CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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Governador do Distrito Federal Rogério Schumann Rosso Secretário de Estado de Educação Sinval Lucas de Souza Filho Secretária-Adjunta de Estado de Educação do Distrito Federal Maria Nazaré de Oliveira Mello Subsecretária de Educação Básica Ana Carmina Pinto Dantas Santana Diretora de Ensino Médio Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO

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1ª ETAPA − Elaboração (2007/2008)
COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Tânia Andréia Gentil Goulart Ferreira Andréia Costa Tavares Michelle Abreu Furtado Regina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo Maria Cristina Costa Samromã Roberta Paiva Gama Talyuli Elisângela Teixeira Gomes Dias Tatiana Santos Arruda Rosália Policarpo Fagundes de Carvalho Roselene de Fátima Constantino Luiz Gonzaga Lapa Júnior Edinéia da Cunha Ferreira Christiane Leite Areias da Silva Rosangela Maria Pinheiro Edna Guimarães Campos Cláudia Denis Alves da Paz COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO VOLUME REFERENTE AO ENSINO MÉDIO Penha Júlia de Castro Gama

COMISSÕES DE ELABORAÇÃO
LÍNGUA PORTUGUESA Conteúdos Referenciais Andréia Costa Tavares - Coordenadora Marise de Fátima Ribeiro Assad de Souza - Coordenadora André Lucio Bento Isabel Cristina Corgosinho Márcia do Rocio Fava Souza Maria Madalena das Neves Pereira Coatio Roselene de Fátima Constantino Habilidades Andréia Costa Tavares – Coordenadora (colaboração no texto introdutório) Roselene de Fátima Constantino – Coordenadora (texto introdutório) Adriana Lima Madureira Ana Maria dos Reis André Lucio Bento Antonio de Lélis Ferreira Cândida Angélica F. A Vieira (colaboração no texto introdutório) Carla Rejane de Siqueira Torres Celyne Silva Ramalho Braga (relatora) Cristiane Souza Almeida Daniane Vieira de Almeida Daomanda José Duarte (relatora) Eleude A. T de Freitas Elisabeth M. Souza Fernanda Viana de A. Rocha Georges R. S. Júnior

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Gracilene Gonçalves da Silva Hélio Vieira Cardoso LÍNGUA PORTUGUESA/ Habilidades (Continuação) Ivanildes Maria Silva Fasoyin Jackeline Ferreira Barbosa Jonite Bôbô Lopes Josilson Bezerra Lobo de Brito Juliana Costa Ribeiro (relatora) Kerlene Paiva Santos Luciana da S. Barbosa Manoela Santana Miranda Marcia Helena de Andrade Camilo Marco Antônio Vieira da Silva Maria Efigênia Avelino de Ávila Maria Rutilene dos Anjos Marluce P Cardoso Rita de Cássia Guimarães Sandra Tetânia Teles de Menezes Pereira de Carvalho Solange Marcellino da Silva Sulamita de Andrade Eurich Tirzá Gelbcke Gubert Vânia Perciani Rosa LÍNGUA ESTRANGEIRA − INGLÊS Conteúdos Referenciais Heber Jones Matos Lima - Coordenador Eliane Maria Barnabé Cerqueira Erb Cristóvão Lopes Maria Auxiliadora França de Paula Úrsula Keyla de Mendonça Siqueira Conteúdos Referenciais e Habilidades − 2008 Andréa Almeida de Assunção – Coordenadora (texto introdutório) Francilene da Cruz Dantas - Coordenadora Almerinda Borges Garibaldi (relatora) Ana Maria dos Reis Anarcisa de Freitas Andréa Mara S. Oliveira Célia A. de O. Soares Celina Rodrigues S. Moura Francilene Dantas Cruz Gerson Araújo de Moura Heber Jones Matos Lima Izabel Cristina M. Lima (texto introdutório) Luís Henrique de Oliveira Maria Aparecida P. C Cunha Maria da Graça Prata J. Telles Maria das Graças S. Bennett Mônica M. P. Alves Patrícia L. C. Rodrigues Valéria Fernandes de Almeida

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LÍNGUA ESTRANGEIRA − FRANCÊS Eric Alberto Lima de Oliveira - Coordenador Dímitra F. Kalatzes Sousa (relatora) Gregório Henrique de Brito Ramos Helena Maria Vieira da Silva Luciane de L. Macedo Luzia Alessandra Pinheiro LÍNGUA ESTRANGEIRA − ESPANHOL Conteúdos Referenciais - 2007 Cecília Valentina Souza e Silva Martins – Coordenadora Maria Zifirina Roma Buzar Perroni - Coordenadora Ana Paula Barbosa de Miranda Fanny Guadalupe Mattos Carnero Giuliana C. Melo Evangelista Maria da Glória Kichara Miguelina Vieira da Silva Vanderlei Padilha Machado Conteúdos Referenciais e Habilidades − 2008 Aureni Almeida Nobre Fritz – Coordenadora Daniela Dias Braga Fanny Guadalupe Mattos Carnero - colaboradora Léa de Melo Loiola Salma Lílian M. F. Gil Simone L. Chagas da Rocha ARTE Conteúdos Referenciais − 2007 Patrícia Nunes de Kaiser - Coordenadora Antonio Biancho Filho - Coordenador Andréia Martins L Sousa Aparecida Malta da Silva Augusto de Sousa Neto Doralice C. Silva Edna M. Santos Carvalho Eli Mendes Lara Eliana Ferreira Santana Eliane C. Neres da Silva Eloíza Sousa e Paiva Ester Rodrigues Corte Ferreira Gislaine Almeida Glayce Mara Albuquerque Gloriêda Mendes de Oliveira Gutemara Valdivino Feitosa Jorge Cimas José Aparecido de Oliveira Leísa Sasso Luciana Castro da Silva Lucianita C. de Oliveira Luzineide Gomes Freire Magma F. Silva Costa Manuela Emília C. de Castro Maria Aparecida

C. Brito Maria Olimpia B da Silva Marise Reis Boaventura Moisés Lucas Nelson Luiz Nascimento Orliene Maria Vasconcelos Pedro de A.C.Coordenadora Artes Visuais Conteúdos Referenciais e Habilidades Antonio Biancho Filho (elaborador do texto introdutório de Arte e de Artes Visuais) Edith Domingues – (elaboradora das Referências de Arte) Inês de O.Coordenador Patrícia Nunes de Kaiser . dos Santos Rosa Maria da Silva Rosilene A Barbosa Sheila Borges Suyen Sousa Thaís Felizardo Resende Tânia Maria Lopes dos Santos Teodora Divina da Cunha Teresa Pereira Araújo Ulisses Pereira Silva William Carson Mendes William Marques Mesquita Arte – Textos e Habilidades − 2008 Antonio Biancho Filho . C. Lobato . Carneiro Leci Maria Augusto de Castro (elaboradora do texto de Artes Visuais) Leísa Sasso Maria Audenir Lima Maria Aparecida de Melo Mario Maciel (elaborador do texto de Artes Visuais) Patrícia Nunes de Kaiser (colaboradora do texto introdutório de Arte) Pedro Santos Terezinha Maria Losada Moreira .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 6 ARTE Conteúdos Referenciais − 2007 (continuação) Maria de Nazaré R.(elaboradora do texto introdutório de Arte e de Artes Visuais) Vânia Guiomar Almeida Abreu Teatro Augusto de Sousa Neto (elaborador do texto de Teatro) Francis Wilker – (elaborador do texto de Teatro) Conteúdos Referenciais e Habilidades .2008 Adilamar José de Souza Batista Cleonice Rocha Aguiar Elielma Maia Ghislaine Almeida Música Flávia Narita – colaborador (elaboradora do texto de Música) Maria Cristina C. de Azevedo (elaboradora das Referências) Conteúdos Referenciais e Habilidades Ilke Takada Ito Walkiria T. F.

Luca Gláucia Lemos Noeci Marlise John Rafaela Gonçalves Dias Machado Richard Junior Rodrigues de C Silva Salvia Barbosa Farias Sandro Dias de Carvalho Sérgio Gonçalves dos Anjos Wellington Beage Lopes Wilson Badaró Júnior Habilidades − 2008 Gláucia Lemos Sérgio G. Dias Machado .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 7 Dança Texto Introdutório Antonio Marcos Silva Santos (elaborador do texto de Dança) Conteúdos Referenciais e Habilidades Juliana Branco Gigliola Mendes EDUCAÇÃO FÍSICA Conteúdos Referenciais − 2007 Elton Fernando Borges – Coordenador Marcus Vinicius Costa Vianna . Miranda Elton Borges Márcia Correia Marco Aurélio Rangel Vaine Del Bianco Nascimento Conteúdos Referenciais − 2007 Patrícia Almeida Bavaresco – Coordenadora QUÍMICA Conteúdos Referenciais − 2008 Juliana Alves de Araújo Bottechia – Coordenadora (texto introdutório) Patrícia Almeida Bavaresco – Coordenadora (texto introdutório) Caio César Silva Macêdo Carine Bonifácio Gois Carlos Torquato Dalva Maria Costa Elaine da Silva Costa Elton Lima da Silva Gláucia de M.Coordenador Habilidades − 2008 Elton Fernando Borges – Coordenador Marcus Vinicius Costa Vianna − Coordenador Antonio C Cosenza Carlos Magno da Silva Carolina Maria de C. Mendes Conceição de Maria C. dos Anjos Richard Junior Rodrigues de C Silva Rafaela G.

S. Vieira Fabiana de Assis D. Moura Paulo Roberto da R. Vieira Josenilson Alves Souto Maria da C. Lamounier Mírian Patrícia Amorim Neila Mendes Castanheira Omero Ferreira dos Santos Paulo Sérgio Leal Alves Paulo Vinícius Soares Sanches Reginaldo dos Santos Moreira Ronaldo José Nascimento Sayd Macedo Sheila Ludmila C. Duarte José Fabiano Alves Rodrigues Leonardo Kuhn (colaborador) Lígia da S. B.S. Correia Sidiny Diogo da S.coordenadora Luiz Gonzaga Lapa Junior Sayd Macedo Habilidades e Texto Introdutório − 2008 Luiz Gonzaga Lapa Junior – Coordenador Ademir A. de Faria Tiago S. Junior Stella Marina L.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 8 MATEMÁTICA Conteúdos Referenciais − 2007 Adriene Lobato de Faria . R. Cunha Rezende Warner Ramos Lucena Wilker Dias Oliveira . Duarte João Roberto Nunes da Silva Kelson Rosa Pinto Manderson Pereira Renato Inácio Sebastião Portela Habilidades − 2008 Erizaldo Cavalcanti Borges Pimentel (coordenador e texto introdutório) Ângela Maria Hartmann (colaboradora) Ariovaldo Augusto Pimentel Laranja Célio Galante Pinheiro Cleovam Porto Donizete Nunes Valadão Geraldo Barbosa Ingrid de Sousa R. Ferreira Genovaldo Ximenes Aragão Heldécio L. Ferreira Fabiana Matos Francisco de A. Ulhôa Walter José Rodrigues Moraes FÍSICA Conteúdos Referenciais − 2007 Elismar Teixeira da Rocha – Coordenador Francisco Carlos da Costa Geraldo Barbosa Ingrid de S. Almeida Melo Luis Claudio Sales Morais Marcos Fernandes Sobrinho Moraes Neto Nelson Rodrigues Braga Nívia N. Xavier Janete R. Teles Alan Martins Rocha Alexandre Gonçalves Pereira Allan Alves Ferreira Aluízio Prado Catunda Constantino B.

S. Guimarães Hipácia Miriam Fontes Rebem João Aleixo O de Paulo João E.C. Almeida Arlene de O.Coordenadora Alzira Cristina de O. Jr. Gomes Charles Lemos Costa Cristiane de Assis Portela Débora Cortes da Silva Elves Leal Barbosa Gláucia A. da Silva Izaac Newton da Silva José Francisco de Sousa José Norberto Calixto Lóide Bastos Barbosa Luciano Hipólito Caetano Maria Lucia de Menezes Maria Neves Pereira Chavel Maria Rosane S. Corrêa Kaline Bastos de Carvalho Keisiane R.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 9 BIOLOGIA Conteúdos Referenciais − 2007 Claúdia Garavello – coordenadora Conteúdos Referenciais e Habilidades 2008 Maria de Fátima Mesquita (texto introdutório) Cássia M. Costa Carlos Willian U. Regiani Mônica Moura de Melo Alves Paulo Ferreira da Silva Rosilene Martins da Silva Tânia Lemos Costa Wilson Ribeiro da Silva . Lemos Santos GEOGRAFIA Conteúdos Referenciais − 2007 Antônio Carlos dos Santos − Coordenador Habilidades − 2008 Antônio Carlos dos Santos – Coordenador (texto introdutório) Adenor Santana da Silva Amarilde F. Rabelo Andréia de O. dos Santos Marcio Coutinho Gonçalves Maria Cecília de S. Vilela Elber Martins Hamilton Andrade Serom Herbert M. Megale Cinara G Aguiar Denise G.C.R. B Silva HISTÓRIA Conteúdos Referenciais − 2007 Cícero Roberto de Melo – Coordenador Texto Introdutório − 2008 Elzi Maria Santos Cícero Roberto de Melo Habilidades − 2008 Elzi Maria Santos . Carmenio C. Campelo Newton David Caldeira Nilton David Caldeira Sheila A.I. Carvalho Leila Vieira de Souza Luiz Henrique Wilhelms Manoela Santana Miranda Magda Gomes de Oliveira Maria Augusta de Oliveira Maria Giordano Patrícia Milanez Shirley M. Nacimento Cleonice Ribeiro Gomes Irani Maria da Silva José de Sousa Silva Liz Maria Garcia Santos Manoel A.

Alves Daniel Angelo R.2008 Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo – Coordenadora Ana Cristina de S.2008 Jocília Seixas de Morais .Relator Pedro de Oliveira Lacerda Sandra Leite Teixeira Shirley Daudt Rodrigues Conteúdos Referenciais . Costa Denys F. Machado Armando de Melo Salmito Carlos Eduardo Alves Carolina Grande Edivaldo Montes dos Santos Erlando da Silva Rêses Iracema Cesar Barreto Isaura Machado Lima Jário Costa da Rocha Jean Silva Gomes Klinger Ericeira Lincoln Canto do Nascimento Luiz Moreira da Cunha Margarete Teixeira Pimentel Maria das Dores Sampaio Maria José Paulino da Silva Mário Bispo dos Santos (texto introdutório) Pablo Ramos de Sá Patrícia Rodrigues Pedro de Oliveira Lacerda Roberto Costa Schiavine Rodrigo A.Coordenadora Edivaldo Montes dos Santos Pedro Inácio Amor Habilidades . Magalhães Rogério Oliveira Silva Simone Lopes de Assis FILOSOFIA Conteúdos Referenciais . F.2007 Jocília Seixas de Morais .2007 Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo – Coordenadora Ana Cristina de S. Gonçalves Jaqueline Garza José Divino Ferreira Leonardo Celestino Alves Mary de J. da Costa Edvaldo Monte dos Santos (texto introdutório) Gilvaci Rodrigues Azevedo Ivone Laurentino dos Santos Jario Costa da Rocha Jaqueline de M. Machado Edivaldo Montes dos Santos Isaura Machado Lima Jean Silva Gomes Lincoln Canto do Nascimento Maria das Dores Sampaio Mário Bispo dos Santos Pablo Ramos de Sá Pedro de Oliveira Lacerda Rodrigo A. e Sousa Osiander Schaff Silva Pedro Inácio Amor (texto introdutório) Ricardo da Silva Rocha (texto introdutório) Silvio Romero Comissão constituída para a implementação da Lei 10639/2003 que trata da inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira no Currículo da Educação Básica Antônio Carlos dos Santos (Coordenador) Marise de Fátima Ribeiro Assad de Souza (Coordenadora) Alzira Cistina de Oliveira Costa Andréia Costa Tavares Carlos Luiz Sacramento Cícero Roberto de Melo Cristiane de Assis Portela Elidete Teixeira Iracema César Barreto Jocília Seixas de Morais José Norberto Calisto Mara Neiva dos Santos Marcos Antônio Sampaio Esteves Melina Melara Neide Rafael . Magalhães Simone Lopes de Assis Conteúdos Referenciais .Coordenadora (texto introdutório) Carlos Eduardo R.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 10 SOCIOLOGIA Habilidades Guilherme de Azevedo França – Coordenador Ângela Teresa do Rosário Erlando da Silva Rêses José Gadelha Loureiro Maria Francilma Rodrigues Oliveira Maria Helena Oliveira Freire Mário Bispo dos Santos .

Rodrigues Paulo Ferreira da Silva Robson Santos Câmara Silva Roselene de Fátima Constantino Sandra Tetânia Teles de Menezes Pereira de Carvalho Silvio Romero Tiago S. Costa Daniela Dias Braga Daomanda José Duarte Elielma Maia Tertulino Fanny Guadalupe Mattos Carnero Genovaldo Ximenes Aragão Gilvaci Rodrigues Azevedo Guilherme de Azevedo França Ivone Laurentino dos Santos Izaura Machado de Lima Jairo Costa da Rocha Jocília Seixas de Morais José Francisco de Sousa Josilson Bezerra Lobo de Brito Juliana Alves de Araújo Bottechia Juliana Branco Campos Liz Maria Garcia Santos Luiz Gonzaga Lapa Júnior Luiz Henrique Wilhelms Maria Aparecida Paim da Costa Cunha Maria da Graça Silveira Bennett Maria José Paulino da Silva Maria Rutilene dos Anjos Maria Zifirina Roma Buzar Perroni Mário Bispo dos Santos Mônica Moura de Melo Alves Patrícia Lilian C. foto e edição: Eduardo Carvalho (GTec) Modelo fotográfico: Beatriz Tavares (GTec) .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 11 2ª ETAPA − Revisão (Novembro/2010) COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE REVISÃO DO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Denise Guimarães Marra de Moraes José Edilson Rodrigues da Fonseca Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo Luciano Barbosa Ferreira Regina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo Renata Menezes Saraiva Rezende Tânia Andréia Gentil Goulart Ferreira COMISSÃO DE REVISÃO DO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO Patrícia Nunes de Kaiser Kattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo Adenor SantAna da Silva Adilamar José de Souza Batista Adriana Lima Madureira Alan Martins Rocha Almerinda Borges Garibaldi Ana José Marques Anarcisa de Freitas Andréia Costa Tavares Antonio Biancho Filho Antônio Conzenza Carlos Torquato de Lima Júnior Cecília Valentina Souza e Silva Martins Célio Galante Pinheiros Cristiane Souza Almeida Daniel Ângelo R. Cunha Rezende Lilian Maria Oliveira Magalhães Márcia Cristina Lima Pereira Valéria Cristina de Castro Gabriel Valdicéia Tavares dos Santos COMISSÃO DE REVISÃO DO TEXTO SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL Denise Guimarães Marra de Moraes Joana de Almeida Lima Estela Martins Teles Maria de Lurdes Dias Rodrigues Giselda Benedita Jordão de Carvalho Iêdes Soares Braga COLABORADORES Ana José Marques Robson Santos Câmara Silva Mara Franco de Sá FICHA TÉCNICA Arte.

3 Língua Estrangeira – Francês 7.2 Língua Estrangeira – Inglês 7.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 12 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS 2 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL: O EDUCAR E CUIDAR. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 8.5.3 Química 8.5.5.1 Biologia 8. HABILIDADES E CONTEÚDOS REFERENCIAIS: DESAFIOS PROPOSTOS PARA UMA NOVA REALIDADE 5 BASES LEGAIS DO ENSINO MÉDIO 6 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS 7 ÁREA DE LINGUAGENS.2 Geografia 9.4 Língua Estrangeira – Espanhol 7.4 Filosofia 10 EDUCAÇÃO ESPECIAL 11 DIRETRIZ DE AVALIAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13 14 18 24 29 33 37 39 39 49 55 60 65 73 85 92 103 117 122 122 133 139 149 164 164 169 181 191 200 216 239 .5 Arte 7.4 Dança 7.1 Língua Portuguesa 7.4 Matemática 9 ÀREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS 9.6 Educação Física 8 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA.CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS 7.1 Artes Visuais 7. O LETRAMENTO E A DIVERSIDADE COMO EIXOS DO CURRÍCULO 3 APRENDIZAGEM E CURRÍCULO: A PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DO CONHECIMENTO 4 COMPETÊNCIAS.3 Sociologia 9.2 Física 8.5.2 Música 7.3 Teatro 7.1 História 9.

de convivência democrática e. as bases legais da educação básica. iniciada em 2008. ao mesmo tempo. o currículo objetiva contribuir para o diálogo entre professor/a e a instituição educacional sobre a prática docente. Sinval Lucas de Souza Filho Secretário de Estado de Educação . Resultado de uma construção coletiva de educadores/as. foi elaborado para nortear a prática pedagógica dos/as educadores/as na perspectiva da construção de uma instituição educacional pública de qualidade para todos. Assim. Essas publicações não são um manual ou uma cartilha a serem seguidos. de construção e de disseminação de conhecimentos. Ensino Fundamental . o educar e cuidar. o letramento e a diversidade. dessa forma. mas um instrumento de apoio à reflexão do/a professor/a e deve ser utilizado em favor do aprendizado. Espera-se. Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. a partir da discussão com professores/as regentes e com coordenadores/as.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 13 APRESENTAÇÃO O Currículo da Educação Básica − Versão Experimental − da rede pública de ensino do Distrito Federal. de apropriação. subsidiando as instituições educacionais na seleção e na organização de conteúdos relevantes a serem trabalhados ao longo de cada ano letivo. bem como para a reflexão sobre o que os/as estudantes precisam aprender. as habilidades e os conteúdos a serem desenvolvidos.Séries/Anos Iniciais. que cada professor/a aproveite estas orientações como estímulo à revisão de suas práticas pedagógicas e que sejam alvo de reflexões e de discussões para seu aprimoramento com vistas à publicação do Currículo da Educação Básica em sua versão definitiva. O Currículo em referência constitui-se de cinco volumes: Educação Infantil. relativamente sobre cada componente curricular. num projeto que atenda às finalidades da formação para a cidadania. nos quais estão definidos os seus eixos. estará se construindo uma instituição educacional como espaço educativo de vivências sociais. Ensino Fundamental − Séries/Anos Finais. bem como as competências.

a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade. representa a ruptura com a concepção assistencialista. constituindo-se em um direito à infância. em consonância com o exposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que preconiza. mental. mas no reconhecimento da importância dos processos educativos formais. com duração de 9 anos. Assim. em seu Art. por lei ou por outros meios. Já o ensino médio constitui-se a última etapa e deve atender aos/às jovens dos 15 aos 17 anos. Contudo. nas diferentes etapas da vida dos indivíduos e de suas contribuições para o exercício da cidadania. sendo aquela dividida em etapas e modalidades. primeira etapa da Educação Básica. conforme a faixa etária. intelectual e social. atende a estudantes de 6 a 14 anos e tem caráter obrigatório. o ensino fundamental e o ensino médio constituem-se etapas da Educação Básica. A educação infantil compõe a primeira etapa e é destinada às crianças de 0 a 5 anos em creches e pré-escola. devendo a creche responsabilizar-se pela formação de crianças de 0 a 3 anos e a pré-escola de crianças de 4 e 5 anos. espiritual e social em condições de liberdade e dignidade. psicológico. moral. todas as oportunidades e facilidades. pode-se afirmar que se vive um processo de amplitude dos direitos das crianças no país e a LDB reafirma esse processo de conquistas ao garantir em seu artigo 29º que “A educação infantil. promovendo o acompanhamento e o registro do desenvolvimento sem que ocorram mecanismos de . A inclusão da educação infantil. Nesse contexto.394/1996. assegurandose-lhes. É importante destacar que a mesma Lei define uma divisão da Educação Infantil em duas etapas. nº 9. essa divisão não se constitui em uma distribuição aleatória. o ensino fundamental. a educação infantil. a educação brasileira atual é composta por dois níveis: educação básica e educação superior. complementando a ação da família e da comunidade”. 3º: A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. Garantindo também no inciso IV do artigo 4º a gratuidade dessa etapa de ensino ao determinar: “atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de 0 a 5 anos de idade”.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 14 1 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB. público e gratuito. em seus aspectos físico. como a primeira etapa da Educação Básica. voltada às crianças das classes populares.

Com a Lei nº 11. o ensino fundamental é de responsabilidade dos estados. II . tem duração mínima de três anos e por finalidades o aprimoramento do/a estudante como pessoa humana. O ensino fundamental representa a etapa da Educação Básica voltada à formação de crianças e adolescentes. dos municípios e do Distrito Federal. conforme preconiza o Art. ou seja. associação comunitária. ainda. o Ministério Público. da tecnologia. Quanto às modalidades1 da Educação Básica.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 15 promoção para a continuidade dos estudos. essa etapa de ensino tornou-se obrigatória e gratuita para as crianças a partir dos 6 anos de idade. “A cada etapa da Educação Básica pode corresponder uma ou mais das modalidades de ensino: Educação de Jovens e Adultos. O Ensino Médio. estabeleceu-se sua oferta pública como um direito público subjetivo. em caso de descumprimento. e. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura. a partir da Constituição Federal de 1988. da escrita e do cálculo. obrigatório e gratuito na escola pública. etapa final da Educação Básica. com duração mínima de oito anos.o fortalecimento dos vínculos de família. 32 e respectivos incisos da LDB nº 9394/96: O ensino fundamental. III . entre outras. 1 Ressalte-se que. IV . tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. segundo a Resolução n° 04 de 13 de julho de 2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB). . Educação Profissional e Educação Especial. do sistema político.a compreensão do ambiente natural e social. podendo qualquer cidadão. buscando o processo educativo complementar à atuação familiar. Quanto aos avanços legais garantidos ao ensino fundamental.o desenvolvimento da capacidade de aprender. nesse contexto. acionar o Poder Público para exigi-lo. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. De acordo com a Constituição Federal e com a Emenda Constitucional nº 14/96. estas são compostas por: Educação de Jovens e Adultos. tornado assim prioritário o atendimento dessa etapa de ensino como determina a– LDB. terá por objetivo a formação básica do cidadão.274/2006. entidade de classe ou outra legalmente constituída. tendo assegurada. organização sindical.o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. bem como a preparação básica para o trabalho e a cidadania. que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. tem como objetivo a formação básica do cidadão. a sua efetivação imediata. em seu artigo 5º: “O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo. grupo de cidadãos. qualquer pessoa é titular desse direito.” Essa etapa. mediante: I . que o Ensino Médio tem como objetivo proporcionar aos/às estudantes uma formação geral que lhes possibilite a continuidade dos estudos e o ingresso no mercado de trabalho. Percebe-se assim. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

em consonância com as políticas públicas educacionais. Educação Profissional e Tecnológica. No 1º segmento. preferencialmente. o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política. em alguns casos. oferecida. preconiza que “os currículos devem abranger. a execução e a avaliação das propostas curriculares das escolas. busca-se o acesso e a permanência ao processo de alfabetização e no 2º e 3º segmentos segue-se a lógica escolar do aprofundamento dos conhecimentos relacionados às linguagens. com ênfase em uma pedagogia inclusiva. transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. substituir os serviços educacionais comuns. tendo sempre em vista a formação de um cidadão crítico-participativo. sendo organicamente planejadas de tal modo que as tecnologias de informação e comunicação perpassem a proposta curricular desde a educação infantil até o ensino médio. complementar. em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. ciências humanas e da natureza. Educação Escolar Indígena e Educação a Distância”. a Resolução n° 04 de 13 de julho de 2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB). a LDB. em seu artigo 26. Estrutura-se por meio da oferta de atendimento educacional especializado. em seu artigo 26. Ainda a esse respeito. especialmente do Educação Especial. §1º. A Educação Especial permeia as etapas e modalidades de educação. organizado institucionalmente para apoiar. Educação do Campo. matemática. . Recentemente. primando por diversificar metodologias e propiciar processos avaliativos mediadores e formativos do ser. essa modalidade permite aos/às estudantes continuarem seus estudos respeitando suas disponibilidades.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 16 A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino destinada àqueles que por diversos motivos não concluíram a Educação Básica e retornam à sala de aula com esse objetivo. De acordo com a LDB. Já a Educação Profissional Técnica de Nível Médio pode preparar o/a estudante para o exercício de profissões técnicas e deve ser desenvolvida das seguintes formas: articulada com o ensino médio ou subsequente. os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum a ser complementada por uma parte diversificada. obrigatoriamente. o planejamento. Estruturada por etapas semestrais agrupadas em segmentos. que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica apresenta o assunto destacando que a base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos. suplementar e. bem como com a elaboração. na rede regular de ensino para estudantes com deficiência. o estudo da língua portuguesa e da matemática.

O Ensino Religioso. Lei nº 11. ainda. que devem ser ministrados no contexto de todo o currículo escolar. previstos pela Lei Distrital nº 3. descrito na Lei 3. em especial nas áreas de Arte.506/2004 e Decreto nº.769/2008.940. os conteúdos de direito e cidadania. o ensino da Música em toda Educação Básica.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 17 Brasil”. regulamentado pela Lei nº.525. conforme a Lei 11. ainda.645. que também deverá fazer parte da proposta pedagógica das instituições educacionais de Ensino Fundamental e Médio. preconizados pela Lei nº 11. de 22 de julho de 1997.230. descrito no § 5º. pela Lei nº. Quanto ao currículo do ensino médio.795/1999 e Lei Distrital 3. a educação ambiental preconizada pelas Lei Federal 9. sendo obrigatória sua oferta pela instituição educacional e a matrícula facultativa para o/a estudante. o conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes. 9. de acordo com a Lei Distrital 3.475. Constitui componente curricular dos horários normais das instituições educacionais e é parte integrante da formação básica do cidadão. que dá nova redação ao art. 28. ressalta-se a inclusão de filosofia e sociologia como componentes curriculares obrigatórios. de 10 de março de 2008. de 27 de agosto de 2007 (DODF de 28/8/07). a educação financeira no currículo do ensino Fundamental. de 2 de janeiro de 2007.684/2008. Literatura e História Brasileira. a Arte e a Educação Física como componentes curriculares obrigatórios na Educação Básica. de 20 de dezembro de 2006. de 25 de setembro de 2007. Acrescenta-se. dentre outros temas que perpassam todos os componentes curriculares como defesa civil e percepção de riscos e empreendedorismo juvenil.838/2006. a obrigatoriedade de inclusão dos conteúdos referentes à História e à Cultura Afro-Brasileira e Indígena. assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa e sendo vedadas quaisquer formas de proselitismo. de forma interdisciplinar.235. de 31 de dezembro de 1998. o tema Serviço Voluntário. que acrescenta o § 5º ao Art. . 33 da LDB e. compõe a parte diversificada do currículo. no Distrito Federal.833/2006. Destaca-se. 2. conforme descrito nos parágrafos 2º e 3º e a obrigatoriedade do ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna na parte diversificada. 32 da Lei nº 9394/96. conforme a Lei Federal 11.

imbuído de uma concepção educacional fortemente comprometida com um modo de aprendizagem que promova. que um currículo escolar é pauta constante e contínua de reflexões e de fazeres coletivos praticados na escola. buscou-se com este documento inspirar metodologias que promovam. culturais. concebido com o objetivo de expressar a realização efetiva da aprendizagem. linguísticas. Certamente. ainda. assim como a Diversidade. Nessa mesma direção. de modo a orientar os componentes curriculares e de promover trajetórias de ensino e de aprendizagem que reconheçam. o respeito às diferenças sociais. A concepção de cuidar e educar já é bastante conhecida no trabalho desenvolvido na Educação Infantil. de modo interdisciplinar. Assim. O Educar e Cuidar. constituem-se como eixos estruturantes do Currículo da Educação Básica do Distrito Federal e estão presentes em todas as etapas e modalidades de ensino. aqui. orientar possibilidades educacionais que impliquem em situações concretas de aprendizagem. relacionado ao trabalho de satisfazer as necessidades primárias de alimentação. foi elaborado com o intuito de construir trajetórias pedagógicas aliançadas com as experiências sociais e culturais que acompanham os sujeitos em suas histórias de vida. na pluralidade cultural. o Letramento. as orientações curriculares inspiradas em um currículo plural e flexível. a intenção deste documento não é a de esgotar ou mesmo de apresentar um conceito de currículo que se limite à sala de aula. Sabe-se. a formação de sujeitos capazes de pensar e de atuar criticamente em seus ambientes de convivência. o diálogo e a interação entre os componentes curriculares. religiosas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 18 2 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL: O EDUCAR E CUIDAR. compreendendo a criança como um ser completo. bem como as etapas e as modalidades de ensino referentes à educação básica. O LETRAMENTO E A DIVERSIDADE COMO EIXOS DO CURRÍCULO A organização do espaço/tempo das instituições educacionais públicas do Distrito Federal encontra-se materializada nas Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (2009/2013) que estabelecem. do ponto de vista teóricometodológico. higiene e saúde das crianças em escolas infantis. Ao contrário. . de gênero. com o seu próximo e com o meio que a cerca. pretende-se. o currículo que ora se apresenta. didaticamente. nos espaços escolares. contextualizado e articulado à vida social. que aprende a ser e conviver consigo mesmo. raciais e étnicas. principalmente o conceito de cuidar.

2002). cabe ao/à professor/a. pessoa em formação na sua essência humana.” Na perspectiva de que esse nível de ensino engloba o desenvolvimento do ser humano da infância à juventude. dedicação atenção. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio. mas também com o emocional. de 13 de julho de 2010. buscando recuperar. em seu Artigo 6º. de si mesmas e do outro. estabelece que “na Educação Básica. é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. que possui uma dimensão expressiva e implica procedimentos específicos (SIGNORETTE. envolvendo o ser humano em todos os seus aspectos e respeitando a identidade cultural e a pluralidade de significados que cada um tem da trajetória histórica de sua própria vida. pois à medida que vão sendo satisfeitas suas necessidades primárias vão surgindo outras relacionadas à exploração do mundo. que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. para a função social desse nível da educação. . a investigação. é necessário considerar as dimensões do educar e do cuidar. O cuidar não se relaciona apenas com o desenvolvimento físico. Cuidar envolve solicitude. que atua nas etapas e modalidades da Educação Básica. em seu processo de desenvolvimento e aprendizagem. que ao mesmo tempo influenciam e potencializam seu crescimento individual e a construção de seu saber cultural. em sua inseparabilidade. a sua centralidade. com o cognitivo e com o social da criança. bom trato. a constituição do ser humano não ocorrem em momentos estanques. o cuidado com seus/suas estudantes. Isso significa propor um ambiente que estimule a criatividade. Portanto. onde o cuidar e o educar são indissociáveis. a legislação vigente amplia essas dimensões às demais etapas da educação básica. no cuidado. Cuidar e educar envolve admitir que o desenvolvimento. a fase vivenciada pelo/pela estudante e a realidade da sua vida. uma vez que o seu desenvolvimento está ligado às aprendizagens realizadas por meio das interações estabelecidas com o outro. O mais importante. a construção e reconstrução dos conhecimentos. zelo. que é o educando. Cuidar significa valorizar e ajudar a ampliar capacidades. uma vez que o cuidar e educar na prática educativa deve buscar aprendizagens por meio de situações que reproduzam o cotidiano estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento considerando o respeito à diversidade. A Resolução nº 4.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 19 Na Educação Infantil é clara a necessidade da construção de uma proposta pedagógica centrada na criança. a construção do conhecimento. mediação o que deve permear todas as fases da aprendizagem.

Assim. que organizem e ofereçam experiências desafiadoras. de respeito. consultor em educação infantil. Portanto conceber uma escola onde o cuidar e educar estejam presentes é pensar um espaço educativo com ambientes acolhedores. A identidade do/da estudante deve ser respeitada. . oferecer condições para que as aprendizagens ocorram de forma integrada e possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades de relação interpessoal e intrapessoal em atitude de aceitação às diferenças. Como o grande objetivo da EJA é auxiliar cada indivíduo a ampliar suas capacidades. Portanto. com profissionais bem qualificados. Sendo assim. Todos têm de saber que só se cuida educando e só se educa cuidando”. que oferece uma oportunidade para aqueles que não conseguiram estudar na infância ou que por algum motivo tiveram que abandonar a escola. a aquisição de novos valores. dos/das professores/as e dos médicos. de confiança. É proporcionar situações que estimulem a curiosidade com consciência e responsabilidade valorizando a sua liberdade e a sua capacidade de aventurar-se. na maioria são trabalhadores e precisam conciliar o estudo com o trabalho. seguros. ex-presidente da OMEP – Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar). instigadores. (Vital Didonet. de tal modo que o/a estudante se torne protagonista se sua própria história. um dos ambientes mais propícios para se educar no tocante ao respeito à diferença. como a Educação de Jovens e Adultos – EJA. a relação com o meio ambiente e social. ao planejar esse processo. considerando que seus/suas estudantes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 20 Segundo Paulo Freire. educar é estimular os/as estudantes. sendo portanto. a ressignificação dos conhecimentos. É nessa perspectiva que a Diversidade apresenta-se como outro eixo estruturante desse currículo. a reconstrução da identidade pessoal e social sejam orientadas. educar é construir. formadas. uma grande responsabilidade social e educacional. para que trabalho educativo tenha êxito. o educar e cuidar também deve permear as modalidades da Educação Básica. onde as descobertas. cabe ao/à professor/a. passando a reconhecer o seu papel na História. “Cuidar e educar são ações intrínsecas e de responsabilidade da família. é libertar o homem do determinismo. suas experiências consideradas. produzidas e reproduzidas. o que por si só é justificável. e de acesso aos conhecimentos da realidade social e cultural. a instituição educacional é um espaço sociocultural em que as diferentes identidades são encontradas. como mediador do conhecimento. Isso pode ser concretizado por meio de uma metodologia dialógica. constituídas.

feios” ou bonitos”. étnico-raciais. a algumas características de um grupo. p. especificidades. forma de pensamento que julga. que consiste na generalização e na atribuição de valor. necessário se faz que a comunidade escolar entenda. Assim. Sendo a diversidade uma norma da espécie humana. reduzindo-o a essas características e definindo os “lugares de 2 SARTRE. Seres humanos apresentam. jovens e adultos. por um currículo que atenda a essa universalidade. como se fosse algo acabado ou considerando apenas a idade ou os dados estatísticos. 2001). são únicos em suas personalidades e são também diversos em suas formas de perceber o mundo. esta se apresenta como uma categoria complexa a ser analisada. que tenha por objetivo orientar os profissionais de educação em sua ação pedagógica. pode ser um erro. Um currículo. sobre conteúdos específicos das relações de gênero. a partir de padrões culturais próprios. há a demanda óbvia. deve considerar as discussões sobre as temáticas da Diversidade. adolescentes. em muitos casos. também. desqualificando suas práticas e até negando sua humanidade. que atuam na educação básica. começam com o nascimento da pessoa e se processa.17). No caso da juventude. apenas. Lima apresenta o seguinte conceito: Norma da espécie humana: seres humanos são diversos em suas experiências culturais. Nesse contexto. (2006. onde estão presentes crianças. é de suma importância oferecer formação continuada a professoras e professores. perceber e conceber as diferenças são atitudes que. Algumas dessas diversidades provocam impedimentos de natureza distinta no processo de desenvolvimento das pessoas (as comumente chamadas de “portadoras de necessidades especiais”). normais” ou anormais”. de orientação sexual e para as pessoas com deficiências. Posto isso. além do fator idade (MARGULIS. são um terreno fértil para a proliferação e. O etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo. questione e supere. instituições educacionais. Portanto. até. para que possam trabalhar com suas estudantes e seus estudantes. recheada de ambiguidades. na maioria das vezes negativas. transversal e interdisciplinarmente. ainda. em tese. Diante disso. Como toda forma de diversidade é hoje recebida na escola. o etnocentrismo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 21 Sobre esse tema. visto que é uma fase da vida permeada por condições históricas adversas. definir essa categoria sob um enfoque positivista. os comportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos. como “certos” ou errados”. mas refletir sobre as relações e os direitos de todas e todos. diversidade biológica. significações superpostas2. em constantes mudanças. no decorrer de toda a sua vida enquanto sujeito social. a perpetuação de atitudes discriminatórias e preconceituosas. educar para a diversidade não significa. reconhecer as diferenças. (1986) .

à restrição da cidadania. justifica-se pela oportunidade de ampliar e de modificar os espaços de participação política de grupos menos favorecidos da sociedade. além de uma infinidade de outras expressões e ditos populares específicos de cada região do país. novas ideias. Na educação básica. como: negros. Esses estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo. tais como: tudo farinha do mesmo saco. Dessa forma. Vale lembrar que no cotidiano social. disciplinas e saberes para compreenderem a correlação existente entre essas formas de discriminação e à construção de estratégias de enfrentamento das mesmas. homossexuais. existe uma série de expressões que reforçam os estereótipos. Assim. e em especial no escolar. Por outro lado. levando em conta os valores culturais dos/das estudantes e seus familiares. entende-se que o uso da leitura e da escrita . impondo-lhes o lugar de inferioridade e o lugar de incapacidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 22 poder” a serem ocupados. a relevância dessas experiências realizadas na instituição educacional. novos estilos. pessoas com deficiência e mulheres. a proposição de experimentos relativos às práticas de letramento e de oralidade têm sido recorrente no centro das discussões pedagógicas. uma educação que valorize a diversidade. cabelo ruim. tal pai. a compreensão de que não se faz uma educação de qualidade sem uma educação cidadã. no caso dos estereótipos negativos. É uma generalização de julgamentos subjetivos feitos em relação a um determinado grupo. novas identidades. indígenas. isto é. da anatomia e que com o passar do tempo são termos naturalizados e que levaram e ainda levam parcelas da população. A desnaturalização das desigualdades exige um olhar interdisciplinar e convoca as diferentes ciências. vale destacar que em respeito à ética e aos direitos humanos as diferenças devem ser respeitadas e promovidas e não utilizadas como critérios de exclusão social e política que possam refletir sobre o acesso de todos à cidadania e compreender que as sociedades estão em fluxo contínuo. que absorva e reconheça a importância da afirmação da identidade. No campo educativo. Nesse sentido. novos valores e novas práticas sociais. tal filho. a cada geração. pensando educação como uma das inúmeras práticas sociais é que o Letramento também aparece como eixo estruturante desse currículo. nordestino é preguiçoso. produzindo. é imprescindível. considerá-lo como fruto exclusivo da biologia. serviço de preto. Faz-se necessário contextualizar o currículo e construir uma cultura de abertura ao novo. só podia ser mulher. resgatando e construindo o respeito aos valores positivos que emergem do confronto das diferenças.

sem dúvida. valores e práticas sociais. Assim. mesmo quando desenvolvidos em processos específicos de aprendizagem. ou seja. sobre esse conceito. o/a professor/a de matemática. necessariamente. a matemática. 2002). a história. é o conjunto de práticas sociais ligadas à leitura e à escrita em que os indivíduos se envolvem em seu contexto social (SOARES. entre outros componentes curriculares. onde cabem os casos de letramento e como esse conceito deve ser aplicado nos processos de escolarização? Partindo do pressuposto de que o trabalho docente implica um conjunto de representações em relação aos objetos de ensino. Infere-se. a compreensão dos gráficos. mas. tabelas e assim por diante. Nesse sentido. por exemplo. opera as vias de enfrentamento das desigualdades vividas entre os diferentes grupos humanos. torna-se responsabilidade não apenas de quem ensina a língua portuguesa. no contexto das relações sociais. . Soares aprofunda o conceito afirmando que. para ser letrado não basta. utilizar o letramento para ter domínio sobre os conhecimentos apreendidos. p. ou de exercê-las como instrumentos de sua realização e de seu desenvolvimento social e cultural”. a química. conhecer ou ser informado sobre os códigos e os símbolos constitutivos de uma determinada realidade. apenas. em um contexto específico. e como essas habilidades se relacionam com as necessidades. a fim de consolidar o evento do letramento sobre a aprendizagem. que as práticas de letramento apenas manifestam-se em situações concretas de aprendizagem.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 23 está para além da sala de aula. 72. a palavra letramento diz respeito ao “estado ou condição de indivíduo ou grupo capaz de utilizar-se da leitura e da escrita. são conteúdos de letramento. pois a condição de letrado. a questão epistemológica que nos remete ao conceito de letramento é. saber compreendê-los. deve conduzir seus/suas estudantes a compreenderem a cartografia. uma vez que os elementos constitutivos da leitura e da escrita (teoria e prática) devem conjugar os conteúdos escolares às práticas sociais. mas de todos os outros objetos de ensino presentes no currículo. No que se refere ao currículo escolar. Em outras palavras. cada um será responsável pelo letramento de sua área de conhecimento. um desafio deste currículo. o que é letramento? No dicionário Aurélio da língua portuguesa. Letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e de escrita. Mas. o/a professor/a de geografia. Dessa forma. Para se especificar mais. não é pura e simplesmente um conjunto de habilidades individuais.

igualmente. Libâneo. O que significa dizer que Uma criança menor aprende a manipular um brinquedo. aprendem uma profissão. o processo de interação humana. A educação. como indica Libâneo (1994. a aprendizagem pode ser caracterizada de duas maneiras: causal e organizada. A perspectiva sócio-histórica do conhecimento a partir do processo de desenvolvimento cognitivo recoloca. no centro da educação. e se continua aprendendo a vida toda. não está dissociada de outras práticas que permeiam. a educação escolar torna-se um instrumento mediador das relações estabelecidas entre ser humano e a sociedade. tais como: Em que consiste a aprendizagem? Como as pessoas aprendem? Em que condições a aprendizagem acontece? Libâneo (1994. A questão da aprendizagem toma dimensões mais amplas. a trabalhar junto com outra criança. nas diferentes etapas e modalidades da Educação Básica. estão sempre aprendendo em casa. entre outros. p. Autores como Vygotsky. andar de bicicleta etc. nas múltiplas experiências da vida. aprende a andar. Marques. p. aprende a cantar. Ou seja.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 24 3 APRENDIZAGEM E CURRÍCULO: A PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DO CONHECIMENTO As constantes transformações num mundo em que ciência. Uma criança maior aprende habilidades de lidar com coisas. na rua. como prática social. o que pode ser perfeitamente desenvolvido em todas as etapas e modalidades de ensino.82): Aprendizagem causal é quase sempre espontânea. 1994. (LIBÂNEO. pode-se inferir que desde o momento que se nasce está se aprendendo. portanto.81) aponta que “qualquer atividade humana praticada no ambiente em que vivemos pode levar a uma aprendizagem”. Os percursos de ensino requerem que tenhamos como pressuposto uma compreensão clara e segura do que significa a aprendizagem. surge naturalmente da interação entre as pessoas e com o ambiente em que vivem. Isso nos remete a algumas questões. tecnologia e outras formas de letramento tomam relevo. a ler e escrever. Observa-se que há uma gradação das complexidades. a pensar. no contexto educativo contemporâneo. A partir daí. na escola. Jovens e adultos aprendem processos mais complexos de pensamento. pelo contato com os meios de .81) Nesse sentido. pela convivência social. nadar. discutem problemas e aprendem a fazer opções etc. As pessoas.. os sujeitos da aprendizagem. pela observação de objetos e acontecimentos. no trabalho. p. Tais aspectos tomam o centro do processo de ensino e de aprendizagem como elemento fundante. dos interesses e das preocupações que se consolidam ao longo da vida dos indivíduos. ajudam a compreender melhor o processo de ensino e de aprendizagem e apontam caminhos que podem ser apropriados pelos/pelas professores/as.

além dos aspectos de socialização que. nas suas relações com o mundo. p. é na escola que são organizadas as condições específicas para transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Seu modo de perceber. Contudo. a partir do seu convívio social. ao abordar a relação entre educação e estrutura social no âmbito da aprendizagem. p.78). o homem. Nesse contexto. o autor . planejada e sistemática das finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino.. na perspectiva sócio-histórica. Segundo o princípio orientador dessa abordagem: “tudo o que é especificamente humano e distingue o homem de outras espécies origina-se de sua vida em sociedade. leitura. Tal aspecto evidencia-se na percepção de Fontana (1997.. Sua existência não é por inteiro dada ou fixa. o ser humano é um ser que aprende o tempo todo. na estruturação das próprias convicções e de sua concepção de mundo vivido. conversas etc.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 25 comunicação.17). o “homem se pode definir como ser que aprende. A outra maneira de aprendizagem é a organizada: (. p. ao outro e a si mesmo”. da mesma forma. estão no bojo desses conhecimentos. as pessoas vão acumulando experiências. Orientada sob o princípio da interação homem-mundo-natureza. é eivado de percepções acerca da realidade existente. seus sentimentos em relação ao mundo. Não surge ele feito ou pré-programado de vez. muito pelo contrário. a partir do processo de transmissão e de construção de conhecimentos orientados a serem aprendidos.. adquirindo conhecimento. destaca que “o processo educativo é a passagem da desigualdade à igualdade”. ao mesmo tempo em que a educação se origina nas relações sociais. Nessa perspectiva. Esta organização intencional. de explicar e de atuar sobre o meio. Embora possa ocorrer em vários lugares. a aprendizagem. também. Saviani (2005. ele a constrói a partir de imensa gama de possibilidades em aberto”. 57) ao introduzir a dimensão sócio-histórica elencada pela teoria de Vygotsky. manifesta um modo específico de aprendizagem capaz de enfrentar as adversidades que a vida apresenta. Com esse pensamento. Para Marques (2006. é necessário desvelar a ideologia da classe dominante que se encontra subjacente aos conteúdos escolares. A aprendizagem. habilidades. para isso acontecer.) aquela que tem por finalidade específica aprender determinados conhecimentos. nesse contexto. traz consigo um conteúdo pedagógico fértil de possibilidades educativas. Ou seja. formando atitudes e convicções. normas de convivência social. não se pode tratar o sujeito da aprendizagem como um receptor vazio e neutro em suas convicções. de representar. deve estar articulada à organização do ensino.

O fator afetivo. quando concebida pela pedagogia revolucionária. o processo de aprendizagem desenvolvido na instituição educacional. bem como os fatores sociais inerentes a ele. crianças. 87). A aprendizagem como parte do desenvolvimento sócio-histórico coloca em outro patamar a discussão de como se constitui um dos elementos básicos no campo educativo. em sua concepção de aprendizagem. os que contribuem e dificultam a formação de atitudes positivas dos alunos frente aos problemas e situações da realidade e do processo de ensino e aprendizagem. que é o ato de ensinar. tais como os que suscitam a motivação para o estudo. num processo emancipatório. jovens e adultos têm em suas diferentes formas de aprendizagem elementos eivados de fatores sócio-históricos. surge o questionamento sobre como aplicar o contexto histórico-cultural aos processos escolares de ensino. A baixa autoestima.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 26 sinaliza uma pedagogia revolucionária e crítica dos conteúdos. Com efeito. os que afetam a relação professor. compromete-se com as mudanças na base da sociedade. Significa dizer que a prática educativa. está entre aqueles que têm uma preponderância nas disposições de aprendizagem dos/das estudantes. Esse contexto revela que não são os fatores internos ou biológicos que determinam as experiências cognitivas dos indivíduos.aluno. diante da perspectiva retratada acima: a aprendizagem escolar é afetada por fatores afetivos e sociais. os que interferem nas disposições emocionais dos alunos para enfrentar as tarefas escolares. tendo por base o condicionante histórico-social. sobretudo àqueles que por algum motivo tiveram o seu percurso de escolarização interrompido ou não tenham seguido o seu fluxo. Fontana (1997) traduz o pensamento de Vygotsky para ilustrar uma parte da questão. o que remete a uma maior compreensão dos elementos contextuais e sociais daqueles que são sujeitos da educação. a percepção eventual de que não poderá acompanhar os demais ou a percepção de que está ali por um castigo do sistema educacional constitui um dos fatores que deve ser utilizado para agregar atitudes positivas ou de desenvolvimento da aprendizagem. a construção do conhecimento a partir do enfoque sócio-histórico. Diante disso. sinalizando a necessidade de reconstrução e reelaboração da aprendizagem escolar. Para Libâneo (1997. Assim. p. deve ser levado em consideração no desenvolvimento da prática pedagógica pelo/pela professor/a em seus processos didáticos em sala de aula. Ela explicita que as origens e as explicações do funcionamento psicológico do ser humano devem ser buscadas nas interações sociais: “É nesse contexto que os indivíduos têm acesso aos instrumentos e aos sistemas de signos que possibilitam o . As Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal − SEDF trazem.

p. nem para o próprio Vygotsky a visão teórica de Koffka e Torndike é algo que tenha uma acomodação em termos de concordância plena. o que significa entender que as funções já amadureceram. pretende-se que o/a estudante tenha uma capacidade global de perceber-se e perceber o mundo. qualquer aprendizagem com a qual o/a estudante se defronta tem sempre uma história prévia. mas uma relação muito mais complexa. os produtos finais do desenvolvimento. o processo de desenvolvimento O desenvolvimento e a aprendizagem constituem. O primeiro trata do desenvolvimento real e o segundo da zona de desenvolvimento proximal. Vygotsky (1998.109) traz as contribuições de dois teóricos para contextualizar o papel que cabe ao desenvolvimento e à aprendizagem enquanto construto dos cognitivos no âmbito sócio-histórico: Koffka não imaginava o aprendizado como limitado a um processo de aquisição de hábitos e habilidades. Para Vygotsky (1998) o nível de desenvolvimento real parte do princípio que as funções mentais se estabelecem a partir de certos ciclos de desenvolvimento já completados. determinado por meio da solução de problemas sob orientação de um/a professor/a ou em colaboração com colegas mais capazes. e o nível de desenvolvimento potencial. A relação entre aprendizado e o desenvolvimento por ele postulada não é de identidade. A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o nível de desenvolvimento real. mas. A aprendizagem. aprendizado e o desenvolvimento coincidem em todos os pontos. ou seja. Entretanto. Nesse contexto é que o autor introduz a sua teoria a partir de dois níveis de aprendizagem. Esquematicamente. O ponto de partida para Vygotsky é de que a aprendizagem ocorre muito antes de se frequentar a escola. O desenvolvimento real revela quais funções amadureceram. um processo intrínseco e complementar. A aprendizagem. a zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não . que se costuma determinar por meio da solução independente de problemas. para Koffka. insere-se como um elemento que compõe o desenvolvimento. mas é bastante ilustrativo para compreender a dimensão que cada um assume no contexto da educação. pois representa um elemento importante na questão educacional. a partir da perspectiva vygotskyana. Portanto. Por outro lado. a relação entre os dois processos poderia ser representada por dois círculos concêntricos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 27 desenvolvimento de formas culturais de atividade e permitem estruturar a realidade e o próprio pensamento” (p. o desenvolvimento é sempre um conjunto maior de aprendizado. como já dito anteriormente. assim. De acordo com Torndike. o menor simbolizando o processo de aprendizado e o maior. 61). transformando-o e sendo transformado por ele. deve ser discutida a partir do referencial que nos propõe Vygotsky.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 28 amadureceram. mas que estão em processo de maturação. Isso tudo deve ser aproveitado enquanto um elemento que possa ter como fio condutor o processo histórico-cultural e ser aplicado a partir das práticas sociais que os/as estudantes já trazem do contexto da sua realidade. que estão apenas começando a amadurecer e a se desenvolver. Com efeito. provimento. suas expectativas de um futuro melhor para si e sua classe social” (LIBÂNEO. Assim. p. como também daqueles processos que estão em estado de formação. como também àquilo que está em processo de maturação. a zona de desenvolvimento proximal permite-nos delinear o futuro imediato da criança e seu estado dinâmico de desenvolvimento. para Vygotsky (1998. p. ou seja. este currículo deve orientar “procedimentos didáticos que ajudem os/as estudantes a enfrentarem suas desvantagens. 113): A zona de desenvolvimento proximal provê psicólogos e educadores de um instrumento através do qual se pode entender o curso interno do desenvolvimento. ibidem). adquirirem o desejo e o gosto pelos conhecimentos escolares. mas que estão presentes em estado embrionário (Idem. Nessa perspectiva. . 1994. 88). funções que amadurecerão. Usando esse método podemos dar conta não somente dos ciclos e processos de maturação que já foram completados. a levarem.

para desenvolver raciocínios mais elaborados e para questionar. que defende que cabe às instituições educacionais desempenhar com qualidade seu papel na criação de situações de aprendizagem. já que pressupõe a utilização de estratégias pedagógicas que promovam a aprendizagem ativa. cognitivas e profissionais. aprendidos pela memorização. que não se esgota em procedimentos lineares e técnicos. mas sem limitarse a eles”. social e humana. Tais transformações aos poucos vão influenciando os processos educativos. cujas características apontam para um novo paradigma de educação: pedagogia de competências. as mudanças no mundo do trabalho exigem uma nova relação entre o homem e o conhecimento. p. ou seja. apoiada em conhecimento. obtidas por meio do acesso ao conhecimento científico. necessariamente. HABILIDADES E CONTEÚDOS REFERENCIAIS: DESAFIOS PROPOSTOS PARA UMA NOVA REALIDADE3 As transformações ocorridas no mundo do trabalho remetem ao processo de globalização da economia em um mundo cada vez mais impactado pelo avanço científicotecnológico. De acordo com Perrenoud (1999.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 29 4 COMPETÊNCIAS. Apesar de o referido conceito trazer. encontrados nos contextos pessoais e profissionais. uma nova perspectiva para o processo de ensino e de aprendizagem. mas não reduzido ao mundo do trabalho e das relações sociais. tecnológico e sócio-histórico.12). que tem como concepção a aquisição da autonomia intelectual. Para que se possa ampliar esse conceito de competência é preciso trazer. emocionais. A rapidez com que evolui o conhecimento faz da educação o principal fator de promoção das competências. os processos de ensino e de aprendizagem devem favorecer ao/à estudante a articulação dos saberes para enfrentar os problemas e as situações inusitadas. para o cenário educacional. Para Kuenzer (2002). afetivas e psicomotoras. que permitam ao aluno desenvolver as capacidades cognitivas. sempre articulado. a dimensão não preconizada nos conceitos anteriores. competência é “a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação. p. assumindo centralidade nas questões relacionadas à formação humana na sua totalidade. mas passa. esse é refutado por Kuenzer (2002. relativas ao trabalho intelectual. culturais. para a discussão. como a competência 3 O texto que se segue foi extraído das Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação . contemplando as dimensões físicas.7). com o que certamente estarão dando a sua melhor contribuição para o desenvolvimento de competências na prática social e produtiva. pelo processo de educação inicial e continuada. em que o/a estudante tenha liberdade para criar.

uma vez que é basicamente na aprendizagem e no domínio desses conteúdos que se dá a construção e a aquisição de competências. Os conteúdos referenciais definidos para um currículo e o tratamento que a eles deve ser dado assumem papel relevante. percebe-se a necessidade de uma mudança significativa da função social da instituição educacional. na sua concepção sobre competência: “construção e mobilização de conhecimentos. contribuindo para sua plena participação social. habilidades. consciente de seus direitos e deveres. de forma a possibilitar que os/as estudantes consolidem suas bases culturais permitindo identificar-se e posicionar-se perante as transformações na vida produtiva e sociopolítica. capaz de relacionar-se e de intervir nas práticas sociais. 3. religiosas. matemática. . Nessa perspectiva. que se traduz na capacidade de cuidar do outro. para entender a si próprio. Competências para a Educação Básica 1. defendida por Deluiz (2001. mas na dimensão sócio-política-comunicacional e de inter-relações pessoais”. criativa e ativa.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 30 humana. Diante disso. portanto. p. a fim de valorizar a sociodiversidade. que estão condicionadas pelo contexto econômico. étnicoraciais. ampliar a capacidade crítico-reflexiva. políticas e ambientais. bem como acesso ao conhecimento de uma língua estrangeira. culturais. proporcionar ao/à estudante condições e recursos capazes de intervir em situações-problema. e ampliar sua visão. Educar para competências é. valores não apenas na dimensão técnica especializada. filosófica e midiática. construindo e aplicando conceitos. 2. verbal e escrita. científica. no compartilhamento de experiências e práticas. geracionais e de gênero. o desenvolvimento da autonomia e do pensamento. articulada à formação para o mundo do trabalho. reflexiva. ao mundo. literária. considerando as novas tendências pedagógicas. tecnológica. artística. social e político. Conhecimento e compreensão das semelhanças e diferenças culturais. na perspectiva do letramento. pertencente a um grupo social.6). Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão de suas variedades linguísticas e das várias linguagens: corporal. em suas diversidades. Percepção de si como pessoa. atitudes. nas relações sociais. valoriza-se uma concepção de instituição educacional voltada para a construção de uma cidadania crítica. priorizando a ética.

matemática e artística. dentro de suas possibilidades. verbal/escrita.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 31 Competências para a Educação Infantil 1. as relações sociais. Compreensão das diferentes linguagens: corporal. capaz de relacionar-se com outras pessoas. tornando-se consciente de seus direitos e deveres. solidariedade e cidadania. corporal. colocando-se como sujeito que observa. desenvolvendo o gosto. espaço e forma. na perspectiva do letramento. o cuidado. entendendo a escrita como forma de expressão e registro e a leitura como instrumento para ampliar a visão de mundo. articulando-os e aplicando-os para elaboração de propostas que possam intervir na realidade. Identificação das semelhanças e diferenças culturais. seleção e organização de informações e dados apresentados por diferentes fontes para decidir e resolver situações-problema. com a finalidade de solucionar situações do cotidiano. desenvolvendo a cooperação. para a formação do cidadão. nos diferentes componentes curriculares. Produção e apreciação da arte como forma de expressão. científica. Apropriação de conhecimentos. estilos e épocas. dos processos histórico-geográficos. Compreensão e construção de conhecimentos dos fenômenos naturais e sociais. tendo uma imagem positiva de si. 4. valorizando a sociodiversidade e opondo-se à exclusão social e à discriminação. grandezas e medidas. 3. Percepção de si como pessoa única. inserida num grupo social. valorizando os cuidados com a própria saúde. matemática e tecnológica. de diferentes artistas. coletividade. da produção tecnológica e científica e das manifestações socioculturais. sabendo expressar seus desejos e suas necessidades. 4. por meio da resolução de problemas. Conhecimento do próprio corpo. científica e tecnológica. construindo e aplicando conceitos das várias áreas de conhecimento para entender o mundo e a plena participação social. 2. . Compreensão das relações estabelecidas entre os sons da fala e os códigos linguísticos. Compreensão dos fenômenos naturais. gêneros. pela produção dos colegas. Conhecimento e desenvolvimento dos conceitos de número. 2. artísticoculturais e tecnológicos. bem como acesso ao conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo. literária. investiga e transforma as situações e. em seus processos histórico-geográficos. 2. Competências para o Ensino Médio 1. suas potencialidades e seus limites. o respeito e a valorização pela sua própria produção. religiosas. 3. tomando decisões. com isso. 5. Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão suas variedades linguísticas e das várias linguagens: artística. transforma a si mesmo. Competências para o Ensino Fundamental 1. filosófica. 5. Interpretação. contribuindo assim para o desenvolvimento de sua autonomia. étnico-raciais e de gênero. respeitando o meio ambiente e a diversidade.

