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CAPÍTULO 3
COMPONENTES SIMÉTRICOS

3.1 - Análise por componentes simétricos

Em 1918, o Dr. Fortescue apresentou à “American Institute of Electrical Engineers” o
trabalho denominado “Método de Componentes Simétricos aplicado à solução de Circuitos
Polifásicos”. Este método desde então vem sendo largamente usado na análise de
funcionamento de circuitos elétricos desbalanceados. Embora o método seja aplicável a
qualquer sistema polifásico desequilibrado, este curso tratará especificamente de sistemas
trifásicos.
De acordo com o então denominado Teorema de Fortescue, três fasores,
desequilibrados, de um sistema podem ser substituídos por três sistemas equilibrados de
fasores. Os três conjuntos equilibrados são:

1. Componentes de sequência positiva, consiste de 3 fasores iguais em módulo, defasados de
120
o
, e tendo a mesma sequência que os fasores originais.
2. Componentes de sequência negativa, consistindo de 3 fasores iguais em módulo, defasados
de 120
o
, e tendo a sequência da fase oposta a dos fasores originais.
3. Componentes de sequência zero, constituído de 3 fasores iguais em módulo com
defasagem de 0
o
entre si.

Assim, se um sistema tem a sequência de fases abc, as sequências de fases dos
componentes de sequência positiva e negativas, serão respectivamente abc e acb.
Exemplo: sejam 3 fasores originais de tensão, V
a
, V
b
e V
c
, que serão decompostos nos
três conjuntos abaixo:



72
72
V
c1
V
a1
V
b1
V
a2
V
c2
V
b2
V
a0
V
b0
V
c0

seq. (+) seq. (-) Seq. (0)
Figura 3.1 -

A soma gráfica dos 3 sistemas dará:
...............................
V
a0
V
a2
V
a1
V
a
V
c1
V
c2
V
c0
V
c
V
b1
V
b2
V
b0
V
b
REFERÊNCIA

Figura 3.2 -

Da fig. 3.2 tira-se que:
V
a
= V
a1
+ V
a2
+ V
ao
(3.1)
V
b
= V
b1
+ V
b2
+ V
bo
(3.2)
V
c
= V
c1
+ V
c2
+ V
c0
(3.3)

3.2 - Operadores
É bastante conhecido que o operador j produz rotação de 90
o
e que o operador -1
provoca rotação de 180
o
. Sabe-se também que duas aplicações sucessivas do operador j


73
73
produzem rotação de “90
o
+ 90
o
”, ou seja: j x j = j
2
produz rotação de 180
o
. Logo: j
2
= -1.
Algumas das muitas combinações do operador j são mostradas a seguir:
j = 1/90
o
= 1/-270
o
= 0 + j1
j
2
= 1/-180
o
= 1/-180
o
= -1 + j0 = -1
j
3
= 1/270
o
= 1/-90
o
= 0 = j1 = -j
j
4
= 1/360
o
= 1/0
o
= 1 + j0 =1
j
5
= 1/450
o
= 1/90
o
= 0 + j1 = j
j + j
2
= 2/135
o
= 2/-225
o
= -1 + j1
j + j
3
= 0 - 0 + j0

j - j
2
= 2 /45
o
= 2 /-315
o
= 1 + j1
j = j
3
= 2 /90
o
= 2 /-270
o
= 0 + j2


Outro operador útil é o operador a, que causa uma rotação de 120
o
no sentido anti-horário:
a = 1 /120
o
= 1 e
j 2π/3
= -0,5 + j0,866

Aplicando-o duas vezes haverá uma rotação de 240
o
, três vezes 360
o
. Algumas das
muitas combinações do operador a são mostradas a seguir:
a = 1 /120
o
= -0,5 + j0,866
a
2
= 1 /240
o
= -0,5 = -j0,866
a
3
= 1 /360
o
= 1 + j0
a
4
= 1 /120
o
= -0,5 + j0,866 = a
1 + a = 1 /60
o
= 0,5 + j0,866 = -a
2

1 - a = 3 /-30
o
= 1,5 - j0,866
1 + a
2
= 1 /-60
o
= 0,5 - j0,866 = -a
a + a
2
= 1/180
o
= - 1 - j0
a - a
2
= 3 /90
o
= 0 + j1,732
1 + a + a
2
= 0 = 0 + j0

A fig. 3.3 mostra diversos fasores operados por a:
60
o
60
o
60
o
a
- a
2
a
2 - a
1, a
3
-1, - a
3

Figura 3.3 -
IMPORTANTE: Enquanto que +j

significa rotação de +90
o
e -j rotação de -90
o
, para o
operador a não se pode fazer afirmação análoga:
a = 1/120
o

-a = 1 /120
o
. 1 /180
o
= 1 /300
o
= 1 /-60
o




74
74
3.3 - Componentes simétricos de fasores assimétricos

Retomando as equações (3.1), (3.2) e (3.3):
V
a
= V
a1
+ V
a2
+ V
a0
(3.1)
V
b
= V
b1
+ V
b2
+ V
b0
(3.2)
V
c
= V
c1
+ V
c2
+ V
c0
(3.3)

Usando o operador a e os conceitos tirados das figuras anteriores:

V a V V aV
V a V V a V
V V V V
b a c a
b a c a
b a c a
1
2
1 1 1
2 2 2
2
2
0 0 0 0
= =
= =
= =
¹
`
¦
¦
)
¦
¦
.
. (3.4)

Substituindo o conjunto de equações (3.4) em (3.2) e (3.3), tem-se que o sistema de
tensões V
a
, V
b
e V
c
poderá ser assim reescrito:
V
a
= V
a1
+ V
a2
+ V
a0

(3.5)
V
b
= a
2
V
a1
+ aV
a2
+ V
a0
(3.6)
V
c
= aV
a1
+ a
2
V
a2
+ V
a0
(3.7)

Matricialmente:

V
V
V
a a
a a
V
V
V
a
b
c
a
a
a

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
1 1 11
1
1
2
2
0
1
2
. (3.8)
Por conveniência, será adotado que :
A =
1 1 1
1
1
2
2
a a
a a

¸

(
¸
(
(
(
(3.9)
Assim, a equação (3.8) poderá ser assim ser escrita: [V
p
] = [A] . [V
c
]

A matriz inversa de A será:


75
75
A
-1
=
1
3
1 1 1
1
1
2
2
a a
a a

¸

(
¸
(
(
(
(3.10)
Por outro lado, pré-multiplicando a equação (3.8) por A
-1
:
A
-1

V
V
V
A A
V
V
V
a
b
c
a
a
a

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(
− 1
0
1
2
. .
Assim, as temsões de componentes simétricas, para a fase “a” serão:

V
V
V
a a
a a
x
V
V
V
a
a
a
a
b
c
0
1
2
2
2
1
3
1 1 1
1
1

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
(3.11)

A relação obtida é de grande importância, pois permite decompor 3 fasores
assimétricos em seus componentes simétricos.

Desenvolvendo a equação matricial (3.11):
V
a0
= 1/3 (V
a
+ V
b
+ V
c
) (3.12)
V
a1
= 1/3 (V
a
+ aV
b
+ a
2
V
c
) (3.13)
V
a2
= 1/3 (V
a
+ a
2
V
b
+ aV
c
) (3.14)

Os demais componentes simétricos (V
b0
, V
c0
, V
b1,
V
b2
, V
c1,
V
c2
) são obtidos pelas
equações (3.4).

Observações importantes:
1. A equação (3.12) mostra que, em circuitos trifásicos equilibrados, não há componente de
sequência zero.
2. As equações (3.12), (3.13) e (3.14) valem também para corrente e podem ser resolvidas
gráfica ou analiticamente. Quando representam correntes tem-se:
I
a0
= 1/3 (I
a
+ I
b
+ I
c
) (3.15)
I
a1
= 1/3 (I
a
+ aI
b
+ a
2
i
c
) (3.16)
I
a2
= 1/3 (I
a
+ a
2
I
b
+ aI
c
) (3.17)


76
76
3. Em um sistema trifásico com condutor neutro,

I I I I
n a b c
= + + . Assim, de (3.15):
I
a0
= 1/3 I
n


I I
n a
= 3
0
(3.18)

4- Quando não há retorno, I
n
é nulo . Nestas condições, as correntes de sequência zero não
existirão. Assim sendo, em uma carga ligada em ∆, não há corrente de sequência zero.


