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Universidade Federal de Goiás

Instituto de Ciências Biológicas

Escola de Implementação: Instituto de Educação de Goiás


Acadêmicos: Andreia Santos; Bruno Pereira dos Santos; Mariza Dorivê Antônio;
Trina Oneida; Rômulo Gustavo dos Santos

Projeto de Intervenção Pedagógica na Escola campo “IEG”


Utilização de recursos cinematográficos como instrumento didático de
ensino-aprendizagem: Mostra “Curta que é Cultura”

Introdução

“O projeto de intervenção consiste no caminho prévio de desenvolvimento das


atividades, de forma clara, detalhada e rigorosa, e que tem por finalidade guiar os passos
do aluno e demonstrar em linhas gerais o que se pretende fazer. (Ana Cecília de
Moraes Bianchi)

O encolhimento das horas-aula; a redução dos conteúdos, com relação à


quantidade e nível de aprofundamento; a falta freqüente de alunos e
professores; e a impossibilidade de reposição de aulas. São exemplos de
limitações que estrangulam o rendimento e evidencia o jogo do faz-de-conta,
transformando o ensino noturno num simulacro, uma cópia mal feita do ensino
realizado no período diurno (Santos, 2006). Ou seja, tratamento não
diferenciado para um público com realidade e interesses diferentes e saberes
específicos que a escola não aborda.
Diante desta realidade, constatada durante o estágio no Instituto de
Educação de Goiás – IEG onde, fomos instigados a realizar um projeto de
intervenção pedagógica que pudesse contribuir para estimular os alunos a
assimilar os conteúdos teóricos repassados pelos professores de forma dinâmica
e satisfatória, para que eles não se afugentem devido a discordância do que é
visto em sala de aula e o vivenciado fora dela.
Dessa forma, faz-se necessário uma reorganização estrutural, em que as
práticas pedagógicas fossem reformuladas e adaptadas em vídeos de curta
metragem para serem exibidos no nosso projeto: Curta que é cultura.
A escola precisa considerar o universo dos alunos em sua amplitude e
conduzir para o seu interior a realidade sociocultural onde está inserida, para se
problematizar e se construir a partir dessa problematização, conhecimentos
significativos e aplicáveis, considerando a diversidade cultural e as
necessidades individuais e coletivas. Com isso em mente, serão abordados
filmes de diversificadas temáticas para que os alunos se identifiquem com os
protagonistas dos filmes ou tema ao correlacionarem com sua realidade e o que
sabem contextualizando com o que aprenderam em sala.
Por fim, avaliaremos os resultados através de debates entre professores,
estagiários e alunos, pesquisas de campo, com entrevistas e questionários
escritos, e gráficos expositivos que poderá revelar se os resultados esperados
foram alcançados ou significativos.

Justificativa

Escolhemos o presente projeto porque o consideramos de bastante


relevância para a escola em especial o período noturno. Usar a sala de vídeo
para exibir filmes educativos de diferentes temáticas sociais e ambientais além
de revitalizar a sala, busca despertar nos alunos outras formas de
aprendizagem. Além disso, contribui para o desenvolvimento de uma
percepção crítica da realidade ao debater diversos temas transversais, ou seja,
que abrangem diferentes disciplinas na busca para compreensão ou discussão
de determinado assunto.
Este projeto será importante também para integrar os alunos, professores
e estagiários, diminuindo as distâncias hierárquicas e incentivando os discentes
a expressarem suas opiniões e desenvolver um senso crítico acerca de temas
interdisciplinares.
Para nós, enquanto estagiários, este projeto poderá possibilitar um
contato mais direto com os alunos e desenvolver um diálogo aberto nos
debates. Faz-se necessário como futuros docentes, começarmos desde já a
percebermos o aluno como agente ativo no seu processo de aprendizagem e em
condições de intervir na sua realidade e transformá-la. Para tanto, é preciso que
haja mudanças, um trabalho de educação permanente para mudar as
concepções, a postura para então mudar a prática pedagógica para atender as
necessidades e anseios dos alunos do noturno (Gonçalves et al, 2005).
Além de ser relevante para a instituição, o projeto visa tornar a sala de
vídeo um lugar estimulante e motivador aos alunos no processo de ensino-
aprendizagem principalmente do período noturno, devido a suas
particularidades. Ou seja, um público heterogêneo com relação à faixa etária,
objetivos e perspectivas, particularmente jovem, que já está inserido no mercado
de trabalho ou a procura de uma colocação (Santos, 2006).
Em uma reflexão sobre a escola e a linguagem audiovisual, na obra do
MEC, BRASIL (1998) analisa e demonstra a relevância do estudo desta
linguagem na educação como um meio inovador de ensino, acessível aos
educandos. Como a linguagem audiovisual é mais recente em termos de
experiência humana costuma-se dar muito mais ênfase à dimensão televisão do
que à escola, à sala de aula (...) a escola é uma prática já muito fortemente
arraigada na vida das pessoas. E destaca ainda, que a sala de aula pode ser
incluída nos chamados meios de comunicação e não está mais tão distante do
mundo da cultura de massa baseada na linguagem audiovisual que, mesmo
indiretamente, perpassa as relações ocorrentes na escola (Martins, 2008 ) . O
fundamental, portanto, seria compreender como esses dois universos em
interação podem transformar pedagogicamente a educação que acontece na
escola. (MEC-BRASIL,1998).
O projeto poderá despertar nos alunos o interesse por temas que antes
eram percebidos apenas de maneira teórica e com os filmes e debates passam a
ter um sentido mais prático e integrado com a realidade. Os assuntos abordados
poderão ser contextualizados nas diversas disciplinas da escola, colocando em
prática a interdisciplinaridade.

