Auditoria Contábil - Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Futuros Nomeados

Inicio nossos encontros on-line com uma brevíssima apresentação. Meu nome é André de Oliveira Acevedo, atualmente ocupo o cargo de Auditor Federal de Controle Externo no Tribunal de Contas da União – TCU. Minha formação acadêmica é um bacharelado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Antes de ingressar no TCU exerci o cargo de contador nos Correios durante três anos, estreando na Administração Pública. Na iniciativa privada, atuei na contabilidade de duas instituições financeiras, em escritório de contabilidade e de auditoria externa.

Com relação ao curso, inobstante se delinear para a resolução de questões do estilo ESAF para provas específicas de auditoria contábil, algumas questões apresentadas ao longo da matéria são de estilo CESPE e até discursivas para assimilação do conteúdo.

Ainda quanto a questões - afinal, a melhor forma de estudar com sucesso é aprender a resolvê-las - estou selecionando mais três provas recentes na área de auditoria para correção comentada ao longo do curso. Inobstante, alerto que cada tópico possui questões específicas, devidamente comentadas, que figurarão em seqüência ao final de cada aula para que vocês treinem a matéria simulando uma prova.

Marquem tempo mesmo. Para cada questão que verse sobre normas de auditoria, penso que na hora da tensão da prova a “elite” gasta até 1 minuto, haja vista que há matérias, principalmente das ciências exatas e discursivas, que exigem maior tempo por questão.

Claro, para quem terá o primeiro contato com auditoria nessa oportunidade, não se preocupe com tempo, e sim com entender exatamente o que a questão solicita. Com o passar dos estudos a resolução de provas flui naturalmente. Aventa-se que concurso é semelhante a uma fila, quem permanece firme nos estudos vai avançando. Comigo e com meus colegas foi assim: um fiasco nas primeiras provas, classificação fora das vagas disponibilizadas em outras, daí um 10º, um 6º lugar, sempre batendo na trave, até que uma hora vai. Tem que ir...é questão de lógica.

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Auditoria Contábil - Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Segue abaixo um cronograma sintético do que será tratado, reiterando que todas as aulas terão a mesma formatação desta aula 1.

Aula 01. Conceitos iniciais e Planejamento

1. Conceitos iniciais sobre auditoria 2. Considerações iniciais sobre a auditoria independente 3. Planejamento da auditoria independente 4. Testes de observância

Aula 02. Execução de Auditoria

1. Considerações gerais sobre execução 2. Testes Substantivos 3. Relevância 4. Procedimentos de Auditoria 5. Prática de auditoria – aplicação dos procedimentos aos componentes patrimoniais

Aula 03. Parecer dos Auditores Independentes

1. Considerações gerais 2. Estrutura básica 3. Modalidades de parecer 4. Ressalva 5. Limitação de extensão 6. Incerteza e parágrafo de ênfase 7. Prova Fiscal de Rendas SP/2009 comentada

Aula 04. Aspectos complementares do trabalho de Auditoria

1. Transações e Eventos Subseqüentes 2. Continuidade Normal das Atividades da Entidade 3. Transações com Partes Relacionadas Professor André Acevedo www.epicocursos.com Página 2 de 62

Auditoria Contábil - Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 4. Carta da Administração 5. Papéis de Trabalho 6. Amostras 7. Estimativas 8. Supervisão e controle de qualidade 9. Revisão externa de qualidade pelos pares

Aula 05. Normas Profissionais do Auditor Independente

1. Visão Geral da NBC P 1 2. Independência 3. Utilização do trabalho de especialistas 4. Sigilo

Aula 06. Auditoria Interna, Perícia Contábil e Simulado NBC T.

1. Auditoria Interna 2. Perícia Contábil 3. Simulado NBC T 11. Mãos a obra.

Conteúdo desta aula:

Capítulo 1. Conceitos iniciais 1.1. 1.2. 1.3. 1.4. 1.5. Auditoria Contábil X Auditoria Geral e método do “fatiamento” Evolução da auditoria e relação de agência Auditoria Contábil Independente X Auditoria Contábil Interna Independência da Auditoria Interna Auditoria Contábil Independente X Auditoria Contábil Interna – quadro comparativo 2. Considerações iniciais sobre a auditoria independente Professor André Acevedo www.epicocursos.com

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1. não é necessariamente prerrogativa de profissional da contabilidade.epicocursos.2. Fases do trabalho de auditoria: Testes X Procedimentos Normas de planejamento 3.1. 3. Auditoria Contábil X Auditoria Geral e método do fatiamento Cumpre iniciar a abordagem do curso esclarecendo que a atividade de auditoria. Inobstante as origens da auditoria estarem atreladas às da contabilidade. 4.2. Professor André Acevedo www.com Página 4 de 62 . as demonstrações contábeis e a análise das demonstrações.5. de modo que subsiste regulamentação específica aplicável ao contador na função de auditor. Testes de Observância 4.4. Conceito Sistema Contábil e de Controles Internos Risco de Auditoria Fraude e Erro Exemplo da aplicação de teste de observância 5. 4. 1 As demais são a escrituração.1. Canja da aula 2: conceito de teste substantivo 6.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 2.2.3. Considerações iniciais da NBC T 11 Normatização da atividade de auditoria independente 22 23 25 25 27 27 31 37 37 39 45 50 53 54 55 3. CONCEITOS INICIAIS 1. 2. é necessário entender que existem “tipos de auditoria” que não são afetas aos objetivos da auditoria contábil independente (ou externa) e da auditoria contábil interna.2. Questões abordadas na aula 1.1.2.1.Auditoria Contábil . sendo inclusive uma das quatro técnicas contábeis1 e ainda que a preponderância de legislação sobre auditoria é de cunho contábil. 4. Normas gerais de planejamento 3. Normas de planejamento para primeira auditoria 4. 4.2. Planejamento da auditoria independente 3. abordada genericamente.

O tal método consiste em dois passos: 1. etc. todo esse falatório visa consolidar entendimento de que existe auditoria contábil e. Vejamos a seguinte questão simulada. existem campos de atuação dos mais diversos para a auditoria que visam a aspectos não previstos nas normas de auditoria contábil. onde se empreende tanto a realização de auditorias de programas de governo. a adoção do “método das fatias” para prevenir a “comida de mosca” na hora da prova por falta de atenção.com Página 5 de 62 . eficiência. convivo no Tribunal de Contas da União com Auditores que são engenheiros.Auditoria Contábil . eficácia e efetividade. como nas áreas de meio-ambiente. “não contábil”. seja uma alternativa da ESAF ou assertiva do CESPE. estilo assertiva (CESPE): A auditoria independente é obrigatória para as S/A.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento De fato. Desse modo. obras e sistemas de informação. e que as normas aqui abordadas são de auditoria contábil. Muitas vezes na hora da prova nossos olhos nos “traem”.epicocursos. em que se examina a economicidade e o cumprimento de normas dos atos de gestão. digamos. Mesmo em áreas da iniciativa privada. que visam a dimensões de avaliação como economicidade. Deste feito. Quiçá os senhores possuam colegas Auditores na Receita Federal cuja formação também será multidisciplinar. dentistas. 2. Vamos testar a atenção em duas questões bem semelhantes. o exemplo mais emblemático é no âmbito da auditoria governamental (normalmente quem foca concursos na área fiscal possui ojeriza de estudar essa matéria ou contabilidade e orçamento público). Julguem o item por “fatia”. sobretudo aos menos experientes. Vamos julgar a questão utilizando o método das fatias: Professor André Acevedo www. sendo prerrogativa de contador registrado junto ao respectivo conselho regional de contabilidade. “Fatiem” o item em julgamento. Portanto aconselho. quanto de conformidade.

“fatiar” a questão: Fatia 1: A auditoria independente é obrigatória para as S/A. Assim. contudo. inclusive exigindo registro diferenciado no caso de auditoria. Fatia correta. a “fatia” está correta. Fatia correta. Fatia 2: sendo prerrogativa de contador registrado junto ao respectivo conselho regional de contabilidade.epicocursos. Agora podemos julgar por fatia: Fatia 1: A auditoria independente é obrigatória para as S/A. O “fatiamento” normalmente se dá em uma pontuação. sendo a auditoria prerrogativa de contador registrado junto ao respectivo conselho regional de contabilidade.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Dica 1.Auditoria Contábil . Contudo vejamos uma adaptação dela: A auditoria independente é obrigatória para as S/A. por si. é o registro no respectivo conselho regional de contabilidade. veremos que a legislação vigente obriga a adoção da auditoria independente das demonstrações contábeis para as Sociedades Anônimas. Fatia 2: sendo prerrogativa de contador registrado junto ao respectivo conselho regional de contabilidade. uma das exigências para as atividades inerentes a contabilidade. Professor André Acevedo www. Talvez alguns estejam pensando “e a necessidade de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)?”. a assertiva está OK. incompleto não quer dizer incorreto. como nenhuma das fatias apresenta erro.com Página 6 de 62 . na prova vocês risquem a vírgula ou o ponto para fazer o julgamento em separado e tentar detectar erro. Também é obrigatório. Questão boba.

