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A Mais Social Consultoria acredita que todos possam fazer a diferença no mundo e realiza seu trabalho de forma a não

prejudicar o meio ambiente e a sociedade, sempre com ética e responsabilidade.

A Compreender é uma consultoria especializada no desenvolvimento de tecnologias sociais para promoção de parcerias entre empresas, governos e terceiro setor. Em rede, as instituições pensam e orientam suas ações em prol da qualidade das relações que compõem o ambiente em que estão inseridas. Metodologia

Todos os serviços da Compreender são concebidos e executados à luz das teorias de Paulo Freire. A Ecopedagogia, especialmente, é o nosso principal fundamento metodológico. Acreditamos que, por meio da qualificação, da práxis pedagógica e da pesquisa para o estranhamento do cotidiano, é realmente possível fazer com que o conhecimento transforme as pessoas, as relações e, consequentemente, a realidade. Os trabalhos desenvolvidos pela Compreender partem sempre da demanda para a oferta, ou seja, consideram os públicos envolvidos não como objetos de ações prontas, de projetos pré-moldados, mas sim sujeitos pensadores, propositores e interventores, corresponsáveis por sua história e destinação, local e globalmente.

Serviços A Compreender oferece um conjunto de serviços customizados, que considera as necessidades e expectativas das partes envolvidas, propiciando uma atuação diferenciada a seus clientes. Para a Compreender, cada organização, assim como as comunidades com as quais interage, possui características socioculturais e econômicas peculiares. Por isso, estabelece com seus clientes um diálogo constante e próximo, no intuito de conhecer, de maneira minuciosa, as especificidades dos públicos junto aos quais desejam promover algum tipo de relacionamento Ao seguir essa premissa, a Compreender se destaca por oferecer mais que produtos exclusivos, mas processos comprometidos, em seu desenvolvimento, com a transformação de todos que dele participam.

educação
  

Programas de relacionamento com comunidades Programas de educação formal e não-formal Programas de visitas de comunidades

+ Gestão de Projetos Sociais     

Diagnósticos Avaliações e monitoramento de programas e projetos sociais Pesquisas quantitativas e qualitativas Elaboração de indicadores de gestão social Elaboração de plano estratégico para atuação social

+

ampliando a área de abrangência da Compreender para além de seu endereço sede. em um trabalho caracterizado pela formação. Possibilidades apontadas para o cliente:    Contribuir para a construção e consolidação da reputação da empresa. apostilas e demais materiais educativos + Projetos Culturais  Desenvolvimento de grupos culturais com focos temáticos Clientes Resultado. guias. Essas são as premissas que a Compreender imprime aos projetos de seus clientes. em Minas Gerais. transparência e sustentabilidade. Contribuir para o desenvolvimento sustentável a partir da promoção de mudanças econômicas e socioambientais de ganho mútuo em todas as fases de um empreendimento. minimizando riscos operacionais. Representados pelos setores da mineração. .Licenciamento Ambiental     Mapeamento de stakeholders Programa de Educação Ambiental (públicos interno e externo) Atendimento de condicionantes de relacionamento com comunidades Acompanhamento psicossocial a famílias em processo de negociação fundiária + Comunicação Social     Planejamento estratégico de comunicação Comunicação para o licenciamento ambiental Diálogo e mobilização social Materiais de apoio aos projetos + Elaboração de Material Pedagógico  Elaboração de livros. nossos clientes estão situados em diversas partes do Brasil. Contribuir para a construção de relações duradouras entre a empresa e seus stakeholders. agregando valor à marca. compromisso. energia e logística.

