QUÍMICA

• La Matière est tout ce qui est acessibe à l´homme par ses sens. • (A matéria é tudo que é acessível ao homem por meio dos sentidos) • La Science est l´étude tout ce qui est materièl. • (A Ciência é o estudo de tudo que está relacionado à matéria.) • La Chimie est l´étude de la matière. • (A Química é o estudo da matéria.)
J.Baudet, Penser la Matière. Vuibert, Paris, 2004.

QUÍMICA
“O nome química provém da palavra grega χνοµοσ (chymos), palavra que designa suco, ou do verbo χεειγ (chéein), cujo significado é fundir; provavelmente porque ela ensina a separar as substância puras das misturas, substâncias estas que chamamos às vezes de sumos. Também, porque elas tornam possível transformar sólidos em líquidos pela fusão. Alguns sugerem que ela (a palavra química) tenha sua origem na palvra hebraica, Chema, que significa constelação quente, mas esta etmologia me parece um pouco forçada. Os Químicos acrescentaram a preposição Al, à palavra Química, para ressaltar a o caráter sublime da sua arte, como auqela que ensina a Transmutação dos Metais, portanto, Alquimia não significa outra coisa do que Química. Podemos chamá-la de Spargirie(...). Podemos chamá-la de Arte Hermética, em homenagem à Hermes que é o principal autor. Podemos chamá-la de Pirotecnia (...). Arte do Fogo; pois, é por intermédio do fogo que quase todos os procedimentos químicos são desenvolvidos.”. Nicolas Lémery Tradução livre de Jean Budet, , Penser la Matière. Vuibert,2004. p.106-107.

Cargas Elétricas
• Não há como compreender a Química sem levar em conta a Estrutura da Matéria, ou seja, sem responder pergunta que atormenta a Humanidade desde Tales de Mileto.
– De que é feita a Matéria?

Muitos pensadores se debruçaram sobre esta pergunta encontrando as mais diversas respostas. Nos cabe apenas relembrar a interpretação dada pelos grandes filósofos gregos:
– Empédocles de Agrigento : Os quatro elementos. – Demócrito: Átomos e Vazio.

Entretanto, foi com a descoberta das cargas elétricas por Volta que os primeiros passos da resposta puderam ser realmente elaborados.

desinfecção. Todas estas interações dependem da quantidade dos elétrons nos átomos. . adesão. nos parece adequado estudar a Estrutura Atômica num curso de Química.Por quê estudar a Estrutura Atômica? Hoje nós sabemos que todas as reações químicas envolvem os elétrons. da facilidade de polarização e da facilidade de doar ou receber elétrons que os átomos tenham. Portanto. bem como para processos de mineração. da energia que estes elétrons possuem dentro dos átomos. só para citar alguns. assim como as interações intermoleculares tão importantes para a estrutura das proteínas e dos ácidos nucleicos.

Modelo de gerador eletrostático feito com PVC e feltro. • XIX: Tubos de Descarga na medida que bombas de vácuo foram aprimoradas. Desenho representando um gerador eletrostáico à fricção típico do século XVIII http://www.Tubos de Vácuo Emissão de Raios Luminosos (Catódicos) • Observação: • XVIII: Faiscas elétricas em geradores eletrostáticos à fricção.usp. No gerador à fricção são produzidas faíscas elétricas que são a origem dos tubos de descarga elétrica.pdf .br/profis/experimentando/diurno/downloads/DemonstracaoGeradorEletrostatico.if.

A idéia de Átomo .

a 6 de setembro de 1766. Seguindo Richter. Cumberland. (2) átomos de um dado elemento possuem massa e peso característicos. e (3) três tipos de átomos existem: simples (elementos). rejeitando a teoria de Newton sobre as afinidades químicas. Neste trabalho ele identificava elementos químicos como tipos específicos de um átomo. Ele propôs a Atomic Theory em 1803 que estabelecia: (1) toda matéria é composta de partículas indivisíveis chamadas de átomos.John Dalton • • • • • Químico e físico inglês. a 27 de julho de 1844. John Dalton nasceu em Eaglesfield. e faleceu em Manchester. • . fundador da Teoria Atômica Moderna. Meteorologista de formação se converteu à Química quando descobriu as aplicações nesta ciência de suas idéias sobre a atmosfera. compostos (moléculas simples). Dalton determinou que os elementos se combinavam em proporções fixas nos compostos e usou a razão entre eles para determinar o peso atômico dos primeiros. A teoria de Dalton foi apresentada no New System of Chemical Philosophy (1808-1827). e complexos (moléculas complexas). ele propôs que os elementos químicos se combinam em razões inteiras e não fracionárias.

. repetindo o experimento do padre Jesuíta Francesco Maria Grimaldi (1618-1663). A radiação invisível abaixo do vermelho era capaz de fazer aumentar o nível do Hg nos termômetros.Nascimento da Espectroscopia • A espectroscopia tem seus primeiros momentos nas observações de Sir Isaac Newton sobre a dispersão da Luz por um prisma de vidro. Em 1800 Willian Herschel. famoso astrônomo holandês. No ano seguinte Wilhem Hiter descobre a radiação ultravioleta na outra ponta do espectro. descobre a radiação infravermelha usando um arranjo similar ao de Newton mas colocando termômetros além do limite da luz vermelha.

Wollaston foi secretário desta prestigiosa sociedade científica por muitos anos. 1802. Wollaston usou um prisma defeituoso que facilitou a observação do defeito. sem explicá-los. • Ele descreve seus resultados. a descoberta ao que parece foi obra do acaso.As Linhas Espectrais Descontinuidade do Espectro Solar • Cabe a Willian Hyde Wollaston a descoberta das primeiras linhas espectrais a partir da dispersão da radiação solar. . na Philosophical Transactions da Royal Society of London.

