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ESTRUTURA E PROPRIEDADES DOS MATERIAIS ESTRUTURA CRISTALINA Prof. Rubens Caram 1

ESTRUTURA E PROPRIEDADES DOS MATERIAIS

ESTRUTURA CRISTALINA

Prof. Rubens Caram

1

POR QUE CRISTAL? Antigos gregos: pedaços de quartzo encontrados em regiões frias era um tipo

POR QUE CRISTAL?

Antigos gregos: pedaços de quartzo encontrados em regiões frias era um tipo especial de gelo - Krystallos Kristallos eram congelados de maneira tão forte que não se fundiam mais

especial de gelo - Krystallos Kristallos eram congelados de maneira tão forte que não se fundiam

R. Caram - 2

especial de gelo - Krystallos Kristallos eram congelados de maneira tão forte que não se fundiam
CRISTAL x ESTRUTURA INTERNA Termo “cristal”: também aplicado a outros minerais com características geométricas

CRISTAL x ESTRUTURA INTERNA

Termo “cristal”: também aplicado a outros minerais com características geométricas definidas.

Diversas substâncias formadas por cristais, com faces planas e ângulos definidos entre uma face e outra.

1660, Nicolaus Steno: cristais preservam tais ângulos ao crescerem e tal crescimento ocorre com a adição de camadas externas de átomos ou moléculas e não através de um crescimento interno.

Forma geométrica externa: conseqüência do arranjo interno dos átomos ou moléculas.

externa: conseqüência do arranjo interno dos átomos ou moléculas. Vanadinita Rutilo Magnetita R. Caram - 3

Vanadinita

externa: conseqüência do arranjo interno dos átomos ou moléculas. Vanadinita Rutilo Magnetita R. Caram - 3

Rutilo

externa: conseqüência do arranjo interno dos átomos ou moléculas. Vanadinita Rutilo Magnetita R. Caram - 3

Magnetita

R. Caram - 3

externa: conseqüência do arranjo interno dos átomos ou moléculas. Vanadinita Rutilo Magnetita R. Caram - 3
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? Estrutura atômica pode ser observada através de microscopia eletrônica de transmissão de
ARRANJO CRISTALINO EXISTE?
Estrutura atômica pode ser observada através de microscopia
eletrônica de transmissão de alta resolução
Experimento com folha delgada de ouro no LNLS
Feixe de elétrons
Buracos
Nanofio
Folha delgada de
ouro (3-5 nm)
R. Caram - 4
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [100] R. Caram - 5 [100]

ARRANJO CRISTALINO EXISTE?

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [100] R. Caram - 5 [100]

1,0 nm

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [100] R. Caram - 5 [100]
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [100] R. Caram - 5 [100]

[100]

R. Caram - 5

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [100] R. Caram - 5 [100]
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [100] R. Caram - 5 [100]

[100]

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]

ARRANJO CRISTALINO EXISTE?

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]

1,0 nm

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]

[110]

R. Caram - 6

ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]
ARRANJO CRISTALINO EXISTE? 1,0 nm [110] R. Caram - 6 [110]

[110]

EMPACOTAMENTO EM SÓLIDOS Dois tipos de ligação: Direcionais e Não-direcionais Direcionais: Covalentes e

EMPACOTAMENTO EM SÓLIDOS

Dois tipos de ligação: Direcionais e Não-direcionais Direcionais: Covalentes e Dipolo-Dipolo Arranjo deve satisfazer os ângulos das ligações direcionais Sólidos Covalentes Não-direcionais: Metálica, Iônica, van der Walls Arranjo depende de aspectos geométricos e da garantia de neutralidade elétrica Sólidos Metálicos Sólido Iônicos

Metálicos Ex.: Pb, Ni

Metálicos Sólido Iônicos Metálicos Ex.: Pb, Ni Iônicos Ex.: NaCl Covalentes/Moleculares Ex.: Diamante,

Iônicos

Ex.: NaCl

Sólido Iônicos Metálicos Ex.: Pb, Ni Iônicos Ex.: NaCl Covalentes/Moleculares Ex.: Diamante, Gelo R. Caram -

Covalentes/Moleculares Ex.: Diamante, Gelo

Sólido Iônicos Metálicos Ex.: Pb, Ni Iônicos Ex.: NaCl Covalentes/Moleculares Ex.: Diamante, Gelo R. Caram -

R. Caram - 7

Sólido Iônicos Metálicos Ex.: Pb, Ni Iônicos Ex.: NaCl Covalentes/Moleculares Ex.: Diamante, Gelo R. Caram -
SISTEMAS CRISTALINOS Estruturas Cristalinas são formadas por unidades básicas e repetitivas denominadas de Células

SISTEMAS CRISTALINOS

Estruturas Cristalinas são formadas por unidades básicas e repetitivas denominadas de Células Unitárias Célula Unitária - menor arranjo de átomos que pode representar um sólido cristalino Existem 7 sistemas cristalinos básicos que englobam todas as substâncias cristalinas conhecidas

SISTEMAS EIXOS ÂNGULOS ENTRE OS EIXOS CÚBICO a=b=c Todos os ângulos = 90 0 TETRAGONAL
SISTEMAS
EIXOS
ÂNGULOS ENTRE OS EIXOS
CÚBICO
a=b=c
Todos os ângulos = 90 0
TETRAGONAL
a=b≠c
Todos os ângulos = 90 0
ORTORRÔMBICO
a≠b≠c
Todos os ângulos = 90 0
MONOCLÍNICO
2 ângulos = 90 0 e 1 ângulo ≠ 90 0
a≠b≠c
Todos ângulos diferentes e nenhum igual a 90 0
TRICLÍNICO
a≠b≠c
2 ângulos = 90 0 e 1 ângulo = 120 0
HEXAGONAL
a 1 =a 2 =a 3 ≠c
Todos os ângulos iguais, mas diferentes de 90 0
ROMBOÉDRICO
a=b=c

R. Caram - 8

= 120 0 HEXAGONAL a 1 =a 2 =a 3 ≠c Todos os ângulos iguais, mas
Cúbico (a=b=c e α=β=γ=90 o )
Cúbico
(a=b=c e α=β=γ=90 o )

Triclínico (abc e α≠β ≠γ≠90 o )

) Triclínico (a ≠ b ≠ c e α≠β ≠γ≠ 90 o ) Tetragonal (a=b ≠

Tetragonal (a=bc e α=β=γ=90 o )

CÉLULAS UNITÁRIAS DE BRAVAIS

Classificação das 14 Células Unitárias de Bravais, baseada nos 7 Sistemas Cristalinos

Unitárias de Bravais, baseada nos 7 Sistemas Cristalinos Monoclínico (a ≠ b ≠ c e α

Monoclínico (abc e α=β=90 o e γ≠90 o )

