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Artes II

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Olá Aluno,

Para que você possa organizar seu estudo, é importante que saiba que esta disciplina, Artes II, está dividida da seguinte forma:

UNIDADE I. A ARTE ROMÂNTICA

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EXERCÍCIOS

3

GABARITOS

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UNIDADE II. A ARTE GÓTICA

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EXERCÍCIOS

5

GABARITOS

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UNIDADE III. RENASCIMENTO

5

EXERCÍCIOS

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GABARITOS

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UNIDADE IV. BARROCO

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EXERCÍCIOS

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GABARITOS

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UNIDADE V. IMPRESSIONISMO

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EXERCÍCIOS

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GABARITOS

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Olá! Eu sou o professor UNI e vou ajudar você a entender toda a maté-

Olá! Eu sou o professor UNI e vou ajudar você a entender toda a maté- ria! Vamos começar? Bem, você está começando a estudar a disciplina de Artes II! Começaremos pela Unidade I: A Arte Romântica; Unidade II: Arte Gótica; Unidade III: Renascimento. Em seguida você fará exer- cícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e ve- rificando suas respostas no gabarito.

UNIDADE I. A ARTE ROMÂNTICA

A arte românica desenvolveu-se desde o século XI

até o início do século XIII, período caracterizado pela crise do sistema feudal. No entanto, a Igreja ainda conservava grande poder e influência, determinando

a produção cultural e artística desse período, cuja representação típica são as basílicas.

período, cuja representação típica são as basílicas. Castelo Medieval O termo "Românico" é uma

Castelo Medieval

O termo "Românico" é uma referência às influ- ências da cultura do Império Romano, que havia do- minado durante séculos quase toda a Europa Ociden- tal, porém, essa unidade já há muito havia sido rom- pida, desde a invasão dos povos bárbaros. Apesar de línguas e tradições diferenciadas nas várias regiões européias, e da fragmentação do poder entre os se- nhores feudais, o elemento religioso manteve a idéia de unidade na Europa e a arte Românica reforça essa unidade.Há que se considerar que neste período ha- via uma forte ingerência do poder político sobre a estrutura religiosa, determinada a partir do Sacro Império Romano Germânico, sendo que ao mesmo tempo iniciou-se um movimento de reação à investi- dura leiga, partindo principalmente dos mosteiros, que tenderam a se fortalecer. Esse foi ainda um perí- odo de início do desenvolvimento comercial e de pe- regrinações, favorecendo a difusão dos novos mode- los.

Arquitetura: Durante a Idade Média os mosteiros tornaram-se os centros culturais da Europa, onde a ciência, a arte e a literatura estavam centralizados. Os monges beneditinos foram os primeiros a propor em suas construções as formas originais do români- co. Surge assim uma arquitetura abobadada, de pa- redes sólidas e delicadas colunas terminadas em capitéis cúbicos. Os mosteiros eram na verdade uni- dades independentes e dessa forma estruturaram-se segundo necessidades particulares.

forma estruturaram-se segundo necessidades particulares. Claustro: parte interior do mosteiro Foi nas igrejas que o

Claustro: parte interior do mosteiro

Foi nas igrejas que o estilo românico se desen- volveu em toda a sua plenitude. Eram os próprios religiosos que comandavam as construções, a partir do conhecimento monástico. Suas formas básicas são facilmente identificáveis: a fachada é formada por um corpo cúbico central, com duas torres de vários pavi- mentos nas laterais, finalizadas por tetos em coifa. Um ou dois transeptos, ladeados por suas fachadas correspondentes, cruzam a nave principal. Frisos de arcada de meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo as plantas.

meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo as plantas. Catedral Românica A Torre de Pisa O

Catedral Românica

sobre a parede, dividindo as plantas. Catedral Românica A Torre de Pisa O motivo da arcada

A Torre de Pisa

O motivo da arcada também se repete como elemento decorativo de janelas, portais e tímpanos. As colunas são finas e culminam em capitéis cúbicos lavrados com figuras de vegetais e animais. Nesse

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estilo destacam-se a abadia de Mont Saint-Michel, na França, e a catedral de Speyer, na Alemanha.

