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AnuncioGeoConnect.pdf 1 27/5/2011 17:30:29
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Infogeo 64
Latitude
Desafos do Geo
geoquality
Como será o futuro
dos satélites e sensores?
geodireito
Novo Código Florestal e
o critério espacial no Direito Ambiental
Aerofotos
As novas potencialidades dos
levantamentos aerofotogramétricos
Capa
Dados de campo invadem o GIS
entrevista
Maria Lucia de Oliveira Falcón,
presidente da Concar
Passo a Passo
Google Map Maker:
saiba como criar um bairro
Cloud gIS
Cloud Computing e
Cloud GIS postos em prática
geomarketing
Geotecnologias auxiliando
a concessão de crédito
geovias
Gestão de obras em vias
públicas: um projeto pioneiro
geo nas Cidades
Aplicação de GIS
na gestão municipal
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Portal
editorial
Seção do Leitor
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LBS
onLine
Aeronews
Acontece
guia de empresas
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SUMÁRIO
Colaboraram nesta edição:
Arlete Meneguette, Cláudio Marcio Queiroz, Eduardo de Rezende Francisco, Fabiano Cucolo,
Fernanda Lodi Trevisan, Gustavo Macedo de Mello Baptista, Lindon Fonseca Matias,
Luiz Antonio Ugeda Sanches, Luiz Roberto Arueira da Silva, Paulo Martinho, Wilson Holler
Acesse artigos
complementares
na revista online
www.mundogeo.com
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Para os que não conhecem o termo, podcasting é uma forma de publicação de arqui-
vos de áudio ou vídeo pela internet. A palavra é uma junção de iPod e broadcasting.
A MundoGEO, que teve seu primeiro podcast lançado em 2009, volta agora com esta
forma de divulgação das geotecnologias, em programas semanais. Falando sobre
o mercado de geo, com notícias, lançamentos, entrevistas, eventos, cursos e opor-
tunidades, o Portal MundoGEO informa de maneira atual seus leitores e ouvintes.
PodCASt Mundogeo @Mundogeo
PORTAL
A descrição em nosso Twitter não nos deixa
mentir: levando a geoinformação a todos, já
chegamos a mais de 4 mil seguidores!
Com conteúdos que vão desde a atualização
presente em nosso portal e postados por cole-
gas da área de geo até promoções e webinars,
o @MundoGEO vem crescendo e interagindo
cada vez mais com seus leitores.
A cobertura do XV Simpósio Brasileiro de Sen-
soriamento Remoto, realizado de 30 de abril
a 5 de maio, foi elogiada por muitos segui-
dores. Também contamos com a satisfação
do público, pelos webinars transmitidos re-
centemente, como se vê no comentário feito
por Raquel Long, estudante de geografa, que
acompanhou a uma de nossas sessões online:
Para você, qual o melhor dia para baixar podcasts sobre
geotecnologia?
Você já participou de um ou mais seminários online
(Webinar) MundoGEO?
Sexta-feira 44%
Segunda-feira 30%
Terça-feira 13%
Quarta-feira 9%
Quinta-feira 4%
Sim e pretendo participar novamente 38%
Não, mas tenho interesse em participar 35%
Sim 15%
Não 12%
+Lidas
Maio
Câmara aprova plebiscito
sobre a divisão do Pará
em três Estados
Abril
Inpe anuncia que receberá o
maior programa internacional
de estudos espaciais
Março
Divulgadas imagens
de satélite do Japão
após o terremoto
EnquEtE
ouçA e BAIxe!
Para baixar e ouvir o material postado no Portal MundoGEO, acesse
www.mundogeo.com/blog/category/podcast
Mundogeo#ConneCt
De 14 a 16 de junho haverá a cobertura do
MundoGEO#Connect pelo @MundoGEO, en-
tão não deixe de nos seguir no Twitter e dar
sua opinião sobre o evento!
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Infogeo 64
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Editor
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Revista Infogeo - ISSn 1517669-x
Publicação trimestral - ano 12 - nº 64
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CtP e Impressão | MaxiGráfca | www.maxigrafca.com.br
GRUPO
entRevIStA exCLuSIvA
CoM LuCIA fALCón
Em fevereiro a engenheira agrônoma Maria
Lúcia de Oliveira Falcón assumiu a Secretaria de
Planejamento e Investimento do Ministério do Pla-
nejamento e a presidência da Comissão Nacional
de Cartografa (Concar). Lúcia Falcón foi Secretária
de Planejamento de Aracaju e alavancou o pro-
cesso de mapeamento no município. Sua última
atuação foi como Secretária de Estado do Plane-
jamento de Sergipe, buscando recursos para o
projeto de mapeamento sistemático do todo o
Estado. Veja na página 24 a entrevista exclusiva da
revista InfoGEO com Maria Lúcia de Oliveira Falcón
Assim como os dados de “campo” estão inva-
dindo o setor de geoprocessamento, por outro
lado as imagens também estão cada vez mais pre-
sentes na área de geomática. Os setores de geo-
processamento/sensoriamento remoto e topogra-
fa/agrimensura tendem a estarem cada vez mais
próximos. Em um futuro não tão distante, cairão
totalmente as barreiras entre estes dois “mundos”,
antes tão diferentes e agora cada vez mais iguais.
Tantos os profssionais como as empresas vão atuar
nesta grande e vigorosa indústria da informação
geoespacial: a geoinformação.
Eventos recentes, como os terremotos no Hai-
ti e no Chile, as tsunâmis no Japão e os desliza-
mentos de terra no Rio de Janeiro mostraram a
dependência da sociedade de mapas atualizados
em situações de emergência. Com a computação
em nuvem e a popularização de celulares dotados
de GPS, o setor de geotecnologia passou a contar
com um novo componente para o mapeamento
de áreas atingidas por desastres naturais: a geo-
colaboração.
Além disso, as redes sociais levam a colabora-
ção entre pessoas, empresas e poder público a um
patamar nunca antes imaginado. Com a velocida-
de da internet e o efeito viral, milhões de pessoas
geram e compartilham informações, reações e co-
mentários, fornecendo registros “georreferencia-
dos” sobre posts, pontos de interesse, fotos, vídeos,
eventos, viagens, empregos, estudos, check-ins,
check-outs e uma infnidade de outras ações. Cabe
aos administradores das redes fazer a mineração
desses dados para obter tendências e padrões.
Somos, hoje, mais de seis bilhões de habitan-
tes sobre a Terra, alguns levando consigo mais do
que um sensor - um celular com multi-funções, por
exemplo - , o que nos torna uma verdadeira rede
de sensores operando todo o tempo, com infnitas
possibilidades de conexão.
o MAR vAI vIRAR SeRtão.
o SeRtão vAI vIRAR MAR
eduARdo fReItAS
Engenheiro cartógrafo,
técnico em edifcações
e mestrando em C&SIG
Editor da revista InfoGEO
eduardo@mundogeo.com
EDITORIAL
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Infogeo 64
SEÇÃO DO LEITOR
Envie críticas, dúvidas e sugestões
para editorial@mundogeo.com.
Por uma questão de espaço, as
mensagens poderão ser editadas
ConeCte-Se
A equipe do Laboratório de Geoprocessa-
mento da UFRJ - Lageop vem demonstrar
seu apoio ao Prêmio MundoGEO#Connect,
em que o Prof. Jorge Xavier da Silva, coorde-
nador deste Laboratório, foi indicado e está
concorrendo na modalidade “Personalidade
da Década no Setor de Geotecnologia”. O
professor contribuiu para a introdução do
geoprocessamento no Brasil, a partir do es-
forço de divulgação e formação de pessoal,
no início dos anos 80.
equipe Lageop/ufRJ
Olá pessoal da MundoGEO. Que tal variar
um pouco e fazer um congresso aqui no
Nordeste? Tem muitos profssionais por
aqui que gostariam de participar, mas os
custos com passagem aérea, translado,
hospedagem, etc., acabam inviabilizando
a participação em São Paulo. Fica a minha
sugestão para os próximos eventos.
Érika Alves tavares Marques
WeBInAR
Quero informar que participei do último
seminário online realizado pela Mundo-
GEO via rádio, junto com outra pessoa.
O áudio e a imagem estava maravilho-
sos, sem interferência ou corte. Quere-
mos participar de outros. Obrigado e
parabéns, foi nota “1000”.
Marcelo gouvea
Gostaria de parabenizar a MundoGEO
pelas parcerias com empresas especia-
lizadas nas diversas áreas de conheci-
mento, pois proporcionam a muitos
profissionais boas oportunidades de
encontro. Quero continuar recebendo
comunicados sobre os webinars, para
sempre poder participar.
elaine osorio
Assisti um dos webinars de vocês e fi-
quei encantada. Gostaria de agradecer
a oportunidade que estão dando para
muitas pessoas aprenderem mais sobre
geotecnologias. Aproveito para dizer
que os seminários online da MundoGEO
me inspiraram, e estou pensando em
promover mini-cursos e palestras aqui
na empresa.
gabriela f. da Silva
Trabalho há dois anos numa empresa de
geotecnologia aqui em Cuiabá, e tenho
acompanhado constantemente os se-
minários online feitos pela MundoGEO.
Infelizmente eu não pude acompanhar
o último, cujo tema foi “GIS no Centro
das Decisões dos Governos”. Eu e mais
alguns colegas de trabalho gostaría-
mos de saber se existe algum link ou
vídeo disponível para download, pois
este assunto é muito importante para
nós, uma vez que a nossa empresa tra-
balha na construção e atualização de
bases cartográficas para municípios e
estados. Os seminários são ótimos e os
temas abordados são sempre interes-
santes para nós.
gustavo furtado
Gustavo
O palestrante já autorizou a divulgação
dos materiais deste webinar. Acesse www.
mundogeo.com/webinar e confira.
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Infogeo 64
LATITUDE
N
o meio desta ebulição do mercado de geo-
mática no Brasil, me proponho a apresentar
alguns pontos para refexão que, a meu ver, pode-
riam auxiliar a tornar este movimento alavancador
mais sustentável.
Precisamos de uma maior aproximação da in-
ciativa privada com as universidades. Levando-se
em conta as modestas iniciativas existentes, temos
muito ainda a melhorar na elaboração de projetos
inovadores construídos por ambos. Ganham todos:
as empresas por otimizar recursos, aprimoram suas
equipes e melhoram seus resultados; e as univer-
sidades atualizam professores, preparam melhor
seus alunos e obtêm recursos para melhorar suas
estruturas.
Outro ponto importante é haver um maior conta-
to entre os empresários do setor, deixando de lado
geRAção Y &
deSAfIoS do geo
Rumo a um mundo mais sustentável
eMeRSon ZAnon
gRAneMAnn
Engenheiro cartógrafo,
diretor e publisher da
Editora MundoGEO
emerson@mundogeo.com
a concorrência predatória e o jurássico corporati-
vismo. Mais juntos, poderiam conquistar avanços
perante a sociedade, na medida em que apoiassem
ou até executassem ações de divulgação das geo-
tecnologias. Bem como abrissem o diálogo com o
governo na busca da construção de melhores pro-
jetos que visem otimizar investimentos, além de ela-
borar pesquisas que mostrassem a força econômica
e geradora de empregabilidade do setor.
Em terceiro, tenho convicção de que o governo,
nas três esferas, mas principalmente o federal, ain-
da não colocou as geotecnologias na real priorida-
de que o assunto merece em sua agenda política.
Normas e procedimentos vão surgindo, mas numa
velocidade incompatível com as demandas do mer-
cado. Tanto sob o ponto de vista de usar melhor
as novas tecnologias como na preocupação com
as especifcações técnicas corretas dos projetos.
A maioria dos usuários públicos ainda é órfã neste
aspecto, contratando mal, copiando editais ou se-
guindo orientações técnicas duvidosas. Isto gera,
como resultado, desperdício de recursos públicos
e frustração dos usuários com a tecnologia.
Estamos frente a três desafos que podem ser
superados pela nova geração de profssionais que
está sendo formada e que já está no mercado. A
geração entre 18 e 30 anos, denominada de Y, está
avançando no mercado de forma avassaladora. Mui-
to à vontade no ambiente online de alta velocidade
e se comunicando via redes sociais e twitter, eles
estão transformando os ambientes corporativos.
Acredito que esta geração, alinhada com o novo
momento de construção de um mundo mais susten-
tável, logo estará no topo das decisões e “atrope-
lando” as gerações X (nascidos entre 1961 e fm dos
anos 80) e os baby boomers (nascidos entre 1946 e
início dos anos 60). Acreditem, isto já está aconte-
cendo. No fundo, toda a sociedade vai ganhar, com
a soma das gerações usando a geoinformação como
ferramenta de tomada de decisão segura.
Tudo isso para que depois a geração Z (menores
que 18 anos) assuma um mundo onde a escassez de
mapas, a falta de cultura em usá-los e os trabalhos
sobrepostos sejam coisas do passado.
Acredito que
esta geração,
alinhada com o
novo momento
de construção de
um mundo mais
sustentável, logo
estará no topo
das decisões
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Infogeo 64
A Logica, provedora global de serviços de TI
e gestão de negócios, anunciou a conquista
da certifcação iSo 9001:2008, cujas
normas estabelecem padrões de qualidade
internacionais para as operações e serviços
das companhias de todo o mundo.
Foi aprovado no dia 24 de maio o novo
código FLoreStaL, que permite o uso das
Áreas de Preservação Permanente (APP) já
ocupadas com atividades agrossilvipastoris,
ecoturismo e turismo rural.
A Pitney BoweS BuSineSS inSight, empresa
de comunicação e location intelligence,
anunciou uma parceria com a SteFanini it
SoLutionS, ampliando a sua
atuação no Brasil.
As empresas brasileiras agX tecnoLogia e
XMoBotS, de desenvolvimento de Veículos
Aéreos Não Tripulados (VantS), anunciaram a
fusão de seus serviços e, juntas, terão um valor
de mercado estimado em 32 milhões de reais.
A digitaLgLoBe anunciou no fnal de abril
que concluiu a elevação de órbita do satélite
QuickBird, que está agora a 482 quilômetros
acima da superfície da Terra, prolongando
sua vida útil até 2014.
Especialistas brasileiros e chineses realizaram
testes de compatibilidade eletromagnética
entre o satélite cBerS-3 e a estação de
recepção e gravação de imagens do inStituto
nacionaL de PeSQuiSaS eSPaciaiS, entre os
dias 18 e 25 de março.
A gLoBaLgeo, empresa prestadora de
serviços baseados em geotecnologias, assinou
um contrato com a goLden SoFtware, para
revenda de toda a linha de programas da
empresa, entre eles o SurFer.
goveRno BRASILeIRo
eStudA A InCLuSão
do SetoR PRIvAdo no
PRogRAMA eSPACIAL
A inclusão do setor privado na execução do Programa Espacial Brasileiro
está em análise pelo governo. As decisões relativas ao Programa Nacional de
Atividades Espaciais (Pnae) deverão ser tomadas ainda neste semestre, visando
à sua inclusão no Plano Plurianual (PPA). A avaliação da participação industrial
será feita pela AEB e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). De acordo
com o presidente da AEB, é preciso articular melhor os vários integrantes do
sistema, que são a própria agência, como órgão de planejamento e coordena-
ção, os órgãos executores e as empresas contratadas para desenvolvimento de
subsistemas dos programas espaciais ou de veículos lançadores.
eMBRAPA MonItoRAMento
PoR SAtÉLIte CoMPLetA
22 AnoS
A Embrapa Monitoramento por Satélite, uma das 47 unidades da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acaba de completar 22 anos inau-
gurando uma nova fase de evolução e fortalecimento estratégico.
Desde 2009, a Unidade, localizada em Campinas (SP), investiu na atração
e retenção de profssionais, aumentando o número de projetos de pesquisa,
publicações, participações em eventos técnico-científcos e parcerias na-
cionais e internacionais. O apoio à internacionalização da Embrapa é outra
atividade que foi intensifcada com a atuação em missões internacionais e
em projetos com governos e instituições estrangeiras, como o projeto de
apoio à plataforma tecnológica de Moçambique.
NAVEGANDO
eSRI dISPonIBILIZA
IMAgenS de SAtÉLIte
doS úLtIMoS 40 AnoS
A norte-americana Esri anuncia o lan-
çamento de serviços de imagem Landsat.
A novidade permite o acesso ao patrimô-
nio de quase quatro décadas de imagens
criadas pela Nasa e pelo Departamento
do Interior Americano (DOI). Os usuários
poderão acessar imagens de satélite da
Terra captadas durante os últimos 40 anos e, assim, expandir a ca-
pacidade de monitorar mudanças na paisagem em todo o mundo.
INFO
www.esri.com/landsat
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SAtÉLIte ALoS
enCeRRA oPeRAçõeS
Após a perda abrupta de
energia no final de abril, que
desligou todos os dispositivos
de observação a bordo do sa-
télite Alos, em operação desde
janeiro de 2006, a Agência de
Exploração Aeroespacial Japo-
nesa (Jaxa, em inglês) anunciou
que completou as operações com o mesmo, enviando um
comando no dia 12 de maio. O satélite, também chamado de
Daichi, ultrapassou seu tempo de vida projetado inicialmente,
que era de três anos. A Agência continua investigando as cau-
sas da interrupção da geração de energia, e informa que seu
substituto, Alos-3, está previsto para ser lançado em 2014. O
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), respon-
sável pela distribuição das imagens Alos no Brasil, informa
no portal de imagens do satélite que terminou o acordo de
cooperação científica que estabelecia o Instituto como res-
ponsável pela distribuição.
InPe IRá ReCeBeR
MAIoR PRogRAMA
InteRnACIonAL de
eStudoS eSPACIAIS
A Universidade Internacional do Espaço (ISU, na sigla em
inglês) anunciou no início de abril o Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe) como sede do mais importante
e abrangente programa de treinamento do mundo na área.
A 13ª edição do Space Studies Program (SSP) levará a São
José dos Campos cerca de 120 estudantes de diversos pa-
íses para aulas sobre engenharia e aplicações de satélites,
política, gestão e legislação espacial, entre outros temas.
Serão nove semanas de estudos multidisciplinares, de 17
de junho a 17 de agosto de 2013. Além das aulas teóricas
e práticas no Inpe, durante o SSP13 serão realizadas visitas
técnicas a outras instituições e empresas privadas. Estão pre-
vistas ainda atividades abertas ao público em geral, como
oficinas e workshops com a participação de astronautas e
personalidades internacionais.
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Infogeo 64
> CIdAde f@CIL
SoLução
foCAdA eM
geStão MunICIPAL
A Imagem, empresa atuante no mercado de GIS,
lançou o Cidade F@cil, solução integrada de software,
treinamento e conteúdo geográfco que permite
aos governos municipais, de todos os portes, tomar
decisões fundamentadas em dados geográfcos de
seu território. O foco da solução são as prefeituras
mais carentes, que não dispõem de técnicos e nem
informações que otimizem a gestão. A solução conta
ainda com suporte e atualização pelo período de 12
meses e, para os dados geográfcos, a substituição
será feita sempre que houver novos conteúdos,
podendo incluir sugestões de melhoras apontadas
pela própria prefeitura.
INFO
www.img.com.br/cidadefacil
> teRRAMe BetA 1.0
InPe LAnçA SoftWARe
ABeRto PARA ModeLAgeM
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
lançou em abril a versão Beta 1.0 da plataforma
de software aberto para modelagem dinâmica
TerraME – Terra Modelling Environment. As
versões publicadas da plataforma de software
são acondicionadas em um servidor SVN público,
espelhadas em um repositório localizado no
Inpe. Toda madrugada a sincronização dos
repositórios TerraLAB e o repositório do Inpe é realizada de forma automática.
Desta maneira, espera-se que o código fonte, completamente documentado,
esteja disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.
INFO
www.terrame.org
> geoPReSídIoS
LAnçAdo MAPA
CoM SItuAção
doS PReSídIoS
no BRASIL
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou
no início de abril um mapa com a situação dos
presídios no Brasil. O Geopresídios, como é chamado
o projeto, traz informações sobre quantidade de
vagas, população carcerária, número de gestantes
que estão encarceradas, entre outras. O mapa traz
detalhes de todas as regiões, e também sobre as
unidades penitenciárias individualmente; dados
estatísticos também podem ser consultados pela
população. O sistema permitirá o monitoramento da
situação desses espaços em tempo real. Além disso,
a atualização das informações do mapa será diária.
INFO
www.cnj.jus.br/geopresidios
> WeBgIS de MoçAMBIque
SISteMA É LAnçAdo duRAnte
AnIveRSáRIo dA eMBRAPA
O WebGIS de Moçambique, um sistema dinâmico e interativo para gestão
dos recursos naturais, foi uma das tecnologias lançadas pela Embrapa em
comemoração ao seu aniversário de 38 anos, dia 26 de abril. Desenvolvido pela
Embrapa Monitoramento por Satélite, o sistema é um dos primeiros resultados
do programa de apoio à Plataforma de Inovação Agrária de Moçambique e está
disponível na internet. O WebGIS permite ao usuário consultar informações
georreferenciadas de modo amigável e interativo, manipulando diferentes
planos de informação.
INFO
www.cnpm.embrapa.br/projetos/mocambique
LANÇAMENTOS
> eCW PARA ARCgIS SeRveR
novo PRoduto dA eRdAS
A Erdas lançou recentemente um novo produto. O ECW para ArcGIS Server
proporciona meios para o ArcGIS Server 10 distribuir dados no formato
Enhanced Compression Wavelet (ECW). Utilizando componentes do
Erdas ECW/JP2 SDK versão 4.2, o aplicativo permite que o ArcGIS Server
suporte imagens ECW, proporcionando a mais rápida descompressão
disponível no mercado. Utilizando recursos mínimos de memória, o
ECW pode rapidamente descomprimir e abrir quantidades massivas de
arquivos, em muitos casos mais rapidamente do que acessar imagens
não comprimidas. O ECW para ArcGIS Server pode ser instalado num
único ArcGIS Server, com ou sem outro software Erdas instalado. No
entanto, requer uma licença FlexNet da Erdas.
INFO
www.erdas.com
21
> I3geo
LAnçAdA novA veRSão do
SoftWARe LIvRe
Foi lançada a versão 4.5 do i3Geo, um software livre para internet baseado em um conjunto
de outros sistemas abertos, principalmente o MapServer. O foco principal do i3Geo é a
disponibilização de dados geográfcos e um conjunto de ferramentas de navegação, geração
de análises, compartilhamento e
criação de mapas sob demanda.
Entre as modifcações da versão,
está a integração com o Google
Maps e com o Google Earth.
INFO
www.softwarepublico.gov.br
> ARCgIS foR ShARePoInt
eSRI LAnçA novA veRSão dA
SoLução de IntegRAção
A Esri da Espanha, juntamente com a Microsoft, integrou totalmente a plataforma ArcGIS
com o SharePoint, através da solução ArcGIS for SharePoint. Com esta solução, os usuários
da plataforma de colaboração da Microsoft podem aproveitar o componente geográfco
de informações, através de sua visualização em mapas interativos e da integração de
recursos GIS para análises e consultas de fuxo de trabalho do SharePoint. O ArcGIS
for SharePoint é a proposta de geocolaboração da Esri, que permite administrar os
conteúdos de uma perspectiva geográfca através da já conhecida interface do Ofce,
assim também como aproveitar o caráter geográfco que está implícito em mais de 80%
dos dados de uma organização.
> SPotMAPS
BRASgeo tRAZ MoSAICo
Ao SuL do BRASIL
A Brasgeo, em parceria com a Astrium, está trazendo o SpotMaps à região sul do Brasil.
Este é um mosaico de cobertura ininterrupta, uniforme e sem emendas. É obtido a partir
de imagens recentes do satélite Spot5, de 2,5 metros de resolução, sobre áreas extensas
(para trabalhos em níveis locais, regionais, estaduais e nacionais). Caracterizada por ser uma
carta básica colorida, oferece alta precisão geométrica, que refete felmente as verdadeiras
cores do solo. Adequado para trabalho em escalas compatíveis e pode servir de base para
elaboração de inúmeros tipos de bases geográfcas. O mosaico é georreferenciado e pode
ser diretamente integrado em qualquer Sistema de Informação Geográfca.
INFO
www.brasgeo.com.br
22
Infogeo 64
dAdoS de CAMPo
InvAdeM o gIS
Atualizações em tempo real, mapas colaborativos e coordenadas
de usuários cada vez mais presentes no geoprocessamento
CAPA
N
o início de 2010, um desastre natural na re-
gião serrana do Rio de Janeiro expôs, de for-
ma trágica, como estamos dependentes de mapas
em situações de emergência. Com a popularização
dos celulares, smartphones e tablets com GPS, a lo-
calização passou a ser mais uma “commodity”. No
setor de Serviços Baseados em Localização (LBS),
coordenadas de usuários geram uma enorme quan-
tidade de dados, que precisa ser processada e virar
informação.
Estariam os dados de campo invadindo o setor
de GIS? A fronteira entre os dados de escritório e
móveis está desaparecendo? As bases de dados e
o trabalho diário vão tornar-se cada vez mais cola-
borativos?
Desde o terremoto no Haiti até as recentes tsu-
nâmis no Japão, passando pelos tremores no Chile
e deslizamentos de terra no Rio de Janeiro, o setor
de geotecnologia passou a contar com um novo
componente para o mapeamento de áreas atingidas
por desastres naturais: a geocolaboração.
Em uma situação de emergência extrema, além
de sobreviver ao caos, a primeira reação do ser hu-
mano é localizar-se. Afnal, há várias perguntas a
serem respondidas: Para onde deve-se ir? Onde en-
contrar ajuda ou alimento? Como auxiliar outras
pessoas?
Nos locais onde o desastre acabou com a infraes-
trutura existente, mapas antigos não têm utilidade
e servem apenas para comparação com o que havia
e com o que restou. Nestes casos, é imprescindível
poder contar com uma cartografa atualizada, de
preferência feita em poucas horas. E é aí que entra
o mapeamento colaborativo e as imagens de saté-
lites em tempo “quase real”.
O terremoto no Haiti expôs de maneira dramáti-
ca a falta de mapas de um país. Poucas horas após o
evento, a população local e voluntários de todas as
partes do mundo passaram a elaborar a cartografa
dos locais atingidos, a partir de dados obtidos por
Por Eduardo FrEitas
Um vídeo sobre a
criação do mapa
colaborativo de Porto
Príncipe, capital do
Haiti, está disponível
em http://bit.ly/k4Fscp
Crowdsourcing
é um modelo de
produção que utiliza
a inteligência e os
conhecimentos
coletivos e voluntários,
espalhados pela
internet, para
resolver problemas,
criar conteúdo ou
desenvolver
novas tecnologias
23
navegadores GPS e imagens de satélites fornecidas por
grandes operadoras. Esta geocolaboração foi possível
através do OpenStreetMap, um projeto inspirado por
sites como a Wikipedia que tem o ambicioso obje-
tivo de criar um mapa livre e editável do mundo.
Além do OpenStreetMap, existem várias outras
iniciativas de mapeamento colaborativo. A própria
Esri lançou o ArcGIS Online (www.arcgis.com), site
que conta com funcionalidades de geocolaboração.
Recentemente, no Brasil, um grupo de voluntários
ajudou a mapear a região atingida pelos deslizamentos de terra na região serrana do Rio,
através do Google Map Maker. Ainda no Brasil, outro exemplo de projeto colaborativo
é o TrackSource, no qual a comunidade gera mapas roteáveis para navegadores GPS.
Toda essa colaboração é turbinada pela computação em nuvem, que permite a vários
usuários acessarem uma mesma base de dados e editarem um mapa em tempo real.
Este tipo de tecnologia permite que qualquer equipamento, conectado à internet, vire
uma estação de trabalho remota, na qual um usuário pode acessar mapas e imagens,
analisar a situação ao seu redor e executar as devidas atualizações.
Outro fator que contribui com a popularização da geocolaboração é justamente o
uso de celulares, smartphones e tablets com capacidades de localização e mapeamen-
to. É possível, hoje, com um simples telefone, acessar a internet, buscar por um serviço
de mapas online, fazer uma pesquisa e indicar se o resultado está correto ou não. Com
isto, os usuários podem avaliar um mapa, em tempo real, fornecendo seu feedback e
alterando o seu conteúdo. Em aplicações desse tipo, a própria comunidade gera, atua-
liza e avalia os dados gerados.
Neste ponto chegamos às redes sociais, nas quais o crowdsourcing é levado ao seu
nível máximo, com milhões de pessoas gerando e compartilhando informações, reações
e comentários sobre um mesmo assunto.
Seja em redes sociais baseadas no desktop (Facebook, por exemplo) ou em dispo-
sitivos móveis (Foursquare), os dados sobre localização estão presentes para qualifcar
ainda mais as informações dos usuários. São registros sobre posts, pontos de interesse,
fotos, vídeos, eventos, viagens, empregos, estudos, check-ins, check-outs e uma infni-
dade de outras ações que podem ser “georreferenciadas”.
Tudo isso gera uma imensa quantidade de dados para os administradores das redes
sociais e das empresas que coletam dados de seus funcionários. Cabe aos profssionais
de mineração de dados a árdua tarefa de processar esta grande massa de conteúdo geor-
referenciado para, então, encontrar tendências e gerar informação realmente relevante.
Neste caso, a principal questão a resolver é: o que fazer com tanta quantidade de da-
dos? Isto nos leva então ao geo data mining, que é o processo de encontrar tendências
dentro de grandes quantidades de conteúdo, tendo como base a localização dos usu-
ários e/ou dos conteúdos. É isto que grandes grupos, como Esri, Microsoft, Facebook e
Google, fazem quando lançam suas soluções de geocolaboração, registrando os dados
e as coordenadas gerados pelos usuários.
6 BILhõeS de
SenSoReS InteLIgenteS
Em um artigo de 2006, bem antes do
“boom” das redes sociais, o pesquisador da
área de geotecnologia Mike Goodchild já co-
mentava sobre um intenso movimento de
geocolaboração que estava nascendo, cha-
mado “citizens as sensors”. Segundo ele, os
habitantes do planeta se converteriam em
6 bilhões de sensores móveis mapeando a
Terra através de seu conhecimento, suas im-
pressões e seus registros sobre locais.
Hoje, se levarmos em conta que um mes-
mo terráqueo pode levar consigo, em seu ce-
lular, um receptor GPS, uma máquina fotográ-
fca, uma flmadora, um gravador de som, um
editor de textos, uma calculadora, etc., este
número pode aumentar ainda mais. Além dis-
so, um carro tem o seu próprio chip de celular
para rastreamento e seu próprio navegador,
bem como um caminhão tem sua carga mo-
nitorada e assim por diante. Ou seja: já deve
haver, hoje, muito mais do que 10 bilhões de
sensores sobre a Terra, que podem trabalhar
tanto para o mapeamento do planeta como
para a geração de dados baseados em loca-
lização, fornecendo informações preciosas
sobre comportamento, tendências de con-
sumo, entre outros “tesouros” do marketing
e da administração.
Defnitivamente, os dados dos usuários
invadiram o setor de geo, mas a análise geo-
gráfca também invadiu o dia a dia das pes-
soas. É a integração das tecnologias para o
bem de todos, gerando novas possibilidades
e oportunidades de negócios.
Data mining (ou mineração de dados) é o processo de explorar grandes quantidades
de dados à procura de padrões consistentes, como regras de associação ou sequências
temporais, para detectar relacionamentos sistemáticos entre variáveis, encontrando
assim novos subconjuntos de dados
24
Infogeo 64
MARIA LuCIA de
oLIveIRA fALCón
Presidente da Comissão Nacional de Cartografa
ENTREVISTA
M
aria Lucia de Oliveira Falcón assumiu em feverei-
ro a presidência da Comissão Nacional de Car-
tografa (Concar). Possui graduação em agronomia e
mestrado em economia pela Universidade Federal da
Bahia, e doutorado em sociologia pela Universidade
de Brasília. É bolsista/pesquisadora sem vínculo, con-
selheira fscal do Petróleo Brasileiro, Secretária de Pla-
nejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão, e professora
adjunta da Universidade Federal de Sergipe.
Infogeo: Como foi sua passagem pela Secretaria
de Planejamento de Aracaju e pela Secretaria es-
tadual de Planejamento de Sergipe? Como esta ex-
periência será transferida para o cenário nacional?
Lúcia falcón: Durante esses anos de experiência na
administração pública, sobretudo na atividade de
planejamento e gestão, pude perceber na prática o
valor da cartografa e do geoprocessamento como
ferramenta de planejamento e desenvolvimento de
políticas públicas em diversas áreas temáticas. Na
Prefeitura Municipal de Aracaju, em 2003, investimos
na geração de uma nova base cartográfca na escala
1:1.000 com foco na geração de um Cadastro Técnico
Multifnalitário. No governo do estado de Sergipe, em
2007, um grande avanço se deu com o resgate da fun-
ção planejamento, com a inserção dos componentes
territorialização e participação popular presentes na
defnição das políticas públicas. No governo federal
a expectativa é retomar os trabalhos da Concar, com
destaque para a implementação do Plano Cartográfco
Nacional e a implantação da Infraestrutura Nacional
de Dados Espaciais (Inde).
Mg: Considerando que o Brasil é um país de di-
mensões continentais e com um espaço geogra-
fcamente diferenciado, e também em termos de
desenvolvimento, com muitas demandas de car-
tografa e de agrimensura, como será a Política
Cartográfca nacional daqui em diante?
Lf: O MP é o gestor do Sistema Cartográfco Nacional
(SCN), cabendo à Secretaria de Planejamentos e In-
vestimentos Estratégicos a função de presidir a Con-
car, que tem como uma das suas responsabilidades
coordenar a Política Cartográfca Nacional. A atual
presidência da Concar está consolidando a retomada
do seu papel e de sua missão, com um enfoque estra-
tégico na participação maior pelos entes federados.
Não se deve esquecer o esforço permanente da Co-
missão para a geração de normas e padrões visando
principalmente à realização e consolidação da Inde. As
discussões sobre a Política Cartográfca Nacional estão
na pauta do dia e acredito que o Brasil precisa avan-
çar no conhecimento e apreensão dessa diversidade
geográfca para oferecer respostas mais especializa-
das e precisas ao planejamento e à gestão territorial,
fornecendo bases para o desenvolvimento econômico
e social. Há proposta para revisão do plano cartográ-
fco nacional, mas a questão ainda não esta fechada.
Mg: existe algum cronograma defnido para a
capacitação dos colaboradores na produção dos
dados cartográfcos públicos e privados? o que
a nova presidente da Concar pensa em adotar
como política de formação de mão-de-obra es-
pecializada em cartografa?
Lf: Na elaboração do Plano de Ação da Inde foi con-
siderada a necessidade de formação de recursos hu-
manos e para isso foi verifcada a necessidade de criar
um programa de capacitação, visando desenvolver e
prover conhecimentos, habilidades, comportamentos
e atitudes para atender a requisitos específcos dos
diversos componentes e dimensões do projeto. Essas
capacitações e treinamentos deverão abarcar itens
relativos às ciências geodésicas, cartográfcas, além
de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC).
“No governo federal
a expectativa
é retomar os
trabalhos da
Concar, com
destaque para a
implementação do
Plano Cartográfco
Nacional e a
implantação da
Infraestrutura
Nacional de Dados
Espaciais (Inde)”
Veja esta entrevista
na íntegra, na versão
online da revista
InfoGEO
O
s projetos de GNSS estão em alta! Na pró-
xima página, você conhecerá um pouco
mais do European Satellite Navigation Compe-
tition (ESNC), concurso que elegerá as melho-
res soluções na área de navegação por satélite.
Criado em 2004, inicialmente o evento contava
com a participação de apenas três países euro-
peus. No ano passado esse seleto grupo já era
formado por 23 nações.
MOBI LIDADE | NAVEGAÇÃO | LOCATI ON INTELLI GENCE | GEOWEB
Sessão LBS
26
Infogeo 64
veJA
CoMo PARtICIPAR
1. Registre a sua ideia no site
www.galileo-master.eu
2. Escolha uma das regiões que
você quer representar (você
também pode inscrever mais
de um trabalho)
3. Um grupo de experts da região
que você escolheu irá avaliar
seu trabalho
4. Depois dessa etapa, um time
de profssionais irá avaliar o
seu trabalho em nível global
5. Você receberá notifcações,
por email, sobre todas as eta-
pas do processo. Em outubro
acontecerá a cerimônia de
premiação, em Munique, na
Alemanha
ConfIRA ABAIxo AS CAtegoRIAS
e PRêMIoS ofeReCIdoS PeLo eSnC 2011:
• A European GNSS Agency (GSA) irá premiar aplicações que envolvam o sistema Egnos,
e o vencedor receberá um ano de suporte em algum centro de incubação.
• A European Space Agency (ESA) irá oferecer uma quantia de 10 mil euros para a ideia
que poderá ser implementada rapidamente, em um dos cinco centros de incuba-
ção da ESA, ou naqueles incubadores participantes do European Space Incubators
Network (Esinet), espalhados pela Europa.
• Já o German Aerospace Center (DLR) gratifcará a ideia mais inovadora com relação ao
melhoramento da navegação, ou Augmented Navigation, que usem o sistema Egnos,
ganhando uma quantia de 50 mil euros em consultorias.
• A Navteq premiará soluções voltadas ao ambiente mobile. O prêmio oferecido pela
norte-americana consiste em um ano de incubação, no valor de 75 mil euros.
• NavCert e Ifen irão oferecer uma avaliação no centro de testes do sistema, ainda em
desenvolvimento, Galileo (Gate), em Berchtesgaden, Alemanha. Depois, a solução
será certifcada pelo TÜV SÜD.
• O desafo que abrange somente as universidades, ESNC University Challenge, irá
direcionar e ajudar, os estudantes e associados da pesquisa. O prêmio irá fornecer
pesquisas sobre empreendedorismo.
• E o Industrial Technology Research Institute (Itri), de Taiwan, irá oferecer uma grati-
fcação de 10 mil euros para a melhor ideia que pode ser usada no conceito dos ve-
ículos conectados.
Mais informações sobre a competição: www.galileo-master.eu
SESSÃO LBS
O ESNC é um evento que premiará as
melhores soluções na navegação por sa-
télite e está com as inscrições abertas até
o dia 29 de junho. Este ano, o Brasil está
sendo representado pelo Portal Mundo-
GEO. No ano passado foram mais de 500
participantes e dezenas de projetos ins-
critos, avaliados por mais de 100 profs-
sionais “experts” do setor de navegação
por satélite.
O ESNC é um evento totalmente aberto.
Abrange qualquer tipo de instituição, pú-
blica ou privada, pessoa física ou jurídica,
e que tenha projetos na área de navegação
por satélite, seja baseado no sistema de
posicionamento global norte-americano
(GPS), o russo Glonass, o europeu Galileo
ou o chinês Compass.
De acordo com informações da orga-
nização do evento, a maioria das ideias
inscritas na competição, 32%, foram pro-
jetos individuais e o país com mais traba-
lhos participantes no ESNC foi a Alemanha.
No ano passado, a grande vencedora do
ESNC (Galileo Master) foi a empresa aus-
tríaca Mobilizy, como o sistema Wikitude,
que usa a realidade aumentada na nave-
gação móvel, via GPS, através também de
vídeos reproduzidos em um smartphone,
ou seja, as instruções de trajeto podem ser
visualizadas diretamente.
27
GooGlE EArth
BuildEr ProMEtE
rEvolucionAr
MErcAdo dE
inforMAçõEs
GEoGráficAs
U
m lançamento está me-
xendo com o mercado
de geotecnologia. O Goo-
gle Earth Builder, ferramen-
ta anunciada recentemente
pela gigante da internet, se
posiciona como um forte concorrente aos softwares
existentes para plataforma GIS. Entre as vantagens,
a redução nos custos com TI, compartilhamento de
informações e customização.
Os recursos apontam uma nova fase na forma de
interação em sistemas de informação geográfca assim
como ocorreu com o lançamento do Google Earth em
2005. Na ocasião, a ferramenta popularizou a utilização
de mapas em 3D, inclusive estabelecendo tendências
para equipamentos de usuários domésticos.
“O Google Earth Builder utiliza cloud computing
para armazenamento dos dados, o que minimiza cus-
tos com infraestrutura, manutenção e upgrade de
softwares e servidores”, explica Luiz Rodrigo Tozzi,
gerente de projetos da IPNET Soluções, empresa par-
ceira da Google especializada em Google Earth. O
produto será comercializado a partir de julho, mas a
expectativa já é grande entre os usuários especializa-
dos em geotecnologia.
BrAsil rEvê técnicAs dE
controlE do tráfEGo AérEo
R
ecentemente, um grupo de executivos da ITT, uma empresa provedora de
soluções para gerenciamento do tráfego aéreo nos Estados Unidos e Ásia,
desembarcou no Brasil para apresentar os avanços de uma solução de navegação
baseada em GPS. Esse sistema, que já é usado em território norte-americano, basica-
mente visa substituir os radares presentes atualmente no controle do espaço aéreo.
De acordo com Bernard Asare, diretor de estratégias do setor de tráfego aéreo
