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SISTEMA DE SOM

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

SISTEMA DE SOM

2004

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

©©©©© 2003. SENAI-SP Sistema de Som

Publicação organizada e editorada pela Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”

Coordenação geral

Arthur Alves dos Santos

Coordenador do projeto

José Antonio Messas

Organização de conteúdo

José Alves Valentim Sérgio Mitsuo Kague

 

Editoração

Maria Regina José da Silva Teresa Cristina Maíno de Azevedo

S47s

SENAI. SP. Sistema de Som. São Paulo, 2003. 36p. il.

 
 

Apostila técnica

 

CDU

629.063.6

 

SENAI

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo” Rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga - São Paulo-SP - CEP. 04266-060

 

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2

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO

 

SISTEMA DE SOM

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

5

SOM

7

Conceito básico

7

Produção e propagação

7

Mecanismo de audição

8

Velocidade de propagação do som

8

• Oscilações

8

• Rádio-freqüência

9

• Propriedades físicas do som

10

ALTO-FALANTE ELETRODINÂMICO

15

• Componentes

16

• Parâmetros do alto-falante

17

Tipos de alto-falantes eletrodinâmicos

19

Tipos de ligações

21

Associação de alto-falantes

23

Divisores de freqüência

23

• Atenuação de sinais

24

• Caixas acústicas

31

AMPLIFICADOR

33

Tipos de amplificadores

33

• Distorção

34

• Fiação

35

Fusíveis e Dijuntores

36

• Sugestões para uma boa instalação

36

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

38

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

4

ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO

SISTEMA DE SOM

INTRODUÇÃO

Com os avanços da tecnologia e a crescente utilização de novos acessórios nos veículos, tornou-se indispensável que o instalador desses equipamentos atualize-se continuamente.

Neste curso, você terá a oportunidade de atualizar-se em relação ao sistema de som automotivo, conhecendo em detalhes: componentes, funcionamento, instalação, testes e diagnósticos.

Para isso, você irá estudar conceitos básicos sobre som:

• propriedades físicas; • produção e propagação; • oscilações; • rádio-freqüência.

E, em seguida, estudará os equipamentos fundamentais do sistema de som:

• alto-falante;

caixa acústica; • amplificador.

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

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ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO

SISTEMA DE SOM

SOM

CONCEITO BÁSICO

Define-se como som qualquer variação de pressão do ar capaz de sensibilizar o ouvido humano, excitando os nervos auditivos, causando-nos a sensação que conhecemos por audição.

A vibração de um objeto se transmite às moléculas de ar. Assim, todas as moléculas de ar do ambiente se movimentar segundo o ritmo e intensidade determinados pela vibração do objeto.

S ISTEMA DE S OM S OM C ONCEITO B ÁSICO Define-se como som qualquer variação

PRODUÇÃO E PROPAGAÇÃO

Qualquer elemento em vibração pode produzir som, que se propaga através de meios elásticos (sólidos, líquidos e gases), capazes de transmitir as vibrações físicas da fonte sonora. Essas vibrações se espalham por todas as direções, a partir do ponto de onde são produzidas. Os sons de freqüências agudas são mais direcionais que os de freqüências graves.

S ISTEMA DE S OM S OM C ONCEITO B ÁSICO Define-se como som qualquer variação

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

MECANISMO DE AUDIÇÃO

O ouvido humano é o órgão responsável pelos sentidos do equilíbrio e da audição. As vibrações do meio elástico que incidem em nossos tímpanos são transmitidas através de um sistema de ossos (martelo, bigorna e estribo), que excitam um fluido dentro da cóclea. Este órgão é dividido em três seções, responsáveis pelo reconhecimento das diferentes freqüências. A movimentação do fluido causa a excitação de várias células, chamadas de células ciliadas, que geram impulsos ao nosso cérebro, causando-nos a sensação do som.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL M ECANISMO DE A UDIÇÃO O ouvido humano é o órgão

VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DO SOM

No meio ar e com temperatura normal (22º), o som se propaga com a velocidade de 343 metros/seg. A velocidade aumenta com a temperatura.

OSCILAÇÕES

São modificações de estado que se repetem com regularidade. Por exemplo, ao se fazer soar um sino, o metal começa a oscilar (vibrar) e estas oscilações são transmitidas pelo ar. Os movimentos de ar resultantes das oscilações são chamados de ondas sonoras. Nós convivemos dia-a-dia com diversos tipos de oscilações, como o pêndulo de um relógio ou as cordas de um instrumento musical. Acontece que cada um destes componentes oscila com velocidades diferentes. O número de oscilações em função do tempo é chamado de freqüência.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL M ECANISMO DE A UDIÇÃO O ouvido humano é o órgão

SISTEMA DE SOM

Para que um som senoidal seja produzido só são necessários um meio de propagação (no caso, o ar) e dois “movimentos”, um de compressão e outro de descompressão.

S ISTEMA DE S OM Para que um som senoidal seja produzido só são necessários um

Suponhamos que o ar esteja sendo comprimido por um diafragma, onde está sendo aplicada uma força F. Ao aplicarmos uma força F, positiva, criamos uma região de pressão na frente do diafragma e outra, de pressão negativa, ou descompressão, no lado de trás do diafragma. Invertendo o sentido da força, tudo se inverte igualmente: descompressão na frente e pressão no verso. A onda pura, sem harmônicos, é chamada de sonóide.

S ISTEMA DE S OM Para que um som senoidal seja produzido só são necessários um

RÁDIO-FREQÜÊNCIA

É a transmissão de dados (música, fala, ruídos, códigos eletrônicos) de um ponto emissor do sinal, pelo ar, até um equipamento receptor – o aparelho de rádio.

