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“Cirurgião negro colocando ventosas” JB DEBRET Debret em seus quinze anos de Brasil (1816/31) foi um reporter de seu tempo, apresentando e preservando para a eternidade as cenas cotidianas do Brasil do século XIX - com certeza em reflexo dos séculos de colonização. A imagem reproduz uma prática comum à maioria das cidades brasileiras do século XIX, legado da estrutura escravista colonial portuguesa. Observe que um negro, provavelmente forro, desenvolve seu ofício na busca da cura dos pacientes; utilizando como instrumental o sangramento, via ventosas, na busca de devolver o equilíbrio do corpo. Para o africano os males do corpo eram fruto dos espíritos ou feitiçarias, que provocavam o desequilíbrio entre o corpo e a alma, sendo o sangue o transmissor da doença; sangrar era devolver o equilíbrio ao corpo, eliminando o mal. Detalhes importantes: a ‘consulta’ era sem custos, já os remédios e a sangria deveriam ser pagos pelo paciente; a cena é tão comum que criançasbrincam à porta da casa enquanto os pacientes são tratados.
http://www2.unopar.br/sites/museu/exposicao_cotidiano/cotidiano04.html

pensão por morte e assistência médica . Cruz (modelo monocausal) Assistência Previdenciária Diretoria Geral de SP –1904 Reforma Carlos Chagas Depto Geral de SP – 1921 Lei Eloy Chaves 1923 Criação das CAPs para os ferroviários Aposentadoria por invalidez.1900-29 Saúde Pública Emergência da saúde pública Campanhas de O. aposentadoria ordinária.

Quem não se deixasse espetar poderia ir pra cadeia. http://www. Qual foi a atitude das autoridades? Em vez de fazer uma campanha de esclarecimento. A resposta popular foi à rebelião.com.br/index.acervoescolar.REVOLTA da VACINA Explodiu em 1904 quando o governo anunciou que todo mundo teria de tomar vacina contra a varíola. avisou que a vacinação seria obrigatória.php?ind=reviews&op=entry_view&iden= 175 .

IAPI (assistência médica – serviços próprios) . tinham caráter nacional IAPM.1940) Assistência Previdenciária Implantação da Previdência Social Expansão das CAPs (183) 1933 – IAPs Organizados por categoria.1930-45 Saúde Pública Fragmentação do DNS DNS X DNC Paradoxalmente criação do Ministério da Educação e Saúde – 1930 Formação das estruturas estaduais (SESP. IAPC. IAPB.

Campanha da Febre Amarela – MG anos 40 .FSESP .

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1946-63 Saúde Pública 1953 – Ministério da Saúde Depto Nac.Decreto criando Instituto dos Serviços Sociais do Brasil 1960 – Lei Orgânica da Previdência Social . de Saúde Depto. Nac da Criança Depto.Nac de End.Rurais Escola de Saúde Pública FeSP (CENDES-OPAS) (modelo multicausal) Assistência Previdenciária Tentativas de unificação: 1945 .

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IAPM IAPB Unidade Mista SESP .

médico-hospitalar privado Estruturação Institucional nos expansão da AM através da estados compra de serviços de terceiros Centralização .1964-74 Saúde Pública Assistência Previdenciária 1966 – INPS ampliação da coberta padronização de contribuições Programas verticalizados e benefícios Compartimentalização Expansão do complexo Etc..

1975-87 Saúde Pública Sistema Nacional de Saúde Lei 6229 – 1975 Assistência Previdenciária Expansão e crise do complexo médico-hospitalar privado Conferência Internacional de Saúde MPAS – Ministério da Previdência de Alma-Ata (Racionalização e e Assistência Social APS) INAMPS Programas de Regionalização (determinação social) (VIII Conferência Nacional de Saúde) Crise da previdência AIS e SUDS .

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1988-2000 Sistema Único de Saúde Constituição de 1988 – Saúde como direito de todos e dever do Estado (unificação do sistema e universalização do atendimento) Lei 8080 – de 1990 dá as diretrizes e dispõe sobre atribuições e responsabilidades gestoras das diferentes esferas governamentais Lei 8142 – de 1990 Dispõe sobre a participação da comunidade e transferências intergovernamentais .

Princípios e diretrizes do SUS • Universalidade no acesso e igualdade na assistência • Integralidade na assistência • Participação da comunidade • Descentralização. regionalização e hierarquização das ações e serviços de saúde .

independente da natureza das ações envolvidas. que reduzam o risco de doenças e agravos e proporcionem o cuidado à saúde Garantia ao indivíduo e à coletividade. diagnóstico. tratamento e reabilitação. de acordo com as necessidades de saúde. da complexidade e custo do atendimento Integralidade na assistência Acesso a um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços resolutivos. prevenção de doenças e agravos. tendo em vista a integração das ações de promoção da saúde. . como forma de assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida das pessoas. de diferentes complexidades e custos. proteção e recuperação da saúde Garantia das ações e serviços necessários à toda população. de condições de atendimento adequadas. sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie. individuais e coletivos. preventivos e curativos. Articulação da política de saúde com outras políticas públicas.Universalidade no acesso e igualdade na assistência Igualdade de todos às ações e serviços necessários para promoção.

de distintas naturezas. condizentes com as necessidades de saúde. Atendimento em unidades de saúde mais distantes. complexidades e custo. Transparência no planejamento e prestação de contas das ações públicas desenvolvidas Garantia de um conjunto de ações e serviços que supram as necessidades de saúde da população e apresentem elevada capacidade de resposta aos problemas apresentados. Articulação e integração de um conjunto de ações e serviços. Descentralização. regionalização e hierarquização das ações e serviços de saúde . organizados e geridos pelos diversos municípios e estados brasileiros. situados em outros municípios ou estados. fiscalização e acompanhamento da implantação de políticas de saúde nas diferentes esferas de governo Acesso a um conjunto de ações e serviços. localizados em seu município e próximos à sua residência ou trabalho. caso isso seja necessário para o cuidado à saúde Garantia de espaços que permitam a participação da sociedade no processo de formulação e implantação da política de saúde. situados em diferentes territórios políticoadministrativos.Participação da comunidade Participação na formulação.