(a ≠ b ≠ c e α = β =90 o e γ≠ 90 o )
(a ≠ b ≠ c e α = β =90 o e γ≠ 90 o )

Romboédrico (a=b=c e α=β=γ ≠ 90 o )

o ) Romboédrico (a=b=c e α = β = γ ≠ 90 o ) Hexagonal (a

Hexagonal (a 1 =a 2 =a 3 c e α=β=90 o e γ =120 o

90 o ) Hexagonal (a 1 =a 2 =a 3 ≠ c e α = β

Ortorrômbico

o

90 o ) Hexagonal (a 1 =a 2 =a 3 ≠ c e α = β

R. Caram - 9

PRINCIPAIS ESTRUTURAS CRISTALINAS Maioria dos elementos metálicos (90%) cristaliza-se com estruturas altamente densas:

PRINCIPAIS ESTRUTURAS CRISTALINAS

Maioria dos elementos metálicos (90%) cristaliza-se com estruturas altamente densas:

Cúbica de Corpo Centrado (CCC)

Cúbica de Face Centrada (CFC)

Hexagonal Compacta (HC)

Dimensões das células cristalinas metálicas são pequenas:

Aresta de uma célula unitária de Fe à temperatura ambiente é igual a 0,287 nm

Sólidos Cristalinos de 1 único elemento:

52% - estrutura cúbica

28% - estrutura hexagonal

20% - outros 5 tipos estruturais

R. Caram - 10

de 1 único elemento: 52% - estrutura cúbica 28% - estrutura hexagonal 20% - outros 5
CRISTAIS COMPACTOS Cristais Cúbicos Cúbico simples (CS) Cúbico de corpo centrado (CCC) Cúbico de face

CRISTAIS COMPACTOS

Cristais Cúbicos Cúbico simples (CS)

CRISTAIS COMPACTOS Cristais Cúbicos Cúbico simples (CS) Cúbico de corpo centrado (CCC) Cúbico de face centrada

Cúbico de corpo centrado (CCC)

Cúbico simples (CS) Cúbico de corpo centrado (CCC) Cúbico de face centrada (CFC) Cristais Hexagonais

Cúbico de face centrada (CFC)

de corpo centrado (CCC) Cúbico de face centrada (CFC) Cristais Hexagonais Hexagonal simples (HS) Hexagonal

Cristais Hexagonais Hexagonal simples (HS)

(CCC) Cúbico de face centrada (CFC) Cristais Hexagonais Hexagonal simples (HS) Hexagonal compacto (HC) R. Caram

Hexagonal compacto (HC)

(CCC) Cúbico de face centrada (CFC) Cristais Hexagonais Hexagonal simples (HS) Hexagonal compacto (HC) R. Caram

R. Caram - 11

(CCC) Cúbico de face centrada (CFC) Cristais Hexagonais Hexagonal simples (HS) Hexagonal compacto (HC) R. Caram
FATOR DE EMPACOTAMENTO Fator de Empacotamento (F.E.): nível de ocupação por átomos de uma estrutura

FATOR DE EMPACOTAMENTO

Fator de Empacotamento (F.E.): nível de ocupação por átomos de uma estrutura cristalina,

F.E. =

N

V

A

V

C

por átomos de uma estrutura cristalina, F.E. = N V A V C N = Número

N = Número de átomos que efetivamente ocupam a célula; V A = Volume do átomo (4/3.π.r 3 ); r = Raio do átomo; V C = Volume da célula unitária.

R. Caram - 12

= Volume do átomo (4/3. π .r 3 ); r = Raio do átomo; V C
ESTRUTURA CS - Po N o de átomos dentro da célula unitária 1/8 de átomo

ESTRUTURA CS - Po

N o de átomos dentro da célula unitária 1/8 de átomo em cada vértice: 8x1/8=1 átomo Volume da célula

V

C

=

a

3

=

(2r )

3

=

8r

3

Fator de Empacotamento

F.E . =

1

4

3

π r

3

8r

3

=

0 ,52

Volume da célula V C = a 3 = (2r ) 3 = 8r 3 Fator
Volume da célula V C = a 3 = (2r ) 3 = 8r 3 Fator
Volume da célula V C = a 3 = (2r ) 3 = 8r 3 Fator
Volume da célula V C = a 3 = (2r ) 3 = 8r 3 Fator
Volume da célula V C = a 3 = (2r ) 3 = 8r 3 Fator

R. Caram - 13

Volume da célula V C = a 3 = (2r ) 3 = 8r 3 Fator
ESTRUTURA CCC - Fe, Nb, Cr N o de átomos dentro da célula unitária 1/8

ESTRUTURA CCC - Fe, Nb, Cr

N o de átomos dentro da célula unitária 1/8 de átomo nos vértices e 1 no centro: 8x1/8+1=2 átomos Volume da célula

V

C =

a

3

=

3 4r 64 r 3 ( ) = 3 3 3
3
4r
64 r
3
(
)
=
3
3
3

Fator de Empacotamento

F.E . =

8 3 π r 3 3 64 r 3 3
8 3
π r
3
3
64 r
3
3

=

0 ,68

= a 3 = 3 4r 64 r 3 ( ) = 3 3 3 Fator
= a 3 = 3 4r 64 r 3 ( ) = 3 3 3 Fator
= a 3 = 3 4r 64 r 3 ( ) = 3 3 3 Fator
= a 3 = 3 4r 64 r 3 ( ) = 3 3 3 Fator

R. Caram - 14

= a 3 = 3 4r 64 r 3 ( ) = 3 3 3 Fator
ESTRUTURA CFC - Al, Cu, Au, Ag N o de átomos dentro da célula unitária

ESTRUTURA CFC - Al, Cu, Au, Ag

N o de átomos dentro da célula unitária 1/8 de átomo nos vértices e 1/2 nas faces: 8x1/8+3=4 átomos Volume da célula

3 3 3 V a = ( 2 2 r ) = 16 2 r
3
3
3
V
a
=
( 2
2 r )
=
16
2 r
C =

Fator de Empacotamento

F.E . =

16 3 π r 3 3 16 2 r
16
3
π r
3
3
16 2 r

=

0 ,74

3 3 V a = ( 2 2 r ) = 16 2 r C =
3 3 V a = ( 2 2 r ) = 16 2 r C =
3 3 V a = ( 2 2 r ) = 16 2 r C =

R. Caram - 15

3 3 V a = ( 2 2 r ) = 16 2 r C =
ESTRUTURA HS N o de átomos dentro da célula unitária 1/6 de átomo nos vértices

ESTRUTURA HS

N o de átomos dentro da célula unitária 1/6 de átomo nos vértices e 1/2 nas faces: 12x1/6+1=3 átomo Volume da célula