A luz decomposta era visualizada com a ajuda de uma luneta originando um espectro descontínuo. ele morreu aos 39 anos sem ter descoberto o significado daquelas linhas. o que seria esperado pois eles apenas refletem a luz solar.Linhas de Fraunhofer • Em 1813. Esgotado fisicamente. Espectro Solar com as Linhas de Fraunhofer Visite o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Alemão Fraunhofer-Gesellschaft. Posteriormente. . ele faz passar os raios solares por uma fenda orientada na direção de um prisma. ele observou que a Lua e os planetas tinham um espectro idêntico ao do Sol. chamado de espectro solar de linhas de emissão.

ditas eletromagnéticas possuem um comportamento ondulatório e carregam um campo magnético (B) e um campo elétrico (E) oscilante (ou seja cuja intensidade varia ao longo do tempo e do trajeto). radiação infravermelha (IV). radiação de microondas (MW) e radiação gama (raios γ). ondas de rádio (radiofrequência ou RF). E B O quadrado da amplitude da onda (A) eletromagnética é sua intensidade. radiação Ultravioleta (UV). . dentre elas temos as radiações eletromagnéticas que englobam a luz (radiação visível). Todas estas radiações.Radiação Eletromagnética Vários tipos de radiação têm seu movimento descrito por ondas.

Radiações Eletromagnéticas Radiações de alta frequência (υ) tem pequeno comprimento de onda (λ). .

Radiação Eletromagnética O Espectro Eletromagnético Comprimento-de-onda Nome da radiação fontes frequência Energia .

Em 1850 Kirchoff conhece Robert Bunsen (1811-1899) na Universidade de Heidelberg e passam a colaborar no domínio da espectrosocpia. Espectroscópio de Kirhoff e Bunsen Simaan.org/wiki/Gustav_Robert_Kirchoff . 64-69. p. A. Apesar de seu nome estar freqüentemente associado à eletricidade ele traz uma contribuição decisiva à espectroscopia. Durante um incêndio no porto de Heidelberg os dois pesquisadores orientam seu espectroscópio para as chamas do incêndio. Comparando aos experimentos feitos previamente com chamas de elementos conhecidos eles determinam que nas chamas do incêndio haviam as linhas de emissão do Estrôncio e do Bário o que vem a ser corroborado pela confirmação de que minérios contendo estes elementos existiam nos armazéns em chamas. Vuibert e Adapt.Gustav Robert Kirchoff e Robert Bunsen • • • Nascido em 1824 à Könisberg. 2005. L’Image du monde de Newton à Einstein. Eles foram os inventores do espectroscópio e enunciam as primeiras leis da Espectroscopia.wikipedia. http://en.. Os dois são os primeiros a descobrir que cada elemento apresenta um conjunto de linhas discretas de emissão e absorção como cada pessoa possui uma impressão digital. Paris.

Modelo de gerador eletrostático feito com PVC e feltro.br/profis/experimentando/diurno/downloads/DemonstracaoGeradorEletrostatico. No gerador à fricção são produzidas faíscas elétricas.Cargas Elétricas e Elétrons • Observação: • XVIII: Faíscas elétricas em geradores eletrostáticos à fricção.pdf . Desenho representando um gerador eletrostático à fricção típico do século XVIII http://www.if.usp. • XIX: Tubos de Descarga na medida que bombas de vácuo foram aprimoradas.

http://www. Ao ser aplicada uma diferença de voltagem entre os tubos há uma descarga elétrica que flui do cátodo (eletrodo negativo) para o ânodo) que ao se chocar com os gases rarefeitos no interior do tubo emite luz.edu/clcwebsite/cathode.chem.Tubos de Descarga Elétrica ânodo cátodo Tubo de Descarga Elétrica típico.html .uiuc.

Tubos de Raios Catódicos Experimentação • • J.org/wiki/Cathode_ray . Mais tarde ele descobre que os raios catódicos tinham carga e eram desviados pelo campo magnético. Mais tarde estes corpúsculos seriam chamados de elétrons. mas houve quem inicialmente achasse que eram os próprios átomos. http://en. Análise dos Dados e Formulação de Hipótese • Uma vez que eles eram emitidos pelo cátodos (eletrodos metálicos) ele concluiu que os raios catódicos eram feitos de corpúsculos carregados constituintes da matéria (cátodos).T.wikipedia. Thomson descobriu que os raios catódicos eram bloqueados por obstáculos (veja figuras acima com o tubo contendo um eletrodo na forma da cruz de Malta.

br/moderna/materia/particulas-fundamentais/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Experiência_da_gota_de_óleo .if. me= 9.60199 x 10-19 C http://efisica.1055 x10-31 kg e = . b) Medida do desvio da trajetória dos raios catódicos por um campo magnético.1.Relação Carga/Massa do Elétron A determinação da carga e da massa do elétron exigiu três experimentos: a) Medida do desvio da trajetória dos raios catódicos por um campo elétrico. c) Medida da carga do elétron pelo Experimento da Queda da Gota de Óleo (Robert A Millikan).usp.

Espectroscopia Atômica • Tubos de Gases Rarefeitos ( Fonte de “Luz” ) Johann H.ch.huji.il/~eugeniik/history/geissler.html . Wilhelm Geissler (1815-1879) Alemanha Inventor dos tubos de gás rarefeito (1855) Exemplo de Tubo de Geissler Tubo de descarga oval H + e(alta energia) = H* + e( menor energia) H* = H + hν Referências: chem.ac.

Espectroscopia Atômica Esquema do Espectrômetro Prisma Redes de Difração nλ = 2d senθ .

Espectroscopia Atômica Espectro Contínuo vs Espectro de |Linhas contínuo De linhas Cada elemento têm seu espectro característico .

html . que continham a carga negativa do átomo. mas não explicava a emissão de luz de cor diferente pelos tubos de Crooke.br/licenciatura/2001/modeloatomico/modelo_de_thomson. nem o espectro de emissão de sais na chama(experimento de Kirchoff e Bunsen). O modelo conseguia explicar a emissão de raios catódicos.Modelo Atômico de Thomson (1904) Os elétrons.sc.usp. http://educar. eram cercados por uma massa positiva.

