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Pontifícia Universidade Católica do Paraná Centro de Ciências, Tecnologia e Produção Campus Toledo Curso de

Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Centro de Ciências, Tecnologia e Produção

Campus Toledo

Curso de Agronomia

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PREPARO DE SOLUÇÃO NUTRITIVA

Toledo

2012

1.

INTRODUÇÃO

2. TIPOS DE SISTEMAS HIDROPÔNICOS

a) Sistemas com meios Inorgânicos

- Lã de Rocha;

- Areia;

- Escória;

- Vermiculita;

b) Sistemas com Meios Orgânicos

- Serragem;

- Musgo;

- Fibra de Coco;

- Produtos de Madeira Processada;

c) Sistemas Baseados em Água

- NFT (Técnica de Película Nutriente);

- Cultivo em Água;

- Cultivo em Cascalho;

Figura 1. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de pavio.

Figura 1. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de pavio.

Figura 2. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico NFT.

Figura 2. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico NFT.

Figura 3. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de leito flutuante.

Figura 3. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de leito flutuante.

Figura 4. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de gotejamento.

Figura 4. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de gotejamento.

Figura 5. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de sub-irrigação.

Figura 5. Esquema ilustrativo de um sistema hidropônico de sub-irrigação.

Figura 6. Esquema ilustrativo de um sistema aeropônico.

Figura 6. Esquema ilustrativo de um sistema aeropônico.

3. COMPOSIÇÃO DAS SOLUÇÕES NUTRITIVAS

Tabela 1. Faixas de concentração encontradas nas soluções nutritivas e solução de Hoagland & Arnon (1950).

nutritivas e solução de Hoagland & Arnon (1950). Nutriente Massa atômica Faixa de concentração mg L

Nutriente

Massa atômica

Faixa de concentração

mg L -1

mmol L -1

Hoagland & Arnon

mg L -1

mmol L -1

1 mmol L - 1 Hoagland & Arnon mg L - 1 mmol L - 1

N-NO

N-NH

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Mo

Zn

Cl

3 -

4 +

14,0

70 – 250

5,00 – 17,86

196

14,00

14,0

0 – 33

0,00 – 2,36

14

1,00

31,0

15 – 80

0,48 – 2,58

31

1,00

39,1

150 – 400

3,84 – 10,23

234

5,98

40,0

70 – 200

1,75 – 5,00

160

4,00

24,3

15 – 80

0,62 – 3,29

48

1,98

20 – 200

0,63 – 6,25

64

2,00

10,8

0,1 – 0,6

9,26 – 55,56

0,5

46,30

63,5

0,05 – 0,3

0,79 – 4,72

0,02

0,31

55,8

0,8 – 6

14,34 – 107,53

1,0

17,92

54,9

0,5 – 2

9,11 – 36,43

0,5

9,11

95,9

0,01 – 0,15

0,52 – 1,56

0,01

0,10

65,4

0,05 – 0,5

1,53 – 7,65

0,05

0,76

35,5

1 – 188

28,17 – 5.295,77

1,56 0,01 0,10 65,4 0,05 – 0,5 1,53 – 7,65 0,05 0,76 35,5 1 – 188

Tabela 2. Concentrações de macro e micronutrientes usadas em cultivo hidropônico.

Tabela 2. Concentrações de macro e micronutrientes usadas em cultivo hidropônico.

NO 3 -

NH 4 +

H 2 PO 4 -

K +

Ca 2+

Mg 2+

SO 4 -2

--------------------------------- mmol L -1 ---------------------------------

B

Cu

Fe

Mn

Mo

Zn

--------------------- µ mol L -1 --------------------

AUTOR

Alface (Lactuca sativa)

15,0

-

6,0

5,0

2,0

2,0

2,0

46,0

0,3

90,0

12,6

0,10

1,3

Hoagland & Arnon (1950a)

14,0

1,0

1,0

6,0

4,0

2,0

2,0

46,0

0,3

90,0

12,6

0,10

1,3

Hoagland & Arnon (1950b)

15,0

-

6,0

5,0

2,0

2,0

2,0

46,0

0,2

-

1,8

0,10

1,8

Hoagland & Sneyder (1933 e 1938)

