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TEORIA GERAL DO ESTADO BIBLIOGRAFIA : DALARI, Dalmo. Elementos da Teoria Geraldo do Estado. São

TEORIA GERAL DO ESTADO

BIBLIOGRAFIA :

DALARI, Dalmo. Elementos da Teoria Geraldo do Estado. São Paulo : Editora Saraiva. ACCIOLI, Wilson.

DALARI, Dalmo. Elementos da Teoria Geraldo do Estado. São Paulo : Editora Saraiva. ACCIOLI, Wilson. Teoria Geral do Estado. São Paulo : Editora Forense.

1. 2. 3.

1.

2.

3.

O Príncipe, Maquiavel.

O Contrato Social, Jean J. Rosseau

O Espírito das Leis, Montesquieu.

Teoria Geral do Estado integra a chamada ciência política.

A

estudo da formação do Estado sob uma visão política e jurídica.

O

Ciência Política não é ciência partidária, entende-se por ciência política como

sendo a arte de administrar o estado ou a coisa pública.

Em que situação político e jurídico se enquadra o estado Brasileiro ?

O Estado é necessariamente um fenômeno jurídico que gera uma série de

repercussões para todos os cidadãos e também para outros estados independentes.

A Teoria Geral do Estado visa explicar como surgiu o Estado. O Estado é uma

limitação de poderes. Os indivíduos abriram mão de uma parte de sua liberdade plena para se submeterem a um poder maior em função do interesse coletivo, em função de um benefício. O Contrato Social : A comunidade se reuniu, fez um pacto, para que um grupo de pessoas administrando o estado tomasse conta de todos os direitos individuais e por

isso cada indivíduo abriu mão de sua liberdade individual.

Quando o homem começa a vida em sociedade há interesse de se agrupar para que se estabeleça regras de convivência.isso cada indivíduo abriu mão de sua liberdade individual.  Qual o objetivo principal do estudo

se agrupar para que se estabeleça regras de convivência.  Qual o objetivo principal do estudo
se agrupar para que se estabeleça regras de convivência.  Qual o objetivo principal do estudo

Qual o objetivo principal do estudo da teoria Geral do Estado ? Preparar o aluno

para a compreensão da constituição do estado, em relação aos fundamentos da ciência política. Além disso, o que é o direito propriamente dito ? É preparar o aluno para o

direito como um todo e para o entendimento da sociedade e sua formação. Teoria Geral do Estado é requisito fundamental para a Introdução ao estudo de Direito Constitucional. O Direito Constitucional é o fundamento de todo o Direito que emana por diversos ramos.

Para se interpretar o Direito é necessário o conhecimento dos princípios básicos e

gerais do Direito. Todas as interpretações devem buscar os fundamentos contidos na

Constituição que é a Lei maior, sempre será a norma maior de um Estado soberano.

Todo Estado soberano possui um ordenamento jurídico independente. A

Constituição atual traz limitações ao poder do Estado. Ex.: No caso de desapropriação por parte do Estado, esta só se dará mediante justa e prévia indenização pelo prejuízo causado. No art. 150 da CF, limitações no poder de tributar.

O Estado democrático de direito traz nos seus direitos e garantias fundamentais

do cidadão as limitações do próprio estado.

Uma das formas de se verificar se o Estado é democrático é a forma com que o estado respeita os direitos e as garantias individuais contidos em sua constituição.

Todo Estado possui problemas sociais. Uma das obrigações do Estado atual é a erradicação da pobreza, é um dos princípios básicos da constituição.e as garantias individuais contidos em sua constituição. Tribunal de Haia → Objetiva ter uma atuação

Tribunal de Haia Objetiva ter uma atuação acima de todas as jurisdição de cada estado, a fim de fazer valer os direitos fundamentais da humanidade. Julga os crimes contra a humanidade.

da humanidade. Julga os crimes contra a humanidade. vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
da humanidade. Julga os crimes contra a humanidade. vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
da humanidade. Julga os crimes contra a humanidade. vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
Existe o princípio básico que todo direito de uma pessoa termina onde começa o de
Existe o princípio básico que todo direito de uma pessoa termina onde começa o de

Existe o princípio básico que todo direito de uma pessoa termina onde começa o de outro e esse conceito foi fundamental para a criação do Estado, mesmo na chamada sociedade natural. A sociedade natural foi defendida por Aristóteles (Séc IV a.C) : O homem é naturalmente um animal político. E para ele somente o homem de natureza vil (loucos) ou eremitas é que não viviam em sociedade. Todo homem vive naturalmente em sociedade, é este o fundamento precípuo da sociedade natural. Cícero que seguia a escola de Aristóteles, no início da era cristã, dizia que a espécie humana não nasceu para o isolamento e para a vida errante, mas com uma disposição de, mesmo com a abundância de todos os bens, a leva a procurar o apoio comum. San Tomás de Aquino Repetia exatamente estas posições, além das idéias de Aristóteles ele acrescentou, o ser extremamente virtuoso (o gênio), o santo eremita e ainda a hipótese do náufrago ou do homem que se perdesse numa floresta. Para esses autores o homem era forçado a viver em sociedade, era uma imposição da natureza. O homem é forçado a viver em sociedade por imposição natural.

Diferente da corrente da sociedade natural, outra corrente, dizia que só a vontade humana criava a sociedade, e que o homem o fazia por ser o único animal dotado de inteligência. O homem vive em sociedade por lhe ser interessante, utiliza de sua inteligência fazem a opção no sentido de abrir mão de parte de sua liberdade em prol de sua segurança. Platão Em A república mencionou a organização social construída racionalmente, fazia referência a uma estrutura social organizada, não por impulso, não por ser um animal, mas visto a necessidade e conveniência dos seres humanos. Thomas Hobbes O homem vivia naturalmente em um estado de natureza. Para Hobbes o homem não é um ser bom por natureza, há necessidade de organizá-lo em sociedade e criando-lhes limites para o convívio social. Leviatã O homem é o lobo do homem. Hobbes tinha uma crença de que o homem em seu estado de natureza eram egoístas, luxuriosos, inclinados a agredir os homens e insaciáveis, condenando-se por isso mesmo a vida solitária, pobre e repulsiva, animalesca e breve, daí a necessidade da criação de um instituto a fim de impor limites ao homem.

O contrato social era um instrumento que estabelecia as limitações do que o

homem poderia fazer, o que cada cidadão estava abrindo mão, e o que ele objetivava, era a busca pelo bem comum. O bem comum antes da formação dos Estados na idade média, passando pela era moderna até a idade contemporânea sofreu evoluções; no inicio a preocupação básica era à proteção à caça, as mulheres, mais a frente na história a preocupação passou pela propriedade privada, e por outras riquezas. O bem comum na idade média (sociedade primitivas) representava a defesa física e dos meios de subsistência.

representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :
representava a defesa física e dos meios de subsistência. Bem Comum → Papa João XXIII :

Bem Comum Papa João XXIII : Consiste no conjunto de todas as condições da vida social que consistam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana.

Todos esses autores que estabeleceu o contrato social que o homem deveria se associar pelo impulso pela sua inteligência e necessidade o homem deveria o fazer até mesmo pela guerra se preciso fosse. Para fazer valer os interesses do grupo social, concebia-se a dominação pela guerra.

A defesa do bem comum passava necessariamente pela busca da paz e da

justiça social. Na era primitiva já se buscava este princípio básico da finalidade do

Direito. A criação da sociedade em alguns momentos conflita com a criação e a institucionalização

Direito. A criação da sociedade em alguns momentos conflita com a criação e a institucionalização do Direito. Nos dias de hoje existem ainda sociedades que tratam as mulheres como mercadoria. (ex.: sociedade islâmica). Na sociedade Romana os escravos eram tratados como mercadorias, o pátrio poder, os filhos eram considerados mercadorias. Quando se fala, portanto, em sociedade e estado, diz-se da busca pela bem comum, com a finalidade de assegurar a paz social, ou seja, assegurar a propriedade privada ou coletiva. Os anarquistas apregoavam que o estado existe somente para punir e limitar

direitos. Para estes não haveria necessidade de um órgão repressor de direitos (estado)

e que a própria evolução da sociedade atingiria um nível tal que todos saberiam se

comportar de tal maneira que na defesa do bem comum não justificando, portanto, um órgão opressor de seu próprios direitos e prerrogativas. Existe aí um conceito contraditório, se os anarquistas afirmavam que cada indivíduo trabalhasse conseguiria manter sua vida sem a necessidade do estado, mas aí a dúvida : trabalhar como ? quem ditaria as regras de trabalho ? O anarquismo apregoavam a negação total do Estado,

mesmo por meio de guerra, movimentos revolucionários ou até mesmo terrorista. A defesa do bem social passa pela defesa da propriedade, seja privada ou coletiva, a garantia a vida, e aos bens mínimos e aos bens familiares, e as garantias mínimas de existência. A sociedade quando concebida para esse fim, previa, como Thomas Hobbes, que

a mesma deveria escolher, um grande gestor, representantes para administrar esses

anseios, essas necessidades de toda população, implementando através da força se preciso fosse a vontade geral. Thomas Hobbes defendeu o Estado Absolutista. Montesquieu analisando de forma cientifica e criteriosa, publicou o Espírito das Leis, que objetivava a criação de um órgão responsável por fazer as leis, um órgão responsável por julgar os conflitos e um para fazer cumprir as leis. Esse trabalho de Montesquieu também é fruto dessa concepção da necessidade de a sociedade se organizar em busca do bem comum, porém, limitando o poder do monarca. Durante muito tempo o Estado se confundia com a Igreja, a Igreja ditava regras, impulsionou durante muitos anos a forma como se dava a escolha e a manutenção no poder dos governantes. A sociedade : Segundo, Dalari, para que um agrupamento humano seja compreendido como sociedade, ele entende que seja necessário três características básicas : 1. A finalidade, denominada como valor social, 2. Manifestação dos Conjuntos Ordenáveis Normas Jurídicas e Sociais que limitam os direitos e prerrogativas dos indivíduos, e por fim, 3. Poder Social. A finalidade social é traduzida como o bem comum. Conceituando-se, tal como, o Papa João XXIII : O bem comum consiste em um conjunto de todas as condições de vida social que consistam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana. Poder Social : Sempre tem que ser considerado a bilateralidade, a vontade de um contraposta a vontade de outra. Poder O que é o Poder ? É a condição de impor, a capacidade de persuação. Na idade média o poder era divino; quem detinha o poder ou coincidia com a divindade ou era representante dos deuses. Os poderes são divididos em 3 grandes ramos : 1. O poder tradicional normalmente admitido nas monarquias, absolutismo divindade, não possui limitação. 2. O poder carismático é o poder inerente a uma pessoa que consegue com seus discurso arrebatar adeptos. É o carisma que tem a pessoa em conseguir certo número de adeptos. Líderes autênticos. Importante observar que pode existir líderes carismáticos

Importante observar que pode existir líderes carismáticos vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
Importante observar que pode existir líderes carismáticos vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
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que contrariam a própria norma, o poder constituído. Líder carismático pode agir favoravelmente ou contrário

que contrariam a própria norma, o poder constituído. Líder carismático pode agir favoravelmente ou contrário ao poder vigente, o líder carismático não precisa necessariamente ser legalista. 3. Todos os que chegam ao poder por meio das normas pré existentes. Ex.: vereadores, prefeitos, governadores, etc. Poder legal Poder Racional Esta pessoa não é necessariamente carismática, muitas das vezes estas pessoas podem ser escolhidas por exclusão. Todo Poder é legítimo quando é permitido. Mesmo por um processo revolucionário, a tomada de poder tem que necessariamente obter o apoio da sociedade. Ex.: Golpe Militar Cassação de diversos parlamentares em 68 Emenda Constitucional nº 1 Não havia respaldo técnico, mas houve o respaldo da população.

respaldo técnico, mas houve o respaldo da população.  O QUE É O ESTADO ? 

O QUE É O ESTADO ?

O Estado deve possuir três elementos característicos para ser entendido como tal.

Dois elementos materiais e um elementos formal : 1. População, 2. Território e, 3. Poder

Político exercido dentro do território soberania.

A finalidade como elemento característico do Estado A busca pelo bem comum.

Alguns autores (Dalmo Dalari, Wilson Acioli) não consideram a finalidade como elemento

característico do Estado.

População É o agrupamento de pessoas que pretendem viver num

determinado espaço, porquanto, num território. (ex.: o estado de Israel foi constituído pela ONU quando o definiu um território para aquela população, que até então tinham uma unidade definida apenas pela crença religiosa.)

A omissão do estado O controle de regiões e determinadas áreas feita pelo

mundo do crime se dá pela omissão do estado, pela omissão de suas ações devidas. Este controle feito por uma parcela da população não pode ser considerada como sendo

uma formação de um estado em razão da ausência do poder político soberania. Estes grupos não podem alterar nenhuma norma do sistema jurídico do país.

O Brasil é uma república federativa onde todos os estados se unem para

constituir um estado maior, os estados membros e abrem mão de suas prerrogativas para definir normas comuns a todos.

O comando vermelho é uma sociedade ? A Raça Rubro Negra, Gaviões da Fiel,

A Máfia Italiana, o Comando Vermelho, ou outro grupamento social qualquer, constituem

uma sociedade, isto porque estes atendem as suas finalidades, atendem aos interesses de seus associados, para as quais são criadas. Mas jamais constituirão um estado soberano, pois, não possuem um poder político, não possuem soberania, eles não podem alterar nenhuma norma jurídica vigente no País.

O Vaticano é o menor País do mundo. A questão do Estado não é definida por

seu tamanho, por sua extensão. O Vaticano possui apenas 42 Km², mas possui soberania, autonomia plena dentro de seus 42 Km².

Território É tudo aquilo que o Estado disser que a ele pertence.

C.P. Extra - territorialidade É de competência da justiça brasileira processar e

julgar todos os crimes em embarcação brasileira em qualquer parte do mundo.

A soberania é a capacidade de uma pessoa ou um grupo de pessoas de impor

suas decisões a uma comunidade determinando seu cumprimento, fazer prevalecer sua

vontade, suas regras, suas normas, inclusive utilizando-se da força se preciso for. Óbvio, em busca do bem comum é legitimado pela sociedade.

O Contrato Social, Rosseau O povo transfere para o Estado a soberania para

que em seu nome possa exercê-la. Art. 1º da CFRB A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui- se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos : I a soberania.( Parágrafo Único : Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

 No Senado que visa a defesa dos interesses da Nação, dar o equilíbrio a

No Senado que visa a defesa dos interesses da Nação, dar o equilíbrio a União

como um todo, julgam as questões mais relevantes do País, cabe a ele julgar o Presidente em crime de responsabilidade. Mas quem têm a soberania é o povo que a estes delegou poderes.

ORIGEM E FORMAÇÃO DO ESTADO

que a estes delegou poderes. ORIGEM E FORMAÇÃO DO ESTADO A denominação Estado, significando situação permanente

A denominação Estado, significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade, surgiu com Maquiavel, em O Príncipe.

Quanto a origem do Estado segundo o professor Dalmo Dalari, o nome Estado só pode ser aplicado com propriedade à sociedade política dotada de certas características. Contratualismo O estado surge a partir do Contrato Social. 1. Familiar, 2. Atos de força e 3. Motivos Econômicos.

1. Familiar, 2. Atos de força e 3. Motivos Econômicos. 1. Familiar → cada núcleo familiar
1. Familiar, 2. Atos de força e 3. Motivos Econômicos. 1. Familiar → cada núcleo familiar

1. Familiar cada núcleo familiar gerou um estado, cada família primitiva se ampliou

familiar gerou um estado, cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. 2.

e deu origem a um Estado.

cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. 2. Atos de força, violência

2. Atos de força, violência ou de conquista um grupo mais forte domina o outro,

um Estado quando se apropria de outro. O Estado nasce dessa conjunção de dominantes

e dominados.

