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A IMPORTÂNCIA DO CUSTO

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO www.unicentro.br RESUMO Gilberto Gonsiorkiewicz Pós-Graduando(a) do Curso de Pós-Graduação

www.unicentro.br

RESUMO

Gilberto Gonsiorkiewicz Pós-Graduando(a) do Curso de Pós-Graduação lato sensu em Gestão e Auditoria de Negócios da UNICENTRO. 2006.

Jeferson Lozeckyi Professor Orientador. Mestre em Ciências Sociais Aplicadas - Contabilidade. Departamento de Ciências Contábeis da UNICENTRO.

Em um mercado competitivo todas as informações são importantes para enfrentar a concorrência e conquistar clientes. A identificação dos custos possui a sua importância para o empresário tomar as suas decisões para sobreviver em suas atividades e obter lucro. O conhecimento mais profundo dos custos diretos e indiretos, permite a identificação de qual segmento da produção está contribuindo com maior ou menor porcentagem para o resultado final do custo de um produto.

O estudo proposto com a utilização de custos diretos e indiretos foi uma pesquisa de campo realizado no restaurante do

SESC de Guarapuava. Tendo como objetivo principal a identificação do custo de almoço oferecido aos comerciários da cidade. A pesquisa nos controle da instituição proporcionou a geração de informações que puderam ser utilizadas para identificação de todos os custo existentes no restaurante. Outro desafio bastante interessante foi a comprovação dos conceitos teóricos, pois a dificuldade para a distribuição dos custos indiretos foi superada com a aplicação dos conceitos teóricos apresentados pelos autores. Os custos indiretos não são bem claros e definidos como os custos diretos, mas eles

são existentes nos produtos e precisam ser contabilizados para que não gerem prejuízo para a empresa no final do exercício. Após vários rateios o resultado da pesquisa apresentou que os custos diretos têm uma grande participação no custo final

da refeição, e as porcentagens mais significativas ficaram com os materiais diretos e mão-de-obra direta. Portanto, a pesquisa

teve êxito, pois alcançou o resultado final do custo médio de uma refeição. Através da apuração de todos os custos diretos e indiretos comprovou que a instituição subsidia os almoços servidos aos comerciários de Guarapuava.

Palavras chaves: Gestão de custo, custo direto, custo indireto, rateio.

ABSTRACT

de custo, custo direto, custo indireto, rateio. ABSTRACT In a competitive market all the information are

In

a competitive market all the information are important to face the competition and to conquer customers. The identification

of

the costs possesses its importance for the entrepreneur to make his/her decisions to survive in his/her activities and to

obtain profit. The deepest knowledge of the direct and indirect costs, allows the identification in which segment of the production it is contributing with bigger or smaller percentage of a product cost final result. The proposed study with the use of direct and indirect costs, was a field research accomplished at the restaurant of Sesc in Guarapuava. Having as main objective the identification of the lunch cost offered to the commercial employees of the city. The research in the institution controls, provided the information that could be used to the identification of all costs in the restaurant. Another quite interesting challenge was the proof of the theoretical concepts, because the difficulty for the distribution of the indirect costs was overcome with the application of the theoretical concepts presented by the authors. The indirect costs are not very clear and defined as the direct costs but they are actual in the products and they need to be counted so that they don’t generate damage for the company at the end of the exercise. After several pro rata the research result presented that, the direct costs have a great participation in the final cost of the meal, where the most significant percentages were with the direct materials and direct labor. Therefore the research was successful because it reached the final result of a single meal medium cost. Through the raising of all the direct and indirect costs it was proved that the institution subsidizes the lunches that are served to the commercial employees of Guarapuava.

Key words: direct cost, indirect cost, pro rata, management cost.

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO

INTRODUÇÃO

A Contabilidade de Custos em um mundo globalizado é

de fundamental importância para os gestores poderem tomar decisões para enfrentarem o mundo competitivo. Os consumidores estão cada vez mais sensíveis a preço e

qualidade. Os empresários ao tentar agradar e atrair clientes acabam, muitas vezes, deixando de observar seus custos. Em um mercado aberto à concorrência os empresários necessitam conhecer os seus custos para fixarem o seu preço de venda.

A pesquisa de campo foi realizada no restaurante do

SESC em Guarapuava. Os almoços são vendidos e servidos aos comerciários da cidade. A qualidade e o preço dos almoços proporcionam um grande número de clientes à instituição. A pesquisa buscou identificar como a instituição consegue oferecer almoço aos comerciários a preço tão baixo. As informações foram retiradas dos relatórios que

foram cedidas pela instituição, no período compreendido entre 01 de dezembro de 2006 até 28 de fevereiro de 2007. Para identificação do custo médio de um almoço foi necessária a aplicação dos conceitos teóricos na prática. Com muitos custos diretos e indiretos os rateios foram de fundamental importância para que fosse possível alcançar o preço médio unitário de cada almoço.

