Você está na página 1de 244
R.H.A. Consultoria - 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 1
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

CURSO de ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

COMPONENTE CURRICULAR:

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

Carga Horária:

64 h/a

SEMESTRE/PERÍODO/ANO:

1º Semestre A e B - 2011

PROFESSOR: MARCO ANTONIO FERREIRA MATHEUS

R.H.A. Consultoria - 2 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 2
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

Objetivos:

O curso de Teorias Geral da Administração pretende contribuir na formação do futuro administrador com conhecimentos necessários a respeito do conceito da organização e sua relação com o processo administrativo.

Apresentar ao aluno uma primeira noção do processo administrativo e suas funções.

Descrever as principais contribuições teóricas e práticas para a formação do conhecimento administrativo.

R.H.A. Consultoria - 3 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I • Ementa:
R.H.A. Consultoria - 3
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
Ementa:

Visão Geral da Administração.

Evolução e conceitos de administração.

Estruturas organizacionais.

Visão geral das funções de administração: tomada de decisão, descentralização, administração por objetivos.

Administração e os ambientes de negócio e a criatividade.

Administrando a mudança organizacional.

Novos sistemas de gestão.

R.H.A. Consultoria - 4 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 4
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

Programa:

I – Conceitos Básicos.

I.1 – Organizações e Administração.

I.2 – Administração na História.

I.3 – Bases da Moderna Administração.

R.H.A. Consultoria - 5 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 5
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

II – Desempenho das Organizações.

II.1 – Administração da Qualidade.

II.2 – Eficiência e Eficácia.

II.3 – Modelo Japonês de Administração.

II.4 – Responsabilidade Social e Ambiental.

R.H.A. Consultoria - 6 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 6
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

III – Processo de Administração.

III.1 – Processo decisório e resolução de problemas.

III.2 – Planejamento e Estratégia.

III.3 – Técnicas de Planejamento Operacional.

III.4 – Processo de organização.

III.5 – Estruturas avançadas.

III.6 – Execução e Controle.

R.H.A. Consultoria - 7 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 7
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

Metodologia:

Aulas expositivas com apresentação da teoria combinada com a resolução de problemas, seguidas de debates; análise de textos selecionados; trabalho dirigido; produção escrita; seminários.

Exercícios para fixação dos conhecimentos adquiridos.

R.H.A. Consultoria - 8 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
R.H.A. Consultoria - 8
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

Avaliação :

O desempenho do aluno será acompanhado durante todo o semestre por meio da realização de atividades programadas como:

,

- avaliações individuais,

- avaliações em grupo e seminários,

nas diversas avaliações serão exigidas tanto em forma escrita como oral.

R.H.A. Consultoria - 9 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 9
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração
• I – CONCEITOS BÁSICOS – I 1 . - Or aniza ões e Administra
• I – CONCEITOS BÁSICOS
I 1
.
-
Or aniza ões e Administra ão
g
ç
ç

I.2 – Administração na História

I.3 – Bases da Moderna Administração

R.H.A. Consultoria - 10 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 10
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

1. – ORGANIZAÇÕES:

- É um sistema de trabalho que transforma recursos em produtos e serviços.

RECURSOS
RECURSOS
- HUMANOS - MATERIAIS - FINANCEIROS - INFORMAÇÃO - ESPAÇO - TEMPO
- HUMANOS
- MATERIAIS
- FINANCEIROS
- INFORMAÇÃO
- ESPAÇO
- TEMPO

OBJETIVOS

- PRODUTOS

- SERVIÇOS

ORGANIZAÇÃO
ORGANIZAÇÃO
R.H.A. Consultoria - 11 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 11
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

1. – ORGANIZAÇÕES:

Vivemos dentro de organizações:

- Prefeitura, órgãos públicos em geral; - Serviços de Saúde, água, esgoto e energia; - Segurança Pública, Controle de Poluição;

- Indústria, Comércio e Prestadora Serviço: -Padaria, Confeitaria, Aeroporto, Porto; Shopping Center; Alimentação, Diversão; Faculdade; Universidade; Centro Acadêmico;

- As organizações são propositada e planejadamente construídas e

elaboradas para atingir determinados objetivos, e também são reconstruídas, reestruturadas e redefinidas, na medida em que os objetivos são atingidos ou na medida em que se descobrem meios melhores para atingi-los com menor custo e menor esforço.

- Uma organização nunca constitui uma unidade pronta e acabada, mas um organismo social vivo e sujeito a mudanças.

R.H.A. Consultoria - 12 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 12
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

1. - ORGANIZAÇÕES:

Permitem satisfazer diferentes tipos de necessidades dos indivíduos: - emocionais, espirituais, intelectuais, econômicas, de lazer, etc.

Existem para cumprir objetivos que os indivíduos isoladamente não m

para

po em a cançar em ace

limitações

individuais;

São

d

l

f

d

li

it

õ

i

n

di

id

i

ua s;

e suas

es

v

formadas

por

pessoas

sobreporem

suas

O homem moderno passa a maior parte de seu tempo em

organizações, das quais depende para nascer, viver, aprender, trabalhar, ganhar seu salário, curar suas doenças, obter todos os produtos e serviços de que necessita etc.

A limitação final para alcançar muitos objetivos humanos não é mais a capacidade intelectual ou de força, mas a habilidade de trabalhar eficazmente com outros.

R.H.A. Consultoria - 13 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 13
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

1 - COMPLEXIDADE DAS ORGANIZAÇÕES:

Empresas Industriais;

Empresas Comerciais;

Organizações de Serviços:

» Bancos (Organizações econômicas);

» Hospitais (Organizações Saúde);

» Universidades (Organizações Educacionais);

» Trânsito (Organizações Controle Tráfego – aéreo, terrestre), etc.

Organizações Militares (Federal, Estadual, Municipal);

Organizações Públicas (repartições);

Organizações Religiosas (Igrejas);

Organizações Políticas (Partidos Políticos);

R.H.A. Consultoria - 14 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 14
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

As grandes organizações possuem certas características como:

1. Complexidade:

» Estrutural: refere-se à diferenciação horizontal e vertical:

Horizontal: à medida que ocorre divisão do trabalho, aumenta a complexidade horizontal;

Vertical: à medida que novos níveis verticais surgem com a hierarquia para melhor controle e regulação, aumenta a complexidade vertical; Existem as organizações “altas” e “chatas”: quando possuem muitos ou poucos níveis verticais hierárquicos;

2. Anonimato:

» A ênfase é colocada sobre as tarefas ou operações e não sobre as pessoas;

» O importante é que a operação seja executada, não importa por quem;

3. Rotinas padronizadas:

» Para operar procedimentos e canais de comunicação;

» Apesar da atmosfera impessoalizada, as organizações apresentam a tendência a desenvolver grupos informais dentro delas.

R.H.A. Consultoria - 15 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 15
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

As grandes organizações possuem certas características como:

4. Estruturas personalizadas e não oficiais:

» Constituem a organização informal que funciona em paralelo com a estrutura formal;

5. Tendência à especialização e à proliferação de funções:

» que tende a separar as linhas de autoridade formal daquelas de competência profissional ou técnica;

6. Tamanho:

» O porte é um elemento final e intrínseco às grandes organizações (Micro, Pequeno, Médio e Grande Porte);

» Decorre do número de participantes e de órgãos que formam sua estrutura organizacional;

R.H.A. Consultoria - 16 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 16
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração
 

Industrialização Clássica

Industrialização Neoclássica

Era da Informação

PERÍODO

1900 – 1950

1950 - 1990

APÓS 1990

Estrutura

Funcional, burocrática, piramidal, centralizadora, rígida e inflexível. Ênfase nos órgãos.

Matricial enfatizando departa- mentalização por produtos / serviços ou unidades estratégicas.

Fluida e flexível, totalmente descentralizada, redes de equipes multifuncionais.

Organizacional

Predominante

Cultura

Teoria X . Foco no passado, nas tradições e nos valores. Ênfase na manutenção do status quo. Valor à experiência anterior.

Transi ão

Teoria Y . Foco no futuro destino. Ênfase na mudança e na inovação. Valor ao conhecimento e à criatividade.

Organizacional

ç

. Foco no presente e no atual. Ênfase na adaptação ao ambiente.

Ambiente

Estático, previsível, poucas e gradativas mudanças; Poucos desafios ambientais.

Intensificação das mudanças e com maior velocidade.

Mutável, imprevisível, turbulento,com grandes e intensas mudanças.

Organizacional

Modo de lidar com as pessoas

Pessoas como fatores de produção inertes e estáticos, sujeitos a regras e a regulamentos rígidos para serem controlados.

Pessoas como recursos organizacionais que precisam ser administrados.

Pessoas como seres humanos proativos, dotados de inteli- gência e habilidades e que devem ser impulsionadas.

Denominação

Relações industriais.

Administração Rec. Humanos

Administração de Pessoas.

R.H.A. Consultoria - 17 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 17
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2. – FUNÇÕES ORGANIZACIONAIS

São tarefas especializadas que contribuem para a organização realizar seus objetivos.

ADMINISTRAÇÃO GERAL PRODUÇÃO (OPERAÇÕES) PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (P&D) RECURSOS MARKETING HUMANOS
ADMINISTRAÇÃO
GERAL
PRODUÇÃO
(OPERAÇÕES)
PESQUISA E
DESENVOLVIMENTO
(P&D)
RECURSOS
MARKETING
HUMANOS
(RH)
FINANÇAS
R.H.A. Consultoria - 18 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 18
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.1 – Produção (Operações)

Fornece o produto ou serviço da organização;

Utiliza e transforma recursos para fornecer bens e serviços aos clientes,

usuários ou

p úblico-alvo;

No fornecimento de produtos, matérias-primas são transformadas por meio da aplicação de esforço de pessoas e do uso de máquinas:

» Ex.: Fabricação de pães, automóveis, móveis, etc.

Na prestação de serviços, os próprios clientes são processados e transformados:

» Ex.: Pacientes tratados em hospitais e alunos educados nas escolas, faculdades, etc.

R.H.A. Consultoria - 19 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 19
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.1 – Produção (Operações)

Há três tipos principais de processos produtivos:

Produção de Massa:

» É o fornecimento de grande número de produtos e serviços idênticos.

Ex.: Parafusos, automóveis e refeições rápidas em cadeias de lanchonetes são fornecidos por meio de sistemas de produção em massa (Mc Donalds, Burguer King, Habibs).

» Os sistemas de produção em massa são estáveis e padronizados, para que os produtos e serviços não apresentem variações.

R.H.A. Consultoria - 20 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 20
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.1 – Produção (Operações)

Produção por processo contínuo:

» É o fornecimento virtualmente ininterrupto de um único produto ou serviço, como gasolina, corantes, açúcar ou transmissão de programas de televisão.

» Os processos contínuos funcionam como máquinas que trabalham ininterruptamente, para produzir sempre o mesmo produto.

R.H.A. Consultoria - 21 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 21
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.1 – Produção (Operações)

Produção unitária e em pequenos lotes:

» É o fornecimento de produtos e serviços sob encomenda, simples ou complexos:

Ex.: Montagem de aviões, navios e plantas petroquímicas, organização e realização de Jogos Olímpicos, Eleições Presidenciais, Produção de Programas de televisão e revisões periódicas de automóveis.

R.H.A. Consultoria - 22 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 22
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.2 – Marketing

Estabelece e mantém a ligação entre a organização e seus clientes, consumidores, usuários ou público-alvo.

Tanto as organizações lucrativas quanto as não lucrativas realizam atividades de marketing.

Abrange atividades de:

» Pesquisa: identificação de interesses, necessidades e tendências do mercado.

» Desenvolvimento de produtos: criação de produtos e serviços, inclusive seus nomes, marcas e preços, e fornecimento de informações para o desenvolvimento de produtos em laboratórios e oficinas.

