SISTEMA HÍBRIDO EÓLICO-FOTOVOLTAICO-DIESEL PARA ELETRIFICAÇÃO DA COMUNIDADE DE SÃO TOMÉ - MUNICÍPIO DE MARACANÃ - PARÁ

João Tavares Pinho1 Marcos André Barros Galhardo1

Rodrigo Guido Araújo2

1. GEDAE/UFPA – Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas/Universidade Federal do Pará Caixa Postal: 8605 - CEP: 66075-900 - Belém - Pará - Brasil Tel./Fax: (91) 3183-1977 / 3183-1299 2. CENPES/PETROBRAS E-mails: jtpinho@ufpa.br galhardo@ufpa.br r.guido@petrobras.com.br

RESUMO Este trabalho trata de um sistema híbrido piloto eólico-fotovoltaico-diesel para eletrificação de uma comunidade isolada no estado do Pará, descrevendo seus componentes, apresentando uma estimativa da energia gerada pelas fontes renováveis e os custos evitados com o uso de combustível. Ele apresenta ainda o sistema de medição remota usado para monitorar as variáveis elétricas e meteorológicas de interesse, e um novo modelo de gestão e de tarifação implementado usando um sistema pré-pago. O sistema iniciou sua operação no início de setembro de 2003 e está em sua fase inicial de monitoração e testes, estando já prevista a expansão da geração com fontes renováveis para atender a crescente demanda de energia.

Palavras-chave: Sistema Híbrido, Eletrificação Rural, Sistemas Isolados, Energia Solar, Energia Eólica.

INTRODUÇÃO A nova realidade do mercado brasileiro de energia. tais como a solar. uma considerável parte da população brasileira que não é atendida pela energia elétrica das redes de distribuição das concessionárias. A escolha dessa comunidade foi baseada no 1 2 Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos Concessionária local 3 Financiadora de Estudos e Projetos 4 Petróleo Brasileiro S. o que torna sua conexão à rede convencional economicamente inviável. apropriadas para a geração de energia elétrica em pequena escala. Para o segmento tradicional do setor elétrico há uma caracterização bem definida do perfil do consumidor representado pelas grandes indústrias e centros urbanos. usando as energias solar e eólica como base de um sistema híbrido com um gerador diesel. onde pequenos e médios núcleos urbanos não são atendidos e não têm perspectiva de o serem por meio de extensão de rede em um futuro próximo. que utilizem geradores a diesel para suprir os déficits ocasionais das fontes renováveis. e representam pequenas cargas.1. . trouxe novas perspectivas ao mercado de energia elétrica. De forma a contribuir para a caracterização desse mercado e também para o estabelecimento de uma política de atendimento a essas populações. para atender a comunidade de São Tomé. A. no interior do estado do Pará. geralmente de acesso difícil. em parceria com a ARCON1. a hidráulica. a REDE/CELPA2 a Prefeitura Municipal de Maracanã e contando com recursos paritários da FINEP3 e da PETROBRAS4. vários desses locais dispõem de fontes naturais renováveis de energia. envolvendo o setor privado. a eólica. contudo. Este cenário é particularmente verdadeiro na Região Amazônica. Contudo. Existe. desenvolveu um projeto de geração de eletricidade. Um modelo de geração elétrica que parece adequado para essas localidades é aquele de sistemas híbridos. Essas pessoas vivem em regiões remotas. e a biomassa. que se iniciou com o processo de privatização do setor elétrico e a criação das agências reguladoras para esse mercado. o Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas da Universidade Federal do Pará (GEDAE/UFPA).