1. de modo que não há mais segurança para marcar correto. assertivas ou alternativas elaboradas pelo CESPE e pela ESAF.”. em adução expressa à auditoria independente. visto que a segunda fatia afirma. que a atividade de auditoria em sentido amplo é prerrogativa de contador registrado no CRC. a diferença é quase imperceptível: Fatia 01: A auditoria independente é obrigatória para as S/A Correta.. o que vale é a dica do “fatiamento”. Diferente seria se a fatia designasse expressão recuperando o contexto da fatia anterior. Como em concurso não há presunção. se fosse cobrada uma questão como essa eu entenderia que a mesma estaria incorreta. cumpre compreender as origens de cada uma. ficou muito estranha).Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Sem utilizar o fatiamento.2. Professor André Acevedo www. vamos iniciar o estudo das diferenças entre Para evitar as decorebas e entender as principais diferenças entre a auditoria externa e interna. Fatia 02: sendo a auditoria prerrogativa de contador registrado junto ao respectivo conselho regional de contabilidade. Despreza-se a situação dos inúmeros engenheiros que hoje são AFRB ou AUFC (essa última abreviação se refere ao antigo cargo de ACE no TCU.” ou “sendo nesse caso a auditoria prerrogativa. que passou de analista à Auditor Federal de Controle Externo.. Singela palavra adicionada à questão anterior. pelas expressões “sendo nesse contexto a auditoria prerrogativa.epicocursos. Evolução da auditoria e relação de agência Assimilada a compreensão da convivência de auditoria contábil com outras auditorias.Auditoria Contábil .. sobretudo nos extensos enunciados. basicamente.. Discussões do gabarito a parte. não há diferença em relação à questão anterior.com Página 7 de 62 .

o agente.Auditoria Contábil . óbitos. independente da relação de agência. Deste feito. por estar em contato direto com a gestão. Nesse contexto. Essa é a origem da auditoria externa. custos e receitas prestadas pelo agente ao principal. pasto consumido. inobstante o agente possuísse as informações corretas sobre sua gestão na “ponta da pena”. portanto. Em suma. “relação de agência”. se o proprietário de um rebanho delegasse a um agente a administração do gado. um terceiro verificaria a veracidade das informações sobre o quantitativo de nascimentos.epicocursos. nos primórdios da auditoria. Ou seja. estando sujeito ao juízo do principal. Contudo.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Existe uma teoria que se chama “teoria da agência” ou “dos conflitos de agência” ou. Contudo. ensejou que um terceiro. Professor André Acevedo www. verificasse as informações prestadas pelo agente ao principal. Seu “atestado” de qualidade era apenas da veracidade das informações prestadas. o agente possui informações que o proprietário desconhece. a teoria ilustra que quando o proprietário delega a alguém. A assimetria de interesses significa que o agente na gestão em nome do principal (proprietário) tende a defender interesses que são diferentes dos interesses do proprietário. o agente não possuía um referencial para ajuizar sua eficiência e eficácia na gestão. ele não possuía uma opinião ou uma visão geral sobre a eficiência e eficácia na sua gestão.com Página 8 de 62 . Mais gravosamente. abate. o espaço para recomendações de melhora de seus processos e dos controles sobre a produção estava vago. a tarefa de gerir sua propriedade existe dois problemas de assimetria. essa é a assimetria de informações. ainda.

p. 8-10) quanto à ocasião exata em que tiveram início os primeiros trabalhos em auditoria. 2. p. 1984. 1998. LOPES DE SÁ. Entender as diferenças entre auditoria contábil interna e externa. ATTIE. enfrentar questão que aborde os marcos históricos apresentados. Atento que essa aulinha de história é útil por três motivos: 1. PUBLICAÇÃO DA CONTROLADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE ANEIRO. no século XIX. Essa é a origem da auditoria interna.º 1. por entender equivocadamente que essas técnicas não se relacionam com auditoria.com Página 9 de 62 . Professor André Acevedo www. ganhou grande impulso com o desenvolvimento europeu no século XVI. vocês podem se prejudicar ao se deparar na prova com técnicas estranhas a vocês. 1998. sobretudo na governamental.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Transpondo essa realidade para as atividades mecanizadas e com grande número de empregados o problema se agravava. pode-se inferir que a auditoria. 27-28. Embora haja divergências entre alguns estudiosos (CRUZ. com a maturidade das indústrias e o aumento das relações comerciais” (fonte: Revista de Controle da Administração. Entender que os procedimentos e técnicas de auditoria são dinâmicos e evoluem no tempo (imaginem as técnicas dos auditores lá em XVI). com as expedições marítimas e. etc. principalmente. análise SWOT. DEFLIESE et al. RCA. p. empregadas na “auditoria geral”. 2002. VOLUME III. 22). O excerto abaixo suscita dois marcos históricos importantes para o desenvolvimento da auditoria. 21. as expedições marítimas e o final do período conhecido como Revolução Industrial: “A origem da auditoria pode ser associada à origem da contabilidade. p. próximo tópico. pois o exame documental e a escrituração contábil sempre foram pontos de referência para legitimar a auditoria (CRUZ.Auditoria Contábil . marco lógico. como por exemplo benchmarking. p. 2002.epicocursos. Menos provável. N. 21-22. 3. na forma atualmente concebida. Ou seja.

inevitavelmente. na expansão marítima se destaca a necessidade do controle europeu sobre as atividades nas áreas das colônias.com Página 10 de 62 . a origem e a evolução da auditoria em nível internacional. A demanda pelo desenvolvimento de mecanismos de avaliação externa das demonstrações contábeis ganhou incremento na mesma medida da gama de usuários das demonstrações contábeis para tomada de decisão. etc. empregados. via de regra. formada freqüentemente apenas pela própria unidade familiar. e revolução industrial no século XIX como um marco na evolução da auditoria. 1. se devem a determinados fatores. considerando marcos referenciais menos históricos e mais comportamentais. é interessante memorizar para a prova a relação entre expansão marítima e o impulso inicial da auditoria como conhecemos hoje.3. Nesse ínterim. passou a ser compartilhado com auxiliares e. ora realizado apenas pelos proprietários. Culmina que o exercício do controle. Como nesse processo a contabilidade sempre existiu como fonte de informação da situação patrimonial através de suas demonstrações.Auditoria Contábil . governo.2 em termos mais práticos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Dessa forma. Auditoria Contábil Independente X Auditoria Contábil Interna Esmiuçando o tópico 1.epicocursos. que se estendeu além dos gestores do respectivo patrimônio. Quanto à revolução industrial. como investidores. descentralizaram-se atividades de gestão. origina-se a necessidade de que terceiros. a substituição das estruturas organizacionais focadas em artesanato e manufatura rudimentar. sem ligação e sem interesse na situação do patrimônio gerido pudessem avaliar a correção e fidedignidade essas demonstrações. por organizações mais complexas inviabilizou o controle centralizado. em especial: Professor André Acevedo www. no patriarca. credores.

os dois conceitos são bem diferentes. parcerias nacionais e internacionais de organizações (coligação. uma opinião independente sobre adequação das demonstrações contábeis voltada não para quem gere o patrimônio. Contudo. Nesse contexto é que atua a auditoria interna. mas não suplanta um sistema de controle interno. o foco abordado até então é de uma auditoria externa. realizando um acompanhamento e avaliação dos controles internos. que são os stakeholders investidores. subsidiárias e “joint ventures”). os administradores também demandam mecanismos de avaliação de controle. mas para os stakeholders. complexidade das organizações: ramificações. assim é uma forma de controle interno.Auditoria Contábil . os administradores. importa ressaltar que o papel da auditoria no controle interno está associado a verificar sua eficácia no atingimento de seus objetivos. sobretudo da eficiência e da eficácia dos processos. Inobstante não fazer parte deste curso o estudo da estrutura de controles internos. Apesar de a auditoria interna ser uma forma de controle interno. horizontalização. Segundo a estrutura para controles internos proposta no estudo Professor André Acevedo www.epicocursos. Seu foco volta-se mais aos administradores. sobre operações. empresas públicas. Entretanto. 3. Nesse ínterim a auditoria possui um papel mais gerencial. 2. acionistas. interessados nas informações sobre determinado patrimônio para tomada de decisão. etc. relação do capital privado com o Estado: arrecadação tributária. para fins administrativos. por isso internos. do que para prestar contas a terceiros. modelos de atuação de natureza privada no serviço público (concessões. necessidade de financiamento das atividades com capital externo à organização por operações de créditos e por abertura de capital por parte das sociedades (S/A). 4.). e pelos stockholders.com Página 11 de 62 .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 1. departamentalização.

vamos ao “método do fatiamento”: Fatia 1: “É responsabilidade da auditoria interna fazer periodicamente uma avaliação dos controles internos. dos processos e dos mecanismos de controle. Assim o gabarito para o enunciado do CESPE é C – correto. Enquanto o propósito da auditoria externa ou independente é emitir uma opinião somente sobre as demonstrações contábeis.Auditoria Contábil . Professor André Acevedo www. Vejamos a seguinte questão: (CESPE/ACE-TCU/2007/106) É responsabilidade da auditoria interna fazer periodicamente uma avaliação dos controles internos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento COSO I e COSO II – ERM . é correto afirmar que a auditoria interna representa um controle interno. Antes de apresentar um quadro comparativo entre auditoria externa e interna. Para resolver essa questão. ainda que executada por auditores com vínculo empregatício com a auditada deve ser conduzida de forma objetiva e independente. Vamos à segunda “fatia”: Fatia 2: “Nesse sentido. conforme citado.com Página 12 de 62 . o propósito da auditoria interna é auxiliar a organização a atingir seus objetivos através da avaliação dos sistemas de informação. é correto afirmar que a auditoria interna representa um controle interno. cumpre ressaltar que a auditoria interna. a avaliação e monitoramento do controle interno é seu objeto.” Essa “fatia” também está correta.epicocursos.essa verificação da auditoria é inerente ao componente da estrutura denominado monitoramento.” A “primeira fatia” está correta uma vez que. Nesse sentido.

Professor André Acevedo www. ao conselho de administração. mesmo para a auditoria interna.2 termo “autonomia” para o auditoria.epicocursos. tanto em seu código de ética quanto nas normas de atributos: “O propósito do Código de Ética do IIA é promover uma cultura ética na profissão de Auditoria Interna.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 1. compulsando as normas internacionais de auditoria. A auditoria interna é uma atividade independente e objetiva. por exemplo. que presta serviços de avaliação e de consultoria e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma organização.” De fato. consigna em seu § 3. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos através de uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de risco. em uma organização onde a auditoria interna é realizada no âmbito de um departamento.4 Independência da Auditoria Interna A NBC P 3.2 – AUTONOMIA PROFISSIONAL 3. inobstante os preceitos normativos acima citados. vinculado a uma gerência ou diretoria a atividade possui menos independência do que se estivesse vinculada.2. não obstante sua posição funcional.” Entretanto. não mencionando expressamente “independência”: “3. o IIA (Institute of Internal Auditors) consigna o termo independente.Auditoria Contábil . Ou seja.1 – O auditor interno. norma do Conselho Federal de Contabilidade que rege a atividade de auditoria interna no Brasil. controle e governança corporativa. o grau de independência da auditoria interna é diretamente proporcional ao grau hierárquico a que é vinculado na organização. deve preservar sua autonomia profissional.com Página 13 de 62 . ou de serviço terceirizado.

