Você está na página 1de 58

Complemento - 1

COMPLEMENTO:

MINISTÉRIO PÚBLICO

DA

UNIÃO

Técnico Administrativo
(Cód.: 0934)

1.
2.
3.
4.

Direito Constitucional
Da Aplicabilidade das Normas Constitucionais ...................................................................... 02
Dos Direitos Políticos ......................................................................................................... 05
Da Organização Polítco Administrativa ................................................................................ 10
Poder Judiciário (Atualização) ............................................................................................. 26

Direito Administrativo
5. Poderes Administrativos e Atos Administrativo .................................................................... 27
6. Serviços Públicos ............................................................................................................... 48
7. Lei n. 8.112, de 11 de Dezembro de 1990 (Atualização) .................................................... 57

Central de Concursos

complemento_mpu.pmd

1

6/7/2010, 12:44

2 - Complemento

MINISTÉRIO PÚBLICO

UNIÃO

DA

Técnico Administrativo

Conselho Editorial
Iaroslau Sessak Jr.
Adolfo Martins de Oliveira
Marizete Ribeiro Castanheira Martins

Supervisão Metodológica e Didática
Alexandre Alves Barbosa Neto
Cíntia Leal Silva

Diagramação
Cíntia Leal Silva

Copydesk e Revisão Final
Alexandre Alves Barbosa Neto

Vendas acesse nosso site: www.livrariadoconcurso.com.br

Proibida a reprodução no todo ou em partes, por qualquer meio ou processo, sem autorização expressa. A
violação dos direitos autorais é punida como crime: Código Penal, art. 184 e seus parágrafos e art. 186 e
seus incisos. (Ambos atualizados pela Lei n. 10.695/2003) e Lei n. 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais.

Central de Concursos

complemento_mpu.pmd

2

6/7/2010, 12:44

Direito Constitucional - 3

1. DA APLICABILIDADE

DAS

1. CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS
QUANTO À SUA EFICÁCIA
Refere-se à aplicabilidade das normas constitucionais.
A doutrina clássica foi inspirada no Direito NorteAmericano, na época de RUY BARBOSA, no tocante
às normas autoaplicáveis e normas não aplicáveis.
Para o Professor JOSÉ AFONSO DA SILVA, todas
as normas da Constituição são aplicáveis, na medida
que todas têm eficácia jurídica (capacidade de produzir
efeitos no mundo jurídico).
Classificação:
Eficácia social: verifica a hipótese de a norma vigente,
isto é, com potencialidade para regular determinadas
relações, ser efetivamente aplicada a casos concretos.
Eficácia jurídica: a norma está apta a produzir efeitos na ocorrência de relações concretas; mas já produz
efeitos jurídicos na medida em que sua simples edição
resulta na revogação de todas as normas anteriores que
com ela conflitam. É eficaz juridicamente, embora não
tenha sido aplicada concretamente.
Segundo José Afonso da Silva, são aplicáveis todas
as normas constitucionais, pois todas são dotadas de
eficácia jurídica.
Normas constitucionais de eficácia plena: são aquelas de aplicabilidade imediata, direta, integral
independendo de legislação posterior para sua inteira
operatividade. (art. 1º)
Normas constitucionais de eficácia contida: são
aqueles de aplicabilidade imediata, direta, integral, plena, mas que podem ter reduzido seu alcance pela atividade do legislador infraconstitucional, também chamadas de normas constitucionais de eficácia redutível ou
restringível (art. 5º, XIII)
Normas constitucionais de eficácia limitada: são
aquelas que dependem da emissão de uma normatividade
futura, em que o legislador ordinário, mediante a legislação ordinária, lhe dê capacidade de execução em termos de regulamentação daqueles interesses visados.
- Normas de princípio institutivo: eficácia limitada, e
dependem de lei para dar corpo a instituições, pessoas,
órgãos, previstos na norma constitucional. (art, 18, §3º)

NORMAS CONSTITUCIONAIS
- Normas de princípio programático: eficácia limitada, estabelecem um programa constitucional a ser
desenvolvido mediante legislação integrativa da vontade do constituinte (art. 205)
São normas dotadas de eficácia jurídica porque têm
o efeito de impedir que o legislador comum dite normas em sentido oposto ao direito assegurado pelo
constituinte, antes mesmo da possível legislação
integrativa que lhe dê plena aplicabilidade.

2. PODER CONSTITUINTE
A afirmação da existência de um poder constituinte
está relacionada à ideia de que a Constituição é fruto de
um poder distinto dos que estabelece, ou seja, existe
um poder constituinte que é a fonte da Constituição e
dos poderes por ela constituídos.
O poder de editar uma nova Constituição que
substitui a anterior ou de editar a primeira Constituição de um novo Estado é denominado poder constituinte originário, uma vez que dá origem à organização
fundamental do Estado.
Esse poder possui três características fundamentais:
a) é inicial, ou seja, não se funda em nenhum outro e é
dele que derivam os demais poderes;
b) é ilimitado, isto é, não possui qualquer limitação no
mundo jurídico;
c) é incondicionado, ou seja, não possui qualquer forma
anteriormente estabelecida para sua manifestação.
Já o poder de reformar a Constituição, de modificála, de emendá-la, é denominado de poder constituinte
derivado ou instituído, uma vez que é estabelecido pela
própria Constituição.
Esse poder de reformar a Constituição possui três
características fundamentais:
a) é secundário, ou seja, está abaixo do poder constituinte
originário;
b) é subordinado, isto é, está limitado pelo poder constituinte originário;
c) é condicionado, ou seja, somente pode agir nas condições e formas estabelecidas pela Constituição.
A principal manifestação do poder constituinte derivado é o poder de emendar a Constituição, poder esse
estabelecido no artigo 60 da Constituição Brasileira.

Central de Concursos

01_da_aplicabilidade_das_normas_contitucionais.pmd
3

6/7/2010, 12:44

4 - Direito Constitucional

Por fim, cabe ressaltar que nos Estados Federais existe
um terceiro poder constituinte que é o poder constituinte
decorrente. Este poder também é instituído e possui as
mesmas características do poder constituinte derivado.
Tal poder também deriva do poder constituinte originário, mas não se destina a rever a Constituição Federal, e sim instituir e estruturar a Constituição dos Estados-Membros, conforme a Constituição prevê.

3. CONSTITUIÇÃO E DEMAIS ESPÉCIES NORMATIVAS
No ordenamento constitucional brasileiro existem diversos tipos de lei, com funções e atribuições diferentes.
Como já foi ressaltado, as normas constitucionais são as
normas supremas dos países, pois regem a sua própria organização institucional. De fato, a Constituição é a base da
ordem jurídica e a fonte de sua validade. Todas as leis a ela se
subordinam e nenhuma pode contra ela dispor. Toda lei ou
dispositivo legal que contrariar a Constituição é declarado
inválido, ou insusceptível de produzir qualquer efeito.
A Constituição, entretanto, pode ser modificada através de uma Emenda Constitucional. Para ser aprovada, uma Emenda Constitucional exige voto favorável
de pelo menos 3/5 dos componentes de cada Casa do
Parlamento (ou seja, Senado e Câmara dos Deputados
Federais), com votação em dois turnos1 em cada Casa.
Abaixo das normas constitucionais e de suas emendas situam-se todas as demais espécies normativas. Existe
consenso entre os doutrinadores de que todas as leis
estão subordinadas à Constituição. Há controvérsia,
porém, quanto à existência ou não de uma hierarquia
entre as demais espécies normativas infraconstitucionais.
A doutrina dominante que deve ser levada em consideração nas provas defende a ideia de inexistência de
hierarquia entre o ordenamento jurídico infraconstitucional, sendo assim, considera-se todas as normas em
um mesmo patamar hierárquico (leis complementares,
ordinárias, delegadas, medidas provisórias, decretos
legislativos e resoluções).
Aqueles que defendem a existência de uma hierarquia situam, logo abaixo do texto constitucional, as leis
complementares e abaixo desta, as demais leis.

1

A votação em dois turnos é necessária independente do resultado de cada turno, tal conceito difere do 2º turno eleitoral, pois
este, em certos casos, é dispensado.

Como indicado anteriormente, tais leis somente podem
ser aprovadas por maioria absoluta de cada Casa do Parlamento e são exigidas sempre que a Constituição assim dispuser. Muitas vezes, a Constituição faz essa exigência valendo-se de determinados artigos que, ao invés de regularem
de fato uma determinada matéria, dizem simplesmente que
“cabe à lei complementar...” dispor sobre tais e tais assuntos.
Como exemplo, veja-se o artigo 146 da Lei Maior:
Art. 146 - Cabe à lei complementar
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária,
entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: (etc.)
Além da lei complementar, abaixo da Constituição
situa-se também a lei ordinária que corresponde à legislação comum do Estado Brasileiro. Quando a Constituição estabelece que “determinado assunto deverá
ser regulamentado por lei”, sem maiores adjetivações,
está se referindo à lei ordinária.
No mesmo patamar da lei ordinária e complementar situam-se as leis delegadas, medidas provisórias, os decretos
legislativos e as resoluções.
Lei Delegada: é um tipo de lei elaborada pelo Presidente da República (art. 68, CF), em razão de autorização
do Poder Legislativo e nos limites estabelecidos por este.
Há a possibilidade de um crivo posterior do Congresso Nacional, após a delegação, tais condições tornam este instrumento pouco utilizado em nosso
ordenamento, pois o instrumento da Medida Provisória é muito mais utilizado.
Medida Provisória: é o ato legislativo adotado pelo
Presidente da República, com força de lei, que entra
em vigor imediatamente, antes de ser apreciado pelo
Congresso Nacional. Se no prazo de sessenta dias ela
não for aprovada pelo Congresso Nacional, perderá
eficácia desde a data de sua edição.
Decreto Legislativo: é ato elaborado pelo Legislativo com a finalidade de veicular as matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional (art. 49 da
CF). Este é o caso da ratificação de um Tratado Internacional pelo Congresso Nacional.
Resolução: é ato elaborado pelo Congresso ou
qualquer de suas Casas, destinado a regular matéria de
competência do Congresso Nacional ou de competência privativa de qualquer de suas Casas.

Central de Concursos

01_da_aplicabilidade_das_normas_contitucionais.pmd
4

6/7/2010, 12:44

Direito Constitucional - 5

2. DOS DIREITOS POLÍTICOS
1. Dos Direitos Políticos

1. DOS DIREITOS POLÍTICOS
Os direitos políticos, disciplinados pelos artigos 14
a 16 da Constituição, basicamente se referem ao direitos de: votar, ser votado, e participar diretamente do
processo legislativo.
Formas de exercício da soberania popular

Art. 14 - A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos
termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
O caput deste artigo prevê cinco formas de manifestação da soberania popular, a saber:
a) Sufrágio universal: sufrágio é o direito subjetivo
público que tem o cidadão de eleger ou de ser eleito; decorre diretamente do princípio que diz que todo poder
emana do povo e em seu nome é exercido; diz-se universal quando não se faz qualquer restrição ao cidadão,
em razão de sua condição econômica, sexo ou grau de
instrução (na realidade, a Constituição Brasileira faz algumas restrições, que serão analisadas posteriormente).
b) Voto direto e secreto: o voto não se confunde nem
com o sufrágio, que é um direito amplo, nem com o escrutínio,
que é o recolhimento, o exame e a apuração dos votos.
O voto, na realidade, é a manifestação concreta do sufrágio, ou seja, é o ato político que materializa o direito subjetivo público do sufrágio; voto direto é aquele em que o
eleitor exerce o seu direito pessoalmente; a exigência de que
o voto seja secreto procura assegurar ao eleitor liberdade e
privacidade para a escolha de seus candidatos.
Outra característica do voto é a sua periodicidade, ou seja,
o mantadário exerce o poder por um período determinado.
c) Plebiscito: é a consulta feita aos cidadãos para decidir
sobre uma questão política ou institucional, antes de sua formulação legislativa. Exemplo claro está previsto no art. 2o do
ADCT, que determinou que no dia 07.09.1993 o eleitorado definisse através de plebiscito, a forma (República ou
Monarquia constitucional) e o sistema de governo (Parlamentarismo ou Presidencialismo) que deveriam vigorar

no País. O plebiscito é muito utilizado, também, para se
decidir quanto ao desmembramento de Estados ou Municípios (CF, art. 18, § 3o e § 4o). Sua origem remota ao
Estado Romano, o plebiscito era a forma encontrada para
colher a opinião da plebe.
d) Referendo: consiste no submetimento à aprovação
dos cidadãos de projetos de leis já discutidos e aprovados pelos seus representantes. Diferencia-se do plebiscito por ser uma consulta ao povo em um momento posterior à feitura da lei. O plebiscito é uma consulta prévia,
enquanto que o referendum é uma consulta póstuma.
e) Iniciativa popular: é a possibilidade de os próprios cidadãos deflagrarem o processo de elaboração
de lei, atendidos determinados requisitos previstos no
art. 61, § 2o, que diz: “a iniciativa popular pode ser
exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados
de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por
cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos
por cinco Estados, com não menos de três décimos
por cento dos eleitores de cada um deles”.
As condições mínimas são cumulativas, ou seja, somente valem se somadas:
a) 1% do eleitorado nacional;
b) 5 Estados-membros; e
c) 0,3% do eleitorado de cada Estado.
Obrigatoriedade do alistamento eleitoral e do voto

§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
Alistamento eleitoral é a inscrição ou registro do indivíduo nos órgãos competentes da Justiça Eleitoral, com
consequente emissão de título de eleitor mediante o qual
exercerá sua capacidade eleitoral ativa, ou seja, capacidade
para escolher os seus candidatos. Neste sentido, convém
marcar que alistabilidade (capacidade eleitoral ativa) não se
confunde com elegibilidade (capacidade eleitoral passiva, ou
seja, capacidade de ser votado, de ser candidato numa eleição).
Os analfabetos e os jovens entre dezesseis e dezoito anos,
por exemplo, são alistáveis mas não são elegíveis.

Central de Concursos

02_dos_direitos_politicos.pmd

5

6/7/2010, 12:44

b) a candidatura das pessoas acima enumeradas para outros cargos foi permitida. ou seja.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. § 4º .6 . III . Conforme vimos anteriormente.a filiação partidária. Vice-Prefeito e juiz de paz2. § 7º .São inelegíveis. os netos e os irmãos. IV . a condenação criminal transitada em julgado. Duas condições devem ser especialmente comentadas: a) a filiação partidária obrigatória – não se admite no ordenamento jurídico brasileiro. normalmente homens na faixa de idade de 17 anos. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. o direito de voto para os analfabetos e para os jovens de 16 a 18 anos. Por serem inalistáveis. os conscritos e os estrangeiros também são inelegíveis. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. o Presidente da República.O Presidente da República. b) as idades mínimas estabelecidas são as mesmas para os cargos de suplente e vice de cada cargo indicado. na forma da lei: I . os filhos.Direito Constitucional A aplicação da universalidade do voto é traduzida pelo aumento significativo do colégio eleitoral apregoado por esta Constituição.o alistamento eleitoral.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. c) vinte e um anos para Deputado Federal. em face da simplicidade de suas atribuições. pela primeira vez na história do Brasil. § 6º . do Distrito Federal. até o segundo grau3 ou por adoção. do Presidente da República. O legislador se preocupou com a possibilidade de o Presidente da República. a incapacidade civil absoluta. os conscritos.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.pmd 6 6/7/2010. no território de jurisdição do titular. A saber: parentes de até 2º grau são: os genitores. ou favorecer as candidaturas daqueles que os substituíram no final de seu mandato. VI . os Governadores e os Prefeitos se utilizarem da máquina estatal para facilitar a sua própria reeleição. seis meses antes das eleições (é a chamada desincompatibilização do cargo).Para concorrerem a outros cargos. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.São condições de elegibilidade. que concede. ele sempre o será de 4º grau em diante. Condições para ser candidato § 5º . 1 Os casos de perda e suspensão dos direitos políticos serão previstos no artigo 15. Conscritos são os alistados no serviço militar obrigatório. a candidatura independente. Neste sentido. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. 12:44 . d) dezoito anos para Vereador. V .o domicílio eleitoral na circunscrição. os avós. a filiação partidária é requisito essencial para a participação no pleito eleitoral. votando facultativamente. previstas nos parágrafos seguintes. No direito jamais haverá um primo de 1º grau. § 3º . os Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um período subsequente. mas não pode ser candidato. II . destacando-se. Para que qualquer indivíduo possa se candidatar a qualquer cargo político. o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins. foram tomadas as seguintes medidas: a) O Presidente da República. ele é alistável mas inelegível. ou ainda. não se exige a condição de formado em Direito para o exercício das mesmas. O analfabeto pode escolher seus candidatos. as candidaturas de parentes. entre outros. 3 O grau de parentesco no direito é diferente da relação de parentesco cultural.o pleno exercício dos direitos políticos1. 2 Juiz de paz: indivíduo que tem por função básica celebrar casamentos. diferentemente do francês. durante o período do serviço militar obrigatório. os Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. Central de Concursos 02_dos_direitos_politicos. e o não-cumprimento de prestação alternativa para obrigação a todos impostas. Proibidos de se alistarem Não podem ser candidatos (casos de inelegibilidade) § 2º . além de preencher os requisitos arrolados no § 3o. Os inalistáveis (estrangeiros e conscritos) evidentemente também são inelegíveis.a nacionalidade brasileira. por exemplo. mas com a condição de que renunciem ao cargo atual. Prefeito. a chapa que concorre ao Senado Federal deverá ser composta pela soma do titular com dois suplentes com idades mínimas de 35 anos. também não poderá incorrer nas condições impeditivas de elegibilidade. de Governador de Estado ou Território. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. Deputado Estadual ou Distrital. o constituinte determinou que o cargo de juiz de paz deverá ser preenchido via eleição.

na forma da lei. na respectiva jurisdição. que geram prejuízo ao erário e benefício ao agente. Os casos de inelegibilidade. irmãos. Perda e suspensão dos direitos políticos O cidadão pode ser privado definitiva ou temporariamente de seus direitos.se contar menos de dez anos de serviço. entretanto. Central de Concursos 02_dos_direitos_politicos. 5º. enquanto durarem seus efeitos. 37. pais.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. Candidatos com menos de 10 anos de carreira deverão ir para a reserva6 já no momento em que fizerem sua filiação partidária.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.pmd 7 6/7/2010. A divisão dos incisos obedeceu o critério de antiguidade. são inelegíveis apenas em seu Estado-membro (não em outro Estado) e os parentes e o cônjuge do Prefeito são inelegíveis para aquela cidade e não para as outras. trativa. portanto. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. conforme segue. Se não houver nenhuma incompatibilidade (nenhum dos impedimentos previstos anteriormente) para o exercício do mandato. 37. caberá ação de impugnação do mandato. seus parentes e seu cônjuge são inelegíveis para qualquer cargo. no ato da diplomação. de suspensão. Todos os militares são alistáveis e. nos termos do art. Os parentes e o cônjuge do Governador. se temerária ou de manifesta má fé. para serem convocadas.se contar mais de dez anos de serviço. sogro. A privação definitiva é chamada de perda. não se restringem aos expressamente previstos na Constituição. Caso haja alguma irregularidade. A “jurisdição”5 do titular dá o limite dessa proibição. 12:44 . VIII.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. corrupção ou fraude. o candidato prestará compromisso e tomará posse. Militares com mais de 10 anos de carreira serão “agregados”. a candidatura do cônjuge e dos parentes consanguíneos ou afins. II .O militar alistável é elegível. filhos. (suspensão) IV . (perda) V . a fim de proteger a probidade adminis4 Contudo a jurisprudência tem aceitado a ideia de que sendo o vice um cargo de mera expectativa não se aplica tal regra. Há uma única exceção: se o cônjuge ou os parentes já forem titulares de mandato eletivo. § 4o. Diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral dá ao candidato a investidura no cargo para o qual foi eleito. na forma e gradação previstas em lei. Sendo eleito. e a temporária. É vedada a cassação de direitos políticos. passará automaticamente. só que dentro de quinze dias da diplomação (prazo prescricional7). poderão candidatarse-à reeleição (ou seja. a perda da função pública. se eleito. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . sogra. entretanto. deverá afastar-se da atividade. Impugnação do mandato eletivo § 10 . poderão disputar novamente as eleições para o cargo que já ocupam. O termo correto seria circunscrição. segundo o art. cunhados. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. Outros casos de inelegibilidade § 9º . Elegibilidade do militar § 8º . própria do Poder Judiciário. por decurso de prazo. mas não para outro). portanto. d) proibiu-se. também o agregado passará para a reserva. foi utilizada inadequadamente pelo legislador constituinte.incapacidade civil absoluta. genros. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função.condenação criminal transitada em julgado. independentemente dessas relações de parentesco decorrerem ou não de adoção). a moralidade para o exercício do mandato. nos termos do art. daqueles que tiverem substituído as pessoas enumeradas nos seis meses anteriores ao pleito4. netos. (suspensão) 7 Prescrição: perda do direito de ingressar com ação na Justiça. (perda) II . padrasto e madrasta.Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação.Direito Constitucional . para o mesmo cargo. atendidas as seguintes condições: I . Agregação é situação de inatividade transitória do militar que. Como a jurisdição do Presidente da República abrange o país inteiro. considerada a vida pregressa do candidato. até segundo grau ou por adoção (ou seja: avós. (suspensão) III . em regra. continua pertencendo ao quadro efetivo. respondendo o autor. dos titulares dos cargos previstos ou de quem os tiver substituído nos seis meses antes da eleição. 5 A palavra jurisdição. se necessário. 15. sem prejuízo da ação penal cabível”. § 4º. § 11 . “os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. 6 Reserva: totalidade de pessoas aptas para o serviço militar e que se conservam à disposição das Forças Armadas. A Constituição nos enumera os casos de perda ou suspensão. a ser proposta ante a Justiça Eleitoral. será agregado pela autoridade superior e. noras. com exceção dos conscritos.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. elegíveis. 8 Improbidade administrativa: são os atos praticados por pessoa investida de função pública.improbidade administrativa8.7 c) proibiu-se também a candidatura. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. Art. para a inatividade. podendo a lei complementar estabelecer outros.

d) é vedada a cassação de direitos políticos. no ato da diplomação. ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito. se não após um ano de sua publicação. A soberania popular será exercida: a) pelo sufrágio universal e pelo voto indireto. nos termos do art. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. É bom salientar que o ordenamento jurídico hoje vigente vedou a cassação dos direitos políticos. d) quando os eleitores formulam diretamente ao Poder Legislativo uma medida provisória. c) pelo sufrágio universal e pelo voto secreto. enquanto durarem seus efeitos. no território de jurisdição do titular. b) a faculdade que os eleitores têm de elaborar uma medida provisória. d) 30 (trinta) anos. mediante ação judicial. 37. no período subsequente. muito utilizada pelo Presidente da República no período ditatorial. b) consulta que se faz aos eleitores depois da elaboração de uma lei. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. para a inatividade. automaticamente. b) consulta que se faz aos eleitores depois da elaboração de uma lei. de Governador de Estado ou Território. o Presidente da República. exceto os de segundo grau ou por adoção. c) são inelegíveis. § 4º. d) pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto com igual valor para todos. nos termos do art. 04. os Prefeitos. Convém assinalar. recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. b) 18 (dezoito) anos. e) as resposta “b” e “d” estão corretas.8 . também. c) consulta que se faz aos eleitores através dos meios de comunicação. os Vereadores. diferente das enumeradas. d) consulta aos eleitores sobre a validade de uma lei. Referendo é: a) consulta que se faz aos eleitores antes da elaboração de uma lei. 05. o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins. Conforme o cargo eletivo a que pretenda concorrer. e) consulta que se faz ao Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade de uma medida provisória. 5º.Direito Constitucional Na Constituição atual. Vigência e aplicação da lei que alterar o processo eleitoral Art. e) pelo sufrágio parcial e pelo voto direto e não secreto com igual valor para todos.pmd 8 6/7/2010. o Presidente da República. Assinale a alternativa correta: a) são inelegíveis para os mesmos cargos. Entende-se por iniciativa popular: a) revolta da população para tomar o poder. do Presidente da República. a menos que conte mais de dez anos de serviço e seja agregado pela autoridade superior. apresentar à Câmara dos Deputados projeto de lei. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. Para evitar turbulências no processo eleitoral é que o constituinte obriga a não-aplicação da nova lei. 02. passando. Assim é que a Constituição do Brasil exige do candidato a Vereador a idade mínima de: a) 16 (dezesseis) anos. e) 35 (trinta e cinco) anos. nos termos da Constituição do Brasil. 12:44 .A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. 06. que a enumeração acima é taxativa. c) 21 (vinte e um) anos. c) quando os eleitores formulam uma lei. d) consulta que se faz a todos os residentes no Brasil sobre a validade de uma lei delegada. b) para concorrerem a outros cargos. b) pelo voto secreto e direto. não sendo admitida a perda ou a suspensão dos direitos políticos em nenhuma outra situação. Plebiscito é: a) consulta que se faz aos eleitores antes da elaboração de uma lei. 16 . os Deputados. e) o militar alistável é inelegível. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. incapacidade civil absoluta. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. a idade do candidato constitui condição de elegibilidade. e improbidade administrativa. os Senadores e quem os houver sucedido. e) faculdade que os eleitores têm de. 03. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. Central de Concursos 02_dos_direitos_politicos. do Distrito Federal. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até dezoito meses antes do pleito. em conformidade com o que requer a Constituição do Brasil. condenação criminal transitada em julgado. a perda ou a suspensão dos direitos políticos cabe unicamente ao Poder Judiciário. c) a faculdade que tem a população em não acatar uma norma constitucional. VIII.

