Diferença entre mulçumano e árabe

O Marrocos é um país árabe e islâmico. O termo árabe não é sinônimo de Islâmico. Nem devem ser confundidos, ainda que sejam historicamente ligados. Ao ouvir a população marroquina, falando o idioma árabe e não apenas durante as orações, aí estão indícios claros de que se trata de um país árabe. A diferença entre os termos árabe e muçulmano é que “árabe” geralmente se refere à língua oficial e à etnia dos habitantes de um país, enquanto o muçulmano é uma religião. Confundir árabes com muçulmanos é um erro. Além disso, existem árabes que não são muçulmanos e muçulmanos que não são árabes. Dois exemplos: os árabes católicos do Líbano e da Síria e os muçulmanos da Indonésia, o conjunto de ilhas localizado em pleno Oceano Índico, no sudeste da Ásia, onde atualmente é habitado pela maior comunidade islâmica não árabe do mundo, de aproximadamente 225 milhões de pessoas. Origem histórica A confusão entre árabes e muçulmanos está ligada ao surgimento do islã: tudo porque um árabe, o profeta Muhammad (Maomé), foi quem fundou a religião no século VII e também porque o Alcorão (ou Corão), o livro sagrado dos muçulmanos, é todo escrito em árabe. O muçulmano deve recitar as preces alcorânicas diárias em árabe, não importando onde ele vive e que idioma fale. É exatamente o que fazem na vida real os marroquinos, os egípcios, os iranianos e os indonésios. O islã, que nasceu na Península Arábica, conquistou parte da Ásia e da Europa e todo o norte da África, incluindo o Marrocos, acumulando cerca de 1,2 bilhão de fiéis em várias partes do mundo, muitos deles em países não árabes, fenômeno que tem 1.400 anos de história, e deve muito à miscigenação de raças entre conquistadores e conquistados.

Terrorismo islâmico
Terrorismo é uma forma de repressão, que usa a violência contra pessoas ou patrimônios para atingir governos e alcançar objetivos políticos e religiosos. O terrorismo islâmico ou terrorismo islamita é religioso praticado por aqueles cujas motivações estão aprofundadas nas suas interpretações do Islão. O Islão é uma religião, ou seja, um conjunto de crenças que os seus praticantes consideram como divinas e sagradas. O Islão é, por isso, um sistema tolerante, com uma lei Alcorão. Concluímos que Terrorismo tem o sinônimo de terror, violência e o Islão de paz. Ainda que o Islão significar paz alguns grupos de terroristas cometem atos violentos e de terror invocando o nome de Deus (Allah) ou a religião Islâmica. As contestações em cima do tema incidem em determinar se o ato terrorista é autodefesa ou agressão, se alguns ataques descritos como terrorismo Islâmico são simplesmente atos terroristas cometidos por Muçulmanos ou nacionalistas; quanto apoio ao terrorismo há no mundo Islâmico. Estamos perante um novo terrorismo, que tem um caráter internacional, pois não é limitado a fronteiras de um Estado. O novo terrorismo internacional surge em grupos que emergiram

