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ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NO CONTEXTO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA Natália Lacerda Cunha Abril/2011 O surgimento das organizações sociais

no Brasil faz parte do movimento mais amplo da reforma gerencial do Estado, cujos objetivos são de tornar a Administração Pública mais eficiente e transparente, ultrapassando o modelo burocrático e ainda permeado por práticas patrimonialistas e clientelistas. Inspirado em diversas experiências internacionais baseadas nos mesmos preceitos (do "new public management"), em 1998 o governo federal criou o Programa Nacional de Publicização, do qual fez parte a criação das organizações sociais. A idéia do programa foi transferir para o setor público não-estatal parte das atividades de interesse público não-exclusivas do Estado, ou seja, naqueles setores em que a atuação do Estado é complementada pela de entidades públicas não-estatais, como saúde, educação, desenvolvimento tecnológico, pesquisa científica, preservação do meio ambiente. Assim, por meio da Lei 9.637/98, foi criada a figura da Organização Social (OS), que, segundo definição do governo federal, "é uma qualificação dada às entidades privadas sem fins lucrativos (associações, fundações ou sociedades civis), que exercem atividades de interesse público. Esse título permite que a organização receba recursos orçamentários e administre serviços, instalações e equipamentos do Poder Público, após ser firmado um Contrato de Gestão com o Governo Federal". O Contrato de Gestão é o instrumento que firma a relação de parceria entre o Poder Público e a entidade qualificada como Organização Social, definindo as responsabilidades de cada parte, o plano de trabalho, metas, prazos de execução, indicadores e critérios de avaliação de desempenho. A criação das OSs tem como objetivos proporcionar:   uma maior parceria entre Estado e sociedade, com foco em resultados; controle social sobre a execução das atividades de interesse público, por meio da constituição de um conselho de administração da OS - composto por representantes do poder público, da entidade e da sociedade civil - como requisito para a qualificação da entidade; eficiência: alcance de melhores resultados para o público-alvo, com custos menores; maior autonomia e flexibilidade na execução das atividades (permitindo captar recursos de outras fontes, por exemplo), combinadas com maior responsabilidade para os dirigentes para com as metas pretendidas; a redefinição das funções do Estado, que mantém seu papel de fomentador e regulador (e não mais executor) das atividades de interesse público;

 

O Estado financia projetos Possui apenas patrimônio próprio A qualificação possui critérios objetivos e não depende de discricionariedade Membros do poder público no Conselho de Não há vínculo com o poder público até a Administração celebração do Termo de Parceria Ambas as leis mencionadas . estados e municípios.permitiram que os demais níveis da federação. foi considerada o "marco legal" do terceiro setor. 1935. liderado pelo Conselho Comunidade Solidária.790/99. que demandava reconhecimento. que dispõe sobre a qualificação de OSCIP. A qualificação de OSCIP tem critérios simples e objetivos e permite a remuneração de dirigentes (uma grande dificuldade das ONGs). por parte do Estado. que não 1 Título de Utilidade Pública Federal. A Lei 9. Embora tenham conceitos semelhantes. por isso. que tem origem e motivação diferentes das OSs. de ONGs voltadas ao interesse público que não se viam contempladas por títulos anteriores1. não contemplava as diferenças entre os diferentes tipos de organizações. elaborassem suas próprias leis dispondo sobre as qualificações. as diferenças entre OS e OSCIP são muitas. Esses provinham de uma legislação muito antiga. Por meio do Termo de Parceria. e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS). dando flexibilidade para a entidade na aplicação dos recursos e no plano de trabalho e estabelecendo mecanismos de avaliação e controle com foco nos resultados.de OS e OSCIP . controle estratégico de resultados por meio de contrato de gestão. Paralelamente. Foi fruto de um movimento da sociedade civil. em geral. . Além disso. substituindo a antiga forma de prestação de contas baseada em processos. O Estado financia a entidade Pode administrar patrimônio público A qualificação é discricionária OSCIP Surge como proposta de movimento da sociedade civil Termo de Parceria: específico para um projeto. todas as atividades da organização. em que o perfil do terceiro setor era muito diferente e menos numeroso e complexo e. A tabela abaixo resume as principais: OS Surge do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado Contrato de Gestão: englobando. foi criado também outro tipo de qualificação para entidades do terceiro setor a de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). o governo repassa recursos para que a entidade execute algum serviço ou atividade específica de interesse público. de 1959. a mesma lei introduziu o Termo de Parceria como o instrumento que media a relação das entidades qualificadas como OSCIP com o poder público.

e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) de 1959 OS federais OS estaduais OS municipais Total 6 115 71 191 As seis OSs federais atuam nas seguintes áreas: proteção e preservação do meio ambiente.Produto 2. pesquisa científica e ensino e comunicação educativa (Anexo 2 .Leis que dispõem sobre a qualificação de entidades como OS). Todas possuem contratos de gestão firmados com os respectivos órgãos federais supervisores. 1 lei federal. 1 lei do Distrito Federal e 42 leis municipais (Anexo 1 . A tabela abaixo mostra a quantidade de OS qualificada em cada nível da federação: Título de Utilidade Pública Federal. de 1935. 15 leis estaduais. 2009. estudos prospectivos. Uma pesquisa do Instituto Publix2 identificou em abril de 2009.Entidades federais qualificadas como OS). em relação a OS.Relatório como Levantamento das Experiências de OS.contrariassem a lei federal. As OSs estaduais estão distribuídas nos estados segundo a tabela abaixo: Estado Amapá Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Mato Grosso Pará Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Santa Catarina São Paulo Sergipe Total 2 Quantidade de OS qualificadas 35 8 11 2 4 1 9 5 2 1 6 31 115 INSTITUTO PUBLIX. desenvolvimento tecnológico (2). que são renovados a cada ano. SSA e OSCIP e sua Documentação Correlata . Diagnóstico das Formas de Relacionamento da Administração Pública com Entes de Colaboração e Cooperação . .

esses números já cresceram. Entre os municípios. pois nem todos possuem um cadastro unificado e transparente acerca das organizações sociais e seus contratos de gestão. assistência técnica agrícola e cinco na área de saúde. em abril de 2009.856 167 27 5. foram identificados 42 que possuem leis de OS (dos quais 17 estão no estado de São Paulo) e 71 entidades qualificadas (Anexo 3 . Entretanto. Pode-se dizer que a área de saúde é predominante. A dificuldade para obtenção de dados nesses casos é ainda maior que nos estados. e nem todos os estados possuem informações unificadas e de fácil acesso sobre isso. nas áreas de ensino. mas não há pesquisas que consolidem as informações. a tabela abaixo resume a quantidade de entidades qualificadas em cada nível da federação e o gráfico seguinte mostra as OSCIPs por estado (Ver também Anexo 4 Leis que dispõem sobre a qualificação de entidades como OSCIP): OSCIP federais OSCIP estaduais OSCIP municipais Total 4. . apoio a pessoas com deficiência (PI) e planejamento e gestão (SC).050 3 No site da Secretaria de Administração da Bahia. entretanto. Por isso. Também são frequentes as áreas de cultura. principalmente em relação à esfera estadual e municipal.Destacam-se os estados da Bahia3 e de São Paulo. Chegaram a aparecer também casos nas áreas de trabalho (CE). As áreas de atuação variam em cada estado. desenvolvimento tecnológico e assistência técnica agropecuária. Dois anos depois. Em relação às OSCIPs. das 115 OSs. contratos de gestão vigentes com os governos estaduais. Todos os estados pesquisados possuem ao menos uma OS que atua nesse ramo.Quantidade leis municipais por estado). para além das áreas elencadas na lei federal. não há dados sistematizados sobre as OSs segundo área de atuação. apenas 31 possuíam. consta apenas uma lista de sete OSs implantadas. ensino e educação.

Destaca-se a área assistencial e a grande parcela das entidades que não informaram a sua finalidade. Apenas 268. A tabela a seguir expõe a quantidade de OSCIPs que possuem vínculo com o Poder Público Federal. de 4. Sabendo que as entidades qualificadas pelo Ministério da Justiça podem celebrar parcerias com todos os níveis da .856 entidades qualificadas como OSCIP federal possuem vínculo com o poder público federal.O próximo gráfico mostra a distribuição das OSCIPs por área de atuação. segundo os tipos de pactualização.

contrato de prestação de serviço. convênio internacional. Hospital do Tricentenário.pe.5 A partir de meados de 2009. contrato de repasse. contrato de colaboração financeira.Arpe. termo de cooperação técnica.CEASA. Irmandade da Santa Casa de Misericórdia do Recife. nos moldes semelhantes à lei federal. (Ver também anexo 5) OSCIPS Federais com parceirização com o Governo Federal Tipo de Pactualização Quant. Contrato de Gestão. apoio financeiro. Nota-se. Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde. Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco . programa de crédito popular produtivo. processos de doação. contrato com fundações. A mesma lei criou também a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco . com o papel de normatizar e controlar as entidades qualificadas como OS ou OSCIP. Termo de Parceria 69 Convênio 81 Outros 135 Total 268 Em Pernambuco as qualificações de OS e OSCIP estaduais foram criadas pela Lei no 11. 5 Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco . Disponível em: http://www. Instituto de Tecnologia de Pernambuco . o debate acerca de organizações sociais na área da saúde (OSS) se ampliou no estado. prestações pecuniárias.gov. programas de microcrédito.federação. Seguindo o sucesso do gerenciamento de unidades de saúde através de 4 Contrato administrativo. esse dado não é tão alarmante.Arpe. subvenção social. porém.ITEP. São elas:          Casa do Estudante de Pernambuco. Fundação Manoel da Silva Almeida (Saúde). entre outros. Até janeiro de 2010 haviam nove entidades qualificadas como organização social no âmbito estadual.php . carta de acordo. contrato de patrocínio. que o convênio e outras4 formas de pactualização ainda são predominantes sobre o Termo de Parceria.arpe.743/2000 que institui o Sistema Integrado de Prestação de Serviços Públicos Nãoexclusivos. OS/OSCIP.br/oscips. Fundação Professor Martiniano Fernandes .IMIP Hospitalar. Associação Núcleo de Gestão do Porto Digital.

Também se deve atentar para o fato da mensuração de resultados não se tornar um fim em si mesmo. o julgamento da ação já passou por 5 sessões sem que fosse deferida (o que acarretaria na suspensão das atividades em curso nas OSs). . a ação foi indeferida por maioria dos votos. inicialmente com 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e três Hospitais de Referência na Região Metropolitana de Recife. Na última sessão. Em 2007. indicadores e o seu monitoramento. Desde seu início em 1999. que pode ser encarado mais como riscos ou desafios. principalmente por parte dos médicos e funcionários da saúde. Pode-se afirmar. refere-se a questões de gestão: o estabelecimento de metas.OSS implantados em outros estados. nem difíceis demais que resultem em desmotivação ou sanções. nem fáceis demais de atingir a ponto de se sub-aproveitar o serviço. é possível alcançar mais agilidade e qualidade na execução de políticas públicas e menor custo. O debate que se instala tem argumentos parecidos com o debate acerca das OSs em geral. sem ferir os princípios constitucionais. Além disso. Com tais argumentos. assim como nos outros estados. mas também os impactos causados no problema que se pretende atingir. reabrindo o julgamento. O próprio contrato de gestão também favorece a transparência quanto ao uso dos recursos e aos resultados atingidos e maior efetividade jurídica para cobrar cumprimento de metas. ministro Ilmar Galvão se aposentou e o ministro. como contraponto. como São Paulo e Minas Gerais. Por um lado. Ayres Britto assumiu em seu lugar. Um outro rol de críticas ao modelo de OS. alguns estadistas e juristas acusam as OSs de constituírem uma privatização do Estado. como por exemplo.637/98. o governo de Pernambuco adotou esse modelo. Determinadas metas podem se traduzir em incentivos perversos. ou ainda uma desresponsabilização do Estado de suas obrigações constitucionais. o julgamento foi suspenso. dia 31 de março de 2011. que a lei mantém a obrigatoriedade do Estado em ser fomentador e regulamentador das atividades de interesse público e permite compartilhar com a sociedade civil e o terceiro setor a responsabilidade pela gestão delas. desvinculado do objetivo maior que é a melhoria dos serviços públicos ao cidadão. o relator da Adin. em âmbito nacional. Os dados da situação inicial devem ser bem avaliados para a determinação de boas metas. e a contratualização de resultados. uma ênfase demasiada na rapidez do serviço pode prejudicar a qualidade. há receio quanto à flexibilidade permitida na gestão de recursos humanos pelas OSS. O relator declarou ainda que é parcialmente a favor da Adin. Discute-se como medir não só os produtos. ou seja eficiência. Diferentes critérios para estabelecer os indicadores refletirão em dimensões diferentes do aspecto da realidade que se quer medir. Houve diversas resistências à implantação do modelo. principalmente pela inexistência de licitação para contratar entidades de direito privado. cuja gestão será feita por OSSs. Posteriormente. o PT e o PDT moveram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão da lei 9. Com a flexibilidade concedida às OSs. a constituição do conselho de administração promove a participação da sociedade civil.

