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INSTITUTO JOÃO NEÓRICO DISCIPLINA: DIR. PENAL II TURMA: DIR 04NB/2012.

1º PROFESSOR: PEDRO MANCEBO ALUNO: ELSON SYDNEY BUZAGLO CORDOVIL

- ATIVIDADE COMPLEMENTAR P/ 1ª AVALIAÇÃO -

ATENUANTES E AGRAVANTES ATENUANTES: São fatores que diminuem a pena até o limite mínimo legal, melhoram a condição do réu através de uma conduta por ele praticada antes ou durante a tramitação do processo. AGRAVENTES: São fatores previstos em lei que aumentam as penas, pioram a situação do réu através de uma conduta por ele praticada antes ou durante a tramitação do processo. CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES I- Reincidência Quando alguém pratica novo crime, depois de ter sido condenado, com trâmite em julgado, por crime anterior. II- Motivo Fútil ou Torpe O motivo fútil é aquele desproporcional, o pretexto para a prática do crime é banal, já o motivo Torpe é aquele que causa repulsa na sociedade, é amoral. III- Facilitar ou assegurar a ocultação, impunibilidade ou vantagem de outro crime. Essa agravante é utilizada nos casos que o agente praticar outro crime para ocultar, facilitar, manter a impunibilidade ou vantagem de outro crime. Não há necessidade que o crime fim chegue a ser cometido. IV- Traição, emboscada, dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. Este inciso agrava a situação dos agentes que covardemente dificultaram a defesa da vítima, se enquadra também todos os meios astutos que surpreendam o ofendido. • Traição: a vítima é surpreendida de forma desleal pelo agente, pessoa na qual depositava confiança. • Emboscada: é o ato de preparar uma armadilha, uma cilada para alguém, dificultando sua defesa. • Dissimulação: é quando o agente finge para ganhar a confiança da vítima, no intuito de enganá-la, despistando sua vontade hostil. V- Meios insidiosos, cruéis ou de perigo comum. • Meios insidiosos: são aqueles camuflados, que nem a vítima percebe que está sendo atacada, quando se dá conta, já aconteceu. Dificulta a defesa da vítima. • Meios cruéis: os que causam a vítima um sofrimento maior do que o necessário. • Meios de perigo comum: é quando aquela conduta além de causar dano a vítima, poderia ter causado danos a terceiros, coloca em perigo várias pessoas.

• Coabitação: são aquelas pessoas que vivem sob o mesmo teto. O agente que comete crime contra quem está sob a imediata proteção da autoridade. mesmo que seja por pouco tempo. • Maior de 60 anos: de acordo com o Estatuto do Idoso. • Relações domésticas: são as relações entre indivíduos da mesma família. criados e patrões. • Cargo ou ofício: devem ser necessariamente públicos.: pensão. No caso de gestante não se aplicará quando se tratar de delito de aborto. Descartadas as relações de afinidades tais como pai ou mãe de criação.Agravantes no concurso de pessoas. não abrangendo funções públicas. naufrágio. Ex: crime contra preso. • Hospitalidade: estada de alguém na casa alheia se que seja caso de coabitação. inundação. de coabitação ou de hospitalidade.Em ocasião de incêndio. Ex. Essa agravante pune o abuso de autoridade nas relações domésticas. Se o sujeito ativo e passive estiverem nas mesmas condições. VII. VIII. aquelas presentes no âmbito familiar.Cometer crime contra criança. se aproveita das circunstâncias de uma tragédia para cometer ilícito. Agrava a pena daqueles que não causaram a situação.Abuso do poder ou violação inerente a cargo.Crime contra ascendente. XI. • Ministério: pressupõe uma atividade religiosa. maior de 60 anos.Em estado de embriaguez preordenada. • Enfermo ou mulher grávida: devem se fazer presentes ao tempo da conduta. concubinos ou companheiros. atitude essa que ele não teria se tivesse sóbrio. descendente. pois tal condição é requisito inerente ao delito. • Profissão: qualquer atividade exercida como meio de garantir sua subsistência. como também desafia e desrespeita a autoridade que o tem sob custódia.Quando o ofendido está sob a imediata proteção da autoridade. ou qualquer calamidade pública ou de desgraça particular do ofendido. X. • Criança: indivíduos com até 12 anos incompletos. ofício. não se justifica o agravante. Ocorre quando o agente se embriaga propositalmente para adquirir coragem pra praticar o delito. ministério ou profissão. de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. ofende não só o bem jurídico da vítima do delito. Ex. XII. enfermo ou mulher grávida.: visita. Trata-se de pessoas com menos condições de se defenderem.Abuso de autoridade ou prevalecendo-se das relações domésticas. Praticar delitos com o abuso do poder ou violação de obrigações inerentes as atividades dos agentes. irmão ou cônjuge. porém. XIII. Pune-se mais severamente quem: . Protege ainda mais as relações familiares. XI.VI.

A pena do infrator pode ser atenuada. “a pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância relevante. anterior ou posterior ao crime. se não foi o provocador.Influência de multidão. CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTES I. VI. embora não prevista expressamente em lei”.O desconhecimento da lei. Aquele que é coagido a cometer um crime só que essa coação era resistível terá sua pena atenuada. A pena será atenuada se o agente praticar o fato em cumprimento de ordem de autoridade superior. X. desde que não se demonstre tenha sido ele o provocador. evitar-lhe minorar-lhe as conseqüências. A ignorância da lei não isenta de responsabilidade. III. mas por algum motivo não conseguiu. pois talvez pudesse se refutar. Essa atenuante cabe quando o agente tenta por sua espontânea vontade amenizar ou até mesmo evitar as conseqüências do crime.Menoridade relativa e maioridade senil Constitui atenuante o agente menor de 21 anos na data do fato ou maior de 70 na data da sentença. antes do julgamento.Influência de violenta emoção provocada por ato injusto da vítima. ou nele participa. V. VIII. De acordo com o Código. A pena será atenuada quando alguém agir sob influência de violenta emoção decorrente de ato injusto da vítima. os interesses pessoais.Ter procurado o agente. logo após o crime. ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes. IX. por sua espontânea vontade e com eficiência. A confissão espontânea da autoria do crime à autoridade atenua a pena.Coação física ou moral resistível. IV. mediante paga ou promessa de recompensa.Atenuante inominada.• • • • Promove. Executa o crime. ou ter.Cumprimento de ordem de autoridade superior. levam-se em conta os interesses coletivos e se for de relevante valor moral.Motivos do crime (relevante valor social e moral) Quando o motivo da prática do crime é o valor social.Confissão espontânea. Coage ou induz outrem à execução material do crime. mas atenua a pena. reparado o dano. Instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito a sua autoridade ou não punível em virtude de condição ou qualidade pessoal. . VII. II.