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A infecção é resultante da interação entre: os microrganismos, sua fonte de transmissão e o hospedeiro.

Em outras palavras, a infecção depende da quantidade de microrganismos que atinge o indivíduo, da capacidade deste germe em causar infecção, do seu modo de transmissão e da resistência imunológica do indivíduo (como ele responderá a esta agressão). Os microrganismos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente pelas mãos; por isso, é fundamental a higiene das mãos. Há também outras maneiras de transmissão: por meio de água e alimentos contaminados; das gotículas que saem da boca quando falamos; ou pelo ar, quando respiramos pó e poeira que contém microrganismos. Os riscos de aquisição desta infecção podem ser agrupados em:

• Relacionados aos cuidados prestados: associada aos microrganismos presentes nas mãos dos profissionais de saúde, no ambiente ou no organismo do paciente. Geralmente estão relacionadas a procedimentos invasivos (por exemplo, intubação para auxiliar a respiração, passagem de cateteres venosos, cateteres no sistema urinário, cirurgias etc.). Em algumas situações essas infecções, especialmente as que ocorrem após cirurgias, podem ser prevenida com o uso de antibióticos. • Relacionados à organização: sistemas de ventilação de ar e de água, disponibilidade de profissionais (por exemplo, a relação entre número de enfermeiras dedicadas a atender um determinado número de leitos), e estrutura física (mais de um leito no mesmo quarto, a distância entre estes leitos, presença de pias, papel toalha, gel alcoólico para higiene das mãos etc.). • Relacionados à condição clínica do paciente: infecção associada à gravidade da doença, o comprometimento da imunidade do paciente, a tempo da internação etc.

Introdução A higienização das mãos sempre foi considerada uma medida básica para o cuidado ao paciente. Desde o estudo de Semmelweis, no século XIX, as mãos dos profissionais de saúde vêm sendo implicadas como fonte de transmissão de microorganismos no ambiente hospitalar. A contaminação das mãos dos profissionais de saúde pode ocorrer durante o contato direto com o paciente ou por meio do contato indireto, com produtos e equipamentos ao seu redor (ELIAS, 2006). Martins (2001) considera as infecções relacionadas à assistência à saúde como qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital, que se manifesta no período de internação ou pós-alta, se puder ser relacionada à hospitalização. Conforme ainda descreve o autor, quando não é conhecido o período de incubação de um microrganismo e não há evidencia clínica ou laboratorial de infecção no momento da internação, considera-se infecção hospitalar aquela manifestada após 72 horas da admissão. Também são hospitalares aquelas infecções relacionadas a procedimentos invasivos, independentemente do momento da manifestação, bem como as infecções nos recém-nascidos, exceto as congênitas. Atualmente, os profissionais que trabalham nas instituições de saúde necessitam ter conhecimento sobre a verdadeira importância da lavagem das mãos e sua correta higienização. Essa medida está relacionada às boas práticas de higiene do ambiente e possibilita ao paciente proteção contra as infecções, durante todo o período de