respaldando-se progressivamente em uma consciência crítico-reflexiva. Compreensão e prática da cidadania. artística. 4. . escrita e interpretação. Adoção de postura coerente e flexível diante das diferentes situações da realidade social. Conhecimento e compreensão da diversidade. 3. Construção de argumentações consistentes. não verbal. 2. com autonomia. representados nos diferentes componentes curriculares. para propor e realizar ações éticas de intervenção social. a diversidade sociocultural e desenvolvendo a autoestima. articulada à formação para o mundo do trabalho. das diferentes linguagens − verbal. para desenvolver valores humanos e atitudes sociais positivas do ponto de vista da preservação ambiental e cultural. organização e interpretação de dados correlacionados a conhecimentos. priorizando a ética. assim. usufruindo de diversas situações de comunicação. Compreensão e respeito à realidade na qual está inserido como sujeito. 4. tecnológica e corporal − para interagir com o outro. matemática. correlacionadas a situações diversas. econômica e política. valorizando. étnico-raciais e de gênero. Competências para a Educação de Jovens e Adultos 1. o desenvolvimento da autonomia e do pensamento. 5. ampliar a capacidade crítico-reflexiva. participando das transformações sociais que visam ao bem-estar comum e das questões da vida coletiva. 5. Desenvolver a capacidade de respeito às semelhanças e as diferenças culturais. para enfrentar situações-problema teóricas e práticas. questionando e buscando soluções. Leitura. religiosas. a fim de fortalecer os valores. Seleção.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 32 3.

tampouco garantir a universalização. Apesar do dispositivo legal estabelecer o rompimento com a dualidade no sistema de ensino. o ensino médio assume a identidade de educação básica. Com esse formato. mas não garantiu democraticamente a permanência e. Ampliouse a oferta do ensino médio de forma expressiva e massificou-se o acesso. rompe-se com a visão de dualidade historicamente presente na organização dos sistemas de ensino.394/06) a educação básica tem por finalidade desenvolver o estudante. uma 4 No art. Aponta no atual contexto de mudanças. Formam a educação básica. o ensino fundamental e o ensino médio. ancorado na tentativa de superação do dualismo entre o ensino propedêutico e o ensino profissionalizante define a identidade do ensino médio. a concepção do ensino médio assume a condição de etapa final da educação básica. O cenário que se tem a respeito dos avanços promovidos pela reforma e. Inseridas num cenário de mudanças estruturais pelas quais passou o Estado brasileiro. a permanência e a aprendizagem significativa para a maioria de seus/suas estudantes. independente. A reforma começou com a separação entre ensino médio e o técnico.208/97 que regulamenta a LDB estabeleceu uma organização curricular para a Educação profissional de nível técnico e outra. ambos passaram a existir de forma independente. A LDB instituiu que o ensino médio poderá preparar o/a estudante para o exercício de profissões técnicas. as bases legais da reforma do ensino médio estão fixadas. Este Decreto regulamentou a educação profissional e introduziu mudanças significativas na habilitação profissional de nível médio. . Em segundo lugar. para o ensino médio. incisos I e II. após 12 anos da LDB os dados e as avaliações oficiais revelam que ainda não foi possível superar essa dualidade no ensino médio.394/96. um currículo capaz de promover uma aprendizagem que faça sentido para os jovens adolescentes. 21. 36). O Decreto Federal 2. a educação de ensino médio adquire um caráter de formação geral. da LDB. No art. cindida entre o ato de pensar e o ato de fazer. assegurar- lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. a educação infantil. desde que atendida a formação geral e que os diferentes cursos do ensino médio tenham equivalência legal e habilitação para o prosseguimento dos estudos (art. principalmente. 22 da LDB (Lei nº 9. a educação escolar é composta de educação básica4 e de educação superior. O que isso significa: em primeiro lugar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 33 5 BASES LEGAIS DO ENSINO MÉDIO No marco histórico da Lei nº 9.

de acordo com a realidade brasileira. A concepção de trabalho associa-se a concepção de ciência e tecnologia. Sendo assim. na ciência. Ao contrário. ciência e cultura na perspectiva da emancipação humana e de forma igualitária. como ampliação da formação cultural. . como formação profissional. Essa nova organização curricular pressupõe uma perspectiva de articulação interdisciplinar. articulada com o trabalho produtivo. na cultura. voltada para o desenvolvimento de conhecimentos . valores e práticas. como iniciação científica. Esse modelo que se fundamenta na formação de base unitária implica em promover à capacidade de pensar. e de uma proposta consistente de organização curricular. ciência e cultura. essa participação deve ser ativa. de modo a suplantar as dicotomias entre humanismo e tecnologia e entre a formação teórica geral e técnica-instrumental. refletir. consciente e crítica para a compreensão dos fundamentos da vida produtiva em geral e. Entende-se a necessidade de o ensino médio ter uma base unitária e que possam se assentar possibilidades diversas de formações específicas: no trabalho.saberes. Propõe conferir especificidades as dimensões que devem organizar o ensino médio de forma integrada – trabalho. competências. sistematizado e legitimado socialmente ao longo da história e é resultado de um processo empreendido pela humanidade na busca da compreensão e transformação dos fenômenos naturais e sociais. compreender e agir sobre as determinações da vida social e produtiva – que articule trabalho. Considera ainda que o avanço da qualidade na educação brasileira depende fundamentalmente do compromisso político e da competência técnica dos/das professores/as. qual seja: o conhecimento é produzido. o ensino médio deverá se estruturar em consonância com o avanço do conhecimento científico e tecnológico e a cultura estabelecida como um componente da formação geral. Isso não significa que se deve fazer uma formação estritamente profissionalizante. Essa caracterização no processo social de produção visa à participação direta dos membros da sociedade no trabalho socialmente produtivo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 34 reorientação curricular tendo como referencia a proposta do “Programa Ensino Médio Inovador” do Ministério da Educação configurada em um modelo que ganhe identidade unitária e que assuma formas diversas e contextualizadas. O trabalho é caracterizado como princípio educativo no currículo do ensino médio. do respeito às diversidades dos/das estudantes jovens e da garantia da autonomia responsável das instituições escolares na formulação de seu projeto político pedagógico. só depois é que o trabalho diretamente produtivo pode se constituir no contexto de uma formação específica para o exercício de profissões.

imprime aos estudos escolares todo o seu significado histórico. possibilitando o prosseguimento de estudos. suas normas de conduta. A cultura deve ser entendida como as diferentes formas de criação da sociedade. Para tanto. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. por sua vez.a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 35 Neste sentido. Não se aplica mais.o aprimoramento do educando como pessoa humana.a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. 03/98. para continuar aprendendo. resolve-se dar continuidade aos estudos aprofundando-os numa perspectiva científico-tecnológica que. as finalidades do ensino médio no art. suas obras. Daí decorre que o conhecimento escolar explorado no currículo do ensino médio deve incidir na formação integral do/da estudante. o ensino médio concentra os objetos de ensino em três grandes áreas do conhecimento . seus valores. 35 da LDB encontram-se assim definidas: I . Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa. da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE). III . no movimento permanente de construção de novos conhecimentos. bem como os princípios pedagógicos”. direito de todos e dever do Estado e da família. Língua Estrangeira Moderna. De acordo com o documento. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. que podem ser questionados e superados historicamente. estão em consonância com o art. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa.Linguagens. Parte-se de um pressuposto em que o mundo social5 não se separa do mundo da escola. No que se refere à organização da matriz curricular. Ciências da Natureza. relacionando a teoria com a prática no ensino de cada disciplina. Biologia e 5 Aqui o mundo social é entendido no contexto das relações materiais de produção. “os princípios axiológicos. 205 da Constituição Federal de 1988 na qual “A educação. dessa forma. VI . Arte e Educação Física).a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. Matemática e suas Tecnologias (Física. social e cultural produzidos no cotidiano das relações humanas. .” A legislação referente ao ensino médio encontra-se sistematizada nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM). a ciência se funda nos conceitos e métodos que permite a transmissão para diferentes gerações. Essas finalidades. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. II . a esta etapa da educação básica. a função teórica cindida da experiência empírica. Química. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. no seu conteúdo normativo. contendo. orientadores de pensamentos e condutas. Como decorrência dessa visão. instituídas pela Resolução nº. promove-se no âmbito da reforma outras expectativas educacionais para a formação do indivíduo.

que estruturadas pelos princípios pedagógicos da interdisciplinaridade e da contextualização.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 36 Matemática). Filosofia e Sociologia). História. a unidade e a coesão necessárias para promover a construção de estruturas cognitivas responsáveis pelo desenvolvimento de habilidades e instrumentalização de competências. Assim. permitem aos diferentes saberes curriculares. as tendências curriculares derivadas de tais orientações preveem a elaboração de currículos de natureza flexível que sejam capazes de favorecer o efetivo desempenho da aprendizagem escolar. Ciências Humanas e suas Tecnologias (Geografia. .

dialeticamente. Dessa forma. de gênero. o letramento científico7 adquire. situada social e historicamente6 cabe aqui apontar possibilidades metodológicas de caráter interdisciplinar e contextualizado para orientar o trabalho docente. pela formação educacional do/da estudante e do/da professor/a. Do ponto de vista pedagógico. utilizando-se de fatos do cotidiano para significar os conteúdos de ensino. apreciar. BRASIL. Contudo. portanto. é importante que a abordagem metodológica no ensino médio correlacionada aos eixos norteadores do Currículo – Letramento e Diversidade articule os componentes curriculares aos temas sociais. fazer. Confere-se a educação básica a finalidade de assegurar ao indivíduo a formação necessária ao pleno exercício da cidadania. . 6 Cf. O objetivo de tal articulação é desenvolver nos/nas estudantes a capacidade crítico-reflexiva para enfrentar situações-problema ambientadas no cotidiano da interação HOMEMNATUREZA-CULTURA. 2006. O trabalho docente orientado sob essa perspectiva suscita na sala de aula. religiosas. cultural e histórico-social associados à realidade do/da estudante. que a apreensão do conhecimento demanda processos contínuos e dinâmicos que transitam. os processos escolares de ensino e de aprendizagem no Ensino Médio visam ações formativas que levam o/a estudante a analisar. Linguagens. no Ensino Médio. veja Santos (2007). refletir. os espaços escolares de ensino devem constituir-se em práxis entre trabalho. Pelo exposto. o/a professor/a ao atuar no campo da transposição didática deve privilegiar procedimentos metodológicos que favoreçam o aprendizado do conhecimento científico. linguísticas. ou seja. técnica e cultura mediada pelo conhecimento advindo das experiências sociais. técnico. Nesta maneira de pensar. a condição formativa do cidadão para além da escola. sociais. Mas qual caminho percorrer tendo em vista a diversidade sociocultural encontrada em nossas escolas? Quais tecnologias utilizar? Embasadas em quais teorias? Todas estas questões nos remetem ao como e por que ensinar. Códigos e suas Tecnologias. ciência. 7 Para saber mais sobre Letramento Científico. culturais. E o papel do/da professor/a como mediador do saber escolar é essencial para decidir sobre os procedimentos a serem adotados.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 37 6 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS PARA O ENSINO MÉDIO Tendo como pressuposto de que a produção do conhecimento é uma construção coletiva. Brasília: MEC. Tem-se. Orientações curriculares para o ensino médio. a pluralidade cultural brasileira acentuada nas diferenças biológicas. raciais e étnicas. comunicar e inferir sobre o modo como é produzido o conhecimento.

textos filosóficos. literária. textos instrucionais. filosófica. textos científicos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 38 Soares (2002) fundamentada na obra de Paulo Freire. nos segmentos minoritários da sociedade. . corporal. Daí ser imprescindível que os/as estudantes tenham acesso a leitura e a escrita de textos de diferentes gêneros tais como: textos literários. o processo de ensino e de aprendizagem. em seus processos histórico-geográficos. argumentativa e de autonomia. Atentos a estas orientações metodológicas. antes de tudo. Acrescenta-se a isso que ao optar por um determinado procedimento. especialmente. bem como acesso ao conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo. o lúdico advindo da interação com outras estratégias metodológicas a exemplo da mídia. ampliar o seu campo de opções teórico-metodológicas em razão das diferenças de aprendizagem evidenciadas na sala de aula. as práticas educativas realizadas com tal objetivo fortalecem as políticas inclusivas de educação escolar ancoradas. para a formação do cidadão. vídeo e do uso orientado da internet conduz o/a estudante a um maior interesse e participação na aula enriquecendo. por conseguinte. Sendo assim. os conteúdos curriculares desenvolvidos dessa forma despertam. televisão. jornal. Outro aspecto relevante é a contribuição da ludicidade das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação – TIC utilizadas como ferramenta pedagógica. artísticoculturais e tecnológicos. textos imagéticos. textos didáticos. Para viabilizar a sua aplicação nas Instituições Educacionais foram elaboradas cinco competências gerais:  Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão suas variedades linguísticas e das várias linguagens: artística. nos diferentes componentes curriculares. diz que as práticas de letramento possuem uma dimensão social revolucionária quando o uso da leitura e da escrita possibilita ao sujeito leitor a tomada de consciência da realidade e a sua transformação. toda a sua capacidade criativa. O Currículo do Ensino Médio apresenta os Componentes Curriculares estruturados em Habilidades e Conteúdos que devem ser trabalhados em conformidade com os eixos do Letramento e da Diversidade. textos informativos. matemática e tecnológica. o/a professor/a deve. científica. no/na estudante. De acordo com as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (BRASIL. textos jornalísticos. em face aos conhecimentos adquiridos.  Compreensão e construção de conhecimentos dos fenômenos naturais e sociais. 2006).

Bagno propõe que: 1) seja possibilitado o acesso à cultura letrada. ampliar a capacidade crítico-reflexiva. CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS LÍNGUA PORTUGUESA Diante dos baixos níveis de letramento8 apresentados nas pesquisas de larga escala9.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 39  Seleção. O letramento. respeitando o ritmo de aprendizagem e os conhecimentos socioculturais (diversidade).com. correlacionadas a situações diversas. um número expressivo de alunos. não entende o que lê. é a consequência social e histórica da introdução da escrita na sociedade. comprovado pelos resultados do PISA. 7 7.   Construção de argumentações consistentes. tornando-se um analfabeto funcional por não ser capaz de utilizar a leitura e a escrita. as habilidades matemáticas para fazer frente às demandas de seu contexto social e utilizá-las para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. a fim de fortalecer os valores. Acerca dessa questão. Conhecimento e compreensão da diversidade.ipm. É nesta dinâmica que a educação consolida-se na prática da sala de aula e o conhecimento configura-se como meio de expressão plural e coletiva dos sujeitos. representados nos diferentes componentes curriculares. levando em conta um único critério. SAEB. é capaz de transformar a escola num espaço político de transformação social. organização e interpretação de dados correlacionados a conhecimentos. Acredita-se que o saber compreendido dentro de uma lógica dialética e dialógica.1 ÁREA DE LINGUAGENS. para enfrentar situaçõesproblema teóricas e práticas. segundo Tfouni (1988). priorizando a ética. Para Kleiman (1995) é apenas um dos componentes desse 8 De acordo com o relatório do Pisa (2006). (www. próprias dos processos educativos. para propor e realizar ações éticas de intervenção social. de modo a promover o letramento. 2) a escola deixe de ser reprodutora das diferenças sociais e dos preconceitos que essas mesmas diferenças suscitam. 9 Segundo o Instituto Paulo Montenegro. o componente curricular Língua Portuguesa vê-se diante do seguinte desafio: ensinar o/a estudante a entender o que ler. com pouca ou nenhuma informação concorrente no texto.br) . um aluno com nível básico de letramento deve ser capaz de localizar um ou mais itens de informação independentes formulados de maneira explícita. articulada à formação para o mundo do trabalho. e 3) os/as professores/as entendam que o famoso “erro de português” pode ser um fenômeno de variação e mudança linguística. para que os/as estudantes tenham a chance de lutar pela cidadania com os mesmos instrumentos disponíveis aos falantes das camadas sociais privilegiadas. ENEM e ENADE. o desenvolvimento da autonomia e do pensamento.

Sendo assim. lista de discussão. Nesse contexto. pois há que se levar em conta as práticas sociais de leitura e de escrita e os eventos em que elas ocorrem. a educação precisa estar afinada com as novas tendências manifestadas na sociedade. deve ser um pesquisador. realização pessoal. revista. ou seja. a capacidade de ler e interpretar textos é imprescindível. capaz de ler o implícito do texto. portanto. o letramento conduzirá o indivíduo para além da alfabetização. consideradas instrumentos de apropriação que contribuem para desenvolvimento. Bortoni (2008) lembra ser de fundamental importância entender que a leitura só se efetiva quando conseguimos ultrapassar a mera decodificação do texto e a associamos à construção de sentido. e três aspectos tornam sua análise relevante: franco desenvolvimento e uso cada vez mais generalizado. depende da adoção de novas metodologias e de novos materiais favoráveis na sala de aula. Essas questões apontam para a necessidade de formação continuada para o/a professor/a que. de refletir a respeito do pensamento do autor e das estratégias utilizadas por ele para desenvolver seu raciocínio. doravante. O olhar. deve-se voltar para o/a professor/a que. televisão. essencial para formar um leitor crítico. permitindo repensar nossa relação com a oralidade e a escrita. determinados e diferenciados estados ou condições de imersão em uma sociedade letrada. começa na sala de aula a promover as mudanças do processo de leitura. Segundo Marcuschi (2005). a capacidade de manejar conceitos. ou seja. o desenvolvimento do pensamento abstrato” (Saviani. Pois a formação desse leitor. e possibilidade que oferecem de se rever conceitos tradicionais. novos gêneros textuais surgiram: gêneros digitais – email. Soares (1999) salienta que o letramento é o estado ou a condição de indivíduos ou de grupos sociais de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e escrita e participam competentemente de eventos de letramento. A leitura e a apreensão da linguagem são. É por isso que se faz necessária apropriação das mídias impressas e não impressas (jornais. . portanto. que indicam a necessidade de “uma formação geral sólida. Contribuindo com essa proposição.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 40 fenômeno. é pela interação. Nesta sociedade caracterizada pela circulação de um grande e diversificado volume de informações. peculiaridades formais e funcionais. ao mudar de atitude em relação ao desenvolvimento de uma leitura significativa. nessa sociedade tecnológica. chat. 1994). grau de autonomia para o indivíduo atuar na sociedade. fórum. pelas atitudes. condições necessárias para o exercício pleno da cidadania. blog. consciente de que a aprendizagem é permanente. pelas competências discursivas e cognitivas que serão conferidos. vídeos e outros) e da informática (softwares e internet). o ato de ler necessita do outro para legitimá-lo.

mediante o uso da linguagem (KATO. 4) conhecimentos literários e 5) conhecimentos gramaticais. oralidade e expressão.  Conhecimentos linguísticos – no conhecimento da linguagem humana são inquestionáveis as contribuições da sociolinguística no estudo das relações entre língua. 2000). 3) leitura e produção de textos. dentre elas: . a proposta curricular de Língua Portuguesa organizou-se em cinco principais grupos: 1) linguagem. 2004). da linguística textual no estudo do processo e da interação comunicativa estabelecidos entre o autor. na natureza e na cultura. 1998).o estudo dos aspectos cognitivos da leitura. Por que não compor músicas por meio de poesias ou mesmo produzir musicais? Parodiar textos? Analisar a linguagem dos ditados populares? Contar piadas? Apresentar encenações? Criar jogos gramaticais? (ILARI. o leitor e o texto em um determinado contexto (KOCH. da análise do discurso no estudo das construções ideológicas presentes no texto (FIORIN.  Linguagem. 2005). e desenvolvimento de habilidades comunicativas: ouvir.o espaço escolar constitui-se um espaço privilegiado de interação pela linguagem. 2) conhecimentos linguísticos.  Leitura e produção de textos . a leitura e a produção de textos de diferentes gêneros textuais (FOLSCHEID. do conceito ou da ideia. 2004). sociedade e educação (BORTONI-RICARDO. 2001). dizer (BAJARD.2001) Essas são algumas atividades nas quais ocorre o desenvolvimento da linguagem. adequação da linguagem às situações comunicacionais. entre outros tópicos. existem algumas condições: clareza entre os elementos da comunicação. considerar a relação do letramento e da oralidade (MARCUSCHI. bem como as estratégias metodológicas de leitura e escrita (GARCEZ.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 41 Além das contribuições da linguagem tecnológica. deve-se destacar a importância da ludicidade no trabalho pedagógico. Pensando nesses.  Conhecimentos literários na busca pelo rompimento com o ensino tradicional da historiografia literária algumas propostas estratégicas têm sido sugeridas. 1994). da oralidade. que agrupam habilidades e conteúdos referenciais. oralidade e expressão . 2001). 1993). a elaboração de projetos de leitura interdisciplinares são fatores que contribuem para a formação de alunos leitores e escritores (BORDINI. da semiótica no estudo do processo de significação ou representação. Mas para que ela se dê. a relação entre objetivo da leitura e da escrita. da leitura e da escrita. da psicolinguística na análise dos processos ligados à comunicação humana. falar.

é primordial que o/a professor/a reflita sobre qual gramática será adotada para que o ensino gramatical seja significativo. 1997. . 2001). 1994). NEVES. estudo da literatura marginal. Cada gramática traz a sua proposta metodológica.  Conhecimentos gramaticais – antes de iniciar o trabalho pedagógico. 1997.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 42 estudo literário por temas. e estudo da estética literária (MOISÉS. estudo por gêneros textuais. BRITTO. estudo comparativo das escolas literárias. estudo crítico de obras canônicas (KOTHE). cabe ao/à professor/a verificar se esta metodologia supera as contradições entre ensino de língua e tradição gramatical (SILVA.

as estruturas morfológicas.  Reconhecer vocabulário de origem indígena. alusão. Produção. CONHECIMENTOS LINGUISTICOS  Reconhecer os processos de organização. pressupostos e inferências. os elementos textuais e a textualidade no texto. Produção. Elementos textuais: temas. na constituição de sentido do texto. considerando o contexto. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO  Ler e produzir textos de variados gêneros textuais. CONHECIMENTOS GRAMATICAIS  Compreender o sentido de uma palavra ou expressão. escrita e oralidade Preconceito e respeito linguísticos Vocabulário próprio dos grupos indígenas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 43 LÍNGUA PORTUGUESA − 1ª SÉRIE HABILIDADES LINGUAGEM. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso.  Identificar as diversas relações sintáticosemânticas possíveis na produção de textos escritos e orais.  Reconhecer a estrutura.  Identificar as relações de sentido das palavras na leitura de textos. variedades e mudanças linguísticas Norma padrão. na análise e compreensão do texto. as informações verbais com outras fontes de referência. o universo temático. Texto e intertextualidade: paráfrase.  Coligar conhecimentos gramaticais aos fatos da língua. avaliar e reestruturar o próprio texto.  Relacionar. Elementos de textualidade: coesão e coerência.  Reconhecer e identificar as singularidades polissêmicas (homonímia e sinonímia) dos vocábulos nos textos escritos e orais. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso.  Reler.  LETRAMENTO E DIVERSIDADE             Conceito e estrutura de texto.  Relacionar e operacionalizar conhecimentos linguísticos adquiridos. pontuação e ortografia.            CONTEÚDOS Códigos verbais e não verbais Elementos da comunicação Conceito de língua e linguagem Funções da linguagem Linguagem e construção identitária Papel social dos interlocutores Variantes.  Aplicar as regras próprias da variante padrão da língua referentes à acentuação. africanos e outros grupos sociais Reconstrução dos sentidos dos enunciados verbais: – Conotação e denotação – Polissemia – Homônimos e sinônimos Análise linguística: aspectos gramaticais – Pontuação – Acentuação gráfica – Ortografia Texto literário e não literário Conceito e função da literatura Leitura de obras literárias de autores afrobrasileiros. de funcionamento e de desenvolvimento da língua portuguesa. Figuras de linguagem. Concepção dos gêneros literários: épico. lírico e dramático.  Compreender os fenômenos gramaticais no processo da formação de palavras e no desenvolvimento da fonologia. referência. ORALIDADE E EXPRESSÃO  Expressar com clareza e fluência em diferentes situações comunicativas. paródia. Conceito e elementos constitutivos da poesia. africana e de outros grupos sociais que contribuiu para a formação da língua materna.  Identificar as diversas relações sintáticosemânticas possíveis na produção de textos escritos e orais. citação. da fonética e da morfologia. . considerando os diferentes campos de estudo para serem aplicados em seu cotidiano.

        CONTEÚDOS Produção. político e econômico.  Reconhecer o significado dos elementos formais constitutivos do poema diferenciando-os de outras composições literárias. As concepções filosóficas e estéticas do Arcadismo Poesia Processo de interação comunicativa .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 44 LÍNGUA PORTUGUESA − 1ª SÉRIE HABILIDADES CONHECIMENTOS LITERÁRIOS  Reconhecer as diferenças entre os gêneros lírico. identificando marcos temporais. declamações) Produção. autores e obras que se destacaram na época. sintáticas e ideológicas do gênero textual. Texto. As concepções filosóficas e estéticas do Classicismo e do Barroco Poesia Teatro A construção do texto argumentativo – O discurso político e religioso (a retórica) Consciência política e história da diversidade Análise linguística: – fonologia. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: relato. debate. assim como características.  Analisar refletir e compreender os diferentes processos de arte literária como manifestação sóciopolítica e econômica. contos e novelas. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: resumo Análise linguística: aspectos gramaticais _ Morfossintaxe LETRAMENTO E DIVERSIDADE         . fatos históricos e sociais relevantes. – fonética. teatro. – morfologia Estrutura e elementos da narrativa Textos narrativos: romances.  Reconhecer os elementos e a estrutura da narrativa. correlacionando a época e o autor. Texto.  Conhecer o acervo literário que compreende os períodos Barroco e Árcade. fazendo distinção de estilos de época.  Diferenciar a estrutura narrativa de diferentes textos narrativos.  Perceber as diferenciações morfológicas. político e econômico. contexto social.recursos de fluência e expressividade (debate. contexto social. relato.  Analisar refletir e compreender os diferentes processos de arte literária como manifestação sóciocultural e histórica.  Compreender as concepções e os modos de pensar envolvidos no processo de arte literária do Barroco e do Arcadismo resgatando as produções artísticas de seus autores. épico e dramático e suas características específicas. semânticas.  Compreender a influência das concepções filosóficas da Idade Média e da Idade Clássica nos movimentos Barroco e Arcadismo.

 Elementos textuais: temas. Poesia. . Análise linguística: aspectos gramaticais: – Pontuação – Acentuação – Ortografia       LETRAMENTO E DIVERSIDADE O texto como unidade sóciocomunicativa semântica e formal.  Re(construir) o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto e do contexto.  Identificar e refletir sobre as varias vozes presentes no discurso. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso.  Compreender as relações sintático-semânticas em segmentos do texto. pressupostos e inferências. secundárias e implícitas no texto. bem como as normas gramaticais vigentes.  Prosa. argumentar. ORALIDADE E EXPRESSÃO  Utilizar a língua com fluência e expressividade durante o processo de interação comunicativa.  Identificar ideias principais.  Identificar e utilizar situações linguísticas que evidenciem a construção do conhecimento por intermédio da pesquisa e do conhecimento social prévio.  Análise linguística: aspectos gramaticais. estéticas e linguísticas: Romantismo. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Narrativo – Descritivo – Figurativo Contexto histórico do séc.  Usar conhecimentos linguísticos no processo de interpretação e de produção textual  Produzir textos respeitando a diversidade étnicocultural.  Relação existente entre língua.XIX. cultura e arte literária.  Adequar os usos linguísticos aos gêneros e tipos textuais. Vocabulário próprio dos grupos indígenas. Concepções filosóficas.        CONTEÚDOS Processos de organização da língua Elementos da comunicação Funções da linguagem Linguagem verbal e não verbal: meios tecnológicos Figuras de linguagem Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (Relatos. discutir ideias e pontos de vistas em diversas situações comunicativas. relacionando-os com conhecimentos próprios.  Reler.  Produzir textos respeitando características de coerência e coesão.  Reconhecer língua portuguesa como instrumento de interação comunicativa inserida em determinado contexto. – morfossintaxe _ colocação pronominal  Produção.  Opinar.  Barroco (revisão)  Concepções filosóficas. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO  Produzir textos para situações reais e/ou imaginárias. avaliar e reestruturar o próprio texto.  Teatro.  Reconhecer e caracterizar situações nas quais a língua portuguesa se evidencie como instrumento mediador da construção de conhecimento.  Reconhecer a construção da própria identidade a partir dos sistemas de comunicação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 45 LÍNGUA PORTUGUESA − 2ª SÉRIE HABILIDADES LINGUAGEM.  Valorizar e comparar textos atuais. africanos e outros grupos. estéticas e linguísticas: Romantismo. debates) Produção. – dissertação – argumentação  Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (júri simulado).  Perceber que diferentes combinações de enunciados resultam em novos significados.  Reconstrução dos sentidos dos enunciados verbais e não verbais: coesão e coerência. – Intertextualidade discursiva. CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS  Empregar a língua portuguesa como instrumento de pesquisa e de acesso ao conhecimento socialmente construído e acumulado. Leitura de obras literárias de autores afro-brasileiros.

 Valorizar e comparar textos atuais. na constituição de sentido do texto ou da produção linguística. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: Pesquisa e reportagem Telegramas e cartão Análise linguística: aspectos gramaticais _ Concordância nominal _ Concordância verbal LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Concepções filosóficas. tragicomédia).  Produção.  Produzir com criticidade textos de variados gêneros do discurso.  Ler e diferenciar tipos de textos dramáticos (tragédia. nos textos lidos.  Análise linguística: aspectos gramaticais. CONHECIMENTOS LITERÁRIOS  Identificar. relacionandoos com conhecimentos próprios. _ resenha crítica _ crônica e crônica editorial  Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (atividades: mesa redonda. a especificidade que os caracterizam como textos literários pertencentes às estéticas romântica.  Produzir textos respeitando características de coerência e coesão. _ Emprego da crase _ Regência nominal e verbal .  Reconhecer que as concepções filosóficas da idade moderna que influenciam na produção literária contextualizada no Parnasianismo e Simbolismo. discussões). CONHECIMENTOS GRAMATICAIS  Associar conhecimentos de gramática discursiva aos fatos da língua.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 46 LÍNGUA PORTUGUESA − 2ª SÉRIE HABILIDADES Ler e analisar comparativamente textos de diferentes gêneros do discurso. nos textos lidos.  Relacionar os textos literários segundo o horizonte cultural em que foram criados.  Produzir textos com objetivo determinado partir de sequências linguísticas gramaticais possíveis. Processo de interação comunicativa recursos de fluência e expressividade (entrevista. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso. jogos interativos. informatividade. a especificidade que os caracterizam como textos literários das estéticas: parnasiana e simbolista.  Relacionar na análise e compreensão do texto.  Poesia.  Comparar as diferenciações linguísticas de uma época para outra. aceitabilidade. estéticas e linguísticas: Parnasianismo e Simbolismo.  Analisar e reconhecer o romance como gênero narrativo romântico. Prosa Teatro Literatura de autores afro-brasileiros Textualidade: intencionalidade. informações verbais e não verbais a partir de uma leitura crítica. comédia. realista e naturalista. situacionalidade. Produção. enquetes). bem como as normas gramaticais vigentes            CONTEÚDOS Concepções filosóficas.  Literatura de autores afro-brasileiros. no Realismo e Naturalismo. estéticas e linguísticas: Realismo e Naturalismo. realista e naturalista.  Identificar.  Reconhecer que as concepções filosóficas desenvolvidas na idade moderna influenciam na produção literária contextualizada no Romantismo. intertextualidade.

 Reformular. a partir de temas ou assuntos específicos. Processo de interação comunicativa – recursos de fluência e expressividade. considerando os vários significados das palavras utilizadas. a fim de reestruturar o próprio texto.  Comparar. Literatura de autores afro-brasileiros. Produção refacção de textos em variados gêneros do discurso. em situações de interação comunicativa. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Resenha crítica – Editorial – Reportagem Análise linguística: aspectos gramaticais: – Pronome demonstrativo em relação ao espaço – Concordância nominal e verbal Concepções filosóficas. utilizando-se da intertextualidade para a construção do sentido do texto. – Carta – Relato Análise linguística – aspectos gramaticais Valores semânticos das preposições e das conjunções Sinais de pontuação Regência nominal e verbal Polifonia discursiva e jogo de vozes do discurso. na análise e na compreensão do texto.  Construir valores envolvendo a cidadania.  Identificar a ideia central e reconhecer as relações de sentido das palavras de um texto. parafrasear. relacionar e organizar informações do texto com outras informações.  Produzir mensagens verbais e não verbais. ORALIDADE E EXPRESSÃO  Expressar-se de forma argumentativa.  Identificar a intenção discursiva no enunciado linguístico e apreender as informações implícitas do texto. estéticas e linguísticas.  Reelaborar e refletir sobre conhecimentos adquiridos. resumir as diversas modalidades textuais.recursos de fluência e expressividade (mesa-redonda). Vocabulário próprio dos grupos indígenas. . Concepções filosóficas. coerente e persuasiva utilizando o código verbal.  Construir o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto e do contexto    CONTEÚDOS Textualidade: coerência e coesão. pensamento crítico e a leitura como uma atividade social de grande importância social. estéticas e linguísticas: Modernismo no Brasil 1ª e 2ª fases: Poesia. – Modernismo em Portugal. Prosa. Leitura de obras literárias de autores afrobrasileiros. Produção.  Identificar-se como sujeito ativo do processo de socialização da Língua materna.  Reconhecer. africanos e outros grupos. Coesão: continuidade progressiva. Teatro. – Pré-Modernismo no Brasil. CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS  Compreender os aspectos de conectividade (coesão) e de lógica textual (coerência).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 47 LÍNGUA PORTUGUESA − 3ª SERIE HABILIDADES LINGUAGEM. relacionar e organizar informações do texto com outras informações. Variedades linguísticas e os dialetos sociais. Arte moderna: as vanguardas europeias e a linguagem modernista.  Identificar a intenção discursiva no enunciado linguístico e apreender as informações implícitas do texto. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO  Produzir textos com determinado objetivo.           LETRAMENTO E DIVERSIDADE           Caráter evolutivo da língua. Processo de interação comunicativa . para situações reais e/ou imaginárias. dentro de estruturas linguísticas criadas de acordo com a intenção do que se quer transmitir. conhecimentos prévios.  Reconhecer.

modernismo e pósmodernismo) a que pertencem os textos trabalhados julgando-os conforme o seu posicionamento.  Perceber-se como agente transformador capaz de produzir obra de arte. reconhecendo-o como gênero narrativo do Pré-Modernismo. pensamento crítico e a leitura como uma atividade social de grande importância social.  Identificar-se como sujeito ativo do processo de socialização da Língua materna. reconhecendo-o como gênero narrativo do Pré-Modernismo. Literatura de autores afro-brasileiros. Prosa. Literatura de autores afro-brasileiros. estéticas e linguísticas: Modernismo .3ª fase e tendências da literatura contemporânea no Brasil Poesia. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Notícia – Texto publicitário Análise linguística: aspectos gramaticais – Pronomes relativos e suas funções – Período composto por coordenação Concepções filosóficas. estéticas e linguísticas: Modernismo . Modernismo e Pós-Modernismo e promover discussões sobre a função da literatura na transmissão do conhecimento.  Ler.  Reconhecer a influência das concepções filosóficas veiculadas na Idade Moderna e contemporânea na produção literária do Pré ao Pós-Modernismo bem como as tendências contemporâneas.  Ler. Prosa.      LETRAMENTO E DIVERSIDADE             Semântica e interação Leitura e análise de textos em variados gêneros do discurso: – Político e religioso Produção.  Ler tipos de textos dramáticos e diferenciálos dos demais.  Reconhecer a influência das concepções filosóficas veiculadas na Idade Moderna e contemporânea na produção literária do Pré ao Pós-Modernismo bem como as tendências contemporâneas. compreender e interpretar o texto do romance. refacção e releitura de textos em variados gêneros do discurso: – Notícia – Texto publicitário Análise linguística: aspectos gramaticais – Pronomes relativos e suas funções – Período composto por coordenação Concepções filosóficas. .  Identificar a Escola Literária (Prémodernismo. em suas respectivas épocas.  Construir valores envolvendo a cidadania. CONHECIMENTOS LITERÁRIOS  Identificar a Escola Literária (Prémodernismo.  Promover discussões sobre a função da literatura na transmissão do conhecimento. Teatro. compreender e interpretar o texto do romance.    CONTEÚDOS Papel dos códigos não verbais na comunicação. Modernismo e Pós-Modernismo. Processo de interação comunicativa – recursos de fluência e expressividade (júri-simulado). Produção.3ª fase e tendências da literatura contemporânea no Brasil Poesia. Teatro.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 48 LÍNGUA PORTUGUESA − 3ª SERIE HABILIDADES  Construir o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto e do contexto. modernismo e pósmodernismo) a que pertencem os textos trabalhados julgando-os conforme o seu posicionamento. Análise linguística: – Valor semântico dos advérbios – Valores semânticos dos artigos e dos numerais – Período composto por subordinação Processo de interação comunicativa – recursos de fluência e expressividade (seminário).

da escrita. o currículo escolar passou por várias transformações em sua estrutura. buscando não somente repassar um conteúdo quantitativo. somente mais tarde. às suas estruturas linguísticas e gramaticais ou à comunicação desvinculada dos contextos reais da vida do/da estudante. A difusão do idioma inglês no Brasil remonta à década de 193011 impulsionado pelo contexto político e econômico nacional e internacional e a necessidade de aprendizado de uma língua estrangeira no mundo contemporâneo. escolhida pela comunidade escolar. A abordagem inicial para o ensino de uma Língua Estrangeira no país foi feita pelo método direto que pregava o estudo da língua através da própria língua e.394 – Lei de Diretrizes e Bases – Seção IV – Do Ensino Médio . A heterogeneidade das culturas dessas comunidades aliada a variedade das finalidades de uso do idioma faz da língua inglesa um instrumento social de comunicação necessário para o enfrentamento das demandas crescentes de uma sociedade globalizada. surgiram propostas de desenvolvimento das habilidades da leitura.puc-rio.será incluída uma língua estrangeira moderna. o mundo atual sofreu mudanças que se refletem nas relações interpessoais. e uma segunda. isto é. no exercício de algumas profissões.pdf/> site acessado em 30/09/2008 às 17h30 (p. os objetivos não são somente voltados ao estudo da língua por ela mesma. o inglês conta com muitas variações de pronúncia. nas trocas de informação e em todo o processo de aquisição do conhecimento. em caráter optativo.dbd. e da fala. dentro das disponibilidades da instituição.04) e <http://www.2 LÍNGUA ESTRANGEIRA − INGLÊS A inclusão do ensino da língua inglesa nos sistemas educacionais foi um processo gradativo e culminou na promulgação da Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96 que estabelece a obrigatoriedade de Língua Estrangeira Moderna para o Ensino Médio10. Como idioma oficial ou segunda língua difundida nos cinco continentes. os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) instituem três grandes áreas do conhecimento: Linguagens. Em 1999.br/pergamum/tesesabertas/0510556_07_cap_02. mas também privilegiar o conteúdo qualitativo. mas a uma aprendizagem crítica e consciente. Essencialmente competitivo. são permeadas por fatores socioculturais que influenciam de forma direta os seus usos. Ciências Humanas e suas 10 Lei n⁰ 9. instrumentos de comunicação. 11 <http://www2. Neste contexto.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 49 7.uea. sem que nenhuma delas possa ser considerada a „ideal‟ ou mais „correta‟.III .org/info/portugale/ED37-portugala. Hoje.html/> site acessado em 30/09/2008 às 17h40 . já que refletem as inúmeras maneiras de expressão de diferentes comunidades linguísticas. levando-se em consideração que as línguas. Códigos e suas Tecnologias. como disciplina obrigatória.

1995. buscam dialogar com os componentes de cada uma destas áreas.Feb 27. SP: Mercado de Letras. sem abrir mão dos próprios valores. oral digital.English for Specific Purpose. pois a construção da identidade se instaura na relação do eu com o outro (MATURAMA. os recursos e avanços tecnológicos não necessariamente deixam de lado as metodologias de ensino de línguas já existentes. Em se tratando da língua inglesa. Em ambiente digital multimidiático14. relacionadas entre si.SEDF estabeleceu como eixos norteadores do Currículo da Educação Básica: o Letramento e a Diversidade. Portanto. 15 Ambiente multimidiático refere-se às diferentes mídias escrita. MSN Messenger. In KLEIMAN. mas de abreviações. Este diálogo permite reconhecer outros valores. em contextos específicos. o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita se dá em múltiplas situações cotidianas e requer do indivíduo vários tipos de letramento. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 50 Tecnologias. envolvendo discursos multimodais15 que vão além do signo escrito. De acordo com Ângela Kleiman (1995)12. possibilitando novas estratégias para o ensino de uma língua estrangeira.).” Assim. Ângela. Weblogs e Orkut) são exemplos de letramento nas práticas sociais que pressupõem a existência de um emissor e de um receptor inseridos em um determinado contexto. O conceito de Letramento definido por vários autores é amplo. a Secretaria de Estado da Educação . efeitos sonoros e visuais. mas podem se unir às técnicas utilizadas anteriormente para facilitar o aprendizado e ampliar a visão de mundo do/da estudante para além de sua própria comunidade linguística. atualizado das mudanças ocorridas na utilização dos códigos de linguagem. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. 1999). e ao mesmo tempo. Em 2008. é imprescindível que o/a estudante esteja ciente.(ESP)13 e a comunicação mediada pelo computador (salas de bate-papo. 1987) English for specific purposes for the university (English Language Teaching Documents) by David Harper 14 Discursos multimodais são os que se apresentam nas diferentes modalidades. Matemática e suas Tecnologias que. 13 Developments in english for specific purposes: a multi-disciplinary approach (Cambridge Language Teaching Library) by Tony Dudley-Evans and Maggie Jo St John English for specific purposes (Cambridge Language Teaching Library) by Tom Hutchinson and Alan Waters (Paperback . (Org. Campinas. despertando sua consciência crítica em relação à diversidade étnico-linguística – fruto do multiculturalismo e plurilinguismo destas comunidades. falada e digital. para objetivos específicos. pode-se definir letramento como “um conjunto de práticas sociais que usam a escrita. Ciências da Natureza. quais sejam: escrita. o uso da linguagem para fins específicos. Deste modo. O acesso à rede mundial de computadores proporciona também oportunidades de inclusão social e digital ao permitir a interação do/da estudante com culturas de outros países. 12 KLEIMAN. enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia. Angela B. as práticas de linguagem não são compostas só de frases.

etc. o Currículo. 2006. ler e escrever) passam a ser “comunicação oral. como já vem sendo feita por muitos. comunicar-se com pessoas via computador. (Orientações Curriculares Nacionais para o ensino médio. já que.98 – 109. códigos e suas tecnologias/Secretaria de Educação Básica – Brasília: Ministério da Educação. de 20 de dezembro de 1996. filmes. bem como a situação de desigualdade vivida pela população indígena e negra do Brasil e dos países de língua inglesa. crítico-reflexivo integrado em um mundo cada vez mais polissêmico e multicultural 16 Linguagens.394. . leitura e prática escrita”. A comunicação oral deverá ser parte integrante deste currículo. modificada pela Lei no 10. Estes projetos podem ser trabalhados de forma criativa e lúdica. mas a comparação do que é lido com as opiniões do leitor e levá-lo a refletir a respeito de sua realidade. volume 1) p. por meio de obras literárias. de 9 de janeiro de 2003.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 51 De acordo com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio16. não há sentido em se estudar outros idiomas. diversidade. 17 Lei n° 11.639. e outros. As aulas deverão ser planejadas com base em temas relativos também aos valores sociais como: cidadania. a oralidade deverá ser consolidada. Secretaria de Educação Básica. ouvir. transformando o ato de ensinar/aprender em uma experiência intelectual e prazerosa como de fato deve ser. deverá partir de um trecho de linguagem contextualizado. responder formulários.645/08 que altera a Lei no 9. deverão incluir as questões da diversidade e das relações étnico-raciais17. jogos entre outros. músicas. as quatro habilidades básicas para a aprendizagem de LEM (falar. A gramática. 239 p. principalmente as eletrônicas. por sua vez. Diante das multiplicidades de uso do idioma inglês. A parte escrita será baseada na real utilização dessa habilidade em situações práticas significativas como: elaborar e responder mensagens. sem ela. pois a inserção no mundo de trabalho pode depender dessa habilidade para concretizar-se. Os projetos temáticos. enquanto ferramenta de apoio ao/à professor/a na construção do processo cognitivo oferece diretrizes para o desenvolvimento das competências e habilidades que se articulam à formação de um cidadão autônomo. A leitura deverá proporcionar não somente a compreensão do texto. justiça social. Nesta etapa de ensino. peças teatrais. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

idade. feriados e férias. Interpretação e produção de texto (gêneros textuais variados). Leitura. que ocorrem num determinado momento. Situações orais no tempo passado. Simulação de situações do cotidiano. étnica e linguística do povo brasileiro. Projetos temáticos. profissão. Trocar informações sobre ações contínuas que ocorrem num determinado momento. Trocar informações sobre planos para o futuro. interrogativas e negativas. Leitura. Trocar informações sobre ações no passado utilizando estruturas afirmativas. Passado Simples. endereço. Verbo there to be (Haver). Situações no tempo futuro. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Identificar existência e posição de seres e objetos. posição e qualidade de seres e objetos. Identificar o possuidor de objetos e a relação entre seres. Projeto temático sobre a cultura indígena. Simulação de situações orais das habilidades e capacidades físicas e intelectuais. Leitura.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 52 INGLÊS − 1ª SÉRIE HABILIDADES      Reconhecer a contribuição dos índios para a diversidade cultural. Leitura. Expressar circunstâncias de lugar e tempo. Interpretação e Produção de texto (gêneros textuais variados). Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Fornecer e obter informações sobre dados pessoais. esporte. Ler e interpretar textos variados estimulando a visão crítica de sua realidade. Textos relacionados à cultura indígena. Projeto temático relacionado à cultura afro-brasileira. Trocar informações sobre ações contínuas. número de telefone.          CONTEÚDOS Artigos (A/AN) Preposições. existência. Futuro com Will e Going to. Projetos temáticos. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Refletir sobre a imigração involuntária dos negros e sua contribuição em diversos aspectos da cultura brasileira. tais como: finais de semana. Passado contínuo. Pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo (personal pronouns e objective pronouns). Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Verbos Regulares e Irregulares.                          LETRAMENTO E DIVERSIDADE     . Verbos Can e Could. Fornecer e obter informações sobre pessoas. rotina. Identificar ausência. Expressando habilidades e capacidade (be able to). Interpretação e produção de texto (gêneros textuais variados). caso possessivo e pronomes reflexivos. nacionalidade. Pronomes possessivos. lugares e objetos utilizando pronomes. adjetivos possessivos. Phrasal Verbs – Look and Turn (verbos acompanhados de preposições). tais como: nome. membros da família e preferências. Presente Simples (Do/Does). Interpretação e produção de texto (gêneros textuais variados).

Leitura. Relacionar na análise e compreensão do texto. Present Perfect / Present Perfect Continuous. Reconhecer o uso da Língua Inglesa como atividade social realizada com determinadas atividades e interesses. Projetos temáticos Verbos Modais e Anômalos + Be able to. Leitura.  Modo Imperativo.  CONTEÚDOS Comparativos e Superlativos de Adjetivos. pedir e proibir. Pronomes indefinidos.  Passado Contínuo. Usar a linguagem para comparar e classificar. Desenvolver os recursos de fluência e expressividade no manejo do código verbal durante o processo de interação comunicativa.  Projetos temáticos relacionados à cultura indígena. Some/Any e seus compostos. fotos. sugerir. Trocar informações sobre ações no passado se uma data definida. Analisar um texto utilizando os vocábulos referentes ao passado. Present Perfect / Simple Past.     Present Perfect. Projetos temáticos Phrasal Verbs: Take and Get. Tag questions (confirmação de enunciado).  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). informações de outras fontes de referências (ilustrações.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 53 INGLÊS − 2ª SÉRIE HABILIDADES       Usar a linguagem para opinar. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Leitura. Refletir sobre a imigração involuntária dos negros e sua contribuição em diversos aspectos da cultura brasileira. gráficos. Trocar informações sobre o passado com uma data definida e sem uma data definida. Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). tabelas). interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados).  Leitura. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Aquisição de vocabulário (cognatos e falso cognatos). Passado Perfeito. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Projetos temáticos relacionados à cultura afro-brasileira LETRAMENTO E DIVERSIDADE                  . interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados).

 Orações condicionais: 1º Caso.  Conjunções (conectivos). Compreender que a língua é um meio para se situar no mundo.  Leitura. Voz passiva. Reconhecer estruturas gramaticais que expressam situações reais e/ou hipotéticas.  Simulação de situações que ocorreram no passado. elementos da voz passiva e ações vivenciadas no passado. elementos da voz passiva e ações vivenciadas no passado.     Orações condicionais: 2º e 3º casos.  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Inferir o sentido dos enunciados a partir dos elementos do texto.  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). Leitura. Exteriorizar e socializar conhecimentos adquiridos com coerência e coesão.  Comparação dos tempos verbais: presente.  Leitura. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados).  Simulação de situações com verbos na voz passiva. Utilizar a leitura como um processo holístico que exige o entendimento contextualizado. universo temático e as estruturas morfológicas. Verbo anômalo – Used to. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados).  Projetos temáticos relacionados à cultura indígena. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados)  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). considerando o contexto.  Projetos temáticos  Discurso direto e indireto (Reported Speech).  Aquisição de vocabulário (cognatos e falsos cognatos). o universo temático e as estruturas morfológicas.  Simulação de frases hipotéticas. Expressar por meio do discurso indireto ações ocorridas em diversos contextos. Refletir sobre a imigração involuntária dos negros e sua contribuição em diversos aspectos da cultura brasileira.  Projetos temáticos  Phrasal Verbs : Give and Put (verbos acompanhados de preposição). passado e futuro. Produzir sentenças coesas utilizando conjunções e pronomes. Reconhecer estruturas gramaticais que expressam situações reais e/ou hipotéticas. Identificar diferentes palavras que resultam em novos significados. interpretação e produção de textos (gêneros textuais variados). Interpretar o sentido de uma palavra ou expressão.  Projetos temáticos relacionados à cultura afro-brasileira.  Futuro com WILL e GOING TO. Usar a intertextualidade no processo de interpretação de textos.  Pronomes Relativos. Construir conhecimentos por meio de informações e diálogos.  Leitura.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 54 INGLÊS − 3ª SÉRIE LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS              Interpretar o sentido de uma palavra ou expressão considerando o contexto. LETRAMENTO E DIVERSIDADE  .

desde há muito tempo. é composta por variantes socioculturais. “cada língua. psicologia. longe de ser algo homogêneo. da literatura. Brasília. pedagogia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 55 7. O idioma é também de grande importância em pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento: química. Também nesse caso. . da moda e das ciências. a língua das artes. O francês traz em seu bojo uma tendência constante para a globalização.unilat. direito. Além de ser falada nos cinco continentes. história.” (MEC. ainda carente de profissionais e estudantes que dominem o idioma para suprir as necessidades oriundas dessa demanda. de uma das línguas oficiais reconhecidas pela ONU e da língua oficial dos Correios e Telégrafos. p. Com tantos apelos em tantas áreas do conhecimento. que verifica as diferenças culturais por meio de outro letramento. sociologia. Conforme o documento das Orientações Curriculares para o Ensino Médio. hotelaria. 2002. O estudo da língua francesa promove o desenvolvimento da leitura. política. traz o ensino da língua francesa para mais próximo de sua realidade cultural e desperta o espírito crítico do/da estudante. seu valor para o patrimônio cultural mundial é inegável. Disponível em:< http://dtil. além de abranger situações variadas. biologia. 19 Segundo o portal Direção de Terminologia e Indústrias da Língua (DTIL). Assim. Orientações pedagógicas para os Centros Interescolares de Línguas. Acessado em 29 de setembro de 2008. por ser. se vale de meios de comunicações diversos como a internet. Não podemos esquecer que a internet representa uma fonte constante de pesquisa e atualização de professores/as e estudantes. A língua.htm/>. turismo.org/LI/2007/pt/resultados_pt. antes mesmo de o termo ter o significado que atualmente tem. física.3 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA − FRANCÊS A língua francesa desempenha um importante papel no mundo globalizado. da União Europeia. em suas variantes socioculturais. em estudo sobre língua e cultura na web de 2007. cotejando os diversos padrões linguísticos. 101)18 . por exemplo. de um dos idiomas oficiais dos Jogos Olímpicos. contrapondo seu conhecimento identitário com um conhecimento estrangeiro e contextualizado 18 DISTRITO FEDERAL (Brasil). Secretaria de Estado de Educação. da comunicação oral e da escrita como práticas contextualizadas nas mais diversas situações. da culinária. música etc. o francês revela toda sua modernidade e dinamismo. da filosofia. o estudo do francês também contribui para a inclusão social e digital. uma vez que é a terceira língua mais utilizada pelos internautas do mundo19. visto que se trata de uma das grandes línguas internacionais faladas nos meios diplomáticos. não é de se espantar que o francês tenha uma demanda crescente para o mundo do trabalho.

se enriqueceu de novas significações com o passar do tempo. há quase trinta anos. 2002). auxilia no desenvolvimento pessoal. os alunos nos CILs podem aprofundar seus conhecimentos para além daqueles previstos no currículo. estimula a valorização do plurilinguismo e da cidadania. 6). . Devemos lembrar que a aprendizagem de uma língua estrangeira. ministrado a estudantes da rede pública de ensino pelos Centros Interescolares de Línguas (CILs) e pelo convênio da Aliança Francesa. favorece a diversidade cultural ao exercitar a tolerância e a abertura às outras culturas. 23) 22 Os conteúdos trabalhados nessas séries são agrupados em níveis semestrais nos CILs. aos níveis B3. B4 e B5. O estudo do francês nos aproxima de um tema transversal constante que é a francofonia20. Habib Bourguiba ou Hamani Diori. O continente africano representa uma das fontes mais sólidas dos estudos da francofonia21. explicar. ou seja. pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). no final do ensino médio. conteúdos. O nascimento institucional da francofonia deve-se a homens de estados africanos como Léopold Sédar Senghor. O Currículo de Francês deve propiciar ao/à estudante. apreender. no mínimo. o desenvolvimento de ações intelectuais importantes para qualquer área do conhecimento e para vida do/da estudante. No ensino médio. mestiçagem e paz. discernir. pelo vestibular. Por se tratar de regime semestral. desperta o interesse do/da estudante para viajar e conhecer outros países. o francês se mistura a outras línguas africanas. associar. Em: La francophonie. 21 Na África. opinar. (p. No Distrito Federal. imaginado pelo geógrafo francês Onésime Reclus no século XIX. entre outras. Dessa mestiçagem pode nascer uma nova língua. Sendo que o aluno pode estar em um nível mais avançado se não tiver reprovado ou parado nenhum semestre. as ferramentas necessárias para se ascender ao mundo do trabalho. Essa proximidade favorece. que são atendidos desde as séries finais do ensino fundamental até o final do Ensino Médio22. Os Centros Interescolares de Línguas abarcam a grande maioria dos/das estudantes de francês da rede pública de ensino do Distrito Federal. complementa a formação geral dos/das estudantes. o francês é. o 1º. O francês. descrever.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 56 Ressaltamos também o fato de a língua francesa ser de origem latina. Com base em um currículo sólido e em 20 O termo “francofonia”. aguça seu espírito crítico. o francês nesse caso. Ibid (p. competências e habilidades exigidos pelo Programa de Avaliação Seriado (PAS). por meio da leitura e da escrita. Trata-se do francês falado nos cinco continentes com suas diversidades e plurilinguïsmo. Esse termo está intimamente associado às palavras solidariedade. A equivalência de série e nível pode ser vista nas Orientações Pedagógicas para os Centros Interescolares de Línguas (Brasília. dentre outros. 2º e 3º anos equivalem. a francofonia e africanidades podem compor um novo quadro comparativo interessante e instigante para o entendimento da diversidade cultural. da compreensão e da fala. como refletir. assim como o português.

inserida em contextos socioculturais. Perguntar a hora e momentos do dia. quoi” Vocabulário de alimentos de um feira ou mercado Revisão dos números Leitura e produção de texto Oralidade Vocabulário de alimentos de restaurante Verbos referentes à alimentação Diferenciação do artigo partitivo e do artigo definido em contração com a preposição “de” A preposição “à” para descrever alimentos compostos Leitura e produção de texto Oralidade Pronomes indefinidos: quelque chose e quelqu‟um. Simular ser convidado. reconhecer móveis. os estudos. escolher refeições e pagar contas. Promover o desenvolvimento da leitura. comparar. discutir ideias na participação de diálogos e apresentações orais. Externar os conhecimentos adquiridos oralmente e por escrito. um dia. telefone fixo. celular e Internet. quel(le)(s). Utilizar a linguagem verbal para argumentar. festas e presentes. Refletir sobre a língua em seus aspectos socioculturais de modo contextualizado. Compreender e expressar pontos essenciais de temas familiares como as refeições na França. visitar um apartamento. Comparar coisas e pessoas. Verbos do terceito grupo: connaître e ouvrir Adjetivos possessivos Revisão dos pronomes tônicos Interrogação: Qui est-ce? Qu‟est-ce que c‟est? Pronome complemento objeto direto Leitura e produção de texto Oralidade LETRAMENTO E DIVERSIDADE                              Vocabulário de descrição de uma casa ou apartamento Verbos do segundo grupo: sentir Adjetivos possessivos Pronome complemento objeto direto Pronome complemento objeto indireto Negação dos artigos indefinidos e partitivos Imperativo Presente Horas Verbos pronominais Comparativos Interrogação de uma sentença negativa Resposta afirmativa “si” Leitura e produção de texto Oralidade . quantidades e preços. Perguntar sobre algo ou alguém. Fazer perguntas sobre alimentos. se dê a ampliação da oferta da língua francesa no ensino regular. da comunicação oral e escrita como práticas culturais contextualizadas. Dar ordens. FRANCES − 1ª SÉRIE HABILIDADES          Valer-se processualmente da língua francesa como código de comunicação em sala de aula. savoir. Depreender o essencial de anúncios e mensagens simples e claras Ler textos curtos simples. Entender a língua estrangeira como instrumento de letramento. Reduzir sentenças por meio da substituição de um nome ou grupo nominal por um pronome. comment. almejamos que. Simular situações em um restaurante. combien. Conhecer especificidades culinárias de países francófonos e compará-las com a culinária do Brasil. turismo. Caracterizar os alimentos a partir de sua composição. Consultar cardápios. partes da casa e membros da família.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 57 consonância com as demais línguas estrangeiras modernas (o inglês e o espanhol). qui. a Francofonia. vouloir. conselhos ou fazer pedidos.                     CONTEÚDOS Verbos modais: pouvoir. Identificar o possuidor de objetos e a relação entre os seres. reconhecer alimentos e objetos Falar de alimentos demandando uma porção. opinar. o curriculum vitae etc. où. o trabalho. a infância e as férias. Utilizar a língua francesa como código de comunicação em classe com fluência e expressividade. prendre Artigos Partitivos Pronomes Interrogativos: “est-ce que. a televisão. as liquidações. o clima. convite para almoço ou jantar.

da comunicação oral e da escrita como práticas culturais contextualizadas. Perceber que a escrita não pode ser vista de forma abstrata desvinculada do contexto de seus usos e de seus usuários. tamanhos de roupas e sapatos. Comparar pessoas e coisas de modo superlativo. Entender a língua estrangeira como instrumento de letramento. Compreender e expressar pontos essenciais de temas familiares como as refeições na França. o trabalho. Depreender o essencial de anúncios e mensagens simples e claras Promover o desenvolvimento da leitura. celular e Internet. Indicar itinerários. Exprimir desejos e intenções. Promover o desenvolvimento da leitura. Perguntar preços. fatos que acabaram de acontecer e fatos que vão acontecer em um período de tempo definido. proibir e interditar. festas e presentes. Dar ordens. Falar do clima e fazer previsões meteorológicas. pleuvoir  Expressão: Il faut. plus  Leitura e produção de texto  Oralidade        Vocabulário de atividades cotidianas Outras formas negativas Pronomes indefinidos: chaque e chacun Leitura e produção de texto Oralidade      . Simular situações de compra de roupas e sapatos. toutes Imperativo afirmativo e negativo Leitura e produção de texto Oralidade  LETRAMENTO E DIVERSIDADE          Futuro simples  Superlativos  Expressão da condição: «si + presente + outro verbo no futuro  Vocabulário do clima e da meteorologia  Verbos: faire. Refletir sobre a língua em seus aspectos socioculturais de modo contextualizado. Narrar fatos que estão acontecendo no momento da enunciação. a televisão. o curriculum vitae etc. Negar ações de diversas maneiras. CONTEÚDOS         Vocabulário de lojas. o clima. venir de. Conhecer e valorizar diferentes culturas e realizar interações sociais por meio da linguagem.... a Francofonia. conselhos ou fazer pedidos. Narrar ações que não são mais realizadas. Expressar acontecimentos futuros previstos. Comunicar tarefas habituais e atividades familiares. toute.  Advérbios de quantidade  Futuro próximo  Leitura e produção de texto  Oralidade  Imperativo dos verbos pronominais  Galicismos: être en train de. aller + infinitif  Negação: ne. a infância e as férias. turismo. telefone fixo. convite para almoço ou jantar. Entender que cada língua e cada cultura usam a escrita em diferentes contextos para fins diferentes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 58 FRANCÊS − 2ª SÉRIE HABILIDADES           Valer-se processualmente da língua francesa como código de comunicação em sala de aula.. tous. moi non plus Adjetivos demonstrativos Pronome demonstrativo « ça » Adjetivos indefinidos : tout. Externar os conhecimentos adquiridos oralmente e por escrito. os estudos. da comunicação oral e da escrita como práticas culturais contextualizadas. as liquidações. calçados Vocabulário de itinerário e passeios Expressões: moi aussi. Identificar objetos e mostrá-los. Prever acontecimentos futuros desejados ou esperados. roupas. inserida em contextos socioculturais.

Narrar fatos passados e descrever as circunstâncias em que tais fatos ocorreram. Construir conhecimentos por meio de informações e diálogos. CONTEÚDOS  Vocabulário de comparação da França e da francofonia  Vocabulário da infância e das férias  Expressões comparativas: mieux e meilleur  Utilização de très e trop  Imperfeito do indicativo  A forma restritiva: ne. Desenvolver a confiança. Utilizar conhecimentos linguísticos no processo de interpretação e produção de textos. inserida em contextos socioculturais. Articular expressões de maneira simples a fim de narrar experiências e eventos. Desenvolver a capacidade de observação e de argumentação. Depreender o essencial de anúncios e mensagens Ampliar a visão de mundo dos/das estudantes. turismo. estudo e CV Passado composto e imperfeito A colocação dos adjetivos A negação Leitura e produção de texto Oralidade LETRAMENTO E DIVERSIDADE             Vocabulário para narrar férias e incidentes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 59 FRANCÊS − 3ª SÉRIE HABILIDADES         Valer-se processualmente da língua francesa como código de comunicação em sala de aula. viagens Passado composto com auxiliar être e avoir Colocação dos advérbios no passado Leitura e produção de texto Oralidade Vocabulário de trabalho. as liquidações. convite para almoço ou jantar . Perceber a língua estrangeira como instrumento de interação comunicativa inserida em contextos socioculturais. Considerar o caráter da leitura como prática cultural e critica. que  Leitura e produção de texto  Oralidade            Vocabulário de férias. o trabalho. descrever o tempo  Passado composto e imperfeito  Interrogação e negação com o passado composto  Leitura e produção de texto  Oralidade  .. o clima. Perguntar sobre fatos passados. Entender a língua estrangeira como instrumento de letramento. Refletir sobre a língua em seus aspectos socioculturais de modo contextualizado. criatividade e autonomia através de experiências bemsucedidas no uso da língua francesa. trabalhando o senso de cidadania e a capacidade crítica. Externar os conhecimentos adquiridos oralmente e por escrito. os estudos. celular e Internet. Narrar uma história ou intriga de um livro ou de um filme e exprimir reações. festas e presentes. telefone fixo. Conhecer e língua francesa como instrumento de valores socioculturais e destacar a importância da diversidade cultural. Compreender e expressar pontos essenciais de temas familiares como as refeições na França. Valer-se da narração para contar lembranças.. a Francofonia. a televisão. Negar que certos fatos ocorreram. de linguagem essencial para a construção da cidadania e para a formação do/da estudante. a infância e as férias. o currículum vitae etc.