» Distribuição: desenvolvimento dos canais de distribuição e gestão dos pontos de vendas.

» Preço: determinação das políticas comerciais e estratégicas de preço no mercado.

» Promoção: comunicação com o público-alvo, por meio de atividades como propaganda, publicidade e promoção nos pontos de venda.

» Vendas: criação de transações com o público-alvo. (em algumas organizações, vendas é uma função separada de marketing).

R.H.A. Consultoria - 23 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 23
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.3 – Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)

Transforma as informações de marketing, as idéias criativas e os avanços da ciência em produtos e serviços.

Tem também outras tarefas como a identifica ão e introdu ão de novas tecnologias (Ex.: novas matérias-primas e fórmulas) e melhoramentos nos processos produtivos, para reduzir custos.

Profissionais: técnicos de todas as profissões que trabalham em laboratórios, centros de pesquisa e oficinas para idealizar e desenvolver produtos e serviços de todos os tipos.

As pequenas organizações às vezes têm P&D, mas, em muitos casos, as idéias e as fórmulas são compradas ou copiadas de organizações maiores e mais inovadoras.

,

ç

ç

R.H.A. Consultoria - 24 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 24
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.4 – Finanças

Tem por objetivos proteger e utilizar eficazmente os recursos financeiros.

Busca manter certo grau de liquidez, para que a organização consiga cumprir seus compromissos.

Abrange as decisões de:

» Planejamento: previsão das necessidades de recursos financeiros para todos os tipos de operações e atividades.

» Financiamento: identificação e escolha de alternativas de fontes de recursos.

» Controle: acompanhamento e avaliação dos resultados financeiros da organização.

» Investimento: seleção de alternativas para aplicação dos resultados financeiros da organização.

R.H.A. Consultoria - 25 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 25
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

2.5 – Recursos Humanos (RH)

Tem como objetivos encontrar, atrair e manter as pessoas de que a organização necessita.

Envolve atividades que começam antes de uma pessoa ser funcionário da organização e vão até depois que a pessoa se desliga.

Tem outras funções:

» Planejamento de mão-de-obra: definição da quantidade de pessoas necessárias para trabalhar na organização e das competências que elas devem ter.

» Recrutamento e seleção: localização e aquisição de pessoas com as habilidades apropriadas para a organização.

» Treinamento e desenvolvimento: transformação dos potenciais das pessoas em competências.

R.H.A. Consultoria - 26 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 26
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

Têm outras funções:

» Avaliação de desempenho: informação sobre o desempenho das pessoas e definição de ações (como encaminhar para treinamento) que permitam o aprimoramento do desempenho.

» Remuneração ou compensação: definição de mecanismos de recompensas para as pessoas por seu trabalho.

» Higiene, saúde e segurança: proteção das pessoas que trabalham para a organização e, em certos casos, de seus familiares.

» Administração de pessoal: realização de atividades de natureza burocrática, como registro de pessoal, manutenção de arquivos e prontuários, contagem de tempo de serviço, preparação de folhas de pagamento e acompanhamento de carreiras.

» Funções pós-emprego: recolocação, aposentadoria e outros tipos de benefícios para ex-funcionários.

R.H.A. Consultoria - 27 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 27
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

3 – ADMINISTRAÇÃO: VISÃO PANORÂMICA

É um processo dinâmico, que consiste em tomar decisões sobre o uso de recursos, para realizar objetivos.

Compreende cinco processos principais interligados:

» Planejamento

» Organização

» Liderança (e outros processos de gestão de pessoas)

» Execução e,

» Controle

PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO LIDERANÇA CONTROLE EXECUÇÃO
PLANEJAMENTO
ORGANIZAÇÃO
LIDERANÇA
CONTROLE
EXECUÇÃO
R.H.A. Consultoria - 28 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 28
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

Planejamento:

É a ferramenta para administrar as relações com o futuro, influenciar o futuro ou questões que serão colocadas em prática no futuro;

Organização:

É o processo de dispor os recursos em uma estrutura que facilite a realização dos objetivos.

Consiste no ordenamento dos recursos, ou na divisão de um conjunto de recursos em partes coordenadas, segundo algum critério ou princípio de classificação.

Liderança (e outros processos de administração de pessoas):

É o processo de trabalhar com pessoas para possibilitar a realização de objetivos.

É um processo complexo, que compreende diversas atividades de administração de pessoas, como coordenação, direção, motivação, comunicação e participação no trabalho em grupo.

R.H.A. Consultoria - 29 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 29
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

Execução:

Consiste em realizar atividades planejadas, por meio da aplicação de energia física e intelectual.

Controle:

Procura assegurar a realização de objetivos.

É a função que consiste em comparar as atividades realizadas com as atividades planejadas, para possibilitar a realização dos objetivos.

R.H.A. Consultoria - 30 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 30
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

4 – TODOS SÃO GERENTES

As pessoas que administram qualquer conjunto de recursos são administradores, gerentes ou gestores.

Quase todas as pessoas, independentemente da posição que ocupam, ou do título de seus cargos, desempenham tarefas de administração.

Quem quer que esteja manejando recursos ou tomando decisões está administrando.

É importante em qualquer escala de utilização de recursos: pessoal, familiar, organizacional e social.

R.H.A. Consultoria - 31 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 31
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

4.1 – Você como Administrador de si próprio:

Como indivíduo, ou membro de uma família, seu dia-a-dia é cheio de decisões que têm conteúdo administrativo.

» Ex.:- Definir e procurar realizar objetivos pessoais, como planos de carreira, ou elaborar e acompanhar orçamentos domésticos, ou escolher a época das férias e programar uma viagem.

4.2 – Administração nas profissões técnicas:

Com as profissões ocorre o mesmo. Pesquisadores, Engenheiros, Médicos, Advogados, Administradores e outros profissionais realizam atividades que exigem habilidades de planejamento, organização, controle e trabalho em equipe.

» Ex.: Um Engenheiro que coordena uma equipe de colegas para projetar um conjunto residencial.

R.H.A. Consultoria - 32 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 32
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

4.3 – Administração nas Organizações:

Os administradores ou gerentes são as pessoas responsáveis pelo desempenho de outras pessoas, que formam sua equipe, e sobre essa equipe também têm autoridade.

A autoridade é um recurso que dá aos gerentes a capacidade ou poder de tomar decisões e acionar o trabalho de seus funcionários e outros recursos.

Os gerentes são também chamados de Chefes.

R.H.A. Consultoria - 33 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 33
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

5. – O Trabalho de Administrar:

Administrar é um processo complexo, que compreende três aspectos principais:

» 1. – Tomar Decisões;

» 2. – Administrar pessoas e,

» 3. – Trabalhar com informações.

R.H.A. Consultoria - 34 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 34
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

5.1 – Tomar Decisões:

É a essência do trabalho de administrar.

Quando você administra, está tomando decisões e vice-versa.

As tarefas de liderar, planejar, organizar e controlar são todas feitas de decisões interligadas.

São escolhas que os gestores fazem, como resultado do julgamento de alternativas.

As alternativas originam-se da análise de situações que oferecem problemas e oportunidades.

Habilidades necessárias:

» Reconhecer situações que exigem decisões.

» Diagnosticar problemas, analisando relações de causa e efeito.

» Pensar criativamente para gerar alternativas.

» Pensar de forma crítica, para avaliar e selecionar alternativas

R.H.A. Consultoria - 35 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 35
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

5.2 – Administrar Pessoas:

O principal recurso das organizações são as pessoas.

Como gerente, precisamos das pessoas para fazer a organização funcionar, realizar objetivos e alcançar um desempenho de alto padrão. Sem pessoas nada feito.

As pessoas cercam um gestor de todos os lados:

» Funcionários.

» Clientes.

» Membros da Comunidade.

» Colegas do mesmo nível.

» Superiores.

» Colegas dos superiores.

R.H.A. Consultoria - 36 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 36
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

5.2 – Administrar Pessoas:

Para trabalhar eficazmente com pessoas precisamos das ferramentas comportamentais da administração:

» Entendimento das diferenças individuais;

» Cultura organizacional

» Processos como motivação, dinâmica de grupos e comunicação.

Todas essas idéias convergem para o processo de liderança.

Um gestor deve desenvolver suas competências para trabalhar eficazmente com pessoas.

R.H.A. Consultoria - 37 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 37
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

5.3 – Trabalhar com informações:

Para tomar decisões, produzir ou analisar relatórios, avaliar desempenhos e trabalhar com grupos, precisamos de informação.

Trabalhar com informações significa:

» Obter informações: Precisamos de uma atitude de reconhecer a importância da informação e ser seletivo, sabendo buscar o que é relevante para tomar decisões, por causa do volume de informações que todos os dias recebemos.

» Processar informações: Engloba o entendimento e a análise da informação, devemos ser seletivos e capazes de encontrar significados em toda a informação que recebemos.

» Divulgar informações: Para trabalhar bem com nossa equipe necessitamos disponibilizar informações. Sem informações tornamos a equipe dependente de nós para qualquer coisa, ficamos sobrecarregados. Precisamos delegar e trabalhar com equipes autogeridas.

R.H.A. Consultoria - 38 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 38
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

6. – Competências Gerenciais:

São os conhecimentos, as habilidades e as atitudes necessárias para uma pessoa desempenhar atividades.

As competências desenvolvem-se por meio de experiência profissional, educação formal e informal e convivência familiar e social.

As competências importantes para o desempenho de tarefas gerenciais agrupam-se em quatro categorias principais:

» 1. – Intelectuais

» 2. – Interpessoais

» 3. – Técnicas e,

» 4. – Intrapessoais.

Essas categorias não são estanques, mas se relacionam entre si.

R.H.A. Consultoria - 39 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 39
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

6.1 – Competências Intelectuais:

Para produzir, processar e utilizar informações, os administradores aplicam suas competências ou habilidades intelectuais.

As habilidades intelectuais abrangem todas as formas de raciocinar.

São as competências usadas para elaborar conceitos, fazer análises, planejar, definir estratégias e tomar decisões.

6.2 – Competências Interpessoais:

São as que o gerente usa para liderar sua equipe, trabalhar com seus colegas, superiores e clientes e relacionar-se com todas as outras pessoas de sua rede de contatos.

Quanto mais elevada a posição na carreira e, dependendo de sua atividade, as competências interpessoais podem ser tão ou mais importantes para os administradores do que as competências técnicas.

R.H.A. Consultoria - 40 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 40
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

6.3 – Competência Técnica:

Abrange os conhecimentos sobre a atividade específica do gerente, da equipe e de sua organização.

Para um administrador Bancário a competência técnica compreende os conhecimentos sobre o ramo bancário e sobre o Banco específico em que trabalha.

Para um administrador Hospitalar, há uma grande probabilidade de ser médico. Mas será que entenderá da gestão?

Algumas pessoas trazem da sua formação (Escola) as competências básicas de uma profissão:

» Economistas, Advogados, Engenheiros, Químicos, etc.

Outros adquirem no próprio trabalho os conhecimentos e as técnicas de uma profissão.

Em todos os casos, a competência técnica é produto de alguma forma de aprendizagem e de experiência prática.

R.H.A. Consultoria - 41 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.1 – Organizações e Administração
R.H.A. Consultoria - 41
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.1 – Organizações e Administração

6.4 – Competência Intrapessoal:

Compreende todas as relações e formas de reflexão e ação da pessoa a respeito dela própria, como:

» Auto-análise

» Auto-controle

» Auto-motivação

» Auto-conhecimento

» Capacidade de organização pessoal e,

» Administração do próprio tempo.

R.H.A. Consultoria - 42 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 42
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

I – CONCEITOS BÁSICOS

– I 1 . - Or aniza ões e Administra ão g ç ç –
I 1
.
-
Or aniza ões e Administra ão
g
ç
ç
– I.2 – Administração na História

I.3 – Bases da Moderna Administração

R.H.A. Consultoria - 43 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 43
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

1. – As Primeiras Organizações

- A administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos.