da ITT, o sistema ADS-B, parte do NextGen, nova tecnologia de monitoramento
para o setor de aviação, já conta com uma estrutura em desenvolvimento nos Es-
tados Unidos, incluindo a construção de torres e outras infraestruturas para sua
implantação completa naquele país.
Segundo a empresa, ainda, a iniciativa deve partir de empresas públicas e pri-
vadas. Para ajudar neste ponto, foi criado, pela Administração Federal de Aviação,
dos EUA, o NextGen Equipage Bank, uma entidade que irá direcionar subsídios
para os governos interessados em implementar o sistema.
AfinAl, GPs coM AlErtA dE
rAdAr PodE ou não PodE?
O
que era para ser algo certo, se tornou
duvidoso, e passível de interpretação. O
fato é que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
deixa claro, no Art. 230, que ao conduzir um
veículo o motorista não pode ter em seu carro
um dispositivo antirradar. Mas o que é um dis-
positivo antirradar? Trata-se de um aparelho,
já fora de circulação, específco para indicar a
presença de radares fxos nas estradas. Isso gerou uma confusão, pois os navegado-
res GPS com radares cadastrados em seus bancos de dados foram confundidos com
esses aparelhos. Porém, procurado pela equipe do Portal InfoGPS, o Departamento
Nacional de Trânsito informou que os bancos de dados com indicações de radares
não são considerados irregulares. O uso de GPS é permitido no Brasil; o órgão não
pode intervir nas questões de comercialização dos navegadores GPS, que já vêm
com indicação de radares – mas o usuário pode desabilitar essa função-, nem mes-
mo na aquisição do aparelho.
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Infogeo 64
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30
Infogeo 64
MAPeAndo no
googLe MAP MAKeR
Parte 2 : Como Criar um Bairro
PASSO A PASSO
Figura 1 Figura 2
N
esta edição serão apresentados os procedi-
mentos para se criar um bairro no Google Map
Maker. Esta iniciativa constitui uma contribuição vo-
luntária ao processo de mapeamento colaborativo e
cooperativo, sendo baseada no conhecimento que
o mapeador tem de sua cidade e/ou do lugar pelo
qual tem a sensação de pertencimento.
PASSo A PASSo
1. Entrar no Google Map Maker (www.google.com/
mapmaker) e fazer login na sua conta do Google.
2. Clicar na opção Satélite e exibir a área de in-
teresse para a qual deseja adicionar, modifcar ou
moderar mapas no Google Map Maker. Antes de
mapear qualquer feição é importante constatar se
já existe uma representação para a cidade, caso
contrário é preciso vetorizar a área urbana e associar
atributos descritivos. No tutorial anterior foi feita a
edição do polígono que representa a área urbana
de Presidente Prudente (SP), tomando por base os
setores censitários do Instituto Brasileiro de Geo-
grafa e Estatística (IBGE).
Observar que os revisores e mapeadores do Goo-
gle Map Maker aprovaram a edição e o novo polígo-
no foi publicado. Notar que os mapeadores locais
já iniciaram a vetorização de feições relevantes na
área urbana, tais como bairros, sistema viário, par-
ques, edifcações de interesse público, etc.. Os no-
mes dos três maiores contribuidores aparecem no
canto inferior direito da tela (Figura 1).
3. É importante ressaltar que, se para a sua cidade
ainda não há uma representação para a área urbana,
é possível criar um polígono com base nos setores
censitários do IBGE. Neste tutorial será demonstrado
como criar um bairro denominado “Centro Educacio-
nal”, localizado na área urbana de Presidente Pruden-
te (vide fgura fornecida pela Prefeitura Municipal).
O mesmo procedimento poderia ser adotado para
criar o polígono de sua cidade (Figura 2).
4. O polígono que representa o bairro poderá
agora ser criado e seus atributos associados. Para
tanto, dar zoom na imagem de satélite mostrada no
Google Map Maker, no entorno da área de interesse.
Na opção Adicionar, clicar sobre Polígono.
5. A partir da lista suspensa, escolher Localidade,
para representar o bairro (Figura 3).
6. Clicar sobre cada ponto do polígono com o
botão esquerdo do mouse.
7. Ao fnalizar a vetorização, faça duplo-clique ou
pressione Enter. Para cancelar a vetorização, pres-
sione Escape.
8. É possível editar os dados descritivos e os atri-
butos alfanuméricos, tais como a população, de
acordo com os Dados do Censo 2010 do IBGE. Por
default, o Google Map Maker já apresenta um valor
numérico, que pode não corresponder ao valor real
e que deve ser corrigido (Figura 4).
9. Ao fnalizar o trabalho é importante justifcar o
motivo da edição. Por exemplo, escolher na lista suspen-
sa a opção “Adicionando detalhes”. Salvar o resultado.
ARLete APAReCIdA
CoRReIA
Meneguette
Engenheira cartógrafa
(Unesp), PhD em
fotogrametria (University
College London).
Docente e pesquisadora
do Departamento de
Cartografa da Unesp -
Campus de Presidente
Prudente
arletemeneguette@gmail.com
31
11. Para verifcar como fcaria a representação de um bairro na área urbana, é possível
fazer a busca textual por “Jardim Marupiara, Presidente Prudente” e escolher a opção
Mapa, onde pode-se observar o mapeamento colaborativo em andamento (Figura 5).
Figura 3
Figura 4
Figura 5
10. A edição agora precisará ser revisada por outros usuários, mapeadores e revisores
do Google Map Maker, para somente depois de aprovada ser publicada.
APRovAção
Até que seja aprovado, o status fcará pendente. Para avaliar o elemento, um
usuário do Google Map Maker poderá fazer login na conta do Google e acessar
http://bit.ly/jdr61E
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34
Infogeo 64
o PodeR
dAS nuvenS
Cloud Computing e Cloud GIS na prática
CLOUDGIS
A
computação nas “nuvens”, em inglês cha-
mada de Cloud Computing, é uma tendên-
cia na internet do futuro. Mas você sabe o que
significa esta expressão?
Muita gente já deve ter ouvido falar, outras
pessoas não sabem do que se trata, mas a com-
putação nas nuvens tem sido um assunto bem
estudado e alvo de investimentos de grandes
empresas como, por exemplo, a Google.
A ideia é de que tudo passe a ser abstrato
para nós usuários, que ficaremos com a sensa-
ção de estar nas nuvens, onde tudo que que-
remos está lá e pronto para uso. Onde também
seja possível contar com a mobilidade, permi-
tindo o acesso de todo conteúdo de qualquer
lugar, sem se preocupar em como funciona ou
de onde vêm aquelas informações que são ob-
tidas da nuvem.
Acredita-se que, no futuro, ninguém mais
precisará instalar nenhum software em seu
computador para desempenhar qualquer tipo
de tarefa, como edição de imagens e vídeos ou
a utilização de programas de escritório (como o
Microsoft Office), pois tudo isso será acessível
através da internet.
Estes são os chamados serviços online. Ou
seja, você simplesmente cria uma conta no site,
utiliza o aplicativo online e pode salvar todo o
trabalho que for feito, podendo acessá-lo, pos-
teriormente, de qualquer lugar. É justamente
por isso que o seu computador estará nas nu-
vens, pois você poderá acessar os aplicativos
a partir de qualquer computador que tenha
acesso à internet.
O Google é uma empresa que acredita muito
que isso já está se tornando realidade, pois já
traz uma porção de aplicativos que rodam dire-
tamente em seu navegador. Dentre os mais fa-
mosos serviços do Google podemos citar Gmail,
YouTube, Google Docs, etc..
CLoud gIS
No universo do GIS, também conhecido
como Cloud GIS, o exemplo mais popular é o
Google Maps e Google Earth, no qual os usuá-
rios têm acesso a uma infinidade de mapas, ima-
gens de satélite, fotos, além de serviços básicos
de geocodificação de endereços e roteirização.
Muitos websites, hoje, utilizam em seu conte-
údo o Google Maps, seja para exibir a localiza-
ção da empresa e disponibilizar um serviço de
roteirização para este endereço, ou para reali-
zar operações mais sofisticadas que podem ser
desenvolvidas a partir da Interface de Progra-
mação de Aplicações (API, na sigla em inglês).
Além do Google Maps, existem outros servi-
ços de Cloud GIS, como o ArcGIS Online, Bing
Maps, Yahoo Streets, Microsoft Streets, etc..
A Computação nas Nuvens é dividida em
tipologias que agregam diferentes serviços,
correlacionadas com o Cloud GIS:
• SaaS - Software as a Service ou Software como
Serviço: uso de um software em regime de
utilização web (por exemplo, Google Docs ,
Microsoft Sharepoint Online). Em Cloud GIS:
Google Maps e ArcGIS Explorer Online (para
web), Google Earth e Arc2Earth (para aplica-
ções desktop);
• PaaS - Plataform as a Service ou Plataforma
como Serviço: utilizando-se apenas uma pla-
taforma como um banco de dados, um web-
service, etc.. Em Cloud GIS: API Google Maps,
Web API ArcGIS Online e Arc2Earth;
• IaaS - Infrastructure as a Service ou Infraes-
trutura como Serviço: quando se utiliza uma
parte de um servidor, geralmente com con-
figuração que se adeque à sua necessidade.
No Cloud GIS, podemos citar o ArcGIS Server
for Amazon EC2.
Como um exemplo da aplicação de Cloud
GIS na gestão de serviços ambientais, podemos
citar a Conestoga Rovers & Associates (CRA),
que utiliza a estrutura SaaS, na qual projetos
em ArcGIS Desktop podem consumir todos os
serviços de mapas disponíveis, inclusive o Goo-
gle Maps, através da extensão Arc2Earth. A ima-
gem ilustra o uso do SaaS em um projeto em
ArcGIS desktop.
Acredita-se que, no
futuro, ninguém
mais precisará
instalar nenhum
software em seu
computador para
desempenhar
qualquer tipo
de tarefa
fABIAno CuCoLo
Consultor de
geoprocessamento e
professor de geomarketing
no MBA da Esic.
Geógrafo e mestre em
geociências pela Unesp
Rio Claro.
Doutorando em
geografa pela USP
fcucolo@gmail.com
35
A Computação nas
Nuvens é dividida
em tipologias
que agregam
diferentes serviços,
correlacionadas
com o Cloud GIS
Uso do SaaS em um projeto em ArcGIS desktop com imagem Google Maps
Arquitetura híbrida GIS CRA Arquitetura Cloud GIS CRA
O Arc2Earth subsidia os projetos de mapeamento com con-
teúdo da Cloud GIS e, também, com serviços avançados de
geocodifcação, roteirização, análise de modelos de elevação
do terreno, etc..
Outro exemplo interessante é o projeto que está sendo de-
senvolvido pela CRA em conjunto com a Notoriun Tecnologia,
chamado GIS-PBA (PBA é a sigla para Projeto Básico Ambiental).
Neste trabalho, a execução e integração de todos os dados espa-
ciais dos programas ambientais, contidos em um PBA, é feita atra-
vés de uma estrutura Cloud GIS híbrida, na qual parte dos dados
espaciais estão contidos em um servidor GIS alocados em uma
infraestrutura de TI na empresa e outra parte é suprida pelo ser-
viço SaaS do Arc2Earth, conforme a arquitetura exibida na fgura.
No GIS-PBA os usuários finais acessam aplicativos WebGIS
desenvolvidos em Flex-API, utilizando a estrutura PaaS (API
ArcGIS Online e Arc2Earth).
A médio prazo a CRA pretende implementar a arquitetu-
ra Cloud GIS completa, utilizando a estrutura IaaS, onde o
servidor GIS e todos os dados espaciais serão alocados na
nuvem, deixando apenas na estrutura interna os aplicativos
desktop (ArcGIS desktop). A figura exibe o panorama desta
arquitetura.
36
Infogeo 64
MICRoCRÉdIto e
geoteCnoLogIAS
Um casamento promissor
GEOMARKETING
V
ocê sabia que, no Brasil, 40% da economia é in-
formal, 93% dos empreendedores têm negócios
rentáveis e 84% dos micro-empreendedores não têm
acesso a crédito? Esses números, publicados recente-
mente pela Impulso Microcrédito, impressionam e con-
cluem que apenas 4% da demanda por microcrédito é
atendida. Estimam-se cerca de 7 milhões de potenciais
clientes, o que representa 12 bilhões de reais. No Brasil
e em todo o mundo, a demanda por microcrédito pa-
rece interminável.
Estamos falando do grande mercado informal, loca-
lizado principalmente na periferia dos grandes centros
urbanos, composto de pessoas que, por razões de sua
fragilidade socioeconômica, têm difculdades em aces-
sar as linhas de fnanciamento geralmente existentes,
ou estão totalmente excluídas do crédito tradicional
– pequenos lojistas, salões de beleza, armarinhos ou
mercadinhos, ambulantes, produção e comércio de
salgadinhos ou pequenos restaurantes. Esse público
normalmente solicita empréstimos médios que variam
de 200 a 1,2 mil reais mensais.
No entanto, o microcrédito não decolou no Brasil.
Atribui-se esse insucesso de ganho de escala a dois
fatores fundamentais: a assimetria de informação e os
altos custos de transação. Em outras palavras, custa
muito para se obter informação sobre os clientes, o que
acaba por quase inviabilizar o empréstimo solicitado.
Mas está na hora de virarmos o jogo. E a geoinfor-
mação e a geoanálise podem auxiliar, e muito, neste
processo. E o consumo de energia elétrica também!
Tive acesso, certa vez, ao artigo “Give Credit Where
Credit Is Due”, do Dr. Michael Turner e outros autores, de
2006, que descreve estudo realizado nos EUA com mais
de 8 milhões de solicitantes de crédito, indicando que
dados “alternativos”, ou não tradicionais, como energia
elétrica, aluguel, gás, seguros, podem ser utilizados
no processo de concessão de crédito, melhorando os
modelos de credit scoring e diminuindo a assimetria
de informação.
Já tratamos de benefícios sociais que a geoinfor-
mação proporciona em outros artigos na InfoGEO
(“Geotecnologias e a Base da Pirâmide”, da edição 47),
e também do potencial que indicadores econômicos
trazem para o mercado, com a evolução natural para o
Precision Marketing (vejam artigos sobre isso nas edi-
ções 25, 43, 46, 56 e 57). Nestas oportunidades, discu-
timos o quanto o consumo de energia e o GIS, através
de seus modelos de estatística espacial, podem gerar
excelentes indicadores de renda.
Com base nisto, surgiu o projeto “Indicadores de
crédito baseados no consumo de energia elétrica”, em
desenvolvimento na AES Eletropaulo. O projeto tem
como proposições transformar as informações de ener-
gia elétrica (consumo, histórico de pagamento, fraudes)
em indicadores de potencial de microcrédito. Isso per-
mite diminuir o gap na assimetria de informações para
a concessão do crédito. O maior benefício será para
clientes de mais baixa renda, com pouco histórico de
crédito ofcial, não bancarizados, e para alguns segmen-
tos demográfcos específcos como, por exemplo, mu-
lheres, idosos e jovens com arquivos históricos mínimos.
Duas perspectivas serão criadas: o score regional
(por setores censitários, ou no entorno do estabeleci-
mento comercial do cliente) e o score individual, caso
autorizado pelo solicitante de crédito. Outro uso poten-
cial dos dados será a avaliação do efeito dos programas
de microcrédito na renda dos solicitantes e/ou na renda
agregada por áreas censitárias. Desta forma, podem
ser criados mecanismos para concessão de crédito aos
grupos solidários (vizinhança).
Para o setor elétrico, trata-se de um projeto extre-
mamente inovador. Sem dúvida, enxergar com outros
olhos os benefícios da geotecnologia traz consequên-
cias estimulantes para a sociedade. Quem se interessou
pelo assunto, entre em contato para continuarmos a
conversa.
eduARdo
de ReZende
fRAnCISCo
Doutor em administração
de empresas pela FGV-
Eaesp, bacharel em ciência
da computação pelo IME-
USP, atua em GIS, business
intelligence, pesquisas
de mercado e estratégias
de marketing na AES
Eletropaulo. Consultor em
geomarketing, estatística
espacial e microcrédito
eduardo.francisco@aes.com
Apenas 4% da
demanda por
microcrédito
é atendida.
Estimam-se cerca
de 7 milhões de
potenciais clientes,
o que representa 12
bilhões de reais
37
38
Infogeo 64
geStão de oBRAS
eM vIAS PúBLICAS
Projeto pioneiro na Cidade do Rio de Janeiro
GEOVIAS
E
m abril passado, a cidade do Rio de Janeiro deu
início a um projeto pioneiro no Brasil: o desen-
volvimento do Sistema de Gestão de Obras em
Vias Públicas (Geovias), que permitirá à cidade, em
menos de um ano, unifcar as informações das re-
des subterrâneas das diferentes concessionárias
de serviços.
Para o desenvolvimento do projeto, está sendo
criado um consórcio de empresas formado pela
CEG-Gas Natural , Light, Oi e Cedae, que conjunta-
mente com a Prefeitura do Rio de Janeiro - através
do Instituto Pereira Passos (IPP), Secretaria de Con-
servação, Rio-Águas, CET-Rio e Iplan-Rio - irão inte-
grar os seus dados em uma única base. As demais
concessionárias, que operam no subsolo da cidade,
gradualmente também adicionarão seus cadastros
de redes ao sistema resultante. É o caso das empre-
sas de telecomunicações Embratel e GVT, que tam-
bém já estão participando do projeto. Espera-se a
adesão de outras empresas nos próximos meses.
O sistema vai associar o cadastro das redes elé-
tricas, de gás, telecomunicações, água, esgoto, dre-
nagem, iluminação pública, rede semafórica e de
câmeras de monitoramento da cidade aos mapas
e ortofotos do Rio de Janeiro, fornecidos pelo IPP.
O projeto, que está sendo desenvolvido pelo grupo
O cadastro
desenvolvido no
Rio de Janeiro
será semelhante
a sistemas em
funcionamento em
outros países
LuIZ RoBeRto
ARueIRA dA SILvA
Engenheiro civil formado
pela Universidade Federal
Fluminense. Gerente de
Geoprocessamento da
Diretoria de Informações da
Cidade, Instituto Municipal
de Urbanismo Pereira Passos
- Prefeitura Municipal do Rio
de Janeiro
luizrarueira@gmail.com
+Info
www.rio.rj.gov.br/web/
seconserva
www.rio.rj.gov.br/web/ipp
www.nipsa.es
espanhol Nipsa, será implantado inicialmente na re-
gião administrativa do Centro do Rio e mais tarde
estendido a toda a cidade, integrando no mesmo
sistema a maior parte dos serviços públicos.
O cadastro desenvolvido no Rio de Janeiro será
semelhante a sistemas em funcionamento em ou-
tros países. Um destes exemplos bem sucedidos foi
apresentado a uma delegação técnica do consór-
cio carioca em uma visita à Barcelona, em março.
Na ocasião, a equipe teve a oportunidade de co-
nhecer de perto o impacto positivo de um projeto
similar que começou quando a cidade espanhola
preparava-se para os Jogos Olímpicos de 1992. O
Rio de Janeiro está passando, da mesma maneira,
por um grande crescimento e modernização das
suas infraestruturas, motivados pelas obras para a
Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
MóduLoS
O projeto está sendo estruturado inicialmente
em três módulos funcionais: o primeiro permitirá
unifcar, em um único banco de dados georrefe-
renciado, os cadastros de redes de todas as con-
cessionárias, de modo que a Prefeitura terá, à sua
disposição, a informação mais atualizada das infra-
estruturas. Para esse fm, será necessário acessar os
39
suportes digitais de origem da informação,
assim como os sistemas que cada empresa
utiliza para administrar suas infraestruturas.
Na diversidade dos sistemas encontra-se
uma das difculdades do projeto: acessar
diferentes sistemas baseados em tecnolo-
gias distintas (Smallworld, Esri, AutoCAD,
Microstation, Sagre, etc.), para fnalmente
criar um modelo de dados unifcado ade-
quado a todas as redes disponíveis.
Esse banco de dados poderá ser aces-
sado via internet, pelas concessionárias,
com os mecanismos de segurança neces-
sários, de modo que cada uma delas co-
nhecerá o traçado das outras redes, assim
como as interferências das mesmas. Será
permitido baixar as informações do siste-
ma e, como utilidade mais imediata, há a
possibilidade de que os novos projetos de
ampliação, modifcação ou atuações não
programadas na rede possam dispor da
informação dos serviços prontamente, o
que agilizará de maneira notável a reali-
zação dos trabalhos.
PRoJetoS e oBRAS
O segundo módulo criará um siste-
ma de trabalho eletrônico para a trami-
tação de projetos e concessão de licenças
de obras às concessionárias por parte da
Prefeitura. A aprovação de um projeto re-
quer uma análise técnica que envolve dife-
rentes áreas da Prefeitura, localizadas em
alguns casos em locais geografcamente
dispersos, com a participação de um nú-
mero elevado de órgãos e um alto fuxo de
autorizações e esclarecimentos. Através da
gestão eletrônica dos expedientes, a aná-
lise e tomada de decisões será agilizada e
permitirá consultas rápidas sobre a trami-
tação dos projetos, tanto internamente
(dentro da Prefeitura), como nas diferen-
tes concessionárias, reduzindo prazos de
maneira signifcativa.
Com esse tratamento digital dos pro-
cessos, será possível a coordenação das
atuações de várias concessionárias numa
mesma obra, reduzindo o número total
de empreendimentos e coordenando a
execução das mesmas de modo que o im-
pacto na via pública seja o menor possível.
ACoMPAnhAMento
Um terceiro módulo permitirá a integra-
ção com as câmeras situadas na via pública
e a visualização em streaming do espaço
urbano, assim como a sincronização com
o sistema de cadastro e acompanhamento,
das reclamações referentes a intervenções
nas vias públicas.
A aplicação Geovias terá vários ambien-
tes, com diferentes funcionalidades e nível
de acesso à informação. Foram estabeleci-
dos três níveis: um deles de administração
e acesso total e privativo para a Prefeitura,
outro de gestão para as concessionárias e
um terceiro de consulta de obras previstas
e em execução para o cidadão.
As vantagens do novo sistema são
enormes: permitirá o conhecimento
exaustivo das infraestruturas do subsolo
da cidade, facilitará à Prefeitura o estudo
técnico dos novos projetos e a concessão
de licenças de obras, possibilitará a co-
ordenação nas atuações da via pública,
permitirá minimizar o impacto das obras
sobre o trânsito e sobre os cidadãos, etc..
Em resumo, melhorará a qualidade do
serviço que a Prefeitura presta aos cida-
dãos e que as concessionárias oferecem
aos seus clientes.
Como suporte para o desenvolvimen-
to do projeto, será usado um Sistema de
Informações Geográficas baseado em
tecnologia Esri com ArcGIS Server En-
terprise Advanced 10.0 sobre SQL Server
2008. A linguagem de programação es-
colhida é .NET (C#), seguindo os padrões
do OGC e usando Flex como interface
web enriquecida.
40
Infogeo 64
foCo nAS
geoteCnoLogIAS
Auditório do Museu de Arte Moderna em São Paulo lotou
para o lançamento do Projeto Foco Santiago & Cintra
DIVULGAÇÃO CIENTífICA
O
lançamento do Foco Santiago & Cintra, projeto cul-
tural de divulgação científca, lotou as dependên-
cias do Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo,
no dia 18 de maio. Por ser um evento aberto ao público
interessado, representantes de diversos segmentos da
sociedade paulistana estiveram presentes. O Foco tam-
bém teve grande aceitação do público via web. Mais de
850 pessoas acessaram o site www.santiagoecintra.com.
br/foco, no dia do projeto, e assistiram as palestras onli-
ne, com permanência média de 40 minutos.
O tempo, as mudanças climáticas e as geotecnolo-
gias foram os temas abordados no circuito de palestras
do Foco. Os renomados profssionais que palestraram
apresentaram estudos e refexões sobre estes temas.
Em sua palestra, Amyr Klink destacou, além de suas
diversas experiências com travessias e circunavegações,
a importância do tempo. Ao narrar os desafos enfrenta-
dos em suas viagens, o navegador confessou que tinha
o desejo complexo de possuir o tempo.
O economista ambiental Ricardo Abramovay des-
tacou que a entrada na nova era geológica coloca a
humanidade diante do mais importante desafo jamais
enfrentado, o Antropoceno. Pela primeira vez as ativi-
dades humanas estão sendo responsáveis por uma
transformação em larga escala do ambiente no qual
vivemos, cujas consequências podem ser catastrófcas.
Já o especialista em geotecnologias Ricardo José de
Carvalho, além de ter apresentado a tecnologia utilizada
para medir o tempo e suas diversas aplicações, afrmou
que os meios de geração, disseminação e conservação
do tempo sofreram, ao longo dos séculos, uma grande
evolução, marcada pelo aperfeiçoamento constante de
vários dispositivos tecnológicos. Segundo o especialis-
ta, o tempo, no começo das civilizações humanas, era
muito mais simples do que é hoje. O fenômeno natu-
ral do intervalo do dia e da noite fornecia a medida do
tempo para os povos antigos.
A necessidade de maior rigor fez com que o homem
buscasse inventar meios para efetuar a divisão do dia
em 24 partes. Surgiram então dispositivos mecânicos,
como as pêndulas (determinadas por observações as-
tronômicas). Dessa forma o tempo fcou controlado e
medido pelo homem. Em um determinado momento,
surgiu uma inovação do pêndulo, o quartzo. Descobriu-
se que o quartzo estimulado por potencial elétrico ge-
rava uma frequência que podia ser utilizada com uma
referência de tempo.
Os pontos fracos dos osciladores de quartzo foram
superados pelos relógios atômicos, que usam as res-
sonâncias dos átomos para medir tempo e frequência.
Um átomo também pode ser estimulado por agentes
externos (ondas eletromagnéticas) para atingir esta-
dos energéticos nos quais apresenta ressonâncias, ou
oscilações, em uma frequência bem defnida, servindo
como padrão para relógios.
Uma aplicação moderna do relógio atômico é o GPS.
Basicamente o sistema foi desenvolvido com aplicações
militares pelo departamento de defesa norte-america-
no. Depois de algum tempo, por pressões comerciais
e interesses de negócios, ele foi aberto para diversas
aplicações, como navegações de aeronaves e navios
comerciais, monitoramento de caminhões de trans-
portes, carros de passeio, localização, mapeamento,
sincronização, entre outros.
Hoje, a Hora Legal Brasileira é gerada pelo Observa-
tório Nacional através de nove relógios atômicos que
são intercomparados continuamente. Há mais de 180
anos o Observatório Nacional gera, conserva e dissemi-
na a Hora Legal Brasileira para todo o território nacional.
Ricardo José de Carvalho concluiu a palestra es-
clarecendo que “o tempo domina nosso modo de
vida e todas as atividades da civilização moderna.
Sem um tempo preciso, nossa vida diária não fui de
forma adequada”.
Para quem não participou do primeiro Foco Santia-
go & Cintra, não se preocupe. Além de conseguir assistir
as palestras na íntegra pelo site www.santiagoecintra.
com.br/foco, o interessado terá uma nova oportunida-
de. A segunda etapa do Foco acontecerá em agosto.
Aguarde mais informações!
Com informações de Laiz Santos, assessora de im-
prensa da Santiago & Cintra
Por ser um evento
aberto ao público
interessado,
representantes de
diversos segmentos
da sociedade
paulistana
estiveram presentes
42
Infogeo 64
geStão MunICIPAL
Geotecnologias nas prefeituras da
região metropolitana de Campinas
Em geral, as
geotecnologias
ainda são
utilizadas com a
fnalidade primeira
de aumentar a
arrecadação
feRnAndA
LodI tRevISAn
Mestre em geografa
fernanda.trevisan@ige.
unicamp.br
LIndon
fonSeCA MAtIAS
Professor Doutor
do Departamento de
Geografa da Unicamp
Referências
Veja na edição online as
referências bibliográfcas
deste artigo
A
s geotecnologias têm revolucionado o co-
nhecimento sobre a realidade territorial, as-
sim como proporcionado melhor capacidade de
planejar o futuro desejável para nossas cidades,
ao permitirem que os gestores públicos tenham
uma visão espacializada dos dados sobre o terri-
tório e possibilitar a realização de análises espa-
ciais e simulações sobre uma série de temas que
compõem o quadro do desenvolvimento urbano.
As informações sobre a configuração munici-
pal podem ser inseridas nos cadastros imobiliá-
rios urbanos, visto que estes devem estruturar-se
como bases de dados que forneçam informações
adequadas e confiáveis para a constituição do
sistema cartográfico municipal, sendo a base
para o lançamento de taxas de serviços urbanos
e impostos (entre eles o IPTU), além de ser uma
importante fonte de informações sobre o desen-
volvimento urbano e ambiental da cidade, para
a identificação de padrões de uso e ocupação da
terra e para o monitoramento de intervenções
urbanas e políticas sociais.
Dessa forma, este trabalho teve por obje-
tivo fazer um diagnóstico da utilização das
geotecnologias na elaboração e atualização
dos cadastros imobiliários das prefeituras dos
19 municípios da Região Metropolitana de Cam-
pinas (RMC), estado de São Paulo. Para tal, fo-
ram realizadas entrevistas com aplicação de um
formulário com os funcionários responsáveis
das prefeituras pelo setor do Cadastro Imobi-
liário Urbano.
CAdAStRo IMoBILIáRIo uRBAno
O formulário de entrevista, de forma geral,
contemplou questionamentos sobre as técni-
cas e fontes utilizadas para a aquisição e atua-
lização dos dados espaciais para os cadastros
imobiliários (fotogrametria, GNSS, topografia,
etc.). Entretanto, não existe padronização das
funções relativas ao setor do Cadastro nas dife-
rentes prefeituras, ou seja, em algumas delas o
Cadastro Imobiliário tem caráter administrativo
e encontra-se junto às secretarias de Finanças,
Fazenda ou Tributação. Em outras o setor do
Cadastro está vinculado à Secretaria de Obras,
Planejamento ou Engenharia, desempenhando
funções técnicas na elaboração do cadastro.
Constatou-se que todos os municípios pos-
suem cadastro imobiliário. Na maioria deles os
dados alfanuméricos estão em bancos de dados
em formato digital no Setor de Tributação, em
formato analógico (nos boletins de informações
cadastrais e nas plantas cadastrais) no Setor do
Cadastro. Isso pode ser creditado à priorização
do sistema de tributação, nos municípios, para
o financiamento das despesas municipais, à ne-
cessidade de processar grandes quantidades de
dados para a emissão do IPTU aos contribuin-
tes, além de minimizar os erros neste processo
para manter a credibilidade entre os munícipes.
Uma consulta aos Planos Diretores, Códigos
de Obras e Leis de Zoneamento revelou que
apenas em nove municípios da RMC existem
referências breves à adoção de geotecnolo-
GEO NAS CIDADES
43
Exemplo de limite municipal im-
preciso na base cartográfica
Há os municípios que ainda trabalham com plantas cadastrais em papel (meio
analógico) e as arquivam em ficheiros, como é o caso de Campinas, o principal
município da região. As alterações nos lotes são registradas muitas vezes rasu-
rando o documento, como o exemplo da figura.
Planta Cadastral em papel de município pesquisado
Os SIGs são utilizados em apenas dois municípios (Indaiatuba e Valinhos). Já
os programas gerenciadores de informações geográficas e cadastrais estão sen-
do utilizados em seis municípios. São programas com interfaces gráficas para o
boletim de informações cadastrais, as ortofotos e sua vetorização e as fotografias
das fachadas dos imóveis. Todos esses
municípios contrataram empresas espe-
cializadas para execução dos serviços
e seis deles receberam financiamento
para tais atividades por meio do Pro-
grama de Modernização Administrativa
e Tributária (PMAT).
ConCLuI-Se que ...
A região de Campinas está passando
por um processo intenso de metropo-
litização que não vem sendo acompa-
nhado pela modernização dos procedi-
mentos cartográficos. Casos de bases
cartográficas e cadastros imobiliários
imprecisos, desatualizados e que reco-
brem parcialmente os municípios são
a realidade.
O que foi possível observar nos mu-
nicípios onde já existe alguma ativida-
de de geoprocessamento é que todos
adquiriram produtos de empresas es-
pecializadas ou utilizaram consultorias
externas para a sua implantação. Este
fato pode ser explicado devido a uma
característica comum que é a falta de
profissionais ligados à área (geógrafos,
engenheiros cartógrafos, agrimensores,
entre outros) nas secretarias específicas
das prefeituras pesquisadas. Outra ca-
racterística é que a atualização cadastral
e a implantação do geoprocessamento
estão quase sempre associadas aos pro-
gramas federais de financiamento para
modernização administrativa (PMAT e
PNAFM), dado os altos custos de todo
o processo.
Em geral, as geotecnologias ainda
são utilizadas com a finalidade primeira
de aumentar a arrecadação. Priorizar o
setor de arrecadação é importante para
gerar receitas para o desenvolvimento
das atividades das administrações mu-
nicipais, pois sem receita a prefeitura
pouco poderia fazer. Priorizar uma ati-
vidade não se faz renunciando outras e
deve ser lamentado se o planejamento
urbano é omitido.
gias através da elaboração de bases cartográficas georreferenciadas, para a
implantação de sistemas de informações municipais, ou pela necessidade de
georreferenciamento dos novos projetos de parcelamento do solo. Em apenas
três destes municípios (Hortolândia, Valinhos e Vinhedo) pode-se verificar o uso
de geotecnologias para a atualização dos ca-
dastros imobiliários.
Segundo os dados levantados na pesquisa,
apenas dez municípios da RMC apresentam
mais de 75% de suas plantas cadastrais em
meio digital e georreferenciadas, adotando
o sistema UTM associado ao datum SAD-69,
em sua grande maioria. Mesmo nesses mu-
nicípios existem grandes problemas como
erros de exatidão de até 115 metros ou então
limites municipais que cortam lotes em áreas
conurbadas.
44
Infogeo 64
N
ovas dimensões nas resoluções espa-
ciais, espectrais, radiométricas e tempo-
rais tornaram-se disponíveis nos últimos anos.
Vivemos um momento muito promissor com
o crescente progresso dos sistemas de obser-
vação da Terra.
Em meados de outubro de 2010, a consul -
toria internacional Euroconsult divulgou um
estudo, intitulado Satellite-Based Earth Ob-
servation, Prospects to 2019, fazendo uma
referencia às previsões de satélites a serem
lançados. O estudo aponta um crescimento
pela procura de dados de alta resolução. Esta
tendência já é percebida por iniciativas como
a da rede de observatórios ecológicos (Neon,
na sigla em inglês) nos EUA. No final de 2009,
24 satélites comerciais estavam disponíveis,
oferecendo dados de alta resolução. Este nú-
mero deverá aumentar para mais do dobro
nesta década.
Os dados levantados no relatório apontam
que, nesta década, serão lançados nada menos
que 267 satélites óticos e radar, de observação
da Terra. Muitos destes serão estatais e tam-
bém comerciais. Nos dez anos anteriores ao
estudo, foram lançados apenas 107 satélites.
Países emergentes serão responsáveis por
75 satélites, um aumento de quatro vezes em
relação à primeira década deste século. Um
total de 41 países deverão ter pelo menos um
satélite de observação da Terra em operação
até 2019, contra apenas 26 até
2010. Além de atender às ne-
cessidades locais, um saté-
lite é também um primeiro
passo, relativamente de bai-
xo custo, para um programa
espacial governamental.
Há de se exaltar também
o grande esforço dos progra-
mas espaciais para desenvol-
ver este setor, visto que au-
mentar a resolução espacial
acarreta em aumento consi-
derável do volume de dados,
de oLho no futuRo
Novos satélites e sensores
WILSon
AndeRSon hoLLeR
Engenheiro cartógrafo.
Analista GIS da Embrapa
Monitoramento por Satélite
holler@cnpm.embrapa.br
PAuLo MARtInho
Engenheiro
agrônomo, mestre em
agricultura tropical e
subtropical. Analista de
geoprocessamentos da
Embrapa Monitoramento
por Satélite
paulo@cnpm.embrapa.br
GEOQUALITY
e isso se reverte em custos elevados. Com re-
ferência à resolução espectral, existe tecno-
logia para segmentar ainda mais as faixas do
espectro eletromagnético mais utilizadas, ge-
rando informações cada vez mais específicas
dos alvos terrestres. A resolução radiométrica
é apontada como a tecnologia com menor im-
pacto no custo de um projeto de satélite. Au-
mentar a radiometria para mais de 8 bits não
acarreta mais do que 10% no custo final do pro-
jeto, consequentemente há uma tendência dos
novos sensores contemplarem sempre resolu-
ções radiométricas superiores a 8 bits. Quanto à
resolução temporal, observamos satélites cada
vez menores e mais rápidos, sendo que alguns
programas contam com uma constelação de
satélites com tempo de revisita de aproxima-
damente cinco dias no nadir, se compararmos
aos 16 dias de duração do Landsat. Aliados a
essa rapidez, há tecnologia para alterar o ân-
gulo de visada do sensor, garantindo revisitas
em tempo ainda menor, resguardando-se os
problemas que isso acarreta.
Há indicativos e uma expectativa de cresci-
mento e melhorias, logo, vamos observar não
só o aumento na quantidade de dados, mas
também um aumento na precisão, pontuali-
dade e agilidade de entrega dos dados, asse-
gurando qualidade. Estes aspectos garantem
a continuidade de crescimento do setor e me-
lhorias nos serviços operacionais.
Há de se exaltar
também o grande
esforço dos
programas espaciais
para desenvolver
este setor, visto
que aumentar
a resolução
espacial acarreta
em aumento
considerável do
volume de dados
45
A
ngola é um país da costa ocidental do continente Afri-
cano, colonizado durante cerca de cinco séculos por
Portugal e que, consequentemente, tem a língua portuguesa
como língua oficial. A nação angolana sofreu duas das mais
longas guerras da história mundial. A primeira foi a Luta de
Libertação Nacional contra o colonialismo, que se iniciou
em 1961 e culminou em 1975, com a proclamação da inde-
pendência e com o nascimento de um novo País africano. O
Brasil destaca-se por ter sido, nessa altura, o primeiro país
a reconhecer tal fato e por ter sempre mantido excelentes
relações com a República de Angola. Todavia, 1975 também
foi marcado com o início de um segundo conflito armado,
muito mais longo que o primeiro e que duraria até 2002, ano
em que findaria oficialmente a guerra, deixando, no entanto,
efeitos devastadores, extensivos a todos os setores da vida
do País e com um rastro de degradação na grande maioria
das suas infraestruturas.
Hoje, Angola desponta para o mundo como um país em
desenvolvimento, sendo o segundo maior produtor de pe-
tróleo do continente africano e a economia que mais cresce.
Esta vertente é marcada com um novo período, o da “recons-
trução nacional”, em que pontes, estradas, edifícios, redes
de infraestruturas, portos e cidades são reconstruídas ou
reabilitadas por todo o país.
O espaço geográf ico em Angola vive em constante mu-
dança, a cada dia surgem novos edifícios e cidades, como
podemos citar o caso do projeto de habitação social do
município do Kilamba Kiaxe em Luanda, a capital, onde
se prevê a construção de aproximadamente 710 edifícios
para 160 mil pessoas até 2012.
Outro desafio imediato é o crescimento populacional, onde
Angola tem assistido ao acentuado crescimento da população
urbana e a ocupação desregra-
da do espaço, obrigando o go-
verno a definir políticas dire-
cionadas para a requalificação
urbana e para a criação de no-
vos espaços qualificados para
o crescimento urbano, sendo o
Programa de Urbanização das
Reservas Fundiárias para Fins
Urbanísticos e de Promoção
da Habitação Social a respos-
ta principal na resolução das
ReConStRução e
geoteCnoLogIAS
O sistema de informação geográfica no desenvolvimento de Angola
INfORME PUBLICITÁRIO
www.sinfc.pt
condições deficientes de habitabilidade e no fomento da habi-
tação social. No âmbito desse programa nacional da habitação
o governo angolano construiu 249 mil casas em todo o país,
prevendo a construção de um total de um milhão de casas.
Neste contexto, os SIGs se revelam como uma ferramen-
ta indispensável para sociedades em desenvolvimento, pois
surge a necessidade de implementação de solução tecnoló-
gica e sistemas de gestão territorial para o auxílio na análi-
se, planejamento e avaliação, permitindo análises espaciais
complexas, sendo usado no apoio à investigação e tomada
de decisões, referentes a variados aspectos nos quais um
plano de reconstrução a nível nacional exige.
Atualmente grandes empresas internacionais atuam no
mercado geotecnológico. A Sinfic, como empresa líder em
soluções de gestão integrada do território, em Angola, tem
desempenhado um papel importante nesse processo de re-
construção nacional. Com quase duas décadas atuando no
país e também com filiais em Portugal, Moçambique, Brasil e
mais recentemente na Guiné Bissal, a empresa tem sido capaz
de prover soluções em todas as 18 províncias, com destaque
para os projetos de cartografia de apoio aos Planos de Urba-
nização e também os Planos de Desenvolvimento Municipal.
Além disso, com uma larga oferta de serviços nas área
de topografia, sensoriamento remoto, implementação de
SIG desktop e web mapping, fez com que a empresa conte
