@ António Fernandes

2. Normalização e Harmonização Contabilística

1

@ António Fernandes

2.1. OS PCGA 2.1.1. DEFINIÇÃO DE PRINCÍPIO
“É o conjunto de elementos, rudimentos, regras fundamentais e gerais de quaisquer ciência ou arte.” (In Grande Dicionário da Língua Portuguesa)
SINÓNIMOS:

Postulado, Pressuposto, Regra, Convenção, Conceito, Norma, Política

2.1.2. DEFINIÇÃO DE PCGA
“É o conjunto de normas e convenções que guiam ou orientam os contabilistas na preparação das demonstrações financeiras. Podem também incluir certas práticas que sejam mundialmente seguidas ou comummente advogadas na literatura portuguesa.” (In “Dictionary of Accounting”)
OS PCGA TÊM COMO SUPORTE A LEI, A LITERATURA TÉCNICA E OU A DOUTRINA DAS ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 2

@ António Fernandes

2.1. OS PCGA 2.1.3. OS PCGA , O ANEXO AO DL 158/2009 E A ESTRUTURA CONCEPTUAL DO SNC
Os profissionais da contabilidade e os membros da comunidade económica têm vindo a reconhecer a necessidade da existência de princípios, normas e procedimentos, que sejam de aplicação generalizada, apesar dos debates e críticas que suscitarem. A expressão "geralmente aceites" significa que um organismo contabilístico normalizador, com autoridade e de larga representatividade, estabeleceu um princípio contabilístico numa dada área ou aceitou como apropriado determinado procedimento ou prática, atendendo à sua aplicação universalmente generalizada e ao seu enquadramento na estrutura conceptual.

3

@ António Fernandes

2.1. OS PCGA 2.1.3. OS PCGA , O ANEXO AO DL 158/2009 E A ESTRUTURA CONCEPTUAL DO SNC (cont.)
Os princípios contabilísticos têm vindo a ser reconhecidos em Portugal pela CNC e encontram-se vertidos nos vários elementos constituintes do SNC, e, no caso de questões ainda não abrangidas, nas normas estabelecidas a nível internacional, como sejam as emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). Por conseguinte, a adopção dos princípios contabilísticos não carece, necessariamente, que estes estejam definidos de forma expressa em diploma legal.

4

2. Consistência de Apresentação .º158/2009 apresentação das DF’s (BADF) 1.1.Bases para 2. OS PCGA 2.4. Materialidade e Agregação 3. 4. Continuidade Regime do Acréscimo (periodização económica) Referenciados no Anexo ao DL n. QUAIS SÃO OS PCGA Referenciados na Estrutura Conceptual – pressupostos subjacentes à elaboração das DF’s 1. Compensação Informação Comparativa 5 .@ António Fernandes 2.1.

@ António Fernandes 2.1 – Plenitude # 24 a # 42 da ECC/SNC 6 4.) Referenciados na forma de características qualitativas das DF’s 1 . QUAIS SÃO OS PCGA (cont.1.1 – Representação fidedigna 4.1.Materialidade 4 .Compreensibilidade 2 .Comparabilidade 4.Relevância 3 .1 – Prudência .4.Fiabilidade 5 . OS PCGA 2.1 – Neutralidade 4.1 – Substância s/ a forma 4.

A IMPORTÂNCIA DOS PCGA PARA O AUDITOR/REVISOR O trabalho de auditoria visa certificar a adequação das DF aos PCGA A auditoria verifica: A adesão aos princípios A uniformidade na sua aplicação O AUDITOR / REVISOR TEM DE DOMINAR OS PCGA! [As Normas Técnicas de Revisão/Auditoria da OROC também o exigem] O cumprimento dos PCGA conduz-nos à IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA 7 . OS PCGA 5.@ António Fernandes 2.1.