- As teorias e técnicas da administração surgiram e vêm aprimorando-se há muito tempo, desde que os administradores do passado enfrentaram problemas práticos e precisaram de soluções para resolvê-los.

- Tudo começou há mais de 6.000 anos, na região onde hoje fica o Oriente Médio, durante o período conhecido como “REVOLUÇÃO URBANA”.

- Foi a época que surgiram as cidades, que precisaram de administradores e obras públicas.

R.H.A. Consultoria - 44 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 44
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

1.1 – EGITO:

As pirâmides do Egito são o mais conhecido exemplo da competência administrativa do passado.

Para construir as pirâmides, os egípcios resolveram problemas gigantescos de administração e engenharia.

A grande pirâmide de Quéops é feita de 2.300.000 blocos de pedra, com peso médio de 2,5 toneladas.

Originalmente tinha 146,5 metros de altura e 230 metros em cada um de seus lados.

Estima-se que 100.000 pessoas tenham trabalhado em sua construção, entre 2.589 e 2.566 a.C.

Na média a construção da pirâmide envolveu a movimentação de cerca de 270 blocos de pedra de 2,5 toneladas, todos os dias, durante 23 anos.

R.H.A. Consultoria - 45 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 45
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

1.1 – Egito:

Outras evidências de que os egípcios eram bons planejadores pode ser encontrada em sua organização militar.

Para proteção do reino, os egípcios criaram um exército regular, formado de soldados assalariados, e construíram uma rede de fortes.

Todos os fortes continham grandes celeiros, suficientes para suprir várias centenas de homens durante um ano.

Eram reabastecidos por um centro de suprimentos de retaguarda.

R.H.A. Consultoria - 46 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 46
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

1.2 – Babilônia e Assíria:

O Código do rei Hamurábi, da Babilônia, escrito no século XVIII a.C., contém 282 regras, que incluem princípios como “olho por olho” e “o consumidor que se cuide”.

É um dos primeiros e o mais famoso conjunto de leis da história do mundo.

Algumas regras desse código são princípios de administração. » Ex.: Se um mercador entrega a um agente cereal, lã, azeite ou mercadorias de qualquer espécie para negociar, o agente registrará o valor e pagará em dinheiro ao mercador. O agente receberá um recibo selado pelo dinheiro que entregar ao mercador. Se o agente for descuidado e não ficar com um recibo pelo dinheiro que entregou ao mercador, o dinheiro sem recibo não será lançado em sua conta (PRÁTICAS DE CONTROLE – Oficial – Caixa 2 – NF – Registro Contábil, etc.)

R.H.A. Consultoria - 47 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 47
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

1.2 – Babilônia e Assíria:

» Ex.: Se um doutor operar uma ferida e o paciente morrer, ou o olho de um nobre que perde a vista em conseqüência disso, as mãos do doutor serão cortadas. (Princípio da responsabilidade – Erro Médico – Processo e Indenização, etc.)

A partir do século XIV a.C., o império Assírio controlou a Mesopotâmia, a região

onde hoje fica o Ira ue

q

.

Por volta do século VIII a.C. início de importantes avanços no campo militar. O Exército assírio desenvolveu as características que vieram a servir de modelo para exércitos posteriores, destacando-se a logística: depósitos de suprimentos, colunas de transporte, companhias para a construção de pontes.

No início do século VII a.C., construíam-se navios que desciam pelo Rio Tigre e depois eram carregados para o Eufrates, chegando em seguida ao Golfo Pérsico. Eram então abastecidos com soldados, cavalos e provisões, para fazer campanhas na região que viria a ser o sul do Irã.

Os assírios tiveram o primeiro exército de longo alcance, capaz de fazer campanhas distantes até 500 quilômetros de suas bases.

R.H.A. Consultoria - 48 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 48
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

2 – Grécia:

No século V a.C. teve início na Grécia um fértil período de produção de idéias e soluções que viriam a influenciar a administração das organizações de todos os tipos.

Alguns dos principais temas que os gregos desenvolveram são:

» Democracia;

» Estratégia;

» Igualdade de todos perante a Lei;

» Ética na administração pública,

» Raciocínio metódico e,

» Qualidade.

R.H.A. Consultoria - 49 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 49
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

2.1 – Democracia e Ética:

Há 2.500 anos, os gregos inventaram e implantaram a administração democrática de suas Cidades - Estados.

A democracia participativa foi uma grande inovação, numa época em que os monarcas governavam segundo os interesses da aristocracia (o governo dos poucos, que detinham a maior parte das riquezas).

As bases da democracia ateniense foram lançadas pelo legislador Solon, que se orientou pelo princípio da igualdade de todos perante a Lei e procurou fazer o povo governar a si próprio.

A participação direta na reunião periódica chamada Assembléia ( e não a representação por meio de congressistas) era o instrumento da democracia ateniense.

Os cidadãos atenienses tinham o direito de participar da Assembléia entrando nos debates, oferecendo emendas e votando a respeito de paz e guerra, impostos, obras públicas e qualquer outro assunto que fosse objeto de decisão governamental.

As reuniões da Assembléia, realizadas quatro vezes a cada período de 36 dias, eram preparadas por um Conselho de 500 eleitos.

Os altos funcionários do Estado, os estrategos (generais) e os membros de comissões temporárias incumbidas de tarefas especiais também eram eleitos.

R.H.A. Consultoria - 50 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 50
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

2.2 – Método:

Outra importante contribuição dos gregos é o método de procurar o verdadeiro conhecimento sobre a natureza do Universo e do ser humano

por meio da investigação sistemática, em vez de aceitar as explicações da

m

it

l

i

o og a.

O filósofo Aristóteles entendia que o conhecimento começa com o estudo da realidade. Essa é a perspectiva empírica, que se encontra na base das experiências científicas.

Esse ponto de vista pode ser encontrado nos métodos usados pela administração científica, tais como:

» O estudo sistemático das tarefas e

» O entendimento de que a técnica é apenas uma aplicação particular de um princípio geral.

R.H.A. Consultoria - 51 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 51
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

2.3 – Qualidade:

A preocupação com o bom e o belo, as proporções das formas na escultura e nas construções, a virtude, as normas éticas absolutas, a hospitalidade e outros princípios de conduta cultivados pelos gregos são fundamentos da idéia da qualidade como o melhor que se pode fazer em qualquer campo de atuação .

Entre os gregos, qualidade era o ideal da excelência. Excelência: é a característica que distingue algo pela superioridade em relação aos semelhantes. A excelência depende do contexto. - Ex.: Para o cavalo de corrida é a velocidade. No homem é a superioridade moral, intelectual e física.

Para o filósofo Platão, o teste básico de qualquer ação dos governantes consistia em perguntar:

» Isso faz os homens melhores do que eram antes?

Qualidade como sinônimo de melhor, e nível mais alto de desempenho, são conceitos que continuam atuais depois de 25 séculos.

R.H.A. Consultoria - 52 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 52
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

3. – Roma:

A história de Roma cobre o período entre os séculos VIII a.C e IV d.C., marca o fim do Império no Ocidente.

Os romanos conheceram três sistemas diferentes de governo:

» Realeza, República e Império.

Em seu auge, Roma controlava uma população de 50.000.000 de pessoas e o território compreendido entre a Inglaterra, o Oriente Próximo e o Norte da África.

Princípios e técnicas de administração construíram e mantiveram o Império Romano durante seus 12 séculos de existência.

A capacidade de construir e manter o Império e as instituições, muitas das quais ainda vivem, é evidência das habilidades administrativas dos romanos.

A má administração ajudou a destruir Roma no final de seu longo período de glória.

R.H.A. Consultoria - 53 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 53
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

3.1 – Construção e Administração do Império:

Roma apresenta o primeiro caso no mundo de organização e administração de um império multinacional.

A extensão do território criou grandes problemas para os administradores romanos:

» Controle das províncias, recolhimento de impostos, manutenção de funcionários civis e militares, construção de uma rede de estradas e serviços públicos, etc.

Para cuidar desses problemas, os romanos criaram diferentes tipos de executivos:

» Reis, Imperadores, Césares, Cônsules, Magistrados, etc.

Muitas das concepções dos romanos ainda sobrevivem na administração pública.

R.H.A. Consultoria - 54 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 54
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

3.2 Forças Armadas:

No século III a.C., o exército romano havia avançado em termos de organização e já apresentava características que pouco se modificariam nos séculos seguintes:

» Ex.: Alistamento de profissionais, regulamentação, burocratização, planos de carreira e organização.

O que faria do exército romano o modelo para os próximos milênios eram os centuriões.

Os Centuriões formaram a primeira corporação de oficiais profissionais da história.

Principais responsabilidades:

» Comando em campanha, motivação dos soldados e transmissão de disciplina

R.H.A. Consultoria - 55 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 55
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4 – Renascimento:

É o período que se iniciou em seguida à Idade Média, no século XV, na Itália, e em seguida se irradiou para a Europa.

No campo das idéias, o Renascimento foi movido por valores humanistas, como:

» a melhoria da condição individual,

» o desenvolvimento pessoal e,

» a retomada dos conceitos estéticos dos gregos.

R.H.A. Consultoria - 56 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 56
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4.1 – Veneza:

No século XV, a cidade de Veneza era uma poderosa concentração de homens de negócios, que tinham forte presença no cenário político.

A cidade era dominada por famílias de comerciantes que se juntavam em sociedade, para explorar oportunidades de negócios.

Entre as práticas adotadas pelos comerciantes venezianos, incluíam-se:

» Sociedades de famílias para construir empresas, por meio de contratos de duração limitada. As empresas fretavam navios para o comércio internacional.

» Entrega de mercadorias em consignação para distribuidores, que recebiam pagamentos de comissões sobre vendas.

» Uso de livros de contabilidade e do sistema das partidas dobradas.

R.H.A. Consultoria - 57 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 57
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4.1 – Veneza:

Além de centro comercial, era também uma cidade de guerreiros.

Em 1436, foi criado o Arsenal de Veneza. No século seguinte era a maior fábrica do mundo, com uma força de trabalho variando entre 1.000 e

p

2 000 o erários

.

.

Em 1570, foi capaz de construir e preparar para combate 100 navios em dois meses.

Essa eficiência era possível porque o Arsenal adotava métodos de produção e administração similares aos de uma fábrica de automóveis do século XX:

» As embarcações eram construídas por meio de sistema de linha de montagem. Os armazéns com as peças dispunham-se ao longo de um canal, no qual as embarcações eram rebocadas. A localização dos armazéns obedecia à seqüência da montagem.

R.H.A. Consultoria - 58 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 58
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

Essa eficiência era possível porque o Arsenal adotava métodos de produção e administração similares aos de uma fábrica de automóveis do século XX (contin.):

» Os oficiais do Arsenal eram especializados em partes das montagem.

» As peças dos navios eram padronizadas. Qualquer peça poderia ser colocada em qualquer navio com o mesmo resultado.

» As embarcações tinham todas o mesmo projeto básico. Os administradores recusaram certa vez uma proposta para adotar um sistema artesanal, em que cada embarcação seria construída individualmente, alegando que isso faria perder a padronização e a eficiência.

» Os operários do Arsenal tinham horas fixas de trabalho e a qualidade do que produziam era controlada. Eram remunerados de acordo com a quantidade de peças com qualidade satisfatória que produzissem.

R.H.A. Consultoria - 59 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 59
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

Essa eficiência era possível porque o Arsenal adotava métodos de produção e administração similares aos de uma fábrica de automóveis do século XX (contin.):

» Havia um sistema complexo de supervisão, que focalizava, além da qualidade, as horas trabalhadas e a disciplina.

» O desempenho dos operários classificava-os num sistema de mérito. Os mais bem avaliados recebiam aumentos de salários.

