Apostila
Apostila de
de Sonoplastia
Sonoplastia IASD
IASD
Tec. Isai Smit
Pr. Rosivaldo Santana
1
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
“Deus tem posto na igreja vários dons. Estes são preciosos, em
seu devido lugar e a todos é dado ter uma parte na obr a de
preparar um povo para a próxima vinda de Cristo ”
(Obreiros Evangélicos p.481)
OFICIAIS E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA LOCAL
Os diretores de Música devem trabalhar lado a lado com o pastor ou
com os anciãos a fim de que as músicas selecionadas estejam
relacionadas com o tema do sermão.
O diretor de Música não trabalhará de forma independente, deverá
aconselhar-se com eles.
Os Músicos devem:
Ser membros da igreja, da Escola Sabatina ou da Sociedade dos Jovens.
(Manual da igreja p. 97 Edição revisada na Assembleia da Associação
Geral de 2010.)
FILOSOFIA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA COM RELAÇÃO À
MÚSICA
votado em 13 de outubro de 2004 pela Associação Geral da IASD.
OS PRINCÍPIOS APRESENTADOS NESTE DOCUMENTO QUE DEVEM
ORIENTAR O CRISTÃO EM SUAS ESCOLHAS E UNIFICAR OS
PENSAMENTOS.
1. O Músico
2. A Música
3. A Letra
4. O Louvor Congregacional
5. Os Instrumentos
6. As Produções Musicais
7. A Educação Musical
8. A Administração da Música na Igreja
2
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
9. A Música no Evangelismo
10. A Música no Culto
11. A Equipe de Áudio e Vídeo
12. Músicas Seculares
DEFINIÇÃO:
Sonoplastia é a comunicação pelo som. Abrangendo todas as formas
sonoras - música, ruídos e fala, e recorrendo à manipulação de registos
de som, a sonoplastia estabelece uma linguagem através de signos e
significados.
O termo Sonoplastia vem (do Lat. sono, som + Gr. plastós, modelado) é
um termo exclusivo da língua portuguesa que surge na década de 60 com
o teatro radiofónico, como a reconstituição artificial dos efeitos sonoros
que acompanham a ação. Esta definição é extensiva ao teatro, cinema,
rádio, televisão e web. Antes designada como composição radiofónica,
tinha por função a recriação de sons da natureza, de animais e objetos,
de ações e movimentos, elementos que em teatro radiofónico têm que ser
ilustrados ou aludidos sonoramente. montagem de diálogos e seleção, a
gravação e alinhamento de música uma função dramatúrgica narração.
auxiliado produzia efeitos sonoros em bruitage), tais como a abertura
consequente fechamento, passos caminhando em pisos de diferentes
superfícies, ou o galope de um cavalo efetuado com casca de coco
percutida, ou ainda auxiliado por um operador de som que manipulava os
discos de efeitos sonoros de 78 RPM, controlava a mistura dos vários
elementos sonoros com a voz gravada.
A sua posterior associação à televisão e ao cinema documental toma
subtis variações e formas, recorrendo aí com maior incidência à seleção
de músicas para o acompanhamento de sequências de imagem, ou como
música de fundo de uma narração.
Todo o som utilizado em uma construção sonora audiovisual tem o
objetivo de ilustrar/destacar movimentos ou ações que ocorrem na
sequência de uma cena, diálogo, locução, etc. A montagem do áudio na
sonoplastia pode conter elementos que reforcem a naturalidade do que
3
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
está ocorrendo, ou fazer com que o receptor tenha uma percepção
diferente do que seria o som natural daquela ação.
Para a realização de criações sonoras, podemos classificar os efeitos
sonoros em dois tipos:
Efeitos editoriais - São eventos sonoros que não exigem grande
complexidade de obtenção e manipulação,
por exemplo: ruídos de rato, buzinas,
assovios, etc.
Efeitos principais - São eventos sonoros
que necessitam um trabalho de produção e pesquisa mais elaboradas.
Muitas coisas a criação daquele som demanda um grande tempo para ser
alcançada e demanda um grande esforço criativo do sonoplasta. Por
exemplo: som de uma nave espacial que percorre velocidades enormes,
sons de animais extintos, etc.
Sonoplastia na Igreja:
Hoje em dia qualquer Igreja tem sua aparelhagem de som, seja pequena
media ou de grande porte, há uma grande necessidade que ter pessoas
preparadas para que o culto possa fluir de forma natural e abençoado!
Os sonoplastas têm uma responsabilidade muito grande, se sair tudo
perfeito, o sonoplasta nem
será lembrado, mas se acontecer
alguma falha, logo, logo o sonoplasta é
lembrado (culpado) cerca de 60% do
culto, depende da sonoplastia.
Se aa sonoplastia não estiver
sincronizada com toda a programação
da igreja, ela não funciona e o fracasso
acaba
recaindo sobre o pobre sonoplasta.
Os Dez Mandamentos do SONOPLASTA
4
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
1. Não conversarás: No Horário
de culto não é hora para “Colocar o
papo em dia” com os amigos a sua
volta ou seus auxiliares.
2. Não andarás: A igreja não é uma
passarela de moda para ficar
desfilando como se fosse uma modelo de moda.
3. Não aparecerás: Existem operadores de som que quando as
pessoas elogiam que o som está bom com qualidade, ele estufa o peito,
ai fica parecendo um pombo. Fica se exibindo para as pessoas que era
ele no controle do evento.
4. Não mexerás: Existe um velho ditado que diz; “em time que está
ganhando não se mexe”, por isso se a qualidade está boa porque ficar
tentando regular outra vez o som.
5. Não atrasarás: Se há um horário marcado então cumpra
geralmente o culto começa às 19hs, então porque chegar à igreja dez
minutos depois? Nós sonoplastas devemos estar pelo menos dez minutos
antes de começar o culto para organizar e regular todos os equipamentos.
6. Não demolirás: Se você é um daqueles operadores que adoram
“Botar a casa abaixo” e ainda tente quebrar as janelas da igreja com as
caixas Subgraves, pode para com isso, som alto e pesado não é sinônimo
de qualidade. Não tem somente você no local, pense também nas
pessoas que sofrem do coração ou problemas auditivos, e não tente
mandar sentar no final da igreja que isso não cola! O som continuará alto
e pesado, se você faz ou pensa em fazer, tira essa ideia da cabeça.
7. Não improvisarás: Neste mandamento só existe uma exceção da
regra que é quando queima um fusível, mas mesmo assim somente em
último caso que se deve fazer uma ponte alternativa para religar o
equipamento novamente, mas antes se deve fazer uma verificação o
porquê que foi queimado para não queimar a aparelhagem. Mas o ideal é
sempre ter um reserva guardado.
5
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
8. Não farás rolo: Na sua igreja provavelmente acontece eventos
aonde vão visitantes. Você gostaria que eles vissem aquele ninho feito de
fios parecendo que você cria aranhas gigantes no altar. Para melhorar
isso ou usa microfones sem fio, ou mantenha um auxiliar para ficar
sempre enrolando os fios após cada apresentação, ou coloca os
microfones nos pedestais, e passa os fios por debaixo dos suportes
juntinhos se quiser pode até passar uma fita isolante para agrupar os fios
até os seus destinos.
9. Não ungirás: Gatos não gostam de água assim como equipamento
sonoro também. Se for beber algum líquido perto da aparelhagem
mantenha sempre uns 02 metros de distância para se algo acontecer não
chegar a atingir a aparelhagem.
10. Não espancarás: Tem gente que acha que uma tapinha no
equipamento resolve, mas é errado, caso você não saiba, bater no globo
do microfone pode queimar a cápsula.
MONTAGEM DE EQUIPAMENTOS
Montagem do P.A.
Ondas sonoras
Qual delas você acha que é a montagem certa? Bom o melhor esquema
é o nº 02 que contém um “X” feito pelas ondas sonoras no meio do
ambiente assim
proporcionando que
tosos ouçam com
a mesma qualidade;
usando o esquema nº
01, as pessoas que
estão no meio entre
as duas caixas
irão ouvir um som
meio estranho com pouca qualidade.
Como soldar os fios aos plugs
Para você que está começando a pegar o jeito da coisa e não sabe como
os fios e plugs trabalham vamos te ensinar na teoria como soldar os fios
6
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
com os plugs. 1°: Se pega o ferro de solda o liga na tomada, no máximo
uns cinco minutos ele estará bom para ser usado; 2°: Enrole os fios
descascados e o apoie em uma superfície fixando-o e passe o ferro por
cima dos fios e a solda entre os dois para que no momento da solda eles
não se desprendam e te atrapalhe mais; 3°: Posiciona-se o fio no plug
após ter colocado a tampa do plug e o isolamento antes de começar a
soldar; 4°: Depois de posicionado encoste a ponta do fio e com o ferro de
solda por cima e a solda no meio como no 2° passo e libere a quantidade
de solda suficiente para que não se desprenda facilmente; 5°: Retirando
o ferro de solda de cima do fio, mas tendo a certeza de que não se soltará
ainda quente espere um pouco e em menos de 10 segundos a solda
estará fria.