1.@ António Fernandes 2.1. 292) 8 .2. p. fiel (Morais. honesto. sério. leal. p. real. verídico. razoável.2.1 DESIGNAÇÕES FRANÇA: “IMAGE FIDÈLE” ESPANHA: “IMAGEM FIEL” PORTUGAL: “IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA” 2. Porto Editora. A IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA (IVA) 2. autêntico. ”FAIR” = Justo.2. genuíno.2 ETIMOLOGIA ”TRUE” 1337) = Verdadeiro.1. 1988. claro (Ibid. O CONCEITO “TRUE AND FAIR VIEW” 2.2. puro.

@ António Fernandes 2. A IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA (IVA) 1. situação que ninguém pode garantir. nem mesmo aqueles que as preparam nem aqueles que as auditam. 9 .2. Não quer dizer que as DF estão absolutamente correctas e isentas do mais pequeno erro. correctas e isentas de não verdades) e APROPRIADA “FAIR” (no sentido de serem razoáveis. ainda que actuem de boa fé e com rigor profissional. justas e honestas).3 IDEIA GERAL As DF devem dar uma IMAGEM VERDADEIRA “TRUE” (no sentido de serem fiéis.

2.@ António Fernandes 2.4 O QUE SIGNIFICA AS DF DE UM ENTIDADE APRESENTAREM DE FORMA “TRUE AND FAIR” A SUA SITUAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA ? Significa que foram preparadas de acordo com um REFERENCIAL que se encontra regularmente estabelecido e é reconhecido como válidospor todos os intervenientes no processo contabilístico. REFERENCIAL = PRINCÍPIOS + POLÍTICAS + PROCEDIMENTOS CONTABILÍSTICOS 10 . situação que se deveria estender aos próprios utilizadores da informação financeira. A IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA (IVA) 1.

sistematizadas e que são de utilização generalizada EM PORTUGAL: NCRF.NORMAS EMITIDAS PELO INSTITUTO DE SEGUROS DE PORTUGAL (actividade seguradora) .@ António Fernandes 2. RECOMENDAÇÕES E INTERPRETAÇÕES TÉCNICAS DA OROC .2.NORMAS EMITIDAS PELA CMVM .2.NORMAS EMITIDAS PELO BANCO DE PORTUGAL (Instituições Financeiras) .NORMAS TÉCNICAS.CIRCULARES EMITIDAS PELA ADMINISTRAÇÃO FISCAL (situação pouco ou nada desejável…) 11 . NCRF-PE e NI . A IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA (IVA) 2.1 POLÍTICAS E PROCEDIMENTOS CONTABILÍSTICOS ÂMBITO: Normas que têm sido codificadas.

nomeadamente e de os dos financiadores. Fiscal. ao mesmo tempo que acautela a realização de outras finalidades e interesses a relevar.3.2. clientes também preços. Plano. trabalhadores. Estado(Administração estatística. etc. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL “A normalização contabilística favorece objectivos intrínsecos das empresas.” coordenação Rogério Fernandes Ferreira 12 .

bem como entre os diferentes exercícios na mesma entidade. compreensível e isenta.3.2.3. diminuindo a complexidade.1 Objectivo: Apresentação uniforme das DF’s de forma clara. permitindo a comparabilidade entre as diferentes entidades. subjectividade e arbitrariedade na sua elaboração. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL 2. 13 .

A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL 2. 2-Estabelecimento de uma classificação articulada das contas a utilizar. 3-Codificação numérica dessas contas.3. 4-Preparação de sistemas uniformes para o cálculo dos custos e proveitos.3. Aspectos a atender: 1-Fixação de uma terminologia uniforme.2. 5-Elaboração de modelos para as DF’s 14 .2.

º 367/99.cnc.min-financas. de 7/2: diploma que aprovou o primeiro POC e que vigorou até 1989 O DL n.pt/0_new_site/sitecnc_00.º 47/77.htm ÓRGÃOS DA CNC PRESIDENTE CONSELHO GERAL COMISSÃO EXECUTIVA 15 .3.@ António Fernandes 2.3. A Comissão de Normalização Contabilística (CNC): Criada pelo DL n.3. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL 2. de 18/9: Estabelece as regras relativas à organização e funcionamento da CNC http://www.