e alguns eletrodomésticos de baixo consumo. DESCRIÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO O sistema de geração é composto por três fontes primárias distintas: eólica. ou seja. com características geográficas similares. incluindo uma escola. sistema comunitário de bombeamento de água. tais como iluminação pública e residencial. armazenamento em banco de baterias e inversor.[1] O sistema foi projetado com base em dados de radiação solar e velocidades de vento de localidades próximas. A geração eólica é feita com uma turbina de 10 kW.fato dela poder ser considerada um exemplo de uma situação comum na região. A comunidade tem cerca de 230 habitantes e é basicamente composta por 66 prédios. em corrente alternada trifásica. que passa através de um retificador. 2. rádios. A geração fotovoltaica é composta por um arranjo de 40 módulos de 80 Wp cada. A geração é feita em velocidade variável. A geração diesel. etc. fotovoltaica e diesel. para ser entregue à rede de distribuição em 127/220 V e 60 Hz. totalizando uma capacidade de 3. em 127/220 V e 60 Hz. instalada em uma torre treliçada estaiada. A opção pela geração diesel é fundamental para garantir a continuidade do fornecimento aos consumidores. composta por um gerador trifásico de 20 kVA. um centro comunitário. bem como o mesmo sistema de conversão DC/AC do banco de baterias para a rede de distribuição. Ela usa o mesmo banco de baterias que o subsistema eólico. refrigeradores.2 kWp. espacialmente distribuídos de forma irregular. com bons índices de radiação solar e velocidades de vento. . de 30 metros de altura. como televisores. uma localidade não atendida. e está localizada nas coordenadas geográficas 0º46’03”S e 47º27’12”O. duas igrejas (católica e evangélica) e três pequenos comércios. é utilizada somente durante os períodos em que as gerações solar e eólica não sejam suficientes para alimentas a carga. de forma a atender as necessidades básicas de eletrificação comuns a esse tipo de localidade.

dos quais apenas 30 % são usados como energia útil.6 kWh. que são suficientes para atender o consumo médio previsto por pelo menos quatro horas. O sistema iniciou sua operação no início de setembro de 2003. para atender aos consumidores. A distribuição é feita por uma rede de baixa tensão trifásica (127/220 V) de pequena extensão. DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE MONITORAÇÃO REMOTA As variáveis de interesse para a monitoração remota da operação do sistema híbrido são divididas em duas categorias: meteorológicas e elétricas. A figura 1 mostra o diagrama esquemático com a configuração básica do sistema. onde são indicados também os parâmetros monitorados e seus pontos de medição. Os pontos de medição dessas variáveis no sistema de geração são indicadas na figura 1. pelo fato da limitação da profundidade de descarga aumentar a vida útil das baterias.Diagrama esquemático do sistema híbrido. e o esquema de monitoração é mostrado na figura 2. 3. Figura 1 . . perfazendo uma capacidade total de 72 kWh.O banco de baterias é composto por 40 baterias de chumbo-ácido de 12 V/150 Ah cada. Essa energia corresponde a 21.

todos os dados são enviados. e armazenados em uma unidade de aquisição de dados conectada ao sistema central de monitoração por meio de um cabo serial. Por meio de uma conexão via telefonia celular. coleta-los e processa-los de acordo com suas características físicas. As variáveis meteorológicas de interesse são as velocidades do vento a 10 e 30 metros. todas as tensões e correntes DC e AC são monitoradas. . O programa permite o ajuste dos intervalos de amostragem e integração. Os dados podem ser acessados pela unidade central de acordo com a programação estabelecida. de onde o sistema pode também ser acessado quando desejado.Figura 2 . Um programa computacional foi desenvolvido especialmente para acessar os dados. Esses dados são coletados em intervalos de 1 segundo. em intervalos prédeterminados para o laboratório do GEDAE/UFPA. a radiação solar global no plano horizontal e a temperatura. além da freqüência de saída do inversor. Em relação às variáveis elétricas. sua direção.Diagrama esquemático do sistema de monitoração remota. integrados a cada 10 minutos. além de oferecer diversas opções para o processamento dos dados.

Após o início de funcionamento do sistema. mas espera-se um aumento na carga. ou seja.4. Em relação à geração. no qual foram verificados os eletrodomésticos e lâmpadas que eram disponíveis nas residências (usando baterias).[2-4] Com base nesse levantamento. com a carga média em torno de 1/3 desse valor. 5 kW. e os de velocidade de vento foram tirados de extrapolações a partir de dados de localidades próximas com características geográficas semelhantes. A energia média diária foi estimada em 120 kWh e a média mensal em 3. ou 2. GERAÇÃO E CONSUMO O consumo da comunidade foi inicialmente estimado com base em levantamento preliminar.600 kWh. Para fazer essa estimativa. e também com base em experiências prévias com sistemas similares.800 kWh. observou-se que a carga média era de apenas cerca de 1/6 da potencia total instalada estimada. uma vez que a estação meteorológica iniciou sua operação somente no final de novembro de 2002. . devido a não se dispor de dados precisos de seus potenciais anteriormente à execução do projeto. os valores da energia fornecida pelas fontes renováveis também foram estimados. Isso se deve ao baixo poder aquisitivo da população local.[5-6] A radiação solar usada para os cálculos é mostrada na Tabela 1. Não foi possível determinar a sazonalidade do consumo. os dados de radiação solar de Belém (menos de 100 km em linha reta da vila) foram utilizados. onde se observou que as cargas instaladas eram raramente superiores a 300 W por residência. a carga total instalada foi estimada em cerca de 15 kW. aqueles que eles teriam condições de adquirir. A energia média diária é então 60 kWh e a média mensal 1.5 kW.

