PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO

CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ – SÃO PAULO

....................................... 3 LINHAS DE AÇÃO...........Plano de Ação e Aplicação .............................................................................................................................................. 11 2 ............................................................................................................................................................................................................................................................................................ 4 AÇÕES ESPECÍFICAS.................................... 7 RECOMENDAÇÕES.................................................................... 8 SUSTENTABILIDADE.......................Guarujá ÍNDICE INTRODUÇÃO........................................... 5 CAMPANHAS............................................... 10 APLICAÇÃO...................... 11 CRITÉRIOS DE FINANCIAMENTO.................................................................................................................................................................................................................... 6 AÇÕES ESTRUTURANTES....................................................................................................................................................

discussão e elaboração. permitindo assim a avaliação dos resultados das ações e políticas públicas desenvolvidas. 20 e 23 de agosto. com fundamento metodológico nas definições do Estatuto da Criança e do Adolescente Com o conhecimento aprofundado de cada região da cidade. Este documento. É esse grupo. por ser fruto de um processo participativo amplo. O Plano é composto por: • • • • • • • Linhas de ação Campanhas Linhas de estruturação Recomendações Estratégias de sustentabilidade Critérios de financiamento Aplicação dos recursos 3 . é um retrato direto do atual estágio de desenvolvimento e amadurecimento das entidades que atuam na área de crianças e adolescente no município. voltadas para as áreas de menor garantia de direitos e para os problemas de maior impacto na cidade. os participantes tiveram a possibilidade de construir linhas de ação e ações específicas. Ao mesmo tempo. reuniu os elementos técnicos (fornecidos pelo diagnóstico) e políticos (pela participação coletiva) necessários para um planejamento realista e factível.Plano de Ação e Aplicação . o planejamento com base no diagnóstico definiu o que fazer e permitirá saber se as transformações almejadas foram alcançadas e em que medida. governamentais e não governamentais. que analisou os direitos das crianças e adolescentes nas diferentes regiões da cidade. Em outras palavras. A base para as definições aqui consolidadas é o Diagnóstico da Proteção Integral. Estes indicadores serão atualizados periodicamente. O Plano de Ação e de Aplicação é destinado prioritariamente para estruturar ações e fundamentar decisões a respeito da destinação dos recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foram realizados três encontros de estudo. com dados atuais fornecidos pelo Diagnóstico. nos dias 14.Guarujá Introdução O presente Plano de Ação e de Aplicação para a área de crianças e adolescentes do Guarujá é fruto de um processo participativo de planejamento. realizado com o conjunto de entidades governamentais e não governamentais do município. pelos mesmos motivos. a partir de indicadores. diversificado e amplo. mas tem impacto sobre todos os órgãos governamentais e não governamentais que atuam nesta área. que tem a autoria coletiva do presente Plano de Ação e de Aplicação.

defasagem (médio). IRA Linha de ação 4: agressão a crianças Indicadores: agressão a crianças Linha de ação 5: saneamento básico e meio ambiente Indicadores: saneamento básico Linha de ação 6: geração de renda e fortalecimento familiar Indicadores: baixa renda. Perequê e Pernambuco. Os indicadores relacionados fazem parte do Diagnóstico da Proteção Integral.Guarujá Linhas de ação As linhas de ação definem as grandes vertentes de atuação do CMDCA e das entidades da área de crianças e adolescentes e estão detalhadas em ações específicas. Conceiçãozinha. Pae Cará. não aprovação (médio). crianças fora da escola Linha de ação 2: adolescentes envolvidos com ato infracional Indicadores: envolvimento com ato infracional Linha de ação 3: saúde materno-infantil Indicadores: mortalidade infantil. curetagem pós-aborto na adolescência 4 . As linhas de ação e as ações específicas serão desenvolvidas nas 10 áreas apontadas pelo Diagnóstico da Proteção Integral como de garantia precária ou de baixa garantia: Mar e Céu. Linha de ação 1: acesso permanência e sucesso de crianças e adolescentes na escola Indicadores: defasagem (fundamental). Vila Zilda. pré-natal insuficiente. Estuário. trabalho infantil. Cachoeira. responsável adolescente Linha de ação 7: saúde sexual e reprodutiva na adolescência Indicadores: gravidez precoce. baixo peso ao nascer. boa ou alta) apenas nas quais o Diagnóstico apontar que os indicadores específicos relacionados são de baixa ou precária garantia. poderão ser desenvolvidas em outras áreas da cidade (com classificação de garantia média. adolescentes fora da escola. Além disso. Morrinhos.Plano de Ação e Aplicação . desemprego juvenil. Vila Baiana.

4. descentralizado na comunidade. pastoral da criança. 5. bem como busca de parcerias intersecretariais para utilização dos espaços escolares para essas ações. Cada uma delas diz respeito a uma ou mais de uma linha de ação e definem os objetos prioritários de destinação de recursos do Fundo Municipal. incluindo suplementação alimentar e grupos de estimulação precoce por equipe interdisciplinar às crianças de baixo peso. sendo recomendável que sejam igualmente adotadas pelos agentes públicos governamentais. É em torno destas ações específicas que o CMDCA organizará editais para financiamento de projetos e buscará articulações intersetoriais. agentes comunitários de saúde. Criação de grupo composto por integrantes do CMDCA e de outras entidades para elaborar estratégias de implantação de Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA). Implantação de programas de atendimento a casos de drogadição de crianças e adolescentes. utilizando também os equipamentos existentes (ex. 2.Guarujá Ações específicas As ações específicas constituem as formas prioritárias de ação definidas no processo de planejamento. 6. que assumiria a assistência jurídica aos autores de ato infracional e seus familiares. CAECI). 1. 3.Plano de Ação e Aplicação . incluindo o fortalecimento de redes locais (lideranças comunitárias. 5 . Implantação de programas e projetos de prevenção à violência contra crianças. unidades básicas de saúde e pronto atendimento) e a criação de equipes interdisciplinares especializadas em prevenção à violência itinerantes nas comunidades de risco. Implantação de programas e projetos de educação complementar. escolas e creches. Implantação de programas e projetos de atenção integral na primeira infância. cultura e lazer. Criação de centros de esporte. Indicação de médio prazo: criar o CEDECA.

com a perspectiva “estamos grávidos”) e ações preventivas (orientação psicossocial. com foco nas necessidades concretas do mercado da região (turismo. publicações específicas etc. cuidados pré e pós-parto). com atenção especial para a prevenção dos casos de 2ª e 3ª gravidez. Implantação de programas e projetos de coleta seletiva. incluindo criação de grupos de esclarecimento com os próprios moradores sobre prevenção e saneamento básico para amenizar os riscos. 8. locais de atendimento. 9. buscando parceria com as secretarias do meio ambiente e ação social e com lideranças comunitárias. com atendimento de adolescentes grávidas (envolvendo o parceiro nessa fase. de educação ambiental e de monitores ambientais. comunidades específicas. gastronomia etc. Poderão ser desenvolvidas diretamente pelo CMDCA ou por meio de acordos e parcerias. numa perspectiva educacional e de geração de renda. incluindo criação de núcleos de atendimento itinerante nas comunidades. mobilizações comunitárias. 12. Implantação de programas e projetos de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes. de reciclagem. Campanhas As campanhas são ações de comunicação com a sociedade em geral. 11.Guarujá 7. que podem ser desenvolvidas por qualquer meio (órgãos de comunicação de massa.) 10. Implantação de programas e projetos de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência. Implantação de programas e projetos de desenvolvimento e fortalecimento dos núcleos familiares e comunitários objetivando a construção da cidadania e garantia dos direitos de crianças e adolescentes. planejamento familiar. Implantação de programas e projetos voltados para crianças e adolescentes com deficiência e para o atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais. incluindo tratamento integral da família e do agressor. escolas etc. hotelaria.Plano de Ação e Aplicação .). Implantação de programas e projetos de capacitação profissional e colocação no mercado de trabalho para adolescentes. em torno dos seguintes temas: 6 .) e em diferentes abrangências (sociedade toda.

) 3. Combate à agressão contra crianças e adolescentes 2. Difusão e conscientização a respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente e dos direitos de cidadania em geral (leis trabalhistas. Instalação e funcionamento de cadastro de crianças e adolescentes atendidos e suas famílias. garantindo o mapeamento constante das demandas e a identificação de casos específicos na família que demandam encaminhamentos 3. ações e programas na área de crianças e adolescentes 4. a elas não se aplicam os critérios de territorialização 1. Orientação e prevenção sobre saúde sexual e reprodutiva na adolescência Ações estruturantes As linhas de estruturação dizem respeito à organização e fortalecimento do atendimento a crianças e adolescentes. Atualização periódica do Sistema Diagnóstico da Proteção Integral. diabetes. com impacto na garantia dos direitos das crianças e adolescentes. direitos sociais como moradia. educação. Importância da participação da família quanto ao acompanhamento de crianças e adolescentes na escola 4. entidades e gestores 7 .Guarujá 1. Prevenção em saúde (IRA. São atividade-meio. etc. Aprofundamento da organização em rede 2. saúde.Plano de Ação e Aplicação . Devido a seu próprio caráter. obesidade infantil etc) 6. Programas de capacitação para conselheiros. para acompanhamento dos impactos das políticas públicas. Incentivo às empresas na contratação de jovens de LA e outras medidas sócio-educativas (emprego e profissionalização) 5.

8. Realização de um estudo para verificação do montante real de casos de deficiência de crianças e adolescentes existentes na cidade Recomendações As recomendações do presente Plano de Ação e Aplicação dizem respeito a ações consideradas prioritárias. transferindo-os para local adequado. 7. Realização de capacitação especifica de conselheiros tutelares 9. dentro das linhas de ação previstas neste plano 6. prevenção. Recomendamos: Ao Poder Judiciário. além de outros temas relacionados ao ECA e aos direitos de crianças e adolescentes. identificação e encaminhamento de casos de drogadição. mas que estão fora do campo de atuação direta do CMDCA e entidades.Plano de Ação e Aplicação . Montar assessoria jurídica para o CMDCA e Conselhos Tutelares 10. Criação de espaço diferenciado provisório para abrigar adolescente infrator. outros agentes que atuam com crianças e adolescentes. Garantir os direitos dos adolescentes envolvidos com Ato Infracional.Guarujá 5. Definição de formas de incentivo para que ONGs iniciem e mantenham atividades em áreas de garantia precária ou baixa. respeitando todas as determinações do ECA. educadores. 2. Polícia Militar. preferencialmente na forma de UAI (Unidade de Atendimento Inicial) para 8 . Realização de programas de capacitação para professores. profissionais de saúde. dos abrigos e da Casa de Passagem. particularmente aqueles que estão na DP para adultos. Fundação Casa e Prefeitura Municipal 1. para identificação e encaminhamento de casos de violência. Ministério Público. Realização de programas de capacitação e supervisão profissional dos programas de LA e demais medidas sócio-educativas.

À Secretaria de Esportes: 9 . cumprindo medidas sócio-educativas etc). 3. garantindo aos estudantes a criação de grêmios estudantis 8. Apoio e fortalecimento dos projetos Interação Jovem e “Aí galera” À Secretaria de Saúde 9.Guarujá acolhimento de adolescentes em conflito com a lei no aguardo de decisão judicial. já que o fundo tem destinação específica. Especificamente ao Judiciário e ao Ministério Público que retirem os recursos do FUMCAD da ação de seqüestro dos recursos da PM Guarujá. equipamento e pessoal 6. adequação de espaços físicos. À Secretaria de Educação 5. Especificamente à Prefeitura que entre com recurso legal contra o seqüestro dos recursos do FUMCAD 4. O cumprimento do o art.Plano de Ação e Aplicação . Aumento da cobertura do Programa de Saúde da Família nas áreas de baixa e precária garantias identificadas pelo Diagnóstico da Proteção Integral 10. Criação de centro de referência do adolescente 11. em articulação com CMDCA. tais como: capacitação dos profissionais de todos os níveis. Adoção de período integral nas escolas do ensino fundamental. realizando os investimentos necessários em construção de novas escolas. com deficiência. Secretaria de Segurança. inciso IV. protegida pelo ECA. Atendimento específico para adolescentes em unidades de saúde sem exigência do acompanhamento de pai ou responsável. implantação de NAI (Núcleo de Atenção Integral). com dificuldade de aprendizagem. 53 do ECA. acompanhamento personalizado etc. Em longo prazo. Garantia de inclusão de crianças e adolescentes em situação de exclusão (de baixa renda. Prefeitura e Fundação Casa. adotando-se todas as medidas necessárias para tanto. 7.

Desenvolvimento de programas de responsabilidade social nas regiões de precária e baixa garantia identificadas pelo Diagnóstico da Proteção Integral. Ampla divulgação da agenda 21. Buscar financiamento do BNDES para a construção de equipamentos 10 . Formulação de uma política de educação ambiental. Descentralização dos programas de atendimento sócio-educativo a adolescentes envolvidos com ato infracional. Às Secretarias de Planejamento e Meio Ambiente 13. Incentivo e orientação para a criação de cooperativas. Criação de áreas de esporte em comunidades carentes. À Fundação Casa 16. 14. Campanhas de comunicação para elevar as doações de pessoas físicas e empresas para o Fundo Municipal 2.Guarujá 12. Sustentabilidade As estratégias de sustentabilidade são as ações a serem desenvolvidas para aumentar os recursos disponíveis no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ao setor privado 17.Plano de Ação e Aplicação . 1. particularmente sobre as comissões locais. buscando aproveitar equipamentos existentes. À Secretaria de Ação Social 15.

entidades privadas e órgãos internacionais. convênios e parcerias com entidades públicas. Critérios de financiamento Os critérios de financiamento são as formas pelas quais o CMDCA tomará as decisões sobre a concessão de recursos aos projetos que lhe forem apresentados. 11 . conforme previsto nas Formas de Sustentabilidade do Plano de Ação e Aplicação. projetos e ações 4.Guarujá 3. Celebração de acordos. convênios e parcerias com outros órgãos públicos e com a iniciativa privada para o financiamento de programas. do artigo 260 do ECA Estes percentuais são aplicáveis aos recursos já existentes na conta do FMDCA e aos recursos depositados. estejam de acordo com as Linhas de Ação 2) 20% nas ações estruturantes definidas no Plano de Ação e Aplicação 3) 5% para ações de incentivo ao acolhimento. projetos e ações no município Aplicação Os recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente serão aplicados nas seguintes destinações: 1) 75% nas ações específicas prioritárias definidas no Plano de Ação e Aplicação. Os percentuais aqui definidos serão analisados e poderão ser revistos pelo CMDCA seis meses após a entrada em vigor deste Plano. Identificação de fontes internacionais de recursos que possam financiar programas. excetuando-se os recursos obtidos por meio de acordos. Os citados recursos não estão sujeitos aos percentuais definidos acima nem entram em seu cálculo. embora não previstas no Plano como ação específica. convênios ou parcerias estabelecidos. sem prejuízo do cumprimento de todas as exigências legais. (inclusive campanhas) sendo que até 10% desse total poderão ser destinados a ações que. de acordo com o parágrafo 2.Plano de Ação e Aplicação . devendo ser executados conforme termos dos acordos.

Às ações de linhas estruturantes. 3 de setembro de 2007 12 . O projeto deverá indicar metas a serem alcançadas em termos de indicadores de processo.Guarujá 1.Plano de Ação e Aplicação . O projeto deverá estar de acordo com as linhas de ação. por suas próprias características. não se aplica a exigência de ligação a áreas territoriais de prioridade Guarujá. O projeto deverá ser desenvolvido nas áreas de baixa garantia ou de garantia precária ou em áreas nas quais os indicadores relacionados comprovem a necessidade da linha de ação à qual o projeto atende 3. resultados esperados e impactos 4. com as ações específicas ou com as ações estruturantes previstas neste Plano 2.

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