10. tenham a idade mínima para o cargo pretendido e domicílio eleitoral na circunstância. condenação criminal transitada em julgado. a idade mínima de trinta anos para: a) Presidente da República. E 05. a) b) c) Marque a alternativa errada: o sufrágio é universal e o voto é indireto e secreto. o alistamento eleitoral na circunscrição. d) os partidos políticos de âmbito regional terão acesso gratuito ao rádio e à televisão na área de sua influência. cabos das Polícias Militares Estaduais. os maiores de 70 (setenta) anos. a) b) c) d) e) 11. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. d) o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para: os analfabetos. filiados a partidos políticos e no pleno exercício dos direitos políticos. filiados a partido político. somente podendo ser candidatos a cargos eletivos: a) os brasileiros natos no pleno exercício dos direitos políticos. o irmão e o avô do Governador de Estado. 12:44 04. 09. A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. corrupção ou fraude: a) 15 dias. c) são condições de elegibilidade. A 02. e) não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e. enquanto durarem seus efeitos. c) 30 dias. C 13. A 07. na forma da lei. E . b) Governador de Estado. B 08. no território da jurisdição do mesmo. E 10. b) os menores de 18 (dezoito) anos.Direito Constitucional . São condições de elegibilidade na forma da lei. nos termos da lei. 12. 08. b) os brasileiros inscritos como eleitores. os brasileiros naturalizados. B Central de Concursos 02_dos_direitos_politicos. e) admite-se a cassação de direitos políticos nos casos de incapacidade civil absoluta. c) os brasileiros natos inscritos como eleitores. o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos. durante o período do serviço militar obrigatório. e) Juiz de paz. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de ____ contados da diplomação. a filiação partidária e a idade mínima discriminada na Constituição. Assinale a opção correta: a) o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os analfabetos e para os maiores de dezesseis anos. os maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito. como o serviço militar. b) o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os estrangeiros e para os conscritos durante o período do serviço militar obrigatório. São inelegíveis. d) 60 dias. D 09. recusa de cumprir obrigação a todos imposta. desde que não sejam analfabetos. além disso. b) 01 ano. d) os brasileiros que preencham as condições do item b e. conforme a Constituição do Brasil. e improbidade administrativa. o pleno exercício dos direitos políticos. Gabarito 01. c) Senador. c) os maiores de 16 (dezesseis) anos e menores de 18 (dezoito) anos. mas não inalistáveis: os estrangeiros. no pleno exercício dos direitos políticos. 13. O alistamento eleitoral. B 11. tenham a idade mínima para o cargo pretendido e domicílio eleitoral na circunscrição. D 06. d) Vereador. D 12. desde que não sejam analfabetos ou inelegíveis. com valor igual para todos. é facultativo para: a) os maiores de 60 (sessenta) anos. os conscritos. e) as respostas “c” e “d” estão corretas. A 03. a nacionalidade brasileira.9 07.pmd 9 6/7/2010. o sufrágio é universal e o voto direto e secreto. d) os maiores de 70 (setenta) anos.

isto é. 12:44 . nos artigos seguintes. o conceito de União que o leitor deve ter em mente não é o de representante da República Federativa do Brasil. Os territórios são considerados regiões sem autonomia. realizada através do Senado Federal. os Estados. quais são. em parte.Direito Constitucional 3.A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. por exemplo. ao fato de que é pela União que a República Federativa do Brasil se faz representar nas suas relações internacionais (neste sentido. E é assim que a Constituição dirá. Da Organização Político-Administrativa 3.Os Estados podem incorporar-se entre si. DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. através de plebiscito. transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. Dos Municípios 6. os Estados. do ponto de vista jurídico há diferenças: a ordem jurídica da República Federativa do Brasil é muito mais abrangente e eficaz. mediante aprovação da população diretamente interessada. de um lado. Dos Estados Federados 5. subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros. As confusões que as pessoas fazem entre a União. Observe que a União é apenas uma parte do Estado federal denominado República Federativa do Brasil. mediante a qual cada ente político poderá. Segundo José Afonso da Silva. ter seu próprio governo. Para bem compreender este capítulo. com as seguintes características essenciais: a) participação dos Estados-membros na vontade nacional. e sua criação. O Estado Federal que leva o nome de República Federativa do Brasil é composto pelos seguintes entes políticos-administrativos: a União. por lei complementar. portanto. nos termos desta Constituição. de outro. Do Distrito Federal 1. o dispositivo acima prevê a possibilidade de sua criação. da mesma forma como os Estados. todavia. o Distrito Federal e os Municípios. sendo. b) divisão de competências (poderes de atuação) entre as unidades federativas. se devem. nos limites estabelecidos pela Constituição. Embora não existam atualmente no país. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais.Os Territórios Federais integram a União. o Distrito Federal e os Municípios. pois engloba todas a ordens jurídicas do país. ao passo que a eficácia da ordem jurídica da União só preside aos fatos de sua competência. Introdução 2. titular de direitos e sujeito de obrigações. Incorporação é a fusão de dois Estados. assim. o de unidade federativa criada pela Constituição e que. 2. é à União que cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado Brasileiro). autonomia administrativa.Brasília é a Capital Federal. Eles são mera autarquia. e sim. dando origem a um terceiro. é pessoa jurídica de direito público interno. Da União 4. garantindo-se. também chamadas de manus longus (mão longa) da União. todos autônomos. no dizer de José Afonso da Silva. que é definida e delimitada pela Constituição do Brasil. e o Estado federal da República Federativa do Brasil. sua própria administração e sua própria organização. Observe que Territórios Federais não são entes federativos. 18 . DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 1. os bens de cada um desses entes e quais são suas competências. a República Federativa do Brasil tem como forma de Estado a Federação. como qualquer pessoa. e do Congresso Nacional. “simples descentralização administrativo-territorial da União”.pmd 10 6/7/2010. os seus poderes de atuação. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. Estados § 3º . Territórios Federais § 2º . o Distrito Federal e os Municípios. § 1º . mediante lei complementar. INTRODUÇÃO Como já salientado no início de nossos estudos. embora ambos ocupem o mesmo território físico.10 .

não se encontrando.São bens da União: I . Paridade federativa III .11 Subdivisão é a divisão de um Estado. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais.pmd 11 6/7/2010. II . O Estado antigo não perde sua identidade original. as que contenham a sede de Municípios. do DF ou dos Municípios. II . e dependerão de consulta prévia.o mar territorial. sirvam de limites com outros países ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. Art. contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. No caso da incorporação. aos Estados. se tiveram. fazem prova. mediante plebiscito. DA UNIÃO Bens da União Os bens públicos. podendo ser titular de direitos pessoais. Art. a fusão e o desmembramento de Municípios. Por ser pessoa jurídica de direito público. na forma da lei. mares. valem formal e materialmente. e as referidas no art. dos Estados. inalienáveis. 20 .recusar fé aos documentos públicos. dentro do período determinado por lei complementar federal. gozam das seguintes prerrogativas: • são. dos Estados. têm por finalidade garantir o equilíbrio federativo. VI . Lei deverá dizer quais terras são indispensáveis à defesa das fortificações. 26. ou que banhem mais de um Estado. dirigidas aos entes federativos que compõem a República Federativa do Brasil.os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. ao Distrito Federal e aos Municípios: Natureza laica do Estado I . • são impenhoráveis (não podem ser submetidos à penhora para garantir uma execução judicial).estabelecer cultos religiosos ou igrejas. Sobre ela. das fortificações e construções militares. a colaboração de interesse público. das vias federais de comunicação. às populações dos Municípios envolvidos. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. IV . é meramente exemplificativa.É vedado à União. como objeto de direito pessoal ou real de cada uma dessas entidades”. o Brasil tem direito de soberania para fins de exploração e aproveitamento.Direito Constitucional . definidas em lei. ressalvada. isto é. 1 Terras devolutas são aquelas que nunca tiveram dono. ou dos Municípios. que constituem o patrimônio da União.criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 3. IV). das fortificações etc. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. (Redação dada pela EC n. qualquer que tenha sido a entidade federativa que os emitiu. portanto. estradas. III . as ilhas oceânicas e as costeiras. são classificados pelo Código Civil da seguinte maneira: “Art. Municípios § 4º . sejam eles da União.A criação. a incorporação.os lagos. Credibilidade dos documentos públicos II .as terras devolutas 1 indispensáveis à defesa das fronteiras. perante as demais entidades. embora o seu território diminua. II. as praias marítimas. não mais o têm.as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. Por determinação constitucional. de 05 de maio de 2005) V . exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal. 3 Zona econômica exclusiva: faixa que se estende das doze às duzentas milhas. tais como rios. 46. dentre os quais situam-se os da União. far-se-ão por lei estadual. 19 . em dois ou mais Estados diferentes desaparecendo o antigo. 2 Plataforma continental: porção de terra firme no fundo do mar de até 200 milhas marítimas da costa.os recursos naturais da plataforma continental 2 e da zona econômica exclusiva 3.São bens públicos: I . ou. conservação e gestão de recursos minerais. os bens públicos. estadual ou municipal.os de uso especial.os dominicais. Os documentos públicos. em regra. à preservação ambiental etc. III . a União é titular de direitos reais. 12:44 . como há dois Estadosmembros envolvidos. são da União. apresentados e publicados na forma da lei.os de uso comum do povo. Desmembramento é a separação de uma parte do Estado antigo para formar um novo Estado. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. no artigo 20 transcrito abaixo. excluídas. as outras terras devolutas pertencem aos Estados (art. A enumeração dos seus bens. dever-se-á ouvir os cidadãos interessados dos dois Estados. • não são passíveis da usucapião. Vedações constitucionais federativas As proibições seguintes. destas. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. 26. em domínio particular por concessão ou por qualquer título legítimo. ruas e praças. subvencioná-los. 99 . As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras.

21 (matérias relativas à atuação política e administrativa) e no art. X . residuais e gases raros e que: Lei 9.478/97. ao Distrito Federal e aos Municípios. 24. 1º e 18). 25. 18. a exemplo do óleo cru e condensado bem como Gás Natural ou Gás: todo hidrocarboneto que permaneça em estado gasoso nas condições atmosféricas normais. art. não excluindo os Estados e o Distrito Federal de legislarem de forma suplementar (CF. por sua vez. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território. nele compreendidos a parte terrestre.os potenciais de energia hidráulica.478. ou compensação financeira por essa exploração. § 3º). As competências dos entes municipais. por um outro ponto de vista. normalmente de origem vulcânica. dos Estados. Não obstante. art. IV. a plataforma continental e a zona econômica exclusiva.pmd 12 6/7/2010. repartidas horizontalmente.É assegurada. § 1º. secos. § 2º) sobre suas peculiaridades. as dos Estados. ao longo das fronteiras terrestres. nos termos da lei. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. dos Municípios e do Distrito Federal. As competências podem ser divididas. o Município teve sua competência concorrente deslocada para o art. com competências residuais (CF. inclusive na omissão da legislação federal (CF. designada como faixa de fronteira. a fim de se alcançar a preservação mais adequada desses valores. que formam o campo de atuação governamental ou legislativa de cada uma. art. como as de ordem administrativa (incisos III. as competências legislativas reservadas aos Estados e aos Municípios. Participação das demais entidades federativas na exploração dos recursos minerais da União § 1º . plataforma continental. de 06 de agosto de 1997 dispõe sobre a política energética nacional. 30. aglomerações urbanas e microrregiões (CF. que recebe do art. § 1º). para as diversas entidades federativas. vão até a distância de 33 metros para a parte das terras. Repartição de competências A Constituição atribui e distribui. Relembrando que a Lei nº 9. bem como a órgãos da administração direta da União.os terrenos de marinha 4 e seus acrescidos 5. 6 Cavidades subterrâneas: são as originadas por agentes geológicos. Art. isto é. conferida pelo inciso I. repartidas verticalmente. 22 (discrimina matérias de disciplina legislativa).as cavidades naturais subterrâneas 6 e os sítios arqueológicos 7 e pré-históricos. se formam além das linhas do preamar médio para a parte do mar ou das águas dos rios. art. ao longo das fronteiras terrestres é considerada fundamental para defesa do território nacional. 5 Acrescidos: terrenos que. aos Estados. todas convivem com as competências concorrentes (CF. 25.as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. § 2º . da CF. 23.Direito Constitucional VII . banhados pelas águas do mar. art. estão catalogadas no art. Faixa de fronteira Fronteira é a faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura. Na faixa de fronteira o cidadão tem a posse. extraído diretamente a partir de reservatórios petrolíferos ou gaseíferos. 24. inclusive os do subsolo. 25. em que cada ente federativo possui sua própria competência. é considerada fundamental para defesa do território nacional. a repartição vertical ganha espaço na competência comum. VIII . suprindo a legislação federal ou estadual no que couber.A faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura. § 1º). incluindo gases úmidos. gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos existentes no território nacional. XI . 24. 7 Sítios arqueológicos: jazidas de qualquer natureza que representam culturas indígenas antepassadas. 4 Terrenos de marinha: são todos os que. institui o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei.12 . discriminada no art. conforme lei complementar prevista no parágrafo único. § 3º). 32. as atividades relativas ao monopólio do petróleo. 24). cabendo a União editar normas gerais (CF. como as da União. Com efeito. art. IX . 12:44 . a sua área de competência. ou pelos rios navegáveis. não se esquecendo do Distrito Federal. segundo José Afonso da Silva. Pertencem à União os depósitos de petróleo. há as competências privativas. em materiais (quando se referem às atuações governamentais administrativas) ou legislativas (quando se referem à feitura de leis). mar territorial ou zona econômica exclusiva. O texto constitucional estruturou-se em um sistema complexo. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural. certo conjunto de matérias. A propósito. naturalmente ou artificialmente.os recursos minerais. expressamente afirma acerca do Monopólio e que Petróleo: todo e qualquer hidrocarboneto líquido em seu estado natural. art. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. cujas tarefas devem ser cumpridas com o concurso da União. previstas no art. 3º. 30 da CF. mas nunca a propriedade. da exploração dos serviços locais de gás canalizado (CF. V e VIII) e a competência para legislar sobre o interesse local. § 2º) e da instituição de regiões metropolitanas. o mar territorial. além da criação de Municípios (CF. § 4º). art. II. art. membro da Federação (CF. Nesse sentido.

geologia e cartografia de âmbito nacional.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. Art. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.emitir moeda. 12:44 . O artigo 21. fluviais e lacustres. ao passo que aos Estados tocarão as matérias e assuntos de predominante interesse regional. X . câmbio e capitalização. aeroportuária e de fronteiras. com competências concorrentes. XII . Para efeito de concurso.13 A competência material pode ser exclusiva ou comum.decretar o estado de sítio.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. XVI . diretamente ou mediante autorização. o chamado “princípio da predominância do interesse”. o estado de defesa e a intervenção federal. XIV .permitir. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. Já a competência legislativa pode ser exclusiva. a respeito do qual José Afonso da Silva diz o seguinte: “O princípio geral que norteia a repartição de competência entre as entidades componentes do Estado federal é o da predominância do interesse. XXII . para efeito indicativo. XVIII . a lavra. IV . ser-lhe-á útil saber que eles foram estruturados obedecendo a um princípio. XIX . c) a navegação aérea.explorar. XXI . comum. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.conceder anistia. Estruturou-se.organizar e manter os serviços oficiais de estatística. citado logo abaixo. “Não é difícil identificar no modelo adotado pela Constituição Brasileira de 1988 a combinação de praticamente tudo o que já se experimentou na prática federativa. especialmente as de crédito. especialmente as secas e as inundações.organizar e manter a polícia civil. II . o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. O interesse predominante: Geral – União Regional – Estados Local – Municípios Regional e local – DF.exercer a classificação. VI . VIII . aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. diretamente ou mediante autorização. e aos Municípios concernem os assuntos de interesse local”. XIII . um sistema complexo em que convivem competências privativas. XI . XXIII .instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. você não conseguirá memorizar todos os incisos de cada um. nos termos da lei.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. bem como as de seguros e de previdência privada. VII . abrindo-se espaço também para a participação das ordens parciais na esfera de competências próprias da ordem central.organizar e manter o Poder Judiciário. concessão ou permissão. os serviços de telecomunicações.executar os serviços de polícia marítima. XVII .estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. geografia. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. IX .Direito Constitucional . a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. privativa. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais.explorar. vai tratar de uma competência material exclusiva da União. Os artigos que enumeram as competências dos entes federativos são enormes e. por meio de fundo próprio.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. com efeito. nos casos previstos em lei complementar. V . Não vamos definir agora todas estas subespécies. Vamos fazê-lo à medida que forem aparecendo. repartidas horizontalmente.pmd 13 6/7/2010. mediante delegação” no ensinamento de Fernanda Dias Menezes de Almeida. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. XV . concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. ou que transponham os limites de Estado ou Território.Compete à União: I . f) os portos marítimos. Isto significa que somente a União poderá administrar as matérias arroladas. segundo o qual à União caberão aquelas matérias e questões de predominante interesse geral nacional. 21 .autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. III . inclusive habitação. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão. com certeza. que disporá sobre a organização dos serviços. sendo excluída e proibida a atuação de qualquer outro ente federativo neste campo. XX . saneamento básico e transportes urbanos.declarar a guerra e celebrar a paz. o enriquecimento e reprocessamento. repartidas verticalmente. concorrente ou suplementar.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional.assegurar a defesa nacional.

agrário. II . da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas. (alíneas alteradas e inseridas pela Emenda Constitucional n. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos.Direito Constitucional b) sob regime de permissão. fluvial. que iremos ver agora. de 08 de fevereiro de 2006) XXIV . XXII . XII . manter e executar a inspeção do trabalho. significa a “faculdade de legislar ou praticar certos atos. Competência material comum da União. 173. nos termos do art. entrada.desapropriação. VII . espacial e do trabalho. VIII . Segundo José Afonso da Silva.sistema monetário e de medidas. informática. comercial. no Direito Constitucional. III . em determinada esfera. pois. XXIX .organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. Competência suplementar significa o poder de formular normas que desdobrem o conteúdo de princípios ou normas gerais.organização judiciária.trânsito e transporte.normas gerais de licitação e contratação. XIV .águas.requisições civis e militares.jazidas. do Distrito Federal e dos Municípios: I . marítima. XVIII . XXVII . títulos e garantias dos metais. processual. embora esteja enumerada como própria de uma entidade. 23 . porque o parágrafo único deste dispositivo faculta à lei complementar autorizar aos Estados legislar sobre questões específicas das matérias ali enumeradas (admite. A competência legislativa disciplinada no artigo 21 da CB. Convém alertar que na redação da Constituição não foi observado este princípio de redação jurídica. penal.propaganda comercial. 37. traz a possibilidade. dos Estados. de delegação e de competência suplementar. minas.14 . delegação). efetivos.º 49. sem que o exercício de uma venha a excluir a competência de outra.É competência comum da União. ela é indelegável e não admite suplementariedade. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. XI . porém.atividades nucleares de qualquer natureza. marítimo. c) sob regime de permissão. II . § 1º. XXI. competência comum. III . defesa civil e mobilização nacional. consistindo. eles são utilizados para designar institutos diferentes. captação e garantia da poupança popular. ou que supram a ausência ou omissão destas.sistemas de poupança. autárquicas e fundacionais da União. do Distrito Federal e dos Municípios Segundo José Afonso da Silva. diretas. juntamente e em pé de igualdade. que pode assim ser exercida cumulativamente”. defesa marítima. Distrito Federal e Municípios. aérea e aeroespacial.serviço postal. XXIII . VI . as obras e outros bens de valor histórico. XXIV . das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público.populações indígenas.sistema estatístico.seguridade social.nacionalidade. em forma associativa. outros recursos minerais e metalurgia.zelar pela guarda da Constituição. eleitoral. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. 22 . defesa aeroespacial. os termos exclusivo e privativo são tomados como sinônimos. material bélico. XXVIII .política de crédito. Estados. energia. IV . e para as empresas públicas e sociedades de economia mista.Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. extradição e expulsão de estrangeiros. Possibilidade de delegação Parágrafo único .estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem.proteger os documentos.emigração e imigração. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. Competência legislativa privativa da União Na linguagem corrente. garantias. para as administrações públicas. é privativa. os monumentos. aeronáutico. IX . são autorizadas a produção. bem como organização administrativa destes.diretrizes da política nacional de transportes. III. artístico e cultural.sistemas de consórcios e sorteios.defesa territorial. XXI . Art. 12:44 . em todas as modalidades. competência exclusiva é aquela que é atribuída a uma entidade com total exclusão das demais.normas gerais de organização.diretrizes e bases da educação nacional. telecomunicações e radiodifusão. XX . navegação lacustre. portanto. também chamada de cumulativa ou paralela.regime dos portos. câmbio. convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares. XXV . obedecido o disposto no art.registros públicos. d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.comércio exterior e interestadual.pmd 14 6/7/2010. V . XIII .organizar. Art. XIX . em caso de iminente perigo e em tempo de guerra. agrícolas e industriais.competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais.cuidar da saúde e assistência pública. XVI . XVII . num campo de atuação comum às várias entidades. X . XXVI .Compete privativamente à União legislar sobre: I .direito civil. dos Estados. XV . sistema cartográfico e de geologia nacionais. Já a competência privativa é aquela que. todavia. cidadania e naturalização. XXV . seguros e transferência de valores.

A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. ao consumidor.estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.previdência social. Competência concorrente da União.No âmbito da legislação concorrente. ao passo que a suspensão atinge a sua eficácia e de forma temporária.educação. Observe que. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos. está intimamente relacionada à competência concorrente. 25. XVI . VIII . X . autogoverno e auto-administração.fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. V . IX . XIII . No artigo 24. XII . V . estético. financeiro.direito tributário. Competência da União para estabelecer normas gerais § 1º . enquanto que se defere aos Estados a competência suplementar. II. aos Estados e ao Distrito Federal 8. a primazia da União quanto à feitura de normas gerais se afirma nos §§ 1º e 4º.15 IV . VI . 8 A competência suplementar dos Municípios. à educação e à ciência.Inexistindo lei federal sobre normas gerais.responsabilidade por dano ao meio ambiente. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.produção e consumo. 30. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I .proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas.preservar as florestas. IX . XIV . evidentemente. proteção do meio ambiente e controle da poluição. Competência suplementar dos Estados § 2º . ou seja. autolegislação. 4. caça. o poder de formular normas que desdobrem o conteúdo das normas gerais fixadas pela União. XII . contrariar os dispositivos da Lei Principal.juntas comerciais. a bens e direitos de valor artístico.proteção à infância e à juventude. artístico ou cultural. VIII . VII .A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende 9 a eficácia da lei estadual. garantias. que diz que é competência dos Municípios suplementar a legislação federal e a estadual no que couber (ou seja. de 2006) IV .organização. que é a Constituição do Brasil.criação. fauna.assistência jurídica e defensoria pública. a fauna e a flora. ou até mesmo que supram a ausência destas. penitenciário. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. pesca. III . funcionamento e processo do juizado de pequenas causas.combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização. a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. da mesma forma que na comum.registrar. defesa do solo e dos recursos naturais. ele só se aplica à União. dos Estados e do Distrito Federal Na competência concorrente. para atender a suas peculiaridades.orçamento. conservação da natureza. econômico e urbanístico. isto é. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53. neste artigo. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. cultura. XI . Se posteriormente houver modificações na lei federal de normas gerais que façam com que a lei estadual deixe de ser com ela incompatível. 12:44 . a lei estadual voltará a ter eficácia. entretanto. XV . A revogação atinge a vigência da lei e de uma forma definitiva. artístico. VI . turístico e paisagístico.promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. quando diz que os Estados organizam-se e regem-se pelas suas Constituições e leis que adotarem.proporcionar os meios de acesso à cultura. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados. X . § 3º .Compete à União.florestas. diretrizes gerais ou normas gerais cabe à União. também há a possibilidade de mais de uma entidade federativa dispor sobre o mesmo assunto ou matéria. As Constituições dos Estados. no que lhe for contrário. só que com uma diferença: a competência para estabelecer políticas gerais. porém. voltará a ser aplicada. direitos e deveres das polícias civis.procedimentos em matéria processual. cultural. histórico. portanto. Parágrafo único. se a União não editá-las.pmd 15 6/7/2010. não se admite a legislação concorrente por parte dos Municípios. XI . e a competência suplementar dos Estados está prevista nos §§ 2º e 3º.proteção ao patrimônio histórico. está prevista no art. II . A competência suplementar.custas dos serviços forenses. DOS ESTADOS FEDERADOS A Constituição do Brasil assegura autonomia aos Estados federados. turístico e paisagístico. não podem. o Distrito Federal e os Municípios. Art. 9 Observe que suspender não é o mesmo que revogar. no que sobrar). 24 .Direito Constitucional . ensino e desporto. A capacidade de auto-organização e autolegislação está consagrada no caput do art. VII .impedir a evasão. proteção e defesa da saúde.proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. Primazia das normas gerais editadas pela União sobre as leis estaduais que lhe forem contrárias § 4º . que terão auto-organização. os Estados exercerão a competência legislativa plena.