Auditoria Contábil .3: Em condições normais. ou outro órgão objetivo sistemático e disciplinado. pode emitir relatório sobre a operacionais.5. técnico. relatórios. segundo as normas internacionais e a melhor doutrina (a ESAF utiliza muito esse termo) a mesma deve ser conduzida com independência.1. Contudo as normas internacionais consignam Independência. observância. controle e avaliação para eficácia do sistema contábil e de controles gerenciamento de riscos. e. ainda que a auditoria seja interna. ao conselho de administração ou procedimentos.3.epicocursos. Entretanto. O histórico dos destinatários externos à Os resultados da auditoria interna são gestão propriamente dita da opinião da dirigidos aos gestores.A com o respectivo parecer meio da recomendação de soluções para em meio de grande circulação para atender as não-conformidades apontadas nos usuários efetivos e potenciais. sua finalidade é agregar valor à T 11. internos. cotistas.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Em suma. Auditoria Contábil Independente X Auditoria Contábil Interna – quadro comparativo AUDITORIA EXTERNA Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC): NBC: Independência AUDITORIA INTERNA Autonomia. apresentando subsídios ao contratante dos serviços. e tem equivalente. o parecer é dirigido da organização. à diretoria da entidade. Auditoria Interna está com estruturada enfoque em ou sócios.1. expressas em internos relatórios parciais ou finais. Em por finalidade agregar valor ao resultado circunstâncias próprias. O objetivo é a emissão de uma opinião O objetivo é assessorar a organização no sobre a adequação das demonstrações cumprimento de seus objetivos através de contáveis através de um parecer. Professor André Acevedo www. 1. por contábil das S. para o aperfeiçoamento dos processos. por conta dos testes de monitora continuamente. no planejamento da auditoria.1. é obrigatória a demonstração da gestão e dos controles internos.com Página 14 de 62 .4 – A atividade de parecer é dirigido aos acionistas. o auditada: NBC T 12. segundo a natureza desta. Em recomendações sobre processos alguns casos. por norma Auditoria Independente é refletido na NBC expressa. Avalia o sistema contábil e de controles Avalia o controle interno periodicamente.

I e) II – II – I – II – I .I (CESPE/ACE-TCU/2008/121) O vínculo empregatício do auditor interno com a empresa deve ser meramente circunstancial.resumida) Analise os itens abaixo e coloque (I) para auditoria interna e (II) para auditoria externa: ( ) Empregado da auditada ( ) Contrato de prestação de serviço ( ) Avaliação da eficácia e eficiência da gestão ( ) Principalmente.II d) II – I – II – I – II . submetendo-lhe a exame seus próprios atos. o que prefiro introduzir com mais duas questões de prova. em virtude de ele prestar serviços exclusivamente para a empresa.Auditoria Contábil . Professor André Acevedo www.epicocursos. emitir parecer sobre as demonstrações contábeis ( ) Recomendações para melhoria dos controles internos ( ) Usuários do trabalho são a empresa e o público em geral A seqüência correta é: a) I – II – I – II – I .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Cabe tecer um comentário sobre a tabela acima. apesar de hierarquicamente superior. a administração. deve sujeitar-se ao controle do auditor. Comentários: Essas duas questões tratam do mesmo assunto: vínculo empregatício do auditor interno.II c) II – I – I – II – I .I b) I – II – I – II – I . em tempo integral. os comentários estão a seguir: (Auditor ECT 98 .com Página 15 de 62 . Nesse sentido.

Por certo. o diretor executivo de auditoria é a pessoa responsável pela supervisão dos serviços contratados e pela totalidade da qualidade dos trabalhos de auditoria. Por óbvio. que tratam das normas profissionais do auditor interno. de controle e governança corporativa. seu objetivo. Já as NBC-P 3.NBC . divisão. Atividade de Auditoria Interna – Departamento.2. não haverá auditor externo empregado da auditada.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Cabe suscitar a idéia de que não necessariamente os serviços de auditoria interna serão prestados por quem possua vínculo empregatício com a auditada. em uma primeira análise. pelo aplicação de uma abordagem sistemática e disciplinada para avaliar e melhorar a eficácia dos processos de gerenciamento de riscos. resultando a associação de vínculo empregatício a auditor interno e contrato a auditor externo o que. está correto.com Página 16 de 62 . A atividade de auditoria interna auxilia a organização a atingir seus objetivos. Vejamos o que essas normas suscitam. equipe de consultores ou outros profissionais que prestem serviços de avaliação independente e objetiva e serviços de consultoria. o gabarito é letra b. Nessa questão da ECT. destinados a adicionar valor e melhorar as operações da organização.1 suspira algo sobre posição funcional: Professor André Acevedo www. o item 3. subordinado à alta administração e ao Conselho em relação às atividades de auditoria interna e acompanhamento dos resultados dos trabalhos de auditoria. não versam diretamente do assunto.epicocursos. iniciando pelas normas internacionais: No caso em que as atividades de auditoria interna sejam desenvolvidas a partir de fornecedores externos.Auditoria Contábil .não são explícitas quanto a obrigatoriedade de haver vínculo empregatício de todos os membros da equipe de auditoria interna à organização. mas o problema é que as normas internacionais e as normas brasileiras de contabilidade . que a definição do trabalho de auditoria interna ou externa está na sua natureza. sendo a forma de condução e legislação aplicável conseqüência desses fatores.

tenham cuidado ao marcar corretas afirmativas como “o auditor interno necessariamente possui vínculo empregatício com a auditada”.2.1 – O Contador.2 – AUTONOMIA PROFISSIONAL 3. principalmente em provas que não são de múltipla escolha.Auditoria Contábil .” Então.epicocursos. não se exige para o presente curso e provas da AFRB que se decorem normas internacionais.1 – O auditor interno.1 – COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL 3. Antes de explorar um pouco mais o assunto na próxima questão. só estou as utilizando como referencial doutrinário sobre auditoria interna. usando a legenda AI para auditoria interna e AX para a externa: (AI) Empregado da auditada (AX) Contrato de prestação de serviço (AI) Avaliação da eficácia e eficiência da gestão (AX) Principalmente. vamos ver os outros itens da questão da ECT. não obstante sua posição funcional.1.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento “3. 3. onde não há uma alternativa “mais certa” ou “menos errada”. emitir parecer sobre as demonstrações contábeis (AI) Recomendações para melhoria dos controles internos (AX) Usuários do trabalho são a empresa e o público em geral Professor André Acevedo www. Em tempo. deve manter o seu nível de competência profissional.com Página 17 de 62 . deve preservar sua autonomia profissional.. Se optarem por marcar como verdadeiro e precisarem recorrer. verifiquei qe há uma tabela no livro de auditoria para concursos do autor Sérgio Jund que se afirma nesse ponto. na função de auditor interno. Essa é uma das hipóteses em que se depende do entendimento de cada banca sobre o assunto..

submetendo-lhe a exame seus próprios atos. o mesmo não deve ser circunstancial.epicocursos. condição que enseja à alta administração a submeter seus próprios atos a exame do auditor interno. não necessariamente. Independente de a administração ser hierarquicamente superior. em virtude de ele prestar serviços exclusivamente para a empresa. a última fatia estaria correta: O vínculo empregatício do auditor interno com a empresa deve ser meramente circunstancial. nenhum comentário. a mesma deve se sujeitar ao controle do auditor. o que ocorrerá no vínculo empregatício e não ocorrerá na terceirização de auditoria interna. 2.fatia contextual. recuperando o vínculo empregatício a administração. a auditoria interna deve ser independente e autônoma.Auditoria Contábil .com Página 18 de 62 . dois pontos chamam a atenção: 1. cuidado ao marcarem que o auditor interno deve ser empregado da auditada e entendam que.” Correta. Nesse sentido. com ou sem vínculo empregatício. nos termos do comentário 2. . conforme comentário 1. em tempo integral. e. conforme comentário 1. o auditor prestaria serviços de forma exclusiva e em tempo integral à auditada. Errada. mesmo com vínculo “permanente”. deve sujeitar-se ao controle do auditor. em especial o quadro comparativo. Errada. como afirma a questão. o gabarito somente corrobora o que vimos até então. apesar de hierarquicamente superior. Se há vínculo empregatício do auditor. Em suma. Se fatiássemos a assertiva. Passo a comentar a questão do CESPE TCU 2008: A questão foi anulada.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Exceto à questão do vínculo empregatício do auditor interno. Vamos exercitar o conhecimento julgando a série de assertivas abaixo: Professor André Acevedo www.

decide aprovar ou não o aporte de recursos. Como vimos. julgue as afirmativas abaixo. liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa. com base nas demonstrações contábeis e a respectiva opinião do auditor externo. Professor André Acevedo www. Correta.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento (CESPE/Auditor CGE PB/2008/71 adaptada) Com relação às origens da auditoria e seus tipos. C A auditoria externa surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. quando o analista de concessão de crédito. É a hipótese de que trata a afirmativa. D A auditoria interna é uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes.com Página 19 de 62 .Auditoria Contábil . E Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as demonstrações contábeis que a empresa é obrigada a publicar. a auditoria externa volta-se mais a informar a terceiros a fidedignidade e adequação das demonstrações contábeis para tomada de decisão. B Os sócios-gerentes e acionistas fundadores são os que têm maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança. A O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros. Respostas: A O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros.epicocursos. entre outros elementos. a questão testa o conhecimento do candidato para distinguir as origens da auditoria externa e interna.

garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. dos agentes informados na afirmativa. substituir o tipo de auditoria por outro para possibilitar um segundo tipo de análise Professor André Acevedo www.epicocursos. C A auditoria externa surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. NBC T 11. historicamente. os acionistas fundadores. Essa é uma boa dica para resolver esse tipo de questão. leia-se o parecer. recorrem às informações da auditoria independente. entre os quais não se incluem os sóciosgerentes. presume-se que ao menos os sóciosgerentes possuem as mesmas informações disponibilizadas aos auditores externos.1.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento B Os sócios-gerentes e acionistas fundadores são os que têm maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança.abaixo que trata de Parecer. surgiu para que se aferisse a adequação das informações prestadas pelas demonstrações contábeis.3 – O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa. uma vez que as funções de controle e gestão do patrimônio. Assim. Se a afirmativa se referisse à auditoria interna.Auditoria Contábil . Errada. estaria correta. liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa. Ainda.com Página 20 de 62 . podendo se incluir. Errada. pois. com menor probabilidade que os demais acionistas.1. Assim. objeto de nossa aula 3. enfatiza-se que o foco da auditoria independente é a adequação das demonstrações contábeis. passaram a ser delegadas pelos seus proprietários.NBC T . vejam a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica . stakeholders e stockholders mais distantes da administração.

