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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Campus Praça XI Curso de Engenharia Elétrica

CEME
- Gerador Eólico -

Professor Jorge Bitencourt
TURMA 1001 SALA 103

Aluno: Teo Pires Marques Matrícula: 200602116859

Rio de Janeiro Junho de 2010

ÍNDICE
I. LISTA DE FIGURAS..........................................................................................................................................................................2 1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................................................................................3 2. TECNOLOGIAS APLICADAS A GERAÇÃO EÓLICA..............................................................................................................6 2..1. GRUPOS EÓLICO-ELÉTRICOS ASSÍNCRONOS.................. ...................................................................................................8 2.2. GRUPOS EÓLICO-ELÉTRICOS SÍNCRONOS............................................................................................................................8 3. GERADORES......................................................................................................................................................................................9 3.1. CONECTADO DIRETAMENTE À REDE ELÉTRICA OPERANDO A VELOCIDADE FIXA..............................................10 3.2. CONECTADO À REDE ELÉTRICA ATRAVÉS DE UM CONVERSOR...................................................................................11 3.3. ASSÍNCRONO TRIFÁSICO DE ROTOR BOBINADO DUPLAMENTE ALIMENTADO COM ESCOVAS [GATDACE]..12 3.4. SÍNCRONO TRIFÁSICO CONECTADO À REDE SEM MULTIPLICADOR DE VELOCIDADE.........................................13 3.5. ASSÍNCRONO TRIFÁSICO DUPLAMENTE ALIMENTADO COM ESCOVAS [GATDACE].............................................14 3.6. ASSÍNCRONO TRIFÁSICO DUPLAMENTE ALIMENTADO SEM ESCOVAS [GATDACE]..............................................20 4. CONCLUSÃO...................................................................................................................................................................................28 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................................................................29

LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 – MOINHO EÓLICO MEDIEVAL..........................................................................................................................................3 FIGURA 2 - MOINHO COM ROTOR DE 17M E 144 PÁS DE MADEIRA.............................................................................................4 FIGURA 3 – MODERNA TURBINA EÓLICA..........................................................................................................................................5 FIGURA 4 – DIMENSÕES TÍPICAS DAS TURBINAS EÓLICAS COMPARANDO A UM BOEING 747..............................................6 FIGURA 5 – CURVA DE GERAÇÃO DE ENERGIA EXTRAÍDA DA TURBINA EÓLICA.....................................................................7 FIGURA 6 – GRUPO EÓLICO-ELÉTRICO CONECTADO DIRETAMENTE A REDE ELÉTRICA....................................................10 FIGURA 7 – GRUPO EÓLICO-ELÉTRICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA ATRAVÉS DE UM CONVERSOR.........................11 FIGURA 8 – GRUPO EÓLICO-ELÉTRICO CONSTITUÍDO DE GERADOR ASSÍNCRONO TRIFÁSICO........................................12 FIGURA 9 – GRUPO EÓLICO-ELÉTRICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA ATRAVÉS DE UM CONVERSOR.........................13 FIGURA 10 – VARIAÇÃO DA FREQÜÊNCIA INDUZIDA NO CIRCUITO ROTÓRICO ...................................................................15 FIGURA 11 – CIRCUITO EQUIVALENTE DO GATDACE..................................................................................................................15 FIGURA 12 – CURVA DE TORQUE E CORRENTE NO ESTATOR DO GATDACE...........................................................................16 FIGURA 13 – FUNCIONAMENTO ESQUEMÁTICO DO GATDACE E O CONVERSOR..................................................................17 FIGURA 14 – SISTEMA DE REFERÊNCIA ARBITRÁRIO PARA O GATDACE..................................................................................17 FIGURA 15 – A) TORQUE, B) CORRENTES DE FASE, C) ROTAÇÃO MECÂNICA DO GATDACE................................................19 FIGURA 16 – GRUPO CONSTITUÍDO DE GERADOR ASSÍNCRONO TRIFÁSICO ALIMENTADO SEM ESCOVAS.....................21 FIGURA 17 – VARIAÇÃO DA FREQÜÊNCIA INDUZIDA AUXILIAR A DA MÁQUINA..................................................................22 FIGURA 18 – CIRCUITO EQUIVALENTE DO GATDASE EM CASCATA MAIS...............................................................................23 FIGURA 19 – CURVAS DE TORQUES EM REGIME PERMANENTE................................................................................................24 FIGURA 20 – CURVAS DE TORQUE TOTAL EM REGIME PERMANENTE ....................................................................................25 FIGURA 21 – SISTEMA DE REFERÊNCIA ARBITRÁRIO PARA O GATDASE..................................................................................26

1. INTRODUÇÃO
UNESA – Gerador Eólico 2

denominada energia Eólica. Qualquer movimento só é possível se existir energia mecânica disponível. O gerador [GATDACE]. Neste gerador o enrolamento estatórico é ligado diretamente à rede elétrica. e o enrolamento do rotor é ligado à rede através do conversor que é responsável pelo controle da máquina. não apresentarem velocidade constante. um dos que melhor atendem esta condição é o Gerador Assíncrono Trifásico Duplamente Alimentado com Escovas [GATDACE]. A técnica de conversão da energia dos ventos em energia mecânica primeiramente foi explorada para utilização em propulsão de navios. A geração de energia elétrica através da utilização da energia dos ventos tem avançado substancialmente na última década. Figura 1 – Moinho eólico Medieval A conversão da energia dos ventos em energia mecânica consiste numa técnica relativamente simples. Entre os diversos tipos de geradores elétricos atualmente utilizados.Toda atividade humana precisa de Energia para que possa ser realizada. Uma das formas de energia primária abundante na natureza é a Energia dos Ventos. Em função desta necessidade muito cedo na história do desenvolvimento humano a conversão de formas de energia primária em energia Mecânica para a realização de trabalhos motivou o ser humano a estudar e desenvolver técnicas de conversão de energia. ao longo da superfície terrestre. moinhos de cereais. bombas de água e na idade média para mover a indústria de forjaria. Consequentemente a turbina eólica opera com velocidade variável. A característica principal desta forma de energia alternativa é o fato dos ventos. Esta solução é utilizada em modernos geradores eólicos com potências da ordem de até 5MW. bastando apenas que se tenha um potencial eólico disponível e que resista aos caprichos da natureza. Isto exige que o gerador acoplado à turbina eólica seja capaz de gerar energia elétrica com frequência constante numa certa faixa de variação de velocidade. apesar de ser uma UNESA – Gerador Eólico 3 .

