Alerj – Audiência Pública, do dia 11/04/2010, 10h Audiência suspensa até a chegada do Presidente da Alerj.

Fala do presidente da comissão, dep. André Lazzaroni (PT), a tratar do tema, na sala de audiências públicas: terceirizados da FAETEC. Fala do pres. da FAETEC, Celso Pansera, discorrendo sobre a expansão da mesma, citando os "grandes eixos" (bolsas, construções...). Quantidade de alunos, infraestrutura... Início da fala sobre os terceirizados (mais de 2.000), tudo feito por pregões eletrônicos, podendo ser refeitos, reajustados. Consumindo +ou- 20% do montante, com previsão de R$ 85.000,00 para este ano. A renovação de contratos, para este ano, será feita através de pregões eletrônicos. Sobre os concursados, a prioridade será dos técnicos e administrativos para o 2º semestre, apresentando, a seguir, os gastos da FAETEC para com a Fetransport cujas faturas não foram pagas, mas que serão pagas na semana que vem. Fala de Roberto Bittencourt, sidpefaetec, sobre o deslocamento de recursos para o sistema "S", lembrando o compromisso da FAETEC em oferecer os cursos técnicos associados ao E.M., não sendo contemplada neste tocante. Discorreu sobre os "mec... Prof. Marcelo Costa - Sindepefaetec, iniciou a fala com uma denúncia "muitos vieram do interior do Estado que não puderam entrar [...] Há muita gente lá fora aguardando o que estamos decidindo..." Haverá uma rápida assembleia a ocorrer na escadaria sobre tudo o que for dito aqui e será repassado assim que acabar a audiência. A pressão do Sepe e da categoria garantiu a antecipação do Nova Escola aos profs da Seeduc, cujo salario, proporcionalmente, ultrapassou o salário dos profs. da Faetec. Havia um discurso falacioso sobre a imagem destes "marajás do estudo no RJ", dentre outras. Sobre o concurso afirmou que a Faetec, através de e-mail corporativo, diz que chamou o nº de concursados (depois de 8 anos sem concurso público!), mas não disse sobre este mesmo nº dos contratados: um monte! Daí a necessidade de se chamar muito mais concursados aprovados, principalmente em Bacaxá e Imbariê, escolas técnicas novinhas. Nem 10% dos profs. são concursados. "Uma gota no oceano de concursados em relação aos contratados". É necessário optar por um trabalho sério, e, não fantasioso. Sobre o vale transporte, até hoje, muitos servidores do interior do Estado, não o recebe. Fala da profª Sandra (ISERJ), lembrando que sua eleição foi realizada pelos seus pares. E, não indicação política. Discorreu sobre políticas de governo interessada na formação técnica sendo que a Faetec já está no ensino superior, distante do prof.II, que tem o seu enorme valor. O que se pretende é política salarial, pois gratificação não vira salário, tampouco é incorporado na aposentadoria. A Seeduc tem de ser lembrada que se quer uma política permanente, data base, plano de cargos, salários... A Faetec tem de ser vista como um todo, da creche ao ensino superior. Há sentido social nos CBTs, como os professores todos contratados. Não há nem