sim.podem aumentá-lo ou diminuí-lo. Acredito que a identificação do modelo das organizações sociais com a ideologia neoliberal. ao defender seu voto a favor da lei das OSs. Algumas experiências têm mostrado que as OSs podem servir. há também um apoio crescente. Mensuração de desempenho no setor público: Os termos do debate. que acredito que o modelo de OS. ao qual estão aderindo cada vez mais gestores públicos. Esses entre outros desafios não têm motivado a extinção total do modelo. ao contrário. Um modelo de gestão com uma diversidade de agentes participantes é muita mais capacitado para responder a problemas públicos que têm se tornado mais complexos. Se visto como uma ferramenta de gestão. Há grandes resistências às OSs. tão forte quanto às resistências. que podem extinguir esse modelo da administração pública. contribuído para o seu aprimoramento. mas. A área da saúde tem sido a principal responsável por isso em função do bons resultados alcançados com esse modelo de gestão para unidades de saúde. apesar de não ser a solução para todos os grandes problemas públicos atuais. está ultrapassada. o número de entidades qualificadas como organizações sociais vêm crescendo nos últimos anos. estando sujeitas até mesma a uma ação de inconstitucionalidade. em investir nessa nova forma de gestão. Por outro lado. de esvaziamento do público. O ministro Gilmar Mendes.6 Mesmo enfrentando muitas resistências sociais e jurídicas. refletido na divisão do direito em público e privado" é insuficiente para explicar a sociedade contemporânea. embora não tenha chegado ainda à esfera federal. É por essas razões. como tem sido usado por diferentes governantes com objetivos diversos. 6 PACHECO. citou o filósofo Gunter Teubner dizendo que o "singelo dualismo Estado/sociedade. tende a crescer e se aprimorar nos próximos anos. a uma ampliação do espaço público e a uma renovação na gestão pública em direção ao Estado em rede. por meio do conceito de espaço público não-estatal. Regina. . o modelo pode servir a diferentes ideologias.