as mãos dos profissionais de saúde são as vias mais frequentes de transmissão de microorganismos no ambiente hospitalar. sujidade e oleosidade (BRASIL. se faz necessária a utilização da técnica da higienização das mãos. BLOM e LIMA. reconhecendo as evidências sobre o valor dessa ação básica de controle (BRASIL. são direcionadas à higienização das mãos. FERNANDES e FERNANDES. para Rocha. este estudo teve como objetivo conhecer como se desenvolve a técnica de higienização das mãos pela equipe de enfermagem atuante em Hospital geral localizado ao norte de Minas Gerais. A importância deste tema fica ainda mais destacada quando se verificou que diversas regulamentações internacionais e manuais. suor. Consiste na fricção manual rigorosa de toda a superfície das mãos e punho. incluindo as práticas da higienização das mãos. A escolha do tema de pesquisa surgiu devido ao interesse dos pesquisadores em relação aos cuidados relativos às Infecções Hospitalares (IH) e. tal como a preparação de medicamentos. que instrui sobre o Programa de Controle de Infecções Hospitalares nos estabelecimentos de assistência à saúde no País. esta pesquisa teve como problema: Como a equipe de enfermagem higieniza as mãos para a realização dos procedimentos de enfermagem? Optou-se por estudar este assunto. Os benefícios dessas práticas são inquestionáveis. 2007. elaboradas por associações profissionais ou órgãos governamentais internacionais. Felix e Miyadahira (2009) afirmam que a lavagem das mãos é um procedimento essencial e necessário antes de prestar assistência ao cliente ou realizar qualquer atividade que exija condições de higiene e limpeza. Por isso. além de serem reservatórios para patógenos resistentes aos antimicrobianos. 2003). da Portaria 2616/98. Tal procedimento representa a principal medida preventiva e de controle de Infecções Hospitalares e é usado de forma incorreta ou então negligenciado. seguida de enxágue abundante de água corrente.internação. concorre também para a melhoria da qualidade no atendimento e assistência ao paciente. devido à importância da enfermagem na prevenção das Infecções Hospitalares. 2000). além de atender ás exigências legais e éticas. Devido ao fato de os profissionais de enfermagem possuirem uma gama de ações assistenciais a serem realizadas. ainda. Brasil (2007) afirma que as infecções nos serviços de saúde ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais e podem ocasionar sofrimentos e gastos excessivos para o sistema de saúde. A partir do exposto. do Ministério da Saúde. Essa medida visa à remoção da maioria dos microorganismos da flora transitória de células descamativas como pelos. quando inclui recomendações para esta prática no Anexo IV. 2009). A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. pois são os profissionais de enfermagem que possuem uma gama de ações assistenciais a serem realizadas. já que as infecções hospitalares estão presentes no cotidiano do trabalho de enfermagem e são sempre apresentadas como um risco (FELIX e MIYADAHIRA. implicar em processos e indenizações judiciais nos casos comprovados de negligência durante a assistência prestada. uma vez que. utilizandose sabão/detergente. Materiais e métodos . a utilização da técnica da higienização das mãos se torna imprescindível no ato do trabalho. É necessária para a prevenção da propagação de infecções e impedir a disseminação de microorganismos entre os pacientes. A necessidade da higienização das mãos é reconhecida também pelo governo brasileiro. 2003. Podem. desde a redução da morbidade e mortalidade dos pacientes até a diminuição de custos associados ao tratamento dos quadros infecciosos. Dessa forma. Borges e Filho (2007). O controle de infecções nesses serviços. consequentemente á lavagem das mãos.

Coração de Jesus. realizou-se o estudo piloto ou pré-teste com a finalidade de validar o questionário. Segundo Brasil (1998).Brasil. faixa etária. de um ou mais entrevistados. Para garantir os aspectos éticos. Participaram do pré-teste 3 profissionais do mesmo setor em que foi realizada a pesquisa de campo. alterar ou adicionar novas perguntas durante o processo de aplicação. porém. avaliando a clareza das perguntas. Previamente á coleta de dados. tabelas e gráficos. controle sobre a sequência de perguntas. estando de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde que preconiza as normas de pesquisas envolvendo seres humanos. Clínica Médica e Bloco Cirúrgico do Hospital Municipal São Vicente de Paulo.Trata-se de uma pesquisa quantitativa de caráter descritivo. um técnico e um enfermeiro. 2002). Após a coleta. Hospital Municipal São Vicente de Paulo. o questionário estruturado deve ser utilizado em trabalhos que requeiram. Perfil dos profissionais A tabela 1 caracteriza os profissionais quanto ao sexo. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário estruturado que permitiu a obtenção de informações diretamente do entrevistado. os dados foram tabulados e apresentados na forma de porcentagens. A pesquisa quantitativa visa descobrir quantas pessoas de uma determinada população compartilham uma característica ou um grupo de características (GIL. Distribuição quanto ao perfil dos profissionais. não estar de licença ou férias e trabalhar no hospital no período do estudo. formação profissional e setor que atua. no interior de Minas Gerais . O universo da pesquisa foi composto por todos os trabalhadores do referido hospital. respostas padronizadas para um conjunto definido de informações acerca de um tema específico. por meio do parecer consubstanciado 022/10. o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) das Faculdades Unidas do Norte de Minas. Elegeram-se 30 participantes que atenderam aos seguintes critérios de inclusão: aceitar participar da pesquisa. O estudo foi realizado em maio de 2010. A análise se baseou nas respostas obtidas pelos entrevistados e dependeu da capacidade do pesquisador. A sua principal característica é que o entrevistador não tem liberdade de ajustar. sendo um auxiliar. localizado no município de Coração de Jesus. maio de 2010 . tendo. Resultados Os dados coletados foram agrupados em: perfil dos profissionais e técnica de lavagem das mãos. nos setores: Pronto Socorro. Tabela 1.