As partes do Plug
P10 Mono
P10 Estéreo
XLR
7
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Sessão de Equalização no console
Sempre em todos os consoles existem a mesma ordem de equalização,
ou seja, só muda as cores em cada marca de mesa de som, mas não a
ordem até mesmo nos console digitais.
1º Botão: Ganho
2º Botão: Agudo
3º Botão: Médio
4º Botão: Grave
Esse é o esquema básico em qualquer mesa. Mas pode ocorrer He haver
os botões de frequência, mas isso não é problema vamos conferir:
1º Botão: Ganho
2º Botão: Agudo
3º Botão: frequência do agudo
4º Botão: Médio
5º Botão: frequência do Médio
6º Botão: Grave
7º Botão: frequência do grave
Som e seus semelhantes
Estudamos os aparelhos sonoros, mas uma parte muito importante falta
ser analisada, as partes do som:
O que o som?
Qualquer emissão de voz simples ou articulada
Como você acha que uma criança reconhece a sua mãe mesmo sem
saber falar nada?
O timbre tem essa função é a qualidade pela qual identificamos uma
pessoa pela voz ou o instrumento que emitiu um som.
O que é o Timbre?
Qualidade do som que permite distinguir os sons de mesma altura e
intensidade, produzidos por vozes ou instrumentos diferentes.
Como funciona a voz?
Produção de sons na laringe dos animais, especialmente na laringe
humana, com auxílio do ar emitido pelos pulmões.
O que audiovisual?
8
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Relativo simultaneamente a audição e visão, destinado a auxiliar no
ensino pelo emprego tanto do ouvido,
quanto da vista (discos, filmes). Em vários
lugares agora os sonoplastas tem trabalho
dobrado de manter o som funcionando e
manter imagens (vídeos) sendo exibidos
em projetores digitais mais conhecidos
como Datashow (Projetor de vídeo).
O que é o tom?
O tom é simples, é o grau de elevação ou abaixamento de um som. Ele
geralmente é mais usado pelos músicos para definir os tons musicais na
partitura.
Mixagem
O que é a mixagem?
Operação que consiste em
mesclar, numa só faixa sonora, os
sons de várias outras faixas de
diálogos, música e ruídos.
Conceitos:
Numa banda existem várias fontes
de sinais sonoros de diversos
instrumentos, como bateria, sopro,
guitarra, contrabaixo,
violão, violino, entre outros.
Para colocar isso tudo em uma gravação para você ouvir em um só CD é
muito simples é um aparelho chamado console de mixagem, mas você já
conhece como outro nome bem popular: Mesa de Som, isso mesmo nela
que concentra todas as fontes ao mesmo tempo e decide as alturas
sonoras que ficaram cada um numa mixagem.
TIPOS DE MICROFONE
Se alguém te der um microfone de qualquer tipo e mandar gravar algo, dá
para fazer?
A resposta sempre tem que ser “sim”. Mas por quê?
9
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Porquê quando você conhece as características de um microfone, você
sabe exatamente o que precisa fazer para tirar o som esperado, mesmo
que seja necessário usar outros equipamentos em complemento.
Sério, qualquer tipo de microfone serve para qualquer coisa. As baterias
do Van Halen eram gravadas com microfones dinâmicos (como o Shure
SM57/58) considerados baratos em todas as peças (inclusive no
bumbo).
Ou seja, sem desculpas!
Veja os tipos de microfone mais usados no áudio e suas principais
aplicações.
Os tipos de microfone mais usados no mundo do áudio são:
1. Microfones dinâmicos como o Shure SM57 e SM58;
2. Microfones condensadores de cápsula larga (ou diafragma largo)
como o AKG 414 e o Neumann U87;
3. Microfones condensadores de cápsula pequena (ou diafragma
pequeno) como o Neumann 184;
4. Microfone de fita (ou ribbon) como os Coles 4038 ou o Royer R121.
Omni
Os microfones omnidirecionais captam áudio em 360º. Ou seja, ele capta
tudo que está a sua volta! Ele é excelente para captar detalhes e nuances,
mas, obviamente, não tem nenhuma rejeição de sons indesejáveis. Pode
ser usado para gravar coros, ou até mesmo para captar a sala em uma
gravação de bateria.
Uma aplicação comum dos microfones omni é para a medição da
performance acústica de salas, já que ele tem uma “visão” completa das
reflexões da sala.
Omnidirecional
Os microfones de figura 8 são beeem interessantes. Eles captam todos
os sons que estão à frente ou atrás do microfone,
rejeitando o que está dos lados.
10
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
É uma aplicação bem legal para fazer um overhead de bateria (e captar
reflexões da sala) ou para gravar um podcast, por exemplo.
Shotgun
Os microfones Shotgun são muito famosos no mundo da televisão. Sim,
são aqueles microfones gigantes que ficam acima da cabeça dos atores.
Eles possuem um padrão de captação extremamente direcional, e
rejeitam os sons vindos das laterais através do cancelamento de
polaridade.
Tamanho do diafragma
Agora que você já sacou os padrões de polaridade usados nos
microfones, vamos entender o que é o
diafragma e porque ele é importante para
escolher o tipo de microfone certo.
O diafragma é um material (geralmente fino e
sensível) que se move ao entrar em contato
com o som.
Essa vibração transforma energia cinética
(criada pelo movimento) em energia elétrica. E
assim é formado o som que ouvimos. 😉
O tamanho do diafragma afeta a sua capacidade de lidar com a pressão
sonora, sua sensitividade, alcance de frequência e nível de ruído interno.
Pequeno
Microfones com diafragma pequeno são conhecidos como pencil mics,
por causa do seu tamanho reduzido e formato cilíndrico.
Seu design compacto permite que ele seja mais leve, além de ser
facilmente posicionado.
Curiosamente, microfones de diafragma pequeno são desenvolvidos para
aguentar pressões sonoras elevadas e entregar um alcance de
frequências mais amplo.
11
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Pencil Mic Rode NT55
Captar violões, chimbal e overheads são
algumas das principais aplicações dos
pencil mics.
As principais limitações de microfones com
diafragma pequeno é o alto ruído interno e a
alta sensitividade ao som (fontes muito altas
podem saturar o microfone facilmente).
Médio
Os microfones com diafragma de tamanho médio são considerados
híbridos.
Eles possuem o som “cheio” e warm dos microfones de cápsula
grande, mantendo a sensibilidade à agudos que os mics de
cápsula pequena possuem.
Esses mics são modernos (e relativamente recentes) e estão
ganhando espaço tanto ao vivo, como em estúdios.
Porém, você pode priorizar outros tipos de microfones se estiver no
começo de um novo home Studio, estúdio de gravação ou montando uma
nova casa de shows.
Condensador de cápsula média
Grande
Quanto maior for o diafragma de um microfone, mais sensível ele é às
vibrações do ar, o que significa que mais detalhes serão captados pelo
microfone.
Ao contrário das cápsulas pequenas, que são mais rígidas, os mics de
cápsula grande (ou cápsula larga) se movem facilmente e captam
facilmente pequenas variações na pressão sonora vinda de uma fonte.
Isso é traduzido em um som mais transparente e natural.
Essa fidelidade tornou os mics de cápsula larga um dos tipos de microfone
mais usados dentro de estúdios.
12
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Eles são aplicados em basicamente qualquer coisa, desde tons e bumbo
de bateria, até vocais e instrumentos acústicos.
Mic de cápsula larga em conjunto com dois ribbons
Mic condensador de cápsula larga no bumbo
Condensadores de cápsula larga e ribbons em um piano
Tipos de microfone
Os tipos de microfone principais podem ser colocados em três categorias:
13
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
• Microfone Dinâmico;
• Microfone Condensador (de cápsula larga ou pequena);
Microfone de Fita (Ribbon).
Cada um deles tem características próprias e podem ser usados em
diferentes situações. Vamos conhecer mais sobre cada um deles.
Microfone Dinâmico
Se você procura por um tipo de microfone versátil, então o dinâmico é a
melhor opção.
O microfone dinâmico é o que você mais vai ver na vida. SM58, 57,
MD421, Samson Q7 e várias outras figurinhas carimbadas de estúdios de
ensaio e gravação são microfones dinâmicos.
Eles aguentam pressões sonoras elevadas e são muito usados em
instrumentos “altos”.