Por se tratar de regime semestral. . que são: a (inter)pluriculturalidade. uma vez que a língua estrangeira estará abrindo novos horizontes ao seu pensamento. educacionais. B4 e B5. o 1º. a compreensão oral. Devemos avançar incentivando o/a estudante a uma aprendizagem muito mais intensa e complexa fazendo. adotando uma postura crítica e comunicativa entre os diversos conteúdos abordados no curso. a produção oral. é fundamental que o/a professor/a de espanhol trate o ensino/aprendizado d23a língua espanhola não apenas como uma maneira de expressar-se e sim como um código de linguagem constituído de conhecimentos culturais e valores sociais. 23 Os conteúdos trabalhados nessas séries são agrupados em níveis semestrais nos CILs. este documento busca extrapolar os eixos culturais. A intenção aqui almejada é fazer com que o/a estudante.161 de 5/08/2005) e facultativo nas escolas que atuam na modalidade Ensino Fundamental. seja agente do seu próprio aprendizado. políticos. de maneira que se desenvolvam as competências recomendadas pelo MEC nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 60 7. econômicos e outros. sociais. mas também construindo a sua formação como cidadão consciente e crítico. informativos. se perceba como um cidadão de um mundo diversificado e heterogêneo. e refletir sobre o caráter amplo da disciplina e sobre o processo de construção da identidade própria e do outro. Esse novo tratamento que a Língua Espanhola passou a receber entre as disciplinas vinculadas ao currículo do Ensino Médio no Brasil nos traz a consciência. Dessa forma. 2º e 3º anos equivalem aos níveis B3. tanto no âmbito social e cultural como político. os alunos nos CILs podem aprofundar seus conhecimentos para além daqueles previstos no currículo. Nesse sentido. No ensino médio. com que ele seja mais que um receptor. a competência comunicativa. Por isso. atualmente concebidos por professores/as e estudantes de LEEspanhol.Espanhol passou a ser obrigatório nas escolas de Ensino Médio (Lei nº 11.4 ESPANHOL Desde agosto de dois mil e cinco. ao aprender uma língua estrangeira o/a estudante deve perceber que ele não está apenas aprendendo a comunicar-se em um idioma diferente do seu. além das quatro habilidades de compreensão e expressão escrita e oral. o ensino da Língua Estrangeira Moderna. a forma e o modo como se tem aprendido e ensinado o idioma e as culturas hispano falantes. assim. a compreensão leitora e a produção escrita sem perder de vista a ludicidade da aprendizagem e a realidade das competências. Isso nos obriga a repensar os objetivos que queremos alcançar. no componente curricular Espanhol. que perpassam o processo de ensino linguístico ou instrumental.

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Entendemos, porém, que estas recomendações não se findam aqui e, sabemos que ao ter conhecimento da grandiosidade cultural de uma língua, o/a estudante é motivado a ser mais exigente, à medida que ele entende e interpreta a sua própria língua. Isso o levará a um estudo mais profundo, fazendo analogias com os conhecimentos já adquiridos, o que promoverá um ganho a todos os envolvidos no envolvidos no processo educacional do/da estudante: pais, professores/as e sociedade. Além de promovê-lo como ser humano. Assim, sugerimos a interdisciplinaridade com os demais componentes do currículo do Ensino Médio.

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ESPANHOL − 1ª SÉRIE HABILIDADES
  Fazer uso, gradualmente, da língua estrangeira como código de comunicação na sala de aula. Explorar, como instrumento de letramento, o uso da língua estrangeira e os aspectos socioculturais dos países que falam espanhol, ouvindo música; lendo textos jornalísticos, de revistas e outros; assistindo a filmes; ouvindo e participando de palestras, etc. Expressar oralmente e por escrito ações e desejos em um futuro imediato. Criar diálogos telefônicos simulando situações concretas de uso da língua. Produzir textos orais e escritos expressando dúvidas e probabilidades. Substituir em produções orais e escritas, os complementos diretos pelos pronomes equivalentes. Ler textos relacionados com a promoção do lazer. Reconhecer o Pretérito Perfeito Composto, em textos orais e escritos, em situações passadas, ainda relacionadas com o presente. Narrar oralmente e por escrito acontecimentos no passado recente utilizando os marcadores temporais do Pretérito Perfeito Composto. Produzir textos orais e escritos expressando pedidos de desculpas, surpresa e decepção. Reconhecer e empregar o Pretérito Indefinido em textos orais e escritos. Narrar situações passadas utilizando os marcadores temporais do Pretérito Indefinido. Ouvir e ler biografias de personalidades. Compreender os estados de ânimo e relacioná-los a situações reais e descrevê-las. Empregar expressões de interesse pelo estado de ânimo de alguém. Ler e compreender textos sobre meio ambiente que enfatizem a sua valorização. Reconhecer e empregar em textos orais e escritos a posição e posse de objetos e seres. Fazer comparações entre objetos, pessoas e ações. Identificar e empregar vocabulário adequado para referir-se ao clima e à temperatura. Separar as sílabas das palavras de acordo com a especificidade da língua espanhola                           

CONTEÚDOS
Perífrase Verbal de Futuro (ir+a+infinitivo). Marcadores Temporais Complemento Direto do Verbo. Vocabulário: expressões usadas ao telefone, lazer, expressões de incerteza, indiferença e probabilidade. Leitura e produção de texto Oralidade Particípios Passados. Pretérito Perfeito Composto do Indicativo. Marcadores Temporais. Narração de acontecimentos recentes. Vocabulário: pedidos de desculpas, expressões de surpresa e decepção. Leitura e produção de texto Oralidade Pretérito Indefinido. Marcadores Temporais. Pronomes e adjetivos indefinidos. Vocabulário: estados de ânimo, expressões de interesse pelo estado de ânimo das pessoas. Leitura e produção de texto Oralidade Adjetivos e Pronomes Demonstrativos. Adjetivos e Pronomes Possessivos. Verbos Impessoais. Uso de “muy” e “mucho” Comparações do adjetivo. Separação silábica. Vocabulário: clima e temperatura. Leitura e produção de texto Oralidade

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LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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ESPANHOL − 2ª SÉRIE HABILIDADES
  Fazer uso, gradualmente, da língua estrangeira como código de comunicação na sala de aula. Explorar, como instrumento de letramento, o uso da língua estrangeira e os aspectos socioculturais dos países que falam espanhol, ouvindo música; lendo textos jornalísticos, de revistas e outros; assistindo a filmes; ouvindo e participando de palestras, etc. Reconhecer o Pretérito Imperfeito em textos orais e escritos. Descrever situações passadas utilizando os marcadores temporais do Pretérito Imperfeito. Perguntar e expressar oralmente e por escrito obrigações e ausência de obrigações impessoais e pessoais. Ouvir, ler e narrar oralmente e por escrito biografias de personalidades. Ampliar processualmente os conhecimentos históricos e culturais de países hispanofalantes. Perguntar e responder questões utilizando o verbo “doler” e o vocabulário das partes do corpo. Expressar, oralmente e por escrito, enunciados impessoais. Substituir em produções orais e escritas, os complementos indiretos pelos pronomes equivalentes. Expressar condição nas produções orais e escritas. Comparar objetos e seres. Simular situações para emprego do vocabulário sobre doenças, relacionado-o com o vocabulário já estudado. Narrar ações passadas interrompidas por outras. Expressar continuidade de uma ação passada para descrever e narrar fatos e situações. Acentuar adequadamente as palavras. Ouvir, ler e produzir textos sobre esportes, comparar a cultura local com a de países hispanofalantes. Reconhecer os desportistas famosos de países hispanofalantes.                 

CONTEÚDOS
Pretérito Imperfeito do Indicativo Marcadores Temporais. Perífrase Verbal de Obrigação Vocabulário: Biografia. Acontecimentos históricos. Leitura e produção de texto Oralidade Verbo “Doler” Frases Impessoais com SE. Complemento Indireto do Verbo Vocabulário: partes do corpo. Leitura e produção de texto Oralidade Orações Condicionais (si+presente do indicativo). Graus do adjetivo: regular, comparativo e superlativo. Vocabulário: doenças. Leitura e produção de texto Oralidade Perífrases Verbais: “Llevar + Gerundio” e “Estar + Gerundio”. Acentuação Gráfica. Vocabulário: esportes Leitura e produção de texto Oralidade

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LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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ESPANHOL − 3ª SÉRIE

HABILIDADES
  Fazer uso, gradualmente, da língua estrangeira como código de comunicação na sala de aula. Explorar, como instrumento de letramento, o uso da língua estrangeira e os aspectos socioculturais dos países que falam espanhol, ouvindo música; lendo textos jornalísticos, de revistas e outros; assistindo a filmes; ouvindo e participando de palestras, etc. Ampliar o uso dos verbos ser e estar na língua espanhola. Reconhecer e empregar o Futuro Imperfeito em textos orais e escritos. Prever situações futuras utilizando os marcadores temporais do Futuro Imperfeito do Indicativo. Expressar planos de viagens, perguntar e responder questões sobre dados pessoais. Conhecer modelos de documentos pessoais de países hispanofalantes. Simular situações que envolvam a utilização desses documentos e preenchimento de formulários. Reconhecer e empregar o Presente do Subjuntivo em textos orais e escritos. Expressar desejos, probabilidades, dúvidas. Manifestar opiniões e indiferenças. Construir textos dissertativos que expressem opiniões e indiferenças. Ordenar, aconselhar, instruir, proibir . Reconhecer o Condicional Simples em textos orais e escritos. Manifestar desejo e/ou condição em situações pouco prováveis ou improváveis. Seguir ou dar instruções de como preparar receitas de comidas típicas dos países hispanofalantes. Reconhecer e empregar o Pretérito “Pluscuamperfecto” em textos orais e escritos. Narrar fatos passados ocorridos anteriormente a outros. Diferenciar estilo direto e indireto. Transmitir informações recebidas usando o estilo indireto oralmente e por escrito. Ouvir, ler e produzir textos orais e escritos sobre os meios de comunicação.                   

CONTEÚDOS
Uso de Ser e Estar Futuro Imperfeito do Indicativo. Marcadores Temporais do Futuro. Vocabulário: Documentos pessoais e viagens. Leitura e produção de texto Oralidade Presente do Subjuntivo. Expressões de Subjuntivo. Leitura e produção de texto Oralidade Imperativo Afirmativo e Negativo Condicional Simples Vocabulário: tarefas domésticas. Leitura e produção de texto Oralidade Pretérito “Pluscuamperfecto” Estilo Indireto. Vocabulário: meios de comunicação. Leitura e produção de texto

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LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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7.5 ARTE

A Arte excede, de muito, os limites das avaliações estéticas. Modo de ação produtiva do homem, ela é fenômeno social e parte da cultura. Está relacionada com a totalidade da existência humana, mantém íntimas conexões com o processo histórico e possui a sua própria história Benedito Nunes

Este documento traduz-se como a nova proposta curricular do componente curricular Arte do ensino médio e integra o presente Currículo de Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Vamos começar com uma reflexão que se pode relacionar a uma abordagem do ensino de Arte sob uma perspectiva sócio-histórico-cultural, entendida como meio de instrumentalizar o/a professor/a com vistas à elaboração de materiais didáticos e pedagógicos a fim de planejar e construir metodologias e estratégias para abordagem e aquisição de diferentes habilidades e conteúdos escolares, voltados para a aprendizagem significativa, a partir do seu contexto escolar. Segue-se o eixo formado pelo binômio epistemológico letramento e diversidade, presente neste documento. O mundo globalizado no qual estamos inseridos está em constante transformação de tendências, que ora acontecem por evolução, em alguns momentos por ciclos, ou ainda, por rupturas presentes nas ideias estéticas norteadoras da arte e, do Ensino de Arte. Para a arte educadora Terezinha Losada 24(Arteduca 2008, p.9):
é importante ter a modéstia de saber que nenhum currículo esgota uma área de conhecimento, e todo o conhecimento é provisório e parcial, não esgotando a complexidade de seu objeto, especialmente quando se trata do ser humano e sua fantástica capacidade simbólica. (LOZADA, Arteduca 2008, p.9)

Entende-se que a reflexão acima, faz-se mister para o entendimento de que os currículos mudam para dar conta das demandas da sociedade, pois esta apresenta mudanças. No que se refere ao componente curricular Arte, neste momento é natural que venha à tona questões tais como o percurso histórico da Arte no Ensino Médio, alguns marcos legais e os anseios dos/das professores/as de Arte. Quais os objetivos, o que se pretende com o ensino e a aprendizagem por meio do componente Arte? Quais as características do componente curricular Arte? E, como situar professores/as e estudantes, no ensino médio?
24

ANTONELLO, C.; NARITA F.; LOSADA, T. Práticas pedagógicas: Artes Visuais, Música e Teatro. Arteduca,/IdA/UnB 2008, p.9.

1998. (BRASIL. modificada pela Lei no 10. a ludicidade e as relações étnico-raciais e. as diferenças de gênero e de orientação sexual.R.) o sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos. 79-B. as pequenas narrativas. por definição a Arte. Art. 182o da Independência e 115o da República.639. Dessa maneira a presença da Arte na escola possibilita o conhecimento sensível-cognitivo. 2000. comunicacional e favorece o aprendizado cultural dos/das estudantes e a sua MEC/SEMTEC. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 9 de janeiro de 2003.M. e com o multiculturalismo. A identidade cultural na pós-modernidade. o nacional. a inclusão no currículo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena27.645. a cultura da paz. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. afirma o educador espanhol Fernando Hernández (2000).. S. observar a LEI No 10. 2) investigação e compreensão e 3) contextualização sociocultural29. as relações simbólicas. Ministério da Educação. 13) “torna-se uma celebração móvel. de 20 de dezembro de 1996. de 20 de dezembro de 1996. inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura AfroBrasileira e Indígena. Rio de Janeiro: DP&A. atualmente já se deseja ver superado o viés tecnicista praticado à entrada da Arte nas 25 26 humanização. MEC/SEMTEC. o meio ambiente. p. identidades que não são unificadas ao redor de um “eu” coerente”. (. tal importância deve-se particularmente aos seus aspectos estéticos e comunicacionais. mudança educativa e projeto de trabalho.) e é definida historicamente (. São muitos os modos de organizar o ensino em Arte e suas conexões interdisciplinares28. crítico. integra a Área de Linguagens. estético. F. 29 BRASIL.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 66 Nos Parâmetros Curriculares Nacionais − PCN. Parâmetros Curriculares Nacionais.394. HERNÁNDEZ. Neste sentido. 2002). contudo procura-se ter o foco nas competências e habilidades a serem desenvolvidas dentro de três categorias: 1) Representação e comunicação. 26-A e 79-B: "Art. Brasília. 27 Observar a LEI Nº 11. o regional.639. apontam-se como foco o diálogo sensível e simbólico com a cultura local ou nacional e internacional. S. 2000. as tecnologias da informação e da comunicação. Altera a Lei no 9." Art. de 9 de janeiro de 2003. 26-A. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como „Dia Nacional da Consciência Negra‟. 28 CAMPELLO. oficiais e particulares. Educação em Arte: uma proposta de formação continuada de professores de artes visuais por meio da utilização das tecnologias de informação e comunicação. Neste contexto surgem questionamentos a respeito da arte hegemônica europeia e são apontadas novas abordagens que visam valorizar: o local. Dissertação apresentada ao Instituto de Artes da Universidade de Brasília.394. HALL. Olhando o passado da história da presença Legal do ensino de Arte no Distrito Federal. 1o A Lei no 9. Brasília: MEC/SEMTEC. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Ainda.. Cultura visual.C. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. a diversidade. 2002. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. (BRASIL. O conceito de Identidade para Stuart Hall25 (1998. Códigos e suas Tecnologias. A arte está em relação dialógica com a com a cultura visual26. passa a vigorar acrescida dos seguintes art. ... de 10 de março de 2008. Porto Alegre: Artmed. Art. 2002). de 9 de janeiro de 2003.

Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. M. por outro lado. 35 BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. tratando o ensino e a aprendizagem da Arte como linguagem e. enfim. Como se pode ler em BRASIL. 85). Linguagens. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Lei na qual há o reconhecimento da importância do Ensino de Arte. estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. 1998. UnB. 34 BRASIL. A imagem no ensino da arte. Este documento orienta a educação rumo a Estética da Sensibilidade na formação da compreensão da alma humana. Dissertação de Mestrado. voltada para o mundo do trabalho. e do ensino da História da Arte. Conselho Nacional de Educação. aprovado em 01/06/98. que. e houve a reivindicação por parte de arte educadores por uma Arte/Educação comprometida com propostas pós-modernas31. Os avanços curriculares reclamados pelos arte educadores na década de oitenta. Parecer 15/98 de autoria da Conselheira Guiomar Namo de Mello. Torna-se um foco a importância de aprender a ser e 30 30 . São Paulo/ Porto Alegre. 198 p.394/96. Mas. 1999a. de Arte como conhecimento e de um programa de Arte. e por falta de consistência crítica e pedagógica. Diário Oficial da União. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. como área de conhecimento. 85. . no inicio dos anos 90 com a reforma educacional implantada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB . ___________Tópicos utópicos. p. 2004. 32 BRASIL. entre outras providências. adquiriram força e visibilidade e foram atendidos. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Lei 9. foi amplamente debatida pela sociedade nos anos 80. relegou a Arte a atividades de recreação. Seguiram-se a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio . A. A inexistência de um corpus teórico. de sensibilidade. 1997. Ministério da Educação. que nortearam o Ensino Médio. Orientações Curriculares do Ensino Médio. Ministério da Educação. de estudo da estética e de sensibilidade crítica. Por um lado houve a alegria de a Arte ser contemplada e batizada inicialmente como a Disciplina Educação Artística. Brasília. 23 dez. Neste viés inicial. Códigos e suas Tecnologias. Departamento de Artes Visuais. MEC/SEMTEC. A reprodução de diferentes métodos artísticos descontextualizados. como Componente Curricular obrigatório na Educação Básica de Ensino33. 1999). A. 1998). Em seguida o Parecer nº 1534 (BRASIL. Brasília: MEC/ SEB.Lei nº 9394/9632. Um aplicativo multimídia para o ensino da arte: geometria. na qual professores/as polivalentes colecionavam álbuns com modelos de aulas. Brasília: Ministério da Educação. 2004.1991. p. Belo Horizonte: Com/Arte. DF.PCNEM. 31 Ver a Proposta Triangular nas obras de BARBOSA. a abordagem escolar da arte não vinculava o educativo ao estético Brasil (MEC/SEMTEC. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. (BRASIL. Perspectiva/Iochpe. 33 BIANCHO FILHO.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 67 escolas por meio da Lei 5692/71. 1996. na prática houve a profusão de repetições de técnicas artísticas.PCNEM35. Secretaria de Educação Básica. como receita. de 20 de dezembro de 1996. dentro da ética. com o passar do tempo instalou-se um vazio criativo.

Linguagens. P. como agentes transformadores rumo a solução de situações problemas. Brasília: MEC. na sua casa. e de como acompanhamos novas abordagens na educação. professores/as e a comunidade escolar frente às exigências da globalização. e põe seus atores. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. no Relatório nº15. Orientações Curriculares no Ensino Médio. Secretaria de Educação Básica. DF: MEC. segue-se o documento Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. 2004. 1996. paradigmas e concepções tais como a interdisciplinaridade. . a saber: aprender a conhecer. SEB. Dessa maneira. A Instituição Escolar. Na sequência de documentos a respeito do currículo. UNESCO. 38 36 DELORS. 2006). das Tecnologias da Informação e da Comunicação. numa interface dialética e dialógica com o mundo. O ensino de Arte. Ministério da Educação. deve abarcar as quatro especificidades curriculares.85).85. 39 BRASIL. Nesse sentido o ensino de Arte é um saber que se constrói socialmente.p. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez. Linguagens. Códigos e suas Tecnologias. estudantes. (MEC/SEMTEC. a saber: as Artes Visuais. de comunicação e de informação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 68 suas interações e construções cotidianas de boa convivência com o outro. 2002. 2006. Códigos e suas Tecnologias. de expressão. são identificadas pelo Relatório da UNESCO36. Ver a referência aos quatro pilares da educação relativos às necessidades de aprendizagem dos cidadãos no terceiro milênio. Códigos e suas Tecnologias39 (MEC/SEMTEC. 38 BRASIL. os PCN+37 (BRASIL. a apreciação e a contextualização dos conhecimentos da área. procura-se manter atitudes de boa convivência e de estar atento ao conhecimento desse mundo. como campo propício para compreender e usar os sistemas das diferentes linguagens como meio de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados. Ministério da Educação. deve-se habilitar para entender os sistemas sígnicos que constituem a produção. Brasília. J. 37 BRASIL. 244p. a aprender a fazer. aprender a conviver e aprender a ser. a contextualização e a abordagem da Arte como integrante da Área de Linguagens. códigos e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Linguagens. 1998) Há ainda. outros epistemas. Dessa forma “o como” adquirimos o conhecimento em arte. com o conhecimento. Nesta presente proposta curricular do componente curricular Arte. a Música o Teatro e a Dança. com o universo da arte dentro e fora da escola. SEB. MEC. Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC/ SEB. (DELORS. de acordo com os PCNEM e PCN+. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. na sua comunidade e na vida. MEC/SEMTEC 2002) ofereceram subsídios para firmar o ensino de Arte como linguagem e delimitando as suas competências e habilidades. 2004. Assim.

é a compreensão da interação morfológica e sintática dos signos textuais escritos. conhecendo e ressignificando o encontro com o outro. De acordo com Néstor García Canclini40 ( 1977. N. Esses signos estão presentes na variedade das manifestações de fruição estética. No II ENCONTRO NACIONAL SOBRE HIPERTEXTO – Gêneros Digitais 25. ou não. Segundo Costa Multiletramento reconhece a multiplicidade de significados que combina vários modos (visual.346/96. isto é do letramento ampliado ao multiletramento41. que esse campo está condicionado pela história social e varia com ela. Linguagens. tornando-se uma pessoa letrada”. e 27 de outubro de 2007 – Universidade Federal do Ceará. Luckesi (1998. na cultura visual e no mundo globalizado. Atualmente há o entendimento do papel da arte na escola. p. no texto Letramento Visual: da web ao celular.”. da imagética fixa e audiovisuais móveis. os intermediários e o público. 2006. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. sonoros. cênicos. jovens e adultos. imagéticos. e a necessidade para questionar. SEB. por meio do componente curricular Arte. MEC. com o sistema simbólico. digitais. A convivência e a diversidade trazem no seu cerne a aplicação do conceito de identidade. G. auditivo. Giselda dos Santos. movimento e outros) e seus contextos sociais “experimentar textos pertinentes culturalmente e de projetar novos textos. em diferentes tecnologias. interpretar e criticar o que é visto e experimentado. Letramento como interpretação.Fortaleza. Há um Letramento artístico? Pode-se dizer que a compreensão da arte está ligada à interpretação simbólica dos bens culturais da humanidade. integrando a legislação educacional que se seguiu à Lei de Diretrizes e bases a Educação Nacional. textual. É preciso saber viver.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 69 Esse documento é dirigido em especial aos/às professores/as e procura resguardar os avanços identificados nos PCN. 1979. Secretária de Educação Básica. 2006. A produção simbólica: teoria e metodologia em sociologia da arte. e podem ser estudados por meio da análise morfológica e sintática contextualizada dos planos de expressão e de conteúdo das obras42. com a complexidade da vida. (BRASIL. 41 Multiletramento é um termo utilizado por Msc COSTA. Lei nº 9. com o meio ambiente. para que as relações estéticas não caiam no subjetivismo. . Pode-se questionar como mensagens estéticas devem ser estudadas. Códigos e suas Tecnologias. 2007). 26. a obra. alteridade e construção social. Dessa forma se identifica a importância de contextualização. Ministério da Educação. de conhecer cada linguagem e de estar em consonância com culturas plurais. 112) “devem levar em conta que o valor das obras se produz num campo complexo que inclui o artista. como uma abordagem do que é ser humano. 42 BRASIL. pode ser incorporada às experiências educacionais de crianças. Brasília: MEC/SEB.) Para Carlos Cipriano Luckesi (1998) a vivência educacional voltada à ludicidade. 40 CANCLINI. (COSTA. campo sensível que pondera a respeito do entendimento mais aprofundado de diferentes textos.

atenda às exigências da diversidade. são articulações pedagógicas lúdicas para o estudo da estética da arte. os recursos da informática são ferramentas. do letramento. que para o seu entendimento. a Internet . de estudo e de conhecimento.ENEM. prazer ao ser humano. que para serem devidamente tratados com os/as estudantes. da escola. para o ensino e a para a aprendizagem lúdica da arte. o aprendizado de linguagens de programação. o Exame Nacional do Ensino Médio . salienta-se que a seleção dos conteúdos e habilidades ao longo das três séries do ensino médio esteja em consonância com o Projeto Político Pedagógico. de softwares livres e gratuitos. que são muito bem-vindas para a produção. da . No entanto é preciso frisar que embora essas diferentes linguagens se manifestem de modo integrado no cotidiano. As mensagens nos chegam aos sentidos gerando significados. acredita-se que as TICs são uma das vias do efetivo multiletramento digital (COSTA. do mundo do trabalho e.e a utilização de diferentes TICs..webart na Rede Mundial de Computadores.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 70 p. cada qual possui seu próprio sistema de elementos e códigos estilísticos. A atividade lúdica é aquela que dá plenitude e. 2007) e. No ensino médio as metodologias.25) afirma que “. por isso. Portanto.as TICs . O mesmo ocorre nas áreas das Ciências Humanas e da Natureza. exige a presença de um/a professor/a com formação especializada em cada uma das citadas linguagens. seja como jogo de regras”. seja como exercício. da comunicação e das novas tecnologias computacionais. ao docente de Arte. tecnologias e interfaces digitais. sugere-se selecionar conteúdos e estratégias em conjunto com os seus/suas estudantes. a mecatrônica. estratégias didáticas e pedagógicas envolvendo as atividades lúdicas podem incluir os recursos das Tecnologias da Informação e da Comunicação . seja como jogo simbólico. entre outras não digitais. mediando a interação do/da estudante e desses objetos de consistência. das demandas sociais avaliativas da Educação Básica tais como: o vestibular. Enfim. Para Venturelli (2004) a análise de endereços eletrônicos apropriados à arte e voltados à pesquisa de arte na WEB . de Games entre outras linguagens. no estudo de linguagens artísticas.no planejamento de atividades prazerosas e interdisciplinares.. rumo à construção de metodologias e didáticas que vão mediar o processo de ensino e de aprendizagem de competências gerais do ensino médio e dos conteúdos referenciais e as habilidades específicas de cada uma das especificidades curriculares do componente Arte. no ensino médio. com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006) e que. Neste caso também a ocorrência integrada dos fenômenos naturais e sociais na realidade cotidiana não exclui a necessidade do olhar especializado de cada componente curricular.

A arte. históricas. Arte e a mitologia brasileira. como cidadão. adquire conhecimentos para: conviver. antropológicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 71 Prova Brasil e do Programa de Avaliação Seriada –PAS/CESPE/UnB. Arte e questões estéticas. 2006). mudança social e correntes estéticas. políticas. Arte e as questões sociais. científicas. o corpo e o conceito de Identidade Individual. o PAS/CESPE/UnB. obedecendo como eixo estruturante as necessidades apontadas pela UNESCO para o III milênio (Parecer nº 15/ PCN/MEC/1998). as Orientações Pedagógicas para o Ensino Médio (MEC/SEB/. Música. como ser que aprende. Dança – em cada uma das três séries. constam sete articulações temáticas sugeridos para abordar os Conteúdos Referenciais e as Habilidades em cada uma das séries do ensino médio. Como se pode constatar abaixo: 1) 1ª Série Eixo: Aprender a ser . Arte. de orientação sexual. Sugestão de Articulação Temática:        Arte e Filosofia.a construção de identidades e a arte. tecnológicas e culturais. Pluralismos e a convivência cultural pacífica. geográficas. Arte e a formação do mundo ocidental. a saber: 1ª série – Eixo: Aprender a ser . sociológicas. entre outros exames avaliativos. o programa das quatro linguagens e especificidades do Componente Curricular Arte – Artes Visuais. econômicas. mitologia e formação de Identidades no mundo globalizado . raça/etnia em diferentes contextos e épocas.Arte x Natureza x Deus. Teatro.  3ª Série – Eixo: O ser humano.a construção de identidades e a arte. 2ª Série – Eixo: Ser um indivíduo na sociedade e reconhecer o outro.   2) 2ª Série Eixo: Arte e cidadania. Sugestões de Articulação Temática:   Arte e as relações interculturais. o Vestibular entre outros instrumentos de avaliação. Arte. em diferentes culturas e épocas. Visando atender as demandas e questões supracitadas nos dois parágrafos anteriores estabeleceu-se como sugestão. Abaixo de cada um dos três objetos de conhecimento. Arte e Matemática. cidadania. Diversidade de gênero. aqui mencionados anteriormente. de faixa etária. interagir e participar do mundo da arte. o indivíduo e suas descobertas como um ser no mundo. três eixos/objetos de conhecimentos. Arte e Antropologia. Neste sentido apresenta-se em seguida. vivenciar. Ser um indivíduo na sociedade e reconhecer o outro. .

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    

Arte e as relações entre o conhecimento, a Pluralidade, a Diversidade Cultural e o Meio Ambiente; Arte e os conceitos de Alteridade e de antropofagia e suas relações com a arte. A arte e a utilização de tecnologias produzidas pelas Ciências, e os seus diferentes desdobramentos artísticos; Arte e as suas raízes mitológicas/ religiosas/ antropocêntricas/ modernas, a partir do mundo renascentista; Arte e evolução técnica e tecnológica – pintura/fotografia/cinema/animações e mixagens digitais, ou não.

3) 3ª Série Eixo: O ser humano, como ser que aprende, adquire conhecimentos para: conviver, vivenciar, interagir e participar do mundo da arte. Sugestões de Articulação Temática:        Arte e produção artística; arte e indústria x arte e conceito; a arte e a função simbólica; Arte e Identidade; memória cultural brasileira; Arte e Tecnologia - Poéticas digitais; arte na rede mundial de computadores. Arte Pós-Moderna e a Arte contemporânea/Arte híbrida: mixagens de suportes, mídias e linguagens. Arte e sociedade. Arte como propostas de soluções artísticas, para resolver situações problemas; A Arte e como participar do mundo do trabalho - Profissões na área da arte; Arte e Identidade Cultural Coletiva; Tecnologias da Informação e da comunicação e as mudanças sociais. A seguir constam os textos introdutórios de cada uma das especificidades curriculares do componente curricular Arte - Artes Visuais; Música; Teatro e Dança. Após os textos há as grades com as sugestões de Habilidades e de referenciais teóricos, para cada uma das quatro linguagens. Os Conteúdos Referenciais estão sugeridos em quatro bimestres, objetivando sincronizar o que se ensina e o que se aprende nas diferentes instituições escolares. Contudo o/a professor/a tem autonomia na seleção e recortes possíveis, ou ainda, para utilizar a mesma habilidade mudando apenas o grau de aprofundamento dos estudos, em mais de um bimestre, ou mesmo em mais de uma série. Dessa maneira é viável flexibilizar os conteúdos em projetos interdisciplinares. A divisão dos Conteúdos por bimestres favorece as exigências avaliativas, supracitadas, e o fluxo de estudantes entre as diferentes Instituições Educacionais.

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7.5.1 ARTES VISUAIS
E por certo reencontraríamos o conceito de história em seu verdadeiro sentido se nos habituássemos a formá-lo a partir do exemplo da arte e da linguagem. Maurice Merleau - Ponty43

A proposição das diretrizes44 curriculares para a área de linguagens, códigos e suas tecnologias, pretende ressaltar a relevância das disciplinas, no ensino médio, e particularmente, da arte em uma trajetória histórica de difusão e construção de saberes, reconhecendo que a convivência com a arte, sobretudo visual, possibilita a compreensão de outras obras artísticas, literárias, além de ser fonte de referência para o entendimento do processo histórico e sensibilização ou revitalização de emoções e vivências estéticas. Para45 Dubois46 (1995) É sabido que a arte avança paralelamente à ciência, à política ou à religião, e seus deslocamentos são semelhantes aos que ocorrem no interior da sociedade. De uma concepção teocêntrica do Universo, na Idade Média, migramos para outra antropocêntrica, na Renascença, enquanto, no mundo moderno, a máquina vai assumindo rapidamente as funções socioculturais do homem. Da passagem das duas dimensões medievais - altura /largura: tempo -, passamos na Renascença para três dimensões altura/largura/profundidade: espaço - e destas para as múltiplas dimensões de hoje – espaço e tempo se constituem uma unidade. Podem-se assinalar, assim, as diferentes manifestações da arte e, também, a forma como o observador percebe a obra. Se no Renascimento o observador é convidado ao mergulho visual no ponto de fuga, na modernidade, o observador se mistura aos seres e coisas para percebê-la, apreendê-la fenomenologicamente e, por fim, na contemporaneidade, este mesmo observador interage com a obra, a obra não acontece sem a presença dele. De acordo com Argan47(1992) a passagem da figuração para abstração ou do objeto ao conceito, pode-se dizer que não resultou da vontade isolada de um artista ou grupo de artistas. Pois iguais avanços e modificações se manifestam em outros campos da atividade humana – do pensar e do fazer. Há perfeita sincronicidade entre a teoria da relatividade e o cubismo analítico (pode-se até admitir que Georges Braque, Pablo Picasso ou Albert Einstein tenham
43 44

Merleau-Ponty, M. O olho e o espírito. São Paulo: Cosac & Naify. 2004. p.106. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. 45 AUGUSTO. Leci Maria C. As Dimensões da Imagem na Relação entre Arte e tecnologia. Dissertação /Programa de Pós-Graduação em Arte e tecnologia do Instituto de Artes da Universidade de Brasília,2007. 46 DUBOIS, Claude-Gilbert. O imaginário da renascença. Brasília: UnB, 1995. 47 Argan, Giulio Carlo. Arte moderna. Companhia das Letras. São Paulo. 1992.

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se encontrado um dia.), assim como sabemos da proximidade entre os estudos de Sigmund Freud e o método “alucinado-crítico” de Salvador Dali compor seus quadros, ou entre o desprestígio das ideologias vigentes e o conceito que deriva na transvanguarda. Assim, uma proposta curricular, que pense o ensino da arte, por ações, cuja proposta é fazer frente à tendência redutora do ensino, pode proporcionar ao/à estudante o desenvolvimento de habilidades e competências de reconhecer que fatores externos repercutiram e ainda repercutem, de modo decisivo, nas tendências artísticas. Por exemplo, que a Pop Art não existiria fora da sociedade de consumo, sendo influenciada pelos meios de comunicação de massa; que o grafite nasceu no metrô novaiorquino antes de ser cooptado para as galerias; que o hiper-realismo é um realismo tipicamente urbano, com base na fotografia. Só com a operacionalização de metodologias pedagógicas apropriadas à educação em arte, poderá haver efetiva contribuição para ampla difusão do entendimento da produção artística e da leitura crítica da imagem, no mundo atual. Segundo Richter48 (2003) Considera-se relevante que a prática pedagógica do/da professor/a no contexto em que ele atua seja a referência para os estudos de princípios e teorias socioeducativas e interculturais. Partindo da reflexão sobre sua ação pedagógica ou sobre seu fazer artístico, dialogando com esses princípios e teorias, o/a professor/a pode compreender melhor sua prática e expandi-la, propondo novas perspectivas, caminhos pedagógicos e artísticos significativos. Convém ressaltar que a escola pode propor uma educação desafiadora intelectualmente e preocupada com a formação do cidadão, quando, no seu currículo permitir tratam dos conflitos de significado e como determinadas obras, objetos, valores e expressões sociais significam em determinadas sociedades, num determinado momento histórico. Para Maciel (2004) a escola ao tratar a cultura visual49 e suas formas de produção como objeto de investigação na prática educativa e na formação docente, com objetivo de apropriação de suas formas de produção para expressão artística e leitura crítica do mundo, é
48

RICHTER, I. M. Interculturalidade e estética do cotidiano no ensino das artes visuais. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003. 215 p. 49 Maciel (2004) explica que Cultura Visual se torna um ponto de articulação da diversidade imagética, na qual está inseria a linguagem midiática, que envolve as tecnologias da informação e da comunicação, as ciências da computação e a mecatrônica. Sem perdermos o foco na história da humanidade observamos que se confunde com a da ciência e da arte, isto é, dependendo dos valores vigentes nas épocas em que foram geradas as obras de arte mudam, hoje são obras tecnológicas. Daí a importância do estudante saber programar, de preferência com software livre, para evitar o uso de pacotes pagos. É claro que isso sempre gera um grande problema, por um lado, o professor de arte que não domina esse conteúdo e, do outro, o próprio estudante que exige utilizar programas pirateados prontos para usar. MACIEL, M. L. B. Desenho: do animado ao interativo. Dissertação de mestrado. Brasília: UnB/IdA, mestrado em arte. 2004.

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uma exigência para construção de um currículo que contribua para repensar a arte na escola e na vida50. Quanto aos aspectos interculturais do currículo e que são tratados na obra James A. Banks - Cultural Diversity and education ( 2001)51. Ressalta-se alguns pontos que devem ser levados em conta na prática educativa socializadora e que incluem a diversidade cultural e étnica como parte do compromisso democrático para a dignidade humana. O currículo da arte pode favorecer a compreensão da cultura do seu país em seu conjunto; apoiar valores estéticos, atitudes e comportamentos a favor do pluralismo ético e da diversidade cultural, contribuir para discussão de resolução de conflitos sociais urbanos pela paciência, pela tolerância, razão crítica e cultura da paz. Nesse sentido, este documento visa orientar a prática efetiva do/da professor/a na sala de aula, processo que gira em torno de duas questões básicas: Qual o campo de conhecimento da disciplina? Como abordar esse conhecimento na escola? À primeira vista, parece ser uma equação fácil. O currículo elenca os conteúdos ligados ao campo de conhecimento, dando-lhe determinada sequência lógica, baseada em critérios históricos ou no grau de complexidade dos assuntos. Já no planejamento de aula o/a professor/a busca organizar as melhores atividades, estratégias e recursos para explorar os conteúdos curriculares. O problema é que, de acordo com os objetivos estabelecidos (ou implícitos) na educação, essas questões podem ser, e já foram ao longo da história, respondidas de diferentes maneiras. No campo específico do ensino de arte podem ser destacadas algumas tendências: Priorizando os conteúdos, a Pedagogia Tradicional enfatizava a erudição clássica e o treino de certas habilidades. Nas escolas das elites, o desenho geométrico era associado à formação dos meninos, para desenvolver o raciocínio lógico. Para as meninas eram reservados os trabalhos manuais, buscando sua formação como futuras esposas e mães. Havia, ainda, a formação profissional dirigida às classes populares nas escolas de artes e ofícios. Priorizando o/a estudante, a Pedagogia Nova nega o treino de habilidades técnicas e os estudos históricos sobre a arte, incentivando a pura prática artística nos ateliês, como modo de favorecer a livre expressão da subjetividade do/da estudante. Priorizando o contexto, a Pedagogia Crítica toma a arte como um meio para o/a estudante compreender e representar criticamente a sua realidade.

50

FREEDMAN, K. Currículo dentro e fora da escola: representações da arte na cultura visual. In: BARBOSA. A. M. (org.). Arte-Educação Contemporânea. Consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005, p.126142. 51 BANKS, J. A. Cultural diversity and education. MA: Allyn&Bacon, 2001.

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Priorizando as metodologias de ensino, a partir da década de 80 são problematizados todos os modelos anteriores em busca de alternativas que integrassem as várias esferas do ensino de arte: o conhecimento sobre a história da arte, a apreciação estética, o fazer artístico, e a contextualização dessas práticas. Ligada aos princípios da pedagogia de Paulo Freire, a Proposta Triangular, sistematizada por Ana Mae Barbosa, articula esses campos focalizando a contextualização cultural. De outro modo o DBAE (Discipline Based in Art Education), desenvolvido nos EUA, enfatiza a apreciação e o conhecimento do patrimônio artístico hegemônico. Priorizando a diversidade, as tendências multiculturais se fortalecem a partir dos anos 1990, questionando o viés hegemônico do ensino de arte, que desconsidera e, muitas vezes, desqualifica preconceituosamente, a cultura popular e de minorias étnicas. Paralelamente, outros aspectos ligados a diversidade cultural passaram a ser discutidos, tais como as diferenças de gênero, de idade, das chamadas necessidades especiais, entre outras. Priorizando as novas mídias contemporâneas, e a diversidade das questões culturais analisadas, observa-se na atualidade uma imensa flexibilização do conceito de arte. Em primeiro lugar porque a produção artística contemporânea não obedece mais às fronteiras canonizadas. Mas, principalmente, devido ao grande impacto da cultura de massa entre os jovens, veiculada nos mais diversos meios de comunicação, especialmente a internet. Hoje, esses aspectos não podem ser negligenciados no ensino da área de linguagem, seja no campo da linguagem verbal (Língua Portuguesa e Estrangeira), das artes (visual, sonora, cênica e corporal), seja na Educação Física. Considerando a conceituação metodológica dos Parâmetros Curriculares Nacionais PCN e das Orientações Curriculares para o Ensino Médio - OCN, relativa às especificidades curriculares do componente de Arte: Artes Visuais, Música, Teatro e Dança, relaciona-se à abordagem triangular ao desenvolvimento de habilidades, ou seja: o Fazer Artístico, isto é, a produção articulando uma linguagem; a Leitura crítica dos objetos de fruição estética e a Contextualização da produção e dos bens culturais. Em suma, assim como a arte, o Ensino de Arte também é uma prática social que tem sua própria história. Este caminho não é retilíneo ou evolucionista, sintetizando, ao contrário, as demandas de cada contexto histórico. Ao mesmo tempo, esse percurso histórico cria um campo sistematizado de conhecimentos educacionais, que podem ser resgatados pelo/pela professor/a em várias circunstâncias. Em outras palavras, podemos tirar lições do passado e do presente. Devido seu caráter de documento geral, o currículo pode, no máximo, mencionar esses aspectos, seja no âmbito dos “conteúdos” ou das “habilidades e competência”. No

adentrando às novas propostas significativas. de se reconstruir no processo de apropriação do lugar múltiplo. Nesse contexto. voltando-se para a conscientização de um ser cidadão que adota a crítica como postura vivencial. por não ter reconhecido o seu trabalho que. Ou então. uma insaciável necessidade de invadir espaços. fruto do discurso teórico de Vigotsky e de Paulo Freire que transitam centrifugamente do ser para sua vivência. no planejamento e execução de suas estratégias de ensino. concretizada na tranversalidade das propostas curriculares. . apenas o/a professor/a. enxergados como elementos fundamentais no processo de identificação desse “novo” indivíduo. Nesse processo. a trajetória pedagógica revela. Na educação brasileira. se sinta desprestigiado. instigando o desafio como estratégia e o jogo como elemento simbólico construtor do ser. aponta para uma prática pedagógica móvel. qualquer legislação educacional ou currículo que não seja amplamente discutido com os/as professores/as. para a direção ampla de um território frequentemente inexplorado. apesar de todas as adversidades. incluindo e elegendo as novas tecnologias como fio condutor dos percursos educacionais inovadores. Não é por outra razão que o/a professor/a. muitas vezes supera as expectativas ali expressas. o espaço lúdico em constante expansão. isolado em sua sala de aula. cada vez mais. contribui com o processo de formação rizomática do ser e de seu espaço constituinte. será letra morta. e também com os/as estudantes. geralmente se sinta impotente diante de documentos tais como o currículo. Uma coisa é certa. na sua interação pessoal com os/as estudantes. que inclui os museus. A herança multiculturalista. portanto. aponta para múltiplos olhares e infinitas soluções. voltamo-nos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 77 entanto. lidando com toda sorte de contingências e dificuldades. pode efetivamente concretizar esses princípios gerais. as exposições e mostras onde os horizontes cognitivos extrapolam o território árido das didáticas tradicionalistas. A redescoberta dos diferentes contextos sociais.

espaço positivo/negativo. ritmo. Identificar e analisar os códigos e símbolos presentes nas representações visuais PréHistóricas locais. refletir e compreender critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins – de caráter filosófico. cestaria. no seu fazer artístico. expressão e como ferramenta para a análise crítica da realidade e da história Identificar e distinguir os conceitos de bens materiais e imateriais das diferentes culturas Fruir e teorizar sobre as produções artísticas.e os arranjos sintáticos compositivos da obra nas suas produções visuais e da História da Arte. nacionais e internacionais . luz. empregando diferentes técnicas. HISTÓRIA DA ARTE PRODUÇÃO ARTÍSTICA NA PRÉHISTÓRIA  Arte na Pré-História. forma. cor . linhas estruturais. Índia. PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL  Arte pré-colonial no Brasil: PréHistória. textura. Organizar conhecimentos e analisar a história e as manifestações visuais da cultura indígena brasileira . máscaras. Analisar e identificar o estilo naturalista e geométrico da arte rupestre. Oriente. descrever. Investigar. observar. arte plumária. diferentes meios. linha. Identificar pinturas. Comparar as funções da arte em diferentes contextos e momentos da história.  Arte pré-colombiana IDENTIDADE  A representação artística e a relação com conceitos religiosos e filosóficos. esquemas geométricos. Santarém e outros. esculturas e outras formas de expressões. neolítico). experimentar e explorar.Américas. Analisar o conceito de identidade a partir de obras modernas e contemporâneas. compreensão dos processos criativos das produções artísticas nas diversas áreas da linguagem artística bem como das novas tecnologias aplicadas e leitura estética de imagens. pintura corporal. simetria e assimetria. emprego das mídias informatizadas ou não na composição visual de imagens. introdução à análise de imagens. máscaras. analisar e interpretar de forma contextualizada os elementos formais. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Pinturas rupestres X Arte Mural x Grafite X Pichação x representações contemporâneas outdoor e outros     LETRAMENTO E DIVERSIDADE          . China.cultura Marajoara. superfície. (Quem sou? De onde vim? Para onde vou?). volume. bem como distinguir. África. Ásia. ponto. Pesquisar. funções da arte. África. antropológico. morfológicos: cor. textura. Analisar e identificar a história e as manifestações visuais da cultura africana cerâmica. suportes e técnicas informatizadas ou não. comunicação e de expressão artística. pintura corporal. arte plumária. CONTEÚDOS TEORIA DA ARTE  Conceito de arte. forma . suportes materiais. histórico. Analisar.  Indivíduo e Cultura. semiótico.  Corrente básica: naturalismo LINGUAGEM VISUAL  Composição visual: tipos de perspectivas usadas para desenho. conceito de desenho. Utilizar o desenho como forma de conhecimento. gravuras. e outras produções bidimensionais e tridimensionais. materiais. Identificar e analisar a arte enquanto forma de conhecimento.cerâmica. Japão e Islã. científico e tecnológico. identificar e apreciar a produção do período pré-cabralino . e outras produções bidimensionais e tridimensionais. sociológico. cestaria.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 78 ARTE − ARTES VISUAIS − 1ª SÉRIE HABILIDADES   Distinguir e conceituar arte e natureza. manifestações da visualidade na Pré-História (paleolítico. ritmo. comunicação.

utilizar suportes. Românica e Gótica.) PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL  Arte pré-colonial no Brasil: arte indígena SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS: RETRATO E IDENTIDADE  Dürer . Cânone Clássico de Beleza. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Identidade e retrato PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO RENASCIMENTO  Renascimento e Maneirismo  Proporção áurea (estabelecer relação com entre Arte e matemática Arte. estética e poética da produção e do conhecimento artístico. PRODUÇÃO ARTÍSTICA NA ANTIGUIDADE  Arte no Egito. analisar e conceituar a arte e as suas funções na sociedade.  Identificar informações centrais e periféricas apresentadas na linguagem artística.  Identificar a arquitetura como manifestação artística e cultural.  Entender a noção de “obra” como configuração sensível: ética.  Identificar a produção tecnológica e intelectual nas manifestações culturais e artísticas. conhecer.  Estabelecer um paralelo entre arte rupestre e a arte urbana contemporânea.  Identificar. a fim de intervir positivamente na realidade. o contexto social e o exercício da cidadania.  Analisar conceitos de estética.  Inter-relacionar a arte e as apropriações culturais e interações entre os povos.  Pesquisar. reconhecer. interpretar.  Organizar conhecimentos da Arte enquanto produto de uma cultura em um determinado tempo.  Confrontar possíveis soluções para problemas arquitetônicos. ciência.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 79 ARTE − ARTES VISUAIS − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Desenvolver projetos artísticos individuais e/ou coletivos que levem em consideração a identidade do/da estudante.  Interpretar textos e narrativas culturais analisando as características morfológicas e sintáticas da imagem. conceitos e materiais.  Investigar. Grécia. Filosofia e Tecnologia renascentista. listar. conhecer diversas abordagens sobre o tema. Roma e Idade Média  Arte Cristã Primitiva SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS: AFRESCO MODERNO CLÁSSICO E AFRESCO  Pinturas de Pompéia e a Pintura Mural Mexicana LETRAMENTO E DIVERSIDADE PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO PERÍODO MEDIEVAL  Arte na Idade Média: Bizantina.  Identificar e analisar o valor simbólico nas diferentes representações na Idade Média. Frida Kahlo.  Debater e argumentar sobre os cânones de beleza clássica e padrões de beleza na atualidade defendendo ou se posicionando de forma crítica. pintura x fotografia . produzir e contextualizar obras artísticas utilizando e conhecendo materiais e suportes tradicionais e atuais.  Realizar trabalhos de pesquisa e experimentação utilizando diversos meios e suportes.  Identificar e Analisar as implicações estéticas e ideológicas das representações iconográficas da Idade Média CONTEÚDOS TEORIA DA ARTE  Conceito de estética. Tarsila.

assim como sua atuação na produção da arte (arquitetura. estabelecer um paralelo e distinguir a arte produzida no Brasil e na Europa no período do Renascimento.  Perceber as diferenciações morfológicas.  Ler e produzir textos visuais. símbolos e alegorias. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE . da condição de mestre e aprendiz. a iconografia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 80 ARTE − ARTES VISUAIS − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Relacionar técnica artística e intenção do artista na representação. bem como o sentido gerado em diferentes contextos. do ourives. semânticas. escultura. sintaxe e morfologia.  Comparar imagens produzidas no período medieval e as imagens do renascimento.  Identificar produções artísticas no período do renascimento onde o retrato de personalidades da época se impõe.  Reconhecer os processos de organização.  Refletir sobre o papel do artista no período do Renascimento . conhecer o significado dos elementos formais constitutivos da arte indígena e rupestre diferenciando-os e comparando-os com as visualidades e produção artísticas pessoais e com as manifestações urbana de moda e tribos. entre outros ofícios. do status do artista. sintáticas e ideológicas em diferentes processos de arte mural.  Investigar. de leitura e produção de textos visuais em diferentes mídias. arte pública.  Contextualizar. compreensão do processo de ensino da arte. analisando os temas.  Leitura comparada: corrente naturalista x corrente idealista. e as suas mixagens de canal.a extensão de sua atuação.  Analisar o Humanismo e suas implicações filosóficas para as representações artísticas.  Entender o tempo em que o artista viveu.  Interpretar a gramática visual em representações iconográficas. como manifestação sociocultural e histórica. sua condição social e suas ideias – olhá-lo como sujeito histórico. pintura).

TEORIA DA ARTE  Gêneros de pintura e técnicas de pintura e desenho em diferentes contextos históricos e sociais. cores quentes e frias. estéticas. sociais. Missão Artística Francesa.  Identificar.  Comparar.  Reconhecer a variedade de significados expressivos. HISTÓRIA DA ARTE MOVIMENTOS E PERÍODOS  Barroco e Rococó na Europa  Barroco no Brasil  Arte Colonial SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Estabelecer relações com a Literatura LETRAMENTO E DIVERSIDADE HISTÓRIA DA ARTE MOVIMENTOS E PERÍODOS  Neoclassicismo e Romantismo  Arte brasileira no século XIX. ambiente e evolução QUESTIONAMENTO E CONHECIMENTO SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Opções técnicas. comunicativos e simbólicos nas formas visuais e suas conexões temporais. individuais e/ou coletivas.  Relacionar composições artísticas do período Barroco com o apelo às emoções. culturais que geram diferentes sistemas simbólicos e explicam historicamente as opções estéticas. geográficos. tipos de harmonias) e composição visual. cor/pigmento. na linguagem visual.  Estabelecer paralelo entre o Barroco Europeu e o Barroco Brasileiro. simbologia das cores. culturas e estéticas.  Realizar trabalhos de pesquisa e experimentação utilizando diversos meios e suportes. éticas e políticas na tomada de decisões . políticos.  Organizar conhecimentos do período barroco brasileiro e seus principais representantes. Morfologia e Sintaxe visual.  Inferir sobre a influência do padrão estético europeu nas representações de artistas brasileiros.  Produzir e promover leitura de obras artísticas utilizando e conhecendo materiais e suportes tradicionais e atuais.  Analisar o Neoclassicismo enquanto movimento artístico que dialoga com a filosofia dos Iluministas. econômicos.  Investigar o Barroco em Goiás.  Analisar a reação dos Filósofos iluministas à cultura predominante nas cortes europeias.  Associar o Rococó como movimento artístico destinado ao mundo ocidental e sua elite.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 81 ARTE − ARTES VISUAIS − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar e explicitar contextos históricos. conhecer/reconhecer elementos básicos da linguagem visual para experimentar e produzir trabalhos em arte. sociais. CONTEÚDOS LINGUAGEM VISUAL  Linha como elemento estrutural das obras de arte (tipo e funções). Artistas Viajantes/Grupo Grimm e PréModernismo no Brasil.  Interpretar o imaginário social identificando os símbolos e alegorias reveladores da visão de mundo e da cultura. geográficas e culturais. identificar. PAISAGEM  Construção do espaço.  Conceitos de estética.  Realizar produções artísticas.  Identificar articulações políticas e filosóficas. interesses e valores relacionados ao movimento romântico. analisar e associar os diferentes processos de criação de espaços na composição em diferentes épocas.  Comparar imagens e arquiteturas produzidas no Renascimento com o Barroco nacional e internacional. luz como elemento expressivo. cor (cor/luz.  Identificar o romantismo como movimento que preconiza a ruptura com o padrão estético clássico.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 82 ARTE − ARTES VISUAIS − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Organizar. ACADEMICISMO NO BRASIL  Academia Imperial de Belas Artes no Brasil ARTE E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL  Revolução Industrial e o Realismo.  Distinguir Simbolismo e Realismo quanto ao eixo temático. CONTEÚDOS HISTÓRIA DA ARTE MOVIMENTOS E PERÍODOS  Realismo.  Relacionar o Realismo e as injustiças sociais provocadas pela revolução industrial. Reconhecer as diferentes alternativas culturais do país e a relação da arte com o pluralismo ético e a diversidade cultural . onde perspectivas individuais ou coletivas caracterizam narrativas temporais. Relacionar o pontilhismo com os estudos de óptica na biologia e na física. temas e conceitos provenientes das ciências. superfície. cor. luz e outros e suas potencialidades simbólicas e expressivas no estudo da paisagem. HISTÓRIA DA ARTE Impressionismo e Pós-impressionismo      . volume. Relacionar a forma e o conteúdo em obras artísticas do passado ou contemporâneas. Analisar a importância do impressionismo e do pós-impressionismo enquanto movimentos precursores do modernismo. Identificar e diferenciar elementos formais como linha. comparar e classificar os conhecimentos semânticos existentes nas narrativas visuais apontando e destacando semelhanças e diferenças nas formas de representação. fauna e flora. textura.  Identificar e comparar conceitos e momentos da expressão artística.  Reconhecer no seu fazer artístico ou na análise de obras. manifestações culturais. Relacionar a opção pela cor e seu estudo na arte e o advento da fotografia PB. humanidades. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Fotografia/Realismo. Conhecer e utilizar as possibilidades plásticas proporcionadas pela fotografia e pelas novas formas de produção de imagens. Identificar a arte como uma ferramenta de intervenção cultural e social. tecnológicas e culturais.  Fazer conexão com as disciplinas Física e Química LETRAMENTO E DIVERSIDADE    PRODUÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL  Pré-Modernismo no Brasil. informações jornalísticas e outros. Simbolismo. Identificar e reconhecer as criações artísticas nacionais e as influências interculturais. (Sociedade pré-rafaelita).

Relacionar a influência da Arte Africana no Cubismo. 1ª Guerra Mundial – História. Abstracionismo. Identificar o emprego de materiais diversos e o diálogo entre eles criando texturas.  Modernismo Brasileiro. otimizando sua função no Design. Estudar as razões da relação entre a arte infantil e o modernismo. Compreender a comunicação visual em sua função ideológica. e a arte fazendo parte da filosofia funcionalista do início do século XX. Semana de Arte Moderna de 1922. Relacionar a forma e o conteúdo em obras artísticas do passado ou contemporâneas. Compreender a importância do Dadaísmo e o questionamento sobre o conceito de arte. teatro. ARTE AFRICANA. Compreender o Abstracionismo como movimento Modernista consequência natural e desmembramento do Cubismo e do Futurismo. pintura. ARTE E INDÚSTRIA  Dadaísmo. identificar. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Estabelecer conexão com a Literatura  Arte Brasileira após a Semana de Arte Moderna: Grupo Santa Helena. de sentimentos e anseios de um povo. Antropofagismo. mobiliário e à ornamentação. MODERNISMO/VANGUARDAS HISTÓRICAS  Tradição e Ruptura  Expressionismo. Bauhaus. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Estabelecer conexão com o Imperialismo Europeu na África. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Futurismo. Analisar anúncios publicitários e o subtexto que estão a eles vinculados Conceituar e contextualizar a Arte Pós Moderna. analisar a arte como forma de comunicação. Surrealismo  Muralismo Mexicano  Arquitetura Moderna Brasileira – Brasília. Diferenciar o Design contemporâneo do Design do início do século. além de ferramenta para a análise crítica da realidade e da história.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 83 ARTE – ARTES VISUAIS – 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS TEORIA DA ARTE  Conceito de estética e crítica da arte.  Conceito de design e suas escolas: Art Nouveau. colagem e construções tridimensionais. Reconhecer o Muralismo Mexicano como manifestação artística voltada para a transformação social. Conhecer a escola Alemã Bauhaus e sua importância e singularidade no diálogo interdisciplinar entre arquitetura. Investigar. design e a filosofia funcionalista. Movimento PauBrasil. analisar as manifestações culturais das etnias africanas.                   Distinguir as influências que o fazer artístico pode incorporar e relacioná-las com outras manifestações artísticas nacionais e internacionais. Diferenciar Abstracionismo formal e geométrico.  Design contemporâneo e comunicação visual. Compreender o Design como o desenho aplicado à industria. Associar o movimento surrealista com a filosofia Freudiana e a simbologia do inconsciente. LINGUAGEM VISUAL  Composição visual. Cubismo. Identificar. expressão da cultura. Reconhecer Art Nouveau e sua forma singular de arte aplicada à arquitetura. Fovismo.

Action Painting. reciclagem. LETRAMENTO E DIVERSIDADE ARTE E TECNOLOGIA  Arte e Tecnologia – Web Design. Compreender a Arte Pós Moderna como citação. tipos e gêneros na representação contemporânea. Cinema. Identificar a arte não hegemônica e os limites dos conceitos de arte erudita. Multiculturalismo.  Minimalismo  Land Art  Arquitetura Pós Moderna. Analisar produções áudio-visuais como propagandas. novelas que aportam subtextos. Feminismo. emoções. Hipertexto. Arte e política. Entender Action Painting enquanto automatismo psíquico e consequência natural do Surrealismo. eruditas e de massa nos contextos locais. Identificar. e desconstrução. regionais e compará-las com outras manifestações nacionais ou internacionais. Multimídia. ARTE NO BRASIL  Abstracionismo no Brasil. Perceber na mídia a manipulação dos valores. Instalações Artísticas. Reconhecer a cultura visual com um meio para abordar a diversidade. comportamentos. analisar e produzir imagens fixas e móveis. ecologia. Rubem Valentin. Pesquisar e produzir arte como intervenção urbana. do desenvolvimento social e cultural nas suas produções artísticas ou nas produções dos artistas reconhecidos. Analisar a Pop Arte como crítica e apologia da cultura de massa.  Arte Pós Moderna  Arte Conceitual ARTE NORTE AMERICANA . Vídeo. decodificar. Fotografia. biotecnológicas. Organizar conhecimentos para articular arte. as Bienais. Identificar nas evoluções científicas. Concretismo e Neoconcretismo  Arte Conceitual SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS:  Arte africana e afro-brasileira. ARTE CONTEMPORÂNEA  Arte Contemporânea.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 84 ARTE – ARTES VISUAIS – 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS ARTE NO PÓS-MODERNISMO. Hipermídia. Investigar. tecnológicas. visando criar documentos visuais ou áudiovisuais. atitudes. Mestre Didi. Mário Cravo e outros. codificar. Compreender o Land Art como movimento artístico conceitual que extrapola o suporte convencional e utiliza a paisagem como meio. Perceber os reflexos da globalização na arte e em seu fazer artístico. Pop Arte. na mecatrônica. Pesquisar e analisar manifestações populares. identificar. nas novas abordagens e reflexões na arte. Identificar as influências da ciência e das tecnologias da informação e comunicação. Investigar. interpretação dúbia. .  Arte e Educação Ambiental                  Compreender a arte como Conceito e identificar seus principais representantes internacionais e nacionais. nacionais e internacionais. analisar as produções culturais afro-brasileiras – Caribé. Performance. SUGESTÕES DE ARTICULAÇÕES TEMÁTICAS: ALTERIDADE E INTERAÇÃO  O olhar do outro. aproveitamento e produção de materiais e suportes artísticos e criação estética. pesquisar analisar. comparar obras e artistas. na globalização. identificar. a pluralidade cultural e a interculturalidade. Identificar a utilização o acesso e a extensão da linguagem áudio-visual e das novas mídias na sua vida e na sua cidade. locais. popular e de massa.

394/96) e dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. 2006. especificando as habilidades e competências musicais. apreciação e execução. Assim. Aproveitando a recente aprovação da Lei 11.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 85 7. apoiadas pela técnica e literatura sobre música. temos a proposta baseada na improvisação musical. de fato. uma forte tendência na prática pedagógico-musical é a experiência direta com o fazer musical e criativo.175). portanto. podemos encontrar. raciocínio etc. a abordagem integrada das modalidades de composição. motricidade. com influências significativas de Koellreuter. p. Dentre as habilidades e competências musicais elencadas neste documento. 2006). qual a função da música? Como as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem ser utilizadas como nossas aliadas nas aulas de música? Essas são algumas das questões que são brevemente discutidas aqui. compositor e educador alemão. que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9. e de Keith Swanwick. bem como das habilidades e competências que serão priorizadas no ensino da música.769/08. neste momento de celebração pela volta do ensino de música às escolas. ainda temos que discutir muitas questões: Que conhecimentos são validados ao definirmos as habilidades e competências musicais? Como a diversidade de manifestações musicais e a aprendizagem musical informal são contempladas no currículo? Como garantir que a música seja tratada como um domínio especializado. Este documento. Do primeiro. nos três anos do Ensino Médio. e do segundo.2 MÚSICA Baseado prioritariamente nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (MEC/SEB. educador musical inglês. para especificações a respeito. já sinaliza um primeiro diálogo. .5. relacionando-as às competências gerais determinadas para o Ensino Médio. faz-se necessário um diálogo com todos os envolvidos na educação. do profissional que atuará com esse componente curricular nas escolas. Conforme as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (MEC/SEB. espera-se que o presente documento contribua para reflexões sobre possíveis práticas pedagógico-musicais a serem. este documento procura propor algumas linhas de ação para o ensino de música no Distrito Federal. com valor na própria experiência musical e não apenas como um meio para desenvolver outras habilidades (como socialização. realizadas nas escolas.)? No trabalho conjunto com os demais componentes curriculares. Entretanto. por exemplo. a proposta da experiência direta com esse fazer musical criativo.