Estados e Municípios. em espécie. em primeiro turno. Mandato dos Deputados Estaduais § 1º . aglomerações urbanas e microrregiões. se houver. no mínimo. na forma da lei. neste caso. III . 27 . pois estão limitados em 75% do estabelecido para Deputado Federal. I da Constituição Estadual diz que “a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação de projeto de lei subscrito por. observado. licença. II . no máximo. especialmente do art. perante as Comissões pelas quais tramitar”. para os Deputados Federais. remuneração. 27 e 28. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. 25 .pmd 16 6/7/2010.Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais. I.Direito Constitucional A capacidade de autogoverno foi enumerada nos arts. A capacidade de auto-administração decorre das normas que distribuem as competências entre União. IV . emergentes e em depósito. Capacidade de auto-governo dos Estados Art. observado o que dispõem os arts.as águas superficiais ou subterrâneas.as áreas. Municípios ou terceiros. 10 Ilhas fluviais e lacustres são aquelas que estão em rios e lagos. Poderes remanescentes dos Estados § 1º . para mandato de quatro anos. 39 § 4º. excluídas aquelas sob domínio da União. constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes. 77. nas ilhas oceânicas e costeiras. aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral.Cabe aos Estados explorar diretamente. que sobram da enumeração dos poderes da União (especialmente os artigos 21 e 22) e dos indicados aos Municípios. ou mediante concessão.Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. na razão de. mediante lei complementar. em seu art. os serviços locais de gás canalizado.as terras devolutas não compreendidas entre as da União. II. inviolabilidade. Portanto. será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. Capacidade Legislativa dos Estados Número de Deputados Estaduais Art.A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. o disposto no art. Cabem aos Estados os poderes remanescentes. realizar-se-á. 57.12). na forma da lei. polícia e serviços administrativos de sua secretaria.A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado.16 . vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. as decorrentes de obras da União. Seus vencimentos sofrerão incidência do imposto de renda e não poderão ultrapassar os subsídios estabelecidos para os Deputados Federais. 150. Como o mínimo de Deputados Federais de cada Estado é 8 e o máximo é 70.O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. § 3º. 24. o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. instituir regiões metropolitanas. fluentes. atingido o número de trinta e seis. quando dizem que os Estados têm competências próprias e autoridades próprias. ficalhes proibido dispor sobre competências da União e dos Municípios. 12:44 . cinco décimos de unidade por cento do eleitorado do Estado. do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores. que estiverem no seu domínio. no primeiro domingo de outubro. Auto-organização das Assembleias Legislativas § 3º .O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e. Poder Legislativo e Poder Judiciário. perda de mandato. ao dispor que são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.as ilhas fluviais e lacustres 10 não pertencentes à União. § 3º . § 2º . dispondo de Poder Executivo. assegurada a defesa do projeto. quanto ao mais. 25. por representante dos respectivos responsáveis. observados os princípios desta Constituição.São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre seu regimento interno. 28 . III e 153. Capacidade de auto-organização e autolegislação dos Estados Art. e a posse ocorrerá em 1º de janeiro do ano subseqüente.Incluem-se entre os bens dos Estados: I . em segundo turno. § 4º . e prover os respectivos cargos. Ao final de cada ano os parlamentares resolverão quais serão os seus subsídios para o ano futuro. ressalvadas. § 7º. 153. o número de Deputados Estaduais de cada Assembleia Legislativa estará entre 24 (triplo de oito) e 94 (= 36 + 70 . e no último domingo de outubro. para integrar a organização. § 1º.Os Estados poderão. impedimentos e incorporação às Forças Armadas. 26 . Bens dos Estados Art. setenta e cinco por cento daquele estabelecido. Para exemplificar: a Constituição do Estado de São Paulo. Subsídio dos Deputados Estaduais § 2º . Iniciativa popular no processo legislativo estadual O processo legislativo estadual dependerá das regras estatuídas nas Constituições de cada Estadomembro em razão da determinação constitucional. imunidades. § 2º.

Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. mediante pleito direto e simultâneo em todo o País. transporte municipal etc. 105. e V. Votos válidos são todos os votos. uma nova eleição. entretanto. II . que a promulgará. emprego ou função e. Vice-Prefeito e Vereadores (capacidade de autogoverno e de autolegislação). III e 153.Os subsídios do Governador. deverá afastar-se de seu cargo. e ainda com ampliação destas. 12:44 . segundo José Afonso da Silva. I. pela eleição do Prefeito e Vereadores.17 O mandato do Governador (e também o de seu Vice) será de 4 anos. que correspondem ao mínimo para que uma entidade territorial tenha autonomia constitucional”. exceto para promoção por merecimento. b) tem capacidade de autogoverno. vencerá o candidato que tiver maioria absoluta de votos. IV. I . quando legisla sobre as matérias de sua competência exclusiva ou suplementar. O constituinte ressalvou apenas a posse. Julgamento de crime comum e de responsabilidade No caso de crime comum. 200. quando lhe é propiciada uma administração própria. 150. uma lei orgânica. e sim. Assim. considerar-se-á eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. De fato. com o interstício mínimo de dez dias. Aplica-se à eleição do Governador o disposto no artigo 77. não computados os brancos e os nulos” e “maioria de votos válidos entre dois candidatos”). Haverá exigência de eleição por maioria absoluta e previsão de segundo turno apenas se o Município tiver mais de duzentos mil eleitores (não são 200. I. XI. nos quadros do funcionalismo público. para manter e prestar serviços de interesse local (ensino fundamental. no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores. “foi-lhes reconhecido o poder de autoorganização. 5. não há mais qualquer hipótese de prefeitos nomeados. haverá um segundo turno. será competente para o julgamento do Governador o Superior Tribunal de Justiça (art.O Município reger-se-á por lei orgânica. se o Governador eleito era servidor público antes de vencer as eleições. 38 da CF. concorrendo os dois mais votados. Agora. Não há previsão constitucional taxativa para o caso de crime de responsabilidade. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. mediante a elaboração da lei orgânica própria. na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: O Município não tem “constituição municipal”. e não no de Governador.000 eleitores). uma vez que.000 habitantes. § 2º. portanto. desde que efetivamente não comece as atribuições do cargo. observado o que dispõem os artigos 37. o Município: a) tem capacidade de auto-organização.pmd 17 6/7/2010.eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no 1º domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder. de sorte que a Constituição criou verdadeiramente uma nova instituição municipal no Brasil. mas sim. Caso não haja maioria absoluta na primeira votação.eleição do Prefeito. não computados os brancos e os nulos (a soma de seus votos deverá ser superior à soma dos votos de todos os seus concorrentes). votada em dois turnos. e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. Lei orgânica (capacidade de auto-organização) Art. 11 OBS: não existe Poder Judiciário em âmbito municipal. na qual são enumerados todas as regras e princípios de sua organização. 29 . a capacidade de autogoverno municipal entre nós”. § 4º. DOS MUNICÍPIOS As Constituições anteriores à atual.Direito Constitucional .). 153. II. pois. tratamento de água e esgoto. Por outro lado. para efeito de benefício previdenciário. dentro de até 20 dias após a proclamação do primeiro resultado. representantes do Poder Executivo e Legislativo 11. ficando a matéria.Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta. para mandato de quatro anos. Perda de mandato do governador § 1º . a cargo de cada Constituição Estadual. Subsídio do Governador. postos de saúde. O tempo de permanência no mandato eletivo do Governador que era funcionário público antes de concorrer à eleição. retirando-se os brancos e os nulos (são sinônimas as expressões “maioria de votos. ao lado de governo próprio e de competências exclusivas. segundo ainda regra do art. ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. Tornou-se plena. e d) tem capacidade de auto-administração. c) tem capacidade normativa própria ou capacidade de autolegislação. I. Agora. aplicadas as regras do art. 77. Mandato de 4 anos para Prefeito. a). do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. “outorgavam aos Municípios só governo próprio e competência exclusiva. 39. do Vice-Prefeito e dos Vereadores. do Vice-Governador e dos Secretários de Estado § 2º . 38. terá se afastado de seu cargo. será contado para todos os efeitos legais. Segundo o art. mas desde que não entre em exercício. que regula a eleição do Presidente e do VicePresidente. mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País. ou seja. os valores serão descontados como se no exercício de seu cargo efetivo estivesse. 38. no curso de seu mandato de 4 anos.

150.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até 300.000 (três milhões) de habitantes e de até 4. o) 37 (trinta e sete) Vereadores.000 (cinquenta mil) habitantes. nos Municípios de mais de 8. nos Municípios de mais de 1. g) 21 (vinte e um) Vereadores. s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores.000 (oitenta mil) habitantes.000 (seis milhões) de habitantes e de até 7.000.000 (trinta mil) habitantes e de até 50. nos Municípios de mais de 50. nos Municípios de mais de 300.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 750.800. v) 51 (cinquenta e um) Vereadores. Subsídio do Prefeito e do Vice-Prefeito Lembrando que o subsídio de contraprestação paga pelo Estado a determinados agentes públicos. observado os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: a) em Municípios de até dez mil habitantes.000.500. previdência social.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes e de até 1. Número de Vereadores IV .800. 39. observado o que dispõem os arts.000 (cinco milhões) de habitantes.000 (trinta mil) habitantes. 153.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes. em parcela única. m) 33 (trinta e três) Vereadores.Direito Constitucional III . h) 23 (vinte e três) Vereadores. c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes. nos Municípios de mais de 4.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até 8. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. I.000. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. l) 31 (trinta e um) Vereadores. f) 19 (dezenove) Vereadores. Observem que a proporcionalidade aqui não esta em relação aos eleitores e sim à população. V . § 2º.000 (oito milhões) de habitantes. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. nos Municípios de mais de 160.200.000 (cento e vinte mil) habitantes.000 (trezentos mil) habitantes. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal.350. XI. n) 35 (trinta e cinco) Vereadores.000 (quinze mil) habitantes e de até 30. i) 25 (vinte e cinco) Vereadores. a saber: a) 9 (nove) Vereadores.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120. nos Municípios de até 15. b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (três milhões) de habitantes. t) 47 (quarenta e sete) Vereadores.000 (quatro milhões) de habitantes e de até 5.000 (cento sessenta mil) habitantes.000.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes e de até 1. p) 39 (trinta e nove) Vereadores. nos Municípios de mais de 1. nos Municípios de mais de 7. O número de Vereadores é fixado pela Câmara segundo proporcionalidade estabelecida na Lei Orgânica Municipal.pmd 18 6/7/2010.000.000 (novecentos mil) habitantes e de até 1.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes e de até 1.000. § 4º.000 (quatro milhões) de habitantes. será observado o limite máximo instituído pela Emenda Constitucional nº 58.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 160. w) 53 (cinquenta e três) Vereadores. nos Municípios de mais de 600.000.000 (seis milhões) de habitantes. dentro outros.000 (sete milhões) de habitantes. nos Municípios de mais de 80.500. nos Municípios de mais de 15.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes e de até 1. nos Municípios de mais de 6. k) 29 (vinte e nove) Vereadores. nos Municípios de mais de 1. q) 41 (quarenta e um) Vereadores. e) 17 (dezessete) Vereadores. nos Municípios de mais de 120. III e 153. 37. 29. nos Municípios com mais de 30.000 (seiscentos mil) habitantes. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais.000 (novecentos mil) habitantes.400. c) 13 (treze) Vereadores.000. nos Municípios de mais de 3. nos Municípios de mais de 5.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes. b) 11 (onze) Vereadores.subsídios do Prefeito.posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da eleição. VI . d) 15 (quinze) Vereadores.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes.000 (trezentos mil) habitantes e de até 450.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80. Subsídio dos Vereadores e sua Proporcionalidade Já para os senhores Vereadores a Constituição Federal fixou uma proporcionalidade inovado pela Emenda Constitucional. u) 49 (quarenta e nove) Vereadores.050. observado o que dispõe esta Constituição.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes. d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes.400. A tabela para a fixação da proporcionalidade populacional está no art.000 (quinze mil) habitantes. II. nos Municípios de mais de 450.350.para a composição das Câmaras Municipais.000. como imposto de renda.050.subsídio dos Vereadores fixado por lei de iniciativa das Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente. r) 43 (quarenta e três) Vereadores. j) 27 (vinte e sete) Vereadores. nos Municípios de mais de 1. nos Municípios de mais de 900.200. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. 12:44 . inciso IV da Constituição. mas com toda a incidência natural tributária. e x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores. nos Municípios de mais de 750.000 (oito milhões) de habitantes.000.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes. nos Municípios de mais de 2.18 .000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes.000 (cinco milhões) de habitantes e de até 6.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes e de até 2.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes. nos Municípios de 1.000.

Cabe à iniciativa popular a iniciativa de projetos de lei de interesse específico do Município. compete. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. deverá afastar-se de seu cargo.cooperação das associações representativas no planejamento municipal. da cidade ou de bairros. As mesmas incompatibilidades que atingem os mesmo do Congresso Nacional são estendidas aos Vereadores. no que couber.julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça. pelo menos.. tratando-se de Prefeito Municipal. nas entidades constantes da alínea anterior. no exercício da vereança. “a”. 28. podendo optar pela remuneração do cargo. relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas. Não podemos nos esquecer também que a estrutura constitucional de autonomia dos poderes cria incentivos para a expansão exagerada das despesas dos legislativos municipais (na verdade dos legislativos de Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. no caso.2004. através de manifestação de. palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município. ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e. se assumir outro cargo ou função na Administração direta ou indireta. Os Deputados e Senadores não poderão: I . emprego ou função.desde a posse: a) ser proprietários. autarquia. desde que preenchidos os requisitos de que haja manifestação de.797/DF). II . uma vez que o sistema fiscal e político-institucional brasileiro geram incentivos à expansão excessiva das despesas das câmaras. XIII . pela primeira vez se assegurou ao Vereador inviolabilidade por suas palavras e votos.organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal. cinco por cento do eleitorado.19 e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes. tendo-se presente o contexto ora em exame. publicada pelo DJU de 25.2004. f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes. da cidade ou de bairros. Perda do mandato do Prefeito XIV .6. na Constituição do respectivo Estado. Se o Prefeito eleito era servidor público antes de vencer as eleições. empresa pública. similares. o subsídio de Prefeito ou a remuneração de servidor público.6. podendo escolher qual valor quer receber. Inviolabilidade. o que justificou a iniciativa de se impor uma limitação constitucional. pois. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público.. 5% do eleitorado municipal. 12:44 . no exercício do mandato e na circunscrição do Município.perda do mandato do Prefeito. ao Tribunal de Justiça.proibições e incompatibilidades. b) aceitar ou exercer cargo. XI . VII . Julgamento do Prefeito X . é a exclusão da punibilidade de certos atos dos agentes públicos. 54. Esta foi uma grande inovação constitucional.Direito Constitucional . “Isso significa. nas entidades referidas no inciso I.pmd 19 6/7/2010. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis “ad nutum”. 54. ou nela exercer função remunerada. Essas incompatibilidades estão no art. IX . XII . a saber: Art. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. nos termos do art. pelo menos. de 21.inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões. inclusive os de que sejam demissíveis “ad nutum”. que. “a”. função ou emprego remunerado. o Prefeito perderá seu mandato. isto é. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. quando praticados no desempenho de suas funções e em razão delas. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. Inviolabilidade dos Vereadores VIII .iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município. Assim como previsto no caso de Governador ou Presidente da República.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. Limite de Despesas O constituinte enumera uma extensa relação de percentuais. para os membros da Assembléia Legislativa. (ADI 2. Iniciativa popular O exercício da soberania popular na democracia semidireta também foi prevista para os cidadãos do Município. Tal é o teor da decisão proferida pelo Ministro Celso de Mello.o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco por cento da receita do Município. Observe que tal inviolabilidade está limitada aos limites territoriais do Município em que o Vereador atua. portanto. originariamente. na Reclamação 2657/MCPR. cujo tópico agora é transcrito. parágrafo único.

não poderá ultrapassar os seguintes percentuais. infrações políticoadministrativas. Os crimes de responsabilidade de funcionários públicos. incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos. a perda do cargo ou função pública. não correspondente ao que o Código de Processo Penal tem por fim regular. programas de educação infantil e de ensino fundamental.organizar e prestar. Fiscalização do Município A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal. 30).efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo.1994.Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento.5.promover a proteção do patrimônio histórico cultural local.000.não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês. organizar e suprimir distritos.criar. efetivamente realizado no exercício anterior: I .31).prestar.001 (trezentos mil e um) e 500. in Responsabilidade de Prefeitos e Vereadores. 201/67. Não é o caso aqui previsto. VIII .enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária.001 (quinhentos mil e um) e 3. Cuida-se apenas dos delitos cometidos por funcionários públicos.000 (oito milhões) de habitantes.6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100. Daí se justifica que. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53.pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal (Art. como o Senado Federal. Competência suplementar II .manter. como. bem como aplicar suas rendas. j. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado.instituir e arrecadar os tributos de sua competência. apud Tito Costa.Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1º deste artigo. DJ 27. no exercício da sua função. IX .Compete aos Municípios: I . Competências dos Municípios Art. como penalidade. II . Esse Tribunal não faz sentenças mas emite parecer prévio e/ou técnico. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. I e XIII.5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima de 8. mediante dois tipos de controle: .001 (oito milhões e um) habitantes. quando autênticos. de 2006) VII . sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei.Direito Constitucional todos os níveis de governo.850-6/RS.. Fica claro que os Municípios não dispõem de competência para legislar sobre essa matéria. o Egrégio Supremo Tribunal Federal já deixou assentado em mais de uma passagem (HC n. DJU de 19. ou III .000 (quinhentos mil) habitantes. 69.4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3. VI .5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300. em 13.671-PI. 3ª ed.controle externo.4. haja uma cláusula impondo um teto a essas despesas. 153 e nos arts. são crimes funcionais. VI . p.000.000. os serviços públicos de interesse local. incluído o de transporte coletivo. de forma a contrapor a força dos incentivos à expansão de gastos. III . observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. Art. V . aliás. a Assembleia do Estado ou mesmo a Câmara Municipal.5. São Paulo: Revista dos Tribunais.4.1994. normalmente julgadas por órgãos políticos. 158 e 159. “caput”. 29-A . incumbindo-lhe tãosomente observar as prescrições emanadas no Decretolei n.3. II .94. o qual foi recepcionado pela nova ordem constitucional.Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: I . são infrações político-administrativas. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. podem rejeitá-los. 22.000. 12:44 . 1998. observada a legislação estadual.suplementar a legislação federal e a estadual no que couber. Gastos com Folha de Pagamento – Máximo – 70% § 1º A . HC 70. relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. na própria Constituição Federal. inabilitando o réu ao seu exercício por certo período. logo. do parcelamento e da ocupação do solo urbano.7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100. assim como do Judiciário e do Ministério Público). que é o realizado através dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunal de Contas do Município e . que tem caráter essencial. determinando. XI). adequado ordenamento territorial.001 (três milhões e um) e 8.000 (trezentos mil) habitantes. 13. IV . mediante planejamento e controle do uso.promover. que é privativa da União (CF.O total da despesa do Poder Legislativo Municipal.000 (cem mil) e 300. incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores.pmd 20 6/7/2010. Competência administrativa IV . com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. no que couber. 30 . e 24. Crime de Responsabilidade Guilherme de Souza Nucci afirma: “Crimes de responsabilidade é uma denominação inexata. § 2º .993. Competência tributária III . artigos 15. § 3º . V . p.legislar sobre assuntos de interesse local.20 .000 (três milhões) de habitantes. Esses pareceres podem não ser aceitos pela Câmara dos Vereadores que por decisão de 2/3 dos membros. serviços de atendimento à saúde da população.000 (cem mil) habitantes.5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população entre 500.

