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EDITORIAL

Tempos difíceis, exigência acrescida

Armando P. Marques Vice-presidente do Conselho Diretivo

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oube-me a mim a tarefa de, em breves linhas, tentar transmitir aos colegas algo de positivo para 2012 o que, convenhamos, não é fácil. Obviamente que é mais um de tantos outros anos que alguns de nós, felizmente, já vivemos calcorreando os longos e penosos caminhos que a vida nos ofereceu, ou não. Porventura, muitos foram aqueles a quem a vida pouco ou nada propiciou e só fruto de muito querer e esforço alcançaram lugares confortáveis na sociedade e, em especial, na nossa profissão. A esses, merecidamente, devemos prestar homenagem, pois foram os patronos de muitos jovens a quem transmitiram saber, exemplos de profissionalismo, lealdade entre colegas, uma cultura acrescida no cumprimento das obrigações estatutárias e deontológicas. Enfim, toda uma maneira de estar na profissão que, certamente, marcou a qualidade do desempenho destes técnicos oficiais de contas. Mas - há sempre um mas - nem todos soubemos/ sabemos ser patronos e, frequentemente, esquecemos que a sociedade tem os olhos postos na nossa profissão dada a sua natureza de interesse público, reconhecendo que são os técnicos oficiais de contas os especialistas que lidam diariamente com as contas das empresas auxiliando em muito a sua gestão, dando um enorme contributo para a transparência das demonstrações financeiras, documentos agora mais do que nunca decisivos para uma leitura rigorosa da situação empresarial. Sabemos quão difícil é para as empresas obter crédito para solver compromissos, conhecemos as exigências acrescidas do setor financeiro no que concerne à interpretação dos documentos de prestação de contas e, por vezes, esquecemos a responsabilidade, assobiamos para o lado e «seja o que Deus quiser», pois a verdadeira situação da empresa não

é compatível com os documentos produzidos, onde o técnico oficial de contas colocou a sua assinatura, validando os mesmos. É aí que, por vezes, nos interrogamos quando a imprensa noticia certas fragilidades das profissões – todas incluídas, sem exceção – e ficamos incomodados por haver poucos patronos que saibam dar exemplos dignos de uma prestigiante classe de profissionais. É esta profissão a que nos orgulhamos de pertencer, que muito tem dado e continuará a dar à sociedade em geral, ao Estado e aos empresários, mas é preciso ter sempre presente que temos de oferecer ainda mais neste momento difícil, obviamente com reflexos em nós próprios. Não devemos mendigar honorários a preços de saldo, mas oferecer mais serviços e maior qualidade, mostrando ao empresário a mais-valia que pode obter daquilo que produzimos séria e responsavelmente. Neste iniciar de ano, que gostaríamos que fosse o último de tremendas dificuldades, temos obrigação de fazer passar uma mensagem de energia e esperança a todos os que connosco se relacionam, empresários em especial, pois se esse otimismo for multiplicado em cadeia, obviamente que minimizará o pessimismo e propiciará, porventura, um olhar mais tranquilo sobre o que temos que enfrentar. Vamos dar as mãos nesta corrente, convencidos que não existem anos bons nem maus, simplesmente existem anos diferentes que exigem de nós um olhar também diferente, mas atento e vigilante para não escorregarmos ribanceira abaixo, criando mazelas de irreversível recuperação. Um 2012 cheio de esperança e um horizonte mais solarengo são os nossos desejos. z

JANEIRO 2012

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pt Impressão Sogapal Expedição Luter . Domingues de Azevedo Diretores adjuntos Armando Marques Jaime dos Santos Filomena Moreira Manuel Vieira de Sousa Ezequiel Fernandes Rita Cordeiro Editor-geral Roberto Ferreira Redação Jorge Magalhães Nuno Dias da Silva Design e paginação Duarte Camacho Telma Ferreira Fotografia João Miguel Rodrigues Secretariado Raquel Carvalho Colaboram nesta edição António Carlos dos Santos A. 45 1049-013 Lisboa Contribuinte n.pt www. Alves da Silva Guilherme W.º 150317/00 ISSN 1645-9237 Os artigos publicados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.º 142 • JANEIRO 2012 06 Propriedade Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas Avenida Barbosa du Bocage. d’Oliveira Martins Jesuíno Alcântara Martins Mário Portugal Rui Laires Publicidade Departamento de Comunicação e Imagem da OTOC Produção editorial e revisão Departamento de Comunicação e Imagem da OTOC Telefone: 217 999 715/17/18/19 Fax: 217 957 332 comunicacao@otoc. J.Publicidade e Serviços Tiragem 65 451 exemplares Depósito legal N. Formação 2012 em brochura Domingues de Azevedo em entrevista 27 30 Artigos de acordo com a nova grafia da língua portuguesa Lugar ao TOC com José António Viegas 4 TOC 142 .º 503 692 310 Telefone: 217 999 700 Diretor A.FICHA TÉCNICA SUMÁRIO ANO XII REVISTA N.otoc. Domingues de Azevedo A.

OTOC e AFP 26 SNC e os juízos de valor em Coimbra | IV Congresso dos TOC | Conferência «A importância do anexo no SNC» 27 XXV Seminário do CILEA. em Braga | Formação 2012 em brochura 28 Provas públicas dos colégios de especialidade | Inquérito sobre as reuniões livres LIVROS 34 IRS 2011 | Contabilidade financeira | A jurisprudência e os tribunais ORDEM NOS MEDIA 35 Imprensa e redes sociais GABINETE DE ESTUDOS 36 A nova parafiscalidade: a tributação por via de cortes na despesa com remunerações de funcionários e pensionistas 43 Código de contas.SUMÁRIO 16 Na sombra da grande metrópole: «A Soma das Partes» passou por Setúbal NOTÍCIAS 18 «A Soma das Partes» em Santarém | Sorteio do controlo de qualidade 20 Imperfeições de um imposto omnipresente: VI Conferência GEOTOC 24 Iniciativa legislativa da Ordem | Apresentada candidatura ao CES | Presença semanal na «Praça da Alegria» 25 Novo sítio da Ordem | Observatório Diário Económico. os documentos equivalentes e os problemas legais e fiscais COLABORAÇÃO IDEFF 53 Responsabilidade financeira em tempos de crise COLABORAÇÃO ISCAL 56 A prestação de garantia no processo de execução fiscal FISCALIDADE 60 Tributação em IVA de trabalhos de tipografia.textos publicados em 2011 JANEIRO 2012 5 . repografia e restauro de livros CONSULTÓRIO TÉCNICO 65 Perguntas e respostas LISTA DE ARTIGOS 2011 69 Lista de artigos publicados na Revista TOC 73 Consultório técnico . declarações eletrónicas e informática A CONTABILIDADE E O FISCO 49 As faturas.

ENTREVISTA 6 TOC 142 .

– Os técnicos oficiais de contas têm uma especificidade muito peculiar. constituirá para eles também uma excelente oportunidade de repensar muitas coisas que até hoje eram vistas como adquiridas na profissão e que as circunstâncias obrigarão. São números que refletem a atual conjuntura do País? Domingues de Azevedo – Evidentemente a crise também nos afeta e.Apesar dos números. Dos planos da Ordem para o novo ano que agora se inicia. TOC . TOC .8 por cento nos rendimentos e 2. onde a real capacidade financeira dos cidadãos deixa de ser relevante. Da defesa de uma profissão viva e ativa até à chegada da troika e ao que isso representa para o povo português: uma espécie de atestado de menoridade e de incompetência. por exemplo. salvaguardar as questões relacionadas com os apoios sociais aos membros. A. indubitavelmente. até à conjuntura económica internacional e à necessidade de a Europa. Da inevitabilidade de o contabilista olhar a sua atividade sob um novo ângulo até à necessidade de se clarificarem regras para o acesso ao desempenho de alguns cargos políticos. as apostas nucleares da Ordem mantêm-se. Constituirá um momento alto para repensar muitos comportamentos e sobressairão os que se encontrarem melhor preparados para responder ao importante papel que a profissão tem que desempenhar. Na previsão que fazemos. e que passam por uma atenção redobrada sobre as questões de âmbito social.7 por cento nos gastos. não obstante os afetar.A ideia do TOC criador de valor e a inevitável proatividade que tal implica exigirá. Por Jorge Magalhães D a realidade concreta da profissão para a aldeia global. Que vertente assumirá maior relevância em 2012? D. procuramos manter um ritmo elevado de atividade e. caminhar no sentido de uma harmonização fiscal como forma de reforçar o verdadeiro espírito de comunidade. antes dos próprios contabilistas.ENTREVISTA Qualidade e preparação profissional têm que ser as grandes apostas dos TOC A mudança de atitude é inevitável e não depende dos empresários. que medidas da Ordem? D. A. mas entendemos que as questões de âmbito social deverão merecer uma atenção redobrada. na primeira pessoa. Do desejo de que Portugal não caminhe para uma taxa única de IVA. – É natural que tenhamos que reajustar algumas iniciativas. O lema do IV Congresso é também disso sintoma. acima de tudo. Pensar o papel do contabilista nas empresas apenas numa ótica de responder às obrigações declarativas fiscais é um pensamento redutor e JANEIRO 2012 7 . devemos antever os efeitos que ela terá na atividade da Ordem. porque potenciaria situações incompreensíveis de injustiça fiscal até ao perigo iminente de desumanização do sistema fiscal.O Plano de Atividades e Orçamento para 2012 aprovado recentemente em assembleia geral prevê uma diminuição de cerca de 3. em consequência. António Domingues de Azevedo. Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. TOC . A crise que a economia portuguesa atravessa. em concreto. a reequacionar. É com estas coordenadas que os profissionais terão que movimentar-se.

Como é sabido.. pela sua conceção de interesse público. pensa percorrer o País explicando aos membros a sua visão sobre a forma como se materializa junto das empresas o técnico oficial de contas criador de valor. Que razões sustentam esta mudança? D. É intenção da Ordem usar uma designação que poderá estar próxima das seguintes: «Contabilista Certificado». 8 TOC 142 . pelo que a Ordem. Não faz sentido que ambos os lugares sejam preenchidos por uma estrutura particular. – A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é. Todos quantos fazem desta a sua profissão sentem-se. um pormenor que teremos que resolver. «Perito Contabilista». mas essa tem que ser a grande aposta: a qualidade e a preparação profissional. a provocar um conjunto de discussões que têm construído uma imagem destas instituições bem diferente daquela a que estávamos habituados. A Ordem tem cerca de 76 mil membros. Esta realidade tem que ser vivida e alimentada pelos profissionais. por exemplo.A OTOC poderá desaparecer em breve para dar lugar à Ordem dos Contabilistas. penso que é merecida a sua aceitação na concertação social. A. a Ordem apresentou formalmente a sua candidatura para integrar o Conselho Económico e Social.ENTREVISTA inadequado à nossa realidade empresarial. Que papel poderá a Instituição desempenhar nesse órgão constitucional? D. deixando de fora a maior organização portuguesa de regulação profissional que é a OTOC. TOC – O contabilista tem que ser um elemento incontornável… D. Existe. nas áreas da sua competência. «Contabilista Público». é um desses lugares. Sei que isso não é fácil de obter. Uma empresa ou empresário não conseguem sobreviver sem a informação contabilística inerente à sua atividade. Por estas razões. Os profissionais têm que compreender que é necessário uma nova atitude que passa por um romper de amarras. mas também pelo muito que a Ordem ainda tem para dar ao País e à sociedade. – Essa é uma alteração que pensamos introduzir na próxima alteração ao Estatuto. TOC . pode não estar habilitado para assumir a responsabilidade por contabilidades como. pelas razões apontadas. – O TOC tem que estar para as empresas e empresários como o ar que respiramos está para a vida. tem vindo. pois ela é o sustento e o guia que ilumina o caminho que deve ser percorrido. conceitos e valores que não se coadunam com as potencialidades dos TOC nem com as necessidades das empresas. Se esta diferenciação não for feita gerar-se-á inevitável confusão que urge evitar. sobretudo em períodos de crise. A. A. em 2012. Nós executamos e interpretamos a contabilidade pelo que penso fazer mais sentido que sejamos chamados de contabilistas e não de técnicos. «Contabilista Oficial» ou qualquer outra que ao tempo se mostre mais adequada às funções que os profissionais desempenham. como é o caso do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP). em todos os domínios. devem estar representados no CNOP cerca de 140 mil profissionais. a maior organização de regulação pro- fissional existente em Portugal e.. Em termos globais. um licenciado em Direito pode não ser advogado. não obstante ter aquela licenciatura. Contabilista é todo aquele que tem uma licenciatura em Contabilidade mas. Não se pense que é desmedida a pretensão da OTOC. TOC – No final do ano. o que só pode ser conseguido com exigências de rigor e sensibilidades que se adquirem ao longo da vida com formação contínua. julgo eu. um pouco deslocados em relação à designação atribuída. existem dois lugares para as profissões liberais e aquilo que a Ordem reclama. A este novo profissional são-lhe exigidos conhecimentos e sensibilidades muito profundas. no entanto. relacionado com o nome.

TOC – A internacionalização da OTOC poderá conhecer impulsos significativos em 2012. recebeu o grau de «Professor Especialista Honoris Causa». finalmente. não deixa de ser um forte apelo a uma mudança na maneira de estar e exercer a profissão. Lidera. foi deputado à Assembleia da República durante três mandatos. pensamos lançar um verdadeiro repto aos profissionais para uma viragem na maneira de estar e viver a profissão. contará com sessões paralelas e os que assim o pretendam poderão apresentar trabalhos que serão discutidos naquelas sessões. integrando sempre a Comissão Parlamentar de Economia e Finanças. O evento terá a duração de um dia e meio. Técnico oficial de contas há mais de três décadas. TOC . os destinos da entidade reguladora da profissão. depois da CTOC e. primeiro como presidente da ATOC. nos sintamos mais orgulhosos. O que é que justifica esta abertura? D. da América Latina e de todos os países de língua oficial portuguesa. O próprio tema do Congresso. – Há uma verdade incontestável. Para além das representações que esperamos receber de diversos países europeus. A.ENTREVISTA PERFIL António Domingues de Azevedo nasceu em 1950. – Esperamos que o IV Congresso dos Técnicos Oficiais de Contas seja um dos momentos mais altos da profissão e que. por proposta do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). Esperamos que aquele evento seja mais um dos muitos momentos altos que a Ordem tem propiciado à profissão e que todos nós.Para este ano está prevista a realização do IV Congresso dos Técnicos Oficiais de Contas. culminando assim um percurso fulgurante em apenas 14 anos (1995-2009). Foi a primeira vez que em Portugal se atribuiu tal distinção. Que novidades se podem esperar para este grande encontro de profissionais? D. Em novembro de 2011. A. em Vila Nova de Famalicão. desde o início. O mundo mudou. constitua a consagração internacional da Instituição. Esperamos realizar nos dias 14 e 15 de setembro o maior congresso alguma vez feito em Portugal por uma profissão. como primeiro Bastonário da OTOC. no final. de algum modo. «TOC – Uma nova atitude». o desenvolvi- JANEIRO 2012 9 .

que tem consciência da sua importância no desenvolvimento social. É esta nova atitude que fará do TOC um parceiro das decisões.ENTREVISTA mento das tecnologias encurtou as diferenças físicas e culturais. nos órgãos próprios. sabendo qual é o seu 10 TOC 142 . lhe venha pedir dinheiro para a Segurança Social. Neste momento. Sei. porém. proceder à inscrição no IFAC (Federação Internacional da Contabilidade). verter as suas ideias sobre a estrutura das decisões que as organizações tomam. uma vez que o dossiê já foi entregue e aceite.Mas há profissionais que se interrogam sobre a real utilidade dessas opções… D. Nos dias que correm. ou então fechamo-nos no nosso canto. percetível e manuseável. Querem um contabilista que lhe organize minimamente uma estrutura de custos de uma forma simples. e particularmente. ainda no decurso deste ano. Esperamos. Essa é a nossa realidade e perante ela temos dois comportamentos possíveis: ou participamos dessa realidade vivendo a vida na forma e dimensão em que ela se nos oferece. pelo menos aqueles que minimamente o são. que é a maior organização mundial que trata dos assuntos relacionados com a Contabilidade. do rigor e da responsabilidade. Os empresários. numa atitude eremita. manifestar essa discordância. cada vez mais. através da sua participação. essas decisões não são desta ou daquela organização. Integra a EFAA (Federação Europeia dos Contabilistas e Auditores para as Pequenas e Médias Empresas) como membro de pleno direito. não as poderá influenciar. TOC – O que falta para o TOC se assumir. na forma como apresentavam as suas ideias e opiniões nos requerimentos enviados para os serviços de Finanças. como um parceiro do empresário na tomada de decisões? D. ocupa uma vice-presidência. trabalho que tratam de questões técnicas e de questões da educação. Hoje. realizaremos no próximo dia 9 de março. onde. mas também. A realidade. participando em dois grupos especializados de A mudança de atitude na profissão não depende dos empresários. através da minha pessoa. Tem que intervir e influenciar e. da exigência. quando o têm. uma conferência internacional subordinada ao tema «Sustentabilidade Empresarial». têm que se interligar sob a forma de federações e. é que se a Ordem não participar na formação das decisões. Uma profissão que se quer viva e ativa. através do voto. Se os membros estiverem em desacordo com as minhas ideias. A Ordem tem compreendido esta realidade procurando participar nas organizações internacionais e manifestando as suas opiniões sob as mais diversas questões. procurando na medida das nossas possibilidades participar nas tomadas de decisão. Não há mais protecionismo e muito dificilmente se guardam segredos. A. Hoje. o planeta é uma espécie de aldeia global onde tudo se comunica e partilha. não só na capacidade de argumentar. mas sim por aquilo que entendo ser mais importante para a profissão. de três em três anos têm oportunidade de. Esses querem um serviço de qualidade e. passando a ser mero espetador das decisões que afetam o universo contabilista português. e disso não tenho dúvidas. – Não sei se serão muitos os profissionais que se interrogam sobre a validade da participação da Ordem naquelas organizações. não querem um contabilista apenas para que. não pode ficar à margem do processo evolutivo e ser mera espetadora dessa realidade. deixando que a realidade nos passe ao lado. tem sido cristalina e incitam-me. as organizações já não sobrevivem sozinhas. em Braga. definitivamente. o IVA e a avença. sabem dar-lhe valor. A. manifestar as suas opiniões. a Ordem está nas organizações europeias e mundiais mais representativas da profissão. Em colaboração com este organismo. TOC . Integra o CILEA (Comité de Integração Latino Europa-América). mas sim das que têm uma estrutura global representativa. Sempre disse que não me condiciono ao que diz o membro A ou B. mas hoje estou convencido que os próprios profissionais compreenderam que o único caminho a seguir é o da qualidade. Mas o fato de haver pessoas que pensam de forma diferente não deve restringir as nossas decisões. Dizia-me ainda há bem pouco tempo um diretor de Finanças que se notava uma alteração de qualidade muito significativa nos profissionais. no final do mês. a continuar o caminho que temos vindo a seguir. – O ponto de partida foi muito difícil.

mas sim na forma como nós a usamos. É esta nova atitude que fará do TOC um parceiro das decisões. Um empresário digno desse nome não quer um contabilista que lhe apareça no final do ano com relatórios muito bem elaborados. a viabilidade dos seus custos e a possibilidade de reajustar. Por isso. em seu entender. O descrédito da Contabilidade não está em si mesma como ciência. com palavras muito bonitas mas que ele não entende. mas não se destina maioritariamente a eles. analise a evolução dos seus negócios.ENTREVISTA limite de preço e tendo consciência que. A informação contabilística é elaborada por contabilistas. Por isso. sabem dar-lhe valor. no sentido correto? D. por vezes. a mudança de atitude na profissão não depende dos empresários. essa estrutura em função dos seus proveitos. um criador de valor e não um custo de contexto que tem que ser suportado. mas sim ao público em geral. o companheiro no percurso empresarial. em substância. o que aceita a cumplicidade de construir a aventura. quando o têm. – A fraude e evasão fiscal têm contornos que são. Quer um contabilista que. TOC – O plano de combate à fraude e evasão apresentado pelo Governo vai. Esses querem um serviço de qualidade e. mas pago condignamente. se necessário. tem que ser percetível e útil. muito complexos. O combate exige meios JANEIRO 2012 11 . com regularidade. Por outras palavras. pois acaba por se constituir como peça imprescindível na dinâmica global da empresa. A. ultrapassando aquele ponto crítico. perde dinheiro. Esse profissional não é trocado por avenças de miséria.

constitui uma espécie de atestado de menoridade e de incompetência aos portugueses para governar o seu próprio País. TOC . É por isso que temo muito a denominada simplificação. Houve uma enorme evolução no funcionamento da administração fiscal que lhe conferiu um nível de percetibilidade muito elevado para lidar com este tipo de fenómenos. não porque eu possa individualizar o seu pagador. a troika foi a pior coisa que aconteceu a Portugal nos últimos tempos. mas sim pelo tratamento diferenciado dos produtos de primeira necessidade. A. Neste contexto. – A fiscalidade e os impostos advêm e aplicam-se às pessoas. mesmo aqueles que são pagos de forma indireta. em boa verdade. o que para mim é sinónimo de injustiça fiscal. aos que são usados por quem provoca aqueles fenómenos. As pessoas não são iguais. pois essa gerará situações incompreensíveis de injustiça fiscal. em paralelo. A. que não caminhemos para uma taxa única. Penso que. mas tão só e apenas no domínio da sua rendibilidade económica. – Com o devido respeito por quem pensa de forma diferente.Os arranjos nos escalões do IVA são o prenúncio para uma taxa única? Foram corrigidas algumas distorções ou apenas existiu a preocupação de maximizar a receita? D.É dos que considera que a troika foi uma bênção e veio disciplinar o sistema fiscal português? D. TOC . Penso. Desde logo porque limita de forma nítida o espaço decisório dos nossos governantes. pelo que também não o podem ser no pagamento de impostos. o que. é meu entendimento que Portugal estará hoje no pelotão da frente com meios humanos e técnicos capazes de responder positivamente a esse desafio. se deveria fazer um esforço de trazer para dentro do sistema situações que dele andam arredadas. É. como ali- ás já existiu com resultados muito bons a nível nacional. urgente encetar uma ação pedagógica de forma a criar a apetência de cumprimento. O que assistimos não foi uma alteração da incidência do IVA com essas preocupações. Não obstante questionar alguma da orientação seguida. deixando os destinos de Portugal na mão de estrangeiros. 12 TOC 142 .ENTREVISTA humanos e técnicos comparáveis. o IVA tem um papel importante a desempenhar. e espero. pois. no mínimo. Quem paga impostos são apenas os que se encontram a funcionar legalmente.

marcadamente para a beneficiar o capital. TOC – Ficamos a saber. TOC – A realidade dos últimos meses não tem percorrido essa via… D. muitas vezes até ultrapassando-os. Esta é uma das bizarrias do nosso sistema fiscal. Estamos a regredir a passos largos para o sistema de 1963. dado o seu isolamento. que um dos maiores grupos económicos portugueses transferiu a sua sede para a Holanda. Esse desiderato não é um ponto estático. Depois. uma meta pela qual lutamos todos os dias. Os políticos. Só que. não por razões doutrinais. – A perfeição é um mito. métodos e condições da sociedade organizada angariar os meios necessários ao seu financiamento. TOC . A. Quer isto dizer que a carga fiscal atingiu o limite do suportável e quem pode procura paragens mais “amigas”? D. Esse objetivo consegue-se através de deduções ao rendimento ou à coleta. O esforço que cada um faz. com aumento de desemprego e das dificuldades para as pessoas. mas por razões de mera rendibilidade económica do sistema. Esse tem cumprido de forma exemplar os seus desígnios. e muitas vezes contradizendo. mas sim as fontes de rendimento. desde sempre o sistema tratou de forma diferente a família e os contribuintes considerados isoladamente. mas sim evolutivo que se faz por etapas sucessivas. As necessidades financeiras dos Estados são diretamente proporcionais ao esforço que eles façam para a resolução dos problemas dos seus cidadãos. – Nos impostos não há sistemas mais ou menos amigos.A família constituída com base no casamento é discriminada nas deduções do IRS. os decisores. passando a relevar para efeitos da determinação dos quantitativos que cada um entrega. veio introduzir-lhe fatores que o diferenciam na busca de uma maior justiça fiscal. os valores humanistas que sempre caracterizaram as sociedades democráticas. não a efetiva capacidade. pois ao desenraizar-se o pagamento de impostos da realidade objetiva de quem os paga. O que penso é que nada justifica o curto espaço de tempo dado para esse reajustamento. não julgo consubstanciar injustiça. um reajustamento das contas públicas era inevitável. A diferença pode apenas residir na JANEIRO 2012 13 . A. através dos impostos. sabe e sabia.ENTREVISTA Estamos a regredir a passos largos para o sistema de 1963. recentemente. o que. à medida que as vamos alcançando. Que outras gostaria de ver corrigidas? D. É insensato não prever as consequências do que está a acontecer e essas só podem conduzir a uma recessão económica ainda mais acentuada. – Assistimos desde há algum tempo a uma tentativa de abandonar o esforço para encontrar a realidade financeira dos componentes do agregado familiar. pois no âmbito do agregado familiar podem gerar-se sinergias e poupanças atendendo ao seu número que não será possível quando se trata de um único contribuinte. porque tem sido uma excelente cobertura para implementar medidas e decisões. Outros grandes grupos portugueses tinham-no já feito. definidos os limites da diferenciação. está-se a afastar do sistema a sua humanização. Quem paga impostos são as pessoas. mas sim fatores determinados em função de elementos que inquinam de injustiça o ato de pagamento de impostos. esses sim. se tivermos em consideração a realidade cultural portuguesa quanto a este aspeto. um dos melhores sistemas fiscais da Europa. provavelmente. Voltando à questão. porque alimentaram e permitiram que chegássemos ao ponto em que nos encontramos. mas sim as fontes de rendimento. alheando-se. tem que ser balizado em função da sua real e efetiva capacidade financeira. de valores que se aproximem da realidade vivida pelos elementos do agregado familiar. que era impossível manter as coisas no ponto em que elas se encontravam e. por isso. A humanização da tributação verificada com a reforma de 1989. Isso é perigoso. onde a real capacidade financeira dos cidadãos não era relevante. na comparticipação das despesas da sociedade. onde a real capacidade financeira dos cidadãos não era relevante. em termos genéricos. avaliada esta em função de dados genéricos das necessidades para se ter uma vida com um mínimo de dignidade. Qualquer pessoa minimamente sensata. Quem precisa de ser disciplinado não é o sistema fiscal. A. Portugal tem. precisam de disciplina. Os sistemas fiscais são um conjunto de normas onde se definem os princípios. a meta parece estar cada vez mais distante.