Em uma emissora de rádio, isto acontece da seguinte forma: as ondas sonoras (música) são transformadas em um sinal elétrico (corrente) através do microfone. Este sinal de freqüência entre 16 e 20.000Hz é unido a um segundo sinal elétrico com uma freqüência muito maior chamado de onda portadora. A onda portadora funciona como uma ponte invisível entre a estação emissora e antena do equipamento de rádio receptor. É esta “ponte” que vai levar o sinal sonoro audível da estação emissora até o rádio de um veículo.

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

A união do sinal elétrico com os dados (música) a onda portadora é chamada de modulação.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL A união do sinal elétrico com os dados (música) a onda

PROPRIEDADES FÍSICAS DO SOM

Quando uma corda de guitarra vibra, o som desloca o ar que está ao seu redor produzindo uma onda sonora que se propaga pelo ambiente até atingir os nossos ouvidos. Quando essa onda chega ao nosso tímpano, ele também vai vibrar.

Essa vibração é transformada pelo ouvido em sinais elétricos que são conduzidos até o cérebro pelos nervos. No cérebro, finalmente, temos a sensação de som, ou seja, de ouvir a nota emitida pela corda da guitarra.

Logo, o som é produzido por alguma coisa que vibra (o cone do falante, por exemplo) e é transportado pelo ar (ou pela água ou qualquer meio material). O áudio não seria nada sem a música. Para que exista música é fundamental que haja os seguintes elementos: amplitude, freqüência, timbre.

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AMPLITUDE (VOLUME)

A amplitude da onda é a diferença entre seus pontos de maior compressão e de maior descompressão.

S ISTEMA DE S OM A MPLITUDE ( VOLUME ) A amplitude da onda é a

A amplitude está relacionada com o volume de um som. Dessa maneira, um som forte, com muito volume, é aquele que possui elevada amplitude e, um som fraco, com pouco volume é aquele que possui um valor pequeno de amplitude.

S ISTEMA DE S OM A MPLITUDE ( VOLUME ) A amplitude da onda é a

FREQÜÊNCIA

OBSERVAÇÃO

A unidade de medida relativa é o decibel (db).

Ciclo é um movimento completo da onda. Este movimento deve conter uma compressão positiva seguida de outra compressão no sentido oposto, ou seja, negativo (descompressão).

Se considerarmos um espaço de tempo constante para que este movimento completo se repita, poderemos então definir a freqüência como sendo o número de vezes que este ciclo se repete nessa unidade de tempo.

S ISTEMA DE S OM A MPLITUDE ( VOLUME ) A amplitude da onda é a

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Numa fórmula matemática temos: f = nº de ciclos/seg., onde f é a freqüência e o segundo é a unidade de tempo padronizada. O ciclo por segundo como unidade de medida de freqüência foi batizado de Hertz (Hz).

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL Numa fórmula matemática temos: f = nº de ciclos/seg., onde f

Sobre as freqüências podemos fornecer as seguintes informações:

• Cada instrumento tem uma faixa de freqüência característica bem definida. O piano é um dos únicos instrumentos acústicos que preenche quase todo o espectro de freqüência. • O ouvido humano é capaz de perceber sons que variam de 20Hz a 20.000Hz (ou 20 KHz). • O som sempre é proveniente de uma vibração. Dependendo da freqüência com que a vibração é produzida, o som ouvido pode ser grave ou agudo. As vibrações rápidas dão ao ouvido a impressão de um som agudo, enquanto as oscilações lentas se traduzem em sons graves. • O contrabaixo possui tons graves, enquanto um violino possui tons agudos. Na verdade, cada nota musical possui uma freqüência fundamental que irá definir o tom. • O contrabaixo emite uma onda sonora fundamental de 41Hz. Esta é uma freqüência baixa, ou seja, um tom grave. Podemos delimitar quando um tom é grave, médio ou agudo:

- Tons graves: 20 a 300 Hz - Tons médios: 300 a 2.000 Hz - Tons agudos: 2.000 a 20.000 Hz

TIMBRE

É a propriedade que nos permite distinguir se um determinado som de mesma freqüência é produzido por um piano ou por um saxofone.

Quando vibramos um diapasão, emitimos uma nota musical pura, ou seja, o som puro com apenas uma freqüência fundamental. Porém, os instrumentos musicais (por exemplo, a corda de uma guitarra ou de um violino) emitem ondas sonoras com a freqüência fundamental e com múltiplos desta freqüência que são chamados de harmônicos. Por exemplo, podemos emitir uma nota “la” com freqüência de 440Hz e ter um segundo harmônico de 880HZ (2 x 440) ou um terceiro de 1.320Hz (3 x 440).

SISTEMA DE SOM

A intensidade do som dos harmônicos é diferente. Cada instrumento emite estes harmônicos de uma forma. Essa propriedade é chamada de timbre. Cada instrumento possui um timbre:

o violino irá emitir a nota musical “la” e seus harmônicos de forma diferente que o violão. É o timbre que dá o “colorido” na música.

S ISTEMA DE S OM A intensidade do som dos harmônicos é diferente. Cada instrumento emite

O ouvido humano é o receptor final da mensagem enviada através do som. A constituição do ouvido humano permite às pessoas captarem vibrações que vão desde os 20Hz até 20KHz. Por isto as freqüências entre 20Hz e 20KHz são denominadas audiofreqüências. Porém, nosso ouvido não é linear, ou seja, não ouvimos do mesmo jeito em toda esta faixa de freqüências. Na verdade, ouvimos melhor na faixa de freqüências médias (que é a faixa da fala humana), ou seja, de aproximadamente 200 a 3.000 Hz (em 70db).

