. totais do movimento a débito e a crédito e sem a possibilidade de erros de somas? d.prevê a utilização de contas de compensação ou de controle e as mesmas são utilizadas na escrituração? e. inclusive de forma integrada com o diário geral (compras e fornecedores. periodicidade da conciliação e data última efetuada)? h) As fichas ou documentos preparados para lançamentos contábeis são revisados previamente (indicar por quem)? i) A Contabilidade prepara relatórios gerenciais mensais incluindo: i. 4 – propicia a elaboração de fichas de razão indicando saldos do mês e acumulados. 2 .7 – outros (especificar)? N/A REF.6 – estatísticas de produção e vendas? i. etc. 2 – propicia a manutenção a mais atualizada possível da escrituração? d.1 – caixa e de registros e controles de movimentos financeiros? a. 1 – é segura. 3 – é alterado somente mediante autorização prévia do contador responsável de modo a garantir a sua segurança. inclusive quando computadorizada.4 – estoques (controles físicos)? a.propicia a extração de balancetes de forma segura e rápida? O plano de contas utilizado a escrituração contábil: e.5 –análises econômico-financeiros? i.

a apuração dos resultados mensais inclui: l. uma vez atingido seus prazos de prescrição? p.1.: DESCRIÇÃO 1.: OBS. via balancetes de verificação? k. amortizações.? Nota : Nos casos das letras “i” a “l”. indique as razões)? n) São preparadas conciliações mensais ao menos das principais contas de Ativo. etc. Contabilidade ou outro setor prepara processos de circularização (indique periodicidade e para quais contas)? CLIENTE N/A REF.2 – de forma a proteger adequadamente esses documentos e livros p) O referido sistema de arquivo e guarda de documentos e livros fiscais prevê (descrever detalhadamente como se processa): p.)? q) Na inexistência da Auditoria Interna.1 – são efetuados comparativamente.FINDO Nº N/A REF. para imposto de renda. para férias e encargos sociais.1 – custo das vendas? l. operações especiais de compra e venda.3 – depreciações.avaliação de investimentos relevantes em controladas e coligadas pelo método de equivalência patrimonial? 1.2 – extra-contabilmente. m) Existem prazos limites fixados para elaboração dos balancetes mensais dos balanços de encerramento de exercício (indicar esses prazos e se os mesmos vêm sendo cumprindo.1 – a destruição dos mesmos. mês a mês? j.2 – correção monetária do ativo permanente e do patrimônio líquido (extinta a partir de 1/1/1996)? l.3 – originam relatórios anuais (por exercício). o auditor deve fazer uma descrição completa dos sistemas utilizados na empresa. a partir dos balancetes de verificação? l) Nos casos da letra anterior. Passivo e Resultado (indicar quais conciliações são preparadas)? o) É mantido sistema de arquivo e guarda de documentos e livros contábeis e fiscais: o. de modo a que se possa fazer uma análise conveniente desses sistemas. para as contas de resultado? j.1 – contabilmente.: 8.3 – Auditoria Interna 86 .1 – de forma adequada à imediata localização desses documentos? o. etc.2 – a manutenção permanente daqueles que possam se necessários em várias situações (prova da propriedade de bens. comparativos com o exercício anterior? k) Os resultados mensais são apurados: k.: OBS.5 – provisões para CLD.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC. exaustões? l. caso contrário.2 – indicam saldos do mês e acumulados.DESCRIÇÃO j) Os relatórios referidos na letra anterior: j. indicando as particularidades e detalhes especiais de cada caso.4 . prova de cumprimento de cláusulas contratuais.

supervisão. procedimentos contábeis.1 são executados com grau satisfatório de independência (cite sua posição no organograma e a quem a mesma se reporta)? b.3 – é mantido em número suficiente ao pleno desenvolvimento dos trabalhos e ao atendimento da carga horária prevista nos planos respectivos (descreva o nº de pessoal existente atualmente. pelas seções 87 . opinando sob a adequação o mesmo)? f.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC.3 – contêm o posicionamento e o visto das gerências com quem foram abordados os seus pontos e recomendações? d. por níveis dos em que se classifica o referido quadro (descrever o programa e por quem e onde é executado.1 – é preparado segundo os padrões usuais? c.3 – são executados dentro de padrões usuais b. com respeito às recomendações constantes nos relatórios? f) Quanto ao quadro de pessoal da auditoria interna: f.1”). CLIENTE 8.4”.2 – obedecem a planejamento e programas pré-estabelecidos satisfatórios e aprovados pela direção. de segurança e de inacessibilidade a terceiros)? d) Os relatórios da auditoria interna: d. anterior? e. inclusive se a nível externo.2 – é satisfatório. seja qual for o padrão utilizado (em termos funcionais.2 – contêm pontos e recomendações úteis sobre controles internos.a) A empresa possui auditoria interna (caso negativo opine sobre a necessidade de implantação de tal órgão na empresa)? b) Os trabalhos da auditoria interna: b.4 – contém as providências determinadas pela auditoria interna quanto à regularização superior ou para os quais não há discordância das gerências envolvidas? e) É adequado o sistema de acompanhamento posterior (follow-up) posto em prática pela auditoria interna quanto à verificação de cumprimento descrever como se processa tal sistema): e. conforme “f.2 – das providências determinadas pela direção da empresa.1 – está adequadamente classificado por níveis que identifiquem claramente os aspectos de hierarquia.: DESCRIÇÃO g) A carga horária de trabalho despendida pela auditoria interna.4 – abrangem a todas as áreas da empresa (cite as áreas não abrangidas)? b. eficiência operacional e adesão às diretrizes e normas internas? d.1 – São datilografados por pessoal e em local garantam seu sigilo (indicar por quem e onde são datilografados)? d. b.: OBS.FINDO Nº N/A REF.6 – são evidenciados adequadamente em papéis de trabalho. dentro dos padrões usuais? c) O sistema de arquivo utilizado pela auditoria interna (descreva o referido sistema)? c.1 – das providências determinadas em seus relatórios.2 – é mantido um permanente programa de treinamento. revisão e controle? f. com sua respectiva classificação.5 – são executados com base em questionários e programas preparados especificamente para a empresa e de forma satisfatória? b.1. orientação. conforme “d.

3 – outros bens ou valores? b) É mantida cobertura de seguro – fidelidade para funcionários que lidam com dinheiro.ou áreas examinadas (descreva. pelas seções ou áreas examinadas ou a examinar. tais informações incluem pedidos: f.1 – estoques ? a.4 – pelo sistema de apólice “em aberto”? d. em caso negativo.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC.4 – outras (descrever)? b) Existem políticas definidas sobre cargos e salários e sobre avaliações mérito ou desempenho (descreva detalhadamente como se processam e.5 – Política de Pessoal a) Os processos de admissão e demissão contam com políticas definidas.5 – por outros meios (especificar)? 1. títulos ou outros bens ou valores.1 – inclusão ou exclusão de bens ou valores na cobertura de seguros? c. no processo de admissão. as horas despendidas ou previstas a despender): g.3 – autorização superior para admissão e demissão? a. respectivamente.1 – entrevistas e testes de seleção e capacitação profissional e psicológica? a.FINDO CLIENTE Nº N/A REF. avaliar a necessidade de serem adotadas tais políticas): a.2 – imobilizado? a.: OBS.3 – mediante termos aditivos? d. utiliza-se de algum sistema informações reservadas sobre seus funcionários (indique que tipos de informações são solicitadas e a quem)? 8. títulos ou outros valores (especifique)? c) É mantido controle adequado para propiciar imediata (descrever como se processa o controle): c.2 – atualização dos valores segurados? d) A inclusão ou exclusão de bens ou valores na cobertura de seguros é processada: d.2 – é compatível com a natureza do trabalho feito e com a da própria auditoria interna? h) Os trabalhos da auditoria interna podem ser utilizados em auxílio à execução dos trabalhos da auditoria externa (caso positivo indique para quais seções ou áreas)? 1.1.4 – Cobertura de Seguros a) É mantida cobertura de seguros adequada sobre: a. opine sobre a necessidade de serem postas em prática)? c) A empresa aceita negociar férias de funcionários (identifique para quais funcionários e por que)? d) A empresa tem como política exigir de seus funcionários mais graduada dedicação exclusiva (indique como se formaliza essa exigência e como se a controla)? e) A empresa.1 – é suficiente a permitir extensão e profundidade adequadas do trabalho feito? g.1 – de certidões da justiça federal e estadual? 88 .1 – mediante endosso nas apólices? d. incluindo (caso contrário.: DESCRIÇÃO f) Pelo menos para os funcionários mais graduados e para aqueles que lidam com dinheiro.2 – entrevistas de demissão? a.2 – mediante elaboração de novas apólices? d.

8 – outros fatores (discriminar)? É política da empresa promover rodízio de funções periodicamente (descrever periodicidade e cargos ou funções alcançadas pelo rodízio)? 8.1 – está atualizado e em vigor.: DESCRIÇÃO CLIENTE Procedimentos Auditoria 2.3 – de certidões da junta comercial e do cartório de registro especial de títulos e documentos? f.2 – a qualidade do material didático recebido? k.2 – de certidões dos cartórios de protesto de título? f.7 – aprimoramento dos futuros treinamentos.: OBS.FINDO Nº N/A REF.6” incluem os resultados das avaliações referidas na letra “k”.g) h) i) j) k) l) f.1. 89 .4 – de informações ao SPC? f.1 – Sistema Organizacional a) Verifique. atribuições e responsabilidades: a. atendendo as necessidades atuais.6 – emite relatórios à direção sobre os resultados das avaliações e aproveitamento prático dos treinamentos? Os relatórios referidos em “i.5 – a validade da participação nos treinamentos. planos e programas de treinamento)? i. opinar sobre a necessidade de implantação do mesmo)? O referido setor de treinamento (descrever detalhadamente o funcionamento do setor e de suas atividades.5 – de cartas de referência? Os pedidos de informação referidos são atualizados periodicamente (indicar periodicidade)? Existe um setor de treinamento na empresa (caso contrário.1 – coordena e supervisiona as atividades de treinamento na empresa? i. em temos de seu aproveitamento? k. manifestando sua opinião sobre: k.4 – sugere treinamentos específicos.3 – executa programas de treinamento? i.6 – a qualidade e adequação do planejamento e duração dos treinamentos? k.4 – a didática e domínio da matéria pelos apresentadores dos treinamentos? k. se o organograma da empresa e manuais respectivos. a seguir? Os participantes dos treinamentos avaliam os treinamentos executados. contendo definições sobre hierarquia.2 – avalia o resultado dos treinamentos (descrever como se processa a avaliação)? i.1 – a qualidade do treinamento? k.3 – a qualidade dos recursos didáticos utilizados? k. através de observações e/ou comentários com pessoal do cliente e através de análise junto a pessoal especializado de nossa firma.5 – mede o resultado posterior de aproveitamento prático dos treinamentos (descreve processos utilizados)? i. através de sugestões? k.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC. inclusive a nível externo? i.

1 – se estão devidamente registrados na Junta Comercial ou órgão substituto (termos de abertura e encerramento).2 – não apresentam folhas em branco. bem como dos saldos destes contra o razão. por fragilidade dos controles. c. a 3 . sem maiores dificuldades. b.1 – não apresentam emendas. d. 90 . integralmente ou numa base de teste. borrões ou rasuras. Nota: Qualquer dúvida ou suspeita de possibilidade de manipulação indevida do sistema.3 – análises das principais variações entre valores previstos e efetivos. de modo a evitar sua freqüente ocorrência e descaracterização do referido plano por aumento exagerado do número de contas e seus graus ou análises. atentando inclusive para adequação dos históricos. rápido e seguro. se o eqto. integralmente ou numa base de testes.2) vidas e controlado contra inacessibilidade de terceiros.1. b) Inspecionar os orçamentos existentes na empresa. contra balancetes ou relatórios contábeis. ainda: d. e. verificando: b.1 – conferência das somas. não autorizados. b) Revise. c. para um determinado período.se contêm vistos de autorização do contador ou pessoa designada.4 – comparação contra períodos anteriores. b. 2. efetuando: b. e. b.se contêm visto do operador. de acordo com os Princípios de Administração.2 – se as medidas de correção determinadas pela direção.: OBS.1 – foram processadas corretamente e com autorização por escrito do contador. certificando-se de que suas folhas: c.1. a. principalmente em caso de PED: a.1) é atual.2.: DESCRIÇÃO d) Examine os referidos diários no sentido de verificar. b.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC.2 – se não há repetição dos seus números de ordem. através de observações e/ou comentários com pessoal do cliente e através de análise junto a pessoal especializado de nossa firma.2 – foram autorizadas a partir de uma análise criteriosa. devidamente assinados pelo contador responsável. a partir de “slips”. b.2 – conferência dos valores registrados como efetivos. c. se os relatórios sobre variações entre valores efetivos e previstos constantes nos orçamentos foram enviados à direção e se: c.FINDO Nº N/A REF. indicando o lançamento. certificando-se da fidelidade das justificativas dadas às mesmas. CLIENTE 8. utilizado para escrituração contábil. o movimento de lançamentos contábeis registrados. de modo a evitar sua reutilização para tal. deve ser discutida. com nosso pessoal especializado.2 – Sistema Contábil a) Verifique. investigando valores ou variações que pareçam incomuns ou extraordinários.3 – foram atualizadas quanto a funcionamento das contas e convenções. certificando-se da fidedignidade das justificativas dadas às mesmas. fichas ou documentos. no caso das ocorrências acima ou c. para um determinado período. integralmente e em tempo hábil.6 – estão autenticados pela Junta Comercial ou órgão substituto. c.3 – são perfeitamente legíveis. c) Revise.4 – correção dos lançamentos no razão e no diário (partida e contra-partida). c) Verifique. c.3 – se a classificação contábil está de acordo com o plano de contas e correta tendo em vista a natureza das operações. os diários gerais e/ou auxiliares.4 – não apresentam falhas em sua seqüência numérica. Verifique se as alterações ocorridas no plano de contas: e. para um determinado período.1 – existem evidências de recebimentos dos mesmos. após análise dos relatórios. foram postas em prática.2 – é entendido e seguido por todos. de imediato.5 – contêm termos de esclarecimentos. b.a.está devidamente estruturado e representado graficamente. atendendo às necessidades atuais da empresa.

integralmente ou numa base de testes.3.: DESCRIÇÃO 2.3. verificando se são conduzidos e preparados dentro de padrões habituais e aceitáveis.relatórios emitidos.2.efetuar conferência. de inclusões e Exclusões de aquisições ou baixas de bens para efeitos de cobertura de seguros. d) Revise os programas de treinamento do pessoal da auditoria interna e seus relatórios de avaliação.2. seguro fidelidade. c) Evidencie. b) Revise os trabalhos desenvolvidos pela AI. os relatórios gerenciais emitidos pela contabilidade.se formam submetidos à aprovação do diretor da área à qual vincula a AI.avaliação dos controles internos. efetua circularização examine-os.se os referidos planos vêm sendo executados conforme previsto e de maneira adequada.3.se as variações entre as cargas horárias previstas e efetivas se situam em níveis normais.3. b) Efetue teste. avalie os resultados dos trabalhos e programas de treinamento da auditoria interna. integralmente e/ou numa base de testes.2.anote pontos de atenção para nossos exames. certificando se de sua validade e regularização de eventuais pendências. c. discutindo com o gerente ou responsável pela mesma sua opinião a respeito. compreendendo: b. 91 .verifique procedimentos e soluções sobre divergências indicadas nas respostas.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC. b. c. g) Efetue. de somas e de saldos de análises.Auditoria Interna . para um determinado período. seguindo para tanto os passos indicados na letra “c” do subitem 2.indique se podemos utilizar esses processos em substituição aos nossos trabalhos.1. somas dos balancetes de verificação e de seus saldos contra a razão. controle e acompanhamento de pontos pendentes. numa base de testes. teste de cobertura cobrindo todos os seguros existentes na empresa (estoques.avaliar a sua utilidade como instrumentos para tomada de decisões. c. e) A partir das revisões anteriores.4. exame de transações e saldos e papéis de trabalho correspondentes. verificando se as recomendações são úteis e se estão sendo adotados e anotando os pontos importantes levantados que mereçam atenção em nossos exames.FINDO Nº N/A REF.1. c) Examine.certifique-se de sua adequação e validade em termos gerais. a partir das apólices respectivas.). posições e mutações das contas contra os balancetes. h. para um determinado período. no caso da inexistência de Auditoria Interna. e: c. b.AI Revise os planos de trabalho da auditoria interna.forma de registro.4. na cédula própria do conjunto de cédulas resumo dos trabalhos executados. etc.3. integralmente e/ou numa base de testes. a. 2 2. os últimos processos de circularização efetuados pela Auditoria.1. imobilizações. i) Se a Contabilidade ou outro setor da empresa.3.2.Cobertura de Seguros a) Efetue. a.1. contra apólices respectivas.1 – efetuar conferência. verificando: a. resumidamente (os detalhamentos sobre o trabalho feito deve ser registrados em PT´S).: OBS.f) Concilie e/ou examine conciliações dos diários auxiliares e gerais. CLIENTE 8. no sentido de: h. h) Examine. que já tenham sido completados em termos de respostas. para um determinado período. conferências de somas e de transportes de saldos e valores nos diários auxiliares e gerais. h. o teste referido na letra “a”.

etc. observando (o exame deve cobrir funcionários de todos os setores da empresa): b. numa base de testes. cartas de referência. e) Revise os relatórios de avaliação dos programas de treinamento (dos participantes dos treinamentos e dos treinamentos em si pelos participantes).7 . incluindo os mais graduados. 92 .enquadramento correto na política de cargos e salários.Política de Pessoal a) Examine alguns processos de admissão.2 – se estão sendo realizados segundo o previsto em tais programas.1.1 – dedicação exclusiva pela empresa.5.). no sentido de verificar a possibilidade de ter havido negociação das mesmas.. discutindo sua opinião a respeito com o responsável pela área.6 . c) Concilie e/ou examine conciliações dos diários auxiliares e gerais certificandose sua validade e da regularização efetiva de eventuais pendências.2. se for o caso. b. aprovações para situações especiais ou exceções a tais casos.3 – são perfeitamente legíveis. a.autorização superior para admissão ou demissão. para os casos aplicáveis. se julgado necessário.2 – estão emitidas em seqüência numérica e cronológica.3 – avisos e recibos de férias c) Examine prontuários ou fichas funcionais de alguns funcionários. a. CLIENTE 8. a. certificando-se de que suas folhas: a.d) Prepare.3. bem como sua situação (atualização. processo de circularização junto às companhias seguradoras. borrões ou rasuras. exigidas pelas normas da empresa.FINDO Nº N/A REF. b) Examine a situação das férias dos funcionários da empresa.realização de testes de capacitação técnica e psicológica. d.Sistema Contábil a) Revise.1. a. devidamente assinados pelo contador responsável. d) Revise os programas de treinamento existentes e verifique: d. etc. b) Efetue.1 – anotações nas fichas de registro. a. para o mês do balanço. c.4.: DESCRIÇÃO 3.: OBS.2 – cartões ou livro-ponto. e verifique: a. e verifique contratos ou qualquer outro documento que comprove: c.1.1 – não apresentam emendas.contratos de trabalho. a. os diários gerais e auxiliares. inclusive para casos especiais ou de exceções à regra. 2. a. a.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA EXERC. conferência de somas e de transporte de saldos e valores nos diários auxiliares e gerais. b.2 – a existência de informações cadastrais reservadas. para o mês do balanço. avalie os resultados dos programas de treinamento. f) A partir das referidas revisões.o cumprimento de outras exigências de ordem interna.1 – se foram submetidos à aprovação da direção.entrevistas de demissão e laudos respectivos. incluindo funcionários mais graduados. a. Procedimentos de Auditoria – Final 3.5.exame médico admissional. no caso das ocorrências acima ou de outras dessa espécie e de que houve a devida reprodução das folhas.4 – contêm termos de esclarecimento.

ou seja: 93 Nº EXERC. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente.2 – imobilizações. quanto à aplicação dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes.2 . a partir das apólices respectivas. c) Confira respostas a circularização efetuada sobre seguros. b) Evidencie. b) Faça anotações nas cédulas-resumo dos trabalhos executados. 4.1 – o resultado da avaliação de controles internos efetuada.1. resumida e adequadamente: b. ficaram pendentes de verificação.AI a) Examine os relatórios emitidos pela AI. b) Utilize os trabalhos da AI. para a data do balanço: a. b.2 – nos demais anexos. qualquer motivo. bem como seus eventuais desvios. ou seja: c. desde nossa visita interina. a. para estes dois últimos conceitos.1.2 – merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. resumidamente (os detalhamentos sobre o trabalho feito devem ser registrados em PT’s). identificando. na cédula-mestre desta seção. na cédula própria do conjunto de cédulas resumo dos trabalhos executados. teste de seguros cobrindo.2 – da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria. “regulares” e “insatisfatórios”. revisando e avaliando seus resultados. aqueles já realizados para a data do balanço. a. 4.2 – Auditoria Interna . conforme planejamento efetuado.FINDO N/A REF.3.: OBS.regularização efetiva de pendências indicadas.1 – Ínterim a) Responda às questões apresentado no item 1 deste programa. c. como segue: b.3 – outros valores e bens segurados. os pontos que os justificam e que devam: b.2 – distribuindo entre o pessoal da mesma a execução de nossos trabalhos. os pontos deste programa que. Conclusão 4.1 – ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente.1 – no anexo 04 espaço próprio.: . a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa. as situações aplicáveis ali requeridas.3 – Cobertura de Seguros a) Efetue. em termos de “satisfatórios”.1 – em substituição ou em complemento aos nossos exames.1 – estoques.1. b) Registre no anexo adequado. verificando ou anotando: a.Final a) Registre. b.1.1 PROGRAMA DE REVISÃO GERAL SOBRE A EMPRESA CLIENTE DESCRIÇÃO c) Faça anotações no demais anexos os trabalhos executados. a.2 – pontos que mereçam atenção em nossos exames. 3. a partir: a. a.1 – da aplicação dos procedimentos previstos no item 2 do citado programa. o teste referido. 8.

por qualquer motivo. os pontos deste programa que.2 – no anexo 04. espaço próprio. b. os pontos de atenção para o gerente. FEITO POR REVISADO POR DATA DATA / / / / 94 .3 – nos demais anexos. espaço próprio.1 – no anexo 02.b. ficaram pendentes de verificação. as situações aplicáveis ali requeridas. b. sócio ou diretor.

como cheque em mãos e em trânsito e que representam recursos com livre movimentação para aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para uso imediato. esses valores deverão ser demonstrados fora do grupo disponível. porém adequado às operações da Empresa. através de: (a) contagem periódica por pessoa independente do caixa. pois não são mais disponíveis da empresa.2 AUDITORIA DO DISPONÍVEL Disponibilidades .  A emissão de vales deve ser normalizada pela Direção da Empresa e evitado o desconto de cheques em Caixa.8.  O caixa deve ter função independente daquelas de registro contábil. em “Créditos”. não devem compor os valores disponíveis. porém retido. dada pela Lei das S/A é usada para designar dinheiro em caixa e em bancos. devendo ser apresentadas em conta à parte. deve ser considerado como valor disponível.  Para todos os desembolsos devem ser imitidos “vouchers” e sempre que possível ser anexados os documentos hábeis. Controles Internos Ideais Fundos de Caixa  O caixa deve ser controlado através de fundo fixo e todos os comprovantes que apóiam os reembolsos do fundo devem ser conferidos por alguém que não manuseie os fundos de caixa nem assine os cheques de reembolso. 95 . (b) confronto do seu saldo com os saldos das contas de controle do razão geral.  Os cheques emitidos. da preparação de faturas e extratos de clientes e do controle das atividades de cobrança (segregação de funções). contabilmente.  Os vales e documentos de despesas ou adiantamento não devem fazer parte do fundo de caixa.  Deve existir bom controle sobre os fundos de caixa. É dentro desse conceito que as aplicações de liquidez imediata.  Cheques emitidos antes da data do balanço.  As moedas estrangeiras porventura existentes na data do balanço é classificado.  Deve ser evitados o uso excessivo dos fundos de caixa e seu saldo mantido no nível mais baixo possível. bem como valores equivalentes. os depósitos em banco (à vista) e as aplicações financeiras de conversão imediata. para posterior pagamento. porém ainda não sacados pêlos beneficiários. (c) fechamento diário do caixa com o lançamento no livro caixa ou emissão do boletim de caixa. são também classificáveis como Disponibilidades. Práticas Contábeis Básicas  As disponibilidades num balanço só devem incluir os valores em caixa.  Todos os valores vinculados a determinadas operações ou exigências deverão ter uma explicação destacada no balanço. e para alguns casos.Conceitos A intitulação “Disponibilidades”.

etc. (c) de confronto de cheques emitidos e relacionados com os registros contábeis dos comprovantes. sempre com as diferenças indo para o “bolso” dos fraudadores. Esta é uma das áreas onde ocorrem fraudes com freqüência. no caso de haver procurador. Na ausência de controle confiável. Os documentos devem ser cancelados de modo a evitar a sua reapresentação.. (b) de relação de cheques emitidos.  Deve haver recomendação ou norma obrigando que os pagamentos sejam efetuados através de cheques (acima de um certo valor. mas ainda não entregues aos beneficiários.Caixa – Pagamentos  Deve haver independência de funções entre aqueles que preparam os cheques e aqueles que aprovam previamente os pagamentos. examinando pagamentos a fornecedores.  Deve haver a proibição de assinar cheque em branco ou preenchido de forma incompleta. sobre cheques ainda não usados e sobre cheques já emitidos e assinados.  Os pagamentos feitos por filiais devem ser conferidos pela Matriz.  A autorização para assinar cheques deve ser dada pela Diretoria. o auditor deverá efetuar seus exames até dispor de provas conclusivas sobre os objetivos anteriormente. a seguir descritos:             coleta de preços respostas do fornecedor pedido e nota fiscal passagem da mercadoria pela portaria entrada no almoxarifado (conferência física e registro) remessa das notas fiscais aos setores “Contas a Pagar” e “Contabilidade” registro da obrigação nos livros contábeis de acordo com o plano de contas autorização para pagamento cópia do cheque cancelamento dos comprovantes registro na relação diária de pagamentos registro na posição de contas a pagar 96 . por exemplo.  Deve haver controle eficaz sobre cheques cancelados. Se ele está.) na forma nominativa exclusivamente.  Deve haver bom controle sobre os cheques emitidos através de: (a) emissão de cópias de cheques assinadas. bem como entre aqueles que assinam os cheques.  Os documentos comprobatórios devem acompanhar o cheque para assinatura e esses documentos devem ser efetivamente conferidos por quem assinar além de serem conferidos por quem prepara o cheque. (d) da verificação da numeração dos cheques emitidos. deverá percorrer todos os passos do processo. até pagamentos em duplicidade. desde pagamentos com valores a maior do que os devidos.

.  Deve haver com controle e medidas imediatas devem ser tomadas de suspensão de pagamentos. (h) autorizações de pagamentos.  Deve haver controles externos a Caixa.Cliente deve ser instruídos para não descontar cheques emitidos a favor da Empresa.  Os extratos bancários devem ser reconciliados com os registros da Empresa. quando existirem. com saldos instantâneos reais. (b) valores depositados pelo Caixa. (f) faturamento. (b) controle do acompanhamento da cobrança.  Os recebimentos devem ser controlados por pessoas que não têm acesso ao caixa e aos registros contábeis. Bancos Conta Movimento  Deve existir bom controle das contas bancárias.  A mecânica das reconciliações deve ser.  O Banco da Empresa .  Deve ser emitido recibo ou outro tipo de comprovante para cada recebimento por caixa. provenientes de aplicações mobiliárias.  Devem ser encerradas as contas bancárias sem movimentação.Caixa . (e) autorização de baixas de créditos de difícil cobrança e autorização de créditos referentes a devoluções ou descontos. como: caixa registradora etc. isto é . 97 . eventualmente em poder do caixa. (d) reconciliação de contas bancárias. (c) escrituração do Razão Geral. devem fazer recebimentos de forma controlada e comunicar imediatamente à sede a operação de recebimento concluída. controlando: (a) somas das colunas do livro Caixa ou Boletim de Caixa. em confronto com os extratos bancários. tecnicamente. (i) abertura de malotes ou correspondências que podem conter cheques a favor da Empresa. tal como são recebidos. (g) expedição de mercadorias. devem ser usados equipamentos mecânicos/eletrônicos. (c) valores recebidos.  As filiais e cobradores. (b) somados os débitos e os créditos. (d) examinados item por item (extrato x registro) e (e) anotadas as soluções das pendências.  As atividades de Caixa devem ser centralizadas nas mãos do menor número possível de pessoas. isto é.  Todos os recebimentos por caixa devem ser depositados diariamente de forma intacta. caso haja alguma irregularidade. no caso de dinheiro recebido. correta: (a) adotados formulários apropriados.Recebimentos  O responsável pela caixa e seus auxiliares não devem ter acesso e não participar de: (a) escrituração e controle de “ contas a receber”/clientes. mantendo-se registro (contábil ou extra contábil) absolutamente em dia.  Desde que haja muitas operações de recebimentos por caixa. (c) conferidos os saldos anterior e atual.  Deve existir “follow up” dos cheques pendentes de pagamento e tomadas providências para solucionar casos mais antigos. procura-se contabilizá-lo rapidamente a fim de evitar manipulações fraudulentas antes do respectivo registro. (d) ordenados não reclamados. com freqüência mínima mensal e num prazo relativamente curto.

pela contabilização incorreta de transferências interbancárias. o auditor procede aos exames de forma que não lhe passem desapercebidas as irregularidades significastes.12.000 24.2001 C 600 B 500 1.FRAUDES. alterando os extratos do período subseqüentes.  Falta de inclusão em conciliação bancária de cheques pendentes.2001 D 1.8.2001 E 400 B 300 D 1. Trataremos somente de alguns casos (mais comuns):  se as contagens de caixa e as conciliações bancárias não forem feitas simultaneamente (mesma data) ou não forem coordenadas.1 DISPONIBILIDADES .  “kiting” – saldos bancários podem ser demonstrados maiores do que realmente o são. podem ser fraudulentas incluídas na caixa pequena ou fundo para operações. DESFALQUE E OUTRAS IRREGULARIDADES Durante o trabalho de auditoria o auditor. Esse tipo de fraude consiste na omissão temporária do registro de recebimento de valor de um cliente e cobertura parcial ou total com o valor recebido de outro cliente.  Encobrimento de faltas.  “lapping” – substituição de recebimento com o atraso de um ou mais. pode ser tentado pelo lançamento de falsos depósitos em trânsito consistindo algumas vezes em itens genuínos de recebimentos.500 31.900 3.2001 A 800 800 21. mediante manipulação de depósitos. várias vezes.2001 B 900 A 800 100 23.200 400 Somas 3.12. Observe a ilustração: Recebimentos Registros no Caixa Desvio Acumulado Data Efetivos e na Contabilidade R$ Cliente R$ Cliente R$ 18. Registra-se o depósito no período coberto pela auditoria e não se registra o desembolso até o período seguinte. examinar a autenticidade de documentos e a liquidação subseqüente do boletim de caixa). Deste modo. contabilizados no período subseqüente. apura irregularidade.12.12.12.2.200 B 100 C 600 1. fundos em bancos podem ser transferidos para cobrir eventuais faltas.500 400 98 . vales falsos ou outros itens falsos (nosso procedimento é examinar a aprovação de valores e outros documentos durante a contagem. e é sua responsabilidade apontá-la quando seu efeito for material.  Cheques em mãos.

funcionários. a data em que determinada duplicata. adiantamento.  Lançando os cheques por importâncias menores.. as cópias dos recibos são examinadas e os seus valores confrontados com a relação diária de recebimentos (exame feito por pessoa independente de subordinação da chefia de contas a receber)?  existe norma prevendo cobrança de juros para todo e qualquer pagamento (pêlos clientes) em atraso. ou aumento indevido do salário autorizado.  Simulação da natureza do desembolso – por exemplo: cheques para pagamento de despesas pessoais. 99 . interno ou externo. citando inclusive o valor e nº do recibo.  Duplicação de nome na folha de pagamento.  Lançamento de cheques no caixa . deixando de incluí-los no caixa pagamentos. pagamento com a documentação duplicada (inclusive fundo fixo).  Pagamento de salários a empregados “fantasmas”.pagamentos como tendo sido a uma pessoa diferente – simulação de nome dos beneficiários. lançados como emitidos para pagamento de despesas de negócios. provavelmente nunca o auditor.PERGUNTA: Como detectar esse tipo de fraude? Evidentemente que nenhum controle evita fraudes. o que pode ocorrer é a minimização dos riscos. Uma técnica relativamente segura consiste em solicitar ao cliente que informe ao auditor externo e/ou interno.  Com o conluio de outros (fornecedores. Desembolsos Indevidos  Emissão de cheques. irá detectar esse tipo de fraude. tomando como data-base o último dia do mês. salvo e com autorização por escrito emitida por pessoa competente?  O departamento de auditoria interna adota o procedimento de solicitar confirmação externa de saldos evitando repetição de data-base e finais de meses? Se as confirmações externas forem solicitadas freqüentemente. Antes do exame.  Desvio de dinheiro ou cheques de salários não reclamados. por exemplo). etc. porque quem pratica fraude está sempre atento aos controles internos procurando espaço para burlar a Administração. atentando para as seguintes perguntas: todo recebimento deverá ser feito obrigatoriamente mediante recibos numerados tipograficamente? no final do expediente. foi pago. o auditor deve conhecer o sistema de controle interno. por importância a maior (no caso de fornecedores).

 Determinar se. mas na realidade são bem diferentes.000 em dinheiro a primeira parte do trabalho de auditoria relativo às disponibilidades é o de apurar se a empresa realmente possui essa importância. convincentemente. em função das reconciliações aplicáveis. O auditor deve. porém.8. devem existir. Certificar-se que os valores registrados no grupo representam disponibilidade imediata.  Determinar a exatidão dos saldos representativos dos investimentos financeiros de pronta liquidez e a sua correta classificação contábil. mas também em saber se o dinheiro demonstrado pêlos registros é realmente aquele que a empresa deveria ter. 100 .2. indica que a empresa tem R$ 20. ir. Ele está interessado não apenas em saber se a empresa tem tanto dinheiro quanto seus registros indicam. das operações que a empresa registrou durante o exercício. Certificar-se de que toda a disponibilidade existente é aquela que deveria existir. mas R$ 25. os saldos das contas bancárias correspondem a valores reais ou envolvem a ocorrência de fraudes ou irregularidades.000. O auditor não terá completado sua tarefa de verificar as disponibilidades se não tiver uma resposta para ambos os problemas. como base de confiança nos mesmos. Em outras palavras.2 OBJETIVO DA AUDITORIA EM DISPONIBILIDADES Certificar-se de que toda a disponibilidade existente é aquela declarada. segurança contra manipulações ou encobrimento de fraudes ou irregularidades. como para determinar a extensão resultante dos testes aos quais se restringirão aos procedimentos de auditoria. Se o saldo da conta Caixa no Razão Geral. além disso. Importância da Revisão do Controle Interno: Deve haver estudo adequado e avaliação do controle interno existente. assim.000.     Comentário O primeiro e o segundo item parecem iguais. talvez não R$ 20. na data do balanço. Verificar se os controles internos aplicáveis à movimentação dos valores deste grupo proporcionam.

no seu total. 101 .  Incluir nos papéis de trabalho análise adequada dos itens encontrados no “caixa” e que servirão de base para eventuais investigações dos valores incomuns.  Conciliar as entradas com os prazos eventualmente assinalados nos títulos ou documentos que deram origem ao direito de recebimento.  Levar ao conhecimento da direção ou da gerência da empresa cliente qualquer falta de numerário ou diferenças apuradas.8.  Observar a aplicação dos procedimentos aplicados nesta seção todos os “fundos fixos” e/ou “pequenas caixas” eventualmente mantidos. de contagem e na reconciliação. fisicamente e em data não anunciada aos responsáveis. bem como a exatidão das taxas aplicadas e respectivo cálculo. legal e fiscal. encontrar comprovantes de desembolsos efetuados até compondo o fundo de caixa. após a assinatura do responsável pela caixa no boletim. da conta Razão e de “boletins de caixa”:  Identificar as eventuais pendências fazendo-as constar dos papéis de trabalho. Caixa – Recebimentos  Analisar as entradas de caixa identificando suas origens e sua regularidade matemática. de compensações moratórias. inclusive.  Apurar. preferencialmente no início ou fim do horário de expediente. inclusive competências administrativas e limitações operacionais. incluindo as reconciliações com a caixa geral e seus registros contábeis. cheques.  Identificar eventuais atrasos de recebimento e a incidência ou não.  Verificar se são feitas as reconciliações entre o montante apurado na contagem física e o saldo contábil do livro “caixa”.3 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA EM DISPONIBILIDADES Para que o auditor alcance os objetivos propostos e verifique se os controles internos e contábeis são os mais adequados.  Identificar as unidades ou dependências onde se localizam “fundos de caixa” e o respectivo regime de movimentação. verificando-se. as autorizações internas e a legitimidade das operações que lhes deram origem. o auditor deve ficar atento quanto a contabilização posterior desses documentos. o tempo de permanência na caixa. as disponibilidades efetivas (considerar é claro o fator relevância ou materialidade). Se os exames evidenciaram a existência de comprovantes de despesas e de vales. não recebidos ou não depositados e outros documentos ou valores “em suspenso” e proceder às investigações necessárias a fim de apurar a regularidade ou não de sua tramitação.  Proceder à contagem de caixa na presença do responsável. Caixa – Fundo Fixo  Apurar. inclusive o respectivo suporte documental. devem ser aplicados os seguintes procedimentos de auditoria. No caso em que o auditor esteja examinando as demonstrações contábeis do exercício encerrado em x1 e efetuando a contagem de caixa no dia x1+2.2. ele – auditor poderá concluir que o saldo apresentado no balanço não representa. a existência de “vales”. o montante de dinheiro e de outros valores que compõem o saldo de caixa na data escolhida para exame.

ainda. Verificar a coincidência entre as datas do efetivo recebimento de caixa com a da sua entrada ou registro nos livros do cliente. apurando e anotando possíveis discrepâncias irregulares ou manipulações protelatórias. a fim de se determinar se o volume de dinheiro e de valores (cheques.  Verificar o movimento de depósitos nas contas bancárias. sempre que julgada necessária.  Verificar se a apropriação contábil das operações de pagamento obedeceu regularmente às suas características jurídicas e financeiras e às determinações do plano de contas em vigor. (f) a fiel tramitação nos registros (contábeis e auxiliares) da empresa emitente e. (b) as anulações. segundo os extratos recebidos. no caso de prazos excedidos. a competência e autoridade de quem aprovou o pagamento e a legitimidade da operação desde as suas origens.  Examinar as reconciliações entre os registros do cliente e as demonstrações de conta remetidas pelos bancos anotando as eventuais pendências e/ou discrepâncias e a sua subseqüente regularização ou permanência.  Testar os valores das pendências acusadas nas reconciliações examinando suas origens (razão analítico para valores não correspondidos pelo banco e extrato para valores não correspondidos pela contabilidade). tendo em vista: (a) A sua freqüência cronológica.) é rapidamente transferido para os bancos ou. (d) a legitimidade do pagamento segundo as operações que lhe deram origem. Caixa – Pagamentos  Examinar a regularidade dos pagamentos registrados tendo em vista a respectiva documentação. (b) A conciliação entre os recibos emitidos pelo banco depositário e a “guia” de depósito. 102 .  Verificar se a apropriação contábil das operações de recebimento obedeceu regularmente às suas características jurídicas e financeiras e às determinações do plano de contas em vigor. retido desnecessária ou irregularmente em caixa. (e) a competência legal. (c) A exatidão das datas e dos valores segundo os registros do e a sua correspondência nos extratos da conta bancária.  Analisar as emissões de cheques tendo em vista: (a) a seqüência numérica. estatutária.  Proceder às reconciliações das contas bancárias na hipótese de que não as tenha feito. na contabilidade do banco sacado. (c) a regularidade da emissão.  Verificar os procedimentos internos tendo em vista o inteiro processo de tramitação das operações administrativas e contábeis.  Solicitar aos bancos depositários confirmação dos saldos ou fornecimento de demonstrações de conta (extratos). contratual ou regulamentar (incluindo mandato de procuração) do(s) emissor (es).  Examinar os aspectos legais e fiscais inerentes aos pagamentos efetuados e à sua instrumentação gráfica.  Verificar a observância de datas entre vencimentos e pagamentos inclusive a ocorrência eventual de direitos a descontos e abatimentos por antecipações ou a obrigação de compensações moratórias. etc. Bancos Conta Movimento  Verificar se a soma das contas individuais corresponde ao saldo da conta do Razão e se o saldo constante do Balanço está conciliado com o Razão.

verificar se o saldo credor da conta bancária figura no passivo do Balanço como exigibilidade.  Proceder. as eventuais variações de valores decorrentes de atualizações monetária e de outros eventos ou fatores. taxas. etc. (b) Créditos correspondentes a produto de cobranças.  Examinar as demonstrações periódicas enviadas pelas instituições depositárias e solicitar-lhes confirmação e/ou extratos de contas de custódia conciliando-as com os registros (auxiliares e contábeis).) e confrontar com os registros (auxiliares e contábeis). a contagem física dos títulos e valores que se encontram em tesouraria (em poder) e verificar a concordância entre o que ficar apurado com os registros contábeis e auxiliares. doação. bem como a documentação pertinente às suas origens (aquisição. etc. Apurar a regularidade de todas as demais operações registradas na conta bancária. etc. perante o responsável. Aplicações  Verificar a natureza dos títulos e valores classificados como “disponibilidade” em virtude de sua pronta liquidez a fim de determinar se efetivamente são suscetíveis de imediata colocação no mercado ou de imediato resgate.  Verificar a existência de contas não movimentadas e relacionar os saldos respectivos evidenciando a data da última operação.  Verificar todos os elementos de identificação dos títulos e valores. depósitos de terceiros. emolumentos. transferências autorizadas. transferências a favor do valor líquido de descontos. além do custo de aquisição..  Verificar se a contabilidade e as demonstrações contábeis registram. ordens de pagamento cumpridas.  Na hipótese de “saques a descoberto” (contratual ou consensual) sem provisão ou com provisão insuficiente de fundos. 103 . incluindo: (a) Débitos correspondentes a despesas. juros e outros encargos financeiros (se houver)..

quanto a: k.8.1 – funcionabilidade? m.2 – vistos de aprovação superior (indicar de quem) i.1 – custódia das chaves de acionamento e suas duplicatas? k.3 – evidências de conferências de somas e apuração dos saldos? j) São utilizadas máquinas autenticadoras de caixa? k) As máquinas autenticadoras são controladas por pessoal alheio à área de caixa (indicar por quem e descrever detalhadamente o controle exercido). freqüência e data da última realizada)? f) O caixa efetua contagem diária dos fundos sob custódia.1 – vistos do caixa responsável? i.4 – utilização de bloqueadores. acumulados. AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS N/A REF. etc.? k. OBS.3 – autorização para estornos. trânsito de numerário interna e externamente e inacessibilidade de terceiros)? n) São satisfatórias as medidas de segurança quanto a roubo e fogo? 1. quanto a: m.: 1. senhas. contadores.4 PROGRAMA DE AUDITORIA EM DISPONIBILIDADES .2 – Recebimentos a) Os sistemas de recebimentos evitam que os funcionários que 104 . etc.1 – Caixa a) As funções do caixa são limitadas às específicas de caixa (descreva outras funções executadas pelo caixa)? b) É vedado o acesso do caixa aos registros contábeis e às contas de clientes? c) O caixa tira férias regularmente (indicar quem o substitui e como se processa a transferência de responsabilidade. evidenciando-a adequadamente? g) São efetuadas contagens de surpresa dos fundos por funcionários alheios ao caixa. com evidências adequadas (indicar por quem.ÍNTERIM E FINAL DISPONIBILIDADES CLIENTE Nº. freqüência e data da última realizada)? h) São elaborados boletins ou outros livros de caixa para registro das operações? i) Tais boletins ou outros livros de caixa contêm: i.2. EXERCÍCIO FINDO 1. ajustes.? l) Existem normas por escrito quanto ao funcionamento do caixa (anexá-las ou descrevê-las)? m) É adequado o local de instalação do caixa.2 – autorização para abertura e fechamento? k.2 – proteção (guarda. inclusive no seu retorno)? d) É da responsabilidade de funcionário alheio ao caixa a custódia de títulos a receber e de títulos e valores negociáveis ou conversíveis (indicar o responsável)? e) São efetuadas revisões internas das operações de caixa (indicar por quem.

vendas à vista.1 – pelo caixa? k. etc. relações das vendas à vista (indicar por quem)? j) A contabilidade.3 – inspeção física periódica dos títulos e recibos em seu poder (indicar por quem. viajantes. etc. visando impedir sua utilização indevida (indicar por quem. freqüência e data da última realizada)? e. por pessoal alheio ao caixa.. e/ou outros funcionários da empresa são controlados quanto a: e. vendedores. agências. etc. se seria recomendável a adoção deste procedimento)? g) Os cheques recebidos são carimbados imediatamente com carimbo de depósito restritivo (indicar o texto e quem e quando carimba)? h) O departamento de cobrança envia diretamente à contabilidade relações das duplicatas encaminhadas ao caixa para recebimentos? i) São encaminhadas à contabilidade. que efetuam cobranças e vendas à vista. confirma a inclusão dos valores recebidos nos movimentos de caixa? k) São utilizados recibos pré-numerados para controle das Importâncias recebidas: k. freqüência das inspeções e data da última realizada)? n) Os recebimentos são depositados diária e integralmente? o) A contabilidade certifica-se de que os recebimentos foram 105 . a partir do recebimento das relações referidas nas letras “h” e “i”.? l) Os recebidos especificam natureza dos recebimentos e dados relativos aos cheques recebidos (coletar modelos e descrever número e destinação de vias)? m) São controlados e inspecionados os estoques de talões de recibos e notas fiscais de vendas à vista.4 – conferência dos relatórios contendo o produto da cobrança? e. caso contrário.2 – entrega protocolada dos talões de recibos? e.1 – entrega protocolada dos títulos a cobrar? e.controlam contas a receber. depositam seu produto imediata e integralmente nas contas bancárias da empresa (indicar se as contas bancárias são movimentadas somente pela matriz e.2 – por cobradores. tenham acesso aos recebimentos antes de sua entrega no caixa (descrever os sistemas e indicar as pessoas autorizadas a endossar cheques para depósitos)? b) A correspondência é dirigida e aberta por pessoal alheio ao manuseio de numerário e contas a receber (indicar por quem)? c) Os cheques ou valores recebidos por correspondência são entregues ao caixa devidamente relacionados e contra-recibo (indicar por quem e como se processam)? d) As relações mencionadas são confrontadas com registros dos recebimentos (indicar por quem e freqüência)? e) Os recebimentos efetuados por cobradores. sucursais.5 – estabelecimento de norma exigindo o imediato depósito do produto da cobrança nas contas bancárias da empresa? f) As filiais.

depositados diária e integralmente? p) São discriminados nos recibos de depósitos os dados identificativos dos cheques recebidos? q) Os avisos bancários de cheques depositados e não aceitos pelos bancos são encaminhadas as pessoais alheias ao caixa (indicar a quem)? r) Os avisos são contabilizados imediatamente (indicar como e quem providencia sua cobrança ou reposição)? s) A empresa tem por norma aceitar cheques pré-datados (indicar como e por quem são custodiados e controlados, inclusive quanto à cobrança oportuna)? t) São emitidos recibos pelo recebimento de cheques prédatados (indicar a data de emissão)? u) Os títulos são quitados nos recebimentos com cheques prédatados (indicar a data de quitação)? v) São contabilizados os cheques pré-datados recebidos? w) Existe um adequado controle sobre os descontos concedidos para os recebimentos, inclusive quanto aos deduzidos diretamente nas remessas por correspondência, cobradores, filiais, etc. (indicar como é processado e quem autoriza)? 1.3 – Pagamentos a) Os sistemas de pagamentos evitam que os mesmos sejam consumados sem conferência e aprovações prévias e obedecidos os esquemas de autorizações e assinaturas de cheques (indicar como se processam e quem é responsável por autorizações e assinaturas)? b) Os estoques de talões de cheques, bem com talões em uso são controlados e inspecionados, de maneira a evitar sua utilização indevida (indicar como, por quem e data da última inspeção)? c) É proibida a assinatura de cheques em branco (caso contrário, indicar quais as providências tomadas para garantir a sua utilização adequada)? d) É proibida a assinatura de cheques ao portador (caso contrário, indicar quais as providências tomadas para garantir a sua utilização adequada)? e) Os cheques para reembolso ou suprimento são emitidos sob a forma nominal ao caixa (caso contrário, indicar as providências tomadas para garantir a sua utilização devida)? f) Os cheques são cruzados antes de serem encaminhados para assinatura? g) Os cheques são emitidos com cópias? As referidas cópias: g.1 – contêm as rubricas dos assinantes dos cheques? g.2 – contêm as destinações adequadas da finalidade da emissão dos cheques? h) os cheques são emitidos em seqüência numérica? Os cancelados são: h.1 – rasgados nos espaços das assinaturas? h.2 – conservados a fim de controle da seqüência numérica? i) A documentação suporte de pagamento é controlada quanto (ou é): 106

i.1 – apresentada junto aos cheques encaminhados para assinatura? i.2 – revisada pelos assinantes dos cheques, com evidências dessa revisão? i.3 – cancelada adequadamente para evitar reapresentação (indique por que processo)? j) O cancelamento da documentação, antes referido, é efetuado pelos próprios assinantes dos cheques ou na sua presença? k) Os cheques emitidos para pagamentos em geral, inclusive para depósitos, suprimentos de caixa, etc. são: k.1 – assinados por duas pessoas? k.2 – assinados mediante sistema atribuído em função de valores (por um diretor, por um procurador; por um diretor e um procurador; por dois procuradores; por dois diretores)? (Em qualquer caso, indique quem assina e descreva sistemas utilizados). l) A assinatura dos cheques é feita mecanicamente? Em qualquer caso, avaliar se: l.1 – seria recomendável à empresa tal processo? l.2 – são satisfatórios os controles sobre as matrizes das assinaturas (indicar por quem e como se processam)? m) è utilizado pela empresa o sistema de fundo fixo de caixa? Em qualquer caso, relacionar os fundos de caixa existentes, inclusive subsidiários, relacionar os responsáveis, indicar o montante dos pagamentos mensais efetuados e avaliar: m.1 – seria recomendável à empresa a adoção de fundos fixos? m.2 – os fundos são mantidos em níveis aceitáveis ou razoáveis às necessidades da empresa? m.3 – os fundos estão sob a responsabilidade do caixa? m.4 – há um limite fixado para pagamentos em dinheiro? n) Os adiantamentos, inclusive para despesas, são previamente autorizados por funcionários responsáveis? Quanto aos mesmos: n.1 – são emitidos e assinados adequadamente os recibos ou vales? n.2 – existe definição de prazos para liquidação ou prestação de contas (descrever)? n.3 – são contabilizados no ato ou findos os prazos, conforme o caso? o) É vedado ao caixa descontar cheques de funcionários ou terceiros? Caso contrário, os referidos cheques são: o.1 – autorizados previamente por pessoal responsável? o.2 – devidamente contabilizados? 1.4 – Bancos a) Todas as contas bancárias ou procuradores estão devidamente: a.1 – autorizados pela direção? a.2 – registradas no razão geral ou em razões auxiliares? a.3 – abertas em nome da empresa? b) Os bancos são oficiais e imediatamente informados quanto 107

aos procuradores que deixam a empresa? c) Os extratos bancários recebidos são entregues diretamente ao responsável pelas conciliações bancárias (indicar por quem são entregues)? d) Os serviços de conciliações bancárias são: d.1 – efetuados mensalmente e mantidos de forma atualizada (indicar o mês da última conciliação efetuada)? d.2 – elaborados por funcionários que não intervém na preparação, aprovação ou assinatura de cheques nem no manuseio do numerário? d.3 – preparados em formulários adequados, indicando natureza, idade e datas de regularização das pendências? e) São ou há evidências de que são seguidos os seguintes procedimentos quanto à mecânica no preparo e acompanhamento das conciliações: e.1 – conferência dos saldos transportados dos extratos anteriores para os atuais? e.2 – somas dos extratos bancários e apuração de saldos, mesmo que numa base de testes? e.3 – somas das conciliações bancárias? e.4 – providências no sentido de eliminar as pendências o mais prontamente possível (indicar quais são)? e.5 – comparação de datas dos registros nos extratos e na contabilidade? e.6 – exame dos extratos quanto à possibilidade de eventuais rasuras ou emendas? 2. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – ÍNTERIM 2.1 – Caixa a) Efetue procedimentos preparatórios à contagem de caixa, ou seja: a.1 – “corte” da documentação (últimos cheques emitidos, notas fiscais de vendas à vista e recibos emitidos para recebimentos, cobrindo o movimento de alguns dias e o próprio dia da contagem); a.2 – anote esses documentos no termo de conferência de caixa, espaços próprios, e certifique-se: a.2.1 – de que os relativos aos dias anteriores ao da contagem foram registrados nos livros de caixa; a.2.2 – de que os relativos ao próprio dia da contagem serão computados no movimento preparado para tal. a.3 – verifique se o último cheque emitido para suprimento de caixa, quando o “corte” acima não acusar esta situação, foi registrados nos livros de caixa; a.4 – se os talonários de recibos a utilizar são custodiados pelo próprio caixa, inspecione-os, certificando-se de que estão intactos; b) Proceda à contagem dos fundos de caixa, observando os seguintes aspectos: b.1 – manutenção do elemento surpresa; b.2 – contagem simultânea de caixas subsidiários, se julgada 108

necessária, ou a manutenção dos mesmos sob controle, evitando possíveis manipulações entre eles e o caixa; b.3 – atenção para a possibilidade de não retirada ou apresentação, pelo caixa, do cofre, arquivos, gavetas, etc., de todo ou qualquer numerário, livros, objetos de valor, títulos e documentos em seu poder; b.4 – necessidade de pelo menos um acompanhante na contagem, para servir como testemunha. c) Se parte ou total dos fundos objetos ou não da contagem se encontrar bancárias na data do levantamento, proceda como segue: c.1 – obtenha confirmação dos saldos junto aos bancos para essa data; c.2 – concilie ou solicite conciliação das contas para essa data; c.3 – satisfaça-se de que a movimentação da conta corresponde exclusivamente a cheques emitidos para reembolso de fundo fixo, se for o caso. d) Se existirem fundos, objetos, títulos, documentos, etc., alheios à empresa em poder do caixa, proceda como segue: d.1 – obtenha, se possível, confirmação junto aos responsáveis; d.2 – discuta com funcionário responsável sobre a existência dos fundos, objetos, valores, etc., mostrando-lhe as inconveniências que podem ocasionar. e) No caso de salários não pagos ou não reclamados em poder do caixa proceda como segue: e.1 – conte o numerário, no total ou por amostragem, se não estiver em envelopes fechados ou lacrados, conferindo os montantes com os valores declarados; e.2 – efetue teste tátil ou visual de conteúdo, no caso de estarem fechados ou lacrados os envelopes; e.3 – em qualquer caso, avalies e descreva os controles internos sobre a custódia e liquidação dos fundos. f) Obtenha explicações quanto a cheques da empresa em poder do caixa, ainda não liquidados, avaliando e descrevendo os controles internos sobre a custódia e liquidação dos mesmos. g) Em caso de moedas estrangeiras compondo os fundos de caixa, além da contagem que deva ser efetuada, proceda como segue: g.1 –satisfaça-se quanto à origem adequada da moeda e quanto à finalidade de sua manutenção; g.2 – verifique como se processa a sua atualização e registros contábeis respectivos; g.3 – comente com funcionário responsável sobre a existência dos fundos, mostrando-lhe as inconveniências que podem ocasionar; g.4 – avalie e descreva os controles internos sobre a custódia e operações com a moeda estrangeira. h) Examine os comprovantes de empréstimos e adiantamento, inclusive para despesas, que fazem parte dos fundos contados, no sentido de verificar se: 109

h.1 – estão adequadamente preenchidos e assinados pelos beneficiários; h.2 – estão devidamente autorizados; h.3 – as datas de emissão são recentes; h.4 – deveriam estar contabilizados. i) Examine os cheques da empresa descontados ao pessoal ou a terceiros, incluídos nos fundos contados, verificando se : i.1 – têm motivos justificados a sua aceitação; i.2 – obedecem às mesmas condições descritas nos subitens da letra anterior. j) Examine os cheques de clientes compondo os fundos de caixa, verificando se: j.1 – estão nominativos à empresa, cruzados e/ou endossados para depósito em conta bancária; j.2 – as suas datas de emissão são recentes; j.3 – já deveriam estar depositados. k) Examine demais documentos que compõem o movimento de caixa e/ou fundos contados, no sentido de verificar se: k.1 – são hábeis e suficientes para efeitos de controles internos e fiscais; k.2 – são extraídos em nome da empresa e se contêm discriminação adequada dos gastos, compras, serviços, etc.; k.3 – as datas de emissão são recentes; k.4 – estão relacionados às atividades normais da empresa; k.5 – estão devidamente autorizados; k.6 – não se configuram como distribuição disfarçada de lucros a diretores e demais pessoas ligadas; k.7 – é aceitável a sua inclusão como fundos de caixa ou se deveriam estar contabilizados ou liquidados. l) é aceitável a sua inclusão como fundos de caixa ou se deveriam estar contabilizados ou liquidados ou liquidados l.1 – os recibos emitidos, atentando para datas de emissão; l.2 – se foram devidamente contabilizados; l.3 – os controles existentes e sua conciliação com a contabilidade. m) Examine, atentando para aspectos que possam caracterizar deficiências de controles internos, bem como procurando satisfazer quanto à sua fidedignidade e validade: m.1 – termos ou relatórios de fechamento diário de caixa; m.2 – termos de conferência de caixa efetuada por funcionários de outros setores. n) Examine, para um determinado período, os movimentos de caixa, efetuando: n.1 – conferência de somas e apuração de saldos nos livros de caixa, integralmente ou numa base de testes; n.2 – conferência dos saldos dos livros de caixa contra o razão, cobrindo não só os dias de finais de meses, como também outros dias desses meses; n.3 – revisão da documentação de caixa, atentando para sua habilidade e propriedade, aprovação, tempestividade dos registros, cancelamento para evitar reapresentação, descontos concedidos sobre recebimentos, relação dos 110

gastos e pagamentos com as operações normais da empresa, etc., n.4 – investigação detalhada sobre operações que pareçam incomuns ou anormais; n.5 – conferência contra a documentação suporte, numa base de testes, dos registros efetuados nos livros de caixa. o) Verifique, subseqüentemente à contagem dos fundos, se: o.1 – o depósito bancário dos fundos contados foi efetivado e se decorreu efetivamente dos recebimentos havidos na contagem; o.2 – o saldo do razão coincide com o saldo do livro caixa do dia da contagem; o.3 – os valores de adiantamento e outros, incluídos na contagem foram efetivamente liquidados e contabilizados; o.4 – os cheques descontados ao pessoal ou a terceiros, incluídos na contagem não foram rejeitados pelos bancos e quais as providências para cobrança, caso positivo. 2.2 – Recebimentos e Pagamentos a) Selecione, com base em registros ou relações de valores recebidos por correspondência e por vendas à vista, com base em cópias de recibos emitidos e com base em relatórios da cobrança, recebimentos havidos em um determinado período e verifique (vide nota após “a.5”) a.1 – inclusão tempestiva nos movimentos de caixa ou de tesouraria; a.2 – adequação dos descontos concedidos em relação a cálculos e datas de vencimento e pagamento e autorizações respectivas; a.3 – depósitos dos valores recebidos e sua correspondência nos extratos bancários ou inclusão nas conciliações bancárias e sua eliminação posterior; a.4 – emissão e observância da seqüência numérica dos recibos emitidos, investigando cancelamentos ou qualquer número faltante; a.5 – contabilização tempestiva nas contas respectivas (caixa, bancos, clientes, receita, despesa e outras). Nota: Os recibos selecionados devem cobrir, inclusive, os emitidos nas filiais, por cobradores internos e outros (considerar, ainda, a possibilidade de existirem séries distintas de recibos usadas simultaneamente). b) Selecione, com base em registros ou relatórios de contas a pagar, com base em cópias de cheques emitidos e com base em cópias de recibos emitidos, pagamentos realizados em um determinado período e verifique (vide nota após “b.8”.): b.1 – inclusão tempestiva nos movimentos de caixa ou de tesouraria; b.2 – emissão e observância da seqüência numérica dos cheques e recibos emitidos, investigando cancelamentos ou qualquer número faltante; b.3 – se os assinantes dos cheques são os habilitados para tal; b.4 – documentação suporte, aprovações para pagamentos e cópias dos cheques respectivos; b.5 – aproveitamento de descontos para pagamentos antecipados; 111

b.6 – cobrança de encargos por pagamentos atrasados (conferir cálculos e verificar motivos); b.7 – correspondência dos lançamentos nos extratos bancários ou sua inclusão nas conciliações respectivas e eliminação posterior; b.8 – contabilização tempestiva nas contas respectivas (caixa, bancos, fornecedores, financiamentos, compras, despesas, receitas, etc.). Nota: Os exames devem cobrir o máximo possível das diferentes espécies de pagamento (fornecedores, compras e despesas em geral pagas à vista, folhas de pagamento, empréstimos e financiamentos, impostos e contribuições, credores diversos e outras contas a pagar); c) Efetue o “corte” dos recibos emitidos para o mês anterior ao da nossa visita conforme segue (vide nota após “c.4”): c.1 – anote, em seqüência numérica e separadamente por recebimentos e pagamentos, os últimos números desses recibos, cobrindo alguns dias antes e após esse mês e o próprio dia final do mesmo, na extensão necessária a incluir a maior espécie possível de recebimentos e pagamentos; c.2 – inspecione todas as vias dos eventualmente cancelados, indicando na relação acima essa circunstância; c.3 – verifique, em função de suas datas de emissão, se a inclusão dos mesmos nos livros de caixa e sua contabilização (contrapartida) ocorreram efetivamente e nos períodos a que competem; c.4 – verifique, mediante visualização nos livros de caixa, cobrindo um determinado período, que estes não registram, para o mês de nossa visita e para o mês imediatamente anterior, recibos de numeração anterior ou posterior, respectivamente, à anotada conforme “c.1”. Nota: O “corte” deve cobrir, inclusive, os recibos emitidos nas filiais, por cobradores internos e outros (considerar, ainda a possibilidade de existirem séries distintas de recibos usadas simultaneamente). 2.3 - Bancos a) Certifique-se de que as comunicações aos bancos com respeito a procuradores que deixaram a empresa foram feitas oficialmente e em tempo hábil. b) Examine conciliações bancárias de um determinado período, procedendo como segue: b.1 – confira somas e saldos contra o razão e contra os extratos bancários; b.2 – examine idades das pendências indicadas, dedicando especial atenção àquelas mais antigas e de valores substanciais, certificando-se de sua regularização efetiva ou quanto às providências efetuadas nesse sentido; b.3 – para os depósitos pendentes verifique se os valores que os compõem foram devidamente registrados nos livros da empresa; b.4 – verifique nos extratos bancários subseqüentes os cheques 112

que estes não apresentam. f. aplicando. para o mês de nossa visita. conforme “f. mediante visualização dos lançamentos no razão e nos extratos. quanto à fidedignidade dos registros lançados nos livros da empresa. os seguintes procedimentos: c. da efetivação das pendências indicadas como regularizadas. atentando para seu preenchimento e aprovação.1 – exame das respectivas conciliações. com especial atenção para a possibilidade de terem sido encerradas e reabertas após a data-base por transferências de saldos. indicando na relação acima essa circunstância.1 – de sua emissão em seqüência numérica. os últimos números desses cheques. na extensão necessária a incluir o maior número possível das contas bancárias da empresa ou aquelas que apresentaram maior movimentação no período. mediante visualização dos lançamentos no razão e nos extratos.2 – confirmação dos saldos via circularização. cheques de numeração anterior à anotada para esse mês.2 – inspecione cópias dos cheques cancelados. por testes. f. f. em seqüência numérica e separadamente por bancos.1”.4 – verifique a inclusão dos referidos cheques nos movimentos de caixa ou tesouraria e/ou sua contabilização nas contas bancárias.1 – anote. f) Efetue o “corte” dos cheques emitidos para o mês anterior ao de nossa visita. se julgada necessária. salvo quanto aos apresentados nos extratos. g) Inspecione talões de cheques em utilização e/ou a utilizar. encobrindo saldos a descoberto (cruze o exame com o teste de transferências de indicando na lera “h”. cheques de numeração posterior à anotada para esse mês. ao final deste item). no sentido de certificar-se: g. quando é efetuada pelos próprios emitentes. d) Revise as conciliações anteriores no sentido de se satisfazer.3 – examine cópias dos cheques emitidos. para o mês seguinte ao de nossa visita. desde que indicados como pendentes nas conciliações bancárias do mês anterior. cobrindo alguns dias antes e após esse mês e o próprio dia final do mesmo. certificando-se de que foi efetuada nos períodos a que competem. c. investigando qualquer número faltante.1”. cobrindo um determinado período. cobrindo um determinado período. e) Revise operações registradas nos extratos bancários no sentido de se satisfazer. conforme “f. f.6 – certifique-se. 113 . que estes não apresentam. conforme segue: f. c) Verifique a existência de contas encerradas antes da data-base dos exames.indicados como ainda não apresentados. f. sobre as mesmas.5 – certifique-se. por testes. Preste especial atenção para a possibilidade de os extratos conterem emendas ou rasuras.

investigando qualquer número faltante. inclusive quanto aos relativos a numerário em trânsito e a moeda estrangeira.2 – verificações de aprovação para alterações nos limites dos fundos fixos.4 – verificação dos registros contábeis dos rendimentos apropriados e/ou auferidos e das retenções de IRF. b) Examine os depósitos efetuados dias após o balanço. não incluem valores relativos ao exercício encerrado. a. de vendas à vista. no sentido de verificar que. certificando-se da efetiva e adequada eliminação.Caixa a) Examine os saldos dos fundos de caixa desde nossa visita de ínterim.4 – Títulos Vinculados ao Mercado Aberto a) Efetue. nos casos de fundos em poder de bancos.2 – Recebimentos e Pagamentos a) Confirme os depósitos subseqüentes dos recebimentos relativos aos últimos do final do exercício. levantamentos. as exceções daqueles referidos na letra anteriores.6 – confirmação contra a circularização efetuada.4 – conciliações ou revisão de conciliações sobre pendências verificadas no confronto antes referido. a.1 – exame da documentação suporte das aplicações e resgates. a. a. buscando certificar-se de sua normalidade. nos sentido de verificar se não incluem 114 . a partir dos lançamentos no razão. Procedimentos de Auditoria – Final 3. a. quanto aos valores indicados nestas como pendências). c) Revise os movimentos de caixa e tesouraria relativos aos 1º dias após o balanço.2 – de que os a utilizar estão intactos.3 – conferências dos cálculos dos rendimentos apropriados e/ou auferidos. conferindo-os contra cópias de recibos. etc. posições. teste de aplicações e resgates cobrindo valores mais significativos.5 – conferência da atualização dos saldos contra as taxas oficiais de câmbio vigentes na data do balanço (taxa de compra).2 – exame das cópias dos cheques emitidos ou avisos de débito e respectivas autorizações. 2.g. compreendendo: a. h) Efetue teste de transferências bancárias para um período abrangendo alguns dias antes e após a data-base de nossos exames.1 – análise de variações significativas verificadas nesses saldos e investigação de suas causas.. 3.. provenientes de recebimentos. a. etc. compreendendo: a.3 – confronto dos saldos finais de cada mês contra os livros de caixa e termos de conferência. a.1 . b) Confronte saldo do razão contra registros ou posições subsidiárias. relações de valores remetidos por correspondência. 3. no sentido de se satisfazer da legitimidade das operações (cruze o teste com o exame das conciliações bancárias. a. nas contas respectivas.

115 . adotando.Bancos a) Verifique a efetiva liquidação das pendências indicadas nas conciliações examinadas na visita de ínterim e que tenham permanecido pendentes de verificação naquela oportunidade. d) Certifique-se da correta classificação das contas como disponibilidades. deste programa). os mesmos procedimentos previstos no item 2. 3. integralmente ou numa base de testes.despesas de valores substanciais de competência do exercício encerrado. seguindo tanto. os mesmos procedimentos previstos no item 2.3 deste programa. g) Confira respostas aos pedidos de confirmação de saldos investigando quaisquer divergências havidas. d) Verifique a existência de contas abertas após nossa visita e encerradas antes da data do balanço. os mesmos procedimentos previstos no item 2. quanto aos valores indicados nestas como pendências). h) Certifique-se da correta classificação das contas como disponibilidades. bem com o último dia desse exercício (adote. investigando qualquer valor ou operação julgados incomuns. b) Verifique. para tanto. investigando divergências havidas. aplicando. os mesmos exames indicados no item 2. f) Efetue o “corte” e o exame respectivo dos cheques emitidos.3 . bem como da sua adequada apresentação nas demonstrações financeiras (considere a possibilidade da existência de contas vinculadas. bloqueadas. cobrindo alguns dias antes e após o mês do exercício findo. c) Revise os lançamentos nas contas bancárias para um período que inclua o mês do balanço. devendo.3 deste programa.2. 3. cobrindo alguns dias antes e após o mês do exercício findo.3 deste programa. letra “f”). letras “a” e “b”. c) Confira respostas a circularização emitida. para tal. resgates subseqüentes das aplicações em aberto na data do balanço. ser reclassificadas). sobre elas. para tanto. d) Efetuar o “corte” e o exame respectivo dos recibos emitidos.4 deste programa.4 – Títulos Vinculados ao Mercado Aberto a) Efetue teste de aplicações e resgates sobre os valores mais significativos verificados na movimentação das contas desde nossa visita interina. bem como o último dia desse exercício (adote. os mesmos procedimentos indicados no item 2. b) Examine as conciliações bancárias para a data do balanço.. letra “c” e) Efetuar teste de transferências bancárias para um período abrangendo alguns dias antes e após o balanço. letra “b”. que devam ser reclassificadas). não provisionados. etc. bem como de sua adequada apresentação nas demonstrações financeiras (considere a possibilidade da existência de aplicações que não se caracterizam como de liquidez imediata. no sentido de se satisfazer da legitimidade das operações (cruze o teste com o exame das conciliações bancárias. letra “c”. por isso.

1 – procedimentos alternativos utilizados pelo cliente. 4. ficaram pendentes de verificação.1 – no anexo 02. CONCLUSÃO 4.1 – no anexo 04. ficaram pendentes de verificação. c) Faça anotações nas demais cédulas-resumo dos trabalhos executados.2 – merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. ou seja: c. os pontos deste programa que.2 – no anexo 04. b. b.2 – nos demais anexos. sócio ou diretor. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes. que possam compensar as falhas de controle interno verificado. na cédula-mestre (Pt´s) desta seção. c. b. b) Faça anotações nos anexos .1 – da aplicação dos procedimentos previstos no item do citado programa.3 – nos demais anexos.2 – da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria. as situações aplicáveis ali requeridas. Feito por Revisado por Data Data / / / / 116 .1 – Ínterim a) Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste programa. quanto à aplicação dos PFC’s e sua consistência em relação ao exercício. ou seja: b. b.2.resumo dos trabalhos executados. a partir: a.2 . espaço próprio.4. a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa. para estes dois últimos conceitos.2 – o resultado da avaliação de controles. espaço próprio. identificando.2.Final a) Registre. por qualquer motivo. por qualquer motivo. os pontos deste programa que. bem como seus eventuais desvios. as situações aplicáveis ali requeridas.1 – ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente. os pontos para o gerente. internos efetuada. em termos de “satisfatórios”. a. os pontos que os justificam e que devam: b. b) Registre nos Pt´s (folha mestre) resumidamente e adequadamente: b.

os valores descontados e a provisão para créditos duvidosos. correspondendo a mercadorias vendidas ou serviços prestados. Controles Internos Ideais O fator de maior relevância na escolha dos procedimentos de auditoria e na determinação da oportunidade a amplitude dos testes necessários num serviço dado. Neste caso. como dedução. podendo. a parcela que exceder a doze meses deverá fazer parte do Realizável a Longo Prazo. os auditores. esta conta faz parte do ativo circulante.8. Dos créditos a receber de clientes. representam as operações normais da companhia. é a eficácia do sistema de controle interno. preferivelmente. 117 . eliminá-la inteiramente. O objetivo primordial do controle interno é reduzir a probabilidade de ocorrência de erros e irregularidades ou. estabelecer confiança na correção dos registros contábeis. deverão figurar no balanço. no entanto. Conquanto todos esses aspectos sejam elementos constitutivos de um bom sistema de controle interno. estão particularmente interessados nos controles contábeis instituídos para o resguardo do ativo e para assegurar a correção dos registros contábeis. devido ao seu especial interesse pelos dados apresentados nas demonstrações contábeis. Os controles internos são planejados para resguardar os bens da companhia. o registro e o controle dos devedores por vendas de mercadorias ou serviços. constantes do ativo. As Contas a Receber – Clientes devem ser corretamente classificadas e relacionadas com as receitas da empresa.3 Conceitos AUDITORIA DAS CONTAS A RECEBER – CLIENTES As contas a Receber – Clientes. ou seja. fomentar e medir o cumprimento da orientação da companhia e impulsionar a eficiência das suas operações. Normalmente. ocorrem vencimentos a longo prazo.

na realidade. o qual auxiliará na avaliação do sistema utilizado pela companhia. não estão. acusadas pelo fato dos bens ou direitos registrados contabilmente superarem a existência real desses ativos. Poderão. e a ocultação praticada com fundos subtraídos dos pagamentos de caixa.8. Deverá proceder-se cuidadosamente ao levantamento e análise das informações recebidas.  Ocultação permanente – a ocultação permanente da apropriação do recebimento de uma conta a receber exige que o perpetrador tenha a possibilidade de fazer alterações nos lançamentos. tanto no razonete de contas correntes quanto no Razão Geral. quando. pois é a base para a preparação de todo trabalho na área a ser auditada. ainda. O controle interno é de grande importância.1 TIPOS DE ERROS OU IRREGULARIDADES MAIS FREQUENTES  Desfalques não ocultos – faltas evidentes nos ativos. a subtração dos recebimentos registrados. Há três tipos de desfalque suscetíveis de ocultação nos saldos de contas a receber: a apropriação do dinheiro cobrado dos clientes. 118 . ser comprovados esses elementos através do teste de transações de vendas.3.  Ocultação temporária – a ocultação temporária de um desfalque nos saldos de contas a receber demanda que os registros auxiliares de devedores comerciais mostrem como pendentes os importes correspondentes.

etc. caucionadas. provavelmente.3. serem cobradas? Estão todos os devedores habilitados ao pagamento? Estão corretamente valorizadas? Não estarão superavaliadas? Estão descontadas.? 119 .8. garantidas. tais como:      Estas contas são genuínas? Qual prazo em que podem elas.2 OBJETIVOS DO TRABALHO DE AUDITORIA DAS CONTAS A RECEBER O exame de Contas a Receber – Clientes envolve respostas a muitas perguntas.

 fornecimento dos formulários necessários.  remessa das circulares aos devedores. o pedido de confirmação de saldo feito diretamente ao devedor. Após terem sido definidos adequadamente os itens de Contas a Receber – Clientes. e possivelmente. podem ocorre:  Respostas sem divergências Quando o cliente confirma o saldo.3. terceiros pedidos. Ao mesmo tempo. sem contestação. Controle sobre as Confirmações Com o fim de assegurar a autenticidade das confirmações. aos empregados da companhia. 120 . quando necessário. o auditor deverá proceder à seleção de clientes. o auditor deve providenciar:  relação dos devedores selecionados para circularização.  instrução do pessoal da companhia na preparação de circulares. para a confirmação dos saldos. O primeiro passo lógico para identificar os devedores específicos que compreendem é a obtenção de balancete ou relação dos saldos do razonete auxiliar de devedores. e despachá-los. Portanto. em todo o tempo. Não se deve deixar nenhuma possibilidade. isto é.8. expedir segundos pedidos aos faltantes. as somas deverão ser testadas. A companhia deve ser esclarecida quanto à necessidade de ela própria formalizar os pedidos de confirmação. O auditor deverá tentar obter o máximo de respostas às solicitações de confirmação e. de eliminar ou modificar os pedidos de confirmação depois de terem sido conferidos com os extratos e antes de sua remessa aos devedores. sem que os empregados da companhia tenham oportunidade de alterá-las. total ou parcialmente. e a comprovação de que o seu total corresponde ao saldo da conta no Balanço Geral. Caso o auditor não tenha controlado o preparo da relação pela companhia. o auditor deve manter sob seu controle os pedidos de confirmação. ainda. é essencial que os auditores as recebam diretamente. Com relação às respostas.3 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA DAS CONTAS A RECEBER Um dos objetivos da auditoria de Contas a Receber – Clientes é a determinação da autenticidade das contas.

se necessário. na data do balanço. classificando-os. Resumo estatístico comparativo do resultado da circulação. Como outros procedimentos de auditoria. papeletas de depósitos bancários (autenticadas pêlos bancos) etc. e  fazer anotações apropriadas nos papéis de trabalho e. Relação de clientes. deverão ser incluídos como papéis de trabalho:        Programa de trabalho relativo a Contas a Receber. comparações com anos anteriores e conclusões a respeito. por prazos de vencimento (vencidos e vincendos) e verificar as providências da administração quanto aos efeitos pendentes de recebimento.  levar ao conhecimento da companhia quaisquer divergências significativas.  Respostas não recebidas O auditor deverá dar atenção especial às contas dos devedores que não responderam ao pedido de confirmação. Relação de clientes conforme vencimento.  exame de origem dos saldos. Respostas com divergência Nesses casos. para assegurar-se quanto à veracidade dos valores contabilizados. discuti-las com o encarregado do serviço de auditoria. Nos papéis de trabalho o auditor deve demonstrar separadamente as contas individuais e evidenciar o trabalho efetuado e as conclusões. conhecimentos de embarque (firmados pelos clientes ou transportadores normais). o auditor deve:  investigar e solucionar as divergências existentes. O auditor também deve certificar-se quanto à regularidade do cálculo da provisão para créditos duvidosos frente a sua real necessidade e às disposições legais. pedidos de compras. bem como investigá-las com critério. tais como:  verificação da liquidação subseqüente. (falta programa) 121 . notas fiscais. Demonstrativo da rotação de contas a receber. Cópia dos pedidos da confirmação de saldos ou da circularização. as razões devem ser esclarecidas de forma clara e convincente. o auditor deve proceder ao inventário físico dos efeitos a receber de clientes. em carteira. inclusive. Normalmente. ou seja. de modo a não deixarem dúvidas quanto à autenticidade dos valores. Resumo da conta controle. Deverá aplicar procedimentos alternativos.