Art. DO DISTRITO FEDERAL Segundo José Afonso da Silva. Após este prazo e analisado nas Comissões as mesmas vão a Plenário para serem votadas (normalmente é feita em votação secreta e em única votação). o qual poderá questionar-lhes a legitimidade.pmd 21 6/7/2010. § 4º . nem a Defensoria Pública. as contas são enviadas diretamente a Câmara de Vereadores. que é o Governador distrital. XIV). também. site da Câmara e outros meios disponíveis. O legislador proíbe a criação de Tribunais. administrativa e judiciária. É pessoa jurídica de direito público.21 Observem que o Executivo encaminha suas contas ao Legislativo Municipal.O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios. que a promulgará. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. Proibição de criação de órgãos de Contas Municipais § 4º . b) é privativa da União. uma vez que é regida pela sua lei orgânica. votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias. Serve de sede ao governo federal e tem autonomia político-administrativa tendo sido enumerado como ente federado. Após esta análise pelo corpo técnico e julgamento. Não detém o poder de organizar e manter o Poder Judiciário.O Distrito Federal vedada sua divisão em Municípios.O parecer prévio. para mandato de igual duração. e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais. 77. regulares com ressalva ou irregulares. dizendo que as contas ficarão na Câmara de Vereadores à disposição dos interessados para análise durante 60 meses. à disposição de qualquer contribuinte. do Distrito Federal e dos Municípios. XIII. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário e financeiro. dos Estados e dos Municípios. É proibido ao Distrito Federal dividir-se em Municípios. das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar. mediante controle externo. 32 . nos termos da lei. 12:44 . que os remete ao Tribunal de Contas. c) é da União. § 3º .Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. A competência para legislar sobre direito do trabalho: a) é da União. dos Estados. só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 31 . que a promulgará. nem Município. e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa. penal.As contas dos Municípios ficarão. elei- Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. observadas as regras do art.A eleição do Governador e do Vice-Governador. A título de curiosidade somente existem dois Tribunais de Contas Municipal – o da cidade de São Paulo e da cidade do Rio de Janeiro. onde houver. com eleição para Deputados Distritais e. o Distrito Federal não é Estado. representante do Poder Executivo. Tem auto-organização. d) é do Município. 02. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.É vedada a criação de Tribunais. com capacidade legislativa.Direito Constitucional . § 2º . Os que já existiam antes da atual Constituição serão mantidos. votada em dois turnos com interstício mínimo de 10 dias e aprovada por 2/3 da Câmara Distrital. que serão mantidos pela União Federal (art.Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica se o disposto no art. § 1º . As contas das Prefeituras onde não existam esses órgãos serão remetidas para o Tribunal de Contas dos Estados. processual. emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar. as julga regulares. Também tem autogoverno. Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. nem o Ministério Público. b) compete privativamente à União legislar sobre direito civil. 21. E por último está presente a auto-administração. regerse-á por lei orgânica. § 1º . 27. anualmente. Assinale a afirmativa correta: a) compete à União. para exame e apreciação. quando o legislador nos diz que a ele serão atribuídas as competências legislativas dos Estados e Municípios. deve dar publicidade através do órgão de divulgação oficial do município. nem a polícia civil e militar e o corpo de bombeiros. Art. 6. Após exaustiva análise das mesmas. pelo Governo do Distrito Federal. na forma da lei. Quando a Câmara recebe as contas.Lei federal disporá sobre a utilização. e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal. e) é do Distrito Federal. Disponibilidade das contas § 3º . Conselhos ou Órgãos de Contas Municipais. § 2º .A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal. uma vez que no Distrito Federal há Poder Legislativo. comercial. durante sessenta dias.

c) os Estados exercerão a competência legislativa plena sobre normas gerais de direito tributário para atender a suas peculiaridades. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre todas as matérias abaixo. d) são bens da União as ilhas oceânicas e costeiras. marítimo. marítimo e previdência social. ou mediante concessão. no que aquela lhe for contrária. espacial. b) existindo normas geral da União sobre matéria tributária. organizar e suprimir distritos. os serviços locais de gás canalizado. c) Os Estados-membros gozam de autonomia. incluindo o transporte coletivo. d) promover. e) orçamento. d) sobrevindo lei federal sobre normas gerais de direito tributário. d) Os Estados-membros organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. e) a competência da União para legislar sobre direito tributário não está sujeita a qualquer limitação. agrário. os serviços públicos de interesse local. criar-se nova unidade. b) Os Estados-membros gozam de autonomia. sistema de governo diverso daquele vigente no plano federal. d) direito espacial. c) responsabilidade por dano ao meio ambiente. podendo adotar. os Estados ficam impedidos de legislar supletivamente a respeito. c) A criação de novos Estados mediante desmembramento depende apenas da iniciativa da Assembleia Legislativa estadual. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. independentemente da autorização do Congresso Nacional. aeronáutico e comércio interestadual. c) explorar diretamente. sobre: a) desapropriação. 08. e) são bens dos Estados as cavidades naturais subterrâneas e as águas em depósito. 09. direito eleitoral e direito tributário. 04. c) é competência comum da União. dos Estados e do Distrito Federal zelar pela guarda da Constituição. a lei estadual tributária tem sua eficácia suspensa. observada a legislação estadual. cabendo ao Tribunal de Justiça o processo e julgamento de seus Governadores. devendo observância apenas aos “princípios sensíveis” e aos “princí- e) pios estabelecidos” previstos na Constituição Federal. com exclusividade de distribuição. agrário. d) A Constituição veda a remuneração de vereadores em Municípios com menos de cem mil eleitores. observada a legislação estadual. processual.22 . privativamente. no que couber. Assinale a correta: a) a competência dos Estados para legislar sobre direito tributário estende-se aos Municípios. informática. e) O Distrito Federal forma uma autêntica unidade federativa. 07. eleitoral. comercial. c) são bens da União as terras devolutas indispensáveis à preservação ambiental. b) organizar e prestar. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.Direito Constitucional toral. 12:44 . quando lhes atenda às peculiaridades. Compete à União legislar. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público. funcionamento e processo do Juizado de Pequenas Causas. 05. penal. ao consumidor. mediante desmembramento. definidas em lei. e) direito tributário. mediante planejamento e controle do uso. adequado ordenamento territorial. que tem caráter essencial. 03. dispondo inclusive de Tribunal de Justiça e de Ministério Público distrital. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. Assinale a assertiva correta: a) A criação de Municípios deve observar os requisitos estabelecidos em lei complementar federal. dos Estados e do Distrito Federal zelar pela guarda da Constituição. ainda que exista lei federal sobre a matéria. direito civil e direito do trabalho.pmd 22 6/7/2010. artístico e paisagístico. cultural. inclusive. econômico e do trabalho. Assinale a assertiva correta: a) Os Estados-membros organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. b) direito econômico. d) é competência concorrente da União. e) é competência privativa da União. exceto: a) criar. aeronáutico. Compete aos Municípios. a bens e direitos de valor artístico e estético. Assinale a assertiva correta: a) são bens dos Estados as praias marítimas. 06. A autonomia dos Estados-membros abrange também a possibilidade de. exceto: a) trânsito e transporte. b) O Distrito Federal não pode dividir-se em Municípios. b) são bens dos Estados as ilhas fluviais e lacustres e os potenciais de energia hidráulica. c) direito civil. dos Estados e do Distrito Federal zelar pela guarda da Constituição. e) criar. e especificamente legislar sobre o comércio interestadual. organizar e suprimir distrito. orçamento e produção e consumo. devendo observância apenas aos chamados “princípios sensíveis” constantes da Constituição Federal. Compete à União. b) proteção ao patrimônio histórico. d) criação.

diretamente ou mediante concessão. econômico e previdência social. no que lhe for contrária. os Estados exercerão a competência legislativa plena. d) registros públicos. d) procedimentos em matéria processual. c) compete à lei orgânica do Distrito Federal definir a competência do Tribunal de Justiça local. c) procedimento em matéria processual. b) Inexistindo lei federal sobre normas gerais. em face do interesse e peculiaridade locais. b) águas. e) responsabilidade por dano ao consumidor. b) fiscalizar a concessão de direito de pesquisa de recursos hídricos e mineração. É da competência legislativa privativa da União: a) a organização judiciária. 15. 17. e) manter o serviço postal. b) previdência social. outros recursos minerais e metalúrgicos. c) Os Municípios. exceto: a) direito civil. populações indígenas e seguridade social. d) a Constituição outorga posição diferenciada ao Distrito Federal. e) no âmbito de seus poderes de auto-organização. e) proteção ao patrimônio histórico e cultural. Assinale a opção correta: a) A competência da União para legislar sobre normas gerais exclui a competência suplementar dos Estados. d) seguridade social. b) organização. 12:44 . bem como aplicar suas rendas. direitos e deveres das polícias civis.pmd 23 6/7/2010. Pode o cidadão de um Município ter iniciativa de projeto de lei de interesse específico de seu Município? a) sim. as garantias. para atender às suas peculiaridades. serviço postal. legislar sobre direito tributário e financeiro. cinco por cento do eleitorado local. podem os Estados-membros definir o sistema de governo a ser adotado. para sua administração direta e indireta. Assinale a opção correta: a) A autonomia constitucional dos Municípios veda o controle externo da Câmara Municipal por intermédio de Tribunal de Contas do Estado. política de crédito e direito econômico. vedando-lhe a divisão em Municípios. Assinale a assertiva correta: a) constitui competência legislativa exclusiva dos Estados-membros a organização. desapropriação e defesa civil. podem legislar sobre normas gerais de licitação e contratação. privativamente. no mínimo. direito financeiro. os direitos e os deveres das polícias civis. processual. eleitoral. minas. b) lei ordinária federal poderá autorizar os Estadosmembros a legislar sobre matérias da competência específica da União. 11. concorrentemente com a União e os Estados. e) A União não intervirá nos Municípios salvo para manter a integridade nacional. c) direito tributário. bem como a organização administrativa destes. sobre: a) sistema estatístico e cartográfico. Assinale a alternativa correta. c) No âmbito da legislação privativa. e) nacionalidade e cidadania. marítimo e espacial. Todas as alternativas indicam matéria em relação à qual a União detém competência privativa para legislar. garantias. b) Compete aos Municípios instituir e arrecadar os tributos de sua competência. portos fluviais e lacustres. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.Direito Constitucional . energia. econômico e urbanístico. d) A superveniência de lei federal sobre normas gerais revoga a lei estadual. penitenciário. c) jazidas. repelir invasão es- trangeira ou de Município em outro. 12. proteção ao patrimônio histórico. desde que manifestado o interesse por. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. financeiro. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. inclusive as fundações e as empresas sob seu controle. sem prejuízo da obrigatoriedade de prestação de contas e de publicação de balancetes nos prazos fixados em lei. Assinale a alternativa correta. nacionalidade e cidadania. e) são corretas as alternativas a e d. c) legislar sobre proteção à infância e à juventude. no que lhe for contrária. 14. a) b) c) É competência privativa da União legislar sobre: produção e consumo. em todas as modalidades. c e d. propaganda comercial e sistema estatístico. comercial. d) zelar pela guarda da Constituição. Compete à União legislar.23 10. 16. f) são corretas as alternativas b. e) A superveniência de lei federal sobre normas gerais derroga a lei estadual. É da competência comum da União e dos Estados: a) explorar. 18. telecomunicações e radiodifusão. d) Compete aos Municípios. 13. informática. d) juntas comerciais e custas dos serviços forenses.

no mínimo. Ministério Público e Defensoria Pública. 25. d) registros públicos. Compete à União. no mínimo. sobre: a) desapropriação. pelo Superior Tribunal de Justiça. cultural. 26. direito do trabalho e direito internacional. minas. inclusive habitação. especificamente legislar sobre o comércio interestadual. parcial. 12:44 . direito eleitoral e direito aeronáutico. depende de: a) requisição do Ministro de Estado da Justiça. b) fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. 19. direito espacial. d) sim. 24. votada em dois turnos. desde que manifestado o interesse por. pela sua Câmara Legislativa. c) sim.Direito Constitucional b) não. b) direitos da pessoa humana. outros recursos minerais e metalúrgicos. e) instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. comercial. aos Estados e ao Distrito Federal legislar. para o fim de assegurar a observância de princípios constitucionais sensíveis. bem assim a organização e manutenção de Poder Judiciário. b) requisição do Supremo Tribunal Federal. direito agrário. do Superior Tribunal de Justiça ou do Superior Tribunal Eleitoral. eleitoral. É competência privativa da União legislar sobre: a) produção e consumo. Não é princípio constitucional sensível: a) forma republicana. cinco por cento do eleitorado do Estado. populações indígenas e seguridade social. dos Estados e do Distrito Federal zelar pela guarda da Constituição. de representação do Procurador-Geral da República. e) somente se conseguir que o projeto receba o aval de. direito marítimo e direito penal. de representação do Procurador-Geral da República. propaganda comercial e sistema estatístico. turístico e paisagístico. d) provimento. c) provimento. no mínimo. e. saneamento básico e transportes urbanos. d) compete privativamente à União Federal legislar sobre criação. e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa. d) prestar. c) direito comercial. A intervenção federal. desapropriação e defesa civil. um por cento do eleitorado local. b) a organização e a manutenção do Ministério Público e Consultoria Jurídica. serviços de atendimento à saúde da população. pelo Superior Tribunal Federal. direito municipal. b) a atividade legislativa plena na ausência de lei federal sobre normas gerais. 21. À União compete. e) responsabilidade por dano ao consumidor. e) elaboração de sua Constituição distrital. c) legislar concorrentemente sobre proteção ao patrimônio histórico. c) proteção ao patrimônio histórico.pmd 24 6/7/2010. especial. agrário. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público. com interstício mínimo de dez dias. direito processual e direito administrativo. Assinale a afirmativa correta: a) compete à União.24 . direito eleitoral e direito aeronáutico. 23. privativamente. desde que manifestado o interesse por. cinco por cento dos vereadores. processual. funcionamento e processo de Juizado de Pequenas Causas. c) autonomia municipal. política de crédito e direito econômico. econômico e do trabalho. e) jazidas. do Superior Tribunal Federal. direito eleitoral. direta e indireta. b) compete privativamente à União legislar sobre direito civil. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário e financeiro. legislar sobre: a) direito civil. sistema representativo e regime democrático. aeronáutico. Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. 20. d) prestação de contas da administração pública. concorrentemente. direito estadual. d) a elaboração de lei orgânica. tal iniciativa cabe tão-somente aos vereadores. d) procedimentos em matéria processual. d) direito civil. e) retroatividade da norma penal mais benéfica ao infrator. 22. c) trânsito e transporte. b) direito penal. Na capacidade de auto-organização e autogoverno do Distrito Federal incluem-se: a) a elaboração de lei orgânica. nacionalidade e cidadania. que a promulgará. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. Compete aos Municípios: a) a legislação suplementar às normas gerais editadas pela União. artístico. e) direito civil. c) a organização e a manutenção do Poder Judiciário. marítimo. c) é competência comum da União. e) compete concorrentemente à União legislar sobre serviço postal e populações indígenas. atendidos os princípios estabelecidos na Constituição. b) serviço postal.

defesa do solo e dos recursos naturais. c) o estabelecimento de normas gerais é privativo da União. D 20. por lei complementar. b) repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra. D 14. e do Congresso Nacional. vedada aos Estados produção legislativa subjetiva. c) dos Estados e Municípios. A 32. e ouvida a população diretamente interessada através de referendo. e) reorganizar as finanças da unidade da Federação que proceder ao pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos. compete à União. 27. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. aprovadas mediante lei. legislar concorrentemente sobre diversas matérias. d) a União poderá intervir nos Municípios para proteção do princípio legislativo. d) garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. Assinale a alternativa falsa. b) proposta das Assembleias Legislativas dos Estados interessados. caça. exceto para: a) manter a integridade nacional. eleitoral. em tais hipóteses: a) sendo omisso o legislador federal na elaboração de leis complementares. F 21. para atendimento de suas peculiaridades. C 11. fauna. D 12. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. A 06. e) aprovação de lei pelo Congresso Nacional. 31. através de plebiscito.25 e) representação do Presidente da República. marítimo e do trabalho. C 13. após manifestação plebiscitária da população diretamente interessada. aos Estados e ao Distrito Federal. Gabarito 01. b) dos Municípios. D 28. c) as Constituições dos Estados definirão o âmbito da competência legislativa dos respectivos Municípios. observados os princípios da Constituição Federal e da Constituição do respectivo Estado. c) proposta do Presidente da República. e) assegurar acesso à cultura. A Constituição Federal de 1988 inseriu os Municípios na organização político-administrativa do país. A 07. 12:44 03. Nos termos da Constituição de 1988. D 09. e) não recebeu competência alguma. financeiro. A 24. por lei complementar. não excluindo a competência suplementar dos Estados. e) a competência legislativa concorrente será necessariamente exercida através de leis ordinárias estaduais. D 31. A Central de Concursos 03_da_organizacao_do_estado. b) os Municípios serão regidos por lei orgânica promulgada pelas Assembleias Legislativas dos Estados. d) legislar sobre previdência social.pmd 25 6/7/2010. E 04. b) a competência legislativa concorrente será necessariamente exercida através de leis complementares. Com o disciplinamento dado na Constituição da República o Distrito Federal recebeu competências equivalentes às: a) dos Estados. subdividir-se para se anexarem a outros. 28. E 29. B 19. produção e consumo. através de plebiscito. 32. c) pôr termo a grave comprometimento da ordem pública. B 10. B 05. E 16. A 15. e aprovação do Congresso Nacional. Os Estados podem incorporar-se entre si. agrário. D 08. É competência privativa da União: a) legislar sobre direito tributário. por lei complementar. C . à educação e à ciência. C 02. C 30. e) os Municípios serão regidos por Constituição promulgada pelas Assembleias Legislativas dos Estados. ou de um terço de cada uma das casas do Congresso Nacional. pesca. proteção e defesa da saúde. os Estados exercerão competência legislativa plena. c) legislar sobre direito penal. Segundo seu texto: a) as leis orgânicas serão votadas e promulgadas pelas Câmaras Municipais. mediante: a) aprovação da população diretamente interessada. d) aprovação da população diretamente interessada. proteção do meio ambiente e controle da poluição. D 25. e das Assembleias Legislativas. d) a competência legislativa da União limita-se ao estabelecimento de normas gerais. salvo motivo de força maior. b) legislar sobre floresta. B 17. d) da União. 29. D 26. C 27. D 23. D 18.Direito Constitucional . 30. A 22.

Presidente Ministro Marco Aurélio Ministro Carlos Ayres Britto Ministra Cármen Lúcia Ministro Toffoli Segunda Turma: Ministra Eros Grau .Vice-Presidente Ministro Celso de Mello Ministro Marco Aurélio Ministra Ellen Gracie Ministro Gilmar Mendes Ministro Joaquim Barbosa Ministro Eros Grau Ministro Ricardo Lewandowski Ministra Cármen Lúcia Ministro José Antonio Dias Toffoli Turmas: Primeira Turma: Ministro Ricardo Lewandowski .pmd 26 6/7/2010.Presidente Ministro Celso de Mello Ministro Ellen Gracie Ministro Joaquim Barbosa Ministro Gilmar Mendes Central de Concursos 04_atualizacao.26 .Direito Constitucional 4. PODER JUDICIÁRIO (ATUALIZAÇÃO) • Página: 402 Composição plenária: Ministro Cezar Peluso . 12:44 .Presidente Ministro Carlos Ayres Britto .

pmd 27 6/7/2010. ordenar e rever a atuação de seus agentes. PODERES ADMINISTRATIVOS E ATOS ADMINISTRATIVOS 1. regulamentar. discricionário. 1. esta liberdade é muito pequena. desde que esta discricionariedade seja exercida nos limites permitidos em lei. No exercício do Poder Discricionário. CLASSIFICAÇÃO Poder Vinculado O poder vinculado é o que a lei atribui à Administração Pública para que esta pratique os atos de sua competência. determinando os elementos e requisitos necessários à sua formalização. ainda que o administrador tenha uma liberdade de atuar. O poder disciplinar refere-se apenas às infrações relacionadas com o serviço. Caso o administrador venha a se afastar do previsto na lei o ato é considerado inválido. segundo o princípio da legalidade da Administração Pública. enquanto o poder punitivo. que são utilizados como instrumentos para que atinja seu objetivo. diferentemente da vinculado. As penalidades impostas aos particulares não fazem parte do poder disciplinar que a Administração Pública possui. a Administração fica inteiramente submissa ao que define a lei. que estudaremos ainda neste capítulo. é possuidora de poderes administrativos (poder vinculado.pmd. Distrito Federal e Municípios). ainda. Estes poderes são encontrados em todas as esferas da Administração Pública (União.Direito Administrativo . conveniente ou inconveniente. Classificação 2.27 5. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. Estes limites acima são encontrados na subordinação legal à competência de quem realiza o ato. Este poder tem com objetivo: • ordenar as atividades da Administração. na forma e na finalidade do mesmo. 12:44 . estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores de seu quadro de pessoal. que visa combater os crimes e contravenções definidas nas leis penais. para a Administração. para tanto. é exercido pela Justiça Penal. sendo que a anulação do ato poderá ser realizada pelo judiciário. independentemente da vontade da Administração ou de sua própria vontade. se provocado. pois ele não pode distanciar-se do que está previsto no texto legal. repartindo e escalonando as funções entre seus agentes. conforme entenda esse ato. A discricionariedade decorre da lei e não da ausência desta. o administrador tem uma liberdade maior de agir. Muito importante não confundir o poder disciplinar da Administração com o poder punitivo do Estado. ou pela própria Administração Pública. Para a prática de determinados atos (atos vinculados). Estados-Membros. escolher o ato a ser praticado. o servidor não pode agir por faltar-lhe competência. Atos Administrativos A finalidade da Administração Pública é interesse público e. hierárquico e de polícia). Poder Hierárquico É o poder disposto pela Administração para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. pois na falta da lei. Poder Disciplinar Poder Disciplinar é a possibilidade que a Administração possui de punir internamente as infrações funcionais cometidas por servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. Usando do poder disciplinar a Administração controla o desempenho das funções executivas e a conduta interna de seus servidores. Poder Discricionário É a possibilidade que o Poder Público possui de praticar ou deixar de praticar certo ou. Temos como exemplo de ato praticado sob o domínio do poder vinculado a aposentadoria compulsória do servidor público que deve ocorrer aos 70 (setenta) anos de idade.

haja vista que a lei estabelece a obrigatoriedade da Administração. • Coercibilidade: os atos dotados de poder de polícia caracterizam-se por serem comparados a uma ordem administrativa (atos normativos. atividades e direitos individuais. 12:44 .Direito Administrativo • coordenar as funções no intuito de obter um entrosamento de todos os serviços a cargo do mesmo órgão. se for o caso (ex. dissolver uma passeata ou interditar um restaurante. Existem situações em que o poder de polícia será vinculado. embargo de obra e atos de fiscalização em geral. visando o benefício da coletividade ou do próprio Estado. ordinatórios. limitando ou disciplinando direito. se sujeitar a execução forçada pela Administração ou por intermédio do judiciário. mas somente naqueles que a lei expressamente autoriza. praticando ato vinculado no exercício do poder de polícia (ex: fiscal do IBAMA que encontra madeirame extraído ilegalmente e que tem o dever de apreender o mesmo). por exemplo. gozo e disposição da propriedade e com o exercício da liberdade. sob pena de. aos costumes. O poder de polícia tanto pode ser discricionário quanto vinculado.pmd 28 6/7/2010. apreensão de mercadoria deteriorada. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. a autoexecutoriedade e a coercibilidade. A autoexecutoriedade não é encontrada em todos os atos praticados com poder de polícia. para fins de concurso. ou seja. à prática de determinado ato. diante das condições sanitárias encontradas. a Administração tem liberdade para decidir qual o melhor momento para praticar o ato. diante de certos requisitos. Embora a legislação confira aos particulares uma série de direitos relacionados com o uso. esses direitos não são ilimitados e devem ser compatíveis com o bem estar social ou com o próprio interesse do Poder Público. sem necessidade de recorrer ao Poder Judiciário. à higiene. além do fato de corresponder a uma atividade negativa. assim como qual o meio de ação mais recomendado e qual a sanção cabível. • corrigir as atividades administrativas revisando os atos de seus agentes. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. O poder de polícia tem como finalidade a proteção ao interesse público é ao bem estar social. Maria Sylvia Di Pietro ensina que são “atributos do poder de polícia a discricionariedade. valer-se de meios indiretos de coação para o exercício do seu poder de polícia. • Autoexecutoriedade: em decorrência do atributo da autoexecutoriedade a Administração tem o poder de diretamente.” O Código Tributário Nacional considera como poder de polícia a atividade da Administração Pública que. regula a prática de ato ou abstenção de fato. São exemplos práticos do poder de polícia: proibição de construir edifícios acima de determinada altura. nem sempre isso ocorre.28 . Para o mestre Diógenes Gasparini o poder de polícia é “a atribuição de que dispõe a Administração Pública para condicionar o uso. • Discricionariedade: Embora a discricionariedade seja encontrada na maior parte das vezes em que a Administração Pública age com poder de polícia.pmd. caso contrário. para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. a aplicação de uma multa ou a interdição do referido estabelecimento). punitivos) nascem sempre com coercibilidade. em razão de interesse público concernente à segurança. a Administração pode demolir um prédio que oferece risco de desabamento. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos. Poder de Polícia O poder de polícia é capacidade que a Administração Pública possui. Assim. interesse ou liberdade.: fiscal sanitário que ao vistoriar estabelecimento deve decidir. porém. dever de notificar doença contagiosa. considera-se como característica deste poder a discricionariedade por estar presente na maioria dos atos praticados sob seu exercício. o gozo e a disposição da propriedade e o exercício da liberdade dos administrados no interesse público ou social. à ordem. não deixando liberdade ao agente na hora de agir. destinando-se a prevenir o surgimento de atividades particulares nocivas aos interesses sociais ou públicos ou a obstar seu desenvolvimento. Na maior parte dos casos concretos. qual o ato que melhor atenda aos interesses públicos. à disciplina da produção e do mercado. com força que obriga o particular ao seu fiel atendimento. • controlar cada servidor no sentido de que este cumpra a lei e instruções e acompanhar também sua conduta e rendimento.

pmd 29 6/7/2010.. dos Estados e dos Municípios. Governador ou ao Prefeito editarem decretos com o intuito de darem aplicabilidade às leis.29 Poder Regulamentar ou Normativo Poder Regulamentar ou Normativo é o que cabe ao Chefe do Poder Executivo da União. encontramos exemplo no art. também chamados de elementos ou pressupostos do ato.” Analisando a definição acima encontramos que os contratos administrativos não estão incluídos. A finalidade é requisito indispensável e vinculado à validade do ato administrativo. por meio de seus representantes. para sua fiel execução. ao Presidente da República. muitas vezes. Finalidade É a meta ou alvo que a Administração pretende alcançar com o ato. ATOS ADMINISTRATIVOS A competência não pode ser transferida ou prorrogada entre as partes. se assim o fizer este ato será inválido por desvio de finalidade. Município) ou de quem tenha prerrogativas estatais (concessionários). de editar normas complementares à lei (decretos). é validado se o agente não possuir poder legal para praticá-lo. Conceito de Ato Administrativo Não encontramos na lei uma definição de ato administrativo. 2. que rende ensejo à invalidação do ato. necessitam da edição de atos complementares do Poder Executivo a fim de que possam ser executadas. A delegação de competência pode ser exemplificada pelo parágrafo único do art. não podendo o agente substituí-la por outra.” Quanto à avocação. “Ato administrativo é toda medida editada pelo Estado. que é chamar para si funções atribuídas a outrem que lhe é subordinado. Nenhum ato. Competência A competência administrativa é o poder atribuído ao agente para que este desempenhe suas funções. que tem por finalidade imediata criar. cabendo. 84 da Constituição Federal. vício de competência. ou implícita no ordenamento jurídico da Administração. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 12:44 . por motivo relevante de interesse público.“O Presidente da República. resguardar ou extinguir situações jurídicas subjetivas. no exercício regular de suas funções.1. Requisitos do ato administrativo São os componentes ou elementos que o ato deve reunir para ser perfeito e válido. XII e XXV. sendo ainda que não é qualquer finalidade que justifica a validade do ato. primeira parte.2. ou por qualquer pessoa que detenha. mesmo que esta vise o fim público. seja ele discricionário ou vinculado. “Art. 170 do Decreto-Lei Federal n. modificar. por lhe faltar um elemento primordial em sua formação: o fim público desejado pelo legislador. desde que estas estejam previstas em lei. nas mãos. caracteriza-se o desvio de finalidade. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. sendo que várias são as definições apresentadas pelos estudiosos. utilizar a remoção com a finalidade de punir.” Quando o agente escolhe finalidade diversa daquela constante na lei. 2. As leis. Estado-Membro. finalidade ou objetivo. Hely Lopes Meirelles conclui o assunto da seguinte maneira: “A alteração da finalidade expressa na norma legal. porém. conteúdo ou objeto.º 200/67 onde se estatui que: 2. ainda que implicitamente. ocorrendo neste caso. sendo que este poder é limitado. Verificamos também que estes atos são praticados por manifestação do Estado (União. o que podemos encontrar é a delegação e a avocação de competência. Por exemplo: Um agente público tem competência para remover e suspender um funcionário. 84 . 170 . não podendo. Distrito Federal. motivo ou causa. reconhecer. resultando de lei. A ausência de competência do agente que pratica o ato carrega este de nulidade. ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. mas sim a finalidade que atenda a um interesse público ou social. forma.. Art. fração de poder delegada pelo Estado. Selecionamos a do mestre José Cretella Júnior.“O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI. A finalidade do ato administrativo é aquela indicada pela lei. assim. poderá avocar e decidir qualquer assunto na esfera da Administração Federal”. caracteriza o desvio de poder. aos Ministros de Estado.pmd. Encontramos cinco requisitos para que o ato jurídico seja considerado válido: competência.. por se tratarem de atos multilaterais.Direito Administrativo . em matéria administrativa.