1888 Charles F. alimentando de forma suplementar o sistema elétrico através do uso de turbinas eólicas de grande porte. não necessita de escovas tornando-o mais confiável e diminuindo os custos de manutenção. Figura 2 – Moinho com rotor de 17m e 144 pás de madeira A geração de energia elétrica em grande escala. UNESA – Gerador Eólico 4 . Este gerador. muito se tem pesquisado para desenvolver o gerador Assíncrono Trifásico Duplamente Alimentado Sem Escovas [GATDASE]. Pode-se dizer que a moderna tecnologia das turbinas eólicas surgiu na Alemanha na década de 1950. além das vantagens do anterior. No inverno de 1887. O objetivo deste trabalho é mostrar as diversas tecnologias de geradores aplicados na geração eólica. o princípio de funcionamento e o controle do Gerador Assíncrono Trifásico Duplamente Alimentado através de Escovas [GATDACE]. Como na geração eólica. evoluiu muito nas últimas décadas. As primeiras turbinas eólicas foram aplicadas na conversão da energia dos Ventos diretamente em energia elétrica. o baixo índice de manutenção e a confiabilidade são pontos importantes no sentido de torná-la competitiva. já com pás fabricadas com materiais compostos. apresenta a desvantagem da manutenção devido ao desgaste das escovas*. Brush colocou em operação a primeira turbina eólica automática com diâmetro do rotor de 17m e 144 pás de madeira para gerar energia elétrica.solução viável. controle de passo e torres na forma tubular e esbelta.

uma substancial redução no custo da geração da energia elétrica.geradores permitindo aumentar a capacidade unitária das turbinas. foi possível se desenvolver novas técnicas de construção dos aero . em regime de competição e estimuladas por mecanismos institucionais de incentivo. obtendo assim reduções graduais e significativas nos custos do quilowatt instalado e. foi a partir de experiências de estímulo ao mercado realizadas na Califórnia na década de 1980 e na Dinamarca e Alemanha na década de 1990 que o aproveitamento da energia eólica como alternativa de geração de energia elétrica atingiu escala de contribuição mais significativa ao sistema elétrico. 2. O principal problema ambiental inicial. praticamente desapareceu com as turbinas de grande porte. conseqüentemente. Por ser uma fonte de energia quase inofensiva ao meio ambiente. que os requeridos por fontes tradicionais de geração de energia elétrica. com menores velocidades angulares dos rotores.Figura 3 – Moderna turbina eólica Entretanto. eficiência e competitividade. Devido a este avanço tecnológico e ao crescimento da produção em escala. O enorme desenvolvimento tecnológico passou a ser capitaneado pela nascente indústria do setor. os estudos de impacto ambiental são bem simplificados e mais rápidos. em termos de geração. tal como impacto de pássaros nas pás. TECNOLOGIAS APLICADAS NA GERAÇÃO EÓLICA UNESA – Gerador Eólico 5 .

45. comparando-as com o Boeing 747. ainda pode ser considerado como em desenvolvimento. O eixo do rotor acionando o gerador elétrico transforma uma parte desta energia mecânica de rotação em energia elétrica. que a 15ºC e ao nível do mar vale y =1. com tecnologias e requisitos de peso. As de potência maior que 2MW. os geradores eólicos se encontram em franco desenvolvimento tecnológico. isto é. O termo g representa a massa específica do ar. características de UNESA – Gerador Eólico 6 .Uma turbina eólica capta uma parte da energia cinética do vento que passa através da área varrida pelo rotor e a transforma em energia mecânica de rotação. Os rotores das turbinas eólicas são fabricados em materiais compósitos.593 e o valor usual assume Cp = 0.225kg /m3 .gerador. A potência elétrica gerada em watts é uma função da velocidade ao cubo do vento. O termo Cp representa o coeficiente aerodinâmico de potência do rotor. tendo como objetivo o aumento progressivo nas dimensões e capacidades de geração das turbinas. rigidez e aerodinâmica. O termo R representa o raio do rotor da turbina em metros e v a velocidade dos ventos em metros por segundo. apesar de já disponíveis no mercado. Com a acentuada expansão das estações eólicas no mundo nos últimos anos. o rendimento considerando as perdas no conjunto das transmissões mecânicas e as perdas no gerador. As turbinas eólicas de potência até 2MW podem ser consideradas tecnologicamente desenvolvidas. cujo valor máximo é Com = 0. Figura 4 – Dimensões típicas das turbinas eólicas comparando a um Boeing 747. Na figura são ilustradas as dimensões de turbinas disponíveis atualmente no mercado mundial. [1] dada por: Onde η representa a eficiência do aero .

aproximadamente.estruturas aeronáuticas. mesmo quando instaladas a distância da ordem de 300m de áreas residenciais. As baixas rotações atuais tornam as pás visíveis e evitáveis por pássaros em vôo. A geração de energia elétrica se inicia com velocidades de ventos da ordem de V 2. por: Usualmente a rotação é otimizada no projeto para minimizar a emissão de ruído aerodinâmico pelas pás.5m/s a Vn=12. Para velocidades de vento superiores a Vn=12. região III na figura. Abaixo deste valor o conteúdo energético do vento não justifica o seu aproveitamento.5m/ s.0m /s . Nesta região a potência disponível no eixo do gerador varia com o cubo da velocidade do vento e corresponde a região onde se inicia o processo de conversão eletromecânica da energia do vento. que um aumento do ângulo UNESA – Gerador Eólico 7 . e pode Ser calculada. As turbinas eólicas construídas aerodinamicamente satisfazem as exigências de ruído.0m/s e menores que Vm=25. Esta faixa de velocidade corresponde à região I na figura. tornando-a assim uma fonte alternativa e limpa de energia. Estes aspectos tornam a tecnologia eólico-elétrica ecologicamente correta. com capacidade de geração da ordem de megawatts. é ativado o sistema de limitação automático de potência da turbina. Figura 5 – Curva de geração de energia extraída da turbina eólica Na região II na figura a velocidade do vento varia de V0=2.0m /s. A velocidade angular Wr do rotor da turbina em radianos por segundo é inversamente proporcional ao seu raio R. À medida que a tecnologia propicia dimensões maiores para as turbinas a rotação se reduz. que pode ser por controle do ângulo de passo das pás ou por estol aerodinâmico (É possível se observar na curva característica CL versus α de uma asa finita.

O grupo eólico-elétrico assíncrono quando conectado a rede através de um conversor de freqüência ou quando duplamente alimentado se torna bastante flexível atendendo perfeitamente as duas características da conversão eólico-elétrica da energia cinética dos ventos. UNESA – Gerador Eólico 8 . atua o sistema automático de proteção.2 . ou seja. A turbina eólica.). basicamente. que pode ser com circuito de excitação independente no rotor ou ímãs permanentes no rotor. Como os geradores assíncronos são máquinas elétricas que apresentam velocidade de operação bem superior a da turbina. reduzindo a rotação das pás e o gerador elétrico é desconectado da rede elétrica. existe um limite máximo para o valor do coeficiente de sustentação de uma asa. Em função desta característica é necessário construir um grupo gerador eólico-elétrico que seja capaz de gerar energia elétrica e entregar a rede com freqüência constante. Existem. exigem que entre a turbina eólica e o gerador seja acoplado um ampliador de velocidade. ou seja. opera perfeitamente nas regiões II e III do gráfico mostrado 2. dependendo do modelo da turbina. nos grupos de menor potência (menor do que 1MW). mas sim de um acoplamento planetário entre a turbina e o gerador. Outra característica importante do grupo gerador eólico-elétrico é a baixa rotação desenvolvida pela turbina eólica. Porém nos grupos de maior potência (maior do que 1MW) normalmente o gerador síncrono é fabricado com um número muito grande de pólos e para uma freqüência nominal baixa. não consegue transformar a energia do vento em energia mecânica mantendo a rotação do eixo constante.Grupos Eólico-Elétricos Assíncronos Nestes grupos o eixo da turbina eólica está acoplado ao eixo de um gerador assíncrono trifásico.Grupos Eólico-Elétricos Síncronos Nestes. Estas características fazem com que a tecnologia de Projeto e fabricação do grupo eólico-elétrico apresente particularidades diferentes dos grupos convencionais de geração de energia elétrica. fazendo com que sua velocidade de operação seja da mesma ordem da turbina. ou seja: 2. o gerador síncrono apresenta velocidade de operação bem superior à da turbina exigindo um ampliador de velocidade acoplado entre a turbina e o gerador. não necessitando do multiplicador de velocidade. o eixo da turbina eólica está acoplada ao eixo de um gerador síncrono trifásico.0m /s . que pode ser com rotor de gaiola ou rotor bobinado. Nesta região a potência disponível no eixo do gerador é constante. duas filosofias tecnológicas aplicadas atualmente aos grupos eólico-elétrico. Nesta tecnologia.proporciona um aumento do coeficiente de sustentação. devido à característica de velocidade variável do vento. região IV na figura. porém esse aumento de CL não ocorre indefinidamente. Para ventos muito fortes com velocidade superior a Vm 25.1.

pois requer um banco relativamente grande de baterias para que se possa ter uma quantidade de energia razoável num determinado lugar. Existe.para a eletricidade. as principais vantagens e desvantagens de cada caso. Os geradores podem ser basicamente dos tipos "AC" ou "DC". sabendo disso foram desenvolvidos instrumentos que fazem esta conversão. a conexão à rede. 3 . geram a eletricidade. Assim. a energia é convertida. Já os geradores de corrente alternada (AC). que nada mais são do que motores elétricos que ao girarem em torno de seus eixos induzem uma corrente elétrica em seus pólos. Para dar um exemplo o alterador dos automóveis. Esta conversão é feita pelos geradores elétricos. que é um pequeno gerador que converte a energia mecânica rotativa do motor de combustão interna para eletricidade e carrega-a na bateria do automóvel. se converterem a energia para a forma de corrente alternada ou contínua (direta). Nos tipos de geradores de corrente contínua (DC).Geradores A eletricidade é uma forma muito cômoda de se transmitir energia. além disto. Mostraremos em cada caso o tipo de gerador. Em compensação. é necessário que se tenha ligado juntamente ao sistema um inversor para que se possa utilizar diretamente aparelhos elétricos. Existe uma gama muito grande de tipos e tamanhos de geradores usados hoje em dia. como o nome já indica para a forma direta ou contínua de corrente elétrica e carrega uma bateria que acumula esta energia para uso posterior. da energia mecânica . na forma de corrente alternada e pode ser usado diretamente nos nossos aparelhos elétricos e eletrônicos do dia a dia. utensílios domésticos e a grande parte dos aparelhos elétrico-eletrônicos são projetados para funcionar ligados a corrente alternada devido às facilidades de transporte que esta maneira proporciona. UNESA – Gerador Eólico 9 . porém dois inconvenientes deste tipo de produção de eletricidade: o primeiro é que não se é possível estocar energia na forma de corrente alternada.Passaremos agora a mostrar esquematicamente os principais grupos eólicoelétrico utilizados atualmente ao redor do planeta na conversão eletromecânica da energia cinética dos ventos. tendo que retificá-la por meio de diodos. nos sistemas em que se usa geradores de corrente contínua. como o nome diz. Esta forma de conversão é um pouco incômoda. uma forma prática e limpa de se transmitir e usar a energia.fornecida pelos ventos . respectivamente. esta forma permite que mesmo sem vento por algum tempo se tenha energia disponível. para ser utilizada em momentos posteriores.

b)gerador síncrono com excitação independente.Gerador conectado diretamente à rede elétrica operando com velocidade fixa . Se for suficiente o dispositivo não faz nada. é preciso ligar ao sistema um dispositivo que mantenha a freqüência em torno dos desejados 60 Hz. O gerador síncrono deve trabalhar com rotação constante. Figura 6 – grupo eólico-elétrico conectado diretamente a rede elétrica. as freqüências geradas pelo gerador também variam muito. e como os ventos variam muito. conforme mostrado esquematicamente na figura abaixo. normalmente de vários estágios. este dispositivo é chamado de inversor síncrono. para a forma contínua e armazená-la em bancos de baterias. visto que nosso sistema de energia tem que estar em torno de 60 Hz (Hertz). No sistema conectado de energia. a)gerador assíncrono de gaiola.Este grupo eólico-elétrico pode ser constituído de um gerador assíncrono ou um gerador síncrono. Deste banco. Desta maneira. passando por um inversor síncrono para que sua freqüência seja ideal. Ambos trabalham com velocidade de rotação acima da velocidade da turbina exigindo um multiplicador de velocidade. porém se a energia gerada pelo catavento não for suficiente. UNESA – Gerador Eólico 10 . a corrente vai para a caixa de fusíveis e passa aí por um dispositivo seletor. a energia passa por um inversor que a deixa na forma de corrente alternada pronta para ser usada em suas aplicações. este dispositivo seletor começa a "aceitar" também a energia fornecida pelo sistema de eletrificação das ruas. 3. Após isto. Para controlar este problema.por exemplo. O segundo inconveniente é que os geradores de corrente alternada geram correntes em freqüências que variam com a velocidade de giro do rotor. a energia mecânica é convertida para eletricidade na forma de corrente contínua e carrega um banco de baterias.1 . o usuário deste sistema só usa a energia vinda da rua em situações em que o vento não é ideal ou quando sua demanda supera a energia gerada por seu equipamento. No sistema de estocagem utilizando baterias. a conversão é feita diretamente para corrente alternada. tornando o grupo rígido. que verifica se a corrente gerada pelo catavento é suficiente para suprir as necessidades da casa.

Esta configuração pode ser aplicada para potências de até 1MW. conforme mostrado esquematicamente na figura abaixo. no que se refere a regulação de velocidade. a) gerador assíncrono de gaiola. Esta filosofia de grupo eólicoelétrico apresenta uma boa eficiência na transformação de energia quando comparada com a do grupo comentado no parágrafo a.exigindo sincronização com a rede e. enquanto o grupo síncrono compensa os reativos na excitação independente. O grupo assíncrono apresenta a vantagem de ser robusto. Aqui também a solução do grupo eólico-elétrico com gerador assíncrono apresenta a vantagem de ser robusto e de menor custo. O gerador síncrono compensa os reativos através da excitação independente. A demanda dos reativos necessários para excitar o gerador UNESA – Gerador Eólico 11 . em alguns casos é aplicado um gerador assíncrono de gaiola com duplo enrolamento no estator com polaridades diferentes. conseqüentemente.2 . ou seja. o escorregamento. Ambos operam com velocidades acima da turbina exigindo um multiplicador de velocidades. fazendo com que o grupo seja um pouco mais flexível. O link DC do conversor desacopla o gerador da rede permitindo uma grande flexibilidade na regulação de velocidade. não permitindo nenhuma regulação de velocidade.grupo eólico-elétrico conectado à rede elétrica através de um conversor. em regiões onde a velocidade dos ventos é razoavelmente constante. Já o gerador assíncrono permite uma pequena variação de velocidade devido a sua característica de funcionamento. b) gerador síncrono com excitação independente.Gerador conectado à rede elétrica através de um conversor Nesta configuração o grupo eólico-elétrico pode ser constituído de um gerador assíncrono ou um gerador síncrono. 3. Ambos apresentam baixa eficiência na transformação da energia devido a sua rigidez. Para aumentar esta flexibilidade. O grupo assíncrono demanda o uso de um sistema de compensação de reativos. ter menor custo e não emitir componentes harmônicos para a rede. Figura 7 .

