A SABINADA

LOCAL A Sabinada foi uma revolta autonomista que ocorreu entre 6 de novembro de 1837 e 16 de março de 1838, na então Província da Bahia, na época do Brasil Império. A tradição de lutas por autonomia política na Bahia remonta à Conjuração Baiana (1798), às lutas pela Independência da Bahia (1822-1823), à Federação do Guanais (1832) e à Revolta dos Malês (1835). Durante o Período regencial (1831-1840), os conflitos se estabeleceram em torno da questão da centralização monárquica e do federalismo republicano, mobilizando principalmente setores das camadas médias urbanas comerciantes, profissionais liberais e oficiais militares. Entre os primeiros meses do ano de 1831 algumas dessas manifestações requeriam que fossem tomadas decisões contra os portugueses, considerando-os como "inimigos". Esta visão de descontentamento era proveniente do fato de que os portugueses controlarem a maior parte do comércio e ocuparem muitos dos cargos administrativos, político e militares. Através das revoltas e conflitos o povo queria exigir desde a deportação ou até mesmo a extinção de todo o tipo de pensões pagas aos Lusitanos, concedidas por João VI ou por D. Pedro I. Os ânimos na capital baiana se acirraram com a renúncia do Regente Diogo Antônio Feijó (1837), por se demonstrar incapaz de controlar as manifestações revoltosas, e com projeto da lei de interpretação do Ato Adicional, dava as camadas médias a autonomia provincial e cuja discussão se arrastou de 1837 a 1840. CAUSAS Neste período onde pregava-se o antilusitanismo, onde a indisciplina militar era apoiada pelos revoltosos e onde eram destituídos os oficiais do governo português, inciava-se a crise federalista. O movimento da ''Sabinada'' aproveitou a reação popular contra o recrutamento militar imposto pelo Governo Imperial, liderado pelo médico e jornalista Francisco Sabino Vieira. O estopim se deu em meio a fuga de Bento Gonçalves, do Forte do Mar, chamado hoje de Forte de São Marcelo OBJETIVO Na madrugada de 6 para 7 de novembro de 1837, Sabino e os que o apoiavam proclamaram a "República Baiana". Mesmo provisória, decretada até que o jovem Pedro de Alcântara atingisse a maioridade, ela rompia com o Governo Imperial e destituía o Governo Provincial.

os outros três deportados e os rebeldes que sobreviveram e foram capturados foram julgados por um tribunal compostos pelos donos de latifúndios da província. bloqueada. Este cercou a capital em uma operação de bloqueio terrestre e marítima (março de 1838). Francisco de Souza Paraíso. O próprio Sabino.O 3° Corpo da Artilharia de Posição. e como vice-presidente João Carneiro Rego. tendo à frente Francisco Sabino Vieira. conseguiram evadir-se e depois juntaram-se à Revolução Farroupilha BIBLIOGRAFIA http://pt. ditou a primeira ata da recém-criada "República Bahiana". os rebeldes não lograram obter a adesão dos senhores de terras do Recôncavo. que contou com cento e quatro assinaturas. lotado no Forte de São Pedro. João Rios Ferreira e Manoel Gomes Pereira. Francisco José da Rocha.org/wiki/Sabinada . abandonaram a cidade e se refugiaram num brigue ancorado na baía de Todos os Santos. dominando aquela fortificação. então exilado nos Estados Unidos da América. em vez de atacar os revoltosos. o Governo Provincial tentou sufocar o levante. Durante a madrugada. Na ocasião Francisco Sabino propôs que o nascente Estado republicano tivesse como presidente o advogado Inocêncio da Rocha Galvão. Entretanto. Cerca de mil pessoas pereceram nos combates. despachando trezentos soldados armados para a Praça da Piedade. permanecendo restritos aos limites urbanos da cidade. o político João Carneiro da Silva Rego e os militares José Duarte da Silva e Luiz Antônio Barbosa de Almeida. tomou um saveiro e dirigiu-se para o Recôncavo. REPRESSÃO Sem a adesão das elites e das camadas populares a repressão por parte do governo imperial se tornou fácil. Francisco Gonçalves Martins. em busca da proteção do coronel Alexandre Gomes de Argolo Ferrão. o Chefe de Polícia. a tropa legalista debandou e também aderiu ao movimento. Foram nomeados Ministro da Guerra Daniel Gomes de Freitas. o então Presidente da Província. e o Comandante das Armas. Conseguindo dominar a cidade de Salvador por cerca de quatro meses e após dominar alguns quartéis em Salvador. tenente-coronel Luís de França Pinto Garcez.wikipedia. Diante destas notícias. como Daniel Gomes de Freitas. senhor do Engenho Cajaíba e 1° barão de Cajaíba. Estes foram punidos com tamanha crueldade que este júri ficou conhecido como "Júri de Sangue". nem encontraram apoio significativo junto à população escrava. Isolado. da Marinha Manoel Pedro de Freitas Guimarães. Outros. O edifício da Câmara Municipal foi ocupada pelos revoltosos. na cidade de Salvador. Francisco Sabino Vieira acabou os seus dias na Fazenda Jacobina. na então remota província do Mato Grosso. como secretário de governo. levantarase. Três dos líderes foram executados.

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