Forma E o meio de exteriorização do ato. sendo a modificação do ordenamento jurídico que o ato acarreta. Esta obrigação da Administração decorre da vinculação do ato. o motivo alegado passará a fazer parte do ato e se descoberto ser falso o ato será inválido. por motivo falso alegado. forma e finalidade são sempre vinculados. Exemplo de ato vinculado encontramos na Constituição Federal quanto à aposentadoria compulsória do servidor aos setenta anos de idade (CF. A formalidade do ato é o conjunto de operações exigidas para sua perfeição. e assim será. Teoria dos Motivos Determinantes Motivos Determinantes são aqueles que são alegados para a prática do ato. porém. Tipos de ato Os atos administrativos são agrupados em vinculados e discricionários. Assim. quando então será vinculado. Temos também os atos orais (ordens que são dadas a um servidor). são os atos administrativos praticados segundo os ditames que a lei prescreve à Administração Pública. o desligamento do agente público. quando será discricionário quanto à sua existência e valoração. revela sua existência.3. no ato de permissão de uso de bem público. O motivo pode ser legal ou de direito. pode ser definido como aquilo para que o ato se preordene ou a que se destina. Segundo Celso Ribeiro Bastos “a desconformidade entre os motivos e a realidade acarreta a invalidade do ato. ao fazê-lo. Objeto Também chamado de conteúdo.30 . o que a obriga a praticá-lo. Temos como exemplo de conteúdo: a outorga de uso. a doutrina denomina como “Teoria dos Motivos Determinantes”. mais tarde descobre-se que a acusação era infundada. 2. para uma concorrência há uma formalidade que se inicia com o edital e se finda com a adjudicação do objeto. o agente terá a liberdade de escolher o motivo em vista do qual realizará o ato. uma vez que sua ação fica restrita aos pressupostos legais para a validade do ato. Quando não houver a previsão legal. Atos vinculados Também conhecidos como atos predeterminados. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. II). lembrando sempre que este motivo não pode estar na vontade livre do agente. o ato adjudicatório é que se concretiza com a forma. quando estiver previsto em lei.pmd. quando então será vinculado ou poderá ser de fato. 12:44 . É importante estabelecer distinção entre forma e formalidade do ato. art. por ele ser demissível ad nutum. Neste caso o agente somente poderá praticar o ato quando houver ocorrido a situação prevista. As imposições da lei acabam por suprimir a vontade do agente.Direito Administrativo Motivo Também chamado de causa é a situação que determina (ato vinculado) ou autoriza (ato discricionário) a pratica do ato administrativo. Exemplo da Teoria dos Motivos Determinantes: Um funcionário exonerável ad nutum (possuidor de cargo de confiança ou função comissionada) é exonerado do serviço público com a acusação de improbidade administrativa. A vontade da Administração Pública para manifestar-se exige procedimentos especiais e forma legal para que seja expressada validamente. atos pictóricos (placas de sinalização de trânsito). no ato de exoneração do funcionário ocupante de cargo de provimento em comissão e a aquisição da propriedade em uma desapropriação. 40. “como” e “quando” a Administração deve praticar tais atos. O motivo pode ser de direito. Na lei encontramos “se”. porém não é a única. Dentre os requisitos do ato administrativo o motivo e o objeto podem ser discricionários ou vinculados enquanto que a competência. o ato será então invalidado e o funcionário será reintegrado. sendo que estes são praticados no desempenho do poder vinculado.” A este fenômeno da invalidação do ato. em razão do grau de liberdade que a Administração Pública tem para agir ou decidir.pmd 30 6/7/2010. A maneira usual de exteriorização do ato é a forma escrita (despacho em processo administrativo que pune servidor que agiu irregularmente). é o modo pelo qual o ato aparece. atos eletromecânicos (semáforos) e atos mímicos (policial de trânsito dirigindo o tráfego). mesmo que para sua exoneração não fosse necessária a alegação de um motivo. que a Administração não pode deixar de outorgar-lhe.

Segundo Hely Lopes Meirelles: “O abuso de poder ocorre quando a autoridade. Enquanto ao praticar o ato administrativo vinculado a autoridade está presa à lei em todos os seus elementos (competência. esta é a possibilidade de operar sem qualquer limite. 5o que combate o abuso da autoridade é o XXXIV.pmd 31 6/7/2010. no que concerne à competência. enquanto aquela é a possibilidade de atuar dentro de certos limites.pmd.” Podemos encontrar o abuso de poder tanto na forma omissiva quanto na comissiva. com sujeição a ela. os atos são determinados pela lei.: advertir apenas ou proibir). motivo.31 Ato discricionário Abuso de poder Como já aprendemos. embora competente para praticar o ato. o ato discricionário esta sujeito aos textos legais como qualquer outro. retirando a legitimidade da conduta do administrador público. objeto. Excesso de poder O excesso de poder ocorre no momento que a autoridade pública. A discricionariedade decorre da lei e não da ausência desta. O abuso de poder é matéria tão importante ao universo jurídico que a própria Constituição Federal preocupou-se com o assunto ao prever a utilização do mandado de segurança. a lei não consegue prever todas as hipóteses e fatos que possam ocorrer. Atos discricionários são aqueles praticados pela Administração Pública em conformidade com um dos comportamentos prescritos pela lei. entre praticálo com este ou aquele conteúdo (por ex. este rompimento caracteriza abuso de poder ou desvio de finalidade. não importando nesta análise se a omissão foi praticada com dolo (vontade) ou culpa. 12:44 . é o bastante para invalidar o ato. quando a autoridade age claramente além de sua competência e quando ela contorna as limitações da lei utilizando-se de dissimulação para arrogar-se poderes que não lhe são atribuídos por lei. A liberdade do agente não é absoluta. a lei confere ao administrador público poder discricionário e poder vinculado. no praticar o ato discricionário é livre (dentro das opções que a própria lei prevê) quanto à escolha dos motivos (oportunidade e conveniência) e do objeto (conteúdo). Nestes três últimos quesitos o agente deve ater-se ao disposto na lei. Importante frisar que discricionariedade não deve ser confundida com arbitrariedade. concedidos ao agente pela regra jurídica. à finalidade e à forma. Outro inciso do mesmo Art. forma prescrita em lei e finalidade pública. estes elementos vinculantes são: capacidade legal de quem o pratica. independentemente do pagamento de taxas: o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra a ilegalidade ou abuso de poder. Porém. como toda e qualquer atividade executória. este deve ater-se aos limites estabelecidos na lei e ao atendimento do interesse público. O ato administrativo deve ser praticado segundo a observância da lei. sem seguir qualquer norma jurídica.” Se no exercício da discricionariedade. O que a distingue da competência vinculada está na maior mobilidade que a lei enseja ao executor no exercício. ele é discricionário.” O abuso de poder ou abuso de autoridade dividese em duas espécies bem caracterizadas: o excesso de poder e o desvio de finalidade. O excesso de poder pode ser caracterizado pelo descumprimento frontal da lei. ultrapassa dos limites desta competência exorbitando-se no uso de suas faculdades administrativas. ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. E não na liberação da lei. seja ele vinculado ou discricionário. como já vimos. Entre praticar o ato ou dele se abster. A liberdade de escolha é limitada ao conteúdo e ao motivo. por este motivo ela possibilita ao administrador público a escolha da melhor solução frente a um caso concreto. seja ela praticada com culpa ou dolo. O assunto estudado foi assim resumido em importante acórdão do TJRN publicado na revista de Direito Administrativo 14/52: “A competência discricionária não se exerce acima ou além da lei. assim podemos afirmar que o agente público ao omitir-se da prática de um ato a que está obrigado por lei. A violação de competência. senão. o agente ultrapassar os limites estabelecidos pela lei. lesa o patrimônio jurídico individual. porém. a discricionariedade da Administração não pode ferir a moralidade pública.são a todos assegurados. No primeiro. O excesso de poder torna o ato ilícito e nulo. a: “XXXIV . outros elementos são indispensáveis a validade do ato. que possuindo competência para praticar o ato. finalidade e forma).Direito Administrativo .

Quanto aos destinatários do ato Nesta classificação leva-se em conta o alcance do ato frente a quem se destina. Atos individuais O administrador pratica o ato dentro dos limites legais. satisfazer interesse pessoal próprio ou favorecer algum particular com a subsequente transferência do bem expropriado.Direito Administrativo Desvio de finalidade Encontramos o desvio de finalidade quando a autoridade age nos limites de sua competência. Atos internos São os destinados a produzir efeitos apenas no interior da Administração Pública. Por exemplo: se o administrador realiza uma desapropriação alegando utilidade pública. após afixação. podendo assim ser singulares (quando o destinatário nominado é um só. determinados. a exemplo do ato de classificação de aprovados em concurso público).” Tais atos só entram em vigor a partir de sua publicação em órgão oficial. apenas sujeitam os destinatários às suas disposições após a publicação do ato em órgão oficial ou. sendo que a publicidade de tais atos é princípio de legitimidade e moralidade administrativa. são expedidos sem destinatários determinados. são aqueles atos que têm destinatários certos.32 . a exemplo do ato de nomeação de titular de cargo público) ou plurais (se os destinatários nominados são vários. não desejado pelo legislador. quando possuem efeitos. terceiros. na hipótese deste não existir (no caso de Municípios).pmd 32 6/7/2010. 2. sobre órgãos e agentes da Administração que os expedirem. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. os pareceres. de gestão e de expediente. 12:44 . Classificação dos atos administrativos São inúmeras as classificações do ato administrativo encontradas na doutrina dada a falta de padrão nesta classificação utilizaremos nesta obra a classificação do mestre Hely Lopes Meirelles. incidindo normalmente. em local acessível ao público. com finalidade normativa. bastando para isto a cientificação direta aos destinatários ou a divulgação regulamentar da repartição. Atos externos Segundo Diógenes Gasparini: “Externos são os que se predestinam a produzir efeitos além do interior da Administração Pública. O ato praticado com desvio de finalidade é realizado às escondidas ou se apresenta disfarçado sob o manto da legalidade e do interesse público. na Prefeitura. Nestes atos são explicitados os destinatários certos.pmd. mas visando. pois o administrador busca fins não queridos pelo legislador. sendo que esta na maioria das vezes é realizada por meio de indícios e circunstâncias que revelem a distorção do fim legal que foi preterido por um fim ilegal ou imoral. Também chamados de especiais. ou seja. já que estas gerem bens e dinheiros públicos. porém pratica o ato por razões ou fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. mesmo que provenham da mesma autoridade. na realidade. Os atos gerais. como. por exemplo. Podemos quanto ao objeto do ato e seus efeitos jurídicos classificá-los em atos de império. por conseguinte.4. Quanto à abrangência dos efeitos Os atos administrativos também podem ser classificados em internos e externos. Atos gerais Atos administrativos gerais ou regulamentares são aqueles destinados a um grupo de pessoas inominadas. O mesmo ato pode abranger um ou vários sujeitos. tanto para a Administração direta quanto como para a indireta. Podemos citar como exemplo de atos gerais: a determinação de dissolução de uma passeata ou de uma reunião e atos que outorgam férias coletivas aos funcionários. alcançando a todas as pessoas ligadas por uma mesma situação. tornandose difícil sua prova. alcançando. desde que sejam individualizados. Quanto ao objeto A característica dos atos gerais é de que estes prevalecem sobre os atos individuais. a violação neste caso é ideológica. ou utiliza motivos e meios imorais para a prática de um ato administrativo aparentemente legal. Os atos internos não dependem de publicação em órgão oficial para sua validade.

Direito Administrativo . para se tornar exequível. visando a preservação de direitos ou reconhecimento de situações preexistentes. sendo antecedidos de formalidades administrativas para sua realização (licitação. mas depende de verificação por parte de outro.” Ato constitutivo São os que implantam uma nova situação jurídica.os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República. 101 da CF.pmd 33 6/7/2010. sem competência decisória. etc. nos termos do parágrafo único do art. A diferença entre ato composto e complexo é que este se forma com a conjugação de vontades de órgão diversa. É o ato que resulta da vontade única de um órgão. Pertencem a esta categoria as licenças. oneração ou aquisição de bens. modificando ou extinguindo a situação existente. preparando-os para a decisão de mérito a ser proferida pela autoridade competente. Ex. Em sua maior parte são atos bilaterais.” Atos compostos Atos de gestão São os que a Administração pratica sem utilizar-se de sua supremacia sobre os destinatários. em relação à Administração. as sanções administrativas.33 Atos de Império Atos complexos Também classificados como atos de autoridade. que não exigem coerção sobre os interessados. É o que afirma a existência de uma situação de fato ou de direito. Ex. por exemplo. são todos aqueles que a Administração pratica utilizandose de sua supremacia sobre o administrado ou servidor.: expedição de certidões e demais atos fundados em situações jurídicas anteriores. Exemplo: autorização que dependa de visto de autoridade superior. 101. Podemos citar como exemplo de ato simples: a nomeação de um funcionário e o despacho de um chefe de expediente. 12:44 . geralmente praticados por funcionários subalternos.: cassação de autorização. avaliação. existindo para a formação do ato um concurso de vontades de órgãos diferentes. de alienação. para seus destinatários. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. não importando o número de pessoas que participa da formação do ato. onde a autorização é o ato principal e o visto é o complementar que lhe dá exequidade. encampação de serviços públicos. Ato declaratório O importante para a classificação do ato em simples é a vontade unitária que o órgão expressa para dar origem ao ato visado pela Administração. os atos de desapropriações ou de interdições de atividades. § único . São os atos oriundos da manifestação jurídica de um único órgão. em decorrência da administração dos bens e serviços públicos e dos negócios com os particulares. Temos como exemplo deste tipo de ato a nomeação de Ministro do Supremo Tribunal Federal. “Art. etc. Sua característica principal é de ser ato unilateral da Administração. as nomeações de funcionários. enquanto aquele é formado pela vontade única de um órgão. como são.).pmd. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. São os atos resultantes da conjugação de vontade de órgão diversos. Estes atos são normalmente revogáveis e modificáveis pela Administração Pública que os expediu. Quanto à composição da vontade Ato extintivo ou desconstitutivo Atos simples É o que põe fim a situações jurídicas de caráter individual. unipessoal ou colegiado. impondo-lhes obrigatório cumprimento. Atos de expediente Quanto ao conteúdo Segundo Hely Lopes Meirelles são “todos aqueles que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam pelas repartições públicas. São atos que não possuem caráter vinculante e nem forma especial. etc. sendo apenas ratificado por outra autoridade.

altera situações preexistentes. faculta a este o ingresso em estabelecimento governamental. etc. por estar sob condição suspensiva ou termo ainda não verificado. porque sua realização ultrapassa os poderes ordinários de administração. 12:44 . percursos. tornando-se. A nulidade deve ser reconhecida pela Administração Pública ou pelo Judiciário. No caso de não observada uma fase ou etapa de sua formação o ato é inexistente. possuindo esta renúncia um caráter incondicional e irretratável. temos como exemplo o ato que é praticado por um particular que usurpa a função pública.: abrir mão de autorização).: a admissão em universidade pública). para que usufrua de um serviço público (ex. Ato pendente Ato que se encontra com seus efeitos pendentes. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. o ato não possui qualquer efeito entre as partes. à autorização legislativa. Estes atos são a admissão. portanto. não podendo o particular negar sua exequibilidade. Este ato apenas tem a aparência de ato administrativo. pois não se atendeu os requisitos necessários à sua formação. Ato imperfeito Espécies de ato administrativo É o que se mostra incompleto nos elementos que o formam ou lhe falta um ato complementar para tornar-se exequível e operante. Ato modificativo É aquele que embora não suprima direitos ou obrigações. pois não se pode adquirir um direito contra a lei. em sua maior parte. a homologação. sendo apto e disponível para produzir seus regulares efeitos. Admissão É o ato administrativo vinculado pelo qual a Administração Pública. locais de reunião. a aprovação. a autorização. pois reúne todos os elementos de sua formação.Direito Administrativo Ato alienativo Quanto à eficácia do ato Segundo Hely Lopes Meirelles “É o que realiza a transferência de bens ou direitos de um titular a outro. ao verificar o atendimento a todos os requisitos legais pelo particular. sob os vários aspectos que estes possuem. vamos estudar alguns que se sobressaem em decorrência da utilização frequente pela Administração Pública.34 . sujeitam o Executivo.” Ato válido Estes atos. Ato abdicativo Neste tipo de ato o titular de um direito abre mão do mesmo. irretratável ou imodificável. a licença. Quanto à exequibilidade Ato nulo Ato nulo é aquele que possui em seu bojo vício impossível de ser sanado por ausência ou defeito substancial em seus elementos constitutivos ou no procedimento de sua formação. Não se verifica o termo ou a condição de que depende sua exequibilidade ou operatividade. de modo que a decisão não possa ser revista (ex. Tanto a nulidade como a inexistência produzem a invalidade do ato. O ato é considerado válido quando da sua edição foram observadas as condições e os limites estabelecidos na regra jurídica que o fundamenta. O ato pode ser válido. porém. Exemplos: alteração de horários. a permissão. a concessão e a dispensa. ainda não exequível. Neste caso.pmd. Ato perfeito Ato inexistente Diz-se perfeito o ato que cumpriu todas as fases de sua formação. Agora que já distinguimos os atos administrativos. Ato consumado É o que já produziu todos os seus efeitos. embora seja um ato perfeito.pmd 34 6/7/2010.

Quando o requerente satisfaz todas as exigências legais a Administração é obrigada a concedê-la. São três as modalidades de autorização.35 Diz-se que é um ato vinculado porque o administrado cumpriu todas as exigências legais para o ingresso no estabelecimento governamental.: pronunciamento do Conselho da República sobre a intervenção federal. sem indenização alguma. em caráter privativo. É por meio da homologação que o ato adquire eficácia. A admissão de alguém no serviço público para o desempenho de determinada função não pode ser confundida com a aqui estudada. um bem público ou prestar um serviço público.: exoneração de ofício. pelos membros do Senado Federal. Importante não confundir aprovação com homologação. do Procurador-Geral da República e a aprovação de medida provisória expedida pelo Presidente da República). o direito de realizar certa atividade material que antes lhe era proibida. Enquanto a aprovação é ato discricionário. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. pelo Senado Federal. a saber: • para uso de bem público.Direito Administrativo . distribuição de energia elétrica ou transferência do uso privativo de um bem público imóvel ou móvel. serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos.: ocupação temporária de determinado prédio público. É posterior quando a apreciação da conveniência e oportunidade do ato submetido a esse controle acontece depois de sua edição (ex. se conforme com os requisitos legitimadores de sua edição. A autorização é discricionária e precária. também. Homologação Homologação é ato de controle. se conveniente e oportuno. enquanto a licença é vinculada a outra é discricionária. naquela analisa-se a conveniência e a oportunidade. Aprovação Ato administrativo discricionário mediante o qual a Administração Pública faculta a prática de certo ato jurídico ou concorda com o já praticado para lhe dar eficácia. A homologação é sempre posterior. Esta é sua maior diferença com a autorização. a aprovação. Licença Ato administrativo vinculado e definitivo. Podemos citar como exemplo os atos que outorgam a um particular o direito de executar serviços de transporte coletivo. 12:44 . desde que este se interesse. podendo ser negada ou cessada a qualquer momento. unilateral e vinculado pelo qual a Administração concorda com o ato jurídico praticado. do ato de destituição do Procurador-Geral da República). • exercícios de atividades ou uso de determinados objetos policiados pela administração. Ex. o direito de usar. pelo qual a Administração Pública outorga a alguém. • prestação de serviços públicos. reformas e pensões e a deliberação sobre o procedimento licitatório.: autorização para explorar o serviço de táxi ou para portar arma. a homologação é ato vinculado.: no caso de exploração de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Autorização Ato discricionário da Administração Pública. Por meio da aprovação a Administração verifica a legalidade e o mérito de outro ato ou de situações ou realizações materiais de seus órgãos. verificando que este atendeu a todas as exigências legais. Enquanto nesta avalia-se a legalidade. Ex. feito por autoridade competente).pmd 35 6/7/2010. porque a admissão de pessoal é regulada por outros princípios. A aprovação pode ser anterior ou posterior. porém o ato homologatório não permite alterações no ato homologado (ex. Exemplos de licença: exercício de uma profissão (alvará de funcionamento). construção de um edifício (alvará de construção). A licença não pode ser negada. enquanto a aprovação pode ou não ser. de outras entidades ou de particulares. É anterior quando a apreciação do mérito ocorre antes da edição do ato submetido a esse controle (ex. que autoriza a realização de certa atividade material. estado de sítio e estado de defesa e.pmd.: ato do Tribunal de Contas que aprecia as concessões iniciais de aposentadoria. Permissão Ato segundo o qual a Administração outorga a alguém. Ex.