O restaurante do SESC recebe vários custos diretos e

indiretos por isso houve grandes dificuldades para identificação do preço médio unitário de cada almoço. Essa dificuldade proporcionou o desenvolvimento e aplicação de vários conceitos teóricos que vieram contribuir para o aprendizado e aperfeiçoamentos dos conhecimentos teóricos aplicados na prática.

REVISÃO DA LITERATURA

DEFINIÇÃO DE CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Contabilidade teve um grande desenvolvimento a partir do momento que o mercado de capital despertou o interesse de várias pessoas que buscavam informação de grandes empresas para fazer suas aplicações em bolsa de valores. Para facilitar o entendimento da Contabilidade foram desenvolvidos padrões, formas para que fosse apresentado um Balanço. Por exemplo, Martins (2006, p.21) acrescenta que “ás vezes criar princípios básicos de contabilidade de tal modo que pudesse ter critérios relativamente homogêneos para comparar as demonstrações contábeis de empresas diferentes (além de comparar os da mesma empresa, feitos em datas diferentes)”. Para a descrição de Bruni e Fama (2004, p.22), “a contabilidade consiste no processo sistemático e ordenado de registrar as alterações

ocorridas no patrimônio de uma entidade”. Durante um período ocorrem modificações e movimentações dentro das organizações, as quais registradas através dos controles que podem alterar o patrimônio da empresa. Como acontece em outras áreas a contabilidade também tem suas áreas específicas como: contabilidade gerencial, financeira e de custo. Uma delas é a contabilidade custos, de acordo com Maher (2001, p.38), “contabilidade de custos – o ramo da contabilidade que mede, registra e relata informações sobre custos.” É a forma de coletar e armazenar as informações que podem ser utilizadas por outros setores. Outra definição conforme Horngren, Foster e Datar (1997, p.2), “contabilidade de custo mensura e relata informações financeiras e não-financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização”. A Contabilidade de Custo busca desenvolver um banco de dados com informações para ajudar definir como estão sendo utilizados os recursos das organizações. O conceito de Bruni e Fama (2004, p.22), de que a Contabilidade de Custos, está “voltada à analise dos gastos realizados pela entidade no decorrer de suas operações. Sendo assim a empresa tem condições de identificar quanto custou cada operação”.

IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Contabilidade de Custos tem sua importância para tomada de decisão referente aos passos futuros das organizações. Maher (2001, p.38) cita sobre a tomada de decisão das “pessoas de marketing que decidem sobre a manutenção ou a eliminação de produtos (em função da lucratividade, por exemplo)”, pois os custos dos produtos podem ser altos demais e prejudicar a lucratividade da empresa. Conforme Horngren, Foster e Datar (1997, p.2), a Contabilidade de Custos representa “o reconhecimento de que decisões tomadas hoje muitas das vezes comprometerão a organização na inocorrência de custos subseqüentes.” Toda decisão precisa ser tomada fundamentada em informações. Para Maher (2001, p.41), “informações sobre o passado representam um meio para um fim, pois ajudam a prever o que acontecerá no futuro.” Se não é possível prever o futuro pelo menos com uma base dos custos passados às organizações conseguiram um rumo para as suas decisões. Martins (2006, p.21) relata que a Contabilidade de Custos “tem duas funções relevantes: o auxílio ao controle e a ajuda às tomadas de decisões”. Porque são por meio dos controles que as informações são gerada para tomada de decisão.

CONCEITOS IMPORTANTES

Toda atividade comercial, industrial ou de serviço possui um custo, ou seja, toda e qualquer atividade gera um valor que identifica, demonstra que foi pago uma quantia pelo

GONSIORKIEWICZ, Gilberto; LOZECKYI, Jeferson

serviço ou produto adquirido para ser transformado ou vendido ao consumidor. De acordo com Horngren, Foster e Datar (1997, p.19) “muitas pessoas consideram custos como quantias monetárias (como dólares, pesos, libras ou ienes) que devem ser pagos na obtenção de mercadorias ou serviços”. As pessoas que compram os alimentos (arroz, verduras, carne, suco, etc.) já transformados em forma de almoço estão tendo um gasto para sua sobrevivência. Para Martins (2006, p,24), gasto é a “compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro)”. Por outro lado, quando falamos em custo o gasto tem outro enfoque no processo de produção, utilizando-se das palavras de Martins (2006, p,25), custo é um “gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços”. Mas como identificar o preço de um produto que tem sua forma alterada a cada dia no processo de produção. Para identificar por quanto um produto precisa ser vendido precisa-se do preço unitário. Conforme Horngren, Foster e Datar (1997, p.21), “um custo unitário (também chamado custo médio) é computado pela divisão de algum custo total por algum número de unidades”. Tendo em vista que manter um preço fixo unitário para os clientes é uma praticidade para o planejamento de suas compras. O preço unitário surge a partir do custo total assim definido por Dubois, Kulpa e Souza (2006, p.33): “o custo total de produção corresponde a todos os elementos que participam do processo produtivo. É constituído por materiais usados no processo industrial, mão-de-obra e custos indiretos”. Sobre custo unitário Horngren, Foster e Datar (1997, p.109) declaram que “o custo de um produto variará em função do número de unidades produzidas quando um subconjunto de custos não varia linearmente com unidades produzidas”. Uma unidade como a do SESC, por exemplo, possui vários custos para realizar a produção das suas refeições como: energia elétrica, água, serviço de mão-de-obra com atendimento do público consumidor, manutenção dos equipamentos, matéria-prima, etc. Dessa forma, custos podem ser divididos em diretos e indiretos. Os custos diretos são aqueles que podem ser medidos em seu processo de produção. Seguindo a conceituação de Martins (2006, p,48) os custos diretos “podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilogramas de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e até quantidade de força consumida)”.

CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS

EM RELAÇÃO AO OBJETO DE CUSTO:

DIRETO OU INDIRETO

Através da identificação de medidas que determinam um parâmetro para poder calcular os produtos e a quantidade de determinados alimentos que foram utilizados para compor o almoço de um período estimado. Para Bruni e Fama (2004, p.31) os custos “diretos ou primários: são aqueles diretamente incluídos no cálculo dos produtos. Consiste nos materiais diretos usados na fabricação do produto e mão-de-obra direta.” São estes materiais que compõem e evidenciam o custo de forma objetiva. Quando os custos não podem ser medidos de forma direta há necessidade de ser realizada uma divisão, distribuição como é o exemplo da energia elétrica (utilizada por todos os setores) é um custo indireto. Para Horngren, Foster e Datar (1997, p. 20) “os custos indiretos são alocados ao objeto de custo, através de um método de alocação de custo denominado rateio”. Através de uma definição um pouco mais detalhada sobre o assunto na opinião de Dubois, Kulpa e Souza (2006, p.27), os custos indiretos “são todos os custos que necessitam de alguns cálculos para serem distribuídos aos diferentes produtos fabricados pela empresa, uma vez que são de difícil mensuração e apropriação a cada produto elaborado,ou ainda, é antieconômico fazê-lo”. Para mensurar alguns custos a empresa precisa determinar algum mecanismo de proporção para chegar a um valor mais próximo possível da realidade. Até porque tem valores que podem ser irrelevantes diante da dificuldade em se obter controles devido ao custo elevado para obter- se determinados resultados extremamente precisos. Bruni e Fama (2004, p.110) afirmam que “sua classificação, agrupam- se inúmeros gastos de diversas naturezas produtivas, como depreciação industriais, gastos com mão-de-obra indireta, materiais consumidas de forma indireta e muitos outros”. Para descrever sobre a dificuldade de explicar a dificuldade em distribuir custos indiretos temos a opinião de Martins (2006, p.49), que alguns custos indiretos “realmente não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como aluguel, a supervisão, as chefias etc.). Para que esta alocação aconteça necessitamos de alguns critérios utilizados que são expostos por Bruni e Fama (2004, p.110), “sua classificação, agrupam- se inúmeros gastos de diversas naturezas produtivas, como depreciações industriais, gastos com mão-de-obra indireta, materiais consumidos de forma indireta e muitos outros”. Para chegarmos a um resultado da alocação dos custos

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO

indiretos Martins (2006, p.51) fundamenta que os custos “indiretos precisam de esquemas especiais para alocação, tais como bases de rateio, estimativas etc”. Os produtos que compõem diretamente a formação de uma refeição têm a denominação de material direto. Levando em consideração a opinião de Bruni e Fama (2004, p.49), “o material direto, é formado pelas matérias-primas, embalagens, componentes adquiridos prontos e outros materiais utilizados no processo de fabricação, que podem ser associados diretamente aos produtos.” Ou seja, o material direto é o produto de forma bruta ou processada adquirida de outro fornecedor que será empregado na linha de produção da empresa que está desenvolvendo ou produzindo outro produto em função desta matéria-prima que tem sua aplicação específica daquele produto. O material direto adquirido do fornecedor pode ser o produto processado que terá novo processamento ou embalagem que compõem a produção do produto acabado.

EM RELAÇÃO AO VULUME: FIXO OU

VARIÁVEL

Também têm importância a outra classificação dos custos que são divididos em custos fixos e variáveis. Quando são identificados os produtos no processo de fabricação como foi citado no material direto temos um exemplo de custo variável. Quanto maior for o consumo dos materiais diretos no processo de fabricação maior será sua contribuição para o aumento dos custos variáveis. Baseado nas palavras de Martins (2006, p.49), “quanto maior a quantidade produzida, maior seu consumo”. Não fugindo da definição anterior de custos variáveis conforme a posição de Bruni e Fama (2004, p.32), “seu valor total altera-se diretamente em função das atividades da empresa. Quanto maior a produção, maiores serão os custos variáveis”. Além dos custos variáveis existem os custos fixos que não variam conforme a produção. Eles compõem o custo independente do processo de produção estar em funcionamento ou não. Martins (2006, p. 52) fundamenta, custos “fixos são os que num período têm seu montante fixado não em função de oscilações na atividade”. Com esse fundamento observamos que os custos fixos não têm seu montante definido conforme o volume de produção. Bruni e Fama (2004, p.32) afirmam que “Fixos: são custos que, em determinado período de tempo e em certa capacidade instalada, não variam, qualquer que seja o volume de atividade da empresa”. Sendo assim exista ou não produção naquele período, o custo vai existir.