V

HS

=

S

He

H

=

6 a 2 3 a = 12 3 r 4
6 a
2 3
a =
12
3 r
4

3

Fator de Empacotamento

F.E . =

12 3 π r 3 3 12 3 r
12
3
π r
3
3
12 3 r

=

0 ,60

HS = S He H = 6 a 2 3 a = 12 3 r 4
HS = S He H = 6 a 2 3 a = 12 3 r 4
HS = S He H = 6 a 2 3 a = 12 3 r 4

R. Caram - 16

HS = S He H = 6 a 2 3 a = 12 3 r 4
ESTRUTURA HC - Ti, Mg, Zn N o de átomos dentro da célula unitária 1/6

ESTRUTURA HC - Ti, Mg, Zn

N o de átomos dentro da célula unitária 1/6 de átomo nos vértices e 1/2 nas faces e 3 no interior:

12x1/6+1=3 átomos Volume da célula

e 3 no interior: 12x1/6+1=3 átomos Volume da célula 2 6 a 3 2 2 a
2 6 a 3 2 2 a = 24 2 r 4 3
2
6 a
3
2 2 a
=
24
2 r
4
3

3

V

S

H

HC

=

He

=

Fator de Empacotamento

F.E . =

24 3 π r 3 3 24 2 r
24
3
π r
3
3
24 2 r

=

0 ,74

2 2 a = 24 2 r 4 3 3 V S H HC = He
2 2 a = 24 2 r 4 3 3 V S H HC = He
2 2 a = 24 2 r 4 3 3 V S H HC = He

R. Caram - 17

2 2 a = 24 2 r 4 3 3 V S H HC = He
SEQÜÊNCIA DE EMPILHAMENTO Fator de Empacotamento das estruturas cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC

SEQÜÊNCIA DE EMPILHAMENTO

Fator de Empacotamento das estruturas cúbicas e hexagonais:

CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 HS - 0,60 HC - 0,74

cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60
cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60
cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60

HC

cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60
cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60
cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60
cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60

CFC

R. Caram - 18

cúbicas e hexagonais: CS - 052 CCC - 0,68 CFC - 0,74 ⇐ HS - 0,60
ESTRUTURA HC HC R. Caram - 19

ESTRUTURA HC

ESTRUTURA HC HC R. Caram - 19
ESTRUTURA HC HC R. Caram - 19
ESTRUTURA HC HC R. Caram - 19

HC

ESTRUTURA HC HC R. Caram - 19

R. Caram - 19

ESTRUTURA HC HC R. Caram - 19
ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20

ESTRUTURA CFC

ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20
ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20
ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20
ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20

CFC

ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20

R. Caram - 20

ESTRUTURA CFC CFC R. Caram - 20
ALOTROPIA OU POLIMORFISMO Fenômeno onde uma substância apresenta variações de arranjos cristalinos em diferentes

ALOTROPIA OU POLIMORFISMO

Fenômeno onde uma substância apresenta variações de arranjos cristalinos em diferentes condições Dos elementos químicos conhecidos, 40 % apresentam variações alotrópicas

METAL

ESTRUTURA NA TEMP. AMBIENTE

EM OUTRAS TEMPERATURAS

 

Ca

CFC

CCC

(>447 0 C)

Co

HC

CFC

(>427 0 C)

Hf

HC

CFC

(>1.742 0 C)

Fe

CCC

CFC (912-1.394 0 C)

CCC

(>1.394 0 C)

Li

CCC

HC (<-193 0 C)

Na

CCC

HC (<-233 0 C)

Sr

CFC

CCC

(>557 0 C)

Tl

HC

CCC

(>234 0 C)

Ti

HC

CCC

(>883 0 C)

Y

HC

CCC

(>1.481 0 C)

Zr

HC

CCC

(>872 0 C)

 

R. Caram - 21

0 C) Y HC CCC (>1.481 0 C) Zr HC CCC (>872 0 C)   R.
POLIMORFISMO DO Fe Ferro Puro Líquido 1.539 o C 1.500 - Ferro δ 1.394 o

POLIMORFISMO DO Fe

Ferro Puro

Líquido 1.539 o C 1.500 - Ferro δ 1.394 o C 1.400 - 1.300 -
Líquido
1.539
o C
1.500
-
Ferro δ
1.394
o C
1.400
-
1.300
-
Ferro γ
1.200
-
1.100
-
1.000
-
912 o C
900
-
Ferro β
800
-
768 o C
Líquido α
Ferro
700
-
Tempo
R. Caram - 22
Temperatura o C
Fe-C R. Caram - 23

Fe-C

Fe-C R. Caram - 23
Fe-C R. Caram - 23

R. Caram - 23

Fe-C R. Caram - 23
MARTENSITA Carbono CFC TCC CFC R. Caram - 24

MARTENSITA

Carbono CFC TCC CFC R. Caram - 24
Carbono
CFC
TCC
CFC
R. Caram - 24
POLIMORFISMO DO C Carbono DIAMANTE G R A F I T E R. Caram -

POLIMORFISMO DO C

Carbono

DIAMANTE

POLIMORFISMO DO C Carbono DIAMANTE G R A F I T E R. Caram - 25

GRAFITE

POLIMORFISMO DO C Carbono DIAMANTE G R A F I T E R. Caram - 25

R. Caram - 25

POLIMORFISMO DO C Carbono DIAMANTE G R A F I T E R. Caram - 25
EXERCÍCIO À TEMPERATURA AMBIENTE, O ESTRÔNCIO EXIBE ESTRUTURA CFC. AO SER AQUECIDO ACIMA DE 557

EXERCÍCIO

À TEMPERATURA AMBIENTE, O ESTRÔNCIO EXIBE ESTRUTURA CFC. AO SER AQUECIDO ACIMA DE 557 O C, ESSE ARRANJO ATÔMICO TRANSFORMA-SE EM CCC. DETERMINE A VARIAÇÃO DE VOLUME QUE ENVOLVE ESSA TRANSFORMAÇÃO ALOTRÓPICA. CONSIDERE QUE O RAIO ATÔMICO PERMANECE CONSTANTE. Antes da transformação:

V = V

I

CFC

= a

3

=

( ) 3 2 2R
(
)
3
2
2R

= 16

2R
2R

3

= 22,62R

3

Após a transformação:

V

F

=

2V

CCC

=

2a

3

=

2

3  4R  128  =  3   3 3
3
4R
128
=
3  
3
3

R

3

=

24,63R

3

R. Caram - 26

a transformação: V F = 2V CCC = 2a 3 = 2 3  4R 
EXERCÍCIO A VARIAÇÃO DE VOLUME É DADA POR: ∆ V = 24,63R 3 3 =

EXERCÍCIO

A VARIAÇÃO DE VOLUME É DADA POR:

V =

24,63R

3

3 = 0,089

22,62R

22,62R

3

ou

8,9%

OCORREU EXPANSÃO VOLUMÉTRICA EQUIVALENTE A:

8,9%

DO VOLUME INICIAL.