Impostos e Encargos Sociais a Recuperar  verificar se os impostos estão contabilizados de acordo com os critérios legais e fiscais e com base em documentos hábeis e registros auxiliares.  verificar se os impostos estão sendo regularmente compensados e de acordo com os critérios legais e fiscais.  verificar se há omissão de descontos de adiantamentos efetuados a ex-empregados.  verificar se os valores debitados pelas instituições financeiras foram creditados em conta de disponibilidades ou se foram na liquidação de obrigações.  Certificar-se que os créditos estão lastreados por operações lícitas e comprovadas por documentação hábil.4 AUDITORIA DE OUTROS CRÉDITOS Objetivos Da Auditoria  Certificar-se que todos os créditos estão registrados consoante os princípios fundamentais de contabilidade e dispositivos legais.  circularizar e solicitar confirmações junto aos devedores.) e se estes valores estão sendo recuperados de acordo com a legislação pertinente.  verificar se as liquidações são processadas nos prazos previstos nas normas do cliente.  examinar as reconciliações entre os registros contábeis e os extratos remetidos pelas instituições financeiras. autorização de pagamento). folhas de pagamento.  verificar se as liquidações são processadas nos prazos previstos nas normas do cliente.8. Procedimentos De Auditoria Para comprovação dos valores classificados neste subgrupo. Adiantamento a Fornecedores  examinar a documentação pertinente (pedido autorização de compra. Adiantamentos para Viagens  examinar as autorizações para os adiantamentos.  Apurar se os valores a receber declarados são realizáveis e recebíveis no curso do exercício seguinte.5 AUDITORIA DAS DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE 122 . (falta programa) 8. Depósitos Bancários Vinculados  examinar a origem dos créditos no que se refere a contratos. o auditor deverá efetuar os exames aplicando os seguintes procedimentos: Adiantamento a Empregados  examinar as autorizações para os pagamentos.  verificar se os encargos sociais recolhidos por conta de empregados (X% do salário de contribuição) estão suportados por documentos hábeis (guias de recolhimento. etc.

não serão recebidos em dinheiro e nem representam bens fisicamente existentes como é o caso de peças.  proceder a testes de apropriação das despesas. cujos benefícios ou prestação de serviço à empresa se farão durante o exercício seguinte. referem-se a “Aplicações de Recursos em Despesas do Exercício Seguinte” e. dependendo do período de competência das despesas e não devem ser confundidos com despesas pré-operacionais e/ou de reorganização. (falta programa) 123 . Objetivos Da Auditoria O auditor aplica procedimentos de auditoria para certificar-se que os valores classificados neste subgrupo referem-se exclusivamente a despesas pagas antecipadamente. De fato. Procedimentos De Auditoria O auditor deve aplicar os seguintes procedimentos de auditoria:  inspecionar os documentos comprobatórios dos pagamentos. de competência do exercício seguinte. nos termos da Lei das S/A. materiais.Conceitos As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte são classificadas no ativo circulante e geralmente representam uma parcela não muito significativa. antecipados. Esses ativos representam pagamentos. no Balanço. em comparação com os demais ativos. atentando para a legitimidade das operações que lhes deram origem. motivo pelo qual. etc. segundo o art. normalmente. Os valores classificados neste subgrupo também poderão ser classificados no Realizável a Longo Prazo. 179 da lei das S/A. são normalmente apresentadas pelo seu valor total. as quais são classificadas no Ativo Diferido e são amortizações em prazo nunca inferior a 5 anos e nunca superior a 10 anos. Para uma perfeita compreensão deste grupo de contas há que se fazer inicialmente uma discussão do seu conceito.

8. matérias – primas correspondem a materiais a serem empregados diretamente na fabricação de produtos acabados. condições especiais de mercado de item específico (cobre. somando aos gastos incorridos para conseguir essas matérias – prima. Os estoques devem sempre ser avaliados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade: a) custo ou mercado. As compras. dos dois a menor e b) de forma consistente com o exercício anterior. tabelamento de impostos pelo governo. pontos para a venda. como avaliar os que foram vendidas ou consumidas durante o exercício para apuração do custo dos produtos vendidos. devem integrar o custo dos materiais. serão registradas pelo valor a que realmente custam no momento em que é adquirido. etc. Os estoques são usualmente classificados nas seguintes categorias: a) b) c) d) produtos acabados – correspondem a itens fabricados ou adquiridos de terceiros. pelo que foi exposto. conseqüentemente. assim sendo. dificilmente ocorrerão a um mesmo preço durante um exercício contábil. no decorrer do exercício. (Material utilizado mão de obra. por exemplo). despesas gerais de fabricação). e a sua correta apuração no início e no final de cada exercício é fundamental para a determinação dos lucros. Os critérios de valorização mais utilizados: 124 . O custo de um material deve ser composto pelo preço de compra e custos adicionais para colocá-lo na Empresa. tais como variações no índice geral de preços (inflação e deflação). Critérios De Valorização Sabemos que vários fatores influem nos preços das mercadorias no decorrer de um exercício contábil. surge o problema de como avaliar as mercadorias que permanecem em estoque e.6 AUDITORIA DOS ESTOQUES Introdução Os estoques têm de modo geral. Importante: Despesas financeiras jamais podem integrar o custo dos materiais. seguros. materiais diversos ou auxiliares – correspondem a materiais de natureza diversa a serem utilizados indiretamente nos diversos estágios de fabricação. Portanto. Com isso. os gastos com importação. Para os produtos acabados ou em fase de acabamento (processo) poderá ser determinado o custo se existir na empresa os registro dos custos exatos que vão influir na fabricação. etc. grande importância para a maioria das empresas industrias e comercias. o custo de matérias – prima ou materiais de revenda é resultante do preço constante da nota fiscal. fretes. produtos em processamento – correspondem a itens ainda em vários estágios de fabricação. armazenagens.

prevalecendo o mais baixo” é decorrente de um princípio contábil conservador que dita “nunca antecipar lucros. pelo custo médio das compras. ficando mais próximo do preço de mercado ou posição. prevalecendo o que for mais baixo. na valorização de estoque. que a venda subseqüente desse mesmo estoque será feita com prejuízo. é o contrário do acima. no entanto. que nem sempre o fato de termos estoques avaliados a um preço superior ao que está em vigor no mercado signifique. Quando usamos o Preço Médio. 8. do estoque mais recente. necessariamente. Diante disso. O valor de mercado consiste no custo de reposição de uma mercadoria (não é o de venda). o último a entrar é o primeiro a sair. considera-se que as unidades que foram adquiridas há mais tempo. A legislação tributária brasileira não permite esta forma de custeio. Na mesma condição inflacionaria. que mesmo nessas condições ficam mais bem avaliadas por outro critério que não o médio. uma vez que se considera que as vendas correspondem às últimas unidades que foram adquiridas. Há que se considerar.a) FIFO ou PEPS É originário da expressão em inglês “first in first out”. há que se considerar a análise de três fatores: custo. de um modo geral. deve ser atentamente observado que esta ocorrerá pelo valor de Custo ou Mercado. pois a empresa estaria aplicando o custo atual à venda. quando o preço final do estoque for superior ao que está em vigor no mercado. em minorar os efeitos pela adoção de qualquer dos quatro critérios discutidos.1 CONDIÇÕES IDEAIS DE CONTROLE INTERNO DOS ESTOQUES a) Planejamento 125 . O uso dessa regra “Custo ou Mercado. mas sempre antecipar possíveis prejuízos”. o estoque final sempre é representado pelas últimas compras do exercício. as variações dos preços. é o que melhor reflete. Importante. mercado e realização subseqüente. Com isso. também.6. do estoque mais antigo. ou seja. o estoque estará representado. Existem mercadorias. O que deve ficar bem gravado é que. Isto consiste na realidade. Esse método. como se pode notar. no entanto. Com isso o estoque final é sempre representado pelas compras mais antigas. ou seja. Neste método. o primeiro a entrar é o primeiro a sair. b) LIFO ou UEPS “Last in first out”. ou seja. como já vimos anteriormente. ou seja. é que os estoques devem ser apurados e avaliados de forma consistente para que os lucros de dois ou mais exercícios sejam comparáveis.

2 OBJETIVOS DA AUDITORIA DOS ESTOQUES Os objetivos da auditoria na área de estoques consistem em determinar: 126 . a) Compras. Os registros contábeis devem refletir as quantidades realmente existentes na data do balanço.6. o custo das mercadorias vendidas estará registrado pelos preços mais recentes. produção. 8. o inventário final deve incluir as últimas entradas e excluir saídas ocorridas até a data em que está sendo apurado. Aumentaria. a fim de obter uma alta taxa de rotação (turn over) para elevar tanto quanto possível os lucros e restringir ao mínimo o risco de obsoletismo.Consiste na estimativa das necessidades ideais de uma empresa. c) Custo Padrão ou “Standard” Os custos são pré-determinados levando-se em consideração a experiência anterior. estudos de tempos e movimentos. b) Levantamento físico dos estoques: é um procedimento essencial que deve ser efetuado pelo menos uma vez ao ano. Observações: 1) Quando usamos o FIFO. Essa diferença ou variação é lançada em contas de variação do custo e são encerradas no final do exercício contra custo das vendas. d) Corte nos estoques: é imprescindível que seja feita uma adequada segregação de exercícios. A determinação dos lotes ideais conflita vários interesses. conseqüentemente. o departamento financeiro procura um mínimo de investimento possível. a condição presente e a previsão futura. o custo de cada venda será determinado por um preço médio apurado nas compras de diversas datas. armazenamento. Na mesma condição inflacionária. o departamento de produção procura contínuas e extensas produções para obter o máximo de eficiência e baixos custos unitários (maior absorção do custo fixo). Uma má compra pode resultar em um problema contábil de avaliação – falhas de produção podem resultar num estoque não vendável e. b) Custo Médio É uma forma alternativa entre FIFO e LIFO. tais como: o departamento de vendas necessita de estoques disponíveis para atender prontamente aos clientes. valorizadas. distorcendo os resultados mensais. diminuindo o lucro do exercício. assim o custo dos produtos vendidos. ou seja. Devem ser levados em consideração os custos reais passados. c) Compilação dos estoques: as listagens finais devem ser adequadamente somadas. o lucro bruto será menor. os itens agrupados quanto a sua natureza. conseqüentemente. será alterado (para mais ou para menos) à medida que ocorram novas compras a preços diferentes. conseqüentemente. expedição: todos esses setores estão diretamente relacionados com os estoques. ajustando-se as eventuais sobras e faltas constatadas. Os produtos acabados entram na contabilidade pelo seu custo padrão que provavelmente vai diferir do custo real. calculadas. etc. Os custos standard devem ser revisados periodicamente para que não existam variações materiais. o estoque estará representado pelas compras mais antigas. etc. com o maior critério e cuidados possíveis. etc. num problema contábil de realização. uma vez que o preço unitário de cada unidade em estoque.

 que os estoques estão em condições de venda ou de utilização. que não estão obsoletos ou deteriorados.  que os estoques foram avaliados consoante os princípios de contabilidade geralmente aceitos e a legislação vigente. em trânsito ou em poder de terceiros (armazéns gerais e/ou consignações). que os estoques existem fisicamente em mãos.  que as listagem de valorização de inventários foram corretamente somadas e calculadas. ou seja. 127 .  que os estoques estão corretamente descritos e classificados no balanço patrimonial.  que possíveis penhores e ônus sobre os estoques estão corretamente divulgados nas notas explicativas.

.  o sistema de controle das etiquetas.  se haverão ou não recontagens do estoque. etc.  os nomes dos responsável por cada área a ser inventariada. que deve conhecer e identificar o material a ser contado. controles existentes e ramo de atividade da empresa.  se haverá movimentação do estoque durante a realização do inventário.  se as etiquetas de contagem serão ou não afixadas aos materiais.  a forma de contagem de materiais líquidos ou gasosos. de documento de entrada e saída. As instruções para acompanhamento do inventário físico devem ser preparadas pelo departamento da empresa/entidade e conter todos os dados necessários para a perfeita realização do trabalho.  as providências a serem tomadas nos casos de existirem divergência. deverão conter o visto dos auditores. (periódico) ou ainda por contagem cíclicas (rotativo). de requisições de materiais. como gás propano e óleo combustível.  se as etiquetas de contagem serão comparadas às listagens de estoque e quando.6. Antes do início do inventário deve ser feita uma reunião com todo o pessoal envolvido.  o critério para preenchimento das etiquetas de inventário. devendo ser anexado um modelo.  etc.  como serão consideradas as entradas e saídas que ocorrem nos dias que antecedem o inventário.  como e por quem será feito o “cut-off” de etiquetas. Lembretes: 128 . Devem conter.. de guias de transferência.  a forma de identificação dos estoques obsoletos ou de movimentação lenta. Alguns dos procedimentos usuais são os seguintes: 1 – Inventário Físico A existência física dos estoques é determinada pela realização do inventario físico completo de todos os materiais. no final ou perto do final do exercício. O pessoal deve também ser esclarecido que as etiquetas de contagem não podem ser rasuradas e se forem.8. por exemplo:  o sistema de contagem a ser adotado.  como serão identificados os materiais já arrolados.3 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA DOS ESTOQUES Os procedimentos aplicados para se atingir os objetivos de auditoria variam conforme as circunstâncias.

certificando que não transferem materiais contados para outro setor. não ficaram sem etiqueta). não contadas por ele. ou que esteja havendo entradas e saídas de materiais da fábrica.  Verificar se existem materiais faturados e não entregues. deteriorados. devem ser inspecionados fisicamente. fisicamente. Quando não puderem ser determinados dessa maneira.  Verificar se os procedimentos adotados são corretos e se estão de acordo com as instruções e se as mercadorias estão convenientes arrumadas. também selecionar as etiquetas de quantidades relevantes. o auditor deve percorrer novamente a área da contagem e certificarse de que todos os itens foram contados. o auditor deve percorrer todos os locais onde está seno efetuado o levantamento.  Observar e indagar quanto à existência de itens obsoletos.  As divergências devem ser prontamente esclarecidas. solicitar confirmação.  Verificar se os estoques pertencentes a terceiros foram identificados e excluídos do inventário. fazendo testes e conferindo-os no mesmo instante com a contagem do pessoal do departamento. Os itens de produtos em processo. No final da contagem.  Anotar nossos testes de itens importantes para identificação posterior com a listagem final dos inventários. que devem estar segregados a acompanhados das respectivas notas fiscais. ao preparar o cut-off de etiquetas vide item adiante.  Anotar também a contagem de alguns itens não testados por nós. Anotar alguns itens para posterior verificação da contabilização. se for o valor material.  Observar o trânsito de empilhadeiras pelos locais da contagem. para certifica-se de que estão corretamente preenchidas e não apresentam rasuras. quando de valor significativo. Ao final da contagem. produção e controle de estoques e determinar a extensão de nossos testes. O auditor deve. o auditor deve inspecionar todas as etiquetas. O auditor não “faz”. Responsabilidade do Auditor no Acompanhamento do Inventário Físico  Durante o inventário. não “determina” e nem “supervisiona” o inventário. de baixa movimentação. e inspecionar o lote. 2 – Cut-Off ou Corte 129 . observa e testa todos os procedimentos adotados para a contagem física. revise os procedimentos adotados pela Companhia para verificar a existência desses itens. (Isto é.Ao planejar o acompanhamento do inventário físico o supervisor do trabalho deve ler atentamente os papéis de trabalho sobre custos. apenas acompanha.  Verificar se não está havendo movimentação de materiais entre seções.

etc. documentos de movimentação interna e etiqueta: a) Compras Seu objetivo é saber se todo material recebido até a data da contagem foi incluído e o correspondente passivo foi contabilizado.  verificar se existem materiais faturados e não entregues. assim como os números das últimas ordens de fabricação. (Anotar descrição do material. que devem estar segregados e acompanhados das respectivas notas fiscais. se esta for diferente. O auditor deve aplicar os seguintes procedimentos:  Anotar em nossos papéis de trabalho algumas das últimas notas fiscais antes da data da contagem e algumas depois dessa data. Testar alguns itens e anotá-los para posterior verificação de contabilização. dever-se-á percorrer a listagem para determinar que não houve inclusão. na listagem final do inventário. para os itens recebidos após a data da contagem. determinar se os itens recebidos até a data da contagem foram incluídos nas mesmas e se os itens recebidos depois daquela data foram segregado.Na data da realização do inventário físico e na data do balanço. ordens de serviço. ele deve anotar todos os últimos números de requisições para posterior confronto por ocasião da avaliação. nº da nota fiscal. c) Movimentação Interna Além da observação no local pelo auditor. posteriormente. dever-se-á localizar os itens recebidos antes da contagem. Para atender a esse objetivo. e o registro do passivo no período. Por ocasião da visita final.  Testar alguns itens para posterior verificação. o auditor deve aplicar os seguintes procedimentos:  Registrar em nossos papéis de trabalho as últimas notas de entrada e as primeiras depois da data do inventário.  No setor de recepção de materiais. vendas. localizando o registro do passivo no período seguinte. d) Etiquetas 130 . valor e cliente). b) Vendas Seu objetivo é determinar que os materiais em mãos e incluídos nos inventários finais não foram faturados a clientes e registrados como contas a receber e vendas (duplicidade – aumenta o estoque – aumenta contas a receber).  Confrontar a contabilização dessas notas fiscais. devem ser efetuados os cortes de compras.

3 – Procedimentos Posteriores a Contagem  Verificar se o programa de observação do inventário físico foi devidamente respondido. (Examine os registros contábeis fornecedores.  Deixar evidências dos ajustes.  Revisar as contas do razão para examinar se houve lançamentos estranhos ou variações absurdas entre a data do inventário e o encerramento do exercício. Se houver indícios de devolução anterior ao inventário. O mercado pode ser determinado da seguinte maneira: . 131 .  Certifica-se da existência ou não de ÔNUS sobre os estoques através do exame de contratos de empréstimos e processos judiciais em litígio. quando apropriado. Atentar para observações feitas no programa. conferir o cálculo.  Verificar o “cut-off”. na visita final. consulta de notas fiscais recentes.Valor líquido realizável – (produto acabado) consultar listas de preços de vendas de alguns produtos (contados por nós). etc. após a data do balanço.  Examinar Ordens de Fabricação e Ordens de Serviço para ter certeza que há débitos recentes de mão de obra e materiais.  Verificar se o material em processo na época de nossa contagem continua em aberto até a data de nossa verificação. e se tal ocorrer fazer investigações para assegurar-se de que ele não é obsoleto ou defeituoso e está em condições de ser vendido.  Verifique se as notas de crédito emitidas após o encerramento do inventário físico foram realmente de produtos devolvidos após aquela data.) Também o “cut-off” de etiquetas. selecione alguns dos maiores itens em processo e examine contratos ou outros registros.  Verificar a necessidade de provisão para ICMS nos estoques. verificar que as etiquetas em branco e as rasuras não foram incluídas na listagem de valorização e que as etiquetas preenchidas não foram adulteradas.  Verificar se existem notas de crédito em demasia. evidenciando com isso grande devolução de vendas e.  Testar preços de matérias-primas e outros materiais. conferindo datas de entrega ou quaisquer outras evidências de que o material existia na data do balanço. . acréscimo irreal de receitas no final do exercício. quais as etiquetas rasuradas (canceladas) e quais as etiquetas devolvidas em branco. para os itens que se encontram nestas condições. descontos mais elevados e custos médios de vendas para colocação no mercado. estoques. contas a receber.  Testar a avaliação e a realização dos produtos em processo e acabados (contados pelo auditor). certifique – se de que os produtos não foram incluídos indevidamente ao inventário físico. cotação de mercado. O auditor deve.reposição (usual para matérias-primas). portanto. vide exemplo de como determinar o mercado.Seu objetivo é saber em qual setor a etiqueta foi utilizada.  Para os casos de fabricação por encomenda.  Verificar se o departamento efetuou provisão para obsolescência. vendas.  Revisar os procedimentos da companhia para compilar e sumarizar as contagens. de preferência itens contados pelo auditor. custos de produção recente.

4. Investigar se os estoques são razoáveis em relação às necessidades normais da empresa.  Verificar se os estoques da empresa estão devidamente cobertos por seguro contra incêndio. explicando as maiores flutuações.  Calcular a rotação dos inventários e compare com a rotação dos dois últimos anos.  Investigue quanto à existência de compromissos substanciais de compra ou venda e se foi efetuada provisão para possíveis (prováveis) prejuízos significativos a ocorrerem em decorrência desses contratos.Circularização Os estoques em poder de terceiros deverão ser confirmados pelos custodiantes. Devem ser solicitadas informações sobre a propriedade do estoque e se encontram em boas condições livres de quaisquer ônus. 132 .  Comparar os estoques do final do exercício anterior e explique as maiores flutuações. através de circularização.  Obter um certificado sobre estoques para a data do encerramento do exercício e outro para a data do inventário físico. se diferente  Dar conclusão sobre as contas examinadas.

etc. A codificação deve constituir – se somente de algarismos.6. para a tomada do inventário. exceto os itens lançados diretamente como despesas. sempre que possível marcadas no chão. etc. Sempre que um artigo for estocado em dois ou três lugares diferentes tal situação deve ser aclarada antes do início da contagem. (c) Divisão da Fábrica em Áreas O encarregado do inventário deve estudar cuidadosamente a fábrica e elaborar um plano dividindo-se previamente em áreas. Independentemente das designação acima. devem ser codificados com bastante antecedência de data do levantamento do inventário. Material a ser Destruído ou a ser Desconsiderado 133 .4 INSTRUÇÕES PARA TOMADA DE INVENTÁRIO FÍSICO DOS ESTOQUES Introdução A finalidade destas instruções é determinar os procedimentos básicos para a contagem de inventário.. Quando não existirem divisões físicas. Sempre que possível divisões físicas com paredes edifícios independentes. a giz ou outro meio. e as divisões. É necessária sua estrita observância a fim de assegurar um levantamento preciso. que observação os procedimentos do levantamento e farão testes das contagens.8. devem se usados para dividir as áreas. as áreas devem ser selecionadas de acordo com elos ou prateleiras. tais áreas podem ser identificadas por letras (A. B. Uma vez dividido em áreas todo o espaço da fábrica. de acordo com os registros contábeis. com a letra apropriada. levando – se em consideração a divisão dos materiais. C. Preparação para o Inventário Físico (a) Codificação do Material Todo os materiais. Responsabilidades A diretoria designará um encarregado de inventário que será responsável pelos inventários físicos e um “controller” de inventário que. além das tarefas que lhe serão confiadas conforme abaixo descrito.). os auditores apontarão seus representante. balcões. (b) Disposição dos itens na Fábrica O trabalho de tomada de inventário pode ser grandemente facilitado se os estoques e os produtos em processo forem ordenados antes do início da contagem. observará todo o levantamento do inventário e fará os testes de contagem física que achar necessários.

como por exemplo. Devem também. durante a tomada de inventário terão acesso à fábrica até que a tomada do inventário esteja completa. o tal área ou áreas. colocada sob sua responsabilidade. durante a tomada de inventário. até o fim do dia anterior à data da contagem. diagonalmente na coluna de data. a fim de não ocorrer o risco de o considerar. Suspensão do Movimento de Materiais Em nenhuma circunstância poderá ser removido qualquer material do depósito. No dia anterior a essa data. o encarregado do estoque aplicará o carimbo “Inventário” em todas as fichas. Instruções específicas devem ser dadas antes da data da tomada de inventário. Fichas de Inventário 134 . bem como qualquer produto em processo ser transferido de uma seção para outra. antes da data da tomada do inventário. material pertencente a terceiros. Verificação dos Últimos Movimentos de Estoque O encarregado e o “controller” do inventário devem anotar as últimas entradas e últimas saídas de cada item. a fim de que não haja lugar a dúvidas quanto aos métodos.Todo o material a ser destruído receberá esse tratamento sob a supervisão do encarregado do inventário. mas temporariamente sob a custódia da companhia. três linhas abaixo da linha do último saldo. deveres ou a maneira pela qual o estoque deva ser contado (Ver anexos 1 e 2) Apuração de Saldos nas Fichas de Estoque O encarregado das fichas de estoque atualizará os saldos de todas as fichas de estoque durante a semana anterior à data da tomada de inventário. Designação do Pessoal Os funcionários disponíveis para a tomada do inventário devem ser divididos em dois ou mais grupos de duas ou mais pessoas para a primeira contagem e considerados recontadores para a seguinte contagem. ou trazido para o depósito. Para cada grupo deve ser designada uma área ou áreas. tal material deve ser colocado num lugar visível e devidamente identificado. No caso de existir material que não devas ser contado na tomada de inventário. verificar que estes movimentos tenham sido lançados nas fichas de estoque. Somente as pessoas para outra.

etc. Se o mesmo item estiver localizado em dois ou mais lugares separados. as fases já acabadas devem ser indicadas no verso da ficha de cada item. 135 . A quantidade a ser imprensa será determinada pela experiência obtida dos inventários anteriores. a fim de poder ser conferido mais tarde. se necessário. Fichas de Recontagem de Estoque Deve ser mandada imprimir uma quantidade de fichas de recontagem de estoque equivalente a 10% do número necessário de fichas de inventário. O item 4 (Local) deve indicar a área onde o material está localizado. Estes procederão à contagem metódica de todos os materiais em sua área. Deve ser dada a máxima atenção a este assunto. exceto nos casos em que houver instruções para a contagem de determinados materiais que adentrem áreas adjacentes. para que estas fichas estejam prontas e totalmente entregues pela tipografia com grande antecedência a data da tomada anual do inventário. Kgs. o encarregado das fichas de estoque deve lançar os saldos das fichas de estoque em duas vias das listas do grupo de inventário físico.). Qualquer cálculo necessário à contagem do estoque deve ser feito no verso da ficha de cada item. assim como qualquer referência especial a respeito. deve ser feita uma ficha separada para cada lote. não omitindo item algum.Serão preparadas Fichas de Inventário (ver anexo 3). As pessoas encarregadas da contagem e verificação deverão rubricar os itens 7 e 8. será designada uma área definida a cada grupo.. Os grupos devem ser alertados para não considerar os materiais fora de sua área. Quando se tratar de produtos em processo. Cada grupo contará e registrará as quantidades e outras informações necessárias na ficha de inventário (Ver anexo 3). Método de Contagem e Listagem do Inventário Físico Conforme acima descrito. Os itens 5 e 6 referem-se ao número de unidades contadas o à espécie de unidades (peças. No que diz respeito aos itens 1 e 2 (Código e Descrição). No item 3 (tipo de mercadoria) deve ser indicado o número da ordem de serviço dos produtos em processo. deve-se Ter o máximo cuidado em registrar tal informação corretamente. Logo que seja suspenso todo o movimento dos materiais. Listas de Inventário As listas de grupo de inventário físico devem ser impressas/datilografadas em cinco vias e prontas para receber as anotações bem antes da data da tomada do inventário. como exemplo: Fora do depósito nº 2.

considerando-se que todos os materiais estão rotulados e contatos corretamente. As partes destacadas das fichas devem ser colocadas em ordem numérica sob o controle do encarregado e do “controller” do inventário. devem ser dadas instruções precisas imediatamente. Depois de proceder a esta inspeção. O “controller” de inventário manterá um registro numérico de todas as fichas de inventário emitidas designadas a cada grupo. Deve ser verificado que todas as fichas tenham sido devolvidas. Durante a contagem. incluindo-se as que não foram usadas. Neste tipo de tomada de inventário é extremamente importante que a primeira contagem esteja correta e toda a insistência é pouca em salientarmos que os resultados dependerão grandemente da supervisão e estrito controle exercido pelas partes designadas para esse fim. o encarregado do inventário ordenará um recolhimento sistemático da parte inferior de todas as fichas de inventário ordenará um recolhimento da parte inferior de todas as fichas de inventário. Transcrição nas Listagem de Grupo Imediatamente após ser completa a separação das fichas por grupos. etc. Estes funcionários vistarão então a ficha no espaço apropriado. a ficha deve ser verificada contra o material que representa. os resultados das contagens. Nenhuma ficha deve ser destruída. Caso determinado grupo esteja permanentemente sendo encontrado com cálculos errados. Desta maneira qualquer grupo de contadores de estoque que esteja executado o serviço com deficiência. Em nenhuma circunstância as fichas de inventário deverão ser recolhidas antes do “controller” do inventário. fita adesiva. devem ser preenchidas as duas vias das listas de grupo de inventário físico mencionadas anteriormente. em lugar visível. inspecionar a fábrica e dar sua aprovação ao trabalho feito. esta deve ser afixada ao último item do lote que foi cotado. acompanhado do representante do Chefe da Contabilidade. no ato. Todas as fichas não utilizadas ou canceladas devem ser devolvidas pelos grupos ao “controller” do inventário. para verificar os métodos de contagem empregado pelos grupos e confirmar. os recontadores individuais ou não verificarão se a quantidade da mercadoria contada está de acordo com a anotação nas fichas. Deve ser salientado que os contadores do estoque serão responsáveis por todas as fichas que lhes forem entregues e que todas as fichas não utilizadas ou canceladas deverão ser devolvidas. Imediatamente após a primeira contagem.Depois de ter sido preenchida a ficha de inventário. Quando a contagem do inventário estiver completa e verificada. a fim de confirmar – se que o nome e as indicações certas do material foram indicados na ficha. Ao destacar-se esta parte. o encarregado e o “controller” do inventário deverão circular pelas várias áreas. 136 . imediatamente após o término da primeira contagem. É muito importante que este procedimento seja levado a efeito de uma maneira completa e que comece imediatamente após o inicio da contagem. poderá ser ocorrido antes de progredir muito com uma contagem errada. a fim de se certificarem de que todo o estoque foi contato e rotulado. o encarregado e o “controller” do inventário inspecionarão toda a fábrica. com o auxilio de alfinete.

A ficha de recontagem será aprovada e vistada pelo encarregado e pelo “controller” do inventário. Depois de alterada. a ficha de recontagem será enviada ao “controller” do inventário. Verificação de Diferenças Quando forem apuradas diferenças significativas. Logo que as primeiras folhas da listagem de grupo estejam completas. 137 .Esta parte do trabalho deve ser feita transcrevendo-se o resultado da contagem anotado na ficha de inventário. quaisquer que sejam. mencionando-se o código. devem ser feitas tantas contagens adicionais quantas forem necessárias para se chegar a uma coincidência de duas contagens. pode ser admitido que a contagem inicial estava correta e que a causa da diferença encontra-se então noutro lugar. e comparada com a contagem original do inventário. Se a contagem não coincidir com a contagem original. que corrigirá a Segunda cópia da listagem e anotará o resultado correto nas fichas de contagem originais. Este deverá somar as contagens de todos os locais e comparar a soma com o total original da tomada do inventário. Quando todas as contagens tiverem sido verificadas. deverá ser usada pelo encarregado das fichas de estoque como base para o lançamento dos totais do inventário nas fichas de estoque. uma cópia ao encarregado e outra ao “controller” do inventário. Todas as demais folhas devem Ter o mesmo destino. apurando-se então as diferenças encontradas. após a palavra “Inventário”. Esta contagem deve ser relacionada e identificada numa segunda ficha de recontagem. A ficha de recontagem de estoque deve ser entregue a um grupo de contadores com instruções para que recontem todo item. pelo procedimento acima. passando um traço sobre a quantidade original e inserindo o resultado correto. o encarregado de inventário deverá investiga-las imediatamente. o encarregado do inventário deverá designar um terceiro grupo para uma segunda recontagem do estoque em todos os lugares indicados. O estoque deverá ser recontado e os totais encontrados deverão ser relacionados na primeira coluna. o encarregado do inventário deverá modificar o resultado mencionado em sua cópia da listagem do grupo do inventário físico. Quando for determinado o resultado realmente correto. Qualquer irregularidades devem ser acusadas imediatamente. a descrição e todos os números originais da ficha de contagem e da respectiva área. Se ainda assim não houver coincidência com nenhuma contagem anterior. a listagem de grupo já com as eventuais correções. devem ser distribuídas em duas vias que as compõe. o mais breve possível. Caso haja coincidência. A ficha de recontagem deverá ser devolvida do Inventário. da seguinte maneira: Recontagem Deve ser preenchida uma ficha de recontagem de estoque para cada item a ser investigado. É importante que os contadores não saibam o saldo da ficha de estoque nem o resultado da primeira contagem do item que lhes for designado.

.................... preparado pelo encarregado do inventário.. o “controller” do inventário dará sua aprovação final assinado as três cópias das listagens de grupo e o relatório das diferenças.. Relatórios e Aprovação Final Quando todas as contagens e verificações tiverem sidos feitas de acordo com os procedimentos acima. ANEXO N.... Neste caso.. Instruções aos Grupos de Contagem 138 ....... A segunda e terceira cópias da listagem de grupo serão distribuídas como segue: 2ª cópia – encarregado do inventário 3ª cópia – “controller” do inventário As fichas de contagem serão arquivados no arquivo permanente da Companhia. O encarregado do inventário providenciará também um relatório mencionando todas as diferenças encontradas nas fichas de estoque e na tomada de inventário. A primeira cópia da listagem de grupo e o relatório das diferenças encontradas serão enviados à Diretoria. Depois de se ter certificado de que a tomada de inventário seguiu os procedimentos prédeterminados e que for realizada uma quantidade satisfatória de teste e verificações... a correção deverá ser feita num dos três espaços deixados acima da palavra “Inventário”.Quando estiver relacionado algum item de estoque que não tenha ficha. o nome do item e a quantidade resultante da tomada de inventário deve ser lançada numa ficha de estoque em branco. bem como uma explicação da razão da diferença tão detalhada quanto possível. sendo visadas pelos encarregados e pelo “controller” de inventário.....º 1 NOME: ..... que será inserida em seu respectivos lugar no Kardex ou equivalente.... Área de contagem:.... o encarregado do inventário providenciará a transcrição das quantidades encontradas nas três cópias restantes da listagem do grupo. Verificação de Registros Quaisquer diferenças significativas existentes devem ser investigadas verificando-se todos os lançamentos nas respectivas fichas estoque. Assinará as três cópias e as entregara ao “controller” do inventário.. deverão ser feitas as correções respectivas nas duas cópias da listagem de grupo.............. Anotará os resultados unitários..... Sempre que for localizado um erro de lançamento ou da apuração de saldo nas fichas de estoque.. em quantidades e volumes.. fará as extensões para apuração do valor total de cada item e somará as folhas.... que autorizará o Contador a proceder aos respectivos lançamentos..

 Coloque a ficha de contagem junto ao material contato..... não emende.....  Não conte os materiais marcados com Não inventariados... SOMENTE A QUALIDADE ESMERADA DE SEU TRABALHO ASSEGURARÁ ÊXITO AO INVENTÁRIO ANEXO Nº 2 Nome: . para cada item.a.. e bem à vista. por exemplo: “Matéria prima” “Produtos em processo” (Com indicação do número de ordem de serviço.. Se o mesmo material se encontrar parte num lugar e parte noutro.... deve ser feita uma ficha para cada lote. a fim de eliminar o perigo de passar por algum material despercebido..Ao seu grupo será indicada uma área específica para contagem do inventário. Se cometer um erro ao escrever a quantidade... Sa.. de modo que os mesmos possam ser facilmente verificados posteriormente.... Risque inteiramente e escreva ao lado o número certo...).  Havendo necessidade de se fazer cálculos. faça-os no verso do cartão de contagem... etc.. As contagens serão feitas mediante uso de uma ficha de contagem será preenchida como segue: Nos itens 1 e 2 (“Código” e “Descrição”) da ficha de contagem que será usada por V.S... proceda de modo ordenado a partir deste ponto.. O espaço nº 4 (“Local”) deve ser indicada a área onde o material se encontra.. Todos as fichas não usadas ou canceladas devem ser retornadas ao Controlador do Inventário imediatamente após a primeira contagem.... Anote no verso dos cartões de contagem se o material contato estiver em mau estado... as fases já acabadas devem ser indicadas no verso da ficha. O espaço nº 3 deve indicar... é essencial que seja prestada a máxima atenção no sentido de a informação ser exata.... O espaço nº 7 deve ser assinado por V...) NOTA: Para os produtos em processo... Kg........  Ao efetuar a contagem assegure-se de que o código correspondente ao material e a unidade da medida é apropriada. as seguintes instruções devem ser observadas:  Comece a contagem em uma esquina da área que lhe foi confiada. assim como qualquer referência específica a esse respeito. e a menos que lhe sejam dadas instruções especiais tais linhas divisórias deverão ser estritamente respeitadas..  Qualquer dúvida que tenha consulte o Gerente do Inventário.. Área de contagem........... etc.. Durante a contagem...  Coloque um só material em cada ficha de contagem...... para não se perder..........  Escreva de modo legível. 5 e 6 (“Quantidades” e “Unidades”) referem-se ao número de unidades contadas e à espécie de unidade (peças. Os espaços nºs. de modo seguro.. Instruções aos Recontadores 139 .

... Sa. Ficha Nº ________ Área _________ 1ª Contagem __________ 140 2ª Contagem ___________ ................. Peças Prod.................................  Qualquer divergência com o grupo de contagem respectivo deverá ser levada ao conhecimento do Gerente do Inventário... ou acerta as diferenças V...... ............ controlar se a contagem foi feita de forma correta executando o seguinte:  Verificar se cada ficha de contagem contém todos os dados claramente escritos.........Sa........____ ..... RISQUE INTEIRAMENTE O NÚMERO ERRADO E ESCREVA-O CERTO.......................Sa.. FICHA DE CONTAGEM Pré-numerado Tipograficamente Inventário Nº 001 1.............. Caberá a V.P..... será precedido pelos grupos de contagem que efetuarão a primeira contagem.. NÃO EMENDE.. Descrição_____________________________________________________ _____________________________________________________________ 3..... Nº _________ nº 0001 4.............. 7. 6.  Esclarecer as diferenças entre o número achado na primeira contagem e o resultado da recontagem..... 5. Local ____________________________________________________ Quantidade________________________________________________ Unidade __________________________________________________ Contato por________________________________________________ Verificado por _____________________________________________ Pré – numerado Tipograficamente ANEXO Nº 3 FICHA DE RECONTAGEM Código: ......... Quais diferenças deverão ser esclarecidas imediatamente com a pessoa que efetuou a contagem. Ordem de fab... Descrição: . M....................  Uma vez achada a ficha em ordem.. deverá visa-la no espaço nº 8....... Em proc........V.. Código_______________________________________________________ 2.......... 8......  Recontar cada item...

.. __________ ___________ ___________ ___________ ___________ ....................________ ________ ________ ________ _________ _________ _________ _________ Total __________ __________ __________ __________ ................... ___________ Aprovado NOTA IMPORTANTE CABE SALIENTAR QUE O PROCESSO DE INVENTÁRIO FÍSICO ANTES DESCRITO DEVE SER ADAPTADO DE ACORDO COM A NECESSIDADE E COM A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA EXISTENTE EM CADA EMPRESA 141 ..

não autorizados ? Os sistemas de controles mantidos evitam as entradas e as saídas de estoques sem documentação suficiente e aprovada ? São adotados registros ou fichas para controle dos estoques e) (indicar as classes ou tipos de estoques sujeitos ou não ao controle) ? Tais registros ou fichas: são utilizados para indicação de máximos e mínimos de e. b) c) c. ESTOQUES A empresa está organizada no sentido de controle e vigilância permanente de seus estoques.Inacessibilidade de terceiros. indicando ou anexando normas. etc. OBS.6.1.1 a) AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS S/N REF.2.2(controle físico e financeiro) ? d) e. indicar onde são registradas essas informações) ? Registram movimentação e saldos em quantidades e valores e.3.1.) Os estoques mantidos pela empresa estão sob controle e responsabilidade de pessoal adequado (indicar as espécies e os responsáveis) ? Os locais de armazenagem ou estocagem são adequados quanto a: OBS.4.Custódia das existências ? S/N REF. fogo. 1.º de vias e sua destinação.que não tem acesso às existências ? f.estoques (caso contrário. 142 . quanto à guarda e movimentação (descrever os controles existentes.Registram custo unitário (indicar método utilizado) ? e.1.têm sua movimentação integrada a contabilidade ? f) Os registros ou fichas mencionados são escriturados por pessoal (indicar por quem): f. etc.1. extrativos.8.2.3g) que não tem acesso aos controles e registros contábeis e de custos ? O responsável por revisões e aprovações de ajustes ou correção de erros nos registros ou fichas de estoques é independente das funções de (indicar quem é o responsável): g.4. formulários em uso.1 PROGRAMAS DE AUDITORIA – ESTOQUES GERAL 1.que não autoriza movimentação dos estoques ? f. n. ? c.Roubo. perdas.

e contêm aprovação do contador os lançamentos dos ajustes (indicar quem efetua a conciliação) ? os ajustes na contabilidade.2pedidos de confirmação emitidos aos estabelecimentos de terceiros ? l. bem como são devidamente investigadas e corrigidas eventuais divergências. não ligado à custódia e registros dos mesmos (indicar quem autoriza) São sucateados para venda e. etc. anterior ? i) Quanto aos estoques imprestáveis. etc.recibos para industrialização.2épocas do inventário anual ? k) Existem registros adequados para controle dos estoques próprios ou de terceiros (indicar quais e quem os processa): k.ou fichas de estoque.2.1.contagens nos estabelecimentos de terceiros ? l.1. deteriorados. fora das épocas do inventário anual (indicar por quem. fora das j.transferidos para industrialização. recuperáveis ou não. consignação. obsoletas ou j.contabilidade mediante autorização de pessoal responsável.controlados fisicamente (indicar por quem e como se processa o controle) ? As posições dos estoques são revisadas periodicamente.2.em trânsito ? Os referidos estoques em poder de terceiros são verificados periodicamente. h.1.g. decorrentes de ajustes nos registros h.1.2.2.3. freqüência e data da última revisão): determinar existências excessivas ou insuficientes. consignação.Registros da movimentação das mesmas ? h) As existências indicadas pelos registros ou fichas de estoques são balanceadas mensalmente com as contas da contabilidade ? as diferenças são investigadas por pessoal da contabilidade.de baixa rotação (em função de máximos e mínimos.outros procedimentos alternativos (indicar quais) ? 143 . obsoletos. freqüência e data da última verificação).: são baixados dos registros ou fichas de estoque e da i.3. ? k. são efetuados à vista de documentação aprovado nos termos da letra “G”.1. ? k. etc. níveis de produção ou outras medidas)? conferência contra posições de levantamentos físicos.antes de serem ajustadas. no j) sentido de (indicar por quem. são i. por meio de: l) l.

com base e relatórios ou boletins de recepção.2a) Os procedimentos existentes garantem que toda saída é registrada (descrevê-los) ? INVENTÁRIOS A empresa utiliza-se do processo de inventários permanentes rotativos. numerados tipograficamente ? Os relatórios ou boletins de recepção são controlados quanto à m. controlados quanto à seqüência numérica e aprovados por pessoal qualificado da área de produção (indicar por quem)? n) Quanto às saídas de materiais.tipograficamente. na oportunidade. em tempo hábil) ? São entregues com antecipação. visando diminuir custos e paralisação das atividades durante o balanço geral (coletar dados sobre o sistema e cronograma de execução)? Caso contrário: são efetuadas contagens pelo menos uma vez ao ano.seqüência numérica e indicam quantidades e aprovação do controle e qualidade ? Os relatórios ou boletins de recepção que acusem devoluções m. produtos ou mercadorias: são registradas nos controles de estoques e na contabilidade m. produtos ou mercadorias: As entregas são feitas somente com base em requisições ou n.1ocasião dos balanços ? seria recomendável à empresa o sistema de inventários permanentes rotativos ? São emitidas instruções por escrito para a realização dos inventários (coletar cópias.à contabilidade? 144 .1.2(indicar quem controla) ? n.ao pessoal que participa dos inventários ? c.ordens de expedição autorizadas e numeradas tipograficamente (indicar quem aprova as requisições) ? é controlada a seqüência numérica dos referidos documentos n.de vendas são conferidos e aprovados por pessoal qualificado da área de vendas (indicar por quem) ? Os produtos prontos são lançados nos registros ou fichas de estoque com base em relatórios de produção numerados m.2.3.31. para apreciação e discussão.2.m) Quanto às entradas de materiais.4. por a.2b) c) c.1. cópias das referidas instruções: a.1. ou envio posterior da mesma à auditoria.

controle e execução os inventários. .3e.5. contagem. etc.4- e. de modo a facilitar a contagem ? São utilizados métodos adequados de passagem. entre outros procedimentos: utilização de etiquetas. inclusive para segunda contagem. bem como meios de identificação dos estoques e do estágio de produtos em elaboração (indicar os principais métodos e registros) ? S/N REF.2e) competentes para identificar os produtos. matériasprimas. fichas ou etiquetas de contagem são numeradas tipograficamente ? É efetuada uma arrumação prévia das áreas a serem inventariadas ? Os estoques a serem inventariados são previamente dispostos. encaixotados. bem como o estágio de produtos em elaboração ? O planejamento dos inventários prevê.)? assinaturas ou vistos nas planilhas ou etiquetas de contagem.Acompanhamento da auditoria interna? que as etiquetas somente sejam recolhidas após a evidência de e. pessoas que sejam (indicar quem normalmente são os responsáveis e os executores): d. ? medidas para evitar duplicidade ou omissão na contagem (marcação dos itens contados. bem e.3.visto de pessoal habilitado.1como o controle de sua seqüência numérica ? extensão das contagens para os itens embalados. mercadorias. colocação de fichas. OBS. bem como a anotação do último número de cada documento referente à movimentação dos estoques ? É efetuada. previamente ao início da contagem. i) j) k) É efetuado o fechamento prévio dos registros de entradas e saídas de materiais. denotando adequação quanto ao seu preenchimento ? que antes de ser iniciada uma nova contagem sejam retiradas às e. indicando inclusive aprovação para alterações ? e. a atualização dos registros ou fichas de estoques ? 145 .8f) g) h) que sejam efetuadas provas para se certificar que todos os estoques foram inventariados (indicar como e por quem) ? As planilhas. registro. .Alheias à custódia e registro dos estoques? d.à auditoria interna? d) São designados como responsáveis pela supervisão.2e.1. etc.c. etiquetas.6.7etiquetas da contagem anterior ? e. etc.

2q.3confirmação de que toda planilha. 146 .Conservação das planilhas. interrompendo-se as atividades ? Existe uma adequada identificação e segregação dos estoques obsoletos. inclusive.É efetuada a sua contagem? o. se for necessário. OBS. inservíveis ou invendáveis.l) m) n) o) É efetuada uma adequada segregação física dos estoques nos setores de recepção e expedição ? São adotadas medidas para minimizar e controlar a movimentação dos estoques durante a contagem.1cronológica de datas. de almoxarifado ou outras). fichas ou etiquetas da contagem? q.1.1.2. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA S/N REF. bem como das sucatas ? Sobre os estoques próprios em poder de terceiros: o. com evidência nestas fichas ? q. inclusive quanto às canceladas ? conferência dos dados da contagem contra os registros ou fichas de estoques.contagem com os registros ou fichas de estoque (indicar por quem.5. ÍNTERIM Selecione fichas ou registros de estoques e documentação a) suporte para um determinado período e efetue os testes a seguir indicados: certifique-se de que os registros são efetuados em ordem a.6- 2. com evidência nestas ? evidência de autorização para alterar os registros ou fichas de q. fichas ou etiquetas entregues foram devolvidas. 2.4. como são efetuados e quem autoriza os ajustes) ? adoção de procedimentos para confronto dos dados da contagem com registros ou fichas intermediárias de estoques (fichas de prateleiras.estoques em função dos resultados da contagem (indicar quem autoriza) ? investigação das diferenças mais importantes entre os dados da q.1.São efetuados pedidos de confirmação? p) q) É efetuada uma segregação adequada dos estoques de terceiros e sua contagem? Os procedimentos de após contagem observam (indicar tempo de manutenção e como se processam os controles): q.

imprestáveis. cálculos e apuração de saldos em quantidades e valores e determinação do custo unitário. 2. nas listagens. 2.2. atentando para vistos de conferência e aprovação. partindo da documentação suporte para os registros ou fichas de estoque (na seleção.a. b.3. revise os itens conciliatórios para se certificar de sua procedência e regularização.5” e “a. Com base nas anotações correspondentes.6a.3a.2. confira somas.2- FINAL Obtenha as listagens definitivas dos estoques valorizados. para um determinado mês. b.) foram processadas.2a. 2. e verifique se as baixas estão devidamente autorizadas. de baixa movimentação. contidas no PIA’s. verifique os lançamentos das saídas com documentação suporte.1.de produtos vendidos.6”. Verifique o lançamento contábil. contra etiquetas ou planilhas de contagem e contra relatórios de produção. Verifique os lançamentos das compras (no mercado interno ou de externo) com documentação suporte.2. se todas as etiquetas de inventário (ou listas.de transferências internas ou externas.2. etc. atentando para vistos de conferência e aprovação. das quantidades da nossa contagem. etc. das saídas de estoque: a. 147 . inclusive com relatórios ou boletins de recepção. planilhas.4- Certifique-se da adequação dos registros quanto aos dados identificativos das operações lançadas. verifique seqüência numérica). certifique-se de que os registros ou as fichas não contém emendas nem rasuras e investigue qualquer lançamento ou situação incomum. c) Informe-se sobre a existência de estoques obsoletos.incluindo o “corte” ou qualquer outra informação obtida durante o inventário físico.7b) b.5- a.1resumos e conciliações com o razão e proceda como segue: a) b) c) teste cálculos e soma: coteje os totais com as contas sintéticas do razão. verifique: a) b) a inclusão.de materiais consumidos ou aplicados na produção. efetue as verificações indicadas nos itens “a. selecione alguns itens importantes e coteje contra as fichas ou d) registros de estoques.

por testes: se avaliados ao preço de custo. a) rotação. etc. Obtenha identificação dos estoques obsoletos. etc. 2. de escassa 2. com respeito a usos anteriores e futuros.7. etc. a) b) c) 2. Quanto aos procedimentos aplicados para o "corte" da documentação verifique: com base nas anotações ou informes obtidos antes das contagens. e certifique-se da adequação da avaliação dos mesmos.8confira.2.. no inventário físico e em outras observações. . ocorridas em dias anteriores e posteriores à data do inventário. e quanto a devoluções. 148 .2. Com base nas informações obtidas no item anterior. excessos ou insuficiências. vendas. se as entradas. obsolescência. prognósticos de b) produção.. abatimentos. foram apropriadas nos períodos correspondentes. controle de qualidade. transferências.2. etc. etc. e se foram ou devem ser efetuadas provisões para ajustes. saídas. e) com respeito à distribuição. .movimentação. d) para períodos anteriores e atuais. etc. sucatas.4- Obtenha ou prepare resumo dos ajustes decorrentes do inventário e satisfaça-se quanto à correção dos mesmos. etc.5. para os casos substanciais. se foram levados em consideração os materiais em trânsito. revisando-as e investigando-as: com respeito à obsolescência. quais sejam. inclusive quanto ao cumprimento de cláusulas contratuais ou governamentais. se foram computados os estoques em poder de terceiros e se foram excluídos os que não são de propriedade da empresa. Obtenha registros e análises ou informações que permitam 2. que contenha margens de lucro por tipos ou linhas de produtos. utilização ou reutilização de materiais. se todo o movimento físico observado durante o inventário foi levado em consideração e contabilizado. que estes não superem os a) preços de mercado. desvalorização. retiradas de produtos de linha.formar um juízo sobre a adequação das posições e avaliações de estoques. Conforme o critério adotado para a avaliação dos estoques.2.2.estão sujeitos a perdas. etc. com respeito a relatórios de engenharia contendo alterações nos c) planos de produção. descontos.c) d) 2. .3- a necessidade de efetuar alguma comprovação física posterior quanto a itens importantes não incluídos na nossa contagem. avalie se os estoques 2.2.6.

2c) merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. a c) documentação e registros suportes em que se baseou a avaliação.1citado programa . CONCLUSÃO S/N REF. para estes dois últimos conceitos. b) b) c) 3.nos demais anexos. etc.2identificando.. ÍNTERIM Responda às questões do questionário apresentado no item 1 a) deste programa.1 do a. incluindo a conferência de cálculos e somas .2. b. as situações aplicáveis ali requeridas. a. para se certificar de que. b. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente. 3. 149 . resumida e adequadamente: procedimentos alternativos utilizados pelo cliente.1Estoques sujeitos a ônus (penhor mercantil.2corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes. ou seja: No anexo 04. “regulares” e “insatisfatórios”. b) b. que possam compensar as falhas de controle interno verificadas. os pontos deste programa que. a apuração de insuficiências a serem tributadas. estoques em trânsito. após o fechamento. a partir: da aplicação dos procedimentos previstos no subitem 2. a) onerados.2.2. ficaram pendentes de verificação. se avaliados por critérios impostos pela legislação fiscal.) .9de operações ou fatos que possam afetar materialmente a posição ou avaliação dos estoques. OBS. da aplicação dos procedimentos adicionais de auditoria.2.2. espaço próprio. etc.se avaliados por critérios não admitidos pela legislação fiscal. Faça anotações nos demais anexos resumo dos trabalhos executados.1por qualquer motivo. observe. c.10se foram ou devam ser feitas divulgações sobre (anote as divulgações a serem efetuadas) : estoques em poder de terceiros (livres ou em consignação. judicial. os pontos que os justificam e que devam: ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a b. c. o resultado da avaliação de controles internos efetuada. Verifique se a classificação contábil dos estoques é adequada e 2.) .1serem remetidos ao cliente. não existem ocorrências 2. revise registros de estoques. em termos de “satisfatórios”. Indique.1Registre na folha mestre (Pt´s). etc. etc.

bem como seus eventuais desvios.resumo dos trabalhos executados.3. espaço próprio. na Folha Mestre desta seção. os pontos de atenção para o b.1gerente. OBS. espaço próprio. a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme subitem 2.3. sócio ou diretor. os pontos deste programa que.2 FINAL Registre. Feito por: _______________________________________________Data:___/___/____ _______ ___________________________________Data:___/___/____ Revisado por: 150 . as situações aplicáveis ali requeridas. S/N REF. Faça anotações nos anexos . b. b. b) ou seja: No anexo 02.2 a) deste programa.2no anexo 04 . quanto à aplicação dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior.nos demais anexos. por qualquer motivo. ficaram pendentes de verificação.

9 - 151 . controladas e devidamente autorizadas (indicar quem controla a seqüência numérica e quem autoriza)? É mantida no setor uma via da ordem de compra para registro e controle de ordens liquidadas e ordens a liquidar? Esses registros e controle incluem: recepção por conta de ordens de compra? entregas efetuadas fora do estabelecimento? Inutilização da referida via.5 1. correspondências. são mantidas adequadamente em arquivo? 1. n.º de vias e destinação. etc. indicando modelos de formulários em uso. são solicitadas confirmações posteriores por escrito? As decisões tomadas após a análise das cotações. para evitar reutilização? Existe necessidade de aprovação superior para compras de valores excedentes a determinados limites ou especiais (indicar por quem e limites)? Existe sistema de cotação de preços por escrito para toda e qualquer compra e para mais de um fornecedor para cada compra. justificativas.8 1.3 a) b) 1. AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS A empresa conta com departamento de compras organizado.1 EXERCÍCIO N/A REF.6 - 1. visando selecionar a mais conveniente (descrever o processo e as exceções)? Nos casos de cotações mais urgentes e para compras de menores valores.2 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES COMPRAS CLIENTE : 1.2 a) b) c) 1. listas de preços e condições.4.) ? As funções de compras estão segregadas de: recepção e expedição ? produção e controle de estoques ? pagamentos (caixa) ? As compras em geral são efetuadas com base em (se existirem exceções. controladas e devidamente autorizadas (indicar quem controla a seqüência numérica e quem autoriza)? ordens de compra ou fornecimento numeradas tipograficamente.4 - a) b) c) 1. etc. feitas por telefone. quanto a compras em condições menos vantajosas. são justificadas por escrito e submetidas à aprovação superior (indicar de quem)? Os processos de cotação e anexos correspondentes.6. no sentido de suprir em tempo hábil e a preços convenientes as necessidades de produção ou comercialização (descrever os sistemas de controles e registros das operações. descreva-as e avalie a possibilidade de eliminá-las): requisições numeradas. 1. OBS.7 1.8.

de forma evidenciada (indicar quem.14 - Existe alguma pessoa alheia ao departamento que faça uma revisão periódica dos preços e demais condições das compras. de que: são conferidos os pesos declarados na documentação da compra? é exigida a apresentação da documentação da compra para liberar a entrada (marcação de relógios ou vistos na documentação retida)? Os registros ou relações de entrada. para fins de segurança (telefones. são remetidos diretamente aos setores de compras.19 - . ou nos seus registros. periodicidade e data da última revisão)? As devoluções de compras são (indicar quem efetua os controles e conferências): controladas via expedição. indicar modelos de formulários em uso e n.)? 152 1.17 - 1. almoxarifados. interfones.16 a) b) 1. etc.15 a) b) 1.º de vias e destinação.18 a) b) 1. indique modelos de formulários em uso e n. e com sistemas de registros e controles adequados para tal (descrever os procedimentos. etc.10 - 1. para fins de baixas e registros em contas a pagar e contabilidade? correlacionadas com as notas fiscais dos fornecedores? As referidas notas de débito são controladas com respeito à seqüência numérica (indicar por quem)? É vedado o acesso do pessoal de compras aos registros de estoques? Existe um serviço de portaria organizado no sentido de evitar a entrada de mercadorias desacompanhada de documentação fiscal. contas a pagar e contabilidade? A portaria está ou conta com: instalada em local que impeça a passagem das mercadorias fora do seu alcance? meios de comunicação internos rápidos e eficientes. quanto às saídas? conferidas e documentadas com notas de débito.12 1.1. etc. na documentação da compra. no sentido de promover o controle e conferência física das compras e possui sistemas de registros e controles adequados para tal (descreva como se processam. alarmes.)? A empresa é dotada de setor de recepção de mercadorias organizado. com documentação de compra retida pela portaria (2a via). na documentação da compra retida pela portaria (2a via).11 a) b) c) 1.º de vias e destinação. recepção.13 1. referentes à passagem das mercadorias? Existem evidências.)? A portaria é dotada de: balança apropriada e adequada à conferência dos pesos declarados nos documentos da compra? relógios marcadores de datas e horários.

23 - As funções de recepção são segregadas de: compras? almoxarifados? expedição? São preparados relatórios ou boletins de recepção? Tais relatórios ou boletins: são numerados tipograficamente e controlados quanto à emissão em seqüência numérica? são enviados aos setores de compras.1. (descrever como se processam e evidenciam)? PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 1.21 a) b) 1.24 - a) b) c) 1. contas a pagar e contabilidade? Os relatórios ou boletins de recepção são controlados fora do setor emitente.20 a) b) c) 1. por ocasião do controle? existem evidências da execução do controle (indicar onde)? existem normas para aceitação ou não. 153 . no caso de divergências entre as quantidades recebidas e solicitadas e/ou faturadas (descrever como se processam e evidenciam)? Sobre o controle de qualidade das mercadorias recebidas: é efetuado de forma rápida e precisa. quanto à (indicar por quem): utilização em seqüência numérica? conferência. a conferir e registrar (indicar por quem)? É mantida no setor uma via da ordem de compra para registros e controles de ordens liquidadas e ordens a liquidar? Esses registros e controles incluem: recepção por conta de ordens de compra? entregas efetuadas fora do estabelecimento? inutilização da referida via. no caso de má qualidade. inclusive contra relatórios da portaria? É efetuado o cruzamento dos documentos da compra com os relatórios da portaria. no sentido de verificar que não falte nenhuma documentação de mercadorias recebidas no dia. para evitar reutilização? As mercadorias recebidas são efetivamente contadas na recepção e nos almoxarifados? Para tais casos: existem evidências dessas conferências (indicar onde)? existem normas para aceitação ou não.22 a) b) 1. má especificação técnica. evitando-se demoras não justificadas pra liberação das mercadorias (descrever como se processa)? é efetuada uma adequada segregação física das mercadorias. almoxarifados.25 a) b) 1. etc. recepção.26 a) b) c) d) 2.

contabilização dos pagamentos já efetuados aos fornecedores. se as requisições ou ordens de compra foram emitidas a partir dos registros indicadores de estoques mínimos. os dados das notas fiscais contra relatórios ou boletins de recepção. e efetue teste de compras. na conta analítica do fornecedor. no caso de entrega fora das condições previstas ou por má qualidade. lançamentos nos registros de contas a pagar e na contabilidade. verificar: documentação e aprovação comprobatória dos registros e operações. preços de compra com processos respectivos de cotações de fornecedores e justificativa e aprovação para decisões tomadas. Se as baixas nas contas de fornecedores. para um determinado período. Para um período selecionado. etc. as condições da compra e demais dados constantes das ordens contra as notas fiscais. para os casos selecionados. investigando ou procurando se satisfazer quanto a eventuais divergências apuradas Verifique que toda a devolução de compra é devidamente documentada e que são emitidas as respectivas notas de débito aos fornecedores.3 - 2.4 2. se as ordens de compra são inutilizadas a carimbo ou outra marca.5 - a) . que os documentos estejam suportados por ordens de compra e requisições devidamente aprovadas. cobrindo compras em geral. não decorrem de pagamentos. devoluções. registros nos livros fiscais e contabilização dos impostos decorrentes das compras.. inclusive no mercado externo. nos pagamentos já efetuados. teste os registros contábeis das compras e dos impostos incidentes com os registros e apurações fiscais respectivos. com respeito a: não aceitação. no caso de devoluções. de controle de qualidade e registro nas fichas de estoque ou outros registros que indiquem a efetiva utilização ou prestação de serviços. efetiva saída das mercadorias.1 - Selecione notas fiscais e/ou faturas de fornecedores. para evitar neutralização. o aproveitamento de descontos por pagamentos antecipados ou abatimentos e acertos por diferenças.2. no sentido de se satisfazer quanto à sua adequação. etc. nos casos de divergências. má especificação técnica. 154 a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) 2. conferindo ou verificando: cálculos e somas dos boletins de recepção e das notas fiscais e/ou faturas. Observe os procedimentos utilizados na recepção e no controle de qualidade.2 a) b) 2. inclusão nos resumos de compras e sua contabilização.

subitens respectivos. as situações aplicáveis ali requeridas.6. os pontos deste programa que. CONCLUSÃO Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste programa. item 1.2 3.6. identificando.FINDO N/A REF. espaço próprio.1 a.1) Tal questionário deve ser respondido por ocasião da aplicação do 155 . Faça anotações no anexos . e “insatisfatórios”. inspeção de qualidade e para devoluções. entrega aos almoxarifados e recontagens. para estes dois últimos conceitos. por qualquer motivo. os pontos que os justificam e que devam: se consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente. merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. nos demais anexos. resumida e adequadamente: o resultado da avaliação de controles internos efetuada. em termos de “satisfatórios”.resumo dos trabalhos executados.2 - a) a. a partir: da aplicação dos procedimentos previstos no item 2 do citado programa.3 - a) b) Feito Por: __________________________________________________ Data: ____/ ____/ ______ Revisado Por: _______________________________________________ Data: ____/ ____/ ______ 8. ou seja: No anexo 04. Registre na folha mestre.4. ficaram pendentes de verificação. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente. registros e emissão de relatórios de recepção e sua emissão em seqüência numérica. 3.b) c) d) 3.4.1 a) b) adequada segregação física para contagens. 3. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes.: O questionário de avaliação de controles internos sobre inventários de estoques está incluído no programa ESTOQUES – GERAL.2. “regulares”.: OBS. Avaliação de Controles Internos Nº EXERC. (VIDE ITEM 8.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO CLIENTE 1. da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria. Obs.

necessariamente. inclusive quanto aos seus estágios de fabricação. 2.1.Certifique – se que entre as pessoas designadas como responsável pela supervisão.1. siga as seguintes instruções: 2.programa referido. Procedimentos de Auditoria 2.Preliminarmente à execução dos trabalhos de acompanhamento do inventário. anteceder os trabalhos de acompanhamento dos inventários.1. encontram-se aqueles que sejam componentes para identificar os materiais e produtos. por escrito: a) b) ao responsável pelo inventário e aos responsáveis pelas equipes de contagem. contabilidade e outros). 2.1. propriamente dito.2. aos responsável por outros setores. acompanhantes da contagem (auditoria externa e interna. controle e execução do inventário: a) b) não se encontram os responsável pela guarda registro dos materiais. 156 .Verifique se houve reuniões prévias para apreciação e discussão sobre normas e instruções para a realização do inventário e se as mesmas foram distribuídas. a qual deve.

FINDO N/A REF.: OBS. principalmente para fins de controle da movimentação de entrada e saída não paralisada durante a contagem.2. se existe uma adequada segregação e identificação de materiais obsoletos.Verifique se o “corte” efetuado para efeitos de inventários foi satisfatório. verificando: a) b) c) se houve uma adequada organização e arrumação prévias desses locais.Verifique se foi efetuada.: d) e) 2.6. se houve uma adequada segregação e identificação de materiais de terceiros em poder da empresa. avalie se as condições para a realização de nossos trabalhos são satisfatório e. colocados junto aos materiais a serem contados.1.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO CLIENTE Nº 2. etc.4. etiquetas de contagem. etc. EXERC. inservíveis.3. se os procedimentos adotados para o seu controle são satisfatória a garantir a sua inclusão ou não no inventário.Discuta com o responsável pelo inventário na empresa as situações desfavoráveis encontradas. se os materiais estão adequadamente disposto nesses locais e identificados devidamente por meio de fichas.5. etiquetas.1.4. 2.. previamente à atualização dos registros ou fichas de estoques.2.1. não indicam os seus saldos e de que o pessoal designado para contagem não tenha possibilidade de conhecê-lo previamente. etc.6.a partir do resultado das verificações anteriores. mostrando-lhe as inconveniência que essas condições podem ocasionar ao resultado dos trabalhos.Percorra as áreas de estocagem de materiais. bem como o seu devido fechamento... de materiais ainda não liberados pela recepção para ingresso no almoxarifado ou de produtos ou mercadorias vendidos e ainda não embarcados. sucatas. certifique-se de que as fichas. 2.Verifique se houve suspensão do movimento de entrada e saída de materiais.8.1.1. 2. em caso negativo: 2. produtos ou mercadorias e. caso contrário. 157 .

ordens de produção. e prossiga.3. lançamentos nos registros de produção e custos. para os referidos documentos.4.Verifique que os documentos de números seguintes aos utilizados encontravam-se branco. requisições de materiais.1. nome do cliente ou do fornecedor e valores das operações.1. 2. 2.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO CLIENTE Nº 2. b) lançamentos na contabilidade (partida e contrapartida) e nos livros fiscais.Com respeito aos documentos anotados conforme 2.2.6.Indique.3.FINDO N/A REF.Entre em contato com o gerente da auditoria.Efetue o acompanhamento do inventário. utilizados até a data do inventário: a) b) c) d) notas fiscais de venda. EXERC.4. produtos ou mercadorias.3.1 verifique: lançamentos nos registros ou fichas de estoques.: OBS. notas fiscais de compra ou boletins de recepção.Anote os últimos números dos seguintes documentos.2. relatando-lhe o ocorrido e a posição do responsável pelo inventário na empresa solicitando instruções a respeito. se for o caso. 2.3.Verifique se as contagens estão sendo efetivamente realizadas e de acordo com as instruções existentes a respeito.4.2.8. suas datas de emissão. descrição dos materiais. seus trabalhos.: 2. etc.2.4. etiquetas.3. 2. 2.3. sendo registradas 158 .Verifique se as contagens estão adequadamente nas fichas.4.3.Prepare o “corte” para fins de inventário. aplicando os seguintes procedimentos: 2. procedendo como segue: 2.

OBS. os materiais obsoletos. seu registro nos livros fiscais e sua baixa nos registros ou fichas de estoque. 8.6. anotando os resultados em seus papéis de trabalho. embalados.6 – Obtenha ou prepare relação de produtos ou mercadorias vendidas e não embarcadas e daqueles recebidos e não liberados para o almoxarifado e verifique: 2. imediatamente após o registro das quantidades contadas.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO CLIENTE Nº 2.4.3.Verifique se as contagens estão sendo estendidas para os itens encaixotados. 2. são adequados.4.4. 2.Verifique se os métodos adotados para pesagem.4. sua contabilização nas contas de vendas. sucatas. contagem medição.4.6.Verifique se estão sendo destacadas e recolhidas às partes das etiquetas relativas à primeira contagem.1 – Notas fiscais dos produtos ou mercadorias vendidos. os itens já contados e não alcançados pelo nosso acompanhamento e os itens a contar.6. 2. etc.6 – Anote em seus papéis de trabalho os resultados das contagens acompanhadas. etc. 2.5 – Efetue alguns testes de contagens. etc. (se não estiverem identificados. busque identificá-los junto ao responsável pelo inventário).8. EXERC. 2.FINDO N/A REF.4.5.. cobrindo: a) b) c) os itens de maior expressão em cada classe de inventário.4.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO 159 . inservíveis.

: .7 – Obtenha ou prepare relações de estoques da empresa em poder de terceiros ou destes em poder da empresa efetuando os seguintes procedimentos: 2.Verifique se as mesmas contêm o visto de aprovação do responsável pelo inventário e.1.7.1.9. os seus motivos e se 160 EXERC.4. conferindo os resultados contra as relações referidas.2. anotando diferenças encontradas.5. numa base de testes. procedendo como segue: 2. contra registros ou posições subsidiárias existentes na empresa. 2. 2.9.9. integralmente ou numa base de testes.Para os itens anotados conforme 2. em caso contrário.Examine.3.6.2 – Notas fiscais dos fornecedores. de contagem já recolhidas. integralmente ou numa base de testes.4.4.8.3.7.9.2. satisfazendo-se quanto às soluções dadas às mesmas.CLIENTE 2. de que não estão contabilizadas e registradas no livros fiscais em datas que compreendem o exercício findo. 2.Confira os dados da relação de estoques da empresa em poder de terceiros contra respostas a pedidos de confirmação recebidos.Confira os itens das relações referidas. se canceladas.6. de que essa data seja posterior à do balanço. 8. certificando-se: a) b) c) Nº EXERC.6. 2.7.FINDO N/A REF. 2. respectiva. verifique se houve a terceira contagem.: de que não contêm indicação de data de entrada ou. etiquetas. se divergirem entre si as quantidades. efetue alguns testes contra os saldos indicados nos registros ou fichas de estoque. etc.: OBS.7.Contagem dos estoques de terceiros em poder da empresa. de que não estão incluídas em boletins de recepção extraídos com datas que compreendem o exercício findo. etiqueta. emitidos pela própria empresa ou pela auditoria. 2.Compare os resultados dessas contagens com os saldos indicados nos registros ou fichas de estoque.: OBS. 2. anotando diferenças encontradas. através da ficha.Compare as da primeira contagem com as da segunda e.FINDO N/A REF. etc.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO CLIENTE Nº 2. e 2.Investigue eventuais diferenças encontradas em decorrência das verificações anteriores. as fichas.

3 PROGRAMA DE AUDITORIA – ESTOQUES – INVENTÁRIO CLIENTE 3.2. que a não recolhidas estão efetivamente nesses locais.1.12. os estoques de propriedade da empresa que estejam gravados por garantias. no sentido de que nenhum delas deixará de ser recolhida e processada.1.14. 2. 2.FINDO N/A REF. impressas. 2.Mediante inspeções nos locais respectivos.1.2.Verifique se os procedimentos adotados para evitar duplicidade ou emissão na contagem foram satisfatórios.A conservação de todos os documentos utilizados para o inventário (fichas. as mesmas verificações previstas para os casos do subitem 2.Anote a numeração das fichas. e. por setores ou áreas de estocagem. revisão de movimentação lançada nos registros ou fichas de estoque e apuração dos saldos.2.10. etc. etc.1. no que for aplicável. em decorrência dos resultados das contagens.: OBS.12. distribuídas e já recolhidas (por séries.6.foram devidamente substituídas. Conclusão Nº EXERC.11. etiquetas. junto ao responsável pelo inventário.13.2.Relacione – os em seus papéis de trabalho.13. por um prazo mínimo necessário à confirmação do resultado dos trabalhos. cláusulas de inalienabilidade.Se o controle processado sobre o recolhimento das pessoas é satisfatório.Identifique.4.) e verifique: 2.10. etc. de contagem.Provas para se certificar de que todos os estoques de propriedades da empresa foram inventariados.10.Efetue. estão sendo efetuados mediante prévia autorização do responsável pelo inventário e: 2.14. 2. etiquetas de contagem listagens. planilhas.Verifique se os procedimentos de após contagem incluem: 2. 2.: 161 . 2.Verifique se as alterações nos registros ou fichas de estoque. 2.12.Verifique se está se processando adequadamente o controle sobre as mesmas no sentido de que todas as distribuídas estão sendo recolhidas e processadas normalmente.).7. com comentários sobre as soluções dadas às diferenças mais significativas.13.). etc.4. 2. etc.Obtenha relação parcial ou total desses ajustes. sobre os mesmos: 2. 2. 2.9. pendentes de contagem.Se as diferenças significativas encontradas estão sendo investigadas adequadamente (recontagens. 8.14.