RATEIO DE CUSTO INDIRETO DE FABRICAÇÃO

Os custo indiretos precisam de conceitos e técnicas diferentes em sua identificação, eles existem fazem parte do custo do produto mas não estão relacionados diretamente ao processo de produção. Martins (2006, p.79) argumenta, “todos os custos indiretos só podem ser apropriados, por sua própria definição, de forma indireta aos produtos, isto é, mediante estimativas, critérios de rateio, previsão de comportamento de custos, etc”. Quando a empresa não tem uma definição do valor do custo atribuído diretamente ao produto, ela precisa distribuir por meio de rateio os custos indiretos de fabricação levando em consideração alguns critérios com base desta proporção de custo ao produto. De acordo com Bruni e Fama (2004, p.109), “um dos maiores problemas da contabilidade consiste na forma de transferir os custos indiretos de fabricação aos produtos, processo genericamente denominado rateio”. A dificuldade é tanta que Maher (2001, p.127) relata que “os custos indiretos de fabricação normalmente são acumulados em uma conta única, de onde são transferidos para as ordens, de acordo com uma base de rateio relativamente arbitrária (horas-máquinas ou horas de mão-de-obra direta, por exemplo)”. Existem várias possibilidades do emprego do rateio, mas qual é a forma correta, qual o critério que as organizações podem utilizar? Para Martins (2006, p.79), “a arbitrariedade sempre vai existir nessas alocações, às vezes ela existirá em nível bastante aceitável, e em outras oportunidades são aceitas por não haver alternativa melhor”. Para se chegar a um fator convincente sobre alocação dos custos indiretos, para maior certeza sobre a sua aceitabilidade é necessário ter bom senso de observação sobre aplicabilidade real e justa sobre o aspecto gerencial. Para que determinado produto não receba custos indiretos elevados e venha comprometer sua participação no mercado consumidor.

METODOLOGIA

sua participação no mercado consumidor. METODOLOGIA A pesquisa foi realizada através da coleta de informações

A pesquisa foi realizada através da coleta de informações

de relatórios internos de acompanhamento dos custos dos

produtos adquiridos para a preparação das refeições. Desta forma de acordo com Gil (2006, p,43) essa é uma pesquisa explicativa porque ela “tem como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para ocorrência dos fenômenos” ou seja, buscar o porquê de a instituição conseguir vender abaixo do preço de mercado.

O objetivo deste estudo foi identificar quais os custos

que a instituição possui e se eles são o fator principal que determina o fenômeno do baixo preço. A pesquisa explicativa para Gil (2006, p,43) determina que “esse é o tipo

GONSIORKIEWICZ, Gilberto; LOZECKYI, Jeferson

de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas”. As pesquisas exploratórias, descritivas e

explicativas são muito utilizadas para a determinação teórica, por outro lado a verificação da teoria com a realidade necessita de um delineamento em seu planejamento, em suas dimensões mais amplas para desenvolver a diagramação, análise e interpretação da coleta de dados realizada com as pesquisas. Quando os dados são fornecidos por pessoas as pesquisa podem ser experimentais, ex-post facto e levantamento (Gil, 2006). Foram analisadas as informações contidas nos controles internos a partir do dia primeiro de dezembro de 2006 até 28/ 02/2007. Todos os custos foram somados diariamente, para obtenção do custo total do período pesquisado com objetivo de dividir pelo total de refeições vendidas e chegar

a um custo fixo unitário. O acompanhamento por noventa

dias ofereceu maior credibilidade e confiabilidade para que

o resultado fosse o mais preciso possível. Os custos diretos estavam contidos em relatórios e controles internos da instituição, os custos indiretos foram obtidos com aplicação dos conceitos teóricos de vários autores sobre as informações disponíveis para fazer uso da distribuição por rateio dos custos indiretos.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS

O desenvolvimento da pesquisa teve como base informações extraídas dos relatórios preenchidos diariamente, através das fichas de controles do restaurante. Os dados foram coletados no período de primeiro de dezembro de 2006 até 28 de fevereiro de 2007. O restaurante possui controle dos almoços e das sopas preparadas na mesma cozinha e que são servidas na mesma área de alimentação, mas em horários diferentes. O almoço é vendido para os associados que fazem parte da atividade comerciária de Guarapuava, as sopas produzidas pelo Sesc são retiradas em grandes porções. Através da produção de sopa o SESC participa e contribui para o desenvolvimento e sobrevivência dos serviços sociais existentes para comunidade carente da cidade.