com uma cartilha de mais de 100 clientes e parceiros in-
ternacionais, É ainda a empresa certificada pela Esri como
distribuidora em Angola e fornecedora de soluções da fa-
mí lia ArcGIS na venda, promoção, divulgação, formação
oficial e suporte técnico.
Por Eduardo Hof fmann, gerente de negócios da Unida-
de SIG Cartografia da Sinfic - Angola
Kilamba Kiaxe
A
partir de junho, a Orbisat dará um impor-
tante passo para expandir sua área de atua-
ção, passando a atender o mercado de serviços
de mapeamento através de Veículos Aéreos Não
Tripulados (Vant).
A E R O F O T O S | L A S E R | R A D A R | V A N T S
Aero NewS
orBisAt
AnunciA PriMEiro
voo do sArvAnt
50
Infogeo 64
códiGo florEstAl é AProvAdo
coM novAs rEGrAs
O
Plenário aprovou, no dia 24 de maio, o novo Código Florestal (PL 1876/99), que per-
mite o uso das Áreas de Preservação Permanente (APP) já ocupadas com atividades
agrossilvipastoris, ecoturismo e turismo rural. Esse desmatamento deve ter ocorrido até 22
de julho de 2008.
O texto, que ainda será votado pelo Senado, revoga o código em vigor. A emenda apro-
vada também dá aos estados, por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA), o
poder de estabelecer outras atividades que possam justifcar a regularização de áreas des-
matadas. As hipóteses de uso do solo para atividade de utilidade pública, interesse social
ou de baixo impacto serão previstas em lei e, em todos os casos, deverão ser observados
critérios técnicos de conservação do solo e da água.
As faixas de proteção em rios continuam as mesmas de hoje (30 a 500 metros em torno
dos rios), mas passam a ser medidas a partir do leito regular e não do leito maior. A exceção
é para os rios de até dez metros de largura, para os quais é permitida a recomposição de
metade da faixa (15 metros) se ela já tiver sido desmatada.
Nas APPs de topo de morros, montes e serras com altura mínima de 100 metros e inclina-
ção superior a 25°, o novo código permite a manutenção de culturas de espécies lenhosas
(uva, maçã, café) ou de atividades silviculturais, assim como a infraestrutura física associada
a elas. Isso vale também para os locais com altitude superior a 1,8 mil metros. O projeto não
considera como APPs as várzeas fora dos limites em torno dos rios, as veredas e os man-
guezais em toda sua extensão. Para os pequenos proprietários e os agricultores familiares,
o Poder Público deverá criar um programa de apoio fnanceiro destinado a promover a
manutenção e a recomposição de APP e de reserva legal. O apoio poderá ser feito inclusive
por meio de pagamento por serviços ambientais.
Isso porque a empresa realizará o pri-
meiro voo do Sarvant, projeto que rece-
beu investimentos de cerca de 8 milhões
de reais e vem sendo desenvolvido há três
anos. Este será o primeiro Vant do mer-
cado mundial a contar com um radar do
tipo SAR, que trabalha na banda P, capaz
de ultrapassar as copas das árvores, além
de operar também na banda X. O radar
aeroembarcado Orbisar será integrado ao
Vant a partir de junho, atividade que deve
durar seis meses.
O Sarvant estará pronto para atender
o mercado a partir do próximo ano. Se-
gundo o diretor técnico da Orbisat, João
Moreira Neto, o novo equipamento deverá
abrir um novo mercado de serviços para a
empresa, para mapeamento de pequenas
e médias propriedades.
A Orbisat está realizando o mapeamen-
to da Amazônia em um projeto coman-
dado pelo Exército Brasileiro, intitulado
“Cartografa da Amazônia”. Segundo Mo-
reira Neto, “a mesma precisão e qualida-
de prestados no mapeamento da foresta
amazônica serão aplicados agora para em-
preendimentos menores”.
O equipamento poderá ser usado no
mapeamento de fazendas, represas e hi-
drelétricas, além da aplicação na área de
defesa, entre outros setores. A vantagem,
em relação aos equipamentos já existentes
no mercado, fca por conta da qualidade
e precisão do processamento dos dados
cartográfcos, comparada à obtida apenas
com o uso de equipamentos para cobrir
grandes áreas.
Com autonomia de 10 horas, o Sarvant
poderá mapear, em um único voo, uma
área de até 500 quilômetros quadrados na
escala 1:5.000, nas bandas X e P. O equipa-
mento tem uma envergadura de seis me-
tros, três metros de fuselagem, pesa 140
quilos e voa a 200 quilômetros por hora.
AERO NEWS
51
toPocArt coMPlEtA
20 Anos EM AGosto
A
Topocart lançou, durante o XV Simpósio Brasileiro de
Sensoriamento Remoto, o selo comemorativo de seu
aniversário de 20 anos. A empresa participou como patro-
cinadora do evento, que aconteceu do dia 30 de abril a 5
de maio, em Curitiba (PR) e promoveu o encontro das co-
munidades acadêmico-científca de sensoriamento remoto,
geotecnologias e áreas afns. O objetivo da empresa, duran-
te o simpósio, foi capacitar e informar seus técnicos quanto
às inovações voltadas para o sensoriamento remoto e apre-
sentar a evolução das imagens adquiridas pelas câmeras
fotogramétricas digitais de última geração.
A empresa realizou duas apresentações no evento, uma
sobre “Novas Tecnologias para Levantamento Aerofotogra-
métrico”, abordando o avanço dos sensores aerofotogramé-
tricos, metodologia de posicionamento GPS/INS, velocidade
de aquisição de dados/geração de produtos e tendências dos
produtos de aerolevantamento.
Para apresentar as características das imagens adquiridas
por suas câmeras digitais, que permitem a obtenção de ima-
gens aéreas em bandas independentes na faixa do espectro
óptico refetido, a empresa realizou ainda um showcase, com
o tema “Potencialidades Espectrais e Radiométricas de Ae-
rofotos no Infravermelho Próximo”. Nele, foram mostrados
resultados de modelagens e processamento com essas ima-
gens, contemplando a melhoria da visualização das respostas,
sua utilização no planejamento urbano, na análise de corpos
d’água e na identifcação de minerais de solo.
INFO
www.topocart.com.br
EnGEMAP AdquirE
duAs novAs AEronAvEs
E
m continuidade ao seu programa de investimento em tecnologias, a En-
gemap amplia sua capacidade produtiva com a aquisição de mais duas
aeronaves Sêneca III, já preparadas e homologadas para aerolevantamento,
entrando em operação no mês de junho.
Uma destas aeronaves estará equipada com o sistema Saapi, integrado ao
novo sensor Laser Riegl LMS-Q680i para a coleta simultânea de fotografas
métricas e nuvem de pontos 3D do terreno, de alta densidade e precisão. A
outra contará com o novo Saapi 2011, em preparação, com confguração de
imageamento dual, possibilitando maior cobertura do terreno.
A Engemap já mapeou mais de 520 mil quilômetros quadrados utilizando
seu sistema digital Saapi, incluindo projetos de mapeamentos estaduais, como
Bahia e Santa Catarina, de áreas urbanas e corredores, dentre outros.
INFO
www.engemap.com.br
AGX tEcnoloGiA E XMoBots AnunciAM PArcEriA
D
uas empresas brasileiras com grande experiência na operação e desenvolvimento de Veículos
Aéreos Não Tripulados (Vant), com tecnologia 100% nacional, fundiram recentemente suas ope-
rações. As paulistas AGX Tecnologia (São Carlos) e XMobots (São Paulo) anunciaram a fusão motivadas
pela sinergia já existente entre as empresas e pela complementaridade de seus serviços e produtos.
De início, as operações em conjunto envolverão as divisões de serviços, produtos, comercial e pes-
quisa & desenvolvimento, com a manutenção das unidades no interior e na capital. A nova empresa
ainda não foi batizada, mas irá reunir 60 profssionais, em sua grande parte engenheiros e físicos.
A AGX foi criada em 2002 e, entre seus grandes projetos, se destaca no momento uma parceria
com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo para monitoramento ambiental e agrícola. Criada em 2007, a XMobots foi a primeira
empresa do Brasil a operar um veículo aéreo não tripulado na Amazônia.
O foco de atuação da nova empresa será mantido nas áreas agrícola, ambiental, de energia e de segurança. A estimativa é que, até 2020,
as operações envolvendo Vants alcancem 10 bilhões de dólares em todo o mundo.
INFO
www.agx.com.br
52
Infogeo 64
LuIZ AntonIo
ugedA SAnCheS
Mestre em Direito e em
Geografa pela PUC-SP.
Diretor-Executivo do
Instituto Geodireito
las@geodireito.com
CARáteR
geogRáfICo
do MeIo AMBIente
Novo Código Florestal e o critério espacial no Direito Ambiental
GEODIREITO
O
critério espacial sempre foi empregado no Di-
reito para proteger nossas forestas. Em 1861,
D. Pedro II criou a reserva forestal da Tijuca do Rio
de Janeiro, para equacionar o desmatamento causa-
do pelas fazendas de café, que prejudicavam o abas-
tecimento de água potável da capital do Império.
Por sua vez, em 1921 o governo Epitácio Pessôa bus-
cou criar área forestal no interior das companhias
ferroviárias para que as empresas adquirissem terras
para reforestamento com fnalidade energética.
O período dos códigos ambientais iniciou-se em
1934. O governo Vargas criou o instituto da Quota-
Parte, que restringiu o direito de uso da propriedade
e preservava compulsoriamente 25% de vegetação
nativa nas propriedades. Era a gênese do que viria
a ser o conceito de Reserva Legal (RL) do Código
Florestal de 1965, pormenorizado na Medida Pro-
visória 2.166-67, de 2001.
Em um período de revolução tecnológica, con-
comitante ao uso extensivo das técnicas agrícolas,
tornou-se mandatório rever os conceitos expostos
no Código Florestal. Assim, o Projeto de Lei 1.876,
de 1999, relatado pelo Deputado Federal Aldo Re-
belo (PCdoB-SP), reforça o caráter geográfco do
meio ambiente ao contrapor a clássica obra de Jo-
sué de Castro, “Geografa da Fome”, aos ditames
malthusianos. Há, igualmente, a inserção do geor-
referenciamento no projeto para fxar coordenadas
e amarrações nos institutos jurídicos da RL, Área de
Preservação Permanente (APP) e servidão forestal,
bem como no Programa de Regularização Ambien-
tal (PRA), Plano de Suprimento Sustentável (PSS) e
Cota de Reserva Florestal (CRA).
Todavia, no que concerne ao uso das geotecno-
logias enquanto políticas públicas, a atual proposta
pode ser considerada tímida, por não institucio-
nalizar as experiências trocadas entre o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Na-
turais Renováveis (Ibama) e o Instituto Brasileiro
de Geografa e Estatística (IBGE). Afnal, o IBGE é
responsável pela defnição de todos os biomas e
das áreas de infuência dos ecossistemas, como é o
caso da Amazônia Legal e do Polígono das Secas.
Essas informações balizam a atuação do Ibama e a
aplicação da legislação ambiental.
Se há o real interesse em georreferenciar nossas
forestas, e é o IBGE que regula a caracterização do
Sistema Geodésico Brasileiro, passa a ser impera-
tivo que o novo Código Florestal contemple um
relacionamento mínimo entre Ibama e IBGE, apro-
funde a regulamentação do georreferenciamento
nos imóveis rurais - que se encontra vigente mas
com alta inefcácia - e fxe critérios para a consecu-
ção de um cadastro multifnalitário alicerçado na
preservação ambiental.
Logo, haveria uma necessidade urgente de ca-
pacitar mais profssionais no Brasil, em cartografa,
sensoriamento remoto e ciência da computação,
bem como intensifcar a requalifcação dos geógra-
fos e advogados, no intuito de compreender os des-
membramentos práticos da análise espacial do meio
ambiente, desenvolvendo uma política pública que
contemple fscalização em solo e via espacial.
Em um período
de revolução
tecnológica,
concomitante
ao uso extensivo
das técnicas
agrícolas, tornou-se
mandatório rever os
conceitos expostos
no Código Florestal
54
Infogeo 64
PotenCIALIdAdeS
eSPeCtRAIS e
RAdIoMÉtRICAS
Imagens fotogramétricas na faixa do infravermelho próximo
N
os últimos anos houve um grande avanço tecno-
lógico nos recursos utilizados em levantamentos
aerofotogramétricos. O desenvolvimento das câmaras
digitais com mecanismos de captação da radiação ele-
tromagnética propiciou a aquisição de imagens aéreas
em bandas independentes na faixa do espectro óptico
refetido, cobrindo as regiões do visível e do infraverme-
lho próximo (NIR). Diante disso as imagens aéreas estão
sendo aplicadas em análises multifnalitárias, além da
obtenção da topografa cadastral e ortofotocartas.
Acompanhando este avanço tecnológico das câ-
meras aéreas, os equipamentos auxiliares como pla-
taformas giroestabilizadoras, as unidades de medição
inercial e os sistemas de posicionamento geodésicos
embarcados (GPS), proporcionaram a obtenção das co-
ordenadas do centro perspectivo das fotografas com
altíssima precisão, no momento de sua aquisição. Todo
esse conjunto de equipamentos de última geração, as-
sociados às imagens estéreas, permite a obtenção do
modelo digital de superfície (MDS) praticamente sem
necessidade de coleta de pontos de controle em campo,
admitindo a ortorretifcação das imagens com rapidez,
precisão e economia, resultando em ortoimagens en-
quadradas dentro do Padrão de Exatidão Cartográfca
(PEC), Classe A, conforme Decreto 89.817 de 20 de ju-
nho de 1984, que estabelece as instruções reguladoras
das normas técnicas da cartografa nacional. Salienta-
se ainda que a imagem aérea, salvo exceções, é pro-
priedade de quem adquire, ou seja, a contratante tem
total liberdade para publicar, divulgar, distribuir etc.,
sem limitações.
As imagens utilizadas neste estudo são oriu-
das de imageamentos com resoluções espa-
ciais de 25 e 45 centímetros. A câmera em-
pregada para aquisição das mesmas é uma
Ultracam XP.
Para os processamentos e tratamento das imagens
aéreas podem ser empregadas quaisquer ferramentas
comumente utilizadas no mercado de geotecnologias.
O diferencial é a possibilidade de trabalhar com altíssima
resolução espacial, produzindo resultados bastante inte-
ressantes. No presente caso foi utilizado o software Envi
AEROfOTOS
CLáudIo
MARCIo queIRoZ
Engenheiro agrimensor,
diretor comercial da
Topocart Topografa,
Engenharia e
Aerolevantamentos
queiroz@topocart.com.br
guStAvo
MACedo de
MeLLo BAPtIStA
Geógrafo, doutor em
geologia, docente e
pesquisador do Instituto
de Geociências da
Universidade de Brasília
gmbaptista@unb.br
Composição RGB cor natural GSD 45 cm
Composição R(NIR)GB falsa cor
Composição RG(NIR)B falsa cor
versão 4.7 para realçar alvos em diferentes composições
coloridas, aplicação de modelos biofísicos de vegetação,
bem como classifcadores que foram desenvolvidos para
dados hiperespectrais, como Spectral Angle Mapper
(SAM) e o Spectral Feature Fitting (SFF).
dIfeRenCIAção de feIçõeS
O comportamento espectral da vegetação no interva-
lo do visível tem albedo bem menor do que no intervalo
do infravermelho próximo (NIR – Near InfraRed). Portanto,
quando uma das bandas R, G ou B é substituída pelo NIR,
há uma evidenciação da presença da vegetação na ima-
gem, o que propicia maior facilidade para identifcação
da mesma, sobretudo em áreas urbanas, onde sombras
podem mascarar a presença de espécies vegetais.
55
AnáLISe de CoRPoS d´águA
Nos corpos d´água, sobretudo em lagos
e reservatórios, a utilização de índices es-
pectrais permitem identifcar a presença e o
grau de atividade fotossintética de macróf-
tas, principalmente as superfciais que fcam
ao sabor das correntes como o aguapé (Ei-
chornia crassipes). O mais usual e testado no
mundo é o NDVI, entendido como Índice de
Vegetação por Diferença Normalizada, que
permite a identifcação da atividade fotossin-
tética em seus vários graus de intensidade.
Composição RGB cor natural GSD 25 cm
NDVI
tendênCIA de ASSoReAMento
Outra possibilidade da utilização de ae-
rofotos digitais que apresentam imagens
na faixa do NIR é a de mapear as tendências
de assoreamento. Para tal, selecionou-se
amostras de pixels de água limpa e de água
turva que chegam ao Lago Paranoá, no Dis-
trito Federal. Por meio da classifcação SAM,
foi possível identifcar a presença de sólidos
em suspensão na água, além do desloca-
mento do pico de refectância da água para
maiores comprimentos de onda, devido à
presença desse material inorgânico incor-
Composição RGB cor natural GSD 25 cm
Classifcação SAM
veRde uRBAno
Para diagnosticar com maior precisão a
infuência da vegetação em áreas urbanas,
uma das ferramentas úteis é o NDVI. Esse in-
dicador é vastamente utilizado na análise da
infuência da vegetação na qualidade de vida
de uma ocupação urbana. Além disso, permi-
te segmentar as áreas cobertas por vegetação
arbórea e arbustiva, a rasteira e as áreas imper-
meabilizadas, admitindo a análise dos percen-
tuais de áreas com interceptação da chuva,
com capacidade de infltração e alto grau de
escoamento superfcial, ou seja, investigar as
interferências humanas em elementos impor-
tantes do ciclo hidrológico em escala local.
Os usos de imagens aéreas a partir do
processamento das mesmas para desta-
car elementos de interesse são muito
amplos. Além dos exemplos apresen-
tados, este estudo identificou a possi-
bilidade de evidenciar cursos d’água
em áreas de mata densa em função do
comportamento espectral da água na
região do NIR; água parada em área ur-
bana, identificando possíveis focos de
vetores, a exemplo do mosquito da den- NDVI – Ausência de vegetação
NDVI – Vegetação de grande porte
Composição RGB cor natural – GSD 25 cm
porado, facilitando a delimitação de áreas
com tendência de assoreamento além de
possíveis focos de poluição.
gue; diferenciação de minerais no solo,
a exemplo da hematita e goethita em
função da presença do ferro oxidado ou
reduzido no solo exposto; etc..
O objetivo principal deste estudo
é orientar os profissionais da área, no
sentido de considerarem a utilização
de imagens fotogramétricas, não so-
mente na produção cartográfica, mas
também na identificação de alvos, so-
bretudo os que as imagens orbitais ain-
da não permitem.
56
Infogeo 64
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queira César. São Paulo (SP) 01414-001
Tel: (11) 3156-0700
medralgeo@medral.com.br | www.medral.com.br
Empresa Especializada em: Cadastro Técnico; Levanta-
mento Topográfco; Geocodifcação; Regularização Fun-
diária; Base Cartográfca Multifnalitárias; Geoprocessa-
mento; Restituição Aerofotogramétrica; Laudos Técnicos
e Periciais; Licenciamento Ambiental.
Autodesk do Brasil
Rua James Joule, 65 - 4º andar. São Pau-
lo (SP) 04576-080 | Tel: (11) 5501-2510
atendimentobrasil@mail.autodesk.com
www.autodesk.com.br
Desde 1982 a Autodesk desenvolve as tecnologias 2D e 3D
mais modernas, que possibilitam aos usuários ver, simular
e analisar o desempenho de suas ideias sob condições re-
alistas mais cedo no processo de projeto. Os clientes da
empresa não só veem como também experimentam seus
projetos antes que eles se tornem reais, proporcionando
a capacidade de economizar tempo e dinheiro, melhorar
a qualidade e promover a inovação.
Base
Rua Marquês de Lajes, 1027 - Vila das Mercês.
São Paulo (SP) 04162-001 | Tel: (11) 2948-9900
info@.base.eng.br | www.base.eng.br
Especializada em imagens, fotogrametria;
bases cartográfcas para planejamento,
gestão do território, projetos e SIG; geodésia; topogra-
fa; planta de valores genéricos; cadastro multifnalitário;
perflamento a lazer; treinamento e geoprocessamento.
Codex Remote
Avenida Borges de Medeiros, 659 - Centro.
Porto Alegre (RS) 90020-023
Tel: (51) 3209-4722
comercial@codexremote.com.br
www.codexremote.com.br
A Codex Remote é uma empresa especializada em Sen-
soriamento Remoto e voltada ao desenvolvimento e apli-
cação de soluções completas em Geotecnologia, Carto-
grafa, Física, Meteorologia e Agrometeorologia. Com um
corpo técnico altamente qualifcado, a empresa oferece ao
mercado produtos e serviços como Imagens de Satélite,
Geoprocessamento, Bases Cartográfcas, SIG (forestal,
urbano, agrícola e industrial), além de Consultorias, Trei-
namentos e Capacitações.
Cognatis
Rua Tenente Negrão, 140 - Itaim Bibi.
São Paulo (SP) 04530-030
Tel: (11) 3014-6200
cognatis@cognatis.com | www.cognatis.com
Geomarketing e Estatística para Extensão, Rentabiliza-
ção, Retenção e Prospecção. Mais de 2.000 eixos de ruas,
Geocodifcação Automática, soluções Web e Corporati-
vas. Consultores especializados em Estatística, Marketing,
Economia, Geografa e Demografa.
CPe tecnologia
Avenida do Contorno, 2905 - Santa Ef-
gênia. Belo Horizonte (MG) 30110-013
Tel: (31) 3241-3344
cpe@cpeltda.com.br
www.cpeltda.com.br
A CPE é líder na locação de equipamentos Topcon ,Trim-
ble, Geodetic e Tecgeo. Vendemos GPS, Estação Total e
software TopoGRAPH. Possuímos uma equipe de enge-
nheiros agrimensores de alto nível para treinamento e
suporte. Promovemos cursos de Georreferenciamento
em todo Brasil.
digibase
R. Dr. Renato Paes de Barros, 750 - Itaim
Bibi. São Paulo (SP) 04530001
Tel: (11) 3168-8466
comercial@digibase.com.br | www.digibase.com.br
Primeira e maior provedora de informação cartográf-
ca do país. Distribuidora ofcial das imagens de satélite
DigitalGlobe (QuickBird, WorldView) e dos mapas digi-
tais Tele Atlas (os mais utilizados em GPSs, Portais Web
e softwares GIS).
embratop
Rua dos buritis, 128 – Jabaquara. São
Paulo (SP) 04321-000
Tel: (11) 5016-4622
contato@embratop.com.br | www.embratop.com.br
Venda e locação de equipamentos de topografa como
GPS, GNSS, estação total, entre outros.
Trabalhamos com as melhores marcas do mercado.
engefoto
Rua Frei Francisco MontAlverne, 750.
Curitiba (PR) 81540-400
Tel: (41) 3071-4200
marco.neia@engefoto.com | www.engefoto.com
Empresa Certifcada na ISO 9001. Atua nas áreas de ma-
peamento digital; levantamento laser; cadastro técnico
municipal; SIG; ortofotos; agricultura de precisão; sanea-
mento; assentamentos; estudos para diretrizes de linhas
de transmissão, gasodutos, oleodutos; mapas temáticos;
engenharia viária; supervisão de obras; estudos geológi-
cos e geotécnicos.
engemap
Rua Santos Dumont, 160. Assis (SP)
19806-060 | Tel: (18) 3421-2525
engemap@engemap.com.br
www.engemap.com.br
Aerolevantamento Digital - SAAPI (Sistema Aerotrans-
portado de Aquisição e Pós-Processamento de Imagens
- desenvolvimento próprio), Imagens de Satélites, Pro-
cessamento Digital de Imagens, Geoprocessamento, To-
pografa e Cadastro Técnico, TI e Desenvolvimento de
Sistemas, Publicação de Mapas. A Engemap oferece o mais
amplo espectro de resoluções espaciais em imagens digi-
tais: 8cm (aéreas) a 20m (satélites). É distribuidora ofcial
Spot Image e Digital Globe.
engesat
Rua Nilo Peçanha, 466 – Bom Retiro.
Curitiba (PR) 80520-000
Tel: (41) 3023-1617
engesat@engesat.com.br | www.engesat.com.br
Especialista em Imagens de Satélites, atende desde 1997
toda a América Latina fornecendo dados brutos e pro-
cessados sob medida, até 1 m de resolução. Distribuido-
ra Autorizada dos Provedores Mundiais (Ikonos, Landsat
1-2-3-4-5-7, Envisat, Alos, Eros, DMC, CBERS, IRS, Cartosat,
Terrasar-X)
59
engLevel
Av. República Argentina, 369 - Água ver-
de. Curitiba (PR) 80240-210
Tel: (41) 3342-7443
englevel@englevel.com.br | www.englevel.com.br
Venda e locação de equipamentos para aerofotograme-
tria e topografa.
fototerra
Rua Rego Freitas, 289. São Paulo (SP)
Tel: (11) 3883-6900
paulo@fototerra.com.br | www.fototerra.com.br
Primeira empresa latino americana a operar com câmera
aerofotogramétrica digital. Desenvolve projetos em car-
tografa, cadastro urbano/rural, sistema GIS, ortofotos
digitais, atendendo o seguimentos de dutos, óleo e gás,
energia, papel e celulose,telecomunicações, etc.
funcate
Av. Dr. João Guilhermino, 429 - Ed. Saint
James. São Jose dos Campos (SP) 12210-
131 | Tel: (12) 3925-1387
gerenciageo@funcate.org.br | www.funcate.org.br
Difusão de geotecnologias abertas padrão terraLib: aplica-
tivos geográfcos corporativos, gestão municipal integra-
da, diagnóstico e zoneamento ambientais, orto retifcação
e restituição cartográfca - Web GIS.
geoambiente
Av. Shishima Hifumi, 2.911, 2º Andar -
Pq. Tecnológico UNIVAP- Urbanova. São
José dos Campos (SP) 12244-000
Tel: (12) 3797 6811
negocios@geoambiente.com.br | www.geoambiente.com.br
A Geoambiente é uma empresa de engenharia consultiva
especializada no desenvolvimento de Sistemas Geográ-
fcos, Sensoriamento Remoto e Cartografa Digital. De-
senvolvedora autorizada da Esri (Silver Business Partner)
e distribuidora ofcial da Infoterra, com as imagens de
radar TerraSAR-X.
geobras
Av. Lins de Vasconcelos, 1251 -
Cambuci. São Paulo (SP) 01537-001
Tel: (11) 2773-8626
contato@geobras.eng.br | www.geobras.eng.br
A Geobras possuí mais de 30 anos de experiência, atuando
na área de assistência técnica, manutenção, revisão, venda
e locação de instrumentos topográfcos. É revendedora
das marcas David White, CST/Berger, OMNI Optical e a
única revendedora da marca Northwest Instruments na
América Latina. Possui escritórios e ofcinas no Brasil e EUA.
geocenter
Rua João Cachoeira, 488 - Vila Nova
Conceição. São Paulo (SP) 04535-001
Tel: (11) 3079-0520
geocenter@foif.com.br | www.geocenter.com.br
A Geocenter Comércio de Equipamentos Ópticos Ele-
trônicos Ltda está no mercado brasileiro desde 2004 e
possui uma grande variedade de instrumentos para to-
pografa, tanto para vendas como para locação. Repre-
sentante exclusiva da marca FOIF no Brasil dispõe de Es-
tações Totais , Teodolitos Eletrônicos , Níveis Eletrônicos,
laser e acessórios
geoid
Rua Rio Grande do Norte, 1560 - Funcio-
nários. Belo Horizonte (MG) 30130-131
Tel: (31) 3284-5555
geoid@geoid.com.br | www.geoid.com.br
Especializada em mapeamento aéreo de alta precisão
(3cm). Scaner a laser aéreo de 3° geração ( até 400.000 co-
ordenadas por segundo), ortofotos 100% digitais a cores
(39 megapixel por foto).
geojá
Av. Luiz Dumont Villares, 2078 - Parada
Inglesa. São Paulo (SP) 02239000
Tel: (11) 2201-2445
geoja@geoja.com.br | www.geoja.com.br
Desde 2001, somos dedicados a desen-
volver soluções utilizando conhecimento e tecnologia
de ponta nas áreas de cartografa digital, sensoriamen-
to remoto, aerofotogrametria, GIS, programação e meio
ambiente. Dispomos de grande acervo de Mapas Digitais,
sendo fornecedor do censo 2010.
geologística
Rua Dr. Candido Espinheira, 560 - Perdi-
zes. São Paulo (SP) 05004-000
Tel: (11) 3668-5322
comercial@geologistica.com.br | www.geologistica.com.br
Consultoria e Soluções para Transportes, Logística e Geo-
marketing. Representante dos softwares GIS Maptitude e
TransCAD. Fornecemos Mapas Digitais, Sistemas e compo-
nentes para Geocodifcação, Roteirização, Rastreamento,
Transporte Público e Carga.
geomat
Rua São Paulo 1071, 19º andar - Centro.
Belo Horizonte (MG) 30170-907
Tel: (31) 3273-5253
geomat@geomat.com.br | www.geomat.com.br
Geomat está no mercado desde 1979 possuindo uma
grande variedade de instrumentos para topografa, agri-
mensura e geodésia. É representante exclusivo da Leica
Geosystems para o estado de Minas Gerais. Vende, aluga
e presta assistência técnica para toda linha Leica: GPS Ge-
odésicos, Estações Totais, Teodolitos, Níveis e Acessórios.
geoped
Av. Júlia Freire, 1200 - Empresarial Me-
tropolitan. João Pessoa (PB) 58041000
Tel: (83) 3224-7168
contato@geoped.com.br | www.geoped.com.br
A GEOped tem seu foco no Meio Ambiente e Geotec-
nologia atuando nas áreas de Estudos Ambientais (EIA/
RIMA/PCA/PRAD/RAS/PGRS), Gestão Ambiental, Audito-
ria, Parecer, Perícia Ambiental, Desenvolvimento de SIG e
Georreferenciamento de Imóveis Rurais.
geo Pixel
Rua Maestro Egidio Pinto,165 - Jardim
São Dimas. São José dos Campos (SP)
12245-190
Tel: (12) 3949-1991
comercial@geopx.com.br | www.geopx.com.br
Desde 2007, a Geopixel é uma empresa especializada
em Cartografa e Sensoriamento Remoto. Com certif-
cação ISO 9001:2008, a empresa está capacitada para
oferecer soluções completas de geoprocessamento para
seus clientes, reunindo Softwares GIS (Plataformas Open
Source e Esri), conteúdo geográfco e aplicações para mer-
cados verticais. Com um corpo técnico altamente qualif-
cado e reconhecido pela sua capacidade de inovação, a
empresa oferece ao mercado produtos e serviços como
Imagens de Satélite, Geoprocessamento (forestal, gover-
no, agronegócios, telecom e utilities), Bases Cartográfcas,
Desenvolvimento de Sistemas, Consultorias, Capacitações
e Treinamentos.
geosoft
Praça Floriano, 51 - Cinelândia. Rio de Ja-
neiro (RJ) 20031-050 | Tel: (21) 2111-8150
info.sa@geosoft.com | www.geosoft.com
A Geosoft é sinônimo de integridade e melhores práti-
cas em mapeamento de ciências da terra e tecnologia
de exploração. Nossas soluções simplifcam o acesso e
análise dos dados geoespaciais, com melhor compre-
ensão, desenvolvimento de conhecimento e tomada de
decisões gerenciais nas indústrias de mineração, óleo e
gás, governo, ambientais e UXO.
geo-top
Rua Dr. Tobias Lima, 355 - Centro. Bebe-
douro (SP) 14700-400
Tel: (17) 3342-5597
geotop@geo-top.com.br | www.geo-top.com.br
Georreferenciamento, Levantamentos, Mapeamento to-
pográfco. Projetos de Loteamentos, Rodovias, Indústria,
Represas, etc. Cadastro Técnico Urbano e Rural, As-Built.
Projetos para liberação e regularização ambiental. Forne-
cimento de equipes topográfcas para acompanhamentos
de obras. Digitalização, Vetorização, Plotagens.
gisplan
Av. Armando Lombardi, 800 - Barra da
Tijuca. Rio de Janeiro (RJ) 22640-020
(21) 2429-3315
comercial@gisplan.com.br
www.gisplan.com.br
A Gisplan desenvolve soluções que
agregam a inteligência geográfca aos processos de ne-
gócio das empresas que almejam otimizar suas opera-
ções através da geotecnologia. Sendo parceira ofcial da
Esrie da Inovação (Solução FME de Spatial ETL), a empresa
detém amplo conhecimento e experiência no mercado
nacional, potencializando o uso dos recursos de GIS de
forma alinhada aos objetivos estratégicos de seus clientes.
A Gisplan preza por entregar geoinformação sob medida
e na medida certa, atuando também fortemente na pro-
dução de dados geográfcos e mapeamento cartográfco.
globalgeo
Av. Presidente Wilson, 231. Rio de Janeiro
(RJ) 20030-021
Tel: (21) 3578-5547
globalgeo@globalgeo.com.br | www.globalgeo.com.br
A GlobalGeo, empresa prestadora de serviços baseados
em geotecnologias, atua no mercado proporcionando
alta qualidade na execução dos seus projetos com en-
foque multidisciplinar. Oferece todo o suporte para a to-
mada de decisão, apresentando sempre o melhor custo-
benefício técnico e comercial e excelência nos resultados.
hgt geoprocessamento
Rua Timbiras, 3642 - Barro Preto. Belo
Horizonte (MG) 30140-062
Tel: (31) 3309-7016
servicos@geoexpert.com.br
www.geoexpert.com.br
Especializada em pesquisa, desenvol-
vimento e prestação de serviços em aerofotogrametria
automática, tendo como produtos modelos de superfície,
modelos de terreno, curvas de nível, objetos de superfície
3D, ortofoto volumétrica e ortofoto tradicional.
hiparc geotecnologia
Av. Nilo Peçanha, 50. Rio de Janeiro (RJ)
20020-906
Tel: (21) 2215-1774
contato@hiparc.com.br | www.hiparc.com.br
Aerolevantamentos, venda e processamento de imagens
aéreas e de satélite, cartografa, mapeamento, cadastro
técnico C/S PDA, Laser, desenvolvimento e customização
de software GIS, consultoria e treinamentos.
Imagem
Rua Itororó, 555 - Vila Bandeirantes. São
José dos Campos (SP) 12216-440
Tel: (12) 3946-8933
info@img.com.br | www.img.com.br
Desde 1986, a Imagem é líder do mercado de Sistemas
de Informações Geográfcas (GIS). Com três unidades de
negócios, a empresa fornece soluções completas de ge-
oprocessamento para seus clientes, reunindo Software
GIS - Esri, conteúdo geográfco e aplicações para mercados
verticais. A Imagem é distribuidora exclusiva da Esri, líder
mundial no fornecimento de software GIS e distribuidora
GeoEye no Brasil.
60
Infogeo 64
InB Soluções
Rua do Mercado, 34. Rio de Janeiro (RJ)
20010-120
Tel: (21) 3554-0780
comercial@inbsolucoes.com.br
www.inbsolucoes.com.br
A INB é especializada no fornecimento
de serviços e produtos inovadores, incluindo a oferta da
solução de georeferenciamento mais completa e acessível
para integrar e apresentar dados geoespaciais.
K2 Sistemas
Rua Santo Avito, 36 - Gávea. Rio de Ja-
neiro (RJ) 22451-420
Tel: (21) 2512-2084
k2@k2sistemas.com.br | www.k2sistemas.com.br
Empresa de consultoria em geoprocessamento que visa
fornecer soluções para inovação dos processos opera-
cionais e administrativos de seus clientes, adequando as
novas exigências de um ambiente em constante trans-
formação.
Inovação
Av. Shishima Hifumi, 2911 - Urbanova
II. São José dos Campos (SP) 12244-000
Tel: (21) 2215-1774
comercial@inovacaogis.com.br | www.inovacaogis.com.br
A Inovação distribui soluções aos mercados de GIS e CAD,
oferecendo produtos e serviços a todas as etapas de um
projeto GIS- Imagens de satélite e mapas; GIS desktop,WEB
e FME, Spatial ETL QUE extrai, transforma, converte e car-
rega dados espaciais.
Ion Information network
Rua Helena, 140 - 7º andar - Vila Olímpia.
São Paulo (SP) 04552-050
Tel: (11) 3054-0200
contato@ion.com.br | www.ion.com.br
Empresa de consultoria em gestão do varejo com foco
em Marketing Geográfco. Especializada na otimização e
expansão da atuação de pontos de venda, visando con-
tribuir para maximizar a efciência de cada pdv e otimizar
a gestão da rede.
IPnet Soluções
Rua Visconde de Inhaúma, 134 - Centro.
Rio de Janeiro (RJ) 20091-007
Tel: (21) 3553-2717
contato@ipnetsolucoes.com.br | www.ipnetsolucoes.com.br
A IPNET Soluções é parceira ofcial da Google no Brasil
e trabalha com soluções em sistemas geográfcos. Atu-
ando em todo o Brasil, a IPNET é revenda e desenvolve-
dora autorizada de Google Maps Premier, Google Earth
Enterprise e Pro.
J&J gPS
Rua Caetanópolis, 228 - Jaguaré. São
Paulo (SP) 05335-120
Tel: (11) 3768-8523
jjgps@jjgps.com.br | www.jjgps.com.br
Distribuidor do Primeiro GPS Brasileiro
lançado pela TechGeo em parceria com
a Sightgps. Campeã absoluta nas vendas de tais produtos
no Brasil. Atua nas áreas de venda, assistência/suporte téc-
nicos e locação de equipamentos topográfcos.
Max gaia
Av. República Argentina, 542. Curitiba
(PR) 82310-36 | Tel: (41) 3618-3730
maxgaia@maxgaia.com.br
www.maxgaia.com.br
As principais atuações da empresa estão vinculadas à ela-
boração de produtos cartográfcos para subsidiar estudos
ambientais, desenvolvimento de estudos ambientais (EIA-
RIMA, Plano de Manejo, Plano Diretor), bem como plane-
jamento e gestão ambiental e do território.
Medral geotecnologias
Rua Haddock Lobo, 347 - 4º Andar - Cer-
queira César. São Paulo (SP) 01414-001
Tel: (11) 3156-0700
medralgeo@medral.com.br | www.medralgeo.com.br
Empresa Especializada em: Cadastro Técnico; Levanta-
mento Topográfco; Geocodifcação; Regularização Fun-
diária; Base Cartográfca Multifnalitárias; Geoprocessa-
mento; Restituição Aerofotogramétrica; Laudos Técnicos
e Periciais; Licenciamento Ambiental.
MemoCAd
Rua São João do Paraíso, 15. Belo Hori-
zonte (MG) 30315-450
Tel: (31) 9694-2424
nelyalv@memocad.com.br | www.memocad.com.br
Desenvolvemos sistemas de topografa para ser usado
direto no AutoCAD. Sistemas de Georreferenciamen-
to de Imóveis Rurais (MemoCAD), Loteamento Urbano
(LoteCAD), Averbação de Reservas Florestais (FloraCAD).
Especialidade em desenvolver sistemas elaborados de
acordo com a necessidade de cada empresa, seguindo
layouts específcos, para processar cadastros técnicos,
memoriais descritivos, desapropriação de propriedades,
mineroduto, alcoolduto, seções transversais e quaisquer
outros processamentos topográfcos.
Multispectral
Rua Edson, 1441 - Campo Belo. São Pau-
lo (SP) 04618-035 | Tel: (11) 5096-5220
multispectral@multispectral.com.br
www.multispectral.com.br
Empresa detentora do maior acervo de mapas digitais
urbanos do Brasil. Especializada em soluções para moni-
toramento de objetos com GPS (OLM – Object Location
and Management) e desenvolvimento e implantação de
WebGIS para Empresas e Governo. Atua na área de aerole-
vantamentos para produção de cartografa digital, através
de restituição digital e produção de ortofotos digitais.
novaterra
Rua da Assembléia 10, 27° andar, sala
2710, Centro - Rio de Janeiro (RJ) 20011-
901 | Tel: (21) 3167-3006
novaterra@novaterrageo.com.br
www.novaterrageo.com.br
Baseada no Rio de Janeiro e com escritórios em Belo Ho-
rizonte e Curitiba, a Novaterra é uma empresas voltada
para a prestação de serviços de geoprocessamento, con-
sultoria em meio ambiente, imagens de satélites e venda
do software Global Mapper.
opengeo
Av. Armando Lombardi, 800/204. Rio
de Janeiro (RJ) 22640-000
Tel: (21) 2518-6233
www.opengeo.com.br
Soluções de Gestão Corporativa com
Inteligência Geográfca (Geoprocessamento), Softwa-
re Livre e padrões abertos (OpenGIS). Infraestrutura de
Dados Espaciais. MapServer, GeoServer, PostGIS, gvSIG
(certifcação), QGIS, GeoNetwork, SIG Móvel, etc.
orbisat
Av. Shishima Hifumi, 2911 – sala 404 -
Urbanova. São José dos Campos (SP)
12244-000 | Tel: (12) 3202-2700
orbisat@orbisat.com.br | www.orbisat.com.br
Modelos digitais de superfície e terreno; Imagens Orto
Retifcadas; Mapas topográfcos e temáticos com curvas
de nível e drenagem; Sistema único de radar de abertura
sintética, interferométrico, nas bandas X e P, polarimétrico;
Independente de presença de nuvens ou chuva; penetra
na vegetação; Sistema totalmente desenvolvido no Brasil.
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Preto (SP) 14094-241
Tel: (16) 3011-9233
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Comércio/locação de equipamentos topográfcos: es-
tação total, GPS, níveis óticos, laser e digitais, teodolito,
acessórios. Revenda autorizada SOKKIA, AVR, Sistema
TopoGRAPH, ESLON, Garmin, etc. Manutenção terceiri-
zada de equipamentos óticos, mecânicos, eletrônicos.
Treinamento, venda de equipamentos novos/usados.
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Tel: (55) 3537-6766
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A Residua oferece Soluções Múltiplas e Integradas em
Gestão Ambiental e Gerenciamento de Resíduos, Saúde
e Segurança do Trabalho, Geografa e Geomática, Enge-
nharias Civil e Ambiental oferecendo soluções efcientes,
completas e ambientalmente responsáveis.
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de engenharia, mapeamento e navegação, tendo como
principais produtos os sistemas GeoOfce V2 para topo-
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Agricultura de Precisão (GPS, Estação Total, Níveis, Tre-
nas Laser, etc), com seguro e suporte técnico. Acessórios
e softwares para Topografa a pronta entrega, além de
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e softwares completos para GIS. A empresa fornece aos
usuários de geoprocessamento soluções completas de
GIS desktop, móvel e server. Os softwares e aplicações da
SuperGeo têm sido distribuídos em todo o mundo para
ser o principal suporte ao mapeamento e análise espacial.
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com GPS, acompanhamento e fscalização de obras, ca-
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em vários segmentos, entre eles saneamento básico, es-
tradas, loteamento, industrial, mineração, etc.
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Cláudio Marcio Queiroz. Fernanda Lodi Trevisan. Luiz Roberto Arueira da Silva.SUMÁRIO 14 22 24 30 34 36 38 42 Latitude Capa Desafios do Geo Dados de campo invadem o GIS 44 52 54 geoquality Como será o futuro dos satélites e sensores? geodireito entrevista Novo Código Florestal e o critério espacial no Direito Ambiental Maria Lucia de Oliveira Falcón. Paulo Martinho.com Infogeo 64 . Fabiano Cucolo. Eduardo de Rezende Francisco. Lindon Fonseca Matias. Gustavo Macedo de Mello Baptista. Wilson Holler Acesse artigos complementares na revista online www. presidente da Concar Aerofotos Passo a Passo As novas potencialidades dos levantamentos aerofotogramétricos Google Map Maker: saiba como criar um bairro Cloud gIS Cloud Computing e Cloud GIS postos em prática geomarketing Geotecnologias auxiliando a concessão de crédito geovias Gestão de obras em vias públicas: um projeto pioneiro geo nas Cidades Aplicação de GIS na gestão municipal 07 08 10 16 20 25 28 49 56 57 6 Portal editorial Seção do Leitor navegando Lançamentos LBS onLine Aeronews Acontece guia de empresas Colaboraram nesta edição: Arlete Meneguette.mundogeo. Luiz Antonio Ugeda Sanches.