O SM57 é um clássico para gravar caixa de bateria e microfonar guitarras.
O MD421, da Sennheiser é muito usado em tons e surdos, e o SM58 deve
ser o mic de vocal mais usado na face da terra.
Isso acontece porque o diafragma dos microfones dinâmicos é formado
por uma bobina magnética móvel, que é resistente à altas pressões
sonoras (SPL, ou Sound Pressure Level).
14
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Shure SM57
O Shure SM57 é um mic dinâmico clássico. Presente em 100%
dos estúdios profissionais ao redor do mundo, é o escolhido
para caixa de bateria e guitarra na maioria das vezes.
Você consegue comprar um usado por cerca de R$600 no
Mercado Livre. Só fique atendo às falsificações!
SKP PRO-33K
O SKP PRO-33K foi uma das minhas melhores descobertas
nos últimos tempos. Extremamente acessível e muito
bem construído, ele é um excelente mic versátil para
home Studio e para quem procura um “coringa”.
Funciona super bem guitarras, vocais e bateria!
AKG D5 Supercardioide
O AKG D5 é um microfone supercardioide que está entre o 57 e o PRO-
33K. Ele é muito usado ao vivo por ser supercardioide,
mas também funciona muito bem para guitarras! E você
pode comprar um novo por cerca de R$500,00 no
Mercado Livre. 😉
Microfone Condensador
Microfones condensadores possuem um diafragma diferente dos
dinâmicos. O diafragma é fino e condutivo, situado próximo a uma fina
placa de metal.
Esse sistema funciona como um capacitor eletrônico, onde a pressão
sonora faz o diafragma vibrar, e ele converte a sua capacitância
(quantidade de energia elétrica acumulada, ou capacidade de acumular
energia elétrica) em áudio. Ficamos meio técnicos agora, né 😛
Estrutura de um microfone
condensador.
Como o mic condensador utiliza a
capacitância ao invés de uma bobina
15
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
eletromagnética (como o microfone dinâmico) o som captado é mais fiel
ao original.
Uma das grandes diferenças do microfone condensador é que ele precisa
de energia para funcionar. Como o capacitor, ele precisa ser “carregado”.
Então, esses mics precisam da famosa phantom power. O PP é uma
corrente elétrica de 48v utilizada para componentes eletrônicos ativos (ou
seja, que precisam de energia para funcionar).
As duas principais funções do microfone condensador no mundo do áudio
são para a gravação de voz em estúdios, e também como microfones de
overhead para a bateria.
Condensadores como overheads – Fonte: latproduktion
Chris Cornell gravando com um Telefunken (U47 talvez?) RIP 🙁
3 sugestões de microfone condensador cápsula larga
MXL V67
O MXL V67 é um microfone condensador bem versátil que me acompanha
há anos! Ele funciona muito bem para voz, overheads de bateria, e até
amperes de baixo e guitarra. Você encontra ele usado por cerca de
R$900,00.
Audio-Technica AT 2020
AT 2020
A Áudio Technica tem uma linha superinteressante de
microfones condensadores. O AT2020 é o modelo de
entrada e traz uma boa relação de custobenefício. Você
consegue encontrá-lo usado por cerca de R$850,00 e novo
por R$1.400,00.
AKG C 414 XL II
16
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
O AKG 414 é um velho conhecido dos estúdios de gravação. O 414
original é uma das relíquias do mundo do áudio e um dos preferidos
para captar tom tons de bateria. O XLII é um mic com 5 padrões de
polaridade, o que o torna muito versátil! E também salga o preço:
uma unidade custa cerca de R$4.000,00 usada.
3 sugestões de microfone condensador cápsula pequena
Neumann KM 184
É verdade que o Neumann KM-184 vai estar acima do orçamento da
maioria de nós, mas ele é um dos condensadores de cápsula
pequena referência nos estúdios.
Versátil para overs de batera ou microfones acústicos, um par
no Basil custa em torno de R$9.000,00. Mas não custa
conhecer, né? 😉
MXL 606
Uma opção bem mais em conta é o MXL 606. Ele tem duas
funções que eu gosto muito: um pad de -20dB (lembra que
condensadores pequenos são supersensíveis?) E um High-Pass
Filter.
Samson C02
O Samson C02 é uma opção acessível e que ficou
famosa por fazer parte do kit de microfones de bateria da
Samson. Por cerca de R$400,00 você consegue o par,
mas é mais comum encontrá-los como parte do kit.
Microfone de Fita (Ribbon)
Os microfones de fita eram muito populares nos anos 50 e 60,
principalmente nas emissoras de rádio.
17
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
O seu diafragma possui uma fina fita de metal, que não capta apenas a
movimentação do ar (causada pela fonte sonora) mas também a
velocidade com que o ar se movimenta.
Isso permite que os microfones ribbon tenha uma alta sensitividade a
agudos, sem a “aspereza” de outros microfones.
MXL R144
O MXL R144 é um microfone de fita não muito conhecido, mas que
pode ser encontrado facilmente no Brasil – o que é um bom
diferencial! Não é muito comum usado, mas um novo sair por volta
de R$1.400,00 (sim, mics de fita são um pouco mais caro :P).
Cascade Fathead
O Cascade Fathead é um excelente mic ribbon que você
encontrar por aqui! Tanto o Fathead quanto o Fathead II são
versáteis e uma excelente adição para o seu estúdio. Fiquei em
dúvida entre colocar o Cascade ou o Royer R-121 aqui, mas
você consegue encontrar o Cascade mais facilmente. Um par
está na casa dos R$5.000,00.
Oldbox M1 Ribbon
O Oldbox M1 Ribbon merece um destaque especial! É um microfone de
fita feito no Brasil e superacessível. Um novo custa R$850,00 direto no
site oficial.
Qual é o melhor tipo de microfone?
Essa é a pergunta de R$1milhão, não é mesmo?
O melhor tipo de microfone está diretamente relacionado à uma coisa: sua
necessidade.
18
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Se você é um produtor musical, sem dúvidas sonha
com mics famosos nos estúdios de gravação ao
redor do mundo. Mas um Neumann U87 pode
custar mais de R$20.000,00.
Então, é melhor pensar muito bem antes de
procurar por um desses, né?
O melhor microfone para você vai ser aquele que
atende sua necessidade, cabe no bolso,
e entrega alta qualidade de som. Para isso, vamos
entender como escolher o tipo de microfone ideal.
Amplificadores
Amplificadores de potência são equipamentos capazes de aumentar o
sinal elétrico de Audi proporcional à necessidade (Capacidade de
potência dos alto-falantes)
Unidade de Medida
Os amplificadores utilizam o Watt como unidade de medida da sua
potência. Porém sabemos que existem várias conversões que também
utilizam o Watt, mas com valores proporcionais diferentes umas das
outras. Vejamos algumas delas:
Watt IHF (Institute of High Fidelity – Instituto de Alta Fidelidade)
Watt PMPO (Peak Maximum Power Output – Pico Máximo de Potência de
Saída)
Watt RMS (Toot Mean Square – Raiz Média Quadrática)
Os valores variam de acordo com cada unidade, por exemplo, 100watts
RMS podem ser expressos como 200watts IHF ou 400watts PMPO.
O Watt RMS é o mais utilizado em aparelhos profissionais.
Interferência e Ruídos – Causas e Soluções
Cabos de áudio podem carregar sinais de vários níveis. Entretanto,
quando conectados esses a mixers, pré-amplificadores, qualquer ruído
que interfira nos cabos pode tornar-se um desastre devido ao ganho
daqueles aparelhos. Listamos abaixo as principais fontes de ruídos.
Interferência Eletromagnética:
É aquela irradiada por cabos de força, transmissores e motores, reatores
de lâmpadas fluorescentes, e no pior dos casos, através de dimmers de
19
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
iluminação. A solução é mate-los afastados fisicamente das fontes
citadas.
Interferência de Manuseio:
Curvando, enrolando, carregando ou vibrando em cabo, podem ocorrer
mudanças de espaçamento entre o condutor ou condutores entre a
blindagem. O resultado é a mudança de capacitância do cabo,
ocasionado um ruído muito conhecido. A solução é a fabricação adequada
de forma a produzir um cabo mecanicamente estável.
Efeitos
Antes de testar esses efeitos em sua aparelhagem lembre-se de esses
efeitos ampliam o som assim como se fosse um ganho extra, então
mantenha os canais em uma altura que não possa haver interferências.
1 - Reverb: O reverb ele se divide em quatro tipos de efeitos são eles:
1.1 – HALL: Simula ambientes grandes como salas de concreto
(Concret Hall), ou templos religiosos, ou sala “viva”. É adequado
especialmente para baterias, entre outros semelhantes.
