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MILLS ESTRUTURAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA S.A. Companhia de Capital Autorizado CNPJ n.º 27.093.558/0001-15 –

MILLS ESTRUTURAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA S.A.

Companhia de Capital Autorizado

CNPJ n.º 27.093.558/0001-15 NIRE 33.3.0028974-7

Estrada do Guerenguê n° 1381, Taquara, Jacarepaguá, CEP 22713-002

Rio de Janeiro - RJ

Proposta da Administração

Informações disponibilizadas aos senhores acionistas em atendimento a Instrução CVM 481 de 17 de dezembro de 2009, relativas ao Edital de Convocação das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária a serem realizadas no dia 19 de abril de 2010, com a seguinte ordem do dia:

Em Assembleia Geral Ordinária:

(i)

tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, acompanhados do parecer dos auditores independente;

(ii)

manifestar-se sobre a proposta de orçamento de capital para o exercício de 2011;

(iii)

manifestar-se sobre a proposta da Diretoria referente à destinação do resultado do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010; e

(iv)

eleger novo membro do Conselho de Administração da Companhia; e (v) fixar a remuneração dos administradores da Companhia para o exercício social de 2011;

Em Assembléia Geral Extraordinária:

(i)

deliberar sobre a alteração do endereço da sede da Companhia, a abertura de filial no antigo endereço de sua sede social, e a exclusão da referência às filiais no estatuto social, com a consequente alteração do artigo 3º do estatuto social;

(ii)

deliberar sobre a alteração do caput do artigo 5º do estatuto social, para ajustá-lo às deliberações do conselho de administração tomadas em 14 de abril de 2010 e em 30 de novembro de 2010, que aprovaram o aumento do capital social dentro do limite do capital autorizado;

(iii)

deliberar sobre a alteração da redação do §1º do artigo 30 do estatuto social; e

Anexo exigido pelo artigo 9º da Instrução CVM no. 481, de 17 de dezembro de 2009

Comentários dos administradores sobre a situação financeira da Companhia, nos termos do item 10 do Formulário de Referência

10.1 Os diretores devem comentar sobre.

a. Condições financeiras e patrimoniais gerais

Os diretores acreditam que a Companhia é um dos maiores prestadores de serviços especializados de engenharia, a líder no fornecimento de formas de concretagem e estruturas tubulares e no aluguel de equipamento motorizado de acesso no mercado brasileiro. A Companhia é também uma das principais prestadoras de serviços industriais (acesso, pintura industrial e isolamento térmico) do Brasil, segundo dados da revista "O Empreiteiro". A Companhia oferece a seus clientes serviços especializados de engenharia, com soluções diferenciadas, mão-de-obra especializada e equipamentos essenciais para grandes projetos de infra-estrutura, construção residencial e comercial e manutenção e montagem industrial. Nossas soluções customizadas de engenharia incluem o planejamento, projeto e a implementação de estruturas temporárias para construção civil (tais como formas de concretagem, escoramento e andaimes), serviços industriais (tais como acesso, pintura e isolamento para construção e manutenção de parques industriais) e equipamentos de acesso motorizados (tais como plataformas de trabalho aéreas e manipuladores telescópicos), bem como assistência técnica e mão-de-obra especializada.

A Companhia acredita que os setores em que atua terão um forte crescimento nos próximos anos, devido, entre outros fatores, (i) aos fundamentos macroeconômicos favoráveis e à crescente disponibilidade de crédito no Brasil; (ii) aos investimentos significativos em projetos de infraestrutura, financiados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento PAC do Governo Federal; (iii) ao programa de construção de moradias para famílias de baixa renda do Governo Federal (Minha Casa, Minha Vida); (iv) aos investimentos necessários para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016; e (v) à necessidade de investimento significativo em diversos setores da indústria no Brasil, inclusive petróleo e gás e petroquímico.

As receitas da Companhia provêm principalmente de locação de equipamentos e de serviços de assistência técnica, que representaram, em conjunto, 90% da receita líquida total da Companhia de R$549,9 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010. A Companhia reconhece as receitas resultantes de prestação de serviços tendo como base a etapa de execução dos serviços realizados até a data-base do balanço, de acordo com a porcentagem total de serviços executada.

Os diretores da Companhia entendem que as atuais disponibilidades e capacidade de geração de caixa operacional da Companhia, em conjunto com sua capacidade de endividamento, com alavancagem adequada de EBITDA em relação à dívida líquida da Companhia, serão suficientes para financiar o seu plano de investimento e sua necessidade de capital de giro durante o mesmo período.

Os diretores entendem que a Companhia apresenta condições financeiras e patrimoniais suficientes para implementar seu plano de negócios e cumprir suas obrigações de curto e médio prazo.

Efeitos das condições econômicas gerais no Brasil sobre a condição financeira e resultados operacionais da Companhia

Na divisão Construção da Companhia, ela oferece soluções customizadas a empresas envolvidas em grandes obras e projetos de infraestrutura, enquanto que a Divisão Jahu da Companhia dedica-se à prestação de serviços a empresas de construção civil residencial e comercial. Os clientes da divisão Serviços Industriais da Companhia dedicam-se à indústria pesada,

abrangendo os setores de petróleo e gás, químico e petroquímico, construção e montagem industrial, papel e celulose, naval, mineração, entre outros, ao passo que os produtos da Divisão Rental da Companhia, focada no aluguel e venda de equipamentos motorizados de acesso, são requisitados por empresas atuantes nos mais diversos segmentos industriais. Todos estes setores são diretamente afetados pelas alterações nas condições macroeconômicas no Brasil, especialmente crescimento do produto interno bruto PIB, taxas de juros, inflação, disponibilidade de crédito, nível de desemprego, taxas de câmbio e preços de commodities, os dois últimos por afetarem os custos de equipamentos que a Companhia utiliza em suas atividades. Consequentemente, estes fatores afetam, indiretamente, suas operações e resultados.

Adicionalmente, as operações e resultados da Companhia são diretamente impactados por variações de (i) taxas de inflação, cujos índices são utilizados para reajuste dos contratos de longo prazo da Companhia; (ii) taxas de juros, que afetam o endividamento sujeito a juros flutuantes da Companhia; e (iii) oscilações de preços de materiais consumidos nas obras ou na manutenção dos equipamentos da Companhia.

b. Estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas

Não há hipótese de resgate de ações de emissão da Companhia além das legalmente previstas.

c. Capacidade

assumidos

de

pagamento

em

relação

aos

compromissos

financeiros

O EBITDA da Companhia, no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, foi de

R$194,5 milhões e as despesas da Companhia com compromissos financeiros no mesmo período, líquidas das receitas financeiras, foram de R$5,6 milhões. Dessa forma, o EBITDA da Companhia no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010 apresentou índice de cobertura de 34,7 vezes as despesas financeiras líquidas da Companhia no mesmo exercício. Considerando apenas as despesas financeiras, que somaram R$ 24,3 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, o índice de cobertura seria igual a 8,0 vezes.

O saldo da dívida da Companhia em 31 de dezembro de 2010, era de R$132,6 milhões, ou seja,

0,68 vezes o EBITDA da Companhia no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010.

O fluxo de pagamento dessa dívida acontecerá em um período de dez anos, sendo R$46,7

milhões devidos em menos de um ano, R$65,9 milhões de um a três anos, R$14,5 milhões entre três a cinco anos, e R$5,5 milhões acima de cinco anos. O perfil da dívida de longo prazo da Companhia segue uma política para contratações de empréstimos e financiamentos cujo objetivo é assegurar que todos os compromissos financeiros sejam honrados, se necessário, por

meio da geração de caixa da Companhia.

Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía parcelamentos de tributos em seu balanço no montante total de R$15,1 milhões, sujeitos a atualização mensal pela taxa básica de juros divulgada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) ("Taxa SELIC"), cujo maior montante, no valor de R$10,8milhões, se refere ao Programa de Recuperação Fiscal ("REFIS") com prazo de 180 meses. O alongamento das parcelas para pagamento neste prazo contribui para que a Companhia seja capaz de tempestivamente realizar os pagamentos devidos.

No que se refere a limitações contratuais para assunção de novas dívidas, existem cláusulas contidas nos contratos de crédito bancários da Companhia que a impõem a observância de certos indicadores financeiros, dentre os quais: a relação entre EBITDA e endividamento líquido, a relação entre dívida líquida de curto prazo e dívida líquida total, e a relação entre despesa financeira líquida e EBITDA. Na data deste Formulário de Referência, a Companhia estava dentro dos limites contratuais destes indicadores financeiros.

d.

Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos

não-circulantes utilizadas

Os investimentos da Companhia em ativos não-circulantes e capital de giro são financiados por sua própria geração de caixa operacional e por capital de terceiros. Para operações estratégicas, quando necessário, a Companhia recorre ao capital dos seus acionistas. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, a Companhia captou R$411 milhões por meio de oferta pública inicial de ações de sua emissão.

e. Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos

não-circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez

As

principais fontes de liquidez da Companhia são:

fluxo de caixa das atividades da Companhia;As principais fontes de liquidez da Companhia são: financiamentos bancários; e aportes de capital. As principais

financiamentos bancários; eCompanhia são: fluxo de caixa das atividades da Companhia; aportes de capital. As principais exigências de

aportes de capital.das atividades da Companhia; financiamentos bancários; e As principais exigências de caixa da Companhia são:

As

principais exigências de caixa da Companhia são:

investimentos para manutenção e aumento do estoque de equipamentos;As principais exigências de caixa da Companhia são: exigências de capital de giro; investimentos nas

exigências de capital de giro;para manutenção e aumento do estoque de equipamentos; investimentos nas instalações físicas que a Companhia

investimentos nas instalações físicas que a Companhia ocupa e o parque de informática voltado a suportar suas atividades;do estoque de equipamentos; exigências de capital de giro; investimentos em melhoria de processos e controles;

investimentos em melhoria de processos e controles;o parque de informática voltado a suportar suas atividades; investimentos em treinamento e segurança; e distribuição

investimentos em treinamento e segurança; einvestimentos em melhoria de processos e controles; distribuição de juros sobre capital próprio e dividendos.

distribuição de juros sobre capital próprio e dividendos.e controles; investimentos em treinamento e segurança; e A Companhia acredita que as atuais disponibilidades e

A

Companhia acredita que as atuais disponibilidades e capacidade de geração de caixa

operacional, em conjunto com sua capacidade de endividamento, com alavancagem adequada, serão suficientes para financiar o seu plano de investimento e sua necessidade de capital de

giro durante o mesmo período.

f.

