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Curativos e Exsudato Sanguinolento

O documento aborda a definição e objetivos dos curativos, destacando sua importância na cicatrização de feridas. Ele descreve as camadas da pele, processos de cicatrização, avaliação de feridas, tipos de exsudato, dor e limpeza, além de detalhar técnicas de desbridamento e opções de coberturas. A nutrição e a classificação das lesões por pressão também são discutidas, enfatizando a necessidade de cuidados adequados para promover a cicatrização eficaz.

Enviado por

Marcos Azevedo
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Curativos e Exsudato Sanguinolento

O documento aborda a definição e objetivos dos curativos, destacando sua importância na cicatrização de feridas. Ele descreve as camadas da pele, processos de cicatrização, avaliação de feridas, tipos de exsudato, dor e limpeza, além de detalhar técnicas de desbridamento e opções de coberturas. A nutrição e a classificação das lesões por pressão também são discutidas, enfatizando a necessidade de cuidados adequados para promover a cicatrização eficaz.

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curativos

Definição e objetivo:

Definição

Curativo é a aplicação local (em ferida, corte, machucado,


incisão cirúrgica) de antisséptico, medicamento e cobertura
protetora para limpar, tratar, resguardar de agentes
infecciosos, propiciar a cicatrização e a cura.

Objetivo:
Promover a cicatrização, eliminando os fatores desfavoráveis
que retardam a cicatrização da lesão, diminuindo infecções
cruzadas, através de técnicas e procedimentos adequados.
CaMadas da pele

Epiderme : externa
Derme: Intermediaria
Hipoderme: interna
ProCesso de CiCatrização
Agudas ou crônicas
Cicatrização 1º intenção: margens de fechamento suturas, fitas,
grampos. Não infectadas, cicatrização de 8 a 10 dias.

Cicatrização 2º intenção: permanecem abertas, cicatrizam


por contração tecidual e crescimento secundário de tecido de epitalização.

Cicatrização 3º intenção: deixada aberta para permitir a drenagem


(descompressão ou controle de contaminação).
Conteúdo MiCrobiano

Limpa: cirurgica, eletiva, não traumática, não infectada.


Limpas contaminadas: inferior a 6 horas entre o trauma e o
atendimento.
Contaminadas: superior a 6 horas, entre o trauma e o
atendimento.
Infectadas: reação inflamatória e destruição dos tecidos, podendo
conter pus.
Fases da cicatrização

Inflamatória: substituição de células mortas


e danificadas por células saudáveis.
Sinais: edema, calor moderado, hiperemia

Proliferativa ou reconstrução: produção de colageno,


formação de tecido de granulação.
5 a 9 dias após a lesão (duração de 12 a 14 dias).
Fases da cicatrização

Epitelização: tecido de granulação, duração variavel. 2º dia na


ferida de 1º intenção ou somente após o fechamento da
cavídade nas de 2º intenção.

Remodelação: fase final, reorganização do colageno.


Sinais: terceira semana após o trauma, pode se prorrogar por
meses ou até mais de um ano.
Avaliação da ferida
Localização e fator que causou a ferida

Mensuração

Linear: comprimento e largura


Bidimensional: comprimento, largura e profundidade
Na presença de duas ou mais feridas separadas por pele integra de
até 2cm ou durante o processo cicatricial com formação de ilhas,
deve-se considerar como ferida única. Mensurar as feridas, calcular
a àrea lesada e soma-las.
Avaliação da ferida

Túnel: quando a ferida tem canais se espalhando a partir da


lesão central.
Introduzir a sonda ou cateter na feridas, fazer a varredura da
área no sentido horário para identificar o ponto de maior
descolamento tecidual (direção em horas)

Solapamentos: descolamento do tecido subjacente da pele


integra devido à destruição tecidual
Exsudato
Presente na ferida é variável conforme a fase da cicatrização e
pode indicar complicações.
Classifica pela quantidade de gases (12 gazes = 100%)
Seco ou escasso: ferida seca ou exsudato não mensurável
Minimo: até 3 gases (25%)
Moderada: 4 a 9 gases (25% a 75%)
Abundante: Acima de 10 gases (+75%)
O exsudato pode ser:

Seroso (amarelado / transparente)


Sanguinolento (vermelho vivo)
Serosanguinolento
(amarelado com vestigios de vermelho)

Com consistência: Fluída, espessa


ou purulenta
Odor
Indicativo de colonização ou infecção.

Classificado: Ausente, discreto e acentuado


Indicador de Teler
(5) sem odor
(4) odor detectado ao remover a cobertura
(3) odor evidente na exposição da cobertura
(2) odor evidente a distância de um braço
(1) odor evidente ao entrar no quarto
(0) odor evidente ao entrar no residência
Dor
Como quando e com que intensidade se torna fundamental no
processo de avaliação e cicatrização.