Assim. mas também é primordial que os/as professores/as busquem proporcionar práticas musicais significativas. p. Esses aspectos constituem a dimensão de Forma. DEL BEN 2003. Ao discutir algumas práticas musicais em escolas. em detrimento a aulas expositivas sobre música. por exemplo). períodos e partes. a estrutura da música em termos de frases. Podemos atentar ainda para o caráter expressivo da música. com o controle seguro das vozes e instrumentos. p. se desenvolvem ou se contrastam. Essa é a dimensão de Expressão. discutindo como nos relacionamos com os elementos sonoros e como os transformamos em música. procurando abranger repertórios diversificados que possibilitem a melhor compreensão e construção de conhecimentos para a formação do cidadão. essa “necessidade de trabalhar com a diversidade de manifestações artísticas. com a forma pela qual os sons são manipulados. Finalmente. MP3s. . vale a pena ressaltar a importância de se considerar a diversidade de estilos musicais presentes no cotidiano de nossos/nossas estudantes. Hentschke e Del Ben (2003. como discorremos acima. para sua identidade expressiva. 1994.179) Desse modo. garantem o envolvimento direto com o fazer musical – por si só. em alguns casos. precisamos atentarmo-nos ao fato de que a presença de atividades de apreciação. composição e execução – modalidades que. foram sugeridas algumas habilidades que buscam promover o entendimento. Swanwick (1988. não asseguram uma prática musical significativa. como os vários gestos musicais se relacionam. compondo ou improvisando. o timbre da voz ou do instrumento. p. articulação. A essa dimensão Swanwick dá o nome de Materiais: a matéria sonora que constitui a música e suas qualidades específicas. Swanwick (2003) aponta a formação de uma subcultura da música escolar que. tocando um instrumento. atentando às dimensões da música que podem e devem ser trabalhadas nas modalidades de composição. Para isso.179) explicam: Quando vivenciamos música. seja ouvindo. suave. execução e apreciação. cantando. 2003) apresenta um modelo que define as dimensões da música. vídeos etc. (HENTSCHKE. Segundo Penna (2006. seja ela leve.39). Além de práticas musicais em aulas de música. identificação e criação de estilos e gêneros musicais de nossa cultura e outras. com expressividade. difere muito da música “real”. Resumidamente. podemos prestar atenção no modo como os sons são organizados no tempo. escutada pelos/pelas estudantes que consomem CDs. rápido. bem como suas experiências musicais fora do contexto escolar. alegre ou triste.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 86 Entretanto. definindo um sentido de direção. prestamos atenção ou nos relacionamos com as qualidades do som em si (forte. lento. é importante não apenas garantir o acesso às práticas musicais.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 87 considerando a todas como significativas”. entendem e apreciam música. outro ponto importante é com relação às funções da música no trabalho conjunto com outras disciplinas curriculares. Green (2008. esperamos que as linhas de ação propostas aqui fomentem discussões acerca de práticas pedagógico-musicais para estudantes do Ensino Médio do Distrito Federal de 52 Os conteúdos referenciais desta linguagem não foram distribuídos por bimestre.183).645/08. os/as professores/as poderão enfrentar dificuldades para justificar aos demais participantes da comunidade escolar qual o sentido da presença da música nos currículos escolares”. MP4. como previsto nos conteúdos referenciais52 e habilidades. mas a autora também nos alerta para a necessidade do diálogo entre as diferentes práticas musicais e culturais como “essencial para o crescimento de todos. A partir dessas pesquisas. e acessá-los em seus MP3. Não podemos ignorar as mídias às quais nossos/nossas estudantes têm acesso na atualidade: baixar músicas. como meio para ilustrar contextos históricos. Por fim. influenciando a forma como escutam. é o que vem apontando o multiculturalismo e pela Lei 11. “ao utilizar argumentos que não se referem às especificidades da música como domínio especializado. cooperando com seus colegas.2) tem levantado questões relacionadas à motivação dos/das estudantes com a educação musical. que tem valor na própria experiência musical como dimensão fundamental da cultura e. Música pode ser trabalhada como estratégia de ensino em outras áreas. . para evitar não só a tentação do etnocentrismo.” Com relação à valorização da aprendizagem informal no contexto formal das escolas. Green (2002. exemplificar proporções. a facilidade de acesso a produções sonoro-musicais pode ser explorada no ensino musical. Entretanto. celulares. elencados neste documento. entre outras. computadores é uma realidade entre os/as estudantes. sua autonomia como aprendizes e sua capacidade de trabalhar conjuntamente. p. A música apresenta um corpo de conhecimento especializado. Como alertam Hentschke e Del Ben (2003. tanto nas aulas como fora delas. Assim. Um último ponto levantado anteriormente diz respeito à utilização das tecnologias de informação e comunicação (TICs) na educação musical. 2008) vem demonstrando em suas pesquisas que incorporar práticas de aprendizagem informal nas escolas afeta os processos como os adolescentes adquirem habilidades e conhecimento. analisar letras de canções. p. e sem a intervenção dos/das professores/as. mas também os riscos do folclorismo ou da guetização. vídeos e jogos pela internet. deve ser vivenciada integralmente por meio de práticas musicais. por isso.

que as propostas e discussões garantam uma prática de ensino e aprendizagem musical em que os/as estudantes possam efetivamente fazer música nas escolas. possam construir e colocar em ação conjuntamente um currículo condizente com suas realidades. . principalmente. Esperamos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 88 modo que. tanto estudantes quanto professores/as.

identificar. textura. articular. Apreciar. harmonia. Conhecer e pesquisar formas de utilização de recursos tecnológicos na criação musical.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 89 ARTE − MÚSICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS                   Conhecer. Entender. discutir e expressar sensações. ideias e sentimentos provocados pela escuta de diferentes estilos musicais. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. Discutir a relação música e mídia. expressividade e senso de estrutura. intensidade e timbre) Estrutura formal (frases. agógica) Parâmetros do som (altura.              LETRAMENTO E DIVERSIDADE Elementos da linguagem musical (melodia. comparar e diferenciar obras de diferentes estilos musicais a partir da análise dos elementos musicais. Apreciar. Apreciar. Conhecer e identificar o emprego da voz e do corpo humano como instrumento musical nos diversos estilos. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. Analisar no contexto musical do Distrito Federal e entorno as relações entre estilos musicais e manifestações sociopolíticoeconômicas. características e recursos utilizados na sua composição. semelhanças. Conhecer e identificar o emprego de instrumentos musicais nos diversos estilos. das estruturas formais. comparar e analisar as diferentes formas de organização do som quanto aos seus parâmetros. Compreender a produção musical como forma de manifestação e de identidade cultural. distinguir e compreender similaridades e diferenças na organização da estrutura formal da música nos seus diversos gêneros e estilos. Conhecer e refletir sobre a interação da música com outras linguagens e manifestações artísticas. Analisar. duração. Conhecer os diversos campos de atuação do profissional em música. pesquisar e analisar produções musicais de culturas diversas. modificar e reorganizar os elementos da linguagem musical e os elementos formais da estrutura musical na criação e improvisação musical. dinâmica. Perceber. períodos. Empregar a voz e/ou ou instrumentos na execução musical com fluência. diferenças) Instrumentos musicais no processo de produção musical Voz humana e corpo no processo de produção musical Improvisação e criação musical Música e tecnologias Gêneros e estilos musicais Usos e funções da música Música e mídia Música articulada a outras linguagens artísticas Produção musical do Distrito Federal e entorno Música e identidade cultural Profissional em música . ritmo. Conhecer e analisar os diferentes usos e funções da música no seu cotidiano e nas manifestações culturais de diversos grupos sociais. Refletir e compreender as divergências nos conceitos de gosto e valor musical. distinguir e compreender os elementos básicos da linguagem musical nos diversos gêneros e estilos.

agógica) Estrutura formal (forma binária. Pesquisar. articular. divulgação. estilos e gêneros- . tonal e atonal. as estruturas formais e características próprias da música brasileira de diversos estilos e de diferentes épocas. harmonia. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. pesquisar. modificar e reorganizar os elementos da linguagem musical e os elementos formais da estrutura musical na criação e improvisação musical. Entender. Conhecer e identificar o emprego de instrumentos musicais nos diversos estilos. Conhecer e identificar o emprego da voz e do corpo humano como instrumento musical nos diversos estilos. Identificar e analisar os elementos musicais. entender e distinguir exemplos musicais do sistema modal. comparar e refletir sobre os diversos gêneros musicais como manifestações de uma consciência estética própria. Compreender. Conhecer. tonal e atonal Usos e funções da música Música e mídia Música e outras linguagens artísticas Música no Brasil Música Brasileira – diversidade de manifestações. ouvir e identificar os diversos estilos musicais existentes na música brasileira de todas as épocas. Articular os conhecimentos adquiridos com o estudo dos parâmetros do som com os de outras áreas do conhecimento como a Física.             LETRAMENTO E DIVERSIDADE Elementos da linguagem musical (melodia. Pesquisar e analisar os recursos tecnológicos utilizados no meio musical e incorporá-los às produções próprias. Ouvir. Empregar a voz e/ou ou instrumentos na execução de produções musicais. ritmo. veiculação da música presente na mídia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 90 ARTE − MUSICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS             Conhecer. refletir e discutir sobre os meios de produção. textura. buscando a expressividade na prática interpretativa. identificar e valorizar a contribuição de outras culturas para a produção musical brasileira. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. ternária) Instrumentos musicais no processo de produção musical Voz humana e corpo no processo de produção musical Improvisação e criação Música e tecnologia Gêneros e estilos musicais Sistema modal. dinâmica.

analisar e discutir as relações entre o contexto histórico.        LETRAMENTO E DIVERSIDADE     Elementos da linguagem musical (melodia. evidenciada na sua produção musical. ao longo da história. textura. agógica) Estrutura formal (forma binária. rondó. Empregar a voz e/ou ou instrumentos na execução de produções musicais. aprimorando a prática interpretativa. analisando os recursos aplicados no processo de produção musical. comparar e distinguir estilos musicais predominantes em culturas diversas. Identificar. político. ritmo. ternária. Apreciar. Apreciar e conhecer diversas possibilidades de agrupamentos instrumentais. as estruturas formais e características próprias da música brasileira e da música de outros países. social. dinâmica. compreender. estilos e gêneros- . Pesquisar. analisar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 91 ARTE − MUSICA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS           Identificar e analisar os elementos musicais. de diversos estilos e de diferentes épocas. Conhecer e identificar o emprego da voz. tema e variações) Instrumentos musicais Voz humana Improvisação e criação Música e tecnologia Gêneros e estilos musicais Noções de História da Música Música em diferentes contextos históricos e sociais Usos e funções da música Música e mídia Música e outras linguagens artísticas Música Brasileira – diversidade de manifestações. dos instrumentos musicais e materiais sonoros não convencionais nos diversos estilos. Entender os diferentes usos e funções da música de diferentes épocas e países. harmonia. Conhecer e entender as formas de utilização de recursos tecnológicos na produção musical. Incorporar a utilização de recursos tecnológicos no processo de criação musical. analisar e refletir sobre a assimilação de aspectos característicos de uma cultura por outra. a partir do contexto em que estão inseridas. econômico e cultural de diferentes épocas e suas produções musicais.

inserido no campo da linguagem. está um poder singular de transformar valores de cada indivíduo e desse modo. onde a finalidade é a comunicação.Linguagens. . numa categórica nomenclatura de Artes Cênicas. Augusto Boal Defende-se o Teatro como um palco de revoluções53. Códigos e suas Tecnologias 54 (MEC/SEB.. por meio de processos formais e informais. transcreve construções de sentidos para as experiências e existências humanas. às vezes denominado de Teatro-educação ou ainda. Posto que. Teatro. à expressão e a simbolização dos seus sentimentos e percepções. E. mover o mundo. Orientações Curriculares Nacionais . acredita-se que nessa especificidade curricular do componente curricular Arte. pensar além do significado das palavras. inserido na maioria dos currículos das escolas brasileiras. códigos e suas tecnologias /. do outro e dos demais componentes curriculares. Além do ensino do Teatro exercer a tarefa de mediar saberes e conhecimentos produzidos e adquiridos. De acordo com o documento do Ministério da Educação – Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Linguagem. fortalecendo os processos de identidade e cidadania.2006) que distingue a presença do Teatro.C.3 TEATRO Ver além daquilo que os olhos olham. 4º a.5. Secretaria de Educação Básica. sonoro e midiáticos). o objetivo de desenvolver capacidades e habilidades de produzir textos (verbal. corporal. séc. na educação como uma Linguagem específica do componente curricular Arte. capaz de intermediar diálogos transversais entre diferentes áreas de conhecimento e de estabelecer interfaces entre objetos de conhecimentos vinculados ao universo do ser. Brasil MEC/SEB. Ainda. ressaltamos então. numa visão antropológica e multicultural o Teatro faculta à Educação. Artes Visuais e Música. assim. rumo ao letramento.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 92 7. Possibilita ampliar o conhecimento humano e promover eficazmente os conhecimentos da linguagem teatral. que especificam e privilegiam as dimensões simbólicas e estéticas do ser humano em sociedade. O Ensino do Teatro. o ensino do Teatro.. visual. a expressão e a representação.. consolida-se como de uma das linguagens do componente Curricular Arte: Dança. constitui-se pela sua epistemológica natureza interdisciplinar. 2006.. sentir além daquilo que toca a pele.. O estudo e o conhecimento da linguagem teatral objetiva capacitar o/a estudante a interpretar e representar o mundo à sua volta. – Brasília. escutar além daquilo que os ouvidos ouvem. 53 54 Aristóteles. uma inserção na diversidade das culturas humanas. nesta Proposta Curricular..

LEI No 10.645.gov. gênero. de 9 de janeiro de 2003. O ensino do Teatro resgata e ressignifica todo esse legado cultural das vivências humanas. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. tradicionais e tecnológicos. classe social. de 20 de dezembro de 1996. religião. Altera a Lei no 9.PCN56 enfatizam essa área de conhecimento como portadora de valores e conteúdos de ordem social. de 20 de dezembro de 1996.htm/> 56 BRASIL.639. As Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Linguagem. orientações sexuais e outras culturas 55. crenças. Se pensarmos que o acesso aos bens culturais é um direito assegurado pela Constituição Federal e que as diretrizes educacionais expressas nos Parâmetros Curriculares Nacionais . DE 9 DE JANEIRO DE 2003. 182o da Independência e 115o da República.planalto. materiais e suportes) isto é. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira. Outros elementos indissociáveis coexistem neste processo de ensino e aprendizagem da linguagem teatral.639. Art. expressão e representação da arte teatral). 26-A. deve contemplar a valorização e o respeito à diversidade. Brasília. científica e filosófica fundamentais à formação do sujeito e possuidoras de conhecimentos que não são expressos por outras áreas do conhecimento. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. (VETADO) Art. <https://www. ideologias e saberes. etnia. 9 de janeiro de 2003. Códigos e suas Tecnologias (MEC/SEB.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 93 textos estes protagonizados por um emissor – construtor de textos e um receptor – interpretador de textos. aprender a conviver. .394. meios de comunicação antigos e atuais. que operam junto ao contexto (elemento determinante na comunicação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. quando estabelece proposições de habilidades e competências vinculadas às concepções teóricas da linguagem. Art. 79-B.639. Nestes elementos estruturadores da linguagem estão imersos valores. histórica. 79-A e 79-B: "Art. Ministério da Educação. Brasília: MEC/SEMTEC. inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura AfroBrasileira e Indígena. 79-A.394. Em que medida o ensino de teatro contribui para o desenvolvimento de habilidades e competências nessas quatro 55 LEI Nº 11. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. produtos de práticas sociais que constituem substancialmente a linguagem e a cultura humana. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como „Dia Nacional da Consciência Negra‟. notamos que o ensino de teatro pode contribuir muito na formação dos jovens nos quatro âmbitos apontados pela UNESCO para a educação do século XXI: aprender a ser. como a afro-brasileira e a cultura indígena. 1o A Lei no 9. por exemplo: o canal (veículos. aprender a conhecer e aprender a fazer. passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. modificada pela Lei no 10. Parâmetros Curriculares Nacionais. 2002." Art. oficiais e particulares. e averiguar como as nossas diferenças podem construir diálogos ricos e uma convivência mais pacífica de raça. 26-A. psicológica. DE 10 DE MARÇO DE 2008.br/ccivil_03/leis/2003/l10.2006) recomendam que o ensino da Arte Teatral.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 94 dimensões? Em que medida os conteúdos discutidos na aula e a forma como os mesmos são trabalhados favorecem uma atitude mais cidadã. crítica e protagonista dos/das estudantes? Enfim. pelas especificidades dos PCN de tratar o teatro como linguagem que produz sentidos. enriquecer a educação no ensino médio e articular as competências. as habilidades e seus conteúdos referenciais. . pela sua propriedade em propor metodologias de ensino e de sistemas múltiplos de percepção e abstração do conhecimento. Portanto para a significativa presença da arte teatral no currículo escolar. faz-se mister o especialista da área. o ensino do Teatro deve conferir uma herança estética e artística para todos e particularmente mediar uma alfabetização cultural aos/às estudantes portadores de necessidades especiais.

 Manifestações populares ( Carnaval como espetáculo de manifestação cênica)  Manifestações ritualísticas que utilizam a expressão dramática em diversas culturas. articulação. happenings. Voz.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 95 ARTE − TEATRO − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS TEORIA DO TEATRO O teatro como Código de Linguagem e Comunicação  Elementos da linguagem teatral. Distinguir as relações entre palco e plateia nas diferentes formas: emissor (estudante/ator) e receptor (estudante/espectador). compreendendo as transformações dos elementos básicos da linguagem teatral inter-relacionados ao contexto atual. Comédia Dell‟Arte  Gêneros teatrais (tragédia. etc. bonecos. Pesquisar os modos e os meios de articulação em suas produções e de outros: peças de profissionais. respiração. cinema. espaço. o onde e o quando. signo. contexto. improvisação. direções. cenário e objetos de cena.  História do teatro Origem do teatro. performances. mímica). dinâmica.sonoplastia. Teatro primitivo. ação dramática. cenário. TEORIA DO TEATRO HISTÓRIA DO TEATRO  História do teatro: Teatro Medieval. caminhos e extensões). farsa. drama. palavra. som.  O teatro nos países da Ásia. diretor.  O teatro seu papel social. gestos. figurino. rituais indígenas e afrobrasileiras.  Elementos estruturas do espetáculo teatral. dicção e inflexão vocal). palco. analisar e relacionar os signos teatrais referentes aos figurinos e adereços. etc. • Tipos de ações cênicas. figurino. manifestações folclóricas. maquiagem. voz-som e palavras (intensidade. maquiagem e penteado.  Conceitos: arte. teatro (atores. movimento.           Analisar o papel da arte dramática como Código de Linguagem da Comunicação humana. TV. ação. com a representação de atitudes. movimento. planos. adereços. na elaboração de uma montagem cênica. cenário. posicionamento. dança. máscara. etc. iluminação. Texto. movimento. altura. adequando conteúdo e forma. sombras. o quem. etc. sonoplastia. teatro. conflito. ações. LETRAMENTO E DIVERSIDADE HISTÓRIA DO TEATRO  Produções e manifestações teatrais. comédia. improvisadas e ou elaboradas. Pesquisar e utilizar os elementos básicos que estruturam uma ação cênica: o quê. Relacionar o período da Pré-História às manifestações rituais. espaço. Vivenciar e analisar os elementos básicos da estética teatral e suas interações numa ação dramática: corpo (mímica facial. postura e relacionamentos). espaço. iluminação) em suas produções e em outras. voz. corpo. . (níveis. Comparar a caracterização física das personagens. Identificar. iluminação. Analisar e reconstruir conceitos relativos aos elementos da gramática estética teatral. Apreciar crítica e esteticamente a organização e a estruturação dos elementos da linguagem (corpo. valores e sentimentos no contexto atual e em outros contextos históricos. ator. maquiagem. circo.)  Estudo e análise de um texto teatral medieval e jesuítico. vídeo. música.

enredo. Pesquisar e analisar as diversas manifestações cênicas e a história do teatro dos países do continente asiático. ação. nacional e mundial. Pesquisar e identificar os diversos profissionais envolvidos nos diferentes veículos de encenação (atores.  A linguagem teatral em ações interdisciplinar. para a formação do patrimônio cultural nacional e universal atual. dança. cinema. ensaios. regional. seu contexto sociocultural original e mudanças observadas até o momento contemporâneo. etc. tese. mímica. elaboração do projeto. relacionar e vivenciar as etapas de uma produção cênica: escolha ou criação de texto. e outros). drama). comédia. multi e transdisciplinar. peças. Pesquisar e analisar a importância das manifestações cênicas para a formação de sua identidade cultural e a do patrimônio artístico local. organização dos elementos cênicos. em sonoplastia. quadros. marcas de movimentação. Identificar e analisar as relações entre os elementos da linguagem cênica que caracterizam gêneros teatrais (tragédia. vídeo. divulgação e apresentação. com as manifestações teatrais atuais. Relacionar e comparar o período histórico do Renascimento. articulação. Avaliar a relevância dos rituais no período da Pré-História.  História do Teatro: Comédia Teatro Renascentista  Estudo e análise de um texto teatral renascentista  Culturas indígena e africana e suas implicações na história do teatro. improvisada e ou elaborada: cenas. Pesquisar e analisar manifestações populares que utilizam a linguagem cênica. em cenografia.            Identificar e relacionar conceitos referentes aos elementos estruturais característicos de registros cênicos nos roteiros: tema. circo. Analisar os conceitos evolutivos do teatro primitivo e greco-romano. planos de ação. Relacionar os conhecimentos da linguagem cênica com a produção e apresentação do espetáculo popular do carnaval. diálogos. Pesquisar. diretores. técnicos em iluminação. dramaturgos. farsa. conflito. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . personagens. falas das personagens. cenas. Distinguir as características dos elementos nos diferentes tipos de ação cênica.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 96 ARTE − TEATRO − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro Barroco Teatro dos Jesuítas e Teatro do Brasil Colonial.

Perceber a relevância das peças e de produções teatrais ou rituais do período renascentista.  Utilizar a linguagem da arte cênica como instrumento potencializador da criação de projetos inter. técnicas e conceitos teatrais. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . multi e transdisciplinares. Pesquisar e analisar as manifestações teatrais no período Medieval. o quem. científico e tecnológico no processo de representação teatral. o onde e o quando em produções cênicas. nas atividades teatrais. Compreender as transformações dos signos básicos da linguagem cênica renascentista interrelacionando ao contexto atual. Pesquisar e analisar as manifestações teatrais no período Jesuítico e sua relevância para a formação da identidade cultural do país. nacional e universal atual. Pesquisar nas culturas indígenas e negras elementos expressivos formais e materiais. a aplicação de conhecimentos de outras áreas que contribuem para o aperfeiçoamento de materiais. Utilizar os elementos básicos que estruturam uma ação cênica: o quê. para criação de ações cênicas. para a formação do patrimônio cultural. a influencia da cultura indígena e afro na formação da identidade estática e sua influência nos diferentes veículos de encenação. e reconhecer a relevância desta produção na formação da identidade cultural.  Verificar.  Pesquisar e analisar características das manifestações teatrais do período renascentista. nas produções teatrais do período Barroco e no Brasil Colonial. Avaliar a relevância de peças e produções teatrais do período Medieval. Identificar e analisar elementos relacionados com às culturas indígenas e negras. Investigar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 97 ARTE − TEATRO − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS          Identificar o impacto do desenvolvimento sociocultural.

desenvolvimento e desfecho.  Experimentar os elementos da estética teatral e pesquisar suas interações numa encenação: corpo. conflito. e do cinema. ação dramática. camareiro. para caracterizar gêneros teatrais (tragédia. político.  Voz. dança-ritual. sonoplasta. figurinos. iluminação. econômico).  Elaborar projeto de produção teatral  Teatro e a função social . ação.  A influência da cultura indígena nas produções teatrais. contra-regra. comédia.  Texto. moral.   LETRAMENTO E DIVERSIDADE HISTÓRIA DO TEATRO Comédia de costumes Teatro de Martins Penna TEORIA DO TEATRO  Elementos da estética teatral  Elementos estruturadores da composição teatral. movimento.  Distinguir os modos e os meios de articulação e de interação dos signos da linguagem.  Teatro Brasileiro: Teatro de Revista. de bonecos. maquiagem. improvisação.  Identificar e relacionar. etc. maquiador. drama. da TV.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 98 ARTE − TEATRO − 2ª SÉRIE HABILIDADES Analisar o papel da arte dramática como Código de Linguagem da Comunicação humana. ator.  Avaliar a relevância de peças e manifestações cênicas.  Investigar e conhecer o processo de surgimento e reconhecimento dos profissionais ligados ao fazer teatral: dramaturgo.  Conceitos: arte. diretor. melodrama. maquinista. e as compreendidas. farsa. figurino. perfil (físico.  Entender os conceitos planos de ação (realidade. sonoplastia. adereços e objetos de cena. do período compreendido entre o Romantismo e o Naturalismo  CONTEÚDOS TEORIA DO TEATRO  O teatro como Código de Linguagem e Comunicação Elementos da linguagem teatral. signo. cenário. no contexto histórico-brasileiro e universal do período Romântico. sonoplastia. científico. maquiagem. voz. diretor. comédia. personagens (principais: protagonista e antagonista e secundário). carpinteiro teatral e produtor. personagem etc. mímica. dança-teatro. as formas de utilização dos signos teatrais (teatro de atores. e inter relacioná-los com as diferentes estilísticas atuais do teatro. social. etc. ação dramática (conflitos. para caracterizar gêneros teatrais (tragédia.  História do teatro  História do Teatro universal  Teatro Romântico  Teatro Brasileiro  Teatro de Arthur Azevedo HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro Realista e Naturalista: Ibsen e Zola.  Funções do teatro na sociedade.  Identificar conceitos referentes à construção do texto teatral: exposição. farsa.  Ações cênicas elaboradas. lírico. sombra. emocional. palavra. fantasia). encenador.  Identificar os modos e os meios de interação dos signos da linguagem. contexto. no contexto histórico brasileiro do Brasil Colônia. monólogo). e inter relacioná-los com as diferentes estilísticas atuais do teatro. da TV e do cinema e as compreendidas. iluminador. épico). épico). ator. contexto sociocultural. movimento. lírico. figurinista. Elementos estruturadores do espetáculo teatral. teatro. espaço. TV. espaço. cenografia. circo. relacionamentos. filosófico. palco. máscaras. econômico. político. cinema). iluminação. aderecista. memória.  Pesquisar conceitos referentes à tese/discurso. ético. falas (diálogo. melodrama. causas e consequências. drama. corpo. tecnológico). nos diferentes tipos de encenação. vídeo.

TBC  Teatro Universitário  Produções teatrais nas diversas categorias. Pesquisar e analisar as produções do Teatro Brasileiro de Comédia e sua influencia na formação da identidade cultural. Identificar.                 Entender as diferentes funções do teatro na sociedade em relação ao contexto sóciohistórico. regional e nacional e sua utilização nos veículos de encenação. distinguir e analisar elementos característicos das produções do teatro Universitário. Pesquisar e analisar a produção do teatro de revista e a repercussão na formação da identidade cultural. multi e transdisciplinares da produção teatral. Analisar e construir informações e conceitos relativos aos elementos sígnicos da linguagem. Identificar as características formais interrelacionando-as às funções do teatro no contexto social que foi escrito. as atitudes e os valores humanos. Analisar na representação cênica. nacional e universal. analisar e relacionar textos teatrais que abordam a problemática de seu cotidiano. de modo a propor soluções e intervenções. Elaborar projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais de sua comunidade. gêneros e meios interativos e de comunicação de massa. tribal. as ações. no processo de apreciação e de fruição. Perceber a influência das diferentes formas de representação cênica no seu cotidiano. integrados aos corporais. Analisar textos teatrais e relacioná-los à problemática de seu cotidiano. Identificar a importância das manifestações cênicas para a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico local.  A linguagem teatral em ações interdisciplinar. Identificar. regional. Identificar. vocais. a interação dos elementos da linguagem cênica nos veículos de comunicação. espaciais. de maquiagem. Analisar a produção cênica identificando as ações inter. Analisar e investigar as formas de representação cênica dos relacionamentos. Distinguir e comparar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 99 ARTE − TEATRO − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro brasileiro de Comédias . Pesquisar a importância da cultura indígena na formação da identidade estética. as manifestações teatrais nacionais do século XX à atualidade. a adequação dos elementos de iluminação. selecionando o mais significativo para montagem cênica. de cenografia. no fenômeno da globalização e nos processos de padronização e massificação. no processo de montagem. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . multidisciplinar e transdisciplinar. de adereços e de sonoplastia.

regional. atitudes e opiniões e influenciar comportamentos individuais e sociais (teatro. improvisadas e/ou elaboradas. filosófico. político. de modo a propor soluções e intervenções. (físico.  A ação cênica e o meio ambiente TEORIA DO TEATRO  História do teatro: Tendências Contemporâneas – Grupos teatrais brasileiros e estrangeiros. Internet e outros). TEORIA DO TEATRO  História do teatro: Contemporâneo Épico. em suas produções. tema. moral. show musical.  A influência da cultura africana nas produções teatrais  Teatro do Absurdo e Teatro da Crueldade. ação dramática (conflitos. nacional e universal. vídeo. emocional. fantasia). A linguagem cênica e sua utilização nas diversas mídias LETRAMENTO E DIVERSIDADE        . perfil.  Tipos de ações cênicas. Simbolismo e Teatro Político.  Multiculturalidade. científico.  Tipos de ações cênicas. desenvolvimento e desfecho).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 100 ARTE − TEATRO − 3ª SÉRIE HABILIDADES   Analisar o papel da arte dramática como Código de Linguagem da Comunicação humana Analisar textos teatrais. Elaborar projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais de sua comunidade. causas e consequências. identificando seus elementos estruturais: gênero. Pesquisar a importância das manifestações cênicas para a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico local. a apreciação e a fruição nos espetáculos cênicos. relacionamentos. CONTEÚDOS TEORIA DO TEATRO  O teatro como Código de Linguagem e Comunicação  Elementos da gramática estética teatral  Elementos estruturadores da composição teatral. social. identidade e diversidade HISTÓRIA DO TEATRO  Teatro Moderno/Contemporâneo – Expressionismo. tese/discurso. memória. planos de ação (realidade. improvisadas e/ou elaboradas. cinema multimídia. falas (diálogo. TV e cinema e às compreendidas no contexto histórico brasileiro e universal do século XX. científico e tecnológico no processo de representação teatral e nos elementos da encenação.  Projeto de montagem cênica. para mobilizar emoções valores. no processo de montagem. construir e apreender informações e conceitos relativos aos elementos sígnicos da linguagem. tecnológico). contexto sociocultural. e secundária). improvisadas e/ou elaboradas. improvisadas e/ou elaboradas. no processo de apreciação e de fruição.  História do teatro brasileiro: Teatro de Arena.  Tipos de ações cênicas.  Funções do teatro na sociedade. Pesquisar e analisar manifestações populares locais que utilizam a ação dramática como instrumento de comunicação expressão de valores éticos Identificar. Identificar. a interação dos elementos da linguagem cênica nos veículos de comunicação.  Tipos de ações cênicas. político. econômico). Analisar. monólogo). Oficina e Opinião. econômico. Analisar o impacto do desenvolvimento sociocultural. TV. personagens (principais: protagonista e antagonista. os gêneros e os estilos adotados e relacioná-los às correntes estilísticas atuais do teatro. enredo (exposição. ético. verificando sua ação sobre a realização.

Pesquisar as ações dramáticas que abordam a temática ambiental no Brasil e no mundo (textos. figurino. voz. espaço. adereços. selecionando o mais significativo para montagem cênica. Identificar e utilizar os elementos da linguagem cênica nos jogos dramáticos e improvisação. analisar e relacionar textos teatrais inter-relacionados à problemática de seu cotidiano.) Criar textos. cidade. Apreciar. Identificar o papel desempenhado pela arte cênica nas ações de sensibilização para as questões ambientais. os relacionamentos. maquiagem. vídeos e outras formas de manifestação cênica que abordem a temática ambiental.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 101 ARTE − TEATRO − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Perceber a influência das diferentes formas de representação cênica no seu cotidiano. iluminação) em suas produções e em outras. e problemas ambientais identificados em seu bairro. movimento. as ações. Identificar. palavra. continente e planeta. Pesquisar e identificar influências da cultura africana nas produções teatrais contemporâneas. Pesquisar e analisar textos nacionais e internacionais. Apreciar crítica e esteticamente a organização e a estruturação dos elementos estéticos e comunicacionais da linguagem teatral em sua produção e de outros. a organização e a estruturação dos elementos da linguagem cênica (corpo. CONTEÚDOS    LETRAMENTO E DIVERSIDADE        . vídeos etc. música. de modo a propor soluções e intervenções. no fenômeno da globalização e no processo de padronização e massificação. Elaborar projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais de sua comunidade. cenário. os valores humanos. as atitudes. máscara. som. e investigar suas formas de representação cênica. país. crítica e esteticamente.

utilizar no processo de montagem cênica. técnicas e de formas de encenação. Identificar. teatro-dança. TV. técnicas e de formas de encenação. Identificar. CONTEÚDOS   . a aplicação de conhecimentos de outras áreas que possam contribuir para o aperfeiçoamento de materiais. sombra. vídeo. no processo de montagem cênica. a aplicação das Tecnologias da Informação e Comunicação que possam contribuir para o aperfeiçoamento de materiais. e multimídia. mímica. dança. cinema. rituais. circo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 102 ARTE − TEATRO − 3ª SÉRIE HABILIDADES LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Identificar e selecionar formas de encenação para o texto escolhido: teatro de atores e de bonecos.

o hip hop. principalmente. Dança nas escolas públicas de Ceilândia-DF/Brasil. já que a proposta da dança passa pela interdisciplinaridade e a transversalidade de conteúdos esse autor. E tem necessidade de se sentir fazendo parte integralmente deste grupo: de estar em relação com os outros. os trajes e a linguagem é o gesto que vai dar existência a essa união. . negando-lhes o seu caráter histórico. questiona se a Dança é área de conhecimento. social. o funk. ainda. Dança nas escolas públicas de Ceilândia-DF/Brasil. Antonio Marcos Silva. uma vez que é utilizada com diversos fins. Com a finalidade de educar pessoas portadoras de diferentes especificidades culturais. o que buscam esses corpos atuais. o forró. uma forma de terapia ou ainda uma catarse. exercício físico. o ritmo une as respirações. a partir do momento que se suplanta suas origens. dentro do contexto escolar? 57 SANTOS. com o propósito de compreender. uma vez que a cultura. a dança nasce. Antonio Marcos Silva. 58 Texto adaptado por Antonio Biancho Filho da Dissertação de SANTOS. recurso educacional. Nas instituições educacionais a dança seria o conjunto de todas as questões expostas por Marques (2005). sobretudo as suas origens étnicas e o respeito à diversidade (Lei 10. acredita-se ser importante descrever e interpretar esse movimento artístico e cultural que se assenta dentro das instituições educacionais. reconhecida como linguagem artística na Lei de Diretrizes e Base Nacional – LDB 9394/96. Mais do que as leis. defendida em novembro de 2007 na Universidade Técnica de Lisboa/Faculdade de Motricidade Humana (FMH).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 103 7. tais como: o axé. em contrapartida. desvelar e desfazer estereótipos que marginalizam algumas danças e gêneros de danças populares. Maurice Béjart A dança58 aparece pela primeira vez em um documento legal.693/2003). o samba. questiona-se: qual a postura e o papel desempenhado pelo ensino médio nesse processo de mudança de pensamento e atitude do/da estudante? Será que se tem oferecido ao/à estudante o que ele almeja? E o que se almeja? Como a escola tem se preparado para lidar com o/a estudante? Ela tem se adaptado às transformações do mundo para lidar com os jovens das sociedades contemporâneas. A partir dos PCNEM (1998) é situada como uma especificidade curricular do Componente Curricular Arte e integrante da área de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias. a arte e as sociedades imprimem um novo modo de ser com o passar do tempo? E. As mãos se juntam. artístico e cultural.4 DANÇA57 O homem faz parte de um dado grupo. A dança dentro do contexto educacional pode ser tudo isso.5. Sem a intenção de reduzir a dança a um instrumento meramente funcionalista. educativo. defendida em novembro de 2007 na Universidade Técnica de Lisboa/Faculdade de Motricidade Humana (FMH). os costumes. dentre outros.

gênero. percebe-se que se tornaria difícil ensinar dança com qualidade. também. O homem tem sido levado à privação dos sentidos. sobretudo sem especialização na . ideais esses que indicam a educação. pouco a pouco. de forma conjunta. do desenvolvimento da corporeidade. remetendo-se às diversas formas que este conteúdo possa vir a aparecer. não é educado. Temas atuais e presentes no cotidiano. classe social. “o homem não existe. o/a professor/a deve interagir com os seus pares a fim de fazer valer as propostas interdisciplinares. que segundo Gonçalves (1994. idade. compromisso. dos diversos conteúdos aplicados pelos componentes curriculares fazendo com que o/a estudante aprenda a produzir. reproduzido “suas marcas no indivíduo. o tempo tem se tornado escasso e as ações motoras. políticos. Os espaços têm sido diminuídos. tem mais e mais. não trabalha e não se manifesta separadamente de seu corpo”. amplitude e responsabilidade. religião. em resumo. como meio para se discutir e problematizar questões presentes no imaginário social. por exemplo: etnia. atributos expostas por Marques (2005) em relação à dança nas escolas. cujas ações são realizadas pelas máquinas. ou temas transversais. das sociedades. temas esses que possuem ligações diretas com assuntos como. A falta de material humano. tal como a formação das culturas. fruto do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. para que isso possa vir a acontecer. se analisarmos criticamente as estruturas físicas e humanas das instituições de ensino. têm sido substituídas por atividades virtuais. morais e físicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 104 Pinto (1997) e Zago (2003) dividem opiniões parecidas quando afirmam que a escola tornar-se-ia mais atrativa e mais interessante para os/as estudantes se essa integrasse os conteúdos e os componentes currriculares de forma a contemplar os interesses e as necessidades dos/das estudantes. no ensino médio. p. afetivas. dos sistemas econômicos. utilizando dos diversos meios e metodologias para se chegar ao fim proposto.90). de modo que a escola fizesse sentido para eles.299). o que deve ser alcançado no processo de socialização”. situando sua práxis no contexto do curso.13). conforme sua cultura de origem possa descobrir uma forma que melhor se adapte à criança." (Pinto. p. consequentemente. "(…) Neste ponto é preciso interessar o aluno quanto ao significado do conteúdo e sua importância para ele. arte e meio ambiente. entretanto. ditando normas e fixando ideais nas dimensões intelectuais. podem ser trabalhados. saber motivá-la. Para Romero (2003. religiosos e artísticos. a apreciar e a contextualizar tais conhecimentos. da sensibilidade e tem se negado constantemente. p. A interdisciplinaridade refere-se à utilização. de nossa cultura racionalizante. Certamente. deixando de se sentir para não se emocionar. sexualidade. A transversalidade.

de acordo com Morin (2000. o homo sapiens e o homo demens. . p. p. visto que. da condição comum a todos os humanos e da muito rica e necessária diversidade dos indivíduos. a Dança pode ocupar um lugar de destaque nas instituições educacionais e muito contribuir para o congraçamento do corpo. de forma atrelada e não separada. mágico ou poético”. um lugar privilegiado para que isso aconteça.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 105 área. (Ibid. mítico.. para demarcar a Dança como o ensino de uma linguagem. objetivo e subjetivo. do ser e da cultura. Neste sentido. violento e amável. enquanto ela existir. Acredita-se que a educação indica o destino multifacetado do ser humano. uma das tendências da educação do futuro seria o estudo da complexidade humana. das culturas. racional e irracional. É de grande importância se preservar o espaço lúdico proporcionado pela dança. em outro momento. consumista e econômico.59) “ o desenvolvimento do conhecimento racional-empírico-técnico. jamais anulou o conhecimento simbólico. que muito pode contribuir na construção de identidades e do espaço simbólico. por conseguinte. o destino individual. É urgente o debate para definição da atuação de um corpo docente e. infantil e maduro. social e histórico. embora a autora. a estrutura física inadequada. isto é. afirme que a Instituição Educacional é. dos povos. “…A escola é hoje. 61). sobre nosso enraizamento como cidadãos da Terra. Sendo o ser humano. de consciência. acaba por trazer em si a unidade e a dualidade entre o homo faber e o homo ludens. ao mesmo tempo singular e múltiplo. a dança não poderá continuar mais sendo sinônimo de festinhas de fim de ano”. visto que a diversidade cultural estabelece uma das maiores preciosidades.” Pontua Morin (2000. Enfim. e. “Conduzindo à tomada de conhecimento. a aniquilação de culturas sob o efeito destruidor da supremacia técnicocivilizacional.. chegaríamos à conclusão de que não há condições para o desenvolvimento da dança ao nível descrito. Desta forma. Ibidem). atualmente o lugar ideal para que essa dança aconteça. a dança possui características que tornam o homem um ser complexo. sem dúvida. é uma perda para toda humanidade.

peso. (níveis.        CONTEÚDOS Sondagem diagnóstica Iniciação à Consciência corporal Estudo dos elementos do movimento. perceber a mecânica do andar e estimular a busca de diferentes formas de deslocamento. relacionando o espaço do movimento ao espaço social. geram as ações corporais específicas e derivadas. som e palavras (intensidade. altura. caminhos e extensões). Danças brasileiras e populares. gestos. combinados. romântico e gótico. Elementos da gramática estética da dança Elementos da anatomia e da fisiologia aplicados à dança. níveis e zonas. planos. Corpo. na Índia. na América. História da dança: danças no período bizantino. identidade e cultura. deslizar. Explorar novas possibilidades posturais. Produções e manifestações de dança do seu país. pressionar. sua ação sobre a realização. postura e relacionamentos). Anatomia e fisiologia aplicadas à dança. seus limites e pontos de interseção. espaço. ação dramática.  Avaliar a relevância dos rituais no período da PréHistória. movimento. no Japão e no Oriente. Reconhecer a organização muscular do corpo e identificar o tipo de movimentação específico de cada articulação. Conceitos de dança. na África. dinâmica. mas respeitando suas características e limites.  Conhecer os vários estilos de danças nacionais e suas origens. História da dança: manifestações da dança na pré-história. ritmo). para que a dança seja desenvolvida sem agredir o corpo humano. na China. para a realização de ações derivadas com qualidade de movimento. Sensibilização ao ritmo e à dança. Anatomia e fisiologia aplicadas à dança. flutuar). Reconhecer os diferentes espaços. Identificar a estrutura óssea e muscular do corpo humano e entender a sua fisiologia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 106 ARTE − DANÇA − 1ª SÉRIE HABILIDADES     Descobrir o que cada estudante pensa sobre a dança e quais as suas expectativas em relação à disciplina. posicionamento. torcer. espaço. ritmos musicais. pontuar. História da dança: danças no Egito antigo. Reconhecer a forma do próprio corpo e do corpo do outro. Produções e manifestações de dança de sua cidade. sacudir. Organizar criativamente e expressivamente o espaço através do movimento. . Identificar formas de organização do espaço global: linhas.  LETRAMENTO E DIVERSIDADE                 . Perceber os elementos básicos da gramática estética da dança e vivenciar suas interações numa ação: corpo (mímica facial. Entender e analisar corporalmente os esforços de tempo. movimento. ações. ampliar e reduzir o espaço interno observando suas implicações no espaço pessoal e grupal. para a formação do patrimônio cultural nacional e universal atual. fluência e espaço como elementos que.  Verificar nos elementos de um espetáculo. danças rituais e danças indígenas. na Grécia antiga. direções. talhar. Estudo das ações básicas de movimento (socar. a apreciação e a fruição nos espetáculos e performances. em Roma e na Idade Média. Indivíduo. buscando alternativas expressivas de movimento das mesmas.

movimentação. estilos. para que o/a estudante possa identificar os estilos de dança e. hip-hop. buscando entender seus códigos. as danças rituais e as danças indígenas. bilheteria e preparação do público.     Estudo do movimento e criatividade. Anatomia e da fisiologia aplicados à dança. Identificar e relacionar conceitos referentes aos elementos estruturais que caracterizam tipos de registros de dança. música. relacionando-os com as características sociopolítico-filosóficas e econômicoculturais dos respectivos momentos históricos. coreografia e personagens. divulgação e programação visual.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 107 ARTE − DANÇA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS        LETRAMENTO E DIVERSIDADE        Identificar as danças praticadas na pré-história. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. planos de movimentação. . Experimentar os diversos estilos de dança: funk. Construção de sequências de movimentos a partir das ações derivadas pesquisadas pelos próprios/próprias estudantes. com isso. Identificar as manifestações de dança da sua cidade e os estilos musicais que as acompanham. em Roma e na Idade Média. iniciar a apreciar criticamente essa arte. Velocidade do movimento. iluminação e som. ritmo. relacionando-os com as características sociopolítico-filosóficas e econômico-culturais dos respectivos momentos históricos. tese. para o/a estudante iniciar a busca por um movimento pessoal com qualidade e consciência. roteiros: tema. diálogos. Criação de uma coreografia. buscando entender seus códigos. Subtextos do movimento. conflito. Distinguir os conceitos de dança lato senso e stricto senso. Realizar as ações corporais básicas definidas por Rudolf Laban. as danças de salão. maquiagem. cenário. História da dança: manifestações artísticas no Renascimento. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. Grau de energia do movimento. enredo. para poder compreendê-los e analisá-los criticamente Apresentar uma coreografia de dança utilizando os elementos aprendidos sobre a dança nesse ano e todas as etapas necessárias para um espetáculo de qualidade estética e cênica: direção do espetáculo ou da coreografia. Entender as produções locais de dança para que o/a estudante construa sua identidade de movimento compreendendo as raízes da dança e os movimentos artísticos da cidade onde mora. ação. conceitos e concepções de movimento apresentados pela linguagem corporal. na Grécia antiga. preparação da plateia. Desenho do movimento. Identificar as danças praticadas no Egito antigo. Iniciação à coreografia e à construção de todas as etapas de uma apresentação de dança. axé.

buscando entender seus códigos. buscando entender seus códigos. Reconhecer o valor e a importância das diversas manifestações da dança para a formação da identidade cultural do/da estudante e para o reconhecimento do patrimônio artístico local. analisando as características socioculturais. Perceber os diferentes graus de energia empregados nas movimentações. Compreender as características dos elementos nos diferentes tipos de ação. no romântico e no gótico. improvisada e/ou elaborada: cenas. Entender o que é energia. etc. velocidade. Conhecer e “brincar” com movimentos e pontos de energia em diferentes ritmos e sons. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. sociopolítico-econômicas e filosóficas do momento histórico em que cada dança foi construída. Entender o significado do repertório de movimentos das danças brasileiras e populares. Identificar todas as etapas da criação de uma apresentação de dança. Experimentar a composição e criação de coreografia. relacionandoos com as características sociopolítico-filosóficoeconômico-culturais dos respectivos momentos históricos. força. testando vários desenhos coreográficos. Utilizar as várias velocidades possíveis nas pesquisas de movimento. relacionandoos com as características dos respectivos momentos históricos. Identificar as danças praticadas no período bizantino. Experimentar ritmos variados. espaço e massa nos fenômenos físicos. a fim de valorizar a cultura brasileira e todos os seus elementos regionais. Analisar as concepções de mundo e os vários conceitos apresentados nas coreografias de dançarinos e grupos de dança dos diversos períodos históricos. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Identificar os diferentes trabalhos corporais desenvolvidos nas danças populares. Identificar as danças praticadas no Renascimento. cinema. circo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 108 ARTE − DANÇA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS               Identificar as manifestações da dança no Brasil. Experimentar diversas possibilidades de movimento no espaço. regional. para entendê-las em toda a sua complexidade e riqueza. nacional e mundial. vídeo. e diferentes estilos de dança. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. quadros. mímica. estilos.

referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. relacionando-os com as características sociopolíticofilosóficas e econômico-culturais dos respectivos momentos históricos. cuja obra principal. Jean-Georges Noverre (1727-1810).             . danças no Brasil do século XIX e no Prémodernismo. sob pena de vê-la sepultada. Jean-Georges Noverre. Interpretar como e porque ocorreu a transição do Ballet para a dança moderna. filosóficos e culturais que proporcionaram tamanha mudança na dança. Transição Ballet clássico para a dança moderna. Identificar quais os elementos que propiciaram o surgimento do Ballet com seus códigos. além de inúmeros bailados. Quais os novos elementos históricos. Analisar criticamente os aspectos positivos e negativos da técnica do ballet clássico para o corpo do bailarino. entendendo o porquê de cada elemento dessa técnica. Para ter um maior domínio da linguagem do Ballets. até hoje considerada a melhor do gênero. Origens do Ballet clássico Ballet Clássico. Ballet Clássico no Brasil. Vivenciar a técnica do Ballet clássico. Identificar e analisar a mais importante figura da dança no século XVIII. Martha Graham· Vídeos de dança moderna História da dança: no Realismo. Importância do Ballet para a formação corporal dos dançarinos. Vídeos das origens da dança moderna. História da dança: Neoclassicismo e Romantismo na Europa. buscando entender seus códigos. História da dança: período barroco e rococó na Europa e no Brasil. questiona que busca movimentos mais autênticos que falem da vida e do mundo moderno. Analisar se os elementos da técnica clássica são adequados para o biótipo do corpo do brasileiro. foi Lettres sur la danse et sur les ballets. sua relação com a composição musical e com as artes visuais da época. Conhecer os diferentes ballets de repertório criados ao longo da história dessa técnica. Identificar as danças no período barroco e rococó na Europa e no Brasil e danças no período da arte colonial. Diaghilev O ser humano que pesquisa. que será questionada no século XX. danças no período da arte colonial. regras e formas definidas. Dança moderna Aulas práticas sobre de dança moderna. uma técnica codificada. Os representantes do bailado clássico verificaram que era tempo de renovar sua arte. uma exposição de leis e teorias do ballet. no Simbolismo e no período da Revolução Industrial. A arte e as grandes guerras. A dança e a música no final do século XIX e início do século XX No Brasil. Entender como se deu o advento da dança moderna e como foi a sua aceitação pelo público.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 109 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS           LETRAMENTO E DIVERSIDADE      Compreender a origem e a função da dança nas cortes europeias. sociais. Danças da corte no século XVI.

Busca pelo movimento individual. Identificar e analisar os grandes da segunda geração da dança moderna e as técnicas desenvolvidas por eles: Doris Humphrey. Identificar as danças no Neoclassicismo e Romantismo na Europa. representante dessa nova visão. buscando entender seus códigos. José Limon e outros. nos séculos XIX e XX. torções. o suíço Emile Jacque Dalcrose e o húngaro Rudolf von Laban. embora respeitando uma técnica fechada. trabalhando contrações. Identificar e analisar os grandes nomes da dança moderna no mundo. Pesquisa de movimento. Este estilo procurava dar mais ênfase aos sentimentos.. tais como: Isadora Duncan. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. buscando entender como uma contribuiu para o desenvolvimento da outra. tentando teatralizálos ao máximo através de movimentos corporais. Lester Horton. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. Conhecer e praticar a primeira técnica estruturada de Dança Moderna.      Dança Moderna no Brasil. Historia da dança: no Impressionismo e no Pós-impressionismo na Europa e no Brasil Criação de uma coreografia . grande organizador. entendendo as suas contribuições para o desenvolvimento da dança. a de Martha Graham. com os bailarinos dançando descalços. Loie Fuller e Ruth St Denis. diretor do bailado russo no início do século XX. e com movimentos mais livres. Conhecer a relação entre a música e a dança desenvolvidas no Brasil. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. consideradas vanguardas na dança sob todos os aspectos. criada nos anos 20 e 30 desse século. Analisar corporalmente a nova maneira de trabalhar o corpo na dança moderna. utilizando as técnicas aprendidas e estímulos semelhantes àqueles dos bailarinos criadores dessas técnicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 110 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS         Analisar a grande importância de Diaghilev. que foi o primeiro a reconhecer a necessidade de fazer novas criações. desencaixe etc. as danças no Brasil do século XIX e no Pré-modernismo. aos sonhos. Analisar os vídeos do período de transição da dança clássica para a dança moderna e entender porque os novos elementos coreográficos trazidos pelos coreógrafos desse período foram considerados vanguarda.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 111 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS   LETRAMENTO E DIVERSIDADE   Experimentar no próprio corpo as técnicas da dança moderna. Analisar os vídeos de dança moderna. identificando quais as diferenças entre a formação corporal proporcionada pelo Ballet e a da dança moderna. Reconhecer a variedade de significados expressivos. no Simbolismo e no período da Revolução Industrial. comunicativos e simbólicos nas formas da dança e suas conexões temporais. geográficas e culturais.  Colocar-se como protagonista na produção e reprodução de textos verbais e visuais induzindo a compor uma obra de dança. Identificar as danças no Realismo. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. econômicos. culturais que geram diferentes sistemas simbólicos e explicam historicamente as opções estéticas. sociais. Analisar como as grandes guerras do século XIX e XX influenciaram as criações dos bailarinos da dança moderna. buscando entender seus códigos.  Identificar e explicitar contextos históricos. no período Segunda Guerra mundial. para fugir do conflito. geográficos. políticos.  Identificar como os pioneiros da dança moderna procuravam maneiras modernas e pessoais de expressar como se sentiam através da dança  Conhecer/reconhecer elementos básicos da linguagem para experimentar e produzir trabalhos em dança  Identificar as manifestações artísticas no eixo temporal reconhecendo os momentos de tradição e ruptura moderna.  Conhecer e analisar as contribuições dos renomados artistas que vieram para o Brasil. ao trazer novas ideias no campo estético. buscando entender essa nova técnica e as peculiaridades de cada bailarino que desenvolveu sua técnica nesse período. . socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. e contribuíram para a formação e disseminação da dança moderna no Brasil. em especial a obra de Martha Graham.

socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. coreografia e personagens.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 112 ARTE − DANÇA − 2ª SÉRIE HABILIDADES LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Identificar as danças no Impressionismo e no PósImpressionismo na Europa e no Brasil. CONTEÚDOS . relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. preparação da plateia. bilheteria e preparação do público. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos.  Apresentar uma coreografia de dança utilizando os elementos aprendidos sobre a dança nesse ano e todas as etapas necessárias para um espetáculo de qualidade estética e cênica: direção do espetáculo ou da coreografia. divulgação e programação visual. iluminação e som. cenário. maquiagem. buscando entender seus códigos. música.

jazz e street dance. no século XX. no Modernismo Brasileiro e no movimento Antropofágico na Europa e no Brasil. e quais as técnicas de dança mais exploradas pela sétima arte. Identificar as danças nas Vanguardas. buscando entender seus códigos. Vídeos de grupos de dança contemporânea de diversos países do mundo. Dança e cultura de massas: funk. História da dança: nas Vanguardas. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. do Surrealismo e as influências dos conceitos de design Art Nouveau e Bauhaus nas criações da dança. Dança. buscando entender seus códigos. através de vídeos. Identificar as danças disseminadas pela Indústria cultural. Dança. para poder entender porque. Identificar como e porquê ocorreu a popularização da dança no cinema. Analisar a importância das danças e da música dos negros norte-americanos para o desenvolvimento. relacionandoos com as características sociopolítico-econômicas. a difusão e a popularização da dança. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. Conhecer as danças utilizadas no cinema no século XX e as danças difundidas pela Indústria Cultural hoje. cinema e musicais: sapateado. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. Danças africanas e afrobrasileiras. Dança contemporânea no Brasil: grandes nomes. analisar o seu conteúdo estético e artístico. comparando-as e analisando criticamente as suas diferenças e semelhanças. Diversas técnicas de dança contemporânea. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. Danças indígenas. Identificar as danças no período do Dadaísmo. Dança contemporânea no Brasil Criação do espetáculo de dança de conclusão do Ensino Médio.        CONTEÚDOS Estudar a alteridade. do Surrealismo e as influências dos conceitos de design Art Nouveau e Bauhaus nas criações da dança. Pesquisar temas e determinar os estilos de dança mais apropriados para produção do espetáculo de dança por todos os/as estudantes. A dança e as necessidades especiais do ser humano: inclusão. axé e todas as manifestações da Indústria cultural. Entender a relação entre a utilização da dança no cinema e a cultura dos musicais nos Estados Unidos. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. surgirão técnicas tão variadas e diferentes de dança. Dança e ética Dança e cidadania Dança como meio de resgate social e de reeducação do gesto: “corpocidadão” e a técnica das cadeias musculares de Ivaldo Bertazzo. Vídeos e filmes de dança. para saber criticá-las com propriedade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 113 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Analisar a relação entre a dança e a alteridade. Vídeos de grupos de dança contemporânea brasileiros. no Modernismo Brasileiro e no movimento Antropofágico. Criação do espetáculo de dança de conclusão do Ensino Médio História da dança: no período do Dadaísmo. Origens da Dança contemporânea. no século XX. saúde e meio-ambiente. sem desconsiderar o universo social e econômico em que são criadas.      LETRAMENTO E DIVERSIDADE                  .

 Identificar as danças afro-brasileiras e a sua importância para a formação cultural dos dançarinos brasileiros. é o uso da capoeira aplicada à dança). Cinema.  Identificar os importantes grupos e bailarinos da dança contemporânea no Brasil. etc. Vídeo. Alvin Nikolai. para concretizar a ideia. Multimídia.  Dança e política: importância da Arte Contemporânea e de movimentos sociais e políticos como Feminismo. através de vídeos. Multiculturalismo. Hipertexto. as artes plásticas e a tecnologia. Ditaduras. da Pop Arte.  Interatividade na dança: relação entre a dança. Contato Improvisação. arte e tecnologia: Web Design.  Ensaios e apresentação do espetáculo de dança.  Entender como as danças indígenas influenciaram a construção das diversas técnicas de dança contemporânea no Brasil e como contribuíram e contribuem para a diferenciação dos corpos do dançarinos no Brasil  Identificar como foi o desenvolvimento da dança contemporânea no Brasil e quais as técnicas mais utilizadas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 114 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS  Criação do espetáculo de dança de conclusão do Ensino Médio.  Conhecer os diversos estilos e grupos de dança contemporânea existentes. Identificar como a dança contemporânea surgiu e entender que ela é mais que uma técnica específica de dança. porque ela reúne uma coleção de sistemas e métodos desenvolvidos da dança moderna e pós-moderna.  Dança. . do Land Art e da Arquitetura Moderna e Pós Moderna na dança.  História da dança: no período da Arte Pós Moderna e na· Arte Conceitual. e identificar as linguagens e técnicas que eles utilizam.  Definir o tema ou os conceitos que serão desenvolvidos pelos/pelas estudantes no espetáculo de dança e iniciar as pesquisar de movimentos e de músicas.  Analisar e experimentar as várias linguagens que alimentam a dança contemporânea. Técnica de Release. tais como: Improvisação.  Entender como as danças afro-brasileiras influenciaram a construção das diversas técnicas de dança contemporânea no Brasil e como contribuíram e contribuem para a diferenciação dos corpos do dançarinos no Brasil (exemplo disso.  Experimentar e praticar as diferentes técnicas utilizadas e desenvolvidas pela dança contemporânea. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . do Minimalismo. Body Mind Centery (BMC). Método Laban. influencias da Action Painting. Fotografia e a construção do espetáculo de dança. Hipermídia.  Dança engajada ou dança que explora apenas o belo.

que permitem o trabalho da conscientização do corpo e do movimento. Analisar o trabalho de Ivaldo Bertazzo de bailarino. Analisar como a dança pode ser um instrumento para a formação da cidadania dos indivíduos. Feldenkrais. Eutonia. Perceber como o seu trabalho resgata jovens da periferia do Rio e de São Paulo e os transforma em artistas profissionais e autônomos. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . que poderão se expressar com identidade e auto-estima. ao descobrir o seu movimento único e inigualável e a imensa comunicabilidade do movimento. independente de suas limitações. psicológica e espiritual de quem a realiza com consciência e autonomia. Porque essa dança estimula o bailarino a encontrar o seu movimento individual. coreógrafo e criador de técnicas fundamentais para reeducação do gesto e a formação do “corpocidadão”. explorando as suas características positivas e únicas. Perceber como a dança contemporânea e as novas técnicas permitem que a dança seja inclusiva e aceite todos os tipos de corpos. tais como a Técnica Alexander. Entender como a dança é fundamental para a saúde física. Klauss Vianna (Brasil).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 115 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS        Entender que o corpo na dança contemporânea é construído na maioria das vezes a partir de técnicas somáticas. Essa utilização da dança é realizada desde a época da formação dos guerreiros na Grécia Antiga. Assistir vídeos e analisar os espetáculos criados pelos importantes grupos de dança contemporânea no Brasil. mental. Há diferenças entre as produções dos grupos brasileiros e as produções dos grupos de outros países? Analisar a relação entre a dança e a ética. Identificar qual o papel do dançarino na luta pela preservação do meio ambiente e pela busca da substituição da cultura consumista pelo desenvolvimento sustentável. percebendo como a educação pelo movimento pode permitir a formação ética dos indivíduos e a construção do caráter.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 116 ARTE − DANÇA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar as danças no período da Arte Pós Moderna e na· Arte Conceitual. música.  Analisar a relação entre a política. definidas desde o início do Ensino Médio. do Minimalismo.  Identificar as vertentes que surgirão com a relação entre a dança e a tecnologia. referenciais simbólicos e sentidos mais profundos. os movimentos sociais e a dança. tais como a vídeo dança. da Pop Arte. coreografia e personagens. as influências da Action Painting. iluminação e som. utilizando os movimentos também como instrumentos de denúncia dos problemas sociais e das várias injustiças existentes no mundo.  Utilizar pelos/pelas estudantes outras mídias para a pesquisa de movimento e a criação de movimentos. música. tornando a relação da dança entre as diferentes áreas mais híbridas. e ensaiar. socioculturais e filosóficas dos respectivos momentos históricos. relacionando-os com as características sociopolítico-econômicas. bilheteria e preparação do público. do Land Art e da Arquitetura Moderna e Pós Moderna na dança.  Debater se a dança deve ou não ser engajada. cenário. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  Entender como e porquê a dança contemporânea passou a utilizar. fotografia. artes plásticas. divulgação e programação visual.  Definir como será o espetáculo de dança. as outras áreas artísticas. em suas criações. percebendo como estes influenciam as criações dos dançarinos e dos grupos. performance arte. tornando movimentos reais em virtuais ou vice e versa. como vídeo. cultura digital e softwares específicos que permitem alterações do que se entende como movimento. preparação da plateia.  Apresentar o espetáculo de dança utilizando os elementos aprendidos sobre a dança no Ensino Médio e todas as etapas necessárias para um espetáculo de qualidade estética e cênica: direção do espetáculo ou da coreografia. buscando entender seus códigos. realizar todas as etapas para a sua concretização. maquiagem.

mas envolve a diversidade de gênero. rótulos. quando leva o/a estudante a posicionar-se criticamente em face das orientações e recomendações contidas em bulas. Em relação à diversidade étnico-racial. trata da História e Cultura Afro-Brasileira. e estudantes com necessidades educacionais especiais. equipamentos. E leva o/a estudante a interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculadas pela mídia (impressa ou não). as diferenças existentes entre os estudantes e as estudantes. Códigos e suas Tecnologias. práticas inclusivas e não práticas competitivas. assim como. científica. Estes recursos auxiliam. de geração. no ano de 2007.6 EDUCAÇÃO FÍSICA O componente curricular. vão desde a mídia impressa até a informática. desenvolve uma linguagem específica: a linguagem corporal. essas relações e outras interfaces ficam claras quando verificamos que os eixos: letramento e diversidade. A Educação Física contribui para o letramento60. Arte e LEM (PCNEM) constituem a área de Linguagens. pois se partiu do princípio que os mesmos deveriam ser desenvolvidos pelos/pelas professores/as ao longo de cada ano letivo. corporal. por exemplo. . literária. Estes conteúdos não foram divididos em bimestres. no momento em que oportuniza a leitura crítica do mundo.UFBA. por exemplo. por sua vez. Neste Currículo. já se utilizando de recursos tecnológicos61. Educação Física. prática social da leitura. 61 Os recursos tecnológicos utilizados na Educação Física. vídeos. 60 Em relação ao tema ler O letramento na Educação Física -Professora Doutora em Educação Celi Zulke Taffarel – FACED. bem como o conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo. Teatro e Dança (componente Arte)59. juntamente com Língua Portuguesa. Respeitando assim. Isso se deve porque Educação Física. relativos à atividade física. suplementos alimentares. 59 Esta identidade é percebida também quando analisamos a primeira competência geral do Ensino Médio: 1) Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e das várias linguagens: artísticas. nas avaliações físicas. Por exemplo. após a realização de encontros pedagógicos. e os pressupostos teórico-metodológicos: ludicidade e tecnologias da informação e da comunicação recebem o mesmo tratamento que é dado pelos demais componentes. Daí a necessidade de se desenvolver na Educação Física. que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo. manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos. matemática. e tecnológica. o eixo diversidade não se restringe a este aspecto. filosófica. Cabe aqui ressaltar que no Currículo. foram levantados conteúdos referentes à lei 10639/2003 que. no que diz respeito inclusive às capacidades e às limitações físicas de cada um.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 117 7.