mundogeo. A descrição em nosso Twitter não nos deixa mentir: levando a geoinformação a todos. A palavra é uma junção de iPod e broadcasting. entrevistas. volta agora com esta forma de divulgação das geotecnologias. A MundoGEO. mas tenho interesse em participar 35% Sim 15% Não 12% 7 . que teve seu primeiro podcast lançado em 2009. podcasting é uma forma de publicação de arquivos de áudio ou vídeo pela internet. Também contamos com a satisfação do público. então não deixe de nos seguir no Twitter e dar sua opinião sobre o evento! ouçA e BAIxe! Para baixar e ouvir o material postado no Portal MundoGEO. realizado de 30 de abril a 5 de maio. que acompanhou a uma de nossas sessões online: Mundogeo#ConneCt De 14 a 16 de junho haverá a cobertura do MundoGEO#Connect pelo @MundoGEO. foi elogiada por muitos seguidores. pelos webinars transmitidos recentemente. qual o melhor dia para baixar podcasts sobre geotecnologia? Sexta-feira 44% Segunda-feira 30% Terça-feira 13% Quarta-feira 9% Quinta-feira 4% Você já participou de um ou mais seminários online (Webinar) MundoGEO? Sim e pretendo participar novamente 38% Não. como se vê no comentário feito por Raquel Long. já chegamos a mais de 4 mil seguidores! Com conteúdos que vão desde a atualização presente em nosso portal e postados por colegas da área de geo até promoções e webinars. em programas semanais.com/blog/category/podcast +Lidas Maio Câmara aprova plebiscito sobre a divisão do Pará em três Estados Abril Inpe anuncia que receberá o maior programa internacional de estudos espaciais Março Divulgadas imagens de satélite do Japão após o terremoto EnquEtE Para você. cursos e oportunidades. lançamentos. o Portal MundoGEO informa de maneira atual seus leitores e ouvintes. eventos. acesse www. Falando sobre o mercado de geo. estudante de geografia. com notícias.PORTAL PodCASt Mundogeo @Mundogeo Para os que não conhecem o termo. A cobertura do XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. o @MundoGEO vem crescendo e interagindo cada vez mais com seus leitores.