Mais tarde. J.O Próton • Já no século XIX o químico Willian Prout havia proposto que todos os elementos fossem múltiplos do peso atômico do Hidrogênio (portanto. Ele observa que a menor massa medida dos raios é obtida com o tubo contendo H2 rarefeito. Thomson determina a verdadeira natureza destes raios como sendo corpúsculos carregados positivamente contendo a menor carga positiva conhecida. portanto com carga oposta. no nível de compreensão da teoria atômica de hoje como múltiplos da massa do próton).J. O que você acha desta conclusão com o que você sabe Hoje sobre a massa atômica dos elementos?? •Em 1886.45 vezes a do H.672621637(83)×10−27 kg . A prova final da sua existência vem com o Experimento de Rutherford. cP = .602 x 10-19 C mp= 1. Entretanto sua hipótese foi descartada por Berzelius e Edward Turner que mostraram que o Cl tinha massa 35.e = + 1. o Físico Eugene Goldstein observa raios em tubos de descarga se deslocando na direção oposta os raios catódicos.

da École Polytechnique • Henri Becquerel descobriu a radioatividade em 1896 na École Polytechnique (Paris) http://www. 1908 Le Croisic) Prof. Paris.ifi.br/~ghtc/ram-r41.Radioatividade Henri Becquerel (1822.htm .unicamp.

partículas β e raios γ a partir da perchblenda e isolam o Rádio (Ra) e o Polônio(Po).β→ 214Po .β→ 234Pa .α→ 218Po .α→ 234Th .α→ 206Pb (estável) . .Radioatividade Pierre e Marie Curie 2He 2+ 4 = raio urânico =α Perchblenda UO2 238U Eles descobrem a emissão natural de partículas α.β→ 214Bi .α→ 222Rn .α→ 214Pb .α→ 210Pb .β→ 234U .β→ 210Bi β→ 210Po .α→ 226Ra .α→ 230Th .

Radioatividade Emissão de Partículas α Emissão de Partículas β- .

ou seja + 2 e. The Life History of an α-Particle. Nature 112.1038/112305a0 . 305 . E.312 (1923) | doi:10. Rutherford determinou a carga das partículas α era positiva e 2 vezes maior do que a do elétron em módulo.Rutherford e as Partículas α Ernest Rutherford 1908 • Em 1905. de maneira similar ao usado por Thomson para medir a razão para o elétron. Tela fluorescente de ZnS Trajetória do feixe de α fenda Fonte de 226Ra p/ bomba de vácuo E. . ou seja. Rutherford. Num experimento subseqüente esquematizado abaixo ele vai determinar a razão entre a carga e a massa ao observar o desvio da trajetória das partículas α ao atravessarem um campo elétrico uniforme produzido por duas placas elétricas metálicas polarizadas.

. α + H2 → 2 H+ + 2He4 Emissão de luz violeta por um tubo de descarga (Geissler) com He submetido a uma descarga elétrica. Se aplicarmos uma descarga elétrica o tubo irá ter um espectro de emissão idêntico ao de um tubo contendo gás He rarefeito (baixa pressão).Partículas α • Uma prova conclusiva da natureza química da partícula alfa é obtida ao fazê-las entrar em um tubo de gás hidrogênio produzindo gás He.

Teoria Atômica Modelo de Rutherford • Modelo Planetário – – – Barão Ernest Rutherford (1871-1937) Nova Zelândia Experimento de colisão de partículas α com uma folha de Au Postulou a existência de uma eletrosfera. Experimento 226Ra http://www2.html .stanford.slac. contendo os elétrons. e um núcleo carregado positivamente.edu/vvc/nobel/rutherford.

slac. e um núcleo carregado positivamente. Experimento Explicação modelo http://www2.Teoria Atômica • Modelo Planetário – – – Barão Ernest Rutherford (1871-1937) Nova Zelândia Experimento de colisão de partículas α com uma folha de Au Postulou a existência de uma eletrosfera.html .stanford.edu/vvc/nobel/rutherford. contendo os elétrons.

org/19662/low/eng/exp-rutherford. a carga da partícula. a velocidade da partícula alfa. assim. a densidade atômica. No modelo de Thomson o desvio de trajetória da partícula alfa calculado é menor do que aquele observado experimentalmente e muito próximo daquele calculado usando-se o modelo de Ruhterford.html .Experimento de Rutherford Estimativa de desvio da trajetória levando em conta o modelo de Thomson e o modelo Planetário (Rutherford). http://library. este modelo ganhou aceitação na comunidade científica e o de Thomson foi descartado. Olhe o site abaixo e simule os resultados esperados variando a carga nuclear (Z).thinkquest.

. pois o elétron perderia continuamente energia até colidir com o núcleo como mostrado na Figura abaixo.Modelo Planetário A dificuldade inerente ao modelo de Rutherford estava no fato de que o átomo seria instável.

Espectroscopia Atômica .

Espectroscopia Atômica Hidrogênio Equação de Rydberg Série de Balmer   1 =R  1 − 1  H 2 2 λ 2 n   RH = 1.09678 x10 cm 5 −1 .

– Eletrosfera rarefeita com os elétrons em trajetórias em torno do núcleo.Modelo de Rutherford • Resumo: – Prova final da existência de um núcleo denso. . positivamente carregado contendo prótons.