CONSUMO DE MATERIAIS DIRETOS

O consumo de materiais diretos como: cereais, carnes,

frutas, verduras, temperos, sucos e sobremesas, foi possível

a aquisição precisa sobre o valor e a quantidade utilizada

para compor o cardápio do restaurante no período pesquisado. Essa maior precisão se deve ao controle que a instituição possui com a saída de mercadorias do seu estoque para a cozinha. Com o planejamento dos cardápios que serão servidos nos almoços é possível determinar os produtos

que serão consumidos no dia seguinte. Dessa forma o processo de controle sobre a saída de mercadorias do estoque se torna mais real. No período pesquisado os chamados materiais diretos que são os produtos que compõem as refeições: cereais, carnes, frutas, verduras, temperos, sucos e sobremesas, totalizaram a importância de R$ 21.768,46 e foram servidos 8.194 almoços. Com estes dados chegamos ao custo médio de consumo de materiais diretos no valor de R$ 2,66 por refeição.

CONSUMO DE MATERIAIS INDIRETOS

MATERIAIS DE PREPARAÇÃO E LIMPEZA

Para o consumo de materiais indiretos empregados na preparação, limpezas e para servir as refeições, foi desenvolvido o rateio tendo como parâmetro o número de refeições servidas. O critério escolhido teve como base o número de refeições servidas no restaurante referente ao período, quanto mais refeições foram consumidas maior foi

o custo com limpeza das máquinas e equipamentos utilizados nos processos de preparação dos alimentos, assim como os pratos, bandejas mesas e cadeiras que foram limpadas ao final de cada refeição.

O valor consumido em materiais indiretos como:

detergente, sabão em pó, produtos para lavagem e secagem de louça, água sanitária, sabão em barra, avental, álcool, pano de prato, copos descartáveis, sacos plásticos para lixo, taça de sobremesas, etc, segundo a pesquisa apontou foi de R$ 1.654,85. Com o total de 14.034 refeições produzidas no período obtivemos o resultado de consumo de materiais indiretos no valor de R$ 0,12 centavos por refeição. Nesse rateio foram inclusas as sopas produzidas pela cozinha do SESC. Devido ao ambientes e mão-de-obra serem de comum utilização, tanto para o almoço como para as sopas, o valor total dos produtos e mão-de-obra fazem parte dos custos dos dois produtos fornecidos pelo restaurante.

CONSUMO DE GÁS E ENERGIA ELÉTRICA

A cozinha do SESC possui vários equipamentos. Alguns utilizam o gás e outros consomem energia elétrica.

O consumo do gás também foi alcançado por meio de

rateio. Foi fundamentada a distribuição do consumo do gás pelo número de refeições. A tubulação que sai da central de gás do Sesc é única e abastece a sua lanchonete. Na lanchonete são servidos em média 80 sanduíches por dia, o que representou o total de 4.720 sanduíches servidos durante o período de pesquisa. O número de almoço servido foi de 8.194, mais 5.840 sopas, o que representa um total de refeições entre restaurante de lanchonete em 18.754 unidades.

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO

TABELA 01 - Número total de refeições do período de 90 dias

Tipo das refeições

Origem

Quantidade

Almoço

Restaurante

8194

Sopa

Restaurante

5840

Sanduíches

Lanchonete

4720

Total das refeições

18754

Fonte : informação dos controles internos do Sesc.

A duração do conjunto de doze botijões de gás em média

e consumida em 46 dias corridos, segundo informações de

um controle histórico do próprio Sesc. O preço médio de cada botijão praticado em Guarapuava é de R$ 120,00, que multiplicados pelas 24 unidades resultam num consumo total de R$ 2.880,00 para os 92 dias que foi a duração do conjunto

de vinte e quatro botijões de gás. Para se chegar ao consumo diário bastou dividir o total consumido pelos números de dias que resultou num consumo médio de R$ 31,30 por dia. Para a pesquisa de noventa dias o consumo total do período pesquisado foi de R$ 2.817,00. Portanto, para identificar o consumo de gás para cada unidade de refeições servidas no período foi rateado o valor

total consumido de gás no período pelo número de refeições. Dessa forma o consumo de gás representou

o valor R$ 2.817,00 divididos

por 18.754 unidades chegou- se ao consumo de R$ 0,15 centavos de gás consumido para cada refeição. O consumo de energia elétrica foi baseado na potência de cada equipamento, e a apuração do consumo do período de 90 dias, teve como base um período de uma semana de observação, para identificar a freqüência e o tempo que cada aparelho possui de utilização na preparação das refeições. Os equipamentos foram divididos em dois grupos: no primeiro foi observado e anotado o tempo de manuseio de cada um para a preparação somente dos almoços servidos aos comerciários. No

segundo grupo estão: a caldeira, câmara fria para carnes e o refrigerados para verduras. Estes três equipamentos são necessários tanto para o preparo dos almoços quanto para as sopas e são utilizados em conjunto nas duas refeições. Nos equipamentos de refrigeração são armazenadas carnes e verduras que podem fazer parte do cardápio do almoço e das sopas. Esses produtos ficam armazenados durante os finais de semana. Na tabela a seguir estão relacionados os equipamentos para almoço com seu respectivo consumo semanal de energia elétrica. Os equipamentos do primeiro grupo são usados para o preparo dos almoços e das sopas, mas por ter seu consumo baseado no tempo de utilização e potência, foi observado o tempo de uso de cada um durante a semana, para o preparo do almoço. Por ser um período curto de observação o complemento de informações referente ao uso normal dos aparelhos necessitou de orientações das cozinheiras sobre a freqüência de uso em outros dias. Desta forma, foi possível identificar com mais clareza o consumo de energia de todos