Professor André Acevedo www.Auditoria Contábil . mais especificamente sobre a NBC T 11. surgiu a auditoria externa. Vencidos os conceitos iniciais. e não para terceiros à administração propriamente dita.epicocursos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento D A auditoria interna é uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes. Erradíssima meus Senhores. valem os comentários tecidos acerca de independência. novamente. Para atender a demanda esses terceiros. historicamente.com Página 21 de 62 . E Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as demonstrações contábeis que a empresa é obrigada a publicar. perante o que lemos. Errada. vamos iniciar a abordagem sobre o trabalho da auditoria independente segundo os preceitos normativos do Conselho Federal de Contabilidade. o que o examinador exige do candidato é que o mesmo reconheça que a auditoria interna surgiu como demanda da própria gestão. o foco mencionado é afeto à auditoria externa. Mas.

Auditoria Contábil - Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE AUDITORIA INDEPENDENTE

2.1. Considerações iniciais da NBC T 11

Vejamos o primeiro dispositivo da NBC T 11 na forma de esquema para memorização:

11.1.1 – Conceituação e Objetivos da Auditoria Independente 11.1.1.1. Opinar sobre adequação das demonstrações contábeis consoante aos:

O verbo “opinar” significa a emissão de um parecer.

1. Princípios Fundamentais Contabilidade; 2. Normas Brasileiras de Contabilidade e, 3. no que for pertinente, a legislação específica.

O que estaria implícito na norma seria:

4. Real situação financeira, econômica e patrimonial da entidade, em todos os aspectos relevantes.

Ainda, a NBC T traz um aspecto intermediário:

11.1.1.1.1 – Na ausência de disposições específicas, prevalecem as práticas já consagradas pela Profissão Contábil, formalizadas ou não pelos seus organismos próprios.

Ademais, sobre a opinião do auditor expressa pelo parecer, presume-se que a mesma se posiciona sobre a adequação das demonstrações. A não ser que esse parecer consigne expressamente posicionamento diverso:

“11.1.1.2 – Salvo declaração expressa em contrário, constante do parecer, entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes, para o entendimento dos usuários, as Professor André Acevedo www.epicocursos.com Página 22 de 62

Auditoria Contábil - Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento informações divulgadas nas demonstrações contábeis, tanto em termos de conteúdo quanto de forma.”

Outro aspecto é a responsabilidade do auditor pela opinião expressa em seu parecer, há dois pontos fundamentais que devem ser memorizados:

“11.1.1.3 – O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa, pois, garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.

11.1.1.4 – O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade, nestas normas denominado auditor.”

Ou seja, a opinião expressa pelo auditor se limita à adequação das demonstrações auditadas, não mais. Ainda, a responsabilidade por essa opinião é exclusiva do auditor.

2.2. Normatização da atividade de auditoria independente

Importa ressaltar, inobstante a NBC T 11 reger a atividade de auditoria independente, em muitos aspectos a mesma é de aplicação subsidiária à auditoria interna.

Assim, apresentamos a visão geral do conjunto normativo que rege a atividade:

1) Conselho Federal de Contabilidade – CFC – edita resoluções que aprovam as Normas Brasileiras de Contabilidade - NBC, regulamentando as atividades de Auditoria Independente das DCS.

2) Instituto Brasileiro de Contadores – IBRACON – É o órgão responsável pela edição das Normas e Procedimentos de Auditoria–NPA.

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Auditoria Contábil - Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 3) Comissão de Valores Mobiliários – CVM – É a autarquia que regulamenta e fiscaliza as atividades das Companhias Abertas, por meio de instruções e resoluções.

A legislação de abrangência geral e que norteia a bibliografia sobre Auditoria Independente das DCS é a Resolução CFC nº 820, de 17-12-97 - Aprova a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

Há assuntos regulados por resoluções XXXX do Conselho Federal de Contabilidade que se denominam NBC T ou P ou, ainda IT 11.X.X:

- NBC T: Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica.

- NBC P: “” Profissional. A exemplo da Resolução CFC nº 821, de 17-12-97. Aprova a NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor Independente.

- NBC IT: Interpretação Técnica

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Descrição dessas fases na auditoria externa Testes de observância.Auditoria Contábil . esta aula tratará detalhadamente dos Professor André Acevedo www. 2. Execução. Testes substantivos.epicocursos. Esses estudos objetivam determinar a natureza oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria na fase de execução 2. 3. observem que o cronograma do curso segue essa ordem lógica ao se estabeleceram as três primeiras aulas. verificação de erros e fraudes via procedimentos no nível de contas e saldos. verificação do risco de auditoria. Execução. Assim. inclusive as auditorias governamentais e até as monografias acadêmicas. Relatório. são as seguintes: 1. Vejam a tabela a seguir: Fases do trabalho de “auditoria geral” 1. procedimentos de estudo e verificação do Sistema Contábil e de Controles Internos. que consiste em opinar sobre a adequação das demonstrações contábeis da auditada. Relatório.1 Fases do Trabalho de auditoria: Testes X Procedimentos As fases do trabalho de “auditoria geral”. Contudo algumas peculiaridades devem ser reveladas. Planejamento. Nessa linha.com Página 25 de 62 . Exame das demonstrações contábeis propriamente ditas.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 3. Fase principal da auditoria 3. Na auditoria independente não poderia ser diferente. Parecer dos auditores independentes. que não deixa de serem similares às de outros trabalhos de produção intelectual. Planejamento. PLANEJAMENTO DA AUDITORIA INDEPENDENTE 3.

quantidades absolutas ou outros meios. Aos que já tiveram um primeiro contato com auditoria independente. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. documentos e de ativos tangíveis. amarram o procedimento de observação com testes de observância.com Página 26 de 62 .6.Auditoria Contábil . c) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. a segunda aula dos testes da fase 2. alerto o vício de alguns concurseiros em amarrar os testes com procedimentos. mediante índices. e a terceira aula do parecer. Professor André Acevedo www.epicocursos. b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento testes da fase 1. ou circularização (que faz parte de investigação ou confirmação) com testes substantivos. o rol é não exaustivo): a) inspeção – exame de registros. emitido na fase 3. alerto para o risco de erro. e) revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos. planejamento ou execução. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. quocientes. d) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios. todos os procedimentos são para ambos os testes – isso derruba muita gente na hora da prova. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos (grifei. Na literalidade da norma. A esses concurseiros que. dentro ou fora da entidade. O que vai diferenciar se um procedimento está sendo realizado no âmbito dos testes de observância ou substantivos é a fase do trabalho de auditoria.2.2 – Na aplicação dos testes de observância e substantivos. Vamos ver a NBC T a seguir: 11. por exemplo.

de suma importância em nosso curso. inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Normas de planejamento 3. dentro ou fora da entidade. exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da entidade. nos termos discorridos. há uma amarração de procedimentos com testes de observância: “12. 3. será retomado de forma detalhada no final da próxima aula com diversas questões.com Página 27 de 62 .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Não se preocupem.2. b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. Professor André Acevedo www. embora seu conteúdo apresente similaridades e até subsidie a auditoria interna.2. Atento que essas normas de planejamento dirigem-se à Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (doravante chamada de AIDCS). que no final da aula 2 retomaremos esse ponto para resolvermos diversas questões que exigem do candidato a diferenciação entre testes de observância e testes substantivos.2. NBC T 12.1.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência.Auditoria Contábil . devem ser considerados os seguintes procedimentos: a) inspeção – verificação de registros.3. documentos e ativos tangíveis. e c) investigação e confirmação – obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações.epicocursos.2. Normas gerais de planejamento Enfim.” Portanto. 12. Na sua aplicação.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. Já na auditoria interna. esse ponto. vamos mergulhar em aspectos literais da NBC T 11.3.

assim. seguem destaques mais cobrados em provas. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade. quer pelo volume de transações. especialistas e auditores internos. filiais e partes relacionadas.4.4.com Página 28 de 62 . A Norma é extensa para ser tratada em aula sendo recomendada sua leitura na íntegra. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade – (que chamaremos de SCCI) .1.Auditoria Contábil . e h) a necessidade de atender a prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos. a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. essa norma rege que o planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. Professor André Acevedo www.4 aponta os critérios e quesitos mínimos a serem observados no planejamento da AIDCS. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. d) a natureza.epicocursos. quer pela complexidade de suas atividades.e seu grau de confiabilidade. e) a existência de entidades associadas. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento A NBC T 11. o conteúdo e a oportunidade dos pareceres. g) a natureza. sem prejuízo do estabelecido em outras normas. Nos termos do seu dispositivo 11.

é o principal objetivo da fase de planejamento e. a legislação aplicável. Quanto a relatórios. para. o que pela NBC T são considerados partes do próprio planejamento. alerto que. os relatórios.Auditoria Contábil . inobstante o objetivo das AIDCS é emitir uma opinião expressa na forma de um parecer. em certas circunstâncias de obrigação contratual ou por legislação específica. sendo esta uma etapa subseqüente àquela. o parecer e os outros informes a serem emitidos. o auditor independente pode e. A conclusão do Planejamento da Auditoria só se dá quando o Professor André Acevedo www. Nesta etapa. deve abranger todas as áreas a serem examinadas pelo auditor independente. Nesse ínterim. As informações obtidas quando da avaliação dos serviços.com Página 29 de 62 . além de servir como guia e instrumento de controle para a execução do trabalho. devem ser levantadas as informações necessárias para conhecer o tipo de atividade da entidade. até deve emitir relatórios. a oportunidade e a extensão dos procedimentos. Essa tal de NATOPEX vai aparecer em muitos dispositivos da norma acerca de planejamento. a sua complexidade. para a elaboração do Planejamento da Auditoria. O programa de auditoria. determinar a natureza do trabalho a ser executado. conforme previsto nas Normas Profissionais de Auditor Independente aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. conseqüentemente. devem servir de base.epicocursos. também. cuja sugestão de mnemônico é determinar a NATOPEX. O auditor independente deve ter em conta que o Planejamento da Auditoria é um processo que se inicia na fase de avaliação para a contratação dos serviços.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Os excertos destacados em vermelho merecem mais atenção: Sobre determinar a natureza. verificaremos no estudo dos testes de observância a sua relação a determinação dos riscos de auditoria e com o estudo do SCCI. dos testes de observância. assim. Algumas questões podem se referir ao Planejamento de Auditoria como Plano de Auditoria ou Programa de Auditoria.