A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL COMPOSIÇÃO DO CONSELHO GERAL (42) PRESIDENTE DA CNC REPRESENTANTES DOS INTERESSES GERAIS DO ESTADO (10). REPRESENTANTES DE ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS DE TÉCNICOS (12) REPRESENTANTES DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO E CIENTÍFICAS (9) REPRESENTANTES DO SECTOR PÚBLICO EMPRESARIAL (4) REPRESENTANTES DO SECTOR PRIVADO DA ECONOMIA (6) 16 .3.@ António Fernandes 2.

A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO EXECUTIVA (13) UM DOS REPRESENTANTES DA IGF UM DOS REPRESENTANTES DA DGI O REPRESENTANTE DA CMVM UM DOS REPRESENTANTES DA OROC UM DOS REPRESENTANTES DA OTOC UM DOS REPRESENTANTES DAS DUAS ASSOCIAÇÕES DE ECONOMISTAS (rotação e mandatos) UM DOS REPRESENTANTES DA APPC 17 .@ António Fernandes 2.3.

@ António Fernandes 2.3. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO EXECUTIVA (13) (cont.) UM DOS REPRESENTANTE DA APOTEC E DA IATOC (rotação de mandatos) UM DOS REPRESENTANTE DA ACF E DA AFP (rotação de mandatos) DOIS DOS REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E CIENTÍFICAS (escrutínio secreto) UM DOS REPRESENTANTES DO SECTOR PÚBLICO EMPRESARIAL (escrutínio secreto) UM DOS REPRESENTANTES DO DO SECTOR PRIVADO DA ECONOMIA (escrutínio secreto) 18 .

como: IFAC (International Federation of Accountants) FEE (Fédération Des Experts Comptables Européens) IASB (International Accounting Standards Board) ESTA SITUAÇÃO TEM FAVORECIDO A ADAPTAÇÃO ENTRE OS SISTEMAS DE CONTABILIDADE PORTUGUESES E OUTROS SISTEMAS EUROPEUS. QUE CULMINA AGORA NA ADOPÇÃO DO SNC 19 . A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL NOTA! Alguns destes representantes fazem parte de organismos internacionais.3.@ António Fernandes 2.

(revogadas pelo DL n.SNC) Elaborou 12 Normas Interpretativas (revogadas pelas Directrizes Contabilísticas) Elaborou 29 Directrizes Contabilísticas.º158/2009 .3.@ António Fernandes 2. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL A CNC tem assumido um papel de relevo no desenvolvimento da contabilidade em Portugal: Orientou as 2 versões do POC (POC/77 e o POC/89 (revogado pelo DL n.SNC) Elaborou o SNC 20 .º158/2009 .

2.3. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL CNC – referenciais de Normalização em PT: Até 2004 (um referencial DC 18) Nível de Normalização estabelecido no Regulamento (CE) 1606/2002 Empresas c/ valores mobiliários admitidos à negociação Contas Consolidadas – Obrigatório IAS(NIC) Contas Individuais – Facultativo IAS(NIC) Restantes Entidades (Sujeitas a CLC) Contas consolidadas/individuais – Facultativo IAS(NIC) 1º Nível – Plano Oficial de Contabilidade (POC) 2º Nível – Directrizes Contabilísticas (DC’s) 3º Nível – Interpretações Técnicas (IT’s) A partir de 2005 (dois referenciais) 21 .

A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL CNC – referenciais de Normalização em PT: A partir de 2005 (DC 18 revista) Nível de Normalização estabelecido no Regulamento (CE) 1606/2002 Empresas c/ valores mobiliários admitidos à negociação Contas Consolidadas – Obrigatório IAS(NIC) Contas Individuais – Facultativo IAS(NIC) Restantes Entidades (Sujeitas a CLC) Contas consolidadas/individuais – Facultativo IAS(NIC) 1º Nível – POC.3.2. DC’s e IT´s 2º Nível – IAS/IFRS adoptadas pela EU 3º Nível – IAS/IFRS do IASB A partir de 2005 (dois referenciais) 22 .