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez kWh/m2.75 4.61 5. A tabela 2 mostra a energia gerada calculada a partir dos dados medidos e utilizando o programa das referências [8] e [9].85 5.22 5.41 4. Para a radiação solar.Radiação global média.46 4. os valores medidos estão próximos dos previstos. foram usados para determinar as energias geradas por cada subsistema com fontes renováveis (eólico e fotovoltaico).dia 4. .78 5.82 5. juntamente com a curva de potência da turbina escolhida [7].85 5. Observou-se através das medições feitas pela estação meteorológica que os valores reais são um pouco menores do que os previstos.Tabela 1 . resultando em menos energia gerada.32 4. bem como os de velocidade de vento.60 5.45 Os valores desta tabela.

35 1. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total Eólica 818.04 44. que reduzem não somente a intensidade da radiação solar.440 L.2 446.52 % 16.85 439.26 935.81 24.75 732. como sendo respectivamente: Diário: 8 L e 48 L.42 29.17 597.52 336.9 34.34 622.60 27.8 24.9 66.13 1.4 453.705.5 64.5 64.6 Como pode ser observado desta tabela.74 18. durante o período de setembro a janeiro cerca de 65 % do consumo é atendido pelas fontes renováveis. Mensal: 240 L e 1. sendo algumas vezes menor que a fotovoltaica.333.5 4.04 10.7 427. o consumo de diesel para atender a carga média da comunidade.2 350. .197.Geração eólica.56 18.215.5 16.5 51.8 25.26 728.8 302.5 23.6 12.8 19.520 L.64 1.2 40.72 18. Isso se deve às freqüentes chuvas na região.0 422. Os meses mais críticos são de fevereiro a junho.2 23. Durante esses meses.00 1. Anual: 2.Tabela 2 .1 30.33 677.89 805. nos períodos diários de 4 e 24 horas.5 67.4 16.117. a geração diesel é muito importante para garantir a confiabilidade do sistema.40 % PV 45.61 326.8 40. e somente cerca de um terço do consumo é atendido pelas fontes renováveis.920 L e 17. mas também as velocidades de vento na localidade. através da curva de consumo da figura 3.99 238.66 735.166.74 553.8 360.62 6.18 327. fotovoltaica (PV) e total (em kWh e % da carga).5 299.6 37.372. Se não houvesse as fontes renováveis.39 17.7 391.5 19.60 792.7 20.60 40.9 21.92 % 62.3 358. foi estimado. economizando uma quantidade significativa de combustível. quando a geração eólica é baixa.18 13.1 Total 1.8 49.78 744.160.2 225.4 295.6 33.24 44.66 488.95 319.0 20.22 41.

Estimativa de custos do sistema híbrido.00 7.000. pode-se mostrar que 2.500. O período de 4 horas entre 18:00 e 22:00 h é normalmente usado na região para tornar a operação e a manutenção do gerador a diesel economicamente viável.000.00 3. respectivamente.460.00. considerando o modo de operação de 24 horas. respectivamente para os períodos de operação de 4 e 24 horas.000.00 5.345.000.00 e US$ 4. Tabela 3 . economias anuais de US$ 1.690 L de diesel seriam economizados anualmente. comparando-se a operação do gerador diesel com e sem as fontes renováveis.00 92.920 L e 8.000. Componente Subsistema eólico Subsistema fotovoltaico Banco de baterias Gerador a diesel Controle e supervisão Acessórios Rede de distribuição Total Total/habitante Preço (US$) 35.50). seria suficiente para cobrir os custos de implantação do sistema híbrido em cerca de 21 anos. Isto representaria. Considerando a estimativa mostrada na tabela 3 para os custos de implantação do sistema.00 .Curva de consumo do gerador a diesel.00 4. em relação à opção de usar somente o gerador a diesel.Figura 3 .500.00 400. pode-se verificar que somente o custo evitado com combustível. ao custo atual do diesel na região (1 L diesel = US$ 0.00 23.00 14. Considerando esses períodos e os dados da tabela 2.000.