em áreas ocupadas pela Jordânia e Líbano. ideológicos estão revoltados com as políticas ocidentais no médio oriente. Paquistão. Grupo Islâmico (GI): grupo terrorista que atua no Egito. Líbia e Egito. atentados. esse grupo terrorista se formou em 1992. Esses grupos. sem constrangimentos. Brigada dos Mártires do Al-Aqsa: grupo palestino terrorista que atua com ataques. dessa forma seu maior inimigo é a Palestina. Kach e Kahane Chai: grupo terrorista israelense que busca a implantação do território conforme está escrito na Bíblia. a liberdade do Médio Oriente é a libertação da influência dos americanos e dos ocidentais nos seus governos e países. África e América do Sul. com participantes nos Estados Unidos. HUM (Harakat ul-Mujahidin): grupo extremista que age em função do islamismo em países como o Paquistão e Índia. Há vários grupos terroristas islâmicos. Hamas (Movimento de Resistência Islâmica): grupo que atua em locais próximos à fronteira entre a Palestina e Israel que busca a formação do Estado Palestino através de atentados com homens bomba e outras modalidades. Ásia. além do Afeganistão. cada um deles tem um interesse diferente. Líbano e Reino Unido. Reino Unido. Frente Popular para a Libertação da Palestina: atua na Síria. sem serem incomodadas pelas ideias de outras pessoas sobre como devem ser e aquilo que devem fazer enquanto para os americanos. Europa.Comando Geral: representa um grupo terrorista que surgiu na Palestina. Sudão. . rebeliões contra Israel. mas os principais lutam pelo controle de Israel/palestina e seus aliados. na região da Cachemira.após a Guerra-fria. possui ligação no Afeganistão. Não querem mais a intervenção de outros Estados nas suas Nações. Frente popular de Libertação da Palestina . liberdade para o Oriente médio é poderem influenciar e manipular os governos nos países árabes. considerada como uma atitude globalizada. Iêmen. Grupo Islâmico Armado (GIA): age na Argélia. busca implantar um Estado Islâmico. A maioria das pessoas do mundo muçulmano quer viver as suas vidas dum modo muito simples. Esse grupo surgiu no Oriente Médio. Síria e Líbano. Sudão. Jihad Islâmico da Palestina: desenvolve suas práticas em Israel. Al Jihad: age no Egito. porém os ataques ocorrem nessa região e em outras partes do planeta. Iêmen e Áustria. Hizbollah (Partido de Deus): desenvolve-se no Líbano. Israel e na Palestina. Líbano. para os muçulmanos. Principais grupos: Al Qaeda: grupo fundamentalista islâmico que possui financiadores para o desenvolvimento de ataques em diferentes pontos do planeta. Líbano. Organização Abu Nidal: atua principalmente no Iraque. atua na faixa de Gaza. A ideia de que há algo profundamente violento no que pertence ao Islão ou algo figurado no que respeita as relações entre o Islão e a política é absurda.

A ação destes grupos aconteceu primordialmente na década de 1950. quando autoridades norteamericanas se mostravam visivelmente preocupadas com a sua ascensão no Oriente Médio. Desse modo. Em suma. . A vertente política do fundamentalismo passou a se organizar entre os muçulmanos quando alguns estudiosos e líderes fabricaram uma visão de mundo calcada em ideologias contemporâneas e interpretações particulares do passado. o fundamentalismo é uma manifestação religiosa onde os praticantes de uma determinada crença promovem a compreensão literal de sua literatura sagrada. o problema do terrorismo hoje enfrentado pelos EUA decorre de políticas e ações diplomáticas equivocadas. Nesse momento. Em 2001.Movimento Islâmico do Usbequistão: atua. Em contrapartida. O bom relacionamento com os fundamentalistas deu seus primeiros sinais de crise nos fins da década de 1970. os Estados Unidos financiaram a chegada dos talibãs ao governo do Afeganistão. Ao expor as relações entre a ascensão dos grupos radicais islâmicos e a política externa norte-americana. essa rivalidade chegou ao seu ápice quando os integrantes da organização Al-Quaeda organizaram o ataque às torres do World Trade Center. a antiga aliança foi se transformando em uma relação de ódio em que os “terroristas” confrontavam o poder do “demoníaco império do Ocidente”. este tipo de manifestação apareceu somente no início do século XX. observamos que os líderes fundamentalistas do Islã reivindicam toda uma ordem de símbolos tradicionais na construção de políticas externas e formas de organização dos governos que fazem parte do mundo islâmico. com isso. O movimento fundamentalista islâmico não possui o “horror ao Ocidente” e o “combate aos Estados Unidos” em sua constituição. Nessa época. o fundamentalismo religioso aparece entre alguns grupos cristãos que empreendem uma compreensão literal da Bíblia. os iranianos fundamentalistas derrubavam o governo apoiado pelos norte-americanos por meio da revolução. Com toda certeza. O fundamentalismo Islâmico Do ponto de vista teológico. os EUA forneceram armas e treinamento para que grupos afegãos lutassem contra os invasores soviéticos. Afeganistão. naquele mesmo ano. os EUA temiam que determinadas nações árabes integrassem o bloco socialista e. Nas décadas subsequentes. ameaçassem a indústria petrolífera. Tajiquistão e Quirguízia. podemos notar que a questão religiosa tem função quase acessória. vários grupos fundamentalistas defendiam a tese de que os EUA promoviam as intervenções e alianças que se ajustassem melhor a seus interesses. no Uzbequistão. No ano de 1979. Entre os muçulmanos. Não se limitando à realidade do mundo oriental. A ideia de que o islamismo em si fomenta essa situação de conflito renega todo um conjunto de situações construídas ao longo do século XX.

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