. 2002).Figura 1 – Arcabouço institucional e decisório do SUS Fonte: Adaptado de Secretaria de Atenção à Saúde (BRASIL.

3 100.Tabela 1 – Distribuição dos municípios segundo faixa populacional.0 > 20 mil até 50 mil > 50 mil até 100 mil > 100 mil até 1 milhão > 1 milhão Total 1047 309 260 15 5564 18.6 4.6 23.8 5. % até 5 mil > 5 mil até 10 mil > 10 mil até 20 mil 1370 1283 1280 24. Brasil – 2007 Fonte: FIBGE (2007).1 23.0 . Municípios Faixa populacional N.7 0.

generalizando o repasse fundo-a-fundo.Sistema Único de Saúde NOB 91 – cria a figura do município habilitado NOB 93 – aprofunda os critérios de habilitação tendo em vista a capacidade gestora dos municípios NOB 96 cria o PAB. . pelo menos para os procedimentos básicos.

Nota: Procedimentos de alta complexidade remunerados pelo Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). .Mapa 1 – Municípios com registro de internações hospitalares no SUS por procedimentos de alta complexidade selecionados. Brasil – 2005 Cardiologia Cirurgia Oncológica Município sem registro de internação Município com registro de internação >=1 Município sem registro de internação Município com registro de internação >=1 Ortopedia Transplante Município sem registro de internação Município com registro de internação >=1 Município sem registro de internação Município com registro de internação >=1 Fonte: BRASIL (2005).

. Sistema Único de Saúde NOAS 2000 – consolidação de um modelo assistencial baseado na promoção da saúde através do incentivo ao PSF e ao PACS NOAS 2001 PPI como instrumento para regionalização baseada em critério de rede (integralidade) Pactos pela Saúde ...2000 .....

tipo de serviço e programas PACS/PSF Programas e projetos prioritários para controle de doenças e agravos Negociações em âmbito nacional por meio dos Conselhos de Representação dos Secretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) e Comissão Intergestores Tripartite (CIT) Negociações em âmbito nacional e estadual. por meio dos Conselhos de Representação dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e Comissão Intergestores Bipartite (CIB) Iniciativas isoladas de consórcios Negociações em âmbito nacional e estadual e experiências de negociação regional isoladas (ex: CIB regionais) Iniciativas isoladas de consórcios Formalização dos acordos intergovernamentais por meio da PPI 2002 Moderada: NOB 96 PPI .vigilância (semiplena) fundo aos municípios em semi-plena Forma residual: repasse direto ao prestador segundo produção aprovada Forma preponderante: transferências fundoa-fundo por nível de atenção à saúde.1994 Ausente NOB 91 repasse direto ao prestador (FPO) Ausente 1998 Fraca NOB 93 repasse direto ao prestador Definição de responsabilidade sobre algumas ações Forma residual: programáticas e de transferências fundo-a.

Fomento à expansão das experiências de negociação regional e compartilhamento da gestão dos sistemas de saúde por meio da implantação dos Colegiados de Gestão Regionais. Redefinição de procedimentos da atenção de média complexidade Redefinição de procedimentos da atenção de alta complexidade Criação de protocolos para assistência médica Definição das responsabilidades em todos os níveis de atenção Negociações em âmbito nacional e estadual e experiências de negociação regional isoladas (ex: CIB regionais) Iniciativasisoladas de consórcios Formalização dos acordos intergovernamentais por meio do processo de habilitação às condições de gestão do SUS. Plano Diretor de Regionalização. compromissos entre os gestores no âmbito do Pacto de Gestão e do Pacto pela Vida. tipo de serviço e programas. Negociações em âmbito nacional e estadual . da PPI e de experiências de contrato de gestão isoladas. incluindo a definição de referências intermunicipais Transferências em 5 grandes blocos segundo nível de atenção à saúde. tipo de serviço e funções – em fase de implantação Atenção Básica Média e Alta Compl. Implantação de mecanismos de monitoramento e avaliação dos compromissos pactuados. Plano Diretor de Investimentos) A partir de 2006 Pactos pela Saúde Forte: definições do conjunto de ações e serviços a serem contemplados no processo de regionalização conduzido no âmbito estadual Forma residual: repasse direto ao prestador segundo produção aprovada Forma preponderante transferências fundoa-fundo por nível de atenção à saúde. PPI.2005 NOAS 2001/ 2002 Forte: definições dos módulos assistenciais negociações intermunicipais coordenadas pelo estado (PPI. Farmacêutica Gestão Manutenção dos dispositivos anteriores e: Definição das responsabilidades mínimas e conteúdos para a atenção básica. . Vigilância Assist.