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As máquinas térmicas são máquinas capazes de converter calor em trabalho.

Elas funcionam em ciclos e utilizam duas fontes de temperaturas diferentes, uma fonte quente que é de onde recebem calor e uma fonte fria que é para onde o calor que foi rejeitado é direcionado. A respeito das máquinas térmicas é importante saber que elas não transformam todo o calor em trabalho, ou seja, o rendimento de uma máquina térmica é sempre inferior a 100%.

Rendimento de uma máquina térmica Usando o princípio de conservação de energia, temos: Q1 = t + Q2 → t = Q1 – Q2 O rendimento de uma máquina térmica é a razão entre a potência útil, trabalho produzido pela máquina térmica, e a potência total calor fornecido a máquina térmica pela fonte quente:

Desenvolvimento do Motor à Explosão
Os primeiros motores de combustão interna utilizavam gases em vez de gasolina como combustível. O reverendo W. Cecil leu ante a sociedade Filisófica de Combridge, na Inglaterra, em 1820, a descrição de suas experiências com um motor acionado pela

explosão de um mistura de hidrogênio e ar. Credita-se a ele a obtenção do primeiro motor à gás em funcionamento. William Barnett, Inventor inglês, patenteou em 1838 a invenção de um motor à gás que comprimia uma mistura de combustível, O motor de Barnett tinha um único cilindro; as explosão ocorria primeiro na parte acima e depois embaixo do êmbolo. Na França, Jean Joseph Ëtienne Lenoir construir o primeiro motor à gás realmente prático em 1860. O gás de iluminação de rua foi utilizada coma combustível. Este motor de um cilindro possuía um sistema de ignição com acumulador elétrico. Em 1865, quatro centenas desses motores, em Paris, energizavam máquinas impressora, tornos e bombas de água. Lenoir instalou um motor à gás em um veículo à motor rústico. Em 1862, Beau de Rochas, engenheiro francês, desenvolveu teoricamente um motor de quatro tempos. Mas não o construiu. Quatro anos depois Nikolaus August Otto e Eugen Langen, da Alemanha, construíram um bem - sucedido motor à gás de quatro tempos. Em 1876, Otto e Langrn obtiveram patentes nos EUA dos motores de dois tempos e de quatro tempos. O primeiro motor de quatro tempos a queimar gasolina e realmente utilizável foi concebido e projetado em 1885 por Gottlieb Daimler, sócio de Otto e Langen. No mesmo ano, Karl Benz, alemão, também desenvolveu um bem- sucedido à explosão. Os atuais motores conservam-se basicamente semelhantes a esses.

História do Automóvel
O mais antigo veículo a motor, o Cugnot a vapor, foi construído em 1770. Carros a vapor mais práticos, como o Bordino, já existiam no início do século XIX, mas eram pesados e desajeitados. Leis restritivas e o aparecimento dos trens, mais rápidos e capazes de transportar mais passageiros, ocasionaram o declínio dos "carros" a vapor. Foi só em 1860 que a primeira unidade motriz prática para veículos foi desenvolvida, com a invenção do motor de combustão interna pelo belga Etienne Lenoir. Por volta de 1890, Karl Benz e Gottlieb Daimler, na Alemanha, e Albert de Dion e Armand Peugeot, na França, fabricavam automóveis para venda ao público. Esses primeiros carros produzidos em número limitado, iniciaram a idade do automóvel. Há mais de meio século atrás, quando dominava a máquina a vapor e já era empregada a energia elétrica, surgiu o motor alimentado pela gasolina. E quando as qualidades explosivas da gasolina ficaram definitivamente estabelecidas, foi possível o aparecimento do automóvel. O aperfeiçoamento, ao mesmo tempo, do motor de combustão interna, isto é, aquele que recebe o combustível misturado c/ ar e que se faz explodir por faísca elétrica, movimentando o êmbolo dentro de um cilindro, propiciou rápido desenvolvimento do automóvel. Assim, em 1882, o engenheiro alemão DAIMLER começou a construir os primeiros motores práticos de gasolina. Em 1885, montou um desses motores numa espécie de bicicleta de madeira e, no ano seguinte, uma carruagem de 4 rodas. Foi o primeiro automóvel que realizou, com êxito, viagens completas. Desde então, surgiram novos modelos que passaram a ter rodas de borracha, faróis e pára-choques.