Dor aguda: inicio recente e de duração limitada com definição


temporal ou causal.
Dor crônica: dor prolongada no tempo dificil identificação temporal
ou causal.
Dor irruptiva: exacerbação transitória da dor, que surge sobre uma
dor crônica controlada.
Dor incidental: repentina e agravada severamente em consequência
do movimento ou procedimentos terapêuticos.
Avaliar
Padrão/ ritmo da dor: questionar se a dor é constante intermitente
ou breve, data e horário de inicio e quando foi o ultimo episódio.

Localização: diadrama corpóreo ou diagrama de localização

IIntensidade: escala visual analógica.

Leito da ferida: identificar o estágio de cicatrização ou se existe


alguma complicação.
Classificação
Classificar de acordo com a cor do tecido presente

Vermelho brilhante, granular: tecido viavel, tecido de granulação.

Amarela ou esbranquiçada: esfacelo, estágio final da fase


inflamatória, tende a desaparecer.

Preta: tecido necrótico decorente de isquemia prolongada.


Area perilesional: a condição das bordas da ferida e pele
perilesional são importantes para a resolução da ferida. Avaliar em
torno de 4 cm da borda da ferida, ela pode apresentar maceração,
hiperqueratose, enduração, alteração na coloração, sinais flogisticos,
dermatites e descamação.

Infecção: Avaliar a presença de sinais flogísticos ( calor, rubor,


edeme e dor) e febre.

Solicitar cultura e antibiograma


do exsudato.
SWAB se necessário
LiMpeza da ferida

Irrigação em jatos é utilizada somente para tecidos de granulação. A


solução fisiológica deve ser morna em torno de 37º.

Limpar a ferida com solução fisiológica fria provoca atraso na


cicatrização.

Feridas crônicas de difícil cicatrização, utilizar a solução fisiológica


0,9% em temperatura ambiente, pois ela morna aumenta o risco de
sangramento nessa situação.
BiofilMe
Formada pelo agrupamento de microorganismos geralmente
bactérias ou fungos.

São tolerantes a antibióticos e antissépticos.


Pode se formas em horas e atingir a maturidade entre 48 a 72 horas,
comprometendo assim a cicatrização.
DesbridaMento
Remoção do tecido morto, inviável, infectado, corpos estranhos ou
microrganismos. A necrose ou tecido desvitalizado cria uma barreira mecânica
ao processo de cicatrização, assim favorece o crescimento bacteriano e
aumenta o risco de infecção e máscara as reais dimensões da ferida e sua
avaliação.
Quando desbridar?
Pessoa: Avaliar as condições clínicas, doença de base, perfusão sanguínea e
condições mentais e emocionais.
Necrose: Tipo, quantidade e aderência.

Caso as condições sejam adequadas, proceder o desbridamento.

NÃO DESBRIDAR: Pessoa em fase terminal,


escara estável em calcâneo, escara seca
em membros isquêmicos, terapia anticoagulantes
e distúrbios hemorrágicos.
Tipos de desbridamento
Autolítico: indicado para feridas com tecido necrótico, realizado “cortes” paralelos com o
bisturi no tecido necrosado duro e seco. Hidrogéis intensificam o processo fisiológico do
desbridamento.

Enzimático: indicado para feridas com tecido necrótico, aplicado uma fina cama do produto
indicado sobre o leito da lesão e ocluir a lesão. (pode ser usado papaina (não danifica o tecido
viável), colagenase (pode danificar o tecido viável).

Instrumental: indicado para úlcera estágio III, pode ser feito por meio de 3 técnicas: a slice,
square, e cover. É uma técnica mais rápida e barata usando lâminas de bisturi.

Mecânico: indicado para lesões agudas com sujidades, esfregar gaze ou esponja embebida
com solução salina no leito da lesão em sentido único.

Cirúrgico: Ressecção da necrose e parte do tecido viável, tornando a ferida crônica em aguda.
(Procedimento médico).
Soluções

A escolha da cobertura, solução ou creme para curativos depende do tipo de ferida, do estágio
de cicatrização e da presença de infecção ou necrose. Aqui está um resumo
das opções mais comuns:

1. Soluções para Limpeza e Irrigação

Soro fisiológico 0,9% – Indicado para limpeza mecânica de feridas sem ação antimicrobiana.
Solução de Ringer – Semelhante ao soro fisiológico, mas com melhor efeito na manutenção do
equilíbrio eletrolítico.
PVPI (Iodopovidona 10%) – Antisséptico potente, mas pode retardar a cicatrização e causar toxicidade
celular. Evitar em tecidos viáveis.
Clorexidina 0,05% a 0,2% – Antisséptico menos agressivo que o PVPI, usado para infecção localizada.
Ácido acético 0,5% – Eficiente contra Pseudomonas aeruginosa.
Nutrição
A nutrição desempenha um papel fundamental no tratamento de feridas e no processo
cicatricial, pois fornece os nutrientes essenciais para a reparação dos tecidos,
fortalecimento do sistema imunológico e prevenção de complicações, como infecções e
retardo na cicatrização.