Objetivos gerais

O projeto “Curta que é cultura” tem como objetivo geral, instigar alunos
e professores para a utilização de vídeos como método pedagógico e
interdisciplinar no processo de ensino aprendizagem.
Mostrar aos professores e alunos o quanto pode ser interessante e
importante a utilização de novos elementos no processo educacional.
Estimular a adoção deste projeto nos demais períodos e nos próximos
semestres, com a participação de professores e alunos na sua preparação e
execução.

Objetivos específicos

Buscar a sensibilização por meio de filmes de curta metragem,


juntamente com as didáticas unidas ao projeto, como os debates ao final da
seção com a participação de alunos, professores e estagiários. Levar o público
alvo à compreensão, reflexão e mudanças em relação ao uso dos recursos
didáticos oferecidos pela escola.
A interdisciplinaridade e contextualização com a realidade poderão
levar os alunos e professores a buscarem novas maneiras de adquirirem e
repassarem conhecimentos, de forma didática e estimulante.

Estratégias de Ação

1ª fase: Divulgação
Num primeiro momento, a atividade será divulgada entre os professores,
que serão convidados a participar como debatedores dos filmes. Tendo aceitado
o convite, receberão uma cópia dos filmes a serem exibidos, para que possam
assistir previamente. Num segundo momento, a divulgação será feita entre os
alunos, das seguintes formas:
- visitas às salas de aula
- cartazes e folderes
- convite por escrito

2ª fase: Execução e desenvolvimento

Selecionar as turmas de acordo com a capacidade da sala de vídeo. Todas


as onze turmas do período noturno participarão do projeto sendo: uma do 9°
ano, três do 1° ano, duas do 2° ano e duas do 3° ano, e três do Magistério.
Serão três dias para exibição e debate dos filmes, que acontecerá após o
intervalo do recreio na sala de vídeo da escola, com permissão de dispensa dos
alunos dada pela coordenadora. As seções terão duração máxima de uma hora e
meia, sendo uma hora para exibição e meia hora para o debate, em que serão
exibidos os seguintes filmes e minutos de duração:

“Ratos de Rua”- 05:12;


“Ilha das Flores”- 10:58;
“Meow”- 08:06 “
“Mãe Mão”- 06:06;
“A carne é fraca – 20:00;
“Lamento”- 03:00 -
“Carpa Diem – 02:00
“Consumidouro” 04:00
“ The fan and the flower (O ventilador e a flor)– 07:00”

Após a exibição dos filmes será realizado o debate sobre os filmes com a
participação dos professores da escola, alunos e estagiários.