EDITORIAL

o MAR vAI vIRAR SeRtão. o SeRtão vAI vIRAR MAR
Eventos recentes, como os terremotos no Haiti e no Chile, as tsunâmis no Japão e os deslizamentos de terra no Rio de Janeiro mostraram a dependência da sociedade de mapas atualizados em situações de emergência. Com a computação em nuvem e a popularização de celulares dotados de GPS, o setor de geotecnologia passou a contar com um novo componente para o mapeamento de áreas atingidas por desastres naturais: a geocolaboração. Além disso, as redes sociais levam a colaboração entre pessoas, empresas e poder público a um patamar nunca antes imaginado. Com a velocidade da internet e o efeito viral, milhões de pessoas geram e compartilham informações, reações e comentários, fornecendo registros “georreferenciados” sobre posts, pontos de interesse, fotos, vídeos, eventos, viagens, empregos, estudos, check-ins, check-outs e uma infinidade de outras ações. Cabe aos administradores das redes fazer a mineração desses dados para obter tendências e padrões. Somos, hoje, mais de seis bilhões de habitantes sobre a Terra, alguns levando consigo mais do que um sensor - um celular com multi-funções, por exemplo - , o que nos torna uma verdadeira rede de sensores operando todo o tempo, com infinitas possibilidades de conexão. Assim como os dados de “campo” estão invadindo o setor de geoprocessamento, por outro lado as imagens também estão cada vez mais presentes na área de geomática. Os setores de geoprocessamento/sensoriamento remoto e topografia/agrimensura tendem a estarem cada vez mais próximos. Em um futuro não tão distante, cairão totalmente as barreiras entre estes dois “mundos”, antes tão diferentes e agora cada vez mais iguais. Tantos os profissionais como as empresas vão atuar nesta grande e vigorosa indústria da informação geoespacial: a geoinformação.

eduARdo fReItAS
Engenheiro cartógrafo, técnico em edificações e mestrando em C&SIG Editor da revista InfoGEO eduardo@mundogeo.com

entRevIStA exCLuSIvA CoM LuCIA fALCón
Em fevereiro a engenheira agrônoma Maria Lúcia de Oliveira Falcón assumiu a Secretaria de Planejamento e Investimento do Ministério do Planejamento e a presidência da Comissão Nacional de Cartografia (Concar). Lúcia Falcón foi Secretária de Planejamento de Aracaju e alavancou o processo de mapeamento no município. Sua última atuação foi como Secretária de Estado do Planejamento de Sergipe, buscando recursos para o projeto de mapeamento sistemático do todo o Estado. Veja na página 24 a entrevista exclusiva da revista InfoGEO com Maria Lúcia de Oliveira Falcón

Revista Infogeo - ISSn 1517669-x Publicação trimestral - ano 12 - nº 64

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SEÇÃO DO LEITOR
WeBInAR Quero informar que participei do último seminário online realizado pela MundoGEO via rádio, junto com outra pessoa. O áudio e a imagem estava maravilhosos, sem interferência ou corte. Queremos participar de outros. Obrigado e parabéns, foi nota “1000”. Marcelo gouvea Gostaria de parabenizar a MundoGEO pelas parcerias com empresas especializadas nas diversas áreas de conhecimento, pois proporcionam a muitos profissionais boas oportunidades de encontro. Quero continuar recebendo comunicados sobre os webinars, para sempre poder participar. elaine osorio Assisti um dos webinars de vocês e fiquei encantada. Gostaria de agradecer a oportunidade que estão dando para muitas pessoas aprenderem mais sobre geotecnologias. Aproveito para dizer que os seminários online da MundoGEO me inspiraram, e estou pensando em promover mini-cursos e palestras aqui na empresa. gabriela f. da Silva Trabalho há dois anos numa empresa de geotecnologia aqui em Cuiabá, e tenho acompanhado constantemente os seminários online feitos pela MundoGEO. Infelizmente eu não pude acompanhar o último, cujo tema foi “GIS no Centro das Decisões dos Governos”. Eu e mais alguns colegas de trabalho gostaríamos de saber se existe algum link ou vídeo disponível para download, pois este assunto é muito importante para nós, uma vez que a nossa empresa trabalha na construção e atualização de bases cartográficas para municípios e estados. Os seminários são ótimos e os temas abordados são sempre interessantes para nós. gustavo furtado Gustavo O palestrante já autorizou a divulgação dos materiais deste webinar. Acesse www. mundogeo.com/webinar e confira. ConeCte-Se A equipe do Laboratório de Geoprocessamento da UFRJ - Lageop vem demonstrar seu apoio ao Prêmio MundoGEO#Connect, em que o Prof. Jorge Xavier da Silva, coordenador deste Laboratório, foi indicado e está concorrendo na modalidade “Personalidade da Década no Setor de Geotecnologia”. O professor contribuiu para a introdução do geoprocessamento no Brasil, a partir do esforço de divulgação e formação de pessoal, no início dos anos 80. equipe Lageop/ufRJ Olá pessoal da MundoGEO. Que tal variar um pouco e fazer um congresso aqui no Nordeste? Tem muitos profissionais por aqui que gostariam de participar, mas os custos com passagem aérea, translado, hospedagem, etc., acabam inviabilizando a participação em São Paulo. Fica a minha sugestão para os próximos eventos. Érika Alves tavares Marques
Envie críticas, dúvidas e sugestões para editorial@mundogeo.com. Por uma questão de espaço, as mensagens poderão ser editadas

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isto já está acontecendo. aprimoram suas equipes e melhoram seus resultados. logo estará no topo das decisões e “atropelando” as gerações X (nascidos entre 1961 e fim dos anos 80) e os baby boomers (nascidos entre 1946 e início dos anos 60). Muito à vontade no ambiente online de alta velocidade e se comunicando via redes sociais e twitter. temos muito ainda a melhorar na elaboração de projetos inovadores construídos por ambos. denominada de Y. mas numa velocidade incompatível com as demandas do mercado. Tanto sob o ponto de vista de usar melhor as novas tecnologias como na preocupação com as especificações técnicas corretas dos projetos. Outro ponto importante é haver um maior contato entre os empresários do setor. Acredito que esta geração. Normas e procedimentos vão surgindo. me proponho a apresentar alguns pontos para reflexão que. alinhada com o novo momento de construção de um mundo mais sustentável. tenho convicção de que o governo. com a soma das gerações usando a geoinformação como ferramenta de tomada de decisão segura. Precisamos de uma maior aproximação da inciativa privada com as universidades. mas principalmente o federal. Tudo isso para que depois a geração Z (menores que 18 anos) assuma um mundo onde a escassez de mapas. Levando-se em conta as modestas iniciativas existentes. na medida em que apoiassem ou até executassem ações de divulgação das geotecnologias. Ganham todos: as empresas por otimizar recursos. Acreditem. e as universidades atualizam professores. além de elaborar pesquisas que mostrassem a força econômica e geradora de empregabilidade do setor. Mais juntos. 14 Infogeo 64 . copiando editais ou seguindo orientações técnicas duvidosas. Estamos frente a três desafios que podem ser superados pela nova geração de profissionais que está sendo formada e que já está no mercado. preparam melhor seus alunos e obtêm recursos para melhorar suas estruturas. diretor e publisher da Editora MundoGEO emerson@mundogeo.com Acredito que esta geração. A maioria dos usuários públicos ainda é órfã neste aspecto. deixando de lado a concorrência predatória e o jurássico corporativismo. Isto gera. desperdício de recursos públicos e frustração dos usuários com a tecnologia. poderiam conquistar avanços perante a sociedade. A geração entre 18 e 30 anos. poderiam auxiliar a tornar este movimento alavancador mais sustentável. logo estará no topo das decisões o meio desta ebulição do mercado de geomática no Brasil. eles estão transformando os ambientes corporativos. Bem como abrissem o diálogo com o governo na busca da construção de melhores projetos que visem otimizar investimentos. Em terceiro. No fundo. a meu ver. ainda não colocou as geotecnologias na real prioridade que o assunto merece em sua agenda política. nas três esferas. contratando mal. como resultado. está avançando no mercado de forma avassaladora. a falta de cultura em usá-los e os trabalhos sobrepostos sejam coisas do passado. alinhada com o novo momento de construção de um mundo mais sustentável.LATITUDE geRAção Y & deSAfIoS do geo Rumo a um mundo mais sustentável N eMeRSon ZAnon gRAneMAnn Engenheiro cartógrafo. toda a sociedade vai ganhar.

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uma das 47 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). expandir a capacidade de monitorar mudanças na paisagem em todo o mundo. anunciou a conquista da certificação iSo 9001:2008. aumentando o número de projetos de pesquisa. XMoBotS. terão um valor de mercado estimado em 32 milhões de reais. os órgãos executores e as empresas contratadas para desenvolvimento de subsistemas dos programas espaciais ou de veículos lançadores. empresa anunciou uma parceria com a SteFanini it de comunicação e location intelligence. de desenvolvimento de Veículos Aéreos Não Tripulados (VantS). A avaliação da participação industrial será feita pela AEB e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). que está agora a 482 quilômetros acima da superfície da Terra. anunciaram a fusão de seus serviços e. entre eles o SurFer. Os usuários poderão acessar imagens de satélite da Terra captadas durante os últimos 40 anos e.NAVEGANDO A Logica. Pecuária e Abastecimento. A digitaLgLoBe anunciou no final de abril As empresas brasileiras agX tecnoLogia e goveRno BRASILeIRo eStudA A InCLuSão do SetoR PRIvAdo no PRogRAMA eSPACIAL A inclusão do setor privado na execução do Programa Espacial Brasileiro está em análise pelo governo. assim. acaba de completar 22 anos inaugurando uma nova fase de evolução e fortalecimento estratégico. para revenda de toda a linha de programas da empresa. localizada em Campinas (SP). a Unidade. A Pitney BoweS BuSineSS inSight. como o projeto de apoio à plataforma tecnológica de Moçambique. que permite o uso das Áreas de Preservação Permanente (APP) já ocupadas com atividades agrossilvipastoris. prolongando sua vida útil até 2014. código FLoreStaL. 16 Infogeo 64 . Desde 2009. Especialistas brasileiros e chineses realizaram testes de compatibilidade eletromagnética recepção e gravação de imagens do inStituto entre o satélite cBerS-3 e a estação de que concluiu a elevação de órbita do satélite eSRI dISPonIBILIZA IMAgenS de SAtÉLIte doS úLtIMoS 40 AnoS A norte-americana Esri anuncia o lançamento de serviços de imagem Landsat.esri. A gLoBaLgeo. De acordo com o presidente da AEB. juntas. visando à sua inclusão no Plano Plurianual (PPA). SoLutionS. é preciso articular melhor os vários integrantes do sistema. como órgão de planejamento e coordenação. publicações. ecoturismo e turismo rural. QuickBird. A novidade permite o acesso ao patrimônio de quase quatro décadas de imagens criadas pela Nasa e pelo Departamento do Interior Americano (DOI). As decisões relativas ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) deverão ser tomadas ainda neste semestre. empresa prestadora de serviços baseados em geotecnologias. O apoio à internacionalização da Embrapa é outra atividade que foi intensificada com a atuação em missões internacionais e em projetos com governos e instituições estrangeiras. que são a própria agência. assinou um contrato com a goLden SoFtware. INFO www.com/landsat nacionaL de PeSQuiSaS eSPaciaiS. Foi aprovado no dia 24 de maio o novo eMBRAPA MonItoRAMento PoR SAtÉLIte CoMPLetA 22 AnoS A Embrapa Monitoramento por Satélite. investiu na atração e retenção de profissionais. participações em eventos técnico-científicos e parcerias nacionais e internacionais. ampliando a sua atuação no Brasil. provedora global de serviços de TI e gestão de negócios. vinculada ao Ministério da Agricultura. entre os dias 18 e 25 de março. cujas normas estabelecem padrões de qualidade internacionais para as operações e serviços das companhias de todo o mundo.

ultrapassou seu tempo de vida projetado inicialmente. InPe IRá ReCeBeR MAIoR PRogRAMA InteRnACIonAL de eStudoS eSPACIAIS A Universidade Internacional do Espaço (ISU.SAtÉLIte ALoS enCeRRA oPeRAçõeS Após a perda abrupta de energia no final de abril. Além das aulas teóricas e práticas no Inpe. A Agência continua investigando as causas da interrupção da geração de energia. Serão nove semanas de estudos multidisciplinares. de 17 de junho a 17 de agosto de 2013. em inglês) anunciou que completou as operações com o mesmo. responsável pela distribuição das imagens Alos no Brasil. como oficinas e workshops com a participação de astronautas e personalidades internacionais. política. A 13ª edição do Space Studies Program (SSP) levará a São José dos Campos cerca de 120 estudantes de diversos países para aulas sobre engenharia e aplicações de satélites. na sigla em inglês) anunciou no início de abril o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como sede do mais importante e abrangente programa de treinamento do mundo na área. está previsto para ser lançado em 2014. Alos-3. durante o SSP13 serão realizadas visitas técnicas a outras instituições e empresas privadas. Estão previstas ainda atividades abertas ao público em geral. gestão e legislação espacial. enviando um comando no dia 12 de maio. que era de três anos. em operação desde janeiro de 2006. também chamado de Daichi. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). e informa que seu substituto. que desligou todos os dispositivos de observação a bordo do satélite Alos. 17 . entre outros temas. O satélite. a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (Jaxa. informa no portal de imagens do satélite que terminou o acordo de cooperação científica que estabelecia o Instituto como responsável pela distribuição.