Escultura: A escultura românica esta diretamente associada à arquitetura, as estátuas-colunas, e que se desenvolve nos relevos de pórticos e arcadas. A escultura desenvolveu-se com um caráter ornamen- tal, onde o espaço em branco dos frisos, capitéis e pórticos são cobertos por uma profusão de figuras apresentadas de frente e com as costas grudadas na parede. As imagens encontradas são as mais diver- sas, desde representações do demônio, até persona- gens do Velho Testamento.

do demônio, até persona- gens do Velho Testamento. Capitel: escultura na parte superior das colunas O

Capitel: escultura na parte superior das colunas

O corpo desaparece sob as inúmeras camadas de dobras angulosas e afiladas das vestes. As figuras humanas se alternam com as de animais fantásticos, e mesmo com elementos vegetais. No entanto, a temática das cenas representadas é religiosa. Isso se deve ao fato de que os relevos, além de decorar a fachada, tinham uma função didática, já que eram organizados em faixas, lidas da direita para a esquer- da.

organizados em faixas, lidas da direita para a esquer- da. Devemos mencionar também o desenvolvimen- to

Devemos mencionar também o desenvolvimen- to da ourivesaria durante esse período. A exemplo da escultura e da pintura, essa arte teve um caráter religioso, tendo por isso se voltado para a fabricação de objetos como relicários, cruzes, estatuetas, Bíblias e para a decoração de altares.

O desenvolvimento da ourivesaria esta associ- ado diretamente às relíquias, uma vez que as Igrejas ou mosteiros que possuíam as relíquias com o poder de realizarem milagres eram objeto de maior peregri- nação, atraindo não só fiéis, mas ofertas.

Pintura: A pintura Românica teve pequena expres- são. Em alguns casos, as cúpulas das igrejas possuí- am pinturas murais de desenho cujos temas mais freqüentes abordavam cenas retiradas do Antigo e do Novo Testamento e da vida de santos e mártires, repletas de sugestões de exemplos edificantes.

e mártires, repletas de sugestões de exemplos edificantes. O Imperador Carlos Magno Destaca-se o desenvolvimento das

O Imperador Carlos Magno

Destaca-se o desenvolvimento das Iluminuras, arte que alia a ilustração e a ornamentação, muito utilizada em antigos manuscritos, ocupando normal- mente as margens, como barras laterais, na forma de molduras.

EXERCÍCIOS

1. Características da arquitetura romântica:

(1) Na construção de Igrejas. (2) Estava na geometria euclidiana. (3) Apoiava-se nos princípios de um forte simbolismo teológico. (4) Uma arquitetura abobadada, de paredes sólidas e delicadas colunas terminadas em capitéis cúbi- cos.

2. A escultura romântica se desenvolveu:

(1) Com um caráter ornamental. (2) Com um caráter religioso. (3) Com um caráter crítico. (4) Com um caráter econômico.

3. A pintura Romântica teve:

a) Muita expressão.

b) Pouca expressão.

c) Média expressão.

d) Nenhuma expressão.

GABARITOS

1. 4 / 2. 1 / 3. b.

UNIDADE II. A ARTE GÓTICA

O estilo Gótico desenvolveu-se na Europa, principal- mente na França, durante a Baixa Idade Média e é identificado como a Arte das Catedrais. A partir do

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século XII a França conheceu transformações impor-

tantes, caracterizadas pelo desenvolvimento comerci-

al e urbano e pela centralização política, elementos

que marcam o início da crise do sistema feudal. No

entanto, o movimento a arraigada cultura religiosa e

o movimento cruzadista preservavam o papel da Igreja na sociedade.

cruzadista preservavam o papel da Igreja na sociedade. Catedral de Salisbury Enquanto a Arte Românica tem

Catedral de Salisbury

Enquanto a Arte Românica tem um caráter reli- gioso tomando os mosteiros como referência, a Arte Gótica reflete o desenvolvimento das cidades. Porém deve-se entender o desenvolvimento da época ainda preso à religiosidade, que nesse período se transfor- ma com a escolástica, contribuindo para o desenvol- vimento racional das ciências, tendo Deus como ele- mento supremo. Dessa maneira percebe uma renova- ção das formas, caracterizada pela verticalidade e por maior exatidão em seus traços, porém com o objetivo

de expressar a harmonia divina.