Contam as crônicas da época. já estão instaladas e em pleno funcionamento. Do vento ou da água. madeira ou algum outro combustível para produzir energia calorífica. que tal forma de produção permitiu. Bombas. A pressão adquirida pelo vapor é utilizada para deslocar êmbolos que permite o movimento das rodas de potentes locomotivas. Antes de 1900. desde 1954. Uma locomotiva à vapor podia deslocar cargas pesadas a grandes distância em um único dia. Fornecia a energia necessária para acionar todas as máquinas de uma fábrica. pela transformação em energia cinética. fez com que os fabricantes melhorassem a apresentação e forma dos carros. econômica e seguro.. Os navios à vapor ofereciam transporte rápido. os trabalhadores era executados na dependência exclusiva da potência dos músculos dos operários e da energia animal. pois. Como funciona uma máquina à vapor Uma máquina à vapor não cria energia. de ano para ano. propiciando assim oportunidade a milhões de pessoas possuírem o seu próprio auto. Uma única máquina à vapor realizava o trabalho de centenas de cavalos. na qual se queima carvão . Máquinas À Vapor É a denominação dada a qualquer motor que funcione pela transformação de energia térmica em energia mecânica através da expansão do vapor de água. ou energia de movimento. na região compreendida pelas cidades de Osasco.. nas proximidades da cidade São Paulo. No nosso país. Pode ainda ser empregada. afim de realizar trabalho. numerosas fábricas de automóveis. caminhões e caminhonetes. barateando o seu preço no mercado. Por isso. O calor proveniente da queima de combustível leva a água a transformarse. em imensas turbinas que impulsionam geradores elétricos e gigantescos transatlânticos. O desenvolvimento da máquina à vapor no século XVIII contribuiu para a expansão da indústria moderna. Até então. iniciou-se a fabricação em massa de automóveis. Em uma usina atômica um reator funciona como uma fornalha e a desintegração dos átomos gera o calor. . e ocupa um espaço muitas vezes maior que o ocupado pela água. utiliza o vapor para transformar a energia calorífica liberada pela queima de combustível em movimento de rotação e movimento alternado de vaivém. Uma máquina à vapor dispõe de uma caldeira. um passeio de automóvel era uma aventura. Com a fabricação do primeiro carro Henry Ford. que logo que os primeiros carros a motores de explosão começaram a circular nas estradas. ruidosos e fedorentos" e muito perigoso com sua velocidade de 18 km por hora. bate-estacas e muitas outras máquinas são comandadas por máquinas à vapor. muitos foram apedrejados por serem considerados "inimigos da segurança pública. Uma máquina à vapor possui uma fornalha. A notável difusão do uso do automóvel. muitos governos chegaram a promulgar leis especiais que obrigavam os proprietários dos carros e fazer os seus veículos serem precedidos por guardas com lanternas coloridas ou bandeiras vermelhas. nos Estados Unidos. até chegarmos aos maravilhosos modelos aerodinâmicos de nossos dias. São Bernardo do Campo e Santo André. óleo.

antes de deixar escapar o vapor já usado. pequena e oca montada sobre um suporte de cano proveniente de uma caldeira de vapor. as primeiras máquinas à vapor bem . Vários sistemas de válvulas permitem a admissão do vapor no cilindro e a conseqüente impulsão da êmbolo. a esfera adquiria movimento de rotação. Centenas de anos depois. necessita de um movimento giratório para acionar suas rodas. o vapor flui através de quatro cilindros de diâmetro e opera quatro êmbolos. ou alternativo. por causa do movimento vaivém. ou de sistema. Esse movimento giratório é obtido ligando-se um virabrequim às extremidades do êmbolo. entretanto não realizava nenhum trabalho útil. As primeiras máquinas a vapor . Este motor.sucedida foram desenvolvidas. matemático e físico que viveu na Alexandria. Estas máquinas são geralmente denominadas máquinas de movimento alternado. no séc.Motor à Vapor Essa energia de expansão pode ser aproveitada de duas formas: (1) deslocando um êmbolo num movimento vaivém ou (2) acionando uma turbina. Quando o vapor escapa por esses canos em forma de L. primeiro em um sentido e depois em outro. A máquina consistia em uma esfera metálica. descreveu a primeira máquina à vapor conhecida em 120 a. denominado máquina compound. ou alternado de seus êmbolos. HISTÓRIA Herão. Maquina a vapor de êmbolo As máquinas à vapor desse tipo possuem êmbolos que deslizam com um movimento vaivém no interior do cilindro. Dois canos em forma de L eram fixados na esfera.C. Uma locomotiva. entretanto. Em alguns tipos de máquinas à vapor de movimento alternado. Egito. Os martelos à vapor utilizados para cravar estacas e os empregados para forjar metais requerem este tipo de movimento. XVII.