11,9

-

0,97

7,15

3,73

1,92

2,81

46,0

0,3

45,0

36,0

0,5

1,5

Blom-Zandstra & Lampe (1983)

12,0

-

3,0

5,0

8,0

4,0

4,0

0,5

0,05

3,0

0,5

0,01

0,5

Ikeda & Osawa (1984)

9,5

0,5

1,0

5,0

2,25

0,75

0,5

20,0

0,5

35,0

-

0,5

3,0

Os & Kuiken (1984)

14,7

-

1,6

5,4

5,0

1,2

1,2

46,0

0,8

54,0

9,0

1,0

2,3

Prince & Koontz (1984)

6,0

-

1,5

4,0

2,0

1,0

1,0

-

-

-

-

-

-

Suzuki et al., (1986)

7,5

-

0,5

2,5

1,0

1,0

-

-

-

-

-

-

-

Cramer e Spurr (1986)

20,5

-

2,0

10,9

5,8

1,0

1,0

30,0

0,8

50,0

7,6

0,7

4,0

Castellane & Araújo (1994)

 

Chicória (Chicorium endivia)

 

6,0

0,5

1,5

4,0

1,0

0,5

-

-

-

-

-

-

-

Yamazaki (1982)

 

Espinafre (Tetragonia expansa)

 

27,9

-

2,5

11,5

6,1

2,8

-

32,4

3,2

72,6

31,6

-

0,5

Terazoe & Okano (1992)

27,9 - 2,5 11,5 6,1 2,8 - 32,4 3,2 72,6 31,6 - 0,5 Terazoe & Okano

Tabela 3. Concentrações de macro e micronutrientes usadas em cultivo hidropônico de hortaliças de frutos.

Tabela 3. Concentrações de macro e micronutrientes usadas em cultivo hidropônico de hortaliças de frutos.

NO 3 -

NH 4 +

H 2 PO 4 -

K +

Ca 2+

Mg 2+

SO 4 -2

------------------------------- mmol L -1 ---------------------------------

B

Cu

Fe

Mn

Mo

Zn

AUTOR

--------------------- µ mol L -1 --------------------

Tomate (Licopersicon esculentum)

15,0

-

1,0

6,0

5,0

2,0

2,0

46,0

0,2

-

1,8

0,1

0,8

Hoagland & Sneyder (1933 e 1938)

12,0

-

1,0

7,0

9,0

4,0

7,0

46,0

0,3

36,0

13,0

0,4

1,4

Perez Melian et al., (1977)

14,7

-

2,0

9,9

3,4

2,0

1,5

50,0

0,1

68,0

23,7

0,1

0,8

Lim & Wan (1984)

16,6

-

2,0

8,0

5,5

2,4

1,6

20,0

0,5

43,0

19,0

0,7

4,0

Castellane & Araújo (1994)

 

Pimentão (Capsicum annuum)

 

15,5

1,25

1,25

6,5

4,75

1,5

1,75

-

-

-

-

-

-

Schwarz (1995)

13,6

-

1,25

6,25

3,96

1,34

1,0

25,2

0,5

37,0

7,6

0,7

4,0

Castellane & Araújo (1994)

 

Pepino (Cucumis saivus)

 

15,5

-

1,8

4,8

5,9

1,7

1,7

20,0

0,5

43,0

19,0

0,7

4,0

Castellane & Araújo (1994)

 

Melão (Cucumis melo)

 

15,5

-

1,3

6,0

5,5

2,6

1,2

20,0

0,5

22,0

11,4

0,7

0,4

Castellane & Araújo (1994)

 

Morango (Fragaria spp)

 

11,6

-

1,5

4,5

4,3

1,0

1,0

20,0

0,5

25,0

11,4

0,7

4,0

Castellane & Araújo (1994)

12,0

2,0

2,0

6,0

3,0

1,5

1,5

-

-

-

-

-

-

Morard (1984)

& Araújo (1994) 12,0 2,0 2,0 6,0 3,0 1,5 1,5 - - - - - -

Tabela 4. Concentrações de macro e micronutrientes usadas em cultivo hidropônico de flores.

e micronutrientes usadas em cultivo hidropônico de flores. NO 3 - NH 4 + H 2

NO 3 -

NH 4 +

H 2 PO 4 -

K +

Ca 2+

Mg 2+

SO 4 -2

B

Cu

Fe

Mn

Mo

Zn

AUTOR

------------------------------- mmol L -1 ---------------------------------

--------------------- µ mol L -1 --------------------

 

Rosa (Rosa odorata)

 

8,7

-

0,6

3,0

1,1

0,45

1,8

46,0

0,3

45,0

36,0

0,5

1,5

?