1.2 – ROOM: Corredor que seria a tradução literal de Room. Sendo
assim, entendemos que esse tipo de Reverb simula ambiente pequeno
ou uma sala mais “seca”. Esse efeito não se destaca como efeito nítido
como os demais.
1.3 – CHAMBER: Simula uma sala pequena e vazia. É a sensação que
temos ao falar em uma sala sem móveis, cortinas, etc. É uma reversarão
curta, ou seca. Ele é parecido com o Delay.
1.4 – PLATE: Antigamente, existiam reverberes mecânicos que
utilizavam molas pequenas presas aos alto-falantes, que acresciam o
sinal uma característica brilhante. Ele é “Clássico” para baterias (Snare)
e canto
Os efeitos moduladores
Os efeitos moduladores têm como principal, a alteração do som original.
Mesmo que os outros tipos de efeito alterem o som original (e o fazem),
não é o seu objetivo. Já nos moduladores é.
20
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Os efeitos moduladores têm referência em parâmetros do áudio como a
amplitude, frequência, fase entre outros.
✓ CHORUS: esse efeito é um dos mais utilizados. Seu objetivo é dar
uma sensação de corpo ao sinal. Faz isso através de dobras
eletrônicas criadas a partir do sinal origina. O Chorus é muito versátil
em guitarra, baixo, teclado, etc.
✓ FLANGER: Muito parecido com o Chorus, mas com um detalhe: o
sinal dobrado retorna ao início do processo, criando assim uma
realimentação do sistema. Essa “microfonia” é a principal
característica do Flanger. O Flanger é muito versátil em guitarra,
baixo, teclado, etc.
✓ DELAY: Alguns confundem Delay com Reverb. Mas a função do
Delay é copiar o sinal na íntegra e depois emiti-lo. É importante
definir que o Delay vai repetir e qual a velocidade dessa repetição.
É como eu o autor digo é um efeito “papagaio” tudo o que você fala
ele repete.
✓ PHASER: Esse tipo como o seu nome diz, interfere na fase original
do sinal. Ele trabalha igualmente de acordo com o princípio do
desfaçamento. É muito versátil em guitarras, baixo, teclado, canto,
etc.
✓ ULTRABASS: É a combinação entre processador de SubHarmonia,
Bass Exiter e Limitador. Enobrecimento de sinais de teclado e efeito
de som para baixo elétrico.
✓ TEST TONE: Som de teste com uma frequência de 1KHz. (Atenção
para usar esse efeito zere os amplificadores e suba devagar após
ativar o efeito)
✓ VINYLIZER: Simula o som estalidos dos antigos discos de vinil.
Aplicações DJ efeito de som para espetáculos ao vivo.
✓ CATHEDRAL: Ressonância muito densa e comprida de uma
grande catedral. Utilizados em instrumentos solos, vozes em
aplicações lentas (ideal para corais). O seu excesso em voz não é
recomendado.
21
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
✓ COMPRESSOR: As passagens com níveis de som baixos são
aumentadas, as passagens com um volume de som mais alto são
atenuadas.
Equipamentos de Som
MIXER: É mais conhecido como mesa de som, é usado para juntar todas
as fontes sonoras e enviá-las ao destino, ou seja, as caixas acústicas.
EQUALIZADOR: Como seu nome já menciona, ele serve para equalizar
o som, entre 20hz e 20KHz.
GATE: (Porta) é usado para não deixar que frequências ou ruídos saiam
do equipamento enquanto ele não estiver em uso, ou seja, caso esteja
em um estúdio ele não capte sons abaixo de 55db.
LIMITER: Define até que altura o som chegará, por exemplo, quero que
não ultrapasse 85db, quando o som passar da altura desejada ele impede
que passe do determinado.
COMPRESSOR: É quase igual ao limiter, mas existe uma pequena
diferença, ele comprime o som até voltar ao normal desejado, já o limiter
ele corta o som.
CROSSOVER: Ele equaliza o som para que somente saia frequências
baixas, ou seja, grave, ele é usado em subgraves passivas geralmente é
tirado de uma auxiliar da mesa de som e enviado sem nenhuma
equalização para o amplificador das caixas de graves.
EQUALIZAÇÃO DE MICROFONES
É muito comum em um grupo musical os cantores usarem
somente o microfone que foi equalizado para a sua voz,
então, este microfone já está com seu timbre de voz e altura
determinada para que haja uma harmonia musical.
22
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Em uma igreja ou evento como não temos um microfone para cada
pessoa que vai falar ou cantar e considerando que cada pessoa tem uma
voz diferente, devemos fazer a equalização individual, pois cada baixo,
tenor, soprano e contralto tem um timbre de voz diferente e é
por isso que o sonoplasta deve estar atento a todas as pessoas
que usam o microfone.
Um microfone equalizado para um baixo, por exemplo, quando
um tenor vai falar ou cantar ele vai ficar com uma voz estranha!
Pois, o microfone foi equalizado para o baixo e não o tenor. Uma
boa equalização deve considerar um grave bem regulado e um
agudo bem definido com os “S” suaves soando em nossos ouvidos.
10 DICAS PARA EQUALIZAÇÃO
10 dicas para usar na sua mixagem.
Equalizar é equilibrar. Portanto, quando se equaliza um determinado som
ou instrumento, estamos buscando o seu equilíbrio tonal. Essa busca
deve levar em conta todos os elementos do som e ainda as variantes
acústicas do ambiente. O EQ é uma ferramenta extremamente poderosa
para moldar o equilíbrio de frequências de elementos em uma mix. Você
pode com o equalizador: trazer as coisas para frente ou para empurrá-las
para trás, criar ou tirar o foco de algum instrumento, realçar elementos
importantes, etc. O EQ pode ajudar a reparar gravações ruins e um ajuste
correto pode faze-la soar bem. Aqui estão algumas dicas que aprendi ao
longo dos anos equalizando numa mixagem.
1 – Não equalize; o posicionamento do microfone é o seu melhor
equalizador! Antes de “meter a mão” no equalizador, ESCUTE. Defina
qual o som que você está buscando e tenha-o em mente. Não saia
equalizando sem ao menos escutar o que vai fazer. Às vezes nem
sempre é necessária uma equalização. Dica: neste caso procure usar
os filtros HPF e LPF quando necessário.
2 – Evite tomar decisões de equalização em isolamento (com o canal
“solado”). Embora seja tentador “solar” durante a música que você está
trabalhando, isso tira o contexto da trilha dentro da mixagem. É muito
comum um canal não soar bem solado, mas dentro do contexto da mix
funcionar perfeitamente. Não confunda, apesar de ser comum, nem
sempre um som ruim fica bem no contexto da mixagem. Dica: Ao invés
23
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
de “solar” o canal para fazer algum ajuste, tente aumenta-lo e fazer a
alteração desejada.
3 – Use o EQ para criar perspectivas em sua mixagem. Uma vez que a
mixagem é pensada para criar sensações ao ouvinte, não é estranho
pensar que existem planos onde os instrumentos são organizados, de
tal forma que se pode identificar a posição deles num contexto visual.
Exemplo: Pense em um fotógrafo que propositadamente faz objetos fora
de foco para destacar o assunto.
4 – Às vezes o botão de mute é o equalizador mais eficaz. Se algo não
está funcionando, não está soando como você imaginou e mesmo
equalizando ele não se encaixa na mix como você espera, é melhor
reavaliar o arranjo e perguntar a si mesmo se esse instrumento
realmente pertence à mistura. Lembre-se: nem todos os elementos têm
de estar jogando o tempo todo, um arranjo interessante evolui e muda
ao longo da música.
5 – Geralmente, atenuar uma região é melhor do que aumentá-la.
6 – Esteja atento aos instrumentos que atuam nas baixas frequências.
Lembre-se que elas têm um comprimento de onda maior do que as de
alta e levam mais tempo para desenvolver, em última análise, ocupará
muito espaço na sua mixagem, por isso é comum a cortar
agressivamente as baixas usando um filtro passa altas (HPF), canais e
instrumentos que não ocupam essa região. Muitas mixagens soam mal
por não terem sido trabalhados corretamente as baixas. Graves
embolados é um problema muito comum e distribuir corretamente as
frequências aos instrumentos dessa região, é a chave para obter uma
mixagem limpa e com graves definidos.
7 – Certifique-se de respeitar as características de cada instrumento. Não
da maneira onde não pode ser usada a criatividade
para criar um novo timbre, quando digo “respeitar”
quero mostrar que os instrumentos atuam em uma
faixa de frequência, ou seja, nada adianta aumentar
uma região que o instrumento não responde. Dica:
use um analisador de espectro para visualizar o “range” de frequência que
o instrumento atua, mas lembre-se que ele não é um substituto do seu
ouvido!