A faixa limiar da audição é 0db, ou seja, abaixo disso não conseguimos ouvir. O limiar doloroso é de 120db, ou seja, a partir daí nosso ouvido não pode suportar o som (danos à audição).

S ISTEMA DE S OM A intensidade do som dos harmônicos é diferente. Cada instrumento emite
S ISTEMA DE S OM A intensidade do som dos harmônicos é diferente. Cada instrumento emite

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

DECIBEL

Decibel é a décima parte de uma medida logarítmica: o bel. Constitui-se na unidade básica de medições de níveis de sinais de áudio.

Alexander G.Bel descobriu que o ouvido humano reage aos estímulos sonoros logaritmicamente; portanto, ao criar a escala em decibéis, ele obviamente a apresentou em forma logarítmica.

Estando na escala logarítmica, significa que ao dobrarmos a potência de um som não teremos o dobro do número em decibéis, mas apenas um acréscimo de 3dB.

Exemplo: Qual é a diferença de intensidade de um som de 1000Hz a 200watts e outro também de 1000Hz a 100watts. Intensidade = 10log P1/P2

  • I = 10log 200/100

  • I = 10log2

I

=

3dB

O decibel é justamente a razão da diferença entre dois níveis de potência distintos, por isso,

é usado para comparar diferenças de potência em watts, voltagem, pressão sonora, etc.

Para termos a sensação de dobrar a intensidade do som é necessário um aumento de

10dB.

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ALTO-FALANTE ELETRODINÂMICO

O alto-falante eletrodinâmico é um transdutor que transforma energia elétrica em energia acústica.

Opera com o auxílio do eletromagnetismo onde a conjunção simultânea de um campo magnético e uma corrente elétrica alternada dá origem ao aparecimento de uma força mecânica e, posteriormente, em energia sonora.

Quando uma corrente elétrica variável passa através da bobina, produz um campo magnético perpendicular ao campo magnético permanente do ímã do alto-falante. Há, então, uma interação entre os dois campos eletromagnéticos, o que provoca um movimento do cone, para cima ou para baixo, dependendo apenas da direção do fluxo da corrente que passa pela bobina.

S ISTEMA DE S OM A LTO - FALANTE E LETRODINÂMICO O alto-falante eletrodinâmico é um

Quando o semiciclo de uma corrente elétrica aplicada à bobina de um alto-falante for positivo, o cone vai se movimentar para cima; quando for negativo, vai se movimentar para baixo.

Movimentando-se para cima e para baixo sucessivamente, o alto-falante movimentará o ar a sua volta provocando vibrações com zonas de compressão e de rarefação de ar, as quais terão o mesmo formato e amplitude do sinal elétrico de entrada.Essas variações de pressão chegam aos tímpanos de nossos ouvidos causando-nos a sensação de audição.

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COMPONENTES

O alto-falante se compõe basicamente de: sistema motor, cone, aranha, domo, suspensão.

SISTEMA MOTOR

O sistema motor é constituído pelo conjunto magnético e pela bobina móvel. O conjunto magnético é composto pelo ímã e pelas peças polares denominadas chapa polar, chapa traseira e pólo. A função das peças polares é conduzir o fluxo magnético gerado pelo ímã, concentrando-o em uma ranhura circular denominada entreferro, onde a bobina móvel irá trabalhar. Geralmente é utilizado um ímã cerâmico de ferrite de bário ou estrôncio em forma de anel. As peças polares são confeccionadas de ferro doce e devem ser justapostas ao ímã.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL C OMPONENTES O alto-falante se compõe basicamente de: sistema motor, cone,

A bobina móvel é constituída por várias espiras de fio de cobre ou alumínio esmaltado enroladas em uma ou mais camadas sobre uma fôrma de papel, alumínio ou outro material rígido, leve e pouco espesso, que será posteriormente colado ao pescoço do cone, de modo a transmitir a este as vibrações executadas pela bobina.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL C OMPONENTES O alto-falante se compõe basicamente de: sistema motor, cone,

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CONE

O cone é uma peça de formato cônico dotada de um orifício central onde é colada a bobina móvel. O formato cônico tem a finalidade de conferir maior rigidez ao conjunto.

O cone pode ser fabricado com vários materiais visando maximizar as duas características:

rigidez e amortecimento. Os materiais que reúnem em alto grau estas duas características são os materiais plásticos. Entre estes, o mais promissor é o polipropileno, que é mais rígido e apresenta melhor amortecimento e reprodução sonora muito mais precisa, recriando assim o som original com muito mais fidelidade.

ARANHA

A função principal da “aranha” ou suspensão interna é centralizar e sustentar o conjunto cone – bobina móvel. É feita de tecido de algodão ou linho e é embebida em uma resina sintética.

DOMO

Serve para proteger o espaço existente entre a bobina e a peça polar exposta a partículas estranhas que poderiam ali se alojar criando graves inconvenientes.

SUSPENSÃO

Além da aranha que sustenta e centraliza o cone, temos a suspensão externa que prende a borda do cone à carcaça do alto-falante. O anel da suspensão, geralmente feito de borracha, espuma ou linho tratado, desempenha várias funções:

• ajuda a manter o cone centrado e fornece parte da energia responsável pelo retorno do cone à posição de retorno; • amortece deformações que ocorrem no sentido centro borda no cone.

PARÂMETROS DO ALTO-FALANTE

RESISTÊNCIA (R)

A resistência ôhmica do alto-falante é a resistência que a sua bobina móvel oferece à passagem da corrente elétrica contínua. Esta resistência é determinada pelo diâmetro e pelo comprimento do fio. Tem função importante na potência que o amplificador fornece ao alto-falante, sendo tanto maior quanto menor for o valor da resistência.

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Assim, a potência máxima fornecida por um amplificador a um alto-falante com resistência de 2W é o dobro da que ele fornece a um outro com resistência de 4 W.