já que toda a potência. não exigindo um banco adicional de capacitores. Projetando-se o circuito rotórico adequadamente. que normalmente é de vários estágios.assíncrono provém do conversor. Nas duas soluções o conversor CA/CA apresenta um grande impacto no custo. dependendo do ponto de operação. conforme mostrado esquematicamente na figura abaixo. do grupo eólico-elétrico passa para a rede através do conversor. isto é. II e III UNESA – Gerador Eólico 12 . Devido a esta característica de regulação de velocidade. 3. Aqui também como nas soluções anteriores o gerador trabalha numa rotação acima da turbina. exigindo um multiplicador de velocidade. região I. esta solução é utilizada nas regiões onde a velocidade dos ventos é bastante variável. Esta filosofia apresenta uma grande eficiência na transformação eletromecânica da energia dos ventos. porque devido a sua característica de regulação de velocidade que permite o aproveitamento energético em toda a faixa de velocidade dos ventos. devendo ser bidirecional para permitir o fluxo de potência nos dois sentidos. Esta solução não apresenta limite de potência podendo ser empregada para qualquer potência respeitando apenas a critérios técnicos econômicos.Gerador Assíncrono Trifásico de Rotor Bobinado Duplamente Alimentado com Escovas [GATDACE] Nesta configuração o grupo eólico-elétrico é constituído de um gerador assíncrono trifásico com rotor bobinado duplamente alimentado através de escovas [GATDACE]. o conversor de freqüência para este grupo eólicoelétrico. O controle da velocidade é feito através do conversor conectado ao circuito rotórico. Esta é uma grande vantagem de custos. fazendo com que esta solução seja bastante competitiva.3 . do gerador para a rede e da rede para o gerador. necessita ser dimensionado para no máximo 30% da potência do grupo. ou seja. Figura 8 – grupo eólico-elétrico constituído de gerador assíncrono trifásico duplamente alimentado com escovas [GATDACE] Este gerador permite uma ampla faixa de regulação de velocidade da ordem de ± 30 % em torno de sua rotação síncrona.

4 . conforme mostrado na figura. robustez e grande eficiência na transformação eletromecânica da energia dos ventos. conforme mostrado esquematicamente na figura abaixo.Gerador Síncrono Trifásico conectado à rede através de um conversor sem multiplicador de velocidade. A outra grande vantagem. mas apenas um planetário de um único estágio com custo e manutenção menor. onde principalmente o segundo aumenta a manutenção do grupo. Na configuração (a) a regulação da tensão gerada é feita através da excitação independente. Figura 9 . Nesta configuração o grupo eólico-elétrico é constituído de um gerador síncrono trifásico com excitação independente ou com rotor de ímãs permanentes. Porém. Nesta solução tanto a configuração (a) como a (b) requerem um gerador de grande número de pólos gerando em freqüência baixa e variável de acordo com a velocidade da turbina. apresenta dois pontos fracos que são o uso do multiplicador de velocidades e o uso de escovas. Dessa forma não introduz no sistema elétrico poluição harmônica. enquanto que na (b) não é permitida a regulação da tensão gerada devido ao rotor ser de imãs permanentes. Como os geradores apresentam um grande número de pólos. Porém a solução com imãs permanentes no rotor apresenta um rendimento maior UNESA – Gerador Eólico 13 . a) Gerador síncrono com excitação independente b) Gerador síncrono de ímãs permanente. Esta configuração é largamente utilizada pela maioria dos fabricantes de grupos eólico-elétricos para potências da ordem de até 5MW.Grupo eólico-elétrico conectado à rede elétrica através de um conversor. é devido ao fato do estator estar ligado diretamente à rede gerando uma onda senoidal pura. conseqüentemente não exige o uso de filtros harmônicos.mostradas na figura. O conversor desacopla o gerador da rede permitindo a conversão eletromecânica da energia numa ampla faixa de velocidade dos ventos. 3. trabalham em rotação mais baixa não exigindo um multiplicador de velocidade. por apresentar custo inicial baixo.

Na figura (a) é mostrado a variação da freqüência imposta f p2 em função da rotação mecânica m f. baseado na equação (5) podemos controlar a rotação f m da máquina impondo adequadamente uma freqüência f p2 ao circuito rotórico. fm é a freqüência mecânica do eixo da máquina em Hz. ver figura.fp2) / Pp1 (5) Como a freqüência f p1 da rede de alimentação do estator é constante e o número de pares de pólos também não varia. A freqüência induzida f p2 no circuito rotórico. Porém apresenta um custo inicial elevado e necessita de filtros para evitar a poluição da rede através dos harmônicos provenientes do conversor.por que praticamente não tem perdas no rotor. obtemos: f m = ( fp1. Esta filosofia é utilizada por alguns fabricantes de grupos eólico-elétricos para potências da ordem de até 5MW. por apresentar uma grande eficiência na transformação eletromecânica da energia dos ventos e por não necessitar do multiplicador vários estágios de velocidade. O escorregamento Sp de uma máquina de indução é dado por: Onde: f p1 é a freqüência da rede de alimentação da máquina em Hz. fsp=fp1/Pp1 é rotação síncrona da máquina dada em Hz. usando a equação (3) pode ser escrita como: f p2=Spfp1=fp1-Pp1fm (4) Isolando m f na equação (4). Pp1 é o número de pares de pólos do enrolamento do estator.GERADOR ASSÍNCRONO TRIFÁSICO DUPLAMENTE ALIMENTADO COM ESCOVAS [GATDACE] Fisicamente este gerador é constituído no estator por um enrolamento trifásico que está conectado diretamente á rede elétrica e no rotor por um enrolamento trifásico que está conectado ao conversor através de um conjunto de anéis coletores e escovas. 3. UNESA – Gerador Eólico 14 .5 .