Principais Nutrientes e Suas Funções na Cicatrização


1. Proteínas- fundamentais para a formação do colágeno, reconstrução celular e resposta
imune.
2. Aminoácidos Específicos - estimula produção de colágeno e circulação sanguínea.
3. Vitaminas Essenciais - reduz inflamação, renovação celular, síntese de colágeno
4. Minerais Importantes - síntese de colágeno e fortalecimento do sistema imunológico.
5. Hidratação - essencial para o transporte de nutrientes e elasticidades da pele.

Pacientes com desnutrição, diabetes, feridas crônicas ou úlceras por pressão precisam de um suporte
nutricional adequado para evitar complicações.
Dica: Em alguns casos, o uso de suplementos nutricionais pode ser necessário, como fórmulas
hiperproteicas, suplementos com arginina e compostos com ácidos graxos essenciais.
de Cobertura
Carvão Ativado Com Prata

Feridas fétidas, exsudativas e infectadas.


IndiCações:
O carvão absorve o exsudato e diminuiu o odor.
A prata tem efeito bacteriostático

ContraindiCações:

Alergia aos componentes da fórmula


Alginato de Cálcio

Indicações:

Feridas abertas, exsudativas, cavitárias e sangrantes.


Composto por fibras de algas marinhas marrom com cálcio.
Promove a hemostasia, absorve o exsudatos
e promove o desbridamento autolítico.

Contraindicações:
Feridas com pouca ou nenhuma exsudação.
Ácidos Graxos Essenciais
AGEs
Indicações:

Hidratação da pele íntegra, processo de granulação da ferida.

Contraindicações:

Feridas exsudativas. infectadas ou com necrose.


Bota de Unna

Indicações: Úlcera de etiologia venosa, com técnica em espiral


aplicar e atadura iniciando nos pés em direção
a panturrilha com término na perna, cerca de 2,5
abaixo do joelho.

Contraindicações: Úlcera arterial ou mista.


Hidrocolóide Placa

Proteção de proeminências ósseas e


Indicações:
feridas com lesão parcial de pele.
Absorve pequeno volume de exsudato
e mantém o meio úmido

Contraindicações:

Feridas infectadas e com grande quantidade de exsudato.


Hidrocolóide Pasta

Indicações: Feridas superficiais e profundas, agudas


ou crônicas.
Utilizar cobertura secundária que ultrapasse
3cm da margem da lesão.

Troca máxima 72h dependendo da quantidade de exsudação.


Colagenase

Desbridamento enzimático de feridas


Indicações:
com tecidos necróticos secos e bem
aderidos ao leito da ferida.

Contraindicações: Feridas infectadas


Filme transparente

Indicações: Visualização do leito da ferida superficial


sem exsudato e doadores de enxerto.
Mantém o meio úmido e possibilita uma menor
troca de curativos.

Contraindicações:
Aplicação direta em feridas abertas, feridas
muito exsudativas. Periferia friável.
Hidrogel

Indicações: Queimaduras e feridas com tecido desvitalizados


(esfacelo e necrose úmida).
Mantém o meio úmido, possibilita
o desbridamento autolítico.

Contraindicações:
Esfacelo
Pele integra, ferida operatória fechadas,
feridas excessivamente exsudativas.
Aquacel
É indicado para o tratamento de queimadura,
Indicações: úlceras, feridas, cirúrgicas.
Forma um gel macio que interage com o exsudato da feridas,
mantendo o meio úmido ideal
Para cicatrização e desbridamento autolítico.
Sulfadiazina de Prata 1%

Indicações: Queimaduras e feridas com infecção.


Papaina

Indicações: 2% indicada para feridas com tecido de granulação


limpas ou infectadas.
5% indicada para feridas que apresentam esfacelos.
10% indicada para feridas que apresentam tecido necrótico.

Contraindicações: Pele integra, feriada operatória fechada, presença


de tecido de granulação, presença de metais.
EspuMa coM prata

Queimaduras e feridas com tecido desvitalizados


Indicações:
(esfacelo e necrose úmida).
Mantém o meio úmido, possibilita
o desbridamento autolítico.
Rayon
Cobertura de baixa aderência

Feridas com granulação, queimadura pouco extensas,


Indicações: área de enxerto (doaras ou recpetoras), exposição
de nervos e tendões.
Lesão por pressão (LPP)
A lesão por pressão é considerada um dano localizado na pele e ou nos tecidos moles
subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea, relacionada ao uso de dispositivo
médico e outros, resultado da pressão intensa ou prolongada em combinação com o
cisalhamento.
Lesão por pressão profunda: A pele estará intacta ou não, com área localizada e persistente,
de descoloração vermelho-escura, marrom ou púrpura, que não embranquece, ou separação
epidérmica que mostra lesão com leito escurecido com bolha com exsudato sanguinolento.
Lesão por pressão relacionada a dispositivo: Resulta do uso de dispositivos criados e
aplicados para fins diagnósticos ou terapêuticos. Ex: Colar cervical, mascara de ventilação não
invasiva, cateteres urinários e traqueostomia. Esses dispositivos geralmente são feitos de
materiais rígidos, que podem exercer uma pressão sobre os tecidos, especialmente se o
aparelho for mal ajustado ou se houver edema.
Sinais e SintoMas

Eritema ( vermelhidão )não branqueável, edema, dor , área pode ficar mais quente ou mais
fria, bolha roxa ou marrom avermelhada integra ou rompida, lesão aberta superficial ou
profunda, tecido necrótico (amarelo, castanhoamarelado, cinza, verde ou marrom),
escara(castanhoamarelada, marrom ou negra) e presença de exsudato
Prevenção e tratamento

• Manter o colchão piramidal sobre o colchão de cama do paciente.


• Mudar a posição do paciente acamado a cada 2 horas.
• Elevar os calcanhares colocando-se travesseiros macios embaixo do tornozelo.
• Alterar a posição das pernas quando o paciente encontra-se sentado.
• Dieta rica em vitaminas e proteínas.
• Manter hidratação.
• Paciente seco e limpo, trocando suas fraldas de três em três horas.
• Realizar hidratação da pele com hidratantes e/ou óleos corporais.
• Usas sabonete com pH neutro para realizar a higiene da área genital.
• Manter-se atento para o surgimento de infecções fúngicas.
• Manter as roupas de cama sempre limpas e secas.
PrinCipais loCalizações da LPP
Estadiamento lesão por pressão

Estágio 1: Pele intacta com vermelhidão não branqueável de uma área


localizada, usualmente sobre uma proeminência óssea.

Estágio 2: Perda parcial da espessura da pele, envolvendo epiderme, derme


ou ambas. É superficial e se apresenta como uma abrasão, bolha ou cratera
rasa.

Estágio 3: Perda da espessura total do tecido. A gordura subcutânea pode


estar visível, mas não há exposição de ossos, tendões ou músculos.

Estágio 4: Perda da espessura total do tecido com exposição de fáscia


ossos, tendões ou músculos.

Não pode ser classificada: Aquela com perda total de tecido e cujas bases
estão cobertas por esfacelo e/ou escara no leito da ferida.
Pé diabétiCo
Denomina-se Pé Diabético a presença de infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos
profundos associados a anormalidades neurológicas e a vários graus de doença vascular
periférica em pessoas com DM.

Fatores de risCo
• Tempo de doença e controle glicêmico; •Anatomia do pé;
• História de complicações; •Hidratação, coloração, temperatura
• História de úlceras, de amputações em membros; e distribuição dos pelos;
• Tabagismo ; •Integridade de unhas;
• Dor ou desconforto em membros inferiores;
• Falta de cuidados de higiene e proteção dos pés;
• Qualidade da acuidade visual;
Alterações e Condutas
Xerodermia (pele seca)
Uso de hidratante comum após o banho, sempre cuidando para poupar os espaços
interdigitais, a fim de evitar o aparecimento de micoses.
Calosidades
Avaliar adequação de calçado, a necessidade de órteses para mudança de pontos de pressão
e a redução do nível de atividade para os pés. Para retirada, realizar interconsulta com
médico da unidade e encaminhar
Alterações ungueais
As unhas devem ser cortadas sempre retas, o profissional de saúde deve orientar o individuo
ou seu cuidador quanto à técnica correta. Diante de um quadro de unha encravada, deve-se
encaminhar o indivíduo para consulta com o médico da equipe, para avaliação da
necessidade de cantoplastia.
Pedis (micose) Miconazol creme dermatológico de 12/12 horas por 7 a 14 dias. Se presença
de lesão extensas ou infecção secundária, encaminhar/discutir com médico da equipe.
Diferença entre os tipos de
pés diabéticos.
Sinais e Sintomas: Temperatura, coloração, aspecto da pele, deformidade, sensibilidade, dor,
pulsos pediais, calosidade, edema.
Pé neuropático
Neuropatia periferica ex:DM,Alcoolismo
Quente ou morno, coloração normal, pele seca e fissurada,dedo em garra, dedo em
martelo, sensibilidade pode estar diminuída, abolida ou alterada (parestesia).
Sensação dolorosa do tipo queimação, formigamento ou
"picada", começando nos dedos, com piora no período noturno e aliviados ao movimento.
Pulsos amplos e simétricos. Presente, especialmente na planta dos pés.
Pé isquêMico
Doença arterial obstrutiva periferica, ex: aterosclerose