Exemplo 1:
Um condutor de uma linha trifásica está aberto. A corrente que flui para uma carga
ligada em ∆ pela linha a é de 10A. Tomando a corrente na linha a como referência e a linha c
aberta, determine os componentes simétricos das correntes de linha.

/0 ( );

/180 ( )

I A I A e I
a
o
b
o
c
= = 10 10 0

Solução:
Das equações (3.15), (3.16) e (3.17):
I
a
I
b
I
c

↓ ↓ ↓
I
a0
= 1/3 (10/0
o
+ 10/180
o
+ 0) = 0 A

I
a
I
b

↓ ↓
I
a1
= 1/3 (10/0
o
+ 10/180
o
x 1/120
o
+ 0) = 5,78/-30
o
A

I
a
I
b

↓ ↓
I
a2
= 1/3(10/0
o
+ 10/180
o
x 1/240
o
+ 0) = 5,78/30
o
A

Das equações (3.4):
I
b1
= a
2
I
a1
= 5,78/-150
o
(A) I
c1
= aI
a1
= 5,78/90
o
(A)
I
b2
= aIa
2
= 5,78/150
o
(A) I
c2
= a
2
I
a2
= 5,78/90
o
(A)
I
b0
= I
a0
= 0 I
c0
= I
a0
= 0


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77
Comentários:
• Embora I
c
= 0 , os componentes I
c1
e I
c2
têm valores definidos, mas I
c1
+ I
c2
= 0.
• A soma das componentes de A deve dar 10/0
o
[A] e de B, 10/180
o
[A].


3.4 - Potência em termos de componentes simétricos:

Conhecendo-se os componentes simétricos de corrente e tensão, pode-se obter, a partir
destes, a potência consumida:
N = P + jQ = V
a
. I
a
*
+ V
b
I
b
+ V
c
I
c
*
(3.19)

Matricialmente:
N = S = [V
a
V
b
V
c
]
I
I
I
V
V
V
x
I
I
I
a
b
c
a
b
c
t
a
b
c

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
* 2
(3.20)
Ou seja, S = V
L
t
. I
L
*

OBS: Uma matriz conjugada é constituída por elementos que são os conjugados dos
elementos originais.

Introduzindo os componentes simétricos das tensões e correntes (eq. (3.8)
V
L
= A
V
V
V
a
a
a
0
1
2

¸

(
¸
(
(
(
e I
L
= A
I
I
I
a
a
a
0
1
2

¸

(
¸
(
(
(
na equação (3.20):
S = A [ ] .[ .] [ ] . [ ]
* *
V
V
V
A
I
I
I
AV AI
a
a
a
t
a
a
a
t
0
1
2
0
1
2

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
=
Da álgebra matricial: [A . V]
t
= V
t
. A
t

Assim:
S = V
t
. A
t
[AI}
*
= V
t
. A
t
. A
*
. I
*
(3.21)



78
78
Da equação (3.9) nota-se que: A
t
=A
Sabe-se ainda que a e a
2
são conjugados.
Portanto:
S = [V
a0
V
a1
V
a2
]
1 1 1
1
1
1 1 1
1
1
2
2
2
2
0
1
2
a a
a a
a a
a a
I
I
I
a
a
a

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
*
(3.22)
S = 3 [V
a0
V
a1
V
a2
]
I
I
I
a
a
a
0
1
2

¸

(
¸
(
(
(
(3.23)
A equação (3.23) ficará: V
a
I
a
*
+ V
b
I
b
*
+ V
c
I
c
*
= 3V
a0
I
a0
*
+ 3V
a1
I
a1
+ 3V
a2
I
a2
*

Ou seja:
[V
a
V
b
V
c
]
I
I
I
V V V
I
I
I
S S
a
b
c
a a a
a
a
a
p c

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(
→ =
*
[ ] [ ] [ ] 3 3
0 1 2
0
1
2


Exemplo 2:
Dados: V
a
= 10/30
o
, V
b
= 30/-60
o
e V
c
= 15/145
o
determinar as componentes simétricas
correspondentes.
Solução:
Utilizando-se das equações (3.12), (3.13) e (3.14):
(3.12): V
a0
= 1/3(V
a
+ V
b
+ V
c
) = 1/3(10/30
o
+ 30/60
o
+ 15/145
o
) = 5,60/-47,4
(3.13): V
a1
= 1/3(V
a
+ aV
b
+ a
2
V
c
) = 1/3(10/30
o
+ a.30/-60
o
+ 1/240
o
. 15/145
o
)
= 17,6/45
o
.
(3.14): V
a2
= 1/3(V
a
+ a
2
V
b
+ aV
c
) = 1/3(10/30
o
+ 1/240
o
. 30/60
o
+ 1/120
o
x
15/145
o
= 8,25/-156,2
o


As equações (3.4) nos darão:
V
b1
= a
2
. V
a1
= 17,6/75
o
V
c1
= a V
a1
= 17,6/165
o

V
b2
= aV
a2
V
c2
= a
2
V
a2

V
a0
= V
b0
= V
c0




79
79
3
o
Exemplo:
Dadas as componentes simétricas:
V
a0
= 100/30
o
, V
a1
= 220/0
o
e V
a2
= 100/-60
o
, determinar as tensões V
a
, V
b
e V
c
.

Solução:
Da equação (3.8):
V
V
V
a a
a a
V
V
V
a a
a
a
b
c
a
a
a
o
o
o

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
=
1 1 1
1
1
1 1 1
1
1 1
100 30
220 0
100 60
2
2
0
1
2
2
2
/
/
/



3.5 - Componentes simétricos das impedâncias:

3.5.1 - Caso Geral
Para a figura (3.5), as relações para as correntes e tensões serão:
M ab = M ba
M bc = M cb
M ca = M ac
Z aa
Z bb
Z cc
V a
V b
V c
a
b
c

Figura 3.5 -
V
a
= Z
aa
i
a
+ M
ab
I
b
+ M
ac
I
c

V
b
= M
ba
i
a
+ Z
bb
I
b
+ M
bc
I
c

V
c
= M
ca
I
a
+ M
cb
I
b
+ Z
cc
I
c



80
80
Matricialmente:
V
V
V
Z M M
M Z M
M M Z
I
I
I
a
b
c
aa ab ac
ab bb bc
ca cb cc
a
b
c

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(

ou: [V
p
] = [Z
pp
].[I
p
] (3.24)

Em termos de componentes simétricos pode também ser escrito:
[V
c
] = [Z
cc
] . [I
c
] (3.25)

Já foi visto anteriormente que:
[V
c
] = [A
-1
][V
p
] (3.26)
[I
c
] = [A
-1
][i
p
] (3.27)

Levando (3.26) e (3.27) em (3.25): [A
-1
][V
p
] = [Z
cc
][A
-1
][I
p
]

Pré-multiplicando ambos membros por A: [V
p
] = [A] [Z
cc
] [A
-1
] [I
p
] (3.28)

Fazendo a identidade de (3.28) com (3.24):[Z
pp
]= [A] [Z
cc
] [A
-1
].
Pré-multiplicando por [A
-1
]: [A
-1
] [Z
pp
] = [Z
cc
] [A
-1
]
Pós-multiplicando esta última por [A]: [Z
cc
] = [A
-1
] [Z
pp
] [A] (3.29)

Matricialmente, (3.29) ficará:
[Z
cc
] = 1/3
1 1 1
1
1
1 1 1
1
1
2
2
2
2
a a
a a
Z M M
M Z M
M M Z
a a
a a
aa ab ac
ba bb bc
ca cb cc

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(
(3.30)


3.5.2 - Circuito equilibrado

Estando as três fases equilibradas: Z
aa
= Z
bb
= Z
cc
= Z
M
ab
= M
ba
= M
cb
= M
bc
= M
ac
= M
ca
= M

Substituindo na equação (3.30):


81
81
[Z
cc
] =1/3
1 1 1
1
1
1 1 1
1
1
2
2
2
2
a a
a a
Z M M
M Z M
M M Z
a a
a a

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(

resolvendo esta:
[Z
cc
] =
( )
( )
( )
Z M
Z M
Z M
+

¸

(
¸
(
(
(
2 0 0
0 0
0 0
(3.31)

Como se vê, a matriz de impedância se diagonalizou. Caso o circuito não fôsse equilibrado, a
matriz acima seria totalmente cheia.