24
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
8 – Não use presets! Cada instrumento tem sua característica única.
Nessa hora deixe a preguiça de lado, invista na sua criatividade, busque
um novo som, aperfeiçoe sua técnica.
9 – Diferentes tipos de música e ritmos têm abordagens diferentes quanto
a equalização. Esteja por dentro do estilo que vai mixar, busque uma
referência, ESCUTE!
10 – Pense que no fim da sua mixagem, cada instrumento deve ter o
seu espaço, deve atuar na sua região de frequência. Colocar dois
instrumentos em regiões próximas pode fazer com que um mascare o
outro. Exemplo: trabalhar com o bumbo atuando em 80hz e o baixo com
um “boost” na mesma região fará com que um dos dois suma da sua
mix. Lembre-se, não há “receita” para equalização, pois tudo depende
do arranjo dos instrumentos, da captação, etc. Se alguém pediu um a
um chef: “como posso preparar uma batata para comer?”, eu aposto
que ele te diria de volta: “Bem, o que você quer fazer com ela? O que
você gosta? Que outros alimentos serão servidos ao lado a batata?”
Existem dezenas de maneiras de preparar batatas, dependendo do
contexto e dezenas maneiras de equalizar sua mix.
FUNDO MUSICAL
O fundo musical deve está sempre disponível no seu computador e é uma
ferramenta indispensável em qualquer culto, programa ou evento. Todo
espaço no programa pequeno ou grande deverá ser preenchido com
fundo musical, pois é a alma de qualquer culto programa ou evento.
Tipo:
O sonoplasta deve ter sensibilidade para escolher o fundo musical certo
para cada tipo de culto programa ou evento. Ex: em um culto de batismo
os fundos musicais devem ser de preferência músicas do hinário
Adventista, musicam solenes e relacionadas com o tema do batismo.
25
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Apelo:
No caso de um apelo o fundo musical deve ser bem solene, com
instrumentos bem leves como piano, teclado e instrumentos de sopro,
evite colocar fundos musicais com instrumentos de percussão, ou
músicas cantadas, eles não criam uma atmosfera solene para decisão.
Altura:
Obs: Tome muito cuidado com o botão de volume! Antes de soltar
qualquer música, verifique se ele está 100% baixo. Vá aumentando aos
poucos até o limite de um fundo musical que é o suficiente para que
possamos ouvir a melodia sem atrapalhar o apelo.
PROJETOR
O Projetor de vídeo tem sido uma ferramenta muito importante nos cultos,
programas e eventos, mas algumas pessoas não têm usado de maneira
correta.
Alguns Erros comuns:
✓ Deixar o projetor de vídeo ligado durante todo o culto é um erro
gravíssimo, a lâmpada do projetor é a
base de vapor de mercúrio e tem um
tempo de vida útil e quanto mais tempo
ela permanecer ligada, menos tempo vai
durar seu projetor. O ideal é só deixar
ligado quando for usar.
✓ Colocar propagandas e anúncios durante o culto.
✓ Nunca limpar o filtro do projetor.
✓ Não ajustar o foco e o tamanho da imagem.
Em cada computador tem um comando diferente para ativar as funções
da projeção, em meu
computador eu pressiono
a tecla FN + F4, alguns
somente a tecla F4,
a tecla da bandeira do Windows e etc. outros
26
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
ÁUDIO
Todos nós temos aqui algo em comum: gostamos de áudio. E quando falo
de áudio falo de tudo que ele engloba tanto a área técnica, de
equipamentos de som, acústica, sonorização, quanto à área musical,
porque música só existe porque existe o áudio. Mas afinal de contas, o
que é “ÁUDIO”?
Numa definição bem simples, áudio, ou som, é a variação de pressão,
periódica, que pode ser captada pelos nossos ouvidos. Se
vocês lembram bem das aulas de biologia, nosso sentido da
audição é formado em essência pelo Tímpano (uma
membrana móvel), por três ossinhos que se movimentam a
partir das vibrações do tímpano (Martelo, Bigorna e Estribo), e da
Cóclea. As variações de pressão vindas do ambiente fazem o tímpano
vibrar, e este faz movimentar os três ossinhos, que transmitem a vibração
até a Cóclea, que então transforma as vibrações em impulsos nervosos
que são levados até o cérebro. Estas variações de pressão nós
chamamos de
Ondas Sonoras.
As ondas sonoras são produzidas por
qualquer objeto que, ao movimentar-se,
cause perturbação em um meio. Por
exemplo: ao jogarmos uma pedra em
um lago tranquilo, notamos que se
formam ondas ao redor do lugar aonde
a pedra caiu. Nas piscinas de ondas
artificiais, uma parede móvel em um dos lados da piscina, ao se
movimentar pra frente e pra trás, forma as maravilhosas ondas pra turista
ver...
Nestes dois exemplos, não podemos escutar o som puro gerado por estas
ondas. Escutamos apenas o choque da pedra na superfície das águas,
ou a onda “quebrando” na praia. Por quê? Para entendermos, vamos
estudar um pouco sobre as Características das Ondas
Sonoras:
1. Intensidade: A “força”, ou o volume da onda;
27
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
2. Frequência: A altura, ou a “tonalidade” da
onda (grave média ou aguda);
3. Duração: O tempo que uma onda leva
para desaparecer;
4. Timbre: A “coloração”, a propriedade que
distingue uma flauta de um violino, por
exemplo;
Para que possamos “ouvir” uma onda, é preciso que esta esteja dentro
dos valores de intensidade, frequência e duração que o ouvido humano
pode captar e distinguir.
Em termos de Intensidade, ninguém consegue ouvir algo abaixo de 0db,
que é chamado de “Limiar da Audição”. Por outro lado, uma intensidade
superior a aproximadamente 120db causa DOR na maioria das pessoas.
Falando em Decibel (DB), ele é uma medida de relação entre duas
grandezas. No caso da audição humana, 0db representa uma pressão
sonora de 10-12 W/m2. Já se perguntou por que não consegue ouvir uma
formiga andando? Certamente uma formiga faz barulho quando anda,
mas este barulho fica abaixo do limiar de audição, portanto não podemos
ouvir diretamente.
Para você ter ideia, abaixo alguns exemplos:
Vamos analisar os elos que compõem um sistema de som, lembrando que
a qualidade final do sistema será determinada pelo elo mais fraco da
cadeia:
1. Captação
2. Processamento
3. Projeção
4. Acústica
5. Operador
1. Captação
É composto por microfones, captadores, tudo que transforme pressão
acústica em tensão elétrica, pra ser processada e projetada sobre os
ouvintes. Sendo o primeiro elo do sistema, é determinante para a
qualidade. Uma má captação não será nunca “consertada” adiante pelos
outros equipamentos. Um microfone “Xing-ling” absolutamente NUNCA
ficará com som de bons microfones de marcas conceituadas.
28
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Existem diversos tipos de microfones, cada um desempenhando uma
função dentro da captação. Os principais tipos são:
a. Microfones de bobina móvel, magnéticos, também chamados de
“Dinâmicos”;
b. Microfones capacitivos e de eletreto, chamados também de
eletrostáticos. Estes últimos necessitam de uma tensão aplicada neles
para que funcionem, chamada de “Phantom Power”.
Por sua vez, existem diversos tipos de microfones dinâmicos, e também
diversos tipos de capacitivos. O que vai determinar o tipo de microfone
que devo usar é simplesmente o que pretendo captar. Fontes sonoras
diferentes, em ambientes diferentes, requerem microfones diferentes.
Microfones dinâmicos são normalmente pouco sensíveis. Isto significa
que eles não são bons para captar sons fracos. Já os capacitivos são
extremamente sensíveis. Dinâmicos não respondem bem a toda faixa de
frequências que o ouvido percebe. Normalmente são pobres para captar
sons agudos.
Os capacitivos respondem razoavelmente bem a toda gama de
frequências perceptíveis. Há outras diferenças mais sutis, mas são
principalmente estes dois fatores que determinam a escolha de um ou de
outro. Falando assim, parece óbvio que microfones capacitivos são
melhores que os dinâmicos. Mas a prática mostra que não é bem assim.
Microfones dinâmicos são ótimos para captações de som ao vivo, como
bateria, voz, percussão, cubos de guitarra e baixo, etc, pelo fato de que,
como não captam bem sons que estejam distantes dele, são menos
propensos a gerar realimentações, as terríveis “microfonias”.