O Estado nasce dessa conjunção de dominantes e dominados. 3. Causas Econômicas → O Estado teria

3. Causas Econômicas O Estado teria sido formado para se aproveitarem os

benefícios da divisão do trabalho, integrando-se as diferentes atividades profissionais, caracterizando-se assim, o motivo econômico. Um Estado nasce das necessidades dos homens, ninguém basta a si mesmo, mas todos nós precisamos de muitas coisas

Paralelo a teoria contratualista existem autores que afirmam : existem os Estados

que tiveram a formação derivada : um estado anterior que perde parte de seu território para a formação de um novo Estado, ou ainda, colônias que se tornam independentes da metrópole e formam uma nação. (ex.: continente africano, a Bósnia, o Timor Leste). Outra forma de formação derivada é a fusão de um Estado com outro, ex.: Alemanha Ocidental

e Alemanha Oriental.

Processos atípicos, não usuais e absolutamente imprevisíveis. Assim, por

exemplo, depois de grandes guerras as potências vencedoras, visando assegurar o enfraquecimento permanente dos países vencidos, ou procurando ampliar o seu próprio território, procedem a uma alteração dos quadros políticos, não raro promovendo a criação de novos Estados. Ex.: O Estado de Israel pela peculiaridades próprias, tornando- se uma causa excepcional; toda área criada por força de uma intervenção externa para se garantir a criação do Estado; A invasão do Kuwait, O Estado do Vaticano. É um processo atípico.

do Kuwait, O Estado do Vaticano. É um processo atípico. Acioly : 1. Estado Oriental; 2.

Acioly : 1. Estado Oriental; 2. Estado Hebreu; 3. Estado Dalari : Estado Antigo e Estado

{ Estado Oriental Egito, Índia, Pérsia, China e o Estado Hebreu, todos estes baseavam-se numa autocracia (governo exercido por uma só pessoa de forma absoluta), todos com cunho religioso muito forte (a figura do soberano ou era uma escolha divina ou era um representante da própria divindade), também foram chamados de Estados teocráticos, tal era a influência religiosa dos sacerdotes sobre a decisão de quem iria governar, e o Estado como era governado por uma só pessoa não haviam subdivisões de poder.

{ Estado Grego Formado por questões geográficas, principalmente Atenas e Esparta. Nestas cidades a questão principal era a defesa e a segurança. Criados baseadas na auto suficiência de seus povos, acreditavam que dentro dos burgos seria suficiente para se constituírem e se manterem . É muito comum a associação da Grécia

antiga com a democracia, esta afirmativa valia para os que eram considerados cidadãos gregos e

antiga com a democracia, esta afirmativa valia para os que eram considerados cidadãos gregos e que tinham direitos assegurados por reuniões do povo para decidirem os problemas da cidade em assembléias.

{ Nestes Estados Gregos tiveram a mesma evolução política, ou seja, iniciaram como Monarquia, passaram para a Oligarquia, Tirania e no final Democracia. Para o Prof. Robert Dalll, em Análises Políticas Moderna, afirma que os estados historicamente passam por esse processo: Absolutismo, Oligarquia, Tirania (Ditadura) e por fim, como revolta a todo ato de tirania, se chegaria a Democracia. O prof. Wilson Acioli afirma taxativamente que Esparta e Atenas tiveram essa mesma seqüência na sua forma de governo.

tiveram essa mesma seqüência na sua forma de governo. Dentro da estrutura do poder estabelecida, havia

Dentro da estrutura do poder estabelecida, havia o soberano que exercia o poder executivo, o soberano tinha o poder de julgar alguns casos, porém, os casos mais relevantes eram decididos na Assembléia, que ora faziam o papel executivo, ora o legislativo e ora Poder Judiciário.

Estado Romano Foram fundamentais na história da humanidade, não no

aspecto político, mas no aspecto jurídico, a legislação Romana foi reproduzida e espalhada para todo o ocidente. Ex.: grande parte do Código Civil Brasileiro teve influência da legislação Romana. O direito Alemão, ou Germânico também possui muita influência do Direito Romano.

O Estado Romano o Estado Romano numa primeira fase era apresentado

como uma divindade, em outra fase com a institucionalização do Senado e o surgimento dos pretores esta situação se modificou. Antes o soberano concentrava todos os poderes, nesta fase afirmavam os Romanos :Todos os caminhos levam a Roma, com esta visão de que o mundo inteiro ficaria sob o domínio Romano e que tudo se converteria para Roma. Quando a população se rebela com a aristocracia, inicia-se uma nova fase, constituindo-se o senado, que passou a ditar as leis e vigiar o imperador e passou a ter a prerrogativa de escolher os pretores, que julgavam e faziam a aplicação das leis.

Cícero apresentava : República é coisa do povo, povo não é toda reunião de homens congregados de qualquer maneira, mas sociedade formada sob a garantia das leis e com o objetivo de utilidade comum que leva os homens a se reunirem não é tanto sua debilidade como a necessidade imperiosa de sua associação. Quando o Estado Romano deixa de ser uma Aristocracia e passa a República, quem elegia o governante era o Senado. Os senadores dentro do Estado era quem efetivamente detinha os poderes.

dentro do Estado era quem efetivamente detinha os poderes.  O Estado Medieval → O Estado
dentro do Estado era quem efetivamente detinha os poderes.  O Estado Medieval → O Estado

O Estado Medieval O Estado medieval foi constituído a partir da era das trevas.

Os povos viviam em constantes conflitos, sejam por questões territoriais, econômicas ou pela miséria que imperava nestas regiões. O Estado medieval foi constituído a partir dos clãs ou feudos, esses governantes tinham o domínio das terras, tinham exércitos e as pessoas iam aderindo, associando-se a estes.

Neste período há uma fusão entre a Igreja com governantes. Foram feitos pactos entre a Igreja e os Estados para dar legitimidade aos governos. Há vários casos em que os governantes eram destituídos do poder por conflitos com a Igreja. Os que taxavam a igreja ou limitavam os poderes dos sacerdotes criavam sérios problemas com a igreja. Cristianismo, representado pela igreja católica, também possuiam seus exércitos para defenderem seus interesses, sempre associados aos governantes e quando haviam

sempre associados aos governantes e quando haviam vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
sempre associados aos governantes e quando haviam vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
sempre associados aos governantes e quando haviam vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
conflitos se associavam a outro governantes para enfraquecer o que contra ela se voltava. Todo

conflitos se associavam a outro governantes para enfraquecer o que contra ela se voltava. Todo o Estado Medieval era criado, organizado dentro das Monarquias absolutistas, justamente para a justificativa desse poder divino. Em todas elas o poder da religião era fortíssimo, se misturava ou se confundia com o próprio poder do Estado existente. A visão que existia antes no Estado Romano (Teocracia e Democracia) foi absolutamente esquecida e alterada pela visão da Monarquia Absolutista.

A Monarquia absolutista da idade média não tinha que respeitar o princípio da legalidade. Isto só veio a ser alterado no final da idade média quando se está entrando na fase dos Estados Modernos. Foram raros os exemplos : Um dos exemplos é o Estado dirigido por João sem Terra foi obrigado a assinar a Carta Magna (carta de direitos) que posteriormente foi considerada historicamente como a origem das constituições.esquecida e alterada pela visão da Monarquia Absolutista.  constitutivos do Estado : Território, População e

historicamente como a origem das constituições.  constitutivos do Estado : Território, População e

constitutivos do Estado : Território, População e Soberania. O Estado moderno tem que estabelecer o princípio da legalidade. O Estado pode modificar todo o ordenamento que se encontrava em vigor, contudo a partir da instituição desse novo Estado tem que ser criado o ordenamento jurídico e tem que ser respeitado o princípio de legalidade.

Todo Estado moderno tem que ter : Povo, Território, Soberania e o princípio da legalidade.