O termo Ubp 2 representa a tensão nos terminais do circuito rotórico com o rotor bloqueado. UNESA – Gerador Eólico 15 . Onde os parâmetros do circuito equivalente são: Uplé a tensão de fase de alimentação no estator do gerador. Up2 é a tensão de fase de alimentação no rotor do gerador. A figura 10 (b) mostra a variação do módulo da tensão nos terminais do enrolamento rotóricoU p2 .circuito equivalente do GATDACE. IP1é a Corrente de fase do estator do gerador.Figura 10. Figura 11. O regime permanente do GATDACE pode ser analisado a partir do circuito equivalente clássico de uma máquina de indução [figura 11]. IP2 é a Corrente de fase do rotor do gerador.Variação da freqüência induzida no circuito rotórico em função da rotação mecânica da máquina.

isto é. Zp2 = Rp2 + j X p2 é a impedância do rotor já referida ao estator. A figura 14 mostra uma curva de torque no eixo e corrente no estator do GATDACE. uma de corrente e uma de rotação.IP0 é a Corrente no ramo magnetizante do gerador. Figura12 – Curva de torque e corrente no estator do GATDACE Observa-se claramente pela curva de desempenho da figura 14 que o comportamento do GATDACE corresponde ao comportamento de máquina de indução com a vantagem que o torque pode ser controlado pelo conversor impondo a tensão Up2 de freqüência variável ao circuito rotórico conforme mostrado no gráfico da figura 12. O conversor conectado entre o circuito rotórico e a rede conforme mostrado esquematicamente na figura 10 deve ser bidirecional. obtemos a performance da máquina em regime permanente neste intervalo. permitindo o fluxo de potência em ambos os sentidos. Zpm = o + j X pm é a impedância do ramo magnetizante da máquina. de quatro quadrantes. Na figura 15 é mostrado esquematicamente o controle da GATDACE em duas malhas fechadas. ZRfe1= Rpfe1+ jW é a impedância de perdas no ferro do estator. UNESA – Gerador Eólico 16 . Resolvendo o circuito equivalente desde –1pu até 2pu da rotação síncrona. Zp1 = Rp1 + j X p1 é a impedância do enrolamento do estator. ZRfe2= Rpfe2+ j0 é a impedância de perdas no ferro do rotor já referida ao estator. Observa-se claramente que a tensão do rotor é desacoplada da rede através do link DC.

A figura 16 mostra o sistema de referência arbitrário do GATDACE.Figura 13 – Funcionamento esquemático do GATDACE e o conversor O modelo analítico para o regime dinâmico é obtido pela transformação das equações escritas em variáveis da máquina em equações escritas no sistema de referência arbitrário. UNESA – Gerador Eólico 17 . Figura 14 – Sistema de referência arbitrário para o GATDACE.

Transformando o sistema de equações diferenciais escritas em variáveis da máquina para o sistema de referência arbitrário.a . obtemos o conjunto de seis equações diferenciais dadas por: No sistema de equações acima. O circuito rotórico gira com uma velocidade angular Wp2 radianos elétricos por segundo. (7) e (8) são resolvidas simultaneamente pelo método de Runge-Kutta de quarta ordem. Bav representa o coeficiente de atrito viscoso do sistema. UNESA – Gerador Eólico 18 .c estão mostrados os torques. TExterno representa o torque externo aplicado ao eixo do gerador. A equação dinâmica que rege o movimento da máquina pode ser escrita como: O termo JTotal representa a inércia total do sistema dado pela soma da inércia do gerador e das partes externas acopladas. Nas figuras 15. Wp2 a Velocidade do eixo do enrolamento do rotor. do estator e rotor respectivamente. A velocidade angular mecânica Wm é dada por: O sistema de equações diferenciais dadas por (6). Todos os parâmetros do rotor na equação (6) estão referidos ao estator.O circuito do estator é considerado fixo ao eixo estacionário θp1 e todas as variáveis do rotor são referidas ao estator. obtendo assim o comportamento dinâmico do GATDACE. Os termos λpqd01 λpqd02 representam os enlaces de fluxo.b e 15. Na figura 16 os vetores f representam tensões ou correntes da máquina. Rp1e Rp2 as resistências . os eixos q e d giram com uma velocidade angular Wqd0 radianos elétricos por segundo e o deslocamento angular entre o circuito rotórico e o eixo arbitrário q é βp2. os índices 1 e 2 são relacionados ao estator e ao rotor respectivamente. Wqd0 representa a velocidade dos eixos de referência arbitrário. Upqd01 e Upqd02 as tensões. ipqd01 e ipqd02 as correntes. 15. a corrente no rotor e a velocidade Mecânica respectivamente considerando que o GATDACE é acionado por um torque externo.

6 . b) Correntes de fase no rotor GATDACE.GERADOR ASSÍNCRONO TRIFÁSICO DUPLAMENTE ALIMENTADO SEM ESCOVAS [GATDASE] UNESA – Gerador Eólico 19 . c) Rotação mecânica do GATDACE O GATDACE é uma solução largamente utilizada pela maioria dos fabricantes de grupos eólico-elétricos até a faixa de potência de 5MW. devido a sua grande flexibilidade de controle e baixo custo.Figura 15 – a) torque no eixo GATDACE. 3. porém necessitam de um multiplicador de vários estágios de velocidade e o sistema de escovas e porta escovas os quais são componentes que requerem manutenção.

A formação da pátina é fortemente influenciada pelas condições ambientais e de carga do gerador. Os geradores que necessitam de escovas apresentam um outro problema que é a redução do nível de isolamento provocado pelo pó das escovas proveniente do desgaste das mesmas. A WEG. potência gerada. Uma alternativa para eliminar os problemas decorrentes do uso de escovas é o Gerador Assíncrono Trifásico Duplamente Alimentado Sem Escovas [GATDASE].As soluções com máquinas síncronas apresentam custos mais elevados e as soluções com máquinas assíncronas apresentam custos menores. UNESA – Gerador Eólico 20 . Ao enrolamento de potência chamaremos de enrolamento principal e é conectado diretamente à rede elétrica. O Enrolamento principal com Pp pares de pólos está representado em cor azul e o auxiliar com Pa pares de pólos em cor vermelha. porém. varia praticamente de zero até o valor nominal em função da velocidade dos ventos a pátina pode ficar prejudicada. elaboraram um projeto no sentido de desenvolver o GATDASE. O maior problema devido as escovas é a necessidade de inspeções periódicas ao gabinete das mesmas para garantir que o funcionamento esteja se processando adequadamente. principalmente em aplicações onde o parque eólico se localiza no mar [Offshore]. Como na geração eólica a carga. em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina [UFSC]. O sistema mostrado na figura 18 permite controlar o torque. isto é. Esta inspeção é onerosa devido ao fato do número de grupos eólico-elétricos em parques eólicos ser grande e o acesso ao gerador no topo da torre nem sempre ser fácil. devido a necessidade do multiplicador de velocidades e do sistema de escovas. levando ao desgaste mais rápido das escovas. A figura 18 mostra esquematicamente o GATDASE. O desgaste das escovas é mais acentuado quando não há uma formação adequada da pátina que é uma película de grafite que deve se formar na superfície do anel coletor onde as escovas formam o contato. O enrolamento de controle ao qual chamaremos de enrolamento auxiliar é ligado à rede através do conversor de controle vetorial regenerativo de quatro quadrantes. a velocidade e o fator de potência do enrolamento principal através do conversor conectado no enrolamento auxiliar. mais manutenção. Este gerador é uma máquina assíncrona trifásica onde o núcleo magnético do estator compartilha dois enrolamentos trifásicos.