A complexidade e o volume das operações comerciais e industriais tornaram necessários o controle e a documentação.

Os comerciantes e militares venezianos registravam e controlavam sistematicamente todas as operações.

No século XV, o Arsenal estava empregando contadores para essa finalidade.

R.H.A. Consultoria - 60 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 60
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

Em 1494, o frade Luca Pacioli divulgou o sistema das partidas dobradas utilizado em Veneza.

Desenvolvido pelos banqueiros de Gênova e Florença no século anterior esse sistema tinha a lógica intrínseca que o tornaria o padrão universal da contabilidade.

,

O fato de Pacioli não ser um comerciante, mas professor, indica que as questões administrativas já começavam a se transformar em área do conhecimento, alcançando o terreno da especulação intelectual.

Método de Partidas Dobradas. Exemplo e Significado

R.H.A. Consultoria - 61 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 61
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

Mas, nesse caso, a soma das duas contas creditadas será sempre exatamente igual ao valor lançado na conta debitada. Ex.:

1) Uma conta a débito e uma conta a crédito:

Débito na conta “A” no valor de

100

Crédito na conta “B” no valor de

100

2) Uma conta a débito e duas contas a crédito:

Débito na conta “A” no valor de

100

Crédito na conta “B” no valor de

70

(+) Crédito na conta “C” no valor de

30

100

3) Duas contas a débito e uma conta a crédito:

Débito na conta “A” no valor de

20

(+) Débito na conta “B” no valor de

80

100

Crédito na conta “C” no valor de

.

100

O método das partidas dobradas é a razão pela qual, na Contabilidade, a soma de todos os valores debitados é sempre igual à soma de todos os valores creditados.

E é também por isso que, no Balanço Patrimonial, o total do Ativo é sempre igual ao total do Passivo.

No Ativo, classificam-se, basicamente, contas que têm saldo devedor; no Passivo, aquelas que têm saldo credor.

R.H.A. Consultoria - 62 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 62
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4.2 – Maquiavel:

Das inúmeras idéias renascentistas a respeito da administração, as de Maquiavel contam-se entre as mais influentes.

Sua obra mais conhecida é

O Príncipe , na qual faz recomendações

sobre como um governante deve comportar-se. O livro, endereçado a um jovem da poderosa família Medici, da cidade-Estado de Florença, tornou- se leitura indispensável para todos os tipos de dirigentes, sendo frequentemente comentado por estadistas. Obra atual e polêmica.

Pode ser entendido como um analista do poder e do comportamento dos dirigentes em organizações complexas. Se tivesse vivido na metade do século XX, certamente seria um escritor de textos de administração e liderança.

R.H.A. Consultoria - 63 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 63
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4.2 – Maquiavel:

Entrou para a história como sinônimo de esperteza mal-intencionada, que é o sentido do adjetivo maquiavélico. Essa é a conseqüência da popularização de certos princípios simplificados que ficaram associados ao pensamento de Maquiavel, como:

» Se tiver que fazer o mal, o príncipe deve fazê-lo de uma só vez. O bem, deve fazê-lo aos poucos.

» O Príncipe terá uma só palavra. No entanto, deverá mudá-la sempre que for necessário.

» O Príncipe deve preferir ser temido do que amado.

» Os fins justificam os meios.

R.H.A. Consultoria - 64 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 64
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4.2 – Maquiavel:

A conotação negativa associada a seu nome é injusta, já que muitas de suas idéias poderiam ser endossadas em qualquer época sem restrições. » Ex.:

A primeira qualidade do Príncipe é a qualidade dos homens que o cercam.

p acredita na importância do trabalho de equipe como o aspecto mais relevante no trabalho do dirigente.

Embora não exatamente com essas

alavras Ma uiavel deixa claro

,

q

ue

q

O Príncipe deveria procurar os colaboradores individualmente mais capazes e que também soubessem trabalhar em conjunto.

A aprovação dos governados é essencial para o sucesso dos governantes. Não importa por qual meio o Príncipe chegue ao poder, herança ou usurpação. Qualquer tipo de governo, monárquico, aristocrático ou democrático, depende do apoio das massas. Maquiavel tinha profunda compreensão da teoria da aceitação da autoridade.

Ele insistiu em que os dirigentes deveriam procurar sempre ganhar o apoio das massas para manter seu poder e a estabilidade do Estado.

R.H.A. Consultoria - 65 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 65
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

4.2 – Maquiavel:

O livro é cheio de recomendações sobre liderança. Fazia a distinção entre os líderes natos e aqueles que adquirem habilidades.

Os governantes herdam seu poder, carecendo frequentemente das qualidades do grande líder. Essa deficiência seria a causa de muitos fracassos.

Independentemente de sua origem, o governante deveria, pelo exemplo pessoal, inspirar os governados. Em situações de perigo, o Príncipe deveria tentar fortalecer o moral e o espírito de seus governados, incentivando-os com o uso de suas qualidades intangíveis de liderança.

As suas idéias a respeito de liderança continuam atuais e alinhadas com os mais avançados conceitos sobre esse tema.

R.H.A. Consultoria - 66 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 66
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

5. – Revolução Industrial:

No século XVIII, teve início a Revolução Industrial, na Inglaterra.

Foi o resultado de dois eventos:

» O surgimento das fábricas e,

» A invenção das máquinas a vapor.

O desenvolvimento da administração foi influenciado pelo surgimento de um novo tipo de organização:

» A empresa Industrial

As práticas no início eram rudimentares. A qualidade dos produtos era precária e variável, vigorando o princípio de que cabia ao comprador inspecionar o que comprava. Pagavam-se baixos salários e usavam-se capatazes para fazer o controle cerrado da mão-de-obra.

Algumas experiências e idéias inovadoras mostravam que, depois de muito tempo, a administração encontrava as condições ideais para começar a se transformar num corpo organizado de conhecimentos, alcançando a estatura de uma disciplina.

R.H.A. Consultoria - 67 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 67
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

5.1 – Eficiência:

As grandes fábricas e a preocupação com a eficiência atraíram a atenção de pessoas que lançaram as bases da ciência econômica e das teorias da administração.

Adam Smith:

» Mostrou grande interesse por questões de natureza administrativa.

» Sua análise da fabricação de alfinetes, com a qual elogia a divisão do trabalho, é uma contribuição clássica para o entendimento das características, vantagens e problemas criados pela Revolução Industrial.

» Observou que, na fabricação de alfinetes, a produtividade do trabalhador individual havia aumentado 240 vezes, no entanto, o trabalhador era ignorante e embotado (chato, desbocado).

R.H.A. Consultoria - 68 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 68
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

5.1 – Eficiência:

James Mill:

» Apontou a necessidade de reduzir ao mínimo o número de tarefas de cada trabalhador, a fim de aumentar a velocidade e a eficiência.

» Antecipou-se aos problemas que seriam atacados por Taylor, ao sugerir que tempos e movimentos deveriam ser analisados e sistematizados para produzir a combinação mais eficiente.

R.H.A. Consultoria - 69 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 69
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

5.2 – Fundição Soho:

Experiência Prática – Fundição Soho: uma empresa constituída para fabricar máquinas a vapor. Podia-se observar, a partir de 1.800, o pioneirismo de conceitos que se tornariam universais nos dois séculos seguintes:

» Padronização do funcionamento das máquinas, objetivando equilibrar o ritmo de fabricação;

» Fabricação de peças intercambiáveis (equivalentes – iguais);

» Detalhado planejamento das operações e do local de trabalho, visando alcançar otimização do espaço físico e alto grau de precisão na fabricação de produtos, com redução do esforço humano;

» Planejamento e controle da produção baseados em estimativas da procura por máquinas;

» Cronometragem e estudo de tempos e movimentos;

» Pagamento de incentivos salariais proporcionais à produção de peças;

» Práticas de administração de pessoal, como lazer remunerado, manutenção de locais de trabalho limpos, construção de casas para os operários e criação de uma sociedade de auxílio mútuo.

R.H.A. Consultoria - 70 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 70
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

5.3 – Charles Babbage:

Livro: “Sobre a economia das máquinas e das fábricas” 1.832

Entre suas muitas idéias relacionadas com a administração as mais importantes são:

» Estudo de tempos e movimentos para definir o modo mais eficiente de trabalho.

» Comparação entre as práticas de administração de diferentes empresas.

» Definição da demanda por produtos com base no estudo da distribuição da renda.

» Estudos de localização industrial, para definir o melhor local para instalação de uma fábrica, levando em conta a proximidade de fontes de matérias-primas.

R.H.A. Consultoria - 71 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.2 – Administração na História
R.H.A. Consultoria - 71
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.2 – Administração na História

5.3 – Charles Babbage:

Em meados do século XVIII, com a expansão da Revolução Industrial pelo mundo todo, criou-se a necessidade de administradores profissionais de grandes organizações. Esses administradores (Gerentes modernos) criaram uma grande demanda por conceitos e técnicas de administração.

Foi nos Estados Unidos que as condições se mostraram mais favoráveis para essa tendência. A atividade e a tecnologia industrial desenvolveram- se mais do que em outros países. Em 1881, a Universidade da Pensilvânia criou a primeira escola de administração do mundo.

Na passagem para o século XX, a história da administração entra em nova fase. É quando entram em cena a administração científica e outras importantes tendências da moderna administração.

R.H.A. Consultoria - 72 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 72
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

I – CONCEITOS BÁSICOS

I.1 - Organizações e Administração

I.2 – Administração na História

– I.3 – Bases da Moderna Administração
– I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 73 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 73
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1 – Escola Clássica da Administração:

Na transição para o século XX a tecnologia desenvolveu-se e surgiram novos produtos:

» Automóveis, aparelhos de som, rádio, cinema, lâmpadas elétricas, etc.

Cresceram as empresas criadas para fabricar esses produtos, cresceram as cidades, os países. Houve uma grande expansão, principalmente nos Estados Unidos.

Nos E.U.A. nasce o movimento da Administração Científica e a linha de montagem móvel.

Na França, Henry Fayol sistematizou idéias a respeito do processo de administrar organizações.

Na Alemanha, Max Weber elaborou teorias para explicar as organizações formais.

Esses conceitos e métodos integram no século XX a chamada Escola Clássica da Administração.

R.H.A. Consultoria - 74 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 74
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração
ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração Frederick Winslow Taylor (Filadélfia, Pensilvânia , EUA

Frederick Winslow Taylor (Filadélfia, Pensilvânia, EUA,20 de Março de 1856 - Filadélfia, Pensilvânia, EUA, 21 de Março de

1915)

Estadunidense, inicialmente técnico em mecânica e operário, formou-se engenheiro mecânico estudando à noite.

É considerado o “Pai da Administração Científica” por propor a utilização de métodos científicos cartesianos na administração de empresas.

Seu foco era a eficiência e eficácia operacional na administração industrial.

Sua orientação cartesiana (evidente, metódico) extrema é ao mesmo tempo sua força e fraqueza. Seu controle inflexível, mecanicista, elevou enormemente o desempenho das indústrias em que atuou, todavia, igualmente gerou demissões, insatisfação e estresse para seus subordinados e sindicalistas.