a forte compressão dessa massa de ar a 30 ou 35 atmosferas . salientam-se o óleo mineral (gás oil e diesel oil). e acarretava a decida de outra extremidade. Motor Diesel O motor diesel é de invenção relativamente recente. necessita de uma bomba de óleo e pulverizadores de construção muito acurada. e hoje em dia se adapta vantajosamente aos mais variados misteres tanto na indústria. óleo de alcatrão e os óleos vegetais (babaçu. Thomas Newcomen (1663-1729). Quando o vapor penetrava no cilindro. assim. Em 1698. A máquina de Newcomen possuía uma viga horizontal à semelhança de uma gangorra. engenheiro alemão. Originariamente era pesado e lento. Em 1712. patenteou a primeira máquina à vapor realmente prática. abria-se uma válvula de modo que vácuo no recipiente aspirasse a água através de um cano. ferreiro inglês. é privado de carburador e aparelho de ignição. Quando o vapor se condensa. entretanto. Se a condensação tem um lugar em um recipiente fechado. Isto elevava o outro extremo da viga. Funciona de 2 ou 4 tempos. eleva sua temperatura a 400º ou 600º. como o motor de explosão. forçava o êmbolo para cima. Diesel construiu seu primeiro motor em 1893.Operavam utilizando-se mais da propriedade de o vapor condensar-se de novo em líquido do que de sua propriedade de expansão. suficientes para queimar o combustível que sob grande pressão e finamente pulverizado. o óleo residual do petróleo (fuel oil). amendoim. Diesel colocou em . mas ele provou que o combustível poderia ser inflamado sem uma centelha. Sua grandiosa aceitação reside especialmente em apresentar o mais alto rendimento térmico obtido em máquinas térmicas e na possibilidade de usar vários combustíveis líquidos de baixo preço. da qual pendiam dois êmbolos. uma bomba para drenagem de água de minas. A bomba de Savery possuía válvulas operadas manualmente. o vapor se condensava e o vácuo sugava o êmbolo de novo para baixo. o líquido ocupa menos espaço que o vapor. que pode realizar trabalho útil. Um êmbolo permanecia no interior de um cilindro. Diferencia-se especialmente deste pelo fato de. tendo começado a difundir-se na indústria há cerca de trinta anos. porém sua evolução construtiva foi rápida. cria-se um vácuo parcial. Thomas Savery (1650-1715). de forma gradual. e dura pelo período de injeção do óleo combustível. que se ligava ao êmbolo de uma bomba na mina. é injetado em seu seio. Dentre os diversos combustíveis empregados nesses motores. algodão.). etc. como na marinha. Uma vez condensado o vapor. a combustão opera-se. um em cada extremidade. abertas para permitir a entrada de vapor em um recipiente fechado. O motor explodiu e quase o matou. inventou outra máquina à vapor para esvaziamento da água de infiltração das minas. Despejava-se água fria no recipiente para resfriá-lo e condensar o vapor. na 1ªfase aspirar ar puro em vez de mistura detonante. Borrifa-se água fria no cilindro. Relativamente ao motor de explosão. HISTÓRIA A designação motor a diesel é homenagem a Rudolf Diesel. na fase seguinte -compressão. na aviação e no automobilismo. mecânico inglês.

Quase todos os combustíveis líquidos são obtidos a partir do petróleo. cidadão britânico. Coque. turfa e carvão. carvão. Para que um sólido possa Ter valor como combustível é necessário que tenha um poder calorífico tão elevado quanto possível e queime com facilidade. gás de alto . Combustíveis Combustíveis Artificiais Naturais Lenha. O combustível líquido são: gasolina. sir Dugald Clerk. butano. querosene. propano e butano. vegetal. álcool.funcionamento o primeiro motor bem . briquetes. Combustíveis O combustível é um material cuja a queima é utilizada para produzir calor. maior facilidade e economia de armazenagem e fácil controle de consumo. Combustível Líquido O combustível líquido tem certas vantagens comparação com os sólidos. gasolina sintética Hidrogênio. Para iniciar a queima de um combustível é necessário que ele atinja uma temperatura definida. óleo diesel e álcool.forno Estado Físico Combustível Sólido Os principais combustíveis sólidos naturais são a madeira e os produtos de sua decomposição natural. Combustível Gasoso Apresentam certas vantagens em relação aos combustíveis sólidos. acetileno. com ou sem chama. Os combustíveis são classificados segundo o estado em que se apresenta (sólido.sucedido em 1897. Sólido carvão. A queima ou combustão é uma reação química na qual os constituintes do combustível se combinam com o oxigênio do ar. Além dos produtos naturais existem os artificiais. turfa. gás de iluminação. xisto tortas vegetais Produtos da destilação de petróleo de Líquido Petróleo alcatrão. gás de água. energia ou luz. Mais tarde. gás de Gasoso Gás Natural gasogênio. Os combustíveis sólidos são: gás natural. melhor controle de temperatura e comprimento das chama. desenvolveu o diesel de dois tempos. gás de gasogênio. acetileno. tais com poder calorifico elevado. tais como: permitir a eliminação de fumaça e cinzas. propano. O poder calorífico de um combustível é dado pelo número de calorias desprendida na queima do mesmo. gás de iluminação. Turbina a Gás . chamada de temperatura de ignição. líquido ou gasosos).

o trabalho corresponde a trocas energéticas sem influência de diferenças e nisso se distingue do calor.adorofisica. Quanto maior a temperatura.br s Leis da Termodinâmica Princípio da Máquina a vapor 1. no entanto.Considerações A termodinâmica estuda as relações entre as quantidades de calor trocadas e os trabalhos realizados em um processo físico envolvendo um corpo ou um sistema de corpos. Por serem máquinas de combustão interna realizam o processo de conversão da energia do combustível a altas temperaturas ( começando com temperaturas da ordem de 1000 o C e terminando em temperaturas próximas de 500 o C ). Fonte: www.com. menor temperatura.As turbinas a gás são motores térmicos que realizam a conversão da energia de um combustível em potência de propulsão. maiores as velocidades moleculares e mais freqüentes os choques. ocorrendo então. O trabalho não depende da temperatura e é realizado por uma força F. O trabalho também se relaciona com transferência de energia. . potência de eixo ou potência elétrica. A maior parcela da energia do combustível que não é aproveitada está nos gases de exaustão ainda a altas temperaturas. Por condução. transferência de energia cinética para as moléculas de menor velocidade e portanto. o calor se transfere de um corpo para outro em conseqüência de choques moleculares.

Nas transformações gasosas. é importante conhecer a variação da energia interna U do sistema durante um processo termodinâmico.Quando o sistema como um todo. embora a esteja também recebendo sob forma de calor da fonte térmica. uma vez que a pressão p é sempre positiva. Em uma expansão. Quando o trabalho executado por uma parte do sistema sobre outra do mesmo sistema é chamado de trabalho interno. Num gás correspondente ás parcelas: energia térmica. A energia recebida (calor latente) aumenta a energia interna do sistema durante o processo. mas. sua energia interna aumentou . energias cinéticas atômica-moleculares. o trabalho realizado é denominado trabalho externo. energia potencial. 2. o gás ao se expandir. como também dos estados intermediários. Lei de Joule dos gases ideais. do caminho entre os estados inicial e final. não se mede diretamente a energia U. A energia interna dos sistemas relaciona-se com suas condições intrínsecas. Como o trabalho representa uma transferência de energia. 4. isto é. a variação de energia interna U é sempre acompanhada de variação de temperatura (T). Se o gás receber do meio exterior uma quantidade de calor Q = 20 J e realizou um trabalho sobre o meio exterior ð =3. a variação de volume é positiva e portanto o trabalho realizado é positivo. A energia total de um sistema é composta de duas parcelas: a energia externa e a energia interna. produz um deslocamento ao agir com uma força sobre o meio exterior. A variação de energia U sofrida pelo sistema é conseqüência do balanço energéticos entre essas duas quantidades. Há processos em que a energia interna varia e a temperatura permanece constante. Em um sistema. está perdendo energia.Energia interna. 3.Primeira Lei da Termodinâmica Há dois tipos de trocas energéticas com meio exterior em um processo termodinâmico sofrido por gás: o calor Q e o trabalho ð.Trabalho em uma transformação O trabalho é uma grandeza algébrica e assume nem sempre o sinal da variação de volume (V). O trabalho realizado em uma transformação termodinâmica depende não só do estado inicial e final.