Estado democrático de direito implica que um estado ainda que soberano tem que cumprir regras ainda que contra ele próprio, é aquele em que o povo pode se insurgir contra o próprio Estado. O Estado democrático de Direito vai mais além do que o conceito de Estado, pode haver um Estado moderno recém constituído e que não seja um Estado democrático de direito. Pode haver um estado moderno e autoritário. Ex.: O estado Comunista constituído pela revolução Bolchevista era um estado moderno, o estado Mulçumano, é de extrema direita, porém a distinção entre estes é que jamais reconheceram os direitos humanos, a liberdade, ao direito de ir e vir, entre outros. Cuba não permite que os cubanos saiam do país. Já a Alemanha unifica permite. Os países produtores de petróleo são países ricos, contudo, em regra, alguns não são considerados como Estado Democrático de Direitos e alguns países pobres o são. Ex.: Brasil, Chile, hoje são considerados Estado Democrático de Direitos.

A figura do Estado Moderno será sempre analisada pelas duas vertentes :

Estado Formal e Estado Democrático de Direitos.

O Estado Moderno É toda a análise que foram feitas dentro dos elementos

É toda a análise que foram feitas dentro dos elementos A SOBERANIA A Soberania é una,
É toda a análise que foram feitas dentro dos elementos A SOBERANIA A Soberania é una,
É toda a análise que foram feitas dentro dos elementos A SOBERANIA A Soberania é una,
É toda a análise que foram feitas dentro dos elementos A SOBERANIA A Soberania é una,

A SOBERANIA

a análise que foram feitas dentro dos elementos A SOBERANIA A Soberania é una, indivisível, inalienável

A Soberania é una, indivisível, inalienável e imprescritível.

é una, indivisível, inalienável e imprescritível. A soberania é una → porque cada estado só pode

A soberania é una porque cada estado só pode ter uma única soberania, se ela representa todo o poder político que é exercido em um território, não é admissível mais de um poder político sobre o mesmo espaço físico, do contrário haverá um fracionamento do Poder Político. Ex.: O conflito que existe na Palestina, faixa de Gaza, Cisjordânia e o Estado de Israel, é um exemplo de fracionamento da soberania. A Soberania é indivisível porque apesar de existir somente um poder político naquele espaço físico, não é possível a divisão do mesmo poder entre os povos, entre as etnias ou regiões, porém, é possível que haja uma divisão dentro de sua graduação, dentro do que o poder político definir, ele pode criar esferas, o estado pode ser unitário, o estado pode ser uma federação, ele pode municípios, regiões, a soberania pode dividir o poder que o estado detêm. Como por exemplo : O Estado Brasileiro detêm soberania sobre todo o território brasileiro, porém a própria união indissolúvel dos estados federados definiu que o Estado Brasileiro pode ser dividido em Estados Membros. E

Brasileiro pode ser dividido em Estados – Membros. E vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
através da Constituição o poder soberano definiu o que cada estado e município poderá fazer,

através da Constituição o poder soberano definiu o que cada estado e município poderá fazer, sobre o que poderá legislar. A soberania é indivisível em relação ao todo que existe, ao território, a sua área de abrangência, ela pode dividir apenas a esfera de atuação. A Constituição Federal prevê que o Estado Brasileiro é obrigado a coibir todo e qualquer movimento separatista. Os Estados membros e os municípios possuem competência, atribuições, eles possuem autonomia administrativa, não soberania.

eles possuem autonomia administrativa, não soberania. Regra de Ouro : Direito Tributário → Aquele que tem

Regra de Ouro : Direito Tributário Aquele que tem o direito de cobrar o tributo é quem pode legislar sobre ele. Legislação Concorrente Matérias em que todos os entes federados tem o direito de legislar. A Constituição Federal define competência, as atribuições, a autonomia dos estados membros e municípios, portanto, quando o Estado cria sua divisão administrativa não estabelece a divisão de soberania.

administrativa não estabelece a divisão de soberania. A Soberania é inalienável → todo aquele que de
administrativa não estabelece a divisão de soberania. A Soberania é inalienável → todo aquele que de
administrativa não estabelece a divisão de soberania. A Soberania é inalienável → todo aquele que de

A Soberania é inalienável todo aquele que de alguma forma deixar de ter a soberania deixará de ter o seu estado soberano, ou seja, não existirá mais o poder sob aquele determinado território. Exemplo : O EUA e o Paquistão. Um País pode autorizar manobras de guerra em seu Estado. O EUA quer utilizar-se do espaço aéreo do Paquistão em caso de guerra com o Afeganistão. O Paquistão ao autorizar o EUA a utilizar o seu território ele não estará alienando o seu território estará apenas fazendo uma concessão. O Brasil, pode autorizar manobras de guerra dentro de seu território, pode estabelecer alguma regra do Estado Brasileiro por um outro Estado. Negócio Jurídico entre os Estados não ferem a Soberania, empresas multinacionais são instaladas em nosso País, bem como, empresas brasileiras são instaladas em outros países sem que com isso venha a ferir a soberania dos mesmos. A Soberania é imprescritível Se prescrição caracteriza-se pela perda de um exercício de direito em conseqüência da perda de um decurso de prazo, ou lapso temporal, pode-se concluir que, quando se diz que a soberania é imprescritível ela não estará sujeita a nenhum prazo, ou se reconhece a soberania do Estado até que ele venha perde-la por fatores outros, mas não se admite uma soberania temporária, uma soberania condicional, ela não está sujeita a normas ou condições. A soberania sofre limitações somente no exercício da soberania de algum outro Estado legalmente constituído. Um País não pode pretender estender sua soberania sobre um Estado.

não pode pretender estender sua soberania sobre um Estado.  Alguns autores acrescentam a estas, a

Alguns autores acrescentam a estas, a característica de ser a soberania um poder

originário, que ele nasce com o próprio Estado e seria um atributo inseparável deste. Mas, em que momento nasce o Estado ? Antes do Estado ser formado ele tem que ter soberania sobre determinada área, sob esse aspecto, pode-se adotar que em regra o poder é originário, mas nem sempre.

Diz-se também ser a soberania exclusiva porque só o Estado a possui. Não é muito

aplicável, pois, a soberania é do Estado ou do Povo ? Como é difícil de se definir como regra para todos os Estados, não se pode apresentar como regra para todos. Na Constituição Brasileira diz que a soberania é do povo, mas existem os Estados que entendem que a soberania não é do povo e sim do Estado.

Outro que se apresenta é que a soberania é coativa, porque o estado exerce sua

vontade. Ora se soberania é o exercício do poder sobre determinado Estado, óbvio que este fato será inerente ao Estado, fazer valer a vontade da maioria, fazer valer a vontade do Estado.

 Dalmo de Abreu Dallari, Estado é a ordem jurídica soberana que tem por fim

Dalmo de Abreu Dallari, Estado é a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem

comum de um povo situado em determinado território.

O QUE É O ESTADO Existem diversas definições de Estado, conforme o Prof.

FINALIDADE E FUNÇÕES DO ESTADO

Fins Objetivos do Estado → Estão ligados a concepção histórica e filosófica. Para que serve o Estado no sentido Estão ligados a concepção histórica e filosófica. Para que serve o Estado no sentido filosófico ? Visa a defesa do bem comum e regular as relações sociais em busca da paz, da segurança da sociedade.

Fins Subjetivos do Estado É uma divisão da sua análise a partir do relacionamento do Estado com os indivíduos. É o fim que busca estabelecer regras do Estado para com os indivíduos. Surgindo daí três grandes vertentes : Fins Expansivos, Limitados e Relativos. Esta concepção de fins subjetivos está relacionado ao tamanho do Estado que se pretende.

está relacionado ao tamanho do Estado que se pretende. 1. Fins Expansivos → Os que defendem

1. Fins Expansivos Os que defendem um Estado com fins expansivos;

são os Estados fortes, totalitários, estatizantes. Geralmente os países com características estatizantes. Ex.: O Brasil na época do governo militar foi estatizantes. O governo chegou a possuir uma fábrica de fósforo, fábricas de roupas íntimas. Em Cuba a fábrica de charutos pertence ao governo. Os que defendem esta concepção defendem o Estado com fins expansivos com as seguintes justificativas : primeira é

a questão utilitária, do atendimento ao interesse de toda população.

