Você está na página 1de 26

Glossário Técnico dos termos principais encontrados na legislação ambiental e de recursos hídricos

Originalmente publicado em:

MARTINS Jr., P.P.; VASCONCELOS, V.V. Comentário à Legislação sobre Águas em Correlações ao

Uso, Outorga, Conservação e Preservação. Belo Horizonte: Fundação CETEC, UFOP-EM-DEGEO. Nota

Técnica NT-CRHA 15 / 2004. 162p.

Afloramentos calcários:

Um tipo de topografia que é formado por cima de carbonato de magnésio, carbonato de cálcio (calcário) ou dolomito, pela dissolução ou solução, e que é caracterizado por depressões fechadas, sumidouros, cavernas e drenagem subterrânea. [GARY, 1972] Afloramento: “Qualquer exposição de rocha ‘in situ’, na superfície” [FERREIRA, 1980]

Agência de bacia Entidade criada pela lei 9.433/1997, e que tem o objetivo de gerir de forma integrada o uso de recursos hídricos em uma determinada bacia hidrográfica. Sua ação pode se dar tanto diretamente na gestão hídrica quanto através da preservação dos demais recursos ambientais necessários à preservação dos recursos hídricos.

Águas comuns "São comuns as correntes não navegáveis ou flutuáveis e de que essas não se façam" (art. 7º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34). Apesar da definição acima, expressa no Código das Águas de 1934, com a nova Constituição Federal de 1988 e com o novo Código Civil de 2002, as águas são incluídas todas sobre a categoria de bens públicos. Em conseqüência disso, a antiga divisão entre águas públicas, comuns e particulares já não mais será considerada de validade jurídica.

Águas fluviais Sistemas hídricos de águas continentais dinâmicas, referentes aos rios e cursos d’água em geral. As redes fluviais podem ser exorréicas (que escoam para o oceano), endorréicas ( que escoam para lagos e mares fechados, no interior do continente) e arréicas (que infiltram no solo ou se evaporam, como por exemplo nos desertos e em alguns terrenos cársticos). Note-se que no Decreto 24.643/1934 (Código das Águas), o conceito de água fluvial se encontra destoante da definição técnica descrita acima. Neste referido documento, águas fluviais são aquelas “que procedem imediatamente das chuvas”, se referindo especialmente às enxurradas.

Águas pluviais

Águas provenientes da chuva e de precipitações meteorológicas em geral. Também chamada de água meteórica. Ademais, este conceito pode abranger as águas no momento em que ainda estão percorrendo a atmosfera sob a forma de precipitação.

Águas públicas Águas públicas dominicais "São públicas dominicais todas as águas situadas em terrenos que também o sejam, quando as mesmas não forem do domínio público, de uso comum, ou não forem comuns" (art. 6º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34). Águas públicas de uso comum "São águas públicas de uso comum: a) os mares territoriais, nos mesmos incluídos os golfos, baías, enseadas e portos; b) as correntes, canais, lagos e lagoas navegáveis ou flutuáveis; c) as correntes de que se façam essas águas: d) as fontes e reservatórios públicos; e) as nascentes, quando forem de tal modo consideráveis que, por si sós, constituam o "caput fluminis"; f) os braços de quaisquer correntes públicas, desde que os mesmos influam na navegabilidade ou flutuabilidade" (art. 2º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34).

Águas Subterrâneas “Suprimento de água doce sob a superfície da terra, em um aqüífero ou no solo, que forma um reservatório natural para o uso do homem” [THE WORLD BANK, 1978] “É aquela que se infiltra nas rochas e solos caminhando até o nível hidrostático” [GUERRA,

1978]

“A parte da precipitação total contida no solo e nos estratos inferiores e que está livre para se movimentar pela influência da gravidade” [USDT, 1980] “Água sub-superfícial, que ocupa os interstícios de uma zona de saturação.” [SOUZA, 1973] “Água do sub-solo que se encontra em uma zona de saturação situada acima da superfície freática”[ACIESP, 1980]

Alienável Bem (coisa) que pode ser tomado de seu dono, tendo sua propriedade transferida para um terceiro, por exemplo, por usucapião (que é quando alguém tem a posse do bem por um determinado número de anos e depois requere em justiça a propriedade desse bem). Os bens públicos não podem ser alienados de maneira alguma, e sempre permanecem em propriedade do Estado.

Álveo

“Leito de um rio.”(Dicionário de Geociências) [FERREIRA, 1980] "Rego ou sulco por onde correm as águas do rio durante todo o ano; corresponde ao que denominamos em geomorfologia e em geologia de leito menor em oposição a leito maior ( ) Canal escavado no talvegue do rio para o escoamento dos materiais e das águas" [GUERRA,

1978].

"É a superfície que as águas cobrem, sem transbordar para o solo natural ordinariamente enxuto" (Decreto nº 24.643, de 10.07.34). "Parte mais baixa do vale de um rio, modelada pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam em períodos normais, a água e os sedimentos" [DNAEE, 1976].

Aqueduto Canais para o transporte de água, utilizado para redirecionar o seu fluxo para determinados fins como abastecimento, irrigação, drenagem, etc.

Aqüicultura

Atividade antrópica que interfere em meio aquático, natural ou artificial, com o intuito de aproveitamento econômico ou de subsistência a partir da fauna e flora deste meio.

Aqüífero:

"Toda transformação ou estrutura geológica de rochas, cascalhos e areias situada acima de uma capa impermeável que, por sua porosidade e permeabilidade natural, possui a capacidade de armazenar a água que circula em seu interior" [SAHOP, 1978].

“(

<zonas de recarga>, do < reservatório> e eventualmente de <surgências ou fontes>; a localização geológica está sempre associada a maciços rochosos, e/ou solos, com suficiente porosidade e permeabilidade, quase sempre contidos entre rochas impermeáveis; o aqüífero acumula água subterrânea em quantidade, e se com surgência a vazão varia de acordo com condições próprias, permitindo ou não, a sua exploração econômica em fontes naturais e/ou poços e/ou cacimbas também; em certas condições através de poços tubulares perfurados no local para atingir o aqüífero em profundidade; alguns aqüíferos permitem poços artesianos; existem quatro tipos gerais de aqüíferos os aqüíferos em meio-fraturado, os kársticos, os em rochas sedimentares de

ser entendido como sinônimo de manancial; todo aqüífero é composto de uma ou mais

)deve

tipos artesiano, ou não, e os aqüíferos rasos em solos e em rochas profundamente alteradas.” [PINHEIRO, 2004] Propõe-se nessa obra uma nova maneira de encarar a hidrologia e a preservação dos recursos hídricos, não mais segundo o pensamento tradicional de estudar, planejar e agir somente sobre os recursos hídricos superficiais. Afinal, sabemos que maior parte da água dos rios não provém diretamente do escoamento pluvial, mas sim do recurso hídrico que foi armazenado no solo e que retorna através das surgências de aqüíferos. Isto se torna claro nos períodos de seca, onde os rios continuam correndo apesar de não se registrar nenhuma chuva ocorrendo.

A questão maior é que, com o uso crescente e pouco planejado de poços, extrai-se a água que foi

acumulada por milhares de anos, e que demoraria outros milhares de anos para ser reposta pelo ciclo hidrológico natural. Essa diminuição na quantidade de água dos aqüíferos compromete o ecossistema hidrológico em vário aspectos, segundo especialistas hidrogeólogos. Em verdade, a situação é ainda mais crítica, pois a supressão da vegetação nativa nos terrenos referentes à recarga dos aqüíferos irá impossibilitar a recarga anual destes durante o período de chuvas, o que nos leva a uma situação cada vez mais próxima da irreversibilidade.

Área de preservação permanente:

Área que por lei não pode sofrer nenhum tipo de degradação ambiental (incluindo retirada da cobertura vegetal nativa), devido a sua relevância para o meio ambiente. Os critérios que definem que área é ou não de preservação permanente, em Minas Gerais, podem ser conferidos nesta obra na seção referente ao Decreto 43710/2004.

Área de recarga de aqüífero:

“Área que contribui para alimentação de um aqüífero, por infiltração direta ou por escoamento seguido de infiltração” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976]

“Processo natural ou artificial pelo qual se adiciona água à zona de saturação de um aqüífero, seja diretamente na formação ou indiretamente, por intermédio de outra formação.”. [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976] Delimita-se uma área de recarga quando destacam-se áreas especiais nas rochas que são as zonas

de maior infiltração em todos e quaisquer tipos de aqüíferos: sedimentares, kársticos, superficiais

e fraturados. Enfatizamos que as áreas cientificamente reconhecidas como de recarga de aqüíferos são de preservação prioritária para a manutenção do ciclo hidrológico. O desflorestamento dessas áreas reduz drasticamente a infiltração de água que alimenta os reservatórios de água subterrâneas e lençóis freáticos, reduzindo assim a umidade da terra da bacia e a quantidade de água fornecida

aos corpos hídricos superficiais nas áreas de descarga de aqüífero. Para reconhecer as áreas de recarga de aqüífero no Brasil, será necessário um grande investimento em pesquisa científica e um amplo levantamento de dados hidrogeológicos por todo o país, possibilitando a localização de tais regiões.

Área de descarga de aqüífero subterrâneo Ponto geográfico onde a água do aqüífero subterrâneo tem vazão para a superfície, usualmente por afloramento do lençol freático, mas também por poços e captações de água. Nos casos naturais, costumam formar a cabeceira de nascentes, ou lagos em situações específicas.

Área urbana consolidada “É a cidade propriamente dita, definida de todos os pontos de vista geográfico, ecológico, demográfico, social, econômico, etc. exceto o político-administrativo. Em outras palavras, área urbana é a área habituada ou urbanizada, a cidade mesma, mais a área contígua edificada, com usos do solo de natureza não-agrícola e que, partindo de um núcleo central, apresenta continuidade física em todas as direções até ser interrompida de forma notória por terreno de uso não-urbano, como florestas , semeadouros ou corpos d’água”[SAHOP, 1978]

Ato de Administração (ou Ato Administrativo) "É a manifestação unilateral de vontade da Administração Pública, que tem por objetivo constituir, declarar, confirmar, alterar ou desconstituir uma relação jurídica entre ela e seus administrados ou dentro de si própria" [MOREIRA NETO, 1976]. Podem comunicar fatos, disciplinar o funcionamento de órgãos públicos e punir, além de explicitar normas legais através de decretos, regulamentos, regimentos, resoluções e deliberações.

Audiência Pública “Procedimento de consulta à sociedade, ou a grupos sociais interessados em determinado problema ambiental ou potencialmente afetados por um projeto, a respeito de seus interesses específicos e da qualidade ambiental por eles preconizada. A realização de audiência pública exige o cumprimento de requisitos, previamente fixados em regulamento, referentes a: forma de convocação, condições e prazos para informação prévia sobre o assunto a ser debatido; inscrições

para participação; ordem dos debates; aproveitamento das opiniões expedidas pelos participantes.

No Brasil, ao regulamentar a legislação federal para a execução dos estudos de impacto

ambiental e RIMAs, o CONAMA estabeleceu a possibilidade de realização de audiências públicas, promovidas a critério da SEMA, dos órgãos estaduais de controle ambiental ou, quando couber, dos municípios (art. 11, Resolução CONAMA 001/86)” [FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE, 1990]

) (

Autodepuração do corpo d’água “Depuração ou purificação de um corpo ou substância, em meio aquático, por processo natural.” [FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE, 1990] “Processo biológico natural de depuração dos poluentes orgânicos em um meio aquático. Depende dos microorganismos presentes (bactérias, algas, fungos, protozoários), das possibilidades de oxigenação e reoxigenação, da atmosfera e da luz (fotossíntese)”. [LEMAIRE & LEMAIRE, 1975] “Processo natural que ocorre numa corrente ou corpo d’água, que resulte na redução bacteriana, satisfação de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), estabilização dos constituintes orgânicos, renovação do oxigênio dissolvido consumido e o retorno às características (biota) normais do corpo d’água. Também chamada depuração natural.” [ACIESP,1980]

Autorização Administrativa

“Ato administrativo negocial: concordância que a Administração Pública entende de manifestar discricionariamente com relação a atividades de exclusivo interesse de particulares.” [MOREIRA NETO, 1976]

Bacia Hidrográfica “Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacias hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores d'água, cursos d'água principais, afluentes, sub-afluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia.”. [CETESB]

Balanço de disponibilidade de Recurso Hídrico "Balanço das entradas e saídas de água no interior de uma região hidrológica bem definida (uma bacia hidrográfica, um lago), levando em conta as variações efetivas de acumulação" [DNAEE,

1976].

Barragem Ver ‘Represa’ “Barreira dotada de uma série de comportas ou outros mecanismos de controle, construída transversalmente a um rio para controlar o nível das águas de montante, regular o escoamento ou derivar suas águas para canais.” [DNAEE, 1976]

Barramento “Obstrução ao escoamento superficial ou subterrâneo da água.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976]

Bens públicos "Em sentido amplo, são todas as coisas, corpóreas ou incorpóreas, imóveis, móveis e semimoventes, créditos diretos, ações, que pertencem, a qualquer título, às entidades estatais, autárquicas e paraestatais" [MEIRELES, 1976]. "São aqueles que pertencem à União, estando cadastrados no Serviço de Patrimônio da União, dos estados e municípios, além das terras devolutas que protegem as fronteiras, correntes d'água que banhem mais de um estado ou estejam dentro do território nacional, ilhas fluviais e lacustres, praias marítimas, ilhas oceânicas e costeiras, recursos naturais da Plataforma Continental e da Zona Econômica Exclusiva, o mar territorial, terrenos de marinha e seus acrescidos, potenciais de energia hidráulica, recursos minerais, cavidades naturais subterrâneas, sítios arqueológicos e pré- históricos, as terras ocupadas pelos índios" (Miriam Fontenelle, informação pessoal, 1996 in [ECOLNEWS]) "São bens de domínio do Estado, sujeitos a um regime administrativo especial que os torna, em princípio, inalienáveis, imprescindíveis e impenhoráveis. Podem-se classificar pela titularidade (bens públicos pertencentes à União, aos Estados e aos Municípios, federais, estaduais e municipais), quanto ao uso (bens de uso comum, bens de uso especial, bens dominicais), quanto à destinação original, à disponibilidade e à natureza física" [MOREIRA NETO, 1976]. Os bens públicos de uso comum são aqueles abertos ao público (como as ruas, praças, rios, mares), sendo que sua liberdade de utilização pode ser restrita ou não, além de ser gratuita ou remunerada. Os bens públicos especiais são aqueles utilizados pelo Estado para garantir os seus serviços à população, como os prédios públicos, seus respectivos terrenos, veículos oficiais e, em suma, todo

o aparato administrativo. A utilização desses bens é restrita, em oposição aos de uso comum, visto que só podem ser utilizados por pessoas que atendam a determinados requisitos legais. Os bens públicos dominicais são aqueles que não possuem nenhuma destinação coletiva ou especial definida em lei, podendo ser utilizados para qualquer fim.

Bonificação de terrenos Bonificação: “Concessão de bônus. Vantagem oferecida no preço, peso ou medida de certas coisas.” [NUNES, 1961] – “Beneficiar com vantagens.” [SILVA, 2001]

Caatinga (Arbórea, Arbustiva, Arbórea, Hiperxerófila) “Ecossistema formado por pequenas árvores e arbustos espinhosos esparsos que perdem as folhas durante o período de seca. Flora típica do Sertão Nordestino Brasileiro”. [IBAMA, 2001] Hiperxerófila: Que sobrevive em zonas com escassez aguda de água.

Caminho público “Mais rigorosamente se dizem públicos os caminhos que pertencem à pessoa jurídica de Direito Público, que os fez e os conserva para uso coletivo.” [SILVA, 2001]

Captação “Estrutura ou modificação física do terreno natural, junto a um corpo d’água, que permite o desvio, controlado ou não, de um certo volume, na unidade do tempo, com a finalidade de atender a um ou mais usos” (Helder G. Costa, informação pessoal, 1985, in [ECOLNEWS]) “Conjunto de estruturas e dispositivos construídos ou montados junto a um manancial, para suprir um serviço de abastecimento público de água destinada ao consumo humano.” [ACIESP, 1980]

Características edáficas Atributos concernentes a propriedades do solo, normalmente no que diz respeito à sua utilização para agropecuária e florestamento.

Caverna Cavidades formadas naturalmente em zonas subterrâneas. Normalmente, são formadas em regiões calcárias e caracterizam terrenos cársticos.

Chapada:

“Denominação usada no Brasil para as grandes superfícies, por vezes horizontais, e a mais de 600 metro de altitude que aparecem na Região Centro-Oeste. Também no Nordeste Oriental existem chapadas residuais, como as de Araripe, Apodi, etc. As chapadas são constituídas, em grande parte, por camadas de arenito. A uma sucessão de chapadas denomina-se chapadão.” [SOUZA, 1973]

Compensação ambiental Há uma discussão sobre até que ponto é possível e/ou viável recuperar uma área que já foi degradada. Por um lado, parece impossível retornar completamente ao estado natural anterior (é o que se chama irreversibilidade). Por outro, muitas vezes pode ser mais ecologicamente proveitoso redirecionar os recursos da compensação para uma outra área ou atividade ambiental, que possua uma necessidade mais urgente ou que apresente um retorno ecológico e social mais significativo. Porém, como definir o valor de uma compensação ambiental é algo bastante complexo, argumenta-se que não é uma tarefa fácil definir equivalências entre as alternativas de preservação ambiental.

Concessão de uso

"É a modalidade contratual de Direito Público em que a Administração transfere um bem público a um particular para que este o utilize no interesse público. O contrato administrativo tem finalidade vinculada" [Moreira Neto, 1976].

Concessão Administrativa “Contrato, em virtude do qual o poder público confere à pessoa ou empresta o direito de explorar

A

concessão administrativa pode ser com privilégio ou sem privilégio. Quando se dá com privilégio, toma o aspecto de monopólio, desde que somente ao concessionário se permite o direito de

explorar o serviço.” [SILVA, 2001] A concessão administrativa costuma ser concedida em contrato de determinado período de duração.

determinada ordem de serviço, ditos públicos ou simplesmente de utilidade pública. (

)

Concessões de exploração de recursos hídricos “Assim se diz da autorização do poder público para que possa o particular explorar rios ou quedas d’água.” [SILVA, 2001] Trata-se de uma concessão administrativa, visto que a água é definida em constituição como bem pertencente ao domínio público.

Concorrência Pública “Procedimento administrativo geral, impessoal e prévio, empregado pela administração para

selecionar entre várias propostas apresentadas por particulares que pretendem oferecer serviços

Atualmente, a

Pelo

Princípio de Publicidade, a concorrência dever ser conhecida de todos. Pelo Princípio de Igualdade, os proponentes devem estar nivelados, excluídas, pois, todas as proteções. Nivelados em absoluto pé de igualdade, nenhuma preferência, nenhum nepotismo, nenhum favoritismo devem interferir na seleção do licitante.” (José Cretella Júnior, in [FRANÇA, 1977]).

concorrência pública é uma das espécies em que se desdobra a licitação pública. (

ou bens ao Estado, a que mais atenda ao interesse da coletividade. (

)

)

Controle qualitativo dos usos de água Faculdade da Administração Pública exercer a orientação, correção, fiscalização e monitoramento sobre tais usos, a partir de seus efeitos na quantidade e qualidade dá água dos corpos hídricos, de acordo com as diretrizes técnicas e administrativas e as leis em vigor, e com a intenção da preservação do meio ambiente. Este controle, como prescreve a Política Nacional de Recursos Hídricos, deve possibilitar o uso múltiplo de recursos hídricos, além de possibilitar o desenvolvimento social, ecológico e economicamente sustentável da região.

Controle quantitativo dos usos de água Faculdade da Administração Pública exercer a orientação, correção, fiscalização e monitoramento sobre tais usos, a partir dos dados que informam os respectivos efeitos sobre a vazão e o volume hídrico dos corpos d’água, de acordo com as diretrizes técnicas e administrativas e as leis em vigor, e com a intenção da preservação do meio ambiente.

Curso d’água Ver ‘Rio’ “Água corrente. Parte do escoamento que entra num curso d’água depois de queda de chuva ou de fusão de neve. É igual a soma do escoamento superficial, subsuperficial e da precipitação direta sobre a calha fluvial.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976]

Curso Natural Canal natural contínuo ou intermitente na drenagem de uma bacia hidrográfica.

Curva de nível Também denominadas Isoipsas. Linha traçada sobre um mapa indicando a altitude do terreno por onde passa. Em conjunto, permitem visualizar o relevo e a declividade da região representada

cartograficamente. Utilizada também para definir os talvegues (cursos d’água permanentes ou temporários) e divisores de água (pontos altos que por vezes delimitam as bacias hidrográficas). Com as novas ferramentas informatizadas de geoprocessamento, pode-se gerar uma representação

em três dimensões de uma região a partir da informação de suas curvas de nível.

Declividade “O declive é a inclinação do terreno ou a encosta, considerando do ponto mais alto em relação ao mais baixo. A declividade é o grau de inclinação de um terreno, em relação à linha do horizonte, podendo ser expressa também em percentagem, medida pela tangente do ângulo de inclinação multiplicada por 100.“ [FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE,

1990]

Degradação Ambiental “Termo usado para qualificar os processos resultantes dos danos ao meio ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos ambientais.” [FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE, 1990]

Derivação Consuntiva Transferência de águas de uma corrente para outra, podendo as correntes ser naturais ou artificiais, a serem utilizadas para proliferação vegetal (comercial ou de preservação) ou atividades antrópicas várias.

Desapropriação “Devolução compulsória e indenizada de um bem ao domínio público para atender a um interesse coletivo; grau máximo de intervenção do Estado na propriedade privada, que opera a transferência do seu próprio objeto para o domínio público, de forma onerosa, permanentemente imposta, de característica não executória e de promoção delegável, sempre que houver motivo de necessidade ou de utilidade pública ou de interesse social.”[MOREIRA NETO,1976]. “É a transferência compulsória da propriedade particular para o Poder Público ou seus delegados,

por utilidade pública, ou ainda por interesse social, mediante prévia e justa indenização em dinheiro, salvo exceção constitucional de pagamentos em títulos especiais de dívida pública, para

o caso de propriedade rural considerada latifúndio improdutivo localizado em zona primária.”[MEIRELES, 1976]

Drenagem natural Formas naturais em que se promove o fluxo, superficial ou interno, do excesso de água por meio

de valas, fissuras, ravinas, rios e ou por meio de percolação (infiltração da água no solo). O

conjunto dos canais naturais de drenagem de uma área constituem uma ‘rede de drenagem’.

Ecossistema “A comunidade total de organismos, junto com o ambiente físico e químico no qual vivem se denomina ecossistema, que é a unidade funcional da ecologia.” [CETESB]

Ecossistema aquático

Com a diminuição da vazão dos rios e do volume em geral dos corpos d’água, os ecossistemas aquáticos sofrem redução não apenas em quantidade (já que equivalem ao ambiente aquático dos respectivos corpos d’água), mas também em qualidade, visto que os poluentes se tornam menos diluídos na massa hídrica. Contribuindo ainda mais para a piora das condições do ecossistema aquático, a redução de água nos corpos hídricos acarreta uma diminuição na capacidade de autodepuração destes.

Efluentes(sólidos, líquidos e gasosos) “Efluente é toda substância, ou produto ou rejeitos que sai de fábricas, minerações, bacias de rejeitos e depósitos diversos, inclusive de lixo urbano (chorume).” [PINHEIRO, 2004] “Líquido que escoa para fora de um recipiente ou de outro sistema [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976]

Encosta

 

“Declive nos flancos de um morro, de uma colina ou uma serra.” [GUERRA, 1978]

Erosão

 

É o efeito conjunto de todos os processos de degradação do solo, incluindo os fatores físico- mecânicos (desgaste e fragmentação pela ação dos ventos, da água e da temperatura) e os fatores químicos (oxidação, redução, hidratação, hidrólises, etc.), levando ao transporte das partículas do solo e de seus nutrientes agregados. A erosão, enquanto processo, deve ser evidenciada pela massa de material erodido bem como pelos vetores de indução. Destaca-se que ela é maior nas regiões declinosas (i.e., mais inclinadas), em solos arenosos e nos terrenos desprotegidos aos agentes erosivos. Na agricultura, pelo manejo inadequado e a conseqüente exposição do solo sem defesa à chuva e vento, esse processo aumenta de maneira insustentável. A erosão se caracteriza como laminar (quando retira uma camada uniforme da superfície), em sulcos (como os caminhos de enxurradas) e em grotas, barrocas e voçorocas (que são estágios mais avançados). A fertilidade do solo agrícola depende dos nutrientes da camada superficial dos solos. Calcula-se que a natureza necessita de, em média, 300 anos para formar 1 cm de solo superficial fértil, sendo que uma única grande chuva pode carregar todo este centímetro [Schultz, 1983]. A erosão está vinculada à questão dos recursos hídricos, pois além da perda de fertilidade do solo, as partículas carregadas pelo vento e água acarretam o assoreamento dos corpos d’água, que diminui sua profundidade e também aumenta o impacto das enchentes. Ademais, a compactação da camada superficial do solo, decorrente da força das gotas de chuva impactantes no solo desprotegido, aliado ao fato de já haverem menos obstáculos para dificultar o escoamento da água, fazem com que diminua a infiltração de água no solo, diminuindo as reservas hídricas dos aqüíferos. Existem métodos agrícolas já consagrados na atenuação da erosão, como a manutenção da cobertura vegetal do solo (especialmente na época de chuvas), o plantio em terraços e curvas de nível, manutenção da quantidade de húmus e matéria orgânica do solo (o que aumenta a capacidade de agregação das partículas terrestres), construção de escoadouros para redirecionar a água proveniente da chuva, plantio direto (sem arar o solo), diminuição das queimadas entre os períodos de plantio, controle de voçorocas através do incremento de vegetação e de obstáculos à enxurrada (como pedras, etc.), plantio de arvores enfileiradas como barreiras “quebra-vento”, e outras mais. Nota-se que essas práticas também possuem diversos outros efeitos benéficos sobre a produtividade agrícola e sobre o meio-ambiente. É importante que os órgãos ambientais cartografem as áreas de alta susceptibilidade erosiva a fim de se poder decidir sobre os cuidado e medidas mitigadoras convenientes.

Esgoto

Esgoto sanitário “Refugo líquido proveniente do uso da água para fins higiênicos.” (Decreto nº 553 de 16.01.76)

Esgotos domésticos “São os efluentes líquidos dos usos domésticos da água. Estritamente falando, podem ser decompostos em águas cloacais e águas resultantes de outros usos.” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986, in [ECOLNEWS])

Estabilidade Geológica

Estabilidade geoquímica: Em termodinâmica, um estado de equilíbrio de um sistema para o qual

o sistema vai tender a se movimentar para qualquer outro estado sobre as mesmas condições

externas. Sabendo que nunca é possível examinar todas as alternativas de estados, as asserções sobre a estabilidade de sistemas reais deve sempre conter, ao menos implicitamente, referência às alternativas de estado relativos aos quais se atribui estabilidade. [GARY, 1972]

Estabilidade tectônica: A qualidade ou estado de permanecer ou persistir sem mudanças de posição ou forma, por exemplo o modo com a condição de partes não deformadas da crosta terrestre em relação as forças endógenas de formação de montanhas. [GARY, 1972] Estabilidade de terreno: A amplitude de condições dentro das quais um mineral ou aglomerado mineral é estável. [GARY, 1972]

Estudos hidrogeológicos ambientais Hidrogeologia é o ramo da Geologia que estuda as águas subterrâneas e sua ocorrência, além dos aspectos geológicos que envolvem as águas superficiais. Um estudo hidrogeológico ambiental incluiria cartografia e sistema de informação sobre os reservatórios subterrâneos, as zonas preferenciais de recarga de aqüíferos, e hidrodinâmica dos mesmos. Os estudos de qualidade das águas são importantes para a definição dos usos consuntivos e a questão da modelagem da dinâmica da quantidade. É fundamental para o planejamento tanto do uso consuntivo quanto da outorga.

Fauna

“Conjunto de animais que habitam determinada região.” [PINHEIRO, 2004]

Flora

Totalidade das espécies vegetais que compreende a vegetação de uma determinada região ( ).” [PINHEIRO, 2004]

Floresta estacional decidual "Floresta que sofre ação climática desfavorável, seca ou fria, com perda de folhas" (Resolução nº 12, de 4.05.94, do CONAMA).

Função Social Função social da propriedade urbana "A propriedade consiste no poder de domínio que o sujeito exerce sobre um bem, e é classificada em pública e privada. Entretanto, a propriedade do solo urbano é protegida, na medida em que cumpre sua função social quando atende às exigências de ordenação expressas no plano diretor" (Miriam Fontenelle, informação pessoal, 1996, in ECOLNEWS).

Função social da propriedade rural "O poder de domínio que o proprietário de bem público ou particular exerce sobre o solo rural só

é tutelado juridicamente se atender aos requisitos de aproveitamento e utilização dos recursos

naturais, observar as disposições que regulam as relações de trabalho e oferecer bem estar aos

proprietários e empregados" (Miriam Fontenelle, informação pessoal, 1996, in [ECOLNEWS]).

Gestão integrada aos demais recursos naturais “A tarefa de administrar o uso produtivo de um recurso renovável sem reduzir a produtividade e a qualidade ambiental, normalmente em conjunto com o desenvolvimento de uma atividade.” [CETESB].

Ilha

“Porções relativamente pequenas de terras emersas circundadas de água doce ou salgada.” [GUERRA, 1978] Ilha fluvial: “É aquela que é circundada apenas por água doce aparecendo no leito de um rio.” [GUERRA, 1978]

Indenização “Compensação ou retribuição monetária feita por uma pessoa a outrem, para reembolsar de despesas feitas ou para ressarcir de perdas tidas.” [SILVA, 2001]

Interesse Público “Ao lado do interesse próprio de cada indivíduo, por si mesmo considerado, surgem interesses que se referem a um grupo de indivíduos. A tais interesses se dá o nome de interesses coletivos. O interesse coletivo, no entanto, ainda não é interesse público. Para que se possa falar de interesse público é preciso que o Estado coloque determinado interesse coletivo entre seus próprios escopos, ou dirigindo-os diretamente à atividade de seus órgãos, ou pondo ou reconhecendo como ativas, também por si, pessoas jurídicas menores. É claro, pois, que em todo interesse público se encontra interesse coletivo; o interesse coletivo não é, por si mesmo, público, ocorrendo para elevá-lo a tal grau de inclusão deste entre as finalidades estatais.” (Lessona, Silvio – Introduzione al Diritto Amministrativo e sue Strutture Fundamentali, 1960, in [FRANÇA, 1977]) “O interesse público é o pertinente a toda sociedade, personificada no Estado.” (Milton Sanseverino, in [FRANÇA, 1977]).

Irrigação Possui uma relação direta com a disponibilidade recursos hídricos, visto que a irrigação é uma atividade com grande demanda de água, e que está levando a graves conflitos hídricos na atualidade. Estes conflitos se dão entre agricultores (disputando entre si as águas), entre os agricultores e os demais usuários de água, e também devido à degradação ambiental acarretada pela diminuição da quantidade de água no meio ambiente.

Jusante

"Denomina-se a uma área que fica abaixo da outra, ao se considerar a corrente fluvial pela qual é banhada. Costuma-se também empregar a expressão 'relevo de jusante' ao se descrever uma região que está numa posição mais baixa em relação ao ponto considerado. O oposto de jusante é montante" [GUERRA, 1978]. “Parte do curso de água oposta à nascente. No sentido da foz.” [PINHEIRO, 2004]

Lago, Lagoa Lago "Um dos hábitats lênticos (águas quietas). Nos lagos, as zonas limnéticas e profundas são relativamente grandes em comparação com a zona litoral" [ODUM, 1972]. Lagoa

são extensões pequenas de água em que a zona

litoral é relativamente grande e as regiões limnética e profunda são pequenas ou ausentes"

"Um dos hábitats lênticos (águas quietas) (

)

[ODUM, 1972].

Costumam ser denominadas como lagoas, os lagos de pequena extensão ou profundidade.

Leito

“Parte mais baixa do vale de um rio, modelada pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam, em períodos normais, a água e os sedimentos.” [DNAEE, 1976].

O leito fluvial

é também chamado de álveo.”[GUERRA, 1978]

“Canal escavado no talvegue do rio para o escoamento dos materiais e das águas

Leito maior sazonal "Calha alargada ou maior de um rio, ocupada em períodos anuais de cheia" (Resolução nº 004, de 18.09.85, do CONAMA) “Banqueta de forma plana, inclinada levemente na direção jusante e situada acima do nível das águas, na estação seca. O leito maior dos rios é ocupado anualmente, durante a época das chuvas ou então por ocasião das maiores cheias.” [GUERRA, 1978]

Licenciamento Ambiental Licença: “É o ato administrativo vinculado a definitivo pelo qual o Poder Público, verificando

que o interessado atendeu a todas as exigências legais, faculta-lhe o desempenho de atividades ou

a realização de fatos materiais antes vedados ao particular.” [MEIRELES, 1976]

“Instrumento de política ambiental instituído em âmbito nacional pela Lei nº 6.938, de 31.08.81, e regulamentado pelo Decreto nº 88.351, de 1.06.83, que consiste em um processo destinado a

condicionar a construção, a instalação, o funcionamento e a ampliação de estabelecimento de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento, por autoridade ambiental competente. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais, todas obrigatórias, independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo Poder Público:

Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) (art. 20 do referido decreto).” [ECOLNEWS]

Linhas de cumeada “Linha limite ou fronteira que separa bacias de drenagem adjacentes.”[MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976] Também chamado de divisor de águas.

Maciços florestais “Ecossistemas complexos, nos quais as árvores são a forma vegetal predominante que protege o solo contra o impacto direto do sol, dos ventos e das precipitações.” [FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE, 1990] “Trecho de vegetação dominado por árvores (de três metros ou mais de altura) cujas copas se tocam, ou quase se tocam (as árvores com mais de sessenta por cento de cobertura). É uma categoria estrutural, referindo-se apenas à fisionomia, sem qualificação; não é tipo de vegetação.” [ACIESP, 1980]

Mata ciliar “Floresta existente ao longo e às margens dos cursos d’água e ao redor de nascentes, lagos, lagoas e reservatórios; é conhecida, também, como mata aluvial, de galeria, ripária ou marginal.” [PINHEIRO, 2004] “A largura das faixas de matas beira-rio ou matas de galeria é proporcional ao volume de água das correntes” [SOUZA, 1973]

Montante

“Um lugar situado acima de outro, tomando-se em consideração a corrente fluvial que passa na região. O relevo de montante é, por conseguinte, aquele que está mais próximo das cabeceiras de um curso d'água, enquanto o de jusante está mais próximo da foz.” [CETESB].

Múltiplo Aproveitamento de Recursos Hídricos Ver “Usos Múltiplos”

Município A administração pública municipal possui um papel importante na preservação dos recursos hídricos, visto ser o responsável direto pelo ordenamento territorial, através dos ditos Planos Diretores. É de grande importância, no planejamento, execução e fiscalização dos Planos Diretores, cuidar da preservação da cobertura vegetal nativa referente ao entorno dos corpos d’água e as áreas de recarga de aqüíferos. Estas atitudes, aliadas a um eficiente sistema de tratamento de efluentes, garantirá à cidade uma segura fonte de água em quantidade e qualidade, além de todos os demais benefícios advindos da preservação ambiental destas áreas.

Nascente "Local onde se verifica o aparecimento de água por afloramento do lençol freático" (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).

Nascente intermitente “Fonte cuja descarga cessa em determinados períodos, recomeçando em outros.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1976]

Objeto do pleito de outorga Pleito: “Questão posta em juízo, ou mais propriamente, o litígio, em que se disputa ou discute a questão judicial.” [SILVA, 2001] Na legislação de recursos hídricos, o objeto de pleito de outorga se refere à autorização para se utilizar de um constante volume de água de um distinto corpo hídrico subterrâneo ou superficial.

Parcelamento do solo

"É a divisão do solo em porções autônomas, mediante loteamento ou desmembramento,

Deve atender, de um modo geral: à circulação, através da

abertura de logradouros, segundo a conveniência pública, ao dimensionamento das porções de terra, as testadas mínimas das porções sobre o logradouro e a defesa dos aspectos paisagísticos, das características ecológicas e do domínio público" [MOREIRA NETO, 1976].

respeitados os interesses públicos(

)

Poço

Podem ser artesianos (a água jorra na superfície, devida à diferença de pressão hidrostática) e semi-artesianos (a água não consegue chegar até à superfície). Os poços rasos têm o inconveniente de estarem sujeitos a oscilações sazonais na quantidade de água disponível, enquanto os poços profundos podem se servir aqüíferos extensos e mais estáveis. Por lei, é necessário obter uma outorga (expedida pelo IGAM, em Minas Gerais) para perfurar um poço, onde será levado em conta a disponibilidade de água no reservatório subterrâneo, a quantidade de água a ser retirada, a distância mínima entre os poços (para que um não interfira na eficiência do outro), a possibilidade de contaminação do reservatório, além de demais informações obtidas através de estudos hidrogeológicos. A legislação de Minas Gerais específica para este tópico é a LEI 13771/2000 de 11 de dezembro de 2000 Administração, conservação e proteção de Águas Subterrâneas de Minas Gerais, neste estudo. Entretanto, aplicação efetiva e eficazmente ecológica de tal documento legal ainda está em seus primórdios, visto que carece de

uma metodologia padronizada e que consiga proteger a disponibilidade hídrica subterrânea dentro dos recursos públicos disponibilizados para tanto.

Poder Público “Indica o conjunto de órgãos investidos de autoridade para realizar os fins do Estado. É a administração pública; o governo instituído.” [SILVA, 2001] “Significa também poder do Estado, pelo qual ele mantém a própria soberania [FRANÇA, 1977] “São poderes da União, independentes e harmônicos, conforme o texto da Constituição, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” [FRANÇA, 1977]

Posse Rural Relação de fato, onde uma pessoa detém física ou materialmente uma extensão territorial rural, tendo o poder de agir sobre ela, inclusive para utilizá-la economicamente. “Posse e propriedade trazem sentidos próprios e inconfundíveis: a posse é o poder de fato; a propriedade, o poder de Direito. E a posse, quando juridicamente protegida, apresentasse como exteriorização do direito de propriedade, pois que, mesmo numa relação de fato, é ela que confere à pessoa a possibilidade de exercer sobre as coisas corpóreas os atos de gozo, de uso e de disposição, que lhe são atribuídos pelo direito de propriedade ou domínio.” [SILVA, 2001]

Prédio

“Propriedade imóvel, rústica ou urbana.” [FERREIRA, 1975] Inclui a propriedade de territórios, onde pode haver cursos d’água. Note-se que, após a Constituição de 1988, estes corpos d’água passam a ser bens públicos, e não mais privados.

Processo erosivo Ver “Erosão”

Processos ecológicos Processos biológicos, químicos e físicos que atuam nos ecossistemas e na biosfera como um todo, envolvendo o meio ambiente natural e antrópico.

Propriedade "Direito legal e de uso extensivo de recursos e de excluir outras pessoas de sua posse, uso ou controle. Os recursos são geralmente tangíveis, como os pertences pessoais e os meios físicos de produção, mas podem ser intangíveis, como as idéias patenteadas" [SELDON & PENNANCE,

1977].

Nota-se que o direito de propriedade não confere poder absoluto e ilimitado ao proprietário, visto que este sofre as restrições advindas diretamente de normas legais, dos direito jurídicos alheios ou fundados no próprio interesse coletivo, de acordo com a determinação jurídica de Função Social de Propriedade. O proprietário, inclusive, pode ter que abrir mão de sua propriedade em ocorrência de desapropriação por interesse público, e em casos que caracterizam usucapião por terceiros.

Q 7.10

Vazão mínima de sete dias de duração e dez anos de recorrência ver Anexo II

Rebaixamento do lençol

“Baixa do nível hidrostático ou da superfície piezométrica, pela retirada de água subterrânea por bombeamento, por escoamento artesiano de um poço ou por emergência de uma fonte de um aqüífero.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973] “Curvatura (para baixo) da superfície livre da água, nas proximidades das soleiras de um vertedor.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973] “Abaixamento do nível d’água de um reservatório. Depleção.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973]

Recurso Hídrico Quantidade de águas superficiais ou subterrâneas, em uma determinada bacia ou região, que estejam disponíveis para uso ou que possam exercer efeito direto ou indireto em atividades humanas.

Recurso Natural “Materiais, forças e condições potenciais úteis proporcionadas pela natureza” [SOUZA, 1973] “Toda matéria e energia que ainda não tenha sofrido um processo de transformação e que é usada diretamente pelos seres humanos para assegurar as necessidades fisiológicas, socio-econômicas e culturais, tanto individual quanto coletivamente.” [IBAMA, 2001] “A atmosfera, as águas interiores, superficiais ou subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora.” [IBAMA, 2001]

Represa

“Massa de água formada por retenção; por exemplo, à montante de uma barragem” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973] O represamento de água é utilizado para captação de água, reserva para épocas de seca, aqüicultura, dessedentação de animais, controle de inundações, produção de energia elétrica, recreação e diversos outros fins. Suas conseqüências para o regime hídrico, se não forem precedidas de planejamento, de uma região podem ser catastróficas, tanto nos represamentos de grande porte quanto nos casos em que pequenos e médios represamentos são feitos em larga escala dentro de inúmeras propriedades rurais de uma região. Além de diminuir o escoamento de água a jusante (adiante no curso d’água), o represamento costuma aumentar a área da lâmina de água em contato com a atmosfera, e causa grandes perdas hídricas por evaporação. Para o ecossistema aquático, as represas se constituem uma grande alteração ecológica, causando estresse ambiental pelas modificações nas correntes, nas características físico-químicas da água e por dificultar (se não impedir) a movimentação de seres vivos de um lado para o outro da barragem.

Represa hidroelétrica Hidroelétricas necessitam de represamentos de grande porte, que causam modificações ambientais significativas, apesar das conseqüências benéficas de se utilizar um gerador de energia assentado em um recurso natural renovável e não poluidor. Apesar disso, estuda-se como os lagos gerados pelas hidroelétricas contribuem para o incremento de gás carbônico na atmosfera, devido à decomposição da matéria orgânica proveniente da antiga cobertura vegetal da região alagada. Todos os impactos hidrológicos e ambientais levantados para a palavra-chave ‘Represa’ também se aplicam aos represamentos hidroelétricos, e normalmente em uma escala maior.

Reserva legal Percentagem do terreno de uma propriedade rural que deve ser preservada por lei, devendo ser preservada ou utilizada para atividades ecologicamente sustentáveis. Os critérios que definem o calculo da área de preservação permanente, em Minas Gerais, podem ser conferidos nesta obra na seção referente ao Decreto 43710/2004.

Reservas de águas subterrâneas Recarga de aqüífero, ou reservatório subterrâneo em que a água é armazenada e de onde possivelmente pode ser extraída através de poços. “Água subterrânea da zona de saturação.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES,

1973]

Reservatório Massa de água natural ou artificial que atua no armazenamento, regulação e/ou controle de recursos hídricos.

Reservatório Artificial “Lugar onde a água é acumulada para servir às múltiplas necessidades humanas, em geral formado pela construção de barragens nos rios ou pela diversão da água para depressões no terreno, ou construído como parte de sistemas de abastecimento de água, antes ou depois de estações de tratamento.” [FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE, 1990]

Responsabilidade Criminal “Entende-se a obrigação de sofrer castigo ou incorrer nas sanções penais impostas ao agente do fato ou omissão criminosa.” [SILVA, 2001] “Responsabilidade criminal pode ser definida como a existência de pressupostos psíquicos pelos quais alguém é chamado a responder penalmente pelo crime que praticou.” [NAUFEL, 1965] “É a capacidade de se comportar socialmente, i.e. , de ter uma conduta correspondente às exigências da vida coletiva dos homens no Estado.” (Waldir Vitral, in [FRANÇA, 1977]).

Restrição de uso da terra "Limitação imposta pelas normas legais urbanísticas aos prédios urbanos e suburbanos e também a determinados territórios, com proibição para neles estabelecer determinados usos ou atividades diferentes dos contemplados pelas disposições legais, com base nos planos territoriais ou urbanos correspondentes" [SAHOP, 1978].

Revogação “Ato pelo qual se anula ou extingue um ato jurídico unilateral.” [NAUFEL, 1965] “Pela revogação, licitamente permitida, cessa toda eficácia ou força jurídica do ato revogado.” [SILVA, 2001] Também chamada de ‘ato revocatório’. Exemplos de revogação: revogação de leis, revogação de doação, revogação de testamento, revogação de mandato, etc.

Rio

Ver “Curso d’Água”. “Curso d’água natural mais ou menos importante, não totalmente dependente do escoamento superficial da vizinhança imediata, correndo em leito entre margens visíveis, com vazão contínua ou periódica, desembocando em ponto determinado numa massa de água corrente (curso de água ou rio maior) ou imóvel (lago, mar), podendo também desaparecer sob a superfície do solo.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973]

Salinização do solo “O processo de acumulação de sais no solo.” [FONTES, 1982] A atividade de irrigação, por aspergir mais água no solo do que o que seria natural, costuma levá- lo a longo prazo para uma situação de salinização. Um solo salinizado tem sua fertilidade

seriamente comprometida, podendo tornar-se inviável para atividades produtivas ou mesmo para a regeneração natural. Comparativamente, técnicas de irrigação como a de “aspersão gota-a-gota” aceleram menos o processo de salinização de solos, pois despejam menos água no solo do que as técnicas convencionais de irrigação por pivôs de aspersão.

Salubridade (salinidade) Representa a quantidade de sais solúveis em determinado corpo. Pode ser expressa em ppm, percentagem ou outra unidade de medida. No caso deste estudo, preocupam a salubridade dos solos e dos corpos hídricos, e como as intervenções antrópicas podem causar alterações nessa medida, com os conseqüentes impactos no meio ambiente. “Concentração de sais dissolvidos em água, quando a matéria orgânica já foi oxidada, os carbonatos convertidos a óxidos e o bromo e o iodo substituídos pelo cloro. É expressa em g/Kg ou ppm de cloro” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973]

Saneamento básico “É a solução dos problemas relacionados estritamente com o abastecimento de água e disposição dos esgotos de uma comunidade. Há quem defenda a inclusão do lixo e outros problemas.“ [CARVALHO, 1981]

Secas periódicas Período sazonal acentuadamente seco, suficientemente longo de maneira que a falta de precipitações e a queda de umidade atmosférica e do solo provoquem graves desequilíbrios hidrológicos. São características de muitas regiões de clima árido e semi-árido, como o Polígono das Secas no nordeste do Brasil. Embora o ecossistema dessas regiões já esteja de alguma forma preparado para enfrentar longos períodos de estiagem, o desmatamento e demais atividades humanas degradantes ao meio ambiente estão acentuando cada vez mais os efeitos da seca, aumentando as regiões sujeitas às secas sazionais e agravando a situação de regiões originalmente semi-áridas (que podem inclusive se transformar em desertos de clima árido).

Serviço Público “Em sentido amplo, serviço público entende-se por todo aquele que é instituído, mantido e executado pelo Estado, através de suas instituições e seus órgãos, com o objetivo de atender os seus próprios interesses e de satisfazer as necessidades coletivas. Assim, segundo compreensão de Félix Moreau, o serviço público é o complexo dos meios, do pessoal e do material, com os quais uma pessoa administrativa se desempenha de sua tarefa, ou de certa e determinada parte de sua tarefa.” [SILVA, 2001] “Convém distinguir os serviços públicos dos serviços de interesse público. Os serviços públicos

se executam através dos poderes públicos, ou de seus órgãos legitimamente autorizados. Os

serviços de interesse público, embora instituídos em benefício e utilidade das coletividades, fazem

objetos de concessão outorgada a empresa ou instituições particulares, que os exploram, sob vigilância do próprio estado, com fins meramente lucrativos.” [SILVA, 2001]

) (

Servidão ( civil ) “Consistem em restrições, impostas à faculdade de uso e gozo do proprietário, em benefício de outro.” (Beviláquia, Código Civil Comentado, v.3, p. 265, in [FRANÇA, 1977]) “Impõe-se a servidão predial, a um prédio (prédio = propriedade,imóvel) em favor de outro, pertencente a diverso dono. Por ela perde o proprietário do prédio serviente o exercício de alguns de seus direitos dominicais, ou fica obrigado a tolerar que dele se utilize, para certo fim, o dono do prédio dominante.” [FRANÇA, 1977]

“São direitos sobre a coisa de outrem, direitos reais, que abarcam a coisa sobre a qual recaem, não na totalidade de suas relações, mas apenas em uma determinada relação, ou em várias de suas diversas relações.” (Windschied, Diritto delle Pandette, v. 2, par. 200, in [FRANÇA, 1977])

Servidão Urbana “A que grava terrenos e construções permanentes, situados no perímetro das cidades e vilas; como tal se compreendem as servidões de meter traves, as negatórias de abrir janelas e frestas, as de escoamento das águas, etc.” [NUNES, 1961]

Servidão Administrativa ou Pública "Forma de intervenção do Estado na propriedade privada, que se caracteriza por ser parcialmente expropriatória, impositiva de ônus real de uso público, onerosa, permanente, não executória e de promoção delegável. O uso público de servidão administrativa não significa uso comum do público, mas utilização para serviços de interesse público, pelo Estado ou seus delegados. Pode ser constituída por lei, por decreto ou atos bilaterais. Como exemplo, o estabelecimento de faixas marginais a cursos d'água para uso exclusivo das autoridades encarregadas do policiamento das águas e somente para esse fim" [MOREIRA NETO, 1976]. “Direito público real, constituído por pessoa jurídica de Direito Público, sobre imóvel no domínio privado, para que este, como prolongamento do domínio público, possa atender aos interesses coletivos. Entre os vários tipos de servidão administrativa, podemos citar os seguintes: servidões de aquedutos, servidões de atravessadores, servidões nas linhas telegráficas e telefônicas, servidões aéreas, servidões dos faróis, servidões militares, servidões de monumentos históricos e muitas mais. Traços típicos, que lhe dão especial configuração, ocorrem nas servidões administrativas, que se caracterizam por serem sempre legais, de utilidade pública.” (José Cretella Júnior, in [FRANÇA, 1977]).

Sobreexplotação Explotação é o ato ou efeito de tirar proveito econômico de uma determinada área ou propriedade, principalmente em relação a seus recursos naturais. Sobreexplotação seria uma exploração abusiva dessa propriedade, gerando prejuízos para o sistema ambiental, social e/ou econômico.

Solo

Em diferentes contextos, este termo pode significar:

Profundidade terrestre a que chegam as raízes das plantas. Camada arável em agricultura “Terra, território, superfície considerada em função de suas qualidades produtivas e suas possibilidades de uso, exploração ou aproveitamento.” [SAHOP, 1978] Camada superficial da crosta terrestre. Todas as estratificações de terra abaixo da superfície.

Tabuleiro “Forma topográfica que se assemelha a um planalto, terminado de maneira abrupta.”[IBAMA,

2001]

“Formas topográficas que se assemelham a planaltos, com declividade média inferior a 10% (aproximadamente 6) e extensão superior a dez hectares, terminados em forma abrupta: a chapada se caracteriza por grandes superfícies a mais de seiscentos metros de altitude.”(Resolução CONAMA nº 04 de 18.09.1985)

Tipologia

“Apreciação dos diferentes tipos, constituintes, caracteres referentes ao assunto abordado.” [FERREIRA, 1980]

Toxicidade do efluente Relaciona-se também à quantidade de água dos corpos hídricos, visto que, com a diminuição do volume destes, o efluente ficará mais concentrado, causando impactos ambientais mais agudos.

Uso consultivo (consuntivo) “Quantidade de água superficial e subterrânea absorvida pelas culturas, transpirada ou usada diretamente na formação de tecido vegetais, acrescida das perdas por evaporação na área cultivada expressa em unidade de volume por área unitária. Compreende também todas as atividades em que o uso da água provoca uma diminuição de recursos hídricos, como o consumo industrial ou doméstico.” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973]

Uso do solo (rural, urbano) “É definido como o resultado de toda ação humana, envolvendo qualquer parte ou conjunto do território, que implique na realização ou implantação de atividades e empreendimentos.” [IBAMA, 2001]. Sob este tópico agrega-se todo tipo atual de uso da terra e todo tipo ideal de uso da terra. Tais usos envolvem as questões agrícolas, florestais, industriais, implantações de vilas e assentamentos de vários tipos, produção de energia, demanda de água e outras atividades e formas de pressão sobre os sistemas naturais.

Uso sustentável dos recursos naturais Utilização de determinados recursos naturais (por exemplo: solo, água, espécimes de flora e fauna, etc.), de modo e ritmo que não implique na diminuição destes a longo prazo, mantendo assim o seu potencial para atender às necessidades e aspirações das gerações presentes e futuras. Sob uma interpretação mais ampla, inclui a preocupação não só para com as necessidades humanas, mas também com as dos demais seres vivos.

Usos múltiplos Utilização simultânea dos recursos hídricos (ou ambientais, em uma interpretação mais ampla), para mais de uma atividade antrópica. No caso dos recursos hídricos, uma mesma corrente de água pode ser utilizada, mediante um bom planejamento, para atividades como geração de energia, pesca, recreação, abastecimento público, transporte, irrigação e outros. Deste modo, consegue-se atender de maneira mais ampla às diferentes demandas hídricas com um mínimo de desperdício. Em uma floresta, significa “prática da silvicultura que combina dois ou mais objetivos, tais como produção de madeira ou produtos derivados, forragem e rama para o gado, condições próprias de ambiente para os animais selvagens, efeitos paisagísticos, proteção contra enchentes e erosão, recreação e defesa nacional.” [SOUZA, 1973]

Usucapião “Meio de adquirir o domínio da coisa, pela sua posse continuada durante certo lapso de tempo, com o concurso dos requisitos que a lei estabelece para este fim.” [NUNES, 1961] “É assim um dos meios hábeis de aquisição e que se funda na posse continuada e de boa fé, durante o tempo que se fixar em lei. ( ) Igualmente, diz-se prescrição aquisitiva, porque, em realidade a fluência do tempo é a determinadora da aquisição. ( ) As coisas fora de comércio e imprescritíveis não se entendem por usucapíveis. ( )

A posse há que ser mansa, pública e contínua. Deve ser mansa, tranqüila e pacífica, porque da

posse violenta, traduzindo má fé, não deriva aquisição. Pública, porque deve ser exercida à vista

de todos. E para que, por esse modo, se tenha como certo que a atividade singular do possuidor

não teve contestação, nem sofreu oposição, o que se deduz da passividade dos terceiros

interessados diante dessa atividade. Contínua que dizer ininterrupta, sem oposição, ou contestação

de outrem. A continuidade da posse somente se desfaria por ato de terceiro, pelo qual se venha

antepor à posse, que reputa indevida.” [SILVA, 2001] “O objetivo do usucapião é acabar com a incerteza da propriedade, assim como assegurar a paz social pelo reconhecimento da propriedade com relação àquela pessoa que de longa data é o seu

possuidor, nos casos juridicamente possíveis.” (Pinto Ferreira, in [FRANÇA, 1977])

Utilidade Pública “A utilidade pública é igualmente o interesse, o proveito, a vantagem, que se possam tirar das coisas para satisfazer uma necessidade coletiva, ou um bem de todos. É, assim, pública porque vem satisfazer uma necessidade de ordem pública, ou se impõe por um interesse coletivo. Em princípio, a condição de utilidade pública é declarada, ou reconhecida, pelos poderes

públicos, em face da própria necessidade, ou da situação de necessidade em que se encontram as coisas. E, nesta condição, não somente se colocam as obras públicas, os empreendimentos e os serviços, que possam contribuir para a segurança, o bem estar, moral, intelectual e material da coletividade, para a prosperidade comum, como as próprias instituições de ordem privada, que se organizam com intenções, ou objetivos, havidos por úteis a todos.

A declaração de utilidade pública, com que se possam afetar as coisas, assenta no preceito

constitucional, em que se dispõe ser o uso da propriedade condicionado ao bem estar social. O bem-estar social, ou o interesse da coletividade, assim, estabelece a qualidade de pública, a fim de

que, em face da necessidade imposta por este interesse, ou por esse bem estar, se atribua à utilidade este aspecto dominador. Quando a utilidade pública está ligada à propriedade privada, justifica a desapropriação, a fim de que se dê à coisa o destino e uso que convém ao interesse coletivo.” [SILVA, 2001] “A necessidade pública e a utilidade pública, de um lado, e o interesse social, de um outro, como que sintetizam os fatores políticos, sociais e econômicos, predominantes num dado momento histórico, inspiradores daquela exceção ao direito de propriedade.” (José Cretella Júnior, in [FRANÇA, 1977]) “Qualidade da instituição cuja finalidade ou serviço o governo reconhece como de interesse ou benefício da coletividade, e lhe concede certas regalias ou vantagens (isenção de taxas e tributos fiscais, etc.) em virtude do que adquire personalidade jurídica limitada.” [NUNES, 1961]

Várzeas

Terreno baixo, plano e alagadiço, que margeia os rios, inundado quando o escoamento do curso d’água excede a capacidade normal do canal. Também chamada de planície de inundação. “Constituem o leito maior dos rios” [IBAMA, 2001].

Vazão máxima instantânea “Valor máximo instantâneo de descarga, num determinado período” [MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, 1973]

Vazão média de longo termo Média aritmética de todas as descargas médias de um período (normalmente um mês), ao longo dos anos, dentro de um período circunscrito a ser observado.

Vereda

“Nome dado no Brasil Central para caracterizar todo espaço brejoso ou encharcado que contém nascentes ou cabeceiras de cursos d'água. Geralmente localiza-se em depressões do solo e é circundada por Campo Limpo.” [IBAMA, 2001] “Nos vales extensos e nos baixios, banhados durante as chuvas por pequenos riachos, existe uma vegetação mistura dos agrestes e da caatinga próxima. Esta vegetação mesclada, das formações das regiões semi-áridas, tem a denominação de vereda. As veredas gozam de geral estima entre os sertanejos como pasto precioso para o gado, razão porque são muito trilhadas, conduzindo sempre aos bebedouros, tanques ou açudes. As veredas privadas de vegetação arbóreo-arbustiva tornam- se inúteis a qualquer tentativa de aproveitamento agrícola, mas prestam-se muito bem ao reflorestamento.” [SOUZA, 2003] As veredas são protegidas por lei como áreas de preservação permanente, mas apenas em Minas Gerais, e não em legislação federal. Normalmente coincidem com a faixa marginal de pequenos rios perenes ou intermitentes, e de nascentes, e portanto também são protegidas por lei como terrenos adjacentes a corpos hídricos. Mesmo quando não é verificada surgência superficial de água em uma vereda, é comum que ela possua um lençol freático subterrâneo, devido à forma de relevo que faz convergir para ela a água infiltrada no solo das colinas circundantes, e isto já é razão suficiente para garantir a importância de sua preservação.

Zonas de descarga de aqüífero Ver: Area de descarga de aqüífero Zonas de recarga de aqüífero Ver: Área de Recarga de Aqüífero

Zoneamento urbano "A destinação, factual ou jurídica, da terra a diversas modalidades de uso humano. Como instituto jurídico, o conceito se restringe à destinação administrativa fixada ou reconhecida" [MOREIRA NETO, 1976]. "É o instrumento legal de que dispõe o Poder Público para controlar o uso da terra, as densidades de população, a localização, a dimensão, o volume dos edifícios e seus usos específicos, em prol do bem- estar social" (Carta dos Andes apud [FERRARI, 1979]).

Referências:

ACIESP. Glossário de termos usuais em ecologia. São Paulo, Secretaria de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, 1980. 150 p. (Publicação ACIESP nº 24).

ALMEIDA, Luciana Togeiro de - O Debate Internacional sobre Instrumentos de Política Ambiental e Questões para o Brasil - Depto. Economia - UNESP- ARARAQUARA, II Encontro ECO-ECO

(ANA Agência Nacional de Águas) - Artigos do Código de Águas Relacionados com Recursos Hídricos Adaptado de POMPEU, C.T - Comentários sobre a aplicabilidade dos artigos 1º a 138, do Código de Águas ANEEL, Novembro de

1997

ARAUJO, Luiz Alberto David; Instituição Toledo De Ensino (Brasil); Centro de Pós- Graduação; Núcleo de Pesquisas e Integração - A Tutela da Água, e algumas implicações nos Direitos Fundamentais - 1.ed. Bauru, SP: ITE, 2002. 288 p

ARAÚJO JÚNIOR, Vicente Gonçalves de - Direito Agrário: Doutrina, Jurisprudência e Modelos - Nuova ed. Belo Horizonte: Inédita, 2002 141 p

CARVALH0, B. de A. Glossário de saneamento e ecologia. Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, 1981. 203 p.

BARTH, Flavio Terra - Cobrança pelo uso dos recursos hídricos no Brasil, comentários de ordem prática - Comissão de Gestão de Recursos Hídricos da ABRH, minuta de 20/10/2000

BELTRÃO, Antônio Figueiredo Guerra. A competência dos Estados federados em meio ambiente a partir da ordem constitucional de 1988 . Jus Navigandi, Teresina, a. 7, n. 105, 16 out. 2003.

BLACK-ARBELÁEZ, Thomas (Coord.) - Aguas Limpias para Colombia al Menor Costo - Ministerio del Medio Ambiente, Oficina de Análisis Econômico, Colombia

CÁNEPA, E.M., PEREIRA, J.S. & LANNA, A.E.L.: “A Política de Recursos Hídricos e o Princípio Usuário Pagador (PUP)” -Revista Brasileira de Recursos. Hídricos (RBRH), vol. 4, n. 1, jan/mar 1999, 140 páginas

CÁNEPA, Eugenio Miguel, PEREIRA, Jaildo Santos - O Princípio Poluidor Pagador:

Uma Aplicação de Tarifas Incitativas Múltiplas à Bacia do Rio dos Sinos, RS - Revista Indicadores Econômicos, Porto Alegre, v. 30, no 2, p. 151- 178.

CÁNEPA, Eugênio Miguel, TAVARES, Vitor Emanuel, PEREIRA, Jaildo Santos, LANNA, Antonio Eduardo - Perspectivas de Utilização de Instrumentos Econômicos na Política e Gestão Ambiental: o caso Dos Recursos Hídricos - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

CAPITANT, Henri Vocabulário Jurídico Ed. Depalma, Buenos Aires, 1973

CASTRO, Jose Nilo de - Direito Municipal Positivo. 3. ed. rev., ampl. e atual. ate a Emenda Constit Belo Horizonte: Del Rey, 1996. 416p.

(CEIVAP - Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) - Cobrança pelo uso da água bruta: experiências européias e propostas brasileiras - Laboratório de Hidrologia COPPE/UFRJ, Projeto PROAGUA, GPS-RE-011-R0, Junho de 2001.

(CETESB) Glossário Ecológico Ambiental São Paulo - disponível em http://www.cetesb.sp.gov.br/Ambiente/glossario/glossario_a.asp

(CNEC) (FIPE) - Cobrança pela Utilização dos Recursos Hídricos - Governo do Estado de São Paulo; Conselho Estadual de Recursos Hídricos; Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras; Departamento de Águas e Energia Elétrica,

1997

CRETELA JUNIOR, José Tratado do Domínio Público Editora Forense, Rio de Janeiro, 1984.

CRH (Conselho Estadual de Recursos Hídricos, São Paulo) - Simulação da Cobrança pelo Uso da Água - Versão Preliminar de 20/08/97, São Paulo

DNAEE. DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Glossário de termos hidrológicos. Brasília, Ministério de Minas e Energia, 1976. n.p.

ECOLNEWS Dicionário Ecológico Ambiental disponível em http://www.ecolnews.com.br/dicionarioambiental/index.htm, disponível em novembro, 2004.

FERRARI, C. Curso de planejamento municipal integrado, 2ª ed. São Paulo, Livraria Pioneira, 1979. 631 p.

FERNANDEZ, José Carrera (Consultor) - Ampliação do Estudo de Cobrança pelo Uso e Poluição da Água em Corpos D’água do Domínio do Estado da Bahia e Complementação da Regulamentação da Lei Estadual, Relatório Final - Salvador, Março de 1997

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda Novo Dicionário da Língua Portuguesa Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1975

FERREIRA, Jardel Borges Dicionário de Geociências Ouro Preto: Fundação Gorceix, 1980. 550p.

FONTES, Luiz Eduardo Ferreira, FONTES, Maurício Paulo Ferreira Glossário de Termos e Expressões em Ciência do Solo UFV:Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, Minas Gerais, Brasil, 1982. 97p.

FRANÇA, Prof. R. Limongi (Cord.) Enciclopédia Saraiva de Direito Ed. Saraiva, São Paulo, 1977.

FRANKE, Alberto Elvino - Questionamento da Cobrança como Instrumento de Gestão dos Recursos Hídricos - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

FREITAS, Vladimir Passos de; GRAF, Ana Claudia Bento - Águas: Aspectos Jurídicos e Ambientais - 2.ed. Curitiba: Jurua, 2002. 277p

FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE (Rio de Janeiro, RJ) Vocabulário Básico de Meio Ambiente: conceitos básicos de Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 1990. 243p.

GARY, Margareth, McAFEE JR, Robert, WOLF, Carol L. (editors) Glossary of Geology American Geological Institute, Washington, D.C., 1972. 805 pp.

GUERRA, A. T. Dicionário geológico-geomorfológico. Rio de Janeiro, Fundação IBGE,

1978. 446 p.

(IBAMA), (GTZ) Guia de Chefe: Manual de Apoio ao Gerenciamento de Unidades de Conservação Federais disponível em http://www2.ibama.gov.br/unidades/guiadechefe/index0.htm, atualizado em

01/2001.

LEMAIRE, F. C. & LEMAIRE, E. Dictionnaire de l'environnement. Verviers, Marabout,

1975.

MEIRELES, H. L. Dicionário administrativo brasileiro. 4ª ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 1976. 161 p.

MENDONÇA, Marley Caetano de Legislação de Recursos Hídricos IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) Belo Horizonte, MG, 1ª edição, dezembro de

2002

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA - Glossário de Termos Hidrológicos - Comissão Brasileira para o Decênio Hidrológico Internacional, e Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica. Brasília, 1976. 292 pp.

MOREIRA NETO, D. F. Curso de direito administrativo. 3ª ed. Rio de Janeiro, Forense,

1976. 552 p.

Introdução ao direito ecológico e ao direito urbanístico. São Paulo, Forense,

1976. 190 p.

NAUFEL, José Novo Dicionário Jurídico Brasileiro 4ª edição, OAB, Rio de Janeiro,

1965

NUNES, Pedro Dicionário de Tecnologia Jurídica 5ª edição, Ed. Livraria Freitas Bastos S.A., Rio de Janeiro, 1961. 5ª edição.

ODUM, E. P. Ecologia. 3ª ed. Trad. Carlos Ottenwalder. México D.F., Interamerica,

1972. 639 p.

OLIVEIRA, Eduardo Mazzolenis de - Aspectos Político-Institucionais no Processo de Planejamento e Gestão das Águas Subterrâneas: A Experiência da Bacia do Mogi-Pardo em São Paulo - X Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas

PEREIRA, Jaildo Santos, LANNA, Antônio Eduardo - A Cobrança pelo Uso da Água como um problema de Rateio de Custo - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

PINHEIRO, Zilmar, MARTINS JR, Paulo Pereira, CARNEIRO, João Álvaro (editores) Prática de Perícias Ambientais Ministério Público, prelo: 2004.

POMPEU, C.T. - “Fundamentos jurídicos do anteprojeto de lei da cobrança pelo uso das águas do domínio do Estado de São Paulo”. - In: THAME, A.C. de M. (org.):

A cobrança pelo uso da água. São Paulo: IQUAL, 2000.

RIBEIRO, Márcia Maria Rios, LANNA, Antonio Eduardo, ROCHA, Maria Sandra Wanderley - Estruturas de Cobrança pelo Uso da Água: reflexões sobre algumas alternativas - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

RODRIGUES FILHOS, Luiz Carlos S. S. - Bacias Hidrográficas: Nova Gestão de Recursos Hídricos - III Encontro ECO-ECO, RECIFE, 1999

SAHOP. SECRETARIA DE ASENTAMIENTOS HUMANOS Y OBRAS PÚBLICAS. Glosario de términos sobre asentamientos humanos. México D.F., SAHOP,

1978. 175 p.

SELDON, A. & PENNANCE, F. G. Dicionário de economia. 3ª ed. Trad. Nelson de Vicenzi. Rio de Janeiro, Bloch, 1977. 487 p.

SILVA, Alexandre Stamford da, SOUZA, Fernando Menezes Campello de - Um Modelo de Crescimento Econômico envolvendo o Gerenciamento de Recursos Hídricos:

o preço da água como Fonte de Energia Primária e outros resultados - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

SCHULTZV, L. A. Métodos de Conservação do Solo Porto Alegre, Editora Sagra S.A., 1983. 76 p.

SILVA, De Placido e - Vocabulário Jurídico - Companhia Editora Forense, 18ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

SILVA, Demetrius David, PRUSKI, Fernando Falco (Editores) Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Brasília, DF: MMA; SRH; ABEAS; Viçosa, MG: UFV, Departamento de Engenharia Agrícola, 1997. 252p.

SILVA, Luciano Meneses Cardoso da, UNGARETTI, Paulo Roberto Roballo , AMORE, Luiz - Estudo sobre Tarifação de Água em Reservatório: Modelagem e Aplicação no Açude de França (Rio JacuípeBA) - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

SIMAS, José - Cobrança pelo uso da Água na Província de Mendoza - Argentina: O Caso de uma Tarifa pela Prestação de Serviços - extrato de Anexo relativo à Província de Mendoza, constante do documento Country Assistance Strategy (CAS), elaborado pelo Banco Mundial (Consultor Francisco Lobato), Argentina

SOUZA, Paulo Ferreira de Terminologia Florestal: glossário de termos e expressões florestais Guanabara, 1973. 304 p.

TAVARES, Vitor Emanuel, LANNA, Antônio Eduardo - A Abordagem Custo-Benefício e a Gestão dos Recursos Hídricos - Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

TAVARES, Vitor Emanuel, RIBEIRO, Márcia Maria Rios, LANNA, Antonio Eduardo - A Valoração Ambiental e os Instrumentos Econômicos de Gestão Dos Recursos hídricos- Simpósio Internacional sobre Gestão de Recursos Hídricos. Gramado, RS, de 5 a 8 de Outubro de 1998

THE WORLD BANK. Environmental considerations for the industrial development sector. Washington D.C., The World Bank, 1978. 86 p.

THOMAS, Patrick Thadeu - Proposta de uma Metodologia de Cobrança pelo Uso da Água vinculada à Escassez [Rio de Janeiro] 2002, XIV, 139 p. 29,7 cm (COPPE/UFRJ, M.Sc. Engenharia Civil, 2002)

VASCONCELOS, Antônio - Em Defesa dos Rios: Código Florestal e Ecologia - Ed. Gráfica Lar dos Meninos da S.S.V.P. , 1992. 79p.

VITRAL, Vladmir Vocabulário Jurídico Companhia Editora Forense, 4ª edição, Rio de Janeiro, 1986

YOUNG, Marcia Cristina Frickmann, YOUNG, Carlos Eduardo Frickmann - Aspectos Jurídicos do Uso de Instrumentos Econômicos na Gestão Ambiental: A Nova Política de Recursos Hídricos no Brasil - III Encontro ECO-ECO, RECIFE, 1999