3ª fase: Resultados e continuidade

Os resultados serão analisados através de um questionário quantitativo e


qualitativo e serão feitas inferências e gráficos dos dados obtidos. ???
O projeto visa uma continuidade que pode vir através do envolvimento
dos professores de diversas áreas que poderão escolher um dia específico de
cada mês para trabalhar filmes com os alunos.
Problematização

Os motivos que os levam os alunos do ensino noturno à escola são os


mais variados: os adolescentes e adultos procuram a escola, inicialmente,
motivados pela expectativa de conseguir um emprego melhor, ou então são
levados pelo desejo de elevação da autoestima, da independência e da melhoria
de sua vida pessoal como, por exemplo; dar bons exemplos aos filhos, ajudá-los
em suas tarefas escolares, etc. Em síntese, pode-se inferir que o maior motivo da
procura da escola é a necessidade de fixação de sua identidade como ser
humano e ser social (Lemos, 1999).
Dessa maneira, um projeto de intervenção pedagógica precisa utilizar
métodos e instrumentos que ajudem os alunos a se expressarem e serem ativos
no seu próprio processo de aprendizagem. Assim, criamos o projeto “Curta que
é cultura” em que os alunos assistirão filmes de curta metragem de diversas
temáticas e participarão de debates entre seus colegas, professores e estagiários.
Através da execução desse projeto e após aplicação de formulários e
entrevistas com os alunos, busca-se respostas para as seguintes questões:
- Os alunos de fato se sentem motivados em opinar e discutir temas
multidisciplinares?
- Os alunos percebem que estão sendo desautomatizados ao
assistirem com atenção aos filmes e participarem dos debates?
- Os professores estimulam seus alunos a refletirem, ou impõem
suas próprias conclusões nos debates?
- O que os alunos acharam de trabalhar curtas ao invés de longas
metragens como método pedagógico?
E por fim, saber qual é o papel da exibição de vídeos no aprendizado
escolar. Se é positivo ou não o uso de filmes educativos com debates e se
exercem atração pelo menos em grande parte dos alunos.

