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EDITORIAL

Tempos difíceis, exigência acrescida

Armando P. Marques Vice-presidente do Conselho Diretivo

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oube-me a mim a tarefa de, em breves linhas, tentar transmitir aos colegas algo de positivo para 2012 o que, convenhamos, não é fácil. Obviamente que é mais um de tantos outros anos que alguns de nós, felizmente, já vivemos calcorreando os longos e penosos caminhos que a vida nos ofereceu, ou não. Porventura, muitos foram aqueles a quem a vida pouco ou nada propiciou e só fruto de muito querer e esforço alcançaram lugares confortáveis na sociedade e, em especial, na nossa profissão. A esses, merecidamente, devemos prestar homenagem, pois foram os patronos de muitos jovens a quem transmitiram saber, exemplos de profissionalismo, lealdade entre colegas, uma cultura acrescida no cumprimento das obrigações estatutárias e deontológicas. Enfim, toda uma maneira de estar na profissão que, certamente, marcou a qualidade do desempenho destes técnicos oficiais de contas. Mas - há sempre um mas - nem todos soubemos/ sabemos ser patronos e, frequentemente, esquecemos que a sociedade tem os olhos postos na nossa profissão dada a sua natureza de interesse público, reconhecendo que são os técnicos oficiais de contas os especialistas que lidam diariamente com as contas das empresas auxiliando em muito a sua gestão, dando um enorme contributo para a transparência das demonstrações financeiras, documentos agora mais do que nunca decisivos para uma leitura rigorosa da situação empresarial. Sabemos quão difícil é para as empresas obter crédito para solver compromissos, conhecemos as exigências acrescidas do setor financeiro no que concerne à interpretação dos documentos de prestação de contas e, por vezes, esquecemos a responsabilidade, assobiamos para o lado e «seja o que Deus quiser», pois a verdadeira situação da empresa não

é compatível com os documentos produzidos, onde o técnico oficial de contas colocou a sua assinatura, validando os mesmos. É aí que, por vezes, nos interrogamos quando a imprensa noticia certas fragilidades das profissões – todas incluídas, sem exceção – e ficamos incomodados por haver poucos patronos que saibam dar exemplos dignos de uma prestigiante classe de profissionais. É esta profissão a que nos orgulhamos de pertencer, que muito tem dado e continuará a dar à sociedade em geral, ao Estado e aos empresários, mas é preciso ter sempre presente que temos de oferecer ainda mais neste momento difícil, obviamente com reflexos em nós próprios. Não devemos mendigar honorários a preços de saldo, mas oferecer mais serviços e maior qualidade, mostrando ao empresário a mais-valia que pode obter daquilo que produzimos séria e responsavelmente. Neste iniciar de ano, que gostaríamos que fosse o último de tremendas dificuldades, temos obrigação de fazer passar uma mensagem de energia e esperança a todos os que connosco se relacionam, empresários em especial, pois se esse otimismo for multiplicado em cadeia, obviamente que minimizará o pessimismo e propiciará, porventura, um olhar mais tranquilo sobre o que temos que enfrentar. Vamos dar as mãos nesta corrente, convencidos que não existem anos bons nem maus, simplesmente existem anos diferentes que exigem de nós um olhar também diferente, mas atento e vigilante para não escorregarmos ribanceira abaixo, criando mazelas de irreversível recuperação. Um 2012 cheio de esperança e um horizonte mais solarengo são os nossos desejos. z

JANEIRO 2012

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Publicidade e Serviços Tiragem 65 451 exemplares Depósito legal N. Formação 2012 em brochura Domingues de Azevedo em entrevista 27 30 Artigos de acordo com a nova grafia da língua portuguesa Lugar ao TOC com José António Viegas 4 TOC 142 .º 503 692 310 Telefone: 217 999 700 Diretor A.pt Impressão Sogapal Expedição Luter .otoc. J.º 142 • JANEIRO 2012 06 Propriedade Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas Avenida Barbosa du Bocage. Domingues de Azevedo A.º 150317/00 ISSN 1645-9237 Os artigos publicados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.pt www. Alves da Silva Guilherme W. Domingues de Azevedo Diretores adjuntos Armando Marques Jaime dos Santos Filomena Moreira Manuel Vieira de Sousa Ezequiel Fernandes Rita Cordeiro Editor-geral Roberto Ferreira Redação Jorge Magalhães Nuno Dias da Silva Design e paginação Duarte Camacho Telma Ferreira Fotografia João Miguel Rodrigues Secretariado Raquel Carvalho Colaboram nesta edição António Carlos dos Santos A.FICHA TÉCNICA SUMÁRIO ANO XII REVISTA N. d’Oliveira Martins Jesuíno Alcântara Martins Mário Portugal Rui Laires Publicidade Departamento de Comunicação e Imagem da OTOC Produção editorial e revisão Departamento de Comunicação e Imagem da OTOC Telefone: 217 999 715/17/18/19 Fax: 217 957 332 comunicacao@otoc. 45 1049-013 Lisboa Contribuinte n.

os documentos equivalentes e os problemas legais e fiscais COLABORAÇÃO IDEFF 53 Responsabilidade financeira em tempos de crise COLABORAÇÃO ISCAL 56 A prestação de garantia no processo de execução fiscal FISCALIDADE 60 Tributação em IVA de trabalhos de tipografia. OTOC e AFP 26 SNC e os juízos de valor em Coimbra | IV Congresso dos TOC | Conferência «A importância do anexo no SNC» 27 XXV Seminário do CILEA.textos publicados em 2011 JANEIRO 2012 5 . em Braga | Formação 2012 em brochura 28 Provas públicas dos colégios de especialidade | Inquérito sobre as reuniões livres LIVROS 34 IRS 2011 | Contabilidade financeira | A jurisprudência e os tribunais ORDEM NOS MEDIA 35 Imprensa e redes sociais GABINETE DE ESTUDOS 36 A nova parafiscalidade: a tributação por via de cortes na despesa com remunerações de funcionários e pensionistas 43 Código de contas.SUMÁRIO 16 Na sombra da grande metrópole: «A Soma das Partes» passou por Setúbal NOTÍCIAS 18 «A Soma das Partes» em Santarém | Sorteio do controlo de qualidade 20 Imperfeições de um imposto omnipresente: VI Conferência GEOTOC 24 Iniciativa legislativa da Ordem | Apresentada candidatura ao CES | Presença semanal na «Praça da Alegria» 25 Novo sítio da Ordem | Observatório Diário Económico. repografia e restauro de livros CONSULTÓRIO TÉCNICO 65 Perguntas e respostas LISTA DE ARTIGOS 2011 69 Lista de artigos publicados na Revista TOC 73 Consultório técnico . declarações eletrónicas e informática A CONTABILIDADE E O FISCO 49 As faturas.

ENTREVISTA 6 TOC 142 .

Na previsão que fazemos. até à conjuntura económica internacional e à necessidade de a Europa. antes dos próprios contabilistas. procuramos manter um ritmo elevado de atividade e. caminhar no sentido de uma harmonização fiscal como forma de reforçar o verdadeiro espírito de comunidade. António Domingues de Azevedo. acima de tudo. Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. porque potenciaria situações incompreensíveis de injustiça fiscal até ao perigo iminente de desumanização do sistema fiscal.8 por cento nos rendimentos e 2. Constituirá um momento alto para repensar muitos comportamentos e sobressairão os que se encontrarem melhor preparados para responder ao importante papel que a profissão tem que desempenhar. onde a real capacidade financeira dos cidadãos deixa de ser relevante. constituirá para eles também uma excelente oportunidade de repensar muitas coisas que até hoje eram vistas como adquiridas na profissão e que as circunstâncias obrigarão. não obstante os afetar. TOC . Dos planos da Ordem para o novo ano que agora se inicia. Da defesa de uma profissão viva e ativa até à chegada da troika e ao que isso representa para o povo português: uma espécie de atestado de menoridade e de incompetência.ENTREVISTA Qualidade e preparação profissional têm que ser as grandes apostas dos TOC A mudança de atitude é inevitável e não depende dos empresários. as apostas nucleares da Ordem mantêm-se. TOC . em concreto. Que vertente assumirá maior relevância em 2012? D. A. e que passam por uma atenção redobrada sobre as questões de âmbito social. a reequacionar. Pensar o papel do contabilista nas empresas apenas numa ótica de responder às obrigações declarativas fiscais é um pensamento redutor e JANEIRO 2012 7 . TOC .Apesar dos números. indubitavelmente. que medidas da Ordem? D. Por Jorge Magalhães D a realidade concreta da profissão para a aldeia global. por exemplo. na primeira pessoa. devemos antever os efeitos que ela terá na atividade da Ordem.7 por cento nos gastos. – É natural que tenhamos que reajustar algumas iniciativas. em consequência.A ideia do TOC criador de valor e a inevitável proatividade que tal implica exigirá. mas entendemos que as questões de âmbito social deverão merecer uma atenção redobrada. – Os técnicos oficiais de contas têm uma especificidade muito peculiar. É com estas coordenadas que os profissionais terão que movimentar-se. Da inevitabilidade de o contabilista olhar a sua atividade sob um novo ângulo até à necessidade de se clarificarem regras para o acesso ao desempenho de alguns cargos políticos.O Plano de Atividades e Orçamento para 2012 aprovado recentemente em assembleia geral prevê uma diminuição de cerca de 3. A. O lema do IV Congresso é também disso sintoma. Do desejo de que Portugal não caminhe para uma taxa única de IVA. salvaguardar as questões relacionadas com os apoios sociais aos membros. A crise que a economia portuguesa atravessa. São números que refletem a atual conjuntura do País? Domingues de Azevedo – Evidentemente a crise também nos afeta e.

«Contabilista Público». A Ordem tem cerca de 76 mil membros. Uma empresa ou empresário não conseguem sobreviver sem a informação contabilística inerente à sua atividade. julgo eu. nas áreas da sua competência. pela sua conceção de interesse público. existem dois lugares para as profissões liberais e aquilo que a Ordem reclama. Não se pense que é desmedida a pretensão da OTOC. o que só pode ser conseguido com exigências de rigor e sensibilidades que se adquirem ao longo da vida com formação contínua. no entanto. A. não obstante ter aquela licenciatura.. por exemplo. – Essa é uma alteração que pensamos introduzir na próxima alteração ao Estatuto. A. penso que é merecida a sua aceitação na concertação social. tem vindo. Como é sabido. pelas razões apontadas.. a Ordem apresentou formalmente a sua candidatura para integrar o Conselho Económico e Social. Não faz sentido que ambos os lugares sejam preenchidos por uma estrutura particular. Por estas razões. 8 TOC 142 . Sei que isso não é fácil de obter. é um desses lugares. É intenção da Ordem usar uma designação que poderá estar próxima das seguintes: «Contabilista Certificado». Se esta diferenciação não for feita gerar-se-á inevitável confusão que urge evitar. mas essa tem que ser a grande aposta: a qualidade e a preparação profissional. a provocar um conjunto de discussões que têm construído uma imagem destas instituições bem diferente daquela a que estávamos habituados. mas também pelo muito que a Ordem ainda tem para dar ao País e à sociedade. pensa percorrer o País explicando aos membros a sua visão sobre a forma como se materializa junto das empresas o técnico oficial de contas criador de valor. Que razões sustentam esta mudança? D. pelo que a Ordem. a maior organização de regulação pro- fissional existente em Portugal e. Os profissionais têm que compreender que é necessário uma nova atitude que passa por um romper de amarras. pode não estar habilitado para assumir a responsabilidade por contabilidades como. Contabilista é todo aquele que tem uma licenciatura em Contabilidade mas. um licenciado em Direito pode não ser advogado. conceitos e valores que não se coadunam com as potencialidades dos TOC nem com as necessidades das empresas. TOC – O contabilista tem que ser um elemento incontornável… D.ENTREVISTA inadequado à nossa realidade empresarial. TOC – No final do ano. pois ela é o sustento e o guia que ilumina o caminho que deve ser percorrido. em 2012. «Contabilista Oficial» ou qualquer outra que ao tempo se mostre mais adequada às funções que os profissionais desempenham. sobretudo em períodos de crise. Que papel poderá a Instituição desempenhar nesse órgão constitucional? D.A OTOC poderá desaparecer em breve para dar lugar à Ordem dos Contabilistas. devem estar representados no CNOP cerca de 140 mil profissionais. TOC . – O TOC tem que estar para as empresas e empresários como o ar que respiramos está para a vida. A este novo profissional são-lhe exigidos conhecimentos e sensibilidades muito profundas. Todos quantos fazem desta a sua profissão sentem-se. um pormenor que teremos que resolver. «Perito Contabilista». relacionado com o nome. deixando de fora a maior organização portuguesa de regulação profissional que é a OTOC. Nós executamos e interpretamos a contabilidade pelo que penso fazer mais sentido que sejamos chamados de contabilistas e não de técnicos. um pouco deslocados em relação à designação atribuída. Existe. Em termos globais. – A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é. Esta realidade tem que ser vivida e alimentada pelos profissionais. em todos os domínios. como é o caso do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP). A.

A. primeiro como presidente da ATOC. O próprio tema do Congresso. Esperamos realizar nos dias 14 e 15 de setembro o maior congresso alguma vez feito em Portugal por uma profissão. os destinos da entidade reguladora da profissão. – Esperamos que o IV Congresso dos Técnicos Oficiais de Contas seja um dos momentos mais altos da profissão e que. nos sintamos mais orgulhosos. Em novembro de 2011.ENTREVISTA PERFIL António Domingues de Azevedo nasceu em 1950. no final. A. Técnico oficial de contas há mais de três décadas. finalmente. «TOC – Uma nova atitude». pensamos lançar um verdadeiro repto aos profissionais para uma viragem na maneira de estar e viver a profissão. constitua a consagração internacional da Instituição. o desenvolvi- JANEIRO 2012 9 . desde o início. depois da CTOC e. Para além das representações que esperamos receber de diversos países europeus. Foi a primeira vez que em Portugal se atribuiu tal distinção. como primeiro Bastonário da OTOC. O mundo mudou.Para este ano está prevista a realização do IV Congresso dos Técnicos Oficiais de Contas. em Vila Nova de Famalicão. Esperamos que aquele evento seja mais um dos muitos momentos altos que a Ordem tem propiciado à profissão e que todos nós. foi deputado à Assembleia da República durante três mandatos. O evento terá a duração de um dia e meio. TOC – A internacionalização da OTOC poderá conhecer impulsos significativos em 2012. Que novidades se podem esperar para este grande encontro de profissionais? D. O que é que justifica esta abertura? D. por proposta do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). Lidera. de algum modo. não deixa de ser um forte apelo a uma mudança na maneira de estar e exercer a profissão. – Há uma verdade incontestável. integrando sempre a Comissão Parlamentar de Economia e Finanças. recebeu o grau de «Professor Especialista Honoris Causa». TOC . culminando assim um percurso fulgurante em apenas 14 anos (1995-2009). da América Latina e de todos os países de língua oficial portuguesa. contará com sessões paralelas e os que assim o pretendam poderão apresentar trabalhos que serão discutidos naquelas sessões.

na forma como apresentavam as suas ideias e opiniões nos requerimentos enviados para os serviços de Finanças. a continuar o caminho que temos vindo a seguir. Sei. sabendo qual é o seu 10 TOC 142 . as organizações já não sobrevivem sozinhas. A Ordem tem compreendido esta realidade procurando participar nas organizações internacionais e manifestando as suas opiniões sob as mais diversas questões. não pode ficar à margem do processo evolutivo e ser mera espetadora dessa realidade. não querem um contabilista apenas para que. essas decisões não são desta ou daquela organização. não as poderá influenciar. através do voto. porém. como um parceiro do empresário na tomada de decisões? D. que tem consciência da sua importância no desenvolvimento social. Mas o fato de haver pessoas que pensam de forma diferente não deve restringir as nossas decisões. definitivamente. através da minha pessoa. Querem um contabilista que lhe organize minimamente uma estrutura de custos de uma forma simples. Essa é a nossa realidade e perante ela temos dois comportamentos possíveis: ou participamos dessa realidade vivendo a vida na forma e dimensão em que ela se nos oferece. que é a maior organização mundial que trata dos assuntos relacionados com a Contabilidade. mas hoje estou convencido que os próprios profissionais compreenderam que o único caminho a seguir é o da qualidade. A. passando a ser mero espetador das decisões que afetam o universo contabilista português. ocupa uma vice-presidência. ainda no decurso deste ano. em Braga. mas sim por aquilo que entendo ser mais importante para a profissão. Sempre disse que não me condiciono ao que diz o membro A ou B. É esta nova atitude que fará do TOC um parceiro das decisões. sabem dar-lhe valor. participando em dois grupos especializados de A mudança de atitude na profissão não depende dos empresários. realizaremos no próximo dia 9 de março. cada vez mais. Nos dias que correm. Esses querem um serviço de qualidade e. percetível e manuseável. proceder à inscrição no IFAC (Federação Internacional da Contabilidade). A. Integra a EFAA (Federação Europeia dos Contabilistas e Auditores para as Pequenas e Médias Empresas) como membro de pleno direito. e particularmente. deixando que a realidade nos passe ao lado. é que se a Ordem não participar na formação das decisões. tem sido cristalina e incitam-me. Em colaboração com este organismo. de três em três anos têm oportunidade de. não só na capacidade de argumentar. lhe venha pedir dinheiro para a Segurança Social. Hoje. verter as suas ideias sobre a estrutura das decisões que as organizações tomam. Uma profissão que se quer viva e ativa. têm que se interligar sob a forma de federações e. através da sua participação. o planeta é uma espécie de aldeia global onde tudo se comunica e partilha. quando o têm. Os empresários. mas sim das que têm uma estrutura global representativa. – Não sei se serão muitos os profissionais que se interrogam sobre a validade da participação da Ordem naquelas organizações. TOC . procurando na medida das nossas possibilidades participar nas tomadas de decisão.ENTREVISTA mento das tecnologias encurtou as diferenças físicas e culturais. uma vez que o dossiê já foi entregue e aceite. trabalho que tratam de questões técnicas e de questões da educação. nos órgãos próprios.Mas há profissionais que se interrogam sobre a real utilidade dessas opções… D. e disso não tenho dúvidas. A realidade. do rigor e da responsabilidade. numa atitude eremita. Tem que intervir e influenciar e. Se os membros estiverem em desacordo com as minhas ideias. Dizia-me ainda há bem pouco tempo um diretor de Finanças que se notava uma alteração de qualidade muito significativa nos profissionais. ou então fechamo-nos no nosso canto. Hoje. Neste momento. manifestar essa discordância. no final do mês. Integra o CILEA (Comité de Integração Latino Europa-América). onde. da exigência. Não há mais protecionismo e muito dificilmente se guardam segredos. uma conferência internacional subordinada ao tema «Sustentabilidade Empresarial». – O ponto de partida foi muito difícil. TOC – O que falta para o TOC se assumir. manifestar as suas opiniões. a Ordem está nas organizações europeias e mundiais mais representativas da profissão. mas também. pelo menos aqueles que minimamente o são. o IVA e a avença. Esperamos.

mas não se destina maioritariamente a eles. essa estrutura em função dos seus proveitos. Um empresário digno desse nome não quer um contabilista que lhe apareça no final do ano com relatórios muito bem elaborados. no sentido correto? D. mas pago condignamente. quando o têm. ultrapassando aquele ponto crítico. sabem dar-lhe valor. se necessário. O descrédito da Contabilidade não está em si mesma como ciência. TOC – O plano de combate à fraude e evasão apresentado pelo Governo vai. Por outras palavras. Por isso. em substância. Esses querem um serviço de qualidade e. a viabilidade dos seus custos e a possibilidade de reajustar. o que aceita a cumplicidade de construir a aventura. Por isso. muito complexos. um criador de valor e não um custo de contexto que tem que ser suportado. pois acaba por se constituir como peça imprescindível na dinâmica global da empresa. em seu entender. Esse profissional não é trocado por avenças de miséria. perde dinheiro. mas sim na forma como nós a usamos. a mudança de atitude na profissão não depende dos empresários. A informação contabilística é elaborada por contabilistas. por vezes. o companheiro no percurso empresarial. tem que ser percetível e útil. É esta nova atitude que fará do TOC um parceiro das decisões. O combate exige meios JANEIRO 2012 11 . Quer um contabilista que. com regularidade. mas sim ao público em geral. A. – A fraude e evasão fiscal têm contornos que são. analise a evolução dos seus negócios.ENTREVISTA limite de preço e tendo consciência que. com palavras muito bonitas mas que ele não entende.

Os arranjos nos escalões do IVA são o prenúncio para uma taxa única? Foram corrigidas algumas distorções ou apenas existiu a preocupação de maximizar a receita? D. e espero. Penso que. o IVA tem um papel importante a desempenhar. se deveria fazer um esforço de trazer para dentro do sistema situações que dele andam arredadas. não porque eu possa individualizar o seu pagador. É por isso que temo muito a denominada simplificação. Não obstante questionar alguma da orientação seguida. o que para mim é sinónimo de injustiça fiscal. aos que são usados por quem provoca aqueles fenómenos. pois essa gerará situações incompreensíveis de injustiça fiscal. TOC . Desde logo porque limita de forma nítida o espaço decisório dos nossos governantes. mas sim pelo tratamento diferenciado dos produtos de primeira necessidade. Neste contexto. Houve uma enorme evolução no funcionamento da administração fiscal que lhe conferiu um nível de percetibilidade muito elevado para lidar com este tipo de fenómenos. mesmo aqueles que são pagos de forma indireta. A. constitui uma espécie de atestado de menoridade e de incompetência aos portugueses para governar o seu próprio País. Penso. em paralelo. é meu entendimento que Portugal estará hoje no pelotão da frente com meios humanos e técnicos capazes de responder positivamente a esse desafio. 12 TOC 142 . TOC . mas tão só e apenas no domínio da sua rendibilidade económica. a troika foi a pior coisa que aconteceu a Portugal nos últimos tempos. como ali- ás já existiu com resultados muito bons a nível nacional. As pessoas não são iguais. – A fiscalidade e os impostos advêm e aplicam-se às pessoas. em boa verdade. deixando os destinos de Portugal na mão de estrangeiros. É. – Com o devido respeito por quem pensa de forma diferente. que não caminhemos para uma taxa única. Quem paga impostos são apenas os que se encontram a funcionar legalmente. pois. urgente encetar uma ação pedagógica de forma a criar a apetência de cumprimento. O que assistimos não foi uma alteração da incidência do IVA com essas preocupações.ENTREVISTA humanos e técnicos comparáveis.É dos que considera que a troika foi uma bênção e veio disciplinar o sistema fiscal português? D. A. no mínimo. pelo que também não o podem ser no pagamento de impostos. o que.

Voltando à questão. através dos impostos. Quer isto dizer que a carga fiscal atingiu o limite do suportável e quem pode procura paragens mais “amigas”? D. sabe e sabia. o que. métodos e condições da sociedade organizada angariar os meios necessários ao seu financiamento. mas por razões de mera rendibilidade económica do sistema. Depois. TOC – A realidade dos últimos meses não tem percorrido essa via… D. A. à medida que as vamos alcançando. por isso. de valores que se aproximem da realidade vivida pelos elementos do agregado familiar. um dos melhores sistemas fiscais da Europa. recentemente. A humanização da tributação verificada com a reforma de 1989. Esse desiderato não é um ponto estático. desde sempre o sistema tratou de forma diferente a família e os contribuintes considerados isoladamente. Esta é uma das bizarrias do nosso sistema fiscal. A. Só que. Esse tem cumprido de forma exemplar os seus desígnios. em termos genéricos. não por razões doutrinais. com aumento de desemprego e das dificuldades para as pessoas.ENTREVISTA Estamos a regredir a passos largos para o sistema de 1963. na comparticipação das despesas da sociedade. não julgo consubstanciar injustiça. esses sim. Quem precisa de ser disciplinado não é o sistema fiscal. A. marcadamente para a beneficiar o capital. dado o seu isolamento. provavelmente. mas sim fatores determinados em função de elementos que inquinam de injustiça o ato de pagamento de impostos. tem que ser balizado em função da sua real e efetiva capacidade financeira. mas sim evolutivo que se faz por etapas sucessivas. não a efetiva capacidade. porque alimentaram e permitiram que chegássemos ao ponto em que nos encontramos. onde a real capacidade financeira dos cidadãos não era relevante. os valores humanistas que sempre caracterizaram as sociedades democráticas. Isso é perigoso. O que penso é que nada justifica o curto espaço de tempo dado para esse reajustamento. alheando-se. pois ao desenraizar-se o pagamento de impostos da realidade objetiva de quem os paga. se tivermos em consideração a realidade cultural portuguesa quanto a este aspeto. mas sim as fontes de rendimento. muitas vezes até ultrapassando-os. As necessidades financeiras dos Estados são diretamente proporcionais ao esforço que eles façam para a resolução dos problemas dos seus cidadãos. precisam de disciplina. – Assistimos desde há algum tempo a uma tentativa de abandonar o esforço para encontrar a realidade financeira dos componentes do agregado familiar.A família constituída com base no casamento é discriminada nas deduções do IRS. uma meta pela qual lutamos todos os dias. É insensato não prever as consequências do que está a acontecer e essas só podem conduzir a uma recessão económica ainda mais acentuada. pois no âmbito do agregado familiar podem gerar-se sinergias e poupanças atendendo ao seu número que não será possível quando se trata de um único contribuinte. definidos os limites da diferenciação. os decisores. Portugal tem. Outros grandes grupos portugueses tinham-no já feito. que um dos maiores grupos económicos portugueses transferiu a sua sede para a Holanda. – A perfeição é um mito. onde a real capacidade financeira dos cidadãos não era relevante. Quem paga impostos são as pessoas. avaliada esta em função de dados genéricos das necessidades para se ter uma vida com um mínimo de dignidade. a meta parece estar cada vez mais distante. mas sim as fontes de rendimento. Que outras gostaria de ver corrigidas? D. O esforço que cada um faz. TOC – Ficamos a saber. Os políticos. que era impossível manter as coisas no ponto em que elas se encontravam e. TOC . passando a relevar para efeitos da determinação dos quantitativos que cada um entrega. e muitas vezes contradizendo. porque tem sido uma excelente cobertura para implementar medidas e decisões. Qualquer pessoa minimamente sensata. veio introduzir-lhe fatores que o diferenciam na busca de uma maior justiça fiscal. Os sistemas fiscais são um conjunto de normas onde se definem os princípios. A diferença pode apenas residir na JANEIRO 2012 13 . Esse objetivo consegue-se através de deduções ao rendimento ou à coleta. – Nos impostos não há sistemas mais ou menos amigos. Estamos a regredir a passos largos para o sistema de 1963. está-se a afastar do sistema a sua humanização. um reajustamento das contas públicas era inevitável.