sua energia interna. perdeu 3 J de energia sob a forma de trabalho. e. o calor trocado pelo gás é igual ao trabalho realizado no mesmo processo. ao sofrer a variação de temperatura.Transformações gasosas a) transformação isotérmica (temperatura constante) A variação de energia do gás é nula. escreve-se: U = Q . b) Transformações isobáricas ( pressão constante) Trabalho realizado ð = p U O calor trocado pelo gás. tendo absorvido 17 J de energia que aumentaram a energia cinética de suas moléculas. 5. O gás recebeu 20 J de energia sob a forma de calor. porque a temperatura não varia. sendo expresso em cal/ mol K ou J/mol K. Apesar de Ter sido tomado como exemplo um gás. U = Q d) transformação adiabática Um gás sofre uma transformação adiabática quando não troca calor com o meio exterior: . numa transformação isobárica é dado por: Q = mcpT Onde m = massa do gás Cp = calor específico a pressão constante T = variação de temperatura Fazendo-se m = nM. a quantidade de calor recebida é maior que o trabalho realizado. Pois a variação da energia interna de um sistema é dada pela diferença entre calor trocado com o meio exterior e o trabalho realizado no processo termodinâmico. ð o trabalho realizado e U a variação de energia cinética externa.ð Essa expressão traduz a Primeira Lei da Termodinâmica.U = 17 J. Pode ocorrer com qualquer material em que ocorra a troca de energia. temos: Q = nMcpT O produto de M do gás pelo Mcp = cp é denominado calor molar a pressão constante. a variação de energia interna do gás é igual à quantidade de calor trocada com o meio exterior. T = 0 -> U = 0 Pela Primeira Lei da termodinâmica. c) Transformação isobárica: Em uma transformação isobárica. U = ð = 0 -> Q = ð Nesse tipo de transformação. A quantidade de calor trocado se escreve: Q = ncpT Em uma expressão isobárica. onde n é o número de mols e m a molécula-grama. Sendo Q a quantidade de calor trocada pelo sistema.

a energia térmica. a variação de energia é nula. o gás realiza a conversão de trabalho em calor: ð -> Q. Segunda Lei da Termodinâmica Nas transformações naturais.Transformações cíclicas. a primeira lei de termodinâmica é uma reafirmação desse princípio. 8. o gás recebe calor e fornece trabalho: Q -> ð. nas transformações naturais. o estado final é igual ao inicial. Nesse caso. de acordo com o princípio da conservação de energia.ð 6. . E por essa lei. as conversões energéticas são tais que a energia total permanece constante. Transformações reversíveis e irreversíveis Transformações reversíveis são aquelas que se realizam em ambos os sentidos. a energia se "degrada" de uma forma organizada para uma desordenada. Portanto. Conversão de calor em trabalho Ciclo ou transformação cíclica ocorre quando após várias transformações o gás volta a Ter as mesmas características que possuía inicialmente. De Acordo com a Segunda Lei da termodinâmica. isto é. aplicando-se a Primeira Lei da termodinâmica: U = Q . essa é uma transformação irreversível. No caso de haver atrito. temos: U = Q .ð e sendo Q = 0. podendo voltar ao estado inicial. Isso ocorre geralmente em transformações mecânicas sem atrito. O trabalho total realizado nesse caso é a soma do trabalho realizado em cada etapa do ciclo: ð=ð1+ð2 Isso também é válido para o calor trocado: Q = Qab + Qbc + Qcd + Qda Como o estado inicial é igual ao final. Quando o sentido e anti-horário. onde sua inversa só pode ocorrer com influência do meio externo ou de corpos circundantes. a variação de energia interna é igual em módulo e de sinal contrário ao trabalho realizado na transformação. tem-se: U = .ð = 0 ð = 0 Quando o ciclo ocorre em sentido horário. a energia térmica circula de regiões mais quentes para as mais frias.Q=0 Em uma transformação adiabática. portanto não poderia voltar à posição inicial. 7. U = 0 Portanto. o corpo sofre perda de energia e. Aplicando a primeira lei da termodinâmica.