A equação (3.31) pode ainda ser assim escrita:
[Z
cc
] =
Z
Z
Z
Z Z M
Z Z M
Z Z M
o o
0 0
0 0
0 0
2
1
2
1
2

¸

(
¸
(
(
(

= +
= −
= −
¦
´
¦
¹
¦
(3.32)

Reescrevendo a equação (3.25):
[V
c
] = [Z
cc
] [I
c
] =
V
V
V
Z
Z
Z
I
I
I
V Z I
V Z I
V Z I
o o o o o o
1
2
1
2
1
2
1 1 1
2 2 2
0 0
0 0
0 0

¸

(
¸
(
(
(
=

¸

(
¸
(
(
(

¸

(
¸
(
(
(

=
=
=
¦
´
¦
¹
¦
.
.
.
(3.33)

Significado físico da equação (3.33):
1. Para sistemas equilibrados, a corrente de sequência zero flui apenas no circuito de
sequência zero; corrente de sequência positiva no circuito de sequência positiva;
corrente de sequência negativa no circuito de sequência negativa.
2. A impedância do circuito pelo qual circula a corrente de sequência zero é denominada de
“IMPEDÂNCIA DE SEQUÊNCIA ZERO”, o mesmo acontecendo para as demais
sequências.
3. A f.e.m. produzida pelos geradores é apenas de sequência positiva.. Consequentemente,
no caso de uma carga equilibrada, teremos somente corrente de sequência positiva.
3.6 - Impedâncias de sequência dos componentes do sistema:


82
82

3.6.1 - Linhas e cabos
A solução do sistema
Z Z M
Z Z M
Z Z M
0
1
2
2 = +
= −
= −
¦
´
¦
¹
¦
, mostra que para as linhas transpostas, “Z
0
” é
maior que “Z
1
” ou “Z
2
” e qu”Z
1
”é igual a “Z
2
”.
Normalmente a impedância de sequência zero é da ordem de 2,0 a 3,5 vezes o valor da
impedância de sequência positiva ou negativa (em linhas aéreas ou cabos de 3 condutores).
Isso ocorre porque as correntes de sequência zero estão em fase nos três condutores.
A soma das correntes de sequência zero das 3 fases sempre dará um resultado diferente
de zero. Isso implica que, para elas existirem, deverá haver um caminho de retorno (neutro). A
impedância deste retorno é “Z
n
”. O circuito de sequência zero unifilar, pelo qual normalmente
passará apenas “I
o
” deverá, neste caso, ter uma impedância de retorno 3Z
n
. Assim, se mostra o
efeito de uma corrente I
o
em uma impedância 3Z
n
: 3Z
n
I
0
.
I o
I o
I o
3 I o( Retorno )

Figura 3.6 -
A esta impedância deverá ser acrescida a impedância própria dos condutores. Se o
retorno é feito pela terra, será difícil obter um valor preciso para a impedância total dos
condutores, pois o solo também é condutor.

3.6.2 - Transformadores
3.6.2.1 - Impedância de sequências positiva e negativa
Como nas linhas de transmissão, as impedâncias de sequência positiva e
negativa dos transformadores devem ser iguais entre sí. Isso ocorre porque não há diferenças
caso a energização dos mesmos ocorra com tensões de seq. (+) ou (-). Por outro lado, nos
transformadores Y/ ∆ de polaridade subtrativa, as tensões do lado (∆) sofrem um


83
83
deslocamento angular, em relação às correspondentes tensões do lado(Y), de -30
o
para as
tensões de sequência positiva e de +30
o
para as correspondentes tensões de sequência
negativa. Esse assunto será analisado, em maiores detalhes, no capítulo 4.

3.6.2.2 - Impedância de sequência zero
As impedâncias de sequência zero dos transformadores dependem da conexão dos
enrolamentos e da forma construtiva do núcleo. Essas impedâncias podem ser igual ou maior
que as impedâncias de sequência positiva ou negativa (pode até ter um valor infinito).
Quando a impedância for de valôr finito e, desprezando a impedância de
magnetização, tem-se:
a) Um caminho de retorno para a corrente que circula para a terra em um dos lados do trafo,
porque a corrente I
o
existe e é igual a 1/3 da corrente do neutro: I
o
= 1/3 (I
a
+ I
b
+ I
c
).
b) A f.e.m. causada pela circulação destas correntes através do enrolamento do transformador
deve ser equilibrada por uma f.e.m. equivalente devido à circulação da corrente no outro
enrolamento do transformador:
Caminho para
circulação da corrente
Camnho
de Retorno
Gerador
L
L
L
L L
L
L
L
L
Figura 3.8 -

Caminhos de Retorno
Gerador
L
L
L
L
L
L
L
L
L

Figura 3.9 -



84
84
Gerador
L
L
L
L
L
L
L
L
L
não há
caminhos p/ corrente
de seq. zero

Figura 3.10 -

Diagrama equivalente de sequência zero para transformadores de 2
enrolamentos:
Um diagrama simples pode ser usado para representar todos os diagramas unifilares de
sequência zero, para os transformadores:
L
L
Chaves
série
Chaves
Shunt
Fonte
Ponto de
falta
Z

Figura 3.11 -

Para utilizar o diagrama anterior, procede-se da seguinte maneira:
• Fechar a chave série para um enrolamento ESTRELA ATERRADO, que é o que
proporciona um circuito de retorno para a corrente que circula pela terra.
• Fechar a chave shunt para os enrolamentos em DELTA, pois este proporciona um circuito
fechado para a corrente de compensação de f.m.m.

Os circuitos equivalentes de sequência zero serão portanto:
1)



85
85

Figura 3.12 –


2)


Figura 3.13 –

3)



Figura 3.14 -
4)


86
86

Figura 3.15 -
5)

Figura 3.16 -
Exemplo: Determine o circuito de sequência zero do sistema:
N
M P
Q
T U
R S
V X
W Z

Figura 3.17 -
Solução:
X
Z
V
S
W
Z

U T
R
L L
Z

L L
L L
L L
L
P
Q
M
N
Z


Figura 3.18 -


87
87

3.6.2.3 - Transformador de 3 enrolamentos
O circuito equivalente é idêntico aquele para o transformador de 2 enrolamentos.
A chave shunt é fechada para o enrolamento em ∆ e a chave série para a conexão Y :
L
L
L
Z p
Z s
Z t
Z m
CONEXÃO GERAL

Figura 3.20 -

Seja o trafo Y/∆/Y . O seu circuito de sequência zero é:
L
L
L
Z p
Z s
Z t
Z m
P
S
F
T
T P
S

Figura 3.21 -

Para o trafo ∆/∆/Y

Figura 3.22 -


88
88

3.6.3 - Máquinas síncronas
As impedâncias de sequência (+) e (-) das máquinas síncronas não são iguais entre sí
mesmo se a máquina for eletricamente equilibrada. Isto ocorre porque as tensões de sequência
(-), de sequência de fases, por exemplo, ACB, quando aplicadas a uma máquina que gira e
produz tensões de sequência (+), de sequência de fases ABC, se comportarão como se
houvesse uma outra máquina, dentro daquela primeira, porém, girando em sentido oposto.

a) Impedância de sequência (+):
Esta é a impedância normal da máquina. Toma-se o valor subtransitório, transitório
ou síncrono,(conforme a natureza do problema.

b) Impedância de sequência (-):
A f.m.m. produzida pela corrente de sequência (-) fluindo no estator , dá origem a um
campo rotativo, cujo sentido de rotação é oposto àquele do rotor, com a mesma velocidade
síncrona “ω”, do rotor. Assim, o fluxo produzido varre rapidamente o rotor, induzindo
correntes nos enrolamentos de campo, amortecedores e na superfície do rotor, evitando assim
que o fluxo penetre no rotor, e dando origem a um baixo valor de reatância.
Esse campo oposto tira a máquina do seu regime normal, provocando instabilidade,
como se fosse colocada ou retirada carga da máquina. A impedância “Z
2
” varia
continuamente do eixo “d” para o “q”, em consequência, toma-se a média das reatâncias sub-
transitórias X”
d
e X”
q
:
Z
2
=
X X
d q
,, ,,
+
2


c) Impedância de sequência zero:
A f.m.m. produzida pela corrente de sequência zero terá o mesmo valor instantâneo em
todas as fases. Assim, para um enrolamento trifásico uniforme, a f.m.m. em qualquer ponto,
será a soma de 3 ondas senoidais idênticas, deslocadas entre si de 120
o
.
Portanto o fluxo resultante é zero e não haverá reatância, exceto aquela devido ao
fluxo de dispersão (e imperfeições no enrolamento). Consequentemente, a impedância “Z
o

será composta da resistência do enrolamento mais uma pequena reatância.