3. a seu juízo. apresentam falhas nos controles internos da empresa e que devam: a) b) ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno à empresa. 3. subitens respectivos registrando as alterações que se fizerem necessárias à sua atualização. ficaram pendentes de verificação.2. dos aspectos que. registradas no questionário de avaliação de controles internos incluído no programa ESTOQUES – GERAL.Resumo. merecer a atenção para efeitos dos programas de auditoria e sua extensão.Papel de trabalho – resumo dos trabalhos executados.3.1.1.1.1. a seu juízo. incluindo os pontos deste que. em forma tabular. colunas e espaços de “FEITO POR”.1. 3. “REVISADO POR” e “DATA” são de utilização obrigatória.Confronto do resultado dos trabalhos com as respostas. OBSERVAÇÃO: Os cabeçalhos. FEITO POR REVISADO POR DATA / DATA / / / 162 . por qualquer motivo. item 1.3.Anotações nos anexos apropriados do conjunto destes o resumo dos trabalhos executados.4. consignando opinião sobre o resultado dos mesmos. 3.1. descrições. possam compensar uma aparente falha de controle interno. etc.Descrição ou comentários resumidos sobre procedimentos alternativos ou situações especiais encontradas na empresa que.2. observações.5.

 as operações com investimentos ocorridos no período sob exame estão devidamente registradas e avaliadas.  a classificação e a divulgação no balanço são adequadas.  Periodicamente. Demonstração e exame da movimentação ocorrida nas contas quanto à sua origem. documentação suporte e critérios de avaliação. Controles Internos  Controle auxiliar contendo o histórico do investimento. para confronto com os registros contábeis.  O controle contábil e a guarda física dos títulos devem ser separados e atribuídos a pessoas diferentes.  A aprovação do investimentos original deve ser dada e níveis conforme o valor envolvido.7 AUDITORIA DO ATIVO PERMANENTE Investimentos .  os investimentos feitos pela empresa são perfeitamente identificáveis. principalmente aos negociáveis. Circularização. Procedimentos de Auditoria Aplicáveis    Avaliação dos controles internos existentes.  O acesso aos títulos.  Os títulos devem estar em nome da empresa.Objetivos do Exame Verificar se:  os investimentos da empresa são registrados nas contas em tempo hábil. deve ser permitido somente às pessoas formalmente autorizadas. 163 . ou endossados. Este deve ser confrontado periodicamente com os controles contábeis. deve ser feita uma contagem dos títulos na empresa ou circularização em fontes externas.  os critérios contábeis de registro são adequados e consistentes.8.

por pessoal alheio ao da custódia.2 – São mantidos registros subsidiários sobre os investimentos.FINDO: N/A REF. por pessoal independente do que lida com os registros e custódia (indicar por quem. sem registro contábil? 1.5 – São efetuadas circularizações periódicas sobre as posições dos títulos em poder de terceiros. AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS 1.1 – Os títulos em carteira. sendo conciliados mensalmente com os saldos do razão. por funcionários da contabilidade. por pessoal independente do que lida com os registros e custódia (indicar por quem. de forma evidenciada? 1. periodicidade e data da última efetuada)? 1. representativos dos investimentos.INVESTIMENTOS CLIENTE 1.3 – A custódia e registros referidos incluem ações bonificadas.4 – São efetuadas contagens periódicas dos títulos em carteira.6 – Os investimentos e baixas são autorizados pela direção.: 164 . são custodiados por pessoal independente do que lida com registros e controles em local seguro e inacessível a terceiros (indicar por quem?) 1.8. de forma evidenciada? Nº EXERC. periodicidade e data da última efetuada)? 1.7.: OBS.1 PROGRAMA DE AUDITORIA PARA TRABALHOS INTERMEDIÁRIOS OU DE ÍNTERIM E FINAL .

identificadas. c) se os dividendos recebidos forma baixados das próprias contas dos investimentos. b) se foram correspondidas nos registros subsidiários. verificando: a) se foram autorizadas pela direção. 2.: OBS.5 – Verificar se as contas que compõem este subgrupo classificam-se.8. além dos pontos descritos em 2.FINDO: N/A REF. indicar critério adotado).1 PROGRAMA DE AUDITORIA PARA TRABALHOS INTERMEDIÁRIOS OU DE ÍNTERIM E FINAL . verificando: a) se forma autorizadas pela direção. c) se foram registrados os resultados apurados nas contas de receitas ou despesas extra-operacionais e se esses resultados foram apurados adequadamente.: 2. se essa documentação é hábil e suficiente e se é mantida em arquivo permanente. 2.7. efetivamente.4 – Efetuar balanceamentos dos saldos do razão contra os registros subsidiários (havendo diferenças. d) conformam-se com os títulos em carteira. conformam-se com a documentação suporte. c) se as decorrentes de incentivos fiscais conformam com as declarações do imposto de renda. ainda.1 e 2. inclusive quanto ao desdobramento do custo de aquisição em ágio ou deságio. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – ÍNTERIM Nº EXERC. b) se forma correspondidas nos registros subsidiários. inclusive se este foi considerado com base em demonstrações contábeis formais levantadas em tempo hábil (caso contrário.2: a) a adequação do valor registrado em relação ao patrimônio líquido da investida. o seu fundamento econômico e a sua amortização. ajustadas em tempo hábil e de forma evidenciada). de forma evidenciada. 2. conformam-se com a documentação suporte e se essa documentação é hábil e suficiente. b) a adequação dos registros contábeis. se foram registradas em tempo hábil.1 – Examinar as principais adições do período.INVESTIMENTOS CLIENTE 2. se forma registradas em tempo hábil.3 – Nas aquisições e baixas de investimento relevantes em controladas e coligadas verificar. 2.2 – Examinar as principais baixas do período. no caso de baixas. verificar se são conciliadas. como investimentos. de forma evidenciada. 165 .

2 – Confira cálculos e contabilização da correção monetária. identificando. e cálculos e contabilização). PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – FINAL Nº EXERC. a partir: a. c) outros aspectos merecedores de atenção. a. 4.8.2 – o resultado da avaliação de controles internos efetuada. 3. relatórios.3 – Confira respostas aos pedidos de confirmação de saldos ou posições.1 – ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a 166 .6 – Certifique-se quanto à adequação da classificação e divulgação das contas nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas.1 – procedimentos alternativos utilizados pelo cliente.Ínterim a) Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste programa. b) constituição de provisão para perdas.1 – Examine as adições e baixas mais significativas havidas desde nossa visita de ínterim. no que for aplicável. quanto à: a) equivalência patrimonial.2 – da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria.INVESTIMENTOS CLIENTE 3. para estes dois últimos conceitos. etc. seguindo. 3.1 – da aplicação dos procedimentos previstos no item 2 do citado programa.1 PROGRAMA DE AUDITORIA PARA TRABALHOS INTERMEDIÁRIOS OU DE ÍNTERIM E FINAL . detalhadamente.2. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes. “regulares” e “insatisfatórios”. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente.FINDO: N/A REF.1 . que possam compensar as falhas de controle interno verificadas.7. as avaliações dos investimentos relevantes em controladas e coligadas (demonstrações contábeis. resumida e adequadamente: b. integralmente ou numa base de testes (extinta) 3. 3. b.5 – Confira saldos do razão contra registros ou posições subsidiárias. item 2. CONCLUSÃO 4.4 – Examine. os passos indicados neste programa.1.: OBS. em termos de “satisfatórios”. os pontos que os justificam e que devam: b. investigando divergências havidas.: 3. b) Registre na folha mestre. 3.

os pontos deste programa que. ou seja: c.3 – nos demais anexos. sócio ou diretor.1 – no anexo 04. na folha mestre.2 – Final a) Registre. b. a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa.serem remetidos ao cliente. quanto à aplicação dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior. c) Faça anotações nos anexos . por qualquer motivo.2 – nos demais anexos. espaço próprio. ficaram pendentes de verificação. espaço próprio.1 – no anexo 02. as situações aplicáveis ali requeridas. por qualquer motivo. os pontos de atenção para o gerente. bem como seus eventuais desvios.2 – no anexo 04.2. espaço próprio. c. b. ou seja: b.resumo dos trabalhos executados. ficaram pendentes de verificação. 4. FEITO POR REVISADO POR DATA / DATA / / / 167 . b) Faça anotações nas cédulas-resumo dos trabalhos executados. b. as situações aplicáveis ali requeridas.2 – merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. os pontos deste programa que.

1. faz com que o deságio passe a fazer parte do custo do investimento e não haverá tributação futura sobre ele. 326 – RIR/80 e PN – 10/78. sem discriminar o que era valor patrimonial. EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 1. autuar por diminuição indevida do lucro e tributar ainda o deságio não oferecido à tributação.1. Ver PN – 16/83. 261 parágrafo 2º RIR/80. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 168 .: OBS. A maneira de apurar o valor correto é fazer o cálculo de equivalência patrimonial na data da aquisição. Tal falha gera a ocorrência de: aumento do custo do investimento que foi baixado.1. se mantido. ágio ou deságio.: OBS. não escrituração do LALUR e não oferecimento à tributação do deságio. (cm extinta em 1/1/1996) 3. quando for o caso. Atentar para investimentos que na data da aquisição foram registrados pelo valor pago. Atentar ainda que: a) se o investimento foi alienado ou baixado posteriormente. Observe se foi lançado contra investimentos e estornada correção monetária receita.8. o disposto no art. A eventual avaliação será considerada reavaliação tributável. Tal procedimento. 258 do RIR/80. foi adotado o procedimento correto? Isto ocorre quando a coligada/controlada encerra seu balanço oficial após a data do balanço da investidora ou quando distribui dividendos intermediários. é bem provável que na época da aquisição já houvesse um deságio. art.7. 2.1. 8. observado. Foi feita equivalência patrimonial de investimento que deveria ser avaliado a custo? Tal procedimento é vedado pelo PN – 78/78. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL EXERC.FINDO: CLIENTE Nº REF. art. dividendos oriundos de lucros posteriores ao resultado que gerou a equivalência patrimonial.7. marcar “NÃO” (Não aplicável). quando a pergunta não se aplicar ao cliente/data.: Só referenciar e cruzar para a folha de trabalho onde fizer o N/A comentário quando a resposta for “NÃO”. Foi adotado o procedimento correto? Se na 1ª equivalência patrimonial já foi apurado resultado positivo.

seus cálculos conferem com os do cliente/depto.II. 264 parágrafo 3º todos RIR/80 art. o custo foi ajustado. para Perdas em Investimentos.1. parágrafo 1º art. se ainda permanece com investimento. conforme art. 248 III b da Lei 6. 323-RIR/80? Atentar para o deságio corrigido e Prov. Para todos os investimentos baixados. esta última antes já aproveitada no Lucro Real. 261 arts. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 169 . Extinta em 1/1/1996) 6. Todos os ágios que forma amortizados contabilmente foram escriturados no LALUR? Os ágios amortizados contabilmente foram adicionados ao Lucro Real do exercício? 5.: OBS. DIVERSOS 7. tal procedimento influirá no Lucro de Exploração. EXERC. As provisões para Perdas em investimentos e suas complemtações sempre foram constituídas na data do ecncerramento do exercício social? Qualquer constituição ou complementação fora desta data gera efeitos de correção monetária não dedutível. Pelo preenchimento dos mapas de Equivalência Patrimonial de cada empresa coligada/controlada. Bases legais: art. foram considerados os aspectos do art. Na alienação de ações. títulos ou quotas onde foram apurados prejuízos. 267-RIR/80 e AD-CST nº 20/84? *Sujeito Autuações 8.: 8. que será aumentado. se for o caso. (cm.CLIENTE Nº b) se o investimento permanece. DL 1978/82. * por não se tratar o resultado da equivalência patrimonial de ganhos ou lucros efetivos apurados na coligada ou controlada. quando se trata de ÁGIO. O (?) terá chance de escriturar este ÁGIO no LALUR.7. * o valor que reduziu do imposto por este efeito. Verificar os aspectos de operações amparadas no DL 1892/81. Vide PN-07/85. 9.FINDO: N/A REF. 260 – art.404/76 Na mesma situação. 259 I. 4.1. Ambos entram no cálculo corrigidos.

318 – RIR/80.: OBS. A perda na alienação ou baixa de investimentos adquiridos mediante dedução do IR devido pela pessoa jurídica foi adicionada ao Lucro Real? Art.7. 263-RIR/80. O IRF sobre dividendos recebidos está sendo compensado só com o IRF sobre dividendos pagos? INCENTIVOS FISCAIS 13. É uma forma de não oferecer à tributação aqui o prejuízo e aproveitar lá na outra empresa como dedutível.: 8. Concorda com a dedutibilidade da doação? 12. EXERC. 326) / Equivalência Patrimonial De maneira geral a tributação da Reserva de Reavaliação ocorre nas empresas que a constituíram.1.FINDO: N/A REF.: OBS. pois é nestas que ocorrem as realizações conforme art.Reserva de Reavaliação (art. Art.1. se a mesma não está sendo efetuada só com o objetivo de deduzir um prejuízo e escapar da correção monetária receita. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL CLIENTE Nº A princípio. O caso de investimento com ágio é particularidade que também nada afeta na tributação da controladora. se feita à compensação correta de que trata o art. 321-RIR/80. 326 parágrafo 3º RIR/80 e que são levadas a custo/despesa ou capitalizadas. quando considerar como dedutível do Lucro Real. PN – 10/82. 14. O PN – 10/82 admite como dedutível a doação de participações societárias para as entidades previstas nos arts. 11. só ocorre tributação na controladora referente a EXERC. Atentar para vendas a preço de custo desses investimentos para pessoa/empresa ligada.FINDO: N/A REF.: 170 . 244 e 24 RIR/80 Verifique na ocorrência de tal operação. As controladoras só devem baixar nos seus valores correspondidos de Investimentos e Reserva de Reavaliação os valores realizados nas coligadas ou controladas. Caracterizar na empresa compradora como distribuição disfarçada de lucros. A provisão para Perdas em Investimentos foi considerada como não dedutível e adicionada ao Lucro Real do exercício? Cabe ao cliente/depto provar a perda. 242. .CLIENTE Nº 10.

ocorrem situações em que as controladoras não registram as Reavaliações feitas em suas coligadas/controladas. A empresa reavaliou participação que deva avaliar pelo Patrimônio Líquido (equivalência patrimonial)? Ainda que constitua a Reserva de Reavaliação. de Reavaliação? Caso a empresa não tenha adotado esse procedimento ou tenha adotado em desacordo com o que especifica o art. ou no caso de existência de ágio com fundamento de mercado ainda não amortizado contabilmente. Crédito: Ágio e.7. Débito: Investimentos. Isto porque o custo do investimento baixado está acrescido de uma reavaliação ainda não realizada nas coligadas/controladas. Débito: Investimentos. No entanto.FINDO: N/A REF. 171 EXERC. se houver saldo Crédito: Res. 326. é tributável conforme artigo 327-RIR/80. do RIR/80? 16.1.reavaliações feitas nas coligadas/controladas quando a controladora alienar ou liquidar o investimento. Isto aumenta o custo do Investimento e apura resultado positivo não tributável de equivalência patrimonial. 15. essa Reavaliação feita em coligadas/controladas e que entrou no resultado da controlada via Equivalência Patrimonial deverá ser computada na determinação do Lucro Real da controladora/investidora. Crédito: Res.: OBS. A Reserva de Reavaliação constituída está de acordo com o art. A capitalização de Reserva na controladora também gera a tributação e incorpora ao custo do investimento. De Reavaliação. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL CLIENTE Nº Exemplo: É comum as investidoras não fazerem tais lançamentos quando as investidas fazem a Reavaliação e compensam com prejuízos. parágrafo 1º e 2º.1. Comentando para entendimento de algumas questões abaixo. 8. 263-RIR/80. 17: Toda a reavaliação feita em coligadas/controladas foi correspondido na controladora. Trata-se de acréscimo patrimonial indevido que se tornará redutor do lucro numa futura operação de alienação ou baixa.: .

Base legal para tributação: . nas coligadas ou controladas. Na empresa que efetuou a Reavaliação: a) foram oferecidos à tributação os valores realizados conforme art.FINDO: N/A REF. contabilizar a reavaliação feita. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL CLIENTE Nº b) se não foi estornada a correção monetária despesa calculada no Patrimônio Líquido. deve ser oferecido á tributação um valor igual ao custo residual da reavaliação constante no bem no início do exercício. 263-RIR/80 explicita a forma de compensar o ágio. . 172 EXERC. parágrafo 3º. Quando se tratar de capitalização da reserva.o art. deve ser oferecido à tributação um valor igual ao custo de reavaliação constante no bem.7. Alguns exemplos: a) se o valor realizado gerou o estorno da correção monetária-despesa calculada no exercício. 248 da Lei 6. baixar o valor contabilizado e a maneira de tributar. 326. 19. 8. no Patrimônio Líquido.: .PN – 82/78. RIR/80? b) os valores oferecidos à tributação são iguais ou maiores do que os calculados nas formas adiante citadas? . .Cálculos da Realização da Reserva de Reavaliação O auditor deve verificar em quanto à reavaliação feita influi no resultado do exercício e considerar esta influência como o valor realizado da reserva.: OBS. em coligadas/controladas.1. Aplica-se o mesmo enquadramento legal acima. A depreciação acumulada existente naquela data já teria de ter sido oferecida à tributação em exercícios anteriores.1. corrigido até o final do exercício em que houve a baixa. considera-se a reserva imediatamente realizada. de Reavaliação Crédito: Investimentos? O não lançamento acima afeta a apuração do resultado de equivalência patrimonial.o art. forma na controladora contabilizados: Débito: Res. Os valores da Reserva de Reavaliação computados no Lucro Real ou utilizados para compensar prejuízos. 18. com exceção de imóveis (DL 1978/82). 260-RIR/80 remete para o art.404/76 (Instrução CVM nº 01/78) que estabelece que o acréscimo ou redução do valor do investimento somente será registrado no resultado do exercício da controladora/investidora se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada/controlada.

Nessas situações a realização também ocorre nas mesmas condições do art. d) se a Reserva de Reavaliação foi capitalizada (com exceção de imóveis. art.: . na subscrição em bens de capital social. parágrafo 3º.Deste custo corrigido deve ser diminuída a depreciação acumulada existente no início do exercício.: OBS. parágrafo 2º e 3º.” 20. considera-se como realizado um valor igual à depreciação lançada no exercício. Reavaliação na Subscrição de Capital ou Valores Mobiliários (art. foi mantida no Patrimônio Líquido da sucessora a Reserva de Reavaliação? PN-82/78.1. no item 5. ou de valores 173 EXERC. este procedimento era vedado pela Inst. de Reavaliação compensou prejuízos contábeis superiores aos prejuízos fiscais existentes no LALUR. de que será apurada a realização na medida em que forem sendo depreciados ou no momento da baixa). CVM nº 15/84 revogou a nº 13/81 e passou a ser aceito esse procedimento contábil. se já oferecida à tributação em exercícios anteriores. Para empresas de capital aberto. do RIR/80: “.. A Inst. 8. Isto porque o Imposto de Renda e os dividendos a serem pagos seriam diminuídos em razão de uma maior correção monetária despesa. a reavaliação feita com observância do disposto no art. A empresa utilizando a Res. interpreta o art.1. RIR/80. 326. 326 do RIR/80 não resulta em aumento ou diminuição de carga tributária da pessoa jurídica que a procede. será considerado como realizado o valor capitalizado. e ofereceu o excesso à tributação? 21. PROGRAMA PARA REVISÃO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL CLIENTE Nº 22.7. c) se houver só depreciações no exercício.. Nos casos de incorporação e de transformação. 326. O parecer Normativo CST nº 27/81. fusão ou cisão. 329-RIR/80. CVM nº 13/81.foi constituída a reserva de reavaliação referente à contrapartida do aumento do valor de bens do ativo incorporados ao patrimônio de outra pessoa jurídica. OBSERVAÇÃO: A transferência da Reserva de Reavaliação para Lucros Acumulados tem sido entendida por alguns assessores fiscais de empresas como planejamento fiscal e financeiro.FINDO: N/A REF. 328-RIR/80): .

mobiliários emitidos por companhia? Neste tipo de operação. nesta operação. d. realização e tributação da Reserva de Reavaliação ocorre na empresa que cedeu os bens do seu ativo (pode ser imobilizado. FEITO POR REVISADO POR DATA DATA / / / / 174 . O cuidado que se deve ter é de ver a realização dos bens na empresa que os recebeu. dinheiro etc. b . que não tenha contrapartida em Reserva de Reavaliação. . ou o destino dado ao investimento ou Reserva de Reavaliação na empresa que cedeu os bens.). c. todo aumento de valor nos bens. a constituição.? Atentar que neste tipo de operação. foi realizada e computada na determinação do Lucro Real nas formas do art.A Reserva de Reavaliação. deve ser tributado. 328RIR/80 Parágrafo Único letras a. estoques.

.$ 3 – VALORES DA PARTICIPAÇÃO a) Valor total da participação – a valor nominal (com voto) b) Valor total da participação – a valor nominal (sem voto) c) Valor contábil da participação (incluindo ágio/deságio na aquisição) $ $ $ De um total de % de participação / / / / 4 – PORCENTAGEM DA PARTICIPAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DO INVESTIMENTO a)Sobre o Capital Votante Participação votante a valor nominal = Capital votante a valor nominal b) Sobre o Capital Total = = Participação total – a valor nominal = Capital votante nominal c) Classificação do Investimento ( ) Simples Investimento ( ) Investimento em coligada ( ) Investimento em controlada . Ações/quotas com direito de voto Quant.direta ( ) Investimento em controlada – indireta via: 5 – APURAÇÃO DA RELEVÂNCIA OU NÃO RELEVÂNCIA DO INVESTIMENTO 175 .8.... Ações sem direito de voto TOTAL Valor nominal de cada Ação/quota ....7... SUA CLASSIFICAÇÃO COMO COLIGADA/CONTROLADA SUA OBRIGATORIEDADE OU NÃO DE AVALIAÇÃO PELO MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 1 – DATA DOS BALANÇOS Da empresa investidora Da empresa investida 2 – PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA Possuídas Quant.1..2 MAPA DE APURAÇÃO DO RESULTADO – EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL EMPRESA: INVESTIMENTO NA EMPPRESA .

No caso de coligadas a relevância é indispensável. b) Patrimônio Líquido da investidora $ c) Porcentagem: a x 100 = RELEVANTE: SIM ( ) NÃO ( ) b d) Razão da relevância se positiva: Porcentagem C ( ) Conjunto de sociedades e controladas + de 15%( ) 6 a) OBRIGATORIEDADE DE AVALIAÇÃO PELO MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL: . quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação da investidora representar 20% ou mais do Capital Social da coligada. CVM 01/78. ) Investimento em cada controlada. 259 – RIR/80. ) No conjunto das sociedades coligadas e controladas. Para as Companhias Abertas: ( ( ( ) Investimento relevante em cada coligada. de que participe com 20% ou mais do Capital Social.Conforme exigências da Comissão de Valores Mobiliários e aceitas pela Receita Federal. 7 – DETERMINAÇÃO DA PORCENTAGEM DE PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SOCIAL DA COLIGADA/CONTROLADA a) Valor das ações ou quotas possuídas – a valor nominal (-) Valor da participação recíproca – a valor nominal = Valor ajustado da participação $ $ $ 176 . 261 e art. . seja ou não relevante. Para as Companhias Abertas e Instituições Financeiras.a) Valor contábil do investimento Valor contábil de Patrimônio Líquido (corrigido até 31/12/1995) (+) Ágio não amortizado (+) Crédito de qualquer natureza (-) Deságio não amortizado (-) Provisão para perdas TOTAL $ $ $ $ $ $ Apurado assim só para efeitos de relevância conforme Ins. se o valor contábil dos investimentos é igual ou superior a 15% do Patrimônio Líquido da investidora. Para fins de ajuste final na apuração da equivalência patrimonial considera o valor contábil de Patrimônio Líquido corrigido sem os ágios ou deságios não amortizados contabilmente – art. a Receita Federal admite que investimentos não relevantes em controladas sejam avaliados por Equivalência Patrimonial.Conforme artigo 258-RIR/80 ( ( b) ) Investimento relevante em sociedade controlada ) Investimento relevante em sociedade coligada sobre cuja administração tenha influência ou.

b) Valor do Capital Social da Coligada/controlada (sem a correção monetária do capital que estiver lançada em Res. Patrimonial Investimento: VALOR $ $ * Atentar para o fato de que deverá integrar o valor total do Patrimônio Líquido o valor dos dividendos propostos. 260-RIR/80) 9 – VALOR DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL – DETERMINAÇÃO DOS AJUSTES E LANÇAMENTO CONTÁBIL a) Equivalência Patrimonial: % de 7 vezes Patrimônio Líquido 8 = x = $ b) Ajustes Equivalência Patrimonial menos investimento (*) a valor contábil de Patrimônio Líquido – Corrigido. Patrimonial CRÉDITO CONTA Receita Equiv. de Capital) (-) Valor da participação recíproca – a valor nominal (-) Limitações de ações preferenciais (cálculos anexos) = Valor ajustado do Capital Social c) Percentagem de participação a = b 8 – DETERMINAÇÃO DO VALOR COLIGADA/CONTROLADA = AJUSTADO $ $ $ $ DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA a) b) Data do Balanço da Coligada/Controlada: Patrimônio Líquido: * Valor total conforme balanço / $ $ $ $ $ $ $ / (-) Direitos por limitação de ações preferenciais (anexar demonstração) (+) (-) Efeitos de diversidade de critérios contábeis (anexar demonstração) (-) Valor da participação recíproca (-) Resultados não realizados (anexar demonstração) (+) (-) Eventos significativos no período intermediário dos balanços = Patrimônio Líquido ajustado (art.$ = $ 10 – LANÇAMENTO CONTÁBIL DO AJUSTE: DÉBITO CONTA Investimento: Prejuízo Equiv. 177 . (*) Não computando ágios ou deságios não amortizados. $ .

 Existência de um sistema adequado de valorização.  Confronto periódico dos registros auxiliares com os contábeis.  os bens do imobilizado são de propriedade exclusiva da empresa e se são perfeitamente identificáveis. baixas ( obsolescência ou venda) e sobre variações aos orçamentos.  Exame da movimentação ocorrida nas contas. Controles Internos Ideais Verificar se há na empresa:  Critérios definidos para aprovação de compras.  Circularização. ou seja: exames das adições.8.8 AUDITORIA DO ATIVO IMOBILIZADO Objetivos do Exame Verificar se:  as inversões em bens do imobilizado são registradas em tempo hábil  as operações com bens do imobilizado ocorridas no período sob exame estão devidamente registradas. 178 .  a classificação e a divulgação no balanço são adequadas. Procedimentos de Auditoria Aplicáveis  Avaliação dos controles internos existentes.  Formalização de critérios sobre política de capitalização e reparos.  Controles auxiliares dos bens.  o valor do imobilizado é ajustado por provisões que reflitam o seu uso. exame das depreciações.  Critérios definidos de depreciação dos bens.  os bens do imobilizado representam ativo produtivo empregado nas atividades operacionais da empresa.  Controle efetivo sobre a movimentação física dos bens.  Elaboração de inventários periódicos e/ou forma alternativa da confirmação da existência física dos bens. exame das baixas/vendas. perecimento e obsolescência.  os ajustes aos valores capitalizados o são com base em fatos comprováveis como: depreciação. fornecendo o seu histórico.  os critérios contábeis de registro são adequados e consistentes. diferenças de inventário.

Avaliação de Controles Internos 1.1Existe na empresa um sistema de controle e registro individual dos bens do imobilizado? 1. impressão.1 PROGRAMA DE AUDITORIA PARA TRABALHOS INTERMEDIÁRIOS OU DE ÍNTERIM E FINAL .)? 1.IMOBILIZADOS CLIENTE 1.7O resultado do balanceamento e confronto mencionados é: relatado a pessoal responsável. com autorizações prévias para o caso das faltas verificadas (indicar quem autoriza)? Nº EXERC.5As contas do razão são balanceadas periodicamente contra o sistema de registro referido.8.FINDO: . etc. residuais e de alienações e baixas? d)dados identificativos da documentação suporte? e)as taxas de depreciação ou amortização? 1.4 O sistema de registro referido é da responsabilidade de pessoal independente da custódia dos bens (indicar de quem)? 1.2O sistema de controle prevê: a)estabelecimento de responsabilidade funcional sobre os bens às várias áreas da empresa? b)assinatura de termos de responsabilidade pelos bens locados? c)autorização prévia para a movimentação dos bens.: OBS.8. interna e externamente (indicar quem autoriza)? d)identificação dos bens mediante sistema de numeração ou codificações (chapas metálicas.: CLIENTE 179 Nº EXERC. de depreciação e amortização. de capitalização. quanto às faltas constatadas (indicar a quem)? origina ajustes nas posições contábil e subsidiária.FINDO: N/A REF.3O sistema de registro indica: a)identificação e individualização das características dos bens? b)localização e movimentação dos bens? c)valores de custo ou aquisição.6São inventariados periodicamente os bens e o resultado confrontado com os registros individuais e com o razão? 1. por pessoal da contabilidade? 1. (EXTINTA). de correção monetária.

? b)efetivo recebimento dos materiais e sua aplicação? c)sobras de materiais. ordens de compra. mantidos à disposição dos executores dos trabalhos ( contagens.: OBS. acompanhamento e controle? b)apurados e registrados adequadamente. quando de sua conclusão? 1. a empresa acompanha a sua execução.etc. no sentido de verificar: a)cotações de preços. em caixa ou bancos.11– As aquisições são informadas imediatamente.9 Os custos das imobilizações em andamento por conta própria são (descrever como se processa o controle): a)registrados de forma suficientemente detalhada a permitir determinação adequada.: . por pessoal competente para tal (indicar por quem)? N/A REF.: CLIENTE Nº 1.12 – Existe uma política definida para (descrevê-la): a)diferenciar despesas capitalizáveis das não capitalizáveis? b)definir montantes e itens que não devam ser imobilizados.: a)são efetivadas mediante memorandos ou requisições aprovados 180 EXERC. etc. inclusive para fins fiscais? 1.13 – Essa diferenciação e definição ficam evidenciadas na documentação suporte das despesas ou aquisições. além dos pontos anteriores.1. etc.: OBS.FINDO: N/A REF. orçamentos.14 As baixas por alienação. mão-de-obra e gastos gerais)? c)controlados de forma tal que permita a imediata transferência às contas definitivas. perecimento. computando-se na sua formação todos os gastos incorridos (materiais. obsoletismo. devidamente evidenciadas (indicar quem aprova)? 1.8 As aquisições ou acréscimos são efetuados: a)mediante ordens de compra devidamente aprovadas (indicar quem aprova)? b)mediante cotações de preços ou solicitação de orçamentos? c)mediante autorização prévia de pessoal competente para tal.)? 1. ao final dos trabalhos? d)Cronogramas físico-financeiros? e)Prestação de contas? f)fundos disponíveis. para fins de inclusão em cobertura de seguros? 1. conciliações.10Nas imobilizações em andamento por conta de terceiros.

: . conformam-se com a documentação 181 EXERC. de forma evidenciada. taxas. ordens de compra. verificando: a)se foram autorizadas pela direção.FINDO: N/A REF.2Examinar as principais baixas ocorridas no período. CLIENTE Nº 2.pela direção? b)esses documentos indicam os motivos das baixas e identificam perfeitamente os bens? c)são documentadas por notas fiscais. tomadas de preços. impostos.Procedimentos de Auditoria – Ínterim 2. desembaraços. g) inspeção física dos bens.). para os casos aplicáveis. despesas com escritura. etc.1Examinar as principais aquisições. mediante termo de responsabilidade? c)entregues para uso mediante requisições? 2. nos casos aplicáveis? d)são informadas imediatamente para fins de exclusão em cobertura de seguros? 1. c)conformam-se com as normas estabelecidas pela direção (concorrência. d)se forma aproveitados os créditos fiscais de IPI a que tem direito a empresa. taxas alfandegárias.15 Os bens não instalados. nas condições estabelecidas pela legislação fiscal. se foram registradas em tempo hábil. verificando ou efetuando: a)se forma autorizadas pela direção. de forma evidenciada. são: a)incluídos no sistema de controle e registro subsidiário? b)custodiados adequadamente.: OBS. despesa de instalação. b)se foram correspondidas nos registros subsidiários. etc. etc.). se essa documentação é hábil e suficiente e se é mantida em arquivo permanente.) ou à instalação e funcionamento dos demais bens (transporte. e)se os valores de custo são acrescidos os gastos adicionais necessários à transmissão da propriedade dos bens imóveis (impostos. incluindo ferramental. debitados em despesas ou desativadas. se forma registradas em tempo hábil. conformam-se com a documentação suporte. f)se foram informadas para fins de inclusão em cobertura de seguros.

mão-de-obra e gastos gerais. custos das imobilizações em andamento.2Confira cálculos e contabilização. 182 . d)se foram informadas para fins de exclusão em cobertura de seguros. inclusive para fins de correção (extinta) e depreciação adequadas (na data efetiva de conclusão das mesmas ou de recebimento e instalação dos bens).3Examinar as imobilizações em andamento.8– Verificar se as contas que compõem este subgrupo classificam-se. etc. quanto aos aspectos de avaliação e registros. 2. b)se foram transferidos para as contas definitivas em tempo hábil. inclusive em bens de terceiros). (benfeitorias. são devidamente capitalizadas.suporte e se essa documentação suporte é hábil e suficiente. desembaraços aduaneiros. 2.7– Examinar ajustes no razão em decorrência de levantamentos físicos efetuados. seguindo. 2. verificando: a)(incluem-se todos os custos dessas imobilizações. inclusive para fins de depreciação adequada. itens 2. impostos e taxas alfandegárias. inclusive quanto à depreciação até o momento de baixa (conferir a depreciação). no que for aplicável.4Verificar se os bens adquiridos são imobilizados somente a partir de sua efetiva instalação e utilização. 2.5– Verificar se as despesas das quais resultem aumento no prazo de vida útil dos bens. 3. 2.1Examine os valores principais da movimentação havida desde nossa visita de ínterim. transportes. para depreciação ou amortização posterior.1 a 2. ou aquelas realizadas com a intenção de reformas.6– Efetuar balanceamento dos saldos do razão contra registros subsidiários (havendo diferenças. etc. etc. como imobilizações. efetivamente.Procedimentos de Auditoria – Final 3. tais como: materiais.8. verificar se são conciliadas. os passos indicados neste programa. b)se foram correspondidas nos registros subsidiários.). integralmente ou numa base de testes: as depreciações. política de capitalização e reparos. c)se foram registrados os resultados apurados nas contas de receitas ou despesas extra-operacionais e se esses resultados foram apurados adequadamente. verificando se foram devidamente justificados e aprovados pela direção e se foram correspondidos nos registros subsidiários. 3. quanto a: a)adições e baixas. 2. amortizações ou exaustões. identificadas e ajustadas em tempo hábil e de forma evidenciada). instalações. ampliações.

9Certifique-se da adequada classificação e divulgação das contas nas demonstrações financeiras e nas notas explicativas. artigo 182.6Se houve reavaliação de bens próprios no exercício sob exame. depreciação.1 – da aplicação dos procedimentos previstos no irem 2 do citado programa.. 3. 3. que devam ser debitados aos resultados. 3. amortização ou exaustão. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes. d)se os valores das referidas realizações foram apurados adequadamente ( confira dita apuração. baixas por desativação. em decorrência de alienação dos bens. os valores de realização dessa reserva. manutenção ou outros.4Confira saldos do razão contra registros ou posições subsidiárias. b)Registre na folha mestre.7Se houve reavaliação de bens em controladas e/ou coligadas examine a constituição da reserva reflexa e suas baixas por realizações segundo os passos indicados nas letras “d” e “e” do subitem anterior (em conjugação com exame do patrimônio líquido e da avaliação de investimentos naquelas controladas e/ou coligadas).Conclusão 4. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente. 3.5Concilie os montantes das depreciações. 3. a partir: a. c)se a contrapartida da reavaliação foi efetuada na conta de “Reserva de Reavaliação”. etc. b)contabilização da mesma contra os valores registrados no referido laudo. b)gastos com reparos.se foram baixados da referida reserva.3. resumida e adequadamente: 183 . integralmente ou numa base de testes).2 – da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria. 4. nos termos da citada lei. verifique (em conjugação com exame do patrimônio líquido): a)aprovação da mesma e existência do respectivo laudo nos termos do artigo 8º da Lei nº 6404/76. a. parágrafo 3º. amortizações e exaustões contra os valores lançados nas contas de resultado.1Ínterim a)Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste programa.8Inspecione certidões de registros de imóveis obtidas por confirmação direta. para resultados acumulados. 3.3Certifique-se de que as imobilizações em andamento e/ou outras imobilizações não incluem: a)obras ou construções já concluídas.

por qualquer motivo. por qualquer motivo.1 – no anexo 04. bem como seus eventuais desvios.2. ficaram pendentes de verificação. os pontos deste programa. identificando. b. ou seja: b.resumo dos trabalhos executados. b. espaço próprio.2. espaço próprio. 4. quanto à aplicação dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior. “regulares” e “insatisfatórios”.2 – nos demais anexos. sócio ou diretor.3 – nos demais anexos. b)Faça anotações nos anexos . ficaram pendentes de verificação. b.2 Final a)Registre. as situações aplicáveis ali requeridas. que possam compensar as falhas de controle interno verificadas. b.2 – o resultado da avaliação de controles internos efetuada. os pontos que os justificam e que devam: b.1 – procedimentos alternativos utilizados pelo cliente. que. c. os pontos deste programa que.b. as situações aplicáveis ali requeridas. em termos de “satisfatórios”. na folha mestre desta seção.2 – merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. c)Faça anotações nos anexos . espaço próprio.1 – no anexo 02.resumo dos trabalhos executados. FEITO POR REVISADO POR DATA DATA / / / / 184 . ou seja: c.1 – ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente. os pontos de atenção para o gerente. para estes dois últimos conceitos. a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa.2 – no anexo 04.

Controles auxiliares dos valores registrados e confronto periódico dos mesmos com saldos contábeis. Critérios definidos sobre amortizações.  a classificação e a divulgação no balanço são adequadas.9 AUDITORIA DO ATIVO DIFERIDO Objetivos Do Exames Verificar se:  as inversões em despesas que beneficiarão os resultados de exercícios futuros são registradas em tempo hábil. 185 .  Exame da movimentação ocorrida nas contas.  as operações ocorridas no período sob exame estão devidamente registradas. Existência de um sistema adequado de valorização.  exame das baixas. ou seja:  exame das adições.8. Procedimentos de Auditoria Aplicáveis  Avaliação dos controles internos existentes.  os critérios contábeis de registro são adequados e consistentes.  as aplicações no diferido são amortizadas a partir do início do seu benefício ou no momento em que é determinada a sua inutilidade. Controles Internos     Critérios definidos para aprovação de adições e baixas.

: OBS.8.1 PROGRAMA DE AUDITORIA PARA TRABALHOS INTERMEDIÁRIOS OU DE ÍNTERIM E FINAL . reestruturação.FINDO: N/A REF. existem: a) sistema de autorização e prática de registros e acompanhamento por pessoal técnico (indicar esse pessoal)? b) formação de processos documentais à parte.4 As contas do razão identificam adequadamente. as despesas diferidas por sua natureza e espécie? 1. etc.3 O processo documental e o sistema de informações referidos anteriormente identificam.2? 1.: 186 .6 Sobre outras despesas diferidas a contabilidade mantém sistema de revisão e conciliação mensal que assegure a adequação dos saldos? Nº EXERC.DIFERIDO CLIENTE 1.9. efetuados por pessoal técnico? e) sistema de informações adequadas e em tempo hábil à contabilidade. os dados referidos em 1. para fins de registros? 1. no sentido de: a) balanceamentos mensais contra registros subsidiários? b) Identificação daquelas que serão indedutíveis na formação do lucro real. Avaliação de Controles Internos 1. no mínimo. motivos e comunicação para baixa? d) registros subsidiários das aplicações e seu acompanhamento. perfeitamente caracterizáveis das aplicações? c) laudos técnicos indicando: c. quando computadas no resultado do exercício.5 A contabilidade mantém controle sobre as despesas diferidas. para fins de registros contábeis.1 taxas e prazos de início e término das amortizações respectivas? c. via amortização? 1.2 Os registros subsidiários identificam a natureza e a espécie das aplicações por tipos de projetos? 1.2 desativação dos projetos.1 Sobre as aplicações de recursos em pesquisas e desenvolvimento. modernização e ampliação.

187 . desenvolvimento. etc.4 Verificar se as contas que compõem este subgrupo classificam-se. d) se foram correspondidos nos registros subsidiários.3 Efetuar balanceamento dos saldos do razão contra registros subsidiários. relatórios. verificando: a) se forma aprovados pela direção. quando aplicável. 2. se os mesmos estão em pleno desenvolvimento ou andamento e se conformam com planos e políticas internas (orçamentos.: 2. b) se foram correspondidas nos registros subsidiários e se foram adequadamente contabilizadas nas contas de resultado. reestruturação. c) se efetivamente referem-se a aplicações de recursos que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício. verificar se são conciliadas. Procedimentos de Auditoria – Ínterim Nº EXERC.. conformam-se com a documentação suporte. 2. etc.CLIENTE 2. se conformam com a documentação suporte e se essa documentação suporte é hábil e suficiente. identificadas e ajustadas em tempo hábil e de forma evidenciada). verificando se conferem entre si (havendo diferenças. se os registros contábeis são feitos em tempo hábil. 2. se os registros contábeis são feitos em tempo hábil. verificando: a) se estão suportadas por relatórios ou laudos técnicos. b) se relativos a projetos de pesquisa.2 Examinar as principais baixas do período.1 Examinar os principais acréscimos do período. efetivamente. no caso de desativação por inviabilidade de projetos.: OBS.FINDO: N/A REF. com vistos da direção. planos de produção. como despesas diferidas.).

e. em caso positivo. avalie.1 Examine os valores principais da movimentação havida desde nossa visita de ínterim. CLIENTE Nº EXERC.7 Confira os saldos do razão contra registros ou posições subsidiárias. seguindo. 3.5 Verifique se as amortizações das despesas pré-operacionais ou de ampliação. das amortizações.: 4. no que for aplicável. controles etc. estudos. integralmente ou numa base de testes. 3.2 Verifique se ocorreram mudanças importantes em procedimentos de contabilização.: OBS. c) incluem. pesquisas. 3. etc.: OBS. 3. etc.4 Certifique de que as despesas diferidas: a) não incluem valores relativos a projetos.9 Certifique-se da adequada classificação e divulgação das contas nas demonstrações contábeis nas notas explicativa.3 Confira cálculos e contabilização.. valores que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício.. os passos indicados neste programa. etc. b) não incluem valores que devam ser classificados no ativo realizável a longo prazo. abandonados por inviabilidade. efetivamente. 3.6 Concilie o montante das amortizações com valores lançados nas contas de resultado..FINDO: N/A REF. 3. itens relativos a adições e baixas.4 Verifique se os critérios de avaliação e apuração dos resultados. Conclusão 4. os reflexos ocasionados nos saldos das contas. inclusive quanto à sua consistência. incluem valores não dedutíveis para efeitos de imposto de renda e se os mesmos foram oferecidos à tributação de sua inclusão no lucro real. estão de acordo com os princípios de contabilidade.: 3. 3. inclusive quanto a amortizações. nas empresas em fase pré-operacional. modernização. 3. modernização. ou relativamente a despesas com ampliação.FINDO: N/A REF.1 Ínterim a) Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste 188 . detidamente.CLIENTE 3 Procedimentos de Auditoria – Final Nº EXERC.

1 da aplicação dos procedimentos previstos no item 2 do citado programa: a. resumida e adequadamente: b. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente. b. b) Faça anotações nos anexos . espaço próprio. os pontos de atenção para o gerente. 4. quanto à aplicação dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior.resumo dos trabalhos executados. sócio ou diretor. c) Faça anotações nos anexos . as situações aplicáveis ali requeridas.1 ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente. as situações aplicáveis ali requeridas.2. espaço próprio. ficaram pendentes de verificação. c. “regulares” e “insatisfatórios”. a partir: a.1 no anexo 04. FEITO POR DATA / REVISADO POR DATA / / / 189 .2. a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa.2 da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria. b.2 nos demais anexos. para estes dois últimos conceitos. b) Registre na folha mestre. espaço próprio. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes. por qualquer motivo.3 nos demais anexos. que possam compensar as falhas de controle interno verificadas.programa. identificando. os pontos deste programa que.2 o resultado da avaliação de controles internos efetuada. b. por qualquer motivo.1 procedimentos alternativos utilizados pelo cliente. os pontos que os justificam e que devam: b.resumo dos trabalhos executados. bem como seus eventuais desvios. em termos de “satisfatórios”. ou seja: b.2 merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. ficaram pendentes e verificação.2 Final a) Registre. os pontos deste programa que. ou seja: c.1 no anexo 02.2 no anexo 04. b. na folha-mestre desta seção.

190 . Corte das operações com fornecedores. Teste de compras. Exame dos pagamentos subseqüentes. Exame da adequação das provisões constituídas.  Autorização para liquidação ou renovação de empréstimos. Demonstrações e exame da movimentação das contas com instituições financeiras.  Os ajustes aos valores inicialmente contratados (juros e variação monetária e cambial) são apropriados dentro de seus períodos de competência e de forma completa.  Critérios definidos e sistema de aprovação para pagamentos diferentes daqueles originalmente contratados.  A classificação e a divulgação no balanço são adequadas.  Confirmação periódica dos saldos contábeis e auxiliares com fontes externas.8.  Todas as obrigações passíveis de mensuração são registradas. Teste de folha de pagamento. Objetivos do Exame  Verificar se:  Os valores exigíveis são contabilizados em tempo hábil e pelo seu total.  Os pagamentos efetuados pela empresa são devidamente escriturados e efetuados aos beneficiários que têm o direito de recebê-los.10 AUDITORIA DO PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Controles Internos Ideais  Segregação de funções entre o controle de contas a pagar. Procedimentos de Auditoria Aplicáveis         Avaliação dos controles internos existentes.  Confronto periódico entre os registros auxiliares e os contábeis.  Critérios para a formação de provisões e passivos contingentes.  Autorização para tomada de recursos externos. caixa e o setor contábil.  Os critérios contábeis de registro são adequados e consistentes.  Os passivos contingentes que porventura existirem estão registrados.  Existência de um sistema adequado de valorização e demonstração.  As obrigações.  Registros com base em documentação hábil e aprovada.  Critérios definidos e sistema de aprovação para pagamentos. Circularização. contas a pagar e provisões registradas são autênticas e se decorrem de operações normais da empresa.

8.10.1 PROGRAMA DE AUDITORIA DO PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO CLIENTE EXERCÍCIO 1. AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS 1.1 a) FORNECEDORES A contabilidade e o setor de contas a pagar estão adequadamente organizados, no sentido de manter as obrigações sob permanente controle e vigilância, quanto à (descreva como se processam os registros e controles, quais são e indique modelos de formulários em uso, n.º de vias e destinação): posições e vencimentos dos títulos? registros adequados, suficientes e em tempo hábil? que evitem pagamentos indevidos, em atraso ou em duplicidade? Existe um sistema adequado para registro e controle das contas a pagar em geral, especialmente quanto à (descrever como se processa): compras e despesas de menor valor, efetuados fora do alcance dos controles estabelecidos para as principais ou de maior vulto? conferências de preços, quantidades, entradas e consumos, autorizações, etc.? Os registros e controles das contas a pagar são mantidos de forma inacessível ao pessoal ligado a: preparação e emissão de ordens de compra? recepção, controle e registro de estoques? pagamentos (caixa)? O setor de contas a pagar efetua análises e resumos mensais adequados, indicando: Composição dos saldos por títulos em aberto? n.ºs dos títulos, valores e vencimentos? faixas de vencimentos (vencidos e a vencer)? portadores dos títulos (em carteira, em cobrança, caucionados, descontados, etc.)? Estas análises e resumos são enviadas à contabilidade, para conciliação mensal, sendo investigadas e corrigidas eventuais diferenças existentes, de forma evidenciada (indicar por quem e data da última conciliação)? A documentação da compra é conferida e aprovada para pagamento, quanto às (indicar se existem evidências e quem confere e aprova): quantidades, preços, prazos de entrega e de vencimento, descontos, bonificações ou outras condições, contra a ordem de compra? 191
N/A REF. OBS.

a.1 a.2 a.3 b) b.1 b.2 c) c.1 c.2 c.3 d) d.1 d.2 d.3 d.4 e)

f) f.1 -

f.2 f.3 g) g.1 g.2 g.3 h)

i) i.1 i.2 j)

somas e cálculos, inclusive de impostos e despesas acessórias incidentes? Relações ou boletins de recepção e destes com as relações da portaria? Quem efetua a referida conferência é independente de (indicar quem): preparação e emissão de ordens de compra? recepção, controle e registro de estoques? pagamentos (caixa) Existe uma política prevendo que, sempre que possível, as obrigações sejam pagas em datas que possibilitem aproveitar os descontos vantajosos por pagamentos antecipados (indicar quem controla e quem autoriza)? Quanto aos adiantamentos a fornecedores a documentação é conferida e aprovada para pagamentos (indicar se existem evidências e quem confere e aprova)? são controlados quanto a prazo de liquidação, mesmo que previstos (indicar por quem e quais as medidas, a partir desses prazos)? São solicitadas confirmações periódicas diretas de saldos por funcionário não responsável pelos controles das contas a pagar e pelos pagamentos (indicar por quem e data das últimas confirmações efetuadas)? Quanto aos pedidos de confirmação mencionados (indicar como e por quem): são efetuados de maneira satisfatória a garantir um bom índice de repostas? são controlados no sentido de garantir a efetiva expedição? as divergências ou discordâncias manifestadas nas respostas são investigadas no sentido de conciliação com as posições da contabilidade e de contas a pagar (indicar a data da última conciliação)? São solicitados aos fornecedores exclusivos ou especiais, e às pessoas ligadas, extratos mensais das contas, para fins de conciliação, investigação e regularização de pendências; de forma evidenciada (indicar por quem e data da última conciliação)?

k) k.1 k.2 k.3 -

l)

1.2 a) a.1 a.2 -

OUTRAS CONTAS A PAGAR A contabilidade mantém, sobre as demais contas a pagar: revisão mensal, investigando-se contas com saldos antigos, sem movimentação ou devedores? conciliações mensais com registros mantidos em outros setores da empresa? 192

a.3 b)

c) c.1 c.2 d) d.1 -

conciliações mensais com extratos de contas de empresas ligadas? As referidas revisão e conciliações são evidenciadas e investigadas as diferenças eventualmente apuradas, para regularização (indicar as datas das últimas revisão e conciliações)? A contabilidade prepara análises demonstrativas mensais das posições das contas, indicando, por credor ou conta: datas, históricos da natureza da operação, n.ºs dos documentos, saldos e valores que os compõem? prazos efetivos ou previstos para pagamento? Os encargos (juros, correção monetária, variação cambial, etc.) incidentes sobre as contas, por força legal ou contratual, são: calculados e conferidos devidamente e mantidas as memórias de cálculos com evidência da conferência (indicar por quem)? reconhecidos contabilmente por regime de competência? Para suportar os lançamentos nestas contas a contabilidade exige: documentação conveniente, devidamente preenchida e assinada pelo beneficiário? conferência e aprovação por pessoa responsável (indicar por quem)? documentação evidenciada quanto aos vencimentos, mesmo que previstos? Sobre as demais contas a pagar existe sistema de controle no sentido de (indicar quem e como controla e autoriza): revisão e aprovação por pessoal adequado? conferência contra documentação adequada e aprovada? evitar pagamentos indevidos, em atraso ou em duplicidade? São efetuados pedidos de confirmação direta de saldos e investigadas eventuais discordâncias manifestadas nas respostas (indicar por quem e se os trabalhos se desenvolvem de acordo com os procedimentos de acordo com os procedimentos previstos para as contas de fornecedores)? PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – ÍNTERIM FORNECEDORES Obtenha relação ou posição atual das contas dos fornecedores, efetuando, numa base de testes: conferência contra os saldos contábeis e contra os registros de contas a pagar; conferência de somas e confronto do total com a conta do 193

d.2 e) e.1 e.2 e.3 f) f.1 f.2 f.3 g)

2. 2.1 a) a.1 a.2 -

a.3 b)

b.1 b.2 b.3 b.4 c) c.1 c.2 d)

razão geral; exame de pagamentos subseqüentes. Examine, numa base de testes, lançamentos efetuados nas principais contas de fornecedores, efetuando (leve em conta os exames já cobertos através de testes de pagamentos ou de compras): exame das nota fiscais, atentando para evidência de recebimentos dos bens ou materiais adquiridos; verificação de registro nas fichas de estoque ou de controle patrimonial; exame de recibos, duplicatas quitadas e cópias de cheques emitidos para pagamentos; exames necessários à comprovação de que, nos casos de fornecimento de serviços, eles foram efetivamente prestados (indicar nos papéis o trabalho feito). Revise as fichas de razão dos fornecedores, investigando, detalhadamente: a existência de contas com saldos devedores e de contas tais como: “notas fiscais a pagar”, “pagamentos a classificar”, “diversos”, etc.; lançamentos que pareçam incomuns, não relacionados às atividades normais da empresa ou pendentes por tempo excessivo. Examine processos de conciliações das contas dos fornecedores, certificando-se da validade das pendências indicadas e de sua eliminação posterior (para o exame, leve em conta a possível existência de extratos de contas com controladas e coligadas e a de respostas a circularização efetuada na própria empresa). Para um determinado período, examine notas de débito emitidas contra fornecedores, procedendo, quanto às mesmas, como segue: confira seqüência numérica, investigando qualquer número faltante; confira lançamentos contábeis; verifique o efetivo abatimento nas contas a pagar. Revise a movimentação das contas de descontos, abatimentos e devoluções de compras, com o objetivo de verificar:
S/N REF. OBS.

e) e.1 e.2 e.3 f)

f.1 f.2 2.2 a) a.1 -

valores eventualmente não suportados por notas de débito; valores eventualmente não abatidos nos registros das contas a pagar. OUTRAS CONTAS A PAGAR Examine a movimentação das contas com instituições financeiras, para um determinado período, compreendendo: revisão detalhada dos contratos, efetuando descrição 194

a.2 a.3 a.4 -

a.5 a.6 a.7 b) b.1 b.2 b.3 b.4 -

b.5 b.6 b.7 c) c.1 -

resumida dos mesmos, incluindo as garantias existentes; conferência dos valores lançados contra os dados desses contratos; conferência dos pagamentos contra avisos bancários e/ou cópias de cheques; conferência dos cálculos de atualização dos saldos e apropriação de encargos devidos, inclusive por atraso nos pagamentos, e de sua contabilização nas respectivas contas de despesas; verificação de pagamentos subseqüentes; confronto dos saldos contra extratos ou registros e posições subsidiárias, atentando para eventuais divergências existentes e sua eliminação posterior; conferência de classificação das contas nas demonstrações financeiras, em função dos prazos contratuais. Examine a movimentação das contas com pessoas ligadas (controladas, coligadas, diretores e outros), para um determinado período, compreendendo: revisão dos contratos, identificando a natureza das operações; descrição resumida desses contratos e suas condições, incluindo as garantias existentes; conferência de pagamentos contra avisos de débito e/ou cópias de cheques; conferência de cálculos de atualização de saldos e apropriação de encargos devidos, inclusive por atrasos nos pagamentos, e de sua contabilização nas respectivas contas de despesas; verificação de pagamentos subseqüentes; confronto dos saldos contra extratos ou registros e posições subsidiárias, investigando divergências havidas e sua efetiva eliminação posterior; conferência de classificação das contas nas demonstrações financeiras, em função dos prazos habituais ou contratuais das operações. Examine a movimentação das contas de debêntures, para m determinado período, compreendendo: Revisão do seu processo documental, efetuando descrição resumida das condições, prazos de resgate, prêmios, correção monetária, conversibilidade em ações, etc.; incluindo garantias existentes; conferência dos valores lançados contra os dados dos contratos de emissão; conferência dos pagamentos contra cópias de cheques ou débitos em contas bancárias; conferência dos cálculos de atualização de saldos e apropriação de encargos e de sua contabilização nas respectivas contas de despesas; verificação de pagamentos subseqüentes; 195

c.2 c.3 c.4 c.5 -

c.6 -

c.7 c.8 d) d.1 d.2 d.3 e) e.1 e.2 e.3 -

f) f.1 -

f.2 f.3 f.4 g) g.1 -

verificação do tratamento contábil dado às despesas de emissão e colocação das despesas (comissão de agenciamento, inclusive “underwight”), bem como dos deságios; revisão e conferência dos processos de conversão em ações; revisão e conferência da classificação das contas nas demonstrações financeiras, em função dos prazos de vencimento das debêntures. Examine as provisões para férias, 13º salário e encargos respectivos, para um determinado período, compreendendo: conferência de cálculos e somas nas relações analíticas preparadas pela área de pessoal, integralmente ou numa base de testes, bem como dos períodos aquisitivos; conferência dos valores lançados contra as referidas relações e contra as contas de despesas respectivas; revisão documental relativo aos pagamentos (recibos, cópias de cheques, relações de débitos às contas bancárias, etc.). Examine a movimentação ocorrida na provisão para imposto de renda, para um determinado período, compreendendo: conferência dos cálculos de atualização de saldos e de apropriação de encargos por atrasos nos pagamentos e de sua contabilização nas respectivas contas de despesas, inclusive por parcelamento de débitos; revisão documental dos pagamentos, inclusive subseqüentes, contra guias de recolhimento e cópias de cheques e destes contra declaração do imposto de renda; revisão e conferência da classificação nas demonstrações financeiras quanto aos valores decorrentes de parcelamentos de débitos, em função dos prazos respectivos. Examine a movimentação das contas de impostos e contribuições a pagar, para um determinado período, compreendendo: conferência de cálculos de atualização de saldos e apropriação de encargos por atrasos nos pagamentos, incluindo processos de parcelamento, e de sua contabilização nas contas respectivas de despesas; Conferência de valores lançados e dos saldos contra livros fiscais; revisão documental dos pagamentos, inclusive subseqüentes, contra guias de recolhimento, cópias de cheques ou débitos às contas bancárias; revisão e conferência da classificação das contas nas demonstrações financeiras, para os casos de parcelamento, em função de seus prazos. Examine a movimentação das contas de dividendos e participações a pagar, para um determinado período, procedendo como segue: para os valores distribuídos no próprio exercício sob exame, 196

g.2 g.3 g.4 -

g.5 h) h.1 h.2 -

h.3 i) j)

j.1 j.2 j.3 k) l) l.1 l.2 -

verifique registro contábil contra atas das assembléias gerais ou de reuniões da diretoria, incluindo conferência dos montantes e dos valores individuais aos beneficiários; confira processos de pagamento, inclusive subseqüentes, contra recibos, cópias de cheques, débitos nas contas bancárias, etc. e respectivas autorizações; confira cálculos e contabilização do imposto de renda retido na fonte; para os dividendos sobre ações ao portador, não reclamados no prazo de 120 dias fixado para início dos pagamentos, verifique depósitos em conta bancária vinculada no Banco do Brasil ou retenção e recolhimento do imposto de renda na fonte; verifique a eventual existência de dividendos sobre ações nominativas com prazos de pagamentos prescritos, a reverter para resultados. Examine as contas de adiantamentos a clientes, para um determinado período, compreendendo: revisão documental (contratos, recibos, avisos de crédito às contas bancárias); investigação sobre saldos existentes por tempo excessivo, sem movimentação, no sentido de se certificar de que efetivamente ainda estejam pendentes de fornecimento de bens ou serviços; revisão e conferência da classificação dos saldos nas demonstrações financeiras, em função dos prazos habituais ou contratuais das operações. Efetue testes globais para os casos aplicáveis (PIS, FINSOCIAL), verificando contabilização nas contas de despesas. Examine as contas de credores diversos, no sentido de verificar se as obrigações são autênticas e se representam obrigações por efetiva utilização de bens ou serviços pela empresa. Para tanto: revise documentação suporte, verificando evidência de recebimento dos bens ou utilização dos serviços; inspecione ordens de compra, autorizações de fornecimento, solicitações internas de serviços, etc.; efetue inspeções físicas, verifique registros de estoques, etc. Examine conciliações das outras contas a pagar, no sentido de se certificar da procedência e efetiva regularização de eventuais pendências indicadas. Revise as outras contas a pagar, em complementos aos exames antes descritos, investigando, detalhadamente: a existência de contas com saldos devedores ou pendentes por tempo excessivo; a existência de contas tais como: “diversos”, “contas a classificar”, “valores a pagar”, etc.;

197

b) verificação de pagamentos subseqüentes.1 . ou adotando aqueles que entender necessária a (indicar nos papéis o trabalho feito): certificar-se da validade dos registros em relação às atividades normais da empresa.1.1. d) alguns testes documentais sobre os pagamentos lançados.4 . investigando qualquer valor ou operação julgada incomum ou anormal. para um período imediatamente anterior ao fechamento. etc.2 m. inclusive por riscos conhecidos e calculáveis. notas de débito ou contas a pagar. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – FINAL FORNECEDORES m. efetuando: a) comparação de saldos contra a ficha contábil analítica. 3. 3. “pagamentos a classificar”.1. diferenças de preços.3 3. segundo os procedimentos anteriores. em função dos prazos habituais ou contratuais das operações. satisfazendo-se quanto à correção da classificação em curto e longo prazos.5 . c) investigação de contas tais como: “notas fiscais a pagar”.1 m.Investigue. atualizadas até a data-base dos exames.Selecione. integralmente ou numa base de testes: das somas e dos saldos contra o razão geral ou auxiliar. análises e posições e vencimentos das contas e verifique a correção. 3. e) determinação de contas com vencimentos superiores há um ano. a existência de (indicar com quem foram tratados os assuntos): a) compras ou cancelamentos de compras de valores substanciais.1. com registros ainda não efetuados por estarem as mercadorias em trânsito ou pendentes de apreciação e aprovação os processos respectivos. que devam ser reclassificadas. faturamentos adicionais ou a) b) b) 198 .1.3 m) registros que pareçam incomuns às atividades normais da empresa.1.Obtenha relações. das conciliações e regularização efetiva das pendências .compare os vencimentos com a posição examinada na visita de ínterim e investigue as variações significativas havidas. “diversos”. se houver. certificar-se da adequação dos saldos em representar as obrigações da empresa. com base nas relações acima. 3.Examine os resumos ou registros de compras.1 3. 3. contas para testes. certificar-se da adequada classificação dos saldos nas demonstrações financeiras. Examine a movimentação e saldos de outras contas a pagar não previstas neste programa.. junto a pessoal responsável.2 .3 . no que for aplicável.

notas de débito contra fornecedores. OUTRAS CONTAS A PAGAR Examine as demais contas a pagar.2 3. 3.Para o período compreendido entre a data do balanço e a da nossa visita. no sentido de verificar que correspondam efetivamente a esse período. para as principais contas a pagar.. investigando divergências havidas.12 - 3. descontos. no que couber. de valores materiais. verifique: documentação ou registros de compras e de contas a pagar.1.1.2. bem como devoluções. Confira respostas aos pedidos de confirmação de saldos. etc.10 - 3. que devam estar registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis e/ou nas notas explicativas.1. Para o período compreendido entre a data do balanço e a da nossa visita. Identifique contas sujeitas à atualização e encargos por força contratual ou legal. Revise os principais procedimentos.1 - extraordinários.7 - 3. Identifique contas com pessoas ligadas e certifique-se da validade das mesmas quanto à sua origem e operações praticadas. no sentido de atentar para modificações importantes que mereçam exames adicionais. Investigue.2. pessoas ligadas ou outras dessa espécie. etc. principalmente quanto a credores diversos.1. os procedimentos 199 .3. no sentido de certificar-se de que estão devidamente reconhecidos e provisionados os referidos encargos e atualização. registros e controles sobre as compras e contas a pagar havidos desde a nossa visita preliminar. reclamados pelos credores em situações especiais. inclusive por riscos conhecidos ou calculáveis.1. os passos indicados neste programa. até a data do balanço.Verifique liquidações subseqüentes.13 3. em coordenação com o “corte” dos estoques.2 . atualização dos saldos e apropriação de encargos e classificação nas demonstrações financeiras. incluindo provisões. item 2.2. Examine as compras de valores substanciais ocorridas no período posterior ao fechamento.11 a) b) 3.. etc. seguindo no que for aplicável. no sentido de certificar-se de que não existem passivos não registrados na data do encerramento do exercício.9 - 3.. junto a pessoal responsável.8 - 3.6 - 3.2. 3. a possível existência de compromissos por compras extraordinárias ou especiais. integralmente ou numa base de testes. letras “A” a “M”. aplique.3 . a existência litígios e demandas contratuais.1. inclusive por atraso nos pagamentos.1. no sentido de certificar-se que correspondem efetivamente a esse período.1. Certifique-se da correção dos procedimentos aplicados pela empresa para o “corte” das compras que originaram obrigações nos períodos imediatamente anterior e posterior ao encerramento do exercício.

1 .2.2 a) .o resultado da avaliação de controles internos efetuada. 4.6 . resumida e adequadamente: procedimentos alternativos utilizados no cliente. anterior. 3.merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão.Idem quanto ao procedimento previsto no subitem 3.da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria. para estes dois últimos conceitos. incluindo entre visitas com pessoal habilitado do cliente.2.1.2. na folha-mestre desta seção. “regulares” e “insatisfatórios”. FINAL Registre.1 .5 . quanto à aplicação dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior. 3. ficaram pendentes de verificação.ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes.4 .2. que b.1 a) CONCLUSÃO ÍNTERIM Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste programa.11. as situações aplicáveis ali requeridas. Nos demais anexos. b. 3.2.7 .1 c.7. b) Registre na folha mestre. bem como 200 4. identificando. letras “A” e “B”. investigando divergências havidas. a partir: a.da aplicação dos procedimentos previstos no item 2 do citado programa. por qualquer motivo. os pontos que os justificam e que devam: b. a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa.1 .previstos no subitem 3. a.2 . espaço próprio. 3.possam compensar as falhas de controle interno verificadas.Confira respostas aos pedidos de confirmação de saldos.2 . c) Faça anotações nos anexos .1.Examine respostas às circulares enviadas a advogados. os pontos deste programa que.2 No anexo 04. ou seja: c.resumo dos trabalhos executados.2. 4. b.Certifique-se da adequada classificação e divulgação das contas nas demonstrações financeiras e nas notas explicativas.2 . em termos de “satisfatórios”. avaliando a necessidade de provisionamento de valores decorrentes de demandas e litígios fiscais ou outros e de reclamatórias trabalhistas ou a sua divulgação nas notas explicativas.

os pontos deste programa que. as situações aplicáveis ali requeridas. DATA DATA / / / / FEITO POR REVISADO POR 201 . espaço próprio.3 - seus eventuais desvios.b) b. nos demais anexos. por qualquer motivo. Faça anotações nos anexos .1 b. ou seja: No anexo 02. espaço próprio. sócio ou diretor. No anexo 04. ficaram pendentes de verificação.2 b. os pontos de atenção para o gerente.resumo dos trabalhos executados.

3 a) b) c) 2.1. envolvendo: conferência dos valores da mão-de-obra e dos encargos contra folhas de pagamento ou registros da área de pessoal.1 2. OBS.1. 2. compreendendo: inspeção da documentação suporte dos registros efetuados nessas contas. atentando para sua propriedade e correlação com as atividades normais da empresa e com a própria natureza das operações. pelos questionários contidos nos programas das contas e operações ativas e passivas. Verificação de que as baixas ocorridas nessas contas foram correspondidas.1. conferência dos dados registrados nessas relações contra requisições respectivas. 2.1 - 2. conferência de cálculos e somas dos registros subsidiários dos custos de produção. Testes sobre consumo ou aplicações de materiais. em tempo hábil e por efetiva realização de resultados. etc.2 a) b) c) d) 2. aquelas situações que não se encontrarem nessas condições.8.: AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS Os controles internos sobre resultado de exercícios futuros são cobertos. incluindo cálculos e somas. baixas nos registros ou fichas de estoques. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Examine a movimentação das contas de receitas e custos ou despesas de exercícios futuros. portanto. para um determinado período. de uma maneira geral.11 PROGRAMA DE AUDITORIA DO REF – RESULTADO DO EXERCÍCIO FUTURO S/N REF. tornando mais racional e objetiva a sua execução. detalhadamente. que tais questionários já tenham sido respondidos antecipadamente à aplicação deste programa. 1. conferência da apropriação dos gastos gerais contra bases e volumes de rateio. OBS. conferência de cálculos e somas das requisições e de seus valores unitários contra registros ou fichas de estoque. relatórios.4 - a) 202 . nas contas de resultado. É conveniente. certificando-se de que: se justificam ou têm explicações aceitáveis tais situações. efetivamente. ordens de serviço. Testes sobre apropriações de mão-de-obra e encargos respectivos e das despesas gerais contra registros subsidiários dos custos de produção.. etc. investigando. envolvendo: conferência de cálculos e somas de relações discriminativas.1.

º do artigo 186. Confronte saldos contábeis com registros ou posições subsidiárias dos custos de produção.12 AUDITORIA DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Prevê o § 2. mesmo de acordo com as normas fiscais existentes quanto a resultados de operações a curto ou longo prazos. por qualquer motivo. que a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. resumo. 3.3 - não se refletem na apuração dos resultados do exercício anterior ou do próprio exercício.º 6.resumo dos trabalhos executados. incluindo os pontos deste programa que. não colidem com as referidas normas contábeis. possam compensar uma aparente falha de controle interno. determinação legal com referência à obrigação de elaboração e publicação dessa demonstração. investigando pendências verificadas. Feito Por:___________________________________________ Data: ____/ ____/ ______ Revisado Por:_______________________________________ Data: ____/ ____/ ______ 8. colunas e espaços de “FEITO POR”. dos aspectos que. no sentido de certificar-se de sua validade e eliminação posterior.2 c) OBSERVAÇÃO: Os cabeçalhos. apresentam falhas nos controles internos da empresa e que devam: ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno à empresa. efetue: descrição ou comentários resumidos sobre procedimentos alternativos ou situações especiais encontradas na empresa que. “REVISADO POR” e “DATA” são de utilização obrigatória. em forma tabular. CONCLUSÃO Uma vez completado este programa de auditoria. merecer a atenção para efeitos dos programas de auditoria e sua extensão. Não há.b) 2. 203 . ficaram pendentes de verificação. Verificar se os saldos das contas apresentadas neste grupo são realmente imputáveis a exercícios seguintes e se a sua classificação e apresentação nas demonstrações financeiras: está adequada às normas contábeis respectivas.1 a) b) b.1 b.404/76.2 - 2. da Lei n. a) b) 3. anotações nos anexos apropriados do conjunto de anexos . a seu juízo. se elaborada e publicada pela companhia. a seu juízo. portanto.

º da Instrução CVM n. de modo a evidenciar com clareza e de forma sucinta. NOTA: Temos visto publicações dessa demonstração com nome de “Mutações Patrimoniais”.º 6.º. nos incisos II e IV. ambos da lei 6. as subdivisões dos agrupamentos do patrimônio liquido prevista nos artigos 5. 6.º 59 prevê maior abertura nessa demonstração. declara que “a companhia poderá indicar. em nota explicativa. da Instrução CVM n. da referida lei das sociedades por ações.º do artigo 186. das reservas de capital. Os artigos 5. porém. do artigo 22 da Lei n. bem como nos §§ 4. no mínimo.º do artigo 176. Com fundamento nesse dispositivo legal. na qual torna obrigatória a elaboração e publicação da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido pelas companhias abertas. de dezembro de 1986 (DOU de 30. a Comissão de Valores Mobiliários baixou a instrução CVM n.404/76 e. 6. respectivamente. ou fazer uso de quadros analíticos. ainda.385/76.º e 7. os itens a seguir. caso a demonstração fique muito extensa para efeito de publicação. declara a CVM “serão explicitas as alterações ocorridas no período abrangido pela demonstração.º do artigo 177. (Recomendamos a leitura na integra da Instrução CVM nº.12. A demonstração em causa já vinha sendo publicada por várias empresas. como veremos a seguir.º e 4º tratam. A Instrução CVM n. o § 3. 59/86) Alguns esclarecimentos da Instrução O artigo 10. apresenta as mutações havidas no patrimônio líquido da empresa. sendo certo que a Lei das Sociedades por Ações não definiu o seu conteúdo e forma de apresentação.No entanto. do § único. das reservas de reavaliação e das de lucros.º 59 declara que a demonstração contemplara.º. segregados em oito colunas que discriminarão:         descrição das mutações capital realizado atualizado reservas de capital reservas de reavaliação reservas de lucros lucros ou prejuízos acumulados ações em tesouraria total do patrimônio líquido Na primeira coluna. A demonstração em causa. 204 . pois qualquer lançamento contábil representa uma mutação patrimonial. de que estamos tratando.º. o que representa enorme erro.º 59. e 2. Títulos e subtítulos das colunas O artigo 2.86). a natureza das mutações e seus fundamentos”.º 59/86. prevê que as demonstrações contábeis das companhias abertas observação às normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

“a conta de lucros acumulados contemplará apenas a parcela a frações de lucros que não possam ser computadas na declaração do dividendo por ação”. operações. excluída a correção monetária do capital realizado.404/76 poderá ser registrada nesta coluna. esse artigo.598/77) Deverão ser informados. nas colunas próprias.º 6.De acordo com o artigo 8. a nosso ver. Esclarece. ainda não capitalizado (alínea c. Extinta a partir de 1/1/1996) A Correção monetária do capital realizado (extinta a partir de 01/01/1996) é registrada. Capital realizado atualizado A nota esclarece que este grupamento é exigido tão somente para efeito da demonstração das mutações do patrimônio líquido. não tem base legal. acrescentando. Pensamos esclarecer melhor os interessados eliminado a palavra primeiramente. Os prejuízos remanescentes. enquanto não capitalizada. Examinemos tais esclarecimentos. Para efeito fiscal (apuração de lucros e reservas que excedem o capital social das companhias – artigo 65 do Decreto – lei n. na sentença a que se refere esta nota. Reservas de capital As reservas de capital representam acréscimo efetivos aos ativos da companhia que não foram originados dos lucros auferidos em suas. poderão ser. § 7.º da Instrução.598/77) o valor do capital social compreende o saldo da reserva de capital formado com a correção monetária do capital realizado. em seguida. absorvidos pelas reservas de capital. dos valores que correspondem a mutações do patrimônio líquido.º observa que “somente poderá haver saldo na conta de prejuízos acumulados se esgotadas todas as reservas de lucros. perdoe-nos a CVM por discordarmos da orientação. a qual. inclusive a reserva legal”. no balanço. os dados sobre o capital autorizado. DL n. (cm. bem como os agrupamentos de contas previstos nessa demonstração. Classificam – se como 205 .º 1. exceto a correção monetária do capital realizado. Poderíamos entender que a Instrução estaria dando a opção de absorver o saldo dos prejuízos que superaram as reservas de lucros. Nota explicativa da Instrução CVM n. como reserva de capital.º 1. que às reservas de lucros.º 59/86 A nota explicativa procura esclarecer o registro. e não propriamente uma reserva. primeiramente pelas reservas de capital. compreendendo o capital subscrito pelos acionistas.º. Se tiver sido essa intenção. utilizando essa correção do capital. 65. primeiramente. No próprio modelo da demonstração a CVM reconhece que a Reserva de Correção Monetária do Capital Realizado é parte desse capital. art. poderão ser (vide nota) absorvidos pelas reservas de capital. O § único desse artigo 8. exceto a correção monetária do capital realizado. que a retenção de lucros prevista no artigo 196 da Lei n. ainda. em nota explicativa. e . deduzindo da parcela ainda não integralizada e adicionada à parcela não capitalizada da correção monetária do capital realizado. se a companhia o possuir. NOTA: A CVM declara que esses prejuízos remanescente. que excederem às reservas de lucros.

por proposta dos órgãos da administração à assembléia de acionistas. As doações recebidas.  reserva de reavaliação de coligadas/controladas. As subvenções recebidas poderão ser para investimentos ou para custeio. Como vimos no item anterior. Observa a CVM que a hipótese de atualização da reserva de reavaliação para a compensação de prejuízos acumulados está condicionada à inexistência de reservas de lucros e de reservas de capital. As primeiras serão registradas como reserva de capital. o resultado da capital realizado atualizado. Reserva legal – deve assegurar a integridade do capital social somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Como as reavaliações de ativo podem processar – se tanto na companhia controladora/investidora quanto nas empresas controladas/investidas. produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. reservas para contingências. Poderão ser criadas desde que. de 05. pois constituem auxilio financeiro para fazer face às suas despesas.” É conceito contido na Deliberação CVM n. Reservas estatutárias – são reservas constituídas por determinação do estatuto social da companhia.º 27. as segundas como receita extraordinária. uma reserva de capital. reservas estatutárias. retenção de lucros. podendo ser em bens ou direitos. reserva de lucros a realizar. terão como contrapartida de registro no ativo. abandonando-se o princípio do custo corrigido. para cada uma:  seja indica a finalidade para a qual foi criada.02.reservas de capital: o ágio na subscrição de ações. Reservas de lucros As reservas de lucros legalmente previstas são:      reserva legal. deve ser feito a valor de mercado. a CVM prevê um agrupamento dividido em:  reserva de reavaliação de ativos próprios.86. bem como contribuições governamentais sob a forma de subvenções por incentivos. doações e subvenções para investimentos. 206 . Todas elas constituídas pela destinação do lucro líquido do exercício. Reserva de reavaliação “A reavaliação significa a adoção do valor de mercado para os bens reavaliados. apesar de registro como reserva de capital. Esse registro recomenda a CVM. nessa ordem. prêmios na emissão de debêntures.