 

Crisântemo (Crysanthemun morifolium)

 

14,3

-

3,5

12,0

5,7

2,2

8,0

46,0

0,3

45,0

36,0

0,5

1,5

?

 

Cravo (Dianthus caryophillus)

 

14,0

-

0,85

14,0

1,3

0,8

0,5

46,0

0,3

45,0

36,0

0,5

1,5

?

caryophillus )   14,0 - 0,85 14,0 1,3 0,8 0,5 46,0 0,3 45,0 36,0 0,5 1,5

Tabela 5. Taxa de absorção aproximada dos nutrientes por plantas cultivadas em solução nutritiva.

nutrientes por plantas cultivadas em solução nutritiva. Grupo Taxa de absorção Nutriente 1 Absorção rápida 2

Grupo

Taxa de absorção

Nutriente

1 Absorção rápida

2 Absorção intermediária

3 Absorção lenta

N-NO 3 - , N-NH 4 + ; P, K, Mn

Mg, S, Fe, Zn, Cu, Mo

Ca, B

lenta N-NO 3 - , N-NH 4 + ; P, K, Mn Mg, S, Fe, Zn,

Fonte: Adaptado de Bugbee (1995).

Na escolha de um sal para uma determinada solução, deve-se considerar a finalidade da solução:

- Trabalhos de pesquisa: utilizar sais puros livres de contaminantes que possam distorcer os resultados; - Cultivo comercial: utilizar sais comerciais, pois a quantidade de solução é maior e o custo destes sais é menor.

4. MANEJO DA SOLUÇÃO

4.1. Reposição da solução

a) Renovação de toda solução

b) Reposição da solução absorvida

c) Reposição de nutrientes e água separadamente com análise química da solução d) Reposição de água e nutrientes separadamente com uso de sensores de concentração dos íons

e) Reposição de água e nutrientes separadamente por monitoramento da CE da solução

4.2. pH da solução

Figura 5. A influência do pH na disponibilidade de vários íons para as plantas na

Figura 5. A influência do pH na disponibilidade de vários íons para as plantas na solução do solo (LUCAS & DAVIS, 1961).

LITERATURA CITADA

BUGBEE, B. Nutrient management in recirculating hydroponic culture. In: ANNUAL CONFERENCE ON HYDROPONICS, 16., Tucson, 1995. Proceedings. Tucson, Hydroponic Society of America, 1995. p.15-30.

COMETTI, N.N. Nutrição mineral da alface (Lactuca sativa L.) em cultura hidropônica – sistema NFT. Seropédica, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2003. 106p. (Tese de Doutorado)

ESPSTEIN, E., BLOOM, A. Nutrição mineral de plantas: Princípios e perspectivas. Londrina, PR: Editora Planta, 2006.

FERNANDES, M.S. Nutrição mineral de plantas. Viçosa, MG: Sociedade Brasileira Ciência do Solo, 2006.

FURLANI, P.R.; BOLONHEZI, D.; SILVEIRA, L.C.; FAQUIN, V. Cultivo hidropônico de plantas. Campinas, Instituto Agronômico, 1999. 52p. (Boletim Técnico, 180)

HOAGLAND, D.R.; ARNON, D.L. The water culture methods for growing plants without soil. Berkeley, California Agriculture Experiment Station, 1950. 32p. (Bulletin, 347)

JOHNSON, C.M.; STOUT, P.R.; BROYER, T.C.; CARLTON, A.B. Comparative chlorine requeriments of different plant species. Plant Soil, v.8, p.337-353, 1957.

RUIZ, H.A. Relações molares de macronutrientes em tecidos vegetais como base para a formulação de soluções nutritivas. Revista Ceres, 44:533-546, 1977.