Níveis de endividamento e as características de tais dívidas, descrevendo

ainda:

(i) contratos de empréstimo e financiamento relevantes

A tabela abaixo apresenta os empréstimos e financiamentos da Companhia, divididos por

indexador, com os respectivos encargos e saldos em aberto em 31 de dezembro de 2008, 2009

e 2010:

Em 31 de dezembro de

 

Encargo (ao ano)

2008

2009

2010

 

(em milhões de reais)

 

Financiamento com Instituições Financeiras Financiamento com Instituições Financeiras Arrendamento Mercantil com Instituições Financeiras Total

Taxa DI+1,0% a 4,5% TJLP+3,3% a 7,5% Taxa DI + 1,0% a 5,4%

128,3

101,5

41,9

6,8

4,3

17,8

53,8

78,1

72,9

 

188,0

183,9

132,6

Em 31 de dezembro de 2010 o endividamento bancário total montava a R$132,6 milhões, composto de (i) R$46,7 milhões de endividamento de curto prazo (35% do total), sendo R$27,7 milhões de operações de leasing contratadas para a aquisição dos equipamentos da Divisão

Rental da Companhia, e (ii) R$85,9 milhões de endividamento de longo prazo (65% do total), dos quais R$45,3 milhões de operações de leasing contratadas para a aquisição dos equipamentos da Divisão Rental da Companhia. Todo o endividamento da Companhia está denominado em reais.

Endividamento de curto prazo

Esta conta totalizava R$56,8 milhões em 31 de dezembro de 2009, em comparação com R$47,4 milhões em 31 de dezembro de 2008, com acréscimo de R$9,4 milhões, ou 19,8%. Este acréscimo não foi devido a uma mudança do perfil da dívida, uma vez que esta como um todo diminuiu em relação ao saldo existente em 31 de dezembro de 2008, e sim devido à atualização financeira dos valores transferidos da conta correspondente de longo prazo, além da parcela de curto prazo dos empréstimos contraídos no exercício de 2009.

Esta conta totalizava R$46,7 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação com R$56,8 milhões em 31 de dezembro de 2009, com redução de R$10,1 milhões, ou 18%. Esta redução não foi devido à utilização de recursos da oferta inicial de ações de emissão da Companhia para liquidar antecipadamente financiamentos de custos mais elevados.

Endividamento de Longo Prazo

Esta conta totalizava R$127,1 milhões em 31 de dezembro de 2009, em comparação com R$142,1 milhões em 31 de dezembro de 2008, representando um decréscimo de R$15,0 milhões, ou 10,5%. Este decréscimo foi devido ao esforço empreendido para reduzir o nível do endividamento da Companhia no exercício, com o direcionamento de parte da geração de caixa da Companhia para cobrir pagamentos de amortizações e encargos financeiros. Dentro deste objetivo, as captações totais de novos empréstimos no exercício foram inferiores ao total de amortizações e pagamentos de encargos financeiros em R$29,9 milhões.

Esta conta totalizava R$85,9 milhões em 31 de dezembro de 2010, em comparação com R$127,1 milhões em 31 de dezembro de 2009, representando um decréscimo de R$41,2 milhões, ou 32%. Este decréscimo foi devido à utilização de recursos da oferta inicial de ações de emissão da Companhia para pagar dívidas de custos mais elevados.

Contratos Financeiros Relevantes

Em 31 de dezembro de 2010, a dívida da Companhia com instituições financeiras totalizava R$41,9 milhões, sendo que as principais estão descritas abaixo.

Itaú Unibanco S.A.

Cédula de Crédito Bancário n.º 100108060006400. A Companhia emitiu, em 20 de junho de 2008, cédula de crédito bancário em favor do Itaú Unibanco S.A., no valor de R$37,7 milhões, para a obtenção de recursos para a aquisição das quotas da Jahu e da Kina. O contrato apresenta cláusulas usuais de vencimento antecipado e exige que a Companhia observe determinados índices financeiros. O pagamento é realizado em parcelas semestrais, sendo que o vencimento da última parcela será em 26 de junho de 2014. O saldo em aberto dessa cédula, em 31 de dezembro de 2010, era de R$24,1 milhões.

Contrato de Empréstimo n.º 1467616944. A Companhia celebrou, em 28 de janeiro de 2008, o contrato de empréstimo com o Itaú Unibanco S.A., no valor de R$6,5 milhões. O contrato apresenta cláusulas usuais de vencimento antecipado, a critério do Itaú Unibanco S.A., se houver fusão, cisão, incorporação ou processo de reestruturação societária da Companhia. O pagamento do empréstimo é realizado em parcelas mensais, com vencimento em 2 de janeiro de 2013. O saldo em aberto desse contrato, em 31 de dezembro de 2010, era de R$3,4 milhões.

Banco Bradesco S.A.

Cédula de Crédito Bancário. A Companhia emitiu, em 18 de abril de 2008, cédula de crédito bancário em favor do Banco Bradesco S.A., no valor de R$5,0 milhões. O pagamento do valor

devido por meio dessa cédula se dará em 48 parcelas mensais. Em garantia das obrigações assumidas na cédula, a Companhia cedeu fiduciariamente os direitos creditórios detidos contra

a Dow Chemical. O contrato apresenta cláusulas usuais de vencimento antecipado, além de

prever vencimento antecipado para caso de alteração ou transferência do controle da Companhia ou da titularidade das ações de sua emissão, bem como a incorporação, cisão, fusão ou reorganização societária da Companhia. O pagamento deve ser realizado mensalmente, em 48 parcelas, com vencimento em 13 de abril de 2012. O saldo em aberto

dessa cédula, em 31 de dezembro de 2010, era de R$1,7 milhão.

Banco do Brasil S.A.

A Companhia celebrou com o Banco do Brasil dois contratos de abertura de crédito fixo para

capital de giro. A tabela abaixo, mostra os principais termos desses contratos:

Data de

Número da CCB

Data de Emissão

Vencimento

Valor Original (1)

345.500.737

27.05.2008

20.04.2013

8,0

345.500.724

27.02.2008

25.01.2013

5,0

(1)

Valores em R$ milhões.

Banco Fibra S.A.

Saldo em aberto em 31 de dezembro de

2010 (1)

4,1

2,3

Cédula de Crédito Bancário. A Companhia emitiu, em 11 de abril de 2008, cédula de crédito bancário em favor do Banco Fibra S.A., no valor de R$ 6,0 milhões. O pagamento do valor devido por meio dessa cédula deve ser realizado mensalmente, em 48 parcelas, com vencimento em 10 de abril de 2013. O contrato apresenta cláusulas usuais de vencimento antecipado, além de prever vencimento antecipado para caso de alteração ou transferência do controle da Companhia ou da titularidade das ações de emissão da Companhia, bem como a incorporação, cisão, fusão ou qualquer outro fato que importe redução da capacidade da Companhia para cumprimento de suas obrigações. O saldo em aberto dessa cédula, em 31 de dezembro de 2010, era de R$5,0 milhões.

Contratos de Arrendamento Mercantil

Diversos contratos de arrendamento mercantil celebrados pela Companhia são garantidos por meio de notas promissórias. Abaixo, a tabela demonstra as notas promissórias cujos montantes são considerados relevantes:

Contrato

Valor Nota

Data de

Vinculado

Banco

Promissória

Data de emissão

Vencimento

569686

Itauleasing

R$6,25 milhões

31.10.2008

19/12/2013

19340105656

HSBC

R$5,85 milhões

25.05.2009

01/07/2014

176086

Bradesco Leasing

R$5,62 milhões

12.03.2009

04/04/2014

175796

Bradesco Leasing

R$5,67 milhões

08.09.2008

11/09/2013

100021789

Alfa Arrendamento Mercantil

R$4,88 milhões

20.03.2008

20/03/2012

100027813

Alfa Arrendamento Mercantil

R$6,33 milhões

01.07.2008

01/06/2012

100018086

Alfa Arrendamento Mercantil

R$6,89 milhões

10.01.2008

10/01/2012

Na data deste Formulário, a Companhia é parte de diversos contratos de arrendamento mercantil que representavam, em 31 de dezembro de 2010, um montante total de obrigações a vencer de R$72,9 milhões. A Companhia celebrou tais contratos na qualidade de arrendatára, para arrendamento e possível posterior aquisição de bens e equipamentos necessários à realização de suas atividades. Ao final de cada contrato, a Companhia pode restituir o bem arrendado, renovar o contrato ou exercer a opção de compra do bem financiado. O pagamento dos arrendamentos deve ser realizado mensalmente, com previsão de pagamento de um valor

garantido ao arrendante, correspondente ao valor mínimo pelo qual o bem arrendado será vendido a terceiro.

A tabela abaixo indica o saldo em aberto referente aos contratos de arrendamento mercantil,

em 31 de dezembro de 2010, segregados por instituição, indexados de acordo com a Taxa DI acrescidos de sobretaxas que variam entre 1,0% a 5,4% ao ano:

Arrendante

Valor em aberto

(em R$ mil)

ABN Amro Real S.A. Alfa S.A Bradesco Banco de Lage Dibens Banco do Brasil Banco Itaú Rodobens Safra S.A. HSBC Bank Brasil Santander Total

1.385

11.665

12.130

397

2.011

4.387

8.013

175

6.927

7.304

18.548

72.944

(ii) outras relações de longo prazo com instituições financeiras

A Companhia contratou com instituições financeiras instrumentos de proteção cambial. Os

instrumentos derivativos contratados pela Companhia têm o propósito de proteger suas operações de importação de equipamentos, no intervalo entre a colocação dos pedidos e nacionalização, contra os riscos de flutuação na taxa de câmbio, e não são utilizados para fins

especulativos.

Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía ordens de compra de equipamentos com fornecedores estrangeiros no valor de aproximadamente US$72,8 milhões (em 2009, tais ordens somavam US$34 milhões e em 2008, US$2 milhões), todos com previsão para pagamento até fevereiro de 2012.