R.H.A. Consultoria - 75 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 75
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.1 – FREDERICK W. TAYLOR E A ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA:

Foi o criador e participante mais destacado do movimento da administração científica (1890 e 1910);

Estudou e procurou resolver problemas de falta de eficiência e

g continuam sendo comuns em algumas empresas);

desor aniza ão do trabalho nas linhas de

rodu ão ( ue eram e ainda

ç

q

ç

p

Desenvolveu o sistema de administração de tarefas (Sistema Taylor - Taylorismo – Administração Científica);

1.911 lança livro: “Princípios da Administração Científica”

» Princípio do planejamento

» Princípio da preparação dos trabalhadores

» Princípio do controle

» Princípio da execução

R.H.A. Consultoria - 76 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 76
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

- Administração Científica – 3 Fases:

- 1ª. Fase

- Ataque aos “problemas dos salários”;

- Estudo sistemático do tempo;

- Definição de tempos-padrão;

- Sistema de administração de tarefas;

R.H.A. Consultoria - 77 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 77
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

- 2ª. Fase

- Ampliação de escopo, da tarefa para a administração; - Ênfase deslocou-se da Produtividade do Trabalhador para aprimoramento dos métodos de trabalho (Administração de Operações Fabris –

1903);

- Definição de princípios de administração do trabalho:

- Seleção e treinamento de pessoal;

- Salários altos e custos baixos de produção;

- Identificação da melhor maneira de executar a tarefa;

- Cooperação entre administração e trabalhadores;

R.H.A. Consultoria - 78 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 78
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

- 3ª. Fase

- Consolidação dos princípios;

- Desenvolver uma ciência para cada elemento do trabalho, para substituir o velho método empírico (baseado na experiência, sem caráter científico);

- Selecionar cientificamente e depois treinar, instruir e desenvolver o trabalhador, que, no passado, escolhia seu próprio trabalho e treinava-se o melhor que podia;

- Cooperar sinceramente com os trabalhadores, de modo a garantir que o trabalho seja feito de acordo com princípios da ciência que foi desenvolvida;

- Existe uma divisão quase igual de trabalho e de responsabilidade entre a

administração e os trabalhadores. A administração incumbe-se de todo o trabalho para o qual esteja mais bem preparada que os trabalhadores, enquanto no passado quase todo o trabalho e a maior parte da responsabilidade recaíam sobre a mão-de-obra;

R.H.A. Consultoria - 79 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 79
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

“Princípios da Administração Científica”:

» 1. Desenvolver uma ciência para o trabalho, para substituir o método empírico (baseado na experiência). O “Estudo sistemático e científico do tempo”, consistia em dividir cada tarefa em seus elementos básicos, que eram estudados e cronometrados. Em seguida, eram definidos tempos-padrão para os elementos bá i

s cos.

» 2. Selecionar cientificamente o trabalhador, de acordo com suas aptidões. Em seguida, treinar, instruir e desenvolver o trabalhador. No passado, os trabalhadores escolhiam seu próprio trabalho e treinavam-se o melhor que pudessem.

» 3. Cooperar sinceramente com os trabalhadores, de modo a garantir que o trabalho seja feito de acordo com princípios da ciência que foi desenvolvida.

» 4. Dividir o trabalho igualmente, entre a administração e os trabalhadores. A administração incumbe-se de todo o trabalho para o qual esteja mais bem preparada que os trabalhadores, enquanto no passado quase todo o trabalho e a maior da responsabilidade recaíam sobre a mão-de-obra.

R.H.A. Consultoria - 80 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 80
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Elaborou os primeiros estudos essenciais:

Em relação ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados: acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade.

Em relação ao planejamento a atuação dos processos: achava que todo e qualquer trabalho necessita, preliminarmente, de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento.

Em relação à produtividade e à participação dos recursos humanos: estabelecida a co- participação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletirá em menores custos, salários mais elevados e, principalmente, em aumentos de níveis de produtividade.

Em relação ao autocontrole das atividades desenvolvidas e às normas procedimentais:

introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho seja executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional.

Inseriu, também, a supervisão funcional, estabelecendo que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas. Finalmente, apontou que estas instruções programadas devem, sistematicamente, ser transmitidas a todos os empregados.

R.H.A. Consultoria - 81 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 81
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Metodologia do estudo

Taylor iniciou o seu estudo observando o trabalho dos operários. Sua teoria seguiu um caminho de baixo para cima, e das partes para o todo; dando ênfase na tarefa. Para ele a administração tinha que ser tratada como ciência.

Organização Racional do Trabalho

Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos: objetivava a isenção de movimentos inúteis, para que o operário executasse de forma mais simples e rápida a sua função, estabelecendo um tempo médio.

Estudo da fadiga humana: a fadiga predispõe o trabalhador à diminuição da produtividade e perda de qualidade , acidentes, doenças e aumento da rotatividade de pessoal.

Divisão do trabalho e especialização do operário.

Desenho de cargos e tarefas: desenhar cargos é especificar o conteúdo de tarefas de uma função, como executar e as relações com os demais cargos existentes.

Incentivos salariais e prêmios por produtividade.

Condições de trabalho: O conforto do operário e o ambiente físico ganham valor, não porque as pessoas merecessem, mas porque são essenciais para o ganho de produtividade.

Padronização: aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir os custos.

Supervisão funcional: os operários são supervisionados por supervisores especializados, e não por uma autoridade centralizada.

Homem econômico: o homem é motivado por recompensas salariais, econômicas e materiais.

A empresa era vista como um sistema fechado, isto é, os indivíduos não recebiam influências externas. O sistema fechado é mecânico, previsível e determinístico

R.H.A. Consultoria - 82 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 82
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Um exemplo de aplicação das idéias de Taylor foi a experiência na qual demonstrou que a produtividade mais elevada resulta da minimização do esforço muscular.

Essa é uma das idéias fundamentais da administração científica:

“A Produtividade resulta da eficiência do trabalho e não da maximização do esforço. A questão não é trabalhar duro, nem depressa, nem bastante, mas trabalhar de forma inteligente.”

Até hoje essa idéia não se firmou completamente, uma vez que ainda há quem acredite que a produtividade é mais elevada quando as pessoas trabalham muito e sem interrupção, ou que o homem é produtivo quando trabalha à velocidade máxima. Essa crença nada tem a ver com as proposições de Taylor e da administração científica.

R.H.A. Consultoria - 83 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 83
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração
Existe uma frase

Existe uma frase

Henry Ford (30 de Julho de 1863, Wayne County, Michigan, EUA - 7 de Abril de 1947, Dearborn)

Foi o fundador da Ford Motor Company e o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir, em massa, automóveis a um preço acessível. Este feito não é notável apenas pelo fato de ter revolucionado a produção industrial mas, também, porque influenciou de tal forma a cultura moderna que alguns acadêmicos, sociólogos e historiadores identificam esta fase social e econômica da história como Fordismo, relacionado, também, com o taylorismo.

famosa de Ford sobre

Henry Ford inventou o mitico Ford Model T, um dos automóveis mais vendidos de todos os tempos, montou o seu primeiro motor em cima da banca da sua cozinha. A alta produção conseguida por Ford tem como característica marcante a cor do veículo, que era preta.

Desta forma, ele conseguia montar os veículos sem ter que diferenciar o processo de pintura.

a

escolha da cor do

veículo:

"Você pode ter o carro que quiser, da cor que quiser, contanto que ele seja o Ford Model

T

e preto".

 
R.H.A. Consultoria - 84 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 84
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

- Foi quem elevou ao mais alto grau os dois princípios da produção em massa, que é a fabricação de produtos não diferenciados em grande quantidade: peças padronizadas e trabalhador especializado;

- Em 1910 estabeleceu a primeira planta dedicada exclusivamente à montagem final de produtos com peças fabricadas em plantas distintas (o produto em processo desloca-se ao longo de um percurso enquanto os operadores ficam parados);

- Em 1914 adotou o dia de trabalho com 08 (oito) horas e duplicou o valor do

salário, para 5 dólares por dia, dizia que seus operários deveriam poder comprar

o produto que fabricavam.

- Em 1923 foram produzidos 2,1 milhões de unidades do Modelo T;

- Em 1926 a Ford montava automóveis em 19 países, além dos Estados Unidos.

- Em 1915 já era o principal fabricante na Inglaterra.

- Até a sua morte foram produzidas 17 milhões de unidades do Modelo T.

R.H.A. Consultoria - 85 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 85
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.2 Henry Ford e a Linha de Montagem

A introdução da Linha de Montagem de Henry Ford ocorreu junto com

o “Taylorismo”;

É o sistema de produção em que o produto em processo desloca-se ao longo de um percurso, enquanto os operadores ficam parados.

No começo de 1.914, a Ford adotou a linha de montagem móvel e mecanizada para a montagem do chassis, que passou a consumir 1 (uma) hora e 33 (trinta e três) minutos de trabalho, em contraste com as 12 (doze) horas e 28 (vinte e oito) minutos necessárias no ano anterior, quando a montagem ainda era artesanal.

Esse aumento da produtividade impressionou os industriais americanos

e de outros países.

Em pouco tempo o Sistema FORD de produção tornou-se padrão para a organização de atividades industriais em todo o mundo.

R.H.A. Consultoria - 86 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 86
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.2 Henry Ford e a Linha de Montagem

A grande aceitação dos princípios da administração científica e da linha de montagem é responsável pela expansão da atividade industrial mundial.

Hoje Taylor e Ford se sentiriam “em casa”, pois qualquer indústria, fábrica de porte utiliza-se de seus sistemas.

A tecnologia sofisticou:

» existem robôs ao lado de pessoas, computadores, cronômetros digitais e câmeras de vídeo, mas os princípios são os mesmos.

R.H.A. Consultoria - 87 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 87
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Fordismo

Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company,

Fordismo se caracteriza por ser um método de produção caracterizado pela produção em série, sendo um aperfeiçoamento do taylorismo.

- introduziu em suas fábricas as chamadas linhas de montagem, nas quais os veículos a serem produzidos eram colocados em esteiras rolantes e cada operário realizava uma d grandes instalações. O método de produção fordista permitiu que Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano, durante a década de 1920. O veículo pioneiro de Ford no processo de produção fordista foi o mítico Ford Modelo T, mais conhecido no Brasil como "Ford Bigode".

- teve seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 1950 e 1960, que ficaram conhecidas na história do capitalismo como Os Anos Dourados. A crise sofrida pelos Estados Unidos na década de 1970 foi considerada uma crise do próprio modelo, que apresentava queda da produtividade e das margens de lucros. A partir da década de 1980, esboçou-se nos países industrializados um novo padrão de desenvolvimento denominado pós-fordismo ou modelo flexível (toyotismo), baseado na tecnologia da informação.

Princípios fordistas:

Intensificação; Produtividade; Economicidade.

t

e apa

d

a pro

d

ã

uç o,

f

d

ã

it

d

e a

lt

i

ti

t

azen o com que a pro uç o necess

asse

os nves men os e

R.H.A. Consultoria - 88 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 88
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Toyotismo

O toyotismo é um modo de organização da produção capitalista que se desenvolveu a partir da globalização do capitalismo na década de 1980. Surgiu no Japão após a II Guerra Mundial, mas só a partir da crise capitalista da década de 1970 é que foi caracterizado como filosofia orgânica da produção industrial (modelo japonês), adquirindo uma projeção global.

O Japão foi o berço da automação flexível pois apresentava um cenário diferente do dos Estados Unidos e da Europa: um pequeno mercado consumidor, capital e matéria-prima escassos, e grande

disponibilidade de mão-de-obra não-especializada impossibilitavam a solução taylorista-fordista de produção em massa. A resposta foi o aumento na produtividade na fabricação de pequenas quantidades de numerosos modelos de produtos, voltados para o mercado externo, de modo a gerar divisas tanto para a obtenção de matérias-primas e alimentos, quanto para importar os equipamentos e bens de capital necessários para a sua reconstrução pós-guerra e para o desenvolvimento da própria industrialização.

,

O sistema pode ser teoricamente caracterizado por quatro aspectos:

1- mecanização flexível: uma dinâmica oposta à rígida automação fordista decorrente da inexistência de escalas que viabilizassem a rigidez.

2- processo de multifuncionalização de sua mão-de-obra: uma vez que por se basear na mecanização flexível e na produção para mercados muito segmentados, a mão-de-obra não podia ser especializada em funções únicas e restritas como a fordista. Para atingir esse objetivo os japoneses investiram na educação e qualificação de seu povo e o toyotismo, em lugar de avançar na tradicional divisão do trabalho, seguiu também um caminho inverso, incentivando uma atuação voltada para o enriquecimento do trabalho.