O termo Gótico foi utilizado pelos italianos re- nascentistas, que consideravam a Idade Média como a idade das trevas, época de bárbaros, e como para eles os godos eram o povo bárbaro mais conhecido, utilizaram a expressão gótica para designar o que até então chamava-se "Arte Francesa ".

Arquitetura:

então chamava-se "Arte Francesa ". Arquitetura : Catedral de Lincoln – Lincolnshire - Inglaterra A

Catedral de Lincoln – Lincolnshire - Inglaterra

A arquitetura foi a principal expressão da Arte

Gótica e propagou-se por diversas regiões da Europa, principalmente com as construções de imponentes igrejas. Apoiava-se nos princípios de um forte simbo- lismo teológico, fruto do mais puro pensamento esco- lástico: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos e os nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por

meio da mágica luminosidade de suas cores, as histó- rias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras. Do ponto de vista material, a construção góti- ca, de modo geral, se diferenciou pela elevação e desmaterialização das paredes, assim como pela especial distribuição da luz no espaço. Tudo isso foi possível graças a duas das inovações arquitetônicas mais importantes desse período: o arco em ponta, responsável pela elevação vertical do edifício, e a abóbada cruzada, que veio permitir a cobertura de espaços quadrados, curvos ou irregulares. No entan- to, ainda considera-se o arco de ogiva como a carac- terística marcante deste estilo.

de ogiva como a carac- terística marcante deste estilo. Abadia de Westminster A primeira das catedrais

Abadia de Westminster

A primeira das catedrais construídas em estilo

gótico puro foi a de Saint-Denis, em Paris, e a partir desta, dezenas de construções com as mesmas ca- racterísticas serão erguidas em toda a França. A construção de uma Catedral passou a representar a

grandeza da cidade, onde os recursos eram obtidos das mais variadas formas, normalmente fruto das contribuições dos fiéis, tanto membros da burguesia com das camadas populares; normalmente as obras duravam algumas décadas, algumas mais de século.

as obras duravam algumas décadas, algumas mais de século. Catedral de Burgos, construída entre os séculos

Catedral de Burgos, construída entre os séculos XIII e XV.

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Escultura: A escultura gótica desenvolveu-se parale- lamente à arquitetura das Igrejas e está presente nas fachadas, tímpanos e portais das catedrais, que fo- ram o espaço ideal para sua realização. Caracterizou- se por um calculado naturalismo que, mais do que as formas da realidade procurou expressar a beleza ideal do divino; no entanto a escultura pode ser vista como um complemento à arquitetura, na medida em que a maior parte das obras foi desenvolvida separadamen- te e depois colocadas no interior das Igrejas, não fazendo parte necessariamente da estrutura arquite- tônica.

fazendo parte necessariamente da estrutura arquite- tônica. Porta do Sarmental, Catedral de Burgos A princípio, as

Porta do Sarmental, Catedral de Burgos

A princípio, as estátuas eram alongadas e não possuíam qualquer movimento, com um acentuado predomínio da verticalidade, o que praticamente as fazia desaparecer. A rejeição à frontalidade é consi- derado um aspecto inovador e a rotação das figuras passa a idéia de movimento, quebrando o rigorismo formal. As figuras vão adquirindo naturalidade e dina- mismo, as formas se tornam arredondadas, a expres- são do rosto se acentua e aparecem às primeiras cenas de diálogo nos portais.

Pintura: A pintura teve um papel importante na arte gótica, pois pretendeu transmitir não apenas as cenas tradicionais que marcam a religião, mas a leveza e a pureza da religiosidade, com o nítido objetivo de emocionar o expectador. Caracterizada pelo naturalismo e pelo simbo- lismo, utilizou-se principalmente de cores claras "Em estreito contato com a iconografia cristã, a lin- guagem das cores era completamente definida: o azul, por exemplo, era a cor da Virgem Maria, e o marrom, a de São João Batista. A manifestação da idéia de um espaço sagrado e atemporal, alheio à vida mundana, foi conseguida com a substituição da luz por fundos dourados. Essas técnicas e conceitos foram aplicados tanto na pintura mural quanto no retábulo e na iluminação de livros".

 
 

A Anunciação -- Gentile de Fabriano, Pinacoteca do Vaticano

EXERCÍCIOS

2.

Como é conhecida a arte gótica:

(5) A arte dos Palácios. (6) A arte das conquistas. (7) A arte das catedrais. (8) A arte do homem.