Ficou surpreendido com a distinção? É um triunfo pessoal. Independentemente de quem o faz. – O grau académico «Professor Especialista Honoris Causa» que me foi atribuído pelo Instituo Politécnico de Lisboa (IPL) sob proposta do Instituto de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). – De certo modo sim. não obstante os sacrifícios inerentes. é uma realidade importante para a criação daquele espírito. encontram na política campo fértil para as suas ideias. A.. por vezes. ao permitir que dentro do seu espaço comunitário existam tais desigualdades promovendo. É verdade que os atores. não só pelo título em si. Uma espécie do «bem prega o Frei Tomás. constituindo-se como garantia básica que as pessoas que ocupam esses lugares teriam um mínimo de conhecimentos sobre a vida.» Num momento em que Portugal precisa do concurso de todos para dobrar as dificuldades em que vive. pois não estava à espera de tão grande honra. dedicar-se a encontrar a melhor forma de condução de um povo. Os fenómenos que nesse domínio ocorreram recentemente em Portugal são bem o rosto do capitalismo sem pátria. Evidentemente que fiquei muito surpreendido. penso que o problema não pode ser visto apenas pelo prisma da legalidade. imoral e antipatriótico. Tem-se denegrido de forma inusitada o desempenho da função política.. ou a falta dela. democrático em que se revelaram algumas especificidades que um dia a história julgará. dos técnicos oficiais de contas como classe ou de ambos? D. Enredamo-nos em questões de somenos valor. A harmonização fiscal. Desconhecendo as razões em que assenta a decisão da mudança da sede de uma empresa. tem vindo a criar dificuldades em separar o trigo do joio. com dignidade. A Europa ainda não foi capaz de criar. a dificuldade de conviver com a própria democracia. onde a coberto da liberdade de cada um se desrespeita a liberdade dos outros. A consciência cívica dos portugueses. As lutas sem sentido e. embora ela venha diminuir a soberania dos Estados membros. que é equiparado a doutoramento. mas particularmente para todos os técnicos oficiais de contas. conforme já afirmava Platão. não serão os mais competentes a definir o rumo de Portugal. é injusto. mas também pelo facto de ser atribuído pela primeira vez em Portugal. é também responsável pelo estado a que o País chegou? D. um verdadeiro espírito de comunidade. a Europa não está a ser inimiga de si própria. pelo enorme esforço que tem vindo a fazer de aperfeiçoamento. para além dos aspetos financeiros. não só para mim. Porque muitas vezes isso interessa a inconfessáveis intentos. sendo ela das mais nobres que se podem desempenhar. Garantido aquele cenário. TOC – Nesta questão. deixando os sacrifícios para os outros. TOC – Foi distinguido recentemente com o grau de «Professor Especialista Honoris Causa» pelo IPL. correndo o risco de deixar de haver trigo e passar a existir apenas o joio. mas sim os que. alguns têm a faculdade de fugir a esse aperto. sobre as suas necessidades. os escolhidos deveriam ser respeitados pelo povo que representam e ter condições mínimas para o desempenho. E isso deveria ser respeitado e elevado. é quase uma atitude de marginal.. e não eu. A harmonização fiscal (. acima de tudo. mas hoje ser político. z 14 TOC 142 . A. É um sinal de grande nobreza dar o nosso melhor para encontrar as soluções mais justas e adequadas para os problemas de uma sociedade. A. menosprezando muitas vezes os efeitos secundários que isso tem no coletivo. Seria interessante clarificarmos regras para o acesso ao desempenho de alguns cargos políticos. de certa forma. um verdadeiro espírito de comunidade. o povo e. merecia e merece esta distinção. dão demasiado o flanco.. A Holanda é um país com uma cultura muito influenciada pelos seus vizinhos e onde os cidadãos têm um nível de vida muito superior ao que existe em Portugal. – Portugal teve um percurso A Europa ainda não foi capaz de criar.) é uma realidade importante para a criação daquele espírito. não singrando noutros domínios. sem nação e sem moralidade.ENTREVISTA classificação dessas necessidades e na forma de obter os correspondentes meios financeiros. foi uma grande honra. mas sim pelo prisma do patriotismo e da moralidade. cidadão que tem conduzido a profissão. TOC – Platão escreveu: «O castigo por não participares na política é acabares governado por alguém que te é inferior». A não ser assim. para além dos aspetos financeiros. a “lei da selva”? D. muitas vezes. A profissão. daquelas funções.

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NOTÍCIAS Na sombra da grande metrópole «A Soma das Partes» passou por Setúbal S etúbal foi. referiu que este já conheceu fases de «prosperidade e recessão». referiu. Leonor Freitas entende que há um imenso caminho para desbravar. José Mourinho? Muitos portugueses certamente desconhecem. Cerca de uma centena de profissionais participaram na organização conjunta da Ordem. empreendedor e empregador». O Bastonário da Ordem deu as boas-vindas aos membros e afirmou que a «mobilização da capacidade criativa» deve acontecer nos momentos difíceis. «A solução está na escola». Se hoje a região continua a não se livrar do rótulo de «problemática». Sabia. com cerca de 1 milhão de habitantes. diz. o Estado e as empresas. A panorâmica deslumbrante para o porto de Setúbal foi o tónico matinal para o início da conferência «A Soma das Partes». o Syrah 2005. em Fernando Pó. Apesar de já existirem vinhos com a designação «Península de Setúbal». em jeito de recado. igualmente. desemprego. que leva cunhado o nome da mãe. Defendendo com unhas e dentes o mundo rural. Só através desta assunção de novos valores se obtém a mudança de mentalidades. por exemplo. Ela é a atual proprietária e gerente da «Casa Ermelinda Freitas». o país cresce». fome e contestação social. «O moscatel tem um potencial tremendo e creio que pode tornar-se uma assinatura da região». Domingues de Azevedo enalteceu o prestígio associado a esta conferência. no Hotel do Sado. que o eventual avanço de projetos como o TGV ou o aeroporto obriguem a «retalhar» os nossos «jardins de vinha». que sonha ver «ativo. Armando Pires sublinhou o papel da educação e do ensino no desenvolvimento das populações. no passado dia 9 de janeiro. tornando Setúbal um local que marca pontos e ganha notoriedade. Não abdicando do “fato” de governante. tornando a atividade económica insustentável. Leonor Freitas mostrou-se partidária de uma inversão de paradigma. eleita deputada pelo círculo de Setúbal. em detrimento do hipervalorizado meio industrial. contudo. que se pode gabar de ostentar o melhor vinho tinto do mundo. durante muito tempo. o ensino de curta duração e com especialização profissional. para a soma das partes. na Marateca. manter os técnicos oficiais de contas em «relação direta» com os agentes e as realidades empresariais concretas de cada região. valorizando e prestigiando o meio rural. 16 TOC 142 . ou seja. «é um produto turístico». mas que uma coisa é certa: «Quando Setúbal cresce. que classificou como um «veículo extraordinário para a promoção da profissão». Trata-se de um florescente negócio vitivinícola. A primeira intervenção de fundo pertenceu a Maria Luís Albuquerque. que foi na cidade do Sado que nasceu o treinador mais aclamado do Planeta. Não podemos falhar». o terceiro distrito mais populoso do país. Há que corrigir esta lacuna». moderno. A empresária teme. com o intuito de saber quanto vale. permitindo. TSF e Diário de Notícias. um distrito associado a realidades sombrias: crime. «Aos formados no politécnico está vedada a atribuição do título de doutor. declarou que «vivemos sob a ditadura da dívida» e de um «orçamento muito exigente para as famílias. Leonor Freitas é o rosto de uma das «jóias da coroa sadina». Leonor Freitas defendeu que a vinha. mas meio mundo tem a resposta (Setúbal) na ponta da língua. a verdade é que outros fatores positivos emergiram. Na apreciação no distrito que a elegeu. secretária de Estado do Tesouro e Finanças. O presidente do Instituto Poli- Fotos: Rui Minderico / Controlinveste técnico de Setúbal defendeu o reforço do investimento neste tipo de variante universitário. só por isso.

com/user/OrdemTOC www. Diminuir e não somar Depois da pausa para um retemperador café. Contudo. A autarca setubalense classificou os tempos atuais de «maior regressão política e civilizacional de 37 anos de democracia». Mariana Aiveca. Contudo. z Vídeos e fotos disponíveis em: www. O deputado do PSD. rematou. à semelhança do resto do país. considerando que com este modelo seria possível «aproximar os decisores das populações afetadas». Para lançar pistas e moderar a conversa esteve o jornalista do DN. António Perez Metelo intrometeu-se e oportunamente lembrou que parques industriais com o prestígio da CUF. Nuno Magalhães salientou que «Setúbal deve influenciar. Aiveca defendeu que Setúbal sofre muito com o «estigma de ser o subúrbio da cidade grande. A edil prosseguiu no tom crítico.NOTÍCIAS O TOC da região de Setúbal escolhido para a intervenção habitual em «A Soma das Partes» foi Rui Lima. Lima defendeu a tese que «a estabilidade tributária pode provocar um desagravamento fiscal. a regionalização. Antes de terminar. Tem sido antes um país de diminuir e não de somar». O também formador da Ordem debruçou-se sobre os instrumentos fiscais das autarquias da região sadina. um grande ponto de interrogação pode acontecer no próximo ano quando. invertendo a lógica vigente das grandes para as pequenas obras. referindo que «os tempos são exigentes. em representação do Bloco de Esquerda. Rui Lima Maria das Dores Meira O ex-governante sustentou. regresso à sala para o debate com os deputados eleitos.flickr. aludiu a «vocação do distrito enquanto fachada atlântica e grande mercado europeu». começou por declarar que Setúbal é.» Maria das Dores Meira pautou a sua intervenção por não se escudar em meias palavras. na perfeição. Pedro Ramos. A meio da primeira ronda. As despedidas pertenceram ao Bastonário da Ordem que se congratulou pela vivacidade do debate durante toda a manhã. estiver concluído o processo de reavaliação urbanística.youtube. sendo frequentes os «tentadores convites à emigração» para paragens longínquas. Maria das Dores Meira tocou num tema muito caro à maior parte dos autarcas. Lisnave e Siderurgia deixaram de existir no distrito. Eduardo Cabrita do PS. O caminho para muitos é procurar emprego no exterior. Acreditar no futuro é ter a capacidade de criar em vez de destruir». que «olha-se para Setúbal como uma periferia desqualificada do Terreiro do Paço». «Portugal não tem sido a soma das partes. Por seu turno. se estima. deputado do PCP. precisa de respostas imediatas. António Perez Metelo. lembrou que o seu partido fez promessas ferroviárias e rodoviárias. que nas breves palavras introdutórias considerou que devido ao facto de Setúbal ser normalmente arrastado pela situação nacional personificar. sublinhou. «ligar o Porto de Sines com o transporte de mercadorias é fulcral». Pegando na deixa. Disse ao que vinha e foi suficientemen- te clara na abordagem da sua intervenção. «Os deputados presentes demonstraram um profundo conhecimento do distrito pelo qual foram eleitos. Bruno Dias. exemplificando com diapositivos e tabelas alusivas aos concelhos em causa. mas sempre para os que mais foram sacrificados. mas o atual contexto impõe cautela e ponderação.com/photos/ordemtoc/ JANEIRO 2012 17 . em vez de ser influenciado». O desemprego de longa duração numa geração sem margem para se reconverter e a degradação urbana do parque habitacional foram dois dramas apontados pela deputada. o deputado do CDS referiu que a «diversidade do distrito tem sido prejudicada pela falta de rumo e uma estratégia comum e agregadora». com desgosto. Nesta conferência somámos as partes. É contra isto que me manifesto». disse. referiu que uma região que «padece de fraturas profundas». o «duche escocês». «vítima do pacto de agressão à economia portuguesa».

Francisco Moita Flores. com o objetivo de selecionar os técnicos oficiais de contas que serão objeto de controlo de qualidade em 2012. concluiu. nos termos do artigo 12. . dever-se-á ter em conta o seguinte. tendo sublinhado a «tarefa difícil e exigente» que compete aos controladores. em obediência aos seguintes critérios propostos pela CCQ e sancionados pelo Conselho Diretivo: . no Santarém Hotel A Ordem. Funchal. c) e d) do número 1 do art.7. Sorteio do controlo de qualidade 800 membros serão visitados O terceiro sorteio público. «O controlo é um dos parâmetros de defesa da profissão e se abdicarmos da qualidade estamos a praticar concorrência desleal». Setúbal e Guarda. Portalegre.Os restantes 10 por cento devem ser efetuados às sociedades de profissionais inscritas na OTOC. O universo selecionado é aleatório e abrangeu os TOC a exercer a profissão. ativos e reinscritos. no Santarém Hotel. e pelos vogais da Comissão de Controlo de Qualidade. vogal da comissão de controlo de qualidade. autarcas e "forças vivas" da capital ribatejana vão debater questões prementes no âmbito da fiscalidade. realizou-se em 29 de dezembro. tendo elogiado o «sentido de colaboração» demonstrado pelos profissionais.º do EOTOC. Pedro Caeiro. do empreendedorismo e do investimento. no auditório da sede da Ordem. Caeiro realçou que o controlo de qualidade.Que seja fixado o número de novos controlos a efetuar em 800 membros. Aveiro. tem-se assumido como um «instrumento de caráter pedagógico».90 por cento dos controlos devem ser efetuados a TOC cujo modo do exercício da sua atividade se enquadre nas alíneas a). já confirmou a sua presença.º do Regulamento do Controlo de Qualidade (RCQ). . oriundos de todos os distritos do País e Regiões Autónomas.O sorteio deve ser em todos os casos por distrito. trito uma percentagem que tenha em conta o peso percentual dos TOC e sociedades de profissionais no todo nacional. eletrónico e aleatório. realiza a 13 de fevereiro. Viana do Castelo. presidente da Câmara. cabendo a cada disalguns profissionais e presidida pelo diretor Jaime dos Santos. Pedro Caeiro e Veiga Pereira. a conferência «Portugal . em parceria com a TSF e o Diário de Notícias. empresários. serão atribuídos aos profissionais seis créditos. Para efeito do controlo de qualidade.NOTÍCIAS «A Soma das Partes». A cerimónia foi testemunhada por 18 TOC 142 . em Santarém A 13 de fevereiro. . do número fixado.A soma das partes: As economias como fator de desenvolvimento». técnicos oficiais de contas. Durante uma manhã. As nove primeiras iniciativas desde ciclo de conferências tiveram lugar em Faro. pese embora a resistência inicial de alguns profissionais. em Lisboa. Bragança. fez um breve balanço da ação desenvolvida pela Ordem: «Em três anos controlaram-se 1 500 profissionais e a taxa de reclamação é baixíssima». Os TOC e o público em geral podem aceder ao evento mediante o pagamento de 20 euros. à semelhança da metodologia utilizada nos sorteios anteriores. Ponta Delgada.

NOTÍCIAS 13 de fevereiro Santarém Santarém Hotel Inscrições em otoc.pt JANEIRO 2012 19 .

velho IVA. A mudança de ano em nada alterou a problemática. o primeiro painel da manhã teve como oradora. realçando que algumas das alterações que vão entrar em vigor. dedicado aos «Regimes de tributação por opção – A saúde e o imobiliário». Porto no novo. Coube a Daniel Bessa. com algumas delas. voltou a centrar atenções sobre «As renúncias à isenção em IVA». Diante de cerca de 350 profissionais. Xavier de Basto. de forma a superar a crise e ultrapassar a onda das Cassandras». tendo acentuado que «as isenções em IVA contribuem para acentuar a sua não neutralidade económica e financeira» e que. 20 TOC 142 . Paz Ferreira deu a receita: «É essencial que cada um faça o seu trabalho bem feito. especificamente a referente à diretiva 2010/45 da UE. O seu colega na Autoridade Tributária e Aduaneira. nomeadamente as cujo limiar supera os 50 mil euros. Cidália Lança. É algo enriquecedor que permite conhecer em toda a sua dimensão as classes profissio- A nais e. Domingues de Azevedo afirmou tratar-se de um dos «impostos mais aliciantes e complexos» do universo tributário. o Gabinete de Estudos da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e o Instituto de Direito Económico. desta feita subordinada ao tema «A tributação das atividades económicas em IVA». em vigor desde 1 de janeiro passado. «é reconhecido o caráter excessivamente restritivo do regime da renúncia à isenção do IVA no setor do imobiliário». No âmbito da legislação comunitária. presidente do IDEFF. agendada para 1 de janeiro de 2013.» Os comentários/apresentação estiveram a cargo de Angelina Tibúrcio. colocada no Centro de Estudos Fiscais. o que pode ser explicado pela necessidade de «combate à fraude e evasão fiscais para pôr cobro aos casos de abuso. «não são relevantes e notórias do ponto de vista substancial». no caso concreto. Financeiro e Fiscal (IDEFF) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa promoveram a sua VI Conferência Internacional. A começar pela sessão de abertura. os temas em debate foram os mesmos de outubro e os protagonistas pouco diferiram. a 7 de janeiro. dúvidas e imperfeições de um imposto omnipresente. no Porto. o que explica que a composição desta comissão da Ordem seja constituída por juristas e TOC. presidente do GEOTOC.NOTÍCIAS Eduardo Paz Ferreira. comentou o alcance da intervenção. Moderado por Mário Portugal. «em casos concretos e condições apertadas o legislador permite a renúncia à isenção. «Sou apologista da expansão das “universidades” para além das suas fronteiras.» São essas as razões do novo regime de renúncia à isenção do IVA no setor imobiliário (Decreto-Lei 21/2007). Restrições no regime de renúncia à isenção No segundo painel. um dos grandes arquitetos do IVA português. salientando que a ação do Gabinete de Estudos da Ordem tem privilegiado a «relação natural» entre a contabilidade e o direito. que decorreu em Lisboa. salientou a relação salutar entre a instituição que lidera e a entidade reguladora da profissão de contabilista. Aproveitando os 25 anos da introdução do imposto em Portugal. O Bastonário acrescentou que esperava uma «discussão rica contribuiria para estruturar o conhecimento e a prática profissional». Uma semana depois do dealbar do novo ano e com um «horizonte de nuvens negras». Rui Laires. a dos técnicos oficiais de contas são uma classe com grande apetência pelo saber». reafirmando a ideia do aparente paradoxo do tema em análise: «Há alguém que seja tão distraído e que renuncie à isenção de um imposto? Há e não anda distraído. dar por concluída a sessão de abertura. moderado por Rodrigues de Jesus.» Para esta subdirectora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. a faturação e as regras de exigibilidade. a 21 de outubro e que foi replicada. inspetora tributária. Cidália Lança alertou para alterações previstas para breve no domínio das declarações recapitulativas. A especialista debruçou-se ainda sobre a declaração recapitulativa. Domingues de Azevedo e Daniel Bessa Cidália Lança Mário Portugal Rui Laires Imperfeições de um imposto omnipresente VI Conferência internacional GEOTOC. Eduardo Paz Ferreira.

algum problema informático. cujo relatório final foi conhecido no último trimestre de 2009. sobretudo. «Na Irlanda monitoriza-se os setores onde predomina o pagamento em dinheiro. uma questão de vontade política. principalmente com o elevado número de exclusões para efeitos da renúncia. tal como em Lisboa. como no bolso dos portugueses: a economia paralela. por exemplo. Porque. O jurista e fiscalista procurou «suavizar um tema pesado» e. pelo interesse da plateia. coube a António Carlos dos Santos. Como as soluções tecnológicas não são suficientes para apanhar todos os infratores. mas é. ex-diretor-geral dos Impostos. parece ter cumprido a missão. Falta de vontade política «A tributação dos pequenos contribuintes» foi o mote para o quarto painel e.» Tecnologia e educação fiscal Miguel Silva Pinto trouxe até à unidade hoteleira do Porto um tema muito em voga e com reflexos tanto nas páginas dos jornais. apesar de o caminho prometer muitos ziguezagues. Angelina Tibúrcio não tem dúvidas que a contenção da Diretiva «contrasta com o caráter excessivo e restritivo do Decreto-Lei 21/2007. a dificuldades técnicas: «O problema não será tanto. Enquanto em Portugal ainda persiste uma «falta de cultura cívica e fiscal». a coesão europeia fraqueja quando os Estados membros consideram que determinadas regras podem lesar os seus interesses financeiros.» Todavia. na renúncia à isenção do IVA nas operações imobiliárias. mas um imposto “beligerante”.» António Carlos dos Santos lembrou ainda que o país teria a ganhar em termos de combate ao mercado paralelo.º). «A tributação do setor público e a relevância dos subsídios». debruçar-se sobre o assunto. «no domínio fiscal. Silva Pinto referiu que no nosso país a fiscalização «centra-se na atenção ao regime de IVA no setor das sucatas e a tributação de métodos de avaliação indireta na matéria coletável». ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e também ele membro do GEOTOC. uma das mentoras desta JANEIRO 2012 21 . de 24 de junho) contém a indicação de que as medidas deveriam ser «proporcionadas e limitadas à resolução do problema de forma a evitar as práticas do aproveitamento ilegítimo do direito à dedução do IVA. há alterações em curso. coube a Nunes dos Reis. agravar os custos ou complicar os procedimentos administrativos.NOTÍCIAS Rodrigues de Jesus Xavier de Basto Angelina Tibúrcio Miguel Silva Pinto Clotilde Celorico Palma Apesar de os abusos não serem um exclusivo lusitano. a criação do regime dos pequenos sujeitos passivos. se optasse por um regime simplificado e deixou no ar uma crítica contundente à atuação das três entidades que assinaram com o governo português o programa de apoio financeiro: «A troika não colocou nada disto no programa. Silva Pinto deu uma pequena volta ao mundo sobre a forma como diversos países combatem a fraude e evasão fiscais. tendo a oradora dado conhecimento do ponto da situação das propostas de Diretiva e de Regulamento. neste capítulo.» Complexidade e falta de harmonização O quinto e último painel do dia foi subordinado ao tema.» O que. este conselheiro fiscal em Bruxelas propôs «tornar o sistema de IVA mais eficaz e promover a educação fiscal». lembrando que estão isentas mas que na Diretiva do IVA (artigo 137. o que não deixa de ser preocupante. certamente. Clotilde Celorico Palma. membro do GEOTOC e professor universitário. Carlos dos Santos lembrou que «até hoje nenhum destes regimes foi implantado» e que se tal não sucedeu não se ficou a dever. a Diretiva (2006/69/CE. os Estados membros «têm a faculdade de conceder aos sujeitos passivos o direito de optar pela tributação. assentando a sua apre- sentação nos resultados produzidos pelo Grupo para o Estudo da Reforma Fiscal. Numa mesa moderada por Avelino Antão. na Escandinávia exerce-se um controlo sobre o comércio eletrónico. deixa uma questão: «Será que Portugal observou a regra comunitária da proporcionalidade?» Angelina Tibúrcio passou ainda em revista as operações financeiras. como fez questão de enfatizar. comentar o tema. e onde se propunha. Depois de ter feito uma resenha histórica sobre as tentativas de implementar regimes simplificados.» Perante este cenário.» Pelas razões expostas e muitos mais. Angelina Tibúrcio é clara: «O IVA não é o imposto neutral que pretende ser. Há coisas evidentes que não aparecem e esta é uma delas. enquanto na Espanha aposta-se no reforço da consciência fiscal». por exemplo. no entender da oradora.

» As palavras finais ficaram reservadas para Domingues de Azevedo. que classificou a conferência de «muito alta qualidade» mas que de pouco servirá se «os profissionais não tiverem a capacidade de assimilar e desenvolver o que aqui foi dito. escapavam ao pagamento de impostos.flickr. a nobreza e o clero. o único elemento de gestão disponível é o TOC. Crítico da falta de articulação. mais competências e ser melhor remunerada». Para tal. A questão tinha várias respostas. paulatinamente. Antes da conclusão. tendo repescado um sermão do século XVII do Padre António Vieira. a darem «novos saltos». Para muitos empresários. «a jurisprudência e uma nova diretiva de IVA em matéria de subsídios. com o novo Estatuto. os contabilistas podem contar. identificou problemas no tratamento em IVA das entidades públicas. um normativo que «nos abriu diversas portas. Um empresário é uma coisa. numa tarde onde se falou de temas graves e sérios. o moderador Manuel Faustino deitou uma pitada de boa disposição. na opinião da oradora. Depois de passar o simbólico e tradicional dia de Reis com a família. o presidente do Gabinete de Estudos recordou uma das grandes orientações que tem norteado o organismo: «Os TOC são capazes de fazer ainda muito mais. Acredito que. fotos e apresentações disponíveis em: www.youtube. o custo da não existência de fronteiras foi. em dezembro de 2011. Dois problemas que têm como soluções.» Clotilde Palma advertiu a existência para os esforços redobrados que têm de ser envidados se entrar em vigor a proposta da Comissão Europeia. desde logo. Acontece que os subsídios a nível continental se confrontam com «falta de harmonização e o risco de provocar distorções de competência». sustentou Daniel Bessa. o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais referiu que «a única harmonização fiscal que existe é semântica». Na sessão de encerramento. uma vez mais. mas Mocoroa enfatizou «a complexidade do sistema atual. começou por afirmar que a fraude e a evasão fiscais são «o custo que estamos a pagar pela globalização.com/user/OrdemTOC www. Isabel Vega Mocoroa viajou de Espanha até à cidade do Porto.NOTÍCIAS Avelino Antão Nunes dos Reis António Carlos dos Santos Manuel Faustino Isabel Vega Mocoroa conferência. rematou. Para finalizar. que põe fim à tributação na origem. nomeadamente no que diz respeito à circulação de mercadorias e posteriormente à fraude em carrossel. A docente universitária no departamento de Economia Aplicada na Universidade de Valladolid abordou o IVA nos subsídios em 27 países da União Europeia.» O Bastonário reforçou a ideia de que «é necessário dominar de forma profunda as matérias com que trabalhamos» e incentivou.» Um dado há a reter: dos 27 países da UE. tendo defendido uma harmonização efetiva. os TOC. o relatório Monti.» No espaço dedicado ao comentário. devido à falta de harmonização e neutralidade e à excessiva complexidade. que confessou ainda que a sua grande preocupação «é a gestão. a profissão pode ganhar mais atributos. foi a pergunta de partida.com/photos/ordemtoc/ «Pasta TOC» 22 TOC 142 . «Porquê reabrir o debate sobre este imposto?». um gestor é outra. 14 subiram a taxa de IVA. uma grande transformação. para bem e para mal. «O que é complexo gera incerteza».» z Vídeos. António Carlos dos Santos observou que o «Estado-empresário» tem vindo a dar lugar a um «Estado regulador» e o IVA não está imune ao contexto político-económico. Em 1993. que já na altura advertia que as classes mais desafogadas. a necessidade de aumentar a receita arrecadada e o livro verde sobre o futuro do IVA.

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Na missiva enviada ao CES. assessoria fiscal e apoio à gestão». Presença semanal na «Praça da Alegria» Colaboração no programa mais antigo das manhãs da TV A Ordem mantém com periodicidade semanal uma colaboração no programa «Praça da Alegria». na qualidade de associação pública representativa dos técnicos oficiais de contas. prestam esclarecimentos e dão conselhos úteis sobre temas relacionados com a atualidade fiscal. nos termos do que dispõe a Lei n. Todo o processo. o Bastonário Domingues de Azevedo ou a consultora. A forma como o processo vai decorrer pode ser consultada no sítio da Ordem. no ar há 16 anos. a Ordem apresentou formalmente a sua candidatura para integrar este órgão constitucional de consulta e concertação social. A «Praça da Alegria» é o programa matutino de maior longevidade da televisão portuguesa. de 4 de junho – Lei da Iniciativa Legislativa dos Cidadãos.NOTÍCIAS Iniciativa legislativa da Ordem Disponibilização atempada de meios para envio de declarações fiscais Já se encontra disponível no sítio da Ordem a iniciativa legislativa no sentido de estabelecer um espaço de tempo mínimo entre a disponibilidade de meios por parte da tutela e o prazo limite para o envio das declarações ficais. salientando o «papel fundamental no nosso tecido económico e social enquanto parceiros dos empresários na criação de valor para as suas empresas no domínio da contabilidade. o Bastonário da Ordem explana os motivos pelos quais entende que a classe deve estar representada neste órgão. dando assim força a uma vontade legítima e adequada para os profissionais da Contabilidade e da Fiscalidade. Os vídeos podem ser vistos no Canal OTOC. a altura de maior audiência dos programas da manhã. A Ordem irá seguir o princípio da iniciativa legislativa popular. Sempre depois do meio dia. 24 TOC 142 . da RTP-1. está disponível no sítio da Ordem. Paula Franco. Silva Peneda. Solicita-se a todos os profissionais a sua participação nesta iniciativa da Instituição. mantendo um público fiel. Apresentada candidatura ao CES Bastonário salienta papel fundamental no tecido económico e social Em carta remetida a 28 dezembro ao presidente do Conselho Económico e Social (CES). pelo que o projeto de lei que altera o Código de Procedimento e de Processo Tributário deverá ser subscrito (assinado) por todos os que manifestarem vontade para o efeito.º 17/2003. incluindo a carta e o memorando da candidatura.

Trata-se de uma iniciativa que visa avaliar a participação cívica dos portugueses no debate sobre a fiscalidade. Casalta Nabais. OTOC e AFP Objetivo é avaliar participação cívica dos portugueses A Ordem. Vasco Valdez.pt/pt/). destaque para novas funcionalidades tecnológicas. com cobertura mediática assegurada no Diário Económico e no Económico TV. o novo sítio encontra-se a funcionar em paralelo com o outro sítio existente. Carlos Lobo. de pesquisa mais simples e exaustiva. com a unificação de informação que se encontrava dispersa. Para familiarizar os membros com este novo espaço fundamental para o seu dia a dia. Observatório Diário Económico. Da reunião tripartida realizada na sede da Ordem ficou definido a realização de duas grandes conferências este ano. as mudanças nesta área no atual contexto de crise. Os melhores especialistas da fiscalidade nacional vão integrar esses grupos de trabalho. Flickr e Blogger. Mais acessível a quem ele acede. Fiscalidade Comparada e Justiça Tributária. Clotilde Celorico Palma e Vieira dos Reis são alguns dos intervenientes confirmados. Amaral Tomaz.pt Entretanto. procurando explicar ao grande público. António Carlos dos Santos. de forma simples. encontra-se disponível no sítio da Ordem o guia do utilizador da nova página. Manuel Porto. JANEIRO 2012 25 . Fiscalidade. De entre as novidades introduzidas.otoc. foram as principais características incorporadas no novo rosto da página da Ordem. o Diário Económico e a Associação Fiscal Portuguesa reuniram no início de janeiro para definir os termos de funcionamento do «Observatório da Fiscalidade Portuguesa». a 27 de março e a 27 de novembro. Twitter.NOTÍCIAS Novo sítio entra em funcionamento Guia do utilizador disponível para consulta Já se encontra disponível o novo sítio da Ordem na internet (http:// novosite. Oportunamente informaremos os membros da data a partir da qual o novo sítio passará a funcionar de forma autónoma. nomeadamente a que permite localizar através do Google Maps as instalações da Ordem em todo o país e a que possibilita «partilhar» notícias através de múltiplas plataformas como o Facebook. Xavier de Basto. cheFaça-nos che gar as suas sugestões/cosugestões/co mentários ao departamento de Comunicação e Imagem da Ordem através do endereço: comunicacao@otoc. Mais funcional. mais intuitivo e de fácil navegação. Consumo. Foram constituídos cinco grupos temáticos para analisar as políticas fiscais em vigor e apontar novos caminhos: Rendimento.