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um sistema dinâmico e interativo para gestão dos recursos naturais.0 InPe LAnçA SoftWARe ABeRto PARA ModeLAgeM O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançou em abril a versão Beta 1. manipulando diferentes planos de informação. A solução conta ainda com suporte e atualização pelo período de 12 meses e. o sistema é um dos primeiros resultados do programa de apoio à Plataforma de Inovação Agrária de Moçambique e está disponível na internet. INFO www. INFO www. espelhadas em um repositório localizado no Inpe. a atualização das informações do mapa será diária. como é chamado o projeto. a substituição será feita sempre que houver novos conteúdos.com.erdas. lançou o Cidade F@cil. em muitos casos mais rapidamente do que acessar imagens não comprimidas. solução integrada de software. Toda madrugada a sincronização dos repositórios TerraLAB e o repositório do Inpe é realizada de forma automática. INFO www. O sistema permitirá o monitoramento da situação desses espaços em tempo real. que não dispõem de técnicos e nem informações que otimizem a gestão.org LAnçAdo MAPA CoM SItuAção doS PReSídIoS no BRASIL O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou no início de abril um mapa com a situação dos presídios no Brasil.cnj. Além disso. As versões publicadas da plataforma de software são acondicionadas em um servidor SVN público. traz informações sobre quantidade de vagas.2.cnpm. entre outras. foi uma das tecnologias lançadas pela Embrapa em comemoração ao seu aniversário de 38 anos. espera-se que o código fonte. tomar decisões fundamentadas em dados geográficos de seu território.br/projetos/mocambique > geoPReSídIoS > teRRAMe BetA 1. com ou sem outro software Erdas instalado. para os dados geográficos. proporcionando a mais rápida descompressão disponível no mercado. Utilizando componentes do Erdas ECW/JP2 SDK versão 4.LANÇAMENTOS > eCW PARA ARCgIS SeRveR novo PRoduto dA eRdAS A Erdas lançou recentemente um novo produto. INFO www. o ECW pode rapidamente descomprimir e abrir quantidades massivas de arquivos. Utilizando recursos mínimos de memória. O ECW para ArcGIS Server proporciona meios para o ArcGIS Server 10 distribuir dados no formato Enhanced Compression Wavelet (ECW). O WebGIS permite ao usuário consultar informações georreferenciadas de modo amigável e interativo. INFO www. esteja disponível 24 horas por dia. sete dias por semana. de todos os portes.br/geopresidios 20 Infogeo 64 . dia 26 de abril. empresa atuante no mercado de GIS.img. Desenvolvido pela Embrapa Monitoramento por Satélite. dados estatísticos também podem ser consultados pela população.br/cidadefacil > WeBgIS de MoçAMBIque SISteMA É LAnçAdo duRAnte AnIveRSáRIo dA eMBRAPA O WebGIS de Moçambique.0 da plataforma de software aberto para modelagem dinâmica TerraME – Terra Modelling Environment. completamente documentado.jus. o aplicativo permite que o ArcGIS Server suporte imagens ECW. No entanto. treinamento e conteúdo geográfico que permite aos governos municipais. podendo incluir sugestões de melhoras apontadas pela própria prefeitura.embrapa. e também sobre as unidades penitenciárias individualmente. O Geopresídios. O foco da solução são as prefeituras mais carentes.com > CIdAde f@CIL SoLução foCAdA eM geStão MunICIPAL A Imagem. O ECW para ArcGIS Server pode ser instalado num único ArcGIS Server. população carcerária.terrame. requer uma licença FlexNet da Erdas. Desta maneira. O mapa traz detalhes de todas as regiões. número de gestantes que estão encarceradas.

brasgeo.5 do i3Geo. uniforme e sem emendas. Caracterizada por ser uma carta básica colorida. sobre áreas extensas (para trabalhos em níveis locais.softwarepublico. INFO www. Entre as modificações da versão.br 21 . > SPotMAPS BRASgeo tRAZ MoSAICo Ao SuL do BRASIL A Brasgeo. Este é um mosaico de cobertura ininterrupta. É obtido a partir de imagens recentes do satélite Spot5. O foco principal do i3Geo é a disponibilização de dados geográficos e um conjunto de ferramentas de navegação. oferece alta precisão geométrica. Adequado para trabalho em escalas compatíveis e pode servir de base para elaboração de inúmeros tipos de bases geográficas. os usuários da plataforma de colaboração da Microsoft podem aproveitar o componente geográfico de informações. Com esta solução. O ArcGIS for SharePoint é a proposta de geocolaboração da Esri. compartilhamento e criação de mapas sob demanda. está trazendo o SpotMaps à região sul do Brasil.com.> ARCgIS foR ShARePoInt eSRI LAnçA novA veRSão dA SoLução de IntegRAção A Esri da Espanha. está a integração com o Google Maps e com o Google Earth. que permite administrar os conteúdos de uma perspectiva geográfica através da já conhecida interface do Office.br > I3geo LAnçAdA novA veRSão do SoftWARe LIvRe Foi lançada a versão 4. regionais. através de sua visualização em mapas interativos e da integração de recursos GIS para análises e consultas de fluxo de trabalho do SharePoint. estaduais e nacionais). integrou totalmente a plataforma ArcGIS com o SharePoint. O mosaico é georreferenciado e pode ser diretamente integrado em qualquer Sistema de Informação Geográfica. INFO www. juntamente com a Microsoft. principalmente o MapServer. um software livre para internet baseado em um conjunto de outros sistemas abertos.5 metros de resolução. que reflete fielmente as verdadeiras cores do solo. de 2. em parceria com a Astrium.gov. através da solução ArcGIS for SharePoint. geração de análises. assim também como aproveitar o caráter geográfico que está implícito em mais de 80% dos dados de uma organização.

espalhados pela internet. Nestes casos. capital do Haiti. smartphones e tablets com GPS. coordenadas de usuários geram uma enorme quantidade de dados. a primeira reação do ser humano é localizar-se. como estamos dependentes de mapas em situações de emergência. Poucas horas após o evento. E é aí que entra o mapeamento colaborativo e as imagens de satélites em tempo “quase real”. Em uma situação de emergência extrema. Com a popularização dos celulares. de forma trágica. de preferência feita em poucas horas. Estariam os dados de campo invadindo o setor de GIS? A fronteira entre os dados de escritório e móveis está desaparecendo? As bases de dados e o trabalho diário vão tornar-se cada vez mais colaborativos? Desde o terremoto no Haiti até as recentes tsunâmis no Japão. o setor de geotecnologia passou a contar com um novo componente para o mapeamento de áreas atingidas Atualizações em tempo real.ly/k4Fscp por desastres naturais: a geocolaboração.CAPA dAdoS de CAMPo InvAdeM o gIS Por Eduardo FrEitas o início de 2010. é imprescindível poder contar com uma cartografia atualizada. para resolver problemas. mapas colaborativos e coordenadas de usuários cada vez mais presentes no geoprocessamento N Um vídeo sobre a criação do mapa colaborativo de Porto Príncipe. mapas antigos não têm utilidade e servem apenas para comparação com o que havia e com o que restou. criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias 22 Infogeo 64 . a localização passou a ser mais uma “commodity”. a população local e voluntários de todas as partes do mundo passaram a elaborar a cartografia dos locais atingidos. há várias perguntas a serem respondidas: Para onde deve-se ir? Onde encontrar ajuda ou alimento? Como auxiliar outras pessoas? Nos locais onde o desastre acabou com a infraestrutura existente. está disponível em http://bit. passando pelos tremores no Chile e deslizamentos de terra no Rio de Janeiro. Afinal. O terremoto no Haiti expôs de maneira dramática a falta de mapas de um país. No setor de Serviços Baseados em Localização (LBS). um desastre natural na região serrana do Rio de Janeiro expôs. além de sobreviver ao caos. a partir de dados obtidos por Crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários. que precisa ser processada e virar informação.

com milhões de pessoas gerando e compartilhando informações. encontrar tendências e gerar informação realmente relevante. vire uma estação de trabalho remota. estudos. smartphones e tablets com capacidades de localização e mapeamento. para detectar relacionamentos sistemáticos entre variáveis. Recentemente. um carro tem o seu próprio chip de celular para rastreamento e seu próprio navegador. como regras de associação ou sequências temporais. no Brasil. muito mais do que 10 bilhões de sensores sobre a Terra. um gravador de som. A própria Esri lançou o ArcGIS Online (www. Em aplicações desse tipo. nas quais o crowdsourcing é levado ao seu nível máximo. os dados sobre localização estão presentes para qualificar ainda mais as informações dos usuários. São registros sobre posts. um editor de textos. site que conta com funcionalidades de geocolaboração. os usuários podem avaliar um mapa. conectado à internet. reações e comentários sobre um mesmo assunto. acessar a internet. a própria comunidade gera. através do Google Map Maker. como Esri. um grupo de voluntários ajudou a mapear a região atingida pelos deslizamentos de terra na região serrana do Rio. fornecendo informações preciosas sobre comportamento. Este tipo de tecnologia permite que qualquer equipamento. Tudo isso gera uma imensa quantidade de dados para os administradores das redes sociais e das empresas que coletam dados de seus funcionários. vídeos. Além do OpenStreetMap. Data mining (ou mineração de dados) é o processo de explorar grandes quantidades de dados à procura de padrões consistentes. um receptor GPS. na qual um usuário pode acessar mapas e imagens. o pesquisador da área de geotecnologia Mike Goodchild já comentava sobre um intenso movimento de geocolaboração que estava nascendo. Ou seja: já deve haver. atualiza e avalia os dados gerados. se levarmos em conta que um mesmo terráqueo pode levar consigo. fazer uma pesquisa e indicar se o resultado está correto ou não. É a integração das tecnologias para o bem de todos. etc. buscar por um serviço de mapas online. uma calculadora. Neste ponto chegamos às redes sociais. os dados dos usuários invadiram o setor de geo. 6 BILhõeS de SenSoReS InteLIgenteS Em um artigo de 2006. Microsoft. então.navegadores GPS e imagens de satélites fornecidas por grandes operadoras. É possível.com).. encontrando assim novos subconjuntos de dados 23 .arcgis. por exemplo) ou em dispositivos móveis (Foursquare). Além disso. bem como um caminhão tem sua carga monitorada e assim por diante. fazem quando lançam suas soluções de geocolaboração. Facebook e Google. Neste caso. que podem trabalhar tanto para o mapeamento do planeta como para a geração de dados baseados em localização. eventos. entre outros “tesouros” do marketing e da administração. Toda essa colaboração é turbinada pela computação em nuvem. que é o processo de encontrar tendências dentro de grandes quantidades de conteúdo. check-ins. a principal questão a resolver é: o que fazer com tanta quantidade de dados? Isto nos leva então ao geo data mining. check-outs e uma infinidade de outras ações que podem ser “georreferenciadas”. gerando novas possibilidades e oportunidades de negócios. fornecendo seu feedback e alterando o seu conteúdo. pontos de interesse. Outro fator que contribui com a popularização da geocolaboração é justamente o uso de celulares. que permite a vários usuários acessarem uma mesma base de dados e editarem um mapa em tempo real. viagens. no qual a comunidade gera mapas roteáveis para navegadores GPS. registrando os dados e as coordenadas gerados pelos usuários. Seja em redes sociais baseadas no desktop (Facebook. com um simples telefone. analisar a situação ao seu redor e executar as devidas atualizações. Ainda no Brasil. este número pode aumentar ainda mais. tendências de consumo. Com isto. empregos. Esta geocolaboração foi possível através do OpenStreetMap. Cabe aos profissionais de mineração de dados a árdua tarefa de processar esta grande massa de conteúdo georreferenciado para. existem várias outras iniciativas de mapeamento colaborativo. chamado “citizens as sensors”. bem antes do “boom” das redes sociais. outro exemplo de projeto colaborativo é o TrackSource. uma filmadora. Segundo ele. Definitivamente. uma máquina fotográfica. um projeto inspirado por sites como a Wikipedia que tem o ambicioso objetivo de criar um mapa livre e editável do mundo. fotos. mas a análise geográfica também invadiu o dia a dia das pessoas. hoje. Hoje. os habitantes do planeta se converteriam em 6 bilhões de sensores móveis mapeando a Terra através de seu conhecimento. em seu celular. em tempo real. hoje. tendo como base a localização dos usuários e/ou dos conteúdos. suas impressões e seus registros sobre locais. É isto que grandes grupos.

investimos na geração de uma nova base cartográfica na escala 1:1. com destaque para a implementação do Plano Cartográfico Nacional e a implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde)” aria Lucia de Oliveira Falcón assumiu em fevereiro a presidência da Comissão Nacional de Cartografia (Concar). e professora adjunta da Universidade Federal de Sergipe. Mg: existe algum cronograma definido para a capacitação dos colaboradores na produção dos dados cartográficos públicos e privados? o que a nova presidente da Concar pensa em adotar como política de formação de mão-de-obra especializada em cartografia? Lf: Na elaboração do Plano de Ação da Inde foi considerada a necessidade de formação de recursos humanos e para isso foi verificada a necessidade de criar um programa de capacitação. que tem como uma das suas responsabilidades coordenar a Política Cartográfica Nacional. como será a Política Cartográfica nacional daqui em diante? Lf: O MP é o gestor do Sistema Cartográfico Nacional (SCN). e também em termos de desenvolvimento. na versão online da revista InfoGEO 24 Infogeo 64 . Na Prefeitura Municipal de Aracaju. conselheira fiscal do Petróleo Brasileiro. pude perceber na prática o valor da cartografia e do geoprocessamento como ferramenta de planejamento e desenvolvimento de políticas públicas em diversas áreas temáticas. Orçamento e Gestão. com muitas demandas de cartografia e de agrimensura. cabendo à Secretaria de Planejamentos e Investimentos Estratégicos a função de presidir a Concar. “No governo federal a expectativa é retomar os trabalhos da Concar. com um enfoque estratégico na participação maior pelos entes federados. com a inserção dos componentes territorialização e participação popular presentes na definição das políticas públicas. Secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento. comportamentos e atitudes para atender a requisitos específicos dos diversos componentes e dimensões do projeto. sobretudo na atividade de planejamento e gestão. um grande avanço se deu com o resgate da função planejamento. Mg: Considerando que o Brasil é um país de dimensões continentais e com um espaço geograficamente diferenciado. habilidades. visando desenvolver e prover conhecimentos. mas a questão ainda não esta fechada. fornecendo bases para o desenvolvimento econômico e social. Possui graduação em agronomia e mestrado em economia pela Universidade Federal da Bahia. Há proposta para revisão do plano cartográfico nacional. cartográficas. As discussões sobre a Política Cartográfica Nacional estão na pauta do dia e acredito que o Brasil precisa avançar no conhecimento e apreensão dessa diversidade geográfica para oferecer respostas mais especializadas e precisas ao planejamento e à gestão territorial. No governo do estado de Sergipe. Não se deve esquecer o esforço permanente da Comissão para a geração de normas e padrões visando principalmente à realização e consolidação da Inde. A atual presidência da Concar está consolidando a retomada do seu papel e de sua missão. com M Veja esta entrevista na íntegra. em 2003. em 2007.000 com foco na geração de um Cadastro Técnico Multifinalitário. e doutorado em sociologia pela Universidade de Brasília. No governo federal a expectativa é retomar os trabalhos da Concar. É bolsista/pesquisadora sem vínculo. além de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC).ENTREVISTA MARIA LuCIA de oLIveIRA fALCón Presidente da Comissão Nacional de Cartografia destaque para a implementação do Plano Cartográfico Nacional e a implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde). Infogeo: Como foi sua passagem pela Secretaria de Planejamento de Aracaju e pela Secretaria estadual de Planejamento de Sergipe? Como esta experiência será transferida para o cenário nacional? Lúcia falcón: Durante esses anos de experiência na administração pública. Essas capacitações e treinamentos deverão abarcar itens relativos às ciências geodésicas.

inicialmente o evento contava com a participação de apenas três países europeus. Criado em 2004. concurso que elegerá as melhores soluções na área de navegação por satélite.Sessão LBS MOBILIDADE | NAVEGAÇÃO | LOCATION INTELLIGENCE | GEOWEB O s projetos de GNSS estão em alta! Na próxima página. você conhecerá um pouco mais do European Satellite Navigation Competition (ESNC). No ano passado esse seleto grupo já era formado por 23 nações. .

foram projetos individuais e o país com mais trabalhos participantes no ESNC foi a Alemanha. De acordo com informações da organização do evento. de Taiwan. por email. ou seja. Em outubro acontecerá a cerimônia de premiação. O prêmio oferecido pela norte-americana consiste em um ano de incubação. pessoa física ou jurídica. Registre a sua ideia no site www. No ano passado.eu 2. seja baseado no sistema de posicionamento global norte-americano (GPS). a maioria das ideias inscritas na competição. Mais informações sobre a competição: www. via GPS. Você receberá notificações. em Berchtesgaden. e o vencedor receberá um ano de suporte em algum centro de incubação. através também de vídeos reproduzidos em um smartphone. a grande vencedora do ESNC (Galileo Master) foi a empresa austríaca Mobilizy.galileo-master. • E o Industrial Technology Research Institute (Itri). ou naqueles incubadores participantes do European Space Incubators Network (Esinet). • Já o German Aerospace Center (DLR) gratificará a ideia mais inovadora com relação ao melhoramento da navegação. ESNC University Challenge. irá direcionar e ajudar. O ESNC é um evento totalmente aberto.eu 26 Infogeo 64 . que usa a realidade aumentada na navegação móvel. o europeu Galileo ou o chinês Compass. irá oferecer uma gratificação de 10 mil euros para a melhor ideia que pode ser usada no conceito dos veículos conectados. ganhando uma quantia de 50 mil euros em consultorias. em Munique. • O desafio que abrange somente as universidades. Depois dessa etapa. Depois. 32%. Alemanha. as instruções de trajeto podem ser visualizadas diretamente. ou Augmented Navigation.galileo-master. • A Navteq premiará soluções voltadas ao ambiente mobile. no valor de 75 mil euros. • NavCert e Ifen irão oferecer uma avaliação no centro de testes do sistema. espalhados pela Europa. veJA CoMo PARtICIPAR 1. Galileo (Gate). Um grupo de experts da região que você escolheu irá avaliar seu trabalho 4. Escolha uma das regiões que você quer representar (você também pode inscrever mais de um trabalho) 3. em um dos cinco centros de incubação da ESA. o Brasil está sendo representado pelo Portal MundoGEO. na Alemanha ConfIRA ABAIxo AS CAtegoRIAS e PRêMIoS ofeReCIdoS PeLo eSnC 2011: • A European GNSS Agency (GSA) irá premiar aplicações que envolvam o sistema Egnos. como o sistema Wikitude. No ano passado foram mais de 500 participantes e dezenas de projetos inscritos. O prêmio irá fornecer pesquisas sobre empreendedorismo. o russo Glonass. Este ano. sobre todas as etapas do processo. pública ou privada. um time de profissionais irá avaliar o seu trabalho em nível global 5. Abrange qualquer tipo de instituição. • A European Space Agency (ESA) irá oferecer uma quantia de 10 mil euros para a ideia que poderá ser implementada rapidamente. que usem o sistema Egnos. os estudantes e associados da pesquisa. avaliados por mais de 100 profissionais “experts” do setor de navegação por satélite. ainda em desenvolvimento. e que tenha projetos na área de navegação por satélite. a solução será certificada pelo TÜV SÜD.SESSÃO LBS O ESNC é um evento que premiará as melhores soluções na navegação por satélite e está com as inscrições abertas até o dia 29 de junho.

parte do NextGen. ferramenta anunciada recentemente pela gigante da internet. Segundo a empresa. o Departamento Nacional de Trânsito informou que os bancos de dados com indicações de radares não são considerados irregulares. específico para indicar a presença de radares fixos nas estradas. Na ocasião. que já vêm com indicação de radares – mas o usuário pode desabilitar essa função-. dos EUA. a ferramenta popularizou a utilização de mapas em 3D. se posiciona como um forte concorrente aos softwares existentes para plataforma GIS. inclusive estabelecendo tendências para equipamentos de usuários domésticos. mas a expectativa já é grande entre os usuários especializados em geotecnologia. diretor de estratégias do setor de tráfego aéreo da ITT. empresa parceira da Google especializada em Google Earth. Entre as vantagens. De acordo com Bernard Asare. GPs coM AlErtA dE rAdAr PodE ou não PodE? O que era para ser algo certo. O Google Earth Builder. CoMente! E você. nova tecnologia de monitoramento para o setor de aviação. O produto será comercializado a partir de julho. Para ajudar neste ponto. pois os navegadores GPS com radares cadastrados em seus bancos de dados foram confundidos com esses aparelhos. e passível de interpretação. R m lançamento está mexendo com o mercado de geotecnologia. o que acha desse assunto? Você pode mandar a sua opinião para imprensa@mundogeo. incluindo a construção de torres e outras infraestruturas para sua implantação completa naquele país. gerente de projetos da IPNET Soluções. o NextGen Equipage Bank. já fora de circulação.AfinAl. Esse sistema. foi criado. que já é usado em território norte-americano. procurado pela equipe do Portal InfoGPS. o que minimiza custos com infraestrutura. nem mesmo na aquisição do aparelho. basicamente visa substituir os radares presentes atualmente no controle do espaço aéreo. o sistema ADS-B. um grupo de executivos da ITT. a redução nos custos com TI. GooGlE EArth BuildEr ProMEtE rEvolucionAr MErcAdo dE inforMAçõEs GEoGráficAs U BrAsil rEvê técnicAs dE controlE do tráfEGo AérEo ecentemente. “O Google Earth Builder utiliza cloud computing para armazenamento dos dados. manutenção e upgrade de softwares e servidores”. desembarcou no Brasil para apresentar os avanços de uma solução de navegação baseada em GPS. uma entidade que irá direcionar subsídios para os governos interessados em implementar o sistema. a iniciativa deve partir de empresas públicas e privadas. Isso gerou uma confusão. explica Luiz Rodrigo Tozzi. Mas o que é um dispositivo antirradar? Trata-se de um aparelho. ainda. no Art. uma empresa provedora de soluções para gerenciamento do tráfego aéreo nos Estados Unidos e Ásia. O fato é que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deixa claro. O uso de GPS é permitido no Brasil. se tornou duvidoso.com 27 . compartilhamento de informações e customização. o órgão não pode intervir nas questões de comercialização dos navegadores GPS. Os recursos apontam uma nova fase na forma de interação em sistemas de informação geográfica assim como ocorreu com o lançamento do Google Earth em 2005. já conta com uma estrutura em desenvolvimento nos Estados Unidos. que ao conduzir um veículo o motorista não pode ter em seu carro um dispositivo antirradar. pela Administração Federal de Aviação. Porém. 230.

engesat.hezolinem.amskepler. convidam-no para visitar seus sites com informação atualizada sobre negócios.br eMBRAtoP engeSAt eRdAS fugRo eARthdAtA www.com.com.erdas.com www. Para participar desta seção.globalgeo.uol.com.com.allcompgps.br http://infogps.br 28 Infogeo 64 . presentes no Portal MundoGEO.geosoft.com geoPIxeL geoSoft gLoBAL geo InfogPS www.com www.br www.embratop.com. produtos e serviços. entre em contato pelo email comercial@mundogeo.cpeltda.com.ONLINE As seguintes empresas.com.com www.fugroearthdata.br www.com ou ligue +55 (41) 3338-7789 ALeZI teodoLInI ALLCoMP AMS KePLeR CPe www.br www.geopx.com www.br www.

IMAgeM InovAção J&J gPS Mundo geo ConneCt www.19 64 Inovação Laser Tech Novaterra Santiago & Cintra 29 .48 Anunciante Santiago & Cintra Consultoria Sinfic Space Imaging Astrium GEO Topocart Página 12.img.com/GPS SuPeRgeo teChgeo teodoníveL LABgIS extenSão www.com RunCo SAntIAgo & CIntRA ConSuLtoRIA SAntIAgo & CIntRA geoteCnoLogIAS SPIRent www.inovacaogis.br www.com www.santiagoecintraconsultoria.santiagoecintra.br/extensao ÍnDICE DE AnunCIAntEs Anunciante AMS Kepler Engemap Geopixel Geosoft Hezolinem Página 4.ar www.5 63 17 31 15 | 41 Anunciante HGT Hiparc Página 53 9 | 62 10 21 11 | 37 46.uerj.br www.br www.jjgps.47.com.teodonivel.runco.br www.13 45 2 18.techgeo.supergeotek.br http://mundogeoconnect.com.com.com.br www.com.com.com.labgis.br www.spirentfederal.com.

O polígono que representa o bairro poderá agora ser criado e seus atributos associados. Clicar na opção Satélite e exibir a área de interesse para a qual deseja adicionar. clicar sobre Polígono. tomando por base os setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). sendo baseada no conhecimento que o mapeador tem de sua cidade e/ou do lugar pelo qual tem a sensação de pertencimento. 6.. 3. pressione Escape. para representar o bairro (Figura 3). Por exemplo. A partir da lista suspensa. Figura 1 Figura 2 30 Infogeo 64 . se para a sua cidade ainda não há uma representação para a área urbana. Para cancelar a vetorização. caso contrário é preciso vetorizar a área urbana e associar atributos descritivos. escolher na lista suspensa a opção “Adicionando detalhes”. É importante ressaltar que. Clicar sobre cada ponto do polígono com o botão esquerdo do mouse. tais como bairros.PASSO A PASSO MAPeAndo no googLe MAP MAKeR Parte 2 : Como Criar um Bairro N ARLete APAReCIdA CoRReIA Meneguette Engenheira cartógrafa (Unesp). O mesmo procedimento poderia ser adotado para criar o polígono de sua cidade (Figura 2). Por default. é possível criar um polígono com base nos setores censitários do IBGE. edificações de interesse público. etc. o Google Map Maker já apresenta um valor numérico. Esta iniciativa constitui uma contribuição voluntária ao processo de mapeamento colaborativo e cooperativo. PASSo A PASSo 1. Ao finalizar o trabalho é importante justificar o motivo da edição. Notar que os mapeadores locais já iniciaram a vetorização de feições relevantes na área urbana.google. localizado na área urbana de Presidente Prudente (vide figura fornecida pela Prefeitura Municipal). sistema viário. 7. Os nomes dos três maiores contribuidores aparecem no canto inferior direito da tela (Figura 1). Observar que os revisores e mapeadores do Google Map Maker aprovaram a edição e o novo polígono foi publicado. escolher Localidade. Ao finalizar a vetorização. Para tanto. faça duplo-clique ou pressione Enter. No tutorial anterior foi feita a edição do polígono que representa a área urbana de Presidente Prudente (SP). Entrar no Google Map Maker (www. PhD em fotogrametria (University College London). 5. Na opção Adicionar.com esta edição serão apresentados os procedimentos para se criar um bairro no Google Map Maker. 4.com/ mapmaker) e fazer login na sua conta do Google. É possível editar os dados descritivos e os atributos alfanuméricos. Neste tutorial será demonstrado como criar um bairro denominado “Centro Educacional”. no entorno da área de interesse. Antes de mapear qualquer feição é importante constatar se já existe uma representação para a cidade. 2. de acordo com os Dados do Censo 2010 do IBGE. que pode não corresponder ao valor real e que deve ser corrigido (Figura 4). dar zoom na imagem de satélite mostrada no Google Map Maker. 8. 9. modificar ou moderar mapas no Google Map Maker. tais como a população. Salvar o resultado. parques. Docente e pesquisadora do Departamento de Cartografia da Unesp Campus de Presidente Prudente arletemeneguette@gmail.

onde pode-se observar o mapeamento colaborativo em andamento (Figura 5). um usuário do Google Map Maker poderá fazer login na conta do Google e acessar http://bit.10. o status ficará pendente. A edição agora precisará ser revisada por outros usuários. Para avaliar o elemento. Figura 3 Figura 4 Figura 5 31 . é possível fazer a busca textual por “Jardim Marupiara. para somente depois de aprovada ser publicada. mapeadores e revisores do Google Map Maker. APRovAção Até que seja aprovado.ly/jdr61E 11. Presidente Prudente” e escolher a opção Mapa. Para verificar como ficaria a representação de um bairro na área urbana.

www.com - Conteúdo Diário Google Earth Bing Maps e levad (muito) a sério os Mercado bra sileiro de geo tecnologias mostra Geomarket prateleira” ing “de personaliza: soluções das O futuro o chegou! Conheça o Sisla.Mun doGE >> TA VIS RIÓN G TRE CAR VSI ENBRIELAÇÃO G GA OCI ASS Quando uma respo país pede osta O. WebSIG para um ambiente meio Saiba que nect finalistas m são os e par ticip e! Prêmio MundoGEO #Con sua força Veja como uma cidad mapear e Google Map com o Maker .