(iii) grau de subordinação entre as dívidas

Os

financiamentos da Companhia são usualmente garantidos por:

 

(a)

imóveis;

(b)

caução de duplicatas;

(c)

recebíveis a que a Companhia faz jus no curso de suas atividades;

(d)

penhor;

(e)

alienação fiduciária; e

(f)

notas promissórias.

As

notas promissórias são garantias adicionais com relação aos empréstimos e financiamentos.

A

maior parte das garantias reais prestadas pela Companhia se refere a financiamentos

contratados em exercícios anteriores, quando a situação financeira da Companhia exigia que ela

oferecesse garantias reais para facilitar o seu acesso ao crédito.

A Companhia acredita que as cláusulas em vigor referentes à constituição de garantias não

restringirão de maneira significativa a capacidade de contratar novas dívidas para satisfazer

suas necessidades de capital.

(iv) eventuais restrições impostas ao emissor, em especial, em relação aos limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, à alienação de ativos, à emissão de novos valores mobiliários e à alienação de controle societário

Alguns dos instrumentos financeiros de longo prazo da Companhia contêm obrigações relacionadas à manutenção de certos níveis para indicadores financeiros determinados. As principais condições impostas nos instrumentos financeiros celebrados pela Companhia são:

(i) razão entre o EBITDA e o endividamento líquido total (dívida bancária total menos disponibilidades totais); (ii) razão entre dívida líquida de curto prazo (dívida de curto prazo menos disponibilidades totais) e o endividamento liquido total; e (iii) razão entre o EBITDA e a despesa financeira líquida. A Companhia está em conformidade com os níveis requeridos para os indicadores. Dessa forma, a Companhia tem por obrigação manter um grau relativamente baixo de endividamento e uma capacidade satisfatória de pagamento de seus compromissos financeiros, devendo a contratação de novos endividamentos atender esses pré-requisitos.

Acreditamos que as cláusulas atuais não restringirão de maneira significativa a capacidade de contratar novas dívidas para satisfazer as necessidades de capital da Companhia.

g. limites de utilização dos financiamentos já contratados

Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia dispunha de aproximadamente R$170 milhões de limites em operações de leasing com as principais instituições financeiras com atuação no Brasil, sendo que o montante de R$79,2 milhões já foi liberado para a Companhia e está registrado em sua posição de endividamento.

h. alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras

DISCUSSÃO E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS

   

Exercício Social Encerrado em 31 de Dezembro de

 
 

AV (1)

 

AV (1)

AH (2)

 

AV (1)

 
 

2008

(%)

2009

(%)

(%)

2010

(%)

AH (%)

 

(em milhões de reais)

 

Receita Líquida de Vendas e Serviços

299,4

100%

404,2

100%

35%

549,9

100%

36%

Divisão Construção Divisão Jahu Divisão Serviços Industriais Divisão Rental Divisão Eventos (descontinuada)

110,2

37%

146,2

36%

33%

154,3

28%

6%

24,7

8%

62,2

15%

152%

105,1

19%

69%

135,3

45%

141,4

35%

5%

195,4

36%

38%

25,4

8%

54,4

13%

114%

95,1

17%

75%

3,7

1%

-

-

-

-

-

-

Custo dos Produtos Vendidos e dos Serviços Prestados

 

(143,8)

48%

(169,6)

42%

18%

(254,8)

46%

50%

Lucro Bruto

155,5

52%

234,6

58%

51%

295,1

54%

26%

Receitas (Despesas) Operacionais Administrativas e Gerais

(84,7)

28%

(108,8)

27%

28%

(147,6)

27%

36%

Lucro Operacional

70,8

24%

125,8

31%

78%

147,5

27%

17%

Despesas Financeiras

(20,5)

7%

(25,3)

6%

23%

(24,3)

4%

(4%)

Receitas Financeiras

2,3

1%

0,9

0%

(59%)

18,7

3%

1884%

Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social Imposto de Renda e Contribuição Social

 

48,3

16%

101,4

25%

110%

141,8

26%

40%

(17,7)

6%

(33,0)

8%

86%

(38,5)

7%

17%

Lucro Líquido no Exercício

30,6

10%

68,4

17%

124%

103,3

19%

51%

(1) Análise vertical, que consiste em percentual sobre o total de receita líquida de vendas e serviços. (2) Análise horizontal, que consiste no percentual de variação das contas do demonstrativo de resultados entre os exercícios sociais indicados.

Exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 comparado com exercício findo em 31 de Dezembro de 2009

Receita Líquida de Vendas e Serviços

De acordo com as políticas contábeis em vigor adotadas no Brasil, a receita reportada na demonstração do resultado deve incluir somente os ingressos brutos dos benefícios econômicos recebidos e a receber pela Companhia, quando originários de suas próprias atividades. As

quantias cobradas por conta de terceiros tais como tributos sobre vendas, tributos sobre bens

e serviços e tributos sobre valor adicionado não geram benefícios para a Companhia e não

resultam em aumento do patrimônio líquido e, portanto, são excluídos da receita. Desta forma, os comentários abaixo relativos às variações entre os resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2010 são referentes somente a receita líquida, e não à receita bruta, enquanto os comentários posteriores, relativos às variações entre os resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e 2009, referem-se à receita bruta, observando a forma de

divulgação adotada à época da apresentação dos resultados de tais exercícios.

A tabela a seguir apresenta nossa receita líquida por divisão para os exercícios encerrados em

31 de dezembro de 2009 e 2010:

Divisão Construção

Divisão Jahu

Divisão Serviços Industriais

Divisão Rental

Total

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de

2009

AV (%) (1)

2010

AV (%) (1)

AH (%) (2)

 

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

 

146,2

36%

154,3

28%

6%

62,2

15%

105,1

19%

69%

141,4

35%

195,4

36%

38%

54,4

14%

95,1

17%

75%

404,2

100%

549,9

100%

36%

(1) Análise vertical, que consiste em percentual sobre o total de receita líquida de vendas e serviços. (2) Análise horizontal, que consiste no percentual de variação das contas do demonstrativo de resultados entre 2009 e 2010.

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010 nossa receita líquida de vendas e serviços atingiu R$549,9 milhões, comparada com R$404,2 milhões no mesmo período em 2009, um acréscimo de R$145,7 milhões, ou 36%. Este aumento provém de incremento das receitas oriundas em todas as divisões.

Divisão Construção

A receita líquida da Divisão Construção da Companhia passou de R$146,2 milhões no exercício

social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$154,3 milhões em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$8,1 milhões, ou 6%. Esse aumento foi principalmente decorrente de uma maior receita proveniente de assistência técnica, vendas e outras, que ampliou de R$20,9

milhões para R$32,4 milhões em 2010, parcialmente compensado pela redução de R$3,5 milhões, ou 3%, na receita de locação. O aumento do volume locado contribuiu para redução da receita de locação no montante de R$5,0 milhões, enquanto a conjugação de preços de locação e mix de equipamentos locados levou a uma redução da receita de locação, no montante de R$8,5 milhões, refletindo o enfraquecimento da demanda no segmento de construção pesada a partir de setembro de 2010.

Divisão Jahu

A receita líquida da Divisão Jahu passou de R$62,2 milhões no exercício social encerrado em 31

de dezembro de 2009 para R$105,1 milhões no exercício social encerrado em 2010, um aumento de R$42,9 milhões, ou 69%, em decorrência, principalmente, do aumento da receita com locação que contribuiu com 55% do montante total do aumento e do aumento da receita com vendas que contribuiu com 34% do montante total do aumento. O percentual remanescente de 11% do aumento foi decorrente de maiores receitas com assistência técnica

indenizações no curso regular das operações recebidas de clientes por equipamentos alugados da Companhia perdidos ou danificados.

Entre os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2010, a receita de locação sofreu um aumento de R$23,5 milhões, ou 40%, sendo que o aumento do volume locado concorreu para ampliar a receita de locação no montante de R$28,8 milhões, enquanto a conjugação de preços de locação e mix de equipamentos levou a uma redução da receita de locação no montante de R$ 5,3 milhões.

Divisão Serviços Industriais

A receita líquida da Divisão Serviços Industriais passou de R$141,4 milhões no exercício social

encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$195,4 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$54,0 milhões, ou 38%, pelos motivos expostos a

seguir.

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, os serviços realizados na construção de novas plantas contribuíram com R$56,9 milhões, ou 29% da receita líquida total, enquanto que os serviços de manutenção contribuíram com R$138,5 milhões, ou 71% da receita total. Do montante total do aumento ocorrido entre os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2010, os serviços realizados na construção de novas plantas foram responsáveis por 13%, enquanto os serviços de manutenção foram responsáveis por 87%.

Divisão Rental

A receita líquida de vendas e serviços de nossa Divisão Rental passou de R$54,4 milhões no

exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$95,1 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$40,7 milhões, ou 75%,

principalmente, devido ao crescimento orgânico desta divisão com o aumento da frota de equipamentos. O crescimento do mercado para este tipo de equipamentos, ainda incipiente, permitiu a rápida absorção desta frota.

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, 89% da receita líquida da Divisão de Rental foram referentes a aluguel de equipamentos, enquanto os 11% restantes foram referentes à venda e assistência técnica.

Entre os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2010, a receita de locação sofreu um aumento de R$83,8 milhões, ou 66%, sendo que o aumento do volume locado concorreu para ampliar a receita de locação, no montante de R$42,5 milhões, enquanto a conjugação de preços de locação e mix de equipamentos levou a uma para redução da receita de locação no montante de R$ 8,7 milhões.

Impostos Incidentes sobre as Vendas

De acordo com as políticas contábeis em vigor adotadas no Brasil, a receita reportada na demonstração do resultado deve incluir somente os ingressos brutos dos benefícios econômicos recebidos e a receber pela Companhia, quando originários de suas próprias atividades. As

quantias cobradas por conta de terceiros tais como tributos sobre vendas, tributos sobre bens

e serviços e tributos sobre valor adicionado não geram benefícios para a Companhia e não

resultam em aumento do patrimônio líquido e, portanto, são excluídos da receita. Desta forma,

a Companhia não reportou, para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010,

valores relativos a esta rubrica comparáveis aos divulgados para o exercício encerrado em 31

de dezembro de 2009.

Custos dos serviços prestados e bens vendidos e despesas gerais e administrativas

A partir de 2010, a Companhia passou a detalhar os seus custos dos produtos vendidos e despesas gerais e administrativas por divisão e por natureza, sendo que a informação por divisão passou a ser apresentada apenas de forma consolidada, excluindo os efeitos de depreciação.