Tal como aconteceu na edição passada. uma conferência subordinada ao tema «A importância do anexo no Sistema de Normalização Contabilística». Durante um dia. em Lisboa A maior sala de espetáculos do país receberá a 14 e 15 de setembro. Conferência «A importância do anexo no SNC» Centro de Congressos de Lisboa. as implicações do novo sistema normalizador através de diversos ângulos. Integram a comissão científica Ana Maria Rodrigues. no próximo dia 16 de março. 26 TOC 142 . A sessão de abertura e de encerramento será assegurada pelo Bastonário da Ordem. em 2009. em quatro painéis. diretamente relacionados com a profissão ou com ela interligados. no auditório do ISCAC. Para efeitos do controlo de qualidade serão atribuídos 12 créditos. Está também prevista a entrega do Prémio Professor Doutor António de Sousa Franco. Os membros interessados podem participar mediante o pagamento de 50 euros. para membros e público em geral. a 16 de março «O SNC e os juízos de valor – uma perspetiva crítica e multidisciplinar» é o tema genérico de uma conferência organizada em conjunto pela Ordem. estimando a presença de mais de sete mil técnicos oficiais de contas no Pavilhão Atlântico. Cidália Mota Lopes e Tomás Cantista Tavares. Está garantida a presença de representantes da CPLP. O programa e as inscrições. Para efeitos do controlo de qualidade. na Quinta da Bencanta. disponíveis para membros e público em geral. no sítio da Ordem. empresários e técnicos oficiais de contas vão dar a sua perspetiva sobre a importância da informação financeira e do anexo no sistema normalizador. passarão pelo pavilhão que outrora foi denominado de «Utopia» diversos painéis de interesse. Especialistas na área da fiscalidade. a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC).pt). Daniel Bessa. IV Congresso dos TOC 14 e 15 de setembro.NOTÍCIAS SNC e os juízos de valor em debate No ISCAC de Coimbra. serão atribuídos 12 créditos. Os alunos da FEUC e do ISCAC que pretendam assistir aos trabalhos devem inscrever-se através do seguinte contacto: Amélia Paulos – bs@iscac. estão disponíveis no sítio da Ordem (www. otoc. O Conselho Diretivo da Ordem promete organizar o maior evento alguma vez realizado por uma entidade profissional no nosso país. Este evento contará ainda com a presença do diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. Domingues de Azevedo e pelo presidente do Gabinete de Estudos. contabilidade e auditoria vão debater. banqueiros.pt ou pelo telefone 239 802 187.Uma nova atitude» é o tema a que o evento estará subordinado. o IV Congresso dos TOC. Os profissionais e o público em geral podem aceder ao Centro de Congressos de Lisboa mediante o pagamento de 35 euros. em Lisboa. no Centro de Congressos de Lisboa. a 23 de março A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas organiza a 23 de março. «TOC . O programa e as inscrições encontram-se disponíveis.

ocupando o Bastonário um lugar de vice-presidente. O “cardápio” de formações fica completo com a realização das tradicionais reuniões livres das quartas-feiras. As inscrições estão abertas para técnicos oficiais de contas e público em geral. Venezuela e Colômbia. Roménia. no sítio da Ordem. Itália. Chile. Espanha. para membros e público em geral. A primeira grande formação é a eventual sobre o Orçamento do Estado para 2012 e o encerramento de contas de 2011. com uma periodicidade quinzenal. No que diz respeito à formação de caráter permanente está prevista uma ação sobre SNC – Microentidades. são alguns dos temas que serão debatidos por profissionais de Portugal. onde exaustivamente se descreve os vários tipos de ações que a Ordem agendou para 2012. a ética profissional e a responsabilidade Formação 2012 em brochura Conteúdos programáticos de todas as ações já calendarizadas Juntamente com o número deste mês da Revista TOC segue uma brochura com o plano global de formação e conteúdos programáticos para o corrente ano. «Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade)» e «NCRF 21 – Provisões. Brasil. Colégio dos Economistas de Espanha. 27 e 28 fevereiro. «SNC – Ativos não correntes» e «SNC – Ativos correntes». O programa e as inscrições encontram-se disponíveis.NOTÍCIAS XXV Seminário do CILEA. a crise económica e a sustentabilidade da Europa. e outra sobre entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade). Bolívia. este seminário regressa a Portugal e volta a reunir os melhores especialistas de contabilidade do mundo latino. Com o novo ano regressa também a formação à distância para os membros que preferirem esta via. em Braga. a 16. Um ano depois do evento realizado no Funchal. a 9 de março «Sustentabilidade empresarial» é o tema do XXV Seminário do CILEA (Comité de Integração Latino Europa-América) que se realiza no próximo dia 9 de março. 14. Argentina. em Braga Theatro Circo. desta feita tendo como palco o carismático Theatro Circo da «cidade dos arcebispos». entidade a que está associada. Para efeitos do regulamento de controlo de qualidade. a 13. A 25 de janeiro arrancam dois cursos. 15 e 16 de fevereiro. como pedra angular a formação e os dois primeiros meses são reflexo disso mesmo. em parceria com o CILEA. França. A 16 de fevereiro principiam outros três cursos: «SNC – Microentidades». serão atribuídos 12 créditos. mediante o pagamento de 50 euros. JANEIRO 2012 27 . A estratégia global de ação da Ordem tem. Decorrerá a nível nacional entre os dias 23 de janeiro e 4 de fevereiro. e o social. uma vez mais. Esta edição totaliza 48 páginas. A contabilidade. O calendário devidamente atualizado pode ser encontrado no sítio da Ordem. ativos e passivos contingentes»). A organização está a cargo da Ordem.

Barbosa du Bocage) e pela representação permanente. realizada em dezembro. no Porto (Rua da Boavista). por isso. a Ordem está a levar a efeito no seu sítio um inquérito junto dos membros para aferir da sua opinião sobre o atual modelo. À semelhança das discussões públicas anteriores. O calendário está disponível no sítio da Ordem. em Lisboa (Av. considerando o simbolismo destes atos. todos os profissionais a preencherem o questionário. Inquérito sobre as reuniões livres Preencha o questionário disponível no sítio No sentido de rever o conteúdo estratégico e o modo de funcionamento das reuniões livres das quarta-feiras. que apresentou no Colégio de Contabilidade Pública uma investigação sobre as contas consolidadas da Universidade de Lisboa. outros candidatos a especialistas vão ser chamados em janeiro e fevereiro. convida-se os membros interessados a assistir aos eventos. e a 6 de fevereiro e serão repartidas pela sede da Ordem. desta feita apenas no âmbito do Colégio de Impostos sobre o Rendimento. Recorde-se que a primeira especialista da OTOC foi Olga Silveira.NOTÍCIAS Provas públicas em janeiro e fevereiro Colégios de especialidade Depois da primeira fase de discussões públicas dos trabalhos no âmbito dos colégios de especialidade da Ordem. 28 TOC 142 . Convidam-se. contribuindo para conferir mais solidez às decisões que forem tomadas para as ações de formação desta natureza. As provas decorrerão a 19 e 27 de janeiro.

NOTÍCIAS JANEIRO 2012 29 .

1980. Contraditório? Nem por isso. refere. quebrando resistências e medos. José António Viegas quase que já «faz parte da mobília». «Só com uma relação de cumplicidade foi possível elevar esta empresa a um patamar “PME Líder” e. Duas centenas de créditos Aos 57 anos. mais tarde. Praticamente um quarto de século. Seixal. Viegas afirma que sem o seu «impulso» estes dois objetivos não teriam sido viáveis. enveredar pelo caminho da certificação». até à recente gestão de stocks. «o comandante do navio que nunca abandona o barco». O processo de convivência e aprofundamento da amizade entre TOC e empresário fez o resto. o profissional define o seu percurso na empresa com uma atitude que qualquer TOC deve ter. uma empresa que comercializa materiais para construção. após um grande trabalho de sensibilização dos donos do negócio. desde 1988. rudimentar no ano da fundação. A empresa. à inovação. É em Casal do Marco. 30 TOC 142 . Todo este processo de crescimento teve José António Viegas como testemunha privilegiada. e que exemplificam na perfeição como é que o profissional pode criar valor acrescentado». deu lugar. foram batalhas ganhas arduamente. É o técnico oficial de contas residente. que entretanto se expandiu para o Algarve.LUGAR AO TOC A construir valor com a solidez do betão Por Nuno Dias da Silva Nome TOC n. betoneiras e outras máquinas para a construção civil estão à vista de todos os que entram no show room da Munditubo. a uma maior abertura à tecnologia. disciplinada e referenciada.º Distrito/Cidade Entidade empregadora Clientes José António Viegas 6 598 Setúbal/Seixal Munditubo 10 (por conta própria) or todo o lado respira-se um ambiente de obras. Sem falsas modéstias. sem haver trabalhos em curso. capitalizou P interesses em Angola e adquiriu novas instalações em Lisboa. Andaimes. que se localiza a sede desta bem sucedida empresa do ramo da construção. «Cumprir determinados rácios financeiros e trabalhar de forma organizada.

Prova disso é que entre 2006 e 2011 o meu volume de créditos situa-se nas duas centenas». Perante um o novo paradigma. a conversa deriva para o nome de Rui Rio. onde estudou até aos 14 anos. dificultando a reclassificação de tudo o que estava a ser feito em ambiente SNC». «Tenho pena que o processo do SNC. refere. diz que é preciso dar mais visibilidade aos profissionais e fazer com que a nova Autoridade Tributária e Aduaneira respeite todos os que exercem esta atividade. Se o cumprimento dos deveres foi complexo. «Não tenho uma carreira universitária. Apesar de elogiar o «caráter interventivo» do Bastonário. José António Viegas conheceu um percurso de vida atribulado. Este profissional defende que o modelo atual de TOC assenta numa nova atitude profissional. trata-se de uma necessidade estar up to date com as mais recentes novidades. sempre me foi muito útil». nomeadamente em laboratórios de produtos farmacêuticos. mas o saber de experiência feito. Preconceitos empresariais As queixas sobre a tutela vão-se acumulando. Acumulou experiência basta em diversos empregos nos domínios da administração e gestão.LUGAR AO TOC Contudo. alteraram o plano de contas para as pequenas empresas. tenha sido conduzido de forma lamentável. Foi posto à prova em múltiplas situações. o justo impedimento tem de ser uma realidade. Nasceu no Barreiro. um dos TOC mais «notáveis» do País. Temos de ser capazes de impor ao Ministério das Finanças o reconhecimento deste direito nuclear». o governo também não ajudou. Os prazos para assi- milar a mudança de mentalidades e hábitos foram demasiado apertados e sem uma plataforma informática à altura. o que tornou tudo ainda mais difícil». «É preciso não esquecer que somos funcionários públicos sem remuneração e regalias. alicerçado em formação contínua. A meio do diálogo com o interlocutor. lamenta. «Já pertence ao passado a preocupação exclusiva com os documentos. inicia o Curso Geral do Comércio na qualidade de trabalhador estudante. «Quase no final de 2011. disse. diz. que nos aproximou dos empresários e prestigiou a nossa classe. «Para mim a formação não é para cumprir calendário. Na sua memória está bem fresca a cronologia dos acontecimentos. Foram 18 anos preenchidos em empresas comerciais. sustenta Viegas. altura em que foi expulso do ensino por se ter recusado a vestir a farda da Mocidade Portuguesa. «a Ordem tem de dar o contributo para que os profissionais sejam mais do que os meros responsáveis perante a administração fiscal». Para José António Viegas frequentar ações de formação não é uma obsessão. deve andar a morder os calcanhares aos mais assíduos. Por exemplo. Os TOC concentram as suas atenções no controlo de gestão». Se não é o profissional recordista em créditos acumulados. até chegar à Munditubo. Em 1969. revela. José António Viegas subscreve as declarações do presidente da Câmara JANEIRO 2012 31 .

acabando alguns por ceder». o TOC pode ser de relevante utilidade nas autarquias». Com a crise no seu expoente máximo. o TOC da margem sul defende uma análise casuística: «Para produzir informação.LUGAR AO TOC Municipal do Porto sobre a conotação negativa atribuída aos políticos com avisadas preocupações pelas «contas públicas» e aponta o dedo aos empresários: «Existe uma corrente empresarial que resiste em assumir. até porque já foi membro da Assembleia Municipal do Seixal: «Se endireitar as contas numa empresa é difícil. Não coloco em causa a qualidade do trabalho. Quando a contabilidade deixar de ser secundarizada.» Se os empresários nem sempre são sensíveis à dimensão do trabalho do TOC. mas é insuficiente. A construção civil é um dos mais afetados. «Setúbal é um barómetro determinante a nível nacional. «Os TOC são funcionários públicos sem remuneração e regalias». mas profissionais motivados e bem remunerados também são condições essenciais. podia ter cedido. defende. «A Câmara tem um economista. Nos últimos meses as centrais de betão estiveram quase paralisadas. Este técnico controla apenas o orçamento camarário e pouco mais. Os empresários por vezes querem bom e barato e não evitam regatear preços junto dos TOC. Viegas avança com uma sugestão: «A Ordem devia controlar de forma mais apertada os empresários que mudam de contabilista. A aquisição das novas instalações em Lisboa apertou o cerco financeiro.» z 32 TOC 142 . A rescisão dos contratos por parte dos empresários só podia ser aceite se fosse invocada justa causa. o que dizer dos políticos? Viegas não alimenta ilusões. sem preconceito. há certas práticas responsáveis por isto. E trabalho também não lhe falta. a quantidade enorme de TOC disponíveis no mercado devido à «quase total absorção da capacidade interventiva dos profissionais» E. Penso que alguns empresários. apreensivo. o papel da contabilidade. como se fossem saltimbancos. mas se não fosse a «tábua de salvação» chamada Angola e a estrutura financeira da Munditubo. mas dá que pensar. provavelmente os 50 euros será um preço justo. antes de o serem. onde aos serões e ao fim de semana ainda lhe sobra tempo para debruçar-se sobre uma dezena de contabilidades a nível particular. Dependerá da estrutura administrativa de custos do próprio profissional. defende o TOC da margem sul O justo preço das contabilidades A crise veio para ficar e não poupa setores. José António Viegas observa. Enveredam nos negócios sem qualquer ideia da importância da contabilidade e querem a ajuda dos contabilistas para pagar menos impostos. o que acontece é que os poderes político e económico teimam em prevalecer sobre o interesse nacional». afiança. o que será numa autarquia ou num país… Os TOC teriam um papel a desempenhar na administração local. para um pequeno estabelecimento de um empresário que tenha 10 documentos mensalmente. inclusive o modelo 22. Mão de obra qualificada existe. inclusive fora da Munditubo. Viegas reconhece não ter razões de queixa dos seus patrões. E exemplifica com a realidade que melhor conhece. «Um escritório com cerca de uma centena de clientes é um manifesto exagero. a tendência natural passa pela diminuição da carteira de clientes.» Sobre o «discutível e polémico» tema das avenças ao desbarato. deviam ser obrigados a frequentar um curso de empreendedorismo. Conheço um escritório no Montijo que trabalha 24 horas por dia. no seu entender. reconhece Viegas. que é obrigatório. a do Seixal. Nos tempos mais recentes forneceram "apenas" quatro metros cúbicos de betão».

Instrumentos financeiros Dis3312 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL1912 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL2012 | 2 horas | 3 créditos MAIO POCAL .Instrumentos financeiros Seg1612 | 8 horas | 12 créditos Relatórios de sustentabilidade e contas Seg1712 | 8 horas | 12 créditos Infrações fiscais Dis2412 | 8 horas | 12 créditos Análise de balanços e estudo de indicadores económico e financeiros Dis2512 | 16 horas | 24 créditos Código Fiscal de Investimento Dis2612 | 16 horas | 24 créditos IVA (revisão ao Código) Dis2712 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL1512 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1612 | 2 horas | 3 créditos DEZEMBRO Tema livre RL2112 | 2 horas | 3 créditos Consulte os conteúdos programáticos no sítio da Ordem ou na brochura distribuída com esta revista. ativos e passivos contingentes Dis0412 | 16 horas | 24 créditos SNC .aspetos contabilísticos e fiscais Dis1912 | 16 horas | 24 créditos Código Contributivo Dis2012 | 16 horas | 24 créditos Ética e deontologia Dis2112 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL1112 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1212 | 2 horas | 3 créditos OUTUBRO NCRF 17 .PLANO GLOBAL DE FORMAÇÃO segmentada.Passivos correntes e não correntes Dis0612 | 16 horas | 24 créditos Impostos diferidos Dis0712 | 8 horas | 12 créditos Norma contabilística para pequenas entidades Dis0812 | 16 horas | 24 créditos IRS e benefícios fiscais (revisão ao Código) Dis0912 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0512 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0612 | 2 horas | 3 créditos SETEMBRO NCRF 27 .Procedimento tributário gracioso Dis1712 | 16 horas | 24 créditos POCAL . liquidação.Microentidades Dis0512 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0312 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0412 | 2 horas | 3 créditos JULHO Infrações fiscais Seg1412 | 8 horas | 12 créditos IVA (Revisão ao Código) Seg1512 | 16 horas | 24 créditos Estruturação de um quadro de bordo de apoio à gestão (balanced scorecard) Dis2212 | 12 horas | 18 créditos Código dos contratos públicos Dis2312 | 12 horas | 18 créditos Tema livre RL1312 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1412 | 2 horas | 3 créditos NOVEMBRO Revisão das normas contabilísticas Per0212 | 32 horas | 48 créditos Avaliação de empresas Seg2112 | 16 horas | 24 créditos Dissolução.quadro07 ) Seg0812 | 16 horas | 24 créditos Preenchimento do mapa de fluxos de caixa Seg0912 | 8 horas | 12 créditos Regime contabilístico e fiscal das depreciações e amortizações Dis1012 | 8 horas | 12 créditos Apuramento do lucro tributável (Preenchimento da declaração modelo 22 .Ativos biológicos . permanente.Procedimento tributário gracioso Seg1112 | 16 horas | 24 créditos Mais e menos-valias em IRC e IRS Dis1412 | 8 horas | 12 créditos NCRF 12 . eventual. fusão e cisões de sociedades (aspetos contabilísticos e fiscais) Dis3012 | 16 horas | 24 créditos Contencioso tributário Dis3112 | 24 horas | 36 créditos Tema livre RL1712 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1812 | 2 horas | 3 créditos FEVEREIRO SNC .Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais Per0112 | 24 horas | 36 créditos Ética e Deontologia Seg1012 | 8 horas | 12 créditos O TOC .Microentidades Seg0212 | 16 horas | 24 créditos Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade) Seg0312 | 16 horas | 24 créditos Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade) Dis0312 | 16 horas | 24 créditos NCRF 21 . liquidação. . ativos e passivos contingentes Seg0112 | 16 horas | 24 créditos SNC .Ativos correntes Dis0212 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0112 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0212 | 2 horas | 3 créditos ABRIL IRC (revisão ao Código) Seg0712 | 16 horas | 24 créditos Apuramento do lucro tributável (Preenchimento da declaração modelo 22 .quadro 07 ) Dis1112 | 16 horas | 24 créditos IRC (revisão ao Código) Dis1212 | 16 horas | 24 créditos Preenchimento do mapa fluxos de caixa Dis1312 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL0712 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0812 | 2 horas | 3 créditos JUNHO Cálculo financeiro Seg1212 | 8 horas | 12 créditos Código Contributivo Seg1312 | 16 horas | 24 créditos O TOC .Organização e preparação das notas anexas às demonstrações financeiras Dis1612 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0912 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1012 | 2 horas | 3 créditos MARÇO IRS e benefícios fiscais (revisão ao Código) Seg0412 | 16 horas | 24 créditos Norma contabilística para pequenas entidades Seg0512 | 16 horas | 24 créditos Dossiê fiscal .Provisões. fusão e cisões de sociedades (aspetos contabilísticos e fiscais) Seg2212 | 16 horas | 24 créditos Avaliação de empresas Dis3212 | 16 horas | 24 créditos NCRF 27 .Ativos não correntes Dis0112 | 16 horas | 24 créditos SNC .Imparidades de ativos Dis1512 | 8 horas | 12 créditos Dossiê fiscal .Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais Dis1812 | 24 horas | 36 créditos NCRF 17 . distância e reuniões livres 2012 JANEIRO NCRF 21 .Provisões.Ativos biológicos .aspetos contabilisticos e fiscais Seg1812 | 16 horas | 24 créditos Contabilidade orçamental na administração pública Seg1912 | 16 horas | 24 créditos Mais e menos-valias em IRC e IRS Seg2012 | 8 horas | 12 créditos Revisão das normas contabilísticas Dis2812 | 32 horas | 48 créditos Contabilidade orçamental na administração pública Dis2912 | 16 horas | 24 créditos Dissolução.Organização e preparação das notas anexas às demonstrações financeiras Seg0612 | 16 horas | 24 créditos SNC .

cada um deles. é juiz conselheiro na secção do contencioso administrativo e na secção do contencioso tributário do Supremo Tribunal Administrativo. Têm em comum a paixão pela contabilidade financeira e o exercício da docência no ISCTE. Título: Guia de poupança fiscal Autor: Pedro Cruz Editora: Vida Económica. a resolução de cada caso está baseada. e cientes da inevitabilidade da adoção de novas soluções.webnode. já na sua segunda edição. sempre que se justifica. Apesar de iminentemente prático. na sua sexta edição. 102 páginas Título: SNC – Casos práticos (Contabilidade Financeira) Autor: António Borges. Nuno Magro e Emanuel Gamelas Editora: Áreas Editora. Pedro Cruz explica como conseguir uma poupança fiscal no seu IRS. atualizaram-se anotações e comentários. Jorge Lopes de Sousa. Manuela Martins. Os membros interessados podem encontrar mais informação sobre este livro no seguinte endereço: http://snc-casospraticos. Com fortes ligações ao ensino superior da contabilidade e dos sistemas de informação contabilísticos das entidades a que se aplicam estes normativos. com. conceberam um conjunto de 96 casos práticos sobre o novo SNC. O autor. Este guia já reflete algumas das alterações propostas pela troika. com o necessário e adequado suporte teórico e remissões para o respetivo normativo contabilístico. com atenção especial à jurisprudência do Supremo Tribunal Administrativo e às necessidades quotidianas dos tribunais tributários. recorrendo a uma linguagem simples e direta. A riqueza das anotações e comentários projeta esta obra para além do tempo e faz dela uma referência no Direito Tributário. nomeadamente o fim ou redução de certas deduções.LIVROS LIVROS IRS 2011 Da autoria do técnico oficial de contas. Na publicação pode ainda encontrar-se um capítulo exaustivo sobre as deduções à coleta. Para facilitar a compreensão são disponibilizados 140 exemplos e cálculos de situações que se aplicam ao seu caso concreto. especialmente para os contribuintes menos familiarizados com as questões tributárias. José Pinhão Rodrigues. Pedro Cruz. Desde a publicação da anterior edição ocorreram inúmeras alterações da legislação aplicável ao procedimento e processo tributário. 680 páginas 34 TOC 142 . Contabilidade financeira São ao todo seis os autores deste livro. antecipando outras que só terão reflexo na declaração do próximo ano. 642 páginas Título: Código de procedimento e de processo tributário – IV Volume Autor: Jorge Lopes de Sousa Editora: Áreas Editora. Pedro António Ferreira. para além de presidir ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. com três partes. Neste IV volume.pt. A jurisprudência e os tribunais Uma obra de grande envergadura e indispensável na biblioteca de quem estuda ou exerce a sua atividade profissional na área do Direito Tributário. sem esquecer uma tabela resumo onde estão sistematizadas as deduções no IRS. o «Guia de Poupança Fiscal» é um manual útil e pedagógico. É que determinado investimento ou despesa certa no momento adequado poderão fazer a diferença entre pagar imposto ou receber um reembolso. melhorada e aumentada.

a reportagem da entrega do título de especialista ao Bastonário. A aceitação crescente desta ferramenta de comunicação por parte dos membros tem correspondência no facto de no «top» seis dos vídeos mais vistos figurarem cinco relativos ao ano transato.ORDEM NOS MEDIA ORDEM NOS MEDIA A ORDEM NAS REDES SOCIAIS 102 495 OPINIÃO QUINZENAL DO BASTONÁRIO visualizações UMA NOVA ATITUDE NA CAUSA PÚBLICA (CONCLUSÃO) n 21 de dezembro www. o prolongamento do prazo de entrega da IES. a necessidade de fundamentar o motivo de determinadas medidas.com/OrdemTOC twitter.com/user/OrdemTOC «Uma maior transparência na gestão da causa pública requer valores e conceitos distintos daqueles a que temos assistido. com 2 319.youtube. bem como os critérios que estiveram na base das decisões» CERCADOS POR UM “MURO” FISCAL n 4 janeiro «É preciso interiorizar que não dependemos só de nós. Para começar uma muito maior exposição dos decisores e. ANÁLISE DA OTOC Agências de viagens . com 2 135. e a Ordem na «Praça da Alegria» da RTP-1.com/photos/ordemtoc 4 104 aderentes 230 seguidores 15 305 Reforço das medidas de combate à fraude e evasão fiscais Soraia Sabino visualizações JANEIRO 2012 35 . mas também há que admitir que Portugal está a dar para o exterior o sinal de que quer mudar de vida. Destacada surge a reportagem com declarações do Bastonário para a prorrogação dos prazos das declara- ções fiscais. alojado na plataforma desde 2010.com/ordemdostoc flickr. o Canal da OTOC no YouTube superou as 100 mil visualizações e conta já com 177 inscritos. com 1 175 visualizações. com 2 894. E esta é a questão: e se não for suficiente?» Poucas semanas após ter atingido os dois anos de vida. com 1 808 visitas. com 3 341 visualizações. segue-se uma entrevista de Domingues de Azevedo à RTP-1. A fechar. consequentemente. surge o vídeo institucional da OTOC.Localização e taxas de IVA Ana Cristina Silva A tributação das gorjetas Elsa Marvanejo da Costa CONTAS & IMPOSTOS Revogação do Regime Especial dos Combustíveis Gasosos Elisabete Cardoso REDES SOCIAIS facebook.

coativa. é uma forma liberal que se traduz na extração monetária dos setores não públicos para o setor público. onde se lê «Deus do céu» deve ler-se «mercados». muitas vezes. No entanto. também o caso dos cortes dos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas introduzidos pelos artigos 21. para os dois grupos sociais que os sofrem. a qualquer preço. o imposto é normalmente configurado como uma prestação pecuniária.º e 25. tais cortes têm. Frederico Guilherme IV da Prússia Hoje. solenemente. não o sendo no plano jurídico. em nome de um princípio de solidariedade.GABINETE DE ESTUDOS A nova parafiscalidade: a tributação por via de cortes na despesa com remunerações de funcionários e pensionistas É juridicamente incompreensível que a simples invocação de um estado de emergência e de um acordo com uma entidade não representativa (a troika) seja um argumento político tão poderoso que sirva para restringir. Por António Carlos dos Santos* | Artigo recebido em janeiro de 2012 Julgo-me obrigado a fazer agora.1 Na sua essência. quanto a nós. é indiferente que o poder político atue do lado da despesa ou do 36 TOC 142 .2 É. unilateral. 3 De facto. direitos fundamentais. produzem efeitos económicos similares aos de um imposto. característica que não é posta em causa pelo facto de a técnica fiscal D poder ser utilizada em relação ao próprio setor público empresarial (sempre que este funciona em regime de mercado e de cálculo económico) ou à função pública. um fenómeno económico a quem. Deste ponto de vista. a literatura económica considera como impostos fenómenos que.º da Lei do Orçamento do Estado para 2012 (LOE 2012). a doutrina jurídica e fiscal reconhece a produção de certos efeitos jurídicos. É o caso da inflação. A assinatura de Frederico Guilherme IV da Prússia pode ser substituída por …(os candidatos nacionais e estrangeiros são muitos…) e um ponto de vista jurídico. a declaração de que nem no presente nem para o futuro permitirei que entre Deus do céu e o meu país se interponha uma folha de papel escrita como se fosse uma segunda Providência. efeitos similares aos de um aumento do IRS sobre vencimentos da função pública (categoria A) e sobre as pensões (categoria H). sem caráter de sanção exigida a cidadãos e a entes coletivos pelos poderes públicos fundamentalmente com objetivos financeiros. no entanto.