Os sistemas de gestão e tarifação até agora implementados não têm. que uma política de tarifação de energia seja estabelecida. gasolina. ou seja. de forma a coletar os fundos necessários para manter o sistema operando dentro dos padrões recomendados de confiabilidade e segurança. Isso reforça o fato de que a tecnologia é suficientemente madura. mas necessita de operação e manutenção corretas para funcionar de forma apropriada durante longos períodos. eventualmente incluindo outras fontes renováveis localmente disponíveis. contribuindo para a falha da maioria dos sistemas implantados após algum tempo de operação exitosa. Contudo. em geral. querosene.Com a operação e manutenção adequadas. Por essa razão. A escolha desse sistema deve-se ao fato de ele ser similar ao já utilizado pelos moradores locais para adquirirem seus energéticos. especialmente no caso de regiões mais isoladas tais como a Amazônica. podem ser de importância vital no processo de universalização dos serviços de eletricidade que se encontra em fase de implantação no Brasil. recarga de baterias. Isso se deve a vários fatores. velas. pilhas. sido bem sucedidos. um sistema pré-pago. 5. pela primeira vez no Brasil. diesel. ela serve como um instrumento simples para indicar que os sistemas híbridos. que parece ser adequado às características de renda sazonal da população local. dentre os quais a pobreza. Espera-se que o sistema aqui apresentado seja economicamente viável. Esta é uma análise simplista que deve ser melhor considerada para fins de comparações econômicas. que deve ser substituído a cada 3 ou 4 anos. MODELO DE GESTÃO Um dos maiores problemas que têm sido encontrados no Brasil e em outros países em desenvolvimento é a sustentabilidade dos sistemas de eletrificação em área isoladas. o projeto usa. a falta de instrução e de políticas públicas. com exceção do banco de baterias. a maior parte dos componentes pode ter tempo de vida útil superior a esse período. etc. isto é. etc. .

Ele também pode monitorar esse consumo através das indicações do medidor e controlá-lo de forma a adaptar-se ao seu orçamento. este registra os créditos de energia correspondentes e os apaga do cartão. eles são enviados ao medidor. Os medidores de energia (kWh) e os leitores de cartão são instalados nas residências dos consumidores. Quando o consumidor insere o cartão no leitor. o usuário pode acumular tantos créditos quantos necessitar para seu uso.[10] A central de processamento. Uma vez que os créditos são reconhecidos pelo leitor. resultando no aumento da carga total instalada. para enviá-los para recarga na central de processamento. Figura 4 . onde os cartões são carregados com os créditos de energia situa-se em um local previamente escolhido e funciona como a concessionária. 6. Esse processo é repetido cada vez que o consumidor insere um novo cartão no leitor.O sistema é composto pelos componentes mostrados na figura 4. que permite e monitora a passagem de energia. Porém. sem a necessidade de ter utilizado os créditos antigos. já houve um aumento significativo do número de unidades consumidoras e da carga instalada em algumas delas. . EXPANSÃO DA GERAÇÃO O sistema híbrido eólico-fotovoltaico-diesel de São Tomé iniciou sua operação atendendo a 44 unidades consumidoras. Assim. O posto de vendas está localizado na vila. vendendo cartões novos e recolhendo os já utilizados.Diagrama esquemático do sistema pré-pago de tarifação.