3. A NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA NACIONAL CNC – referenciais de Normalização em PT: A partir de 2010 Nível de Normalização estabelecido no Regulamento (CE) 1606/2002 Empresas c/ valores mobiliários admitidos à negociação Contas Consolidadas – Obrigatório IAS(NIC) Contas Individuais – Facultativo IAS(NIC) Restantes Entidades (Sujeitas a CLC) Contas consolidadas/individuais – Facultativo IAS(NIC) Sistema de Normalização Contabilística (SNC) A partir de 2010 (dois referenciais próximos) 23 .2.

Necessidade de uniformização como promotora da comparabilidade. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL Crescente incremento das relações internacionais a nível económico e comercial. Tentativa de harmonização das normas e políticas contabilísticas dos diferentes países.2. 24 .4. + Estabelecimento de empresas originárias de um país noutros países.

25 .4. ou seja.2. Normalização Contabilística A harmonização é um processo gradual de compatibilização de práticas contabilísticas e de definição do seu grau de variação. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL Harmonização Contabilística v.s. Nota! A uniformização ou standardização implica a imposição de um conjunto de regras mais rígido. menos flexível do que encontramos no processo de harmonização. A normalização é um processo que pressupõem a total uniformização das regras.

por parte da International Organization of Securities Commission (IOSCO) – organização que a nível mundial agrupa as várias bolsas de valores.4.@ António Fernandes 2.4. porque: Seria necessário que técnicos e políticos dos vários países se pusessem de acordo. apenas a partir de 1995 é que surgiu uma iniciativa digna de realce. 26 . Porém.1 A NÍVEL MUNDIAL: Este objectivo não tem sido conseguido nem é fácil de atingir. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. e Não existissem enquadramentos jurídicos tão diferenciados entre eles Há muitos anos se fala de harmonização contabilística mundial.

não manifestava qualquer intenção de vir a adoptar essas normas. Este acordo foi. Os EUA. contudo. contestado. bastante profundas e aceites pelas autoridades que fazem a supervisão da Bolsa de Nova Iorque. de forma a que o conjunto constituísse um corpo coerente de normas contabilísticas que pudessem ser aceites nas bolsas de valores. pela UE. alegando o facto de ser possuidor de um conjunto de normas tecnicamente muito evoluídas. 27 . por exemplo. que já tinha emanado as Directivas de cumprimento obrigatório pelos Estados e não estava disposta a ceder em prol das normas de uma entidade “estranha” e em que não interviera no seu processo de elaboração.@ António Fernandes 2.4. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL Nesse ano a IOSCO firmou um acordo com o IASB (então IASC). em que este se obrigou a refazer um certo número de normas e a tratar de temas novos sugeridos pela IOSCO. onde funcionava a maior bolsa do mundo – NOVA IORQUE –.

a quase totalidade das normas mereceu o seu “ENDORSEMENT”.@ António Fernandes 2. o seu reconhecimento para a entrada em vigor. o qual foi dado como concluído em meados de 1999. 28 . HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL Aceitar as normas do IASB seria um recuo na qualidade da informação financeira das empresas cotadas. na sua opinião. Face ao exposto.4. apenas com algumas reservas quanto a alguns temas que. a IOSCO encarregou uma COMISSÃO para dar um parecer técnico sobre as normas. ou seja. o IASB reviu a maior parte das normas existentes e produziu um grande número de normas novas. o que seria impensável. aprovando as normas na generalidade. deveriam ser mais aprofundados. o qual ocorreu em meados no ano 2000. Para apreciação do trabalho do IASB. segundo o plano acordado com a IOSCO. De 1995 até à actualidade.