Embora não se possa considerar como verdadeiro tal afirmação, visto que, uma empresa estatizada às vezes beneficia uma parcela da população em prejuízo do interesse global. O Estado quando busca um fim expansivo deve respeitar os direitos individuais, o interesse global; ainda que o interesse público tenha de prevalecer, tenha de se sobrepor ao interesse privado, contudo, esse interesse não pode aniquilar o interesse privado. A Segunda é questão Ética, rejeitam o

utilitarismo e preconizam a absoluta supremacia dos fins éticos, é o fundamento da idéia do Estado Ético. Dão ao Estado a condição de fonte moral, onipotente e onipresente, não tolerando qualquer comportamento que não esteja rigorosamente de acordo com a moral oficial.

2. Fins Limitados São aqueles que vêem o Estado de uma maneira muito reduzida. O Estado intervindo minimamente, um mero espectador, um vigilante da ordem social. Que não haja intervenção do Estado, como por exemplo, nas relações de trabalho, na economia. Defendem que o Estado tem que intervir, quase que exclusivamente na segurança interna e externa, daí derivando a expressão Estado Polícia.

3. Fins Relativos É a posição intermediária. Nem o Estado tem que ser expansivo, estatizante, e nem limitado, ou mero espectador. É o estado contemporâneo. Os países europeus entendem o seu Estado com fins

relativos. Suas características principais são : um estado que assegure

a paz social e o bem comum através de ações sociais para minimizar

as

desigualdades sociais, a miséria, para assegurar assistência social

e

previdenciária, erradicação da pobreza, mas não intervindo de

maneira absoluta na economia do País. O Prof. Dalmo de Abreu Dallari afirma que o Estado é fruto do meio social, político, do momento histórico, do desenvolvimento econômico de

cada região. Não há como aplicarmos regras de um outro Estado, como por exemplo no

cada região. Não há como aplicarmos regras de um outro Estado, como por exemplo no Estado Brasileiro, porque certamente não será aceito pela sociedade. O Estado Americano não possui a figura da saúde universal que no Brasil tratamos de SUS; não existe porque naquele País não há esta necessidade. O povo Americano possui condições sócio econômicas diferentes das do Brasil.

ESTADO, PODER E DIREITO

O Estado se confundia com o Monarca. O patrimônio do Estado se confundia com o

patrimônio do Rei, concepção essa, medieval. Já no Séc. XIX iniciou-se uma discussão

em que o Estado era diferente do momarca, chegando-se a idéia de que o Estado era uma Pessoa Jurídica. A pessoa física é a pessoa natural, o ser humano; e houve a

criação de um ente abstrato, a pessoa jurídica. Que é a pessoa abstrata dotada de direitos e deveres. Fez-se isso com o Estado, onde Governo e Estado passaram a serem vistos como distintos entre si. Isso implica no relacionamento anteriormente existente entre governantes e Estado, inclusive pelo fato de que o governantes passou a Ter que respeitar o Estado. Tendo que se subjulgar a Constituição daquele Estado. Portanto, a expressão jurídica, após a insatisfação social, foi o surgimento, a criação da personalidade jurídica do Estado diferente da pessoa física de seu governante. O Estado passa a ter fins e objetivos que podem ser ou não coincidentes com os do governante. Os fins objetivos do Estado não vão permitir que a vontade do governante se sobreponha a esses objetivos.

A visão de pessoa jurídica tem origem na teoria contratualista. O pacto social

estabelece que o indivíduo abre mão de parte de seus direitos buscando um interesse

maior que é constituir uma pessoa jurídica, um ente abstrato que vai detr o poder, a soberania, para fazer valer as suas regras em busca do bem comum, da paz, da segurança.

Essa personalidade jurídica do Estado foi criada estabelecida a ela um conjunto de

direitos, deveres e limitações. Os Estados contemporâneos o fazem através de uma

constituição, com raras exceções, alguns países tomam como base a religião.

Kelsen afirmava que o Estado é a personificação da ordem jurídica. O Estado possui

personalidade jurídica, ele é quem diz o que deve ser a ordem jurídica, e ordem essa que

ele próprio tem que se submeter.

Teoria Ficcionista : A personalidade jurídica do Estado é fruto de uma convenção,

de um artifício e só se justifica por motivo de conveniência.

Teoria Realista : Se opõe a ficcionista. A personalidade jurídica não é mera ficção,

ele é muito mais amplo que isso ( )

)não é mera ficção, ele é muito mais amplo que isso ( ) ESTADO – NAÇÃO

ESTADO NAÇÃO

MUDANÇA DO ESTADO POR REFORMA E POR REVOLUÇÃO

)NAÇÃO MUDANÇA DO ESTADO POR REFORMA E POR REVOLUÇÃO CLASSIFICAÇÃO DOS ESTADOS Estados Simples e Estados

CLASSIFICAÇÃO DOS ESTADOS

Estados Simples e Estados Compostos.POR REFORMA E POR REVOLUÇÃO ) CLASSIFICAÇÃO DOS ESTADOS O Prof. Manoel G.F.Filho, diz que todo

O Prof. Manoel G.F.Filho, diz que todo Estado faz de alguma forma uma descentralização do Poder, uma descentralização administrativa. Existem Estados queDOS ESTADOS Estados Simples e Estados Compostos. vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /

possuem uma divisão administrativa, política, onde a população possui maior acesso aos governantes do que

possuem uma divisão administrativa, política, onde a população possui maior acesso aos governantes do que em outros.

possui maior acesso aos governantes do que em outros. A descentralização do governo se explica na

A descentralização do governo se explica na tentativa de se aumentar a eficiência do Estado. Como p.ex. o Brasil, não se pode imaginar um Estado como o Brasileiro, por sua extensão, sem uma descentralização capaz de dividir responsabilidades e aumentar a eficiência.

capaz de dividir responsabilidades e aumentar a eficiência. O Prof. Manoel G.F.Filho vai mais além, afirma

O Prof. Manoel G.F.Filho vai mais além, afirma que a descentralização é também

uma forma de limitação do poder, é geradora de um sistema de freios e contra pesos propício a liberdade com o objetivo de diminuir a probabilidade de opressão e buscar aproximar governantes dos governados. A descentralização não está em tese vinculada a nenhuma forma constitucional determinada; Wilson Accioli afirma que pode haver Monarquia descentralizada como pode haver uma república centralizada; no entanto, não se pode negar que um Estado ditatorial seja sempre centralizador. O absolutismo exclui

por motivos idênticos a separação dos poderes por ser uma barreira que não se admite ser ultrapassada. Tod Estado ditatorial possui como característica fundamental a centralização dos poderes, o domínio completo sobre todas as ações governamentais;

isso não significa que todo País democrático possua uma estrutura descentralizada. Ex.:

A Suiça é um país que possui uma estrutura centralizada mas considerada um Estado

Democrático de Direito.

mas considerada um Estado Democrático de Direito. Estados Simples : Possuem a denominação de Estados

Estados Simples : Possuem a denominação de Estados Simples ou Unitários. O Estado Unitário é aquele que possui sua estrutura administrativa somente em uma esfera

e sempre concentrado na capital. O Estado Unitário é aquele que não apresenta divisor

administrativo ou governamentais correspondentes aos estados ou municípios. Porque se chama Estado Unitário ? Porque reúne o poder apenas numa única esfera, a Federal. Isso não significa ser um governo absolutista, pois, dentro dessa esfera que congrega os poderes, há divisão do executivo, legislativo e judiciário. Mesmo nesses países unitários

que centralizam o exercício do governo, o fazem em termos de esfera e não em termos de concentração de poder.

de esfera e não em termos de concentração de poder. Quando se tem um Estado Unitário,

Quando se tem um Estado Unitário, as decisões são todas vinculadas ao poder soberano exercido pela esfera maior, a esfera federal, e isso não significa que não

existam gestores locais, que são fiscalizados e supervisionados pelo governante que lhe

é superior hierarquicamente.

pelo governante que lhe é superior hierarquicamente. O Prof. Wilson Accioli afirma que o Brasil do

O Prof. Wilson Accioli afirma que o Brasil do Império foi um Estado Unitário e que

havia uma certa descentralização do poder. No Brasil Império existia o Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. Transferiu-se para os Estados o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, mantendo o Poder Moderador que tinha influência sobre todos os demais, era a palavra final sobre cada ato, cada ação ainda que praticado por uma autoridade regionalizada. Existem hoje exemplos de Estados unitários, como é o caso da Itália, da Espanha.

tendência dos Estados modernos com a constitucionalização dessas regras do

Estado é sempre a de limitar a atuação do governante supremo do País, seja em relação aos poderes constituídos, seja em relação a outras esferas criadas de acordo com cada necessidade.