Cátions têm número de elétrons menor que Z Ânions têm número de elétrons maior que Z • Massa Atômica • Massa Atômica (A) = Z + número de nêutrons . • Cada isótopo tem uma certa estabilidade.Isóbaros e Isótopos • Número Atômico • • • • • Número de prótons no núcleo = número atômico (Z) Z caracteriza o elemento químico independente da massa atômica (A) Átomo neutro tem número de elétrons igual a número de prótons. • Elementos com mesmo Z mas diferente A ( a diferença é função do número de nêutrons) são chamados de isótopos.: . • Ex. o que leva a abundâncias diferentes.

985 % 0.015 % traços .Isótopos 3H trítio 2 nêutrons 1 próton 2H deutério 1 nêutron 1 próton 1H próton 1 próton isótopo 1H 2H 3H Abundância natural 99.

Ou seja. a energia dos elétrons nas órbitas era quantizada. da mesma forma como eram quantizadas as vibrações de partículas da matéria (Planck e o corpo negro e a capacidade calorífica segundo Einstein). .Espectroscopia Atômica A única saída para estabilizar o átomo era postular (sem provar ou deduzir) que o momento angular (e a energia) das órbitas dos elétrons fosse limitada a alguns poucos valores.

Dinamarca O momento angular do elétron deve ser um múltiplo de h/2π (valores fixos. ou seja.html courses.ufrgs. apenas alguns valores de energia são permitidos.pdf http://www. ou seja. os níveis de energia disponíveis para os elétrons num átomo são quantizados.umass.edu/phys261/S03/Bohr_atom. quantizados). Conseqüentemente.Teoria Atômica • Modelo de Bohr – – Modelo Planetário Niels Bohr (1885-1962).html .colorado. Estes níveis de energia se traduzem em órbitas estacionárias para os elétrons nos átomos.if.edu/physics/2000/quantumzone/bohr. Os elétrons são mantidos nestas órbitas através do equilíbrio entre a Força Centrífuga e a Força Eletrostática. Leitura recomendada: www.br/tex/fis142/modelobohr/ modelodebohrconc.

Níveis de Energia em um átomo Hidrogenóide A expressão para esta energia pode ser deduzida encontrando-se o raio r* onde a força centrífuga é equilibrada pela força eletrostática . L 2 µr Ze 3 = 2 4π ε o 2 r ∴ r= 4πε 0L2 Ze 2 µ nh 2π para L = obtemos 2   h = 2  ε0 h  r* = 2 2 n  πZ 2 µ  4π Z e µ  e  4πε 0 n 2 2 Para n = 1 e Z= 1 r é o raio de Bohr (a0) desde que E = T + V onde T= L 2 2 2µ r * eV=- Ze 2 4π ε 0 r ∗ resulta que  µ 4 Z 2  1  E = - e2 2  2  8    ε 0 h  n  .

Espectroscopia Atômica
Explicando a Espectroscopia Atômica

EH = −

2 8 n2 h2 ε 0

µ e4

Energia associada a uma órbita no átomo de H No processo de emissão de luz dos tubos de descarga de gás rarefeito (Tubos de Crook ou tubos de raios catódicos), ∆E é a diferença de energia entre duas órbitas e igual a energia do fóton liberado quando o elétron passa de uma órbita mais externa para uma mais interna.
No processo de absorção de luz pelos átomos, ∆E é igual a energia do fóton absorvido.

µ=

me m p me + m p

hν = ∆E;

ν = cλ
 µ 4  1 1  1 1 ∆E =  3e  2 − 2  = R H  2 − 2     8h c 2  n n  ε 0  2 1   n2 n1  

Níveis de Energia do Átomo de Hidrogênio e Espectro de Linhas de Emissão

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hyde.html#c4

Nota
• O presente modelo é rigorosamente válido para átomos hidrogenóides, ou seja, com apenas um elétron. • Ao colocarmos mais elétrons, outros termos de energia se tornam importantes como a repulsão entre os elétrons numa mesma camada e em camadas diferentes, por exemplo.

No Caminho de Um Modelo menos Cartesiano .

olhem com atenção e digam quais são: .Dualidade • Nas figuras a seguir há sempre duas interpretações.

Dualidade Comportamento Corpuscular vs Comportamento Ondulatório Efeito Fotoelétrico (Einstein-1905) E = hυ =h c/λ Tente calcular o comprimento-de-onda(λ) de uma bola de futebol e do elétron.davis-inc. λ Leitura Complementar: www.nobel. Quais conclusões você tira.se/physics/laureates/1929/broglie-bio.com/physics/ http://www.Princípio da Dualidade De Broglie Prince Louis de Broglie (1892-1987) 1923.html .

No Caminho da Prova do Crime Ondas vs Partículas Fenômeno (Observação) Pode ser explicado por Ondas Pode ser Explicado por Partículas. Reflexão Refração Interferência Difração Polarização Efeito Fotoelétrico .

Interferência A interferência entre as ondas refletidas nas duas interfaces faz com vejamos cores diferentes na mancha de óleo sobre a água em função do ângulo de observação. .

Difração Difração de um feixe de laser He-Ne através de um buraco. .

Difração Difração de um feixe de laser He-Ne através de fendas únicas com diferente largura. . A largura comparativa das fendas é dada ao lado do padrão de difração por um retângulo branco.

Difração com Duas Fendas Difração + Interferência Padrão de Interferência no Experimento Usando dois orifícios (fendas) .

Separando a Interferência Interferência mais a Difração Frente de onda da Luz Projeção da distribuição da intensidade da luz numa tela após as 2 fendas. .

Difração com 5 Fendas .

Influência na Intensidade dos Picos de Difração do Número de Fendas .

Condição para Observar a Difração • Os efeitos de difração são apreciáveis quando os obstáculos (fendas.html . http://www.unicamp. objetos) são de dimensões comparáveis ao comprimento de onda (λ). orifícios.ifi.br/~accosta/roteiros/3/nota%2003.