Esse ciclo consta de quatro transformações que se dão alternadamente: duas adiabáticas e duas isotérmicas.Q2/Q1 Q2/Q1= T2/T1 n =1 . em 1824. temos a locomotiva a vapor.Q2 / Q1 Como exemplo. o resultado é adimensional. converte-o em trabalho (ð). onde. que se encontra a uma temperatura mais alta. e o restante (Q2) rejeita para a fonte fria. Quando percorrido no sentido horário. o trabalho ð é positivo e medido pela área do ciclo. o rendimento do ciclo de Carnot é função exclusiva das temperaturas absolutas das fontes quente e fria e não depende da substância trabalhante utilizada.T2/T1 Portanto.9. O rendimento pode ser expresso: n = ð / Q1 Como ð = Q1 . deve operar em ciclo de duas fontes térmicas.Q2 n = Q1 -Q2 / Q1 n = 1. Carnot demonstrou que. . nesse ciclo. Os refrigeradores são máquinas térmicas que transferem calor de um sistema em menor temperatura para o meio exterior. retira-se calor da fonte quente (Q1). Ciclo de Carnot Carnot idealizou. um ciclo que proporcionaria rendimento máximo a uma máquina térmica. reversíveis. Máquina térmica Para que uma máquina térmica consiga converter calor em trabalho. O calor retirado da caldeira é parcialmente transformado no trabalho motor que aciona a máquina e a diferença é rejeitada para a atmosfera. uma quente e outra fria. A eficiência desta máquina é expressa pela relação entre a quantidade de calor retirada da fonte fria (Q2) e o trabalho externo envolvido numa transferência (ð). Conversão de calor em trabalho. E = Q2 / ð 10. assim como o ciclo. onde a fonte quente é a caldeira e a fonte fria a atmosfera. as quantidades de calor trocadas com as fontes quente e fria são proporcionais às respectivas temperaturas absolutas das fontes: Q1 / T1= Q2 / T2 O rendimento da máquina de Carnot pode ser expresso por: N = 1 . que são.

e contraria a Segunda Lei da termodinâmica. podemos concluir que o zero absoluto é inatingível. o que é irrealizável na prática. E como uma máquina com 100% de rendimento converte integralmente calor em trabalho. vapor e água (liquido). adota-se como ponto de referência a do ponto triplo da água. onde ela se encontra nos três estados: gêlo. pois para ela deveria operar entre fonte quente e uma fonte fria à 0K (zero absoluto).Essa fórmula corresponde ao máximo rendimento de uma máquina térmica operando entre as temperaturas T1 (fonte quente) e T2 (fonte fria). segundo proposta de Kelvin. Experimento: 1 (material utilizado)       Uma lata de óleo Dois pedaços de cano com diâmetro diferentes Um fogareiro Um suporte Uma hélice para mostrar o trabalho Uma rolha Experimento 2 (material utilizado)       Um vidro Uma resistência Um interruptor com fio Uma hélice Uma haste Uma tampa vedadora . já que este é o máximo rendimento possível para uma máquina térmica. Escala Kelvin Termodinâmica O rendimento da máquina de Carnot não depende da natureza do agente térmico. Há ciclos teóricos reversíveis que podem ter rendimento igual ao do ciclo de Carnot. onde a grandeza termométrica é a quantidade de calor trocada entre as fontes quente e fria. podemos definir a escala absoluta de temperaturas de modo mais rigoroso. Este rendimento nunca pode chegar a 100% (n =1 ). Então. além de contrariar a Segunda Lei da termodinâmica.Mas essa escala é de realização prática impossível. Na escala Kelvin termodinâmica. integralmente: N = ð/Q1 se n = 1 e ð = Q1 11. O zero absoluto é a fonte fria de uma máquina de Carnot que apresenta rendimento de 100%. pois converteria calor em trabalho. a máquina de Carnot pode ser considerada um verdadeiro termômetro energético. porém nunca maior. Sendo assim. pois a máquina de Carnot é ideal.

colocamos água em um dos furos. Colocamos égua dentro do vidro e ligamos a resistência.III. Com a lata deitada e com um certo volume de água. Em seguida. Procedimento Experimental Experimento 1: Com a lata furada e com os dois canos nela soldado. vedamos o vidro com a tampa. Depois. faz com que a hélice se movimente. Com a água fervendo. esta que possui o cano de calibre mais fino. montamos a haste com a hélice na direção do orifício. deixando apenas um orifício. Este é um esquema que mostra. o funcionamento de uma máquina a vapor. a vapor sai por uma das extremidades. . este é. Experimento 2: Primeiro. aquecemo-la até a água ferver. após se colocar água. simplificadamente. colocamos a resistência dentro do vidro ligada a força. fechado com uma rolha para que o vapor saia pelo outro buraco. este que fica acima e com o cano de maior calibre.