Potência =

(Tensão) 2

Resistência

P

=

U 2

R

IMPEDÂNCIA NOMINAL (Z)

A resistência ôhmica do alto-falante é medida utilizando-se um ohmímetro.

A impedância do alto-falante é a resistência que o alto-falante apresenta à passagem da corrente alternada, tendo o seu valor variável com a freqüência do sinal.

Um alto-falante com resistência = 3,2 Ohms apresenta uma impedância = 4 Ohms, enquanto que um com resistência = 6,5 Ohms possui uma impedância de 8 Ohms.

POTÊNCIA

A potência de um alto-falante significa a potência elétrica que ele suporta, ou seja, indica a quantidade máxima de energia que pode ser dissipada pela sua bobina.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL Assim, a potência máxima fornecida por um amplificador a um alto-falante

• POTÊNCIA NOMINAL (RMS)

É a potência máxima aplicável no alto-falante, em Watts (RMS). RMS é a raiz quadrada da média dos quadrados que é conhecida em eletrônica por valor eficaz. O valor eficaz (RMS) de uma corrente alternada é aquele capaz de produzir o mesmo efeito Joule que uma corrente contínua, ou seja, gerar a mesma quantidade de calor em um resistor de igual valor, no mesmo intervalo de tempo.

• POTÊNCIA PMPO

É a potência musical de pico (POWER MUSIC PEAK OUTPUT), ou seja, é a potência que o alto-falante suporta, nos picos de potência que o amplificador fornece com programa musical, medida em curto intervalo de tempo. Esta potência é em torno de 3,6 vezes maior que a potência RMS.

SISTEMA DE SOM

• RESPOSTA DE FREQÜÊNCIA

Devido principalmente a fatores de construção física, cada alto-falante se caracteriza por reproduzir mais pronunciadamente uma determinada faixa de freqüência.

A resposta de freqüência é normalmente apresentada em forma de gráfico que apresenta nitidamente a região de operação ideal.

S ISTEMA DE S OM • R ESPOSTA DE F REQÜÊNCIA Devido principalmente a fatores de

Portanto, para cada aplicação devemos escolher o sistema falante mais a caixa com sua respectiva faixa de freqüência. Por exemplo, para um sistema para contrabaixo (que responda bem em tons graves), devemos escolher um que tenha a resposta em freqüências entre 20 e 1.000 Hz. Para um sistema para voz, devemos escolher um com resposta em freqüência de 300 a 2.000 Hz (tons médios).

TIPOS DE ALTO-FALANTES ELETRODINÂMICOS

SUB-WOOFER

São utilizados para reprodução de freqüências baixas (contrabaixo, bumbo de bateria) de 20 Hz a 120 Hz. Seu tamanho varia entre 8 a 18 polegadas.

S ISTEMA DE S OM • R ESPOSTA DE F REQÜÊNCIA Devido principalmente a fatores de

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WOOFER

Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio graves (bumbo, tambor, parte do piano). Faixa de freqüência de 50 Hz a 1.000 Hz. Seu tamanho varia de 6 a 15 polegadas.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL W OOFER Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio

MID-BASS

Reproduz as freqüências médio-graves (bumbo, tambor). Faixa de freqüência de seu tamanho varia de 6 a 8 polegadas.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL W OOFER Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio

MID-RANGE

Reproduz as freqüências médias, ou seja, 90% dos sons audíveis (voz e maioria dos instrumentos). Faixa de freqüência de 200 Hz a 3,5 KHz. Seu tamanho varia de 4 a 6 polegadas.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL W OOFER Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio

TWEETER

Alto-falantes para sons agudos (metais, pratos de bateria). Faixa de freqüência de 3 KHz a 20 KHz. Seu tamanho varia de 0,5 a 2 polegadas. Geralmente, é instalado junto do painel ou das portas dianteiras, pois emite um som direcional.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL W OOFER Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio

COAXIAIS

Alto-falantes que possuem um tweeter e um cone para reproduzir freqüências médias-graves, ou mid-bass. Seu tamanho varia de 4 a 8 polegadas.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL W OOFER Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio

TRIAXIAL

Alto-falantes que possuem woofer, um mid-range e um tweeter na mesma carcaça. Para reproduzir freqüências de 50 Hz a 20 KHz. Seu tamanho varia de 6 a 6 x 9 polegadas.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL W OOFER Estes alto-falantes são projetados para reproduzir freqüências graves, médio

SISTEMA DE SOM

TIPOS DE LIGAÇÕES

Os amplificadores e alto-falantes precisam ser “casados” corretamente para se obter a melhor qualidade e potência do som. Para isso é necessário combinar a impedância dos falantes com a do amplificador.

S ISTEMA DE S OM T IPOS DE L IGAÇÕES Os amplificadores e alto-falantes precisam ser
S ISTEMA DE S OM T IPOS DE L IGAÇÕES Os amplificadores e alto-falantes precisam ser
S ISTEMA DE S OM T IPOS DE L IGAÇÕES Os amplificadores e alto-falantes precisam ser

Os amplificadores multiplicam sinais elétricos. Um amplificador de áudio pega um sinal sonoro bem pequeno para convertê-lo em um muito mais forte. No entanto, para o amplificador realizar o seu trabalho eficientemente, a interface dele com os falantes precisa estar equilibrada, ou seja, “casamento de impedância”.

Vamos supor que a impedância de saída de um amplificador seja 4 Ohms. Suponhamos que aumentamos o volume do som até a sua tensão de saída máxima = 8V. Se um alto- falante de 4 Ohms for colocado na saída do amplificador, uma corrente de 2A passará pelo falante e potência de 16W.