89
89
- Note-se a diferença do efeito da sequência (0) nos trafos e nas máquinas síncronas.

Na figura 3.23 abaixo tem-se um gerador que alimenta uma caerga resistiva, através de uma
linha. A representação deste gerador, em seus circuitos de sequência (+), (–) e (0), está nas
figuras 3.24, 3.25 e 3.26:
L R
L
L
R
R
X
X
L
L
X
L
RL
RL
RL
A
Zg
Zg
Zg
E
a
N
N
N
E
a
120
o
E
a
240
o
L
L
L
R
R
R
L
L
L

Figura 3.23 -

Diagrama de sequência (+)
E
a
E
b
L
L
L E
c
I
a1
I
b1
I
c1
c
b
a
Z
1
Z
1
Z
1
E
a
L Z
1
I
a1
a

Figura 3.24 -
Diagrama de sequência (-)

Figura 3.25 -






90
90
Diagrama de sequência (0)

Figura 3.26 -
3.7 - Exercícios:

1) Fazer o circuito da sequência (0) do diagrama unifilar:
L
~ ~
N M
S Q
R T
P
Z n

Figura 3.27 -

Solução:
P
Q
R
S
T
M
N
L
L
T
T
L
L
L
L
L L
L
L

Figura 3.28 -






91
91
2) Fazer os circuitos de sequência (+), (-) e (0) do diagrama unifilar:
~
~
N
M
P
Z
~
O
L
L
Z
L
R
A
B
R S
Z
T

Figura 3.29 -

Solução:
Diagramas de sequência (+) e (-):
L
L
L
L
L
L
L
L
Z , Z 1 A 2 A
Z = Z T1 T2
Z , Z 1 B 2 B
Z = Z T1 T2
Z = Z L1 L2
Z = Z L1 L2
Z = Z 1 C 2 C
Z = Z
T 1 T 2
Seq.
( + ) e ( - )

Figura 3.30 -
Diagrama de sequência zero:
L
Z
A 0
Z
C 0
Z
T 0
Z
T 0
Z
T 0
Z
L 0
Z
L 0
Z
B 0
3 R
R L
L
L L
L
L
L
M
N
P
O
R
S
Seq. Zero

Figura 3.31-

3) Esquematize o circuito de sequência zero para o sistema abaixo. Considere que as
reatâncias de sequência zero dos geradores e motores valem 0,05 pu. Os reatores para a
limitação de corrente valem 2,0 Ω. A reatância de sequência (0) da L.T. é de 250 Ω.



92
92

Figura 3.32 -

1) Reatância de sequência (0) dos transformadores: Z
o

Z
o
= Z
1

É dado que: Z
1
= 0,1 p/ MB = 35 MVA
UB = 13,2 KV/115KV
Para a base
MA MVA
UA KV
=
=
¦
´
¹
30
13 8 ,
Z’
1
= 0,1
30
35
13 2
13 8
0 0784
2
,
,
,
|
\

|
.
|
= pu
∴ Z
o
= 0,0784 pu
2) Gerador: Z
o
= 0,05 pu

3) Motores:
M
1
: Z
o
= 0,05 .
30
20
12 5
13 8
2
,
,
|
\

|
.
|
= 0,061 pu

M
2
: Z
o
= 0,05 .
30
10
12 5
13 8
2
,
,
|
\

|
.
|
= 0,123 pu

4) Reatores limitadores de corrente:
Z
base
=
U
M
base
base
2 3 2
6
13 8 10
30 10
=
( , . )
.
= 6,35Ω

Z
o(pu)
=
2
6 35 ,
= 0,315 pu


93
93
No diagrama unifilar:
3Z
n
= 3 . 0,315 = 0,945 pu

5) Linha de transmissão:
Z
base
=
( , ) 120 23
30
482
2
KV
MVA
= Ω
Z
o(pu)
= 250/482 = 0,521 pu
j 0,945
j 0,05
k
j 0,0784
L
j 0,521
m
j 0,0784
n
p
r
j 0,123
j 0,945
j 0,061
L L
L
L L L
L
L

Figura 3.33 -

4) Desenhe os circuitos de impedância de sequência negativa e de sequência zero para o
sistema de potência da figura 3.34. Dê os valores de todas as reatâncias em p.u. numa base
de 30.000 KVA, 6,9 KV no circuito do gerador 1. Assinale os circuitos de maneira
correspondente ao diagrama unifilar. Os neutros dos geradores 1 e 2 estão ligados à terra
através de reatores limitadores de corrente com reatância de 5%, cada qual tendo como base
os valores da máquina à qual estão ligados. Cada gerador possui reatâncias de sequências
negativa e zero de 15% e 5%, respectivamente, com base em seus próprios valores nominais.
A reatância de sequência zero da linha de transmissão é 250 ohms de B a C e 210 ohms de C
a E.
L
A
A
E B
F
T C
T
A
T
B
C
L
B
6,9 / 115
6,9 / 115

Figura 3.34 -


94
94
GERADORES:
Reatores dos Geradores: → Z
n
= 5%

GA MVA KV
GB MVA KV
GC MVA KV
: ,
: ,
: ,
20 6 9
10 6 9
30 6 9



¹
`
¦
)
¦
x”= 0,15 pu e Z
2
= 15%, Z
o
= 5%

TRANSFORMADORES:
TA: 25MVA; 6,9∆ - 115 Y [KV]; x = 10%
TB: 12,5MVA; 6,9∆ - 115Y [KV]; x = 10%
TC: 3 trafos monofásicos, cada: 10MVA; 7,5-75KV; x = 10%

Linhas:
BC→ Z
o
= 250 Ω; Z
1
= Z
2
=100 Ω
CE → 210Ω; Z
1
= Z
2
= 80 Ω
Adotar: U
B
= 6,9 KV; M
B
= 30 MVA → nos geradores G
A
e G
B


Solução:

U
B(BC e CE)
= 115 KV
U
B(gerador “C”)
= 7,5 3 75 3 ←
x ← 115 x = 11,5 KV

Reatâncias:
Geradores:
G
A
:
Z Z pu
Z
Z pu
A A
A
n
1 2
2
0
0 15
6 9
6 9
30
20
0 225
0 05
30
20
0 075
3 3 0 05 30 20 0 225
= =
|
\

|
.
|
=
= =
= =
¦
´
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
,
,
,
. ,
, . ,
( , / ) ,



95
95
G
B
:
Z Z
Z Z
B B
B n
1 2
0
0 15
30
10
0 45
0 05
30
10
0 15 3 0 45
= = =
= = =
¦
´
¦
¦
¹
¦
¦
, ,
, . , ; ,

G
c
:
Z Z pu
Z pu
C C
C
1 2
2
0
2
0 15
13 8
115
30
30
0 216
0 05
13 8
115
0 072
= =
|
\

|
.
|
= =
=
|
\

|
.
|
=
¦
´
¦
¦
¹
¦
¦
,
,
,
,
,
,
,
,


Transformadores:
Z
TA1
= Z
TA2
= 0,1 . 30/25 = 0,12 pu = Z
TA0

Z
TB1
= Z
TB2
= 0,1 . 30/125 = 0,24 pu = Z
TB0

Z
TC1
= Z
TC2
= Z
TC0
= 0,1
130
115
30
30
0 1277
2
|
\

|
.
| = . , pu

Linhas:
Sendo: Z
B
= U
B
2
/M
B
=
( )
,
115
30000
440 83
2
KV
KVA
= Ω
BC:
Z Z
Z
BC BC
BC
1 2
0
100
440 83
0 2268
250
440 83
0 5671
= = =
= =
¦
´
¦
¦
¹
¦
¦
,
,
,
,

CE:
Z Z pu
Z
CE1 CE
CE
= =
= =
¦
´
¦
¦
¹
¦
¦
2
0
80
440 83
0 181
210
440 83
0 4764
,
,
,
,








96
96
CIRCUITOS:
1) de sequência negativa:
j 0,12 j 0,2268 j 0,181
j 0,216
j 0,45
j 0,24
L
L
L
L L L
j 0,225
L
L
F
E
C
B
A
j 0,1277

Figura 3.35 -

2) de sequência nula:
j 0,225
j 0,075
j 0,1277
j 0,072 L
L
L
L L L
L
L
L
L
F
E
j 0,5671
C
B
j 0,5671 j 0,12
j 0,15
j 0,45
A

Figura 3.36 -


5) Desenhe os circuitos de sequência negativa e de sequência zero para o sistema de potência
do exercicio 6 do capítulo 1. Escolha uma base de 50.000 KVA, 138 KV na linha de
transmissão de 40 ohms e dê as reatâncias em p.u.. A reatância de sequência negativa de
cada máquina síncrona é igual à respectiva reatância subtransitória. A reatância de
sequência zero de cada máquina é de 8% com base nos próprios valores nominais. Os
neutros das máquinas estão ligados à terra através de reatores cujas reatâncias valem 5%,
com base nos valores nominais das respectivas máquinas. Suponha que as reatâncias de
sequência zero das linhas de transmissão valem 300% das respectivas reatâncias de
sequência positiva.