. Ao mostrar que um feixe de elétrons poderia sofrer difração na rede cristalina de uma folha fina fina de níquel como o que era observado com um feixe de ondas eletromagnéticas ( raios-X ) eles provaram que entidades atômicas antes imaginadas como partículas poderiam ser visualizadas como tendo comportamento ondulatório. temos o feixe de elétrons.Experimento de Davisson-Germer A prova da Hipótese da dualidade postulada por De Broglie veio 3 anos mais tarde com os experimentos de Davisson e Germer de difração de elétrons numa rede cristalina de Níquel. No lugar do feixe de luz vermelha do laser. A idéia de usar uma folha de Ni cristalino surgiu porque Sir Bragg havia mostrado a difração de raios X em cristais. No lugar dos orifícios (fendas) temos os átomos e as distâncias entre os átomos numa rede cristalina de uma folha de Ni . Olhando mais de perto a difração de elétrons.

.

htm .org/history/heisenberg/p08b. η = h = h 2 π 6 .aip. 62620 x 10 − 34 Js http://www. átomos e moléculas como Bohr fazia com seu modelo atômico. e como as Leis de Newton fazem com os planetas.Princípio da Incerteza Heisemberg Werner Heisemberg (1901-1976) Não podemos determinar com a mesma incerteza (∆) momentum (p) e posição (x) ou energia (E) e tempo (t) para partículas sub-atômicas.

– Os elétrons podem se comportar como ondas.Mecânica Quântica • Idéia de partida: – Elétrons em átomos estão em órbitas estacionáriasBohr. – Descrever uma equação de movimento para estas ondas estacionárias • Procedimento: Usar as equações de onda de D´Alembert .De Broglie.

y. y . f 1 ∂ 2 f v 2 ∂ t 2 Laplaciano = 0 υ Ψ = Ψ ( x . z ) cos = freqüência da = amplitude da 2 πυ onda onda t no ponto (x. ou seja. França • Filho ilegítimo de uma alta dama da corte com um comissário de artilharia do Rei ele foi abandonado na catedral de Notre Dame de Paris logo após nascer. Junto com Denis Diderot ele foi o diretor da Encyclopedie. v é a velocidade de propagação da onda. y. Equação de D´Alembert: ∂ 2f ∂ x 2 ou ∇ ∇ 2 • + ∂ 2 f ∂ y 2 + ∂ 2 f ∂ z 2 − 1 v 2 ∂ 2f ∂ t 2 = 0 f = − 2 Onde f é uma função-de-onda. z) . descreve em cada tempo (t) a vibração da onda num espaço cartesiano (x. mais precisamente na capela de Saint-Jean-Le-Rond.Out 1783 Paris.z).Jean le Rond D´Alembert Nov 1717 . Aos 25 anos é eleito membro da Academia de Berlim e sete anos mais tarde é eleito membro da Academia Francesa.

Jan 1961 (Viena) Eduardo M. . operador da energia Ago 1887.Equação de Schröedinger Erwin Rudolf Josef Alexander Schrödinger 8π 2 m0 ∇2Ψ − [ E − V ]Ψ = 0 2 h ou η2 − ∇Ψ 2 + VΨ = EΨ 2m0 ou HΨ = EΨ H = Hamiltoniano. Alves Peixoto. Teoria Quântica.

o valor médio do operador é dado por: ∞ ∫ * ∞ ∫ ∞ ∫ Ψ * A Ψ dv conjugado − ∞ − ∞ − ∞ ψ = complexo ∞ •Todas as funções-de-onda devem ser normalizadas Ψ *Ψdv = 1 ∫ Números Complexos −∞ .Postulados da Mecânica Quântica • A todo sistema corresponde uma função-de-onda. • A cada observável corresponde um operador (A).

Ou seja. Probabilidade de encontrar o elétron em algum lugar é dada pela integral acima. da condição de normalização sai que esta probabilidade é 100%.Interpretação de Copenhague Niels Bohr e Werner Heisemberg ∞ ∫ ∫ ∞ ∞ ∫ Ψ * Ψ dv = 1 = Ψ * Ψ − ∞ − ∞ − ∞ O estado de cada partícula pode ser previsto por sua função-de-onda. num espaço infinito nós temos 100% de chance de achar nossa partícula ( no caso o elétron)!!! .

t) = ψ (x)e iEt η iEt η temos Ψ = ψ ( x)e * * .onda atômicas ou moleculares Ψ * = conjugado complexo de Ψ . assim se Ψ (x.de .Quadro Resumo ˆ ˆ ˆ E = ΨHΨ / Ψ 2 = ∫ ∞∞ Ψ * HΨdτ = Ψ * H Ψ − onde E = valor esperado de energia Ψ 2 = ∫ Ψ * Ψdτ = 1 para funções .

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/Hbase/quantum/schr. Nas extremidades da caixa temos barreiras de potencial infinito e dentro da caixa o potencial é zero.Partícula (Elétron) na Caixa de Potencial Vamos imaginar que temos um único elétron confinado dentro de uma caixa de potencial de dimensão “a”.html#c2 .

sen(kx) = 0 Não é fisicamente razoável pois leva a conclusão de que : ψ * ψ = 0.0) x x = 0 = Ccos(k. para isto : ka = nπ ou seja : k= nπ a . ou seja. não posso encontrar o elétron em lugar nenhum!!! Fisicamente impossível. Outra solução : sen(ka) = 0. ψ ( x) = C cos(kx) + Dsen(kx). ψ (0) = C = 0 mas ψ (a ) = 0 ψ ( a ) = Dsen( ax) duas soluções possíveis : D = 0. k =  para se que  2mE  2   η  = 0 teremos : ψ seja igual a zero + então quando Dsen(k. apliquemos uma de cada vez. mas isto leva a conclusão de que : ψ (x) = 0.0) ψ ( x ) = ψ (0) cos(0) = 1 e sen(0) = 0.cos(kx) + 0.A condição de contorno é que ψ(0)=0 e ψ(a)=0.

n   = 1 . ....Elétron na Caixa  2    sen  a  n 2 ψ E n = =  n π x    a   2 n  h 2   8 ma   . 2 ..

