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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLOGICA

INSTITUTO FEDERAL GOIANO CAMPUS CERES

BACHARELADO EM AGRONOMIA

PROFESSORA: MSC. ELIANE VIEIRA ROSA

DISCIPLINA: BIOQUÍMICA

SEGURANÇA EM LABORATÓRIO

Trabalho nº01 Exigência da disciplina de Bioquímica

ACADÊMICO: ENILTON JOSÉ BERNARDES JÚNIOR

CERES GO

2012

Sumário

1. Introdução

3

2. Pesquisa

4

2.1. BIOSSEGURANÇA

4

2.2. RISCOS DE ACIDENTES

4

2.3. RISCOS ERGONÔMICOS

5

2.4. RISCOS FÍSICOS

5

2.5. RISCOS QUÍMICOS

5

2.6. RISCOS BIOLÓGICOS

5

2.6.1.

Classificação de risco biológico:

5

2.7. PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE

6

2.8. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA

6

2.8.1. Capelas e Exaustores

6

2.8.2. Chuveiro e Lava-olhos

7

2.8.3. Manta ou cobertor

7

2.8.4. Extintor de incêndio a base de água

7

2.8.5. Extintor de incêndio de CO2 em pó

7

2.8.6. Vaso de areia

7

2.8.7. Mangueira de incêndio

7

3. Considerações Finais

8

REFERÊNCIAS

9

1. Introdução

Todo trabalho requer total atenção, mas quando estamos num laboratório esses cuidados aumentam. A biossegurança veio para minimizar eventuais acidentes, ou seja, quando há uma prevenção os riscos diminuem. Entre tais riscos encontramos os de acidentes, ergonômicos, físicos e outros mais. A prática da Química, seja a nível profissional ou de aprendizado, exige que regras de segurança sejam rigorosamente seguidas para evitar acidentes e prejuízos de ordem humana ou material.

2. Pesquisa

2.1. BIOSSEGURANÇA

No inicio, a biossegurança se estabeleceu como uma nova Ciência que objetivava a minimização de riscos. De lá para cá, sempre houve como objetivo profissional, entender

que o desenvolvimento científico e tecnológico não pode colocar em risco o homem e o meio ambiente. A Lei 8974 foi aprovada pelo Congresso Nacional em 1994, e homologada pelo executivo em janeiro de 1995. (Oda, 2010)

Segundo Teixeira & Valle (2010), a Biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, riscos que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

O variado elenco de vulnerabilidades biológicas, químicas, físicas, ergonômicas e sociais em laboratórios nos mostra que o exercício da segurança no manejo de produtos e técnicas de Biossegurança são de extrema importância nesses locais. Somado a esse fato, o conhecimento dos aspectos sociais envolvidos nos acidentes, doenças ocupacionais, licenças e outras questões que envolvem o processo e a organização do trabalho laboratorial, o manejo desses problemas demanda uma abordagem interdisciplinar e a participação de uma equipe multidisciplinar. (Júnior, Wakimoto, & Cotias, 2001)

2.2. RISCOS DE ACIDENTES

Subentende-se que risco de acidente é qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de perigo e que possa afetar sua integridade, bem estar físico e moral. São

exemplos de risco de acidente: usar as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, entre outros. (Filho, 2009)

2.3.

RISCOS ERGONÔMICOS

Consideramos que risco ergonômico é qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento e transporte manual de peso, o ritmo excessivo de trabalho, a monotonia, a repetitividade, a responsabilidade excessiva, a

postura inadequada de trabalho, o trabalho em turnos, entre outros.

2.4. RISCOS FÍSICOS

Já os agentes de risco físico tornam-se as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, ultra-som, materiais cortantes e ponteagudos, entre outros.

2.5. RISCOS QUÍMICOS

São agentes de risco químico: as substâncias, compostas ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases

ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.

2.6. RISCOS BIOLÓGICOS

Consideram-se agentes de risco biológico as bactérias, fungos, parasitas, vírus, entre

outros.

2.6.1.

Classificação de risco biológico:

Os agentes de risco biológico podem ser distribuídos em quatro classes por ordem

crescente de risco, classificados segundo os seguintes critérios:

· Patogenicidade para o homem.

· Virulência.

· Modos de transmissão

· Disponibilidade de medidas profiláticas eficazes.

· Disponibilidade de tratamento eficaz.

· Endemicidade.

2.7.

PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE

APPCC é a sigla para “Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle”, ou em inglês, HACCP, Hazard Analysis of Critical Control Point. Um programa criado pela Pillsbury Company em 1959 para cumprir as exigências da NASA para o fornecimento de alimentos aos tripulantes de viagens espaciais. Assim surgiu o HACCP, ou APPCC, que objetiva identificar todos os fatores associados à matéria-prima, ingredientes, insumos e processo com o intuito de garantir a inocuidade do produto final até sua chegada ao consumidor. (Faria, 2008)

Os sete passos do APPCC/HACCP definidos em 1989 são:

a. identificação dos perigos de contaminação e avaliação de sua severidade;

b. determinação dos PCC’s (pontos críticos de controle);

c. medidas e estabelecer critérios para assegurar o controle do processo/processamento;

d. monitorar os pontos críticos de controle;

e. estabelecer um sistema de arquivos e registro de dados;

f. agir corretivamente sempre que os resultados do monitoramento indicarem que os

critérios não estão sendo seguidos;

g. verificar se o sistema está funcionando como planejado.

2.8. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA

2.8.1. Capelas e Exaustores

São dispositivos que devem sempre estar disponíveis em um laboratório e funcionando adequadamente. Sua função é a de garantir uma atmosfera saudável no ambiente de trabalho. Sempre use a capela para o preparo de soluções (ex.: HCl e HNO3). Ao usar a capela mantenha sempre o frasco do reagente na parte de dentro e em hipótese alguma ponha a cabeça dentro da capela para, por exemplo, examinar o andamento de uma reação. Mantenha este local sempre limpo e livre, isto é, não use este local para a estocagem de reagentes, a não ser aqueles que estejam sendo usados. (P. R. Carvalho, 1999)

2.8.2.

Chuveiro e Lava-olhos

Estes dispositivos estão em áreas de acesso coletivo (corredor). Eles devem ser usados em

caso de respingo de reagente sobre o corpo ou o rosto. Eles devem ser examinados periodicamente e seu acesso nunca deve estar bloqueado. (Filho, 2009)

2.8.3. Manta ou cobertor

Confeccionado em lã ou algodão grosso, não podendo ter fibras sintéticas. Utilizado para abafar ou envolver vítima de incêndio.

2.8.4. Extintor de incêndio a base de água

Utiliza o CO2 como propulsor. É usado em papel, tecido e madeira. Não se pode usar em eletricidade, líquidos inflamáveis, metais em ignição.

2.8.5. Extintor de incêndio de CO2 em pó

Tem o CO2 em pó como base. A força de seu jato é capaz de disseminar os materiais incendiados. É usado em líquidos e gases inflamáveis, fogo de origem elétrica. Não

podendo usá-lo em metais alcalinos e papel.

2.8.6. Vaso de areia

Também chamado de balde de areia, é utilizado sobre derramamento de álcalis para

neutralizá-lo.

2.8.7. Mangueira de incêndio

Modelo padrão, comprimento e localização são fornecidos pelo Corpo de Bombeiros.

3.

Considerações Finais

Essa primeira aula ministrada pela Professora Msc. Eliane Vieira Rosa proporcionou à nós, acadêmicos Bacharelado em Agronomia, maiores cuidados, mais atenção e amadurecimento para poder estar dentro de um laboratório.Percebemos que são altos os riscos, mas com a apresentação de situações e dados resultantes de, por exemplo, um mal comportamento dentro do laboratório (em fotos, pelo data show), os alunos se posicionaram de forma mais “adulta”. Enfim, aprendemos que os acidentes podem, se tomadas as devidas precauções, serem evitados, ou ao menos terem suas conseqüências minimizadas.

REFERÊNCIAS

Faria, C. (08 de Setembro de 2008). Info Escola. Acesso em 10 de Março de 2012, disponível em Info Escola: http://www.infoescola.com/administracao/analise-de- perigos-e-pontos-criticos-de-controle-appcc/.

Filho, J. d. (2009). Manual de Biossegurança. São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil.

Júnior, P. S., Wakimoto, M., & Cotias, P. M. (2001). Programa de Biossegurança - Hospital Evandro Chagas. Biotecnológica , 54.

Oda, L. M. (2010). Biossegurança no Brasil segue padrões científicos internacionais. (L. T. Ferreira, Entrevistador).

P. R. Carvalho. (1999). Boas Práticas Químicas em Biossegurança. Rio de Janeiro:

Interciência.

Teixeira, P., & Valle, S. (2010). Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar . Rio de Janeiro: FIOCRUZ.