A Europa ainda não foi capaz de criar. e não eu. A harmonização fiscal (. não obstante os sacrifícios inerentes. z 14 TOC 142 .. acima de tudo. E isso deveria ser respeitado e elevado. ao permitir que dentro do seu espaço comunitário existam tais desigualdades promovendo. para além dos aspetos financeiros.) é uma realidade importante para a criação daquele espírito. por vezes. Seria interessante clarificarmos regras para o acesso ao desempenho de alguns cargos políticos. Garantido aquele cenário. merecia e merece esta distinção. que é equiparado a doutoramento. onde a coberto da liberdade de cada um se desrespeita a liberdade dos outros. sem nação e sem moralidade. – De certo modo sim. Desconhecendo as razões em que assenta a decisão da mudança da sede de uma empresa. penso que o problema não pode ser visto apenas pelo prisma da legalidade.. É verdade que os atores. Tem-se denegrido de forma inusitada o desempenho da função política. As lutas sem sentido e. daquelas funções. constituindo-se como garantia básica que as pessoas que ocupam esses lugares teriam um mínimo de conhecimentos sobre a vida. os escolhidos deveriam ser respeitados pelo povo que representam e ter condições mínimas para o desempenho. A não ser assim. mas sim pelo prisma do patriotismo e da moralidade. a Europa não está a ser inimiga de si própria. pelo enorme esforço que tem vindo a fazer de aperfeiçoamento. dão demasiado o flanco. É um sinal de grande nobreza dar o nosso melhor para encontrar as soluções mais justas e adequadas para os problemas de uma sociedade. sendo ela das mais nobres que se podem desempenhar. não serão os mais competentes a definir o rumo de Portugal. TOC – Nesta questão. dedicar-se a encontrar a melhor forma de condução de um povo. Porque muitas vezes isso interessa a inconfessáveis intentos. – O grau académico «Professor Especialista Honoris Causa» que me foi atribuído pelo Instituo Politécnico de Lisboa (IPL) sob proposta do Instituto de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). TOC – Foi distinguido recentemente com o grau de «Professor Especialista Honoris Causa» pelo IPL. mas particularmente para todos os técnicos oficiais de contas. TOC – Platão escreveu: «O castigo por não participares na política é acabares governado por alguém que te é inferior». para além dos aspetos financeiros. o povo e. ou a falta dela. pois não estava à espera de tão grande honra.» Num momento em que Portugal precisa do concurso de todos para dobrar as dificuldades em que vive. democrático em que se revelaram algumas especificidades que um dia a história julgará. encontram na política campo fértil para as suas ideias. Os fenómenos que nesse domínio ocorreram recentemente em Portugal são bem o rosto do capitalismo sem pátria. A profissão. Evidentemente que fiquei muito surpreendido. de certa forma. é uma realidade importante para a criação daquele espírito. muitas vezes. Independentemente de quem o faz. imoral e antipatriótico. A consciência cívica dos portugueses. mas hoje ser político. um verdadeiro espírito de comunidade. um verdadeiro espírito de comunidade. cidadão que tem conduzido a profissão. não só pelo título em si. não singrando noutros domínios.. embora ela venha diminuir a soberania dos Estados membros. não só para mim. correndo o risco de deixar de haver trigo e passar a existir apenas o joio. é também responsável pelo estado a que o País chegou? D. Ficou surpreendido com a distinção? É um triunfo pessoal. dos técnicos oficiais de contas como classe ou de ambos? D. A. A Holanda é um país com uma cultura muito influenciada pelos seus vizinhos e onde os cidadãos têm um nível de vida muito superior ao que existe em Portugal. tem vindo a criar dificuldades em separar o trigo do joio. mas também pelo facto de ser atribuído pela primeira vez em Portugal. A harmonização fiscal. a dificuldade de conviver com a própria democracia. conforme já afirmava Platão. deixando os sacrifícios para os outros. é quase uma atitude de marginal.ENTREVISTA classificação dessas necessidades e na forma de obter os correspondentes meios financeiros. Enredamo-nos em questões de somenos valor. – Portugal teve um percurso A Europa ainda não foi capaz de criar. sobre as suas necessidades. foi uma grande honra. mas sim os que. A.. A. alguns têm a faculdade de fugir a esse aperto. é injusto. Uma espécie do «bem prega o Frei Tomás. menosprezando muitas vezes os efeitos secundários que isso tem no coletivo. com dignidade. a “lei da selva”? D.

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com cerca de 1 milhão de habitantes. O Bastonário da Ordem deu as boas-vindas aos membros e afirmou que a «mobilização da capacidade criativa» deve acontecer nos momentos difíceis. Domingues de Azevedo enalteceu o prestígio associado a esta conferência. eleita deputada pelo círculo de Setúbal. mas meio mundo tem a resposta (Setúbal) na ponta da língua. o Estado e as empresas. na Marateca. a verdade é que outros fatores positivos emergiram. José Mourinho? Muitos portugueses certamente desconhecem. Leonor Freitas mostrou-se partidária de uma inversão de paradigma. tornando a atividade económica insustentável. com o intuito de saber quanto vale. «O moscatel tem um potencial tremendo e creio que pode tornar-se uma assinatura da região». Ela é a atual proprietária e gerente da «Casa Ermelinda Freitas». Armando Pires sublinhou o papel da educação e do ensino no desenvolvimento das populações. Trata-se de um florescente negócio vitivinícola. moderno. empreendedor e empregador». Há que corrigir esta lacuna». Sabia. referiu. em Fernando Pó. o país cresce». Só através desta assunção de novos valores se obtém a mudança de mentalidades. contudo. para a soma das partes. Defendendo com unhas e dentes o mundo rural. mas que uma coisa é certa: «Quando Setúbal cresce. A panorâmica deslumbrante para o porto de Setúbal foi o tónico matinal para o início da conferência «A Soma das Partes». por exemplo. o ensino de curta duração e com especialização profissional. igualmente. durante muito tempo. um distrito associado a realidades sombrias: crime. tornando Setúbal um local que marca pontos e ganha notoriedade. diz. que o eventual avanço de projetos como o TGV ou o aeroporto obriguem a «retalhar» os nossos «jardins de vinha». desemprego. referiu que este já conheceu fases de «prosperidade e recessão». permitindo. em jeito de recado. «Aos formados no politécnico está vedada a atribuição do título de doutor. que se pode gabar de ostentar o melhor vinho tinto do mundo. Leonor Freitas é o rosto de uma das «jóias da coroa sadina». no passado dia 9 de janeiro. o terceiro distrito mais populoso do país. que leva cunhado o nome da mãe. 16 TOC 142 . em detrimento do hipervalorizado meio industrial. manter os técnicos oficiais de contas em «relação direta» com os agentes e as realidades empresariais concretas de cada região. fome e contestação social. declarou que «vivemos sob a ditadura da dívida» e de um «orçamento muito exigente para as famílias. Não podemos falhar». Não abdicando do “fato” de governante. que sonha ver «ativo. «é um produto turístico». O presidente do Instituto Poli- Fotos: Rui Minderico / Controlinveste técnico de Setúbal defendeu o reforço do investimento neste tipo de variante universitário. Leonor Freitas defendeu que a vinha.NOTÍCIAS Na sombra da grande metrópole «A Soma das Partes» passou por Setúbal S etúbal foi. ou seja. no Hotel do Sado. Apesar de já existirem vinhos com a designação «Península de Setúbal». valorizando e prestigiando o meio rural. «A solução está na escola». que classificou como um «veículo extraordinário para a promoção da profissão». Se hoje a região continua a não se livrar do rótulo de «problemática». que foi na cidade do Sado que nasceu o treinador mais aclamado do Planeta. só por isso. Cerca de uma centena de profissionais participaram na organização conjunta da Ordem. secretária de Estado do Tesouro e Finanças. Na apreciação no distrito que a elegeu. TSF e Diário de Notícias. Leonor Freitas entende que há um imenso caminho para desbravar. A primeira intervenção de fundo pertenceu a Maria Luís Albuquerque. A empresária teme. o Syrah 2005.

Diminuir e não somar Depois da pausa para um retemperador café. à semelhança do resto do país. Tem sido antes um país de diminuir e não de somar». A autarca setubalense classificou os tempos atuais de «maior regressão política e civilizacional de 37 anos de democracia». Por seu turno. precisa de respostas imediatas. António Perez Metelo intrometeu-se e oportunamente lembrou que parques industriais com o prestígio da CUF. o «duche escocês». As despedidas pertenceram ao Bastonário da Ordem que se congratulou pela vivacidade do debate durante toda a manhã. em vez de ser influenciado». deputado do PCP. O caminho para muitos é procurar emprego no exterior. mas sempre para os que mais foram sacrificados. «vítima do pacto de agressão à economia portuguesa». na perfeição.youtube. lembrou que o seu partido fez promessas ferroviárias e rodoviárias.» Maria das Dores Meira pautou a sua intervenção por não se escudar em meias palavras. Disse ao que vinha e foi suficientemen- te clara na abordagem da sua intervenção. em representação do Bloco de Esquerda. Pegando na deixa. a regionalização. Lisnave e Siderurgia deixaram de existir no distrito. «ligar o Porto de Sines com o transporte de mercadorias é fulcral». o deputado do CDS referiu que a «diversidade do distrito tem sido prejudicada pela falta de rumo e uma estratégia comum e agregadora». O deputado do PSD. Para lançar pistas e moderar a conversa esteve o jornalista do DN. disse.flickr. Rui Lima Maria das Dores Meira O ex-governante sustentou. rematou. exemplificando com diapositivos e tabelas alusivas aos concelhos em causa. invertendo a lógica vigente das grandes para as pequenas obras. se estima. A edil prosseguiu no tom crítico. Bruno Dias. «Portugal não tem sido a soma das partes. Maria das Dores Meira tocou num tema muito caro à maior parte dos autarcas.com/photos/ordemtoc/ JANEIRO 2012 17 . É contra isto que me manifesto». sendo frequentes os «tentadores convites à emigração» para paragens longínquas. Mariana Aiveca. um grande ponto de interrogação pode acontecer no próximo ano quando. regresso à sala para o debate com os deputados eleitos. referindo que «os tempos são exigentes.NOTÍCIAS O TOC da região de Setúbal escolhido para a intervenção habitual em «A Soma das Partes» foi Rui Lima. Acreditar no futuro é ter a capacidade de criar em vez de destruir». aludiu a «vocação do distrito enquanto fachada atlântica e grande mercado europeu». O também formador da Ordem debruçou-se sobre os instrumentos fiscais das autarquias da região sadina. Pedro Ramos. z Vídeos e fotos disponíveis em: www. Aiveca defendeu que Setúbal sofre muito com o «estigma de ser o subúrbio da cidade grande. começou por declarar que Setúbal é. Nesta conferência somámos as partes. que nas breves palavras introdutórias considerou que devido ao facto de Setúbal ser normalmente arrastado pela situação nacional personificar. Eduardo Cabrita do PS.com/user/OrdemTOC www. Nuno Magalhães salientou que «Setúbal deve influenciar. O desemprego de longa duração numa geração sem margem para se reconverter e a degradação urbana do parque habitacional foram dois dramas apontados pela deputada. sublinhou. referiu que uma região que «padece de fraturas profundas». A meio da primeira ronda. Antes de terminar. estiver concluído o processo de reavaliação urbanística. «Os deputados presentes demonstraram um profundo conhecimento do distrito pelo qual foram eleitos. Lima defendeu a tese que «a estabilidade tributária pode provocar um desagravamento fiscal. Contudo. mas o atual contexto impõe cautela e ponderação. Contudo. com desgosto. António Perez Metelo. considerando que com este modelo seria possível «aproximar os decisores das populações afetadas». que «olha-se para Setúbal como uma periferia desqualificada do Terreiro do Paço».

em Lisboa. vogal da comissão de controlo de qualidade. em parceria com a TSF e o Diário de Notícias. serão atribuídos aos profissionais seis créditos. no Santarém Hotel A Ordem. «O controlo é um dos parâmetros de defesa da profissão e se abdicarmos da qualidade estamos a praticar concorrência desleal». O universo selecionado é aleatório e abrangeu os TOC a exercer a profissão. fez um breve balanço da ação desenvolvida pela Ordem: «Em três anos controlaram-se 1 500 profissionais e a taxa de reclamação é baixíssima». Sorteio do controlo de qualidade 800 membros serão visitados O terceiro sorteio público.Os restantes 10 por cento devem ser efetuados às sociedades de profissionais inscritas na OTOC. tem-se assumido como um «instrumento de caráter pedagógico». Para efeito do controlo de qualidade. realiza a 13 de fevereiro.Que seja fixado o número de novos controlos a efetuar em 800 membros. do número fixado. cabendo a cada disalguns profissionais e presidida pelo diretor Jaime dos Santos. Setúbal e Guarda. tendo sublinhado a «tarefa difícil e exigente» que compete aos controladores. empresários. Os TOC e o público em geral podem aceder ao evento mediante o pagamento de 20 euros. já confirmou a sua presença. Funchal. no Santarém Hotel. Aveiro. realizou-se em 29 de dezembro. . dever-se-á ter em conta o seguinte.90 por cento dos controlos devem ser efetuados a TOC cujo modo do exercício da sua atividade se enquadre nas alíneas a). à semelhança da metodologia utilizada nos sorteios anteriores. c) e d) do número 1 do art. em obediência aos seguintes critérios propostos pela CCQ e sancionados pelo Conselho Diretivo: . pese embora a resistência inicial de alguns profissionais. Bragança. concluiu. oriundos de todos os distritos do País e Regiões Autónomas. tendo elogiado o «sentido de colaboração» demonstrado pelos profissionais. técnicos oficiais de contas. Durante uma manhã. eletrónico e aleatório. Pedro Caeiro e Veiga Pereira. trito uma percentagem que tenha em conta o peso percentual dos TOC e sociedades de profissionais no todo nacional. . a conferência «Portugal . Viana do Castelo. em Santarém A 13 de fevereiro. e pelos vogais da Comissão de Controlo de Qualidade. com o objetivo de selecionar os técnicos oficiais de contas que serão objeto de controlo de qualidade em 2012. presidente da Câmara. no auditório da sede da Ordem. ativos e reinscritos. Francisco Moita Flores. Caeiro realçou que o controlo de qualidade.NOTÍCIAS «A Soma das Partes». A cerimónia foi testemunhada por 18 TOC 142 . nos termos do artigo 12. Ponta Delgada.O sorteio deve ser em todos os casos por distrito.º do Regulamento do Controlo de Qualidade (RCQ). do empreendedorismo e do investimento. Pedro Caeiro.º do EOTOC. As nove primeiras iniciativas desde ciclo de conferências tiveram lugar em Faro. autarcas e "forças vivas" da capital ribatejana vão debater questões prementes no âmbito da fiscalidade. Portalegre.A soma das partes: As economias como fator de desenvolvimento». .7.

pt JANEIRO 2012 19 .NOTÍCIAS 13 de fevereiro Santarém Santarém Hotel Inscrições em otoc.

a dos técnicos oficiais de contas são uma classe com grande apetência pelo saber». Porto no novo.» São essas as razões do novo regime de renúncia à isenção do IVA no setor imobiliário (Decreto-Lei 21/2007). o Gabinete de Estudos da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e o Instituto de Direito Económico. com algumas delas. A mudança de ano em nada alterou a problemática.» Os comentários/apresentação estiveram a cargo de Angelina Tibúrcio.NOTÍCIAS Eduardo Paz Ferreira. Aproveitando os 25 anos da introdução do imposto em Portugal. dedicado aos «Regimes de tributação por opção – A saúde e o imobiliário». presidente do IDEFF. realçando que algumas das alterações que vão entrar em vigor. «Sou apologista da expansão das “universidades” para além das suas fronteiras. um dos grandes arquitetos do IVA português. Paz Ferreira deu a receita: «É essencial que cada um faça o seu trabalho bem feito. Uma semana depois do dealbar do novo ano e com um «horizonte de nuvens negras». voltou a centrar atenções sobre «As renúncias à isenção em IVA». Financeiro e Fiscal (IDEFF) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa promoveram a sua VI Conferência Internacional. Cidália Lança. Restrições no regime de renúncia à isenção No segundo painel. dar por concluída a sessão de abertura. O seu colega na Autoridade Tributária e Aduaneira. tendo acentuado que «as isenções em IVA contribuem para acentuar a sua não neutralidade económica e financeira» e que. a 21 de outubro e que foi replicada. Xavier de Basto. reafirmando a ideia do aparente paradoxo do tema em análise: «Há alguém que seja tão distraído e que renuncie à isenção de um imposto? Há e não anda distraído. comentou o alcance da intervenção. a faturação e as regras de exigibilidade. 20 TOC 142 . Domingues de Azevedo afirmou tratar-se de um dos «impostos mais aliciantes e complexos» do universo tributário. O Bastonário acrescentou que esperava uma «discussão rica contribuiria para estruturar o conhecimento e a prática profissional». que decorreu em Lisboa. moderado por Rodrigues de Jesus. Moderado por Mário Portugal. de forma a superar a crise e ultrapassar a onda das Cassandras». em vigor desde 1 de janeiro passado. Rui Laires. Cidália Lança alertou para alterações previstas para breve no domínio das declarações recapitulativas. agendada para 1 de janeiro de 2013. Domingues de Azevedo e Daniel Bessa Cidália Lança Mário Portugal Rui Laires Imperfeições de um imposto omnipresente VI Conferência internacional GEOTOC. especificamente a referente à diretiva 2010/45 da UE. colocada no Centro de Estudos Fiscais. A especialista debruçou-se ainda sobre a declaração recapitulativa. inspetora tributária. no caso concreto. o que pode ser explicado pela necessidade de «combate à fraude e evasão fiscais para pôr cobro aos casos de abuso. «não são relevantes e notórias do ponto de vista substancial». o primeiro painel da manhã teve como oradora. desta feita subordinada ao tema «A tributação das atividades económicas em IVA». Eduardo Paz Ferreira. É algo enriquecedor que permite conhecer em toda a sua dimensão as classes profissio- A nais e. «em casos concretos e condições apertadas o legislador permite a renúncia à isenção. presidente do GEOTOC. velho IVA. a 7 de janeiro. no Porto. dúvidas e imperfeições de um imposto omnipresente. No âmbito da legislação comunitária. nomeadamente as cujo limiar supera os 50 mil euros. Diante de cerca de 350 profissionais.» Para esta subdirectora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. salientando que a ação do Gabinete de Estudos da Ordem tem privilegiado a «relação natural» entre a contabilidade e o direito. Coube a Daniel Bessa. o que explica que a composição desta comissão da Ordem seja constituída por juristas e TOC. salientou a relação salutar entre a instituição que lidera e a entidade reguladora da profissão de contabilista. os temas em debate foram os mesmos de outubro e os protagonistas pouco diferiram. A começar pela sessão de abertura. «é reconhecido o caráter excessivamente restritivo do regime da renúncia à isenção do IVA no setor do imobiliário».

tendo a oradora dado conhecimento do ponto da situação das propostas de Diretiva e de Regulamento. parece ter cumprido a missão. de 24 de junho) contém a indicação de que as medidas deveriam ser «proporcionadas e limitadas à resolução do problema de forma a evitar as práticas do aproveitamento ilegítimo do direito à dedução do IVA. neste capítulo. o que não deixa de ser preocupante. agravar os custos ou complicar os procedimentos administrativos. ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e também ele membro do GEOTOC. Angelina Tibúrcio é clara: «O IVA não é o imposto neutral que pretende ser. Depois de ter feito uma resenha histórica sobre as tentativas de implementar regimes simplificados.» Perante este cenário. pelo interesse da plateia. os Estados membros «têm a faculdade de conceder aos sujeitos passivos o direito de optar pela tributação. Porque. Enquanto em Portugal ainda persiste uma «falta de cultura cívica e fiscal». O jurista e fiscalista procurou «suavizar um tema pesado» e. como no bolso dos portugueses: a economia paralela. Clotilde Celorico Palma. no entender da oradora. cujo relatório final foi conhecido no último trimestre de 2009. coube a Nunes dos Reis. Silva Pinto deu uma pequena volta ao mundo sobre a forma como diversos países combatem a fraude e evasão fiscais. a coesão europeia fraqueja quando os Estados membros consideram que determinadas regras podem lesar os seus interesses financeiros.» Tecnologia e educação fiscal Miguel Silva Pinto trouxe até à unidade hoteleira do Porto um tema muito em voga e com reflexos tanto nas páginas dos jornais. «Na Irlanda monitoriza-se os setores onde predomina o pagamento em dinheiro. a Diretiva (2006/69/CE. Angelina Tibúrcio não tem dúvidas que a contenção da Diretiva «contrasta com o caráter excessivo e restritivo do Decreto-Lei 21/2007. debruçar-se sobre o assunto. «no domínio fiscal. por exemplo. «A tributação do setor público e a relevância dos subsídios».NOTÍCIAS Rodrigues de Jesus Xavier de Basto Angelina Tibúrcio Miguel Silva Pinto Clotilde Celorico Palma Apesar de os abusos não serem um exclusivo lusitano. coube a António Carlos dos Santos. enquanto na Espanha aposta-se no reforço da consciência fiscal».» Complexidade e falta de harmonização O quinto e último painel do dia foi subordinado ao tema. Silva Pinto referiu que no nosso país a fiscalização «centra-se na atenção ao regime de IVA no setor das sucatas e a tributação de métodos de avaliação indireta na matéria coletável». a criação do regime dos pequenos sujeitos passivos. e onde se propunha. na renúncia à isenção do IVA nas operações imobiliárias. mas é. lembrando que estão isentas mas que na Diretiva do IVA (artigo 137. apesar de o caminho prometer muitos ziguezagues.» António Carlos dos Santos lembrou ainda que o país teria a ganhar em termos de combate ao mercado paralelo. este conselheiro fiscal em Bruxelas propôs «tornar o sistema de IVA mais eficaz e promover a educação fiscal». por exemplo. membro do GEOTOC e professor universitário. se optasse por um regime simplificado e deixou no ar uma crítica contundente à atuação das três entidades que assinaram com o governo português o programa de apoio financeiro: «A troika não colocou nada disto no programa. a dificuldades técnicas: «O problema não será tanto.» O que.» Todavia.» Pelas razões expostas e muitos mais.º). algum problema informático. ex-diretor-geral dos Impostos. assentando a sua apre- sentação nos resultados produzidos pelo Grupo para o Estudo da Reforma Fiscal. sobretudo. Há coisas evidentes que não aparecem e esta é uma delas. Carlos dos Santos lembrou que «até hoje nenhum destes regimes foi implantado» e que se tal não sucedeu não se ficou a dever. tal como em Lisboa. como fez questão de enfatizar. há alterações em curso. na Escandinávia exerce-se um controlo sobre o comércio eletrónico. deixa uma questão: «Será que Portugal observou a regra comunitária da proporcionalidade?» Angelina Tibúrcio passou ainda em revista as operações financeiras. Numa mesa moderada por Avelino Antão. comentar o tema. uma das mentoras desta JANEIRO 2012 21 . uma questão de vontade política. certamente. Como as soluções tecnológicas não são suficientes para apanhar todos os infratores. Falta de vontade política «A tributação dos pequenos contribuintes» foi o mote para o quarto painel e. principalmente com o elevado número de exclusões para efeitos da renúncia. mas um imposto “beligerante”.

o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais referiu que «a única harmonização fiscal que existe é semântica».» No espaço dedicado ao comentário. A docente universitária no departamento de Economia Aplicada na Universidade de Valladolid abordou o IVA nos subsídios em 27 países da União Europeia. paulatinamente. Isabel Vega Mocoroa viajou de Espanha até à cidade do Porto. os contabilistas podem contar. «O que é complexo gera incerteza». com o novo Estatuto.» Clotilde Palma advertiu a existência para os esforços redobrados que têm de ser envidados se entrar em vigor a proposta da Comissão Europeia. Crítico da falta de articulação. devido à falta de harmonização e neutralidade e à excessiva complexidade. um normativo que «nos abriu diversas portas. A questão tinha várias respostas. em dezembro de 2011. mais competências e ser melhor remunerada». nomeadamente no que diz respeito à circulação de mercadorias e posteriormente à fraude em carrossel. Dois problemas que têm como soluções. a nobreza e o clero. o presidente do Gabinete de Estudos recordou uma das grandes orientações que tem norteado o organismo: «Os TOC são capazes de fazer ainda muito mais. rematou.flickr. o custo da não existência de fronteiras foi. Para muitos empresários. que já na altura advertia que as classes mais desafogadas. começou por afirmar que a fraude e a evasão fiscais são «o custo que estamos a pagar pela globalização.youtube.» Um dado há a reter: dos 27 países da UE. Em 1993. mas Mocoroa enfatizou «a complexidade do sistema atual. Acredito que. António Carlos dos Santos observou que o «Estado-empresário» tem vindo a dar lugar a um «Estado regulador» e o IVA não está imune ao contexto político-económico. desde logo. a profissão pode ganhar mais atributos. uma vez mais. 14 subiram a taxa de IVA.com/user/OrdemTOC www. Um empresário é uma coisa. «a jurisprudência e uma nova diretiva de IVA em matéria de subsídios. os TOC. um gestor é outra. Antes da conclusão. numa tarde onde se falou de temas graves e sérios. identificou problemas no tratamento em IVA das entidades públicas. uma grande transformação. que confessou ainda que a sua grande preocupação «é a gestão. «Porquê reabrir o debate sobre este imposto?». na opinião da oradora. a necessidade de aumentar a receita arrecadada e o livro verde sobre o futuro do IVA. tendo repescado um sermão do século XVII do Padre António Vieira. fotos e apresentações disponíveis em: www.NOTÍCIAS Avelino Antão Nunes dos Reis António Carlos dos Santos Manuel Faustino Isabel Vega Mocoroa conferência.» z Vídeos. Para tal. o moderador Manuel Faustino deitou uma pitada de boa disposição. Na sessão de encerramento. a darem «novos saltos». que põe fim à tributação na origem. para bem e para mal. Para finalizar. que classificou a conferência de «muito alta qualidade» mas que de pouco servirá se «os profissionais não tiverem a capacidade de assimilar e desenvolver o que aqui foi dito.» As palavras finais ficaram reservadas para Domingues de Azevedo.» O Bastonário reforçou a ideia de que «é necessário dominar de forma profunda as matérias com que trabalhamos» e incentivou.com/photos/ordemtoc/ «Pasta TOC» 22 TOC 142 . o relatório Monti. Depois de passar o simbólico e tradicional dia de Reis com a família. tendo defendido uma harmonização efetiva. o único elemento de gestão disponível é o TOC. escapavam ao pagamento de impostos. sustentou Daniel Bessa. foi a pergunta de partida. Acontece que os subsídios a nível continental se confrontam com «falta de harmonização e o risco de provocar distorções de competência».

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Silva Peneda. nos termos do que dispõe a Lei n. dando assim força a uma vontade legítima e adequada para os profissionais da Contabilidade e da Fiscalidade. na qualidade de associação pública representativa dos técnicos oficiais de contas. prestam esclarecimentos e dão conselhos úteis sobre temas relacionados com a atualidade fiscal. Apresentada candidatura ao CES Bastonário salienta papel fundamental no tecido económico e social Em carta remetida a 28 dezembro ao presidente do Conselho Económico e Social (CES). Paula Franco. no ar há 16 anos. da RTP-1. mantendo um público fiel. Todo o processo. pelo que o projeto de lei que altera o Código de Procedimento e de Processo Tributário deverá ser subscrito (assinado) por todos os que manifestarem vontade para o efeito. está disponível no sítio da Ordem. a altura de maior audiência dos programas da manhã. Os vídeos podem ser vistos no Canal OTOC.NOTÍCIAS Iniciativa legislativa da Ordem Disponibilização atempada de meios para envio de declarações fiscais Já se encontra disponível no sítio da Ordem a iniciativa legislativa no sentido de estabelecer um espaço de tempo mínimo entre a disponibilidade de meios por parte da tutela e o prazo limite para o envio das declarações ficais. salientando o «papel fundamental no nosso tecido económico e social enquanto parceiros dos empresários na criação de valor para as suas empresas no domínio da contabilidade. assessoria fiscal e apoio à gestão». Solicita-se a todos os profissionais a sua participação nesta iniciativa da Instituição. A «Praça da Alegria» é o programa matutino de maior longevidade da televisão portuguesa. Sempre depois do meio dia. incluindo a carta e o memorando da candidatura.º 17/2003. Presença semanal na «Praça da Alegria» Colaboração no programa mais antigo das manhãs da TV A Ordem mantém com periodicidade semanal uma colaboração no programa «Praça da Alegria». o Bastonário da Ordem explana os motivos pelos quais entende que a classe deve estar representada neste órgão. a Ordem apresentou formalmente a sua candidatura para integrar este órgão constitucional de consulta e concertação social. o Bastonário Domingues de Azevedo ou a consultora. A forma como o processo vai decorrer pode ser consultada no sítio da Ordem. A Ordem irá seguir o princípio da iniciativa legislativa popular. 24 TOC 142 . Na missiva enviada ao CES. de 4 de junho – Lei da Iniciativa Legislativa dos Cidadãos.

mais intuitivo e de fácil navegação. Fiscalidade.pt Entretanto. de forma simples. De entre as novidades introduzidas. destaque para novas funcionalidades tecnológicas. Clotilde Celorico Palma e Vieira dos Reis são alguns dos intervenientes confirmados. foram as principais características incorporadas no novo rosto da página da Ordem. Twitter. com cobertura mediática assegurada no Diário Económico e no Económico TV. Manuel Porto. Mais funcional. OTOC e AFP Objetivo é avaliar participação cívica dos portugueses A Ordem. Mais acessível a quem ele acede. Da reunião tripartida realizada na sede da Ordem ficou definido a realização de duas grandes conferências este ano. procurando explicar ao grande público. Para familiarizar os membros com este novo espaço fundamental para o seu dia a dia. Trata-se de uma iniciativa que visa avaliar a participação cívica dos portugueses no debate sobre a fiscalidade. cheFaça-nos che gar as suas sugestões/cosugestões/co mentários ao departamento de Comunicação e Imagem da Ordem através do endereço: comunicacao@otoc. a 27 de março e a 27 de novembro. com a unificação de informação que se encontrava dispersa. encontra-se disponível no sítio da Ordem o guia do utilizador da nova página. JANEIRO 2012 25 . o novo sítio encontra-se a funcionar em paralelo com o outro sítio existente. Consumo. o Diário Económico e a Associação Fiscal Portuguesa reuniram no início de janeiro para definir os termos de funcionamento do «Observatório da Fiscalidade Portuguesa». Vasco Valdez.otoc. Os melhores especialistas da fiscalidade nacional vão integrar esses grupos de trabalho. Amaral Tomaz.pt/pt/). as mudanças nesta área no atual contexto de crise. Oportunamente informaremos os membros da data a partir da qual o novo sítio passará a funcionar de forma autónoma. Casalta Nabais. Fiscalidade Comparada e Justiça Tributária. Foram constituídos cinco grupos temáticos para analisar as políticas fiscais em vigor e apontar novos caminhos: Rendimento. Carlos Lobo. Xavier de Basto. António Carlos dos Santos.NOTÍCIAS Novo sítio entra em funcionamento Guia do utilizador disponível para consulta Já se encontra disponível o novo sítio da Ordem na internet (http:// novosite. Flickr e Blogger. Observatório Diário Económico. nomeadamente a que permite localizar através do Google Maps as instalações da Ordem em todo o país e a que possibilita «partilhar» notícias através de múltiplas plataformas como o Facebook. de pesquisa mais simples e exaustiva.