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lado da receita: estamos perante medidas de efeito equivalente. É uma questão de forma, não de substância, e as modificações introduzidas por iniciativa do PS, mitigando embora a violência das medidas propostas, não alteram a sua natureza.4 Não sendo impostos no sentido clássico do termo, são figuras híbridas e atípicas que, a meu ver, integram um novo tipo de parafiscalidade, a operar por via da despesa. 5 É essa a razão pela qual muitos censurem tais cortes, invocando, ainda que impropriamente, a violação de um princípio de «equidade fiscal.»6 O poder político dirá, porém, que a forma escolhida não é indiferente, pretendendo justificar os cortes nos subsídios de férias e de Natal previstos na LOE/2012 pela necessidade de a consolidação orçamental dever ser feita em 2/3 pelo lado da despesa e apenas em 1/3 pelo lado da receita7. Daí a rejeição da via fiscal. Subliminarmente, o decisor político deixa passar a seguinte mensagem: embora, no plano político, a medida possa ser acusada de violação de um princípio de «equidade fiscal» por não tratar todos os cidadãos e rendimentos no mesmo plano, no plano jurídico não pode ser acusada de violação do princípio da igualdade sob a forma de princípio da capacidade contributiva, pois este princípio só se aplicaria aos impostos e não aos cortes na despesa, mesmo que estes incidam sobre remunerações. A análise desta questão ocuparia mais espaço do que aquele de que dispomos. No entanto, vamos tentar, de forma sintética, concentrarmo-nos no essencial. Comecemos então pelo passado próximo para aprofundarmos as diferenças

entre as medidas aprovadas no OE/2012 e as que foram postas em vigor quer pela LOE/2011 (Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro) quer pela Lei n.º 49/2011, de 7 de setembro, relativa «à sobretaxa extraordinária» no âmbito do IRS. A redução remuneratória de 2011 Recorde-se que, no caso do universo da função pública, em nome da necessidade de maior consolidação orçamental, todas as remunerações (totais ilíquidas mensais) superiores a 1 500 euros auferidas durante o ano de 2011 haviam sido já objeto de uma «redução remuneratória» calculada por aplicação de uma taxa fixada entre 3,5 e 10 por cento (art.º 19.º/1 da LOE/2011.)8 Esta redução era aplicada a todas as pessoas que, em termos gerais, desempenhassem cargos políticos, exercessem funções públicas ou estivessem vinculadas a empresas e institutos públicos e efetuada em função do nível de remunerações recebidas. De fora desta «redução remuneratória» ficaram as pensões, os rendimentos do trabalho dependente auferidos no setor privado e mesmo alguns rendimentos pagos com dinheiros públicos. As outras categorias de rendimentos não foram afetadas. A pedido de um grupo de deputados, esta medida, entre outras, foi objeto de apreciação por parte do Tribunal Constitucional (TC) de eventual inconstitucionalidade material. Em causa estaria, sobretudo, o facto de essa redução ser definitiva e violar o princípio do Estado de Direito (e o seu corolário, o princípio da confiança legítima), o princípio da igualdade (por discriminação negativa dos trabalhadores da administração

pública) e o direito fundamental à não redução do salário. No seu Acórdão n.º 396/2011, de 21 de setembro de 2011, o TC decidiu, por maioria, não declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das «reduções remuneratórias» constantes do OE/2011. Para o efeito socorreu-se, fundamentalmente, da seguinte argumentação: - Quanto à questão central (na sua própria ótica), a de saber se a medida operava a título transitório ou definitivo, o TC entendeu estarmos perante medidas de caráter orçamental e, consequentemente, medidas que vigoram apenas por um ano (art.º 106.º da Constituição da República Portuguesa - CRP). Mas, dada a urgente necessidade de diminuição do desequilíbrio orçamental, o TC abriu a possibilidade de a medida ser plurianual, repetindo-se em orçamentos posteriores elaborados no quadro de vigência do Memorando de Entendimento com a troika (até 2013). - Quanto ao princípio da confiança legítima, o TC defendeu que o facto de as reduções remuneratórias visarem a salvaguarda de um interesse público prevalecente (combater uma situação de emergência) era uma razão decisiva para rejeitar a alegada desproteção daquele princípio. - Quanto ao princípio da igualdade, o TC argumentou que «invocar, a propósito de mediadas de consolidação orçamental, o princípio da igualdade perante os encargos públicos, princípio estruturante da nossa constituição fiscal, é o mesmo que sustentar que, por exigência do princípio da igualdade, a correção dos desequilíbrios orçamentais tem necessariamente de ser levada a cabo por via tribu-

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tária, pelo aumento da carga fiscal, em detrimento de medidas de redução remuneratória» (p. 14). Segundo o TC, o princípio da igualdade não é um princípio impositivo do sistema fiscal, competindo ao decisor político a livre opção entre a via fiscal ou a via da despesa. Ao TC apenas competiria verificar se as medidas aprovadas são arbitrárias, por sobrecarregarem gratuita e injustificadamente uma certa categoria de cidadãos, o que, segundo ele, não seria o caso: a situação de emergência implicando a adoção de medidas com eficácia imediata, a transitoriedade das medidas, os montantes das reduções em causa e o facto da categoria de cidadãos sacrificada pela medida (os funcionários) estar especialmente vinculada ao interesse público não permitiriam afirmar a arbitrariedade da medida. - Finalmente, quanto à invocação da irredutibilidade dos salários, o TC defende que tal princípio tem raízes infraconstitucionais (em termos, aliás, não absolutos) e não propriamente constitucionais. Para o TC não se trata também de uma garantia que, por força do art.º 16.º, n.º 1 da CRP, goze de força constitucional paralela. Quem goza deste estatuto de direito fundamental é o direito à retribuição, mas este não se confunde com um direito a um concreto montante dessa retribuição, que seja irredutível, em quaisquer circunstâncias. O que se reconduz à questão já analisada (com decisão negativa do TC, tendo em conta a «conjuntura de absoluta excecionalidade») da eventual violação dos princípios da confiança legítima e da igualdade. Esta decisão tem sido alvo de pertinentes críticas, começando pelas avançadas nas declarações dos três juízes que votaram ven-

As receitas provenientes de contribuições para a Segurança Social não devem, pois, estar na plena disponibilidade do Estado que não pode afetá-las a outros fins. O decisor político não pode ceder à tentação (…) de dispor das receitas da Segurança Social como entende.

cidos.9 Cumpre-me, porém, desde já, salientar que, sob a capa da não invasão da esfera de liberdade de opção do decisor político e na ausência de critérios claros sobre até onde, em nome do défice, tem o poder legitimidade para levar a cabo reduções remuneratórias de uma categoria específica de cidadãos, este acórdão arrisca-se, no plano político e social, a conduzir ao agravamento de situações de profunda desigualdade e de injustiça social (paga a crise não só quem não a provocou, como aquele que está mais à mão e é mais fácil de atingir) e a fomentar uma certa estigmatização dos funcionários públicos contrária ao princípio da coesão social. Trapalhadas e a sobretaxa extraordinária A degradação da situação económica e financeira potenciada pela pressão da especulação financeira, o programa imposto pela troika de condicionamento de um empréstimo de 78 mil milhões de euros e a estratégia política do novo executivo de empobrecer o país para combater a crise conduziram a novas medidas de austeridade. Nasceu assim a Lei n.º 49/2011, de 7 de setembro, que alterou o Códi-

go do IRS, introduzindo uma certa «trapalhada jurídica», pré-anunciada por uma trapalhada política no modo como a medida foi apresentada publicamente. Com efeito, o novo art.º 99.º-A do Código do IRS criou uma (autodesignada) «sobretaxa extraordinária» consistente na retenção na fonte (pelas entidades devedoras de rendimentos de trabalho e de pensões) de uma importância correspondente a 50 por cento da parte do valor devido de subsídio de Natal ou da prestação adicional correspondente ao 13.º mês que, depois de deduzidas as retenções previstas no artigo 99.º do mesmo Código e as contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e para subsistemas legais de saúde, exceda o valor da retribuição mínima mensal garantida. Esta medida equivale a um corte de remuneração a receber em 2011, efetuado não diretamente, mas por interposta pessoa. Só que tal medida deve ser contabilizada do lado da receita fiscal, revertendo integralmente para o OE, e não do lado da despesa. Tratando-se de substituição tributária efetivada através do mecanismo de retenção na fonte a efetuar no momento em que os rendimentos se tornam devidos, com entrega da

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quantia retida pelo substituto até 23 de dezembro de 2011, a quantia retida será considerada para efeitos do cálculo do IRS a pagar em 2012. Estamos perante um imposto extraordinário, distinto do IRS, com natureza de adicionamento, que suscita, a propósito, inúmeras interrogações, no plano da técnica fiscal e no plano jurídico-constitucional.10 Embora deixe à margem da tributação os rendimentos de capitais, persistindo no entorse de que foi alvo a proposta da Comissão de Reforma Fiscal de 1989 (que propugnava a tributação de todos os rendimentos imputáveis a uma fonte duradoura), a solução encontrada pela Lei n.º 49/2011 pretendeu alargar, por via tributária, a repartição de sacrifícios a todos os rendimentos do trabalho dependente e às pensões. De um ponto de vista económico, a «sobretaxa extraordinária» equivale a um corte de certas componentes remuneratórias efetuado através da técnica da retenção na fonte e a um empréstimo forçado na medida em que haja reembolso da diferença positiva entre as importâncias retidas e a sobretaxa devida (n.º 2, al. b) do art.º 72.º-A). De um ponto de vista político, esta extraordinária sobretaxa preparou o terreno para as medidas (em substância mais injustas) que viriam a constar do OE/2012. Cortes nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas A «sobretaxa extraordinária» situa-se ainda, como dissemos, no campo da tributação. Já os cortes nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas previstos no OE 2012 (eufemisticamente intitulados de «suspensão» de pagamento de subsídios) apresentam-

-se como medidas de contenção da despesa pública.11 Há, no entanto, que ter em conta que existem importantes diferenças de natureza entre os cortes nos subsídios dos aposentados e reformados e os cortes nos subsídios dos funcionários públicos que obrigam a uma análise (parcialmente) distinta. Numa primeira aproximação, os cortes nos subsídios da função pública inscrevem-se no domínio laboral (Estado empregador), são uma medida que põe em causa, de forma abrupta e sem contrapartida (em colisão com o princípio da proibição do retrocesso social), remunerações atribuídas por lei e, consequentemente, princípios de segurança jurídica. Põe-se, então, o problema de saber em que medida uma entidade patronal (mesmo que seja o Estado) pode, unilateralmente e sem qualquer contrapartida, diminuir o crédito salarial do trabalhador para satisfazer outros créditos, pondo em causa um princípio de confiança legítima, expectativas legítimas, se não mesmo direitos adquiridos (expressão hoje sob fogo cerrado da ideologia neoliberal). Deve ter o Estado empregador um privilégio que as entidades privadas não têm nem podem ter? Diferente é a questão dos cortes nos subsídios de férias e de Natal a reformados e aposentados. Na maioria dos casos, as pensões (independentemente da sua forma) resultam de «descontos» em vencimentos que já sofreram, no passado, tributação como rendimentos do trabalho.1 Tais descontos decorrem de contribuições para a Segurança Social. É discutível a natureza jurídica destas contribuições. A doutrina

tem oscilado entre ver nelas uma figura que guarda uma marca previdencial (seguradora), uma contribuição em sentido próprio (centrada essencialmente no princípio da equivalência) e um imposto de natureza especial (distinto do contributo patronal, esse sim, um imposto em sentido clássico.)13 Da primeira figura dá conta a Lei de Bases da Segurança Social (LBSS) quando afirma, no seu artigo 54.º, o princípio da contributividade sublinhando a relação sinalagmática direta entre a obrigação legal de contribuir e o direito às prestações. De facto, do ponto de vista de quem recebe a pensão, os descontos que foi fazendo ao longo da vida laboral funcionam como uma espécie de seguro a gerir pelo Estado para que mais tarde o seu nível de vida não seja negativamente afetado, de forma desmesurada, com a situação de reforma ou aposentação. O Estado é visto, assim, como fiel depositário e gestor de rendimentos alheios, a efetuar de acordo com os interesses do verdadeiro titular dos rendimentos. Essa é a essência económica dos descontos em vencimentos para a Segurança Social. Mas, mesmo que, modernamente, muitos entendam esta figura como verdadeira contribuição ou até como imposto (procurando desse modo vinculá-la ao princípio da legalidade tributária), o princípio da adequação seletiva (art.º 89.º da LBSS) não permite afastar a sua marca histórica uma vez que o destino das contribuições para a Segurança Social deve ser, essencialmente, o financiamento de prestações substitutivas de rendimentos (como pensões) no quadro do sistema previdencial, em

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Primeira: até onde poderão ir tais cortes (a que.º) e «suspensão dos pagamentos. juridicamente distinta da dos cortes nas remunerações da função pública. estas «reduções remuneratórias» suscitam diversas interrogações. mesmo em relação a estes. no mínimo. estar na plena disponibilidade do Estado que não pode afetá-las a outros fins. será ainda defensável que estejamos perante «reduções remuneratórias» de montante moderado. incompatível com o mercado interno. Na lógica do acórdão a questão do caráter temporário ou não das medidas é uma questão essencial que uma apreciação da eventual inconstitucionalidade da medida ajudaria a clarificar.º 18. outra: a de saber em que medida é legítimo que o poder político. determinadas prestações remuneratórias consagradas na lei. extraordinários e irrepetíveis. pois. porém. suscitar a questão da inconstitucionalidade não é inútil pois. a questão dos cortes em pensões. nesta matéria. valendo-se desta ambiguidade possa extorquir seletivamente. numa relação que é hoje cada vez mais uma relação idêntica à de direito privado (Estado empregador). o da detenção de poderes de gestão (Estado segurador) e o da detenção do poder tributário (Estado fiscal). temporários. de um jus imperii que não possui. duas questões (situadas em planos distintos) merecem destaque.º 1) de dispor das receitas da Segurança Social como entende. muito nebulosa no discurso político).º 63. Se os cortes são.16 Há. A primeira prende-se em de saber se os cortes nas remunerações pagas a trabalhadores de empresas públicas. institutos públicos e estabelecimentos onde o Estado desenvolve uma atividade económica não devem ser vistos como uma vantagem seletiva a essas empresas (na linguagem do direito da concorrência) que não resultaria do normal funcionamento do mercado. sem qualquer contrapartida. A segunda questão respeita à natureza de cortes na despesa efetuados por uma entidade que goza de um triplo estatuto. acrescem todas as outras reduções efetuadas pelo aumento da carga fiscal em sede de IRS) sem que sejam postos em causa os princípios da proteção da confiança legítima e da proibição do excesso? Quais os limites para os sacrifícios (independentemente da via por que operem) deste grupo social? A partir de que limiar se deve entender que tais cortes se transformam em confisco puro e duro? Perante a magnitude dos cortes efetuados. De facto. Não pode arrogar-se. mediante o uso artificioso de formas jurídicas para evitar um efeito económico não desejado) 40 TOC 142 . na lógica desta decisão. permitiria ao TC aclarar a doutrina defendida no referido acórdão.º 19.º 3 da CRP. A questão é. Mas. aliás.º n. há motivos suficientes para que seja suscitada a fiscalização da constitucionalidade destas medidas. traduzem-se num auxílio de Estado às suas empresas ilegal por não notificado como tal à Comissão e. Cortes correspondem a subsídios do Estado? Para além de tudo isto. As receitas provenientes de contribuições para a Segurança Social não devem. o da detenção do poder patronal.º). tais cortes deveriam ser considerados e apresentados a Bruxelas como medidas one-off de consolidação orçamental. um ponto de manifesta ambiguidade no discurso.17 Uma decisão jurisprudencial que tenha por consequência aceitar uma situação de ilegalidade seria inaceitável. a verdade é que as únicas medidas one-off constantes oficialmente do relatório do OE parecem ser a integração de fundos de pensões de bancos no orçamento da Segurança Social. A ser assim. Esta tríplice máscara é que lhe permite factualmente optar pela impropriamente chamada via da despesa. O Estado gestor tem poderes-deveres.»15 Quando afirma que os cortes são temporários o decisor político pretende dizer que só serão efetuados durante um período de tempo limitado. não o esqueçamos. «durante a vigência do PAEF» (art.18 Não deveria esta intervenção (que evoca certos comportamentos de contribuintes que buscam formas de contornar a lei.14 Em primeiro lugar. Ora. como medida excecional de estabilidade financeira» (art. se tudo retomará à situação precedente acabado o período do PAEF (questão. de facto. Não basta para o efeito apegarmo-nos à letra da lei do OE/2012. As expressões utilizadas pela lei são «durante a vigência do PAEF. O decisor político não pode ceder à tentação (mais forte para quem defende uma ideologia neoliberal que vê na segurança social pública o inimigo público n. A questão da constitucionalidade Em meu entender. no entanto. eventualmente. É igualmente importante esclarecer se as medidas são ou não one-off.GABINETE DE ESTUDOS sintonia com o disposto no art. nunca foi analisada. aceitável? Segunda: os novos cortes (a exemplo dos previstos no OE/2011) são apresentados na Lei do OE/2012 como temporários.

º e ou 14. o art.P. considerando os cortes nas remunerações que produzem um efeito económico idêntico ao dos impostos como um novo tipo de tributos sob pena destes poderem ser efetuados sem as garantias que rodeiam a criação de impostos? Ou mesmo de um princípio de igualdade sem qualificativos (art. demasiado elevado. haverá uma redução nos subsídios ou prestações. Nabais.º 81. volte a pôr-se na ordem do dia as palavras de Lassalle.º 55-A/2910. equivale.. por iniciativa do PS.º a «suspensão do pagamento de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes» de funcionários públicos. não poderá falar-se de violação do princípio da igualdade tributária.: «A não atualização dos impostos de acordo com a taxa de inflação é um silent tax incompatível com o princípio da legalidade fiscal.2 x remuneração mensal. I. no art. em substância. não o esqueçamos.º que.º da LOE/2012 consagra regra idêntica à prevista no art. Quanto a aposentados. O preço a pagar por se pôr a Constituição sob reserva do possível. pelo Centro Nacional de Pensões e.ª ed.º da CRP).º 64-B/2011. p. mais de 12 prestações mensais ao longo do ano. decorridos mais de 150 anos.º meses às pessoas a que se refere o n. mais tarde ou mais cedo. na modalidade de avença. diretamente ou por intermédio de fundos de pensões detidos por quaisquer entidades ou empresas públicas. uma das incumbências prioritárias do Estado (art. de 30 de Dezembro) estatui.º 9 do artigo 19. à administração pública e recebam. Despesa e tributação são realidades que não conhecem uma rígida separação.GABINETE DE ESTUDOS cuja remuneração base mensal seja superior a 1 100 euros. vieram atenuar a violência contida na Proposta. Por sua vez.º para as pessoas que trabalham para o Estado e demais pessoas coletivas públicas. Seguindo a mesma linha de raciocí- JANEIRO 2012 41 . acrescem todas as outras reduções efetuadas pelo aumento da carga fiscal em sede de IRS) sem que sejam postos em causa os princípios da proteção da confiança legítima e da proibição do excesso? A Proposta de Lei de Orçamento para 2012 ser objeto de um juízo de censura idêntico ao que recai sobre estes contribuintes? Por outras palavras: mesmo que não se possa falar de violação do princípio da igualdade fiscal. com a consequente erosão da credibilidade das instituições. reformados.º 21. num regime político que a própria revista The Economist qualificou de «democracia com falhas». arrisca-se a ser. em certas circunstâncias. 4 Até onde poderão ir tais cortes (a que. z * Professor da UAL Membro do GEOTOC e do IDEFF Jurisconsulto (PLOE/2012) previa no seu artigo 18. tributos atípicos) estão sujeitos ao princípio da igualdade tributária sob a forma de princípio da capacidade contributiva ou de princípio da equivalência 2 Assim. evitando-se deste modo maiores desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento..º 21.º estabelecia a «suspensão de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes de aposentados e de reformados» (incluindo pré-aposentados ou equiparados) pagos pela Caixa Geral de Aposentações. mas não modificam. a um imposto em espécie cuja titularidade e cobrança o Estado outorga a empresas do setor privado. b) da CRP)? O que seria juridicamente incompreensível é que a simples invocação de um estado de emergência (uma situação de facto nem sequer formalmente declarada) e de um acordo com uma entidade não representativa (a troika) seja um argumento político tão poderoso que sirva para restringir. a qualquer preço. o problema. para que o montante auferido resulte da seguinte fórmula: subsídios/prestações = 1 320 . sendo um «subsídio normativo».º. pré-aposentados e equiparados. considerados como auxílios de Estado sob forma fiscal. de facto. «Direito Fiscal». al.º da Lei n. 142. J. taxas.º 13. de 31 de dezembro (…). 6. o artigo 19. Que. As alterações introduzidas a esta proposta. direitos fundamentais. segundo as quais a Constituição é uma folha de papel que facilmente se rasga. direta ou indiretamente (através de pessoa coletiva).º 25. 2011. 5 Notas 1 Todos os tributos (impostos. de pessoas na reserva ou situação equiparada e de pessoas que prestem serviços. Outra figura prevista nesta proposta com características tributárias é o aumento de meia hora de trabalho sem remuneração para os trabalhadores do setor privado que.» 3 A LOE/2012 (Lei n. como medida excecional de estabilidade orçamental «é suspenso o pagamento de subsídios de férias e de Natal ou quaisquer prestações correspondentes aos 13. contri- buições.» Se esta remuneração se situar entre 600 e 1 100 euros. durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF). Recorde-se que os benefícios fiscais a empresas são.1. Casalta.

14 Estas questões foram profusamente anali- sadas por Catarino. op.). a medida violaria o disposto no art. 12 Esta não é. al. 83 e ss. ínsito na ideia de Estado O facto de muitas destas atividades serem exercidas em situação de monopólio natural não põe em causa esta conclusão. obtidas quase sem descontos prévios ou concedidas ao fim de pouco tempo de serviço. quando o Governo poderia ter ido mais além no que respeita à eliminação de despesas resultantes da gestão ineficiente de recursos e dos desperdícios.º 1 da LOE/2012. se frustre o princípio da igualdade e as garantias de que a criação e aplicação de tributos se revestem. em circunstâncias muito diferentes. embora dotados de certas peculiaridades. Segundo o Conselho Económico e Social. 11 Embora não surpreenda.º 2. como várias vezes foi prometido. por razões de equidade. 10 Almedina/IDEFF. por essa via. no seu «Parecer sobre a Proposta de Orçamento para 2012» (disponível na internet). 2011. qualificando-as como impostos. uma certa incoerência da parte de quem. a) da CRP e o princípio da confiança. A ser assim. obviando. visando o interesse público. criticando abertamente a falta de «equidade fiscal» e a injusta distribuição de sacrifícios na carga tributária. tal eliminação seria definitiva nos anos em que viesse a ocorrer (e.º 1. 13 Recorde-se que. pp.º 19. Hoje existe muita ambiguidade no discurso dos decisores políticos.º 55-A/2010. Para uma leitura crítica da medida e de outras que assolam o IRS e. devendo essas situações. mas a potencial.GABINETE DE ESTUDOS nio nada impede que certos cortes na despesa pública por via de reduções remuneratórias impostas unilateral e coativamente possam ser considerados como tributos sobre o rendimento de pessoas singulares sob forma de contenção (eliminação) de gasto público. 8 Função pública no sentido amplo defini- do na LOE/2012 por remissão para o n. de natureza civilizacional. Só assim se impedirá que. há. Mesmo na lógica de intervenção política subjacente às orientações da nova maioria.º 139. 9 Recorde-se. que se possa trabalhar o mesmo número de horas por menor remuneração. n. sem acionar o mecanismo da fiscalização preventiva da inconstitucionalidade. 16 são pública de que afinal as «gorduras» do Estado não estavam suficientemente identificadas ou revela a incapacidade de atacar os verdadeiros problemas da despesa pública tantas vezes denunciados pelo Tribunal de Contas. aliás. 47-49. mas uma mera opção política do executivo para justificar o não recurso à via fiscal. se a situação das finanças públicas não melhorar. Nenhuma subtileza jurídica deveria pôr em causa um princípio que é. procurar redefinir funções do Estado. sucedendo-se intervenções públicas que visam criar a convicção que a medida veio para ficar indefinidamente.. ser objeto de correção específica. Mas são uma pequena minoria. basta lembrar que o que interessa é. natureza e qualidade.º 1. Mas. Sérgio («Manual de Direito Fiscal». o decisor político. n. in Revista TOC. 18. essencialmente os de natureza salarial.º 2.º. 2011. artigo este mantido em vigor pelo art. Mas. Sobre o tema. por definição. crí- Suspensão é uma fórmula ambígua. n.º n. 18 Não desconheço que há exceções: pensões escandalosas. «A sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos». quem garante que. 2011.º 9 do art. tudo o que tem sido dito publicamente aponta para a eliminação e não para a simples suspensão dos subsídios. cuja leitura vivamente recomendo.) qualificando-as como verdadeiras contribuições e de Cabral. no plano laboral. na parte do não pagamento de juros assumiria natureza tributária). independentemente disso. 6 de direito democrático (art. especialmente. al. Segundo estes Conselheiros. que o PAEF não venha a ser prolongado por mais "x" anos? 17 Com votos de vencido dos Conselheiros Carlos Pamplona de Oliveira (que considerou arbitrária uma medida que. 66-69 e por Faustino. promulga o OE/2012.º 20. entre outros. 7 No plano político ou representa a confis- verdadeira suspensão implicaria que os pagamentos agora não efetuados seriam devolvidos no futuro (como se de um empréstimo forçado sem juros se tratasse o qual. cit. Faustino. em particular. deste modo. contudo. a propósito da compensação que os Açores anunciaram para os cortes de vencimentos da função pública introduzidos no OE/2011. João Ricardo. Nazaré da Costa («Contribuições para a Segurança Social». Manuel. em 2012). atinge exclusivamente os funcionários públicos e não a generalidade dos cidadãos). segundo a quantidade. «Os limites do sacrifício fiscal em IRS». 2010.º 3 e 59.º 13. J. pp. Cura Mariano (para quem a medida não obedece ao elemento da necessidade inerente ao princípio da proporcionalidade: uma opção pela via da tributação permitiria atingir o mesmo objetivo. Revista TOC. Coimbra: Almedina.ministro (na campanha eleitoral) como «disparatada» para ser adotada pouco depois. de 3 de dezembro (abreviadamente LOE/2011).º.º. optou por reduzir o preço de apenas alguns recursos contratados. as posições de Vasques.º 59. Uma tica que já tinha avançado. a propósito. pretende ter vigência duradoura. pp.º da CRP). 15 Foi o caso do Presidente da República. uma exigência do Memorando de Entendimento com a troika. p. em vez de. vide. n. os «suspeitos do costume».º n. não tanto a concorrência efetiva. 224 e ss. 44 e ss. desde já. mas com uma mais justa repartição dos sacrifícios). no plano polí- tico. pp. diminuir a estrutura da administração pública ou o volume de recursos que a esta são atribuídos.º 139. a CRP (art. cfr. o corte das despesas com pessoal e nas despesas com prestações sociais correspondem a cerca de 80 por cento da diminuição da despesa.º da Lei n. a)) estatui que os trabalhadores têm direito à retribuição do trabalho. Manuel.. Coimbra: 42 TOC 142 . A inserção deste imposto extraordinário no Código do IRS evoca um lapso freudiano: uma solução que é apresentada para vigorar em 2011 invade um diploma que. Cunha Barbosa (que salienta a existência de uma discriminação negativa injusta dos funcionários que suportam sozinhos o ónus da consolidação orçamental) e J. n. que esta medi- da começou por ser rejeitada pelo próprio primeiro.

começando precisamente pelo POC que foi substituído pelo SNC. para IRS (com todos os seus anexos) e a declaração modelo 10. do IRC. O mesmo já não poderei afirmar em relação ao quadro 11. Os TOC têm feito o favor de considerarem o artigo então escrito «fantástico. mas têm de ser processadas via Internet. Destas já foram publicadas a declaração modelo 3. as declarações do IVA e a declaração modelo 10. simples e explicativo e que esclarecia muitas dúvidas em POC. da declaração modelo 22. JANEIRO 2012 43 . fazer algumas alterações no código de contas com vista a bem preencherem. que trata das tributações autónomas. sofreram grandes alterações a declaração de rendimentos modelo 22. Por arrastamento. do IRC. pois assim os colegas interessados poderão. eventualmente. do IRS. face às grandes alterações que sofreu o artigo 88.GABINETE DE ESTUDOS Código de contas. Por Mário Portugal * | Artigo recebido em janeiro de 2012 O trio que constitui o título deste artigo bem poderia ser substituído por um outro que nos dirá a mesma coisa: Contabilidade.º do IRC. referente ao exercício de 2010. não se concebendo. umas sem as outras. hoje em dia. Quer umas quer outras expressões estão (cada vez mais) interligadas.» Muita coisa mudou desde aquela data. a declaração modelo 3. ou espero que apareça a nova declaração para 2011 (a entregar em 2012)? Opto pela primeira hipótese. tendo por base a Contabilidade. as declarações fiscais. Não me parece que haja grande alteração no quadro 07. não podemos imaginar a Contabilidade sem a Fiscalidade e estas sem a Informática. Foi com estas palavras que iniciei o artigo que escrevi em junho de 2006 (já já vão mais de cinco anos) versando o tema em título. temos agora a nova declaração da IES. Além disso. assunto que vai merecer um outro artigo a publicar depois do presente. Propomo-nos agora rever à luz do SNC o que então dizíamos acerca da declaração modelo 22. para entrarem em vigor a partir de 1de janeiro de 2012. Declaração esta que nada tem a ver com a referente ao ano de 2005. com toda a sua complicação e que tanta tinta fez correr nos jornais ultimamente. declarações eletrónicas e informática Conheça os dados mais relevantes para o correto preenchimento do quadro 07 da declaração modelo 22 do IRC. pois foi essa que eu referi no meu artigo de então. As declarações fiscais são impostas pela Fiscalidade. automaticamente. E um dilema me aflige: faço este atual artigo com base na declaração que vigorou em 2011. De facto. Fiscalidade e Informática. logo pela informática.