E devem garantir62:      Acúmulo cultural no que tange à oportunização de vivência das práticas corporais. nos jogos cooperativos. . a valorização da ludicidade para esta etapa do ensino. a mesma encontra-se organizada em habilidades e conteúdos referenciais. por sua vez. Ms. Participação efetiva no mundo do trabalho no que se refere à compreensão do papel do corpo no mundo da produção. Contudo recebeu maior destaque com a inserção das práticas circences – origem e contexto e da dança. 62 Em relação aos desafios da Educação Física. Em Educação Física. Estas habilidades. Iniciativa pessoal nas articulações coletivas relativas às práticas corporais comunitárias. vivência e na produção de cultura.225). Pedro Ferreira Reis da SEED – Paraná – Faculdade Cesufo. (OCN. Intervenção política sobre as iniciativas públicas de esporte.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 118 O Currículo da Educação Básica – Ensino Médio traz como novidade. 2006: p. planejar ou buscar orientação para suas próprias práticas corporais. no que tange ao controle sobre o próprio esforço e do direito ao repouso e ao lazer. nas recreações esportivas e brincadeiras. lazer e organização da comunidade nas manifestações. ler a dissertação Desafios da Educação Física Escolar no Ensino Médio frente a Sociedade Contemporânea do Prof. o aspecto lúdico sempre esteve presente. Em relação à formatação da proposta curricular de Educação Física ora apresentada. Iniciativa pessoal para criar. estão em consonância com as cinco competências do Ensino Médio. Ao todo são sete habilidades que são desenvolvidas nas três séries.

Cultura afro-brasileira Culturas juvenis Práticas circenses − Origem e Contexto LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Jogos Cooperativos (diversificar elementos corporais e práticas)  Jogos Cooperativos (diversificar elementos corporais e práticas) . relativos à atividade física.  Aplicar a informática nos diversos seguimentos da Educação Física.  Reconhecer a importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta. com vistas à integração dos indivíduos em atividades que proporcionem a participação solidária.  Reinterpretar as normas estabelecidas para a realização de eventos inerentes a Educação Física. suplementos alimentares.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 119 EDUCAÇÃO FÍSICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Aplicar conceitos e vivências de atividade física abordadas na escola. vídeos. equipamentos. Ginásticas. em face das orientações e recomendações contidas em bulas.  Interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculados pela mídia. lutas e dança. rótulos.o caso dos atletas africanos  Influência das diferenças socioeconômicas nos praticantes das várias modalidades esportivas  Destaques nacionais e internacionais negros e afro-brasileiros nos esportes  Práticas corporais da cultura negra. em diferentes momentos históricos  Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e suas ressignificações OBS: Os conteúdos relativos à História e Cultura Afro-Brasileira perpassarão a 1ª série     Jogos. técnicos  A influência do clima nas práticas desportivas .           CONTEÚDOS Ginásticas Práticas circenses Dança Cultura afro-brasileira Culturas juvenis Lutas Jogos Adaptados Esporte Da escola (equipes esportivas) Na escola (iniciação às modalidades esportivas)  Desportos e a origem dos jogos das danças e sobre os movimentos básicos da capoeira brasileira  A capoeira. árbitros. .  Identificar e relacionar o processo de funcionamento do organismo humano. de forma a melhorar a própria condição de vida e a do outro. que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo. manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos. para os momentos de lazer e trabalho. como atletas. professores/as.  Posicionar-se criticamente. como elemento da cultura corporal  História dos negros e afro-brasileiros que se destacaram nos esportes. seus significados no contexto histórico-social.

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EDUCAÇÃO FÍSICA − 2ª SÉRIE

LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS

 

Aplicar conceitos e vivências de atividade física, abordadas na escola, para os momentos de lazer e trabalho, de forma a melhorar a própria condição de vida e a do outro. Identificar e relacionar o processo de funcionamento do organismo humano. Reinterpretar as normas estabelecidas para a realização de eventos inerentes a Educação Física, com vistas à integração dos indivíduos em atividades que proporcionem a participação solidária. Posicionar-se criticamente, em face das orientações e recomendações contidas em bulas, vídeos, rótulos, manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos, suplementos alimentares, equipamentos, que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo. Reconhecer a importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta. Interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculados pela mídia, relativos à atividade física. Aplicar a informática nos diversos seguimentos da Educação Física.

 Desportos e a origem dos jogos das danças e sobre os movimentos básicos da capoeira brasileira  A capoeira, seus significados no contexto histórico-social, como elemento da cultura corporal  História dos negros e afro-brasileiros que se destacaram nos esportes, como atletas, professores/as, árbitros, técnicos  A influência do clima nas práticas desportivas - o caso dos atletas africanos  Influência das diferenças socioeconômicas nos praticantes das várias modalidades esportivas  Destaques nacionais e internacionais negros e afro-brasileiros nos esportes  Práticas corporais da cultura negra, em diferentes momentos históricos  Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e suas ressignificações  O processo de funcionamento do organismo humano: _ Capacidades físicas _ Capacidades motoras _ Aptidão física _ Contexto científico OBS: Conteúdos referentes à História e Cultura afro-brasileira perpassarão a 2ª série  Aplicação da informática nos diversos segmentos da Educação Física. _ Pirâmide alimentar _ Avaliação física, Medidas e testes  _ Contexto científico  Importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta, por meio de: Ginástica Natural, Grandes Jogos, Esportes radicais / natureza / Práticas circenses, Origens e Contextos.  Escolha, utilização, criação e preservação, em comum acordo, locais e espaços que possam servir para a prática de atividade física, de forma a preservar o meio ambiente e atender aos interesses coletivos, por meio de: _Ginástica Natural _Grandes Jogos _Esportes radicais / natureza / _Práticas circenses _Origens e Contextos

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EDUCAÇÃO FÍSICA − 3ª SÉRIE

HABILIDADES
 Aplicar conceitos e vivências de atividade física abordadas na escola, para os momentos de lazer e trabalho, de forma a melhorar a própria condição de vida e a do outro.  Identificar e relacionar o processo de funcionamento do organismo humano.  Reinterpretar as normas estabelecidas para a realização de eventos inerentes a Educação Física, com vistas à integração dos indivíduos em atividades que proporcionem a participação solidária.  Posicionar-se criticamente, em face das orientações e recomendações contidas em bulas, vídeos, rótulos, manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos, suplementos alimentares, equipamentos, que relacionam a prática da atividade física à saúde do individuo.  Reconhecer a importância da Educação Física no processo de preservação do meio ambiente como um dos principais fatores para a melhoria da qualidade de vida no planeta.  Interpretar e expressar-se criticamente sobre e informações veiculados pela mídia, relativos a atividade física.  Aplicar a informática nos diversos seguimentos da Educação Física.

CONTEÚDOS
 Desportos e a origem dos jogos das danças e sobre os movimentos básicos da capoeira brasileira  A capoeira, seus significados no contexto histórico-social, como elemento da cultura corporal  História dos negros e afro-brasileiros que se destacaram nos esportes, como atletas, professores/as, árbitros, técnicos  A influência do clima nas práticas desportivas - o caso dos atletas africanos  Influência das diferenças socioeconômicas nos praticantes das várias modalidades esportivas  Destaques nacionais e internacionais negros e afro-brasileiros nos esportes  Práticas corporais da cultura negra, em diferentes momentos históricos  Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e suas ressignificações  Interpretação e expressão critica sobre fatos e informações veiculados pela mídia, relativos à atividade física, por meio de:  Jogos, dança, esporte, ginásticas, lutas  Abordagem teórica dos aspectos técnicos e científicos OBS: Os conteúdos referentes à História e Cultura afro-brasileira perpassarão a 3ª série  Interpretação e expressão crítica sobre fatos e informações veiculados pela mídia, relativos à atividade física, por meio de: _ Jogos, dança, esporte, ginásticas, lutas _ Abordagem teórica dos aspectos técnicos e científicos  Posicionamento critico, em face às orientações e recomendações contidas em bulas, vídeos, rótulos, manuais e outros textos relativos ao consumo de medicamentos, suplementos alimentares, equipamentos, que relacionam a prática da atividade física à saúde do indivíduo, por meio de: _ Jogos, dança, esporte, ginásticas, lutas _ Abordagem teórica dos aspectos técnicos e científicos

LETRAMENTO E DIVERSIDADE

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8 ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 8.1 BIOLOGIA No ano de 2002 o Currículo da Educação Básica - Ensino Médio do Distrito Federal foi elaborado à luz da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, 1996, para atender às tendências da época, entre elas, o desenvolvimento dos conteúdos que deixaram de “ser um fim em si mesmo” e passaram a ser o meio para o desenvolvimento das habilidades\competências. Hoje, o Brasil busca a qualidade da educação básica que se perdeu ao longo de um processo que teve como principal objetivo a universalização do ensino fundamental, art. 5º. “O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo”. A melhoria da qualidade da educação básica trará reflexo, principalmente, no Índice da Educação Básica – IDEB, para isso, é necessário a diminuição dos índices de repetência e evasão escolar, tanto no ensino fundamental como no ensino médio. As finalidades do ensino médio estão presentes no art. 35 da Lei 9394/96 e são grandiosos os desafios, quando analisamos as diretrizes impostas pelo art. 36 que trata da questão curricular. As várias possibilidades contidas nos artigos acima citados nos fazem repensar sobre o ensino médio que está sendo ofertado aos nossos/nossas estudantes. A etapa final da educação básica apesar de seu papel estratégico de mobilização social não traz claridade nos seus objetivos e isto se deve, principalmente, à delicada opção entre a terminalidade e a continuidade dos estudos, e sua relação com o mundo do trabalho. Nessa linha de pensamento, “O ensino de Ciências passou de uma fase de apresentação da ciência como neutra para uma visão interdisciplinar. Nela, o contexto da pesquisa científica e suas consequências sociais, políticas e culturais são elementos marcantes.” (KRASILCHIK E MARANDINO. 2004: p. 6)
A integração de elementos do ensino das Ciências com outros elementos do currículo além de levar à análise de suas implicações sociais, dá significado aos conceitos apresentados, aos valores discutidos e às habilidades necessárias para um trabalho rigoroso e produtivo.” (KRASILCHIK E MARANDINO. 2004: p. 43)

A organização do ensino de Ciências tem sofrido nos últimos anos inúmeras propostas de transformação. Em geral, as mudanças apresentadas têm o objetivo de melhorar as condições da formação do espírito científico dos/das estudantes em vista das circunstâncias histórico-culturais da sociedade.

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Hilda Weissmann (1993), afirma que a formação científica dos adolescentes deve contribuir para a formação de futuros cidadãos que sejam responsáveis pelos seus atos, tanto individuais como coletivos, conscientes e conhecedores dos riscos, mas ativos e solidários para conquistar o bem estar da sociedade, e críticos e exigentes diante daqueles que tomam as decisões. As alterações tentam situar a ciência e o seu ensino no tempo e no espaço, enfatizando em cada momento um aspecto considerado mais relevante na forma de o homem entender e agir cientificamente no mundo por meio de um conhecimento que, de modo geral, está além do senso comum. A melhoria da qualidade do ensino médio passa por diversos fatores: é necessário que se defina uma identidade da última etapa da educação básica mediante um projeto que, conquanto seja unitário em seus princípios e objetivos, desenvolva possibilidades formativas que contemplem as múltiplas necessidades socioculturais e econômicas dos sujeitos que o constituem – adolescentes, jovens e adultos –, reconhecendo-os não como cidadãos e trabalhadores de um futuro indefinido, mas como sujeitos de direitos no momento em que cursam o ensino médio. Logo é premente, o investimento e atenção por parte das esferas governamentais: Federal, Estadual e Municipal no que tange à implantação/implementação de políticas públicas para atendimento às necessidades desse jovem adolescente que cursa o ensino médio. E neste cenário as questões pedagógicas se tornam prioridade na educação. É necessário que se forneça melhores condições para o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem e, entre estas, podemos citar: diminuição do quantitativo de estudantes por sala de aula, melhor formação científica do/da professor/a de modo que ele seja capaz de suprir as necessidades da educação básica, no ensino médio, possibilite “o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental”. A melhoria da qualidade do ensino está imposta e se tornou um compromisso da sociedade, pois assim dispõe o Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007:
Sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União Federal, em regime de colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, e a participação das famílias e da comunidade, mediante programas e ações de assistência técnica e financeira, visando a mobilização social pela melhoria da qualidade da educação básica.

Esse Decreto aponta para a implementação de 27 Diretrizes para os sistemas de ensino. Algumas dessas, são nossas conhecidas, como é o caso do combate “a repetência, dadas as especificidades de cada rede, pela adoção de práticas como aulas de reforço no contraturno, estudos de recuperação e progressão parcial”.

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O ensino médio do Distrito Federal ao incluir os conteúdos dos componentes curriculares, de forma explícita nesse documento, teve como objetivo oportunizar ao/à professor/a uma referência para o desenvolvimento das habilidades, não somente as que se encontram descritas no currículo, mas o desenvolvimento de outras que permitam ao/à estudante alcançar as cinco competências do ensino médio. Para isso se faz necessário que o processo de ensino e de aprendizagem ocorra de forma clara e, nos dias atuais é indispensável que o/a professor/a tenha conhecimento da sua construção cognitiva.
Crê-se, contudo, que a competência maior do docente esteja no comprometimento do estudo de Biologia com a melhoria da qualidade de vida do planeta, da conscientização de que a humanidade não sobreviverá sem o profundo conhecimento de que as interações de um sistema vivo com o seu meio ambiente são interações cognitivas, sendo o próprio processo da vida um processo de cognição (MATURANA & VARELA.1997).

Segundo Ausubel é importante que o/a estudante durante o processo de construção cognitiva encontre um "ponto de ancoragem", para que os novos conhecimentos que estão sendo formados se identifiquem com os que já foram construídos mentalmente, de modo a possibilitar a interação com o que foi aprendido. (aprendizagem significativa é o conceito central da teoria da aprendizagem de David Ausubel). Uma das formas de mobilização para favorecer a construção cognitiva é fazer com que os/as estudantes vivenciem a teoria, por meio das práticas. As práticas de vivências não se restringem às aulas práticas de laboratórios, temos as possibilidades de realizar outras estratégias, como: visitação a museus, zoológico, jardim botânico e simulações. A teoria e a prática fazem sentido, quando uma complementa a outra, permitindo a mobilização de diversos saberes. Quando o conhecimento transmitido pelo/pela professor/a não dialoga com o conhecimento trazido pelo/pela estudante e vice-versa, nega-se a oportunidade de participação do/da estudante em sala de aula e isto se expressa pelos baixos rendimentos apresentados pela turma A interdisciplinaridade e a contextualização se apresentam como eixos pedagógicos que oportunizam o diálogo com outras áreas de conhecimento e que permitem a formação de “ancoras”, “pontos” que facilitam novas construções cognitivas, pois (...). “Saber significa, primeiro, ser capaz de utilizar o que se aprendeu, mobilizá-lo para resolver um problema ou aclarar uma situação” (GIORDAN E VECCHI, 1996, p.11). O ensino de Biologia deve estimular o raciocínio lógico e a curiosidade, ajudar na formação do/da estudante para que tenha condição de enfrentar os desafios impostos pela

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 125 sociedade contemporânea e fortalecer a democracia. Logo o letramento científico faz parte do ensino de biologia como estratégia para a iniciação científica e ampliação de possibilidades para a inclusão numa sociedade científica e tecnológica. . dando à comunidade escolar melhor condições para participar dos debates cada vez mais sofisticados sobre temas científicos que afetam nosso quotidiano.

Ciclos biogeoquímicos. e entender as transformações orgânicas e comportamentais próprias da adolescência. Cadeias e teias alimentares. fatores de regulação da população). Entender a importância dos nutrientes na formação das células e na manutenção da saúde. propondo soluções junto à comunidade escolar. e reconhecer sua participação na formação celular Analisar e interpretar processos genéticos associados às tecnologias e a avaliar eticamente suas repercussões. desmatamento. nicho ecológico. quimiossíntese. Correlacionar o funcionamento adequado do organismo e a regulação da coordenação das funções vitais. Sucessão ecológica. Relacionar os alimentos com os processos de desenvolvimento e de manutenção da vida dos seres vivos. espécies exóticas)                . Analisar as diferenças na morfologia e na fisiologia masculina e feminina. Divisão celular. taxas de crescimento populacional. LETRAMENTO E DIVERSIDADE   Núcleo: cromossomos da célula eucariótica (processos de transcrição e tradução). Reconhecer a biotecnologia como recurso necessário ao controle biológico de pragas na agricultura. Analisar o desequilíbrio social que a gravidez precoce pode provocar. Entender que a morfologia e a fisiologia dos seres unicelulares e pluricelulares estão relacionadas diretamente com a organização de suas estruturas e componentes. Embriologia. Reconhecer a célula como unidade viva formadora de todos os organismos e observar que sua organização e funcionamento são semelhantes em todos os seres vivos.  ATP (estrutura química)  Respiração celular. Estudo das populações (densidade populacional. Espécie humana versus natureza (poluição.                Identificar diferentes explicações sobre a origem do universo. fermentação. de ativação enzimática. confrontando concepções religiosas. fazendo inferências indutivas. habitat. comunidade. Pasteur ( 1822-1895 para derrubar a teoria da geração espontânea. elaboradas em diferentes momentos. ) Descrever e entender o mundo a sua volta. Fatores que afetam a evolução dos ecossistemas. Reprodução humana e parto. biótipos. produtividade). ECOLOGIA Biosfera. Reconhecer a célula como unidade viva formadora de todos os organismos e entender que sua organização e funcionamento são semelhantes em todos os seres vivos. Relações ecológicas (intraespecíficas e interespecíficas). Elaborar modelos das células como unidade transformadora e consumidora de energia. DST Drogas. ecossistema.população. Fluxo de energia e níveis tróficos (pirâmides de energia.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 126 BIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS BIOLOGIA COMO CIÊNCIA NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS  Características dos seres vivos  Constituintes da matéria viva BIOLOGIA CELULAR  Teoria celular  Citoplasma (organelas estrutura e função) METABOLISMO ENERGÉTICO  Anabolismo e catabolismo  Reações (endergônicas. da terra e dos seres vivos. Analisar experiências e argumentos utilizados por cientistas como F. Biotecnologia Gametogênese. Justificar a morfologia e a fisiologia dos seres vivos como características evolutivas e imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio ecológico. biomas. oxirredução. exergônicas. energia nas reações químicas). mitológicas e científicas. Redi (1626-1697 ) e L. dedutivas e analógicas da importância dos seres vivos.

 Constatar os efeitos sofridos pelo organismo decorrente do uso indevido de drogas lícitas e ilíci-tas. crescimento e regeneração.  Associar os processos genéticos ao desenvolvimento biológico avaliando eticamente suas repercussões no cotidiano.  Distinguir entre as principais doenças infectocontagiosas e parasitárias. comparar e reconhecer a importância dos ecossistemas brasileiros. a partir da análise de dados.  Propor. reciclagem. econômicos ambientais e culturais com nível de renda. possibilidade de lazer. fatores genéticos e os condicionantes sociais. as carência is .  Relacionar a estabilidade dos ecossistemas com a complexidade das interações estabelecidas entre os organismos das populações na natureza.  Analisar dados sobre intensificação do efeito estufa. qualidade do transporte.  Discutir os riscos da gravidez na adolescência e as formas de preveni-la. estilos de vida. compreendê-las como processos que mantêm a composição genética das células e das espécies. diminuição sobre a taxa de oxigênio no ambiente e uso intensivo de fertilizantes nitrogenados.  Construir a noção de saúde levando em conta os condicionantes biológicos com sexo.  Identificar. coleta seletivas) LETRAMENTO E DIVERSIDADE . estado nutricional. com ênfase ao CERRADO do Distrito Federal. do início de Brasília aos dias atuais. escolaridade.as sexualmente transmissíveis (DST) e as provocadas por toxinas ambientais.  Relacionar os diversos ecossistemas da biosfera compreendendo suas constantes modificações. propondo soluções para situaçõesproblema. as degenerativas . transformação e preservação. idade.  CONTEÚDOS Práticas ecologicamente corretas (energias alternativas. associando-os às interferências humanas nos ciclos naturais dos elementos químicos. as ocupacionais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 127 BIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar as transformações orgânicas e comportamentais próprias do adolescente relacionando com fatores biológicos e sociais da sexualidade. condições de saneamento. distinguindo as de responsabilidade individual e as de responsabilidade coletiva e do poder público.  Verificar a origem e a variabilidade das espécies como resultado da interação de mecanismos físicos e biológicos que determinam sua existência. debater e divulgar junto à comunidade medidas que podem ser tomadas para reduzir a poluição ambiental.  Associar as divisões celulares como meio de reprodução.

Entender que os organismos possuem ecossistemas internos em equilíbrio dinâmico. em particular no Brasil. particularmente a AIDS. Relacionar os alimentos com os processos de desenvolvimento e de manutenção da vida dos seres vivos entendendo sua participação na formação celular. identificando possíveis alterações ambientais que modificam o equilíbrio ecológico. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . na última década. acarretando fluxo de energia. Constatar os prejuízos causados na biosfera. no decorrer do tempo. Perceber as consequências da fome no Brasil e no mundo. da incidência das DST. e que podem sofrer alterações decorrentes de influências externas. de maneira a reduzir os efeitos agudos e crônicos da ação natural. Reconhecer a interdependência das espécies e a influência que o meio exerce sobre elas e viceversa. entre homens e mulheres de diferentes faixas etárias. Compreender que nosso planeta sofreu profundas transformações. e que apresenta um equilíbrio dinâmico. Compreender a importância da conservação da flora e da fauna e reconhecê-las como fonte de matéria-prima. Estabelecer diferenças entre conservação e preservação do meio ambiente. Relacionar o reaparecimento de determinadas doenças (como cólera e dengue) com a ocupação desordenada dos espaços urbanos das grandes cidades. Compreender que a matéria transita de modo cíclico nos meios bióticos e abióticos. sugerindo formas de intervenção coletiva.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 128 BIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS            Elaborar explicações para os dados a respeito da evolução. Reconhecer a necessidade do controle biológico como recurso utilizado pelo homem na produção de alimentos e como meio de manutenção da cadeia e teia alimentar. reconhecendo os procedimentos de proteção e de preservação das espécies envolvidas.

fazendo inferências indutivas. PEIXES E ANFIBIOS  Características gerais. Relacionar as doenças mais comuns do cotidiano com seus respectivos organismos causadores.  Reprodução. RÉPTEIS  Características gerais. ARTROPODES E EQUINODERMAS  Características gerais  Reprodução Doenças     LETRAMENTO E DIVERSIDADE        Descrever e entender o mundo a sua volta. Identificar a divisão dos grupos de seres vivos. Compreender que os organismos possuem ecossistemas internos em equilíbrio dinâmico. Reconhecer que a morfologia e a fisiologia dos seres vivos são características evolutivas imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio ecológico. CNIDÁRIOS  Características gerais  Reprodução  Importância ecológica e econômica PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS  Características gerais  Reprodução  Doenças MOLUSCOS. Estudar os aspectos básicos da etiologia das doenças causadas por infecções. dedutivas e analógicas da importância dos seres vivos. Relacionar a morfologia e a fisiologia dos seres unicelulares e pluricelulares com a organização de suas estruturas e componentes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 129 BIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS SISTEMÁTICA  Classificação biológica ou taxonomia VÍRUS  Características gerais  Doenças BACTÉRIAS. Reconhecer a importância da classificação biológica para a organização e compreensão da enorme diversidade dos seres vivos. Conhecer e utilizar os principais critérios de classificação.  Importância ecológica e econômica. PROTOZOÁRIOS  Características gerais  Reprodução  Importância ecológica e econômica  Doenças PORÍFEROS.  Importância ecológica e econômica.  Importância ecológica e econômica. as regras de nomenclatura e as categorias taxonômicas reconhecidas atualmente.  Reprodução. AVES E MAMIFEROS  Características gerais. ambientalistas e administração pública para preservar o que resta dos nossos ecossistemas ou para recuperá-las. ANELÍDEOS. Debater as principais medidas propostas por cientistas.  Serpentes peçonhentas. os seus processos de adaptação. FUNGOS.  Reprodução. relacionando-os a adaptação desses organismos aos diferentes ambientes. Caracterizar os ciclos de vida de animais e plantas. reconhecendo a sua anatomia microscópica e macroscópica. e que podem sofrer alterações decorrentes de influências externas.  . ALGAS. Relacionar o funcionamento adequado do organismo com as funções vitais.

Identificar. GIMNOSPERMAS(PLANTAS VASCULARES COM FLORES)  Características gerais. descrever e propor soluções às consequências da fome no Brasil e no mundo Fazer um levantamento de informações sobre os reinos em que estão divididos os seres vivos e suas principais características para elaborar um quadro resumo.  Reprodução. Entender que os caminhos para o conhecimento de biologia são diversificados.  Reprodução.  Importância ecológica e econômica. . Reconhecer no cotidiano a importância ecológica e econômica dos diversos grupos de seres vivos.  Importância ecológica e econômica. PTERIDÓFITAS (PLANTAS VASCULARES SEM SEMENTES)  Características gerais. Discutir os fundamentos biológicos da sexualidade dos seres unicelulares e pluricelulares.  Reprodução. Compreender que o funcionamento adequado do organismo depende da regulação e da coordenação das funções vitais.   LETRAMENTO E DIVERSIDADE    Utilizar as diferentes linguagens na interpretação de fenômenos naturais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 130 BIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS HISTOLOGIA E FISIOLOGIA VEGETAL BRIÓFITAS (PLANTAS AVASCULARES)  Características gerais. ANGIOSPERMAS (PLANTAS VASCULARES COM FLORES E FRUTOS)  Características gerais.  Importância ecológica e econômica.  Reprodução.

teoria da evolução química (ou teoria da evolução molecular).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 131 BIOLOGIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES    CONTEÚDOS GENÉTICA  Lei da segregação genética (trabalhos de Mendel.  Lei da segregação independente dos genes na herança poligênica (interação gênica. Analisar as diferenças na morfologia e na fisiologia masculina e feminina. deriva gênica. Observação: estes conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira perpassarão a 3ª série:  Estudo do projeto genoma (genes). dominância). grupos sanguíneos). recombinação gênica. no decorrer do tempo.. divergência e convergência evolutiva)  Teoria moderna da evolução (mutação gênica. Reconhecer os processos genéticos associados à tecnologia e a avaliar eticamente suas repercussões na sociedade. fenótipo.  Evolução humana e cultural. Analisar situações problemas envolvendo genética molecular e suas aplicações.            Entender que os caminhos para o conhecimento de biologia são diversificados. Reconhecer as diferentes teorias de origem da vida bem como suas evidências evolutivas. gerando a diversidade. migração. regeneração e compreensão de processos que mantêm a composição genética das células e das espécies. Identificar a origem e a variabilidade das espécies resultantes da interação de mecanismos físicos e biológicos que determinam sua existência. transformação e preservação. principio de HardyWeinserbeg. processos de especiação.  Mitos da pureza racial. EVOLUÇÃO  Ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin  Seleção natural  Fósseis  Evidências anatômicas e fisiológicas da evolução (órgãos homólogos e análogos.  Bases genéticas da evolução (população mendeliana. tipos de seleção natural. isolamento reprodutivo)  Espécie humana moderna . Compreender a evolução genética como construção humana.  Anagênese e cladogênese  Gradualismo e equilíbrio pontuado  Especiação (espécie e subespécie. frequência gênica nas populações. principio do Fundador). Associar as divisões celulares como meio de reprodução. Reconhecer a reprodução sexuada e o processo meiótico como fonte de variabilidade genética. epistasia. herança quantitativa). Compreender que nosso planeta sofreu profundas transformações. Reconhecer que a morfologia e a fisiologia dos seres Humanos são características evolutivas imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio ecológico.  Herança genética relacionada ao sexo  Melhoramento genético. Relacionar o funcionamento adequado do organismo com as funções vitais. mutação  Genética molecular e suas aplicações GENÉTICA  Lei da segregação independente dos genes (Pleiotropia. crescimento. genótipo. Compreender que a morfologia e a fisiologia dos seres humanos estão relacionadas diretamente com a organização. e entender as transformações orgânicas e comportamentais próprias da adolescência LETRAMENTO E DIVERSIDADE ORIGEM DA VIDA  Teoria da abiogênese (ou geração espontânea) e Teoria da biogênese  Teorias modernas: panspermia. alelos múltiplos. tipos de adaptação). Compreender os processos de transmissão das características hereditárias e suas manifestações físicas e sócio culturais. variação gênica.

digestório. fisiologia. endócrino. urinário e locomotor. sensorial. contração muscular)  Tecido muscular estriado cardíaco  Tecido muscular liso (não estriado) ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA  Sistemas nervoso. distúrbios e suas consequências. respiratório. interdependência funcional e estrutural das células)  Tecidos epiteliais  Tecido conjuntivo  Tecido muscular  Tecido muscular estriado esquelético (fibras. Observação: estruturas. circulatório.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 132 BIOLOGIA – 3ª SÉRIE HABILIDADES CONTEÚDOS HISTOLOGIA  Multicelularidade (quantidade e tipos de células. imunitário. LETRAMENTO E DIVERSIDADE .

deve assegurar aos/às estudantes os instrumentos necessários para compreender a realidade. por exemplo. é inegável que a Física tem uma enorme contribuição.a perspectiva da construção histórica dos conteúdos abordados. CONCEPÇÃO DA DISCIPLINA FISICA NO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO Vivemos hoje um mundo bastante diferente daquele do início do século passado. a relevância social dos conteúdos abordados. . o que permitiria gerar o “prazer de aprender” e o “gosto pela Ciência”. nas novas tecnologias presentes no cotidiano.a prática de encarar os fenômenos físicos como desafios. na escola média. . é surpreendente a quantidade de inovações e mudanças nas formas de produção. entre outros. Neste século mais recente. seja no que diz respeito às revoluções tecnológicas. se comparada ao de outros períodos de nossa História. que contemple. I. No entanto. com base no currículo elaborado pelo SIADE. articulados ao conjunto de expectativas de aprendizagem. com base nos Parâmetros curriculares nacionais e nos PCN+. os seguintes aspectos: . Neste panorama de mudanças. a Matriz de Avaliação Final de Física. Ensino Médio.as conexões que se estabelecem entre a Física e as necessidades e os desafios da sociedade – em outras palavras. ou seja. é necessário investir na direção de uma aprendizagem mais significativa. em razão das influências recíprocas entre a ciência. Após breve síntese do papel do componente curricular no currículo do ensino médio. Tais modificações se manifestam. Finalmente. .2 FÍSICA Apresentação Este texto apresenta orientações curriculares para a disciplina de Física. intervir nela e dela participar. a tecnologia e a sociedade. seja ao longo dos quatro séculos da modernidade. de comunicação e de relacionamento entre os indivíduos. são apresentados os conteúdos e expectativas de aprendizagem ao longo das três séries do ensino médio. explicitam-se as habilidades que se espera sejam construídas pelos/pelas estudantes ao final do ensino médio. Há um consenso de que o ensino de Física. Uma compreensão que não se faz sem o necessário aporte de determinadas bases científicas para o pleno entendimento do mundo que nos cerca.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 133 8.

aquelas que acontecem no dia a dia do cidadão comum: as crises energéticas. a partir de princípios. Para que isto seja possível. é necessário. terminologia especifica. para que possam participar dele e nele intervir. que tem alimentado o desenvolvimento de diferentes tecnologias. Isto porque o critério de seleção dos conteúdos é sempre o que eles representam para colocar os/as estudantes em situação de lidar com situações reais. segundo o PCN+. não é apenas a lógica interna da Física que preside a seleção e a extensão dos conteúdos a ser ensinados. Assim. pelo reconhecimento de que requalificar o ensino médio e o que se caracteriza como alfabetização científica passa necessariamente pela ressignificação do ensino de Física nas escolas de ensino médio. é fundamental que os/as estudantes possam recorrer à linguagem própria da Física – conceitos. a conta de luz e de água. A lógica do “para que ensinar” não permite que se ensine um conteúdo físico abstrato e completamente distante da realidade dos/das estudantes. Ensino Médio. por exemplo. é difícil que os nossos/nossas estudantes possam desenvolver habilidades de se posicionar face à crise energética caso não tenham tido a oportunidade de analisar argumentos relacionados ao tema e nem participado sistematicamente de discussões sobre este e outros assuntos. tabelas. gráficos ou relações matemáticas para que possam compreender o mundo físico e. Em outras palavras. mais que isto. Dentre essas habilidades. os problemas ambientais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 134 Um desafio a ser enfrentado por toda a comunidade escolar. etc. uma vez que é esta mesma a pergunta que deve orientar a seleção das estratégias de ensino. presentes tanto no cotidiano mais imediato quanto na compreensão do universo distante. para depois definir os conteúdos necessários para tanto. a pergunta “o que ensinar?” passa a ser substituída por “para que ensinar Física?” Quando este é o compromisso. . os manuais de aparelhos eletroeletrônicos. leis e modelos por ela construídos”. No entanto o desafio não se resolve apenas com a seleção de conteúdos segundo o critério do “para que ensinar Física”. desenvolver nos/nas estudantes um “conjunto de competências e habilidades específicas que permitam perceber e lidar com os fenômenos naturais e tecnológicos. apenas porque é pré-requisito de outro conteúdo físico. Para que os conhecimentos de Física aprendidos na escola façam diferença na vida dos/das estudantes. as noticias de jornais. Uma atuação que será tão mais consciente quanto mais se conseguir assegurar-lhes uma visão de ciência como um processo de formação histórica e social. é necessário que o foco de interesse sejam as habilidades que se quer desenvolver nos/nas estudantes.

Ensino Médio. Universo. ambiente e usos de energia 3. especialmente quando o estudo de determinados objetos assim o exige. Segundo os PCN+. na organização dos conteúdos. II. Movimentos: variações e conservações 2.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 135 Para desenvolver tais habilidades é preciso que os/as estudantes lidem com os objetos da Física: com os fenômenos físicos que ocorrem na natureza e com processos físicos que adquirem uma profunda relevância no mundo atual. o ensino da Física pode ser estruturado em torno de seis temas estruturadores que permitem agregar todos os conteúdos tradicionalmente abordados pela disciplina: 1. estes temas “conversem” entre si. Equipamentos elétricos e telecomunicações 5. Terra e vida O desafio é assegurar que. imagem e informação 4. Som. Calor. HABILIDADES E CONTEÚDOS No quadro seguinte são apresentados as habilidades e os conteúdos para cada uma das séries: . Matéria e radiação 6.

 Realizar cálculos que envolvam grandezas.  Alavancas e movimentos biomecânicos.  Inter-relacionar conhecimentos da Física com os de outras áreas do conhecimento. Teorema do Empuxo.  Interpretar modelos explicativos de conceitos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 136 FÍSICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Realizar medidas de grandezas físicas.  Implicações da teoria da Relatividade Especial para corpos submetidos à velocidade da luz. máquinas e equipamentos.  Realizar experimentos que facilitem a compreensão de fenômenos físicos. princípios. Princípio de Bernoulli. cinética e elástica).  Evolução histórica das concepções de força. velocidade.  Equilíbrio estático de partículas e de corpos extensos. diferenciando grandezas escalares e vetoriais. teoremas ou leis da Física.  Analisar criticamente normas e políticas públicas que visam propor soluções para problemas socioambientais. força.  Conceitos de referencial. peso. densidade e pressão).  Implicações da teoria Relatividade Restrita nos conceitos de espaço. . princípios.  Trabalho.  Articular argumentos científicos para explicar e posicionar-se em situações cotidianas que envolvem fenômenos físicos.  LETRAMENTO E DIVERSIDADE   Características de fluidos ideais (incompressibilidade. Princípios de Stevin e Pascal.  História e modelos explicativos da origem e evolução do universo. aceleração. movimentos e suas causas.  Reconhecer os diferentes movimentos presentes no mundo natural e nas construções humanas. posição.  Teorias sobre movimento dos corpos celestes (geocentrismo e heliocentrismo)  Lei da Gravitação Universal. massa.  Utilizar a linguagem vetorial para representar grandezas físicas. dedutivas e analógicas) em situações-problema que envolvam conhecimentos da Física.  Colisões mecânicas (elásticas e inelásticas).  Leis de Kepler. teoremas ou leis da Física.  Lei de Hooke.  Forças e materiais redutores de atrito. conceitos.  Compreender a linguagem técnico-científica da Física utilizada em textos e imagens. leis e teoremas da Física. massa e tempo.  Momento linear.  Leis de Newton e suas aplicações nos movimentos retilíneos e curvilíneos. definições.  Interpretar simulações de fenômenos físicos em softwares educacionais.  Solucionar situações-problemas que envolvam conceitos.  Realizar inferências (indutivas.  Notação científica. definições. deslocamento. torque e momento angular. símbolos e nomenclatura específicos da Física.  Estimar ordens de grandeza.  Interpretar gráficos que apresentam grandezas físicas. Impulso. potência e transformações de Energia Mecânica (potencial.  Representar grandezas utilizando códigos. CONTEÚDOS  Sistema Internacional de Unidades.  Explicar fundamentos físicos presentes na construção e funcionamento de ferramentas.

 Equilíbrio térmico – Lei Zero da Termodinâmica.  Compreender a linguagem técnico-científica da Física utilizada em textos e imagens. Audição humana e problemas causados por poluição sonora.  Escalas termométricas e conversões.  Realizar cálculos que envolvam grandezas. dedutivas e analógicas) em situações-problema que envolvam conhecimentos da Física. ressonância e interferência. amplitude e velocidade de ondas mecânicas. máquinas e equipamentos.  Dilatação de sólidos e líquidos.  Articular argumentos científicos para explicar e posicionar-se em situações cotidianas que envolvem fenômenos físicos.  Interpretar modelos explicativos de conceitos. princípios. Leis da refração. LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  Tipos de calor: sensível e latente. Qualidades do som: frequência. Características dos fenômenos sonoros produzidos em instrumentos musicais. intensidade e timbre.  Explicar fundamentos físicos presentes na construção e funcionamento de ferramentas. símbolos e nomenclatura específicos da Física.  Formas de propagação de calor.  Trocas de calor. Fenômenos ondulatórios: reflexão. princípios.  Inter-relacionar conhecimentos da Física com os de outras áreas do conhecimento.  Analisar criticamente normas e políticas públicas que visam propor soluções para problemas socioambientais. teoremas ou leis da Física.  Interpretar gráficos que apresentam grandezas físicas. Fenômenos ópticos em lentes esféricas. CONTEÚDOS  Concepções científicas e do senso comum acerca do conceito de calor.  Evolução histórica dos conceitos de calor e temperatura. Intensidade sonora e legislação a respeito.  Reconhecer as diferentes formas de energia presentes no mundo natural e nas construções humanas.  Realizar inferências (indutivas. SÉRIE HABILIDADES  Realizar medidas de grandezas físicas. Formação de cores.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 137 FÍSICA − 2ª. comprimento. Princípios da óptica geométrica.  Máquinas térmicas.  Enunciados de Kelvin e Clausius.  Estimar ordens de grandeza. difração. Fontes de luz e fenômenos ópticos.                   Período. definições. leis e teoremas da Física. teoremas ou leis da Física. Leis da reflexão Espelhos planos e esféricos.     Potência térmica e balanço energético. Evolução histórica das ideias sobre fenômenos luminosos. frequência. dioptros planos.  Utilizar a linguagem vetorial para representar grandezas físicas. Visão humana e correção visual.  Representar grandezas utilizando códigos. Qualidades fisiológicas do som e o Efeito Doppler. dispersão.  Solucionar situações-problemas que envolvam conceitos. prismas ópticos e instrumentos ópticos. Fenômenos luminosos: reflexão. refração. definições. refração. Gases ideais e transformações gasosas. conceitos. Primeira e Segunda Leis da Termodinâmica.  Interpretar simulações de fenômenos físicos em softwares educacionais. Diagramas de fase. Luz como fenômeno eletromagnético.  Realizar experimentos que facilitem a compreensão de fenômenos físicos.

definições.  Solucionar situações-problemas que envolvam conceitos.  Analisar criticamente normas e políticas públicas que visam propor soluções para problemas socioambientais. Propriedades elétricas dos materiais: condutores. Trabalho e energia potencial elétrica.  Estimar ordens de grandeza.  Interpretar simulações de fenômenos físicos em softwares educacionais. Capacitores. símbolos e nomenclatura específicos da Física. semicondutores e isolantes.  Geradores de energia elétrica.  Natureza e tipos de radiações eletromagnéticas e seus efeitos.  Geradores e receptores elétricos.  Articular argumentos científicos para explicar e posicionar-se em situações cotidianas que envolvem fenômenos físicos.  Fontes de energia elétrica de corrente contínua.  Explicar fundamentos físicos presentes na construção e funcionamento de ferramentas.  Reconhecer as diferentes formas de energia presentes no mundo natural e nas construções humanas. Processos de eletrização.  Força magnética em cargas pontuais e em fios.  Experiência de Oersted. definições. LETRAMENTO E DIVERSIDADE o .  Inter-relacionar conhecimentos da Física com os de outras áreas do conhecimento.  Estrutura da matéria – Efeito fotoelétrico. paralelo e mista. Lei de Coulomb.  Evolução do conhecimento sobre eletrologia de Tales de Mileto a Charles Du Fay.  Radiação de corpo negro.  Realizar inferências (indutivas.          CONTEÚDOS Notação científica. dedutivas e analógicas) em situações-problema que envolvam conhecimentos da Física. princípios.  Representar grandezas utilizando códigos.  Interpretar gráficos que apresentam grandezas físicas. SÉRIE HABILIDADES  Realizar medidas de grandezas físicas. Fluxo elétrico e Lei de Gauss.  Realizar cálculos que envolvam grandezas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 138 FÍSICA − 3ª. conceitos.  Linhas de força.  Leis de Ohm. voltímetro e ohmímetro. Campo elétrico vetorial e linhas de força. máquinas e equipamentos.  Realizar experimentos que facilitem a compreensão de fenômenos físicos.  Campos magnéticos gerados por correntes retilíneas.  Relatividade especial.  Diferença de potencial elétrico e corrente elétrica.  Potencial elétrico.  Utilização de medidores elétricos: amperímetro.  Potência elétrica. teoremas ou leis da Física. teoremas ou leis da Física.  Compreender a linguagem técnico-científica da Física utilizada em textos e imagens. princípios.  Interpretar modelos explicativos de conceitos.  Estrutura e funcionamento de motores elétricos. Ordens de grandeza.  Circuitos elétricos e associação de resistores em série. circulares e senoidais.  Lei de Lenz e Lei de Faraday.  Características de ímãs. leis e teoremas da Física.  Evolução histórica do conhecimento da indução eletromagnética.  Fenômenos eletromagnéticos nos sistemas de telecomunicação.  Utilizar a linguagem vetorial para representar grandezas físicas.  Evolução histórica do conhecimento sobre magnetismo.

vários reações químicas que ocorrem na natureza e uma infinidade de produtos utilizados em casa e na indústria. veja Santos e Schnetzeler(1997). Neste contexto. cercados por tubos de ensaio e de equipamentos e símbolos estranhos para uma pessoa. O estudo da química não só permite conhecer a natureza. ensinar o/a estudante a resolver problemas e realizar pequenas investigações. dada pela simples observação dos fenômenos. na sala de aula. os recursos e o meio ambiente. aceitando a química como parte integrante das suas vidas. que contribui na formação da cidadania do/da estudante. O ensino da química. entendendo que existe química no dia a dia como a simples tarefa de preparar alimentos ou as tarefas domésticas. as Instituições da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal devem viabilizar um letramento científico 63 do aluno que permita um entendimento da natureza da ciência e da atividade científica e uma concientização das complexas relacões Ciência-Tecnologia-Sociedade para que o aluno possa atuar de forma crítica e responsável na tomada de decisões em torno de problemas locais e globais64. procurando levar o/a estudante a compreender o mundo à sua volta. características. tem como objetivos. aplicando tanto de maneira individual como coletiva estratégias coerentes com os procedimentos das ciências. minimizando a ideia de que a química é para indivíduos vestidos de jaleco branco. propicia de forma interdisciplinar e contextualizada conhecimentos científico-tecnológicos. Por isso. veja Santos (2007). . a proposta do Currículo de Química. analisar e interpretar o seu mundo. para abordar de uma maneira contextualizada situações reais de interesse pessoal ou social e poder tomar decisões responsáveis.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 139 8. distinguindo a mera opinião da evidência baseada em provas concretas. obter dados e extrair deles resultados e conclusões que permitam emitir julgamentos. tais como formular hipóteses explicativas. como também nossa própria condição humana. A química estrutura o seu estudo na natureza da matéria. as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) por meio do Parecer do Conselho de Educação Básica e do Conselho Nacional de Educação 63 64 Para saber mais sobre Letramento Científico. mesmo que simplista e redutora do mundo a sua volta. flexível e em consonância com o momento histórico. as suas propriedades. bem como fazer frente aos problemas da vida quotidiana relacionados com a saúde.3 QUÍMICA Integrada. mudanças e / ou transformação. Para saber mais sobre CTS. tais como os diferentes estados da matéria. ajudando-o a ter uma visão. A química ensina o/a estudante a entender.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 140 contemplam grupos de disciplinas cujo objeto de estudo permite promover ações interdisciplinares (CEB⁄CNE nº 15⁄1998). 68 Para saber mais sobre Ambientes Enriquecidos com as TICs. estabelecer relações entre modelos visuais molecular em duas ou três dimensões. as moléculas de um composto. Outra vantagem é que as imagens de compostos ou reações químicas tem uma representação universal. veja Soares (2008). é preciso que os discursos obedeçam a determinadas leis de construção de proposições e regras que certificam o carácter distintivo da Ciência66. pois. 67 Para saber mais sobre a Necessidade da Praticidade e da Interdisciplinaridade da Química. uma vez que também possui textos. As aulas de Química são capazes de permitir que os saberes populares e do senso comum sejam intercambiáveis com conhecimentos. permitindo interação. A utilização das TIC em Química permitirá que os/as estudantes: complementem outras formas de aprendizagem utilizadas em sala de aula. Matemática e suas Tecnologias é uma das possibilidade dos/das estudantes do Ensino Médio estabelecerem relações com o mundo contextualizado na concretude das competências e habilidades para o exercício pleno da cidadania em meio a sociedade tecnológica atual e. significados. por meio da estruturação de uma cultura do letramento65. capazes de permitir a integração cultural. valores. práticas. enquanto componente curricular da Área de Ciências da Natureza. facilitar questões que envolvem dados.68 desempenha um papel importante no ensino de química. animações. vídeo e som. fórmulas ou características específicas. A aprendizagem em ambientes enriquecidos com as tecnologias de informação e comunicação (TIC). interativamente e em três dimensões. Hess (1997). em comparação com outros meios. alternar a rotação das moléculas em três dimensões a fim de avaliar os ângulos das ligações. para que haja Ciências. e obter informações sobre a Internet para a sua investigação. A Química. veja Frazer (1982). conduta praticada em laboratórios virtuais. Lufti (1992). Estes permitem aos/às estudantes estudar. relacionar visualmente propriedades de uma molécula com uma experiência física laboratorial69. Para saber mais sobre Caráter Distintivo da Ciência. a manipulação de substâncias químicas nos laboratórios virtuais antes de fazê-lo fisicamente (geralmente por segurança). sistemas de pensamento e problemáticas. imagens. melhorar acompreensão dos conceitos que não pode ser visto a olho nu. veja Clavero (2007). 69 A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação assenta na afirmação de que a tecnologia da informação é um apoio significativo no processo de ensino-aprendizagem. por isso mesmo necessita ser prático e interdisciplinar67. . tantos recursos em outros países desenvolvidos e em outras línguas. 65 66 Para saber mais sobre Estruturação de uma Cultura do Letramento. veja Lopes (1999) e Caniato (2003). pode ser utilizado sem que tenham de fazer grandes alterações.

73 Para saber mais sobre a História das Ciências. dos saberes indígenas reorganização e uma extensa pesquisa de informações de conteúdo. . O que hoje está sendo chamado de química verde na verdade não apresenta nada de novo. Assim. Fino (2000). Mesmo as aulas de Química. entre outros. Estes temas. veja Sanseverino (2002). o que faz com que os/as estudantes se esqueçam de todas as contribuições para melhoria da qualidade de vida humana conseguidas pela química71. Entretanto. Chassot (1995). principalmente em países com controle rigoroso na emissão de poluentes. não é diferente72. em atividades de ensino e pesquisa. 71 Para saber mais sobre Química Verde. Este conceito. A química verde pode ser encarada como a associação do desenvolvimento da química à busca da autossustentabilidade70. entretanto. é preciso que o/a professor/a de química discuta com os/as estudantes temas envolvendo o uso de tecnologias limpas. talvez em médio prazo. os/as professores/as devem buscar alternativas em sala de aula viáveis e organizar materiais didáticos que. A ECO-92. Embora já se note uma mobilização por parte de alguns setores da sociedade. 72 Para saber mais sobre Dos Direitos e Garantias Fundamentais. o Protocolo de Kyoto e a Rio+10 são exemplos de iniciativas que mostram a crescente preocupação mundial com as questões ambientais. dos pigmentos e corantes. sejam como materiais didáticos e/ou paradidáticos. estudantes e comunidade. No Brasil a Constituição prevê que o estado brasileiro deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e nas escolas. não é novidade em aplicações industriais. indígena e europeia nas raízes da metalurgia. precisam ser desenvolvidos simultaneamente com professores/as. entretanto. que são nocivos à saúde humana ou ao ambiente. Silveira (2003). habilidades e de aprendizagem pela variedade de estímulos que são apresentados. Em Química ainda são raras as produções nesse campo. são oportunidades para o estudo da evolução histórica das ciências73.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 141 Ao longo dos anos os princípios da química verde têm sido inseridos no meio acadêmico. faz-se necessária uma revisão na forma como é vista a questão dos resíduos químicos pelo/pela estudante. Lenardão (2003). 70 A química verde pode ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos e sub-produtos tóxicos. Um/uma estudante formado dentro dos princípios da química verde estará muito mais preparado para o desafio que a sociedade tem passado a impor nos últimos anos: a busca pela química autossustentável. é possível tratar. veja Constituição da República Federativa do Brasil (1988). o que torna o aluno responder de forma mais eficaz e desenvolver diferentes competências. possam eliminar o estigma que a química possui de estar relacionada à poluição e degradação ambiental. veja Kuhn (1989). descentralização das informações e feedback dos utilizadores. medicamentos. por exemplo. uma vez que a busca um desenvolvimento autossustentável há anos está incorporada nos ideais do homem moderno. ao considerar as matrizes africana.

a experiência egípcia na metalurgia e nas primeiras transformações de materiais. Tal atitude reflete a responsabilidade dos professores e das professoras de Química em contribuir para a diminuição das desigualdades. as raízes africanas. por exemplo. Para saber mais sobre A Responsabilidade do Professor e a Importância da Formação Continuada. contribuir para toda a sociedade75. Libâneo (2005). veja Makiguti (2002). nos ambientes escolares e a partir dele. . Assim. hábitos e comportamentos que respeitem e valorizem as diferenças a fim de concretizar a cidadania plena do nosso povo a partir da escola. abrem-se caminhos para que nas aulas de Química – espaço privilegiado de construção de saber e cultura – possam estimular conhecimentos. 74 75 Para saber mais sobre a Matriz Indígena e o Modelo Eurocêntrico. veja Chassot (1995).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 142 nos pigmentos e medicamentos já conhecidos desde o Brasil-Colônia e considerar o modelo eurocêntrico74 na sistematização do conhecimento e ainda. da intolerância e da violência. inicialmente.

nº de Avogadro) LETRAMENTO E DIVERSIDADE             UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA DA MATÉRIA  Aspectos Macroscópicos da Química  Unidades da Química  Cálculos Proporcionais da Química  Estequiometria CINÉTICA QUÍMICA  Modelo da Teoria das Colisões  Gráficos ESTUDO DOS GASES  Transformações Gasosas  Equação Geral dos Gases e Clapeyron  Teoria Cinética dos Gases    . Compreender a evolução histórica da Química como construção humana por meio das práticas sociais. Reconhecer no cotidiano que as reações químicas podem ser rápidas ou lentas. Reconhecer o processo de elaboração do conhecimento químico e sua necessidade histórica para a humanidade. Identificar e aplicar métodos de separação de misturas em eventos do cotidiano. social e químico. Analisar situações-problema e representar graficamente propriedades de substâncias e misturas. CONTEÚDOS A CIÊNCIA QUÍMICA  Evolução Histórica  Modelo Científico  Importância em Sociedade  Avanços Tecnológicos  Desenvolvimento de Novos Materiais A CONSTRUÇÃO DA MATÉRIA  Características dos Materiais  Classificação e Propriedades Gerais da Matéria  Transformações dos Materiais  Métodos de Separação de Misturas     MATÉRIA      Leis Ponderais Estudo do Modelo Científico de Dalton Reações Químicas Balanceamento por Tentativas Grandezas Químicas (massa molar. Utilizar a leitura. alterando ou não a mudança no estado físico. Analisar as informações a partir da compreensão da importância da história da química no desenvolvimento científico. Reconhecer o processo de transformações dos materiais por meio de observação de eventos do cotidiano. Entender a tendência quantitativa nas reações químicas e aplicar as leis ponderais. tecnológico e social. Compreender as leis ponderais e suas aplicações no dia a dia. Estabelecer o significado das grandezas químicas: massa. a compreensão e a interpretação de textos diversos para o/a estudante tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico. massa molar. Reconhecer que as transformações envolvem troca energética. Construir o conceito de substâncias e misturas e ser capaz de diferenciá-las. Relacionar a transformação dos materiais do cotidiano com suas propriedades. nº de moléculas e constante de Avogadro. a compreensão e a interpretação de textos para estudar as matérias-primas africanas. Apropriar-se da leitura e representar simbolicamente as reações químicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 143 QUÍMICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Utilizar a leitura. Diferenciar substância simples e composta por meio de modelos. Resolver situações-problema envolvendo cálculos estequiométricos no cotidiano. Mol. Identificar o modelo de Dalton. Entender que os caminhos para o conhecimento científico são diversificados. volume molar.

CONTEÚDOS   LETRAMENTO E DIVERSIDADE .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 144 QUÍMICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES   Identificar e analisar os fatores que influenciam na velocidade das reações. relacionando com fatos do cotidiano. Compreender a representação gráfica do comportamento dos gases em função de suas variáveis. Reconhecer a importância dos gases para os seres vivos. Correlacionar o comportamento dos gases com a Teoria Cinética e eventos do cotidiano. seus efeitos na atmosfera e os principais problemas gerados para o meio ambiente.

Correlacionar a posição dos elementos na Tabela Periódica com as suas propriedades (eletronegatividade e raio atômico). Ler. social. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente. Conhecer e analisar a importância social. CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS QUÍMICOS  História e Evolução da Classificação  Tabela Periódica Moderna  Relação com os Subníveis Energéticos  Estudo das Propriedades Periódicas LIGAÇÕES QUÍMICAS  Ligações Intermoleculares  Ligações Intramoleculares ESTRUTURA DAS SUBSTÂNCIAS  Geometria Molecular  Polaridade  Número de Oxidação FUNÇÕES INORGÂNICAS  Óxidos  Ácidos  Bases  Reações de Neutralização  Sais RECURSOS ENERGÉTICOS  Uso Racional da Energia: fontes de energia e matéria-prima  Seleção de Combustíveis  Reações de Combustão e Poluição Ambiental  Estudo do Carbono e suas Propriedades  Estudo dos Hidrocarbonetos (cadeias normais. possibilitar o letramento linguístico. Thomson. tecnológica e econômica dos metais. a compreensão e a interpretação de diversos textos para entender os fenômenos radioativos no cotidiano. quanto as emitidas por substâncias radioativas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 145 QUÍMICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS MODELOS ATÔMICOS  Evolução do Modelo Rutherford-Bohr  Estrutura Atômica  Radioatividade Atômico de Dalton a               Entender que os caminhos para o conhecimento científico são diversificados. Rutherford-Bohr ressaltando suas limitações. Reconhecer a escola como espaço de socialização da cultura afro-brasileira para identificar situações do cotidiano que podem ser tratados cientificamente. compreender. Identificar a polaridade das moléculas em função de sua geometria. Utilizar a leitura. Entender que a estabilidade também pode ser adquirida por fusão e fissão nuclear de núcleos envolvendo energia. Conhecer e discutir os perigos e benefícios provocados pelas radiações. Discutir sobre os cuidados que se deve ter com as radiações e particularmente com os raios X. Utilizar a leitura. Compreender a evolução dos modelos atômicos de Dalton. Correlacionar as propriedades físicoquímicas das substâncias com as interações intramoleculares e intermoleculares. estruturais e moleculares. ramificada e aromática)  Nomenclatura dos Hidrocarbonetos LETRAMENTO E DIVERSIDADE . Depreender como um núcleo instável adquire estabilidade por meio de emissão de partículas. interpretar e representar as ligações químicas por meio de Lewis. cultural e químico. tanto as dos raios X. Compreender a evolução histórica e organização da Tabela Periódica como construção humana por meio de práticas sociais.

 Reconhecer através do conceito de Arrhenius a ionização de ácidos e dissociação de bases. identificar e nomear os hidrocarbonetos (usual e IUPAC).  Estudar e compreender os hidrocarbonetos e suas aplicações tecnológicas. implicações ambientais. a compreensão e a interpretação das fórmulas químicas para identificar e diferenciar as substâncias químicas.  Utilizar a leitura.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 146 QUÍMICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Reconhecer e nomear (usual e oficialmente) as substâncias inorgânicas de acordo com suas funções: óxidos. políticas e econômicas. a compreensão e a interpretação de textos. sociais. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  Utilizar a leitura. capacitando o/a estudante a inferir criticamente a respeito do uso racional da energia.  Conhecer a importância e contribuição das reações de combustão na poluição ambiental. bases e sais. proporcionando ao/à estudante tomar decisões como indivíduo e cidadão que utiliza a tecnologia sustentável. ácido.  Identificar no cotidiano ácidos e bases por meio de indicadores naturais.  Compreender.  Reconhecer e representar as reações de neutralização.

saponificação⁄esterificação . Classificação e Nomenclatura (principais funções orgânicas)                  Entender que os caminhos para o conhecimeno científico são diversificados. Identificar em situações reais e hipotéticas as soluções diluídas. M  Diluições EQUILÍBRIO QUÍMICO  Estado de Equilíbrio  Caráter Dinâmico das Interações Químicas  Fatores que afetam o Equilíbrio  pH e pOH QUÍMICA DOS COMPOSTOS ORGÂNICOS  Importância Biológica e Industrial  Características. Ler. Utilizar os cálculos relacionados a concentração e solubilização na solução de situações-problema reais e hipotéticas. social. Considerar que o processo eletroquímico envolve a neutralização de cargas elétricas. Discutir o que fazer com pilhas e baterias usadas para evitar problemas ambientais. Identificar e relacionar as reações que liberam e absorvem calor com situações do dia a dia. Utilizar a leitura. Reconhecer o funcionamento das pilhas que mais frequentemente aparecem no dia a dia dos brasileiros. oxidação branda. Efetuar cálculos de ∆H de uma reação em situações reais e hipotéticas. Relacionar os processos industriais e o funcionamento dos motores com as reações termoquímicas. Analisar e reconhecer qualitativamente as propriedades coligativas em eventos do cotidiano. saturada e insaturada. Conhecer e diferenciar as unidades de calor no Sistema Internacional (joule e quilojoule) e em calorias. Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de cálculos de ∆H de uma reação. Reconhecer a escola como espaço de socialização da cultura afro-brasileira para identificar situações do cotidiano que podem ser tratados cientificamente. cultural e químico. LETRAMENTO E DIVERSIDADE QUÍMICA DOS COMPOSTOS ORGÂNICOS  Isomeria  As Principais Reações Orgânicas: hidrogenação. Entender e diferenciar os processos eletroquímicos espontâneos e não espontâneos. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente. possibilitar o letramento linguístico.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 147 QUIMICA − 3ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS ELETROQUÍMICA  Aspectos Energéticos das Reações Químicas  Oxidação-Redução  Pilhas TERMOQUÍMICA  Noções de Reações Exotérmicas e Endotérmicas  Lei de Hess SOLUBILIDADE DOS MATERIAIS  Composição e Classificação  Concentrações: C. interpretar e representar simbolicamente as reações de óxidoredução. concentrada. Reconhecer a condutividade como resultado do movimento de elétrons e íons. Conhecer e determinar os fatores que alteram o ∆H de uma reação. Entender e interpretar graficamente a influência da temperatura e da pressão na solubilidade.