SP Município de Barueri .217 de 15 de dezembro de 2003 Lei 846 de 4 de junho de 1998 Lei 2. Lei 12.637 de 15 de maio de 1998 Lei 0.186 de 11 de novembro de 2005 alterada pela Lei 1. Lei 11.ANEXOS Anexo 1 .081. de 08 de janeiro de 2004 Lei 7.SP Município de Cajamar.360 de 30 de abril de 2003 alterada pela lei 1.743 de 20 de janeiro de 2000 Lei Ordinária 5.929.SP . de 25 de abril de 2001 Lei 7.SP Município de Campo Limpo Paulista . de 23 de agosto de 2005.675 de 10 de setembro de 2007 Lei 1.027 de 29 de janeiro de 2007 modificada pela Lei 8. de 04 de janeiro de 2008 Lei Complementar 158 de 02 de julho de 1999 Lei 15.599.386 de 14 de dezembro de 2005 Lei Complementar 457 de 11 de janeiro de 2005 Lei 1.Leis que dispõem sobre a qualificação de entidades como OS Federal Estado do Amapá Estado da Bahia Lei 9.519 de 13 de dezembro de 2005 Lei Complementar 271.647 de 29 de julho de 2003 Lei 12. de 04 de fevereiro de 2004 Lei 5.199 de 01 de março de 2006 Lei 1.905 de 25 de março de 2008 Estado do Ceará Distrito Federal Estado do Espírito Santo Estado do Goiás Estado do Mato Grosso Estado do Maranhão Estado do Pará Estado do Pernambuco Estado do Piauí Estado do Rio Grande do Norte Estado de Santa Catarina Estado do Sergipe Estado de São Paulo Município de Antônio Prado – RS Município de Atibaia .773.066 de 03 de Fevereiro de 1998 Lei 6. de 26 de fevereiro de 2004.781. Lei Complementar 150.503. de 30 de dezembro de 1997 Lei 4. de 28 de dezembro de 2005.

SP Município de Morro Agudo – SP Município de Nova Mutum – MT Município de Nova Odessa – SP Município de Parnaíba – PI Município de Passos – MG Município de Petrolina – PE Município de Ribeirão Preto – SP Município de Santo André – SP Município de Santo Antônio da Patrulha .RS Município de São Paulo – SP Município de São Sebastião .079 de 16 de maio de 2008 Lei 1.411 de 04 de janeiro de 2006 Lei 2.041 de 12 de dezembro de 2000 Lei 2.Município de Campo Novo do Parecis .116 de 06 de agosto de 2008 Lei 5.876 de 17 de dezembro de 1998 Lei 10.063 de 20 de março de 2008 Lei 1.261 de 02 de agosto de 2006 Lei 2.132 de 24 de janeiro de 2006 Lei 1.226 de 23 de dezembro de 1997 Lei 42 de 10 de agosto de 2001 Lei 8.137 de 13 de abril de 2006 Lei 2.872 de 04 de julho de 2007 Lei 1.764 de 25 de julho de 2002 Lei 9.381 de 24 de janeiro de 2005 Lei 675 de 13 de junho de 2002 Lei 2.519 de 29 de Abril de 2005 Lei 1690 de 03 de setembro de 2001 Lei 3.623 de 06 de setembro de 2005 Lei 1.114 de 08 de março de 2007 modificada pela Lei 1.RJ Município de Joinville .SP Município de Lins .345 de 27 de junho de 2003 Lei 2.175 de 31 de outubro de 2007 Lei 1.SC Município de Juiz de Fora – MG Município de Jundiaí .704 de 13 de maio de 2003 Lei 8.842 de 31 de dezembro de 2001 .198 de 16 de agosto de 2006 Lei 5.233 de 15 de agosto de 2001 Lei 8.330 de 06 de novembro de 2002 Lei 7.221 de 23 de julho de 2003 Lei 14.708 de 25 de julho de 2002 Lei 1.026 de 04 de fevereiro de 2004 Lei 1.MT Município de Campo Verde – MT Município de Carazinho – RS Município de Casimiro de Abreu – RJ Município de Castilho – SP Município de Castro – PR Município de Cubatão – SP Município de Curitiba – PR Município de Fazenda Rio Grande – PR Município de Fortaleza – CE Município de Goiânia – GO Município de Guaporé .RS Município de Hortolândia – SP Município de Itaboraí .129 de 30 de agosto de 2006 Lei 905 de 5 de março de 2008 Lei 121 de 28 de agosto de 2002 Lei 2.395 de 31 de maio de 2004 alterada pela Lei 1.608 de 24 de dezembro de 2003 Lei 1.294 de 14 de dezembro de 2001 Lei 4.SP Município Lucas do Rio Verde – MT Município de Maracanaú – CE Município de Matias Barbosa -MG Município de Mococa .SP Município de Serafina Corrêa – RS Lei 852 de 28 de dezembro de 2001 Lei 1.