2. A principal expressão da arte gótica foi:

(5) Escultura.

(6) Arquitetura.

(7) Pintura.

(8) Música.

3. A pintura gótica foi caracterizada por:

e)

As guerras.

f) A religião.

g) Apenas o Naturalismo.

h) Naturalismo e simbolismo.

GABARITOS

1. 3 / 2. 2 / 3. d.

 

UNIDADE III. RENASCIMENTO

Na medida em que o Renascimento resgata a cultura clássica, greco-romana, as construções foram influ- enciadas por características antigas, adaptadas à nova realidade moderna, ou seja, a construção de igrejas cristãs adotando-se os padrões clássicos e a construção de palácios e mosteiros seguindo as mesmas bases.

Arquitetura: Os arquitetos renascentistas percebe- ram que a origem de construção clássica estava na geometria euclidiana, que usava como base de suas obras o quadrado, aplicando-se a perspectiva, com o intuito de se obter uma construção harmônica. Ape- sar de racional e antropocêntrica, a arte renascentista continuou cristã, porém as novas igrejas adotaram um novo estilo, caracterizado pela funcionalidade e, portanto pela racionalidade, representada pelo plano centralizado, ou a cruz grega. Os palácios também foram construídos de forma plana tendo como base o quadrado, um corpo sólido e normalmente com um

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pátio central, quadrangular, que tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas.

tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas. " Hospital Tavera" Alonso de

"Hospital Tavera" Alonso de Covarrubias -- Toledo, Espanha

Escultura: Pode-se dizer que a escultura é a forma de expressão artística que melhor representa o re- nascimento, no sentido humanista. Utilizando-se da perspectiva e da proporção geométrica, destacam-se as figuras humanas, que até então estavam relega- das a segundo plano, acopladas às paredes ou capi- téis. No renascimento a escultura ganha independên- cia e a obra, colocada acima de uma base, pode ser apreciada de todos os ângulos. Dois elementos se destacam: a expressão cor- poral que garante o equilíbrio, revelando uma figura humana de músculos levemente torneados e de pro- porções perfeitas; e as expressões das figuras, refle- tindo seus sentimentos. Mesmo contrariando a moral cristã da época, o nu volta a ser utilizado refletindo o naturalismo. Encontramos várias obras retratando elemen- tos mitológicos, como o Baco, de Michelangelo, assim como o busto ou as tumbas de mecenas, reis e pa- pas.

assim como o busto ou as tumbas de mecenas, reis e pa- pas. "Busto de Lourenço

"Busto de Lourenço de Médicis" Michelangelo

Pintura: Duas grandes novidades marcam a pintura renascentista: a utilização da perspectiva, através da qual os artistas conseguem reproduzir em suas obras, espaços reais sobre uma superfície plana, dando a noção de profundidade e de volume, ajudados pelo jogo de cores que permitem destacar na obra os ele- mentos mais importantes e obscurecer os elementos secundários, a variação de cores frias e quentes e o

manejo da luz permitem criar distâncias e volumes que parecem ser copiados da realidade; e a utilização da tinta à óleo, que possibilitará a pintura sobre tela com uma qualidade maior, dando maior ênfase à realidade e maior durabilidade às obras.

maior ênfase à realidade e maior durabilidade às obras. MONALISA "Monalisa" de Leonardo da Vinci, Museu

MONALISA "Monalisa" de Leonardo da Vinci, Museu do Louvre - Paris

Em um período de ascensão da burguesia e de valorização do homem no sentido individualista, sur- gem os retratos ou mesmo cenas de família, fato que não elimina a produção de caráter religioso, particu- larmente na Itália. Nos Países Baixos destacou-se a reprodução do natural de rostos, paisagens, fauna e flora, com um cuidado e uma exatidão assombrosos, o que acabou resultando naquilo a que se deu o no- me de Janela para a Realidade. As obras abaixo são de Antonio Allegri (Corre- gio) e refletem bem o espírito do renascimento, ca- racterizadas por elementos que remontam ao passa- do clássico, elementos religiosos e por grande sen- sualidade, destacando a perfeição das formas e a beleza do corpo, junto a presença de anjos.

das formas e a beleza do corpo, junto a presença de anjos. "Danae" Galeria Borghese” EXERCÍCIOS

"Danae" Galeria Borghese”

EXERCÍCIOS

1. Os arquitetos renascentistas usavam como base de suas obras:

(2) O quadrado.