 Interpretar e expressar as constantes de equilíbrio. fazendo inferências indutivas.  Descrever e entender o mundo a sua volta. cetona. amina e amida.  Estudar as propriedades físicas e químicas dos compostos orgânicos. esterificação e relacionálas a eventos do cotidiano. em função da concentração e da pressão no estudo de situaçõesproblema do cotidiano. ácido carboxílico.  Entender. escrever e correlacionar constantes de equilíbrio dos ácidos e das bases com situações do cotidiano. dedutivas e analógicas da importância dos compostos orgânicos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 148 QUIMICA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Reconhecer e relacionar o aspecto dinâmico no equilíbrio químico às concentrações dos reagentes e produtos. aldeído.  Reconhecer as funções: álcool.  CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE  . éter.  Reconhecer isômeros geométricos e espaciais.  Analisar e entender segundo o Princípio de Le Chatelier os fatores que podem afetar a condição de equilíbrio de um sistema. oxidação branda. saponificação.  Estudar e identificar as reações de hidrogenação.  Efetuar cálculos de pH e pOH em situações reais e hipotéticas. éster.  Nomear os compostos orgânicos com até 8 (oito) átomos de carbono (usual e IUPAC) para cada função.

divididas em dois tópicos: I. Não fora o bastante. Este documento apresenta sugestões e orientações curriculares para a disciplina de Matemática. não é uma ciência da natureza ou das relações humanas e sociais como as outras disciplinas escolares. prevendo e controlando os resultados de ações sugeridas pelas resoluções. quando enunciam.4 MATEMÁTICA A alfabetização ou competência matemática refere-se à capacidade do aluno para analisar. do raciocínio lógico. as primeiras atividades matemáticas de que se tem notícia. ao longo da história da humanidade. as estruturas e as regularidades. estão relacionadas com contar e medir. com base no currículo elaborado pela Secretaria da Educação do GDF.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 149 8. A Matemática é uma ciência que trata de objetos e de relações abstratas. as formas geométricas. a variação. quase sempre como um esforço para resolver os problemas que lhe são propostos. na tentativa de compreender o mundo e fazer uso deste conhecimento. Conteúdos e expectativas de aprendizagem de Matemática para o ensino médio. II. da resolução de problemas. I. É uma atividade humana que trata dos padrões. formulam e resolvem problemas matemáticos numa variedade de domínios e situações. percorrendo desde o estudo dos números e operações. a . resolvendo problemas. ensinos Fundamental e Médio. raciocinar e comunicar-se de maneira eficaz. ensinos Fundamental e Médio. Concepção da Matemática ao longo da escolaridade básica. quer como atendendo às questões próprias da Matemática. Depois o seu domínio foi se ampliando para. Ao que tudo indica. Essa dupla fonte de problemas e solicitações garante a sua vitalidade. A Matemática sempre permeou a atividade humana e contribuiu para o seu desenvolvimento: a construção e o desenvolvimento da Matemática tem ocorrido quer como resposta às solicitações de outras áreas do conhecimento. é ainda com a Matemática que construímos formas de agir sobre este mundo. ser considerado como a construção do conhecimento que trata das relações qualitativas e quantitativas do espaço e do tempo. Assim. No entanto a Matemática é a linguagem que nos permite representar o mundo e elaborar uma compreensão e uma representação da natureza. Concepção da Matemática ao longo da escolaridade básica. Neste sentido. o acaso e a incerteza.

a medicina. quando isso couber. julgar. entre outros e a sua interdependência com outras áreas do conhecimento. formular. produzidos por alguns cérebros especiais. . desenvolver competências e habilidades matemáticas envolve também extrair dos contextos e das circunstâncias particulares quando e como usar a matemática e criticamente avaliar a sua utilização. na engenharia e na tecnologia. planejar. Finalmente são rotineiras e relevantes as situações que pedem competências ligadas à visualização e à orientação espacial. as ciências sociais e humanas. Nestas e em outras situações. medir. a arte. ou ainda questionar se uma amostra é representativa de uma determinada população. desenhar. Além dos modelos matemáticos usados nas ciências experimentais. pagamentos de impostos. pensar matematicamente. registram os próprios valores numéricos. Uma simples análise permite concluir que. nos tempos atuais.C. o mundo em que vivemos está cada vez mais “matematizado”. como quando se pretende interpretar uma imagem ou uma construção ou explicar uma figura ou um trajeto. Mas. o mundo dos negócios. vemos as aplicações matemáticas abrangendo igualmente a economia. notações e técnicas matemáticas. Em outras palavras. A natureza da competência matemática depende do tempo histórico em que ela é considerada: há cinquenta anos. as pessoas usam o raciocínio quantitativo ou espacial e mostram sua competência matemática para explicar. temos hoje menos exigências de cálculo na vida do dia a dia do que no passado: as máquinas não só efetuam as operações como calculam os trocos e as percentagens e. desenvolver competências matemáticas envolve. Hoje a Matemática encontra-se presente em todas as culturas e os registros de sua história datam de quatro milênios a. principalmente como resposta às necessidades de contar. No nosso dia a dia. realizamos com frequência cálculos de despesas. saber matemática era praticamente sinônimo de saber fazer contas. em muitos casos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 150 Matemática não pode mais ser considerada como um conjunto estático e acabado de conhecimentos. Além de compreender algumas ideias. examinamos diferentes alternativas para contrair um empréstimo. ao mesmo tempo. explicar. Desde os meados do século XX se reconhece que tais conhecimentos surgiram. resolver problemas e comunicar sua solução. de certa forma. localizar. nas diferentes culturas. usar ideias matemáticas para dar um sentido eficiente do mundo. estimamos um valor aproximado e precisamos compreender um anúncio ou uma notícia que se baseia em tabelas e gráficos.

na sua organização. a Matemática sofreu uma grande evolução nos seus métodos. A escola tem papel relevante e intransferível na preparação do/da estudante para um futuro. Ao mesmo tempo a mera transmissão de conteúdos cede lugar ao desenvolvimento de competências e habilidades: o conceito de competência permea todo o processo de ensino-aprendizagem dando ênfase ao que o/a estudante é capaz de fazer com os conhecimentos que adquiriu muito mais do que o domínio formal dos conceitos. métodos e procedimentos matemáticos utilizar os conhecimentos matemáticos na análise. o que certamente será consequência de ser capaz de • • • matemática • • • compreender e elaborar argumentações matemáticas e raciocínios lógicos analisar informações comunicar-se em Matemática. capacidade de abstração e generalização. A história das ciências mostra que à medida que surgem novos conceitos nas diversas áreas. e que exige de cada um o desenvolvimento do seu potencial criativo que lhe permita lidar com situações da vida cotidiana e do mundo do trabalho cada vez mais diversificadas e complexas. que se nos afigura já altamente tecnológico. pois as ideias e os conceitos matemáticos são ferramentas para atuar sobre a realidade e o mundo que as cerca. Isto ocorre da mesma forma na área da Educação e é fundamental que a escola também discuta o modo como essas novas perspectivas e conceitos – na Matemática e na Didática – se refletem no currículo desenvolvido com os/as estudantes. Na sua história. incluindo os não matemáticos resolver e formular problemas envolvendo também os processos de modelação . como em todas as ciências. naturalmente. relações. na quantidade e diversidade das áreas que a constituem. ocupando um lugar de destaque no currículo. a escola enfrenta hoje o desafio de ser eficiente para responder à pergunta: “como é que o/a estudante aprende?” em substituição à antiga “como é que isto deve ser ensinado?”. deve-se exigir da escola uma formação sólida em Matemática. Hoje mais que nunca. outros são abandonados. No que diz respeito à educação. na sua relação com outras áreas da atividade humana e no alcance e importância das suas aplicações e. processos e técnicas. autonomia de pensamento e decisão. interpretação e resolução de situações em diferentes contextos. desenvolver competências matemáticas é parte fundamental na Educação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 151 A Matemática é uma das ciências mais antigas e também das mais antigas disciplinas escolares. oralmente e por escrito compreender conceitos. No caso da Matemática. finda a qual o/a estudante tenha desenvolvido gosto pela Matemática e autoconfiança em sua capacidade.

formas. o papel da exploração adequada da linguagem oral versus a linguagem e a simbologia Matemática. (Adaptado de "A arte de resolver problemas". Interciência. nas ciências e na tecnologia. 4. mas se desafiar a curiosidade e puser em jogo faculdades inventivas. associadas principalmente ao processo de ensino e aprendizagem de Matemática. E novamente aí.. 2. Os estudos e as pesquisa enfatizam o papel fundamental da aquisição da linguagem matemática no sucesso do aprendizado da Matemática. Qualquer projeto de Educação de jovens e adultos precisa considerar os saberes que os/as estudantes trazem consigo. nos meios de comunicação. o domínio . o mundo real presente no problema tal como ele é proposto e a solução real que será obtida. A importância que deve ser dada à aquisição da linguagem universal de palavras e símbolos. aniquila o interesse e tolhe o desenvolvimento intelectual dos estudantes. 1. desperdiçando. Mas se desafia a curiosidade dos alunos. espaço. poderá despertar neles o gosto pelo pensamento independente e proporcionar-lhes alguns meios para o concretizarem. dessa forma.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 152 • • • compreender a Matemática como elemento da cultura humana.) O problema pode ser modesto. A cada dia esta linguagem se faz mais necessária: ela está presente no fazer cotidiano. quem o resolver pelos seus próprios meios experimentará a tensão e gozará o triunfo da descoberta. do outro. dois mundos ou domínios entram em relação – de um lado. A ênfase que deve ser dada ao aspecto formativo da própria Matemática propiciado pelo prazer da descoberta e do desenvolvimento da confiança intelectual. ed. apresentando-lhes problemas adequados aos seus conhecimentos e ajudando-os com interpelações estimulantes. G. uma realização e construção da sociedade reconhecer e valorizar o papel da Matemática nos vários setores da vida social e em particular no desenvolvimento científico e tecnológico apreciar os aspectos estéticos da Matemática Estas considerações são válidas para o significado da Matemática na Educação Básica. Se o professor de matemática preenche o tempo de que dispõe a exercitar os seus alunos em operações rotineiras. Resolução de problemas: Quando é proposto ao/à estudante a resolução de um problema. 1978) 3. aquela oportunidade. padrões e problemas do cotidiano. No entanto merecem destaque as seguintes observações. de Polya. usada para comunicar ideias de número.. (. Para aprofundar e sistematizar esse conhecimento. as aulas devem propiciar atividades que os ajudem a estabelecer as relações entre as suas próprias ideias e estratégias pessoais e o conhecimento formal. Rio de Janeiro.

Trata-se aqui. Importante também que o/a estudante saiba onde precisa melhorar.cada uma delas requer um tratamento diferenciado. Este processo implica as seguintes atividades: • • • • • identificar os elementos matemáticos relevantes que se referem ao problema real. compreender as relações entre a linguagem empregada para descrever o problema e linguagem simbólica e formal indispensável à sua compreensão matemática. explicar e justificar os resultados obtidos comunicar o processo e a solução Etapa 4 Etapa 2 Ciclo da Matematização professor/a procurar saber em que etapa seu/sua estudante apresenta dificuldades . A primeira etapa consiste em Etapa 1 Problema matemático Mundo Matemático . representar o problema de forma diferente. O processo de matematização comporta diferentes etapas que implicam mobilização de um vasto conjunto de competências: Interpretação da solução Solução matemática Etapa 3 Esta abordagem metodológica da resolução de problemas está posta para enfatizar a importância de o/a Problema do mundo real Mundo real transpor o problema real para um problema matemático. em função de conceitos matemáticos. Esta fase requer do/da estudante as seguintes habilidades: • • • • utilizar linguagem e operações de natureza simbólica. ajustar. o processo continua no campo da matemática: trata-se de efetuar operações sobre o problema matemático para determinar uma solução matemática. isto é. Na segunda etapa.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 153 matemático que envolve o problema. de fazer uso das seguintes habilidades: • • refletir sobre os argumentos matemáticos elaborados. formal e técnica definir. em um modelo matemático. combinar e integrar modelos matemáticos argumentar generalizar Nas últimas fases da resolução de um problema cabe refletir sobre o processo de matematização e os resultados obtidos. identificar os aspectos que são isomorfos em relação a problemas conhecidos. traduzir o problema em termos matemáticos.

Aplique adequadamente os algoritmos e ferramentas matemáticos em situações desde a intuição até os algoritmos. Senão vejamos: A capacidade humana de raciocinar encontra na Matemática talvez o melhor aliado para o seu desenvolvimento. procedimentos e recursos Desenvolva formas de pensamento lógico. Estes problemas. Utilize os métodos e procedimentos estatísticos e probabilísticos para obter conclusões a partir de dados e informações. Aplique os conhecimentos geométricos para compreender e analisar o mundo físico ao seu redor. a resolução de problemas e o caráter « utilitário » desta ciência. II. o conceito de competência dá ênfase ao que o/a estudante é capaz de fazer com seus conhecimentos e habilidades matemáticas. A outra finalidade. A finalidade fundamental do ensino-aprendizagem de matemática é o desenvolvimento do raciocínio e da capacidade de abstração. Habilidades e conteúdos ao longo dos ciclos Iniciamos este tópico com uma síntese do que foi considerado no tópico anterior. . lutando assim contra uma visão dogmática da Matemática. destaque-se que uma formação matemática realista e equilibrada privilegia igualmente o aspecto teórico. ferramentas e algoritmos. não menos importante. De outro lado. mais do que o domínio formal de conceitos. • • • • • Utilize corretamente a linguagem matemática para comunicar-se. Sintetizando a proposta curricular. Para ensinar e aprender a Matemática que « faça sentido ». Integre os conhecimentos matemáticos no conjunto dos conhecimentos que adquiriu nas outras áreas da sua educação básica. o ensino da Matemática na etapa da educação básica pretende que o/a estudante: • • do cotidiano.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 154 Para concluir este tópico. por vezes aparentemente distantes do âmbito matemático cumprem um papel relevante na cultura humanística do/da estudante e na sua formação científica. Resolva problemas utilizando diferentes estratégias. é o seu caráter instrumental. é preciso insistir nas situações problema para delas « emergir » os conceitos e as ideias.

As competências algébricas são desenvolvidas a partir da capacidade de traduzir uma situação problema em linguagem matemática . É o grande início da modelagem matemática. As ideias de quantidade estão presentes na matemática. operações e as suas relações e representações. computador e programas) como auxiliares do seu aprendizado. em quatro grandes temas: Números e operações Espaço e Forma Grandezas e Medidas Tratamento da Informação Números e operações Refere-se à necessidade de quantificar para se entender e organizar o mundo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 155 • Utilize com critério os recursos tecnológicos (calculadora. Nos anos finais do ensino fundamental. aprofundando-se o estudo de relações e regularidades e da proporcionalidade direta como igualdade entre duas razões. no ensino médio. As ideias algébricas aparecem logo nos primeiros anos no trabalho com sequências. equações. inteiros. . As grandes competências que se espera. envolvendo variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas. procurando desenvolver no/na estudante a capacidade de lidar com diversos tipos de relações matemáticas e estudar situações de variação em contextos significativos.resolver problema requer habilidade com as rotinas de cálculos e algoritmos. a Álgebra já aparece como um tema matemático individualizado. O estudo das funções é um domínio privilegiado para aprender a modelagem matemática. racionais e reais. tendo como centro o conceito de número. operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. a proposta curricular de matemática estrutura-se. Finalmente. A ideia de algebrizar está relacionada com a capacidade de simbolizar. Aplicar expressões analíticas para modelar e resolver problemas. Para tal. e ainda no estudo de propriedades geométricas como a simetria. o/a estudante desenvolva no aprendizado deste tema são: Construir significados e ampliar os já existentes para os números naturais. ao longo do ensino Médio. em todos os níveis. inequações e funções. institucionaliza-se de fato o uso da linguagem algébrica: trabalha-se com expressões. ao estabelecerem-se relações entre números e entre números e operações.

e no ensino médio surge a maioria das situações de raciocínio hipotético-dedutivo proporcionando aos/às estudantes um contacto maior com este modo de pensar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 156 Espaço e Forma Trata da observação de padrões e formas do mundo e da relação entre formas e imagens ou representações visuais. . em todos os níveis. Grandezas e Medidas Refere-se à necessidade de. Este domínio envolve a observação de semelhanças e diferenças. A grande competência que o/a estudante deve desenvolver neste tema é: Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade. o/a estudante toma consciência de como vê as coisas e os objetos e porque os vê dessa forma: deve aprender a orientar-se pelo espaço e através das construções e formas – para isso. estão presentes no cotidiano da vida humana. Também pressupõe entender a representação em duas dimensões dos objetos tridimensionais. explorar e mover-se com maior conhecimento no espaço onde se vive. a formação das sombras e como interpretá-las. e agir sobre ela. tal como o real e a fotografia. suas medidas e representações. Estas habilidades vão desde o reconhecimento e exploração visual ou tátil. a semelhança de figuras e o teorema de Pitágoras devem ser utilizados em diferentes contextos. O estudo da Geometria começa nos primeiros anos. o reconhecimento das formas em diferentes representações e dimensões e a compreensão das propriedades dos objetos e suas posições relativas. No aprendizado deste tema. precisa entender a relação entre forma e imagem ou representações visuais. mas somente nos anos finais do ensino fundamental o/a estudante relaciona propriedades geométricas. a percepção do espaço e a exploração das propriedades dos objetos. medir para se entender e organizar o mundo. Neste tema são vistos conceitos e ideias que constituem a base de competências geométricas e trigonométricas: o teorema de Tales. tendo como centro as relações entre grandezas. além de quantificar. A competência de cálculos em geometria é ampliada coma geometria analítica. As ideias de grandeza e medida estão presentes na matemática. análise dos componentes das formas. dos fatos referentes às figuras planas e espaciais. O estudo das formas está estreitamente vinculado ao conceito de percepção espacial e isto implica em aprender a reconhecer. principalmente no ensino médio. Assim como nos problemas de contagem. até o tratamento formal. lógico-dedutivo. bem como suas relações.

sempre no contexto de resolução de problemas. interpretar e analisar dados e fazer julgamento e opções a partir desta análise. interpolação e interpretação. acaba por ser trabalhado ao longo de toda a escolaridade básica. Tratamento da Informação Está relacionada com a capacidade de ler.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 157 As ideias de Grandezas e Medidas tem um peso importante nos primeiros anos e decresce nos anos seguintes. essa é a ideia em que se evidencia mais claramente a importância da formação matemática do cidadão. . Este tema perpassa todos os ciclos da escolaridade básica. extrapolação. realizando previsão de tendência. Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais. Pretende-se que o/a estudante desenvolva as competências de: Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas. Provavelmente. e utilizar instrumentos adequados para medidas e cálculos de probabilidade. O estudo da estatística e de probabilidade deve ser feito a partir de problemas em situações interdisciplinares. para interpretar informações de variáveis apresentadas em uma distribuição estatística. variação de grandezas e medidas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano. que faz uso da estatística e da probabilidade. principalmente na resolução de problemas. pois trata da aquisição da habilidade de compreender o discurso jornalístico e científico. A competência a ser desenvolvida pelo/pela estudante no aprendizado desse tema é: Construir e ampliar noções de grandezas. Como é um tema muito rico do ponto de vista das conexões entre a Matemática com situações não matemáticas.

CONTEÚDOS CONJUNTOS  Revisão de conceitos fundamentais  Conjuntos numéricos  Intervalos  Resoluções de situações-problema FUNÇÕES  Definição  Gráficos de funções  Crescimento e decrescimento  Domínio e imagem dos intervalos FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1º. suas formas e relações. identificar e expressar em linguagem matemática os padrões e as regularidades observadas em sequências numéricas ou de imagens. resolver problemas que envolvam relações de proporcionalidade direta. direta com o quadrado. identificar e descrever.  Analisar situações em sequências numéricas ocorridas em eventos do cotidiano.  Utilizar operações e conceitos básicos de matemática na solução de situações-problema.  Fazer generalizações e argumentações consistentes. tabelas.  Apropriar da leitura real de um problema por meio dos conceitos matemáticos aprendidos.  Reconhecer o processo de elaboração do conhecimento matemático e a necessidade histórica desse conhecimento para a humanidade.  Conhecer e analisar os fatores que interferem no comportamento financeiro e econômico da sociedade. GRAU  Definição e gráficos  Zeros da função e equação do 2º. resolver problemas que envolvem Progressões Aritméticas e Geométricas.o/a estudante deve ser capaz de: identificar a localização de números reais na reta numérica. taxa de variação) identificar e descrever as principais características sobre as Progressões Aritméticas e as Progressões Geométricas. GRAU  Definição  Gráficos  Zero da função e equação do 1º grau  Construção de gráficos. utilizando informações sociais FUNÇÃO POLINOMIAL DO 2º. (crescimento/decrescimento. as principais características da função do primeiro grau. representar por meio de funções relações de proporcionalidade.  Construir os conceitos geométricos e ser capaz de fazer conexões entre elas e as demais áreas do conhecimento. Grau  Estudo da parábola INEQUAÇÕES  Aplicações e operações com inequações NOÇÕES DE MATEMATICA COMERCIAL  Razão e proporção  Porcentagem  Juros simples GEOMETRIA PLANA  Revisão de ângulos  Semelhança de triângulos  Relações métricas num ▲retângulo  Áreas de superfícies planas  Estudo dos polígonos regulares  Estudo da circunferência SEQUÊNCIAS E PROGRESSÕES  Aritmética  Geométrica  Cálculo de Fibonacci ESTATÍSTICA  Coleta de dados Construção de tabelas e gráficos LETRAMENTO E DIVERSIDADE . identificar relações de proporcionalidade direta. calcular a soma dos infinitos termos de uma PG infinita (razão de valor absoluto menor do que 1). expressar em linguagem corrente fatos matemáticos e vice-versa. inversa. a partir de gráficos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 158 MATEMÁTICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de situações do cotidiano. Para tanto. resolver problemas que envolvam porcentagem e juros simples. expressar o termo geral e a soma dos n termos de Progressões Aritméticas e Geométricas. quadros.  Reconhecer os elementos geométricos.  Identificar e aplicar funções polinomiais como modelos favoráveis ao estudo de situações reais e hipotéticas. relacionando-os com sua realidade cultural. inversa.

 identificar em gráficos. as características da função do segundo grau: crescimento.  resolver problemas que envolvem as relações métricas em triângulos retângulos. decrescimento.  inscrever e circunscrever polígonos regulares em circunferências dadas. valores máximo ou mínimo.  resolver problemas que envolvem as relações trigonométricas em triângulos: lei dos senos e lei dos cosenos. planejar e realizar um experimento e coleta de dados.  resolver problemas envolvendo equações do 1º grau.  identificar polígonos regulares e reconhecer suas propriedades fundamentais.   propor questões. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 159 MATEMÁTICA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Identificar em gráficos. taxa de variação.  reconhecer que apresentações diferentes de dados podem levar a interpretações diferentes.  ler e interpretar dados apresentados em gráficos e tabelas. as características da função do primeiro grau: crescimento/decrescimento.  resolver problemas envolvendo valores máximo e mínimo de funções.  resolver problemas envolvendo equações do 2º grau. organizar e apresentar os resultados.  resolver problemas envolvendo pavimentação de superfícies.

para auxiliar na aplicação. pirâmide (tronco).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 160 MATEMÁTICA − 2ª SÉRIE HABILIDADES   CONTEÚDOS REVISÃO DE POTENCIAÇÃO FUNÇÃO EXPONENCIAL  Radiciação  Equação exponencial  Função exponencial  Inequação exponencial FUNÇÃO LOGARÍTMICA  Definição de Logaritmo e propriedades  Equações logarítmicas  Definição de Função logarítmica  Representação gráfica  Inequações logarítmicas NOÇÕES DE MATEMATICA FINANCEIRA Juros compostos      LETRAMENTO E DIVERSIDADE    Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de situações do cotidiano. interpretação e leitura de situações reais no comportamento sócio-cultural da humanidade. coseno e tangente. secção das configurações matemáticas:  expressar em linguagem corrente fatos prisma.o/a estudante deve ser capaz de:  Área da superfície/planificação. escalonamento ou outros. Resolver situações-problema envolvendo noções e operações com Álgebra. GEOMETRIA ESPACIAL Para tanto. Conhecer e analisar os fatores que interferem no comportamento financeiro e econômico da sociedade.  resolver problemas envolvendo sistemas lineares até a 3ª ordem. Identificar. Reconhecer os elementos geométricos. Ampliar o conceito de função. tangente e seus correspondentes trigonométricos.  Relações trigonométricas  Funções trigonométricas  Equações trigonométricas  Demonstração das Leis do cosseno e seno. MATEMÁTICA − 2ª SÉRIE . como expoentes  Aplicações com matrizes convenientes para a representação de números  Operações muito grandes ou muito pequenos. a função logarítmica.  reconhecer em situações problemas diversas. equivalentes e  identificar as principais propriedades dos homogêneos logaritmos. cilindro. sólidos e suas relações. sociais e naturais. nos diversos ambientes e situações do cotidiano. TRIGONOMETRIA  Razões trigonométricas: seno. SISTEMAS LINEARES como inversa da função exponencial. o MATRIZES significado dos logaritmos. (tronco) e esfera  identificar as propriedades de cresc imento de decrescimento de funções exponenciais.  Empregar a trigonometria em situações da vida real. potências e logaritmos. formas.  Geometria espacial ESTATÍSTICA  resolver e discutir sistemas lineares pelo método  Coleta de dados de escalonamento de matrizes e pela regra de Construção de tabelas e gráficos Cramer. usando  Tipos de soluções: regra de Cramer. em seus aspectos algébricos e gráficos.  Formas: lineares.  resolver equações e inequações simples.  Determinante de uma matriz  identificar em gráficos. cone matemáticos e vice-versa.  reconhecer a periodicidade presente em alguns fenômenos naturais e  relacionar esta regularidade às características das funções trigonométricas seno. escalonados. cosseno. Agrupar informações na forma de tabelas para uma melhor visão de organização. Utilizar operações e conceitos básicos de matemática na solução de situações-proble-ma. volume e  efetuar cálculos envolvendo potência e radicais. elaborar e modelar situaçõesproblema relacionadas aos fenômenos físicos. Determinar soluções para problemas que envolvam duas ou mais variáveis.

 resolver problemas que envolvem os cálculo de comprimentos. áreas e volumes relacionados à circunferência.  resolver problemas que envolvem os cálculo de comprimentos.  identifica c asos em que estatística e probabilidade são usadas de maneira a induzir a erros. áreas e volumes relacionados aos sólidos como o prisma e o cilindro. organizar e apresentar os resultados.  ler e interpretar dados apresentados em gráficos e tabelas. ao círculo e à esfera e suas partes.  reconhecer a utilização de estatística e probabilidade em situações do cotidiano.  compreender e aplicar os conceitos de fusos.  resolver problemas que envolvem os cálculo de comprimentos. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE MATEMÁTICA − 3ª SÉRIE . latitudes e longitudes. áreas e volumes relacionados aos sólidos como a pirâmide e o cone.  reconhecer que apresentações diferentes de dados podem levar a interpretações diferentes. planejar e realizar um experimento e coleta de dados.  interpretar medidas de dispersão (variação) e de tendência central  propor questões.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 161 HABILIDADES  identificar os sólidos geométricos a partir de sua planificação. no caso da esfera terrestre.

interpretação e leitura de situações reais no comportamento sociocultural da humanidade.  Identificar.  reconhecer a equação da reta. para auxiliar na aplicação. POLINÔMIOS  Função polinomial Valor numérico e polinômio nulo POLINÔMIOS  Operações com polinômios Equações polinomiais (ou algébricas) MATEMÁTICA − 3ª SÉRIE .  identificar as equações da circunferência e das cônicas na forma reduzida. ponderada e harmônica  Mediana.  Utilizar operações e conceitos básicos de matemática na solução de situações-problema.  Identificar. o significado de seus coeficientes.  reconhecer entre as equações de 2º grau com duas incógnitas. com centro na origem.  Entender e utilizar os princípios de contagem na resolução de situações-problema. figuras. buscando intervir no cotidiano. elaborar e modelar situaçõesproblema relacionadas aos fenômenos físicos. CONTEÚDOS ANÁLISE COMBINATÓRIA  Princípio da contagem  Arranjos.  usar funções para caracterizar relações de interdependência.  usar sistemas de coordenadas cartesianas para representar pontos.  compreender o significado geométrico das operações com complexos. Para tanto. representar e utilizar o conhecimento geométrico analítico na interpretação e compreensão de fatos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 162 HABILIDADES  Entender a linguagem gráfica e utilizá-la na interpretação de situações do cotidiano. equações. Moda e Desvio padrão LETRAMENTO E DIVERSIDADE GEOMETRIA ANALÍTICA  Estudo do Ponto  Estudo da Reta  Estudo da Circunferência NÚMEROS COMPLEXOS  Parte imaginária e real. as que representam circunferências.  resolver problemas que envolvam porcentagem. permutações e combinações PROBABILIDADE E NOÇÕES DE ESTATÍSTICA  Espaço amostral  Evento  Probabilidades  Variáveis  Distribuição de Frequência  Gráfica  Médias estatísticas: aritmética.  Identificar e analisar dados estatísticos.  aplicar as relações entre coeficientes e raízes de uma equação algébrica na resolução de problemas.  Identificar e aplicar funções polinomiais como modelos favoráveis ao estudo de situações reais e hipotéticas.  Operações com números complexos  Aplicações dentro do conjunto complexo. apresentados em gráficos e tabelas. sociais e naturais. em situações do cotidiano. em seus aspectos algébricos e gráficos.  Analisar a probabilidade de ocorrência de um fato para que possa criticá-lo de forma ética .  determinar a equação de uma reta apresentada a partir de dois pontos dados ou de um ponto e sua inclinação.  Ampliar o conceito de função.  identificar os resultados de operações entre números complexos representados no plano de Argand Gauss. relações. o/a estudante deve ser capaz de:  identificar a localização de números reais na reta numérica. as condições que garantem o paralelismo e a perpendicularidade entre retas.

 reconhecer a utilização de estatística e probabilidade em situações do cotidiano.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 163 HABILIDADES  interpretar e construir tabelas e gráficos de frequências a partir de dados obtidos em pesquisas por amostras estatísticas. mediana e moda) e de dispersão (desvio padrão).  analisar e interpretar índices estatísticos de diferentes tipos. CONTEÚDOS LETRAMENTO E DIVERSIDADE .  associar informações apresentadas em listas e/ou tabelas simples aos gráficos que as representam e vice-versa.  reconhecer que apresentações diferentes de dados podem levar a interpretações diferentes. organizar e apresentar os resultados. planejar e realizar um experimento e coleta de dados.  identifica casos em que estatística e probabilidade são usadas de maneira a induzir a erros.  propor questões.  calcular e interpretar medidas de tendência central de uma distribuição de dados (média.

o homem busca novos meios para solucionar os mesmos. necessários para que o/a professor/a possa posicionar suas ideias e propor soluções como base para a construção de um futuro que supere o contexto em que está inserido. propõe uma abordagem teórica e metodológica abrangente de todo o processo histórico e seus aspectos socioeconômicos vinculados à política e à cultura. da reflexão e do senso crítico. A educação deve ser repensada. reconhecendo que nos defrontamos com um universo cultural extremamente rico e complexo.Sendo assim. pautada na compreensão dos conhecimentos para o uso cotidiano.1 HISTÓRIA Iniciamos o século XXI. Vivemos numa sociedade dominada pela globalização da economia e da comunicação. pelo pluralismo político e pela diversidade cultural. o/a estudante deverá ser capaz de identificar e reconhecer os fatores socioeconômicos e culturais característicos das diferentes sociedades. surgindo várias concepções sobre as dificuldades e soluções possíveis. O eixo metodológico visando o desenvolvimento de competências e habilidades. possuir conhecimentos ou capacidades e saber aplicá-los. possuir várias habilidades e colocá-las em prática é o que garante a formação das competências. estabelecendo um novo paradigma para a percepção do mundo. que seja ético. contextualizá-los. analisar e relacionar diversas áreas do conhecimento e vivenciar esses conhecimentos tornando-se um criador e não um mero expectador. ou seja. O novo currículo propõe uma aprendizagem significativa. Segundo Philippe Perrenoud. a partir do contexto contemporâneo. o ensino de História. da sociedade e da História. Nessa perspectiva. tantos novos desafios e necessidades. Analisar as ações humanas e as relações que se estabeleceram entre os grupos nos diferentes tempos e espaços. cuja finalidade é a integração das disciplinas para que o/a estudante possa interpretar. Esse contexto de mudanças constantes exige do individuo uma formação abrangente voltada para o desenvolvimento da criatividade. Enfatiza-se a educação por dois importantes eixos pedagógicos: a interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade e a contextualização.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 164 9 ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS 9. de saber colocálos em sua dimensão temporal. no sentido de permitir ao/à estudante ser um agente transformador que atenda as novas exigências da cidadania. Diante das novas relações. letramento e diversidade. confrontar as interpretações possíveis e . saiba usar a tecnologia e valorize a pluralidade cultural.

639. com este currículo. posicionarse criticamente diante da realidade. 11. é papel fundamental para permitir aos/às estudantes apropriarem-se de uma formação histórica que os auxilie no exercício da cidadania.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 165 chegar as suas próprias conclusões. que o/a estudante a partir de suas vivências associadas aos seus conhecimentos adquiridos. Assim temos que ter a consciência com educadores que os conteúdos de história têm que aproximar o passado da realidade vivida pelo/pela estudante. Sacristan. de 10 de março de 2008. na forma como se concretiza em situações reais”. pretende se. de toda proposta de mudança para a prática educativa. se comprova na realidade na qual se realiza. como tal.Gimeno. hoje. Em síntese. Possibilitar ainda o desenvolvimento de suas habilidades voltadas para a reflexão e o questionamento da realidade social que o cerca. de 9 de janeiro de 2003. Acrescenta-se a implementação da Lei nº. que altera a Lei nº 9.(2008)”O valor de qualquer currículo. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. modificada pela Lei nº. 10. de 20 de dezembro de 1996. para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática: “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.645. J.394. . por meio do processo de ensinoaprendizagem tenha condições de perceber–se como um agente social e. atuando no sentido de preserva e transforma a sociedade onde vive.

ao longo da História. A Expansão Comercial e Marítima Europeia. e o contexto urbano local. Maias. A Colonização do Brasil.comparando as diversas formas de propriedade ao longo da história. bem como a organização fundiária e os movimentos sociais ligados a ela. A Colonização da América. a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos. O Renascimento.. as Continuidades ou as transformações fundamentais no pensamento dos historiadores e as suas implicações na produção historiográfica  Compreender que o objeto da história são as relações humanas no tempo e no espaço. .  Civilização Clássica (incluso civilização Etíope e Egípcia) O Feudalismo O Estado Nacional. O Mercantilismo.  História ptolomaica. identificando as várias formas de exclusão social e os movimentos de resistência no cotidiano. O Sistema Colonial. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornarse um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico.social. literário.  Analisar a organização social e as transformações das sociedades por meio dos diversos grupos sociais que as constituem.  O continente África inventado e o continente África real.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 166 HISTÓRIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Conhecer ideias acerca da história e da ciência histórica. Astecas e Indígenas Brasileiros Os Povos Árabes e o Islamismo LETRAMENTO E DIVERSIDADE Obs.  Utilizar a leitura. civilizações antigas no continente.científico.  Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica. A Reforma Protestante.asiático e europeu. O Absolutismo              A Acumulação Primitiva de Capital.  Compreender a questão da terra.  Estabelecer relações entre o processo de formação das cidades.observando os continentes africano.       CONTEÚDOS A História como Ciência O Tempo na História Historiografia – Os registros históricos Os Povos Africanos Os Povos Pré-Colombianos: Incas.  Diferentes povos que habitam o continente africano e suas características históricas. A condição de cativo em África e no Brasil A participação dos africanos na economia colonial brasileira .: Estes conteúdos referem-se à História e Cultura Afro-brasileira e perpassarão a 1ª série:  Pré-história africana.

identificando as várias formas de exclusão social e os movimentos de resistência no cotidiano. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico. Trabalho do negro e afro-brasileiros nos vários ciclos econômicos. no Estado. Revolução Industrial Revolução Francesa Formação dos EUA Insurreição Brasileira: A diáspora africana. A Expansão Napoleônica Crise do Sistema Colonial Independência da América Espanhola Independência do Brasil. na comunidade. na cidade. Período Regencial Brasileiro. científico.asiático e europeu. a economia e a cultura. social.  Perceber a complexidade das relações de poder entre os povos.  Estabelecer relações entre o processo de formação das cidades. subordinação e resistência fazem parte das construções políticas.  Utilizar a leitura. literário. País e no mundo.  Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos com sua realidade. e o contexto urbano local. Revolução Inglesa. Participação do negro nas lutas sociais das regências O Liberalismo As Revoluções Liberais de 1830 e 1840 O Socialismo e o Comunismo O Movimento Operário Anarquismo         LETRAMENTO E DIVERSIDADE           Segundo Reinado O Imperialismo A Divisão Internacional do Trabalho A Colonização da Ásia A Colonização da África . bem como a organização fundiária e os movimentos sociais ligados a ela.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 167 HISTÓRIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Conhecer ideias acerca da história e da ciência histórica.  Analisar a organização social e as transformações das sociedades por meio dos diversos grupos sociais que as constituem. ao longo daHistória.  Perceber como as relações de dominação. Primeiro Reinado. neles inserindo a sociedade. as continuidades ou as transformações fundamentais no pensamento dos historiadores e as suas implicações na produção historiográfica.observando os continentes africano. comparando as diversas formas de propriedade ao longo da história.  Compreender a questão da terra.         CONTEÚDOS Iluminismo. sociais e econômicas. brasileiros e americanos O significado do dia 20 de novembro.  Ampliar o campo dos estudos históricos.

       História e Cultura afro-brasileira Religiosidade de matriz Africana A crise do Oriente Médio pós 1948 Queda do Muro de Berlim Cultura e Mentalidade Árabe Muçulmana Globalização e Meio Ambiente O Poder da Mídia na Formação da História Contemporânea .  Estabelecer relações entre o processo de formação das cidades.  Perceber como o jogo das relações de dominação. a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico. social.  Analisar a organização social e as transformações das sociedades por meio dos diversos grupos sociais que as constituem. O Capitalismo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 168 HISTÓRIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Conhecer ideias acerca da história e da ciência histórica. Processos de descolonização no continente africano. as continuidades ou as transformações fundamentais no pensamento dos historiadores e as suas implicações na produção historiográfica. identificando as várias formas de exclusão social e os movimentos de resistência no cotidiano.  Perceber que as formações sociais são resultado de várias culturas.  Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos com sua realidade. e o contexto urbano. religiosas. subordinação e resistência fazem parte das construções políticas.  Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica. sociais.  Perceber e respeitar as diversidades étnicas. comparando as diversas formas de propriedade ao longo da história. ao longo da História.        CONTEÚDOS República Velha 1ª Guerra Mundial Revolução Russa Processo de colonização no continente africano. África contemporânea e afro-americanos Religiosidade brasileira e a influência das religiões de matriz africana LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Crise de 1929  Nazi-Facismo  A Era Vargas  2ª Guerra Mundial  A Guerra Fria e suas consequências  A Ditadura Militar  Redemocratização no Brasil Constituição Cidadã de 1988      Nacionalismo e unificações EUA no Século XIX. Expansão Imperialista. observando os continentes africano. África Contemporânea e África Americana. a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos  Utilizar a leitura.  Analisar as relações de poder nas diversas instancias da sociedade como as organizações do trabalho e as instituições da sociedade organizada.  Compreender a questão da terra.científico. literário.asiático e europeu  Perceber a complexidade das relações de poder entre os sujeitos históricos. de várias culturas. bem como a organização fundiária e os movimentos sociais ligados a ela. sociais e econômicas.

deve preparar o/a estudante para: localizar. A partir dos fatores responsáveis pelos diferentes processos de desenvolvimento socioeconômico buscando também esclarecer a dinâmica da nova era da informação. • reconhecer as referências e os conjuntos espaciais. pensar e atuar criticamente em sua realidade. espaços de fluxos e espaço de lugares. para que tanto professores/as como estudantes possam comparar analisar. Geografia. a partir do objetivo geral constante na “Proposta Pedagógica” formulada pela instituição e das orientações curriculares para o ensino médio. . A geografia no ensino médio deve também auxiliar na formação de um cidadão com autonomia e consciência necessárias para expressar sua responsabilidade com seu lugar-mundo construindo. A escola e o/a professor/a devem. além de capacitá-lo entender sobre a evolução da economia mundial e a importância da mão de obra. No processo de aprendizagem é necessário desenvolver competências e habilidades. regional. dos recursos naturais e energéticos no desenvolvimento econômico das sociedades. nacional e mundial.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 169 9. compreender e atuar no mundo complexo. que norteiam a Geografia enquanto ciência e enquanto componente curricular. podem ser assim detalhados: • compreender e interpretar os fenômenos considerando as dimensões local. definir os objetivos específicos que. no ensino médio. na política global e na natureza do tempo.2. relacionar os conceitos e/ou fatos como um processo necessário para a construção do conhecimento. reconhecer as dinâmicas existentes no espaço geográfico. sociedade em rede. ter uma compreensão do mundo articulada ao lugar de vivência do/da estudante e ao seu cotidiano. fazendo com que o/a estudante compreenda criticamente o mundo em que vive desde a escala local até a global ou planetária. cartográfica. na vida urbana. corporal e iconográfica. a título de referência.2 GEOGRAFIA O Componente Curricular. assim sua identidade territorial.1 Objetivos da Geografia no Ensino Médio O objetivo principal da Geografia é oferecer subsídios ao desenvolvimento da cidadania. Também serão desenvolvidas orientações sobre os efeitos e implicações das transformações tecnológicas na cultura da mídia. 8. tendo em vista a sua transformação. estruturada em conceitos como economia global. formular proposições com intervenção. problematizar a realidade. • dominar as linguagens gráfica.

ampliando a dimensão limitada que às vezes se tem dela. como articular a teoria com a prática. cabendo-lhe o estabelecimento de estratégias de aprendizagem que propicie condições para que o/a estudante adquira a capacidade de analisar sua realidade sob o ponto de vista geográfico. principalmente. atuando efetivamente no desenvolvimento curricular”. saber a que eles se referem e que condução teórica. pois é o especialista do componente curricular. Compreender a Geografia do local em que se vive significa conhecer e apreender intelectualmente os conceitos e as categorias. permitiram mudanças significativas na forma de pensar dos docentes. Nesse sentido o/a professor/a tem papel importante no cotidiano escolar e é insubstituível no processo de ensino-aprendizagem. para uma parcela dos docentes. 9. Entretanto. É a partir do cotidiano que os/as estudantes perceberão os diversos lugares que compõem a Geografia. portanto. Para ter essa compreensão. que é a realidade territorial criada a partir da apropriação do meio geográfico pela sociedade.2.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 170 Além das competências e habilidades. é fundamental ter como ponto de partida a reflexão sobre o objeto da Geografia. O que é ser professor/a de Geografia nos dias atuais? Essa pergunta nos faz refletir sobre as rápidas transformações que ocorrem no mundo e. ou seja. os fenômenos e objetos existentes no espaço urbano ou rural. alguns equívocos conceituais reforçados por discurso superficial. principalmente nos conceitos que estruturavam o conhecimento geográfico. a paisagem.2 Conteúdos e metodologias no ensino da Geografia Os avanços verificados na Geografia escolar. a partir do final da década de 70. Essa compreensão permite a construção de vários eixos temáticos e sua relação com o mundo. É oportuno lembrar que a prática docente adquire qualidade quando existe a produção do saber. do conhecimento que tem para investir em sua emancipação e em seu desenvolvimento profissional. a preocupação ainda se centra nas informações estatísticas e descrições que reforçam um ensino mnemônico. persistem no cotidiano escolar. Em . é necessário saber manejar os conceitos. tais como: o lugar. os fluxos de pessoas e mercadorias. um dos grandes desafios do/da professor/a de Geografia é selecionar os conteúdos e criar estratégias de como proceder nas escolhas dos temas a serem abordados em sala de aula.113) assinala que: “o professor deve atuar no sentido de se apropriar de sua experiência. Castellar (2003: p. as áreas de lazer. Além disso.

151) aponta: Os conceitos são instrumentos do pensar e do agir que se justificam e ganham sentido próprio no complexo sistema que compõe com os conceitos correlatos e no qual interagem em campo teórico mais vasto. devendo. espacial. aprender a cidade significa aprender que ela não é estática. apropria-se dos territórios (ou de espaços específicos) e define a organização do espaço geográfico em suas diferentes manifestações: território. na totalidade em que se correlacionam e uma às outras demandam reciprocidade. 2000.  Condicionam as formas e os processos de apropriação dos territórios pelos vários grupos que o habitam. LUGAR • Manifestação das identidades dos grupos sociais e das pessoas. etc. por exemplo.  Expressam-se no cotidiano caracterizando os lugares e definindo e redefinindo as localidades e regiões. entendidos como estruturantes das áreas de conhecimento.(as comunidades quilombolas e nações indígenas devem ser apontas) . nova visão de interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade. relacionar-se com as demais.  Expressões concretizadas da sociedade. bem como são por ele e nele constituídas. isto é. por isso. enfim.) SOCIEDADE • Consideradas as relações permeadas pelo poder.p. lugar. depois. etc. o constituem. Só na unidade do saber existem as disciplinas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 171 tais contextos. referenciais para que se compreendam os conteúdos das disciplinas. 9. região. na qual fluem. o influenciam. •Noção e sentimento de pertencimento a certos territórios. relações que o constroem.2. são influenciadas por ele. todas as disciplinas do currículo escolar reúnem conceitos comuns. (MARQUES. O/A estudante deve atentar para a complexidade espaço/temporal das relações sociais do/no espaço vivido. Nenhuma região do saber existe isolada em si mesma. informações e cultura. • Os processos sociais redimensionam os fenômenos naturais. Impõe-se. ou seja.3 Articulações conceituais ESPAÇO E TEMPO  Principais dimensões materiais da vida humana. numa relação de imanência que torna indivíduo e mundo algo tão indissociáveis quanto estrutura (social. Com a nova organização e formatação do ensino médio. o espaço e o tempo. econômica. mas portadora de uma geografia dinâmica.

Pelas mesmas razões já apontadas. não limitaria a paisagem apenas ao lugar. • Base da região. a ênfase é dada ao fenômeno espacial que se discute.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 172 • Concretização das relações étnico/sociais vertical e horizontalmente. • A constituição cotidiana de territórios tem como base. Na primeira. por exemplo. destaca-se o mapa como um dado instrumental de representação do espaço. articulando suas dimensões locais. Essa é a escala de análise que enfrenta e procura responder os problemas referentes à distribuição dos fenômenos. • Permite a caracterização de espaços regionais e territórios considerando a horizontalidade dos fenômenos. provocadas ou não pelo arcabouço cultural dos elementos que nela habita ou habitavam. as relações de poder e de identidade de diferentes grupos sociais que os integram. TERRITÓRIO • O território é o espaço apropriado. num recurso apoiado dominantemente na Matemática. nacionais e globais. a cidadania não deve ser estendida apenas sob o aspeto formal do vínculo a uma nacionalidade. • Permite a apreensão das diferenças e particularidades no espaço Geográfico. PAISAGEM • Expressão da concretização dos lugares. das diferentes dimensões constituintes do espaço geográfico. Na segunda. requer que se opere com diferentes escalas. natureza e sociedade quando essas dimensões são consideradas em diferentes escalas de análise. por isso eles estão interrelacionados com conceitos de lugar e região. ESCALA Deve-se ter clareza de que em Geografia são usados diferentes tipos de escala: uma escala cartográfica e a outra geográfica. Nesse sentido. devendo apontar a dimensão vivencial de seu exercício como um fenômeno . • Determinação das localizações dos recursos naturais e das relações de poder. A complexidade do fenômeno da cidadania. REGIÃO • Região se articula com território.

na medida em que ela é um instrumento conceitual prioritário para a compreensão da articulação dos fenômenos. a construção dos conceitos por parte dos/das estudantes é o que serve de balizador para o ensino. e que acabaram por criar a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo. mas deve-se tratá-la como fenômeno global. a escala é uma estratégia de apreensão da realidade. um importante conjunto de conceitos refere-se à globalização. num ritmo acelerado. isto é. é importante compreendê-la. Outra face da revolução tecnológica são as novas formas de apropriação da natureza. escrever. não se pode compreender a poluição atômica só no lugar. Nesse processo. que intensificaram as relações sociais em escala mundial. No que se refere à técnica. encaminhando-se para uma compreensão que o conduzirá a uma constante ampliação de sua complexidade. de novas redes técnicas que permitem a circulação de ideias. e criando novos arranjos espaciais. em que a detenção do conhecimento e do domínio técnico é também um instrumento de poder que afeta os grupos sociais e exige modificações na organização espacial existente. engendrando novas formas de organização social no trabalho e no consumo. teve papel destacado a instalação de redes técnicas. incluindo-se a indústria cultural. mensagens. 9. interligando localidades distantes. . o/a estudante confronta seus pontos de vista resultantes do senso comum com os conhecimentos científicos. Portanto. a ação de empresas multinacionais e a circulação do capital.4 Letramento e diversidade O conceito de letramento é mais amplo que o conceito de alfabetização já que compreende saber ler. pessoas e mercadorias. a importância da compreensão do papel das inovações tecnológicas na esfera da produção de bens de e serviços. deve-se ressaltar. GLOBALIZAÇÃO. interpretar e estabelecendo relações entre as habilidades e a prática social. pois ao construir o conceito. TÉCNICA E REDES Por fim. técnica e redes. ainda. mas também fenomenal.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 173 de lugar. como problema dimensional. de tal maneira que acontecimentos locais são modelados por eventos ocorridos a milhares de quilômetros de distância. não apenas. Assim sendo. É necessário ter claro que a globalização é um fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e de informação. tais como as expressas na biotecnologia.2. De forma inversa. Portanto.

.A “ Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. 1o A da Lei no 9. da paisagem e dos fenômenos sociais e físicos. belo. O/A professor/a deve procurar trabalhar com a diversidade. é preciso que o indivíduo desenvolva capacidades como um todo. aprenda a aprender. 26-A. pois é pelo "olhar multicultural". 76 O Art. O/A professor/a não deve priorizar uma só cultura. respeitando sempre as diversidades culturais. ideológica que seja humanamente comprometida com nosso povo mestiço. a criação. que chora. conhecimentos estes fundamentais para a compreensão do mundo. que se pode perceber o quão singular é cada estudante. que amplie e aprofunde seus universos de conhecimento e que. com a construção de uma amorosa cidadania. È necessário que o/a professor/a desempenhe uma prática docente política.645/08 que dá nova redação ao Art. forte. deve procurar conciliares as diferenças individuais. A prática docente deve ter como palavras-chave o diálogo. visto que essas questões não foram trabalhadas em sua formação é necessária a utilização de métodos organizados com base na realidade da classe. 26. 26-A. Em uma sociedade constantemente em mudanças. uma só linguagem. o estudo. gráficos e textos específicos. 79-A e 79-B: "Art. o desejo e o compromisso com a transformação social. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) passa a vigorar acrescida dos seguintes arts.394. práticas que possibilitem viver / sobreviver. nos conteúdos referenciais presentes neste currículo. púbicos e privados torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. o/a estudante deve ser visto como sujeito com aptidões e dificuldades diferenciadas. O "Multiculturalismo e Diversidade Cultural" é fundamental. além de aprender a resolver problemas numa sociedade em mudanças. que cria cotidianamente saberes e estratégias. das relações socioculturais. o letramento deve ser enfatizado pelo/pela professor/a. que luta que surpreende que ri. sociais e individuais. é neste aspecto que surge a razão da forte presença do artigo 26 A76 da LDB (lei 9394/96). de 20 de dezembro de 1996. oficiais e particulares. num tempo em que a exclusão é presente.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 174 Como a geografia utiliza a leitura de mapas a construção e interpretar tabelas. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura AfroBrasileira” e alterado pela Lei 11. “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio.

clima aquecimento global. Desérticas. o Distrito Federal e o Entorno Localização geográfica do continente Africano O continente África inventado e o continente África real O povo africano no tempo e no espaço com releitura das descobertas atuais que indicam que tudo começou no continente África Trajetória dos africanos diasporizado pelo mundo Orientação. convenções. discussões teóricas. espaço natural e espaço artificial Território e espaço geográfico . Medição do tempo. teorias e proposições Aspectos da formação do planeta Terra estrutura. Analisar as transformações provocadas no espaço em decorrência dos diversos modos e tipos de produção e suas tecnologias diante da nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho). escala.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 175 GEOGRAFIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS      Geografia entendimentos sobre a ciência e sua área de abrangência. radar. surgimento do “homo” no continente Africano. Coordenadas geográficas. evolução do relevo a influência do clima e a adaptação/ocupação do espaço pelo homem Tectônica de placas. produção e circulação) e as relações individuais e coletivas estabelecidas entre os sujeitos envolvidos. Cartografia. Temperadas. distribuição e organização dos diversos tipos de ocupação de espaço territorial e as diversas teorias demográficas. sensoriamento remoto e cartográfico. mapas. representação terrestre. satélites artificiais. lugar. o sistema solar surgimento do planeta Terra. símbolos. localização e representação da Terra. Reconhecer e analisar o processo de evolução. Tropical. conceitos e correntes geográficas O universo. As grandes paisagens naturais das regiões: Polares.localizar a escola o/a estudante. projeções cartográficas. e o homem neste contexto. os diversos tipos de espaço (ideias.    Diferenciar conceitualmente as paisagens. tempo. Fatores determinantes na distribuição geográfica da população pelo planeta Terra.            LETRAMENTO E DIVERSIDADE    . pontos cardeais. Atmosfera terrestre. fusos horários. movimentos Estrutura geológica. surgimento dos continentes sua evolução. Montanhosas e Oceânicas. Analisar e aplicar as várias formas de representação geográfica na localização e na distribuição dos fenômenos naturais e sociais. as grandes marchas migratórias e a sua chegada a todas as partes do mundo Noção de espaço geográfico e seu significado político Paisagem. evolução. enfatizando a política de preservação ambiental.

Racismo. densidade demográfica. evolução dos sistemas econômicos e políticos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 176 GEOGRAFIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS Dinâmica populacional. aglomeração urbana. Recursos naturais e extrativismo (mineral ou não) pelos vários continentes do mundo. conceito e evolução. Transporte: evolução. A dinâmica da natureza e os fenômenos geográficos: o homem e o meio ambiente. inclusive o Africano. Questões relacionadas ao desenvolvimento ecologicamente sustentável. desigualdades econômicas e sociais. teorias demográficas. tardia. Rio +10. bipolaridade. Protocolo de Kyoto. seus continentes. destacando a importância da preservação da biodiversidade. crescimento vegetativo. divisão internacional do trabalho. distribuição de renda e de riquezas. manejo de biomas ecossistemas. do contexto mundial para o local. nação. das águas e outras. População. desrespeito quanto a gêneros. evolução das populações. técnicas e redes no contexto mundial. Rio/Eco 92. Globalização: noções iniciais e seus problemas. Estocolmo 72. localizando geograficamente o surgimento da agricultura e do ferro. Índice de Desenvolvimento Humano IDH (contextualizar com o caso brasileiro). movimentos populacionais. relatório Brundtland. taxa de mortalidade.      LETRAMENTO E DIVERSIDADE          . suas localizações geográficas. Os grandes conjuntos de países. Comércio: origem. cidades e suas classificações. Estado. contexto mundial e brasileiro. Urbanização. a questão do tempo e fatores. xenofobia. Industrialização: clássica. (iniciar pelo continente africano). taxa de Natalidade. blocos de interesse. planificada e técnico-científica. a posição dos negros nesta divisão. Panorama político e socioeconômico. Países que se tornaram potência mundial e regional . diferentes formas por grupos de população.relações de poder. a poluição da atmosfera. Organizações econômicas e militares blocos econômicos. organizações internacionais.

Reconhecer o processo de evolução e de distribuição populacional. observando o crescimento. para uma análise da organização e da ocupação do espaço territorial brasileiro. Analisar a organização e a produção do espaço agrário brasileiro e/ou sua transposição para o urbano industrial. observando a urbanização. a questão ambiental. Localização geográfica do Brasil A invenção do espaço brasileiro Formação e organização do território brasileiro a estrutura geológica e o relevo A influência do clima na constituição dos recursos naturais A hidrografia do território brasileiro A população brasileira e as atividades econômicas a Divisão internacional do Trabalho . fatores.RIDE. os aspectos populacionais. lugar geográfico e suas inter-relações com a evolução técnico-científico-informacional e a sua influência nas atividades da população brasileira. ressaltando o lugar geográfico a evolução espacial e a contribuição do nativo (índio) e do negro nesse processo. Reconhecer o processo de evolução e de distribuição populacional. as matrizes utilizadas para produção do álcool do biodiesel e outros e as implicações na ocupação espacial. na dinâmica do espaço brasileiro. Atividades agrárias de subsistência e agropastoris.DIT e o lugar ocupado pelos afrobrasileiros. O petróleo e os outros combustíveis de origem “orgânica”. no interior do continente Os complexos biomáticos brasileiros. Reconhecer que o espaço geográfico brasileiro foi construído e reconstruído por meio de diferentes dinâmicas sociais. Brasília. observando a formação da população brasileira e a sua diversidade cultural. a distribuição e a estrutura da população. o espaço de produção. mobilidade rural e urbana Industrialização brasileira Recursos naturais energéticos presentes no território brasileiro. Rede urbana. ao longo do tempo. Compreender e analisar as relações comerciais do Brasil com os mercados mundiais. A ideia da construção de uma capital. destaque para os fenômenos geológicos identificados nas regiões tropicais (metais preciosos. para uma análise da organização e da ocupação do espaço territorial brasileiro. para uma análise da organização e da ocupação do espaço territorial brasileiro. e do uso de recursos. suas causas e consequências socioeconômicas e ambientais. Analisar o processo histórico-geográfico da ocupação do espaço do Distrito Federal estabelecendo correlação com o uso do solo. recursos minerais e vegetais). Atividades industriais: tipos. função dos aglomerados urbanos/ cidades.           A ocupação do espaço brasileiro por habitantes locais nativos e por europeus. distribuição. na perspectiva do desenvolvimento sustentável. o movimento. O processo da urbanização brasileira e a influência europeia e africana na evolução modelar das cidades. LETRAMENTO E DIVERSIDADE . conurbação. Compreender a dinâmica do espaço industrial brasileiro e os impactos socioambientais reconhecendo que os fatores político-econômicos influenciam o processo. por intermédio do trabalho. Reconhecer o processo de evolução e distribuição populacional. nativos indígenas e o imigrante de modo geral Processos migratórios: causas efeitos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 177 GEOGRAFIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS                Reconhecer a importância da geomorfologia climática. o entorno e a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno.

inversão térmica. ilha de calor. Tecnopólos brasileiros e a questão da mão de obra.       LETRAMENTO E DIVERSIDADE Distrito Federal e entorno aspectos: histórico. lixo. condição de vida. Coeficiente de GINI e índice de desenvolvimento Humano . comunicação e sistemas viários.  Culturas tradicionais geograficamente distribuídas e presentes no cenário brasileiro. distribuição espacial. As relações comerciais brasileira: interna e externa. nativos indígenas e o imigrante de modo geral . organizacional. geográfico. econômicas. políticas. na pecuária e o advento do agronegócio.IDH. populacional. na formação do povo brasileiro. entendendo como forma de resistência e seus aspectos atuais Distribuição espacial da população afrobrasileira no Brasil Projeto brasileiro de branqueamento e as políticas de imigração para o Brasil e a discriminação sofrida pelos Africanos e Asiáticos Indicadores socioeconômicos dos afros descendentes e o racismo praticado Espaço ocupado no mercado de trabalho pelos afro-brasileiros DIT e o lugar ocupado pelos afro-brasileiros. Estrutura etária de gênero e crescimento da população brasileira. O povo brasileiro constituição.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 178 GEOGRAFIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS A realidade rural brasileira. Estatuto da Terra reforma agrária. A evolução espacial brasileira em seus vários períodos. OBS: Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-brasileira e Indígena perpassarão a todos os bimestres da 2ª série            Origem geográfica grupos étnicos trazidos do continente Africano ( a rota da escravidão) População brasileira: miscigenação de povos Força de trabalho e o conhecimento dos africanos na distribuição espacial dos vários ciclos econômicos brasileiros As relações sociais. inovações tecnológicas na agricultura. chuva ácida. social. cultural e suas  implicações como centro urbano e capital do Brasil. fatores macro sociais que torna o Brasil um dos países mais desiguais do mundo.  O meio ambiente nas grandes cidades. poluição. trazidas pelos negros da África Localização geográfica dos Quilombos.

Entender como o equilíbrio do meio ambiente é influenciado pelos interesses internacionais. Compreender o processo expansionista dos EUA. taylorismo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 179 GEOGRAFIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS                Identificar as diversas categorias que possibilitam aprofundar os conhecimentos sobre Nação (povo.  Construção do espaço geográfico o papel do homem neste processo Colonizando o planeta Terra: o homem e sua caminhada pelo planeta Nação. cultura). Explicar o processo de fortalecimento e de influência do bloco da Bacia do Pacífico e a influência do Japão e da China na economia globalizada. nas mudanças ocorridas na Europa Centro-Oriental. de acordo com o significado desses conceitos ao longo do processo histórico. indicadores socioeconômicos (GINI. níveis de desenvolvimento. Entender e explicar as várias formas de organização. evidenciando o enfraquecimento do Estado Nacional no contexto da Geopolítica atual. financeiro Espaço geográfico socialista e países de economia planejada Industrialização mundial. Entender o processo que levou à desintegração do bloco de economia planificada ou estatizada. religiosos. a influência da exURSS. construção do espaço industrial. ao identificar a importância da preservação da biodiversidade. políticas e sociais que ocorreram e ocorrem nos países da Europa CentroOcidental. Estado Nacional. e na formação da CEI (Comunidade dos Estados Independentes). fim da Guerra Fria e as mudanças no arranjo espacial mundial LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Mundo globalizado – Blocos econômicos regionais. de formação e de evolução dos sistemas socioeconômicos. a formação do EEE (Espaço Econômico Europeu) e a reunificação das Alemanhas.  Sociedade técnico-científico-informacional. país. população mundial. toyotismo e as grandes indústrias globais Bipolarização mundial: Colapso do socialismo. Entender o processo de transformações econômicas. no contexto mundial. segundo as alianças e as disputas existentes entre as grandes potências mundiais.  O ritmo desigual nas mudanças nos cenários africanos e asiáticos nos quadros do capitalismo. a formação de blocos e o papel dos países periféricos diante da globalização. Tecnopólos de abrangência mundial. sua liderança política e econômica. . Reconhecer as causas e as consequências dos conflitos étnicos. Entender e explicar o processo de colonização e descolonização das Américas e da África. IDH). estrutura populacional em países com diferentes. fordismo. as diferentes formas de relacionamento e de interesses políticos e econômicos entre os países centrais e os países periféricos.  Redes materiais e imateriais.  Espaço geográfico mundial início do século XXI.  Fluxos migratórios. distribuição espacial.  O Comércio e o Transporte em escala mundial. ideológicos e culturais. industrial. Mundo africano e a participação no processo de desenvolvimento brasileiro e mundial. estado e território Arranjo geográfico feudal Capitalismo comercial. e seus reflexos no arranjo geopolítico atual.