Já no caso de se verificar uma perda por imparidade. simulemos qual o valor que irá ao campo 719.º 18. geralmente. Ora este valor é.º 467/2010.º do CIRC. do n. não foram contabilizados. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais em ativos fixos tangíveis. como tal. serão consideradas como gasto.º 23. serão acrescidos neste campo. que diz: «Não são aceites como gastos: as depreciações de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. não haverá nada a acrescentar na declaração modelo 22. do quadro 07 da declaração modelo 22.º 88.º) – Encontrar o valor a inscrever neste campo não é nada fácil. n. da declaração modelo 22. Declaração modelo 22 de IRC – quadro 07 Obviamente. nomeadamente às pequenas empresas e às microentidades. modelo 22 40 000 68882 Não consideradas custos fiscais Desp. que «pretende-se que seja um documento não exaustivo. Neste caso. Além disso. a Portaria 1011/2009. pois. Campo 716 – Gastos não documentados (art. encontrado na aplicação informática de imobilizado (ou com outra designação).ºs 1 e 2.º. também chamados de «despesas confidenciais».º) – Nos termos do art. são sujeitos a tributação autónoma. Vamos.º 1) .º 39.Estes gastos. embo- ra não em ordem (ver adiante o comentário ao campo 731). Evidentemente que. que são aquelas que não têm qualquer documento de suporte. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo.Perdas por imparidade em ativos fixos tangíveis. até porque não vem diretamente da contabilidade. aprovou o Código de Contas. atendendo ao ano de aquisição. não vamos tratar de todos os campos deste quadro. São lançados na conta 6881 – Correções referentes a períodos anteriores. do quadro 07. no mapa de depreciações modelo 32. no próprio exercício (art. n. Caso não sejam cumpridas todas as regras do artigo 38. De posse destes elementos.º é a n. que têm suporte documentado. em partes iguais. n. quadro 07. na parte correspondente ao custo de aquisição ou ao valor de reavaliação excedente ao montante a definir por portaria…».º apenas podem ser aceites como fiscalmente dedutíveis as 44 TOC 142 .º 4) + Desvalorizações extraordinárias (art. não devidamente documentados *não custo 12 500 688821 10 000 688822 2 500 Campo 719 – Depreciações e amortizações (art. mas nos exercícios seguintes. o valor dessas perdas por imparidade será contabilizado na conta 655.º 2) – Vão a este campo os gastos que eram previstos à data de fecho do exercício e que.GABINETE DE ESTUDOS Na sequência da criação do SNC. n.º 38. por qualquer motivo.º 1) + Perdas por imparidades (art.º1. Não confundir «despesas não documentadas». não aceite fiscalmente.º.º 35. no entanto. acrescido no campo 719. referente a uma viatura ligeira de passageiros: Este cálculo é repetido para cada uma das viaturas sujeitas.º.º. o cuidado de respeitar rigorosamente o conteúdo da conta principal.º. Campo 721 – Provisões não dedutíveis ou para além dos limites legais (art. do artigo 34. de 7 de julho.º n. Nos termos do artigo 38.º. do quadro 07. tratar dos campos que digam respeito à grande maioria das empresas portuguesas. nos termos do art.º 34.º.º 34. com «encargos não devidamente documentados». As contas são: Valor de aquisição em 2010 50 000 Limite da Portaria 467/2010 Depreciação contabilística no exercício 25% s/ 50 000 Depreciação aceite como custo fiscal 25% s/ 40 000 Valor não aceite como custo fiscal Vai ao campo 719.º (recomenda-se a leitura atenta do mesmo) então o valor contabilizado será gasto não aceite fiscalmente e. deve ser acrescentado no quadro 719.87 euros Adquiridas em 2010 – 40 000 euros Adquiridas em 2011 – 30 000 euros. no caso de viaturas que se encontrem totalmente depreciadas. Quanto à portaria a que se refere o art. que fixa os valores de aquisição das viaturas ligeiras de passageiros e mistas nos seguintes moldes: Adquiridas até 31 de dezembro de 2009 – 29 927. já que alguns são muito específicos e dizem respeito apenas a uma ínfima quantidade de contribuintes.Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art.º 4).º 3 e 39. Campo 710 . do quadro 07. n. de 9 de setembro. não documentadas *não custo + TA* Enc. n.º 19. devendo então ser deduzidas no campo 763.º 35.» A necessidade de adequar esse código de contas às necessidades das empresas leva-nos a propor alguns desdobramentos tendo. Comecemos pela alínea e).

n. JANEIRO 2012 45 . Vão a este campo os valores lançados na conta sinalizada: 68885 688851 Não especificados Indemnização p/ evento risco segurável Roubos –risco segurável *NÃO CUSTO* Sinistros-risco segurável *NÃO CUSTO* Indemnizações contratuais pag.º. alínea b).º. terceiro 6888511 6888512 681231 Imposto do selo – suportado 688852 68123123 Verba 23 . n. juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações – art.º 3. de qualquer natureza.º 1. do CIRC. da declaração modelo 22. Determina o art. n.º 45. Todos os valores das restantes subcontas de 67 serão acrescidos neste campo do quadro 07. alínea d).º.º 1. (ver o texto integral deste artigo)./inexist. da declaração modelo 22.º 45. n.º 41. ativos fixos tangíveis e outros ativos.º 45. não são dedutíveis para efeito de determinação do lucro tributável os seguintes encargos: «As multas.º. são acrescentados no campo 729. alínea c) – Imposto do selo suportado pelo sacador – é sempre encargo do sacado (art.º 1. incluindo os juros compensatórios. 6268 Outros serviços 62689 Enc. n.º 1. deste artigo.» 68883 688831 Multas e penalidades Multas fiscais-*não custo fiscal* Juros compensatórios/mora-*não custo* Outras multas contratuais 688832 688833 Vão a este campo as verbas assinaladas a negrito. d) – Nos termos do art. alínea j). provisões para garantias a clientes (subconta 672) e para processos judiciais em curso (subconta 673).GABINETE DE ESTUDOS Nos termos do artigo 38.º 6 do artigo 8. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo./ letras N/saques 681231231 681231232 N/aceites As indemnizações previstas nas subcontas de 688851 não são custo fiscal e. coimas e demais encargos pela prática de infrações. do CIS).º 3.º 1. que não tenham origem contratual. credit. n.º 41.º. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excepcionais em ativos fixos tangíveis. etc. como tal.º) – Nos termos do n. do CIRC. do quadro 07. alínea b) – O artigo 45. que «os encargos evi- Campo 727 – Impostos e outros encargos que incidam sobre terceiros que o sujeito passivo não esteja legalmente autorizado a suportar – art. Daí que se proponha o seu lançamento em conta própria. podem ser considerados diversos créditos.º 1.º do IRC (encargos não dedutíveis para efeitos fiscais) é «responsável» pelos campos 724 a 737 do quadro 07. na medida em que todos esses bens são seguráveis. declaração modelo 22. coimas. c/ NIF inval. n. e) – Consideram-se como tal perdas por roubos e perdas por sinistros em existências.Tít. como por exemplo os que resultem de processos de insolvência ou de execução. – não custo 6831 6832 Nos termos art.º 45. Campo 726 – Encargos evidenciados por sujeitos passivos com NIF inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cessados oficiosamente – art. Campo 722 – Créditos incobráveis não aceites como gastos (art. Aconselha-se a desdobrar a conta 683 – Dividas incobráveis em: denciados em documentos emitidos por sujeitos passivos com número de identificação fiscal inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cuja cessação de atividade tenha sido declarada oficiosamente nos termos do n. do modelo 22. indo ao campo 726 do modelo 22 o que se lançar nesta conta: Campo 728 – Multas.º» não são custo fiscal. do quadro 07.º 45.TGIS .º 45.º do CIRC.º do CIRC Outras dívidas – não custo fiscal As dívidas que forem contabilizadas em 6832 irão ao campo 722.º 1. Campo 729 – Indemnizações por eventos seguráveis – art.º.

+ não custo Ajudas de custo – pessoal 631822 63224 632242 Não faturadas a clientes 6322421 Com mapa próprio – T. documentados * não custo Campo 732 – Encargos com o aluguer de viaturas sem condutor – art. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo. Sem mapa próprio – T. não faturados a clientes. se não estivéssemos perante um contrato de ALD).º 45. então.º 1. se não tiverem um mapa próprio. 62511 625113 6251132 62511321 62511322 62512 625123 6251232 62512321 Gerência Compens. f) . viat. viat. h) – Refere-se este campo a viaturas alugadas em regime de locação operacional (ALD – aluguer de longa duração).º. As contas sugeridas são.A.º. própria*quilómetros pagos Não faturadas a clientes Com mapa próprio – T. Valor de aquisição da viatura 40 000 Limite da Portaria 467/2010 Valor dos alugueres pagos em 2011 Depreciação aceite como custo fiscal 25% s/ 30 000 Valor não aceite como custo fiscal Vai ao campo 732. pois não são custo fiscal. Sem mapa próprio – T. n.É absolutamente necessário conhecer-se o valor da viatura (o valor porque a mesma seria adquirida. + não custo 6318 Ajudas de custo – gerência 63182 Não faturadas a clientes 62512322 631821 Com mapa próprio – T.GABINETE DE ESTUDOS Campo 730 – Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador – art. pelo que serão acrescidos no quadro 07. não são custos fiscais dedutíveis.Nos termos deste artigo e número «as ajudas de custo e os encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador. util. Por isso.A.º 45. Esse preço consta no contrato de ALD. como se calcula o valor que irá a ste campo 732: Em janeiro de 2011 foi feito um contrato de ALD duma viatura ligeira de passageiros cujo valor de aquisição era de 40 mil euros. para ajudas de custo: Nos termos do artigo 38.º 45.A. para um prazo de quatro anos. Vejamos.A. mas que não está preenchido com todas as condições exigidas por lei. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais em ativos fixos tangíveis. Sem mapa próprio – T. 07.º. n.º do CIRC. Além disso pagam tributação autónoma. sempre que a entidade patronal não possua um mapa». g) – Estes encargos são aqueles que se referem a despesas com documento de suporte. do Q. mas disso nos encarregaremos em trabalho que sairá no próximo número da Revista TOC. util. campo 730. Modelo 22 30 000 9 000 7 500 1 500 Para os encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador. + não custo Pessoal Compens. n.º 1. não documentadas *não custo + TA* Enc.A. irão ao campo 731. simplesmente.º 1. ao serviço da entidade patronal. não são dedutíveis para efeitos fiscais. própria*quilómetros pagos Não faturadas a clientes Com mapa próprio – T. + não custo 6322422 Campo 731 – Encargos não devidamente documentados – art. do modelo 22. Todos estes encargos. Sem mapa próprio – T. não devidamen. já que a con- 46 TOC 142 .A. A conta sugerida é: 68882 688821 688822 Não consideradas custos fiscais Desp. as contas sugeridas são: Este cálculo tem de ser feito extra-contabilisticamente.A.A. «serviços prestados». Estão neste caso as faturas que dizem. vulgo quilómetros pagos.

Viat. Caso se trate de PME (Dec. Sugerem-se as contas seguintes para lançar o valor das menos-valias contabilísticas: 688212 Sem majoração Donativos a organismos associativos Não considerados custo fiscal Quotizações (majoração de 150%) 6882121 68822 6242912 . pois só são consideradas custo fiscal as menos-valias fiscais.º 62.º 23.GABINETE DE ESTUDOS tabilidade só nos dá o valor dos alugueres pagos. lançando nas contas apropriadas os respetivos montantes. então deve mencionar todo esse saldo neste campo.1 – a) – Os encargos com combustíveis não pertencentes à empresa (tem de fazer parte do ativo fixo tangível para o ser). modelo 31. lig.Os donativos não previstos no Estatuto do Mecenato ou para além dos limites aí impostos.)». na medida em que.º 45. Sugerem-se as contas abaixo indicadas. Sugerem-se as seguintes: Viat. passag. Contas sugeridas: ALD . não pertença da empresa*não custo Gasolina 69131 Juros de suprimentos 691311 691312 Juros não excedentes do limite Excesso *Art. do CIRC. lig. «consideram-se custos ou perdas os que comprovadamente forem indispensáveis para a realização dos proveitos ou ganhos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora (.5 por cento o spread a acrescer à taxa Euribor a 12 meses. n. então deve acrescer neste campo 50 por cento do saldo positivo apurado no mapa modelo 31.º do EBF e Estatuto do Mecenato Científico) . Aquando do pagamento dos juros há que efetuar o cálculo de que é custo e do que não é.» 6883 Campo 739 – Diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias sem intenção de reinvestimento – O valor que há de ir a este campo tem de ser apurado no mapa de mais e menos-valias./ mistas-TA=10%= -Base tributável -IVA não dedut.º 21. JANEIRO 2012 47 .º 1. quadro 07: Campo 733 – Encargos com combustíveis – Art. passag. Assim.ºs 1. nos termos do art. esta regra só se aplica às situações que não se encontrem abrangidas pelas regras aplicáveis aos preços de transferência.IVA não dedutivel (100%) 6871 68711 Alienações Menos-valia contabilística Campo 734 – Juros de suprimentos – Art.Viat.*Art. Sugerem-se as seguintes contas: saldo positivo e se não tiver intenção de reinvestir qualquer valor.º 1-j) CIRC* 62429 624291 6242911 -Base tributável Campo 736 – Menos-valias contabilísticas – Devem ser acrescidas neste campo as menos-valias contabilísticas. se o sujeito passivo apurou neste mapa (coluna 13) um Campo 752 – Linha em branco . por isso. não são encargos do exercício. de 28 de fevereiro (que atualizou o dossiê fiscal).º 42.º -1-a)-CIVA 62611 626111 626112 62614 626141 626142 A portaria 184/2002. devem ser acrescidos no campo 751 do modelo 22.. sinalizando-se a conta cujo valor vai à declaração modelo 22. Convém assim que o código de contas preveja contas para as viaturas não pertencentes à empresa.º .º 372/2007) o spread será de seis por cento.º 45.Nesta linha deve inscrever-se o valor dos encargos não indispensáveis para a realização de proveitos ou ganhos.º 21. n. 4 e 5 – Se tiver manifestado a intenção de reinvestir./ mistas-TA=20%= -Base tributável -IVA não dedut.º 48. publicado em anexo à Portaria 92-A/2011.-Lei n. na parte em que excedam o valor correspondente à taxa de referência Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida ou outra taxa definida por portaria do ministro das Finanças que utilize aquela taxa como indexante. de 4 de março estabeleceu que é fixado em 1.º. Campo 740 – 50 por cento da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais com intenção expressa de reinvestimento – Art.*art.º -1-a)-CIVA ALD .. Campo 751 – Donativos não previstos ou para além dos limites legais (art. não são considerados custo fiscal e.º e 65.º. j) – Este artigo determina que não são encargo fiscal «os juros e outras formas de remuneração de suprimentos e empréstimos feitos pelos sócios à sociedade. No entanto.

o plano de contas fica disponível no sítio da Ordem em www.º 1 que não devam subsistir por não se terem verificado os eventos a que se reportam… consideram-se rendimentos do respetivo período de tributação. Como exemplo. n. por qualquer motivo.» Campo 764 – Reversão de provisões tributadas – Art. levarão a outros desdobramentos do código de contas.CIRC Com IVA dedutível – Taxa normal Regime de isenção ou pequenos retalhistas A existir esta situação. Campo 774 – Benefícios fiscais – Deve deduzir-se neste campo o valor da majoração que incide sobre os donativos. n. obviamente. No quadro abaixo sugerem-se as contas para os donativos.º 39.otoc. 7633 Processos judiciais em curso 6882112 Majoração de 140% Campo 767 – Mais-valias contabilísticas .º 35.º 7 Membro do Gabinete de Estudos da OTOC 48 TOC 142 . serão consideradas como gasto.º . no que respeita ao correto preenchimento do quadro 07 da declaração modelo 22 do IRC.º 35. 68886 76 Reversões 6882 Donativos 688861 763 De provisões 68821 Considerados como custo fiscal 688862 7631 7632 Impostos 688211 Com majoração Majoração de 150% Garantias a clientes 6882111 Campo 756 – Correções relativas a períodos de tributação anteriores – Art.º 4 – Nos termos deste artigo e número «as provisões a que se referem as alíneas a) a c) do n.Vão a este campo os rendimentos que eram previstos à data de fecho do exercício e que. deve ser acrescentado no quadro 719. São lançados na conta 7881 – Correções referentes a períodos anteriores.As mais-valias contabilísticas devem ser deduzidas neste campo. Pela experiência que tenho neste campo específico de planos de contas para as pequenas e microentidades estou convencido que a grande maioria das empresas portuguesas terá toda a vantagem em utilizar o código de contas que é proposto neste trabalho. em partes iguais. Por isso.º. O saldo da conta 78711 corresponde às mais-valias contabilísticas: 6882113 Majoração de 130% 6882114 Majoração de 120% Quotizações (majoração de 150%) 6883 7871 78711 Alienações Mais-valia contabilística Campo 769 – Diferença negativa entre as mais-valias e as menos-valias fiscais .Gabinete de Estudos).º 2 . tendo em vista as necessidades específicas de alguns sujeitos passivos. não foram contabilizados. mas nos exercícios seguintes. no próprio exercício (art. Portanto: 50% de 5 000 = 2 500 euros. publicado em anexo à Portaria 92-A/2011. Assim. pt (A Ordem .º 18. de cinco mil euros: Só a majoração é que deve ser acres- Conclusões Passamos em revista os dados mais relevantes para a grande maioria das empresas portuguesas. se o sujeito passivo apurou neste mapa (coluna 13) um saldo negativo deve acrescer o seu valor neste campo.GABINETE DE ESTUDOS Assim. Certamente alguns mais existirão. O aspeto genérico deste trabalho não atendeu a esses casos específicos que. pois só são consideradas custo fiscal as mais-valias fiscais. É este o valor a deduzir no campo 774. n.º 4). de 28 de fevereiro (que atualizou o dossiê fiscal). modelo 31. não aceite fiscalmente. Campo 763 – Depreciações e amortizações… não aceites fiscalmente como desvalorizações excecionais – Art.º.z * Mário Portugal – TOC n.º.º. do quadro 07.º 23. n. vão a este campo os gastos abaixo assinalados: Custos não indispensáveis art. devendo então ser deduzidas no campo 763.º 4 – Como foi dito quanto se tratou do campo 719 «já no caso de se verificar uma perda por imparidade. os valores serão encontrados nas contas: cida neste campo. temos: Donativo atribuído com majoração de 150 por cento.» Estão neste caso as provisões para garantias a clientes e para processos judiciais em curso.O valor que vai a este campo tem de ser apurado no mapa de mais e menos-valias.

apresentar o essencial para que o TOC tenha sempre presente como deve agir. o fisco arranja sempre receita. o seu enquadra- mento e a forma de atuar dos agentes do fisco (fiscalização). Os colegas têm de entender que embora o Ministério das Finanças seja só um organismo as formas de atuar são diferentes quer se trate do IVA ou do IRC. notas de crédito. faturas emitidas a zero e a inevitável ligação à fiscalidade: eis alguns dos pontos com paragem obrigatória. não eram consideradas como custo fiscal.º 2 alínea a) e 36. Só que o fisco apurou (o fisco é lento mas chega lá)1 que esta forma de proceder não trazia receita. de 4 da abril. om a entrada em vigor da Lei 39-B/94. trabalho e mais trabalho» Por A. Ainda hoje.º do Código do JANEIRO 2012 49 . para orientação futura dos TOC. 1 Com este breve contributo pretendo. Nasceu assim. por vezes. de forma simples. de 27 de dezembro.º n. que a exigência da nossa Considero. nas referidas sessões. os documentos equivalentes e os problemas legais e fiscais Faturas. Vide como exemplo os artigos 19.J. a sua filosofia. Assim.A CONTABILIDADE E O FISCO A CONTABILIDADE E O FISCO «Considero. quer exista matéria coletável ou prejuízo fiscal. talões de venda. e sempre considerei. vendas a dinheiro. é completamente diferente e as consequências fiscais são gravosas como todos sabemos. C Este pequeno apontamento. Um alerta: embora sejam dois impostos diferentes (IVA e IRC). a partir da Lei 3-B/2000. entendia que estas despesas só em 80 por cento eram aceitáveis para efeitos fiscais. me colocam dúvidas e. O fisco. só reduzia o reporte dos prejuízos. é fruto da minha experiência profissional e participação nas chamadas quartas-feiras livres organizadas pela OTOC. Alves da Silva* As faturas.» Como é sabido a noção de «documento equivalente a fatura» nasceu com a introdução do IVA. isto é. até informações contraditórias quanto ao conceito fiscal de «documentos equivalentes a faturas». profissão requer três condições essenciais: trabalho. notas de débito. mas eram acrescidas na modelo 22 – quadro 07. 20 por cento das despesas de representação e das despesas com as viaturas ligeiras. em geral. quer para efeitos de IVA quer para suporte documental do IRC. O IVA e os documentos equivalentes Vamos enumerar o tipo de documentos que podem ser enquadrados como «documentos equivalentes a faturas. a tributação autónoma.

º 1 206. são todos os documentos que dão origem a transmissão de bens e a prestação de serviços. Ver a este propósito o Ofício-Circulado n.º.º 30 091/2006.º 36.Nota de débito . de 19 de junho.º 21 do SIVA.º 2. alínea b) do CIVA. 50 TOC 142 .º. art.º 36. n.º 29. como é óbvio.º 72. n.º.Recibo de pagamento do IVA que faz parte das declarações de importação – Vide art.º 1 alínea a) do Código do IVA) e desde que o adquirente seja um particular. n. Só os retalhistas estão dispensados da emissão da fatura. isto é. é emitida em triplicado.A CONTABILIDADE E O FISCO IVA. o documento base é a fatura e o documento equivalente (à fatura) é.º 3.º.Vide art. de 5 de abril. os usos e costumes.º 7. É evidente que na linguagem comum técnica.º 5. No entanto. se obedecer aos requisitos do art. e deve ser quando for caso disso. no plano fiscal. as notas de crédito. vide Código Comercial.º 40. do CIVA. Só as guias de remessa nunca poderão ser documentos equivalentes a faturas.º 2.º 29. bem como as vantagens que concede nos preços e as condições de entrega e de pagamento. tem sempre duas colunas: débito e crédito. . n.Faturas globais (vide art. As faturas podem ser elaboradas: . até 1993 o CAE dos retalhistas era 620 110 a 620 990. de 6 de dezembro de 1991.º.Vide art.º 1. não são homogéneos. de 11 de fevereiro de 1989. n.º.º 19.Vide art.º 72. de acordo com os procedimentos e normas contabilísticas. de 1 de março de 2005). lançamento têm uma função bem determinada. As faturas são sempre emitidas em duplicado e se a fatura também servir de documento de transporte. Para casos especiais temos os seguintes: Talões de venda .º do Código do IVA. art. . n. tal como são definidos nos artigos 3.º.Faturas emitidas por séries (vide informação n.º 7.º 45/89.» Portanto. Então. Por curiosidade.º 5 do CIVA e art. usado com frequência.º 21 do SIVA. n. . n.º e 4.Modelo oficial da conta dos despachantes .º 1 alínea b) e n. e até a própria Lei. Nesta enumeração não está inserido o chamado «aviso de lançamento» Este tipo de documento. art. de 19 de junho.º 1.º 29. n. n. art. na nossa vida profissional e na gíria corrente.Vide inf. Atenção: só podem ser emitidos por retalhistas (CAE 52 120 a 52 630). notas de débito e avisos de Fatura só há uma: a do Código Comercial e mais nenhuma. é emitida em triplicado. . FO69 – 2 003 024.) Convém ter presente a doutrina dos Ofícios-Circulados 30 091/2006.º 476. Filomeno Lourenço de Sousa Leite: «Chama-se fatura ao documento em que o vendedor faz a discriminação completa das mercadorias que vende ao comprador e em que indica as despesas que efetuou.º do Decreto-Lei 198/90. Será também documento equivalente a fatura? A resposta é sim. O que são documentos equivalentes a fatura? Analisando os artigos citados. alínea b) e n. o que é uma fatura? 2 A fatura está desde há muito tempo definida no nosso Código Comercial. n.º 29. a fatura é o documento base da compra e venda.Faturas emitidas em continuação (vide Decreto-Lei n. todos usamos determinados vocábulos que. . do CIVA.º 9.º do Decreto-Lei 198/90.Recibos . de 5 de abril de 2006.podem ser emitidos nas condições do art.º 3. . fatura só há uma: a do Código Comercial e mais nenhuma.º 787. A obrigatoriedade de quantificar e especificar os bens e serviços resulta do exigido pelo Ofício-Circulado 181 044.º e Código Civil art. alínea b). .º. As faturas são sempre emitidas em duplicado e se a fatura também servir de documento de transporte.º 5.Recibo modelo 6 (recibo verde) – Profissionais liberais – Vide inf. mais as seguintes naturezas de documentos: -Nota de crédito . de 16 de fevereiro de 1994). Vejamos o que nos diz o «Compêndio de Noções de Comércio» de A.º do CIVA) e se não tiver faturas (é o caso normal) das duas.º.º. Ora.º 6 do Código do IVA e Proc.º. E se for um sujeito passivo o adquirente? Neste caso já o retalhista tem de emitir uma fatura nos termos legais (leia-se art. n. (vide art.