Os alunos da FEUC e do ISCAC que pretendam assistir aos trabalhos devem inscrever-se através do seguinte contacto: Amélia Paulos – bs@iscac. 26 TOC 142 . Este evento contará ainda com a presença do diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. em quatro painéis. Especialistas na área da fiscalidade. A sessão de abertura e de encerramento será assegurada pelo Bastonário da Ordem. Tal como aconteceu na edição passada. empresários e técnicos oficiais de contas vão dar a sua perspetiva sobre a importância da informação financeira e do anexo no sistema normalizador. a 16 de março «O SNC e os juízos de valor – uma perspetiva crítica e multidisciplinar» é o tema genérico de uma conferência organizada em conjunto pela Ordem. uma conferência subordinada ao tema «A importância do anexo no Sistema de Normalização Contabilística». na Quinta da Bencanta. Cidália Mota Lopes e Tomás Cantista Tavares. Integram a comissão científica Ana Maria Rodrigues. a 23 de março A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas organiza a 23 de março. contabilidade e auditoria vão debater. Daniel Bessa. passarão pelo pavilhão que outrora foi denominado de «Utopia» diversos painéis de interesse. Os profissionais e o público em geral podem aceder ao Centro de Congressos de Lisboa mediante o pagamento de 35 euros. no sítio da Ordem. a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC). em Lisboa.Uma nova atitude» é o tema a que o evento estará subordinado. diretamente relacionados com a profissão ou com ela interligados. Está garantida a presença de representantes da CPLP. para membros e público em geral. no próximo dia 16 de março. Para efeitos do controlo de qualidade. O programa e as inscrições encontram-se disponíveis. estão disponíveis no sítio da Ordem (www. Durante um dia. Está também prevista a entrega do Prémio Professor Doutor António de Sousa Franco. IV Congresso dos TOC 14 e 15 de setembro. no auditório do ISCAC. Os membros interessados podem participar mediante o pagamento de 50 euros.pt ou pelo telefone 239 802 187. em Lisboa A maior sala de espetáculos do país receberá a 14 e 15 de setembro. Para efeitos do controlo de qualidade serão atribuídos 12 créditos. no Centro de Congressos de Lisboa. Conferência «A importância do anexo no SNC» Centro de Congressos de Lisboa. banqueiros. O programa e as inscrições. disponíveis para membros e público em geral. as implicações do novo sistema normalizador através de diversos ângulos.NOTÍCIAS SNC e os juízos de valor em debate No ISCAC de Coimbra. serão atribuídos 12 créditos. O Conselho Diretivo da Ordem promete organizar o maior evento alguma vez realizado por uma entidade profissional no nosso país.pt). o IV Congresso dos TOC. em 2009. «TOC . otoc. estimando a presença de mais de sete mil técnicos oficiais de contas no Pavilhão Atlântico. Domingues de Azevedo e pelo presidente do Gabinete de Estudos.

Bolívia. mediante o pagamento de 50 euros. em Braga. 27 e 28 fevereiro. Decorrerá a nível nacional entre os dias 23 de janeiro e 4 de fevereiro. Com o novo ano regressa também a formação à distância para os membros que preferirem esta via. A estratégia global de ação da Ordem tem. Colégio dos Economistas de Espanha.NOTÍCIAS XXV Seminário do CILEA. «SNC – Ativos não correntes» e «SNC – Ativos correntes». No que diz respeito à formação de caráter permanente está prevista uma ação sobre SNC – Microentidades. como pedra angular a formação e os dois primeiros meses são reflexo disso mesmo. onde exaustivamente se descreve os vários tipos de ações que a Ordem agendou para 2012. Venezuela e Colômbia. a crise económica e a sustentabilidade da Europa. a 13. Esta edição totaliza 48 páginas. e outra sobre entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade). 14. em Braga Theatro Circo. e o social. A contabilidade. com uma periodicidade quinzenal. a 16. em parceria com o CILEA. A primeira grande formação é a eventual sobre o Orçamento do Estado para 2012 e o encerramento de contas de 2011. Roménia. ocupando o Bastonário um lugar de vice-presidente. a 9 de março «Sustentabilidade empresarial» é o tema do XXV Seminário do CILEA (Comité de Integração Latino Europa-América) que se realiza no próximo dia 9 de março. este seminário regressa a Portugal e volta a reunir os melhores especialistas de contabilidade do mundo latino. no sítio da Ordem. O “cardápio” de formações fica completo com a realização das tradicionais reuniões livres das quartas-feiras. Um ano depois do evento realizado no Funchal. serão atribuídos 12 créditos. A 16 de fevereiro principiam outros três cursos: «SNC – Microentidades». Itália. Brasil. Argentina. para membros e público em geral. As inscrições estão abertas para técnicos oficiais de contas e público em geral. JANEIRO 2012 27 . O programa e as inscrições encontram-se disponíveis. O calendário devidamente atualizado pode ser encontrado no sítio da Ordem. Chile. ativos e passivos contingentes»). uma vez mais. desta feita tendo como palco o carismático Theatro Circo da «cidade dos arcebispos». Para efeitos do regulamento de controlo de qualidade. são alguns dos temas que serão debatidos por profissionais de Portugal. entidade a que está associada. a ética profissional e a responsabilidade Formação 2012 em brochura Conteúdos programáticos de todas as ações já calendarizadas Juntamente com o número deste mês da Revista TOC segue uma brochura com o plano global de formação e conteúdos programáticos para o corrente ano. 15 e 16 de fevereiro. França. Espanha. A organização está a cargo da Ordem. «Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade)» e «NCRF 21 – Provisões. A 25 de janeiro arrancam dois cursos.

À semelhança das discussões públicas anteriores. contribuindo para conferir mais solidez às decisões que forem tomadas para as ações de formação desta natureza. que apresentou no Colégio de Contabilidade Pública uma investigação sobre as contas consolidadas da Universidade de Lisboa. convida-se os membros interessados a assistir aos eventos. por isso. no Porto (Rua da Boavista). outros candidatos a especialistas vão ser chamados em janeiro e fevereiro. As provas decorrerão a 19 e 27 de janeiro. desta feita apenas no âmbito do Colégio de Impostos sobre o Rendimento.NOTÍCIAS Provas públicas em janeiro e fevereiro Colégios de especialidade Depois da primeira fase de discussões públicas dos trabalhos no âmbito dos colégios de especialidade da Ordem. Barbosa du Bocage) e pela representação permanente. considerando o simbolismo destes atos. Recorde-se que a primeira especialista da OTOC foi Olga Silveira. Inquérito sobre as reuniões livres Preencha o questionário disponível no sítio No sentido de rever o conteúdo estratégico e o modo de funcionamento das reuniões livres das quarta-feiras. todos os profissionais a preencherem o questionário. O calendário está disponível no sítio da Ordem. em Lisboa (Av. e a 6 de fevereiro e serão repartidas pela sede da Ordem. Convidam-se. a Ordem está a levar a efeito no seu sítio um inquérito junto dos membros para aferir da sua opinião sobre o atual modelo. realizada em dezembro. 28 TOC 142 .

NOTÍCIAS JANEIRO 2012 29 .

1980. 30 TOC 142 . uma empresa que comercializa materiais para construção. capitalizou P interesses em Angola e adquiriu novas instalações em Lisboa. Contraditório? Nem por isso. enveredar pelo caminho da certificação». que se localiza a sede desta bem sucedida empresa do ramo da construção. Viegas afirma que sem o seu «impulso» estes dois objetivos não teriam sido viáveis. sem haver trabalhos em curso. A empresa. a uma maior abertura à tecnologia. mais tarde. É o técnico oficial de contas residente. Todo este processo de crescimento teve José António Viegas como testemunha privilegiada. deu lugar. Sem falsas modéstias. quebrando resistências e medos. que entretanto se expandiu para o Algarve. foram batalhas ganhas arduamente. Seixal. após um grande trabalho de sensibilização dos donos do negócio. Duas centenas de créditos Aos 57 anos. Andaimes. desde 1988. e que exemplificam na perfeição como é que o profissional pode criar valor acrescentado». «o comandante do navio que nunca abandona o barco». «Cumprir determinados rácios financeiros e trabalhar de forma organizada.º Distrito/Cidade Entidade empregadora Clientes José António Viegas 6 598 Setúbal/Seixal Munditubo 10 (por conta própria) or todo o lado respira-se um ambiente de obras. rudimentar no ano da fundação. «Só com uma relação de cumplicidade foi possível elevar esta empresa a um patamar “PME Líder” e. José António Viegas quase que já «faz parte da mobília». à inovação.LUGAR AO TOC A construir valor com a solidez do betão Por Nuno Dias da Silva Nome TOC n. É em Casal do Marco. disciplinada e referenciada. o profissional define o seu percurso na empresa com uma atitude que qualquer TOC deve ter. betoneiras e outras máquinas para a construção civil estão à vista de todos os que entram no show room da Munditubo. O processo de convivência e aprofundamento da amizade entre TOC e empresário fez o resto. refere. até à recente gestão de stocks. Praticamente um quarto de século.

Se não é o profissional recordista em créditos acumulados. José António Viegas conheceu um percurso de vida atribulado. refere. Os TOC concentram as suas atenções no controlo de gestão». o justo impedimento tem de ser uma realidade. «É preciso não esquecer que somos funcionários públicos sem remuneração e regalias. que nos aproximou dos empresários e prestigiou a nossa classe. Os prazos para assi- milar a mudança de mentalidades e hábitos foram demasiado apertados e sem uma plataforma informática à altura. «Já pertence ao passado a preocupação exclusiva com os documentos. «Para mim a formação não é para cumprir calendário. diz. Para José António Viegas frequentar ações de formação não é uma obsessão. disse. inicia o Curso Geral do Comércio na qualidade de trabalhador estudante. o governo também não ajudou. nomeadamente em laboratórios de produtos farmacêuticos. sempre me foi muito útil». o que tornou tudo ainda mais difícil». alicerçado em formação contínua. trata-se de uma necessidade estar up to date com as mais recentes novidades. mas o saber de experiência feito. Se o cumprimento dos deveres foi complexo. onde estudou até aos 14 anos. Acumulou experiência basta em diversos empregos nos domínios da administração e gestão. Nasceu no Barreiro. Perante um o novo paradigma. sustenta Viegas. dificultando a reclassificação de tudo o que estava a ser feito em ambiente SNC». «a Ordem tem de dar o contributo para que os profissionais sejam mais do que os meros responsáveis perante a administração fiscal». Este profissional defende que o modelo atual de TOC assenta numa nova atitude profissional. altura em que foi expulso do ensino por se ter recusado a vestir a farda da Mocidade Portuguesa. diz que é preciso dar mais visibilidade aos profissionais e fazer com que a nova Autoridade Tributária e Aduaneira respeite todos os que exercem esta atividade. Foi posto à prova em múltiplas situações. «Não tenho uma carreira universitária. José António Viegas subscreve as declarações do presidente da Câmara JANEIRO 2012 31 . Em 1969. Por exemplo.LUGAR AO TOC Contudo. Preconceitos empresariais As queixas sobre a tutela vão-se acumulando. Foram 18 anos preenchidos em empresas comerciais. Na sua memória está bem fresca a cronologia dos acontecimentos. até chegar à Munditubo. A meio do diálogo com o interlocutor. a conversa deriva para o nome de Rui Rio. lamenta. Prova disso é que entre 2006 e 2011 o meu volume de créditos situa-se nas duas centenas». Apesar de elogiar o «caráter interventivo» do Bastonário. tenha sido conduzido de forma lamentável. revela. «Quase no final de 2011. deve andar a morder os calcanhares aos mais assíduos. Temos de ser capazes de impor ao Ministério das Finanças o reconhecimento deste direito nuclear». alteraram o plano de contas para as pequenas empresas. um dos TOC mais «notáveis» do País. «Tenho pena que o processo do SNC.

E exemplifica com a realidade que melhor conhece. Os empresários por vezes querem bom e barato e não evitam regatear preços junto dos TOC. o que será numa autarquia ou num país… Os TOC teriam um papel a desempenhar na administração local. defende o TOC da margem sul O justo preço das contabilidades A crise veio para ficar e não poupa setores. sem preconceito. a quantidade enorme de TOC disponíveis no mercado devido à «quase total absorção da capacidade interventiva dos profissionais» E. afiança. «Os TOC são funcionários públicos sem remuneração e regalias». mas profissionais motivados e bem remunerados também são condições essenciais. o que acontece é que os poderes político e económico teimam em prevalecer sobre o interesse nacional». podia ter cedido. E trabalho também não lhe falta. Este técnico controla apenas o orçamento camarário e pouco mais. como se fossem saltimbancos. deviam ser obrigados a frequentar um curso de empreendedorismo. para um pequeno estabelecimento de um empresário que tenha 10 documentos mensalmente.» z 32 TOC 142 . inclusive fora da Munditubo. mas dá que pensar. Penso que alguns empresários. onde aos serões e ao fim de semana ainda lhe sobra tempo para debruçar-se sobre uma dezena de contabilidades a nível particular. A construção civil é um dos mais afetados. Viegas reconhece não ter razões de queixa dos seus patrões. defende. apreensivo. há certas práticas responsáveis por isto. que é obrigatório. no seu entender. o TOC da margem sul defende uma análise casuística: «Para produzir informação. o que dizer dos políticos? Viegas não alimenta ilusões. a do Seixal. Não coloco em causa a qualidade do trabalho. Quando a contabilidade deixar de ser secundarizada. «A Câmara tem um economista. reconhece Viegas. Enveredam nos negócios sem qualquer ideia da importância da contabilidade e querem a ajuda dos contabilistas para pagar menos impostos. José António Viegas observa. inclusive o modelo 22. «Setúbal é um barómetro determinante a nível nacional. Mão de obra qualificada existe. o TOC pode ser de relevante utilidade nas autarquias». até porque já foi membro da Assembleia Municipal do Seixal: «Se endireitar as contas numa empresa é difícil. antes de o serem. Nos últimos meses as centrais de betão estiveram quase paralisadas. acabando alguns por ceder». A rescisão dos contratos por parte dos empresários só podia ser aceite se fosse invocada justa causa. Com a crise no seu expoente máximo. A aquisição das novas instalações em Lisboa apertou o cerco financeiro. Conheço um escritório no Montijo que trabalha 24 horas por dia. Nos tempos mais recentes forneceram "apenas" quatro metros cúbicos de betão». Viegas avança com uma sugestão: «A Ordem devia controlar de forma mais apertada os empresários que mudam de contabilista. mas é insuficiente.» Se os empresários nem sempre são sensíveis à dimensão do trabalho do TOC.LUGAR AO TOC Municipal do Porto sobre a conotação negativa atribuída aos políticos com avisadas preocupações pelas «contas públicas» e aponta o dedo aos empresários: «Existe uma corrente empresarial que resiste em assumir. a tendência natural passa pela diminuição da carteira de clientes. o papel da contabilidade. mas se não fosse a «tábua de salvação» chamada Angola e a estrutura financeira da Munditubo. provavelmente os 50 euros será um preço justo.» Sobre o «discutível e polémico» tema das avenças ao desbarato. Dependerá da estrutura administrativa de custos do próprio profissional. «Um escritório com cerca de uma centena de clientes é um manifesto exagero.

Organização e preparação das notas anexas às demonstrações financeiras Dis1612 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0912 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1012 | 2 horas | 3 créditos MARÇO IRS e benefícios fiscais (revisão ao Código) Seg0412 | 16 horas | 24 créditos Norma contabilística para pequenas entidades Seg0512 | 16 horas | 24 créditos Dossiê fiscal . liquidação.Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais Per0112 | 24 horas | 36 créditos Ética e Deontologia Seg1012 | 8 horas | 12 créditos O TOC .Microentidades Dis0512 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0312 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0412 | 2 horas | 3 créditos JULHO Infrações fiscais Seg1412 | 8 horas | 12 créditos IVA (Revisão ao Código) Seg1512 | 16 horas | 24 créditos Estruturação de um quadro de bordo de apoio à gestão (balanced scorecard) Dis2212 | 12 horas | 18 créditos Código dos contratos públicos Dis2312 | 12 horas | 18 créditos Tema livre RL1312 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1412 | 2 horas | 3 créditos NOVEMBRO Revisão das normas contabilísticas Per0212 | 32 horas | 48 créditos Avaliação de empresas Seg2112 | 16 horas | 24 créditos Dissolução. permanente. ativos e passivos contingentes Seg0112 | 16 horas | 24 créditos SNC .Ativos não correntes Dis0112 | 16 horas | 24 créditos SNC .quadro 07 ) Dis1112 | 16 horas | 24 créditos IRC (revisão ao Código) Dis1212 | 16 horas | 24 créditos Preenchimento do mapa fluxos de caixa Dis1312 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL0712 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0812 | 2 horas | 3 créditos JUNHO Cálculo financeiro Seg1212 | 8 horas | 12 créditos Código Contributivo Seg1312 | 16 horas | 24 créditos O TOC .quadro07 ) Seg0812 | 16 horas | 24 créditos Preenchimento do mapa de fluxos de caixa Seg0912 | 8 horas | 12 créditos Regime contabilístico e fiscal das depreciações e amortizações Dis1012 | 8 horas | 12 créditos Apuramento do lucro tributável (Preenchimento da declaração modelo 22 . liquidação. distância e reuniões livres 2012 JANEIRO NCRF 21 . eventual.Instrumentos financeiros Dis3312 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL1912 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL2012 | 2 horas | 3 créditos MAIO POCAL .Ativos correntes Dis0212 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0112 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0212 | 2 horas | 3 créditos ABRIL IRC (revisão ao Código) Seg0712 | 16 horas | 24 créditos Apuramento do lucro tributável (Preenchimento da declaração modelo 22 .Instrumentos financeiros Seg1612 | 8 horas | 12 créditos Relatórios de sustentabilidade e contas Seg1712 | 8 horas | 12 créditos Infrações fiscais Dis2412 | 8 horas | 12 créditos Análise de balanços e estudo de indicadores económico e financeiros Dis2512 | 16 horas | 24 créditos Código Fiscal de Investimento Dis2612 | 16 horas | 24 créditos IVA (revisão ao Código) Dis2712 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL1512 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1612 | 2 horas | 3 créditos DEZEMBRO Tema livre RL2112 | 2 horas | 3 créditos Consulte os conteúdos programáticos no sítio da Ordem ou na brochura distribuída com esta revista.Organização e preparação das notas anexas às demonstrações financeiras Seg0612 | 16 horas | 24 créditos SNC . .Microentidades Seg0212 | 16 horas | 24 créditos Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade) Seg0312 | 16 horas | 24 créditos Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade) Dis0312 | 16 horas | 24 créditos NCRF 21 .PLANO GLOBAL DE FORMAÇÃO segmentada.aspetos contabilisticos e fiscais Seg1812 | 16 horas | 24 créditos Contabilidade orçamental na administração pública Seg1912 | 16 horas | 24 créditos Mais e menos-valias em IRC e IRS Seg2012 | 8 horas | 12 créditos Revisão das normas contabilísticas Dis2812 | 32 horas | 48 créditos Contabilidade orçamental na administração pública Dis2912 | 16 horas | 24 créditos Dissolução.Procedimento tributário gracioso Seg1112 | 16 horas | 24 créditos Mais e menos-valias em IRC e IRS Dis1412 | 8 horas | 12 créditos NCRF 12 .Provisões. fusão e cisões de sociedades (aspetos contabilísticos e fiscais) Dis3012 | 16 horas | 24 créditos Contencioso tributário Dis3112 | 24 horas | 36 créditos Tema livre RL1712 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1812 | 2 horas | 3 créditos FEVEREIRO SNC .Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais Dis1812 | 24 horas | 36 créditos NCRF 17 .Passivos correntes e não correntes Dis0612 | 16 horas | 24 créditos Impostos diferidos Dis0712 | 8 horas | 12 créditos Norma contabilística para pequenas entidades Dis0812 | 16 horas | 24 créditos IRS e benefícios fiscais (revisão ao Código) Dis0912 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0512 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0612 | 2 horas | 3 créditos SETEMBRO NCRF 27 .Procedimento tributário gracioso Dis1712 | 16 horas | 24 créditos POCAL .aspetos contabilísticos e fiscais Dis1912 | 16 horas | 24 créditos Código Contributivo Dis2012 | 16 horas | 24 créditos Ética e deontologia Dis2112 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL1112 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1212 | 2 horas | 3 créditos OUTUBRO NCRF 17 .Provisões.Ativos biológicos .Imparidades de ativos Dis1512 | 8 horas | 12 créditos Dossiê fiscal . fusão e cisões de sociedades (aspetos contabilísticos e fiscais) Seg2212 | 16 horas | 24 créditos Avaliação de empresas Dis3212 | 16 horas | 24 créditos NCRF 27 . ativos e passivos contingentes Dis0412 | 16 horas | 24 créditos SNC .Ativos biológicos .

Título: Guia de poupança fiscal Autor: Pedro Cruz Editora: Vida Económica. 102 páginas Título: SNC – Casos práticos (Contabilidade Financeira) Autor: António Borges. Nuno Magro e Emanuel Gamelas Editora: Áreas Editora.webnode. Pedro Cruz explica como conseguir uma poupança fiscal no seu IRS. O autor. Na publicação pode ainda encontrar-se um capítulo exaustivo sobre as deduções à coleta. é juiz conselheiro na secção do contencioso administrativo e na secção do contencioso tributário do Supremo Tribunal Administrativo. sempre que se justifica. recorrendo a uma linguagem simples e direta. atualizaram-se anotações e comentários. sem esquecer uma tabela resumo onde estão sistematizadas as deduções no IRS. A riqueza das anotações e comentários projeta esta obra para além do tempo e faz dela uma referência no Direito Tributário. na sua sexta edição. a resolução de cada caso está baseada. Neste IV volume. É que determinado investimento ou despesa certa no momento adequado poderão fazer a diferença entre pagar imposto ou receber um reembolso. com atenção especial à jurisprudência do Supremo Tribunal Administrativo e às necessidades quotidianas dos tribunais tributários. Com fortes ligações ao ensino superior da contabilidade e dos sistemas de informação contabilísticos das entidades a que se aplicam estes normativos. antecipando outras que só terão reflexo na declaração do próximo ano. conceberam um conjunto de 96 casos práticos sobre o novo SNC. e cientes da inevitabilidade da adoção de novas soluções. Manuela Martins. com. Jorge Lopes de Sousa. Apesar de iminentemente prático. 680 páginas 34 TOC 142 . para além de presidir ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. Têm em comum a paixão pela contabilidade financeira e o exercício da docência no ISCTE. Pedro António Ferreira. nomeadamente o fim ou redução de certas deduções. Os membros interessados podem encontrar mais informação sobre este livro no seguinte endereço: http://snc-casospraticos. José Pinhão Rodrigues. cada um deles. Este guia já reflete algumas das alterações propostas pela troika.LIVROS LIVROS IRS 2011 Da autoria do técnico oficial de contas. com três partes. Pedro Cruz. Contabilidade financeira São ao todo seis os autores deste livro. Para facilitar a compreensão são disponibilizados 140 exemplos e cálculos de situações que se aplicam ao seu caso concreto. A jurisprudência e os tribunais Uma obra de grande envergadura e indispensável na biblioteca de quem estuda ou exerce a sua atividade profissional na área do Direito Tributário. melhorada e aumentada.pt. 642 páginas Título: Código de procedimento e de processo tributário – IV Volume Autor: Jorge Lopes de Sousa Editora: Áreas Editora. o «Guia de Poupança Fiscal» é um manual útil e pedagógico. com o necessário e adequado suporte teórico e remissões para o respetivo normativo contabilístico. Desde a publicação da anterior edição ocorreram inúmeras alterações da legislação aplicável ao procedimento e processo tributário. já na sua segunda edição. especialmente para os contribuintes menos familiarizados com as questões tributárias.

mas também há que admitir que Portugal está a dar para o exterior o sinal de que quer mudar de vida. segue-se uma entrevista de Domingues de Azevedo à RTP-1.youtube. com 2 319.Localização e taxas de IVA Ana Cristina Silva A tributação das gorjetas Elsa Marvanejo da Costa CONTAS & IMPOSTOS Revogação do Regime Especial dos Combustíveis Gasosos Elisabete Cardoso REDES SOCIAIS facebook.com/OrdemTOC twitter. com 2 894. consequentemente. Destacada surge a reportagem com declarações do Bastonário para a prorrogação dos prazos das declara- ções fiscais. com 1 808 visitas. A fechar.com/photos/ordemtoc 4 104 aderentes 230 seguidores 15 305 Reforço das medidas de combate à fraude e evasão fiscais Soraia Sabino visualizações JANEIRO 2012 35 . a necessidade de fundamentar o motivo de determinadas medidas. com 1 175 visualizações. a reportagem da entrega do título de especialista ao Bastonário. ANÁLISE DA OTOC Agências de viagens . o prolongamento do prazo de entrega da IES. com 2 135. A aceitação crescente desta ferramenta de comunicação por parte dos membros tem correspondência no facto de no «top» seis dos vídeos mais vistos figurarem cinco relativos ao ano transato. e a Ordem na «Praça da Alegria» da RTP-1.com/ordemdostoc flickr. com 3 341 visualizações.ORDEM NOS MEDIA ORDEM NOS MEDIA A ORDEM NAS REDES SOCIAIS 102 495 OPINIÃO QUINZENAL DO BASTONÁRIO visualizações UMA NOVA ATITUDE NA CAUSA PÚBLICA (CONCLUSÃO) n 21 de dezembro www. surge o vídeo institucional da OTOC.com/user/OrdemTOC «Uma maior transparência na gestão da causa pública requer valores e conceitos distintos daqueles a que temos assistido. alojado na plataforma desde 2010. E esta é a questão: e se não for suficiente?» Poucas semanas após ter atingido os dois anos de vida. bem como os critérios que estiveram na base das decisões» CERCADOS POR UM “MURO” FISCAL n 4 janeiro «É preciso interiorizar que não dependemos só de nós. Para começar uma muito maior exposição dos decisores e. o Canal da OTOC no YouTube superou as 100 mil visualizações e conta já com 177 inscritos.

um fenómeno económico a quem. a doutrina jurídica e fiscal reconhece a produção de certos efeitos jurídicos. é indiferente que o poder político atue do lado da despesa ou do 36 TOC 142 . efeitos similares aos de um aumento do IRS sobre vencimentos da função pública (categoria A) e sobre as pensões (categoria H). o imposto é normalmente configurado como uma prestação pecuniária. É o caso da inflação. Por António Carlos dos Santos* | Artigo recebido em janeiro de 2012 Julgo-me obrigado a fazer agora. tais cortes têm. A assinatura de Frederico Guilherme IV da Prússia pode ser substituída por …(os candidatos nacionais e estrangeiros são muitos…) e um ponto de vista jurídico.2 É. Frederico Guilherme IV da Prússia Hoje. quanto a nós. direitos fundamentais. a declaração de que nem no presente nem para o futuro permitirei que entre Deus do céu e o meu país se interponha uma folha de papel escrita como se fosse uma segunda Providência. a qualquer preço.º da Lei do Orçamento do Estado para 2012 (LOE 2012). Deste ponto de vista. não o sendo no plano jurídico. também o caso dos cortes dos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas introduzidos pelos artigos 21.1 Na sua essência. onde se lê «Deus do céu» deve ler-se «mercados». 3 De facto. em nome de um princípio de solidariedade. unilateral. muitas vezes. produzem efeitos económicos similares aos de um imposto. no entanto. para os dois grupos sociais que os sofrem. coativa. é uma forma liberal que se traduz na extração monetária dos setores não públicos para o setor público. No entanto. a literatura económica considera como impostos fenómenos que.GABINETE DE ESTUDOS A nova parafiscalidade: a tributação por via de cortes na despesa com remunerações de funcionários e pensionistas É juridicamente incompreensível que a simples invocação de um estado de emergência e de um acordo com uma entidade não representativa (a troika) seja um argumento político tão poderoso que sirva para restringir. sem caráter de sanção exigida a cidadãos e a entes coletivos pelos poderes públicos fundamentalmente com objetivos financeiros. característica que não é posta em causa pelo facto de a técnica fiscal D poder ser utilizada em relação ao próprio setor público empresarial (sempre que este funciona em regime de mercado e de cálculo económico) ou à função pública.º e 25. solenemente.