Fundamentos para a constituição da reserva para contingência Segundo a C. Provisão para contingências Segundo a CVM. que muitas denominam de “Reserva para reforço do capital de giro” A CVM declara não ser admitida criação de reserva para finalidade já atendidas por outras e muito menos por provisões. porém reduzindo o montante sobre o qual se calculará o dividendo obrigatório. em contrapartida da conta de lucros acumulados. Em obediência ao regime de 207 . não repetitivos) ainda ocorridos. no grupamento de reserva de lucros.404/76. indenizações trabalhista.V. são constituídas por propostas dos órgãos da administração com a finalidade de compensar.M. prevista em seus estatutos. estabelecendo as características de cada uma. Tem-se observado que as companhias. Alerta a C. se ocorrida à perda. em exercício futuro. revertida para lucros acumulados. sejam fixados os critérios para o cálculo da parcela anual do lucro líquido que será destinada à sua constituição. demandas judiciais. A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões que justificaram a sua constituição ou em que a perda se efetivar.M. integrando a base cálculo para efeito de pagamento do dividendo . não afetando o resultado do exercício. vêm destinado todo saldo a uma reserva específica. de que haverá casos em que será aplicável a constituição de provisão para contingências e não de reserva de contingências. a diminuição do lucro por perda julgada provável e que possa ter seu valor estimado monetariamente. após a distribuição do dividendo mínimo e das participações diversas.  a reserva será. são estes os principais fundamentos para a constituição da reserva de contingência:  dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais (extraordinários. em exercício futuro.V. utilizando parcela de lucros que seria distribuídas como dividendo. ocorrendo ou não o evento esperado. será registrada no resultado do exercício dessa ocorrência.  a reserva de contingência é conta integrante do patrimônio líquido. porém. Reserva para contingências Previstas no artigo 195 da Lei n.  seja estabelecido o limite máximo de sua constituição..º 6.  representa uma destinação do lucro líquido do exercício. tais como: prejuízos eventuais. A parcela anual do lucro líquido destinada à constituição da reserva não poderá prejudicar o pagamento do dividendo mínimo obrigatório. o correspondente desembolso ou perda. as particularidades quanto à provisão para contingência são:  sua finalidade é dar cobertura a perdas ou despesas cujo fato gerador já tenha havido. devedores duvidosos.

para efeito de pagamento do imposto de renda. além do dividendo mínimo obrigatório. Sobra ou insuficiência. qualquer provisão necessária que não tiver sido constituída deverá ser qualificada em nota explicativa e ressalva no parecer do auditor. sendo justificada por orçamento de capital. não haverá. com isso deturpando totalmente os resultados apurados. ajuste de custo de bens do ativo. como o evento que serviu de base à provisão já ocorreu.º 6. porém. deverá haver justificativa em nota explicativa sobre o fundamento legal dessa retenção. há necessidade de nota explicativa às demonstrações contábeis esclarecendo o fato e mencionando a impossibilidade. a titulo de dividendos. ou se o valor não for mensurável. 208 .404/76 prevê a constituição da Reserva de Retenção de Lucros. contingências fiscais ou trabalhistas. algumas vezes. em princípio. reversão dos valores registrados nessa provisão. ou venha a ser negativo com sua constituição. de pequena monta. como perdas extraordinárias. influenciando normalmente o resultado do exercício ou os custos de produção. fixo ou circulante. reserva para plano de investimento etc. que será classificada como passivo exigível.    competência há necessidade da apropriação Contábil dessas perdas ou despesas ao resultado do exercício. Retenção de lucros A retenção de lucros deve ser proposta pêlos órgãos da administração da companhia. para efeito de constituição de reserva:  o saldo credor da conta de registro das contrapartidas dos ajustes de correção monetária (extinta em 1/1/1996). perdas prováveis na realização de investimentos. O principal objetivo da retenção de lucros é a não distribuição de maiores parcelas de lucros. resulta de estimativa feita à época da constituição. havendo dificuldade de calcular. indenizações contratuais. porém. garantia de funcionamento de produtos industriais etc. Ter havido contratação de indexação com referência ao evento que determinou a sua constituição. (extinta em 1/1/1996) podendo.404/76. Se estiver compreendida na conta de Lucros Acumulados. deve ser constituída mesmo que o resultado da empresa lá se apresente deficitário. são lucros a realizar. Geralmente constitui-se provisão de contingência para os seguintes casos: créditos duvidosos. a provisão para contingência não está sujeita a correção monetária do balanço. na época de sua constituição. tendo em vista a necessidade de recursos da companhia para atendimento de seu plano orçamentário. Nem todas as provisões são aceitas pelo Fisco como dedutíveis na determinação do lucro real. Reserva de lucros a realizar De acordo com o artigo 197 da Lei n. Por esse motivo muitos empresários não aceitam apresentar seus balanços com a constituição dessas provisões não dedutíveis. O artigo 196 da Lei 6. ela se apresenta com os outros nomes: reserva de lucros para expansão. Quando se tratar de sociedade de capital aberto. se relevante. despesas ou custos.

porém. sua absorção poderá ser feita com reservas de capital. e frações de centavos. considerada tributada. não cabendo quaisquer retenções indiscriminadas na conta de Lucros Acumulados. O valor da reserva compões o resultado do exercício sendo. divulgado os parâmetros utilizados pela companhia em função da natureza dos itens componentes dos lucros a realizar. no caso do estatuto estipular dividendo mínimo obrigatório. nessa ordem. NOTA: A reserva de lucros a realizar tem por finalidade retirar do cálculo do dividendo a distribuir valores ainda não realizados (financeiramente) pela companhia. o aumento do valor do investimento em coligadas e controladas. (a correção monetária foi extinta para fins societário e tributário a partir de 1/1/1996) Outras reservas de lucros No agrupamento poderão ser incluídas outras reservas de lucros. devidamente justificada por orçamento de capital. para serem tributadas à medida de sua realização. a constituição da reserva só poderá ater-se ao montante que ultrapassar a soma das seguintes reservas. expressão que não aparecerá na escrituração da empresa. devendo. exceto a de correção monetária do capital (extinta a partir de 1/1/1996). Se. Lucros ou Prejuízos Acumulados É entendimento da C. fiscalmente. reserva excedente de exaustão. reservas para contingência e retenção de lucros. A sua constituição. ainda assim. constituídas no exercício: reserva legal. porém. este será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados.  o lucro em vendas a prazo realizável após o término do exercício seguinte. reserva sobre lucro na venda de Imóveis. No primeiro caso. Neste caso. poderão ser excluídas na determinação do lucro real. é denominado lucro inflacionário diferido.V. as destinações cabíveis seriam a título de retenção de lucros. em nota explicativa. por se tratar de cálculo exclusivamente fiscal. 209 . saldo já existente. remanescer saldo. Exemplos: reserva especial de dividendos.º 6. As verbas que a compõem. pelas reservas de lucros e pela reserva legal. portanto. devem ser objeto de nota explicativa às demonstrações contábeis. ou para pagamento de dividendos complementares ao mínimo obrigatório. a parcela de lucro remanescente. ser justificativa a sua natureza. reservas estatuárias. saldo credor de registro dos ajustes de correção monetária. etc. não computados na declaração do dividendo por ação. Na hipótese da ocorrência de prejuízo. que. bem como a sua realização.404/76. após as destinações para as reservas de lucros e para o pagamento do dividendo obrigatório.M. a totalidade do lucro líquido do exercício deverá ter a sua destinação definida. a exclusão terá montante diferente e que. anterior à vigência da Lei n. Deverá ser destinada. Apuração o montante das verbas acima citadas.

pela C. 8. tendo em vista erros aritméticos à época. só poderá ser caracterizado quando se tratar de contabilização inadequada. Ajuste de exercícios anteriores A linha correspondente a ajuste de exercício anteriores. tratando-se como ajuste a parcela que deveria ter sido incluída ou excluída do patrimônio líquido. caso o critério adotado estivesse vigorando. com isso ficando esclarecido que tais ajustes devem refletir.V. recomenda a C.  a classificação e a divulgação no balanço são adequadas. as reservas e os resultados acumulados pertencentes aos acionistas estão devidamente registrados nas contas próprias.  os critérios contábeis de registros são adequados e consistentes. devam ser criteriosamente analisados. uma coluna para registro do saldo dessa operação. porém um retorno do capital investido.º 6.M.Ações em tesouraria A aquisição de ações de própria emissão da companhia não representa investimento. As conseqüências da mudança de critério contábil no exercício deverão ser aferidas em comparação com critérios adotados anteriormente. Lembra que a Lei n.  as destinações do lucro líquido do exercício estão de acordo com a lei. verificar se a entidade dispõe de: 210 . com os estatutos e com as decisões dos acionistas. No modelo de demonstração das mutações do patrimônio líquido foi considerada. má interpretação ou qualquer outra razão.12. seja por descuido. porém. desde que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes. portanto. Podem ser erros aritméticos significativos no tratamento de dados corretos. no ano anterior. bem como aquela correspondente ao imposto de renda sobre tais ajustes.404/76 declara serem assim considerados apenas os ajustes decorrentes da mudança de critério contábil ou de retificação de erro imputável a exercício anterior. pelo resultado do exercício. indica valores nas colunas de lucros acumulados e total.  as operações ocorridas durante o período sob exame foram registradas em tempo hábil e com adequação.1 OBJETIVOS DA AUDITORIA NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Objetivos do Exame Verificar-se:  O capital social.M.. Controles Internos Condições ideais. No caso de erro imputável a exercício anterior. No balanço patrimonial.V. Sobre os ajustes de exercício anteriores. sua apresentação deve ser feita dedutivamente da conta de patrimônio líquido que representou a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.

Exame dos livros dos registros de ações.021/90 Ter proibido a emissão de ações ao portador ou endossáveis e dado o prazo de dois anos para as companhias que as houvessem emitido passá-las à forma nominativa (arts. Segregação de funções relativas à guarda dos registros auxiliares das ações do capital social e dos registros contábeis respectivos. Nota: (1) Além desses livros. fideicomisso.º 6. que deverão ser assinados pela cedente e pelo cessionário ou seus legítimos representantes.  Atas e Pareceres do Conselho Fiscal.º 6.  Atas das Assembléias Gerais.12.  Critérios definidos e aprovação superior para qualquer variação ao capital social.  Critérios definidos para uma adequada apropriação do resultado do exercício. além dos livros contábeis e fiscais obrigatórios para pessoas jurídicas em geral.  Transferência de Ações Nominativas.2 LIVROS SOCIAIS Comentários A companhia ou sociedade por ações deve ter. usufruto.404/76) com as alterações da Lei nº. Procedimentos de Auditoria Aplicáveis     Avaliação dos controles internos existentes. Todavia. destinado a lançamento dos termos de transferência. o art. a obrigatoriedade de manutenção desse livro ficou restrita às 211 . no qual devem ser feitas a inscrição. de uma em outra espécie ou classe. 100 da Lei n.  Atas das Reuniões da Diretoria.  Presença dos Acionistas. (d) do resgate. reembolso e amortização das ações. Exame da movimentação ocorrida nas contas. Da alienação fiduciária em garantia ou de qualquer ônus que grave as ações ou obste sua negociação. 8.  Aprovação para pagamento de rendimentos do capital. (e) das mutações operadas pela alienação ou transferência de ações. ou de sua aquisição pela companhia.º 8. focalizados neste texto. e (f) do penhor.404/76 contempla também a obrigatoriedade do livro Registro de Ações Endossáveis. (c) das conversões de ações. 100 da Lei das S/A (Lei n. Exame das atas de reuniões dos administradores (leitura e registro resumido).  Existência de um sistema adequado de valorização. em virtude de a Lei n. Livros Sempre Obrigatórios  Registro de Ações Nominativas. 4º e 5º). a anotação ou a averbação: (a) do nome do acionista e do número de suas ações. 9.  Aprovação de qualquer acréscimo ou decréscimo patrimonial que não decorra do resultado do exercício. (b) das entradas ou prestações de capital realizado.457/97. os livros sociais previstos no art.

ao adquirente de ações interessa ter conhecimento da existência de ônus constituídos sobre ações nominativas (penhor.  Atas de Reuniões do Conselho de Administração se houver esse órgão na companhia. ficaram obrigadas a manter também o livro Registro de Debêntures Nominativas não Endossáveis. proibido. as sociedades que emitiram.º 94/84.companhias que antes do advento da referida lei. porque os atos neles assentados podem produzir efeitos em relação a terceiros não acionistas.12. devem conter termos de abertura e de encerramento. Deste modo. cuja averbação deve obrigatoriamente em garantia etc.  Registro de Partes Beneficiárias Endossáveis e registro de Bônus de Subscrição Endossáveis. de que tratou o item III da Portaria do MF n.).º 486/69). (Por exemplo. em seu art. e ser submetidos à autenticação do órgão competente do Registro do Comércio (§ 2º do art. cujo modelo foi aprovado pela Instrução Normativa do SRF n. 5º do Decretolei n.).021/90. Livros Obrigatórios em Alguns Casos  Registro de Partes Beneficiárias Nominativas e Transferência de Partes Beneficiárias Nominativas. 2ª.º 121/84.º 2. na forma prevista no Decreto – lei n. a partir da data de sua publicação (13.133/84. mesmo não sendo acionista. cuja averbação deve obrigatoriamente constar do livro Registro de Ações Nominativas. emitiram ações sob a forma endossável. Autenticação pelo Órgão de Registro do Comércio Os livros sociais das companhias devem ser revestidos das mesmas formalidades legais exigidas para os livros mercantis obrigatórios. debêntures nominativas não endossáveis. se esses títulos tiverem sido emitidos pela companhia. referidos anteriormente são dotados de caráter público.85. a emissão de títulos ao portador ou nominativos endossáveis. 212 . alienação fiduciária em garantia etc.º 8. até 31. 100 da Lei das S/A). cobrando o custo do serviço (§ 1º do art. usufruto.04. Livros de Registros Relativos a Títulos e Valores Mobiliários Emitidos pela Companhia Caráter público Os livros de registros relativos aos valores mobiliários (títulos) emitidos pela companhia. A lei assegura o acesso às informações sobre os registros destes livros a pessoas estranhas ao corpo acionário. (b) Além dos livros referidos. devendo a companhia fornecer certidões dos assentados deles constantes a qualquer pessoa que os solicitar. Notas: (a) A Lei n. se esses títulos tiverem sido emitidos pela companhia (vide 1ª nota abaixo).90).

aprovados pela CVM. 102 da Lei das S/A). observadas as normas expedidas pela CVM. Os §§ 1º e 2º do citado art. o agente emissor deve manter. cópia dos extratos das contas de depósito das ações e a lista dos acionistas com a quantidade das respectivas ações. 101 da Lei das S/A Neste caso. As dúvidas suscitadas entre o acionista. a respeito das averbações ordenadas pela Lei das S/A. conforme autorizado pelo art. à instituição financeira depositária das ações das ações. ao menos uma vez por ano. os livros focalizados neste item podem ser substituídos por registros mecanizados ou eletrônicos. com o numero dos títulos de cada um. o agente emissor de certificados ou a instituição financeira depositária das ações escriturais. e uma vez por ano preparar lista dos seus titulares. Ações escriturais A instituição financeira depositária de ações escriturais deverá fornecer à companhia. essa atribuição competente ao agente emissor e. Escrituração pelo agente emissor de certificados Quando a companhia tiver contratado com instituição financeira autorizada pela CVM. Competência para dirimir duvida levantada sobre registros. mediante sistemas adequados.Companhias abertas Nas companhias abertas. autenticada no Registro do Comércio e arquivada na companhia. ou sobre anotações. lançamentos ou transferência de ações. partes beneficiárias. 101 da Lei das S/A estabelecem que: I – os termos de transferência de ações nominativas perante o agente emissor podem ser lavrados em folhas soltas. à vista do certificado da ação. ou qualquer interessado e a companhia. no qual serão averbados a transferência e o nome e qualificação do adquirente. a escrituração e a guarda dos livros de registro e transferência de ações e a emissão de certificados (nas condições previstas no art. o agente emissor de certificados pode substituir os livros de registro de títulos emitidos pela companhia pela sua própria escrituração (do agente emissor). 27 da Lei das S/A). em livros autenticados pelo Registro do Comércio e arquivados no agente emissor. que serão encadernadas em livros autenticados no Registro do Comércio e arquivados na instituição financeira (art. Fiscalização dos registros A companhia deve verificar a regularidade das transferências e da constituição de direitos ou ônus sobre os valores mobiliários de sua emissão (art. Na hipótese tratada no subitem 4. no caso de ações escriturais (subitem 4. os registros de propriedade das ações. 103 da Lei das S/A). debêntures ou bônus de 213 . debêntures e bônus de subscrição. partes beneficiárias. II – os termos de transferência em folhas soltas deverão ser encadernados em ordem cronológica.4).3. a qual será encadernada.

tais requisitos legais foram satisfeitos. da Lei das S/A). § 3º.11. Responsabilidade da companhia A companhia é responsável pelos prejuízos que causar aos interessados. desde que observadas.subscrição. quando à autenticação. de 28. A seguir. No caso examinado. Ressalte-se que nesse pronunciamento judicial ficou patente que a formulação de tal pedido de exibição de livros não pode se dar por mera curiosidade ou interesse particular. 103. por vícios ou irregularidades verificadas nos livros de registros relativos aos valores mobiliários emitidos (art. da Lei das S/A). Deve estar embaçada em indicação correta dos atos que teriam sido praticados ao arrepio da lei ou do estatuto. o que foi comprovado pela certidão do Oficial da Justiça. direito de regresso contra a instituição depositária (art. Nota: Tratando-se de companhia aberta. as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. a íntegra do Acórdão mencionado: “Acórdão de 08. deverão ser observadas.85” 214 . não excede ao fixado pela CVM. que há dois anos a empresa não levantava suas demonstrações financeiras e que seus diretores estavam constantemente ausentes da sede social.05. entre outras alegações. entretanto. uma vez que o autor afirmou. serão dirimidas pelo juiz competente para solucionar as dúvidas levantadas pelos oficiais dos registros públicos. 104 da Lei das S/A). respondendo perante acionistas e terceiros pelos prejuízos decorrentes de atrasos culposos (art. para a autenticação de instrumento de escrituração mercantil pelos mencionados sistemas. Exibição Dos Livros A Acionistas Por Ordem Judicial Um caso concreto A sétima Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. em julgamento de Agravo de Instrumento contra decisão de 1ª instância que determinara a exibição de livros em causa. À companhia incumbe o dever de diligenciar para que os atos de emissão e substituição de certificados e de transferência e averbações nos livros sociais sejam praticados no menor prazo possível. executadas as questões atinentes à substância do direito (art. parágrafo único. as mesmas normas estabelecidas no referido ato. cuja apreciação depende da exibição dos livros sociais. ainda.34.º 257. parágrafo único.º 35/91 expressamente admite a utilização de sistema mecanizado ou eletrônico. nos livros de registro ou transferência. da Lei das S/A). 104. A companhia também é responsável pelas perdas e danos causados aos interessados decorrentes de erros ou irregularidade no serviço de ações escriturais (subitem 4. Escrituração por Sistema Mecanizado ou por Processamento Eletrônico A Instrução Normativa do Diretor-Geral do DNRC n. cabendo a esta. proferiu o Acórdão adiante mantendo a decisão agravada.85. para substituir os livros sociais das companhias. da Sétima Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – Boletim JUCESP n.4).

de irregularidades no balanço”. vol. em verdade. 261). “Das Sociedades Anônimas no Direito Brasileiro”. A ação é sumária embora seja satisfativa a pretensão do autor (Ovídio Baptista da Silva. pág. 142. 08 de maio de 1985. Não se permite a formulação do pedido de exibição de livros “para o fim de satisfazer mera curiosidade ou simples interesse particular” advertem (Egberto Lacerda Teixeira e José Alexandre Tavares Guerreiro. pois o autor afirmou na inicial que ré. cinco por cento (5%) do capital social. “Sociedade Comerciais”. pelo menos. adotado o relatório de fl. quanto à ação de desapropriação em curso” (fl. Cuida – se. O direito à exibição dos livros da sociedade é reconhecido. ou não. pois visa à tutela de direito à exibição prevista em direito material (art. No caso.476-1. em Sétima Câmara Civil do Tribunal de Justiça.. É o caso. com votos vencedores. II. XI. Pelo exposto. 17). bem como esclareceu o magistrado. além dos que são a seguir desenvolvidos. que esclareceu não haver conseguido localizar os representantes da ré que “encontram-se permanente viajando” (fl. aos seus acionistas. o principal investimento da companhia é alienado a preço vil. Aliás. a nota de cautelaridade na pretensão cumulada. da comarca de São Paulo em que é agravante X. ausentes da sede social. E a sumariedade é substancial no sentido de que a cognição não é completa e exauriente. Um dos apontados pelo autor como autorizadores da tutela reclama é ausência constante dos diretores na sede social da empresa e tal afirmativa restou corroborada pela certidão do Oficial de Justiça. sendo agravado P/A : Acordam. A efetiva ocorrência. Isso no tocante à exibição . Lejur. 2.Presidente e Relator 8. pág. é improvido o agravo. Merece subsistir. São Paulo. os diretores. somente com a exibição dos livros poderá ser apurada.3 PODERES – ASSEMBLÉIA GERAL 215 .Kazuo Watanabe . Curso de Dir. verossimilhança decorrente da própria narrativa e pela existência de qualquer desmentido nos autos) ou senão a alegação de fundada suspeita de graves irregularidades graves e enunciação de fatos e circunstâncias que tornam fundada a suspeita). 5ª ed. decisão agravada. Comercial. ora apelante: “há dois anos não levanta as suas demonstrações financeiras o negócio social está sendo desativado. ao acionista ou grupo de acionistas que representem. anotam os mesmos autores (op. O julgamento teve a participação dos Desembargadores Nelson Hanada e Godofredo Mauro. do Processo Cautelar. E loc. pelo próprio direito material tutelado se extrai essa sumariedade. no exercício de suas funções e nada é esclarecido. pois o legislador se satisfaz com a indicação dos altos violadores da lei ou do estatuto (indicação verossímil. v. RT. por exemplo. negar provimento ao agravo. relatados e discutidos este autos de agravo de instrumento n. E havia razão. Comentários ao Código de Processo Civil. pág. para a concessão da medida liminar.º 54. que é a de produção antecipada de prova pericial. vol.Vistos. 198. de ação satisfativa processada em forma sumária. omitem-se. dos atos violadores ou das graves irregularidades. ‘Exige – se a indicação correta dos atos supostamente praticados ao arrepio da lei ou do estatuto ou a indicação das razões que levaram acionistas a suspeitar fundamentalmente da existência dos órgãos da companhia.12.Custas pela agravante. 78). Cits. pelos próprios fundamentos e por aqueles constantes do despacho resposta. desde que haja indicação de atos violadores da lei ou do estatuto ou que haja fundada suspeita de graves irregularidades praticadas por órgãos da companhia (Darcy Arruda Miranda Jr. 502). tais requisitos estão satisfeito. por inteiro..). Desponta. 422). S/A. porém. por lei. 105 da Lei de Sociedade Anônima). por votação unânime.

com a com concordância do acionista controlador. para manifestar-se sobre a matéria. tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento. a qualquer tempo. nos quatro primeiros meses do ano.  autorizar a emissão de partes beneficiárias. fusão. examinar.  deliberar sobre transformação. II – deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos.  Nos demais casos.  deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos. quando for o caso.  suspender o exercício dos direitos dos acionistas. será realizada assembléia geral extraordinária. discutir e voltar as demonstrações contábeis. nos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao termino do exercício social deverá haver 1 (uma) assembléia geral para: I – tomar as contas dos administradores. incorporação e cisão da companhia.  eleger ou destituir.  autorizar os administradores a confessar falência concordata. 167) (extinta) Documentos da Administração 216 . e tem por objeto as seguintes matérias:  tomar as contas dos administradores. a confissão de falência ou pedido de concordata poderá ser formulado pêlos administradores.404.  aprovar a correção da expressão monetária do capital social (extinta para fins societário e tributários a partir de 1/1/1996). quando for o caso. A assembléia geral ordinária é aquela realizada anualmente. os administradores e deliberar sobre as demonstrações contábeis por eles apresentadas. convocado-se imediatamente a assembléia geral. eleger e destituir liquidantes e julgar-lhes as contas. em caso de urgência. discutir e votar as demonstrações financeiras. A assembléia geral poderá ser ordinária ou extraordinária. Entretanto.  deliberar sobre a avaliação de bens com que o acionista concorrer para a formação do Capital Social. IV – aprovar a correção da expressão monetária do capital social (art. Somente a assembléia geral tem competência para:  reformar o estatuto social.  autorizar a emissão debêntures.  eleger os administradores e os membros do conselho fiscal. 132 – Anualmente. convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto. se houver. examinar. III – eleger os administrações e os membros do Conselho Fiscal.A Assembléia geral. (Lei 6. de 15-12-76 – Lei das Sociedades por Ações – artigos 121 e 122 – DAF176 – Separata) Assembléia Geral Ordinária Objeto Art. sua dissolução e liquidação.

ou somente à diretoria.Os administradores devem comunicar até 1 (um) mês antes da data marcado para a realização da assembléia geral ordinária. 138 – A administração da companhia competiria conforme dispuser o estatuto. se houver.º As companhias abertas e as de capital autorizado terão obrigatoriamente conselho de administração. quando o estatuto assim o exigir. que se acham à disposição dos acionistas.Art. observado o que a respeito dispuser o estatuto:  fiscalizar a gestão dos diretores. escolher e destituir os auditores independentes.  eleger e destituir os diretores da companhia e fixar-lhes as atribuições. examinar. discutir e votar as Demonstrações Contábeis. examinar. a constituição de ônus reais e a prestação de garantias a obrigações de terceiros. por anúncios publicados na forma prevista no art. sendo a representação da companhia privativa dos diretores. solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração e quaisquer outros atos. § 1. Conselho de Administração e Diretoria Administração da Companhia Art. manifestar-se previamente sobre atos ou contratos. se o estatuto não dispuser em contrário. 139 – As atribuições e poderes conferidos por lei aos órgãos de administração não podem ser outorgados a outro órgão. deliberar. § 2. ou então nos seguintes casos:        tomar as contas dos administradores. 133 .  convocar assembléia geral quando julgar conveniente. autorizar.º O conselho de administração é o órgão de deliberação colegiada.  As atas das reuniões do Conselho de Administração que contiverem deliberação destinada a produzir efeitos perante terceiros deverão ser arquivadas no Registro do 217 . Art. a alienação de bens do ativo permanente. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos: aprovar a correção da expressão monetária do capital social (a partir 1/1/1996 a correção monetária foi extinta) manifestar-se sobre o relatório da administração e as contas da diretoria. a qualquer tempo. quando autorizado pelo estatuto. Competência O Conselho de Administração das sociedades tem a seguinte competência:  fixar a orientação geral dos negócios da companhia. os livros e papéis da companhia. ao conselho de administração e a diretoria. criado por lei ou pelo estatuto. sobre a emissão de ações ou bônus de subscrição. 124.

 deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos. Anualmente.404. quando for o caso.4 PROGRAMA ESPECÍFICO PARA LIVROS E REGISTROS SOCIETÁRIOS E FISCAIS CLIENTE: N.404.12. de 15-12-76 – Lei das Sociedades por Ações – artigos 132 e 142) Outras Informações PERGUNTA: SOCIEDADE ANÔNIMAS – É OBRIGATÓRIA A REALIZAÇÃO ANUAL DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA? RESPOSTA: Sim. (Lei 6. nos 4 primeiros meses seguintes ao término do exercício social da companhia. (extinta 1/1/1996) (Lei 6.  aprovar a correção da expressão monetária do capital social.º LIVROS E REGISTROS SOCIETÁRIOS E FISCAIS AB: Livros ou Registros Feito por Data Escritu rado D/A(*) Antes de iniciar o preenchimento desta cédula leia as observações contidas na última folha (item VI) I – Pessoas Jurídicas em Geral: a) Diário b) Registro de Duplicatas c) Registro de Compras d) Registro de Inventário e) Livro de Apuração do Lucro Real f) Registro Auxiliar em UFIR (até 31/12/1995) II – Sociedade por Ações: a) Registro de Ações Nominativas b) Transferência de Ações Nominativas c) Atas de Assembléia Gerais d) Presença dos Acionistas e) Atas das Reuniões da Diretoria 218 . constituídas por ocasião do balanço. examinar.  eleger os administradores e os membros do Conselho Fiscal. discutir e votar as demonstrações financeiras.Comércio e publicadas. deve ser realizada uma Assembléia Geral Ordinária a fim de:  tomar as contas dos administradores. de 15-12-76 – Lei das Sociedades por Ações – artigo DAF176 – Separata) 8. mediante a capitalização da reserva de correção monetária do capital realizado.

da Produção. ao IPI ou a Ambos: a) Registro de Entrada De Mercadorias b) Registro de Saídas de Mercadoria c) Registro de Apuração do Imposto d) Registro de Impressão. Nominativas j) Registro de Partes Benef. Nominativas i) Transferência de Partes Benef. De Documentos Fiscais e) Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Temos de Ocorrências f) Registro de Cont. De Administração g) Atas e Pareceres do Conselho Fiscal h) Registro de Partes Benef. E Estoques g) Registro de Entrada.f) Atas das Reuniões do Cons. IV – Empresas de Prestação de Serviços Semelhantes: a) Registro de Ent. De Materiais e Serviços de Terceiros b) Registro de Apuração do ISS c) Registro Auxiliar das Incorporações Imobiliárias d) Registro de Apuração do ISS para Construção Civil – Código de Obras e) Mapa de Locação de Aparelhos de Diversões f) Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados g) Registro de Faturas de Serviços Prestado a Terceiros h) Registro de Movimento Diário de Diversões Públicas i) Registro de Recebimento de Impressos Fiscais e Termos de Ocorrências j) Registro de Impressão De Doc. Saída e Estoque de Mercadorias Estrangeiras h) Registro do Selo Especial de Cont. Endossáveis l) Registro de Obrigações Endossáveis m) Registro de Obrigações Endossáveis n) Registro de Letras Imobiliária o) Registro de Debêntures Endossáveis p) Registro de Bônus de Subs. Endossáveis III – Empresas Sujeitas ao ICM. Fiscais (ISS) V – Outros Livros (especificar ) 219 .

VI – Observações a) Indicar com “N/A” na segunda coluna os casos de livros e/ou registros mencionados nesta cédula e que não se apliquem ao cliente. inclusive com as assinaturas dos Diretores e Contador.  se contêm quaisquer rasuras. : VISTO DO RESP.).  se os totais dos inventários discriminados no registro de inventários conferem com os totais apresentados no respectivos balanço geral.  se encontraram em bom estado de conservação. b) Se a escrituração de determinado livro e/ou registro encontrar-se fora dos prazos legais (atrasada). bem como o visto do juiz competente. borrões ou espaço em branco que comprometam a sua validade. assinaturas. d) Estar atento à possibilidade da existência dos mesmos livros e/ou registros nos diversos locais onde o cliente opera. etc. além de dar destaque ao fato mediante a inserção da letra “A” na última coluna. TÉCNICO: DATA_____/____/_____ DATA: ____/_____/____ D=ESCRITURAÇÃO EM DIA A=ESCRITURAÇÃO ATRASADA 220 . c) Além da escrituração dos livros e/ou registros verificar o que segue:  o cumprimento dos aspectos de formalização (termo de Abertura e Fechamento e registros nos respectivos órgãos. mencionar o PT onde o fato está comentado.  se as demonstrações financeiras relativas ao último exercício encontram-se devidamente escrituradas no “Diário”.

OBS. livros. depósitos bancários.? disposições regulamentares sobre dividendos não reclamados (prazos de prescrição. quando externa)? O pessoal encarregado dos trabalhos é assessorado convenientemente. identificando-a. Juntas Comerciais. extrativos. prêmios e resgates de partes beneficiárias.) Existe assessoria interna ou externa para a execução dos trabalhos (indique se interna ou externa e as áreas ou processos por ela abrangidos. financiadores de capital e órgãos controladores oficiais (descreva os tipos de trabalhos executados. existentes no departamento.12. são mantidos em arquivos e locais adequados que permitam: confidencialidade. segurança e proteção contra perdas.5 PROGRAMA DE AUDITORIA DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – ÍNTERIM E FINAL S/N REF. BCB.3 a) b) c) d) e) f) g) 1. inclusive custodiados ou “virgens”. não autorizados? 221 . as formas de registros e controles e indique modelos de formulários em uso.? outras normas regulamentares ou internas para funcionamento dos trabalhos. partes beneficiárias.)? prazos regulamentares para registros nos livros exigidos pela Lei das SA’ s? retenções de IRF sobre dividendos.? inacessibilidade de terceiros. registros. debêntures.4 - a) b) AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS A empresa conta com departamento ou serviços organizados no sentido de mover e manter atualizados. abstenção desse direito. 1. financiadores de capital e órgãos controladores oficiais? Os documentos. de forma adequada e em tempo hábil. etc. n. etc. quanto a: prazos regulamentares para encaminhamento de processos para registros ou prestações de informações exigidas por órgãos oficiais controladores (CVM. Cartórios de Títulos e Documentos. debêntures. 1. etc. os processos. ações. etc. prazos.8. em tudo que se referir à relação da empresa com acionistas. etc. Bolsas de Valores. frações. fogo. etc.1 - 1. Tribunais de Contas. etc. direito de preferência de subscrição. etc.2 - 1.? disposições regulamentares sobre as formas de cálculos e distribuição de ações proporcionais. inclusive mediante instruções por escrito.º de vias e destinação.? disposições regulamentares sobre processos de emissão e registros de ações. cautelas. registros e informações provenientes das relações com acionistas. debêntures.

etc. a empresa: utiliza todos os exigidos para o seu caso? mantém-nos em ordem e atualizados? Existem controles adequados sobre (descrevê-los e indicar quem os efetua): cautelas. pela pessoa que a opera (indicar o local)? existem cópias das chaves em outros locais e com outras pessoas (indicar locais e pessoas)? as matrizes com assinaturas de pessoal que deixou a empresa são destruídas. ações. em seqüência numérica? Os serviços de assessoria externa/agentes especializados incluem (em caso negativo..5 - A empresa utiliza-se de processo mecânico para chancela de assinaturas nas cautelas. sobre os títulos descritos no item 1. etc. certificados. avaliar se seria recomendável à empresa): emissão e custódia de ações. ou de títulos provisórios.1.10 a) b) 1.? Em caso negativo. cautelas. por pessoal alheio ao departamento ou aos serviços. ações. 222 a) b) c) 1. certificados. BCB. com evidências em termos adequados. “virgens”? autorização para emissão e assinaturas? emissão em seqüência numérica? cancelamento. etc.. substituição e transformação de ações. certificados.? títulos de acionistas. avaliar se seria recomendável à empresa esse processo e. de um tipo para outro.11 a) . debenturistas etc. etc.7 a) b) 1.8 (indicar por quem e data da última inspeção)? Quanto a dividendos: os cupons pagos são cancelados. para evitar reutilização? São emitidos recibos específicos. Tribunais de Contas.)? Com respeito aos livros ou registros exigidos pela Lei das SA’ s. custodiados na própria empresa? ações em tesouraria? cupons de dividendos? São efetuadas inspeções periódicas.8 a) b) c) d) e) f) g) 1. etc. debêntures.9 - 1. em caso positivo : a chave de máquina e as matrizes das assinaturas são mantidas em local seguro. Bolsas de Valores. certificados. na presença de testemunhas e com lavratura de termos respectivos? Os registros e informações da companhia nos órgãos controladores oficiais estão em ordem e em dia (CVM. debêntures. debêntures.6 1.

n. da assembléia geral e/ou dos estatutos sociais.? emissão e registro de ações escriturais? processos de emissão e registros de debêntures.2 - partes beneficiárias. Cartórios de Títulos e Documentos. Examine processos de emissão de ações. conversão. resgate. registros e liquidações de cupons de dividendos? Os saldos individuais do registro de ações nominativas são conciliados periodicamente com o saldo do razão. inclusive custódia de cautelas “virgens”. pagamento de prêmios.. pela diretoria. quantidades. 2. nomeação de agentes oficiais/especializados. integralmente ou em uma base de testes.? emissão. etc. permite a conciliação nos moldes descritos em 1. etc.b) c) d) 1. por tipos. teste documental. para os casos aplicáveis.ºs dos certificados ou títulos. partes beneficiárias. conformidade com as determinações estatuárias a 223 a) b) c) d) e) f) g) h) i) . e examine os referidos processos. verificando ou efetuando: se corresponde a movimentação havida às deliberações da Lei. adequação da classificação contábil das contas.13 1.). cálculos e distribuição proporcional das ações e frações resultantes. por pessoal independente daquele que lida com o registro. para efeitos de controles internos.14 2. valores.13. etc. anterior. de debêntures. registros de ações nominativas e/ou outros registros subsidiários. Bolsas de Valores. listas ou boletins de emissão/subscrição. BCB. verificando/efetuando: autorizações e registros pelos ou nos órgãos oficiais controladores (CVM. direito de preferência na subscrição e abstenção desse direito. autorização de emissão.1 a) b) c) 2. espécies.12? PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Examine a movimentação das contas de patrimônio líquido. com evidências adequadas (indicar quem concilia e data da última conciliação)? Existe um controle adequado sobre ações emitidas sob a forma ao portador (descrever quem efetua e como se processa o controle)? O controle referido em 1. classes.12 - 1. partes beneficiárias e outros. etc. atas da assembléia gerais respectivas onde são autorizados os processos (pelas publicações e/ou pelos registros de atas). identificando-os.

com preparação de papéis de trabalho demonstrativos. bem como de prêmios ou resgate de debêntures. quando utilizados exclusivamente. certificar-se de que os cupons/recibos liquidados referem-se efetivamente ao dividendo.5 a) b) c) 2.9 - respeito.ºs faltantes. investigando qualquer n. inclusive da seqüência numérica dos recibos. Inspecione os livros ou registros exigidos pela Lei das SA’s.7 a) b) c) 2. de decisão de assembléia geral e/ou dos estatutos sociais.6 2. números dos últimos títulos emitidos. investigando ocorrências descritas. efetuando ou verificando (faça anotações e guiese pelas cédulas próprias): 224 . adequação dos valores em termos legais. confirmação de ações em poder de terceiros. exame dos cupons/recibos. adotando os passos aplicáveis constantes das letras do item anterior. conferência da retenção de IRF. Revise os procedimentos adotados sobre dividendos não reclamados. Selecione. exame das conciliações bancárias das contas exclusivas. Verifique processos de substituição ou transformação de espécie. quanto a: aspectos contábeis e fiscais. cautelas. Inspecionar cautelas. cancelamento dos cupons/recibos.4 - a) b) c) d) e) f) g) h) i) 2. aspectos de controles internos. Para ações em tesouraria. para um determinado período. números dos últimos títulos recebidos da tipografia. efetue. verificando ou anotando: seqüência numérica. Examine termos de inspeções de cautelas. etc.3 - 2. partes beneficiárias. títulos ou certificados “virgens” que tenham sido realizadas.º faltante.. investigando n.2. processos de distribuição e pagamento de dividendos. inclusive na de retenção de IRF. nas contas individuais. ou de conversão de debêntures em ações. autorização da diretoria para efetuar os processos. verificar contabilização da distribuição e dos pagamentos. prêmios ou resgates chamados e identificados através de editais. etc.. efetuando os seguintes procedimentos: conferência de cálculos e somas dos processos de distribuição. classes ou tipos de ações. examine ou obtenha: inspeção física e conciliação contra registros subsidiários e razão. títulos ou certificados “virgens” existentes na empresa. atas de assembléias que autorizam a aquisição das ações e aspectos legais respectivos.8 a) b) 2. para evitar reapresentações.

dos aspectos que. confronto da posição do registro de ações nominativas com o saldo contábil da conta de capital. resumo. anotações nas cédulas apropriadas do conjunto de cédulas-resumo dos trabalhos executados. merecer a atenção para efeitos dos programas de auditoria e sua extensão.a) b) c) d) 3. b. se a empresa está utilizando todos os livros a que está obrigada. incluindo os pontos deste programa que. Feito Por:_________________________________________ Data: ____/ ____/ ______ Revisado Por: _____________________________________ Data: ____/ ____/ ______ 225 . a seu juízo. colunas e espaços de “FEITO POR”. inclusive em Termos de divulgação em notas explicativas. a seu juízo.1 b. em forma tabular. possam compensar uma aparente falha de controle interno. por qualquer motivo. “REVISADO POR” e “DATA” são de utilização obrigatória. ficaram pendentes de verificação. 3. CONCLUSÃO Uma vez completado este programa de auditoria.2 c) OBSERVAÇÃO: Os cabeçalhos. se os registros estão em dia e em ordem. inclusive quanto a prazos regulamentares. efetue: descrição ou comentários resumidos sobre procedimentos alternativos ou situações especiais encontradas na empresa que.1 a) b) leitura e observações dos principais assuntos registrados e que interessem ao nosso exame. apresentam falhas nos controles internos da empresa e que devam: ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno à empresa.

a relação entre elas com fatores econômicos pertinentes. Propósito Com base neste exame. Essas revisões são necessárias para formar opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis.8. estes testes ignoram as relações que há entre os saldos das contas e outras transações e as demonstrações contábeis. A revisão analítica é subjetiva. ao se examinar uma conta patrimonial deve ser observada a sua relação com as contas de resultado. obtém-se segurança sobre a validade dos grupos de transações similares ou dos detalhes que suportam os saldos das contas. geralmente executado dentro de um plano de amostragem. é necessário suplementar os testes de procedimentos e saldos do período sob exame com comparações de transações e saldos no mesmo período sob exame com comparações de transações e saldos no mesmo período e em períodos anteriores. e investigações de relações e itens individuais incomuns.13 AUDITORIA DE CONTAS DE RESULTADO – REVISÃO ANALÍTICA Amplitude do Exame das Contas de Receita e Despesa De maneira geral todas as contas de receitas e despesas devem ser submetidas a um teste de verificação dos lançamentos que formaram o resultado e a revisão comparativa mês a mês (revisão analítica). Então. Natureza A revisão analítica lida com o reconhecimento das relações gerais e identificação. Existem contas de resultado intimamente ligadas ás contas patrimoniais (do Balanço) exemplo: Conta Patrimonial Contas a Receber Imobilizado Empréstimos Conta de Resultado Vendas Despesas de Depreciação Despesas de Juros Portanto. Todavia. 226 . porém relevante para a avaliação da adequação dos saldos.

8. sem levar em conta o grau de controle interno. de forma que ele possa exigir a prova documental adequada. A revisão analítica proporciona a segurança adicional necessária para expressar opinião sobre as demonstrações contábeis. para alocar a receita de contratos de construção a longo prazo. o auditor deve obter lançamentos suficientemente detalhados. (geralmente. Nota: eventualmente. Ao examinar tais contas.  métodos de contratos completados para método de porcentagem de acabamento. os quais merecem investigação. De posse dos comprovantes deve ser feita a seguinte análise:  Foi a operação autorizada?  Parece ser uma operação razoável para a empresa sob exame?  Foi registrada de acordo com sólidos princípios de contabilidade e com o praxe contábil da empresa? 227 .  mudança no critério de caixa para o regime de competência. isto é limitado para investigar itens fora do normal. Uma prática inconsistente resulta da contabilização diferente de transações similares dentro do mesmo ano ou entre anos.  levantar perguntas oportunas e evidenciar problemas que devem ser discutidos com a companhia. Índices fora do normal podem ser o resultado de uma aplicação incorreta ou inconsistente de algum princípio contábil. Enfoque Geral á Revisão Analítica A revisão analítica é uma função indispensável. O auditor que faz uma revisão analítica deve manter ampla visão geral.13. Alguns exemplos e inconsistência entre anos são:  mudanças do regime de caixa para o regime de competência. favorece a determinação da extensão dos testes e períodos a serem testados. ou seja. Através de testes de detalhes obtém-se segurança sobre as partidas individuais os saldos testados. Deve discernir e julgar entre muitos padrões de fenômenos isolados. não selecionados com base em um plano de amostragem).1 OBJETIVOS DA AUDITORIA DAS CONTAS DE RESULTADO Os principais objetivos da revisão analítica são os seguintes:  destacar áreas que necessitam procedimentos ou técnicas especiais de auditoria. Formas de Efetuar a Revisão Analítica Testes para Verificação dos Lançamentos Algumas das contas de despesas e receita não relacionadas com as contas patrimoniais devem ser também analisadas. erro ou irregularidade.

Provavelmente.500 para R$ 3. Se a margem de lucro bruto para o ano é quase a mesma do ano passado e nenhuma circunstância atenuante causou mudança significativa na margem. Porém. pode-se considerar que o aumento é normal. a investigação pode ser nada mais que uma revisão de um índice previamente calculado. Um pequeno aumento nesta despesas poderia ter impacto 10 vezes maior em relação a um empréstimo não contabilizado (supondo uma taxa de juros de 10%). Porém há alguns critérios para determinar desvios importantes. bom senso.A fim de assegurar-se dessas respostas o auditor deve examinar os documentos representativos da operação que o lançamento objetiva registrar. porcentagens variam de ano para ano. Os métodos estatísticos são úteis em predizer saldos ou para determinar flutuações materiais. É difícil determinar uma flutuação importante ou um item incomum. e não devem ser investigadas flutuações grandes em saldos insignificantes. nem regras infalíveis para servir de guia. O auditor deve conhecer suficientemente o controle interno da Empresa para distinguir autorizações adequadas e inadequadas. mês a mês. e assim por diante. julgamento e intuição do auditor são importantes.  Revisão.000 é insignificante. a melhor forma de determinar uma flutuação material é prognosticar qual deveria ser o saldo de uma e compará-lo com o saldo real. Um exemplo deste tipo de conta é “Despesas de Juros”. Outros exemplos são despesas legais. de forma que os itens estranhos ou incomuns estejam sujeitos a se sobressaírem. 228 . dos lançamentos às respectivas contas. Revisão Comparativa Essa revisão pode ser realizada em dois estágios:  Revisão e comparação dos saldos do exercício corrente com aquele dos anos anteriores. Uma prática comum é investigar flutuações iguais ou maiores que determinado porcentagem. Por exemplo. Por isso é que a experiência. Ao revisar essas contas o auditor deve trabalhar com subdivisões analíticas. Por exemplo. Infelizmente não há nenhuma medida de materialidade definida. um aumento no custo de vendas pode superar em muito a estimativa de materialidade. na maioria das empresas um aumento de R$ 1. Freqüentemente baixa-se esta estimativa de materialidade quando revisão de uma conta aonde uma pequena flutuação imaterial pode ter um efeito bem maior nas demonstrações contábeis. Apesar disso. A estimativa de materialidade usada pelo auditor é um deles. rendas de juros.

Por exemplo. Mas. sem vontade ou capacidade de enfrentar concorrência crescente. Tendência podem também refletir o impacto da situação econômica geral. Sabemos que uma indústria em particular podem adiantar-se ou atrasar-se em relação à economia geral. condições dentro de uma indústria em particular são consideradas independentes da situação econômica geral. 229 . Companhias mais antigas.Causas de Flutuações Flutuações são causadas por um ou mais destes fatores:      a) Tendências Sazonais Cíclicas Irregulares Dependentes Tendências Tendências são difíceis de perceber porque são movimentos gerais. Pode também ser uma mudança entre várias relações operacionais e patrimoniais devido a mudanças técnicas maiores dentro da companhia ou no ramo da indústria. b) Sazonais O auditor experiente reconhece flutuações sazonais. por outro lado. tais como pesquisas e desenvolvimentos. com administração acomodada. companhias novas. com um administração enérgica e imaginativa e produtos ou serviços de qualidade presumem crescer constantemente através dos anos. publicidade ou promoções de vendas. uma ampliação no programa de casa própria à população fará com que a indústria de construção civil aumente consideravelmente suas atividades. As indústrias de refrigerantes terão suas atividades diminuídas no inverno. Estas variações são importantes somente quanto aos seus efeitos no período examinado. Por exemplo. normalmente não perceptíveis a curto prazo. Geralmente. permanecemos sem nos preocupar com flutuações sazonais. Porém. os auditores podem perceber previamente uma tendência. como um todo. Isto pode incluir uma mudança de ênfase afetado um produto ou linha de produto em particular. tem chance de sofrer declínio. É lógico que algumas tendências se desenvolvem dentro de uma organização e são perceptíveis em qualquer movimento geral em direção ao sucesso ou ao fracasso. Sabemos que uma indústria em particular podem adiantar-se ou atrasase em relação à economia nacional porque certos fatores afetam diretamente aquela indústria. Poderia refletir a decisão gerencial de aumentar certos tipos de gastos. bem como as condições dentro de um ramo industrial em particular. se elas refletem similaridade com as dos anos anteriores.

nem pode ser explicado por relações gerais entre itens das demonstrações contábeis. índices de despesas/vendas. relatórios. uma aplicação inconsistente ou incorreta de um princípio Contábil. Tais movimentos não coincidem com mudanças sazonais e são diferentes das tendências internas. nem resulta de fatores internos. e assim por diante. d) Irregulares Este é o fator causa de flutuações que mais interessa ao auditor e requer o máximo de investigação para determinar seu significado e razoabilidade. O mínimo de papéis de trabalho deve incluir:  um resumo mostrando comparações de índices significantes e médias. análises. e) Dependentes Um exemplo deste tipo de flutuação foi ilustrado anteriormente onde o custo das vendas aumentou porque as vendas aumentaram. da companhia.  um resumo ou explicação das matérias investigadas resultados investigações e conclusões alcançadas. a transportar. deve-se realizar a maior parte da revisão analítica sobe os registros. Neste exemplo. Considerações sobre os Papéis de Trabalho Sempre que possível.c) Cíclicas Os auditores provavelmente estão pouco interessados nos ciclos de mercado. Isto deveria incluir a descrição do trabalho realizado ao conduzir estas investigações e na fundamentação das explicações da companhia. um inventario obsoleto ou invendável . uma venda ou contrato com lucro ou prejuízo incomum. e vendas são uma variável independente Análise de índices e relações utilizando margem de lucro bruto. uma despesa de reforma ou manutenção incomum.  um programa de trabalho. o custo de vendas é uma variável dependente. 8. estágios cíclicos freqüentemente passam despercebidos e seus altos e baixos são prognosticados com dificuldade e imprecisamente – mesmo por economistas experientes. Uma vez que os ciclos estão relacionados com atividade mercantil do mundo em um todo. conquista ou perda de um cliente importante. ou um desfalque. tendências. eles são de pouco valor no prognóstico ou explicações das mudanças discretas nas operações de uma companhia. A intuição do auditor. uma greve trabalhista. Deve-se continuamente investigar a possibilidade de que uma flutuação questionada resultou de um procedimento Contábil errôneo.13. itens incomuns e similares mais importantes. descrevendo os procedimentos seguidos na revisão. Ele não se relaciona necessariamente com as condições da companhia ou do ramo de indústria. o julgamento do auditor. Alguns exemplos comuns são uma casual. É um tipo de transação que não se repete.  um resumo das variações. o julgamento e o sentido de razoabilidade são suas mais valiosas armas quando ele investiga tais flutuações irregulares. estatísticas. etc.2 PROGRAMAS DE AUDITORIA – RECEITA DE VENDAS 230 . Além disso. rotação dos inventários e similares são instrumentos úteis no prognóstico ou explicação de flutuações entre tais variáveis.

2 No caso de venda fora dos preços e condições há aprovação superior (indique por quem e como é evidenciada)? 1. cobrança ou contabilidade (indicar por quem)? e) Os pedidos são controlados quanto ao atendimento (indicar por quem e como se processa)? f) Os pedidos são aprovados quanto ao crédito por pessoal alheio às funções de vendas.: OBS.4 No caso de produção por encomenda os setores de custo.2 Existem tabelas de preços atualizadas (indique freqüência com que são revisadas)? 1. faturamento.etc. técnico ou almoxarifado para o atendimento dos mesmos? d) Os pedidos são aprovados por pessoal alheio às funções de crédito.FINDO N/A REF.CLIENTE Nº DESCRIÇÃO 1. (como e por quem)? 1. expedição. número de vias e destinação.) 1.3 As condições da venda são predeterminada. e por este entregues diretamente ao setor de faturamento (indicar por quem)? 1.FINDO N/A REF. técnico ou de projetos são consultados para fixação de preços (indicar como se evidencia a fixação)? 1. possuindo sistemas adequados de registros e controles (descreva os sistemas de vendas e de registros e controles. AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS 1. quando aplicáveis? CLIENTE Nº DESCRIÇÃO 1.5 É vedado o acesso ao pessoal de vendas aos registros de estoques? 1.: OBS. indique modelos de formulários em uso.7 Existe setor de crédito organizado e independente das funções de 231 EXERC.3 Os pedidos de venda são assinados pêlos clientes? a) Aos pedidos são anexados os pedidos próprios ou correspondência cia dos clientes? b) Os pedidos prevêem prazos de entrega? c) Existe evidência nos pedidos quanto a consultas aos setores de Produção.: .6 Ás vendas à vista são estendidos os procedimentos antes indicados quando aplicáveis (caso contrário descrever como se processam)? E. para tais vendas: a) são utilizadas séries específicas de notas fiscais ou faturas (indicar quais)? b) A venda e a cobrança são efetuadas de forma independente? c) Seria recomendável a adoção dos procedimentos antes indicados.1 O setor de vendas está organizado no sentido de promover as vendas.: EXERC.

quanto a: a) quantidades.14 As faturas ou notas fiscais emitidas são conferidas e contêm evidências dessa conferência. número de vias e destinação.11 1. créditos e cobrança resumos de faturamento. endereço. faturamento ou cobrança. inscrições fiscais. no sentido de aprovar a concessão de créditos.)? e) datas de embarque ou saída contra os pedidos? 1. condições e preços contra os pedidos e destes para as listas de preços e condições? b) cálculos e somas? c) Classificação fiscal e alíquotas de impostos contra os pedidos ou contra listas do setor fiscal? d) dados cadastrais dos clientes contra os pedidos (nome.FINDO N/A REF. inclusive por vendas à vista? 232 EXERC.: .? 1.16 – São enviados aos setores de contabilidade. no sentido de processar adequada e eficazmente a documentação da venda e possui sistemas adequados de registros e controles (descreva como se processam os sistemas e registros e controles. crédito.8 Existe cadastro de clientes indicando os limites individuais de crédito estabelecidos? a) O cadastro possui informações ou registros atualizados sobre o saldo atual de cada cliente? b) É estabelecida como condição para a concessão de crédito a liquidação pelo cliente dos débitos vencidos? c) O cadastro e a fixação dos limites de crédito são revisados periodicamente (indicar a freqüência)? 1. indicando modelos de formulários em uso. vendas.vendas.15 Existem sistemas de conferência indicando que: a) para todo embarque haja uma correspondente faturamento e vice-versa (indicar como e por quem são exercidos os controles)? b) para todo faturamento haja prova de recepção por parte do cliente (indicar como e por quem é exercido o controle)? CLIENTE Nº DESCRIÇÃO 1. etc. número de vias e destinação. possuindo sistemas adequados de registros e controles (descreva como se processam a fixação dos limites de crédito e os registros e controles.10 Existe setor de faturamento organizado e independente das funções de vendas.: OBS.)? O faturamento é efetuado com base nos pedidos aprovados pelos setores de vendas e crédito? 1. cobrança e expedição. indicando modelos de formulários em uso.9 Há necessidade de aprovação superior para concessão de créditos fora das condições estabelecidas (indicar quem aprova e como é evidenciada e aprovação)? 1.

etc. no sentido de enviar sua utilização indevida e fora da seqüência numérica (indicar por quem)? 1. cobrança e almoxarifado. de que: a) são conferidos os pesos declarados na documentação da venda? b) é exigida a apresentação da documentação da venda para liberar a saída (marcação de relógios ou vistos na documentação retida)? 1.27 – Existem evidências. inclusive nos setores de vendas e faturamento? 1. quando efetuada por conta da empresa? 1.25 – Existe um serviço de portaria organizado no sentido de evitar a saída de produtos ou mercadorias desacompanhada de documentação fiscal e internamente aprovada com sistema e controles adequados para tal (descreva os procedimentos.18 – O setor de expedição está organizado e é independente das funções de vendas. faturamento. abrangem as entregas por vendas à vista (caso contrário indicar como se processam e avaliar se seria recomendável a adoção dos referidos procedimentos)? 1. na documentação da venda. indique modelos de formulários em uso.22 – As ordens de embarque ou expedição são controladas quanto à seqüência numérica. etc.Os procedimentos antes citados. indicando modelos de formulários em uso. visando evitar demoras não justificadas (indique como se processa)? 1. nos documentos da venda retidos pela portaria.28 – Os registros ou relações de embarque. no sentido de registros e controles adequados para tal fim (descreva como se processam.19 – A entrega dos produtos ou mercadorias é adequadamente coberta por seguro.20 – É mantido um adequado controle sobre os embarques.26 – A portaria é dotada de: a) balança apropriada e adequada à conferência dos presos declarados nos documentos da venda? b) relógios marcadores de datas e horários. número de vias e destinação. com documentação da venda retida pela portaria.)? 1. são remetidas diretamente aos 233 . quando aplicáveis.)? 1. número de vias e destinação.a) Aos resumos são anexadas uma das vias das faturas ou notas fiscais inclusive canceladas? b) É efetuado o controle da seqüência numérica destes documentos nos setores citados? c) Há evidências nos resumos de que eles são conferidos nos setores citados? 1. referentes à passagem dos produtos ou mercadorias? 1.17 – As notas fiscais ou faturas são mantidas em boa guarda e ordem.21 – Existe prova do efetivo embarque dos produtos ou mercadorias e recebimento do destinatário (indique como se processa o controle)? 1.23 – O setor de expedição remete diretamente aos setores de vendas e faturamentos o romaneio de embarques ou entregas? 1.24 . e nos seus registros.

2. i) contabilização nas contas dos clientes ou inclusão nos movimentos de caixa.1 – Selecione notas fiscais e/ou faturas de clientes.2 – Se as baixas nas contas de clientes. para fins de segurança (telefones. expedição e faturamento? 1. verifique orçamentos do setor de custos ou projetos. bonificações. etc. investigando demoras excessivas no atendimento e pedidos cancelados e seus motivos. verifique a existência de aprovação superior).5 –Examine algumas fichas no setor de crédito. l) contratos respectivos das notas fiscais.29 – A portaria está ou conta com: a) instalada em local que impeça a passagem dos embarques ou entregas fora do seu alcance? b) meios de comunicação internos rápidos e eficientes. para os casos selecionados.6 . k) baixas nas fichas ou registros dos estoques. f) ordens de embarque ou expedição e documentos ou registros portaria. preços. investigando qualquer número faltante b) cálculos e somas. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – ÍNTERIM 2. teste os registros contábeis das vendas e dos impostos incidentes com registros e apurações fiscais 234 Nº EXERC.. 2.3 No caso de venda de produção por encomenda. condições. b) efetivo recebimento dos produtos ou mercadorias. e efetue teste de vendas. abatimentos. limites de crédito e aprovação nos pedidos contra as notas fiscais (se a venda foi efetuada fora das condições e do crédito estabelecido. j) contabilização dos pagamentos já efetuados pelos clientes.FINDO N/A REF. h) inclusão nos registros fiscais e contabilização dos impostos decorrentes das vendas.4 – Examine alguns pedidos de vendas liquidados e pendentes de liquidação. certificando-se da efetiva remessa dentro dos prazos previstos. g) inclusão nos resumos de vendas e de custo das vendas e sua contabilização. demoras excessivas entre a data do pedido e a da aprovação do crédito. atentando para a existência de assinaturas. cobrindo vendas em geral. quanto às vendas à vista recebidas.conferindo ou verificando: a) seqüência numérica.: . verificando: a) autorização superior para vendas acima dos limites de crédito. não decorrem de pagamentos. no caso de devoluções. d) quantidades. 2. interfones.setores de vendas. etc.Para um período selecionado. 2. e) preços e condições contra listas ou tabelas. verificar: a) documentação comprobatória dos registros e operações.)? CLIENTE DESCRIÇÃO 2. 2. para um determinado período.: OBS. c) autorização para descontos.

: OBS. verifique que os destinatários são os mesmos e que as aprovações englobem todas as notas. c) demoras excessivas entre a data da ordem e a do embarque efetivo. 3.Obtenha explicações sobre as situações referidas nos itens anteriores e registre-as nos PT`S respectivos.5). e) registro nos livros fiscais. detidamente. procurando se satisfazer quanto às variações significativas havidas. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA FINAL 3.FINDO N/A REF. b) registros que pareçam ou anormais.1 Compare as vendas com exercício anterior ou com orçamentos. c) verifique se as notas fiscais de numeração seguinte à do “corte” 235 . liquidadas ou pendentes de liquidação. d) que a toda ordem de embarque corresponde uma única nota fiscal. os canhotos das notas fiscais correspondentes à entrega aos destinatários. b) exame dos boletins de recepção e das notas fiscais de devolução. certificando-se que as notas fiscais ou faturas foram contabilizadas devidamente no exercício: b) selecione notas fiscais ou faturas de valores substancias contabilizadas em período imediatamente anterior ao encerramento. e verifique se estão devidamente assinados e identificados.9 Examine as contas de devoluções de vendas. certificando-se quanto ao embarque ou saída efetiva dos produtos ou mercadorias até a data do fechamento (vide 3. 2.4. 3.respectivos. b) aprovações de embarque . para as ordens liquidadas. desde nossa visita de ínterim. c) lançamentos da entrada dos produtos ou mercadorias nos registros ou fichas de estoque e conferência do custo unitário contra o da saída respectiva. com conferência dos valores contra as notas fiscais da venda. no sentido de investigar. CLIENTE Nº EXERC. certificando – se da legitimidade das operações: a) variações significativas havidas nas contas.3. para um determinado período.2 Revise as contas de vendas e deduções respectivas. incluindo estornos. Caso contrário.7 Examine algumas ordens de embarque ou expedição. verificando: a) seqüência numérica. investigando qualquer número faltante. 2. 3. com sua conclusão a respeito. 2.: DESCRIÇÃO 3. efetuando ou verificando: a) motivos declarados e/ou autorizações para aceitar a devolução.Revise o “corte” (follow-up) das vendas no encerramento de exercício. d) baixa nas contas de clientes e nos controles de cobrança. como segue: a) selecione algumas ordens de expedição ou embarque imediatamente anteriores ao encerramento. investigando ou procurando se satisfazer quanto a eventuais divergências apuradas.8 Inspecione.

se as datas de emissão correspondem ao exercício seguinte e se sua contabilização e baixas nos controles de estoque foram efetuados nesse exercício.9 Efetue fechamento dos registros contábeis das vendas e deduções respectivas com o registro fiscal de saída de mercadorias para o mês do balanço. 3. 3. c) contas provenientes de vendas dadas em garantia de obrigações da empresa. notas de crédito ou cobrança para um período imediatamente anterior ao fechamento.: DESCRIÇÃO 3.5 Se existirem vendas cujos produtos ou mercadorias ainda estavam em poder da empresa para embarque. ocorridos dentro do mês seguinte ao do balanço.8 Examine as devoluções. b) abatimentos ou bonificações extraordinárias reclamadas por clientes em situações especiais.6 Examine os resumos ou registros de vendas. a existência de (indicar com quem foram tratados os assuntos): a) vendas de valor substancial canceladas com registros ainda não efetuados por estarem os produtos ou mercadorias em trânsito ou pendentes de apreciação e aprovação os processos respectivos. os abatimentos e os descontos de valores substanciais sobre as vendas. no sentido de verificar se : a) são efetivamente de competência do exercício seguinte. junto a pessoal responsável.7 Investigue.10 Certifique-se da correta classificação das contas e de sua apresentação nas demonstrações financeiras como receita bruta e deduções desta. investigando qualquer valor ou operação julgada incomum ou anormal. verifique: a) efetivo embarque ou saída posterior à data do balanço c) inclusão das notas fiscais nos nossos PT’s preparados durante o acompanhamento do inventário. 3.: OBS. certificando-se quanto à validade de eventuais divergências e sua eliminação posterior. EXERC. se utilizadas. b) são legítimas as operações.FINDO Nº N/A REF. não encobrindo aumento de receita no exercício encerrado. relativos à identificação de produtos ou mercadorias segregados dos estoques naquela oportunidade. 3. os cancelamentos.efetuado por ocasião do inventário encontram-se em branco ou. CLIENTE 3. 236 . d) certifique-se de que todas as notas fiscais ou faturas selecionadas conforme letra “b” foram incluídas no resumo de vendas e/ou registradas nos livros fiscais (registro de saída de mercadorias).

em termos de “satisfatórios”. que possam compensar as falhas de controle interno verificadas. incluindo entrevistas com pessoal habilitado do cliente. corroborando o resultado das mesmas através de exames e observações pertinentes. espaço próprio. resumida e adequadamente: b. b.2.2 – nos demais anexos. por qualquer motivo.4. (b)Registre na folha mestre desta seção. b. os pontos deste programa que. por qualquer motivo.3 – nos demais anexos. ficaram pendentes de verificação.2 merecer destaque para atenção nos trabalhos de final e sua extensão. (c) Faça anotações nos anexos . os pontos de atenção para o gerente.2 – o resultado da avaliação de controles internos efetuada. os pontos deste programa que. para estes dois últimos conceitos.2 – Final a) Registre. b. as situações aplicáveis ali requeridas. os pontos que os justificam e que devam : b. “regulares” e “insatisfatórios”. a partir: a. ficaram pendentes de verificação. ou seja: b. b) Faça anotações nos anexos .1 – no anexo 02.1 – no anexo 04. na folha mestre desta seção. b. a. quanto à dos PFC e sua consistência em relação ao exercício anterior. ou seja: c.2.1 ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno a serem remetidos ao cliente. Conclusão 4. FEITO POR REVISADO POR DATA DATA / / / / 237 . a conclusão sobre o resultado dos trabalhos desenvolvidos conforme item 3 deste programa.resumo dos trabalhos executados.da aplicação de procedimentos adicionais de auditoria.1 – da aplicação dos procedimentos previstos no item 2 do citado programa.1 Ínterim b) Responda às questões do questionário apresentado no item 1 deste programa. espaço próprio. sócio ou diretor.1 – procedimentos alternativos utilizados no cliente. identificando. bem como seus eventuais desvios.2. espaço próprio.2 – no anexo 04 . as situações aplicáveis ali requeridas.resumo dos trabalhos executados. 4. c.

nos papéis. OBS.º EXERCÍCIO / / AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS S/N Os controles internos sobre receitas e despesas são cobertos. mensalmente.3 - a) b) 2. julgados necessários às circunstâncias (evidencie. nos papéis. se for o caso. seguindo.13. os saldos das contas de receitas e despesas. análises ou balancetes contábeis. para tal. os procedimentos indicados nos programas de auditoria das contas e operações ativas e passivas (evidencie. que tais questionários já tenham sido respondidos antecipadamente à aplicação deste programa. proceda como segue: revise as análises e justificativas sobre as mesmas existentes nos relatórios sobre orçamentos e sua variações. o trabalho feito e/ou efetue cruzamento ou 238 REF. Teste as referidas justificativas e informações. os procedimentos indicados nos programas de auditoria das contas e operações ativas e passivas (evidencie.1 - 2. Revise a movimentação das contas de receitas e despesas operacionais e extra-operacionais. Comente. cobrindo. antes indicados. não coberta pelos exames de flutuações. tornando mais racional e objetiva a sua execução. o trabalho feito). Sobre as referidas flutuações. informações sobre as suas causas. nos papéis. tendo em conta o trabalho feito. junto a pessoal habilitado do cliente. para tal: em tudo que for julgado aplicável e necessário. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Compare. 2.3 PROGRAMA DE AUDITORIA – RECEITAS E DESPESAS CLIENTE: 1.8. somente os valores registrados nessas contas e que tenham determinado as flutuações verificadas.5 - a) . pelos questionários contidos nos programas de auditoria das contas e operações ativas e passivas. a partir de orçamentos. Os procedimentos alternativos ou adicionais. sobre as justificativas e informações obtidas sobre as flutuações referidas e sobre a sua validade e fidedignidade. obtenha. portanto. OBS. de uma maneira geral. incluindo vendas e custos das vendas. ou verificando: em tudo que for julgado aplicável e necessário. no sentido de detectar flutuações significativas. se houver. para um determinado período. É conveniente. seguindo.: N.4 - 2.2 a) b) 2. para o período sob exame. 2. o trabalho feito e/ou efetue cruzamento ou referência para valores cobertos pelos programas citados).

possam compensar uma aparente falha de controle interno.1 a) b) b. etc. incluindo os pontos deste programa que. controle e acompanhamento orçamentário. resumo.resumo dos trabalhos executados. 3. que mereçam atenção para exames detalhados. por qualquer motivo. e se não incluem valores significativos que devam ser registrados como ajustes de exercício anteriores. “REVISADO POR” e “DATA” são de utilização obrigatória. inclusive em termos de sua competência. anotações no anexo 04 . pela sua natureza. se os valores são registrados em tempo hábil. em forma tabular. a seu juízo. a seu juízo.1 b. atentando para a possibilidade de existência de emendas. dos aspectos que. etc. Merecer a atenção para efeitos dos programas de auditoria e sua extensão.6 a) b) 3. nos papéis. ou de que. CONCLUSÃO Uma vez completado este programa de auditoria. os procedimentos alternativos ou adicionais julgados necessários às circunstâncias (evidencie.b) c) d) 2. possam denotar lançamentos incomuns ou extraordinários. Feito Por: ______ Revisado Por: ______ _______________________________________ Data: ____/ ____/ ____________________________________ Data: ____/ ____/ 239 . se os históricos identificam adequadamente as operações registradas.. ficaram pendentes de verificação. Verifique se a classificação das contas e sua apresentação na demonstração do resultado são efetuadas de acordo com preconceitos contábeis que propiciam: demonstração adequada de todas as contas de receitas e despesas para efeitos de análise. OBSERVAÇÃO: Os cabeçalhos. apresentam falhas nos controles internos da empresa e que devam: ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno à empresa. demonstração adequada da apuração dos resultados das operações. o trabalho feito e/ou efetue cruzamento ou referência para valores cobertos pelos exames e/ou programas citados). colunas e espaços de “FEITO POR”. efetue: descrição ou comentários resumidos sobre procedimentos alternativos ou situações especiais encontradas na empresa que. rasuras.2 c) referência para valores cobertos pelos programas citados).

indicando n.º de vias e sua destinação)? A produção é aprovada e controlada através de ordens de fabricação (caso contrário descreva como)? Os níveis de produção guardam relação com níveis de estoques e das vendas (caso contrário.3 a. para apuração de pontos de equilíbrio e de medidas de produtividade? relatórios de produção e controle das existências para comparação com orçamentos e controle sobre as variações? O sistema de contabilidade de custo utilizado está integrado e coordenado à contabilidade geral? O setor de contabilidade de custos está vinculado à Contabilidade Geral? Caso contrário (indicar a quem está subordinado).2 a) a.1 c.º de vias e sua destinação): custo unitário dos produtos fabricados? avaliação dos estoques dos produtos prontos e em elaboração? estudos e determinação de sobras. balanças ou outros aparelhos ou técnicas utilizadas que assegurem controles e contagens adequadas (descrever os sistemas)? CUSTOS A empresa mantém sistema de contabilidade de custos que permita a apuração mensal de (descrever os sistemas e os controles.? estudos e determinação de custos fixos e variáveis.8. mantendo-a dentro dos níveis exigidos ao atendimento das vendas ou reconhecidos para o seu ramo industrial (descrever os sistemas de produção e controle.3 d) AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS N/A PRODUÇÃO A empresa está organizada no sentido de controle da produção.4 a. 240 .4 PROGRAMA DE AUDITORIA – PRODUÇÃO E CUSTOS CLIENTE: 1. avaliar se seria necessária a observância destes níveis)? A quantidade de unidades produzidas é determinada por meio de contadores automáticos. coletar modelos de mapas. reaproveitamentos.1 a) Nº.1 a. etc. EXERCÍCIO / / b) c) d) 1. o setor é independente de: controle de produção? compras? custódia e registro de estoques? O responsável pela contabilidade de custos e seus principais funcionários conhecem os processos de REF.13.2 a. indicar modelos de formulários em uso e n. OBS.5 b) c) c.2 c. 1. planilhas ou formulários utilizados. desperdícios.

etc. produção defeituosa. inutilizada. de forma razoável. etc. resíduos.e) e. bem como outras transferências.3 f) g) g.3 j.? As transferências internas de produtos em processo para produtos prontos. para permitir identificação e imputação razoável dos custos. para verificar se (indicar freqüência e data da última revisão): as classes de despesas consideradas indiretas estão se determinando. ou em outras bases suficientemente detalhadas para determinar de forma adequada os custos das diversas etapas do processo produtivo? Essas despesas são rateadas sobre a produção com base em percentuais ou volumes (indicar bases principais)? E. desperdícios. acumulação e rateio das despesas gerais à produção continuam sendo adequadas e uniformes.2 - j. tempo de reprocessamento.1 j. são: registradas em tempo hábil e aos valores de custo (indicar oportunidade dos registros)? obtidas dos relatórios de produção e efetivamente baixadas para produção acabada? determinadas levando-se em conta. em caso positivo: que resultam numa razoável apropriação a cada processo de produção? baseados em medidas razoáveis da produção.1 e.2 e. etc.2 h. como unidades produzidas. etc.2 h) h. em seus detalhes essenciais (descrever como se processa esse conhecimento)? A escrituração dos custos é efetuada: com base nas ordens de fabricação aprovadas? adequadamente detalhada. continuam sendo razoavelmente determinados? os totais estimados para bases de volumes ou rateios devam ser reconsiderados? 241 .4 - produção utilizados na empresa. horas trabalhadas. são valorizados de forma adequada (indicar espécies e formas de valorização)? O sistema de custos é revisado periodicamente. os desperdícios de mão-de-obra e de materiais.1 g. em função de atualização ou mudanças nos processos de produção? a capacidade e o tempo ociosos de produção.? Os subprodutos.1 h. para permitir a determinação do custo real por unidade produzida ou por tipo de produto? As despesas indiretas são carregadas por centros de custo produtivos e auxiliares. mão-de-obra direta. mantendo e registrando de forma mais adequada e uniforme possível? as formas de apuração..3 - i) j) j. inclusive de acordo com o estágio do processo de produção? adequadamente detalhada. sucatas de fabricação.

quantidades e valores de mão-de-obra contra registros de apuração ou folhas-resumo de distribuição. que as despesas gerais a serem rateadas são as adequadas e semelhantes às da última revisão.3 - k.7 a.3 a. registros nos relatórios de produção e nos controles de estoques de produtos prontos. em relação à última revisão.6 a. ordens de produção ou de serviços e/ou mapas de localização de custos e teste: cálculos e somas (inclusive de apuração dos custos unitários de produção). Selecione. contabilização dos valores consignados nas ordens para produção em andamento e desta para produtos prontos.k) k. cálculo do valor dos materiais.4 a. para um determinado período. registros nos relatórios de produção e nos controles de estoques de produtos prontos.1 c. distribuição dos custos dos centros auxiliares para os produtivos e acumulação ou fechamento dos valores.4 k. em função de atualização ou mudanças do processo produtivo ou de fatores externos (indicar freqüência e data da última revisão)? preparados de forma a permitir a identificação de variações determinadas por oscilações nos volumes e valores de produção que lhes serviram de base de apuração? comparados mensalmente com os custos reais e investigadas e contabilizadas as variações dentro do próprio mês? a valorização dos estoques leva em conta as variações referidas. 242 . resumos de apuração de custo unitário de produção e teste: cálculos e somas.2 a.1 b. estimados ou predeterminados são ou estão: baseados em estudos suficientemente detalhados? revisados periodicamente. 2.2 - Os custos padrões.1 a) a.5 2. no sentido de verificação de sua validade. de forma adequada e em tempo hábil (indicar a forma e a oportunidade)? PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA PRODUÇÃO E CUSTOS Selecione.2 - k.1 k.3 c) c. apuração das taxas de absorção.5 a.8 b) b.2 b. verificando: variações importantes que existirem nos percentuais ou bases de rateio. Revise os métodos e procedimentos usados para o rateio das despesas gerenciais e para a determinação das percentagens a serem aplicadas. para um determinado período.1 a. valores das despesas gerais imputadas contra registros de apuração ou resumos de distribuição. valores dos materiais aplicados ou consumidos contra requisições ou resumos de distribuição.

possam compensar uma aparente falha de controle interno. confira totais com as contas sintéticas do razão. é 243 . merecer a atenção para efeitos dos programas de auditoria e sua extensão.). verificando contabilização em tempo hábil e investigando aqueles valores que possam não ser usuais ou comuns. etc. a seu juízo.1 a) b) b. examine: as variações significativas surgidas da comparação com os custos reais certifique-se de que foram consideras adequadamente. efetue: Descrição ou comentários resumidos sobre procedimentos alternativos ou situações especiais encontradas na empresa que.2 c) que as bases de rateio são razoavelmente determinadas e semelhantes às da última revisão. apresentam falhas nos controles internos da empresa e que devam: ser consignados em relatórios ou cartas de controle interno à empresa.3 c. revise os itens conciliatórios para se certificar de sua procedência e regularização. Investigue fatores que determinam uma absorção excessiva ou insuficiente de despesas gerais e verifique como foram contabilizadas essas variações. que não haja diferenças substanciais entre bases de rateios estimadas e as efetivamente verificadas com os elementos que determinaram as estimações (n° de horas.1 b. incluindo os pontos deste programa que. CONCLUSÃO Uma vez completado este programa de auditoria. dos aspectos que.2 f) f.1 f. a seu juízo.3 3.resumo dos trabalhos executados.c.1 e. a movimentação das contas que registram as variações. Resumo. valores de mão-de-obra.14 AUDITORIA DE EVENTOS SUBSEQUENTES Introdução Em virtude de decorrer algumas semanas ou meses entre o encerramento do exercício de uma empresa e o levantamento e divulgação das demonstrações contábeis auditadas. Anotações nos anexos . ficaram pendentes de verificação. Se a empresa se utilizar de custos padrão ou predeterminados.2 f. por qualquer motivo. em forma tabular.4 - d) e) e. Obtenha conciliações ou posições dos registros de custos com a contabilidade geral e efetue o seguinte trabalho: selecione alguns itens e coteje o saldo com os referidos registros. 8. para fins de valorização dos estoques. 3.

Parte considerável do exame é executada pelo auditor após a data do levantamento do balanço. que transcrevemos a seguir. Este período é conhecimento como “período subseqüente” e. Dessa forma. sua duração irá depender das exigências práticas de cada exame e pode variar de um período relativamente curto até um de vários meses de duração. ou antes. quando apropriado. Além disso. para fins de determinação da ocorrência de eventos subseqüentes que possa exigir ajuste ou destaque. Os procedimentos de auditoria para exame dos eventos subseqüentes são adequadamente relatados na Exposição de Normas de Auditoria n. o auditor necessita desenvolver uma série de exames para certificar–se de que até a data da emissão do seu parecer não ocorreram fatos que tenham interferência ou venham a causar modificações significativas na estrutura econômica e financeira da empresa auditada. o seu programa de trabalho deve incluir certos procedimentos executados normalmente nesse período. não só até a data base do levantamento das demonstrações contábeis. Embora o auditor não tenha obrigação de estender os procedimentos de auditoria com a finalidade de cobrir. de conformidade com princípios 244 . as transações do período subseqüente. 8. todos os procedimentos de auditoria não são efetuados na mesma época e algumas fases do exame serão concluídas substancialmente na data do balanço. também.14. para completar várias das fases de seu exame. até a data de seu parecer. Editado pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. O auditor deve levar em consideração os eventos subseqüentes e exigir. o auditor deverá fazer a correspondente ressalva no “parecer”. o auditor independente deve levar a efeito outros procedimentos de auditoria. Certos procedimentos específicos são aplicados a transações ocorridas após a data do balanço. Caso as demonstrações sejam omissas quanto ao efeito de eventos subseqüentes.º 1. normalmente. dela. relativos ao período posterior a data do balanço.1 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA – EVENTOS SUBSEQUENTES Há um período. e (b) o exame de dados que fornecerão informação para auxiliar o auditor na sua avaliação dos ativos e passivos na data do balanço. como por exemplo: (a) o exame de dados para assegurar que foi efetuado um corte (“cut-off”) de operações adequado. essenciais a uma apresentação fidedigna das demonstrações contábeis. com qual o auditor deve se preocupar. e não se espera que ele faça revisões constantes dos assuntos aos quais já aplicou procedimentos de auditoria em épocas anteriores e obteve resultados satisfatórios. À medida que um exame se aproxima do fim. mas sim. fatos que tenham conseqüências importantes para os leitores dessas demonstrações. após a data de encerramento do balanço.sempre possível ocorrer durante o período intermediário. os reajustes das contas ou a inclusão de notas explicativas sobre os assuntos considerados indispensáveis à interpretação apropriada das demonstrações contábeis. considera-se que estende até a data do relatório do auditor. Também. a responsabilidade do auditor vai. que coincide com o término do trabalho no campo. o auditor estará concentrado na solução de assuntos pendentes de auditoria e de relatório. Portanto.

se foram feitos ajustes não usuais. objeto do relatório. Obter de um advogados independente ou consultor jurídico da empresa a descrição e avaliação de quaisquer litígios. para saber se as demonstrações interinas foram preparadas nas mesmas bases utilizadas para as demonstrações submetidas a seu exame. durante o período compreendido entre a data do balanço e a data da investigação. pendências. diretores e comitês. provisórios ou não conclusivos. até a data da investigação. investigações e discussões anteriormente citados. surgidos até a data. se houver alteração significativa no capital social. os quais.2 “RESOLUÇÃO CFC Nº 839/99 DE 26 DE FEVEREIRO DE 1999 APROVA A NBC T 11 . A fim de tornar estes procedimentos significativos para as finalidades citadas acima. em que se presta a informação.04 . as seu ver. carta de representação com data igual à do relatório do auditor. O auditor pode decidir pedir ao cliente que faça constar declarações sobre os assuntos importantes relevados ao auditor quando realizou os procedimentos descritos nos subparágrafos (a) a (d) acima e (f) abaixo. Ler as atas de assembléia de acionistas. na dívida a longo prazo ou no capital de giro. a situação atual de itens constantes das demonstrações contábeis. processos e passivos contingentes. segundo as circunstâncias.TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQUENTES 245 . juntamente com a descrição e avaliação de quaisquer assuntos complementares desta natureza. que é objeto do relatório. Estes procedimentos devem ser levados a efeito na conclusão do trabalho de campo ou próximo dela. dos quais ele tenha conhecimento. compara-las com aqueles sobre as quais ele emitirá relatórios. e que vigoram na data do balanço objeto do relatório. fazer outras comparações adequadas. 8. exigiram ajuste ou destaque nestas demonstrações. investigar sobre os assuntos tratados nas mesmas. que tenham sido contabilizados com base em dados preliminares.14.IT . b)     c) d) e) Levar a efeito investigações ou procedimentos complementares do tipo que ele considera necessário ou adequados para solucionar os problemas dúvidas surgidos na realização dos procedimentos. Obter de funcionários de alto nível (normalmente o principal executivo e o encarregado geral de finanças). sobre o seguinte: se existem passivos contingentes ou quaisquer outros compromissos significativos na data do balanço. o auditor deve pesquisar junto aos funcionários de alto nível e outros executivos responsável pelos assuntos contábeis e financeiros.fundamentais de contabilidade. quanto às assembléias cujas atas não estejam disponíveis ou transcritas. Investigar e discutir. com funcionários de alto nível e outros executivos responsáveis por assuntos contábeis e financeiros (restringido a investigação às principais fábricas e instalações). cabe ao auditor: a) Ler as demonstrações contábeis interinas mais recentes. indicando se ocorreram eventos subseqüentes à data das demonstrações contábeis sobre as quais opina o auditor independente. ou na data da investigação. Em geral.

04 -Transações e Eventos Subseqüentes. 26. aprovada pela Resolução CFC nº 820.O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.04 . 43 e 44/98.13. Art. deve ser empreendido pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca. 2º . de 17 de dezembro de 1997. CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade.Aprovar a Interpretação Técnica. correspondente a Transações e Eventos Subseqüentes da NBC T 11 . instituído pelas Portarias CFC nºs 13. CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade. assim discriminada: NBC T 11 . elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11. 26 de fevereiro de 1999 Contador José Serafim Abrantes Presidente Publicada no Diário Oficial da União em 11. 25. constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização de trabalhos. RESOLVE: Art. a Secretaria da Receita Federal.1999”. CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que. real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil.IT .Esta Resolução entra em vigora partir da data de sua publicação. está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações.2. 34.13 da NBC T 11 .Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados. CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas. de 29 de dezembro de 1993. para adequado desempenho. a Secretaria Federal de Controle.03. de modo a manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização. 27. a Comissão de Valores Mobiliários.(1) 246 . 42. atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751.TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11. o Instituto Brasileiro de Contadores. CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das normas endereçadas a sua regência. CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais. 1º . 30. Brasília.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. no exercício de suas atribuições legais e regimentais. o Ministério da Educação e do Desporto.2. “NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC T 11-IT.

CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. na extensão considerada necessária nas circunstâncias. inclusive como aumento de capital. o teste do corte de estoques e pagamentos a credores. escritas ou verbais.dos orçamentos. da diretoria. e b) pagamento ou sentença judicial. e 247 . aos advogados da entidade a respeito de litígios e reclamações. e normalmente incluem o seguinte: a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu para assegurar que eventos subseqüentes sejam identificados. Exemplos destas situações são: a) perda em contas a receber decorrente da falência do devedor. Exemplos de transações e eventos subseqüentes. e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões e para os quais ainda não se dispõe de atas. à medida que for considerado necessário e apropriado. de reunião dos conselhos de administração e fiscal. Esses procedimentos são adicionais àqueles normalmente aplicados a transações específicas ocorridas após o fim do período. b) compra de nova subsidiária ou de participação adicional relevante em investimento anterior. por exemplo. são: a) aporte de novos recursos.com o objetivo de obter evidência de auditoria quanto a saldos de contas no fim dele. havidos entre a data de término do exercício social e até após a data da divulgação das demonstrações contábeis. d) indagação ou ampliação das indagações anteriores. como. O auditor deve planejar e executar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que todas as transações e eventos ocorridos no período. e que podem requerer ajuste nas demonstrações contábeis e suas notas explicativas. realizadas após o fim do período. 4. Neste caso. previsões de fluxo de caixa e de outros relatórios contábeis. foram identificados. b) leitura de atas de assembléia de acionistas ou quotistas. d) altera ção do controle societário. c) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro. não se exige que o auditor proceda a uma revisão contínua de todos os assuntos que foram objeto de procedimentos anteriores. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA SOBRE TRANSAÇÕES E EVENTOS OCORRIDOS ENTRE A DATA DO TÉRMINO DO EXERCÍCIO SOCIAL E A DE EMISSÃO DO PARECER 3. o auditor deve indagar da administração se as informações mais recentes foram elaboradas nas mesmas bases utilizadas nas demonstrações contábeis auditadas. 2. c) leitura das demonstrações contábeis intermediárias posteriores àquelas auditadas e. comparação dessas informações com as constantes nas demonstrações contábeis auditadas. Os procedimentos para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis devem ser executados tão próximo da data do parecer do auditor quanto for praticável. Entretanto.e o auditor deve considerá-lo parte normal da auditoria. O período entre a data do término do exercício social e a de emissão do parecer é denominado período subseqüente. bem como de comitês executivos e de auditoria. A identificação de transações e eventos subseqüentes que proporcionam evidência adicional de condições que existiam no fim do período auditado requer o exercício do julgamento profissional e o conhecimento dos fatos e circunstâncias.

situação atual de itens contabilizados com base em dados preliminares ou nãoconclusivos. 3. por exemplo. com a mesma data do parecer do auditor. o auditor deve emitir seu parecer com ressalva ou adverso. Contudo. a administração é responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as demonstrações contábeis. 4. o auditor deve executar os procedimentos necessários nas circunstâncias e fornecer a ela um novo parecer sobre as demonstrações contábeis ajustadas. conseqüentemente. Quando uma controlada ou coligada. Durante o período entre as datas do parecer do auditor e a de divulgação das demonstrações contábeis. ainda que parcialmente. Quando tomar conhecimento de eventos que afetam de maneira relevante às demonstrações contábeis. ajustes contábeis inusitados. os procedimentos mencionados nos itens anteriores devem ser estendidos até a data do novo parecer do auditor. após a data do parecer do auditor.incorporação. de carta de responsabilidade.e) indagação à administração sobre se ocorreu qualquer evento subseqüente que possa afetar as demonstrações contábeis e obtenção. Caso a administração decida não tomar as providências necessárias. Quando a administração alterar as demonstrações contábeis. for auditada por outro auditor. cisão ou liquidação de atividades. COM A CONSEQÜENTE EMISSÃO DO PARECER. 7. Quando. o auditor deve discutir com a administração a adoção das providências necessárias para corrigir tal situação. o auditor tomar conhecimento de um fato que possa afetar de maneira relevante às demonstrações contábeis. e. emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de fusão. mas antes da divulgação das demonstrações contábeis. ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que ponham em dúvida a adequação das práticas contábeis usadas nas demonstrações contábeis. 5. Os exemplos de assuntos a serem indagados incluem: 1. 9. por fogo ou inundação. A data do novo parecer do auditor não deve ser anterior àquela em que as demonstrações ajustadas foram assinadas ou aprovadas pela administração. e 9. 6. o auditor deve verificar se eles foram apropriadamente contabilizados e adequadamente divulgados nas demonstrações contábeis. 5. 2. desapropriação por parte do governo. o auditor da entidade principal deve considerar os procedimentos do outro auditor sobre eventos após o fim do período e a necessidade de informá-lo sobre a data planejada de emissão de seu parecer. como na hipótese de dúvida sobre a continuidade normal das atividades da entidade. ou mesmo uma divisão ou filial. ele deve decidir se elas devem ser ajustadas. o auditor pode 248 . vendas de ativos. empréstimos ou garantias concedidas. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. assunção de novos compromissos. O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre as demonstrações contábeis após a data do seu parecer. TRANSAÇÕES E EVENTOS OCORRIDOS APÓS O TÉRMINO DO TRABALHO DE CAMPO. da parte dela. 8. destruição de ativos. evolução subseqüente de contingências e assuntos de maior risco de auditoria. 8. E A DATA DA DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 7. 6. Quando tais eventos não receberam o tratamento adequado nas demonstrações contábeis.

249 . seja informada da situação. seja informada da situação. poderia tê-lo levado a emitir o documento com conteúdo diverso do que foi. 13. a necessidade de comunicação aos órgãos reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso. o auditor deve: a) executar os procedimentos de auditoria necessários às circunstâncias. 11. Se as demonstrações contábeis forem posteriormente divulgadas. juntamente com o respectivo parecer do auditor. os motivos da remissão desse parecer com referência à nota das demonstrações contábeis que esclarece a alteração efetuada nas demonstrações contábeis. Quando o parecer do auditor tiver sido entregue à administração. Após a divulgação das demonstrações contábeis. após o de opinião.IT . e c) emitir um novo parecer sobre as demonstrações contábeis alteradas. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações.decidir por emitir seu parecer com dupla data. Quando.Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função dos seus direitos e obrigações legais. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. como explicado na Interpretação Técnica NBC T 11 .05 . resguardando. assim. juntamente com o correspondente parecer do auditor. ele deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. seus direitos e obrigações legais. Quando a administração alterar as demonstrações contábeis divulgadas. Entre essas medidas inclui-se. 14. Entre essas medidas inclui-se. Quando a administração não tomar as medidas necessárias para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente divulgadas. ele deve revisá-lo e. indicando em parágrafo. o auditor deve solicitar a esta que não divulgue as demonstrações contábeis e o respectivo parecer. o auditor tomar conhecimento de fato anterior à data do seu parecer e que. como mínimo. A necessidade de comunicação aos órgãos reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso. 10. Neste caso. após a divulgação das demonstrações contábeis. comunicação formal à administração de que o parecer anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações contábeis não retificadas. o auditor deve decidir se as demonstrações contábeis precisam de revisão. 15. são aplicáveis as considerações sobre a data do novo parecer mencionadas no parágrafo 12 anterior. e quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração. como mínimo. Quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nos casos em que o auditor decidir pela necessidade de sua alteração e o seu parecer não tiver sido liberado para a entidade. se for o caso. expressar opinião com ressalva ou adversa. se fosse conhecido naquela data. comunicação formal à administração no sentido de que o parecer anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações contábeis não retificadas. b) revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente emitidas. TRANSAÇÕES E EVENTOS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OCORRIDOS APÓS A DIVULGAÇÃO DAS 12.

Por exemplo. o auditor pode julgar desnecessárias a alteração das demonstrações contábeis e a emissão de novo parecer. portanto. chamamos a atenção para os seguintes tópicos a respeito do assunto:  A prova obtida de fonte externa proporciona maior grau de confiança do que aquela obtida na própria empresa. Ou seja. por exemplo. que normalmente devem incluir a execução dos procedimentos mencionados no item 7 até a data. depositários e outros em condições de prestar informações e esclarecimentos. Nos casos que envolvem a oferta de valores mobiliários ao público. bem como as informações por escrito de advogados. buscando certificar-se de que o resultado de respostas a obter será o melhor possível. é a obtenção de manifestação formal efetuada por terceiros e referente a determinados fatos que esse “terceiro” possa atestar através de documento formal. de fornecedores e de correntistas em geral.” Verifica – se. (1) Revisadas em dezembro de 1997”. destacando – se a de bancos. Assim. o auditor pode ser obrigado a executar procedimentos de auditoria adicionais até a data do documento de oferta final.Objetivo O procedimento de auditoria através do qual o auditor procura obter uma informação externa é comumente designado circularização ou confirmação de terceiros. Pelo contrário! Deve dar ao trabalho o máximo de atenção em todas as suas fases e em todos os seus detalhes. desde que elas contemplem os necessários ajustes e/ou contenham as informações normalmente divulgadas.  Entre as provas obtidas de fonte externa incluem-se as confirmações de saldos de contas devedoras e credores (circularização). a enorme importância que deve o auditor dispensar a circularização.16. uma circularização efetuada criteriosamente poderá ser de grande utilidade para o auditor que o levará a obter confirmações confiáveis sobre os aspectos que está examinando. Também devem incluir a leitura do documento de oferta para avaliar se outras informações nele contidas se harmonizam com as informações contábeis com que o auditor estiver relacionado. de clientes. assim. OFERTA DE VALORES MOBILIÁRIOS AO PÚBLICO 17. quando estiver iminente a emissão das demonstrações contábeis relativas ao período seguinte. ou próximo da data efetiva. Em certas situações. Importância Para que se possa melhor avaliar a importância da circularização como procedimento de auditoria. o auditor deve considerar qualquer exigência legal e atinente a ele aplicável em todas as jurisdições em que os valores mobiliários estiverem sendo oferecidos. do documento final de oferta. não devendo encará-la como um simples ato mecânico de preparo e expedição de pedidos. 250 . 9 CIRCULARIZAÇÃO Aspectos Gerais .

independente daquele que lida com os saldos. principalmente junto ao pessoal não técnico envolvido no assunto. posições ou outras situações a circularizar: (a) A seleção das situações a circularizar. a pedido da administração. dada a importância de que se reveste o assunto. sendo irrelevante para descaracterizar dita responsabilidade o fato de participar da mesma. o trabalho deverá ser efetuado mais com a finalidade de testar os controles internos da empresa auditada. em tais casos. não compreensão e até mal-entendido quanto ao objeto dos pedidos. de agricultores e semelhantes. quando estiver efetuada a seleção: (b) 251 . em tais casos. e em todas as suas fases. certas limitações a que a mesma está sujeita. contas selecionadas ou não poderão ser excluídas ou incluídas na amostragem.Limitações O auditor deverá levar em conta. inacessibilidade aos locais dos destinatários. como no caso de clientes de crediários. Responsabilidade A responsabilidade pela circularização. para que a mesma não se torne improdutiva. inclusive quanto aos tipos de pedidos a emitir. o resultado de respostas obtido é mínimo. pelo fato de a prática Ter demonstrado que. Portanto. sempre que efetuar trabalhos de circularização. todos os detalhes quanto a circularização. tanto da empresa auditoria. porque a quantidade dos pedidos. aproveitando-se o trabalho efetuado. por uma questão de independência da auditoria externa/interna e de responsabilidade exclusiva do auditor. inclusive nome e cargo da pessoa. Em tais casos. pessoal técnico ou não. por mudanças constantes de endereços. desde que tal acerto seja tratado com pessoal adequado de instituição. Normalmente. deve o auditor registrar os fatos em seus papéis de trabalho. como por exemplo:  Havendo quantidade considerável de saldos de pequena monta formando o conjunto de contas a circularizar. de comum acordado. Fases e Oportunidades As fases da circularização compreendem: Seleção dos saldos. quanto da empresa auditada. e por ser um trabalho eminentemente técnico. parcial ou integralmente.  O mesmo caso se aplica quando as contas se referirem a pessoas físicas. posições ou situações selecionadas. devem merecer do auditor o máximo de atenção e acompanhamento permanente. será praticamente de pequeno alcance em relação aos totais das contas. técnicos ou formais. porém o auditor deve ter em mente o seguinte. a seleção das situações a circularizar tem como base às demonstrações contábeis ou em relatórios internos. cabe única e exclusividade ao auditor.  Poderá ser consideravelmente reduzida a circularização e efetuada mais a título de testes. se na empresa auditada existir auditoria interna ou outro órgão que a execute de forma independente e satisfatória. Todavia.

examinar registros. Se por outro lado o objetivo é voltado à validação de saldos de operações de empréstimos bastará simplesmente solicitar a confirmação do saldo dos contratos “em ser”. seguros. ao acaso algumas de valores menores.base está ligada ao entendimento da oportunidade do procedimento. a época certa em que há conveniência de faze-lo. posições de litígios e demandas fiscais e trabalhistas com advogados da instituição etc. quais dados serão confirmados (razão social / nome.N. extensão e profundidade da circularização.  Critério de seleção dos itens. fundamentalmente. Por isso. A definição da data . muitas vezes não estão ou não são possíveis de representação nas demonstrações contábeis. se o objetivo é testar a atualização de cadastro é necessário que seja definido a área (cadastro de depositantes acionistas. de um bom planejamento. Por envolver diversas áreas.. assim como o demais tópico.J / CPF.  Algumas situações que interessem a circularização. 252 . etc. por exemplo. número do C. a data – base e o momento de ser realizado o processo de circularização devem ser identificados e detalhados no planejamento.P. livros. com os demais itens é fundamentalmente para atingirmos o objetivo da circularização. Não deve se restringir somente às contas de ativo e passivo que representem direitos e obrigações efetivas. devedores por empréstimos). pessoas e tarefas específicas a eficácia do procedimento de circularização dependente. que interessem circularizar. Assim. isto é. A definição do critério de seleção. Os pontos fundamentais que deverão ser abordados de planejamento são:  Definição das áreas / contas a serem circularizadas e dados que devem ser objeto da confirmação. saber avaliar o momento apropriado para ser executado o procedimento de auditoria. devendo inquirir.  Fonte de informações dos dados. o qual deverá abordar os aspectos da natureza. mesmo em contas de compensação. procurando verificar também as contas de compensação que registrem direitos e obrigações em potencial. cobranças em poder de terceiros. buscando detectar tais situações.  Definição de data – base. fichas e controles auxiliares e extracontábeis. levando-se em consideração as circunstancias peculiares à sua realização.. não deve o auditor se restringir somente a essas demonstrações no trabalho de seleção. podemos apontar aquele que consiste em escolher todas as contas acima ou a partir de um determinado valor e. Critério mais utilizado na seleção é detalhado no planejamento. está intimamente ligado ao objetivo da circularização. A definição das áreas/contas. Assim. O planejamento deve permitir ao auditor executar as tarefas da melhor forma possível a fim de que o objetivo da circularização seja atingido. sendo recomendável à adoção de um critério estatístico para tal. (c) Como um critério de seleção. quantidade de ações possuídas).

numa primeira oportunidade.  Papéis de correspondência oficial das próprias entidades/instituições. se houver. numa oportunidade posterior. além de verificar se foram preparados dentro do padrão solicitado. o auditor deve atentar para os seguintes aspectos da preparação dos pedidos:  Se estão devidamente endereçados. controles operacionais. Na referida conferência. as anotações que se fizerem necessárias.  Se estão devidamente datados (datas de emissão e datas – base para as quais as informações foram solicitadas).  Se foram preparados com o número certo de vias solicitadas. inclusive CEP (Código de Endereçamento Postal). que assegure a chegada dos mesmos aos destinatários e que permita uma resposta imediata e sem embaraços ou dúvidas por parte destes. Por ocasião da etapa de trabalho mencionada acima (pelo Cliente).As fontes de informações podem ser os registros contábeis. Efetua-se nessa etapa. devem ser feitas. em seus papéis de trabalho. Processo a Circularização Etapas:  Solicitação de emissão dos pedidos ao cliente ou ao responsável pela área. Os tipos de papéis mencionados nas letras acima podem ser combinados entre si ou integralmente. Assim. Nessa ocasião. inclusive anexos. relatórios. numa e noutra formas. Tipos de papéis:  Modelos pré – impressos confeccionados pelas empresas de auditoria ou pela própria entidade/instituição. é de boa praxe estender à totalidade dos pedidos os testes e conferências. Constatada qualquer divergência.  Se forem preparados de acordo com os modelos solicitados. com nomes e endereços completos. ou seja. para expedição aos destinatários. para o preparo das circulares ou pedidos. Quanto à expedição dos pedidos.  Se as discriminações de saldos ou posições conferem com os valores para os quais foram solicitadas as informações. porque o auditor precisa se 253 . junto ao cliente ou responsável. qualquer divergência deve ser sanada pelo auditor e. a conferência dos endereços dos destinatários contra os controles da entidade/instituição onde foram extraídos e das discriminações dos saldos ou posições constantes dos pedidos efetuados. tem sido regra geral que a própria auditoria externa executem.  Conferência e recolhimento dos pedidos pelo auditor. conforme o caso. por questões de ordens técnica e prática. enfim diversas.  Se estão assinados devidamente por pessoal do cliente autorizado para tal. ainda e por amostragem. o auditor deverá efetuar o cotejo dos pedidos preparados contra a lista de contas a circularizar. é necessário que o planejamento indique a fonte adequada para a seleção dos itens frente aos objetivos a serem alcançados.

quanto às divergências e devoluções do correio. e arquiva provisoriamente todos os papéis. Controle e conferência das respostas obtidas. visando oferecer melhores condições e comodidade de resposta aos destinatários. em decorrência do acompanhamento do auditor. dependendo dos tipos e das classes das contas circularizadas. mantendo os envelopes devolvidos. Se estas forem consideradas não satisfatórias. não tenha havido respostas aos primeiros enviados. as quais devem ser integralmente investigadas. o que pode ser adotado com praxe pelo pessoal não técnico encarregado da expedição e do controle e conferência das respostas obtidas. até um certo prazo. por uma questão de ordem prática normalmente é executado no departamento da Auditoria Externa por pessoal não técnico. face à finalidade da circularização e ao fato de que podem ser o indício de irregularidade. A conferência das respostas obtidas. onde constarão as causas da devolução. Nesse relatório. por clientes. por sua vez divide-se em duas etapas. o auditor preparar um relatório e remetê-lo ou entrega-lo a pessoa adequada. deve ser enviado novo pedido. Nessa etapa. é de determinação variável. solicitando a adequada conciliação e esclarecimentos. das respostas que apresentam divergência substancial quanto aos dados solicitados. tem sido muito comum o circularizado confundir-se quanto à base para os quais são solicitadas as informações. reclassifíca-as. porém. faz anotações em cédulas resumos apropriadas e nos papéis de trabalho. inclusive. será oportunamente objeto de exame por parte do auditor. Tal fato deverá merecer especial atenção do auditor. o trabalho pode ser muitas vezes consideravelmente reduzido se. supervisionar e controla o trabalho. para apreciação e discussão. para entrega posterior ao auditor. e de prazos para remessa dos segundos pedidos. indicar as datas dos pagamentos. O controle das respostas obtidas. ou “follow-up” da circularização – acompanhamento posterior de um fato registrado. referido trabalho. em respostas com e sem diferenças e devoluções do correio. pelo auditor. a saber: 1ª Etapa: Conferência das repostas obtidas contra os dados dos papéis da circularização. limitando-se especialmente os clientes e devedores diversos da empresa auditada. tão logo dada por concluída à etapa anterior.certificar da efetiva expedição dos mesmos e por quem é efetuada contendo envelopes – resposta selados e subscritos em nome destas. de ordem fraudulenta. pois. Contudo. a par de ter havido realmente uma confusão do circularização. quando for dada por encerrada por este essa etapa dos trabalhos 2ª Etapa: Conferência junto à área. no entanto. as pessoais não técnicas classificam as repostas por clientes. Ao auditor competente. sob a supervisão do auditor. isso poderá também ser o indício de manipulação de valores com o intuito de ocultar 254 . Um bom procedimento consiste em enviar um segundo pedido para os quais. este julgar satisfatório o número de respostas chegadas antes que se enviem novos pedidos aos que não responderam. Esse serviço pode ser consideravelmente reduzido se. bem como a conferência das mesmas contra os papéis de trabalho da circularização. o auditor fará constar o resultado da circularização. no sentido de orientar a sua execução conveniente e de avaliar o grau de respostas obtidas. em termos de repostas apresentadas com divergência ou devolvidas pelo correio e não respondidas. conforme já mencionado. Em termos de divergências. a informar que as contas ou valores foram pagos sem. O que se pode considerar com satisfatório em termos de respostas às circulares.

a época certa em que há conveniência de fazelo. Tipos de Circulares ou Pedidos Os tipos de circulares ou pedidos são classificados em:  Positivos.irregularidades. Para os registros dos dados da circularização são utilizadas. registro e controles auxiliares ou extra-contábeis. devendo. independentemente de haver uma resposta. nessa etapa dos trabalhos. cédulas – resumo apropriadas. aqueles para as quais se solicita ao destinatário uma resposta. com vistas à obtenção de provas pelo auditor para outras datas. notas fiscais. levando-se em consideração as circunstâncias peculiares à respectiva realização. Poderão inclusive ser enviados novos pedidos ou correspondências especiais e diretas do departamento de auditoria e. correspondência. Oportunidade Entende-se por oportunidade ou momento apropriado para serem executados determinados procedimentos de auditoria. em função das circunstâncias peculiares a cada ocorrência. adotando procedimentos alternativos ou adicionais que lhe permitam certificar-se da legitimidade dessa situação. Quantidades das repostas recebidas. data . normalmente os seguintes detalhes: a) b) c) d) Tipos. de forma demonstrativa. com e sem divergências ou ressalvas. a circulação tem sido executada em épocas aproximadas às datas de encerramento dos balanços das empresas auditadas. nada impede que seja realizada em outras épocas. além das demais tarefas que lhes forem atribuídas com respeito a circularização. ele próprio sentir e avaliar a necessidade de adoção destes ou daqueles procedimentos ou caminho a seguir. classes. independentemente de haver ou não divergências quanto aos mesmos. com vistas à obtenção de provas pelo auditor externo para essas datas. Por outro lado. cópias ou os próprios originais dos papéis de trabalho do auditor. junto com a cédula .resumo do resultado da circularização.base e datas de expedição das circulares. Datas de preparação. até mesmo. 255 . que lhes serão devolvidos posteriormente. eventos subseqüentes etc. onde se consignam. conforme já se mencionou. ser efetuadas visitas pelo auditor aos circularizados. além dos papéis de trabalho do auditor. podem ser usados pelo pessoal não técnico para efetuar o controle dos pedidos expedidos e das respostas recebidas. tudo dependendo de circunstância ou situações peculiares á cada caso. ou seja. Todavia. Deverá ainda o auditor. solicitando-se as informações e esclarecimentos julgados necessários a cada caso. Em tais casos o auditor deverá se preocupar em obter as datas dos referidos pagamentos. quantidades e valores dos pedidos. Como regra geral. dar ênfase especial às circulares sob a forma positiva não respondidas ou desenvolvidas pelo correio. examinando pedidos de compra ou venda. Dados percentuais referentes ao resultado da circularização etc. O importante é que o auditor se satisfaça à legitimidade de cada uma dessas situações.

Pode ser adotado o uso combinado dos dois tipos de pedidos.  Identificação precisa de quem está se responsabilizando pela resposta (carimbo. Principais Trabalhos do “Follow-Up” da Circularização O acompanhamento dos resultados obtidos com a circularização é que nos levará a responder se o objetivo previamente estabelecido foi atingido. os pedidos de informação admitem somente a forma positiva. Os pedidos podem ser ainda divididos em pedidos de informação e pedidos de confirmação de saldos. não devendo ser usados para situações especiais. ou seja. O uso de um outro tipo fica condicionado a circunstâncias especiais de cada caso. A circularização sob a forma positiva pode. também. considerando-se. são fornecidos os referidos valores ou outros dados pedindose ao destinatários que os confirmem ou não. para determinada data. todos as respostas obtidas devem ser analisadas com o intuito de verificar sua validade e se a confirmação foi positiva ou negativa. através de visitas pessoais a este. sendo que os de confirmação admitem a duas formas. ser utilizada para obtenção de prova pelo auditor junto ao circularizado. dado à sua natureza. sua não resposta como confirmação ou concordância com os valores ou demais dados dos pedidos. ao contrário. com detalhes sobre divergências havidas. assinatura. a utilização dos pedidos com a forma negativa exige. e 256 . extraordinárias ou suspeitas. Nos segundos. Quanto aos aspectos de validade podem ser destacados:  Verificar se o envelope resposta veio pelo correio. utilizando-se os positivos para uma quantidade relativamente pequena de contas com valores significativos e os negativos para uma quantidade maior de contas com valores pequenos. Assim. pedindo-se que estes os forneçam ou informe para determinada data. posições ou outras situações a circularizar. provavelmente. posições ou outras situações a circularizar. aqueles para as quais se solicita ao destinatário que responda somente houver divergências quanto aos mesmos. Normalmente. Negativos. papel timbrado). Com relação à confirmação positiva / negativa deve-se observar:  Se todos os dados foram considerados válidos. em conseqüência. Nos primeiros não são informados valores ou outros dados aos destinatários. Obviamente. a positiva e a negativa É recomendável que os pedidos de confirmação sejam enviados com a indicação completa de todos os detalhes sobre os valores que componham os saldos. Tal indicação pode constar no próprio corpo dos pedidos ou em anexos a estes. ou seja. um maior número de contas a circularizar. Tal procedimento é considerado vantajoso naqueles casos onde.  Se apenas alguns dados foram validados. o circularizado não responderia à solicitação enviada através do correio.

detalhes e cuidados que cercam o assunto. Evidentemente que aqui não se esgota tal assunto. junto às fontes externas respectivas às situações que interessem circularizar. uma resposta positiva vem de ser objetivo da circulação e uma resposta negativa deve ser objeto de análise (conciliação. ou seja. verificação de documentos) Finalizando o presente capítulo.  Nomes e endereços incompletos ou incomuns. recusa sistemática de certos destinatários em responder aos pedidos e outros detalhes dessa natureza podem representar situações ou indícios de irregularidades. e. detalhes singulares ou duvidosos das respostas ou das assinaturas. deve o auditor manter vigilâncias e imaginação alerta sobre todas as fases do processo. 257 . para que possa revelar processos de fraudes acaso existentes. convém que o auditor procure obedecer a todos os procedimentos. demora no recebimento das respostas. em todas as suas fases. consignamos ainda os seguintes aspectos quanto a circularização e às normas aqui contidas:  Para que a circularização atinja à sua finalidade primeira. Em resumo. estando os aspectos formais atendidos deve ser observado o resultado da resposta. observadas as condições peculiares a cada caso. não previstos neste capítulo. No primeiro caso. Assim. este ou aquele caminho a seguir para a solução de cada uma dessas situações distintas ou peculiares. por extensão. no sentido de adotar este ou aquele procedimento. Se nenhum dado foi validado. para as quais o auditor deve estar sempre atento. bem como cumpri-las de acordo os procedimentos aqui constantes. à obtenção de prova pelo auditor. para se efetuar uma circularização o mais perfeito possível. os quais deverão ser objeto de avaliação por parte do auditor. pois cada caso ou determinadas situações podem merecer tratamentos distintos e peculiares.

CIRCULARIZAÇÃO Conhecer O “Todo” Selecionar A “Amostra Relação dos Saldos Circularizados Preparação e Envio das Circulares Circulares Não respondidas Confrontar e Examinar Respostas Exames Alternativos Circulares Respondidas Esclarecer Divergências Preparar Resumo do Resultado da Circularização 10 PLANEJAMENTO DA AUDITORIA 258 .

d) o conhecimento anterior que o auditor possui sobre a organização/área que será auditada. emissão de listagens de conferência de depreciação. pelos Auditores. aquele que se faz imediatamente antes do início dos trabalhos de campo de uma determinada etapa. NOTA: a) Estamos aqui referindo-nos ao "Planejamento Imediato". e) o conhecimento anterior que o auditor possui sobre a existência de pontos mais fracos do Controle Interno. no qual se considerará: • as outras etapas de uma mesma Auditoria (tempos envolvidos. natureza da etapa. • as prioridades gerais e a disponibilidade e/ou necessidade de pessoal. g) os pontos de não observância de Normas Legais anotados em Relatórios anteriores. emissão de listagens das aquisições de itens do imobilizado. • as outras auditorias que se fará num período de tempo e a oportunidade de realização de certos procedimentos de Auditoria. esse "Planejamento Imediato" deve estar inserido num Planejamento Geral.Todo trabalho de auditoria deve ser obrigatoriamente precedido de um cuidadoso e adequado planejamento. conferência de cálculos de encargos sobre empréstimos. l) a identificação dos Programas de Auditoria que serão utilizados e recomendações especiais sobre a sua utilização na etapa da auditoria que vai se iniciar. h) os tempos empregados e orçados em trabalhos de auditoria executados em outros períodos. j) a distribuição planejada de horas/homem por sub tarefas dentro dos trabalhos de uma mesma etapa de auditoria. de pontos pendentes de solução levantados pelo auditor anteriormente e observados nos seus Pt's. m) O auditor deve considerar a participação de especialistas da área de PED e assuntos como: circularização. os seguintes aspectos: a) quando será executado o trabalho. isto é. épocas. O planejamento das atividades da auditoria considerará além dos objetivos. de prazo maior de abrangência. etc. i) a existência de recomendações especiais da Diretoria/ Gerência de Auditoria para aquela etapa dos trabalhos que vai se iniciar referentes a aprofundamento de determinados exames. necessariamente. k) a locação de pessoas a serem designadas para executarem os trabalhos. b) a existência de prazos fatais e orçamento de horas/homens a empregar. b) O "Planejamento Imediato" deve ser descrito em pormenores na chamada Folha de "Escopo de Trabalho” de Auditoria. • as outras auditorias que se fará num período de tempo e a oportunidade de realização de certos procedimentos de Auditoria.). "pontos de atenção da Gerência" observados na auditoria anterior. etc. etc. adaptando-se quando for necessário. locais de atuação. porém nas mesmas áreas. c) a identificação das áreas de atuação do auditor dentro daquela etapa ou tarefa da auditoria. recomendações para aperfeiçoamento de controles internos elaborados pelo Auditor em Relatórios ou Memorandos e referentes a Auditorias realizadas em períodos anteriores. etc. f) as ocorrências e recomendações de trabalhos anteriores. obtido através de levantamentos anteriores de rotinas e sistemas de CI´S.. 259 . Obviamente.

260 .2.2. de alguma maneira. b) exame das adequações dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual.ITEM 11.10. d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira.O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. 11.NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 11.PLANEJAMENTO DE AUDITORIA 11.1.2. quando incluir a designação de equipe técnica deve prever a orientação e supervisão do auditor.2. revelados ou não revelados. g) a natureza. e e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior.O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor independente e estas normas. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. 11.6 . que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados.8 . os fatores econômicos.2 . legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade. quer pela complexidade de suas atividades.1. 11.2. e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. ou quando as demonstrações contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor.O planejamento e os programas de trabalhos devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controle internos da entidade e seu grau de confiabilidade. conteúdo e oportunidade dos pareceres.Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução. oportunidade e extensão.Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade.1. filiais e partes relacionadas. d) a natureza.1. 11.1. o planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos: a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de aberturas do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que.1.A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. e h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos.1.2.2 .4 . em termos de natureza. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes.9 .O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades.7 . distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual. e o nível geral de competência de sua administração.2.2. independência e treinamento requeridos nas circunstâncias.1 .1. quer pelo volume de transações.1 . e) a existência de entidades associadas. 11.3 . relatórios e outros informes a serem entregues à entidade. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. 11.2.5 .O planejamento da auditoria.O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito.1 “NBC-T-11.1. especialistas e auditores internos. 11.2. c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas do exercício anterior. 11.

bem como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão ou exclusão de dados.A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos considerando a relevância em dois níveis: a) em nível geral. d) a fixação.2. avaliação do sistema contábil e de controles internos de situação econômica e financeira da entidade.3 .1 .Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados.11. f) o sistema de aprovação e registro de transações.2. b) avaliar se as tarefas distribuídas à equipe técnica estão sendo cumpridas no grau de competência exigido. para conciliação de contas.O auditor deve instituir um programa de controle de qualidade visando avaliar. g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos. periodicamente. 11. qualidade da administração. se os serviços executados são efetuados de acordo com as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas.4. e b) em níveis específicos.RISCO DE AUDITORIA 11. 11. 11. de normas para inventário.2. e e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos executados e permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis. b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados. 11.1 . compreendendo: a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades da entidade.2 .2.Na supervisão de trabalhos da equipe técnica durante a execução da auditoria. o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade.3.1 .2 . e c) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da informação contábil.Para determinar o risco da auditoria.2.2.2. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria.2 . pela administração. 261 .SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE 11.RELEVÂNCIA 11.Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas.4 .3.3 . c) as políticas de pessoal e segregação de funções.2. d) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e os objetivos dos procedimentos técnicos alcançados. preparação de demonstrações contábeis e demais informes adicionais. e) as implantações.2.4.3.2.2.A relevância deve ser considerada pelo auditor quando: a) determinar a natureza. relativos ao saldo das contas ou natureza e volume das transações. c) resolver questões significativas quanto à aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. denominações e classificação das contas. especificamente quanto a limites de autoridade e responsabilidade.2 .2. o auditor deve: a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho. 11. modificações e acesso aos sistemas de informação computadorizada. e h) as comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados. b) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos. 11. considerando as demonstrações contábeis tomadas no seu conjunto bem como as atividades.

11.O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade. b) os sistemas de informação contábil.5 . considerando: a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade.6 . segundo horário contratado com a equipe técnica. c) que não há evidências de que a administração do cliente adotou medidas administrativas que possam comprometer o trabalho do auditor. 11.2.4. b) a independência em relação aos clientes deve abranger toda a equipe técnica que trabalhar no cliente. c) o trabalho de auditoria deverá ser realizado por pessoal que tenha um nível de treinamento e de experiência profissional compatível com o grau de complexidade das atividades da entidade auditada.4 . e d) o auditor deverá planejar. e) o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade.2.2. No caso do auditor atuar sem a colaboração de assistentes.O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar.O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio. 262 .5.ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS 11. supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas. 11. b) grau de independência existente. b) o pessoal designado deve ter o nível de independência e demais atributos definidos nas Normas Profissionais de Auditor Independente para ter uma conduta profissional inquestionável. 11.2. em face dos sistemas de informatização adotados pela entidade.Os requisitos que o auditor deve adotar para o controle da qualidade dos seus serviços são os que seguem. e da sua eficácia operacional. d) a natureza da documentação. para efeitos tanto internos quanto externos. de modo a resguardar a independência do auditor responsável pela execução dos serviços.5 . e f) o grau de envolvimento da auditoria interna.2. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria.1 . e d) o auditor independente deverá avaliar a necessidade de rodízio de auditores responsáveis pela realização dos serviços.5. a) o pessoal designado deve ter a competência e habilidade profissionais compatíveis com o requerido no trabalho realizado. e c) integridade dos administradores do cliente. 11.2 . se existente.3 . em relação às horas contratadas com os clientes. como base para determinar a natureza.11.4. c) as áreas de risco de auditoria.2.A avaliação permanente da carteira de clientes deverá ser feita por escrito considerando os seguintes pressupostos: a) a capacidade de atendimento será determinada pela soma das horas disponíveis. em face da estrutura existente.2. o controle da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis.O controle de qualidade do auditor inclui a avaliação permanente da carteira dos clientes.4. quanto aos seguintes aspectos: a) capacidade de atendimento ao cliente. de modo a garantir aos usuários de seus serviços a certeza razoável de que o trabalho foi realizado de acordo com as normas de controle de qualidade requeridas nas circunstâncias.4.

2. i) a limitação do acesso físico a ativos e registros.2.5.exame de registros.A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada.A avaliação do ambiente de controle existente deve considerar: a) a definição de funções de toda a administração.6 . o auditor deve verificar a existência.A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos: a) o ambiente de controle existente na entidade. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: a) inspeção . 11.6.Na aplicação dos testes de observância. e e) o sistema de controle da administração. 11. d) cálculo . h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade. b) observação .3 .4 . alteração. por meio de provas seletivas. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser. 11.2.2.2.6.1 .O sistema contábil e de controles internos é de responsabilidade da administração da entidade.2.verificação do comportamento de valores significativos.Na aplicação dos testes substantivos.5 .3 . testes e amostragens. em razão da complexidade e volume das operações. e j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados.6. e b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade. b) o processo decisório adotado na entidade.2.A avaliação dos procedimentos de controle deve considerar: a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis e quaisquer outros informes contábeis e administrativos. d) as políticas de pessoal e segregação de funções.acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.2. acesso a arquivos e geração de relatórios. c) investigação e confirmação .5.4 .2 . quantidades absolutas ou outros meios.11. e) os controles adotados sobre as contas que registram as principais transações da entidade. d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação. o auditor deve objetivar as seguintes conclusões: a) existência .conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias.5. 11.5.2. c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade. mediante índices. e e) revisão analítica . 11.6. efetividade e continuidade dos controles internos. 11.Na aplicação dos testes de observância e substantivos.6 . 11. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. b) a elaboração. incluindo as atribuições da auditoria interna.obtenção de informação junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. 263 .se o componente patrimonial existe em certa data. dentro ou fora da entidade. quocientes. decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros. cabendo ao auditor. f) o sistema de aprovação e guarda de documentos. revisão a aprovação de conciliações de contas. documentos e de ativos tangíveis.APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11. se existente. g) a comparação de dados internos com fontes externas de informação. para fins quer internos quer externos. porém o auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento.

e b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade. não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. 11. mencionar.2 .se efetivamente existentes em certa data. o auditor deve considerar: a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis.Quando constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade.2.se a transação de fato ocorreu. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria.Caso.2.Os papéis de trabalho devem ser elaborados.Na hipótese de o auditor concluir que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade.2.b) direitos e obrigações .7. 11.2 . em seu parecer. os efeitos que tal situação poderá determinar na continuidade operacional da entidade. organizados e arquivados de forma sistemática e racional. em parágrafo de ênfase.8 . deve certificar-se da sua exatidão.2. c) ocorrência . deve o auditor: a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar.1 .7 . de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma.Se o auditor.8.2.6.8.2.A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor.8. e deve ser complementada quando da execução de seus exames.5 . ao analisar os riscos de auditoria.CONTINUIDADE NORMAL DAS ATIVIDADES DA ENTIDADE 11. no decorrer dos trabalhos.3 .2.8.2. quando do planejamento dos seus trabalhos. natureza.7. sua relevância.6 . confiabilidade e comparabilidade. divulgados. deve efetuar verificações adicionais.6 .2.Quando o auditor se utilizar análises. o auditor independente deverá. e) mensuração.se os itens estão avaliados.2. 11.DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA 11.1 . 11. 11.7 .2.8. 11. 11.7. d) abrangência . apresentação e divulgação .Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da auditoria executada.8. 11.O auditor deve documentar. deve o auditor aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria. e c) a disponibilidade de informações. durante a revisão analítica.2.Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica. deve avaliar os possíveis efeitos nas demonstrações contábeis. demonstrações ou quaisquer outros documentos fornecidos pela entidade.2. b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores.4 . 11.A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade.Quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações. aplicando novos procedimentos de auditoria até alcançar conclusões satisfatórias.3 . através de papéis de trabalho.se todas as transações estão registradas.6. especialmente quanto à realização do ativos. bem como o julgamento exercido pelo auditor e as condições alcançadas.5 . se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade. classificados e descritos de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. 11. através de comunicação direta com os terceiros envolvidos. executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis.4 . pelos menos os seguintes pressupostos deverão ser adotados pelo auditor na análise da continuidade da entidade auditada: 264 .6. 11.2. 11. todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis.2.Embora não exaustivos. compreendendo a documentação do planejamento.7. 11.

9 . licença fornecedor essencial ou financiador estratégico.2. a critério do auditor.retração ou descontinuidade na distribuição de resultados. 7 . 11. 2 . d) risco da amostragem. e o resultado por ela obtido no período.Na seleção de amostra devem ser considerados: a) seleção aleatória.não cumprimento de normas legais.mudanças das políticas governamentais que afetam a entidade.incapacidade de obter financiamentos para desenvolvimento de novos negócios ou produtos. e 3 . b) indicadores de operações 1 .2. 11.2. 8 .AMOSTRAGEM 11. regulamentares e estatuárias.9.a) indicadores financeiros 1 .9. 10 .9. 6 .9.A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto de exame. 11.perda de elementos-chaves na administração sem modificações ou substituições imediatas.2.posição negativa do capital circulante líquido. e inversões para aumento da capacidade produtiva.Ao usar métodos de amostragem estatísticas ou não estatística.2. o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria. 11. 265 .3 .índices financeiros adversos de forma contínua. 3 . aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra.perda de mercado.2. 9 .dificuldades de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade. 2 . de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.prejuízos substanciais de operação e de forma contínua. 2 . e) erro tolerável. 11.excessiva participação de empréstimos de curto prazo. c) outras indicações 1 . franquia. o auditor pode empregar técnicas de amostragem. 5 .incapacidade de devedores na data do vencimento. e f) erro esperado.Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados.alterações ou renegociações com credores.9.na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: a) população objeto da amostra.5 . sem a possibilidade de alongamento das dívidas ou capacidade de amortização.4 . observando um intervalo constante entre as transações realizadas. e 3 .2 .dificuldades de acertos com credores. baseada em sua experiência profissional. 4 .passivo a descoberto. e c) seleção casual. b) seleção sistemática. sem possibilidade de renovação pelos credores. como também com os efeitos na posição patrimonial e financeira da entidade.contingências capazes de não serem cumpridas pela entidade. e 11 . b) estratificação da amostra.empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos.1 . c) tamanho da amostra.

e c) o grau de integração dos sistemas computadorizados com os registros contábeis da entidade como forma de propiciar a confiabilidade das demonstrações contábeis da mesma. especialmente nos registros contábeis.11. o auditor independente deverá incluir: a) o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade. a coerência destas com o comportamento da entidade em 266 .11. 11.10.3 .O uso de técnicas de auditoria que demandem o emprego de recursos de PED requer que o auditor as domine completamente. supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas.2.2.11.2 .10.PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS .1 . a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho.2.10 . 11.2 . se for o caso. além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas.2. supervisionar e revisar o trabalho de auditoria desenvolvido em ambiente de PED compreende: a) conhecer suficientemente o sistema de contabilidade e de controle interno afetado pelo ambiente de PED: b) determinar o efeito que o ambiente de PED possa ter sobre a avaliação de risco global da entidade e em nível de saldos de contas e de transações. O auditor deve dispor de compreensão suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento existente.2.PED 11.ESTIMATIVAS CONTÁBEIS 11.O planejamento do trabalho em ambiente de PED deve considerar: a) o volume de transações da entidade. registradas de forma simultânea. Tal procedimento inclui. b) o exame da estrutura e confiabilidade dos sistemas adotados para o controle e gerenciamento das atividades da entidade.10.o auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles. de forma a implementar os próprios procedimentos ou.10. 11.2. dirigir.1 . requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis.2. afetando a organização e os procedimentos adotados pela entidade na consecução de adequados. as quais não podem ser validadas independentemente: e c) as transações da entidade que são intercambiadas eletronicamente com outras entidades.10.11. b) as entradas de dados nos sistemas que determinam múltiplas transações. 11.3 . individualmente consideradas.As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos.11 . 11.O grau mínimo de conhecimento que o auditor deve ter para planejar. controles internos.2. 11.5 .2.2.O uso de PED modifica a forma de processamento e armazenamento de informações. procedimentos e métodos utilizados pela entidade no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões.No programa de trabalho para os exames dos sistemas de PED. e c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle e de procedimentos substantivos capaz de assegurar a confiabilidade necessária para conclusão sobre os controles internos e as demonstrações contábeis.O auditor deve se assegurar da razoabilidade das estimativas. quando estas forem relevantes. 11.4 .

de qualquer espécie.13. 11. c) os informes.TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 11.12.11. b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo.períodos anteriores. no decorrer dos trabalhos.O auditor deve obter evidências suficientes para identificar partes relacionadas na fase de planejamento. 11.O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer.2. possibilitando detectar.2 . com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não identificadas quando do planejamento. 11. as práticas correntes em entidades semelhantes.13. d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos advogados da entidade. natureza e extensão das transações.13 . reivindicações e reclamações.2. que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas.O auditor deverá considerar três situações de eventos subseqüentes: a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer.A carta de responsabilidade deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.12.2. bem como 267 .TRANSAÇÕES E EVENTOS subseqüentes 11.O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. que tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.O auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria. e e) a existência de eventos. divulgados pela entidade. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. 11. b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas.14.1 .2. administradores e outros órgãos estatutários. não revelados pela administração nas demonstrações contábeis. 11. aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. o auditor deve considerar: a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados.4 .O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes.O auditor deve examinar as transações relevantes com partes relacionadas.CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 11. 11.12 .13.13.2. 11.3 .2.2. quaisquer transações relevantes que as envolvam. decorrentes de processos judiciais. a conjuntura econômica e suas projeções.2.14 .2.2.2 .2.15 . os planos futuros da entidade.1 . deve o auditor verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos.1 .Para ter condições de formar opinião sobre as demonstrações contábeis considerando os efeitos relevantes das transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício social. e c) os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis.2.Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas.2.1 .CONTINGÊNCIAS 11. 11. com a conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das demonstrações contábeis. 11.4 .2. 11.14. quando não ajustadas ou relevadas adequadamente.2 .15.

Brasília. 26. das políticas e procedimentos adotados para identificar.3 . CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade. real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil.Os seguintes procedimentos devem ser executados pelo auditor. bem como das divulgações a serem feitas nas demonstrações contábeis. elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11. a Comissão de Valores Mobiliários. avaliar e contabilizar as contingências passivas. com os advogados e/ou a administração da entidade. b) obtenção de carta dos advogados da entidade quanto à existência de contingências na época da execução dos trabalhos finais de auditoria. CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais.IT. de 29 de dezembro de 1993. de 17 de dezembro de 1997.de lançamentos de tributos em disputa.Aprovar a Interpretação Técnica. 34. constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização de trabalhos. instituído pelas Portarias CFC nºs 13. CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade. atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751.1. foram identificadas e consideradas pela administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis. a) discussão. 11. Art. 22 de fevereiro de 1999 Contador José Serafim Abrantes Presidente Publicada na íntegra no DOU de 02 de março de 1999. RESOLVE: Art. no exercício de suas atribuições legais e regimentais.1.IT . 1º . deve ser empreendido pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca. com a administração da entidade. CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas. 11.2. das perspectivas no desfecho das contingências e da adequação das perdas contingentes provisionadas.Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação.15.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.2. 25. 30. 27. 42. aprovada pela Resolução CFC nº 820.15. a Secretaria da Receita Federal.1 RESOLUÇÃO CFC Nº 836/99 DE 22 DE FEVEREIRO DE 1999 APROVA A NBC T 11 .03 FRAUDE E ERRO “O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. 10. para adequado desempenho. o Ministério da Educação e do Desporto. e c) discussão.4 da NBC T 11 .O auditor deve adotar os mesmos procedimentos com relação às contingências ativas”.2 . 43 e 44/98. CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que. NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE INTERPRETAÇÃO TÉCNICA 268 . a Secretaria Federal de Controle. de modo a manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização. assim discriminada: NBC T 11 .Fraude e Erro. CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das normas endereçadas a sua regência.03 . está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações. 2º . a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados. o Instituto Brasileiro de Contadores.

informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11. c) supressão ou omissão de transações nos registros contábeis. CONCEITOS 2. A fraude pode ser caracterizada por: a) manipulação. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. 3. registros e demonstrações contábeis. concedendo especial 269 . de modo a modificar os registros de ativos. não elimina o risco de sua ocorrência. nos trabalhos de auditoria. deve planejar seu trabalho avaliando o risco da sua ocorrência. O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações. proporcionando esclarecimentos adicionais sobre a responsabilidade do auditor nas fraudes e erros. O auditor deverá avaliar criticamente o sistema contábil. Ao planejar a auditoria. d) registro de transações sem comprovação. O termo erro refere-se a ato não-intencional na elaboração de registros e demonstrações contábeis. de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. 6. 7. caso elas não sejam adotadas. o auditor deve indagar da administração da entidade auditada sobre qualquer fraude e/ou erro que tenham sido detectados. c) interpretação errada das variações patrimoniais. A responsabilidade primeira na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da administração da entidade. passivos e resultados. entretanto. Ao detectá-los.4 da NBC T 11 .Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (*). que. incluindo o controle interno. tanto em termos de concepção quanto de funcionamento efetivo.1. A RESPONSABILIDADE DO AUDITOR 5. A RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 4. A DETECÇÃO DE FRAUDES E ERROS 8.NBC T 11 – IT – 03 . O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros. que resulte em incorreções deles. b) apropriação indébita de ativos.FRAUDE E ERRO INTRODUÇÃO 1. consistente em: a) erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis. adulteração de documentos. mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno. Entretanto. falsificação ou alteração de registros ou documentos. b) aplicação incorreta das normas contábeis. e e) aplicação de práticas contábeis indevidas.

2) Pressões internas e externas: a) o setor econômico no qual a entidade se insere está em declínio. e d) pagamentos que pareçam excessivos em relação aos serviços prestados. d) existe uma alta rotação do pessoal-chave das áreas financeira. b) o capital de giro é insuficiente. g) a alta administração está sofrendo pressão financeira. está alterando suas praxes comerciais ou escolhendo alternativas de práticas contábeis com o intuito de melhorar o resultado. e) a área de contabilidade apresenta insuficiência. c) realizadas com partes relacionadas. f) há mudanças freqüentes de auditores e/ou advogados. e) fatores específicos no ambiente de sistemas de informação computadorizados. c) transações que pareçam anormais. i) existem questões internas e/ou externas que provocam dúvidas quanto à continuidade normal das atividades da entidade. e) a entidade tem um investimento significativo em um setor ou linha de produto conhecido por estar sujeito a mudanças rápidas. que incluem: a) estrutura ou atuação inadequada da administração da entidade auditada ou de algum dos seus membros. b) pressões internas e externas. Exemplos dessas condições ou eventos são apresentados a seguir: 1) Estrutura ou atuação inadequada da administração: a) a alta administração é controlada por pessoa ou pequeno grupo. não existindo estrutura de supervisão eficaz. realizadas em datas próximas do fim do exercício. d) problemas internos no cumprimento dos trabalhos de auditoria. contábil e de auditoria interna. f) a entidade depende muito de um ou de uns poucos produtos. e as falências estão aumentando. clientes ou fornecedores. b) existe uma estrutura empresarial complexa aparentemente não justificada. quotistas e a administração. significativa e prolongada. d) a entidade necessita de uma tendência de lucro crescente para suportar o preço de mercado de suas ações. devido à oferta pública. e j) há desentendimentos entre os acionistas. 4) Problemas internos no cumprimento dos trabalhos de auditoria: 270 . c) os lucros estão se deteriorando. e a administração da entidade vem assumindo maiores riscos em suas vendas a prazo. de pessoal e condições de trabalho inadequadas. devido à diminuição de lucros ou à expansão muito rápida. e g) a reputação da administração é duvidosa. c) as deficiências importantes de controle interno não são corrigidas. 3) Transações que pareçam anormais: a) especialmente as que tenham efeitos significativos sobre os resultados. com os decorrentes tratamentos contábeis. b) aquelas de natureza complexa. transferência de controle ou outra razão. mesmo quando isso é praticável. h) o pessoal da área contábil está sendo pressionado para concluir a elaboração das demonstrações contábeis em um período demasiadamente curto.atenção às condições ou eventos que representem aumento de risco de fraude ou erro.

arquivos incompletos. qualquer sistema contábil e de controle interno pode ser ineficaz contra fraude que envolva conluio entre empregados ou cometida pela administração. porque a fraude normalmente envolve atos planejados para ocultá-la. Caso se descubra posteriormente que. resultante de fraude e/ou erro. Certos níveis da administração podem estar em condição de burlar controles que previnam fraudes similares por parte de outros empregados. b) documentação inadequada de transações. ou à documentação desatualizada. devido à falta de documentação. existe risco inevitável de que distorções relevantes resultantes de fraude e. isto não indica que o auditor não cumpriu as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. 11. O que vai determinar se o auditor cumpriu estas normas é a adequação dos procedimentos de auditoria adotados nas circunstâncias e do seu parecer com base nos resultados desses procedimentos. b) grande quantidade de alterações nos programas que não foram documentadas. sempre irá existir algum risco de que os controle internos não funcionem como planejado. g) experiência anterior com fraude e/ou erro. por exemplo. Salvo se a auditoria revelar evidência em contrário. e os registros contábeis. f) respostas evasivas ou ilógicas da administração às indagações do auditor. em menor grau. aprovadas e testadas. sem documento de apoio e/ou alterado. com falta de autorização. como. exista distorção relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis. durante o período coberto pelo parecer do auditor. conluio. financeiros e operacionais. Quaisquer desses problemas de documentação assumem significância maior quando relacionados a transações não usuais ou de valor relevante. 271 . 5) Fatores específicos no ambiente de sistemas de informação computadorizados: a) incapacidade ou dificuldade para extrair informações dos arquivos de computador.a) registros inadequados. de um lado. ajustes excessivos nos livros e contas. e c) falta de conciliação geral entre as transações processadas em forma computadorizada e as bases de dados. c) diferenças excessivas entre os registros contábeis e as confirmações de terceiros. Embora a existência de sistema contábil e de controle interno eficaz reduza a probabilidade de distorção das demonstrações contábeis resultante de fraude e/ou erro. de outro. o auditor normalmente aceita informações como verdadeiras e registros e documentos como genuínos. instruindo subordinados para registrar transações incorretamente ou ocultá-las. transações não registradas de acordo com os procedimentos usuais e contas não conciliadas com os registros. ou sonegando informações relativas a transações. 10. d) conflitos na evidência de auditoria. e) mudanças inexplicáveis nos indicadores econômicos. Devido às limitações inerentes à auditoria. Além disso. falha deliberada no registro de transações ou apresentação de informações intencionalmente erradas ao auditor. AS LIMITAÇÕES INERENTES À AUDITORIA 9. por exemplo. e h) cliente novo sem auditoria anterior. de programas ou conteúdos de registros. O risco de não detectar distorção relevante resultante de fraude é maior do que o risco de não detectar distorção relevante resultante de erro. falsificação. de erro possam deixar de ser detectadas.

tão cedo quanto possível. ele deve discutir a questão com a administração da entidade auditada e avaliar as providências a serem tomadas e seus possíveis efeitos. OS EFEITOS DE FRAUDE E/OU ERRO NO PARECER DO AUDITOR 17. os procedimentos de controle específicos e o nível da administração ou dos empregados envolvidos. a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria. Quando a aplicação de procedimentos de auditoria. A aplicação de procedimentos adicionais ou modificados normalmente permite que o auditor confirme ou elimine a suspeita de fraude e/ou erro. de forma verbal ou escrita -. O auditor sempre deve comunicar à administração da entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude . Se acreditar que tais fraudes e erros podem resultar em distorções relevantes nas demonstrações contábeis. A extensão desses procedimentos adicionais ou modificados depende do julgamento do auditor quanto: a) aos possíveis tipos de fraude e/ou erro. 13. 16. planejados com base na avaliação de risco. o auditor deve modificar seus procedimentos ou aplicar outros. 18. em caráter adicional. Salvo quando houver circunstâncias indicando claramente o contrário. de um lado. a eventual perpetração e ocultação da fraude e/ou erro e. Se o auditor concluir que a fraude e/ou erro têm efeito relevante sobre as demonstrações contábeis e que isso não foi apropriadamente refletido ou corrigido. AS COMUNICAÇÕES DE FRAUDE E/OU ERRO À administração 19. o auditor não pode presumir que um caso de fraude e/ou erro seja ocorrência isolada. O auditor deve avaliar as implicações de fraude e/ou erro relevantes em relação a outros aspectos da auditoria. As implicações de fraude e/ou erro detectados pelo auditor vão depender da relação entre. 272 . particularmente quanto à confiabilidade das informações escritas ou verbais fornecidas pela administração da entidade auditada. indicar a provável existência de fraude e/ou erro. de outro lado. ele deve emitir seu parecer com ressalva ou com opinião adversa. o auditor deve considerar o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis. Se o auditor não puder determinar se houve a fraude e/ou erro devido a limitações impostas pelas circunstâncias. e não pela entidade. No caso de fraude e/ou erro não detectados por controle internos ou não incluídos nas informações da administração. b) à probabilidade de que um tipo particular de fraude e/ou erro possa resultar em distorções relevantes nas demonstrações contábeis. 14. o auditor deve reconsiderar a avaliação de risco e a validade dessas informações. ele deve revisar a natureza. deve avaliar o tipo de parecer a emitir. Se necessário.dependendo das circunstâncias.OS PROCEDIMENTOS QUANDO EXISTE INDICAÇÃO DE FRAUDE OU ERRO 12. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROCEDIMENTOS 15. Caso contrário. mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante.

etc. A RENÚNCIA AO TRABALHO 22. Aplicam-se neste caso o Código de Ética Profissional dos Contabilistas e as Normas Profissionais de Auditor Independente (*). (*) Revisadas em dezembro de 1997”. 273 . A terceiros 21. em certas circunstâncias.  os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. o auditor deve avaliar a probabilidade de envolvimento da alta administração. legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade.20. Ao determinar o representante apropriado da entidade auditada a quem comunicar ocorrências de erros relevantes ou fraude. Na maior parte dos casos que envolvem fraude. e o nível de competência de sua administração. antes de qualquer comunicação por escrito o auditor deve avaliar as circunstâncias do fato.  todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. 10. mesmo quando a fraude não for relevante para as demonstrações contábeis. objetiva dotar o auditor de elementos ou informações sobre o auditado de forma que este obtenha um adequado nível de conhecimento sobre as atividades. Entre os fatores passíveis de afetar a conclusão do auditor estão as implicações de envolvimento da alta administração da entidade.Com respeito à fraude. da continuidade de seu vínculo profissional com a entidade. o auditor deve considerar todas as circunstâncias. quando houver obrigação legal de fazê-lo. Todavia. além de atender na elaboração deste planejamento no mínimo os seguintes requisitos:  planejar o trabalho consoante as Normas Brasileiras de Contabilidade. quando a entidade não tomar as medidas corretivas relacionadas com fraude que ele considera necessárias às circunstâncias. ao auditor poderá ser requerida à quebra do sigilo profissional. O auditor pode concluir que é necessário retirar-se do trabalho.2 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO DA AUDITORIA VISITAS PRELIMINARES OU ÍNTERIM O roteiro de planejamento de auditoria. O sigilo profissional normalmente impede o auditor de comunicar fraude e/ou erro a terceiros. Quando houver dúvida quanto ao envolvimento da alta administração da entidade. os fatores econômicos. seria apropriado comunicar a questão a um nível da estrutura organizacional da entidade acima do nível responsável pelas pessoas que se acredita estejam implicadas. o que pode acarretar o abalo na confiabilidade das informações da administração da entidade auditada e o impacto. para o auditor.

preenchido (Questionário de Avaliação de Controle Interno). (c) Atos societários (d) Consultas respondidas pelo departamento de Impostos (se houver) 8 Relatório de Recomendações s/ Controles Internos (últimos 2 anos) 9 Relatório “Long Form.” (últimos 2 anos) 10 Cédulas a do Manual de Auditoria 11 Descrição detalhada do Sistema de Custos da Entidade e/ou Mapas de Custeio. 274 . ou antes.10.A.2. 7 Relação e conclusão dos exames especializados e resumo das consultas realizadas no exercício anterior.1 MATERIAL DE CONSULTA PARA PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS “PRELIMINARES E/OU DE ÍNTERIM” CLIENTE: N. º: EXERCÍCIO FINDO EM: 1 Balancete recente (o último que estiver disponível do exercício em curso) 2 Análise das principais contas (do balancete recente que estiver disponível) 3 Balanço dos 2 exercícios anteriores 4 Análise dos principais saldos (do balanço exercício anterior) 5 Pasta Permanente 6 Relações dos “procedimentos” /áreas examinados na(s) auditoria(s) anterior(es) observando a existência de: (a) fluxograma.I. no caso de Empresas Industriais ou Comerciais. de iniciar os trabalhos “preliminares e/ou de ínterim” deste exercício: (a) Impostos diversos (b) DIPJ (declaração).C. (c) quadro de correlação pontos fracos e fortes c/programa de auditoria final dos exercícios anteriores. (b) Q.

A situação atual do mercado (data-base de: ____/____/____). Etc. . e N.A. Aberta.3 . S.7 . se isto se fizer necessário?Sim A empresa enfrentou alguns problemas de fornecimento nos últimos três anos? 275 .O mercado é muito competitivo? (mencionar. mencionando-os em Alguns (no segundo caso mencionar quais) A empresa enfrentou algum problema de mercado (venda) nos últimos três anos? Sim Não (em caso positivo descreva em apêndice).Os fornecedores são: Muitos Poucos Um único.EXERCÍCIO SOCIAL: ______/_____/_____ a ____/______/______ 14. Privada Econ.INFORMAÇÕES SOBRE O MERCADO EM QUE ATUA . bem como as perspectivas futuras..NATUREZA DOS NEGÓCIOS E PRINCIPAIS PRODUTOS E SERVIÇOS 14.NATUREZA JURÍDICA (S. em caso positivo: Pulverizado entre muitos clientes Concentrado em Nacional Média Não Exterior Pequena . Fechada.). se possível. desenvolva comentário em apêndice).6 . neste último caso existe a Não alternativa de adquirir de outros fornecedores.A. são: Boas Estáveis Médias Apresentam problemas (neste último caso. os principais concorrentes.2 .4 .Abrangência: Regional Estadual Significativa Sim apêndice).ADMINISTRATIVA Nome dos Membros 14.5 . º Ações Ord.vide item 14 deste roteiro) 13 Outros (discriminar no verso) 14 . se for possíveis. identificar os clientes e mencioná-los em apêndice) Todos Os produtos têm preços controlados? Sim Não.12 Informações básicas sobre as atividades da Entidade (item especial de pasta Permanente . a classificação do cliente no seu “Ranking” de atuação). Ltda.O CLIENTE E SUA ATIVIDADE 14.PRINCIPAIS ACIONISTAS Cargo Mandato ( de N. º Ações Pref. (identificar. e a %. O volume das vendas é: poucos clientes (no segundo caso apurar o percentual.Posição no Ramo/Mercado: . Mista Estatal 14. ) Nomes/Denominação % 14.

8 . valor. Localidade e Capital R$ Participação R$ e % Estado 14.AUDITORIA INTERNA N.PLANOS DE AMPLIAÇÃO E/OU EXPANSÃO (das instalações.SISTEMA CONTÁBIL Sistema: Mecanizado minicomputador 276 Computador . valor. .A empresa enfrentou algum problema de ordem financeira nos últimos três anos? Sim Não (em caso positivo descreva em apêndice).Existem obrigações vencidas e não pagas? Sim Sim Não.12 . Em caso positivo especifique sucintamente essas obrigações (espécie. Em caso positivo Não.º de Empregados: Na área administrativa e Na área de produção: Sistema de Registro do Ponto: Pagto. . data do vencimento e garantias). Empregados: Semanal Em dinheiro 14/13 .Existem obrigações a longo prazo (mais de 1 ano)? . da produção. º de Auditores: Esquema de Trabalho: Áreas Abrangidas: Composição do Quadro: Quinzenal Por cheque Relógio Mensal Crédito em Conta Livro próprio parte próprio (%) e parte de terceiros (%) inteiramente de terceiros Boa (sobra) Média (um pouco justa) Razoável (bastante justa) Orçamento de caixa para os seis meses seguintes apresenta uma situação: 14. das unidades. Ruim Observação: Se for julgado necessário deve ser desenvolvido comentário em anexo.14 . 14.EFEITO DE ORDEM ECONÔMICA. 14. b. especifique sucintamente (espécie. .) Descreva sucintamente: 14.SITUAÇÃO FINANCEIRA O capital em giro é: a. vencimento).11 . MUDANÇAS NA TECNOLOGIA E OUTROS FATORES EXTERNOS QUE POSSAM TER EFEITO NO DESEMPENHO E/OU NEGÓCIOS DA EMPRESA. dos negócios etc.ÁREA DE PESSOAL N.PARTICIPAÇÃO EM OUTRAS EMPRESAS (Coligadas/Controladas) Denominação. (em caso positivo descreva em apêndice).Sim Não.9 .

então.2 PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES PARA FORMAR DADOS NECESSÁRIOS AO PLANEJAMENTO CLIENTE: N. áreas não cobertas nos exercícios 277 . Sintéticos (somente totais) Hist. 5 (b) Orçamento de horas do exercício anterior. 5 (c) Horas cumpridas no exercício anterior. Resuma e Identifique os pontos de controles fracos que foram objeto de “recomendações” anteriores. .2. etc. para cada ÁREA ou TRANSAÇÃO que será examinada.). º: EXERCÍCIO FINDO EM: 1 Análise verticalmente e horizontalmente das contas (saldos) agrupadas de acordo com sua relevância. Componha índices também para saldos de contas de subgrupo importante. 6 Identifique os pontos fortes de controle das áreas ou transações analisadas em exercícios anteriores. 7 Defina os escopos secundários ou. º de lançamentos por mês: (média) Outras Observações: FEITO POR: DATA: ___/____/______ Data da informação _____/______/______. Resumidos Arquivados em separado N. Por códigos Analíticos (todos os registros do dia) Históricos detalhados Documentos: Arquivados junto aos Slips Hist. 2 3 4 Identifique as transações que correspondem às contas cujos saldos são mais relevantes de acordo com a análise acima.Registros: Ficha Comum Razonete p/ comp. escopos especiais se existentes. comparando Balanço dos últimos exercícios (e demonstração de resultado) com o último balancete disponível deste exercício. REVISADO POR: DATA:_____/_____/____ APROVADO POR: DATA: _____/_____/_____ 10. dentro desse mesmo grupo. Listagem p/comp.pedidos e críticas feitas pelo cliente preocupações especiais do Sócio/gerente. Resuma as indicações ou orientações da gerência/Sócio para auditoria deste exercício (em função da experiência do ano anterior anteriores 5 RESUMA: 5 (a) Orçamento de horas do exercício em curso.

Defina as diretrizes gerais sobre os volumes das amostras. nos programas padrões (adaptados ou não) que serão usados. 15 Verifique qual a experiência de cada elemento da equipe de auditores designada: • neste cliente. 278 . • neste ramo de atividade do cliente. nos programas específicos eventualmente elaborados para esse trabalho. exceto quando todo um novo teste for elaborado especificamente. com base: (a) (b) (c) (d) (e) (f) 19 no Escopo. • nas áreas ou exames de transações especializados. no grau de colaboração que o cliente usualmente dispensa aos auditores. 18 Elabore o planejamento de horas por áreas e por Auditor. 12 Desenhe os PT’ s/padrões para testes de procedimentos que achar necessários. através de quem já definiu. no grau de experiência da equipe. nos orçamentos dos exercício anteriores x execução efetiva de horas/homem. 13 Defina se e como será feitas a Revisão Analítica das Despesas e Receitas e qual o período abrangido. Converse com pessoal de outros departamentos ou divisões da empresa.8 Para cada tipo de transação ou área determine: • que QACI serão usados (questionário de avaliação de controle interno) • que “Teste de Procedimentos” serão usados 9 Para cada QACI determine as exclusões e escreva as inclusões. (analista. se achar que é o caso. exceto quando todo um novo QACI for elaborado especificamente 10 Para cada Teste de Procedimento determine as exclusões e escreva inclusões. 14 Defina. 17 Defina que tipo de levantamento ou análise será solicitado ao cliente para ser por ele elaborado e fornecido aos Auditores. porventura programados para serem analisados nesse cliente. 16 Verifique qual o grau de confiabilidade que se pode depositar nos Auditores para este tipo de trabalho. qual a equipe que será designada para esse trabalho e as épocas da visita. ou seja. 11 Inclua QACI e/ou teste de procedimento específico. no grau de confiabilidade do encarregado de Campo.

2 Identifique para que áreas faremos levantamento completo das rotinas. (atualização) 5 Defina o ESCOPO.3 ROTEIRO (CHECK LIST) PARA A ELABORAÇÃO DO ESCOPO/PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS – VISITA DE ÍNTERIM/PRELIMINAR CLIENTE: N.advogado. 4 Identifique para que áreas faremos simples revisão de levantamento completo de rotinas já executado em exercício anterior. ISTO É. º: EXERCÍCIO FINDO EM: TUDO O QUE ADIANTE É INDICADO DEVE ESTAR DESENVOLVIDO POR ESCRITO NAS FOLHAS DE PLANEJAMENTO 1 Escolha as áreas ou transações que serão abordadas pela nossa auditoria preliminar deste exercício. O OBJETIVO BÁSICO DA “AUDITORIA DOS TRABALHOS PRELIMINARES E/OU DE ÍNTERIM” PARA CADA ÁREA OU TRANSAÇÃO QUE SERÁ EXAMINADA. . 3 Identifique para que áreas faremos complementação de levantamentos incompletos.Inicial ou para satisfazer necessidades técnicas internas da auditoria. e defina com eles o tipo de participação. rotinas de elaboração de mapas de custos e rotinas de utilização de mapas de custos de modo a: produzir uma boa documentação para a pasta permanente e de modo a: permitir a elaboração de “teste de procedimentos” específicos e objetivos p/ a Empresa 279 1 . normas e controles existentes. 20 Verifique qual o orçamento de horas/homem para este exercício e procure adequar a 1ª tentativa de planejamento de horas supra referida. EXEMPLO ESCOPO: CUSTO • Levantar e registrar em fluxograma de forma detalhada e completa todas as rotinas de obtenção de dados para custos. tributarista e outros) eventualmente envolvidos neste trabalho. FEITO POR: REVISADO POR: APROVADO POR: DATA: ____/____/______ DATA:_____/_____/_____ DATA: _____/_____/_____ 10.2.

mudanças de preço.• Elaborar teste específico de procedimentos de custos 2 .Os custos globais são amarrados contabilmente. constantes do inventário como base para a determinação do resultado da Empresa. 3 . atinge o seu objetivo)? (c) O sistema de custos usado poderia ou deveria alcançar mais objetivo? (d) O sistema de custos usado alcança seus objetivos da maneira mais eficientes? (e) O sistema de custos está integrado a contabilidade como prevê a legislação em vigor? 6 .mix das vendas). 5 .Determinar a confiabilidade na preparação de mapas e execução dos cálculos e procedimentos de custeio. isto é: (a) obtenção dos valores dos “Produtos em Processo” e dos “Produtos Acabados”. ou (c) obtenção dos dados para decisões sobre a Receita (por exemplo. visando avaliar se são produzidos: . qual dos quatro objetivos)? (b) O sistema de custos existentes cumpre bem a sua função? (isto é. são conciliados com as posições mensais contábeis ou existe alguma amarração que proporcione confiança global nos números de custos? 280 . ou (d) integração c/ a Contabilidade para satisfazer a legislação fiscal e aos princípios fundamentais de contabilidade.Determinar a qualidade e a objetividade dos critérios usados pela Empresa no Sistema de Custeio. mudanças na composição . ou (b) obtenção dos dados para “Controle dos Custos”. descarte de produto não lucrativo. 4 .(Em resumo) Avaliar o Sistema de Custo através da resposta as seguintes questões: (a) O que o Sistema de Custo existente pressupõe alcançar (isto é.custos necessários para a tomada de decisões pela Administração da Empresa.custos próximos da realidade .Determinar a confiabilidade na obtenção de dados apontados para o processamento de custos. isto é.

3 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO DA AUDITORIA VISITA FINAL OU BALANÇO Antes de iniciar os trabalhos de campo o auditor deve seguir obrigatoriamente todos os passos julgado necessário para a elaboração de uma adequado planejamento. Balancete de verificação de encerramento de .Os dados de custo existentes permitirão obter dados confiáveis para valorização dos ESTOQUES em ___/___/___ (data de encerramento do exercício)? FEITO POR: REVISADO POR: APROVADO POR: 10. se já estiver pronto. como segue: 10. 12 Relatório Long Form. 13 Revisão analítica feita na etapa preliminar 281 . do último exercício.7 . 3 Balanço dos 2 últimos exercícios. 5 Pasta corrente do exercício anterior 6 Demonstrações financeiras e Notas Explicativas do Exercício Anterior 7 Pasta Permanente 8 Resumo das recomendações s/controles internos feitas nos relatórios de visitas de ínterim 9 Síntese das recomendações s/ controles internos nos 2 últimos exercícios e resumidas no planejamento das visitas de ínterim do exercício que se está auditando. de preferência. 10 Conclusão sobre as conseqüências ou reflexos dos pontos fracos e fortes de controles internos em relação aos exames finais (contidas nas folhas de PT da preliminar e nos quadros existentes no final de cada seção do QACI). 2 Análises das principais contas do Balancete citado acima.3. 4 Análise dos principais saldos dos balanço e demonstração de resultado do encerramento do exercício anterior.1 MATERIAL DE CONSULTA OBRIGATÓRIA PARA O PLANEJAMENTO DO “TRABALHO FINAL” (SEPARE ESSE MATERIAL) CLIENTE: N. º: EXERCÍCIO FINDO EM: 1 Balancete recente (o último disponível pelo cliente relativo ao exercício em curso) ou. o exercício. 11 Informações básicas sobre questões econômicas e atividades da Empresa.

). (NOTA EXPLICATIVAS) anteriores.. por escrito. 9 Verifique e analise os ajustes sugeridos e reclassificações e não aceitos pelo cliente no exercício anterior. 10 Verifique e resuma. pedidos e críticas feitas pelo . Liste-os. do planejamento das visitas de ínterim). as principais mudanças de práticas contábeis evidenciadas nas N. cartas da CVM. 4 Identifique os SALDOS (as contas) que correspondem às transações cujos controles internos são fortes. se houver e se já foi realizado. 8 (c ) Horas cumpridas no exercício anterior. 11 Verifique a existência de resposta escritas a consultas legais. juntando dados mais recentes ou os do próprio “Balancete de Verificação de Final do Exercício” e calcule os índices financeiros mais relevantes. por escrito. etc.. Liste-os. 3 Identifique os SALDOS (as contas) que correspondem às operações com controles internos ineficazes. º: EXERCÍCIO FINDO EM: 1 Complete a análise vertical e horizontal (item .. 5 Resuma. 2 Identifique os SALDOS mais relevantes de acordo com a análise acima e as principais variações anormais. preocupações especiais do Sócio/Gerente. exercícios anteriores 8 Resuma: 8 (a) Orçamento de horas do exercício em curso. 8 (b) Orçamento de horas do exercício anterior. etc.FEITO POR: DATA:____/____/______ REVISADO POR: APROVADO POR: DATA:_____/_____/_____ DATA: _____/_____/_____ 10. áreas não cobertas nos . 6 Verifique como se desenvolveu a Circularização de Saldos (caso já tenha sido feita) 7 Resuma as indicações ou orientações da Gerência/Sócio para a auditoria deste exercício em função da experiência do ano anterior cliente .3.E. as conclusões da auditoria do Inventário Físico de encerramento do exercício em questão.. Liste-os. Apontando falhas na apresentação de Demonstrações Contábeis anteriores e eventuais ajustes e reclassificações sugeridas em revisões limitadas (se houver) executadas no 282 .2 PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES PARA COLETAR OU ELABORAR INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AO PLANEJAMENTO (DEVEM ESTAR DESENVOLVIDAS NAS FOLHAS DO PLANEJAMENTO) CLIENTE: N.

Verifique se existe na PP. a situação das participações societárias e os controladores da Empresa. Verifique se existe na PP. Verifique se existe na PP.3.3 ROTEIRO (CHECK-LIST) PARA ELABORAÇÃO DO ESCOPO/PLANEJAMENTO DO TRABALHO FINAL CLIENTE: N. FEITO POR: DATA: ____/____/______ REVISADO POR: APROVADO POR: DATA: _____/_____/_____ DATA: _____/_____/_____ 10.exercício em questão. a localização das instalações da Empresa. escritórios. Estude o assunto. 12 FATORES ECONÔMICOS Relacione os efeitos sobre o planejamento da AUDITORIA da região (ambiente) econômica onde atua o cliente. Liste-os. Leia-os. se possível. 13 NEGÓCIOS DO CLIENTE Verifique se existe na PP (PASTA PERMANENTE) A descrição atualizada dos negócios do cliente (incluindo produtos e serviços). a indicação do pessoal “chave” e suas funções. fábricas (incluindo planta) tanto as de propriedade do cliente como as alugadas. Obtenha publicações especializadas sobre o ramo do cliente. º: EXERCÍCIO FINDO EM: 283 . IMPORTANTE! Reestude a legislação específica (Atualizada) que regula as atividades do cliente. Estude a composição. Leia-os.

indicar a existência de programa especial. 284 . • neste ramo de atividade do cliente. qual a equipe que será designada para esse trabalho e as épocas da visita. aproveite para: (a) (b) da Indicar. por escrito. indicar. 8 verifique qual a experiência de cada elemento da equipe de auditores designada: • neste cliente. 6 Defina a necessidade de se completar a revisão Analítica para todo exercício (despesas e receitas) e indique os cuidados especiais. Na definição de cada Escopo. as recomendações especiais dos sócios e gerentes. 2 Defina o ESCOPO PRINCIPAL para os exames de cada SALDO transcrevendo para folha de planejamento os OBJETIVOS cabíveis em cada exame. (d) (e) 3 Anexe ao planejamento os PROGRAMAS que serão usados. 7 Defina. as preocupações especiais denunciadas pelo indicar os programas padrões que serão usados em cada exame. ou veja através de quem já definiu. por ordem crescente de importância. as preocupações especiais da auditoria em face inexistência ou fraqueza de controles. porventura programados para serem analisados neste cliente. 4 Para cada PROGRAMA de Auditoria Padrão anexado ao planejamento escreva as inclusões e determine as exclusões. se houver.TUDO O QUE ADIANTE É INDICADO DEVE ESTAR DESENVOLVIDO POR ESCRITO NAS FOLHAS DE PLANEJAMENTO 1 Identifique as contas cujos saldos serão validados pelos auditores. por escrito. (c) cliente. indicar. 5 Elabore ou revise os Programas Específicos para o respectivo cliente e anexe-os ao planejamento. • nas áreas ou exames de transações especializados.

(e) no grau de colaboração que o cliente usualmente dispensa aos auditores. 15 Verifique qual o orçamento de H/H para este exercício e procure adequar a 1ª tentativa de planejamento de horas supra referida. (b) nos programas padrões (adaptados ou não) que serão usados. “Quem é quem” na empresa. 18 Dê instruções complementares a cada auditor. a qual deverá ser 285 . 17 Submete à aprovação do gerente todo o Escopo e Planejamento. Que tipo de leitura de livro ou apostila o auditor deve ler para se preparar melhor para esse serviço. 12 Planeje as Circularizações ainda não iniciadas e indique os exames sobre as divergências colhidas em circularizações já respondidas. NOTA: O Gerente deve pedir.9 Verifique qual o grau de confiabilidade que se pode depositar nos Auditores para este tipo de trabalho 10 Verifique as análises que serão solicitadas ao cliente e providencie o pedido 11 Verifique qual a colaboração que se vai solicitar ou o aproveitamento de trabalhos já feitos da Auditoria Interna. (d) no grau de confiabilidade do Encarregado de Campo. (c) nos programas específicos eventualmente elaborados para esse trabalho. Sistemas. se necessário. se houver. 16 Revise todo o Escopo e planejamento então já elaborados para o trabalho que vai se iniciar. 13 Elabore o planejamento de horas por áreas de Balanço e por Auditor. a respeito de: (a) (b) (c) (d) Como se comportar naquele cliente. reunião com o Sócio e todos os elementos envolvidos no trabalho para discutir o Planejamento em questão. etc. Que legislação específica o cliente está submetido. no grau de experiência da equipe. com base: (a) no Escopo. (horas/homem) 14 Converse com pessoal de outros Departamentos ou Divisões deste escritório eventualmente envolvidos neste trabalho e defina com eles o tipo de participação (Impostos. quando for o caso. (f) nos orçamentos dos exercícios anteriores x execução efetiva de H/H.).

antes do início da execução dos trabalhos. fazendo-se menção dos mesmos nos campos a que se referirem. 21 Anexar ao planejamento da preliminar os QACI e testes de procedimentos que serão usados. DATA 286 . devem ser preenchidos apêndices apropriados. Se o espaço previsto em alguns dos campos deste Formulário for insuficiente. registrando. inclusive. 20 Submeter à aprovação do Gerente todo o Escopo e Planejamento.exaustivamente lida antes de iniciar a auditoria. 19 Revise todo o Escopo e Planejamento até então já elaborados para trabalho que vai se iniciar. O seu preenchimento é obrigatório em cada exercício. Observação: “Deve ser revisada a cada seis meses”. as informações básicas necessárias à elaboração do citado planejamento. NOME Preparador por: Aprovado por (Gerente): Aprovado por (Sócio): Este formulário documenta o processo de planejamento do trabalho de auditoria.

Sempre que o auditor independente executa um trabalho de auditoria. torna-se necessário confirmá-las através de Carta de Responsabilidade da Administração.04. CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Estudo sobre Normas Brasileiras de Contabilidade. 20 de setembro de 1993 Ivan Carlos Gatti . todavia. A Carta. CONSIDERAÇÕES GERAIS A Carta de Responsabilidade da Administração é o documento emitido pelos Administradores da Entidade auditada e endereçada ao auditor independente. as bases de preparação.91 e que entraram em vigor em 1º de junho de 1991. 287 . 2º – A presente Resolução entra em vigor na data de sua assinatura. É comum o auditor elaborar pedidos. confirmando as informações e dados fornecidos ao auditor. Art. aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. apresentação e divulgação das demonstrações contábeis submetidas à auditoria. ou seja. mas também a partir de informações verbais da administração. 1º – Aprovar a NBC-T-11-IT-01 – Carta de Responsabilidade da Administração. tem uma finalidade mais ampla. das gerências e do responsável pela Contabilidade. por escrito. O auditor independente pode utilizar-se de inúmeras formas de confirmação da administração sobre os atos de gestão.INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC-T-11IT-01 1. RESOLVE: Art. Cópias de cartas ou memorandos podem ser documentos suficientes à comprovação de transações específicas. Como nem todas as evidências podem ser obtidas através de documentos.14 de 24. Sua emissão passou a ser obrigatória a partir das Normas de Auditoria Independente. As atas de reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria são documentos importantes para atestar a aprovação dos órgãos de administração para determinados atos e fatos administrativos. como forma de esclarecer determinada transação.2. de resumir no final de um período todas as informações relevantes que dizem respeito a uma das demonstrações contábeis.11 MODELO DE CARTA DE GERÊNCIA RESOLUÇÃO CFC Nº 752/93 DE 20 DE SETEMBRO DE 1993 “APROVA A NBC-T-11-IT-01 – CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. no exercício de suas atribuições legais e regimentais. Cuiabá. através da Resolução nº 700 – item 11. a quem tenha poder de decisão.Presidente NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE . aplica procedimentos com a finalidade de obter evidências ou provas suficientes para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas.

Isto não elide o auditor independente de avaliar os termos da informação e comprovação da administração. A Carta de Responsabilidade ou qualquer outra informação dada por escrito pela administração da Entidade auditada não elimina a necessidade do auditor de obter evidências sobre transações realizadas. A carta constitui papel de trabalho do auditor. possibilidades efetivas de realização de determinados ativos e também aspectos de continuidade operacional. Quando o auditor não obtiver evidências. 2. sobre fato substancial que tenha relevância na formação de sua opinião sobre as demonstrações contábeis do período examinado. A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser emitida no final de um período com a mesma data do parecer de auditoria sobre as demonstrações contábeis a que se refere. no caso. c) delimitar as responsabilidades do Auditor e da Administração. b) ser endereçada ao auditor independente. projeções e contingências que não possam ser evidenciados pelo auditor. através da aplicação dos procedimentos de auditoria. OBJETIVOS Os objetivos do auditor independente em obter a Carta de Responsabilidade da Administração podem ser resumidos como segue: a) atender as Normas de Auditoria Independente. 3. b) obter evidência auditorial por escrito. onde o nome do auditor esteja diretamente envolvido. 288 . d) dar mais confiabilidade às informações verbais obtidas durante a auditoria. CONTEÚDO DA CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. existência da Carta de Responsabilidade da Administração. questionar e investigar outras informações transmitidas pela administração da entidade.É possível que o auditor tenha evidências de fatos que contradigam os termos da Carta de Responsabilidade. a divulgação perante terceiros e outros. isso constituirá uma limitação de amplitude de exame. inclusive. aceitando-a ou não. decisões. Neste caso o auditor deve investigar as circunstâncias das contradições e. A Carta de Responsabilidade da Administração deve conter o que segue: a) ter data igual àquela do parecer do auditor independente. tais como a apresentação das demonstrações aos sócios ou acionistas. em face das circunstâncias por ele conhecidas. a Carta de Responsabilidade da Administração como um elemento de suporte para o trabalho de auditoria. f) possibilitar esclarecimento sobre pontos não constantes das demonstrações contábeis tais como contingências ou responsabilidades não divulgadas. cabendo. devendo ser arquivada junto aos demais papéis do exercício como uma das evidências do trabalho realizado. e) dar garantias ao auditor independente quanto às responsabilidades posteriores à realização do trabalho. Existindo fatos. independentemente da. pois não objetiva a eliminação de procedimentos de auditoria e nem substitui o trabalho do auditor independente.

os acordos para a recompra de ativos anteriormente vendidos. k) confirmar que todos os livros e registros contábeis e documentos comprobatórios foram colocados à disposição dos auditores. p) confirmar que não são do conhecimento da administração da Entidade quaisquer questões pendentes junto aos órgãos reguladores e fiscalizadores. os prejuízos decorrentes de compromissos de compra e venda. bem como o resultado do período. n) confirmar que não existem irregularidades envolvendo a administração ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações contábeis. l) confirmar que foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis. o auditor poderá exigir que a carta de responsabilidade também seja assinada por outros membros da administração. f) confirmar que todas as transações efetuadas no período foram devidamente registradas no sistema contábil. Em determinadas circunstâncias. 4. e os ativos dados em garantia. de acordo com a legislação vigente. m) confirmar que não há planos ou intenções que possam afetar substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações contábeis. o) confirmar que a Entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos além dos mencionados em nota explicativa. isto constituirá uma limitação no escopo do seu exame. previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação financeira e patrimonial da Entidade. j) confirmar que não há qualquer evento subseqüente que possa afetar a posição patrimonial e financeira da Entidade. e pelo contabilista responsável pelas demonstrações contábeis. g) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com base em dados consistentes. PROVIDÊNCIAS PARA SITUAÇÕES DE RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM FORNECER A CARTA DE RESPONSABILIDADE. d) mencionar que a administração cumpriu com as normas e regulamentos a que a Entidade está sujeita. h) confirmar que não há contingências fiscais. impedindo a continuidade normal dos negócios sociais. os saldos e transações com “partes relacionadas”. 289 . e) mencionar que o sistema contábil e os controles internos adotados pela Entidade são de responsabilidade da administração e adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações. trabalhistas. que possam ter efeitos relevantes sobre as demonstrações contábeis.c) fazer referência às demonstrações contábeis objeto da auditoria. influindo significativamente na sua avaliação. geralmente o Diretor-Presidente e o Diretor Financeiro ou Diretor de Relações com o Mercado. A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser assinada pelo membro da administração que tiver a responsabilidade primária sobre a Entidade e seus aspectos financeiros. q) confirmar que os seguros efetuados foram contratados em valores suficientes para cobrir eventuais perdas com sinistros. No caso da administração se recusar a fornecer a carta de responsabilidade ao auditor independente. i) confirmar que não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normal das atividades da Entidade.

aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.. isto constituirá uma limitação no escopo do exame do auditor. À (nome do auditor) (endereço do escritório que vai emitir o parecer) Prezados Senhores: Ref.... foram colocados à sua disposição. de ... de ..... ... EXEMPLO DA CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO (cidade) (dia) (mês) (ano) .. documentação comprobatória e todas as atas de reuniões dos Acionistas (ou Sócios.. 6 – Não temos planos ou intenções que possam afetar substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações contábeis. Associados e Diretores)..: Carta de Responsabilidade da Administração da (nome da entidade). 4 – Nossa administração cumpriu todas as normas e regulamentos a que a entidade está sujeita e não houve qualquer comunicação referente à inobservância de exigências de autoridades regulamentadoras com respeito a aspectos financeiros. nas demonstrações contábeis de nossa entidade.. ter um efeito relevante sobre as demonstrações contábeis..de .. as seguintes informações: 1 – O sistema contábil e de controles internos adotados pela entidade no período são de nossa responsabilidade.. c) acordos para a recompra de ativos anteriormente vendidos.. referente às Demonstrações Contábeis levantadas em (data) A presente refere-se aos exames procedidos por V.de .Sas... estamos confirmando a V.... b) prejuízos ou lucros decorrentes de compromissos de compras e vendas.... sendo adequados ao tipo de atividade e volume de transações que tem nossa entidade.. d) ativos dados em garantia....... Nesse sentido.. registros contábeis.. mas se recusa a confirmá-la por escrito.... correspondentes ao exercício (ou período – quando se tratar de menos de 12 meses) findo em ..Sas..... em caso de descumprimento.. e está sendo emitida em atendimento às exigências das Normas de Auditoria Independente. 7 – Que todos os livros... 3 – A entidade tem cumprido todas as disposições de seus contratos que poderiam..... 5 – Foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis: a) transações e saldos com “partes relacionadas”. 5.. 290 ....Se a administração transmitiu uma informação verbal. 2 – Confirmamos que todas as transações efetuadas no período pela nossa entidade foram devidamente registradas na contabilidade de acordo com a legislação vigente.

trabalhistas. que reconhecemos existir nesta data são: a) b) c) O não reconhecimento destas contingências está fundamentado no parecer de nossos assessores jurídicos.1 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES NBC-T-11.8 – Não existem irregularidades pendentes envolvendo a administração ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações contábeis.GENERALIDADES 11. 13 – Não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normal das atividades da entidade.“ITEM 11. 11 – Não há quaisquer contingências fiscais. ou “Parecer do Auditor Independente”. comerciais e legais.1 . 12 – Não é de nosso conhecimento qualquer evento subseqüente à data do encerramento do exercício até a presente data. 9 – A entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos que não os mencionados na nota explicativa nº . OU As contingências fiscais. 291 .NORMAS DO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 11.1.1 . previdenciárias.. 14 – Julgamos que os seguros contratados foram efetuados em valores suficientes para cobrir eventuais sinistros que possam ocorrer.00X.. que possa afetar de forma relevante à posição patrimonial e financeira. XX de XXXXXXX de 2. 15 – Outros esclarecimentos (se houver). 11.O “Parecer dos Auditores Independentes”. trabalhistas.3. quando necessário...3. comerciais e legais que possam afetar a situação financeira e patrimonial da entidade e influir significativamente na sua avaliação como empreendimento em continuidade. sobre as demonstrações contábeis nele indicadas. cuja cópia já entregamos a V. bem como o resultado do período. DIRETOR(ES) CONTABILISTA São Paulo. de forma clara e objetiva. impedindo a continuidade normal dos negócios sociais. 10 – As estimativas foram contabilizadas com base em dados consistentes confirmados por nossos assessores jurídicos (ou outros assessores).Sas. previdenciárias. é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião.3 . (igual à data do Parecer)”. Atenciosamente.

1.O parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as disposições contidas no item 11. que.O parecer classifica-se segundo a natureza da opinião que contém.7 . segundo a natureza desta.4 . na opinião do auditor. 11. sujeitas à regulamentação específica quanto à adoção de normas contábeis próprias ao segmento econômico. com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas demonstrações.2 . 11.O parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos.Em condições normais. c) parecer adverso. cotista. em: a) parecer sem ressalva.1.O parecer deve identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião. estão adequadamente representadas ou não.3. indicando. quando elas forem significativamente conflitantes com as disposições contidas no item 11. 292 .3 . o parecer é dirigido aos acionistas.1.2 .1.3.A limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião. 11.PARECER SEM RESSALVA 11. ou outro órgão equivalente. 11.6 . é indispensável que tal documento obedeça às características intrínsecas e extrínsecas estabelecidas nas presentes normas.2 . Em circunstâncias próprias.1.3.3 . 11. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade.1.5 .8 . o nome da entidade. através do parecer.A discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa.1. se as demonstrações contábeis auditadas.3.3. consoantes às disposições contidas no item 11.CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPEDEM A EMISSÃO DO PARECER SEM RESSALVA 11.1.A data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade. na sua opinião.Na auditoria independente das demonstrações contábeis das entidades.Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. 11. 11.1. 11.1. inclusive de ordem pública.Como o auditor assume.1.3. 11.2.3.3. responsabilidade técnicoprofissional definida. clara e objetivamente.1. e d) parecer com abstenção de opinião. em todos os aspectos relevantes.3. as datas e período a que correspondem.1.3. ou b) limitação na extensão do seu trabalho.9 .1.O parecer deve expressar. outrossim. 11. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do parecer.3.3. públicas ou privadas.3.3.1.3.1 .1 .3 . b) parecer com ressalva. tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis: a) discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e/ou forma de apresentação das demonstrações contábeis.4 .3. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. ou sócios. 11.O auditor não deve emitir parecer sem ressalva quando existir qualquer das circunstâncias seguintes.3.1.3. o auditor deve emitir parecer com ressalva. 11.3. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços.1.11. em todos os aspectos relevantes.

5.O auditor deve incluir no seu parecer informações consideradas relevantes para adequada interpretação das demonstrações contábeis. no parecer. Essas informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade.8.2 . é aquele em que o auditor deixa de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis.1 .2 .Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante.5.6 .Se o auditor concluir que a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis. ainda que divulgadas pela entidade.INFORMAÇÕES RELEVANTES NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11.2 .No parecer adverso. 11.3.1 . de acordo com as disposições contidas no item 11.A abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. 11.3.7.7.1.Quando o auditor emitir parecer com ressalva.4 .1. quando possível.3.PARECER QUANDO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE CONTROLADAS E/OU COLIGADAS SÃO AUDITADAS POR OUTROS AUDITORES 293 .3. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.3.O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.3. 11.1 .3. que deve descrever de forma mais extensa. o auditor emite opinião de que as demonstrações contábeis não estão adequadamente representadas. 11.1. 11.3.O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva. 11.3.1 .9 . a natureza e.2 .PARECER COM RESSALVA 11. nas datas e períodos indicados. com a utilização das expressões “exceto por”. 11. bem como o resultado das suas operações.PARECER ADVERSO 11.11.3. o efeito da incerteza. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer e. de acordo com as disposições contidas no item 11.3. fazendo referência à nota explicativa da administração.3.1 .3.5 . 11.INCERTEZA 11.1. após o parágrafo de opinião.1.PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO 11. a quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis.7.3.6. adverso ou com abstenção de opinião.3 . o parecer permanece na condição de parecer sem ressalva. 11.6. pela omissão ou inadequação da divulgação.5 .3. se praticável. “exceto quanto” ou “com exceção de” referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva.8 .4. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la. 11. deve o auditor adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer.3.3. o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa. fazer referência a uma divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis.O parecer com a abstenção de opinião.Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase.3. precedendo ao da opinião e. 11.7 .4.1.O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. se for o caso.

3.9. CFC 828/98. Vide Res. no exercício de suas atribuições legais e regimentais.PARECER SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONDENSADAS 11. deve estar incluída no parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas.2 .1 . associado com demonstrações ou informações contábeis que ele não auditou. constante do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis originais. o auditor da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo.1 .9. CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas.11. de 16. de 11. 11.PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.1 . O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.9. em cada folha do conjunto.3. o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer. 11.12. de alguma forma. relacionada com ressalva. utilizadas para fins de consolidação ou contabilização dos investimentos pelo valor do patrimônio líquido na controladora e/ou investidora.3.Toda informação importante.1.2 . este deve conter a indicação de que o auditor não está expressando opinião sobre as referidas demonstrações contábeis.3 . 11.Sempre que o nome do auditor estiver.O auditor deve assegurar-se de que as demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas.11 .O parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas deve indicar que elas estão preparadas segundo os critérios utilizados originalmente e que o perfeito entendimento da posição da entidade depende da leitura das demonstrações contábeis originais. parecer adverso.Nessas circunstâncias. CFC 836/99. parecer com abstenção de opinião e/ou ênfase.98.3.1. 11.1.3.11.IT .DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NÃO AUDITADAS 11.01.10.10. estão de acordo com as disposições contidas no item 11.3. desde que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais. CFC 830/98.3 .12.3. estas devem ser claramente identificadas como “não auditadas”. relevantes.Em havendo emissão de relatório.99.2 .10.3.11. Publicada no DOU em 21.3. 11. constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização de trabalhos.02.05 . Esse fato deve ser destacado no parecer.1. CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de trabalhos de Instituições 294 . baseando-se exclusivamente no parecer de outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas.O auditor poderá expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada.Quando houver participação de outros auditores independentes no exame das demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas relevantes.3.98.98 Vide Res. Vide Res. indicando os valores envolvidos. 11.1 RESOLUÇÃO CFC Nº 830/98 DE 16 DE DEZEMBRO DE 1998 “APROVA A NBC T 11 . de 22. de modo a manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização. CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das normas endereçadas a sua regência.10 . 11. 11.

com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais.Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. ou outro órgão equivalente. o Instituto Brasileiro de Contadores. está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações. O parecer emitido pelo auditor independente. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade. o parecer é dirigido aos acionistas. 16 de dezembro de 1998. CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade. a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados. nesta IT denominado Parecer. CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que. b) o relativo à extensão dos trabalhos.IT-05 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS. 43 e 44/98.IT .Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação. atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751. compõe-se. 30. a Secretaria Federal de Controle. de três parágrafos: a) o referente à identificação das demonstrações contábeis e à definição das responsabilidades da administração e dos auditores.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. 42. aprovada pela Resolução CFC nº 820. de 29 de dezembro de 1993. RESOLVE: Art. Contador José Serafim Abrantes Presidente” “NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC T – 11 . elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. a Secretaria da Receita Federal. 27. 26. instituído pelas Portarias CFC nºs 13.05 . de 17 de dezembro de 1997. referente ao Parecer dos Auditores Independentes. Em condições normais. Art. 25. o Ministério da Educação e do Desporto. deve ser empreendido pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca. e c) o que expressa a opinião sobre as demonstrações contábeis.Aprovar a Interpretação Técnica. 34. CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade. cotistas. para adequado desempenho. Em circunstâncias próprias.3 da NBC T 11 . ESTRUTURA DO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 1. título que deve ser usado para distingui-lo dos pareceres ou relatórios emitidos por outros órgãos. 2º . Esta IT não se aplica a relatórios sobre informação contábil parcial. segundo a natureza desta. real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil.3 da NBC T 11 . a Comissão de Valores Mobiliários. assim discriminada: NBC T 11 . nesta IT denominado auditor. 1º . 295 . Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11. ou sócios. basicamente. Brasília. limitada ou condensada ou a respeito de outras situações especiais. revisada em dezembro de 1997. 2.

ou seja. 7. Essas situações decorrem de transações e eventos subseqüentes à conclusão dos trabalhos. O auditor deve mencionar. em todos os aspectos relevantes. no seu parecer. clara e objetivamente. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. e anteriores à emissão do parecer.1. as datas e períodos a que correspondem. 10. avaliação das práticas e das estimativas contábeis adotadas.3. de transações e eventos ocorridos entre a data de encerramento do período a que se referem às demonstrações contábeis e a data do parecer. 296 . O parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos. considerando a relevância dos saldos. 6. execução dos procedimentos com base em testes. Nessas circunstâncias. bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. ou b) emitir o parecer com data dupla. Poderão ocorrer situações em que haverá necessidade de menção de mais de uma data ou atualização da data original. O parecer deve expressar. estão adequadamente representadas ou não. 9.1. Por exemplo: "13 de fevereiro de 19X0. para a opinião do auditor. as responsabilidades da administração e as suas. de modo a emitir o parecer com a data mais atual. adequadamente divulgado nas notas explicativas. conseqüentemente. conter a descrição concisa dos trabalhos executados pelo auditor. objetivando informar ao usuário que foi considerado o efeito. outrossim. compreendendo: planejamento dos trabalhos. O auditor deve. o auditor poderá optar por uma das duas alternativas: a) estender os trabalhos até a data do novo evento. O parecer deve. exceto quanto à Nota Explicativa 21 às demonstrações contábeis. DATA E LOCAL DO PARECER 8. evidenciando que: a) a administração é responsável pela preparação e pelo conteúdo das demonstrações contábeis. ainda. indicando. se as demonstrações contábeis auditadas. no seu parecer. da NBC T 11. o nome da entidade. para a qual a data é 31 de março de 19X0". na opinião do auditor.1. declarar se o exame foi efetuado de acordo com as normas de auditoria. exceto quanto a um assunto específico. e b) o auditor é responsável pela opinião que expressa sobre as demonstrações contábeis objeto dos seus exames. 5. mantendo a data original para as demonstrações contábeis. o volume de transações e o sistema contábil e de controle interno da entidade. sobre as demonstrações contábeis e sobre o parecer. o dia deve corresponder ao de conclusão dos trabalhos na entidade auditada. Na data do parecer. RESPONSABILIDADES 4. O parecer deve identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião. cabendo ao contabilista que as assina a responsabilidade técnica. consoante as disposições contidas no item 11. considerados relevantes para as demonstrações contábeis e.

para refletir tal circunstância. O conjunto das informações sobre o assunto objeto de ressalva. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer e. O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva. o parágrafo referente à extensão também será modificado. 297 . "exceto quanto" ou "com exceção de". b) há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às demonstrações contábeis. No caso de limitação na extensão do trabalho. O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor conclui. Quando o auditor verificar a existência de efeitos que. No seu julgamento deve considerar.3 da NBC T 11. sobre todos os aspectos relevantes. que: a) as demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. fazer referência a uma divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis. se for o caso. deve permitir aos usuários claro entendimento de sua natureza e seus efeitos nas demonstrações contábeis. PARECER SEM RESSALVA 12. com a utilização das expressões "exceto por". constante no parecer e nas notas explicativas sobre as demonstrações contábeis. 17. adverso ou com abstenção de opinião. os efeitos delas foram adequadamente determinados e revelados nas demonstrações contábeis. 16. 14. a quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis. Nesses casos. O parecer sem ressalva implica afirmação de que. não é requerida nenhuma referência no parecer. particularmente sobre a posição patrimonial e financeira e o resultado das operações. se praticável. Não é aceitável nenhuma outra expressão na redação desse tipo de parecer. modificado no parágrafo de opinião. PARECER ADVERSO 18. em tendo havido alterações em procedimentos contábeis. quanto à apresentação inadequada ou substancialmente incompleta das demonstrações contábeis. deve emitir parecer adverso. isolada ou conjugadamente. O modelo do parecer é aquele do item 11.2. referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. 13. tanto as distorções provocadas. Quando o auditor emitir parecer com ressalva. Essas informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer. precedendo ao da opinião e.3. forem de tal relevância que comprometam o conjunto das demonstrações contábeis.11. PARECER COM RESSALVA 15. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do parecer.

o auditor deve mencionar claramente que os exames não foram suficientes para permitir a emissão de opinião sobre as demonstrações contábeis. POR INCERTEZAS 24.1 da NBC T 11.possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. 298 . em um ou mais parágrafos intermediários." por "Fomos contratados para auditar as demonstrações contábeis. b) a eliminação da sentença do primeiro parágrafo "Nossa responsabilidade é a de expressar opinião sobre essas demonstrações contábeis". Nos casos de limitações significativas.o auditor deve descrever. portanto. O auditor pode discordar da administração da entidade quanto: a) às práticas contábeis utilizadas. consoante as disposições contidas no item 11.. No parágrafo de opinião. 20. ou pela existência de múltiplas e complexas incertezas que afetem um número significativo de rubricas das demonstrações contábeis. os desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como ressalvas. bem como os seus principais efeitos sobre a posição patrimonial e financeira e o resultado do exercício ou período.1. no parágrafo de opinião.". 23. e b) à forma de aplicação das práticas contábeis. Quando da emissão de parecer adverso. ele é da opinião de que as demonstrações contábeis da entidade não estão adequadamente apresentadas.1. o auditor deve explicitar que. no parecer. e c) a eliminação do parágrafo de extensão. Quando a abstenção de opinião decorrer de incertezas relevantes. que. A abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar qualquer desvio relevante que normalmente seria incluído como ressalva no seu parecer e que. devido à relevância das incertezas descritas em parágrafos intermediários específicos. os motivos e a natureza das divergências que suportam sua opinião adversa. não está em condições de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. Ademais. imediatamente anteriores ao parágrafo de opinião. por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la. o auditor deve expressar. Novamente a abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO.. O parecer com abstenção de opinião por limitação na extensão é emitido quando houver limitação significativa na extensão do exame que impossibilite o auditor de formar opinião sobre as demonstrações contábeis.. No parágrafo final do parecer. o auditor deve indicar claramente os procedimentos omitidos e descrever as circunstâncias de tal limitação. 22. são requeridas as seguintes alterações no modelo de parecer sem ressalvas: a) substituição da sentença "Examinamos. PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO POR LIMITAÇÃO NA EXTENSÃO 21..19. devido à relevância dos efeitos dos assuntos descritos no parágrafo ou parágrafos precedentes. CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPEDEM A EMISSÃO DE PARECER SEM RESSALVA 25.

28. 29.... adverso. o resultado do exercício e o patrimônio líquido estão superavaliados em aproximadamente R$.. 27... EXEMPLOS DE PARECER COM RESSALVA OU ADVERSO POR PRÁTICAS CONTÁBEIS INADEQUADAS Provisão insuficiente para créditos de liquidação duvidosa 30.. demonstrações contábeis acompanhadas de parecer sem ressalva tem maior utilidade do que aquelas que contenham erros contábeis ou fraudes.sendo a insuficiência não provisionadas. nosso exame indicou que tal provisão não é suficiente para cobrir as perdas prováveis na realização de tais créditos. mesmo que elaborada de acordo com a legislação fiscal ou regulamentação específica. naquela data. em 31 de dezembro de 2002. “(3) A provisão para créditos de liquidação duvidosa constituída pela entidade em 31 de dezembro de 2002 é de R$.DISCORDÂNCIAS RELATIVAS ÀS PRÁTICAS CONTÁBEIS UTILIZADAS 26. para que ela possa acatar suas sugestões e promover os ajustes contábeis necessários. sempre que tiverem. Nos seus exames..... representam divergências para o auditor. Se a insuficiência da provisão for de tal magnitude que requeira parecer adverso.. Se o auditor constatar que a provisão constituída pela entidade não é suficiente para cobrir as perdas esperadas na cobrança de suas contas a receber.. individual ou conjuntamente. mas não acatados pela administração... Essa responsabilidade do auditor decorre do reconhecimento de que. “(4) Em nossa opinião. dependendo da relevância. o auditor expressará opinião com ressalva ou adversa. mesmo que o parecer que as acompanhe os discrimine e quantifique mediante ressalvas. exceto quanto aos efeitos da insuficiência de provisão para créditos de liquidação duvidosa comentada no parágrafo 3º. Um exemplo de redação poderia ser: (1) Redação normal. 31. Os desvios apurados pelo auditor. o parágrafo de opinião será: 299 . efeitos relevantes... É responsabilidade profissional do auditor discutir tais aspectos com a administração da entidade. o qual deve decidir sobre os efeitos no seu parecer. o auditor deve emitir parecer com ressalva ou adverso. e.. (2) Redação normal. Essa decisão deve considerar a natureza dos assuntos e sua relevância. Quando as demonstrações contábeis forem afetadas de maneira relevante pela adoção de prática contábil em desacordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. com a brevidade e antecedência possíveis.". as demonstrações contábeis .. para os usuários. de aproximadamente R$ ... o auditor pode identificar um ou mais aspectos em que as demonstrações contábeis estão afetadas pela adoção de práticas contábeis inadequadas e que podem representar motivos para ressalva em seu parecer. Todavia. líquidos dos efeitos tributários.". deve emitir parecer com ressalva ou.. Conseqüentemente.

.... que abrangem. critérios contábeis. Há inúmeros setores de atividade que têm legislação. Entidades de atividade regulamentada ou sujeitas à legislação específica.". instituições financeiras e outros credores. atendidos pelas demonstrações contábeis divulgadas. "(4) Em nossa opinião.. como as de energia elétrica e telefonia.. responsabilidades com seus acionistas. não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 2002.". as normas e regulamentos emanados dos órgãos reguladores. principalmente. o resultado de suas operações.. líquidos dos efeitos tributários. Algumas dessas entidades prestam serviços públicos.. correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2002. Além dessa responsabilidade... devendo emitir sua opinião com base nos Princípios Fundamentais de Contabilidade."(4) Em nossa opinião. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data... as empresas de transporte aéreo e outras. devido à relevância dos efeitos da insuficiência da provisão para créditos de liquidação duvidosa. 300 . debenturistas. 32....... A responsabilidade do auditor está voltada aos usuários em geral. tais entidades devem reportar-se aos órgãos governamentais reguladores correspondentes. como mencionado no parágrafo 3º. funcionários e público em geral. os estoques em processo e acabados estão a menor em R$.".. como as demais.. se os efeitos forem relevantes. por conseqüência.. Tais entidades têm. exceto quanto aos efeitos da não contabilização de depreciação descritos no parágrafo 3º. também. normas ou regulamentos específicos. ditados por órgãos governamentais. "(3) No exercício findo em 31 de dezembro de 2002. 35. as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º..e. as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º representam adequadamente. Se a entidade não contabilizou a depreciação em 2002 ou a registrou por valores insuficientes.. A prestação de contas a tais usuários é feita... Como decorrência desse procedimento. as empresas de seguros. 34. Um exemplo de redação poderia ser: (1) Redação normal. por meio de demonstrações contábeis exigidas pela legislação societária ou específica. que devem atender a seus critérios e ser elaboradas segundo os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. as instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. 33. podem ser admitidos pelo auditor na fundamentação de seu parecer.. .. cujo teor ainda não conste das Normas Brasileiras de Contabilidade e que não conflitem com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Em face da especificidade das operações dessas entidades. Depreciação não contabilizada ou registrada por valores insuficientes.. quotistas. em 31 de dezembro de 2002 o imobilizado está registrado a maior em R$. a entidade deixou de contabilizar a depreciação correspondente à conta de máquinas e equipamentos. (2) Redação normal. de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. cabe ao auditor emitir parecer com ressalva. o patrimônio líquido e o resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2002 estão a maior em R$.

mediante situações como: a) o não-acompanhamento da contagem física de estoques. 38. Como o auditor somente pode emitir parecer sem ressalva quando seu exame foi realizado de acordo com as normas de auditoria e.". Supondo-se a ausência da demonstração das origens e aplicações de recursos.Nota explicativa omissa ou falha. 40. Por ser informação relevante. como segue: "(4) Em nossa opinião. O modelo de parecer também é aplicável a essas entidades regulamentadas. a existência de limitações na extensão de seu trabalho. excluída a menção à demonstração das origens e aplicações de recursos.". e e) registros contábeis inadequados.Demonstrações contábeis incompletas Falta da demonstração das origens e aplicações de recursos. representativas de investimentos relevantes na entidade auditada. ser imposta pela administração da entidade. c) demonstrações contábeis de controladas ou coligadas não auditadas. que resulta em divulgação incompleta. modelo de parecer abrange todas as demonstrações requeridas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. Omissão de informação relevante . credores ou outras fontes externas.. sempre que relevante. às vezes. exceto pela falta de demonstração das origens e aplicações de recursos. as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º representam adequadamente.. com a aplicação de todos os procedimentos necessários nas circunstâncias. Assim. A falta de uma ou mais dessas demonstrações contábeis requer ressalva no parecer dos auditores. o auditor deve mencionar o fato em parágrafo intermediário de seu parecer. portanto. DISCORDÂNCIA QUANTO À ADEQUAÇÃO DAS DIVULGAÇÕES Exemplo de parecer com ressalva .". A limitação na extensão do trabalho do auditor pode. os desvios dos Princípios Fundamentais de Contabilidade originados na legislação ou nas normas regulamentares específicas devem ser tratados de maneira idêntica à observada nas demais entidades. pode obrigá-lo a emitir parecer com ressalva ou com abstenção de opinião.. Se uma entidade omitir uma nota explicativa necessária à adequada análise e interpretação das demonstrações contábeis. (2) Redação normal. a elementos importantes das demonstrações contábeis.. contendo ressalva ou opinião adversa. d) limitação à aplicação de procedimentos usuais de auditoria que se refiram. o parecer dos auditores independentes terá a seguinte forma: (1) Redação normal. Limitações impostas pela administração da entidade. b) a não-solicitação de confirmação de saldos e/ou informações diretamente com devedores.36. o parágrafo de opinião terá ressalva. 301 . . LIMITAÇÃO NA EXTENSÃO 39. que representam as informações contábeis mínimas. direta ou indiretamente. as demonstrações contábeis . "(3) A entidade deixou de apresentar a demonstração de origens e aplicações de recursos para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2002 e 2001 requeridas como parte das informações contábeis mínimas. exceto pela falta das informações mencionadas no parágrafo precedente. como as descritas nos itens seguintes. 37. "(4) Em nossa opinião.

por exemplo. Se. se o auditor concluir que o efeito não é relevante. e que determine a emissão de parecer com ressalva. Uma limitação na extensão do trabalho do auditor pode ser imposta pelas circunstâncias.41. o auditor deve manifestar tal limitação em seu parecer. "(3) Pelo fato de termos sido contratado pela Empresa ABC após 31 de dezembro de 2002. não é necessária menção. 45.". o auditor for contratado após o encerramento do exercício e não conseguir firmar opinião sobre a existência física dos estoques. sendo estes relevantes no conjunto das demonstrações contábeis. ou quando da ocorrência de sinistros. é provável que esse impacto seja maior do que quando as limitações se referirem a um item ou a um número limitado de itens.. nem foi possível firmar juízo sobre a existência dos estoques por meio de procedimentos alternativos de auditoria. Limitações relativas a um único item e que não representem parcela substancial da posição patrimonial e financeira e/ou do resultado das operações normalmente resultarão em parecer com ressalva.. levantado em 31 de dezembro de 2002. O auditor deve julgar a importância dos procedimentos de auditoria omitidos. Ressalva por limitação sobre item relevante . pela aplicação de procedimentos alternativos. dessa limitação e do uso dos procedimentos alternativos. as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º representam adequadamente. a relevância e a abrangência dos efeitos potenciais em relação às demonstrações contábeis.. considerando a natureza. . As limitações nos procedimentos aplicáveis a muitos itens e que tenham efeitos potenciais relevantes devem resultar em abstenção de opinião. e as respectivas . o auditor deve descrever a limitação e menciona r a possibilidade de eventuais ajustes que poderiam ser constatados caso não houvesse a limitação.".. assim. Limitações circunstanciais. 44. em seu parecer. que o impossibilite de acompanhar a contagem física dos estoques. no referente às situações citadas. um exemplo de redação poderia ser: "(1) Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC. não acompanhamos os inventários físicos dos estoques de 31 de dezembro de 2002 e de 2002.". 302 . imposta pela administração da entidade ou pelas circunstâncias. Reflexos das limitações no parecer 43. mas não a ponto de exigirem abstenção de opinião. e. embora também possa sê-lo sem ressalva. Quando o auditor puder satisfazer-se. Nessas circunstâncias. nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria e compreendeu: . mencionados no parágrafo 3º. como a época da sua contratação. 42.". Se os procedimentos alternativos não lhe permitirem evidência suficiente. não existe limitação significativa na extensão de seu trabalho. a fim de obter evidências de auditoria suficientes para emitir seu parecer. exceto pelos efeitos de possíveis ajustes que poderiam resultar da aplicação dos procedimentos de auditoria omitidos. o auditor deve tentar utilizar-se de procedimentos alternativos. "(2) Exceto pelo mencionado no parágrafo 3º. Se os efeitos estiverem relacionados com muitos itens das demonstrações contábeis. "(4) Em nossa opinião. Quando houver limitação na extensão do trabalho.Estoques.

conforme mencionado no parágrafo 2º. sobre estas últimas. o fato de que as demonstrações contábeis do exercício anterior não foram examinadas por auditores independentes.Estoques. "(2) Pelo fato de termos sido contratado pela Empresa ABC após 31 de dezembro de 2001. no parágrafo referente à identificação das demonstrações contábeis examinadas. Abstenção de opinião por limitação sobre item extremamente relevante .". sobre aquelas demonstrações contábeis. o auditor deve avaliar a necessidade de emitir parecer. são necessários procedimentos de auditoria sobre os saldos de encerramento do exercício anterior quanto às contas de formação histórica e quanto à verificação da uniformidade de aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. agora. as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2001. Nos casos de primeira auditoria de uma entidade que divulgue comparativamente os valores relativos ao exercício anterior. Para expressar opinião sem ressalva acerca das demonstrações contábeis do exercício atual.". em parágrafo específico. sendo necessária abstenção de opinião. nem foram examinadas por outros auditores independentes. 303 ."(5) Não examinamos. Primeira auditoria de uma entidade. a extensão do nosso exame não foi suficiente para nos possibilitar expressar. nem foi possível firmarmos opinião sobre a existência dos estoques por meio de procedimentos alternativos de auditoria.". Neste caso. Quando o auditor emite seu parecer sobre demonstrações contábeis do ano corrente e do ano anterior. expressando a abstenção de opinião sobre elas. mas supondo. que os estoques tivessem valor muito significativo e com efeitos potenciais relevantes em relação às demonstrações contábeis. referidas no parágrafo 1º. e por isso não expressamos. não emitimos opinião sobre elas. e. deve avaliar o impacto. conseqüentemente. não acompanhamos as contagens físicas dos estoques em 31 de dezembro de 2001 e de 2000. opinião sobre as demonstrações contábeis da Empresa ABC em 31 de dezembro de 2001. Dependendo da relevância desse impacto. o auditor deve. de circunstâncias e eventos de que eventualmente tome conhecimento ao examinar as demonstrações do exercício atual. "(3) Devido à relevância dos procedimentos omitidos. 46. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS COMPARATIVAS 47. Ainda com base no exemplo do item anterior. o parecer poderia ter a seguinte redação: "(1) Fomos contratados para auditar as demonstrações contábeis da Empresa ABC relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2002.". não bastará parecer com ressalva. 48. fazer menção exclusiva ao exercício examinado e destacar. elaboradas sob a responsabilidade de sua administração. diferente do anteriormente emitido. 49. cujos valores são apresentados para fins comparativos.

50. Se tais procedimentos foram efetuados e não evidenciaram nenhuma situação que represente limitação no exame do exercício atual, a redação do parecer pode obedecer ao seguinte modelo: "(1) Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC, levantado em 31 de dezembro de 2001, e as ...". "(2) Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria e compreendeu: ...". "(3) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 2001, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos, referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade, e as Normas Brasileiras de Contabilidade.". "(4) Não examinamos, nem foram examinadas por outros auditores independentes, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2000, cujos valores são apresentados para fins comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião sobre elas.". 51. Se os procedimentos adicionais sobre os saldos de encerramento não tiverem a extensão necessária que permita ao auditor segurança quanto à não existência de efeitos relevantes sobre o resultado do exercício, as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos, ele deve decidir a espécie de opinião a ser emitida em função dos efeitos potenciais e da evidência de que disponha em relação a tais demonstrações contábeis, podendo optar por opinião com ressalva ou até por abstenção de opinião. Nessas circunstâncias, o parecer com ressalva, relativo ao exercício atual, poderia ter a seguinte redação: "(1) Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC, levantado em 31 de dezembro de 2001, e as...". “(2) Exceto pelo mencionado no parágrafo 3º, nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria e compreendeu”: (a) o planejamento ...". "(3) Não examinamos, nem foram examinadas por outros auditores independentes, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2000, cujos valores são apresentados para fins comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião sobre elas. Além disso, os procedimentos adicionais aplicados, decorrentes de primeira auditoria, sobre transações e valores que compõem os saldos em 31 de dezembro de 2000, não foram suficientes para assegurar que eventuais distorções nos referidos saldos não tenham efeitos relevantes sobre o resultado do exercício, as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos do exercício findo em 2001”. "(4) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 2001, bem como - exceto quanto aos efeitos de possíveis ajustes que poderiam resultar do exame das demonstrações contábeis do exercício anterior, conforme comentado no parágrafo 3º - o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade.".

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Demonstrações contábeis comparativas quando as do exercício anterior foram examinadas por outros auditores. 52. Quando as demonstrações contábeis são divulgadas de forma comparativa com as do exercício anterior e há mudança de auditores, surge a questão do tratamento dos pareceres relativos aos dois exercícios. 53. A entidade auditada pode optar por publicar o parecer relativo ao atual exercício e também o parecer dos que examinaram o exercício anterior. Nesse caso, o auditor do exercício corrente referir-se-á em seu parecer somente às demonstrações contábeis do exercício que examinou. 54. Todavia, nada impede a divulgação somente do parecer relativo ao último exercício. Nesse caso, o auditor deve mencionar nele que as demonstrações contábeis do exercício anterior foram examinadas por outros auditores, referindo a data do parecer destes, expressando as eventuais ressalvas, seus efeitos e possíveis reflexos no exercício atual. 55. Como mencionado no parágrafo 51, para expressar opinião sem ressalva sobre as demonstrações contábeis do exercício atual, o auditor deve aplicar procedimentos de auditoria sobre os saldos existentes no encerramento do exercício anterior, incluindo a verificação da uniformidade de aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. Quando as demonstrações contábeis do ano anterior foram examinadas por outro auditor, parte da evidência necessária sobre aqueles sal dos poderá ser obtida mediante a revisão dos seus papéis de trabalho. 56. Nessa circunstância, o parecer, nos parágrafos de identificação e de opinião, referir-seá somente ao exercício atual, e, em parágrafo próprio, será mencionado que o exame do exercício anterior foi efetuado por outro auditor. Exemplo: "(4) As demonstrações contábeis relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2000 foram examinadas por auditores independentes, que emitiram parecer, sem ressalva (ou indicar as correspondentes ressalvas), datado de ...... de ......... de 2001.". Reflexos quando houver aceitação do trabalho de outros auditores. 57. Quando o auditor aceita o parecer de outros auditores, por não ter evidências que indiquem restrições aos seus trabalhos e conclusões, deve destacar no seu parecer a divisão de responsabilidades. 58. Assim, por exemplo, quando as demonstrações contábeis de entidades controladas e/ou coligadas, correspondentes a investimentos relevantes, foram auditadas por outro auditor, que tenha emitido parecer sem ressalva sobre elas, a redação do parecer poderá ser a seguinte: "(1) Examinamos os balanços ... administração. Nossa responsabilidade ... contábeis. As demonstrações contábeis da controlada X S.A., relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2001 e 2000, foram examinadas por outros auditores independentes, e a nossa opinião, no que diz respeito aos investimentos no valor de R$ ..................em 31 de dezembro de 2001 (2000 - R$..........) e dos resultados decorrentes dessa controlada, no valor de R$........... em 31 de dezembro de 2001 (2000 - R$.............), está baseada no parecer desses auditores.". (2) Redação normal.

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"(3) Em nossa opinião, com base em nossos exames e no parecer de outros auditores independentes, as demonstrações contábeis ...". 59. Entende-se, nesse exemplo, que os dados indispensáveis referentes aos investimentos na controlada e/ou coligada estão adequadamente divulgados em notas explicativas.

60. A referência ao parecer dos outros auditores, mesmo sem a indicação do conteúdo de sua opinião, significa que: "(a) o parecer dos outros auditores não teve ressalvas ou teve ressalvas que não afetam a posição patrimonial e financeira e os resultados da investidora"; e "(b) não há nenhuma restrição aos seus trabalhos e conclusões". 61. Quando, todavia, o outro auditor emitiu parecer com ressalva, adverso, ou com abstenção de opinião, o auditor deve analisar se o motivo é de tal relevância que afete o seu próprio parecer, em relação às demonstrações contábeis da investidora. Nesse caso, o auditor deve ampliar a referência feita no parágrafo intermediário, indicando a data do parecer, a natureza do problema e seus efeitos nas demonstrações contábeis da investidora. 62. Quando os efeitos não forem relevantes, não é necessário mencioná-los no parecer do auditor da investidora. Reflexos quando o auditor não puder utilizar o trabalho dos outros auditores. 63. O auditor deve emitir parecer com ressalva ou abstenção de opinião quando concluir, baseado nos procedimentos recomendados, que o trabalho dos outros auditores não pode ser utilizado e que não pode aplicar procedimentos adicionais suficientes com relação às demonstrações contábeis da controlada e/ou coligada ou ao item sobre o qual os outros auditores emitiram parecer”. 12 Introdução O auditor não retém para seus arquivos os documentos e livros de registros contábeis por ele examinados. Assim sendo os Papéis de Trabalho (PT´s) constituem o único registro de suas descobertas e do trabalho que desenvolveu para chegar até elas. Se não houver PT´s, não haverá meios de provar os fundamentos de sua opinião expressa em pareceres e relatórios. Não poderá provar ainda que seus exames foram adequados de acordo com princípios fundamentais de contabilidade e as NBC´s – Normas Brasileiras de Contabilidade, instituídas pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade, normas da CVM – Comissão de Valores Mobiliários, do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, e outros. Recomendamos que todos os PT´s sejam organizados e colocados em 3 pastas. Um mínimo de pastas é, portanto exigidas para cada auditoria, como segue: 306 PAPÉIS DE TRABALHO (PT´S) E ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHOS

Pasta n.º 1 – Papéis de Trabalho – PT Pasta n.º 2 – Pasta Geral – PG Pasta n.º 3 – Pasta Permanente – PP Os PT´s integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria, por intermédio de informações em papel, filmes, meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos, a partir da data de emissão do seu parecer. A confidencialidade dos papéis de trabalho é dever permanente do auditor. Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor.Partes ou excertos destes podem, a critério do auditor, ser postos à disposição da entidade. 12.1. CONCEITOS GERAIS – PAPÉIS DE TRABALHO Objetivo O exame de auditoria consiste em grande parte na obtenção de informações suficientes, que permitam ao auditor formar opinião sobre a exatidão e a fidelidade dos elementos contábeis que ele examina, bem como sobre a eficiência e eficácia dos controles internos administrativo e operacionais. Como seu trabalho é o de reunir provas, o auditor deve ter algum meio de acumulá-las, para posterior exame e referência. Os papéis de trabalho constituem um artifício específico utilizando para acumular as provas necessárias ao auditor para apoiar sua opinião. Eles incluem balancetes, lançamentos retificados, análises de contas, esquemas, conciliações, resumos de informações, comentários, explicações, programas de auditoria, respostas a pedidos de confirmação, cálculos por escrito, rascunho de demonstrações contábeis, cópias de correspondência, assim como qualquer outro material escrito que o auditor prepara ou julga necessário ao cumprimento de sua tarefa. Os papéis de trabalho registram as provas que o auditor colheu, a fim de lhe dar base para formar sua opinião; elas tornam-se também a prova do trabalho executado pelo auditor com o fim de preparar-se para emitir uma opinião abalizada. A posição do auditor é muito diferente daquela que um membro do departamento de contabilidade de uma empresa/instituição. O pessoal do departamento de contabilidade prepara os lançamentos partindo dos documentos dos documentos originais, tais como notas de vendas, faturas, cheques e contratos. Eles têm, então, esses documentos para apoiar e comprovar seus lançamentos, bem como os resumos que eles preparam dos lançamentos e registros. O auditor não possui documentos originais, livros de registros originais, ou contas do Razão para apoiar suas descobertas. Ele trabalha com documentos e registros que deve deixar com os outros após completar seus exames; dessa forma o único registro de suas descobertas é o trabalho que desenvolveu para chegar a elas. Os PT´s deve ser preparado por ele, na própria empresa/instituição. Se ele não fizer qualquer registro, não terá meios de comprovar seu trabalho e sua conclusão/opinião, dos quais depende seu conceito profissional. 307

Finalidade Os papéis de trabalho constituem um registro permanente dos exames executados pelo auditor e da documentação em que se baseia a opinião. Por tanto, eles deverão ser completos quanto aos fatos materiais, quanto à extensão dos trabalhos realizados, fonte de informações obtidas e quanto às razões em que se baseiam as conclusões atingidas. Os papéis de trabalho demonstram a prova da validação dos registros do departamento/área auditada e dos procedimentos de auditoria aplicados. Os papéis de trabalho indicam, também, o grau de confiança nos sistemas de controle interno. Durante os anos subseqüentes à sua preparação, os papéis de trabalho auxiliam o auditor na solução de assuntos importantes ligados às atividades da empresa. No caso de uma ação legal, os papéis de trabalho servem ao auditor como prova para a defesa de sua posição nos assuntos que implicam negligências e fraude. Requisitos Essenciais Os papéis devem conter um cabeçalho discriminando:      Código e nome do departamento auditado; Data-base do exame/análise; Referência do papel de trabalho; Rubrica do auditor que preparou Data completa.

Os papéis devem possuir os vistos do gerente/supervisor e do encarregado de campo para comprovar que os mesmos foram por eles revisados. Os papéis de trabalho deverão apoiar as pretensões do auditor no cumprimento das normas de auditoria. Para tanto, estes devem indicar claramente:  a relação da informação dos demonstrativos contábeis com os registros auxiliares de contabilidade e com as conclusões do auditor baseadas no exame da evidência da auditoria;  a confiança depositada pelo auditor no sistema de controle interno em relação à sua revisão e evolução;  que foi evidenciado o cumprimento dos princípios fundamentais de contabilidade e a sua aplicação em bases uniforme. Os papéis de trabalho que são elaborados pelo pessoal do departamento/área deverão conter indicação nesse sentido (PPC); Os ajustes e reclassificações deverão ser transcritos nos papéis de trabalho. Cada anexo deverá indicar a fonte em que se baseou seu preparo. Por questões de clareza, os papéis deverão ser auto – suficientes. A concisão dos papéis de trabalho é obtido mediante sumarização apropriada, apoiada por detalhes convenientes. 308

Os papéis de trabalho deverão conter necessariamente:     base de seleção; serviços efetuados; ocorrências e recomendações, caso ocorram; e conclusão.

Os tiques não devem ser padronizados, ficando a critério do auditor a sua aplicação. O auditor, ao elaborar um papel de trabalho, deve evitar a apresentação de mais de 5 (cinco) tiques, pois dificulta a visualização e revisão do trabalho. Na ocorrência de explicações diversificadas, o auditor deverá utilizar números e círculos em vermelho. A título de exemplo de padronização, demonstramos abaixo 5 (cinco) tiques: ..... ..... ..... ..... = obtido dos contratos ..... = somado = verificado os documentos, tais como: ... = conferido com o Razão = cálculos revisados

Os tiques sempre serão efetuados em vermelho. As referências cruzadas devem seguir os seguintes critérios: Externas: de PT para PT, indicando somente a referência do PT em “lápis vermelho”. Internas: as referências internas serão feitas com letras minúsculas em vermelho e circuladas em vermelho. Símbolos em papéis de trabalho Os símbolos ou “tiques” em papéis devem ser usados pelo auditor para indicar o trabalho feito (procedimentos de auditoria aplicados no exame). Eles são usados visando economia de espaço e de tempo, pois substituem as descrições ou anotações narrativas, permitindo ao auditor racionalizar e simplificar o uso dos papéis de trabalho. Tais símbolos, como regra geral, são colocados ao lado dos valores registrados nos papéis de trabalho e repetidos ao pé de cada um desses papéis seguidos de uma descrição breve e objetiva do seu significado, indicando trabalho feito ou procedimento aplicado. Desde que seja utilizada simbologia padronizada para um mesmo trabalho, a sua descrição poderá constar em folha única, no fim do conjunto de papéis que representam tal trabalho. Para essa finalidade, devem ser utilizados “tiques” simples e inconfundíveis, já consagrados na prática, pois de outra forma eles mais dificultariam do que auxiliariam na revisão, leitura e interpretação dos papéis de trabalho. Observações:  Outros sinais podem ser utilizados nos papéis de trabalho, a título de observações ou “chamados (anotações, referências ou comentários).” 309

 Tais sinais, todavia, não devem ser confundidos com os “tiques” referidos anteriormente, os quais têm, única e exclusivamente, a finalidade de indicar trabalho feito ou procedimento de auditoria aplicado.  Para os fins referidos na primeira observação, devem ser utilizados, portanto, asteriscos e números ou letras entre parênteses e outros sinais dessa espécie, de maneira a que não venham a ser confundidos com os “tiques” que indicam trabalho feito. Um papel de trabalho evidenciando o cumprimento de um programa detalhado de auditoria normalmente dispensa o uso dos “tiques” indicativos de trabalho feito, de vez que deve conter a observação “Trabalho feito (ou procedimentos aplicados) conforme programa tal”, por exemplo. Procedimentos de Referenciação Para maior eficiência em nossos trabalhos de auditoria, devemos determinar procedimentos padrões de referenciação dentro da empresa/departamento de auditoria para elaboração de trabalho e evidência de exames. Assim, para a empresa ou o departamento de auditoria serão consideradas as seguintes referências: A – Balanço Patrimonial ou Balancete (analítico) B – Ajustes e/ou Reclassificações da Auditoria C – Caixa D – Bancos E – Títulos de pronta liquidez F – Efeitos a receber no circulante G – Estoques H – Despesas do exercício seguinte I – Efeitos a receber no longo prazo J – Investimentos K - Imobilizado L - Diferido M – Passivo Circulante N – Exigível a longo prazo O – Resultados de exercícios futuros P – Patrimônio Líquido Q – Contas de compensação R – Correção Monetária do Balanço (extinta a partir de 1/1/1996) S – Resultado do Exercício T – Exames de procedimentos O procedimento de referenciação deverá considerar o seguinte esquema: G ___________^____________ G.1 G.2 G.3 G.4 ___________^_____________ G.1.1 G.1.2 G.1.3 ___________^_____________ G.1.1 G.1.1 Folha Mestra 1ª Subsidiária 2ª Subsidiária 3ª Subsidiária 310

As referências cruzadas devem seguir os seguintes critérios: Externas – de PT. mesmo esses formulários tradicionais. Algumas companhias possuem tipos tradicionais de papéis de trabalho. O melhor formulário é aquele que concilia a necessidade de coleta de informações com a verificação dos dados obtidos. porém devem ser efetuados em cor vermelha. O estilo dos papéis de trabalho difere muito entre os auditores. Uma das características do bom auditor é sua capacidade de idealizar formulários de papel de trabalho de acordo com as necessidades de qualquer problema de verificação ou coleta de dados que se lhe apresente. colunas do balanço. comum em contabilidade geral. com a instituição do balanço (referência “A”) de forma analítica. O auditor. o auditor deverá utilizar números e círculos em vermelho. Eles abrangem uma vasta gama. questionários anexos. Embora haja grandes diferenças entre os papéis de trabalho. Porém. a fim de consubstanciar a sua opinião. aconselhando seus auditores a utilizá-los. Há muito pouco.1 2 Quando aplicável. existem certos tipos muito comuns que merecem atenção nesta oportunidade:       papéis preparados pelo depto. pois dificulta a visualização e revisão do trabalho. programas de auditoria. O auditor constantemente enfrenta novos problemas. ou a ampliação dos antigos. (PPI/PPC) papéis de trabalho dos auditores. deve evitar a apresentação de mais de 5 (cinco) tiques. indicando somente a referência do papel de trabalho. Um papel de trabalho é qualquer registro que o auditor faz de seu trabalho. balancete ajustado. ajustes. formulários padronizados para papéis de trabalho. Internas – as referências internas serão feitas com letras minúsculas em vermelho e circundadas em vermelho. desde o tipo de folha de trabalho. ou material que ele encontra. que exigem a elaboração de outros modelos de papel. até uma simples página de notas tomadas para registrar uma conversa. os quais elas acharam altamente satisfatórios. 311 . ao elaborar um PT. Os tiques (sinais e símbolos de referenciação) não devem ser padronizados. segue-se que eles devem assumir ampla variedade de formas e modelos. Na ocorrência de explicações diversificadas. papéis de terceiros (circularização). devem variar muito de um trabalho e auditoria para o outro. ficando a critério do auditor a sua aplicação. lucros e perdas. Tipos de Papéis de Trabalho Se os papéis de trabalho devem ser os meios pelos quais a prova é obtida. sendo freqüentemente satisfatório qualquer um entre vários tipos. que demonstra o balancete. a folha mestra deve ser eliminada. ou os termos de um contrato.

através de papéis de trabalho. 12.1. organizados e arquivados de forma sistemática e racional. por meios eletrônicos ou por outros meios. compreendendo a documentação do planejamento. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.1. 11. NBC-T-11 – “ITEM 11.1 PAPÉIS DE TRABALHO – “NBC-T-11 – ITEM 11.1 .7 .3. que constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião.3 11.1.1.3 . oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais. de modo a manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização.2. 11.7.3. CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho da s Normas 312 .12.4 .2 . demonstrações ou quaisquer outros documentos fornecidos pela entidade deve certificar-se da sua exatidão”.2. responsável por sua guarda e sigilo”.2 . natureza.Quando o auditor se utilizar de análises. 11.2.7.Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da auditoria executada.O auditor deve documentar.2 RESOLUÇÃO CFC Nº 828/98 .7. constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização dos trabalhos. CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das normas endereçadas a sua regência.2.7. CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas.1. todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis.Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. 11.IT . bem como o julgamento exercido pelo auditor e as condições alcançadas. preparados de forma manual.02 .Os papéis de trabalho devem ser elaborados.DE 11 DE DEZEMBRO DE 1998 “APROVA A NBC T 11 .PAPÉIS DE TRABALHO E DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA.2. no exercício de suas atribuições legais e regimentais.Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor.1 .DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA 11. está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações.

Brasileiras de Contabilidade. da NBC T 11. a Secretaria da Receita Federal.2. RESOLVE: Art. Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria.1. de 17 de dezembro de 1997. de 29 de dezembro de 1993.INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC T 11 . 2. real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil. instituído pelas Portarias CFC nºs. por intermédio de informações em papel. CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. FORMA E CONTEÚDO DOS PAPÉIS DE TRABALHO 313 .3 e 11. atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751. 30.IT .Aprovar a Interpretação Técnica.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (1). pela análise dos documentos de auditorias anteriores. 26. a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados. 2º .3 e 11. visando a fundamentar o parecer da auditoria e comprovar que a auditoria foi executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.Papéis de Trabalho e Documentação da Auditoria.7 da NBC T 11 .02 . 3.PAPÉIS DE TRABALHO E DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA Esta Interpretação Técnica visa explicitar os itens 11. aprovada pela Resolução CFC nº 820. O auditor deve documentar todas as questões que foram consideradas importantes para proporcionar evidência. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. 42. o Instituto Brasileiro de Contadores. deve ser empreendido pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca. 13. assim discriminada: NBC T 11 . 25. CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que. e c) registrar as evidências do trabalho executado. o Ministério da Educação e do Desporto.12. filmes. a Comissão de Valores Mobiliários. Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. a Secretaria Federal de Controle. a respeito da documentação mínima obrigatória a ser gerada no contexto da auditoria das demonstrações contábeis. 1º . CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. 27. 43 e 44/98.1. Art. 34. para fundamentar o parecer do auditor independente.2.Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação (publicação DOU 15.IT – 02 . “NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE . no planejamento e execução da auditoria.7. correspondentes a Papéis de Trabalho e Documentação da Auditoria. para adequado desempenho. elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar os itens 11. b) facilitar a revisão do trabalho da auditoria.1998) JOSÉ SERAFIM ABRANTES Presidente do Conselho”.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

d) evidências do processo de planejamento. além de outros: listas de verificação de procedimentos. c) informações sobre o setor de atividades. a natureza. Os papéis de trabalho. do sistema contábil e de controle interno. cartas de confirmação de saldos. Os papéis de trabalho são elaborados. O auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações preparadas ou fornecidas pela entidade. e sua concordância quanto à sua eficácia e adequação. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e conclusões do auditor. 6. qualquer matéria que. A forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser afetados por questões como: a) natureza do trabalho. Os papéis de trabalho devem incluir o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas. 314 . além de outros mais específicos. sem experiência anterior com aquela auditoria. 7. 8. b) cópias ou excertos de documentos legais. Os papéis de trabalho padronizados podem melhorar a eficácia dos trabalhos. os resultados obtidos e suas conclusões da evidência da auditoria. termos de inspeções físicas de caixa. por parte do auditor. de estoques e de outros ativos. e) evidências do entendimento. É possível que esse outro auditor somente possa entender os fatos analisados pela auditoria discutindo-se com os auditores que prepararam os papéis de trabalho. f) evidências de avaliação dos riscos de auditoria. O auditor deve registrar nos papéis de trabalho informação relativa ao planejamento da auditoria. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica: e e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. incluindo programas de auditoria e quaisquer mudanças nesses programas. e sua utilização facilita a delegação de tarefas. estruturados e organizados para atender às circunstâncias do trabalho e satisfazer as necessidades do auditor para cada auditoria. por ser relevante. Ao avaliar a extensão dos papéis de trabalho. b) natureza e complexidade da atividade da entidade. 10. entretanto.4. proporcionando meio adicional de controle de qualidade. desde que avalie sua consistência e se satisfaça com sua forma e conteúdo. contratos e atas. oportunidade e extensão dos procedimentos aplicados. possa influir sobre o seu parecer. o auditor deve considerar o que seria necessário para proporcionar a outro auditor. sem adentrar os aspectos detalhados da auditoria. ambiente econômico e legal em que a entidade opera. c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. Entre os papéis de trabalho padronizados encontram-se. d) direção. juntamente com a conclusão a que chegou. os papéis de trabalho devem registrar os fatos pertinentes que eram do conhecimento do auditor no momento em que chegou às suas conclusões. incluem: a) informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade. o entendimento do trabalho executado e a base para as principais decisões tomadas. Nas áreas que envolvem questões de princípio ou de julgamento difícil. 9. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. 5.

.. assinadas pela administração da entidade e pelo contabilista responsável...Efeitos a Receber no Circulante G........ alguns papéis de trabalho............ p) cartas de responsabilidade da administração. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria e seus resultados........ movimentação e saldos de contas.. desde que sejam atualizados. l) indicação de quem executou e revisou os procedimentos de auditoria e de quando o fez.... incluindo o modo como foram resolvidas ou tratadas questões não-usuais... k) evidências de que o trabalho executado pela equipe técnica foi supervisionado e revisado... 11...... e r) cópias das demonstrações contábeis......... a critério do auditor........... Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. em relação aos trabalhos......... j) registro da natureza... 13...................... CONFIDENCIALIDADE......g) evidências de avaliação e conclusões do auditor e revisão sobre o trabalho da auditoria interna...Caixa D.. 14. às condições de contratação e às deficiências constatadas... No caso de auditorias realizadas em vários períodos consecutivos....................................Estoques H...Balanço Patrimonial ou Balancete Analítico B. a partir da data de emissão do seu parecer...... diferentemente daqueles que contêm informações sobre a auditoria de um único período... inclusive no controle interno....Ajustes ou Reclassificações da Auditoria (vide anexo 01) C...... m) detalhes dos procedimentos relativos a demonstrações contábeis auditadas por outro auditor..... i) análises de tendências. q) conclusões do auditor acerca de aspectos significativos......3 REFERÊNCIAS DOS PAPÉIS DE TRABALHO REF.... ser postos à disposição da entidade......... h) análises de transações........... IND.. o) cópias de comunicações à administração da entidade... índices e outros indicadores significativos...Títulos de Liquidez Imediata F.......1....... e do parecer e relatórios do auditor..... peritos...... A confidencialidade dos papéis de trabalho é dever permanente do auditor....Bancos E........Partes ou excertos destes podem.......... n) cópias de comunicações com outros auditores.......... podem ser reutilizados....... 12............. CUSTÓDIA E PROPRIEDADE DOS PAPÉIS DE TRABALHO 12..... quocientes.............. O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos............ CÓDIGO DE REFERENCIAS (COM....Despesas do Exercício Seguinte I.....) A........ e suas respostas........Efeitos a Receber a Longo Prazo 315 . (1) Revisadas em dezembro de 1997”.............. coeficientes.............................. especialistas e terceiros........

............................................ Estrutura da Pasta Permanente (Conteúdo Geral) A título de sugestão a Pasta Permanente poderá ser constituída pelas seguintes seções e modelos: SEÇÕES SEÇÃO I – ORGANIZAÇÃO E CONSTITUIÇÃO SEÇÃO II – ASSUNTOS CONTÁBEIS E FISCAIS SEÇÃO III – CONTRATOS E CERTIFICADOS SEÇÃO IV – CORRESPONDÊNCIAS DIVERSAS SEÇÃO V – DESCRIÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS E FLUXOGRAMAS SEÇÃO VI – OUTRAS INFORMAÇÕES DE INTERESSE SEÇÃO V – DESCRIÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS E FLUXOGRAMAS V......... Atualização Anual da PP Esta pasta deve ser atualizada anualmente... 1 – GERAL V.....................................Diferido M...........Patrimônio Líquido Q. oferecer uma fonte de referências de dados e informações sobre o seu passado e presente e as perspectiva futuras......Revisão Pessoal (Departamento Pessoal) RS....Resultado do Exercício (Contas de Resultado – Revisão Analítica) T....Investimentos K....Resultado de Exercícios Futuros P.............Revisão Societária (Atos Societários) S..... Conteúdo Mínimo da PP A Pasta Permanente que contiver menos de 70% dos dados e documentos necessários.....................2 PASTA PERMANENTE – PP Objetivo da Pasta Permanente (PP) O objetivo da Pasta Permanente é proporcionar a história financeira e econômica da empresa/instituição.....................................................Exames de Procedimentos U............. organizar dados especializados para facilitar o planejamento..................Exigível a Longo Prazo O...................................Passivo Circulante N............................................................Correção Integral CS................ segundo o índice..................................................01....Demonstrações Consolidadas 12.........Contas de Compensação RF.Revisão Fiscal RP.. T...........Eventos Subseqüentes CI..... T....Imobilizado L.........................................J........... é considerada de má qualidade......................... 2 – CAIXA RECEBIMENTOS 316 ..............................02.......... no início de cada visita preliminar e os documentos substituídos devem ser arquivados no fim da Pasta Geral do exercício anterior........................................................................................

03. 6 – VENDAS E CONTAS A RECEBER V.15.07.14 – RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS V. T.06.07 – Relação dos Deptos/Postos de Serviços da Empresa I.T. T.2.13 – VALORES DIFERIDOS V. T.T.11 – IMOBILIZADO V. T.11.16. 5 – RECONCILIAÇÕES BANCÁRIAS E CONTAS BANCÁRIAS V.09.06 – Resumo das procurações Padronizadas e os Respectivos Poderes (Diretores.14.16 – FOLHAS DE PAGAMENTO V.T.02 – Estatuto/Contrato Social e suas Alterações I. T. T. 7 – CRÉDITOS DIVERSOS V.10.01 FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA – modelo 1 01 – RAZÃO SOCIAL: 317 .T.ORGANIZAÇÃO E CONSTITUIÇÃO I. 9 – OBRIGAÇÕES DIVERSAS V. T. T. 4 – FUNDOS DE CAIXA V. T. 3 – CAIXA PAGAMENTOS V. Sub-Gerentes e Contadores) I.03 – Organograma Atualizado I.15 – CAPITAL E RESERVAS V.05. Gerentes. T. T.10 – PRODUÇÃO.1 SEÇÃO I . 8 – COMPRAS E CONTAS A PAGAR V.13.01 – Ficha de Identificação da Empresa (modelo 1) I.12.04.17 – OUTROS (ESPECIFICADOR) 12.V.04 – Resumo de Atas de Assembléia e Reuniões (modelo 2) I.17.08. CUSTOS e ESTOQUES V.05 – “Fac-Simile” das Assinaturas dos Diretores I.12 – INVESTIMENTOS V.

COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA: ACIONISTAS DO PAÍS DO EXTERIOR OBSERVAÇÃO: SUBSCRITO % NO CAPITAL INTEGRALIZADO VOTANTE 10 .ENDEREÇO: 05 – EXERCÍCIO SOCIAL: 07 – CONSTITUIÇÃO: 08 .OBJETO SOCIAL: 04 . Nº.CAPITAL SOCIAL: DESCRIÇÃO 06 – EXERCÍCIO FISCAL R$ AÇÕES ORDINÁRIAS PREFERENCIAIS AÇÕES INTEGRALIZADO DO PAÍS DO EXTERIOR A INTEGRALIZAR DO EXTERIOR OBSERVAÇÃO: 09 . CÓDIGO DA NATUREZA JURÍDICA: CÓDIGO DE ATIVIDADE PRINCIPAL: RESPONSÁVEL LEGAL: VALIDADE: 13 – DADOS ESTADUAIS: 14 – DADOS MUNICIPAIS: 318 .02 – NATUREZA JURÍDICA: 03 .ADMINISTRAÇÃO: DIRETORIA MEMBROS CARGO MANDATO OBSERVAÇÃO: CONSELHO FISCAL – MEMBROS 11 – CONTATOS: 12 – DADOS FEDERAIS: CNPJ/MF.

: 16 . 04 – MODELO RESUMO DE ATAS CLIENTE: N.CCM: CÓDIGO IPTU: CÓDIGO ESTABELECIDO: INSCRIÇÃO: 15 – JUNTA COMERCIAL: NIRE: RG.º: EXERCÍCIO FINDO EM: 319 .SITUAÇÃO EM 31/12/200X I.

ETC.DATA DA ATA AGO/AGE REUNIÃO DIRETORIA. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ 320 . ASSUNTOS IMPORTANTES TRATADOS FEITO POR E DATA Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP.

Taxas de Depreciação.Jornal) .02 III.Resumo dos Contratos de Aluguéis Relevantes .Cópia dos Parcelamentos de Débitos Fiscais 12.CONTRATOS E CERTIFICADOS III.04 IV.Cópias de Eventuais Consultas Respondidas/Correspondências havidas com A.Resumo dos Certificados de Registro de Capital Estrangeiro no Banco Central do Brasil .CORRESPONDÊNCIAS DIVERSAS E NOTÍCIAS SOBRE A EMPRESA IV. 05 IV.Resumo dos Contratos Relevantes de Lease-Back .01 II.2. 06 .01 III.2 SEÇÃO II .Resumo dos Contratos de Empréstimos e Financiamentos a Longo Prazo .04 III.Cópia das Duas Últimas Declarações de Imposto de Renda (DIPJ) .3 SEÇÃO III .E .05 .03 III.05 .Cópias dos Relatórios da AI – Auditoria Interna .Cópia das Demonstrações Contábeis dos Dois Últimos Exercícios (Cópia das Demonstrações Publicadas .02 II.Publicações referentes à Empresa .ASSUNTOS CONTÁBEIS E FISCAIS II.Índice Geral dos Manuais de Contabilidade e de Procedimentos Operacionais com os Respectivos Assuntos . Amortização e Exaustão Utilizadas .04 II. garantias e avais.03 IV.02 IV.Outros Assuntos de Interesse 321 .4 SEÇÃO IV .Resumo de Outros Contratos Relevantes (Devem ser incluídos os contratos de mútuos.01 IV.Cópias de Parecer do Auditores Externos dos Dois Últimos Exercícios .Cópias de Relatórios dos Dois Últimos Exercícios da A.03 II.12. com clientes e fornecedores) 12.2.E .2.

e política de preços nessas transações.01. leasing. manutenção do “status quo”. de maneira uniforme para cada exercício. rotação de estoques ao custo das vendas. 3 – Nos parênteses colocados nas colunas relativas a datas. grau de autonomia.2.03 OBSERVAÇÕES: ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA Principais Indicadores) 1 – A análise econômico-financeira a ser registrada nesta cédula deverá compreender os três últimos exercícios do cliente. SEÇÃO VI . associadas e suas respectivas operações. Estrutura do Grupo de Empresas  Subsidiárias. em crescimento. fatores econômicos que afetam a indústria (produtos concorrentes. VI. linhas de crédito. VI. expansão de mercado. posição do cliente no mercado.). para efeitos da análise. etc. a primeira deve corresponder ao antepenúltimo exercício social. E seus produtos ou serviços (por departamento ou divisão. Capitalização e Análise Financeira  Estrutura do Capital. ao último exercício sob análise. relações com instituições financeiras. impostos. datas de aquisição. 322 . natureza da atividade comercial ou industrial. estabilidade e caráter da demanda. índice de imobilização. juros. porcentagem de participação no capital. 2 – Nas colunas relativas a datas.). correlação da demanda com disponibilidade de renda do consumidor. 4 – Os valores.). conforme o caso. concorrentes. Natureza do negócio e Objetivos:  descrição do negócio da Cia.) e planos para alcançar essas metas.03. evidentemente.5 SEÇÃO V – DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES DA EMPRESA E DE CADA UNIDADE E OUTRAS INFORMAÇÕES DE INTERESSE VI. em declínio) metas a curto e longo prazo (maximização de lucros. etc. empréstimos importante a longo e a curto prazo.12. etc. transações entre Cias. rotação de devedores em relação às vendas. lucratividade.02. dividendos. etc. deve ser registrado o número de meses dos exercícios sociais sob análise. capacidade de pagamento de obrigações a curto e a médio prazo (incluindo prestações. a segunda ao penúltimo exercício social e a terceira. etc. devem ser considerados em R$ Mil ou R$ Milhões. estabilidade de lucros futuros (estáveis. diversificação.

----------Participações e Contribuições 100.00 -----------Deduções da Receita Bruta 100.----------Provisão p/IR 100.( ) H% V% ----/-----/----.( ) DE CLIENTES 323 .---------------------.00 ----------.( ) ---/-----/----.( ) --------------------------------------------/-----/----.-----------Lucro (Prejuízo) Bruto 100.( ) ---/-----/----.00 ---------.------------------PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4 GRAU DE IMOBILIZAÇÃO DO CAPITAL PRÓPRIO FÓRMULA ATIVO PERMANENTE --------------------PATRIMÔNIO LÍQUIDO 5 QUOCIENTES DE ROTAÇÃO ESPÉCIES E FÓRMULAS DE ESTOQUES Custo das Vendas ---------------------Estoque Médio de Período (*) --------------------------------------------/-----/----.-----------Custo das Vendas e Serviços 100.-----------Receita Líquida 100.00 ----------.( ) ---------------------.00 ----------.00 100.( ) H% V% 100.00 ------------------------------------------------------------------------------------------------/----/--.00 ----------.( ) -----/-----/----.-----------2 ÍNDICES DE LIQUIDEZ -----/-----/---.00 --------.( ) -----/-----/----.( ) ---/-----/----. Endossados e Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa 3 GRAU DE ENDIVIDAMENTO DO CAPITAL PRÓPRIO FÓRMULA PC + PELP ----/-----/----. + Clientes (*) ÷ Passivo Circulante) --------------------CORRENTE (Ativo Circulante ÷ Passivo circulante --------------------Geral (AC + ARLP ÷ PC + PELP) --------------------- (*) Menos Títulos Descontados.( ) -----/-----/----.( ) -------------------------------------------------------------------- SECO (Disp.00 ----------.-----------Receitas (Despesas) n/ operacionais 100.-----------Resultado Operacional 100.( ) ESPÉCIES E FÓRMULAS -----/-----/----.00 -------------------------------------------------------------------------- Receita Bruta 100.1 EVOLUÇÃO DOS RESULTADOS (Análise Horizontal e Vertical) PRINCIPAIS GRUPOS DE CONTAS ----/----/---.( ) H% V% --------------------------------------------------------------------------------------------100.-----------Receitas (Despesas) Operacionais 100.( ) --------------------------------------------------------------------------- -----/-----/----.00 ----------.00 ---------.

----------------------.Recebimentos no Período (vide item 8) ------------------.( ) -----/-----/----.----------------------.( ) ----/-----/----.( ) -------------------------/-----/----( ) ------------------------/-----/---. 6 QUOCIENTES DE RENTABILIDADE ESPÉCIES E FÓRMULAS SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Lucro Líquido do Exercício ÷ PL Médio POR AÇÃO DO CAPITAL SOCIAL (Lucro Líquido do Exercício ÷ Nº Médio de Ações) DA RELAÇÃO PREÇO DE MERCADO E LUCRO (Valor de Mercado da Ação ÷ Lucro Líquido por ação) 7 CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO FÓRMULA ATIVO CIRCULANTE – PASSIVO CIRCULANTE .------------------------------------.------------------ ESPAÇO RESERVADO PARA INSTRUÇÕES COMPLEMENTARES E COMENTÁRIOS ADICIONAIS FÓRMULA PRÁTICA PARA DETERMINAR OS RECEBIMENTOS DE CLIENTES (Saldo inicial de Clientes + vendas a prazo – saldo final de clientes) FÓRMULA PRÁTICA PARA DETERMINAR OS PAGAMENTOS DE FORNECEDORES (Saldo inicial de Fornecedores + compras a prazo – saldo final de Fornecedores) COMENTÁRIOS ADICIONAIS CONSIDERADOS NECESSÁRIOS 324 .( ) --------------------------------------------------------------------------------------------- ------------------- --------------------- ------------------ ------------------- --------------------- ------------------ --------------------.----------------Saldo Médio das Contas de Clientes DE FORNECEDORES Pagamento no Período (Vide item 8) --------------------Saldo Médio das Contas de Fornecedores DE FLUXO FINANCEIRO Rotação das Contas de Clientes -------------------Rotação das Contas de Fornecedores (*) Matérias-primas e auxiliares.Em R$ (por extenso) .Em US$ 8 ----/-----/----.( ) ----/------/---.----------------------. produtos prontos e em elaboração e/ou mercadorias.

produção para estoque ou ordens especiais de fabricação. método de remuneração da força de vendas. componentes (material).04. experiência no ramo do cliente e na Empresa auditada. sofisticação na administração financeira. principais fornecedores e fontes alternativas. “orçamentos de capital”. VI. Administração e Funcionários  Pessoal “chave”.  325 . acordos sindicais especiais. meios de transporte. política de crédito. Número aproximado existente no escritório do cliente.05. pesquisa de novos produtos e comparação com competidores até onde à auditoria externa não conflitar com sigilo dos fabricantes. na fábrica.07. políticas de descontos e devolução de mercadorias vendidas. distribuição geográfica. em declínio). Produtos ou Serviços  Descrição e volume relativo de vendas das linhas de produtos mais importantes e onde são produzidos. estabilidade das vendas (estável.06. vendas sujeitas à renegociação.08. VI.FEITO POR DATA / / / REVISADO POR DATA / / / VI. organograma. benefícios sociais concedidos aos empregados. linhas de serviços. VI. natureza. indicação se é alugado ou é próprio. plano de expansão. idade e estado do equipamento. salários médios por categoria. capacidade instalada de produção. Instalações e Equipamentos  Localização das diversas áreas da fábrica. Métodos de distribuição. comparação com os concorrentes. tendência de preços e critérios de fixação de preços. ligações (outras) profissionais de gerentes e diretores com outras entidades ou empresas. cronograma normal de operações. em crescimento.09. VI. planejamento de produção. Pesquisa e Desenvolvimento  Orçamentos. flutuante. Produção  Natureza do processo de fabricação. na loja. compras para revendas. mão-de-obra e custos indiretos dos principais produtos por porcentagens. Compras e Vendas   Volume anual e especificação dos materiais que estão sendo comprados. grau de automação. VI. força de vendas. planos para produzir novos produtos ou serviços.

12. Experiências legais especiais e Advogados   Sobre operações e sobre demonstrações contábeis. de pontos pendentes de solução levantados pelo auditor anteriormente e observados nos seus PT’s. 326 .A. referentes a aprofundamento de determinados exames. recomendações para aperfeiçoamento de controles internos elaborados pelo Auditor em Relatórios ou Memorandos e referentes a Auditorias realizadas em períodos anteriores. os seguintes aspectos:  quando será executado o trabalho.  Os pontos de não observância de Normas Legais anotados em Relatórios anteriores.  o conhecimento anterior que o auditor possui sobre a organização que será auditada. áreas de especialização.  A análise aprofundada dos Papéis da Pasta Permanente. A PG deve ser constituída pelas seguintes seções: Seção I Seção II Seção III Seção IV Seção V Planejamento da Auditoria Pontos de Revisão Anexos Programas de Auditoria Q.10.  Os pontos de ajustes e reclassificações observados nos PT’s e/ou Relatórios “Long Form” (Auditoria Externa). Principais advogados que atendem o cliente. sobre o seu presente.I.3 PASTA GERAL . O PLANEJAMENTO das atividades da Auditoria considerará além dos OBJETIVOS.  a existência de prazos fatais e orçamento de horas/homens a empregar.VI.C.PG O objetivo da PG é fornecer uma fonte de referências de dados e informações da empresa/instituição. etc. sobre auditoria externa e variações em relação aos princípios fundamentais de contabilidade.. necessariamente. “Pontos de Atenção da Gerência” observados na auditoria anterior.  a identificação das áreas de atuação do auditor dentro daquela etapa ou tarefa de auditoria. obtido através de levantamentos anteriores de rotinas e sistemas de controles internos.  Os tempos empregados e orçados em trabalhos de auditoria executados em outros períodos.  O conhecimento anterior que o auditor possui sobre a existência de pontos mais fracos do Controle Interno.  A análise de demonstrativos financeiros levantados recentemente pela contabilidade da empresa/instituição. SEÇÃO I – PLANEJAMENTO Todo trabalho de auditoria deve ser OBRIGATORIAMENTE precedido de um cuidadoso e adequado PLANEJAMENTO. (questionário de avaliação de controles internos) Na seqüência comentaremos o conteúdo de cada uma das seções.  A existência de recomendações especiais da Diretoria/Gerência de Auditoria para aquela etapa dos trabalhos que se vai iniciar. porém nas mesmas áreas.

na pasta respectiva. quando então os referidos programas serão transferidos para esta seção da Pasta Geral (vide Capitulo 8) SEÇÃO V – Q.C. é importantíssimo que haja a revisão de seu trabalho pelo Auditor Encarregado.  Alocação de pessoas a serem designadas para executarem os trabalhos. SEÇÃO III – ANEXOS Os anexos são formulários que auxiliam o auditor no curso de uma auditoria. comunicação apropriada de informações de cada seção ou área específica da auditoria aos membros da equipe. seja na elaboração dos PT’s na sua revisão. Os pontos de revisão devem ser claros e resolvidos em “campo”. após estes terem sido revisados pelo Encarregado de Campo e assim sucessivamente até a revisão final do Sócio responsável técnico pelos trabalhos. (QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS) 327 . SEÇÃO II – PONTOS DE REVISÃO Quando são escalados Assistentes para o trabalho.A. demonstramos alguns dos anexos utilizados: 02 Pontos para Atenção do Supervisor/Gerente ou Diretor 03 Pontos de Revisão 04 Pontos Pendentes de Auditoria 05 Pontos para Atenção em Exames de Exercícios Futuros 06 Comentários sobre Controle Interno e Procedimentos Contábeis 07 Notas Sobre Passivos Contingentes 08 Notas Sobre Ativos Dados ou Recebidos em Garantia 09 Notas Sobre Seguros 10 Resumo de Circularização 11 Análises Solicitadas ao Cliente 12 Controle de Horas 13 Roteiro para Fechamento dos Trabalhos SEÇÃO IV – PROGRAMAS DE AUDITORIA Os programas utilizados em cada trabalho ficarão junto com os PT’s. A título de exemplo. finalmente.  a identificação dos PROGRAMAS DE AUDITORIA que serão utilizados e recomendações sobre a sua utilização na etapa da auditoria que vai se iniciar. até que esta seja arquivada no arquivo morto. na elaboração do relatório ou mesmo na auditoria seguinte. as folhas deverão ser arquivadas com a assinatura do auditor que cumpriu os pontos com a respectiva data. A distribuição planejada de horas/homem por sub-tarefas dentro dos trabalhos de uma mesma etapa de auditoria. observância dos padrões geralmente aceitos de auditoria. O Gerente/Supervisor também revisa os PT’s. integração das conclusões das diversas seções dos arquivos dos papéis de trabalho e. a fim de assegurar apropriado nível de qualidade.I. uma adequada base para revisões de nível mais alto.

RES. Muitos auditores responsáveis por uma auditoria. a fim de decidir quais os problemas a enfrentar neste ano e que tipo de papel de trabalho o ajudará a reunir as provas de que ele necessita para verificar o item específico sob estudo. RES ULT. aplicados serão arquivados na PG e a cada ano serão transferidos para a PG do exercício seguinte (caso os trabalhos sejam repetidos. HISTÓRICO RESUMIDOS 328 . ACUM. Nada há de sagrado com relação aos papéis de trabalho do ano anterior. EXIG.A. Raramente se deve copiá-los ponto por ponto.I. Ao indicar um exame auditorial. ANEXO 01 AJUSTES E RECLASSIFICAÇÕES SUGERIDAS LANÇAMENTOS ATIVO-DÉBITO E (CRÉDITO)-EM R$ MIL DISPON . E RESERV. L. Os papéis de trabalho do exercício anterior devem ser sempre examinados como indicativos dos tipos de dificuldades que forma encontrados naquele ano e das soluções encontradas.C. Mas daí por diante o auditor deve trabalhar o mais independente possível. é prática generalizada o auditor munir-se dos papéis de trabalho preparados para o exame do exercício anterior. ele pode apenas tomar os antigos papéis e refazê-los. REAL.º EM: PASSIVO-(DÉBITO) E CRÉDITO-EM R$ MIL CIRCUL . PRAZO CAP. Se isto ocorrer.Os Q. Nada há de inconveniente nesta prática. com a inclusão das importâncias do presente exercício. apenas lhes entregam os papéis de trabalho do ano anterior. a não ser que o assistente seja tão inexperiente que vá repetir em todos os seus detalhes o trabalho anterior. podemos utilizar-nos das idéias neles contidas.) PAPÉIS DE TRABALHO DO EXERCÍCIO ANTERIOR Uma prática ou hábito lamentável de trabalho exige comentários neste ponto. DO EXE RC. PRAZO PERMA NENTE EXERCÍCIO FINDO CLIENTE: N. L. Se são bons. ao orientar seus assistentes sobre suas tarefas. Raro é o conjunto de papéis de trabalho que não possa ser melhorado pela equipe de auditoria nos exames seguintes. CRÉDITOS ETC. Ele deve usar sua imaginação. Esta não é certamente a atitude aconselhável para resolver um problema de auditoria. com instruções de fazerem o mesmo no presente exercício.

º: EXERCÍCIO FINDO EM: SOLUÇÃO (ANOTAÇÃO DO GERENTE / DIRETOR OU SÓCIO) DESCRIÇÃO RESUMIDA FEITO POR E DATA REF.TOTAIS DESTA CÉDULA SALDOS DOS GRUPOS EFEITOS (EM PERCENTUAIS) Feito Por: Data: ____/ ____ / _____ Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 02 PONTOS PARA ATENÇÃO DO GERENTE. DIRETOR OU SÓCIO CLIENTE: N. PT 329 .

PT DESCRIÇÃO RESUMIDA FEITO POR DATA SOLUÇÃO QUANDO E COMO AB: 330 .Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP.PONTOS DE REVISÃO ORDEM REF. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 03 – PONTOS DE REVISÃO CLIENTE: Nº ANEXO 3 .

Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 04 PONTOS PENDENTES CLIENTE: N.º: FEITO POR E DATA EXERCÍCIO FINDO EM: REF. PT SOLUÇÃO (QUANDO E COMO) DESCRIÇÃO RESUMIDA 331 .

Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 05 – PONTOS PARA ATENÇÃO EM EXAMES DE EXERCÍCIOS FUTUROS CLIENTE: Nº AB: ANEXO 5 .PONTOS PARA ATENÇÃO DE EXERCÍCIOS FUTUROS ORDEM REF.Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP. PT DESCRIÇÃO RESUMIDA FEITO POR DATA SOLUÇÃO QUANDO E COMO 332 .

PT 333 .ANEXO 06 COMENTÁRIOS SOBRE CONTROLE INTERNOS E PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS CLIENTE: EXERCÍCIO FINDO EM: REPORTADO SOLUÇÃO PARA “RA” (CITAR (QUANDO E N.º) COMO) SIM NÃO N.º: DESCRIÇÃO RESUMIDA REF.

Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP. E DATA PT Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ 334 .º: EXERCÍCIO FINDO EM: SOLUÇÃO (QUANDO E COMO) DESCRIÇÃO RESUMIDA FEITO POR REF. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 07 NOTAS SOBRE PASSIVOS CONTINGENTES E COMPROMISSOS EXTRAORDINÁRIOS CLIENTE: N.

Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 09 NOTAS SOBRE SEGUROS 335 .º: EXERCÍCIO FINDO EM: SOLUÇÃO (QUANDO E COMO) DESCRIÇÃO RESUMIDA REF.ANEXO 08 NOTAS SOBRE ATIVOS DADOS E/OU RECEBIDOS EM GARANTIA CLIENTE: FEITO POR E DATA N. PT Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP.

OUTROS (DISCRIMINAR) Revisado Por: Data: ____/ ____ / _____ Visto do RESP. Técnico: Data: ____/ ____ / _____ ANEXO 10 – CONTROLE DE CIRCULARIZAÇÃO CLIENTE: Nº AB: 336 .CLIENTE: N. IMOBILIZADO 3.º: VALOR CONTÁBIL EXERCÍCIO FINDO EM: EM R$ REPOSIÇÃO OBJETIVO DO SEGURO 1. ESTOQUES MIL COBERTURA 2.

Bancos Clientes Outras Contas a Receber Fornecedores Outras Contas a Pagar Instituições Financeiras Participações Estoques em Poder de 3º Advogados Seguros Aplicações Financeiras Observações: A . (1) Percentagem da abrangência da circularização (2) Percentagem das respostas.CONTROLE DA CIRCULARIZAÇÃO PREENCHIDO PELO AUDITOR ESPÉCIES DE PEDIDOS PREPARADOS (1) % (2) REF. em função dos valores circularizados.1 .Os pedidos devem ser devidamente conferidos em todos os seus detalhes.Igual nº de vias devem conter os anexos dos pedidos C . Revisado por: Data: ANEXO 11 ANÁLISES SOLICITADAS AO CLIENTE SOLICITAÇÃO DE DOCUMENTOS Cliente: Exercício Findo em: 1 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1. PT'S DATA DO TRABALHO PREPARADO BASE DATA DE DATA DE RECEB. 2º PED.ANEXO 11 .Cópia oficial das demonstrações contábeis e notas explicativas do 337 Auditor e Data do Recebimento .Os pedidos devem ser preparados em 3 (três) vias B . DO EXPEDIÇÃO CLIENTE 1º PED.

assinadas pela diretoria e contador. 3.6 – Relatório analítico dos títulos recebidos nos meses de dez/01. tais como. dos valores a receber em 31/12/01. n. 3. 3.º de parcelas e valor. com a respectiva documentação suporte. (se houver). 3 – CLIENTES 3. data de emissão.4 – Resumo das transferências bancárias.2 – Composição analítica. 3. 338 . com comentários e cópia da documentação a respeito da gestão de cobrança e situação do cliente (concordata e falência). vencidos a mais de um ano. 4 – CONTA CORRENTE COM EMPRESA LIGADAS. jan/02 a mar/02. vencidos a mais de 2 anos e assim sucessivamente.5 .Relação analítica das notas fiscais/duplicatas por tipo de cobrança.3 – Cópias das conciliações bancárias mensais do exercício em análise com os respectivos extratos bancários. data de vencimento. 1. por vencimento.1 – Cópia das conciliações mensais do saldo contábil com relatório de contas a receber do departamento financeiro. detalhada por nota fiscal. contendo um resumo mensal das seguintes transações: saldo inicial.1 – Conciliação mensal do saldo contábil com os relatórios operacionais de de conta corrente e/ou mútuos.1 – Cópia das conciliações mensais entre e saldo contábil e o boletim de caixa. 3. valores a vencer.exercício em análise e do exercício anterior elaboradas comparativamente. 2.4 – Diário e razão contábil do exercício em análise e do exercício anterior que contenha a transcrição do balanço e o balancete. CONTROLADA. vencidos até 1 ano. 3. duplicata. 1. protestos.º de parcelas e valor. bancária. por cliente. 2. 2. 2 – DISPONIBILIDADES 2. dos valores a receber em 31/12/01.Cópia do relatório dos auditores externos sobre as demonstrações contábeis do exercício anterior. carteira.9 – Detalhamento dos créditos incobraveis. 3. data de emissão.8 – Relação dos créditos considerados de difícil realização. duplicata. 4. baixados no exercício diretamente em contas de despesas. compreendendo pelo menos as transferências ocorridas 5 cinco dias antes e após a database em exame. 1. vencidos até 180 dias. 4. COLIGADA E CONTROLADORA.2 – Composição do saldo do caixa na data base em exame.4 – Resumo das duplicatas a receber por prazos de vencimentos.3 – Composição analítica. detalhada por nota fiscal. tais como.Cópia das demonstrações contábeis do exercício anterior publicadas em jornal (se houver). 1. 3. judicial etc.5 – Cópia do balancete e balanço analítico do exercício em análise.2 .2 – Mapa de movimentação das operações realizadas no exercício. data de vencimento n. incluindo termo de conferência e levantamento dos valores existentes no caixa.7 – Resumo da movimentação ocorrida na conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa e cálculo e critério de sua constituição no final do exercício.3 .

4 – Cópia mensal da GIA de apuração do ICMS.6 – Composição acionária e percentual de participação no capital social das coligadas e controladas. produtos em processo. embalagens etc. baixas. 5. amortizações.2 – Mapa de movimentação anual.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o relatório operacional.Por espécie (matérias-primas. das empresas coligadas e controladas. baixas. . 7.5 – Cópia da DIPJ do exercício em análise.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o relatório operacional de ativo fixo.3 – Relatório analítico do inventário físico de balanço do exercício em análise. 339 .4 – Cópia das demonstrações financeiras e notas explicativas. 7. 7. 6. de controladas e coligadas.3 – Cópia do contrato de mútuo das operações de empréstimos. contendo saldo inicial. de pouca movimentação e em transito. contendo saldo inicial.).5 – Relação descritiva dos estoques: . adições.4 – Composição analítica dos ajustes de estoques do exercício em análise. 5.2 – Livro de Registro de Inventário do exercício anterior e do exercício em análise.adições (vendas. valores e rubricas contábeis dos lançamentos. 8 – IMOBILIZADO 8. 8. 6.1 – Conciliação mensal do saldo contábil com relatório operacional de estoques. incluindo parecer de outros auditores independentes. 8.1 – Conciliação mensal do saldo contábil com os livros de apuração do ICMS e IPI. 5.Em poder de Terceiros e de terceiros em poder da empresa.5 – Cópia do Estatuto/Contrato Social e suas alterações. 6.3 – Notas fiscais de aquisições e vendas ocorridas no exercício em análise. em processo e acabados.3 – Livro de Registro de Apuração do exercício do IPI a compensar. por rubrica contábil.) e saldo final 4.2 – Livro de Registro de Apuração do exercício do ICMS a compensar.6 – Demonstração do cálculo de valorização dos estoques de matérias-primas. 6. 6 – ESTOQUES 6. detalhando as quantidades. produtos acabados. . devoluções etc. 5 – IMPOSTOS A COMPENSAR 5. 6.). produtos de revenda. 7 – INVESTIMENTO 7. incluindo participação no capital votante. 5. controladas e coligadas. transferencias. 7. transferencias. baixas (pagamentos. 6.7 – Relação dos estoques obtidos de empresas ligadas.3 – Memória de cálculo da equivalência patrimonial. adições. depreciação e saldo final. empréstimos. encargos financeiros etc. equivalência patrimonial e saldo final.Obsoletos. 7.2 – Mapa de movimentação anual. por rubrica contábil.

1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o controle operacional do financeiro. 8. devoluções etc. controladas e controladora.5 .2 – Mapa de movimentação anual. tais como. detalhada por nota fiscal.) e saldo final 12 – ENCARGOS FISCAIS A RECOLHER 12. depreciação e saldo final.9 – Cópia das certidões atualizadas de propriedades e ônus sobre os imóveis. contendo um resumo mensal das seguintes transações: saldo inicial. 10 – FORNECEDORES 10. 9. 9 – DIFERIDO 9.4 – Memória de cálculo da amortização mensal e critério de diferimento dos gastos ocorridos no exercício. localização e sua utilização. adições.6 – Relatório analítico dos títulos pagos nos meses de dez/01. vencidos a mais de 2 anos e assim sucessivamente 10.3 – Notas fiscais de aquisições e vendas ocorridas no exercício em análise. 8.4 – Resumo das duplicatas a pagar.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o relatório operacional de ativo fixo. bem como relatório de empresa especializada nos casos e depreciação acelerada (se houver). 11.7 – Relação descritiva dos bens quanto ao estado de conservação. por fornecedor. dos valores a pagar em 31/12/01. 10. valores a vencer.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o controle 340 .6 – Relatório analítico dos bens que compõem o ativo fixo (razão auxiliar) 8. empréstimos. 10 – FORNECEDORES 10. financiamentos e mútuo com empresas ligadas. 9.3 – Mapa de movimentação das operações realizadas no exercício. n. baixas (pagamentos.). por prazos de vencimentos.2 – Composição analítica. protestos.2 – Cópia dos contratos de empréstimos.5 – Taxas de depreciação anual utilizadas. vencidos a mais de um ano. carteira. duplicata. 8.º de parcelas e valor. 9. judicial etc.8. dos valores a pagar em 31/12/01. vencidos até 180 dias. 10. data de emissão. amortizações. 11. data de vencimento.3 – Composição analítica. por vencimento. detalhada por nota fiscal. tais como. bancária. jan/02 a mar/02. adições (vendas. contendo saldo inicial.º de parcelas e valor. data de vencimento n. por rubrica contábil. coligadas. 11 – EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS CURTO E LONGO PRAZO 11. transferencias. 10. duplicata. encargos financeiros etc. baixas. 8. vencidos até 1 ano.4 – Memória de cálculo da depreciação mensal.Relação analítica das notas fiscais/duplicatas por tipo de cobrança.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o relatório de contas a pagar do departamento financeiro. data de emissão.8 – Relação detalhada dos ganhos ou perdas obtidos nas alienações e baixas de ativo fixo.

1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o controle operacional do departamento pessoal e/ou financeiro.8 – Livro de Registro de Apuração do exercício do IPI a compensar. .2 – Resumo mensal da folha de pagamento e pró-labore.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o controle operacional do departamento pessoal e/ou financeiro.5 – Cópia da DIPJ do exercício em análise.1 – Conciliação mensal entre o saldo contábil e o controle operacional departamento pessoal e/ou financeiro.3 – Registro de ingressos no Banco Central do Brasil dos aportes de capitas de acionistas estrangeiros (se houver). 17. 12.2 – Composição analítica dos ingressos de recursos que compõem o saldo do capital social na data do balanço. 13. 17 – RESULTADO DO EXERCÍCIO 17. 12. custos e despesas do exercício em analise.Participação nos resultados de administradores e empregados.3 – Guias/Darf´s de recolhimentos mensais dos impostos do exercício em análise. 14 – SALÁRIOS E ORDENDOS A PAGAR 14. 15.3 – GFIP/Guias/Darf´s de recolhimentos mensais dos encargos do exercício em análise.Contribuição Social e Imposto de Renda sobre o lucro.operacional do financeiro. 12.7 – Livro de Registro de Apuração do exercício do ICMS a compensar.10 – Cópia da DIPJ do exercício em análise.2 – Memória de cálculo mensal do encargos a recolher com descrição da base de cálculo. 17 – RESULTADO DO EXERCÍCIO.2 – Memória de cálculo mensal do impostos a recolher com descrição da base de cálculo. 16. se houver de: .2 – Relatório analítico. 12. 13.6 – Cópia da DIPJ do exercício em análise. 12.9 – Cópia mensal da GIA de apuração do ICMS. por funcionário do saldo da provisão de férias na data do balanço.1 – Contrato social atualizado e/ou suas alterações.4 – Dctf´s trimestrais do exercício em análise. 12. 12.6 – Conciliação mensal do saldo contábil com os livros de apuração do ICMS e IPI. 16.4 – Resumo mensal da folha de pagamento e relação de pagamentos a autônomos e prestadores de serviços. 15 – PROVISÕES 15. com comentários sobre as variações significativas.Juros sobre capital 341 . 14.1 – Demonstrativo sintético mensal da evolução das contas de receitas. .2 – Memória de cálculo. 12. 13. 13.5 – Alíquotas de contribuições providenciarias. 13 – ENCARGOS SOCIAIS 13. 13. 12. 16 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO 16.

a serem concretizadas posteriormente a essa data. 19. avais e fiança prestadas.4 – Fac-Simile das assinaturas dos diretores e procuradores.17.1 – Demonstrativos dos Seguros em vigência com as respectivas apólices. 18. departamentos/postos de serviços da empresa 19. 20. com descrição do cargo e vigência do mandato.2 – Taxas de depreciação. 19.4 – Informações sobre quaisquer responsabilidades contingências. 20. 18. se houver.7 – Membros da Administração (diretores/conselheiros).2 – Organograma Atualizado.Alvará de funcionamento junto a CETESB .Código do empregador no FGTS.cartão do CCM. de que a empresa seja parte tais como: reclamações trabalhistas. processos fiscais ou demandas diversas. relevantes firmados até a data do balanço. 20. 19.4 – Cópia das duas últimas DIPJ.6 – Informações sobre eventos subsequentes que posam afetar substancialmente a posição patrimonial e financeira divulgados nas demonstrações do exercício em análise. 18.3 – Livro de Registro de Entrada e Saída de ICMS do exercício em análise 18 – OUTROS ITENS 18. conselho de administração etc. . .Inscrição Municipal . 21 – CONTRATOS E CERTIFICADOS 21. 19.3 – Cópia das demonstrações contábeis oficiais dos últimos exercícios (publicadas se houver).Número do NIRE na Junta Comercial. 19.2 – Demonstrativos das despesas de leasing com os respectivos contratos.1 – Cópia dos Certificados de Registro de Capital Estrangeiro no 342 . contadores etc. 19 . mesmo que valores estimado. 20.Inscrição Estadual – Deca . gerentes.cartão do CNPJ.1 – Cópia os manuais de contabilidade e de procedimentos operacionais. . bem como garantias. amortização e exaustão utilizadas. reconhecidas ou não contabilmente.8 – Cópia dos seguintes registros: .ORGANIZAÇÃO E CONSTITUIÇÃO 19.5 – Cópia dos parcelamentos de débitos fiscais.Inscrição Federal . 20 – ASSUNTOS CONTÁBEIS E FISCAIS 20. 19-5 – Cópia das procurações dos diretores. . sub-gerentes. conselho fiscal.3 – Detalhes e informações sobre todas e quaisquer questões em disputa.Alvará de funcionamento junto a Prefeitura.6 – Relação unidades.1 – Estatuto/Contrato Social e suas alterações. 18.5 – Informações sobre eventuais direitos e obrigações. 18.3 – Resumo de atas de reunião da diretoria.

indicação se é alugado ou é próprio. etc.). impostos. etc. 21. etc. plano de expansão. capacidade de pagamento de obrigações a curto e a médio prazo (incluindo prestações. 23. linhas de crédito. rotação de devedores em relação às vendas. rotação de estoques ao custo das vendas.Estrutura do Grupo de Empresas: Subsidiárias. linhas de serviços. natureza da atividade comercial ou industrial.4 – Cópia dos Contratos de Empréstimos e Financiamentos a Longo Prazo 21. associadas e suas respectivas operações.2 – Cópia dos Contratos de Aluguéis Relevantes. etc.3 . 22. relações com instituições financeiras.Produtos ou Serviços: Descrição e volume relativo de vendas das linhas de produtos mais importantes e onde são produzidos. compras para revendas. 343 . diversificação. datas de aquisição. e política de preços nessas transações.Instalações e Equipamentos: Localização das diversas áreas da fábrica. leasing. estabilidade de lucros futuros (estáveis. E seus produtos ou serviços (por departamento ou divisão. 22. pesquisa de novos produtos e comparação com competidores até onde à auditoria externa e não conflitar com sigilo dos fabricantes. componentes (material).Pesquisa e Desenvolvimento: Orçamentos. índice de imobilização. empréstimos importante a longo e a curto prazo.6 . 23. 22.CORRESPONDÊNCIAS DIVERSAS E NOTÍCIAS SOBRE A EMPRESA 22. correlação da demanda com disponibilidade de renda do consumidor. mão-de-obra e custos indiretos dos principais produtos por porcentagens.4 – Cópia das Publicações referentes a Empresa 23 – DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES DA EMPRESA E DE CADA UNIDADE E OUTRAS INFORMAÇÕES DE INTERESSE 23. dividendos. transações entre Cias. com clientes e fornecedores). lucratividade. 22 .1 .3 – Capitalização e Análise Financeira: Estrutura do Capital. em declínio) metas a curto e longo prazo (maximização de lucros. 23. 23.5 – Cópia Outros Contratos Relevantes (devem ser incluídos os contratos de mútuos. planos para produzir novos produtos ou serviços. posição do cliente no mercado.) e planos para alcançar essas metas.3 – Cópia dos Contratos Relevantes de Leasing e Lease-Back 21. fatores econômicos que afetam a indústria (produtos concorrentes.2 . etc. 21. 23. garantias e avais.5 . estabilidade e caráter da demanda.). manutenção do “status quo”. concorrentes.Banco Central do Brasil. em crescimento.Cópias de Eventuais Consultas Respondidas/Correspondências havidas com Auditoria Externa. grau de autonomia.Cópias de Relatórios dos Dois Últimos Exercícios da Auditoria Externa. porcentagem de participação no capital.Cópias de Parecer do Auditores Externos dos Dois Últimos Exercícios.Natureza do negócio e Objetivos: Descrição do negócio da cia. juros.).4 . expansão de mercado.2 .1 . produção para estoque ou ordens especiais de fabricação.

23. sofisticação na administração financeira. força de vendas. em crescimento.Desconsiderar uma das solicitações em duplicidade. meios de transporte. os itens que não se aplicam a empresa devem ser desconsiderados. na fábrica. Número aproximado existente no escritório do cliente. salários médios por categoria. esse pedido será efetuado pela auditoria durante a realização dos trabalhos. comparação com os concorrentes. áreas de especialização.7 . “orçamentos de capital”. 23. Principais advogados que atendem o cliente. método de remuneração da força de vendas. experiência no ramo do cliente e na Empresa auditada. FEITO POR: DATA: REVISADO POR: 344 .Esta solicitação trata-se de um modelo padrão utilizado pela auditoria.Não é necessário tirar cópia da documentação.Produção: Natureza do processo de fabricação. benefícios sociais concedidos aos empregados. . cronograma normal de operações.9 . principais fornecedores e fontes alternativas. flutuante. 23.10 . vendas sujeitas a renegociação. organograma.Experiências legais especiais e Advogados: Sobre operações e sobre demonstrações financeiras. distribuição geográfica. sobre auditoria externa e variações em relação aos princípios geralmente aceitos de contabilidade. 23. Métodos de distribuição. capacidade instalada de produção. estabilidade das vendas (estável. na loja. planejamento de produção. . grau de automoção. política de crédito.8 . em declínio). políticas de descontos e devolução de mercadorias vendidas. ligações (outras) profissionais de gerentes e diretores com outras entidades ou empresas. tendência de preços e critérios de fixação de preços.Administração e Funcionários: Pessoal “chave”. idade e estado do equipamento.natureza. OBSERVAÇÃO: .Compras e Vendas: Volume anual e especificação dos materiais que estão sendo comprados. acordos sindicais especiais.

DATA: GERENTE. no rodapé das demonstrações contábeis. da declaração: “As notas explicativas fazem parte integrante do conjunto das demonstrações contábeis”. 3) Conferência das demonstrações contábeis no sentido de verificar se estão apresentadas (inclusive quanto às classificações em curto e longo prazo): a) De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas 345 N. d) Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos ( S/A’s aberta) 2) Observação de indicação. compostas de: a) Balanço Patrimonial e Relatório da Administração b) Demonstração do Resultado do Exercício c) Demonstração de Resultados Acumulados ou das Mutações do P. AB: REF.L. º. SÓCIO OU DIRETOR: DATA: SOLICITADO POR: DATA DA SOLICITAÇÃO: SOLICITAÇÃO EFETUADA POR: ENVIADO EM: ENVIADO A: DATA DA SOLICITAÇÃO: ANEXO 13 – ROTEIRO PARA FECHAMENTO DOS TRABALHOS Cliente: ITENS 1) Fornecimento de cópias das demonstrações contábeis e das notas explicativas preparadas e assinadas pelo cliente (Diretores e Responsável Técnico). .

BACEN.2) Métodos de avaliação e custeio dos estoques a. etc. etc. no mínimo. impostos de renda.3) Bases de constituição das principais provisões (créditos duvidosos obsolescência ou desvalorização de estoques. Minas e Energia. 346 . quanto a: a) Ressalvas no parecer (limitação ao escopo do exame.1) Base de avaliação de aplicações financeiras a. com vistos e/ou inicias e datas respectivas. identificação do cliente (nome e n. no sentido de verificar se contém as mesmas indicações necessárias ao fechamento e resumo geral dos trabalhos executados (ínterim e final). os limites legais de apresentação de valores para aglutinação em rubricas “diversos” ou semelhantes 8) Conferência ou preparo das notas explicativas (quando o cliente solicita nossas sugestões). nesta. realização e outros detalhes sobre resultados de exercícios futuros a.). indicação do “período findo em”. anotações e organização geral dos papéis de trabalho. quebras de princípios contábeis e de consistência. utilizando como fonte de consulta o Manual de Auditoria respectivo. com vistos e datas de elaboração 7) Consulta ao cliente sobre a possibilidade de apresentar as demonstrações contábeis: a) Com eliminação dos centavos ou em milhares de reais b) Em forma detalhada ou reduzida. contendo: a. 4) Revisão. Construção Civil.b) De acordo com legislação específica a que se submete a empresa (CVM. contribuição social e outras). destacando-se. Seguros. deferimento.5) Outras práticas e procedimentos que mereçam destaque b) Detalhes demonstrativos das participações relevantes em controladas e coligadas c) Detalhes sobre as contas do passivo exigível a longo prazo. obedecidos. considerando. b) Divulgações através das notas explicativas 6) Fechamento e conferência das minutas das demonstrações contábeis. bem como os elementos mínimos que permitem o preparo do parecer.). perdas em investimentos. numeração e referências e outros detalhes. a inclusão das seguintes: a) Resumo das principais práticas contábeis adotadas no exercício. 5) Consulta ao conjunto de cédulas.º). a.4) Bases de constituição.

c. taxas de encargos. como fonte de consulta. f) Demonstração do cálculo do dividendo (Válido somente para as S/A’s) g) Nota sobre seguros h) Arrendamento mercantil i) Nota sobre reavaliação de bens e realização da respectiva reserva j) Nota sobre reserva de lucros a realizar k) Nota a respeito de ágio/deságio sobre investimentos l) Eventos subseqüentes (contingências) e outros compromissos ou eventos de caráter especiais e relevantes m) Ajustes de exercícios anteriores (natureza. etc. garantias. prazos. etc. taxas de encargos. etc. aumento e outros detalhes. tipos e classes de ações.4) Outras exigibilidades a longo prazo (natureza.). utilizando.1) Empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras (natureza. d) Detalhes sobre outros ativos oferecidos em garantia e) Capital social (composição. Garantias. para S/A’s). c. prazos. garantias.3) Provisão para imposto de renda e contribuição social vinculada à nota sobre a constituição da mesma (natureza e vencimento final) c. Técnico: Data: ____/____/____ 13 TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS 347 . (A data de emissão do parecer deve coincidir com a data do trabalho de final do cliente) Feito Por: Data: ____/____/____ Revisado por: Data: ____/____/____ Visto Resp. o Manual de Auditoria respectivo. prazos.2) Débitos com empresas ligadas (natureza. composição e valores).). n) Preparo da minuta do parecer. inclusive sobre direitos.).em notas próprias: c. etc.

que prevê os procedimentos de Auditoria a serem adotados pelos auditores independentes para revisão de forma limitada e que tal metodologia é adequada ao exame das informações trimestrais(ITR).Revoga a Resolução CFC 672/90. Ivan Carlos Gatti . CONSIDERANDO que as informações trimestrais (ITR) das companhias abertas são importantes para aprimorar os dados postos à disposição dos usuários. Art. RESOLVE: Art. com isso. CONSIDERANDO que a Comissão de Valores Mobiliários . CONSIDERANDO que o item 17 do inciso III.15 ANEXOS – RESOLUÇÕES DO CFC SOBRE A AUDITORIA 15. prevê a obrigatoriedade das informações trimestrais (ITR) serem objeto de revisão limitada pelos auditores independentes e que deverão ser efetuadas segundo Comunicado Técnico do IBRACON. de 23 de julho de 1990. CONSIDERANDO que convém integrar competências.CVM. Art. 1º .Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura. de modo a lograr nível de regência de autoridade máxima e. de 07 de maio de 1990. através da Instrução CVM nº 118. deixando em aberto sua disciplina normativa. 24 de julho de 1990. de 10 de maio de 1990. em 23 de julho de 1990. elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Contadores e aprovadas pelo CFC através da Resolução nº 321/72(*). 2º . enriquecer sua autoridade normativa sobre a área. no exercício de suas atribuições legais e regimentais.1 RESOLUÇÃO CFC Nº 678/90 DE 24 DE JULHO DE 1990 APROVA NORMAS SOBRE PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INDEPENDENTE PARA REVISÕES LIMITADAS DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS À COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM O PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.São aprovadas as anexas normas que constituem o Comunicado Técnico CT/IBRACON/ nº 02/90 do Instituto Brasileiro de Contadores . alude os Procedimentos de Auditoria aplicáveis em áreas e situações específicas. 3º .Presidente (*) Revogada pela Resolução CFC nº 700/91 COMUNICADO TÉCNICO CT/IBRACON/Nº 02/90 REVISÃO ESPECIAL DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS (ITR) DAS COMPANHIAS ABERTAS INTRODUÇÃO 348 . das Normas e Procedimentos de Auditoria. CONSIDERANDO que o IBRACON emitiu o Comunicado Técnico CT/IBRACON/ nº 02/90. Rio de Janeiro.IBRACON.

natureza e extensão dos procedimentos a serem adotados pelo auditor independente na revisão especial das ITR dos trimestres subseqüentes àquele que incluir o mês de março de 1990. O objetivo final desta revisão especial difere do objetivo final de uma auditoria completa das demonstrações financeiras executada de acordo com as normas de 349 . c. b. as ITR devem ser objeto de revisão por auditores independentes.aplicados de forma condizente com as normas expedidas pela CVM.Para tanto. o IBRACON emitiu o Comunicado Técnico CT/IBRACON/ Nº 01/90. de 07 de maio de 1990. consoante metodologia definida pelo Instituto Brasileiro de Contadores .nos prazos definidos. apresentadas comparativamente em moeda constante. De acordo com as vigentes normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A revisão especial das ITR consiste na realização dos procedimentos mínimos descritos neste Comunicado Técnico com o objetivo final de habilitar o auditor a declarar que ele não tomou conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita nas ITR para que as mesmas estejam de acordo com os Princípios de Contabilidade que fundamentam as demonstrações financeiras em moeda de poder aquisitivo constante. O presente Comunicado Técnico tem o objetivo de orientar os associados do IBRACON e a comunidade quanto ao objetivo. em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade .Referido Comunicado Técnico foi aprovado pelo CFC em 10 de maio de 1990 (Resolução CFC nº 673/90). 2. despesas e lucratividade do período. as companhias abertas devem colocar à disposição do mercado. A partir do 1º trimestre de 1990. Com relação à revisão especial das ITR que incluíram o mês de março de 1990. na execução dos seus trabalhos. e condizentes com as 5. o auditor deve: a. Objetivo da Revisão especial das ITR 4. devido às considerações específicas que foram necessárias relativamente aos efeitos do Plano Brasil Novo na situação financeira e nas operações das companhias.(CFC). 3. através de um quadro numérico simplificado e de um relatório da administração. Observar se as divulgações feitas nas ITR são adequadas normas especificas expedidas pela CVM. Observar se os princípios contábeis adotados para a elaboração das ITR estão de acordo com os princípios de contabilidade que fundamentam as demonstrações financeiras em moeda de poder aquisitivo constante. bem como o relatório de desempenho e outras informações que a companhia entenda relevantes. definindo o nível mínimo de procedimentos a serem adotados nessa revisão e o conteúdo do relatório correspondente.1. custos. demonstrar o comportamento das receitas. Observar se os princípios contábeis adotados para a elaboração das demonstrações financeiras base para as ITR estão de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos. Integram o conjunto das ITR o balanço e a demonstração do resultado do trimestre e o acumulado do exercício.IBRACON. aplicados de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários especificamente aplicáveis à elaboração das informações trimestrais. de 09 de maio de 1990. e ao conteúdo do relatório correspondente. informações trimestrais (ITR) que busquem. conforme Instrução nº 118 da CVM.

(c) o relativo grau de segurança que o próprio sistema de controle interno da companhia provê na detecção de erros.que é o de expressar uma opinião se as demonstrações financeiras.refletem adequadamente e de acordo com os Princípios de Contabilidade geralmente aceitos. os procedimentos mínimos a serem adotados estão preestabelecidos em função do objetivo restrito acima descrito. o auditor declara que. Diferentemente da auditoria. sem envolver procedimentos de auditoria que objetivem a comprovação dos saldos das transações e dos registros contábeis. não é praticável ao auditor obter absoluta segurança de que as informações financeiras auditadas estão livres de quaisquer erros.. cuja execução não está contemplada na revisão especial das ITR: observação das contagens físicas dos estoques.auditoria geralmente aceitas.vida útil econômica dos bens do imobilizado. onde o próprio auditor define. o auditor deve executar diversos procedimentos de auditoria visando se satisfazer quanto à adequação de cada um dos componentes relevantes das demonstrações financeiras auditadas. ele não tem conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita nas informações financeiras revisadas para que as mesmas estejam adequadamente apresentadas de acordo com as bases descritas. provê. livres de erros significativos. a natureza. (b) o uso de julgamentos subjetivos na determinação das estimativas contábeis. a posição financeira. A diferença decorre basicamente do maior ou menor grau de segurança que o auditor pode prover aos usuários das demonstrações financeiras de que as mesmas estão livres de erros significativos. o grau de segurança que o auditor pode prover está diretamente relacionado e limitado por esses procedimentos e que são baseados substancialmente em indagações e discussões com a administração da companhia quanto aos critérios contábeis adotados. Para habilitá-lo a expressar essa opinião. A natureza. 8. Dessa forma. etc. Na revisão especial. e (d) a natureza persuasiva das evidências disponíveis ao auditor para suas conclusões. ao invés de expressar uma "opinião". Em uma auditoria. época e extensão dos procedimentos de auditoria a serem adotados. entretanto. na revisão especial das ITR.os aspectos financeiros/operacionais e a observância das normas da CVM para elaboração das ITR e divulgação dos fatos relevantes. tais como: provisões para perdas. no seu conjunto. ao expressar uma opinião sem ressalvas sobre as demonstrações financeiras auditadas. o resultado das operações e as origens e aplicações de recursos do período auditado. O grau de segurança que o auditor pode prover depende exclusivamente da natureza. um alto grau de segurança de que as informações financeiras auditadas estão adequadamente apresentadas nessas demonstrações. O auditor. Dessa forma. 7. sob sua inteira responsabilidade. baseados nos procedimentos mínimos pré-estabelecidos. comprovação da existência física e da propriedade dos ativos financeiros. 10. época e extensão dos procedimentos de auditoria a serem adotados são de inteira responsabilidade do auditor. 350 . 9. aos usuários das mesmas.época e extensão dos procedimentos adotados em cada circunstância. 11. Os seguintes são exemplos de procedimentos básicos de auditoria. o grau de segurança que o auditor pode prover aos usuários das demonstrações financeiras revisadas é menor que aquele decorrente de uma auditoria. Os principais fatores restritivos são: (a) a auditoria é feita com base em testes. 6.

351 . benefícios de aposentadoria. confrontando as informações básicas com os registros contábeis.O Anexo II do Comunicado Técnico/CT/IBRACON/Nº 03/1989.obtenção de confirmações de saldos de direitos e obrigações com clientes. a qualidade dos procedimentos de controle interno e contábil e os princípios contábeis aplicáveis à elaboração das demonstrações financeiras da companhia. Revisar os critérios adotados para a elaboração das demonstrações financeiras em moeda constante. Revisar as bases para apuração dos estoques e os critérios para sua avaliação e concluir quanto à sua adequação aos Princípios de Contabilidade geralmente aceitos. o auditor deve julgar a necessidade de adaptar esses procedimentos às circunstâncias específicas de cada companhia. Procedimentos mínimos de Revisão Especial 12. quando for aplicável. obter relatório de outros auditores independentes responsáveis pela revisão especial das demonstrações financeiras das controladas/ coligadas. 13. mas representam procedimentos mínimos necessários para realização da revisão especial das ITR. nas auditorias anteriores. testes de comprovação de uma amostra das transações realizadas durante o exercício e obtenção de confirmações de assessores legais quanto à existência de contingências passivas ou ativas. o auditor deverá adotar procedimentos adicionais para adquirir esses conhecimentos. Se for o caso. c. de 19 de junho de 1989. etc. face aos objetivos anteriormente descritos. inclusive na revisão das ITR de controladas e coligadas relevantes. tenha adquirido conhecimentos adequados sobre as operações da companhia. Os procedimentos apresentados a seguir não devem ser considerados como um programa de trabalho completo. f. Revisar as bases para a constituição de provisões. d. encargos trabalhistas (13º salário. indenizações. Comparar os saldos das demonstrações sob revisão com os das últimas demonstrações financeiras revisadas/auditadas e analisar aqueles que tiveram variação ou comportamento extraordinário. depreciação ou amortização de ativos. Indagar dos administradores e funcionários da companhia sobre a existência e natureza das alterações mais significativas no sistema de controle interno e contábil e nos procedimentos e critérios contábeis que possam ter tido efeitos relevantes na elaboração das ITR. 14. férias. são: a.). observando a uniformidade de critérios contábeis entre a investidora e controladas/coligadas. e. Revisar os cálculos da equivalência patrimonial. b. variações monetárias e encargos financeiros sobre empréstimos. tais como: para contas de difícil realização. Entretanto. contém orientação quanto aos procedimentos adicionais aplicáveis nestas circunstâncias. fornecedores. instituições financeiras e outros devedores e credores relevantes. Os procedimentos mínimos abaixo relacionados presumem que o auditor. Nas situações de uma primeira revisão na companhia. Os procedimentos a serem normalmente aplicados.

outros impostos e outros passivos relevantes. os quais devem ser rubricados pelo Diretor de Relações com o Mercado da companhia e pelo auditor. sobre a situação financeira e as operações da companhia. Os formulários cuja informação requerida não se aplicar à companhia deverão ser preenchidos com a expressão "não aplicável". Revisar as análises e conciliações preparadas pela companhia para os demais ativos e passivos significativos. Para possibilitar controle adequado sobre os formulários revisados e enviados a CVM deve ser preparado um índice relacionando todos os formulários e anexos incluídos nas ITR. principalmente as contas de natureza financeira. g. em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade. para efeito de identificação. e observar se foram seguidas as normas expedidas pela CVM para sua elaboração especialmente quanto ao conteúdo mínimo das notas explicativas e à divulgação dos eventos subseqüentes que tenham ou possam vir a ter efeitos relevantes sobre a situação financeira e as operações da companhia. Identificação das ITR revisadas e seu conteúdo. divulgação de fatos relevantes e outros assuntos que o auditor julgar apropriado nas circunstâncias. observando sua uniformidade em relação ao trimestre/exercício anterior. Revisar as bases de avaliação dos mesmos e sua uniformidade em relação ao trimestre/exercício anterior. n. Revisar as atas de assembléia dos acionistas e das reuniões do conselho de administração e da diretoria para tomar conhecimento de decisões que possam afetar significativamente as ITR sob revisão. bem como sob a eventual existência de fatos relevantes relativos às operações do período sob revisão e/ou subseqüente que deveriam ser objeto de divulgação. Indagar dos administradores da companhia quanto à existência de litígios que possam representar ativos ou passivos contingentes significativos ou avais e fianças prestadas a favor de terceiros que possam representar perdas contingentes. a qual deverá coincidir com a data do relatório dos auditores sobre a revisão especial. b. em indagações e discussões com os administradores responsáveis pelas áreas contábil. m. entende-se aquele compreendido entre a database das ITR sob revisão e aquela em que os trabalhos de campo forem concluídos. l. Indagar dos administradores responsáveis pelas áreas contábil. Declaração de que a revisão especial foi efetuada de acordo com as normas estabelecidas pelo IBRACON. Por período subseqüente. Obter carta de representação dos administradores quanto à sua responsabilidade sobre as ITR. Relatório do Auditor 15. principalmente. h. Revisar as ITR. e uma descrição sumária dos procedimentos aplicados que consistem. 352 . no seu conjunto. O relatório do auditor independente sobre a revisão especial das ITR deve conter (vide sugestão da redação no Anexo I): a. i.imposto de renda federal e estadual e contribuição social incidentes sobre o lucro do período. j. financeira e operacional.

incluído no Anexo I. A revisão especial das ITR é executada em conjunto com uma auditoria. Aplicabilidade 20. cujo parecer não contém ou não conterá ressalva (Anexo II). especificamente aplicáveis à elaboração das ITR. 19. d. de que não se tem conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita nas informações trimestrais revisadas. Nesta circunstância. As circunstâncias que requerem modificações no derivam de: relatório de revisão especial a. b.poderemos ter as seguintes situações: a. Mudança e/ou não aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos. aplicados de forma condizente com as normas expedidas pela CVM. baseada na revisão especial. base para a elaboração das ITR. As eventuais ressalvas sobre as ITR devem ser descritas em um parágrafo intermediário no relatório para referência no parágrafo de conclusão. 18. 17. pela legislação societária ou pela correção integral. bem como a data e o tipo do parecer dos auditores emitido.financeira e operacional quanto aos critérios adotados na elaboração das ITR e na revisão das informações relevantes e sobre eventos subseqüentes que tenham ou possam vir a ter efeitos relevantes sobre a situação financeira e as operações da companhia. b. Declaração. Fatos que requerem modificações no Relatório 16. Quando essa circunstância ocorre. Não observância de normas específicas da CVM com relação à elaboração das ITR em moeda constante. A revisão especial das ITR é executada em conjunto com uma auditoria. c. O texto sugerido para o relatório sobre revisão especial. o IBRACON entende que o relatório sobre a revisão especial das ITR deve ser também modificado para menciona que as demonstrações financeiras. As disposições deste Comunicado Técnico são aplicáveis para a revisão especial das ITR dos trimestres subseqüentes àquele que incluiu o mês de março de 1990. cujo parecer contém ou conterá ressalva (Anexo III). para que as mesmas estejam de acordo com Princípios de Contabilidade que fundamentam as demonstrações financeiras em moeda de poder aquisitivo constante. Limitação na aplicação dos procedimentos mínimos descritos neste comunicado Técnico. foram objeto de um exame de acordo com as normas de auditoria geralmente aceitas. c. 353 . foi desenvolvido considerando a circunstância em que a revisão das ITR não é feita concomitantemente com uma auditoria das demonstrações financeiras na mesma database das ITR sob revisão. Omissão ou inadequada divulgação de fatos relevantes nas notas explicativas.

. . . . .São Paulo. aplicados de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários especificamente aplicáveis à elaboração das informações trimestrais.. . . Baseados em nossa revisão especial. . .. financeira e operacional da companhia. . . . . . . Elso Raimondi .... 354 . Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Contadores . principalmente. quanto aos principais critérios adotados na elaboração das informações trimestrais. .. e (b) revisão das informações e dos eventos subseqüentes que tenham ou possam vir a ter efeitos relevantes sobre a situação financeira e as operações da companhia..Presidente Taiki Hirashima .. de 199. . não temos conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita nas informações trimestrais acima referidas para que as mesmas estejam de acordo com os princípios de contabilidade que fundamentam as demonstrações financeiras em moeda de poder aquisitivo constante. 2. 3.Vice-Presidente de Assuntos Técnicos ANEXO I SUGESTÃO DE RELATÓRIO SOBRE A REVISÃO ESPECIAL DAS ITR MODELO PADRÃO RELATÓRIO DOS AUDITORES SOBRE REVISÃO ESPECIAL Aos Administradores e Acionistas da Companhia X: 1. . de: (a) indagação e discussão com os administradores responsáveis pelas áreas contábil. expressas em moeda de poder aquisitivo constante.IBRACON. 3.... .. . 23 de julho de 1990.. o relatório de desempenho e as informações relevantes. . e consistiu... Nossa Revisão . . (padrão). 2. .. ANEXO II SUGESTÃO DE RELATÓRIO SOBRE A REVISÃO ESPECIAL DAS ITR QUANDO EXECUTADA EM CONJUNTO COM UMA AUDITORIA CUJO PARECER NÃO CONTÉM OU NÃO CONTERÁ RESSALVA RELATÓRIO DOS AUDITORES SOBRE REVISÃO ESPECIAL Aos Administradores e Acionistas da Companhia X: 1. a demonstração do resultado. . em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade.compreendendo o balanço patrimonial. Efetuamos . . (padrão). Efetuamos uma revisão especial das informações trimestrais (ITR) da Companhia X referentes ao trimestre findo em ...(padrão). Baseados ..

. não contém (ou não conterá) ressalvas. RESOLVE: CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA Art.4...... e o nosso parecer sobre as mesmas...... 4.. Nossa Revisão ..... . a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais..... ANEXO III SUGESTÃO DE RELATÓRIO SOBRE A REVISÃO ESPECIAL DAS ITR QUANDO EXECUTADA EM CONJUNTO COM UMA AUDITORIA CUJO RELATÓRIO CONTÉM OU CONTERÁ RESSALVA RELATÓRIO DOS AUDITORES SOBRE REVISÃO ESPECIAL Aos Administradores e Acionistas da Companhia X: 1. 2..... ... ... 1º – Constituem Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC) os enunciados por esta Resolução..2 RESOLUÇÃO CFC Nº 750/93 DE 29 DE DEZEMBRO DE 1993 DISPÕE SOBRE OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE (PFC) O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE........... ......identificamos o(s) seguinte(s) assunto(s): (a) .. (ou a ser emitido)... CAPÍTULO II 355 .... § 2º – Na aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade há situações concretas........ Baseados em nossa revisão especial.... no exercício de suas atribuições legais e regimentais.. § 1º – A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC)....... ..... ......... . 3. .. 15...................... emitido em ............. ..... não temos conhecimento(padrão).. .... Em decorrência da auditoria das demonstrações financeiras da Companhia X em .... Essa revisão foi efetuada em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia X em .......... CONSIDERANDO que a evolução da última década na área de Ciência Contábil reclama a atualização substantiva e adjetiva dos Princípios Fundamentais de Contabilidade a que se refere à Resolução CFC 530/81..... ......... .. .. exceto pelo(s) efeito(s) do(s) assunto(s) comentado(s) no parágrafo anterior.. (padrão)...... (padrão)............. . Efetuamos .. (b) ....................... ..

DA AMPLITUDE E DA ENUMERAÇÃO Art. 4º – O Princípio da ENTIDADE. 3º – São Princípios Fundamentais de Contabilidade: I) o da ENTIDADE. II) o da CONTINUIDADE. o patrimônio não se confunde com aquele dos seus sócios ou proprietários. por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado. § 2º – A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE. com ou sem fins lucrativos. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade. § 1º – A CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos ativos e. em muitos casos.DA CONCEITUAÇÃO. cujo objeto é o patrimônio das Entidades. reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. SEÇÃO I O PRINCÍPIO DA ENTIDADE Art. e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. V) o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. VI) o da COMPETÊNCIA e VII) o da PRUDÊNCIA. especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo determinado. pois. no caso de sociedade ou instituição. Concernem. Por conseqüência.a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. a Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social. consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Art. o valor ou o vencimento dos passivos. previsto ou previsível. independentemente de pertencer a uma pessoa. SEÇÃO II O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE Art. nesta acepção. IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL. devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais. SEÇÃO III O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE 356 . Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE. III) o da OPORTUNIDADE. 2º – Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência de Contabilidade. mas numa unidade de natureza econômico-contábil. mas a recíproca não é verdadeira. 5º – A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE. quantitativas e qualitativas. um conjunto de pessoas. bem como sua vida definida ou provável.

7º – Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo. 8º – Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição destes.Art. contemplando os aspectos físicos e monetários. V – o uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos. em um período de tempo determinado. parcial ou integral. o bem. 357 . base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. Parágrafo único – Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta: I – a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada. III – o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio. simultaneamente. tão somente. inclusive quando da saída deste. embora aceita universalmente como medida de valor. Parágrafo único – São resultantes da adoção do Princípio da MONETÁRIA: ATUALIZAÇÃO I – a moeda. SEÇÃO V O PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA(*) Art. o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência. sua decomposição em elementos e/ou sua agregação. Parágrafo único – Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: I – desde que tecnicamente estimável. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE. independentemente das causas que as originaram. IV – os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL são compatíveis entre si e complementares. direito ou obrigação não poderão ter alterados seus valores intrínsecos. II – uma vez integrados no patrimônio. a outros elementos patrimoniais. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. 6º – O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se. SEÇÃO IV O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL Art.expressos a valor presente na moeda do País. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. II – o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos. III – o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE. que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. admitindo-se. dado que o primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de entrada.

o do Patrimônio Líquido. sempre simultaneamente quando se correlacionarem.II – para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais (art.quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à ENTIDADE. SEÇÃO VII O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA Art. independentemente de recebimento ou pagamento.03. tão-somente. SEÇÃO VI O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Art.quer pela fruição de serviços por esta prestados. § 2º – O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas. II – quando da extinção.é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional. § 1º – O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido. § 4º – Consideram-se incorridas as despesas: I – quando deixar de existir o correspondente valor ativo. quando correlatas. constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. o ajustamento dos valores originais para determinada data. III – pela geração natural de novos ativos independentemente de intervenção de terceiros. qualquer que seja o motivo. § 3º – As receitas consideram-se realizadas: I – nas transações com terceiros. resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. (*) Veja a Resolução CFC nº 900/01. III – a atualização monetária não representa nova avaliação. mediante a aplicação de indexadores. estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais.2001. mas. sem o correspondente ativo. de um passivo. 10 – O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. § 1º – O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido. por conseqüência. III – pelo surgimento de um passivo. de 22. ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo. § 2º – Observado o disposto no art. sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior. 7º). parcial ou total. IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções. 7º. 358 . é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. por transferência de sua propriedade para terceiro. o Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às mutações posteriores. II – pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo. quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade. 9º – As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem. a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e.

Presidente ANEXO APÊNDICE À RESOLUÇÃO SOBRE OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE SUMÁRIO INTRODUÇÃO AO APÊNDICE: 1 . no exercício de suas atribuições legais e regimentais.3.3 . de 27 de maio de 1946 e.Aspectos Conceituais 2.Da soma ou da agregação de Patrimônios 2. RESOLVE: Art.A integridade das variações 2. 11 – A inobservância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade constitui infração nas alíneas “c”.1. 2º . devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau variável.A tempestividade do registro 359 . 27 do Decreto-lei nº 9.Dos Usuários da Contabilidade 2 .3. Art.1 . Art.1 RESOLUÇÃO CFC Nº 774/94 DE 16 DE DEZEMBRO DE 1994 APROVA O APÊNDICE À RESOLUÇÃO SOBRE OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.O Princípio da Entidade 2.1. esta Resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 1994.2.2 .Os Princípios Fundamentais de Contabilidade 1.2 . 16 de Dezembro de 1.3.3 .295.2 . ao Código de Ética Profissional do Contabilista.O Princípio da Oportunidade 2.O Princípio da Continuidade 2.O Princípio da Continuidade e a "Entidade em marcha" 2.Dos objetivos da Contabilidade 1. Brasília.Comentários aos Princípios Fundamentais de Contabilidade 2.2.4 . “d” e “e” do art.3 .5 .Das informações geradas pela Contabilidade 1.Aspectos conceituais 2.1 . Brasília.2. 12 – Revogada a Resolução CFC nº 530/81.§ 3º – A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando.1 . Art.A Contabilidade como conhecimento 1.Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura. 29 de dezembro de 1993 Ivan Carlos Gatti Presidente 15.1 . para definição dos valores relativos às variações patrimoniais.6 .1 . quando aplicável.A Contabilidade como ciência social 1.2 . 1º .A autonomia patrimonial 2.2 . CONSIDERANDO a conveniência de um maior esclarecimento sobre o conteúdo e abrangência dos Princípios Fundamentais de Contabilidade.O Patrimônio objeto da Contabilidade 1.994 José Maria Martins Mendes .Aprovar o Apêndice à Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade (em anexo).

Aspectos conceituais 2.5.2. 1 .o Patrimônio das Entidades .Alguns detalhes sobre as receitas e seu reconhecimento 2.Alguns comentários sobre as despesas 2. pertencente a uma pessoa física.Dos limites da aplicação do Princípio Introdução ao Apêndice Os Princípios Fundamentais de Contabilidade. requerem.O Princípio do Registro pelo Valor Original 2. arte.2 . a um conjunto de pessoas. incluir o lucro.com as condições de generalidade.3 . independentemente da sua finalidade. sistema. portanto.4. das quais fazem parte as ciências sociais. na solução de questões concretas.A Contabilidade como ciência social A Contabilidade possui objeto próprio . um grau de detalhamento que não é possível abranger nos próprios enunciados.e consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional. aprovados pela Resolução CFC nº 750/93. 1.referem-se a simples facetas ou aspectos da Contabilidade.Aspectos conceituais 2. é uma forma adequada de melhor compreensão sobre tão importante assunto.6.2 . para o seu amplo entendimento pelos usuários da informação contábil e para a perfeita compreensão pelos profissionais da contabilidade.Aspectos conceituais 2. contendo comentários sobre o conteúdo dos enunciados.2 .A CONTABILIDADE COMO CONHECIMENTO 1.6 .4 . tanto nas ciências formais quanto nas factuais. usualmente concernentes a sua aplicação prática. O objetivo.1 . certeza e busca das causas.O Patrimônio objeto da Contabilidade O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência. A Resolução alicerça-se na premissa de que a Contabilidade é uma ciência social com plena fundamentação epistemológica. técnica. todas as demais classificações . ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza. como ocorre nas sociedades informais.A manutenção dos valores originais nas variações internas 2.As variações patrimoniais e o Princípio da Competência 2. O essencial é que o patrimônio disponha de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes.1 . que pode.7. o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade.O Princípio da Prudência 2. claro 360 .direitos e de obrigações para com terceiros.1 . o que significa que a Entidade dele pode dispor livremente.2 .6. O Apêndice aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. definido como um conjunto de bens.5 .1 . para citarmos as mais correntes . Por conseqüência.4.3 . em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais. conjunto de procedimentos. Na Contabilidade.4. ou não.7 .Dos indexadores da atualização 2. de 29 de dezembro de 1993. é explicitar e toda explicitação é simples esclarecimento.6.1 .O Princípio da Atualização Monetária 2.7.O Princípio da Competência 2.5.2 .A expressão em moeda nacional 2.método.

valores a receber ou a pagar expressos em moeda. Por esta razão. Nas ciências sociais. como dinheiro. Os princípios constituem sempre as vigas mestras de uma ciência. presente seu objeto. deve-se aceitar como natural o fato da existência de possíveis componentes do patrimônio cuja apreensão ou avaliação se apresenta difícil ou inviável em determinado momento. Nos princípios científicos jamais pode haver hierarquização formal. quanto. Por aspecto qualitativo do patrimônio entende-se a natureza dos elementos que o compõem. aliás. a forma jurídica da qual estão revestidos.quando falamos em "máquinas". em verdade. da Administração e do Direito . que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos. primordialmente.Os Princípios Fundamentais de Contabilidade Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam o núcleo central da própria Contabilidade. na sua condição do componente patrimonial.por exemplo. de forma que não possa ser confundida com qualquer outra máquina. embora quase sempre secundariamente. etc. O conhecimento que a Contabilidade tem do seu objeto está em constante desenvolvimento. No caso da Contabilidade. A Contabilidade busca. máquinas. dado que eles são os elementos predominantes na constituição de um corpo orgânico. independentemente das Entidades a que pertencem. conservando validade em qualquer circunstância.(Obrigações) = Patrimônio Líquido Quando o resultado da equação é negativo. porquanto os conceitos sobre a matéria são extremamente variados.Mas a Contabilidade. e são deduzidos de outras dentro do sistema. sob certo aspecto. muitas vezes.sua localização.desde que gozem da condição de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes. revestindo-se dos atributos de universalidade e veracidade. dos efeitos da natureza sobre o Patrimônio. não se limitará às "máquinas" como categoria. O Patrimônio Líquido não é uma dívida da Entidade para com seus sócios ou acionistas. sendo a ela inerentes.3 . proposições que se colocam no início de uma dedução. apreender. para que com eles forme o Patrimônio da Entidade. sim. até o grau de particularização que permita a perfeita compreensão do componente patrimonial. e entender as mutações sofridas pelo Patrimônio. quando aplicada a um patrimônio particular. expressividade e quaisquer outros qualificativos. entretanto. seus Princípios Fundamentais de Contabilidade valem para todos os patrimônios. As mutações tanto podem decorrer da ação do homem. as finalidades para as quais são usados. cuja expressão poderá ser de muita utilidade. mediante a equação considerada como básica na Contabilidade: (Bens+Direitos) . pois estes não emprestam recursos para que ela possa ter vida própria. O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais. em determinadas análises. ainda estamos a empregar um substantivo coletivo.que nos limites estabelecidos pela ordem jurídica e. mas se ocupará de cada máquina em particular. convenciona-se denominá-lo "Passivo a Descoberto". no sentido mais amplo possível.que. da racionalidade econômica e administrativa. 1. na sua condição de ciência social. como. uma visão prospectiva de possíveis variações. estoques de materiais ou de mercadorias. mas. O atributo quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais em valores.o estudam sob ângulos diversos daquele da Contabilidade. Do Patrimônio deriva o conceito de Patrimônio Líquido. mesmo de tipo idêntico. ocorre nas demais ciências em relação aos respectivos objetos. A delimitação qualitativa desce. da Economia. tendo em mira. os princípios se colocam 361 . os entregam. Assim. o que demanda que a Contabilidade assuma posição sobre o que seja "Valor".

no seu objeto. os princípios dizem respeito à caracterização da Entidade e do Patrimônio.como axiomas. não há qualquer dificuldade na delimitação dos objetivos da Contabilidade no terreno científico. aquela que se concentra. É evidente que. jamais serão diretivas de natureza operacional. mantidas a harmonia e coerência do conjunto. encontramos muitos pesquisadores cuja obra não apresenta qualquer escopo pragmático.4 . por estarem concentrados na correta representação deste e nas causas das suas mutações. doutrinas e teorias que contam com o respaldo da maioria dos estudiosos da Contabilidade. a essência dos conhecimentos. que é o Patrimônio. mas até em desacordo sobre muitos temas teóricos-doutrinários. cumpre ressaltar que tal situação também ocorre nas demais ciências sociais e. relato. às demonstrações ou à terminologia contábeis. isto é. Como os princípios alcançam o patrimônio na sua globalidade. Esta igualmente elimina a possibilidade de existência de princípios identificados. como já vimos. fundamentando e justificando a ação enquanto aquelas a dirigem na prática. isto é. Os princípios. mas somente ao objeto desta. 1. inexistiria a ciência "pura". que a partir dos princípios. procedimentos. pois a condição de simples conceitos. alcança-se um todo organicamente integrado. quanto nos formais. que estabelecerá regras sobre a apreensão. não podem existir princípios relativos aos registros. o qualificativo "fundamentais" visa. com o resultado obtido na aplicação dos princípios propriamente ditos a um patrimônio particularizado. concentrando-se na Contabilidade como ciência. Dessa maneira. assim admitidas sem necessidade de demonstração. por definição. Assim. em muitos aspectos. sua observância nos procedimentos aplicados resultará automaticamente em informações de utilidade para decisões sobre situações concretas. caso o fosse. Dessa forma.muitas vezes. pois. ultrapassando. portanto. Entretanto. Aliás. De qualquer forma. Os princípios simplesmente são e. mas diversas doutrinas. o Patrimônio. com técnicas ou procedimentos específicos. estabelecem ordenamentos sobre o "como fazer". buscando descobrir suas causas. o registro. à avaliação dos componentes deste e ao reconhecimento das mutações e dos seus efeitos diante do Patrimônio Liquido. na condição de verdades primeiras de uma ciência. O atributo da universalidade permite concluir que os princípios não exigiriam adjetivação.No caso brasileiro. premissas universais e verdadeiras. tanto nos aspectos substantivos. Os princípios refletem o estágio em que se encontra a Ciência da Contabilidade. em que com base nas verdades gerais. tão-somente. Esta é a razão pela qual os objetivos pragmáticos da Contabilidade são caracterizados pela palavra "informação". a enfatizar sua magna condição. 362 . verdadeiros pilares do sistema de normas. pois sempre. os princípios estão obrigatoriamente presentes na formulação das Normas Brasileiras de Contabilidade. demonstração e análise das variações sofridas pelo patrimônio. se chega ao detalhe aplicado. Temos uma única ciência. até mesmo nas ciências ditas exatas. Em termos de conteúdo. não há com se falar em unanimidade de entendimento. critérios etc.Dos Objetivos da Contabilidade A existência de objetivos específicos não é essencial à caracterização de uma ciência. métodos. de forma a possibilitar a feitura de prospecções sobre a Entidade e não podem sofrer qualquer restrição na sua observância. na própria área contábil. tão-somente. característica essencial das normas-expressões de direito positivo. nos seus enunciados. técnicas. a partir do seu objeto. preexistem às normas. se referem à Ciência da Contabilidade no seu todo.

análises. pois. E tudo isso. em última instância. A precisão das informações demandadas pelos usuários e o próprio desenvolvimento de aplicações práticas da Contabilidade dependerão. permitir ao usuário. Já os aspectos qualificados como "financeiros" concernem. cuja aplicação à solução de situações concretas deverá considerar o contexto econômico. a serem utilizadas por determinados usuários em decisões que buscam a realização de interesses e objetivos próprios. como partícipe do mundo econômico: . expressos sob a forma de relatos. devem possibilitar ao usuário avaliar a situação e as tendências desta. isto é. o adjetivo "econômico" é empregado para designar o processo de formação de resultado. institucional e social em que os procedimentos serão aplicados. busca prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica. . Cumpre também ressaltar que. comporta comentários mais minuciosos quando direcionados aos objetivos concretos perseguidos na aplicação da Contabilidade a uma Entidade em particular. o que compreende registros. para mais ou para menos. Nesses casos. pareceres. Adentramos. no caso. os objetivos desta. são identificados com a geração de informações. tanto quanto possível. sociais e econômicos em que se insere. quantitativa e qualitativamente. sempre. Tal desiderato é extremamente incentivado pelo sistema formal de 363 . As informações quantitativas que a Contabilidade produz. Já sob ótica pragmática. concedendo-se prevalência à substância das transações. planilhas e outros meios. muitas vezes. demonstrações. diagnósticos e prognósticos.Das informações geradas pela Contabilidade De forma geral. também entre Entidades distintas que pertençam a um mesmo mercado. as que alteram o valor do Patrimônio Líquido.projetar seu futuro nos marcos políticos. . . quando aplicada a uma Entidade particularizada. da observância dos seus Princípios. no âmbito dos profissionais e usuários da Contabilidade. tão claro no quadrante científico. quando aplicada a uma Entidade. devese considerar o efeito mais provável das mutações sobre o patrimônio. de forma que o usuário possa extrair tendências quanto à vida de uma Entidade e à sua posição em face das demais Entidades ou mesmo do mercado como um todo.observar e avaliar o comportamento. a aplicação da Contabilidade a uma Entidade particularizada. o uso de projeções sobre o contexto em causa. Assim. O tema. Devem. correntemente conhecidas como "receitas" e "despesas". regulado pelas normas. No caso. o terreno operacional. aos fluxos de caixa. defrontamo-nos. tabelas. Isto significa. financeira e física do Patrimônio da Entidade e suas mutações. o que muitos denominam de visão prospectiva nas aplicações contábeis. para que o usuário possa planejar suas próprias operações. 1.comparar seus resultados com os de outros períodos ou Entidades.avaliar seus resultados à luz dos objetivos estabelecidos.5 . na realização do objetivo central da Contabilidade. com grande freqüência. as mutações quantitativo-qualitativas do patrimônio. com situações nas quais os aspectos jurídico-formais das transações ainda não estão completa ou suficientemente dilucidados.O objetivo cientifico da Contabilidade manifesta-se na correta representação do Patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Os requisitos referidos levam à conclusão de que deve haver consistência nos procedimentos que a Entidade utiliza em diferentes períodos e. ouve-se com freqüência dizer que um dos objetivos da Contabilidade é o acompanhamento da evolução econômica e financeira de uma Entidade. com o menor grau de dificuldade possível. tecnológico.

razão pela qual as informações geradas pela Entidade devem ser amplas e fidedignas e. a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. mas a recíproca não é verdadeira. mais ainda.independentemente de pertencer a uma pessoa.6 . por conseqüência. 4º . mas numa unidade de natureza econômico-contábil. cuja coerência estrutural é garantida pela observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. oportunas. 1. Em países com um ativo mercado de capitais.O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE. suficientes e inteligíveis sobre o patrimônio das Entidades e suas mutações. o que torna a Contabilidade um verdadeiro catalisador do mercado de ações. com interesses diversificados. podem ser alterados em função das necessidades dos usuários ou mesmo da qualidade dos resultados da sua aplicação.O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. Por conseqüência. 2. assume importância ímpar a existência de informações corretas. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade. Evidentemente o preceito em análise.normas. notadamente aquelas relativas ao seu ciclo operacional. . A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE. no caso de sociedade ou instituição. não constitui princípio da Contabilidade. de forma geral. enquanto que os princípios que os fundamentam permanecem inalterados. pelo menos. Já os usuários externos concentram suas atenções. elencando-os em seu art. com vista à adequada avaliação de riscos e oportunidades por parte dos investidores. pois.1. o necessário elo de ligação entre a Ciência da Contabilidade e seus ordenamentos aplicados.COMENTÁRIOS AOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE A Resolução CFC nº 750/93 dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade.O Princípio da Entidade "Art. Tanto isso é verdade que procedimentos aplicados. suficientes para a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações sofridas pelo seu patrimônio. com ou sem fins lucrativos. O entendimento das informações pelos próprios usuários pode levá-los a conclusão da necessidade de valer-se dos trabalhos de profissionais da Contabilidade. O tema é vital e. 2 . sempre interessados na segurança dos seus investimentos e em retornos compensadores em relação às demais aplicações. o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. permitindo a realização de inferências sobre o seu futuro. conhecido por "consistência".Dos Usuários da Contabilidade Os usuários tanto podem ser internos como externos e. um conjunto de pessoas. Os usuários internos incluem os administradores de todos os níveis. estabelecendo-se. mas regra técnico comportamental. Parágrafo único . 3º e conceituando-os nos seus artigos quarto ao dez. A qualidade dessas informações deve ser assegurada pelo sistema de normas alicerçado nos Princípios Fundamentais. em aspectos mais genéricos. nesta acepção. deve-se manter vigilância sobre o grau em que os objetivos gerais da Contabilidade aplicada a uma atividade particularizada estão sendo alcançados. expressos nas demonstrações contábeis." 364 . mesmo fixados como norma. que usualmente se valem de informações mais aprofundadas e específicas acerca da Entidade.

aquele juridicamente formalizado como pertencente à Entidade. .sociedades cooperativas. A autonomia tem por corolário o fato de que o patrimônio de uma Entidade jamais pode confundir-se com aqueles dos seus sócios ou proprietários. resultará em novas Entidades. no sentido de sujeito suscetível à aquisição de direitos e obrigações. que podem ser extraordinariamente úteis. isto é. 2. sem autonomia patrimonial fundada na propriedade. será aquela em que a propriedade de parte do patrimônio de uma Entidade for transferida para outra unidade. Mas. ou "microentidades". notadamente pelas suas repercussões de natureza prática: as somas e agregações de patrimônios de diferentes Entidades não resultam em nova Entidade. tais como: .1 . a Entidade poderá ser desde uma pessoa física. . culturais. é indissociável desse princípio. embora esta última circunstância seja a mais usual.empresas. Na Contabilidade aplicada.embora por vezes suscite interrogações de parte daqueles que não situam a autonomia patrimonial no cerne do Princípio da Entidade. no caso. precisamente pela ausência de autonomia patrimonial.Da soma ou da agregação de patrimônios O Princípio da Entidade apresenta corolário de notável importância. teremos um novo patrimônio autônomo. No caso de sociedades.1. pertencente à outra Entidade.trabalha-se muitas vezes. instituição ou mesmo conjuntos de pessoas. eventualmente até criada naquele momento. porém. A razão básica é a de que as Entidades cujas demonstrações contábeis são consolidadas mantêm sua autonomia patrimonial. A única circunstância em que poderá surgir nova Entidade. mesmo que dirigida sob ótica setorial. A autonomia patrimonial apresenta sentido unívoco.fundos de investimento e outras modalidades afins.A autonomia patrimonial O cerne do Princípio da ENTIDADE está na autonomia do patrimônio a ela pertencente. pertencendo a uma Entidade. esportivas.governos. Por conseqüência. de lazer.sociedades beneficentes. O Princípio em exame afirma que o patrimônio deve revestir-se do atributo de autonomia em relação a todos os outros Patrimônios existentes. não importa que sejam sociedades de fato ou que estejam revestidas de forma jurídica. Por conseqüência.precisamente porque sempre lhe faltará o atributo da autonomia. no mínimo. pois é a única forma de caracterização do direito ao exercício de poder sobre o mesmo Patrimônio. pois passariam a referir-se a um universo de limites imprecisos.1. a idéia de que as divisões ou departamentos de uma Entidade possam constituir novas Entidades. os demais Princípios Fundamentais perdem o seu sentido. Mas nenhuma classificação. com ajustes quantitativos e qualitativos realizados em consonância com os princípios da própria Contabilidade. pois de sentido. especialmente nas áreas de custos e de orçamento. Tal fato assume especial relevo por abranger as demonstrações contábeis consolidadas de Entidades pertencentes a um mesmo grupo econômico. o patrimônio pode ser decomposto em partes segundo os mais variados critérios. religiosas. técnicas. O patrimônio. não significam a criação de novas Entidades. pois seus Patrimônios permanecem de sua 365 . Carece. . ou qualquer tipo de sociedade. válida perante terceiros. . é.famílias. Cumpre ressaltar que. tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.2. na sua condição de objeto da Contabilidade. nas diferentes esferas do poder. com controles divisionais. de um conjunto de Entidades sob controle único. .2 . A garantia jurídica da propriedade.

As demonstrações contábeis consolidadas. mantendo-se a observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade no âmbito das Entidades consolidadas. § 1º .A CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos ativos e. bem como sua vida definida ou provável. O segundo ponto a ser considerado é o de que a consolidação se refere às demonstrações contábeis.A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE. dissensões entre os controladores da Entidade e outras causas quaisquer que levem a Entidade a perder suas condições de competitividade.falta de liquidez. e de se constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. quantitativas e qualitativas. condição primeira da existência jurídica de uma Entidade. até mesmo integral. na área cambial. previsto ou previsível. influenciando diretamente o volume das exportações de determinados ramos econômicos. em muitos casos. § 2º . resultando em uma unidade de natureza econômico-contábil. a sua vez resulta na redução do grau de ocupação de muitas Entidades. não pode haver formação de novo patrimônio. com efeito. embora isso não elimine o fato de que outras informações possam ser obtidas nas demonstrações que foram consolidadas.Aspectos conceituais O Princípio da CONTINUIDADE afirma que o patrimônio da Entidade. 366 . com a perda. na sua composição qualitativa e quantitativa.1 . devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais.2. de seu valor. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos. são peças contábeis de grande valor informativo para determinados usuários. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes. que provoca redução no consumo de bens.A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado. Exemplo neste sentido é a queda de poder aquisitivo da população. em que os qualificativos ressaltam os dois aspectos de maior relevo: o atributo de controle econômico e a fundamentação contábil da sua estruturação. as origens e aplicações de recursos ou os fluxos financeiros de um conjunto de Entidades sob controle único. A modificação no estado de coisas citado pode ocorrer por diversas causas. depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da Entidade. falta de capital. direto nos níveis de produção de determinadas Entidades. exigência de proteção ambiental. b) mudanças de política governamental. 2. c) problemas internos das próprias Entidades. entre as quais ressaltam as seguintes: a) modificações na conjuntura econômica que provoquem alterações na amplitude do mercado em que atua a Entidade. o valor ou o vencimento dos passivos. superação mercadológica destes. resultado das operações. 2.propriedade. incapacidade administrativa. o que. sendo gradativamente alijada do mercado. apresentando a posição patrimonial e financeira.O Princípio da Continuidade "Art.2 . 5º . especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo determinado. consubstanciados em envelhecimento tecnológico dos seus processos ou produtos. como por exemplo. Como não há transferência de propriedade.

a razão de ser não é a receita. não alcançam o objeto da Contabilidade. ferramentas ou máquinas.d) causas naturais ou fortuitas que afetem a manutenção da Entidade no mercado. sua ligação será com o Princípio da Oportunidade. também o passivo é afetado. com fundamentação jurídica. precisamente em razão dos ditames do Princípio da Continuidade. A normalidade ou não das operações. O motivo é extremamente singelo. Na condição de Princípio.o que nem sempre significa a geração de riqueza no sentido material-.está intimamente ligado com o da Competência. A razão é simples: a continuidade. ausência de materiais primários por quebras de safras.mas também àqueles casos em que há modificação no volume de operações. em que avulta o atributo da universalidade. tampouco o resultado. A situação-limite na aplicação do Princípio da CONTINUIDADE é aquela em que há a completa cessação das atividades da Entidade. 2. também devem ser contemplados os prováveis desembolsos futuros.ao fato de um ativo manter-se nesta condição ou tranformar-se. advindos da extinção em si. determinados ativos. a delimitação quantitativa e qualitativa dos bens. Nesta última circunstância. Nessa situação.2.pois uma Entidade com suas atividades reduzidas ou suspensas temporariamente continuará a ser objeto da Contabilidade enquanto dispuser de patrimônio. Mas a continuidade também alcança a reapresentação quantitativa e qualitativa do patrimônio de outras maneiras.tão somente. além do registro das exigibilidades.O Princípio da Continuidade e a "entidade em marcha" A denominação "Princípio da Continuidade". entretanto. isto é.bem como a vida limitada ou indeterminada.de maneira a ficarem registrados por valores líquidos de realização. O próprio uso da receita como parâmetro na formação de juízo sobre a situação de normalidade da Entidade. classificada como situação-limite no parágrafo anterior. segundo norma específica. como também a de "entidade em marcha". em despesa. tais como inundações. tão somente. especialmente quando há previsão de encerramento das atividades da Entidade. passando à condição de despesas. formando-se uma espécie de trilogia.de forma a afetar o valor de alguns componentes patrimoniais. ou "going concern". direitos e obrigações.No caso de provável cessação da vida da Entidade.O Princípio da Oportunidade 367 .não pode ser universal. não se fundamenta na idéia de Entidade em movimento. pois. obrigando ao ajuste destes. é a reapreciação dos componentes patrimoniais.3 . o patrimônio. pois. sua composição e valor. total ou parcialmente. os valores diferidos. O que haverá. mas. deixarão de ostentar tal condição. diz respeito diretamente ao valor econômico dos bens. como estoques. incêndios. Isso permanece verdade no caso de a Entidade suspender definitivamente suas atividades. podem ter seu valor modificado substancialmente.quantitativa e qualitativamente. por exemplo. em muitas delas. 2. Embora o Princípio da Continuidade também parta do pressuposto de que a Entidade deva concretizar seus objetivos continuamente . como já vimos.quase sempre são de divulgação obrigatória. como constituem informação de interesse para muitos usuários. O Princípio da Continuidade à semelhança do da Prudência.2 .As causas da limitação da vida da Entidade não influenciam o conceito da continuidade. como. é encontrada em muitos sistemas de normas no exterior e também na literatura contábil estrangeira. ou seja. em face da impossibilidade de sua recuperação mediante as atividades operacionais usualmente dirigidas à geração de receitas. a continuidade aplica-se não somente à situação de cessação integral das atividades da Entidade. embora válido na maioria das Entidades. com o vencimento antecipado ou o surgimento de exigibilidades. Mas até mesmo ativos materiais.

enquanto.mas também a estrutura quantitativo .É o fundamento daquilo que muitos sistemas de normas denominam de "representação fiel" pela informação. 6º . etc.de forma geral. Cumprido tal preceito. as seguintes: a) transações realizadas com outras Entidades. 2." 2. como a transformação de materiais em produtos semifabricados ou destes em produtos prontos. efeitos de catástrofes naturais. Parágrafo único . na competência. mas com efeitos sobre o Patrimônio. Em síntese. a determinação de sua natureza.o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos. razão pela qual muitos autores preferem denominá-lo de Princípio da UNIVERSALIDADE. embora os dois apresentem conteúdos manifestamente diversos. cujas origens principais são. na decisão sobre se estas o alteram ou não.A Integridade das variações 368 . a começar sempre nos registros contábeis. II . com o da COMPETÊNCIA. outrossim.3. relativas a um determinado período e com o emprego de quaisquer procedimentos técnicos. III . contemplando os aspectos físicos e monetários.base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. ou seja. sempre que haja variação patrimonial. Na oportunidade. temos o conhecimento da variação. no primeiro caso. como já foi dito.Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: I .como compra ou venda de bens e serviços. isto é.qualitativa.. Tal atributo é. como modificações nas taxas de câmbio. O Princípio da Oportunidade deve ser observado. quebras de clientes.1 . o objetivo está na completeza da apreensão das variações. b) eventos de origem externa. e. O Princípio da OPORTUNIDADE tem sido confundido algumas vezes. como no sucateamento de bens inservíveis. embora as normas tendem a enfatizá-lo nas demonstrações contábeis.formalizadas mediante acordo de vontades. o fulcro está na qualificação das variações diante do Patrimônio Líquido."Art. no momento em que elas ocorrerem.desde que tecnicamente estimável.Aspectos conceituais O Princípio da OPORTUNIDADE exige a apreensão. fonte de todos os relatos. de ocorrência alheia à vontade da administração. o registro e o relato de todas as variações sofridas pelo patrimônio de uma Entidade.o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da Entidade em um período de tempo determinado.2 . o Princípio da Oportunidade é a base indispensável à fidedignidade das informações sobre o patrimônio da Entidade. mas complementares: a integridade e a tempestividade. exigível em qualquer circunstância.independentemente das causas que as originaram. c) movimentos internos que modifica predominantemente a estrutura qualitativa do Patrimônio. ou seja.que esta espelhe com precisão e objetividade as transações e eventos a que concerne. independentemente da forma ou da documentação de suporte. o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência.O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações.3. na competência. O Princípio da OPORTUNIDADE abarca dois aspectos distintos. demonstrações e análises posteriores. do seu oportuno reconhecimento. simultaneamente. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. chega-se ao acervo máximo de dados primários sobre o patrimônio.

4 . considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição destes.a outros elementos patrimoniais. à completeza da apreensão. o bem. mais ou menos fundada tecnicamente. porquanto dependente de diversos fatores de ocorrência aleatória. sua decomposição em elementos e/ou sua agregação. mas somente alto grau de possibilidade. que não admite a exclusão de quaisquer variações monetariamente quantificáveis.4. a integridade diz respeito fundamentalmente às variações em si.A integridade diz respeito à necessidade de as variações serem reconheci das na sua totalidade. em decorrência. isto é. sem qualquer falta ou excesso.3. Bons exemplos neste sentido fornecem as depreciações.Concerne. Sem o registro no momento da ocorrência. e ainda que a avaliação é regida por princípios próprios.dado que o primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de entrada. tão-somente.Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta: I . pois. na forma relatada no item anterior. 7º . III . Tal fato não elimina a necessidade do reconhecimento destas. II . insuficientes quaisquer demonstrações ou relatos. IV . direito ou obrigação não poderão ter alterados seus valores intrínsecos. 2.se que.a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada.uma vez integrados no patrimônio.1 . e.os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL são compatíveis entre si e complementares. mesmo nos casos em que não há certeza definitiva da sua ocorrência. 369 .o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da Entidade. expressos em valor presente na moeda do País. V . pois a vida útil de um bem será sempre uma hipótese. pressupõe . ficarão incompletos os registros sobre o patrimônio até aquele momento. estas tenham fundamentação estatística e econômica suficientes. 2. a viga-mestra da avaliação patrimonial: a determinação do valor monetário de um componente do patrimônio.Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. parcial ou integral.Os elementos essenciais do Princípio O Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL ordena que os componentes do patrimônio tenham seu registro inicial efetuado pelos valores ocorridos na data das transações havidas com o mundo exterior à Entidade. bem como os aspectos físicos pertinentes. Parágrafo único . mesmo na hipótese de alguma incerteza. inclusive quando da saída deste. 2. diagnósticos e prognósticos.pois. Como as variações incluem elementos quantitativos e qualitativos.o uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos.O Princípio do Registro pelo Valor Original "Art. que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. e falseadas as conclusões. Naturalmente.3 . admitindo-se. estabelecendo.A tempestividade do registro A tempestividade obriga a que as variações sejam registradas no momento em que ocorrem. na hipótese do uso de estimativas.

não repercute na sua capacidade futura de contribuir à realização dos objetivos da Entidade. com efeito. A rigorosa observância do princípio em comentário é do mais alto interesse da sociedade como um todo e. impossibilitando critérios alternativos de avaliação.representam. Naturalmente.Os agregados de valores . ou de imposição de uma delas. Como a doação resulta em inegável aumento do Patrimônio Líquido. quando acontece a agregação ou a decomposição de valores. o Princípio consagra o uso dos valores monetários decorrentes do consenso entre os agentes econômicos externos e a Entidade . mão-de-obra. seja por que razão for. pois. as culturas em formação. cabe o registro pelo valor efetivo da coisa recebida. Não importa. etc. no caso. outras Entidades . na qualidade da informação gerada. houver a modificação do valor em causa.se o preço resultou de livre negociação em condições de razoável igualdade entre as partes. no momento do recebimento. Generalizando.4. no âmbito do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL.por resultar na unificação da metodologia de avaliação. do mercado de capitais. O corolário é o de que quaisquer transações em moeda estrangeira devem ser transformadas em moeda nacional no momento de seu registro.4. depreciações. e 370 . 2.abre mão da contraprestação. conseqüentemente. os ajustes serão realizados.em termos lógicos. 2.ou da imposição destes. como não poderia ser diferente. pode-se lembrar que o fato de o ativo ter-se originado de doação. se. intocado o princípio em exame. energia. conseqüentemente. No caso de doações recebidas pela Entidade.o registro somente nela. quantitativamente. formando conjuntos de valores constituídos com base em valores atinentes a insumos de materiais. o somatório de inúmeras variações patrimoniais qualitativas. serviços de terceiros.Ao adotar a idéia de que a avaliação deva ser realizada com fundamento no valor de entrada. Pressupõe-se que o valor de troca.A expressão em moeda nacional A expressão do valor dos componentes patrimoniais em moeda nacional decorre da necessidade de homogeneização quantitativa do registro do patrimônio e das suas mutações. também existe a transação com o mundo exterior e. com o passar do tempo. .caso daquela representativa do mundo externo . mais ainda. fator essencial na comparabilidade dos dados. que se transforma em aumento do Patrimônio Líquido da Entidade recebedora da doação. mas ao abrigo do Princípio da Competência. segundo o valor de mercado. Ademais. Os ajustes somente serão para menos. configure o valor econômico dos ativos no momento da sua ocorrência.tributos. este aspecto particular. visa a afirmar a prevalência da moeda do País e.A manutenção dos valores originais nas variações internas O Princípio em análise.2 .. encargos sociais. quantitativo e qualitativo sobre o patrimônio. aquele decorrente da transação. em vista de sua posição de superioridade. especificamente. relatos e demonstrações contábeis e. a fim de se obter a necessária comparabilidade e se possibilitarem agrupamentos de valores. em razão da essência do próprio Princípio. com a única diferença em relação às situações usuais: uma das partes envolvidas . mantém-se plenamente nas variações patrimoniais que ocorrem no interior da Entidade.3 . o nível dos preços pode derivar de quaisquer das situações estudadas na análise microeconômica.cuja expressão mais usual são os estoques de produtos semifabricados e prontos. Mantém-se. os serviços em andamento ou terminados. Acessoriamente.contabilmente.

" 2. como estoques. diretamente. a fim de que permaneçam substantivamente corretos isto é. tão somente. embora aceita universalmente como medida de valor.um mês.São resultantes da adoção do MONETÁRIA: Princípio da ATUALIZAÇÃO I .não representa unidade constante de poder aquisitivo. recursos pecuniários. e. deixam logo tal condição. segundo as transações originais . Os fatos mencionados comprovam a importância do princípio em exame na Contabilidade aplicada à área de custos. como acontece no caso das depreciações geradas por uma máquina em particular:a transação com o mundo exterior resultou na ativação da máquina. equipamentos ou. ativos resultantes da transformação de outros ativos. a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e. o Patrimônio Líquido. por exemplo. 7º). o Princípio em causa constitui seguimento lógico daquele do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL. o do Patrimônio Líquido.5 . Porém.Aspectos conceituais O Princípio da Atualização Monetária existe em função do fato de que a moeda embora universalmente aceita como medida de valor . é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional. buscando a manutenção da substância original.O Princípio da Atualização Monetária "Art. sem que isso implique qualquer modalidade de reavaliação.5. II . em alguns casos. 371 . por constituir-se na diretiva principal de avaliação das variações que ocorrem no ciclo operacional interno das Entidades. mesmo quando relativas a um espaço curto de tempo . normalmente são alocadas a diversos componentes do patrimônio. exportação e outras. classes de insumos que. configuram a consumpção de ativos. mediante as depreciações. mesmo tal ajuste não implica. sua expressão formal deve ser ajustada. mas a consumpção desta dar-se-á gradativamente. por conseqüência. como aqueles referentes a funções como as de administração geral.os valores dos componentes patrimoniais e. em verdade. pois. Por conseqüência. comercialização no País. III . mas. Todavia estas. não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo. por hipótese -.a atualização monetária não representa nova avaliação. Como se observa. mediante a aplicação de indexadores. via de decorrência. Parágrafo único . A formação dos agregados implica o uso de decomposições. o ajustamento dos valores originais para determinada data. Finalmente. como. ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período.para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais (art. Os agregados são. 2. modificação do valor original. aos diferentes produtos em elaboração.outros. em que não existe a criação de valores. em essência. mas a simples redistribuição daqueles originais. 8º-Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. cabe ressaltar que os valores originais devem ser ajustados. ao longo do tempo. segundo a sua perda de valor econômico.1 . pois preceitua o ajuste formal dos valores fixados segundo este.a moeda.

não resolve inteiramente o problema da atualização monetária. no campo teórico-doutrinário.O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas. mas de problema pertencente à Ciência Econômica. O uso de indexador único. § 2º . como as demonstrações contábeis são.que reflitam a variação apontada por índice geral de preços da economia brasileira. em termos aplicados. Mas. § 1º .6. que representam apenas uma das modalidades de expressão concreta da Contabilidade. . independentemente de recebimento ou pagamento. a forma mais usual de comunicação entre a Entidade e o usuário. aplicada a uma Entidade em particular. as normas contábeis alicerçadas no princípio em exame contêm sempre ordenamentos sobre como deve ser realizado o ajuste. quando correlatas. mas apenas atualiza o que.Em diversas oportunidades no passado. o indexador utilizado e a periodicidade de aplicação. a fim de que sejam possíveis comparações válidas entre elas.As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem. dada sua condição de universalidade.As receitas consideram-se realizadas: 372 . 2. é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. a todos os componentes patrimoniais e suas mutações. em geral. e à política. e não da variação particular do preço de um bem determinado. o princípio foi denominado de "correção monetária". em tese. quando aplicado à prática. expressão inadequada. 9º . estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais.O Princípio da Competência "Art. O princípio diz respeito. reais ou não . embora indispensável. no caso. resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. pois não alcança a questão da fidedignidade de que se reveste o dito indexador. A utilização de um único parâmetro de caráter geral e de forma uniforme por todas as Entidades é indispensável. na expressão do poder aquisitivo da moeda. não se trata de questão atinente aos Princípios Contábeis.sempre simultaneamente quando se correlacionarem. pois ele não estabelece qualquer "correção" de valor. e não somente às demonstrações contábeis.Dos indexadores da atualização A atualização monetária deve ser realizada mediante o emprego de meios indexadores. aliás. moedas referenciais. § 3º .a razão pela qual o princípio. Esta é. se manifesta por meio de índice que expressa a modificação da capacidade geral de compra da moeda. 2.O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido.não deveria ter variado: o poder aquisitivo da moeda.5.2 . Todavia.

os competentes ajustes devem ser realizados no exercício em que se evidenciou a omissão. III .2 . em função dos objetivos destas. Quando existem receitas e despesas pertencentes a um exercício anterior. As primeiras são denominadas de "qualitativas". parcial ou total. se as receitas forem maiores do que as despesas. em razão dos princípios referentes à avaliação dos componentes patrimoniais.pelo surgimento de um passivo.pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo. que nele deixarem de ser consideradas por qualquer razão. quer pela fruição de serviços por esta prestados. a fim de que permaneça inalterado o equilíbrio patrimonial. A COMPETÊNCIA é o Princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio. por transferência de sua propriedade para terceiro." 2. para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido. quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo. sublinhar que tal fato não resulta em posição de supremacia hierárquica em relação aos demais Princípios.quando deixar de existir o correspondente valor ativo.normalmente chamadas de "despesas"-. emerge o conceito de "resultado do período": positivo. sem repercutirem no montante do Patrimônio Líquido.pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros. quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à Entidade. II . ou "modificativas".no recebimento efetivo de doações e subvenções.6. Nestas encontramos duas grandes classes: a daquelas que somente modificam a qualidade ou a natureza dos componentes patrimoniais. Cabe. qualquer que seja o motivo. III . pois são muito diferenciadas as transações que ocorrem nas Entidades. O Princípio da COMPETÊNCIA é aplicado a situações concretas altamente variadas. respectivamente do recebimento e do desembolso. Observa-se que o Princípio da Competência não está relacionado com recebimentos ou pagamentos. quando ocorrer o contrário. Da confrontação entre valor final dos aumentos do Patrimônio Líquido usualmente denominados "receitas". sem o correspondente ativo.Consideram-se incorridas as despesas: I .enquanto as segundas são chamadas de "quantitativas".1 .6. ou "permutativas". 2. precisamente pela sua condição científica.quando da extinção. ou negativo.nas transações com terceiros.e das suas diminuições . § 4º . entretanto.sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior. mas com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas no período. de um passivo.As variações patrimoniais e o Princípio da COMPETÊNCIA A compreensão do cerne do Princípio da COMPETÊNCIA está diretamente ligada ao entendimento das variações patrimoniais e sua natureza. Cumpre salientar que estas últimas sempre implicam a existência de alterações qualitativas no patrimônio. Por esta razão é a COMPETÊNCIA o Princípio que tende a suscitar o maior número de dúvidas na atividade profissional dos contabilistas. II .Alguns comentários sobre as despesas 373 . Mesmo com desvinculação temporal das receitas e despesas. a longo prazo ocorre a equalização entre os valores do resultado contábil e o fluxo de caixa derivado das receitas e despesas. pois o status de todos é o mesmo. IV . e a das que o modificam.I .

Tal circunstância está igualmente presente em projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos muito freqüentes nas indústrias químicas e farmacêuticas. mas indiscutivelmente ligadas à venda em análise. também há uma segunda possibilidade. na maioria das vezes. os custos incorridos são ativados. Nos casos de Entidades em períodos pré-operacionais. pressupostamente o valor de mercado da coisa ou do serviço. serviços.As despesas. produtos. como é o caso dos custos diretos com vendas. como acontece. por exemplo. em que consta a quantificação e formalização do valor de venda. quando do nascimento de novos animais. pelo ganho de causa em ação em que se discutia uma dívida ou o seu montante. a valorização de estoques significaria o reconhecimento de aumento do Patrimônio Líquido. aceitar-se.com base em fundamentação estatística.3 . há ainda uma terceira possibilidade: a de geração de novos ativos sem a interveniência de terceiros. já comentada anteriormente. de que nenhum ativo pode permanecer avaliado por valor superior ao de sua recuperação por alienação ou utilização nas operações em caráter corrente. mas de forma indireta. porque. Entre as despesas do tipo em referência localizam-se também as que se contrapõem à determinada receita. por aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA à prática. incluindo toda sorte de mercadorias.quando a amortização dos custos ativados é feita segundo a vida mercadológica estimada dos produtos ligados às citadas pesquisas e projetos. materializada na extinção parcial ou total de uma exigibilidade. De outra parte. 2. ou outras circunstâncias semelhantes. como ocorre correntemente no setor pecuário. Ademais. quando da geração das receitas. nos quais se incluem comissões. da anistia total ou parcial de uma dívida. bem como naquelas que empregam alta tecnologia . já devidamente provisionado. efetuando estes o pagamento em dinheiro ou assumindo compromisso firme de fazê-lo num prazo qualquer. Mas a despesa também pode decorrer do surgimento de uma exigibilidade sem a concomitante geração de um bem ou de um direito. Embora esta seja a forma mais usual de geração de receita. na sua essência. certas despesas por ocorrer. com a transferência de sua propriedade para terceiros. pois muitas vezes a consumpção é somente parcial como no caso das depreciações ou nas perdas de parte do valor de um componente patrimonial do ativo. por exemplo. impostos e taxas e até "royalties". Normalmente. a transação é formalizada mediante a emissão de nota fiscal ou documento equivalente.entendida a palavra "bem" em sentido amplo. ou ainda virem a ser pagos no futuro. o conceito de receita está indissoluvelmente ligado à existência de transação com terceiros. A última possibilidade está também representada pela geração de receitas por doações recebidas. como as despesas futuras com garantias assumidas em relação a produtos. como no caso do perdão de multa fiscal. nos juros moratórios e nas multas de qualquer natureza.6. que tanto podem ter sido pagos em períodos passados. Finalmente. não é necessário que o desaparecimento do ativo seja integral. mediante depreciação ou amortização. A aplicação correta da competência exige mesmo que se provisionem. no próprio período. na qual ela existe.Alguns detalhes sobre as receitas e seu reconhecimento A receita é considerada realizada no momento em que há a venda de bens e direitos da Entidade . no seu todo ou em algum setor. inclusive equipamentos e imóveis-. Mas as diversas fontes de receitas citadas no parágrafo anterior representam a negativa do reconhecimento da formação destas por valorização dos ativos. quando 374 . exceção feita à situação referida no final do parágrafo anterior. representam consumpção de ativos.para se transformarem posteriormente em despesas. da eliminação de passivo pelo desaparecimento do credor.

embora possa ser qualquer outra. por exemplo. 2.O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO.o reconhecimento da receita não deve ser postergado até o momento da entrega da obra. da medição propriamente dita. . constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da Competência. um mês. durante. no caso de obras de engenharia. 10 . tanto de parte do vendedor. Em alguns casos.Observado o disposto no art. mais ainda. proporcionalmente ao avanço da obra. como metros cúbicos por tipo de material escavado. As unidades físicas mais comuns estão relacionadas com tempo principalmente tempo-homem e tempomáquina . além.O Princípio da PRUDÊNCIA "Art. 2. conseqüentemente.sequer há certeza de que a venda a realizar-se e. evidentemente. 7º.O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido. § 2º . os princípios contratados prevêem cláusulas normativas sobre o reconhecimento oficial dos serviços prestados e da receita correspondente.1 . § 3º . sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido.ou etapas vencidas. as valorizações internas trariam no seu bojo sempre um convite à especulação e. para definição dos valores relativos às variações patrimoniais. dos custos a serem incorridos. § 1º .não há riscos maiores de descumprimento do contrato. Nas Entidades em que a produção demanda largo espaço de tempo. em que usualmente estão presentes os três requisitos nos contratos de fornecimento. nas quais a cobrança dos serviços é feita segundo as horashomem de serviços prestados. inclusive quanto à correção dos preços. em termos cronológicos.A aplicação do Princípio da Prudência ganha ênfase quando. quanto do comprador. Assim. O caminho correto está na proporcionalização da receita aos esforços despendidos. embora os trabalhos possam prolongar-se por muitos meses ou até ser por prazo indeterminado.7. . tecnicamente sustentada. é a existência de unidade homogênea de medição formalizada contratualmente. o Princípio da Prudência somente se aplica às mutações posteriores. O importante. Exemplo neste sentido oferecem as empresas de consultoria. quando ocorre a satisfação concomitante dos seguintes requisitos: . deve ocorrer o reconhecimento gradativo da receita. metros lineares de avanço na perfuração de poços artesianos. pois o procedimento redundaria num quadro irreal da formação do resultado. quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade. nestes casos.o preço do produto é estabelecido mediante contrato. configurando-se manifesta afronta ao Princípio da Prudência. por valor consentâneo àquele da reavaliação. quando houver.existe estimativa. ao desrespeito a esse Princípio. e outros. usualmente expressos por custos -reais ou estimados . A receita de serviços deve ser reconhecida de forma proporcional aos serviços efetivamente prestados. devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau variável.7 . Aliás.Aspectos conceituais 375 .

encontra aplicação. uma vez que estas deverão decorrer de consenso com os agentes econômicos externos ou da imposição destes.inclusive aqueles de publicidade.pois sua constituição determina o ajuste. pelo menos à primeira vista. está presente. pois. deve-se optar sempre pelo que for menor do que o inicial. e maior. a situações classificáveis como manipulações do resultado. . dentre aqueles possíveis diante de procedimentos alternativos de avaliação . cabe. sempre.o Princípio da PRUDÊNCIA envolve sempre o elemento incerteza em algum grau. especialmente administradores e controladores. Havendo formas alternativas de se calcularem os novos valores. com amortização a partir do momento em que o ativo entrar em operação. havendo certeza. simplesmente. Naturalmente. no caso de ativos. para menos. deve constituir garantia de inexistência de valores artificiais. existindo um ativo ou um passivo já escriturados por determinados valores. mesmo que institucional. Cabe observar que o atributo da incerteza. raramente. no cálculo do seu montante.Dos limites da aplicação do Princípio A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA não deve levar a excessos. por exemplo.está restrita às variações patrimoniais posteriores às transações originais com o mundo exterior. em relação aos "métodos" de avaliação de estoques. segundo o Princípio da OPORTUNIDADE.os encargos financeiros decorrentes do financiamento de ativos de longa maturação devem ser ativados no período pré-operacional.nas situações concretas que demandam a observância do Princípio da Prudência. isto é. indispensável sempre que houver risco de não-recebimento de alguma parcela. das duplicatas ou de contas a receber. o Princípio da PRUDÊNCIA. Para melhor entendimento da aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA cumpre lembrar que: . de interesse de determinadas pessoas. de valor decorrente de transações com o mundo exterior.2 .7. segundo os Princípios do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL e da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. o reconhecimento delas. é necessário que as alternativas mencionadas configurem. A escolha não está no reconhecimento ou não da provisão.os custos ativados devem ser considerados como despesa no período em que ficar caracterizada a impossibilidade de eles contribuírem para a realização dos objetivos operacionais da Entidade. quando resultará. 376 . sim. surge dúvida sobre a ainda correção deles. conforme assinalado no parágrafo 2º. à vista no exemplo referido no parágrafo anterior. Pelo contrário. com a conseqüente criação de reservas ocultas.todos os custos relacionados à venda. 2. no caso de componentes patrimoniais integrantes do passivo. variação patrimonial quantitativa negativa. redutora do Patrimônio Líquido. Esta é a razão pela qual a aplicação do Princípio da Prudência ocorrerá concomitantemente com a do Princípio da Competência. devem ser classificados como despesas. A provisão para créditos de liquidação duvidosa constitui exemplo da aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA.de forma a obter-se o menor Patrimônio Líquido. mas. Em procedimentos institucionalizados. . aspecto muito importante nas Entidades integrantes do mercado de capitais.A aplicação do Princípio da Prudência . A PRUDÊNCIA deve ser observada quando. hipóteses igualmente razoáveis. com grande freqüência. No reconhecimento de exigibilidades.

permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e. 8º da dita Resolução. Parágrafo Único . 8º da Resolução CFC nº 750/93. 377 . Parágrafo 2º . 1º . Art. não originará nenhum registro contábil. CONSIDERANDO que a aplicação do Princípio. 15. a aplicação do Princípio da Atualização Monetária somente poderá ocorrer em demonstrações contábeis de natureza complementar às demonstrações de natureza corrente.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.A aplicação compulsória do "Princípio da Atualização Monetária" deverá ser amplamente divulgada nas notas explicativas às demonstrações contábeis.A inflação acumulada será calculada com base no Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). incluindo a indicação da taxa inflacionária empregada. Parágrafo 1º . neste caso. derivadas da escrituração contábil regular. 4º . 3º . que dispõe sobre as Normas Brasileiras de Contabilidade. apurado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas. por sua aceitação geral e reconhecimento por organismos nacionais e internacionais..No caso da existência das ditas demonstrações complementares.3 RESOLUÇÃO CFC Nº 875/00 DE 23 DE MARÇO DE 2000 Dispõe sobre a redenominação da NBC T 5 . RESOLVE: Art. com vista a impedir-se a prevalência de juízos puramente pessoais ou de outros interesses.. no exercício de suas atribuições legais e regimentais. CONSIDERANDO que a partir da implantação do Plano Real a economia e a moeda brasileira vem apresentando estabilidade. 2º . Art. segundo o inciso II do parágrafo único do art. a atualização deverá ser evidenciada nas respectivas notas explicativas. conforme o "caput" do art. Art. CONSIDERANDO que o "Princípio da Atualização Monetária".O comentário inserido no parágrafo anterior ressalta a grande importância das normas concernentes à aplicação da PRUDÊNCIA. CONSIDERANDO que a atualização objetiva que ".A Atualização Monetária. CONSIDERANDO que os padrões internacionais de Contabilidade somente requerem a atualização monetária quando a taxa acumulada de inflação no triênio se aproxima ou exceda a 100%. Veja a Res.A aplicação do "Princípio da Atualização Monetária é compulsória quando a inflação acumulada no triênio for de 100% ou mais. RESOLUÇÃO CFC Nº 900/01 . CFC 751/93.DE 22 DE MARÇO DE 2001 DISPÕE SOBRE A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. não está atrelada a qualquer parâmetro em termos de nível inflacionário.Da Correção Monetária para NBC T 5 – Da Atualização Monetária. por conseqüência o do patrimônio líquido".Quando a taxa inflacionária acumulada no triênio for inferior a 100%. na Resolução CFC nº 751/93. obriga a que "Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais".

1º .NORMAS SOBRE A REVISÃO EXTERNA DE QUALIDADE O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.º 308. em qualquer modalidade. 22 de março de 2001. prevê a obrigatoriedade da revisão do controle de qualidade. 378 . CONSIDERANDO. NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE NBC T 14 .Aprovar a NBC T 14 . 3º . aprovada pela Resolução CFC n.A revisão externa de qualidade pelos pares.CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 14. tem a sua aplicação restrita aos Contadores e Firmas de Auditoria que exerçam a auditoria independente.constitui-se em processo educacional.1. nos trabalhos de auditoria independente.A norma.Normas sobre a revisão externa de qualidade. Art. de aqui em diante denominados "Auditores".2001.04.1 .1. RESOLVE: Art. que visa alcançar desempenho profissional da mais alta qualidade.º 820.Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação. adiante denominada de "Revisão pelos pares".1.1 . ora aprovada. instituído pelo CFC . 12 de setembro de 2001. a chamada "revisão pelos pares". não cabendo. CONSIDERANDO que o controle de qualidade constitui um dos pontos centrais da NBC T 11 -Normas de Auditoria Independente das demonstrações contábeis-. Contador José Serafim Abrantes Presidente Publicada no DOU em 14.4 RESOLUÇÃO CFC Nº 910/01 DE 12 DE SETEMBRO DE 2001 APROVA A NBC T 14 .2001.09. 15.1 . a edição de Interpretação Técnica. José Serafim Abrantes Presidente .e por isso mesmo foi instalado Grupo de Trabalho específico.de acompanhamento e de fiscalização. Art.1. Brasília.Conselho Federal de Contabilidade. de 17 de dezembro de 1997.2 .Publicada no DOU em 03. pois.O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados pelos Contadores e Firmas de Auditoria. 2º . é considerada como elemento essencial de garantia da qualidade dos serviços de auditoria independente no âmbito internacional.NORMAS SOBRE A REVISÃO EXTERNA DE QUALIDADE PELOS PARES 14. CONSIDERANDO que a Instrução n.Brasília. da CVM -Comissão de Valores Mobiliários. 14. no seu artigo 33. CONSIDERANDO que a revisão externa de qualidade.1. para os Contadores e Firmas de Auditoria que exerçam a auditoria independente. de 14 de maio de 1999.no exercício das suas atribuições legais e regimentais.CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA REVISÃO EXTERNA PELOS PARES 14.em conjunto com o IBRACON -Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.finalmente que a NBC T 11 não contempla a revisão externa de qualidade.

na insuficiência destas. 14. destinado aos auditores-revisores.OS RELATÓRIOS DE REVISÃO 14. adiante denominados "auditores revisados". plano de ação que responda aos aspectos identificados no relatório.2. aos "Auditores" que exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na Comissão de Valores MobiliáriosCVM.3 . à sua vez. segundo suas disposições estatutárias.2 . os planos de ação corretivos. o CRE deverá revisar as instruções que serão oportunamente desenvolvidas.Terminada cada revisão. A atualização deverá contemplar eventuais mudanças nas normas profissionais e reguladoras. e f) emitir relatório sumário anual.2.4 .CRE.2 . para sua aplicação anual.1. e) aprovar em forma final os relatórios e planos de ação. 14.1. que se apliquem à profissão no Brasil.indicados pelas respectivas entidades.5 . de forma a garantir que as revisões sejam realizadas nos prazos previstos nesta norma.posteriormente. que poderá requerer os esclarecimentos que considere necessários para um correto entendimento e tomada de decisões quanto aos resultados reportados. Dependendo da natureza destes.1 .1.3.2. os auditores-revisores deverão emitir relatório com suas conclusões.3 .O CRE deverá estabelecer controles para administrar o programa.1. o 379 . para garantir a adequada comunicação entre o comitê e os auditores-revisores. das normas emitidas por órgãos reguladores. (*) 14.3.A revisão externa de qualidade deve ocorrer.A cópia do relatório dos auditores-revisores será encaminhada pelo CRE aos auditores revisados que. Os representantes devem ser.A cada ano. é medida pelo atendimento das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e.1. 14.O CRE é integrado por 2 (dois) representantes do Conselho Federal de Contabilidade e 2 (dois) representantes do IBRACON.3 . b) o(s) Auditor(es) responsável(eis) pela realização das revisões individuais.com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.1. exclusivamente. As atividades de suporte são de responsabilidade de ambas as entidades. neste contexto. pelos pronunciamentos do Instituto de Auditores Independentes do Brasil IBRACON e. 14. b) emitir e atualizar anualmente as instruções e questionários detalhados para a revisão pelos pares. A apresentação deverá ser objeto de reunião específica. 14. que deverá ser encaminhado ao CRE.1 .As partes envolvidas no programa de revisão externa de qualidade são as seguintes: a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade . incluindo o questionário-base. como mínimo.Esta Norma aplica-se. d) receber dos auditores revisores os relatórios de cada revisão e dos auditores revisados.2.Cabe ao CRE: a) identificar os auditores a serem avaliados a cada ano. a cada quatro anos.1.1. 14.6 . Contadores no exercício da auditoria independente. O prazo de cada nomeação é de 3 (três) anos.1. em todos os casos.1.1. e c) a firma ou o auditor.2. considerada a regra de transição. A qualidade. responsável pela administração do programa. 14. encaminharão.2. c) dirimir quaisquer dúvidas a respeito do processo de revisão pelos pares e resolver eventuais situações não previstas.ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE REVISÃO 14. adiante denominados "auditores-revisores".1. objeto da revisão. eventualmente. 14.2 .

Nos casos selecionados para revisão.1 .2 . 14.4 . 14. os membros do CRE e das equipes revisoras ficam impedidos de divulgar qualquer informação obtida durante a participação no programa de revisão. 14.Nem os auditores-revisores nem os membros da equipe revisora ou profissionais envolvidos na administração do programa de revisão pelos pares podem ter qualquer conflito de interesses com relação aos auditores revisados e aos clientes selecionados para a revisão.2. aprovar o relatório para emissão final.2. O relatório constituirá um resumo dos resultados das revisões realizadas no ano e das ações planejadas e será confidencial.1. a partir dos relatórios aprovados no ano.2 . 14. 14.2.COMPETÊNCIA 14. principalmente. tanto no caso de auditores pessoas físicas quanto de firmas de auditoria. 14.3. à experiência dos revisores em trabalhos de auditoria de similar complexidade. após obtidos os esclarecimentos necessários de ambas as partes.CONFIDENCIALIDADE 14.A seleção dos auditores-revisores cabe aos auditores a serem revisados.Ficam proibidas as revisões recíprocas entre firmas de auditores.os membros da equipe revisora não podem revisar trabalhos realizados em entidades nas quais possuam tais relacionamentos.CONFLITOS DE INTERESSES 14. de acordo com as definições previstas nas normas profissionais e. se aplicáveis.1 .O membro que atuar na condição de líder da equipe revisora terá as seguintes responsabilidades: 380 .2 . 14. 14.2 . ressalvando o Sistema CFC/CRCs.1 . aplicáveis a qualquer trabalho de auditoria independente.2. não permitindo a identificação e nem o nome dos auditores revisados.A equipe revisora será formada por uma ou mais pessoas.3 .2.3.ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHOS DE REVISÃO 14. o comitê deverá. 14. 14.2 . os auditores revisados deverão obter.Como resultado das apresentações e discussões anteriores. 14. caso ainda não a possuam.2. Aspectos relevantes levantados pelas Presidências e ou órgãos reguladores.2.2. conforme definido pelo CFC.2.1 .INDEPENDÊNCIA 14. A compatibilidade refere-se.5 .3 . Neste contexto.3 .CARACTERÍSTICAS DO PROGRAMA 14.5.2. a partir da segunda revisão.A equipe revisora deve possuir estrutura compatível com a revisão a ser realizada.2.1.1. Tanto o comitê quanto os revisores enviarão à entidade confirmação de confidencialidade.1 .comitê poderá requerer reunião com os auditores revisados para assegurar o adequado entendimento das ações planejadas. o comitê elaborará.4. serão comunicados aos auditores revisados e revisores e/ou próprio CRE.2.Anualmente.Aplicam-se a este programa as mesmas normas sobre confidencialidade.2.1 .2.2.4 . 14.Os auditores-revisores e seus membros podem possuir investimentos ou familiares nos clientes dos auditores revisados. aprovação de cada uma das entidades selecionadas para que os trabalhos possam ser efetivamente revisados. nas normas de órgãos reguladores.Os auditores-revisores e os membros da equipe revisora devem ser independentes dos auditores revisados.2. dos auditores ou equipes revisoras ou das entidades cujos trabalhos foram incluídos na revisão.3 .5.5.1. dependendo das dimensões e da natureza dos auditores a serem revisados. Porém. relatório destinado à Presidência de cada entidade profissional e de cada órgão regulador que requeira programa de revisão externa de qualidade.2.3.2.

1 .requer-se a aplicação de julgamento profissional para avaliar a necessidade de revisão de mais de uma seleção dos escritórios a serem objeto da revisão. deverá avaliar o efeito dessa situação no contexto do trabalho e do relatório a ser emitido. 14. em diferentes níveis de experiência. e) elaboração do relatório de revisões de qualidade.Na hipótese de os auditores revisados não concordarem com a seleção de determinado cliente para revisão. por motivos justificáveis.A revisão deverá ser organizada para permitir que os auditores-revisores emitam opinião sobre se. sem a inclusão de quaisquer questões relativas a negócios. que considerarão o seguinte: a) obtenção. 14. ou pela negativa do cliente em autorizar a revisão dos papéis de trabalho.3 .REALIZAÇÃO DA REVISÃO PELOS PARES 14.2 . a equipe revisora deverá concluir sobre se existem assuntos que mereçam atenção por evidenciarem que ele não cumpriu com as políticas e procedimentos de controle de qualidade estabelecidos.2. tais como conferência de documentação e indagação às pessoas envolvidas na determinação. 14. 14. 14.Para cada revisado. exclusivamente.3.2 .2 . d) discussão com os auditores revisados sobre os aspectos identificados.4 .3. e e) a apresentação e discussão do relatório no CRE.PROCEDIMENTOS 14.2. 14. a equipe revisora deve avaliar as razões para essa exclusão. a equipe deverá selecionar uma amostra limitada de clientes.DOS RELATÓRIOS DA REVISÃO PELOS PARES 381 a) .3.2.3 .A equipe revisora deverá adotar procedimentos de auditoria normais.aspectos de atendimento às normas profissionais. c) confirmação da estrutura de controle interno mediante confronto com os papéis de trabalho. Caso não concorde com a restrição. para obtenção de evidências que permitam concluir que as políticas e procedimentos de controle de qualidade são adequadamente divulgados e estendidos para o conjunto. 14.3.A revisão deve abranger. apresentação das eventuais falhas e respectivas recomendações. Poderão ser requeridas visitas a alguns desses escritórios. Naqueles aspectos que necessariamente requeiram a revisão de papéis de trabalho.3.5 .2.3.3. d) a preparação do respectivo relatório de revisão.O processo da revisão externa de qualidade será desenvolvido conforme procedimentos a serem detalhados pelo CRE.concentrando sua atividade nos aspectos que necessitem avaliação.4 .a) a organização e condução da revisão. durante o período coberto pela revisão: a) o sistema de controle de qualidade estabelecido pelos auditores revisados para os trabalhos de auditoria atende às normas profissionais estabelecidas. b) a supervisão do trabalho desenvolvido pelos membros da equipe. análise e avaliação das políticas e procedimentos de controle de qualidade estabelecidas pelos auditores revisados. b) análise da adequação da informação recebida nas entrevistas com pessoas dos auditores revisados. de uma amostra limitada de trabalhos.1. tais como a existência de litígio ou investigação.Nos casos de auditores a serem revisados e que possuam mais de um escritório.3.2. se as normas de controle de qualidade definidas foram efetivamente aplicadas.1.1 .1 .OBJETIVOS 14.3. c) a comunicação e discussão dos resultados da revisão à administração dos auditores revisados. e b) se os procedimentos de controle de qualidade definidos foram efetiva mente adotados. 14. e preparação da documentação de discussões com os revisados.

4. A equipe revisora deve avaliar o padrão e efeito das falhas identificadas.1. (**) b) as 50 (cinqüenta) firmas ou auditores pessoas físicas seguintes.4 . quando as limitações impostas ao trabalho forem tão relevantes que os auditores-revisores não tenham condições de concluir sobre a revisão.5. bem como das suas aplicações.1 . devendo o Relatório dos Auditores Revisores ser entregue para discussão e aprovação do Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade . 14.5 . 14. no prazo de até 30 (trinta) dias do recebimento do relatório dos auditores-revisores. quando os auditores-revisores concluírem positivamente sobre os trabalhos realizados.3 . não requeiram a emissão de parecer adverso.2. (**) a) as 10 (dez) firmas ou auditores pessoas físicas com maior número de clientes empresas de capital aberto deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE.CRE. sempre que tal seja necessário ao entendimento das políticas e procedimentos adotados.2 .1 .As falhas encontradas em trabalho selecionado não implicam emissão de relatório com ressalvas ou adverso.A primeira revisão externa de qualidade ocorrerá dentro dos seguintes prazos.1. dos erros na aplicação das políticas e procedimentos definidos. até 31 de dezembro de 2001. c) com conclusão adversa. quando a magnitude das falhas identificadas for tão relevante que evidencie que as políticas e procedimentos de qualidade não estão de acordo com as normas profissionais.14.As conclusões constantes do relatório emitido dependerão sempre do exercício de julgamento profissional dos auditores-revisores. e d) com abstenção de conclusão. diferenciando os erros no desenho do sistema de controle de qualidade. 14.4.2.porém. aplicado o mesmo critério.TIPOS DE RELATÓRIOS 14.4.2.A primeira revisão pelos pares deverá ter foco o diagnóstico dos procedimentos de controle de qualidade interno que devem ser implantados e/ou revisados para a qualidade dos trabalhos.4.DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 14.CONTEÚDO E PRAZO 14. 14. Estes poderão incluir no relatório parágrafos explicativos.1 . ou quando encontrarem falhas relevantes.5.2 .4.O relatório emitido poderá ser de quatro tipos: a) sem ressalvas. até 15 dias antes.1 .Os auditores revisados devem apresentar seu comentário sobre os aspectos reportados e elaborar um plano de ação para responder às recomendações formuladas.1 . forem consideradas como isoladas. 14. b) descrição sumária das principais características das políticas e procedimentos de controle de qualidade. que.2 . deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE.5.1.2 .O relatório dos auditores-revisores deverá incluir os seguintes elementos: a) escopo da revisão e eventuais limitações. 14.DAS REVISÕES E SEUS PRAZOS 14. sempre que. quando for imposta alguma limitação no escopo da revisão que impeça os auditores-revisores de aplicar um ou mais procedimentos requeridos. b) com ressalvas. bem como sua implicação no sistema de controle de qualidade da firma. até 382 . e c) conclusão sobre se essas políticas e procedimentos de controle de qualidade atendem às normas aplicáveis e se elas foram observadas no período sob revisão.2.A emissão do relatório deverá ocorrer no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias após a finalização da revisão em campo e sua data será a do encerramento da revisão.1.4.4. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002.4. a julgamento dos auditores-revisores. 14.

SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.1 RESOLUÇÃO CFC Nº 914/01 DE 24 DE OUTUBRO DE 2001 APROVA A NBC T 11 . publ. prazos e cronogramas estabelecidos nesta norma serão determinados pelo CRE com antecedência mínima de 180 dias.1.4. os "Auditores". atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751. real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil.30 de março 2002. estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750/93 e nº 774/94. 15. (**) c) as restantes firmas ou auditores pessoas físicas deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE até 30 de junho de 2002.02. DOU 03. o Instituto Nacional de Seguro Social. CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações.depreendendo daí a relevância do controle de qualidade dos serviços prestados. IBRACON . (**) 14. no exercício de suas atribuições legais e regimentais. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 30 de setembro de 2002.4 .1.4 da NBC T 11 . consoante o disposto no item 14. RESOLVE: 383 .06 .5. a Secretaria Federal de Controle.Após a primeira revisão externa de qualidade.os relatórios de revisão serão disponibilizados pelo CRE para o Sistema CFC/CRCs e para o IBRACON. CONSIDERANDO que a divulgação de relatório de auditoria tem repercussão interna e externa para a entidade auditada. de 17 de dezembro de 1997. de 29 de dezembro de 1993. bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas por ocasião da realização de trabalhos. deve ser empreendida pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca. a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados. CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o IBRACON .3 .1.A partir da segunda revisão externa de qualidade. (**) alterado pela mesma Resolução.1.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.IT . (*) (*) incluído pela Resolução CFC 923/01. de 13/12/01. CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que. CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da auditoria que exigem atualização e aprimoramento das normas endereçadas à sua regência para manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização.Instituto de Auditores Independentes do Brasil. a Comissão de Valores Mobiliários.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.para adequado desempenho.01.aprovada pela Resolução CFC nº 820. elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002. o Ministério da Educação. CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de Contabilidade.2. a Secretaria da Receita Federal.5.2. 14.

Aprovar a Interpretação Técnica. Esta Resolução entra em vigor para os trabalhos relativos às demonstrações contábeis encerradas a partir de janeiro de 2002.06 SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11. organização e à complexidade dos serviços realizar.pelo atendimento das normas da profissão contábil e pelas regras e procedimentos destinados a promover a qualidade dos trabalhos de auditoria.06 . Os auditores independentes . ao porte. 9. 3. 4. que garantam a qualidade dos serviços executados. os auditores devem adotar procedimentos formais para contratação. com ênfase ao controle interno. estabelecimento dos 384 . 1º. diante da repercussão que os relatórios de auditoria têm. notadamente. relativo à Supervisão e ao Controle de Qualidade.Art.2001. Vários fatores devem ser levados em consideração na definição das regras e procedimentos de controle interno de qualidade. sendo encorajada a sua aplicação antecipada. 2º. interna e externamente. e mantém. DAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS 7.devem implantar e manter regras e procedimentos de supervisão e controle interno de qualidade. Brasília. e dos próprios clientes. 8. As equipes de auditoria são responsáveis.2. no mínimo. com vistas ao seu conhecimento e acompanhamento. CONCEITUAÇÃO E CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. O controle interno de qualidade é relevante na garantia de qualidade dos serviços prestados e deve abranger a totalidade das atividades dos auditores. um programa de contratação e monitoramento que leve em consideração o planejamento de suas necessidades.bem como dos organismos reguladores de atividades do mercado. e ser do conhecimento de todas as pessoas ligadas aos auditores independentes.10. principalmente aqueles relacionados à estrutura da equipe técnica do auditor. Os auditores devem manter procedimentos visando à confirmação de que seu pessoal atingiu. Art.SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE. as qualificações técnicas e a competência necessárias para cumprir as suas responsabilidades profissionais. afetando a entidade auditada. Contador José Serafim Abrantes Presidente Publicada no DOU em 25. desenvolvimento e promoção do seu pessoal. Os auditores devem adotar.empresas ou profissionais autônomos .Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.4 da NBC T 11 . de outubro de 2001. 2. 6. As regras e procedimentos relacionados ao controle de qualidade interno devem ser formalmente documentados. NBC T 11 . como afirmação de transparência.IT . Para atingir tal objetivo. As regras e procedimentos devem ser colocados à disposição do Conselho Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização. à cultura. treinamento. NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC T 11 . 5.IT . observados os limites das atribuições individuais.

Os auditores devem avaliar cada novo cliente em potencial.com evidenciação por trabalho de auditoria independente dos profissionais envolvidos quanto a suas atribuições. e b) à habilitação legal para o exercício profissional. contratação de funcionários de clientes. da revisão do planejamento na discussão dos assuntos críticos durante a fase de execução dos trabalhos e quando do seu encerramento. 13. Devem ser estabelecidas as qualificações e diretrizes para avaliar os selecionados para contratação. 16. Os auditores devem ter política de documentação dos trabalhos executados e das informações obtidas na fase de aceitação ou retenção do cliente. 18. No caso de ser um único profissional prestador dos serviços de auditoria independente. AVALIAÇÃO PERMANENTE DA CARTEIRA DE CLIENTES 17. inclusive quanto à habilidade e competência da equipe técnica. Os auditores devem ter como política a designação de recursos humanos com nível de treinamento. e d) análises de currículo. capacidade e especialização adequados para a execução dos trabalhos contratados. referências pessoais e profissionais e testes a serem aplicados. Para os clientes que envolvam maiores riscos. 385 . formação universitária. estes procedimentos devem ser executados com a participação de outro profissional habilitado. 15. bem como para a solução de conflitos de opiniões entre a equipe de auditoria e os responsáveis técnicos. estabelecendo. 12. no mínimo: a) habilitação legal para o exercício profissional. Os auditores devem planejar. A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA INDEPENDENTE 11. experiência profissional. supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas. de modo a garantir que o trabalho seja realizado de acordo com as normas de auditoria independente de demonstrações contábeis. recursos humanos e estrutura para prestar e entregar o serviço que está sendo solicitado devendo verificar se há a necessidade de alocação de recursos humanos especializados em tecnologia da computação. ou no relacionamento profissional entre os auditores e seu cliente. As equipes de trabalho deverão ser integradas por pessoas de experiência compatível com a complexidade e o risco profissional que envolvem a prestação do serviço ao cliente. c) regras para a contratação de parentes de pessoal interno e de clientes. interna ou externa à empresa de auditoria. 14. 19. bem como rever suas avaliações a cada recontratação. em especial relativos ao relatório. ainda. A delegação de tarefas para todos os níveis da equipe técnica deve assegurar que os trabalhos a serem executados terão o adequado padrão de qualidade. e. 10. b) habilidades