DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO ENSINO DE QUÍMICA Enviado por adm em Qua, 2007-04-11 19:58.

:: Química Enviado por ENÉAS TORRICELLI Trabalho apresentado como parte das exigências para obtenção do certificado de conclusão do curso de Pós-Graduação em PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM. "Milhões viram a maçã cair, mas Newton foi que perguntou por quê?" Bernard M. Baruch SUMÁRIO Introdução...............................................03 1 - Principais dificuldades no ensino de química.........08 2 - O método na aprendizagem de química..................16 3 - O papel da atividades experimentais..................21 4 - O ensino fundamental e a ciências....................24 Conclusão................................................29 Bibliografia.............................................32 INTRODUÇÃO A finalidade deste trabalho é apresentar algumas difi-culdades que o aprendizado do ensino fundamental e médio tem encontrado no ensino de ciências, química e o papel das atividades experimentais. A justificativa para organizar o conteúdo a ser apre-sentado num curso, numa unidade, ou mesmo, numa aula de Química é que a aprendizagem deste conteúdo poderá ser fa-cilitado ou dificultado conforme ele for organizado e apre-sentado aos alunos. A Química influencia a nossa vida sendo, contudo, um assunto difícil de aprender devido aos conceitos de que ne-cessita e ao rápido crescimento do conjunto de conhecimento que envolve. A fim de que a aprendizagem de Química seja tão efici-ente quanto possível, são necessárias modificações nos con-teúdos dos currículo existentes e nos métodos de ensino, sendo que tais modificações devem ser baseadas em pesqui-sas. Hoje estamos enfrentando uma revolução em termos de ensino/aprendizagem em Química, alguns querendo mudar ou-tros tentando acompanhar e outros não querendo sair do lu-gar; mas sabemos que a capacidade do aluno está nas mãos do professor. A elaboração de uma estrutura de conhecimentos em Química ou em qualquer outra disciplina parte da formação ou da aquisição de conceitos. O conceito, como elemento bá-sico, e sua expressão verbal, o termo ou palavra, permitem a manipulação mental dos fatos experimentais e a sua comu-nicação inteligente. Sucessivamente, a relação entre con-ceitos, que leva ao juízo, e a relação entre juízo, que conduz ao raciocínio, completam o caminho para uma estrutu-ra sólida e dinâmica, capaz de expandir-se continuamente frente a novos fatos experimentais ou frente a novas forma-ções. A formação de um conceito exige a apreensão das ca-racterísticas fundamentais de um objetivo, o que permite elaborar sua representação intelectual. Esta representação intelectual do objeto é o que se chama de conceitos ou idéia, constituindo uma abstração do objeto correspondente. A

para concluir uma verdade particu-lar). Um conceito distinto é aquele que discrimina bem os atributos que o caracterizam. hierarquizando os conceitos correspondentes. O uso explícito e declarado das operações de lógica é ne-cessário até o ponto em que elas se incorporem ao raciocí-nio natural. isto exige uma análise mental do conceito. o que implica na correspon-dência com um conceito distinto e claro. "ácido oxidante". A compa-ração entre os diversos conceitos de ácido acima indicados leva a estabelecer. Normalmente. em boa parte. pela persistência no uso do termo preciso e exato. que é termo ou palavra. pode conduzir à criação de conhecimento novo. Porém. se isto acontecer. terá que utilizar o termo "ácido de Brönsted e Lowry" e não outro qualquer. claros e distintos. Pode ser utiliza-do também para demonstrar aquilo que já se conhece (como nos teoremas em Matemática) ou para aumentar o grau de com-preensão de uma verdade já conhecida. da for-mação ou compreensão de conceitos. As-sim. característica fundamental de sua própria capacidade de análise. "ácido duro". não possuindo su-ficiente capacidade de análise dos atributos que formam es-ses conceitos. servindo como exemplo comparação dos diversos conceitos de ácido. O contrário pode não se verificar: uma pessoa simples. é raro estabelecer essa utilização de forma formal e explícita. entre outros. Uma conceito adequado é aquele que per-mite uma representação mental em que estão presentes todos os atributos fundamentais do objeto que representa. saberá que a equação deveria ser escrita com H3O+. além de privar o estudante de uma arma poderosa para seu progresso. Esta . em lugar de H+. Como a aprendizagem depende. se ele se deparar com uma equação química em que apareça um H+ aparentemente doado. se for distinto. Esta exige que conceitos sejam adequados. e o ácido seria de Arrhenius. para essa pessoa eles não são distintos.apresentação ou comunicação dos conceitos se faz mediante sua expressão verbal. Ao mesmo tempo. o que facilita a aprendizagem e sua fixação. geralmente chamado de "bom senso". "ácido carboxílico". tanto indutivo (segue um cami-nho oposto) como dedutivo (quando se parte de um princípio geral. será claro. permitira ao aluno reco-nhecer cada um deles pelas suas propriedades e classificá-los. no que for possível. em cada caso. Isto exige conhecer várias teorias da Química rela-cionando-as entre si de forma objetiva. mas. O simples fato de estabelecer um conceito "distinto" (o contrário de "confu-so") de cada um desses "ácidos". pode distinguir facilmente os objetos de seu interesse por ter conceitos claros sobre eles. qualquer estudante e qualquer pesqui-sador utilizam as chamadas operações de lógica de forma constante no seu trabalho. o aluno sentirá a necessidade de utilizar o termo adequado a cada conceito: se ele usar o conceito de ácido que implica em doar pró-tons. Por exemplo: o conceito de "ácido" é muito importante em Quími-ca. terá que indagar se o meio é aquoso e se existe ionização pois. analogias e diferenças en-tre eles que facilitam a fixação e a futura operacionaliza-ção dos conceitos adquiridos e estruturados. com instrução limita-da. O uso do raciocínio. desco-brindo aquilo que antes era desconhecido. o aluno aprende a conceituar de forma clara e a clas-sificação com precisão. Uma conceito é claro quando permite reconhecer o objeto ao qual ele representa entre todos os demais objetos. é necessário cuidar de sua perfeição. mas é necessário que seja distinto para poder discrimi-nar entre "ácido de Arrhenius". já estabelecido. mentalmente. inclusive no trabalho experimental e de pesquisa. o que implica no risco de cair em erros ou vícios de raciocínio.