Revisão Bibliográfica

Segundo Harper et al, em seu livro Cuidado escola: desigualdade,


domesticação e algumas saídas, “não há como ensinar atualmente como se
ensinava há 15 anos”. Pois, em função das mudanças sociais e econômicas e das
inovações tecnológicas e científicas, a escola muda adaptando-se aos novos
tempos. No entanto, como discutido no livro citado, as reformas escolares
funcionam muitas vezes apenas como fachada: “O conhecimento que vem dos
livros ou da palavra do professor e quase nunca da experiência e da pesquisa
dos próprios alunos, é recebido, memorizado, repetido e arquivado. Não é
jamais descoberto, testado e recriado pelos que estão ali para aprender”.
Essa situação tem ainda um agravante se levarmos em consideração a
realidade dos alunos de escolas públicas e que estudam durante a noite. A
dualidade ensino propedêutico e profissionalizante faz com que muitos deixem
de lado um pensamento de autoformaçao e engrandecimento que muitas vezes
se dissocia do árduo cotidiano do aluno para ingressar somente no aprendizado
em prol do trabalho.
Tendo isso em mente, podemos destacar, de forma suscinta e itemizada,
as fontes formais e materiais associadas à proposta de intervenção pedagógica
na escola objeto de nosso estágio e que visam tornar real o proposto pelas
diretrizes brasileiras oficiais, mesmo que utopizadas, ao ensino noturno.
Segundo LDB Lei 9.394/96 em seu Art. 22, a educação básica tem por
finalidade “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável
para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e
em estudos posteriores”. Sendo que esta última deve ser desenvolvida
essencialmente pelo ensino médio, que como etapa final da educação básica,
possui entre suas finalidades específicas segundo o art. 35 da LDB “a
preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando”. Além de
promover “a formação ética”, a “autonomia intelectual” e o “pensamento
crítico”.
Nesse contexto, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, de 1998,
sugerem uma educação centrada no domínio de competências básicas, como: da
capacidade de abstração, do desenvolvimento do pensamento sistêmico, ao
contrário da compreensão parcial e fragmentada dos fenômenos, da
criatividade, da curiosidade, da capacidade de pensar múltiplas alternativas
para a solução de um problema, ou seja, do desenvolvimento do pensamento
divergente, da capacidade de trabalhar em equipe, da disposição para procurar
e aceitar crítica, da disposição para o risco, do desenvolvimento do pensamento
crítico, do saber comunicar-se, da capacidade de buscar conhecimento. (PCN-
EM, 1998).
Já em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio –
DCNEM, estes apontam para uma prática pedagógica e didática que vá além da
justaposição de disciplinas, da fragmentação do conhecimento, e passe a
estabelecer relações de comunicação e interdependência de idéias nas diversas
esferas do conhecimento, a fim de romper as fronteiras que separam os
conteúdos e disciplinas escolares.
O simples fato de o ensino acontecer no período noturno lhe dá certa
especificidade que exige um tratamento diferenciado e respeito com relação às
características dos alunos e professores. No entanto, afirma Vilma Abdalla
(2004) que apesar das investidas no sentido de melhorar a qualidade do ensino
de nível médio “não existe ainda um projeto pedagógico que atenda a dupla
condição de jovem e trabalhador”, que considere também “suas vivências, seus
interesses, seus sonhos e papéis assumidos dentro e fora da escola”. E acaba se
tornando o que Oliveira (2004) chama de “uma cópia mal feita do ensino
realizado no período diurno”, ou seja, a mesma metodologia, a mesma carga-
horária, sem o mesmo rigor, com certa indulgência justificada pelas
dificuldades enfrentadas por alunos e professores.
A partir de Abdalla e de seu trabalho intitulado: O que pensam os alunos
sobre o ensino noturno, pôde-se perceber o sentimento dos alunos com relação à
escola que, segundo eles, dissocia a teoria da prática e se caracteriza por um
ensino desatualizado, que não atribui sentido ao conhecimento abordado.
Suas falas refletem uma insatisfação, com relação à escassez de recursos e
da não utilização, pelo professor, dos poucos que a escola dispõe. Questionam a
falta de sentido das aulas, sugerem mais dinamicidade e criticam as medidas
que facilitam a aprovação do aluno sem garantir aprendizagens significativas.
Fato este semelhante ao relatado pelos alunos do IEG, pois chegam a reclamar
que os professores subestimam suas capacidades quando propõem exercícios
mais fáceis ou excluem conteúdos menos importantes só para não atrazarem na
matéria.
Segundo Carlos Adriano Martins, a concepção de educação já não é a
mera captura de informações, mas sim “aprender a aprender”; o método não se
centra na acumulação de conhecimentos, mas no estabelecimento de relações
essenciais, onde o desenvolvimento do intelecto é concebido como formação
integral e integrado da personalidade e a provocação do apetite pela
descoberta, a curiosidade trabalhada de modo a produzir um painel tão amplo
quanto seja possível para consolidar-se na pessoa, em equilíbrio e segurança.
Essas concepções de ensino-aprendizagem já passam a fazer parte do
cotidiano de algumas escolas e educadores, embora existam ainda barreiras que
dificultam as ações inovadoras. Destaca também, que devemos indagar qual
tem sido o trabalho realizado efetivamente com a linguagem cinematográfica
utilizada como material didático no ensino. É preciso refletir sobre as formas
pelas quais professores e alunos têm se apropriado desse instrumento didático.
Devemos perceber que a leitura de uma imagem, como no cinema, não é
imediata, é um processo complexo.
“Ela resulta de um processo onde intervêm não só as mediações que estão na
esfera do olhar que produz a imagem, mas também aquelas presentes na esfera do olhar
que as recebe. Este não é inerte, pois, armado, participa do jogo”.(Adauto Novaes).

O filme cinematográfico trata de assuntos relevantes para áreas diversas,


mas antes de fazerem parte de determinada área, são parte do mundo, e seu
estudo de maneira mais integral e global pode auxiliar os educandos na
compreensão crítica do mundo em que vivem. E pela sua diversidade de temas,
conceitos e interpretações, permite a interação entre outras áreas do
conhecimento e promove momentos interdisciplinares durante esse processo.
Desse modo, quando se emprega o cinema como recurso didático, é preciso
adotar um método de leitura do filme que se deve ater a cada elemento
constitutivo da arte cinematográfica, das técnicas de sua produção, dos grupos
sociais que interagem em sua elaboração, da política, da sociedade que a
produz e a consome, considerando todas as variáveis sociais, culturais e
ideológicas.
O cinema também é detentor de uma linguagem multicultural, pois
levanta discussões através de cenas polêmicas, atingindo ou igualando-se aos
problemas vivenciados pelos que passam por este processo de educação
(Martins, 2008). O educador, portanto deve promover o aproveitamento dos
filmes apresentados na escola para que essa apresentação não seja apenas uma
forma de prazer que poderíamos ter em casa esquecendo-se do papel
educacional. A compreensão de um filme de forma adequada contribui para o
desenvolvimento das relações sociais.