Frio, pálido com elevação ou cianótico com declive


Pele fina e brilhante, deformidades ausentes
Sensação dolorosa do tipo câimbra ou peso ao caminhar, que é aliviada ao
repouso. Pulsos amplos e simétricos. Pulso ausentes, calosidade
especialmente na planta dos pés edema.
Cuidados de enferMageM

• Avaliação das feridas usando escalas


. ( Braden, RYB, e utilizacão da ferramenta TIMERS .)
•Curativos e remoção de tecidos.
• Uso de curativos adequados.
• Acompanhar cicatrização.
• Evitar uso de substâncias irritantes.
• Elevação do pé afetado.
• Avaliação do paciente (tipos de curativos, alimentação, uso de medicamentos).
• Adesão do paciente ao tratamento e auto cuidado.
Ulceras nos MeMbros inferiores
(Venosa e Arterial)
Definição e diferenciação
Ulcera Venosa
Ulcera Arterial
É caracterizada por uma lesão na perna
consequente à dificuldade do retorno do sangue São lesões de pele causadas por problemas na
ao coração. É o estágio mais avançado e grave circulação sanguínea. Surgem nos membros
da Insuficiência Venosa Crônica. inferiores (geralmente, próximo à canela), são
O tratamento da úlcera tem como objetivo dolorosas e de difícil tratamento. A origem desse
otimizar o retorno do sangue ao coração e tipo de úlcera está atrelada a complicações na
cuidar do local da ferida com curativo circulação.
adequado.
Ulcera Venosa
Fatores Determinante
Caracteristicas
Fortes: HF, tabagismo, trombose
Ferida irregular, superficial no início, mas venosa profunda, avanço de idade.
podendo se tornar profunda, bordas bem Fracos: sexo feminino, obesidade,
definidas, exsudato amarelado ou frouxidao ligamentar
transparente, localização mais frequente na
parte interna da perna, logo acima do
tornozelo, dor de intensidade variável, Sinais e sintomas
inchaço, edema, descamação,escurecimento Dor de intensidade variável,
e espessamento da pele, presença de varizes inchaço, edema, descamação,
escurecimento e espessamento da
pele, presença de varizes, sensação
de peso nas pernas,coceira.
Ulcera Venosa
Caracteristicas clinicas mais comuns:
Localização: comumente em torno dos
tornozelos, especialmente no dorso ou na parte
medial.
Aparência: bordas irregulares, fundo úmido e
muitas vezes presença de exsudato.
Sintomas: dor leve, sensação de peso, edema e
cansaço nas pernas.
Alterações associadas: hiperpigmentação,
dermatite, atrofia branca.
Ulcera Venoso
Tratamento:
Diagnostico: História clínica detalhada Terapia compressiva (meias de
compressão)
Exame físico: Inspeção, palpação,
Cuidados com a ferida (limpeza,
avaliação do pulso e doppler.
curativos adequados)
Exames complementares:
Controle da insuficiência venosa
Para úlceras venosas: Eco Doppler, (medicação, elevação das pernas)
pletismografia. Tratamento de infecção, se presente

Prevenção: Testes para classificação:


Uso de meias de compressão, Sistema de Estágios de
evitar longos períodos em pé, Úlceras Venosas (CEAP)
exercícios de elevação das Escala de Avaliação de
pernas. Feridas (Fowler ou PUSH):
Ulcera Arterial
Caracteristicas Fatores Determinantes
Fortes: tabagismo, diabetes, idade maior
Pele fria, escura, atrófica e com
que 40 anos, sedentarismo, historico de
perda de pelos, diminuição ou
doença arterial coronariana/doença
ausência de pulsações arteriais, cerebrovascular.
dor intensa que aumenta ao Fraco: hipertensão, proteína C reativa
elevar a perna, demora no elevada, vasculite/ condições
retorno da cor após elevar a inflamatorias, fibrodisplasia arterial e
truma
perna, bordas regulares, pouca
quantidade de exsudato, Sinais e sintomas
secreção seropurulenta em Dor intensa, principalmente à noite
alguns casos, edema local Ferida redonda, com bordas regulares e
discreto, pele eritematosa ou esbranquiçadas
Pele fria, fina, seca e brilhante
cianótica ao redor, lesão que
Perda de cabelo na região afetada
pode se abrir devido a traumas Unhas dos pés mais grossas
ou de forma espontânea. Base da ferida de cor amarelada, cinza,
marrom ou preta
Ulcera Arterial
Avaliação diferencial
Realizar palpassao de todos os pulsos, especialmente
pedioso e tibial, quanto a presença/ausência e intensidade,
bem como avaliar temperatura, hidratação, textura da pele
Ulcera Arterial
Tratamento:
Diagnostico: Revascularização (cirurgia,
História clínica detalhada angioplastia)
Exame físico: Inspeção, Controle de fatores de risco
palpação, avaliação do pulso e (controle do diabetes,
doppler. hipertensão, parar de
Exames complementares: fumar)
Índice tornozelo-braço (ITB), Cuidados com a ferida
angiografia, ultrassom doppler. Em casos graves,
amputação
Prevenção:
Testes para classificação
Controle rigoroso dos Prova de hiperemia reativa
fatores de risco, como Prova do preenchimento
controle da glicemia e venoso
colesterol, parar de fumar. Indice Tornozelo Braquial
Intervenções:
Ulcera Venosa
• Realizar e prescrever curativo de acordo com as
características da úlcera; Ulcera Arterial
• Para acamados, discutir com fisioterapia exercícios
específicos que favoreçam retorno venoso; Avaliar a necessidade de
• Discutir exercícios que fortaleçam a musculatura da encaminhamento para especialista
panturrilha; vascular • Realizar e prescrever
• Aplicar hidratante simples na pele curativo de acordo com as
ressecada/descamada; características da úlcera; • Lembrar
• Repousar com pernas elevadas por 30 minutos 3-4 que não deve ser realizado
vezes ao dia desbridamento instrumental nas
• Contraindicar uso de anticoncepcionais hormonais úlceras arteriais • Realizar
• Após cicatrização, aplicar hidratante simples na pele orientações preventivas - ea.
ressecada/descamada
QueiMaduras
São feridas traumáticas que podem destruir parcialmente ou totalmente
a pele e seus anexos.
PodeM ser:
• Elétrica: causada por exposição à voltagem baixa, intermediária e alta,
produzindo lesões locais e sistêmicas.
• Química: são lesões causadas por exposição aos produtos químicos
industriais ou domésticos.
• Radioativa: Causadas por radioatividade, ou seja, pela energia que é
gerada através da emissão de partículas ou radiações de núcleos de
átomos.
• Térmica: Causadas por calor, líquidos quentes, chama, ou ainda por
contato com objetos quente.
Classificação
As queimaduras podem ser classificadas através do seu grau de profundidade.
Avaliação
Adultos e crianças maiores de 10 anos
Tratamento
O tratamento de queimaduras está relacionado aos aspectos sistêmicos e
locais. Para o tratamento local deve-se realizar a limpeza e cobertura da lesão a
fim de auxiliar a prevenção de infecções e restabelecer a integridade do tecido.

Consiste em:
• Limpar a lesão
• Remover tecido desvitalizado, se necessário
• Em queimaduras de primeiro grau, prescrever Acido Graxo Essencial AGE;
• Aplicar produtos/coberturas que apoiem o processo cicatricial, consoante a fase
em que a ferida se encontra.
Cuidados de enfermagem
• Prescrever analgesia;

• Cuidar da pele cicatrizada;

• Orientar/oferecer cuidados de reabilitação em zonas articulares de modo a limitar/impedir


as perdas de mobilidade / elasticidade da pele;

• Verificar imunização antitetânica: se última dose maior que 5 anos ou sem registro, vacinar
conforme PNI;

• Avaliar/orientar hidratação e a alimentação;

• Orientar uso de protetor solar quando exposto(a) ao sol.


Hipotermia em queimados
A hipotermia é uma emergência que pode ocorrer em pacientes com queimaduras extensas, e pode
aumentar o risco de morte e a duração da hospitalização.