A tabela abaixo mostra nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos abertos por

natureza nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2010.

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009

 

Custo

direto

Despesas

obras e

gerais e

locação

administrativas

Pessoal

(83,1)

(54,5)

Terceiros

(5,0)

(8,8)

Frete

(6,4)

(0,9)

Material Construção/Manutenção e reparo

(13,9)

(6,8)

Aluguel

equipamentos

(13,7)

-

Aluguel outros

(3,7)

(3,5)

Viagem

(4,4)

(4,4)

Depreciação

(30,3)

(1,2)

Amortização de intangível

-

(0,3)

Baixa de ativos

(0,3)

-

Vendas (CMV)

(7,5)

-

Provisão

Devedores-PDD

-

(3,5)

Plano de Ações

-

(4,1)

Atualização provisões

-

1,5

Participação no resultado

-

(13,8)

Outros

(1,2)

(8,5)

Total

(169,6)

(108,8)

Total

(137,6)

(13,9)

(7,2)

(20,8)

(13,7)

(7,2)

(8,8)

(31,5)

(0,3)

(0,3)

(7,5)

(3,5)

(4,1)

1,5

(13,8)

(9,7)

(278,4)

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010

Variação 2009 x 2010 (1)

Custo

Custo

direto

Despesas

direto

Despesas

obras e

gerais e

obras e

gerais e

locação

administrativas

Total

locação

administrativas

Total

(em milhões de reais)

(122,3)

(80,0)

(202,2)

(39,1)

(25,4)

(64,6)

(5,1)

(15,0)

(20,1)

(0,1)

(6,1)

(6,2)

(12,4)

(0,4)

(12,7)

(6,0)

0,5

(5,5)

(24,3)

(6,2)

(30,5)

(10,4)

(0,7)

(9,7)

(4,9)

-

(4,9)

8,8

-

8,8

(6,4)

(5,4)

(11,8)

(2,7)

(1,9)

(4,6)

(6,2)

(8,5)

(14,7)

(1,8)

(4,1)

(5,9)

(44,9)

(1,7)

(46,6)

(14,6)

(0,5)

(15,1)

-

(0,4)

(0,4)

-

(0,1)

(0,1)

(4,0)

-

(4,0)

(3,7)

-

(3,7)

(23,2)

-

(23,2)

(15,8)

-

(15,8)

-

(1,5)

(1,5)

-

2,0

2,0

-

(0,6)

(0,6)

-

3,5

3,5

-

2,6

2,6

-

1,1

1,1

-

(17,6)

(17,6)

-

(3,7)

(3,7)

(1,2)

(13,0)

(14,2)

0,1

(4,6)

(4,5)

(254,8)

(147,6)

(402,4)

(85,2)

(38,8)

(124,0)

(1) Aumento (redução) do total registrado de um período para o outro.

A tabela abaixo mostra nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos e despesas gerais

e administrativas, sem considerar os efeitos da depreciação, abertos por divisão nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2010.

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de

2009

x

2010

 

2009

Divisão

Construção

(72,6)

Divisão

Jahu

(30,3)

Divisão

Serviços Industriais

(120,6)

(%) (1)

2010

(%) (1)

Var. (%) (2)

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

29%

12%

49%

(80,7)

(61,3)

(169,3)

(44,1)

(355,4)

23%

11%

17%

102%

48%

40%

12%

91%

100%

44%

Divisão Rental

(23,1)

9%

Total

(246,5)

100%

(1) Participação percentual da divisão no total de nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos e despesas gerais e administrativas no período. (2) Aumento (redução) do total registrado de um período para o outro.

Nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos, sem considerar os efeitos da depreciação, passaram de R$139,3 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$209,9 milhões em 31 de dezembro de 2010, um crescimento de R$70,6 milhões, ou 51%, em decorrência, principalmente, do crescimento dos nossos negócios em 2010.

O item de custos dos serviços prestados e bens vendidos que apresentou o maior aumento

absoluto entre os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2010 foi o item pessoal, que aumentou em R$39,1 milhões, influenciado, principalmente, pelo crescimento da receita da Divisão Serviços Industriais, que é intensiva em mão-de-obra.

O item de vendas, que representa o custo de equipamentos vendidos pela Companhia, teve um

aumento de R$15,8 milhões, influenciado, principalmente, pelo aumento das receitas de vendas

e do mix dos equipamentos vendidos em 2010.

A depreciação dos bens utilizados na prestação dos serviços, que é integrante dos custos dos

serviços prestados e bens vendidos aumentou 48% em decorrência de elevados investimentos realizados no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, passando de R$30,3 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$44,9 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, mantidos os prazos médios de depreciação de 10 anos.

Considerando-se os custos de depreciação, nossos custos de serviços prestados e bens vendidos totalizaram R$254,8 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, em comparação com R$169,6 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro

de 2009, representando um aumento de 50%.

Como resultado destes fatores, em relação à receita operacional líquida, o custo dos serviços e bens vendidos total, excluindo os efeitos da depreciação, aumentou de 34% no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para 38% no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010. Incluindo a os efeitos da depreciação, a mesma relação aumentou de 42% no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para 46% no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010.

As despesas gerais e administrativas passaram de R$108,8 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$147,6 milhões no exercício social encerrado em

31

de dezembro de 2010, um aumento de R$38,8 milhões, ou 36%. A principal explicação para

o

aumento é o incremento de custo de pessoal que contribui com um aumento de R$25,4

milhões. Em 31 de dezembro de 2010 contávamos com 1.261 colaboradores, comparado com 907 colaboradores em 31 de dezembro de 2009, um aumento de 39% para fazer frente ao incremento dos negócios e à forte expansão geográfica, principalmente, da Divisão de Jahu e

da Divisão de Rental.

A relação entre nossas despesas operacionais, gerais e administrativas em relação à receita

operacional líquida foi mantida em 27% nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro

de 2009 e 2010.

Lucro Operacional

O lucro operacional antes do resultado financeiro passou de R$125,8 milhões no exercício social

encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$147,5 milhões no exercício social encerrado em

31 de dezembro de 2010, um aumento de R$21,7 milhões, ou 17%. Tal aumento foi decorrente

principalmente do crescimento da receita líquida ser superior ao crescimento dos custo dos serviços prestados e bens vendidos e despesas gerais e administrativas. O lucro operacional representou 26,8% da receita líquida em 31 de dezembro de 2010, em comparação com 31,1%

da receita líquida em 31 de dezembro de 2009.

Resultado Financeiro

A despesa financeira líquida passou de R$24,4 milhões no exercício social encerrado em 31 de

dezembro de 2009 para R$5,6 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de

2010, representando uma redução de R$18,8 milhões, ou 77%. O endividamento bancário da

Companhia, que, no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009, era de R$183,9 milhões, passou para R$132,6 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010. Em abril de 2010, a Companhia concluiu sua oferta pública inicial de ações de sua emissão que resultaram em recursos líquidos de R$411 milhões. A Companhia utilizou parte deste recurso para liquidar dívidas de custos mais elevados.

A receita financeira em 31 de dezembro de 2010 foi beneficiada pelo ganho financeiro com juros

das aplicações de baixo risco das nossas disponibilidades, que totalizaram R$17,3 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010.

Imposto de renda e contribuição social

As despesas com imposto de renda e contribuição social passaram de R$33,0 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 para R$38,5 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$5,5 milhões, ou 17%. Esse aumento foi inferior ao de nosso lucro antes dos impostos devido ao pagamento de dividendos sob a forma de juros sobre capital próprio.

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, deduzimos do imposto de renda e contribuição social o montante de R$8,6 milhões, em decorrência do provisionamento de juros sobre o capital próprio para distribuição de parte dos resultados do exercício, enquanto que no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 essa dedução totalizou somente R$1,9 milhão. Além disso, a alíquota efetiva de 2010 foi de 27%, após ajuste das despesas não dedutíveis, ante 32% em 2009.

Lucro Líquido do Exercício

O lucro líquido do exercício passou de R$68,4 milhões no exercício social encerrado em 31 de

dezembro de 2009 para R$103,3 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$34,9 milhões, ou 51%, em função do efeito combinado dos componentes acima mencionados.

Exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 comparado com exercício findo em 31 de Dezembro de 2008

Receita Bruta de Vendas e Serviços

A tabela a seguir apresenta nossa receita bruta após descontos e cancelamentos por divisão

para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2008 e 2009:

Divisão Construção

Divisão Jahu

Divisão Serviços Industriais

Divisão Rental

Divisão Eventos

Total

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de

2008

x

2009

2008 (1)

118,0

26,9

150,2

27,6

4,0

326,7

(%) (2)

2009 (1)

(%) (2)

Var. (%) (3)

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

36%

8%

46%

8%

1%

100%

158,2

36%

34%

67,4

15%

151%

156,8

36%

4%

59,2

13%

115%

-

441,6

-

100%

-

35%

(1) Receita bruta de vendas e serviços da divisão no período. (2) Participação percentual da divisão no total de nossa receita bruta de vendas e serviços no período. (3) Aumento (redução) da receita bruta de vendas e serviços de um período para o outro.

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 nossa receita bruta de vendas e serviços após descontos e cancelamentos atingiu R$441,6 milhões, comparada com R$326,7 milhões no mesmo período em 2008, um acréscimo de R$114,9 milhões, ou 35,2%. Este

aumento provém na maior parte do incremento das receitas oriundas das Divisões Construção, Jahu e Rental, uma vez que na Divisão Serviços Industriais o incremento foi proporcionalmente menor, conforme detalhado a seguir.

Divisão Construção

A receita bruta de nossa Divisão Construção após descontos e cancelamentos aumentou R$40,2

milhões, passando de R$118,0 milhões em 2008 para R$158,2 milhões em 2009, ou 34,0%.