Uma microfonia é simplesmente um som qualquer sendo amplificado e re-
amplificado, ficando cada vez mais forte, e estourando ouvidos e
altofalantes se não for detido a tempo... Também estes sofrem menos com
outras fontes sonoras que estejam próximas da fonte a ser captada. Já os
capacitivos são mais utilizados em estúdio, quando não há interferência
de outras fontes e quando se quer melhor
qualidade. Outro fator determinante é o
ambiente no qual está inserido a fonte a ser
captada. Se este for bem barulhento, cheio
de ruídos, e você não quiser captar estes
ruídos, a escolha será usar os dinâmicos.
29
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Na parte de captação, também utilizamos as “Direct Boxes”, que são
equipamentos feitos para adequar tipos de sinal e impedância entre a
fonte e a mesa/pré-amplificador, de forma que entre as duas pontas não
seja captado nenhum ruído (como interferências eletromagnéticas) e que
haja a melhor transferência de sinal possível, sem perdas.
2. Processamento
Aqui entra a parte mais “vistosa” de um sistema
de som. Compreende todo e qualquer
equipamento que mude a característica do sinal
captado na etapa anterior. Isto inclui
préamplificadores, equalizadores, compressores,
noise-gates, efeitos, crossovers, mesas de som, amplificadores, etc.
Vamos analisar cada um deles:
a. Pré-amplificador: Serve para amplificar o nível (amplitude) de um
sinal, de modo que possa ser devidamente amplificado por um
amplificador. Usa-se normalmente com microfones, guitarras, baixos,
etc., porque estes não têm nível suficiente para excitar diretamente
um amplificador. Tente ligar um microfone diretamente ao
amplificador, e você verá que o som ficará bem baixinho, insuficiente
para ser útil;
b. Equalizador: Serve para limitar ou alterar a resposta de frequências
de um sinal. Por exemplo: quando
captamos o bumbo da bateria,
normalmente cortamos determinadas
frequências (agudos) e
reforçamos outras (graves) para tornar o
som do bumbo amplificado mais consistente
e “bonito”. No outro extremo, quando captamos o chimbal, cortamos tudo
menos os agudos. Dividem-se em equalizadores gráficos e
equalizadores paramétricos.
c. Compressor: Serve para limitar a amplitude de um sinal,
comprimindoo para não passar de níveis determinados. Usado no
microfone do pregador, por exemplo, não deixa que ele dê sustos nos
irmãos, quando de uma ora para outra deixa de falar distante do
microfone para quase engoli-lo. O compressor, se usado
30
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
adequadamente, aumenta automaticamente o volume quando ele fala
baixo ou longe do microfone, e também abaixa automaticamente
quando este fala alto ou perto do microfone.
d. Noise-gates: Como o nome em inglês diz, serve para cortar ruídos. É
como uma porta que só deixa passar sinais com níveis acima do
especificado.
e. Efeitos: São diversos, como geradores de eco (voz de difusora),
reverbs, distorção, flanger, phaser, pitch shifter, etc. Mudam
drasticamente o som que passa por eles, como no caso das distorções
para guitarra.
f. Crossover: Serve para dividir o sinal em faixas de frequências
diferentes
(subgraves, graves, médios e agudos, por
exemplo), para
cada uma ser amplificada por um amplificador
diferente e projetada por uma caixa diferente.
g. Mesa de som: Na verdade, não é um
equipamento distinto, mas o conjunto de todos
ou quase todos os equipamentos mostrados
acima, reunidos numa mesma “caixa” para ser
melhor operado.
h. Amplificador: Serve para amplificar o som de modo a ser aplicado
numa caixa de som correspondente e ser ouvido adequadamente.
Utiliza-se a potência RMS (Root Mean Square) para definir a potência
de um amplificador.
Dentro do Processamento, cada um dos equipamentos acima, se
necessários, devem estar bem interligados para que o sinal captado
possa ser amplificado corretamente. Do contrário o resultado será
desastroso. Exemplos comuns de ligações malfeitas:
a. Ligar um teclado na entrada “mic” da mesa se som. Resultado: Som
distorcido, e/ou com “chiado” ou “zumbido”;
b. Ligar um microfone na entrada “line” da mesa de som. Resultado:
som baixo ou nenhum som;
c. Ligar a saída de efeitos da mesa na saída do processador, e a
entrada de efeitos da mesa (retorno) na entrada do processador de
efeitos. Resultado:
31
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Nenhum som. As ligações devem ser sempre cruzadas (entrada na saída
e saída na entrada);
d. Ligar o processador de efeitos na saída geral da mesa, entre esta e
o crossover/amplificador. Resultado: tudo será processado, e isto não é
bom para a inteligibilidade geral. Em outras palavras, vai ficar tudo
“embolado”. Não deve ser feito, a menos que você saiba exatamente o
que está fazendo; outro problema que ocorre com frequência é o abuso
dos equipamentos.
Equipamentos de áudio devem ser utilizados de forma a alterarem o
mínimo das características do áudio tratado. Por outro lado, estes não
fazem milagres. Já ouvi técnicos dizendo que conseguem transformar um
violão de cordas de nylon em cordas de aço apenas “mexendo” no
equalizador da mesa... Na verdade o máximo que ele conseguirá é tornar
o som aveludado deste violão em um som extremamente irritante, ou pior
ainda, pode até queimar os tweeters das caixas!
Aliás, o equalizador é o principal recurso mal utilizado nos sistemas de
som que tenho visto. Em 99% dos casos
aonde há um destes no sistema de som, nele
é colocada uma curva “sorridente”, aquela
clássica, com os graves e agudos reforçados
e os médios cortados. Isto é terrível, porque
sistemas bem projetados NUNCA precisam de
equalizadores! Estes servem para melhorar
ou corrigir a resposta de frequências de um
sistema de som, de forma que este sistema reproduza TODAS as
frequências desejáveis de forma equivalente. Se um sistema tem
deficiências nos agudos, o equalizador será utilizado para reforçar esta
faixa de frequências ATÉ que o sistema as reproduza tão bem quanto as
outras. Da mesma forma, se têm médios demais, corta-se no equalizador
para que estes fiquem na mesma faixa que os outros. Isto é bem aquilo
que a palavra “equalizador” significa: tornar igual, equivalente.
Um efeito desagradável que os equalizadores produzem é que estes
introduzem uma rotação de fase nos sinais que passam por ele, e isto
resulta em cancelamentos de fase que equalizadores o som. O pior é que,
por causa do cancelamento de fase, a tendência é “mexermos” ainda mais
32
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
no equalizador, causando ainda mais cancelamentos e piorando ainda
mais o som!
Falando de amplificadores, embora este seja o equipamento que menos
causa problemas pelo mau uso,
ainda assim ocorrem diversos
problemas. Certo dia, visitando uma
igreja, vi uma cena horrível: um som
totalmente distorcido e com bastante
ruído.
Olhei para o equipamento e vi DOIS amplificadores. Pensei que fosse um
para o som da frente e outro para o retorno. Qual não foi minha surpresa
quando, interrogando o pastor, este falou que a saída de um amplificador
estava ligada na entrada do outro, porque ele achava que a potência dos
dois seria somada...
Três problemas. Primeiro, a saída do primeiro amplificador (baixíssima
impedância), ligado à entrada do outro (alta impedância) não consegue
trabalhar a contento, não consegue transferir adequadamente a potência
gerada, o que pode causar a queima do circuito de saída; segundo, o
outro amplificador recebe um sinal muito forte na sua entrada, o que pode
causar a queima do circuito de entrada. Terceiro, por causa do alto nível
na entrada do segundo, todo tipo de ruído é amplificado exageradamente
por este.
3. Projeção
O terceiro elo da cadeia é a parte referente às caixas de som, que
finalmente transformam a potência elétrica gerada pelos amplificadores
em potência acústica.
Alguns tipos de caixas são:
a. “Full Range”: Caixas que respondem de forma razoavelmente plana
33
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
à todas as frequências audíveis. São utilizadas
principalmente em sistemas pequenos e em som
residencial, visto que são mais caras e pouco eficientes.
Um tipo especial de caixas Full Range são as caixas de
Referência, aonde se exige a maior exatidão possível na
reprodução das diversas frequências. Este tipo de caixa
é comumente utilizado em estúdios de gravação, e são
bastante caras.
b. Caixas de PA: Caixas que não têm resposta plana, mas são
sintonizadas em uma frequência específica, de modo a tornar mais
eficiente a reprodução. Em outras palavras, estas caixas “falam mais
alto” que as Full Range, em detrimento da qualidade. São utilizadas em
sistemas grandes, na casa das centenas ou milhares de Watts RMS.
Nestes sistemas, a perda de qualidade não é percebida por causa de
outros fatores envolvidos, como a acústica e a absorção do ar. Sendo
assim, no final das contas, se utilizadas caixas Full Range, além do
custo altíssimo, não teriam a mesma eficiência daquelas, prejudicando
a inteligibilidade. Nesta categoria também estão às caixas dedicadas a
um tipo específico de instrumento/fonte sonora, como os “cubos” de
guitarra e baixo, que têm uma resposta ainda mais reduzida.