TABELA 02 - Consumo para o rateio dos almoços

Quantidade

Equipamentos

Potência

Tempo

Utilização

Kw consumidos

em horas

por semana

por semana

1

Balcão

para

1100w

5

5

27,5

alimentos

1

Batedeira

550w

1

2

1,1

1

Cortador/picad

500w

1

5

2,5

or elétrico

 

Descascador

       

1

industrial

480w

1

5

2,4

 

Forno

elétrico

       

1

industrial

3600w

3

2

21,6

1

Fritadeira

1200w

8

4

38,4

30

Lâmpada

40w

12

5

2,4

Fluorescente

60

Lâmpada

100w

5

5

2,5

incandescente

1

Liquidificador

620w

3

5

9,3

industrial

1

Refresqueiro

480w

8

5

19,2

elétrico

 

Triturador

       

1

elétrico

530w

0,25

5

0,66

Total em kwh

 

127,56

Fonte: informações coletadas da cozinha do Sesc.

GONSIORKIEWICZ, Gilberto; LOZECKYI, Jeferson

a semana foi de 127,56 Kw a um preço de R$ 0,492/ Kw obteve-se o total em reais de R$ 62,76 o que representa o valor diário de R$ 12,55. Como são servidos almoços de segunda a sexta-feira o total consumido na semana foi dividido pelos cinco dias em que foi realizada a observação. Com esse resultado diário se chegou ao valor total de R$ 740,45 para o primeiro grupo de equipamentos referente ao período de 59 dias de funcionamento do restaurante dos 90 dias pesquisados. Os equipamentos do primeiro grupo não permanecem em funcionamento por muito tempo, logo no segundo grupo alguns equipamentos permanecem em funcionamento, durante o final de semana como é o caso da câmara fria e do refrigerador.

uma visualização melhor do rateio do primeiro e segundo grupo, referente ao consumo de energia elétrica para produção de cada almoço servido no Sesc.

TABELA 04 - Rateio para energia elétrica

   

Número de

Valor

Equipamentos

Total em R$

refeições

unitário

Primeiro grupo

R$ 740,45

8194

R$ 0,09

Segundo grupo

R$ 3.394,06

14034

R$ 0,24

Total em reais do consumo de energia elétrica por almoço

R$ 0,33

Fonte: informações coletadas da cozinha do Sesc.

TABELA 03 - Consumo para rateio dos almoços e sopas do restaurante

Portanto, o consumo de energia elétrica para cada almoço servido no Sesc para o período pesquisado foi de R$ 0,33 por almoço.

MÃO-DE-OBRA DIRETA

A cozinha do Sesc conta com quatro cozinheiras e uma

supervisora que cumprem seu horário normal de 8 horas diárias, trabalhando de segunda a sexta-feira. Sendo

que uma delas, através de escala de revezamento de

horário, prepara as sopas e presta o atendimento no

horário em que são entregues

as sopas. As sopas são retiradas em grandes porções pelas instituições as quais o Sesc presta atendimento. As cozinheiras preparam as

refeições e realizam a limpeza, tanto dos equipamentos,

quanto do próprio restaurante. A função da

supervisora consiste em planejar os cardápios do restaurante, fazer cotação

para aquisição de mercadorias, planejar pagamentos para fornecedores, controlar a entrada e saídas de clientes, controlar a entrada e saídas de

mercadoria do local de armazenagem.

Quantidade

Equipamentos

Potência

Tempo

Utilização

Kw consumidos

em horas

por semana

por semana

1

Balcão

para

1100w

5

5

27,5

alimentos

1

Batedeira

550w

1

2

1,1

1

Cortador/picad

500w

1

5

2,5

or elétrico

 

Descascador

       

1

industrial

480w

1

5

2,4

 

Forno

elétrico

       

1

industrial

3600w

3

2

21,6

1

Fritadeira

1200w

8

4

38,4

30

Lâmpada

40w

12

5

2,4

Fluorescente

60

Lâmpada

100w

5

5

2,5

incandescente

1

Liquidificador

620w

3

5

9,3

industrial

1

Refresqueiro

480w

8

5

19,2

elétrico

 

Triturador

       

1

elétrico

530w

0,25

5

0,66

Total em kwh

 

127,56

Fonte: informações coletadas da cozinha do Sesc.