S ISTEMA DE S OM T IPOS DE L IGAÇÕES Os amplificadores e alto-falantes precisam ser
 

U 2

P

=

P

=

 

R

8

2

4

=

64

4

= 16W

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Se ao invés disso, colocarmos um alto-falante de 2 Ohms, com a saída constante do amplificador de 8V, a corrente passará a ser de 4A e a potência de 32W. Nesse caso, ela será o dobro da corrente máxima que o amplificador agüenta, logo ele correrá o risco de se queimar e produzirá muita distorção.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL Se ao invés disso, colocarmos um alto-falante de 2 Ohms, com
 

U 2

P

=

P

=

 

R

8

2

2

=

64

2

= 32W

Se colocarmos um alto-falante de 8 Ohms, a tensão continuará sendo 8V, a corrente cairá para 1A e a potência para 8W. Nesse caso, estaremos subutilizando o amplificador, pois ele nunca atingirá a corrente e a potência máxima. Portanto, é muito importante o casamento de impedâncias falante-amplificador.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL Se ao invés disso, colocarmos um alto-falante de 2 Ohms, com
 

U 2

P

=

P

=

 

R

8

2

8

=

64

8

=

8W

Para que um amplificador forneça sua potência máxima com o mínimo de distorção sem superaquecer, é necessário que se respeite o limite mínimo de impedância para os canais de saída desse amplificador.

Para que a impedância de uma certa quantidade de alto-falantes tenha um valor igual ou próximo ao valor mínimo de impedância de trabalho do amplificador, basta ligar os alto- falantes em série ou em paralelo.

SISTEMA DE SOM

ASSOCIAÇÃO DE ALTO-FALANTES

SÉRIE

O objetivo de se ligar alto-falantes em série é aumentar o valor da impedância. Quanto mais alto-falantes estiverem ligados em série maior será a impedância.

PARALELO

S ISTEMA DE S OM A SSOCIAÇÃO DE A LTO - FALANTES S ÉRIE O objetivo

R

= R

+ R

 

T

1

2

R

=

8 + 8

 

T

R

= 16

 
 

T

O objetivo de se ligar alto-falantes em paralelo é o de diminuir o valor da impedância. Quanto mais alto-falantes estiverem ligados em paralelo menor será a impedância.

R R R R
R
R
R
R

DIVISORES DE FREQÜÊNCIA

 

R

.

R

1

2

 

=

T

R

+ R

 

1

2

8

.

8

 

=

T

8

+ 8

 

64

 

=

T

16

 

=

4

T

Um alto-falante não reproduz todas as freqüências audíveis (20Hz a 20KHz). Por isso, os alto-falantes são fabricados de acordo com o tipo e tamanho para reproduzir apenas uma determinada faixa de freqüências, ou seja, sons graves, médios e agudos.

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

O crossover, também chamado de divisor de freqüência, recebe as freqüências e as divide em partes ou vias, sendo que cada uma dessas vias é conectada a um determinado tipo de alto-falantes.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL O crossover, também chamado de divisor de freqüência, recebe as freqüências

Ao efetuar a separação das freqüências, dizemos que o crossover fez um corte de freqüência. O ponto de encontro das linhas no gráfico que representam os cortes dos divisores é chamado de freqüência de transição, e a freqüência onde a resposta começa a ser atenuada em 3db, é chamada de freqüência de corte.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL O crossover, também chamado de divisor de freqüência, recebe as freqüências

ATENUAÇÃO DE SINAIS

Atenuação é a designação para definir qualquer redução de nível do sinal que ocorra nos circuitos eletrônicos. A atenuação é expressa em db (decibéis).

Os filtros devem proporcionar a passagem de uma faixa determinada de freqüência e proporcionar um forte grau de atenuação nas freqüências que estiverem fora desta faixa.

SISTEMA DE SOM

S ISTEMA DE S OM A atenuação de freqüência nos filtros de som é dada em

A atenuação de freqüência nos filtros de som é dada em db/oitava, ou seja, quantos dB de atenuação ocorrem a cada vez que uma freqüência de entrada dobra ou cai pela metade.

Esta atenuação ocorre nos filtros apenas fora da faixa de passagem determinada. Uma oitava é um termo musical usado para expressar o intervalo entre as 12 notas musicais e significa dobrar ou dividir ao meio o valor de uma determinada freqüência. Exemplos:

• uma oitava acima de 600Hz é igual a 1200Hz; • uma oitava abaixo de 600Hz é igual a 300Hz.

Decibel é uma unidade usada para comparar duas ou mais grandezas entre si. De uma maneira bem simples, quando dobramos alguma coisa temos um acréscimo de 3dB e quando dividimos ao meio, temos um decréscimo de 3 dB.

Há basicamente quatro tipos de atenuação:

· · · · 6 dB/oitava, chamado de crossover de primeira ordem. 12 dB/oitava chamado de
·
·
·
·
6 dB/oitava, chamado de crossover de primeira ordem.
12 dB/oitava chamado de crossover de segunda ordem.
18 dB/oitava chamado de crossover de terceira ordem.
24 dB/oitava chamado de crossover de quarta ordem.
S ISTEMA DE S OM A atenuação de freqüência nos filtros de som é dada em
S ISTEMA DE S OM A atenuação de freqüência nos filtros de som é dada em

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

Quanto maior for a atenuação em dB por oitava, mais eficaz será o crossover para proteger o alto-falante contra as freqüências indesejáveis.

Os filtros são classificados de acordo com as faixas de passagem e atenuação.

FILTRO PASSA BAIXA

São formados por um indutor ligado em série com o alto-falante. Este filtro permite a passagem de baixas freqüências fazendo com que a curva de resposta do falante tenha uma queda de 6, 12 ou 18 dB/oitava, a partir da freqüência de corte do filtro.