Este aumento foi principalmente decorrente de uma maior quantidade de equipamentos locados

e aumentos de preço. Respondendo à demanda de mercado, adquirimos 2,7 mil toneladas de

equipamento em 2009 e 8,5 mil toneladas em 2008, o que proporcionou um aumento da quantidade média locada de equipamentos para nossos clientes de 17,4 mil toneladas em 2008 para 20,9 mil toneladas em 2009, representando um incremento de 20,1%. Adicionalmente, o preço médio de locação aumentou 8%. O restante da variação provém das outras receitas que não de locação, especialmente com serviços de montagem e assistência técnica, que

representavam apenas 4,3% do total da receita bruta da Divisão Construção em 2008 e passaram a representar 6,4% da receita bruta em 2009, devido às obras de maior complexidade, nas quais a demanda por estes serviços tende a ser maior, levando a um aumento na receita bruta para estes serviços de R$5,2 milhões em 2008 para R$10,7 milhões em 2009, representando um aumento de 102,8%.

Divisão Jahu

A receita bruta de nossa Divisão Jahu após descontos e cancelamentos aumentou R$40,5

milhões, de R$26,9 milhões em 2008 para R$67,4 milhões em 2009, ou 150,8%.

Em decorrência da aquisição da Jahu em junho de 2008, seus resultados passaram a ser incorporados às nossas demonstrações financeiras consolidadas a partir de 1º de julho de 2008.

A tabela a seguir apresenta a evolução da receita bruta após descontos e cancelamentos de

nossa Divisão Jahu nos períodos de seis meses encerrados em 31 de dezembro de 2008, 30 de

junho de 2009 e 31 de dezembro de 2009, demonstrando significativo crescimento da receita após sua aquisição.

Período de seis meses encerrado em

Análise Comparativa

 

31 de dezembro de

30 de junho de

31 de dezembro de

31.12.2008 e

30.06.2009 e

2008

2009

2009

30.06.2009

31.12.2009

Receita bruta de vendas e serviços

 

(em R$milhões, exceto percentagens)

 

26,9

31,2

36,2

16,2%

15,8%

Em 2009, introduzimos na Divisão Jahu as formas de concretagem modulares NOE, bem como as formas de alumínio para o projeto “Minha Casa, Minha Vida”. Estes equipamentos geraram receitas incrementais de R$4,0 milhões, sendo R$1,1 milhão em receitas de locação e o restante de venda de formas de alumínio. Excluindo o efeito destas receitas incrementais, o restante do crescimento é explicado pelos investimentos em escoramentos metálicos que fizemos após a compra da Jahu, para atender à forte demanda no período. O estoque médio locado total aumentou de 12,7 mil toneladas em 2008 para 15,6 mil toneladas em 2009, um acréscimo de 22,3%.

Divisão Serviços Industriais

As receitas após descontos e cancelamentos de nossa Divisão Serviços Industriais aumentaram em 4,4%, ou R$6,6 milhões, passando de R$150,2 milhões em 2008 para R$156,8 milhões em 2009. A divisão foi negativamente impactada em seus contratos de manutenção não ligados ao setor de petróleo e gás (que representaram 71% da receita desta divisão em 2008), nos quais

as receitas caíram 31%, passando de R$106,5 milhões em 2008 para R$73,2 milhões em 2009,

principalmente devido ao menor volume de serviços contratados em plantas metalúrgicas e de papel e celulose, setores severamente impactados pela crise financeira mundial iniciada no final de 2008. O incremento da receita verificado ocorreu devido às receitas provenientes do setor de petróleo e gás, que aumentaram 76%, passando de R$32,4 milhões em 2008 para R$57,1

milhões em 2009, e às receitas de montagem de novas plantas, excluindo petróleo e gás, como, por exemplo, a Companhia Siderúrgica do Atlântico, no Rio de Janeiro, que aumentaram 137%, passando de R$11,2 milhões em 2008 para R$26,5 milhões em 2009. No segmento de montagem de novas plantas, as receitas provenientes de serviços de pintura e isolamento térmico alcançaram R$18,9 milhões, com um crescimento de 42,2% em relação a 2008. Logo, tais atividades tiveram impacto importante para o crescimento da divisão neste segmento.

Divisão Rental

Em seu segundo ano de operação, a receita bruta de vendas e serviços de nossa Divisão Rental, após descontos e cancelamentos, alcançou, em 2009, R$59,2 milhões, comparados com R$27,6 milhões em 2008, com crescimento de 114,8%, principalmente devido ao crescimento orgânico desta divisão com o aumento da frota de equipamentos, que, em 31 de dezembro de 2009, contava com 723 unidades de equipamento. O crescimento do mercado para este tipo de equipamentos, ainda incipiente, permitiu a rápida absorção desta frota.

Impostos Incidentes sobre as Vendas

Os impostos incidentes sobre as vendas aumentaram R$10,1 milhões, de R$27,3 milhões em 2008 para R$37,4 milhões em 2009, um aumento de 37,0%, em grande parte consistente com um aumento de 35,2% da nossa receita bruta de vendas e serviços. A diferença entre o aumento das receitas e o aumento dos impostos incidentes deveu-se, principalmente, à nossa Divisão Construção, na qual, além do aluguel de equipamentos e prestação de serviços, são também feitas vendas de estruturas para obras de grande duração, que representaram 5,2% da receita em 2009 e 6,1% em 2008, sendo que parte destas vendas se destinam a obras no exterior, isentas de tributação. Enquanto as vendas para o exterior representaram 85% destas vendas em 2008, em 2009, devido à crise financeira internacional, representaram apenas 22%. Consequentemente, os impostos passaram a representar percentualmente 7,6% da receita bruta da Divisão Construção após descontos e cancelamentos em 2009, comparado com de 6,7% em 2008.

A tabela abaixo mostra os impostos incidentes sobre as vendas por divisão, como percentual da

receita bruta após descontos e cancelamentos nos dois exercícios e seu crescimento.

 

2008

Exercício social encerrado em

x

31

de dezembro de

2009

 

2008

(%) (1)

2009

(%) (1)

Var. (%) (2)

 

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

 

Divisão

Construção

(7,9)

7%

(12,0)

8%

53%

Divisão Jahu

(2,2)

8%

(5,2)

8%

139%

Divisão Serviços Industriais Divisão Rental

(14,9)

10%

(15,4)

10%

3%

(2,1)

8%

(4,8)

8%

127%

Divisão

Eventos

(0,3)

7%

-

-

-

Total

(27,3)

8%

(37,4)

9%

37%

(1) Participação percentual da divisão no total de impostos incidentes sobre as vendas no período. (2) Aumento (redução) do total registrado de um período para o outro.

Custos dos serviços prestados e bens vendidos

A tabela abaixo mostra nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos, sem considerar

os efeitos da depreciação, abertos por divisão nos exercícios sociais encerrados em 31 de

dezembro de 2008 e 2009.

Exercício social encerrado em

2008

x

 

31 de dezembro de

 

2009

 

2008

(%) (1)

2009

(%) (1)

Var. (%) (2)

 

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

 

Divisão Construção

(26,1)

21%

(33,4)

24%

28%

Divisão Jahu

-

-

(2,4)

2%

-

Divisão Serviços Industriais

(92,7)

73%

(96,5)

69%

4%

Divisão Rental

(3,4)

3%

(6,9)

5%

103%

Divisão

Eventos

(4,0)

3%

-

-

-

Total

(126,2)

100%

(139,2)

100%

10%

(1) Participação percentual da divisão no total de nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos no período. (2) Aumento (redução) do total registrado de um período para o outro.

A tabela abaixo mostra os efeitos da depreciação sobre nosso resultado, abertos por divisão nos

exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2008 e 2009.

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de

2008

x

2009

 

2008

(%) (1)

2009

(%) (1)

Var. (%) (2)

 

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

 

Divisão

Construção

(8,3)

47%

(12,8)

42%

54%

Divisão Jahu Divisão Serviços Industriais Divisão Rental

(1,2)

7%

(3,1)

10%

158%

(4,5)

26%

(6,2)

20%

37%

(3,6)

20%

(8,3)

27%

132%

Divisão

Eventos

(0,1)

-

-

-

-

Total

(17,6)

100%

(30,3)

100%

72%

(1) Participação percentual da divisão no total de nossa depreciação no período. (2) Aumento (redução) do total registrado de um período para o outro.

Nossos custos dos serviços prestados e bens vendidos, sem considerar os efeitos da depreciação, atingiram R$139,3 milhões em 2009, comparados com R$126,2 milhões em 2008, um crescimento de 10,3%, menor que o crescimento das receitas, devido à maior participação na receita total das Divisões que possuem menores custos variáveis, quais sejam, Divisão Construção, Divisão Jahu e Divisão Rental (64,5% em 2009 comparado com 52,8% em 2008),

e ao fato de que o crescimento de custos nas divisões Construção e Rental foram inferiores ao crescimento das receitas.

A depreciação dos bens utilizados na prestação dos serviços aumentou 72,2% em face de elevados investimentos realizados em 2008, passando de R$17,6 milhões em 2008 para R$30,3 milhões em 2009, mantidos os prazos médios de depreciação de 10 anos. Considerando-se os custos de depreciação, nossos custos de serviços prestados e bens vendidos totalizaram R$169,6 milhões em 2009, em comparação com R$143,8 milhões em 2008, representando um crescimento de 17,9%.

Como resultado destes fatores, em relação à receita operacional líquida, o custo dos serviços e bens vendidos total, excluindo os efeitos da depreciação, diminuiu de 42,2% em 2008 para 34,5% em 2009. Incluindo a os efeitos da depreciação, a mesma relação diminuiu de 48,0% em 2008 para 42,0% em 2009.

Lucro Bruto

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009 nosso lucro bruto atingiu R$234,6 milhões, comparado com R$155,5 milhões no mesmo período em 2008. Pela conjugação dos fatores acima explicados, este crescimento de 50,8% entre 2008 e 2009 foi superior ao crescimento da nossa receita líquida de 35,0%. Em 2009, nosso lucro bruto representou 58,0% de nossa receita líquida, em comparação com 52,0% em 2008.

Despesas Operacionais, Gerais e Administrativas

Nossas despesas gerais e administrativas atingiram R$108,8 milhões em 2009, comparados com R$84,7 milhões em 2008, com crescimento de 28,4%. As principais explicações para o aumento são o incremento de pessoal, de 792 colaboradores ao fim de 2008 para 907 colaboradores no final de 2009, um aumento de 14,5% para fazer frente ao incremento dos

negócios, bem como os dissídios, que elevaram os custos de nossa folha de pagamentos em torno de 5%. Adicionalmente, nossas demonstrações financeiras relativas ao exercício social de 2009 refletem integralmente as despesas correspondentes à nossa Divisão Jahu, que no exercício social de 2008 passaram a ser consolidadas apenas a partir de 1º de julho de 2007.