º 23. É bom lembrar que o fisco considera a retoma como uma transmissão de bens.Faturas (segundas vias) . então. desde que obedeçam a todos os requisitos exigidos.IVA (ofertas) . é uma oferta e não uma coisa vendida (vide o velhinho art. . uma compra e uma venda. isto é. Está em vigor desde 1 de janeiro de 2004.A CONTABILIDADE E O FISCO uma: ou não vende ou tem de emitir fatura.Não há.Talões de venda/revendedores de combustíveis: Seg uem a regra atrás descrita para cada tipo de documento emitido pelas gasolineiras. . Chama-se fatura ao documento que o vendedor emite ao comprador.º do CIRC. . pois se o quiserem deduzir têm que exigir uma fatura.É sempre exigida a emissão de fatura no caso de retomas (vide art. n.º do IRC.º.º.º. pelo Ofício-Circulado 12 354.Documento interno próprio da Contabilidade (aviso de lançamento).Depois de ter corrido muita tinta e o fisco ter feito muita guerra.º 476. Só que o Código do IVA. Qual é. próprio do sistema contabilístico da empresa. têm de ter presente o Ofício-Circulado 566 222.) Alerto que a dispensa de faturação não implica a inexistência de documento comprovativo da operação.Aconsel ho a leit u ra do Ofício 81 358/2002. principalmente para os TOC que têm a seu cargo a contabilidade das farmácias.Retomas .º do CIVA). a oferta é uma ficção de transmissão. O IVA deverá ser regularizado (caso se tenha antes deduzido) num documento interno.Máquinas automáticas dispensadas de talões de venda .º.Os TOC que têm a seu cargo a contabilidade deste tipo de clientes JANEIRO 2012 51 . a ser cumprida com o rigor que se impõe. . . como por exemplo: . deverá conter a identificação da pessoa singular ou coletiva a quem irá ser atribuída a oferta. n.º 23. mas o talão de venda pode servir de documento comprovativo da despesa para efeitos do IRC (desde que obedeça à filosofia do art. .º.são documentos equivalentes a faturas. O fisco.Código Comercial (art. (vide art. de 8 de janeiro de 1998. não lho permite. como é óbvio. (vide art. do CIVA) é documento válido para efeitos de dedução do IVA. não contém: . é preciso atenção às constantes modificações e até alterações de filosofia. de 12 de fevereiro de 1988 esclareceu que os talões de gasolina poderiam só conter a matrícula do veículo e o número fiscal do adquirente.Contratos de venda a prestações .No documento de circulação. É neste ponto que o TOC tem a tendência suicida de exercer o direito à dedução do IVA.º) permito-me transmitir a posição do fisco para o caso concreto de uma oferta: «De modo a permitir a identificação do destinatário da oferta e comprovar a indispensabilidade do custo para a realização dos proveitos de acordo com o corpo do art. devia ser bonito de se ver.º 3 alínea f) do Código do IVA não obriga a emitir fatura pois. (art.º 40.º 40. . finalmente cedeu e passou. para efeitos de IVA.º 4 do CIVA). por isso.Faturas processadas por computador .º 3 do CIVA). . pois se o valor é zero. de 8 de maio de 2002.) Aqui vão os meus fundamentos para repudiar a emissão de faturas a zero. pois o talão de venda (vide art.º 2. n. a considerar válidas as segundas vias das faturas dentro das condições do Ofício-Circulado atrás citado. . de 18 de maio de 1998 e o Ofício-Circulado 2 937. a diferença entre uma fatura e um talão de venda para efeitos do IVA? É muito importante.º) A fatura só deve ser emitida para coisas vendidas. n. Vendas a dinheiro . A título de exemplo: .º 4 do CIVA. . a fatura de compra ou o documento interno justificativo do lançamento relativo à oferta.Não faz referência à tipografia que procedeu à sua impressão.º 3. sujeito passivo adquirente. art. n.O art.Tem que ser emitida fatura (o contrato por si só não chega). n.º 40. Curiosidades É evidente que o fisco tem coisas que o comum dos mortais não tem e.º 2.º 40. .» Esta exigência.º do Código Comercial.A identificação do cliente. através do talão de venda.º. de 24 de março de 2005.A rqu iva mento e conser vação de fat u ras e/ou outros documentos (caso dos formu lá rios) .º 19. com a discriminação completa das coisas vendidas. Em resumo: em circunstância alguma o talão de venda.Só é obrigatório indicar esta circunstância se a fatura for também documento de transporte. como é óbvio). após o Ofício-Circulado 30 074.Faturas emitidas a zero . .º 476.Para efeitos do IRC (art.No documento de quitação da entidade beneficiária da oferta. .º 23.º 29.

N. até impõe. como da própria atividade administrativa.º 256/2003. não era? Nem os próprios agentes do fisco sabiam explicar as diferenças. são o tipo de documento que.º 2.» O itálico é meu. pesem os bons ordenados auferidos. ou seja. sistema este que manipulava o registo das vendas. que nos documentos se identifiquem as contas a movimentar. Conheço casos de absoluta negação ao cumprimento desta exigência. Como é evidente. Assim. o que sucede? É evidente que o fisco.º. de 1 de março de 1994 e 22 654. artigos 32. Também não vejo como é que a fatura eletrónica possa ser negativa. fitas de máquina registadora. de 20 de dezembro e Decreto-Lei n. as vendas presumidas não eram iguais para o IVA e IRC. seja qual for o sistema técnico/administrativo de controlo das vendas.º 40. Aguardemos o futuro. E sabem os meus leitores que o fisco. Aliás. não há registo contabilístico sem o suporte do documento passado de forma legal. Não há «faturas negativas. pois se o quiserem deduzir têm que exigir uma fatura. de 1 de março de 1994 e Ofício n. do CIVA) é documento válido para efeitos de dedução do IVA. Alves da Silva Membro honorário da OTOC TOC n. a inscrição destas na contabilidade tem de ser apoiada em documentos justificativos.º 15 Notas 1 Acórdão TCA Sul – Proc. retirei esta conclusão dos «Agentes do Fisco» (este relatório está publicado): «A contabilidade é uma ciência rigorosa e exata até por força da lei e não um mero borrão de merceeiro como inculca a prova testemunhal mormente a produzida pelo diretor administrativo e pelo contabilista da impugnação a fls. naturalmente. o fisco levou algum tempo a mudar a sua filosofia e hoje quando apura as vendas presumidas o valor é igual para corrigir o IVA e o IRC. assim como as de débito. Felizmente. a maioria dos TOC não liga. A propósito de uma fiscalização efetuada a um sujeito passivo. de 17 de fevereiro de 1999 – Recurso 20 593 definiu o que se chama fatura. aponta para as exigências do suporte. Lembro aqui que o Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo. 3 Alerto para as consequências da chamada «Operação Self-Service» da burla informática e fraude fiscal relativamente ao software designado por «Sim Sim». As notas de crédito. (vide art. isto é. fature (francês).A CONTABILIDADE E O FISCO devem ter presente os Ofícios-Circulados 1 625. (nunca consegui saber porquê) aplicava para o IVA e para o IRC valores diferentes. Espantoso. J. 62 a 65 e 66 e 67 dos autos a defenderem o descontrole não só da contabilidade.º 4 do CIVA). n. na prática.» Os franceses dizem facture rectificative ou note d’avoir (a nossa nota de crédito).º 40. Todos os países da UE exigem para efeitos de IVA as mesmas especificações nos documentos. a Portaria 994/99. de acordo com o acórdão do TCA .º. de 5 de novembro. aliás bem elaborada.Sul. tirados da «Revista Jurisprudência». calcula aquilo a que se chama vendas presumidas. qualquer lançamento nas suas contas ou livros que não possuam uma peça de apoio que lhe sirva de fundamento» (elementos re- Em circunstância alguma o talão de venda. a «Contabilidade não pode admitir. Se não houver talões de venda. 2 Como sabem. de 1956). nem aceitar como exato. 3 z *A. n. para além de outras situações. o fisco socorre-se deste método porque o sujeito passivo contabiliza as vendas sem qualquer apoio documental (muitas vezes é só um documento interno) e o balancete do razão apresenta o saldo/caixa/credor. em tempos passados. merecem a qualificação de «documentos equivalentes» a estas últimas. Vide Diretiva 2001/115 CE. proferido no Rec.º do CIRC.º 11 023/05. justificando o injustificável. 52 TOC 142 . ou seja. ou seja.º 01023/05 (Relator Lucas Martins). de 21 de outubro de 2003. Aproveito para alertar os TOC que devem ter cuidado e fazer tudo o que estiver nas vossas mãos para evitar que o fisco aplique os chamados métodos indiretos pois.º e 115. o termo fatura é universal só que o nome é que é diferente: fatura (português). n. invoice (inglês) e rechnung (alemão). Conclusão O princípio da documentação está devidamente explicitado no Código Comercial. uma vez verificados os restantes requisitos formais impostos pelo Código do IVA para as facturas. É a vida. (art. de 11 de setembro de 1997. aplica os métodos indiretos.º 92 221.

Por Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins* | Artigo recebido em janeiro de 2012 A política financeira sofre atualmente uma crise de legitimidade. Nesse sentido. A ideia de vaidade provém do francês vanité. Este novo estádio surge a partir do momento em que o equilíbrio orçamental descobriu. abertura e simplicidade.COLABORAÇÃO IDEFF COLABORAÇÃO IDEFF Responsabilidade financeira em tempos de crise O papel do Tribunal de Contas é determinante no apuramento das responsabilidades financeiras e não deve estar espartilhado. o Charter for Budget Honesty. a responsabilidade. que representa. publicado em 1998. O equilíbrio orçamental será respeitado pelo legislador apenas se e enquanto a conjuntura económica o permitir. a análise dos resultados e a apreciação do custo e do benefício. a sua própria vaidade. Na verdade. A transparência é um princípio implícito e exige que toda a atividade financeira deve desenvolver-se segundo os ditames da clareza. as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. a transparência. expressão ambígua. a expressão alegórica do vazio terreno e humano. na pintura de naturezas mortas. a aceitação e a justificação do próprio Estado. Entendemos por legitimidade um conceito que reúne o consenso. cumpre ao direito minimizar os riscos da decisão financeira criando mecanismos que coartem as práticas abusivas e fortaleçam os mais básicos dos direitos fundamentais. nas palavras de Michel Bouvier. no qual prevê objetivos de JANEIRO 2012 53 . Na Austrália. A legitimidade financeira baseia-se em três grandes princípios: o equilíbrio orçamental. é através do Fiscal Responsibility Act neo-zelandês de 1994 que são introduzidos pela primeira vez o princípio responsabilidade num quadro de disciplina financeira. A esta iniciativa seguiram-se as iniciativas dos ordenamentos australiano e inglês. exigiu que o governo preparasse um documento anual de estratégia orçamental sujeito a escrutínio público. mas devem exigir igualmente o controlo da gestão. com meios financeiros próprios limitados e necessidades a satisfazer. O princípio da responsabilidade tem longa tradição fundamentalmente no direito financeiro anglo-saxónico e adquiriu uma grande relevância na legislação da Nova Zelândia e de outros países da OCDE. a ver se o cidadão realmente obtém a contrapartida do seu próprio sacrifício. não estando classicamente sujeito a qualquer tipo de monitorização direta. A nova perspetiva da responsabilidade Concentremo-nos na responsabilidade. como acontece atualmente. Nesse sentido.

as Regiões Autónomas e os municípios. que é o resultado da conjugação de três tipos de controlo: o controlo administrativo. o Finance Act. Apresentamos dois exemplos para daí tirarmos algumas conclusões. no sentido de se criar uma entidade que concentrasse o controlo e a efetivação da responsabilidade decorrente dos três tipos de controlo. efetue uma redução «nas transferências do 54 TOC 142 . O Código identifica princípios que devem estar na base da criação e manutenção da política financeira. no caso de incumprimento dos limites de endividamento. quer a Lei de Finanças das Regiões Autónomas quer a Lei das Finanças Locais. no caso de apurar que o endividamento de uma região autónoma/município excede uma determinada percentagem das respetivas receitas correntes do ano anterior. desde o século XIX. a nossa opinião é de que o Tribunal de Contas. sofreu um processo evolutivo. introduziu. o que a torna numa figura um pouco sui generis. Em 1998. olhamos para um exemplo de um instrumento de aplicação das regras decorrentes do pacto de estabilidade que é o instrumento utilizado pelo ministro das Finanças na redução das transferências entre o Estado. na execução e no controlo das contas. bem como as respetivas exigências de transparência. inicialmente. estável. No caso português. do controlo político e do controlo financeiro jurisdicional. o controlo político e o controlo jurisdicional. do Reino Unido. ao parlamento. isto é. Em primeiro lugar. Monopólio do Tribunal de Contas? Não obstante a declaração de intenções apresentada. E essa entidade seria o Tribunal de Contas. justa e eficiente. isto é. não concentra. do controlo administrativo. que deveria ter aplicação plena. a efetivação da responsabilidade financeira. este princípio encontra um reflexo direto no conceito de responsabilidade financeira.COLABORAÇÃO IDEFF médio (até três anos) e de longo prazo (com mais de três anos). A própria natureza do controlo. que foram violados os limites de endividamento dessa região. mas não tem. pela primeira vez. que pertencia. permitem que o ministro das Finanças. O que acontece neste caso concreto é que. um Código de Estabilidade Financeira (Code for Fiscal Stability) que exige que a política financeira seja conduzida de forma transparente. atualmente. responsável.

Este direito de sequela significa que estão ainda sujeitas à jurisdição e ao controlo financeiro do Tribunal de Contas as entidades de qualquer natureza que tenham participação de capitais públicos ou sejam beneficiárias. mais recentemente. que este deve estar concentrado exclusivamente nesta entidade e não espartilhado. embora já se verifique uma evolução. uma vez que as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. n. como acontece atualmente entre o Parlamento. por exemplo. o Tribunal de Contas deveria ter uma palavra a dizer e não a tem. a Lei n. z *Assistente da Faculdade de Direito de Lisboa Vogal da Direção do IDEFF JANEIRO 2012 55 . Até 2006. mesmo que não tipificada. na medida em que diz respeito a uma situação que está a ser vivida em Portugal.COLABORAÇÃO IDEFF Estado que lhe sejam devidas no ano subsequente.° da Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas e. criando-se. mas que corporiza um tipo de responsabilidade financeira. a visto ou estaria submetido à jurisdição do Tribunal de Contas bastaria olhar para o catálogo constante do artigo 2. a qualquer título. no âmbito da competência do Tribunal de Contas desde 2006. a qual. por isso. o direito de sequela dos dinheiros e valores públicos. a análise dos resultados e a apreciação do custo e do benefício. Alargamento do âmbito de fiscalização do Tribunal de Contas pela Lei n. reg ularidade e correção económica e financeira da aplicação dos mesmos dinheiros e valores públicos. mas não sabemos se. uma vez que as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. um tipo de empréstimo corporizando numa obrigação geral do Estado e que. a jurisdição do Tribunal de Contas era subjetiva. envolvendo um conjunto de atos políticos. em função da natureza da entidade. no artigo 2. importa saber se estes estariam sujeitos a intervenção do Tribunal de Contas. porque a sua jurisdição não abarca a opção política que. nesse sentido que.º 3. naturalmente.ª alteração da LOPTC. na prática. O que acontece é que a partir de 2006 a jurisdição do Tribunal de Contas passa a ser objetiva porque identificamos. em termos práticos. a responsabilidade é uma garantia da legitimidade na tomada das decisões financeiras. não há dúvida. é o empréstimo negociado com a troika. controlo do Tribunal de Contas nacional. O segundo exemplo. porque os únicos casos concretos dos quais resultaram a aplicação destas retenções.°. este mais presente para todos nós.» Diríamos que. se inter-relaciona com a questão da responsabilidade financeira. o Governo e a jurisdição administrativa e financeira. na implementação deste tipo de consequência do endividamento excessivo. são um ato administrativo. isso sucederá ou se dependerá de pedido do próprio FMI ou BCE ou da Comissão Europeia. É. sabe¬ria se ficava ou não sujeita à jurisdição. o papel do Tribunal de Contas é determinante no apuramento das responsabilidades financeiras e é. ou seja. aliás.º 61/2011 No ordenamento português ainda há muito por fazer no campo da responsabilidade. Em suma. não se pode dizer que o Tribunal de Contas tenha o monopólio no apuramento e julgamento das responsabilidades financeiras. uma zona cinzenta da qual está ausente o A responsabilidade é uma garantia da legitimidade na tomada das decisões financeiras. procedeu à 7.º 61/2011. de valor ig ual ao excesso de endividamento. de dinheiros ou outros valores públicos. deveria dar lugar à pronúncia por parte do Tribunal de Contas. na medida necessária à fiscalização da legalidade. de 7 de dezembro. Assim. assim. nomeadamente nas regiões autónomas. mas devem exigir igualmente o controlo da gestão. A nossa resposta é afirmativa. que implica a reposição da estabilidade financeira. alargando o número de entidades e dos contratos sujeitos a fiscalização prévia. quando um consultor jurídico precisava de saber se aquele ato estaria submetido.

ou de dedução de oposição judicial que se destine a discutir a inexigibilidade da dívida exequenda. como garantias idóneas a garantia bancária. como a proporcionalidade. o acionamento destes meios impugnatórios. a hipoteca e o penhor.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT). burocrática e desproporcionada aos interesses dos agentes processuais. em alternativa. Por Jesuíno Alcântara Martins* | Artigo recebido em janeiro de 2012 processo de execução fiscal tem por finalidade a cobrança coerciva das dívidas ao Estado e a outras pessoas coletivas de direito público e caracteriza-se pela simplicidade. no limite. a cobrança coerciva implicará a execução – penhora e venda – dos bens patrimoniais das pessoas responsáveis pelo pagamento da dívida exequenda e acrescido. desde que seja prestada garantia idónea ou. o seguro caução. não é suficiente para obter a suspensão do processo de execução fiscal.n. o órgão da execução fiscal está proibido de conceder moratórias ou de suspender o processo de execução fiscal . só por si. a cobrança da dívida exigida em processo de execução fiscal suspende-se em virtude de apresentação de reclamação graciosa.º da LGT e n. A avaliação sobre a idoneidade e suficiência da garantia oferecida pelo executado está cometida à administração tributária. Sendo de sublinhar que o legislador elegeu.º 5 do artigo 52. não de forma total e absoluta. fora das situações enunciadas ou de outro motivo expressamente previsto no CPPT 1.º da Lei Geral Tributária (LGT) e do artigo 169. pela celeridade e pela eficácia na realização dos créditos das entidades exequentes. Daqui decorre que o legislador deixou à administração 56 TOC 142 .COLABORAÇÃO ISCAL A prestação de garantia no processo de execução fiscal O regime de caducidade consagrado no n. Para tutela plena e efetiva dos seus direitos e interesses legalmente O protegidos. a boa-fé e o interesse público subjacente à cobrança dos créditos exequendos. Porém.º do CPPT. Se a ausência de pagamento persistir. seja concedida ao executado isenção de prestação de garantia. a igualdade. que tenha por objeto a ilegalidade da dívida. e que materialmente consubstancia um título executivo. a caução. Sob pena de ilegalidade ou de violação do princípio da indisponibilidade dos créditos tributários.º 3 do artigo 85.º 3 do artigo 36. A certidão de dívida que serve de base à instauração da execução fiscal. é extraída logo que findo o prazo de pagamento voluntário e o credor verificar que o sujeito passivo da relação jurídica creditícia não efetuou o pagamento da dívida. Em face dos normativos do artigo 52. a qual deve ser feita em função de princípios jurídicos. o devedor beneficia de meios processuais para invocar a ilegalidade da liquidação ou a inexigibilidade da dívida exequenda.º da Lei Geral Tributária representa uma nota regressiva. recurso ou impugnação judicial.

entidade que dirige a tramitação do processo de execução fiscal. discordar da efetivação da responsabilidade subsidiária. em caso de existência de causa justificativa. cuja invocação e prova tem de ser feita em requerimento apresentado pelo executado.COLABORAÇÃO ISCAL Que sentido faz obrigar o executado a renovar o pedido de isenção de prestação de garantia quando este direito resulta de uma decisão judicial. Requerimento e garantia Esta circunstância é que levou o legislador a introduzir. deverá observar o disposto nos n.º 4 do artigo 52. nos termos do n. na redação introduzida pela Lei n.º 64B/2011. 2 De igual modo. motivada por uma decisão de indeferimento prévio do órgão da execução fiscal. designadamente. na redação introduzida pela Lei n.º do CPPT estabelece que o executado que não der conhecimento da existência de processo que justifique a suspensão da execução fiscal responderá pelas custas relativas ao processado posterior à penhora. é hoje regra a execução fiscal atingir a fase processual da penhora de bens quando ainda estão a decorrer os prazos legais para o devedor acionar os meios impugnatórios com vista à tutela plena e efetiva dos seus direitos e interesses legalmente protegidos. A intenção discutir a legalidade da liquidação O normativo do n. a qual. é o órgão da execução fiscal. desde que suficiente para pagamento da dívida exequenda e acrescido. que procede à verificação da existência dos pressupostos previstos no n. o valor de qualquer garantia a prestar ou a constituir em processo JANEIRO 2012 57 . editais. juros de mora calculados até à data da entrega do requerimento. a qual terá de ser idónea e suficiente. de 28 de abril (Orçamento do Estado para 2010) no n. e outro processado inerente à venda dos bens penhorados. a garantia terá de ser de um valor igual ou superior ao valor da dívida exequenda. eventualmente desnecessário. de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012). No sentido de garantir uniformidade de procedimentos.º3-B/2010. Este aspeto é de relevante importância.ºs 6 e 7 do artigo 199.º 7 do artigo 169.º 64-B/2011. O executado necessita que seja determinada a suspensão do processo de execução fiscal sempre que seja sua intenção discutir a legalidade da liquidação ou a inexigibilidade da dívida exequenda e acrescido.º 4 do artigo 199. um novo normativo que permite ao devedor. o órgão da execução fiscal procede à penhora de bens. Todavia. das despesas relativas à publicação de anúncios. deve ser determinada a suspensão do processo de execução fiscal.º do CPPT.º do CPPT. Porém. nos termos previstos no n. tributária margem discricionária suficiente para que esta. porquanto. através da lei n. na ausência de prestação de garantia por iniciativa do devedor. ou pretender invocar qualquer outro fundamento de ilegalidade ou de inexigibilidade da dívida. acrescido de 25 por cento da soma daqueles valores. Isto é. a efetivação da igualdade entre os contribuintes e eliminar fatores de discricionariedade a administração tributária criou abundante doutrina administrativa sobre a temática da prestação/constituição e a dispensa/isenção de garantia idónea em processo de execução fiscal3. logo que terminado o prazo de pagamento voluntário. de 30 de dezembro. pretender invocar a caducidade do direito à liquidação do tributo ou a prescrição da dívida. Aliás. por discordar das correções feitas à matéria tributária. ainda que a penhora tenha sido da iniciativa dos serviços da entidade exequente.º do CPPT. possa percecionar como garantia qualquer outro meio suscetível de assegurar a efetiva cobrança dos créditos exequendos. tem de ser considerada idónea e. em face da celeridade e eficácia revelada pelo sistema de cobrança coerciva da Administração Tributária e Aduaneira (ATA). na estrita observância dos princípios jurídicos supra enunciados. manifestar a intenção de apresentar meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou exigibilidade da dívida exequenda e requerer a suspensão da execução fiscal. o que implicará o pagamento pelo executado.º da LGT para a concessão de dispensa de prestação de garantia. e a totalidade das custas processuais.º do CPPT. consequentemente.º 9 do artigo 169. o requerimento do interessado só determinará a suspensão da execução fiscal após a apresentação da garantia. em termos de valor e extensão.º 2 do artigo 169. e terá de ser apresentada por iniciativa do devedor e.

o executado só logrará obter a suspensão da execução fiscal caso o órgão da execução fiscal determine a sua dispensa/isenção. ao referir que a garantia é prestada no prazo de dez dias a contar da notificação para o efeito.º 7 do artigo 199. o processo de execução fiscal é instaurado muito antes do termo do prazo legal para interposição da reclamação graciosa ou da impugnação judicial.º do CPPT.º da LGT.º do CPPT. na redação introduzida pela Lei n. de 30 de dezembro. acrescida de três meses. Em face da norma do n.º 64-B/2011. penalizando o devedor com a obrigação de todos os anos ter de efetuar um novo pedido de isenção.º do CPPT. inclusive.º do CPPT.º 4 do artigo 103. importa sublinhar que o efeito suspensivo atribuído à reclamação graciosa pela norma da alínea f) do artigo 69. o pedido de dispensa/isenção de garantia tem de ser efetuado no próprio requerimento que solicitar o pagamento fracionado em prestações mensais – n.º do CPPT. limitando-se a administração tributária a proceder à sua avaliação. Porém. terão sim é de o suspender logo após a instauração. para efeitos de execução da garantia prestada – n. A apreciação dos pedidos de isenção de garantia é realizada pelo órgão de execução fiscal em função da apertada e inflexível doutrina administrativa constante do Ofício-Circulado n.º 60 077.º do CPPT – e a sua duração tem de ser até à decisão do pleito. Aquelas normas só terão alguma relevância material se o sujeito passivo da relação jurídica tributária ou contributiva apresentar a reclamação ou a impugnação judicial antes do termo do prazo de pagamento voluntário. nesta hipótese não nos parece que os serviços da administração tributária ou da administração da Segurança Social estejam impedidos de proceder à instauração do processo de execução fiscal.º 4 do artigo 52. de 29 de julho de 2010. Como corolário do referido. A concessão de dispensa/isenção de prestação de garantia está dependente de impulso processual do devedor a efetuar no prazo de 15 dias a contar da apresentação do meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou da exigibilidade da dívida. o que legalmente é possível.º 1 do artigo 74.º e à impugnação judicial pela norma do n. A invocação e a prova dos pressupostos para usufruir da dispensa/isenção de prestação de garantia são um ónus do devedor – n. e ainda no caso do requerimento a manifestar a intenção de o apresentar – n. em regra. sempre que a causa de suspensão da execução fiscal for um meio processual gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou exigibilidade da dívida.º da LGT. resulta uma decisão de indeferimento do pedido 58 TOC 142 .º 2 do artigo 169. do CPPT. da qual. Esta apenas ocorrerá mediante o reconhecimento da existência dos respetivos pressupostos legais que consistem na circunstância da prestação de garantia causar prejuízo irreparável ou existir manifesta falta de meios econó- micos revelada pela insuficiência de bens penhoráveis para pagamento da dívida exequenda e acrescido. da Direção de Serviços de Gestão de Créditos Tributários.º ambos Não compreendemos como é que o legislador optou por burocratizar o instituto da dispensa/isenção de prestação de garantia.COLABORAÇÃO ISCAL de execução fiscal é determinado em função desta regra – n. o devedor não formalizar a sua intenção apresentando o correspondente meio processual ficará sem efeito a suspensão e o processo de execução fiscal prosseguirá a normal tramitação. é praticamente insuscetível de operacionalizar. na medida em que atualmente. até ao termo dos prazos legais. Se. e designadamente por causa da celeridade do sistema de cobrança coerciva. No caso de pedido de pagamento em prestações.º 7 do artigo 169. e desde que a insuficiência ou inexistência de bens não seja da responsabilidade do executado – n. pertence ao devedor a iniciativa da apresentação da garantia.º 2 do artigo 200. sem prejuízo da caducidade da garantia nos termos previstos no artigo 183. Na ausência de garantia ou na impossibilidade de a prestar. Só quando a causa de suspensão for o pagamento em prestações legalmente autorizado é que a prestação/constituição da garantia ocorrerá na sequência e no prazo constante da notificação realizada para o efeito pelos serviços da administração tributária – n.º 6 do artigo 199.º 3 do artigo 199.º-A do CPPT. e em regra.

por parte do juiz.º do CPPT. A solução encontrada é que pode vir a revelar-se desadequada à realidade. o órgão de execução fiscal poderia proceder à penhora dos bens do executado.º 1423/11. de 18 de agosto de 2010.COLABORAÇÃO ISCAL de isenção/dispensa de prestação de garantia. em face do novo pedido. não compreendemos como é que o legislador optou por burocratizar o instituto da dispensa/isenção de prestação de ga- rantia. num número apreciável de situações. Porém. burocrática e desproporcionada aos interesses dos agentes processuais. penalizando o devedor com a obrigação de todos os anos ter de efetuar um novo pedido de isenção. traduzido na circunstância da decisão que conceder a isenção ser válida pelo prazo de um ano e a sua continuidade estar dependente de novo pedido a efetuar no prazo de 30 dias a contar da notificação da administração tributária para o efeito.º 3 do artigo 278. A intenção do legislador é sempre boa e positiva. os executados têm êxito uma vez que logram obter.º de 29 de julho de 2010. da desmaterialização dos atos processuais e das fontes de informação de que a administração tributária pode beneficiar. A outra prende-se com o facto do legislador. do STA. Relator Isabel Marques da Silva.º 558/10. esta decisão motiva uma reclamação para o juiz do Tribunal Tributário. obtendo-se. é levantada a suspensão do processo de execução fiscal. traduz uma nota regressiva. porquanto. Esta obrigação. Ora. 2 Cfr. à luz de paradigmas de simplicidade. atenta a capacidade de ação do sistema de cobrança coerciva. 3 Cfr. nos termos dos normativos dos artigos 276. a tutela dos interesses do credor tributário.ª secção. assim. sendo que na ausência de novo pedido. e caso o contexto factual deste novo pedido seja igual ao do primeiro pedido. A primeira equivalerá a reconhecer a inutilidade do novo pedido. na medida em que.º do CPPT – com prejuízo dos processos judiciais tributários verdadeiramente relevantes. de 30 de dezembro. z * Licenciado em Direito Assistente convidado do ISCAL Notas 1 Cfr. é nossa convicção que não é possível adivinhar o futuro. a nosso ver. Normalmente. introduziu no n. estar-se-á a contribuir para o congestionamento do sistema de justiça tributária com o fomento de pequenos processos.º 5 do artigo 278. Este regime de caducidade motiva-nos alguma perplexidade. 60 077 e 60 078. Qualquer uma das situações se nos afigura má. obrigar à interposição de nova reclamação para o juiz do tribunal tributário.5BE- PRT.º de 30 de agosto de 2010. Uma resulta da circunstância da necessidade de renovação da isenção não ser imputável ao executado. Ac. o legislador. em face do grau de informatização da tramitação do processo de execução fiscal. da Direção de Serviços de Gestão dos Créditos Tributários (DSGCT).º da LGT um regime de caducidade da isenção de prestação de garantia. Ofícios-Circulados n.º do CPPT. na sequência do conhecimento do ato de penhora. Com efeito. teria sido preferível determinar que. JANEIRO 2012 59 . Relator Nuno Filipe Morgado Teixeira Bastos. aliás. vamos esperar que os factos demonstrem a iniquidade da nossa análise. Ac. a realizar anualmente. através da lei n. motivada por uma decisão de indeferimento prévio do órgão da execução fiscal. a segunda consubstanciará um ónus demasiado amplo para o executado e para todos os contribuintes. O regime de caducidade consagrado no n.º 60 076. DE 30 de novembro de 2011. poderia reclamar para o tribunal tributário. 2ª Secção.º 5 do artigo 52. Proc. em prejuízo da simplicidade e da celeridade. a qual pode demorar vários anos a ser proferida. sendo que. o 1. irá agora o órgão da execução fiscal deferir o pedido por adesão à fundamentação da decisão judicial ou irá indeferir de novo a pretensão do devedor e. nos termos já previstos no artigo 276. Para reforçar esta perspetiva de análise pergunta-se que sentido faz obrigar o executado a renovar o pedido de isenção de prestação de garantia quando este direito resulta de uma decisão judicial. Regime de caducidade da isenção de prestação de garantia Com o propósito de acautelar os interesses do credor tributário e assegurar a prossecução do interesse público subjacente à realização da cobrança coerciva.º e o 2. e o 3. por esta via. caso o considerasse ilegal. perante o conhecimento da cessação dos pressupostos que determinaram a isenção/dispensa da garantia. TCAN. o reconhecimento da existência dos pressupostos legais que permitem a dispensa de prestação de garantia.º da LGT. Proc. ter optado por onerar o executado com esta obrigação processual. nos termos do artigo 276. 2. que neste caso concreto seguem as regras dos processos urgentes – n. e este. ou de indeferimento do novo pedido.º do CPPT.º 5 do artigo 52. celeridade e eficácia exigíveis a uma administração moderna e inovadora. como não pretendemos fazer futurologia. consequentemente. mas sim ser motivada pela morosidade da decisão do processo judicial tributário.º 64-B/2011.º e da alínea d) do n. é desproporcionada por duas ordens de razões.