R.H.A. Consultoria - 89 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 89
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

3 - Implantação de sistemas de Controle de Qualidade Total (TQC), onde através da promoção de palestras de grandes especialistas norte-americanos, difundiu-se um aprimoramento do modelo norte-americano, onde, ao se trabalhar com pequenos lotes e com matérias-primas muito caras, os japoneses de fato buscaram a qualidade total. Se, no sistema fordista de produção em massa, a qualidade era assegurada através de controles amostrais em apenas pontos do processo produtivo, no toyotismo, o controle de qualidade se desenvolve por meio de todos os trabalhadores em todos os pontos do processo produtivo.

4 - Sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos, com um planejamento de produção dinâmico. Como indicado pelo próprio nome, o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado.

O Japão desenvolveu um elevado padrão de qualidade que permitiu a sua inserção nos lucrativos mercados dos países centrais e, ao buscar a produtividade com a manutenção da flexibilidade, o toyotismo se complementava naturalmente com a automação flexível.

A partir de meados da década de 1970, as empresas toyotistas assumiriam a supremacia produtiva e econômica, principalmente pela sua sistemática produtiva que consistia em produzir bens pequenos, que consumissem pouca energia e matéria-prima, ao contrário do padrão norte- americano. Com o choque do petróleo e a conseqüente queda no padrão de consumo, os países passaram a demandar uma série de produtos que não tinham capacidade, e, a princípio, nem interesse em produzir, o que favoreceu o cenário para as empresas japonesas toyotistas. A razão para esse fato é que devido à crise, o aumento da produtividade, embora continuasse importante, perdeu espaço para fatores tais como a qualidade e a diversidade de produtos para melhor atendimento dos consumidores.

R.H.A. Consultoria - 90 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 90
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Just in time

é um neologismo, significa “bem na hora”, define um método de produção.

De forma oposta ao taylorismo, característico do toyotismo, o Just in Time é um sistema de produção em que o produto ou matéria prima chega ao local necessário, para seu uso ou venda, sob demanda, no momento exato em que for necessário.

Fabricar e entregar produto apenas a tempo de ser vendido, submontá-los apenas a tempo de montá-los nos produtos acabados, para fazer peças a tempo de entrar nas sub-montagem e, finalmente adquirir materiais apenas a tempo de serem transformados em peças fabricadas. Fabricar somente aquilo que você vende, de preferência que vendam primeiramente, depois fabricasse e posteriormente entregasse.

A exemplo da aplicação do sistema Toyota, a comunicação entre a fábrica e o fornecedor pode utilizar a tecnologia do EDI para listar seus pedidos, de forma a facilitar a integração e comunicação entre as células da produção.

O sistema de Just In Time não se adapta facilmente à uma produção diversificada, pois em geral isto requereria extrema flexibilidade do sistema produtivo, em dimensões difíceis de serem obtidas neste sistema.

Este sistema tende a reduzir os custos operacionais, já que diminui a necessidade da mobilização e manutenção de espaço físico, principalmente na estocagem de matéria prima ou de mercadoria a ser vendida.

R.H.A. Consultoria - 91 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 91
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração
 
  • Jules Henri Fayol (Istambul, 29 de Julho de 1841 - Paris , 19 de

Jules Henri Fayol (Istambul, 29 de Julho de 1841 - Paris, 19 de Novembro de 1925) foi um engenheiro de minas francês e um dos teóricos clássicos da Ciência da Administração, sendo o fundador da Teoria Clássica da Administração e autor de Administração Industrial e Geral (título original: Administration industrielle et générale - prévoyance organisation - commandement, coordination – contrôle).

Seus princípios seguiam dois critérios

Vida:

principais:

 

Criou o Centro de Estudos Administrativos, onde se reuniam semanalmente pessoas interessadas na administração de negócios comerciais, industriais e governamentais, contribuindo para a difusão das doutrinas administrativas. Entre seus seguidores estavam Luther Guilick, James D. Mooney, Oliver Sheldon e Lyndal F. Urwick.

- A administração é o processo de

planejar, organizar, comandar, coordenar

e

controlar. A administração é função

distinta das demais (finanças, produção

e

distribuição).

Funções do Gestor:

 

1

- Tomada de decisões

2 - Organizar 4 - Liderar 6 - Controlar 8 - Planejar

Também direcionou seu trabalho para a empresa como um todo, ou seja, procurando cuidar da empresa de cima para baixo, ao contrário das idéias de Frederick Taylor e Henry Ford.

3

- Staffing (assessoria)

5

– Motivar

7

– Comunicar

R.H.A. Consultoria - 92 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 92
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Fayol e a Escola do Processo de Administração

Principais tópicos:

-A administração é função distinta das demais funções da empresa, como finanças, produção e distribuição;

- A administração compreende 05 funções:

- Planejamento, Organização, Comando, Coordenação e Controle

- EMPRESA:

- Função Comercial

- Função Financeira

- Função de Segurança

- Função de Contabilidade

- Função Técnica

( Compra, venda e troca)

( Procura e utilização de capital)

( Proteção da Propriedade e das pessoas)

( Registro de estoques, balanços, custos, estatísticas)

( Produção, Manufatura)

R.H.A. Consultoria - 93 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 93
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.3 Henri Fayol e a Escola do Processo de Administração:

Em 1916 publicou o livro “Administração geral e industrial” onde expõe a idéia de que a administração é uma atividade comum a todos os empreendimentos humanos (família, negócios, governo, etc.).

Sugeriu que a função administrativa era a mais importante de todas as funções da d

d

i

i

d

a um

empresa e

ef n u ca

e seus componentes:

» 1. – Planejamento (PLANEJAR): consiste em examinar o futuro e traçar um plano de ação de médio e longo prazos;

» 2. – Organização (ORGANIZAR): montar uma estrutura humana e material para realizar o empreendimento;

» 3. – Comando (COMANDAR): manter o pessoal em atividade em toda a empresa;

» 4. – Coordenação (COORDENAR): reunir, unificar e harmonizar toda a atividade e esforço; e

» 5. – Controle (CONTROLAR): cuidar para que tudo se realize de acordo com os planos e as ordens.

R.H.A. Consultoria - 94 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 94
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.3 Henri Fayol e a Escola do Processo de Administração:

Uma vez organizada a empresa, seus colaboradores necessitam de ordens para saber o que fazer.

Suas ações precisam de coordenação e suas tarefas precisam de controle gerencial, esse é o papel dos gerentes.

Sua teoria se completa com a proposição de 14 princípios que devem ser seguidos para que a administração seja eficaz, são diretrizes que devem orientar a ação dos administradores.

R.H.A. Consultoria - 95 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 95
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO DE FAYOL:

I

DIVISÃO DO TRABALHO

Designação de tarefas específicas para cada pessoa, resultando na especialização das funções e separação dos poderes.

II

AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE

A primeira é o Direito de Mandar e o poder de se fazer obedecer. A Segunda, a Sanção – Recompensa ou Penalidade – que acompanha o exercício do poder.

III

DISCIPLINA

Respeito aos acordos estabelecidos entre a empresa e seus agentes.

IV

UNIDADE DE COMANDO

De forma que cada pessoa tenha apenas um superior.

V

UNIDADE DE DIREÇÃO

Um só chefe e um só programa para um conjunto de operações que visam ao mesmo objetivo.

VI

INTERESSE GERAL

Subordinação do interesse individual ao interesse geral.

VII

REMUNERAÇÃO DO PESSOAL

De forma eqüitativa, e com base tanto em fatores internos quanto externos.

VIII

CENTRALIZAÇÃO

Equilíbrio entre a concentração de poderes de decisão no chefe, sua capacidade de enfrentar suas responsabilidades e a iniciativa dos subordinados.

IX

CADEIA ESCALAR (LINHA DE COMANDO)

Hierarquia, a série de chefes do primeiro ao último escalão, dando- se aos subordinados de chefes diferentes, a autonomia para estabelecer relações diretas (a ponte de Fayol).

R.H.A. Consultoria - 96 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 96
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO DE FAYOL:

X

ORDEM

Um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu lugar.

XI

EQUIDADE

Tratamento das pessoas com benevolência e justiça, não excluindo a energia e o rigor quando necessários.

XII

ESTABILIDADE DO PESSOAL

Manutenção das equipes como forma de promover seu desenvolvimento.

XIII

INICIATIVA

Faz aumentar o zelo e a atividade dos agentes.

XIV

ESPÍRITO DE EQUIPE

Desenvolvimento e manutenção da harmonia dentro da força de trabalho.

R.H.A. Consultoria - 97 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 97
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Papel dos Gerentes:

I - Assegurar a cuidadosa preparação dos planos e sua rigorosa execução;

II - Cuidar para que a organização humana e material seja coerente com o

objetivo, os recursos e os requisitos da empresa;

III - Estabelecer uma autoridade construtiva, competente, enérgica e única;

IV - Harmonizar atividades e coordenar esforços;

V - Formular as decisões de forma simples, nítida e precisa;

VI - Organizar a seleção eficiente do pessoal;

VII - Definir claramente as obrigações;

VIII - Encorajar a iniciativa e o senso de responsabilidade;

IX - Recompensar justa e adequadamente os serviços prestados;

X - Usar sanções contra faltas e erros;

XI - Manter a disciplina;

XII - Subordinar os interesses individuais ao interesse geral;

XIII - Manter a unidade de comando;

XIV - Supervisionar a ordem material e humana;

XV - Ter tudo sob controle;

R.H.A. Consultoria - 98 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 98
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração
ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração Max Weber (1864 - 1920) Influente sociólogo e

Max Weber (1864 - 1920) Influente sociólogo e economista político alemão, nasceu em Erfurt a 21 de abril de 1864 e morreu em Munique, a 14 de junho de 1920. -Foi professor nas universidades de Berlim (1893), Freiburg (1894), Heidelberg (1897) e Munique (1919). Começou como estudante de história legal e econômica, mas depois voltou-se à sociologia, campo em que pôde atacar a idéia marxista do determinismo econômico.

- Isso Weber fez em seu livro mais famoso, ´A ética protestante e o espírito do capitalismo´ (1905).

- O problema da causalidade histórica desenvolveu-se em questões mais amplas: em vista do fracasso de outras culturas em produzir uma economia capitalizada, que fatores na história espiritual do mundo ocidental são responsáveis pelo capitalismo? Weber encontrou sua resposta depois de profundos estudos sobre a história social e religiosa da China, Índia e dos judeus.

Seus resultados foram publicados em três volumes:

- Em ´Economia e sociedade´ (1921) tenta sistematizar os fatores sociológicos que deram rumo à história mundial.

- Suas contribuições à metodologia, como o conceito de tipo-ideal, estão concentradas em ´Metodologia das Ciências Sociais´ Volume 1 e 2 (1922).

R.H.A. Consultoria - 99 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 99
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.4 – Max Weber e a Burocracia:

Não fez recomendações para a administração das organizações, como fizeram Taylor e Ford. Foi um definidor das organizações modernas.

Suas idéias, hoje, são usadas como base para o entendimento da natureza das organizações e das diferenças entre elas.

As organizações formais modernas baseiam-se em leis racionais, definidas em função do interesse das próprias pessoas e não para satisfazer aos caprichos arbitrários de um dirigente. Qualquer sociedade, organização ou grupo que se baseie em leis racionais é uma burocracia.

As pessoas também aceitam que algumas pessoas representem a autoridade da Lei:

» Juízes, Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Vereadores, Guardas de Trânsito;

A autoridade é contrapartida da responsabilidade que têm essas pessoas de zelar pelo cumprimento da Lei.

A obediência é devida às Leis e às pessoas que as representam, que agem dentro de uma jurisdição.