Como resultado destes fatores, a relação entre nossas despesas operacionais, gerais e administrativas em relação à receita operacional líquida foi reduzida de 28,3% em 2008 para 26,9% em 2009.

As tabelas abaixo apresentam as despesas operacionais, gerais e administrativas de cada uma de nossas divisões, em valores absolutos e como percentuais do total de nossas despesas operacionais, gerais e administrativas e de nossa receita líquida, para os exercícios de 2008 e

2009:

Exercício social encerrado em 31 de dezembro de

2008

Despesas

(1)

% Total

(2)

% Receita

Líquida (3)

2009

Despesas

(1)

 

% Receita

% Total (2)

Líquida (3)

(em milhões de reais, exceto porcentagens)

Divisão Construção

(34,9)

41%

32%

(39,7)

36%

27%

Divisão Jahu

(13,6)

16%

55%

(28,1)

26%

45%

Divisão Serviços Industriais

(23,9)

28%

18%

(24,5)

23%

17%

Divisão

Rental

(10,8)

13%

42%

(16,4)

15%

30%

Divisão

Eventos

(1,4)

2%

39%

-

-

-

Total

(84,7)

100%

28%

(108,8)

100%

27%

(1) Total das despesas operacionais, gerais e administrativas da divisão. (2) Participação das despesas operacionais, gerais e administrativas da divisão no total de nossas despesas operacionais, gerais e administrativas. (3) Percentual das despesas operacionais, gerais e administrativas da divisão em relação à receita líquida gerada pela própria divisão.

Resultado Financeiro

Nossa despesa financeira, líquida de nossa receita financeira, passou de R$18,3 milhões em 2008 para R$24,4 milhões em 2009, representando um aumento de 33,4%. Nosso endividamento bancário, que em 31 de dezembro de 2008 havia sido de R$189,5 milhões, passou a ser de R$183,9 milhões em 31 de dezembro de 2009, mas o endividamento médio nos períodos foi de R$ 129,8 milhões em 2008 e R$187,8 milhões em 2009. Todavia, este aumento no nosso endividamento médio foi parcialmente compensado por uma queda nas taxas de juros praticadas pelo mercado financeiro ao longo de 2009, o que impacta diretamente nossas despesas com serviço da dívida.

Imposto de renda e contribuição social

As despesas com imposto de renda e contribuição social aumentaram em 86,5%, ou R$15,3 milhões, passando de R$17,7 milhões em 2008 para R$33,0 milhões em 2009. Este aumento foi inferior ao de nosso lucro antes dos impostos, devido à baixa em 2008 de crédito fiscais no valor de R$1,8 milhões em decorrência da incorporação da Mills Andaimes Tubulares do Brasil S.A. Expurgando este efeito e ajustando os resultados pelas despesas não dedutíveis relativas aos nossos planos de opções de compra de ações, nossa alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social foi de 31,9%, beneficiada por créditos de prejuízos fiscais no valor total de R$ 4,3 milhões, que se esgotaram em 2008.

Em 2009, deduzimos do imposto de renda e contribuição social o valor R$1,9 milhões, em decorrência do provisionamento de juros de capital próprio para distribuição de parte dos resultados do exercício, enquanto em relação a 2008 a distribuição de nossos resultados ocorreu integralmente por meio de dividendos, que não constituem despesa dedutível. A alíquota efetiva de 2009 foi de 33,1%, após ajuste das despesas não dedutíveis.

Lucro Líquido do Exercício

O lucro líquido do exercício aumentou em 123,6%, ou R$37,8 milhões, passando de R$30,6 milhões em 2008 para R$68,4 milhões em 2009, em função do efeito combinado dos componentes acima mencionados.

DISCUSSÃO E ANÁLISE DO BALANÇO PATRIMONIAL

   

Em 31 de Dezembro de

 
 

2008

AV (%)

2009

AV (%)

AH (%)

2010

AV (%)

AH (%)

Ativo

 

(em milhões de reais)

 

Circulante Caixa e Equivalentes de Caixa Títulos e Valores Mobiliários Contas a Receber Estoques Títulos a recuperar Despesas do exercício seguinte Outros Ativos

1,8

0%

1,6

0%

(10)%

6,2

1%

293%

-

0%

-

0%

-

136,1

15%

100%

51,5

14%

71,5

16%

39%

122,1

13%

71%

0,5

0%

1,4

0%

204%

5,6

1%

307%

6,6

2%

25,7

6%

289%

26,2

3%

2%

1,1

0%

0,2

0%

(80)%

0,3

0%

43%

1,7

0%

4,1

1%

134%

11,3

1%

180%

Total do Circulante

63,2

17%

104,5

24%

65%

307,9

33%

195%

Não Circulante Contas a Receber Tributos a Recuperar Tributos Diferidos Depósitos Judiciais

5,2

1%

4,4

1%

(15)%

3,8

0%

(14)%

0,2

0%

0,2

0%

0%

3,9

0%

2179%

10,4

3%

10,0

2%

(3)%

8,1

1%

(20)%

6,5

2%

6,0

1%

(9)%

7,3

1%

23%

 

22,3

6%

20,6

5%

(8)%

23,1

3%

12%

Imobilizado

247,0

66%

276,0

63%

12%

551,2

60%

100%

Intangível

39,1

11%

39,3

9%

0%

41,9

5%

7%

 

286,1

77%

315,3

72%

10%

593,1

64%

88%

Total do Não Circulante

308,4

83%

335,8

76%

9%

616,2

67%

83%

Total do Ativo

371,6

100%

440,3

100%

18%

924,1

100%

110%

(1) Análise vertical, que consiste em percentual sobre o total do ativo. (2) Análise horizontal, que consiste no percentual de variação das contas do demonstrativo de resultados entre os períodos indicados.

Passivo

Circulante Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Salários e Encargos Sociais Imposto de renda e contribuição social Programa de recuperação fiscal (REFIS) Tributos a pagar Participação nos Lucros a pagar Dividendos Propostos Outros Passivos

13,6

47,4

13,2

4%

13%

4%

0%

11,7

56,8

14,7

0,1

3%

13%

3%

0%

-14%

20%

12%

-

32,7

46,7

21,3

-

4%

5%

2%

0%

 

180%

(18)%

44%

(100)%

2,5

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

1%

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

0,8

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

0%

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

(69)%

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

0,7

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

0%

2,5 1% 0,8 0% (69)% 0,7 0% (9)%

(9)%

3,7

1%

4,0

1%

10%

4,4

0%

8%

8,5

2%

13,8

3%

62%

17,5

2%

27%

7,5

2%

16,2

4%

117%

28,1

3%

73%

0,1

0%

1,3

0%

763%

9,4

1%

650%

Total do Circulante

96,5

26%

119,4

27%

24%

160,8

17%

34%

Não Circulante Empréstimos e Financiamentos Provisão para Contingências Tributos a pagar Tributos diferidos Programa de Recuperação Fiscal REFIS Contas a pagar - plano de ações Outros passivos

142,1

 

38%

 

127,1

 

29%

(11)%

 

85,9

 

9%

(32)%

22,3

6%

8,5

2%

(62)%

11,1

1%

31%

0,6

0%

0,4

0%

(40)%

-

-

-

-

-

-

0%

-

-

-

-

-

-

11,0

3%

-

10,0

1%

(9)%

 

0,4

 

0%

 

0,6

 

0%

 

41%

 

-

 

-

 

-

-

-

0,6

0%

-

1,0

0%

76%

Total do Não Circulante

165,4

45%

148,2

34%

(10)%

108,2

12%

(27)%

Patrimônio Líquido Capital Reservas de lucros Reserva de capital Ajuste de avaliação patrimonial

80,5

 

22%

 

80,7

 

18%

 

0%

 

525,1

 

57%

551%

27,3

7%

86,2

20%

216%

145,2

6%

68%

-

-

-

-

-

(8,2)

1%

-

1,8

0%

5,7

1%

222%

(7,0)

1%

(222)%

Total do Patrimônio Líquido

109,6

29%

172,6

39%

-58%

655,2

71%

279%

Total do Passivo

371,6

100,0%

440,3

100%

18%

924,1

100%

110%

(1) Análise vertical, que consiste em percentual sobre o total do passivo. (2) Análise horizontal, que consiste no percentual de variação das contas do demonstrativo de resultados entre os períodos indicados.

Saldo em 31 de Dezembro de 2010 comparado com o saldo em 31 de Dezembro de

2009

Ativo Circulante

O ativo circulante aumentou passou de R$104,5 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$307,9 milhões em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$203,5 milhões, ou 195%. As principais razões para tal aumento foram:

aumento de R$140,8 milhões no caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários, devido aos recursos provenientes da oferta pública de distribuição primária de ações de emissão da Companhia realizada em abril 2010;ou 195%. As principais razões para tal aumento foram: aumento de R$50,6 milhões no contas a

aumento de R$50,6 milhões no contas a receber, refletindo um aumento no faturamento da Companhia;de ações de emissão da Companhia realizada em abril 2010; aumento de R$7,3 milhões em outros

aumento de R$7,3 milhões em outros ativos, devido ao aumento na conta de adiantamentos a fornecedores no valor de R$5,3 milhões, no número de importações de equipamentos e na conta de benefícios e empréstimos aos funcionários no valor de R$1,5 milhão;receber, refletindo um aumento no faturamento da Companhia; aumento de R$4,2 milhões nos estoques, devido à

aumento de R$4,2 milhões nos estoques, devido à ampliação das atividades da Companhia;de importações de equipamentos e na conta de benefícios e empréstimos aos funcionários no valor de

Ativo Não Circulante

O ativo não circulante passou de R$20,6 milhões em 31 de dezembro 2009 para R$23,1

milhões em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$2,5 milhões, ou 12%. As principais

variações do ativo não circulante prazo foram:

aumento de R$3,8 milhões na conta tributos a recuperar, referente aos créditos de PIS – Programa de Integração Social (" PIS ") e COFINS – Contribuição para Financiamento da Programa de Integração Social ("PIS") e COFINS Contribuição para Financiamento da Seguridade Social ("COFINS") sobre o imobilizado que foi apenas reclassificado de curto prazo para longo prazo;

aumento de R$1,4 milhão na conta depósitos judiciais, devido à atualização monetária do valor histórico dos depósitos contabilizados que foi feita em 31 de dezembro de 2010; efoi apenas reclassificado de curto prazo para longo prazo; redução de R$2,0 milhões na conta tributos

redução de R$2,0 milhões na conta tributos diferidos, influenciado pela amortização de R$1,5 milhão relativa a tributos diferidos de crédito fiscal anteriormente detido pela Itapoã Participações Ltda., em decorrência de sua incorporação pela Companhia.contabilizados que foi feita em 31 de dezembro de 2010; e Imobilizado O ativo imobilizado passou

Imobilizado

O ativo imobilizado passou de R$276,0 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$551,2

milhões em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$275,2 milhões, ou 100%. O aumento desta rubrica, acrescido da depreciação e baixas, reflete o investimento que a Companhia fez visando a atender o aumento da demanda de seus clientes.