Em caso de queimaduras, o resfriamento da pele com água corrente deve ser feito de forma
imediata para evitar o risco de hipotermia. No entanto, o resfriamento deve ser interrompido após
cerca de 20 minutos, dependendo da extensão da queimadura.
Cuidados iniciais
Afastar a vítima da fonte de calor
Remover roupas que não estejam aderidas à pele
Resfriar a pele com água corrente
Cobrir as lesões com tecido limpo
Aspirar vias aéreas superiores, se necessário

Cuidados de enfermagem em caso de hipotermia

Isolar o paciente com cobertores aquecidos


Fazer com que o paciente ingira líquidos quentes
Cuidados iniciais
ATENÇÂO

O resfriamento da área queimada não deve ser feito com água gelada ou outros
produtos refrescantes
O resfriamento deve ser mais breve quanto mais extensa for a queimadura
Após o resfriamento, a área queimada pode ser protegida com gazes, compressas ou
toalhas de algodão, úmidas
O paciente deve ser envolvido com manta ou cobertor
Feridas Cirúrgicas
A classificação do tratamento cirúrgico torna-se importante para a melhor avaliação da ferida cirúrgica.
Ele pode ser classificado de acordo com o momento operatório, a finalidade da cirurgia, a duração do
ato cirúrgico e quanto ao potencial de contaminação.

Avaliação da ferida e da pele adjacente inclui a localização, mensuração, identificação de


tuneis/solapamentos, grau de lesão tecidual, exsudato, odor, dor, observação do leito da ferida,
área perilesional e presença de infecção. Além disso, na ferida cirúrgica deve-se realizar apalpação
da incisão, atentando para a deposição de colágeno.

Após observação de todos os passos o enfermeiro deve sistematicamente documentar aquilo


que avaliou ou realizou, incluindo dentre outros, o tempo decorrido desde a cirurgia.
Curativo cirúrgico

• Limpeza: Deve ser realizada com técnica que minimize o trauma mecânico e químico. Feridas com
presença de tecido de granulação a irrigação deve ser suave reduzindo o risco de dano ao tecido
neoformado.

• Uso de antissépticos: São de recomendação questionável, pois reduzem os microrganismos, porém


retardam a formação do tecido de granulação.

• Curativo: Proteger a incisão fechada primariamente com curativo estéril por 24 horas. Na presença de
secreção serosa ou sanguinolenta, recomenda-se que a limpeza deve ser feita com soro fisiológico, quantas
vezes for necessário, até interrupção da drenagem. É desejável que a cobertura da incisão seja com gaze
estéril seca e o mínimo de fita adesiva.

• Desbridamento: Avaliar necessidade.


CoMplicações cirúrgicas

Hematomas: Pequenos hematomas formados no período de até duas semanas de pósoperatório


podem ser tratados com medidas conservadoras. O tratamento consiste na maioria dos casos em
evacuação dos coágulos em condições estéreis, oclusão dos vasos sangrantes e fechamento da
lesão.

Deiscências de sutura: Avaliar a ferida criteriosamente para tentar identificar a causa e buscar
corrigir. Geralmente cicatrizam por segunda intenção e a escolha da terapia tópica deve ser
baseada nas características da lesão. Nos casos de deiscência completa, pode ser necessário que
a ferida seja suturada novamente.
CoMpliCações CirúrgiCas
Infecções em ferida: Dependerá dos sinais e sintomas presentes na avaliação. Pode-se iniciar
com a realização da cultura da ferida, teste de sensibilidade para vislumbrar a conduta
terapêutica
Seroma: A maioria regride espontaneamente dentro de poucas semanas, caso contrário pode
ser necessário drenagem por aspiração, escleroterapia, uso de antibiótico e até a reoperação
subseqüente
Necrose: A conduta usualmente é a remoção do tecido necrótico através do desbridamento por
meio autolítico, enzimático, mecânico ou mesmo cirúrgico.

seroma
Lesão por friCção
O que é?
Lesões causadas por cisalhamento da pele. Atingem o dorso das mãos, braços, cotovelos e pernas.

Curativo Ideal:
Simples, sem dor, confortável, sirva como uma barreira contra infecções.

TéCniCa:
Drenar as bordas da lesão com gaze estéril para remover o exsudato sanguinolento
Aplicar cobertura pouco aderentes (hidrocoloide, hidrogel, alginato de cálcio) após a limpeza com Soro Fisiliológico.
Remover tecidos necróticos ou desvitalizados.

Cuidados de enferMageM
Controlar o sangramento, quando presente.
Realinhar o retalho e reavaliar a vitalidade em 24 horas.
Lesão por fricção.
Proteger a pele perilesional com AGE.
Retirar o curativo sempre a favor do retalho.
Cuidados de enferMageM

Ocorre devido ao atrito repetitivo na pele.