Novamente a NATOPEX. para identificar eventos e transações relevantes que afetem as Demonstrações Contábeis. em especial especialmente quando houver o envolvimento com Professor André Acevedo www. a NBC T 11. previamente. a oportunidade e a extensão dos exames a serem efetuados. especialmente quando forem realizados por uma equipe de profissionais. h) facilitar a supervisão dos serviços executados. d) identificar os problemas potenciais da entidade.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento auditor independente completar os trabalhos preliminares. i) propiciar a coordenação do trabalho a ser efetuado por outros auditores independentes e especialistas. Sobre os principais objetivos do Planejamento da Auditoria.epicocursos. e) identificar a legislação aplicável à entidade. pareceres e outros informes decorrentes do trabalho contratado com a entidade. quando houver.Auditoria Contábil .4 suscita o seguinte: a) obter conhecimento das atividades da entidade. k) identificar os prazos para entrega de relatórios. a NBC T suscita que esses são os principais objetivos e que outros podem ser fixados. com o atendimento dos objetivos dessa fase. c) assegurar que as áreas importantes da entidade e os valores relevantes contidos em suas demonstrações contábeis recebam a atenção requerida. estabelecidos. Vamos finalizar a enumeração dos objetivos do planejamento: g) definir a forma de divisão das tarefas entre os membros da equipe de trabalho. j) buscar a coordenação do trabalho a ser efetuado por auditores internos. em consonância com os termos constantes na sua proposta de serviços para a realização do trabalho. f) estabelecer a natureza. b) propiciar o cumprimento dos serviços contratados com a entidade dentro dos prazos e compromissos. Ademais.com Página 30 de 62 .

Volume e complexidade das transações 10. Exigências e prazos estabelecidos por órgãos reguladores 3. os seguintes procedimentos: Professor André Acevedo www. pela primeira vez. Contudo.Auditoria Contábil . quando for realizada uma auditoria. Natureza. Competência da administração – estrutura coorporativa e grau de relacionamento com controladores e formas de relacionamento com partes relacionadas 6. conteúdo e oportunidade dos pareceres e relatórios 13. Conhecimento das atividades da entidade 2. Entidades associadas. especialistas e auditores internos 12.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento partes relacionadas e auditoria de Demonstrações Contábeis consolidadas. na entidade. Práticas operacionais da entidade – grau de interferência dos administradores e dos controladores nas operações da entidade 5. Práticas contábeis adotadas 7. Fatores econômicos 3.epicocursos. 1. Sistema contábil e de controle interno 8. Trabalho de outros auditores independentes. Legislação aplicável – tributos 4. também.2. ou quando as Demonstrações Contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor.com Página 31 de 62 . o planejamento deve contemplar. Finalmente. tornando o rol não exaustivo. Normas de planejamento para primeira auditoria No tópico supra. Áreas importantes da entidade 9. seguem alguns aspectos que devem ser levados em consideração no planejamento. filiais e partes relacionadas 11. verificamos normas aplicáveis a uma auditoria independente em quaisquer circunstâncias.2.

e 5) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. de alguma maneira. e c) quando a entidade não foi auditada no período imediatamente anterior. situação que requer atenção do auditor independente.epicocursos. b) quando a entidade foi auditada no período imediatamente anterior. a norma prevê a consideração de 3 situações básicas na realização de uma primeira auditoria: a) quando a entidade nunca foi auditada.4. situação que permite uma orientação sobre aquilo que é requerido pelo auditor independente. Importa ressaltar que as bancas costumam cobrar os seguintes procedimentos que o auditor deve incluir no planejamento nessas circunstâncias. visto que ela não tem experiência anterior de um trabalho de auditoria.2: Professor André Acevedo www. segundo a NBC T 11. 4) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira. situação que requer atenção do auditor independente. revelados ou não-revelados.com Página 32 de 62 . por auditor independente. 3) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas no exercício anterior. porquanto as Demonstrações Contábeis que servirão como base de comparação não foram auditadas. Nessa linha.Auditoria Contábil . 2) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 1) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de abertura do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que.5. distorçam as Demonstrações Contábeis do exercício atual.

epicocursos. a uniformidade dos procedimentos contábeis. o ambiente de controle. a revisão do parecer do auditor anterior e a identificação das principais alterações adotadas em assembléia geral. a uniformidade dos procedimentos contábeis. e) a avaliação dos procedimentos contábeis. b) a análise dos saldos finais do exercício anterior. os controles internos. Vamos quebrar o ritmo de teoria com duas questões. a carta de responsabilidade da administração e a revisão do programa do auditor anterior. os procedimentos contábeis adotados. procedimentos contábeis adotados 3. os saldos de abertura. que foi auditada por outros profissionais no período imediatamente anterior. identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior 5. a análise de uniformidade dos procedimentos contábeis. a relevância dos saldos. d) a identificação de eventos subseqüentes relevantes. atentem desde já que há dois caminhos para resolvê-las. as práticas contábeis. c) a avaliação do risco de auditoria.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 1. os Professor André Acevedo www. a identificação de transações com partes relacionadas. revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. o auditor deve incluir no seu planejamento: a) a análise dos saldos de abertura. o sistema de informação contábil.com Página 33 de 62 . a literalidade das normas e a orientação lógica: (AFRF/2001/ESAF) Quando da realização de uma primeira auditoria numa entidade. os controles internos. a identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior e à revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. análise dos saldos de abertura. os procedimentos contábeis adotados. as partes relacionadas e a revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. uniformidade dos procedimentos contábeis.Auditoria Contábil . 4. a identificação das práticas contábeis. a continuidade normal das atividades. 2.

com o tempo.4.4. que é nosso gabarito: a) a análise dos saldos de abertura. inerente ao planejamento de qualquer auditoria. apesar de que. Comentários Como muitas das questões que serão vistas. os procedimentos contábeis adotados. nessas circunstâncias. quanto pela literalidade da norma. identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior e revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. A alternativa mais perigosa é a letra D. não são peculiaridades de uma primeira auditoria. a identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior e à revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. Contudo. ao examinar as demais alternativas.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento eventos subseqüentes.epicocursos.5. o auditor independente deve incluir no planejamento de auditoria: análise dos saldos de abertura. Inobstante. portanto. 11.Auditoria Contábil .2. não estranhem se vocês chegarem a um nível que lhes permita identificar nas provas a “cópia e cola” de normas. a mesma se resolve tanto pela lógica. uniformidade dos procedimentos contábeis. se invalida ao menos por consignar carta de administração. verificam-se procedimentos que estarão no planejamento de qualquer auditoria e que.5. procedimentos contábeis adotados. a uniformidade dos procedimentos contábeis. Claro que não somos oniscientes para decorar a literalidade das NBC T. Segue mais uma questão Professor André Acevedo www.com Página 34 de 62 . Assim sendo. as contingências e a revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior.2. nesse caso a NBC T 11. Vejamos a letra A.

Auditoria Contábil . o gabarito é “e”. uma vez que a mesma aduz à literalidade da NBC T 11. a) O conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. b) O conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade.4. especialistas e auditores internos. Além de os itens “a” até “d” estarem em norma. a não ser em casos especialíssimos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento (AFRF/2003/ESAF) Entre as assertivas a seguir. não é relevante no planejamento da auditoria conhecer procedimentos de fornecedores e clientes. d) O uso dos trabalhos de outros auditores independentes. que há o caminho lógico e o normativo. mas que não custa transcrever aqui: 11. Assim.1.1. Vale destacar. c) A natureza. especialmente os seguintes: Professor André Acevedo www.4. do mesmo modo que na questão anterior.com Página 35 de 62 .4. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados no trabalho. e) O conhecimento das práticas contábeis adotadas pelos fornecedores e clientes da empresa auditada e as alterações procedidas.4 vista em aula. como o enunciado solicita a que não representa uma consideração relevante. O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos.epicocursos. por lógica. Comentários: Questão “de bandeja” para o candidato. indique a opção que não representa uma consideração relevante a ser feita no planejamento do trabalho da auditoria externa.

especialistas e auditores internos.epicocursos. d) a natureza. quer pela complexidade de suas atividades.Auditoria Contábil . f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. o conteúdo e a oportunidade dos pareceres. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade.com Página 36 de 62 . a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. Professor André Acevedo www.e seu grau de confiabilidade. g) a natureza.SCCI . e h) a necessidade de atender a prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade . filiais e partes relacionadas. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. quer pelo volume de transações. e) a existência de entidades associadas.

Auditoria Contábil . quando o auditor examina o SCCI. efetividade e continuidade dos controles internos. vamos de questão: Professor André Acevedo www. No exame dessas questões. os procedimentos de auditoria serão? – associem a esta pergunta o termo risco de detecção. na aplicação dos testes de observância. Oportunidade e Extensão (NATOPEX) dos Procedimentos de Auditoria. Segundo a NBCT 11. na fase de planejamento de auditoria. o Auditor examina o Sistema Contábil e de Controles Internos da Entidade – SCCI .com Página 37 de 62 . 3. 2.epicocursos. Conceito Nos termos normativos. que veremos na seqüência. que veremos na seqüência. Antes de explorar SCCI e Risco. Se é estruturado de forma adequada a evitar erros e fraudes relevantes. TESTES DE OBSERVÂNCIA 4.com o principal objetivo de determinar a Natureza.1.6.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 4. o auditor deve verificar a existência. é executado conforme definido? – associem a esta pergunta o termo risco de controle. visa responder: 1.3. que veremos na seqüência. Onde o SCCI não é eficaz. Existe manual ou programa de controle interno (CI). de fato. Assim. aplicam-se os Testes de Observância. os testes de observância suscitam dois conceitos: SCCI e Risco.2. é adequado ao seu objeto (o que está sendo controlado)? – associem a esta pergunta o termo risco inerente. Nessa esteira.

o risco de auditoria e a avaliação da aplicação dos procedimentos de auditoria. se estuda risco no exame dos SCCI. oportunidade e extensão.2 o principal objetivo reside na letra “B”.epicocursos. na fase de planejamento. Ou seja.Auditoria Contábil .2/ESAF) O auditor deve avaliar o sistema contábil e de controles internos de uma entidade para determinar: a) a relevância. A alternativa C e a B possuem uma relação de “meios” e “fins”. determinar a natureza.5. definindo o que são testes de observância e testes substantivos: Novamente ela. e) a relevância dos saldos. testes substantivos. De acordo com o primeiro parágrafo deste tópico e com a NBC T 11. o risco de detecção e a avaliação do controle de qualidade. b) a natureza.com Página 38 de 62 .2. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos. Cumpre comentar que a alternativa “C”. d) as estimativas contábeis. quando se devem aplicar procedimentos na adequada natureza. Professor André Acevedo www. mas o objetivo do estudo é proceder de forma adequada à fase de execução da auditoria. que trata sobre risco. se constitui na principal avaliação para delinear os procedimentos de auditoria. a aplicação dos procedimentos de auditoria e o risco de controle. os de controle e os de detecção da aplicação dos testes de auditoria. Comentários: Considero essa uma das questões mais importantes para entender como funciona o trabalho de auditoria.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento (AFRF/2002. a NATOPEX se manifesta. de fato. a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. c) os riscos inerentes.