sem qualquer capacidade de resposta imediata às necessidades dos mercados.2 A NÍVEL COMUNITÁRIO: Portugal terá que alinhar por tudo aquilo que as instâncias comunitárias decidirem Os países que integram a UE dispõem. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. de um conjunto de normas e regras constantes de duas Directivas Comunitárias – a 4. b) As Directivas não foram objecto de actualização e modernização durante um largo período. há mais de 20 anos.ª (sobre contas anuais) e a 7.ª (sobre contas consolidadas) Porém essas Directivas continham alguns obstáculos à comparabilidade das contas das empresas dos diferentes países membros: a) Por conterem muitas opções.@ António Fernandes 2. c) Os trâmites para alterar qualquer disposição de uma Directiva eram extremamente complicados e morosos. umas ao critério dos Estados Membros. outras ao critério das empresas. 29 .4.4.

HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL As contas das empresas europeias que queriam participar num mercado global tinham que ser reformuladas para serem aceites em outros mercados. 30 . quer segundo os US GAAP’s exigidos para as empresas que se pretendiam cotar na Bolsa de Nova Iorque. em virtude das suas insuficiências e tratamentos distintos face a novos negócios e novos produtos financeiros. Os governos de muitos países da UE autorizaram a elaboração das contas dessas empresas quer segundo as normas do IASB.@ António Fernandes 2. Muitos deles alteraram os seus Códigos.4. nomeadamente a Alemanha.

tomou a decisão de os países membros poderem permitir que as empresas com títulos cotados pudessem apresentar CONTAS CONSOLIDADAS preparadas de acordo com as normas internacionais do IASB. pois no que respeita a estas contas. para o que deu um período de transição até ao ANO DE 2005. as alterações esbarram com a legislação comercial e fiscal de muitos países da UE. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL Assim sendo. 31 . Para as CONTAS INDIVIDUAIS deu a possibilidade de poderem aplicar as Directivas Comunitárias. a Comissão.4.@ António Fernandes 2.

ª são as mais importantes para as contas) IASB .3 ENTIDADES ENVOLVIDAS NO PROCESSO UE – União Europeia (Ex-CEE): Directivas Comunitárias (As CEE) 4.4.@ António Fernandes 2.4.International Accounting Standards Board (ExIASC) 32 . HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2.ª e 7.

2. com o objectivo de formular e publicar. TRABALHO DESENVOLVIDO PELO IASB Fundado em 29 de Junho de 1973 e denominado então por IASC (“International Accounting Standards Committee”). normas de contabilidade a serem observadas na apresentação das DF’s e a promover a sua aceitação e observância a nível mundial.4.4.4. no interesse público. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. É composto por 14 membros (12 dos quais a tempo completo) que têm a única responsabilidade de criar normas de contabilidade 33 .

4. as agora denominadas IFRIC. que ao longo do tempo irão dar lugar às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS).4. comité este que procedeu à emissão de 11 Interpretações actualmente em vigor. as denominadas SIC. 8 das quais já se encontram também em vigor. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. É igualmente responsável pelo Standing Interpretation Committee.4. (Este comité deu lugar ao recém criado International Financial Reporting Interpretation Committee.) 34 .2. TRABALHO DESENVOLVIDO PELO IASB É responsável pela emissão das 29 Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) em vigor. que até 01 de Janeiro de 2007 tinha já emitido 11 interpretações.

TRABALHO DESENVOLVIDO PELO IASB É ainda responsável pela publicação de vários estudos de índole técnica dos quais destacamos o “Framework for the preparation and presentation of financial statements” que constitui a Estrutura Conceptual da Contabilidade Financeira. 35 .4.4.4. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2.2.