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lado da receita: estamos perante medidas de efeito equivalente. É uma questão de forma, não de substância, e as modificações introduzidas por iniciativa do PS, mitigando embora a violência das medidas propostas, não alteram a sua natureza.4 Não sendo impostos no sentido clássico do termo, são figuras híbridas e atípicas que, a meu ver, integram um novo tipo de parafiscalidade, a operar por via da despesa. 5 É essa a razão pela qual muitos censurem tais cortes, invocando, ainda que impropriamente, a violação de um princípio de «equidade fiscal.»6 O poder político dirá, porém, que a forma escolhida não é indiferente, pretendendo justificar os cortes nos subsídios de férias e de Natal previstos na LOE/2012 pela necessidade de a consolidação orçamental dever ser feita em 2/3 pelo lado da despesa e apenas em 1/3 pelo lado da receita7. Daí a rejeição da via fiscal. Subliminarmente, o decisor político deixa passar a seguinte mensagem: embora, no plano político, a medida possa ser acusada de violação de um princípio de «equidade fiscal» por não tratar todos os cidadãos e rendimentos no mesmo plano, no plano jurídico não pode ser acusada de violação do princípio da igualdade sob a forma de princípio da capacidade contributiva, pois este princípio só se aplicaria aos impostos e não aos cortes na despesa, mesmo que estes incidam sobre remunerações. A análise desta questão ocuparia mais espaço do que aquele de que dispomos. No entanto, vamos tentar, de forma sintética, concentrarmo-nos no essencial. Comecemos então pelo passado próximo para aprofundarmos as diferenças

entre as medidas aprovadas no OE/2012 e as que foram postas em vigor quer pela LOE/2011 (Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro) quer pela Lei n.º 49/2011, de 7 de setembro, relativa «à sobretaxa extraordinária» no âmbito do IRS. A redução remuneratória de 2011 Recorde-se que, no caso do universo da função pública, em nome da necessidade de maior consolidação orçamental, todas as remunerações (totais ilíquidas mensais) superiores a 1 500 euros auferidas durante o ano de 2011 haviam sido já objeto de uma «redução remuneratória» calculada por aplicação de uma taxa fixada entre 3,5 e 10 por cento (art.º 19.º/1 da LOE/2011.)8 Esta redução era aplicada a todas as pessoas que, em termos gerais, desempenhassem cargos políticos, exercessem funções públicas ou estivessem vinculadas a empresas e institutos públicos e efetuada em função do nível de remunerações recebidas. De fora desta «redução remuneratória» ficaram as pensões, os rendimentos do trabalho dependente auferidos no setor privado e mesmo alguns rendimentos pagos com dinheiros públicos. As outras categorias de rendimentos não foram afetadas. A pedido de um grupo de deputados, esta medida, entre outras, foi objeto de apreciação por parte do Tribunal Constitucional (TC) de eventual inconstitucionalidade material. Em causa estaria, sobretudo, o facto de essa redução ser definitiva e violar o princípio do Estado de Direito (e o seu corolário, o princípio da confiança legítima), o princípio da igualdade (por discriminação negativa dos trabalhadores da administração

pública) e o direito fundamental à não redução do salário. No seu Acórdão n.º 396/2011, de 21 de setembro de 2011, o TC decidiu, por maioria, não declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das «reduções remuneratórias» constantes do OE/2011. Para o efeito socorreu-se, fundamentalmente, da seguinte argumentação: - Quanto à questão central (na sua própria ótica), a de saber se a medida operava a título transitório ou definitivo, o TC entendeu estarmos perante medidas de caráter orçamental e, consequentemente, medidas que vigoram apenas por um ano (art.º 106.º da Constituição da República Portuguesa - CRP). Mas, dada a urgente necessidade de diminuição do desequilíbrio orçamental, o TC abriu a possibilidade de a medida ser plurianual, repetindo-se em orçamentos posteriores elaborados no quadro de vigência do Memorando de Entendimento com a troika (até 2013). - Quanto ao princípio da confiança legítima, o TC defendeu que o facto de as reduções remuneratórias visarem a salvaguarda de um interesse público prevalecente (combater uma situação de emergência) era uma razão decisiva para rejeitar a alegada desproteção daquele princípio. - Quanto ao princípio da igualdade, o TC argumentou que «invocar, a propósito de mediadas de consolidação orçamental, o princípio da igualdade perante os encargos públicos, princípio estruturante da nossa constituição fiscal, é o mesmo que sustentar que, por exigência do princípio da igualdade, a correção dos desequilíbrios orçamentais tem necessariamente de ser levada a cabo por via tribu-

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tária, pelo aumento da carga fiscal, em detrimento de medidas de redução remuneratória» (p. 14). Segundo o TC, o princípio da igualdade não é um princípio impositivo do sistema fiscal, competindo ao decisor político a livre opção entre a via fiscal ou a via da despesa. Ao TC apenas competiria verificar se as medidas aprovadas são arbitrárias, por sobrecarregarem gratuita e injustificadamente uma certa categoria de cidadãos, o que, segundo ele, não seria o caso: a situação de emergência implicando a adoção de medidas com eficácia imediata, a transitoriedade das medidas, os montantes das reduções em causa e o facto da categoria de cidadãos sacrificada pela medida (os funcionários) estar especialmente vinculada ao interesse público não permitiriam afirmar a arbitrariedade da medida. - Finalmente, quanto à invocação da irredutibilidade dos salários, o TC defende que tal princípio tem raízes infraconstitucionais (em termos, aliás, não absolutos) e não propriamente constitucionais. Para o TC não se trata também de uma garantia que, por força do art.º 16.º, n.º 1 da CRP, goze de força constitucional paralela. Quem goza deste estatuto de direito fundamental é o direito à retribuição, mas este não se confunde com um direito a um concreto montante dessa retribuição, que seja irredutível, em quaisquer circunstâncias. O que se reconduz à questão já analisada (com decisão negativa do TC, tendo em conta a «conjuntura de absoluta excecionalidade») da eventual violação dos princípios da confiança legítima e da igualdade. Esta decisão tem sido alvo de pertinentes críticas, começando pelas avançadas nas declarações dos três juízes que votaram ven-

As receitas provenientes de contribuições para a Segurança Social não devem, pois, estar na plena disponibilidade do Estado que não pode afetá-las a outros fins. O decisor político não pode ceder à tentação (…) de dispor das receitas da Segurança Social como entende.

cidos.9 Cumpre-me, porém, desde já, salientar que, sob a capa da não invasão da esfera de liberdade de opção do decisor político e na ausência de critérios claros sobre até onde, em nome do défice, tem o poder legitimidade para levar a cabo reduções remuneratórias de uma categoria específica de cidadãos, este acórdão arrisca-se, no plano político e social, a conduzir ao agravamento de situações de profunda desigualdade e de injustiça social (paga a crise não só quem não a provocou, como aquele que está mais à mão e é mais fácil de atingir) e a fomentar uma certa estigmatização dos funcionários públicos contrária ao princípio da coesão social. Trapalhadas e a sobretaxa extraordinária A degradação da situação económica e financeira potenciada pela pressão da especulação financeira, o programa imposto pela troika de condicionamento de um empréstimo de 78 mil milhões de euros e a estratégia política do novo executivo de empobrecer o país para combater a crise conduziram a novas medidas de austeridade. Nasceu assim a Lei n.º 49/2011, de 7 de setembro, que alterou o Códi-

go do IRS, introduzindo uma certa «trapalhada jurídica», pré-anunciada por uma trapalhada política no modo como a medida foi apresentada publicamente. Com efeito, o novo art.º 99.º-A do Código do IRS criou uma (autodesignada) «sobretaxa extraordinária» consistente na retenção na fonte (pelas entidades devedoras de rendimentos de trabalho e de pensões) de uma importância correspondente a 50 por cento da parte do valor devido de subsídio de Natal ou da prestação adicional correspondente ao 13.º mês que, depois de deduzidas as retenções previstas no artigo 99.º do mesmo Código e as contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e para subsistemas legais de saúde, exceda o valor da retribuição mínima mensal garantida. Esta medida equivale a um corte de remuneração a receber em 2011, efetuado não diretamente, mas por interposta pessoa. Só que tal medida deve ser contabilizada do lado da receita fiscal, revertendo integralmente para o OE, e não do lado da despesa. Tratando-se de substituição tributária efetivada através do mecanismo de retenção na fonte a efetuar no momento em que os rendimentos se tornam devidos, com entrega da

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quantia retida pelo substituto até 23 de dezembro de 2011, a quantia retida será considerada para efeitos do cálculo do IRS a pagar em 2012. Estamos perante um imposto extraordinário, distinto do IRS, com natureza de adicionamento, que suscita, a propósito, inúmeras interrogações, no plano da técnica fiscal e no plano jurídico-constitucional.10 Embora deixe à margem da tributação os rendimentos de capitais, persistindo no entorse de que foi alvo a proposta da Comissão de Reforma Fiscal de 1989 (que propugnava a tributação de todos os rendimentos imputáveis a uma fonte duradoura), a solução encontrada pela Lei n.º 49/2011 pretendeu alargar, por via tributária, a repartição de sacrifícios a todos os rendimentos do trabalho dependente e às pensões. De um ponto de vista económico, a «sobretaxa extraordinária» equivale a um corte de certas componentes remuneratórias efetuado através da técnica da retenção na fonte e a um empréstimo forçado na medida em que haja reembolso da diferença positiva entre as importâncias retidas e a sobretaxa devida (n.º 2, al. b) do art.º 72.º-A). De um ponto de vista político, esta extraordinária sobretaxa preparou o terreno para as medidas (em substância mais injustas) que viriam a constar do OE/2012. Cortes nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas A «sobretaxa extraordinária» situa-se ainda, como dissemos, no campo da tributação. Já os cortes nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas previstos no OE 2012 (eufemisticamente intitulados de «suspensão» de pagamento de subsídios) apresentam-

-se como medidas de contenção da despesa pública.11 Há, no entanto, que ter em conta que existem importantes diferenças de natureza entre os cortes nos subsídios dos aposentados e reformados e os cortes nos subsídios dos funcionários públicos que obrigam a uma análise (parcialmente) distinta. Numa primeira aproximação, os cortes nos subsídios da função pública inscrevem-se no domínio laboral (Estado empregador), são uma medida que põe em causa, de forma abrupta e sem contrapartida (em colisão com o princípio da proibição do retrocesso social), remunerações atribuídas por lei e, consequentemente, princípios de segurança jurídica. Põe-se, então, o problema de saber em que medida uma entidade patronal (mesmo que seja o Estado) pode, unilateralmente e sem qualquer contrapartida, diminuir o crédito salarial do trabalhador para satisfazer outros créditos, pondo em causa um princípio de confiança legítima, expectativas legítimas, se não mesmo direitos adquiridos (expressão hoje sob fogo cerrado da ideologia neoliberal). Deve ter o Estado empregador um privilégio que as entidades privadas não têm nem podem ter? Diferente é a questão dos cortes nos subsídios de férias e de Natal a reformados e aposentados. Na maioria dos casos, as pensões (independentemente da sua forma) resultam de «descontos» em vencimentos que já sofreram, no passado, tributação como rendimentos do trabalho.1 Tais descontos decorrem de contribuições para a Segurança Social. É discutível a natureza jurídica destas contribuições. A doutrina

tem oscilado entre ver nelas uma figura que guarda uma marca previdencial (seguradora), uma contribuição em sentido próprio (centrada essencialmente no princípio da equivalência) e um imposto de natureza especial (distinto do contributo patronal, esse sim, um imposto em sentido clássico.)13 Da primeira figura dá conta a Lei de Bases da Segurança Social (LBSS) quando afirma, no seu artigo 54.º, o princípio da contributividade sublinhando a relação sinalagmática direta entre a obrigação legal de contribuir e o direito às prestações. De facto, do ponto de vista de quem recebe a pensão, os descontos que foi fazendo ao longo da vida laboral funcionam como uma espécie de seguro a gerir pelo Estado para que mais tarde o seu nível de vida não seja negativamente afetado, de forma desmesurada, com a situação de reforma ou aposentação. O Estado é visto, assim, como fiel depositário e gestor de rendimentos alheios, a efetuar de acordo com os interesses do verdadeiro titular dos rendimentos. Essa é a essência económica dos descontos em vencimentos para a Segurança Social. Mas, mesmo que, modernamente, muitos entendam esta figura como verdadeira contribuição ou até como imposto (procurando desse modo vinculá-la ao princípio da legalidade tributária), o princípio da adequação seletiva (art.º 89.º da LBSS) não permite afastar a sua marca histórica uma vez que o destino das contribuições para a Segurança Social deve ser, essencialmente, o financiamento de prestações substitutivas de rendimentos (como pensões) no quadro do sistema previdencial, em

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Esta tríplice máscara é que lhe permite factualmente optar pela impropriamente chamada via da despesa.º). extraordinários e irrepetíveis. aceitável? Segunda: os novos cortes (a exemplo dos previstos no OE/2011) são apresentados na Lei do OE/2012 como temporários. há motivos suficientes para que seja suscitada a fiscalização da constitucionalidade destas medidas. É igualmente importante esclarecer se as medidas são ou não one-off. Mas. a verdade é que as únicas medidas one-off constantes oficialmente do relatório do OE parecem ser a integração de fundos de pensões de bancos no orçamento da Segurança Social.º) e «suspensão dos pagamentos. «durante a vigência do PAEF» (art. estar na plena disponibilidade do Estado que não pode afetá-las a outros fins. nunca foi analisada. traduzem-se num auxílio de Estado às suas empresas ilegal por não notificado como tal à Comissão e. Ora. O Estado gestor tem poderes-deveres. de um jus imperii que não possui. Não pode arrogar-se. valendo-se desta ambiguidade possa extorquir seletivamente. a questão dos cortes em pensões.º 19.º 3 da CRP. A questão da constitucionalidade Em meu entender. duas questões (situadas em planos distintos) merecem destaque. A questão é. A primeira prende-se em de saber se os cortes nas remunerações pagas a trabalhadores de empresas públicas.16 Há. juridicamente distinta da dos cortes nas remunerações da função pública.º 1) de dispor das receitas da Segurança Social como entende.º 63. De facto. institutos públicos e estabelecimentos onde o Estado desenvolve uma atividade económica não devem ser vistos como uma vantagem seletiva a essas empresas (na linguagem do direito da concorrência) que não resultaria do normal funcionamento do mercado. porém. mesmo em relação a estes. um ponto de manifesta ambiguidade no discurso. estas «reduções remuneratórias» suscitam diversas interrogações. outra: a de saber em que medida é legítimo que o poder político. Cortes correspondem a subsídios do Estado? Para além de tudo isto. Se os cortes são. suscitar a questão da inconstitucionalidade não é inútil pois.18 Não deveria esta intervenção (que evoca certos comportamentos de contribuintes que buscam formas de contornar a lei. será ainda defensável que estejamos perante «reduções remuneratórias» de montante moderado. o da detenção do poder patronal. na lógica desta decisão. sem qualquer contrapartida. A segunda questão respeita à natureza de cortes na despesa efetuados por uma entidade que goza de um triplo estatuto. permitiria ao TC aclarar a doutrina defendida no referido acórdão. determinadas prestações remuneratórias consagradas na lei. temporários.º 18.º n. não o esqueçamos. Primeira: até onde poderão ir tais cortes (a que. de facto. Na lógica do acórdão a questão do caráter temporário ou não das medidas é uma questão essencial que uma apreciação da eventual inconstitucionalidade da medida ajudaria a clarificar. numa relação que é hoje cada vez mais uma relação idêntica à de direito privado (Estado empregador). As receitas provenientes de contribuições para a Segurança Social não devem.»15 Quando afirma que os cortes são temporários o decisor político pretende dizer que só serão efetuados durante um período de tempo limitado. A ser assim. mediante o uso artificioso de formas jurídicas para evitar um efeito económico não desejado) 40 TOC 142 .17 Uma decisão jurisprudencial que tenha por consequência aceitar uma situação de ilegalidade seria inaceitável. tais cortes deveriam ser considerados e apresentados a Bruxelas como medidas one-off de consolidação orçamental. o da detenção de poderes de gestão (Estado segurador) e o da detenção do poder tributário (Estado fiscal). no mínimo. se tudo retomará à situação precedente acabado o período do PAEF (questão. aliás. pois.GABINETE DE ESTUDOS sintonia com o disposto no art. Não basta para o efeito apegarmo-nos à letra da lei do OE/2012. nesta matéria.14 Em primeiro lugar. como medida excecional de estabilidade financeira» (art. acrescem todas as outras reduções efetuadas pelo aumento da carga fiscal em sede de IRS) sem que sejam postos em causa os princípios da proteção da confiança legítima e da proibição do excesso? Quais os limites para os sacrifícios (independentemente da via por que operem) deste grupo social? A partir de que limiar se deve entender que tais cortes se transformam em confisco puro e duro? Perante a magnitude dos cortes efetuados. muito nebulosa no discurso político). As expressões utilizadas pela lei são «durante a vigência do PAEF. O decisor político não pode ceder à tentação (mais forte para quem defende uma ideologia neoliberal que vê na segurança social pública o inimigo público n. no entanto. incompatível com o mercado interno. eventualmente.

direitos fundamentais. Que. mas não modificam. Outra figura prevista nesta proposta com características tributárias é o aumento de meia hora de trabalho sem remuneração para os trabalhadores do setor privado que. de 31 de dezembro (…). Recorde-se que os benefícios fiscais a empresas são. direta ou indiretamente (através de pessoa coletiva). contri- buições. As alterações introduzidas a esta proposta. o artigo 19.º 21. pré-aposentados e equiparados.º estabelecia a «suspensão de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes de aposentados e de reformados» (incluindo pré-aposentados ou equiparados) pagos pela Caixa Geral de Aposentações. mais tarde ou mais cedo. demasiado elevado. J.º 81. tributos atípicos) estão sujeitos ao princípio da igualdade tributária sob a forma de princípio da capacidade contributiva ou de princípio da equivalência 2 Assim.» 3 A LOE/2012 (Lei n. al. no art. para que o montante auferido resulte da seguinte fórmula: subsídios/prestações = 1 320 .º 21. p. não poderá falar-se de violação do princípio da igualdade tributária. haverá uma redução nos subsídios ou prestações.P. considerados como auxílios de Estado sob forma fiscal. o problema.º 13. decorridos mais de 150 anos.. de facto. em certas circunstâncias..º meses às pessoas a que se refere o n. considerando os cortes nas remunerações que produzem um efeito económico idêntico ao dos impostos como um novo tipo de tributos sob pena destes poderem ser efetuados sem as garantias que rodeiam a criação de impostos? Ou mesmo de um princípio de igualdade sem qualificativos (art. de pessoas na reserva ou situação equiparada e de pessoas que prestem serviços. como medida excecional de estabilidade orçamental «é suspenso o pagamento de subsídios de férias e de Natal ou quaisquer prestações correspondentes aos 13.º 55-A/2910. volte a pôr-se na ordem do dia as palavras de Lassalle. arrisca-se a ser. Quanto a aposentados. durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF).GABINETE DE ESTUDOS cuja remuneração base mensal seja superior a 1 100 euros.º a «suspensão do pagamento de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes» de funcionários públicos.1. Seguindo a mesma linha de raciocí- JANEIRO 2012 41 . taxas. «Direito Fiscal». à administração pública e recebam. diretamente ou por intermédio de fundos de pensões detidos por quaisquer entidades ou empresas públicas.º da Lei n. Por sua vez. não o esqueçamos. mais de 12 prestações mensais ao longo do ano. acrescem todas as outras reduções efetuadas pelo aumento da carga fiscal em sede de IRS) sem que sejam postos em causa os princípios da proteção da confiança legítima e da proibição do excesso? A Proposta de Lei de Orçamento para 2012 ser objeto de um juízo de censura idêntico ao que recai sobre estes contribuintes? Por outras palavras: mesmo que não se possa falar de violação do princípio da igualdade fiscal. Casalta. uma das incumbências prioritárias do Estado (art. num regime político que a própria revista The Economist qualificou de «democracia com falhas». por iniciativa do PS. a um imposto em espécie cuja titularidade e cobrança o Estado outorga a empresas do setor privado. pelo Centro Nacional de Pensões e. 4 Até onde poderão ir tais cortes (a que. reformados. segundo as quais a Constituição é uma folha de papel que facilmente se rasga. equivale. com a consequente erosão da credibilidade das instituições. em substância.º 25. de 30 de Dezembro) estatui. 5 Notas 1 Todos os tributos (impostos. 2011.2 x remuneração mensal. b) da CRP)? O que seria juridicamente incompreensível é que a simples invocação de um estado de emergência (uma situação de facto nem sequer formalmente declarada) e de um acordo com uma entidade não representativa (a troika) seja um argumento político tão poderoso que sirva para restringir.º e ou 14. 6. Despesa e tributação são realidades que não conhecem uma rígida separação.º 64-B/2011.: «A não atualização dos impostos de acordo com a taxa de inflação é um silent tax incompatível com o princípio da legalidade fiscal. I.º da LOE/2012 consagra regra idêntica à prevista no art. z * Professor da UAL Membro do GEOTOC e do IDEFF Jurisconsulto (PLOE/2012) previa no seu artigo 18. sendo um «subsídio normativo». O preço a pagar por se pôr a Constituição sob reserva do possível. a qualquer preço. vieram atenuar a violência contida na Proposta. evitando-se deste modo maiores desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento. na modalidade de avença.º 9 do artigo 19.» Se esta remuneração se situar entre 600 e 1 100 euros.º da CRP).º para as pessoas que trabalham para o Estado e demais pessoas coletivas públicas. o art.º.ª ed. 142. Nabais.º que.

tudo o que tem sido dito publicamente aponta para a eliminação e não para a simples suspensão dos subsídios. visando o interesse público.º n. 13 Recorde-se que. ínsito na ideia de Estado O facto de muitas destas atividades serem exercidas em situação de monopólio natural não põe em causa esta conclusão. n. quando o Governo poderia ter ido mais além no que respeita à eliminação de despesas resultantes da gestão ineficiente de recursos e dos desperdícios. mas com uma mais justa repartição dos sacrifícios). os «suspeitos do costume». na parte do não pagamento de juros assumiria natureza tributária). A inserção deste imposto extraordinário no Código do IRS evoca um lapso freudiano: uma solução que é apresentada para vigorar em 2011 invade um diploma que. Manuel. Para uma leitura crítica da medida e de outras que assolam o IRS e. não tanto a concorrência efetiva. promulga o OE/2012. 7 No plano político ou representa a confis- verdadeira suspensão implicaria que os pagamentos agora não efetuados seriam devolvidos no futuro (como se de um empréstimo forçado sem juros se tratasse o qual. segundo a quantidade. por essa via. artigo este mantido em vigor pelo art. Mesmo na lógica de intervenção política subjacente às orientações da nova maioria. crí- Suspensão é uma fórmula ambígua. 83 e ss. cfr.º 55-A/2010. «Os limites do sacrifício fiscal em IRS».º 9 do art. Uma tica que já tinha avançado. independentemente disso. ser objeto de correção específica. 47-49. vide. as posições de Vasques. 18 Não desconheço que há exceções: pensões escandalosas. 8 Função pública no sentido amplo defini- do na LOE/2012 por remissão para o n. 2011. 2011. por razões de equidade. o decisor político. Mas. em 2012). há. obviando. a propósito. a propósito da compensação que os Açores anunciaram para os cortes de vencimentos da função pública introduzidos no OE/2011. a)) estatui que os trabalhadores têm direito à retribuição do trabalho. a) da CRP e o princípio da confiança. Coimbra: Almedina. sucedendo-se intervenções públicas que visam criar a convicção que a medida veio para ficar indefinidamente. pp. se frustre o princípio da igualdade e as garantias de que a criação e aplicação de tributos se revestem. op.. Cunha Barbosa (que salienta a existência de uma discriminação negativa injusta dos funcionários que suportam sozinhos o ónus da consolidação orçamental) e J.º 1 da LOE/2012. Sobre o tema.º n. Segundo estes Conselheiros. al. Faustino. 18. qualificando-as como impostos. 11 Embora não surpreenda. diminuir a estrutura da administração pública ou o volume de recursos que a esta são atribuídos. contudo. natureza e qualidade.º 139. cuja leitura vivamente recomendo.º 59. 9 Recorde-se. 2011.º. a CRP (art. que o PAEF não venha a ser prolongado por mais "x" anos? 17 Com votos de vencido dos Conselheiros Carlos Pamplona de Oliveira (que considerou arbitrária uma medida que. mas uma mera opção política do executivo para justificar o não recurso à via fiscal.) qualificando-as como verdadeiras contribuições e de Cabral. basta lembrar que o que interessa é. que se possa trabalhar o mesmo número de horas por menor remuneração. que esta medi- da começou por ser rejeitada pelo próprio primeiro. no plano polí- tico. devendo essas situações. A ser assim. Mas. Sérgio («Manual de Direito Fiscal».º 13.º 1. 66-69 e por Faustino. quem garante que. uma certa incoerência da parte de quem. pretende ter vigência duradoura. entre outros. embora dotados de certas peculiaridades. por definição. pp.ministro (na campanha eleitoral) como «disparatada» para ser adotada pouco depois.º. 44 e ss. no plano laboral.º 3 e 59. p. atinge exclusivamente os funcionários públicos e não a generalidade dos cidadãos). 16 são pública de que afinal as «gorduras» do Estado não estavam suficientemente identificadas ou revela a incapacidade de atacar os verdadeiros problemas da despesa pública tantas vezes denunciados pelo Tribunal de Contas. Mas são uma pequena minoria. Manuel. in Revista TOC. Revista TOC. pp. mas a potencial. 15 Foi o caso do Presidente da República. desde já. 14 Estas questões foram profusamente anali- sadas por Catarino. Hoje existe muita ambiguidade no discurso dos decisores políticos. criticando abertamente a falta de «equidade fiscal» e a injusta distribuição de sacrifícios na carga tributária. al.). em particular. sem acionar o mecanismo da fiscalização preventiva da inconstitucionalidade. procurar redefinir funções do Estado.GABINETE DE ESTUDOS nio nada impede que certos cortes na despesa pública por via de reduções remuneratórias impostas unilateral e coativamente possam ser considerados como tributos sobre o rendimento de pessoas singulares sob forma de contenção (eliminação) de gasto público.º da CRP). tal eliminação seria definitiva nos anos em que viesse a ocorrer (e.º 1.º da Lei n.º 20. uma exigência do Memorando de Entendimento com a troika.. em vez de. de natureza civilizacional. Só assim se impedirá que.º 139. como várias vezes foi prometido. J. João Ricardo. Coimbra: 42 TOC 142 . de 3 de dezembro (abreviadamente LOE/2011). essencialmente os de natureza salarial. 12 Esta não é. Nazaré da Costa («Contribuições para a Segurança Social». n. obtidas quase sem descontos prévios ou concedidas ao fim de pouco tempo de serviço. «A sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos». n. deste modo. a medida violaria o disposto no art.º 19. pp. 10 Almedina/IDEFF.º 2. cit. Nenhuma subtileza jurídica deveria pôr em causa um princípio que é. n.º. 6 de direito democrático (art. o corte das despesas com pessoal e nas despesas com prestações sociais correspondem a cerca de 80 por cento da diminuição da despesa. Cura Mariano (para quem a medida não obedece ao elemento da necessidade inerente ao princípio da proporcionalidade: uma opção pela via da tributação permitiria atingir o mesmo objetivo. em circunstâncias muito diferentes. n. 224 e ss. Segundo o Conselho Económico e Social. 2010. aliás.º 2. se a situação das finanças públicas não melhorar. especialmente. no seu «Parecer sobre a Proposta de Orçamento para 2012» (disponível na internet). optou por reduzir o preço de apenas alguns recursos contratados.

automaticamente. Destas já foram publicadas a declaração modelo 3. umas sem as outras.» Muita coisa mudou desde aquela data. eventualmente. tendo por base a Contabilidade. face às grandes alterações que sofreu o artigo 88. Propomo-nos agora rever à luz do SNC o que então dizíamos acerca da declaração modelo 22. O mesmo já não poderei afirmar em relação ao quadro 11. referente ao exercício de 2010. a declaração modelo 3. JANEIRO 2012 43 . que trata das tributações autónomas. as declarações do IVA e a declaração modelo 10. do IRS. não se concebendo. do IRC. Fiscalidade e Informática. sofreram grandes alterações a declaração de rendimentos modelo 22. da declaração modelo 22. hoje em dia. mas têm de ser processadas via Internet. Declaração esta que nada tem a ver com a referente ao ano de 2005.GABINETE DE ESTUDOS Código de contas. Quer umas quer outras expressões estão (cada vez mais) interligadas. E um dilema me aflige: faço este atual artigo com base na declaração que vigorou em 2011. Além disso. De facto. do IRC. assunto que vai merecer um outro artigo a publicar depois do presente. logo pela informática. Por arrastamento. Não me parece que haja grande alteração no quadro 07. Foi com estas palavras que iniciei o artigo que escrevi em junho de 2006 (já já vão mais de cinco anos) versando o tema em título. ou espero que apareça a nova declaração para 2011 (a entregar em 2012)? Opto pela primeira hipótese. Os TOC têm feito o favor de considerarem o artigo então escrito «fantástico. pois assim os colegas interessados poderão. Por Mário Portugal * | Artigo recebido em janeiro de 2012 O trio que constitui o título deste artigo bem poderia ser substituído por um outro que nos dirá a mesma coisa: Contabilidade.º do IRC. temos agora a nova declaração da IES. para IRS (com todos os seus anexos) e a declaração modelo 10. fazer algumas alterações no código de contas com vista a bem preencherem. não podemos imaginar a Contabilidade sem a Fiscalidade e estas sem a Informática. simples e explicativo e que esclarecia muitas dúvidas em POC. com toda a sua complicação e que tanta tinta fez correr nos jornais ultimamente. começando precisamente pelo POC que foi substituído pelo SNC. declarações eletrónicas e informática Conheça os dados mais relevantes para o correto preenchimento do quadro 07 da declaração modelo 22 do IRC. pois foi essa que eu referi no meu artigo de então. as declarações fiscais. As declarações fiscais são impostas pela Fiscalidade. para entrarem em vigor a partir de 1de janeiro de 2012.