5. Deste feito. promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis.2 – O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade. estabelecendo a natureza. e da sua eficácia operacional. O conjunto integrado de procedimentos adotados pela entidade.Na proteção de seu patrimônio. como base para determinar a natureza. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria”.SCCI Há diferença entre as definições de SCCI pela NBC T e pela doutrina. .2.1.” 4. elaborando-o a partir da contratação dos serviços. Sistema Contábil e de Controles Internos . “11.1 O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio. Definição da NBC T 11. expondo a definição supra em esquema: O plano de organização e.Auditoria Contábil .com Página 39 de 62 .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Nunca é demais reiterar: “11. O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada.5.2.11.4. de modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz.Na promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis. .Na promoção de sua eficácia operacional. . a oportunidade e a extensão dos exames.epicocursos.2. Professor André Acevedo www.

Assim.epicocursos. a eficácia operacional é um aspecto de caráter administrativo e não contábil. PARA DOUTRINA O RESTO É ADMINISTRATIVO. segundo a doutrina. Fidedignidade (Confiabilidade) e Tempestividade dos Registros e Demonstrações Contábeis. 2. Vejam a questão a seguir: Professor André Acevedo www.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Vejam a questão a seguir: (AFTN/1998/ESAF) O processo que tem por finalidade. considerem como contábeis apenas itens que se referem à fidedignidade dos registros e salvaguarda de ativos. proporcionar à empresa uma razoável garantia de promover eficácia nas suas operações é denominado a) auditoria operacional e financeira b) sistema contábil e de controle interno c) auditoria das demonstrações contábeis d) supervisão e controle de qualidade e) sistema de orçamento e gastos O gabarito é B. A peculiaridade é que. INCLUSIVE EFICÁCIA OPERACIONAL. entre outras.com Página 40 de 62 . Vamos ver o esquema abaixo: Doutrina: Controles CONTÁBEIS (2): 1.Auditoria Contábil . Salvaguarda dos Ativos – aqui entra a segregação de funções de pessoal e setores.

o reflexo da auditoria sobre a riqueza patrimonial é: a) Contribuir para uma melhor adequação na utilização das contas contábeis e do plano de contas. d) Controles de auditoria. c) Controles contábeis. b) Assegurar maior exatidão dos custos e estabelecimentos de padrão para os custos diretos e indiretos. d) Reduzir a ineficiência e improbidade dos empregados e administradores.epicocursos. c) O melhor controle dos bens. atendendo o enunciado da questão. b) Controles gerenciais. direitos e obrigações e ainda maior exatidão dos custos indiretos. O gabarito. Professor André Acevedo www. Comentários: as alternativas “a”. “b” e “c” contemplam aspectos contábeis.Auditoria Contábil .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento (AFTN/1996/ESAF) Sob o aspecto administrativo. letra “d”.com Página 41 de 62 . e) Controles de ativo fixo. trata apenas de aspectos administrativos. e) Promover eficiência na utilização de recursos humanos e materiais e uma melhor utilização das contas. A alternativa “e” trata tanto na primeira parte de aspecto administrativo e na segunda de aspecto contábil. (AFTN/1996/ESAF) O plano de organização e todos os métodos e procedimentos diretamente relacionados com a salvaguarda dos ativos e a fidedignidade dos registros financeiros são definição de: a) Controles administrativos.

2. letra C.2.5. O gabarito é B. por ser considerado na avaliação do ambiente de Controle de uma entidade. b) Integridade e experiência da administração. (AFTN/1996/ESAF) Assinale a opção que não representa um aspecto relevante. Essa divisão é apenas didática.2.4/11.2.5. Grupo 3: 11. Estudo e Avaliação do Sistema Contábil e de Controles Internos.5: Avaliação em termos gerais – ATENTAR para a RESPONSABILIDADE DA ADM pelo SCCI.Auditoria Contábil . Quanto à estrutura organizacional e métodos de administração. pode ser dividida em 3 grupos de considerações: Grupo 1: 11.epicocursos. são fatores que afetam a salvaguarda de ativos principalmente via nível de segregação de funções. e) Estrutura organizacional e métodos de administração. ao menos em tese.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Comentários: conceito plenamente doutrinário para controles contábeis. Comentários: segue a diferenciação entre conceitos administrativos e contábeis. salvaguarda dos ativos e a fidedignidade dos registros financeiros. previsto na NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das demonstrações Contábeis (Resolução CFC nº 820/97).5.2.5. nem a salvaguarda de ativos nem a fidedignidade dos registros. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. a NBC T 11.3/11.6: Avaliação dos procedimentos de controle adotados pela entidade. Integridade e experiência da administração não é afeto.5. para determinação do risco de auditoria das demonstrações contábeis.com Página 42 de 62 . c) Normas para inventário e conciliação de contas. d) Sistema de aprovação e registro das transações. Ainda sobre SCCI. para facilitar o aprendizado: Professor André Acevedo www. Grupo 2: 11.2.5.2: Como base para determinar a natureza. a) Políticas de pessoal e segregação de funções.

e) o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade.5. considerando: a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade.Auditoria Contábil . para efeitos tanto internos quanto externos.2. 11.4 – A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos: a) o ambiente de controle existente na entidade.epicocursos. c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade.2. e f) o grau de envolvimento da auditoria interna.5.6 – A avaliação dos procedimentos de controle deve considerar: Professor André Acevedo www. 11. d) as políticas de pessoal e segregação de funções. porém o AUDITOR DEVE EFETUAR SUGESTÔES OBJETIVAS para seu aprimoramento. Grupo 3: SCCI – considerações para avaliação dos procedimentos de controle pela entidade 11. e e) o sistema de controle da administração. d) a natureza da documentação. c) as áreas de risco de auditoria. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria.2. em face dos sistemas de informatização adotados pela entidade. b) o processo decisório adotado na entidade.5 – A avaliação do ambiente de controle existente deve considerar: a) a definição de funções de toda a administração.5.3 – O sistema contábil e de controles internos é de RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. se existente.2 – O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade.com Página 43 de 62 . incluindo as atribuições da auditoria interna. decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Grupo 1: SCCI – considerações para sua avaliação quanto aos procedimentos de auditoria. 11.5. Grupo 2: SCCI – considerações para sua avaliação em termos gerais 11.2.2. se existente. como base para determinar a natureza. e b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade.5. b) os sistemas de informação contábil.

inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. e) os controles adotados sobre as contas que registram as principais transações da entidade. na seara da auditoria interna. Professor André Acevedo www.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento.com Página 44 de 62 . Ademais. revisão e aprovação de conciliações de contas.2. atento em letras garrafais: !!!O SCCI É RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade. para fins quer internos quer externos. b) a elaboração. alteração. vejamos a NBC T a seguir para firmar a relação entre testes de observância e SCCI: 12.3. i) a limitação do acesso físico a ativos e registros.epicocursos. e j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados. NÃO DO AUDITOR!!! Gravem isso.Auditoria Contábil .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis e quaisquer outros informes contábeis e administrativos. acesso a arquivos e geração de relatórios. c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros. Para finalizar. f) o sistema de aprovação e guarda de documentos. d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação. será útil. g) a comparação de dados internos com fontes externas de informação.

o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade. para conciliação de contas.com Página 45 de 62 . de normas para inventário. especialmente quanto a limites de autoridade e responsabilidade. 3. (mnemônico que eu uso para decorar: POINSIGIN). Saldo das contas 2.3 Conceito NBC T 11. 4. Natureza e volume das transações Para determinar o risco da auditoria. Professor André Acevedo www.3.1: é a POssibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente INadequada sobre demonstrações contábeis SIGnificativamente INcorretas. pela administração. “SAldo” e “NAtureza") 1. Risco de Auditoria – NBC T 11.epicocursos.2. A ANÁLISE DOS RISCOS de auditoria deve ser feita NA FASE DE PLANEJAMENTO dos trabalhos considerando a relevância em dois níveis: Nível Geral: 1. Nível Específico: (uso o mnemônico SANAVOL para decorar o nível específico de análise de risco.Controles internos e situação financeira da entidade.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 4.2. d) a fixação.3. 2.Auditoria Contábil . b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados.A avaliação do sistema contábil. compreendendo: a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades da entidade. c) as políticas de pessoal e segregação de funções. preparação de demonstrações contábeis e demais informes adicionais.Demonstrações contábeis tomadas em seu conjunto.As atividades e a qualidade de administração.