Entidades federais qualificadas como OS OS Federal Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – IDSM Centro de Gestão de Estudos Estratégicos – CGEE Órgão Vinculador Área de Atuação Ministério da Ciência e Proteção e preservação do meio Tecnologia ambiente Ministério da Ciência e Estudos prospectivos Tecnologia Associação Rede Nacional de Ensino e Ministério da Ciência e Desenvolvimento tecnológico Pesquisa .Município de Sobral – SP Município de Vila Maria – RS Município de Vitória – ES Lei 261 de 18 de maio de 2000 Lei 1.811 de 30 de dezembro de 2002 Anexo 2 .364 Lei 5.Quantidade de lei municipal de OS por estado .RNP Tecnologia Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – IMPA Laboratório Nacional de Luz Síncrotron .ABTLuz Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto – ACERP Ministério da Ciência e Pesquisa científica e ensino Tecnologia Ministério da Ciência e Desenvolvimento tecnológico Tecnologia Secretaria de Comunicação educativa Comunicação Social da Presidência da República Anexo 3 .

870 de 16 de dezembro de 2003 Lei 11.073 de 2001 Lei 2.017 de 2005 Lei 15.428 de 2 de janeiro de 2002 Lei 496 de 04 de janeiro de 2000 Lei Ordinária 3.Leis que dispõem sobre a qualificação de entidades como OSCIP Federal Estado do Acre Estado do Amapá Estado do Amazonas Estado do Goiás Estado de Minas Gerais Estado do Pernambuco Estado do Rio Grande do Sul Estado de Sergipe Município de Almirante Tamandaré Município de Barra do Choça Município de Taquara Município do Guarujá Município de Recife Município de Ouro Branco Município de Araranguá Município de Ipatinga Município de Pedro Leopoldo Lei 9.337 de 2007 Lei Ordinária 2.790 de 23 de março de 1999 Lei 1.045 de 2008 Lei 3.810 de 2005 .551 de 23 de maio de 2006 Lei 2.140 de 2005 Lei 1.901 de 11 de janeiro de 2008 Lei 5.731 de 07 de julho de 2006 Lei 14.265 de 07 de dezembro de 2005 Lei 17.364 de 2008 Lei 107 de 2008 Lei Municipal 4.743 de 20 de janeiro de 2000 Lei 12.850 de 16 de março de 2006 Lei 1.Anexo 4 .

Dispõe de Marco Legal para qualificar Acre Alagoas Amazonas Amapá Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Minas Gerais Mato Grosso do Sul Mato Grosso Pará X X X X X X X X X X X X 2 136 14 2 X X Recebe as OSCIP Federais por meio de marco legal Utiliza-se do Marco Legal Federal Não trabalha com modelo OSCIP Quantidade de OSCIP qualificada 1 6 OSCIP com Termo de Parceria 1 - . os que trabalham sem marco legal (se baseando na federal) e os que não adotaram o modelo.Anexo 5 . As células destacadas em cinza referem-se às informações que não foram obtidas.Resumo dos Estados – OSCIP A tabela detalha os estados que trabalham em parceira com as OSCIP através de um marco legal próprio.

Dispõe de Marco Legal para qualificar Paraíba Pernambuco Piauí Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rondônia Roraima Rio Grande do Sul Santa Catarina Sergipe São Paulo Tocantins Total 8 X X X Recebe as OSCIP Federais por meio de legal Utiliza-se do Marco Legal Federal Não trabalha com modelo OSCIP Quantidade de OSCIP qualificada OSCIP com Termo de Parceria 15 X X X X 1 - 2 X - - X 2 2 10 162 18 .