Gráfico 1. O percentual encontrado está disposto no gráfico 2.4% no Bloco Cirúrgico.33% com idade entre 20 a 29 anos e 40 a 49 anos de idade.Em relação ao perfil dos profissionais. Coração de Jesus.6% trabalham no Pronto Socorro.6%. Outro item avaliado foi quantas vezes os profissionais realizavam a técnica de lavagens das mãos durante os plantões. com 33. 30% na Clínica Médica e 23. Dos profissionais citados. 36. enfermeiros. ao sexo masculino. Técnica de lavagem das mãos O gráfico 1 mostra o percentual referente aos profissionais que aderem à técnica de lavagem das mãos.4% pertenciam ao sexo feminino e 26. Hospital Municipal São Vicente de Paulo. 10% em outros setores. Percentual referente aos profissionais que aderem à técnica de lavagem das mãos. 80% destes são técnicos e/ou auxiliares de enfermagem e 20%. maio de 2010 Nota-se que 100% dos profissionais aderem à prática de lavagem das mãos. . verificou-se que 73.

23. O gráfico 3 evidencia o conhecimento dos profissionais sobre a importância da lavagem das mãos na diminuição do risco de Infecção Hospitalar. Gráfico 4. de 11 a 15 vezes e 10%. Gráfico 3. Coração de Jesus. nota-se que 66. maio de 2010 Analisando o gráfico 2. Hospital Municipal São Vicente de Paulo. Hospital Municipal São Vicente de Paulo. .33%. Percentual referente à quantidade de vezes que os profissionais realizam a técnica de lavagem das mãos. Coração de Jesus. Utilização das técnicas de lavagem das mãos. maio de 2010 Percebe-se que todos os profissionais conhecem a importância da técnica de higienização das mãos como forma de prevenir infecção em ambiente hospitalar. Conhecimento sobre a importância da lavagem das mãos na diminuição do risco de Infecção Hospitalar.Gráfico 2. de 1 a 10 vezes.67% dos profissionais realizam essa técnica mais de 16 vezes a cada plantão de 12 horas. Outro item avaliado foi se os profissionais realizavam a lavagem das mãos e após procedimentos realizados (gráfico 4).