Esta freqüência é determinada pelos valores da indutância do indutor.

BOBINAS

Também chamadas de indutores são enrolamentos de cobre envernizado em torno de um núcleo de ferrite, de ar ou de outro elemento. Estes componentes possuem a capacidade de bloquear a passagem de freqüências altas a partir de um certo ponto, quando conectados a uma carga.

Seus valores são expressos em Henry (H). Ao instalar uma bobina em série com o alto- falante, provocará a gradual diminuição da eletricidade enviada ao mesmo em freqüências altas. Estará criado, então, o filtro LOW PASS, ou Passa baixa.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL Quanto maior for a atenuação em dB por oitava, mais eficaz

Indutor

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL Quanto maior for a atenuação em dB por oitava, mais eficaz

+ freqüências – maior X L – grande oposição de passagem de altas freqüências

- freqüências – menor X L – pouca oposição em baixas freqüências

OBSERVAÇÃO

X L – reatância indutiva é a oposição que um indutor apresenta à circulação de corrente alternada.

SISTEMA DE SOM

FILTRO PASSA ALTA

É formado por um capacitor em série com o alto-falante. Este filtro permite a passagem de altas freqüências e atenua a partir da freqüência de corte em 6, 12 ou 18 dB/oitava. Nas freqüências abaixo do valor especificado o filtro provoca forte atenuação no sinal.

CAPACITOR

Também conhecido como condensador. É um componente cuja resistência interna aumenta na medida que a freqüência diminui, ou seja, quando conectados a uma carga tem a capacidade de bloquear a passagem de freqüências baixas a partir de um certo ponto. Seus valores são expressos em Farad (F). Ao instalar um capacitor em série com um alto- falante, provocará a gradual diminuição da eletricidade enviada a ele em freqüências baixas. Isso dá origem ao chamado filtro HIGH PASS, ou Passa Alta.

Capacitor OBSERVAÇÃO
Capacitor
OBSERVAÇÃO

+ freqüências – menor X C – pouca oposição a passagem de altas freqüências

- freqüências – maior X C – grande oposição em baixas freqüências

X C – reatância capacitiva é a oposição que um capacitor apresenta à circulação de corrente alternada.

S ISTEMA DE S OM F ILTRO P ASSA A LTA É formado por um capacitor

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

FILTRO PASSA BANDA (FAIXA)

É uma combinação dos dois filtros e permite a faixa de passagem entre dois valores de freqüência especificados. Nas freqüências acima e abaixo da faixa de passagem há uma forte atenuação.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL F ILTRO P ASSA B ANDA (F AIXA ) É uma
 

IMPEDÂNCIA DO ALTO-FALANTE

 

FREQ.

 

2 OHMS

   

4 OHMS

 

8 OHMS

 

HERTZ

     

LCLCLC

   

80

4.1

mH

1000 µF

8.2

mH

  • 500 µF

16

mH

250

µF

100

3.1

mH

800

µF

6.2

mH

  • 400 µF

12

mH

200

µF

130

2.4

mH

600

µF

4.7

mH

  • 300 µF

10

mH

150

µF

200

1.6

mH

400

µF

3.3

mH

  • 200 µF

6.8

mH

100

µF

260

1.2

mH

300

µF

2.4

mH

  • 150 µF

4.7

mH

75

µF

400

.8 mH

200

µF

1.6

mH

  • 100 µF

3.3

mH

50

µF

600

.5 mH

136

µF

1.0

mH

  • 68 µF

2.0

mH

33

µF

800

.41 mH

100

µF

.82 mH

  • 50 µF

1.6

mH

26

µF

1000

.31 mH

78

µF

.62 mH

  • 39 µF

1.2

mH

20

µF

1200

.25 mH

66

µF

.51 mH

  • 33 µF

1.0

mH

16

µF

1800

.16 mH

44

µF

.33 mH

µF

  • 22 .68 mH

10

µF

4000

.08 mH

20

µF

.16 mH

µF

  • 10 .33 mH

5 µF

6000

51

µH

14

µF

100 µH

  • 6.8 µF

200

µH

3.3

µF

9000

34

µH

9.5

µF

68

µH

  • 4.7 µF

150

µH

2.2

µF

12000

25

µH

6.6

µF

51

µH

  • 3.3 µF

100

µH

1.6

µF

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL F ILTRO P ASSA B ANDA (F AIXA ) É uma

L - Indutor Filtro Passa-Baixa µH - MICRO-HENRY mH - MILI-HENRY

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL F ILTRO P ASSA B ANDA (F AIXA ) É uma

C - Capacitor Filtro Passa-Alta µF - MICRO-FARADAY

SISTEMA DE SOM

S ISTEMA DE S OM E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V ICENTE DE A

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL 30 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V ICENTE DE

SISTEMA DE SOM

CAIXAS ACÚSTICAS

Apesar de só falarmos até aqui de alto-falante, sabemos que ele funciona instalado em algum tipo de caixa acústica.

A necessidade da caixa acústica vem do fato de que para baixas freqüências, o falante (no caso, tipo woofer e subwooper) funciona com um dipolo. Isso quer dizer que quando estamos em freqüências baixas (ondas sonoras grandes), o woofer emite ondas (som) para sua frente (frente do cone) e para trás. Estas ondas estão fora de fase e quando sem encontram, acabam se cancelando, diminuindo a intensidade sonora. O efeito disso é que quando o woofer está solto, ouvimos um volume de som mais baixo. Quando isolamos a parte da frente da parte de trás, não há mais interferência e o volume (intensidade) fica maior.

A caixa acústica dá ao alto-falante melhores condições de trabalho, com um menor deslocamento do cone e permite que seja obtida uma resposta de freqüência mais adequada.