 Fenômenos envolvendo o clima. efeito estufa. la nina.  Continente Europeu: aspectos geopolíticos. conferências e ações em defesa do Meio Ambiente OBS: Os conteúdos referentes à História e Cultura afro-brasileira e indígena perpassarão todos os bimestres da 3ª série  Conflitos políticos no continente Africano (interpretados como guerras étnicas)  O Continente Africano e sua importância na geopolítica de bens naturais . tráfico.  Continente Asiático e Oceania: aspectos geopolíticos LETRAMENTO E DIVERSIDADE  O mundo em mudanças atuais. chuva ácida.  Continente Americano: aspectos geopolíticos. drogas.. Caribe e Europa).  Continente Africano e a geografia diaspórica (Américas. agravados pelo fator antrópico: el nino. Novos Países Industrializados − NPI‟s − atentar para o caso chinês.  Telecomunicações e a sociedade de informação.  Ecossistema biodiversidade. conflitos. desertificação.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 180 GEOGRAFIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES CONTEÚDOS  Economias emergentes. crises.  Fortes de energia: petróleo álcool e a geoestratégia mundial. poluição. ações para promover desenvolvimento sustentado.  O meio ambiente pelo mundo. tsunami e outros que acontecerão durante o ano letivo.

a presença da Sociologia tem uma história de pelo menos duas décadas. em 2000. Um currículo de caráter experimental e por isso. professores/as. um para cada série e a criação de um conjunto integrado de 10 habilidades trabalhadas . para se tornar componente da base comum. Ao término da década de 1990.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 181 9. Ressalta-se que em função dessa situação. como componente da parte diversificada. Por isso. Ela já constava do currículo desde 1987. no Currículo das Escolas Públicas publicado em 1992. a exclusão de habilidades que de fato eram conteúdos e uma definição mais abrangente do componente curricular ou como Ciências Sociais ou Antropologia/Ciência Política/Sociologia e não somente como Sociologia.3 SOCIOLOGIA As Ciências Sociais nas escolas públicas do Distrito Federal: duas décadas de história Em 2008. ela deixou de constar da parte diversificada. 11. Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação. No caso do DF. coordenadores/as e diretores/as foram convidados a participar da avaliação daquela proposta. porém. Filosofia e da Sociologia em conjunto com a Antropologia e a Ciência devem constituir a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. nos três anos do Ensino Médio. Como decorrência dessa mudança. por meio de um instrumento específico encaminhado a todos estabelecimentos de ensino. o Congresso Nacional aprovou a Lei nº. com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM). A coordenação central de Sociologia recebeu as avaliações realizadas pelos profissionais de 29 escolas. não havia um capítulo destinado à disciplina. uma sugestão de conteúdo de Sociologia foi enviada às escolas. No caso do Distrito Federal. um novo currículo de Sociologia foi proposto para a Rede. uma reestruturação das habilidades em um projeto para os três anos. procedimentos e atitudes provenientes da Geografia. História. durante todo aquele ano. Tendo em vista a concretização das diretrizes e parâmetros citados. com carga de 2 (duas) horas semanais. com a mesma carga horária das demais disciplinas: 2 (duas) horas semanais. algumas unidades da federação efetivaram reformas curriculares que incluíram a Sociologia como disciplina obrigatória. os Parâmetros Curriculares Nacionais.684 que tornou obrigatória a oferta das disciplinas Sociologia e Filosofia em todas as séries do Ensino Médio. estabelecem que os conceitos. Com base nas contribuições. sujeito às mudanças decorrentes das avaliações feitas nas escolas. apenas no 3º ano. As sugestões apontavam para a necessidade de um delineamento mais preciso dos eixos estruturadores. tratava-se da reprodução do índice de um livro didático bastante popular entre os/as professores/as. Nessa condição. com base no desenvolvimento do/da estudante. ainda que. sugestões e observações acima foram realizadas as seguintes mudanças na proposta curricular de Sociologia: organização das habilidades a partir de três eixos estruturadores. ela permaneceu até 1999. Em razão dessa lacuna. Na realidade.

cabe a essas Ciências. Assim.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 182 em todo o Ensino Médio. em graus diferenciados de aprofundamento e complexidade. A LDB ainda enfatiza outra finalidade dessa etapa escolar. “tomá-lo não como um fato corriqueiro. Elas não possibilitam perder de vista a historicidade desses fenômenos. porém.645/08 ampliaram a noção de desenvolvimento do cidadão que passa a ser também um processo de aprendizagem da valorização do outro e da diversidade étnico-cultural. . um movimento de professores/as propôs à Universidade de Brasília (UnB) que as provas tanto do vestibular tradicional como do Programa de Avaliação Seriada (PAS) abordassem oficialmente temas antropológicos. quais seriam esses conteúdos? Ciências Sociais e o Ensino Médio A LDB. as Leis 10. no caso da Sociologia. torna-se imprescindível um projeto para o Ensino Médio. Nessa perspectiva. sociológicos e políticos. também são imprescindíveis para o desenvolvimento pleno do cidadão. os métodos mais adequados para concretizar o currículo de acordo com a realidade de cada escola. Mas. Depois de um longo processo de construção coletiva. a realização de um duplo papel no âmbito escolar – desnaturalização e estranhamento dos fenômenos sociais. em especial. no qual. A partir desses referenciais. como ciências voltadas para desvelar os fenômenos manifestados no contexto das relações sociais. muitas experiências foram desenvolvidas e inclusive registradas em diversas publicações. inicia-se em 2006. com base justamente nessas experiências. conforme as Orientações Curriculares Nacionais (OCNs) (2006). Tendo em vista essas orientações. Nas Diretrizes Curriculares Nacionais (1998) é observado que os conhecimentos de outras Ciências Sociais. ao demonstrar que nem sempre eles foram assim e que certas mudanças ou permanências históricas decorrem de decisões humanas e não de tendências naturais. um novo modelo para o PAS.639/03 e 11. Nesse sentido. no qual. as teorias. a Secretaria de Educação dá início ao debate sobre a necessidade da construção de conteúdos referenciais. da Antropologia e da Ciência Política. os temas. Em 2003. a Sociologia consta da prova de conhecimento que é elaborada com base nas matrizes de objetos de avaliação interdisciplinares. A Lei determina que os conhecimentos da Sociologia contribuam para esse processo de formação. os/as professores/as escolheriam os conceitos. 1996. a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. o/a estudante torne-se um usuário cada vez mais competente da leitura e da escrita. Em 2007. Por sua vez. de acordo com o eixo estruturador da série. a Ciência Política e a Antropologia. é necessária uma proposta curricular fundamentada numa concepção que compreenda a Sociologia. Elas possibilitam ainda estranhar fenômenos como fizera Durkheim em relação suicídio isto é. ressalta que uma das finalidades do Ensino Médio é contribuir para a formação da cidadania.

3ª série: Para cada eixo.1ª série Indivíduo. No caso do Distrito Federal. Do mesmo modo. Contudo. vira senso comum. na maioria das vezes. é necessário acrescentar: a pesquisa. Elas apontam para três tipos de recortes relativos ao ensino de Sociologia: conceitos. e sim como um objeto de estudo da Sociologia. mas a teoria a seco só produz. desinteresse. uma função específica em relação ao todo social”. temas e teorias. pelo menos para estudantes do ensino médio. este tanto faz parte da aplicação de um tema quanto tem uma significação específica de acordo com uma teoria. a orientação é que eles sejam abordados como mutuamente referentes: Ao se tomar um conceito – recorte conceitual –.2ª série Indivíduo. para esses/essas estudantes. as teorias são compostas por conceitos e ganham concretude quando aplicadas a um tema ou objeto da Sociologia. Ela “pode ser feita depois das apresentações teóricas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 183 perdido nas páginas policiais dos jornais ou boletins de ocorrência de delegacias. uma linguística ou discursiva – conceitos. com causas externas ao indivíduo. para complementar os três recortes. cultura e constituição de identidades . de modo isolado. estrutura e mudança social . do contrário os conceitos sociológicos seriam apenas um glossário sem sentido. a construção do currículo de Sociologia se desenvolveu em torno de três eixos estruturantes constituídos a partir da relação entre os conceitos de: • • • Individuo. como já foi apontado. inclusive em muitos casos. há uma questão-chave proposta para os/as estudantes: . conceituais ou temáticas. mas que têm decisiva influência sobre esse. como um elemento de verificação ou de aplicação (ou não) do que foi visto anteriormente. apresentados. Mas pode ser utilizada como elemento anterior às explicações por meio dos três recortes”. as OCNs apontam ser possível tomar um como “centro” e outros como referenciais. Recortes. Entende-se também que esses recortes se referem às três dimensões necessárias a que deve atender o ensino de Sociologia: uma explicativa ou compreensiva – teorias. De acordo com as OCNs. Ciências Sociais e seus conteúdos referenciais As Orientações Curriculares Nacionais (OCNs) (2006) nos ajudam a compreender melhor o significado de conteúdo sociológico. Estado e participação política . Ressalta-se a impossibilidade de se abordar um recorte sem a referência aos demais. Nas OCNs. com regularidade. Um tema não pode ser tratado sem o recurso a conceitos e a teorias sociológicas senão se banaliza. e uma empírica ou concreta – temas. periodicidade. há opção por se trabalhar apenas um deles. conversa de botequim.

tratamento de informação. cada uma das 10 habilidades deverá ser trabalhada nas três séries. em níveis de complexidade e aprofundamento distintos. . • “Quem somos?” Questão proposta para 1ª série. abordada a partir de um enfoque “Onde estamos?” Questão proposta para 2ª série.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 184 • antropológico. Para cada um dos três eixos. ideologia e poder. porém. propõem-se alguns conteúdos referenciais que possam contribuir para o desenvolvimento das referidas habilidades. educação. de acordo com o eixo estruturador e o nível de desenvolvimento do/da estudante. explicação científica. são estruturadas 10 habilidades referentes às seguintes temáticas/conceitos: diferenças e diversidade. De fato. novas tecnologias. intimidade. temas e conceitos sugeridos pelos/pelas professores/as durante diversas reuniões promovidas ao longo dos anos de 2007 e 2008. No sentido de aperfeiçoar essa organização curricular. Tais conteúdos são constituídos por teorias. abordada a partir de um enfoque “Como construir a sociedade que queremos?” A questão da 3ª série abordada sob um enfoque político. evolução do conhecimento. • sociológico. técnicas de pesquisa. métodos de pesquisas.

cultura e constituição de identidades. A questão-chave proposta para os/as estudantes é “quem somos?” A questão é abordada a partir de um enfoque antropológico. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 185 CONTEÚDOS REFERENCIAIS PARA O ENSINO MÉDIO DE SOCIOLOGIA 1ª Série Eixo estruturador: Indivíduo.

étnica. filosofia. Aplicar os conhecimentos e as tecnologias associadas à Antropologia. influência. gráficos. generalidade)  Sociedade como organismo  Solidariedade mecânica e orgânica. jornais e revistas referentes aos processos de constituição da identidade social e cultural. As questões de gênero nas diversas sociedades e na atualidade Socialização da cultura e construção de identidades por meio da educação Papel da escola Quem é a comunidade em torno da escola? Quadro estatístico da realidade social.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 186 SOCIOLOGIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES  Entender as diversas formas de conhecimento (mito. Individualidade X coletividade As novas tecnologias na formação dos grupos sociais:  Organização de um grupo social  Internet X relações interpessoais  Grupos sociais e identidade juvenil: as tribos urbanas  Ritos de passagem: tradição X modernidade Sociologia da juventude:  Cultura e formação da identidade juvenil  A família moderna e papel do jovem  Juventude e religiosidade  Juventude e drogas  Sexualidade na adolescência  O jovem e suas escolhas: musicais. Ler e interpretar tabelas. Compreender a escola como instituição social responsável pela socialização da cultura e pela construção de identidades. Identidade e diferenças sexual e de gênero Conceitos básicos para a compreensão da vida social: trabalho. à família. exterioridade. ciência humanas. corpo e sexualidade. ao relacionamento amoroso e à comunicação interpessoal. questionário e observação Identidade e diversidade cultura (Gilberto Freire). Investigar como as novas tecnologias de informação (celular. Analisar como as identidades se constituem no confronto com a diversidade cultural. computador e outros) contribuem para a formação de novas identidades grupais Identificar os valores e as representações sociais que orientam as escolhas e suas ações nas mais diversas situações do cotidiano. à sexualidade. cultura e sociedade Indivíduo. Durkheim para a compreensão da organização dos grupos sociais:  O fato social (coercitividade. arte. Identificar as relações de poder presentes nas microestruturas das relações sociais. cênicas e visuais                    LETRAMENTO E DIVERSIDADE          . mapas e imagens presentes em livros. Compreender que as situações do seu cotidiano podem ser tratadas cientificamente.    CONTEÚDOS Conhecimento humano: mito. tecnologias. numa perspectiva durkheimiana. linguagens) no processo de humanização da natureza e do próprio homem. Internet. status e poder Papéis dentro do grupo Conflito/convívio de gerações As contribuições de E. filosofia e ciências. política e cultural da cidade Observação sobre os grupos constitutivos da comunidade Tipos de grupo social Liderança. como fatos sociais inseridos numa totalidade. Aplicar técnicas de pesquisa das Ciências Sociais na investigação sobre os diversos grupos e movimentos culturais constitutivos da sua comunidade. à Sociologia e à Psicologia no entendimento de questões pessoais relativas ao corpo. Homem e natureza (antagonismo ou inter-relação) Introdução ao conhecimento da Sociologia:  Sociologia como ciência  Aplicação do conhecimento sociológico ao cotidiano Introdução às técnicas de pesquisa nas Ciências Sociais:  Tipos de pesquisa em Ciências Sociais (trabalhar os conceitos de Florestan Fernandes em relação a pesquisa em Ciências Sociais)  Entrevista. religiosa e com as diferenças de orientação sexual e de gênero. naturais.

mapas e imagens presentes em livros. Ler e interpretar tabelas. Identificar os valores e as ideologias que orientam escolhas e as ações dos membros de uma classe social. Aplicar técnicas das Ciências Sociais na coleta e tratamento de dados referentes às classes e grupos de status. de orientação sexual. especificidades e utilização crítica As fontes de dados sobre a realidade social brasileira    LETRAMENTO E DIVERSIDADE      Industrialização. diferenças raciais.     CONTEÚDOS A organização social nos diferentes modos de produção Revolução Industrial. analfabetismo. SOCIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  Entender a Antropologia. violência. os novos problemas sociais e o surgimento da Sociologia As tecnologias das Ciências Sociais: fundamentos. religiosas. Aplicar os conhecimentos e tecnologias associadas à Sociologia e à Ciência Política na investigação de questões pessoais relativas às mudanças na estrutura social especialmente ligadas ao casamento e à família. mortalidade infantil. fenômenos históricos passíveis de uma explicação sociológica de caráter marxista. Investigar como as novas tecnologias de informação contribuem para a exclusão ou inclusão social. gráficos. negros. Identificar as relações de poder no contexto macroestrutural das instituições políticas e sociais brasileiras Compreender que as desigualdades sociais não fenômenos naturais. trabalho infantil e escravo. jornais e revistas relacionados a indicadores sociais da realidade brasileira. à sexualidade. ao mesmo tempo. ao casamento.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 187 2ª Série Eixo estruturador: Indivíduo. entre outros . mulheres. política e cultural brasileira:  Fome. Analisar as possíveis relações entre os processos de estratificação social e as diferenças de gênero. estrutura e mudança social. étnicas. Compreender a dupla função social da escola: contribuir para a conservação e. a transformação da sociedade. étnicas. urbanização e mudanças nos grupos sociais  O indivíduo no processo de mudança social  Estrutura social e as mudanças na família e no casamento  Indivíduo e as mudanças microssociológicas referentes: à vida familiar. religiosas e culturais  Teorias sociológicas da educação  Dupla função escola da escola:  Conservação e transformação da sociedade  Educação e mobilidade social     Brasil: que país é este? Quadro estatístico da realidade social. constitutivos da realidade social brasileira. regionais e culturais. à comunicação interpessoal.  Situação das minorias no Brasil: índios. A questão-chave proposta para os/as estudantes é “onde estamos?” A questão é abordada a partir de um enfoque sociológico. mas sim. aos relacionamentos amorosos. a Ciência Política e a Sociologia como fenômenos históricos relacionados ao desenvolvimento da estrutura social capitalista. homossexuais e “deficientes” (Darcy Ribeiro e Roberto da Matta) Diversidades regionais.

Estado X sociedade civil organizada O olhar crítico de Karl Marx e a realidade do Brasil  As classes sociais  Divisão social do trabalho – Trabalho material e imaterial  A proletarização do trabalhador: a mais-valia  A proposta de um mundo sem exploração: o socialismo Novas tecnologias X exclusão ou inclusão Educação e as novas tecnologias da informação As mídias e a estrutura social brasileira Ideologia e Meios de Comunicação de Massa Ideologia. Congresso Nacional. alienação e classes sociais no Brasil LETRAMENTO E DIVERSIDADE         . Tribunais e Governo.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 188 SOCIOLOGIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES  CONTEÚDOS  Direitos humanos no Brasil Desenvolvimento capitalista e consequências socioambientais A dinâmica de nossas instituições políticas: Partidos Políticos.

a Ciência Política e a Sociologia como proposta de interpretação e interferência na realidade social. dentre outros. culturais regionais e religiosas no contexto político dos movimentos sociais de afirmação do direito. diferenças raciais. sindicatos. atores. governos. participação. como sindicatos.  Identificar as diferentes formas de participação política na relação indivíduo.  Investigar como as modificações no mundo do trabalho decorrentes das novas tecnologias de informação influenciam na organização e na dinâmica dos diversos atores políticos. Estado e participação política. fisiologismo. tendências . nacional e mundial. relações de força.  Os tipos de dominação propostos por Weber (tradicional. étnicas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 189 3ª Série Eixo estruturador: Indivíduo.  Aplicar os conhecimentos e as tecnologias associados à Ciência Política no entendimento das questões vinculadas à participação em movimentos estudantis. os sentidos e tipos de ação política que a explicam para além das questões relativas à iniciativa individual. coronelismo e corrupção.  Identificar os valores e ideologias que orientam escolhas e ações políticas               Conceitos básicos: política.  Analisar as diferenças de gênero. numa perspectiva weberiana.  Compreender. sindicatos e movimentos sociais. A questão-chave proposta para os/as estudantes é “como construir a sociedade que queremos?” A questão é abordada a partir do enfoque da Ciência Política. partidos políticos. movimentos culturais. gráficos. SOCIOLOGIA − 3ª SÉRIE LETRAMENTO E DIVERSIDADE HABILIDADES CONTEÚDOS  Compreender a Antropologia. Estado e sociedade civil organizada. privado e patrimonialismo e análise de fenômenos da política brasileira: clientelismo. partidos e movimentos sociais. de orientação sexual. carismática e legal) numa análise de nossas lideranças políticas  Os conceitos weberianos de público. conjuntura O homem como um animal político Autonomia e heteronomia política Analfabetismo e indiferença política Técnicas de análise de conjuntura As pesquisas de opinião Os novos movimentos sociais Representação das mulheres e dos negros na política nacional O Estado laico e o poder da religião A participação política dos movimentos GLTBs Os donos do poder e poder dos donos no Brasil Partidos políticos e eleições no Brasil Os sentidos e tipos da ação política As políticas educacionais no Brasil  Qualidade da escola pública  Políticas afirmativas  Estudo e compreensão do projeto político da sua escola  O papel da educação no aprimoramento do trabalho  Como o brasileiro escolhe seus representantes?  O sistema eleitoral  As pesquisas eleitorais: fundamento científico e resultados  Quadro estatístico da realidade política brasileira. ONGs. jornais e revistas relativos a partidos políticos. mapas e imagens presentes em livros.  Ler e interpretar tabelas. favoritismo.  Aplicar técnicas das Ciências Sociais na análise da conjuntura local.  Compreender as diversas ações no interior da escola com políticas educacionais mais amplas. eleições. Conjuntura política brasileira: cenários. seja para modificá-la ou conservá-la. associações. poder.

contrato temporário. desemprego estrutural.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 190 SOCIOLOGIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES CONTEÚDOS  Novos modelos de gestão do trabalho  Taylorismo-fordismo e modelo japonês (toyotismo)  Mudanças no perfil do trabalhador  As tecnologias das ciências sociais na formação do trabalhador nesse modelo  A precarização das relações de trabalho: fim de direitos trabalhistas. terceirização. trabalho em casa. O pensamento sociológico em relação ao fenômeno de Globalização (Otávio Ianni) LETRAMENTO E DIVERSIDADE   .  Enfraquecimento da organização sindical  Solidariedade X da competitividade entre trabalhadores  Profissões e mercado de trabalho Valores e ideologias que orientam as escolhas e ações políticas do indivíduo.

Nesse atual contexto a proposta de um currículo do Ensino Médio de Filosofia para a Secretaria de Estado de Educação tem duas demandas importantes para atender. elas deixaram de constar da parte diversificada. onde toda a práxis pedagógica se constitui. continuando ainda Filosofia no 2º ano e Sociologia no 3º ano. o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 11. ainda que. A partir de 1993 a carga horária dessas disciplinas foi ampliada para duas horas semanais. para tornarem-se componentes da base comum. No caso do DF. Elas já constavam do currículo desde 1987. Filosofia e da Sociologia em conjunto com a Antropologia e a Ciência devem constituir a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. procedimentos e atitudes provenientes da Geografia. no Currículo das Escolas Públicas publicado em 1992. algumas unidades da federação efetivaram reformas curriculares que incluíram Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias. sendo Filosofia no 2º ano e Sociologia no 3º ano. Ao término da década de 1990. A primeira é uma tentativa de orientar o trabalho do docente nos termos do currículo oficial da rede de ensino pública do DF sem a pretensão de estabelecer uma uniformização da prática pedagógica. inicialmente com carga de 01(uma) hora semanal. portanto. com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM). Em razão dessa lacuna. uma sugestão de conteúdos de Filosofia e Sociologia foi enviada as escolas. não havia um capítulo destinado a essas disciplinas. estabelecem que os conceitos. os Parâmetros Curriculares Nacionais. nos três anos do Ensino Médio. História. No Distrito Federal Filosofia e Sociologia têm uma história de pelo menos duas décadas. A segunda. pretende contemplar a língua como elemento essencial da aprendizagem.4 FILOSOFIA Em 2008. com a mesma carga horária das demais disciplinas: 02 (duas) horas semanais. respeitando a diversidade como uma característica fundamental das mais recentes concepções da educação que leva em consideração a formação étnico-cultural brasileira. de caráter sociolinguístico.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 191 9. elas permaneceram até 1999. pelo espanto e. como componente da parte diversificada. Nessa condição. Ressalta-se que em função dessa situação. A filosofia na sua gênese se constituiu com base na percepção da realidade. Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação.684 que tornou obrigatória a oferta das disciplinas Filosofia e Sociologia em todas as séries do Ensino Médio do país. por uma leitura de mundo e comunica o resultado disso por meio de uma riqueza dialógica seminal numa diversidade de recursos estilísticos e uma vasta literatura dando . Tendo em vista a concretização das diretrizes e parâmetros citados.

mesmo que o cientista não seja filósofo. a Filosofia não serviria para nada. procedimentos especiais para conhecer fatos. obtendo lucros com eles. são questões filosóficas. a primeira matéria filosófica é a própria disposição do/da estudante para se propor a ler a si mesmo e a sua realidade. correção e acúmulo de saberes: tudo isso não é ciência. tanto por causa da compra e venda das obras de arte. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar. literatura. Todo mundo também imagina ver a utilidade das artes.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 192 margem para várias abordagens em seu processo de ensino. mas é a Filosofia quem as formula e busca respostas para elas. se “servir” fosse entendido como a possibilidade de fazer usos técnicos dos produtos filosóficos ou dar-lhes utilidade econômica. pensamento. Assim. Mas afinal para que filosofia? Diz Marilena Chauí que esta é uma pergunta interessante. pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica. O cientista parte delas como questões já respondidas. . o trabalho da Filosofia. o trabalho das ciências pressupõe como condição. Ora. isto é. por isso se diz que ela não serve para coisa alguma. o senso comum continua afirmando que a Filosofia não serve para nada. consideram também que a Filosofia nada teria a ver com a ciência e a técnica. de procedimentos corretos para bem usar o pensamento. de fato. todavia. na tecnologia como aplicação prática de teorias. na aplicação científica à realidade. muito visível e de utilidade imediata. Ninguém. Entretanto. como apenas os cientistas e filósofos sabem disso. por exemplo. na racionalidade dos conhecimentos. muitos consideram que. consegue ver para que serve a Filosofia. No entanto. Por isso. para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura. música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: Para que Filosofia? Essa pergunta tem a sua razão de ser porque em nossa cultura e em nossa sociedade. ninguém pergunta para que as ciências. quanto porque nossa cultura vê os artistas como gênios que merecem ser valorizados para o elogio da humanidade. costumamos considerar que alguma coisa só poderá existir se tiver alguma finalidade prática. Verdade. Para dar alguma utilidade à Filosofia. relação entre teoria e prática. As ciências pretendem conceber um “modelo” que mais se aproxima da verdade. porque podem ser corrigidos e aperfeiçoados. todas essas pretensões das ciências pressupõem que elas acreditam na existência da verdade.

perguntar por que a coisa. uma ideia ou um valor. por que e como – permanecem. A Filosofia pergunta pela origem ou pela causa de uma coisa. Estudando as paixões e os vícios humanos. de uma ideia. pois as perguntas filosóficas – o que. que é o princípio do bem-viver. A Filosofia pergunta qual é a realidade ou natureza e qual é a significação de alguma coisa. existe e é como é. A atitude filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. a liberdade e a vontade. Atitude filosófica: indagar Se. De fato. mas o ensinamento moral ou ético. a Filosofia continua fazendo suas perguntas desconcertantes e embaraçosas: O que é o homem? O que é a vontade? O que é a paixão? O que é a razão? O que é o vício? O que é a virtude? O que é a liberdade? Como nos tornamos livres. à nossa capacidade de pensar. Por isso. . veremos que a atitude filosófica possui algumas características que são as mesmas. ou uma arte do bem-viver. mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia é apenas a vida moral ou ética. a Filosofia teria como finalidade ensinar-nos a virtude. porém não nos ajuda muito. é.perguntar o que a coisa. portanto. A Filosofia seria a arte do bem viver. . afinal. por que há o pensar? A Filosofia torna-se. a ideia ou o valor. o estilo filosófico e a atitude filosófica permaneceriam os mesmos. os objetos com os quais a Filosofia se ocupa. o pensamento . não importa qual. a ideia ou o valor. ou o valor. de um valor. o principal para a Filosofia não seriam os conhecimentos (que ficam por conta da ciência). Essas características são: . como é pensar. ainda assim. analisando a capacidade de nossa razão para impor limites aos nossos desejos e paixões. mesmo para ser uma arte moral ou ética. então. descobre que essas questões se referem. mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia não é o conhecimento da realidade. deixarmos de lado. nem as aplicações de teorias (que ficam por conta da tecnologia). as perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento: o que é pensar. por enquanto. Pouco a pouco. é. racionais e virtuosos? Por que a liberdade e a virtude são valores para os seres humanos? O que é um valor? Por que avaliamos os sentimentos e as ações humanas? Assim.perguntar como a coisa. ou a ideia. pouco a pouco. independentemente do conteúdo investigado. A Filosofia indaga qual é a estrutura e quais são as relações que constituem uma coisa. ensinando-nos a viver de modo honesto e justo na companhia dos outros seres humanos. Essa definição da Filosofia. nem o conhecimento da nossa capacidade para conhecer.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 193 Para quem pensa dessa forma. porém. à nossa capacidade de conhecer.

São frequentes os seus artigos na imprensa. a filosofia de Descartes. com os semelhantes e com a sua própria subjetividade. Sempre tiveram o mesmo objetivo: proteger e desenvolver a plenitude da vida. São irmãs gêmeas. torna-se imprescindível perceber sua presença no mundo. “Paradigmas são „sínteses‟ científicas. sendo tão somente objeto de passatempo de pessoas desocupadas. Da realidade sem mistérios ao mistério do mundo: Espinosa. bem como sua participação em congressos. Filosofia e Cidadania A prática humana é tríplice. perseguida. Muitas pessoas pensam que a Filosofia não serve para nada. a teologia de São Tomás de Aquino. o liberalismo e o marxismo. Apontamentos para uma crítica da razão integralista. no país e no exterior. Esta afirmação já aponta a íntima relação entre Filosofia e Educação. as ações que indiretamente são vitais para uma sobrevivência plena e digna do ser humano. Filosofia e Educação A filosofia. essa nossa (des)conhecida. conferências e cursos. nem que seja à distância.” (FREI BETTO em A Obra do Artista – Uma visão holística do Universo) Filosofia e Ética 77 Marilena Chauí é professora de Filosofia na Universidade de São Paulo e uma das mais prestigiadas intelectuais brasileiras.77 Desde seus primórdios.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 194 interrogando-se a si mesmo. Diante dos distúrbios e desencontros do mundo atual em que a nave da humanidade caminha à deriva. a física de Newton. É autora de Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas. execrada. pelo menos no nível do conhecer e no nível do valer. pulverizada. a concepção política de Maquiavel. Por ser uma volta que o pensamento realiza sobre si mesmo. com presença atuante no debate político nacional e na construção da democracia brasileira. Eis os pilares da visão de mundo ou cosmovisão de todos nós que habitamos a esquina onde termina o segundo milênio e se inicia o terceiro. . Repressão sexual. é claramente útil. a Filosofia se realiza como reflexão. a Filosofia tem vivido de teimosa. Voltaire e Merleau-Ponty. filosóficas ou religiosas que servem de referência modelar para determinada época ou grupo humano. sua importância e sua utilidade. O que é ideologia?. Ela se dá na mesma medida em que pressupõe um tríplice relacionamento: com a natureza. a filosofia vai além da utilidade e se faz absolutamente necessária. Ameaçada. São exemplos a filosofia de Platão. qual Fênix renasce das cinzas. Pois bem. mais do que nunca. É uma espécie de novo paradigma. pois normatiza. sobretudo no seguimento ético. Conformismo e resistência: notas sobre cultura popular e Seminários sobre o nacional e o popular na cultura. Poderíamos dizer que é uma questão de vida ou morte da espécie humana.

(. como pratica intencionalizada. anúncio e instauração de formas solidárias de ação histórica. Sócrates vai mais longe nessa investida. É exatamente isso que se pretende como competência máxima deste componente curricular.. que o/a estudante se transforme como agente de sua própria educação. Nesse sentido ler não é só dialogar com um outro (o texto). linguagem multifacetada tanto na transmissão quanto na exteriorização das ideias são características de uma concepção de ensino de filosofia que. tanto sobre o ponto de vista intelectual na formação crítica de seus juízos como também nas 78 Pedro Inácio Amor . Ensinar e filosofar são fundamentos da aprendizagem. político.. propõe que a própria alma pode ser lida constituindo assim o fundamento do seu “conhece-te a ti mesmo”. investir nas forças construtivas dessas mediações. portanto só escreve aquele que percebe as lacunas presentes no texto. Jean-Paul). É o que torna saboroso o processo de desenvolvimento do conhecimento. mas a filosofar (competência). como sujeito do processo pedagógico. estão nas raízes do filosofar. que compreende toda a comunidade escolar. diversidade de estilos.” ( GUSDORF. o homem é responsável por aquilo que ele é” (SARTRE. econômico. Nesse sentido já dizia Kant: não se ensina filosofia (conteúdo). em termos conceituais.Georges) Cultura é o conjunto dos objetos resultantes das atividades produtiva. sobretudo no espírito da crítica aos pré-conceitos e na volta do pensamento sobre si mesmo ou. a despeito das novas pedagogias. num procedimento contínuo e simultâneo de denúncia e desmascaramento. Filosofia e Cultura “A missão da cultura permanece o que ela sempre foi. social e simbólica dos homens. 78(2) Portanto um currículo constituído em habilidades e competências destitui a centralidade do estudo nos conteúdos e a traz para os sujeitos da práxis pedagógica.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 195 À educação cabe. a Realidade e o Sistema Produtivo Brasileiro. “Mas se verdadeiramente a existência precede a essência.A Filosofia. Continuando então. A dinâmica do fazer filosófico se desenvolve na compreensão de que tudo é objeto de leitura e que. mas também consigo mesmo. cultural e. mas um conjunto de valores e um estilo humano de existência. Somase a isso a importância do contexto onde se põe o papel do/da professor/a em contemplar a realidade existencial em seus contornos social.) Não descreve uma soma de fatos. reflexão. pois. .

ética. política. elaboramos as habilidades com a participação dos/das professores/as em encontros na EAPE.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 196 possibilidades da concretude de sua profissionalização de maneira consciente do que faz. interdisciplinadas e contextualizadas afim de que se possa trabalhar em consonância com os conteúdos bem elencados. análise. Dito isto. interpretação de textos filosóficos. Ética. modificadoras de paradigmas não se dão por si só. é fato que o estudo da Filosofia possibilita ao/à estudante a percepção de sua própria condição humana como ser racional e sensível. a construção deste currículo de Filosofia no Ensino Médio do Distrito Federal contempla eixos os quais estabelecem uma relação íntima com esse Ser que se constrói e se transforma constantemente. nas dimensões humanas. . Cultura. raciocínio. E em 2008. O objetivo do ensino de filosofia é desenvolver habilidades de investigação. estas posturas revolucionárias e críticas. Desse modo. artísticos. frutos de compartilhamento de ideias com professores/as da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Estética e na questão da diversidade entre outros. O/A estudante não consegue fazê-lo só. Em especial. é necessário ferramentas e para isso é que dispomos de competências e habilidades articuladas. Esses eixos são constituídos naturalmente como se podem perceber nos conteúdos a seguir: Indivíduo. vale lembrar que este componente tem por autonomia oportunizar aos/à estudantes um livre pensar de si e do seu cotidiano. literários e outros visando à construção e ou desconstrução de conceitos acerca da realidade. social. Contudo. Tomamos como referência as consultas realizadas aos/às professores/as na EAPE e nas escolas durante o ano de 2007 acerca dos conteúdos. para que faz e para quem faz. Identidade. A importância da Filosofia como forma de conhecimento possibilita ao/à estudante uma capacidade de criar mecanismos de transformação da realidade em que vive e de enfrentar seus problemas. o/a estudante poderá perceber sentidos nas suas relações. estética e outras. bem como significar ele próprio o seu mundo e sua condição humana. Política. Soma-se a isso uma pergunta que é pertinente nesse contexto: por que a filosofia é um componente curricular indispensável e necessário no ensino médio? Podemos discorrer acerca da importância desta pergunta por várias correntes.

Desenvolver atitude autocrítica Desenvolver conhecimentos filosóficos. Identificar a própria realidade como construção.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 197 FILOSOFIA − 1ª SÉRIE HABILIDADES      CONTEÚDOS CULTURA  Natureza e Cultura  Pensamento e Linguagem Consciência Mítica OBS: Estes conteúdos referem-se à História e Cultura Afro-Brasileira e perpassarão as três séries:  Pré-história da África  A História do Racismo  História da África  História da Europa  Religião Africana  A história da formação da sociedade Brasileira              Perceber-se como sujeito do conhecimento Problematizar o reconhecimento do real como uma totalidade inter-relacionada. Despertar para a importância da leitura de mundo. questionadores e reflexivos. Perceber a natureza da diversidade Desenvolver a reflexão ética Aplicar à reflexão ética por meio da produção de conhecimento Desenvolver uma atitude filosófica que verse sobre os aspectos analíticos. textos filosóficos dos variados dos conhecimentos adquiridos. Analisar os conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas. investigadores. LETRAMENTO E DIVERSIDADE        INTRODUÇÃO À FILOSOFIA Do Mito à Razão O Nascimento da Filosofia O que é Filosofia? A Pólis Grega O Cidadão da Pólis/Democracia O Nascimento do Filósofo O Homem como Animal político IDENTIDADE DA PESSOA HUMANA  O Corpo  O Erotismo  A Morte  Identidade Étnico-Racial LIBERDADE  Percepção  Sensibilidade  O Eu. Discutir criticamente o conceito de filosofia e seus fundamentos Reconhecer a realidade na sua totalidade Desenvolver a produção textual filosófica dos conceitos adquiridos de modo crítico e reflexivo. Analisar diferentes manifestações culturais por meio de conhecimentos adquiridos. Reconhecer as potencialidades problematizadoras do texto. individualmente ou em grupos. os Outros e o mundo  Consciência  Limites  Vontade  Livre Arbítrio  A Liberdade na Adolescência . Aplicar os conhecimentos adquiridos no través de produção diversas Elaborar. nas artes e em outras produções culturais.

nas artes e em outras produções culturais. textos filosóficos.. investigadores. abordando variados conhecimentos adquiridos. questionadores e reflexivos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 198 FILOSOFIA − 2ª SÉRIE HABILIDADES     CONTEÚDOS O SER HUMANO QUER SABER  Sujeito X Objeto do conhecimento  Senso comum X Senso Crítico o Percepção o Imaginação o Intuição o Dedução  O que é conhecimento?  Introdução à Lógica. individualmente ou em grupos. CIÊNCIA MODERNA A NOVA ORDEM  O Problema da Natureza Humana  A liberdade na Sociedade  Autonomia Política  Democracia  Contratualismo  Liberalismo  Revolução Francesa . O CONHECIMENTO    O Conhecimento na História O Pensamento Racional na Antiguidade O Pensamento Racional na Idade Média: O Obscurantismo O DESPERTAR DE UM NOVO HOMEM          Renascimento Dúvida Ceticismo/Dogmatismo Racionalismo/Empirismo Galilleu Newton Descartes Bacon e outros.   LETRAMENTO E DIVERSIDADE  Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas Apontar a crítica filosófica frente à realidade Reconhecer a realidade na sua totalidade Analisar os conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas. Reconhecer a filosofia e a ciência como modos de interpretar a realidade Elaborar.. Desenvolver uma atitude filosófica que verse sobre os aspectos analíticos.

filosófica. políticas e simbólicas). individualmente ou em grupos. CONTEÚDOS ÉTICA/POLÍTICA  Cidadania Contemporânea  Ideologia e Alienação  Industria Cultural  Poder: Estado.  Reconhecer-se como ser de cultura. textos filosóficos dos variados dos conhecimentos adquiridos  Desenvolver a reflexão ética  Aplicar à reflexão ética por meio da produção de conhecimento  Interpretar á realidade histórico-socio-cultural por meio de leitura de textos e obras  Reconhecer a importância da dimensão estética.  Perceber a cultura como produção humana. narrativas.  Identificar a alteridade no processo de construção da identidade.  Valorizar a importância da dimensão estética nas diversas produções naturais e culturais.Governo e Sociedade Civil  Aparelhos Ideológicos LETRAMENTO E DIVERSIDADE        CRITICA A SOCIEDADE MODERNA Capitalismo Materialismo Dialético Socialismo Totalitarismo X Democracia Estado do Bem Estar Social Neoliberalismo Globalização ÉTICA CRISE DOS PARADIGMAS MODERNOS  Positivismo/Cientificismo  Fenomenologia  Existencialismo  O Pensamento de Nietzsche  A Moral O MUNDO COMO REPRESENTAÇÃO  Pensamento Estético Contemporâneo BRASIL E ÁFRICA  A Estética Africana como elemento integrador  A herança  O Resgate .  Elaborar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 199 FILOSOFIA − 3ª SÉRIE HABILIDADES  Analisar diferentes manifestações culturais por meio de conhecimentos adquiridos.  Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas  Apontar a crítica filosófica frente à realidade  Reconhecer a realidade na sua totalidade  Identificar atitudes autoritárias em si e nos outros e em grupos  Refletir a atuação humana nas sociedades e as relações que os homens estabelecem entre si para produzir a sua existência (relações de trabalho. artística. moral.  Refletir sobre a especificidade discursiva das diferentes estruturas como as: científicas.

diz respeito ao desenvolvimento pleno do sujeito humano na sociedade. Ao respeitar todos os credos e religiões. envolve o laicismo do Estado ante o particularismo dos credos e das religiões. assim.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 200 10 ENSINO RELIGIOSO. p. seu objetivo final. o respeito às diferenças religiosas. Desta forma.230. § 1º a inserção do ensino religioso nas escolas de oferta obrigatória com matrícula facultativa. os princípios constitucionais e legais que se pautam no respeito às diferenças religiosas. em seu art. a qual “Dispõe sobre o ensino religioso nas escolas públicas. desvela a necessidade de introduzir mudanças. tanto no currículo explícito. à liberdade de consciência. Nesta visão crítica da educação. o respeito ao sentimento religioso. a boa convivência entre os credos e as religiões deve primar pela consciência e pela liberdade de manifestação do pensamento que caracteriza a presença de um país laico de pluralidade cultural e respeito às diferenças. também garante. O ensino religioso tornou-se parte constante dos currículos da Educação Básica a partir do art. reconhecendo a igualdade e dignidade da pessoa humana. mas. ao sentimento religioso e à liberdade de consciência. . nº 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e da regulamentação do Decreto nº 26129. de crença. respeitando todas e não adotando nenhuma como religião oficial. RELIGIOSIDADE E CURRÍCULO No Brasil a discussão entre a religiosidade e o Estado está formalizada na Constituição Federal de 1988 que garante a liberdade de culto religioso e o laicismo do Estado que se tornou equidistante dos credos e religiões. de expressão e de crença e que devem estar presentes numa educação voltada à criticidade. igualdade. a secularização da cultura. de 19 de Agosto de 2005. É nesse ponto que o Ensino Religioso fundamenta sua natureza: o homem para adquirir seu estado de realização integral necessita da religião. também. (CANDAU. a educação é uma das mais diferentes formas de expressão e se constitui com base em parâmetros diversos.36) Ratificam-se. Desta forma. Tais princípios levam a crítica de toda e qualquer forma que viole os direitos humanos. A Carta Magna brasileira. quanto no currículo oculto. Candau afirma: A Educação em Direitos Humanos potencializa uma atitude questionadora. 210. situado na parte diversificada da matriz curricular do Ensino Médio. afetando assim a cultura escolar e a cultura da escola.” Como componente curricular. a realidade socioantropológica dos vários credos e a face existencial de cada cidadão. que regulamenta a Lei n° 2. cidadania e respeito aos direitos humanos. de 31 de dezembro de 1998. o ensino religioso. 1998. os princípios constitucionais legais permitem os/as professores/as trabalharem o aspecto sociocrítico da educação.

pois. Se considerarmos como objetivo do ensino religioso o despertar para a religiosidade. sem. além das próprias religiões. . preservou-se a cultura religiosa desinteressada a serviço da dignidade inalienável do homem. O/a professor/a deve buscar conhecimentos para não se perder em meio a avalanche de ideias e informações que se apresentam no mundo. conforme nosso entendimento dos princípios legais acima destacados. vista como uma máxima no encontro das religiões. certamente. vivenciar e seguir em primeiro lugar a própria fé. e pelo trabalho neste componente curricular não ter sido concluído. essa religiosidade tem de estar presente e sentida. como lei natural que se manifesta em meio as diversas culturas e povos. do mesmo modo. nas discussões que orientaram a elaboração do currículo do ensino médio ao longo dos anos de 2007 e 2008. A educação é confiada ao Estado. onde há espaço inter-religioso. Uma Ética entendida como imanência na consciência humana. Outro ponto importante a ser considerado diz respeito a valorização da Ética. encontra a comunidade humana e cada uma das pessoas individualmente. onde o tema é tratado de forma ecumênica e a religião é entendida como um fenômeno humano autêntico. É fudamental aprofundar. Saliente-se então que. Ao mesmo tempo. a que se denomina Deus. Assim sendo. Dentre os inúmeros instrumentos de que dispõe a sociedade para alcançar tão elevado objetivo está a religião. pelo/pela professor/a. respostas às perguntas fundamentais que todos se colocam diante da vida. pois somente quando se coloca a questão da transcendência. diálogo e convivência. competelhe construir novos conhecimentos a respeito das diversas religiões. o conteúdo de ensino religioso será pauta constante nas discussões e no reavaliar deste currículo. de tal forma que se estabelece o compromisso de no ano de 2011 materializarmos em forma de conteúdos e habilidades este componente curricular. no entanto. É nesse ponto que se encontra a riqueza de uma educação para a religiosidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 201 Para Catão (1995). reconhece a necessidade de uma educação religiosa. dizer como realizá-la. com troca de experiencias. se defrontará com essa realidade na sala de aula. a quem.

A educação especial. em seu artigo 208. Resolução nº 02/2001. nos artigos 205 e seguintes. raça. visando “o pleno desenvolvimento da pessoa. inciso V. da pesquisa e da criação artística. finalmente. sem preconceitos de origem. 1994). (Organização das Nações Unidas – ONU. em seu artigo 3º. estabelece a promoção do bem de todos. 1948). que reitera a educação como um direito de todos e torna-se o fundamento básico da Educação Especial no Brasil. vem ampliando e aperfeiçoando suas práticas e suas concepções em razão da atual legislação. incisos II e III. prevê a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” e. especificamente. tais como: Lei nº 9. uma vez que prevê.394/96 − LDB.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 202 11 EDUCAÇÃO ESPECIAL A educação especial fundamenta-se no princípio da equidade. garante expressamente o direito de TODOS à educação. como resultado de reflexões conjuntas acerca dos resultados do processo educacional em curso nesta Secretaria de Estado de Educação. na perspectiva da educação inclusiva. que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e a Resolução nº 01/2009. a cidadania e a dignidade da pessoa humana como Fundamentos da República. cor. segundo a capacidade de cada um”. que estabelece normas para o sistema de ensino do Distrito Federal. Diversas legislações específicas somam-se aos documentos anteriormente citados para estabelecer as normas e as diretrizes educacionais nacionais e do Distrito Federal. transtorno global do desenvolvimento e altas . do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica (CNE/CEB). seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. chegando à Carta Magna (Constituição Federal. prevê o direito à igualdade. no Distrito Federal. dentre outras. inciso IV. ao longo dos últimos anos. principalmente. das diretrizes nacionais e internacionais e. passando pela celebrada Declaração de Salamanca (Organização das Nações Unidas para a Educação. 1988). sexo. do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF). Ciência e Cultura – UNESCO. idade e quaisquer outras formas de discriminação como um dos Objetivos da República. a educação especial cumpre sua finalidade ao viabilizar. inciso I. que assegura em seu artigo 1°. em seu artigo 5º. a formulação de políticas públicas educacionais reconhecedoras da diferença e da necessidade de condições diferenciadas para a efetivação do processo educacional. estabelece que o “dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino. Essa previsão encontra-se respaldada desde a garantia de educação para todos estabelecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos. no artigo 206. Nesse horizonte. condições de igualdade de acesso à aprendizagem aos/às estudantes com deficiência.

na construção e na aplicação do currículo devem ser considerados o respeito às diferenças e a valorização da diversidade. Para o efetivo sucesso da educação. conforme proposto na Lei nº 9. cujas bases encontram-se.394. portanto. mas. na qual saberes e significações são construídos com a participação das múltiplas percepções e interpretações dos atores que a compõem. o currículo não deve representar apenas um agrupamento de conteúdos. na garantia da flexibilização do currículo comum. ao incluir seus/suas estudantes em classes comuns em todas as etapas e modalidades da Educação Básica e propiciar-lhes recursos pedagógicos. sobretudo. devem ser viabilizadas condições de atendimento das necessidades educacionais dos/das estudantes. sobretudo. um conjunto de ações voltado à formação global do/da estudante. por intermédio da articulação entre o/a professor/a regente e o/a professor/a do atendimento educacional especializado. A atual concepção de educação especial reforça. com vistas à busca da . conforme previsto na Resolução CNE/CEB nº 02/2001 e no Parecer CNE/CEB nº 17/2001. por meio de estratégias metodológicas e de recursos específicos. dentre seus princípios. coletivamente construída. que a embasa. materiais e atendimentos educacionais especializados compatíveis com suas necessidades educacionais. Com essa finalidade. Para tanto. na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. de 20 de dezembro de 1996 − Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional −. e nas demais legislações e orientações normativas. a base da ação pedagógica deve ser estabelecida tendo como foco a singularidade do/da estudante e fundamentando-se em uma construção reflexiva. de 2008. Sua operacionalização deve constar na proposta pedagógica da instituição educacional e deve fundamentar-se no requisito precípuo de viabilização de igualdade e de valorização da diversidade como alicerces para a promoção da aprendizagem e para o desenvolvimento dos/das estudantes. o êxito de sua aplicação requer a efetiva participação de todos os segmentos da comunidade escolar. encontra-se o que estabelece que a consciência do direito de constituir uma identidade própria e do reconhecimento da identidade do outro traduz-se no direito à igualdade e no respeito às diferenças. torna-se modelo nacional de trabalho exitoso. Assim.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 203 habilidades/superdotação. assegurando oportunidades diferenciadas. Por tudo isso. O Distrito Federal. de forma a instrumentalizar a construção de competências e possibilitar a efetivação dos direitos à igualdade de condições. Assim. MEC/SEESP. cuja ação transversal perpassa as demais etapas e modalidades de ensino e propõe uma efetiva educação global. tantas quantas forem necessárias. o caráter interativo dessa modalidade de ensino.

considerando o potencial e as necessidades de cada estudante. a fim de nortear a organização do trabalho de acordo com as necessidades do/da estudante. Os estudantes de classes especiais ou centros especializados devem ser constantemente acompanhados com vistas a sua inclusão no ensino regular. Parágrafo único. de tecnologia. respeitada a frequência obrigatória. 44 . acessível e passível de ampliação. poderão ser realizadas adequações curriculares – quando necessárias e. considerando a condição individual do estudante. para atender às especificidades dos estudantes com necessidades educacionais especiais deve observar a necessidade de constante revisão e adequação da prática pedagógica nos seguintes aspectos: I – introdução ou eliminação de conteúdos. em seu artigo 44.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 204 igualdade. 2008) e a proposta de inclusão educacional da SEDF. de materiais. O princípio da equidade reconhece a diferença e a necessidade de haver condições diferenciadas para o processo educacional. em consonância com a proposta pedagógica da instituição educacional. Enfim. III – temporalidade com a flexibilização do tempo para realizar as atividades e desenvolvimento de conteúdos. neste documento. alterável. Para tal finalidade. . deve-se observar o previsto na Resolução CEDF nº 01/2009. Nessa perspectiva. Dessa forma. IV – avaliação e promoção com critérios diferenciados. (MEC/SEESP. de comunicação ou de temporalidade voltado a facilitar o desenvolvimento do currículo escolar. da organização didática e da introdução de métodos. conforme segue: Art.A estrutura do currículo e da proposta pedagógica. com o intuito de proporcionar aos/às professores/as conhecimento voltado a instrumentalizar sua prática. Considerando a extensão do conceito de necessidades educacionais especiais apresentados pelas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Resolução CNE/CEB nº 02/2001). de recursos especiais. Adequação Curricular Adequações curriculares são compreendidas como um conjunto de modificações e/ou flexibilizações de conteúdos. Constituem-se como possibilidades educacionais de atuar na facilitação da aprendizagem. por isso mesmo. bem como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. via um currículo dinâmico. compatível com as diversas necessidades dos/das estudantes e. as adequações curriculares são compreendidas como medidas pedagógicas diferenciadas voltadas a favorecer a escolarização baseadas no currículo regular e por meio de formas progressivas de adequação. por meio de estratégias pedagógicas inclusivas no contexto da sala de aula. ao organizar o atendimento na rede regular de ensino. orientações para a implementação das adequações curriculares. a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal − SEDF apresenta. com condições de atender efetivamente a todos. II – modificação metodológica dos procedimentos.

com transtorno global do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação. cujas situações específicas. conforme bem especificado nos Parâmetros Curriculares Nacionais – Adequações Curriculares (1998): o que o/a estudante deve aprender. devem ainda. As medidas de adequação na sala de aula são realizadas pelo/pela professor/a e destinam-se. é imprescindível conhecer e avaliar a real necessidade de sua aplicação. propiciar condições estruturais para que possam ocorrer. Para sua efetivação. todos os partícipes do processo de aprendizagem devem estar envolvidos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 205 conforme indicação pedagógica – aos/às estudantes com deficiência. ou menos abrangente. as demandas do processo educativo se concretizam na sala de aula. verifica-se a necessidade de realização de adequações curriculares significativas e indicação de conteúdos de caráter mais funcional e prático. de forma mais abrangente. As relações estabelecidas entre professor/a e estudante. déficits permanentes e. em muitos casos degenerativos. por meio de uma avaliação de cunho pedagógico quanto à competência do/da estudante em relação ao currículo regular. vindo a constituir deficiências mentais e ou múltiplas graves. antes de se propor adequações curriculares. e entre este/esta e seus pares favorecem e potencializam o desenvolvimento de competências e de habilidades curriculares de todos/todas os/as estudantes. aos/às estudantes com transtornos funcionais matriculados na rede regular de ensino. como e quando aprender. Essas adequações devem focalizar. Acrescenta-se que essa adequação possui caráter processual. à programação das suas atividades. em geral relacionadas a questões orgânicas. atingindo a toda a sala de aula. a organização da instituição educacional em relação à acessibilidade e aos serviços de apoio especializado voltados a atender às necessidades dos/das estudantes. principalmente. e como e quando avaliar. Nesses casos. caso seja necessária uma programação específica para o/a estudante. portanto. Suas ações devem ser norteadas e fundamentadas em critérios que identifiquem. Portanto. poderá ser alterada em qualquer momento . principalmente. comprometem o funcionamento cognitivo. psíquico e sensorial. Níveis de Adequações Curriculares As adequações curriculares aplicadas e consolidadas no plano pedagógico individual do/da estudante devem ser previstas na proposta pedagógica da instituição educacional e no currículo desenvolvido na sala de aula. quais formas de organização de ensino são mais eficientes para o processo de aprendizagem. Porém. assim como. observando-se suas características individuais. atingindo apenas o nível individual.

encorajar. II. a participação. estimular e reforçar a comunicação. agrupar os/as estudantes de forma a facilitar a realização de atividades em grupo e incentivar a comunicação e as relações interpessoais. gráficos que ajudem na compreensão. fornecer ou atuar para a aquisição dos equipamentos e recursos materiais específicos necessários. a iniciativa e o desempenho do/da estudante. propiciar os melhores níveis de comunicação e de interação com as pessoas com as quais convive na instituição educacional. MEC. . adaptar materiais escritos de uso comum: destacar alguns aspectos que necessitam ser apreendidos como cores. conforme descrito a seguir: Adequações de Acesso ao Currículo79 Correspondem ao conjunto de modificações nos elementos físicos e materiais do ensino. 1998. propiciar o mobiliário específico necessário. bem como nos recursos pessoais do/da professor/a quanto ao seu preparo para trabalhar com os/as estudantes. • • • • • • • Constituem adequações de acesso ao currículo: criar condições físicas. propiciar ambientes com adequada luminosidade. o sucesso. materiais ou de comunicação que venham a facilitar aos/às estudantes o desenvolvimento do currículo escolar. cobrir partes que podem desviar a atenção do/da estudante. adaptar materiais de uso comum em sala de aula. incluir desenhos. adotar sistemas de comunicação alternativos para os/as estudantes impedidos de comunicação oral (no processo de ensino aprendizagem e na avaliação). Essas adequações classificam-se em adequações de acesso e adequações nos elementos curriculares. Sugestões que favorecem o acesso ao currículo: • • • • • eliminar barreiras atitudinais em toda comunidade escolar. desenhos. favorecer a participação nas atividades escolares. destacar 79 Texto adaptado a partir do documento orientador PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – Adequações Curriculares. sonoridade e movimentação. São definidas como alterações ou recursos espaciais.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 206 educativo. I. traços. ambientais e materiais para o/a estudante na sua instituição educacional de atendimento.

reglete. pistas olfativas e/ou piso tátil para orientar na localização de ambientes. favorecer o processo comunicativo entre estudante-professor/a. III. • material didático e de avaliação em tipo ampliado para os/as estudantes com baixa visão e em braille e relevo para os/as cegos/as. deslocamento do/da estudante na sala de aula para obter materiais ou informações. apoiar o uso dos materiais de ensino aprendizagem de uso comum. tipos escritos ampliados. posicionamento do/da estudante na sala de aula de modo a favorecer sua possibilidade de ouvir o/a professor/a. despertar a motivação. menos valia e fracasso. evitando os maneirismos comumente exibidos pelos/pelas que são cegos/as. máquina braille. atuar para eliminar sentimentos de inferioridade. espaço entre as carteiras para facilitar o deslocamento. modificar conteúdos de material escrito de modo a torná-lo mais acessível à compreensão etc. organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: colocação de extintores de incêndio em posição mais alta. bengala longa. estudante-estudante. corrimão nas escadas etc. boa postura do/da estudante. de maneira visual. textura modificada etc.. Sugestões de recursos de acesso ao currículo para estudantes com necessidades especiais específicas: a) Para estudantes com deficiência visual • • • • • • • • • • materiais desportivos adaptados: bola de guizo e outros... sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante: Sistema Braille. • • • • • • providenciar adequação de instrumentos de avaliação e de ensino e aprendizagem. lupa etc. a atenção e o interesse do/da estudante.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 207 imagens. . explicações verbais sobre todo o material apresentado em aula. providenciar softwares educativos específicos. facilitado pela disposição do mobiliário. sorobã. textos escritos com outros elementos (ilustrações táteis) para melhorar a compreensão. estudante-demais adultos. relevo.. softwares educativos em tipo ampliado. adequação de materiais escritos de uso comum: tamanho das letras. áudio livro.

alto relevo para surdocegos/as totais e parciais. ensino da língua portuguesa escrito com metodologia ensino de 2° língua. caneta pilot color 850. para que o/a estudante possa utilizá-lo no mesmo tempo que os/as demais estudantes da sala. apoio físico. corrigindo a tendência do/da deficiente visual de dar preferência ao olhar direcionado para o chão. de exercícios e de avaliações. mesmo que esse/essa seja cego/a.7mm.. • • • • • recursos ópticos. • • • • • livros adaptados de texturas. visando à locomoção independente do/da estudante. simplificados ou reduzidos. língua de sinais e outros. entre outros). material tridimensional. uso de recursos que introduzam o pré-sorobã e o sorobã. . notações especificas do braille para os componentes curriculares. computador com sintetizador de vozes e periféricos adaptados etc. ensino de LIBRAS a toda comunidade escolar. física. instrumentos de medida adaptados ao Braille. verbal e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade. lupas. textos escritos complementados com elementos que favoreçam a sua compreensão: linguagem visual. química. ajuda técnica – instrumento para escrever em linha reta mantendo o espaço entre linhas para estudantes com esta possibilidade. • uso de recursos ópticos (lupa eletrônica. celas braille de tamanhos variados possibilitando o acesso a este sistema. materiais de ensino e de aprendizagem de uso comum: pranchas ou presilhas para não deslizar o papel. lupa manual) e não ópticos (lápis 6B. tela para desenhos em alto relevo. canta Z4 Roller Black 0. folha pautada ampliada. ampliação do tempo para realização de trabalhos. • uso do multiplano. estimular a postura do olhar do/da estudante para o horizonte. carretilha. geografia e matemática. geoplano. disponibilizar com antecedência os conteúdos que serão abordados no contexto da sala de aula. objetos reais. contraste. b) Para estudantes com deficiência auditiva • • • • presença de intérprete educacional em sala de aula.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 208 • • braille para estudantes e professores/as que desejarem conhecer o referido sistema. para viabilizar o acesso a informação.

possibilidade de fazer a prova em língua de sinais. gestos naturais. material visual e outros de apoio. objetos de referência. quando houver resíduo auditivo e ausência de guia-interprete educacional. posicionamento do/da estudante na sala de tal modo que possa utilizar a leitura labial e o resíduo auditivo. fala amplificada. computador com acesso a internet. além da prova escrita. tablado.softwares educativos específicos. linguagem visual. imitação. contato com a comunidade surda (surdo/a adulto/a). câmera filmadora. tadoma (leitura tátil da língua oral). para favorecer a apreensão das informações expostas. disponibilização de professor/a na função de guia-interprete educacional do/da estudante surdocego/a.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 209 • • • • • sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante: – Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) leitura orofacial. ressonância. salas-ambiente para estimulação oral. prótese auditiva. etc. TV. na avaliação: ter a flexibilidade de. na educação infantil tempo exclusivo com o/a professor/a que tenha Libras como língua de instrução. escrita na palma da mão. sistema braille digital ou outro recurso que viabilize o acesso a informação. alfabeto dactilológico. fazer uma avaliação complementar oral (em língua de sinais). • • • acesso a literatura bilíngue e bicultural (literatura surda). utilização de sistema alternativo de comunicação: movimento coativo. língua de sinais tátil ou adaptado ao campo visual do/a estudante. contraste e bem iluminados.. uso de microfone para ampliar a voz do/da professor/a regente. salas equipadas com recursos audiovisuais data show. . • • • avaliações visuais feitas na língua do/da estudante tanto nos comandos quanto nas respostas sejam nesta língua (Libras) sempre quando for o caso. apresentações orais com apoio de materiais visuais. impressora para viabilizar o acesso a informação por imagem. contato contínuo com modelos educacionais surdos baseados na pedagogia visual. alto relevo. c) • • • Para estudantes surdocegos/as apresentação de materiais adaptados com texturas distintas. • • explicações acessíveis sobre todo o contexto escolar.

lupa manual) e não ópticos (lápis 6B. utilização de amplificador do som. entre outros). observação da postura corporal do/da estudante surdocego/a. ou display braille. caneta pilot color 850. canta Z4 Roller Black 0. objetos reais. química. uso de recursos que introduzam o pré-sorobã e o sorobã. para atendimento ao/à surdocego/a. corrimão nas escadas. corrigindo a tendência do/da deficiente visual de dar preferência ao olhar direcionado para o chão. instrumentos de medida adaptados ao Braille. evitando maneirismo que podem ser observados em alguns surdocegos/as parciais ou totais. estimulação da confiança. física. grades nos espaços que representam riscos de queda. simplificados ou reduzidos. uso de máquina modelo perkins para viabilizar o acesso a leitura e a escrita do sistema Braille. material tridimensional. uso de notações especificas do braille para os componentes curriculares. • organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: extintores de incêndio em posição mais alta. tela para desenhos em alto relevo. da autonomia e das iniciativas do/da surdocego/a para as atividades do contexto escolar e sociocultural. • uso de recursos ópticos (lupa eletrônica. • • • disponibilização de ajuda técnica – instrumento para escrever em linha reta mantendo o espaço entre linhas. geoplano. utilização de apoio físico. uso do multiplano. .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 210 • • • • • posicionamento do/da estudante na sala de aula de modo a favorecer sua possibilidade de ouvir o/a professora ou o/a guia-interprete. organização dos materiais permanentes da sala de aula viabilizando o deslocamento do/da surdocego/a no ambiente interno de forma autônoma e independente. • • • • • • disponibilização de computador acoplado a linha Braille. para viabilizar o acesso a informação. folha pautada ampliada.7mm. carretilha. estimulação da postura do olhar do/da estudante para o horizonte. tátil e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade visando a locomoção em ambiente interno independente. pistas táteis e olfativas. geografia e matemática. mesmo que esse seja cego/a. utilização de computador com sintetizador de vozes e periféricos adaptados.