A
A
a outras esferas criadas de acordo com cada necessidade. A Estados Compostos, descentralizados ou complexos :

Estados Compostos, descentralizados ou complexos : Os Estados compostos ou complexos são aqueles oriundos da reunião de dois ou mais Estados soberanos. Os Estados compostos se subdividem em uniões : pessoal, real, incorporado, confederação e estado federal.

1. A União Pessoal → É considerado União Pessoal a que diz respeito a pessoa

1. A União Pessoal É considerado União Pessoal a que diz respeito a pessoa do

governante. Na União Pessoal o fator primordial é a união da pessoa do governante. São dois ou mais Estados soberanos que em conseqüência de um acaso histórico ter o mesmo soberano. Wilson Accioli afirma : são dois Estados soberanos que possuem o mesmo governante que em regra é fruto de uma coincidência acidental das leis de sucessão que conduz um indivíduo ao trono de dois Estados independentes. A união pessoal não implica na fusão dos Estados soberanos, cada estado permanece com sua independência, com sua soberania, o que ocorre é a coincidência do acaso da linha sucessória que o governante supremo de um Estado é o mesmo de um outro Estado soberano. A doutrina chega a entender que caso haja um conflito entre estes estados será considerado uma guerra ou mesmo um conflito internacional. Quando se tem essa união pessoal os Estados devem estabelecer acordos internacionais com outros países; com o objetivo de se manter a soberania dos Estados.

2. União Real Quando se fala em união real, refere-se aos fundamentos do direito

real, onde dois estados por opção própria chegam a um entendimento que devam Ter um único governante. Ex.: O Estado da Inglaterra e o Estado da Austrália num determinado momento da história optaram por essa forma. Geralmente passam por essa discussão as questões econômicas e bélicas. A garantia de manutenção do espaço físico e de condições econômicas favoráveis. Quando se tem essa união real ela se dá somente com algum objetivo sendo necessário um ato jurídico qualquer, um tratado, um pacto, onde os dois estados apresentem a sua vontade e aceitem a se submeter a decisões daqueles novos governantes. Esse ato jurídico pode existir também de maneira indireta, onde cada estado altera a sua constituição a fim de determinar que se submeterá àquela vontade especificada. Ex.: Suécia e Noruega que ocorreu entre 1815/1905, a Áustria e a Hungria entre 1867/1918, Dinamarca e Islândia entre 1918/1944.

3. União Incorporada A união incorporada é quando se tem dois ou mais estados que

se reúnem em um só extinguindo-se os outros. Estados soberanos que vão se reunir para se formar um novo estado. Também é uma forma de formação derivada de Estado. O Prof. Wilson Accioli entende que o exemplo atual e de maior relevância seria o da Inglaterra, Escócia e Irlanda, que esses estados se incorporaram e formaram o Reino Unido, porém há os que contestam tal versão. Um exemplo de união incorporada é o da

Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, onde as constituições foram alteradas para possibilitarem esta reunificação.

4. Confederação A confederação é a união permanente de estados soberanos, união

essa que se assenta num pacto, em uma declaração de vontade, com os fins de assegurar a paz interna e externa desses estados. Também em relação a confederação nós temos de considerar que esse pacto pode ser um tratado internacional ou um outro ato que tenha denominação que julgarem necessário, como um pacto, ou os mais variados nomes. Na confederação como é a reunião de estados independentes, reunião permanente, está indicado que os estados que aderirem a essa confederação permanecerão com sua identidade e o seu reconhecimento como pessoa jurídica de direito público externo, ou seja, como estado soberano, ainda que venha aderir a uma confederação. Esse poder que é mantido em cada estado independente assegurar a eles a manutenção de representação diplomática, relações comerciais, bem como, questões militares. A confederação é sempre oriunda da vontade do estado, oriunda de um pacto, de acordo, de um objetivo comum a todos. Também no caso de uma confederação caso haja algum tipo de conflito entre os Estados confederados será considerado um conflito internacional. Quando se estabelece uma confederação, os Estados independentes quando se reúnem tem de criar um regulamento que vai gerir essas diferentes soberanias, é o pacto

confederativo que vai estabelecer o que a confederação pode fazer e o que cada estado

confederativo que vai estabelecer o que a confederação pode fazer e o que cada estado confederado pode fazer. Normalmente constitui-se um corpo diplomático que as questões cruciais são decididas previamente ou que as deliberações são submetidas ad referendum desse conselho diplomático; com a concordância de todos.

Estados Confederações Indivíduos : A confederação possui um poder mediato sobre os indivíduos e os Estados confederados um poder imediato sobre os indivíduos. Isto porque as confederações só podem estabelecer regras para os estados confederados, a confederação para não violar a soberania de cada estado confederado, ela age sobre o estado, e o estado age sobre os indivíduos.

O prof. Wilson Accioli diz que os Estados Confederados são em regra transitórios porque mais cedo ou mais tarde algum estado vai Ter uma preponderância sobre os outros que não mais vai respeitar aquela soberania ou os estados por livre e espontânea vontade vão aderir a uma forma federativa ou se desinteressar pela manutenção desse sistema. Ex.: A confederação implantada nas Américas em 1778 a 1787, as treze colônias inglesas, que se declararam independentes e que posteriormente se reuniram numa confederação. Confederação Elvética que persistiu até 1848 (Na Suiça os Cantões que se reuniram), e a confederação germânica formada pelo ato de Vienna de 1815 que durou até 1866, posteriormente esses países com exceção da Suiça se tornaram uma federação.

5. FEDERAÇÃO É a forma de Estado em que a unidade do todo soberano se concilia

com a multiplicidade com as unidades territoriais que gozam de autonomia política e administrativa. Uma federação se caracteriza pela reunião de estados onde todos eles abrem mão de sua soberania para a constituição de um único estado. A união desses estados que passam a ser denominados estados membros. União de estados membros que formam um estado federado.

Os estados membros não são subordinados hierarquicamente a união, não existe hierarquia entre o Presidente, o Governador e Prefeito, o que existe são esferas de atuação, de competência distintas, a federação também tem uma característica muito peculiar : toda federação é constituída por uma constituição. Quando se diz que não há hierarquia entre estes, é porque a constituição define a competência de seus entes federados.

Características Fundamentais dos Estados Federados :

1. A união de estados faz nascer um novo estado e os que aderirem a federação

perdem a condição de estado e passa a condição de estado membro.

2. Não é permitido em nenhuma federação o direito de secessão, de se subdividir; a

federação existe com o intuito de manter a união de seus estados membros, com a intenção de manter a união de sua soberania, a união de seu território.

3. No sistema do Estado Federado moderno quase todos os países adotam o sistema bi

cameral. Na esfera da união se tem o senado federal e o congresso nacional. O senado representa os estados membros e a câmara dos deputados representa o povo. O Senado

Federal e a Câmara de Deputados são os órgãos mais importantes de qualquer estado federado. A Câmara dos Deputados é tida como a casa do povo. Existem muitas distorções quanto a representatividade quantitativa de cada estado na Câmara dos Deputados, já no Senado, independente do tamanho do Estado, todos elegem e senadores para representarem o Estado.

4. Como não existe uma hierarquia, como trata-se de apenas um estado, tem-se uma

única soberania, que fica nas mãos da união, e os estados membros passam a ter

somente autonomia, atribuições e competência. Em nenhuma federação é possível se ter mais de uma

somente autonomia, atribuições e competência. Em nenhuma federação é possível se ter mais de uma soberania.

5. A cada esfera de poder é atribuído o direito de administrar, de gerir, de receber

valores econômicos; os entes federados já tem assegurado alguma forma de renda; a

autonomia com relação a renda ~e uma característica muito forte dos Estados Federados.