Nos termos do artigo 38. simulemos qual o valor que irá ao campo 719. pois. que fixa os valores de aquisição das viaturas ligeiras de passageiros e mistas nos seguintes moldes: Adquiridas até 31 de dezembro de 2009 – 29 927.ºs 1 e 2.º do CIRC. não vamos tratar de todos os campos deste quadro. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais em ativos fixos tangíveis. Declaração modelo 22 de IRC – quadro 07 Obviamente.º n.º 34. com «encargos não devidamente documentados». n. da declaração modelo 22. Comecemos pela alínea e).87 euros Adquiridas em 2010 – 40 000 euros Adquiridas em 2011 – 30 000 euros. do quadro 07 da declaração modelo 22. do artigo 34. n. atendendo ao ano de aquisição. a Portaria 1011/2009. não aceite fiscalmente.º 2) – Vão a este campo os gastos que eram previstos à data de fecho do exercício e que.º.º. serão acrescidos neste campo. São lançados na conta 6881 – Correções referentes a períodos anteriores. que diz: «Não são aceites como gastos: as depreciações de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art. o cuidado de respeitar rigorosamente o conteúdo da conta principal.º 18. devendo então ser deduzidas no campo 763. o valor dessas perdas por imparidade será contabilizado na conta 655. De posse destes elementos. geralmente. não foram contabilizados. não devidamente documentados *não custo 12 500 688821 10 000 688822 2 500 Campo 719 – Depreciações e amortizações (art. serão consideradas como gasto.º apenas podem ser aceites como fiscalmente dedutíveis as 44 TOC 142 .Estes gastos. Vamos. referente a uma viatura ligeira de passageiros: Este cálculo é repetido para cada uma das viaturas sujeitas. que têm suporte documentado. já que alguns são muito específicos e dizem respeito apenas a uma ínfima quantidade de contribuintes. do n.º 19. As contas são: Valor de aquisição em 2010 50 000 Limite da Portaria 467/2010 Depreciação contabilística no exercício 25% s/ 50 000 Depreciação aceite como custo fiscal 25% s/ 40 000 Valor não aceite como custo fiscal Vai ao campo 719. de 9 de setembro.º1. Campo 716 – Gastos não documentados (art.º 35. acrescido no campo 719.º 35. n. no entanto. em partes iguais.º 4) + Desvalorizações extraordinárias (art. do quadro 07. no mapa de depreciações modelo 32.º 38. Quanto à portaria a que se refere o art.º 23. n. Neste caso.º) – Nos termos do art.º 3 e 39. que são aquelas que não têm qualquer documento de suporte. na parte correspondente ao custo de aquisição ou ao valor de reavaliação excedente ao montante a definir por portaria…».º 467/2010. Evidentemente que. nomeadamente às pequenas empresas e às microentidades.º) – Encontrar o valor a inscrever neste campo não é nada fácil. nos termos do art. modelo 22 40 000 68882 Não consideradas custos fiscais Desp. de 7 de julho. deve ser acrescentado no quadro 719. Não confundir «despesas não documentadas». no próprio exercício (art. por qualquer motivo. como tal.Perdas por imparidade em ativos fixos tangíveis. quadro 07.º. são sujeitos a tributação autónoma.º 34. Ora este valor é.º 1) . n.º.º 39. não documentadas *não custo + TA* Enc. do quadro 07.º. n. também chamados de «despesas confidenciais».º (recomenda-se a leitura atenta do mesmo) então o valor contabilizado será gasto não aceite fiscalmente e.º é a n. Campo 721 – Provisões não dedutíveis ou para além dos limites legais (art.» A necessidade de adequar esse código de contas às necessidades das empresas leva-nos a propor alguns desdobramentos tendo. embo- ra não em ordem (ver adiante o comentário ao campo 731).º.º 4). aprovou o Código de Contas.º 88. Já no caso de se verificar uma perda por imparidade. até porque não vem diretamente da contabilidade. do quadro 07. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo. que «pretende-se que seja um documento não exaustivo. Além disso. Caso não sejam cumpridas todas as regras do artigo 38. encontrado na aplicação informática de imobilizado (ou com outra designação). não haverá nada a acrescentar na declaração modelo 22. no caso de viaturas que se encontrem totalmente depreciadas.º 1) + Perdas por imparidades (art.º. tratar dos campos que digam respeito à grande maioria das empresas portuguesas. mas nos exercícios seguintes. Campo 710 .GABINETE DE ESTUDOS Na sequência da criação do SNC.

n. que não tenham origem contratual.º 1. alínea b) – O artigo 45. do CIRC. Campo 722 – Créditos incobráveis não aceites como gastos (art.º 6 do artigo 8. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excepcionais em ativos fixos tangíveis. incluindo os juros compensatórios.º 45. alínea c) – Imposto do selo suportado pelo sacador – é sempre encargo do sacado (art.º 1. n. n.º 45. de qualquer natureza. da declaração modelo 22.º 3.º 41. n. ativos fixos tangíveis e outros ativos. (ver o texto integral deste artigo). podem ser considerados diversos créditos. declaração modelo 22. deste artigo. Aconselha-se a desdobrar a conta 683 – Dividas incobráveis em: denciados em documentos emitidos por sujeitos passivos com número de identificação fiscal inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cuja cessação de atividade tenha sido declarada oficiosamente nos termos do n. na medida em que todos esses bens são seguráveis. alínea d). 6268 Outros serviços 62689 Enc. alínea j).º 1. alínea b). coimas. do quadro 07. – não custo 6831 6832 Nos termos art.º 1. que «os encargos evi- Campo 727 – Impostos e outros encargos que incidam sobre terceiros que o sujeito passivo não esteja legalmente autorizado a suportar – art. Todos os valores das restantes subcontas de 67 serão acrescidos neste campo do quadro 07. são acrescentados no campo 729. do quadro 07.GABINETE DE ESTUDOS Nos termos do artigo 38.º. JANEIRO 2012 45 . provisões para garantias a clientes (subconta 672) e para processos judiciais em curso (subconta 673). Vão a este campo os valores lançados na conta sinalizada: 68885 688851 Não especificados Indemnização p/ evento risco segurável Roubos –risco segurável *NÃO CUSTO* Sinistros-risco segurável *NÃO CUSTO* Indemnizações contratuais pag. Campo 729 – Indemnizações por eventos seguráveis – art. n. indo ao campo 726 do modelo 22 o que se lançar nesta conta: Campo 728 – Multas. Determina o art.º do IRC (encargos não dedutíveis para efeitos fiscais) é «responsável» pelos campos 724 a 737 do quadro 07.º 1.º 45.º) – Nos termos do n. do modelo 22.º 45.TGIS .º.» 68883 688831 Multas e penalidades Multas fiscais-*não custo fiscal* Juros compensatórios/mora-*não custo* Outras multas contratuais 688832 688833 Vão a este campo as verbas assinaladas a negrito.º 1. não são dedutíveis para efeito de determinação do lucro tributável os seguintes encargos: «As multas. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo. d) – Nos termos do art./inexist. coimas e demais encargos pela prática de infrações. como por exemplo os que resultem de processos de insolvência ou de execução. da declaração modelo 22.º do CIRC. Campo 726 – Encargos evidenciados por sujeitos passivos com NIF inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cessados oficiosamente – art.º.º 1.º do CIRC Outras dívidas – não custo fiscal As dívidas que forem contabilizadas em 6832 irão ao campo 722.º 45.º 3. como tal. terceiro 6888511 6888512 681231 Imposto do selo – suportado 688852 68123123 Verba 23 . juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações – art.º 41. do CIRC. Daí que se proponha o seu lançamento em conta própria. c/ NIF inval.Tít. etc./ letras N/saques 681231231 681231232 N/aceites As indemnizações previstas nas subcontas de 688851 não são custo fiscal e.º. e) – Consideram-se como tal perdas por roubos e perdas por sinistros em existências.º.º. do CIS). credit.º» não são custo fiscal.º 45. n. n.

já que a con- 46 TOC 142 . util. As contas sugeridas são. Por isso. util. Além disso pagam tributação autónoma.º. Todos estes encargos.Nos termos deste artigo e número «as ajudas de custo e os encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador. para ajudas de custo: Nos termos do artigo 38. sempre que a entidade patronal não possua um mapa». simplesmente. + não custo 6322422 Campo 731 – Encargos não devidamente documentados – art.A. pelo que serão acrescidos no quadro 07. Valor de aquisição da viatura 40 000 Limite da Portaria 467/2010 Valor dos alugueres pagos em 2011 Depreciação aceite como custo fiscal 25% s/ 30 000 Valor não aceite como custo fiscal Vai ao campo 732. não são dedutíveis para efeitos fiscais. não devidamen. Sem mapa próprio – T.º 45. n.º do CIRC. mas que não está preenchido com todas as condições exigidas por lei. n. + não custo Pessoal Compens. Esse preço consta no contrato de ALD. mas disso nos encarregaremos em trabalho que sairá no próximo número da Revista TOC. viat. como se calcula o valor que irá a ste campo 732: Em janeiro de 2011 foi feito um contrato de ALD duma viatura ligeira de passageiros cujo valor de aquisição era de 40 mil euros. do modelo 22.º 1.º 45.A. Sem mapa próprio – T. do Q. Sem mapa próprio – T.GABINETE DE ESTUDOS Campo 730 – Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador – art. vulgo quilómetros pagos. g) – Estes encargos são aqueles que se referem a despesas com documento de suporte.A. não documentadas *não custo + TA* Enc. campo 730.º.A.º 1. se não tiverem um mapa próprio.A.A. + não custo Ajudas de custo – pessoal 631822 63224 632242 Não faturadas a clientes 6322421 Com mapa próprio – T. para um prazo de quatro anos. A conta sugerida é: 68882 688821 688822 Não consideradas custos fiscais Desp. Vejamos. Estão neste caso as faturas que dizem. se não estivéssemos perante um contrato de ALD). 62511 625113 6251132 62511321 62511322 62512 625123 6251232 62512321 Gerência Compens. não faturados a clientes.É absolutamente necessário conhecer-se o valor da viatura (o valor porque a mesma seria adquirida. + não custo 6318 Ajudas de custo – gerência 63182 Não faturadas a clientes 62512322 631821 Com mapa próprio – T. f) . viat. 07. h) – Refere-se este campo a viaturas alugadas em regime de locação operacional (ALD – aluguer de longa duração). própria*quilómetros pagos Não faturadas a clientes Com mapa próprio – T.A. própria*quilómetros pagos Não faturadas a clientes Com mapa próprio – T.º 45. Sem mapa próprio – T. n. irão ao campo 731. não são custos fiscais dedutíveis. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais em ativos fixos tangíveis. as contas sugeridas são: Este cálculo tem de ser feito extra-contabilisticamente. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo.º 1. pois não são custo fiscal. então.A. «serviços prestados». ao serviço da entidade patronal. Modelo 22 30 000 9 000 7 500 1 500 Para os encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador.º. documentados * não custo Campo 732 – Encargos com o aluguer de viaturas sem condutor – art.

pois só são consideradas custo fiscal as menos-valias fiscais. por isso.º 45. na parte em que excedam o valor correspondente à taxa de referência Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida ou outra taxa definida por portaria do ministro das Finanças que utilize aquela taxa como indexante.ºs 1. 4 e 5 – Se tiver manifestado a intenção de reinvestir.º 21. publicado em anexo à Portaria 92-A/2011. n. na medida em que.º e 65./ mistas-TA=10%= -Base tributável -IVA não dedut.º do EBF e Estatuto do Mecenato Científico) . Sugerem-se as contas abaixo indicadas.º 23. Sugerem-se as seguintes: Viat.º 48.º 1-j) CIRC* 62429 624291 6242911 -Base tributável Campo 736 – Menos-valias contabilísticas – Devem ser acrescidas neste campo as menos-valias contabilísticas. nos termos do art. sinalizando-se a conta cujo valor vai à declaração modelo 22. então deve acrescer neste campo 50 por cento do saldo positivo apurado no mapa modelo 31. Sugerem-se as seguintes contas: saldo positivo e se não tiver intenção de reinvestir qualquer valor. «consideram-se custos ou perdas os que comprovadamente forem indispensáveis para a realização dos proveitos ou ganhos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora (.º.» 6883 Campo 739 – Diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias sem intenção de reinvestimento – O valor que há de ir a este campo tem de ser apurado no mapa de mais e menos-valias. JANEIRO 2012 47 .º 45.º.GABINETE DE ESTUDOS tabilidade só nos dá o valor dos alugueres pagos.Nesta linha deve inscrever-se o valor dos encargos não indispensáveis para a realização de proveitos ou ganhos. esta regra só se aplica às situações que não se encontrem abrangidas pelas regras aplicáveis aos preços de transferência. j) – Este artigo determina que não são encargo fiscal «os juros e outras formas de remuneração de suprimentos e empréstimos feitos pelos sócios à sociedade. se o sujeito passivo apurou neste mapa (coluna 13) um Campo 752 – Linha em branco . No entanto. lig.Viat.º -1-a)-CIVA ALD .º . modelo 31. Caso se trate de PME (Dec.º 62.)». lançando nas contas apropriadas os respetivos montantes. n./ mistas-TA=20%= -Base tributável -IVA não dedut.. lig.1 – a) – Os encargos com combustíveis não pertencentes à empresa (tem de fazer parte do ativo fixo tangível para o ser).-Lei n.Os donativos não previstos no Estatuto do Mecenato ou para além dos limites aí impostos. quadro 07: Campo 733 – Encargos com combustíveis – Art.º 1. devem ser acrescidos no campo 751 do modelo 22. Assim.IVA não dedutivel (100%) 6871 68711 Alienações Menos-valia contabilística Campo 734 – Juros de suprimentos – Art.Viat. passag. Convém assim que o código de contas preveja contas para as viaturas não pertencentes à empresa.º 42. Campo 751 – Donativos não previstos ou para além dos limites legais (art.5 por cento o spread a acrescer à taxa Euribor a 12 meses. Campo 740 – 50 por cento da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais com intenção expressa de reinvestimento – Art. do CIRC. Contas sugeridas: ALD .. Aquando do pagamento dos juros há que efetuar o cálculo de que é custo e do que não é. então deve mencionar todo esse saldo neste campo.*art. de 4 de março estabeleceu que é fixado em 1. não são considerados custo fiscal e. Sugerem-se as contas seguintes para lançar o valor das menos-valias contabilísticas: 688212 Sem majoração Donativos a organismos associativos Não considerados custo fiscal Quotizações (majoração de 150%) 6882121 68822 6242912 .º -1-a)-CIVA 62611 626111 626112 62614 626141 626142 A portaria 184/2002. de 28 de fevereiro (que atualizou o dossiê fiscal).º 21.*Art.º 372/2007) o spread será de seis por cento. não pertença da empresa*não custo Gasolina 69131 Juros de suprimentos 691311 691312 Juros não excedentes do limite Excesso *Art. não são encargos do exercício. passag.

deve ser acrescentado no quadro 719.otoc. serão consideradas como gasto.º.As mais-valias contabilísticas devem ser deduzidas neste campo.O valor que vai a este campo tem de ser apurado no mapa de mais e menos-valias. levarão a outros desdobramentos do código de contas. mas nos exercícios seguintes.º 18.» Campo 764 – Reversão de provisões tributadas – Art. não aceite fiscalmente. Pela experiência que tenho neste campo específico de planos de contas para as pequenas e microentidades estou convencido que a grande maioria das empresas portuguesas terá toda a vantagem em utilizar o código de contas que é proposto neste trabalho.º. pt (A Ordem . publicado em anexo à Portaria 92-A/2011.º 7 Membro do Gabinete de Estudos da OTOC 48 TOC 142 .Vão a este campo os rendimentos que eram previstos à data de fecho do exercício e que. o plano de contas fica disponível no sítio da Ordem em www. É este o valor a deduzir no campo 774.º . n. temos: Donativo atribuído com majoração de 150 por cento.CIRC Com IVA dedutível – Taxa normal Regime de isenção ou pequenos retalhistas A existir esta situação. Por isso. de 28 de fevereiro (que atualizou o dossiê fiscal). pois só são consideradas custo fiscal as mais-valias fiscais.Gabinete de Estudos).º.º 39. devendo então ser deduzidas no campo 763. do quadro 07.z * Mário Portugal – TOC n.º 35. Portanto: 50% de 5 000 = 2 500 euros. Assim. em partes iguais. 7633 Processos judiciais em curso 6882112 Majoração de 140% Campo 767 – Mais-valias contabilísticas . n. Campo 774 – Benefícios fiscais – Deve deduzir-se neste campo o valor da majoração que incide sobre os donativos. de cinco mil euros: Só a majoração é que deve ser acres- Conclusões Passamos em revista os dados mais relevantes para a grande maioria das empresas portuguesas. São lançados na conta 7881 – Correções referentes a períodos anteriores. vão a este campo os gastos abaixo assinalados: Custos não indispensáveis art.» Estão neste caso as provisões para garantias a clientes e para processos judiciais em curso. Como exemplo. O saldo da conta 78711 corresponde às mais-valias contabilísticas: 6882113 Majoração de 130% 6882114 Majoração de 120% Quotizações (majoração de 150%) 6883 7871 78711 Alienações Mais-valia contabilística Campo 769 – Diferença negativa entre as mais-valias e as menos-valias fiscais . obviamente. os valores serão encontrados nas contas: cida neste campo. não foram contabilizados.º. no que respeita ao correto preenchimento do quadro 07 da declaração modelo 22 do IRC. n. No quadro abaixo sugerem-se as contas para os donativos.GABINETE DE ESTUDOS Assim. Certamente alguns mais existirão.º 1 que não devam subsistir por não se terem verificado os eventos a que se reportam… consideram-se rendimentos do respetivo período de tributação. tendo em vista as necessidades específicas de alguns sujeitos passivos. no próprio exercício (art. 68886 76 Reversões 6882 Donativos 688861 763 De provisões 68821 Considerados como custo fiscal 688862 7631 7632 Impostos 688211 Com majoração Majoração de 150% Garantias a clientes 6882111 Campo 756 – Correções relativas a períodos de tributação anteriores – Art. se o sujeito passivo apurou neste mapa (coluna 13) um saldo negativo deve acrescer o seu valor neste campo. O aspeto genérico deste trabalho não atendeu a esses casos específicos que.º 2 . por qualquer motivo.º 4 – Como foi dito quanto se tratou do campo 719 «já no caso de se verificar uma perda por imparidade.º 35. modelo 31. Campo 763 – Depreciações e amortizações… não aceites fiscalmente como desvalorizações excecionais – Art.º 4). n.º 4 – Nos termos deste artigo e número «as provisões a que se referem as alíneas a) a c) do n.º 23.

a sua filosofia. de 4 da abril. Assim. a tributação autónoma. quer para efeitos de IVA quer para suporte documental do IRC. mas eram acrescidas na modelo 22 – quadro 07. Alves da Silva* As faturas. O fisco.» Como é sabido a noção de «documento equivalente a fatura» nasceu com a introdução do IVA.A CONTABILIDADE E O FISCO A CONTABILIDADE E O FISCO «Considero.º do Código do JANEIRO 2012 49 .º 2 alínea a) e 36. para orientação futura dos TOC. O IVA e os documentos equivalentes Vamos enumerar o tipo de documentos que podem ser enquadrados como «documentos equivalentes a faturas. talões de venda. Os colegas têm de entender que embora o Ministério das Finanças seja só um organismo as formas de atuar são diferentes quer se trate do IVA ou do IRC. de forma simples. om a entrada em vigor da Lei 39-B/94. o fisco arranja sempre receita. quer exista matéria coletável ou prejuízo fiscal. nas referidas sessões. 20 por cento das despesas de representação e das despesas com as viaturas ligeiras. é completamente diferente e as consequências fiscais são gravosas como todos sabemos. é fruto da minha experiência profissional e participação nas chamadas quartas-feiras livres organizadas pela OTOC. não eram consideradas como custo fiscal. que a exigência da nossa Considero. Só que o fisco apurou (o fisco é lento mas chega lá)1 que esta forma de proceder não trazia receita. a partir da Lei 3-B/2000. Um alerta: embora sejam dois impostos diferentes (IVA e IRC). profissão requer três condições essenciais: trabalho. 1 Com este breve contributo pretendo. Vide como exemplo os artigos 19.J. faturas emitidas a zero e a inevitável ligação à fiscalidade: eis alguns dos pontos com paragem obrigatória. o seu enquadra- mento e a forma de atuar dos agentes do fisco (fiscalização). apresentar o essencial para que o TOC tenha sempre presente como deve agir. em geral. notas de débito. só reduzia o reporte dos prejuízos. até informações contraditórias quanto ao conceito fiscal de «documentos equivalentes a faturas». me colocam dúvidas e. de 27 de dezembro. por vezes. isto é. os documentos equivalentes e os problemas legais e fiscais Faturas.º n. e sempre considerei. entendia que estas despesas só em 80 por cento eram aceitáveis para efeitos fiscais. Nasceu assim. C Este pequeno apontamento. vendas a dinheiro. trabalho e mais trabalho» Por A. Ainda hoje. notas de crédito.

se obedecer aos requisitos do art. tal como são definidos nos artigos 3. O que são documentos equivalentes a fatura? Analisando os artigos citados.Vide art.º. n. no plano fiscal. alínea b). vide Código Comercial. lançamento têm uma função bem determinada. o documento base é a fatura e o documento equivalente (à fatura) é.º 29. mais as seguintes naturezas de documentos: -Nota de crédito .º 5.º 30 091/2006. o que é uma fatura? 2 A fatura está desde há muito tempo definida no nosso Código Comercial.º. de acordo com os procedimentos e normas contabilísticas.Faturas globais (vide art. art. de 16 de fevereiro de 1994). fatura só há uma: a do Código Comercial e mais nenhuma. são todos os documentos que dão origem a transmissão de bens e a prestação de serviços. FO69 – 2 003 024. é emitida em triplicado.º 2. Só os retalhistas estão dispensados da emissão da fatura.º do CIVA) e se não tiver faturas (é o caso normal) das duas.º 36.º 21 do SIVA.º 19. . não são homogéneos.º e 4. de 1 de março de 2005). Então.º do Código do IVA.º 36. Filomeno Lourenço de Sousa Leite: «Chama-se fatura ao documento em que o vendedor faz a discriminação completa das mercadorias que vende ao comprador e em que indica as despesas que efetuou. n. n. usado com frequência. As faturas são sempre emitidas em duplicado e se a fatura também servir de documento de transporte. Ver a este propósito o Ofício-Circulado n. todos usamos determinados vocábulos que. 50 TOC 142 .º 787. No entanto. Vejamos o que nos diz o «Compêndio de Noções de Comércio» de A. Ora. E se for um sujeito passivo o adquirente? Neste caso já o retalhista tem de emitir uma fatura nos termos legais (leia-se art. n.º.Nota de débito . n. . n.º 6 do Código do IVA e Proc. n.º 3.º 7.Vide inf. Para casos especiais temos os seguintes: Talões de venda .) Convém ter presente a doutrina dos Ofícios-Circulados 30 091/2006.º 40.º 5.º. alínea b) do CIVA.º 2.º e Código Civil art.º 5 do CIVA e art. .º 3. É evidente que na linguagem comum técnica. n.Faturas emitidas em continuação (vide Decreto-Lei n. art. tem sempre duas colunas: débito e crédito. isto é.º.º 1 206.Modelo oficial da conta dos despachantes .º.º. de 5 de abril.º 29. n.Recibo modelo 6 (recibo verde) – Profissionais liberais – Vide inf. Por curiosidade.º 9.º 7. Nesta enumeração não está inserido o chamado «aviso de lançamento» Este tipo de documento. até 1993 o CAE dos retalhistas era 620 110 a 620 990. art.º 29. é emitida em triplicado.» Portanto.º 21 do SIVA. notas de débito e avisos de Fatura só há uma: a do Código Comercial e mais nenhuma.º 476. de 19 de junho. de 19 de junho. n. do CIVA. a fatura é o documento base da compra e venda.Faturas emitidas por séries (vide informação n. As faturas podem ser elaboradas: . A obrigatoriedade de quantificar e especificar os bens e serviços resulta do exigido pelo Ofício-Circulado 181 044. n.º.º.º.º do Decreto-Lei 198/90. .º 45/89.Vide art. de 6 de dezembro de 1991. e deve ser quando for caso disso.Vide art. As faturas são sempre emitidas em duplicado e se a fatura também servir de documento de transporte.º 1 alínea a) do Código do IVA) e desde que o adquirente seja um particular.º. as notas de crédito. do CIVA.º do Decreto-Lei 198/90. (vide art.º 72. alínea b) e n.A CONTABILIDADE E O FISCO IVA. Será também documento equivalente a fatura? A resposta é sim. art. n. e até a própria Lei.º 1. .podem ser emitidos nas condições do art. Atenção: só podem ser emitidos por retalhistas (CAE 52 120 a 52 630).Recibo de pagamento do IVA que faz parte das declarações de importação – Vide art. como é óbvio. . Só as guias de remessa nunca poderão ser documentos equivalentes a faturas. na nossa vida profissional e na gíria corrente. bem como as vantagens que concede nos preços e as condições de entrega e de pagamento.º 1.º 29.Recibos . de 5 de abril de 2006.º 1 alínea b) e n. de 11 de fevereiro de 1989. .º 72. os usos e costumes.