Existem duas formas básicas de se isolar o som emitido pela frente do falante: o baffle infinito e a caixa acústica. O baflle infinito é como se fosse uma parede infinita com um buraco onde será encaixado o falante. Na prática, podemos utilizar, por exemplo, o tampão traseiro do carro como baffle infinito.

A outra solução encontrada para isolar o som foi fazer uma caixa com um buraco (onde vai o falante) que isolasse todo o ar (e portanto o som) da parte de trás dele. Esta caixa (geralmente de madeira) deve ser revestida internamente por algum material que absorve bem o som. Nesse caso, todo o som emitido pela parte de trás do falante seria absorvido pela caixa. Esta caixa é chamada de caixa acústica.

A seguir mostraremos quais os tipos de caixa acústica mais utilizados e sua principais características.

CAIXA SELADA

Este tipo de caixa é totalmente fechado, apenas com o orifício para a colocação do falante. Utilizando os parâmetros do alto-falante, podemos calcular o volume interno da caixa de forma a alterar a resposta em graves do falante. Isso porque dentro da caixa existe um volume de ar que será comprimido elo cone do falante que tende a frear o movimento do conjunto móvel. Com isso, a resposta em graves do falante (woofer) vai variar.

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

O volume de ar da caixa amortece o deslocamento do conjunto móvel, diminuindo o deslocamento do cone e conseqüentemente a distorção.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL O volume de ar da caixa amortece o deslocamento do conjunto

CAIXA ABERTA (COM DUTO)

A caixa aberta (em inglês “Vented Box” possui orifícios com canais, chamados dutos, que permitem que o ar de dentro da caixa seja deslocado para fora. Os dutos (podemos ter um ou mais na caixa) geralmente são colocados na frente da caixa, ao redor dos falantes. O ar comprimido pelo cone, quando ele vai para trás, passa pelo duto. Dependendo do tamanho (comprimento e área) do duto, podemos sintonizá-lo em uma determinada freqüência (freqüência de ressonância do duto). Formaremos, então, ondas sonoras ao redor desta freqüência que influenciará no som em graves que a caixa irá produzir.

O duto, portanto, leva o som emitido pela parte de trás do falante para a frente da caixa, somando-o com o som emitido pela frente do falante, aumentando a intensidade do som final. Esta alteração, porém, só será feita na região dos tons graves e dependerá da forma e tamanho do duto. Ela também deve ser calculada (seu volume e o tamanho do duto) de forma a produzir o som desejado.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL O volume de ar da caixa amortece o deslocamento do conjunto

SISTEMA DE SOM

AMPLIFICADOR

O amplificador de áudio tem a função de amplificar um sinal recebido de sintonizadores, toca-fitas, CD players, etc. em forma de som pelos alto-falantes.

O amplificador não pode alterar a forma de onda original e deve operar sem reproduzir distorções audíveis.

Esse acessório gera potência cuja medida é o WATT, uma unidade de energia. Ele é sempre formado por duas partes distintas: o pré-amplificador e o amplificador de potência.

TIPOS DE AMPLIFICADORES

BOOSTER

São amplificadores que utilizam transformador de saída e reamplificam as saídas de potência dos toca-fitas e CDs que já possuem amplificação própria. Atua com baixa sensibilidade de sinal de entrada e linearidade de resposta em freqüência limitada a 40Hz. Este modelo de amplificador apresenta baixa resposta na região dos graves e um maior reforço nos médios agudos.

Os boosters têm uma limitação de potência para algo em torno de 100 watts RMS por canal, a 14,4 volts, a 4 ohms. Apenas os boosters que operam em 2ou 1é que conseguem liberar mais que 100 watts RMS por canal.

S ISTEMA DE S OM A MPLIFICADOR O amplificador de áudio tem a função de amplificar

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

POWER (FONTE CHAVEADA)

O projeto de um amplificador de fonte chaveada possui o circuito de amplificação com tecnologia avançada de transistores MOSFET na fonte de alimentação e estágio de saída.

As características dos amplificadores de fonte chaveada são:

Potências que variam de 20 watts até 2.000 watts (RMS).

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL P OWER ( FONTE CHAVEADA ) O projeto de um amplificador

Baixo índice de distorção harmônica (THD). Amplificar sinais a partir de um nível baixo (saída RCA dos toca-fitas/CDs). Ajuste de sensibilidade da entrada de alta impedância (ganho). • Ligação em bridge ou mono.

DISTORÇÃO

É causada pela ocorrência espontânea de harmônicos adicionais, indesejados durante a amplificação. A distorção THD é medida em percentual (%).

Na verdade, a potência de um amplificador não é sinônimo de sua qualidade. Nossos ouvidos conseguem captar entre 20 a 20 KHz. Isso significa que um bom amplificador deve reproduzir estas freqüências (sem distorções) sempre com o mesmo rendimento, ou seja, ter resposta plana dentro destes limites.

Ao analisar um amplificador, devemos também levar em conta a sua distorção, ou seja, a deformação que ele introduz no som amplificado. O ouvido humano tolera distorções de até 3%, de modo que a maioria dos amplificadores tem valores inferiores a estes, embora alguns modelos, quando de sua plena potência, podem facilmente chegar a este valor.

Assim, um amplificador de carro nunca deve ser utilizado a plena potência (volume todo aberto), pois nestas condições também teremos a máxima distorção, e em alguns casos ela se torna bastante desagradável.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL P OWER ( FONTE CHAVEADA ) O projeto de um amplificador

SISTEMA DE SOM

FIAÇÃO

A fiação de alimentação (+) positivo e (-) negativo do módulo de potência deve ser de bitola suficiente para que haja um mínimo de perda na tensão pelo fio quando ocorre a condição de máxima corrente. Quanto maior for a distância entre a bateria e o amplificador, maior deverá ser a bitola do fio. Veja as tabelas a seguir.

