TECNOLOGIA

Mobile payment chega ao Brasil
No Brasil, o mobile banking já é uma realidade há vários anos. O país está na vanguarda dessa tendência global: os grandes bancos de varejo disponibilizam sua solução móvel para smartphones, por exemplo, e os correntistas podem realizar as principais transações, desde uma simples consulta de saldo até o pagamento de contas e transferências de fundos, por meio desses equipamentos. O que começa a chamar a atenção, agora, é o mobile payment. “A realidade bancária brasileira é muito diferente da internacional: nosso sistema bancário é muito mais desenvolvido e avançado do que o resto do mundo, inclusive dos países desenvolvidos, principalmente no segmento de transações eletrônicas” diz Manuel Fernandes, , sócio da KPMG no Brasil na área de Audit e líder para o segmento de Information, Communication & Entertainment. Mesmo assim, este setor da TI continua evoluindo em ritmo acelerado. Hoje, até aplicativos de home broker, para compra e venda de ações, vêm sendo incluídos nas soluções de mobile banking, o que demonstra um grande desejo dos bancos brasileiros de investir em novos canais de relacionamento. O panorama das conexões móveis no Brasil apresenta duas fortes tendências. Uma, para o usuário premium (classes A e B), que tem aparelhos mais sofisticados (voz e dados, como os smartphones, e os tablets), é a oferta de um grande leque de transações, como aplicações em bolsas de valores e acompanhamento de índices de mercado. Outra se destina aos proprietários de aparelhos mais simples: os celulares exigem aplicativos com interface simplificada visando oferecer transações mais objetivas. “Essas tendências caminham em paralelo, pois são estratégicas para que os bancos atinjam todas as camadas, inclusive os consumidores não-bancarizados, que podem abrir uma conta e gerenciá-la pelo celular” analisa , Frank Meylan, sócio da KPMG no Brasil na área de Performance & Technlogy IT Advisory Services.

. A solução adota o celular como meio de pagamento direto no ato do consumo. As empresas de telecomunicações podem adotar a solução para cobrar suas faturas mensais. os dispositivos móveis são usado até para transferências de recursos entre um aparelho e outro. . no restaurante. mas outros se mobilizam para entrar nele. deixando de fora os bancos e operadoras de cartão de crédito por exemplo. Os celulares podem ser usados como vales (refeição. que os players Carl R. alimentação). “O mobile payment pode eliminar alguns players. No Brasil. “A transação será consumada após a confirmação do recebimento de uma mensagem de texto” explica Meylan. os chamados acquirers (adquirentes). acredita que o mobile payment deverá alavancar o comércio em diversos segmentos. os dispositivos móveis. “Este mercado tem apenas dois grandes players. em particular o celular. O mobile payment também oferece soluções para empresas cujos negócios têm uma logística complicada. uma vez que o número do celular estará vinculado a um número de cartão de crédito. o mobile payment começa a tomar forma agora no Brasil. Neste ramo de negócios. erros e desvios” acrescenta Meylan. Uma varejista também pode emitir um cartão da loja e ignorar os outros players” conclui Geppert. . “Lá. seja pela dificuldade que enfrentam para fazer cobranças ou realizar transações por cheques. que já implantaram o mobile payment em todo o território. “Há países. sócio-líder da KPMG International para as Américas na área de Communications & Media Advisory. sócio da KPMG LLP e líder na área de Communications & Media Advisory para as Américas desse mercado precisam ficar atentos para não perder a oportunidade de apanhar uma fatia dessa nova cadeia de valor.Diferentemente do mobile banking. “Os pagamentos são feitos predominantemente em moeda ou cheque. Geppert. As transações pulverizadas e com ticket baixo inviabilizam os métodos convencionais de cobrança com cartão. na África. Carl R. seja porque o custo do cartão inviabiliza as transações em localidades distantes” complementa . diz Manuel Fernandes. o celular substitui até a moeda corrente” diz Meylan. Geppert. porém. de cigarros e de jornais. o consumidor utilize seu aparelho para realizar o pagamento. por exigir uma máquina de captura. já se percebem algumas tendências. na compra de passagens e em serviços baseados em localização. A ideia é que. o que traz riscos de fraudes. Ele alerta. atraídos pelo início do ciclo de reestruturação das transações” . Fernandes. . capitaneadas pelas empresas capturadoras de transações de cartões de crédito e débito. Tecnologia 09 . podem ser usados como um canal de captura de transação. Em países asiáticos. como as distribuidoras de bebidas.

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