. A diferença de energia entre os níveis é inversamente proporcional ao tamanho da caixa.Níveis de Energia Permitidos para o Elétron na Caixa ∆ E ( n +1)− n = [( n + 1) 2 − n 2 ] Função-de-onda Probabilidade  h 2   8 m a e  2     Conclusões: A energia de uma função-de-onda é inversamente proporcional ao número de nodos da função. Os níveis são quantizados “naturalmente”.

Assumindo que o número de orbitais da molécula é igual ao número de duplas ligações conjugadas e que os número de elétrons por orbital é 2.Partícula na Caixa Polienos Conjugados • • A cor das cenouras e a transição eletrônica. A cenoura herda sua cor da molécula de caroteno que pertence a classe dos polienos conjugados. A cor da molécula de polieno provém de uma transição entre dois estados eletrônicos da molécula. E finalmente assumindo que: N = # de duplas ligações a = N (C=C) + (N-1) (C-C) + (C-C) tamanho da caixa a = 2N a = 2N BL BL = comprimento de ligação médio # e = 2N número de elétrons π Vamos tentar estimar a diferença de energia entre o primeiro estado excitado e o estado fundamental e o comprimento de onda da energia da transição. Para ser mais exato entre o estado fundamental e o primeiro estado excitado. . A cadeia d eduplas ligações conjugadas no polieno pode ser vista como uma conjugados caixa de potencial onde os elétrons estão presos.

Absorção e Emissão de Luz rel Absorção Ocorre quando axa ção Emissão Ocorre quando E1 representa a energia de um estado eletrônico fundamental E2 representa a energia de um estado eletrônico excitado .

1 .Transições Eletrônicas em Polienos (via Partícula na Caixa) λ = 8 m ) e c ( 2 N . a n g s t r o n s 3−6 . ) ( 2 N+ ) h 1 ( N+ ) 2 1 λ= 8 me ( N B L 2 c2 . ) BL=1 . BL h (2 N + 1 ) 2 hν=∆E (S1-S0) ∆E= h 2 8 me 2 N B L 2 ( .

Espectro Eletrônico dos Polienos ε=coeficiente de extinção molar ou absortividade molar é diretamente proporcional a Intensidade da radiação absorvida ou a quantidade de fótons absorvidos. Quantidade de fótons absorvida ∝ A = ε bc = log T = I I0 1 T .

Absorção de Luz por Polienos Dependência do Número de Insaturações Conjugadas f= força do oscilador que é diretamente proporcional a ε .

75 a 2 ( nm) a = tamanho da partícula nano massivo EGap (eV ) = EGap + .Semicondutores • Efeito de Confinamento-Transição Interbandas em Semicondutores – Sistema Cúbico ∆Eelétron − na − caixa = K a2 2 2 2  h  K = ( n + 1) − n   8m     [ ] 0.

para um observador qualquer a superfície terá a cor verde. (b) verdes e (c) azuis. reflete no azul e no amarelo. .Cor Absorvida e Cor de um Composto vermelho verde azul Comprimento-de-onda (λ) / nm Comprimento-de-onda (λ) / nm Comprimento-de-onda (λ) / nm Espectro eletrônico (Uv-vis) em modo de reflectância de superfícies (a) vermelhas. Note que a superfície verde.

aumentamos o tamanho da caixa.Analogia entre a Caixa e Anéis Aromáticos Fundidos e Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) Vamos considerar que nos HPAs temos apenas um elétron. assim por diante). Portanto. com o aumento do número de anéis fundidos temos o deslocamento do comprimento de onda da banda de absorção da região do UV para a região do visível. Veja os espectros no próximo slide. 2 e 3. Se continuarmos aumentando o número de anéis fundidos deslocamos λ para o infravermelho próximo. a na equação do elétron-na-caixa. . 3 e 4 . Como há mais de um nível de energia vazio para receber um elétron excitado (por ter absorvido a energia da radiação eletromagnética) haverão tantas bandas quantos níveis de energia vazios. Desta formar ao fundirmos anéis aromáticos. veja a equação abaixo:  h2  = (n + 1) − n   8m a 2    e  ∆E( n +1) − n [ 2 2 ] Como ∆E= hc/ λ . devemos ter uma diminuição da diferença de energia entre estados eletrônicos (funções-de-onda ou níveis de energia . e que nossa caixa de potencial (do exercício do elétron na caixa seja a diemnsão da molécula de HPA). ∆E) consecutivos – n e n+1 ( 1 e 2.

a  h2  ∆E( n +1) −n = (n + 1) 2 − n 2   8m a 2    e  [ ] ∆E . aumento do tamanho da caixa) sobre o comprimento de onda da banda de absorção (λmáx).Espectros Eletrônicos mostrando o efeito do aumento do número de anéis fundidos (ou seja.

β-Caroteno A cor da Cenoura H3 C CH 3 CH 3 CH 3 H3 C CH 3 CH 3 CH 3 CH 3 CH 3 ε / mol-1Lcm-1 400 | 450 | 500 | Espectro eletrônico de uma solução de β-caroteno .

Átomo de Hidrogênio Coordenadas polares!! x = r senθ cosφ y = r senθ senφ .

r ) Função-de-onda angular Função-de-onda Radial Escrevendo a eq.Funções-de-onda Hidrogenóides sep ∇ 2 Ψ = − 8 π h E Ψ 2 m 2 0 [ E − V ]Ψ = 0 H Ψ Nossa função-de-onda hidrogenóide em termos de coordenadas polares passa a ser: Ψ ( nl . r ) = Y l . φ ) xR ( nl .m l ( θ . de Schröedinger apenas em função da parte radial temos: .