Comentários: Questão conceitual normativa. e) Avaliação dos controles internos. d) Transações com partes relacionadas. A análise de risco de auditoria em nível geral deve considerar. e vejam as alternativas que não apresentam saldo de contas ou transações. entre outras: a) Transações com partes relacionadas. e h) as comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados. considerando a relevância em nível geral e níveis específicos. qualidade da administração e saldos das contas b) Os negócios. que trata de nível específico.com Página 46 de 62 . os negócios e qualidade da administração. Sobrou a alternativa C. d) Transações com partes relacionadas.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento e) as implantações.Auditoria Contábil .epicocursos. saldos das contas e volume das transações. f) o sistema de aprovação e registro de transações. (AFTN/1996/ESAF) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. e) Avaliação dos controles internos. os negócios e qualidade da administração. Vejam a reprodução das alternativas: a) Transações com partes relacionadas. qualidade da administração. saldos das contas e volume das transações. c) Os negócios. esse foi o gabarito atribuído pela ESAF. Quando foi iniciado o tópico dos testes de observância. qualidade da administração e saldos das contas b) Os negócios. avaliação dos controles internos e situação econômica da entidade. Lembrem do SANAVOL. g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos. modificações e acesso aos sistemas de informação computadorizada. saldos das contas e volume das transações. bem como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão ou exclusão de dados. saldos das contas e volume das transações. uma vez que o enunciado exige assinalar a alternativa que se coaduna com a relevância em nível geral. qualidade da administração. se apresentaram três perguntas: Professor André Acevedo www. avaliação dos controles internos e situação econômica da entidade. c) Os negócios.

Que quanto maior o nível de operação com partes relacionadas.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 1. o risco de auditoria é composto por três grupos de risco (mnemônico INCODE): Risco Inerente (risco natural ou intrínseco) – É o risco de erros ou fraudes relevantes em nível de saldos ou transações não serem detectados ou prevenidos pelo SCCI em função de controles internos inadequados e/ou inexistentes ao que está sendo controlado (objeto de controle). é executado conforme definido? 3. Que disponiblidades/numerários são mais sujeitos a erros e fraudes do que outros bens. é adequado ao seu objeto (o que está sendo controlado)? 2. os procedimentos de auditoria serão? Assim. Existe manual ou programa de controle interno (CI). Onde o SCCI não é eficaz. avalia-se sua inadequação ou até inexistência. 3. Nesse nível de controle. Faz-se a primeira pergunta: 1.com Página 47 de 62 .Auditoria Contábil . Se é estruturado de forma adequada a evitar erros e fraudes relevantes. O Auditor deve considerar na avaliação desse risco. Que quanto maior a variação de preços de estoques comercializados maior a possibilidade de erros ou fraudes. maiores são as condições para o conluio visando fraudes e manipulações de preços. em especial: 1. Que provisões estimadas são mais sujeitas a erros ou fraudes. Existe manual ou programa de controle interno (CI). 4. 2. é adequado ao seu objeto (o que está sendo controlado)? Professor André Acevedo www.epicocursos.

os procedimentos de auditoria serão? Agora que vocês estão craques em risco de auditoria. é executado conforme definido? Os riscos inerente e de controle são associados ao próprio SCCI. de detecção. Onde o SCCI não é eficaz. Considera-se aqui falhas humanas na execução entre outros fatores de mal funcionamento do controle. Responde-se à terceira pergunta: 3. se o SCCI fosse 100% fechado a fraudes e erros não haveria risco de detecção: Risco de Detecção – É o risco de erros ou fraudes relevantes em nível de saldos ou transações não serem detectados por procedimentos de auditoria cuja natureza. a procediemntos de auditoria.com Página 48 de 62 .Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Risco de Controle (execução errada) – É o risco de erros ou fraudes relevantes em nível de saldos ou transações não serem detectados ou prevenidos pelo SCCI por falhas em sua execução. Portanto. Se é estruturado de forma adequada a evitar erros e fraudes relevantes. está ligado ao Auditor. No entanto o risco a seguir. associa-se à segunda pergunta: 2. sendo uma consequencia dos riscos anteriores (o SCCI não preveniu ou detectou).Auditoria Contábil . ainda que o SCCI seja bem projetado e adequado. seguem algumas questões sobre o assunto: Professor André Acevedo www.epicocursos. oportunidade e extensão não são adequados – falha do Auditor.

b) de associar a empresa a um cliente sem credibilidade e ter sua imagem confundida com a imagem do cliente. sem comentários. c) de que os sistemas contábeis e de controle interno deixem de detectar uma distorção de saldo que poderia ser relevante. e) de o auditor emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis e estas apresentarem uma situação enganosa ao mercado – Confusão com POINSIGIN. que levará a divergências relevantes nas demonstrações contábeis . b) de associar a empresa a um cliente sem credibilidade e ter sua imagem confundida com a imagem do cliente – “imagem”.detecção. c) de que os sistemas contábeis e de controle interno deixem de detectar uma distorção de saldo que poderia ser relevante. que levará a divergências relevantes nas demonstrações contábeis. Comentários: é interessante tentar associar as alternativas aos conceitos de risco de auditoria: a) de o auditor deixar de realizar um procedimento de auditoria. Risco de Auditoria. Gabarito: letra C Professor André Acevedo www. d) de que os sistemas administrativos e o auditor deixem de avaliar as demonstrações contábeis. d) de que os sistemas administrativos e o auditor deixem de avaliar as demonstrações contábeis – misturou conceito administrativo com detecção. e) de o auditor emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis e estas apresentarem uma situação enganosa ao mercado.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento (AFRF/2003/ESAF) O risco de controle é o risco: a) de o auditor deixar de realizar um procedimento de auditoria.Auditoria Contábil .com Página 49 de 62 .epicocursos.

O critério interessante para resolver a questão é raciocinar que o SCCI é responsabilidade da entidade. considera-se: a) fraude.com Página 50 de 62 . cabe finalizar nosso encontro de hoje com o estudo dos principais pontos acerca desses fatores de distorção das demonstrações contábeis. aos quais são pertinentes os exames sobre SCCI. Primeiramente. que envolve estabelecer o nível de risco de que fraudes e erros2 relevantes não sejam detectados. e 2 NBC T 11. a) Controle das atividades b) Informação e comunicação c) Risco de auditoria d) Monitoração e) Avaliação de risco Comentários: Não é necessário relacionar alternativas com o SCCI.1.2.1: é a POssibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente INadequada sobre demonstrações contábeis SIGnificativamente INcorretas. ficando fora dessa responsabilidade o risco de auditoria.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento (AFRF/2002. adulteração de documentos.epicocursos. o gabarito é letra C.3.4.1/ESAF) Indique o componente abaixo que não está relacionado com a estrutura de controle interno de uma entidade. Fraudes e erros Uma vez que estamos tratando de testes de observância.Auditoria Contábil . Atento aos estudiosos de COSO que as demais alternativas são componentes da estrutura COSO de controle interno 4.4 c/c NBC 11 IT 03 Professor André Acevedo www. registros e demonstrações contábeis.Conceito NBC T 11. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. Portanto. – POINSIGIN. NÃO DO AUDITOR!!! Recapitulando sobre risco de auditoria . Lembrem: !!!O SCCI É RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO.

falsificação ou alteração de registros ou documentos. a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é da administração da entidade. caso elas não sejam adotadas. APENAS SUGERE MEDIDAS E PLANEJA SEU TRABALHO DE FORMA A DETECTÁ-LOS!!! A caracterização de fraude e erro pela é dada pela NBC 11 IT 03 (destaquei em cores o que pode confundir): A fraude pode ser caracterizada por: a) manipulação. o auditor tem a OBRIGAÇÃO de comunicá-los à ADMINISTRAÇÃO da entidade e SUGERIR medidas corretivas.com Página 51 de 62 . Na linha do que foi exposto sobre que é a Administração a responsável pelo SCCI. passivos e resultados.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento b) erro. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos. !!!O AUDITOR NÃO IMPLEMENTA NADA EM TERMOS DE CONTROLE OU DETECÇÃO DE FRAUDES E ERROS. d) registro de transações sem comprovação. Entretanto. Professor André Acevedo www.epicocursos. o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno.Auditoria Contábil . c) supressão ou omissão de transações nos registros contábeis. de modo a modificar os registros de ativos. e e) aplicação de práticas contábeis indevidas. o ato não intencional resultante de omissão. (esse indevida sempre me soou estranho). b) apropriação indébita de ativos.

c) interpretação errada das variações patrimoniais. de efeitos relevantes nas demonstrações contábeis da entidade auditada. Assinale a opção que contenha as características exclusivamente de um ou de outro termo. b) O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros relevantes nas demonstrações contábeis. d) Desatenção.epicocursos. desconhecimento. desconhecimentos ou má interpretação de fatos. desatenção e manipulação de transações. manipulação de transações e adulteração de registros. definem e distinguem os termos “fraude” e “erro”. Gabarito: B – Só bons (maus) exemplos de fraudes. desconhecimento e manipulação de transações. (AFRF/2001/ESAF) Ao definir a responsabilidade do auditor independente de demonstrações contábeis quanto a fraudes e erros. a) Atos involuntários de omissão.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento O erro pode ser caracterizado por: a) erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis.Auditoria Contábil . b) Atos voluntários de omissão. o Conselho Federal de Contabilidade entende que: a) O auditor é responsável pela prevenção de fraudes ou erros.com Página 52 de 62 . Vamos às questões finais desta aula: (AFTN/1996/ESAF) As normas de auditoria independentes das demonstrações contábeis. desatenção. Professor André Acevedo www. atos voluntários de omissão ou má interpretação dos fatos. b) aplicação incorreta das normas contábeis. c) Adulteração de documentos. e) Desconhecimento.