Tipos de Curativos

• Filmes transparentes.
• Espumas de poliuretano.
• Hidrocoloides finos.
• Cobertura de silicone.
Cuidados CoM a pele do idoso

Os cuidados com a pele do idoso devem incluir hidratação, proteção solar, limpeza suave,
alimentação balanceada, e evitar o tabagismo e o álcool.

Hidratação
Use cremes hidratantes faciais e corporais diariamente
Prefira cremes densos e sem perfume
Hidrate os lábios com produtos próprios para essa área

Limpeza
Evite banhos quentes
Esfregue a pele suavemente com sabonete à base de glicerina
Use limpadores sem sabão e não irritantes

Proteção solar
Use filtro solar, Vista roupas com proteção UV, Evite a exposição ao sol entre 10h e 15h.
Cuidados CoM a pele do idoso

Avaliação da pele
Realizar um exame físico detalhado
Buscar por lesões pré-malignas e malignas
Buscar por isquemia tecidual e lesão por pressão

Cuidados com ferimentos


Manter a pele limpa, a ferida seca e protegida
Não colocar substâncias exógenas no corte, como açúcar, sal ou mel
Usar curativos conforme necessidade do paciente
Cuidar ao retirar os curativos para não causar mais lesões
Feridas NeoplásiCas
Feridas originárias de tumores primários ou metastáticos de câncer que resultam do crescimento de tumoral
descontrolado.

Tipos de Curativos:

• Espuma de poliuretano
• Hidrocoloides
• Alginatos de cálcio
• Carvão ativado com prata
• Filmes transparentes
• Curativo de silicone

Curativos a sereM evitados:

• Gazes secas ou impregnadas com soluções agressivas como iodo ou álcool.


• Curativos adesivos rígidos como esparadrapo ou fitas adesivas comuns.
• Curativos que ressecam a ferida.
• Curativo excessivamente oclusivos sem controle de exsudato
• Pomadas ou cremes inapropriados
Curativos de 3 pontas

O curativo de três pontos é um curativo oclusivo usado para tratar ferimentos


penetrantes no tórax. Ele é indicado em situações de emergência, para
evitar o desenvolvimento de um pneumotórax hipertensivo.
Curativos de 3 pontas

O curativo de três pontos funciona como uma válvula de sentido único,


permitindo que o ar saia durante a expiração, mas impedindo que entre durante
a inspiração.

IndiCações:
Ferimentos penetrantes no tórax, causados por armas de fogo ou armas brancas
Curativos de 3 pontas

CoMo é feito:

Limpar as bordas da ferida


Cortar e adaptar um material impermeável,
como plástico ou filme, ao ferimento
Fixar o curativo com esparadrapo em
três lados da ferida
Deixar o lado não fixado na parte inferior
da ferida
Curativos SiMples

É uma técnica que consiste em cobrir uma ferida com gaze estéril para mantê-la
limpa e seca. É indicado para feridas de menor complexidade, como cortes
superficiais ou feridas cirúrgicas que já cicatrizam bem.

CoMo é feito:

Lavar a ferida com água fria e sabão neutro ou soro fisiológico.


Secar a ferida com gaze seca.
Cobrir a ferida com gaze seca.
Fixar com um esparadrapo, band-aid ou curativo pronto.
.
Curativos SiMples

Cuidados

Não apertar a atadura, para evitar gangrena


Observar sinais de restrição circulatória, como palidez, formigamento, dor,
edema e esfriamento da área enfaixada
Trocar o curativo diariamente ou quando observar excesso de exsudado
Evitar usar fita hipoalergênica diretamente na pele de diabéticos
Suturas
As suturas cutâneas podem ser realizadas por fios não absorvíveis, como os de
seda, nylon, fibra de poliéster, polipropilenol e grampos cutâneos de aço
inoxidável. Faz-se o exame físico diariamente para avaliar, inclusive o processo de
cicatrização, e a remoção das suturas ocorrerá após o tempo suficiente para
assegurar o fechamento inicial da ferida, com força de tensão adequada para
manter as bordas justapostas, em torno de 7 e 10 dias.
LoCais de suturas

A enfermagem pode realizar suturas em ferimentos superficiais de pele, anexos e


mucosas.

Locais de suturas

Face
Mãos e dedos
Extremidades proximais e tronco
Planta do pé
Escalpo
Couro cabeludo
ReMoção de pontos

Limpar a área com soro fisiológico


Expor o local da incisão
Utilizar uma pinça esterilizada para levantar o nó do ponto
Cortar o ponto com uma tesoura de íris ou bisturi
Puxar o ponto para fora delicadamente
Colocar os pontos retirados sobre uma gaze
Cobrir a ferida, se necessário

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