97
97
A
B
j 40 W
j 20 W W j 20
M
C
B
A
L
L L

Figura 3.37 -
Solução:
U
B
= 138 KV (nas linhas); M
B
= 50 MVA
G
A
= G
B
→ 20 MVA; 13,2 KV; x” = 15%; Z
n
= 5%; Z
0
= 8%.
Z
A1
= Z
A2
= Z
B1
= Z
B2
= 0,15
13 2
13 8
50
20
0 3421
2
,
,
. ,
|
\

|
.
|
= pu
Z
A0
= Z
B0
= 0,08
13 2
13 8
50
20
0 183
2
,
,
. ,
|
\

|
.
|
=
Z
n
= 0,05
13 2
13 8
50
20
01143
2
,
,
. , ;
|
\

|
.
|
= 3Z
n
= 0,343

MOTOR M: 30 MVA; 6,9 KV, x” = 20%
Z
M1
= ZM
2
= 0,2 .
50
30
0 333 = ,
Z
M0
= 0,08 .
50
30
= 0,133
Z
n
= 0,05 .
50
30
= 0,0833; 3Z
n
= 0,25

Transformadores:

YY MVA Y Y x Z
Y MVA Y x Z
: ; , ; , ,
: ; , ; , ,
20 13 8 138 10% 0 1
50
20
0 25
15 6 9 138 10% 0 1
50
15
0 333
− = → = =
− = → = =
¹
`
¦
¦
)
¦
¦
∆ ∆
Z
1
= Z
2
= Z
0



98
98
Linhas:
Z
B
= 138
2
/50 = 380,88Ω
AB: Z
1
= Z
2
= 40/380,88 = 0,1051
Z
0
= 3Z, (dado do ex.) = 0,3153
AC = CB: Z
1
= Z
2
= 20/380,88 = 0,05251
Z
0
= 3Z
1
= 0,1575
j 0,3421
L
A
L
L L
L
L
L L
L
L
L
L
j 0,3431 j 0,333
j 0,333 j 0,333 j 0,25 j 0,25 j 0,25 j 0,25
j 0,05251 j 0,05251
j 0,1051

Figura 3.38 -
j 0,343
j 0,183
j 0,333
L
L
L
L L
L
L
L
j 0,1575
j 0,133
j 0,25
A
L
C
B
j 0,25
j 0,25
j 0,3153
j 0,343
j 0,183
j 0,25
j 0,25
j 0,1575 j 0,333
L
L
L
L L L


Figura 3.39 -

72

Vc1

Va1 Vb2 Vb1

Va2 Va0 Vb0 Vc0

Vc2

Figura 3.1 A soma gráfica dos 3 sistemas dará:

Va Vc Vc0 V c1

V a0 V a2 V a1

V c2 Vb

REFERÊNCIA ............................... V b1
Figura 3.2 -

V b0

V b2

Da fig. 3.2 tira-se que: Va = Va1 + Va2 + Vao Vb = Vb1 + Vb2 + Vbo Vc = Vc1 + Vc2 + Vc0 (3.1) (3.2) (3.3)

3.2 - Operadores
É bastante conhecido que o operador j produz rotação de 90o e que o operador -1 provoca rotação de 180o. Sabe-se também que duas aplicações sucessivas do operador j

72

5 + j0.j2 = 2 /45o = 2 /-315o = 1 + j1 j = j3 = 2 /90o = 2 /-270o = 0 + j2 A fig.3 mostra diversos fasores operados por a: a 3 -1. 3.5 .a2 60 o 1.5 = -j0. Algumas das muitas combinações do operador a são mostradas a seguir: a = 1 /120o = -0.j0. para o operador a não se pode fazer afirmação análoga: 73 .j0.866 = -a a + a2 = 1/180o = . ou seja: j x j = j2 produz rotação de 180o.a2 = 3 /90o = 0 + j1. a3 -a a2 Figura 3.73 produzem rotação de “90o + 90o”. que causa uma rotação de 120o no sentido anti-horário: a = 1 /120o = 1 ej 2π/3 = -0.732 1 + a + a2 = 0 = 0 + j0 j + j2 = 2/135o = 2/-225o = -1 + j1 j + j3 = 0 .5 + j0.866 = -a2 1 .5 .866 a2 = 1 /240o = -0. Logo: j2 = -1.866 Aplicando-o duas vezes haverá uma rotação de 240o. 1 /180o = 1 /300o = 1 /-60o significa rotação de +90o e -j rotação de -90o. .1 .866 = a 1 + a = 1 /60o = 0.a 60 o 60 o .866 1 + a2 = 1 /-60o = 0.3 IMPORTANTE: Enquanto que +j a = 1/120o -a = 1 /120o .866 a3 = 1 /360o = 1 + j0 a4 = 1 /120o = -0.0 + j0 j .j0 a .5 + j0. três vezes 360o.a = 3 /-30o = 1.5 + j0. Algumas das muitas combinações do operador j são mostradas a seguir: j = 1/90o = 1/-270o = 0 + j1 j2 = 1/-180o = 1/-180o = -1 + j0 = -1 j3 = 1/270o = 1/-90o = 0 = j1 = -j j4 = 1/360o = 1/0o = 1 + j0 =1 j5 = 1/450o = 1/90o = 0 + j1 = j Outro operador útil é o operador a.

será adotado que : 1 1 2 A= 1 a 1 a 1 a a2 (3.2) e (3.2) e (3.3) Usando o operador a e os conceitos tirados das figuras anteriores: Vb1 = a 2 . (3.2) (3.6) (3. Va1 Vb 2 = a . Vb e Vc poderá ser assim reescrito: Va = Va1 + Va2 + Va0 Vb = a2Va1 + aVa2 + Va0 Vc = aVa1 + a2Va2 + Va0 Matricialmente: (3.4) em (3. a equação (3.3 .1) (3.8) Por conveniência. [Vc] A matriz inversa de A será: 74 .7) Va Vb Vc = 1 1 1 a2 1 a 11 Va 0 a .9) Assim.4) Substituindo o conjunto de equações (3. Va1 a2 Va 2 (3.5) (3.8) poderá ser assim ser escrita: [Vp] = [A] . tem-se que o sistema de tensões Va.3).3): Va = Va1 + Va2 + Va0 Vb = Vb1 + Vb2 + Vb0 Vc = Vc1 + Vc2 + Vc0 (3. Va 2 Vb 0 = Va 0 Vc1 = aVa1 Vc 2 = a 2 Va 2 Vc 0 = Va 0 (3.74 3.Componentes simétricos de fasores assimétricos Retomando as equações (3.1).

12) (3.12) mostra que.14) Os demais componentes simétricos (Vb0.14) valem também para corrente e podem ser resolvidas gráfica ou analiticamente. (3.13) (3.15) (3. Quando representam correntes tem-se: Ia0 = 1/3 (Ia + Ib + Ic) Ia1 = 1/3 (Ia + aIb + a ic) Ia2 = 1/3 (Ia + a Ib + aIc) 2 2 (3.11): Va0 = 1/3 (Va + Vb + Vc) Va1 = 1/3 (Va + aVb + a2Vc) Va2 = 1/3 (Va + a2Vb + aVc) (3.4). não há componente de sequência zero. Vc2) são obtidos pelas equações (3.17) 75 . A equação (3. Vb2. Desenvolvendo a equação matricial (3.13) e (3. Vc0.11) A relação obtida é de grande importância. as temsões de componentes simétricas. As equações (3.16) (3. Vb1.10) Por outro lado. Va1 Va 2 (3.8) por A-1: A-1 = A −1 Assim.12). Vc1. A . para a fase “a” serão: 1 1 1 = 1 a 3 1 a2 1 Va a 2 x Vb a Vc (3.75 1 1 1 A-1 = 1 a 3 1 a2 Va Vb Vc Va 0 Va1 Va 2 1 a2 a Va 0 . 2. em circuitos trifásicos equilibrados. pois permite decompor 3 fasores assimétricos em seus componentes simétricos. pré-multiplicando a equação (3. Observações importantes: 1.