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(3) O triângulo. (4) O círculo. (5) O retângulo.

2. Dois elementos se destacam na escultura renas- centista:

(1) A expressão corporal e as expressões das figuras. (2) As lutas e as expressões das figuras. (3) A geometria e as expressões das figuras. (4) Apenas as expressões das figuras.

3. As novidades da pintura renascentista:

(1) A utilização de figuras geométricas. (2) A utilização da expressão corporal. (3) A utilização da perspectiva e da tinta óleo. (4) À utilização apenas da tinta óleo.

GABARITOS

1. 1 / 2. 1 / 3. 3.

Continuando

Veremos agora na Unidade

IV uma outra importante arte: Barroco. Em seguida Unidade V: Impressionismo. Logo após você fará

IV uma outra importante arte: Barroco. Em seguida Unidade V: Impressionismo. Logo após você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas

respostas no gabarito.

UNIDADE IV. BARROCO

No final do século XVI surgiu na Itália uma nova ex- pressão artística, que se contrapunha ao maneirismo e as características remanescentes do Renascimento.

O

Barroco (palavra cujo significado tanto pode ser

pérola irregular quanto mau gosto) pode ser conside-

rado como uma forma de arte emocional e sensual, ao mesmo tempo em que se caracteriza pela monu- mentalidade das dimensões, opulência das formas e excesso de ornamentação.

Essa grandiosidade é explicada pela situação histórica, marcada pela reação da Igreja Católica ao movimento protestante e ao mesmo tempo pelo de- senvolvimento do regime absolutista. Dessa maneira temos uma arte diretamente comprometida com essa nova realidade, servindo como elemento de propa- ganda de seus valores a serem explicadas pelo fato

de

o barroco ter sido um tipo de expressão de cunho

propagandista. Nascido em Roma a partir das formas do cin- quecento renascentista, logo se diversificou em vários estilos paralelos, à medida que cada país europeu o

adotava e o adaptava às suas própria características. Enquanto na Itália o barroco apresentou elementos mais "pesados", nos países Protestantes o estilo en- controu componentes mais amenos. Durante esse período as artes plásticas tiveram um desenvolvimento integrado; a arquitetura, princi- palmente das Igrejas, incorporaram os ornamentos

da

estatuária e da pintura.

Escultura: Aura barroca teve um importante papel no complemento da arquitetura, tanto na decoração

interior como exterior, reforçando a emotividade e a grandiosidade das igrejas. Destacam-se principal- mente as obras de Bernini, arquiteto e escultor que dedicou sua obra exclusivamente a projeção da Igreja Católica, na Itália. A principal característica de suas obras é o realismo, tendo-se a impressão de que estão vivas e que poderiam se movimentar. As esculturas em mármore procuraram desta- car as expressões faciais e as características individu- ais, cabelos, músculos, lábios, enfim as característi- cas específicas destoam nestas obras que procuram glorificar a religiosidade. Multiplicavam-se anjos e arcanjos, santos e virgens, deuses pagãos e heróis míticos, agitando-se nas águas das fontes e surgindo de seus nichos nas fachadas, quando não sustenta- vam uma viga ou faziam parte dos altares.

Arquitetura: Na arquitetura barroca, a expressão típica são as Igrejas, construídas em grande quanti- dade durante o movimento de Contra-Reforma. Rejei- tando a simetria do renascimento, destacam o dina- mismo e a imponência, reforçados pela emotividade

conseguida através de meandros, elementos contor- cidos e espirais, produzindo diferentes efeitos visuais, tanto nas fachadas quanto no desenho dos interiores. Quanto à arquitetura sacra, compõe-se de variados elementos que pretendem dar o efeito de intensa emoção e grandeza. O teto elevado e elaborado com elementos de escultura dão uma dimensão do infini- to; as janelas permitem a penetração da luz de modo

a destacar as principais esculturas; as colunas trans-

mitem uma impressão de poder e de movimento. Quanto à arquitetura palaciana, o palácio bar- roco era construído em três pavimentos. Os palácios, em vez de se concentrarem num só bloco cúbico, como os renascentistas, parecem estender-se sem limites sobre a paisagem, em várias alas, numa repe- tição interminável de colunas e janelas. A edificação mais representativa dessa época é o de Versalhes, manifestação messiânica das ambições absolutistas de Luís XIV, o Rei Sol, que pretendia, com essa obra, reunir ao seu redor - para desse modo debilitá-los – todos os nobres poderosos das cortes de seu país.