Para o segundo grupo o consumo estimado para os noventa dias foi de 6.898,5Kw conforme demonstra a tabela número três. Com o consumo de 6.898,5 Kw a um preço de R$ 0,492 centavos/Kw, resultou no total R$ 3.394,06 para o segundo grupo de equipamentos. Através da tabela abaixo é possível

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO

TABELA 05 - Mão-de- obra direta

   

Salário mensal

   

Número

Função

comencargos

Tempo

Total em R$

1

Supervisora

R$ 1.442,12

3

meses

R$ 4.326,36

4

Cozinheira

R$ 862,20

3

meses

R$ 10.346,40

Total de mão-de-obra direta

 

R$ 14.672,76

Fonte: controle interno do Sesc.

TABELA 06 - Mão-de-obra indireta

A supervisora está diretamente envolvida na aquisição e controle dos produtos das refeições e também na coordenação das

atividades das cozinheiras.

O rateio também foi

   

Salário mensal

com encargos

Tempo

Percentual do

Total R$ dos 90 dias

Número

Função

trabalhado

tempo trabalhado

/dia

por mês

 

2

Atendente

R$ 1.043,33

2horas

22,73%

R$ 1.422,89

1

Financeiro

R$ 1.991,46

1hora

11,36%

R$ 678,69

1

Manutenção

R$ 1.003,96

1 hora

11,36%

R$ 342,15

Total mão-de-obra indireta

 

R$ 2.443,73

Fonte: controles internos do Sesc.

Desta forma o sistema é programado para que a baixa

seja registrada uma única vez ao dia. Sendo assim, não existe

a possibilidade da carteira ser emprestada para outra pessoa. Com o programa integrado de computador atuando de forma conjunta, o sistema no mesmo instante que baixa uma refeição da carteira do cliente, contabiliza uma refeição consumida naquele dia. Com o controle informatizado a supervisora auxilia na entrada, apenas observando os clientes para que todos passem pela catraca. Mesmo a supervisora tendo suas atribuições financeiras, ela presta contas ao departamento de administração financeira desta forma existe mão-de-obra indireta que é atribuída aos almoços.

A manutenção dos equipamentos, prédio, instalações,

jardinagem fazem parte da conservação para atrair os clientes

e manter um ambiente agradável com boa aparência, desta forma também faz parte dos custos indiretos.

A tabela anterior demonstra o valor total dos custos

indiretos para o período pesquisado.

A mão-de-obra indireta representou a importância de R$

2.443,73 para o período pesquisado e rateado entre 8.194 almoços, representaram um custo indireto de mão-de-obra de R$ 0,30 centavos, por refeição.

CUSTO TOTAL

Com a apuração dos custos diretos e indiretos foi possível a conclusão do custo final do almoço servido no SESC. Os custos mais significativos do almoço são os custos com materiais diretos que representaram 57,82% e o custo da mão-de-obra direta que representa 22,61% de cada refeição servida no almoço.

usado como base da produção total de refeições

do restaurante. Até porque alguns alimentos são preparados para as sopas em conjunto com o preparo do almoço, como o exemplo: as saladas repolho, cenoura, beterraba, etc. Esses legumes que não recebem temperos podem ser utilizados nas sopas. Os legumes são cozidos, ficam no aguardo do seu consumo, logo se não consumidos podem ser reaproveitados em vez de ir para o lixo.

O rateio da mão-de-obra direta, aplicada a todas as

refeições produzidas no restaurante, teve seu critério escolhido pelo motivo: do revezamento das cozinheiras, ambiente de trabalho comum que precisa ser realizada a limpeza, por ter uma pequena participação de todas as cozinheiras no preparo das sopas e atuação direta da supervisora em todos os segmentos da cozinha. Ao se apurar o valor de R$ 14.672,76 para a distribuição deste custo em 14.034 refeições chegou-se ao custo unitário de mão-de-obra direta por refeição no valor de R$ 1,04 um real e quatro centavos por refeição produzido no restaurante.

MÃO-DE-OBRA INDIRETA

Dois atendentes trabalham na recepção prestando serviço de venda de ticketes de almoço. São as atendentes que cadastram os clientes em um sistema específico que gera uma carteira com nome, sobrenome e possui um número

de inscrição com código de barra. A validade de uma carteira é por um ano. Como cada cliente possui um número especifico, as atendentes realizam a venda de determinado número de almoços, que fica armazenado em seu código de barra.

O sistema de roleta ou catraca que a instituição possui

facilita o controle. Para que roleta libere a entrada de um cliente é necessário que ele passe sua carteira no leitor de código de barras.

GONSIORKIEWICZ, Gilberto; LOZECKYI, Jeferson

TABELA 07 - Custos médio de um almoço

Descrição do custo

Total unitário R$

Materias diretos

R$ 2,66

Materiais indiretos - material de preparação e limpeza

R$ 0,12

Materais indiretos – gás

R$ 0,15

Materiais indiretos - energia elétrica

R$ 0,33

Mão-de-obra direta

R$ 1,04

Mão-de-obra indireta

R$ 0,30

Soma total dos custos de um almoço

R$ 4,60

Fonte: controles internos do Sesc.

Os autores citam custos diretos e indiretos, mas através da pesquisa ficou comprovado, pelo menos neste resultado final, que os custos diretos são bastante significativos. Desta forma se em algum momento for necessário um controle mais detalhado para redução de custo, os custos diretos e mão-de-obra direta devem ter uma atenção especial. Não desprezando os custos indiretos, que contribuem para o custo, e que em muitas situações os empresários, por falta de conhecimento ou por não conseguir repassar este custo para o consumidor final, não incluem no custo total do produto para formação do preço final. Sendo assim depois de muitos rateios foi conseguido o resultado de que o custo do almoço servido no SESC é de R$ 4,60. Esse valor pode variar de um dia para outro, mas como foi trabalhado por um período de 90 dias, esse foi o resultado médio do custo referente ao período pesquisado. Todos os custos diretos e indiretos foram estudados de forma separada e somados para o resultados do custo médio. Conforme tabela anterior os custos indiretos não estão sendo repassado para o custo final oferecido aos consumidores.

CONCLUSÃO

Através da pesquisa de campo, conseguimos contato com a realidade das organizações, Pode-se observar a forma como se aplicam os conceitos teóricos que são apresentados em sala de aula. Com muita dedicação e várias anotações e alguns cálculos é possível conseguir bons resultados, os quais muitas vezes na rotina do dia-a-dia passam despercebidos pelo empresário. Todo este esforço para chegar a um resultado preciso sobre o custo gera um custo. Esse custo está bem visível para o empresário. O custo de se apurar

com precisão os custos da empresa, representa um gasto, que precisa ser cortado imediatamente.

O excesso de controle pode prejudicar os processos de

produção dentro da empresa e gerar um custo desnecessário. Mas a implantação de controles em pontos que têm uma representação significativa como as entradas e saídas de mercadorias são de fundamental importância para se conseguir gerar informações de grande valor para a área gerencial das organizações. Neste artigo, foram decisivos para sua realização os registro na ficha de controle interno da organização, pois dos simples controles foram geradas as informações,

que puderam ser produzidos este artigo. A parte teórica sobre os custos é vasta mas cita pouco ou comentam que são através dos controles escritos ou gerados, através do mundo da informática, que é possível desenvolver e coletar as principais informações gerencias.

A grande dificuldade para o desenvolvimento foi à falta

de informações sobre os custos indiretos que não eram acompanhados com freqüência. Os registros existem de forma periódica. Os custos com energia foram o grande problema e foi preciso observação e acompanhamento para se chegar a uma forma de rateio. Os objetivos formam alcançados porque a pesquisa apontou um resultado final do custo médio e somente foi possível porque a instituição abriu as portas para que a pesquisa pudesse ser realizada. Também foi fundamental a

participação das colaboradoras que contribuíram com a parte operacional dos controles que geram as informações.

O aprendizado da pesquisa deve se ao estudo de uma

atividade em sua profundidade de detalhes que o conceito

prático lhe fornece e apresenta toda a complexidade em um simples restaurante.

É complexo, pois um fator como o layout é importante

até para se realizar o preenchimento correto dos controles. Foi observado, enquanto era realizada a pesquisa, que a cozinha está em ambiente separado do depósito, mais é muito próximo e não possui divisão, um balcão que dificulte acesso, ou tenha alguma restrição, fiscalização se o produto retirado para o consumo recebeu ou não registro para aquele dia. De uma forma ou de outra o produto que por ventura não seja registrado imediatamente vai gerar um custo, porque a entrada existiu, então vai existir uma saída. Portanto, por ser uma instituição administrada pelo governo, que tem o objetivo de atender os comerciários, a instituição não visa lucro. Dessa forma, os comerciários são beneficiados por esse serviço que é oferecido aos associados com o preço abaixo do custo, conforme demonstração da pesquisa realizada. Os critérios de rateio dos custos indiretos foram baseados no direcionamento da melhor proporção de custo aos produtos, não foram eles que tiveram interferência nos

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO

percentuais mais significativos. Os custos de materiais diretos e a mão-de-obra direta juntos representaram 80,43% do custo médio total o que representa exatamente o valor de R$ 3,70 que era o preço praticado no período da pesquisa. Para um custo de R$ 4,60 a diferença são os custos indiretos que a instituição não repassa para as refeições e que, portanto, são subsidiadas pela entidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Atlas, 2004.

DUBOIS, Alexy. KULPA, Luciana. SOUZA de, Luiz Eurico. Gestão de custos e formação de preços. 1 a ed.São Paulo: Atlas,2006.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 a ed.São Paulo:Atlas, 2006.

HORNGREN, Charles

DATAR, Srikant M

Contabilidade de custos. 9 a ed.Rio de Janeiro:LTC- Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2000.

T.

.FOSTER,George.

Tradução – José Luiz Paravato

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9 a ed.São Paulo: Atlas, 2006.

MAHER, Michael. Contabilidade de custos. 5ª ed.São Paulo: Atlas, 2001.