A colocação das caixas na sala também é muito importante. Em linhas
gerais, devemos observar o seguinte:
a. Caixas de subgraves/graves devem ser colocadas nos cantos de
parede se possível, se não, devem ser colocadas sempre no chão, tão
próximas quanto possível dos cantos.
b. Caixas de médios/agudos, devido à direção, devem ser colocadas
elevadas e apontando para a plateia. Se a sala comportar, pode-se utilizar
o sistema chamado de “Fly PA”, onde as caixas ficam suspensas por
cabos de aço presos firmemente ao teto, e são aponta para o meio da
plateia. Dão resultados excelentes quando bem projetadas.
4. Acústica
Este elemento é importantíssimo para nosso estudo. A acústica de uma
sala pode ser definida como a
característica que ela tem de refletir, difundir, absorver
e transmitir ondas sonoras geradas em seu interior.
34
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
a. Reflexão: A onda sonora, chocando-se
contra uma superfície lisa e dura, ricocheteia
como uma bola.
Produz o ECO;
b. Difusão: Se a onda chocarse contra uma
superfície dura, porém irregular, como uma
parede de pedra por exemplo, está sofrerá
reflexões múltiplas, em
todas as direções. Produz a
REVERBERAÇÃO.
c. Transmissão: Quando a onda
atinge uma superfície e parte dela aparece do
outro lado, de forma atenuada.
d. Absorção: Quando a onda atinge a
superfície e não
retorna, ou retorna bem fraca, ocorre este
fenômeno. Ela é absorvida pelo material aonde
incide.
Quando analisamos o comportamento acústico
de uma sala, geralmente todos estes fenômenos
ocorrem. De fato, uma sala “morta”, como
chamamos uma sala aonde não ocorrem estes
fenômenos, assemelha-se ao ar livre. Não soa agradável. Uma sala bem
projetada deve prever estes fenômenos e utilizá-los para tornar a audição
dentro dela agradável. Quando um engenheiro ou
arquiteto projeta um templo, ou qualquer sala aonde será montada um
sistema de som, ele deveria atentar para estes fenômenos, o que
diminuiria e muito as dores de cabeça que
certamente começarão a aparecer depois da sala pronta.
Se isto for feito, os gastos com o tratamento acústico
seriam sensivelmente menores. O tratamento acústico
compreende a colocação de Absorvedores e
Difusores para
35
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
completar uma sala bem projetada, ou tentar corrigir uma com má
acústica.
Infelizmente, na maioria dos casos, a acústica nas nossas igrejas nunca
é lembrada, ou então é entregue aos “Engenheiros Acuômetros”. Não
deveria ser assim porque a acústica é uma ciência, e como tal, deve ser
exercida por profissionais competentes. Falta de conhecimento nesta
área leva invariavelmente a gastar dinheiro à toa, com resultados
insatisfatórios.
5. Operador
Chegamos enfim ao componente humano do sistema, que creio ser o
mais importante. Maus operadores podem
arruinar um sistema excelente, tornando-o
inútil, enquanto que bons operadores
podem extrair de um equipamento mediano
tudo o que ele pode dar, compensando
suas fraquezas. Só não pode fazer
milagres. Erros ocorrem em qualquer área
aonde um ser humano coloque seus dedos.
Quando comecei a trabalhar em uma determinada igreja, na área de som,
notei algo interessante. Aquela igreja possuía retornos que ficavam bem
próximos dos músicos, por conta do pouco espaço. Os cantores gostavam
de segurar seus microfones.
Às vezes, alguém esquecia que tinha um retorno à sua frente, e baixava
a mão que segurava o microfone, apontando-o para o retorno. Resultado:
aquele apito insuportável dentro da igreja. Imediatamente, toda a
congregação olhava para trás com olhares de reprovação para o pobre
operador, que no caso era eu...
No outro extremo, temos a falta de preparo da grande maioria de nossos
operadores. É verdade que não temos investido muito neles.
36
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Do ouvir dependem a fé e a correta compreensão da Verdade da Palavra.
E o ouvir se relaciona diretamente
com nosso ministério! É glorioso
sabermos isto! Daí a importância que
os líderes devem dar ao ministério de
áudio, e aos seus integrantes. A
igreja deve investir na preparação
deles, para que possam cumprir sua
função com excelência.
Um bom operador não opera apenas a parte de Processamento, mas
saberá atuar também nos outros elos – Captação, Projeção e Acústica
– de modo a extrair do seu sistema a maior eficiência possível, lembrando
que isto depende sempre do elo mais fraco da cadeia.
Um bom operador não é o que “tira” o som mais alto, mas o que “tira” o
som mais agradável. Na verdade, um bom operador nem será notado pela
congregação leiga no assunto, pois as pessoas querem apenas ouvir bem
o que está sendo tocado/cantado/falado na igreja. E ouvir bem não
significa ouvir alto.
Um bom operador saberá como tornar a voz do pregador acima de tudo,
inteligível. Um reverb é excelente para “amaciar” a voz dos cantores, mas
é péssimo para a pregação, porque afinal de contas não somos homens
das cavernas para participar de um culto dentro de uma! Outra coisa
péssima para o entendimento da mensagem são microfones sem
espumas protetoras. Particularmente acho um martírio ouvir um
pregador estrondando o ambiente toda vez que fala alguma palavra que
contém a letra “p”... Uma simples espuma, que custa míseros 4 reais,
resolve o problema.
Jeremias 48:10 - Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente!
Um bom operador saberá valorizar o seu ministério, preparando-se tanto
tecnicamente quanto espiritualmente para melhor exercê-lo. É um erro grave
negligenciar um e supervalorizar o outro. Sendo ciência, o áudio precisa ser
estudado.
Sendo ministério, precisa ser feito na Unção do Espírito. Isto soa
paradoxal, mas é verdade.
37
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Se você não acha que deve estudar para operar o som da sua igreja, trate
de mudar sua opinião, e rápido! Um operador é muito mais que alguém
que liga os fios e aperta no botão para ligar o equipamento! Aprenda leia,
pergunte reclame se necessário, mas nunca deixe o conhecimento de
lado.
Se você acha que não deve orar e buscar a face do Senhor para operar
o som da sua igreja, trate de mudar sua opinião, e rápido! Ou você tem
intimidade com Seu Senhor, ou não o ouvirá quando Ele lhe orientar a
melhorar o som quando for necessário. Nenhum operador de som é
melhor que o Espírito Santo, porque ele é onipresente e onisciente, além
de onipotente! Então, busque ser guiadas por Ele toda vez que apertar no
mute ou mexer no volume dos canais de sua mesa!
1. Conheça a sua cablagem
Pergunta: Cabos são apenas condutores?
Resposta: São, porém os condutores apresentam
características que podem auxiliar ou
impossibilitar que o som que trafega por eles
chegue intacto ao seu destino.
Regras:
a) somente use cabos coaxiais para conectar
instrumentos e equipamentos entre si. Nunca os use entre amplificadores
e caixas de som.
Cabo Coaxial:
b) nunca use cabos paralelos (ou torcidos) para interligar instrumentos
ou equipamentos.
Somente os use entre amplificadores e caixas de som.
Cabo Paralelo:
2. Use Corretamente o Microfone
38
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Resposta: Os microfones usados numa sonorização ao vivo devem ser
sempre de baixa impedância e possuir saídas balanceadas. Quanto à
sua captação, podem ser super
cardioides, cardioides ou
direcionais.
Dica: Pense sempre num
microfone como uma lanterna
cujo foco seja igual à sua
captação.
Ele captará melhor o que estiver
mais próximo do centro do seu
foco.
Captação:
Regra: Para um som mais claro e definido, evite que uma mesma fonte
sonora seja captada por mais de um microfone.
3. Estrutura de Ganho
Pergunta: Com tantos controles de volume (intensidade), como devo
ajustar meu "mix"?
Resposta: Assim como não há para recuperar o som se você não o captou
bem na microfonação, não se deve deixar o "ganho" na entrada da mesa
baixo, para depois tentar aumentar o nível do sinal. Deve se manter o
nível da entrada o mais alto possível – sem distorcer ou "clipar" o sinal -
e depois usar os "faders" de cada sinal para posicionar a voz ou o
instrumento no seu "mix".
Dica: Peça a cada músico que cante ou toque seu instrumento como fará
na apresentação e calibre o nível de entrada do respectivo canal
(normalmente solando-o e observando o nível do VU ou LEDs ao girar o
botão de "gain" ou "trim") até que os picos estejam batendo em 0db (zero
decibéis) para mesas analógicas, e -12db para mesas digitais. (Estes
valores podem ser mais altos se você limita os sinais com compressão
nos canais).