la-boratórios razoavelmente equipados e alguns recursos audio-visuais. é natural que se alterem as estratégias para acom-panhar a crescente capacidade de abstração dos estudantes. Pode-se encontrar maneiras mais eficazes de transmitir essa disci-plina. Quais são as variáveis que ga-rantem um ensino assim? Algumas delas são melhores condi-ções de trabalho e de vida para professores e alunos. num passe de mágica.PRINCIPAIS DIFICULDADES NO ENSINO DE QUÍMICA O ato de ensinar é de imensa responsabilidade. Porém. a minuciosidade na observação e o planejamento cui-dadoso das atividades de experimentação e de estudo deverão ser levados .comparação pode ilustrar a compatibilidade ou a discrepância desses conceitos. por extensão. e isso não se faz por meio de atitudes me-cânicas desvinculadas de uma reflexão mais séria. com as quais deveria existir uma integração harmoniosa. passem a dominar a matéria. o que consome um tempo maior e pode particularizar os resultados e as conclusões. essa estrutura deve permitir. Por isso. relacionando-os entre si de forma a fa-cilitar a sua ancoragem (para não dizer memorização lógica e inteligente) e a integração de conhecimento que possam ser adquiridos mais tarde. de que maneira utilizar as atividades práticas e como proceder a uma avaliação justa e rigorosa do que foi aprendido. A prática do-cente ao longo dos diversos níveis de ensino permite reco-nhecer a continuidade de conhecimentos em Química e. enriquecendo-se e complementando-se no ensino médio e superior. Além disso. Existe harmonia e continuidade na estrutura do co-nhecimento científico. Não queremos desmerecer a atividade docente. Além disso. Se o ensino nos diversos níveis for bem conduzido. 1 . é também preciso saber ensiná-la. nem são as melhores. É nesse ponto de capacidade de abstração que o jovem estaria apto a elaborar sua estrutura de conhe-cimento em Química. Ao dizer isso. deixando muito mais claro ao aluno o significado de cada um deles. As aulas expositivo . conhecê-las ajuda a obter melhores resultados. Ao contrário: cabe ao professor dirigir a aprendizagem e é em grande parte por causa dele que os alunos passam a conhecer ou continuam a ignorar Química. nas restantes disciplinas científicas. Não é suficiente conhecer Química. é indispensável um programa bem estru-turado. e até incentivar. Durante o percurso através dos diversos níveis de ensino. o ensino de Química deve estar estrutu-rado de tal forma que permita ao professor trabalhar melhor (ensinar com facilidade) e ao aluno aprender melhor (absor-ver o que lhe foi ensinado). Ensinar Ciências (no caso Química) não é simples-mente derramar conhecimentos sobre os alunos e esperar que eles. desenvolvendo-se. Ao mesmo tempo. como ordenar os assuntos tratados. o professor quer falhar o menos possível. Quando o jovem chega ao ensino médio deveria ter desenvolvido a capacidade de abstração necessária para não precisar manipular continuamente objetos concretos. É necessário ainda fazer uma reflexão para decidir o quanto ensinar de Química.memorizativas não são as úni-cas alternativas para ensinar Química. Muitas va-riáveis intervêm no sucesso do curso ministrado. esta estrutura começa a ser construída no ensino fundamental. a criação de novos conhe-cimentos mediante o relacionamento entre os anteriores.

devido à forma como os meios de comunicação a divulgam. saúde. Sem pretender especular sobre qual seria a Filoso-fia da Educação compatível com as colocações anteriores. pela capacidade de abs-tração e pela disponibilidade mental de recursos tais como os modelos físicos e matemáticos adequados a cada caso. fabricação de explosivos.e todo o mundo deve compreender isso tudo. embora guardando as limitações e direcionamentos ditados pelas di-ferença nos conhecimentos teóricos. que procura compreender o "comportamento" da matéria. é muito difícil um indivíduo conseguir posicionar-se sobre todos esses proble-mas. mesmo após freqüentar a escola de ensino fundamental e médio. equações. pensam. alguns pontos indiscutíveis destacam de forma muito clara. adubos e agrotóxicos. ainda que mínimo. está realizando processos químicos. no-ções básicas. Além disso. e em conseqüência exercer efetivamente sua cidadania. uso de ma-térias-primas. reações. recursos energéticos. a Química está relacionada a quase tudo em sua vida e elas precisam saber disso. No entanto. Dispor de conhecimentos rudimentares. como po-luição. inclusive. nomes. infelizmente. da elaboração de uma teoria e da construção de modelos cientí-ficos. Como ciências experimental. Em todos eles deverão estar presentes o espirito de indagação e o esforço para explicar e concluir.em consideração. a Química se utiliza de mode-los abstratos que procuram relacionar o mundo macroscópico com o microscópico universo atômico-molecular. Por outro lado. Quando alguém come. fabricação e uso de inseticidas. transporte entre outros. Tudo isso demonstra a importância do aprendizado de Química. Um deles é a ênfase exagerada dada à memorização de fatos. são muito os problemas exis-tentes atualmente no ensino da matéria. isto é. Ela não é uma coisa ruim que polui e provoca ca-tástrofes como alguns. Sem um co-nhecimento de Química. aprender acerca dos diferentes materi-ais. seus processos de obtenção e suas aplicações. Esses preconceitos existem. Esse exercí-cio é de grande valia para o desenvolvimento do raciocínio do estudante em qualquer área do conhecimento. permite traçar paralelos com o desenvolvimento social e econômico do homem moderno. a partir do ensino fundamental. teorias e modelos que ficam parecendo não ter . vestuário. fórmulas. do controle de variáveis de um processo. importação de tecnologia e muitos outros. pensa. dessa matéria ajuda o cidadão a se posicionar em relação a inúmeros problemas da vida moderna. moradias. res-pira. tanto no ensino fundamental como no superior e em todos os níveis intermediários. O estudo dessa matéria permite a compre-ensão da formulação de hipóteses. suas ocorrências. símbolos. A Química está relacionada às necessidades básicas dos seres humanosalimentação. É fácil constatar também que a maior parte das pessoas. A maioria dos professores de Química do ensino mé-dio e superior concorda que o ensino da disciplina apresen-ta muitos problemas. pesticidas. num trabalho sem discontinuidades. Esses pontos se relacionam com a necessidade de formar o cidadão e de preparar os futuros profissionais e cientis-tas. Pouquíssimas delas conseguem se posicionar sobre problemas que exijam algum conhecimento dessa matéria. fabricação e uso de medicamentos. da generalização de fatos por uma lei. reservas minerais. saber como se processa o conheci-mento químico pode dotar as pessoas de um pensamento críti-co mais elaborado. Por que as pessoas saem da escola sem saber quase nada de Química? Ao nosso ver. sabe muito pouco de Química.