onde são prescritas orientações a subordinados. Importante não confundir o decreto administrativo com o decreto legislativo (exclusivo do Poder Legislativo) ou com a medida provisória. Exemplos: liberação do pagamento de tarifa metroviária por passageiro sexagenário e dispensa da apresentação de determinados documentos. Na liberação da obrigação há de ser respeitada a forma e a hierarquia dos atos. caso o proponente já esteja cadastrado. expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados. Alvará Ato vinculado. Temos como exemplo a ordem do dia. portanto. não podendo inová-los ou contrariá-los. no qual a Administração Pública outorga aos administrados um “status” (concessão de cidadania brasileira). de seu cumprimento. a maneira como estes devem conduzir certo e determinado serviço. os veículos que a Administração utiliza para exteriorizar seus atos.Direito Administrativo Concessão Portaria Ato administrativo. ainda. a mesma natureza da lei. Somente poderá ser utilizado por agente público. A portaria não pode obrigar um particular ao seu cumprimento. no que diz respeito aos aspectos administrativos e técnicos. se uma lei obriga a determinado comportamento.36 . utilizado parta veicular atos administrativos de suas respectivas competências. Exemplos: aberturas de sindicâncias e processos administrativos. podendo ser divididos em individuais ou específicos (nomeação e exoneração de servidor. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. ou sobre o desempenho de certas atribuições em circunstâncias especiais. Atos administrativos internos. Estados-membros. segundo o qual a Administração Pública expede autorização e licença para a prática de ato ou o exercício de certa atividade material. discricionário ou vinculado. à vista da ocorrência de determinadas circunstâncias. Distrito Federal e Municípios). Decreto Ato de competência do Chefe do Executivo (União.) e gerais ou normativos (Regulamento do Imposto de Renda e o Código Sanitário do Estado de São Paulo). em uma tomada de preços. 12:44 . no caso militar. As resoluções são sempre atos inferiores ao regulamento e ao regimento. Dispensa Ato administrativo que libera alguém. etc. lhes faculta o exercício de uma atividade material (concessão de lavra).pmd. Ordem de serviço Fórmula com que os superiores transmitem aos subordinados. utilizados principalmente na esfera militar. de construção e alvará de funcionamento de um estabelecimento qualquer. Formas de exteriorização do ato administrativo Estudaremos a seguir as fórmulas de exteriorização do ato administrativo. desde que inferiores ao Chefe do Executivo. Circular Ordem escrita mediante a qual os superiores transmitem ordens uniformes aos respectivos subordinados sobre certo serviço. pois este não esta sujeito ao poder hierárquico da administração. pelo qual as autoridades de qualquer escalão de comando. uma honraria (concessão de uma comenda) ou. antes obrigado a um determinado comportamento. de desapropriação. Aviso Atos emanados dos Ministros de Estado. Exemplos: alvará de porte de arma.pmd 36 6/7/2010. Resolução Ato administrativo de que se valem os órgãos colegiados para manifestarem suas deliberações em assuntos da respectiva competência ou para dispor sobre seu próprio funcionamento. materialmente. ou designam servidores para funções e cargos secundários. já que estes têm. ou seja. este somente poderá ser dispensado por outra lei.

este será tido como válido e operante.37 Ofício São comunicações escritas com as quais os agentes públicos procedem às necessárias comunicações de caráter administrativo ou social. Despacho São atos por meio dos quais a autoridade administrativa manifesta decisões finais ou interlocutórias em processos submetidos à sua apreciação. A Administração somente necessitará fazer prova da veracidade ou legalidade de seu ato se contestada em juízo ou perante o Tribunal de Contas. Atributos dos Atos Administrativos Atributo que impele o destinatário à obediência do ato administrativo e às obrigações por ele impostas. a exigibilidade e a tipicidade. não podendo.pmd 37 6/7/2010. No caso do não cumprimento de sua determinação a Administração pode multar o administrado desobediente. o regimento ou o estatuto do serviço. autoexecutoriedade. tidos como verdadeiros e conforme o Direito. justamente em decorrência da presunção de legitimidade. 12:44 . o regulamento. ou seja. Exemplos: escolha de certa rua para a realização de feira livre. como e quando a lei autoriza. Em decorrência deste atributo o terceiro de boa-fé não pode ser prejudicado pela ilegalidade do ato. mais tarde. Presunção de legitimidade Autoexecutoriedade Os atos administrativos são presumivelmente legítimos. admitindo prova em contrário. É a qualidade do ato administrativo que dá ensejo à Administração de. não podendo contrariar a lei. independentemente de concordarem ou não.5. compeli-lo materialmente a executar a obrigação. executá-lo. Imperatividade Qualidade que têm os atos administrativos de imporem a terceiros situações de observância obrigatória. Todo ato dotado de imperatividade deve ser cumprido ou atendido enquanto não for retirado do mundo jurídico por revogação ou anulação. direta e imediatamente.Direito Administrativo . assim. que autoriza a imediata execução ou operatividade dos atos administrativos. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. Parecer Fórmula pela qual certo órgão ou agente com funções consultivas expede opinião técnica sobre matéria submetida à sua apreciação. Exemplos: determinação para que o particular construa muro no alinhamento da rua ou pode árvores cujos galhos ameaçam a integridade da rede elétrica. são. até que se prove o contrário. Enquanto o pronunciamento de nulidade do ato não sobrevier. como atributos do ato administrativo. isto é. possui características que não são encontradas nestes. presume-se que os seus atos são legítimos. a presunção de legitimidade é relativa. A Administração Pública somente pode agir quando. A doutrina reconhece. porém. O parecer pode ser vinculante (quando a decisão da autoridade solicitante esta presa às suas conclusões) ou facultativo (quando a autoridade que o demanda não está obrigada a observar as suas conclusões). O ato administrativo pela suas próprias peculiaridades que o distingue dos atos jurídicos privados. sem necessidade de recorrer às vias judiciais. a imperatividade. portanto. atribuição de mão única de direção em determinada avenida. à nulidade. Instrução Ordem escrita e geral que é expedida a determinados funcionários ou agentes administrativos incumbidos de certo serviço. que são verdadeiros e que se conformam com o Direito.pmd. o decreto. ou do desempenho de certas atribuições em circunstâncias especiais. Exemplos: convite para participação em solenidade cívica e comunicação ao interessado sobre decisão proferida em certo expediente de seu interesse. É um ato de mero ordenamento administrativo interno. mesmo que arguidos de vícios ou defeitos que os levem. a presunção de legitimidade. Exigibilidade 2.

ainda.: revogação de ato que declarou de utilidade pública um determinado terreno. ainda. Competência A competência para retirar o ato administrativo do ordenamento jurídico é exclusiva da Administração Pública. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. total ou parcialmente.por não mais lhe convir sua existência. destruição de alimentos impróprios para consumo público.Direito Administrativo A Administração executa o ato independentemente de qualquer recurso ao Judiciário e. A autoridade competente para retirar o ato é mesma que o praticou ou a superior hierarquicamente àquela. No caso disto acontecer por erro. que comumente aparece em concurso público. poderá revogá-lo (ato discricionário). produzindo resultados jurídicos válidos após a data de sua publicação.: permissão de uso de bem público quando a Administração Pública o aliena a terceiro ou ao próprio interessado. por motivo de conveniência ou oportunidade. Revogação e Anulação do Ato Administrativo A Administração Pública. respeitados os efeitos produzidos. pois ela deve ser prevista nos casos em que for indispensável à imediata salvaguarda do interesse público. requisição de bens durante estado de calamidade pública.” (Hely Lopes Meirelles). já que todos os efeitos do ato revogado são respeitados até a edição do ato revogatório. Ela será expressa quando a Administração Pública declarar revogado este ou aquele ato especificadamente. que age sempre buscando o bem comum e norteada pelo Direito. dolo ou culpa. 2. com o uso da força. o faz de forma com ela incompatível. revogar seu ato. realizada pela Administração . já que a Administração iniciou a construção de um prédio com a mesma finalidade. caso este não lhe seja mais conveniente ou oportuno. Tal efeito (ex nunc) não poderia ser diferente. ex. que o ato é inoportuno ou inconveniente. A Administração ao verificar. Motivo O motivo da revogação é a conveniência ou a oportunidade do ato (mérito). ao dispor sobre certa situação já existente.e somente por ela . Revogação do Ato Administrativo Espécies de revogação A revogação pode ser total (ab-rogação) alcançando todo o ato. O Judiciário não pode revogar ato administrativo porque a este não é dado apreciar da conveniência ou oportunidade do ato. mediante outro ato administrativo. Será tácita quando a Administração.” (José Cretella Júnior).” (Diógenes Gasparini).: quando a Administração revoga ato que outorgou a determinado particular o uso privativo de algum bem público. A revogação pode. para fins de desapropriação e construção de uma escola. etc. Conceito de revogação Dada a importância do assunto citaremos a seguir algumas conceituações do termo “revogação”. sendo somente encontrada nos atos que recebem da lei tal distinção.38 . 12:44 . deve a própria Administração ou o Judiciário invalidar o ato. a revogação e a anulação do ato administrativo serão estudadas separadamente a fim de serem transmitidos de maneira mais clara e objetiva os diversos conceitos que o assunto encerra.pmd 38 6/7/2010.6. sendo que ao Judiciário e ao Legislativo não cabe qualquer atribuição neste sentido. de um ato administrativo válido e eficaz do ordenamento jurídico. A autoexecutoriedade não é encontrada em todo e qualquer ato administrativo. A Administração pode. se for o caso. Será parcial (derrogação) a revogação que suprimir apenas parte do ato. Exemplos: dissolução de uma passeata ou reunião. não pode desviar-se destes dois quesitos e da moral administrativa. por ex. a qualquer tempo. ex. “Revogação é a retirada. parcial ou total. Efeito no tempo O efeito do ato revogatório é ex nunc (efeito que se projeta para o futuro. ser expressa ou tácita. “Revogação do ato administrativo é a manifestação unilateral da vontade da Administração que tem por escopo desfazer. visto que a revogação atinge somente atos sem vícios. os efeitos de outro ato administrativo anterior editado pelo mesmo agente ou seu inferior hierárquico por motivos de oportunidade ou de conveniência. sem qualquer ideia de retroatividade). “Revogação é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz. que opera a partir do momento da decisão.pmd. Assunto de grande interesse da doutrina.

devendo a ordem jurídica oferecer garantia a seus destinatários. Nota: em alguns casos é admitida a revogação de um ato vinculado. esses permanecem de pé. os consumados. 12:44 . O motivo da anulação é a invalidade. Os efeitos que a precederam. Os meros atos administrativos. Ex. Competência A competência para realizar a anulação do ato administrativo é tanto da Administração Pública quanto do Poder Judiciário.: Prefeitura expede licença para particular construir e depois resolve alargar via pública. 5o. não podendo ser revogados os atos administrativos declarados por lei como irrevogáveis. que ainda não gerou direitos subjetivos para o destinatário. ou porque não é definitivo ou porque é precário. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos.a lei não prejudicará o direito adquirido. Exemplo: Se o contrato administrativo (contrato principal) for anulado a cláusula de garantia (contrato acessório) também o será. Os atos vinculados. ao praticá-los esgotou sua competência. havendo revestido todos os requisitos legais. se a Administração revoga o ato inconveniente. Esse motivo deve ser devidamente comprovado pela Administração. porque a Administração Pública. XXXVI). a indenização torna-se regra. atingindo os atos nulos. O ato revogado. de ofício ou a requerimento do interessado. O particular terá neste caso direito a ressarcimento de seus danos.: certidão e atestado). o desacordo do ato com o ordenamento jurídico. Anula-se o ato ilegal ou ilegítimo. A Administração pode anular ato por ela praticado.” Indenização Anulação ou invalidação do ato administrativo A regra é que a revogação não gere nenhum direito a indenização.: ato de apreensão e destruição de mercadoria imprópria ao consumo público. no caso de anulação da cláusula de garantia o contrato continuará válido. sob pena de ilegalidade da anulação. o são porque há a expressa vedação legal no que diz respeito a sua revogação. da Constituição Federal. Os atos declarados por lei como irrevogáveis. Esta anulação nada tem a ver com sua conveniência ou oportunidade. retroativa. No caso de retirada de ato que já produziu efeito.” Os atos que conferem um direito adquirido. Conceito Anulação do ato administrativo é a sua retirada. não acontece. 37. pois não é lícito ao indivíduo suportar sozinho o ônus a ele imposto pela revogação do ato no interesse da coletividade. impedindo a construção nos moldes aprovados. os vinculados.5o. conforme a declaração atinja o ato em sua totalidade ou apenas parcialmente. nada justificaria negar-lhe efeitos operados ao tempo de sua vigência.Direito Administrativo . não existem mais e. esgotados. Espécies de anulação Atos irrevogáveis A declaração de anulação do ato pode ser total ou parcial. os meros atos administrativos e os que criam direito adquirido. Observamos que a anulação atinge o ato praticado em desacordo com a lei. devido à proteção da Constituição Federal (art. parcial ou total. do ordenamento jurídico por motivo deste possuir vício de ilegalidade insanável. porque não expressam uma norma da Administração Pública (ex. A característica de revogação dos atos administrativos possui exceções.pmd. XXXVI . Ex. por já estarem exauridos. após a apreensão e destruição da mercadoria o ato já está consumado. Motivo Os atos consumados. portanto não há o que revogar ou retirar do ordenamento jurídico. Neste caso a obrigação da Administração é de manter os efeitos passados do ato revogado. pode ser anulado pela Administração ou pelo Judiciário. gerando assim direitos. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. desde que o particular atingido seja ressarcido dos danos que porventura sofreu. “Art.39 Segundo Seabra Fagundes: “A revogação opera da data em diante (ex nunc). O ato que praticado em desacordo com a moralidade administrativa prevista no caput do art. porém.pmd 39 6/7/2010. o inverso. possuidor de defeitos jurídicos.

com efeitos retroativos à data em que este foi praticado. Segundo a professora Maria Sylvia Di Pietro “Convalidação ou saneamento é o ato administrativo pelo qual é suprido o vício existente em um ato ilegal. 04. a demolição de construção. e) Obrigatoriedade. regula a prática de ato ou abstenção de fato. 12:45 . sem que. quanto ao objeto pode ser possível a substituição do ato por outro. acerca do poder de polícia administrativa. e) regulamentar. d) Abstração. a administração pública pode condicionar e restringir o uso e o gozo de bens.40 . atividades e direitos individuais. em relação à for ma. c) As sanções decorrentes do exercício do poder de polícia administrativa . Ato nulo não gera direito. Exceção a este princípio é encontrada quando o efeito da anulação do ato atinge o terceiro de boa-fé.” Diante de um caso concreto a Administração pode. dependa de qualquer autorização judicial. a destruição de objetos e a proibição de fabricação de determinados produtos. por fim. a) Em decorrência do poder de polícia de que é investida. d) hierárquico. A convalidação do ato só é possível: se a ilegalidade estiver no sujeito que praticou o ato (agente). (ESAF) A atividade negativa que sempre impõe uma abstenção ao administrado. dependendo do caso concreto. não tem o seguinte atributo: a) Novidade. exemplo: a substituição de uma suspensão ilegal por uma advertência ao servidor. Para fazer valer o seu ato. consequentemente. b) de polícia. decidir pela convalidação do ato ou sua anulação. só podem ser aplicadas após regular processo judicial. o interessado deve postular a anulação do ato. c) disciplinar. Existe a possibilidade de convalidação destes atos. b) disciplinar. constituindo-se em obrigação de não fazer. Convalidação Nem todo ato administrativo ilegal deve ser anulado e seus efeitos retirados do mundo jurídico. (CESPE) Julgue os seguintes itens. nos limites da lei e com observância do devido processo legal. constitui mais propriamente o exercício do poder: a) de domínio. presentes e futuras do ato. e sua extinção não pode. Efeito no tempo Os efeitos da anulação atingem o ato desde seu nascedouro. portanto. b) O acatamento do ato de polícia administrativa é obrigatório ao seu destinatário. em razão do interesse público. quanto ao motivo e finalidade a convalidação é impossível e. o fechamento de estabelecimento. b) Privativo do Chefe do Poder Executivo. com função normativa. haja vista a dimensão da restrição de direitos individuais implementada. o que melhor atenda aos interesses públicos.Direito Administrativo O Judiciário depende de provocação para anular um ato administrativo. pois ato inválido não produz direito e. porque os efeitos da anulação retroagem às suas origens. a interdição de atividade. caracteriza o poder: a) discricionário. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. não gera efeitos jurídicos. desde que não se trate de competência outorgada com exclusividade. Este efeito retroativo é denominado de ex tunc. 03. ser fundamento de qualquer ressarcimento. independentemente de prévia autorização judicial. (ESAF) A atividade da Administração Pública que.pmd. c) normativo. discricionariamente. (ESAF) O decreto. invalidando as consequências passadas. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. e) hierárquico. a convalidação é possível. c) Generalidade. 02. interesses ou liberdades individuais. limitando ou disciplinando direitos. Indenização A anulação tem como regra a não indenização. para isso.pmd 40 6/7/2010.por exemplo. d) de polícia. a administração pode até mesmo empregar força pública em face da resistência do administrado.

09.pmd 41 6/7/2010. auto-executoriedade. d) é privativo a órgãos e corporações específicas. (CESPE) Julgue os itens seguintes. A autorização. os atos administrativos praticados nessa esfera são estritamente vinculados. b) Aplicar sanções disciplinares. c) conferido à Administração Pública para ato de sua competência. b) discricionário. b) a faculdade disponível da Administração Pública para condicionar. ato administrativo mediante o qual a Administração.a.Direito Administrativo . bem como a correspondência entre a infração cometida e a sanção aplicada. auto-executoriedade. com a colaboração do Presidente da República. rever. a) O poder disciplinar abrange as sanções impostas a particulares.a. A faculdade de que dispõe a Administração Pública de aplicar sanções relativas a infrações funcionais de seus servidores caracteriza o poder: a) hierárquico. c) regulamentar.pmd. 07. competência. 12:45 . por delegação do Presidente da República. a auto-executoriedade e a coercibilidade. 14. não se sujeita ao princípio da legalidade. mas deverão ser esgotadas previamente as vias recursais administrativas. 06. delegar. e) Considerando a natureza e os efeitos da atuação da polícia administrativa. interdição de atividade. c) Avocar e/ou delegar atribuições. tais como: multa. a) b) c) d) O exercício do poder de polícia administrativa: é atividade em regra discricionária. 08. O poder administrativo que controla o desempenho das funções administrativas e o comportamento interno de seus agentes. coercibilidade competência. c) a liberdade para pressionar e torturar qualquer um que coloque em risco a empresa pública. acerca dos poderes da administração. b) São atributos do poder de policia: a discricionariedade. dar ordens e avocar. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. d) Prevalece na doutrina nacional o entendimento de que. restringir e fiscalizar o uso e gozo de bens. d) n. atividades e direitos individuais. 10. 15. b) disciplinar. c) hierárquico. d) de polícia. e) Anular atos ilegais praticados por órgãos inferiores. O poder regulamentar. defere ou nega a pretensão do particular. d) Controlar as atividades dos órgãos subordinados. sob pena de o Poder Judiciário proclamar a falta de interesse de agir do administrativo. finalidade. O poder discricionário fundamenta-se na lei e o poder arbitrário exorbita da lei. d) vinculado. d) de polícia. Poder vinculado é o regulado pelo direito positivo e: a) conferido ao chefe da empresa pública para comandar seus subalternos. e) Do exercício do poder hierárquico decorrem as faculdades de fiscalizar.d. c) disciplinar. após o texto constitucional vigente. 12. pois o poder regulamentar supõe a existência de uma lei a ser regulamentada. a) b) c) O poder discricionário e o poder arbitrário: Ambos se apóiam na lei. 05. no âmbito federal. exclusivamente. discricionariedade. é emanada do poder: a) de polícia. manifesta-se somente através de atos concretos. mérito. Poder de polícia é: a) a liberdade de investigação dada aos servidores públicos. b) corresponde à sua finalidade normativa. compete: a) ao Presidente da República e aos Ministros de Estado. podem ser questionadas em juízo. c) ao Presidente da República. São características da fiscalização hierárquica: a permanência e a automaticidade. d) conferido à Administração com liberdade de escolha de sua conveniência. oportunidade e necessidade.41 d) A proporcionalidade entre a restrição imposta pela administração e o benefício social que se tem em vista. coercibilidade. denomina-se poder: a) regulamentar. a motivação da punição disciplinar é sempre imprescindível. punindo-os pelas faltas apuradas. fechamento de estabelecimento e destruição de objetos. 13. b) hierárquico. b) aos Ministros de Estado. d) ao Congresso Nacional. discricionariedade. 11. Ambos são permitidos à Administração. não há mais que se falar na possibilidade de expedição de decretos autônomos. forma. a) b) c) d) São atributos do poder de polícia: competência. c) Para a validade da pena. (ESAF) Não é atribuição da Administração Pública decorrente do poder hierárquico: a) Editar atos regulamentares. levando em conta a conveniência e oportunidade.d. n.

22. 20. pelo menos dois agentes públicos. por descumprimento das normas legais pelo administrado exige processo administrativo. Alvará é: a) instrumento de licença ou autorização para prática de ato dependente de policiamento administrativo. c) a faculdade de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração.a. e) A motivação de um ato administrativo deve contemplar a exposição dos motivos de fato e de direito. 18. c) hierárquico. 17. a regra de direito habilitante e os fatos em que o agente se estribou para decidir. atividades e direitos individuais. contados da data em que foram praticados. se for alvará de licença. d) A presunção de legitimidade dos atos legislativos não impede que o cidadão possa opor-se aos mesmos. não é correto afirmar que: a) o alvará precário se refere a uma autorização. o que significa que há presunção relativa de que foram emitidos com observância da lei e de que os fatos alegados pela administração são verdadeiros. d) pode ser cassado discricionariamente. julgue os seguintes itens. d) a invalidação do alvará se dá pela ilegalidade na sua expedição. na repressão de delitos de menor poder ofensivo. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. b) a faculdade de punir discricionariamente as infrações praticadas pelo público sujeito à disciplina dos órgãos a serviço da Administração. ao qual cabe cuidar dos interesses coletivos. c) disciplinar. todos os atos administrativos possuem a característica da imperatividade. d) poder hierárquico. respeitados os direitos adquiridos. restringir e fiscalizar o uso e gozo de bens. (CESPE) A respeito da teoria dos atos administrativos. Assinale a opção que apresenta exclusivamente poderes inerentes à Administração: a) vinculado. d) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. salvo comprovada má-fé. julgue os itens abaixo. d) n. c) O ato administrativo pode ser invalidado sempre que a matéria de fato ou de direito em que se fundamentar o ato for materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido.pmd 42 6/7/2010. c) instrumento independente da atuação do poder de polícia. 12:45 . (CESPE) Com base na teoria e na legislação que tratam da revogação e da invalidade dos atos administrativos. 23. acerca de atos administrativos. de regulamentar. b) o alvará definitivo se refere à licença. disciplinar. É conceito de: a) poder regulamentar. sem a utilização do atributo de império de poder público. 19. a) Atos de gestão são os praticados pela administração pública. b) de promulgar. discricionário e de tributar. O alvará consubstancia a concordância do poder público para a realização pelo particular. b) simples autorização para praticar atos de comércio. 22. A categoria de atos administrativos em que a Administração é obrigada a manifestar-se conforme o enunciado da lei é resultante do poder: a) regulamentar. b) discricionário. regulamentar. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. e) Os atos administrativos carecem de auto-executoriedade.d. d) hierárquico. d) vinculado. a) Os atos administrativos são dotados de presunção de legitimidade e veracidade. Faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar. a) Os atos administrativos vinculados podem ser revogados a partir de critério de oportunidade e de conveniência. 21. c) Por serem exteriorizações do poder público. b) Atos administrativos complexos são aqueles cuja prática depende do concurso da vontade de. independentemente de sua concordância. Poder disciplinar da Administração é: a) o que é exercido com finalidade social. c) Os atos administrativos só são dotados de autoexecutoriedade nas hipóteses previstas expressamente em lei. b) A administração deve anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade. Assim sendo. b) Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a terceiros. ou seja. c) poder discricionário. Julgue os itens que se seguem.Direito Administrativo 16. disciplinar e fiscalizador. de vincular e de disciplinar. c) a cassação de alvará. d) Entende-se por procedimento administrativo uma seqüência de atos administrativos ligados entre si pelo objetivo da produção de um ato final da administração. em benefício da coletividade ou do próprio Estado.42 . discricionário e de polícia.pmd. b) poder de polícia. de uma atividade policiada.