I a = 10/0o (A ).15): Ia0 = 1/3 In → I n = 3I a 0 (3. Exemplo 1: Um condutor de uma linha trifásica está aberto. em uma carga ligada em ∆. as correntes de sequência zero não existirão.16) e (3. In é nulo . não há corrente de sequência zero. determine os componentes simétricos das correntes de linha. Tomando a corrente na linha a como referência e a linha c aberta.78/150o (A) Ib0 = Ia0 = 0 Ic1 = aIa1 = 5. Assim. de (3.78/-30o A Ia ↓ Ib ↓ Ia2 = 1/3(10/0o + 10/180o x 1/240o + 0) = 5. I b = 10/180o (A ) e I c 0 Solução: Das equações (3.18) 4.Quando não há retorno. Assim sendo. Em um sistema trifásico com condutor neutro.78/90o (A) Ic2 = a2Ia2 = 5.78/30o A Das equações (3.78/90o (A) Ic0 = Ia0 = 0 76 .15). I n = I a + I b + I c .78/-150o (A) Ib2 = aIa2 = 5. A corrente que flui para uma carga ligada em ∆ pela linha a é de 10A. Nestas condições. (3.4): Ib1 = a2Ia1 = 5.17): Ia ↓ o Ib ↓ o Ic ↓ Ia0 = 1/3 (10/0 + 10/180 + 0) = 0 A Ia ↓ Ib ↓ Ia1 = 1/3 (10/0o + 10/180o x 1/120o + 0) = 5.76 3.

Ia* + VbIb + VcIc* Matricialmente: (3. I* (3. a potência consumida: N = P + jQ = Va .20): Va 0 Ia 0 t S = A [ Va1 ] . V]t = Vt . At .Potência em termos de componentes simétricos: Conhecendo-se os componentes simétricos de corrente e tensão. At Assim: S = Vt . Introduzindo os componentes simétricos das tensões e correntes (eq.]* = [ AV ]t . At[AI}* = Vt . • A soma das componentes de A deve dar 10/0o [A] e de B.8) Va 0 VL = A Va1 Va 2 e Ia 0 IL = A Ia1 Ia 2 na equação (3. IL OBS: Uma matriz conjugada é constituída por elementos que são os conjugados dos elementos originais. 3.77 Comentários: • Embora Ic = 0 . 10/180o [A]. [ AI ]* Va 2 Ia2 Da álgebra matricial: [A .[ A I a1 .19) Ia N = S = [Va Vb Vc] t * * Va = Vb Vc t Ia x Ib Ic 2 Ib Ic (3.21) 77 . pode-se obter.20) Ou seja. a partir destes. S = VL . mas Ic1 + Ic2 = 0. (3. A* .4 . os componentes Ic1 e Ic2 têm valores definidos.

78 Da equação (3.23) ficará: VaIa + VbIb + VcIc = 3Va0Ia0 + 3Va1Ia1 + 3Va2Ia2 Ou seja: * Ia [Va Vb Vc] I b Ic Exemplo 2: I a0 = 3[ Va 0 Va1 Va 2 ] I a1 → [S p ] = 3[Sc ] I a2 Dados: Va = 10/30o. (3.6/75o Vb2 = aVa2 Va0 = Vb0 = Vc0 Vc1 = a Va1 = 17.25/-156.23) * A equação (3.2o As equações (3.60/-47.6/165o Vc2 = a2Va2 78 .30/-60o + 1/240o .9) nota-se que: At =A Sabe-se ainda que a e a2 são conjugados.14): (3.12): Va0 = 1/3(Va + Vb + Vc) = 1/3(10/30o + 30/60o + 15/145o) = 5. Va1 = 17.6/45o. 30/60o + 1/120o x 15/145o = 8. Vb = 30/-60o e Vc = 15/145o determinar as componentes simétricas correspondentes. Solução: Utilizando-se das equações (3.13) e (3.13): Va1 = 1/3(Va + aVb + a2Vc) = 1/3(10/30o + a. (3.4 (3.12).14): Va2 = 1/3(Va + a2Vb + aVc) = 1/3(10/30o + 1/240o . 15/145o) = 17.4) nos darão: Vb1 = a2 .22) 1 a S = 3 [Va0 Va1 Va2] * I a0 I a1 Ia2 * * * (3. Portanto: 1 1 1 a a 2 * 1 1 1 a 2 1 a2 a Ia0 I a1 Ia2 S = [Va0 Va1 Va2] 1 a 2 1 a (3.

79 3o Exemplo: Dadas as componentes simétricas: Va0 = 100/30o.8): Va 1 1 Vb = 1 a 2 1 a Vc 1 a a2 Va 0 1 1 Va1 = 1 a 2 1 1 Va 2 1 a a2 100 / 30 o 220 / 0 o = 100/ −60 o 3.5 .5). as relações para as correntes e tensões serão: Va a b c Z aa Vb Z bb Vc M ab = M ba M ca = M ac Z cc M bc = M cb Figura 3.Componentes simétricos das impedâncias: 3. Va1 = 220/0o e Va2 = 100/-60o.1 . Solução: Da equação (3. Vb e Vc. determinar as tensões Va.5 Va = Zaaia + MabIb + MacIc Vb = Mbaia + ZbbIb + MbcIc Vc = McaIa + McbIb + ZccIc 79 .5.Caso Geral Para a figura (3.

2 .28) com (3.80 Matricialmente: Va Z aa Vb = M ab Vc M ca [Vp] = [Zpp]. [Ic] Já foi visto anteriormente que: [Vc] = [A-1][Vp] [Ic] = [A-1][ip] Levando (3.26) (3. Pré-multiplicando por [A-1]: [A-1] [Zpp] = [Zcc] [A-1] [Zcc] = [A-1] [Zpp] [A] Pós-multiplicando esta última por [A]: Matricialmente. (3.24):[Zpp]= [A] [Zcc] [A-1].25) Pré-multiplicando ambos membros por A: [Vp] = [A] [Zcc] [A-1] [Ip] Fazendo a identidade de (3.5.24) Em termos de componentes simétricos pode também ser escrito: [Vc] = [Zcc] .27) [A-1][Vp] = [Zcc][A-1][Ip] (3.28) (3.Circuito equilibrado Estando as três fases equilibradas: Zaa = Zbb = Zcc = Z Mab = Mba = Mcb = Mbc = Mac = Mca = M Substituindo na equação (3.30) 3.25): (3.27) em (3.29) ficará: (3.26) e (3.29) 1 1 [Zcc] = 1/3 1 a 1 a2 1 a2 a Z aa M ba M ca M ab Z bb M cb M ac M bc Zcc 1 1 1 a2 1 a 1 a a2 (3.[Ip] M ab Z bb M cb M ac M bc Z cc Ia Ib Ic ou: (3.30): 80 .

A equação (3. 3. 3. Para sistemas equilibrados.m.Impedâncias de sequência dos componentes do sistema: 81 .31) ( Z − M) Como se vê. no caso de uma carga equilibrada. I o I1 → V1 = Z1 .25): Vo Zo [Vc] = [Zcc] [Ic] = V1 = 0 V2 0 0 Z1 0 0 0 Z2 Io Vo = Z o . corrente de sequência negativa no circuito de sequência negativa. I 2 (3. teremos somente corrente de sequência positiva. 2. produzida pelos geradores é apenas de sequência positiva.. A f. a matriz acima seria totalmente cheia. A impedância do circuito pelo qual circula a corrente de sequência zero é denominada de “IMPEDÂNCIA DE SEQUÊNCIA ZERO”. a matriz de impedância se diagonalizou. Caso o circuito não fôsse equilibrado. corrente de sequência positiva no circuito de sequência positiva. a corrente de sequência zero flui apenas no circuito de sequência zero.33) Significado físico da equação (3. o mesmo acontecendo para as demais sequências.81 1 [Zcc] =1/3 1 resolvendo esta: 1 a 1 a2 a Z M M M Z M M M Z 0 0 1 1 1 a2 1 a 1 a a2 1 a2 ( Z + 2 M) 0 [Zcc] = 0 ( Z − M) 0 0 (3.33): 1. I1 I2 V2 = Z 2 . Consequentemente.6 .e.31) pode ainda ser assim escrita: Zo [Zcc] = 0 0 0 Z1 0 0 Zo = Z + 2M 0 → Z1 = Z − M Z2 Z2 = Z − M (3.32) Reescrevendo a equação (3.