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ninguém mais precisará instalar nenhum software em seu computador para desempenhar qualquer tipo de tarefa 34 Infogeo 64 CLoud gIS No universo do GIS.. existem outros serviços de Cloud GIS. posteriormente.. • IaaS . etc.CLOUDGIS o PodeR dAS nuvenS A fABIAno CuCoLo Consultor de geoprocessamento e professor de geomarketing no MBA da Esic. Acredita-se que. como o ArcGIS Online. Muitos websites. ninguém mais precisará instalar nenhum software em seu computador para desempenhar qualquer tipo de tarefa. Google Earth e Arc2Earth (para aplicações desktop). na qual projetos em ArcGIS Desktop podem consumir todos os serviços de mapas disponíveis. em inglês chamada de Cloud Computing. A imagem ilustra o uso do SaaS em um projeto em ArcGIS desktop. podendo acessá-lo. na sigla em inglês). etc. Bing Maps. YouTube. no futuro. pois você poderá acessar os aplicativos a partir de qualquer computador que tenha acesso à internet. Acredita-se que. é uma tendência na internet do futuro. Geógrafo e mestre em geociências pela Unesp Rio Claro. mas a computação nas nuvens tem sido um assunto bem estudado e alvo de investimentos de grandes empresas como. Mas você sabe o que significa esta expressão? Muita gente já deve ter ouvido falar. etc. hoje. você simplesmente cria uma conta no site. sem se preocupar em como funciona ou de onde vêm aquelas informações que são obtidas da nuvem. podemos citar o ArcGIS Server for Amazon EC2. utiliza o aplicativo online e pode salvar todo o trabalho que for feito. É justamente por isso que o seu computador estará nas nuvens. a Google. fotos. outras pessoas não sabem do que se trata. ou para realizar operações mais sofisticadas que podem ser desenvolvidas a partir da Interface de Programação de Aplicações (API. podemos citar a Conestoga Rovers & Associates (CRA). de qualquer lugar. Onde também seja possível contar com a mobilidade. também conhecido como Cloud GIS. geralmente com configuração que se adeque à sua necessidade. Microsoft Sharepoint Online). Em Cloud GIS: API Google Maps. permitindo o acesso de todo conteúdo de qualquer lugar. A Computação nas Nuvens é dividida em tipologias que agregam diferentes serviços. O Google é uma empresa que acredita muito que isso já está se tornando realidade. Microsoft Streets. Além do Google Maps. através da extensão Arc2Earth. utilizam em seu conteúdo o Google Maps. Doutorando em geografia pela USP ffcucolo@gmail. Ou seja. correlacionadas com o Cloud GIS: • SaaS . que utiliza a estrutura SaaS. pois tudo isso será acessível através da internet. além de serviços básicos de geocodificação de endereços e roteirização. seja para exibir a localização da empresa e disponibilizar um serviço de roteirização para este endereço. Yahoo Streets. A ideia é de que tudo passe a ser abstrato para nós usuários. um webservice. Como um exemplo da aplicação de Cloud GIS na gestão de serviços ambientais.com Cloud Computing e Cloud GIS na prática computação nas “nuvens”.Plataform as a Service ou Plataforma como Serviço: utilizando-se apenas uma plataforma como um banco de dados. Web API ArcGIS Online e Arc2Earth. por exemplo. Em Cloud GIS: Google Maps e ArcGIS Explorer Online (para web). pois já traz uma porção de aplicativos que rodam diretamente em seu navegador.. imagens de satélite. onde tudo que queremos está lá e pronto para uso. Estes são os chamados serviços online. Google Docs . • PaaS . inclusive o Google Maps. o exemplo mais popular é o Google Maps e Google Earth. rios têm acesso a uma infinidade de mapas. No Cloud GIS. no futuro. que ficaremos com a sensação de estar nas nuvens.Infrastructure as a Service ou Infraestrutura como Serviço: quando se utiliza uma parte de um servidor. no qual os usuá- . como edição de imagens e vídeos ou a utilização de programas de escritório (como o Microsoft Office). Dentre os mais famosos serviços do Google podemos citar Gmail.Software as a Service ou Software como Serviço: uso de um software em regime de utilização web (por exemplo. Google Docs.

roteirização.. análise de modelos de elevação do terreno. deixando apenas na estrutura interna os aplicativos desktop (ArcGIS desktop). utilizando a estrutura PaaS (API ArcGIS Online e Arc2Earth). na qual parte dos dados espaciais estão contidos em um servidor GIS alocados em uma infraestrutura de TI na empresa e outra parte é suprida pelo serviço SaaS do Arc2Earth. chamado GIS-PBA (PBA é a sigla para Projeto Básico Ambiental). etc. conforme a arquitetura exibida na figura. onde o servidor GIS e todos os dados espaciais serão alocados na nuvem. A médio prazo a CRA pretende implementar a arquitetura Cloud GIS completa. Arquitetura híbrida GIS CRA Arquitetura Cloud GIS CRA 35 . correlacionadas com o Cloud GIS No GIS-PBA os usuários finais acessam aplicativos WebGIS desenvolvidos em Flex-API. utilizando a estrutura IaaS. contidos em um PBA. A figura exibe o panorama desta arquitetura. a execução e integração de todos os dados espaciais dos programas ambientais. também. Neste trabalho. é feita através de uma estrutura Cloud GIS híbrida. Outro exemplo interessante é o projeto que está sendo desenvolvido pela CRA em conjunto com a Notoriun Tecnologia. A Computação nas Nuvens é dividida em tipologias que agregam diferentes serviços. com serviços avançados de geocodificação.Uso do SaaS em um projeto em ArcGIS desktop com imagem Google Maps O Arc2Earth subsidia os projetos de mapeamento com conteúdo da Cloud GIS e.

e para alguns segmentos demográficos específicos como. custa muito para se obter informação sobre os clientes.GEOMARKETING MICRoCRÉdIto e geoteCnoLogIAS Um casamento promissor V eduARdo de ReZende fRAnCISCo Doutor em administração de empresas pela FGVEaesp. E o consumo de energia elétrica também! Tive acesso. produção e comércio de salgadinhos ou pequenos restaurantes. No Brasil e em todo o mundo. atua em GIS. discu- timos o quanto o consumo de energia e o GIS. Em outras palavras. têm dificuldades em acessar as linhas de financiamento geralmente existentes. Mas está na hora de virarmos o jogo. fraudes) em indicadores de potencial de microcrédito. Michael Turner e outros autores. impressionam e concluem que apenas 4% da demanda por microcrédito é atendida. Atribui-se esse insucesso de ganho de escala a dois fatores fundamentais: a assimetria de informação e os altos custos de transação. Desta forma. aluguel. Duas perspectivas serão criadas: o score regional (por setores censitários. em desenvolvimento na AES Eletropaulo. Com base nisto. o microcrédito não decolou no Brasil. Quem se interessou pelo assunto. idosos e jovens com arquivos históricos mínimos. podem ser utilizados no processo de concessão de crédito.2 mil reais mensais. publicados recentemente pela Impulso Microcrédito. Já tratamos de benefícios sociais que a geoinformação proporciona em outros artigos na InfoGEO (“Geotecnologias e a Base da Pirâmide”. Para o setor elétrico. Outro uso potencial dos dados será a avaliação do efeito dos programas de microcrédito na renda dos solicitantes e/ou na renda agregada por áreas censitárias. ou estão totalmente excluídas do crédito tradicional – pequenos lojistas. ou não tradicionais. da edição 47). 40% da economia é informal. que descreve estudo realizado nos EUA com mais de 8 milhões de solicitantes de crédito.com Apenas 4% da demanda por microcrédito é atendida. o que acaba por quase inviabilizar o empréstimo solicitado. seguros. o que representa 12 bilhões de reais ocê sabia que. e muito. Estimam-se cerca de 7 milhões de potenciais clientes. trata-se de um projeto extremamente inovador. Isso permite diminuir o gap na assimetria de informações para a concessão do crédito. ao artigo “Give Credit Where Credit Is Due”. enxergar com outros olhos os benefícios da geotecnologia traz consequências estimulantes para a sociedade. com pouco histórico de crédito oficial. o que representa 12 bilhões de reais. melhorando os modelos de credit scoring e diminuindo a assimetria de informação. armarinhos ou mercadinhos. Estamos falando do grande mercado informal. 93% dos empreendedores têm negócios rentáveis e 84% dos micro-empreendedores não têm acesso a crédito? Esses números. mulheres. no Brasil. caso autorizado pelo solicitante de crédito. bacharel em ciência da computação pelo IMEUSP. do Dr. localizado principalmente na periferia dos grandes centros urbanos. O maior benefício será para clientes de mais baixa renda. 46. a demanda por microcrédito parece interminável. através de seus modelos de estatística espacial. por exemplo. surgiu o projeto “Indicadores de crédito baseados no consumo de energia elétrica”. e também do potencial que indicadores econômicos trazem para o mercado. podem ser criados mecanismos para concessão de crédito aos grupos solidários (vizinhança). business intelligence. 43. Nestas oportunidades. O projeto tem como proposições transformar as informações de energia elétrica (consumo. histórico de pagamento. 36 Infogeo 64 . Estimam-se cerca de 7 milhões de potenciais clientes. estatística espacial e microcrédito eduardo. de 2006. com a evolução natural para o Precision Marketing (vejam artigos sobre isso nas edições 25. salões de beleza. composto de pessoas que. gás. E a geoinformação e a geoanálise podem auxiliar. por razões de sua fragilidade socioeconômica. não bancarizados.francisco@aes. Sem dúvida. pesquisas de mercado e estratégias de marketing na AES Eletropaulo. ou no entorno do estabelecimento comercial do cliente) e o score individual. como energia elétrica. indicando que dados “alternativos”. 56 e 57). neste processo. ambulantes. No entanto. entre em contato para continuarmos a conversa. podem gerar excelentes indicadores de renda. Consultor em geomarketing. Esse público normalmente solicita empréstimos médios que variam de 200 a 1. certa vez.

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que operam no subsolo da cidade. Um destes exemplos bem sucedidos foi apresentado a uma delegação técnica do consórcio carioca em uma visita à Barcelona. que permitirá à cidade. de modo que a Prefeitura terá. em março.através do Instituto Pereira Passos (IPP). Espera-se a adesão de outras empresas nos próximos meses. CET-Rio e Iplan-Rio . O sistema vai associar o cadastro das redes elétricas. integrando no mesmo sistema a maior parte dos serviços públicos. em menos de um ano.nipsa.irão integrar os seus dados em uma única base. gradualmente também adicionarão seus cadastros de redes ao sistema resultante. esgoto. iluminação pública. será implantado inicialmente na região administrativa do Centro do Rio e mais tarde estendido a toda a cidade. os cadastros de redes de todas as concessionárias.GEOVIAS geStão de oBRAS eM vIAS PúBLICAS Projeto pioneiro na Cidade do Rio de Janeiro LuIZ RoBeRto ARueIRA dA SILvA Engenheiro civil formado pela Universidade Federal Fluminense.rio. telecomunicações. Oi e Cedae.rj.br/web/ seconserva www. Gerente de Geoprocessamento da Diretoria de Informações da Cidade. motivados pelas obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.es E O cadastro desenvolvido no Rio de Janeiro será semelhante a sistemas em funcionamento em outros países 38 Infogeo 64 m abril passado. que conjuntamente com a Prefeitura do Rio de Janeiro . O projeto. É o caso das empresas de telecomunicações Embratel e GVT.Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro luizrarueira@gmail. a equipe teve a oportunidade de conhecer de perto o impacto positivo de um projeto similar que começou quando a cidade espanhola preparava-se para os Jogos Olímpicos de 1992.rio. à sua disposição.com +Info www. Secretaria de Conservação. em um único banco de dados georreferenciado. água. O cadastro desenvolvido no Rio de Janeiro será semelhante a sistemas em funcionamento em outros países. por um grande crescimento e modernização das suas infraestruturas. unificar as informações das redes subterrâneas das diferentes concessionárias de serviços. Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos . drenagem.rj.gov. será necessário acessar os . a informação mais atualizada das infraestruturas. Para esse fim. Rio-Águas. está sendo criado um consórcio de empresas formado pela CEG-Gas Natural . MóduLoS O projeto está sendo estruturado inicialmente em três módulos funcionais: o primeiro permitirá unificar. da mesma maneira. Para o desenvolvimento do projeto. de gás. Light. a cidade do Rio de Janeiro deu início a um projeto pioneiro no Brasil: o desenvolvimento do Sistema de Gestão de Obras em Vias Públicas (Geovias). fornecidos pelo IPP.gov. As demais concessionárias. O Rio de Janeiro está passando. que está sendo desenvolvido pelo grupo espanhol Nipsa. Na ocasião.br/web/ipp www. que também já estão participando do projeto. rede semafórica e de câmeras de monitoramento da cidade aos mapas e ortofotos do Rio de Janeiro.

PRoJetoS e oBRAS O segundo módulo criará um sistema de trabalho eletrônico para a tramitação de projetos e concessão de licenças de obras às concessionárias por parte da A aplicação Geovias terá vários ambientes. assim como a sincronização com o sistema de cadastro e acompanhamento. A aprovação de um projeto requer uma análise técnica que envolve diferentes áreas da Prefeitura. etc.. com diferentes funcionalidades e nível de acesso à informação. etc. Será permitido baixar as informações do sistema e. Esse banco de dados poderá ser acessado via internet. como utilidade mais imediata.NET (C#). possibilitará a coordenação nas atuações da via pública. Esri. com a participação de um número elevado de órgãos e um alto fluxo de autorizações e esclarecimentos.). Microstation. permitirá minimizar o impacto das obras sobre o trânsito e sobre os cidadãos. com os mecanismos de segurança necessários. será possível a coordenação das atuações de várias concessionárias numa mesma obra. Em resumo.0 sobre SQL Server 2008. reduzindo o número total de empreendimentos e coordenando a execução das mesmas de modo que o impacto na via pública seja o menor possível. seguindo os padrões do OGC e usando Flex como interface web enriquecida. a análise e tomada de decisões será agilizada e permitirá consultas rápidas sobre a tramitação dos projetos. Com esse tratamento digital dos processos. localizadas em alguns casos em locais geograficamente dispersos. ACoMPAnhAMento Um terceiro módulo permitirá a integração com as câmeras situadas na via pública e a visualização em streaming do espaço urbano. modificação ou atuações não programadas na rede possam dispor da informação dos serviços prontamente. Sagre. A linguagem de programação escolhida é . reduzindo prazos de maneira significativa. Na diversidade dos sistemas encontra-se uma das dificuldades do projeto: acessar diferentes sistemas baseados em tecnologias distintas (Smallworld. 39 . assim como os sistemas que cada empresa utiliza para administrar suas infraestruturas. melhorará a qualidade do serviço que a Prefeitura presta aos cidadãos e que as concessionárias oferecem aos seus clientes. AutoCAD. será usado um Sistema de Informações Geográficas baseado em tecnologia Esri com ArcGIS Server Enterprise Advanced 10. há a possibilidade de que os novos projetos de ampliação. outro de gestão para as concessionárias e um terceiro de consulta de obras previstas e em execução para o cidadão. facilitará à Prefeitura o estudo técnico dos novos projetos e a concessão de licenças de obras. Através da gestão eletrônica dos expedientes. pelas concessionárias. As vantagens do novo sistema são enormes: permitirá o conhecimento exaustivo das infraestruturas do subsolo da cidade. o que agilizará de maneira notável a realização dos trabalhos. Como suporte para o desenvolvimento do projeto. Foram estabelecidos três níveis: um deles de administração e acesso total e privativo para a Prefeitura. de modo que cada uma delas conhecerá o traçado das outras redes. para finalmente criar um modelo de dados unificado adequado a todas as redes disponíveis.suportes digitais de origem da informação. tanto internamente (dentro da Prefeitura). assim como as interferências das mesmas. como nas diferentes concessionárias. Prefeitura. das reclamações referentes a intervenções nas vias públicas.

Um átomo também pode ser estimulado por agentes externos (ondas eletromagnéticas) para atingir estados energéticos nos quais apresenta ressonâncias. carros de passeio. O fenômeno natu- Auditório do Museu de Arte Moderna em São Paulo lotou para o lançamento do Projeto Foco Santiago & Cintra O Por ser um evento aberto ao público interessado. Os pontos fracos dos osciladores de quartzo foram superados pelos relógios atômicos.com. Em um determinado momento. Há mais de 180 anos o Observatório Nacional gera. e assistiram as palestras online. por pressões comerciais e interesses de negócios. Depois de algum tempo.santiagoecintra. Basicamente o sistema foi desenvolvido com aplicações militares pelo departamento de defesa norte-americano. Amyr Klink destacou. assessora de imprensa da Santiago & Cintra 40 Infogeo 64 . O Foco também teve grande aceitação do público via web. além de ter apresentado a tecnologia utilizada para medir o tempo e suas diversas aplicações. como navegações de aeronaves e navios comerciais. uma grande evolução. Pela primeira vez as atividades humanas estão sendo responsáveis por uma transformação em larga escala do ambiente no qual vivemos. o tempo. Uma aplicação moderna do relógio atômico é o GPS. ele foi aberto para diversas aplicações. localização. o navegador confessou que tinha o desejo complexo de possuir o tempo. representantes de diversos segmentos da sociedade paulistana estiveram presentes ral do intervalo do dia e da noite fornecia a medida do tempo para os povos antigos. mapeamento.br/foco. lotou as dependências do Museu de Arte Moderna (MAM). Além de conseguir assistir as palestras na íntegra pelo site www. servindo como padrão para relógios. entre outros. em São Paulo. Em sua palestra. Sem um tempo preciso. que usam as ressonâncias dos átomos para medir tempo e frequência. Dessa forma o tempo ficou controlado e medido pelo homem. representantes de diversos segmentos da sociedade paulistana estiveram presentes. ao longo dos séculos. A necessidade de maior rigor fez com que o homem buscasse inventar meios para efetuar a divisão do dia em 24 partes. o quartzo. Os renomados profissionais que palestraram apresentaram estudos e reflexões sobre estes temas. no dia do projeto. Mais de 850 pessoas acessaram o site www. era muito mais simples do que é hoje. Por ser um evento aberto ao público interessado. Descobriuse que o quartzo estimulado por potencial elétrico gerava uma frequência que podia ser utilizada com uma referência de tempo. Ricardo José de Carvalho concluiu a palestra esclarecendo que “o tempo domina nosso modo de vida e todas as atividades da civilização moderna. sincronização. no começo das civilizações humanas. Já o especialista em geotecnologias Ricardo José de Carvalho. disseminação e conservação do tempo sofreram. marcada pelo aperfeiçoamento constante de vários dispositivos tecnológicos. nossa vida diária não flui de forma adequada”. O tempo. Surgiram então dispositivos mecânicos. como as pêndulas (determinadas por observações astronômicas). Ao narrar os desafios enfrentados em suas viagens. ou oscilações. Hoje. surgiu uma inovação do pêndulo. o Antropoceno. a importância do tempo. a Hora Legal Brasileira é gerada pelo Observatório Nacional através de nove relógios atômicos que são intercomparados continuamente. o interessado terá uma nova oportunidade. monitoramento de caminhões de transportes. conserva e dissemina a Hora Legal Brasileira para todo o território nacional. não se preocupe. além de suas diversas experiências com travessias e circunavegações. O economista ambiental Ricardo Abramovay destacou que a entrada na nova era geológica coloca a humanidade diante do mais importante desafio jamais enfrentado. A segunda etapa do Foco acontecerá em agosto. cujas consequências podem ser catastróficas.DIVULGAÇÃO CIENTífICA foCo nAS geoteCnoLogIAS lançamento do Foco Santiago & Cintra. com permanência média de 40 minutos. com. projeto cultural de divulgação científica. em uma frequência bem definida. Para quem não participou do primeiro Foco Santiago & Cintra. afirmou que os meios de geração. Aguarde mais informações! Com informações de Laiz Santos.santiagoecintra. no dia 18 de maio. as mudanças climáticas e as geotecnologias foram os temas abordados no circuito de palestras do Foco. Segundo o especialista. br/foco.

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além de ser uma importante fonte de informações sobre o desenvolvimento urbano e ambiental da cidade. Em outras o setor do Cadastro está vinculado à Secretaria de Obras. em algumas delas o Cadastro Imobiliário tem caráter administrativo e encontra-se junto às secretarias de Finanças. à necessidade de processar grandes quantidades de dados para a emissão do IPTU aos contribuintes. visto que estes devem estruturar-se como bases de dados que forneçam informações adequadas e confiáveis para a constituição do sistema cartográfico municipal. em formato analógico (nos boletins de informações cadastrais e nas plantas cadastrais) no Setor do Cadastro. ao permitirem que os gestores públicos tenham uma visão espacializada dos dados sobre o território e possibilitar a realização de análises espaciais e simulações sobre uma série de temas que compõem o quadro do desenvolvimento urbano. as geotecnologias ainda são utilizadas com a finalidade primeira de aumentar a arrecadação 42 Infogeo 64 s geotecnologias têm revolucionado o conhecimento sobre a realidade territorial. Para tal. Entretanto. unicamp. Códigos de Obras e Leis de Zoneamento revelou que apenas em nove municípios da RMC existem referências breves à adoção de geotecnolo- . sendo a base para o lançamento de taxas de serviços urbanos e impostos (entre eles o IPTU). não existe padronização das funções relativas ao setor do Cadastro nas diferentes prefeituras. Constatou-se que todos os municípios possuem cadastro imobiliário. Uma consulta aos Planos Diretores. Fazenda ou Tributação. Planejamento ou Engenharia. de forma geral. desempenhando funções técnicas na elaboração do cadastro. foram realizadas entrevistas com aplicação de um formulário com os funcionários responsáveis das prefeituras pelo setor do Cadastro Imobiliário Urbano.br LIndon fonSeCA MAtIAS Professor Doutor do Departamento de Geografia da Unicamp A Referências Veja na edição online as referências bibliográficas deste artigo Em geral. As informações sobre a configuração municipal podem ser inseridas nos cadastros imobiliários urbanos. topografia. Na maioria deles os dados alfanuméricos estão em bancos de dados em formato digital no Setor de Tributação. contemplou questionamentos sobre as técnicas e fontes utilizadas para a aquisição e atualização dos dados espaciais para os cadastros imobiliários (fotogrametria.GEO NAS CIDADES geStão MunICIPAL Geotecnologias nas prefeituras da região metropolitana de Campinas feRnAndA LodI tRevISAn Mestre em geografia fernanda. para o financiamento das despesas municipais. ou seja. GNSS.trevisan@ige. Isso pode ser creditado à priorização do sistema de tributação. assim como proporcionado melhor capacidade de planejar o futuro desejável para nossas cidades. nos municípios. para a identificação de padrões de uso e ocupação da terra e para o monitoramento de intervenções urbanas e políticas sociais. além de minimizar os erros neste processo para manter a credibilidade entre os munícipes. CAdAStRo IMoBILIáRIo uRBAno O formulário de entrevista. estado de São Paulo. este trabalho teve por objetivo fazer um diagnóstico da utilização das geotecnologias na elaboração e atualização dos cadastros imobiliários das prefeituras dos 19 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). etc. Dessa forma.).

para a implantação de sistemas de informações municipais. Mesmo nesses municípios existem grandes problemas como erros de exatidão de até 115 metros ou então limites municipais que cortam lotes em áreas Exemplo de limite municipal imconurbadas. o principal município da região. A região de Campinas está passando por um processo intenso de metropolitização que não vem sendo acompanhado pela modernização dos procedimentos cartográficos. Já os programas gerenciadores de informações geográficas e cadastrais estão sendo utilizados em seis municípios. Este fato pode ser explicado devido a uma característica comum que é a falta de profissionais ligados à área (geógrafos. ou pela necessidade de georreferenciamento dos novos projetos de parcelamento do solo. dado os altos custos de todo o processo. adotando o sistema UTM associado ao datum SAD-69. Valinhos e Vinhedo) pode-se verificar o uso de geotecnologias para a atualização dos cadastros imobiliários. entre outros) nas secretarias específicas das prefeituras pesquisadas. Casos de bases cartográficas e cadastros imobiliários imprecisos. das fachadas dos imóveis. como o exemplo da figura. pois sem receita a prefeitura pouco poderia fazer. engenheiros cartógrafos. Priorizar o setor de arrecadação é importante para gerar receitas para o desenvolvimento das atividades das administrações municipais. As alterações nos lotes são registradas muitas vezes rasurando o documento.. Em apenas três destes municípios (Hortolândia. Segundo os dados levantados na pesquisa.gias através da elaboração de bases cartográficas georreferenciadas. Priorizar uma atividade não se faz renunciando outras e deve ser lamentado se o planejamento urbano é omitido. as ortofotos e sua vetorização e as fotografias 43 . as geotecnologias ainda são utilizadas com a finalidade primeira de aumentar a arrecadação. como é o caso de Campinas.. apenas dez municípios da RMC apresentam mais de 75% de suas plantas cadastrais em meio digital e georreferenciadas. agrimensores. em sua grande maioria. Outra característica é que a atualização cadastral e a implantação do geoprocessamento estão quase sempre associadas aos programas federais de financiamento para modernização administrativa (PMAT e PNAFM). Em geral. ConCLuI-Se que . Todos esses municípios contrataram empresas especializadas para execução dos serviços e seis deles receberam financiamento para tais atividades por meio do Programa de Modernização Administrativa e Tributária (PMAT). O que foi possível observar nos municípios onde já existe alguma atividade de geoprocessamento é que todos adquiriram produtos de empresas especializadas ou utilizaram consultorias externas para a sua implantação. São programas com interfaces gráficas para o boletim de informações cadastrais. preciso na base cartográfica Há os municípios que ainda trabalham com plantas cadastrais em papel (meio analógico) e as arquivam em ficheiros. desatualizados e que recobrem parcialmente os municípios são a realidade. Planta Cadastral em papel de município pesquisado Os SIGs são utilizados em apenas dois municípios (Indaiatuba e Valinhos).