desde que ambos pertençam ao mesmo órgão ao qual está afeto o conteúdo do ato a ser praticado. 12:45 . o agente público carente de competência para a prática de um certo ato pode substituir o agente competente para tanto. a) O ato discricionário não escapa do controle efetuado pelo Poder Judiciário. da conveniência e da oportunidade do ato que poderá ser praticado. a) O ordenamento jurídico investe o cidadão de meios para desencadear o controle externo da omissão abusiva de um administrador público. poderá o administrador praticar o ato discricionário. os efeitos da anulação de um ato administrativo retroagem à data da prática do ato ilegal. (CESPE) Ainda acerca dos atos administrativos. a lei regula determinadas situações de forma tal que não resta para o administrador qualquer margem de liberdade na escolha do conteúdo do ato administrativo a ser praticado. e) A revogação do ato administrativo é ato privativo da administração pública. previsão legal específica que autorize um cidadão a suscitar o controle da omissão pela própria administração. finalidade. c) No direito brasileiro. 26. que reconheceu ao administrado o preenchimento das condições para exercer um direito subjetivo. a lei considera que o gestor público age com excesso de poder quando pratica o ato administrativo visando a fim diverso daquele previsto.isto é. é correto afirmar. Ao contrário. atos administrativos válidos podem ser revogados. não podendo revogá-los. e) Não cabe ao Judiciário indagar do objeto visado pelo agente público ao praticar determinado ato. Acerca desse importante tema para o direito administrativo discricionariedade ou vinculação administrativa e possibilidade de invalidação ou revogação do ato administrativo. prevendo que o atraso no recolhimento de contribuição previdenciária enseja multa de 5% calculada sobre o valor devido. forma. d) Um ato administrativo será válido se preencher todos os requisitos jurídicos para a sua prática. julgue os seguintes itens. a revogação de um ato administrativo que afete a relação jurídica mantida entre o Estado e um particular pode gerar o dever de o primeiro indenizar o segundo. d) Mesmo que ditada pelo interesse público. porém. e) O ato revocatório desconstitui o ato revogado com eficácia ex nunc.43 e) Os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria administração em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiro. podendo o ato anulado ensejar.pmd 43 6/7/2010. 27. d) A ação popular e o mandado de segurança são instrumentos processuais adequados à eventual invalidação de atos administrativos discricionários. editar o ato administrativo II para revogar o ato administrativo I. julgue os seguintes itens. (CESPE) No âmbito da administração pública. na regra de competência. com relação ao abuso do poder administrativo e à invalidação dos atos administrativos. b) A discricionariedade administrativa decorre da ausência de legislação que discipline o ato. não existindo proibição legal. o administrador goza de certa liberdade na escolha do conteúdo. sem ouvir o particular -. a) Em linha de princípio. porém. c) Um ato discricionário deverá se anulado quando praticado por agente incompetente. Como corolário. Apesar da anulação. que o Poder Judiciário jamais poderá revogar um ato administrativo.Direito Administrativo . Assim. c) Para as partes envolvidas. então. a administração pública pode. 25. em outras situações.pmd. se verificar que o administrador atuou nos limites de sua competência. uma eventual reparação de danos. nada importando considerações morais a respeito do seu conteúdo. explícita ou implicitamente. c) Ao Judiciário somente é dado anular atos administrativos. motivo. e) Sendo o ato administrativo legal. a) Caso exista norma jurídica válida. competência e objeto integram o ato administrativo. unilateralmente . admite-se a produção de efeitos em relação a terceiros de boa-fé. 24. Não há. à administração pública é dado anulá-lo. caso constate a ilicitude do ato I. por exemplo. haja vista decorrer de motivos de conveniência ou oportunidade. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. (CESPE) Julgue os itens a seguir. d) Ao Poder Judiciário somente é dado revogar o ato vinculado. b) Segundo a lei e a doutrina majoritária. (CESPE) Julgue os itens abaixo quanto aos atos administrativos. porém inconveniente ou inoportuno. b) Em consonância com as construções doutrinárias acerca do uso e do abuso do poder administrativo. a aplicação desse dispositivo legal será definida como atividade discricionária. b) Em razão do princípio constitucional da legalidade.

d) anulação. para decidir sobre a prática de determinado ato.44 . b) goza da presunção de legalidade. e) moralidade 33. (ESAF) O ato administrativo pelo qual a Administração extingue o ato válido. configura a hipótese específica de um ato administrativo: a) complexo. 35. e) ato consumado.pmd 44 6/7/2010.ato discricionário. 12:45 . excepcionalmente. d) 1/2/1/2/1. d) A anulação pode-se dar por ato administrativo ou judicial. b) eficiência. (ESAF) A nomeação de ministro do Superior Tribunal de Justiça. b) A revogação do ato administrativo pode ser realizada. b) a sua executoriedade. da teoria dos motivos determinantes. pelo Estado-Juiz. e) enunciativo. b) ato inválido. (ESAF) Um ato administrativo estará caracterizando desvio de poder. e) o mérito administrativo. e) 1/1/2/2/2. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. c) impessoalidade. 1 . c) revogação. e) notificação. d) A decretação de nulidade do ato administrativo produz efeitos ex tunc. (CESPE) Em relação aos atos administrativos. b) 1/2/2/1/1. porque não completou todas as etapas necessárias para a sua formação. d) negocial bilateral. quanto ao aspecto de sua formação. 34. segundo o Prof. 30. no ordenamento jurídico pátrio. c) 2/2/2/1/1. é correto afirmar que a nomeação do Presidente do BACEN caracteriza um exemplo de ato complexo.pmd. (ESAF) O ato administrativo. e) não pode ser anulado pela própria Administração. porque a escolha está sujeita a uma lista tríplice e aprovação pelo Senado Federal. independentemente de sua concordância. b) invalidação. complexo ou compostos. c) a sua motivação. b) Os efeitos da revogação retroagem à data inicial de validade do ato revogado. (ESAF) Quando a valoração da conveniência e oportunidade fica ao talante da Administração. independente de qualquer decisão administrativa ou judicial. b) negocial estável. c) bilateral. (ESAF) Assinale a letra que contenha a ordem que expresse a correlação correta. até decisão em contrário. a) A auto-executoriedade é o atributo pelo qual os atos administrativos impõem-se a terceiros. c) negocial precário. (ESAF) A permissão para uso de boxe no mercado municipal classifica-se como ato administrativo: a) ordinatório. contando assim com a participação de órgãos independentes entre si. 37. em simples. e) multilateral. quando quem o praticou violou o princípio básico da: a) economicidade. 2 . b) composto. d) ato imperfeito. c) Considerando a classificação dos atos administrativos. denomina-se: a) ato pendente. é correto afirmar: a) É factível a convalidação de todo ato administrativo. 32. denomina-se: a) convalidação. a que falte um dos elementos essenciais de validade. ( ) aposentadoria compulsória por implemento de idade ( ) gradação de penalidade em processo administrativo ( ) revogação de processo licitatório ( ) exoneração de servidor em estágio probatório ( ) concessão de alvará para atividade comercial a) 2/1/1/2/2. d) o poder vinculado. a) é considerado inexistente. isto consubstancia na sua essência: a) a sua eficácia. d) só pode ser anulado por decisão judicial. c) ato composto. (ESAF) O ato administrativo que não está apto para produzir os seus efeitos jurídicos.Direito Administrativo 28.ato vinculado. (ESAF) Quanto à extinção do ato administrativo. por motivos de conveniência e oportunidade. por faltar-lhe o elemento relativo à finalidade de interesse público. Hely Lopes Meirellles. 31. c) deve por isso ser revogado pela própria Administração. d) discricionário. d) legalidade. c) A caducidade do ato ocorre por razões de ilegalidade. julgue os itens seguintes. 36. e) Oportunidade e conveniência justificam a cassação do ato administrativo. tendo em vista o acolhimento. 29.

a respeito do controle jurisdicional dos atos administrativos. Os atos administrativos que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam pelas repartições públicas.Direito Administrativo . necessariamente. nos tempos atuais. e) só podem ser examinados pelo Poder Judiciário em sede de mandado de segurança e de ação popular. d) ato de conhecimento. b) A Administração Pública só pode revogar seus atos administrativos. b) competência. portanto. a administração pública se sujeita ao controle jurisdicional. se necessário for. sendo regido por um direito especial. 42.45 e) Os atos da gestão são os praticados pela administração com todas as prerrogativas e privilégios de autoridade e impostos unilateral e coercitivamente ao particular. os conflitos de direitos que lhe são submetidos. b) ato ordinatório. 39. a) Alem dos controles administrativos e legislativo. 41. a instauração e a conclusão do respectivo inquérito civil. por falta de norma reguladora de sua fruição. além disso. pois a ação popular e instrumento de controle jurisdicional privativo do cidadão. seus dirigentes e a instituição bancária Y. Entre os requisitos do ato administrativo há um que diz respeito ao poder legal para praticá-lo. quer sejam vinculados. 40. d) motivo. c) podem ser invalidados ou revogados pelo controle jurisdicional. e que. na Alemanha e no Uruguai. impetrável apenas por cidadãos que tiverem inviabilizado o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. o sistema de jurisdição única e o sistema de jurisdição dual. de forma ilegal e lesiva ao patrimônio público. No que se refere à invalidação dos atos administrativos. b) podem ser extintos por caducidade. b) por motivo de conveniência. três sistemas de controle jurisdicional: o sistema de administração-juiz. de interesse público albergado na norma. preparando-os para a decisão da autoridade administrativa são atos: a) de expediente. somente vigoram os dois últimos. em síntese. b) A doutrina costuma distinguir. em caráter definitivo. o Ministério Público Federal não poderá promover o prosseguimento da demanda. após as devidas citações. O sistema de jurisdição única teve sua origem na Inglaterra e foi adotado pelo ordenamento jurídico pátrio. c) Considere-se que certo cidadão ajuizou ação popular contra o BACEN. e) finalidade. Este requisito diz respeito à (ao): a) objeto. d) A Administração Pública pode anular seus atos administrativos desde que haja conveniência. c) forma. c) de império. c) por motivo de necessidade.pmd 45 6/7/2010. c) A Administração Pública pode anular e revogar seus atos administrativos. tem-se entendido o seguinte: a) A Administração Pública só pode anular seus atos administrativos. à soberania. externo. nasceu na França e é hoje e acolhido na Itália. Tal controle é. Todavia. exorbitante do direito comum. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. nenhum outro cidadão manifestou interesse no prosseguimento da ação. c) ato enunciativo. 38. o autor popular abandonou o feito. 44. Legislativo e Judiciário por órgão dotado do poder de solucionar. entre outros países. provocado e direito. O ato administrativo que tem por propósito disciplinar o funcionamento da Administração Pública e a conduta funcional dos agentes denomina-se: a) ato punitivo. no momento em que haja necessidade e na justa medida (proporcionalidade) desta necessidade. independentemente de autorização judicial. O sistema de jurisdição dual. d) por motivo de ilegalidade. quer sejam discricionários. 12:45 . Diante de tais circunstâncias. e) vinculados. sob o argumento de que determinada medida administrativa praticada beneficiou a aludida pessoa jurídica de direito privado. d) O ajuizamento de ação civil publica pelo Ministério Publico Federal pressupõe. publicado os editais necessários. que consiste no exame da legalidade dos atos e das atividades administrativas dos Poderes Executivos. d) estão sujeitos a controle. (CESPE) Julgue os itens seguintes. e) O mandato de injunção é ação civil constitucional de natureza mandamento. e à cidadania. b) de gestão.pmd. d) internos. À Administração é facultado anular ex-officio os próprios atos: a) por motivo de oportunidade. (CESPE) Os atos administrativos no Direito brasileiro: a) possuem auto-executoriedade. que pode ser permitida por necessidade inarredável de desempenho da tutela do valor jurídico. 43. também chamado de sistema de contencioso administrativo.

pois. 47. d) Incorreta. b) externos. c) políticos. A revogação do ato administrativo: a) É prerrogativa do órgão que o produziu. c) atos de império. 50. uma vez produzido. quando em ação própria for demonstrada a existência de vícios do ato. d) ordinários. d) o dia em que foi praticado até o mês anterior à sua revogação. Ao constatar vício que possa invalidar o ato administrativo. forma. 48. quando pela natureza do ato essa providência seja possível. forma e finalidade. d) Só será possível quando verificada a ilegalidade do ato. ou também revogá-los. c) desde que esteja autorizada pelo Presidente da República. A Administração pode anular seus próprios atos eivados de vícios insanáveis que os tornem ilegais. Poder Executivo e Legislativo. forma. d) deverá provocar o Poder Judiciário para que este declare a existência do vício. 55. porque a Administração pode anular seus atos por motivo de interesse público. auto-executoriedade. com efeito. motivo e competência. b) no interesse resguardado. É a presunção de: a) legalidade. A diferença essencial entre o ato administrativo e o ato jurídico está: a) no efeito que produzem. Poder Judiciário. c) internos. 53. presunção de legitimidade. finalidade e forma. porque a anulação opera ex tunc e a revogação ex nunc. o órgão que o produziu: a) poderá anulá-lo de ofício. Noutras palavras. autorização e permissão são atos: a) individuais. b) poderá revogá-lo de ofício. Os requisitos que os atos administrativos deverão atender são: a) competência. motivo e objeto. d) função. a) b) c) d) Não constitui atributo típico do ato administrativo a: eficácia.pmd. ele deve sempre ser considerado perfeitamente válido. d) atos de expediente. 12:45 . ou Administração Pública. 49. b) Incorreta a assertiva. Se o ato administrativo for apenas revogado ele produz efeitos desde: a) que foi praticado até a data de sua revogação. realizada pela própria Administração Pública (e somente por ela). c) que seja praticado até a publicação de sua revogação. a) b) c) d) A anulação do ato administrativo deve ser feita pelo: Presidente da República. c) deverá aguardar a iniciativa de eventual interessado. 58. b) Pode ser feita pelo Poder Judiciário. outorgas de licença. Os atos administrativos que contêm um comando geral do Executivo e que são editados com o objetivo de alcançar a correta aplicação da lei pelos órgãos e agentes públicos são chamados: a) regulamentares b) regimentais c) normativos. 52. d) enunciativos.Direito Administrativo 45. por não mais lhe convir a sua existência. c) Incorreta. porque tanto a anulação como a revogação operam efeitos ex tunc. se dará através: a) da elaboração de novo ato b) da discricionariedade c) da revogação. Os atos cujos requisitos e condições de validade vêm estabelecidos pela lei denominam-se: a) vinculados. Todo ato administrativo só será considerado ilegítimo se houver uma prova cabal e segura de ser inválido.pmd 46 6/7/2010. se não houver nenhuma prova que permita a declaração da invalidade do ato administrativo. d) na finalidade jurídica. por motivo de interesse público superveniente. imperatividade. de exoneração. c) na finalidade pública. b) o dia em que foi praticado até quinze dias após sua revogação. 46. A supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz. 51. Governador de Estado. finalidade.46 . d) desde que a anulação seja ratificada pelo Poder Judiciário. 57. b) discricionários. 59. c) competência. 54. c) Não é possível. Atos que o Estado edita com potestade pública são: a) atos materiais. motivo. d) exigibilidade. Decretos de nomeação. ex nunc. b) atos de gestão. d) gerais. A Administração pode anular o ato administrativo ilegal que praticou: a) desde que sejam respeitados os direitos adquiridos. 56. d) da anulação do ato. b) objeto. c) legitimidade. b) sem que esteja sujeita a qualquer condição de conveniência administrativa. o ato é irretratável. finalidade. b) imperatividade. mas sempre com efeito ex nunc: a) Correta a assertiva. Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos.

c) irrevogabilidade. A 66. D 21. C 52.pmd 47 6/7/2010. tais como: a) presunção de legitimidade. B 63. d) Na aplicação das penas contra servidores públicos.E. d) competência e finalidade. sempre obrigatória.C. B 07. C. E 06. Os atos administrativos. C 62. A 68. 64.E. 65.C. como emanação do Poder Público. E. a) b) c) d) São elementos vinculados de todo ato administrativo: finalidade.C 25. B 34. finalidade.C.C.C. B 15. complexos e compostos.C. E. A 11. possuem atributos que diferem dos atos privados. c) oportunidade e conveniência. C 61. C 17.C 09. a) b) c) d) Mérito do ato administrativo se refere a considerações: controladas. D 45. os atos administrativos podem ser: a) simples. D 04. d) não retroagem. motivo e forma. Julgue os itens que se seguem: a) É impossível. presentes e futuras. finalidade e legitimidade. A 57. atos de gestão e de expediente. invalidando conseqüências presentes e futuras. seus efeitos: a) não retroagem. D 37. motivo e objeto. C 13.E. seja punível com a pena de advertência a referida autarquia pode aplicar. C.E 41. c) atos de império.E. B 05.47 60. a) b) c) d) A motivação dos atos administrativos é: sempre dispensável. A 59. no processo administrativo disciplinar deve prevalecer o principio do informalismo. A 64.E 29.E. A 42. D 65. capacidade. A 47. B 60.E. C.E. C 49. motivo e objeto. e) Segundo o entendimento do STJ. b) revogados pelo Poder Judiciário. em regra. A 20. A 03.C 43. C 36. d) gerais externos e internos. discricionárias. B 21. C 35. C. 61. arbitrárias. c) revogados pela Administração.C.C. c) retroagem. E. a restauração do ato administrativo revogado. c) princípio da celeridade processual.C. E.C. d) competência. 66. b) retroagem.C 24. c) Se determinado servidor do BACEN pratico ilícito administrativo que.pmd. b) moralidade.E. 69. pertencem à espécie dos atos administrativos: a) punitivos. 12:45 . C 30. a jurisdição criminal e a instancia administrativa são. E. juridicamente. C 19.C. D 14.E 28.C. o principio da verdade sabida.C. D 23. c) normativos. C 53.Direito Administrativo . vinculadas. moralidade e complexidade. ato discricionário e precário. A presunção de legitimidade dos atos administrativos decorre do: a) princípio da anualidade. b) discricionariedade e conveniência. E. E 22. GABARITO 62. A 51. 68. operam ex nunc. b) princípio da isonomia.C. E 33.C. A licença. B 50. Os atos administrativos inconvenientes e inoportunos.E 40. regrados e discricionários. C 12. Podemos dizer que o mérito do ato administrativo consiste no julgamento da: a) finalidade e oportunidade. imperatividade e autoexecutoriedade. d) princípio da legalidade. C 56.C. 63.E. E.E. d) anulados pelo Poder Judiciário. competência. C.E 27. A 55.C. C 10.C. D 70.C.C 26. 70. C 69. podem ser: a) anulados pela Administração. B 44. C. E. C 18.C.C. D 67.E. publicidade. A 31. Anulado um ato administrativo.E. D 38. b) vinculados. e a autorização. D 58. A 46. B 48.C. pois os atos praticados são considerados plenamente válidos.E 39. na hipótese. 01. forma e competência. dispensável nos atos vinculados. dispensável nos atos discricionários. C 02. Quanto a sua formação. b) ordinatórios. B 32. em tese. publicidade e executoriedade. B 08. invalidando conseqüências passadas. independentes. b) O servidor público aposentado pode sofrer sanções administrativas. d) negociais.C Central de Concursos 05_poderes_administrativos_e_atos_administrativos. C 54.E.C.C. embora formalmente legítimos. 67. B 16. E. ato vinculado e definitivo.

Apresentamos as definições de três dos mais renomados doutrinadores brasileiros. que disporá sobre a organização dos serviços. prestada pela Administração Pública ou por quem lhe faça as vezes. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. c) a navegação aérea.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. diretamente ou mediante autorização. fluviais e lacustres. XXII . XI . CONCEITO A Constituição enumera. instituído em favor de interesses definidos como próprios pelo ordenamento jurídico.” No desempenho de suas atividades a Administração Pública deve prestar serviços com o intuito de oferecer comodidades e utilidades aos administrados. sob um regime de Direito Público.pmd 48 6/7/2010.” José Cretella Junior diz que “serviço público é a atividade que pessoa jurídica pública exerce direta. SERVIÇOS PÚBLICOS 1. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. atendidos os seguintes princípios e condições: Central de Concursos 06_servicos_publicos. submetidos a regime jurídico de direito público”. XIV . a lavra. sob normas e controles estatais. o enriquecimento e reprocessamento.explorar. mediante procedimento de direito público. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. f) os portos marítimos. sempre por meio de licitação. atendendo às necessidades da coletividade. a prestação de serviços públicos. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. alguns exemplos de serviços públicos: O conceito de serviço público é variável em razão do local (em Mônaco a exploração de cassinos é considerada como serviço público) ou até mesmo em razão da época (os serviços religiosos. Classificação dos Serviços Públicos 4. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. Na Constituição Federal a prestação de serviços públicos incumbe ao Poder Público: “Art. Diógenes Gasparini conceitua serviço público como sendo “toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade fruível preponderantemente pelos administrados.48 . Direitos e Deveres na Prestação de Serviço Público 1. XXIII .organizar e manter o Poder Judiciário. informados por princípios publicísticos e.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. na forma da lei. diretamente ou mediante autorização. 175 . XV . em seu texto. aeroportuária e de fronteiras. Princípios do Serviço Público 3. casamentos e batizados. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado.Direito Administrativo 6.Incumbe ao poder público. ou que transponham os limites de Estado ou Território.organizar e manter a polícia civil.organizar e manter os serviços oficiais de estatística. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. XII . os serviços de telecomunicações. 12:45 . aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. 21 . por meio de fundo próprio.Compete à União: X . exorbitantes e derrogatórios do direito comum. pois. para a consecução de fins do Estado. concessão ou permissão. Competência para Prestação de Serviço Público 6. nos termos da lei. geografia. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos.executar os serviços de polícia marítima. “Art. XIII .” Para o mestre Hely Lopes Meirelles serviço público é “todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. Remuneração 7. Formas e Meios de Prestação do Serviço 5.explorar. já foram tidos como públicos no Brasil). Conceito 2. ou indiretamente. geologia e cartografia de âmbito nacional.