V

V T

T

R. Caram - 27

22,62R − 22,62R 3 ou 8,9% OCORREU EXPANSÃO VOLUMÉTRICA EQUIVALENTE A: 8,9% DO VOLUME INICIAL. V
POLIMORFISMO DO Ti Titânio T 883 o C CCC ( β ) HC ( α

POLIMORFISMO DO Ti

Titânio

T

883 o C

POLIMORFISMO DO Ti Titânio T 883 o C CCC ( β ) HC ( α )
POLIMORFISMO DO Ti Titânio T 883 o C CCC ( β ) HC ( α )

CCC (β)

POLIMORFISMO DO Ti Titânio T 883 o C CCC ( β ) HC ( α )

HC (α)

Baixa densidade, boa resistência mecânica, alta resistência à fadiga e à corrosão; Modificação do comportamento mecânico é obtido com a adição de elementos de liga ao titânio; Elementos de liga podem mudar a estabilidade das estruturas cristalinas.

R. Caram - 28

elementos de liga ao titânio; Elementos de liga podem mudar a estabilidade das estruturas cristalinas. R.
LIGAS DE Ti Liga Ti-6Al-4V: definida como tipo α + β , boa conformabilidade mecânica,

LIGAS DE Ti

Liga Ti-6Al-4V:

LIGAS DE Ti Liga Ti-6Al-4V: definida como tipo α + β , boa conformabilidade mecânica, elevada

definida como tipo α+β, boa conformabilidade mecânica, elevada resistência à fadiga e excelente resistência à corrosão.

Liga Ti-6Al-4V: fase de estrutura CCC é estabilizada pela presença do V

R. Caram - 29

resistência à corrosão. Liga Ti-6Al-4V: fase de estrutura CCC é estabilizada pela presença do V R.
APLICAÇÃO: PRÓTESE TOTAL DE QUADRIL Conceitos da estrutura interna do materiais podem ser aplicados na

APLICAÇÃO: PRÓTESE TOTAL DE QUADRIL

Conceitos da estrutura interna do materiais podem ser aplicados na otimização de propriedades mecânicas, em aplicações específicas

do materiais podem ser aplicados na otimização de propriedades mecânicas, em aplicações específicas R. Caram -
do materiais podem ser aplicados na otimização de propriedades mecânicas, em aplicações específicas R. Caram -

R. Caram - 30

do materiais podem ser aplicados na otimização de propriedades mecânicas, em aplicações específicas R. Caram -
Remoção da cabeça do fêmur Preparação da cavidade no fêmur
Remoção da
cabeça do fêmur
Preparação da
cavidade no fêmur

ARTROPLASTIA DO QUADRIL

Preparação da cavidade no fêmur ARTROPLASTIA DO QUADRIL Preparação de cavidade no acetábulo Inserção da haste

Preparação de cavidade no acetábulo

DO QUADRIL Preparação de cavidade no acetábulo Inserção da haste metálica Exame da forma da cavidade

Inserção da haste metálica

de cavidade no acetábulo Inserção da haste metálica Exame da forma da cavidade Inserção da cabeça

Exame da forma da cavidade

no acetábulo Inserção da haste metálica Exame da forma da cavidade Inserção da cabeça do haste

Inserção da cabeça do haste

R. Caram - 31

no acetábulo Inserção da haste metálica Exame da forma da cavidade Inserção da cabeça do haste
REQUISITOS DE IMPLANTES Alta resistência mecânica, elevada biocompatibilidade e alta resistência à corrosão,

REQUISITOS DE IMPLANTES

Alta resistência mecânica, elevada biocompatibilidade e alta resistência à corrosão, implante ortopédico deve simular o comportamento elástico do tecido ósseo próximo Módulo de elasticidade é a propriedade de maior interesse nesse caso:

E osso: 10 - 40 GPa E aço inox: 200 GPa E Ti puro: 100 GPa E Ti-6Al-4V: 110 GPa E ligas β: 50 GPa

R. Caram - 32
R. Caram - 32
MÓDULO DE ELASTICIDADE E ESTRUTURA Estruturas menos compactas exibem menor módulo de elasticidade F A

MÓDULO DE ELASTICIDADE E ESTRUTURA

Estruturas menos compactas exibem menor módulo de elasticidade

menos compactas exibem menor módulo de elasticidade F A F T Distância entre átomos ou íons,
menos compactas exibem menor módulo de elasticidade F A F T Distância entre átomos ou íons,
F A F T Distância entre átomos ou íons, a F R a o =r
F A
F T
Distância entre
átomos ou íons, a
F R
a o =r cátion + r ânion
F R
F A

a o

R. Caram - 33

elasticidade F A F T Distância entre átomos ou íons, a F R a o =r
EFEITO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE Liga de Ti Tipo β E ≅ 52 GPa Liga
EFEITO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE
Liga de Ti
Tipo β
E ≅ 52 GPa
Liga de Ti
Tipo α+β
E
≅ 110 GPa
Aço Inox
316L
E
≅ 200 GPa

R. Caram - 34

Liga de Ti Tipo β E ≅ 52 GPa Liga de Ti Tipo α+β E ≅
Fratura óssea (fêmur) Aço Inox 316L E ≅ 200 GPa
Fratura óssea (fêmur)
Aço Inox 316L
E ≅ 200 GPa

EFEITO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE

Fratura óssea (fêmur) Aço Inox 316L E ≅ 200 GPa EFEITO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE R.

R. Caram - 35

Fratura óssea (fêmur) Aço Inox 316L E ≅ 200 GPa EFEITO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE R.
DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS FREQUENTEMENTE É NECESSÁRIO IDENTIFICAR DIREÇÕES E PLANOS ESPECÍFICOS EM CRISTAIS

DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS

FREQUENTEMENTE É NECESSÁRIO IDENTIFICAR DIREÇÕES E PLANOS ESPECÍFICOS EM CRISTAIS POR EXEMPLO PROPRIEDADES MECÂNICAS X DIREÇÕES E PLANOS:

MÓDULO DE ELASTICIDADE (direções mais compactas maior módulo) DEFORMAÇÃO PLÁSTICA (deslizamento de planos planos compactos)

a b
a
b

R. Caram - 36

compactas maior módulo) DEFORMAÇÃO PLÁSTICA (deslizamento de planos planos compactos) a b R. Caram - 36
DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS R. Caram - 37

DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS

DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS R. Caram - 37

R. Caram - 37

DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS R. Caram - 37
DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS INDICAÇÃO DE DIREÇÕES E PLANOS ENVOLVE O ESTABELECIMENTO DE POSIÇÕES

