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A Républica da Turquia

A Turquia é uma democracia representativa parlamentar. Desde a fundação da república em 1923 que o país desenvolveu uma forte tradição de secularismo. A Constituição da Turquia governa o quadro jurídico do país, estabelece os princípios de governo e consagra a Turquia como um estado unitário centralizado.[134] O Presidente da República é o chefe de estado e o seu papel é em grande parte cerimonial, competindo-lhe as funções de representar o país e velar pela sua unidade. É o comandante supremo das forças armadas em nome do parlamento (Grande Assembleia Nacional) e tem o poder de dissolver o parlamento e convocar eleições. O presidente é eleito por sufrágio universal direto para um mandato de cinco anos. Os candidatos a presidente são propostos por pelo menos vinte membros do parlamento. [135] O presidente da república atual (2011), Abdullah Gül, o primeiro presidente da república turco que é um muçulmano devoto, foi eleito no dia 28 de agosto de 2007, sucedendo a Ahmet Necdet Sezer.[136]

O poder executivo é exercido pelo governo. de tendência conservadora e islamista moderada. O atual primeiro-ministro é o ex-prefeito de Istambul. O poder legislativo é exercido pela Grande Assembleia Nacional da Turquia. na maioria das vezes é o líder do partido que tem a maioria de assentos parlamentares. Recep Tayyip Erdoğan. cujo Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP).[135] O primeiro-ministro é eleito pelo parlamento por um voto de confiança no governo. O Tribunal Constitucional pronuncia-se sobre a conformidade das leis e decretos com a constituição. organizadas na sequência da crise económica de 2001.2% dos votos. líder do AKP e primeiro-ministro desde 2002. ganhou a maioria absoluta dos assentos parlamentares nas eleições gerais de 2002. liderado pelo primeiro-ministro. já obteve três vitórias seguidas em eleições . O Supremo Tribunal é o tribunal de última instância para julgar todos os processos. O poder judiciário é independente do poder executivo e legislativo. que preside ao Conselho de Ministros. exceto os administrativos.[137] Recep Tayyip Erdoğan. um parlamento unicameral. com 34. cuja instância superior é o Conselho de Estado.

quando o governo foi forçado a demitir-se. com 49.25% em relação às eleições anteriores. Em 2004. estando assegurado por lei o direito de voto a todos os cidadãos turcos com mais de 18 anos de idade. mantendo a maioria absoluta no parlamento.6% dos votos. tendo o AKP obtido 49. pois era intenção de Erdoğan ultrapassar os 66% dos lugares parlamentares que lhe permitiriam fazer as mudanças constitucionais que pretende sem precisar de votos de outros partidos. havia 50 partidos políticos registados no país. Nas eleições gerais de 2007.[56][57][58] O sufrágio universal para ambos os sexos tem estado em vigor em toda a Turquia desde 1933. correram riscos de serem proibidos de pertencer a um partido político durante cinco anos.[139] Embora não seja obrigatório que os ministros sejam membros do parlamento. isso é muito comum na política turca. o AKP obteve 46.parlamentares. a última delas em 12 junho de 2011.[140] o que seria uma repetição noutros moldes do que se passou em 1997.8% dos votos.[136] e a proposta do governo para levantar a proibição do véu nas universidades.8% dos votos. Estas incluíram a controversa eleição presidencial de Abdullah Gül. que além disso aplicou uma multa ao partido no poder. este esteve à beira de ser proibido e 71 dos seus membros. incluindo o primeiro-ministro. Erdoğan ganhou pela terceira vez consecutiva. que no passado esteve ligado a partidos islâmicos. Em 2007 e 2008 ocorreram uma série de polémicas sobre a laicidade do estado e o papel do poder judicial sobre a legislação.[141] O Tribunal Constitucional . Apesar disso significar um aumento de 3. Esta proposta foi anulada pelo Tribunal Constitucional. o partido perdeu 14 deputados e a vitória teve algum sabor de derrota.[138] Nas eleições de 12 de junho de 2011.

apoiados pelo partido curdo da Paz e Democracia (Barış ve Demokrasi Partisi. como os direitos dos curdos. embora em 2011 tenham sido eleitos 35 deputados independentes. Outras questões. uma por cada um dos 85 círculos eleitorais. O historial da Turquia em matéria de direitos humanos continua a ser um obstáculo significativo à futura adesão à União Europeia. o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos emitiu mais de 1 600 sentenças contra a Turquia por violações dos direitos humanos.[142] O parlamento tem 550 deputados. nas eleições de 2002 só dois partidos conseguiram representação parlamentar. os quais são eleitos para mandatos de quatro anos em listas partidárias de representação proporcional. particularmente por violações do direito à vida e pelo uso de tortura.[139] Os direitos humanos na Turquia têm sido objeto de muita controvérsia e condenação internacional. Para evitar um parlamento dividido e uma excessiva fragmentação política.[143] Em 2007[144] e 2011 apenas três partidos obtiveram representação. Estes círculos representam as 81 províncias administrativas da Turquia. enquanto a de Ancara e Esmirna são divididas em dois cada uma. Entre 1998 e 2008.pode retirar o financiamento público ou banir os partidos políticos considerados anti-seculares ou separatistas. Devido ao elevado número de votantes. só os partidos que com pelo menos 10% dos votos a ní10% dos votos direito a representação parlamentar.[141] Devido a este limite. a província de Istambul é dividida em três círculos. BDP). os direitos das mulheres e a liberdade de imprensa também têm gerado controvérsia.[145] O país é também ainda acusado .

internacionalmente por ocupação ilegítima de propriedades República Turca de Chipre do Norte[146]editar .