Conclusão Verificando o procedimento dos dois sistemas. o que ocorre é o mesmo. Assim. a Primeira Lei da termodinâmica será: U = Q . concluímos que a energia interna será resultado da quantidade de calor menos o trabalho. o que modificou a energia térmica interna do mesmo. Ou seja.ð No experimento 2. Esta se transformou em vapor. o sistema realizou trabalho sobre a hélice. tabelas e resultados Experimento e 1 e 2 : A resistência e o fogareiro fez com que a água que estava no determinado recipiente (tanto o vidro como a lata) fervesse. e a consequente movimentação da hélice. aquecendo a água a hélice gira. isto por causa do vapor que sai.IV. Cálculos. No experimento 1. Isso pode ser percebido pela agitação das moléculas de água. podemos ver que. V. que saiu pelo orifício ou pelo cano mais fino. aumentamos a quantidade de calor do sistema através do fogareiro. A diferença é que os elétrons que estão na corrente elétrica realizam trabalho sobre a resistência e esta transfere . Portanto. Sabemos que a única forma de modificar a energia interna de um corpo é modificando a quantidade de calor (Q) ou realizando trabalho (ð) sobre o mesmo. fazendo com que a hélice girasse.

Outra diferença está relacionada à perda de energia pelos sistemas. passando de moléculas ordenadas para desordenadas. Outra diferença notada é o tipo de recipiente usado para armazenar a água. temos o conhecimento de boa parte das leis da termodinâmica. fazendo com que perca calor para o meio. locomotiva foi uma das mais importantes máquinas térmicas. foram subtituidos por motor diesel de combustão interna e o número de vagões aumentou. pois o calor que é transformado em trabalho não pode realizar o processo inverso. englobando as principais.calor para a água. Com o passar do tempo as locomotivas foram sendo aperfeiçoadas e em 1924 os seus motores a vapor. No experimento 2. Vemos ao final. passaram então. isto não ocorre. um é vidro (mau condutor de calor) e o outro é lata (bom condutor de calor). como ficaram conhecidas. onde o calor é transferido sempre da água que está mais perto da fonte de calor (fogareiro ou resistência) para as mais frias. que com estes simples experimentos. Elas poderiam chegar a uma velocidade de 8km/h. onde percebe-se a agitação das moléculas. . o que faz com que a perda de energia seja menor. Concluímos também que o sistema realiza uma transformação irreversível. pois além de ser utilizada para o transporte de cargas. a serem chamadas de "trem". foi construida na Inglaterra por Trevithick. Esta Lei diz também que o calor vai sempre ser transferido das regiões quentes para as mais frias e isso é provado em ambos os experimentos. No experimento 1 a perda de energia é maior pois a fonte de calor esta fora do sistema. Uma das primeiras "Marias-Fumaça". pois a fonte de calor encontra-se dentro do sistema. indo de acordo com a Segunda Lei da termodinâmica. de combustão externa. possibilitou viagens de longo percurso. porque há uma degradação.

Esses motores trabalham numa seqüência de quatro movimentos do pistão no cilindro. ligado a uma biela que está ligada ao virabrequim e uma câmara de combustão que possui duas válvulas. Veja a figura ao lado.Os automóveis foram criados pelo alemão Karl Benz e hoje seus motores. assim como os de caminhões ou ônibus são máquinas térmicas que produzem o movimento através da queima do combustível no seu interior. um cilindro e uma vela de ignição. . os automóveis podem ter motores com quatro a oito cilindros e os carros de corrida podem ter até doze cilindros. Atualmente. Esse ciclo de funcionamento foi aplicado por Nikolaus Otto e por isso também são chamados de "motor de 4 tempos" ou "motor Otto". Os motores a diesel não possuem vela de ignição e sim uma bomba injetora de óleo. Os motores a álcool ou gasolina são constituídos por um pistão. o que completa um ciclo. A foto mostra um conjunto de pistão e cilindro. por isso são chamadas de motor de combustão interna.