DIREÇÕES E PLANOS EM CRISTAIS

INDICAÇÃO DE DIREÇÕES E PLANOS ENVOLVE O ESTABELECIMENTO DE POSIÇÕES NO CRISTAL, DAS POR SUAS COORDENADAS

z (0,0,1) (1,0,0) (0,-1,0) (0,0,0) (0,1,0) y (1,0,0) (0,0,-1) x
z
(0,0,1)
(1,0,0)
(0,-1,0)
(0,0,0)
(0,1,0) y
(1,0,0)
(0,0,-1)
x
z (0,0,1) (0,1,1) (1,0,1) (1,1,1) y (0,0,0) (0,1,0) (1,1,0) (1,0,0) x
z
(0,0,1)
(0,1,1)
(1,0,1)
(1,1,1)
y
(0,0,0)
(0,1,0)
(1,1,0)
(1,0,0)
x

COORDENADAS SÃO EXPRESSAS EM TERMOS DOS PARÂMETROS DE REDE DA CÉLULA CRISTALINA (NÃO SÃO USADAS UNIDADES – cm OU Å)

R. Caram - 38

EXPRESSAS EM TER MOS DOS PARÂMETROS DE REDE DA CÉLULA CRISTALINA (NÃO SÃO USADAS UNIDADES –
DIREÇÕES EM CRISTAIS CÚBICO A PARTIR DOS VETORES r a   r r , b

DIREÇÕES EM CRISTAIS CÚBICO

A PARTIR DOS VETORES

r

a

 

r

r

,

b

E

c

, PODE-SE

REPRESENTAR QUALQUER VETOR NO SISTEMA CRISTALINO

UM VETOR DA ORIGEM ATÉ O PONTO (X,Y,Z) É

r

REPRESENTADO POR: v r = z r c r b r a y x
REPRESENTADO POR:
v r
=
z
r
c
r
b
r
a
y
x
r xa r + yb + zc z r r c v r b r
r
xa r
+
yb
+
zc
z
r
r
c
v
r
b
r
a
y
x

R. Caram - 39

REPRESENTADO POR: v r = z r c r b r a y x r xa
DETERMINAÇÃO DE UMA DIREÇÃO Uma direção é dada pelas componentes do vetor que a escreve

DETERMINAÇÃO DE UMA DIREÇÃO

Uma direção é dada pelas componentes do vetor que a escreve no sistema ortogonal x,y,z, partindo da origem, até o ponto (x,y,z); As coordenadas são reduzidas ao menor conjunto de números inteiros;

função do

A

parâmetro de rede de cada eixo e assim, não representa valores reais de distância; A notação empregada é [u v w] (entre colchetes) e representa uma linha que vai da origem até um ponto de coordenadas (u,v,w);

unidade de

medida de cada eixo é

R. Caram - 40

uma linha que vai da origem até um ponto de coordenadas (u,v,w); unidade de medida de
DETERMINAÇÃO DE UMA DIREÇÃO Os índices negativos são representados por uma [ uvw ] barra

DETERMINAÇÃO DE UMA DIREÇÃO

Os índices negativos são representados por uma

[uvw]

barra sobre os mesmos: ;

Quaisquer direções paralelas são equivalentes; Um vetor que passa na origem, em (1,1,1), em (2,2,2), e em (3,3,3) pode ser identificado pela direção [111]; Em cristais, uma família de direções está associada a um conjunto de direções com características equivalentes. A notação empregada para representar uma família de direções é <uvw>, que contém as

direções:

[uvw]

,

[uvw] [uvw]

,

,

[uvw]

,

[uvw]

R. Caram - 41

de direções é <uvw>, que contém as direções: [ uvw ] , [ uvw ] [
DETERMINAÇÃO DE DIREÇÕES DA ORIGEM ATÉ O PONTO EM QUESTÃO z [001] [010] y [100]

DETERMINAÇÃO DE DIREÇÕES

DA ORIGEM ATÉ O PONTO EM QUESTÃO

z [001] [010] y [100] [110] x
z
[001]
[010]
y
[100]
[110]
x
z [011] [ 111 ] y [110] [100]
z
[011]
[
111 ]
y
[110]
[100]

x

R. Caram - 42

DA ORIGEM ATÉ O PONTO EM QUESTÃO z [001] [010] y [100] [110] x z [011]
DIREÇÕES R. Caram - 43

DIREÇÕES

DIREÇÕES R. Caram - 43

R. Caram - 43

DIREÇÕES R. Caram - 43
EXERCÍCIOS DETERMINE AS DIREÇÕES A SEGUIR: z Cúbico a b c 1/3 y d 1/2

EXERCÍCIOS

DETERMINE AS DIREÇÕES A SEGUIR:

z Cúbico a b c 1/3 y d 1/2 f e x
z
Cúbico
a
b
c
1/3
y
d
1/2
f
e
x
z b=1,5a c=0,5a k y j 1/2 g i h x
z
b=1,5a
c=0,5a
k
y
j
1/2
g
i
h
x

R. Caram - 44

A SEGUIR: z Cúbico a b c 1/3 y d 1/2 f e x z b=1,5a
PLANOS EM CRISTAIS CÚBICO PLANOS SÃO IDENTIFICAD OS PELOS ÍNDICES DE MILLER. UM PLANO DEVE

PLANOS EM CRISTAIS CÚBICO

PLANOS SÃO IDENTIFICADOS PELOS ÍNDICES DE MILLER. UM PLANO DEVE SATISFAZER A EQUAÇÃO:

x +

a

y

z

+

b

c

= 1

PLANO DEVE SATISFAZER A EQUAÇÃO: x + a y z + b c = 1 EQUAÇÃO

EQUAÇÃO DO PLANO

ONDE a, b E c SÃO OS PONTOS DE INTERCEPTAÇÃO DO PLANO COM OS EIXOS x, y E Z.