6. Com relação aos cidadãos, que anteriormente pertenciam a um estado que passa a

compor uma federação, o vínculo é rompido com o antigo estado e ele passa a ser nacional, persistindo um vínculo de ordem regional.

7. De todas as formas de estado, a federação é a que se apresenta em maior número

nos estados modernos; é a forma que em regra melhor atende aos anseios da população

e a mais difundida no mundo contemporâneo.

da população e a mais difundida no mundo contemporâneo. FORMAS DE GOVERNO : MONARQUIA E REPÚBLICA.

FORMAS DE GOVERNO : MONARQUIA E REPÚBLICA.

quando se fala em estudo das formas de governo, fala-se dos órgãos do governo através da sua estrutura fundamental e a maneira como o poder é tratado dentro de cada estado. As formas de Monarquia e República são chamadas de formas clássicas de se definir um governo, e a doutrina apresenta como forma anormal as ditaduras, os governos totalitários. Dentro desse ponto, cabe falarmos de formas de estados que no passado diferiam das formas clássicas atuais :

Aristóteles começou indicando : a realeza, a aristocracia e a democracia. A realeza

caracterizava-se como forma de estado onde existia um único governante; a aristocracia que era um grupo muito reduzido que detinha o poder, e a democracia ou uma república que era o governo do povo para o povo. Essas eram as formas puras, mas que essas formas podiam se degenerar, se desvirtuarem; para Aristóteles a realeza passava a ser uma tirania, a aristocracia se convertia em oligarquia e a democracia em demagogia.

Maquiavel apresentava que o governo era feito em círculos; iniciava com um estado

anárquico, que convertia-se em monarquia eletiva, depois numa monarquia hereditária que com o excessivo poder dado ao Rei transformava-se em uma tirania, que por fim, com a reação da população era conduzida a uma aristocracia, que fazia surgir uma oligarquia, e mais uma vez com a reação popular, levava a democracia, e que esta se degenerava retornando ao estado anárquico. E assim entendia Maquiavel que as formas de governo eram cíclicas, passavam por etapas.

Montesquieu, já defendia desde quando escreveu o Espírito das Leis, que as formas de governo eram a Monarquia e a República.

, que as formas de governo eram a Monarquia e a República. Monarquia → Quase todos

Monarquia Quase todos os estados que existem hoje já foram um estado monárquico; podem ter sido monarquias absolutistas, que passaram para monarquias constitucionais ou que passaram diretamente para uma república. O Brasil foi uma colônia de Portugal, proclamou sua independência e constituiu uma monarquia constitucional e posteriormente proclamou a república. Os Estados Unidos pertenciam a Inglaterra, proclamaram sua independência e formaram uma confederação e posteriormente uma federação, uma república federativa. Monarquia Absolutista É aquela em que o governante detêm os poderes. O governante é o estado. Na idade média houve uma reação muito grande, fato este que culminou com as monarquias constitucionais. Ex.: A Magna Carta, constituída com a clara intenção de limitar o poder dos monarcas.

com a clara intenção de limitar o poder dos monarcas. vitorlourenco@brasilvision.com.br Tel. (22) 9962-8451 /
Características da Monarquia → Vitaliciedade do monarca que se mantêm no poder enquanto tiver condições
Características da Monarquia → Vitaliciedade do monarca que se mantêm no poder enquanto tiver condições

Características da Monarquia Vitaliciedade do monarca que se mantêm no poder enquanto tiver condições de governar. A hereditariedade dos sucessores é característica indissociável da monarquia que sempre e necessariamente tem a sua ordem sucessória definida pela hereditariedade. Outra característica é a irresponsabilidade do monarca frente a população no que diz respeito a dar satisfações de seus atos aos governados. Argumentos favoráveis a monarquia 1. A monarquia está acima das disputas políticas, e isto é importante nos momentos de crise em que o monarca intercede acima dos interesses políticos. 2. O monarca é fator de unidade do estado uma vez que ele é um elemento superior; ele é fruto da vontade divina. 3. O monarca assegura a estabilidade política das instituições. Isso só pode se verificar caso o regime seja parlamentarista, onde a constituição assegure ao Rei o direito de dissolver o parlamento. 4. Os monarcas são preparados desde o berço, recebe uma educação voltada para administrar o estado, e com isso não permite que governantes despreparados assumam o poder. Argumentos desfavoráveis a instituição da monarquia 1. A monarquia é inútil porque o Rei não governa. 2. A monarquia possui um custo muito elevado para ser mantida, e é mantida pelos súditos, contribuintes. 3. A unidade do estado deve advir da ordem jurídica e não da figura de uma simples pessoa. A segurança das instituições jurídicas dependem do ordenamento jurídico. 4. Em caso de o Rei poder governar, ainda assim, é preferível alguém que periodicamente tenha de se submeter a vontade popular.

que periodicamente tenha de se submeter a vontade popular. República → É o que se vivencia
que periodicamente tenha de se submeter a vontade popular. República → É o que se vivencia
que periodicamente tenha de se submeter a vontade popular. República → É o que se vivencia

República É o que se vivencia normalmente. É a forma de governo do povo, para o povo e pelo povo. Sintetizando quase toda a explicação inerente a República, que é muito associada a idéia de democracia. O povo numa democracia pode decidir diretamente ou indiretamente. Diretamente quando vota ou participa de um plebiscito ou referendum, e indiretamente através de seus representantes legítimos.

O ideal republicano assenta suas bases na idéia de soberania popular. Thomas

Jéferson na defesa intransigente da República se contrapondo a monarquia, dizia : Eu era inimigo ferrenho das monarquias antes de minha ida à Europa. Sou dez mil vezes

mais

monarquia.

uma sociedade sem governo é melhor que

desde que vi o

que elas são; (

)

sem governo é melhor que desde que vi o que elas são; ( ) Características da

Características da República 1. Temporariedade; na república o governante detêm mandato. 2. Eletividade; o governo é eleito pelo povo, não se admitindo qualquer forma de hereditariedade. 3. Responsabilidade política; o governante têm de prestar contas de seus atos.

política; o governante têm de prestar contas de seus atos. SISTEMAS DE GOVERNO : SISTEMA REPRESENTATIVO,

SISTEMAS DE GOVERNO : SISTEMA REPRESENTATIVO, PARLAMENTARISMO E PRESIDENCIALISMO.

Sistema Representativo : O estágio atual das sociedades não permite que tenhamos um Estado aos moldes da antiguidade. Hoje, não mais é possível se fazer uma consulta popular para resolver todas as questões; pelo tamanho do Estado, pelo número de habitantes e pela complexidade de questões que tem de ser resolvidas a cada instante, não mais é possível aguardar uma assembléia, como na antiguidade se dava na Demos; por conta disso criou-se o sistema representativo, onde a população elege um número de representantes que irão representa-los. Hoje, até mesmo se faz consultas populares, mas é fato raro, o tempo e o custo inviabilizam a todo momento se recorrer a tais consultas. O sistema representativo existe há muito tempo. A partir do séc. XIX esse sistema foi sistematizado, foi reorganizado; o prof. Dalmo de Abreu Dallari, indica que foi através dos

norte – americanos quando estavam constituindo a confederação americana e posteriormente o estado federado

norte americanos quando estavam constituindo a confederação americana e posteriormente o estado federado americano. O sistema representativo é organizado

através dos partido políticos, que são agremiações que cumprindo regras eleitorais de cada país tem o objetivo de influir nas questões políticas do estado, nas decisões importantes do país.

O código civil brasileiro estabelece que os partido políticos constituem uma pessoa

jurídica de direito privado, mudando esse conceito que anteriormente era tido como pessoa jurídica de direito público. Os partidos políticos se classificam internamente de duas formas : 1. Partidos Políticos de quadros e, 2. Partidos Políticos de massa.

Os partidos políticos de quadros, são aqueles que se preocupam mais com a

qualidade de seus filiados do que com a quantidade. Procuram o ingresso em seus quadros de pessoas mais entendidas nos mais diversos assuntos, visando o debate interno sobre as questões, sejam de ordem nacional, estadual ou municipal.