Será aplicável a qualquer tipo de organização.com. Este grupo é responsável pela elaboração da norma internacional de Responsabilidade Social – a ISO 26000. a Suécia (SIS. Neste processo. a liderança de um processo desta natureza é compartilhada entre um país em desenvolvimento.  Viabilizar tecnicamente projetos de responsabilidade social. documento que orienta a concessão de financiamentos por meio de instituições financeiras. algo inovador dentro da ISO. A norma deverá ser capaz de orientar organizações em diferentes culturas. como empresas. sociedades e contextos. WWW. Trabalhadores. suporte. Atender exigências de avaliação socioambiental postas pelos Princípios do Equador. tratados e convenções internacionais já existentes. pesquisa e outros – se encontram para debater as principais tendências e buscar um futuro consensual para a responsabilidade social no mundo. Abordará temas que englobam desde direitos humanos. No centro desse desafio estão as . Swedish Standards Institute). representantes de diversas categorias de stakeholders – Consumidores. sem propósito de certificação. Além disso. o Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social. entre outros. e Serviço. e um país desenvolvido. Será consistente e não conflitante com normas da ISO e outros documentos. práticas de trabalho. ONGs. A ISO 26000 deverá ser um grande guia sobre Responsabilidade Social. um fórum internacional que conta com a participação de mais de 400 pessoas e 78 países e cerca de 40 organizações internacionais e regionais. A Visão do Instituto Ethos O Instituto Ethos trabalha a mais de dez anos em prol da gestão socialmente responsável e da construção de uma sociedade justa e sustentável. pela primeira vez na ISO.br A Norma ISO 26000 A futura norma internacional de Responsabilidade Social – ISO 26000 A ISO constituiu. o Brasil (ABNT.compreender. prevista para publicação em setembro de 2010. Empresas. A futura norma seguirá as seguintes deliberações: Será uma norma de diretrizes. Outra característica importante do processo de construção da norma é seu caráter multistakeholder. em 2005. governos. meio ambiente e governança. ONGs. Associação Brasileira de Normas Técnicas). Não terá caráter de sistema de gestão (modelo PDCA). Governos. a até questões de implementação.

principais questões da nossa época. além de ser uma clara evidência desse reconhecimento. Uma abordagem já trabalhada e defendida pelo Instituto Ethos. Esta norma é inovadora em muitos sentidos. Nosso envolvimento com a normalização da responsabilidade social é anterior à construção da ISO 26000. desenvolvia a norma brasileira de RS. tanto no seu formato quanto no seu conteúdo. a desigualdade social e o desenvolvimento econômico. contribui para superar as dificuldades nos setores resistentes ao entendimento de que a responsabilidade social trata do conjunto das atividades da organização. A própria produção da norma ISO 26000. sem dúvida. publicada em dezembro de 2004. além de acompanhar as discussões da ISO nesse campo. como as crises ambientais. Sem dúvida o documento contribuirá para consolidar o entendimento sobre responsabilidade social melhorando a relação entre as práticas locais e globais. . um grande avanço. ampliando a responsabilidade pela cadeia produtiva e o engajamento de stakeholders. Já em 2002 tomávamos parte na comissão da ABNT que. O reconhecimento pelas empresas da necessidade de realizar mudanças na gestão dos negócios. e não apenas da participação das empresas na solução de problemas sociais das comunidades. que há muito vêm sendo demandadas pelas organizações da sociedade civil. representa. A publicação da norma ISO 26000 ao mesmo tempo em que será uma grande conquista para o movimento de responsabilidade social também lançará um grande desafio aos atores envolvidos: a implementação de fato de suas orientações. Desde o início do processo de criação da norma ISO 26000 o Instituto Ethos empenha-se para que a ferramenta tenha um caráter transformador. a ABNT NBR 16001. É importante destacar que a norma reforça a visão da responsabilidade social como uma contribuição para o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Ele explica que a ecopedagogia está mais para uma educação sustentável . Portugal. portanto. o principal centro de estudo sobre a Ecopedagogia é o Instituto Paulo Freire. mas amplia o seu campo de reflexão e de ação. Ela só tem sentido como projeto alternativo global onde a preocupação não está apenas na preservação da natureza (Ecologia Natural) ou no impacto das sociedades humanas sobre os ambientes naturais (Ecologia Social). O artigo foi apresentado no I Fórum Internacional sobre Ecopedagogia.ideias para um debate". diante do meu sentimento de pertencimento à Humanidade. Gadotti. No Brasil. evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992. As diferenças culturais." A ecopedagogia seria. para uma ecoeducação. 2000). não podem existir para mim fronteiras. Moacir Gadotti. geográficas. uma educação para a cidadania planetária. a um projeto utópico: mudar as relações humanas. Portugal. ao lado de outras pedagogias. como a chamamos. defendendo uma verdadeira revolução pedagógica e curricular tendo como centro a formação de indivíduos que sejam cidadãos do mundo. num ambiente sustentável. mas à Humanidade. assim. particularmente no Fórum Global 92. sociais e ambientais que temos hoje." (in: Pedagogia da Terra . Ela está ligada. em março de 2000. raciais e outras enfraquecem. professor titular da Universidade de São Paulo e diretor do IPF.. Aqui está o sentido profundo da Ecopedagogia. e que este sentido está intimamente ligado ao futuro de toda Humanidade e da própria Terra. que não se preocupa apenas com uma relação saudável com o meio ambiente. o que segundo o professor. de Moacir Gadotti. no sentido de pertencerem não a uma nação ou a um grupo étnico. "Como posso sentir-me estrangeiro em qualquer território se pertenço a um único território. Não é possível. e seus princípios fundamentais. realizado pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Porto. mas com o sentido mais profundo do que fazemos com nossa existência. uma re-educação para vivermos numa comunidade que é local e global ao mesmo tempo. em cujo site existe uma série de documentos e artigos sobre o tema. a ecopedagogia não é uma pedagogia a mais. a Terra? Não há lugar estrangeiro para terráqueos. Rio-92. mas num novo modelo de civilização sustentável do ponto de vista ecológico (Ecologia Integral) que implica uma mudança nas estruturas econômicas. como . Gadotti trabalha com conceitos como consciência planetária. afirmando que mais do que nunca precisamos lutar por um mundo mais justo e produtivo. sociais e culturais.ideias centrais para um debate". a partir da vida cotidiana. na Terra. o professor Gadotti aborda o contexto em que a ecopedagogia surge. Nele.O que é Ecopedagogia? Karla Hansen A Ecopedagogia é um conceito ainda em construção e é definido mais como um movimento do que como uma nova teoria de educação. entre eles "Pedagogia da Terra . Desse modo. ". cidadania planetária.. implica uma reorientação de nossa visão de mundo. ainda sobre a necessidade de resgatarmos as utopias de libertação dos anos 60. ou de uma Pedagogia da Terra. fala. Se sou cidadão do mundo. Gadotti não opõe ecopedagogia à educação ambiental.