Isso ocorre porque não há diferenças caso a energização dos mesmos ocorra com tensões de seq. será difícil obter um valor preciso para a impedância total dos condutores. pelo qual normalmente passará apenas “Io” deverá.6. Normalmente a impedância de sequência zero é da ordem de 2. Isso ocorre porque as correntes de sequência zero estão em fase nos três condutores. pois o solo também é condutor. deverá haver um caminho de retorno (neutro). ter uma impedância de retorno 3Zn.5 vezes o valor da impedância de sequência positiva ou negativa (em linhas aéreas ou cabos de 3 condutores). “Z0” é Z2 = Z − M maior que “Z1” ou “Z2” e qu”Z1”é igual a “Z2”. para elas existirem. (+) ou (-).1 . Por outro lado.1 . A impedância deste retorno é “Zn”.Linhas e cabos Z0 = Z + 2M A solução do sistema Z1 = Z − M . Io Io Io 3 I o( Retorno ) Figura 3. 3. neste caso. as tensões do lado ( ∆ ) sofrem um 82 .2 .6 A esta impedância deverá ser acrescida a impedância própria dos condutores. se mostra o efeito de uma corrente Io em uma impedância 3Zn: 3ZnI0.2. Isso implica que.6. as impedâncias de sequência positiva e negativa dos transformadores devem ser iguais entre sí.0 a 3.Impedância de sequências positiva e negativa Como nas linhas de transmissão. mostra que para as linhas transpostas. A soma das correntes de sequência zero das 3 fases sempre dará um resultado diferente de zero. nos transformadores Y/ ∆ de polaridade subtrativa.6.82 3. Assim. O circuito de sequência zero unifilar.Transformadores 3. Se o retorno é feito pela terra.

em maiores detalhes. Quando a impedância for de valôr finito e. desprezando a impedância de magnetização.Impedância de sequência zero As impedâncias de sequência zero dos transformadores dependem da conexão dos enrolamentos e da forma construtiva do núcleo.e. 3.m. equivalente devido à circulação da corrente no outro enrolamento do transformador: L L L Gerador L L L Caminho para circulação da corrente L L L Camnho de Retorno Figura 3. causada pela circulação destas correntes através do enrolamento do transformador deve ser equilibrada por uma f.9 83 L L L L L . porque a corrente Io existe e é igual a 1/3 da corrente do neutro: Io = 1/3 (Ia + Ib + Ic). Essas impedâncias podem ser igual ou maior que as impedâncias de sequência positiva ou negativa (pode até ter um valor infinito). Esse assunto será analisado.e. de -30o para as tensões de sequência positiva e de +30o para as correspondentes tensões de sequência negativa.2 . no capítulo 4.6. b) A f. tem-se: a) Um caminho de retorno para a corrente que circula para a terra em um dos lados do trafo.2.8 - L L L L Gerador Caminhos de Retorno Figura 3. em relação às correspondentes tensões do lado(Y).83 deslocamento angular.m.

pois este proporciona um circuito fechado para a corrente de compensação de f. que é o que proporciona um circuito de retorno para a corrente que circula pela terra.m. para os transformadores: Chaves série Z L Ponto de falta L Fonte Chaves Shunt Figura 3. • Fechar a chave shunt para os enrolamentos em DELTA. Os circuitos equivalentes de sequência zero serão portanto: 1) 84 . zero Figura 3. procede-se da seguinte maneira: • Fechar a chave série para um enrolamento ESTRELA ATERRADO.84 L L L L L L L L L Gerador não há caminhos p/ corrente de seq.11 Para utilizar o diagrama anterior.10 - Diagrama equivalente de sequência zero para transformadores de 2 enrolamentos: Um diagrama simples pode ser usado para representar todos os diagramas unifilares de sequência zero.m.

14 4) 85 .13 – 3) Figura 3.85 Figura 3.12 – 2) Figura 3.

86 Figura 3.16 Exemplo: Determine o circuito de sequência zero do sistema: T R U S M P V X N Q W Z Figura 3.17 Solução: M L L L P Z T R U S L Z L Z L L V L Z X N Q L W Figura 3.18 86 .15 5) Figura 3.

20 Seja o trafo Y/∆/Y .87 3.22 87 . O seu circuito de sequência zero é: P S Zp L L Zs Zt L T P T S Zm F Figura 3. A chave shunt é fechada para o enrolamento em ∆ e a chave série para a conexão Y : Zp L L Zs Zm Zt L CONEXÃO GERAL Figura 3.Transformador de 3 enrolamentos O circuito equivalente é idêntico aquele para o transformador de 2 enrolamentos.3 .2.6.21 Para o trafo ∆/∆/Y Figura 3.

a impedância “Zo” será composta da resistência do enrolamento mais uma pequena reatância. produzida pela corrente de sequência (-) fluindo no estator . em qualquer ponto. de sequência de fases. em consequência. girando em sentido oposto. com a mesma velocidade síncrona “ω”. de sequência de fases ABC. Consequentemente.m. a f.. do rotor.88 3. o fluxo produzido varre rapidamente o rotor. quando aplicadas a uma máquina que gira e produz tensões de sequência (+). b) Impedância de sequência (-): A f.m.Máquinas síncronas As impedâncias de sequência (+) e (-) das máquinas síncronas não são iguais entre sí mesmo se a máquina for eletricamente equilibrada. cujo sentido de rotação é oposto àquele do rotor. X . deslocadas entre si de 120o. como se fosse colocada ou retirada carga da máquina. A impedância transitórias X”d e X”q: Z2 = . 88 . evitando assim que o fluxo penetre no rotor. a) Impedância de sequência (+): Esta é a impedância normal da máquina. Assim. produzida pela corrente de sequência zero terá o mesmo valor instantâneo em todas as fases. ACB. toma-se a média das reatâncias sub- 2 c) Impedância de sequência zero: A f. Assim. + X q d “Z2” varia continuamente do eixo “d” para o “q”.3 .(conforme a natureza do problema. para um enrolamento trifásico uniforme.m.m. amortecedores e na superfície do rotor. exceto aquela devido ao fluxo de dispersão (e imperfeições no enrolamento). Isto ocorre porque as tensões de sequência (-). por exemplo. será a soma de 3 ondas senoidais idênticas.6.m. dá origem a um campo rotativo. induzindo correntes nos enrolamentos de campo.m. Esse campo oposto tira a máquina do seu regime normal. Portanto o fluxo resultante é zero e não haverá reatância. dentro daquela primeira. se comportarão como se houvesse uma outra máquina. provocando instabilidade. porém. Toma-se o valor subtransitório. transitório ou síncrono.. e dando origem a um baixo valor de reatância.

3.Note-se a diferença do efeito da sequência (0) nos trafos e nas máquinas síncronas. está nas figuras 3.24. através de uma linha.24 Diagrama de sequência (-) Figura 3.25 e 3.23 Diagrama de sequência (+) a L Z1 I a1 E a L b Ea L Eb c Z1 Ec Z1 I b1 I c1 LZ 1 I a1 a Figura 3. (–) e (0).26: L L Zg o N E a 120 R L XL RL RL R L Zg Ea N N Ea 240 o A R R L L R R L L XL Zg L XL RL Figura 3.23 abaixo tem-se um gerador que alimenta uma caerga resistiva.89 . em seus circuitos de sequência (+). Na figura 3.25 - 89 . A representação deste gerador.

Exercícios: 1) Fazer o circuito da sequência (0) do diagrama unifilar: Q P Zn R S ~ L T M N ~ Figura 3.27 Solução: L L P Q L L S T LT L M LT L L L N R Figura 3.28 - 90 .90 Diagrama de sequência (0) Figura 3.7 .26 - 3.