é mos-trado como algo absoluto. Nes-sas condições. leis. priorizando a quan-tidade em detrimento da qualidade. mas. por exemplo. sem contradições e sem questões a desafiarem o alcance das suas teorias. Os alunos não são capa-zes de perceber os conceitos fundamentais da disciplina. Mais um problema é a ausência de atividades experi-mentais bem planejadas. as teo-rias e os modelos científicos. teorias. seja o da dogmatização do conhecimento ci-entífico. Finalmente. sem conhecer as propriedades da matéria. E. a má construção dos conceitos e a ausência do relacionamento do assunto com o saber todo da Química. O conteúdo da Ciência é passado ao aluno sem as suas origens. a natureza e a sua própria vida. A utilização de atividades experi-mentais bem planejadas facilita muito a compreensão da pro-dução do conhecimento em Química. necessariamente. é di-fícil aprender a disciplina. o que a teoria atômica procura explicar . Os professores de química em geral gostariam que. Torna mais difícil compreender as relações entre os fatos. fora do espaço e do tempo. sem compreensão. a maior parte dos professores de Química queixa-se que os alunos têm sérias dificuldades na resolução de problemas: não sa-bem interpretar o que leram. as hipótese. os alunos não só os recordassem e compreendessem. aprender o que é átomo. a pressão para "dar matéria" e "terminar o programa" tem como resultado. A solução não é. talvez o maior problema. priorizar os conceitos fundamentais.enfim. neles. Há uma "distância" entre o problema e a . sem saber. Os alunos quase nunca têm oportuni-dade de vivenciar alguma situação de investigação. a seqüência em que os conteúdos são da-dos é quase sempre inadequada. reduzir os programas. entre outros. O conhecimento científico. nomes. A inadequação na seqüência dos conteúdos passa uma visão bastante deformada da Química. Outro é a total desvinculação entre o conhecimento químico e a vida cotidiana. sem a sua construção. conceitos e princípios químicos. Há muitas situações na vida em que se nos depara uma questão que requer uma resposta. a memoriza-ção de símbolos.quaisquer ralações entre si. relativamente aos fatos. as leis. Não é possível aprender a teoria atômica. O número de assuntos que os programas de Química do ensino médio apresentam é muito grande. e derivado de todos os outros. em suma. equações e regras passa a ser a principal atividade dos alunos de Quí-mica. Outra grande dificuldade é a extensão dos progra-mas. Além disso. não entendem o que está escri-to ou seja não sabem interpretar o conhecimento químico. fórmulas. um problema que requer uma solução ou uma indecisão relativa a alguma ação que re-quer uma decisão. nesse caso. Contudo. o estudo da Química desliza para o seu grau mais baixo e mais inútil: a simples memorização dos concei-tos e de "regrinhas" para resolver problemas e testes vi-sando passar no vestibular. não conseguem ter critério algum de prioridade. O atropelamento dos cursos do ensino médio ao ves-tibular é mais um fator a complicar o ensino de Química. a superficialidade da análise dos fenômenos. o que lhes impossibilita aprender como se processa a construção do conhecimento químico. o que dificulta a com-preensão de seus conceitos. mas tam-bém os aplicassem para resolver problemas. Como resultado.seria o mesmo que querer colher os frutos de uma árvore antes de plantá-la. O aluno não consegue assim perceber as relações entre aquilo que estuda nas salas de aula. sem o seu desenvolvimento .