totalizando uma potência instalada de 20 kW de geração eólica e 5 kWp de geração solar fotovoltaica. como já mecionado. economizando-se anualmente 11. com os resultados da monitoração dos parâmetros meteorológicos desde final de novembro de 2002 e das análises realizadas com os dados obtidos da geração e do consumo desde setembro de 2003. .50).700 kWh/mês (considerando 24 horas de atendimento à carga). pelo fato do sistema de geração ter sido dimensionado com base em dados meteorológicos estimados a partir de medições obtidas em localidades com características semelhantes. tem-se observado que a quantidade de energia gerada a partir das fontes renováveis tem sido inferior ao esperado originalmente.965 litros (economia equivalente a US$ 5. com a aquisição de um aerogerador de 10 kW e mais 1. Atualmente.982. equacionando de forma mais adequada as capacidades das fontes individuais de geração.Além disso. dispõe-se de condições mais precisas para um melhor dimensionamento do sistema híbrido. pretende-se expandir a geração renovável. a contribuição do sistema renovável suprirá a demanda mensal conforme o gráfico da figura 5. Com o aumento da demanda. tendo um consumo diário de 90 kWh e 2.8 kWp de módulos fotovoltaicos. Com o intuito de expandir os sistemas de geração e distribuição de energia elétrica da Vila de São Tomé. totalizando 66 unidades consumidoras atendidas.

tanto localmente quanto através da internet. Fazer uma avaliação sócio-econômica para quantificar os impactos que o sistema causará no modo de vida da população envolvida. Apresentar soluções com custos de implantação e operação razoáveis. aumentando a disponibilidade de energia. permitindo a independência energética e reduzindo os níveis de emissão de poluentes. 4. Servir de modelo para futuras implantações de sistemas similares.Atendimento do sistema renovável para uma demanda mensal de 2. CONCLUSÕES O projeto piloto apresentado neste trabalho tem como principais objetivos: 1. 5. que permita que as variáveis elétricas e meteorológicas de interesse sejam automaticamente obtidas. 2. Devido ao .700 kWh. reduzindo o uso e o transporte de combustível. Com base nessas premissas. Monitorar a operação do sistema híbrido através da implantação de um sistema de supervisão. estando atualmente em fase de testes e atendendo às necessidades da comunidade. o sistema foi projetado e encontra-se em operação desde setembro de 2003. informação.Atendimento do Sistema Renovável 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 jan fev mar abr mai jun Eólico FV Total % jul ago set out nov dez Meses Figura 5 . 7. enfatizando os aspectos de renda. educação. diversificando as fontes de energia. 3. Fornecer energia elétrica à vila de São Tomé para atender suas necessidades básicas de forma contínua e sustentável. lazer e organização social. saúde.

Pinho. 1997.crescimento da comunidade. WINDPOWER 98. Macedo. T. Fotovoltaica e Eólica”. Campinas. C. C. tanto de caráter prático quanto demonstrativo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1]A. J. Macedo e J. Pinho. “A Concept of Wind-Diesel Hybrid Systems for the Electrification of Small Rural Communities in Brazil”. Relatório Técnico No 1. Universidade Federal do Pará. Bezerra e J. F. São Paulo. T. [3]U. “Bergey Excel Wind Turbine Handbook”. Brazil”. “Experiências com a Implantação de Sistemas Híbridos de Geração para a Eletrificação de Localidades Isoladas na Amazônia”. “Proposal of a Wind-Diesel Generating System for the Algodoal Island. “Estudo da Potencialidade de Energia Eólica no Litoral do Estado do Pará”. O. Barbosa e D. Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica. está sendo estudada a expansão da contribuição das fontes renováveis no sistema de geração. S. USA. T. T. “Estudo de Sistemas de Geração de Eletricidade Utilizando as Energias Solar. Frade e J. capazes de estimular sua replicação para outras regiões com características similares. . Pinho e D. 2000.PA”. XVII Conferência Latino-Americana de Eletrificação Rural. N. 8. [6]L. Pinho e U. Frade. H. WINDPOWER 98. 2002. [7]Bergey Windpower.4º Encontro de Energia no Meio Rural. 2002. S. 2002. T. [2]U. Bezerra. Pinho. 2002. 1998. Universidade Federal do Pará. H. AGRENER 2002 . C.Maracanã . H. “ASES: Programa para Análise de Sistemas Eólicos e Solares Fotovoltaicos”. 1999. GEDAE/UFPA. Bakersfield. C. Cruz. Ribeiro. Cunha. Austin. C. tanto em número de consumidores quanto em carga instalada. Espera-se que o projeto traga bons resultados. [5]L. Bezerra. [8]W. USA. “Caracterização Sócio-Econômica da Comunidade de São Tomé . N. 2002. IEEE-PES T&D 2002 LATIN AMERICA. “Wind Potential on the Coast of the State of Pará/Brazil”. Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica. H. [9]W. P. [4]J. Recife.

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