Os partidos políticos de massas, são os que procuram ter o maior número possível

de pessoas, procura se sobrepor pelo seu tamanho, pela quantidade de filiados que possui.

Em relação a organização externa os partidos se dividem em três classificações : o sistema de partido único, o bi-partidário e o pluripartidário.

O sistema de partido único, existe a composição de um único partido por uma

determinação legal, que é o partido oficial do governo; nos estados comunistas só existe os partidos oficiais, todas as discussões são travadas no âmbito interno. O sistema de partido único não permite a discussão das questões fundamentais, porque estas questões são definidas pelo Estado, cabendo ao partido as questões secundárias.

O sistema bi-partidário, não significa que não existam mais partidos, contudo, é o

sistema em que normalmente, apenas dois partidos disputam as eleições e formam a maior base nos parlamentos, estes partidos são os que reúnem mais condições nas disputas eleitorais. Em alguns casos existem imposições do governo criando apenas dois partidos; um do governo e outro de oposição, p.ex., o Brasil no regime militar, existia apenas a Arena e o MDB. Esse sistema, em regra, é antidemocrático. Nos países democráticos não existem limitações para a criação de partidos.

O sistema pluripartidário, não há impedimentos ou limitações a criação de partidos,

podem até mesmo existir regras que dificultem, mas a criação é livre, atendendo-se a estas regras pré estabelecidas.

O sistema representativo é o sistema que melhor podem tratar das políticas públicas

e os partidos políticos são órgãos que definem estas políticas públicas.

são órgãos que definem estas políticas públicas. PARLAMENTARISMO : É o grande sistema de governo que

PARLAMENTARISMO : É o grande sistema de governo que se contrapõe ao sistema presidencialista. O sistema parlamentarista teve origem no direito inglês, a Carta Magna, que estabeleceu alguns limites ao absolutismo na época. Mas, o sistema parlamentarista foi sistematizado no final do Séc. XIX quando todas as teorias sobre poder, soberania e do estado foram difundidas e associado a discussão formal sobre o sistema presidencialista, quando se buscava uma alternativa para o presidencialismo vigente até então.

O Direito Inglês possui uma característica predominante, é baseado na Common-Low,

consuetudinário, em razão disso, em 1332 foi definida a criação de duas câmaras (casas) do parlamento, a câmara dos lordes, composta pelos barões e a câmara dos comuns,

composta pelos cavaleiros, cidadãos e burgueses e, somente no final do séc. XVIII que culminaria com o sistema parlamentarista. Nessa época o rei criou um conselho chamado de gabinete, que eram consultores privilegiados que davam as definições, as determinações básicas que deveriam ser implementadas. Assessoravam o Rei nos assuntos econômicos, agrícolas, direito, etc.

→ Em razão da sucessão hereditária na monarquia inglesa, a Inglaterra foi dominada pelos alemães

Em razão da sucessão hereditária na monarquia inglesa, a Inglaterra foi dominada

pelos alemães em 1714. Nesse período foi estabelecido um gabinete muito forte; e o monarca alemão tinha dificuldade para se dirigir o parlamento inglês; desta forma solicitou que um membro de seu gabinete fizesse essa interlocação, que representasse o

interesse do monarca no parlamento. Por isso, esse porta voz foi tratado como primeiro ministro.

Quando da criação da figura do primeiro ministro foi criado uma distinção muito grande entre chefe de estado e chefe de governo. Cabendo ao chefe de estado representar a nação como um todo e ao chefe de governo administrar o estado, denominação esta que permaneceu até os dias atuais.

O parlamentarismo, é o sistema de governo que o governante representa a maioria

das correntes políticas do parlamento, isso necessariamente. No parlamentarismo o 1º ministro é sempre alguém do partido ou da coligação dominante no parlamento. Não existe a possibilidade de no parlamentarismo o primeiro ministro ter a minoria no congresso. No parlamentarismo, os partidos ou coligação majoritário indicam e aprovam um nome, este em composição com os partidos que lhe dão sustentação monta o seu gabinete. Quando não tem a maioria muda-se o primeiro ministro e muitas das vezes todo o gabinete. Isso pode se dar numa mudança política ou num ato desaprovado pelo parlamento. Porém, o chefe de estado, monarca ou presidente, tem a prerrogativa de em determinadas situações dissolver o parlamento e convocar imediatamente novas eleições.

O impeachement é originário do sistema parlamentarista, que anteriormente era

usado para cassar e perseguir os adversários políticos; evoluiu, e hoje se tornou um instituto; hoje antes de sofrer um impeachement , o 1º ministro renuncia para não sofrer

outras sanções.

No Parlamentarismo a essência do Estado, a essência do poder é efetivamente o parlamento.

Modernamente classificam o sistema parlamentarista em racionalizado e

clássico.

O parlamentarismo racionalizado surgiu de normas constitucionais definidas, o

sistema clássico é inspirado das regras consuetudinárias, do modelo inglês. Atualmente

existem regras do sistema parlamentarista inserida em algumas constituições; há um movimento de constitucionalização das principais normas como garantia de todo Estado. Os autores citam como exemplo de sistema parlamentarista racionalizado, a França, Bélgica, Noruega, Holanda, Luxemburgo, Suécia e Espanha, e como exemplo de sistema clássico, a Inglaterra, Canadá, Japão e Alemanha.

Em todos esses países sejam monarquias ou sistemas presidencialistas há uma

tendência muito grande de se fortalecer o chefe de estado, principalmente nos países presidencialistas, para que esse funcione como um árbitro privilegiado, que tenha poder para definir as situações nos momentos de crise e até mesmo dissolver o parlamento, essas situações recentes são denominados sistema híbidros, semipresidenciais ou

neoparlamentaristas. Nesses a característica é que os chefes de estado sejam eleitos, possuindo atribuições concretas e assumem também a chefia das forças armadas do país. Ex.: Alemanha (1919), Áustria (1929), França (1958) e Portugal (1976).

(1919), Áustria (1929), França (1958) e Portugal (1976). PRESIDENCIALISMO : É uma criação norte-americana que na

PRESIDENCIALISMO : É uma criação norte-americana que na fase de independência das 13 colônias inglesas, os membros das 13 colônias se libertaram do poder da coroa inglesa e criam um sistema presidencialista, baseado na vontade popular, baseado em mandatos e no sistema de freios e contra pesos, em razão da clássica tripartição dos poderes.

O sistema presidencialista foi criado para apesar de se personificar o poder, criar uma

limitação de quem o exerce, um presidente só pode fazer o que o legislativo autoriza e é

fiscalizado pelo legislativo e judiciário, e pode sofrer um impeachement, sendo este o sistema de

fiscalizado pelo legislativo e judiciário, e pode sofrer um impeachement, sendo este o sistema de freios e contra pesos.

O Presidente da República é auxiliado pelos ministros de estado nomeados por ele.

No sistema presidencialista pode existir um presidente com minoria no congresso. O substituto do Presidente da República é o Vice Presidente, normalmente eleito na mesma chapa e só exerce atribuição que o presidente delega.

No sistema brasileiro, no art. 80 da CF, existe a seguinte ordem sucessória em caso de morte, renúncia ou impeachement, e ficando vago o cargo, assume o vice presidente, ficando vago assume o presidente da câmara dos deputados, após, o

presidente do senado e por fim, o presidente do supremo tribunal federal.

O art. 81 define o caso em que os cargos de presidente e vice presidente ficam

vagos, e depois de aberta a última vaga, deverá haver então, eleições em 90 dias depois de aberta a última vaga. Ocorrendo vacância nos 2 últimos anos do período presidencial a eleição presidencial deverá ser realizada em 30 dias depois de aberta a última vaga, e em qualquer dos casos os eleitos completarão o período de seus antecessores.

No Presidencialismo os representantes tem mandato e são eleitos por via direta ou indireta.

O Presidente tem o poder de vetar normas emanadas do congresso. Se o chefe do

executivo veta uma lei ou um artigo da uma lei, poderá o legislativo derrubar o veto por

um quorum qualificado e aí o legislativo promulga a lei.

O Congresso pode julgar o Presidente e os Ministros por crimes de responsabilidade.