º 6 do mesmo artigo 4. Reportando-se a esta alínea c) do n.º 1 do artigo 24. incluindo as atinentes à qualificação da natureza das operações tributá- veis como transmissões de bens ou como prestações de serviços. Por Rui Laires* | Artigo recebido em dezembro de 2011 N a noção de transmissão de bens para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado (IVA).º do CIVA. constante do artigo 3.º e nos artigos 15.ºs 2 e 3 do artigo 14. do Conselho.º prefigura. porém. não contêm. de 28 de novembro de 2006 (Diretiva do IVA). quando a totalidade dos materiais necessários seja fornecida pelo sujeito passivo que os produziu ou montou. repografia e restauro de livros Conheça conceitos fundamentais. qualquer disposição de teor equivalente à alínea e) do n. é de qualificar como prestação de serviços para efeitos do IVA. Para se entender o fundamento das disposições internas em referência – cujo objetivo é clarificar o âmbito das noções genéricas de transmissão de bens e prestação de serviços. os conceitos genéricos de transmissão de bens e de prestação de serviços constam do n. na eventualidade de o fornecimento da totalidade dos materiais não incumbir ao sujeito passivo que produziu ou montou os bens móveis corpóreos. pelo empreiteiro.º 5 do artigo 5.1 As regras de incidência do imposto previstas na Diretiva do IVA. do Conselho. Até à sua revogação pela Diretiva 95/7/CE.º 3 do artigo 3.º 2 do artigo 4. nos termos da alínea e) do seu n.º da Diretiva do IVA vêm enunciadas operações consideradas assimiladas a transmissões de bens ou a prestações de serviços. No sistema comum do IVA.º e do n.º 2.º e 27. ao abrigo do disposto na alínea c) do n. a operação. para efeitos deste imposto – cumpre recordar os respetivos antecedentes. a entrega ao cliente. nos n. o n.º ou à alínea c) do n. de um bem móvel por ele fabricado ou montado com 60 TOC 142 .º 1 do artigo 14. ao próprio cliente. no todo ou em parte. porém. Por outro lado. nuns casos de adopção obrigatória pelos Estados membros e noutros de adopção facultativa.º do CIVA2.º a 19. Por seu turno.FISCALIDADE Tributação em IVA de trabalhos de tipografia. isto é. em princípio.º da Sexta Diretiva conferia aos Estados membros a possibilidade de qualificarem como transmissão de bens «[a] entrega de um bem móvel por força de um contrato de empreitada. de 10 de abril de 1995. a alínea a) do n.º 3. respetivamente.º e 26.º 2 do artigo 4. que a qualificação como prestação de serviços seja prejudicada se o fornecimento de materiais pelo cliente for de considerar insignificante. especificidades e jurisprudência que ajudam a sustentar o IVA aplicado a diversas operações.º do Código do IVA (CIVA).º da Diretiva 2006/112/CE. mas. as entregas de bens móveis corpóreos produzidos ou montados sob encomenda. inserem-se.

determinava que fosse sempre considerada transmissão de bens «[a] entrega de bens móveis produzidos ou montados sob encomenda.3 A opção que vinha atribuída aos Estados membros durante a vigência da alínea a) do n. revogar a alínea e) do n. de um bem móvel produzido exclusivamente com materiais fornecidos pelo próprio empreiteiro sempre foi de considerar uma transmissão de bens para efeitos do IVA.º da Diretiva do IVA. no todo ou em parte. de 26 de outubro. Com efeito.» À luz dessa possibilidade. a versão inicial do CIVA. atualmente vertido no n.º 5 do artigo 5.FISCALIDADE materiais ou objetos que o cliente lhe confiou para o efeito. Nessa altura.º.º da Sexta Diretiva referia-se à possibilidade de qualificação como transmissões de bens das referidas entregas ao dono da obra. pelo dono da obra ao empreiteiro. passou a ser sempre de qualificar como prestação de serviços a entrega de um bem móvel que não tenha sido produzido totalmente a partir de materiais fornecidos pelo empreiteiro.º 1 do artigo 14. a não inclusão no âmbito da referida alínea a) das entregas de bens móveis inteiramente criados com base em materiais fornecidos pelo empreiteiro só pode significar que a entrega ao cliente.º 3 do artigo 3. no entanto. através da alínea e) do n. pelo que esta operação continuou a ser de qualificar como transmissão de bens. pelo dono da obra ou por ambos. independentemente de os materiais necessários à execução das mesmas serem providenciados pelo empreiteiro. o legislador português entendeu conveniente delimitar de forma expressa esses conceitos em relação a bens móveis entregues pelo empreiteiro ao dono da obra na sequência de um contrato de empreitada.º 206/96.º 5 do artigo 5. já que não faria sentido que a alínea a) em apreço concedesse aos Estados membros a possibilidade de qualificarem como transmissão de bens a execução de uma obra a partir de materiais fornecidos pelo cliente e. simultaneamente. não seria possível adotar uma interpretação diferente. atualmente vertido no n. pura e simplesmente. Esta norma vigorou até à sua alteração pelo Decreto-Lei n. a partir da revogação da referida alínea a).» Tal disposição interna era aplicada às entregas de obras relativas a bens móveis decorrentes de contratos de empreitada.º do CIVA.º da Sexta Diretiva nada alterou quanto à qualificação da entrega de um bem móvel inteiramente produzido a partir de materiais fornecidos pelo próprio empreiteiro. sendo tal operação inserida no respetivo conceito genérico.º 3 do seu artigo 3. mas apenas quando os materiais para a realização da mesma tivessem sido disponibilizados. quer o empreiteiro tenha fornecido ou não uma parte dos produtos utilizados. em lugar de.º da Sexta Diretiva. pelo empreiteiro.º 5 do artigo 5. que se qualificasse como prestação de serviços a execução de uma obra a partir de materiais inteiramente forne- cidos pelo empreiteiro. Ora. deixando os conceitos genéricos de transmissão de bens ou de prestação de serviços operar por si próprios.º JANEIRO 2012 61 . em virtude da revogação da alínea a) do n. A revogação da alínea a) do n. Por seu turno. por inserção no respetivo conceito genérico.

Sob análise esteve a qualificação em sede do IVA. sempre e obrigatoriamente. o TJUE assumiu de antemão que.º da Diretiva do IVA).º 1 do artigo 5. etc.º 5 do artigo 5. I-?) versou sobre a qualificação para efeitos do IVA. nos termos do n. Nesta sua decisão referente ao caso Graphic Procédé.º da Sexta Diretiva (correspondente ao atual n.4 A aceção acima desenvolvida não foi posta em crise pela jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) acerca da qualificação da entrega de determinados trabalhos relativos a bens móveis corpóreos executados na sequência de encomenda previamente feita pelo cliente. Recueil p. como decorrência do respetivo conceito genérico então delineado no n. de cópias de inúmeros tipos de documentos. por sistema de fotocópia ou afim.º 5 do artigo 5. incluindo do estabelecido em matéria de taxas do imposto no n.1 da lista I anexa ao CIVA6. museus. produzidos inteiramente a partir de materiais providenciados pelo próprio empreiteiro. Atividade de reprografia O acórdão de 11 de fevereiro de 2010 (processo C-88/09. do teor do mencionado acórdão relativo ao caso Van Dijk’s Boekhuis parece resultar. pronunciou-se acerca do alcance dessa disposição.º da Sexta Diretiva. Restauro de livros Na vigência do disposto na alínea a) do n. deve ser qualificada como uma transmissão de bens. seja diferente da que tinham os materiais inicialmente entregues por este ao empreiteiro. era de dimensão bastante considerável.º 6 do artigo 18. uma operação qualificada como transmissão de bens para efeitos do IVA. em que uma parte ou a totalidade desses materiais já era propriedade do cliente. de uma empreitada de restauro de livros. caso Graphic Procédé.º 5 do artigo 5.º da Diretiva do IVA. até à revogação daquela alínea pela Diretiva 95/7/CE. a que alude a atual verba 2. editoras. p.º da Diretiva do IVA). deveria entender-se um bem resultante do trabalho do empreiteiro cuja função.º da Sexta Diretiva (correspondente ao atual n. Por «bem novo». a que corresponde. parece confirmar-se que a posterior revogação da opção que vinha conferida na alínea a) do n. mantendo-se estes proprietários dos documentos originais cuja reprodução era solicitada. das operações efetuadas no contexto de uma atividade de reprografia.º.º 5 do artigo 5. em certos casos. como transmissão de bens ou como prestação de serviços.º 1 do artigo 6.º 1 do artigo 14. Tal corrobora o ponto de vista de que a entrega ao dono da obra de bens móveis corpóreos. obra de restauro que.º da Sexta Diretiva só teve como consequência passarem a ser obrigatoriamente qualificadas como prestações de serviços. utilizando para o efeito os materiais e os equipamentos da empresa de reprografia.º da Sexta Diretiva. que o TJUE só considerou o disposto na alínea a) do n.5 Para além da questão central da criação de um bem novo por parte do empreiteiro. ainda que um Estado membro tivesse utilizado a faculdade que vinha então conferida na alínea a) do n.º 5 do artigo 5.º 6 do artigo 18. Nunca tendo sido situações abrangidas pelo disposto na alínea a) do n. na legislação interna. o n.º da Sexta Diretiva como aplicável à entrega pelo empreiteiro de uma obra realizada a partir de materiais total ou parcialmente fornecidos pelo cliente. ou seja. na hipótese de os materiais necessários para a realização de uma obra serem inteiramente disponibilizados pelo empreiteiro.º do CIVA.º 1 do seu artigo 18. mas sim a taxa normal definida na alínea c) do n. o TJUE entendeu que tais operações não poderiam ser qualificadas como transmissões de bens. A reprodução era feita em um ou em vários exemplares. A atividade em apreço consistia na produção.FISCALIDADE 1 do artigo 24. muito embora o sentido dessa jurisprudência contribua necessariamente para a interpretação do alcance das mencionadas disposições da legislação interna portuguesa. o TJUE. na aceção do referido acórdão.º 1 do artigo 24. complementarmente. Na sua decisão. Nas circunstâncias descritas. Colect. caso Van Dijk’s Boekhuis. 1405). o TJUE conside- 62 TOC 142 .). empresas de consultadoria. Sendo assim. as entregas ao cliente de bens móveis corpóreos em que os materiais necessários para a execução daquela não tenham sido fornecidos na totalidade pelo empreiteiro. já que a regra de adoção facultativa contida nesta disposição só seria de aplicar se o empreiteiro criasse um bem novo a partir dos materiais que o cliente lhe confiara. na perspetiva de um utilizador médio.º da Sexta Diretiva. Sendo assim. a entrega da obra acabada ao cliente constitui. como transmissões de bens ou como prestações de serviços. as prestações de serviços de restauro de livros não estão abrangidas pela faculdade atualmente proporcionada pelo artigo 121. a partir de uma matriz impressa em papel ou em formato eletrónico entregue pelos clientes (gabinetes de arquitetura. através do acórdão de 14 de maio de 1985 (processo 139/84.º da Diretiva do IVA. às referidas operações não se afigura aplicável a taxa reduzida que abrange os livros e outras publicações.º do CIVA.

incluindo de operações assimiladas a tal. de isenção e de exigibilidade do JANEIRO 2012 63 .º 2 do artigo 4.8 z *Licenciado em Contabilidade e Administração Fiscal Inspetor tributário da DGCI Notas 1 Antes da vigência da atual Diretiva do IVA. no seu conjunto. como seja.7 Impressão de livros e de outras publicações Em termos que se afiguram consentâneos com a jurisprudência do TJUE acima aflorada. as operações em que uma reprografia se limite a um simples trabalho de reprodução de documentos para suportes diversos. na sequência da sua 80.º da Diretiva do IVA). devem ser qualificadas como prestações de serviços. quando o cliente se limita a disponibilizar um suporte com o original da obra (por exemplo. relevância prática. porém. do Conselho. tais operações.º da Sexta Diretiva (atual n. sendo certo que.º da Diretiva do IVA).º 3 do artigo 3. No contexto das referidas disposições. a entrega ao cliente dos bens reproduzidos pela empresa de reprografia é de qualificar como uma transmissão de bens. complementarmente. nomeadamente. a empresa de reprografia preste serviços que revistam caráter de predominância nos termos prefigurados no acórdão em referência.º 542).º 1 do artigo 14.º 1 do artigo 24. por exem- plo. há que tomar em consideração que a mera disponibilização pelo cliente da matriz original à empresa de reprografia.FISCALIDADE rou.ª reunião. respetivamente. quanto à sua subsunção ou não nas regras relativas às transações intracomunitárias de bens. de 31 de janeiro de 2007. Por outro lado.º e 6. esta empresa realiza perante o cliente operações consideradas como transmissões de bens. atento o disposto no n. para efeitos da sua reprodução em papel ou suporte afim. da Comissão Europeia.º da Diretiva 77/388/CEE. quando o cliente também fornece à empresa tipográfica materiais para a realização do trabalho. de 17 de maio de 1977 (Sexta Diretiva). do tempo necessário para a sua execução. a pedido de um cliente. cabendo à empresa tipográfica realizar a impressão e reprodução de exemplares do correspondente livro. Assim. 2 Note-se que é indubitável que as ope- rações em apreço estão abrangidas pelo âmbito de incidência do IVA. opera residualmente o conceito de prestação de serviços contido no n. constituindo um fim em si mesmo para o seu destinatário. A conformidade com o sistema comum do IVA do critério expresso na alínea e) do n. foram objeto de uma orientação do Comité do IVA. uma vez que a qualificação de uma operação como transmissão de bens ou como prestação de serviços tem consequências em vários domínios. brochura ou outra publicação afim. não constitui uma disponibilização pelo cliente de materiais com vista à realização da obra. brochuras ou outras publicações. se a entrega de bens móveis na sequência de um contrato de empreitada não for qualificada como transmissão de bens.º 1 e na alínea e) do n. do tratamento que os documentos originais exijam e da parcela relevante do custo da prestação de serviços em relação ao custo total. aquela empresa realiza ao cliente uma operação considerada como prestação de serviços.º do CIVA.º 1 do artigo 4. por um lado. realizada a 8 de novembro de 2006. a qualificação como prestação de serviços da segunda operação descrita não inviabiliza a aplicação da mesma taxa do IVA que caberia ao próprio bem produzido. brochura ou outra publicação afim. transferindo se o poder de dispor desses suportes da empresa de reprografia para o cliente que encomendou determinado número de cópias de um documento original.º do CIVA também não parece que tenha sido posta em crise pelo decidido neste acórdão relativo ao caso Graphic Procédé. concretamente do disposto no n. ao abrigo da definição genérica que constava do n. certos aspetos ligados à impressão de livros. que devem ser consideradas transmissões de bens. O caráter predominante da componente prestação de serviços pode ser aferido. A matéria comporta.º 1 do artigo 6. quando as referidas operações sejam acompanhadas da prestação de serviços complementares que revistam um caráter predominante em relação à transmissão dos bens. em função da importância que revista para o destinatário.º e na alínea c) do n. Por seu turno. Assim. constavam dos artigos 5. e quanto às regras de localização das operações. nomeadamente.º do CIVA.º 1 do artigo 5.º da Sexta Diretiva (atual n. o papel para a impressão do livro. manuscrito ou suporte eletrónico). Em face da legislação interna portuguesa.º do CIVA. a qual vem refletida no documento TAXUD/2109/07 final (documento de trabalho n.º 6 do artigo 18. caso este tivesse sido objeto de uma transmissão de bens. ao abrigo da definição que constava do n. A questão prende-se apenas com a respetiva qualificação como transmissões de bens ou como prestações de serviços. cujo conteúdo mereceu a concordância quase unânime dos representantes dos Estados membros. salvo nos casos em que. as disposições que contêm as noções de transmissão de bens e de prestação de serviços.º 3 do artigo 3.

uma vez que do adestramento de um cavalo não resultava a produção de um bem novo. fotocomposição.º 2/92. b) e c) da verba n.º 1 desse Ofício-Circulado afirma-se que «[a] produção dos bens constantes das verbas n.3 da Lista I anexa ao CIVA. sem prejuízo da aplicação da taxa do IVA que caiba aos próprios bens.O. No n. Colect. 6 Esta foi também a opinião maioritaria- mente expressa no Comité do IVA.1 e 2. O Comité do IVA pronunciou-se também maioritariamente no sentido de a qualificação como transmissão de bens subsistir se só uma parte negligenciável dos materiais para a realização da obra for fornecida pelo cliente. excluindo a correspondente operação do conceito de prestação de serviços. previsto no artigo 398. através do seu des- pacho de 1 de junho de 2006 (processo C-233/05. possivelmente. de 31 de dezembro (Orçamento do Estado para 2011). à elaboração pela DGCI de um ato normativo tido como de força obrigatória geral. embora a atribuição à Direção-Geral dos Impostos (DGCI) da possibilidade de determinar as situações em que a entrega de materiais pelo dono Note-se que a Lei n. pois tal atentaria contra o princípio da legalidade em matéria tributária.º seja a mesma que seria aplicável no caso de transmissão de bens obtidos após a execução da empreitada.º 9056. deu uma nova redação à verba 2. por considerar. de 9 de março (Orçamento do Estado para 1992). constante do documento XXI/97/757.3 da lista I. 4 Posteriormente. o TJUE também se pronunciou sobre o âmbito de aplicação do disposto na alínea a) do n. s/ data. e o seu adestramento não é de considerar como a produção de um bem inexistente até esse momento. 5 impressão.º da Sexta Diretiva (na sequência das alterações promovidas pela Diretiva 95/7/ CE). não são de considerar como «materiais» confiados pelo cliente.ºs 2. de 31 de dezembro). deve levar-se em conta que a denominada «taxa zero» (isenção com direito a dedução do imposto suportado a montante) foi abolida pela Lei n. etc. de 15 de outubro de 2008. quando para a realização das referidas operações sejam utilizados materiais total ou parcialmente fornecidos pelo próprio cliente.º 5 do artigo 5.F. grosso modo.º 2 do artigo 4.1 da lista I anexa ao CIVA (na redação dada pela Lei n.º 6 do artigo 4.º da Diretiva do IVA.º do CIVA passou a prever que a taxa a aplicar às prestações de serviços a que se refere a alínea c) do n.º 569).º do CIVA.ª reunião do Comité do IVA. nos termos do disposto na alínea e) do n.pt› –.gov. a que alude aquele excerto do ofício-circulado.. o n. devendo a tomada em consideração da doutrina administrativa nele expendida ser objeto das devidas adaptações. em contrapartida. As verbas 2. Por outro lado.4 e. por via do n. 3 da obra é considerada insignificante. sem prejuízo de situações híbridas em que a qualificação como transmissão de bens ou como prestação de serviços pode depender de uma avaliação casuística acerca de qual das duas componentes é prevalecente [cf. bem como o respetivo relatório. se encontra em boa parte desatualizado. documento XXI/96/655 (documento de trabalho n. que vem desenvolvido no n.º 2 do artigo 28. respeitante aos bens e serviços submetidos à taxa de seis por cento (quatro por cento nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira).º do CIVA tem por base a possibilidade.º do CIVA. com exclusão dos referidos nas alíneas a). mas aditou que os animais. s/ data. incluindo 64 TOC 142 . realizada a 7 de novembro de 1996. O TJUE não pôs em causa que se estava perante bens móveis corpóreos. da Comissão Europeia].3. 8 Faz-se notar que o enquadramento de trabalhos tipográficos.º do mesmo Código. mas como prestações de serviços ao abrigo da alínea c) do n. à atual verba 2. quando seja aplicável o disposto no n.º 2. de 11 de abril de 1986.º 55-A/2010. beneficia da isenção do imposto (taxa 0).º 6 do artigo 18.º da Diretiva do IVA.FISCALIDADE imposto. realizada a 28 e 29 de fevereiro de 2008. da ex-Direção de Serviços de Conceção e Administração – cujo teor vem disponibilizado a partir do sítio da rede global com o endereço ‹http:// www.º 1 do Ofício-Circulado n. da Comissão Europeia. 7 O sentido desta decisão parece cor- roborar a orientação por unanimidade emanada na sequência da 83. correspondem.º 6 do artigo 18.ª reunião do Comité do IVA. Paralelamente. revogou a verba 2.1 da lista I anexa ao CIVA. no ordenamento de alguns Estados membros. caso V. analisado na 50. aquelas já não são qualificadas como transmissões de bens ao abrigo da alínea e) do n. encontrando-se atualmente vertida no artigo 121. O n. uma transmissão de bens.º 3 do artigo 3. como é óbvio. Nele concluiu que a noção de «empreitada».º 208). não poderia ser aplicada às mencionadas operações. p. em matéria de taxas do imposto.º 6 do artigo 18.portaldasfinancas. em relação à taxa do IVA aplicável. a propósito de operações de adestramento de cavalos por conta dos respetivos proprietários. Esta última hipótese vem contemplada na legislação interna portuguesa. I-72). no sentido de assegu- rar que a alteração da qualificação para efeitos do IVA de algumas operações decorrentes dos contratos de empreitada não implicava a alteração da respetiva carga tributária. a que aludia a referida disposição. nos termos da qual a entrega ao cliente de fotografias impressas a partir de um suporte digital é considerada uma transmissão de bens. efetuada por tipografias ou outras empresas da especialidade. até à revogação dessa alínea pela Diretiva 95/7/CE. que passara a estar prevista na alínea h) do n.» Por um lado. pela sua natureza.º do CIVA.º 2 do seu artigo 4.1 e 2. não se possa reportar. da Comissão Europeia.º 55-A/2010.º 3 do artigo 3.º da Sexta Diretiva. constante do documento TAXUD/2420/08 Rev 1 (documento de trabalho n.. bem como.º.

de acordo com o n. No caso em apreço. quando o seu devedor seja sujeito passivo de IRC ou quando os mesmos constituam encargo relativo à atividade empresarial ou profissional de sujeitos passivos de IRS que possuam ou devam possuir contabilidade. No que se refere à entidade “B”.º 4 do art.º 1 do mesmo artigo «remunerações auferidas na qualidade de membro de órgãos estatutários de pessoas coletivas e outras entidades.º 94.» As restantes retenções na fonte de IRC são efetuadas às taxas previstas para efeitos de retenções na fonte de IRS. relativas a residentes em território português.5 por cento se fosse um particular a emprestar dinheiro à sociedade “C”. desde que reunidos os requisitos da alínea h) n.5 por cento? A SGPS está dispensada ou não? Os rendimentos de juros auferidos por uma pessoa coletiva estão sujeitos a retenção na fonte. SA é de 16. Refere-nos a alínea c) do n.16. SGPS. o requisito que não está cumprido é o tempo de detenção da participação à data em que constitui a obrigação de retenção na fonte sem juros – data do vencimento (artigo 7.º 4. será a taxa de 16. Segundo ele.º do CIRC a entidade “A”. de que seja devedora a sociedade por elas participada durante pelo menos um ano e a participação não seja inferior a 10 por cento do capital com direito de voto da sociedade participada.CONSULTÓRIO Retenção na fonte: suprimentos A sociedade “C” é detida em 50 por cento pela sociedade “A”.º 4 do artigo 94.º 1 do artigo 97. Assim. desde 20 de outubro de 2010. Em maio de 2011 estas duas sociedades celebraram um contrato de suprimentos com a sociedade “C” (participada). Efetua-se retenção na fonte em ambas as entidades? Qual a taxa a aplicar? De acordo com o artigo art.5 por cento (alínea a) do n.º do CIRC.º 1 do artigo 101. quer por si só quer com participações de outras sociedades em que as SGPS sejam dominantes. art.º 97. SGPS.5 por cento. conforme o artigo 94.Qual a taxa de retenção a aplicar . a entidade “C” deverá efetuar a retenção.º. por aplicação da alínea h) do n. Contudo.º 101. que é objeto de retenção na fonte os «rendimentos de aplicação de capitais não abrangidos nas alíneas anteriores e rendimentos prediais.º do Código do IRC (CIRC). o pagamento dos rendimentos de capitais está sujeito a retenção na fonte à taxa de 21. não existe obrigação de efetuar a retenção na fonte de IRC relativamente a rendimentos obtidos por sociedades gestoras de participações sociais (SGPS).º do CIRC e art.º do CIRS). n. tal como são definidos para efeitos de IRS.º do CIRS. nos termos desta disposição. A taxa de 21.º 2 CIRS e art.º 1 do artigo 97.º 3 alínea a) n.º.º 71. apenas se aplica a taxa de 21.º 1 do artigo 94.º 1 do CIRS). a taxa a aplicar à sociedade “B”. de acordo com o n. a SGPS não estará sujeita a retenção na fonte pelos juros recebidos referente ao suprimento efetuado.º do CIRC.º do Código do IRC (CIRC). resultantes de contratos de suprimentos celebrados com aquelas sociedades ou de tomadas de obrigações daquelas. Em 30 de setembro de 2011 venceram juros à taxa euribor 12M + spread de 6 por cento.º do CIRC será aplicada aos rendimentos referidos na alínea d) do n. r esposta de outubro de 2011 JANEIRO 2012 65 .º do CIRS e com o manual do Orçamento do Estado para 2011 da OTOC. Logo.5 por cento prevista no n. pelo que a taxa a aplicar aos rendimentos da categoria E.º 101. existe retenção na fonte sobre os juros auferidos. Segundo o ROC.5 por cento.º do CIRC. art. Os restantes 50 por cento são detidos pela sociedade “A” desde 12 de dezembro de 2010. n.5 ou 21.º 94.» Então. não reúne todos os requisitos para estar isenta.