 

CABOS DE ALIMENTAÇÃO

CORRENTE ELÉTRICA (Ampères)

SEÇÃO DO CABO (em mm 2 )

de

1

a

20

4,00mm 2

de

20

a

30

6,00mm 2

de

30

a

40

8,50mm 2

de

40

a

60

13,30mm 2

de

60

a 100

21,20mm 2

 

de 100

a 125

33,60mm 2

 

de 150

a 175

54,40mm 2

Foram considerados comprimentos dos fios de 3 a 5m com perda mínima.

TABELA DE CONVERSÃO de mm 2 para AWG

SEÇÃO mm

2

AWG

54,40

1/0

33,60

2

21,20

4

13,30

6

8,50

8

 

2

6,00

9 (6,60 mm )

10

2

(5,26 mm )

4,00

11

(4,17mm 2 )

3,00

12

(3,30mm 2 )

2,50

13

(2,63mm 2 )

2,00

14

1,50

 

15

2

(1,65 mm )

16

(1,30 mm 2 )

1,00

17

0,75

18

(0,82mm 2 )

0,50

19

(0,65mm 2 )

0,30

20

LIGAÇÃO DE CAIXAS ACÚSTICAS E ALTO-FALANTES

POTÊNCIA

 

SEÇÃO DOS CABOS (mm 2 )

 

POR CANAL

   

IMPEDÂNCIA (Ohms)

 

WRMS

2 Ohms

4 Ohms

8 Ohms

16 Ohms

20/40

1,50

1,00

0,75

0,50

40/60

2,00

1,30

1,00

0,75

60/80

2,00

1,50

1,00

0,75

80/100

2,00

1,50

1,30

0,75

100/120

2,50

2,00

1,30

1,00

120/140

2,50

2,00

1,30

1,00

140/160

3,00

2,00

1,50

1,00

160/180

3,00

2,00

1,50

1,00

180/200

3,50

2,00

1,50

1,30

200/220

3,50

2,50

1,50

1,30

220/240

3,50

2,50

1,50

1,30

240/260

3,50

2,50

2,00

1,30

260/280

4,00

2,50

2,00

1,30

280/300

4,00

3,00

2,00

1,30

300/400

5,00

3,50

2,00

1,50

400/500

6,00

3,50

2,50

1,50

500/600

6,00

4,00

3,00

2,00

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

FUSÍVEIS E DISJUNTORES

Fusível é o elo mais fraco de um circuito ou instalação elétrica que tem a finalidade de protegê-los em caso de alguma anomalia de funcionamento do equipamento ou em curto- circuito da instalação.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL F USÍVEIS E D ISJUNTORES Fusível é o elo mais fraco

A alimentação dos módulos de potência deve ser ligada diretamente da bateria através de fusíveis ou disjuntores. O porta-fusível com fusível deve ficar o mais próximo possível da bateria e o fusível precisa ter a corrente compatível com a necessidade de corrente do amplificador.

Exemplo: módulo de 2 x 50W

i =

PT

x

2

50

x

2

x

2

=

200

13V

 

13V

 

13

≅≅≅≅≅ 15A

Fusível de 15A

SUGESTÕES PARA UMA BOA INSTALAÇÃO

  • 1. Instale o amplificador em local arejado e de fácil acesso, nunca instale debaixo de tapetes ou carpetes.

  • 2. Nas instalações dos alto-falantes em portas, passe os fios, alojando-os de maneira que não sejam danificados com o abrir e fechar das portas. Utilizar espaguete ou conduíte. Verifique se a máquina de vidro ou a maçaneta não encostam no alto-falante.

  • 3. Nas instalações dos alto-falantes nos tampões, passe os fios sob as calhas inferiores das portas ou sob o tapete junto as laterais.

SISTEMA DE SOM

  • 4. O local de fixação dos alto-falantes deve ser plano e sem nervuras que possam impedir o apoio uniforme de toda borda do alto-falante. Caso contrário recomendamos montar um blafe de madeira antes de fixá-lo.

  • 5. Observar sempre a polaridade do alto-falante. O terminal mais estreito é o positivo.

  • 6. Usar de preferência fios polarizados e de bitolas corretamente dimensionadas pois a não observação disso pode comprometer sua instalação, provocando perda de potência, curto e até incêndio. A fiação em uma instalação é o item de menor custo.

  • 7. Quando se instalam diversos amplificadores, o consumo de corrente deverá ser somado para o dimensionamento dos fios (+) e (-) e utilizar porta-fusíveis extras.

  • 8. Verificar se os terminais e ligações não estão encostando-se à lataria do carro.

  • 9. Nunca ligue o fio (remote) de acionamento junto com o (+) positivo da bateria.

    • 10. Nunca coloque fusíveis de valor maior que o indicado pelo fabricante.

    • 11. Leia e siga corretamente o Manual de Instalação.

ELETRICIDADE DO AUTOMÓVEL

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Marcello Lacerda. Som Automotivo. Métodos e Técnicas de Projetos e Instalações. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2000.

SOM & CARRO. São Paulo. Som & Carro Editora Ltda, janeiro/1997. Mensal.

E LETRICIDADE DO A UTOMÓVEL R EFERÊNCIAS B IBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Marcello Lacerda. Som Automotivo. Métodos e

. São Paulo. Som & Carro Editora Ltda, dezembro/2000. Mensal.

. São Paulo. Som & Carro Editora Ltda, março/2002. Mensal.

. São Paulo. Som & Carro Editora Ltda, maio/2002. Mensal.