4. Equalização
Pergunta: O que é equalização?
39
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Resposta este termo é empregado para a ação de se ajustas os graves,
médios ou agudos de um canal ou de um sistema. No primeiro caso,
empregam-se os botões de cada canal para acertar o timbre ou corrigir
deficiências de uma determinada voz ou instrumento.
No sistema, este ajuste é feito num equalizador gráfico que tem como
função principal acertar a resposta das caixas de som e, eventualmente,
reduzir frequências que estejam "sobrando" no ambiente.
Dica: A equalização deve ser aplicada como se fosse um tempero, na
dose certa, e não com exageros (todos os botões na posição máxima ou
mínima são exageros).
Regra: A forma correta de se equalizar um sistema é utilizando sons (ex:
ruído rosa) e microfones e instrumentos de análise que indiquem a
resposta de frequência do sistema. Porem este é apenas o primeiro
passo. Sempre que possível deve-se evitar elevar os controles do
equalizador acima do centro, dando preferência aos cortes para acertar o
sistema.
5. Compressão
Pergunta: O que faz um compressor?
Resposta Uma das principais funções do operador de som é o controle de
nível ou da
intensidade
sonora de
cada um dos
elementos
que compõem o seu "mix". Como a música e a voz humana são capazes
de variações dinâmicas muito grandes em curtíssimos espaços de tempo,
foi necessário criar-se um equipamento que controlasse estas variações
de forma mais eficiente que as mãos dos operadores.
O compressor, dependendo dos seus ajustes, pode limitar um som,
estabelecendo um teto rígido
do qual ele não passará por
mais que o som original
aumente; comprimir o som
atuando de forma mais suave,
com um teto flexível, quando
este ultrapassar um
40
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
determinado nível; realçar o som de um instrumento permitindo ao
operador deixar sua execução suave mais alta no "mix", por ter a
segurança de que quando vierem os picos, o compressor não deixará que
sobrecarreguem a entrada da mesa; e abaixar automaticamente um som
a partir do surgimento de outro qualquer.
6. Amplificação
Pergunta: Como posso evitar queimar os alto-falantes por erros de
amplificação?
Resposta Na verdade, perdem-se um número muito maior de alto-falantes
quando os operadores pedem mais som de sistemas e amplificadores
subdimensionados, que acabam "clipando" e danificando os alto-falantes,
do que por excesso de potência.
Dica: Se as suas caixas de som
são profissionais, certificadas por
fabricantes sérios como EV, EAW,
RCF
Mackie, elas tipicamente suportam amplificação em torno do dobro de sua
especificação RMS.
Aviso: Como sempre no áudio, é necessário testar antes e ter certeza de
que a estrutura de ganho de todo o seu sistema está correta, para que
nenhum componente venha a clipar por mandar sinais para as caixas que
elas nunca foram projetadas para reproduzir!
7. Caixas de Som
Pergunta: Qual a melhor posição dos alto-falantes?
Embora não exista uma resposta definitiva que abranja todos os
ambientes, o que se pode dizer é que quanto menor o número de caixas
cobrindo a mesma região do auditório com o mesmo sinal, melhor; por
evitar as chegadas do mesmo som em tempos diferentes. Isto gera
padrões de interferência que acabam com a uniformidade da cobertura,
ou seja, o som será diferente em cada assento do auditório.
Obs.: Isto também ocorre com o vazamento dos instrumentos, "cubos" e
sistemas de retorno do palco quando em intensidade próxima à das
caixas principais.
41
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Dica: Se as suas caixas de som são profissionais, certificadas por
fabricantes sérios como EV, EAE, RCF Mackie, para serem suspensas
em "fly" acima do auditório, se a altura do salão for adequada e as
cornetas das caixas tiverem ângulos de cobertura adequados p ara o
auditório, insto proporcionará uma cobertura mais uniforme.
8. Reverberação X Inteligibilidade
Pergunta: O que é e qual a relação disso com o som?
Resposta: Quando um som é emitido dentro de um ambiente, as suas
ondas trafegam pelo ar até darem de encontro com as superfícies que
delimitam este ambiente. A partir daí, dependendo da relação entre as
propriedades do material e das frequências que compõem este som (na
verdade, os seus correspondentes comprimentos de onda), o som pode
ser absorvido e desaparecer,
ser refletido e voltar ao
ambiente ou ainda passar
pela superfície e se propagar
pelos ambientes anexos.
Como os sons emitidos
naturalmente são compostos por uma gama de
frequências, o normal é que ocorram todos estes processos nas diversas
faixas de frequências.
Quando o som é refletido, ao invés de sua energia decair naturalmente,
ela é sustentada pela reflexão e permanece no ambiente por um tempo
maior. Dependendo do tempo em que esta energia acústica refletida
chega aos ouvidos, após a cessação do som original, reverberação ou
eco. A partir do momento em que ela se torna em reverberação ou eco,
ela passa a se sobrepor aos sons que estão sendo emitidos
subsequentemente no ambiente, prejudicando a compreensão destes ou
a sua inteligibilidade.
9. Som de Palco
Pergunta: Qual a relação disso com o som?
Resposta: Se o palco fosse apenas um ambiente isolado dos ouvintes, do
ponto de vista acústico estaria tudo bem. Porém a realidade nos
comprova que tipicamente os níveis de palco podem exceder os níveis
das caixas principais em ambientes de pequeno e médio porte.
42
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
Acabamos de considerar o efeito destrutivo que as reflexões podem
exercer sobre a clareza do som num ambiente. Na verdade, porém, o
efeito das reflexões que partem das caixas principais pode ser
insignificante quando comparadas com a existência de múltiplas fontes
sonoras emitindo sons que chegam aos ouvintes em tempos dos mais
variados conforme a sua posição no palco e as superfícies que as refletem
de volta ao auditório.
A homogeneidade de cobertura
da plateia é destruída por esta
variação de tempos de
chegada de um mesmo som.
Considere, por exemplo, o som
do teclado chegando
primeiramente ao PA, depois
do cubo do tecladista e mais
tarde nas reflexões dos monitores a partir da parede do fundo do palco
com estes últimos num nível mais elevado que o das caixas de PA porque
o operador percebe que já tem teclado demais no ambiente...
As ondas de frequências médias e agudas, cujos comprimentos têm
abaixo de 34 cm, chegará a instante de fase positiva e negativa conforme
a relação de distância entre as caixas emissoras deste som e cada uma
das poltronas da plateia resultando em que cada ouvinte e, entre estes, o
operador de com, estará ouvindo um som diferente do mesmo
instrumento!
Como evitar isso? A princípio, reduzindo ao máximo o nível dos sons de
palco. (Obs.: isto inclui também o som acústico dos instrumentos, como
bateria, saxofone, etc.).
Isto pode ser conseguido das seguintes maneiras:
1. Aproximar os retornos e cubos o máximo possível dos músicos.
2. Direcionar os cubos para os ouvidos dos músicos (e não para seus
joelhos).
3. Demonstrar ao contrabaixista que, devido às reflexões e
cancelamentos dos grandes Comprimentos de onda que seu
instrumento produz, há situações em que ele ouvirá melhor à cerca de
43
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
dois metros de distância do que na frente do seu amplificador de palco.
4. Reduzir o número de fontes emissoras de som no palco.
5. Conseguir que os músicos cooperem após demonstrar-lhes o
quanto isso prejudica o som deles (para isso, convide um a um para
descer do palco e ouvir o som do PA sem os retornos e cubos, e depois
prejudicado pó eles).
6. Partir para um sistema de retorno por meio de fones ou "pontos" no
ouvido que, além de limpar o som de palco, podem ajudar a preservar a
audição dos músicos.
BIBLIOGRAFIA
Na internet existem diversos sites especializados em áudio. Dentre eles
gostaria de destacar os seguintes:
www.audionasigrejas.org www.musitec.com.br www.backstage.com.br www.audiolist.cjb.net
www.audionasigrejas.org/ https://fabiomazzeu.com/tipos-de-microfone/
https://www.musicdot.com.br/cursos-
onlineaudio/sonorizacao?gclid=CjwKCAiAsaOBBhA4EiwAo0_AnH6iBjpTslkdFpbNKopeLG32
j8esV
3zhOCoyVCSBKMlwvs3Bh7K4ShoCgY4QAvD_BwE
44
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
APOIO
A Solução em projetos eletrônicos!
45
Pr. Rosivaldo Santana
Apostila de Sonoplastia IASD
46
Pr. Rosivaldo Santana