devido a inércia do virabrequim. de 2300 a 2700K. comprimindo a mistura gasosa. Nesse tempo. além do aumento de pressão que fica entre 8 e 15 atm. Durante esse tempo a válvula de escape permanece fechada para que a mistura não saia. A pressão máxima atingida é menor que 1 atmosfera.  1o tempo: admissão O pistão desce enquanto aspira uma mistura gasosa de ar e combustível que pode ser gasolina. há um aumento de temperatura que fica entre 600 e 750K. gás ou álcool. que entra no cilindro através da válvula de admissão (os motores a diesel admitem apenas ar). resultando na expansão da mistura gasosa. ou seja.  3o tempo: explosão e expansão Quando ocorre a máxima compressão uma centelha elétrica na vela de ignição provoca uma explosão que causa um aumento de temperatura.Vejamos cada etapa do seu funcionamento. pois não há transferência de calor nem para fora nem para dentro da mistura. no interior do cilindro. cada tempo.  2o tempo: compressão A válvula de admissão se fecha enquanto o pistão se move para cima. . mantendo-se constante (processo isobárico) e a temperatura fica entre 340 e 400K. porém é um processo adiabático. nos gases resultantes e um aumento de pressão que fica entre 30 e 50 atm. que recebe o nome correspondente ao principal processo que ocorre. Também é um processo adiabático.

Há conservação de energia nesses motores? Sim! No quarto tempo a mistura gasosa é eliminada pelo escapamento com temperatura maior do que antes da explosão. reduzindo-se a pressão a 1 atm. A seguir. Abre-se então a válvula de escape e praticamente sem variar o volume. reiniciando-se um novo ciclo. a parte restante do calor de combustão é devida a energia de movimento do pistão. Então. o gás que se encontra no interior do cilindro escapa para a atmosfera. 4o tempo: exaustão No final da expansão a temperatura fica na faixa de 900 a 1100 K e a pressão fica na faixa de 4 a 6 atm. Assim se completou o ciclo. CLIQUE na figura e veja em detalhes os componentes e uma simulação do funcionamento do motor de 4 tempos. realização de trabalho. a válvula de admissão novamente se abre. Então. . retomando o volume mínimo. o pistão sobe. ainda com a válvula aberta. os motores de combustão interna também obedecem a Primeira Lei da termodinâmica. pois o volume e a pressão no interior do cilindro voltaram aos seus valores no início do 1o tempo. Portanto. além da troca de calor que ocorre entre a carcaça do motor e o ambiente. expulsando quase todo o gás restante para a atmosfera. ou seja. logo parte do calor de combustão é transformada em energia interna dos gases.

sendo necessário. uma nova dose de combustível. durante a explosão e a troca de calor entre o motor e o meio ambiente pelo sistema de refrigeração. energia. taxa de compressão. Nos demais tempos o pistão se movimenta devido a inércia do sistema ligado ao virabrequim.Onde ocorre a realização de trabalho nos motores Otto? No motor de combustão interna o trabalho (T) é realizado apenas no 3o tempo. enquanto para os motores Diesel situa-se na faixa dos 30 a 38%. E obedecem a Segunda Lei da termodinâmica? Com certeza. Sendo que as perdas térmicas ocorrem devida à energia interna dos gases que escapam a altas temperaturas. ou seja. Para motores Otto. volume. pressão. além das perdas mecânicas devido ao atrito das peças. quando os gases empurram o pistão para baixo. . em cada ciclo. entre outros parâmetros. Uma parte da energia do combustível é utilizada na realização de trabalho e a outra parte é transferida ao meio ambiente. o rendimento real situa-se entre 22 a 30%. a cada reinício. E qual é o rendimento de um motor? O cálculo de rendimento para esses motores incluem as capacidades térmicas.

Esses motores. pois ocorre apenas dois movimentos do pistão. a compressão. em geral. a expansão e a exaustão. Os motores das motocicletas são iguais aos motores de automóveis? São muito semelhantes. há uma explosão e os gases resultantes são expelidos pela janela de escape. A cada movimento do pistão. .No motor onde se localizam a fonte quente e a fonte fria? A fonte quente é constituída pelos gases resultantes da explosão e a fonte fria é o próprio meio ambiente. Porém nas motos o motor é de 2 tempos. Mas também ocorrem a admissão. não possuem válvulas e sim duas janelas laterais (de admissão e de escape) que são abertas e fechadas pelo próprio pistão.