“O cinema tem a capacidade de ir até estratos ocultos da realidade, provocando


paralelamente à diversão um alargamento da percepção”. (Walter Benjamin)

Resultados esperados

O projeto “Curta que é Cultura” tem como temática a apresentação de filmes de


curta-metragem com temas transversais e posteriormente debate sobre os temas
apresentados nos filmes com a participação dos alunos do Instituto Goiano de
Educação.
Pretende-se despertar o pensamento crítico nos alunos participantes do
projeto e que os professores utilizem mais frequentemente os recursos da
linguagem cinematográfica utilizada como material didático que permita a
interação entre diversas áreas do conhecimento e promova momentos
interdisciplinares durante esse processo. Através dos debates envolvendo
professores e alunos, pretende-se que os professores percebam a possibilidade
dos alunos em desenvolvimento o intelecto e a criticidade quanto à realidade do
mundo e a que o cerca, quando trabalhados de forma interdisciplinar
(capacidade que é ignorada por alguns professores e serve como desculpa para
não elaborem projetos mais complexos em suas atividades pedagógicas).
Espera-se também ser positiva uma maior interação entre alunos,
professores com a utilização de recursos visuais pedagógicos ao tratar temas
transversais e promover a interdisciplinaridade e um clima mais estimulante e
adequado ao aprendizado coletivo realizado na escola. E ainda que este projeto
seja de fato aderido e aplicado nos próximos anos e períodos do colégio.
Ainda espera-se que os alunos despertem, interesse por atividades
culturais como, por exemplo, o FICA (que é exibido todos os anos em Goiás.) o
acesso a sites de mostras culturais e a visita a eventos de cunho cultural, bem
como estimular a produção de seus próprios curtas.
Cronograma

O projeto será executado na escola campo “IEG” nos dias 18, 19 e 22 de


novembro como especificado na tabela abaixo:

Mês Atividades Data

1. Pesquisa por artigos


relacionados a projetos de
intervenção em escolas
Outubro 2. Conhecimento da realidade De 06/10/2008 a
do colégio 31/10/2008
3. Escolha do projeto de
intervenção, denominado
Curta que é Cultura.

1. Planejamento das datas de Dias 03, 04 e


apresentação do projeto, 07/11/2008
elaboração dos cartazes do
projeto.
De 11/11/2008 a
2. Divulgação do projeto 14/11/2008
“Curta que é Cultura”, no
Colégio.
Dias 18, 19 e
Novembro
21/11/2008
3. Apresentação dos filmes e
debates com as turmas do
Instituto Educação de Dia 25/11/2008
Goiás.

4. Aplicação de questionário Dia 26/11/2008


aos alunos do colégio, para
avaliação do projeto.

5. Avaliação geral do projeto


baseada nos resultados
obtidos através do
questionário.
Referencias bibliográficas

ABDALLA, Vilma. O que pensam os alunos sobre a escola noturna. São Paulo,
Cortez: 2004. – (Coleção Questões de Nossa Época, v.110), 119 p.

____. Leis , Decretos. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as


Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

____. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.


Parâmetros Curriculares Nacional: ensino médio. Brasília, MEC, 1999.

GONÇALVES, L. R.; PASSOS, S, R, M, M, S.; PASSOS, A, M. Novos rumos para


o ensino noturno – como e por que fazer? Ensaio: aval. Pol. Públ. Educ.
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LEMOS, Marlene Emília Pinheiro de. Proposta curricular. In: Salto para o
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Brasil e suas conseqüências para o ensino médio noturno. In: Ensino
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HARPER, B. CECCON, C. OLIVEIRA, M.D. D; OLIVEIRA, R.D. D. Cuidado


escola: desigualdade, domesticação e algumas saídas. 17°edição. Ed.
Brasiliense.

MARTINS, C. A. Linguagens audiovisuais na escola: O cinema na construção


de uma educação do olhar. In: O audiovisual e sua utilização no ensino.
Disponível em < http://www.osvaldomorais.com/mdnt_audiovisual.doc>
Acesso em 10 de novembro de 2008.

SANTOS, M. E. M. Ensino Médio Noturno: do proposto ao realizado. In: IV


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