dada por: f a1 = −[ fp − ( Pp + Pa) fm] (11) UNESA – Gerador Eólico 21 . Nesta condição dizemos que a máquina está operando na condição de CASCATA MAIS. [7].Figura 16. [5]. No enrolamento auxiliar é induzida uma densidade de corrente com a seqüência de fase negativa com a freqüência fa1 em Hertz. [8]. Para minimizar o conteúdo harmônico das ondas de induções no entreferro geradas pela gaiola.Grupo eólico-elétrico constituído de gerador assíncrono trifásico duplamente alimentado sem escovas [GATDASE] A gaiola especial mostrada na figura 18 é projetada com loop’s internos para reduzir o conteúdo harmônico das ondas de induções no entreferro geradas pela gaiola [4]. onde N p2 é dado por: Np2 = Pp + Pa (9) A equação (9) nos fornece a condição de como escolher o número de barras da gaiola do rotor na condição cascata mais. A vantagem deste sistema é de ser compacto e não necessitar de escovas. A performance desta máquina depende fortemente da construção da gaiola especial do rotor [6].Pp fm (10) Onde f p1 é a freqüência do enrolamento principal e fm a freqüência mecânica do eixo ambas em Hertz. mas sim por vários loop´s conforme mostrado na figura 18. A melhor performance é obtida quando as barras do rotor geram Np2 pólos que acoplam eletromagneticamente os enrolamentos principal e auxiliar produzindo torques aditivos. cada pólo da gaiola pode ser construído não só por uma barra. A onda fundamental da indução no entreferro gerada pelo enrolamento principal induz uma densidade de corrente na gaiola com freqüência fp2 calculada por: f p2 = fp1 .

mas também. O conversor de freqüência conectado ao enrolamento auxiliar.Variação da freqüência induzida na gaiola e no enrolamento auxiliar em função da rotação mecânica da máquina. Figura 17.Isolando a freqüência mecânica do eixo m f em hertz da equação (11). obtemos: A equação (12) mostra que é possível controlar a velocidade do GATDASE variando a freqüência da tensão imposta no enrolamento auxiliar [3]. A rotação síncrona da máquina principal fsp é dada por: UNESA – Gerador Eólico 22 . [7]. Quando a freqüência da corrente induzida no enrolamento auxiliar fa1 é nula. a máquina está rodando na sua freqüência síncrona natural fsn que de acordo com a equação (12) pode ser escrita como [6]. A figura 19 mostra a variação das freqüências das correntes induzidas na gaiola fp2 e no enrolamento auxiliar fa1 em função da freqüência mecânica fm no eixo da máquina. controlando desta maneira o torque e a rotação da máquina. conforme mostrado na figura 18 pode variar não só a freqüência. a amplitude e a fase da tensão imposta. [8]: No ponto da rotação síncrona natural a freqüência e a amplitude da corrente induzida no enrolamento auxiliar são nulas.

a impedância do estator. Z cfe2 a impedância de perdas no ferro do rotor e Z’ cm a impedância magnetizante. ou seja a máquina opera em cascata mais. a curva verde o torque do enrolamento principal (12 pólos). Resolvendo o circuito equivalente mostrado na figura 20 obtemos o comportamento do GATDASE em regime permanente. A figura 21 mostra as curvas de torque em regime permanente. mostrado na figura 20.A rotação síncrona da máquina auxiliar sa f é dada por: O comportamento em regime permanente é obtido usando o circuito equivalente da máquina considerando a condição de operação em cascata mais. isto é. As impedâncias do circuito equivalente são Z’c1. e a vermelha representa o torque total. Com este modelo é possível analisar a máquina operando em regime permanente tanto como motor ou como gerador para qualquer condição de carga com fator de potência indutivo ou capacitivo. A tensão U’ac1 representa a tensão imposta pelo conversor estático. Z’c2. Z’cad é a impedância externa conectada em série com o enrolamento auxiliar. a soma dos dois torques comprovando que nesta construção de gaiola os torques são aditivos. A curva azul representa o torque desenvolvido pelo enrolamento auxiliar (8 pólos). Z cfe1. a impedância de perdas no ferro do estator. UNESA – Gerador Eólico 23 . a impedância do rotor. Figura 18 – Circuito equivalente do GATDASE em cascata mais Na figura 20 os sub-índices “p” e “a” estão relacionados com o enrolamento principal e auxiliar respectivamente.

até que o torque da máquina principal se torna positivo novamente. Em 1. Na figura 21 é também possível observar que no intervalo de 0 até 1pu de velocidade a máquina se comporta como motor. torques negativos.5 pu de velocidade com um reostato de 5 tap’s conectados em série com o enrolamento auxiliar. Então o torque total se torna positivo e a máquina se comporta como motor novamente. os três torques são positivos. novamente os três torques passam por zero. De 1pu até 1.667pu de velocidade a máquina se comporta primeiro como gerador.Figura 19 – Curvas de torques em regime permanente No ponto de velocidade de 1pu. Neste ponto temos a rotação síncrona da máquina principal fsp conforme mostrado na figura 19. os três torques passam por zero indicando que a máquina se encontra na rotação síncrona natural fsn mostrada na figura 19. Para velocidades acima de 1. UNESA – Gerador Eólico 24 .667pu de rotação.667pu os três torques são negativos novamente e a máquina trabalha como gerador uma vez mais. A figura 22 mostra um conjunto de curvas de torque em regime permanente a te 2.