COMO a, b E c PODEM SER MENORES QUE 1 OU INFINITO NO CASO DO PLANO SER PARALELO A UM EIXO, ADOTA- SE O INVERSO DOS VALORES DE a, b E c:

h=1/a; k=1/b; l=1/c

R. Caram - 45

NO CASO DO PLANO SER PARALELO A UM EIXO, ADOTA- SE O INVERSO DOS VALORES DE
PLANOS EM CRISTAIS CÚBICOS ÍNDICES DE MILLER h, k E l h x + k

PLANOS EM CRISTAIS CÚBICOS

ÍNDICES DE MILLER h, k E l

hx + ky + lz = 1

DE MILLER h, k E l h x + k y + l z = 1

EQUAÇÃO DO PLANO

z c b y a
z
c
b
y
a

x

I.M.:(hkl)

R. Caram - 46

DE MILLER h, k E l h x + k y + l z = 1
DETERMINAÇÃO DE PLANOS Plano a ser determinado não pode passar pela origem origem (0,0,0); Planos

DETERMINAÇÃO DE PLANOS

Plano a ser determinado não pode passar pela origem origem (0,0,0); Planos paralelos são eqüivalentes; Obtenção dos pontos de interceptação do plano com os eixos x, y e z; Obtenção dos inversos das interceptações: h=1/a, k=1/b e l=1/c; Obtenção do menor conjunto de números inteiros; Índices obtidos devem ser apresentados entre parênteses: (hkl);

R. Caram - 47

menor conjunto de números inteiros; Índices obtidos devem ser apresentados entre parênteses: (hkl); R. Caram -
DETERMINAÇÃO DE PLANOS Plano a ser determinado não pode passar pela origem origem (0,0,0); Índices

DETERMINAÇÃO DE PLANOS

Plano a ser determinado não pode passar pela origem origem (0,0,0);

Índices negativos são representados por uma barra

(hkl)

;

sobre os mesmos:

Em cristais, alguns planos podem ser equivalentes, o que resulta em uma família de planos. A notação empregada para representar uma família de planos é

{hkl}, que contém os planos

(hkl)

,

(hkl) (hkl) (hkl) (h kl)

,

,

,

R. Caram - 48

uma família de planos é {hkl}, que contém os planos ( hkl ) , ( hkl
PLANOS R. Caram - 49

PLANOS

PLANOS R. Caram - 49

R. Caram - 49

PLANOS R. Caram - 49
EXERCÍCIO DETERMINE OS I.M. NA ESTRU TURA CÚBICA, DO PLANO QUE PASSA PELAS POSIÇÕES ATÔMICAS

EXERCÍCIO

DETERMINE OS I.M. NA ESTRUTURA CÚBICA, DO PLANO QUE PASSA PELAS POSIÇÕES ATÔMICAS (1,1,3/4); (1,1/2,1/4) E (0,1,0).

PONTOS PERMITEM ESTABELECER

O PLANO MOSTRADO. UMA LINHA

UNINDO OS PONTOS (1,1,3/4) E

(1,1/2,1/4) POSSIBILITA ENCONTRAR

O PONTO (1,1/4,0). DESLOCANDO A

ORIGEM, É POSSÍVEL NOTAR QUE O PLANO INTERCEPTA O EIXO X EM X=–1, O EIXO Y EM Y=-3/4 E O EIXO Z EM Z=3/4.

ISSO CONDUZ AOS I.M.= (344)

Y=-3/4 E O EIXO Z EM Z=3/4. ISSO CONDUZ AOS I.M.= ( 344 ) z (1,1,3/4)

z

(1,1,3/4)

Y=-3/4 E O EIXO Z EM Z=3/4. ISSO CONDUZ AOS I.M.= ( 344 ) z (1,1,3/4)
y
y

(1,1/2,1/4)

(0,1,0)

x
x
Y=-3/4 E O EIXO Z EM Z=3/4. ISSO CONDUZ AOS I.M.= ( 344 ) z (1,1,3/4)

(1,1/4,0)

R. Caram - 50

Y=-3/4 E O EIXO Z EM Z=3/4. ISSO CONDUZ AOS I.M.= ( 344 ) z (1,1,3/4)
EXERCÍCIOS DETERMINE OS ÍNDICES DE MILLER DOS PLANOS A SEGUIR z Cúbico a 1/3 1/2

EXERCÍCIOS

DETERMINE OS ÍNDICES DE MILLER DOS PLANOS A SEGUIR

z Cúbico a 1/3 1/2 b y x
z Cúbico
a
1/3
1/2
b
y
x
z Cúbico c d 1/3 y x
z Cúbico
c
d 1/3
y
x
z c=1,5a e 1/3 1/2 1/4 f y x
z
c=1,5a
e
1/3
1/2
1/4
f
y
x

R. Caram - 51

A SEGUIR z Cúbico a 1/3 1/2 b y x z Cúbico c d 1/3 y
RELAÇOES MATEMÁTICAS ÂNGULOS ENTRE DUAS DIREÇÕES SUPONHA DUAS DIREÇÕES REPRESENTADAS POR SEUS RESPECTIVOS

RELAÇOES MATEMÁTICAS

ÂNGULOS ENTRE DUAS DIREÇÕES SUPONHA DUAS DIREÇÕES REPRESENTADAS POR SEUS

RESPECTIVOS VETORES:

r r r r A = y b x a + + z c 1
r
r
r
r
A
= y b
x a
+
+
z c
1
1
1
r
r
r
r
B
= y b
x a
+
+
z c
2
2
2
r
r
r
r r
r
2
2
2
B
− A
=
B
+
A − 2
B
A

cosφ

cosφ =

rr A B . r r r A A . B
rr
A B
.
r
r
r
A
A
.
B

2

rr

= A.A

cos φ cos φ = rr A B . r r r A A . B

cos φ cos φ = rr A B . r r r A A . B

=

=

(

x

1

(

x

2

2

2

+

+

y

y

2

1

2

2

+

+

z

1

2

) 1/2

z

2

2

) 1/2

x 1 ( x 2 2 2 + + y y 2 1 2 2 +

cosφ =

rr A.B = x x

1

2

+ y y

1

2

+ z z

1

2

r A φ
r
A
φ
(x 1 ,y 1 ,z 1 ) r r B - A
(x 1 ,y 1 ,z 1 )
r
r
B - A
+ y y 1 2 + z z 1 2 r A φ (x 1 ,y
 

r

(0,0,0)

B

(x 2 ,y 2 ,z 2 )

 

x x

1

2

+

y y

1

2

+

z z

1

2

2

2

2

1/2

 

2

2

2

1/2

(x

1

+

y

1

+

z

1

)

(x

2

+

y

2

+

z

2

)

R. Caram - 52

+ z z 1 2 2 2 2 1/2   2 2 2 1/2 (x 1
EXERCÍCIO DETERMINE O ÂNGULO ENTRE AS DIREÇÕES [111] E [110]. x x + y y

EXERCÍCIO

DETERMINE O ÂNGULO ENTRE AS DIREÇÕES [111] E [110]. x x + y y +
DETERMINE O ÂNGULO ENTRE AS DIREÇÕES [111] E
[110].
x x
+
y y
+
z z
1.1
+
1.1
+
1.0
2
1
2
1
2
1
2
cosφ
=
=
=
2
2
2
1/2
2
2
2
1/2
1/2
1/2
(x
+
y
+
z
)
(x
+
y
+
z
)
(1
+
1
+
1)
(1
+
1
+
0)
6
1
1
1
2
2
2

φ É IGUAL A:

35,2 O

z z [111] [111] y y [110] [110]
z z
[111]
[111]
y y
[110]
[110]

x x

R. Caram - 53

(1 + 1 + 0) 6 1 1 1 2 2 2 φ É IGUAL A:
RELAÇÕES MATEMÁTICAS DIREÇÃO RESULTANTE DA INTERSECÇÃO DE DOIS PLANOS SUPONHA DOIS PLANOS A E B,

RELAÇÕES MATEMÁTICAS

DIREÇÃO RESULTANTE DA INTERSECÇÃO DE DOIS PLANOS SUPONHA DOIS PLANOS A E B, REPRESENTADOS PELOS I.M. (h 1 k 1 l 1 ) E (h 2 k 2 l 2 ):

INTERSECÇÃO DE A E B SERÁ A DIREÇÃO C PRODUTO VETORIAL DE A E B

r

SERÁ C: A

r A XB =

r

r

a

×

r

b

h

h

k

A A

k

B B

r

B

=

l

l

r

c

A

B

r

C

=

r

a(k

l

A B

k

l

B A

)

+

r

b(l

A

h

B

c A B r C = r a(k l A B − k l B A

z Plano A r C r r A B y x Plano B
z
Plano A
r
C
r
r
A B
y
x
Plano B

l

B

h

A

)

+

r

c(h

A

k

B

h

B

k

A

)

R. Caram - 54

k l B A ) + r b(l A h B − z Plano A r
EXERCÍCIO DETERMINE A DIREÇÃO DA INTERSECÇÃO DOS PLANOS (111) E (001). O produto vetorial entre

EXERCÍCIO

DETERMINE A DIREÇÃO DA INTERSECÇÃO DOS PLANOS (111) E (001).

O produto vetorial entre os planos A e B produz o vetor (direção de intersecção):

r

C =

r

a

1

0

r

b

1

0

r

c

1

1

r

= a(1

 

r

r

0)

+

b(0

1)

+

c(0 r

0)

=

a r

b

A direção de intersecção é

[1 1 0]

.

R. Caram - 55

− 1) + c(0 r − 0) = a r − b A direção de intersecção
EXERCÍCIO DETERMINE O PLANO QUE PASSA PELAS POSIÇÕES a: (1,01); b(1/2,1,0); c:(1,1/2,0) R. Caram -

EXERCÍCIO

DETERMINE O PLANO QUE PASSA PELAS POSIÇÕES a: (1,01); b(1/2,1,0); c:(1,1/2,0)

R. Caram - 56

EXERCÍCIO DETERMINE O PLANO QUE PASSA PELAS POSIÇÕES a: (1,01); b(1/2,1,0); c:(1,1/2,0) R. Caram - 56
DIREÇÕES EM CRISTAIS HEXAGONAIS DIREÇÕES SÃO INDICADAS POR QUATRO ÍNDICES: ÍNDICES: u, v, t E

DIREÇÕES EM CRISTAIS HEXAGONAIS

DIREÇÕES SÃO INDICADAS POR QUATRO ÍNDICES:

ÍNDICES: u, v, t E w, APRESENTADOS ENTRE COLCHETES SISTEMA DE QUATRO EIXOS:

ÍNDICES u, v E t ESTÃO ASSOCIADOS AOS EIXOS a 1 , a 2 , E a 3 ÍNDICE w REFERE-SE AO EIXO c CONDIÇÃO:

+c c +a 3 -a 1 -a 2 +a 2 -c +a 1 a -a
+c
c
+a 3
-a 1
-a 2
+a 2
-c
+a 1
a -a 3
R. Caram - 57

u+v=-t

IDENTIFICAÇÃO DE DIREÇÕES a3 2 [1210] -1 -1 a2 a1 R. Caram - 58

IDENTIFICAÇÃO DE DIREÇÕES

a3 2 [1210] -1 -1 a2 a1
a3
2
[1210]
-1
-1
a2
a1

R. Caram - 58

IDENTIFICAÇÃO DE DIREÇÕES a3 2 [1210] -1 -1 a2 a1 R. Caram - 58
IDENTIFICAÇÃO DE DIREÇÕES a3 [0 1 10] 2 [1210] 1 1 -1 -1 -1 1

IDENTIFICAÇÃO DE DIREÇÕES

a3 [0 1 10] 2 [1210] 1 1 -1 -1 -1 1 -1 a2 -1
a3
[0 1 10]
2
[1210]
1
1 -1
-1
-1
1 -1
a2
-1
[1 1 00]
a1

R. Caram - 59

IDENTIFICAÇÃO DE DIREÇÕES a3 [0 1 10] 2 [1210] 1 1 -1 -1 -1 1 -1
EXEMPLO DE DIREÇÕES [0001] +c [1210] [1 1 20] [21 10] c +a 3 -a

EXEMPLO DE DIREÇÕES

[0001] +c [1210] [1 1 20] [21 10] c +a 3 -a 1 -a 2
[0001]
+c
[1210]
[1 1 20]
[21 10]
c
+a 3
-a 1
-a 2
+a 2
-c
+a 1
a -a 3

R. Caram - 60

EXEMPLO DE DIREÇÕES [0001] +c [1210] [1 1 20] [21 10] c +a 3 -a 1
PLANOS EM CRISTAIS HEXAGONAIS PLANOS SÃO INDICADOS POR QUATRO ÍNDICES: ÍNDICES: h, k, i E

PLANOS EM CRISTAIS HEXAGONAIS

PLANOS SÃO INDICADOS POR QUATRO ÍNDICES:

ÍNDICES: h, k, i E l, APRESENTADOS ENTRE PARÊNTESES SISTEMA DE QUATRO EIXOS:

ÍNDICES h, k E i ESTÃO ASSOCIADOS AOS EIXOS a 1 , a 2 , E a 3 ÍNDICE l REFERE-SE AO EIXO c CONDIÇÃO:

+c c +a 3 -a 1 -a 2 +a 2 -c +a 1 a -a
+c
c
+a 3
-a 1
-a 2
+a 2
-c
+a 1
a -a 3
R. Caram - 61

h+k=-i

EXEMPLO DE PLANOS (0001) +c (01 1 0) c +a 3 -a 1 (21 10)

EXEMPLO DE PLANOS

(0001) +c (01 1 0) c +a 3 -a 1 (21 10) -a 2 +a
(0001)
+c
(01 1 0)
c
+a 3
-a 1
(21 10)
-a 2
+a 2
-c
+a 1
a -a 3

R. Caram - 62

EXEMPLO DE PLANOS (0001) +c (01 1 0) c +a 3 -a 1 (21 10) -a
EXERCÍCIO IDENTIFIQUE OS ÍNDICES DE MILLER-BRAVAIS DOS PLANOS A E B E DAS DIREÇÕES C

EXERCÍCIO

IDENTIFIQUE OS ÍNDICES DE MILLER-BRAVAIS DOS PLANOS A E B E DAS DIREÇÕES C E D.