logo. foram lançados apenas 107 satélites. Esta tendência já é percebida por iniciativas como a da rede de observatórios ecológicos (Neon. assegurando qualidade. oferecendo dados de alta resolução. gerando informações cada vez mais específicas dos alvos terrestres.br Há de se exaltar também o grande esforço dos programas espaciais para desenvolver este setor. mas também um aumento na precisão. mestre em agricultura tropical e subtropical.GEOQUALITY de oLho no futuRo Novos satélites e sensores N WILSon AndeRSon hoLLeR Engenheiro cartógrafo. Aliados a essa rapidez. relativamente de baixo custo. Estes aspectos garantem a continuidade de crescimento do setor e melhorias nos serviços operacionais. Quanto à resolução temporal. vamos observar não só o aumento na quantidade de dados. O estudo aponta um crescimento pela procura de dados de alta resolução. Vivemos um momento muito promissor com o crescente progresso dos sistemas de observação da Terra.embrapa. para um programa espacial governamental. fazendo uma referencia às previsões de satélites a serem lançados. No final de 2009. um satélite é também um primeiro passo. Prospects to 2019. intitulado Satellite-Based Earth Observation. um aumento de quatro vezes em relação à primeira década deste século. sendo que alguns programas contam com uma constelação de satélites com tempo de revisita de aproximadamente cinco dias no nadir. nesta década. resguardando-se os problemas que isso acarreta. garantindo revisitas em tempo ainda menor. Nos dez anos anteriores ao estudo. radiométricas e temporais tornaram-se disponíveis nos últimos anos. 24 satélites comerciais estavam disponíveis. Além de atender às necessidades locais. pontualidade e agilidade de entrega dos dados. Países emergentes serão responsáveis por 75 satélites. Os dados levantados no relatório apontam que. Há de se exaltar também o grande esforço dos programas espaciais para desenvolver este setor. Muitos destes serão estatais e também comerciais. espectrais. Este número deverá aumentar para mais do dobro nesta década. existe tecnologia para segmentar ainda mais as faixas do espectro eletromagnético mais utilizadas. A resolução radiométrica é apontada como a tecnologia com menor impacto no custo de um projeto de satélite. de observação da Terra. Analista GIS da Embrapa Monitoramento por Satélite holler@cnpm. e isso se reverte em custos elevados. Um total de 41 países deverão ter pelo menos um satélite de observação da Terra em operação até 2019. contra apenas 26 até 2010. consequentemente há uma tendência dos novos sensores contemplarem sempre resoluções radiométricas superiores a 8 bits. na sigla em inglês) nos EUA. Analista de geoprocessamentos da Embrapa Monitoramento por Satélite paulo@cnpm. visto que aumentar a resolução espacial acarreta em aumento considerável do volume de dados 44 Infogeo 64 ovas dimensões nas resoluções espaciais. há tecnologia para alterar o ângulo de visada do sensor. Aumentar a radiometria para mais de 8 bits não acarreta mais do que 10% no custo final do projeto.embrapa. Há indicativos e uma expectativa de crescimento e melhorias. a consultoria internacional Euroconsult divulgou um estudo. se compararmos aos 16 dias de duração do Landsat. visto que aumentar a resolução espacial acarreta em aumento considerável do volume de dados.br PAuLo MARtInho Engenheiro agrônomo. Com referência à resolução espectral. . Em meados de outubro de 2010. serão lançados nada menos que 267 satélites óticos e radar. observamos satélites cada vez menores e mais rápidos.

www. a empresa tem sido capaz de prover soluções em todas as 18 províncias. como empresa líder em soluções de gestão integrada do território.pt INfORME PUBLICITÁRIO ReConStRução e geoteCnoLogIAS A ngola é um país da costa ocidental do continente Africano. portos e cidades são reconstruídas ou reabilitadas por todo o país. Por Eduardo Hoffmann. Todavia. A Sinfic. tem a língua portuguesa como língua oficial. Neste contexto. É ainda a empresa certificada pela Esri como distribuidora em Angola e fornecedora de soluções da família ArcGIS na venda. referentes a variados aspectos nos quais um plano de reconstrução a nível nacional exige. planejamento e avaliação. Atualmente grandes empresas internacionais atuam no mercado geotecnológico. no entanto. deixando. em Angola. sendo o Programa de Urbanização das Reservas Fundiárias para Fins Urbanísticos e de Promoção da Habitação Social a resposta principal na resolução das O sistema de informação geográfica no desenvolvimento de Angola condições deficientes de habitabilidade e no fomento da habitação social. efeitos devastadores. nessa altura. sensoriamento remoto. No âmbito desse programa nacional da habitação o governo angolano construiu 249 mil casas em todo o país. redes de infraestruturas. o da “reconstrução nacional”. Esta vertente é marcada com um novo período. implementação de SIG desktop e web mapping. o primeiro país a reconhecer tal fato e por ter sempre mantido excelentes relações com a República de Angola. ano em que findaria oficialmente a guerra. com uma larga oferta de serviços nas área de topografia. Outro desafio imediato é o crescimento populacional. sendo o segundo maior produtor de petróleo do continente africano e a economia que mais cresce. promoção. edifícios. A nação angolana sofreu duas das mais longas guerras da história mundial. tem desempenhado um papel importante nesse processo de reconstrução nacional. extensivos a todos os setores da vida do País e com um rastro de degradação na grande maioria das suas infraestruturas. pois surge a necessidade de implementação de solução tecnológica e sistemas de gestão territorial para o auxílio na análise. sendo usado no apoio à investigação e tomada de decisões. divulgação. colonizado durante cerca de cinco séculos por Portugal e que. prevendo a construção de um total de um milhão de casas. obrigando o governo a definir políticas direcionadas para a requalificação urbana e para a criação de novos espaços qualificados para o crescimento urbano. Brasil e mais recentemente na Guiné Bissal. estradas. Com quase duas décadas atuando no país e também com filiais em Portugal. O espaço geográfico em Angola vive em constante mudança. Além disso. permitindo análises espaciais complexas. como podemos citar o caso do projeto de habitação social do município do Kilamba Kiaxe em Luanda. os SIGs se revelam como uma ferramenta indispensável para sociedades em desenvolvimento. consequentemente. onde Angola tem assistido ao acentuado crescimento da população urbana e a ocupação desregrada do espaço. Moçambique. muito mais longo que o primeiro e que duraria até 2002. formação oficial e suporte técnico.Angola Kilamba Kiaxe 45 . O Brasil destaca-se por ter sido. Angola desponta para o mundo como um país em desenvolvimento. a cada dia surgem novos edifícios e cidades. A primeira foi a Luta de Libertação Nacional contra o colonialismo. onde se prevê a construção de aproximadamente 710 edifícios para 160 mil pessoas até 2012. que se iniciou em 1961 e culminou em 1975. em que pontes. com a proclamação da independência e com o nascimento de um novo País africano. gerente de negócios da Unidade SIG Cartografia da Sinfic . a capital.sinfic. Hoje. 1975 também foi marcado com o início de um segundo conflito armado. fez com que a empresa conte com uma cartilha de mais de 100 clientes e parceiros internacionais. com destaque para os projetos de cartografia de apoio aos Planos de Urbanização e também os Planos de Desenvolvimento Municipal.

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A E R O F O T O S Aero NewS | L A S E R | R A D A R | V A N T S orBisAt AnunciA PriMEiro voo do sArvAnt A partir de junho. passando a atender o mercado de serviços de mapeamento através de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant). a Orbisat dará um importante passo para expandir sua área de atuação. .

o Poder Público deverá criar um programa de apoio financeiro destinado a promover a manutenção e a recomposição de APP e de reserva legal. mas passam a ser medidas a partir do leito regular e não do leito maior. que ainda será votado pelo Senado. O equipamento tem uma envergadura de seis metros. que permite o uso das Áreas de Preservação Permanente (APP) já ocupadas com atividades agrossilvipastoris. entre outros setores. códiGo florEstAl é AProvAdo coM novAs rEGrAs O Plenário aprovou. uma área de até 500 quilômetros quadrados na escala 1:5.8 mil metros. Esse desmatamento deve ter ocorrido até 22 de julho de 2008. para os quais é permitida a recomposição de metade da faixa (15 metros) se ela já tiver sido desmatada. nas bandas X e P. represas e hidrelétricas. O radar aeroembarcado Orbisar será integrado ao Vant a partir de junho. O projeto não considera como APPs as várzeas fora dos limites em torno dos rios. fica por conta da qualidade e precisão do processamento dos dados cartográficos. o Sarvant poderá mapear. no dia 24 de maio. em todos os casos. além da aplicação na área de defesa. atividade que deve durar seis meses. além de operar também na banda X. ecoturismo e turismo rural. café) ou de atividades silviculturais. em um único voo. capaz de ultrapassar as copas das árvores. o novo equipamento deverá abrir um novo mercado de serviços para a empresa. intitulado “Cartografia da Amazônia”. em relação aos equipamentos já existentes no mercado. que trabalha na banda P. deverão ser observados critérios técnicos de conservação do solo e da água. o novo código permite a manutenção de culturas de espécies lenhosas (uva. “a mesma precisão e qualidade prestados no mapeamento da floresta amazônica serão aplicados agora para empreendimentos menores”. montes e serras com altura mínima de 100 metros e inclinação superior a 25°. assim como a infraestrutura física associada a elas. interesse social ou de baixo impacto serão previstas em lei e. O apoio poderá ser feito inclusive por meio de pagamento por serviços ambientais. três metros de fuselagem.AERO NEWS Isso porque a empresa realizará o primeiro voo do Sarvant. Para os pequenos proprietários e os agricultores familiares. comparada à obtida apenas com o uso de equipamentos para cobrir grandes áreas. A vantagem. pesa 140 quilos e voa a 200 quilômetros por hora. João Moreira Neto. A Orbisat está realizando o mapeamento da Amazônia em um projeto comandado pelo Exército Brasileiro. o novo Código Florestal (PL 1876/99). Segundo Moreira Neto. 50 Infogeo 64 . Este será o primeiro Vant do mercado mundial a contar com um radar do tipo SAR. as veredas e os manguezais em toda sua extensão. revoga o código em vigor. Nas APPs de topo de morros. maçã. Segundo o diretor técnico da Orbisat. por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O Sarvant estará pronto para atender o mercado a partir do próximo ano. A emenda aprovada também dá aos estados. projeto que recebeu investimentos de cerca de 8 milhões de reais e vem sendo desenvolvido há três anos. A exceção é para os rios de até dez metros de largura. para mapeamento de pequenas e médias propriedades. O equipamento poderá ser usado no mapeamento de fazendas. Com autonomia de 10 horas. As hipóteses de uso do solo para atividade de utilidade pública. As faixas de proteção em rios continuam as mesmas de hoje (30 a 500 metros em torno dos rios). O texto. o poder de estabelecer outras atividades que possam justificar a regularização de áreas desmatadas.000. Isso vale também para os locais com altitude superior a 1.

As paulistas AGX Tecnologia (São Carlos) e XMobots (São Paulo) anunciaram a fusão motivadas pela sinergia já existente entre as empresas e pela complementaridade de seus serviços e produtos. mas irá reunir 60 profissionais.com. o selo comemorativo de seu aniversário de 20 anos. O objetivo da empresa. dentre outros. integrado ao novo sensor Laser Riegl LMS-Q680i para a coleta simultânea de fotografias métricas e nuvem de pontos 3D do terreno. Nele. A empresa participou como patrocinadora do evento. abordando o avanço dos sensores aerofotogramétricos. de alta densidade e precisão. metodologia de posicionamento GPS/INS.agx.com. De início. de áreas urbanas e corredores. Para apresentar as características das imagens adquiridas por suas câmeras digitais. a Engemap amplia sua capacidade produtiva com a aquisição de mais duas aeronaves Sêneca III. que permitem a obtenção de imagens aéreas em bandas independentes na faixa do espectro óptico refletido. as operações em conjunto envolverão as divisões de serviços. de energia e de segurança. INFO www. Criada em 2007. na análise de corpos d’água e na identificação de minerais de solo. INFO www. em sua grande parte engenheiros e físicos.br AGX tEcnoloGiA E XMoBots AnunciAM PArcEriA uas empresas brasileiras com grande experiência na operação e desenvolvimento de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant). A nova empresa ainda não foi batizada. possibilitando maior cobertura do terreno. que aconteceu do dia 30 de abril a 5 de maio. ambiental.engemap.topocart.br EnGEMAP AdquirE duAs novAs AEronAvEs E m continuidade ao seu programa de investimento em tecnologias. com configuração de imageamento dual. entre seus grandes projetos. a empresa realizou ainda um showcase. até 2020. foram mostrados resultados de modelagens e processamento com essas imagens. a XMobots foi a primeira empresa do Brasil a operar um veículo aéreo não tripulado na Amazônia. incluindo projetos de mapeamentos estaduais. com o tema “Potencialidades Espectrais e Radiométricas de Aerofotos no Infravermelho Próximo”. O foco de atuação da nova empresa será mantido nas áreas agrícola. A Engemap já mapeou mais de 520 mil quilômetros quadrados utilizando seu sistema digital Saapi. fundiram recentemente suas operações. já preparadas e homologadas para aerolevantamento. velocidade de aquisição de dados/geração de produtos e tendências dos produtos de aerolevantamento. A empresa realizou duas apresentações no evento. uma sobre “Novas Tecnologias para Levantamento Aerofotogramétrico”. com a manutenção das unidades no interior e na capital. geotecnologias e áreas afins. durante o simpósio. se destaca no momento uma parceria com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo para monitoramento ambiental e agrícola.toPocArt coMPlEtA 20 Anos EM AGosto A Topocart lançou.br D 51 . INFO www. em Curitiba (PR) e promoveu o encontro das comunidades acadêmico-científica de sensoriamento remoto. sua utilização no planejamento urbano. Uma destas aeronaves estará equipada com o sistema Saapi. como Bahia e Santa Catarina. produtos. durante o XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. em preparação. com tecnologia 100% nacional. contemplando a melhoria da visualização das respostas. comercial e pesquisa & desenvolvimento. as operações envolvendo Vants alcancem 10 bilhões de dólares em todo o mundo. foi capacitar e informar seus técnicos quanto às inovações voltadas para o sensoriamento remoto e apresentar a evolução das imagens adquiridas pelas câmeras fotogramétricas digitais de última geração. A estimativa é que.com. entrando em operação no mês de junho. A AGX foi criada em 2002 e. A outra contará com o novo Saapi 2011.

em cartografia. bem como no Programa de Regularização Ambiental (PRA). tornou-se mandatório rever os conceitos expostos no Código Florestal. tornou-se mandatório rever os conceitos expostos no Código Florestal 52 Infogeo 64 de Geografia e Estatística (IBGE). concomitante ao uso extensivo das técnicas agrícolas. Em um período de revolução tecnológica. igualmente. o Projeto de Lei 1. aos ditames malthusianos. Diretor-Executivo do Instituto Geodireito las@geodireito. Área de Preservação Permanente (APP) e servidão florestal. no que concerne ao uso das geotecnologias enquanto políticas públicas.que se encontra vigente mas com alta ineficácia . em 1921 o governo Epitácio Pessôa buscou criar área florestal no interior das companhias ferroviárias para que as empresas adquirissem terras para reflorestamento com finalidade energética. que prejudicavam o abastecimento de água potável da capital do Império. Plano de Suprimento Sustentável (PSS) e Cota de Reserva Florestal (CRA). como é o caso da Amazônia Legal e do Polígono das Secas. desenvolvendo uma política pública que contemple fiscalização em solo e via espacial. que restringiu o direito de uso da propriedade e preservava compulsoriamente 25% de vegetação nativa nas propriedades. reforça o caráter geográfico do meio ambiente ao contrapor a clássica obra de Josué de Castro. passa a ser imperativo que o novo Código Florestal contemple um relacionamento mínimo entre Ibama e IBGE. haveria uma necessidade urgente de capacitar mais profissionais no Brasil. Essas informações balizam a atuação do Ibama e a aplicação da legislação ambiental. bem como intensificar a requalificação dos geógrafos e advogados. Por sua vez.com Novo Código Florestal e o critério espacial no Direito Ambiental critério espacial sempre foi empregado no Direito para proteger nossas florestas. Era a gênese do que viria a ser o conceito de Reserva Legal (RL) do Código Florestal de 1965. O período dos códigos ambientais iniciou-se em 1934. Assim. Há. Todavia. sensoriamento remoto e ciência da computação. concomitante ao uso extensivo das técnicas agrícolas. e é o IBGE que regula a caracterização do Sistema Geodésico Brasileiro.166-67.876. Se há o real interesse em georreferenciar nossas florestas. . relatado pelo Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). pormenorizado na Medida Provisória 2.e fixe critérios para a consecução de um cadastro multifinalitário alicerçado na preservação ambiental. “Geografia da Fome”. aprofunde a regulamentação do georreferenciamento nos imóveis rurais . no intuito de compreender os desmembramentos práticos da análise espacial do meio ambiente. o IBGE é responsável pela definição de todos os biomas e das áreas de influência dos ecossistemas. Em 1861. Pedro II criou a reserva florestal da Tijuca do Rio de Janeiro. para equacionar o desmatamento causado pelas fazendas de café. de 2001. D. O governo Vargas criou o instituto da QuotaParte. Logo. a inserção do georreferenciamento no projeto para fixar coordenadas e amarrações nos institutos jurídicos da RL. a atual proposta pode ser considerada tímida. de 1999. por não institucionalizar as experiências trocadas entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Brasileiro Em um período de revolução tecnológica.GEODIREITO CARáteR geogRáfICo do MeIo AMBIente O LuIZ AntonIo ugedA SAnCheS Mestre em Direito e em Geografia pela PUC-SP. Afinal.

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salvo exceções. CLáudIo MARCIo queIRoZ Engenheiro agrimensor. Portanto. dIfeRenCIAção de feIçõeS O comportamento espectral da vegetação no intervalo do visível tem albedo bem menor do que no intervalo do infravermelho próximo (NIR – Near InfraRed). onde sombras podem mascarar a presença de espécies vegetais. sobretudo em áreas urbanas. bem como classificadores que foram desenvolvidos para dados hiperespectrais.br Imagens fotogramétricas na faixa do infravermelho próximo os últimos anos houve um grande avanço tecnológico nos recursos utilizados em levantamentos aerofotogramétricos. no momento de sua aquisição. Acompanhando este avanço tecnológico das câmeras aéreas. é propriedade de quem adquire. A câmera empregada para aquisição das mesmas é uma Ultracam XP.817 de 20 de junho de 1984. distribuir etc. Classe A.7 para realçar alvos em diferentes composições coloridas. além da obtenção da topografia cadastral e ortofotocartas. a contratante tem total liberdade para publicar. conforme Decreto 89. docente e pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília gmbaptista@unb. as unidades de medição inercial e os sistemas de posicionamento geodésicos embarcados (GPS). As imagens utilizadas neste estudo são oriudas de imageamentos com resoluções espaciais de 25 e 45 centímetros. diretor comercial da Topocart Topografia. O diferencial é a possibilidade de trabalhar com altíssima resolução espacial. há uma evidenciação da presença da vegetação na imagem. divulgar. associados às imagens estéreas. admitindo a ortorretificação das imagens com rapidez. resultando em ortoimagens enquadradas dentro do Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC). Salientase ainda que a imagem aérea. Engenharia e Aerolevantamentos queiroz@topocart.. doutor em geologia. precisão e economia. ou seja. quando uma das bandas R.br Composição RGB cor natural GSD 45 cm Composição R(NIR)GB falsa cor Composição RG(NIR)B falsa cor 54 Infogeo 64 . Para os processamentos e tratamento das imagens aéreas podem ser empregadas quaisquer ferramentas comumente utilizadas no mercado de geotecnologias. que estabelece as instruções reguladoras das normas técnicas da cartografia nacional.com. No presente caso foi utilizado o software Envi versão 4. sem limitações. Todo esse conjunto de equipamentos de última geração. como Spectral Angle Mapper (SAM) e o Spectral Feature Fitting (SFF). aplicação de modelos biofísicos de vegetação. Diante disso as imagens aéreas estão sendo aplicadas em análises multifinalitárias. o que propicia maior facilidade para identificação da mesma. G ou B é substituída pelo NIR. produzindo resultados bastante interessantes. os equipamentos auxiliares como plataformas giroestabilizadoras. cobrindo as regiões do visível e do infravermelho próximo (NIR). permite a obtenção do modelo digital de superfície (MDS) praticamente sem necessidade de coleta de pontos de controle em campo.AEROfOTOS PotenCIALIdAdeS eSPeCtRAIS e RAdIoMÉtRICAS N guStAvo MACedo de MeLLo BAPtIStA Geógrafo. proporcionaram a obtenção das coordenadas do centro perspectivo das fotografias com altíssima precisão. O desenvolvimento das câmaras digitais com mecanismos de captação da radiação eletromagnética propiciou a aquisição de imagens aéreas em bandas independentes na faixa do espectro óptico refletido.

O objetivo principal deste estudo é orientar os profissionais da área. Para tal. investigar as interferências humanas em elementos importantes do ciclo hidrológico em escala local. ou seja. que permite a identificação da atividade fotossintética em seus vários graus de intensidade. Composição RGB cor natural GSD 25 cm Classificação SAM veRde uRBAno Para diagnosticar com maior precisão a influência da vegetação em áreas urbanas. entendido como Índice de Vegetação por Diferença Normalizada. uma das ferramentas úteis é o NDVI.. foi possível identificar a presença de sólidos em suspensão na água.AnáLISe de CoRPoS d´águA Nos corpos d´água. porado. selecionou-se amostras de pixels de água limpa e de água turva que chegam ao Lago Paranoá. não somente na produção cartográfica. diferenciação de minerais no solo. a utilização de índices espectrais permitem identificar a presença e o grau de atividade fotossintética de macrófitas. além do deslocamento do pico de reflectância da água para maiores comprimentos de onda. permite segmentar as áreas cobertas por vegetação arbórea e arbustiva. a exemplo do mosquito da den- Composição RGB cor natural – GSD 25 cm NDVI tendênCIA de ASSoReAMento Outra possibilidade da utilização de aerofotos digitais que apresentam imagens na faixa do NIR é a de mapear as tendências de assoreamento. Composição RGB cor natural GSD 25 cm gue. este estudo identificou a possibilidade de evidenciar cursos d’água em áreas de mata densa em função do comportamento espectral da água na região do NIR. Por meio da classificação SAM. Além dos exemplos apresentados. facilitando a delimitação de áreas com tendência de assoreamento além de possíveis focos de poluição. Esse indicador é vastamente utilizado na análise da influência da vegetação na qualidade de vida de uma ocupação urbana. principalmente as superficiais que ficam ao sabor das correntes como o aguapé (Eichornia crassipes). mas também na identificação de alvos. sobretudo em lagos e reservatórios. etc. admitindo a análise dos percentuais de áreas com interceptação da chuva. Além disso. no sentido de considerarem a utilização de imagens fotogramétricas. a exemplo da hematita e goethita em função da presença do ferro oxidado ou reduzido no solo exposto. no Distrito Federal. Os usos de imagens aéreas a partir do processamento das mesmas para destacar elementos de interesse são muito amplos. com capacidade de infiltração e alto grau de escoamento superficial. devido à presença desse material inorgânico incor- NDVI – Vegetação de grande porte NDVI – Ausência de vegetação 55 . água parada em área urbana. a rasteira e as áreas impermeabilizadas. sobretudo os que as imagens orbitais ainda não permitem. identificando possíveis focos de vetores. O mais usual e testado no mundo é o NDVI.

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Possui escritórios e oficinas no Brasil e EUA. reunindo Softwares GIS (Plataformas Open Source e Esri). empresa prestadora de serviços baseados em geotecnologias.Parada Inglesa.br | www.com.br | www. a empresa fornece soluções completas de geoprocessamento para seus clientes. óleo e gás.com | www. Plotagens. 555 . Represas.org. Rio de Janeiro (RJ) 20020-906 Tel: (21) 2215-1774 contato@hiparc. Indústria.br A Geoambiente é uma empresa de engenharia consultiva especializada no desenvolvimento de Sistemas Geográficos. desenvolvimento e prestação de serviços em aerofotogrametria automática. São Paulo (SP) 04535-001 Tel: (11) 3079-0520 geocenter@foif.br A GEOped tem seu foco no Meio Ambiente e Geotecnologia atuando nas áreas de Estudos Ambientais (EIA/ RIMA/PCA/PRAD/RAS/PGRS).geoped. sistema GIS.br Georreferenciamento.Empresarial Metropolitan.Barra da Tijuca. Transporte Público e Carga. Níveis e Acessórios. São Paulo (SP) 02239000 Tel: (11) 2201-2445 geoja@geoja. Belo Horizonte (MG) 30170-907 Tel: (31) 3273-5253 geomat@geomat.br www. manutenção. sensoriamento remoto. Saint James.eng. 1200 .com. globalgeo Av.br A Gisplan desenvolve soluções que agregam a inteligência geográfica aos processos de negócio das empresas que almejam otimizar suas operações através da geotecnologia. 231. Belo Horizonte (MG) 30130-131 Tel: (31) 3284-5555 geoid@geoid. objetos de superfície 3D. geobras Av. A Gisplan preza por entregar geoinformação sob medida e na medida certa. 289. 19º andar . Armando Lombardi. revisão.com.br | www.com.br Desde 1986. agrimensura e geodésia. Teodolitos Eletrônicos .br | www. somos dedicados a desenvolver soluções utilizando conhecimento e tecnologia de ponta nas áreas de cartografia digital.br Consultoria e Soluções para Transportes.geocenter.br | www. 51 .br Aerolevantamentos. Curitiba (PR) 80240-210 Tel: (41) 3342-7443 englevel@englevel. Rio de Janeiro (RJ) 22640-020 (21) 2429-3315 comercial@gisplan. 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Shishima Hifumi.img.com. 2078 .com.geoambiente.Barro Preto. 1251 Cambuci. geoped Av. orto retificação e restituição cartográfica . hgt geoprocessamento Rua Timbiras. 59 . geoambiente Av. conteúdo geográfico e aplicações para mercados verticais. Vetorização. Representante dos softwares GIS Maptitude e TransCAD. aerofotogrametria. GIS.br Desde 2007.br | www. 3642 .geologistica. Desenvolvedora autorizada da Esri (Silver Business Partner) e distribuidora oficial da Infoterra. 50. 2.geomat. desenvolvimento de conhecimento e tomada de decisões gerenciais nas indústrias de mineração.com. geocenter Rua João Cachoeira. Estações Totais.br Primeira empresa latino americana a operar com câmera aerofotogramétrica digital. 800 . Cadastro Técnico Urbano e Rural. com as imagens de radar TerraSAR-X.br | www. Nilo Peçanha. cartografia. telecom e utilities). governo. Rodovias. programação e meio ambiente.geopx.000 coordenadas por segundo). Rio de Janeiro (RJ) 20030-021 Tel: (21) 3578-5547 globalgeo@globalgeo. Parecer. Auditoria. Imagem Rua Itororó.com. etc. João Guilhermino. gisplan Av. São Paulo (SP) 01537-001 Tel: (11) 2773-8626 contato@geobras.geobras. aluga e presta assistência técnica para toda linha Leica: GPS Geodésicos. desenvolvimento e customização de software GIS.geoid.br A Geocenter Comércio de Equipamentos Ópticos Eletrônicos Ltda está no mercado brasileiro desde 2004 e possui uma grande variedade de instrumentos para topografia. Tel: (12) 3797 6811 negocios@geoambiente. Dispomos de grande acervo de Mapas Digitais.com A Geosoft é sinônimo de integridade e melhores práticas em mapeamento de ciências da terra e tecnologia de exploração. Consultorias. energia.br | www. Desenvolve projetos em cartografia. óleo e gás. atuando na área de assistência técnica.br | www. Oferece todo o suporte para a tomada de decisão.com. Belo Horizonte (MG) 30140-062 Tel: (31) 3309-7016 servicos@geoexpert.br | www.geo-top. geo-top Rua Dr. 488 .Urbanova.Vila Bandeirantes.Água verde.com.com. venda e processamento de imagens aéreas e de satélite. ortofoto volumétrica e ortofoto tradicional.sa@geosoft. agronegócios.com. a empresa está capacitada para oferecer soluções completas de geoprocessamento para seus clientes. Lins de Vasconcelos.geoexpert. Com um corpo técnico altamente qualificado e reconhecido pela sua capacidade de inovação.com.englevel. Rastreamento.com.com.eng.com. 369 . Projetos para liberação e regularização ambiental. cadastro urbano/rural. conteúdo geográfico e aplicações para mercados verticais.com.funcate.Centro.org. gestão municipal integrada. a empresa detém amplo conhecimento e experiência no mercado nacional. Logística e Geomarketing.br Geomat está no mercado desde 1979 possuindo uma grande variedade de instrumentos para topografia.com. fototerra Rua Rego Freitas. Presidente Wilson. 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