Intangível

O ativo intangível passou de R$39,3 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$41,9 milhões

em 31 de dezembro de 2010, devido ao aumento de R$2,6 milhões na conta software. O principal componente do ativo intangível é o saldo do ágio contabilizado na aquisição da Kina e

da Jahu, que permaneceu inalterado no período. De acordo com as normas contábeis em vigor,

o ágio contabilizado na referida aquisição não é mais amortizado contabilmente, mas apenas para fins fiscais, estando sujeito somente aos testes de recuperabilidade.

Passivo Circulante

O passivo circulante passou de R$119,4 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$160,8

milhões em 31 de dezembro de 2009, um aumento de R$41,4 milhões. Os principais fatores que levaram a tal variação foram:

aumento de R$21,0 milhões em nossas contas a pagar a fornecedores, em razão do maior volume de investimentos em 2010;Os principais fatores que levaram a tal variação foram: aumento de R$11,9 milhões na conta de

aumento de R$11,9 milhões na conta de dividendos e juros sobre capital próprio a pagar devido ao aumento do lucro líquido no exercício de 2010 em comparação com 2009, tendo sido mantida a política de distribuição entre os acionistas de 25% destes resultados, com seus devidos ajustes;em razão do maior volume de investimentos em 2010; redução de R$10,1 milhões, em nosso saldo

redução de R$10,1 milhões, em nosso saldo de empréstimos e financiamentos de curto prazo, em decorrência da utilização de recursos da nossa oferta inicial de ações para liquidar antecipadamente empréstimos e financiamentos de custos mais elevados;de 25% destes resultados, com seus devidos ajustes; aumento de R$8,1 milhões em nossa conta de

aumento de R$8,1 milhões em nossa conta de outros passivos circulantes, principalmente devido ao aumento na conta de instrumentos financeiros derivativos, instrumentos contratados para proteger nossa importação da variação cambial, de R$7,1 milhões resultante do aumento de importações;da nossa oferta inicial de ações para liquidar antecipadamente empréstimos e financiamentos de custos mais elevados;

aumento de R$6,5 milhões em nossa conta de salários e encargos sociais a pagar, devido ao aumento da folha de pagamento decorrente do maior número de empregados, necessário para suportar o maior volume de negócios; eaumento de R$3,7 milhões, em nossa conta de participação nos lucros e resultados a pagar,

aumento de R$3,7 milhões, em nossa conta de participação nos lucros e resultados a pagar, devido ao aumento do EVA no exercício de 2010, em comparação com 2009.necessário para suportar o maior volume de negócios; e Passivo Não Circulante O passivo não circulante

Passivo Não Circulante

O passivo não circulante passou de R$148,2 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$108,2 milhões em 31 de dezembro de 2010, uma redução de R$40,1 milhões, ou 27%. Os principais fatores que levaram a tal variação foram:

redução de R$41,2 milhões na conta de empréstimos e financiamentos não circulante, devido à utilização de recursos da oferta inicial de ações de emissão da Companhia para liquidar antecipadamente empréstimos e financiamentos de custos mais elevados;Os principais fatores que levaram a tal variação foram: aumento de R$2,6 milhões na conta de

aumento de R$2,6 milhões na conta de provisão para contingências, principalmente em decorrência da inclusão em 2010 de contingência relacionada ao Fator Acidentário Previdenciário – FAP no valor de R$2,1 milhões e inclusão de novos processos na área cível FAP no valor de R$2,1 milhões e inclusão de novos processos na área cível no valor de R$0,7 milhão; e

redução de R$1,0 milhão na conta Programa de Recuperação Fiscal – REFIS, principalmente devido à baixa de R$2,7 milhões referentes a PIS e COFINS, parcialmente REFIS, principalmente devido à baixa de R$2,7 milhões referentes a PIS e COFINS, parcialmente compensados pela atualização pela Taxa SELIC no valor de R$1,0 milhão.

Patrimônio Líquido

O patrimônio líquido passou de R$172,6 milhões em 31 de dezembro de 2009 para R$655,2 milhões em 31 de dezembro de 2010, um aumento de R$482,5 milhões, ou 279%, substancialmente em razão do aumento do capital social da Companhia, como consequência da oferta pública inicial de ações realizada em abril de 2010.

Saldo em 31 de Dezembro de 2009 comparado com saldo em 31 de Dezembro de

2008

Ativo Circulante

Nosso ativo circulante aumentou de R$63,2 milhões em 31 de dezembro de 2008 para R$104,5 milhões em 31 de dezembro de 2009, um aumento de R$41,3 milhões, ou 65,4%. As principais razões para tal aumento foram:

Aumento de R$20,0 milhões, ou 38,7% em nossas contas a receber, refletindo um aumento em nosso faturamento;ou 65,4%. As principais razões para tal aumento foram: Aumento de R$19,1 milhões, ou 289,4%, em

Aumento de R$19,1 milhões, ou 289,4%, em nossa conta de tributos a recuperar, que inclui as retenções de INSS sobre nossas faturas de serviços de mão de obra, a serem compensadas contra pagamentos deste tributo e demais créditos fiscais com direito ao aproveitamento por ocasião dos pagamentos devidos. Esta variação é explicada, em parte, pelo aumento de R$14,3 milhões de créditos de PIS e COFINS sobre compras de equipamentos para o ativo imobilizado, que vinham sendo creditados até 31 de dezembro de 2009 para efeito de cálculo não cumulativo na mesma proporção da depreciação contábil. Como a legislação brasileira faculta que estes créditos possam ser tomados em prazos entre 48 e 12 meses, dependendo da data de aquisição e tipo do bem, apuramos o crédito correspondente para que possamos começar a amortizá-lo contra pagamentos futuros destes tributos. O restante da variação é explicado pela apuração de créditos de imposto de renda e contribuição social sobre o resultado do exercício de 2009, créditos estes a serem usados no exercício de 2010.milhões, ou 38,7% em nossas contas a receber, refletindo um aumento em nosso faturamento; Ativo Realizável

Ativo Realizável a Longo Prazo

Nosso ativo realizável a longo prazo de R$22,3 milhões em 31 de dezembro 2008 sofreu redução para R$20,6 milhões em 31 de dezembro de 2009, um decréscimo de R$1,7 milhão, ou 7,6%. As principais variações em nosso ativo realizável a longo prazo foram:

Redução do contas a receber de longo prazo em R$ 0,8 milhões , por recebimentos pela venda dos equipamentos de Eventosvariações em nosso ativo realizável a longo prazo foram: Contabilização na rubrica de tributos diferidos de

Contabilização na rubrica de tributos diferidos de crédito fiscal no valor de R$6,8 milhões anteriormente detido pela Itapoã Participações Ltda, em decorrência de sua incorporação por nós, que vem sendo amortizado mensalmente, apresentando um saldo em 31 de dezembro de 2009 de R$5,4 milhões;, por recebimentos pela venda dos equipamentos de Eventos Redução da rubrica de tributos diferidos pela

Redução da rubrica de tributos diferidos pela contabilização, a partir do exercício de 2009, dos valores correspondentes ao imposto de renda e à contribuição social sobre a parcela remanescente do ágio de aquisição da Jahu, e cujo saldo passivo, em 31 de dezembro de 2009, era de R$2,9 milhões; eum saldo em 31 de dezembro de 2009 de R$5,4 milhões; Redução da rubrica de tributos

Redução da rubrica de tributos diferidos devido a redução das contingências e dos impostos diferidos sobre as mesmas em R$ 3,9 milhões.passivo, em 31 de dezembro de 2009, era de R$2,9 milhões; e Decréscimo de R$0,6 milhões

Decréscimo de R$0,6 milhões ou 8,7%, no saldo de nossos depósitos judiciais, especialmente em ação da Jahu questionando a majoração de alíquotas de PIS e COFINS, devido a complemento de provisão;e dos impostos diferidos sobre as mesmas em R$ 3,9 milhões. Ativo Permanente O ativo permanente

Ativo Permanente

O ativo permanente é o grupo de contas mais importante do nosso balanço patrimonial,

representando em 31 de dezembro de 2008 e 2009, respectivamente, 77,0% e 71,6% do nosso ativo total. Os ativos permanentes aumentaram de R$286,1 milhões em 31 de dezembro de

2008, para R$315,3 milhões em 31 de dezembro de 2009, aumento de R$29,2 milhões, ou 10,2%. As razões de tal aumento estão a seguir explicadas conta a conta.

Investimentos

O saldo existente em nossa conta de investimentos em 31 de dezembro de 2008, de títulos

patrimoniais em valor não significativo, foi baixado no exercício social de 2009, por não ter um valor recuperável.

Imobilizado

Nosso ativo imobilizado em 31 de dezembro de 2009 totalizava R$276,0 milhões, comparado com R$247,0 milhões em 31 de dezembro de 2008, um acréscimo de R$29,0 milhões ou 11,8%. O aumento desta rubrica, acrescido da depreciação e baixas, reflete o investimento de R$ 73,5 milhões feito no exercício de 2009, com um aumento do estoque de nossos equipamentos visando a atender ao aumento da demanda de nossos clientes. Adicionalmente, em 2008 adquirimos o depósito que anteriormente alugávamos no bairro de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, cujo valor de aquisição foi de R$7,5 milhões.

O crescimento de nosso imobilizado, entre 31 de dezembro de 2008 e 2009, foi modesto se

comparado com o crescimento entre 31 de dezembro de 2007 e 2008, de 210,8%, e retrata

nossa postura mais conservadora diante da crise financeira mundial.