B

D c C A a 3 a 2 a 1
D
c
C
A
a 3
a 2
a 1

R. Caram - 63

OS ÍNDICES DE MILLER-BRAVAIS DOS PLANOS A E B E DAS DIREÇÕES C E D. B
SOLUÇÃO PLANO A: A 1 =1; A 2 =1; A =-1/2 E C=1. 3 INVERTENDO

SOLUÇÃO

PLANO A:

A 1 =1;

A 2 =1;

A =-1/2 E C=1.

3

INVERTENDO TAIS VALORES, É POSSÍVEL OBTER 1; 1; -2 E 1,

RESPECTIVAMENTE. LOGO, O

PLANO A TEM ÍNDICES .

(1121)

PLANO B:

A 1 =1;

E C=.

INVERTENDO TAIS VALORES, É POSSÍVEL OBTER 1; -1; 0 E 0, RESPECTIVAMENTE. LOGO, O

PLANO A TEM ÍNDICES

A 2 =-1;

A 3 =

(1 1 00)

.

B

D c C A a 3 a 2 a 1 R. Caram - 64
D
c
C
A
a 3
a 2
a 1
R. Caram - 64
SOLUÇÃO DIREÇÃO C TOMANDO-SE UMA DIREÇÃO PARALELA (QUE PASSA PELA ORIGEM), TEM-SE UM VETOR DA

SOLUÇÃO

DIREÇÃO C TOMANDO-SE UMA DIREÇÃO PARALELA (QUE PASSA PELA ORIGEM), TEM-SE UM VETOR DA ORIGEM
DIREÇÃO C
TOMANDO-SE UMA DIREÇÃO
PARALELA (QUE PASSA PELA
ORIGEM), TEM-SE UM VETOR
DA ORIGEM ATÉ O PONTO DE
COORDENADAS (1,-1,0,0).
D
c
C
B
A
LOGO, A DIREÇÃO SERÁ [
1 1 00
]
a
3
DIREÇÃO D
TOMANDO-SE UMA DIREÇÃO
PARALELA (QUE PASSA PELA
ORIGEM), TEM-SE UM VETOR
DA ORIGEM ATÉ O PONTO DE
COORDENADAS (1,-2,1,1).
a
2
LOGO, A DIREÇÃO SERÁ [
1211
]
a 1
R. Caram - 65
DENSIDADE DE ÁTOMOS z DENSIDADE LINEAR 1 1 + (100) o n de atomos 1

DENSIDADE DE ÁTOMOS

z DENSIDADE LINEAR 1 1 + (100) o n de atomos 1 2 2 =
z
DENSIDADE LINEAR
1 1
+
(100)
o
n de atomos
1
2 2
=
=
=
D linear
comprimento
a
a
[100]
y
a
DENSIDADE PLANAR
x
1
1
1
1
+
+
+
o
n de atomos
1
4
4
4
4
=
=
=
D planar
2
2
área
a a

R. Caram - 66

DENSIDADE PLANAR x 1 1 1 1 + + + o n de atomos 1 4
EXERCÍCIO A ESTRUTURA DO CÁDMIO À TEMPERATURA AMBIENTE É HC. CONSIDERANDO QUE SEUS PARÂMETROS DE

EXERCÍCIO

A ESTRUTURA DO CÁDMIO À TEMPERATURA AMBIENTE É HC. CONSIDERANDO QUE SEUS PARÂMETROS DE REDE SÃO a=0,2973nm E c=0,5618nm, DETERMINE AS

DENSIDADES ATÔMICAS: (A) NA DIREÇÃO (B) NO PLANO (0001).

[21 10]

;

R. Caram - 67

E c=0,5618nm, DETERMINE AS DENSIDADES ATÔMICAS: (A) NA DIREÇÃO (B) NO PLANO (0001). [21 10] ;
SOLUÇÃO DENSIDADE É OBTIDA DETERMINANDO-SE O NÚMERO DE ÁTOMOS DENTRO DE UMA DISTÂNCIA CONHECIDA. TOMANDO-SE,

SOLUÇÃO

DENSIDADE

É OBTIDA

DETERMINANDO-SE O NÚMERO DE ÁTOMOS DENTRO DE UMA DISTÂNCIA CONHECIDA. TOMANDO-SE, NA DIREÇÃO MECIONADA, A DISTÂNCIA EQÜIVALENTE A UM PARÂMETRO DE REDE a, TEM-SE

NA

DIREÇÃO

[21 10]

NÚMERO DE ÁTOMOS = 2 X 1/2 = 1 ÁTOMO DISTÂNCIA = 0,2973X10 -9 m

D linear

=

n

o de atomos

comprimento

=

1

1

2

+

2

=

1

=

1

 

a

a

0,2973x10

9

m

= 3,36x10

9 átomos / m

R. Caram - 68

2 + 2 = 1 = 1   a a 0,2973x10 − 9 m = 3,36x10
SOLUÇÃO O PLANO (0001) É DENOMINADO DE PLANO BASAL. A DENSIDADE DE TAL PLANO PODE

SOLUÇÃO

O PLANO (0001) É DENOMINADO DE PLANO BASAL. A DENSIDADE DE TAL PLANO PODE SER OBTIDA ATRAVÉS DA RAZÃO ENTRE NÚMERO DE ÁTOMOS PRESENTES EM UMA ÁREA DETERMINADA E O VALOR DE TAL ÁREA. TOMANDO-SE COMO REFERÊNCIA UM DOS TRIÂNGULOS EQÜILÁTEROS DO PLANO HEXAGONAL, TEM-SE:

NÚMERO DE ÁTOMOS = 3 X 1/6 = 1/2 ÁTOMO ÁREA = 3,8X10 -20 m 2

D planar

=

n

o de atomos

área

=

1

1

1

+

+

6

6

6

3,8x10

-9

m

= 1,31x10

19

átomos/m

2

R. Caram - 69

- 2 0 m 2 D planar = n o de atomos área = 1 1
EXERCÍCIO DETEMINE A DENSIDADE DO FERRO À TEMPERATURA AMBIENTE. DADOS: RAIO ATÔMICO: 0,123 nm MASSA

EXERCÍCIO

DETEMINE A DENSIDADE DO FERRO À TEMPERATURA AMBIENTE. DADOS:

RAIO ATÔMICO: 0,123 nm MASSA ATÔMICA: 56 g/mol ESTRUTURA CCC

R. Caram - 70

À TEMPERATURA AMBIENTE. DADOS: RAIO ATÔMICO: 0,123 nm MASSA ATÔMICA: 56 g/mol ESTRUTURA CCC R. Caram