º 40. . Vendas a dinheiro . é preciso atenção às constantes modificações e até alterações de filosofia. . pois o talão de venda (vide art.) Aqui vão os meus fundamentos para repudiar a emissão de faturas a zero. Qual é. art. Só que o Código do IVA.Para efeitos do IRC (art. (vide art.º) A fatura só deve ser emitida para coisas vendidas.Depois de ter corrido muita tinta e o fisco ter feito muita guerra.Não há.No documento de circulação.º 2.º do Código Comercial.º.º do IRC. principalmente para os TOC que têm a seu cargo a contabilidade das farmácias. de 24 de março de 2005.Código Comercial (art. .º 3. como é óbvio.No documento de quitação da entidade beneficiária da oferta.º 40. .º 19. através do talão de venda. desde que obedeçam a todos os requisitos exigidos. então.º. Chama-se fatura ao documento que o vendedor emite ao comprador.º 23. É neste ponto que o TOC tem a tendência suicida de exercer o direito à dedução do IVA.º 40. A título de exemplo: . .º 29.º. do CIVA) é documento válido para efeitos de dedução do IVA.Tem que ser emitida fatura (o contrato por si só não chega). n.IVA (ofertas) .Faturas emitidas a zero . não contém: .º 4 do CIVA).Só é obrigatório indicar esta circunstância se a fatura for também documento de transporte.º. . com a discriminação completa das coisas vendidas. n. a oferta é uma ficção de transmissão. a diferença entre uma fatura e um talão de venda para efeitos do IVA? É muito importante.Contratos de venda a prestações . a ser cumprida com o rigor que se impõe.A rqu iva mento e conser vação de fat u ras e/ou outros documentos (caso dos formu lá rios) . .A CONTABILIDADE E O FISCO uma: ou não vende ou tem de emitir fatura. n.são documentos equivalentes a faturas. O fisco.Faturas processadas por computador . de 12 de fevereiro de 1988 esclareceu que os talões de gasolina poderiam só conter a matrícula do veículo e o número fiscal do adquirente. Em resumo: em circunstância alguma o talão de venda. .A identificação do cliente.º 4 do CIVA. Está em vigor desde 1 de janeiro de 2004.Retomas .º do CIVA). de 8 de maio de 2002. pelo Ofício-Circulado 12 354.º do CIRC. devia ser bonito de se ver.Não faz referência à tipografia que procedeu à sua impressão.) Alerto que a dispensa de faturação não implica a inexistência de documento comprovativo da operação.º 3 alínea f) do Código do IVA não obriga a emitir fatura pois. deverá conter a identificação da pessoa singular ou coletiva a quem irá ser atribuída a oferta. (art. como é óbvio). pois se o valor é zero.º 40.» Esta exigência.º) permito-me transmitir a posição do fisco para o caso concreto de uma oferta: «De modo a permitir a identificação do destinatário da oferta e comprovar a indispensabilidade do custo para a realização dos proveitos de acordo com o corpo do art. a fatura de compra ou o documento interno justificativo do lançamento relativo à oferta. uma compra e uma venda. de 18 de maio de 1998 e o Ofício-Circulado 2 937. de 8 de janeiro de 1998. . . n.É sempre exigida a emissão de fatura no caso de retomas (vide art.º 23. sujeito passivo adquirente. como por exemplo: . têm de ter presente o Ofício-Circulado 566 222. para efeitos de IVA. . é uma oferta e não uma coisa vendida (vide o velhinho art.O art. mas o talão de venda pode servir de documento comprovativo da despesa para efeitos do IRC (desde que obedeça à filosofia do art. (vide art.º 2. não lho permite. finalmente cedeu e passou.Talões de venda/revendedores de combustíveis: Seg uem a regra atrás descrita para cada tipo de documento emitido pelas gasolineiras. O IVA deverá ser regularizado (caso se tenha antes deduzido) num documento interno. n. n. por isso.º 23. pois se o quiserem deduzir têm que exigir uma fatura.º.º 476.Aconsel ho a leit u ra do Ofício 81 358/2002.Máquinas automáticas dispensadas de talões de venda .Os TOC que têm a seu cargo a contabilidade deste tipo de clientes JANEIRO 2012 51 .Documento interno próprio da Contabilidade (aviso de lançamento).º 476. .Faturas (segundas vias) .º 3 do CIVA). Curiosidades É evidente que o fisco tem coisas que o comum dos mortais não tem e. isto é. próprio do sistema contabilístico da empresa. após o Ofício-Circulado 30 074.º. . É bom lembrar que o fisco considera a retoma como uma transmissão de bens. a considerar válidas as segundas vias das faturas dentro das condições do Ofício-Circulado atrás citado.

62 a 65 e 66 e 67 dos autos a defenderem o descontrole não só da contabilidade. Todos os países da UE exigem para efeitos de IVA as mesmas especificações nos documentos. são o tipo de documento que. de 1956). pois se o quiserem deduzir têm que exigir uma fatura.º. o fisco levou algum tempo a mudar a sua filosofia e hoje quando apura as vendas presumidas o valor é igual para corrigir o IVA e o IRC. É a vida.º 40. Conclusão O princípio da documentação está devidamente explicitado no Código Comercial. a inscrição destas na contabilidade tem de ser apoiada em documentos justificativos. aponta para as exigências do suporte. J.º 01023/05 (Relator Lucas Martins). artigos 32. n. aliás bem elaborada. merecem a qualificação de «documentos equivalentes» a estas últimas. isto é. a Portaria 994/99. justificando o injustificável. Aproveito para alertar os TOC que devem ter cuidado e fazer tudo o que estiver nas vossas mãos para evitar que o fisco aplique os chamados métodos indiretos pois. (art.Sul. ou seja. fitas de máquina registadora. como da própria atividade administrativa. de acordo com o acórdão do TCA . As notas de crédito. 3 Alerto para as consequências da chamada «Operação Self-Service» da burla informática e fraude fiscal relativamente ao software designado por «Sim Sim». 2 Como sabem. Conheço casos de absoluta negação ao cumprimento desta exigência. de 1 de março de 1994 e Ofício n. de 5 de novembro. A propósito de uma fiscalização efetuada a um sujeito passivo. de 17 de fevereiro de 1999 – Recurso 20 593 definiu o que se chama fatura. as vendas presumidas não eram iguais para o IVA e IRC.º 11 023/05. Não há «faturas negativas. de 11 de setembro de 1997. tirados da «Revista Jurisprudência».º 4 do CIVA). n.º 40. retirei esta conclusão dos «Agentes do Fisco» (este relatório está publicado): «A contabilidade é uma ciência rigorosa e exata até por força da lei e não um mero borrão de merceeiro como inculca a prova testemunhal mormente a produzida pelo diretor administrativo e pelo contabilista da impugnação a fls. Felizmente. Espantoso. Alves da Silva Membro honorário da OTOC TOC n. não era? Nem os próprios agentes do fisco sabiam explicar as diferenças. até impõe. assim como as de débito. aplica os métodos indiretos. (nunca consegui saber porquê) aplicava para o IVA e para o IRC valores diferentes.º 256/2003. de 21 de outubro de 2003. E sabem os meus leitores que o fisco. o que sucede? É evidente que o fisco.º do CIRC. a «Contabilidade não pode admitir. n. ou seja. em tempos passados. a maioria dos TOC não liga.º. não há registo contabilístico sem o suporte do documento passado de forma legal. N. que nos documentos se identifiquem as contas a movimentar. Se não houver talões de venda. naturalmente. pesem os bons ordenados auferidos. calcula aquilo a que se chama vendas presumidas. Aguardemos o futuro. qualquer lançamento nas suas contas ou livros que não possuam uma peça de apoio que lhe sirva de fundamento» (elementos re- Em circunstância alguma o talão de venda. na prática. de 20 de dezembro e Decreto-Lei n.A CONTABILIDADE E O FISCO devem ter presente os Ofícios-Circulados 1 625. 3 z *A. fature (francês). de 1 de março de 1994 e 22 654. Como é evidente.º 92 221. sistema este que manipulava o registo das vendas. ou seja. nem aceitar como exato. (vide art. para além de outras situações. o termo fatura é universal só que o nome é que é diferente: fatura (português). Vide Diretiva 2001/115 CE. o fisco socorre-se deste método porque o sujeito passivo contabiliza as vendas sem qualquer apoio documental (muitas vezes é só um documento interno) e o balancete do razão apresenta o saldo/caixa/credor. proferido no Rec.º 2. seja qual for o sistema técnico/administrativo de controlo das vendas.º 15 Notas 1 Acórdão TCA Sul – Proc. Aliás. uma vez verificados os restantes requisitos formais impostos pelo Código do IVA para as facturas.» Os franceses dizem facture rectificative ou note d’avoir (a nossa nota de crédito).º e 115.» O itálico é meu. invoice (inglês) e rechnung (alemão). Lembro aqui que o Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo. 52 TOC 142 . do CIVA) é documento válido para efeitos de dedução do IVA. Também não vejo como é que a fatura eletrónica possa ser negativa. Assim.

com meios financeiros próprios limitados e necessidades a satisfazer. Nesse sentido. abertura e simplicidade. nas palavras de Michel Bouvier. Na verdade. como acontece atualmente. publicado em 1998. exigiu que o governo preparasse um documento anual de estratégia orçamental sujeito a escrutínio público. as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. mas devem exigir igualmente o controlo da gestão. a responsabilidade. a análise dos resultados e a apreciação do custo e do benefício. O princípio da responsabilidade tem longa tradição fundamentalmente no direito financeiro anglo-saxónico e adquiriu uma grande relevância na legislação da Nova Zelândia e de outros países da OCDE. que representa. Na Austrália. o Charter for Budget Honesty. a sua própria vaidade. a ver se o cidadão realmente obtém a contrapartida do seu próprio sacrifício.COLABORAÇÃO IDEFF COLABORAÇÃO IDEFF Responsabilidade financeira em tempos de crise O papel do Tribunal de Contas é determinante no apuramento das responsabilidades financeiras e não deve estar espartilhado. cumpre ao direito minimizar os riscos da decisão financeira criando mecanismos que coartem as práticas abusivas e fortaleçam os mais básicos dos direitos fundamentais. é através do Fiscal Responsibility Act neo-zelandês de 1994 que são introduzidos pela primeira vez o princípio responsabilidade num quadro de disciplina financeira. Por Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins* | Artigo recebido em janeiro de 2012 A política financeira sofre atualmente uma crise de legitimidade. A legitimidade financeira baseia-se em três grandes princípios: o equilíbrio orçamental. Este novo estádio surge a partir do momento em que o equilíbrio orçamental descobriu. expressão ambígua. na pintura de naturezas mortas. a expressão alegórica do vazio terreno e humano. A esta iniciativa seguiram-se as iniciativas dos ordenamentos australiano e inglês. A ideia de vaidade provém do francês vanité. Nesse sentido. a aceitação e a justificação do próprio Estado. A nova perspetiva da responsabilidade Concentremo-nos na responsabilidade. O equilíbrio orçamental será respeitado pelo legislador apenas se e enquanto a conjuntura económica o permitir. Entendemos por legitimidade um conceito que reúne o consenso. no qual prevê objetivos de JANEIRO 2012 53 . não estando classicamente sujeito a qualquer tipo de monitorização direta. A transparência é um princípio implícito e exige que toda a atividade financeira deve desenvolver-se segundo os ditames da clareza. a transparência.

pela primeira vez. No caso português. as Regiões Autónomas e os municípios. este princípio encontra um reflexo direto no conceito de responsabilidade financeira. E essa entidade seria o Tribunal de Contas. O Código identifica princípios que devem estar na base da criação e manutenção da política financeira. do controlo político e do controlo financeiro jurisdicional. que é o resultado da conjugação de três tipos de controlo: o controlo administrativo. que foram violados os limites de endividamento dessa região.COLABORAÇÃO IDEFF médio (até três anos) e de longo prazo (com mais de três anos). introduziu. que deveria ter aplicação plena. do Reino Unido. não concentra. Monopólio do Tribunal de Contas? Não obstante a declaração de intenções apresentada. a efetivação da responsabilidade financeira. A própria natureza do controlo. justa e eficiente. um Código de Estabilidade Financeira (Code for Fiscal Stability) que exige que a política financeira seja conduzida de forma transparente. o que a torna numa figura um pouco sui generis. Apresentamos dois exemplos para daí tirarmos algumas conclusões. mas não tem. atualmente. permitem que o ministro das Finanças. bem como as respetivas exigências de transparência. no sentido de se criar uma entidade que concentrasse o controlo e a efetivação da responsabilidade decorrente dos três tipos de controlo. o controlo político e o controlo jurisdicional. responsável. olhamos para um exemplo de um instrumento de aplicação das regras decorrentes do pacto de estabilidade que é o instrumento utilizado pelo ministro das Finanças na redução das transferências entre o Estado. estável. Em primeiro lugar. no caso de incumprimento dos limites de endividamento. a nossa opinião é de que o Tribunal de Contas. no caso de apurar que o endividamento de uma região autónoma/município excede uma determinada percentagem das respetivas receitas correntes do ano anterior. efetue uma redução «nas transferências do 54 TOC 142 . isto é. sofreu um processo evolutivo. que pertencia. Em 1998. desde o século XIX. na execução e no controlo das contas. isto é. inicialmente. do controlo administrativo. O que acontece neste caso concreto é que. quer a Lei de Finanças das Regiões Autónomas quer a Lei das Finanças Locais. ao parlamento. o Finance Act.

a qual.º 3. reg ularidade e correção económica e financeira da aplicação dos mesmos dinheiros e valores públicos. mesmo que não tipificada.» Diríamos que. Até 2006. a jurisdição do Tribunal de Contas era subjetiva. embora já se verifique uma evolução. de valor ig ual ao excesso de endividamento. é o empréstimo negociado com a troika. por exemplo. no artigo 2. O que acontece é que a partir de 2006 a jurisdição do Tribunal de Contas passa a ser objetiva porque identificamos.º 61/2011 No ordenamento português ainda há muito por fazer no campo da responsabilidade.º 61/2011. controlo do Tribunal de Contas nacional. deveria dar lugar à pronúncia por parte do Tribunal de Contas. Alargamento do âmbito de fiscalização do Tribunal de Contas pela Lei n. mais recentemente. em termos práticos. na implementação deste tipo de consequência do endividamento excessivo. a qualquer título. z *Assistente da Faculdade de Direito de Lisboa Vogal da Direção do IDEFF JANEIRO 2012 55 . na prática. nesse sentido que. quando um consultor jurídico precisava de saber se aquele ato estaria submetido. mas não sabemos se. de 7 de dezembro.ª alteração da LOPTC. uma vez que as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. a visto ou estaria submetido à jurisdição do Tribunal de Contas bastaria olhar para o catálogo constante do artigo 2. não há dúvida. É. a Lei n. que implica a reposição da estabilidade financeira. o Governo e a jurisdição administrativa e financeira. a responsabilidade é uma garantia da legitimidade na tomada das decisões financeiras. Este direito de sequela significa que estão ainda sujeitas à jurisdição e ao controlo financeiro do Tribunal de Contas as entidades de qualquer natureza que tenham participação de capitais públicos ou sejam beneficiárias. uma vez que as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. no âmbito da competência do Tribunal de Contas desde 2006. porque a sua jurisdição não abarca a opção política que. na medida em que diz respeito a uma situação que está a ser vivida em Portugal. que este deve estar concentrado exclusivamente nesta entidade e não espartilhado. aliás. por isso. em função da natureza da entidade. O segundo exemplo. são um ato administrativo. o direito de sequela dos dinheiros e valores públicos. n. de dinheiros ou outros valores públicos.°. sabe¬ria se ficava ou não sujeita à jurisdição. na medida necessária à fiscalização da legalidade. a análise dos resultados e a apreciação do custo e do benefício.° da Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas e. se inter-relaciona com a questão da responsabilidade financeira. o Tribunal de Contas deveria ter uma palavra a dizer e não a tem. naturalmente. isso sucederá ou se dependerá de pedido do próprio FMI ou BCE ou da Comissão Europeia. envolvendo um conjunto de atos políticos. Assim. Em suma. importa saber se estes estariam sujeitos a intervenção do Tribunal de Contas. ou seja. o papel do Tribunal de Contas é determinante no apuramento das responsabilidades financeiras e é. não se pode dizer que o Tribunal de Contas tenha o monopólio no apuramento e julgamento das responsabilidades financeiras. como acontece atualmente entre o Parlamento.COLABORAÇÃO IDEFF Estado que lhe sejam devidas no ano subsequente. mas devem exigir igualmente o controlo da gestão. criando-se. A nossa resposta é afirmativa. porque os únicos casos concretos dos quais resultaram a aplicação destas retenções. mas que corporiza um tipo de responsabilidade financeira. um tipo de empréstimo corporizando numa obrigação geral do Estado e que. procedeu à 7. assim. nomeadamente nas regiões autónomas. alargando o número de entidades e dos contratos sujeitos a fiscalização prévia. uma zona cinzenta da qual está ausente o A responsabilidade é uma garantia da legitimidade na tomada das decisões financeiras. este mais presente para todos nós.

no limite. como garantias idóneas a garantia bancária. a cobrança da dívida exigida em processo de execução fiscal suspende-se em virtude de apresentação de reclamação graciosa. o acionamento destes meios impugnatórios.º 3 do artigo 85. a cobrança coerciva implicará a execução – penhora e venda – dos bens patrimoniais das pessoas responsáveis pelo pagamento da dívida exequenda e acrescido. burocrática e desproporcionada aos interesses dos agentes processuais. seja concedida ao executado isenção de prestação de garantia.º da Lei Geral Tributária (LGT) e do artigo 169.º 3 do artigo 36.º da Lei Geral Tributária representa uma nota regressiva.º do CPPT. Porém. ou de dedução de oposição judicial que se destine a discutir a inexigibilidade da dívida exequenda. o órgão da execução fiscal está proibido de conceder moratórias ou de suspender o processo de execução fiscal . Em face dos normativos do artigo 52. é extraída logo que findo o prazo de pagamento voluntário e o credor verificar que o sujeito passivo da relação jurídica creditícia não efetuou o pagamento da dívida.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT). o devedor beneficia de meios processuais para invocar a ilegalidade da liquidação ou a inexigibilidade da dívida exequenda. a caução. A certidão de dívida que serve de base à instauração da execução fiscal. pela celeridade e pela eficácia na realização dos créditos das entidades exequentes. Se a ausência de pagamento persistir. em alternativa. a boa-fé e o interesse público subjacente à cobrança dos créditos exequendos.º 5 do artigo 52.º da LGT e n. não de forma total e absoluta. o seguro caução. e que materialmente consubstancia um título executivo. só por si. como a proporcionalidade. não é suficiente para obter a suspensão do processo de execução fiscal. a hipoteca e o penhor. que tenha por objeto a ilegalidade da dívida. desde que seja prestada garantia idónea ou.COLABORAÇÃO ISCAL A prestação de garantia no processo de execução fiscal O regime de caducidade consagrado no n. Sob pena de ilegalidade ou de violação do princípio da indisponibilidade dos créditos tributários. a igualdade. A avaliação sobre a idoneidade e suficiência da garantia oferecida pelo executado está cometida à administração tributária. Por Jesuíno Alcântara Martins* | Artigo recebido em janeiro de 2012 processo de execução fiscal tem por finalidade a cobrança coerciva das dívidas ao Estado e a outras pessoas coletivas de direito público e caracteriza-se pela simplicidade.n. fora das situações enunciadas ou de outro motivo expressamente previsto no CPPT 1. recurso ou impugnação judicial. Daqui decorre que o legislador deixou à administração 56 TOC 142 . Sendo de sublinhar que o legislador elegeu. a qual deve ser feita em função de princípios jurídicos. Para tutela plena e efetiva dos seus direitos e interesses legalmente O protegidos.

º 64-B/2011. editais. a qual. tributária margem discricionária suficiente para que esta. nos termos do n.COLABORAÇÃO ISCAL Que sentido faz obrigar o executado a renovar o pedido de isenção de prestação de garantia quando este direito resulta de uma decisão judicial. o que implicará o pagamento pelo executado. 2 De igual modo. Porém. designadamente. porquanto. ainda que a penhora tenha sido da iniciativa dos serviços da entidade exequente. a garantia terá de ser de um valor igual ou superior ao valor da dívida exequenda.º do CPPT estabelece que o executado que não der conhecimento da existência de processo que justifique a suspensão da execução fiscal responderá pelas custas relativas ao processado posterior à penhora.º 2 do artigo 169. possa percecionar como garantia qualquer outro meio suscetível de assegurar a efetiva cobrança dos créditos exequendos. na redação introduzida pela Lei n. o valor de qualquer garantia a prestar ou a constituir em processo JANEIRO 2012 57 .º 4 do artigo 199. o órgão da execução fiscal procede à penhora de bens. que procede à verificação da existência dos pressupostos previstos no n. discordar da efetivação da responsabilidade subsidiária. das despesas relativas à publicação de anúncios. ou pretender invocar qualquer outro fundamento de ilegalidade ou de inexigibilidade da dívida. por discordar das correções feitas à matéria tributária. consequentemente. na ausência de prestação de garantia por iniciativa do devedor. logo que terminado o prazo de pagamento voluntário. na redação introduzida pela Lei n.º3-B/2010. a efetivação da igualdade entre os contribuintes e eliminar fatores de discricionariedade a administração tributária criou abundante doutrina administrativa sobre a temática da prestação/constituição e a dispensa/isenção de garantia idónea em processo de execução fiscal3. cuja invocação e prova tem de ser feita em requerimento apresentado pelo executado. juros de mora calculados até à data da entrega do requerimento.º do CPPT. Aliás. de 28 de abril (Orçamento do Estado para 2010) no n. O executado necessita que seja determinada a suspensão do processo de execução fiscal sempre que seja sua intenção discutir a legalidade da liquidação ou a inexigibilidade da dívida exequenda e acrescido. o requerimento do interessado só determinará a suspensão da execução fiscal após a apresentação da garantia. e terá de ser apresentada por iniciativa do devedor e. em caso de existência de causa justificativa. deverá observar o disposto nos n. de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012). Isto é. Este aspeto é de relevante importância. tem de ser considerada idónea e.º 4 do artigo 52. manifestar a intenção de apresentar meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou exigibilidade da dívida exequenda e requerer a suspensão da execução fiscal.º do CPPT.º do CPPT. e a totalidade das custas processuais. de 30 de dezembro.ºs 6 e 7 do artigo 199.º 64B/2011. Requerimento e garantia Esta circunstância é que levou o legislador a introduzir.º do CPPT. motivada por uma decisão de indeferimento prévio do órgão da execução fiscal.º da LGT para a concessão de dispensa de prestação de garantia.º 9 do artigo 169. um novo normativo que permite ao devedor. deve ser determinada a suspensão do processo de execução fiscal. através da lei n. nos termos previstos no n. eventualmente desnecessário. A intenção discutir a legalidade da liquidação O normativo do n. é o órgão da execução fiscal. acrescido de 25 por cento da soma daqueles valores. entidade que dirige a tramitação do processo de execução fiscal. desde que suficiente para pagamento da dívida exequenda e acrescido. No sentido de garantir uniformidade de procedimentos. a qual terá de ser idónea e suficiente. pretender invocar a caducidade do direito à liquidação do tributo ou a prescrição da dívida. e outro processado inerente à venda dos bens penhorados.º 7 do artigo 169. em face da celeridade e eficácia revelada pelo sistema de cobrança coerciva da Administração Tributária e Aduaneira (ATA). Todavia. em termos de valor e extensão. na estrita observância dos princípios jurídicos supra enunciados. é hoje regra a execução fiscal atingir a fase processual da penhora de bens quando ainda estão a decorrer os prazos legais para o devedor acionar os meios impugnatórios com vista à tutela plena e efetiva dos seus direitos e interesses legalmente protegidos.

º 2 do artigo 169.º do CPPT – e a sua duração tem de ser até à decisão do pleito. A invocação e a prova dos pressupostos para usufruir da dispensa/isenção de prestação de garantia são um ónus do devedor – n.º da LGT. Como corolário do referido.º do CPPT.º do CPPT. o processo de execução fiscal é instaurado muito antes do termo do prazo legal para interposição da reclamação graciosa ou da impugnação judicial.º da LGT.º 4 do artigo 52.COLABORAÇÃO ISCAL de execução fiscal é determinado em função desta regra – n. na redação introduzida pela Lei n. o pedido de dispensa/isenção de garantia tem de ser efetuado no próprio requerimento que solicitar o pagamento fracionado em prestações mensais – n.º-A do CPPT. inclusive. do CPPT.º 3 do artigo 199. pertence ao devedor a iniciativa da apresentação da garantia. Se.º 7 do artigo 169. importa sublinhar que o efeito suspensivo atribuído à reclamação graciosa pela norma da alínea f) do artigo 69. ao referir que a garantia é prestada no prazo de dez dias a contar da notificação para o efeito.º do CPPT. da Direção de Serviços de Gestão de Créditos Tributários. na medida em que atualmente.º 6 do artigo 199. acrescida de três meses. o devedor não formalizar a sua intenção apresentando o correspondente meio processual ficará sem efeito a suspensão e o processo de execução fiscal prosseguirá a normal tramitação. terão sim é de o suspender logo após a instauração.º 2 do artigo 200. Aquelas normas só terão alguma relevância material se o sujeito passivo da relação jurídica tributária ou contributiva apresentar a reclamação ou a impugnação judicial antes do termo do prazo de pagamento voluntário. No caso de pedido de pagamento em prestações.º 1 do artigo 74. para efeitos de execução da garantia prestada – n. é praticamente insuscetível de operacionalizar.º ambos Não compreendemos como é que o legislador optou por burocratizar o instituto da dispensa/isenção de prestação de garantia.º do CPPT. e em regra. Em face da norma do n. Na ausência de garantia ou na impossibilidade de a prestar.º do CPPT.º 7 do artigo 199. e desde que a insuficiência ou inexistência de bens não seja da responsabilidade do executado – n. penalizando o devedor com a obrigação de todos os anos ter de efetuar um novo pedido de isenção. sempre que a causa de suspensão da execução fiscal for um meio processual gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou exigibilidade da dívida. até ao termo dos prazos legais. Porém. em regra. o executado só logrará obter a suspensão da execução fiscal caso o órgão da execução fiscal determine a sua dispensa/isenção.º 60 077. da qual. de 29 de julho de 2010. nesta hipótese não nos parece que os serviços da administração tributária ou da administração da Segurança Social estejam impedidos de proceder à instauração do processo de execução fiscal. Só quando a causa de suspensão for o pagamento em prestações legalmente autorizado é que a prestação/constituição da garantia ocorrerá na sequência e no prazo constante da notificação realizada para o efeito pelos serviços da administração tributária – n. Esta apenas ocorrerá mediante o reconhecimento da existência dos respetivos pressupostos legais que consistem na circunstância da prestação de garantia causar prejuízo irreparável ou existir manifesta falta de meios econó- micos revelada pela insuficiência de bens penhoráveis para pagamento da dívida exequenda e acrescido. sem prejuízo da caducidade da garantia nos termos previstos no artigo 183. o que legalmente é possível.º 4 do artigo 103. e ainda no caso do requerimento a manifestar a intenção de o apresentar – n. A concessão de dispensa/isenção de prestação de garantia está dependente de impulso processual do devedor a efetuar no prazo de 15 dias a contar da apresentação do meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou da exigibilidade da dívida. resulta uma decisão de indeferimento do pedido 58 TOC 142 .º 64-B/2011. e designadamente por causa da celeridade do sistema de cobrança coerciva.º e à impugnação judicial pela norma do n. de 30 de dezembro. limitando-se a administração tributária a proceder à sua avaliação. A apreciação dos pedidos de isenção de garantia é realizada pelo órgão de execução fiscal em função da apertada e inflexível doutrina administrativa constante do Ofício-Circulado n.

nos termos já previstos no artigo 276.º de 29 de julho de 2010.5BE- PRT. é nossa convicção que não é possível adivinhar o futuro. o 1. através da lei n.º do CPPT. do STA. A primeira equivalerá a reconhecer a inutilidade do novo pedido. Ofícios-Circulados n. sendo que na ausência de novo pedido. Uma resulta da circunstância da necessidade de renovação da isenção não ser imputável ao executado. Porém. aliás. em prejuízo da simplicidade e da celeridade. da Direção de Serviços de Gestão dos Créditos Tributários (DSGCT). traduzido na circunstância da decisão que conceder a isenção ser válida pelo prazo de um ano e a sua continuidade estar dependente de novo pedido a efetuar no prazo de 30 dias a contar da notificação da administração tributária para o efeito. Proc. Ora. de 30 de dezembro.º 5 do artigo 278. consequentemente. a qual pode demorar vários anos a ser proferida.º e o 2. ter optado por onerar o executado com esta obrigação processual. JANEIRO 2012 59 .º do CPPT. A intenção do legislador é sempre boa e positiva. assim.º e da alínea d) do n. Regime de caducidade da isenção de prestação de garantia Com o propósito de acautelar os interesses do credor tributário e assegurar a prossecução do interesse público subjacente à realização da cobrança coerciva. Qualquer uma das situações se nos afigura má.º da LGT. a nosso ver. TCAN. Este regime de caducidade motiva-nos alguma perplexidade. não compreendemos como é que o legislador optou por burocratizar o instituto da dispensa/isenção de prestação de ga- rantia. o órgão de execução fiscal poderia proceder à penhora dos bens do executado. e caso o contexto factual deste novo pedido seja igual ao do primeiro pedido. e o 3. O regime de caducidade consagrado no n.º 64-B/2011. DE 30 de novembro de 2011. obrigar à interposição de nova reclamação para o juiz do tribunal tributário.º 1423/11.º de 30 de agosto de 2010. sendo que. a segunda consubstanciará um ónus demasiado amplo para o executado e para todos os contribuintes. vamos esperar que os factos demonstrem a iniquidade da nossa análise. Relator Isabel Marques da Silva. Com efeito. é levantada a suspensão do processo de execução fiscal. celeridade e eficácia exigíveis a uma administração moderna e inovadora. nos termos do artigo 276. o legislador. em face do grau de informatização da tramitação do processo de execução fiscal. por parte do juiz. Normalmente. motivada por uma decisão de indeferimento prévio do órgão da execução fiscal.º do CPPT. teria sido preferível determinar que. atenta a capacidade de ação do sistema de cobrança coerciva.º 5 do artigo 52. o reconhecimento da existência dos pressupostos legais que permitem a dispensa de prestação de garantia.º 5 do artigo 52. caso o considerasse ilegal. os executados têm êxito uma vez que logram obter. Ac. em face do novo pedido. que neste caso concreto seguem as regras dos processos urgentes – n.ª secção. é desproporcionada por duas ordens de razões.º do CPPT – com prejuízo dos processos judiciais tributários verdadeiramente relevantes.º 3 do artigo 278. a tutela dos interesses do credor tributário. obtendo-se. na medida em que. 3 Cfr. Ac. penalizando o devedor com a obrigação de todos os anos ter de efetuar um novo pedido de isenção. poderia reclamar para o tribunal tributário. traduz uma nota regressiva. na sequência do conhecimento do ato de penhora. estar-se-á a contribuir para o congestionamento do sistema de justiça tributária com o fomento de pequenos processos. 2ª Secção. nos termos dos normativos dos artigos 276. Relator Nuno Filipe Morgado Teixeira Bastos.º 60 076. perante o conhecimento da cessação dos pressupostos que determinaram a isenção/dispensa da garantia. A solução encontrada é que pode vir a revelar-se desadequada à realidade.º 558/10. introduziu no n.º da LGT um regime de caducidade da isenção de prestação de garantia. como não pretendemos fazer futurologia. esta decisão motiva uma reclamação para o juiz do Tribunal Tributário. burocrática e desproporcionada aos interesses dos agentes processuais. 2. num número apreciável de situações. mas sim ser motivada pela morosidade da decisão do processo judicial tributário. à luz de paradigmas de simplicidade. A outra prende-se com o facto do legislador. a realizar anualmente. Esta obrigação. da desmaterialização dos atos processuais e das fontes de informação de que a administração tributária pode beneficiar. e este. de 18 de agosto de 2010.COLABORAÇÃO ISCAL de isenção/dispensa de prestação de garantia. 60 077 e 60 078. Para reforçar esta perspetiva de análise pergunta-se que sentido faz obrigar o executado a renovar o pedido de isenção de prestação de garantia quando este direito resulta de uma decisão judicial. irá agora o órgão da execução fiscal deferir o pedido por adesão à fundamentação da decisão judicial ou irá indeferir de novo a pretensão do devedor e. z * Licenciado em Direito Assistente convidado do ISCAL Notas 1 Cfr. porquanto. 2 Cfr. ou de indeferimento do novo pedido. Proc. por esta via.