Pintura: As obras pictóricas barrocas tornaram-se instrumentos da Igreja, como meio de propaganda e

ação. Isto não significa uma pintura apenas de santos

e anjos, mas de um conjunto de elementos que defi-

nem a grandeza de Deus e de suas criações. Os te- mas favoritos devem ser procurados na Bíblia ou na mitologia greco-romana. É a época do hedonismo de Rubens, com seus quadros alegóricos de mulheres rechonchudas, lutan- do entre robustos guerreiros nus e expressivas feras. Também é a época dos sublimes retratos de Velázquez, do realismo de Murillo, do naturalismo de

Caravaggio, da apoteose de Tiepolo, da dramaticidade de Rembrandt. Em suma, o barroco produziu grandes mestres que, embora trabalhando de acordo com fórmulas diferentes e buscando efeitos diferentes, tinham um ponto em comum: libertar-se da simetria e das com- posições geométricas, em favor da expressividade e do movimento.

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EXERCÍCIOS

1.

O que mais reforçou a escultura barroca na deco- ração interna e externa?

(1) A emotividade e a grandiosidade das igrejas. (2) As conquistas. (3) As características físicas do homem. (4) Não reforçou nada.

2. Qual a expressão típica na arquitetura barroca? (1) Prédios do governo. (2) Teatros. (3) Igrejas. (4) Palacios.

3. Os temas favoritos da pintura barroca:

a) Temas Bíblicos.

b) As guerras.

c) O desenvolvimento das cidades.

d) A luta do comércio.

GABARITOS

1. 1 / 2. 3 / 3. a.

 

UNIDADE V. IMPRESSIONISMO

Recebe o nome de impressionismo a corrente artísti- ca que surgiu na França, principalmente na pintura, por volta do ano de 1870. Esse movimento, de cunho antiacademicista, propôs o abandono das técnicas e temas tradicionais, saindo dos ateliês iluminados artificialmente para resgatar ao ar livre a natureza, tal como ela se mostrava aos seus olhos, segundo eles, como uma soma de cores fundidas na atmosfe- ra. Assim, o nome impressionismo não foi casual. O crítico Louis Leroy, na primeira exposição do grupo do café Guerbois (onde os pintores se reuni- am), ao ver a obra de Monet, Impressão, Sol Nascen- te, começou sarcasticamente a chamar esses artistas de impressionistas. Criticados, recusados e incompre- endidos, as exposições de suas obras criavam uma expectativa muito grande nos círculos intelectuais de Paris, que não conseguiam compreender e aceitar seus quadros, nos quais estranhavam o naturalismo acadêmico. São duas as fontes mais importantes do im- pressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento, o que era uma preo- cupação principalmente para os impressionistas. As segundas, introduzidas na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente, propunham uma temática urbana de acontecimentos cotidianos, reali- zados em pinturas planas, sem perspectiva. Os representantes mais importantes do im- pressionismo foram: Manet, Monet, Renoir, Degas e Gauguin. No restante da Europa isso ocorreu posteri- ormente. Ao impressionismo seguiram-se vários mo- vimentos, representados por pintores igualmente

importantes e com teorias muito pessoais, como o pós-impressionismo (Van Gogh, Cézanne), o simbo- lismo (Moreau, Redon), e o fauvismo (Matisse, Vla- minck, Derain, entre outros) e o retorno ao princípio, ou seja, à arte primitiva (Gauguin). Todos apostavam na pureza cromática, sem divisões de luz. A própria escultura deste período também po- de ser considerada impressionista, já que, de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo, e dos esboços dinâmicos de Carpeaux, com resquícios do rococó. Já não interessava a superfície polida e transparente das ninfas delicadas de Canova. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do ar- tista, novo personagem da estatuária.