8544 x10 −12 N −1.602192 x10 −19 C = carga do elétron Z = número de prótons do núcleo do elemento h = 1.s 2π η= ε 0= 8.C 2 = permissivi dade dielétrica do vácuo .Parte Radial da Função-de-onda Hidrogenóide (hydrogen-like) a0 = 5.0545 x10 −34 J .m −2 .291772 x10 −11 m = raio de Bohr e = −1.

ou seja. têm nodos. ψ é negativo O número de nós de uma função é dado por : n–l-1 . inclusive quando r=0. ou seja não possuem nodo. ψ é positivo Já as p´s e d´s assumem valores nulos.Parte Radial das Funções-de-onda Hidrogenóides Note como funções-de-onda s não se anulem quando r=0 e nem em nenhum outro lugar.

Parte Angular das Funções-de-onda Θ e Φ estão associados aos números quânticos l e ml Nota: as funções do tipo s não tem dependência angular!! .

Θ) = R(r) ● Y(Φ. . Φ.As funções-de-onda d • Ψ(r.Θ) • Y0 = (5/16π)1/2 (3cos2θ-1) = (5/16π)1/2 ●(3z2-r2)/r2 • • • • dz2 dxz dyz dxy dx2-y2 Y1 = (5/4π)1/2 cos Θ sen Θ cos Φ = (5/4π)1/2 ● xz/r2 Y2 = (5/4π)1/2 cos Θ sen Θ sin Φ = (5/4π)1/2 ● yz/r2 Y3 = (5/4π)1/2 sen2 Θ cos Φ = (5/4π)1/2 ● xy/r2 Y4 = (5/16π)1/2 sen2Θ (cos2 Φ – sen 2 Φ) = (5/16π)1/2 ● (x2 – y2)/r2 Note as coordenadas cartesianas à direita que dão o nome às funções d.

mais de um valor de r com grande probabilidade do elétron passar algum tempo. . ou seja.Os Orbitais e a Função de Distribuição Radial ψ 2 = ∫ 4πr 2ψ *ψdr = P(r ) ou D(r ) = probabilidade de encontrar o elétron dentro do átomo de raio r 1s 2s 3s Todas as funções s com n>1 possuem mais de um máximo.

Desta forma o poder de penetração orbital é dado pela série: ns>np>nd>nf. desde que n seja o mesmo W. por exemplo). as funções-de-onda s apresentam densidade de probabilidade maior na região mais próxima ao núcleo do que as funções-de-onda p´s e d´s correspondentes (3s em relação às 3p. ou seja.J.2.571-573. Vol.Função de Distribuição Radial e Penetração Orbital Olhando no gráfico de distribuição radial podemos ver que entre as funções da mesma camada.Moore. com mesmo valor de número quântico principal (n). p. Físico-química. 3d e 3f. A esta característica chamamos de penetração da função-de-onda. .

ocupar preferencialmente orbitais de maior penetração é obter a configuração eletrônica de menor energia. Maior atração significa. Assim sendo. uma energia do átomo menor leva a uma situação de maior estabilidade para o átomo segundo a Termodinâmica.Penetração Orbital e Energia dos Orbitais A conseqüência imediata da maior penetração orbital das funções-de-onda s é que ocorre uma maior atração do elétron (uma vez ocupando estas funções-de-onda). Desta forma. uma energia menor. Ora. o elétron ao ocupar os sub-níveis s leva a uma energia menor para o átomo. . pois a energia do átomo é diretamente proporcional a soma da energia dos orbitais com elétrons.

. sua forma e as propriedades ópticas e magnéticas do átomo. O l de um átomo unieletrônico (hidrogenóide). l=2 -2 -1 0 1 2 ml= -2 ml= o η = O l influencia a energia dos orbitais.Representação Vetorial do Momento Angular Orbital do Átomo l e ml L = nh 2 π h 2 π = l (l + 1)η ml Sub-nível d.

Relação Entre Números Quânticos Orbital s p d f g Número de Valores de ml 0 0.±1 0. ± 2. ±3. ±3 0. ± 2.±1. ± 4 . ± 2 0.±1.±1.

gravem!!! . Portanto. mas é importante para a descrição do modelo de ligação química. 2D. da função de distribuição radial (4πrψ2 ou P) como mostrado abaixo.Orbitais e o sinal da Amplitude (ψ) O sinal da amplitude da função-de-onda é marcado na representação bi-dimensional. Este sinal não tem significado físico.

em qualquer ponto da superfície destes desenhos temos 90% de chance de encontrar o elétron. Aviso: Isto não é a órbita que o elétron realiza em torno do núcleo.).com/webbook/34_qn/qn_to_pt.html . http://www.Os orbitais Densidade de Probabilidade ˆ ∫ Ψ HΨdτ ≡ * a b ˆ Ψ H Ψ = densidade de probabilid ade As cores indicam o sinal da função de onda ( + ou . Normalmente. é a região de maior probabilidade de encontrar o seu elétron.meta-synthesis.

l = número quântico secundário .l = a 0 3 n 2 − l ( l + 1) 2 para outros átomos hidrogenói des 1 r n .Raio Médio do Orbital para o Hidrogênio 1 r n .l = a 0 3 n 2 − l ( l + 1) 2Z { } { } a0 = raio de Bohr Z = número atômico n = número quântico principal.

Energia dos Orbitais Átomo Hidrogenóide E n = − Z 2 n 2 2 e a 2 0 .

A Energia dos Orbitais no Átomo ou Íon Isolado Princípio de Aufbau degenerados degenerados degenerados degenerados .

O Spin - + Experimento: Feixe de partículas de H. são defeltidos ao passarem por uma campo magnético.e + ). Qual seria a origem destes momentos magnéticos intrínsecos atômicos? . sendo que metade das partículas são atraídos pelo pólo norte do magneto e metade pelo pólo sul. Hipótese: feixe é constituído de partículas que tem momento magnético intrínseco iguais mas de sinais opostos ( .