R.H.A. Consultoria - 100 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 100
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.4 – Max Weber e a Burocracia:

As organizações formais, ou burocráticas, apresentam 03 (três) características que as distinguem dos grupos informais ou primários (família, grupos de amigos, etc.):

- Formalidade;

- Impessoalidade; e

- Profissionalismo.

R.H.A. Consultoria - 101 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 101
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.4 – Max Weber e a Burocracia:

1.4.1. – FORMALIDADE:

Significa que as organizações são constituídas com base em regulamentos explícitos, chamados leis.

As leis estipulam os direitos e deveres dos participantes. O que cada um pode e deve fazer está explicitado nas leis.

O comportamento do cidadão, do empregado ou do empregador, e das autoridades públicas, está subordinado a normas racionais (que procuram estabelecer coerência lógica entre os meios e fins da organização).

As leis criam figuras de autoridade, que têm o direito de emitir ordens. Violar as leis é comportamento passível de punição, que também está prevista e regulamentada.

As figuras de autoridade são responsáveis pelo cumprimento das leis, às quais também estão sujeitas:

» Ex.: Juizes de Direito – fazem cumprir os Códigos: Civil, Comercial, Penal.

» Ex.: Código do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, do Idoso, etc.

R.H.A. Consultoria - 102 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 102
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.4 – Max Weber e a Burocracia:

1.4.2. - IMPESSOALIDADE:

Significa que na burocracia nenhuma pessoa é empregada ou vassalo de outra.

As relações entre as pessoas que integram as organizações burocráticas são governadas pelos cargos que elas ocupam, e pelos direitos e deveres investidos nesses cargos.

A pessoa que ocupa um cargo investido de autoridade é um superior e está subordinado a uma legislação que define os limites de seus poderes, dentro dos quais pode dar ordens e deve ser obedecido.

A obediência de seus funcionários não lhe é devida pessoalmente, mas ao cargo que ocupa.

R.H.A. Consultoria - 103 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 103
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.4 – Max Weber e a Burocracia:

1.4.3. - PROFISSIONALISMO:

Significa que os cargos de uma burocracia oferecem a seus ocupantes uma carreira profissional e meios de subsistência.

O integrante de uma burocracia é um funcionário que faz do cargo um meio de vida, recebendo um salário regular em troca de seus serviços.

A escolha para ocupar o cargo, deve-se as suas qualidades, que são aprimoradas por meio de treinamento especializado, ou pelo menos deveriam ser.

As organizações formais são sistemas de trabalho que fornecem a seus integrantes meios de subsistência.

R.H.A. Consultoria - 104 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 104
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.5 - Amitai Etzioni e o poder (burocracia).

- Aplica-se particularmente a empresas e governo, mas não abrange todas as organizações; - Apesar de diferentes umas das outras, as organizações agrupam-se em categorias que permitem fazer análises comparativas e ressaltar peculariedades;

- Três ti

os de

oder ou cate orias de or aniza ões:

g

g

ç

p

p

 

Tipo de Poder

 

Tipo de Contrato Psicológico

Tipo de Organização

 

Poder coercitivo: baseia-se em punições. Ex.: Tarefas são realizadas por meio do uso real ou pela ameaça do uso da força.

Alienatório: obediência sem questionamento.

Coercitiva:

objetivo

é

controlar

o

comportamento e manter a disciplina. Ex.: Prisões e hospitais penitenciários.

Poder

manipulativo:

baseia-se

em

Calculista:

obediência

Utilitária: objetivo é obter resultados por meio de barganhas com os funcionários. A remuneração é o principal meio de controle. Ex.: Industrias, Comércio.

recompensas. Ex.: Recorrem a recompensas, como promoções, benefícios e incentivos para obter o comportamento esperado.

interesseira.

Poder normativo: baseia-se em crenças e símbolos.

Moral: disciplina interior.

Normativa: objetivo é realizar missão ou tarefa em que os participantes acreditam. Ex.: Organizações religiosas, organizações políticas, hospitais gerais, universidades e organizações de voluntários.

R.H.A. Consultoria - 105 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 105
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

- 1.5 - Amitai Etzioni e o poder (burocracia). - Estrutura dupla de obediência:

Poder Coercitivo Or aniza ões de combate g ç q empregam presidiários Em resas p
Poder Coercitivo
Or aniza ões de combate
g
ç
q
empregam presidiários
Em resas
p
ue
Poder normativo
Poder Utilitário
Organizações sindicais

- Combinação de poder normativo e coercitivo em organizações de combate. - Combinação de poder normativo e utilitário em alguns sindicatos. - Combinação de poder utilitário e coercitivo em algumas empresas como propriedades rurais que operam no sistema de semi-escravidão.

R.H.A. Consultoria - 106 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 106
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.6 - Modelo de Peter Blau e Richard Scott:

Classificação das organizações segundo o tipo de beneficiário:

Beneficiário

 

Exemplo

Os próprios membros da organização

Clubes, associações, cooperativas

 

Proprietários ou dirigentes

Empresas de forma geral

 

Clientes

Hospitais,

agências

sociais,

universidades.

Sociedade em Geral

Organizações do Estado e do governo

R.H.A. Consultoria - 107 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 107
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.7 - Disfunções da Burocracia: Panorama das disfunções organizacionais, segundo Charles Perrow

Disfunção

Características

Particularismo

Dentro da organização, defender os interesses de grupos externos, por motivos de convicção, amizade ou interesse material. Fazer “panelinhas” com colegas de escola. Ex.: O gerente contrata os serviços de uma empresa porque o proprietário e ele freqüentam a mesma igreja ou o mesmo clube social.

Satisfação

de

Defender interesses pessoais dentro da organização. Contratar parentes, fazer negócios com empresas da família. Ex.: Políticos e Juízes que nomeiam parentes para trabalhar como assessores, enquanto compradores de empresas industriais recebem presentes dos fornecedores.

interesses

pessoais

Excesso

de

Multiplicidade de regras e exigências para a realização de atividades. Firma reconhecida, encaminhamento de processos burocráticos. Ex.: Exagerado meio de regulamentar tudo o que for possível a respeito do comportamento humano, desde o formato da correspondência e o horário de trabalho até os carimbos e assinaturas que devem ser colocados num documento para que o cidadão possa receber seu pagamento. Estimula a possibilidade de funcionários desonestos criarem dificuldades para vender facilidades.

regras

Hierarquia

e

A hierarquia divide responsabilidades e obstrui o processo decisório. Realça vaidades e estimula a luta pelo poder. Hierarquia das grandes empresas e dos militares. Ex.: As pessoas ficam com medo de transmitir más notícias ou sugestões de aprimoramento para cima, porque isso pode significar que o chefe deveria ter pensado nas inovações mas não o fez.

individualismo

Mecanismo

Burocracias são sistemas de cargos limitados, que colocam pessoas em situações alienantes. Cargos de escritório, montadores de peças. Ex.: Pessoas cujos talentos são subaproveitados pois cada um tem dentro da empresa competências bem-definidas (Contas a pagar, a receber, crédito e cobrança, etc.)

R.H.A. Consultoria - 108 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 108
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.8 - Disfunções da Burocracia - Panorama segundo William Roth

Disfunção

Características

Mecanismo

As pessoas desempenham papéis limitados, com responsabilidades limitadas e autonomia reduzida. Cada pessoa ocupa um cargo, que tem competências bem-definidas e cujos talentos são subaproveitados.

Individualismo

Oferece muitas vantagens para as pessoas que são alçadas às posições de chefia, incentiva

o conflito entre as pessoas que desejam essas posições por causa de suas vantagens e realça

a vaidade de seus ocupantes, prejudicando a colaboração e a qualidade da administração.

Interrupção

do

Os executivos que tomam as decisões estão formalmente separados dos trabalhadores que as executam. Lentidão do fluxo da informação e dos demais processos organizacionais. As práticas de reengenharia e downsizing procuraram corrigir essa distorção, que só gera desperdício.

fluxo

de

informação

Desestímulo

à

Pessoas que têm poder são perigosas e nunca se sabe como reagem. Aqueles que estão nos escalões intermediários não têm interesse em que os subordinados revelem talentos para a administração superior, porque isso também revela sua mediocridade.

inovação

Indefinição

de

Não tem responsabilidade pelos resultados e sua eficiência não pode ser avaliada com precisão. Quanto mais subordinados, mais importante é o chefe e maior deve ser seu salário, o desempenho da organização fica em segundo plano.

responsabilidades

R.H.A. Consultoria - 109 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 109
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

1.9 - Disfunções da Burocracia Segundo Robert K. Merton:

- Valorização excessiva dos regulamentos

- Excesso de formalidade

- Resistência a mudanças

- Despersonalização das relações humanas

- Hierarquização do processo decisório

- Exibição de sinais de autoridade

- Dificuldades no atendimento dos clientes.

R.H.A. Consultoria - 110 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 110
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Modelos de Organização:

- Em 1960, pesquisa sobre modelos alternativos ao tipo ideal weberiano:

- Modelo pós-burocrático; - Modelo orgânico;

- Sistema Mecanicista:

- Sistema 4

- é adequado a condições ambientais estáveis.

- as tarefas são especializadas e precisas

- a hierarquia de controle é bem-definida.

- a responsabilidade pela coordenação, assim como a visão de conjunto, pertencem exclusivamente à alta administração.

- a comunicação vertical é enfatizada

- valorizam a lealdade e a obediência aos superiores.

- Sistema Orgânico:

- é adaptado a condições instáveis, a ambientes com os quais a organização não têm familiaridade. - oferecem problemas complexos que não podem ser resolvidos por pessoas com especialidades tradicionais.

- existe contínua redefinição de tarefas.

- ninguém é especialista em nada, ou todos são especialistas em tudo.

- Preferem-se a interação e a comunicação de natureza informativa (em lugar de ordens), o que cria um alto nível de comprometimento com as metas da organização.

- Os organogramas são de pouca utilidade para descrever as tarefas.

R.H.A. Consultoria - 111 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 111
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração
Tipo ideal de Weber, burocracias, modelo mecanicista de Burns e Stalker, sistema 1 de Likert
Tipo ideal de Weber,
burocracias, modelo
mecanicista de Burns e
Stalker, sistema 1 de
Likert
Organizações hierarquizadas, burocráticas, especializadas e adequadas a condições ambientais estáveis.
Organizações
hierarquizadas,
burocráticas,
especializadas e
adequadas a condições
ambientais estáveis.
DOIS MODELOS DE ORGANIZAÇÃO
DOIS MODELOS DE ORGANIZAÇÃO
Dependentes de regras
Dependentes de
regras
MODELOS DE ORGANIZAÇÃO
MODELOS DE
ORGANIZAÇÃO
Dependentes de pessoas
Dependentes de
pessoas

Organizações flexíveis, com redefinição contínua de tarefas e organogramas de pouca utilidade, adequadas a condições ambientais dinâmicas.

com redefinição contínua de tarefas e organogramas de pouca utilidade, adequadas a condições ambientais dinâmicas.
com redefinição contínua de tarefas e organogramas de pouca utilidade, adequadas a condições ambientais dinâmicas.
Pós-burocracias, Adhocracias, modelo orgânico de Burns e Stalker, sistema 4 de Likert.
Pós-burocracias,
Adhocracias, modelo
orgânico de Burns e
Stalker, sistema 4 de
Likert.
R.H.A. Consultoria - 112 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 112
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Escola Clássica

- Com o crescimento, as grandes empresas começaram a demandar mais do que a organização de

chão de fábrica. Ficou evidente a necessidade de uma teoria da administração geral – um sistema de conhecimentos para administrar a totalidade das operações organizacionais.

1.– Daniel McCallum – Escocês (1815-1878)

- Migra p/ os E.U.A. se tornando diretor geral de uma ferrovia;

- As ferrovias foram as primeiras empresas de grande porte a demandarem soluções para a administração de seu desempenho global.