seja ele invasivo ou não (SANTOS. em que se teve como população alvo a equipe de . analisou-se também a técnica quanto ao cumprimento de todas as suas etapas. 10.5% enfermeiros e 5. Outro item avaliado foi se no local do setor onde o entrevistado atua e onde se realiza a lavagem das mãos existem informativos sobre a técnica a ser utilizada. Quanto à formação profissional. Tabela 2. estado de Goiás. Coração de Jesus. maio de 2010 Obteve-se que todos os profissionais realizam a lavagem das mãos antes e depois da realização de procedimentos. maio de 2010 Nota-se que quanto à padronização da lavagem das mãos pelos procedimentos operacionais padrão (POP) e protocolos. obtendo-se que maioria respondendo que sim (53.3%). Hospital Municipal São Vicente de Paulo. além de gerar benefícios extensíveis àqueles envolvidos no processo de cuidado.3% fisioterapeutas. nenhum realizou a técnica conforme preconiza o Manual de Higienização das mãos em Serviço de Saúde (BRASIL. devendo configurar-se como um hábito que todos os profissionais de saúde devem realizar antes e depois de qualquer procedimento. Entre os profissionais observados. os achados nesta pesquisa são confirmados com os achados em pesquisa realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal de um Hospital Público do Município de Goiânia. Treinamentos para lavagem das mãos através dos procedimentos operacionais padrão e protocolos. Já a tabela 2 mostra os treinamentos da Lavagem das mãos através dos procedimentos operacionais padrão (POP) e protocolos. 2002). Discussão dos dados A lavagem das mãos é uma prática de assepsia simples que continua sendo a principal forma de prevenir e controlar as infecções. Quanto à realização da técnica de lavagem das mãos. a maioria dos entrevistados respondeu existir (70%). Entre os profissionais observados. a presente pesquisa torna-se diferente com o estudo realizado em um hospital de média complexidade do Vale do Aço em Minas Gerais. Além da frequência de lavagem das mãos.2% do total de avaliados. maior parte respondeu não existir (60%). onde foram observados 19 profissionais de diferentes categorias e houve 46 lavagens das mãos. 2007). em setembro de 2001. sendo os demais constituídos por 21% de médicos. os auxiliares e técnicos de enfermagem representaram 63. sem ônus significativos para as instituições. Quanto aos treinamentos dos POP’s referentes à lavagem das mãos.Hospital Municipal São Vicente de Paulo.

o qual observou que 21% dos profissionais da enfermagem lavavam as mãos antes de realizar as tarefas e. pela complexidade inerente ao profissional que realiza o cuidado (NEVES et al. 2006). 2003). Os profissionais de saúde podem lavar suas mãos em um número ilimitado de vezes por turno e a tendência dos produtos em causar irritação da pele e ressecamento é um fator substancial que influencia a não aceitação e o consequente hábito dessa prática. respectivamente. 2006). 2003).70%.Goiás. demonstraram que as equipes de enfermagem foram as que mais valorizaram a lavagem das mãos como um procedimento capaz de reduzir as taxas de infecção hospitalar (MENDONÇA et al. ao todo. As recomendações para uma higiene bem feita das mãos têm enfoque muito mais no risco para o paciente adquirir infecções. antes e após os procedimentos. a adesão é um ato voluntário e individual que depende da decisão de cada profissional. ou seja. dentre outros fatores. segundo a categoria profissional. Além disso. Após os procedimentos. não lavaram as mãos antes e em 55 % não lavaram as mãos depois de realizá-los. o presente estudo se torna diferente com a pesquisa realizada na Sala de Recuperação Pós-Anestésica de um hospital de ensino de Goiânia .. Mas. as adesões foram de 6. considerando que o paciente na Sala de Recuperação Pós-Anestésica requer cuidados intensivos e manuseio constante para a avaliação global do retorno da anestesia e equilíbrio hemodinâmico (BARRETO et al.enfermagem. 510 oportunidades de higienização das mãos. os técnicos de enfermagem tiveram adesão de 2. Isso pode proporcionar aos profissionais de enfermagem uma maior segurança ao realizar os procedimentos. identificou. Quanto à realização da lavagem das mãos antes e após procedimentos. a técnica de lavagens das mãos é essencial para evitar infecção cruzada. destes. As frequências de higienização das mãos. Analisando a quantidade de vezes que os profissionais lavaram as mãos. o tempo torna-se um fator crítico para a adesão à higienização. Embora a frequência de higienização das mãos.34% e 17. A irritação e desidratação potencial dos detergentes podem variar consideravelmente e podem ser amenizadas pela adição de emolientes e umectantes (BLOM e LIMA. Observou também que a maioria dos profissionais não realiza a lavagem das mãos. e esquecendo-se de que há necessidade em manter a saúde das mãos dos profissionais. 2009). Nesse sentido. Estudos acerca dos processos de disseminação dos patógenos apontam as mãos dos profissionais da saúde como reservatório de micro-organismos responsáveis pela infecção cruzada (SCHEIDT e CARVALHO. mostram que. previne a transmissão de patógenos do cuidador para o paciente e vice-versa. os profissionais sabem da importância que esta representa. sob outro ponto de vista. Estudos realizados na UTI neonatal de um Hospital Público do Município de Goiânia. consequentemente. visando ao controle de infecção nos estabelecimentos de saúde. deve ser assumida pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) / Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) na busca de meios que promovam mudanças mais eficazes e duradouras. Segundo Santos e Gonçalves (2009). com 11 profissionais de enfermagem. Notou-se que esses profissionais apresentaram 100% de adesão à técnica de lavagem das mãos (MENDONÇA et al.93%. pois em 79% dos procedimentos. estima-se que 3 a 15% dos pacientes sob hospitalização adquirem infecção hospitalar e que. apesar de não realizarem toda a técnica de forma correta. Tais achados corroboram com os achados na presente pesquisa. em setembro de 2001. os achados nesta pesquisa são diferentes dos achados de Correa (2003). 2003).95% e os enfermeiros de 15. estado de Goiás. obteve-se que a maioria dos profissionais respondeu não existir. Ainda afirmam que. sendo 3 enfermeiros e 8 técnicos de enfermagem. tenha sido maior entre os enfermeiros. é influenciada. Quando questionados quanto aos treinamentos existentes. ambas as categorias tiveram baixa adesão. . 5 a 12% morrem em consequência disso. No Brasil. Acredita-se que a promoção de educação permanente. antes dos procedimentos. diminuindo o risco de infecção hospitalar. 45% após os procedimentos realizados. Fato preocupante.