3 Fluxograma real pode ser diferente do fluxograma ideal. o auditor somente sugere. e) A sugestão de medidas corretivas de fraudes ou erros não é responsabilidade do auditor. Professor André Acevedo www. independentemente dos valores monetários envolvidos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento c) O auditor é responsável pela detecção de fraudes ou erros incorridos. Existência de segregação de funções nas compras. exame ou elaboração do fluxograma real3 das atividades para identificar as principais. Exemplo: Atividades de suprimento – verificações: Existência pessoas capacitadas a determinar e executar uma política de estoques mínimos . Esse é assunto para a aula 3. Busca de lotes econômicos e fornecedores de qualidade. bastando ressalvar seu parecer. De pronto. Gabarito: B . Observe-se que o erro na letra D é considerar que pela comunicação de fraudes o parecer será necessariamente ressalvado. d) Ao detectar a fraude o auditor tem a obrigação de comunicar a administração da entidade auditada e ressalvar o seu parecer. sem considerar que a comunicação que o auditor deve fazer à administração se presta principalmente oportunizar que a auditada corrija as demonstrações contábeis. Lembrem. tudo que consigna que “o auditor é responsável pela prevenção ou detecção” já está errado.minimização de custos. se vocês fatiarem as alternativas.Auditoria Contábil . flexibilidade para alteração de posições.Questão literal. etc. Exemplo da aplicação de teste de observância Área de estoques: entrevista com os envolvidos. 4.com Página 53 de 62 .epicocursos.5.

vejamos o conceito dos testes substantivos: São Testes Substantivos os executados após a fase de planejamento de auditoria.Auditoria Contábil . CANJA DA AULA 2: CONCEITO DE TESTE SUBSTANTIVO Antes de expor a seqüência de questões. Guarda e segurança de estoques e dos documentos relacionados. atribuindo às contas um grau de risco de terem os saldos com distorções relevantes decorrentes das operações nas quais os CIs são menos eficazes. Marquem tempo e mãos a obra: Professor André Acevedo www.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento Atividades de movimentação .INPUT/OUTPUT – verificações: Conferência do ingresso/saída de volumes.epicocursos. Apuração de custos. mais sujeitas à ocorrência de erros e fraudes. Deste feito. quando o Auditor está munido de conhecimento acerca das DC’s em seu conjunto.com Página 54 de 62 . finalizamos esse encontro “on-line” com as questões abordadas em aula na página a seguir. e. Atividades de gerenciamento – verificações: Registro contábil. Débitos com fornecedores. 5. para não perder a conexão da fase de planejamento com execução de auditoria. portanto.

apesar de hierarquicamente superior.epicocursos. Nesse sentido.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 6. 2. em tempo integral. é correto afirmar que a auditoria interna representa um controle interno. em virtude de ele prestar serviços exclusivamente para a empresa. (CESPE/ACE-TCU/2007/106) É responsabilidade da auditoria interna fazer periodicamente uma avaliação dos controles internos. (CESPE/ACE-TCU/2008/121) O vínculo empregatício do auditor interno com a empresa deve ser meramente circunstancial. Professor André Acevedo www.II d) II – I – II – I – II . deve sujeitar-se ao controle do auditor. submetendo-lhe a exame seus próprios atos. emitir parecer sobre as demonstrações contábeis ( ) Recomendações para melhoria dos controles internos ( ) Usuários do trabalho são a empresa e o público em geral A seqüência correta é: a) I – II – I – II – I .resumida) Analise os itens abaixo e coloque (I) para auditoria interna e (II) para auditoria externa: ( ) Empregado da auditada ( ) Contrato de prestação de serviço ( ) Avaliação da eficácia e eficiência da gestão ( ) Principalmente. a administração.I e) II – II – I – II – I . Nesse sentido.I 3. (Auditor ECT 98 .Auditoria Contábil . QUESTÕES ABORDADAS NA AULA 1.I b) I – II – I – II – I .com Página 55 de 62 .II c) II – I – I – II – I .

Auditoria Contábil . B Os sócios-gerentes e acionistas fundadores são os que têm maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança. A O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros. D A auditoria interna é uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes. o auditor deve incluir no seu planejamento: a) a análise dos saldos de abertura. (CESPE/Auditor CGE PB/2008/71 adaptada) Com relação às origens da auditoria e seus tipos. b) a análise dos saldos finais do exercício anterior. os procedimentos contábeis adotados. julgue as afirmativas abaixo. a uniformidade dos procedimentos contábeis. a relevância dos saldos. E Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as demonstrações contábeis que a empresa é obrigada a publicar.epicocursos. liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa.com Página 56 de 62 . a revisão do parecer do auditor anterior e a identificação das principais alterações adotadas em assembléia geral. os procedimentos contábeis adotados. (AFRF/2001/ESAF) Quando da realização de uma primeira auditoria numa entidade. que foi auditada por outros profissionais no período imediatamente anterior. os controles internos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 4. C A auditoria externa surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. 5. Professor André Acevedo www. a identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior e à revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior.

d) O uso dos trabalhos de outros auditores independentes. os controles internos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento c) a avaliação do risco de auditoria. a análise de uniformidade dos procedimentos contábeis. e) a avaliação dos procedimentos contábeis. especialistas e auditores internos. a identificação das práticas contábeis. e) O conhecimento das práticas contábeis adotadas pelos fornecedores e clientes da empresa auditada e as alterações procedidas.Auditoria Contábil . 6. a uniformidade dos procedimentos contábeis. os saldos de abertura. o ambiente de controle. (AFRF/2003/ESAF) Entre as assertivas a seguir. a identificação de transações com partes relacionadas. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados no trabalho. a continuidade normal das atividades.epicocursos. indique a opção que não representa uma consideração relevante a ser feita no planejamento do trabalho da auditoria externa. b) O conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade. o sistema de informação contábil. as práticas contábeis.com Página 57 de 62 . a carta de responsabilidade da administração e a revisão do programa do auditor anterior. as partes relacionadas e a revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. d) a identificação de eventos subseqüentes relevantes. as contingências e a revisão dos papéis de trabalho do auditor anterior. c) A natureza. a) O conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. os eventos subseqüentes. Professor André Acevedo www.

c) os riscos inerentes. proporcionar à empresa uma razoável garantia de promover eficácia nas suas operações é denominado a) auditoria operacional e financeira b) sistema contábil e de controle interno c) auditoria das demonstrações contábeis d) supervisão e controle de qualidade e) sistema de orçamento e gastos 9.Auditoria Contábil . os de controle e os de detecção da aplicação dos testes de auditoria. b) a natureza. o risco de auditoria e a avaliação da aplicação dos procedimentos de auditoria. o risco de detecção e a avaliação do controle de qualidade. Professor André Acevedo www. b) Assegurar maior exatidão dos custos e estabelecimentos de padrão para os custos diretos e indiretos. d) as estimativas contábeis.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 7. (AFTN/1998/ESAF) O processo que tem por finalidade. (AFTN/1996/ESAF) Sob o aspecto administrativo. 8.2/ESAF) O auditor deve avaliar o sistema contábil e de controles internos de uma entidade para determinar: a) a relevância. e) a relevância dos saldos.com Página 58 de 62 . a aplicação dos procedimentos de auditoria e o risco de controle. a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. entre outras.epicocursos. o reflexo da auditoria sobre a riqueza patrimonial é: a) Contribuir para uma melhor adequação na utilização das contas contábeis e do plano de contas. (AFRF/2002.

e) Promover eficiência na utilização de recursos humanos e materiais e uma melhor utilização das contas. (AFTN/1996/ESAF) Assinale a opção que não representa um aspecto relevante. c) Normas para inventário e conciliação de contas.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento c) O melhor controle dos bens. Professor André Acevedo www. e) Controles de ativo fixo. a) Políticas de pessoal e segregação de funções. 11. por ser considerado na avaliação do ambiente de Controle de uma entidade. 10 (AFTN/1996/ESAF) O plano de organização e todos os métodos e procedimentos diretamente relacionados com a salvaguarda dos ativos e a fidedignidade dos registros financeiros são definição de: a) Controles administrativos.com Página 59 de 62 . c) Controles contábeis.epicocursos. b) Integridade e experiência da administração. b) Controles gerenciais. para determinação do risco de auditoria das demonstrações contábeis. d) Sistema de aprovação e registro das transações. direitos e obrigações e ainda maior exatidão dos custos indiretos.Auditoria Contábil . previsto na NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das demonstrações Contábeis (Resolução CFC nº 820/97). d) Controles de auditoria. d) Reduzir a ineficiência e improbidade dos empregados e administradores. e) Estrutura organizacional e métodos de administração.

d) Transações com partes relacionadas. (AFRF/2003/ESAF) O risco de controle é o risco: a) de o auditor deixar de realizar um procedimento de auditoria. qualidade da administração.epicocursos. avaliação dos controles internos e situação econômica da entidade. c) Os negócios. saldos das contas e volume das transações. 13.com Página 60 de 62 . e) de o auditor emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis e estas apresentarem uma situação enganosa ao mercado. qualidade da administração e saldos das contas b) Os negócios. saldos das contas e volume das transações. Professor André Acevedo www. (AFTN/1996/ESAF) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. d) de que os sistemas administrativos e o auditor deixem de avaliar as demonstrações contábeis. e) Avaliação dos controles internos. A análise de risco de auditoria em nível geral deve considerar. c) de que os sistemas contábeis e de controle interno deixem de detectar uma distorção de saldo que poderia ser relevante. os negócios e qualidade da administração. entre outras: a) Transações com partes relacionadas. considerando a relevância em nível geral e níveis específicos. b) de associar a empresa a um cliente sem credibilidade e ter sua imagem confundida com a imagem do cliente.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 12.Auditoria Contábil . que levará a divergências relevantes nas demonstrações contábeis.

desconhecimento.Auditoria Contábil . manipulação de transações e adulteração de registros. c) Adulteração de documentos. atos voluntários de omissão ou má interpretação dos fatos. o Conselho Federal de Contabilidade entende que: a) O auditor é responsável pela prevenção de fraudes ou erros. Assinale a opção que contenha as características exclusivamente de um ou de outro termo. a) Controle das atividades b) Informação e comunicação c) Risco de auditoria d) Monitoração e) Avaliação de risco 15 (AFTN/1996/ESAF) As normas de auditoria independentes das demonstrações contábeis. 16 (AFRF/2001/ESAF) Ao definir a responsabilidade do auditor independente de demonstrações contábeis quanto a fraudes e erros. independentemente dos valores monetários envolvidos. Professor André Acevedo www.1/ESAF) Indique o componente abaixo que não está relacionado com a estrutura de controle interno de uma entidade. a) Atos involuntários de omissão.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento 14 (AFRF/2002. de efeitos relevantes nas demonstrações contábeis da entidade auditada. b) Atos voluntários de omissão. definem e distinguem os termos “fraude” e “erro”.epicocursos.com Página 61 de 62 . desatenção e manipulação de transações. b) O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros relevantes nas demonstrações contábeis. d) Desatenção. c) O auditor é responsável pela detecção de fraudes ou erros incorridos. e) Desconhecimento. desatenção. desconhecimento e manipulação de transações. desconhecimentos ou má interpretação de fatos.

espero que tenham gostado desta primeira aula. bastando ressalvar seu parecer.com Página 62 de 62 .epicocursos. Bons estudos.Aula 1 – Conceitos iniciais e planejamento d) Ao detectar a fraude o auditor tem a obrigação de comunicar a administração da entidade auditada e ressalvar o seu parecer.Auditoria Contábil . e) A sugestão de medidas corretivas de fraudes ou erros não é responsabilidade do auditor. Professor André Acevedo www.

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