- Meados do século XIX desenha o primeiro organograma em forma de árvore, para a ferrovia Erie,

- Antecipou-se a Teoria Situacional da Organização; dizia que: “cada estrutura é adequada para uma finalidade, com base nos mesmos princípios”:

- Estrutura

- Linhas de Autoridade

- Divisão do Trabalho

- Sistema

- Disciplina

- Contabilidade

- documentação e estatísticas

- espírito de equipe, cooperação e trabalho de equipe

R.H.A. Consultoria - 113 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 113
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

Escola Clássica

1.– Harrington Emerson – (1873 – 1913)

-Representante do período de transição da administração científica para a administração geral;

-Membro ativo da Administração Científica;

-Trabalhou com contabilidade de custos, custo-padrão e sistemas de incentivos salariais pela produtividade;

-1899 – fundou a Companhia Emerson – 1ª. Empresa de consultoria em Administração;

- dizia que: “as vantagens da abundância de recursos naturais eram perdidas por causa da ineficiência e do desperdício”.

R.H.A. Consultoria - 114 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 114
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

2. – GRANDES ORGANIZADORES:

- Pierre du Pont - Inovador que criou e implantou técnicas de administração, finanças e operações em duas grandes corporações: DU PONT e GENERAL MOTORS.

-

D

u

P

t

on :

- fundada em 1802, fabricante de pólvora, até início do século XX tinha Regime de Administração Familiar;

- 1915 Pierre Du Pont assume a Presidência;

- Inicia um processo de ampliação, modernização e a diversificação da companhia;

- Comprou muitas empresas do mesmo ramo e mais tarde expandiu seus negócios da pólvora para a química;

- Adotou estratégias de diversificação e investiu em pesquisa e desenvolvimento;

R.H.A. Consultoria - 115 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 115
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

2. – GRANDES ORGANIZADORES:

Deve-se a duas empresas – DuPont e General Motors – a proposição de soluções práticas para resolver o problema da organização. Essas soluções contribuíram para finalizar o modelo da grande corporação, que domina o cenário dos negócios desde todo o século XX.

A Cia. DuPont procurou ampliar os conceitos de Taylor, buscando desenvolver uma forma de medir o desempenho global da empresa e não apenas a eficiência fabril.

De 1902 a 1914 criou uma estrutura organizacional hierárquica e centralizada, e desenvolveu técnicas sofisticadas de administração financeira e previsão de vendas.

Em 1903 criou o conceito de retorno sobre o investimento (ROI) – Formula DuPont – baseada em relações entre informações apresentadas pelos demonstrativos financeiros;

Em 1910 contava com objetivos e políticas uniformes e tinha práticas de desenvolvimento de executivos.

R.H.A. Consultoria - 116 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 116
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

-2. – GRANDES ORGANIZADORES:

-Planejamento Estratégico e estrutura -Criou departamentos funcionais:

- Produção, Vendas, Desenvolvimento e finanças.

- Os chefes desses departamentos formavam um Comitê Executivo com a função de

administrar a empresa como um todo.

- A Função de Planejamento Estratégico foi separada das operações do dia-a-dia.

- O comitê tinha a função de estabelecer os objetivos de longo prazo da companhia, referentes à:

- Lucro, Direção a seguir e políticas básicas.

- Departamento de Desenvolvimento (1903) responsável por lidar com todos os tipos de concorrência, desenvolvimento e atividades experimentais, responsabilidades:

- Definir a estrutura organizacional global

- Analisar, interpretar e planejar formas de enfrentar a concorrência, acompanhamento de

negócios existentes, dos novos negócios e das parcerias com outras empresas;

- Melhorar a posição estratégica na área de matérias-primas e sua distribuição em todas as

empresas do grupo;

- Investigar e desenvolver “novas invenções e inovações” de dentro ou de fora da empresa.

R.H.A. Consultoria - 117 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 117
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

2. – GRANDES ORGANIZADORES:

-Descentralização

- 1921

sistema de decisões centralizados no topo da pirâmide executiva;

– Baseado na mudança feita na GM, Pierre DuPont acabou com o

- Criou 10 (dez) departamentos industriais subordinados diretamente a seus

gerentes gerais, cada um deles com suas próprias funções de vendas, pesquisa e

apoio;

- conferiu autonomia aos gerentes das divisões, sem prejudicar o consenso sobre as diretrizes gerais da empresa.

R.H.A. Consultoria - 118 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 118
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

2. – GRANDES ORGANIZADORES:

- Sloan definiu dois (02) princípios da organização:

- a) a responsabilidade do executivo principal de cada divisão não teria limites. Cada divisão deveria ser completa, com todas as funções necessárias para exercer iniciativa e se desenvolver; -b) determinadas funções centrais seriam necessárias para promover o desenvolvimento lógico e controle adequado das atividades da corporação.

-- Implantação da Estrutura:

- Começou definindo explicitamente as funções das diversas divisões que constituíam a corporação; criou quatro grupos de divisões:

- Carros: divisões que fabricavam e vendiam carros completos;

- Acessórios: divisões que vendiam 60% de sua produção fora da corporação;

- Peças: divisões que vendiam pelo menos 60% de sua produção dentro da corporação;

- Diversos: tratores, geladeiras, negócios internacionais.

Criaram unidades centrais: Engenharia Civil, Recursos Humanos, Administração de Imóveis, compras e Vendas (função de assessoria);

R.H.A. Consultoria - 119 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 119
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

2. – GRANDES ORGANIZADORES:

-Política de Produtos:

- Sloan procurou resolver na GM:

-

-

d

l

i

li

como

aprimorar a qualidade dos produtos;

esenvo ver e comerc a zar uma

li

n

h

a ren

ve

l d

e pro

d

t

u os:

-

tomar decisões sobre a quantidade e a variedade de veículos e modelos;

-

Investimento na experimentação e na inovação tecnológica;

 

- 1921 – grande inovação: as pinturas que protegiam o carro do tempo, dispensando a necessidade de garagem;

- Foco era: “aumentar o valor e a utilidade de seus veículos para seus consumidores e diminuir o custo de produção e venda”.

- 4 Linhas de automóveis (Chevrolet, Buick, Oldsmobile e Cadillac), FORD – Model T.

R.H.A. Consultoria - 120 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 120
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

-2. – GRANDES ORGANIZADORES:

-Reformulação:

- 1922 – Sloan aprimora seus dois princípios de organização:

- Reforça a autoridade do executivo de cada divisão e das funções centrais corporativas;

- Faz distinção entre administração e definição de políticas;

- GM passou a ter uma estrutura com definição centralizada de políticas e aplicação descentralizada;

- Sloan criou comitês formados por executivos da linha: comitê de compras, técnico (ou de desenvolvimento de produtos) e de propaganda;

- a GM passou a ser exemplo de organização bem estruturada;

- Sloan e seus executivos exigiam relatórios detalhados sobre vendas, participação de mercado, estoques, lucros e perdas, e orçamentos de capital, sempre que as divisões pediam dinheiro;

- Sloan achava que os executivos do nível corporativo não deviam se ocupar de detalhes de cada centro de

lucro, mas concentrar-se no exame dos resultados; -Criou o conceito de Administração por Objetivos, mas não usou esse nome (inventado por Peter Drucker); - A DuPont também adotou o plano de reestruturação de Sloan. -O Governo americano processou a DuPont e a GM por truste [denomina-se truste (do inglês "confiar") a

situação em que pessoa ou empresa possui ou controla um número suficiente de produtores de certos artigos de modo a poder controlar livremente o preço dele], processo que se arrastou até os anos 60. - 1961 a DuPont vende suas ações na GM.

- Sloan – idéias implantadas em 1920, completamente divulgadas em 1960 (90 anos de idade), em 1946 Peter

Drucker divulgou uma versão atualizada dessas estratégias, as quais foram copiadas pelos executivos de grandes empresas.

R.H.A. Consultoria - 121 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 121
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

2. – GRANDES ORGANIZADORES:

A experiência da DuPont transferiu-se para a General Motors. Em 1914 a DuPont comprou ações da GM.

Em 1923, Alfred Sloan foi nomeado presidente da empresa.

» Criou divisões descentralizadas e as transformou em centros de lucro, cada um produzindo carros ou componentes, como baterias, caixas de direção e carburadores.

» A intervalos regulares eram exigidos relatórios detalhados sobre vendas, participação no mercado, estoques, lucros e perdas, e orçamentos de capital, sempre que as divisões pediam dinheiro.

» Sloan achava que os executivos do nível corporativo não deviam se ocupar de detalhes de cada centro de lucro, mas concentrar-se no exame dos resultados.

» Introduziu na GM o conceito de administração e operação descentralizadas, com planejamento e controle centralizados.

» A GM tornou-se um conglomerado multidivisional, que possibilitava a suas unidades crescerem sem as limitações da estrutura funcional clássica.

» Criou o conceito de administração por objetivos (A.P.O.), mas não usou esse nome, que foi inventado por Peter Drucker.

» Suas idéias foram implantadas na década de 1.920, mas somente foram completamente divulgadas na década de 60.

Em 1946, Peter Drucker havia divulgado sua versão dessas estratégias, as quais foram então copiadas pelos executivos de outras grandes empresas.

R.H.A. Consultoria - 122 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 122
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

3 – Escola do Comportamento:

Para a Escola Clássica da Administração a empresa é um Sistema de Produção que precisa de eficiência.

Para Max Weber as organizações são Sistemas que se baseiam na obediência a Leis.

À medida que o século XX avançava as empresas passaram a ser vistas como Sistemas Sociais.

Sistemas Sociais:

» São formados pelas pessoas e seu comportamento: suas motivações, seus sentimentos e suas atitudes e suas relações como integrantes de grupos.

» Tem tanta ou mais influência sobre o desempenho da organização do que as máquinas, os métodos de trabalho ou a estrutura organizacional.

» Entender e lidar com o Sistema Social é a preocupação do enfoque comportamental na administração.

R.H.A. Consultoria - 123 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 123
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

3.1 – Experiência de Hawthorne:

A experiência foi realizada no período de 1927 a 1933, na fábrica da empresa Western Electric, na cidade de Hawthorne, nos Estados Unidos. Foi orientada por Elton Mayo, professor de Harvard.

Revelou a importância do grupo sobre o desempenho dos indivíduos e deu a partida para os estudos sistemáticos sobre o sistema social das organizações.

O objetivo original da experiência era verificar o efeito da iluminação sobre a produtividade.

No entanto, a experiência demonstrou que o principal fator determinante da produtividade era o comportamento dos funcionários, e não a iluminação ou qualquer outro fator técnico.

Essa experiência fez nascer a chamada Escola das Relações Humanas, porque demonstrou que entre os fatores mais importantes do comportamento das pessoas, que influenciam o desempenho individual, estão as relações com os colegas e os administradores.

R.H.A. Consultoria - 124 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 124
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

3.1 – Experiência de Hawthorne (Contin.):

Na época, essa idéia foi revolucionária e representou uma nova filosofia de administração, em relação às idéias então predominantes da Escola Científica.

A partir dos anos 30, a idéia das Relações Humanas alcançou a educação formal e informal.

Escolas, Associações de classe, seminários e programas de treinamento passaram a discutir os princípios expostos por Elton Mayo.

Progressivamente, novas gerações de profissionais educados nessas idéias, bem como a proliferação de publicações, ajudaram a disseminá-las com êxito.

Finalmente, os administradores reconheciam que, para fazer a organização funcionar, era preciso considerar o comportamento das pessoas.

R.H.A. Consultoria - 125 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I I.3 – Bases da Moderna Administração
R.H.A. Consultoria - 125
TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I
I.3 – Bases da Moderna Administração

3.2 – Moderno Enfoque Comportamental:

Comportamento Organizacional:

»