pg. Brasília: TCU. O conhecimento sobre a técnica de lavagem das mãos foi considerado importante por todos.br/servicosaude/legis/geral. Enf. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. e deve ser vista como forma de organização do processo saúde-doença. Brasília. e os profissionais reconhecem que a técnica é fundamental na diminuição do risco de Infecção Hospitalar. técnicos. A Educação Permanente deve direcionar-se á capacitação dos profissionais em serviço de saúde. Higienização das mãos: a adesão entre os profissionais de enfermagem da sala de recuperação pós-anestésica.htm. 1998. jun. TMG.gov. 2007. 42 p.anvisa. Rev. B. Evidence for indirect nosocomial transmission of Neisseria meningitidis resulting in two cases of invasive meningococcal disease.2.44. fica claro que. A Importância na Formação da Técnica da lavagem das Mãos na Formação de Profissional Enfermeiro. NOGUEIRA. proporcionando melhoria da qualidade no atendimento e assistência ao paciente. apesar de poucos treinamentos e atualização dos trabalhadores desta instituição. Percebe-se que as técnicas de lavagem das mãos não são uniformemente seguidas nos hospitais e. resultados pouco confiáveis. PEDROSA. p. n. 2003. • BRASIL. Higienização das mãos em serviços de saúde/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária. I. p. 2003. J. • ELIAS. garantindo uma assistência qualificada e humanizada. proporcionando um processo de reflexão de seus atos. n. controle e tratamento. • _________. p-481-496. pois a técnica de lavagem das mãos é considerada um hábito de difícil modificação e adesão dos profissionais. Acesso em 20 de junho de 2011.Através de um estudo realizado por Martinez et al.334-40. .C. é relevante implantar o processo educativo sobre a lavagem das mãos continuamente. sendo que os resultados mostraram que todos os profissionais aderiram á técnica. programas educacionais com propósitos de aumentar a adesão dos profissionais de saúde à lavagem das mãos são essenciais. In: COUTO. 2006. 2010. pois esta mostra que os trabalhadores. Conclusão Conclui-se que os estudos realizados anteriormente se contrapõem a esta pesquisa. eles por si conhecem a importância da técnica para o controle das infecções.11. R. 3 ed. campanhas que perpetuem o seu cumprimento. Enfermagem Atual. auxiliares de enfermagem e enfermeiros aderem à técnica correta de higienização das mãos. – Brasília: Anvisa. (2008). • BLOM. Disponível em: http://www. J. por isso. Tribunal de Contas da União.L. 2009.16. sugere-se a realização de uma próxima pesquisa referente ao mesmo tema. A necessidade dessa capacitação advém dos problemas encontrados nos serviços de saúde. envolvendo todos os profissionais do serviço. 4276-8. LIMA.25-29. • _________. v.11. Infecção Hospitalar: e outras complicações não infecciosas da doença. A partir disso. Secretaria de Auditoria e Inspeções. J Clin Microbiol. • CORREA. Desse modo. v..M. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. porém observacional. uma vez que um dos maiores índices de transmissão ocorre pelas mãos. percebe-se a necessidade de se instituírem programas de educação continuada visando estabelecer e manter a adesão às técnicas e. Eletr. Legislação. talvez. S. uma vez que proporcionará dados mais fidedignos. Referências • BARRETO et al. Técnicas de entrevista para auditorias / Tribunal de Contas da União. Lavagem das mãos. Obtiveram-se. epidemiologia.C. a fim de se reduzir infecções hospitalares. Portanto. n. et al. neste estudo. Rio de Janeiro: Medsi.

ação irritante do uso de sabão e luvas e sua influência na Microbiota Qualitativa e Quantitativa das Mãos de Enfermeiros. et al. 1116p.. Avaliação da técnica de lavagem das mãos executada por alunos do Curso de Graduação em Enfermagem. A. In: FERNANDES. 2009.L.P. FERNANDES M.Newslab .T. Rio de Janeiro: Editora Médica e Científica Ltda.A. São Paulo: Atlas. MIYADAHIRA. N. L.F. Lavagem das mãos no controle da infecção hospitalar: um estudo sobre a execução da técnica. 2002. P. Acta Scientiarum. FERNANDES M.edição 82. Alguns estudos microbiológicos. CARVALHO. GONÇALVES. SOUZA. Lavagem das mãos: adesão dos profissionais de saúde em uma unidade de terapia intensiva neonatal. NEVES. M.. Z.M. 2002.C. SANTOS.. demonstram que o aumento da freqüência da limpeza . 2007. SANTOS. A. 2001.P. ed.. 3. que eram pessoas que não trabalhavam em hospitais. n. D.V. p. volta Microorganismos e freqüência da lavagem de mãos Elaine Larson. Rev. FILHO. C. v. v. São Paulo: Ateneu. 45% eram Acinetobacter e 39% eram Klebsiella-Enterobacter. ed. 2009. p. enferm. GIL. MARTINS.. USP. Higienização das mãos no controle das infecções em serviços de saúde.A. SCHEIDT.14.M.M. 2006. A. A... UERJ. M. p.K. v. Manual de infecção hospitalar: Epidemiologia. São Paulo. v... segundo a mesma autora. Como elaborar projeto de pesquisa. Falta de adesão à Lavagem de Mãos.O. L. MARTINEZ. reduziu as taxas de infecções puerperais através da determinação de o ato de lavagem das mãos com solução germicida.C. L. K. Jul.O.. et al. FERREIRA.25. Higienização das mãos: O impacto de estratégia de incentivo à adesão entre profissionais de saúde de uma unidade de terapia intensiva neonatal.. prevenção e controle. p. n. 2006.43. n.1461-1468.• • • • • • • • • • • FELIX. Revista Enfermagem Integrada. M. RIBEIRO FILHO.V. MELO. n. n.4.S.14.2.10-14.R. Dentre as 22 espécies de bactérias gram-negativas encontradas.2. Infecção Hospitalar e suas interfaces na área da saúde. Revista de Administração em Saúde../Ago. Latino-am Enfermagem. Adesão à técnica de lavagem das mãos em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.A..S. MENDONÇA. Organização e programas de controle de infecções hospitalares. esc.. 2000. A. São Paulo. em 1848 [1]. M..1.G. F. 2008. BORGES. Semmelweiss. v.1. FERNANDES. Health Science. PEREIRA.T. TIPPLE.221. São Paulo.A. quando comparados com 80% do grupo controle. jun. A. 2003. Pessoas que lavavam as mãos mais de 8 vezes por dia eram menos colonizadas do que as que lavavam menos de 8 vezes [2].2.S.4.. ROCHA. Historicamente foi comprovada sua importância por Semmelweiss e merecido atenção das publicações clássicas mais importantes sobre infecções hospitalares. enferm.V.C. Maringá. 2.S.546-552. Rev..S. demonstrou que 21% dos profissionais de saúde pesquisados apresentavam colonização das mãos com bactérias gram-negativas. 147-153. após as necrópsias e antes do atendimento a partos.P.C.1. um dos pioneiros em controle de infecção hospitalar.M. V. em 1981.F. v. A. v. LAVAGEM DE MÃOS A lavagem de mãos é tradicionalmente o ato mais importante para a prevenção e o controle das infecções hospitalares . p. Avaliação prática da lavagem das mãos pelos profissionais de saúde em atividades lúdico-educativas Rev.

Pesquisa realizada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.da possibilidade de secagem . Em Neonatologia a totalidade dos os pacientes têm dependência total e a enfermagem é quem realiza todos os cuidados. Essa flora pode aumentar quando o número desse procedimento ultrapassar de 25 vezes por dia. Acinetobacter sp.Corynebacterium sp. Exemplos: Staphylococcus coagulase-negativos.da temperatura da água . Exemplos: alguns gram-negativos.do tipo de sabão . talvez pela menor freqüência da necessidade do ato pelos enfermeiros [3].da localização da pia . demonstrou que o número de vezes que os profissionais de enfermagem tocavam nos recém nascidos era 6 vezes maior do que a equipe médica. pelo Serviço de Controle de Infecção. Dentre os profissionais observados. Propioni bacterium e alguns membros da família Enterobacteriaceae. devido ao ressecamento excessivo das mãos. a equipe médica lavava mais as mãos do que a equipe de enfermagem. volta QUANDO LAVAR AS MÃOS O ato de lavar as mãos depende basicamente de cultura como: -antes de alimentar-se -após ir à "toillete" -após assoar o nariz -sensação desagradável de estar com as mãos sujas ou que tocaram umidade. Eles são de mais difícil remoção e é necessária a fricção vigorosa durante a lavagem das mãos. Flora residente Microrganismos persistentemente isolados da pele da maioria das pessoas. O conforto também diz respeito à maior ou menor freqüência de lavar as mãos e depende: .da higienização da pia . tais como Escherichia coli. volta Flora transitória das mãos Microrganismos isolados ocasionalmente na pele que são rapidamente removidos pela lavagem ou anti-sepsia das mãos.diminui a microbiota das mãos. em 1990. para avaliar a freqüência e qualidade da lavagem das mãos por profissionais médicos e de enfermagem da unidade de Neonatologia.

br/maos.com.Embora o conforto seja importante e racionalmente induza a maior freqüência de lavagem de mãos. destruição da flora transitória e redução da flora permanente volta DECISÃO LAVAGEM OU ANTISSEPSIA DAS MÃOS? DEPENDE DE: • • • • Intensidade do contato com o paciente ou fômites O grau de contaminação Suscetibilidade do paciente Tipo de procedimento que será realizado http://www. ainda não existem pesquisas que comprovem o impacto na freqüência pela troca de um produto mais agradável [4].PREPARO CIRURGICO Remoção.htm .cih. volta LAVAGEM X ANTISSEPSIA DE MÃOS LAVAGEM COMUM Remoção de sujidade e flora transitória ANTISSEPSIA Remoção e destruição de flora transitória ANTISSEPSIA .