4. São elas: .4.Directiva 83/349/CEE.5. conhecida pela “4ª Directiva” .2.Directiva 78/660/CEE. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) Publicação de diversas directivas relacionadas com a actividade empresarial De entre as directivas relacionadas com o Direito das Sociedades existem duas que tratam exclusivamente matérias contabilísticas. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. conhecida pela “7ª Directiva” 36 .

auditoria e publicidade das contas anuais (individuais) das sociedades (excluindo Bancos e Seguradoras) 37 .5. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) A “4ª Directiva” – Directiva das contas Individuais Transposta para a ordem jurídica portuguesa pelo Dec.Lei n. apresentação. de 21 de Novembro (Aprova o POC) Tem como objectivo atingir algum grau de harmonização na preparação.4. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2.2.º410/89.4.

Refere expressamente que as contas de uma empresa devem dar uma imagem verdadeira e apropriada (“true and fair view” na versão inglesa e “image fidèle” na versão francesa) dos seus activos. posição financeira e resultados.4. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) A “4ª Directiva” – Directiva das contas Individuais Apenas apresenta normas mínimas.4. passivos. podendo os Estados Membros exigir mais informações.2. ainda que para tal outras disposições da Directiva tenham de ser abandonadas! 38 .5.

2. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) A “7ª Directiva” – Directiva das contas Consolidadas Transposta para a ordem jurídica portuguesa pelo Dec. Aborda os seguintes aspectos: 1-Condições para a preparação de contas consolidadas 2-A preparação das contas consolidadas 3-O Relatório anual consolidado 4-A auditoria às contas consolidadas 5-A publicação das contas consolidadas 39 . HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2.4.Lei n.4.5. de 2 de Julho Trata da problemática das contas consolidadas.º238/91.

aprovada em 27/09/2001 – Introduz o justo valor como regra de valorimetria a aplicar aos IF’s.. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2.Lei n. por via de outras directivas ou regulamentos.º35/2005) 40 . aprovada em 18/06/2003 – Objectivo de ultrapassar as divergências entre as directivas sobre matérias contabilísticas e as NIC’s. (Transposta para o normativo nacional pelo Dec.2. a saber: Directiva 2001/65/CE.5.4.“Directiva da Modernização” (Transposta para o normativo nacional pelo Dec.º88/2004) Directiva 2003/51/CE.Lei n.4. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) A 4ª e a 7ª Directivas têm sido ultimamente objecto de alterações técnicas.

inclusive. 41 . ao contrário do que acontece com as directivas. todas as sociedades cotadas elaborem as suas contas consolidadas de acordo com as NIC’s. não necessitando de ser transpostos através de acto legislativo especifico.4.2. a saber: Regulamento (CE) 1606/2002.5. por via de outras directivas ou regulamentos. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) A 4ª e a 7ª Directivas têm sido ultimamente objecto de alterações técnicas. Regulamento (CE) 1725/2003. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. aprovado em 19/07/2002 – Exige que a partir de 2005.4. aprovado em 21/09/2003 – Adopta na União Europeia as IAS/IFRS. Nota! Os Regulamentos entram automaticamente em vigor.

em 15 de Janeiro de 2003 o denominado “Projecto de Linhas de Orientação para um Novo Modelo de Normalização Contabilística”. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2.º158/2009 em 13 de Julho de 2009 Entrada em vigor em 01/01/2010. Sistema de Normalização Contabilística (SNC) Apresentado para Audição Pública em 16 de Abril de 2008 Apresentação Pública em 23 de Abril de 2009 Publicado pelo DL n. 42 .2.5.4. TRABALHO DESENVOLVIDO PELA UNIÃO EUROPEIA (UE) Foi com base no Regulamento (CE) 1606/2002 (mais tarde complementado pelo Regulamento (CE) 1725/2003) que a Comissão de Normalização Contabilística (CNC) aprovou.4.

4. HARMONIZAÇÃO CONTABILÍSTICA INTERNACIONAL 2. OUTRAS ENTIDADES ENVOLVIDAS IFAC (International Federation of Accountants) FEE (Fédération des Experts Comptables Européens) AAF (Accounting Advisory Forum) OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) CNUET (Centro das Nações Unidas para as Empresas Transnacionais) 43 .@ António Fernandes 2.6.4.

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