Com efeito. nos termos do parágrafo 13 da NCRF 17. Partindo deste nosso entendimento.CONSULTÓRIO Avicultura e inventários Determinado sujeito passivo tem como atividade a produção e comércio de ovos (avicultura). a NCRF 17 admite que. Tratando-se de uma pequena entidade (PE) que tenha adotado a NCRF-PE. nos termos do disposto nas NCRF Da informação prestada interpretamos que a questão se prende com a classificação contabilística de galinhas poedeiras detidas por uma entidade cuja principal atividade é a produção e comércio de ovos. como tal. em nossa opinião as galinhas poedeiras configuram um ativo biológico de produção. de que as galinhas configuram ativos biológicos de produção (e. Pretende-se que o nosso parecer seja elaborado à luz da norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE) e da normalização contabilística para mi- 66 TOC 142 . presumimos que a venda das galinhas apenas se verifica após esgotada a respetiva vida útil na função para a qual foram adquiridas a produção de ovos . Assim.é regulada pela NCRF 17 – Agricultura. pelo que depreendemos que aquelas galinhas têm como principal destino a produção de ovos. As galinhas. fazer o recurso supletivo à correspondente NCRF. porquanto o seu principal destino/função consiste na produção de ovos (os quais correspondem a produtos agrícolas colhidos dos ativos biológicos – as galinhas). um ativo biológico deve ser mensurado no reconhecimento inicial e em cada data de balanço. no âmbito da NCRF-PE. que passadas algumas semanas (cerca de 28). cujo conteúdo não esteja expressamente contemplado na NCRF-PE. Independentemente do enquadramento normativo da entidade em causa. nesta situação. nos termos do disposto no ponto 2. A valorização das aves é dada consoante as semanas de vida.3. Nestas situações. Embora se assuma o pressuposto de que o justo valor de um ativo biológico pode ser mensurado com fiabilidade. exceto quando o justo valor não pode ser fiavelmente mensurado. uma vez que a NCRF-PE não contempla o tratamento contabilístico desta temática. a contabilização dos ativos biológicos – animais ou plantas vivos . aquela tem de se socorrer da NCRF 17 na contabilização dos ativos biológicos. Como classificá-los? Inventários ou ativos? croentidades (NCM). procede-se a uma "muda de pena" para que possam produzir mais ovos até às 90-95 semanas de vida e só depois são vendidas. tornam-se galinhas poedeiras. Relativamente à mensuração. em todas as matérias de contabilização ou relato financeiro de transações ou situações prescritas por uma NCRF. antes. a entidade deve reconhecer as galinhas poedeiras na conta 3721 – Ativos biológicos . Entre as 65 e 70 semanas de vida. Tal sucede quando os preços ou valores determinados pelo mercado não estão disponíveis e as estimativas alternativas do justo valor são pouco fiáveis. desta norma.pelo que afastamos a hipótese de serem classificadas como ativos biológicos consumíveis. deve-se. de regeneração própria) analisemos de seguida o respetivo tratamento contabilístico nos normativos.De produção – Animais. pelo seu justo valor menos custos estimados no ponto de venda. pelo que os inventários podem variar significativamente de um ano para o outro. possa existir incapacidade de mensurar fiavelmente o justo valor (cf. parágrafo 31). em certas situações. Nas existências está a aquisição de pintos. são ativos biológicos e existências. Com efeito. que devem ser entendidas como excecionais à regra geral de mensuração ao justo valor. Com a entrada em vigor do SNC. não são produto agrícola mas. o ativo biológico deve ser mensurado pelo custo menos qualquer depreciação acumulada e qualquer perda por imparidade acumulada.

nada é referido acerca da incapacidade de mensurar fiavelmente o justo valor das galinhas. da norma contabilística para microentidades (NC-ME). resposta de janeiro de 2012 A norma contabilística e de relato financeiro (NCRF) 27 – Instrumentos financeiros.2. na contabilização dos ativos biológicos de produção tem de se atender ao disposto no ponto 7. para além de outras situações aí previstas. No caso em concreto. e respeitando o código de contas para microentidades. as alterações no justo valor diretamente na conta 3721 – Ativos biológicos – De produção . passivos financeiros e instrumentos de capital próprio de outra entidade.6. Admitindo-se. As entidades deverão reconhecer os passivos financeiros quando estas se tornarem uma parte das disposições JANEIRO 2012 67 . após o reconhecimento inicial das mesmas como ativos biológicos de produção. estabelece os conceitos e regras de reconhecimento e mensuração dos ativos financeiros. a cada data do balanço. o sócio). Deste modo. que a grande questão prende-se com o reconhecimento contabilístico das galinhas. agora. no justo valor das galinhas. a mensuração fiável das galinhas ao justo valor. ponto 7. as galinhas poedeiras devem ser inicialmente reconhecidas pelo seu custo na conta 433 – Ativos fixos tangíveis – Equipamento básico e. Tratando-se de uma microentidade (ME) que adote a NCM. após uma breve consulta ao sistema de informação de mercados agrícolas (SIMA) (ver parágrafo 18 da NCRF 17) parece-nos existir cotações oficiais para este tipo de ativos. Entendemos. De acordo com o parágrafo 5 da NCRF 27. subsequentemente. e não propriamente com a sua mensuração ao justo valor.CONSULTÓRIO Perdão de suprimentos por parte dos sócios Caso um sócio pretenda perdoar a dívida que a empresa tem quer a nível de suprimentos quer a nível de despesas correntes que foram pagas pelo sócio. da NC-ME). o tratamento contabilístico das galinhas poedeiras à luz da NCM. Analisemos. assim. por contrapartida de uma conta de resultados: 664 – Perdas por reduções de justo valor – Em ativos biológicos ou 774 – Ganhos por aumentos de justo valor – Em ativos biológicos. aliás. quais as implicações para as partes envolvidas? Que documento serve de suporte para a situação apresentada? O movimento contabilístico será apenas de transferência da conta de um sócio para outro? 7 – Ativos fixos tangíveis e NCRF 12 – Imparidade de ativos. conforme se trate de uma redução. quais as contas a movimentar? Quais as implicações para o sócio pelo facto de perdoar a dívida? O documento que serve de suporte para o perdão da divida será uma ata ou é necessário outro documento adicional? Na situação de venda de quotas a novo sócio. pelo seu custo deduzido de qualquer depreciação acumulada (cf.Animais. até porque. ou de um aumento. nos termos do qual os ativos biológicos de produção são reconhecidos como ativos fixos tangíveis. passivo financeiro será qualquer passivo que seja uma obrigação contratual de entregar dinheiro ou outro ativo financeiro a uma outra entidade (no caso em análise. deve-se reconhecer. se fizer parte do negócio que o montante que a empresa devia ao anterior sócio passa para o novo sócio.

Em termos de desreconhecimento. dívidas do antigo sócio. ou também pelos contratos de suprimentos. o desreconhecimento do passivo financeiro e o reconhecimento do respetivo rendimento/ “ganho” pelo perdão da dívida. seria também conveniente evidenciar no documento pelo qual se efetua a cessão de quotas. também poderá abranger as prestações suplementares. tais como as dívidas a fornecedores/sócios. No âmbito da tributação em sede de IRC. Todavia. Esta operação apenas tem reflexo na esfera patrimonial do sócio. todos os direitos serão transmitidos também para o novo sócio. quando nomeia exemplos de situações que poderão ser mensuradas ao custo ou ao custo amortizado menos qualquer perda por imparidade. O parágrafo 12 da NCRF 27 estabelece como exemplo de passivos financeiros as dívidas a fornecedores (incluindo de fornecedores de investimentos)/sócios. isto é. pela emissão e aceitação de uma dívida resultante da receção e confirmação de uma fatura relativa a um qualquer fornecimento de bens ou serviços por parte de um fornecedor. ou seja. não existiria qualquer modificação no seu balanço: o valor nominal das quotas e o montante de suprimentos realizados manter-se-iam.Débito da conta 271 – Fornecedores de investimentos ou da conta 2532 – Outros participantes . Assim. Todavia. pelo que na conta 51 . Contudo. podendo o anterior sócio passar o valor dos suprimentos para o novo sócio. no documento escrito relativo à cessão de quotas. cancelada ou expire. a conta de suprimentos deverá ser saldada. deve ser reconhecido o “ganho” que será fiscalmente tributado no exercício em que ocorrer esse perdão (no momento em que o acordo seja aceite e homologado por ambas as partes). entre outros. por exemplo. a cessão de quotas de uma sociedade e a cessão de créditos sobre a mesma sociedade (suprimentos). relativamente ao perdão de dívida. quando através de algum tipo de acordo de perdão de dívida estas sejam canceladas ou expirem. Pelo desreconhecimento de uma dívida a pagar a um fornecedor ou aos sócios. o parágrafo 33 da NCRF 27 estabelece que os passivos financeiros. a tributação na esfera do sócio. pelo montante total ou parcial da dívida perdoada. Por outro lado. e uma vez que o sócio atual vai deixar de o ser. quais os direitos e obrigações que especificamente se transmitem e os valores acordados para tal transmissão. A situação descrita tem subjacentes duas operações distintas. Desta forma. deverão ser retirados do balanço da entidade apenas quando este se extinguir. conforme previsto no parágra- fo 90 da estrutura conceptual do SNC. menciona-se que há a transmissão de «todos os correspondentes direitos e obrigações inerentes» à quota cedida. Ao abdicar de tais direitos.Capital e na conta 26 Sócios terão de ser abertas subcontas para esse novo sócio e proceder-se à transferência dos valores registados nas subcontas do anterior sócio para essas novas subcontas. quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada. para todos os efeitos a sociedade passa a ter novo sócio. o registo contabilístico poderá ser: . pois para a sociedade. também poderão acontecer outras situações mais atípicas que levem ao desreconhecimento das dívidas a fornecedores/sócios como. operação que se designa de cessão de créditos. resposta de janeiro de 2012 68 TOC 142 .Suprimentos e outros mútuos por contrapartida a crédito da conta 7886 – Ganhos em perdões de dívidas (sugestão de conta). as dívidas aos fornecedores/sócios serão desreconhecidas (retiradas do balanço) habitualmente quando forem liquidadas.CONSULTÓRIO contratuais do instrumento financeiro como. resultando este na redução das obrigações a cumprir pela entidade. em resultado de um acordo de perdão de dívida (que deverá ter como suporte uma declaração escrita em forma de documento legalmente reconhecido). o perdão de uma dívida a pagar deverá resultar no desreconhecimento do passivo financeiro por contrapartida do reconhecimento de rendimentos na demonstração de resultados. Relativamente ao segundo ponto. Em termos contabilísticos. mesmo que o montante convencionado entre as partes para a transmissão das quotas e dos créditos fosse superior ao valor pelo qual estes se encontram registados na contabilidade. em sede de IRS. Todos os direitos e obrigações do antigo sócio que estejam refletidos na contabilidade deverão passar a ser refletidas na contabilidade em nome do novo sócio. forem pagas aos respetivos credores. não está dependente da contabilização das operações na sociedade mas do teor dos contratos celebrados e da sua comprovação documental. por exemplo.

é apresentada a listagem referente a 2007. F. F.º 138 Dezembro 2011/TOC n. F. 69 e 81 de dezembro de 2003.º 130 Junho 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 140 Março 2011/TOC n.º 130 Março 2011/TOC n. os textos de 2010. distribuídos pelas diferentes secções e ordenados por ordem alfabética relativamente ao título.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 133 Setembro 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n. encontra-se a lista respeitante a 2008. As revistas n.º 132 Agosto 2011/TOC n.º 130. na n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Artigos publicados na Revista «TOC» em 2011 Nas tabelas seguintes pode consultar a lista dos trabalhos editados ao longo de 2011 na Revista TOC. de janeiro de 2011.º 132 JANEIRO 2012 69 .º 134 Fevereiro 2011/TOC n. Cunha Guimarães Manuel Mendes da Cruz José Domingos da Silva Fernandes Cristina Gonçalves e Joaquim Sant’Ana Fernandes Joaquim Miranda Sarmento Joaquim Miranda Sarmento Mário Portugal Cristina Pinto Amândio Silva e Avelino Antão Carlos Ventura Fábio de Albuquerque.º 33.º 135 Julho 2011/TOC n. Cunha Guimarães António Boia Carla Manuela Teixeira de Carvalho J. Cunha Guimarães Ana Cristina Silva Data de publicação Janeiro 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n. Na revista n.º 136 Maio 2011/TOC n.º 140 Janeiro 2011/TOC n. Na Revista TOC n. de dezembro de 2002. de fevereiro de 2008.º 131 Setembro 2011/TOC n. de janeiro de 2010 pode encontrar os trabalhos referentes a 2009 e na revista n. Contabilidade Título do artigo A adoção do normativo: enquadramento das entidades nacionais no contexto do SNC A contabilidade de gestão na indústria hoteleira portuguesa A falência e a Contabilidade A importância do dossiê fiscal A influência italiana na introdução das partidas dobradas em Portugal A investigação em História da Contabilidade em Portugal nas duas últimas décadas A nano-mini-micro contabilidade: odisseia XXI A NCRF-PE e as NCRF do SNC: principais diferenças A normalização contabilística em Rogério Fernandes Ferreira (I) A normalização contabilística em Rogério Fernandes Ferreira (II) A profissão e o ensino As normas contabilísticas para pequenas e microentidades deveriam ser revogadas? As opções contabilísticas das entidades do PSI-20 As parcerias público-privadas e as regras do Eurostat As PPP e a sua contabilização nas normas internacionais de contabilidade pública Ativo fixo tangível e reconhecimento/desreconhecimento Ativos biológicos de produção: harmonização contabilística e fiscal? Conclusões da conferência «As microentidades» Derivados: futuros de negociação Imparidade de ativos no âmbito da NCRF 12 Mapa de depreciações e amortizações – modelo 32 Métodos de contabilização das participações financeiras em subsidiárias e associadas O anexo no SNC: um bom (mau) TOC vê-se por um bom (mau) anexo O fim do capital social mínimo Autor Fábio de Albuquerque e Maria do Céu Almeida Nuno Arroteia. Cunha Guimarães J. Maria do Céu Almeida e Joaquin Texeira Quirós Jorge Carrapiço Carlos António Rosa Lopes J.º 95. encontra o quadro de todos os textos publicados até então. 2004.º 133 Junho 2011/TOC n. na n.º 118. Conceição Gomes e Luís Lima Santos Rodrigo António Chaves da Silva Fátima Guerra Miguel Maria Carvalho Lira J.º 133 Junho 2011/TOC n. de janeiro de 2009.º 135 Abril 2011/TOC n.º 138 Março 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 137 Novembro 2011/TOC n.º 135 Maio 2011/TOC n. 57.º 138 Outubro 2011/TOC n. 2005 e 2006 contêm as listas dos respetivos anos.º 106.ºs 45. F.

Cláudio Correia e Maria da Conceição da Costa Marques Joel Vicente Agosto 2011/TOC n.º 135 Agosto 2011/TOC n. Fábio de Albuquerque e Manuela Marcelino Joaquin Texeira Quirós.º 131 Abril 2011/TOC n. a NCM e os modelos de balanço e de demonstração de resultados aplicáveis (I) O SNC. Mónica Respício Gonçalves.º 137 Março 2011/TOC n.º 131 Julho 2011/TOC n.º 136 Abril 2011/TOC n.º 133 Dezembro 2011/TOC n.º 141 Abril 2011/TOC n.º 137 Fevereiro 2011/TOC n.º 130 Agosto 2011/TOC n.º 131 Julho 2011/TOC n. científicos.º 132 Outubro 2011/TOC n.º 131 Setembro 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n. Fábio de Albuquerque e Manuela Marcelino Carlos António Rosa Lopes e João Rui M.º artigo (I) Revista TOC – 30.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 136 Fiscalidade Título do artigo A importância da estabilidade fiscal A noção de «operações estreitamente conexas» A polémica em torno da inclusão do ISV na base tributável do IVA A sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos A tributação dos dividendos no Orçamento do Estado para 2011 Agricultura: enquadramento em IVA As novas derramas estadual e regional Certificação para dedução de prejuízos fiscais Código do Imposto do Selo: comunicação de contratos de arrendamento Competitividade fiscal – race to the bottom? Modelo 22 de IRC – caso específico da Região Autónoma da Madeira O fim das holdings sedeadas em Portugal? O LIFO no atual ordenamento contabilístico e fiscal O regime do IVA das amostras e das ofertas de valor reduzido O técnico oficial de contas e as normas antiabuso O valor patrimonial tributário dos imóveis em IRC – benefício para o adquirente? Pela flexibilização da tributação do petróleo Penalizações às viaturas ligeiras de passageiros e mistas Pensão de alimentos Sobretaxa extraordinária fracionada Territorialidade do IVA em serviços culturais.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 135 70 TOC 142 .º 130 Julho 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 137 Julho 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n. Marta Machado Almeida e Pedro Saraiva Nércio Vera Vieira Nunes Maria M. artísticos. a NCM e os modelos de balanço e de demonstração de resultados aplicáveis (II) Os métodos de contabilização das participações financeiras e o grau de endividamento dos municípios Os submarinos são um ativo Professor António Lopes de Sá: um mito e uma realidade Proposta de alteração das demonstrações financeiras Regime de exigibilidade numa base de caixa Revista TOC – 30. educativos.º 141 Junho 2011/TOC n. Vieira Reinolds de Melo Gonçalo Brás António Joaquim Andrade Nunes e Carla Sofia Rodrigues Martins Galvão Miguel Luís Cortês Pinto de Melo José Alberto Pinheiro Pinto Rui Laires Paulo Jorge Seabra dos Anjos Ana Cristina Silva João Carlos Fonseca Ana Cristina Silva Vera Vieira Nunes Marco da Silva Nobre Rui Laires João Antunes Data de publicação Agosto 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 137 Setembro 2011/TOC n.º 132 Março 2011/TOC n. Fernandes Ferreira Rui Laires Filipe Romão e Miguel Durham Agrelos João Ricardo Catarino João Antunes Sérgio Claro Rogério M. Fernandes Ferreira.º 137 Maio 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n. desportivos ou recreativos Viaturas ligeiras: mais e menos-valias fiscais Autor Rogério M. Pires João Carlos Fonseca Walter Crispim Eduardo Manuel Lopes de Sá e Silva Sónia Ferreira Mário Portugal Mário Portugal Jorge Carrapiço Miguel Gonçalves.º artigo (II) SNC: subarrendamentos Transparência nas contas dos municípios portugueses – o caso exemplar de Oliveira do Hospital XBRL: linguagem universal para a informação financeira Joaquin Texeira Quirós.LISTA DE ARTIGOS 2011 O SNC.º 134 Fevereiro 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.

º 138 JANEIRO 2012 71 .º 135 Novembro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 132 Maio 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A. Domingues de Azevedo A.º 138 Abril 2011/TOC n.º 139 Fevereiro 2011/TOC n.º 139 Março 2011/TOC n.º 140 Agosto 2011/TOC n.º 136 Março 2011/TOC n.º 137 Abril 2011/TOC n. Domingues de Azevedo Data de publicação Outubro 2011/TOC n.º 130 Agosto 2011/TOC n.º 136 Junho 2011/TOC n.º 132 Opinião Título do artigo A Ordem como elemento ativo da dinâmica social Há um tempo para tudo Incompreensível Morrer da doença ou da cura? Autor A.LISTA DE ARTIGOS 2011 Gestão Título do artigo Coaching nas organizações Governação na Europa O relatório único e a higiene e segurança no trabalho Autor Eunice Correia Eduardo Sá e Silva Fábio Duarte Data de publicação Janeiro 2011/TOC n.º 137 Setembro 2011/TOC n.º 135 Junho 2011/TOC n.º 135 Gabinete de Estudos Título do artigo A importância da informação contabilística de qualidade em tudo o que respeita ao setor público A Lei do Solo no universo tributário: questões de enquadramento (I) A Lei do Solo no universo tributário: questões de enquadramento (II) A nova proposta de diretiva sobre a matéria coletável consolidada comum em sede de imposto sobre as sociedades A reforma do IVA: algumas propostas A tributação das atividades económicas em IVA – conclusões da VI Conferência Internacional GEOTOC/IDEFF ATÉ onde pode (deve?) a fiscalidade intrometer-se? Conclusões da V conferência internacional OTOC/ IDEFF/DGCI O IVA e o terceiro setor Os limites do sacrifício fiscal em IRS Relações entre Contabilidade e Fiscalidade – problemas contabilísticos Autor Daniel Bessa Carlos Baptista Lobo Carlos Baptista Lobo António Carlos dos Santos Clotilde Celorico Palma António Carlos dos Santos e Manuel Faustino Manuel Faustino Amândio Silva e Avelino Antão Clotilde Celorico Palma Manuel Faustino José Rodrigues de Jesus Data de publicação Setembro 2011/TOC n.º 134 Dezembro 2011/TOC n.º 137 Janeiro 2011/TOC n.º 134 Julho 2011/TOC n.º 141 Junho 2011/TOC n.º 131 Outubro 2011/TOC n.º 130 Fevereiro 2011/TOC n.º 133 Direito Título do artigo A desvirtuação do subsídio de desemprego e a viabilidade da Segurança Social A responsabilidade dos TOC pelas dívidas e infrações tributárias das empresas Da reversão fiscal sobre o responsável subsidiário Gerência plural de sociedades – modo de representação e vinculação O novo capital social Regime de contrato de suprimento às sociedades anónimas e em nome coletivo Autor Messias Carvalho Catarina Garcia de Matos Marco Vieira Nunes Paula de Carvalho Paula de Carvalho Paulo Jorge Seabra dos Anjos Data de publicação Julho 2011/TOC n.º 131 Agosto 2011/TOC n.

Domingues de Azevedo Armando Marques A.º 132 Julho 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A. P.º 135 72 TOC 142 . Cunha Guimarães e Leonor Fernandes Ferreira Data de publicação Maio 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 130 Maio 2011/TOC n.º 140 Comissão de História da Contabilidade Título do artigo Quarto aniversário da Comissão de História da Contabilidade Autor Lúcia Lima Rodrigues. Ana Isabel Dias.º 140 Outubro 2011/TOC n. Alves da Silva A. nem originais Autor António Marinho e Pinto Guilherme d’Oliveira Martins Eduardo Paz Ferreira Data de publicação Maio 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A. Alves da Silva A.º 134 Abril 2011/TOC n.º 135 Novembro 2011/TOC n.º 133 Setembro 2011/TOC n.º139 Colaboração IDEFF Título do artigo A extinção das golden shares A terra do leite e do mel O que se deverá esperar da revisão da lei da concorrência Um novo modelo de governação económica europeia? Autor Nuno Cunha Rodrigues Eduardo Paz Ferreira Luís Silva Morais Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins Data de publicação Setembro 2011/TOC n. F. J.º 134 A Contabilidade e o fisco Título do artigo A contabilidade e o fisco A saga das retenções na fonte As tributações autónomas e o fisco Os comissionistas.º 139 Colaboração ISCAL Título do artigo Algumas reflexões a propósito do OE/2012 Demonstrações financeiras. Fernando Carvalho e Pedro Pinheiro Data de publicação Novembro 2011/TOC n. as comissões e o fisco Autor A.º 138 Dezembro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo Dezembro 2011/TOC n.º 138 Junho 2011/TOC n.º 139 A palavra de… Título do artigo A importância das ordens profissionais Disciplina e rigor Nem boas. Alves da Silva Data de publicação Setembro 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n. J. J. de Almeida.º 140 Dezembro 2011/TOC n. P.º 134 Março 2011/TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n.º 136 Abril 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.LISTA DE ARTIGOS 2011 No concerto das nações O futuro da profissão O sonho continua Querer é poder Só dependemos de nós Um lugar na História Um pouco de ânimo e esperança Um único rumo Valeu a pena. de Almeida. Fábio Albuquerque. J.º 133 Junho 2011/TOC n. Fernando Carvalho e Pedro Pinheiro Rui M. Obrigado! A. Ana Isabel Dias. Domingues de Azevedo A.º 140 Outubro 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 141 Janeiro 2011/TOC n. Alves da Silva A. alterações recentes e perspetivas futuras O IASB: planos de trabalho futuros e conclusões recentes Autor Vasco Valdez Rui M. Fábio Albuquerque. Domingues de Azevedo A. J.º 141 Outubro 2011/TOC n.

º 131 Maio 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 140 Setembro 2011/TOC n.º 139 Novembro 2011/TOC n.º 140 Janeiro 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 139 Junho 2011/TOC n.º 133 Março 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n.º 137 Maio 2011/TOC n.º 133 Março 2011/TOC n.º 140 Dezembro 2011/TOC n.º 135 Março 2011/TOC n.º 139 Outubro 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Consultório técnico – textos publicados em 2011 Ao longo do último ano.º 130 Junho 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 141 Outubro 2011/TOC n.º 133 Novembro 2011/TOC n.º 140 Abril 2011/TOC n.º 132 Novembro 2011/TOC n.º 139 Julho 2011/TOC n.º 135 Maio 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n. dezenas de questões e respetivas respostas foram publicadas na secção «Consultório Técnico». atrasos de pagamento e Código do IVA Enquadramento fiscal de um prémio Entidade bancária e benefícios fiscais Fusão Data de publicação Junho 2011/TOC n.º 130 Outubro 2011/TOC n.º 133 Julho 2011/TOC n. Consultório técnico Título do artigo Agência de viagens e IVA Alteração das taxas de amortização Amortizações Amortizações e reintegrações Anulação de perdas por imparidade Aquisição intracomunitária Ativos biológicos Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Ativos tangíveis Benefícios fiscais na criação de posto de trabalho Benefícios na criação de emprego Bolsas de ação desportiva Cedência de posição contratual Classificação de subsídios Concursos promovidos pela Santa Casa da Misericórdia Consolidação de contas Consolidação de contas Contabilização de ativos biológicos Contabilização de subsídios Contabilização em SNC de imóveis arrendados Créditos incobráveis Custos fiscais Custos fiscais e gastos fiscais Demonstrações financeiras Desreconhecimento de ativos Diferenças de câmbio Direito à dedução do IVA Dissolução e liquidação Doação de imóvel Dupla tributação internacional Empreitadas.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 140 Outubro 2011/TOC n.º 137 JANEIRO 2012 73 .º 132 Abril 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 130 Fevereiro 2011/TOC n. É apenas uma pequena parte das dúvidas que os membros colocaram ao Departamento de Consultoria da Ordem.º 137 Dezembro 2011/TOC n. ordenado por ordem alfabética e respetiva data de publicação.º 135 Novembro 2011/TOC n. Segue-se o índice de títulos dos textos.º 135 Janeiro 2011/TOC n.º 136 Setembro 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 133 Junho 2011/TOC n.

º 132 Abril 2011/TOC n.º 135 Julho 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 135 Fevereiro 2011/TOC n.º 132 Fevereiro 2011/TOC n.º 138 Novembro 2011/TOC n.º 140 Junho 2011/TOC n.º 136 Junho 2011/TOC n.º 132 Setembro 2011/TOC n.º 131 Dezembro 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 141 Julho 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Garantias Goodwill Goodwill Imposto do selo Impostos diferidos Indemnizações Investimentos financeiros Investimentos financeiros IRC – estabelecimento estável IRC – tributação autónoma IRC e dupla tributação internacional IRS – indemnizações IVA – exportações IVA – falsas operações triangulares IVA – faturação IVA – passagem a setor isento IVA – regra de localização IVA – regras de localização IVA – serviços públicos postais IVA em agências de viagens Justo valor em produtos agrícolas Leasing financeiro Legislação comercial – distribuição de lucros Mais-valias e IRS Mais-valias em imóveis e quotas Método de equivalência patrimonial Método de equivalência patrimonial Microentidade Movimentos contabilísticos Obrigações declarativas Perdão de dívidas Prémio de realização Produtos e trabalhos em curso Provisões em sede de IRC Reavaliações Rédito Regime simplificado Regras de localização Remuneração de gerência Rendimentos do trabalho dependente Rendimentos do trabalho dependente Residência fiscal Residência fiscal Senhas de presença Subsídios Subsídios Subsídios para a agricultura Sucursal Taxas de IVA Transmissão de quotas Trespasse Valor patrimonial tributário Fevereiro 2011/TOC n.º 131 Junho 2011/TOC n.º 138 Fevereiro 2011/TOC n.º 130 Setembro 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 141 Janeiro 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 141 Agosto 2011/TOC n.º 138 Março 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 137 74 TOC 142 .º 137 Dezembro 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 134 Maio 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 130 Dezembro 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 135 Setembro 2011/TOC n.º 131 Janeiro 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n.º 137 Novembro 2011/TOC n.º 134 Setembro 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 138 Julho 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 135 Março 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 141 Março 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 133 Dezembro 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 140 Março 2011/TOC n.º 136 Outubro 2011/TOC n.º 139 Março 2011/TOC n.º 134 Setembro 2011/TOC n.

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