desconhecer a diferença entre substância e mistura O conteúdo de Química. Isso pode ser feito de várias maneiras. o professor precisa tentar desmistificar as fórmulas e equações. é preciso mais do que uma boa proposta para resolver todos os problemas do ensino de Química no Brasil. afinal de contas quanto mais se ensina da matéria . quanto do ponto de vista do não-observável. Esta visão dogmatizada da Química. (iii) pode encontrar-se folheando apontamentos ou procurando numa biblioteca ou perguntando a outras pessoas. É preciso trabalhar os conteúdos de . conceitos e princípios) e RACIOCÍNIO (isto é. deve-se mostrar seu significado tanto do ponto de vista do que é observável. RACIOCÍNIO Questão Problema Indecisão A informação pode chegar à pessoa que vai resolver o problema de vários modos: (i) pode estar indicada no pro-blema. símbolos. Isto está representado em diagrama logo abaixo. como o de qualquer outra ci-ência. ou-torgando-o apenas aos cérebros privilegiados". Por isso. propriedades e métodos de preparação. A quem interessa? É preciso mu-dar! E os professores é quem devem ser os agentes destas mudanças. que à maior par-te das pessoas tem o acesso ao conhecimento científico. do que é modelo. melhor. (ii) pode ser necessário que a pessoa se lembre dela. No entanto. que realça os dois componentes necessário para transpor tal distância: INFORMAÇÃO (para a resolução de problemas em Química esta informação consta de itens de conhecimento químico . por exemplo. O programa deve ser amplo. equações. Resposta Solução Decisão A transposição da distância é a Distância resolução de problemas. isto é. 2 . Em segundo lugar.solução. é praticamente inesgotável. enfim. de uma série de representações que muitas vezes pode parecer muito difícil de ser absorvida.O MÉTODO NA APRENDIZAGEM DE QUÍMICA A aprendizagem da Química passa necessariamente pela utilização de fórmulas. do que é constatado direta-mente. das fórmulas e dos nomes das substâncias. do que é teórico. Não se quer dos alunos que eles apenas decorem de-finições. Somente re-ter essas informações na memória nada significa em termos de conhecer Química. O que o professor deseja ensinar? É conveniente listar aquilo que é mais significativo na Química. não interes-sa à população brasileira. que requer: INFORMAÇÃO. do que é experimental. a exten-são não pode prejudicar a clareza dos conceitos. arranjos lógicos da informação). desde o início do curso. *****pre portanto ao pro-fessor fazer a escolha do que trabalhar com os alunos do ensino médio.fatos. ou seja. desde o começo do estudo dos símbolos e das fórmulas químicas. Tornar o ensino de Química um exercício de compre-ensão da natureza deve ser o objetivo maior do educador. (iv) pode ser descoberta por observação ou experimentação. Em primeiro lugar. isto é. Porém. O aluno não pode. nem con-fundir as suas conexões. é preciso escolher as informações que tenham maior relevân-cia dentro dessa ciências. não se deve incentivar a memori-zação dos símbolos dos elementos.

parece-nos. daí a sua importância. Mais adiante ainda. Dominando-o. compreendido isto. O excesso de informações freqüentemente diminui a profundidade do en-tendimento. molécula. o aluno pode. comparar as suas propriedades e entrar lentamente com os conceitos de substância e elemento químico parece ser uma atitude mais eficaz. teorias entre outras. entre outros. sem relação entre si. sua lógica interna e sua capacidade de se transmitir . Partir de coisas mais próximas à realidade sensível parece ser um caminho melhor. A idéia de substância como um tipo de matéria com propriedades determinadas é mais aces-sível ao entendimento do aluno. íon. é melhor o aluno analisar primeiro as pro-priedades do sal de cozinha e só em seguida aprender o que é uma ligação iônica. mas incompreensível para os alunos e que os leve apenas a decorar definições. Caso estes pré-requisitos não sejam satisfeitos. Deve-se fazer todo o possível para ensinar muita Química. reação quími-ca. pois visa assegurar a unidade do ensino pela seqüência lógica a que obedecem os assuntos tratados. Examinemos um caso: é desaconselháveis iniciar o ensino de Química por estrutura atômica. entre outras coisas. o de elemento químico. O conhecimento deles e das relações permitirá que a estrutura do conhecimento químico comece a se revelar ao estudante. cria-se um fosso entre o conteúdo do assunto e a sua efeti-va compreensão pelo aluno. articular esse conhecimento com outros fatos que lhe serão apresentados. o conceito pode ser revisitado. Não pode haver áreas estanques no ensino de Química. átomo. Outros conceitos fundamentais que podem ser assinalados são os de elemento. ordenados de forma a constituírem um todo orgânico. leis. Dessa maneira. Essa atitude é de fundamental importân-cia. Após a escolha dos principais conceitos a serem trabalhados durante o curso. estará em condições de en-tender. o estudo das ligações quími-cas se encarregará de mostrar as interações atômicas e de justificar as propriedades macroscópicas dos materiais. Além disso. Posteriormente. por que o ponto de fusão do cloreto de sódio é muito mais alto que a temperatura ambi-ente. mol. Atitude mais sensata. em conseqüência. Após isso. Insistimos então na necessidade de uma seqüência que privilegie os conceitos básicos mais relevantes da Quí-mica. é dar a chave de como o conhecimento químico se constrói. a qual-quer tempo. garante-se um encadeamento durante todo o curso. ganhará familiaridade e segurança para tratar com os assuntos dados. Não adianta elaborar um curso de grande extensão. é necessário organizá-los de uma forma coerente. Assim.maneira a incorporá-los definitivamente ao conhecimento do aluno. mas levando em conta que a extensão do programa não é a prova da qualidade dele. Por quê? Para uma efetiva compreensão de estrutura atômica são necessários alguns conceitos como o de substância. o aluno que sabe os conceitos bási-cos é capaz de progredir com facilidade no resto da maté-ria. tornar-se á gradativamente ex-plicitada a construção do saber em Química. na perspectiva de que a cada substância corresponde um tipo de molécula. A extensão do programa de Química é uma outra preo-cupação. Essa prova é a sua unida-de. observar os materiais à nossa volta. O conceito de substância permeia toda a Química. A matéria não pode ser apresentada como se fosse constituída por folhas soltas. estará aberta a via para o verdadeiro entendimento do que é a Ciência chamada Química. o de reação química e outros. O aprendizado fica mais fácil e mais veloz quando há uma compreensão de como são organizados os conhecimentos de Química.

O que ele precisa saber é representar as reações químicas com equações. ela exige para seu estudo atividades experimentais. Essa não é uma ciência petrificada. permitindo-lhe também a própria cons-trução do conhecimento químico. mas têm a sua dinâmica própria. sem conseguir relacioná-los cientificamente com a natureza. uma teoria sem o embasamento experimental não tem força para passar a verdadeira . Cada uma dessas ma-neiras tem o seu valor e a sua utilidade. basta seguir o caminho escolhido para o curso: privilegiar os conceitos fundamentais (listados e ordena-dos) e mostrar a sua construção a partir dos dados experi-mentais. em volume de gás nas diversas condições de temperatura e de pressão e em volume de solução aquosa. em qualquer hipótese. decorar reações e propriedades. A interpretação correta de uma equação de reação química é fundamental para o estudo dos cálculos que deter-minam as quantidades de substâncias envolvidas numa reação química. então. Não é aconselhável. O objetivo da Química compreende a natureza. e os experimentos propiciam ao aluno uma compreensão mais cien-tífica das transformações que nela ocorrem. Saber expressar as quantidades de uma substâncias em massa.claramente ao aluno. em volume de líquido. não é conhecer Química. é fundamental para a compre-ensão dessa parte da Química. Existem várias opções para se trabalhar os concei-tos químicos. De resto. Todas essas técnicas constituem recursos valiosos para se ensinar o conhecimento químico. Entre elas podem-se citar as demonstrações experimentais. Giz e quadro-negro numa aula expositiva têm sua razão de ser. 3 . construir algo indivisível. Saber punhados de nomes e de fórmulas. experimentos para con-firmação de informações já dadas. Não se deve dar importância maior às várias técnicas de ensino. Como ciências experimental que é. Cabe ao professor escolher as mais adequadas a uma dada situação de ensino. que os alunos aprendam Química sem pas-sar. a discussão de determinados temas em grupos. mas usá-las de modo adequado para assegurar a unidade e a clareza do programa. O modelo atômico. fica por isso muito difícil aprendê-la sem a realização de atividades práticas (laboratório). substância. número de moles. a exposição de certos pro-blemas teóricos ou práticos propostos. Mas essa unidade é fundamental: atividades experimentais realizadas sem a integração com uma teoria constante não passam de brincadeiras.O PAPEL DAS ATIVIDADES EXPERIMENTAIS A Química é uma ciência experimental. Por outro lado. por atividades práticas. seus conceitos leis e teorias não foram estabelecidos. Para isso ele deve ter aprendido muito bem os conceitos básicos de reação química. elemento e teoria atômica-molecular. por exemplo. por quantas alterações já não passou? O que foi exposto em aula e o que foi obtido no la-boratório deve. Não se deve exigir que o aluno memorize equações. as simples exposições teóricas. As atividades experimentais constituem um ponto crítico prioritário na análise dos problemas e na proposta de alternativas para o ensino dessa matéria. uma pesquisa em laboratório também. em algum momento. experimentos cuja inter-pretação leve à elaboração de conceitos entre outros. Às vezes isso pode parecer difícil. Essas atividades podem incluir de-monstrações feitas pelo professor.

observar diretamente. olfação. Seu equipamento sensorial lhe permite observar o mundo ao seu redor. Inúme-ras perguntas são feitas pela criança. Ela gosta de saber sobre as máquinas. O próprio conteúdo responde às indagações infantis. tato e até mesmo o paladar. Muitas dessas perguntas.construção do conhecimento. mas que devem ser esclarecidas e exploradas. um campo de interesse para as horas de lazer e serve de estímulo a no-vas vocações. manifes-ta grande curiosidade por tudo que vê . A escola deve aproveitar essa curiosidade e essa experiência que a criança apresenta para desenvolver o en-sino de Ciências de maneira prática e fácil. e pen-sa. As crianças de acordo com os conhecimentos e as vivências vão adquirindo uma série de conceitos que. A aprendizagem de Química se torna tanto mais sóli-da quanto mais se integram teoria e prática. não só pela visão. as flores. De onde vem a água da chuva? 3. como uma introdução ao ensino de química vem apresentar a crian-ça os primeiros passos de conhecimento da natureza. desejosa de conhecer. É mais acertado . primeiro. os astronautas. sugere-se que o professor ofereça oportunidades à criança no sentido de se alcançar tais objetivos. A ciências. Através delas. no entanto. através de experiências sensoriais. são de natu-reza científica. chamamos a essa idade do "porque". como sabemos. A criança é curiosa. ampliando e corrigindo os enganos em função da qualidade das experiências adquiridas. (BRITTO e MA-NATTA). vão modificando. as plantas. É importante no estudo das Ciências que o profes-sor conduza o educando não somente a distinguir as mudanças da natureza. O que segura a água no céu antes de chover? 2. A criança. 4 . entretanto o seu interesse pelas ciências é constante. mas também através de outros sentidos como: audição. O que segura o sol para ele não cair do céu? Desta forma podemos constatar que Ciências cons-tituem uma disciplina auto-motivada. Elas *****prem sua verdadeira função dentro do ensino quando contribuem para o estudante descobrir a estrutura do conhecimento quí-mico.O ENSINO FUNDAMENTAL E AS CIÊNCIAS A característica fundamental. a chuva e tudo que ela vê ou ouve falar. comum entre a cri-ança e a ciência. nota-se que os interesses são muitos e diversificados. É indispensável que o pro-fessor aproveite essa vontade de saber que as crianças têm. A criança aprende. raciocinar e descobrir. O estudo das ciências abre. é que uma e outra se ocupam ativamente de interpretar os objetos e conhecer o meio. sente. É papel do professor ajudar a criança a orga-nizar sua experiências e orientá-la na solução de seus pro-blemas. Para concretizar essa idéia. ainda. aos poucos. mas também sentir os efeitos que podem influ-enciar sobre a vida de cada indivíduo. A criança possui interesses próprios para cada faixa de idade. Isto porém só é possível quando é levada a realizar trabalhos concretos. desde cedo. a razão por que nos faz com fre-qüência inúmeras perguntas. quando pergunta: 1. A criança demonstra isto. os animais. ouve. que muitas vezes não nos parecem de grande importância. inter-pretar seu meio ambiente.

na medida em que é mais rico de referências conhecidas dele no dia-a-dia. É muito desejável que ele perceba que a Química é uma parte do estudo da natureza. Assim.construir os conceitos a partir de atividades próximas do cotidiano do aluno. tem-se a oportunidade de aprofundar o conteúdo quí-mico e desenvolver o senso crítico do aluno. porém. a vi-sita é de suma importância para saber como está sendo usado o conhecimento de Química e. Isso exige trabalhar com o observável. no ensino médio. Trazer o experimental para o estudo de Química não implica necessariamente o uso ininterrupto de laboratório. integrar e recuperar a informação por estar . Desta forma. e. É claro que "partir do real" implica uma rigorosa seleção de assuntos. Essa estrutura de conhecimentos deve fundamentar-se em princípios e modelos simples. o aluno perceberá que o estudo da Química lhe dá instrumentos para poder até compreender várias reações químicas que ocorrem no seu pró-prio corpo. são de difícil compreensão imediata. por exigirem técnicas e aparelha-gens complexas. Desta forma. discutir esses dados para compreender como eles foram obtidos. Ao estu-dar Química. em seguida. no estudo particular de fatos isolados. além do necessário. propor modelos para expli-car o inobservável. para poder explicar uma grande variedade de acon-tecimentos experimentais com poucos esquemas teóricos sa-tisfatórios. No entanto. os conhecimentos devem integrar uma estrutura funcional que permita prever ou explicar comportamentos de sistemas mate-riais. sendo mais fácil para o estudante a*****ular. Isto é possível se o ensino for conduzido de forma tal que o aluno aprenda princípios . Caso contrário. gráficos entre outros. corre-se o risco de tornar o ensino da disciplina desvincu-lado da realidade. É preciso. os fatos serão racionalmente agrupados. O corpo humano. Partir do real no estudo da Química é seguir o ca-minho mais acessível ao aluno. É preciso selecionar na realidade próximo do aluno os materiais e fenômenos que sejam didati-camente mais interessantes e mais adequados ao processo de aprendizagem. Vários dados de importância para a elaboração de conceitos importantes não podem ser obtidos no laboratório normalmen-te existente nas escolas. CONCLUSÃO No caso particular da Química. prejudicando o esforço dos alunos para compreender o mundo que os cerca. Trazer o experimento para o ensino de Química significa também trabalhar com os dados obtidos por outros. baseados em con-ceitos muito bem elaborados. esses dados podem ser trazidos à dis-cussão por meio de tabelas. As reações que acontecem. sem deixar que ele se perca. Realizar um experimento seguido de discussão para a montagem da interpretação dos resultados é uma atividade extremamente rica em termos de aprendizagem. é um fantástico laboratório químico. porém. com o decorrer do curso. o aluno não precisa reconstruir passo a passo o conhecimento dessa matéria. Um dos melhores meios para motivar um aluno é fazê-lo visitar empresas que têm suas atividades relacionadas com o conteúdo que se pretende ensinar. tanto em situações de estudo teórico como de fatos experimentais ocorridos em laboratório ou na vida diária. de aplicação o mais ampla possível. num primeiro momento. por exemplo. discutindo os resultados da-quela.

deverá ter condições de relacionar observações e conhecimentos prévios para che-gar a interpretações válidas dos fenômenos. incluindo uma boa acuidade para obser-var minuciosamente todos os detalhes dos fenômenos com que se defrontar. 66. Analisando-se as respostas dos jovens que fre-qüentavam o ensino fundamental.8% no perí-odo diurno e 58. o que corresponde ao que seria esperado para esta etapa de escolaridade. No que diz respeito à cor. no que provavelmente nunca teve treinamento de modo formal. tanto quanto possível. Isto significa estar livre de surpresa inoportuna frente às no-vidades muitas vezes pouco consistentes apresentadas pêlos meios de comunicação.8% no diurno e 38. é importante que o aluno de Química do ensino médio adote uma postura indagadora e de-sassombrada frente aos fenômenos que possa observar.9% tem mais de 17 anos. atendimento individuali-zado.7% dos estudantes do período diurno tem 15 anos. Em relação a idade. dos fatos. as freqüências observadas evidenciam maior presença de alunos brancos (68.2% no noturno). Um aspecto fundamental é a atenção dada ao processo ensino-aprendizagem. através de um raciocínio adequado. o ideal seria conseguir que ele saiba lidar de forma equilibrada com as evidências experimentais. Quanto as habilidades. A habilidade para desenvolver a manipula-ção concreta de sistemas materiais consistiria na capacida-de do aluno para usar material experimental. idade esta correspondente . espontâneos ou provocados.4% no diurno e 3. 20. estão centradas na manipulação mental e concreta de siste-mas materiais. Quanto às atitudes. verifica-se a predominância da população feminina no período diurno (58%). o uso de técnicas diversificadas de avaliação que permita valorizar os pontos positivos dos estudantes. Obviamente. do cotidiano ou realizados em laboratório. mas o aluno também deve tornar-se capaz e competente na aprendizagem. inclusive como mecanis-mo de estímulo para sua melhoria. seguidos pela raça negra (27. tem 16 anos e 12.13%. O aluno deverá ser capaz de usar o raciocínio indu-tivo e o dedutivo de maneira razoavelmente formal e de aproveitar a intuição dentro de certos limites não excessi-vamente rígidos. Fazendo parte dessa conclusão gostaria de aqui apre-sentar uma pesquisa mostrando o PERFIL DOS ALUNOS QUE CHE-GAM AO ENSINO MÉDIO Características individuais. O aluno de Química de ensino médio não deve formar parte de uma massa ingênua e deslumbrada nem arvorar-se em crítico dogmático e sistemático. em Química do ensino médio. o que lhe servirá também na sua vida diária para os acontecimentos corriqueiros.relacionada com princípios fundamen-tais que lhe servem de referência. conceitos e princípios integrantes da estrutura de conheci-mentos. seja ele for-mal ou improvisado. mas é necessário também estabelecer mecanismos que tornem acessíveis aos alunos a aquisição de conhecimento e a melhoria de seu desempenho. Exigir conhecimento e desempenho dos alunos é ótimo e deveria le-var à sua capacitação. Para sua eficácia são necessárias a capacidade e a competência do professor. sendo os de raça ama-rela minoritários (3.4% no noturno). Esses mecanismos incluem o estabelecimento de obje-tivos claros para a formação de profissionais. deixando funcionar o seu raciocínio em direção a uma atitude científica serena. enquanto no noturno encontram-se mais estudantes masculinos (52%). A manipulação mental consiste no relaciona-mento lógico.3% no noturno).

3 16 anos 20.77 24. como pode ser ob-servado na tabela abaixo.34 34.94 Entre 20 e 100 livros 22.41 Mais de 100 livros 4.56 17.42 17 anos 7.36 Indicador de condição sócio .3% dos estudantes tem 17 anos ou mais. Anali-sando-se a distribuição das respostas.econômica Para obter uma classificação da condição econômica dos estudantes.60 Nunca freqüentou a escola 3.34 23.15 34. portanto. portan-to.82 46. Distribuição dos alunos da 1ª série. apenas 9.07 2. No período noturno. Distorção mais acentuada no que diz respeito à corres-pondência idade/série é encontrada no período noturno.36 6.68% das mães dos estudantes da 1ª série possuíam um nível de esco-laridade superior ao alcançado por seus filhos.76 18 anos ou mais 5. Distribuição dos alunos da 1ª série.52 67.94 Superior/Faculdade(completo ou incompleto) 9. segundo a idade (%) IDADE DIURNO NOTURNO 15 anos ou menos 66.68 4.64 2ª Grau (completo ou incompleto) 18.97 8.52 Escolaridade da mãe e presença de livros no domicílio Analisando-se os dados relativos à escolaridade das mães verifica-se que.61 Quando se solicitou que indicassem que quantidade de livros havia em suas casas.30 Alguns (De 11 a 24 livros) 38. segundo o grau de es-colaridade das mães (%) Escolaridade da mãe Diurno Noturno 1ª Grau (completo ou incompleto) 63. . sendo. conforto e disponibi-lidade de empregados domésticos contratados.ao que seria esperado para os que iniciam a 2ª série do Ensino Mé-dio. no período diurno. 73% dos alunos do período diur-no e 81. segundo a quantidade de livros existentes no domicílio (%) Quantidade de livros na residência Diurno Noturno Nenhum ou poucos (1 a 19 livros) 34.2% dos que freqüentavam o noturno responderam que esse número não ultrapassava os 25. Distribuição dos alunos da 1ª série.48 12. essa porcentagem era de 4. verifica-se que os estudantes do período diurno são originários de famílias com melhores condições econômicas. Os dados fornecidos pelos estudantes apontam. que as mães dos alunos matriculados no período diurno possuem maior grau de escolaridade do que os jovens que freqüentam o curso noturno. onde 53. Os dados indicam predominância de mulheres que cursaram apenas o ensino fun-damental.20 Não se aplica 4.95 16.6%. utilizou-se um indicador que se baseia em dados relativos à posse de bens de consumo. um indicador do poder aquisitivo das famílias.

09 33. 7.24 61.1% dos estudantes do período diurno e 30.73 2 ou mais banheiros 34.20 31.96 21. enquadram-se na mesma condição 34.63 Não deixou de freqüentar 92.79 2 ou mais rádios 69.43 4.55 Distribuição bastante diferenciadas foram encontradas nas respostas à pergunta "Você repetiu de ano alguma vez?". Entre eles. No noturno.7 Computador 12. segundo a condição de abandono temporário da escola (%) Por quanto tempo deixou de freqüentar a escola Diurno Noturno Por 1 ano 4.7% dos alunos haviam repetido mais de duas vezes e no noturno essa porcentagem corresponde a 54%.29 11. No período diurno. Distribuição dos alunos da 1ª série.6 2 ou mais automóveis 17. segundo indicadores de condição econômica da família (%) Posse de bens de consumo Diurno Noturno 2 ou mais televisores 59.27 6.34 34. No perí-odo noturno.61 13.41 Máquina de lavar roupa 85. Distribuição dos alunos da 1ª série.33 Afirmaram ter participado do Projeto "Escola nas Féri-as".5% do período noturno responderam afirmativa-mente.56 Inserção no mercado de trabalho Diferenças significativas foram observadas entre os dois grupos de estudantes.30 Por 2 anos 1.05 22. segundo o tempo dedicado ao exercício de uma atividade remunerada.33 2 vezes 8.32 Não repetiu 67. No diurno.7% dos estudantes do noturno já haviam passado por essa experiência negativa.99 48. 65% dos estudantes do diurno haviam abandonado a escola há 1 ano.53 7.22 6.5% dos .44 5.59 Mais de 3 vezes 1.37 30.4% dos estu-dantes.59 De 11 a 20 horas 3.22 Por 3 anos 0.30 Por 4 anos ou mais 0.01 Não trabalha 81. 34.45 Características da trajetória escolar Em resposta a questão "Você deixou de freqüentar a es-cola por algum tempo?".07 4. a proporção é sensivelmente maior. em mé-dia. segundo a condição de trabalho (%) Quantas horas trabalha. por semana Diurno Noturno De 1 a 10 horas 11.99 69.42 9.9% dos estudantes e 66.3% dos jovens não exercem atividade remunerada.04 25.10 31 horas ou mais 1. segundo a repetência de alguma série durante o percurso escolar (%) Repetiu de ano alguma vez Diurno Noturno 1 vez 21. 81.73 7.17 80. 7. 32. no entanto. Distribuição dos alunos da 1ª série.Distribuição dos alunos da 1ª série.84 De 21 a 30 horas 2.42 3 vezes 2.

52 13.52 5. Entre os demais.00 28.29 História 11.essas dificuldades são observadas na Quími-ca.66 10. porque o aluno não consegue entender o enunciado dos problemas e nem resolver os cálculos envolvidos). aos seguintes fatores: Dificuldades.81 1.00 5.50 14. 28% dos alunos responderam não ter tido dificuldades quanto ao que foi ensinado no ano anteri-or.00 Uma ou duas vezes por mês 25.93 Matemática 44.34 Passou direto 81.22 Não pode participar 2.00 Não lêem 5. segundo a opinião a respeito de que matéria é de mais difícil aprendizagem (%) Em que matéria teve mais dificuldade na 8ª série Diurno Noturno Língua Portuguesa 22.72 23.30 Falta ou mudança constante de professores 14. é o aluno capaz de recuperar 1 ano?) Participação nas aulas do Projeto Diurno Noturno Participou e foi aprovado 6.20 Falta de dever de casa 7.29 Respondendo à questão "o que mais dificultou a apren-dizagem na 8ª série.4 30. apenas 1 % não conseguiu ser aprovado após o período de aulas destinadas à recuperação da aprendizagem.58 Não conhece o Projeto 8. Tempo dedicado à realização das lições de casa Diurno Noturno 30 minutos e 1 hora 53. as causas das dificuldades sentidas foram distribuídas.72 9.40 42. pela ordem.48 69.Será válido esse tipo de recuperação? Em me-nos de 1 mês.00 .30 Pouco interesse dos estudantes 20.07 Participou e foi reprovado 0.05 Ciências 9.estudantes do diurno e 11.29 8.70 Tem o hábito de leitura Alunos Diariamente 30.00 Uma ou duas vezes por semana 45.10 Não tem dever de casa 11.00 Informações sobre a escola Diurno Noturno Se usa computador nas atividades escolares 6. aproximadamente metade dos estudantes apontou matemática e outros 25% indicaram Lín-gua Portuguesa.4% dos alunos do noturno. (Nota minha .72 46. Dos que receberam aulas de recuperação de recupe-ração.00 5.00 Informações gerais: Dados em %.80 Solicitados a indicar em que matéria haviam tido mais dificuldades de aprendizagem.60 21. (Nota minha .56 9. pela ordem dos alunos da 1ª série (%) Fatores Diurno Noturno A maneira pela qual a matéria foi dada 31. Distribuição dos alunos da 1º.44 Geografia 11.

M. 4.88 7. 7. F. S. Livro de Resumo do IV Simpósio Sul Brasileiro do Ensino de Ciências. S.42 30.. 53. segundo a opinião a respeito do que mais dificultou a aprendizagem de Língua Portuguesa (%) O que mais dificultou a aprendizagem Diurno Noturno Ter pouca lição de casa 5.TRUJILLO.35 6. 1974.82 8.10 Distribuição dos alunos de 1ª série.20 10. ª. Caixa Postal 379.00 A maior dificuldade em Língua Portuguesa é interpretação e produção de textos 50.00 10. Santa Cruz do Sul.A escola possui sala ambiente 51.Editora Cor-tez. p.00 Ficou sem professor de química ou Física 34. 1991.10 Fizeram recuperação paralela de Matemática durante o ano 60. Kennedy Editora..31 Não teve dificuldades 28. R.26 Pouco interesse dos alunos 20. S. A. SP.70 61.São Paulo . Rio de Janei-ro. Metodologia da Ciências..18 Forma como os professores ensinaram a ma-téria 31. Ao livro Técnico. 5.00 O livro didático e exercícios foram os re-cursos mais utilizados pelos professores 65.00 68. p.00 Fizeram recuperação paralela de Língua Por-tuguesa durante o ano 57.FOLGUERAS.00 Tem a oportunidade de ler livros. São Carlos . julho-Agosto de 1986..LUTFI.DOMÍNGUEZ. Jornal Es-cola Agora ano1 .73 Número excessivo de alunos na sala de aula 7.00 3. CEP.37 Forma como os professores ensinaram a matéria 10.00 11.. Cotidiano e Educação em Química.. jornais e revistas nas aulas de Língua Portuguesa pelo menos 1 vez por semana 75. 3. segundo a opinião a respeito do que mais dificultou a aprendizagem de Matemáti-ca (%) O que mais dificultou a aprendizagem Diurno Noturno Ter pouca lição de casa 5.35 Distribuição dos alunos de 1ª série. Metodologia e Prática de Ensino de Química.00 Matemática é fácil. A Ciências ao Alcance de Todos.00 59.60 Ficou sem professor de Língua Portuguesa 10. Como se realiza a aprendizagem.15. 2.30 53..00 56. 1971.98 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS 1. ª M. Problemas de ensino-aprendizagem em Química. p.50 14.13 27. p. 1994. N. D.60 21. 1996.242.ISUYAMA. basta prestar atenção nas aulas 49. 6. Série Formação Geral .91 Falta ou mudança de professor 14. R. Coleção Magistério 2o grau.21.BELTRAN. C. .35 6.70 44. CISCATO.60 55. Unijuí Edi-tora.60 Pouco domínio em relação à matéria dada nas série anteriores 17.no 5.GAGNÉ.33 15. p. M.91 Falta ou mudança de professor 7.00 70. F.270. O.33.00 Ficou sem professor de Matemática 25.00 Resolvem frequentemente exercícios de Mate-mática em aula 60. 1" . Rio de Ja-neiro.13560-970. RS..

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