O Spin Eletrônico
Spin= momento angular intrínseco ou momento magnético intrínseco
µ=−
e 2 me gS

g = fator g do spin eletrônico = 2,0023193043 86

Representação vetorial do spin
Componente z do momento angular intrínseco do elétron= Sz= ms

O spin afeta muito pouco a energia do átomo, mas tem papel extremamente importante sobre as propriedades magnéticas e espectroscópicas, assim como tem reflexos sobre a reatividade dos átomos e moléculas.

Átomos Multieletrônicos e Configuração Eletrônica
• Nos átomos multieletrônicos, há de se levar em conta efeitos como acoplamento spin-órbita, repulsão intereletrônica, e integral de troca para podermos definir a configuração eletrônica de menor energia para um átomo. • Nós, não iremos discutir isto aqui, simplesmente iremos mostrar a configuração eletrônica mais estável para alguns elementos da Tabela Periódica.

Diagrama de Energia dos Orbitais
Energia de orbitais atômicos
Cruzamento dos níveis 3d e 4s na altura do Ca

Configuração Eletrônica Átomos Multieletrônicos Terra Raras .

portanto. • Paramagnéticos – Tem momento de dipolo magnético (µ).Átomos Diamagnéticos e Paramagnéticos • Diamagnéticos – Não tem momento magnético resultante. não são atraídos pelo magneto. todos menos = as Terras Raras µ efetivo { 4 S ( S + 1 ) + L ( L + 1 )} . são atraídos por um ímã.

Material Suplementar .

24 × 10-4 eV molecula-1 – ∆E (kcal mol-1) × λ(Å) = 2.986 × 1016 erg molecula-1 = 1.19 × 105/λ(nm) 297 nm = 400 kJ .Comprimento de Onda Unidades de Energia • Comprimento de Onda – 1 cm = 108 Å = 107 nm = 104 µ =107 mµ (millimicrons) – 1 nm = 1 mµ (velha unidade) • Energia – 1 cm-1 = 2.858 cal mol-1 de partículas = 1.858 × 105 – E(kJ mol-1) = 1.

gsu.utk.24 J µ =− e 2 me B nh 2π onde µ = magneton de Bohr = 9.html .html csep10.phy-astr.edu/astr162/lect/ light/zeeman-split.phys.edu/ hbase/quantum/zeeman.27x 10 T Websites para consulta: hyperphysics.L e Momento Magnético µ = IA e I = −T = e vr = − me 2 ∴ 2π me r e µ = IA = − L 2 me ev 2πr nh 2π µ= Momento de dipolo magnético como L = ∴ = −n µ B .

veja figura abaixo. Pieter Zeeman (1865-1943) Holanda Esta interação resulta no aparecimento do desdobramento dos níveis p.k12.wvusd. d e f ( com 2L+1 níveis de energia degenerados) em níveis de energia não degenerados. 0 e 1 pois L vale 1 para estes níveis ). Leitura recomendada: dbhs.ca.Efeito Zeeman e L Quando os átomos emissores de “luz” são submetidos a um campo magnético externo observa-se um desdobramento das linhas de emissão.html . Surge desta forma dois novos números quânticos L e ml. O momento angular orbital orbital é caracterizado pelo número quântico L. No caso dos níveis p eles são três níveis com ml = -1.us/Chem-History/Zeeman-effect. é o resultado da interação do campo magnético externo com o momento de dipolo magnético do elétron associado com o momento angular orbital do átomo. Este desdobramento.

Hα. Então as linhas seriam resultado do decaimento do elétron do nível 3s para dois níveis de energia muito próximas com j=1/2 e 3/2 respectivamente. Esta é uma das primeiras evidências da presença do spin. .Espectroscopia e Spin Espectro do H e do D em alta resolução mostrando a presença de 2 linhas no lugar de uma única. Na figura acima aparece um novo número quântico ( j ) que representa o acoplamento spin-órbita. vista anteriormente. O desdobramento foi atribuído ao acoplamento spin-órbita.

thinkquest.htm library.if.rug.Spin e Experimento de SternGerlach (1920) hyperphysics.html rugth30.edu/hbase/spin.ufrgs.br/~betz/quantum/SGtext.phy-astr.html .phys.htm www.gsu.nl/quantummechanics/stern.org/19662/low/ eng/exp-stern-gerlach.

Experimento de Stern-Gerlach O desvio na trajetória do feixe de átomos de prata ao passarem pelo meio de um dipolo magnético é função da força de atração exercida pelo gradiente de campo magnético (δB/δz) sobre o momento δ δ magnético intrínseco dos átomos de prata. Na equação acima este momento magnético intrínseco é igual a: µ µ µ µ S g z = = ± 1 2 g µ = B = − e 2 m gS e z B e η 2 m constante 10 10 = . Como a configuração eletrônica dos átomos de Ag termina em s1 .o momento magnético intrínseco do átomo é função exclusivamente do momento magnético do elétron desemparelhado (o átomo de Ag tem S=1/2).24 razão η giromagnét ica 2 . 00232 .274 = = m s x x .21 universal erg.271 = 9. desta forma .Oerste J T -1 chamada d -1 de magneton de Bohr e B B z = 9.

Spin-Órbita B= µ0 ρ ZeL 3 4πme r .

Spin-Órbita Padrão Russel-Saunders ρ ρ ρ J =L +S Esquema dos desdobramentos dos níveis do Na em função do acoplamento spin-órbita. . São mostrados os dois níveis de energia com j ½ e 3/2 para o nível 3p.

.Esquema Vetorial do Acoplamento Spin-Órbita Possíveis orientações do número quântico mJ em um campo magnético fraco quando J=3/2 resultantes das possíveis combinações dos vetores L e S representados no desenho à esquerda.

.

Equação de Onda .

Coseno e Seno f=sen(x) f=cos(x) .

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