. 23. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Para ambos a Constituição Federal limita o direito de greve: “Art.. ao seguinte:” Eficiência O princípio da eficiência obriga a uma constante atualização tecnológica dos ser viços públicos objetivando uma maximização de resultados. 8. generalidade ou igualdade. publicidade e eficiência e. Art. deve satisfazer alguns princípios que.” Central de Concursos 06_servicos_publicos.ocupação e utilização do local.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. “Lei n. garantias e obrigações do poder concedente e da concessionária. 9º . são classificados em: continuidade ou permanência.pmd 49 6/7/2010.É assegurado o direito de greve. moralidade. pela Administração Pública. na ausência de outro interessado. Parágrafo único . sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei: . dos Estados. necessários à sua continuidade. 12:45 . O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração.. nos termos do art. 37 do mesmo texto. Preenchidas as condições para a utilização do serviço. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 5º da Constituição. O princípio da continuidade obriga à permanência do serviço e acarreta duas consequências: • o direito da Administração de intervir na empresa concessionária de serviços públicos. 5º . VII . O serviço público deve ser prestado igualmente a todos os usuários.política tarifária. A Constituição consagra o princípio da isonomia no caput art.” Modicidade A prestação de serviços públicos devem ser realizada mediante o pagamento de taxas e tarifas consideradas justas e que permitam o seu funcionamento e expansão. inclusive os relacionados às previsíveis necessidades de futura alteração e expansão do serviço e conseqüente modernização. art.Direito Administrativo . também.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 175. modicidade e cortesia ou urbanidade. impessoalidade. V . São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas: V . “Lei n. imóveis. sem discriminação. à igualdade. conforme a maioria dos doutrinadores. A instituição de remuneração deve ser feita por meio de lei. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. § 1º .666/93 Art.” “Art. A prestação do serviço público deve ser realizada de maneira eficiente. II . à liberdade. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. assim como o da impessoalidade. eficiência.49 2. “Art. se esta não os estiver prestando adequadamente. de forma que todos os interessados possam ter acesso ao serviço em igualdade de condições com os demais usuários.A lei disporá sobre: III . instalações. à segurança e à propriedade. considerando-se os recursos à disposição do prestador. 37 . tanto do servidor público. Continuidade ou Permanência Uma vez iniciada a prestação do serviço público esta não poderá mais ser interrompida enquanto o serviço for considerado público. 37 – VI . material e pessoal empregados na execução do contrato. 175 da Constituição. Administração ou o particular. quanto do particular prestador de serviço público. previsto no art. 58 desta Lei.aos direitos.Todos são iguais perante a lei.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. em: . ocupar provisoriamente bens móveis. Art. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes conseqüências.” • outra consequência é a limitação do direito de greve.987/95. aperfeiçoamento e ampliação dos equipamentos e das instalações. 8. sem distinção de qualquer natureza. 80. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato.nos casos de serviços essenciais.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. PRINCÍPIOS DO SERVIÇO PÚBLICO Generalidade ou Igualdade Aquele que presta um serviço público.. na forma do inciso V do art. ele deve ser prestado sem discriminar os usuários. 58. devendo ser prestado. nos termos seguintes: Art. equipamentos.

também.112/90. Quanto aos destinatários do serviço Podem ser divididos em: • “uti universi” ou gerais: Serviços que a Administração oferece a usuários indeterminados. polícia etc). polícia. São exemplos deste tipo de serviço os de conservação de estradas. Estes serviços “próprios” devem ser prestados pela Administração Pública. A urbanidade é um princípio que deve ser obedecido pelo funcionário público e pelo particular que presta um serviço público. 12:45 .tratar com urbanidade as pessoas. São exemplos deste serviço o funerário. São exemplos destes serviços os de Defesa Nacional. uma penalidade ao servidor e.atender com presteza: a) ao público em geral. transporte coletivo funerário e etc). se a execução for direta. CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS A classificação de serviços públicos pode ser realizada levando-se em conta determinados critérios. são prestados pelo Poder Público sem delegação a terceiros. podem ter sua prestação. conhecidos também como gerais. Exemplo: Impressão de Diário Oficial e Academias de Polícia. A cobrança é justificada pela simples disponibilização do serviço. nas condições por ela regulamentadas e sob o seu controle. Quando este princípio não for observado a Administração Pública poderá aplicar. Quanto à finalidade São classificados em: • Serviços administrativos: executados pela Administração com o intuito de atender as suas necessidades internas ou preparar outros serviços que serão prestados ao público. • “uti singuli”: Chamados de individuais ou divisíveis. sem delegação a particulares. Satisfazem a população sem individualizar os usuários. independentemente de ocorrer ou não a sua utilização. permissionários. se for indireta. que utilizam o serviço de forma direta. Quanto à essencialidade Considerando o critério da essencialidade do serviço podemos classificá-los em: • Serviços públicos: prestados diretamente à coletividade pela Administração. como a essencialidade. art. • Serviços de utilidade pública: são os que a Administração reconhece a sua conveniência para a comunidade e os presta diretamente ou por terceiros. ressalvadas as protegidas por sigilo. Central de Concursos 06_servicos_publicos. são considerados por lei como indispensáveis à vida e à convivência dos administrados na sociedade e à manutenção do Estado. Estes serviços são de fruição facultativa e individual (telefonia. São deveres do servidor: V . mediante remuneração denominada tarifa ou preço público. são mensuráveis para cada destinatário. 8. calçamento. São exemplos deste tipo de serviço: os de segurança.pmd 50 6/7/2010. 116. mas atendem interesses comuns de seus membros. higiene e saúde pública.50 . por terceiros. são os prestados a usuários certos. por meio de seus órgãos ou entidades descentralizadas. prestando as informações requeridas. a finalidade e os destinatários do serviço. limpeza pública. que reconhece a sua essencialidade e necessidade para a sobrevivência do grupo social ou do próprio Estado. transporte público e telefonia residencial. os de saúde pública e o Judiciário. A cobrança justifica-se pelo efetivo uso. São indivisíveis. a adequação. sendo sempre fixada pelo Poder Público. • Serviços impróprios do Estado: não estão diretamente relacionados às necessidades da comunidade. São prestados pela administração de forma remunerada. se concessionário. pois é impossível medir o quanto cada usuário se utiliza do serviço (iluminação pública.Direito Administrativo Cortesia ou Urbanidade O prestador de serviço público deve ser urbano (educado. Os “serviços públicos. São essenciais os serviços sem os quais a população ou o Estado necessitam para a sua existência. Quanto à adequação Podemos classificar os serviços públicos em: • Serviços próprios do Estado: são os que estão diretamente relacionados com as atribuições do Poder Público e onde. poderá intervir na prestação. em princípio. para a sua execução a Administração se vale de sua supremacia sobre os administrados. determinados. XI . o telefônico e o transporte coletivo. cortês) com os usuários do serviço. • Serviços industriais: São os que geram renda para quem os presta. energia elétrica residencial.” 3. autorizatários ou pelos próprios órgãos da Administração. “Lei n. não importando quem é o prestador do serviço.

por lei. assim ao lado da prestação direta do serviço realizada pelos órgãos da Administração. paga durante o prazo pelo qual se estende a concessão e que não pode ser alterada unilateralmente pela empresa concessionária. sendo realizada intuito personae. nos limites e condições legais ou contratuais. sob condições regulamentares e controle estatal. • o serviço é exercido pelo concessionário em seu próprio nome. sem passar por intermediação de terceiros. mediante licitação. c) a navegação aérea. determinado serviço público ou de utilidade pública. retomar o serviço concedido.concessão de serviço público: a delegação de sua prestação. O art. a execução do serviço para que o delegado preste por sua conta e risco. XII da CF prevê a participação dessas pessoas na prestação dos serviços públicos. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. • a existência de relação entre pessoa jurídica de direito público (Administração). e pessoa jurídica de direito privado (administrado). d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais.” O concessionário é remunerado por meio de tarifa (preço público) que deve permitir uma remuneração justa do capital que permita a melhora e a expansão do serviço. “Lei n. A concessão é um contrato administrativo.987/95. desde que o interesse coletivo assim.Para os fins do disposto nesta lei. em seu próprio nome e sob sua inteira responsabilidade. sendo que a titularidade continua com a Administração. mantendo assim a justa remuneração do concessionário. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. • o concessionário recebe do usuário do serviço público a tarifa. o exija. na forma contratada. temos a prestação de forma descentralizada realizada por intermédio das entidades da Administração Indireta e de particulares. Não perde o Poder concedente o direito de explorar o serviço direta ou indiretamente.51 4. mediante contrato (concessão) ou ato unilateral (permissão ou autorização). em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. 21 . Encontramos a delegação quando o Estado transfere. ao administrado. 12:45 . A outorga ocorre quando o Estado (União. feita pelo poder concedente. acentuando-se a prática de delegação da execução desses serviços a terceiros. Pode assim.explorar. fluviais e lacustres. com vantagens e encargos recíprocos. com condições de prestação de serviço e previsão de remuneração. na modalidade de concorrência. • a transferência da execução do serviço é feita por tempo determinado. Concessão Segundo Hely Lopes Meirelles: “Concessão é a delegação contratual da execução do serviço. deve-se realizar a revisão periódica das tarifas. que o executa e explora. na forma autorizada e regulamentada pelo Executivo”.Compete à União: XII . diretamente ou mediante autorização. “Art. f) os portos marítimos. Execução centralizada Acontece quando a atividade é feita por intermédio dos órgãos da Administração Pública Direta. Central de Concursos 06_servicos_publicos. este vai da Administração Pública. Execução descentralizada Acontece quando a prestação do serviço é atribuída a autarquias. FORMAS E MEIOS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO Atualmente a demanda de prestação de serviços públicos é cada vez maior. ou que transponham os limites de Estado ou Território. fundações. 2º . mediante indenização ao concessionário dos lucros cessantes e danos emergentes. a autorização e a permissão. Estado. Distrito Federal ou Município) cria uma entidade e a ela transfere a titularidade.Direito Administrativo . Art. onde a Administração transfere ao administrado a prestação de um serviço público. por meio do qual o Poder Público delega a execução do serviço. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. A fim de assegurar o equilíbrio econômico e financeiro do contrato. o Poder Público. O particular tem direito à execução do serviço público. considera-se: II . 21. por sua conta e risco e por prazo determinado. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. • os riscos da execução do serviço concedido cabem ao concessionário. empresas privadas ou particulares individualmente. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho.pmd 51 6/7/2010. São características da concessão do serviço público: • o encargo do serviço não é específico. por outorga ou delegação. 8.” O prestador de serviço executa e explora o serviço ou a atividade que por conveniência lhes foi transferida por meio de concessão. A Administração Pública é titular e executora do serviço público.

incluídas as de mão de obra. • cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais e editalícias da concessão. nos termos definidos no contrato. ou mesmo permanentes. serão necessariamente precedidas de licitação ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.987/95. art. na forma prevista na lei e nas normas técnicas aplicáveis e no contrato. inclusive de publicidade. salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. não se estabelecendo qualquer relação entre os terceiros contratados pela concessionária e a Administração concedente. de caráter geral. compras. exige licitação. o Poder Público pode. Central de Concursos 06_servicos_publicos. “Lei n.A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública. sobre concessão.666/93. • prestar contas da prestação do serviço ao poder concedente e aos usuários. serviços. discricionário e precário. mas admite condições e prazos para exploração do serviço. conforme previsto no edital e no contrato. • prestar o serviço de maneira adequada.987/95. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços. 173. 12:45 . alienações. Regulamentação do Serviço Compete ao Poder Público concedente editar a lei regulamentar de suas concessões. obedecido o disposto no art. 2º da Lei n. 175 da Constituição. autárquicas e fundacionais da União. • promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente. confere ao particular a sua execução. 22 . 2º . Estados. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. Art. O serviço é executado em nome do permissionário. nos termos da lei.” A concessionária tem como obrigação: • manter atualizado o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão. as obras. sempre em concordância com a norma federal. 37. art. concessões. realizadas pela concessionária serão regidas pelas normas de direito privado. para as administrações públicas diretas. podendo intervir quando prestado inadequadamente. As contratações. A permissão é o meio de delegação utilizado para prestação de serviços ou atividades transitórias. observados os princípios da administração pública.Direito Administrativo A concessão. por sua conta e risco. aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço. incluindo-se a legislação trabalhista. Permissão “Art. nos termos do art. em todas as modalidades.normas gerais de licitação e contratação. aos equipamentos e às instalações integrantes do serviço. serviços. permissão de serviço público é “ato administrativo unilateral. 2º. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. 8. sob as condições e requisitos estabelecidos pela Administração que controla sua execução. XXI . • facultar aos encarregados da fiscalização da execução do serviço. beneficiando os usuários com serviços cada vez melhores e mais baratos (Lei n. IV e 40. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade. 16). podendo ser dada a título gratuito ou remunerado.666/93. em regra. e dos art.licitação e contratação de obras. Art. 173 § 1º . nas condições estabelecidas pelo Poder Público”. • captar. da Lei n. pelo qual o Poder Público torna possível ao administrativo (pessoa física ou pessoa jurídica de direito privado) a prestação de certa atividade de interesse coletivo. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. XXI. Distrito Federal e Municípios. 8. do art. 16. ou revogar a permissão de forma unilateral. mas que exijam habituais atualizações para acompanhar a evolução da técnica ou as variações do interesse público. livre acesso em qualquer época às obras. dispondo sobre: III . compras e alienações.ressalvados os casos especificados na legislação. A permissão para a prestação de serviço público ou de utilidade pública. condicionando-a ao preenchimento de determinados requisitos. • zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço. Serviços permitidos são os que a Administração institui os requisitos para sua prestação ao público e. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento.As obras. Segundo o mestre José Cretella Júnior. mantidas as condições efetivas da proposta. 37. a qualquer momento. alterar as condições iniciais.52 . por ato unilateral. quando contratadas com terceiros. assim como a seus registros contábeis. serviços.Compete privativamente à União legislar sobre: XXVII . III. 8. 5º desta Lei. permissões e locações da Administração Pública. deve ser feita sem exclusividade. nos termos do art. 8. a fim de incentivar a competitividade entre os interessados. “Art. § 1º. A permissão é discricionária e precária. desde que comprove capacidade para o seu desempenho.pmd 52 6/7/2010.

também. incluído o de transporte coletivo. COMPETÊNCIA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO Competência do Estado-membro A competência do Estado-membro para a prestação de serviços públicos não esteja prevista explicitamente na Constituição. os serviços públicos de interesse local.” Pertencem aos Estados-membros os serviços públicos não reservados à União ou aos Municípios pelo critério de interesse local.manter. 25. assegurando assim a sua autonomia administrativa. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. Art. § 3º . além destes casos a prestação do serviço deve ser feita mediante concessão ou permissão.promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.organizar e prestar. “Art. observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. A Constituição atribui aos Municípios a competência para organizar e manter os serviços públicos locais. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. no que couber. 8. mediante planejamento e controle do uso. § 2º . “Lei n.” A Constituição previu. 25 .permissão de serviço público: a delegação. das demais normas pertinentes e do edital de licitação.Compete aos Municípios: V .Compete aos Municípios: V . instituir regiões metropolitanas. “Art. A execução do serviço é pessoal e não pode ser transferida a terceiros.Direito Administrativo . seja qual for a denominação utilizada. a prestação de alguns serviços por parte do Município. da Carta Magna e da exceção imposta pelo art. 5. guarda noturno.Para os fins desta Lei. etc. 25. 2º. Art. mediante lei complementar. Art. constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes. IX . os serviços locais de gás canalizado. adequado ordenamento territorial.” A doutrina admite a celebração de contratos de adesão quando da delegação do serviço público sob a forma de permissão entre o Poder concedente e o permissionário. observados os princípios desta Constituição.Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. que tem caráter essencial. § 2º. como por exemplo. São serviços em que convém que o Poder Público conheça e credencie seus executores. aglomerações urbanas e microrregiões. observados os princípios desta Constituição. devendo prestá-los sempre que o interesse geral ou de seus habitantes assim o exigir. Para os fins do disposto nesta lei. conforme se conclui do art. Art. do mesmo texto: “CF. em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas.Cabe aos Estados explorar diretamente. de despachante. incluído o de transporte coletivo. “CF. nem necessitam de especialização na sua prestação ao público.São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão. Pertence ao Estado-membro os serviços e obras que ultrapassem as divisas territoriais de um município ou que digam respeito a interesses regionais. 12:45 .pmd 53 6/7/2010. VIII . sendo indicada para serviços que não exigem execução pela própria Administração. 30 .53 Parágrafo único . considera-se: IV . o serviço de taxi. ou mediante concessão. VI . diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. a título precário. mediante licitação da prestação de serviços públicos. para integrar a organização.987/95. inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente.” Autorização Competência do Município Os serviços autorizados são aqueles que a Administração consente na sua execução por particular a fim de atender a interesse coletivo instável ou emergência transitória.organizar e prestar.prestar. 25 . por sua conta e risco. 30 . podemos chegar até ela pela exclusão. § 1º.Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. VII . os serviços públicos de interesse local.” Central de Concursos 06_servicos_publicos. que tem caráter essencial. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. 40. § 1º . considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares. Parágrafo único.promover. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. na forma da lei. serviços de atendimento à saúde da população. que observará os termos desta lei.Os Estados poderão. Aplica-se às permissões o disposto nesta lei. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado.

“CF. se for o caso. efetiva ou potencial. o cumprimento de determinadas obrigações. porém. etc. regulando especialmente: I .Direito Administrativo 6. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. Assim a cobrança da tarifa somente se justifica quando há a utilização do serviço público (exemplo: energia elétrica domiciliar. 7. 145 . 175. da Lei nº 8.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. 6º . 12:45 . por parte destes. 22 .taxas. pela Constituição em seu art. sendo que no caso da falta de qualquer desse requisitos o Estado tem a possibilidade de interferir na execução dos serviços prestados com o intuito de ajustá-los a fim de que estejam sempre de acordo com estes princípios. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. generalidade. Temos como exemplo o serviço de distribuição de telefonia fixa. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. 22. “Art. art. Art. e ainda. Este direito dos usuários está assegurado pela Constituição em seu art. Parágrafo único . das obrigações referidas neste artigo. eficiência. IV e pelo Código de Defesa do Consumidor no art.São direitos básicos do consumidor: X . Art. IV.” A tarifa tem a natureza de preço público e é fixada no contrato (arts.aos direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do serviço. contínuos.” No caso de danos causados pela má atuação dos permissionários ou concessionários de serviço público o usuário tem o direito de pleitear judicialmente. concessionárias.É assegurado o direito de greve. 9º . Greve nos serviços essenciais O direito a greve é assegurado. seguros e.§ 3º . o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: II .pmd 54 6/7/2010. segurança pública. para serem utilizados pelo usuários exigem.a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. “CF.” O prestador de um serviço público deve oferecer esse serviço de forma satisfatória. ou a utilização. Art. de serviços públicos específicos e divisíveis.” Central de Concursos 06_servicos_publicos.987/95. inclusive aqueles que prestam serviço público. modicidade e da cortesia. da qualidade dos serviços. transporte coletivo e telefonia).). são obrigados a fornecer serviços adequados. quanto aos essenciais. 175. de serviço público específico e divisível. prestado ao contribuinte ou simplesmente posto à sua disposição. REMUNERAÇÃO As taxas são criadas para remunerarem os serviços ut singuli.” Os serviços públicos são prestados com a observância dos princípios da permanência. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica.” “CDC. realizar as instalações até o limite do imóvel. neste o usuário deve pedir a utilização do serviço. Ao Poder Público é admitido cobrar taxa em razão da utilização efetiva do serviço (de acordo com o maior ou menor consumo) ou pela disponibilização do serviço (por ter ele sido colocado à disposição do usuário). Outros. efetiva ou potencial. A tarifa (ou preço público) é devida pela utilização de um serviço requisitado ou utilizado. externa e interna. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. DIREITOS E DEVERES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO Direitos dos usuários Os usuários têm seus direitos reconhecidos face a prestação de qualquer serviço público ou de utilidade pública.Nos casos de descumprimento.A lei disporá sobre: IV . na forma prevista neste Código.54 . As taxas têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. eficientes.A União. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. os Estados. 9º. Parágrafo único . total ou parcial. Deveres dos usuários Os usuários têm direito a alguns serviços públicos independentemente da satisfação de qualquer exigência prévia ou pagamento (iluminação pública. 92 e 23.A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. que sobre ela podem decidir quando de sua oportunidade e dos direitos a serem defendidos por sua ocasião. 37 . 23. sendo que. parágrafo único.a obrigação de manter serviço adequado. “Art. somente após a satisfação das exigências o usuário tem o direito ao serviço público.Os órgãos públicos. “CF. o ressarcimento desses danos. Art. por si ou suas empresas. remunerar o serviço na forma exigida pela lei. a todos os trabalhadores. São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas: VI .” “Código de Defesa do Consumidor.

o de distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos. criação. bem como sobre os riscos que apresentem. devendo os limites e termos desta greve serem definidos por lei específica. VI . o relacionado com substâncias radioativas. a seu favor. 37. VII .a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. de energia elétrica. 6º: “Art. com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. distrital ou municipal). bem como os entes despersonalizados. por valor igual ao dobro ao que pagou em excesso. segundo as regras ordinárias de experiências. não importando a esfera em que se manifesta (federal. Parágrafo único . coletivos e difusos. individuais.” O objetivo da regulamentação do direito de greve nos serviços públicos é garantir a continuidade da prestação destes serviços. pública ou privada. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. VIII .” Essa matéria foi disciplinada pela Lei Federal n.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. “Art.783/ 89. gás e combustíveis. o de tráfego aéreo.º 7. acrescido de correção monetária e juros legais. permissionários ou os autorizatários de serviço público.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. 6º .Direito Administrativo .55 Este mesmo artigo determina que a greve nos serviços ou atividades essenciais deve ser disposta por lei a fim de garantir o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. V . o de compensação bancária e o de processamento de dados ligado a esses serviços.Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. métodos comerciais coercitivos ou desleais.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais.a proteção da vida. segundo o Código de Defesa do Consumidor. os serviços também não podem ser interrompidos. qualidade e preço. Central de Concursos 06_servicos_publicos. assegurada a proteção jurídica. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços.(Vetado. não pode valer-se de prática que exponha o usuário ao ridículo ou que o submeta a constrangimento ou ameaça. o de saúde.pmd 55 6/7/2010. III . com especificação correta de quantidade. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. VII . salvo hipótese de engano justificável. que desenvolvem atividades de produção. A Administração Pública e o Código do Consumidor A Administração Pública. a Administração Pública. 37.Na cobrança de débitos.” Os direitos básicos do consumidor também estão previstos na mesma lei em seu art. o de transporte coletivo. o funerário. “Art. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. assim como os concessionários. 42 .” Quanto à cobrança dos valores resultantes da prestação de serviço público.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. que dispõe sobre o exercício do direito de greve e define como serviços essenciais: o de fornecimento de água. quando. individuais. coletivos ou difusos. inclusive com a inversão do ônus da prova. construção. a critério do juiz. levando-se em conta que as necessidades da coletividade não cessam. VII. composição.O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente.o acesso aos órgãos judiciários e administrativos. IX . no processo civil. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. características. 9º. “Art. pode ser classificada como fornecedor. importação. IV . asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.São direitos básicos do consumidor: I . estadual.) X . o de captação e tratamento de esgoto e lixo. Greve dos servidores públicos A Constituição Federal garantiu o direito de greve dos servidores públicos em ser art.a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. nacional ou estrangeira. administrativa e técnica aos necessitados. montagem.” “Art. transformação. 3º . o de telecomunicações.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. II . § 1º .a facilitação da defesa de seus direitos. 12:45 . exportação.

para atender à sociedade no seu todo. Ato unilateral. c) trata-se de ato vinculado que não pode ser revogado em respeito ao princípio da segurança jurídica. d) serviços administrativos. é correto afirmar-se: a) trata-se de contrato de direito público em virtude da prévia exigência de licitação. b) concessão. continuidade. 08. b) distribuem-se competências iguais entre órgãos diferentes. Sobre a concessão de serviço público. de acordo com a doutrina brasileira: a) serviço fruído indiretamente pelo particular. discricionário e precário. legalidade e impessoalidade. 07. d) indiretos e impróprios. São princípios básicos do Serviço Público: a) cortesia. O ato administrativo revogável. discricionário. d) delegação.56 . legalidade. A Central de Concursos 06_servicos_publicos. A . b) serviços impróprios do Estado. c) impróprios. 05. Este conceito refere-se à: a) permissão. c) bilateral. pessoalidade e solidariedade. “intuitu personae”. igualdade dos usuários e mutabilidade do regime jurídico. b) trata-se de ato discricionário e precário. Os serviços que o Estado presta pelos seus órgãos ou entidades descentralizadas são serviços públicos: a) próprios e indiretos. sem que haja necessariamente relação de hierarquia. c) serviços uti universi. ou o uso especial de bens públicos. C 06. Ocorre desconcentração administrativa quando: a) distribuem-se hierarquicamente competências para realizar serviços entre órgãos estatais distintos. d) licença. pelo qual se transfere o exercício de serviço público a alguém. eles o fazem mediante: a) contrato de locação de serviços. precário. precário. 12:45 04. pelo qual o Estado atribui o exercício de um serviço público a um particular. b) aprovação. C 05. c) autorização. C 07. para atender a interesses coletivos instáveis ou emergência transitória é: a) permissão. b) impróprios. modicidade e cortesia. mas diretos. pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo. d) distribuem-se hierarquicamente competências para realizar serviços no mesmo órgão. e) autorização. d) trata-se de contrato de direito privado em virtude da participação do particular. legalidade. d) serviço prestado indiretamente pelo Estado. c) serviço que satisfaz individual e diretamente. eficiência. por prazo determinado. c) distribuem-se competências diferentes entre órgãos iguais. d) cortesia. precedido de licitação. b) unilateral. 09. 02. A concessão é ato: a) unilateral. pelo qual o Estado transfere definitivamente a titularidade do serviço público a uma fundação. 06. GABARITO 01. A 08. que aceita prestá-lo em nome do poder público. 10. d) contrato administrativo. São serviços uti singuli. denomina-se: a) serviços uti singuli. 04. B 10. b) investidura em cargo público. pelo qual um particular é admitido como usuário de serviço público. modicidade. igualdade dos usuários. 03. sem que haja necessariamente relação de hierarquia. D 03. C 09. C 02.pmd 56 6/7/2010. c) concessão ou permissão. Quando os particulares prestam serviços públicos.Direito Administrativo EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01. b) continuidade do serviço. Os serviços públicos prestados pela própria Administração Pública a usuários indeterminados. c) direito real de uso. d) complexo. c) cortesia. b) serviço prestado diretamente pelo Estado.

......... passam a vigorar com a seguinte redação: “Art............... que exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses.... ....... LEI N..............................................................Direito Administrativo . 12..... 12:45 .............. 8.......................... § 3º Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos....269... DE 11 DE DEZEMBRO (ATUALIZAÇÃO) DE 1990 LEI N... 96-A..por até 90 (noventa) dias..................................... e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo..112........” (NR) (..................” (NR) “Art.......................... sem remuneração.......a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor.......... 96-A e 103 da Lei no 8............... observado o disposto no § 3o............ .......pmd 57 6/7/2010....... mantida a remuneração do servidor............. II ...................................... Os arts.. § 4o A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas............57 7.. 103....) Central de Concursos 07_atualizacao.......................................... ........ de 11 de dezembro de 1990................. incluídas as respectivas prorrogações........................por até 60 (sessenta) dias..................................................... incluídas as prorrogações........ ............. 23................... consecutivos ou não........... concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses.................. DE 21 DE JUNHO DE 2010 (........ 83....... não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o......... e II .... poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: I ........................... 83.....112.... incluído o período de estágio probatório.... com remuneração..... § 2º A licença de que trata o caput.............................. § 3º O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida............................................ consecutivos ou não.............. nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento..) Art....................” (NR) “Art...............................

12:45 .Direito Administrativo Central de Concursos 07_atualizacao.pmd 58 6/7/2010.58 .