º e nos artigos 15.º do CIVA2. as entregas de bens móveis corpóreos produzidos ou montados sob encomenda. Por Rui Laires* | Artigo recebido em dezembro de 2011 N a noção de transmissão de bens para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado (IVA). a alínea a) do n. Para se entender o fundamento das disposições internas em referência – cujo objetivo é clarificar o âmbito das noções genéricas de transmissão de bens e prestação de serviços. pelo empreiteiro. Por seu turno. isto é. na eventualidade de o fornecimento da totalidade dos materiais não incumbir ao sujeito passivo que produziu ou montou os bens móveis corpóreos. de 10 de abril de 1995. que a qualificação como prestação de serviços seja prejudicada se o fornecimento de materiais pelo cliente for de considerar insignificante.º 6 do mesmo artigo 4. inserem-se. de 28 de novembro de 2006 (Diretiva do IVA).FISCALIDADE Tributação em IVA de trabalhos de tipografia. em princípio. não contêm. Até à sua revogação pela Diretiva 95/7/CE. Por outro lado. a entrega ao cliente. para efeitos deste imposto – cumpre recordar os respetivos antecedentes. nos termos da alínea e) do seu n. no todo ou em parte. de um bem móvel por ele fabricado ou montado com 60 TOC 142 .º da Sexta Diretiva conferia aos Estados membros a possibilidade de qualificarem como transmissão de bens «[a] entrega de um bem móvel por força de um contrato de empreitada. nos n. especificidades e jurisprudência que ajudam a sustentar o IVA aplicado a diversas operações.º 3 do artigo 3. No sistema comum do IVA. ao próprio cliente. repografia e restauro de livros Conheça conceitos fundamentais.º do Código do IVA (CIVA). quando a totalidade dos materiais necessários seja fornecida pelo sujeito passivo que os produziu ou montou.º a 19.º 1 do artigo 14. respetivamente. o n. do Conselho.º do CIVA.º e 26.º 5 do artigo 5.º 3.º e 27. constante do artigo 3. incluindo as atinentes à qualificação da natureza das operações tributá- veis como transmissões de bens ou como prestações de serviços. a operação.º ou à alínea c) do n. mas.º 2 do artigo 4. qualquer disposição de teor equivalente à alínea e) do n. é de qualificar como prestação de serviços para efeitos do IVA.º da Diretiva 2006/112/CE. Reportando-se a esta alínea c) do n.º 2. porém.ºs 2 e 3 do artigo 14. nuns casos de adopção obrigatória pelos Estados membros e noutros de adopção facultativa. do Conselho.1 As regras de incidência do imposto previstas na Diretiva do IVA. porém.º prefigura. os conceitos genéricos de transmissão de bens e de prestação de serviços constam do n.º 1 do artigo 24.º e do n.º 2 do artigo 4.º da Diretiva do IVA vêm enunciadas operações consideradas assimiladas a transmissões de bens ou a prestações de serviços. ao abrigo do disposto na alínea c) do n.

pelo dono da obra ou por ambos. a não inclusão no âmbito da referida alínea a) das entregas de bens móveis inteiramente criados com base em materiais fornecidos pelo empreiteiro só pode significar que a entrega ao cliente. através da alínea e) do n. no todo ou em parte. pura e simplesmente. passou a ser sempre de qualificar como prestação de serviços a entrega de um bem móvel que não tenha sido produzido totalmente a partir de materiais fornecidos pelo empreiteiro.º 1 do artigo 14. atualmente vertido no n. independentemente de os materiais necessários à execução das mesmas serem providenciados pelo empreiteiro. já que não faria sentido que a alínea a) em apreço concedesse aos Estados membros a possibilidade de qualificarem como transmissão de bens a execução de uma obra a partir de materiais fornecidos pelo cliente e. por inserção no respetivo conceito genérico. de 26 de outubro. Nessa altura.º 3 do seu artigo 3. Com efeito. não seria possível adotar uma interpretação diferente. Esta norma vigorou até à sua alteração pelo Decreto-Lei n. deixando os conceitos genéricos de transmissão de bens ou de prestação de serviços operar por si próprios.º 3 do artigo 3.º 5 do artigo 5.º JANEIRO 2012 61 . de um bem móvel produzido exclusivamente com materiais fornecidos pelo próprio empreiteiro sempre foi de considerar uma transmissão de bens para efeitos do IVA. em lugar de. Ora. pelo empreiteiro. atualmente vertido no n.º 5 do artigo 5.º 5 do artigo 5. em virtude da revogação da alínea a) do n. o legislador português entendeu conveniente delimitar de forma expressa esses conceitos em relação a bens móveis entregues pelo empreiteiro ao dono da obra na sequência de um contrato de empreitada.º. Por seu turno.» Tal disposição interna era aplicada às entregas de obras relativas a bens móveis decorrentes de contratos de empreitada.FISCALIDADE materiais ou objetos que o cliente lhe confiou para o efeito. que se qualificasse como prestação de serviços a execução de uma obra a partir de materiais inteiramente forne- cidos pelo empreiteiro.º do CIVA.º da Sexta Diretiva referia-se à possibilidade de qualificação como transmissões de bens das referidas entregas ao dono da obra.º da Diretiva do IVA. quer o empreiteiro tenha fornecido ou não uma parte dos produtos utilizados. revogar a alínea e) do n. simultaneamente.º da Sexta Diretiva nada alterou quanto à qualificação da entrega de um bem móvel inteiramente produzido a partir de materiais fornecidos pelo próprio empreiteiro. mas apenas quando os materiais para a realização da mesma tivessem sido disponibilizados. sendo tal operação inserida no respetivo conceito genérico. a versão inicial do CIVA. no entanto. pelo dono da obra ao empreiteiro. pelo que esta operação continuou a ser de qualificar como transmissão de bens. A revogação da alínea a) do n. a partir da revogação da referida alínea a).» À luz dessa possibilidade.3 A opção que vinha atribuída aos Estados membros durante a vigência da alínea a) do n.º da Sexta Diretiva.º 206/96. determinava que fosse sempre considerada transmissão de bens «[a] entrega de bens móveis produzidos ou montados sob encomenda.

caso Graphic Procédé. em certos casos.º da Sexta Diretiva como aplicável à entrega pelo empreiteiro de uma obra realizada a partir de materiais total ou parcialmente fornecidos pelo cliente. Sendo assim.º 6 do artigo 18.º da Sexta Diretiva.º da Sexta Diretiva (correspondente ao atual n. nos termos do n. parece confirmar-se que a posterior revogação da opção que vinha conferida na alínea a) do n. Atividade de reprografia O acórdão de 11 de fevereiro de 2010 (processo C-88/09. ou seja. na perspetiva de um utilizador médio.º 1 do artigo 24.º da Sexta Diretiva.º da Sexta Diretiva só teve como consequência passarem a ser obrigatoriamente qualificadas como prestações de serviços. na legislação interna. seja diferente da que tinham os materiais inicialmente entregues por este ao empreiteiro. a que corresponde. a que alude a atual verba 2. como decorrência do respetivo conceito genérico então delineado no n.5 Para além da questão central da criação de um bem novo por parte do empreiteiro.º da Diretiva do IVA). produzidos inteiramente a partir de materiais providenciados pelo próprio empreiteiro.). as prestações de serviços de restauro de livros não estão abrangidas pela faculdade atualmente proporcionada pelo artigo 121. através do acórdão de 14 de maio de 1985 (processo 139/84. já que a regra de adoção facultativa contida nesta disposição só seria de aplicar se o empreiteiro criasse um bem novo a partir dos materiais que o cliente lhe confiara. sempre e obrigatoriamente.º 1 do seu artigo 18. Na sua decisão. A reprodução era feita em um ou em vários exemplares. das operações efetuadas no contexto de uma atividade de reprografia. mantendo-se estes proprietários dos documentos originais cuja reprodução era solicitada.º 5 do artigo 5.º do CIVA. Restauro de livros Na vigência do disposto na alínea a) do n. as entregas ao cliente de bens móveis corpóreos em que os materiais necessários para a execução daquela não tenham sido fornecidos na totalidade pelo empreiteiro. até à revogação daquela alínea pela Diretiva 95/7/CE.1 da lista I anexa ao CIVA6. muito embora o sentido dessa jurisprudência contribua necessariamente para a interpretação do alcance das mencionadas disposições da legislação interna portuguesa. uma operação qualificada como transmissão de bens para efeitos do IVA. pronunciou-se acerca do alcance dessa disposição. o TJUE. Por «bem novo». por sistema de fotocópia ou afim. caso Van Dijk’s Boekhuis.º 1 do artigo 5. complementarmente. deveria entender-se um bem resultante do trabalho do empreiteiro cuja função. a partir de uma matriz impressa em papel ou em formato eletrónico entregue pelos clientes (gabinetes de arquitetura. em que uma parte ou a totalidade desses materiais já era propriedade do cliente. como transmissões de bens ou como prestações de serviços.º 5 do artigo 5. era de dimensão bastante considerável.º da Sexta Diretiva. o n. mas sim a taxa normal definida na alínea c) do n. Nas circunstâncias descritas.4 A aceção acima desenvolvida não foi posta em crise pela jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) acerca da qualificação da entrega de determinados trabalhos relativos a bens móveis corpóreos executados na sequência de encomenda previamente feita pelo cliente.º 6 do artigo 18. Sob análise esteve a qualificação em sede do IVA. empresas de consultadoria. obra de restauro que.º 1 do artigo 6. como transmissão de bens ou como prestação de serviços.º 1 do artigo 14.FISCALIDADE 1 do artigo 24. museus. que o TJUE só considerou o disposto na alínea a) do n. etc.º da Diretiva do IVA. editoras. de cópias de inúmeros tipos de documentos.º do CIVA. Sendo assim.º 5 do artigo 5. na aceção do referido acórdão. ainda que um Estado membro tivesse utilizado a faculdade que vinha então conferida na alínea a) do n. deve ser qualificada como uma transmissão de bens. Colect. às referidas operações não se afigura aplicável a taxa reduzida que abrange os livros e outras publicações. o TJUE entendeu que tais operações não poderiam ser qualificadas como transmissões de bens. de uma empreitada de restauro de livros. a entrega da obra acabada ao cliente constitui.º 5 do artigo 5.º 5 do artigo 5. incluindo do estabelecido em matéria de taxas do imposto no n. na hipótese de os materiais necessários para a realização de uma obra serem inteiramente disponibilizados pelo empreiteiro. utilizando para o efeito os materiais e os equipamentos da empresa de reprografia. I-?) versou sobre a qualificação para efeitos do IVA. A atividade em apreço consistia na produção. 1405).º. o TJUE assumiu de antemão que.º da Sexta Diretiva (correspondente ao atual n. Nesta sua decisão referente ao caso Graphic Procédé. do teor do mencionado acórdão relativo ao caso Van Dijk’s Boekhuis parece resultar. o TJUE conside- 62 TOC 142 . Nunca tendo sido situações abrangidas pelo disposto na alínea a) do n. p. Tal corrobora o ponto de vista de que a entrega ao dono da obra de bens móveis corpóreos.º da Diretiva do IVA. Recueil p.º da Diretiva do IVA).

quanto à sua subsunção ou não nas regras relativas às transações intracomunitárias de bens. a empresa de reprografia preste serviços que revistam caráter de predominância nos termos prefigurados no acórdão em referência. realizada a 8 de novembro de 2006.º e 6. a qualificação como prestação de serviços da segunda operação descrita não inviabiliza a aplicação da mesma taxa do IVA que caberia ao próprio bem produzido.FISCALIDADE rou. brochura ou outra publicação afim.º da Sexta Diretiva (atual n. Por outro lado. de 17 de maio de 1977 (Sexta Diretiva). atento o disposto no n.º 2 do artigo 4.7 Impressão de livros e de outras publicações Em termos que se afiguram consentâneos com a jurisprudência do TJUE acima aflorada.º do CIVA.º 1 do artigo 4. sendo certo que. certos aspetos ligados à impressão de livros.º do CIVA. quando o cliente se limita a disponibilizar um suporte com o original da obra (por exemplo. concretamente do disposto no n. constavam dos artigos 5.º do CIVA também não parece que tenha sido posta em crise pelo decidido neste acórdão relativo ao caso Graphic Procédé. O caráter predominante da componente prestação de serviços pode ser aferido.º e na alínea c) do n. no seu conjunto. opera residualmente o conceito de prestação de serviços contido no n.8 z *Licenciado em Contabilidade e Administração Fiscal Inspetor tributário da DGCI Notas 1 Antes da vigência da atual Diretiva do IVA. No contexto das referidas disposições. não constitui uma disponibilização pelo cliente de materiais com vista à realização da obra.º 3 do artigo 3. por exem- plo. A questão prende-se apenas com a respetiva qualificação como transmissões de bens ou como prestações de serviços. do Conselho. transferindo se o poder de dispor desses suportes da empresa de reprografia para o cliente que encomendou determinado número de cópias de um documento original. relevância prática.º 1 do artigo 6. cujo conteúdo mereceu a concordância quase unânime dos representantes dos Estados membros. do tratamento que os documentos originais exijam e da parcela relevante do custo da prestação de serviços em relação ao custo total. salvo nos casos em que. de isenção e de exigibilidade do JANEIRO 2012 63 .º da Sexta Diretiva (atual n. e quanto às regras de localização das operações.º 1 e na alínea e) do n. Por seu turno. quando as referidas operações sejam acompanhadas da prestação de serviços complementares que revistam um caráter predominante em relação à transmissão dos bens. quando o cliente também fornece à empresa tipográfica materiais para a realização do trabalho. porém.º 6 do artigo 18. incluindo de operações assimiladas a tal. nomeadamente. do tempo necessário para a sua execução. A conformidade com o sistema comum do IVA do critério expresso na alínea e) do n. caso este tivesse sido objeto de uma transmissão de bens. uma vez que a qualificação de uma operação como transmissão de bens ou como prestação de serviços tem consequências em vários domínios. Assim.º da Diretiva do IVA). há que tomar em consideração que a mera disponibilização pelo cliente da matriz original à empresa de reprografia. o papel para a impressão do livro. para efeitos da sua reprodução em papel ou suporte afim.º 1 do artigo 5.º 542). manuscrito ou suporte eletrónico).º 1 do artigo 24. complementarmente. 2 Note-se que é indubitável que as ope- rações em apreço estão abrangidas pelo âmbito de incidência do IVA. foram objeto de uma orientação do Comité do IVA. Em face da legislação interna portuguesa. cabendo à empresa tipográfica realizar a impressão e reprodução de exemplares do correspondente livro. como seja.º 3 do artigo 3. tais operações. devem ser qualificadas como prestações de serviços. A matéria comporta. da Comissão Europeia. a pedido de um cliente. nomeadamente.º do CIVA. esta empresa realiza perante o cliente operações consideradas como transmissões de bens. aquela empresa realiza ao cliente uma operação considerada como prestação de serviços. ao abrigo da definição genérica que constava do n. que devem ser consideradas transmissões de bens. ao abrigo da definição que constava do n. Assim. respetivamente. a entrega ao cliente dos bens reproduzidos pela empresa de reprografia é de qualificar como uma transmissão de bens. as operações em que uma reprografia se limite a um simples trabalho de reprodução de documentos para suportes diversos.º da Diretiva 77/388/CEE.º da Diretiva do IVA). brochuras ou outras publicações.ª reunião.º 1 do artigo 14. constituindo um fim em si mesmo para o seu destinatário. de 31 de janeiro de 2007. brochura ou outra publicação afim. se a entrega de bens móveis na sequência de um contrato de empreitada não for qualificada como transmissão de bens. na sequência da sua 80. as disposições que contêm as noções de transmissão de bens e de prestação de serviços. a qual vem refletida no documento TAXUD/2109/07 final (documento de trabalho n. por um lado. em função da importância que revista para o destinatário.

no ordenamento de alguns Estados membros. O Comité do IVA pronunciou-se também maioritariamente no sentido de a qualificação como transmissão de bens subsistir se só uma parte negligenciável dos materiais para a realização da obra for fornecida pelo cliente. realizada a 28 e 29 de fevereiro de 2008. realizada a 7 de novembro de 1996.ºs 2. encontrando-se atualmente vertida no artigo 121.º 2 do artigo 28. até à revogação dessa alínea pela Diretiva 95/7/CE. através do seu des- pacho de 1 de junho de 2006 (processo C-233/05. bem como o respetivo relatório. da Comissão Europeia].º da Diretiva do IVA. nos termos do disposto na alínea e) do n. I-72). Esta última hipótese vem contemplada na legislação interna portuguesa. de 31 de dezembro (Orçamento do Estado para 2011). em matéria de taxas do imposto. de 15 de outubro de 2008. incluindo 64 TOC 142 . mas aditou que os animais.º da Sexta Diretiva. que passara a estar prevista na alínea h) do n. da ex-Direção de Serviços de Conceção e Administração – cujo teor vem disponibilizado a partir do sítio da rede global com o endereço ‹http:// www.3 da lista I. em relação à taxa do IVA aplicável.º do CIVA. correspondem. com exclusão dos referidos nas alíneas a). excluindo a correspondente operação do conceito de prestação de serviços. Nele concluiu que a noção de «empreitada». não são de considerar como «materiais» confiados pelo cliente.1 e 2.º 208). a que alude aquele excerto do ofício-circulado.FISCALIDADE imposto. revogou a verba 2. 6 Esta foi também a opinião maioritaria- mente expressa no Comité do IVA.º do CIVA. se encontra em boa parte desatualizado. e o seu adestramento não é de considerar como a produção de um bem inexistente até esse momento.4 e.º 6 do artigo 18.º 6 do artigo 18. s/ data. fotocomposição. da Comissão Europeia.O. a que aludia a referida disposição. quando seja aplicável o disposto no n. previsto no artigo 398. caso V. grosso modo.3. à atual verba 2.1 e 2. sem prejuízo de situações híbridas em que a qualificação como transmissão de bens ou como prestação de serviços pode depender de uma avaliação casuística acerca de qual das duas componentes é prevalecente [cf.º 1 desse Ofício-Circulado afirma-se que «[a] produção dos bens constantes das verbas n. constante do documento TAXUD/2420/08 Rev 1 (documento de trabalho n.portaldasfinancas. por considerar.º 3 do artigo 3. pela sua natureza.º 2 do seu artigo 4. da Comissão Europeia.º 569). aquelas já não são qualificadas como transmissões de bens ao abrigo da alínea e) do n. no sentido de assegu- rar que a alteração da qualificação para efeitos do IVA de algumas operações decorrentes dos contratos de empreitada não implicava a alteração da respetiva carga tributária. não se possa reportar. não poderia ser aplicada às mencionadas operações. p.F. s/ data.º 2 do artigo 4. possivelmente.º 6 do artigo 4.ª reunião do Comité do IVA.1 da lista I anexa ao CIVA (na redação dada pela Lei n.º 55-A/2010. sem prejuízo da aplicação da taxa do IVA que caiba aos próprios bens. à elaboração pela DGCI de um ato normativo tido como de força obrigatória geral. 5 impressão. em contrapartida. deve levar-se em conta que a denominada «taxa zero» (isenção com direito a dedução do imposto suportado a montante) foi abolida pela Lei n. As verbas 2. Por outro lado.º 1 do Ofício-Circulado n. O TJUE não pôs em causa que se estava perante bens móveis corpóreos. nos termos da qual a entrega ao cliente de fotografias impressas a partir de um suporte digital é considerada uma transmissão de bens. pois tal atentaria contra o princípio da legalidade em matéria tributária.º 6 do artigo 18. uma transmissão de bens.pt› –. que vem desenvolvido no n.º do CIVA.gov. respeitante aos bens e serviços submetidos à taxa de seis por cento (quatro por cento nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira). No n. embora a atribuição à Direção-Geral dos Impostos (DGCI) da possibilidade de determinar as situações em que a entrega de materiais pelo dono Note-se que a Lei n. documento XXI/96/655 (documento de trabalho n. como é óbvio.ª reunião do Comité do IVA.º do mesmo Código.º da Sexta Diretiva (na sequência das alterações promovidas pela Diretiva 95/7/ CE). de 11 de abril de 1986.. de 9 de março (Orçamento do Estado para 1992). a propósito de operações de adestramento de cavalos por conta dos respetivos proprietários. b) e c) da verba n. 3 da obra é considerada insignificante.º 9056. etc.º do CIVA passou a prever que a taxa a aplicar às prestações de serviços a que se refere a alínea c) do n.» Por um lado.º da Diretiva do IVA. deu uma nova redação à verba 2. O n. 8 Faz-se notar que o enquadramento de trabalhos tipográficos. o n. por via do n.º do CIVA tem por base a possibilidade.º 2/92. Colect.º 3 do artigo 3. constante do documento XXI/97/757. 4 Posteriormente.º. 7 O sentido desta decisão parece cor- roborar a orientação por unanimidade emanada na sequência da 83. quando para a realização das referidas operações sejam utilizados materiais total ou parcialmente fornecidos pelo próprio cliente. efetuada por tipografias ou outras empresas da especialidade. de 31 de dezembro). o TJUE também se pronunciou sobre o âmbito de aplicação do disposto na alínea a) do n. Paralelamente.º seja a mesma que seria aplicável no caso de transmissão de bens obtidos após a execução da empreitada.º 2. analisado na 50.3 da Lista I anexa ao CIVA. uma vez que do adestramento de um cavalo não resultava a produção de um bem novo.1 da lista I anexa ao CIVA.º 55-A/2010.º 5 do artigo 5. beneficia da isenção do imposto (taxa 0).. mas como prestações de serviços ao abrigo da alínea c) do n. bem como. devendo a tomada em consideração da doutrina administrativa nele expendida ser objeto das devidas adaptações.

Em 30 de setembro de 2011 venceram juros à taxa euribor 12M + spread de 6 por cento. n.» As restantes retenções na fonte de IRC são efetuadas às taxas previstas para efeitos de retenções na fonte de IRS. nos termos desta disposição.º 1 do artigo 97.5 por cento se fosse um particular a emprestar dinheiro à sociedade “C”.º do CIRC a entidade “A”.º do CIRC. Refere-nos a alínea c) do n. SA é de 16.º do Código do IRC (CIRC). resultantes de contratos de suprimentos celebrados com aquelas sociedades ou de tomadas de obrigações daquelas. Logo. que é objeto de retenção na fonte os «rendimentos de aplicação de capitais não abrangidos nas alíneas anteriores e rendimentos prediais.º 3 alínea a) n. art. A taxa de 21. No caso em apreço.» Então. relativas a residentes em território português. desde 20 de outubro de 2010.º 4 do art. a SGPS não estará sujeita a retenção na fonte pelos juros recebidos referente ao suprimento efetuado.5 por cento? A SGPS está dispensada ou não? Os rendimentos de juros auferidos por uma pessoa coletiva estão sujeitos a retenção na fonte.º do CIRC será aplicada aos rendimentos referidos na alínea d) do n. apenas se aplica a taxa de 21. tal como são definidos para efeitos de IRS.º do CIRS). Contudo. o pagamento dos rendimentos de capitais está sujeito a retenção na fonte à taxa de 21. Os restantes 50 por cento são detidos pela sociedade “A” desde 12 de dezembro de 2010.º. Assim.5 por cento.5 por cento prevista no n. n. a taxa a aplicar à sociedade “B”.5 por cento (alínea a) do n.º 2 CIRS e art.º 1 do CIRS).º 71. Efetua-se retenção na fonte em ambas as entidades? Qual a taxa a aplicar? De acordo com o artigo art. de acordo com o n. desde que reunidos os requisitos da alínea h) n. será a taxa de 16. por aplicação da alínea h) do n. r esposta de outubro de 2011 JANEIRO 2012 65 .º 101.º do CIRS.º 101.º 1 do artigo 97.º 94.º 97.º 4.º 1 do mesmo artigo «remunerações auferidas na qualidade de membro de órgãos estatutários de pessoas coletivas e outras entidades. SGPS. art.º do CIRC. Em maio de 2011 estas duas sociedades celebraram um contrato de suprimentos com a sociedade “C” (participada). pelo que a taxa a aplicar aos rendimentos da categoria E.º 94. não reúne todos os requisitos para estar isenta. Segundo o ROC.º do CIRS e com o manual do Orçamento do Estado para 2011 da OTOC.º.5 ou 21.Qual a taxa de retenção a aplicar . a entidade “C” deverá efetuar a retenção. de que seja devedora a sociedade por elas participada durante pelo menos um ano e a participação não seja inferior a 10 por cento do capital com direito de voto da sociedade participada.º do Código do IRC (CIRC).º 1 do artigo 101. No que se refere à entidade “B”. de acordo com o n. não existe obrigação de efetuar a retenção na fonte de IRC relativamente a rendimentos obtidos por sociedades gestoras de participações sociais (SGPS).º 4 do artigo 94. conforme o artigo 94.º do CIRC e art. quando o seu devedor seja sujeito passivo de IRC ou quando os mesmos constituam encargo relativo à atividade empresarial ou profissional de sujeitos passivos de IRS que possuam ou devam possuir contabilidade. quer por si só quer com participações de outras sociedades em que as SGPS sejam dominantes. existe retenção na fonte sobre os juros auferidos. o requisito que não está cumprido é o tempo de detenção da participação à data em que constitui a obrigação de retenção na fonte sem juros – data do vencimento (artigo 7.5 por cento. SGPS.º 1 do artigo 94. Segundo ele.16.º do CIRC.CONSULTÓRIO Retenção na fonte: suprimentos A sociedade “C” é detida em 50 por cento pela sociedade “A”.