Pintura: O que mais interessou aos pintores impres- sionistas foi a captação momentânea da luz na at- mosfera e sua influência nas cores. Já não existiam a linha, ou os contornos, nem tampouco a perspectiva,

a não ser a que lhes fornecia a disposição da luz. A

poucos centímetros da tela, um quadro impressionis-

ta é visto como um amontoado de manchas de tinta,

ao passo que à distância as cores se organizam opti- camente e criam formas e efeitos luminosos. Os primeiros estudos sobre a incidência da luz nas cores foram realizados pelo pintor Corot, modelo para muitos impressionistas e mestres da escola de Barbizon. Tentando plasmar as cores ao natural, os impressionistas começaram a trabalhar ao ar livre para captarem a luz e as cores exatamente como elas

se apresentam na realidade. A temática de seus qua- dros se aproximava mais das cenas urbanas em par- ques e praças do que das paisagens, embora cada pintor tivesse seus motivos prediletos.

Reunidos em Argenteuil, Manet, Sisley, Pissarro

e Monet fizeram experiências principalmente com a

representação da natureza por meio das cores e da luz. Logo chegaram à expressão máxima do pictórico (a cor) diante do linear (o desenho). Como nunca, a luz tornou-se protagonista e atingiu uma solidez ain- da maior do que a que se vê nos quadros de Veláz- quez, nas pinceladas truncadas e soltas de Hals ou no colorido de Giorgione, reinterpretada de modo intei- ramente antiacadêmica.

Mais tarde surgiriam os chamados pós- impressionistas, que não formaram nenhum grupo concreto e cujos trabalhos eram bem mais diferencia- dos: Cézanne e seu estudo dos volumes e formas puras; Seurat, com seu cromatismo científico; Gau- guin, cujos estudos sobre a cor precederam os fauvis- tas; e Van Gogh, que introduziu o valor das cores como força expressiva do artista. O líder do grupo fauvista foi Matisse, que partiu do estudo dos impressionistas e pós-impressionistas, de quem herdou sua obsessão pela cor. Junto com ele, Vlaminck e Derain, o primeiro totalmente inde- pendente e fascinado pela obra de Van Gogh, e o segundo a meio caminho entre os simbolistas e o realismo dos anos 20. O grupo se completava com os pintores Dufy, Marquet, Manguin, Van Dongen e um

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Braque pré-cubista. Esse movimento chegou ao ápice em 1907.

(3) Foram três conceitos. (4) Foram cinco conceitos.

Escultura: A exemplo da pintura, a escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua lingua- gem. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras, a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada, como exem- plo ideal do processo criativo do artista. Os temas da escultura impressionista, como de resto da pintura, surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássi- ca em voga na época. Rodin e Hildebrand foram, em parte, os res- ponsáveis por essa nova estatuária - o primeiro com sua obra e o segundo, com suas teorias. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Car- peaux, que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó, mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras, o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin. Rodin considerava O Escravo, que Michelangelo não terminou, a obra em que a ação do escultor me- lhor se refletia. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux, começando então a exibir o- bras inacabadas. Outros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revalorização dos temas populares. Operários, camponeses, mulheres reali- zando atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética.

mulheres reali- zando atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética.

3. O que propôs o impressionismo:

a) Contrapor ao maneirismo e as características remanescentes do Renascimento.

b) O resgate a cultura clássica, greco-romana.

c) O retorno das técnicas antigas.

d) O abandono das técnicas e temas tradicionais.

GABARITOS

1. 1 / 2. 1 / 3. d.

Parabéns! Você concluiu os estudos de Artes II! Já está apto a desempenhar todas as habilidades que os conteúdos estudados lhe proporcionam. Agora é só utilizá-los! Boa sorte em seus próximos estudos na UNI! Estamos felizes por você ter che- gado aqui com êxito e continue estudando! Pois “O estudo enobrece o homem”.

UNI! Estamos felizes por você ter che- gado aqui com êxito e continue estudando! Pois “O
 
 

Campo de Papoulas perto de giverny - Monet

EXERCÍCIOS

 

1.

O que mais interessou aos pintores impressionis-

tas:

(1) A captação momentânea da luz na atmosfera e sua influência nas cores. (2) Apenas a influência nas cores. (3) Apenas a captação momentânea da luz na atmos- fera. (4) Não teve nada interessante.

 

2. Quantos conceitos básicos foram introduzidos na escultura do fim do século XIX:

(1) Foram dois conceitos. (2) Foram quatro conceitos.