O GATDASE pode trabalhar perfeitamente como motor ou como gerador quando controlado por um conversor estático. O modelo dinâmico do GATDASE é obtido pela transformação das equações em variáveis da máquina para o sistema de referência arbitrário. O enrolamento principal do estator é considerado fixo ao eixo estacionário θp1 e todas as variáveis da máquina.Figura 20. Na figura 23 os vetores f representam as tensões e correntes da máquina. A figura 23 mostra o sistema de referência arbitrário usado na análise dinâmica da GATDASE.Curvas de torque total em regime permanente com resistência externa em série com o enrolamento auxiliar. Os eixos q e d giram com uma velocidade Wqd0 e o deslocamento angular do circuito do rotor e o eixo arbitrário é βp2 UNESA – Gerador Eólico 25 . como do rotor e do nrolamento auxiliar são referidas ao enrolamento principal do estator. conforme mostrado na figura 18. O circuito do rotor gira com uma velocidade angular W2.

Sistema de referência arbitrário para o GATDASE Sabemos que o enrolamento auxiliar está fisicamente fixo ao estator. obtemos o conjunto de nove equações diferenciais dadas por: UNESA – Gerador Eólico 26 . Figura 21. Pp1 e Pa1 o número de pares de pólos do enrolamento principal e auxiliar respectivamente. ao eixo estacionário p1 q . isto é.. mas para considerar o efeito cascata no nosso modelo dinâmico. somos forçado a admitir que o eixo do enrolamento auxiliar a1 q gira com uma velocidade angular Wa1 dada por: Wa1 = (Pp1+Pa1)Wm (16) Onde Wm representa a velocidade mecânica do eixo da máquina. Transformando o sistema de equações diferenciais escritas em variáveis da máquina para o sistema de referência arbitrário.

Associando as equações dinâmicas (7) e (8) às nove equações diferenciais dadas por (17) e resolvendo o sistema pelo método de Runge-Kutta de quarta ordem obtemos o comportamento dinâmico da máquina. Os termos λpqd01 e λpqd02 representam os enlaces de fluxo. através de um torque externo aplicado ao eixo da máquina. A figura 24 mostra o torque dinâmico em função do tempo obtido pela simulação de uma aceleração do GATDASE. Figura 24. do estator e rotor respectivamente. os índices 1 e 2 são relacionados ao estator e ao rotor respectivamente. acima da velocidade síncrona natural. ipqd01 e ipqd02 as correntes.Torque dinâmico da GATDASE UNESA – Gerador Eólico 27 . Wp2 a Velocidade do eixo do enrolamento do rotor.No sistema de equações acima. Todos os parâmetros do rotor e do enrolamento auxiliar do estator na equação (17) estão referidos ao enrolamento principal do estator. Wqd0 representa a velocidade dos eixos de referência arbitrário. Upqd01 e Upqd02 as tensões. Rp1e Rp2 as resistências. Wa1 a velocidade do eixo do enrolamento auxiliar do estator.

08s e pela rotação síncrona do enrolamento principal t=1. faltando para isto apenas que o conversor corrija o fator de potência. O GATDASE pode ser a uma boa alternativa para o uso em geração de energia elétrica através de turbinas eólicas. reduzindo drasticamente os custos por quilowatt instalado. Mostramos também as diversas tecnologias de gerador elétrico atualmente aplicados na geração eólica de energia elétrica. 4 – CONCLUSÃO Neste artigo apresentamos um resumo sobre a evolução histórica da conversão eletromecânica da energia dos ventos em energia elétrica. ao projeto permitindo a fabricação de grupos eólico-elétricos de maior capacidade.Podemos identificar na figura 24 o instante em que o rotor passa pela velocidade síncrona natural t=1. aumentando a sua capacidade e eficiência na captação da energia do vento. O uso de escovas implica em vários problemas. pode ser corrigido dimensionando adequadamente um banco de capacitores no link CC do conversor. porém a desvantagem do uso de escovas. numa ampla faixa de ± 30% em torno de sua velocidade síncrona natural através do conversor. O estudo do GATDASE pode se constituir numa boa alternativa para aplicação em geração eólica. Quanto ao fator de potência baixo. fazer o sistema gerador – conversor operar com o fator de potência desejado. Junto com esta evolução ocorreu a aplicação dos modernos métodos de controle de velocidade e torque. tanto da turbina quanto do gerador. através do conversor. principalmente se levarmos em conta o fato de não necessitar de escovas e permitir uma grande flexibilidade no controle do torque e na velocidade. UNESA – Gerador Eólico 28 . Comentamos as vantagens e desvantagens de cada solução e realçamos que a solução com a MATDACE apresenta o menor custo. Utilizando a técnica do controle vetorial é possível. Estes pontos característicos do GATDASE já foram identificados na figura 21 para o regime permanente.45s. visto pela rede. Mostramos também que a tecnologia de fabricação das turbinas eólicas evoluiu muito nas duas últimas décadas. confirmando desta maneira a energia eólica como uma alternativa limpa e viável de energia.

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