contratados, tampouco concursados. Porque a interrupção dos contratos, ao invés da convocação dos concursados?! Rafael dos Santos, representante dos alunos denunciou a questão do limite do cartão fetranspor. Se o limite é duas passagens, como dar conta de um dia. O certo é continuar a lei do passe livre ou aumentar o limite. Falou sobre a obsolescência do maquinário da Faetec, manuais enquanto o mercado trabalha com o eletrônico. Chegou nesta semana um torno mecânico e apenas um braço mecânico pra toda a Faetec. Retoma a palavra a deputada Inês Pandeló (PT), colocando-se solidária aos servidores da Faetec lembrando que o concurso por tempo determinado tem de vir a posteriori e, não na frente do concurso público. Dep. Marcelo Freixo (PSOL), suplente da comissão alertou que diversos titulares não estão presentes, pedindo desculpas aos funcionários da Faetec que não puderam entrar. Esclareceu alguns pontos, dentre eles de quem é a responsabilidade em fazer planos de cargos e salários. Alertou que é muito perigoso entender que há algum conflito entre contratados e concursados. O problema é a escolha que se faz entre política de governo e política de estado. A questão central é o cumprimento de lei: se tem concursado e este concurso esta dentro de seu prazo, ele tem de ser chamado! Contratar não pode ser uma regra. A insatisfação da categoria é visível. A pauta de reivindicação tem 21 pontos. Sinal de que se o diálogo não é zero, ele é insuficiente. Apresentou propostas "concretas": quantos contratados efetivamente existem hoje na Faetec? Quais os gastos com os teceirizados? Que se saia com uma data para que a Faetec apresente uma data para receber o sindicato para dialogar. Ninguém ganha com a falta de diálogo. Na próxima fala, foi denunciado que o concurso público tem de ser um elemento efetivo para o ingresso no magistério público. Pediu prazos e cronograma sobre quando serão convocados e quantos. Quais são as vagas que são disponíveis? Qual a perspectiva de preenchimento destas vagas? a presença do pres. André Lazaroni é importante nas negociações, além da prof.ª Inês. Deputada Clarissa Garotinho afirmou que somados os governos Rosinha e Garotinho houve uma ampliação em 11% o número de vagas no ensino técnico. Apresentou uma inversão entre aqueles que procuram alguns cursos, como o de Direito, por não terem feito um curso técnico, e, após a conclusão do curso, prestam concurso para gari. Sobre cargos e salários, os servidores sempre tiveram perdas significativas e há o pedido de revisão. Nós não podemos deixar em chamar os aprovados, principalmente em Bacaxá, segundo a denúncia. A Comissão tem de investigar solicitando os números de contratados, concursados e servidores ao Governo do Estado. Não se pode confundir ensino técnico por atividade. A Faetec de Santa Cruz, há, pelo menos, 33 cursos anunciados como profissionalizantes como p. ex. aula de peteca, de flauta, de futebol. Isto é atividade, não é curso profissionalizante. Mais da metade dos cursos não são profissionalizantes e, sim, atividades. Não se pode anunciar como curso. É muito difícil professores e funcionários conseguir diálogo com o presidente da Faetec, daí o enorme contingente. Clarissa Garotinho lembrou que o pedido tem de ser feito por unidade e não pela Faetec como um todo.

Próximo relator discorreu que após ter-se assistido a um processo acelerado de diplomação, citando o Paraguai que aplicou no ensino técnico e, aí, sim, aquele país despontou com potência, não vê porque perder-se tempo em tecer loas sobre a educação, principalmente, na tecnica, pois todos o fazem. Apresentou-se como cético aos grandes saltos na educação. As cantilenas na educação são antiquíssimas. Afirmou que não se encontrava ali para cobranças, tampouco para elogios. Para as grandes redes, saúde, educação e segurança há o efeito cascata. Entretanto, sempre ficam em segundo plano. Para o deputado Roberto Rodrigues, do PSB, tem-se de apertar, sim, o governo do estado, mas é hora de se ter uma função mediadora. Tem-se de sugerir que esta luta tem de ser feita por um novo pacto deliberativo contra este dinossauro faminto da nação. Presidente Celso Pansera - FAETEC - retomou a fala de que a audiência não tem de se restringir ao Sindicato (que tem menos de 15% de sindicalizados). A Faetec é um mundo de ações em que grassa a democracia, o nível de satisfação é superior a 80%. A sociedade espera da Faetec o retorno dos impostos e "estamos fazendo isto". A Faetec tem erros. Estamos produzindo um plano de cargos e salários, cujo prazo de entrega é em maio a ser defendido dentro do governo. "Sobre concursos e contratos temporários, fizemos um concurso após 8 anos. Convocamos mais de 1. 000 e foi pedido o aumento de mais 500 vagas além de termos mais 4.150 concursados na área pedagógica. Há um residual de 25% que tem de ser composto por concursados em função das demandas econômicas que se tem de cumprir" Segundo a sua fala, no ano que vem haverá outro concurso para suprir as vagas que o último concurso não supriu em função de seu prazo de 2 anos, pois ele tem validade de 2 anos podendo ser ampliado por mais 2. Em relação às vagas da Faetec apresentou números ilustrando o que ele considera como a maior rede técnica. Quanto aos cursos de peteca, existe um excedente de profs de educação física, concursados, que não tem como se encaixar no quadro de horário. A deputada Clarissa pediu esclarecimentos à sociedade o que é curso e o que é atividade, não se colocando contrária à ocupação de tempo ocioso. O presidente do Sindipefaetec pediu respeito ao Sindicato por parte do presidente da Faetec pois o número de contratados é enormemente superior aos dos concursados. O dep. Lazaroni pontuou que o pres. da Faetec deseja, sim, um avanço nas negociações, pedindo "baixar", pra não tensionar" Sobre a agenda de negociações, a ser continuada, segundo o presidente da comissão, a profª Inês (ISERJ) interpelou que, como não haverá o curso de Pedagogia em 3 Rios e há de se verificar junto à UERJ como ficará esta questão. Profª Inês (ISERJ). Isto será tratado junto à audiência pública da UERJ. Agradeceu e deu por encerrada a sessão. Hoje, no jornal da Alerj, às 21h, síntese das falas dos presentes.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful