EDUCAÇÃO GREGA

A Civilização Grega: Surgiu por volta de 2000 a.C – entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo – após migração de tribos nômades de origem indo-europeias – Aqueus, Jônios, Eólios e Dórios. Para facilitar o estudo da civilização grega, a história da civilização grega foi dividida em períodos:

Período Homérico – entre 1200 e 800 a.C – narrado por Homero na Ilíada e Odisseia – quando os aqueus, os jônios e os dórios conquistaram e dominaram Micenas, Troia e Creta, trazendo para as costas do Mar Egeu um regime patriarcal e pastoril, passando no decorrer de quatrocentos anos, à economia doméstica e agrícola e, em seguida, à economia urbana e comercial, quando começaram a visitar países distantes.

Período da Grécia Arcaica – finais do século VIII a.C ao início do século V a.C. Nesse período os agrupamentos constroem cidadelas ou fortalezas para sua defesa e, à sua volta, começam a surgir as cidades como sedes dos governos e comunidades – surgem Atenas, Tebas, Megara, Esparta, Corinto, Mileto. Passando da monarquia agrária à Oligarquia urbana, economicamente predominam o artesanato e o comercio e, dessa maneira, os gregos se espalham por toda a orla do Mediterrâneo.

Período Clássico – Século V ao IV a.C – Quando Atenas se coloca à frente de toda a Grécia : desenvolve-se a democracia e surge o império marítimo ateniense. O porto de Atenas – onde chegam e partem (em todas as direções) ideias e produtos, no apogeu da vida urbana, intelectual e artística. Acirram-se as rivalidades entre as cidades.

Período Helenístico – Compreende o período 323 – 146 a.C. Quando a Grécia passou para o domínio da Macedônia e, depois, para o domínio de Roma.

Como aspecto comum à cidades gregas. passou a ser orientada sobretudo para os esportes. paidós. já que os “ bem formados” não se ocupavam com as “artes servis”. os jovens da elite eram confiados a preceptores.A Educação Centrada na formação integral do indivíduo – corpo e espírito – a ênfase se deslocava ora mais para o preparo esportivo. a educação era ministrada pela própria família conforme a tradição religiosa. ora para o debate intelectual. “educador da Grécia” . abrangia a formação integral do ser humano. militar. É bem verdade que se tratava de uma formação aristocrática. Quando se constituiu a aristocracia e os senhores de terras. de formação guerreira. governar. As origens: Homero. A Paidéia (educação dos meninos – pai. entre os gregos. na sociedade escravagista grega. ofício de escravos. Dentre os mais concorridos destacavam-se os Jogos Olímpicos. Convém destacar. Apenas com o surgimento das póleis (cidades) apareceram as primeiras escolas. conforme a época ou o lugar. antes predominantemente guerreira.C as cidades gregas – evento tão valorizado que os conflitos cessavam durante sua realização. bem como dos festivais panhelênicos. acessível ao povo. criança) O conceito de paidéia. que congregavam visitantes de todas as partes do mundo grego. No período clássico. Nos primeiros tempos. a instituição escolar já se encontrava instituída. Aliás. visando atender à demanda por educação. sobretudo em Atenas. que reuniam desde o século VIII a. o ensino das letras e cálculos demorou um pouco para se difundir. atendendo principalmente os jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou pertencentes a famílias de comerciantes enriquecidos. que assistia às tragédias e as comédias. guerrear. o chamado ócio digno significava a disponibilidade de gozar o tempo livre. nessa “comunidade pedagógica” a importância do teatro. a transmissão da cultura mão era prerrogativa apenas da família ou das escolas nascentes. a educação ainda permanecia elitizada. privilégio daqueles que não precisavam cuidar da própria subsistência – o ócio digno refere-se ao ocupar-se com as funções nobres de pensar. A educação física. sendo as tradições também aprendidas nas inúmeras atividades coletivas. Mesmo que essa ampliação escolar representasse uma “democratização” da cultura. Nas escolas voltadas mais para a formação esportiva que para a intelectual. quando ainda não existia escrita.

Dois modelos de educação: Esparta e Atenas Como as póleis eram autônomas politicamente. o sentido de força. a lealdade. coragem. aos quais se acrescentavam a prudência. os espartanos não eram dados a refinamentos intelectuais. Viviam em comunidades constituídas por grupos de acordo com a idade e supervisionados pelos que se distinguiam no desempenho das tarefas exigidas. também o modo de educar variou entre elas. Os cuidados com o corpo começavam com a política da eugenia – prática de melhoramento da espécie – que recomendava fortalecer as mulheres para gerarem filhos robustos e sadios. bem como abandonar as crianças deficientes ou frágeis demais. e o de Atenas. orientada para a formação militar. a educação visava a formação militar do nobre. atributo do “guerreiro belo e bom”. predominando a iniciativa particular. iniciadora do ideal democrático. quando era enviada aos palácios de outros nobres afim de aprender. a glória e o desafio à morte. são citadas somente as duas cidades de modelos radicalmente diferentes: o de Esparta. bem como a honra. cidade militarizada. Ao contrário dos atenienses. nesse período. destacava-se a formação intelectual para que melhor se pudesse participar dos destinos da cidade. . Até os 12 anos as atividades lúdicas predominavam. Depois aumentava o rigor da aprendizagem e a educação física se transformava em verdadeiro treino militar. o ideal cavalheiresco. Esparta desenvolveu uma educação severa. Esparta: De formação guerreira. Por questões didáticas. canto e dança coletiva. Atenas: Ao lado da educação física. Como todos os gregos. como escudeiro. Após permanecerem com a família até os 7 anos. A educação não era obrigatória e nem gratuita. de origem divina. A criança nobre permanecia em casa até os 7 anos. nem apreciavam ao debate e os discursos longos. as crianças recebiam do Estado uma educação pública e obrigatória.No período homérico. a hospitalidade. Eram esses os valores de uma sociedade aristocrática que justificava aos privilégios de uma linhagem nobre. os espartamos também estudavam música. O conceito virtude possui.

é atividade do homem livre”. Sócrates diz saber nada e. Sofista O termos sofista significa sábio. habilidade de discurso. A vida de Sócrates confunde-se com a vida filosófica – dizia que “Filosofar não é profissão. As crianças mais pobres saiam em busca de um ofício. Era sempre acompanhado de um escravo. A educação superior eram ministradas pelos Sofistas. Com o tempo. O sofista transmite um saber pronto. conhecido como pedagogo. por Sócrates e seus discípulos: Platão e Aristóteles. colocando-se ao nível de seu interlocutor. Os sofistas consideravam o interesses dos alunos. Esse grande filósofo não deixou nada escrito – tudo o que sabemos de Sócrates é através de seu discípulo Platão. Sócrates é alguém ligado aos destinos de sua cidade. Diferenças entre o ensino de Sócrates e dos Sofistas • O sofista é um professor ambulante. A vida de Sócrates foi inteiramente dedicada à educação e ele é considerado o fundador do método em Filosofia. secundária e superior. permaneceu por muito tempo merecendo menor atenção e cuidados do que as práticas esportivas e musicais. • • . A palavra paidagogos significa literalmente aquele que conduz a criança” O ensino elementar de leitura e escrita. Os sofistas eram professores viajantes que. porém. vazios de conteúdo.A educação se iniciava aos 7 anos. buscam juntos o conhecimento. delinearam-se três níveis de educação: elementar. Os meninos desligavam-se da autoridade materna para iniciar a alfabetização e a educação física e musical. O sofista cobrava para ensinar. Sócrates Sócrates foi um dos maiores filósofos de toda a história da humanidade. enquanto a de famílias mais ricas prosseguiam os estudos. por determinado preço vendiam ensinamentos práticos de filosofia – argumentação. A educação elementar completava-se aos 13 anos. à medida que aumentou a exigência de melhor formação intelectual. passo a passo. A criança do sexo feminino permanecia em casa e aprendiam os afazeres domésticos.

os gregos esboçaram as primeiras linhas conscientes da ação pedagógica e assim influenciaram por séculos a cultura ocidental. As questões: o que é melhor ensinar? Como é melhor ensinar? Para que ensinar? Enriqueceram as reflexões dos filósofos e marcaram as diversas tendências – até hoje essas perguntas são fundamentais para a pedagogia. Conclusão: ao discutir os fins da paidéia.• O sofista discute para ganhar a disputa verbal. . Sócrates para purificar a alma de sua ignorância.

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