. técnica sq4R. de confecção artesanal pelo/pela guiainterprete. de material concreto como suporte à aprendizagem curricular. . cuidado pessoal e autonomia na vida doméstica e no uso de recursos da comunidade. seja em braille ou em escrita ampliada. buscando adequá-los à necessidade individual. alto relevo para surdocegos/as totais e parciais. e • diversificação as propostas metodológicas. celas braille de tamanhos variados possibilitando o acesso a este sistema. d) Para estudantes com deficiência intelectual • • • • • • • atitudes de acolhimento e respeito ao ritmo e estilo de aprendizagem do/da estudante. nomes e números de tal forma que o/a surdocego/a possa lê-los. desenvolvimento de habilidades adaptativas: sociais. • • • • ilustração e dramatização das informações veiculadas no ambiente escolar. de comunicação. utilização. acadêmicas. favorecedores da aprendizagem. de saúde e segurança. de lazer. redução do número de exercícios sobre um mesmo tópico. transferência do significado para a língua de sinais. para que o/a estudante possa utilizá-lo no mesmo tempo que os demais estudantes da sala. sempre que possível. ampliação do tempo para realização de trabalhos. utilização de instruções por meio de sinais claros e simples. utilização de técnicas de estudo como: mapa mental. disponibilização de espaços pedagógicos diferenciados e organizados. uso de cartão tridimensional para identificação de ambiente de confecção artesanal pelo/pela guia-interprete para rotina. posteriormente. contraste. acesso à atenção do/da professor/a. planejamento de atividades observando um crescente nível de complexidade. exercícios e avaliações. diária. leitura do sistema braille mediante a soletração dactilológica das letras e. • • • identificação dos espaços da instituição educacional com objetos. disponibilização com antecedência dos conteúdos que serão abordados no contexto da sala de aula.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 211 • • utilização de livros adaptados de texturas. em sala de aula e na instituição educacional.

por pressão ou outros tipos de adequação etc.). pátio. coletes. banheiro. • • • • viabilização do deslocamento de estudantes que usam cadeira de rodas ou outros equipamentos. e • utilização de recursos de tecnologia assistiva compatíveis com a demanda individual do/da estudante.. sistemas que combinam símbolos pictográficos. Para estudantes com deficiências múltiplas80 espaços pedagógicos diferenciados.). suporte para lápis. materiais de apoio pedagógico (tesoura. utilização de pranchas ou presilhas para não deslizar o papel. elevador. f) • • • • • acesso à atenção do/da professor/a. materiais de apoio (andador. demonstre interesse e tenha acesso a eles. utilização de sistemas aumentativos ou alternativos de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante com dificuldade na fala: sistemas de símbolos (baseados em elementos representativos. em desenhos lineares.). abdutor de pernas. . computadores que funcionam por contato. presilha de braço. faixas restringidoras etc. apoio para que o/a estudante perceba os objetos. em sala de aula e na instituição educacional. g) Para estudantes com Transtorno Global do Desenvolvimento81 80 As adequações de acesso para os/as estudantes com deficiências múltiplas devem considerar as deficiências que se apresentam distintamente e a associação de deficiências agrupadas e devem contemplar a funcionalidade e as condições individuais do/da estudante. utilização de textos escritos complementados com elementos de outras linguagens e sistemas de comunicação. ponteiras. mobiliário (cadeiras. comunicação total e outros. facilitado pela remoção de barreiras arquitetônicas. ideográficos e arbitrários. alargamento de portas etc. recursos pedagógicos de fácil manuseio para os/as estudantes. linguagem codificada).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 212 e) • Para estudantes com deficiência física adequação dos elementos materiais: instituição educacional (rampa deslizante. sistemas baseados na ortografia tradicional. mesas e carteiras). auxílios físicos ou técnicos (tabuleiros de comunicação ou sinalizadores e demais tecnologias). favorecedores da aprendizagem. e disponibilização de recursos de tecnologia assistiva. barras de apoio. cobertura de teclado etc.

persistência na tarefa e engajamento em atividades cooperativas. São definidas como alterações realizadas nos objetivos. . oferecer modelos adequados e corretos de aprendizagem. e planejar cuidadosamente ações que envolvam modificações comportamentais dos/das estudantes. buscando adequá-las à necessidade individual do/da estudante. ambientes favoráveis de aprendizagem como: laboratórios. rejeição dos demais colegas. material concreto que favoreça a aprendizagem de conteúdos curriculares.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 213 • • • • • • • • • • conhecer as particularidades e características de cada um dos/das estudantes. bibliotecas etc. utilizar instruções por meio de sinais claros e simples. pesquisa. Adequações nos Elementos Curriculares As adequações focalizam as formas de ensinar e de avaliar. nos critérios e nos procedimentos de avaliação. utilizar.. h) Para estudantes com altas habilidades/superdotação • • • • • evitar sentimentos de superioridade. sempre que possível. oportunizar e exercitar o desenvolvimento de suas competências. As seguintes medidas podem ser adotadas para as adequações nos elementos curriculares: 81 O comportamento dos/das estudantes com transtorno global do desenvolvimento não se manifesta por igual.. nas atividades e nas metodologias para atender às diferenças individuais dos/das estudantes. nos conteúdos. encorajar o estabelecimento de relações com o ambiente físico e social. favorecer o bem-estar emocional. equipamentos e mobiliários que facilitem os trabalhos educativos. diversificar as propostas metodológicas. bem como os conteúdos a serem ministrados. considerando a temporalidade. nem aparenta ter o mesmo significado e expressão nas diferentes etapas de suas vidas. sentimentos de isolamento etc. Existem importantes diferenças entre os quadros que caracterizam as condições individuais e apresentam efeitos mais ou menos limitantes. estimular a atenção do/da estudante para as atividades escolares. materiais. materiais escritos de modo que estimule a criatividade e de elementos que despertam novas possibilidades.

adotar métodos e técnicas de ensino e de aprendizagem específicas para o/a estudante. os conteúdos e os critérios de avaliação para responder às necessidades de cada estudante. temporária ou permanentemente. Essa priorização não implica .CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 214 I. II. conteúdos e critérios de avaliação. visual. verbal e outros ao/à estudante impedido em suas capacidades. que esteja impossibilitado de executar. sem prejuízo para as atividades docentes. Adequações metodológicas e didáticas Realizam-se por meio de procedimentos técnicos e metodológicos. • introduzir atividades individuais complementares para o/a estudante alcançar os objetivos comuns aos demais colegas. quando necessário. São exemplos de adequações metodológicas e didáticas: • • • • situar o/a estudante nos grupos com os quais melhor possa trabalhar. ainda. sem alterar os objetivos da avaliação e seu conteúdo. procedimentos avaliativos e atividades programadas para os/as estudantes. os conteúdos e os critérios de avaliação. priorizar determinados objetivos. procedimentos e instrumentos de avaliação distintos da turma . de modo a permitir-lhe a realização das atividades escolares e do processo avaliativo. • • introduzir atividades complementares e/ou suplementares específicas para o/a estudante. O apoio pode ser oferecido pelo/pela professor/a regente. para dar ênfase aos objetivos que contemplem as necessidades do/da estudante. Essas atividades podem ser realizadas na própria sala de aula ou em atendimentos de apoio. utilizar técnicas. Adequações dos conteúdos curriculares e do processo avaliativo As adequações dos conteúdos curriculares e do processo avaliativo consistem em adequações individuais. o que implica modificá-los. dentro da programação regular. professor/a especializado/a ou pelos próprios colegas. na operacionalização dos conteúdos curriculares. individualmente ou em grupo. ressignificar atividades que não beneficiem ao/à estudante ou lhe restrinja uma participação ativa e real ou. considerando-se os objetivos. propiciar apoio físico. estratégias de ensino e de aprendizagem. considerando as condições do/da estudante em relação aos demais colegas da turma. São exemplos dessas estratégias adaptativas: • • adequar os objetivos.

desse modo. objetivos e critérios de avaliação na ação educativa necessário à educação do/da estudante. sem. estender o período de duração da série/ano que frequenta. isto é. Caso. causar prejuízo a sua escolarização e sua promoção acadêmica. • introduzir conteúdos. concernentes com suas necessidades educacionais especiais. . considerando a sua competência acadêmica. • adequar a temporalidade dos objetivos. contudo. por meio da redução desses períodos. conteúdos e objetivos da programação educacional regular.  evitar que as programações individuais sejam definidas. bem como a eliminação de componentes curriculares ou de áreas curriculares completas. nos casos de estudantes com altas habilidades/superdotação. ou seja. e. que impliquem supressões de conteúdos expressivos (quantitativa e qualitativamente). os seguintes aspectos.  contar com a participação da equipe da instituição educacional e com o apoio de uma equipe multidisciplinar. organizadas e realizadas com prejuízo para o/a estudante. para o seu desempenho. cursar menor número de componentes curriculares.  adotar critérios para evitar adequações curriculares muito significativas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 215 abandonar os objetivos definidos para o seu grupo. • suprimir. efetivamente. dentre outros:  ser precedida de uma criteriosa avaliação do/da estudante.  fundamentar-se na análise do contexto escolar e familiar. mas acrescentar outros. quando possível e necessário. rigorosamente. para integrar o acervo documental do/da estudante. durante o ano letivo. seja necessária essa supressão. ou. sua promoção escolar e sua socialização. de acordo com as necessidades do/da estudante. propiciar condições para o avanço de estudo.  promover o registro documental das medidas adaptativas adotadas. deve-se considerar. considerar que o/a estudante com necessidades educacionais especiais pode alcançar os objetivos comuns ao grupo em tempo diferenciado. • adequar a temporalidade dos componentes curriculares previstos para os níveis. Esse acréscimo não pressupõe a eliminação ou redução dos elementos constantes do currículo regular desenvolvido pelo/pela estudante. que favoreça a identificação dos elementos adaptativos necessários que possibilitem as alterações indicadas. dos conteúdos e dos critérios de avaliação. ou seja. as etapas e as modalidades .

. Pensando na aprendizagem como elemento primordial e essencial dos processos educativos. citado por Sousa (1998). havia uma preocupação em evidenciar a avaliação do desempenho escolar. a avaliação. enfatizando que sua objetividade era mais conveniente do que as avaliações subjetivas. na década de 1930. Isaías Alves. até então realizadas. os professores e os/as estudantes consigam efetivar aprendizagens embasadas em objetivos educacionais. que ora se apresentam no âmbito do planejamento e da organização do trabalho pedagógico. é importante descrever como ocorreu a avaliação educacional nos últimos 50 anos. sejam revistos na perspectiva de que as modalidades e as etapas da Educação Básica estejam articuladas entre si. busca-se alargar o horizonte da ação avaliativa. no âmbito escolar.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 216 11 DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO82 Avaliar. Assim. Trajetória das concepções de avaliação e sua repercussão no Sistema de ensino do Distrito Federal No intuito de situar. 82 Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem para a Educação Básica – documento publicado em 2008. no contexto histórico brasileiro. defendia os testes pedagógicos. numa perspectiva formativa. Somente dessa forma. é a possibilidade de se organizar o trabalho pedagógico de maneira que tanto a instituição educacional. poderá ser efetivada uma avaliação que considere situações de aprendizagem centradas no sucesso coletivo do ensinar e do aprender como partes inerentes do mesmo processo. por meio de processos que promovam a formação do/da estudante na sua plenitude. a trajetória da avaliação na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF). Nesse aspecto. buscamos promover uma articulação maior entre os processos avaliativos que ocorrem na Educação Básica. Com a intenção com de fazer da avaliação do processo de ensino e de aprendizagem um procedimento de crescimento e de avanço individual e coletivo para o aluno e a comunidade escolar. mantendo as especificidades próprias de cada uma. a Subsecretaria de Educação Básica – SUBEB propõe que as formas e os procedimentos avaliativos. tendo em vista que data de 1960 a inauguração da extinta Fundação Educacional do Distrito Federal. concretiza-se em face dos processos contínuos e articulados de métodos e procedimentos pedagógicos acolhidos para esse fim. Ressalte-se que.

Segundo Sousa (1998). sua função não deveria ser mais a de legitimar aprovação e reprovação do aluno. No início dos anos de 1980. em sua grande maioria. e o modelo de Stufflebeam. a fim de superar no cotidiano escolar as indignidades já exaustivamente denunciadas. 1998. 162). citado por Sousa (1998). A avaliação nesse contexto.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 217 Em busca de uma avaliação mais sistematizada. em que situação seria possível observá-los. as idéias de Scriven. e posteriormente Bloom (1971). Até a década de 70. dos critérios mínimos estabelecidos previamente. Snyders (1977) e Saviani (1980). A avaliação concebida como um processo de construção contribuirá para desvelar a concepção de escola. de homem e sociedade. Assim. sendo que neste contexto . desenvolveram estudos relevantes no intuito de compreender o porquê das taxas de evasão e de repetência nos sistemas de ensino. em primeiro lugar. de forma somativa. também citados por Sousa. tinha como premissa que o aluno só poderia ser promovido para a próxima série após o alcance dos objetivos educacionais. era preciso definir. os objetivos em termos comportamentais e determinar. Para realizar uma boa avaliação. voltado para a tomada de decisões (GURGEL. deveria subsidiar o professor de modo que pudesse intervir no processo educativo. ampliam a concepção de avaliação formativa. Seus marcos são as idéias de Tyler a respeito da avaliação por objetivo. numa concepção positivista. além disso. A decisão de reprovação deveria ser tomada coletivamente por todos os profissionais da escola. alunos das classes sociais menos favorecidas e buscar soluções objetivando a elevação do nível cultural das referidas classes. p. p. desenvolveram estudos. professores. buscando aperfeiçoar os paradigmas avaliativos. acerca das desigualdades sociais presentes no interior da escola. com destaque para as funções da avaliação em formativa e somativa. Para a autora. comunidade. o conceito de avaliação somativa e formativa foi introduzido por Scriven (1967). tomados pelas reflexões dos professores europeus. 10). embora se continuasse reconhecendo que a avaliação educacional visava analisar o alcance dos objetivos educacionais. incluindo na avaliação dos alunos a participação dos vários sujeitos que compõem a rotina escolar (pais. de forma a abranger. avaliar consistia em: comparar os resultados dos alunos com aqueles propostos em determinado plano. a avaliação. Observe-se que Stake (1967) e Stufflebeam (1971). psicólogos). os estudiosos. Nesse contexto. numa visão de prontidão. Só poderia ser avaliado o que fosse observável. citados por Sousa (1998). dentre eles Gramsci (1978). exercendo forte influência sobre estudiosos em avaliação no Brasil. 1998. Tyler (1949). ou através de provas ou por meio de algum outro tipo de instrumento de medida (SOUSA. ou seja. a função política da avaliação era construir uma nova teoria que pudesse produzir transformações nas práticas pedagógicas. entre outros. e não somente analisar resultados quantitativamente. numa perspectiva formativa.

inovam as concepções de avaliação e contribuem para a evolução do processo de ensino e de aprendizagem. de preferência paralelos ao período letivo. Hadji (2001). dependendo sempre das possibilidades da escola em recuperar o aluno e oferecer condições que garantissem sua aprendizagem (SOUSA. 24. 24.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 218 a avaliação teria função apenas subsidiária. citados por Gurgel (1998). e) obrigatoriedade de estudos de recuperação. a avaliação. inciso V e art. . c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. de modo a tomar decisões suficientes e satisfatórias para que ele (aluno) possa avançar no seu processo de aprendizagem. até hoje. em seus art. que é o de apropriar-se da concepção formativa acerca da avaliação escolar e proporcionar educação de qualidade. b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. 9. p. mas complementares. em nossa prática educativa.a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. como Luckesi (1998). A educação básica. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. nos níveis fundamental e médio. Art. Teóricos contemporâneos. que não somente leve a termo a análise de rendimento escolar. Nessa perspectiva. sem o objetivo de promoção. 166). Consequentemente. está imbuída de um grande desafio. mas sim alternativas de superação das desigualdades sociais. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. 31. Como pode ser observada. d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito. a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. o cenário nacional. A década de 1990 é marcada por discussões de superação entre a dicotomia avaliação qualitativa e avaliação quantitativa. não como processos contrários. para os casos de baixo rendimento escolar. 31. o aluno deverá apropriar-se criticamente de competências e habilidades necessárias a sua realização como sujeito crítico dessa sociedade. Outro marco ocorrido na década de 1990 foi a publicação da Lei nº. estabelece as regras comuns a serem cumpridas pelos estabelecimentos de ensino no que se refere ao processo avaliativo: Art. será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: V . Hoffmann (2001) e Depresbiteris (2002). que permeiam. o professor se conscientizará de que a avaliação é um processo que subsidia a identificação das dificuldades das possibilidades de aprendizagem dos alunos. 1998.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que. mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

foi instituído. para os alunos da Educação Infantil e para os das séries iniciais do Ensino Fundamental. de forma parcial. A avaliação do desenvolvimento-aprendizagem é realizada pelo coletivo de profissionais que atuam na Fase de Formação. a avaliação educacional. bem como as considerações elencadas pelo corpo docente em Conselhos de Classe. numa visão de prontidão. os preceitos estabelecidos pela LDB de 1996 repercutiram sobre a avaliação. o aluno deveria ser avaliado tendo por base seu próprio desenvolvimento. nas décadas de 60 e 70. no Distrito Federal. mas é determinado por dimensões pedagógicas. foi implantada. a auto-avaliação do aluno. a política educacional adotada pelo Distrito Federal. confirmando as discussões acerca da avaliação formativa. Nesse contexto. históricas. o Relatório de Turma. portanto. A avaliação. no Distrito Federal. com o estabelecimento de critérios mínimos de aprovação e reprovação. observações sistemáticas. diretamente relacionadas ao contexto em que se insere. sociais. a todo o momento. em substituição a notas e conceitos. estava relacionada ao sistema de notas. A partir do ano 2000. no qual professor e aluno reorientavam. (DISTRITO FEDERAL. toda a produção do aluno. no Distrito Federal. era considerada um “instrumento da ação pedagógica que prevê o „salto‟ qualitativo que se pretende com o aluno. cuja avaliação estava alicerçada num processo dialógico. o seu “fazer pedagógico”. econômicas e até mesmo políticas. a avaliação e auto-avaliação do grupo de profissionais da Escola e outros instrumentos elaborados pelo coletivo da Fase. que continuaram a ser utilizados pelas demais etapas e modalidades da Educação Básica. era o Ciclo Básico de Alfabetização (CBA). reiterando as tendências dos teóricos contemporâneos. das Diretrizes de Avaliação e do Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. com a escola e com a realidade exterior”. cujos objetivos avaliativos eram: identificar progressos e dificuldades do aluno. “quando” e “como” trabalhar os conteúdos curriculares.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 219 A trajetória da avaliação. principalmente. demonstra que o processo avaliativo não segue padrões rígidos. a síntese da avaliação da família. como registro para subsidiar a avaliação. referendando o preconizado por Tyler (1949) e Bloom (1971). Segundo estudos em andamento. a Escola Candanga. possibilitar ao professor a adoção de procedimentos adequados às características dos alunos e subsidiar a reestruturação da programação de “o quê”. para as séries iniciais do Ensino Fundamental. utilizando diferentes códigos. 1998) Nesse período. Nos anos de 1980. realizados por Batista (2008). Nos anos de 1990. com a publicação do Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal. . citados por Sousa (1998).

contínua. seria processual. ser utilizada como instrumento para o desenvolvimento das atividades didáticas e ser norteada por critérios previamente estabelecidos. dispõe que. 24 da LDB: avaliação formativa. acontecendo não em momentos isolados. elaborados em função da aprendizagem significativa. não há promoção. o Distrito Federal vem acompanhando os estudos mais recentes sobre avaliação e. aproveitamento de estudos concluídos com êxito e frequência mínima de 75% do total de horas letivas estabelecido para o ano ou o semestre letivo. 31 da LDB. de forma a reorientar a prática educacional O Regimento Escolar83. fornecer indicadores para reorientação da prática educacional. O Regimento Escolar. Para os Ensinos Fundamental e Médio. Ressalte-se que. diagnóstica e interdisciplinar. nessa perspectiva. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os fatores quantitativos do desempenho do aluno. referendando o explicitado pela LDB. contínua e sistemática. previstos no art. recuperação paralela e contínua para alunos de baixo rendimento escolar. conforme o art. a avaliação é realizada por meio da observação e do acompanhamento do desenvolvimento integral da criança. ir além do julgamento sobre sucessos ou fracassos do aluno. conceitos ou notas deveriam possibilitar a análise qualitativa dos resultados em termos de competências. ao responsável pelo aluno. habilidades. sendo que o seu resultado é registrado em relatório individual e apresentado. as presentes diretrizes foram elaboradas. nesse contexto. Como se observa. semestralmente ou quando necessário. a verificação de rendimento compreende a avaliação do processo de ensino e de aprendizagem. bem como o trabalho realizado pelo professor. aceleração de estudos para aluno com defasagem idade-série. mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 220 Nessa perspectiva curricular. avanço de estudos e progressão parcial com dependência. e as menções. 83 Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal – 2000. atitudes e valores requeridos. na Educação Infantil. . abrangente. ser inicial (diagnóstica) e contínua. cumulativa. mas ao longo de todo o processo em que se desenvolve a aprendizagem. que objetiva diagnosticar a situação de cada aluno nesse processo. com o intuito de crescer e avançar. Os instrumentos de avaliação. Uma proposta avaliativa. na Educação Infantil. normatiza a operacionalização dos critérios avaliativos. exceto para alunos inseridos nas Classes de Aceleração da Aprendizagem. nesse sentido. a avaliação deveria: ser estruturada em função dos objetivos definidos no plano de ensino do professor.

objetiva organizar todo o trabalho pedagógico para promover a aprendizagem dos professores. Segundo Hoffmann. Indissociável do ensino. “a avaliação deve significar a relação entre dois sujeitos cognoscentes que percebem o mundo através de suas próprias individualidades. de acompanhamento e ação com base na reflexão. subjetivamente”. Dessa forma a avaliação está intrinsecamente ligada à organização do trabalho pedagógico e. por meio de uma prática pedagógica docente que estabelece o exercício entre o ato de ensinar e o . e de instrumentalizar. o „dar notas‟. Essa ação implica significa uma metodologia centrada numa perspectiva dialética. Nessa perspectiva. desvinculado-o do estigma classificatório. por avaliação é uma atitude simplista e ingênua! Significa reduzir o processo avaliativo. p.. nesse contexto. portanto. necessariamente. um processo de reflexão-ação-reflexão.52-53). Isso significa dizer que a avaliação alinhada à dinâmica da práxis pedagógica implica. cabendo ao professor desafiá-lo a superá-las e prosseguir seus estudos. no espaço-tempo da instituição educacional? Para Hoffmann (2003. estava ligada à aferição de saber. Para tanto.53). Luckesi (1999) encontra o valor da avaliação no fato de o aluno poder tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades. sendo utilizada como meio de medir a aprendizagem dos alunos e atribuir aos resultados negativos uma “sentença”: ou o aluno não quis aprender ou o professor não soube ensinar.E agora? Como a avaliação. de forma pertinente. em que o homem é compreendido como um ser ativo e de relações e o conhecimento é construído por sua relação com o mundo e com os outros..CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 221 A avaliação no contexto escolar Sob uma perspectiva histórica. faz-se necessária uma retomada do processo de ensino e de aprendizagem de modo a transformar a uma cultura arraigada de conceitos e preconceitos na hora de submeter a aprendizagem ao processo avaliativo. seu fazer pedagógico. (. no fazer pedagógico. dos alunos e da instituição educacional. por isso. sempre focada numa perspectiva de articulação do pensar e do fazer que transcenda simples procedimentos técnicos. a avaliação da aprendizagem envolve responsabilidades mútuas e não visa identificar o insucesso do aluno. p. a instituição educacional necessita compreender o processo avaliativo. Sendo assim. O resultado assumia. como se nomeássemos por bisturi um procedimento cirúrgico (2000. vem sendo discutida e configurada. um fim em si mesmo.) conceber e nomear o „fazer testes‟. observa-se que a prática da avaliação. no contexto atual. a parcos instrumentos auxiliares desse processo. mas sim. excludente e limitado à concepção de exame. deve-se avaliar o que se ensina. encadeando a avaliação ao processo de ensino e de aprendizagem e transformando-a em um procedimento pedagógico que contribua para o desenvolvimento do aluno.

. 100 e 101). ainda. por meio de um diálogo permanente. os autores destacam. Ou seja. devendo. leva a uma concepção de educação para todos na perspectiva da diversidade associada à totalidade do conhecimento socialmente produzido. portanto.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 222 ato de aprender. de modo a tornar coerente as metas que se planeja o que se ensina e o que se avalia. considerar não apenas os aspectos cognitivos da aprendizagem. a coordenação pedagógica e a família (2006. incluindo-se o desenvolvimento das habilidades. não apenas o aluno é avaliado. os processos avaliativos devem ser sensíveis às diferenças que permeiam a sala de aula e o contexto socioeducacional. nessa perspectiva. Com esse foco. de tomar as decisões para a melhoria do ensino passa a ser de toda a comunidade. pressupõe-se uma mudança dinâmica nos processos avaliativos. p. assim. então. 2004.um procedimento essencial no cotidiano de qualquer instituição educacional. Valorizar a interlocução dos diferentes saberes. Os conteúdos trabalhados na instituição educacional precisam ser abordados de forma que todos aprendam. a prática avaliativa. no qual todos devem assumir uma postura reflexiva para um redirecionamento do fazer pedagógico. valores e atitudes. p. juntamente com a direção da escola. A base de uma concepção de avaliação centrada no aluno deve. cabendo aos professores a tarefa de viabilizar aprendizagens significativas. Esforços de vários sujeitos e de diversas ordens são necessários para contribuir na construção de alternativas que venham produzir mudanças estruturais na instituição educacional e na organização do trabalho pedagógico. que: A responsabilidade. 90). na práxis pedagógica e na gestão escolar. Para que a aprendizagem do aluno favoreça a formação da sua cidadania e autonomia. facilitar o diálogo e a mediação entre as várias histórias de vida que a instituição educacional acolhe. o baixo rendimento do estudante deve ser analisado e as estratégias para que ele aprenda devem ser pensadas pelo professor. Além disso. a forma de ensinar e de avaliar os conteúdos permitirá ao aluno uma visão 84 O conceito de letramento aqui entendido diz respeito ao “desenvolvimento de competências (habilidades. Partindo desse olhar. atitudes) de uso efetivo da língua em práticas sociais” (SOARES. Consequentemente. Avaliar torna-se. um constante avaliar do processo de ensino e de aprendizagem. Leal et alli (2006) reforçam que as práticas do trabalho docente devem ser diferenciadas em suas formas e abordagens para criar oportunidades exitosas de aprendizagem. mas também o trabalho do professor e a instituição educacional. mas também os aspectos relacionados ao letramento das práticas sociais84. permitindo. Dessa forma. conhecimento.

e da função que elas assumem na sua formação. mas também salientar as diferenças individuais que preparam os alunos. destacando-se: mediadora por Hoffmann (1993). Sob esse aspecto. observando-se que as competências e habilidades não podem ser isoladas no tempo e no espaço e devem contemplar os aspectos cognitivo. A avaliação da aprendizagem envolve valores e princípios e pressupõe uma proposta pedagógica construída pela comunidade escolar. portanto. segundo suas competências particulares. para que o mesmo desenvolva a confiança em sua forma de pensar. Avaliar implica observar. Espera-se. emancipatória por Saul (1994). Dentre as funções que aí . diferentes são os conceitos utilizados para definir a avaliação formativa. informar e indicar mudanças. descrever e explicar o processo de ensino e de aprendizagem. p. que a avaliação deve realizar-se numa perspectiva formativa que transforma o espaço educativo em um ambiente de desafios pedagógicos e de construção de conhecimentos e de competências. afetivo e psicossocial. A avaliação deve favorecer a socialização. funcionando em uma lógica cooperativa que faz do diálogo uma prática e da reflexão uma constante. Nesse sentido. visando aconselhar. é visão cada vez mais detalhada sobre o processo de ensinar e aprender e constitui-se num elemento articulador que acompanha a prática pedagógica e os seus resultados. os alunos não devem memorizar conhecimentos. que o processo de avaliação desvele ao aluno o que ele aprende e como ele aprende. considerando a aquisição de aprendizagens nos diversos campos do saber. dessa forma. para atividades específicas e gerais da vida. integrando o grupo. pode-se concluir. Desse modo. diagnóstica por Luckesi (1999) e dialética-libertadora por Vasconcellos (2000). “a avaliação deixa de ser um momento terminal do processo educativo (como hoje é concebida) para se transformar na busca incessante de compreensão das dificuldades do educando e na dinamização de novas oportunidades de conhecimento” (HOFFMANN. analisar. cabe à instituição educacional oferecer atividades que promovam a participação dos alunos em sua resolução. de analisar e de enfrentar novas situações. mas sim desenvolver habilidades de pensar criticamente. dialógica por Freire (1996). Em síntese. Com base nos pressupostos apontados. Significados e pressupostos da avaliação formativa Para Ferreira (2005). 19). Tais concepções servem tanto para definir a avaliação formativa como para ampliar o campo da avaliação da aprendizagem. 2003. nas instituições educacionais. para professores.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 223 ampliada das diversas relações estabelecidas entre os componentes curriculares e as áreas do conhecimento.

(UnB. Essa avaliação requer que se considerem as diferenças dos alunos. uma vez que pressupõe uma tomada de decisão do professor e demais membros da comunidade escolar quanto à maneira de se ver a instituição educacional e a educação. o uso de rótulos e apelidos que o desvalorizem ou o humilhem não devem ser aceitos. deve usar as informações advindas da avaliação informal para cruzá-las com os resultados da avaliação formal. se adapte o trabalho às necessidades de cada um e se dê tratamento adequado aos seus resultados. 79. interessado na aprendizagem de seu aluno e atento à realidade pedagógica. devendo ser praticada com responsabilidade” (UnB. mas. ao professor e à instituição educacional as melhorias que precisam ser efetuadas no trabalho pedagógico para atender as demandas dos alunos. bem como indica. p. p. bem como as potencialidades e necessidades de sua aprendizagem. funcionários e comunidade. formal e informal. gestores. Por essa razão para promover a aprendizagem. Visto que a avaliação deve ajudar o aluno a se desenvolver e a avançar. Para tanto. A avaliação formativa indica como os alunos estão se modificando em direção aos objetivos propostos. a participar do processo de ensino e de aprendizagem. professores. faz-se necessário que o professor compreenda e utilize as dimensões. da avaliação. O professor. 159).CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 224 desempenha. o que resultará na compreensão sobre o desenvolvimento do aluno. a auto-avaliação deve ser. a desenvolver estratégias para aprender. A avaliação informal não é prevista. igualmente. 2006) Adotando-se a avaliação formativa. também. tomar o aluno como referência. então. de modo que o professor organize seu trabalho pedagógico. visando criar no aluno o hábito de refletir e agir conscientemente sobre a sua trajetória de aprendizagem. É preciso avaliar todos os aspectos envolvidos no processo. do professor e da instituição educacional. Isso significa levar em conta não apenas os critérios de avaliação. O processo avaliativo transcende a ação de “dar nota para o aluno”. os alunos passam. sendo fundamental a participação de alunos. a construir habilidades de auto-avaliação e de avaliação pelos colegas.Nesse contexto. tudo e todos são avaliados. 2006. visto que informa ao professor e ao aluno sobre o resultado do processo de ensino e de aprendizagem. . “a avaliação informal dá grande flexibilidade de julgamento ao professor. explorada em todas as etapas e modalidades da Educação Básica. favorecendo a consciência de ambos acerca do trabalho que vêm realizando. Nessa perspectiva. e a entender a sua própria aprendizagem. não se respalda em instrumentos ou registros e os avaliados não têm consciência de que estão sendo avaliados – acontece a todo o momento. destaca-se a identificação de conhecimentos e habilidades do aluno. uma vez que a avaliação formativa promove a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno.

em especial os dedicados à formação de professores. tornando-se co-responsável pela avaliação da qual participa. visto que serve para identificar as necessidades do aluno e para buscar estratégias de superação. No processo avaliativo deve haver transparência nos critérios e procedimentos adotados. necessitando que a qualidade dos trabalhos seja determinada por julgamento qualitativo. Nesse sentido. “educar é fazer ato de sujeito. o feedback é elemento-chave na avaliação formativa. é componente importante da avaliação formativa. a fim de que compreenda sua trajetória de aprendizagem e aja de maneira reflexiva para a sua melhoria. quando a fonte de informação é externa ao aluno. para os alunos aprenderem é preciso que saibam como estão progredindo. além dos registros de avaliação. como o relatório descritivo e notas. p. e.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 225 Na avaliação formal são utilizados os instrumentos de avaliação que se tornam documentos de evidências de aprendizagem como: relatórios. é problematizar o mundo em que vivemos para superar as contradições. e seus trabalhos não podem ser avaliados apenas como corretos ou incorretos. “a Avaliação Formativa inclui o feedback e o automonitoramento”. o feedback mostra-se necessário. A autoavaliação. uma vez que fornece as informações a serem usadas para reorganizar o trabalho pedagógico. tem-se o feedback. comprometendo-se com esse mundo para recriá-lo constantemente” (GADOTTI apud HOFFMANN. o que favorece o processo de desenvolvimento da autonomia intelectual do aluno nos contextos educacionais.142). como um processo de formação humana que busca a autonomia solidária e respeitosa. O registro é recurso importante para o professor. p. produção de texto. É usado pelo professor para tomar decisões programáticas referentes ao redimensionamento de seu trabalho pedagógico. A transição do feedback professor-aluno para o automonitoramento pelo aluno não é automático e deve ser construída por ambos. 15). exercícios. Esse autor também explica que. e o objetivo do trabalho pedagógico é facilitar a transição do feedback para o automonitotamento. tem-se o automonitoramento. e não com notas. para acompanhar as potencialidades e dificuldades no seu desempenho. Para Sadler apud Villas Boas (2001). Assim. mas não suficiente. além de ponto de partida para o automonitoramento. Para Villas Boas (2001). quando o próprio aluno gera a informação necessária ao prosseguimento de sua aprendizagem. 2003. bem como pelo aluno. o que ainda não . Sob esse aspecto. provas. pois considera o que o aluno já aprendeu. Seu compromisso é com a aprendizagem do aluno. O professor deve orientar o aluno e esse deve seguir a orientação conforme as habilidades desenvolvidas para avaliar a qualidade do seu trabalho. Segundo Sadler (1989. busca-se eliminar a distância entre o nível de desempenho atual e o de referência.

é sabido que um clima de confiança em sala de aula é decisivo para o aluno. A valorização do que o aluno pensa sobre a qualidade do seu trabalho é um desafio à rotina escolar. Além disso.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 226 aprendeu. uma vez que elas só podem servir aos propósitos conhecidos do aluno. o uso dessas informações deve ser feito com ética. e romper com a ideologia e as práticas de rotulação e de exclusão. tomando como referência o aluno em formação. Em síntese. devendo. abrir mão da avaliação classificatória como alternativa pedagógica. classificatório. debates e formulação de novas propostas teórico-metodológicas para orientar o processo de ensino e de aprendizagem. dos objetivos almejados e dos sujeitos envolvidos no processo. Por esse motivo. os aspectos facilitadores e os dificultadores do seu trabalho. a seleção e a elaboração dos procedimentos de avaliação têm início ainda no planejamento. a escolha. Os professores se perguntam: como implementar um processo avaliativo que não seja terminal. permitindo a interação. Como acontece com a avaliação informal. rupturas de paradigmas. cujas orientações e formulações assentam-se em marcos legais fundamentados na pluralidade e diversidade que caracterizam a educação brasileira. é fundamental que o aluno acredite em suas potencialidades e que o professor acredite em sua capacidade de ensinar (VASCONCELLOS. seletivo. A efetividade de um determinado modo de avaliar depende do contexto de sua ocorrência. definitivamente. a utilização e a elaboração dos instrumentos e procedimentos é um aspecto importante. Orientações procedimentais A complexidade das relações sociais presente no dia a dia da instituição educacional tem levado os sujeitos envolvidos com os processos formais de educação a repensar os procedimentos utilizados para avaliar e inferir sobre resultados da aprendizagem. quando o professor se questiona: o que ensino? Por que ensino? Como meus alunos aprendem? Meus alunos podem aprender isso? Qual a finalidade desse conteúdo? Tais questionamentos apontam a necessidade de direcionar o olhar para o acompanhamento da efetividade das ações didáticas a fim de que o aluno aprenda. uma vez que a ausência do medo de ser punido pelo professor ou criticado pelos colegas favorece a exposição de suas dúvidas e do seu raciocínio. Dessa forma. os objetivos da aprendizagem e os critérios de avaliação. punitivo. o professor engajado no processo de avaliação deve comprometer-se com a efetiva aprendizagem de todos os alunos e com a efetiva democratização do ensino. Vive-se em uma época de intensas mudanças. excludente e não tenha a centralidade da nota? . 1998). Ademais.

precisamos nos perguntar sobre a possibilidade de produzir instrumentos que contemplem o que efetivamente se faz e se considera importante nas salas de aula. a avaliação passa a ser compreendida como aprendizagem. alunos. não a partir apenas da listagem de conteúdos presentes em livros didáticos. Por esse motivo. É importante ter em mente que a prática avaliativa que valoriza as múltiplas linguagens pressupõe um processo dinâmico e relevante do ponto de vista reflexivo e dialógico entre os vários saberes. situar o aluno no processo de ensino e de aprendizagem a partir do diálogo. Nesse sentido. Ou seja. familiares e gestores . os instrumentos e procedimentos avaliativos devem compor um conjunto de informações sobre o processo de ensino e de aprendizagem que possibilitem ao professor: • • planejar o trabalho pedagógico para promover aprendizagem. propor outras metodologias de ensino. interpretar os indícios visando compreender e intervir respeitosamente e de maneira efetiva nas dificuldades apresentadas pelos alunos. estabelecer novas diretrizes. mas compreende a utilização de . p. 125-126). também. fazendo-o compreender sua trajetória de aprendizagem. faz-se necessário que a reflexão em torno das questões curriculares e as tentativas de mudança dos mecanismos e instrumentos clássicos de avaliação caminhem juntas. mediação. 2003.professores. construir formas de comunicação efetiva para que todos os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem . Em suma. em planejamento de aula e de curso ou em propostas oficiais (ESTEBAN. Isso significa que a avaliação formativa não se limita a um procedimento de avaliação que preze somente a escrita. diálogo e intervenção mútua entre o ensino e as aprendizagens? Como usar o processo avaliativo para reorientar a prática docente e para informar os alunos sobre seu percurso de aprendizagem? Até que ponto as áreas específicas do currículo interagem numa prática avaliativa diferenciada e coparticipativa? Como avaliar os alunos em suas diferentes potencialidades? Essas e outras perguntas revelam que os professores possuem a vontade de desenvolver um trabalho pedagógico de qualidade e. Isso faz com que os diversos instrumentos e procedimentos utilizados sejam organizados em torno de atividades que tenham sentido e relevância para o processo de aprendizagem dos alunos em detrimento de exercícios mecânicos e artificiais. gerando novas aprendizagens. • • • rever metas.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 227 Como fazer da avaliação um processo de acompanhamento. bem como sistematizar e ressaltar seus avanços. deixa evidente a precisão de se repensar a sua formação inicial e continuada de modo a atender aos novos imperativos do fazer docente.participem do processo avaliativo.

103) Com o intuito de promoverem sentidos e perspectivas diferenciadas de avaliação. ao mesmo tempo. ser pensadas as opções procedimentais definidas pelo professor para verificar os indicadores de aprendizagem. faz-se necessário desvelar os efeitos que a avaliação da aprendizagem. A dimensão desse propósito diz respeito aos desafios que os professores têm perante a centralidade que o ato de aprender continuamente adquiriu nos tempos de mundialização da cultura. quando não orientada segundo os critérios objetivados no interior do currículo. a diversidade de procedimentos enriquece os processos formativos de avaliação. cuidadosamente. mas continuamente articulada a um processo investigativo de . Isso significa dizer que toda e qualquer forma de avaliação remete a uma postura ético-reflexiva em face dos objetivos pretendidos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 228 instrumentos variados para coletar de forma mais ampla as evidências de aprendizagens dos alunos. bem como permite propósitos mais coerentes e responsáveis por parte do professor em relação ao trabalho docente. implica dizer que a escolha dos procedimentos não é estanque. protagonistas dos processos escolares de ensino e de aprendizagem. por sua vez. na amplitude e na variedade de informações produzidas via avaliação. professor e aluno. os fatos sobre o ensino e a aprendizagem não estão em sua forma final. parte-se do pressuposto de que os instrumentos e procedimentos não se esgotam em si mesmos. Entender a lógica utilizada pelos estudantes é um primeiro passo para saber como intervir a ajudá-los a se aproximar dos conceitos que devem ser apropriados por eles. nas informações obtidas pelos instrumentos. por consequência. corre sério risco de fazer da educação um instrumento de exclusão social. Por fim. (LEAL. A diversificação dos instrumentos avaliativos. seja pela oralidade ou por desenhos. Nessa perspectiva. a construção de um cenário para a interpretação da história de cada participante sob o olhar único de seu professor e do próprio aluno. 2006. Com isso. seja pela escrita em suas variedades. Não obstante. Pensando assim. É nesse momento de ressignificação dos critérios e objetivos da avaliação que devem. vão aos poucos reelaborando e. sendo necessário buscar. p. mas vão além de simples técnicas e conceitos inferidos ao longo dos processos educativos para verificar o avanço escolar dos alunos. ampliando o sentido da avaliação na vida de quem avalia e de quem é avaliado. e não de humanização do homem e. do mundo. viabiliza em maior número a variedade de informações sobre o trabalho docente e sobre os percursos de aprendizagem. assim como uma possibilidade de reflexão acerca de como os conhecimentos estão sendo concebidos pelas crianças e adolescentes.

podem ser feitas adaptações e flexibilizações. Segundo o art. tem-se nítida a posição ocupada pelo professor diante da avaliação. buscar. Trata-se. vinculando procedimentos que assegurem a aprendizagem efetiva (TURRA e VIESSER. Em verdade. “o momento não é apenas de reafirmação das opções teórico-metodológicas que orientaram nossas análises. 14). Nesse caso. promovem a reflexão-ação-reflexão na organização do trabalho pedagógico do qual participa a comunidade escolar. os procedimentos avaliativos. a avaliação da aprendizagem constitui-se em um conjunto de atitudes e sentidos pautados em valores éticos substantivados no conhecimento socialmente construído. tal posicionamento aponta para aquilo que o aluno espera da escola: Sabendo que o fundamental da escola é promover a sua aprendizagem. num processo inclusivo. no espaço da sala de aula. cabe ao professor. Por isso. Para assegurar a efetividade da aprendizagem faz-se necessário observar que. 41 da Resolução nº 1/2005 do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF). 2002. quando necessário: de objetivos e conteúdos de metodologia de temporalidade e de avaliação. procedimentos avaliativos capazes de banir dos assentos escolares processos excludentes de avaliação.Séries e Anos Iniciais. Em relação ao saber. mas sobretudo de um diálogo aberto com essas opções” (ARROYO. nos casos de alunos que apresentem altas habilidades ou superdotação. isto é. que é a aprendizagem. é preciso possibilitar a implementação das adaptações curriculares. p. sempre que necessário. a avaliação baseia-se na observação e no acompanhamento das atividades individuais e coletivas. correlacionam-se dialeticamente em torno de processos dinâmicos e procedimentos diversificados de avaliação. Para tanto. de como ele aborda e investiga o objeto de avaliação. aqui. é importante observar que. Registros avaliativos Educação Infantil e Ensino Fundamental – Séries e Anos Iniciais Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental . o ensinar e o aprender. . Consequentemente. Sendo assim. 64). p. do modo como são determinados os procedimentos que possibilitam as evidências da aprendizagem. Outro aspecto de igual importância refere-se às possibilidades metodológicas de verificação da aprendizagem. devese favorecer a suplementação do currículo. o aluno se sente mais seguro e passa a entender a educação como prática social transformadora e democrática e o professor a reconhecer a importância de trabalhar na direção da ampliação dos conhecimentos. Nesse sentido. no íntimo do seu fazer pedagógico. na perspectiva da avaliação formativa.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 229 aprendizagem que promova a democratização do conhecimento escolar. 1999.

podese contar com diversos suportes. bimestre ou semestre. contendo registros sobre as produções (trabalhos. A busca de objetivos não alcançados ou aprendizagens ainda não efetivadas deve ser objeto de planejamento da organização do trabalho pedagógico do professor e do coletivo da escola. à exceção daqueles que não alcançarem 75% de frequência (LDB. e não somente ao final de um período. considerando as dificuldades enfrentadas no processo e a busca de soluções. VI). O resultado do desempenho do aluno é constituído a partir desses registros e de outros documentos que poderão ser analisados na trajetória do aluno na instituição educacional. caso haja evidências fundamentadas. de maneira a atender aos alunos. projetos interventivos e reagrupamentos. art. individualmente ou em grupo. Na avaliação formativa é essencial observar e registrar. é fundamental que os alunos se envolvam com o processo. as intervenções propostas e as respostas dadas pelos alunos diante das novas intervenções. . portfólio ou dossiê. 24. argumentadas e devidamente registradas pelo Conselho de Classe. por meio de atividades diversificadas e outras estratégias oportunas em cada caso. Para os alunos do Bloco Inicial de Alfabetização do Ensino Fundamental (BIA). tais como: ficha individual. também. a qualidade das interações estabelecidas com os seus pares. refletindo todas as situações relevantes com relação ao desenvolvimento do aluno e de sua intervenção pedagógica. Assim. o que o aluno apresenta em processo de desenvolvimento. ocorrendo de forma paralela ao desenvolvimento curricular. Esse envolvimento possibilitará que os mesmos reconheçam suas conquistas. É importante destacar que para essa análise o professor deverá observar os pontos fortes do aluno (aprendizado e habilidades). Por essa razão. produções individuais ou grupais) do aluno e as observações do professor. e os avanços dos alunos em todo o processo de ensino e de aprendizagem. utilizam-se. dar-se-á somente no 3º ano do Ensino Fundamental de 9 Anos e na 2ª série do Ensino Fundamental de 8 anos. o professor deve fazer registros diários ou com a maior frequência possível. tornando-se parceiros dessa atividade. estratégia metodológica Bloco Inicial de Alfabetização BIA. A retenção para os alunos dos três primeiros anos do Ensino Fundamental de 9 anos e das duas primeiras séries do Ensino Fundamental de 8 anos. o registro constitui elemento essencial do processo avaliativo e cabe ao adulto que convive com a criança proceder às anotações e demais formas de registro sistematicamente. suas potencialidades e suas necessidades.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 230 A concepção da avaliação formativa permite a constatação dos avanços obtidos pelo aluno e o replanejamento docente. Para tanto. Nesse sentido.

em notas de 0 a 10. caracterizam a avaliação formativa. em sua Proposta Pedagógica. a adaptação na temporalidade no Ensino Fundamental de 9 anos só poderá ser feita a partir do 2º ano. aponta orientações para uma retomada de caminho. as informações obtidas por meio dos diversos instrumentos e procedimentos avaliativos utilizados pelo professor sintetizam-se. desde que se fortaleça entre professores e alunos o princípio da co-responsabilidade avaliativa embasada no diálogo e na seleção dos objetivos de formação. entrevistas. deverão ser observadas as adaptações curriculares elaboradas em conjunto com o Serviço de Atendimento Educacional Especializado. Sendo assim. . Pesquisas. bimestralmente. testes ou provas interdisciplinares e contextualizadas. relatórios. de planejamento. registra e identifica. psicomotora e social no processo avaliativo do aluno. dentre outros. dramatizações. são exemplos de instrumentos/procedimentos que. afetiva. questionários. ele contribui para reflexões significativas sobre as condições de aprendizagem e sobre todo o processo didáticopedagógico do trabalho escolar. Ressalta-se que a adaptação na temporalidade que incida na permanência do aluno com necessidades educacionais especiais no 2º ano. desenvolver a avaliação formativa. de objetivos e/ou de conteúdos. enfim. somente poderá ocorrer após estudo de caso realizado com a Diretoria de Educação Especial – DEE e mediante registro consubstanciado das condições individuais do aluno no relatório. o valor a estes atribuído não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) da nota final de cada bimestre.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 231 No caso dos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais – ANEE. inter-relacionados. O processo avaliativo deve fazer um caminho de mão dupla: ao mesmo tempo em que observa. envolvendo as suas dimensões cognitiva. não sendo aceita uma única forma como critério de aprovação ou reprovação. Compete à instituição educacional. Cabe ressaltar que a avaliação por notas utilizadas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal não invalida a concepção de avaliação formativa. No caso de serem adotados testes ou provas como instrumento de avaliação. Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e Ensino Médio A avaliação formativa busca evidências de aprendizagens por meio de instrumentos e procedimentos variados. Ao redigir o relatório dos ANEE.

mas sim pelos procedimentos. de acordo com as características dos jovens e adultos e com o seu contexto socioeconômico e cultural.686. valores e competências. 8º e 9º anos do Ensino Fundamental de 9 anos e para os 2° e 3° anos do Ensino Médio. quanto do professor. Educação de Jovens e Adultos A avaliação na Educação de Jovens e Adultos (EJA) deve ser orientada pelas habilidades.0 (cinco) em cada componente curricular e alcance a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas trabalhadas no ano/série. além de deixar evidente o que se pretende avaliar. para os 7º. bem como da Portaria n° 483. pelo diálogo e pela ação humana do professor. O aluno retido na série/ano em razão de frequência inferior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas não tem direito ao regime de dependência. isto é. . e desde que tenha concluído todo o processo de avaliação da aprendizagem. quando seu aproveitamento na série anterior for insatisfatório em até dois componentes curriculares. A auto-avaliação é inserida como forma de incentivar a autonomia intelectiva do aluno e como meio de cotejar diferentes pontos de vista tanto dele. estabelecidos no Currículo de Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal. conforme o caso. de 2 de agosto de 2005. Acompanhar a aprendizagem do jovem e do adulto e realizar atividades específicas de avaliação garantem que as situações de aprendizagem estejam mais próximas da vida real do aluno. por equivalência. É assegurado ao aluno o prosseguimento de estudos para as 6ª. ainda. A promoção dos alunos do Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e Ensino Médio dar-se-á. regularmente. de 19 de janeiro de 2001. a Resolução n° 01/2005 – CEDF.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 232 É de fundamental importância que professores e demais participantes da comunidade escolar compreendam que a caracterização da avaliação formativa não se dá pelos instrumentos utilizados para se evidenciar as aprendizagens por si só. observando. de 20 de novembro de 2001. ao final do ano ou do semestre letivo. sendo considerado aprovado o aluno que obtiver média final igual ou superior a 5. A Progressão Parcial com Dependência deve ser ofertada nos termos da Lei n° 2. do Conselho de Classe e dos alunos perante esses instrumentos. Os Projetos Interdisciplinares e o Ensino Religioso constantes da Parte Diversificada das Matrizes Curriculares do Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e do Ensino Médio não podem reprovar os alunos. 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental de 8 anos e. É de fundamental importância a participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem.

. elaborados à luz do currículo. numa metodologia que promove a interatividade e a aprendizagem colaborativa e participativa. bem como frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas trabalhadas no semestre. Para aprovação. percebendo os erros de caráter mais geral e divulgando as colaborações enriquecedoras de cada aluno ou grupo. percebem-se impressões sobre leituras. em aprendizagens significativas. no caso dos alunos evadidos. os outros 50% (cinquenta por cento) devem ser distribuídos entre diversos instrumentos e procedimentos avaliativos. nos 2º e 3º Segmentos. O resultado final na Educação de Jovens e Adultos é expresso por meio dos conceitos A (Apto). é atribuído o conceito EP (Em Processo). debates. questionamentos. 50% (cinquenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas realizadas pelo professor. como instrumentos de avaliação. No 1º Segmento o aluno é aprovado no conjunto dos componentes curriculares. o processo avaliativo no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) é contínuo. 2º e 3º Segmentos. No processo de avaliação. será registrado ABA (Abandono). No que se refere à EJA via Curso a Distância. para os alunos do 2º e do 3º Segmentos que não concluíram determinado componente curricular no decorrer do semestre. não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) da nota final. NA (Não Apto) e ABA (Abandono) ao final de cada semestre. Na EJA a Distância. na avaliação final. Nos cursos presenciais. fazendo com que os alunos participem cada vez mais ativamente do processo. o valor atribuído a testes ou provas. será exigida pontuação mínima de 50% (cinquenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas. o professor-tutor faz intervenções direcionando ações com o objetivo de orientar o processo de aprendizagem. O aluno será considerado apto quando obtiver. Nesse ambiente. nessa etapa. dúvidas e proposições. que se assume como elemento de integração entre a aprendizagem e o ensino. centrados nas competências e nas habilidades trabalhadas. realizadas pelo professor-tutor. no mínimo. Ao final do semestre letivo. colocações de cunho teórico. o processo de avaliação estrutura-se em duas etapas:  Participação no AVA: a avaliação far-se-á por meio do acompanhamento do desempenho do aluno em fóruns e chats. por componente curricular. no 1º Segmento do conjunto de todos os componentes curriculares e nos 2º e 3º Segmentos.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 233 No processo avaliativo o professor. deve evidenciar e enfatizar para os alunos os conhecimentos por estes construídos e basear-se.

Pensar a avaliação. O princípio da inclusão orienta que o processo avaliativo deve ser participativo e contínuo: professor e alunos são co-responsáveis. falam umas com as outras ou respondem a questões. (FERREIRA & MARTINS. que propicie aos alunos a construção de conhecimentos significativos. que sejam úteis no seu cotidiano e que favoreçam a sua integração e a sua participação na vida em sociedade. elaboram registros de acordo com seus estilos de aprendizagem.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 234  Realização de prova presencial: só participarão desta etapa os alunos aprovados na etapa anterior (AVA). consequentemente. trocam idéias com os colegas. 75) . com objetivo apenas aferir resultados e medir conhecimentos. na perspectiva de inclusão educacional. Dessa forma. para que o professor possa replanejar suas atividades pedagógicas na busca do aprendizado pelo aluno. Para aprovação nesta etapa será exigida pontuação mínima de 50% (cinquenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas. à medida que as crianças: participam das atividades propostas em seus grupos. visando eliminar barreiras ao sucesso escolar. Avaliar o quê? Como avaliar se os alunos apresentam características e funcionalidades específicas? Nesse sentido. é mudar o olhar para a relação existente entre ensinar – aprender e. utilizando metodologias diferenciadas. precisa reconstruir uma práxis pedagógica. NA (Não Apto) e ABA (Abandono). a avaliação de EJA a Distância dá-se num processo que proporciona ao aluno o desenvolvimento e a conquista da sua autonomia em suas próprias participações e aprendizagens. Na sala de aula a avaliação ganha uma dimensão colaborativa. nesse contexto. não pode ser compreendida como um ato estanque e isolado do processo de ensino e de aprendizagem. como as habilidades de cada um e o que realmente sabem fazer. colaboram para a construção do seu saber e do de seus colegas. Educação Especial Avaliação tem sido um ponto de interrogação quando se trata de alunos com necessidades educacionais especiais. para a prática educativa que se materializa na sala de aula. Na EJA a distância o resultado final das avaliações é expresso por meio dos conceitos A (Apto). realizadas pelo professor-tutor. O docente obtém esses dados mediante um processo avaliativo sistemático durante a aula. O objetivo inicial e final da avaliação é acompanhar a performance de cada estudante individualmente. O professor. Avaliar é identificar as competências e as habilidades desenvolvidas pelo aluno. Tal abordagem permite obter informações sobre os alunos que antes não eram consideradas relevantes. resolvem problemas. 2007 p.

recursos e equipamentos para a avaliação do seu desempenho escolar. equipe pedagógica e professores especializados da sala de recursos para definição de adequações curriculares que respondam às necessidades dos alunos em todos os elementos do currículo. possibilitando-lhes a expressão do saber nas suas múltiplas formas. Portanto. sua funcionalidade. O enfoque da proposta de inclusão educacional possibilita a compreensão do aluno na sua totalidade. O processo de avaliação dos alunos com necessidades educacionais especiais deve. Assim sendo quando se utiliza currículo adaptado. O aluno deve ser co-responsável no processo de avaliação para que possa reconhecer suas potencialidades e suas limitações e para que possa agir. a avaliação torna-se instrumento de inclusão. nessa perspectiva. afetivo e social. deve ser realizada de forma processual. como sujeito ativo na sua trajetória de construção de conhecimento. ocorrem no cotidiano escolar. possibilidades e respostas pedagógicas alcançadas. com base no currículo adotado. interesses. assim.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 235 Dessa forma. A identificação e a avaliação das necessidades educacionais dos alunos. em relação à necessidade de apoio. a avaliação exige ação conjunta e articulada entre professores de classes comuns. nos diferentes contextos de oferta de Educação Especial. utilizando os conhecimentos socialmente construídos diante de situações desafiadoras. . A avaliação do aluno com necessidade educacional especial. a avaliação dos alunos com necessidades especiais será a mesma adotada para os demais alunos da turma. considerar. características individuais. o professor ao avaliar deve observar o desempenho escolar do aluno e respectivo crescimento em relação aos aspectos cognitivo. respeitadas as especificidades de cada caso. observadas as adequações curriculares necessárias. além das características individuais. o tipo de atendimento educacional especializado. onde o espaço e o tempo devem ser organizados com vistas a otimizar o potencial dos alunos. observando o desenvolvimento biopsicossocial do aluno. considerando os diferentes contextos em que está inserido. É neste contexto que o desenvolvimento de competências e de habilidades para a aquisição dos conhecimentos socialmente construídos serão estimuladas. Dessa forma. pois permite identificar e responder às necessidades educacionais dos alunos e de todos os sujeitos envolvidos no processo educacional na busca de soluções alternativas que removam as barreiras de aprendizagem.

o Conselho de Classe é um colegiado composto por professores de um mesmo grupo de alunos. quando for o caso. sugere-se como instrumento para a avaliação dos alunos o portfólio. no caso do Ensino Fundamental . No caso do currículo funcional.Séries e Anos Iniciais. Desse modo os professores devem: • • • • evitar a supervalorizar dos erros de Língua Portuguesa (ausência de artigo. deve-se considerar. a utilização da Língua Brasileira de Sinais . como um dos momentos em que a reflexão coletiva do processo de ensino e de aprendizagem se faz presente e assume o objetivo primordial de acompanhar e avaliar o processo de educação e o fazer pedagógico. no processo da gestão compartilhada da instituição educacional. nesse contexto. observar a sequência lógica de pensamento e a coerência no raciocínio. ou. ainda. verbo no infinitivo. o orientador educacional. por meio de seu eixo central. p. O Conselho de Classe guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola e tem por objeto de estudo o processo de ensino. o espaço aglutinador dos processos escolares de construção coletiva de aprendizagens. o Conselho de Classe. pode-se afirmar que o Conselho de Classe é. como primeira língua. bem como pais e responsáveis. todos os alunos e os professores de uma mesma turma. deve ser considerado na organização da proposta pedagógica de cada unidade escolar. por excelência. Conselho de Classe Avaliar é uma constante no cotidiano da instituição educacional. 1996. Podem participar.LIBRAS. nos Centros de Ensino Especial. o coordenador pedagógico e o representante dos alunos. por professores de uma mesma série ou ano. no momento da avaliação de produção escrita. valorizando os termos da oração: essenciais. adotar critérios compatíveis com as características inerentes aos alunos. cuidar para que a forma da linguagem (nível morfossintático) seja avaliada com flexibilidade.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 236 No caso de alunos surdos. (DALBEN. Posto isto.16) Nesse sentido. quando o Conselho for participativo. por ser um recurso que favorece a autoavaliação e o registro sistematizado do desempenho alcançado pelo aluno ao longo do processo educacional. De acordo com o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. O Conselho de Classe aparece. . que é a avaliação escolar. o diretor (ou seu representante). que é o eixo central em torno da qual se desenvolve o processo de trabalho escolar. complementares e acessórios. ausência de verbo de ligação).

p. como espaço de reflexão. ou. reavaliam-se. pautados nas experiências cotidianas vividas. Marco e Maurício (2007. promove-se o avanço dos atos de ensinar e aprender.CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 237 A participação direta dos profissionais envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem com seus diferentes olhares. aqui compreendidos como processos inerentes e indissociáveis da produção do saber humano. “preservando-se. além de favorecer a integração e sequência das competências. habilidades e conteúdos curriculares de cada série/ano e orientar o processo de gestão do ensino. se dará por ata. extraordinariamente. permite uma organização interdisciplinar que favorece uma reflexão sobre as metas planejadas. Além disso. o referido Conselho possibilita a inter-relação entre profissionais e alunos. Assim. fortalecem-se os processos escolares e. dinamizam-se. no campo Informações Complementares. O Conselho de Classe deve se reunir. nas informações obtidas por instrumentos e procedimentos avaliativos. favorecendo mudanças para estratégias mais adequadascom vistas à melhoria na educação. em livro próprio. de acordo com o Regimento Escolar. ordinariamente. uma vez por bimestre e ao final do semestre ou do ano letivo. quando convocado pelo diretor da instituição educacional. por meio da ação coletiva. No entanto. deve-se registrar o resultado dessa reunião de Conselho de Classe. também. sobretudo. nesse documento (diário de classe). Via dupla de ações e atitudes intencionadas. e não uma mera reunião que determina deixando para o orientador uma lista de alunos e pais a serem chamados”. em discordância com o parecer do professor regente de determinado componente curricular. que possibilita a tomada de decisão para um novo fazer pedagógico. . quando houver aprovação de aluno. o registro anteriormente efetuado pelo professor”. sobre o que foi ensinado e sobre o que foi avaliado. discutir e refletir sobre os propósitos apontados pela proposta pedagógica da instituição educacional. entre turnos e entre séries e turmas. 86) destacam a importância do Conselho de Classe como “um espaço democrático e de construção de alternativas. no Conselho de Classe final. o Conselho de Classe deve permanentemente analisar. focando o trabalho na avaliação escolar. O registro da reunião. no Diário de Classe do professor regente.

CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO MÉDIO 238 Conclusão A elaboração das Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem para a Educação Básica do Distrito Federal levou em consideração a trajetória das concepções de avaliação existentes no sistema de ensino e suas recentes transformações e exigências de mudanças. Concluímos que a avaliação deve favorecer a socialização. segundo suas competências particulares. Tem como foco o papel que a comunidade escolar exerce na construção de valores e princípios e na elaboração de uma proposta pedagógica que leve em consideração o desenvolvimento de habilidades de pensar criticamente. . mas também salientar as diferenças individuais que preparam os alunos. para atividades específicas e gerais da vida. integrando o grupo.

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SÉRIE FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO SÉRIE TESES ANAIS DE ENCONTROS DA ABEM E CONGRESSOS NA ÁREA DE EDUCAÇÃO MUSICAL E ÁREAS AFINS (ANPPOM, ISME, ISME LATINO-AMERICANOS)

Revistas com artigos de música e educação musical: ICTUS (UFBA) MÚSICA HODIE (UFG) PER MUSI (UFMG) – acesso on line: www.musica.ufmg.br/permusi/ MÚSICA HOJE (UFMG) DEBATES (UNIRIO) COLÓQUIO (UNIRIO) EM PAUTA (UFRGS) e Série Estudos (UFRGS) - contato via PPGMUS: ppgmus@vortex.ufrgs.br ROTUNDA (UNICAMP) SONORA (UNICAMP) OPUS (ANPPOM) – acesso on line www.anppom.com.br

BIBLIOTECAS e PERIÓDICOS ON LINE / SITES SOBRE EDUCAÇÃO MUSICAL UFRGS – <http://www.ufrgs.br/> UNB – <http://www.unb.br/> PERIÓDICOS DA CAPES: acesso UnB / Biblioteca<http:// www.periodicos.capes.gov.br/> SCIELO: <http://www.scielo.br/> MERB: Music Education Research Base:<http:// www.merb.org/> MAYDAY GROUP:< http:// www.maydaygroup.org/> SITE DAVID ELLIOTT: Praxial Music Education: <http://www.davidelliottmusic.com/praxialmusic> INTERNATIONAL SOCIETY FOR MUSIC EDUCATION – ISME<http:// www.isme.org/> GRUPO DE PESQUISA PRÁTICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA MÚSICA EM MÚLTIPLOS CONTEXTOS: <http://www.pesquisamusicaufpb.com.br/idex.html/>

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