Relativamente à mensuração. são ativos biológicos e existências. cujo conteúdo não esteja expressamente contemplado na NCRF-PE. deve-se. Entre as 65 e 70 semanas de vida.De produção – Animais. Com a entrada em vigor do SNC.CONSULTÓRIO Avicultura e inventários Determinado sujeito passivo tem como atividade a produção e comércio de ovos (avicultura). a entidade deve reconhecer as galinhas poedeiras na conta 3721 – Ativos biológicos . como tal. nos termos do parágrafo 13 da NCRF 17. um ativo biológico deve ser mensurado no reconhecimento inicial e em cada data de balanço. Tal sucede quando os preços ou valores determinados pelo mercado não estão disponíveis e as estimativas alternativas do justo valor são pouco fiáveis. pelo seu justo valor menos custos estimados no ponto de venda. que devem ser entendidas como excecionais à regra geral de mensuração ao justo valor. pelo que depreendemos que aquelas galinhas têm como principal destino a produção de ovos.pelo que afastamos a hipótese de serem classificadas como ativos biológicos consumíveis. nos termos do disposto nas NCRF Da informação prestada interpretamos que a questão se prende com a classificação contabilística de galinhas poedeiras detidas por uma entidade cuja principal atividade é a produção e comércio de ovos. Com efeito.3. Nas existências está a aquisição de pintos. desta norma. porquanto o seu principal destino/função consiste na produção de ovos (os quais correspondem a produtos agrícolas colhidos dos ativos biológicos – as galinhas). a contabilização dos ativos biológicos – animais ou plantas vivos . Nestas situações. fazer o recurso supletivo à correspondente NCRF. a NCRF 17 admite que. aquela tem de se socorrer da NCRF 17 na contabilização dos ativos biológicos. o ativo biológico deve ser mensurado pelo custo menos qualquer depreciação acumulada e qualquer perda por imparidade acumulada. de que as galinhas configuram ativos biológicos de produção (e. de regeneração própria) analisemos de seguida o respetivo tratamento contabilístico nos normativos. Tratando-se de uma pequena entidade (PE) que tenha adotado a NCRF-PE. não são produto agrícola mas. pelo que os inventários podem variar significativamente de um ano para o outro. nesta situação. em certas situações. que passadas algumas semanas (cerca de 28). Independentemente do enquadramento normativo da entidade em causa. Pretende-se que o nosso parecer seja elaborado à luz da norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE) e da normalização contabilística para mi- 66 TOC 142 . possa existir incapacidade de mensurar fiavelmente o justo valor (cf. em nossa opinião as galinhas poedeiras configuram um ativo biológico de produção. tornam-se galinhas poedeiras. em todas as matérias de contabilização ou relato financeiro de transações ou situações prescritas por uma NCRF. As galinhas. Assim. A valorização das aves é dada consoante as semanas de vida. exceto quando o justo valor não pode ser fiavelmente mensurado. no âmbito da NCRF-PE. presumimos que a venda das galinhas apenas se verifica após esgotada a respetiva vida útil na função para a qual foram adquiridas a produção de ovos . Como classificá-los? Inventários ou ativos? croentidades (NCM).é regulada pela NCRF 17 – Agricultura. Embora se assuma o pressuposto de que o justo valor de um ativo biológico pode ser mensurado com fiabilidade. parágrafo 31). Com efeito. nos termos do disposto no ponto 2. antes. procede-se a uma "muda de pena" para que possam produzir mais ovos até às 90-95 semanas de vida e só depois são vendidas. Partindo deste nosso entendimento. uma vez que a NCRF-PE não contempla o tratamento contabilístico desta temática.

aliás.CONSULTÓRIO Perdão de suprimentos por parte dos sócios Caso um sócio pretenda perdoar a dívida que a empresa tem quer a nível de suprimentos quer a nível de despesas correntes que foram pagas pelo sócio. quais as contas a movimentar? Quais as implicações para o sócio pelo facto de perdoar a dívida? O documento que serve de suporte para o perdão da divida será uma ata ou é necessário outro documento adicional? Na situação de venda de quotas a novo sócio. conforme se trate de uma redução.Animais. a mensuração fiável das galinhas ao justo valor. No caso em concreto. da NC-ME). e não propriamente com a sua mensuração ao justo valor. após uma breve consulta ao sistema de informação de mercados agrícolas (SIMA) (ver parágrafo 18 da NCRF 17) parece-nos existir cotações oficiais para este tipo de ativos. e respeitando o código de contas para microentidades. ponto 7. as alterações no justo valor diretamente na conta 3721 – Ativos biológicos – De produção . até porque.6. ou de um aumento. por contrapartida de uma conta de resultados: 664 – Perdas por reduções de justo valor – Em ativos biológicos ou 774 – Ganhos por aumentos de justo valor – Em ativos biológicos. o tratamento contabilístico das galinhas poedeiras à luz da NCM. na contabilização dos ativos biológicos de produção tem de se atender ao disposto no ponto 7. se fizer parte do negócio que o montante que a empresa devia ao anterior sócio passa para o novo sócio. De acordo com o parágrafo 5 da NCRF 27. Entendemos. quais as implicações para as partes envolvidas? Que documento serve de suporte para a situação apresentada? O movimento contabilístico será apenas de transferência da conta de um sócio para outro? 7 – Ativos fixos tangíveis e NCRF 12 – Imparidade de ativos. a cada data do balanço. estabelece os conceitos e regras de reconhecimento e mensuração dos ativos financeiros. as galinhas poedeiras devem ser inicialmente reconhecidas pelo seu custo na conta 433 – Ativos fixos tangíveis – Equipamento básico e.2. Admitindo-se. passivos financeiros e instrumentos de capital próprio de outra entidade. assim. no justo valor das galinhas. agora. para além de outras situações aí previstas. Deste modo. nada é referido acerca da incapacidade de mensurar fiavelmente o justo valor das galinhas. resposta de janeiro de 2012 A norma contabilística e de relato financeiro (NCRF) 27 – Instrumentos financeiros. subsequentemente. nos termos do qual os ativos biológicos de produção são reconhecidos como ativos fixos tangíveis. após o reconhecimento inicial das mesmas como ativos biológicos de produção. o sócio). da norma contabilística para microentidades (NC-ME). deve-se reconhecer. passivo financeiro será qualquer passivo que seja uma obrigação contratual de entregar dinheiro ou outro ativo financeiro a uma outra entidade (no caso em análise. Tratando-se de uma microentidade (ME) que adote a NCM. pelo seu custo deduzido de qualquer depreciação acumulada (cf. Analisemos. que a grande questão prende-se com o reconhecimento contabilístico das galinhas. As entidades deverão reconhecer os passivos financeiros quando estas se tornarem uma parte das disposições JANEIRO 2012 67 .

Contudo. Esta operação apenas tem reflexo na esfera patrimonial do sócio. o parágrafo 33 da NCRF 27 estabelece que os passivos financeiros. também poderá abranger as prestações suplementares. Relativamente ao segundo ponto. Pelo desreconhecimento de uma dívida a pagar a um fornecedor ou aos sócios. pelo que na conta 51 . Por outro lado. para todos os efeitos a sociedade passa a ter novo sócio. o perdão de uma dívida a pagar deverá resultar no desreconhecimento do passivo financeiro por contrapartida do reconhecimento de rendimentos na demonstração de resultados. operação que se designa de cessão de créditos. ou seja. não está dependente da contabilização das operações na sociedade mas do teor dos contratos celebrados e da sua comprovação documental. entre outros. Em termos contabilísticos. ou também pelos contratos de suprimentos. o desreconhecimento do passivo financeiro e o reconhecimento do respetivo rendimento/ “ganho” pelo perdão da dívida. pela emissão e aceitação de uma dívida resultante da receção e confirmação de uma fatura relativa a um qualquer fornecimento de bens ou serviços por parte de um fornecedor. em resultado de um acordo de perdão de dívida (que deverá ter como suporte uma declaração escrita em forma de documento legalmente reconhecido). Em termos de desreconhecimento. isto é. forem pagas aos respetivos credores. Desta forma. deve ser reconhecido o “ganho” que será fiscalmente tributado no exercício em que ocorrer esse perdão (no momento em que o acordo seja aceite e homologado por ambas as partes). Todos os direitos e obrigações do antigo sócio que estejam refletidos na contabilidade deverão passar a ser refletidas na contabilidade em nome do novo sócio. não existiria qualquer modificação no seu balanço: o valor nominal das quotas e o montante de suprimentos realizados manter-se-iam. cancelada ou expire. resultando este na redução das obrigações a cumprir pela entidade. por exemplo. todos os direitos serão transmitidos também para o novo sócio. quais os direitos e obrigações que especificamente se transmitem e os valores acordados para tal transmissão. podendo o anterior sócio passar o valor dos suprimentos para o novo sócio. mesmo que o montante convencionado entre as partes para a transmissão das quotas e dos créditos fosse superior ao valor pelo qual estes se encontram registados na contabilidade. No âmbito da tributação em sede de IRC. dívidas do antigo sócio. Todavia. seria também conveniente evidenciar no documento pelo qual se efetua a cessão de quotas. O parágrafo 12 da NCRF 27 estabelece como exemplo de passivos financeiros as dívidas a fornecedores (incluindo de fornecedores de investimentos)/sócios. pelo montante total ou parcial da dívida perdoada. Ao abdicar de tais direitos. Todavia. em sede de IRS. A situação descrita tem subjacentes duas operações distintas. por exemplo. relativamente ao perdão de dívida. o registo contabilístico poderá ser: . menciona-se que há a transmissão de «todos os correspondentes direitos e obrigações inerentes» à quota cedida. quando nomeia exemplos de situações que poderão ser mensuradas ao custo ou ao custo amortizado menos qualquer perda por imparidade. tais como as dívidas a fornecedores/sócios. Assim.CONSULTÓRIO contratuais do instrumento financeiro como. no documento escrito relativo à cessão de quotas. também poderão acontecer outras situações mais atípicas que levem ao desreconhecimento das dívidas a fornecedores/sócios como. pois para a sociedade. resposta de janeiro de 2012 68 TOC 142 .Débito da conta 271 – Fornecedores de investimentos ou da conta 2532 – Outros participantes .Capital e na conta 26 Sócios terão de ser abertas subcontas para esse novo sócio e proceder-se à transferência dos valores registados nas subcontas do anterior sócio para essas novas subcontas.Suprimentos e outros mútuos por contrapartida a crédito da conta 7886 – Ganhos em perdões de dívidas (sugestão de conta). a conta de suprimentos deverá ser saldada. a tributação na esfera do sócio. e uma vez que o sócio atual vai deixar de o ser. as dívidas aos fornecedores/sócios serão desreconhecidas (retiradas do balanço) habitualmente quando forem liquidadas. quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada. deverão ser retirados do balanço da entidade apenas quando este se extinguir. quando através de algum tipo de acordo de perdão de dívida estas sejam canceladas ou expirem. a cessão de quotas de uma sociedade e a cessão de créditos sobre a mesma sociedade (suprimentos). conforme previsto no parágra- fo 90 da estrutura conceptual do SNC.

º 130 Abril 2011/TOC n.º 130.º 135 Abril 2011/TOC n.º 133 Junho 2011/TOC n.º 133 Setembro 2011/TOC n. é apresentada a listagem referente a 2007.º 132 JANEIRO 2012 69 . Maria do Céu Almeida e Joaquin Texeira Quirós Jorge Carrapiço Carlos António Rosa Lopes J. de janeiro de 2010 pode encontrar os trabalhos referentes a 2009 e na revista n. Cunha Guimarães Ana Cristina Silva Data de publicação Janeiro 2011/TOC n. Na Revista TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n. de dezembro de 2002. Na revista n. de janeiro de 2011. 2005 e 2006 contêm as listas dos respetivos anos.º 138 Março 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n. 57.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n.º 130 Março 2011/TOC n. Conceição Gomes e Luís Lima Santos Rodrigo António Chaves da Silva Fátima Guerra Miguel Maria Carvalho Lira J. na n. Contabilidade Título do artigo A adoção do normativo: enquadramento das entidades nacionais no contexto do SNC A contabilidade de gestão na indústria hoteleira portuguesa A falência e a Contabilidade A importância do dossiê fiscal A influência italiana na introdução das partidas dobradas em Portugal A investigação em História da Contabilidade em Portugal nas duas últimas décadas A nano-mini-micro contabilidade: odisseia XXI A NCRF-PE e as NCRF do SNC: principais diferenças A normalização contabilística em Rogério Fernandes Ferreira (I) A normalização contabilística em Rogério Fernandes Ferreira (II) A profissão e o ensino As normas contabilísticas para pequenas e microentidades deveriam ser revogadas? As opções contabilísticas das entidades do PSI-20 As parcerias público-privadas e as regras do Eurostat As PPP e a sua contabilização nas normas internacionais de contabilidade pública Ativo fixo tangível e reconhecimento/desreconhecimento Ativos biológicos de produção: harmonização contabilística e fiscal? Conclusões da conferência «As microentidades» Derivados: futuros de negociação Imparidade de ativos no âmbito da NCRF 12 Mapa de depreciações e amortizações – modelo 32 Métodos de contabilização das participações financeiras em subsidiárias e associadas O anexo no SNC: um bom (mau) TOC vê-se por um bom (mau) anexo O fim do capital social mínimo Autor Fábio de Albuquerque e Maria do Céu Almeida Nuno Arroteia.º 134 Fevereiro 2011/TOC n.º 95.º 136 Maio 2011/TOC n. encontra-se a lista respeitante a 2008. F.º 138 Outubro 2011/TOC n. de fevereiro de 2008.º 135 Maio 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.ºs 45. F. 2004.LISTA DE ARTIGOS 2011 Artigos publicados na Revista «TOC» em 2011 Nas tabelas seguintes pode consultar a lista dos trabalhos editados ao longo de 2011 na Revista TOC. 69 e 81 de dezembro de 2003.º 137 Novembro 2011/TOC n.º 118.º 33. distribuídos pelas diferentes secções e ordenados por ordem alfabética relativamente ao título. As revistas n. de janeiro de 2009.º 131 Setembro 2011/TOC n. F.º 133 Junho 2011/TOC n. Cunha Guimarães J. na n.º 135 Abril 2011/TOC n. Cunha Guimarães Manuel Mendes da Cruz José Domingos da Silva Fernandes Cristina Gonçalves e Joaquim Sant’Ana Fernandes Joaquim Miranda Sarmento Joaquim Miranda Sarmento Mário Portugal Cristina Pinto Amândio Silva e Avelino Antão Carlos Ventura Fábio de Albuquerque.º 140 Janeiro 2011/TOC n.º 106. Cunha Guimarães António Boia Carla Manuela Teixeira de Carvalho J.º 140 Março 2011/TOC n. F.º 135 Julho 2011/TOC n. os textos de 2010.º 132 Agosto 2011/TOC n. encontra o quadro de todos os textos publicados até então.

Fernandes Ferreira.º 131 Fevereiro 2011/TOC n. Marta Machado Almeida e Pedro Saraiva Nércio Vera Vieira Nunes Maria M.º artigo (I) Revista TOC – 30.º 136 Abril 2011/TOC n. Cláudio Correia e Maria da Conceição da Costa Marques Joel Vicente Agosto 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n. a NCM e os modelos de balanço e de demonstração de resultados aplicáveis (II) Os métodos de contabilização das participações financeiras e o grau de endividamento dos municípios Os submarinos são um ativo Professor António Lopes de Sá: um mito e uma realidade Proposta de alteração das demonstrações financeiras Regime de exigibilidade numa base de caixa Revista TOC – 30. educativos.º 132 Março 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n. a NCM e os modelos de balanço e de demonstração de resultados aplicáveis (I) O SNC.º 131 Abril 2011/TOC n.º 137 Maio 2011/TOC n.º 134 Fevereiro 2011/TOC n. Mónica Respício Gonçalves. artísticos.º 135 Abril 2011/TOC n.º 137 Fevereiro 2011/TOC n. Fernandes Ferreira Rui Laires Filipe Romão e Miguel Durham Agrelos João Ricardo Catarino João Antunes Sérgio Claro Rogério M.º 137 Março 2011/TOC n.º 131 Setembro 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n. Pires João Carlos Fonseca Walter Crispim Eduardo Manuel Lopes de Sá e Silva Sónia Ferreira Mário Portugal Mário Portugal Jorge Carrapiço Miguel Gonçalves.º 130 Agosto 2011/TOC n.º 131 Julho 2011/TOC n. Fábio de Albuquerque e Manuela Marcelino Joaquin Texeira Quirós.º artigo (II) SNC: subarrendamentos Transparência nas contas dos municípios portugueses – o caso exemplar de Oliveira do Hospital XBRL: linguagem universal para a informação financeira Joaquin Texeira Quirós.º 135 Agosto 2011/TOC n.º 136 Fiscalidade Título do artigo A importância da estabilidade fiscal A noção de «operações estreitamente conexas» A polémica em torno da inclusão do ISV na base tributável do IVA A sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos A tributação dos dividendos no Orçamento do Estado para 2011 Agricultura: enquadramento em IVA As novas derramas estadual e regional Certificação para dedução de prejuízos fiscais Código do Imposto do Selo: comunicação de contratos de arrendamento Competitividade fiscal – race to the bottom? Modelo 22 de IRC – caso específico da Região Autónoma da Madeira O fim das holdings sedeadas em Portugal? O LIFO no atual ordenamento contabilístico e fiscal O regime do IVA das amostras e das ofertas de valor reduzido O técnico oficial de contas e as normas antiabuso O valor patrimonial tributário dos imóveis em IRC – benefício para o adquirente? Pela flexibilização da tributação do petróleo Penalizações às viaturas ligeiras de passageiros e mistas Pensão de alimentos Sobretaxa extraordinária fracionada Territorialidade do IVA em serviços culturais. Fábio de Albuquerque e Manuela Marcelino Carlos António Rosa Lopes e João Rui M.º 130 Junho 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 132 Outubro 2011/TOC n.º 137 Julho 2011/TOC n. científicos.º 138 Janeiro 2011/TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n. desportivos ou recreativos Viaturas ligeiras: mais e menos-valias fiscais Autor Rogério M.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 141 Abril 2011/TOC n.º 135 70 TOC 142 .º 137 Setembro 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 141 Junho 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 O SNC.º 133 Dezembro 2011/TOC n.º 131 Julho 2011/TOC n. Vieira Reinolds de Melo Gonçalo Brás António Joaquim Andrade Nunes e Carla Sofia Rodrigues Martins Galvão Miguel Luís Cortês Pinto de Melo José Alberto Pinheiro Pinto Rui Laires Paulo Jorge Seabra dos Anjos Ana Cristina Silva João Carlos Fonseca Ana Cristina Silva Vera Vieira Nunes Marco da Silva Nobre Rui Laires João Antunes Data de publicação Agosto 2011/TOC n.

º 131 Agosto 2011/TOC n.º 136 Março 2011/TOC n.º 141 Junho 2011/TOC n.º 139 Março 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 135 Junho 2011/TOC n.º 140 Agosto 2011/TOC n.º 132 Opinião Título do artigo A Ordem como elemento ativo da dinâmica social Há um tempo para tudo Incompreensível Morrer da doença ou da cura? Autor A.º 137 Abril 2011/TOC n.º 130 Fevereiro 2011/TOC n.º 138 JANEIRO 2012 71 .º 138 Abril 2011/TOC n.º 131 Outubro 2011/TOC n.º 137 Setembro 2011/TOC n.º 135 Novembro 2011/TOC n.º 136 Junho 2011/TOC n.º 133 Direito Título do artigo A desvirtuação do subsídio de desemprego e a viabilidade da Segurança Social A responsabilidade dos TOC pelas dívidas e infrações tributárias das empresas Da reversão fiscal sobre o responsável subsidiário Gerência plural de sociedades – modo de representação e vinculação O novo capital social Regime de contrato de suprimento às sociedades anónimas e em nome coletivo Autor Messias Carvalho Catarina Garcia de Matos Marco Vieira Nunes Paula de Carvalho Paula de Carvalho Paulo Jorge Seabra dos Anjos Data de publicação Julho 2011/TOC n.º 132 Maio 2011/TOC n.º 134 Dezembro 2011/TOC n.º 137 Janeiro 2011/TOC n.º 134 Julho 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n. Domingues de Azevedo Data de publicação Outubro 2011/TOC n.º 130 Agosto 2011/TOC n.º 135 Gabinete de Estudos Título do artigo A importância da informação contabilística de qualidade em tudo o que respeita ao setor público A Lei do Solo no universo tributário: questões de enquadramento (I) A Lei do Solo no universo tributário: questões de enquadramento (II) A nova proposta de diretiva sobre a matéria coletável consolidada comum em sede de imposto sobre as sociedades A reforma do IVA: algumas propostas A tributação das atividades económicas em IVA – conclusões da VI Conferência Internacional GEOTOC/IDEFF ATÉ onde pode (deve?) a fiscalidade intrometer-se? Conclusões da V conferência internacional OTOC/ IDEFF/DGCI O IVA e o terceiro setor Os limites do sacrifício fiscal em IRS Relações entre Contabilidade e Fiscalidade – problemas contabilísticos Autor Daniel Bessa Carlos Baptista Lobo Carlos Baptista Lobo António Carlos dos Santos Clotilde Celorico Palma António Carlos dos Santos e Manuel Faustino Manuel Faustino Amândio Silva e Avelino Antão Clotilde Celorico Palma Manuel Faustino José Rodrigues de Jesus Data de publicação Setembro 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Gestão Título do artigo Coaching nas organizações Governação na Europa O relatório único e a higiene e segurança no trabalho Autor Eunice Correia Eduardo Sá e Silva Fábio Duarte Data de publicação Janeiro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 139 Fevereiro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.

alterações recentes e perspetivas futuras O IASB: planos de trabalho futuros e conclusões recentes Autor Vasco Valdez Rui M.º 130 Maio 2011/TOC n. Cunha Guimarães e Leonor Fernandes Ferreira Data de publicação Maio 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 No concerto das nações O futuro da profissão O sonho continua Querer é poder Só dependemos de nós Um lugar na História Um pouco de ânimo e esperança Um único rumo Valeu a pena. Alves da Silva A.º 133 Setembro 2011/TOC n. de Almeida. as comissões e o fisco Autor A.º 132 Julho 2011/TOC n. J. Obrigado! A. Domingues de Azevedo A. J.º 136 Abril 2011/TOC n. Fernando Carvalho e Pedro Pinheiro Rui M. Domingues de Azevedo A. Domingues de Azevedo A. Domingues de Azevedo Dezembro 2011/TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n.º 140 Outubro 2011/TOC n. J.º 138 Junho 2011/TOC n. de Almeida.º 140 Dezembro 2011/TOC n.º 134 A Contabilidade e o fisco Título do artigo A contabilidade e o fisco A saga das retenções na fonte As tributações autónomas e o fisco Os comissionistas.º 133 Junho 2011/TOC n.º 134 Março 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A. Alves da Silva Data de publicação Setembro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 135 Novembro 2011/TOC n. J. P.º 141 Outubro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A. nem originais Autor António Marinho e Pinto Guilherme d’Oliveira Martins Eduardo Paz Ferreira Data de publicação Maio 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n. P. Alves da Silva A. Ana Isabel Dias. Alves da Silva A.º 135 72 TOC 142 . Fernando Carvalho e Pedro Pinheiro Data de publicação Novembro 2011/TOC n. F.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 141 Janeiro 2011/TOC n. Ana Isabel Dias.º 140 Comissão de História da Contabilidade Título do artigo Quarto aniversário da Comissão de História da Contabilidade Autor Lúcia Lima Rodrigues.º 139 A palavra de… Título do artigo A importância das ordens profissionais Disciplina e rigor Nem boas. Domingues de Azevedo Armando Marques A.º139 Colaboração IDEFF Título do artigo A extinção das golden shares A terra do leite e do mel O que se deverá esperar da revisão da lei da concorrência Um novo modelo de governação económica europeia? Autor Nuno Cunha Rodrigues Eduardo Paz Ferreira Luís Silva Morais Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins Data de publicação Setembro 2011/TOC n.º 140 Outubro 2011/TOC n.º 134 Abril 2011/TOC n. Fábio Albuquerque. Fábio Albuquerque.º 139 Colaboração ISCAL Título do artigo Algumas reflexões a propósito do OE/2012 Demonstrações financeiras. J.º 138 Dezembro 2011/TOC n.

º 133 Junho 2011/TOC n.º 139 Novembro 2011/TOC n.º 133 Novembro 2011/TOC n.º 139 Junho 2011/TOC n. Segue-se o índice de títulos dos textos.º 137 JANEIRO 2012 73 . atrasos de pagamento e Código do IVA Enquadramento fiscal de um prémio Entidade bancária e benefícios fiscais Fusão Data de publicação Junho 2011/TOC n.º 135 Novembro 2011/TOC n.º 137 Maio 2011/TOC n.º 135 Janeiro 2011/TOC n.º 135 Maio 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Consultório técnico – textos publicados em 2011 Ao longo do último ano.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 141 Outubro 2011/TOC n.º 136 Setembro 2011/TOC n.º 132 Abril 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 139 Outubro 2011/TOC n.º 139 Julho 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n.º 140 Outubro 2011/TOC n.º 140 Abril 2011/TOC n.º 130 Outubro 2011/TOC n. Consultório técnico Título do artigo Agência de viagens e IVA Alteração das taxas de amortização Amortizações Amortizações e reintegrações Anulação de perdas por imparidade Aquisição intracomunitária Ativos biológicos Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Ativos tangíveis Benefícios fiscais na criação de posto de trabalho Benefícios na criação de emprego Bolsas de ação desportiva Cedência de posição contratual Classificação de subsídios Concursos promovidos pela Santa Casa da Misericórdia Consolidação de contas Consolidação de contas Contabilização de ativos biológicos Contabilização de subsídios Contabilização em SNC de imóveis arrendados Créditos incobráveis Custos fiscais Custos fiscais e gastos fiscais Demonstrações financeiras Desreconhecimento de ativos Diferenças de câmbio Direito à dedução do IVA Dissolução e liquidação Doação de imóvel Dupla tributação internacional Empreitadas. É apenas uma pequena parte das dúvidas que os membros colocaram ao Departamento de Consultoria da Ordem.º 131 Maio 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 130 Fevereiro 2011/TOC n. dezenas de questões e respetivas respostas foram publicadas na secção «Consultório Técnico». ordenado por ordem alfabética e respetiva data de publicação.º 140 Setembro 2011/TOC n.º 132 Novembro 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 140 Janeiro 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 133 Julho 2011/TOC n.º 135 Março 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 133 Março 2011/TOC n.º 133 Março 2011/TOC n.º 137 Dezembro 2011/TOC n.º 140 Dezembro 2011/TOC n.

º 130 Abril 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 131 Junho 2011/TOC n.º 141 Janeiro 2011/TOC n.º 138 Novembro 2011/TOC n.º 138 Fevereiro 2011/TOC n.º 137 Novembro 2011/TOC n.º 130 Dezembro 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 134 Maio 2011/TOC n.º 132 Abril 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 141 Março 2011/TOC n.º 138 Março 2011/TOC n.º 135 Setembro 2011/TOC n.º 140 Junho 2011/TOC n.º 135 Março 2011/TOC n.º 137 Dezembro 2011/TOC n.º 141 Agosto 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 140 Março 2011/TOC n.º 138 Julho 2011/TOC n.º 134 Setembro 2011/TOC n.º 141 Julho 2011/TOC n.º 139 Março 2011/TOC n.º 135 Fevereiro 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Garantias Goodwill Goodwill Imposto do selo Impostos diferidos Indemnizações Investimentos financeiros Investimentos financeiros IRC – estabelecimento estável IRC – tributação autónoma IRC e dupla tributação internacional IRS – indemnizações IVA – exportações IVA – falsas operações triangulares IVA – faturação IVA – passagem a setor isento IVA – regra de localização IVA – regras de localização IVA – serviços públicos postais IVA em agências de viagens Justo valor em produtos agrícolas Leasing financeiro Legislação comercial – distribuição de lucros Mais-valias e IRS Mais-valias em imóveis e quotas Método de equivalência patrimonial Método de equivalência patrimonial Microentidade Movimentos contabilísticos Obrigações declarativas Perdão de dívidas Prémio de realização Produtos e trabalhos em curso Provisões em sede de IRC Reavaliações Rédito Regime simplificado Regras de localização Remuneração de gerência Rendimentos do trabalho dependente Rendimentos do trabalho dependente Residência fiscal Residência fiscal Senhas de presença Subsídios Subsídios Subsídios para a agricultura Sucursal Taxas de IVA Transmissão de quotas Trespasse Valor patrimonial tributário Fevereiro 2011/TOC n.º 136 Outubro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 132 Fevereiro 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 133 Dezembro 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 136 Junho 2011/TOC n.º 135 Julho 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 131 Dezembro 2011/TOC n.º 132 Setembro 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 130 Setembro 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 137 74 TOC 142 .º 131 Janeiro 2011/TOC n.º 134 Setembro 2011/TOC n.

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