Intangível

O saldo de nosso ativo intangível aumentou de R$39,1 milhões em 31 de dezembro de 2008

para R$39,3 milhões em 31 de dezembro de 2009. O principal componente de nosso ativo intangível é o saldo do ágio contabilizado na aquisição da Kina e da Jahu, que permaneceu inalterado no período, e o aumento pouco significativo verificado corresponde a investimentos em software. De acordo com as normas contábeis em vigor, o ágio contabilizado na referida

aquisição não é mais amortizado contabilmente, mas apenas para fins fiscais, estando sujeito somente aos testes de recuperabilidade.

Passivo circulante

Nosso passivo circulante aumentou de R$96,5 milhões em 31 de dezembro de 2008, para R$119,4 milhões em 31 de dezembro de 2009, um aumento de R$22,9 milhões, ou 23,7%. Os principais fatores que levaram a tal variação foram:

Decréscimo de 13,8%, ou R$1,9 milhão, em nossas contas a pagar a fornecedores, em razão do menor volume de investimentos em 2009;Os principais fatores que levaram a tal variação foram: Aumento de 19,8%, ou R$9,4 milhões, em

Aumento de 19,8%, ou R$9,4 milhões, em nosso saldo de empréstimos e financiamentos de curto prazo, sem alteração do perfil de nossa dívida, em decorrência da atualização financeira dos valores transferidos da conta correspondente de longo prazo, acrescida da parcela de curto prazo dos empréstimos contraídos no exercício deem razão do menor volume de investimentos em 2009; 2009; Acréscimo de R$1,5 milhão, ou 11,6%,

2009;

Acréscimo de R$1,5 milhão, ou 11,6%, em nossa conta de salários e encargos sociais a pagar, devido ao aumento da folha de pagamento decorrente do maior número de empregados, necessário para suportar o maior volume de negócios;prazo dos empréstimos contraídos no exercício de 2009; Decréscimo de R$2,4 milhões, ou 97,1%, em nossa

Decréscimo de R$2,4 milhões, ou 97,1%, em nossa conta de Imposto de Renda e Contribuição Social a pagar devido a reconhecimento em Dezembro de 2009 de despesas de juros de capital próprio e despesa com parcelamento de tributos decorrente de inclusão no Refis de parte da reserva de contingências, com valores de respectivamente R$5,5 milhões e R$14,1 milhões, reduzindo os impostos a pagar em 34% destes valores, sendo que parte deste crédito está na conta de impostos a recuperar no ativo circulante;necessário para suportar o maior volume de negócios; Acréscimo de R$1,8 milhões, ou 50,7%, em nossa

Acréscimo de R$1,8 milhões, ou 50,7%, em nossa conta de Tributos a Pagar, que inclui impostos sobre faturamento a pagar, impostos retidos de terceiros e parcelamento de tributos, em decorrência de (i) parcela de curto prazo de parcelamento devido a inclusão no REFIS da contingência acima mencionada no valor de R$ 0,8 milhões, (ii) R$0,6 milhões devidos a impostos retidos na fonte sobre juros de capital próprio, a serem recolhidos em Janeiro de 2010, e (iii) aumento de faturamento da empresa.está na conta de impostos a recuperar no ativo circulante; Acréscimo de R$5,3 milhões, ou 62,2%,

Acréscimo de R$5,3 milhões, ou 62,2%, em nossa conta de participação nos lucros e resultados a pagar, devido ao aumento do lucro líquido no exercício de 2009, em comparação com 2008;Janeiro de 2010, e (iii) aumento de faturamento da empresa. Acréscimo de R$ 8,1 milhões, ou

Acréscimo de R$ 8,1 milhões, ou 107,7% na conta de dividendos e juros sobre capital próprio a pagar devido ao aumento do lucro líquido no exercício de 2009 em comparação com 2008, tendo sido mantida a política de distribuição entre os acionistas de 25% destes resultados;líquido no exercício de 2009, em comparação com 2008; Acréscimo de R$1,1 milhão em nossa conta

Acréscimo de R$1,1 milhão em nossa conta de outros passivos circulantes, principalmente devido a um aumento dos adiantamentos recebidos de clientes.distribuição entre os acionistas de 25% destes resultados; Passivo Não Circulante O passivo não circulante sofreu

Passivo Não Circulante

O passivo não circulante sofreu redução de R$165,4 milhões em 31 de dezembro de 2008, para R$148,2 milhões em 31 de dezembro de 2009, um decréscimo de R$17,2 milhões, ou 10,4%. Os principais fatores que levaram a tal variação foram:

Decréscimo de R$14,9 milhões, ou 10,5% em nossa conta de empréstimos e financiamentos de longo prazo, com o objetivo de reduzir o nível do nosso endividamento no exercício, com captações totais de novos empréstimos no exercício de 2009 inferiores ao total de amortizações e pagamentos de encargos financeiros no ano;dezembro de 2009, um decréscimo de R$17,2 milhões, ou 10,4%. Os principais fatores que levaram a

Decréscimo de R$13,8 milhões, ou 61,8%, em nossa conta de provisão para contingências, principalmente em decorrência da baixa da provisão para contingência da compensação de tributos com pagamentos de PIS e COFINS sobre receitas de locação, e a inclusão da mesma no REFIS, tendo em vista decisões desfavoráveis em instâncias judiciais superiores em processos similares;Acréscimo de R$11 milhões em nossa conta de tributos de longo prazo a pagar, devido

Acréscimo de R$11 milhões em nossa conta de tributos de longo prazo a pagar, devidoem instâncias judiciais superiores em processos similares; à inclusão do parcelamento da contingência de

à

inclusão do parcelamento da contingência de compensação sobre pagamentos de PIS

e

COFINS sobre receitas de locação acima mencionada;

Patrimônio Líquido

Nosso patrimônio líquido aumentou de R$109,6 milhões em 31 de dezembro de 2008, para R$172,6 milhões em 31 de dezembro de 2009, um aumento de R$ 63,0 milhões, ou 57,5%, substancialmente em razão do aumento do lucro líquido do exercício deduzidos dos dividendos.

FLUXO DE CAIXA

Exercícios findos em 31 de dezembro

 

2008

2009

2010

 

(em milhões de reais)

 

Caixa gerado pelas atividades operacionais Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento Caixa líquido (aplicado nas) proveniente das atividades de financiamento Aumento (diminuição) das disponibilidades

47,2

89,7

121,6

(228,8)

(71,5)

(461,8)

181,7

(18,4)

344,8

0,1

(0,2)

4,6

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais

Entre 2008 e 2010, a Companhia conseguiu melhorar substancialmente seu resultado operacional, como acima discutido, melhorando assim a geração de caixa operacional, que, em 2008, era de R$47,2 milhões, aumentando para R$89,7 milhões em 2009 e atingindo R$121,6 milhões em 2010, crescimentos em 2009 e 2010 de 90% e 36%, respectivamente. Para esta melhoria foram fundamentais os investimentos realizados, que permitiram, num mercado de demanda crescente, aumentar significativamente as receitas e o resultado operacional da Companhia.

Fluxo de caixa das atividades de investimento

Os investimentos brutos em imobilizado para os exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2008, 2009 e 2010 totalizaram R$175,6 milhões, R$76,4 milhões e R$348,5 milhões, respectivamente. Em 2008, além dos investimentos crescentes na divisão Construção e na divisão Serviços Industriais, a Companhia investiu R$61,1 milhões na implantação da Divisão Rental, além da aquisição da Jahu. Em 2009, dada a crise financeira, a Companhia reduziu seus investimentos brutos em relação a 2008, redução esta de R$99,2 milhões. Em 2010, a realização da oferta pública de ações de emissão da Companhia proporcionou recursos líquidos de R$411 milhões, o que possibilitou à Companhia ampliar seus investimentos em todas as divisões de forma a atender a crescente demanda nos mercados onde atua.

Os investimentos realizados em 2008, 2009 e 2010 estão apresentados abaixo:

Exercícios findos em 31 de dezembro

 

2008

2009

2010

 

(em milhões de reais)

 

Investimentos brutos, antes de créditos de PIS e COFINS Aquisição Jahu Investimento bruto total Créditos de PIS e COFINS Investimentos líquidos

(175,6)

(76,4)

(348,5)

(60,1)

-

-

(235,7)

(76,4)

(348,5)

4,0

14,5

19,4

(231,7)

(61,9)

(329,1)

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento

Estão incluídos nesta rubrica os novos empréstimos, bem como as amortizações de principal e pagamentos de juros incidentes sobre os empréstimos existentes, além dos aportes de capital e pagamento de dividendos. Dado o mercado favorável de crédito até meados do ano de 2008, tanto em relação às taxas praticadas quanto aos prazos das operações, a Companhia aumentou significativamente seus financiamentos, captando naquele exercício empréstimos e financiamentos no valor de R$162,4 milhões. Já em 2009, dadas as condições menos favoráveis até meados do ano para obtenção de crédito, a Companhia foi bastante seletiva nas novas operações, captando apenas R$31,9 milhões, em comparação com amortizações e pagamentos de juros de R$62,1 milhões no exercício. Em 2010, a Companhia concluiu a oferta pública de ações de sua emissão o que lhe proporcionou recursos líquidos de R$411 milhões e lhe possibilitou a ampliar seus investimentos em todas as divisões de forma a atender a crescente demanda nos mercados em que atua e a liquidar parte de sua dívida de custo mais elevado. A Companhia tem sempre buscado manter a dívida dentro de patamares confortáveis de prazos e valores totais em relação à sua geração de caixa.

10.2 Os diretores devem comentar sobre

a. Resultados das operações da Companhia, em especial:

(i) descrição de quaisquer componentes importantes da receita

Receita Líquida de Vendas e Serviços

A receita líquida de vendas e serviços da Companhia é integralmente denominada em reais e

provém da locação de equipamentos, vendas de equipamentos, serviços de assistência técnica

e indenizações, que compreendem a cobrança por equipamentos não devolvidos ou danificados

por seus clientes. A tabela a seguir apresenta o montante de cada uma destas categorias no total de sua receita líquida de bens e serviços nos períodos indicados:

Exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de

 

2008

2009

2010

Locação de Equipamentos Venda de Equipamentos Assistência Técnica Indenizações