diz Leonardo Boff. sendo uma delas Paulo Freire. 3. A Terra como mãe. Uma nova consciência que sabe o que é sustentável. Novas atitudes: reeducar o olhar. não instrumental. em evolução. O artigo lembra. 6. 2. Ela é uma pedagogia para a promoção da aprendizagem do sentido das coisas a partir da vida cotidiana. O planeta como uma única comunidade. reconhecendo que são ainda imprecisas e que bebem em diversas fontes. citado no artigo. organismo vivo e em evolução. Ela ainda está em formação e formulação como teoria da educação. Uma racionalidade intuitiva e comunicativa: afetiva. 11. relacionar-se entusiasmar-se. A justiça sóciocósmica: a Terra é um grande pobre. Nosso endereço é a Terra. liderado pelo Instituto Paulo Freire. Ampliar nosso ponto de vista. Uma concepção do conhecimento que admite só ser integral quando compartilhado. o sociólogo português Boaventura de Souza Santos. compartilhar. com seu método de aprendizagem a partir do cotidiano. o coração. problematizar. Colocar em questão o modelo econômico capitalista. É aqui que entra em cena a ecopedagogia. 8. A ternura para com essa casa. 9. que mostra como saída para a Humanidade a "democracia eco-socialista". Gadotti fala sobre o papel da educação sustentável ou ecológica nesse projeto utópico. 10. até contraditórias. a ecopedagogia também pode ser entendida como um movimento social e político. também. . 5. segundo Moacir Gadotti: 1. Boff fala em "justiça social com justiça ecológica". Gadotti lista algumas referências dessa pedagogia. Uma pedagogia biófila (que promove a vida): envolver-se. Cultura da sustentabilidade: ecoformação. São princípios da ecopedagogia ou de uma Pedagogia da Terra. pode tomar diferentes direções. E como todo movimento novo. O caminhar com sentido (vida cotidiana). poluidor e consumista que está levando ao esgotamento dos recursos naturais. ele é complexo e." Diante de desafios tão grandes. em processo. "O desenvolvimento sustentável tem um componente educativo formidável: a preservação do meio ambiente depende de uma consciência ecológica e a formação da consciência depende da educação. 4. Como a ecologia. o maior de todos os pobres. 7. e faz sentido para a nossa existência. comunicar-se. considerado um dos inspiradores da ecopedagogia. ter um mundo ecologicamente equilibrado sem justiça social. Procurando orientar educadores. Mas já tem se manifestado em diversas práticas educativas que fazem parte do "Movimento pela ecopedagogia". "a única utopia possível é a utopia ecológica e democrática justamente porque chegamos ao limite entre um ecossistema finito e uma acumulação capitalista tendenciosamente infinita. Para o sociólogo. apropriado.