Considere que as reatâncias de sequência zero dos geradores e motores valem 0.0 Ω. A reatância de sequência (0) da L. Z 2 B L Z T1 = Z T2 Z L1 = Z L2 L L Z L1 = Z L2 L Z1 C = Z 2 C L ZT 1 = Z T 2 Seq.313) Esquematize o circuito de sequência zero para o sistema abaixo. Zero 3 RR ZA 0L M L ZB 0 N ZT 0 P L L O ZT 0 ZL 0 L R L ZL 0 L ZT 0 S L ZC 0 Figura 3.30 Diagrama de sequência zero: Seq.91 2) Fazer os circuitos de sequência (+). (+)e(-) Figura 3. Z 2 A L Z T1 = Z T2 L L Z1 B .05 pu.29 Solução: Diagramas de sequência (+) e (-): Z1 A . Os reatores para a limitação de corrente valem 2. (-) e (0) do diagrama unifilar: A R L ~ B M O ZL R ZL ZT S ~ N P ~ Figura 3. é de 250 Ω.T. 91 .

8 30 12.05 .1 p/ MB = 35 MVA UB = 13.2 Z’1 = 0.061 pu 2 = 0.0784 pu 2) Gerador: Zo = 0.05 pu 3) Motores: 30 12.315 pu 6.8 = 0.5 M1 : Zo = 0.92 Figura 3.1 35 13.8 . 20 13.5 M2 : Zo = 0. 106 2 = 0.35 92 Zo(pu) = . 10 13.35Ω M base 30 .2 KV/115KV 2 MA = 30MVA Para a base UA = 13.123 pu U2 (13.8KV ∴ 30 13.8 4) Reatores limitadores de corrente: Zbase = 2 = 0. 103 ) 2 base = = 6.0784 pu Zo = 0.32 1) Reatância de sequência (0) dos transformadores: Zo Zo = Z1 É dado que: Z1 = 0.05 .

9 / 115 B L Figura 3. 6.23 KV) 2 Zbase = = 482Ω 30 MVA Zo(pu) = 250/482 = 0.9 / 115 TB 6.945 pu 5) Linha de transmissão: (120.u.34 93 . 0. cada qual tendo como base os valores da máquina à qual estão ligados. A reatância de sequência zero da linha de transmissão é 250 ohms de B a C e 210 ohms de C a E. numa base de 30.000 KVA.945 L j 0.33 - 4) Desenhe os circuitos de impedância de sequência negativa e de sequência zero para o sistema de potência da figura 3.05 L k L j 0.521 pu j 0. Cada gerador possui reatâncias de sequências negativa e zero de 15% e 5%.315 = 0.945 L j 0.34. A L TA A B E TC F C 6.061L j 0. Dê os valores de todas as reatâncias em p.9 KV no circuito do gerador 1.521 m L j 0.0784 L j 0.0784 p n r Figura 3.123 L L j 0. com base em seus próprios valores nominais. Os neutros dos geradores 1 e 2 estão ligados à terra através de reatores limitadores de corrente com reatância de 5%. Assinale os circuitos de maneira correspondente ao diagrama unifilar. respectivamente.93 No diagrama unifilar: 3Zn = 3 .

6. = 0. x = 10% 3 trafos monofásicos.9 KV x”= 0. = 0.5 3 ← 75 3 x ← 115 Reatâncias: Geradores: x = 11. Z1= Z2 = 80 Ω Adotar: UB = 6. MB = 30 MVA → nos geradores GA e GB 25MVA. Z1 = Z2 =100 Ω CE → 210Ω.5 KV 6.9∆ .15 pu e Z2 = 15%.9 KV.115Y [KV]. 6.05 .05 30 / 20) = 0.9 KV TRANSFORMADORES: TA: TB: TC: Linhas: BC→ Zo = 250 Ω.225pu 2 94 .9∆ . x = 10% Solução: UB(BC e CE) = 115 KV UB(gerador “C”) = 7.9 KV GB: 10MVA − 6.115 Y [KV].9 20 30 GA: Z A 0 = 0. x = 10% 12.94 GERADORES: Reatores dos Geradores: → Zn = 5% GA: 20MVA − 6. Zo = 5% GC: 30MVA − 6.225pu 6.9 30 Z A1 = Z A 2 = 0.15 .5-75KV. 7. cada: 10MVA.5MVA.075 20 3Z n = 3( 0.

83Ω 30000KVA 2 Z BC1 = Z BC 2 = BC: 100 = 0.1 .15 G B: 30 = 0. 30 = 0.05 11.15.216pu 30 Z C0 13.83 95 . 30/25 = 0.1277 pu 30 (115KV) 2 ZB = UB /MB = = 440.05 .5671 440.1 .5 = 0.2268 440.45 10 Z B0 = 0.83 Z BC0 = 250 = 0.181pu 440. 3Z n = 0.45 10 2 13.95 Z B1 = Z B2 = 0.5 2 = 30 = 0.83 Z CE1 = Z CE 2 = CE: Z CE 0 = 210 = 0.8 = 0.12 pu = ZTA0 ZTB1 = ZTB2 = 0.8 = 0. Z C1 = Z C2 G c: 30 = 0. 30/125 = 0.24 pu = ZTB0 2 130 ZTC1 = ZTC2 = ZTC0 = 0.4764 440.83 80 0.15 11.1 115 Linhas: Sendo: .072 pu Transformadores: ZTA1 = ZTA2 = 0.

u.. 138 KV na linha de transmissão de 40 ohms e dê as reatâncias em p.5671 Figura 3.45 L j 0. com base nos valores nominais das respectivas máquinas.072 L F j 0. Escolha uma base de 50.12 B L j 0.216 A L j 0.075 A L j 0.12 j 0.5671C j 0.36 - L j 0.45 L j 0. Os neutros das máquinas estão ligados à terra através de reatores cujas reatâncias valem 5%.225 L j 0.000 KVA.15 L B L L L E j 0. 96 . A reatância de sequência zero de cada máquina é de 8% com base nos próprios valores nominais.1277 F 2) de sequência nula: L j 0.1277 5) Desenhe os circuitos de sequência negativa e de sequência zero para o sistema de potência do exercicio 6 do capítulo 1. A reatância de sequência negativa de cada máquina síncrona é igual à respectiva reatância subtransitória.96 CIRCUITOS: 1) de sequência negativa: L j 0.181 Figura 3.2268C j 0.24 L L j 0.35 - E L j 0. Suponha que as reatâncias de sequência zero das linhas de transmissão valem 300% das respectivas reatâncias de sequência positiva.225 L j 0.

50 = 0. 2 13. 6.0833.05 . 6.25 20 Z1 = Z2 = Z0 50 Y∆: 15MVA.8 13. 13. ZM0 = 0. 50 = 0.1 = 0.8 2 2 .2 ZA0 = ZB0 = 0.8Y − 138Y.15 13. Zn = 5%.333 30 50 = 0.25 30 Transformadores: YY: 20MVA.9 ∆ − 138Y.343 20 MOTOR M: 30 MVA. 50 = 0. 50 = 0. MB = 50 MVA GA = GB → 20 MVA.08 .97 A A j 20 W j 20 W L j 40 W B B L C M L Figura 3. 13.2 ZA1 = ZA2 = ZB1 = ZB2 = 0.183 20 . x = 10% → Z = 0. x” = 20% ZM1 = ZM2 = 0.2 Zn = 0.08 13. 3Zn = 0.2 . x = 10% → Z = 0.2 KV.133 30 50 = 0.1143. Z0 = 8%.9 KV.1 50 = 0.8 13.05 13.3421pu 20 . x” = 15%.333 15 97 .37 - Solução: UB = 138 KV (nas linhas). Zn = 0. 3Zn = 0.

(dado do ex.133 C j 0.333 j 0.333 L j 0.183 L L L j 0.333 L j 0.1575 j 0.98 Linhas: ZB = 1382/50 = 380.333 L j 0.88Ω AB: Z1 = Z2 = 40/380.343 L j 0.25 j 0.25 L B j 0.25 j 0.183 L L L L j 0.1051 L j 0.88 = 0.1575 j 0.333 L j 0.3431 L j 0.25 L j 0.25 L L j 0.3421 A L j 0.05251 Figura 3.) = 0.3153 AC = CB: Z1 = Z2 = 20/380.88 = 0.05251 L j 0.343 L j 0.1575 L j 0.25 A Figura 3.05251 Z0 = 3Z1 = 0.39 - 98 .1051 Z0 = 3Z.25 L j 0.38 - L j 0.25 L j 0.3153 L j 0.25 L j 0.